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Capítulo 7: MÉTODOS DE PROTEÇÃO CONTRA CORROSÃO1 PROTEÇÃO CATÓDICA A proteção catódica consiste em polarizar a superfície do metal a ser protegido de forma que todas as suas áreas se tornem catódicas e nelas ocorram somente as reações de redução. O inicio de seu estudo data de 1823, por Sir Humhrey Davy, na época com a intenção de proteger as chapas de cobre que revestiam o casco de madeira dos navios de guerra. No Brasil, o emprego da proteção catódica, em escala industrial data da década de 60, com a Petrobrás (oleodutos submarinos e instalações portuárias). CONDIÇÃO NECESSÁRIA: • contato direto da estrutura com um eletrólito, no qual se instalam os anodos. TIPOS DE PROTEÇÃO CATÓDICA: • galvânica ou por anodos de sacrifício • por corrente impressa Proteção Catódica Galvânica Consiste no acoplamento intencional de um metal mais ativo ao metal da estrutura que se quer proteger, de forma que haja desgaste do metal mais ativo que também e chamado de anodo de sacrifício, mantendo a estrutura como catodo, dai o nome de proteção catódica. A corrente de proteção se origina na diferença de potencial entre o metal a ser protegido e o metal do anodo.

Texto baseado na apostila “Corrosão Metálica: Caracterização e prevenção” de Dra Sílvia Maria Leite Agostinho e Dra. Idalina Vieira Aoki. (Curso apresentado na Associação Brasileira de Química, 2000).

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• esse processo não permite regulagem da corrente injetada.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. no máximo 1.usado em solos de alta resistividade Limitações A diferença de potencial entre anodo e o metal a proteger é pequena. Os anodos de magnésio são usados em meios com resistividade de até 6000 Ω. 95 .cm. pois bentonita retem água Tipo 2 . • é preciso repor os anodos após o consumo. Tabela . • não funciona quando há correntes de interferência.cm e os de zinco em meios de até 1500Ω.cm) 1 25 75 -250 2 50 50 -250 3 75 20 5 50 Tipo 1 . ou seja. • O usada para meios de baixa resistividade. para manter boa distribuição de corrente. para pequenas estruturas.2V. logo é preciso ter baixa resistência no circuito.Composição de enchimentos condutores para anodos galvânicos Tipo Gesso hidratado Bentonita (%) Sulfato de sódio Resistividade (CaSO4. zinco e alumínio e os motivos de serem usados são: maior diferença de potencial entre anodo e o metal a ser protegido e a menor polarização anódica (dissolve-se com facilidade).2H2O) (%) (%) (Ω. Características da proteção catódica galvânica • é usada para requisitos de corrente de proteção de até 5A. São usados com enchimento condutor para evitar contato direto com o solo natural (formação de macropilhas de corrosão) e para baixar a resistência do circuito. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. Lorenzo Tipos de anodos Os anodos mais usados são os de magnésio. Esse tipo de anodo é distribuído ao longo da estrutura a proteger.usado em solos de baixa umidade.usado em condições gerais Tipo 3 .

Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. Lorenzo Proteção catódica por corrente impressa 96 .

Lorenzo Nesse tipo de proteção liga-se a estrutura a proteger ao terminal negativo de um retificador de corrente contínua e a corrente é dispersa fazendo-se uso de um leito de anodos inertes. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. _ Retificador + Solo Tubulação a proteger Anodos inertes 97 . por sua vez estão ligados ao terminal positivo do retificactor. segundo o esquema abaixo. que.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng.

custo inicial maior. recomendado quando há correntes de interferência (ou de fuga). paralelo à tubulação e horizontal e paralelo a tubulação e vertical.4 0. pode ocorrer inversão de polaridade (isso é catastrófico). 98 . O leito pode ser perpendicular a tubulação e vertical.Sb-Ag água do mar Titânio platinizado água do mar Nióbio platinizado água do mar Os anodos podem ser arranjados em leitos ao longo da estrutura para uma melhor distribuição da corrente.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. seu uso e características. Características do processo de proteção catódica por corrente impressa • • • • • • • • a resistividade do meio não é entrave. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. recomendado para estruturas de média e grande porte. água doce e água do mar Ferro-silício solos e água doce Fe-Cr-Si solos. agua doce e água do mar Pb. necessita de acompanhamento operacional. Lorenzo Tipos de anodos A Tabela abaixo mostra alguns tipos de materiais para anodos inertes.2 0.ano) 0. permite regulagem. sujeito à interrupção (falta de energia elétrica). Material do anodo Grafite Para uso em Densidade de corrente no anodo (A/m2) 3-5 10-15 10-15 50-100 ampla faixa ampla faixa Desgaste (kg/A.1 desprezível desprezível solos.4 0.

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no plano interno de Helmholtz. em princípio.Participação do inibidor no processo eletroquímico: as reações catódicas e anodicas. mas ele pode atuar sobre os sítios mais ativos. anódica ou de ambas. 4. Não significa necessariamente que o inibidor exerça bloqueio sobre esta superfície. o que conseqüentemente provoca uma maior dificuldade para a reação catódica de despreendimento de hidrogênio.Redução da reatividade do metal: a interação entre o inibidor adsorvido e os átomos metálicos superficiais impede a reação entre o metal e o meio.. Sais de alquilamônio. 3 . Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. um inibidor de corrosão é qualquer composto químico ou misturas de compostos que. ao adsorver. reduzindo a velocidade das reações do eletrodo responsável peio processo global de corrosão.. Nesse caso o mecanismo da reação de corrosão não é afetado. adicionados em pequena quantidade ao meio corrosivo em que o metal se encontra. por serem adsorvidos na forma de cátions orgânicos. Mecanismos de ação dos inibidores Há várias formas de uma substância química atuar como um inibidor de corrosão. diminuindo a velocidade de reação catódica. provoquem a redução da velocidade de corrosivo em várias ordens de grandeza. Esta ocupação dos sítios ativos produz dois efeitos: diminuição da área disponível para a reação e alteração da distribuição de cargas na interfase. Moléculas grandes como proteínas e polissacarídeos são exemplos deste tipo de inibidor. produzindo apenas redução da corrente de corrosão e pequeno deslocamento do potencial sem mudanças na inclinação da reta de Tafel.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. 2. pode formar uma película que atue como uma verdadeira barreira física. Em outras palavras. Esta mudança de potencial através da DCE modifica a cinética do processo de eletrodo. de acordo com Thomas : 1 . Lorenzo Inibidores Definição de Inibidor de corrosão Utilizando-se o conceito mais tradicional. capaz de causar uma polarização por resistência ou por concentração.Alterando a dupla camada elétrica (DCE): espécies adsorvidas. podem gerar varias substâncias na interfase metal-solução produzido um reajuste de cargas e uma conseqüente variação de potencial. o inibidor atua sobre a semireação de oxidação e/ou de redução. podem ocorrer através de uma série de etapas e as substâncias 100 .Através da formação de barreiras físicas: o inibidor. Um exemplo deste tipo de ação inibidora é do metil n-hexil sulfeto sobre o aço. levam o aço em meio ácido a potenciais mais positivos. por exemplo. em particuhar moléculas orgânicas.

que atuam como inibidores (In).Poder-se-ia acrescentar que o inibidor pode atuar através de reações com intermediários do processo de corrosão.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. formando-se. habitual. resultante da reação entre o BTAH e o íon Cu (I). podem participar da formação das etapas intermediárias da reação. Como exemplo. tem-se a inibição do ferro em soluções ácidas por benzoatos e furoatos. provavelmente. 101 .In)ADS ou (FeOH. Lorenzo orgânicas. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. intermediário da reação Cu/Cu (II). um complexo do tipo (Fe. 5. É o caso do benzotriazol (BTAH) na interfase cobre-ácido sulfúrico. inibidor (FeOH)ADS. A sua ação inibidora se deve à formação do filme polimérico de benzotriazolato cuproso..In)ADS tornando a reação mais lenta do que a envolvendo o intermediário. formando filmes na interfase.

a força de ligação da adsorção é relacionada à densidade eletrônica do heteroátomo e à polarizabilidade do grupo funcional. • inibidores orgânicos : benzotriazol. como na sequência abaixo: 102 . QUANTO A COMPOSIÇÃO QUÍMICA Os inibidores inorgânicos e orgânicos são evidentemente identificados. A eficiência inibidora foi relatada em relação aos grupamentos polares. etilanilina etc. por exemplo: • inibidores inorgânicos : permanganato de potássio.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. dicromato de sódio. de acordo com a sequência abaixo: P > Se > S > N > O Compostos orgânicos como os alcinos. terão as triplas ligações enfraquecidas. decrescendo na seguinte ordem : R-OH > R-O-R > R=S > R-COOR > R-N=N-R > R-CI (b) A idéia da densidade eletrônica adquire particular importância nos inibidores orgânicos aromáticos e heterocíclicos no sentido de dizer o quanto a estrutura pode ser afetada pela introdução de substituintes em diferentes posições do anel aromático ou heterocíclico. anódico. Por exemplo. fosfatos etc. Como o fenômeno de adsorção destes compostos ocorre principalmente via tripla ligação. que contenham grupamentos polares (ex. o poder de inibição aumenta. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. Investigações da propriedade de inibição da piridina e seus derivados revelaram que o efeito da inibição aumenta quando a densidade eletrônica para o átomo de nitrogênio é aumentado. se ele é um composto químico orgânico ou inorgânico. a eficiência do inibidor da série homóloga das substâncias orgânicas difere somente no heteroátomo utilizado. A segunda é verificar o seu comportamento (oxidante. Os inibidores orgânicos apresentam algumas propriedades especiais em relação aos inibidores inorgânicos. ou seja. Lorenzo CLASSIFICAÇÃO DOS INIBIDORES A primeira fase de classificação de um inibidor de corrosão é quanto a sua composição química. acetileno) em sua cadeia carbônica. catódico ou de adsorção). mercaptobenzotiazol. como: (a) Muitos inibidores orgânicos são substâncias com pelo menos um grupo funcional responsável pela reação central do processo de adsorção química. não-oxidante. Neste caso.

e terc-butil sulfeto evidenciam a importância molecular da configuração. quanto menor o efeito estérico do composto. Lorenzo (c) Resultados obtidos por Trabanelli et al para o n-butil. sec-butil. melhor o seu poder de inibição. ou seja. apresentados na figura abaixo. verifica-se que a eficiência do inibidor aumenta indo do composto terciário para o secundário e depois para o primário. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. De acordo com estes resultados. 103 . ou seja a efeito estérico da substância utilizada como inibidor.

Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. vide figura. 104 . FIGURA . hiperosmiatos.Velocidade de corrosão para o ferro em H2SO4 na presença de n-. Relatou-se que a ação dos inibidores oxidantes não e isenta de perigo. cromatos. ou seja. molibdatos. n-hexil. sec-. (d) Trabanelli et al demonstraram que se não houver diferença no impedimento estérico dos compostos estudados a eficiências inibidor aumenta quanto maior o tamanho de sua cadeia carbônica. permanganatos. pertecnetatos.Velocidade de corrosão para o ferro em H2SO4 1N + etanol 10% na presença n-butil. elevam o potencial do metal um pouco acima do seu potencial de corrosão. podendo se apresentar mais prejudicial do que útil.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. terc-butil sulfeto (segundo Trabanelli et al). antimoniatos. QUANTO AO COMPORTAMENTO Inibidores oxidantes : Como oxigênio. arseniatos e vanadatos são substâncias que atuam passivando o metal. provocando a formação de uma película de óxido protetora. n-octil e n-decil mercaptana ( de acordo com Trabanelli et al ). Lorenzo FIGURA . uma vez que a elevação insuficiente do potencial do eletrodo pode provocar um aumento considerável na velocidade de corrosão. água oxigenada. Observando-se a figura verifica-se que a eficiência inibidora aumenta do n-butil mercaptana para o n-decil mercaptana.

esta polarização é devido a um filme (película de óxido ou adsorção) aderente e extremamente insolúvel. iO2 e ipass. Lorenzo Outro perigo de se utilizar um inibidor oxidante em um meio com cloretos. Inibidores não oxidantes : São aqueles que não formam película de óxido no eletrodo do metal. porque reagem com os íons metálicos Mn+ produzidos inicialmente no anodo. Inibidores anódicos: Estes atuam elevando o potencial de corrosão do metal para valores mais positivos.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. silicatos. os inibidores orgânicos (benzotriazol) que atuam via adsorção. com pequena e alta concentração de oxigênio. formando produtos insolúveis. boratos e fosfatos terciários de metais alcalinos são inibidores anódicos. carbonatos. respectivamente. que tem uma ação protetora. correspondem respectivamente às velocidades de corrosão em acido livre de oxigênio. por exemplo. Em outras palavras. formado na superfície metálica. quase sempre hidróxidos. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. Figura . é o de se provocar uma corrosão localizada (pite) em certos pontos onde a película de proteção formada apresentar pequenas falhas. Substâncias como hidróxidos. O2) . por exemplo.→ M(OH)n 105 . Mn+ + n OH. ocorrendo assim uma polarização anódica natural. Onde : iH.Representação esquemática de uma curva de polarizacão anódica de um aço inoxidável em H2SO4 com a adição de um inibidor oxidante (ex.

Este tipo de inibidor poderá ter um caráter anódico. Existem casos em que o oxigênio funciona também como inibidor de adsorção. Tem-se como exemplo de inibidores catódicos : MgSO4. NiSO4 e Ca(HCO3)2. bloqueando. Inibidores catódicos : Este tipo de inibidor desloca o potencial de corrosão do eletrodo metálico para valores mais negativos. catódico ou até misto (catódico e anódico). As películas protetoras formadas pelos inibidores de adsorção poderão ser afetadas por diversos fatores. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. produzindo a passivação. como velocidade do fluido.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. produzindo compostos insolúveis que envolvem toda a área catódica (metal). tempo de contato entre o inibidor e a superfície metálica e a composição do meio agressivo em que se encontra o metal. como os aldeídos. as aminas. Inibidores de adsorção : Estes formam películas protetoras na superfície metálica. ocorrendo assim corrosão localizada nas áreas não cobertas. as mercaptanas. natureza do material metálico. Tal como nos inibidores anódicos. impedindo a difusão de oxigênio e a condução de elétrons. Os inibidores catódicos possuem uma maior segurança em relação aos inibidores anódicos. não ocorrendo nenhum tipo de corrosão localizada nestas áreas não cobertas. volume e concentração do inibidor. Para concentrações do inibidor abaixo desta concentração crítica. pois para cada inibidor existe uma concentração critica na solução acima da qual ocorre uma inibição perfeita. sendo necessário verificar se há alguma inclusão não metálica na superfície do eletrodo ou se é necessário aumentar a concentração do inibidor. uma vez que agem executando uma polarização catódica. na utilização deste tipo de inibidor deve-se ter o cuidado de observar na superfície do metal a ocorrência ou não de uma corrosão acentuadamente localizada e se isto estiver ocorrendo indicará que o inibidor não está tendo acesso a toda área do metal a proteger. as vezes chegando a eliminá-la totalmente. Os inibidores catódicos atuam fornecendo íons metálicos capazes de reagir com a alcalinidade catódica. Ni(OH)2 e CaCO3. Um dos mais importantes grupos de inibidores de adsorção são os orgânicos. a uréia e as tiouréias substituídas. Mg(OH)2 . Alguns autores relataram que certas substâncias só possuem 106 . e o metal não reage com o meio agressivo mesmo que este não esteja totalmente coberto. o metal da ação dos agentes agressivos em solução. deve-se ter um certo cuidado quanto à quantidade adequada para a proteção. inibindo assim o processo catódico. os compostos heterociclicos nitrogenados. o produto insolúvel não se forma por toda região a ser protegida. os quais respectivamente formam os seguintes compostos insolúveis na área catódica ao reagirem com as hidroxilas (OH-) . Lorenzo Na utilização de inibidores anódicos. provocando uma polarização catódica natural. temperatura do sistema. assim. provocando uma redução considerável no processo corrosivo. dependendo da substância utilizada e do sistema envolvido.

tais como o hidróxido de sódio. 107 . fosfatos. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. Lorenzo ação inibidora em presença de oxigênio. suplementada por filmes de silicatos.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. etc . Talvez isto ocorra devido a formação de uma camada de óxido na superfície. o fosfato de sódio e o silicato de sódio.

TABELA . pH. • As causas e o tipo de corrosão existente no sistema. Lorenzo O USO DE INIBIDORES A utilização de um inibidor químico e indicada principalmente em corrosões metálicas ocasionadas por soluções aquosas (águas de abastecimento.10 fenantrolin HMTA Hexametafosfato de sódio Benzotriazol + Trietilamina.03% de NaCl Agua K2SO4 NaOH aquoso 0. ou até reações com impurezas do meio produzindo um aumento no consumo do inibidor. • Relação entre o custo do inibidor e as perdas provocadas pela corrosão. devemos considerar : • O metal. Aminas aromáticas. tiomorfolina e mercatobenzotiazol. agitação e microorganismos). Hidróxido de sódio Benzoato de sódio Nitríto de sódio Eritritol Permanganato de potássio Benzotriazol. podendo assim identificá-los e solucioná-los. soluções decapantes utilizadas para limpeza ). piridinas. impurezas. reações com catalisadores do meio.3 % Acido sulfurico KBr 0. óleos de emulsões e outros. quinolina e benzotriazol Ácido benzóico Silicato de sódio Sulfato de calcio. mercaptobenzotiazol e benzotriazol. Entretanto. soluções ácidas (armazenamento de ácidos. • Verificar as possíveis reações que possam ocorrer entre o inibidor e os componentes do meio agressivo. temperatura. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. Benzotriazol 108 .Alguns inibidores típicos para metais e ligas . Metal (Liga) Aço Aço Aço Aço Aço inoxidável Aço doce Aço doce Aço doce Aço doce Alumínio Cobre Cobre Chumbo Ferro fundido Ferro Meio Acido clorídrico Acido sulfúrico água água potável Ácido sulfúrico Cloreto sódio 0.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. como. tiocianatos orgànicos. tiouréias. • O meio (composição. graxas. reações com o composto químico etileno-glicol provocando queda da eficiência térmica da máquina em questão. e 1. para que a utilização do inibidor seja satisfatória. de refrigerações industriais e naturais).1 M com (Fe+3) = 5.0 mM Agua (pH = 6) KCl 10-2 M Acido sulfúrico Inibidor Etilanilina.

mais resistentes aos meios ácidas não aerados. zinco. principalmente se a relação área catódica /área anódica for elevada. Exemplos: revestimento de alumínio. 109 . Lorenzo Zinco Água salgada Silicato de sódio REVESTIMENTOS O revestimento do metal pode ser feito por diferentes razões. • revestimentos orgânicos. REVESTIMENTOS METÁLICOS A ação anticorrosiva desse tipo de revestimento pode se dar por diversos fatores: • formação de película protetora de óxidos. chumbo. • revestimentos inorgânicos não metálicos. protegendo o metal base. hidróxidos ou outros compostos.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. • os metais usados apresentam elevada sobretensão para a reação de desprendimento de hidrogênio. do contrário. exemplos: estanho. Os revestimentos mais anódicos do que o metal a ser revestidos não apresentam este problema porque no caso de falhas o material do revestimento é que será anodo da pilha. através da reação do metal do revestimento com meio oxidante. sendo por esta razão. mas a principal é a proteção contra a corrosão. cromo e níquel. exemplo: zinco e um revestimento anódico para o ferro. ocorrerá infiltração do eletrólito e o metal base sofrerá rápida corrosão. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. Os revestimentos catódicos em relação ao material base devem se apresentar livres de fendas porque. Podemos dizer que as principais categorias de revestimentos protetores são: • revestimentos metálicos. zinco e cádmio.

Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. Lorenzo 110 . Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof.

Lorenzo 111 .Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof.

Cr2O3. porcelanas. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof.TINTAS E POLÍMEROS Tintas Os revestimentos à base de tintas constituem dos processos anticorrosivos mais difundidos por serem de fácil aplicação e econômicos. Os óxidos (Al2O3. ZrO2 e ThO2). Os esmaltes vítreos são principalmente constituídos de borossilicatos de alumínio e sódio ou potássio e são resistentes aos ácidos com exceção de ácido fluorídrico. os boretos (ZrB2 e TiB2) e os silicietos (NbSi2. 112 . BeO. cimentos. Eles são constituídos de um agregado inerte (quartzo). solução de silicato de sadio ou potássio e fluorssilicato de sódio. os nitretos (AlN e BN). vidros. WS2 e MoSi2) são em geral empregados como revestimentos refratários. nitretos.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. Lorenzo REVESTIMENTOS NÃO METÁLICOS INORGÂNICOS São compostos inorgânicos depositados diretamente sobre a superfície metálica ou formados sobre a mesma. São exemplos: esmaltes vítreos. óxidos. Os cimentos e porcelanas costumam ser empregados em tanques e tubulações de água salgada. Os vidros são empregados em revestimentos de tubulações e de reatores. os carbetos (TiC e B4C). carbetos. boretos e silicíetos. REVESTIMENTOS ORGÂNICOS.

policlorotrifluoretiieno. cloreto de polivinila (PVC) e polipropileno. baixa resistência à elevadas temperaturas (polímeros termoplásticos). Veículo . Óleos naturais. porém apresentam como inconvenientes: pouca resistência a determinados solventes. polietileno. Polímeros Entre os plásticos ou polímeros mais usados estão o Teflon (politetrafluoretileno. são flexíveis e atóxicos. difluoreto de polivinilideno. 113 . pigmentos e. que resistem a temperaturas de 2480ºC. solvente. na maioria dos casos. Entre as exceções estão as fibras de nitreto de boro. as tintas apresentam. antioxidantes. Tem como objetivo: dar proteção anticorrosiva. etc. São. tais como óleo de linhaça são exemplos. Os polímeros apresentam algumas vantagens sobre revestimentos metálicos como: peso reduzido. Lorenzo De maneira geral. resistência a solos e agentes corrosivos. fácil transporte e instalação. per exemplo.se encontram em pequenas quantidades para conferir propriedades específicas. como constituintes: veículo. conferir cor e melhorar as características mecânicas da película. além de resinas sintéticas. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. secantes.são sólidos quase totalmente insolúveis no veículo. Pigmentos.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. aditivos. que fica disperso no mesmo. plastificantes tóxicos (que combatem a formação de micro-organismos). Aditivos . PTFE). Dá-se o nome de corante ao pigmento solúvel no veiculo.é a parte liquida da tinta onde a pigmentação está dispersa.

Lorenzo 114 . Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof.Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng.

Fundação Santo André – Faculdade de Engenharia “Eng. Celso Daniel” – FAENG Corrosão Prof. Lorenzo Exercícios – Proteção contra à corrosão 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) Qual a diferença entre corrosão galvânica e proteção catódica por anodos de sacrifício? Explique o modo de funcionamento da proteção catódica por corrente impressa. Quais as diferenças entre proteção catódica por corrente impressa e por anodo de sacrifício? Quanto é usado cada uma delas? O que são inibidores de corrosão? Quais os tipos de inibidores existem? Como atuam os inibidores anódicos? Quais as cuidados que devem ser tomados? O que são inibidores voláteis? Quando eles são utilizados? O que são revestimentos metálicos? Por que são utilizados? Revestimentos metálicos provocam corrosão galvânica? 115 .

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