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AGO 1982

NBR 7497

 

Vibrações mecânicas e choques

 

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

   

Sede:

   

Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR Endereço Telegráfico:

   

NORMATÉCNICA

   
 

Terminologia

 
 

Origem: ABNT - TB-214/1981 CB-04 - Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos CE-04:001.04 - Comissão de Estudo de Vibrações Mecânicas e Choques NBR 7497 - Descriptors:

Copyright © 1982, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/

Esta Norma foi baseada na ISO 2041/1975 Incorpora Errata Nº 1 de JUL 1984

 

Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Palavras-chave: Vibrações mecânicas. Choques mecânicos

35 páginas

2.2
2.2

SUMÁRIO

1 Objetivo

2 Definições

ANEXO A - Terminologia auxiliar ANEXO B - Termos matemáticos Índice alfabético

1 Objetivo

Esta Norma define os termos empregados em vibrações mecânicas e choques.

2 Definições

2.1 Deslocamento; deslocamento relativo

Quantidade vetorial que especifica a mudança de posição de um corpo ou partícula em relação a um sistema de re- ferência.

Notas: a) O sistema de referência é, habitualmente, um conjunto de eixos em uma posição considerada em repouso. Geralmente, o deslocamento pode ser representado por um vetor rotação, um vetor translação ou am- bos.

b) Um deslocamento é denominado relativo se ele for medido em relação a um sistema de referência es- colhido, distinto do sistema de referência considerado primário. O deslocamento relativo entre dois pontos é a diferença vetorial entre os deslocamentos destes dois pontos.

Velocidade; velocidade relativa

Vetor que especifica a derivada do deslocamento em re- lação ao tempo.

Notas: a) O sistema de referência é, habitualmente, um conjunto de eixos em uma posição considerada em repouso. Em geral, a velocidade pode ser representada por um vetor rotação, um vetor translação ou ambos.

b) Uma velocidade é denominada relativa se ela for medida em relação a um sistema de referência esco- lhido, distinto do sistema de referência conside- rado primário. A velocidade relativa entre dois pon- tos é a diferença vetorial entre as velocidades destes dois pontos.

2.3 Aceleração

Vetor que especifica a derivada da velocidade em relação ao tempo.

Notas: a) O sistema de referência é, habitualmente, um conjunto de eixos em uma posição considerada em repouso. Em geral, a aceleração pode ser representada por um vetor rotação, um vetor translação ou ambos.

b)Uma aceleração é denominada relativa se ela for medida em relação a um sistema de referência es- colhido, distinto do sistema de referência considerado primário. A aceleração relativa entre dois pontos é a diferença vetorial entre as acelerações destes dois pontos.

   

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2.4 Aceleração da gravidade

2.13 Ambiente natural

Aceleração produzida pela força da gravidade na super- fície terrestre. O valor varia com a latitude e altitude do ponto de observação.

Conjunto de condições geradas pelos fenômenos da na- tureza, cujos efeitos são sentidos pelo sistema, quando em repouso ou em funcionamento.

Notas: a) Por acordo internacional, o valor 9,80665 m/s 2 foi es- colhido como valor normal de aceleração da gravida- de (g n ).

b)A grandeza de uma aceleração é, freqüentemente, ex- pressa em múltiplos de g n .

2.5 Pulso (Jerk)

2.14 Precondicionamento

Procedimento do tratamento climático e/ou mecânico e/ou elétrico que pode ser especificado para um sistema particular, a fim de que este atinja um determinado estado.

2.15 Condicionamento

Vetor que especifica a derivada da aceleração em relação ao tempo.

2.6 Sistema de referência inercial

Sistema de coordenadas no qual os princípios de inércia são válidos (segundo a mecânica clássica).

Nota: Um sistema de referência inercial significa um sistema de coordenadas que não está sendo acelerado.

Conjunto de condições climáticas e/ou mecânicas e/ou elétricas, às quais um sistema é submetido, a fim de deter- minar o efeito de tais condições produzidas neste.

2.16 Excitação

Solicitação externa (por exemplo, uma força) aplicada a um sistema, que o leva a responder de certa maneira.

2.17 Resposta (de um sistema)

2.7 Força de inércia; força inercial

Expressão quantitativa da reação de saída de um sistema.

Força de reação exercida por uma massa quando está sendo acelerada.

2.18 2.19
2.18
2.19

Transmissibilidade

Relação adimensional da amplitude de resposta de um sistema em vibração forçada, em regime contínuo, com relação à amplitude de excitação. Esta relação pode ser de forças, deslocamentos, velocidades ou acelerações.

2.8 Oscilação

Variação, habitualmente em função do tempo, de uma grandeza, em relação ao seu valor de referência espe- cificada, quando esta grandeza varia em torno de um certo valor médio.

2.9 Som

Três definições são aplicáveis:

Sobre-resposta (sub-resposta)

Se, para uma variação de entrada, a saída de um sistema toma, após a estabilização, um valor B em lugar de um valor A, o valor B sendo maior (menor) que o valor A, diz- se neste caso que há sobre-resposta (sub-resposta) quan- do a resposta transitória máxima (mínima) é maior (menor) que B. A diferença entre a resposta transitória máxima (mínima) é o valor da sobre-resposta (sub-resposta).

a) sensação auditiva excitada por uma oscilação acústica;

b) oscilação acústica capaz de excitar a sensação auditiva;

2.20 Sistema

c) uma oscilação de pressão, tensão, velocidade de partícula, etc., em um meio material.

2.10 Acústica

Ciência e tecnologia do som, incluindo sua produção, transmissão e efeitos.

2.11 Meio ambiente

Conjunto, em um dado momento, de todas as condições e influências externas, aos quais um sistema está sujeito (ver 2.12 e 2.13).

Conjunto de elementos relevantes.

2.21 Sistema linear

Sistema no qual a resposta é proporcional à grandeza de excitação.

2.22 Sistema mecânico

Conjunto material apresentando uma configuração de- finida de massa, rigidez e amortecimento.

2.23 Fundação

2.12 Ambiente induzido

Conjunto de condições geradas pela operação de um sistema.

Estrutura que suporta um sistema mecânico. Pode ser fixa em um sistema de referência ou pode estar sujeita a movimento, o qual fornece excitação para o sistema su- portado.

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2.24 Sistema sísmico

2.32 Rigidez

Sistema constituído de uma massa fixa a uma base de referência por um ou mais elementos flexíveis. Nor- malmente é incluído amortecimento.

2.25 Sistema equivalente

Sistema que pode substituir outro para fins de análise.

2.26 Grau de liberdade

Número mínimo de coordenadas independentes neces- sárias para definir em qualquer instante a configuração de um sistema mecânico.

Relação entre a variação de força (ou de torque) e a va- riação correspondente do deslocamento em translação (ou de rotação) de um elemento elástico.

2.33 Flexibilidade

Recíproca da rigidez.

2.34 Função de transferência (de um sistema)

Relação matemática entre a grandeza de saída (ou res- posta) e a grandeza de entrada (ou excitação) do sistema.

2.27 Sistema de um grau de liberdade

Sistema que exige somente uma coordenada para definir em qualquer instante a sua configuração.

Nota: Ela é geralmente dada como uma função da freqüência e é geralmente complexa (ver 2.17, 2.18, 2.41 e A-13).

2.35 Excitação complexa

2.28 Sistema de vários graus de liberdade

Sistema que exige duas ou mais coordenadas para definir em qualquer instante a sua configuração.

2.29 Sistema contínuo; sistema distribuído

Sistema que possui um número infinito de possíveis con- figurações independentes.

2.30 Centro de gravidade

Excitação descrita matematicamente por uma parte real e uma parte imaginária.

Notas: a) Os conceitos de respostas e excitações complexas tiveram origem nas simplificações de métodos de cál- culo. Se o sistema for linear, a técnica é válida, pois é válido o princípio de superposição em tal condição.

2.36 2.37
2.36
2.37

b) A expressão não deve ser confundida com excitação por vibração de forma de onda complexa. A expressão vibração complexa, nesta acepção, não deverá ser usada.

Ponto de um corpo pelo qual passa a resultante dos pesos das partículas que o compõem, para todas as orientações do corpo em relação a um campo gravitacional.

Resposta complexa

2.31 Eixos principais de inércia

Para cada conjunto de coordenadas cartesianas, em um dado ponto, os valores dos seis momentos de inércia de um corpo J xixj , (i,j = 1,2,3), em geral são desiguais. Existe um sistema particular de coordenadas para o qual os momentos J xixj (i j) se anulam; os valores J xixj (i = j), neste sistema particular de coordenadas, são chamados de momentos principais de inércia e as correspondentes direções coordenadas são chamadas de eixos principais de inércia.

Notas: a) J xixj

= xixj dm, para i

j

Resposta de um sistema linear a uma excitação complexa ou resposta de um sistema amortecido a uma excitação senoidal simples (ver notas de 2.35).

Parâmetro complexo de um sistema

Quantidade complexa que é a relação entre uma excita- ção complexa e uma resposta complexa ou dela prove- niente.

Nota: As impedâncias elétricas e mecânicas são exemplos de parâmetros complexos de sistema.

J xixj =

(r 2 - x i 2 ) dm, para i = j

Onde:

 

3

r 2 =

x

2

i= 1

i

x i e x j = coordenadas cartesianas

2.38 Impedância

Relação entre uma excitação harmônica de um sistema e sua resposta (em unidades coerentes), sendo ambas as quantidades complexas, cujos argumentos aumentam li- nearmente com o tempo na mesma proporção. Geralmen- te a expressão é aplicada somente a sistemas lineares (ver 2.39).

b) Se o ponto a que se refere o parágrafo inicial de 2.31 for o centro de massa do corpo, os eixos são chamados de eixos principais de inércia e os momentos de momentos principais centrais de inércia.

c) Quando se trata de balanceamento, a expressão eixo principal de inércia” é usada para indicar um dos três eixos principais centrais que está mais próximo do eixo do rotor, sendo algumas vezes chamado de eixo de balanceamentoou eixo de massa.

Notas: a) O conceito pode ser estendido a sistemas não lineares, usando a expressão impedância incremental para indicar uma quantidade semelhante.

b) As expressões e definições relativas à impedância aplicam-se às condições senoidais.

c) A recíproca de impedância é a admitância (relação complexa entre o deslocamento e a força) ou a mo- bilidade (relação complexa entre a velocidade e a força).

 

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2.39 Impedância mecânica

Relação complexa entre a força e a velocidade em um dado ponto ou em pontos diferentes de um sistema me- cânico durante um movimento harmônico simples.

Nota: No caso de impedância mecânica torcional, os termos forçae velocidadedevem ser substituídos por torquee velocidade angular.

2.40 Impedância direta; impedância do ponto de aplicação

Em mecânica, é a relação complexa entre a força e a ve- locidade medidas no mesmo ponto de um sistema mecâ- nico durante um movimento harmônico simples (ver notas sobre impedâncias, 2.38 e 2.39).

2.41 Impedância de transferência

Em mecânica, é a relação complexa entre a força medida em um ponto de um sistema mecânico e a velocidade medida em um outro ponto do mesmo sistema durante um movimento harmônico simples (ver notas sobre impe- dâncias, 2.38 e 2.39).

2.42 Impedância livre

2.48 Rigidez dinâmica; constante elástica dinâmica;

constante dinâmica de mola

Duas definições são aplicáveis:

a) relação entre a variação da força e a variação do deslocamento, sob condições dinâmicas;

b) relação complexa entre a força e o deslocamento durante um movimento harmônico simples.

Notas: a) A rigidez dinâmica pode depender da deformação (am- plitude e/ou espectro), razão da deformação, tem- peratura ou outras condições.

b) A rigidez dinâmica K , de um sistema linear em translação de um só grau de liberdade, caracterizado pela equação:

*

dt 2

é igual a:

dt

Impedância elétrica livre de um transdutor ou impedância mecânica do ponto de aplicação de uma estrutura é a im- pedância na entrada quando a impedância de sua carga mecância ou da estrutura associada é igual a zero ou a carga elétrica é um circuito aberto.

Onde:
Onde:

x o

2.43 Impedância em carga

Impedância elétrica em carga de um transdutor ou impe- dância mecânica em carga do ponto de aplicação de uma estrutura é a impedância na entrada quando a saída está ligada à sua carga normal ou à sua estrutura.

2.44 Impedância bloqueada

m

= massa

x

= deslocamento

t

= tempo

c

= coeficiente de amortecimento viscoso linear

K = constante elástica da mola

Impedância elétrica bloqueada de um transdutor ou impe- dância mecânica bloqueada do ponto de aplicação de uma estrutura, é a impedância na entrada quando a saída está ligada à sua carga de impedância mecânica infinita.

2.45 Mobilidade mecânica

F o = amplitude da força

Relação complexa entre a velocidade medida em um ponto de um sistema mecânico e a força medida neste ou em outro ponto do mesmo sistema durante um movimento harmônico simples.

Nota: Mobilidade mecânica é o inverso da impedância mecânica.

e = base dos logaritmos naturais

i =

−1
−1

ω = freqüência angular

2.46 Mobilidade mecânica direta; mobilidade mecânica

de um ponto de aplicação

Relação complexa entre a velocidade em um ponto e a força medida no mesmo ponto de um sistema mecânico durante um movimento harmônico simples.

2.47 Mobilidade mecânica de transferência

Relação complexa da velocidade medida em um ponto de um sistema mecânico e a força medida em um ponto do mesmo sistema durante um movimento harmônico sim- ples.

ω o = freqüência angular de ressonância

x o = amplitude do deslocamento

2.49 Massa aparente; massa efetiva

Relação complexa entre a força e a aceleração durante um movimento harmônico simples.

Nota: Quando a aceleração é dada em termos de g, a relação entre a força e a aceleração é chamada de peso efetivo ou carga efetiva.

m

d 2

x

+

c

dx

+

Kx

=

F

=

Fo

e

i

ω t

K *

= F

o

= K

-

m

ω

2 + i

o

ω

o

c

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2.50 Espectro

2.53 Decibel

Descrição de uma quantidade em função da feqüência ou do comprimento de onda.

Nota: O termo espectro pode ser empregado para designar uma gama contínua de componentes em larga extensão, as quais possuem características comuns; por exemplo, o espectro de audiofreqüência.

2.51 Nível (de uma quantidade)

Um décimo de bel.

Notas: a)A grandeza de um nível em decibel é dez vezes o logaritmo de base dez da razão de quantidades ho- mogêneas às potências, isto é:

L

p

=

10 log

10

20 log

 


2

x

x

2

o

  =

10

x

x

o

Logaritmo da razão entre uma quantidade e outra quantidade de referência de mesma espécie. A base dos logaritmos, a quantidade de referência e a natureza do nível devem ser especificadas.

Notas: a) São exemplos de natureza de nível usados comu- mente: nível de potência elétrica, nível de pressão so- nora ao quadrado, nível de tensões ao quadrado.

b) O nível, como definido acima, é medido em unidades de logaritmo de uma razão de referência que é igual à base dos logaritmos.

c) A definição expressa simbolicamente é:

b)Exemplos de quantidades que podem ser consi- deradas como potências: o quadrado da pressão so- nora, o quadrado das velocidades das partículas, in- intensidade do som, densidade da energia sonora, quadrado da tensão. Assim, o bel é uma unidade de nível do quadrado da pressão sonora. No entanto, na prática, reduz-se ao nível da pressão sonora, porque disso não resulta ambigüidade.

2.54 Vibração

Variação no tempo do valor de uma grandeza a qual des- creve o movimento ou posição de um sistema mecânico, quando o valor é alternadamente maior ou menor do que certo valor médio ou de referência.

Onde:

L

L

r

2.55 Vibração periódica

q

q o

2.56
2.56

= log r

Vibração cujos valores se repetem em certos incrementos iguais da variável independente.

Nota: Uma quantidade periódica Y, função do tempo t, pode ser expressa por:

= nível da espécie, determinado pela natu- reza da quantidade em consideração, medido em unidades de log r r

=

Y = f (t) = f (t + nτ )

Onde n é um número inteiro, τ é uma constante e t é uma variável independente.

base dos logaritmos e razão de referên- cia

Vibração aleatória

q =

q o =

quantidade em consideração

quantidade de referência de mesma espécie

d) A diferença entre os níveis de duas quantidades de mesma espécie, q e q r , é dada pelas mesmas fórmu- las, já que pelas regras dos logaritmos a quantida- de de referência é eliminada.

Vibração cujo valor não pode ser precisamente previsto para qualquer instante de tempo dado (ver 2.58).

Nota: A probabilidade de que o valor de uma vibração aleatória esteja dentro de uma dada faixa pode ser prevista por uma função de distribuição de probabilidade.

2.57 Ruído

Duas definições são aplicáveis:

e)

2.52 Bel

log

 


q

1

-

 

q

=

2

q

1

r

q

o

log

r

log

q

o


r

q

2

a) qualquer som desagradável ou indesejável;

b) som geralmente de natureza aleatória, cujo espec- tro não apresenta componentes de freqüência claramente definidos.

Na terminologia de vibração, algumas vezes, o nível é empregado para indicar amplitudes, valores médios, valores eficazes, ou relação destes valores. Esta uti- lização é desaconselhada.

Nota: Estendendo as duas definições acima, os itens podem ser aplicados às oscilações elétricas de natureza indesejável ou aleatória. Se existir ambigüidade em relação à natureza do ruído, devem-se utilizar os termos ruído acústico e ruído elétrico.

Unidade de nível quando a base do logaritmo é dez. A utilização do bel é restrita ao uso de níveis de quantidades proporcionais à potência (ver notas sobre nível em 2.51 e decibel em 2.53).

2.58 Ruído aleatório

Ruído cujo valor não pode ser precisamente previsto para qualquer instante de tempo dado (ver 2.56).

 

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2.59 Ruído aleatório Gaussiano

Ruído aleatório cujos valores instantâneos possuem uma distribuição gaussiana (ver B-32).

2.60 Ruído branco; vibração branca aleatória

Ruído branco é aquele que tem mesma energia para qualquer gama de freqüência de largura constante (ou por unidade de largura) sobre o espectro de interesse.

Nota: Em uma vibração aleatória branca, é constante a densidade espectral média quadrática de aceleração, em todo o es- pectro de freqüência de interesse (ver B-44).

2.61 Ruído rosa; vibração aleatória rosa

Ruído que tem energia constante em uma largura de gama proporcional à freqüência central da gama.

Nota: O espectro de energia de um ruído rosa, como determinado por um filtro de oitava (ou de fração de oitava), terá um va- lor constante.

2.68 Vibração livre; oscilação livre

Vibração que ocorre depois da remoção da excitação ou

do vínculo.

Nota: O sistema vibra nas suas freqüências naturais.

2.69 Vibração auto-excitada; vibração auto-induzida

Vibração de um sistema mecânico resultante da con- versão, dentro do sistema, de uma energia não oscilatória em uma excitação oscilatória.

2.70 Vibração ambiental

Vibração total associada a um ambiente dado, sendo habi- tualmente uma composição de vibrações de numerosas fontes próximas e distantes.

2.71 Vibração estranha

Vibração total diferente da vibração de interesse principal.

2.62 Vibração aleatória de gama estreita

Vibração aleatória que tem somente componentes de freqüência dentro de uma gama estreita (ver 2.56).

Nota: A vibração ambiental contribui para a grandeza da vibração estranha.

2.72 Vibração quase periódica

Notas: a) A definição do que significa estreita” é relativa ao pro- blema considerado. Ela é geralmente igual ou inferior a 1/3 de oitava.

2.73 2.74 Ciclo
2.73
2.74 Ciclo

Vibração que difere ligeiramente de uma vibração pe- riódica.

Vibração aperiódica

b) A forma de onda de uma vibração aleatória de gama estreita assemelha-se a uma onda senoidal cuja am- plitude e fase variam de maneira imprevisível.

Vibração não periódica

2.63 Vibração aleatória de gama larga

Vibração aleatória que tem seus componentes de fre- qüência distribuídos em uma gama larga de freqüência (ver 2.56).

Gama completa de estados ou valores, através do qual passa um fenômeno ou função periódica, antes de se repetir identicamente.

Nota: A definição do que significa larga” é relativa ao problema considerado. Ela é geralmente de uma oitava ou maior.

2.64 Freqüência predominante

2.75 Período fundamental; período

O menor incremento de variável independente de uma

quantidade periódica, para a qual a função se repete.

Freqüência para a qual a curva de densidade espectral apresenta em valor máximo.

2.65 Vibração permanente

Vibração periódica e contínua.

2.66 Vibração transitória

Vibração que não é aleatória nem permanente.

2.67 Vibração forçada; oscilação forçada

Vibração permanente causada por uma excitação ex- terna.

Nota: Se não houver ambigüidade, o período fundamental pode ser chamado simplesmente de período.

2.76 Freqüência

Inverso do período.

Nota: A unidade de freqüência é o número de ciclos por unidade de tempo. A unidade de freqüência correspondente a um ciclo por segundo se chama hertz (Hz).

2.77 Freqüência fundamental

a) de uma grandeza periódica, é o inverso do período fundamental;

Notas: a) A vibração (para um sistema linear) tem as mesmas freqüências da excitação.

b) As oscilações transitórias não são consideradas.

b) de um sistema oscilante é a freqüência própria mais baixa. O modo normal da vibração associado a esta freqüência é conhecido como modo fun- damental.

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2.78 Harmônico (de uma quantidade periódica)

2.88 Amplitude

Grandeza senoidal cuja freqüência é um múltiplo inteiro dessa freqüência fundamental.

2.79 Subarmônicos

Quantidade senoidal cujo período é submúltiplo inteiro do período fundamental da grandeza à qual está rela- cionada.

2.80 Batimentos

Variação periódica da amplitude de uma vibração resul- tante de duas vibrações de freqüências pouco diferentes. Os batimentos ocorrem na diferença das freqüências.

2.81 Freqüência do batimento

Valor absoluto da diferença em freqüência, de duas vibra- ções de freqüências ligeiramente diferentes.

2.82 Freqüência angular

Máximo valor de uma quantidade senoidal.

Notas: a) A amplitude é algumas vezes chamada de amplitude vetorial para distingui-la dos outros sentidos do termo amplitude; é algumas vezes chamada de amplitude simples ou amplitude de pico para distinguila da amplitude dupla, que para uma quantidade harmôni- ca é o mesmo que o curso total (conceito de des- locamento) em valor de pico a pico. O uso dos ter- mos "amplitude simples" e "amplitude dupla" é desaconselhado.

b) Na teoria das vibrações é desaconselhado o uso da palavra "amplitude" para fins diferentes do que para descrever o valor máximo de uma quantidade senoidal.

2.89 Valor de pico; grandeza de pico; valor positivo de

pico; valor negativo de pico

Valor máximo de uma quantidade durante um dado in- tervalo (ver 2.95).

Produto da freqüência de uma grandeza senoidal pelo fator 2 π.

Nota: A unidade de freqüência angular é o radiano pela unidade de tempo.

Nota: O valor de pico de uma quantidade oscilatória é, geralmente, tomado como o desvio máximo daquela quantidade, em relação ao valor médio. Um valor positivo de pico é o má- ximo desvio positivo e um valor negativo de pico é o máximo desvio negativo.

2.83 Quantidade harmônica simples; quantidade senoidal

2.90 2.91
2.90
2.91

Valor pico a pico (de uma quantidade oscilatória)

Diferença algébrica entre os valores extremos de uma quantidade.

Quantidade periódica que é uma função senoidal de uma variável independente. Assim:

Y = A sen (ω x + Φ)

Onde:

Y

A

ω

Curso; curso total (de uma vibração)

Deslocamento de pico a pico.

= grandeza harmônica simples

= amplitude

= freqüência angular

2.92 Fator de crista (de uma quantidade oscilatória); relação de pico pela média quadrática

Relação do valor de pico pelo valor médio quadrático (valor eficaz).

x

= variável independente

Φ = ângulo de fase da vibração

Nota: O máximo valor da quantidade harmônica simples é a am- plitude A.

2.84 Movimento harmônico simples

Movimento que é função senoidal do tempo.

2.85 Quase senóide

Função quase senóide é aquela que tem aparência de uma senóide, mas varia relativamente devagar em fre- qüência e/ou amplitude.

2.86 Ângulo de fase; fase (de uma grandeza senoidal)

Fração de período na qual esta grandeza avançou a partir da origem da variável independente.

2.87 Diferença de fase; diferença de ângulo de fase

A diferença entre as respectivas fases ou no caso de grandezas senoidais, entre os ângulos de fase medidos a partir da mesma origem, entre duas quantidades perió- dicas de mesma freqüência.

Nota: O valor do fator de crista de uma senóide é

2.
2.

2.93 Fator de forma (de uma quantidade oscilatória)

Relação do valor médio quadrático pelo valor médio em meio ciclo entre duas passagens sucessivas pelo valor zero.

Nota: O fator de forma de uma senóide é (π / 2

Nota: O fator de forma de uma sen ó ide é ( π / 2 2)

2) = 2,221.

2.94 Valor instantâneo; valor

Valor de uma quantidade variável em um certo instante.

2.95 Máximo valor

Valor de uma função quando qualquer pequena variação da variável independente causa um descréscimo no valor da função.

2.96 Maximax

Máximo que tem o maior valor quando a função contém mais do que um valor máximo em um dado intervalo da variável independente.

 

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2.97 Severidade da vibração

Termo genérico que designa um valor, ou um conjunto de valores, como valor máximo, médio quadrático, ou qualquer parâmetro que descreva a vibração. Pode referir-se a valores instantâneos ou médios.

2.105 Modo natural fundamental de vibração

Modo natural de um sistema, que possui a menor fre- qüência natural (ver 2.77).

2.106 Forma do modo

Notas: a)A severidade da vibração de uma máquina é definida pelo máximo valor médio quadrático das velocidades de vibração medidas em pontos significativos da má- quina, como mancais ou suportes.

b)A duração da vibração é às vezes incluída com um pa- râmetro descritivo da severidade de uma vibração. Este uso é desaconselhado.

2.98 Vibração elíptica

Vibração na qual a trajetória dos pontos vibratórios tem uma forma elíptica.

A forma do modo de um dado modo de vibração de um sistema mecânico é dada pela máxima variação em posição, geralmente normalizada em relação a um valor da deflexão de um determinado ponto de uma superfície neutra (ou eixo neutro) do seu valor médio. O valor médio é médio somente para o modo de vibração dado.

2.107 Números modais

Quando os modos normais de um sistema são iden- tificados por um conjunto de números inteiros, estes in- teiros são chamados números modais.

2.99 Vibração retilínea; vibração linear

2.108 Modos acoplados

Vibração na qual a trajetória do ponto vibratório é uma linha reta.

2.100 Vibração circular

Modos de vibração não independentes, mas que influen- ciam uns aos outros, devido à transferência de energia de um modo ao outro.

Vibração na qual a trajetória do ponto vibratório tem forma circular.

2.101

2.109 Modos não acoplados

Modos de vibração que podem existir em um sistema concorrentemente com outros modos e independen- temente deles, sem transferir energia de um modo ao outro.

Nó; ponto nodal; linha nodal; superfície nodal

2.110
2.110

Ponto, linha ou superfície onde, em um sistema de ondas estacionárias, alguma característica do campo de ondas tem essencialmente valor zero.

Modo normal

Nota: Se a natureza do nó não é evidente, deve-se utilizar um quantitativo, como, por exemplo, nó de deslocamento, nó de pressão.

Modo natural de um sistema mecânico não amortecido.

Notas: a) O movimento de um sistema é dado pela superposição de cada um dos modos normais.

2.102 Antinó; ventre

Ponto, linha ou superfície onde, em um sistema de ondas estacionárias, alguma característica do campo de ondas tem essencialmente o valor máximo.

b) Os termos modo natural, modo característico e modo próprio são sinônimos de modo normal para sistemas não amortecidos.

2.111 Onda

Nota: Se a natureza do antinó não for aparente, deve-se usar um qualificativo, como, por exemplo antinó de desloca- mento, antinó de pressão.

2.103 Modo de vibração

Em um sistema em vibração, um modo de vibração indica a disposição característica dos nós e dos ventres, assumida pelo sistema, no qual o movimento de cada ponto para uma determinada freqüência é harmônico simples (para sistemas lineares), ou deriva de movimen- tos harmônicos.

Nota: Em um sistema de vários graus de liberdade, podem existir simultaneamente dois ou vários modos de vibração.

2.104 Modo natural de vibração

Modificação do estado físico de um meio, que se propaga através deste em virtude das características físicas do próprio meio.

Nota: Em qualquer ponto do meio, a quantidade que serve para medir esta perturbação é função do tempo e a cada instante esta quantidade é uma função da posição.

2.112 Trem de ondas

Sucessão de um número limitado de ondas, geralmente quase periódicos, que se deslocam na mesma (ou aproxi- madamente na mesma) velocidade.

2.113 Comprimento de onda (de uma onda periódica)

Modo de vibração apresentado por um sistema quando vibra livremente.

Distância medida perpendicularmente à frente da onda na direção de propagação, entre dois pontos sucessivos sobre a onda, separados por um período.

Notas: a)Se o sistema possui amortecimento nulo, os modos naturais são os mesmos que os modos normais (ver

2.110).

b)Existe um modo normal de vibração para cada grau de liberdade do sistema.

2.114 Onda de compressão

Onda geralmente longitudinal, que pode ser de compressão ou de tração (de pressão) e que se propaga em um meio elástico.

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2.115 Onda longitudinal

Onda na qual a direção de deslocamento causada pelo movimento da onda é paralela à direção de propagação.

2.116 Onda de cisalhamento

Onda de tensões de cisalhamento propagadas em um meio elástico.

Notas: a)Uma onda de cisalhamento é geralmente uma onda transversal (ver 2.117).

b)A onda de cisalhamento não provoca variações volu- métricas.

2.124 Freqüência infra-sônica; infra-som

Freqüencia que se encontra abaixo da gama de audio- freqüencia.

Nota: O termo infra-sônico pode ser usado como um qualificativo para indicar um dispositivo destinado a operar com vi- brações infra-sônicas.

2.125 Reverberação

Som que persiste em um espaço fechado, como resul- tante de repetidas reflexões ou dispersões, depois de cessada a emissão sonora.

2.126 Eco

2.117 Onda transversal

Onda para a qual a direção dos deslocamentos dos ele- mentos do meio é perpendicular à sua direção de propa- gação.

Onda que foi refletida ou que de outra forma tenha retor- nado com suficiente intensidade e atraso para ser detec- tada como uma onda distinta daquela diretamente emitida e que se distingue como uma repetição da onda direta.

2.127 Ressonância

2.118 Frente de onda

a) a frente de uma onda progressiva no espaço é uma superfície contínua que é o lugar dos pontos onde a fase é a mesma em um dado instante;

Existe ressonância de um sistema em vibração forçada quando qualquer alteração por menor que seja na fre- qüência de excitação provoca diminuição em uma res- posta do sistema.

2.128 Freqüência de ressonância

b) a frente de onda de uma onda de superfície pro- gressiva é a linha contínua que é o lugar dos pontos onde a fase é a mesma em um dado instante.

dos pontos onde a fase é a mesma em um dado instante. Freq üê ncia na

Freqüência na qual existe ressonância.

Notas: a)As freqüências de ressonância podem depender

das

variáveis medidas; por exemplo: ressonância de velo- cidade pode ocorrer em uma freqüência diferente da- quela da ressonância de deslocamento (ver Tabela).

2.119 Onda plana

Onda na qual as frentes de onda são planos paralelos.

b)Em caso de possível confusão, o tipo de ressonância deve ser indicado; por exemplo: freqüência de res- sonância de velocidade (ver Tabela).

2.120 Onda esférica

Onda na qual as frentes de onda são esferas concêntricas.

2.121 Onda estacionária

2.128.1 No caso de um sistema linear de um grau de liberdade, cujo movimento possa ser descrito pela equa- ção:

Onda periódica que apresenta uma distribuição de ampli- tude fixa no espaço, isto é, o resultado da interferência de ondas progressivas de mesma freqüência e espécie.

d

2

x

dt 2

dx

dt

Notas: a)Uma onda estacionária pode ser considerada como resultado da superposição de ondas progressivas opostas, de mesma freqüência e espécie.

b)Ondas estacionárias se caracterizam por nós e antinós de posição fixa.

2.122 Audiofreqüência

Qualquer freqüência de uma onda sonora normalmente audível.

Nota: Audiofreqüências encontram-se geralmente entre (20 e

20000)Hz.

2.123 Freqüência ultra-sônica; ultra-som

Freqüência que se encontra acima da gama de audio- freqüencia.

Nota: O termo ultra-sônico pode ser usado como um qualificativo para indicar um dispositivo destinado a operar associado com vibrações ultra-sônicas.

Onde x representa o deslocamento; ω freqüência angular; m, c, k são constantes; as características das diferentes espécies de ressonância em termos das constantes na equação anterior são dadas na Tabela.

2.129 Anti-ressonância

Existe anti-ressonância de um sistema em vibração for- çada, em um ponto, quando uma mudança, por menor que seja da freqüência de excitação, provoca um aumento da resposta deste ponto.

2.130 Freqüência de anti-ressonância

Freqüência na qual ocorre a anti-ressonância.

Notas: a)As freqüências de anti-ressonância podem depender das variáveis; por exemplo: anti-ressonância da velo- cidade pode ocorrer em uma freqüência diferente da- quela do deslocamento.

b)No caso de possível confusão, o tipo de anti-res- sonância deve ser indicado; por exemplo: freqüência de anti-ressonância de velocidade.

m

+

c

+

kx

=

A cos

ω t

 

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Tabela - Relações de ressonância

Ressonância Ressonância Freqüência natural Características de velocidade de deslocamento amortecida 2 1 k 2
Ressonância
Ressonância
Freqüência natural
Características
de velocidade
de deslocamento
amortecida
2
1
k
2
1
k
1
k
c
c
Freqüência (Hz)
m
2
m
m
2
2 m
4 m
A
A
A
Amplitude do
k
k
c 2
k
3c 2
deslocamento
c
c
-
c
-
2
2
m
m
4m
m
16m
A
A
Amplitude da
A
2
2
c
c
velocidade
c
1+
c
1+
c
2
2
4mk - 2c
16mk - 4c
Fase de
deslocamento em
π
4mk - 2
−1
referência à
tg
16mk - 4
−1
2
2
tg
c
2
força aplicada
c
Nota: Para valores de c pequenos, comparados com
mk , há pequena diferença entre os três casos discutidos acima. A freqüência
na ressonância de velocidade é igual à freqüência natural do sistema não amortecido. Outros símbolos são aplicados, no caso da
ressonância elétrica.
2.131 Freqüência natural não amortecida (de um
sistema mecânico)
b)Quando existirem diversos sistemas em rotação, exis-
tirão diversos conjuntos de velocidades críticas, um
para cada modo do sistema geral.
Freqüência de vibração livre, resultante somente das
forças elásticas e da inércia do sistema.
2.135 Resposta subarmônica; resposta de ressonância
subarmônica
Nota: Para a equação do movimento da Tabela que segue a
definição de 2.128, a freqüência natural não amortecida
é
k / m
k / m

radianos por segundo ou 1/2 π

k / m
k / m

Hz.

Resposta de um sistema mecânico apresentando certas características de ressonância, a uma freqüência sub- múltipla da freqüência de excitação periódica.

2.132 Freqüência natural amortecida

Freqüência da vibração livre de um sistema linear amor- tecido (ver Tabela).

2.133 Freqüência natural de base fixa

Freqüência natural que um sistema apresenta, se a fun- dação deste puder ser considerada rígida de massa in- finita.

Nota: As equações dadas em 2.128 e as freqüências naturais indicadas na Tabela correspondem às condições de base fixa.

2.136 Gerador de vibrações; máquina vibratória

Máquina especificamente projetada para gerar vibrações e comunicar estas vibrações a outras estruturas ou dispo- sitivos.

Nota: O equipamento a ensaiar pode ser fixado a uma mesa do gerador ou este pode ser usado para excitar o equipamento, sem mesa, através de elementos de acoplamento.

2.137 Sistema gerador de vibrações

Sistema formado pelo gerador de vibrações e pelo equi- pamento necessário para sua operação.

2.134 Velocidade crítica

Velocidade característica na qual se produz uma resso- nância do sistema.

Notas: a)Velocidade crítica de um sistema rotativo corresponde a uma das freqüências de ressonância do sistema (in- cluindo os seus múltiplos e submúltiplos da freqüência de ressonância); por exemplo: velocidade em revolu- ções por unidade de tempo é igual à freqüência de res- sonância em ciclos por unidade de tempo.

2.138 Gerador eletrodinâmico de vibrações ou máquina

vibratória eletrodinâmica

Gerador de vibrações no qual a força vibratória resulta da interação de um campo magnético de valor constante e uma bobina nele contida que é excitada por uma cor- rente alternante.

Nota: A parte móvel de um gerador eletrodinâmico de vibrações corresponde a: sua mesa vibrante, o induzido e todos os elementos do gerador que participam na vibração.

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2.139 Gerador eletromagnético de vibrações

2.151 Razão de varredura

Gerador de vibrações onde a força vibratória resulta da interação dos elementos eletromagnético ou magnéticos.

2.140 Gerador de vibrações de ação mecânica direta;

gerador de vibrações de ação direta

Máquina de vibrações na qual a mesa vibrante, por um acoplamento puramente mecânico, gera um deslo- camento vibratório de amplitude sensivelmente constante em função da carga ou da freqüência de operação.

2.141 Gerador hidráulico de vibrações

Gerador de vibrações no qual a força vibratória resulta da ação da pressão de um líquido por intermédio de um dispositivo apropriado de comando.

2.142 Gerador de vibrações do tipo a força centrífuga;

gerador de vibrações com massas desbalanceadas

Razão de variação da variável independente;

exemplo:

df dt , onde f é a freqüência e t é o tempo.

por

2.152 Razão uniforme de varredura; razão linear de

varredura

Razão de varredura constante; por exemplo:

tante.

2.153

Razão logarítmica de varredura

df

dt

=

cons-

Razão de varredura para a qual a sua variação por

unidade de freqüência é constante, isto é, 1

. cons-

tante

df

f

dt

Notas: a)Para uma razão varredura logarítmica, o tempo de var- redura entre duas freqüências de razão fixa é constante.

Máquina vibratória na qual as forças de excitação de vibrações são geradas por massas desbalanceadas rotativas ou alternantes.

2.143 Geradores de vibrações à ressonância

b)Recomenda-se que a razão logarítmica de varredura seja expressa em oitavas por minuto.

2.154 Freqüência de transferência (ensaio de vibração

ambiental)

Aquela freqüência na qual a característica da vibração passa de uma relação para uma outra.

Geradores de vibrações que possuem um dispositivo vibratório excitado na sua freqüência de ressonância.

2.144

2.155
2.155

Nota: Por exemplo, uma freqüência de transferência pode ser a freqüência na qual a amplitude da vibração, ou o valor médio quadrático, em relação à freqüência, passa de um valor de deslocamento constante para um valor de ace- leração constante.

Gerador piezoelétrico de vibrações

Gerador de vibrações que possui um transdutor piezo- elétrico como elemento gerador de força.

2.145

Isolador

Gerador magnetoestritivo de vibrações

Suporte, geralmente elástico, cuja função é de atenuar a transmissão do choque e/ou da vibração.

Gerador de vibrações que possui um transdutor magne- toestritivo como elemento gerador de força.

2.146 Massa pura; massa discreta

Nota: Um isolador pode ser constituído de partes desmontáveis, servomecanismos e outros dispositivos em lugar de, ou em adição aos membros elásticos.

Massa com características de massa perfeitamente rígida em uma gama de freqüências de interesse.

2.156 Isolador de vibrações

2.147 Ciclar (verbo)

Isolador projetado para atenuar a transmissão de vibra- ções em uma dada gama de freqüências.

Tempo requerido para ciclar um dispositivo através de todas as variáveis controladas na gama de controle.

2.148 Duração do ciclo

2.157 Isolador de choques

Isolador projetado para proteger um sistema, de uma certa categoria de choques de movimento ou de forças.

Tempo necessário para ciclar todas as variáveis contro- ladas na faixa de exploração.

2.149 Faixa do ciclo

Definido pelos valores mínimos e máximos da variável, controlado tal como freqüência entre as quais o dispositivo é ciclado.

2.150 Varredura (no caso de gerador de vibrações)

Processo de percorrer continuamente em uma faixa de valores de uma variável independente, geralmente fre- qüência.

2.158 Sistema de montagem de centro de gravidade

(astático)

Existe tal sistema, quando o equipamento montado, ao sofrer um deslocamento de translação de sua posição neutra, não resulta nenhum momento em relação a qual- quer eixo através do centro de massa.

Nota: No caso ideal, se um equipamento for suportado por um sistema de montagem de centro de gravidade, todas as formas naturais de vibração do equipamento (suposto rígido) sobre a montagem não estão acopladas. Os movi- mentos excitados de translação não provocarão formas de vibração na rotação e vice-versa. Na prática, esta con- dição é muito difícil de ser conseguida.

 

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2.159 Amortecedor de choque

Dispositivo para dissipar energia, a fim de reduzir a res- posta de um sistema mecânico a um choque mecânico aplicado.

2.160 Amortecedor

Termo usado em vibrações, significando um dispositivo destinado a reduzir a intensidade de um choque ou vibra- ção através de meios de dissipação de energia.

2.167 Amortecimento crítico; amortecimento crítico

viscoso

Valor do amortecimento viscoso que corresponde à con- dição limite entre o estado oscilatório e o não oscilatório transitório, para um sistema de um grau de liberdade.

Nota: O coeficiente de amortecimento viscoso crítico é igual a:

de amortecimento viscoso cr í tico é igual a: C c = 2 k m =

C c = 2 km = 2mω o para um sistema de um grau de liberdade representado pela equação dada em 2.128.1; ω o é a freqüência angular natural (ver 2.131).

2.161 Encosto

Razão

amortecimento

2.168

de

amortecimento;

fator

de

Dispositivo para limitar o deslocamento relativo de um sistema mecânico, aumentando-se a rigidez de um ele- mento elástico no sistema (em geral de modo abrupto e por um grande fator) quando o deslocamento excede um valor especificado.

2.162 Absorvedor dinâmico de vibrações

Para um sistema com amortecimento linear viscoso é a razão entre o coeficiente real de amortecimento e o coe- ficiente de amortecimento crítico.

Nota: O fator de amortecimento também pode ser expresso em porcentagem do amortecimento crítico.

2.169 Decremento logarítmico

Dispositivo para reduzir vibrações de um sistema principal em uma gama desejada de freqüência, por transferência de energia a um sistema ressonante auxiliar, de tal ma- neira sintonizado que a força exercida pelo sistema auxi- liar é oposta em fase à força atuando no sistema principal.

Logaritmo natural da razão de dois quaisquer máximos consecutivos de mesmo sinal, no decréscimo de uma oscilação de freqüência única.

2.170 2.171
2.170
2.171

Amortecimento não linear

Nota: O absorvedor dinâmico de vibração pode ser ou não amor- tecido, porém o amortecimento não é a finalidade principal.

Tipo de amortecimento viscoso que existe quando o coe- ficiente de amortecimento é proporcional a uma potência da velocidade (diferente da unidade).

2.163 Dessintonizador

Sistema vibratório auxiliar com característica de depen- dência de amplitude com a freqüência, que modifica as características de vibração do sistema principal a que é fixado.

Q; fator de qualidade

Quantidade que mede a agudez da ressonância de um sistema com um grau de liberdade, seja ele elétrico ou mecânico.

Nota: Por exemplo: uma massa auxiliar controlada por mola não linear.

Nota: A quantidade Q é igual à metade do inverso do fator de amortecimento:

2.164 Amortecimento viscoso e linear viscoso

Amortecimento onde a dissipação de energia que ocorre quando um elemento ou parte de um sistema em vibração sofre a resistência de uma força cuja intensidade é propor- cional à velocidade do elemento, porém, de sentido con- trário ao da velocidade.

2.165 Amortecimento viscoso equivalente

Valor de amortecimento linear viscoso, adotado para fins de análise de uma vibração, tal que a dissipação de ener- gia por ciclo na ressonância é a mesma tanto para o valor admitido como para a força real de amortecimento.

2.166 Coeficiente de amortecimento viscoso

Razão entre a força de amortecimento e a velocidade para o caso de um amortecimento linear viscoso (ver

2.164).

Q =

1

2 C c

2.172 Choque mecânico

Existe um choque mecânico quando uma força, uma po- sição, uma velocidade ou uma aceleração é subitamente modificada, excitando perturbações transitórias em um sistema.

Nota: A modificação é considerada súbita quando ocorre em um tempo que é curto comparado com os períodos funda- mentais concernentes.

2.173 Pulso de choque

Forma de excitação por choque caracterizado por uma elevação e decréscimo de movimento ou força que ocorre em um tempo curto comparado com os períodos funda- mentais concernentes.

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2.174 Choque de velocidade

2.185 Pulso de choque triangular simétrico

Choque mecânico resultante de uma variação súbita, não oscilatória, na velocidade.

Nota: A variação é considerada súbita quando ocorre em um tempo curto comparado com os períodos fundamentais concernentes.

2.175 Choque aplicado; excitação por choque

Qualquer excitação que, se aplicada a um sistema, pro- duzirá um choque mecânico.

2.176 Movimento de choque

Qualquer movimento transitório que causa ou resulta de uma excitação por choque.

2.177 Movimento de choque simples

Movimento de choque cuja forma de onda é uma curva geometricamente simples.

2.178 Impacto

Colisão única entre duas massas.

Pulso de choque ideal para o qual a curva movimento- tempo tem a forma de um triângulo isósceles.

2.186 Pulso de choque de verseno

Pulso de choque ideal, para o qual a curva movimento- tempo tem a forma de um período da curva representativa de função (1-cos αt), cujo período inicia no valor zero da função (1-cos αt) onde α é uma constante, tendo dimen- sões de (tempo) -1 .

2.187 Pulso de choque retangular

Pulso de choque ideal, para o qual o movimento cresce instantaneamente a um valor dado, permanece constante na duração do pulso e decresce instantaneamente a zero.

2.188 Pulso de choque trapezoidal

Pulso de choque ideal, para o qual o movimento cresce linearmente a um valor dado, permanece constante em um intervalo de tempo e a seguir decresce linearmente até zero.

2.189 Pulso de choque medido

Representação do movimento de um choque medido.

2.179 Impulso

2.190

Pulso de choque nominal

choque medido. 2.179 Impulso 2.190 Pulso de choque nominal a) a integral com respeito ao tempo

a) a integral com respeito ao tempo de uma força du- rante o intervalo de tempo de sua aplicação;

Descrição de um pulso de choque medido quando este não difere de um pulso de choque ideal em mais do que um certo valor especificado.

b) o produto de uma força pelo tempo de sua apli- cação.

Notas: a)Pulso de choque é um termo genérico. Ele exige um qualificativo adicional para torná-lo específico. Por exemplo: pulso de choque nominal de meia senóide, pulso de choque nominal em dente-de-serra.

Nota: No caso de choque, o intervalo de tempo é relativamente curto (percussão).

b)As tolerâncias de pulso de choque nominal em relação a um pulso são ideais, podendo ser expressas em ter- mos de forma de pulso (incluindo a área) ou espectro correspondente.

2.180 Pancada

Forma suave de choque, que geralmente é repetida mui- tas vezes, para fins de ensaios.

2.181 Pulso ideal de choque

Pulso que é exatamente descrito, geralmente, por uma simples descrição matemática; por exemplo: pulso de meia senóide, pulso de dente-de-serra.

2.182 Pulso de choque de meia senóide

2.191 Valores nominais de um pulso de choque

Valores descritivos de um pulso ideal (meia senóide, den- te-de-serra, etc.) dos quais o pulso medido não difere mais do que uma quantidade especificada.

Nota: Espectro, valores de pico e duração são incluídos entre os valores descritivos dos pulsos de choque.

Pulso ideal de choque para o qual a relação movimento- tempo tem a forma de uma seção positiva (ou negativa) de um ciclo de uma onda senoidal.

2.192 Duração de um pulso de choque perfeito

Intervalo de tempo no qual o pulso de choque ideal é ativo.

2.183 Pulso de choque de dente-de-serra de pico final

Pulso ideal de choque para o qual a curva movimento- tempo tem a forma de uma onda triangular em que o movimento aumenta linearmente até o valor máximo e então cai instantaneamente a zero.

2.184 Pulso de choque de dente-de-serra de pico inicial

Pulso ideal de choque para o qual a curva movimento- tempo cresce instantaneamente até um valor máximo e a seguir decresce linearmente até zero.

2.193 Duração efetiva de um pulso de choque; duração

do pulso de choque

Intervalo de tempo entre o instante em que o movimento cresce acima de uma determinada fração do valor máximo e o instante que ele decresce até esta fração.

Notas: a)Esta definição se limita a pulsos de choque de forma simples.

b)Para pulsos de choque medidos, a fração especificada é geralmente tomada como 1/10. Para pulsos ideais é tomada como zero.

   

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2.194 Tempo de subida; tempo de subida de pulso

Intervalo de tempo necessário para que o valor do pulso cresça de uma pequena fração do valor máximo até uma grande fração do valor máximo.

2.195 Tempo de queda de pulso; tempo de decréscimo

de pulso

Intervalo de tempo necessário para o valor do pulso cair de uma especificada maior fração a uma especificada menor fração do valor máximo.

2.196 Deflagração; deflagração de ar; deflagração em

meio aquático

Pulso de pressão e o movimento associado do ar ou de água resultante de uma explosão ou outra respectiva va- riação de pressão na atmosfera ou na água.

2.197 Onda de choque

b) como se usa no campo de choques mecânicos, é uma expressão aproximada de respostas máximas (deslocamento, velocidade ou aceleração) a um choque aplicado, de um conjunto de sistemas line- ares com um grau de liberdade, em função de suas freqüências naturais.

Notas: a)Espectro de choque é um termo genérico. O tipo de espectro de choque exige um qualificativo adicional, se este não for evidente no contexto.

b)As relações entre deslocamento, velocidade e acele- ração do espectro de choque são dadas na definição

2.200.

c)Se o valor e espécie do amortecimento não é dado, supõe-se que este seja nulo. A menos que sejam espe- cificadas, as respostas são valores máximos absolu- tos independentes do sinal.

2.200 Espectro de resposta de choques de deslocamento, velocidades e aceleração

Movimento de choque (deslocamento, pressão ou outra variável) associado a propagação do choque, através de um meio ou estrutura.

São definidos respectivamente por:

V

A

Nota: Em líquidos e gases, a onda de choque é geralmente ca- racterizada por uma frente de onda, na qual a pressão cresce subitamente a um valor relativamente elevado.

2.198

choque

Máquina de ensaio de choque; máquina de

Dispositivo para submeter um sistema a um choque me- cânico controlado e reproduzível.

Nota: Os seguintes tipos de máquinas podem ser classificados como máquinas de ensaio de choque:

a) máquina de choque de alto impacto;

b) máquina de choque de queda livre;

S = ω X V = 2 S ω a Onde:
S
=
ω
X
V
=
2
S
ω
a
Onde:

X

ω

V

A

ω

A

X = representa as respostas de deslocamentos máximos (relativos)

V = representa as respostas de velocidades máximas (relativas)

c) máquina de choque tipo mola;

d) máquina de choque de queda livre sobre coxins plásticos;

e) máquina de choque à punção;

A = representa as respostas de acelerações máximas (absolutas), de um conjunto de sistemas de um grau de liberdade para uma dada excitação por choque e representa as freqüências angulares naturais dos siste- mas

f) máquina de choque de queda sobre areia;

g) máquina de choque de plano inclinado;

h) máquina de choque de pancada;

2.201 Espectro de resposta de choque negativo;

espectro de choque negativo

Espectro de respostas máximas negativas, como definido para o espectro de resposta de choque.

i) máquina de choque pneumática;

j) máquina de choque hidráulica;

k) máquina de choque eletrodinâmica.

2.199 Espectro de resposta de choque; espectro de

choque; espectro de resposta

a) a descrição das respostas a um choque aplicado de uma série de sistemas de um tipo especificado em função de suas freqüências naturais;

2.202 Espectro de resposta de choque positivo;

espectro de choque positivo

Espectro de respostas máximas positivas, como definido para o espectro de resposta de choque.

2.203 Transdutor

Dispositivo para receber energia de um sistema e fornecer energia, da mesma ou diferente espécie, a outro sistema, de tal maneira que a determinada característica da entra- da apareça na saída.

S

d =

X

ω

ω

2

V

 

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2.204 Captador eletromagnético

2.210 Transdutor de translação retilínea

Transdutor atuado pela energia mecânica de um sistema (deformação, força, deslocamento, etc.) e que fornece energia elétrica a um sistema ou vice-versa.

Nota: Os principais tipos de transdutores em vibrações e choques são:

a) acelerômetro piezoelétrico;

b) acelerômetro pioezoresistivo;

Transdutor designado para ser sensível para alguma ca- racterística de movimento de translação.

Nota: O termo retilíneo é usado somente quando é necessário distinguir este tipo de transdutor daquele sensível a mo- vimento de rotação.

2.211 Transdutor angular

Transdutor designado para medir alguma característica de movimento de rotação.

c) acelerômetro com extensômetros elétricos;

2.212 Acelerômetro (captador de aceleração)

d) transdutores de resistência elétrica variável;

e) transdutores eletrostáticos (capacitivo);

Captador que converte sinais de aceleração na entrada para uma saída, geralmente elétricos, e que é proporcional aos valores de aceleração da entrada.

f) extensômetro de lâmina;

2.213 Captador de velocidade

g) transdutor de relutância variável;

h) transdutor de magnetoestrição;

Captador que converte sinais de velocidade na entrada para uma saída, geralmente elétricos, e que é proporcional a velocidade de entrada.

i) transdutor de condutor móvel;

2.214 Captador de deslocamento

Captador que converte sinais de deslocamento na entrada para uma saída, geralmente elétricos, e que é proporcional ao deslocamento na entrada.

j) transdutor de bobina móvel;

k) transdutor de indução;

l) transdutor eletrônico.

2.205 Captador sísmico

Transdutor que consiste em um sistema sísmico, onde o movimento diferencial entre a base e a massa do sistema produz um sinal elétrico.

2.215 2.216
2.215
2.216

Vibrógrafo

Instrumento, geralmente completo e de operação me- cânica que pode apresentar registro oscilográfico da forma de onda de uma vibração.

Vibrômetro

Instrumento capaz de indicar na escala alguma medida do valor da vibração, como pico de velocidade, valor eficaz da oscilação, etc.

Nota: Captador de aceleração opera na faixa de freqüências abaixo da freqüência natural significativa de um sistema sísmico. Captadores de velocidade e deslocamento ope- ram na faixa de freqüências acima da freqüência natural de sistema sísmico.

2.206 Transdutor linear

2.217 Sensibilidade (de um transdutor)

Relação entre uma quantidade especificada de saída e uma quantidade especificada de entrada.

Transdutor que fornece sinal na saída linearmente rela- cionada com o sinal de entrada dentro de uma faixa espe- cificada de freqüência e amplitudes.

Nota: A sensibilidade de um transdutor é geralmente determinada através de excitação senoidal.

2.218 Fator de calibração (de um transdutor)

2.207 Transdutor unilateral

Transdutor que não pode ser ativado na saída, de forma a fornecer sinal correspondente na entrada.

2.208 Transdutor bilateral

Transdutor capaz de transmitir sinais em ambas as dire- ções entre entrada e saída.

Nota: Um transdutor bilateral satisfaz o princípio da reciprocidade.

2.209 Elemento sensor

Sensibilidade média de um transdutor, dentro de uma fai- xa de freqüência especificada (ver 2.217).

2.219 Eixo sensível (de um transdutor)

Direção de maior sensibilidade de um transdutor retilíneo.

2.220 Eixo transversal (de um transdutor)

Qualquer direção perpendicular ao eixo sensível.

2.221 Sensibilidade transversal (de um transdutor)

Sensibilidade de um transdutor para excitação em uma direção nominal perpendicular ao seu eixo sensível.

Parte do transdutor que, sendo ativada por excitação na entrada, fornece sinal de saída.

Nota: A sensibilidade transversal é geralmente uma função da direção nominal do eixo escolhido.

 

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NBR 7497/1982

2.222 Razão de sensibilidade transversal (de um transdutor de translação retilínea)

Razão entre a sensibilidade transversal e sensibilidade ao longo do eixo sensível.

2.223 Desvio de fase do transdutor

Ângulo de fase entre o sinal de saída e de entrada de um transdutor, para uma excitação senoidal.

2.224 Distorção do transdutor

Distorção que ocorre quando a saída do transdutor não é proporcional à entrada.

2.225 Distorção de amplitude (de um transdutor)

Distorção que ocorre quando a razão entre a saída e a entrada de um transdutor, a uma dada freqüência, varia com a amplitude da entrada.

2.226 Distorção de freqüência; resposta de freqüência

Distorção ou resposta que ocorre, dentro de uma dada faixa de freqüência, quando a sensibilidade de amplitude do transdutor, para uma dada amplitude de excitação, não é constante dentro daquela faixa.

2.227 Distorção de fase

Distorção que ocorre quando o ângulo de fase entre saída e entrada do transdutor não é uma função linear da fre- qüência.

/ANEXO A

â ngulo de fase entre sa í da e entrada do transdutor n ã o é

NBR 7497/1982

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ANEXO A - Terminologia auxiliar

A-1 Sinal

Duas definições são aplicáveis:

a) é a variação de uma quantidade física usada para transmitir informação;

b) é a informação a ser transmitida por um sistema de transmissão.

A-2 Distorção (de um sinal)

Variação indesejada na forma de onda.

A-3 Resolução

A resolução de um sistema para medir movimentos é a menor variação do sinal de entrada (deslocamento, ve- locidade, aceleração, deformação ou outra quantidade de entrada), para a qual a variação na saída é perceptível.

A-8 Impedância de entrada (de um amplificador eletrônico)

Impedância elétrica entre os terminais de entrada.

Nota: A impedância de entrada pode ser afetada pela carga de saída; se assim for, a carga de saída deverá ser es- pecificada.

A-9 Impedância de saída (de um amplificador eletrônico)

Impedância elétrica entre os terminais de saída.

Nota: A impedância de saída pode ser afetada pela impedância da fonte; se assim for, a impedância da fonte deve ser es- pecificada.

A-10 Amplificador operacional

A-4 Constante de tempo; tempo de relaxamento

Tempo necessário para que uma quantidade descrecente exponencialmente diminua em intensidade com o fator 1/e = 0,3679.

Amplificador que possui um circuito de retroação, o qual mantém uma relação especificada entre os terminais de saí