REAÇÃO ÁLCALI AGREGADO E SEUS EFEITOS NA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS Renilda Batista da Silva Lima1 Antonio Sergio Ramos da Silva2

Fernanda Nepomuceno Costa3

RESUMO: Neste artigo constam as definições e tipos de reação álcali agregado. Apresenta também alguns casos de obras com manifestações patológicas de reação álcali agregado no Brasil e mundo, em especial na região metropolitana de Recife. São apresentados ainda, alguns ensaios para avaliação da potencialidade reativa dos agregados da região metropolitana de Salvador, além de apresentar a norma brasileira e os métodos de investigação e mitigação desse tipo de patologia.

Palavras-chave: Reação álcali agregado; blocos de fundação; agregado.

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INTRODUÇÃO

A reação álcali-agregado (RAA) é um fenômeno que ocorre no concreto endurecido e que se desenvolve devido à combinação de três agentes: álcalis do cimento, agregado reativo ou potencialmente reativo e a presença constante de umidade. Essa combinação causa danos de grandes proporções e às vezes irreversíveis, geralmente, em obras de grande volume de concreto, tais como barragens, blocos de fundação, pavimentação de estradas, aeroportos, cais e pontes. No mundo, em aproximadamente 35 países, existem diversas obras com estruturas de concreto afetadas por reação álcali agregado (FIGUEROA & ANDRADE, 2007). Com as diversas ocorrências estudadas e investigadas em todo mundo, vários fóruns e congressos foram realizados para discutir o assunto, com o objetivo de definir causas, saber como ocorre o processo de deterioração e quais as medidas mitigadoras, além de outros fatores importantes relacionados a este tipo de problema no concreto, propiciando a criação de regulamentos específicos e normas técnicas em vários países, tais como: Guide to the Evaluation and Management of Concrete Structures Affected by Alkali-Aggregate Reaction, no Canadá; State of the Art Report on Alkali-Aggregate Reactivity (ACI), nos Estados Unidos; Strutural effects
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Concluinte do Curso de Engenharia Civil - Universidade Católica do Salvador. E-mail: renilda.batista@terra.com.br – Autora. 2 Mestre Engenharia Ambiental e Urbana e Professor da disciplina de Materiais de Construção II da Universidade Católica do Salvador. E-mail: asrsilva@gmail.com – Orientador. 3 Mestre em Construção Civil; Professora da disciplina de Materiais de Construção II – aula prática da Universidade Católica do Salvador e do curso técnico em construção civil do SENAI. E-mail: ferengcivil@yahoo.com.br – Co-orientadora.

of alkali-silica reaction- Technical guidance on the appraisal of existing structures, na Inglaterra; NBR 15577- Agregados – Reatividade álcali-agregado, no Brasil. Antigamente, quando se falava em reação álcali-agregado, pensava-se em obras de barragens e obras de grande porte. Atualmente as reações podem ser encontradas em diversos tipos de estruturas de concreto, como podem ser constatadas na Região Metropolitana de Recife onde vários estudos mostram que edifícios apresentam manifestações patológicas compatíveis com RAA (FIGUERÔA & ANDRADE, 2007). Para evitar a propagação das reações faz-se necessário a verificação da potencialidade reativa dos agregados, tomando as medidas preventivas no tempo adequado. Com isso, o objetivo deste trabalho é analisar os efeitos da RAA em construções de edifícios e a possibilidade de ocorrência na Região Metropolitana de Salvador, usando para tal resultados de algumas amostras de análises petrográficas e reatividade potencial de agregados graúdos industrializados a partir de amostras provenientes de pedreiras da Região Metropolitana de Salvador.

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A REAÇÃO E OS SEUS TIPOS.

A RAA é uma reação química que se processa, numa argamassa ou concreto, entre os íons hidroxilas (OH-) associados aos álcalis óxido de sódio (NA2O) e óxido de potássio (K2O), provenientes do cimento ou de outras fontes, e certos tipos de agregado (FIGUERÔA & ANDRADE, 2008). A reação álcali-agregado é um fenômeno químico que ocorre em determinados minerais potencialmente reativos existentes nos agregados, á presença dos álcalis dos cimentos e a presença de umidade. Em resumo, entende-se por reação álcali-agregado o processo de deterioração do concreto endurecido, provocando assim a formação do gel expansivo (exceto para a reação álcali carbonato) a partir de reação química que ocorre em alguns tipos de agregados reativos ou potencialmente reativos, quando em contato com os álcalis existentes no cimento Portland, Óxido de Sódio(Na2O) e Óxidos de Potássio(K2O). A proporção da degradação depende da quantidade de álcalis disperso no cimento. A figura 1 demonstra topo de pilar de vertedouro de barragem afetado por RAA.

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como por exemplo: a existência de uma quantidade mínima de álcalis. 3 .Figura 1 . a depender das condições favoráveis. Fonte: Kuperman. com isso. Avaliando-se a grandiosidade das forças devido às expansões provocadas pelo gel higroscópico. causam deformações que vão de diminuição da resistência e fissurações até a destruição total das estruturas afetadas pelas reações (FIGUERÔA & ANDRADE. em seguida o processo químico. 1997 O mecanismo das reações começa por um processo físico. Para descrever com maior facilidade todo o processo das reações álcali-agregado. 2. onde ocorrem diversas reações. a presença de água interna e/ou externa bem como a existência de um agregado reativo. Ainda fatores ambientais que podem influir cineticamente no processamento da reação ao longo do tempo. Tais processos podem ter diferentes ramos direcionais.topo de pilar de vertedouro de barragem afetado por RAA.1 Tipos de reação álcali-agregado As reações podem ser classificadas em três tipos: Reação álcali-sílica Reação álcali-silicato Reação álcali-carbonato É de fundamental importância conhecer as características dos agregados. é necessário o entendimento das propriedades químicas e físicas dos agregados. saberá qual o tipo de reação que afetou a estrutura. 2007).

2002). 4 . certos tipos de vidros naturais (vulcânicos) e artificiais. Dessa forma. os ácidos não são perceptíveis. Consequentemente aumenta o número de íons de hidrogênio livres e a reatividade do material.2 Reação álcali-silicato A reação álcali-silicato acontece por um processo semelhante ao da reação álcalisílica. 2. atacando os pontos mais fracos. 2002). as propriedades da sílica estão diretamente relacionadas ao grau de subdivisões ou imperfeições na estrutura cristalina passando a assumir um papel importante a superfície específica. Segundo Barbosa e Pires Sobrinho (1997). pois as reações álcali-sílica agem mais rápido que a álcali-silicato. cristobalita. sempre é necessária a análise petrográfica do agregado que será utilizado na confecção de concreto (VALDUGA. Em suma. e o quartzo microcristalino/criptocristalino deformado. esse tipo de reação ocorre quando a sílica ativa é envolvida pelo hidróxido de cálcio dissolvido a partir dos álcalis dos cimentos Portland. A reação álcali-silicato pode apresentar-se associada à reação álcali-sílica. presentes em agregados como: opala. isso pode dificultar o diagnóstico do tipo de reação que a estrutura está sendo submetida. devido à subdivisão da partícula. granito e gnaisses com ocorrências distribuídas por vasta faixa territorial. A maior parte das barragens que apresentam esse tipo de reação no país foi construída com rochas do tipo quartzo . O inicio da reação ocorre quando os hidróxidos alcalinos reagem com os silicatos e agrega-se entre a pasta do cimento e o agregado constituindo um gel expansivo. tridimita. É o tipo de reação mais encontrado no Brasil (FIGUERÔA & ANDRADE. poros ou superfície dos agregados. calcedônia.1 Reação álcali-sílica A reação álcali-sílica é um tipo de reação que ocorre quando a dissolução dos hidróxidos dos álcalis com a sílica amorfa. 2007).feldspáticas tais como quartzito. desenvolvido por um ambiente úmido. aumentando a fixação do número de moléculas d’água. Isto justifica a grande ocorrência de reação álcalisilicato (VALDUGA.1. com a diferença de se processar mais lentamente devido ao fato de os minerais reativos estarem mais disseminados na matriz e à presença de quartzo deformado (FIGUERÔA & ANDRADE. devido à presença dos filissilicatos presentes nos agregados.1.2. 2007). Tendo a sílica uma superfície específica baixa.

onde ocorre a desdolomização entre os agregados.6%. não ocorrem danos provenientes de RAA.6%.2. Ou seja. provocando fissuras devido à perda de aderência dos materiais (VALDUGA. Segundo Paulon (1981) o limite de 0. concretos produzidos com escória granulada de alto forno poderão inibir a reação devido à redução de permeabilidade (FONTOURA. 1994). uma vez que o produto desta reação não forma o gel alcalino e sim é a combinação dos álcalis do cimento com hidróxidos de magnésio. Entretanto. 1994). 3 FATORES QUE INFLUENCIAM Á REAÇÃO ÁLCALI AGREGADO 3. 2002).1 Teor de Álcalis do Cimento Acredita-se que se o conteúdo alcalino do cimento for menor que 0.3 Reação álcali-carbonato A reação álcali-carbonato é um tipo de reação que ocorre de maneira diferente das outras apresentadas anteriormente. em concretos contendo um consumo muito alto de cimento há possibilidade de ocorrência de danos até para conteúdo de álcalis menor que 0. Investigações na Alemanha e Inglaterra mostram que conteúdo total de álcalis menor que 3 kg/m3 provavelmente não causam danos por RAA (MEHTA & MONTEIRO. mesmo sabendo que a adição de pozolanas pode não conduzir a bons resultados. 1999). A concentração de álcalis é decisiva para a ocorrência de reação e depende do conteúdo de álcalis do cimento. Pelo fato de haver a regeneração do hidróxido alcalino no processo da reação álcalicarbonato provavelmente a adição de pozolanas não seja eficaz para controlar a expansão provocada por esse fenômeno já que sempre haverá álcalis para reagir com os agregados potencialmente reativos. utilizar como parâmetro os níveis de álcalis constantes no cimento não garante que a estrutura não sofrerá manifestações patológicas da reação álcali-agregado. independentemente dos agregados reativos (MEHTA & MONTEIRO. resultando no enfraquecimento da zona de transição entre os agregados e a pasta de cimento. Contudo. 5 . do suprimento de álcalis das circunvizinhanças e dos consumos de água e cimento do concreto.6% deve ser assumido como um critério insuficiente de segurança contra a RAA. Com isso o hidróxido alcalino se regenera.1.

1994). Fonte: Figuerôa & Andrade. As dimensões das partículas influem no tamanho das reações. pode ocorrer o inverso. 3.3. se forem pequenas aumentam a expansões. provocam redução rápida na concentração de álcalis de tal forma que os agregados maiores não tenham oportunidade de sofrer as reações secundárias que provocam a formação do gel expansivo. devido a sua grande superfície específica. mas se forem muito pequenas da ordem de mícrons. Entre as rochas deletérias reativas a álcalis estão os quartzitos e quartzos fraturados. Em primeiro a água pode ser considerada como danosa para o concreto se o nível interno 6 .2 Agregados Com os agregados alguns fatores são necessários para que sejam reativos a álcalis. Figura 2 . tensionados e preenchidos por inclusões (METHA & MONTEIRO. podendo reagir com soluções alcalinas. agregados reativos de dimensões muito reduzidas provocam uma reação profunda e total antes que o gel tenha se formado. porém diversas dessas reações são insignificantes.3 Umidade e Temperatura Com relação ao elemento água. varias deverão ser as possibilidades de formação do gel. vidro de sílica). sílica hidratada (opala) ou amorfa (obsidiana. Segundo Paulon (1981). conforme figura 2. como (temperatura e tamanho das partículas). Grandes quantidades de materiais finos. 2007.Detalhe de reação álcali-agregado: a seta indica a borda de reação circundando o agregado graúdo. têm-se os silicatos ou minerais de sílica.

J.1 Ocorrências da RAA no Mundo Através dos percussores (E. a sua deterioração pode ocorrer em questão de dias ou após anos ou até em décadas. há poucos pesquisadores com conhecimento sobre RAA no Brasil e no mundo. F. 2005). que defendiam o seu produto.A. que associada à temperatura podem ter seu nível elevado (FIGUERÔA & ANDRADE. Holdem em 1935 e F. 1940). 1999). R. bem como. construída em 1934 e 1938. M. 2007). Loughiln em 1923. apresentaram estudos associados à ação deletéria da reação às estruturas de concreto deterioradas. Para uma estrutura de concreto armado afetada pela RAA. J. 4 HISTÓRICO DA RAA 4. Estima-se um tempo necessário de aproximadamente 5 a 12 anos para isso se desenvolver provocando uma ação deletéria na 7 .de água for em excesso. em 1941 sobre a deterioração provocada pela RAA na barragem de Parker Dam. Pearison & G. H. C. O mais importante é que desde a descoberta da reação vários pesquisadores se interessaram em estudar o assunto contribuindo de forma ímpar no entendimento do processo químico na identificação dos minerais reativos. até que os álcalis do cimento reajam completamente com os agregados. se o fator água/cimento for superior ao necessário para que ocorra o processo de hidratação do concreto. ou se a estrutura tem contato externo direto com água. nível de lençol freático na face dos blocos de fundação. Desch em 1935) é que foi possível obter os primeiros obter os primeiros conhecimentos da formação química do gel provocado pela reação entre os álcalis do cimento associado com os agregados (LESP. Ou ainda se a umidade relativa do ar for superior a 85% a 20°C. A publicação dos trabalhos de Stanton. ou seja. Lea & C. buscando conhecimento das formas minerais dos agregados que pudessem ser reativas. provocou discussões e revolta nas indústrias de cimento. Stephenson em 1916. Onde a partir daí. Blanks e Meissner. Através de estudos a reação era capaz de formar eflorescências brancas que causavam fissurações semelhantes às observadas nas estruturas afetadas na Califórnia entre os anos 1920 e 1930 (STANTON. nas conseqüências e fatores envolvendo casos reais de estruturas afetadas por essa tipo de patologia (HASPARYK. Segundo Poole (1992).

o tipo do agregado. ressalta o grande aumento nos números de estruturas afetadas pela reação expansiva na Holanda. Suíça e Zâmbia/Zimbawe. Moçambique. Segundo Priszkulnik (2005). o número de obras de concreto mundialmente afetado pelo fenômeno da RAA. 1992). Austrália. uma publicação de 1989.estrutura afetada (POOLE. entre os anos de 1990 e 1995. realizada em 1995. 1997 apud HEIJNEN). Biczok em 1972 apresentou em seu trabalho sobre corrosão e proteção de concreto um caso com fortes expansões e fissurações após sete anos de construção. Fonte: adaptado de Tibério Andrade. a umidade e a temperatura. descobriu 47 casos em diferentes tipos de 8 . Para se ter uma noção de quanto tempo é necessário para que o fenômeno de reação álcali-agregado se manifeste dependerá da taxa de álcalis existente no cimento. No Japão. tomando por base publicações e relatos feitos por diversos autores ao longo do tempo. depois de cinco anos de investigação. 25 23 12 06 05 05 03 03 02 02 02 01 Figura 3 – Número de estruturas de concreto afetadas pela RAA. conforme mostra a “figura 3”. onde os primeiros casos registrados de RAA são de 1982. Ilhas Jersey. Apesar de não ter sito citado por Priszkulnik como dado apresentado na “Second International Conference on Alkali-aggregate Reactions in Hydroelectric Plants and Dams” (ANDRIOLO. Nota: “Outros” * correspondem aos países com apenas um caso de estruturas afetadas pela RAA. Ghana. Nesse país. em aproximadamente 50 anos houve um aumento de três casos para 35 casos. Kenya. citado na “Second International Conference on Alkaliaggregate Reactions in Hydroelectric Plants and Dams”. como é o caso da Argentina. Nigéria.

GUERRA et. 1997. constataram. onde passou de três casos registrados para mais de trinta. após 15 anos de construção. Isso ocorreu quando Gitahy e Ruiz. 2007). evidenciada em 1978. Durante o “Simpósio sobre Reatividade Álcali-Agregado em estruturas de Concreto”. Na construção da barragem de Jupiá. 2005). estado de Pernambuco. Já no Brasil houve um aumento considerável de estruturas afetadas pelo fenômeno expansivo. evidenciada em 1992 (MAGALHÃES & MOURA. construídas entre 1931 e 1975. aumentando a estatística de ocorrência da RAA em estruturas de barragem e UHE brasileiras (ANDRIOLO. uma inspeção em 69 pontes em concreto protendido revelou problemas de RAA e ataque por sulfatos em 56 obras. com as Centrais Elétricas de Urubupungá S.A. 1997. um programa de investigação encontrou em média de 200 estruturas afetadas por RAA. foram utilizadas cinzas volantes adicionadas ao concreto para evitar o processo da reação entre os álcalis e os agregados da região (PRISZKULNIK. para construção da barragem de Jupiá. foram apresentados diversos trabalhos. e BillingsPedra. conforme Stanton havia publicado (PRISZKULNIK. 1999). entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. na composição dos agregados escolhidos para os concretos da barragem. no Brasil sabe-se que os números reais correspondem a dezenas de casos. No Texas.. 4. Embora tenham sido registrados apenas três casos da ocorrência da RAA em barragens e usinas hidroelétricas (UHE). em novembro de 1997. 1997). em 1963. 9 . a presença de substâncias sintéticas reativas com os álcalis do cimento. al. o problema da reação só foi conhecido duas décadas após os primeiros registros publicados nos Estados Unidos. Também são citados mais de 100 casos de obras com RAA documentados na Argentina (FIGUEIRÔA & ANDRADE. 2005). Essas correspondem às obras de Peti com evidência comprovada da RAA em 1964.estruturas e uma ponte em concreto protendido em Tottori foi destruída.2 Ocorrências da RAA no Brasil No Brasil. após os casos de blocos de fundação em diversos edifícios na Região Metropolitana do Recife. Os três registros de estruturas acometidas pela ação da reação álcali agregado no Brasil foram apresentados em artigos no “Second International Conference on Alkaliaggregate Reactions in Hydroelectric Plants and Dams”. No reino unido. Moxotó. em 1998. atuando no Convênio do IPT – Instituto de Pesquisa e Tecnologia. realizado na cidade de Goiana/GO.

TQSNEWS .1 Ocorrências de RAA em Recife/PE Após os problemas com os edifícios localizados na Região Metropolitana de Recife. que liga os bairros do centro de Recife ao Bairro da Boa Viagem.4. especulações feitas por parte de alguns técnicos apontavam o fenômeno da RAA como principal causa do desabamento do Edifício Areia Branca. 3-10).pag. mas como eram considerados casos isolados e com longo espaço de tempo. devido à falta de adensamento. em especifico o Edifício Areia Branca (outubro 2004). TQSNEWS . Essa idéia foi descartada logo após a divulgação do laudo técnico. o Edifício Solar da Piedade que apresentou características similares aos testemunhos extraídos na Ponte Paulo Guerra (FIGUEROA & ANDRADE. constatou manifestações patológicas provenientes da reação álcali agregado. que após a retirada de testemunhos e realizados os ensaios específicos de petrográfica. e ensaios acelerados. onde dois pilares próximos ao reservatório inferior não foram executados adequadamente. alguns blocos de fundação apresentavam problemas e outros não. alta porosidade do concreto. Ficaram constatados que a composição do concreto tinha importância direta na manifestação da patologia (NASSAR. Nessas investigações foram detectados que diversos edifícios apresentavam em alguns blocos de fundação fissurações. na figura 4 e 5. em agosto de 2005. E como as características ambientais da região favoreceram às manifestações. A partir desse fato. Já se tinha notícias e comprovações de casos de barragens e blocos de fundação que apresentavam reações deletérias de álcali agregado. Abaixo. verificou-se que em um mesmo prédio. com isso ele fez uma analogia aos testemunhos retirados do prédio vizinho ao Areia Branca. empregando-se Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV). a comunidade técnica local iniciou uma investigação de prédios localizados na região. ficou difícil perceber o problema. provocando com isso o desmoronamento (NASSAR. 2007). o Engenheiro e Professor Tibério Andrade havia participado da equipe que analisou e diagnosticou um caso de ração álcali-agregado. Nesse laudo foram apontados como causa do desabamento falhas decorrentes de vícios construtivos. podem 10 . umidade constante do solo. proximidade do mar. na Ponte Paulo Guerra. Com isso ocorreu o “efeito dominó”. elaborado pela comissão do CREA-PE. elevado fator a/c. como: topografia local. além do nível de corrosão das armaduras estarem elevados por causa da umidade excessiva provenientes dos vazamentos do reservatório inferior ao longo do tempo. a carga que esses pilares suportavam sobrecarregou os demais. 3-10). Anterior ao fato do Edifício Areia Branca.2.pag.

foram constadas em seus blocos de fundação tal manifestação (FIGUEROA & ANDRADE. Apesar do colapso do Edifício Areia Banca e o Solar da Piedade não ter ligação direta com RAA. processo de corrosão avançado.Pescoço do pilar do edifício. Após a apresentação desses casos surgiu à necessidade dos órgãos competentes da região observar o comportamento das estruturas de edifícios na RMR.ser visualizadas fotos de pilares da fundação do Edifício Solar da Piedade que apresenta quadro similar ao do Areia Branca. Figura 4 e 5 . A figura 6 e 7. em bloco de sapata de um edifício residencial. Fonte: Andrade. barras de aço flambado e funcionando como pinos. apresentam quadro fissuratório provocado pela RAA. 11 . com o intuito de identificar e alertar os profissionais e a sociedade para os problemas que poderiam ocorrer nas estruturas enterradas dos edifícios da região. 2007). 2004. Como se pode visualizar as estruturas estão comprometidas.

Figura 6 . Atualmente. Nos demais prédios e nas análises realizadas a maioria dos agregados apresentavam em sua composição quartzo deformado. 12 . apresentavam características dos agregados similares de acordo a apreciação petrográfica feitas nas amostras de testemunhos extraídos dos edifícios. caracterizou o agregado graúdo. segundo Figueroa & Andrade. e provinha de granitos (FIGUEROA & ANDRADE. 2007 Vários edifícios na Região Metropolitana de Recife tiveram suas estruturas investigadas e foram constatados aproximadamente 20 casos de reação álcali agregado na região com edifícios de diversas idades. com extinção ondulante e quartzo microcristalino recristalizado em motar. classificado como um cataclástico. Fonte: Andrade. contendo quartzo deformado. Existem prédios com 21.Casos de colapso na estrutura por RAA são raros. 2007 Figura 7 . 2007). Nesse último. 12.Quadro fissuratório em bloco de fundação de edifício de 23 pavimentos: recuperação de estruturas comprometidas por RAA é cara e complexa. a amostra retirada de blocos de fundação do edifício. mas a reação possibilita uma perigosa entrada para outras formas de deterioração da estrutura. 11 e até 3 anos de idade que apresentam quadro fissuratório compatível com reação álcali agregado. no ensaio de petrografia. 5 MÉTODOS DE INVESTIGAÇÃO DAS RAA. com textura milonítico/cataclástica. dos casos identificados na RMR. Fonte: Andrade.

Este método submete os agregados. já que a reação deste tipo de rocha não pode ser detectada por outros métodos por constituir um processo de expansão completamente diferente dos outros dois tipos de reação. Havendo fragmentação do agregado.3 Método das Rochas Carbonáticas Este método é aplicável exclusivamente na verificação de características expansivas de rochas carbonáticas.° Albert Osipov ter criado e desenvolvido no Institute Hydroproject de Moscou. com dimensões de 20 a 50 mm. A NBR 9774-87 normatiza esse método. É um método alternativo. A vantagem é a rapidez com que é realizado mas com isso vem a desvantagem devido ao fato de os agregados ficarem expostos as condições de ambiente agressivas por apenas 24 horas. 5. As amostras não são de argamassa e sim testemunhos cilíndricos de rocha de dimensões muito pequenas (9 mm de diâmetro e 35 mm de comprimento). sendo necessário análises complementares. Esses ensaios têm vantagens e desvantagens. 2002 apud Furnas. 5. verificando Sílica Dissolvida (Sd) e a redução da alcalinidade (Rc) e passando estes resultados para um gráfico. constarão a seguir alguns deles onde poderão ser analisados o que melhor se adéqua e os que têm resposta mais rápida. poderá levar a resultados não tão precisos. a alta temperatura aproximadamente 1000° por 60 segundos.Existem diversos métodos de investigação para detectarmos a presença de reação álcali agregados no concreto endurecido. É normatizado no Brasil como NBR 10340/88.1 Método Osipov É um método térmico de ensaio mais conhecido como Método Osipov devido aos Eng. onde foram avaliados 71 agregados. 1997). onde representava o limite entre os materiais deletérios e inócuos. 5. Entretanto mais isso não determina que se o agregado não desagregar-se ele não poderá ser potencialmente reativo. A estocagem da 13 .2 Método Químico É um método que foi desenvolvido entre 1947 e 1952 por Richard Melem. caso possua mineralógica reativa. venha desagregar-se quando exposta à temperatura elevada. isto seria um indício da potencialidade reativa da rocha analisada (VALDUGA. Considera-se que o agregado.

entre eles os produtos da reação álcali agregado. O MEV (Microscópio Eletrônico de Varredura) possui alta resolução e grande profundidade de foco. não fixa limites de expansão (VALDUGA. pois as rochas carbonáticas (contendo proporções de dolomita. al. 5. Esse método avalia estruturas que já possuam as reações desencadeadas.5 Método de Barras Acelerado – ABTN NBR 15577-04 14 . pois não analisa os agregados diretamente. dentre vários outros materiais utilizados na construção civil. 5. 2002 apud VEIGA et. 1997). 1999). Segundo Hasparyk (1999). 21 e 28 dias. 14.. As leituras de expansão são feitas nas idades de 7. Já os elétrons retroespelhados fornecem informações sobre o número atômico e os raios X identificam e quantificam os elementos presentes no material (VALDUGA.” (VALDUGA. 2002 apud FONTOURA. 2002) Não é um método de avaliação de RAA. que pode ser muito longa. A amostra é alcançada por um feixe de elétrons e diversas informações podem se fornecidas a partir dos sinais originados. A NBR 10340/88. e a duração do ensaio. é uma técnica muito útil. Possui algumas desvantagens que são citadas por VALDUGA apud FONTOURA.amostra consiste em ambiente com solução de NaOH a concentração 1N à temperatura de 23° C.4 Microscopia Eletrônica de Varredura “A microscopia eletrônica de varredura é uma técnica que vem sendo largamente utilizada na análise da microestrutura de concretos e argamassas. São bastante utilizados para análise de produtos de hidratação do cimento e produtos de ataques de agentes agressivos. 2002). porém. pois permite grandes ampliações e com isso a identificação precisa dos produtos da RAA. calcita e material insolúvel que conduzirão a desdolomitização) não compreendem a principal fonte de fornecimento de agregados no país (VALDUGA. 1999: a dificuldade de obtenção de um testemunho que seja bastante representativo da rocha analisada. Os elétrons secundários são os mais importantes na formação de imagens e fornecem informações topológicas da amostra. podendo o ensaio ser levado até 1 ano. Este ensaio tem uso bastante restrito no Brasil.

É chamado de acelerado. e o aquecimento devem ocorrer a partir da temperatura ambiente (23 + . com pequenas variações. 2002) Pela ASTM C-1260.2) °C e deve ser realizado em (6+-2)h. sendo que há diferenças quanto ao controle de temperatura (80 + . (VALDUGA. em comparação ao método de barras que os resultados são apresentados em um ano.47 e estocadas em imersão em uma solução alcalina de NaOH com concentração 1N e temperatura de 80° C. O método Sul Africano ou NBRI foi inicialmente desenvolvido por Oberfiolster e Davies (1986) em 1985-1986 e é um dos métodos mais difundidos e utilizados no mundo todo. pois os resultados podem ser lidos em apenas 16 dias.sílica na presença dos ínos hidroxila associados aos álcalis do cimento (ABNT NBR 15577-4/08). Já na NBR 15577-4 as barras são moldadas com os mesmos parâmetros da ASTM C1260. Os limites de expansão segundo a ASTM C-1260 são os seguintes: Expansões inferiores a 0. Posteriormente foi normatizado corno ASTM C-1260. Isto com o objetivo de simular as "condições péssimas" para submissão do agregado. Expansões superiores a 0. Expansões entre 0. 15 . por meio da variação de comprimento de barras de argamassa. a suscetibilidade de um agregado participar da reação expansiva álcali.2) °C. as barras de argamassa são moldadas com urna relação água/cimento fixa de 0.Este método determina.20% aos 16 dias indicam possibilidade do agregado possuir comportamento tanto inócuo como deletério.10% aos 16 dias indicam um comportamento inócuo na maior parte dos casos.10% e 0.20% aos 16 dias indicam expansão potencialmente deletéria.

Tabela 1. 2004 E os limites de expansão são medidos a partir de 16 dias e 30 dias. b) em estufa a 80º C. Na tabela 1 constam informações referenciando os limites de expansão e idade de leituras utilizadas em cada país. com adição suplementar de hidróxido de sódio” (ABNT. NBR 155776. a suscetibilidade de um agregado participar da reação expansiva álcali . “Método de ensaio para avaliar. p. fazendo-se uso de um cimento-padrão.6 Método de Prisma de Concreto – ABNT NBR 15577-06.15 Nenhum limite proposto Idade(dia) 12 12 10-22 14 14 14 28 País África do Sul Itália Austrália Canadá Estados Unidos Noruega Argentina 5.sílica (RAS) na presença dos íons hidroxila associados aos álcalis (sódio e potássio).10 0. 16 . como reativo. Acomodação das barras em recipiente com solução de NaOH 1N.10 0.2008.Figura 8 e 9. Além de se obter informações suplementares com confirmação dos minerais reativos e produtos da reação além de informações de campo de uso do agregado em estudo. Particularidades do ensaio de reatividade acelerado das barras de argamassa (Hasparyk et. Limite de Expansão (%) 0. Fonte: Kormann. contados a partir da moldagem e pelo menos três leituras intermediarias em cada período.1). como há uma faixa de duvida. por meio da variação de comprimento de prismas de concreto. al. tendo-se o ensaio como resultado final a expansão média das três barras de argamassa no tempo.10 0.20 % aos 16 dias de idade podem indicar agregados. tanto com comportamento inócuo. apud adaptado a partir de GRATTAN-BELLEW.15 0. 1997). referente à taxa de expansão. De acordo o exposto acima.10% e 0.11 0. neste caso sugere-se levar o ensaio até 30 dias de idade das barras. onde as expansões entre 0.

como: análise por difração de raio X. 5. NBR 7389/92 – Apreciação petrográfica de materiais naturais. 5. os corpos de prova não podem ter contato direto com a água nem paredes do recipiente.7. microscopia eletrônica de varredura(MEV) e análise de raio-X por energia dispersiva (EDX) (ABNT. visando a sua utilização.2 Importância As análises petrográficas nos permitem o conhecimento dos agregados graúdos e miúdos. análise termodiferencial (ATD). A solução NaOH é adicionada na água de amassamento aumentando a concentração dos álcalis da mistura.1 Definição De acordo a NBR 7389.2008. espectroscopia de infravermelho. NBR 15577-3/08 – Apreciação petrográfica de materiais naturais. sua abrangência e exatidão de informação fornecida pelo petrográfo. ou seja.8 Demonstrações das Analises Coletadas na RMS 17 .7 Análise Petrográfica 5. porém sua validade da análise dependerá da escala de representatividade das amostras examinadas.04% os agregados são considerados inócuo. e identificando seus elementos constituintes e propriedades. p3). 5. Além dos prismas permanecerem saturados a uma temperatura de 38°C.É um método de ensaio de longa duração que representa melhor às condições para avaliação da reação álcali agregados. Os métodos empregados para caracterização do concreto correspondem: ASTM C 856-02 – Standard Practice for Petrografic Examination of Hardened Concrete. em recipientes especiais. As expansões são limitadas por uma taxa de 0.7. para utilização como agregado para concreto. e pode requerer técnicas complementares. pois utiliza prisma de concreto e não argamassa como no método acelerado. para expansões inferiores a 0. análise petrográfica é um estudo macroscópico dos materiais naturais. respeitando o limite especificado.04%. NBR 155773. para utilização como agregado para concreto.

5 0. são importantes as verificações dos agregados potencialmente reativos de cada região.4 Expansão (%) 0. podem indicar situações onde se requer atenção quanto à 18 .2 0. 2009).25 0. todos apresentam características reativa ou potencialmente reativa. a realização desses ensaios é imprescindível para que se possa ter a certeza de que a edificação não sofrerá com esse tipo de patologia. Como os agregados graúdos utilizados pelo setor da construção civil na Cidade de Salvador são extraídos em pedreiras localizadas na mesma faixa geológica. mesmo sem o conhecimento aprofundado sobre o fenômeno.15 0.05 0 0 5 10 15 20 25 30 35 Idade de Cura (dia) amostra 1 amostra 2 Reativo Potencialmente Reativo Inócuo amostra 3 amostra 4 Figura 10 – Representação dos ensaios de métodos acelerado de barras de argamassa. Com o crescimento do pólo das construções. Conforme gráfico abaixo serão apresentados 04 amostras de agregado graúdo (brita 19 mm). Fonte: Autor.1 0. Em vista disto. (CONCRETA. agregados da região metropolitana de Salvador. os profissionais da área de projeto. e constam de granulito ou granófiro e quartzo deformando provenientes de rochas ígneas ou metamórficas. 2009 Nesses ensaios verifica-se que dos agregados ensaiados.35 0. foram levantados alguns dados de ensaios de caracterização de agregados graúdos e miúdos e método acelerado de barras de argamassa utilizando o cimento-padrão de acordo a norma ASTM C-1260.45 0.3 0.Face os diversos problemas ocorridos em Recife. Representação Método Acelerado de Barras de Argamassa 0. Os agregados utilizados foram analisados petrograficamente. característica da região.

A norma brasileira tem por objetivo apresentar maneiras do como identificar e classificar as estruturas com potencial de desenvolver a reação.possibilidade de RAA.2008. na classificação de risco das estruturas de desenvolvimento da reação segundo ABNT NBR 15577-1. Fonte: Battagin. Diferente da norma Canadense que se empenha em classificar a potencialidade reativa dos agregados. as medidas de mitigação se baseiam em três fatores: quantidade de álcalis disponíveis no sistema. na fase de projeto. Figura 11 – Classificação da ação preventiva quanto à RAA. 2008 adaptado por BATTAGIN (2008). 2008). (adaptado BATTAGIN. capacidade da matriz cimentícia em combinar os álcalis ou troca do agregado reativo por um de comportamento inócuo. 19 . Como pode ser verificado na figura abaixo. possibilitando tomar ações preventivas quando necessário.

para comprovar a potencialidade reativa do agregado e a mitigação da reação pelo uso de materiais inibidores. 2008). determinando assim o grau de intensidade das mitigações. Quando as ações preventivas forem de moderada intensidade terão que ser utilizadas: os cimentos de alto forno CP III com pelo menos 60% de escória ou cimento pozolânico. Definindo com isso se a escolha do cimento com adições ativas são suficientes para prevenir afeitos danosos da reação. onde a equipe técnica local fazem estudos e identificam tais estruturas. Como os cimentos com adições não são comercializados em todo o País. com no mínimo 30 % de pozolana. Mas para isso são consideradas as obras de concreto que não contenham elementos maciços. outras medidas deverão ser tomadas. No entanto. faz-se pertinente incentivar os profissionais do 20 . (MUNHOZ. na região Metropolitana de Recife. metacaulim e sílica ativa.RAA não provocar efeitos destrutivos a estrutura. Para as demais intensidade é indispensável à realização dos ensaios. a presença de escória de alto forno e materiais pozolânicos em alguns tipos de cimento não significam garantia de mitigação a RAA. CPII-Z (ABNT NBR 11578). que poderão levar a estrutura ao colapso.As medidas mitigadoras da norma brasileira visam classificar quanto ao risco de ocorrência de RAA. Deverão ser realizados ensaios para a determinação das porcentagens de adições conforme agregado a ser utilizado na mistura. pois dependerá também do teor em que a adição está presente. CP III (ABNT NBR 5735) E CP IV (ABNT NBR 5736). dióxido de carbono. suas adições podem variar de 10 a 20%. Nas ações preventivas de mínima intensidade podem ser utilizadas: cimentos CPII-E. como adição de cinzas volantes. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Apesar da Reação Álcali Agregado . além de apresentar respostas positivas quanto à mitigação. 2008). ataques de ácidos. a sua presença poderá desencadear outros tipos de agressões químicas como os ataques por íons cloreto e sulfato. devido à disponibilidade de escória e pozolanas. do grau de reatividade do agregado e do teor total de álcalis do concreto. não estejam em presença constante com água. como apresentado na figura acima. dispensando-se a realização de ensaios comprobatórios da mitigação (adaptado de BATTAGIN. Com a crescente ocorrência de novos casos de prédios residências e comerciais afetadas por esse fenômeno.

Seriam necessárias amostragens amplas de todas as jazidas fornecedoras de agregados graúdos e miúdos da Região Metropolitana de Salvador. quando projetamos e construímos precisamos avaliar todos os aspectos que possam interferir ou ocasionar problemas construtivos. Com isso a pesquisa ficou limitada às análises fornecidas pela Concreta Engenharia.Sindicato da Indústria de Pedra Britada do Estado da Bahia. 7 AGRADECIMENTOS A autora agradece a Antonio Sergio Ramos da Silva (orientador) e Fernanda Nepomuceno Costa (co-orientadora) pelo apoio na construção deste artigo e a Concreta por possibilitar a consulta de normas e artigos técnicos para a elaboração da pesquisa.ramo a promover soluções corretivas e preventivas às manifestações patológicas relacionadas à Reação Álcali Agregado. 21 . porém não são suficientes para caracterizar todos os agregados da região. localizadas na Região Metropolitana de Salvador. indicando que os agregados têm um comportamento reativo. desperta a curiosidade de estender os trabalhos a fim de mapear tais materiais. Das amostras submetidas à análise petrográfica foram observados feições da reação álcali agregado. para verificar se o mesmo possuía essas análises e a resposta foi negativa. a fim de confirmar esse resultado. acercando-se de medidas preventivas e controle executivo e na maioria das vezes soluções simples podem evitar grandes transtornos após a concretização do projeto. Houve dificuldades na obtenção de resultados dos ensaios relativos às análises petrográficas das pedreiras e usinas de concreto. fazendo com que a norma técnica NBR 15577 seja aplicada e avaliada na fase de projeto dos novos empreendimentos. Com essa pesquisa podemos observamos que. A pesar de ser necessário ampliar tais estudos. Foram feitas visitas no SINDIBRITAS .

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