Exame físico geral realizado pelo profissional enfermeiro

O Exame físico compreende no levantamento das condições globais do paciente, tanto físicas como psicológicas, no sentido de buscar informações significativas para a enfermagem que possam subsidiar a assistência a ser prestada ao paciente. Os passos propedêuticos a serem empregados no exame físico são inspeção, palpação, percussão e ausculta, passos estes que devem ser realizados a partir da utilização dos sentidos da visão, audição, tato e olfato. Esses sentidos podem ser ampliados começando-se da utilização instrumental como estetoscópio, olftamoscópio, fita métrica, termômetro, espátulas, etc (BARROS, 2002). Segundo Posso (2003), a inspeção é o ato de observar e inspecionar, sendo o método em que se utiliza o sentido da visão na avaliação do aspecto, cor, forma, tamanho e movimento das diversas áreas corporais. No primeiro contato com o paciente faz-se uma inspeção geral em que o enfermeiro observa o estado aparente de saúde, nível de consciência, estado nutricional, hidratação, humor e tipo de fala. O conhecimento das características da superfície corporal, assim como a anatomia topográfica, permitirão ao estudante reconhecer eventuais anormalidades durante a inspeção. Por este motivo, e com a finalidade de educar a visão, deve ser dada ênfase ao estudo das lesões elementares da pele (PORTO, 2004). Palpação é a utilização do sentido do tato com o objetivo de explorar a superfície corporal - palpação superficial - e os órgãos internos – palpação profunda. A palpação confirma dados da inspeção e permite a obtenção de novos indícios como alteração de textura, tamanho, forma, consistência, sensibilidade (tátil térmica e dolorosa), elasticidade, temperatura, posição e característica do órgão, resistência muscular, presença de massas e outros (POSSO, 2003). Percussão é o golpeamento leve de uma área a ser pesquisada, utilizando-se a parte ulnal dos dedos: percussão digito - digital, percussão com a borda cubital da mão ou com instrumento próprio, originado vários sons. O som gerado na percussão tem característica própria quanto a intensidade, timbre e tonalidade, refletindo a densidade da superfície subjacente. Quanto mais densa a área percutida, maior, menos discernível e mais breve será o som (POSSO, 2003). Ausculta consiste na aplicação do sentido da audição para ouvir sons ou ruídos produzidos pelos órgãos. A vibração sonora pode ser captada diretamente pelo ouvido do examinador – ausculta direta – ou com o auxilio do estetoscópio ausculta indireta. Os tipos de som variam de acordo com o órgão auscultado (por ex.pulmão: murmúrios vesiculares; coração: bulhas cardíacas; intestino: ruídos hidroaéreos). Os sons não-fisiológicos decorrentes de condições patológicas (secreções pulmonares, esteatose, de válvulas cardíacas) ou produzidos por interferências extremas (atrito de roupas) são denominados ruídos adventícios. Segundo Barros (2002), o exame físico do paciente deve ser iniciado preferencialmente pela cabeça, utilizando o método propedêutico para examinar as principais estruturas dessa região. O paciente deve ser colocado sentado. Para realizar ao exame, a enfermeira deverá utilizar as técnicas de inspeção e palpação. Contudo, a observação durante toso o procedimento é de fundamental importância para detectar sinais e sintomas que possam passar despercebidos. A inspeção e a palpação do crânio permitem o encontro de saliências (tumores, tumefações, bossas e hematomas), depressões (afundamentos) e pontos dolorosos. A fontanela anterior quando patente fornece informações úteis no exame físico de crianças: se hipertensa e saliente indica aumento de pressão intracraniana (meningite, hidrocefalia); se hipotensa e deprimida traduz desidratação (PORTO, 2004). “No couro cabeludo é necessário fazer a inspeção e palpação para observar distribuição, cor e consistência dos cabelos e características do couro cabeludo. Apalpação deverá ser feita com as polpas digitais em toda a extensão do crânio” (PORTO,2004). Segundo Barros (2002), o exame dos olhos pode revelar afecções locais ou manifestações oculares de doenças sistêmicas como síndrome ictérica, hipertireoidismo (protrusão dos olhos) e outros. As pálpebras devem ser inspecionadas e podem ser palpadas quando necessário, para avaliar nódulos ou lesões. “No olhos é necessário fazer a inspeção estática/dinâmica e palpação, onde, a inspeção do olho deve indicar com as pálpebras fechadas normalmente, a fim de examinar sua superfície externa com o cílios e perceber se o fechamento é completo. A palpação se faz através das pálpebras com o polegar e indicador em pinça para a pesquisa de edema. A seguir, solicita-se o paciente /cliente que abra os olhos possibilitando o exame das demais partes do olho, como a posição do globo ocular, conjuntivas (cor e umidade), córnea (integridade) e pupila(tamanho, simetria e reação a luz).O ultimo passo é a tração da pálpebra inferior pra exame da conjuntivas palpebrais” (PORTO,2004). Na palpação do nariz, deve-se examinar a pele que recobre externamente. Palpar com o polegar e indicador para perceber modificações de pirâmide nasal. Observar as narinas e condições de higiene (POSSO, 2003). “No nariz é necessário fazer a inspeção e palpação para examinar a pele que recobre externamente o nariz. Palpar o polegar e o indicador para perceber modificações da pirâmide nasal. Observar as narinas e condição de higiene” (PORTO,2004). Segundo Barros (2002), o aparelho auditivo é constituído por três partes: ouvido esterno, ouvido médio (compreende a

caixa do tímpano) e ouvido interno. Na inspeção do pavilhão auricular, somente o ouvido interno não pode ser visíveis deve-se verificar a forma e o tamanho, bem como a presença de deformações congênitas ou adquiridas como nódulos. “Nas orelhas é necessário fazer a inspeção e palpação, indicar o exame observando a formação e a pele que recobre a orelha . Tracionar o pavilhão auditivo para cima e para baixo possibilitando observar o canal observar o canal auditivo e pressionar a região pré-auricular investigando a ocorrência da dor” (PORTO,2004). Condição essencial para o exame da boca é uma boa iluminação, que pode ser a própria luz solar, quando então se coloca o paciente nas proximidades de uma janela, ou uma fonte luminosa artificial, representada por uma lanterna ou por um foco de luz luminoso. Em circunstancias especiais – exame de crianças que não colaboram, de pessoas inconscientes-pode-se lançar mão de um parelho “abridor de boca” (PORTO, 2004). “Na boca é necessário fazer a inspeção, com os olhos fechados observar a cor, umidade e presença de úlceras. Solicitar ao paciente que abra a boca. Com a ajuda de uma espátula, examinar os dentes (numero e condições), bochechas e gengivas(cor, retração e edema). Solicitar ao edema que coloque a língua para fora e observar o tamanho, cor, umidade e papilas. Com a espátula, observar a orofaringe, arcos anteriores e posteriores, amígdalas (tamanho e coração) e halitose” (PORTO,2004). Segundo Posso (2003), a inspeção do pescoço tem a finalidade examinar o seu tamanho, movimentação e simetria, bem como, avaliar enchimento das veias jugulares na posição sentada e em decúbito dorsal e palpar a tireóide, observando seu tamanho e suas bordas. “No pescoço é necessário fazer a inspeção e palpação, pressione o pescoço a procura de gânglios infartados (tamanho, consistência, mobilidade, sensibilidade e localização). Palpe com os dedos em garra e palpe os gânglios submandibulares, com os dedos em pinça ao lado do músculo esternocleidomastóeido os gânglios cervicais,e com os dedos em extensão os gânglios occipitais e pré- e pós-auriculares. Solicite ao paciente que gire o pescoço. Observe a amplitude de movimentação. Observe o enchimento das veias jugulares com o paciente sentado , deitado e com a cabeça a 30º. Palpe a tireóide por trás com as mão circulando o pescoço do paciente. Girar a cabeça e palpar as bordas tireóide atrás do músculo esternocleidomastoídeo em ambos os lados. Verificar o aumento e simetria, pedindo para o paciente deglutir” (PORTO,2004). Ao iniciar a avaliação do sistema respiratório, o enfermeiro deve fazer uma entrevista. Segundo Posso ( 2003), algumas doenças incidem mais em determinadas faixas etárias, algumas profissões tem maior risco de adquirir doenças respiratórias. É importante avaliar as queixas mais freqüentes como,tosse, expectoração, dispnéia, hemoptise e dor.Em seguida fazse o exame físico. A anamnese respiratória visa a acolher informações sobre as condições atuais e seus problemas respiratórios progressivos. A entrevista deve concentrar-senas manifestações clínicas da queixa, história patológica progresso, história familiar e outros dados psicossociais. As queixa respiratória mais comum são a dispneia, a tosse, a expectoração, a hemoptise e a dor torácica. O exame físico deve ser realizado após a entrevista. As técnicas de inspeção, palpação, percussão e ausculta são empregadas. Ao realizar-se o exame, é necessário saber os marcos anatômicos das regiões posterior, lateral e anterior do tórax. para descrever uma anormalidade no tórax, é preciso definir sua localização em duas dimensões: ao longo do eixo vertical e em torno da circunferência torácica. Inspeção A inspeção pode ser de dois tipos: estática e dinâmica Na inspeção estática, a examinadora deve conservar as condições da pele (colocarão, cicatrizes, lesões), pêlos e sua distribuição, presença de circulação colateral, abaulamentos e retrações. A inspeção estática prossegue com a observação da caixa torácica. A forma do tórax apresenta variações em relação à idade, ao sexo e ao biótipo. As alterações no diâmetro anter-posterior ao transverso indicam algumas deformidades torácicas como: - Torax em tonel é aquele em que o diâmetro antero-posterior iguala-se ao transversal e é frequentemente relacionado ao enfisema pulmonar, mas pode, algumas vezes, ser encontrado em idosos que não tenham dor esta doença. - Tórax em funil ou infudibuliforme (pectus ecavatum) é uma deformidade no qual o esterno fica deprimido ao nível do terço inferior e os órgão se situam abaixo dele são comprimidos. diâmetro ãntero-posterior esta diminuído. Nos casos graves, o esterno pode chegar a tocar a coluna espinhal. as causas do tórax em funil incluem o raquitismo, síndrome de Marfan e os distúrbios unigênitos do tecido conjuntivo. - Peito de pombo (pectus carinatum) é o posto do tórax em funil, qual o esteno projeta-se para frente, aumentando o

diâmetro antero-posterior. As comunicações intratriais ou interventriculaires congênitas são as causas mais comuns, mas a asma, o raquitismo, a síndrome de Marfan e cifiescoliose congênita grave podem contribuir para o peito de pombo. -Cifoescoliose torácica consiste na acentuação da curvatura torácica normal. O paciente adota uma postura encurvada ou aspecto corcunda. As causas incluem a osteoporos secundária ao envelhecimento, a tuberculose da coluna, a artrite reumatóide e os vícios de postura por tempo prolongado. Os pulmões situados abaixo dessa deformidade ficam distorcidos, ficando difícil a interpretação dos achados pulmonares. - Abaulamento é o aumento do volume de um dos hemitoráx como, por exemplo, no derrame plural. - Retrações é a restrição de um dos hemitoráx que corresponde à atelectasias. Na inspeção dinâmica, a examinadora deve observar a dinâmica respiratória. A movimentação da caixa torácica é observada durante a respiração. A freqüência respiratória considerada normal para adultos varia, segundo diversos autores, entre um intervalo entre 12 a 22 inclusões respiratórias por minuto, e a relação entre a inspiração e a expiração normalmente é de 1:2. A movimentação respiratória é observada quanto sua amplitude e ou profundidade de expansão e ritmo, podendo alterar tornando a respiração superficial e profunda. A respiração abdominal é mais aparente nos homens, ao passo que as mulheres apresentam mais respiração torácica. O emprego da musculatura acessória, as retrações, a simetria e quaisquer movimentos paradoxais devem ser registrados. O termo mais utilizado referente à amplitude, à frequência, e ao ritmo respiratório são a taquipneia, a bradpneia, a hiperpneia, a respiração de Cheyne-Stokes, a respiração de Biot e respiração de Kussmaul. Palpação As técnicas de palpação é empregada para a avaliação da traqueia e da parede torácica. Na palpação da traqueia, a examinadora posiciona suavemente o dedo da mão em um dos lados da traqueia e o restante dos dedos do outro lado. A traqueia é suavemente deslocada de um lado para outro, ao longo de todas a sua extensão, enquanto a examinadora pesquisa massas, crepitações ou desvio da linha média pela palpação. A traqueia em geral é apresentada uma discreta mobilidade, retornando rapidamente a linha média após ser deslocada. As massas cervicais, mediastinais, atelectasias ou pneumotórax de grande volume podem deslocar a traqueia para um dos lados. A parede torácica é palpada com a base palmar ou com a fase ulnar da mão que é posicionada com o tórax do paciente. As anormalidades observadas para a inspeção são investigadas mais detalhadamente durante a apalpação. A palpação associada a inspeção é especialmente eficaz na avaliação da simetria e amplitude dos movimentos respiratórios. Durante a palpação, a examinadora avalia a presença de crepitações, dor da parede torácica (áreas hipersensíveis), tônus muscular, presença de massas, edema e frêmito palpável. Para avaliar a expansibilidade torácica, a examinadora coloca as mãos espalmadas na face posterior do tórax, nas bases pulmonares. Os polegares encontram-se nas linhas média sobre a coluna , e os dedos ficam voltados para fora envolvendo a região lateral. Ao posicionar as mãos, faça-as deslizar um pouco para dentro, afim de fazer uma prega cutânea entre os polegares e a coluna. À medida que o paciente inspira, as mãos do examinador devem deslocar-se para fora e para cima simetricamente. Qualquer simetria pode ser indicativa de um processo patológico na região. As causas mais comuns de diminuição unilateral da expansão torácica incluem doença fibróticas do pulmão ou da pleura subjacente, derrame pleural, pneumotórax, pneumonia lobar, dor pleurítica com defesa associada a e obstrução brônquica unilateral. Na face anterior do tórax, as mãos devem estar posicionadas margeando as costelas inferiores.
Referências

BARROS, A. Anamnese e exame físico: avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2003. 272p. PORTO, C. Exame Clínico: Bases para a prática médica. 5º ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004. 443p. POSSO, M. Semiologia e Semiotécnica de enfermagem. 3º ed. São Paulo: Atheneu, 2003.181p.

Enviado por Alessandra Moura Leitão

30 15.2 Percussao 40 20.Preparo fisico do paciente 13 5.Pele.1.TEGUMENTO 16 6.1 Torax Posterior 36 19.Preparo do Equipamento 15 6.1.Campo visual 22 8.BOCA.5.5.Guia Enfermagem Enfermagem e Saúde Exame Fisico a ser realizado pelos profissionais de Enfermagem 1-INTRODUCAO 07 2-SEMIOTECNICA 07 3.TORAX E PULMAO 35 19.FARINGE 33 17.3 Ascultacao 40 20.PAVILHAO AURICULAR 27 12.4.1.1.CONDUTO AUDITIVO E MEMBRANA TIMPANICA 28 13.1.Boca e faringe 32 16.1.SISTEMATIZACAO 07 4.2.2.Preparo para o exame 13 4.1.1.2 Veias Jugulares 42 .Leia mais: Exame físico geral realizado pelo profissional enfermeiro .1.Preparo do Ambiente 14 5.1.3.Inspecao 08 4.Palpacao 09 4.NARIZ.Olfato 13 4.GLANDULA TIREOIDE 35 19.5.Olhos 20 7.2.METODOS DE AVALIACAO FISICA 08 4.2.2 Torax Lateral 37 19.1-pescoco 34 17.Percussao 10 4.SEIOS NASAIS 31 15.5.Cabeca 19 7.4-Auscultacao 11 4.3 Torax Anterior 38 20 CORACAO E SISTEMA VASCULAR 39 20.5.Preparo do Equipamento 13 4.3.3.4 Sopros 41 21 SISTEMA VASCULAR 41 21.1 Coracao 39 20.1 Arterias Carotidas 42 21.1.MOVIMENTOS EXTRA-OCULARES 23 9.1.Orelhas 27 11.2. Cabelo e Couro Cabeludo 17 6.4.Preparo do ambiente 13 4.Nariz e Seios Nasais 30 14.Unhas 18 7.ACUIDADE AUDITIVA 29 13.2.1 Inspecao e palpacao 40 20.CABECA E PESCOCO 19 7.PREPARO PARA O EXAME 14 5.Acuidade visual 20 7. 32 17.AVALIACAO DAS ESTRUTURAS EXTERNAS 24 10.EXAME OFTALMOSCOPICO 26 10.Nodulos Linfaticos 34 18.

Constituem preliminares para um adequado exame fisico geral os seguintes elementos: Local adequado Iluminacao adequada Posicao do paciente. 3 Sistematizacao . o qual podera estar deitado.2 Verificacao em Criancas 63 27.2 Ascultacao 48 23.4 Diretrizes para Medicao da Temperatura 54 26 RESPIRACAO 56 26. dependendo de suas condicoes e do que se ira investigar.1 Preparo do Paciente 49 24. Dispor de instrumentos e aparelhos rotineiros.1. comeca.1 Mamas Femininas 46 22. o que sera feito sem ofender o pudor do paciente. 2 Semiotecnica O exame fisico geral e realizado pela inspecao e palpacao. A parte a ser examinada deve ser descoberto.1 Avaliacao dos Movimentos Respiratorios de um Paciente 57 26.4 Verificacao da Pressao Arterial nas Extremidades Inferiores 64 1 Introducao Terminada a anaminese. aspecto incomum da pele.2 Genitalia Externa 50 25 SINAIS VITAIS 52 25. sentado ou mesmo de pe.4 Verificacao da Pressao Sanguinea 62 27. O exame fisico pode ser dividido em duas partes: 1) constitui o que se costuma designar de exame fisico geral.2 Frequencia 58 26.1 Inspecao 46 22.1.3 Medicao da Temperatura Corporea 54 25.1 Temperatura Corporea 52 25. passa-se ao exame fisico.21.4.1.3 Palpacao 64 27.3 Exame de veias e Arterias Perifericas 42 22 MAMAS 46 22.2 Palpacao 46 22.3 Percussao 48 23.4. O medico.3 Equipamento para Medicao da Pressao Sanguinea 62 27.1 Auscultacao 63 27. movimentos involuntarios e posicao anormal no leito sao notados num relance).4 Palpacao 49 24 GENITALIA FEMININA E RETO 49 24.4 Ritmo 58 26.1 Fatores que Alteram a Temperatura Corporea 52 25.4.1. havendo varias manobras baseadas nestes procedimentos fundamentais que irao sendo descritas nos momentos oportunos.4.2 Variacoes na Pressao Sanguinea 61 27.2 Febre 53 25.2 Mamas Masculinas 47 23 ABDOMEN 47 23.1 Fisiologia da Pressao Sanguinea Arterial 60 27.1.1. somatoscopio ou ectoscopio. cuja percepcao foi agucada pela experiencia. o exame fisico tao logo avista o paciente (obesidade.3 Amplitude 58 26.1 Inspecao 48 23. grandes deformidades. consciente ou inconscientemente. 2) corresponde ao exame dos diferentes sistemas e aparelhos que tem metodologia propria.5 Alteracoes na Respiracao 59 27 PRESSAO ARTERIAL 60 27.

intensifica-se a pressao para examinar as condicoes dos orgaos. Os achados resultantes de uma inspecao assim realizada.O examinador pressiona a regiao aproximadamente 2. 4 Metodos de avaliacao fisica. poderao levantar questoes que exijam um exame mais profundo. Para o paciente e importante estar relaxado e em posicao confortavel. Cada area deve ser inspecionada quanto ao tamanho. 4. assim como as variacoes de normalidade de um paciente em particular. a palpacao e utilizada para o exame de todas as partes acessiveis do corpo. posteriormente. Se possivel.1 Inspecao O profissional inspeciona ou examina visualmente o paciente para detectar sinais fisicos. Em primeiro lugar ele aprende a reconhecer as caracteristicas fisicas normais.A tensao muscular de um paciente durante a palpacao impede que o examinador utilize habilidade de modo eficiente. A extensao dos achados dependera de o profissional utilizar uma abordagem metodica. posicao e anormalidades. Iluminacao adequada a exposicao total da parte do corpo para exame sao fatores essenciais para uma boa inspecao. A palpacao profunda pode ser executada com uma das maos ou .2 Palpacao A avaliacao adicional das partes do corpo e realizada pelo sentido do tato. cada area inspecionada deve ser comparada com a mesma area no lado oposto do corpo. assim sendo. Para inspecionar as cavidades do corpo. tais como os do abdomen.Quaisquer areas sensiveis localizadas serao. simetria. aparencia. 4. A palpacao e frequentemente utilizada durante ou apos a inspecao.Apos a aplicacao da palpacao suave. coloracao. As maos podem medir delicada e sensitivamente sinais fisicos especificos.5 cm e neste trabalho o cuidado e regra geral. O profissional que faz uma investigacao minuciosa durante uma inspecao obtera muitas informacoes sobre o paciente. E necessaria muita experiencia para reconhecer as variacoes normais entre os pacientes. As areas mais delicadas sao examinadas por ultimo. temperatura e percepcao de movimentos. O profissional utiliza diferentes partes da mao para detectar caracteristicas como textura. certificando-se de que todas as areas sejam inspecionadas completamente. para entao passar a distinguir aquilo que foge da normalidade. examinadas mais detalhadamente.Sugerimos que seja obedecida esta sequencia: Avaliacao do estado geral Facies Atitude e decubito preferido no leito Atitude na posicao de pe ou postura Movimentos involuntarios Biotipo ou tipo morfologico Altura e outras medidas antropometricas Peso Desenvolvimento fisico Temperatura corporal Febre Pele Mucosas Tecido celular subcutaneo e paniculo adiposo Musculatura Veias superficiais Circulacao colateral Edema Enfisema subcutaneo Avaliacao do estado de nutricao Avaliacao do estado de hidratacao Fala e linguagem Marcha Avaliacao do nivel de consciencia. uma fonte adicional de iluminacao e necessaria. A qualidade dessa inspecao dependera da disposicao do profissional em gastar o tempo necessario a um exame completo. O profissional coloca sua mao sobre a area a ser examinada e aprofunda cerca de 1cm.

o profissional pode reconhece-los e desconsidera-los durante um exame real. se o plessometro estiver folgado ou se a palma da mao estiver em contato com a superficie do corpo. As quatro caracteristicas de um som sao a frequencia ou altura. enquanto a outra mao (mao ativa) aplica a pressao para a mao sensitiva. 4. Ao produzir deliberadamente esses sons. mantendo o antebraco estacionario. A percussao produz cinco tipos de som: timpanico. Essa vibracao e transmitida atraves dos tecidos do corpo e a natureza do som vai depender da densidade do tecido subjacente. A mao que fica por baixo nao exerce pressao diretamente e assim retem a sensibilidade necessaria para detectar as caracteristicas do orgao que esta sendo examinado. Um golpe rapido e suave normalmente produz o som mais claro. altura. hiper-ressonancia. A mesma forca deve ser aplicada a cada regiao a ser examinada de modo a permitir uma comparacao precisa de sons. o estudante precisa se familiarizar com os sons normais gerados pelos orgaos internos (por exemplo. Em primeiro lugar. O profissional nao deve utilizar a palpacao sem ter antes considerado cuidadosamente o paciente e suas condicoes. A localizacao. O punho deve estar relaxado para conduzir adequadamente o golpe. Os sons auscultados sao geralmente descritos como altos ou suaves. 4. o som sera abafado ou suavizado. Sera muito util praticar esse metodo utilizando o equipamento em um colega. tipicamente. o profissional sera capaz de localizar orgaos ou massas. resultando em um ruido intenso. A qualidade e utilizada para distinguir sons de frequencia e sonoridade semelhantes. embora a maioria deles so possa ser detectada atraves de um estetoscopio. Neste ultimo caso. duracao e qualidade. Atraves do conhecimento de como as varias densidades influem nos sons. qualidade e duracao. Os sons anormais poderao ser reconhecidos depois que o estudante aprender as variacoes sonoras normais. O examinador utiliza um golpe rapido e curto com o dedo plessor. A sonoridade e a amplitude da onda sonora produzida por um objeto em vibracao. a ponta do dedo medio da mao dominante (chamado de plessor) golpeia a base da articulacao distal do plessometro. intensidade ou sonoridade. Quando o examinador golpeia a superficie do corpo com um dos dedos. . uma das maos (chamada a mao sensitiva) fica relaxada e colocada sobre a pele do paciente. produzira uma vibracao e um som. O profissional tera mais sucesso na execucao da auscultacao. Termos como sopro. Quanto maior a frequencia. Um grande numero de sons estranhos gerados pelo movimento do tubo de borracha ou do conjunto receptor do torax vao interferir na auscultacao dos sons dos orgaos. Alguns sons podem ser percebidos com a orelha sem equipamento. Uma onda de energia sonora elevada produzira altas amplitudes. resultantes de fontes diferentes.Ele deve considerar a area do corpo a ser examinada e o motivo do uso da palpacao. Este metodo tambem ajuda a verificar anormalidades avaliadas atraves da palpacao e da auscultacao. de mapear seus limites e de determinar seu tamanho. as bulhas cardiacas ou o murmurio vesicular nos pulmoes). Se o golpe nao for curto. surdo e grave. um bom estetoscopio e o conhecimento sobre como utilizar esse equipamento adequadamente. tamanho e densidade de uma estrutura subjacente sao determinados atraves da percussao. A percussao indireta e executada colocando-se o dedo medio da mao nao dominante do examinador (chamado de plessometro) firmemente contra a superficie do corpo. ressonancia. tais como liquido dentro de um orgao ou cavidade do corpo. maior sera a altura de um som e vice-versa. Um profissional precisa ficar familiarizado com o estetoscopio antes de tentar utiliza-lo em um paciente. alem de ser realmente habil para discriminar e interpretar o significado do que esta sendo percebido no exame. Cada som e tipicamente produzido por certos tipos de tecidos subjacentes. Utilizam-se.ambas(bimanualmente). o profissional precisa Ter boa acuidade auditiva. A percussao direta envolve um processo de golpeamento da superficie do corpo diretamente com os dedos. um ou dois dedos. Para se tornar suficientemente habil em auscultacao. impedindo a transmissao para as estruturas subjacentes. Mantendo a palma e/ou outros dedos afastados da pele. Cada um desses sons e avaliado por sua intensidade.4 Auscultacao A auscultacao e o processo de ouvir os sons gerados nos varios orgaos do corpo para identificar variacoes do normal. se conhecer os tipos de sons provenientes de cada estrutura do corpo e localizacao das areas onde esses sons podem ser mais facilmente percebidos.3 Percussao Esta habilidade requer maior pericia. Um som anormal sugere a presenca de massa ou substancia. A frequencia de uma vibracao e o numero de ciclos de ondas gerados por segundo pelo objeto em vibracao.

a cabeceira da mesma podera ser levantada cerca de 30 grau. O examinador deve se certificar de que o paciente esta confortavelmente acomodado. A duracao de um som pode ser curta. Uma porta ou uma cortina para garantir privacidade. O examinador deve se certificar de que o paciente permanece aquecido. 4. 4. Pode-se tambem fornecer ao paciente um pequeno travesseiro. de modo que o profissional possa conduzir sem dificuldades e com o minimo possivel de interrupcoes.5. ao examinador o paciente no leito. tanto o equipamento a ser utilizado como as maos do examinador deverao estar aquecidos. 4. . controlando a temperatura da sala e providenciar cobertores adequados. quando o paciente esta em posicao de supinacao.5. 5 Preparo para o Exame Em nenhum momento deve se conduzir qualquer parte de um exame fisico ao acaso. O paciente devera estar devidamente preparado tanto fisica quanto psicologicamente. de modo que o profissional possa conduzir o exame sem dificuldades e com o minimo possivel de interrupcoes.4 Preparo fisico do paciente O conforto fisico do paciente e vital para o exito do exame. Calor adequado ao conforto do paciente. para isto evitando correntes de ar. Camadas de tecidos moles abafam a duracao de sons provenientes dos orgaos internos profundos. 5. ou ate mesmo o uso de divisorias. Eliminar todas as fontes de ruidos estranhos e tomar os devidos cuidados para evitar interrupcoes por parte da equipe de saude durante o exame. media ou longa. de modo a facilitar o acesso as partes do corpo que estao sendo examinadas. Uma mesa ou uma cama forrada e confortavel.1 Preparo para o exame O paciente devera estar devidamente preparado tanto fisica quanto psicologicamente. Se possivel. da genitalia e do reto. a area deve ter: Facil acesso a um banheiro.2 Preparo do ambiente O ambiente devera ser adequado p/ o exame em local privado e com todo equipamento necessario e disponivel. o profissional podera eleva-lo.5. O ambiente devera ser adequado para o exame e todo o equipamento necessario devera estar disponivel.5. o examinador deve perguntar se o paciente que utilizar o banheiro. ele devera sentar-se ou deitar-se na mesa de exames com o lencol sobre o colo ou tronco inferior. O profissional devera eliminar todas as fontes de ruidos estranhos e tomar os devidos cuidados para evitar interrupcoes por parte da equipe de saude durante o exame. e tambem importante que o profissional esteja familiarizado com a natureza e significado dos odores do corpo 4. Iluminacao apropriada.5 Olfato Enquanto realiza a avaliacao fisica. O preparo inadequado pode facilmente resultar em achados incompletos e incorretos. Um som tambem varia quanto a duracao ou extensao de acordo com o numero de vibracoes continuas. A bexiga e os intestinos vazios facilitarao o exame do abdomen. Antes de dar inicio ao processo. Esta e tambem uma boa ocasiao para a coleta de urina e fezes.Independentemente do local. Durante partes do exame. Todo o equipamento deve ser verificado quanto ao funcionamento adequado.3 Preparo do Equipamento O profissional deve ter todo o equipamento necessario pronto e disponivel antes de iniciar o procedimento. O preparo fisico tambem inclui verificar se o paciente esta adequadamente vestido e coberto. Espaco suficiente para a movimentacao de cada lado do paciente.assovio ou crepitacoes descrevem a qualidade do som. 4. Apos o paciente ter tirado a roupa e vestido a camisola. Essas vibracoes podem ser diminuidas ou abafadas pela resistencia do atrito. Deve-se proporcionar o ele privacidade e tempo suficiente para se despir.1 Preparo do Ambiente Os pacientes podem ser examinados em uma sala especial ou no quarto.

Dois metodos de avaliacao fisica.O exame comeca com a inspecao da coloracao da pele. A temperatura da pele e mais corretamente avaliada palpando-se a pele com o dorso da mao. regula sua temperatura e age como orgao sensorial para a dor. odor. Lencol de papel ou de tecido. alteracoes no tegumento e a regulagem da temperatura corporea. com a ponta dos dedos segurar e soltar uma dobra de pele do dorso da mao ou antebraco do paciente.O paciente com turgor insatisfatorio nao apresenta capacidade rapida de recuperacao ao desgaste normal da pele. couro cabeludo e unhas. Aquilo que parece estar fino e umido pode ser na realidade espesso e oleoso. Se possivel tanto o equipamento a ser utilizado como as maos do examinador deverao estar aquecidos. quantidade e consistencia. O profissional deve inicialmente observar todas as superficies da pele e avalia-la gradualmente enquanto sao examinados outros sistemas do corpo. alteracoes localizadas podem ser encontradas como resultado de traumas ou lesoes. Para um exame basico. Balanca. o profissional deve ter todo o equipamento necessario pronto e disponivel antes de iniciar o procedimento. A coloracao da pele varia de pessoa para pessoa e tambem conforme a regiao do corpo.Pele excessivamente seca pode indicar desidratacao ou uso de quantidades excessivas de sabao durante o banho. deve-se.1 Pele. Instrumento para exame de garganta. umidade.2 Preparo do Equipamento Nenhum paciente gosta que o exame se prolongue alem do tempo necessario. Termometro. Estetoscopio.A textura normalmente nao e uniforme em todo o corpo. Um container para receber itens sujos. varia. Esfigmomanometro.Instalacoes para lavagem das maos. E fundamental que a regiao da pele em exame esteja absolutamente iluminada durante o processo. a pele se eleva facilmente e ao ser liberada volta imediatamente a posicao de repouso. Para avaliacao do tugor (elasticidade da pele) da pele o examinador devera.Se houver quaisquer lesoes com drenagem liquida. 5. cabelos. observar a coloracao. temperatura e toque. textura e turgor. A hidratacao da pele e das membranas mucosas ajuda a revelar a concentracao liquida do corpo. ha necessidade dos seguintes materiais: Luvas. do marfim ao marrom escuro.A avaliacao da temperatura da pele e basica.Deve-se observar cuidadosamente a presenca de edemas ou quaisquer lesoes. Balcao ou superficie limpa para colocar o equipamento. 6. Avental para o paciente.A avaliacao do sistema tegumentar inclui a pele. quanto a tonalidade. Cabelo e Couro Cabeludo. sempre que o paciente tiver risco de apresentar interrupcao de circulacao. Diapasao e relogio de pulso com marcador de segundos. A pigmentacao da pele normal.A transpiracao revela a tentativa do organismo em promover a perda de calor. Em condicoes normais. Formulario e caneta.As pontas dos dedos sao utilizadas para sentir a umidade da pele. temperatura. grosso e abundante facilmente . Abaixador de lingua. a inspecao e a palpacao.Ele utiliza os achados da avaliacao para determinar os tipos de medidas de higiene necessarios para a manutencao da integridade do tegumento. Uma diminuicao no tugor predispoe o paciente a fissuras cutaneas. sao utilizados para medir a funcao e integridade do tegumento. 6 Tegumento A pele ou tegumento fornece a protecao externa do corpo. Ha dois tipos de pelos cobrindo o corpo: o terminal (cabelo longo.O profissional deve aprender a direcionar a inspecao para as regioes de pigmentacao anormal e para os locais onde as anormalidades sao mais facilmente identificadas. O profissional deve determinar se a pele do paciente e lisa ou enrugada por meio de suaves batidas aplicadas com as pontas dos dedos. Todo o equipamento deve ser verificado quanto ao funcionamento adequado. ela pode ser a mesma em todo o corpo ou pode variar em uma regiao especifica. Alem sendo.

textura e lubrificacao dos peles. em avaliar a distribuicao. localizadas no foliculo capilar. porem.Alem disso. O cranio e geralmente arredondado. executadas simultaneamente. olhos. o profissional devera estar familiarizado com a distribuicao normal dos pelos em homens e mulheres.A coloracao das unhas e um bom indicador da oxigenacao sanguinea do corpo. espessura.Verrugas no couro cabeludo podem indicar caspa ou psoriase.A cianose provoca uma aparencia azulada na base da unha. com frequencia.As unhas devem ser inspecionadas quanto a coloracao. fotofobia (sensibilidade a luz). Para a avaliacao da cabeca e pescoco utilizam-se os metodos de inspecao. O profissional precisa ter boa compreensao de cada area anatomica e de sua respectiva funcao fisiologica normal. pode ser alterado por doenca sistemica ou lesoes diretas. uma cabeca muito grande pode ser resultado de anomalias congenitas ou acumulo de liquido cerebroespinhal nos ventriculos (hidrocefalia). incluindo dor.Falha nesse mecanismo de retorno indica de imediato ocorrencia de insuficiencia circulatoria. entretanto deve voltar imediatamente apos a liberacao da pressao.Em condicoes normais. Para uma avaliacao correta. queimacao. com o polegar. sendo que inspecao e palpacao sao. O profissional deve se preocupar. embacamento de visao e aureolas ao redor de focos de luz. logo liberada. devera inspeciona-los para verificar a presenca de pediculoses (piolhos) e outros parasitas. forma e contornos. 7 Cabeca e pescoco Um exame da cabeca e do pescoco funciona como revisao da integridade das estruturas anatomicas. O couro cabeludo e inspecionado quanto ao contorno e a presenca de lesoes. E importante que o profissional ensine ao paciente os sintomas mais comuns de disturbios oculares. 7. O cabelo e normalmente lubrificado pelo oleo das glandulas sebaceas. diplopia (visao dupla). espessura. Apos essa idade. convexas.2 Unhas As unhas tambem refletem o estado geral de saude de um individuo. axilas e regias pubica) e a penugem (pelos pequenos. o profissional aperta suavemente o dedo do paciente e observa a coloracao da base da unha.Unhas finas podem ser indicativas de doencas nutricionais. Qualquer lesao deve ser avaliada utilizando-se as mesmas diretrizes ja descritas na parte relativa as lesoes de pele. lacrimejamento em excesso. glandula tireoide e traqueia). com a base rosada e as pontas claras e translucidas. 6. com proeminencias na regiao frontal anteriormente na area occipital posteriormente. Em criancas.2 Olhos Um bom programa preventivo de saude exige que os pacientes com menos de 40 anos de idade facam um exame completo de visao a cada tres ou cinco anos. uma pigmentacao negra ou marrom existe normalmente entre a unha e a raiz. as unhas crescem em ritmo constante. orelhas. inicialmente. . lisas. a coloracao rosada. Para a palpacao. o exame devera ser feito a cada dois anos particularmente com o objetivo de pesquisa para a existencia de glaucoma.Enquanto existe a pressao.visivel no couro cabeludo. esse crescimento.alteracoes no formato e curvatura das unhas sao indicativas de doenca sistemica. palpacao e auscultacao. formato e curvatura. As deformidades cranianas locais sao tipicamente provocadas por traumas. que inclui a cabeca.Normalmente. nariz. palidez transparente e resultado de anemia.Podem ocorrer alteracoes na textura. As arterias carotidas tambem podem ser avaliadas durante o exame das arterias. espessura e lubrificacao do couro cabeludo. faringe e pescoco (linfonodos.A palpacao das unhas avalia a adequacao da circulacao ou do suprimento capilar. por exemplo. aplica uma pressao firme e moderada na base da unha.Alguns disturbios nas funcoes do corpo como. a base da unha fica esbranquicada ou palida. prurido.1 Cabeca O profissional deve inspecionar a cabeca do paciente observando tamanho. com excecao da palma das maos e dos pes). A constelacao prematura de doencas oculares e de vital importancia. Os adultos podem apresentar cabeca com dimensoes maiores devido a secrecao excessiva do hormonio de crescimento (acromegalia). febre. as unhas sao transparentes. A separacao cuidadosa dos fios de cabelo em varios locais permite que o profissional tenha uma visao completa do couro cabeludo. boca.A seguir.Em pacientes de raca negra. oscilacoes. delicados e suaves que cobrem todo o corpo. arterias carotidas. de modo rapido. podem resultar em perda de cabelo. 7. Caso sejam encontradas massas ou escoriacoes pergunta-se ao paciente se ele sofreu algum trauma na cabeca.

do campo de visao. A visao normal e 20/20. ele observa a posicao e o alinhamento dos olhos. diretamente em frente ao paciente. Para uma avaliacao mais exata da acuidade visual. ainda. o examinador move o dedo vagarosamente e suavemente. O procedimento e repetido para cada campo visual. O denominador e a distancia a partir da qual o olho normal pode ler a tabela. a posicao da palpebra superior em relacao a iris e a presenca de movimentos anormais como. todos os objetos na periferia podem normalmente ser visualizados. ele segue o movimento do dedo do examinador atraves dos oito olhares cardeais. A forma mais facil de iniciar a avaliacao da acuidade visual de um paciente e pedir a ele que leia qualquer material impresso disponivel. para a esquerda. 7. nistagmo. O dedo do examinador fica dentro do campo normal de visao. A medida que ele olha em cada uma dessas direcoes. o profissional fica de pe. 9 Avaliacao das estruturas externas. um valor de 20/200 significa que o paciente. Se o profissional perceber o dedo antes do paciente. permanecendo a uma distancia de 20 pes (aproximadamente 6m). Posiciona-se o paciente a uma distancia de 6m da tabela e pede-se a ele que tente a menor linha impressa possivel por tres vezes: uma com ambos os olhos. A tabela de Snellen tem numeros padronizados ao final de cada linha impressa. Para a avaliacao dos campos visuais. menor sera a acuidade visual desse paciente. o profissional coloca o paciente em pe ou sentado a uma distancia de 60cm. O profissional pode provocar esta oscilacao em um paciente com movimentos normais dos olhos. a palpebra superior so cobre discretamente a iris. Em primeiro lugar. Deve haver iluminacao adequada. Disturbios no movimento ocular refletem lesoes locais nos musculos e estruturas de suporte do olho ou. Este olha para a direita. depois com cada olho em separado. Se os olhos . para esquerda e para direita. utiliza-se a tabela ocular de Snellen. O profissional observa entao o movimento paralelo do olho. O profissional deve saber se o paciente e alfabetizado e pode ler. O paciente nao devera mover ou virar a cabeca. isso revela que uma parte do campo de visao do paciente esta reduzida.4 Campo visual. O enfermeiro move um dedo para fora do campo de visao e o traz de volta vagarosamente. 7. enquanto o olho oposto e coberto com um cartao opaco. Ele fecha seu olho oposto de modo que o campo de visao fique sobreposto ao campo de visao do paciente. O numerador e o numero 20 ou a distancia padrao do paciente em relacao a tabela. Um paciente com qualquer prejuizo da visao necessitara da ajuda do profissional na execucao de atividades cotidianas. para baixo e diagonalmente para cima e para baixo.O exame de olho inclui a avaliacao da acuidade visual. que e uma pequena oscilacao ritmica dos olhos.3 Acuidade visual. e entao pergunta ao paciente quando ele ve o dedo se aproximar. dos movimentos extraoculares e de suas estruturas interna e externa. Estes sao normalmente paralelo um ao outro. a menos que estes tenham sido prescritos para leitura. O paciente devera usar o oculos. O movimento de cada olho e dirigido por um conjunto de seis pequenos musculos. Para inspecionar a posicao e o alinhamento dos olhos. podera ler uma linha que uma pessoa com visao normal pode ler a 200 pes de distancia (aproximadamente 60m). Quando uma pessoa olha para frente. Quando o paciente olha para frente diretamente para o profissional. 8 Movimentos extra-oculares. a exoftalmia. estes devem ser mantidos durante a leitura. O paciente fecha ou cobre suavemente o olho e olha nos olhos do profissional que esta em posicao diretamente oposta. Os olhos se movem em paralelo um ao outro. O dedo e mantido a uma distancia confortavel (15 a 30 cm) do paciente. por exemplo. ao nivel dos olhos do examinador. A saliencia dos olhos. simplesmente fazendo com que ele olhe o mais longe possivel a esquerda ou a direita. ao nivel dos olhos e pede a ele que olhe para seu rosto. a existencia de um disturbio dos nervos cranianos que inervam estes musculos. para cima. Quando os olhos se movem em cada direcao do olhar. Quanto maior o denominador. em cada direcao do olhar. Por exemplo. e normalmente provocada por um disturbio da tireoide. Se o paciente normalmente usa oculos.

as palpebras nao cobrem a pupila e a esclerotica nao pode ser visualizada acima da iris. Os reflexos pupilares incluem reacoes a luz e acomodacao e deverao ser testados em uma sala suavemente escurecida. A conjuntiva bulbar cobre a superficie exposta do globo ocular ate o limite superior da cornea. As lagrimas escorrem da glandula pela superficie do olho ate o ducto lacrimal. bloqueando o fluxo lacrimal. A coloracao da conjuntiva e a presenca de edema devem ser observadas. Coloca-se um cotonete com a extremidade a 1cm acima da palpebra. alem da presenca de desconforto ou drenagem. Pode-se tambem observar a existencia de posicionamento irregular das palpebras e uma lesao neste local pode provocar uma irritacao na membrana conjuntiva. e estrabismo. Quando os olhos estao em posicao normal. Uma leve palpacao desse ducto na palpebra inferior. Insuficiencia renal e cardiaca ou alergias podem provocar a formacao de edema das palpebras. A queda anormal da palpebra sobre a pupila e chamada de ptose. uma condicao que envolve alteracoes neuromusculares ou um defeito hereditario na posicao do olho. Essa glandula pode ser num local de aparecimento de tumores ou infeccoes. havera uma falsa reacao a acomodacao. Assim a regiao da glandula deve ser inspecionada quanto a presenca de edema ou hiperemia e palpada suavemente para a verificacao da sensibilidade. Utiliza-se uma tecnica especial para a inspecao da conjuntiva da palpebra superior. O profissional deve observar as pupilas quanto ao formato. A palpebra voltara a sua posicao normal. A palpebra inferior e pressionada suavemente com o polegar colocado contra a orbita e o paciente e solicitado a olhar para cima. tamanho. Qualquer anormalidade que exista no caminho desde a retina. Em condicoes normais essa glandula nao e percebida. Quando o paciente estiver olhando diretamente para frente o examinador trara a lanterna a partir do campo lateral ao rosto do paciente. Hiperemia palpebral indica inflamacao ou infeccao da regiao. Ao se direcionar um foco de luz atraves da pupila e na retina. Normalmente. Apreensao suave dos cilios superiores mantem a palpebra evertida. As sobrancelhas sao frequentemente afetadas por uma forma de seborreia. Para que a exposicao seja adequada as palpebras deverao estar retraidas sem que se faca pressao sobre o globo ocular. por dentro da borda orbital. A superficie anterior do olho. O ducto nasolacrimal pode ficar obstruido. Estas sao geralmente arredondadas e iguais em tamanho. estas devem ser inspecionadas quanto a suas caracteristicas tipicas. As palpebras tambem deverao ser inspecionadas quanto a coloracao. Geralmente o proprio paciente pode pressionar a palpebra para facilitar o trabalho do examinador. acomodacao e reacao a luz. Pupilas dilatadas ou contraidas podem ser o resultado de disturbios neurologicos ou efeitos de medicamentos oculares. composta da cornea sensitiva e da conjuntiva. Elas sao normalmente simetricas. as palpebras tem a mesma cor da pele do paciente. podera provocar a regurgitacao das lagrimas. A esclerotica pode ser vista sob a conjuntiva bulbar e apresenta uma coloracao de porcelana branca. Pede-se ao paciente para olhar para baixo e relaxar os olhos e evitar qualquer movimento subito. A . localizado no canto nasal ou canto interno do olho. Se o paciente nao for capaz de mover as sobrancelhas. deve-se suspeitar da ocorrencia de paralisia do nervo facial. os cilios sao suavemente puxados para frente e pede-se ao paciente que olhe para cima. dificultando o exame. O profissional puxa a palpebra superior para baixo fazendo a reversao. uniformidade. pergunta-se ao paciente se ele apresenta irritacao cronica do olho. Uma conjuntiva palida e resultado de anemia. cujas particulas penetram nas palpebras. Se for observada a presenca de pele descamativa ao redor das sobrancelhas. esta anomalia e provocada por edema ou lesao do terceiro nervo craniano. enquanto uma aparencia bastante avermelhada e sinal de inflamacao. Esta glandula esta localizada na parede superior externa da regiao anterior da orbita. dirigindo o foco de luz diretamente para a pupila. edemas e a eventual presenca de lesoes. provocando irritacao. Se o paciente olhar para a luz. A perda ou ausencia de pelos indica disturbios hormonais. estimula-se o terceiro nervo craniano que enerva os musculos da iris provocando uma constricao. A iris ao redor da pupila deve ser inspecionada para verificar a existencia de defeitos ao longo de suas margens. Muitos pacientes comecam a piscar. e atraves dos nervos ate a iris provocara alteracao na habilidade das pupilas em reagir a luz. Essa conjuntiva e normalmente transparente permitindo que o examinador observe os delgados vasos sanguineos subjacentes que lhe dao uma coloracao rosada.assumem posicoes cruzadas ou dirigidos para diferentes direcoes. e umedecida ou lubrificada pelas lagrimas produzidas pela glandula lacrimal. impedindo-as de se fecharem. Apos a inspecao. A conjuntiva da palpebra e a membrana delicada que contorna as palpebras. Caso existam lesoes. As sobrancelhas sao inspecionadas quanto a quantidade de pelos e movimentos. A palpebra superior e suavemente segura e os cilios sao puxados para baixo e para frente. O profissional deve verificar a existencia de lacrimejamento excessivo ou edema no canto interno.

As estruturas mais profundas da orelha media e externa so pode ser observadas com o uso de um otoscopio. presenca de lesoes da retina e aparencia da macula e da fovea. arterias em vermelho-vivo e veias em vermelho-escuro. o profissional deve aprender a utilizar um oftalmoscopico. 10. para retificar o conduto auditivo. dois discos ou mostradores e um orificio de observacao. O oftalmoscopico compoe-se de um tubo movido a pilha provido de uma fonte de luz. para prevenir quaisquer lesoes do conduto auditivo e da membrana timpanica. palpar as estruturas externas e avaliar a acuidade auditiva do paciente. Se o paciente manifestar dor ou se o ouvido tiver o aspecto de inflamacao. observam-se os seguintes aspectos: um disco do nervo optico claro e amarelado. as estruturas internas serao melhor focalizadas. deve ser usado o maior especulo que puder ser confortavelmente adaptado ao conduto auditivo. Durante a avaliacao. com as pernas seguras entre os joelhos dos pais. Em condicoes normais. Orelhas de implantacao baixa sao um sinal de anormalidade congenita. Visando a inspecao completa das estruturas internas do olho. O examinador inspeciona a regiao quanto ao tamanho. O profissional insere o especulo. 12 Conduto auditivo e membrana timpanica. Normalmente ficam nivelados um em relacao ao outro. enquanto os discos ajustam as lentes do equipamento. Os especulos estao disponiveis em diferentes tamanhos para se adaptarem ao tamanho do conduto auditivo dos pacientes. Um especulo auditivo especial e acoplado ao tubo de bateria do oftalmoscopio. Os bebes devem ficar em posicao de supinacao. 11 Pavilhao auricular. o disco do nervo optico. com a cabeca voltada para um lado. Este e solicitado a olhar para o dedo e em seguida para a parede mais distante. em relacao ao tamanho. prurido. O profissional examina a localizacao dos pavilhoes. Nos bebes. Para a insercao correta do especulo. pra tras e para cima. integridade dos vasos.1 Orelhas O profissional deve inspecionar as estruturas da orelha media e externa. o pavilhao auricular e tracionado para tras e para baixo e em criancas maiores. a macula avascular. Esta habilidade exige muita pratica e geralmente so e desenvolvida por especialistas em enfermagem ou clinicos.pupila iluminada diretamente se contrai. a fovea central e os vasos da retina. Uma secrecao amarelada ou esverdeada e um sinal de infeccao. uma razao de 3:2 de veias para arterias. o examinador devera verificar a existencia de corpos estranhos na abertura do conduto auditivo. O profissional deve observar a rapidez do reflexo. Cada sintoma ajuda a determinar a natureza do problema do paciente. Girando as lentes. tinido (zumbido) ou alteracoes na capacidade de audicao. 10 Exame oftalmoscopico. secrecao. Para o sucesso do exame e muito importante que o profissional esteja relaxado e com os olhos abertos ao olhar atraves do aparelho. Criancas maiores poderao ficar sentadas no colo dos pais. Antes de inserir o especulo. o pavilhao e tracionado e pressiona-se o trago. Para melhor visualizacao. O ponto superior de ligacao com a cabeca fica em uma linha reta com o canto lateral do olho. E muito importante que o paciente evite movimentos de cabeca durante o exame. seu tamanho e simetria. Se a dor aumentar com a palpacao. Criancas e bebes precisam ser controlados. esse focaliza a luz na pupila do paciente. a coroide. Em uma sala levemente escurecida. Os mostradores controlam a quantidade de emissao de luz. com o paciente e o examinador sentados. provavelmente esta presente uma infeccao no ouvido externo. . coloracao e claridade do disco optico. o examinador mantem um dedo aproximadamente 10 a 15cm afastado do nariz do paciente. Nos adultos. com os bracos seguros firmemente nas laterais do corpo. retina roseo-avermelhada. provocando uma contracao consensual da pupila oposta. o profissional pede ao paciente que incline a cabeca suavemente sobre o ombro oposto. Para testar a acomodacao. O meato nao deve estar edemaciado ou obstruido. o trabalho e facilitado tracionando-se o pavilhao para cima ou para tras. o profissional deve perguntar ao paciente se ele tem sentido dor. A luz passa atraves da pupila para iluminar o fundo do olho que inclui a retina. As pupilas normalmente se contraem ao olhar para o dedo do examinador e se dilatam ao olhar para a parede. a macula. O pavilhao auricular deve ser suavemente palpado para verificar a presenca de lesoes. O profissional deve examinar mais cuidadosamente a presenca de secrecao na orelha e o tamanho do meato auditivo externo tambem deve ser observado.

sao metodos simples aplicados para ajudar o paciente ao ouvir melhor a conversa. Permanecer em pe. . Se necessario o profissional pode elevar gradualmente a intensidade da voz ate que o paciente possa repetir corretamente os numeros murmurados. uma vez que essas ondas nao sao transmitidas atraves das estruturas das orelhas externas e medias. o nervo auditivo ou o centro auditivo do cerebro. o profissional devera encaminhar o paciente a um medico. corpos estranhos ou secrecao no conduto. o examinador cria uma coluna vibratoria que emite ondas sonoras. Uma perda mista envolve a combinacao dos dois tipos de perda auditiva ja discutidos (conducao e neurossensorial). pois a conducao pelo ar e mais duradoura que aquela efetuada atraves da estrutura ossea. envolve a colocacao do diapasao em vibracao primeiro sobre o osso mastoide. atras da qual se encontra a insercao do martelo. expirar totalmente e murmurar suavemente alguns numeros no ouvido livre. Caso a acuidade auditiva esteja alterada. Um conduto avermelhado indica inflamacao. secrecoes. a luz do otoscopio aparece mais em forma de cone do que de circulo. Ele deve cobrir a boca ou pedir ao paciente para fechar os olhos. consiste em solicitar ao paciente que tape uma das orelhas durante certo tempo com um dos dedos. Sera util saber se a historia de enfermagem do paciente indica alergias. Durante o processo o examinador pergunta ao paciente sobre o modo como o conduto auditivo e normalmente limpo. pois estes dispositivos provocam a sedimentacao do cerume no fundo do conduto auditivo. O umbo fica proximo ao centro da membrana timpanica. Deve-se evitar o uso de cotonetes para a limpeza dos ouvidos. resfriados frequentes ou corrimentos pos-nasal. O uso de um diapasao e um teste mais refinado para a determinacao da natureza de uma perda auditiva. epistaxe (sangramentos nasais). falar com ele em um tom de voz normal e claro e olhar para ele de frente de modo que ele possa ver os labios e o rosto. Em condicoes normais o som pode ser percebido igualmente pelas orelhas. O profissional identifica a presenca de cerume (cera do ouvido) e verifica a existencia de lesoes. O profissional precisa estar familiarizado com as referencias anatomicas mais comuns e sua respectiva aparencia. Move-se o otoscopio vagarosamente para a visualizacao total da membrana timpanica e da sua periferia. obstrucao nasal. Uma perda neurossensorial envolve a orelha interna. Um teste simples de avaliacao de perda auditiva. o examinador coloca o diapasao em frente ao pavilhao auricular. 13. A luz do otoscopio permite a visualizacao da membrana timpanica. 14 Nariz. impedindo a leitura labial.1 Nariz e Seios Nasais Avalia-se a integridade do nariz e dos seios nasais pela inspecao e palpacao. prevenindo-o sobre o perigo da insercao de objetos pontiagudos nessa regiao. o profissional coloca o diapasao em vibracao firmemente contra a area central da testa do paciente pedindo a ele que indique onde o som e percebido. Uma perda auditiva por conducao envolve a interrupcao das ondas sonoras enquanto sao transmitidas da orelha externa para a coclea da orelha interna. no mesmo lado em que a audicao esta intacta. Em condicoes normais. mas a continuidade da transmissao sonora e interrompida em algum ponto alem dos ossiculos. Existem tres tipos de perda auditiva: conducao. Na posicao superior da membrana timpanica encontra-se uma estrutura semelhante a uma saliencia arredondada. O som e conduzido atraves das estruturas das orelhas externa e media. O examinador deve proceder cuidadosamente para assegurar-se da existencia de rupturas ou laceracoes na membrana timpanica. Quando o paciente deixa de ouvir o som. A pele nesse revestimento e muito fina e sensivel a qualquer pequeno trauma. Os pacientes sob maior risco de perda auditiva sao aqueles que trabalham em ambientes nos quais os ruidos sao muito intensos. neurossensorial e mista. 13 Acuidade auditiva. Em virtude do seu posicionamento que fica em angulo afastado ao conduto auditivo. Ele devera tomar todo o cuidado para assegurar uma comunicacao efetiva com o paciente. Para testar a acuidade auditiva do paciente nos ouvidos.cuidando para nao lesar o revestimento do conduto. Batendo-se o diapasao contra a palma da mao. formada por uma pequena protuberancia subjacente do martelo. Um segundo teste. O profissional deve permanecer a uma distancia de aproximadamente 30 cm. Em condicoes normais o paciente voltara a ouvir o som. a membrana timpanica e translucida ou cinza-perolado.

escoriacoes e cistos. presenca de lesoes. Mucosa palida com secrecao transparente e sinal de processo alergico. Este orgao e altamente vascular. 15. Uma infeccao nos seios provoca uma secrecao amarelada ou esverdeada. O exame dos seios nasais e limitado a palpacao. Um especulo nasal e utilizado para uma inspecao mais delicada e para a visualizacao das conchas nasais mais profundas.Enquanto inspeciona o nariz do paciente. O exame da mucosa verifica sua coloracao. Assim. Em condicoes normais a lingua deve possuir coloracao um pouco avermelhada com margens laterais lisas e moveis. edema e evidencia de sangramento. ao nivel dos olhos. Solicita-se ao paciente que remova proteses. retracao. A mucosa nasal e o septo devem ser posteriormente examinados. O paciente devera abrir a boca o maximo possivel. Estas regioes podem ser superficialmente examinadas iluminando-se cada narina com uma lanterna em forma de caneta. 16 Boca. Em condicoes normais a mucosa tem uma cor rosa brilhante. Se o paciente usa proteses qualquer irregularidade ou lesao das gengivas pode provocar desconforto e prejudicar significativamente a mastigacao. deve permanecer na linha media. O paciente deve relaxar a boca e colocar a lingua para fora. Para pacientes com pigmentacao normal. edema. Se existirem edema ou deformidades. As gengivas devem ser examinadas quanto a coloracao. A secrecao resultante de irritacoes nos seios e geralmente transparente e aquoso. 15 Seios nasais. Quando e projetada para fora. caracterizadas por hiperemia e crostas na pele. existencia de massas ou lesoes. A mucosa normal e rosea. De vez em quando. tamanho. tais como ulcera. Uma suave pressao para cima detecta facilmente a sensibilidade e revela a gravidade da irritacao. O paciente deve inclinar a cabeca suavemente para tras oferecendo ao examinador uma visao mais adequada do septo e das conchas nasais. nao completamente. edema e desvios subjacente. textura e presenca de lesoes. Esta e uma boa ocasiao para perguntar se ele sente dor na boca ou gengivas. Em fumantes cronicos e alcoolatras pode-se verificar a presenca de manchas densas e esbranquicadas. umidos. o profissional deve verificar rotineiramente o local para detectar a existencia de escoriacoes das narinas. sangramento e lesoes. O paciente deve erguer a lingua . o nariz deve ser palpado suavemente para verificacao de sensibilidade. Deve-se inspecionar os labios quanto a coloracao. textura.1 Boca e faringe Para proceder a avaliacao da cavidade oral. O examinador deve se posicionar sentado em frente ao paciente. simetricos e lisos. o profissional observa a existencia de assimetrias. hidratacao. Repete-se o processo com labio superior. O dorso da lingua nao deve ser excessivamente liso. Utilizando a lanterna para iluminacao da regiao. lesoes e vasos sanguineos superficiais. Um desvio de septo pode obstruir a respiracao e interferir a passagem de uma sonda nasogastrica. deve-se tomar um cuidado extra ao se examinar esta area que constitui um local comum de origem de lesoes cancerosas orais. O septo e inspecionado quanto a desvios. Para a visualizacao da mucosa oral. hidratacao. A lingua deve ser observada cuidadosamente em todos os lados e assoalho da boca deve ser verificado. sua textura e hidratacao. utiliza-se um afastador. Nos casos de alergias ou infeccao. Quando o paciente esta com a sonda nasogastrica. os labios sao rosados. o profissional se utiliza de uma lanterna em forma de caneta e um afastador de lingua ou uma simples atadura de gaze. A pressao nao deve ser aplicada aos olhos. posicao. Inspeciona-se a mucosa quanto a coloracao. O metodo mais efetivo para avaliacao da sensibilidade e a palpacao externa das areas frontal e maxilar da face. o profissional examina a lingua quanto a coloracao. o profissional visualiza os labios de uma extremidade a outra. inflamacoes ou deformidades. a mucosa oral e um bom local para a verificacao de ictericia ou palidez. se for o caso. contorno e presenca ou nao de lesoes. Para examinar a mucosa oral interna. Em condicoes normais. ou atadura de gaze para retrair os labios. textura. A extremidade anterior do nariz e examinada em primeiro lugar. secrecoes. de modo a permitir que o profissional observe a coloracao da mucosa. o profissional pede ao paciente para abrir a boca levemente e colocar o labio inferior afastado dos dentes. Traumas recentes podem provocar edema e descoloracao. o interior dos seios nasais se torna inflamado e edemaciado. A lanterna ilumina a porcao mais profunda da mucosa. utiliza-se uma luva para a palpacao das lesoes. Quando o paciente abre a boca.

Observada a existencia de massas. consistencia e mobilidade. consistencia e mobilidade. as arterias carotidas. Durante a palpacao. Ambas as estruturas. anterior e posterior. Se houver pressao excessiva. As diferentes estruturas do pescoco devem ser inspecionadas e palpadas. Em condicoes normais. 17 Faringe. Os nodulos linfaticos.para permitir a inspecao adequada. orelhas. Se o afastador de lingua for colocado na porcao posterior. formato e existencia de proeminencias osseas ou defeitos adicionais. verificando a existencia de massas visiveis e a simetria. os nodulos menores escapam ao exame e os palpaveis sao obliterados. Com a ponta dos tres dedos medios de cada mao. Com a ajuda de uma lanterna. Normalmente. Qualquer edema. abre bem a boca e diz a. glandula tiroide e traqueia estao localizados no pescoco. petequias (pequenas hemorragias). na frente e em ambos os lados da traqueia. 18 Glandula Tireoide A glandula tireoide fica na porcao inferior frontal do pescoco. edema massas ou cicatrizes. estas devem ser palpadas para determinar tamanho. Qualquer exsudacao amarelada ou esverdeada indica a presenca de infeccao. veias jugulares. nariz. as estruturas da faringe sao roseas e bem hidratadas. para o exame. a parte posterior da lingua se eleva formando uma protuberancia que impede a visao. Varicosidades podem ser observadas. atras ou ao lado do paciente. A regiao sobre a lingua e tambem um local onde aparecem lesoes cancerosas. Utiliza-se uma abordagem metodica para o exame dos nodulos linfaticos. o profissional palpa suavemente os nodulos. O paciente devera estender a cabeca para tras. Se o afastador for colocado muito para o terco anterior. Estas varicosidades. Pacientes com problemas cronicos nos seios nasais geralmente apresentam uma exsudacao transparente que escorre pela parede posterior da faringe. com cuidado para nao pressionar o labio inferior contra os dentes. Utiliza-se tambem. 17. o reflexo de vomito sera estimulado. Ambos os lados do pescoco devem ser inspecionados e comparados. forma. O exame das estruturas da faringe e executado inicialmente com o objetivo de detectar infeccoes. O paciente abaixa a cabeca suavemente para tras.1 Pescoco Os nodulos linfaticos da cabeca. deverao surgir na area central quando o paciente disser a. O profissional coloca a ponta do afastador de lingua no terco medio da lingua. inervadas pelo decimo nervo craniano (vago). o metodo de ausculta. o profissional examina primeiramente a uvula e o palato mole. Os nodulos linfaticos podem se transformar em locais de formacao de tumores malignos. sensibilidade. O examinador fica em pe. raramente causam problemas. enquanto o profissional observa se essas manobras provocam um . sensibilidade. Os palatos sao examinados quanto a coloracao. 17. em forma de cone. A avaliacao desta glandula e feita pela inspecao e palpacao. Deve-se proceder ao exame com o paciente sentado. o examinador fica em pe. A faringe posterior e a ultima estrutura a ser examinada. em movimentos circulares. mantendo a boca aberta para que o profissional possa examinar os palatos duro e mole. Observada a presenca de nodulos ou cistos o profissional devera palpa-los para verificar o tamanho. para facilitar o acesso a todos os nodulos. Examinam-se os pilares. e inspeciona a area inferior do pescoco que recobre a glandula tireoide. E comum observar-se uma protuberancia ossea ou exostose entre os dois palatos. O pescoco e inspecionado quanto a assimetria. Essa malignidade pode ser caracterizada por um nodulo endurecido. na qual e conectada atraves do istmo da traqueia e une os dois lobulos irregulares. Um paciente com uma garganta tipicamente inflamada apresenta a uvula avermelhada e edematosa. verificando-se a existencia de tecido tonsilar (amigdalas). e os pilares das amigdalas com a possivel presenca de exsudacao amarelada. lesoes ou exsudacao deverao ser registrados. imovel de formacao irregular e geralmente indolor. Ele ergue o queixo e inclina a cabeca para tras. como locais de coleta de drenagem do liquido linfatico e aumentam de tamanho devido a infeccoes sistemicas e localizadas. na frente do paciente. tais nodulos aumentados sao geralmente indolores. para evitar que um simples nodulo ou cadeia passem despercebidos.2 Nodulos Linfaticos Um extenso sistema de nodulos linfaticos recebe a linfa da cabeca. estendendo-se ate a faringe. um nodulo linfatico fica permanentemente aumentado apos uma infeccao grave. O palato duro ou ceu da boca localiza-se na parte anterior e o palato mole fica na parte posterior. O paciente devera estender o pescoco e engolir. bochechas e labios. inflamacoes ou lesoes.

o paciente deve abaixar o queixo e relaxar. e o ponto de partida para a localizacao anterior das costelas. Normalmente os polegares ficam separados de 3 a 5 cm durante a expansao. com o torax apresentando um formato quase redondo.1 Torax Posterior O exame comeca com a inspecao do torax posterior. da clavicula e axilar anterior. O processo espinhoso da 3a vertebra toracica e 4a . o som criado pelas cordas vocais e transmitido atraves dos pulmoes para as paredes toracica. Uma vez identificada esta costela. na juncao entre o manubrio e o corpo do esterno. bilateral e posterior. Na regiao anterior. observa-se o torax como um todo. Se estes orgaos estiverem afetados por qualquer doenca. a glandula nao e visualizada. Em condicoes normais. A expansao toracica e utilizada para determinar a profundidade da respiracao de um paciente. o examinador pode contar para cima para localizar a 3a vertebra toracica e alinha-la com as bordas internas da escapula. Observa-se o formato do torax do paciente.5a e 6a costelas servem. O examinador permanece atras do mesmo e coloca as maos na parte mais baixa da caixa toracica. O torax e palpado para detectar edemas ou massas. Para palpar a glandula. ele se expande e relaxa regularmente com simetria de movimentos. os sinais mais importantes sao as linhas anterior. o examinador devera ter em mente uma imagem da localizacao dos lobulos do pulmao. com os polegares aproximadamente 5 cm afastados apontando no sentido da coluna e os dedos apontados lateralmente. Abordagem posterior para palpacao da glandula tireoide 19 Torax e Pulmao A avaliacao fisica do torax e dos pulmoes deve considerar as funcoes vitais de ventilacao e respiracao desempenhadas pelos pulmoes. A linha vertebral. Palpacao dos nodulos linfaticos cervicais Figura 19. apos a expiracao. Para uma abordagem da regiao posterior. para localizar lateralmente os lobulos pulmonares. o examinador examina as linhas medias do esterno. O angulo de Louis. Estas vibracoes sao chamadas de fremitos tatil ou vocal. o paciente respira fundo e o movimento dos polegares do examinador e observado. 19.abaulamento da glandula. que e delimitada ao longo dos processos espinhosos e a linha escapular que se estende verticalmente ao longo da ponta da escapula. posterior e media da axila. O profissional deve inspecionar tambem o torax posterior para determinar a frequencia e o ritmo respiratorios . Os dois lados do torax devem se expandir de forma simetrica. sao os sinais mais importantes. para registrar os laudos localizados. a ponta ou margem inferior da escapula fica aproximadamente ao nivel da 7a costela. forma-se uma pequena dobra de pele entre os polegares. a oxigenacao reduzida pode provocar alteracoes na agilidade mental de uma pessoa devido a sensibilidade do cerebro a baixos niveis de oxigenio. Pressionando-se os dedos na direcao da coluna. Uma crianca pequena tem a porcao de 1:1. Nas areas laterais. O paciente de estar sentado e com o torax descoberto. Ambos os lados do torax devem ser comparados durante a avaliacao. Por exemplo. outros sistemas do organismo refletirao alteracoes de funcao. O acumulo de secrecoes mucosas. As ondas sonoras criam vibracoes que podem ser palpadas externamente. para poder localizar os lobulos posteriores. o examinador permanece na frente ou atras do paciente. Em condicoes normais. para a identificacao de areas de sensibilidade. colapsos de tecidos . Normalmente o contorno do torax e simetrico e ele e duas vezes mais largo que profundo. O conhecimento da segunda costela a partir desse angulo facilita a localizacao e palpacao dos espacos intercostais em sequencia. Um profissional bem preparado utiliza os dados de todos os sistemas para determinar a natureza das alteracoes pulmonares. para medir a expansao toracica e provocar a fremito tatil. Na regiao posterior. A palpacao do torax posterior avalia caracteristicas adicionais e conforma ou completa os laudos da avaliacao. Contornos anormais sao causados por alteracoes congenitas e posturais. Durante o exame. Durante a fala. Os pulmoes e o torax sao avaliados nas regioes anterior. Os lobulos inferiores projetam-se lateral e anteriormente. Figura 18. A localizacao do posicionamento de cada costela e muito importante para a identificacao de qual lobulo pulmonar esta sendo avaliado. Doencas pulmonares cronicas tambem sao caracterizadas por um torax em forma de tonel. As maos ficam e m paralelo.

3 Torax Anterior Esta regiao e inspecionada observando-se as mesmas caracteristicas da avaliacao do torax posterior. cavernoso. Os alveolos tendem a colapsar mais em areas de pendentes do pulmao. E importante que o examinador imagine a localizacao de todos os orgaos internos acessiveis ao exame na regiao anterior. O figado subjacente. O examinador inicia a avaliacao acima das claviculas e prossegue transversalmente para baixo. essa largura e maior que 90o A frequencia respiratoria e o respectivo ritmo sao mais facilmente avaliados na regiao anterior. Este som e normalmente percebido somente sobre a traqueia. tecidos e celulas do corpo. A respiracao de um paciente do sexo masculino e geralmente diafragmatica . obtem sons macicos das regioes do coracao e do figado e um som timpanico. sons de percussao sao. Observa-se anteriormente. A percussao da parede toracica determina se o tecido subjacente esta cheio de ar . claropulmonares e sons respiratorios. dependendo da regiao pulmonar que esta sendo auscultada. A auscultacao avalia o movimento do ar atraves da arvore formada pela traqueia e bronquios. O pulmao normal apresenta som claro pulmonar. A auscultacao do torax anterior segue o mesmo padrao da percussao. O ar normalmente flui pelas vias aereas em um padrao sem obstrucao. de modo que os lobulos inferiores sao normalmente o primeiro local de ausculta de estertores crepitantes. Ao se executar a auscultacao a procura de sons adventicios. liquido ou solido. O paciente dobra o braco para frente. Os sons normais diferem quanto a natureza. quando necessario. geralmente. Normalmente. Os dois sistemas funcionam conjuntamente para enviar o sangue aos diversos orgaos. A presenca de massa pulmonar produzira um som grave. deve ficar sentado para permitir a expansao total do torax. A medida que o examinador prossegue o exame. enquanto do feminino e mais costal. Solicita-se ao paciente para erguer o braco em linha reta. sensibilidades. devido a presenca do coracao e dos tecidos mamarios na mulher.pulmonares ou a presenca de lesoes pulmonares podem impedir que as vibracoes atinjam a parede toracica. O paciente permanece sentado para garantir a expansao completa do pulmao. Alem dos murmurios broncovesiculares e vesiculares. coracao e estomago criam tons de percussao caracteristicamente diferentes daqueles criados no pulmao. Os resultados obtidos na regiao anterior sao diferentes daqueles encontrados na regiao posterior. a amplitude do angulo costal. O profissional utiliza todos os quatro metodos de avaliacao durante o exame do torax lateral. o examinador simplesmente estende a avaliacao do torax posterior para as laterais do torax. cruzando-os sobre o peito. O profissional ausculta os sons respiratorios normais e anormais ou sons adventicios. Esses sons sao suaves. Os murmurios normalmente percebidos no torax posterior incluem os broncovesiculares e os vesiculares. A expansao nao pode ser avaliada lateralmente. O som dos bronquios e alto e intenso. com a expiracao de maior duracao que a inspiracao. A percussao do torax anterior novamente segue um padrao sistematico. O fremito tatil e novamente notado na parede toracica. Uma alteracao na funcao cardiaca manifesta-se por alteracoes ocorridas . deverao ser observadas. o profissional devera dedicar especial atencao aos lobulos inferiores. O paciente se possivel. O reconhecimento dos sons criados pelo fluxo normal de ar permite ao profissional identificar os sons causados pela obstrucao das vias respiratorias. murmurios vesiculares. Normalmente. 19. Esta posicao permite a separacao da escapula. moderados e baixos e a fase de inspiracao e aproximadamente 3 vezes mais prolongada que a de expiracao. Um examinador podera percutir sobre uma regiao ossea para comparar os sons e certificar-se de estar identificando uma ressonancia. 19. um outro som respiratorio normal pode ser percebido nesta regiao. assim como a ausencia de sons respiratorios. facilitando a melhor exposicao dos pulmoes ao exame. Esta posicao facilita o acesso as estruturas toracicas laterais.2 Torax Lateral O paciente deve permanecer sentado durante o exame desta regiao. A localizacao dos sons. Da bolha gastrica. 20 Coracao e sistema vascular O profissional nao podera avaliar a funcao cardiaca sem antes examinar a integridade do sistema vascular. O examinador deve palpar antes a procura de areas com anormalidades. expansao toracica e fremito tatil. assim como suas caracteristicas especificas. As mamas da paciente sao deslocadas.

especialmente durante a auscultacao das bulhas cardiacas. Uma parte do ventriculo esquerdo forma o lado esquerdo anterior do apice. A superficie do ventriculo direito compreende a maior parte da superficie anterior do orgao. para diminuir a ansiedade do mesmo. atras e a esquerda do esterno. Durante o fluxo sanguineo em cada camara alguns eventos ocorrem: valvulas abrem e fecham as pressoes internas das camaras aumentam e diminuem as camaras se contraem.1. Qualquer falha do coracao quanto ao ritmo de batimento em intervalos sucessivos e regulares constitui uma arritmia. o metodo escolhido devera ser organizado. os sons extracardiacos e os sopros. bombeia o sangue atraves desuas quatro camaras. mais alta que B1. que deve se abster de falar.3 Auscultacao A auscultacao cardiaca e executada para detectar as bulhas cardiacas normais. ao longo da linha hemiclavicular. devido a proximidade do mesmo em relacao a parede toracica. Para a melhor compreensao o profissional precisa conhecer a sincronia em relacao do ciclo cardiaco. Em paciente do sexo feminino sera necessario erguer a mama esquerda para melhorar a audicao da parede toracica.1. O exame deve ser iniciado com o paciente em posicao de supinacao ou com a parte superior do corpo levemente elevada. O profissional podera correr os dedos para baixo em cada lado desse angulo ate sentir o segundo espaco intercostal. Foco pulmonar: B2 mais intensa que B1. Ao dar inicio a exame de um paciente. O paciente devera estar em uma posicao confortavel. Nas criancas. 20. O profissional podera avaliar o deficit de pulso por meio de um dos . aproximadamente na altura do quarto para o quinto espaco intercostal.no sistema vascular periferico. Quando se realiza um exame completo.1 Coracao A avaliacao das funcoes cardiacas e realizada pela regiao anterior do torax O examinador elabora mentalmente a imagem de localizacao exata do coracao. o profissional devera explicar-lhe o procedimento a ser seguido. O apice do coracao realmente toca a parede anterior do torax. Utiliza-se a palma da mao para a palpacao das vibracoes. pois pacientes com doencas cardiacas frequentemente sofrem de falta de ar se ficarem deitados em posicao horizontal. Os estudos de raios X do torax sao muito mais eficientes na determinacao do tamanho do coracao. A intensidade. e mais facil ir de uma avaliacao do torax para o coracao. o profissional devera especial atencao a natureza das bulhas cardiacas. ( B1 e B2 ). De qualquer modo. Foco tricuspide: B2 mais suave que B1. O coracao em condicoes normais.1 Inspecao e palpacao Estes dois metodos sao aplicados simultaneamente. timbre e duracao devem ser observados e os resultados normais sao: Foco aortico: B2 a mais intensa possivel. As pulsacoes sao percebidas de modo mais eficiente com as pontas dos dedos. 20. com o torax devidamente exposto para exame.2 Percussao Este metodo e raramente utilizado durante a avaliacao de um coracao adulto. Ao se palpar uma vibracao ou pulsacao esta ocorrencia deve ser avaliada em relacao a sistole ao a diastole atraves da auscultacao das bulhas cardiacas. conhecido como o ictus cordis (choque da ponta). atraves da comparacao de B1 e B2 . com uma pequena parte do atrio direito estendendo-se a direita do esterno. 20. ou vice-versa. A base do coracao e a porcao superior e o apice e a ponta inferior. consumo de alcool. desnutricao e padroes de exercicio fisico O profissional podera iniciar o exame pela regiao cardiaca e depois examinar o sistema vascular periferico. O examinador se posiciona em pe. o orgao esta localizado no centro do torax (precordio). Foco mitral: B2 mais suave que B1 . No adulto. Apos ter avaliado a frequencia e ritmo cardiacos . a percussao pode detectar mais facilmente os limites dos orgao. O profissional devera avaliar tambem os fatores de risco associado a doenca cardiaca incluindo fumo. 20. Cada evento cria sinal fisiologico perfeitamente detectavel pelo examinador. A palpacao profunda e necessaria na percepcao desses espacos em pacientes obesos ou naquele que apresentem os musculos peitorais muito desenvolvidos. ao lado direito do paciente.1. O objetivo do profissional e de identificar a primeira e segunda bulhas cardiacas. O segundo espaco intercostal no lado direito do corpo do paciente e o foco aortico e o mesmo espaco do lado esquerdo e o foco pulmonar. O angulo de Louis se localiza entre o manubrio e o corpo do esterno e pode ser percebido como uma protuberancia no esterno.

o profissional desliza os dedos indicador e medio ao redor da borda medial do musculo esternocleidonastoide. Para palpar o pulso. 21 Sistema Vascular Uma analise inicial sobre a capacidade do coracao em bombear o sangue atraves do sistema vascular envolve a medicao da pressao sanguinea do paciente. Sua estimulacao podera provocar uma queda reflexa na frequencia cardiaca e na pressao sanguinea. 21. o profissional utiliza a inspiracao. O seio carotideo fica localizado no terco superior do pescoco. Examinar-se uma arterias carotidas de cada vez. Observa-se atentamente a condicao das extremidades. palpacao e auscultacao.3 Exame de Veias e Arteiras Perifericas Ao inspecionar o sistema vascular perifericamente.procedimentos a seguir: (1) mede-se um pulso radial por 1 minuto e imediatamente depois verifica-se o pulso ictal. pescoco ou pele ). o examinador deve manter o paciente sentado. Veias Jugulares As veias mais acessiveis ao exame sao as jugulares interna e externa localizado no pescoco. O pulso da carotida e o unico com possibilidade de ser auscultado. A temperatura das extremidades revela a presenca de insuficiencia arterial ou venosa. O profissional palpa gentilmente para evitar a oclusao da circulacao. Alem disso. Essa pressao e influenciada pelo volume sanguineo. As jugulares ficam na superficie e podem ser facilmente visualmente quando estao distendidas. Um profissional experiente integra a avaliacao do sistema vascular com outros partes do exame ( tais como cabeca. Alteracoes de pele especificas sao uma caracteristica de alteracoes venosa e arteriais. Se ambas as arterias forem ocluidas durante a palpacao. O profissional pode elaborar um avaliacao mais detalhada do sistema vascular atraves do exame da integridade das arterias e veias mais acessiveis. Suor . As condicoes dessa pressao tambem refletem a integridade total do sistema arterial. pelo mesmo periodo. Alteracoes na integridade dos vasos sanguineos e qualquer constricao subjacente nas paredes dos vasos reduzem a perfusao dos tecidos perifericos. o profissional avalia a adequacao do fluxo sanguineo para os membros. 21. (2) Um colega podera avaliar o pulso ictal enquanto o examinador simultaneamente avalia o pulso radial do paciente. O profissional podera visualizar a pressao venosa atraves da inspecao das veias jugulares. Para o exame do sistema vascular. As carotidas nao devem ser palpadas ou massageadas com vigor excessivo. o paciente perdera a consciencia em virtude da insuficiencia sanguinea cerebral. Um problema relativamente comum na populacao mais idosa e o desenvolvimento de um estreitamento do lumen da arteria carotida. Inspecionam-se as veias jugulares para a medida da pressao venosa. Qualquer diferenca nas frequencias devera ser comunicada ao medico imediatamente.1 Arterias Carotidas Para o exame das arterias carotidas.4 Sopros Sopros sao ruidos com caracteristicas acusticas semelhantes ao ruidos de um fole provocados por alteracoes no fluxo sanguineo atraves do coracao ou por anormalidade no fechamento das valvulas. Arteriolas inelasticas e estreitas provocam uma elevacao anormal da pressao sanguinea. Sopros sao relativamente comu ns em criancas. pela capacidade do atrio direito em receber o sangue e ejeta-lo ao ventriculo direito e pela capacidade do ventriculos direito em se contrair e ejetar o sangue para dentro da arteria pulmonar. A cor da pele e da raiz das unhas indica o grau de perfusao. Qualquer fator que resulte num volume sanguineo aumentado no sistema venoso provocara uma elevacao da pressao sanguinea venosa. deve observar as condicoes dos membros supridos pelo sistema vascular. Comparam-se os dados. O paciente devera girar suavemente a cabeca para o lado sob exame. Esta manobra facilita o acesso a arteria. Os sopros podem indicar uma dificuldades do coracao em bombear o sangue de modo eficiente. 20.1.

Apos sua depressao para exame. O profissional entao palpa com os dedos das maos profundamente na fossa poplitea. a arteria volta rapidamente a forma original quando pressao e liberada. 22. a meio caminho entre a sinfise publica e a espinha iliaca antero-superior. Ele tambem podera assumir uma posicao de pronacao com o joelho levemente flexionado. lateralmente a linha media.Este e um pulso normal. uma pressao suave pode determinar sua localizacao. Em individuos magros. Na palpacao. 22 Mamas O exame de mamas de um paciente tanto do sexo feminino quanto do masculino e muito importante.1 Mamas femininas O cancer de mama e a principal causa de morte. alinhada no sulco entre os tendoes extensores do halux e do segundo dedo. O profissional coloca os dedos atras e abaixo do maleolo medial do paciente ( osso do tornozelo ). 0 .Pulso forte facilmente palpavel. tornando-a facilmente palpavel. o profissional percebera normalmente a onda de pulsacao em intervalos regulares. e movimentando lentamente o pe. o profissional deve localizar o sulco entre os musculos biceps e triceps acima do cotovelo na fossa antecubital. A parede de uma arteria e normalmente elastica. 4+ . Uma interconexao entre as arterias tibial posterior e dorsal do pe previne contra qualquer oclusao arterial local . O pulso tibial posterior e localizado na face medial de cada tornozelo. as maos nao receberao fluxo sanguineo adequada. O pulso radial e encontrado ao longo do lado radial do antebraco. diz-se que esse ritmo e irregular. tibial posterior e arteria dorsal do pe. normalmente so a arteria radial e escolhida como o local para a determinacao da frequencia de pulsacao. O pulso ulnar e encontrado no lado oposto do punho e tende a ser menos evidente que o pulso radial. que canaliza o sangue para as arterias radial e ulnar do antebraco e da mao. A arteria femoral passa abaixo do ligamento inguinal. na altura do punho. sem possibilidades de ser ocluido. entre todas as formas de cancer. ainda assim a mao recebera perfusao adequada. Pede-se ao paciente para relaxar os musculos. Casa exista comprometimento da circulacao nas arterias radial ou ulnar. Alguns examinadores utilizam uma escala cariando de 0 (zero) a 4+ para a intensidade de uma pulsacao. Para palpar o pulso braquial. com a regiao inguinal exposta. a principal arterias e a braquial. 2+ . Este e um dos pulsos mais dificeis de serem localizados.Uma pequena quantidade de tecido glandular. Quando um intervalo for interrompido por batimento cardiaco prematuro. parecendo ricochetear contra as pontas dos dedos. a maior parte da mama feminina e constituida de tecido glandular.nas mulheres em . tardio ou mesmo ausente. enviando sangue as arterias poplitea. O profissional localiza o pulso dorsal do pe com o pe do paciente devidamente relaxado. Uma arteria anormal pode ser descrita como enrijecida ou calcificada.se um sulco lateral ao tendao flexor do punho. facil de palpar e dificil de ser ocluido.nas maos e os pes pode ser um sinal de disturbios vasculares. A frequencia de pulso periferico e medida durante um minuto. A arteria passa ao longo da ponta do pe. forma. O examinador frequentemente localizado o pulso colocando as pontas dos dedos entre o halux e o segundo dedo.Em contraste. O paciente devera flexionar suavemente o joelho com o pe em repouso na mesa de exames. A arteria e facilmente localizavel com o pe do paciente relaxado e ligeiramente estendido. sendo facilmente ocluido. O pulso radial pode ser sentido com uma palpacao nesse sulco. Este pulso pode estar ausente congenitamente. um local em potencial para o crescimento de celulas cancerigenas esta localizado na mama masculina. 3+ . Toques discriminativos podem indicar que este pulso e mais forte que 1+.Ausencia de pulso palpavel.Pulso dificil de palpar. A intensidade de um pulso e a medida da forca com a qual o sangue e ejetado contra a parede arterial. O pulso femoral e melhor percebido com o paciente deitado. Nos membros superiores. fraco e fino quando a natureza. 1+ . Durante a verificacoes dos sinais vitais.Pulso dificil de palpar. Caso a circulacao desta arterias seja bloqueada. O pulso popliteo e localizado atras do joelho. A arteria femoral e a principal arteria da perna.

2 Palpacao Esta atividade permite ao profissional determinar as condicoes do tecido mamario subjacente e dos nodulos linfaticos.O segundo sistema divide o abdomen em nove regioes. O auto-exame da mama e rapido e facilmente executado.O exame em toda area deve ser feito de forma suave. Durante a inspecao das mamas.A pele da superficie e cuidadosamente inspecionada quanto a coloracao e padrao venoso.A maioria das massas na mama e localizada pelas proprias pacientes. o profissional explica ao paciente o que esta examinando. 22.A paciente deve ser ensinada sobre o significado de sintomas ou sinais anormais. o profissional executa uma abducao e suporte do braco direito do paciente com a mao esquerda.O tecido adiposo apresenta consistencia amolecida. os autoexames rotineiros nao sao necessarios.A melhor ocasiao para o auto exame e o ultimo dia do periodo menstrual.Cada cauda se estende para fora.A obesidade ou aumento glandular podem resultar em mamas masculinas aumentadas.infraclaviculares e axilares.Os nodulos linfaticos devem ser palpados com a paciente sentada.de modo que ela possa ver o que devera procurar quando estiver executando o autoexame. As mamas sao inspecionadas quanto ao tamanho e simetria.Quaisquer massas devem ser palpadas quanto as mesmas caracteristicas das mamas femininas. 22.O mamilo e a areola sao inspecionados quanto a existencia de nodulos.1 Inspecao Pede-se que a paciente remova a parte superior da camisola para permitir a visualizacao simultanea de ambas as mamas.Em virtude do cancer de mama masculino ser relativamente raro.O mamilo deve ser comprimido entre o polegar e o dedo indicador e o examinador devera observar se ha saida de secrecao.Se possivel o profissional deve colocar um espelho na frente da paciente durante a inspecao.edemas e ulceracoes.assim como aqueles do mesmo lado onde ocorre a doenca. a partir do quadrante supero-lateral.Deve-se dedicar especial atencao a palpacao do mamilo e da areola. 23 Abdomen Ao avaliar o abdomen.1 Inspecao .enquanto o tecido glandular e firme.todas as idades.Uma vez completado o exame. O profissional descreve as observacoes ou os achados em relacao as linhas imaginarias que dividem a mama em quatro quadrantes e uma cauda. o profissional utiliza um dos dois sistemas de referencias anatomicas para mapeamento da regiao abdominal.Esta posicao permite que o tecido mamario fique uniformemente nivelado contra a parede toracica da paciente. Ele utiliza a inspecao e a palpacao.O angulo costovertebral e referencia utilizada durante a palpacao dos rins.Um tumor localizado em uma das mamas pode envolver nodulos do lado oposto.A palpacao do tecido mamario e mais eficientemente executada com a paciente deitada em posicao de supinacao.Os resultados da avaliacao devem ser registrados em relacao aos quadrantes ou regioes.O profissional deve conhecer a localizacao dos nodulos supraclaviculares. o paciente podera demonstrar seu metodo de auto palpacao.Esta devera erguer a mao e coloca-la atras do pescoco para melhor esticar e posicionar o tecido mamario de modo uniforme.Os rins sao protegidos pelas costelas posteriores e pelos grandes musculos dorsais.Todas as mulheres deveriam executar o autoexame das mamas todos os meses. o mamilo pode ficar ereto com o enrugamento da areola.2 Mamas Masculinas O exame da mama masculina e relativamente facil.Durante o exame desta regiao.A paciente podera ficar em pe ou sentada com os bracos lateralmente posicionados. 22. 23.O diagnostico precoce da doenca e a chave para obtencao da cura.1.Para se obter o relaxamento necessario. o apendice xifoide (ponta do esterno) delineia o limite superior da regiao abdominal.A retracao ou depressoes puntiformes resultam da invasao dos ligamentos subjacentes por tumores.Consegue-se um acesso mais facil aos nodulos axilares se os bracos da paciente estiverem lateralmente posicionados e os musculos relaxados. O profissional deve observar o contorno ou forma das mamas e notar quaisquer massas. Um sistema divide o abdomen em quadrantes atraves de duas linhas imaginarias que se cruzam ao nivel da cicatriz umbilical.1.A sinfise pubica delineia limite inferior.Estas alteracoes sao normais.retracao ou abaulamentos. O examinador deve avaliar os orgaos abdominais que ficam na regiao posterior.A linha cruza o centro do mamilo.Em ambos os sistemas.quando a mama nao apresenta ou sensibilidade devido as elevacoes hormonais.

coloracao e a presenca de qualquer secrecao ou de qualquer abaulamento. 24. Os sons timpanicos predominam como resultado do ar existente no estomago e intestinos. senta-se para examinar a superficie abdominal.antes de decidir que os ruidos intestinais sao ausentes. A pele da superficie abdominal deve ser inspecionada. A parte final da inspecao envolve a observacao da cicatriz umbilical.a nao ser em paciente muito magro. podera ocorrer um retesamento voluntario dos musculos abdominais subjacentes.3 cm. Ao praticar as medidas rotineiras de higiene ou durante o preparo da paciente para a insercao de um cateter urinario.Ele devera sentir o tonus muscular. a menos que o profissional realize uma abordagem calma e relaxada. A posicao em pe permite a verificacao de sombras e movimentos anormais. A forma e a simetria do abdomen devem ser observadas. A paciente pode estar sendo abordada pelo profissional com o proposito especifico de execucao de um exame completo dos orgaos reprodutores femininos. os padroes venosos sao muito pouco visiveis.A seguir.2 Auscultacao O profissional ausculta o abdomen para ouvir os sons resultantes da motilidade intestinal e para detectar ruidos vasculares. a resistencia da parede abdominal ou massas.Mesa de exames com estribos 2. o abdomen e inspecionado quanto aos movimentos. 24 Genitalia Feminina e Reto O exame da genitalia feminina e do reto pode ser embaracoso para a paciente. 23. O examinador podera fazer percussao direta ou indireta. Em condicoes normais.ao lado direito do paciente e inspeciona o abdomen.utilizando movimentos coordenados e suaves. O diafragma do estetoscopio e colocado sobre cada um dos quatro quadrantes.Pia ou vasilha .Alem disso.Ruidos ausentes indicam a paralisacao da motilidade gastrointestinal. assim como a presenca de qualquer massa. Cada parte do exame deve ser explicada a paciente antecipadamente. o profissional podera observar o movimento peristaltico e a pulsacao da aorta.enquanto no sexo feminino e mais costal.a percussao revela a presenca de ar no estomago e intestinos.Um orgao que pode ser identificado com palpacao suave e a bexiga. Caso palpe uma area sensivel.observandose a existencia de cicatrizes.O examinador deve evitar os toques rapidos.ha dor durante a percussao. Durante uma inspecao mais minuciosa. Em condicoes normais. estrias. Ele toca o paciente firmemente com a superficie ulnar da mao parcialmente fechada ao longo da cada angulo costovertebral nas linhas da escapula. A percussao permite que o profissional identifique os limites do figado. ou marcas de estiramento.Em seguida.Fonte de iluminacao ajustavel 4. o profissional podera aproveitar a oportunidade para examinar a genitalia externa. 23.1 Preparo do Paciente O equipamento listado a seguir sera necessario se a paciente estiver sendo submetida a um exame completo: 1. Faz-se a percussao renal para excluir a presenca de inflamacoes.O examinador devera estar ciente de que a respiracao no sexo masculino e mais abdominal.Caso os rins estejam inflamados. O examinador faz a percussao em cada um dos quatro quadrantes para discriminar entre os sons macicos e timpanicos.Quando sentado.4 Palpacao O abdomen deve ser palpado suavemente em cada quadrante.O examinador se posiciona em pe.em um reflexo de protecao.A pele deve ser pressionada em aproximadamente 1.padroes venosos.lesoes. O profissional deve fazer a ausculta por um periodo de 3 a 5 minutos.Especulo vaginal 3.O paciente deve ficar sentado ou em pe. 23. o examinador tera uma visao horizontal que lhe permitira detectar abaulamentos anormais. e devera observar o rosto do paciente a procura de sinais de desconforto.3 Percussao Este metodo e utilizado para o mapeamento dos orgaos e massas subjacentes do abdomen. Tais ruidos nao ocorrem com regularidade. situada normalmente abaixo da sinfise pubica.verificando-se sua posicao. o ar e os liquidos se movem pelos intestinos.forma.provocando suaves sons de gorgolejo ou borbulhas em cada quadrante.

bloqueando a abertura do introito. Esta posicao e a mais pratica. E melhor tocar primeiro as vizinhancas da coxa antes de avancar para o perineo. Quando o exame se limita a genitalia externa. os labios normalmente estao juntos enquanto resultado de partos ou relacoes sexuais. 24. Uma mulher com dor ou apresentando deformidades articulares pode nao conseguir assumir a posicao de litotomia.Lubrificante 6. Se nao houver um suporte muscular adequado. mas devera ter tambem uma atendente caso a paciente esteja particularmente ansiosa ou emocionalmente instavel.5.Laminas de vidro para microscopio 8. Os lados dos triangulos recobrem as superficies externas dos grandes labios.ao redor da uretra existem aberturas minusculas da glandula de Skene. como se estivesse evacuando. Uma porcao da parede vaginal e a bexiga podem sofrer um colapso e cair sobre o introito. permitindo que cada perna seja abduzida para o lado respectivo. Nesta situacao. A paciente deve flexionar os joelhos perpendicularmente a cama e relaxar as coxas. a paciente devera esvaziar a bexiga antes do inicio do exame. tendo um auxiliar para separar as coxas da paciente. O examinador do sexo masculino devera ter sempre uma atendente durante o exame. E comum que um lado seja maior que o outro. pois permite a completa visualizacao da regiao genital. 25 Sinais Vitais Os sinais vitais sao um meio rapido e eficiente para se monitorar as condicoes de um paciente ou . A pele do perineo e ligeiramente mais escura que a do resto do corpo e as mucosas se apresentam umidas e com uma coloracao rosa-escura. E frequente a ocorrencia de perda de suporte da saida vaginal. As mulheres idosas poderao apresentar alteracoes malignas que resultarao em lesoes nodulares secas e descamativas. Caso seja este o unico exame a ser executado. e palpa um lado de cada vez. Os pelos crescem em um triangulo proxima a borda superior da pube. O profissional deve calcar as luvas para facilitar a avaliacao e prevenir a transmissao de infeccoes. O perineo e extremamente sensivel e delicado. O profissional que suspeite de qualquer inflamacao devera verificar o corrimento uretral.Luvas descartaveis transparentes 7. para maior conforto. verificando a presenca de lesoes e hemorroidas (dilatacao dos vasos sanguineos ao redor do anus). eles tendem a se separar e cair para os lados.Espatulas de madeira 10. Caso seja necessario um exame vaginal. ele se apresenta com uma coloracao vermelho brilhante. as paredes da vagina se abaularao. o examinador coloca um polegar e o dedo indicador entre os grandes labios e o introito. A cabeca deve ser elevada.2 Genitalia Externa A regiao do perineo deve estar muito bem iluminada. a paciente e colocada na posicao litotomia. entretanto.Pincas com material absorvente ou chumacos de algodao 9. podera ser necessario abduzir uma das pernas. Apos o parto.quando inflamado. exercendo. Ao inspecionar o introito vaginal. o profissional ajuda a paciente a assumir a posicao de litotomia na cama ou na mesa de exame. A paciente e solicitada a fazer forca para baixo. edema. esses labios se apresentam separados. as glandulas nao podem ser palpadas. Deve-se inspecionar a quantidade e distribuicao de pelos na regiao. Para tentar a palpacao. Os grandes labios sao geralmente carnudos e bem formados em uma mulher adulta normal.Frascos com solucao fixadora para coleta de amostra Todo este equipamento devera estar pronto antes do inicio do exame. nao se deve tocar a regiao bruscamente sem antes prevenir a paciente. este e um local comum de lesoes de sifilis ou cancros.esses labios normalmente nao apresentam inflamacoes. lesoes ou laceracoes. O tamanho do clitoris varia. Uma examinadora podera preferir trabalhar sozinha. provocando maior proeminencia dos pequenos labios. Caso sejam detectadas inflamacoes ou edemas proximos a area posterior ao introito. 2 cm de comprimento ou 1 cm de largura. o examinador devera observar as condicoes do himen que fica logo dentro da abertura do canal vaginal. Frequentemente. Em mulheres virgens. O profissional tambem podera inspecionar o anus nesse momento. e necessario que obtenha uma amostra da urina. que surgem com o pequenas ulceras abertas que drenam um material seroso. Nas mulheres mais jovens. Os pequeno labios sao normalmente mais delgados que os grandes labios.

em repouso. Estresse. As habilidades basicas exigidas para a medida de sinais vitais sao simples. As medidas utilizadas pelos seres humanos para controlar a temperatura da superficie corporea ajudam a manter os controles internos mais complexos de termorregulacao. 25.1. Fumar cigarros ou charutos pode alterar as medidas de temperatura corporea (-0. Alteracoes hormonais durante a ovulacao e menstruacao provocam variacoes na temperatura corporea. Em uma febre intermitente. tomando um banho quente ou frio. Extremos de temperatura ambiental podem aumentar ou diminuir a temperatura corporea. Variacoes Diurnas. As alteracoes dependem da extensao da exposicao. Ambiente. mas nao devem ser subestimadas. Uma elevacao prolongada de temperatura coloca o paciente em risco de desidratacao. a temperatura da superficie corporea se altera com a temperatura ambiental.1. sao as bases para a solucao de problemas clinicos. Quando ha febre. Exercicio. O individuo apresenta calafrios. 25. Em contraste. ou ajustando a temperatura do ambiente. Ingestao de Liquidos Frios/ Quentes. O consumo de oxigenio aumenta. ele sera capaz de elaborar determinacoes precisas sobre os problemas de saude do paciente. alterando-se com varios dias de . O pico ocorre entre 16:00 e 18:00h. da umidade do ar e da presenca de correntes de conveccao. Mulheres geralmente apresentam maiores variacoes de temperatura do que homens.1o C). sendo comum a medida de 35o C para pacientes mais idosos. e em conjunto com outras medicoes fisiologicas. Essa ingestao pode provocar variacoes discretas nas leituras da temperatura oral (-0.1o C a 0. Tambem ocorre o desenvolvimento de maior sensibilidade a variacoes extremas de temperatura. Fumo.2 Febre Chamamos de febre a temperatura corporea acima de 38o C. em clima frio. o organismo reage para produzir e conservar calor. com a medida mais baixa ocorrendo entre 1:00 e 4:00h (36. As temperaturas corporeas normalmente se alteram durante o dia. pode aumentar a temperatura corporea. Os tres tipos comuns de febre diferem.5 e 37. Como resultado de ferimentos ou doencas. O metabolismo corporeo aumenta extraordinariamente e o individuo necessita de nutricao adequada. A alteracao de temperatura e instavel durante a infancia devido a imaturidade dos mecanismos fisiologicos e isso pode continuar ate a puberdade. 25. Temperaturas verificadas em regiao axilar sao geralmente alguns decimos de grau mais baixas e a verificacao retal fornece valores com alguns decimos de grau mais elevadas. Com o crescimento. A temperatura da pele e o principal local para perda de calor do corpo. a temperatura central permanece estavel. Uma vez ocorrida esta alteracao.8o C) apos ingestao de agua gelada. As pessoas podem controlar a temperatura corporea colocando ou tirando a roupa. Estresse fisico ou emocional.1 Temperatura Corporea Para adultos saudaveis a temperatura media e a de 37o C na medicao oral. Qualquer forma de exercicio pode aumentar a temperatura corporea.identificar a presenca de problemas.1o C a 0. Um paciente que apresenta um aumento se suas reservas energeticas.5o C.5o C em media). vasoconstricao e tremores. devido a alteracao dos mecanismos de controle. mas retorna ao normal em 24horas. a temperatura corporea aumenta em alguns periodos durante o dia. Exercicios intensos prolongados podem aumentar temporariamente a temperatura para ate cerca de 41o C. Tecnicas cuidadosas de medidas asseguram resultados exatos. Uma febre recorrente e caracterizada por periodos de febre durante alguns dias. de acordo com o padrao de elevacao da temperatura corporea. A temperatura do recem-nascido varia normalmente entre 35. Quando o profissional aprende as variaveis fisiologicas que influenciam os sinais vitais e reconhece a relacao de suas alteracoes com outros achados resultantes da avaliacao fisica.1 Fatores que Alteram a Temperatura Corporea Idade. Uma febre remitente permanece elevada por um dia ou mais. Apesar das variacoes extremas que ocorrem nas condicoes ambientais e na atividade fisica dos individuos. o ponto de ajuste do hipotalamo para a temperatura corporal interna central se eleva. buscando abrigo. Mesmo quando uma pessoa nua e exposta a temperatura abaixo de 13o C ou acima de 60o C em ambiente seco. mecanismos reguladores mantem a temperatura interna corporea ou central relativamente constante. Os sinais e sintomas da febre sao apenas reflexos do esforco do organismo em manter e produzir calor. tal como a ansiedade. Influencias Hormonais. a variacao normal geralmente diminui.

O pulso tibial posterior e localizado na face medial da cada tornozelo. fornecimento de refeicoes bem balanceadas e monitorizacao do pulso e padrao respiratorio.O profissional coloca os dedos atras e abaixo do maleolo medial do paciente (osso do tornozelo). ao toca-lo. Para localizar os pulsos no braco. Monta-se todo o equipamento necessario. As medidas de enfermagem para o cuidado de um paciente com febre incluem o fornecimento de liquidos adequados.o profissional de manter o paciente sentado ou deitado. O pulso radial pode ser sentido com uma leve palpacao nesse sulco. A palpacao com as maos e mais eficaz em pacientes obesos. para que se execute o procedimento sem interrupcoes.temperatura corporea normal. Uma palpacao profunda pode ser necessaria para sentir o pulso. os seguintes principios basicos devem ser cuidadosamente seguidos. A arteria femoral passa abaixo do ligamento inguinal. 1. o reto e a axila. seja qual for o local escolhido. Este pulso pode estar ausente congenitamente.Uma sensacao pulsatil pode ser percebida quando as pontas dos dedos sao empurradas pela pulsacao arterial.Ele tambem podera assumir uma posicao de pronacao com o joelho levemente flexionado. explicando-lhe o metodo do procedimento a ser executado. Lava-se as maos. fazem com que essa area seja menos conveniente. Termometro:Ha tres tipos de termometro disponiveis para a avaliacao da temperatura corporea: mercurio em vidro. a meio caminho entre a sinfise pubica e a espinha iliaca antero-superior. 25. Temperaturas retais nao devem ser medidas em pacientes que tenham sido submetidos a cirurgia retal recentemente ou que apresentem qualquer problema na regiao. Um examinador palpa o pulso ulnar somente quando existe suspeita de insuficiencia arterial da mao. o profissional deve localizar o sulco entre os musculos biceps e triceps acima do cotovelo.O profissional coloca as pontas dos dedos das maos nos lados opostos dos locais de pulsacao. . uma vez que poucos sao os fatores capazes de alterar esses resultados.com a regiao inguinal exposta. na altura do punho.O paciente devera flexionar suavemente o joelho com pe em repouso na mesa de exames. O profissional entao palpa com os dedos das maos profundamente na fossa poplitea. Pulso:O tipo de um pulso descreve a natureza da onda de pulsacao. Todos os pulsos perifericos sao medidos quanto a uniformidade e simetria. A arteria passa ao longo da ponta do pe. Avalia-se o local mais apropriado para medir a temperatura do paciente. O termometro deve ser rotacionado vagarosamente ate que se visualize a coluna prateada de mercurio. manutencao das roupas pessoais e de cama secas. Nao se deve tocar no bulbo. Para palpar o pulso braquial. especialmente em recem-nascidos. 3. A arteria e facilmente localizavel com o pe do paciente relaxado e ligeiramente estendido. Pede-se ao paciente para relaxar os musculos. O tempo de medicao e a dificuldade da colocacao correta do termometro. incorrendo em resultados inexatos. eletronico e descartavel. 25. entretanto.na fossa antecubital. O pulso femoral e melhor percebido com o paciente deitado. para garantir a seguranca do paciente e assegurar a exatidao dos resultados obtidos. A leitura do termometro de mercurio e feita segurando-se o mesmo com as pontas dos dedos em sentido horizontal ao nivel dos olhos.Este e um dos pulsos mais dificeis de serem localizados.lateralmente a linha media. e movimentando lentamente o pe. ou ainda que nao possam ser posicionados adequadamente para a correta colocacao do termometro. O pulso radial e encontrado ao longo do lado radial do antebraco.4 Diretrizes para Afericao da Temperatura Ao medir a temperatura corporea.3 Medicao da Temperatura Corporea Locais:Existem tres locais para medir a temperatura corporea: a boca. para se prevenir a transmissao de infeccoes. O pulso ulnar e encontrado do lado oposto do punho e tende a ser menos evidente que o pulso radial. A linha calibrada no final dessa coluna sera da temperatura. alinhada no sulco entre os tendoes extensores do halux e do segundo dedo. Posiciona-se o paciente adequadamente. O examinador frequentemente localiza o pulso colocando as pontas dos dedos entre o halux e o segundo dedo. A axila e o lugar mais seguro para medir a temperatura. O pulso popliteo e localizado a tras do joelho. 2. A boca e o mais acessivel e o mais confortavel para o paciente com lesoes na regiao bucal ou que tenham sido submetidos a cirurgia oral. de acordo com as tecnicas de assepsia medica.1. os dedos do profissional podem entrar em contato com as secrecoes corporais do paciente.1. com o bulbo apontado para a esquerda. O profissional localiza o pulso dorsal do pe com o pe do paciente devidamente relaxado. Considera-se que a medicao da temperatura mais confiavel e aquela obtida pelo reto.

Sexo. De acordo com a amplitude. e podem afetar o ritmo. resultando em hiperventilacao. ocorre uma diminuicao da elasticidade pulmonar e da amplitude respiratoria. Outras drogas podem aumentar ou diminuir a frequencia e a amplitude respiratoria. Os narcoticos deprimem a habilidade do paciente em aumentar o volume de ar inspirado e a frequencia respiratoria diminui. caneta. O profissional tambem pode fazer objetivamente essa avaliacao. Para bebes e criancas pequenas contar durante um minuto.26 Respiracao A sobrevivencia humana depende da capacidade do oxigenio em alcancar as celulas do corpo e da remocao do dioxido de carbono dessas celulas. que indicam a qualidade e eficiencia do processo respiratorio.1 Avaliacao dos Movimentos Respiratorios de um Paciente Etapas: 1. 11. Doenca do tecido pulmonar. a capacidade dos pulmoes aumenta e a frequencia respiratoria diminui gradativamente. feita acompanhando os segundos do relogio: quando o ponteiro atingir um numero no mostrador. os movimentos respiratorios podem ser superficiais. A respiracao envolve dois processos distintos: respiracao externa ou o movimento de ar entre o ambiente e os pulmoes e respiracao interna ou o movimento do oxigenio ao nivel celular. 2. Com o crescimento da infancia para a idade adulta. Em pacientes mais idosos. se o ritmo for regular. iniciar a contagem. 10. . Isso pode ser feito de modo subjetivo. a ventilacao e geralmente prejudicada. entre a hemoglobina e celulas isoladas. contar durante um minuto. Se a respiracao num adulto apresentar um ritmo irregular ou for anormalmente rapida ou lenta. de preferencia sentado. contando um apos o primeiro ciclo respiratorio completo. amplitude e ritmo dos movimentos ventilatorios. A avaliacao da respiracao baseia-se na capacidade do profissional em reconhecer os movimentos toracicos e abdominais normais. Observar um ciclo respiratorio completo (uma inspiracao e uma expiracao). Se o paciente estiver em atividade. frequencia. Um paciente ansioso ou amedrontado apresenta aumento da frequencia e amplitude respiratorias. Observar o ritmo do ciclo ventilatorio. a parede toracica se expande e retorna a posicao normal suavemente. Na posicao curvada ou abaixada. 12. Os adultos normalmente respiram num padrao regular e ininterrupto de 12 a 20 respiracoes por minuto. fluxograma ou formulario de registro. Preparar o equipamento necessario e materiais: relogio com marcador de segundos ou mostrador digital. 8. Se necessario. normais ou profundos. Uma vez observado o ciclo. Palpando a expansao da parede toracica apos a contagem. A respiracao pode ser afetada por varios fatores: Doenca ou Indisposicao. Colocar o braco do paciente em posicao de repouso. Durante a respiracao normal. ou colocar sua mao (do examinador) diretamente sobre a regiao superior do abdomen do paciente. 7. cruzado sobre o abdomen ou porcao inferior do torax. lapis. (Respiracao normal e irregular e ininterrupta). Estresse. retirar as cobertas ou a bata do paciente. reducao do numero de hemacias e dores no peito alteram a frequencia e a amplitude respiratoria. Observar a amplitude respiratoria. O sexo masculino apresenta maior capacidade pulmonar que o feminino. 26. Lavar as maos. Uma doenca cronica pulmonar (por exemplo. comecar a marcar o tempo. Recolocar a bata do paciente e cobri-lo com as cobertas. 3. esperar de 5 a 10 minutos antes de avaliar os movimentos respiratorios. contar o numero e movimentos respiratorios durante 30 segundos e multiplicar por dois. ocasionando um aumento da frequencia respiratoria. Avaliar os fatores que normalmente influenciam as condicoes respiratorias. 6. enfisema ou bronquite) altera o estimulo normal para a ventilacao. 14. Posicao Corporea. No adulto. Idade. Certifica-se de que o torax do paciente esteja visivel. observando-se o grau de movimentacao da parede toracica durante a contagem. 5. 4. Exercicio. 13. O exercicio aumenta a frequencia e a amplitude respiratorias. Drogas. com uma amplitude respiratoria reduzida. 9. O profissional pode avaliar a respiracao. Assegurar-se de que o paciente esteja em posicao confortavel.

semelhantes a hiperventilacao. Hipoventilacao:o volume de ar que penetra nos pulmoes e insuficiente para as necessidades metabolicas do organismo. ocorre um intervalo regular. Enquanto faz avaliacao dos movimentos respiratorios. mantendo-se em 12 a 20 respiracoes por minuto. o profissional deve ter em mente: (1) o padrao normal de ventilacao desse paciente. Hiperventilacao: a frequencia respiratoria excede as necessidades metabolicas normais para a troca de gases respiratorios. caracterizado por periodos alternados de apneia e hiperventilacao.4 Ritmo A respiracao normal e regular e ininterrupta. Ele sempre deve avaliar cuidadosamente os movimentos respiratorios. normais ou profundos. 15. Interrupcao persistente e chamada de parada respiratoria. o profissional estima o intervalo de tempo apos cada ciclo respiratorio. a respiracao pode ser regular ou irregular.2 Frequencia Um bebe pode respirar 30 a 60 vezes por minuto. As medidas objetivas.Quando necessario. movimentos respiratorios vao se tornando lentos e superficiais. Dispneia: ha dificuldade para respirar. Apos cada ciclo respiratorio. O profissional descreve subjetivamente os movimentos ventilatorios como sendo superficiais. 16. discutir os resultados com o paciente. Gradualmente. durante a idade adulta. A avaliacao pode ser feita melhor imediatamente apos a verificacao do pulso. Hiperpneia: ha aumento de frequencia e amplitude respiratorias. bem como o ritmo dos movimentos ventilatorios. mas regular. Essa frequencia diminui com a idade. Registrar a frequencia respiratoria e seu carater no fluxograma de sinais vitais ou nas observacoes de enfermagem e comunicar quaisquer resultados anormais.5 Alteracoes na Respiracao Denominacao: Bradipneia: a frequencia respiratoria e anormalmente lenta. para evitar a perda de sinais que podem ser relevantes para as necessidades fisiologias desse paciente. A frequencia respiratoria esta abaixo do normal e a amplitude ventilatoria diminuida. Ocorre normalmente com a pratica de exercicios. Comparar os movimentos respiratorios com a linha basal anterior e/ou com a frequencia respiratoria normal para o grupo etario. sendo caracteristica de pacientes com cetoacidose diabetica. 26. que compreendem uma avaliacao das condicoes respiratorias de um paciente. com a mao do examinador ainda no punho do paciente. (3) a relacao entre as funcoes respiratoria e cardiovascular e (4) a influencia das varias terapias. caracterizado por apneia de 10 a 20 segundos. O ciclo respiratorio comeca com respiracoes lentas e superficiais. mas regulares. As alteracoes respiratorias podem causar um grande numero de mudancas nos tracos e caracteristicas da respiracao. pode conscientemente alterar a frequencia e a amplitude respiratorias. atingindo um pico. 26. Ha aumento de frequencia e amplitude respiratorias. aumentando gradativamente ate uma velocidade e amplitude anormais. Apneia: o movimento respiratorio e interrompido. Respiracao de Kussmaul: os movimentos respiratorios sao anormalmente profundos.3 Amplitude A amplitude dos movimentos respiratorios e avaliada pela observacao do grau de expansao ou movimento da parede toracica. Ha um excesso de inspiracao de oxigenio e expiracao de gas carbonico. Quanto ao ritmo. O esquema abaixo descreve as varias alteracoes respiratorias mais comuns: 26. Se o paciente souber das intencoes do profissional. 26. Um profissional habilidoso nao permite que o paciente perceba que seus movimentos respiratorios estao sendo avaliados. caracterizada por aumento do esforco inspiratorio e expiratorio. Ao avaliar os movimentos respiratorios de um paciente. incluem a frequencia e a amplitude respiratorias. Taquipneia: a frequencia respiratoria e anormalmente rapida. (2) a influencia que qualquer doenca ou indisposicao exerce sobre a funcao respiratoria. . antes do proximo movimento respiratorio. Respiracao de Cheyne-Stokes: o ritmo respiratorio e irregular. mas regular.

A diferenca entre os dois valores e a pressao do pulso. O profissional registra a pressao sanguinea. com a leitura sistolica antes da diastolica (por exemplo 120/80). Como resultado. Onde e mais frequente em adultos e na raca negra. Pelo contrario. pois ha um aumento na demanda do debito cardiaco. que tambem e influenciada por fatores como estresse. O pico de pressao maxima ocorre durante a sistole. As paredes das arterias sao geralmente elasticas e se distendem com facilidade. O tamanho das arterias e arteriolas se alteram para ajustar o fluxos sanguineos as necessidades dos tecidos locais. A unidade padrao para a medicao da pressao sanguinea e a de milimetros de mercurio (mmHg). a pressao se eleva. O hematocrito. Cada fator afeta significativamente os demais. 27. o organismo faz a compensacao pelo aumento da resistencia vascular. A pressao sanguinea (PS) e o produto do debito cardiaco (DC) e resistencia vascular periferica (R): PS=DCxR. resistencia vascular periferica. ou porcentagem das hemacias do sangue. quando o ventriculo esquerdo ejeta seu volume sistolico. quando ha reducao da elasticidade arterial. elevados niveis de colesterol na dieta e . Sempre que ha um aumento da resistencia. Durante um circulo cardiaco normal a pressao sanguinea atinge um pico.com a utilizacao ativa dos musculos intercostais e acessorios. maior sera sua resistencia vascular periferica ao fluxo sanguineo. A distensibilidade arterial evita grandes oscilacoes na pressao sanguinea. A queda de pressao ocorre durante a diastole. Uma maior viscosidade aumenta a dificuldade do fluxo sanguineo atraves dos pequenos vasos. Exercicios vao eleva-la temporariamente. determinam a viscosidade do sangue. um disturbio frequentemente assintomatico. provocando uma elevacao da pressao sanguinea. Como por exemplo.2 Variacoes na Pressao Sanguinea Varias situacoes podem provocar alteracoes na pressao sanguinea. o mesmo ocorre com a pressao arterial. considera-se a hipertensao quando os niveis pressoricos estao acima de 140 (sistolica) e 90 (diastolica). Com uma elasticidade reduzida. Sempre que houver aumento de volume em um espaco restrito. a pressao neste espaco aumenta. A alteracao mais comum da pressao sanguinea e a hipertensao. Fatores que tem sido associados a hipertensao essencial incluem a hereditariedade. Quando ocorre um aumento do hematocrito e o fluxo sanguineo torna-se mais lento. Por exemplo. 27. O termo viscosidade se refere a espessura do sangue. quando o debito cardiaco aumenta. ha maior resistencia ao fluxo sanguineo.1 Fisiologia da Pressao Sanguinea Arterial A pressao sanguinea reflete as inter-relacoes entre os varios fatores hemodinamicos: debito cardiaco. seu diametro tambem aumenta. A medida que a resistencia aumenta. Em contraste. A pressao sanguinea e a forca exercida pelo sangue contra a parede de um vaso. os vasos nao mais cedem a pressao. A pressao arterial tambem aumenta para empurrar o sangue atraves dos vasos que se tornaram muito estreitos. ocorre vasoconstricao das arterias perifericas para desviar o sangue para os vasos principais que o suprem. A medida que a pressao nessas arterias aumenta. Quando o fluxo sanguineo para um orgao importante diminui acentuadamente. A pressao diastolica e sempre a pressao minima exercida sobre as paredes arteriais. a medida que os vasos se dilatam. pois o coracao continua a manter seu debito cardiaco. O complexo controle do sistema cardiovascular normalmente evita que um unico fator altere permanentemente a pressao sanguinea. A hipertensao arterial essencial e responsavel por mais de 90% dos casos de pressao sanguinea elevada. 27 Pressao Arterial O fluxo sanguineo pelo sistema circulatorio e produzido pelo bombeamento cardiaco do sangue sob elevada pressao para as arterias. fumo. mais sangue e bombeado em direcao as paredes arteriais. quando o ventriculo esquerdo bombeia sangue para a aorta. Quanto maior o lumen de um vaso. A pressao sistolica apresenta uma elevacao mais significativa do que a diastolica. se houver diminuicao do volume sanguineo. A medida indica o ponto ate o qual a pressao sanguinea pode elevar uma coluna de mercurio. ocorre queda na resistencia vascular e a pressao sanguinea diminui. um dado volume de sangue e forcado contra paredes arteriais e a pressao aumenta. uma reducao na elasticidade arterial aumenta a resistencia vascular periferica. Em adultos jovens. caracterizado por uma elevacao persistente da pressao sanguinea. seguido de uma queda. quando os ventriculos relaxam. aumenta a pressao dentro do sistema arterial. volume e viscosidade sanguineos e elasticidade das arterias. Assim.

O metodo indireto requer o uso do esfignomanometro. Embora o paciente possa estar deitado ou em pe . Transmite melhor sons agudos. se a hipertensao nao for controlada.os tipos de manometros sao o anaroide que tem uma escala de vidro circular que contem uma agulha que registra as calibragens em milimetros e o de mercurio. O fluxo sanguineo para os orgaos vitais como o coracao. O tubo deve ter paredes espessas para ajudar a eliminar a transmissao de ruidos provocados pela sua friccao sobre outras superficies. ou a queda de pressao sanguinea quando o paciente se movimenta da posicao sentada para a posicao em pe. renal ou acidente vascular cerebral. Tanto o diafragma quanto a campanula devem estar na posicao adequada durante o uso. procede a conexao desse cateter a um tubo que se comunica com um equipamento de monitorizacao eletronica. O profissional pode escolher qualquer uma das seguintes tecnicas indiretas: ausculta.ingestao de cafeina e alcool. Criancas mais velhas podem ficar sentadas. uma orelha nao treinada nao pode ouvilas claramente. O monitor apresenta uma leitura constante de pressao arterial. um manguito de tecido que faz a oclusao e que contem um balao de borracha inflavel e um bulbo de pressao.4 Verificacao da Pressao Sanguinea A pressao sanguinea pode ser medida direta ou indiretamente. a posicao adequada e sentada. a ausculta de pressao sanguinea pode ser um problema. ha varias possibilidades de erro. resulta do volume reduzido se sangue.2 Verificacao em Criancas. O profissional pode comparar as leituras nas posicoes sentada e em pe para determinar a ocorrencia de alteracoes. o profissional deve estar bem familiarizado com o uso do esfigmomanometro e estetoscopio. mas em alguns a pressao sanguinea se altera de acordo com a posicao do corpo.4. A resistencia vascular periferica aumenta nos vasos acometidos. O ideal e que a largura do balao inflavel dentro do manguito seja de 40% da circunferencia do ponto medio do membro sobre o qual o manguito sera colocado. Manguitos para medicao estao disponiveis em varios tamanhos. Devido ao menor tamanho do braco da crianca e sua tendencia em ficar ansiosa e irriquieta durante o exame. Um esfigmomanometro compreende um manometro que e constituido de uma coluna contendo mercurio. Para a avaliacao da pressao em uma crianca com menos de 5 anos . A pressao sanguinea do paciente deve sempre ser medida antes da administracao de tais medicacoes. O diafragma e a parte circular e lisa do conjunto e possui um disco fino de plastico na extremidade. a menos que seja de grande amplitude. O metodo mais amplamente usado e a ausculta. cerebro e rins diminui. 27. Recomenda-se uma espera de pelo menos quinze . ela deve fica em posicao de supinacao com os bracos seguros ao nivel do coracao. 27. leituras de pressao sanguinea obtidas com o paciente em posicoes de supinacao. E muito importante que ela esteja calma e relaxada. Um tubo maior diminui a transmissao do som atraves do estetoscopio. tais como pulmonares e intestinais. a monitorizacao direta e usada somente em unidade de terapia intensiva (UTI). com temperatura agradavel. As ondas sonoras que geralmente se originam de um orgao interno chegam a superficie e se dissipam no ar . A hipertensao provoca espessamento e perda de elasticidade das paredes arteriais. 27. Devido ao risco de perda subita de sangue pela arteria. sentada ou em pe sao semelhantes. para que o examinador possa ouvir os sons atraves do estetoscopio. Hipotensao ortostatica.1 Auscultacao O melhor ambiente para a verificacao da pressao sanguinea pela auscultacao e uma sala silenciosa. e e um efeito colateral das medicacoes anti-hipertensivas. contra a forca da gravidade. O metodo direto exige a introducao de um cateter fino na arteria do paciente. com uma valvula para liberacao de ar que insufla o manguito. para criancas. O tubo plastico ou borracha deve ser flexivel e ter 30 a 40 cm de comprimento. Se o procedimento de ausculta nao for seguido corretamente. palpacao e a de ruborizacao da pele. Na maioria dos casos. O conjunto receptor do torax consiste de uma campanula e um diafragma. O estetoscopio acustico e o instrumento mais comumente usado para a ausculta. A pressao criada pela inflacao do manguito movimenta a coluna de mercurio para cima.3 Equipamento para Mediacao da Pressao Sanguinea Antes de proceder a verificacao da pressao sanguinea. O estetoscopio e um cilindro fechado que evita a dissipacao das ondas sonoras quando atingem a superficie do corpo e amplia esses sons para o examinador.4. 27. Um individuo hipertenso pode morrer de insuficiencia cardiaca. Em seguida.

localizada atras do joelho.4 Verificacao da Pressao Arterial nas Extremidades Inferiores Curativos. este procedimento pode ser util na comparacao dos resultados obtidos com aqueles das extremidades superiores. cateteres intravenosos ou outros dispositivos podem ocasionalmente tornar inacessiveis as extremidades superiores e . O paciente deve ficar em posicao de pronacao. Grandes perdas sanguineas ou uma reducao da contratilidade sao exemplos de situacoes que resultam em pressoes sanguineas muito baixas para serem corretamente auscultadas. Do mesmo modo. . faz-se a leitura do manometro. Quando o manguito estiver insuflado ate o nivel desejado. Assim que o pulso radial for novamente palpavel. Quando esta tecnica e utilizada.4. a pressao sanguinea deve ser medida nas extremidades inferiores. no espaco popliteo. para permitir que a crianca se recupere de uma atividade recente ou da apreensao. O manguito deve ser largo e comprido o suficiente para envolver a maior circunferencia da coxa. indica o nivel diastolico. o valor sistolico e o modo de mensuracao sao registrados. O procedimento e o mesmo que o da auscultacao da arteria braquial.minutos. em pacientes com algumas anormalidades da pressao sanguinea. A pressao sanguinea media e determinada pela ruborizacao da mao ou do pe da crianca. A pressao sistolica nas pernas e normalmente mais alta em 10 a 40 mmHg do que a da arteria braquial. gessos. Esta tecnica pode aumentar o desconforto ou irritabilidade da crianca e provocar uma leitura incorreta alta. O manguito e posicionado com o balao sobre a superficie posterior da porcao media da coxa. Esta leitura e a pressao sanguinea sistolica. Os limites pressoricos nos quais o intervalo auscultatorio ocorre devem ser registrados. para que o examinador possa observar claramente o rubor. 27. mais a diastolica e essencialmente a mesma. geralmente sob a forma de um estalido vibratorio muito discreto. e o local para ausculta. Este processo e mais preciso quando executado num local bem iluminado. em vez da utilizacao de estetoscopio. A arteria poplitea .3 Palpacao A tecnica da palpacao indireta e util para pacientes cujos pulsos arteriais sao muito fracos para produzir os sons de Korotkoff. 27. A pressao diastolica e mais dificil de ser determinada pela palpacao. a valvula e liberada e a coluna do mercurio deve cair a uma velocidade de 2mmHg por segundo. O manguito e colocado da mesma maneira que no processo normal de ausculta. Se isso nao for possivel deve-se pedir ao paciente que flexione o joelho ligeiramente para melhor acesso a arteria. Uma mudanca sutil na sensacao. A arteria radial e palpada durante todo o processo.4.assim. antes da leitura.

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