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Sistema de numeração

Base de um Sistema de Numeração


A base de um sistema é a quantidade de algarismos disponível na
representação. A base 10 é hoje a mais usualmente empregada, embora não
seja a única utilizada. No comércio pedimos uma dúzia de rosas ou uma grosa
de parafusos (base 12) e também marcamos o tempo em minutos e segundos
(base 60).

Os computadores utilizam a base 2 (sistema binário) e os programadores, por


facilidade, usam em geral uma base que seja uma potência de 2, tal como 24
(base 16 ou sistema hexadecimal) ou eventualmente ainda 23 (base 8 ou
sistema octal).

Na base 10, dispomos de 10 algarismos para a representação do número: 0, 1,


2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Na base 2, seriam apenas 2 algarismos: 0 e 1. os 10
algarismos aos quais estamos acostumados, mais os símbolos A, B, C, D, E e F,
representando respectivamente 10, 11, 12, 13, 14 e 15 unidades. Generalizando,
temos que uma base b qualquer disporá de b algarismos, variando entre 0 e (b-
1).

A representação 125,3810 (base 10) significa 1x102 + 2x101 + 5x100 + 3x10-1 +


8x10-2 :

Intuitivamente, sabemos que o maior número que podemos representar, com n


algarismos, na base b, será o número composto n vezes pelo maior algarismo
disponível naquela base (ou seja, b-1). Por exemplo, o maior número que pode
ser representado na base 10 usando 3 algarismos será 999 (ou seja, 103 - 1 =
999).

O sistema de numeração romano

Diversas civilizações da Antigüidade, além da egípcia, desenvolveram


seus próprios sistemas de numeração. Alguns deles deixaram vestígios,
apesar de terem sido abandonados.
Assim, por exemplo, na contagem do tempo, agrupamos de 60 em 60;
sessenta segundos compõem um minuto e sessenta minutos compõem
uma hora. Isto é conseqüência da numeração desenvolvida na
Mesopotâmia, há mais de 4000 anos. Lá era usada a base sessenta.
Outro vestígio de uma numeração antiga pode ser observado nos
mostradores de relógios, na indicação de datas e de capítulos de livros:
são os símbolos de numeração romana.

Obs (I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII...)

Estes são os símbolos usados no sistema de numeração romano:


I VX L C D M
1 5 10 50 100 500 1000
Vamos lembrar como eram escritos alguns números:

cento e cinqüenta e
sete trinta e seis mil setecentos e onze
dois
VII XXXVI CLII MDCCXI
5+1+1 10+10+10+5+1 100+50+1+1 1000+500+100+100+10+1

Para não repetir 4 vezes um mesmo símbolo, os romanos utilizavam


subtração.
Observe alguns números que seriam escritos com 4 símbolos e como os
romanos passaram a escrevê-los:
quatro nove quarenta quarenta e quatro novecentos
IV IX XL XLIV CM
5-1 10-1 50-10 (50-10)+(5-1) 1000-100

quatrocentos e noventa mil novecentos e noventa e quatro


CDXC MCMXCIV
(500-100)+(100-10) 1000+(1000-100)+(100-10)+(5-1)

Regras para o uso da numeração romana

• Uma mesma letra só pode ser repetida três vezes seguidas, com
exceção de V, L e D, que só podem ser escritas uma vez.

III = 3; XXX = 30; CCC = 300; MMM = 3 000

• Uma letra escrita à esquerda de outra, de maior valor, é subtraída deste


valor:

IX = 9; XL = 40; XC = 90; CD = 400

• Uma letra colocada à direita de outra, de maior valor, é somada a seu


valor:

LXXX = 80; DCCC = 800; ML = 1 050

• Uma barra colocada em cima de uma letra multiplica seu valor por
mil:

DXXXIV = oito mil quinhentos e trinta e quatro

Assim como no sistema egípcio, também na numeração romana é


trabalhoso escrever certos números. Veja:
três mil oitocentos e oitenta e oito
MMMDCCCLXXXVIII
1000+1000+1000+500+100+100+100+50+10+10+10+5+1+1+1

Números naturais:

Reta numerada→ Uma forma de representar geometricamente o conjunto Z é


construir uma reta numerada, considerar o número 0 como a origem e o número
1 em algum lugar, tomar a unidade de medida como a distância entre 0 e 1 e por
os números inteiros da seguinte maneira:

Ao observar a reta numerada notamos que a ordem que os números inteiros


obedecem é crescente da esquerda para a direita, razão pela qual indicamos
com uma seta para a direita. Esta consideração é adotada por convenção, o que
nos permite pensar que se fosse adotada outra forma, não haveria qualquer
problema.

Baseando-se ainda na reta numerada podemos afirmar que todos os números


inteiros possuem um e somente um antecessor e também um e somente um
sucessor.

Operações com números Naturais


Adição de números Naturais

É uma operação direta ou de composição. Seu objetivo é reunir em um só os


valores de vários números.

Os números cujos valores devem ser


reunidos são denominados parcelas. A
operação é indicada pelo sinal + (mais),
que é colocado entre os números.
• Algoritmo da soma

Veja o exemplo: 264 + 1 349 = 1 613

Propriedades da adição de números Naturais

• Propriedade do fechamento: a adição é uma operação fechada em


N. Isto significa que a adição de dois números Naturais é sempre
um número Natural.
• Propriedade comutativa: se a e b são dois números Naturais,
então, a ordem em que forem colocados ao se efetuar a adição não
altera o resultado. Assim:
a+b=b+a

Exemplo:

3+2=2+3
5=5
• Propriedade associativa: se a, b e c são três números Naturais, o
agrupamento que fizermos deles não alterará o resultado da soma:
[a + b] + c = a + [b + c]

Exemplo:

[3 + 2] + 5 = 3 + [2 + 5]
5+5=3+7
10 = 10
• Elemento neutro: a adição tem um elemento neutro, o zero. Isto
significa que para todo número Natural se verifica:
a+0=0+a=a

Ordem dos números Naturais

Sempre que tivermos dois números Naturais a e b, diremos que a é menor ou


igual a b, se existir um número Natural c tal que:

a ≤ b ⇔ existe c  a + c = b

Exemplo:

2≤3, pois 2 + 1 = 3

Tivemos de somar c = 1 ao número a = 2 para obter o número b = 3.

Subtração de números Naturais

Vamos primeiro ver o seguinte problema: se conhecemos a soma de dois


números Naturais e também um desses números, podemos achar o outro? A
resposta nos leva à subtração de números Naturais. Nós a definiremos da
seguinte maneira: se temos dois números Naturais a e b, com b a, devemos
encontrar um número Natural c tal que:
b+c=a

a é o minuendo; b é o subtraendo;
c é a diferença e a escrevemos c = a b
– é o sinal que expressa a diferença

No entanto, devemos considerar que a subtração


de números Naturais nem sempre é possível.
Quando o subtraendo é maior que o minuendo,
não temos solução no conjunto dos números
Naturais.
Exemplo:

5–7∉N

Multiplicação de números Naturais

Podemos interpretar a multiplicação como uma soma de parcelas iguais. O


número repetido chama-se multiplicando e o número de vezes que o repetimos,
multiplicador.

b X a = a + a + a + ...
b vezes
b X a =a + a + a + ...

Para lembrar:

Também podemos expressar a multiplicação como o


número de elementos doproduto cartesianode dois
conjuntos.
Exemplo:

Dados dois conjuntos A = {a,b,c} e B = {1,2,3,4}, o produto cartesiano desses


dois conjuntos está representado na Figura 6, ao lado: (explicar produto cartesiano de A X B)

Algoritmo da multiplicação

Vamos analisar este item acompanhando as Figuras 7a e 7b, abaixo.

Propriedades da multiplicação de números Naturais

• Propriedade do fechamento: a multiplicação de números Naturais é


uma operação fechada em N, pois o resultado de uma
multiplicação de dois números Naturais é sempre um número
Natural.
• Propriedade comutativa: se a e b são dois números Naturais, a
ordem com que forem multiplicados não altera o produto:
aXb=bXa
Exemplo:

5X6=6X5
30 = 30
• Propriedade associativa: se a, b e c são três números Naturais,
podemos substituir dois ou mais fatores pelo produto efetuado sem
alterar o resultado:
[a X b] X c = a X [b X c]
Exemplo:

[5 X 6] X 8 = 5 X [6 X 8]
30 X 8 = 5 X 48
240 = 240
• Elemento neutro: o elemento neutro da multiplicação é o 1. Todo número
multiplicado por 1 resulta nele mesmo.
aX1=1Xa=a
Exemplo:
5X1=1X5=5
• Elemento absorvente: o elemento neutro da multiplicação é o 0. Todo
número multiplicado por 0 é igual a 0.
aX0=0Xa=0

Múltiplos de um número Natural (fig. 8)

Um número Natural a é múltiplo de outro número Natural b se a for igual ao


produto de b por um número Natural, ao que chamaremos n (Figura 8, acima).
Isto é:

a é múltiplo de b se a = b X n

Propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição

Permite transformar uma multiplicação em uma adição. Dados três números


Naturais a, b e c, verifica-se:
a X (b + c) = (a X b) + (a X c)
Exemplo:

3 X (2 + 5) = (3 X 2) + (3 X 5)
3 X 7 = 6 + 15
21 = 21

Para lembrar:

Aplicar a propriedade distributiva de forma invertida, isto


é, a conversão de uma adição de fatores em
multiplicação, chama-se colocar o fator comum em
evidência: (a X b) + (a X c) = a X (b + c).

Multiplicação por 10 ou por potências de 10

Em função do caráter posicional de nosso sistema de numeração, observamos


que o produto de um número Natural por 10, 100, 1 000, ..., é obtido
acrescentando-se à direita deste número tantos zeros quantos forem os que
acompanham a unidade:

Exemplo:

37 X 10 = 370
153 X 100 = 15 300

Vamos ver a justificativa disto:

375 = 3 X 102 + 7 X 10 + 5
375 X 100 = (3 X 102 + 7 X 10 +
5) X 102

Aplicando a propriedade distributiva:

375 X 100 = 3 X 104 + 7 X 103 + 5 X 102


375 X 100 = (3 X 102 + 7 X 10 + 5) X 102

Divisão exata de números Naturais

Operação inversa à da multiplicação, permite encontrar o fator desconhecido de


uma multiplicação de dois fatores, pela qual conhecemos o produto e o outro
fator. O dividendo é igual ao divisor multiplicado pelo quociente:
D=dXq
Dividendo divisor
Resto quociente
Em uma divisão exata, o dividendo é
divisível pelo divisor, ou, então, o
dividendo é múltiplo do divisor.

Algoritmo da divisão

Vamos acompanhar este item na Figura 9:

Equivalências fundamentais na divisão

d=D÷q q=D÷d

d = divisor; D = Dividendo; q = quociente


Exemplo:

20 ÷5 = 4; 20 ÷4 = 5; 4 X 5 = 20

Divisão aproximada ou não-exata de números Naturais

Na divisão não-exata, o resto não é 0, portanto:

D=dXq+r

Nessa situação fala-se de divisão não-exata por: (olhar fig. 9.1)

Alterações do quociente e do resto na divisão

Se multiplicarmos ou dividirmos o dividendo e o divisor por um mesmo número


não-nulo, o quociente não se altera, mas o resto fica multiplicado ou dividido por
este número:

Exemplo:
Ao multiplicar dividendo e divisor por 2, o
quociente ficou igual, mas o resto ficou
multiplicado por 2.

Propriedades da divisão
Para dividir uma multiplicação de dois fatores por um número não-nulo, basta
dividir um dos fatores pelo referido número. Em geral:

(a X n) ÷b = (a ÷b) X n
Exemplo:
(45 X 13) ÷9

PRIMEIRA FORMA SEGUNDA FORMA


45 X 13 = 585 45÷9 = 5
585 ÷ 9 = 65 13 X 5 = 65

Propriedade distributiva

Para dividir uma adição por um número não-nulo, dividiremos cada parcela por
este número e somaremos os resultados:

(8 + 12 + 28) ÷4 = (8 ÷4) + (12 ÷4) + (28 ÷4)


48 ÷4 = 2 + 3 + 7; 12 = 12
Em geral, podemos concluir que:

(a + b + c) ÷n = (a ÷n) + (b ÷n) + (c ÷n)

http://www.klickeducacao.com.br/2006/materia/20/display/0,5912,POR-20-88-951-5346,00.html#link03

Expressões Aritméticas

Os componentes básicos das expressões aritméticas são: constantes, variáveis e


operadores. Os dois primeiros já conhecemos; operadores são os "sinais" que usamos
nas contas:
Note que não se usa o "X" para indicar a multiplicação, nem a barra horizontal de
fração para indicar a divisão...

Operador Operação Exemplo Resultado


+ Adição 3+2 5
- Subtração 10 - 5 5
* Multiplicação 3*7 21
/ Divisão 25 / 2 12.5
^ Potenciação 5^2 25
\ Divisão Inteira 25 \ 2 12
Você deve ter notado que há dois operadores para divisão. O segundo ( \ ) é o da
divisão inteira, ou seja, a que não tem parte decimal, mesmo que o dividendo não
seja múltiplo do divisor. Nos nossos exemplos e exercícios sempre usaremos os
operadores descritos acima.
Da mesma maneira que estudamos na escola, algumas operações têm prioridade
sobre as outras. A potenciação tem a maior prioridade entre todos estes
operadores. Multiplicação e divisão devem ser operadas antes da adição e
subtração. Assim, na expressão
3 + 2 * 5
primeiro operamos o 2*5, e somamos o resultado com 3 para obter 13.

Para mudar a ordem das operações, usamos parênteses: como na aritmética da


escola, o que estiver entre parênteses será operado primeiro. Por exemplo:
( 3 + 2 ) * 5
primeiro operamos o 3 + 2, porque está entre parênteses, e depois o resultado desta
operação será multiplicado com 5 para obter 25.

Quando na expressão só houver operações com a mesma prioridade, a avaliação é


feita normalmente da esquerda para a direita.

Nas linguagens de programação e nos algoritmos não se usam colchetes e chaves


para sucessivos agrupamentos de operações, e sim mais parênteses. Vamos ver um
exemplo mais complexo. Qual o valor de:

( 3 + 5 ) * ( 4 * ( 10 -7 ) ) / 2 Opera-se o que estiver nos parênteses mais internos


( 3 + 5 ) * ( 4 * 3 ) / 2 Operam-se os dois parênteses que restaram
8 * 12 / 2 So há * e / - , então opera-se da esquerda para a direita
96 / 2
48 Resultado final

Um outro exemplo:
6 * ( 9 + 3 * 2 ) / ( 2 * 4
- 11 ) Operam-se as multiplicações nos parênteses
6 * ( 9 + 6 ) / ( 8
- 11 ) Operam-se os parênteses
6 * 15 / So há * e / - opera-se da esquerda para a
-3 direita
90 / -3 Observe o sinal negativo antes do 3...
-30 Resultado final

Ponto, Reta e Plano

Ponto, Reta e Plano são noções primitivas dentre os conceitos geométricos. Os


conceitos geométricos são estabelecidos por meio de definições. As noções
primitivas são adotadas sem definição. Como podemos imaginar ou formar
idéias de ponto, reta e plano, então serão aceitos sem definição.

Podemos ilustrar com as seguintes idéias para entender alguns conceitos


primitivos em Geometria:

Ponto: uma estrela, um pingo de caneta, um furo de agulha, ...

Reta: fio esticado, lados de um quadro, ...

Plano: o quadro negro, a superfície de uma mesa, ...

Notações de Ponto, Reta e Plano: As representações de objetos geométricos


podem ser realizadas por letras usadas em nosso cotidiano, da seguinte forma:

Pontos A, B, L e M representados por letras maiúsculas latinas;

Retas r, s, x, p, q, u e v representados por letras minúsculas latinas;

Planos Alfa, Beta e Gama representados por letras gregas minúsculas. Plano
Alfa (rosa), Plano Beta (azul claro) e Plano Gama (amarelo).

Observação: Por um único ponto passam infinitas retas. De um ponto de vista


prático, imagine o Pólo Norte e todas as linhas meridianas (imaginárias) da Terra
passando por este ponto. Numa reta, bem como fora dela, há infinitos pontos,
mas dois pontos distintos determinam uma única reta. Em um plano e também
fora dele, há infinitos pontos.

As expressões "infinitos pontos" ou "infinitas retas", significam "tantos pontos ou retas


quantas você desejar".