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U NIVERSIDADE

U NIVERSIDADE L USÍADA DE A NGOLA Departamento de Informática Licenciatura em Informática A Universidade Lusíada

L USÍADA

DE

A NGOLA

Departamento de Informática

Licenciatura em Informática

A Universidade Lusíada de Lisboa e as Redes Sociais:

O estudo caso do portal e-Lusíada:

Projecto de estágio.

Hercílio Rui Dinis Duarte

Lisboa

Março 2011

U NIVERSIDADE

U NIVERSIDADE L USÍADA DE A NGOLA Departamento de Informática Licenciatura em Informática A Universidade Lusíada

L USÍADA

DE

A NGOLA

Departamento de Informática

Licenciatura em Informática

A Universidade Lusíada de Lisboa e as Redes Sociais:

O estudo caso do portal e-Lusíada:

Projecto de estágio.

Hercílio Rui Dinis Duarte

Lisboa

Março 2011

Hercílio Rui Dinis Duarte

A Universidade Lusíada de Lisboa e as Redes sociais:

O estudo caso do portal e-Lusíada:

Projecto de estágio.

Projecto apresentado no âmbito da componente de Estágio de Licenciatura em Informática da Universidade Lúsiada de Angola

Coordenadores de Licenciatua em Informática da ULA:

Mestre Paulo Jorge Paiva Mestre Bonina de Fátima de Andrade Leitão

Orientador

de

estágio:

Mestre

Gilberto

Moisés

Moma

Capeça

Orientador

de

estágio

da

ULL:

Dr.

Helder

da

Rocha

Machado

Lisboa

Março 2011

Ficha Técnica

Autor

Hercílio Rui Dinis Duarte

Coordenadores de licenciatura em informática

Paulo Jorge Paiva Bonina de Fátima Leitão

Orientador de estágio da ULL

Helder da Rocha Machado

Título

A Universidade Lusíada de Lisboa e as Redes Sociais: O Estudo caso do Portal e-Lusíada

Local

Lisboa

Ano

2011

Mediateca da Universidade Lusíada de Lisboa - Catalogação na Publicação

DUARTE, Hercílio Rui Dinis, 1987-

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais: O estudo caso de portal e-Lusíada: Projecto de estágio

/ Hercílio Rui Dinis Duarte ; orientado por Gilberto Moisés Moma Capeça, Helder da Rocha Machado. -

Lisboa : [s.n.], 2011. - Projecto apresentado no âmbito da componente de estágio de Licenciatura em Informática da Universidade Lusíada de Angola.

1. GILBERTO, Moisés Moma Capeça, 1957-

2. PAIVA, Paulo Jorge

3. MACHADO, Helder António da Rocha, 1967-

Não devia existir um dia que justificasse o que és, pois o que és ultrapassa as barreiras da imaginação.

Prefiro as vezes calar, sem palavras a sublinhar, sem grandeza a descrever sem saber o que dizer. Não ha palvras que as vezes expressam o sentimento de seres minha mãe. Dedico a ti!

bela que podemos

experimentar é o mistério. Essa é a fonte de

toda a arte e ciências verdadeiras. Albert Einstein

“A

coisa

mais

AGRADECIMENTOS

Ao Mestre Gilberto Moma Capeça, meu orientador de estágio da ULA, por me ter acompanhado durante os últimos anos de formação e ter oferecido muitas ideias para que a conclusão deste projecto fosse real e com sucesso.

Ao Dr. Helder da Rocha Machado, meu orientador de estágio da ULL, pela grande disponibilidade e atenção no avanço dos planos de estágio que serviram de grande experiência para a abertura de novas oportunidades a nível intelectual e social, pelo encorajamento, pelo grande incentivo para a conclusão dos trabalhos e por ter-me guiado até ao final do grande objectivo.

À Dra. Anabela Neto, responsável pelo Gabinete de Estágios, Saídas Profissionais e Empreendedorismo da ULL, pelo profissionalismo, disponibilidade e acompanhamento em todo percurso no decorrer do meu estágio e pelo incentivo em continuar com muita força e óptimas propostas de trabalho.

À minha mãe, luz da minha vida, por acreditar que um dia eu conseguiria concretizar boa parte dos meus projectos, por passar várias noites sentindo a minha falta mas com força suficiente por acreditar que a cada dia que passa os nossos sonhos iriam aproximar-se cada vez mais da realidade. Às minhas irmãs, pela força constante e incentivo.

Ao meu pai, o arquitecto do meu incentivo… que Deus o tenha! Sempre foi a voz mais alta que me levasse a enfrentar vários tipos de realidades por mais que parecessem impossíveis. A ti devo muito mais do que um dia irei conseguir pagar, pois nada justifica a tua bondade. És tudo e muito mais, obrigado meu grande Pai.

Aos meus colegas de Luta, Adjah da Cruz e Helder Francisco, pela forte colaboração e conclusão de vários projectos académicos, e pelo grande incentivo de jamais desistir quando tudo é possível de se conquistar.

RESUMO

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais:

O estudo caso do portal e-Lusíada:

Hercílio Rui Dinis Duarte

O Projecto da Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais tem como obejectivo inserir esta nos melhores sites de redes sociais tornando mais próxima do seu público, tomando partido das vántagens que irá adequerir ao coletar opiniões relativamente aos seus serviços. Deste modo a Universidade poderá aproximar várias camadas sociais, irá fazer com que a troca de experiência destes torne a rede mais interessante e mais forte para poder enfrentar desafios de conhecer e establecer comunicação em novas realidades.

O projecto permitirá que vários actores interessados ou aqueles que alguma vez fizeram parte desta Instituição estejam ligados de uma forma íntima com a Universidade através da troca de várias experiências, ou seja, sempre a par dos passos e actividades realizadas podendo contribuir de forma mais activa.

Iremos abordar os Sites de redes sociais como sistemas de informação que integram vários estratos sociais a fim de se trocar experiências e se tirar partido deles. Saber de forma mais rápida e precisa aquilo que os actores da rede estarão sempre a procurar para que a Universidade possa sempre servir de bons serviços satisfazendo as necessidades destes.

Pretende-se então criar uma interface entre o Portal e-Lúsiada e as redes sociais para com a função de projectar e gerir de forma eficaz a informação da Universidade atraindo grandes ideias, colaborações e parcerias a nível cultural e empresarial.

Palavras-chave: Actores, Marketing Digital e Comunicação, Gestão de conectividade, Performance e crescimento.

ABSTRACT

Lusíada de Lisboa University and Social networks:

Case study: e-Lusíada portal

Hercílio Rui Dinis Duarte

The Project of Lusíada University of Lisbon and social networks has an objective, insert the University in the best social becoming more near of your public to import experiences and their contents, taking advantages of the benefits that will acquire collecting opinions about their services. Thus the University can bring various social strata, will cause the exchange of experience of the network becomes more interesting and more strong to face challenges to meet and establish new communication realities.

The project will allow various actors interested or those who have ever been part of this institution infrastructure is linked in an intimate way with the University through an exchange of various experiences, that is always aware of the steps and activities, and can contribute more actively.

We shall talk the social networking websites such as information systems that integrate various social strata in order to exchange experiences and take advantage of them. Know more quickly and precisely what the network actors are always looking for that the University should still serve as good services meeting their needs.

The aim is then to create an interface between the portal e-Lusiada and social networks, and his function will project and effectively manage information of University attracting big ideas, collaborations and partnerships at the business and cultural.

Keywords: Marketing Digital, and communication, Management and connectivity, performarnce and growth.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Ilustração 1 - Esquema de um sistema especialista de análise de

41

Ilustração 2 - Esquema sobre a centralidade dos actores em uma RS

43

Ilustração 3 - Relação das redes sociais na Web 2.0 e o portal e-Lusíada

58

Ilustração 4 - Página do facebook do projecto Web 2.0 do portal e-Lusíada

59

Ilustração 5 - Página inicial dos eventos no portal

62

Ilustração 6 - Página de um dia de eventos no portal

62

Ilustração 7 - Página da informação resumida de um evento no portal

63

Ilustração 8 - Sítio Web de um evento no portal e-Lusíada

63

Ilustração 9 - Página de um evento no facebook da ULL

64

Ilustração 10 - Páginas dos esventos no Twitter

64

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Resultado da centralidade dos actores da

43

LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS

ARS

-

Análise das Redes Sociais

IBM

-

International Business Machine

MODDLE

Modular Object-Oriented Dynamic Learning Enviroment

MULL

-

Mediateca da Universidade Lusíada de Lisboa

SQL

Strutured Query Language

PHP

Personal Home Page

ULL

-

Universidade Lusíada de Lisboa

USENET

-

Unix User Network

RS

-

Redes Sociais

SUMÁRIO

1. Introdução

13

2. As universidades e as redes sociais

16

2.1. Conceito geral

16

2.2. Elementos de uma rede social

16

2.2.1. Actores de uma rede social

17

2.2.2. Conexões

18

2.2.3. Laços sociais

18

2.3. Relação da universidade com demais agentes da rede social

19

2.4. As universidades e a atracção das comunidades virtuais

20

2.4.1. Vantagem que as universidades podem obter das comunidades

virtuais

22

2.4.2.

Comunidades em cluster

25

2.5. Marketing digital e comunicação nas redes sociais das universidades . 26

2.5.1. Príncípios fundamentais da web 2.0 segundo O’reilly

28

2.5.2. O consumidor 2.0

28

2.5.3. Vantagens e desvantagens da web 2.0

29

2.5.4. Marketing digital e os relacionamentos na web

30

2.5.5. Estratégia para o marketing digital

32

2.5.6. A influência da Web 2.0 e a gestão de conteúdos no contexto das

universidades

34

2.5.7. Planear as redes sociais num contexto universitário

35

2.5.8. Extracção de conhecimento de uma rede social para uma boa

política de marketing

40

2.5.8.1. A base de conhecimento

41

2.5.8.2. Motor de eferência

41

2.5.8.3. A visualização dos dados da rede social

41

2.5.9.

A velocidade da mensagem nas redes sociais

41

2.6.

Portais universitários e redes sociais

43

2.6.1. Características do portal de uma organização

46

2.6.2. Características de portais como vantagem as redes sociais

46

2.6.2.1. Portais de universidades e o facebook

47

2.6.2.2. Portais de universidades e o twitter

49

2.6.2.3. Portais de universidades e o Youtube

50

2.6.2.5. Portais de universidades e o Delicious

51

52

2.7. O futuro da Web e no contexto das universidades e das redes sociais. 53

2.6.2.6. Portais de universidades e os blogues

3. A Mediateca

54

4. O portal e-lusíada e as redes sociais

57

4.1.

Redes sociais e Web 2.0 @ ULL

57

4.1.1. Conceito geral

57

4.1.2. Objectivo da criaçao da página Web sobre as redes sociais e Web

 

2.0 da ULL

58

4.1.3. Envolvimento da ULL nas redes sociais

59

4.1.4. Optimização das redes sociais

60

4.1.5. Vantagens para as universidades:

60

4.1.6. Vantagens para os utilizadores:

61

4.2. O módulo eventos do portal e-lusíada e as redes sociais

61

4.3. As politicas de uso das tecnologías em Web 2.0 da ULL

65

 

4.3.1.

A responsabilidade pessoal

65

4.3.1.1. Segurança

65

4.3.2. Etiqueta

67

4.3.3. Uso aceitável

68

4.3.4. Comunicação

68

4.3.5. Linhas de orientação nas redes sociais da ULL

69

5.

Conclusão

 

71

Referências

72

Bibliografia

73

Apêndices

75

Lista de apêndices

76

 

Apêndice

A

77

Apêndice

B

81

Apêndice C

83

Apêndice D

85

Apêndice E

87

Apêndice F

89

Apêndice G

91

Apêndice H

93

Anexos

 

95

Anexo A

97

Anexo B

99

Anexo C

101

Anexo D

103

Anexo E

105

Anexo

F

107

Anexo G

108

Anexo H

109

Anexo I

110

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

1.

INTRODUÇÃO

Falar de redes sociais não é falar de Sites de redes sociais. As redes sociais sempre existiram, o homem sempre foi um ser social pertencente a um grupo com necessidade de comunicar para ganhar cada vez mais experiência no seu modo de vida. Em Informática o conceito de sistemas distribuídos nos dá a plena noção do que

é uma sociedade estruturada mediante uma rede social, vários nós estruturados

hierarquicamente colaboram para a realização de um fim, com isso dizer que para a sobrevivência do próprio homem este está submetido num modo de vida que depende de tudo que o rodeia seja de positivo como de negativo para a sua sobrevivência, para

tal esse precisa de se relacionar com outro homem para ultrapassar obstáculos e alcançar o conhecimento. Em filosofia diz-se que para a existência de um elemento na natureza este depende sempre de um elemento primário, nesse sentido que se defende a existência de Deus. Na orientação por objecto Deus é a super class de todas classes existentes no Universo, o Homem é um objecto no Universo que interage com objectos da mesma classe trocando experiências e aperfeiçoando suas actividades, com isso dizer que a vida humana é uma rede social.

A ARS (Análise das redes sociais) é uma ciência recente que nos tem ajudado a

observar a sociedade como um conjunto de várias comunidades que no seu todo formam várias redes sociais. E cada rede social contém elementos que nos ajudam a interpretar essa rede, permitem-nos fazer estudos que ajudam a extrair conhecimento de um conjunto de indivíduos. As ferramentas actuais de redes sociais como é o caso dos sites de rede social estão a revolucionar as tecnologias de informação e comunicação, no fortalecimento de relação entre indivíduos, e empresas com seus públicos. A ideia de rede social começou a ser usada há cerca de um século atrás, para designar um conjunto complexo de relações entre membros de um sistema social a diferentes dimensões, desde a interpessoal à internacional.

A grande explosão de partilha de formato de dados na Internet tem-se descrevido

mediante as versões existentes de Web. O conceito de Web faz-nos entender a grande tendência das Tecnologias de Informação e Comunicação e a sustentabilidade destas pelas organizações actuais.

Os Sites da versão Web 1.0 eram estáticos, apresentavam simples textos e não passavam por processo de actualização. Estes localizavam-se em mainframes aonde

o cliente fazia simplesmente a requisição de serviços através de uma sequência de

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códigos e um mainframe central enviava a resposta. Estes Sites tinham uma característica de que não eram interactivos, os seus visitantes simplesmente visualizavam mas não poderiam alterar nada ou apresentar alguma sugestão.

O conceito de Web 2.0 é o que se aplica as páginas Web actuais e surgiu em 2004 para explicar as mudanças que estavam a ocorrer na rede mundial de computadores, este conceito tem uma grande vantagem de além de funcionar com o privilégio de programação das actuais linguagens de programação, está também a tirar proveito de vários recursos e serviços já existentes na Internet, as aplicações da Web 2.0 permitem a participação activa dos utilizadores. Os chamados sites dinâmicos enquadram-se perfeitamente neste conceito, daí que através da grande colaboração entre grandes empresas como a IBM a Google que desenvolveram-se grandes arquitecturas de sistemas distribuídos como os Chamados Cluster que sofreram grande parte de seu desenvolvimento de 1990 até a actualidade em que a Internet é vista como uma vasta nuvem que cobre várias tecnologias.

Na chamada nuvem tem havido cada vez mais necessidade de simular a realidade através de sistemas computacionais, não só havendo relações entre os homens como havendo também destes com empresas e entre estas. Nessa relação entre homens empresa, foi possível transportar o conceito de Redes Sociais para a Internet.

Com a necessidade do homem comunicar com vista na troca de experiências independentemente do ponto geográfico começaram a surgir nos finais da década de 90 os sites de redes sociais, embora que só a partir do ano de 2003 com o surgimento do Linkedin, Myspace e o Hi5 é que estes começaram a ganhar força.

Nas médias tradicionais, como televisão, a rádio, a televisão e a imprensa, embora haja mínima interacção, o conteúdo é gerado por especialistas. Enquanto que nos Sites de redes sociais não há controle nem propriedade, o próprio consumidor é quem produz a informação, com isso dizer que os sites de redes sociais vêm também promover um ambiente democrático de relações entre as pessoas.

As empresas passaram a encontrar grandes soluções diante dos sites de redes sociais, formas mais fáceis de aproximação ao público-alvo de uma forma bem mais intima e optando por interacções bem mais ágeis e dinâmicas.

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Actualmente para as Universidades os sites de redes sociais estão a oferecer oportunidades para uma boa prática de gestão de seus conteúdos, contando com participação de vários internautas independentemente do ponto de situação geográfica, evidenciando diferentes culturas. Graças a essa prática que as Universidades estão a apostar, que já não existirá região do globo remotamente distante.

Neste trabalho irá se tornar claro a forma como a ULL irá tirar partido das grandes vantagens das redes sociais, e como esta poderá interceptar o seu público criando condições de obtenção de uma forte base de conhecimento em que vários estratos em cada Site de rede social irão colaborar e participar de forma mais activa nas actividades desta Universidade. Irá se fazer um estudo de relacionamento entre o Portal e-Lusiada e os Sites de redes sociais da ULL. O Site será o núcleo das informações, e as redes sociais serão interfaces de distribuição de conteúdos permitindo que seus utilizadores possam postar ideias originando discussões a favor do desenvolvimento da Universidade.

Uma das grandes importâncias que uma rede social pode oferecer para a ULL é de permitir que seus utilizadores partilhem dados de vários formatos, desde simples textos a vídeos de grande qualidade e em tão pouco tempo haver um feedback do público classificando a qualidade do conteúdo disponível, para tal, será necessário que a Universidade tenha bastante atenção nos conteúdos a publicar, sendo que estes, serão avaliados por membros pertencentes a ciclos de redes sociais diferente.

As Universidades têm aproveitado tirar partido do potencial das redes sociais graças as grandes vantagens que estas têm fornecido no mundo da Comunicação e Marketing. A transmissão de conteúdos nas redes sociais irá permitir uma melhor comunicação do público com a Universidade e entre estes na promoção não só da imagem da Instituição, mas como na valorização dos trabalhos técnicos e científicos publicados.

As redes sociais também têm ajudado no sentido das organizações estarem a acompanhar a evolução no mundo da apresentação de formato de dados em Web. Daqui a mais ou menos 10 anos, estas terão que estar preparadas para enfrentar o avanço da versão Web 3.0, em que as aplicações irão se basear mais em sistemas de armazenamento em nuvens.

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2. AS UNIVERSIDADES E AS REDES SOCIAIS

2.1. CONCEITO GERAL

Neste capítulo iremos abordar como as universidades relacionam-se nas redes sociais, saber identificar que elemento será considerado a Universidade dentro desse vasto sistema e as melhores formas de se relacionar com as demais entidades dentro da rede. Iremos também fazer um breve resumo sobre as técnicas usadas por grandes Universidades neste novo modelo de comunicação, principalmente a forma como estas utilizam as redes sociais como ferramenta de expansão da sua imagem.

Iremos saber como as redes sociais estão estruturadas e qual os melhores métodos para universidades agirem sobre esta estrutura a fim de conseguirem obter boas relações com as entidades as estas pertencentes. Pois pode-se obter grandes conclusões nas vantagens que uma universidade pode obter começando por se estudar à formação, estrutura e interacção que esta pode estabelecer dentro de uma rede social (Maria Patrício, 2010). Após ter-se noção geral de como as entidades dentro de uma rede social relacionam-se, então poderá partir-se para a actualidade, que é o impacto das redes sociais no marketing digital e as vantagens que este processamento poderá trazer as instituições.

Actualmente existe uma serie de tecnologias baseadas na chamada Web 2.0 que nos permitem criar melhores métodos de relacionar-se com públicos estruturados em redes sociais. Convêm as organizações levarem a sério a questão de arquitectar uma estrutura de comunicação forte e consistente que permitirá estar a par de tudo que se passa na sociedade de modos a se progredir e inovar a medida que vão surgindo comunidades com pontos de vista diferentes.

2.2. ELEMENTOS DE UMA REDE SOCIAL

Segundo (Raquel Recuero, 2009), existem elementos característicos que servem de base de estudo das redes sociais na Internet.

Será importante podermos perceber e classificação uma rede social ao pormenor, e posteriormente poder assim identificar os elementos que se levam em causa para se analisar uma rede social e dela se retirar vantagens para os diversos ramos de ciência em que esta pode se relacionar. Para o nosso iremos saber como é considerada e

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como se relaciona uma Universidade dentro de um sistema de rede social e como estas poderão relacionar-se com suas comunidades.

A análise de redes estabelece um novo paradigma na pesquisa sobre a estrutura social. Para estudar como os comportamentos ou as opiniões dos indivíduos dependem das estruturas nas quais eles se inserem, a unidade de análise não são os atributos individuais (classe, sexo, idade, género), mas o conjunto de relações que os indivíduos estabelecem através das suas interacções uns com os outros. A estrutura é apreendida concretamente como uma rede de relações e de limitações que pesa sobre as escolhas, as orientações, os comportamentos, as opiniões dos indivíduos.

Raquel Recuero (2009) diz que, as redes sociais na Internet possuem características, que servem de base para que as redes sejam percebidas e as informações a respeito dela sejam apreendidas. Esses elementos, no entanto, não são imediatamente discerníveis. Por exemplo, o que é um autor social na Internet? Como considerar a conexão entre os actores online? Que tipos de dinâmicas podem influenciar essas redes? São esses questionamentos que nos interessam neste primeiro capítulo.

2.2.1. ACTORES DE UMA REDE SOCIAL

De forma geral os actores são as entidades principais de qualquer sistema. Em análise das redes sociais pela teoria dos grafos, os nós são os actores ou eventos e as linhas são conjunto de relações.

Uma base de estudo das redes sociais é a teoria dos grafos proposta pelo matemático Leonard Euler e que segundo Raquel Recuero (2005) é um conjunto de nós conectados por arestas. Dentro de uma rede distribuída qualquer, um actor é explicado como sendo representado por um nó, sendo mais explícito a nossa realidade passaremos então a tomar a página de uma Universidade como uma entidade principal que irá se relacionar com demais entidades estabelecendo níveis de relacionamento. Porquê que do nosso ponto de vista esta página será tida como uma entidade principal? Que vantagem esta poderá obter dentro de uma rede social?

Sendo mais claro os actores são as pessoas envolvidas na rede que se analisa. Dentro do sistema, os actores moldam as estruturas sociais, através da interacção e constituição de laços sociais.

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O essencial para o estudo de um actor dentro de um sistema de rede social é a

percepção dos laços que cada um estabelece. Mais a baixo iremos falar sobre o estudo dos laços elaborado por Mark Granovetter em 1973 intitulado como A Força

dos Laços.

2.2.2. CONEXÕES

Enquanto os actores representam os nós da rede, as conexões podem ser percebidas como sendo as ligações entre os nós, são constituídas dos laços sociais, e os laços sociais formam-se através da interacção social entre os actores. As conexões são o objectivo fundamental do estudo das redes sociais, a sua variação acaba sempre por influenciar toda estrutura.

A conexão é a base para que exista uma relação dentro de uma Rede Social, e

segundo Ana Recuero (2009) a relação é considerada a unidade básica de análise de uma rede social. Uma relação só passa a existir quando existe pelo menos uma conexão entre entidades, e mediante este número de conexões poderemos saber os limites desta relação, ou de uma rede social.

2.2.3. LAÇOS SOCIAIS

A interacção entre os actores de uma rede social gera os laços sociais: estes podem ser classificados pela avaliação do peso que representam numa rede social. Os laços podem classificar-se por fortes ou fracos. Os laços fortes representam os casos em que dois ou mais actores têm fortes relações de intimidade. Os Laços fracos advêm da irrelevância de intimidade entre os actores.

Segundo um artigo Publicado pelo famoso Sociólogo Mark Granovetter em 1973 intitulado como a força dos Laços fracos, este mostra a grande importância de se

manter contacto com os nossos conhecidos distantes, os tratados como “laços fracos”,

ou seja, pessoas que a princípio não fazem parte do nosso mundo de ideias. O artigo

de Granovetter comprova cientificamente a existência dos laços fracos nas redes sociais. Se formos a considerar apenas laços sociais, estes podem nos deixar cair na fragmentação de uma rede que deixaria de ser social social. Os laços fracos são indispensáveis para fazer fluir novas oportunidades e ideias.

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Para Mark Granovetter, a manutenção da rede social baseava-se mais nos laços fracos do que nos laços fortes, porque permitiriam a conexão de outros vários grupos sociais diversos, promovendo a criação de vários clusters com características de rede.

2.3. RELAÇÃO DA UNIVERSIDADE COM DEMAIS AGENTES DA REDE SOCIAL

Uma forma de interpretar o porquê que as Universidades estão a tirar partido das redes sociais e estabelecendo relações com outros agentes de rede social é olhar para os laços fracos da rede. Devemos tomar como base de que os nossos contactos distantes conhecem muitas pessoas que não conhecemos. Alem destes não serem tão ligados a nós, também relacionam-se com contactos não conhecidos de nossos contactos mais chegados . É importante prestar atenção aos nossos laços de contactos fracos porque muitos desses acabam-se a envolver em mundos que desconhecemos, sendo importante na captação da atenção de várias comunidades à nossa rede. A nova comunidade Virtual chamada de rede social, poderá nos premiar com novas informações, novo grupo de amigos que poderão oferecer grandes oportunidades de crescimento e novas relações empresariais tornando uma organização mais forte.

Até o surgimento dos sites de redes sociais na Internet muita coisa mudou. A forma como as pessoas e organizações relacionam-se passou a ter mais sentido, pois foram se comprovando e desenvolvendo conceitos essenciais que explicam as actuais comunidades na Internet e como estás complementam-se formando uma estrutura social. A teoria de Granovetter também pode ser aplicada para se perceber tecnicamente a razão de uma simples entidade pode ingressar a uma rede social e como esta poderá contribuir na expansão estrutural da rede como ponto de atracção de vários tipos de comunidades.

Os sítios Web de redes sociais têm sido uma forma sofisticada de contribuição para a manutenção dos laços na relação entre vários indivíduos. Como exemplo, estes sítios têm nos auxiliado a conectar qualquer integrante da rede Social sem importar o seu ponto de situação espacial, e ter informações sobre a local em que este situa-se e para que propósito este estabelece as suas relações. As RS ajudam-nos também a divulgar infomações gerais forma mais distribuído, sendo que contamos com vários serviços para vários propósitos.

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As RS interligam entidades que interessam-se em fortalecer seus conhecimentos através da interacção com várias outras entidades. Implica que as RS têm sido grandes promotoras na obtenção e gestão de conhecimento para as pessoas e organizações em volta de sistemas distribuídos de computadores.

Graças a valorização das RS que os laços fracos entre aqueles estudantes ou entidades que deixaram de ter contactos ou informações a respeito de uma Universidade tornarão-se mais fortes, isto é, podendo contribuir para um sistema em que a colaboração será o conceito mais valorizado na continuação do desenvolvimento das relações do sistema. Uma Universidade poderá ter uma melhor estratégia ao gerir, organizar e partilhar conteúdos para a obtenção de resultados de forma mais eficiente e estruturada.

A maneira como as universidades organizam e disponibilizam a sua informação permitindo um contributo eficaz nas RS pode ser vista como uma estrutura em Cluster, que significa que todos nós ligados a este colaboram na produção e melhoria da sua imagem e tornam o sistema mais eficiente. Neste sentido haverá várias vantagens, como exemplo podemos dizer que um estudante como entidade do sistema, sairá totalmente privilegiado, visto que este é a entidade primária na qual a Universidade centra os seus esforços para satisfazer.

2.4. AS UNIVERSIDADES E A ATRACÇÃO DAS COMUNIDADES VIRTUAIS

As redes baseadas em computadores surgiram e aplicaram um conceito nas relações sociais, a transformação de noção de localidade geográfica, mas é sabido que a Internet não foi a primeira ideia responsável por esta transformação. O surgimento das cartas, dos telefones e de outros meios de comunicação marcaram as comunicações independentemente da presença dos indivíduos envolvidos. Há 4 mil anos antes de cristo Já existiam as cartas no Egipto, havia os sigmanacis, eram mensageiros que faziam transmitir os recados das cartas através de cavalos ou camelos, já começava haver a desterritorialização entre laços sociais, ou seja, comunicação entre comunidades separadas geograficamente. Há vários anos atrás já havia uma prática que se podia denominar como comunicação em redes sociais, embora pouco prática e feita mecanicamente, a prática de pen pal 1 , várias pessoas de vários lugares do

1 Prática de comunicação mediante um meio escrito. Geralmete era usa para comunicação de duas ou mais pessoas em territórios fisicamente separados.

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mundo escreviam umas as outras interagindo, conhecendo-se e mantendo a ligação de laços sociais mesmo que distantes entre elas. Embora que estes escritos não eram direccionados a grupos mas a simples indivíduos, era possível estabelecer várias comunicações e garantir vários laços sociais através destas interacções. Os meios de comunicação representam extensões das capacidades naturais dos seres humanos, a televisão existe da necessidade de mostrar aquilo que o homem não vê, o rádio da necessidade de passar as notícias na qual o homem não tinha conhecimento, o telefone permitiu que a nossa voz viajasse a uma distância não imaginada, a Internet permitiu a extensão de várias capacidades naturais.

As comunidades virtuais surgiram da necessidade de se poder transmitir vários tipos de sentimentos em um só meio, através de canais específicos que fazem viajar a informação a longa distância e em tão pouco tempo. Assim como podemos simplesmente transmitir texto, podemos também transmitir imagem, som e vídeo, ou seja, a Internet para as comunidades actualmente é vista como um meio de comunicação que transmite formatos em multimédia facilitando na transmissão de sentimentos entre estas. O surgimento da Internet acabou deixando atrás um conceito de comunidade tradicional e passou a assim a espalhar o conceito de Comunidade virtual em que os indivíduos da comunidade não precisam estar geograficamente ligados para exprimirem seus interesses. O Surgimento das comunidades virtuais fez renascer os terceiros lugares que segundo uma análise feita por Ray Oldenburg (Sociólogo americano e criador da teoria sobre o desaparecimento dos terceiros lugares), este dizia que a vida das pessoas tem se tornado cada vez mais corrida e que o surgimento da violência estariam a fazer desaparecer os lugares mais importantes para as relações entre os homens. Oldenburg, anunciou que existem basicamente três categorias de lugares essenciais para o indivíduo: Os primeiros correspondem seus lares, onde se cria relações com os membros da família; os segundos, os do trabalho onde se criam as relações profissionais; e os terceiros, os mais propícios de se criar as relações sociais.

A ausência dos terceiros lugares podem associar-se ao isolamento de um indivíduo, no entanto o uso das ferramentas de comunicação mediada por computadores tem sido uma forte solução para se reactivar e reunir várias comunidades e fazer essas voltarem a comunicar.

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As Universidades como Luz das sociedades têm trabalhado máximo na busca de métodos para tornar os estudantes e outros indivíduos interessados a estarem mais próximos dos problemas e avanços sociais, apostando na comunicação como base de manutenção e gestão de laços sociais partindo para boas práticas de utilização de ferramentas espalhadas pela Web.

Uma das grandes vantagens que faz as universidades direcionarem seus esforços na busca de comunidades virtuais é o facto das destas terem como forte característica areunião de pessoas sob um mesmo tema (Rodrigues Lia; Mustaro Pollyana, 2008). Se formos a analisar neste ponto de vista podemos então chamar a um Sítio Web de rede social como um espaço que promove várias comunidades, e faz com que todas essas comunidades interajam com finalidade de se obter diferentes vantagens a ponto de vista global.

2.4.1. VANTAGEM

QUE

AS

COMUNIDADES VIRTUAIS

Colaboração/Cooperação

UNIVERSIDADES

PODEM

OBTER

DAS

Os Sítios Web colaborativos sempre existiram, mas anteriormente a forma como eram expostos os dados é que não permitiam os utilizadores trabalhem remotamente e em tempo real. As ferramentas baseadas em Web 2.0 vieram promover o conceito de colaboração e deixar claro que a colaboração na internet existe e que precisava de se apostar em novas práticas de desenvolvemento do conceito. Um exemplo claro e prático da colaboração na Internet são os Blogues e os sítios Web caracterizados como Wiks.

Anteriormente antes de se levar tão prático o conceito de colaboração, já existiam ferramentas colaborativas. Como exemplo, já havia a Usenet era tratado como um espaço online em que vários utilizadores organizados por comunidades partilhavam informações. Também já existia a Geocite que permitia um utilizador construísse seu espaço na Internet e que publicasse suas ideias. A amazon desde sua existência (1995), já permitia que os seus utilizadores publicassem comentários acerca dos seus livros expostos virtualmente. Com esses exemplos mostra-se que a colaboração não surgiu apenas com o surgimento do conceito de Web 2.0, mas este já existia, apenas passou a ser uma variável central na Internet em que as aplicações desenvolvem-se ao seu arredor.

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Uma Universidade ao contar com a colaboração de várias comunidades irá fazer-se desenvolver-se de forma mais eficiente através da análise de opinião de indivíduos pertencentes em diferentes contextos. Actualmente existem comunidades com características direccionadas a várias áreas de ensino. Estás comunidades promovem fóruns e destes se tiram várias conclusões pertinentes ao que muitos indivíduos procuram, quer dizer, além de se criar simples ligações irá se fortalecer fortes bases que poderão sustentar muitas boas conclusões académicas e sociais.

"A cooperação e, mais particularmente, a troca de idéias, a cooperação intelectual, é algo importante para o desenvolvimento cultural e social. A Internet é uma das ferramentas para esse desenvolvimento e é por isso que ela tem, em todo o mundo, um tal sucesso” Pierry Lévy.

Assim como numa comunidade tradicional, nas comunidades virtuais os indivíduos interagem nos seus diversos elementos apoiando-se uns aos outros para se poder alcançar determinados objectivos. Estas comunidades poderão apresentar elementos correspondentes a várias áreas fazendo com que conclusões mais profundas se possam obter.

O facto de uma Universidade poder contar com um vasto número de comunidades

virtuais de vários propósitos, fará com que as suas actividades terão mais peso e que

as suas mensagens possam viajar em maior velocidade e propagação.

Aprendizagem

A colaboração de várias entidades de comunidades com propósitos diferentes irá

permitir uma maior mobilidade no processo de captação de conhecimento. As estruturas irão se tornar mais eficientes e não isoladas, passarão a produzir mais, graças as experiências que estás passarão a ganhar.

Com o surgimento de várias comunidades interessadas em exporem e a trocarem seus conhecimentos mais facilmente um indivíduo poderá aprender novos temas, e assim poderá também participar deles.

Para quem investiga acerca de uma matéria, este poderá obter uma conclusão analisando matérias derivadas de várias entidades com propósitos diferentes.

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Avaliando a cultura de várias entidades dificilmente haverá ensinamento influenciado pelo local, desta forma o estudo será baseado em vários critérios de análise da matéria em causa.

Foco diferenciado

As comunidades virtuais têm como forte característica o facto de levarem avante discussões relativas a um tema específico mesmo que geograficamente separados e conseguirem grandes conclusões.

Desterritorialização

Hoje em dia para ser considerado uma comunidade, não necessariamente estas precisam pertencer ao mesmo espaço físico. As comunidades virtuais têm revolucionado os mundos das telecomunicações de informação e comunicação, ao terem o forte poder de partilharem cada vez informações mais sofisticadas independentemente do ponto de acesso de comunicação a uma dada região.

Esse foi um grande avanço que passou a se verificar com o surgimento da Internet e seus formatos baseados nas versões Web. Actualmente as versões Web estão cada vez mais a aperfeiçoar o formato de dados a serem partilhados nas redes. As comunidades estão desfrutando cada vez mais de dados mais sofisticados.

Actualmente a Internet nos passa a noção que existe uma comunidade de internautas activos de toda parte do Globo terrestre em que cada um é uma entidade na construção de novos sistemas virtuais e desenvolvimento.

Ser Social

Como já observamos do ponto anterior que as comunidades virtuais não só estão se tornando próximas regionalmente como globalmente. Antes de surgirem as comunidades virtuais, os seres humanos estavam dependentes das comunidades locais onde viviam, os indivíduos estavam isolados, nesse caso haviam dificuldades em socialização a ponto de vista cultural sendo que as relações eram fechadas. Actualmente pode-se considerar que as relações entre as comunidades são abertas, passiveis de novos desafios e novas tendências. Uma das grandes consequências era a anulação de certos interesses sendo que não havia com quem os partilhar.

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Com a existência das comunidades virtuais existe a grande vantagem de haver liberdade da escolha das comunidades onde se pretende estar e partilhar ideias, potenciando e promovendo vários processos de interesses. Será mais fácil achar em todo mundo pessoas na qual pretendemos partilhar nossos interesses com alguém que apresenta interesses de características de interesses equivalentes. O Local já não é uma limitação mas também um interesse, sendo que existe interesses de conhecer- se novas culturas.

Para a partilha de conhecimento e a sociabilização de um individuo, não necessariamente terá que haver presença deste no espaço geográfico, mas remotamente este pode expor seus interesses e garantir assim reconhecimento social. Em troca de informação, este facilmente poderá ser correspondido.

2.4.2. COMUNIDADES EM CLUSTER

A princípio será bom se começarmos por compreender o conceito de cluster. Um cluster é um conjunto de vários nós inerligados com vista a colaborarem em objectivos comuns.

As comunidades são vistas como um sistema em que seus nós são mais próximos do que os demais dentro de uma rede social, neste sentido as comunidades em termos de gráficos são representados mediante cluster, em que seus actores encontram-se intimamente ligados através das mensagens. Desta forma podemos classificar como comunidade em cluster um grafo em que seus laços de ligação são fortes.

Olhar para uma Instituição e suas redes sociais como um cluster, é olhar para este sistema como um sistema em que cada nó surge com atributos diferentes mas que no seu todo acabam em formar um trabalho perfeito com a colaboração de todos estes nós. Para ser mais claro, actualmente as Universidades encontram-se integradas em várias redes sociais e em cada rede social essas apostam com serviços diferentes, assim como no Youtube essas trabalham apenas os seus vídeos, LinkedIn propósitos profissionais, Futuruty valorização de projectos científicos para a sociedade, facebook para relação e busca de grandes intimidades em várias áreas. Ao integrar todos esses serviços, e olhando este sistema como um só sistema, teremos assim um cluster de comunidade universitária em que todos esses motores processam na promoção dos serviços dessa como uma forte Instituição de ensino superior.

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2.5. MARKETING DIGITAL E COMUNICAÇÃO NAS REDES SOCIAIS DAS UNIVERSIDADES

A utilização do meio digital apresenta uma grande vantagem ao marketing digital que é

a redução dos custos e aumento de qualidade. Um trabalho que necessitaria do

esforço de muitos homens e em maior espaço de tempo, resume-se mediante o funcionamento e concordância protocolar de vários sistemas informáticos integrados com vista a um único objectivo, que é a satisfação de clientes distribuídos em diferentes contextos. O meio digital permite criar um ambiente virtual de interacção com clientes situados a qualquer ponto do globo, estabelecendo assim uma ligação compromissada a qualquer instante que estes clientes necessitarem, implicando assim

a transparência de um dos grandes princípios das tecnologías de informação que é a

disponibilidade. Através dos meios digitais, é possível recolher informações de qualidade em relação as preferências dos clientes que possibilitam criarem produtos e serviços a medida das suas necessidades.

Anteriormente com a Web 1.0 não havia a Interactividade que tem se observado hoje na Internet. O marketing na Internet era feito apenas em uma única direcção, do fornecedor de serviços ao cliente, a Informação era simplesmente apresentada sem possibilidade do público poder interagir ou dar sua opinião. A princípio este limite era estabelecido pelo facto das anteriores arquitecturas de rede apresentarem-se em um modelo centralizado em vez de Cliente-servidor, ainda não havia recurso que permitisse a criação de interfaces em que o utilizador pudesse conversar com o sistema. Na arquitectura Cliente-servidor, o cliente através de uma interface requisita um serviço e através de um processamento ocorrido em computadores que alocam serviços (servidores) apenas lhe é apresentado o resultado que espera. O facto de um computador servidor privilegiar vários serviços para um conjunto de computadores clientes, este sistema será distribuído.

Após a arquitectura Cliente-servidor ter surgido novos conceitos no mundo de sistemas computacionais distribuídos foram surgindo como é o caso da computação em cluster e posteriormente a computação em nuvem, pois esses dois conceitos, deram um grande avanço na permissão de desenvolvimento e aperfeiçoamento de várias tecnologías derivando assim os actuais browsers que permitem aceder vários servidores de Internet que muitas das vezes desconhecemos suas localizações. A tecnologia Web 2.0 é um conceito que serve de explicação as actuais aplicações em

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que o Utilizador cria um perfil e através da disponibilização de ferramentas, este cumpre com várias tarefas funcionando dentro da lógica Cliente-Servidor.

O termo Web 2.0 foi criado em 2004 pela empresa norte americana O’Relly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web como Wikis e aplicações baseadas em redes sociais.

Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à actualização nas suas especificações técnicas, mas uma mudança na forma como ela é encarada por utilizadores e criadores. Pois o que distingui a Web 2.0 da anterior Web 1.0, é o comportamento do internauta. Que deixa de ser uma figura passiva e receptora de conteúdos, para um agente activo no desenvolvimento da Web.

A Explosão das tecnologias baseadas na Web 2.0 está a permitir que as

Universidades apostem em serviços cada vez mais sofisticados que a Internet tem oferecido, admitindo várias vantagens na promoção da imagem destas e maior mobilidade de comunicação entre todas entidades associadas a estas estruturas.

Graças o advento Web 2.0, que se explica a grande interacção e interesses dos internautas dentro das redes sociais e outros Sitios Web.

"Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva" (Tim O'Reilly, fundador da O'Reilly

Media).

As

ferramentas Web 2.0, mais especificamente as redes sociais, permitem a criação

de

ambientes de aprendizagem efectiva, eficaz envolvente. Estas ferramentas são

identificadas com características como: Inovação, interacção, partilha, participação,

pensamento reflexivo e crítico, e colaboração. Estas podem ser tidas como algumas das palavras-chave da utilização da Web 2.0 no contexto das Universidades e outras organizações.

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2.5.1. PRÍNCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA WEB 2.0 SEGUNDO O’REILLY

Uso da Web como plataforma

A Web 2.0 caracteriza-se pelo facto de ser vista como uma plataforma, fazendo com

que a Internet além de uma simples rede de computador, possa ser vista como uma rede em que os utilizadores possam ser livres ao desenvolverem aplicações que correm nela própria satisfazendo os internautas.

Aproveitamento de inteligência colectiva

A inteligência colectiva é um tipo de inteligência sustentado por conexões sociais.

Trata-se de vários indivíduos reunidos na partilha suas experiências promovendo desenvolvimento em algum sistema. Esse termo actualmente está associado ao desenvolvimento da Internet. Um dos grandes exemplos do uso da inteligência

colectiva é o sitio web Wikipédia, em que vários internautas participam para o desenvolvimento de uma matéria.

Reutilização de conteúdos

A Web 2.0 facilita a integração entre várias plataformas e que estas mediante acordos

possam aproveitar conteúdos construídos em outras. O caso de podermos partilhar uma matéria em um blogue no facebook é um exemplo claro.

2.5.2. O CONSUMIDOR 2.0

Actualmente para se estudar o consumidor na Internet, deve-se ter cuidado para se não cair em erro. Não se deve apenas olhar para este como um elemento que simplesmente precisa de informação, mas como também este é livre de opinar e que essa opinião ajuda para o desenvolvimento de uma organização, no entanto é necessário determinar as suas necessidades.

O actual consumidor além de simples consumidor também é um produtor. Este deve

ter uma ligação directa com o de investigação e desenvolvimento da organização

Filipe Carreira (2009, p.168). Esta ligação representa seguintes:

Para o consumidor:

Um acesso imediato a tecnologia;

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Os produtos derivam do resultado de actuais necessidades;

O consumidor actual tem maiores privilégios de relacionamento com seus fornecedores.

As organizações também beneficiam do seguinte:

Um maior Fortalecimento no laço com seus clientes;

Maiores condições de manter seus clientes satisfeitos;

Novos argumentos de na oferta de bens e serviços.

2.5.3. VANTAGENS E DESVANTAGENS DA WEB 2.0

Vantagens

A principal vantagem da Web 2.0 esta directamente ligada a criação e gestão de

conteúdos na Internet. A gestão de conteúdos em Web 2.0 permite uma melhor organização e categorização dos conteúdos, que facilita nas suas pesquisas específicas, isso faz com que seja muito mais fácil encontrar informações que desejamos. Pois esta vantagem anterior permite também demonstrar uma das grandes características da Web 2.0 que é a partilha de informação entre vários sistemas. Actualmente a partilha de conteúdos tem sido tão atractiva que as ferramentas que permitem a sua criação também já permitem a sua partilha imediata. Deste jeito economiza-se em tempo que desperdiçaríamos ao ter que estar andar de sistema a sistema. Temos outra grande vantagem que é o facto das ferramentas de redes sociais serem online, isso permite que os utilizadores possam aceder em qualquer ponto e sempre que quiserem permitindo evitar que seja carregado algum computador sem necessidade.

Desvantagens

O facto de muitas dessas ferramentas funcionarem mediante perfis profissionais

implica que muita das vezes um único utilizador tem de criar conta em vários perfis

profissionais para aceder as suas informações. Em alguns casos são criados sítios Web com intenção de obter informações ilegalmente de determinados utilizadores.

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Mesmo nos Sítios Web confiáveis ainda dá-se o caso de haver a má utilização destes na publicação de informações:

O facto de uma organização informar mal os seus funcionários no uso dessas ferramentas;

O facto de funcionários de uma organização passar muito tempo a essas ferramentas em vez de desenvolverem trabalhos;

O facto de um simples utilizador expor suas informações detalhadas de sua localização e modo de vida;

O facto de utilizadores acabarem por confundir o real do virtual;

O facto de haver pouca informação sobre a política de uso das ferramentas em web 2.0, implicando o mão uso.

2.5.4. MARKETING DIGITAL E OS RELACIONAMENTOS NA WEB

A princípio o Marketing digital veio promover uma nova forma de relacionamento com os utilizadores da internet, a relação com utilizadores através da conta de informações utilizando como base a retenção da informação de seus perfis, garantido maior tráfego e interactividade em sítios Web. Neste sentido através do Marketing digital passou a levar-se a sério a relação das organizações com as comunidades Virtuais, quer dizer que actualmente é virado todo esforço a fim de convencer-se não apenas cliente por cliente, mas sim várias comunidades espalhadas pela internet.

Com o surgimento dos sítios web de redes sociais e outros da Web 2.0, surgiram várias oportunidades das empresas construírem relacionamentos mais íntimos com seus clientes e admiradores. Com a proliferação dos mesmos, boa parte desses assumiram grandes posições em departamentos de Marketing. O facto desses sítios Web assumirem actualmente a liderança em número de Utilizadores e na sua maioria jovens, as Universidades estão apostando nestes meios de comunicação de ultima geração afim de promover suas actividades e preservando o nome destas. Actualmente grandes empresas têm apostado nos sítios web de redes sociais para que duma forma mais estruturada e organizada consigam alcançar seus públicos e tornar estes mais próximos e fortes críticos das suas actividades. No caso das Universidades, estas têm como entidade prioritária os seus estudantes, e traçam cada

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vez mais grandes estratégias dentro dessas redes para se estabelecer fortes relações

com grandes empresas e outras Universidades tornando assim o sistema como uma

forte ferramenta de comunicação e de estabelecimento de grandes interesses a nível

organizacional.

Dentro de uma rede social uma Universidade poderá ter um maior controle dos seus

actores, saber se estes contribuem ou não a um sistema denso de Clusterização. A

questão dos relacionamentos em um sítio Web nos permite ter uma visão na forma e

preferência de utilizadores na busca de suas satisfações. Vejamos agora esse rápido

exemplo:

A principio é muito mais fácil ter o controlo de quantos actores encontram-se

envolvidos dentro de uma estrutura de rede e qual o número máximo laços que uma

Universidade poderá conseguir avaliando entre esses os fortes dos fracos, e

trabalhando para se melhorar a estrutura. Para se saber o número máximo de ligações

que uma Universidade pode obter em x actores, podemos considerar o seguinte:

= ()

Sendo que lmax representa o número máximo que uma rede social poderá suportar, e

n representa o seu número de actores.

Assim podemos então que numa rede em existem 3 actores conectados é possível

obter 3 ligações, em uma de 10 actores é possível, obter no máximo 45 ligações, em

uma rede de 1000 actores é possível obter 499.500 ligações.

Representando para 1000 actores teremos:

= ()

= . çõ

Tendo em conta o número máximo que uma rede social poderá suportar,

posteriormente é possível obter uma estatística dos actores fortes e os fracos dentro

da rede social e trabalhar assim na melhoria do sistema.

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Voltando ao estudo de Granovetter sobre os laços fracos, iremos observar que para se poder alcançar a confiança de um público dentro das redes sociais deve-se olhar para os laços fracos como sendo sensíveis e as estes se deve procurar compreender e alcançar então a confiança fazendo com que esses se tornam fortes no sistema e permitam assim estabelecer fortes relações.

2.5.5. ESTRATÉGIA PARA O MARKETING DIGITAL

Partimos do princípio que para uma boa estratégia de Marketing nas redes sociais é necessário que as organizações valorizem mais os seus actores distantes (Os actores de relações de laços fracos). Uma Universidade para uma boa estratégia de Marketing, através das redes sociais poderá conseguir uma grande vantagem podendo ter o controlo de indicadores qualitativos e quantitativos. Estes indicadores poderão nos dizer como a Universidade estará a ter sucesso dentro das Redes sociais, e saber se na realidade estará a se aproveitar o tempo da presença desta nas redes de forma eficaz. Alguns destes indicadores podem ser:

Tráfego no website (indicador quantitativo)

Trata-se do melhor indicativo para se verificar o sucesso nas Redes Sociais. Como exemplo, através da aplicação Goolgle Analytics, pode-se obter as fontes de tráfego do Website, saber exactamente como as pessoas chegaram ao seu site em que links clicaram nas Redes Socias.

Interacção (indicador qualitativo)

A Interacção e participação dos utilizadores é muito importante porque poderá dizer que tipo de público estará atrair. É importante valorizar as diferentes formas de um cliente interagir desde comentários aos conteúdos postados, participação em foruns, as dúvidas que estes pretendem tirar, as ideias deixadas por estes, etc. Na realidades os estarão a comunicar com a Universidade passando a valorizar mais esta como uma marca.

Conversões (indicador quantitativo)

As conversões tratam de explicar o facto querer que os Utilizadores façam aquilo que Universidade quer, ou seja, para se implementar uma estratégia nas redes sócias não será simplesmente para marcar presença e somar número de Utilizadores, mas deve

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ser parte de uma estratégia e tem de saber quais os objectivos a serem alcançados, se é aumentar Utilizadores na aquisição de produtos, se é a promoção de eventos, etc.

Imagine que trata-se de promover um evento. A conversão explica-se pelo facto das pessoas aderirem a este. O Indicador será visualizado em percentagem (%) de aderência, e daí poderá se verificar quantas pessoas que aderiram vieram das redes sociais.

Ranking do site no Google (indicador quantitativo)

Além dos sites de Redes Sociais como o Facebook e o Twitter. Existem sites dedicados a aquilo que a Universidade Produz, Sites de notícias, Vídeos, bookmarks, etc. É bastante importante o valor dos Links que o Sites têm nestas redes sociais. Um artigo num destes links pode aumentar o número de acessos ao seu site, sendo importante da sua imposição nos Rankings da Google

As Redes Sociais não começam nem acabam no Facebook e no Twitter. Existem sites dedicados à sua indústria, sites de video, sites de notícias, bookmarking, etc. Não subestime o valor que os links do seu site têm nestas redes. Um artigo ou video no site Digg com um efeito viral pode aumentar os backlinks do seu site e ter inúmeras pessoas a comentarem o mesmo, indo ter um efeito positivo nos rankings do seu site no Google.

Reputação da sua marca (indicador qualitativo)

As redes sociais têm servido como ferramenta de aperfeiçoamento daquilo que foi o clássico marketing boca-a-boca, pois a passagem de palavra entre vários utilizadores sobre a actividade promovida por uma Universidade irá tornar esta melhor vista em vários pontos de vistas, sendo que várias pessoas distribuídas na rede poderão contribuir para uma maior divulgação e sucesso desta. Esse indicador permite visualizar a forma positiva como as pessoas estarão a falar sobre as marcas divulgadas, e como esta estará a ser falada em vários locais da Web.

Envolvimento dos utilizadores (indicador qualitativo)

Nas Redes Sociais existe uma grande quantidade de escolhas disponíveis e a facilidade de uma pessoa poder trocar de marca. É importante conseguir envolver os

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utilizadores a ponto de se manterem em questões chaves da Rede Social. Este envolvimento bem feito poderá sair do virtual para a realidade.

Retenção dos Utilizadores (indicador qualitativo e quantitativo)

Após conseguir envolver os utilizadores da Rede Social é importante haver constante manutenção na interacção entre estes.

O Capital social como lucro das Redes Sociais (indicador quantitativo)

No marketing digital, como em qualquer tipo de marketing o lucro sendo aqui tratado como capital social é o ultimo objectivo de qualquer campanha de marketing. Importante saber dos lucros totais conseguidos pela organização que percentagem pertence ao lucro derivado das redes sociais.

2.5.6. A

INFLUÊNCIA

DA

WEB 2.0

E

A

GESTÃO

CONTEXTO DAS UNIVERSIDADES

DE

CONTEÚDOS

NO

O conceito Web 2.0 demonstra um enorme impacto em relação a participação e criação de conteúdos para a Internet. Mesmo que o usuário não participar directamente da criação de conteúdos, este poderá fazer de forma indirecta ao enriquecer através de comentários, avaliação ou personalização. Os sites da Web 2.0 estão bem mais atractivos e a tornar os utilizadores mais dependentes deles e com capacidade de poderem criar matérias na Internet de forma totalmente independentes.

Ao fazer-se uma visita pela primeira vez a um site o que a princípio chama atenção é a sua estética, o seu design. A forma como as cores, o texto estarão apresentados é que começa por tornar agradável, mas o que nos fará voltar a visitar não é o design mas sim a informação que estará disponível, a arrumação no interior, os links e serviços que disponibiliza. Em uma só palavra pode-se dizer que o que irá incentivar voltar a visitar o site será o conteúdo.

As Universidades têm aproveitado o poder da Web 2.0 para de uma forma mais organizada fazer chegar suas informações ao seu público. Ao aproveitar o conceito de softwares livres, actualmente verifica-se que várias Universidades e outras organizações têm feito trabalhos colaborativos via Internet promovendo maior pratica de relacionamento entre a entidade Universidade e o seu alvo principal, o estudante. Actualmente existem várias ferramentas livres que ajudam na interacção entre

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professores de uma instituição e estudantes, permitindo a transmissão de conhecimento mesmo que a distância. Podemos olhar para estas ferramentas como ambientas sociais online, seguindo a lógica, poderão ser chamados também de redes sociais. Entre essas ferramentas podem-se destacar:

Claroline

É uma plataforma open-source desenvolvida em Php/Mysql, serve para professores e para se desenvolver cursos on-line. É bastante eficiente para se gerir actividades de aprendizagem em ambiente de colaboração. Actualmente está presente em 101 países e conta com 1707 utilizadores.

Dokeos

É uma plataforma e-learnig que permite criar ambiente de aprendizagem em colaboração e a interacção entre estudantes. Actualmente conta com 3 milhões de utilizadores.

Atutor

É uma plataforma e-learnig open-source para a gestão de conteúdos e aprendizagem. Permite criar um ambiente de ensino totalmente acessível em que os administradores podem injectar e actualizar conteúdos de modo bem simples.

4learn

É uma plataforma que permite criar um ambiente de aprendizagem em que um professor responsável

Moodle

É um sistema de gestão de cursos ou tratado também como um sistema de gestão de aprendizagem. O Moodle é virado para as comunidades académicas online, pois permite a criação de vários ambientes de educação para qualquer domínio de aprendizagem.

2.5.7. PLANEAR AS REDES SOCIAIS NUM CONTEXTO UNIVERSITÁRIO

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Sugiro este capítulo para poder-se saber exactamente o que uma Universidade pode retirar de uma rede social, a forma como esta pode actuar dependentemente dos seus objectivos dentro dessas redes sociais. Mais especificamente permite identificar como e quais as redes sociais em que pode-se actuar. É nesta fase que se obtém dados consistentes e prever a dimensão do público que irá interessar-se.

Para as Universidades esta fase é muito importante. Por serem consideradas como grandes centros de pesquisa e produção importa que tenham um plano bem traçado de uso das redes sociais, sem esquecer que se poderá fazer o uso dos vários tipos de redes sociais para se expor conteúdos específicos dentro de padrões que se irão adaptar a realidade de um público diverso. No entanto, é necessário tirar o bom proveito destas para que se faça o uso dentro do direito de cada utilizador.

Na fase de planeamento deve-se começar por traçar estratégias na forma como os utilizadores irão parar ao site da Universidade através das redes sociais. Sendo um dos grandes objectivos deste trabalho, mediante técnicas de marketing na Internet obter um bom domínio de público em alguma das redes sociais actuais. Resumindo, é saber para onde vamos e quais as reacções que sofreremos dentro das redes sociais.

É importante saber o real sentido de uma Universidade Utilizar uma rede social. Nestas ordens que devemos sublinhar que as vantagens não serão apenas em campos específicos mas como para todas as áreas de uma Universidade, para tal deve-se saber exactamente o que expor e como expor.

Para toda Universidade podemos ter como linhas de plano para uma boa política o seguinte:

Apoiar e facilitar o recrutamento, retenção e relação entre os alunos;

Desenvolver comunidades Virtuais;

Promover a interactividade entre estudantes e entre estes com outras importantes entidades para o sistema;

Partilhar informações relevantes;

Ajudar nas avaliações;

Para encontrar estágios, oportunidades de trabalho para os recém estudantes.

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Especificamente

estratégicos como:

para

o

Definir o público-alvo

conteúdo

a

ser

exposto

é

necessário

traçar

planos

É importante trabalhar a pensar sempre em quem irá interagir com o resultado. Para este caso é necessário fazer uma recolha sobre as necessidades de modos a se poder projectar conteúdos que serão valiosos evitando desperdício.

Nesta fase será importante saber que os conteúdos não serão apenas direccionados a estudantes mas sim para um público em geral já que se trata de uma rede social.

Planear o conteúdo

Após ter definido o público-alvo importa planear o conteúdo que irá intersectar este. È uma fase muito importante ao estabelecer um posicionamento dentro das rede sociais.

Planear o conteúdo é pensar no que o consumidor possivelmente estará a pensar encontrar na página de rede social, ou conquistar confiança através de uma determinada matéria. Sem descartar a possibilidade que o facto de uma Universidade se expor em uma rede social já tem muitas possibilidades de conquistar um bom público, mas importa em saber como expor o conteúdo de maneira a que este público atraia outros actores e que voltem a efectuar várias visitas. Não importa produzir conteúdo para a organização mas sim para o público.

Para planear o conteúdo para uma rede social e defini-la com clareza, pode-se levar em conta os seguintes conselhos:

Identificação de Público-alvo

Conceitos de redes sociais que simplesmente partiram da sociologia, actualmente vêm-se em prática através de softwares modernos, além de que através da forma como um utilizador comporta-se dentro de um sitio Web de rede social, também já é possível adicionar dados em softwares e este gerar o seu nível de satisfação.

O Objectivo que se pretende do público

Através do comportamento do Internauta e o tipo de informação que pretendemos passar é necessário traçar e levar sempre em conta o que queremos obter de

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resultado ao relacionarmos com o público. As organizações através das redes sociais podem conseguir a garantia de que os seus serviços gerais na Internet consigam maior número de utilizadores.

O comportamento do público

O comportamento do público na rede social é tida como uma variável de referência em que as organizações baseiam-se de modos a saber a técnica de marketing a aplicar.

Que informação o público precisa

Após a percepção da forma como os utilizadores comportam-se diante de um sistema de rede social, será possível saber gerar o tipo de informação de modo a se obter cada vez mais público.

Que conteúdo produzir

A actual Web já pode ser considerada como uma forte ferramenta de marketing digital pelo facto de suportar tipos de dados desde simples a inteligentes. Estes dados ajudam-nos a interagir melhor com o utilizador permitindo uma maior interactividade e pelo facto de se poder optar por várias formas modernas de apresentação de uma determinada matéria. Neste caso, o utilizador actual tornou-se mais rigoroso e as Instituições devem convence-los com conteúdos de qualidade.

O Padrão a seguir para a construção do conteúdo

Após algum tempo de trabalho na disponibilização de conteúdos é necessário que os dados sejam padronizados de forma a adoptar uma característica própria, de maneiras que o utilizador identifica-se acostumando com interactividade do sistema.

Alocação de recursos

Importante que a Universidade invista em recursos necessários para a produção de conteúdos. Estes recursos começam por passar as pelas pessoas (Recursos humanos)

Não há mágica, você tem que alocar os recursos necessários para produção do conteúdo da sua empresa. Pense neste investimento como a divulgação do seu negócio para um público que está realmente buscando por ele na Internet.

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Estes recursos podem ser um estagiário, um funcionário, ou mesmo você. Mas garanta que sejam reservados um horário e dia da semana fixos para esta actividade. Aloque os recursos necessários à execução do planeamento e à produção constante de conteúdo. Uma forma simples de manter a actualização constante de conteúdos pode ser ao investir em um blogue. Para tal é necessário preservar este através de passos a seguir:

Crie seu blog

Um blogue é bastante prático, pois este permite criar e gerir conteúdos de uma forma fácil. Os blogues geralmente têm boas relações com sítios web de redes sociais, permitindo que uma divulgação recente seja logo partilhada para atrair público. Actualmente o blogue tem sido uma das ferramentas na Internet que identifica bem o termo de Web 2.0 em Marketing.

Divulgue

Divulgue constantemente seu blog, ajudando seu conteúdo a ser conhecido nas mídias sociais, em outros blogs, no Twitter, Facebook e Orkut.

Integre seu Blog ao Twitter, de maneira que toda vez que você colocar conteúdo, ele aparecerá para seus seguidores no Twitter. Se você utilizar o WordPress ele possui um plugin (acessório) com esta função.

Conteúdo útil e relevante

Tenha um conteúdo que seja relevante para a comunidade de seus clientes, sempre se preocupando em manter um conteúdo actualizado e útil para seu público.

O Foco é tudo

Mantenha o foco, resistindo à tentação de misturar propaganda ao conteúdo ou criando textos sem interesse.

Seus textos têm que atrair consumidores para o seu site. A compra dos seus produtos ou serviços será uma consequência disso.

Monitore os resultados

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Este esforço inicial dará resultados. Em pouco tempo os clientes que procuramos na Internet irão encontrar o conteúdo disponibilizado e contactar a organização.

É muito importante que seu site tenha uma página de contato para facilitar a vida dos consumidores. Se necessário o WordPress tem plugins com esta função.

2.5.8. EXTRACÇÃO DE CONHECIMENTO DE UMA REDE SOCIAL PARA UMA BOA POLÍTICA DE MARKETING

Este capítulo será importante porque oferece-nos a noção de como os dados de uma rede social podem ser buscados, interpretados e projectados.

Para uma boa política de Marketing é necessário que não só a Organização em causa esteja onde estiver do seu público-alvo mas como também este deve conhecer muito ao pormenor as tendências provocadas pelo comportamento destes. Para tal é necessário que seja constantemente feito estudos estatísticos para se ter noção se o público está satisfeito com os produtos oferecidos.

Existem softwares modernos que tratam de fazer essa avaliação, classificando entre o público aqueles que se encontram em pontos centrais estratégicos, e quem são aqueles que se encontram distantes. Estes softwares acabam em basear numa lógica algorítmica de Sistema especialista, assim tratado pela área de Inteligência Artificial. Suponhamos que pretendemos ter uma Aplicação que visualize graficamente grafos para se saber o comportamento dos actores de uma rede social. A princípio os dados são originados a bruto a partir da aplicação em estudo, e por se tratar de grandes volumes então esses dados são armazenados para serem utilizados futuramente. Uma vez feita uma busca por um utilizador através do motor de inferência é interpretada a estrutura de dados e estes são visualizados de forma gráfica e interactiva. Importante frisar que para estes tipos de buscas técnicas de descoberta de conhecimento e aprendizagem de máquina são utilizadas para inferir conhecimento implícito dos dados de um grafo e para prever comportamentos futuros. Como exemplo de buscas poderão obter-se resultados estatísticos de interrogações do tipo:

Se uma pessoa produziu mais do que a boa parte de entidades dentro do sistema de rede social então está é uma entidade relevante; Quanto poderá uma entidade produzir mediante seu nível de relacionamentos. Nesta ordem temos a vantagem de conseguir obter aquelas que são entidades que mais produzem num determinado espaço de tempo, como saber especificamente se em um ano quem mais produziu.

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Neste caso conseguimos assim obter uma tabela com a estatística de Laços fortes e fracos da rede social em causa, e a tendência que estes terão para a relevância do sistema.

2.5.8.1. A BASE DE CONHECIMENTO

Os softwares que trabalham no intuito de analisar redes sociais baseiam-se numa modelagem baseada em inteligência artificial. O sistema que armazena a informação em um sistema de IA é tratado como base de conhecimento. Isso pelo facto de que os resultados gerados são mediante associações que simulam o sistema de neurónios de um humano. As bases de conhecimentos facilitam em casos em que ao efectuar-se uma busca os resultados são gerados através da forma como um motor de inferência é instruído para interpretar os dados.

2.5.8.2. MOTOR DE EFERÊNCIA

O motor de inferência é responsável pela busca lógica de uma informação a base de conhecimento e deixa-la disponível para a sua informação.

2.5.8.3. A VISUALIZAÇÃO DOS DADOS DA REDE SOCIAL

Após o conhecimento ser devidamente processado e interpretado são apresentados os resultados na linguagem que o utilizador normal percebe mediante uma interface gráfica.

o utilizador normal percebe mediante uma interface gráfica. Ilustração 1 - Esquema de um sistema especialista

Ilustração 1 - Esquema de um sistema especialista de análise de dados.

2.5.9. A VELOCIDADE DA MENSAGEM NAS REDES SOCIAIS

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Através da teoria dos grafos podemos obter uma análise do quanto a mensagem nas redes sociais expande-se em maior dimensão relativamente a qualquer outro meio de comunicação.

O facto de estarem vários actores interligados mediante um sistema em Cluster

implica que a qualquer momento por mais que um determinado nó esteja distante, este possa ser influenciado pelas funções de outros nós. Isto faz com que uma mensagem propaga-se em uma rede social a uma velocidade de tempo real, Os dados disponibilizados por um utilizador, poderão ser visto por qualquer outro pertencente a rede social e este ser mais um responsável pela propagação da mensagem.

O facto de nas redes sociais existirem várias comunidades implica que estás passam

a ser vistas como fortes elementos dentro do sistema, sendo que geralmente estas

comunidades acabam mobilizando mediante suas mensagens actores a aderirem um determinado serviço.

Como grande exemplo de como uma mensagem corre em uma rede social, tivemos como grande exemplo nos Estados Unidos da América a campanha do Actual

presidente Barack Obama, está foi feita tendo como grande suporte as redes sociais, e

foi uma das mais notáveis campanhas do Ultimo ano. Recentemente houve também a

passagem de mensagens incentivando a retirada do presidente que há muitos anos

tinha o poder de estado no Egipto, e o impressionante foi a velocidade que os internautas tomaram conhecimento do então preparo do processo de revolução.

Uma mensagem torna-se mais veloz dentro de uma rede social em quanto maior for o nível de influência de cada actor dentro desta rede. Essa influência é notada através

da centralidade de cada actor.

Para Maria Regina Martelo (2001), “Quanto mais central é um individuo, mas bem posicionado ele está em relação as trocas, e à comunicação, o que aumenta seu poder na rede”

Para termos uma noção da centralidade dentro de uma rede social, iremos considerar a seguinte estrutura:

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A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais Ilustração 2 - Esquema sobre a centralidade

Ilustração 2 - Esquema sobre a centralidade dos actores em uma RS

A princípio devemos considerar 100% das relações sendo que cada relação é bidireccional, assim teremos 7 ligações. Para melhor compreender devemos olhar a cada ligação como uma estrada de 2 faixas, nesse caso temos consideremos 14 ligações.

Iremos agora classificar os actores quanto a percentagem de número de ligações:

Actor

%

João

28,51

Joaquim

21,4

Manuel

21,4

Maria

14,2

Fátima

7,1

Joaquim

7,1

Tabela 1 - Resultado da centralidade dos actores da RS. (Tabela nossa)

Com este quadro concluímos que o actor João de momento é o que oferece maior mobilidade de rápida expansão para um segundo actor. Desse jeito temos a percepção de como são vistos os actores centrais e suas ligações graficamente.

2.6. PORTAIS UNIVERSITÁRIOS E REDES SOCIAIS

Com o grande desenvolvimento verificado nos sites de redes sociais e pelo facto destes conterem boa parte dos internautas a usufruírem destes recursos, que as empresas têm achado melhor tornar os seus sites mais próximos destas redes, isto é,

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expandindo os seus serviços através das redes sociais, e atraindo mais as informações e objectivos destas. Além desta forte ligação ajudar na divulgação de conteúdos oficiais as redes sociais, também permitirá estabelecer um maior e melhor nível de relacionamento com as comunidades académicas e grandes empresas.

Falando especificamente dos portais, o facto destes terem a características de não apresentarem um público específico e de oferecerem produtos genéricos que em tese agregam valor para todos os utilizadores, estes poderão através das redes sociais obter uma maior produtividade ao conquistar público diverso para tais diversos produtos. Na verdade esta comunicação entre um portal e redes sociais poderá tornar o portal como centro de controlo dos conteúdos que poderão ser publicados nas diferentes redes sociais a ele associadas. Haverá maior controlo na publicação dos conteúdos nas redes sociais sendo que estes poderão estar disponíveis segundo regras de publicação no próprio portal.

As redes sociais irão oferecer um grande suporte aos portais sendo que estas irão expandir de uma forma mais distribuída serviços que constam destes, valorizando assim características importantes de um portal respeitando conceitos importantes que se devem levar em causa como:

Utilidade: Deve abranger um tema vasto e interessante. Portais sobre áreas temáticas menores são menos úteis, porque o seu conteúdo é limitado.

Atractividade: Deve exibir o conteúdo em uma forma esteticamente agradável. As cores devem ser coerentes e complementares, e não pondo em causa o conteúdo. Portais destacados não devem ter problemas de formatação. De preferência, os links vermelhos devem aparecer em um número limitado e restrito aos aspectos que incentivam a participação

Ergonomia: Deve ser construído de forma coerente para exibir o conteúdo eficaz e logicamente, de modo a aumentar a utilidade e atractividade. Esta exposição é o objectivo principal, e encorajar a contribuição é o segundo.

Manutenção constante: O portal deve ser actualizado regularmente, pois deve ser apresentar-se dinâmico aos olhos do utilizador.

As Universidades têm utilizado com sucesso Portais para melhorar a produtividade de seus colaboradores e a satisfação de clientes e parceiros, bem como aumentar a

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receita e o lucro. Os Portais são Utilizados para aumentar a agilidade dos processos de uma organização, melhor a capacidade de se divulgar seus produtos e serviços captando novos negócios. Os portais tendo já o propósito de aumentarem a produtividade e agilidade dos processos de uma organização, estes ainda poderão estar mais próximo do público estabelecendo ligações com os actuais Sítios de Redes Sociais.

Mourão et. al (2009, p.5) aponta que “além das notícias divulgadas em Sítios Web e portais de informações oficiais das organizações, é fundamental para o desenvolvimento e a sobrevivência dessas empresas, que elas mantenham um relacionamento directo com seu público através das redes sociais”. Importante aqui destacar que actualmente com o avanço das novas tecnologias o público tem se tornado mais participativo e crítico, e que no entanto as ferramentas de redes sociais na Internet têm servido de grandes mediadores entre estes, tornando-os mais próximos da cultura organizacional avaliando as condições em que os serviços e produtos oferecidos têm-se originado.

As Universidades como grandes centros de produção através da colaboração de várias entidades, importa estas aproveitar o forte poder que os sites de redes sociais têm oferecido para assim enriquecer os seus Sites ajudando estes na caracterização como Portais corporativos. Um Portal corporativo (portais de informação empresarial) de uma Universidade poderá ter a vantagem de além de simplesmente apresentar conteúdos organizados de várias áreas, também poderá padronizar estes de modo a estarem organizados e facilmente serem publicados nas redes sociais. Importante dizer que estes conteúdos publicados na Internet, irão transmitir grande confiança aos utilizadores podendo esses directamente demonstrar os seus níveis de interesse no assunto.

Quanto aos portais corporativos, segundo José Claudio Cyrineu Terra (2003) trata-se de aplicações mais complexas que encontram justificativa no apoio à missão, às estratégias e aos objectivos da organização e colaboram para a criação e a gestão de um modelo sustentável de negócios.

O Conceito si de portal nos mostra o quanto as Universidades devem tirar partido das redes sociais, pois estes são vistos como distribuidores de conteúdos em vários sítios da Internet tanto dentro como fora de uma organização. No entanto as Universidades assim como outras organizações têm aproveitado fazer interagir os seus sites

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(valorizando estes como portais) com as redes sociais. As redes sociais actualmente têm sido os Sites que mais têm promovido a imagem de grandes empresas, sendo que estas são vistas de uma forma íntima entre vários utilizadores construindo fortes laços de relacionamento. Importante dizer que as redes sociais são grandes tendências e continuam ainda a expandirem com vantagem dos Utilizadores optarem pela melhor, entrando em um sistema em desenvolvimento de grandes competições entre estas.

Uma Universidade terá uma grande vantagem em interligar os serviços de seu portal nas diferentes redes sociais, sendo que esta poderá passar informações geral desta instituição destacando tudo aquilo que decorreu, decorre e decorrerá, posteriormente poderá criar uma divisão específica de notícias académicas para que o Utilizador esteja sempre próximo da Universidade seja onde este estiver. As Universidades também Poderão publicar seus eventos extra curriculares, sendo que estes servem de grande estímulo para ingresso de novos estudantes.

2.6.1. CARACTERÍSTICAS DO PORTAL DE UMA ORGANIZAÇÃO

Ser ponto de acesso único a todos os colaboradores;

Integrar a informação fornecida pelos diversos canais, como sejam Intranet, Internet e Extranet, evitando aquelas situações embaraçosas de um cliente saber mais acerca de um produto que o vendedor;

Actualização contínua da informação, pois é o ponto de partida em termos de informação da organização para o seu interior e para o meio envolvente;

Centralização da informação para clientes externos e internos internos, funcionando como repositório digital da informação produzida;

Actualmente as Universidades e outras organizações têm visto as redes sociais como forte ferramenta de apoio para partilha de conteúdos e de incentivo ao público para aderir os seus Sítios Web.

2.6.2. CARACTERÍSTICAS DE PORTAIS COMO VANTAGEM AS REDES SOCIAIS

Para conseguirmos integrar o conceito de redes sociais nos Portais importa referenciar algumas das características que servem de vantagem:

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Serviços distribuído

O portal deve distribuir seus serviços para conseguir maiores resultados de

processamento. Neste caso as redes sociais irão oferecer um forte suporte sendo que irão colaborar com o seu forte poder de recolha e partilha de informação. Importante levar com tanta consideração que o facto de um determinado utilizador estar a

participar da rede social, este poderá ser incentivado de modo a participar e valorizar conteúdos directamente do portal sendo bastante importante para a qualificação deste

no ranking de motores de busca.

Interface de integração

O Portal irá servir de ponto em que o Utilizador poderá ter acesso a informação nuclear da Organização em causa. Pois o portal será o meio que irá importar e exportar de forma padronizada as informações tidas como oficiais por uma organização

Informações em vários formatos acessíveis por um único sistema

O Portal Corporativo, será um meio capaz de transmitir dados em formato multimédia. Este deverá ser compatível com os vários tipos de redes sociais existentes.

Informação de vários formatos para distribuição específica

Os portais corporativos deverão ser capaz de dividir a sua informação para a distribuição em redes sociais específicas.

Agregação de vários objectivos

Um Portal irá aproveitar cada tipo de Site de rede social para envolver o público tendo

em conta os objectivos deste. Desta forma o portal será um ponto de congregação de

vários serviços derivados das diferentes redes sociais, sendo que cada uma existe

com um propósito.

2.6.2.1. PORTAIS DE UNIVERSIDADES E O FACEBOOK

O Facebook é uma rede social dotada de recursos suficientes que possam dar suporte a um portal, pois ajuda na divulgação integração de produtos e de serviços dentro da lógica do Marketing 2.0.

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O Facebook é a rede social mais Utilizada em todo o mundo e já nasceu da

necessidade de uma Universidade (Harvard) conectar todos os seus estudantes com objectivo de tornar estes mais próximos e participativos das suas actividades, sendo mais tarde expandida para outras Universidades, o que de certo modo permite defender que muitos Jovens universitários encontram-se nele cadastrados.

Actualmente o facebook é visto como um canal de comunicação que permite utilizadores buscar e partilhar interesses, mas além disso também já é tido como ferramenta de abertura de oportunidades para o ensino superior. Pois este oferece muitas vantagens de relações ao integrar membros de todos os estratos sociais, desde simples pessoas a grandes empresas (Maria Patrício, 2010).

Segundo Maria Raquel Vaz Patricio (2010) Nos últimos três anos, tem-se verificado que os alunos, nomeadamente a nível pessoal, aderem, participam e interagem mais assiduamente através de redes sociais (Facebook, Hi5, Mysapce, etc.) do que através das plataformas de b-Learning de suporte ao processo de ensino/aprendizagem.

O facebook permite formar uma rede de contactos pessoais e profissionais através da partilha de vários formatos de dados como, mensagens, vídeos, imagens e outras aplicações. Para os portais o facebook é bastante importante porque este contém boa características para gerar novas parcerias e negócios, além de tráfego para o portal e buzz marketing em torno de conteúdos e campanhas produzidas. Pelo facto do portal

se

submeter a uma campanha de buz marketing, este não só irá gerar especulações

de

simples usuários de uma rede social como também para as organizações.

Especificamente para o ensino, a Internet em geral e as tecnologias Web 2.0 em particular fazem parte do dia-a-dia dos estudantes, e cada vez mais os professores procuram acompanhá-los utilizando tecnologias e ferramentas Web, em actividades de interacção com conteúdos e parceiros.

Vantagens do facebook aplicado ao portal de uma Universidade

Estas são algumas das vantagens obtidas na utilização do facebook quando aplicado

ao ensino:

O facebook pode ser visto como um meio de oportunidade para o ensino superior;

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Permite um estudante poder partilhar seu conhecimento sem custos;

O estudante pode ter um papel mais activo na etapa de aprendizagem;

Pode promover um melhor relacionamento entre professores e estudantes;

Permite a criação de contactos profissionais;

Permite a criação de boa política de Marketing.

Vantagens do facebook aplicado ao portal de uma organização:

O facebook pode servir como ponto que permite entrada de novas informações ao portal;

O facebook dará suporte ao portal com informações aprovada por vários tipos de comunidades na Internet;

O Sistema de anúncios do facebook oferece uma noção de como os utilizadores têm acompanhado as informações provenientes do portal;

O facebook pode atrair muitos visitantes ao portal;

O facebook é a maior rede social do mundo, isso implica que vale a pena investir a fim de conseguir-se maior tráfego no portal.

2.6.2.2. PORTAIS DE UNIVERSIDADES E O TWITTER

O Twitter é uma rede social em que pode-se tirar muito proveito ao permitir enviar de uma forma rápida e simples actualizações ou noticiais que poderão dar grande impacto mostrando em tempo real no perfil de quem partilha e de grupos de seus seguidores.

O Twitter tem servido às organizações como uma rede social que permite a divulgação de suas marcas mediante actualizações constate de uma forma simples e ágil. O Twitter pode servir de forte instrumento aos portais ao permitir que as informações destes sejam publicitadas com links de acesso direito ao próprio portal. Desta forma, seguidores da informação disponível no Twitter poderão ser considerados em seguidores da informação do portal.

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Em ambiente académico, haverá um intercâmbio veloz de troca de mensagens entre as entidades participativas acerca de alguma matéria divulgada por uma Instituição, tornando o público em rede social mais interessado e cada um integrante poderá ter uma função estratégica de aglomeração de vários seguidores.

Vantagens do Twitter aplicado ao portal de uma organização:

O Twiter já permite uma excelente ligação com o facebook e outras redes sociais, tornando assim um sistema único e consistente de partilha de várias informações;

O facto de o Twitter ser um serviço de microbloging que permite apenas 140 caracteres por mensagem faz com que sejam enviadas e recebidas mensagens relativos a um produto ou serviço em tão pouco tempo;

Permite traçar uma estatística sobre a reacção do público relativo a um produto ou serviço em tão pouco tempo;

Pela sua eficiência e mobilidade serve de forte ferramenta de marketing a produtos e serviços de sítios Web (portais);

Permite que rapidamente os utilizadores possam aceder e valorizar informações disponíveis em sítios Web (Portais).

2.6.2.3. PORTAIS DE UNIVERSIDADES E O YOUTUBE

O Youtube integrado a um portal irá permitir que através de vídeos o público em rede possa ter noção real das actividades que uma organização tem produzido. Dessa forma poderá incentivar a participação ou colaboração directa ou indirectamente de um indivíduo das várias actividades. Trata-se de uma ferramenta interessante que poderá tornar um portal mais dinâmico ao permitir que seus vídeos possam ser directamente adicionados.

Vantagens do Youtube aplicado ao portal de uma organização:

Integração de vídeos em portais;

Permissão de vídeos de alta qualidade permitindo mostrar boa imagem dos serviços de uma organização;

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Visualização de vídeos produzidos de uma organização em tão pouco tempo;

Obrigação de produção de vídeos com extremo rigor de qualidade para ter-se um bom número de visualizações;

Permissão

de

organização;

várias

opiniões

a

respeito

de

um

vídeo

produzido

pela

Fácil Integração com outras redes sociais tornando um sistema único de valorização a um portal.

2.6.2.4. PORTAIS DE UNIVERSIDADES E O FLICKR

O Flickr oferece um forte suporte a um portal ao permitir que fotos produzidas e situadas em páginas do portal sirvam de referência em ambiente de rede social sobre actividades promovidas por uma organização. Além desta ferramenta promover imagens, permite também que os utilizadores possam opinar.

Vantagens do Flickr aplicado ao portal de uma organização:

Permissão da partilha de imagens de uma organização em uma estrutura de rede social;

2.6.2.5. PORTAIS DE UNIVERSIDADES E O DELICIOUS

O Delicious oferece suporte a um Portal Universitário ao tratar-se de um serviço Online que permite guardar e partilhar bookmarks. Estes bookmarks poderão ser pertencentes ao próprio portal ou de páginas de interesse que se relacionam com o portal. Pelo facto de ter uma página numa base de referências, aumentará mais probabilidades desta página ser buscada por uma percentagem utilizadores. O Delicious irá dar maior valor ao Portal Universitário sendo que este irá orientar o que os Utilizadores do Delicious poderão ter de mais importante.

Os portais poderão ter uma forte relação com este serviço, pois irão oferecer aos Utilizadores páginas recomendadas de visita através do seu sistema eficiente de partilha de hiperligações, assim como poderão orientar páginas na qual a Organização que detém o Portal tem boas relações. Os Utilizadores ao interagirem com o Delicious

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poderão ter uma das páginas recomendadas, adicionar aos seus favoritos e partilhar esta com outros Utilizadores da Web.

Vantagens do Delicious aplicado ao portal de uma organização:

Construção de uma base de referencias de links do portal e de páginas que o portal relaciona-se;

O facto dos links do portal serem adicionados ao Delicous e poderem ser encontrados por um sistema de motor de busca;

O facto das hiperligações de um portal poderem ser transmitidos para vários utilizadores estruturados em rede social.

2.6.2.6. PORTAIS DE UNIVERSIDADES E OS BLOGUES

Os Weblogs ou simplesmente blogues bem executados podem servir de suporte a um portal Universitário sendo que estes são sites baseados das tecnologias Web 2.0 que permitem actualizações de forma bastante fácil.

Estes sites permitem os utilizadores prestarem seus contributos ao darem suas opiniões relativamente a uma matéria, sendo assim possível recolher várias opiniões e contar com contributos para a construção de conteúdos de forma rigorosa.

A relação do portal relativamente a um blogue poderá ser bastante útil para se saber o que os utilizadores pensam a cerca das matérias produzidas por uma Universidade.

Vantagens de Blogues aplicados ao portal de uma organização:

Permissão de aproximação ao público ao contar com suas opiniões relativamente algum conteúdo da organização que possa constar do portal;

Canal aberto de comunicação com o público que poderá visitar o portal.

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2.7. O FUTURO DA WEB E NO CONTEXTO DAS UNIVERSIDADES E DAS REDES SOCIAIS

Ao nível como as Universidades e outras unidades orgânicas estão a usar as redes sociais e as outras tecnologias baseadas em Web 2.0, tudo indica que a medida que a Web passar por alguma transformação, estas irão acompanhar suas tendências.

Por agora podemos tomar como ponto de partida uma reflexão sobre a próxima versão Web que é a Web 3.0. Como poderão estar as Universidades e outras organizações preparadas para receber novas tecnologias baseadas nesta próxima versão? Que aplicações estão a ser desenvolvidas agora? Será que as interacções das Universidades com as comunidades viruais serão mais atractivas? Questões como estas, poderemos responder mediante estudos feitos as novas tendências de inovação a plataforma Web.

O termo Web 3.0 surgiu pela primeira vez através do jornalista John Markoff do New

York Times, num artigo intitulado Entrepreneurs See a Web Guided by Common Sense, pubicado em 12 de Novembro de 2006. A próxima geração da Web poderá basear-se em um conjunto de significados programados na Internet de modos a que

as buscas efectuadas serão feitas de forma mais Inteligente. Os significados na verdade serão um conjunto de dados relacionados de modos a fornecerem resultados

a problemas mais complexos, a Internet deixará de ser uma estrutura sintáctica e

passará a ser vista como uma estrutura semântica. Em outras palavras a Web 3.0 é a organização e aproveitamento de todo conhecimento já existente na Internet.

A Web 3.0 em comparação com as anteriores versões irá basear-se em uma estrutura

de Inteligência artificial em que os dados serão vistos como um conjunto de factos e regras. Essa estrutura irá permitir maior vantagem na forma como as futuras organizações irão aproveitar a Inteligência colectiva da Internet, a previsão é que as futuras organizações serão cada vez mais virtuais.

Os ambientes virtuais de aprendizagem na Web recebem muita atenção pela comunidade académica e cientifica interessada em áreas de Inteligência Artificial aplicada em técnicas de ensino a distância (Seiji Isotani et. al., 2004). Actualmente é indispensável uma Universidade não tirar partido das redes sociais, então a medida que a Web for a desenvolver-se, as suas tecnologias associadas irão acompanhar este desenvolvimento.

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Futuramente as Universidades poderão tirar maior partido das redes sociais, pois poderão conhecer melhor seus utilizadores, saber através de uma única busca na Web as redes sociais em que este utilizador estará a pertencer. Este tipo de busca poderá criar incentivos a mais utilizadores a aderirem redes sociais pertencentes apenas a uma única universidade. Assim como a Web passará a conhecer melhor o seu utilizador ao saber o que os seus utilizadores têm de preferência.

3. A MEDIATECA

A Mediateca da Universidade Lusíada de Lisboa (MULL) é uma unidade áudioscripto-

visual que organiza, processa e disponibiliza recursos de informação, independentemente do tipo de suporte e acesso, utilizando para o efeito, as tecnologias de informação e comunicação.

A MULL10 está inserida nos Serviços de Documentação, Informação e Investigação

(SDII), de que também fazem parte o Arquivo, a Biblioteca e o Centro de Documentação Europeia (CDE), e a sua equipa de trabalho é composta por 17 funcionários, distribuídos do seguinte modo: 1 Director, 3 Bibliotecários, 2 Técnicos Superiores, 5 Técnicos Profissionais BD, 1 Técnico Multimédia, 1 Assistente Administrativo e 4 Auxiliares Técnicos.

Com base no novo paradigma do ensino superior, criado pelo Espaço Europeu de Ensino Superior (EEES), é dada ênfase ao desenvolvimento de competências de aprendizagem, à tomada de decisões, ao desenvolvimento de projectos e ao papel da tutoria, no acompanhamento do aluno.

As necessidades de procura de recursos de informação, de formação e aprendizagem contínuas, dentro e fora do espaço universitário levam a que a biblioteca de ensino superior deva funcionar como um Centro de Recursos para a Aprendizagem e a Investigação (CRAI), onde estão reunidos todos os serviços universitários de apoio à aprendizagem, à docência e à investigação.

A MULL apreendeu rapidamente este conceito e tem vindo a implementá-lo no seu

sistema organizativo, nomeadamente nas áreas da organização e gestão, nos serviços de arquivo, biblioteca, hemeroteca e Internet, nos serviços de apoio à docência e à aprendizagem e na formação permanente.

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Para o efeito, disponibiliza espaços físicos onde o estudante pode trabalhar individualmente ou em grupo, recursos bibliográficos e documentais, apoio e orientação local e online, com o objectivo de facilitar o acesso a todo o tipo de informação e documentação, de uma forma rápida e organizada.

No âmbito dos recursos bibliográficos e documentais, a MULL põe à disposição dos seus utilizadores as seguintes colecções: monográficas, periódicos, teses, dissertações e trabalhos académicos, documentos da UE, bibliotecas privadas e arquivos pessoais.

A MULL, tendo o CRAI como modelo, processa também informação sobre a universidade, faculdades, campus, cursos, procedimento administrativo, docentes, actividades da universidade e outros tipos de informação de interesse para toda a comunidade universitária.

Organicamente a MULL está dividida em quatro grandes áreas: serviços administrativos, serviços de tratamento e processamento da informação, serviços de apoio ao utilizador e à aprendizagem e serviços audiovisuais, multimédia e Web, os quais se encontram inseridos numa Direcção que tem como objectivos a coordenação, o planeamento e gestão de qualidade dos serviços prestados.

Os serviços de tratamento e processamento da informação são responsáveis pela normalização e processamento técnico, arquivo de teses e dissertações, tratamento de doações, restauro, conservação e expurgo de obras, cabendo aos serviços audiovisuais, multimédia e Web a responsabilidade pela gestão da Internet, Intranet e Extranet.

Por seu lado, os serviços de apoio ao utilizador e à aprendizagem gerem o serviço de periódicos, o serviço de referência que inclui a informação bibliográfica e o acesso às fontes de informação, serviço de leitura presencial, serviço de empréstimo, EIC, EIB e acesso ao documento, exposição documental e reprodução de documentos.

Relativamente ao trabalho efectuado pelo serviço de normalização e processamento técnico, que compreende a catalogação, classificação e indexação dos documentos, a MULL tem a sua própria política documental apoiada em documentos de trabalho com informações técnicas. Estes documentos visam a normalização, a uniformização das várias tipologias de documentos e o esclarecimento de dúvidas, e foram construídos

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com base nas regras portuguesas de catalogação, no manual Unimarc, entre outros documentos.

Para além destes documentos, a MULL utiliza a Library of Congress Classification (LCC) para a classificação dos documentos e a lista de cabeçalhos de assunto Library of Congress Subject Headings (LCSH) para a indexação.

A opção pelos sistemas da Biblioteca do Congresso ficou a dever-se, por um lado, à sua especificidade e exigência e, por outro, à sua permanente actualização que regista as constantes mudanças ocorridas na sociedade actual.

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4. O PORTAL E-LUSÍADA E AS REDES SOCIAIS

4.1. REDES SOCIAIS E WEB 2.0 @ ULL

4.1.1. CONCEITO GERAL

A explosão das tecnologias baseadas na Web 2.0 está a permitir que as universidades apostem em serviços cada vez mais sofisticados que a Internet tem oferecido, admitindo várias vantagens na promoção da imagem destas e na maior mobilidade de comunicação entre todas as entidades associadas a estas estruturas. O advento da Web 2.0, originado no ano de 2004 por Tim O’Reilly, explica a grande interacção e interesse dos internautas dentro das redes sociais.

As ferramentas da Web 2.0, mais especificamente as associadas às redes sociais, permitem a criação de ambientes de aprendizagem efectiva, eficaz e envolvente. Estas ferramentas caracterizam-se pela inovação, interacção, partilha, participação, pensamento reflexivo e crítico e colaboração.

À semelhança de outras instituições, a Universidade Lusíada de Lisboa tem investido nos projectos baseados na Web 2.0 com o objectivo de acompanhar o comportamento dos seus utilizadores na Internet. Actualmente as organizações decidem abraçar as tecnologias que caracterizam a Web 2.0, por constatar-se que elas estão na base da mudança de comportamento do utilizador que, cada vez mais, assume um papel activo (consumidor e produtor de informação) no desenvolvimento da Internet. Uma reflexão mais profunda permite detectar a multiplicação dos colaboradores das plataformas digitais, tendo em conta os milhões de utilizadores espalhados pelo mundo, inseridos em contextos singulares.

As redes sociais incluem comunidades de pessoas que partilham interesses e actividades através da publicação de conteúdos em texto ou em formato multimédia. Estas infra-estruturas Web são organizadas em perfis e em conteúdos áudio-scripto- visuais e adicionalmente por comentários atribuídos por membros.

As Universidades procuram nas redes sociais captar a atenção dos estudantes, dos potenciais estudantes e das empresas para as suas actividades lectivas e não lectivas.

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4.1.2. OBJECTIVO DA CRIAÇAO DA PÁGINA WEB SOBRE AS REDES SOCIAIS

E WEB 2.0 DA ULL

O projecto da criação da página Redes Sociais e Web 2.0 @ Universidades Lusíada tem como principal objectivo promover uma melhor comunicação entre a ULL e as várias comunidades virtuais. O formato de apresentação das redes sociais e outras tecnologias Web 2.0 da ULL veio facilitar o acesso do utilizador a essas e promover um maior tráfego em todas elas. Dessa forma haverá Maior interesse de participação em todas essas tecnologias e maior dinâmica na colaboração e troca de experiências entre vários utilizadores espalhados pela Web.

entre vários utilizadores espalhados pela Web. Ilustração 3 - Esquema da relação das redes sociais na

Ilustração 3 - Esquema da relação das redes sociais na Web 2.0 e o portal e- Lusíada (Imagem nossa)

A apresentação de todas as tecnologias Web 2.0 incluindo as redes sociais da ULL numa única interface, trará vantagens globais que afectarão não só agora, mas como também a cada instante que a plataforma Web sofrer alguma inovação. Entre essas vantagens destacam-se:

Melhor orientação na interacção entre o utilizador e as tecnologias de Web 2.0 e redes sociais da ULL;

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Base de conhecimento mais inteligente;

Maior capacidade de integração de vários formatos de dados espalhados pela Web 2.0;

Maior capacidade de atracção de diferentes comunidades da Web para as informações da ULL;

Promoção de maior intimidade entre a ULL e o seu público-alvo.

de maior intimidade entre a ULL e o seu público-alvo. Ilustração 4 - Página do facebook

Ilustração 4 - Página do facebook do projecto Web 2.0 do portal e-Lusíada (Imagem nossa)

4.1.3. ENVOLVIMENTO DA ULL NAS REDES SOCIAIS

O envolvimento nas redes sociais é a procura da melhor forma como uma organização poderá conhecer e relacionar-se com o seu público.

A ULL tem como grande objectivo nas redes sociais a promoção do seu relacionamento com o público-alvo. Para um bom relacionamento, uma organização precisa saber as tendências do público, o que pensa e o que pretende, afim de poder servi-lo com qualidade. O envolvimento numa rede social deve ocorrer profissionalmente.

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4.1.4. OPTIMIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS

A ULL pretende tirar o máximo proveito das redes sociais optando para isso por técnicas modernas que permitirão atrair vários utilizadores ao seu portal. Essas técnicas são baseadas no Marketing digital 2.0 pois estas permitem atrair os utilizadores e ao mesmo tempo incentiva-los como entidades principais na construção de conteúdos para a Internet, sendo que, para uma boa dinâmica não basta apenas estar presente nas redes sociais mas sim que também estejam interligadas as várias redes sociais auto-promovendo-se através de hiperligações. Pois a aplicação da optimização trás para a Universidade melhores práticas de relacionamento ao encarar todas as redes sociais como uma estrutura única e eficiente de comunicação.

4.1.5. VANTAGENS PARA AS UNIVERSIDADES:

Fortalecer o relacionamento com o seu público-alvo;

Aumentar o nível de satisfação do seu público-alvo;

Medir as tendências formativas do utilizador dentro das redes sociais;

Criar uma nova abordagem na oferta de bens e serviços;

Desenvolver uma política de marketing vocacionada para as plataformas digitais;

Promover o encontro de várias comunidades virtuais;

Criar condições de maior colaboração/cooperação;

Aperfeiçoar os novos métodos de transmissão de conhecimento;

Aproveitar a Internet como principal canal de comunicação;

Criar um canal de comunicação nas redes sociais e associá-lo ao Portal e- Lusíada;

Promover maior ligação com os demais pólos das Universidades Lusíada – estudantes, professores e unidades orgânicas;

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

Conquistar cada vez mais espaço em vários meios sociais e poder promover os seus trabalhos técnico-científicos.

4.1.6. VANTAGENS PARA OS UTILIZADORES:

Aceder, de forma imediata, às novas tecnologias;

Colaborar da criação de conteúdos Online;

Usufruir da criação de produtos em função das necessidades reais;

Usufruir de uma oferta ampla de bens e serviços electrónicos;

Participar activamente de vários eventos da Universidade promovidos na Internet;

Partilhar pensamentos e conteúdos interessantes com outros utilizadores promovendo um ambiente académico de colaboração;

Colaborar

com

estudantes

e

outras

unidades

orgânicas

num

ambiente

académico

4.2. O MÓDULO EVENTOS DO PORTAL E-LUSÍADA E AS REDES SOCIAIS

A ULL relaciona-se com as redes sociais através de dados dos seus eventos. Após

ter-se a confirmação da ocorrência de algum evento, a informação é organizada e publicada no portal. De maneiras a que a informação esteja bem estruturada nas redes sociais, simplesmente os dados do portal é que são transferidos para as redes sociais, dependentemente do propósito desta rede.

A página eventos do portal é a que relaciona-se directamente com as páginas das

redes sociais da Universidade. Pois é através desta, que os conteúdos a serem

publicados como o tipo de evento, data e localização são padronizados e após enviados para as redes sociais.

A página inicial dos eventos do portal apresenta no seu corpo uma tabela com dados

sobre o evento a ocorrer. Pois cada medida que vão surgindo eventos a Universidade,

estes são organizados por data nesta tabela e por sua vez esta tabela orienta a publicação destes eventos nas redes sociais.

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais Ilustração 5 - Página inicial dos eventos

Ilustração 5 - Página inicial dos eventos no portal e-Lusíada.

Ao passar o cursor em um dia, visualiza-se uma lista dos eventos organizados para este dia e se for a clicar, teremos acesso a tabela que apresenta os eventos organizados associados das suas localizações.

os eventos organizados associados das suas localizações. Ilustração 6 - Página de um dia de eventos

Ilustração 6 - Página de um dia de eventos no portal e-Lusíada.

Ao entrar em um dos eventos teremos a informação resumida do evento e a permissão de aceder-se ao sítio Web do evento no portal.

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais Ilustração 7 - Página da informação resumida

Ilustração 7 - Página da informação resumida de um evento no portal e- Lusíada.

Ao entrar para o sítio Web do portal abrirá a página Web de toda a informação relativa ao evento. É nesta página que se torna possível fazer a divisão da informação para os vários tipos de redes sociais. Desta página consta os menus, apresentação, organização, sessão, Inscrição, fotografias, localização e contactos.

Inscrição, fotografias, localização e contactos. Ilustração 8 - Sítio Web de um evento no portal

Ilustração 8 - Sítio Web de um evento no portal e-Lusíada.

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

Após a disponibilização de um evento no portal e-Lusíada, este estará preparado para ser encaminhado as redes sócias, com todos os atributos certos. No caso do facebook, estes são disponibilizados esperando por uma participação do público-alvo, ao garantir alguma noção da comunidade do facebook que irá participar.

Ao criar-se um evento na página de facebook da ULL, deve-se ter como referência aos dados do evento publicados no portal. Embora que no facebook será apenas uma forma de Marketing em não se iria necessitar de todos os dados, pois no portal já teremos os dados do evento com mais detalhes, isso implica que o utilizador será influenciado a ir para o portal na busca de mais informações.

a ir para o portal na busca de mais informações. Ilustração 9 - Página de um

Ilustração 9 - Página de um evento no facebook da ULL (Imagem nossa)

Para o twitter, o facto de ser uma rede social de micro-blogings que permite até 140 caracteres, a informação é disponibilizada de forma bem resumida. Pois importa que o seu impacto surge em tão pouco tempo com a possibilidade de haver uma resposta imediata de vários seguidores.

de haver uma resposta imediata de vários seguidores. Ilustração 10 - Páginas dos esventos no Twitter

Ilustração 10 - Páginas dos esventos no Twitter (Imagem nossa).

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

4.3. AS POLITICAS DE USO DAS TECNOLOGÍAS EM WEB 2.0 DA ULL

A página das tecnologias Web 2.0 surgiu com o objectivo de encaminhar e orientar os utilizadores nesse novo modelo de comunicação, exibindo todas as páginas oficiais da Instituição e promovendo o contacto com todas elas, tornando a comunicação entre a Universidade e o seu público na Internet mais atractiva.

Este documento irá definir as expectativas da ULL em relação as formas de colaboração nessas ferramentas distinguindo práticas, fornecendo linhas de orientação ao utilizador.

Como nos orienta os próprios conceitos de Web 2.0 e de redes sociais, estes referem a plataformas que visam facilitar a colaboração e partilha de informação, tais como:

Blogues (Wordpress, Bloguer)

Wikis (Wikipedia, WetPaint)

Sítios Web de redes sociais (Facebook, Twitter. LinkedIn)

Sítios Web de partilha de imagens, vídeos, e apresentação (Flickr, Youtube e SlideShare)

Sítios Web de partilha de Bookmarks (ex: StumbleUpon, Delicious)

Sítios Web sociais de notícias (ex: Digg, Reddit)

4.3.1. A RESPONSABILIDADE PESSOAL

Os Funcionários são pessoas responsáveis pelos conteúdos que publicam online. Estes devem saber que ao estarem a trabalhar nas redes sociais não deixarão de estar num ambiente de responsabilidade relativamente à organização. O comportamento do funcionário nas redes sociais reflecte directamente o da organização.

Boas práticas

4.3.1.1. SEGURANÇA

Estar consciente do que se está assinando

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

privacidade de

conteúdo e segurança antes de se inscrever para uma conta. Se as políticas do site não são claras solicitar esclarecimentos antes de se inscrever.

Certifique-se de ler todas as informações sobre a propriedade da

Nunca carregar

arquivos que contenham informações

confidenciais

da

organização

Existem informações internas como projectos para aprovar, documentos que visam a segurança da organização que de forma alguma deverão ser expostas nas redes sociais para evitar o acesso não desejado respeitando o princípio de integridade na segurança da informação.

Protecção das senhas

Deve-se

criar

senhas

frequentemente;

fortes

de

valores

alfanuméricos

e

altera-las

Não permitir que o browser salve as senhas;

Não corresponder a algum pedido que peça para divulgar a senha;

Apenas os Administradores das páginas nas redes sociais deverão ter acesso as senhas.

Gestão das configurações de segurança

Deve-se configurar as permissões de segurança de modos a ter o controlo da informação vinda dos utilizadores, avaliando se esta deve ir ou não para o ar;

Deve-se estar atento a aplicações de segundos ou terceiros que peçam acesso a informação da organização (geralmente acontece no facebook).

Monitorar postagens e comentários

Deve-se dar a conhecer que o administrador tem o direito de moderar os comentários;

As informações inadequadas devem ser removidas imediatamente;

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

Deve-se evitar publicar informações pessoais como, número de telefone, endereço residencial, correio electrónico, etc;

Fazer o Backup da informação;

Os sites de redes sociais e outros da Web 2.0 podem estar vulneráveis a ataques maliciosos, indisponibilidade do servidor entre outras questões. Por isso é aconselhável salvaguardar os dados.

Verificação de ameaças

Os malwares são softwares criados com intuito de danificar o sistema ou de roubar informação. Pode-se detectar a presença de malwares através dos seguintes sinais:

Publicidade com pop-ups que aparecem a cada segundo;

Barras de ferramentas extra que aparecem no navegador;

As configurações do navegador alteram para que não se tenha acesso a página home;

Inexplicável lentidão do sistema;

Inexplicável lentidão ao digitar em documentos ou em campos e formulários;

Repentina subida de falhas no sistema;

Deve-se prestar atenção aos avisos;

Actualmente nas redes sociais existem Malwares que surgem em formato de publicidades. Deve-se ter atenção a esse aspecto e procurar não cair dessas armações.

4.3.2. ETIQUETA

Código de conduta académico

O Comportamento dos funcionários nos sítios Web baseados na Web 2.0 e nas redes sociais deve reflectir o mesmo padrão de honestidade, respeito e consideração que são utilizados em todos aspectos da Universidade.

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

O que é inapropriado em sala de aula é inapropriado online;

Comentários ou imagens ofensivas, discriminatórias, obscenas ou sexualmente explícitas não devem ser postadas;

Os utilizadores podem discordar da opinião de alguém, mas devem fazê-lo com respeito;

A ofensa não deve ser tolerada.

A Universidade não se responsabiliza por conteúdos desenvolvidos por não funcionários.

4.3.3. USO ACEITÁVEL

Acção disciplinar

O uso aceitável dos sítios Web baseados na Web 2.0 e redes sociais deve ser respeitado;

O uso inadequado dos sítios Web da Web 2.0 e das redes sociais também pode levar a aplicação de medidas disciplinares.

Problemas de privacidade e de direitos autorais

Comentários

incluindo

documentos oficiais;

postagens

e

discussões

não

são

considerados

A reprodução de um trabalho só é possível mediante autorização do autor. Se o autor estiver consciente da partilha do seu trabalho, então poderá se fazer.

Copyright

Copyright é o direito de propriedade, ou seja, o direito exclusivo de um trabalho seja em forma de escrita ou não. O direito exclusivo de um trabalho é violado se alguém reproduz, prepara uma obra derivada ou distribui cópias, executa ou exibe o trabalho sem a permissão do autor.

4.3.4. COMUNICAÇÃO

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

As redes sociais devem ser encaradas como um plano mais amplo de comunicação relativamente aos outros meios. As redes sociais são meios promotores que actualmente estão em todo o lado e que têm atravessado qualquer barreira na relação de indivíduos.

O plano de comunicação deve ser feito usando boas técnicas promocionais como se fosse em ambiente real;

Deve-se fazer uma análise através de dados importantes sobre a relação da Instituição com os seus maiores concorrentes, no sentido de fixar os objectivos a seguir;

Este

plano deve

permitir

um acesso

fácil aos

conteúdos

essenciais

da

Universidade

e

permitir

que

os

utilizadores

discutam

e

que

tiram

boas

conclusões;

Deve-se fazer uma gestão de comunicação de forma que a Universidade consiga construir relacionamentos com um público-alvo capaz de enriquecer e expandir o seu sistema dentro dos objectivos que se pretende.

4.3.5. LINHAS DE ORIENTAÇÃO NAS REDES SOCIAIS DA ULL

Os blogues da Universidade são moderados, e esta só posta comentários de pessoas com idade superior a 13 anos de idade que se relacionam com temas específicos da matéria do blogue;

A ULL não publicará comentários abusivos, ofensivos, ameaçador, linguagens obscenas ou termos ofensivos direccionados a indivíduos ou grupos específicos;

A ULL não publicará comentários que estarão fora de contexto, que promovam produtos ou serviços, com intenção de campanhas políticas ou outros cargos electivos;

Os comentários enviados são liberados para o domínio público a não ser que o utilizador deixa bem claro que a informação deve ser mantida sem que seja publicada;

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

As informações identificáveis de pessoas, tais como números de telefone, endereços, números de segurança social serão removidas pelos moderadores sem serem publicados;

A galeria do Flickr da ULL é moderado e só vamos publicar comentários de comentadores mais de 13 anos;

O canal do Youtube da ULL é moderado e esta só irá publicar comentários de comentadores com idade superior a 13 anos.

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5.

CONCLUSÃO

Cada vez existirá mais a necessidade das Universidades optarem por diferentes formas de ensino e de participação nas sociedades através das tecnologias de comunicação e informação. Pois a colaboração tem sido uma característica do actual formato de dados que a internet apresenta e que tem contribuído para um melhor relacionamento entre as entidades que usufruem dos recursos existente na vasta núvem de servidores. Muito dos actuais sítios Web mesmo que não pertecem a classe das RS, as suas estruturas são baseadas nestas, pois assim conseguem vantagem ao tornar os utilizadores mais próximos das suas produções.

As organizações devem estar preparadas para as próximas mudanças na Internet ao estarem próximas do público. O público tem sido o principal agente responsável dessas mudanças. As actuais ferramentas de medição de sentimentos em uma estrutura de rede social já mostram as tendências gerais de um utilizador, o quanto este é e poderá ser mais produtivo dentro de um sistema.

As comunidades virtuais já são vistas como boas fontes de informação para se levarem estudos profundos na área de comunicação e marketing das organizações.

A questão da gestão de conteúdos na Internet não baseia-se apenas em ferramentas de criação e manutenção de Sítios Web, mas também de todas aquelas aplicações que produzem de forma autónoma e que têm a possibilidade de partilhar as suas informações.

A ULL futuramente poderá contar com uma estrutura de rede social bem mais atractiva ao explorar uma ferramenta de medição de sentimentos. Isso poderá implicar maior nivel de produção aproveitando a inteligência colectiva da Web. Dessa forma, a Universidade já estará melhor preparada para a Web semântica, pois estará em condições de dar resultados aos seus utilizadores em maiores detalhes em um só processo de busca.

Com o aumento das tecnologias na Internet, as organizações têm a oportunidade de serem tratadas como virtuais. Pata bons resultados a actual Internet simula um ambiente real, no entanto as organizações também devem comportar-se reagindo a essa realidade com igualdade no tratamento de seus recursos e na geração de lucros.

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

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APÊNDICES

A Universidade Lusíada de Lisboa e as redes sociais

LISTA DE APÊNDICES

Apêndice A

-

Avaliação comparativa de materiais.

Apêndice B

RS e Web 2.0 associada ao portal e-Lusíada

Apêndice C

Página de RS e Web 2.0 associada ao portal e-Lusíada

Apêndice D

Página oficial de facebook da ULL

Apêndice E

Página oficial de youtube da ULL

Apêndice F

Página início do portal e-Lusíada

Apêndice G

Página Cursos do portal e-Lusíada

Apêndice E

Página inicial do Portal Arquitectura do Saber

APÊNDICE A

Benchmarking das melhores Universidades do mundo e suas RS

 

Universidades

País

Ligação

Redes sociais

1

Universidade

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U

de Harvard

2

EUA

Facebook,

Itunes

of

U, Futurity

3

EUA

of

4

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Futurity, Itunes U

5

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U

6

of

Inglaterra

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U, Flickr

7

of

Inglaterra

Youtube

8

of

EUA

9

Inglaterra

Facebook, Twitter,

Delicious,

Digg,

StumbleUpon

         

10

EUA

 

11

University

of

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U, Clicker

California

Los

Angeles

12

of

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Futurity, Itunes U

13

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U

14

EUA

Facebook, Twitter, Futurity

15

Switzerland

of

16

of

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U

17

of

EUA

Twitter

18

EUA

Facebook, Youtube, Itunes U

19

of

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U,

       

Flickr

20

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U

21

of

Hong Kong

22

Inglaterra

23

of

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U

24

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Futurity, Itunes U

25

Northwestern

EUA

 

University

26

of

Japan

27

EUA

of

28

 

of

and

29

of

EUA

Facebook, Twitter

30

of

Canada

31

of

EUA

Facebook, Twitter, Youtube, Itunes U