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Semiologia II - Sinais Vitais

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Sinais Vitais Semiologia I

Profª Simone Nothaft Enfermagem – UDESC 2012/1

SINAIS VITAIS
São indicadores de vida :
Pulso Freqüência Respiratória  Pressão Arterial  Temperatura

orgânicas básicas, sinais clínicos de vida, que refletem o equilíbrio ou o desequilíbrio resultante das interações entre os sistemas do organismo e uma determinada doença “
Mozachi , Souza , 2007

“ São os sinais das funções

Histórico “ A atenção especial aos sinais vitais foi defendida desde a antiguidade por Hipócrates como um dos mais importantes dados do exame físico ” .

bem como instrumentalizar na tomada de decisão sobre intervenções específicas. .Objetivo Têm como objetivo auxiliar na coleta de dados e avaliação das condições de saúde da pessoa.

Em um hospital dentro da rotina de atendimento ou de acordo com as prescrições. Antes e depois de qualquer procedimento cirúrgico.Situações em que é indispensável a verificação dos sinais vitais:      Quando o cliente é admitido em um hospital ou outro serviço de saúde. Antes e depois de qualquer procedimento invasivo de diagnóstico. . Durante consulta ambulatorial ou consultório particular.

 Antes de intervenções de enfermagem que possam alterar os sinais vitais. estranho”).  Sempre que as condições físicas gerais do cliente pioram repentinamente .  Sempre que o cliente manifestar quaisquer sintomas inespecíficos de desconforto físico (se o cliente estiver sentindo se “diferente. respiratória e de controle de temperatura.  .Antes e depois da administração de medicações que afetam a função cardiovascular.

Pulso É a onda provocada pela pressão do sangue contra a parede arterial em cada batimento cardíaco. Guyton . 2002 .

Avaliação Quanto  Freqüência  Ritmo  Volume .

 . abaixo de 60 bpm. BRADICARDIA Diminuição da freqüência de pulso.Freqüência Numero de pulsações por minuto.  TAQUICARDIA Aumento da freqüência do pulso acima de 100 batimentos por minuto.

. .Ritmo Regularidade dos intervalos.

Filiforme .Volume Intensidade com que o sangue bate nas paredes das artéria. Forte e cheio Fraco e fino .

com as pontas de dois ou três dedos.O pulso é tomado onde uma artéria possa ser comprimida levemente contra um osso. .

Nunca com o polegar “O examinador poderá sentir seu próprio pulso digital” .

pediosa ou diretamente na área cardíaca (pulso apical). facial. braquial. . femoral. carótida.Locais de Avaliação Locais de verificação mais freqüentes: artérias superficiais do corpo – temporal. radial.

Locais de Avaliação Paciente Consciente Paciente Inconsciente .

.Paciente Consciente Artérias Radiais. ao nível dos punhos.

Valores Normais Adulto = 60 a 100 bpm Criança = 80 a 120 bpm Bebês = 100 a 160 bpm .

.Vítima Inconsciente: Pulso Carotídeo (Adultos e Crianças acima de 1 ano) Palpar a cartilagem tireóide (pombo-de-adão) e deslizar os dedos lateralmente até sentir o pulso.

.Vítima Inconsciente: Pulso Femoral O pulso nessas artérias persistirão.mesmo quando a hipotensão e hipoperfusão periférica.

Paciente Pediátrico (abaixo de 1 ano) – Pulso Braquial .

Fatores que interferem no pulso


  


Emoções Dor Idade Exercício e atividade física Elevação da temperatura Ingestão de alimentação Drogas


 

Repouso Obsidade Gravidez Hipóxia e Hipoxemia Doença, traumatismo, grandes ferimentos

Técnica

Material necessário
– Relógio com ponteiro de segundos – Caneta – Caderneta de anotação

Palpar a arteria por 1 minuto, no caso da apical, colocar o diafragma do estetoscópio no espaço do 5º espaço intercostal e aferir por um minuto

Terminologias mais frequentes relacionadas ao pulso
Taquicardia  Bradicardia  Ritmico  Arritmico  “Normocárdico”  Cheio  Filiforme

Finalidade: pulmões.Respiração  A freqüência respiratória. É a entrada de oxigênio na Inspiração e eliminação de dióxido de carbono pela Expiração. a condição do diafragma e dos músculos do tórax fornecendo O2 ao trato respiratório e alvéolos. Troca gasosa entre o sangue e o ar dos . por intermédio do ritmo. profundidade e som. reflete o estado metabólico do corpo.

Caráter – superficial e profundo. Ritmo – regular ou irregular. .AVALIAÇÃO DA RESPIRAÇÃO Freqüência – movimentos respiratórios por minuto.

COMPROMETIMENTO RESPIRATÓRIO  CIANOSE INQUIETAÇÃO    DISPNÉIA SONS RESPIRATÓRIOS ANORMAIS .

CRIANÇA : 20 – 30 movimentos respiratórios por minuto.Freqüência varia c/ a idade BEBÊ : 30 – 60 movimentos respiratórios por minuto. (mrpm). . ADULTO : 12 – 20 movimentos respiratórios por minuto.

aumento de ar nos pulmões aumentando a amplitude respiratória.diminuição do volume de ar nos pulmões. HIPOVENTILAÇÃO . DISPNÉIA – respiração difícil. . que exige esforço aumentado e uso de músculos acessórios EUPNÉIA – respiração dentro dos parâmetros de normalidade. HIPERVENTILAÇÃO . BRADIPNÉIA – respiração lenta. TAQUIPNÉIA – respiração rápida.Alterações dos padrões respiratórios APNÉIA – parada respiratória.

lesão tecidual e infecções  Hipovolemia  Anemia  Gravidez  .Fatores que afetam a FR Idade  Hipotermia  Emoções  Sofrimento e dor  Hipertermia  Alterações na gasometria  Doença.

Técnica  Material necessário – Relógio com ponteiro de segundos – Caneta – Caderneta de anotação  Aferir durante 1 minuto o movimento de expansão do diafragma – Não permita que o cliente perceba .

bucal ou retal. mediado pelo centro termo-regulador. e as perdas de calor ocorridas por meio dos pulmões. seu organismo é capaz de regular sua temperatura corporal.TEMPERATURA Temperatura corporal é o equilíbrio entre a produção e a perda de calor do organismo. Os seres humanos são homeotérmicos . Pode ser verificada na região: axilar. pele e excreções corporais. Representa o equilíbrio entre a produção de calor por intermédio do metabolismo. atividade muscular e outros fatores. .

diminuição da condução nervosa.7ºC e 25ºC ou menos – condição vital .Manutenção da Temperatura. uma necessidade básica      Seres homeotérmicos Temperatura central excessivo da T causa disfunção neurológica. coma e morte 42. aceleração da atividade das células e morte da T causam progressiva diminuição da atividade celular. perda da regulação térmica. degradação das proteínas.

radiação e evaporação  Obtenção de calor: condução. convecção e radiação  ESTUDAR COMO TEMA DE CASA  . convecção.  Perdas de calor por: condução.TEMPERATURA A T exerce efeito sobre outras necessidades (oxigenação. hídrica e nutrição).

 .TEMPERATURA A regulação da T corporal ocorre pela ação do hipotálamo (termostato do corpo)  Os meios normais de manutenção da T corporal é por produção de calor.  Os fatores associados à incapacidade de manter a temperatura apropriada são: problemas de termorregulação neurológica. alterações da produção de calor e alteração das perdas de calor. perda de calor e isolamento.

podendo ser desinfectado entre aferições. segurando-o pela haste Variação normal: 35. Custo X benefício. .8ºC a 37ºC Vantagens Facil aceitação pelo cliente Não há a necessidade de ser individual. Desvantagens Pode sofrer alterações com presença de umidade na axila.Locais de verificação Axilar Diminuir a temperatura do termometro Secar as axilas do cliente Colocar o termometro e deixa-lo de 5 a 7 minutos Aferir a temperatura na altura dos olhos.

• O bulbo é alongado e achatado.4ºC • Vantagens • Acessivel • Confortavel para o cliente • Fornece leitura exata da temperatura superficial Desvantagens:  Contra-indicada para: – crianças menores de 3 anos. • A temperatura varia entre 36.Oral Realizar a antissepsia • Colocar o termometro sob a lingua. – Temporariamente após o ato de fumar e de ingerir liquidos quentes ou gelados  Uso individual . clientes inconscientes. idosos. com disturbios mentais.3ºC a 37. mantendo os lábios cerrados.

inserido cerca de 3.5 cm em individuo adulto • O seu bulbo é arredondado e proeminente • Deve ser lavado com sabão e agua corrente após o uso • E considerada a mais fidedigna • Oscila entre 37º a 38ºC Vantagens: Considerada a mais fidedigna • Desvantagens: Local Exposição do paciente • .Retal • O termometro deve ser lubrificado e colocado no cliente em decubito lateral.

Sensor da membrana timpanica Aceitavel até 37ºc  Uso de aparelho digital com a ponta semelhante a um otoscópio  Temperatura aferida entre 2 a 5 segundos Vantagens:  Facil acesso  Necessidade mínima de reposionamento do cliente  Pode ser usado sem perturbar o cliente  Fornece temperatura central exata Desvantagens: Requer revestimento descartável da sonda  .

8ºC Temperatura bucal .36.8ºC Temperatura inguinal.4ºC a 37.36ºC a 36.36ºC a 36.36.Valores da temperatura Temperatura axilar .2ºC Corpo Bulbo Coluna de Mercúrio .2ºC a 37ºC Temperatura retal .

VARIAÇÃO DA TEMPERATURA Normal: 36°C a 37°C .7°C HIPER = 37.Abaixo Normal: HIPO = 36°C a 34°C COLAPSO = abaixo de 34°C .8°C a 39°C .Acima Normal: FEBRIL = 37°C a 37.

    . FEBRICULA: variação da temperatura entre 37 a 37. há nova manifestação de hipertermia. sem nunca chegar ao patamar normal RECORRENTE OU RECRUDENTE: após um período normal.5ºc.TIPOS DE HIPERTERMIA  CONTÍNUA: mantém-se elevada com pouca oscilações INTERMITENTE: quando ocorre regularmente alternância entre um período de hipertermia e um período de temperatura normal e subnormal REMITENTE: oscila em vários graus.

Fatores que alteram a temperatura corporal – diretamente relacionados com a atividade metabólica Atividades físicas Fatores Emocionais Distúrbios da Glândula Tireóide Alimentação Ambiente Vestuário Efeito da ovulação sobre a temperatura Medicamentos Doenças .

Termologia básica Febre : aumento patológico da temperatura corporal. Normotérmico : temperatura normal . Hipertermia : elevação da temperatura do corpo ou de uma parte do corpo acima do valor normal. Hipotermia : redução da temperatura do corpo ou de uma parte do corpo abaixo do valor normal.

Retirar o termômetro e anotar a temperatura Desinfetar o termômetro . balançar até que a coluna de mercúrio desça a de 35ºC .Técnica Material necessário Cuba rim contendo: Algodão com alcool Algodão seco ou papel toalha Termômetro Lavar as mãos Explicar ao paciente o procedimento Desinfetar o termômetro Enxugar a axila com a roupa do paciente Adaptar o termômetro com o bulbo em contato direto com a pele Instruir ao paciente a comprimir o braço Após 3 a 5 min.

.

ele é "empurrado" contra a parede dos vasos sangüíneos. Quando o sangue é bombeado. .Pressão arterial O coração bombeia o sangue para os demais órgãos do corpo por meio de artérias. Esta tensão gerada na parede das artérias é denominada PRESSÃO ARTERIAL.

. que da força (pressão) para empurrar este sangue por dentro das artérias.Para que o sangue possa circular pelo corpo é necessário que uma bomba (o coração).

.Quando o coração se contrai para bombear o sangue para o resto do corpo é chamada de PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA ou MÁXIMA.

.A pressão do sangue nos vasos quando o coração encontra-se na fase de relaxamento ou “Período de Repouso” é chamada PRESSÃO DIASTÓLICA ou MÍNIMA.

A Pressão Arterial é medida em milímetros de mercúrio. (mmHg) .

.Uma pressão 120 por 80. significa: Que a pressão (força) exercida pelo seu coração para empurrar o sangue pelas artérias é igual a 120 milímetros de mercúrio (mmHg) E que a pressão (resistência) que suas artérias estão oferecendo à passagem do sangue é de 80 mmHg.

Podemos dizer que geralmente a PA mínima é igual a metade da máxima +/.1. 70 ou 80 mmHg. Ex: máxima 140. Fatores constitutivos e ambientais interferem na PA. mínima será 60.Difícil definir exatamente o que é pressão arterial normal. . Normalmente ela aumenta com a idade.

Nível Valores normais Hipotensão Pressão arterial sistólica entre 100 e 140 inferior a 100 Pressão arterial diastólica entre 60 e 90 inferior a 60 Hipertensão Hipertensão moderada Hipertensão grave limite entre 140 e 160 entre 160 e 180 superior a 180 entre 90 e 100 entre 100 e 110 superior a 110 .

Manguito / Braçadeira .

Bomba Válvula .

Manômetro .

Manter o paciente deitado ou sentado. 2. . 3. (fossa cubital) prendendo-o sem apertar demasiado. Deixar o braço descoberto. evitando compressão. com o braço comodamente apoiado ao nível do coração.Verificação de Pressão Arterial 1. Colocar o manguito 2 cm acima da prega do cotovelo. nem deixar muito frouxo.

5. Colocar o estetoscópio no ouvido (curvatura voltada para frente) e o diafragma do estetoscópio sobre a artéria braquial. Posicionar os olhos no mesmo nível da coluna de mercúrio ou do mostrador do manômetro. 6. .4. Colocar o esfigmomanômetro de modo que fique bem visível.

. Palpar o pulso radial. Fechar a válvula de ar e insuflar rapidamente o manguito até o desaparecimento do pulso radial.7. (pressão sistólica) deve ser inflado 20-30 mmHg acima do ponto de desaparecimento do pulso radial. 8.

Observar o ponto em que o som foi ouvido por último ou sofreu uma mudança nítida (pressão diastólica).Apoiar o diafragma do estetoscópio e abrir a válvula vagarosamente.Retirar todo o ar do manguito. . removê-lo. 10.9. 11.

esvaziar completamente o manguito antes de fazer novamente a medida. a largura e o comprimento da bolsa inflável do manguito deve ser 40% da circunferência do braço e o comprimento deve ser 80% da mesma circunferência – Além de anotar os valores da sistólica e diastólica é recomendado anotar a posição do paciente e o braço em que foi realizado a medida. para uma medição correta da PA.Observações – Na dúvida. ou sendo necessário repetir a verificação. . – Embora geralmente seja utilizado o manguito padrão.

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