UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO ± UFES CENTRO UNIVERSITÁRIO DO NORTE DO ESPÍRITO SANTO - CEUNES DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E CIÊNCIAS EXATAS

ENGENHARIA DE COMPUTAÇÃO

ANDRÉ VITOR PIANCA DEMUNER EDUARDO FERNANDO BINDA BARATELLA IGOR COTTA SIQUEIRA MARCEL MAGNO DIAS RODRIGUES

Lançamento Horizontal, Conservação da Energia e da Quantidade de Movimento

São Mateus 2010

ANDRÉ VITOR PIANCA DEMUNER EDUARDO FERNANDO BINDA BARATELLA IGOR COTTA SIQUEIRA MARCEL MAGNO DIAS RODRIGUES Lançamento Horizontal. Conservação da Energia e da Quantidade de Movimento Relatório destinado à disciplina de Física Experimental I do curso de Engenharia de Computação. Ufes Campus São Mateus. Orientador: Eduardo Perini Muniz São Mateus 2010 .

...................................................................................................................................................................................................................01  Material utilizado...xx  Referências....xx  Cálculos.............................xx  Conclusão................................................................xx  Descrição do experimento..................................................................................................................................................................................xx  Analise de dados.....................................Sumário  Introdução...........xx  Dados experimentais..................xx ............................ ................................

az = . Uma consequencia dessa lei é que energia não pode ser criada nem destruída. pois sua aceleração se mantém constante) e movimento horizontal (movimento uniforme. como o resultado da composição de dois movimentos simultâneos e independentes: queda livre (movimento vertical. o módulo de sua velocidade cresce em virtude do aumento do módulo da componente vertical . no lançamento horizontal. Equações y = yo+voyt x = xo+voxt z = zo + vozt ± vy = voy vx = vox vz = voz ± gt A lei ou princípio da conservação de energia estabelece que a quantidade total de energia em um sistema isolado permanece constante. ou seja. de acordo com o princípio da simultaneidade.g e ax = ay = 0. Introdução No dia 26 de fevereiro de 2010. send o uniformemente variado. Assim. mantendo a velocidade com que foi lançado). O Lançamento Horizontal pode ser considerado. A única coisa que pode acontecer com a energia em um sistema isolado é que . Para efetuar os cálculos de movimento de um projétil serão utilizadas as equações listadas na tabela abaixo. conservação de energia e quantidade de movimento. sob ação exclusiva da gravidade. a experimentação realizada foi em virtude do lançamento horizontal. o móvel o realiza por inércia. pois não existe nenhuma aceleração na direção horizontal. à medida que o móvel se movimenta.

. A conservação da quantidade de movimento é válida para qualquer que seja o número de ob jetos e independe de suas dimensões. a energia cinética pode ser transformada em energia térmica. . no ponto de lançamento e no ponto de impacto com o solo.Identificar corretamente a grandeza alcance em um lançamento horizontal de projétil a partir de uma rampa.Utilizar o princípio de conservação de energia para determinar a velocidade de lançamento da esfera (ao abandonar a rampa).ela pode mudar de forma. Equações O experimento conta com os seguistes objetivos gerais: . algum outro deve perder a mesma quantidade de movimento. . Sempre que um corpo ganha quantidade de movimento . Para efetuar os cálculos de conservação de energia serão utilizadas as equações listadas na tabela abaixo. . a energia não é a única grandeza que se conserva nos fenômenos físicos.Executar corretamente as medidas do alcance com o seu respectivo desvio. A quantidade de movimento de um corpo é uma grandeza vetorial que não pode ser criada nem destruída.Relacionar a altura da posição de largada do móvel com o alcance.Determinar a velocidade total. por exemplo. isto é. Porém. . também se conserva a quantidade de movimento.

Um conjunto de sustentação com escala linear milimetrada.  Descrição do Experimento . . .Um paquímetro. .Uma rampa principal.Um compasso.Um lápis. .Determinar a velocidade angular da esfera. . a partir da sua velo cidade de lançamento relacionando com a sua velocidade linear do centro de massa.Uma folha de papel carbono.Uma esfera metálica menor para lançamento. . a lei da conservação das quantidades de movimento em colisões frontais e laterais. . sustentação regulável para apoio da esfera alvo e suporte com esfera para os acessórios.Uma folha de papel milimetrado.Relacionar a altura h com o módulo do vetor quantidade de movimento horizontal e verificar sua conservação.Uma esfera metálica maior para lançamento. haste e sapatas niveladoras e amortecedoras.  Material Utilizado . . -Verificar. através de vetores quantidade de movimento horizon tal.. . .Uma régua milimetrada. .Fita adesiva.Uma folha de papel de seda. .Um fio de prumo com engate rápido. .

Com o término dos lançamentos foram assinalados os círculos de incerteza. Já que a esfera menor não tocava no parafuso.. através de um paquímetro. solta de uma altura de 50mm dez vezes. Na montagem. utilizando um compasso para circular e uma régua para medição. que quantidade de movimento numa colisão frontal ) e Parte 3 (Conservação da quantidade do movimento numa colisão lateral de duas esferas diferentes ). A esfera maior foi solta de uma altura de 100mm em relação a base da rampa. ao descer da rampa possa se colidir frontalmente. com isso os pontos atingidos foram marcados no papel com 1. 2-b e assim respectivamente.O primeiro passo foi a montagem do sistema experimental e ajustes dos equipamentos. para que assim a esfera maior. Parte 3 : . O procedimento foi repetido 3 vezes e os pontos de impacto foram marcados da seguinte forma: 1 a . foi posicionado o alvo sobre o parafuso. posição inicial do sistema. Parte 2: Essa parte experimental consistiu na medição da massa das esferas e posteriormente a medida dos raios. o alvo seria a esfera menor. Lembrando que a incerteza (raio do círculo) foi calculado por um compasso. 80mm e 100mm.para alcance da esfera maior. Parte 1 Parte 2 (Determinação da ). para alcance esfera menor. Foi feito o nivelamento da base da rampa e também determinado o ponto ( seria a borda do papel de seda. Logo mais foram feitos lançamentos das respectivas alturas: 20mm. O segundo passo refere-se as partes experimentais: (Determinação do alcance de um projétil). Parte 1: Iniciou-se com a medição do tripé e depois com o lançamento das esferas. primeiro foi a esfera maior. abaixou-se o nível do parafuso que sustenta o prumo até o seu limite para que não atrapalhasse a trajetória da esfera maior. Assim. e 2 .

A partir daí. porém a sua posi ção do eixo X foi deslocada de tal forma que a colisão da esfera maior atingisse +/ . a esfera menor foi posicionada na mesma altura da parte 2. Sistemas de coordenadas adotadas no experimento  Dados Experimentais . os procedimentos foram os mesmos da parte 2.1/3 da região equatorial da esfera menor.Nessa etapa do experimento.

mm 20 +/.8 mm 10.4 cm Distancia entre C v e Cm: 23.6 mm Raio 5.24 0.3 mm Alcance em Y Alcance em X 8 cm 11.mm 100 +/.01 N 0. Diâmetro Esfera maior Esfera menor 10.66 0.4 cm 12 cm 25.01 N 0.01 N 0.Altura do tripé: (46.3 mm ± 6. Marca na Escala da Rampa 50 +/.6 mm Raio 12.2 mm ± 8.3 mm Alcance 11cm 30 cm Incerteza 0.3 mm 285.6 cm Tabela 4: Alcances na colisão lateral.2 mm ± 7.01 N 0.49 Peso do recipiente 0.3 mm Incerteza em Xc ± 6.40 0.90 0.5 mm 1 cm Distancia entre C v e Cm: 19 cm Tabela 3: Alcance na colisão frontal.8 mm 152.1 mm 321.2 mm 10.  Cálculos  Velocidade por conservação da energia .05) cm 0. Diâmetro Esfera maior Esfera menor 25.4 mm 5.9 cm Incerteza 1 cm 0.mm Alcance Horizontal Médio (Xc) 234.2 mm Tabela 2: Alcances horizontais no lançamento.01 N Peso do recipiente + esfera maior Peso do recipiente + esfera menor Peso esfera maior Peso esfera menor Tabela 1: Peso esferas e recipientes.16 0.mm 80 +/.6 mm 5.

temos as equações: -> -> -> -> -> -> . Usando a formula de energia cinética de rotação. depois que ela é solta ela adquiri velocidade e ganha energia cinética e vai perdendo energia gravitacional(conservação de energia).No topo da rampa a esfera tem energia potencial gravitacional. centro de massa da esfera e da velocidade angular: K= Vcm=W.R -> -> -> -> Considerando que houve conservação de energia neste movimento temos: K=U ->  Velocidade por equação da trajetória z = zo + vozt ± (gt2)/2 Adotando X 0 e Y0 = 0.

Como o tempo é calculado a partir do instante em que a esfera sai da rampa ele é igual em todos os desníveis.O módulo do vetor velocidade na saída da rampa pode ser obtido com o uso das equações para conservação de energia e as equações das trajetórias. do mesmo modo será calculado nos desníveis de 20 mm. 80 mm e 100 mm.  Para o desnível de 50 mm : o Cálculo da velocidade atravé s da Conservação de Energia:      o Cálculo da velocidade através das equações da trajetória :   m      . Foram usados os dois métodos e os detalhes dos cálculos serão mostrados com o desnível de 50 mm.

    Para o desnível 20 mm : o Cálculo da velocidade através da Conservação de Energia  o Cálculo da velocidade através das equações da trajetória      Para o desnível 80 mm : o Cálculo da velocidade através da Conservação de Energia  o Cálculo da velocidade através das equações da trajetória   .

   Para o desnível 100 mm : o Cálculo da velocidade atravé s da Conservação de Energia  o Cálculo da velocidade através das equações da trajetória                           .

Cálculo da Quantidade de Movimento G ± Esfera Maior P ± Esfera Menor Velocidade da Esfera Maior: m/s )   Velocidade da Esfera Menor: m/s )  .      Colisão Frontal .

calculamos a velocidade em relação ao deslocamento pela diagonal X/Y.012 0.019 0. 0219 0.012 0.001)(0.001   0.02193 0.03020) = (0.001) (( ) = (0. dada por Velocidade da Esfera Maior: m/s .001)  (0.001) Como foi realizado uma colisão frontal e deslocamento lateral foi mínimo ocasionado por um mau posicionamento da caneleta um perturbações externas Colisão Lateral .002 = 0. Quantidade de Movimento em X  (0.Cálculo da Quantidade de Movimento Como a colisão foi lateral e as duas esferas realizaram deslocamento em X e em Y.85470 0.012 0.

Velocidade da Esfera Menor: m/s Quantidade de Movimento na diagonal                .

analisando o eixo X. com isso a imprecisão no s cálculos aumenta para equações de conservação de energia. Como mostram os cálculos. Método utilizado Conservação de Energia V(50mm) m/s V (20mm) m/s V (80mm) m/s V (100mm) m/s . devido a falta de precisão no posicionamento da canaleta e também a esfera maior poderia estar batendo no parafuso prejudicando o percurso e conseqüentemente alterando a trajetória no eixo Y. Na Colisão Lateral. Para Y também houve conservação. Portanto para os cálculos. visto o RESULTADO 3. tendo em base o RESULTADO 2 é correto afirmar que houve conservação da quantidade de movimento. as velocidades foram encontradas pelas equações de movimento. Foi notado que no sistema existem forças externas atuando: Atrito na parede da canaleta e também a força de resistência do ar. que são menos precisas que as equações de posição. Em X houve conservação da quantidade de movimento. Na Colisão Frontal foi obtido uma diferença no alcance Y.         Análise de Dados O objetivo da experiência feita no laboratório era determinar se existe conservação da quantidade de movimento para colisão frontal e colisão lateral.

10ªed. de acordo com os cálculos.php YOUNG.  Referências QUANTIDADE DE MOVIMENTO. mesmo os resultados não tendo total precisão.. HUGH D. CINÉTICA. São Paulo: Pearson.com. É preciso salientar também que a forma mais precisa de determinar a velocidade foi através das equações de trajetória.colegiosaofrancisco.Equações da trajetória Tabela 4: Comparação da velocidade utilizando dois métodos.  Conclusão Podemos concluir. Disponível em: em: http://www. afinal para se aplicar as equações de conservação de energia seria exigido um estudo mais afundo sobre fatores externos: atrito lateral e resistência do ar. Disponível http://www. mas como a diferença foi pequena . que houve a conservação de energia. é correto afirmar isso.php ENERGIA cinetica.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/quantidade -demovimento/quantidade-de-movimento. 2003.br/alfa/energia -cinetica/energia- . Física I: Mecânica .

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