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SGM-101 OSTENSIVO NORMAS PARA A GESTÃO DO SISTEMA DO PLANO DIRETOR MARINHA DO BRASIL SECRETARIA-GERAL

SGM-101

OSTENSIVO

NORMAS PARA A GESTÃO

DO SISTEMA DO PLANO DIRETOR

MARINHA DO BRASIL

SECRETARIA-GERAL DA MARINHA

2009

SGM-101 OSTENSIVO NORMAS PARA A GESTÃO DO SISTEMA DO PLANO DIRETOR MARINHA DO BRASIL SECRETARIA-GERAL DA

FOLHA REGISTRO DE MODIFICAÇÕES (FRM)

 

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1

Circ 16/2009 da SGM

2-11 a 2-13

13NOV2009

OSTENSIVO

SGM-101

NORMAS PARA A GESTÃO DO SISTEMA

DO PLANO DIRETOR

MARINHA DO BRASIL

SECRETARIA-GERAL DA MARINHA

2009

FINALIDADE: NORMATIVA

3ª REVISÃO

OSTENSIVO

ATO DE APROVAÇÃO

SGM-101

Aprovo, para emprego na MB, a 3ª revisão da publicação SGM-101 - NORMAS

PARA A GESTÃO DO SISTEMA DO PLANO DIRETOR.

BRASÍLIA, DF. Em 6 de outubro de 2009.

MARCOS MARTINS TORRES Almirante-de-Esquadra Secretário-Geral da Marinha

ASSINADO DIGITALMENTE

AUTENTICADO

 

RUBRICA

PELO ORC

Em

/

/

CARIMBO

OSTENSIVO

- II -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

ÍNDICE

 

PAGÍNAS

Folha de Rosto

I

Ato de Aprovação

II

Índice

III

Introdução

X

CAPÍTULO I - ORÇAMENTO PÚBLICO

1.1 - Conceito

1-1

1.2 - Orçamento-Programa

1-1

1.3 - Características do Orçamento-Programa

1-1

1.4 - O Orçamento na Constituição Federal de 1988

1-1

1.4.1 - Plano Plurianual (PPA)

1-2

1.4.2 - Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

1-2

1.4.3 - Lei Orçamentária Anual (LOA)

1-2

1.5 - Plano Plurianual

1-3

1.5.1 - Propósito

1-3

1.5.2 - Aspectos Básicos

1-3

1.5.3 - Responsabilidade

1-6

CAPÍTULO 2 – PLANO DIRETOR

2.1 - Conceito

2-1

2.2 - Propósito

2-1

2.3 - Organização do Sistema do Plano Diretor (SPD)

2-1

2.4 - Sistema de Acompanhamento do Plano Diretor (SIPLAD)

2-1

2.5 - Estrutura Funcional do SPD

2-2

2.5.1 - Direção Geral

2-2

2.5.2 - Direção Setorial

2-2

2.5.3 - Direção Executiva

2-3

2.5.4 - Direção Executiva Adjunta

2-3

2.5.5 - Gerência de Empreendimento Modular ou Ação Interna

2-3

2.5.6 - Secretaria Executiva

2-3

2.5.7 - Gestoria Executiva

2-3

2.5.8 - Assessoria Especializada

2-3

2.5.9 - Assessoria Geral

2-4

OSTENSIVO

- III -

REV.3

OSTENSIVO

 

SGM-101

 

PAGÍNAS

2.6

- Estrutura Documental do SPD

2-12

2.6.1 - Documentos Condicionantes

2-12

2.6.2 - Documentos Normativos

2-12

2.6.3 - Documentos Constitutivos

2-12

CAPÍTULO 3 – DOCUMENTOS CONDICIONANTES

3.1 - Conceito

 

3-1

3.2 - Documentos

3-1

 

3.2.1

- Plano Plurianual (PPA)

3-1

3.2.2

- Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

3-1

3.2.3

- Lei Orçamentária Anual (LOA)

3-1

3.2.4

- Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964

3-1

3.2.5

- Decreto de Programação Orçamentária e Financeira

3-1

3.2.6

- Decreto Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967

3-1

3.2.7

- Lei de Responsabilidade Fiscal

3-2

3.2.8

- Estratégia Nacional de Defesa (END)

3-2

3.2.9

- Plano Estratégico da Marinha (PEM)

3-2

3.2.10

- Orientações do Comandante da Marinha (ORCOM)

3-2

3.2.11

- Orientações Setoriais (ORISET)

3-2

3.2.12

- Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM)

3-3

3.2.13

- Plano de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Marinha (PDCTM)

3-3

3.2.14

- Elementos de Planejamento Logístico

3-3

3.2.15

- Jurisprudência do Tribunal de Contas da União (TCU)

3-3

CAPÍTULO 4 - DOCUMENTOS CONSTITUTIVOS

4.1 - Conceito

 

4-1

4.2 - Documentos

4-1

 

4.2.1 - Ação Interna (AI)

4-1

4.2.2 - Empreendimento Modular (EM)

4-2

4.2.3 - Plano de Ação (PA)

4-2

4.2.4 - Programa de Recursos Financeiros (PRF)

4-2

4.2.5 - Plano de Distribuição de Recursos (PDR)

4-3

4.2.6 - Alteração do Plano de Ação (ALTEPA)

4-3

4.2.7 - Pedido de Suplementação de Crédito (PSC)

4-3

4.2.8 - Alteração de crédito (ALTCRED)

4-3

4.2.9 - Compromisso Futuro (CF)

4-4

OSTENSIVO

- IV -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

PAGÍNAS

4.2.10 - Quadro de Necessidades Não Atendidas (QNNA)

4-4

4.2.11 - Relatório de Avaliação do Plano de Ação (RAPA)

4-4

4.2.12 - Calendário de Trabalho do Plano Diretor (CTPD)

4-4

CAPÍTULO 5 – INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR

5.1 - Introdução

5-1

5.2 - Plano Básico

5-1

5.2.1 - Conceito

5-1

5.2.2 - Criação ou Extinção de Plano Básico

5-1

5.2.3 - Estrutura dos PB

5-2

5.3 - Ação Interna

5-4

5.3.1

- Conceito

5-4

5.3.2

- Tipos de Ações Internas

5-4

5.3.3

- Estruturas das Ações Internas

5-6

5.3.4

- Detalhamento e Acompanhamento Físico-Financeiro

5-6

5.3.5

- Detalhamento Básico da Ação Interna do Tipo Projeto

5-8

5.3.6

- Detalhamento Básico da Ação Interna do Tipo Atividade

5-9

5.3.7

- Detalhamento Básico da Ação Interna do Tipo Operação Especial

5-9

5.3.8

- Criação de Ações Internas

5-10

5.3.9

- Reformulação de Ações Internas

5-10

5.3.10

- Extinção de Ações Internas

5-11

5.3.11

- Tramitação de Proposta de Ação Interna

5-12

5.4 - Empreendimento Modular (EM)

5-13

5.4.1 - Conceito

5-13

5.4.2 - Propósito

5-13

5.4.3 - Composição

5-14

5.4.4 - Dinâmica do Empreendimento Modular

5-14

5.4.5 - Disposições Gerais

5-15

5.5 - Compromisso Futuro (CF)

5-16

5.5.1 - Conceito

5-16

5.5.2 - Características

5-16

5.5.3 - Aprovação da Contratação Plurianual

5-17

5.5.4 - Tramitação

5-17

5.5.5 - Planejamento e Acompanhamento dos CF

5-18

OSTENSIVO

- V -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

PAGÍNAS

CAPÍTULO 6 – DINÂMICA DO PLANO DIRETOR

6.1 - Introdução

6-1

6.1.1

- Propósito

6-1

6.2 - O Ciclo de Planejamento

6-1

6.2.1 - Revisão de Plano Básico

6-2

6.2.2 - Montagem do Plano de Ação

6-6

6.2.3 - Atribuições Específicas no Ciclo de Planejamento

6-11

6.3 - O Ciclo de Execução

6-13

6.3.1

- Execução das Ações Internas

6-13

6.3.2

- Alterações no PA

6-14

6.3.3

- Tramitação de ALTEPA

6-15

6.3.4

- Aprovação de ALTEPA

6-17

6.3.5

- Meta Física

6-17

6.3.6

- Alteração de Meta Física

6-17

6.3.7

- Pedido de Suplementação de Crédito (PSC)

6-17

6.3.8

- Alteração de Crédito (ALTCRED)

6-18

6.3.9

- Atestado de Disponibilidade Creditícia

6-18

6.3.10

- Destaque de Crédito

6-19

6.3.11

- Atribuições Específicas no Ciclo de Execução

6-19

6.4 - Controle de Plano de Ação

6-20

6.4.1 - Propósito

6-20

6.4.2 - Níveis de Controle

6-20

6.4.3 - Acompanhamento Físico-Financeiro

6-21

6.5 - Reservas do Plano Diretor

6-21

6.5.1 - Propósito

6-21

6.5.2 - Reserva do COPLAN

6-21

6.5.3 - Distribuição da Reserva do COPLAN

6-22

6.5.4 - Reserva Orçamentária

6-22

CAPÍTULO 7 – SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DO PLANO DIRETOR

7.1 - Propósito

7-1

7.2 - Conceito

7-1

7.2.1 - Módulo Planejamento

7-1

7.2.2 - Módulo Execução

7-3

7.2.3 - Módulo Controle

7-4

7.2.4 - Módulo Apoio

7-5

OSTENSIVO

- VI -

REV.3

OSTENSIVO

 

SGM-101

 

PAGÍNAS

CAPÍTULO 8 – RECURSOS DO FUNDO NAVAL

8.1 - Propósito

 

8-1

8.2 - Recursos do Fundo Naval

8-1

8.3 - Receita e Despesa do Fundo Naval

8-1

8.4 - Planejamento, Execução e Controle dos Recursos do Fundo Naval

8-2

CAPÍTULO 9 – OPERAÇÕES DE CRÉDITO

9.1

- Introdução

9-1

9.2

- Definições

9-1

9.2.1

- Contrato Comercial

9-1

9.2.2

- Empréstimo (Em moeda – Fonte de Recursos 148)

9-1

9.2.3

- Financiamento (Em bens e serviços – Fonte de Recursos 149)

9-1

9.2.4

- Linha de Crédito

9-2

9.2.5

- Financiador (“LENDER”)

9-2

9.2.6

- Mutuário (“BORROWER”)

9-2

9.2.7

- Banco Agente (“AGENT BANK”)

9-2

9.2.8

- “FUNDING”

9-2

9.2.9

- “DOWNPAYMENT” (SINAL)

9-2

9.2.10

- Agências de Crédito à Exportação

9-3

9.2.11

- Desembolso (“DISBURSEMENT”)

9-3

9.2.12

- Agente Executor (“EXECUTING AGENT”)

9-3

9.2.13

- Financiamento Sindicalizado (“SYNDICATED LOAN AGREEMENT”)

9-3

9.2.14

- Repagamento (“REPAYMENT”

9-3

9.2.15

- Margem Diferencial (“SPREAD”)

9-4

9.2.16

- Prêmio de Seguro (“INSURANCE PREMIUM”)

9-4

9.3

- Liberação

9-4

9.4

- Juros a Pagar

9-4

9.5

- Tipos de Comissão

9-5

9.6

- Programação e Aplicação Financeira

9-5

9.7

- Contratação de Operações de Crédito

9-5

9.8

- Documentação de Operações de Crédito

9-5

9.9

- Aspectos Legais e Financeiros relevantes na Fase de Negociação

9-6

9.10

- Desembolso e Liberação nos Empréstimos em Moeda

9-7

9.11

- Desembolso e Liberação nos Financiamentos de Bens e Serviços

9-7

9.12

- Providências a Cargo das OM nas Operações de Crédito contratadas e em Contratação

9-7

OSTENSIVO

- VII -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

PAGÍNAS

9.13 - Providências a cargo das OM envolvidas nos Pagamentos Relativos à Dívida Interna/Externa

9-8

9.14 - Controle e Acompanhamento

9-8

9.15 - Situações Especiais

9-8

CAPÍTULO 10 – BANCO NAVAL

10.1 - Conceito

10-1

10.2 - Lançamentos Bancários

10-1

10.2.1 - Guia de Recolhimento

10-1

10.2.2 - Folha de Pagamento

10-1

10.2.3 - Resultado de Exercício Anterior

10-1

10.2.4 - Despesa Paga, Restos a Pagar e Despesa PA/RP Exterior

10-2

10.2.5 - Acerto de Lançamento

10-2

10.2.6 - Recebimento do Serviço

10-2

10.2.7 - Subsídio/Transferência

10-2

10.2.8 - Capital de Giro Inicial

10-2

10.3 - Atuação das OM

10-3

10.4 - Atuação da DAdM

10-3

10.5 - Opções do Banco Naval

10-3

ANEXOS ANEXO A – Modelo de Encaminhamento de Sugestões

A-1

ANEXO B – Estrutura Funcional e Competências Detalhadas dos Agentes Componentes do SPD

B-1

ANEXO C – Parcelas Orçamentárias

C-1

ANEXO D – Modelo do Quadro de Necessidades Não Atendidas

D-1

ANEXO E – Planos Básicos

E-1

ANEXO F – Roteiro para Elaboração de Proposta de Ação Interna

F-1

APÊNDICE I - Interpretação das partes de uma Ação Interna

F-I-1

ANEXO G - Roteiro para Reformulação de Ação Interna

G-1

ANEXO H - Atribuições dos Agentes envolvidos na Elaboração, Apreciação e Aprovação de Propostas de Ação Interna

H-1

ANEXO I – Fases da Revisão do Plano Básico

I-1

ANEXO J – Roteiro para a Revisão de Plano Básico

J-1

ANEXO K Relação dos Planos Básicos e Respectivos ODS, Relatores e Comissões

K-1

ANEXO L – Fase da Montagem do Plano de Ação

L-1

ANEXO M – Delegação de Competência para Aprovação de ALTEPA

M-1

ANEXO N – Fluxos de Tramitação de ALTEPA

N-1

OSTENSIVO

- VIII -

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OSTENSIVO

SGM-101

PAGÍNAS

ANEXO O – Atribuições das OM Envolvidas na Tramitação de ALTEPA

O-1

ANEXO P – Tipos de ALTCRED

P-1

ANEXO Q – Modelo de Atestado de Disponibilidade Creditícia

Q-1

ANEXO R – Classificação das Fontes de Recursos

R-1

ANEXO S – Esquema de Eventos para Operações de Crédito Internas

S-1

ANEXO T – Esquema de Eventos para Operações de Crédito Externas

T-1

ANEXO U – Modelo de Parecer sobre Operação de Crédito

U-1

ANEXO V – Providências a Cargo das OM nas Operações de Crédito Contratadas e em Contratação

V-1

ANEXO W - Providências a Cargo das OM Envolvidas nos Pagamento Relativos às

W-1

Dívidas Interna/Externa ANEXO X – Lista de Abreviaturas/Siglas

X-1

OSTENSIVO

- IX -

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OSTENSIVO

INTRODUÇÃO

SGM-101

1 - PROPÓSITO DA SGM-101 Normatizar a execução do Plano Diretor (PD), a partir da identificação dos atores, da definição dos conceitos básicos, estrutura, funcionamento e responsabilidades das organizações envolvidas nos processos de planejamento, execução e controle do Sistema do Plano Diretor (SPD).

2 - HISTÓRICO Até 1963, o orçamento na Marinha do Brasil (MB) compreendia apenas a previsão das receitas e a fixação das despesas para determinado período, tratando-se de uma mera peça contábil-financeira. Nesse ano, com a criação do PD, a MB passou a contar com uma ferramenta eficiente de planejamento, transformando o aspecto até então estático do orçamento. Estavam criados os princípios do orçamento-programa, além do início do processamento eletrônico de dados; marco da Administração Naval da época. Em 17 de março de 1964, foi sancionada a Lei nº 4.320 que estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Neste momento foi introduzido no Brasil o conceito de orçamento-programa, contendo programas e ações vinculadas a um processo de planejamento público. Desta forma, com a criação do PD, a MB passou a dispor de informações orçamentárias e financeiras a respeito de áreas específicas de atuação, permitindo adequar os créditos tradicionalmente escassos às necessidades planejadas. O planejamento e a execução foram otimizados, contribuindo para a continuidade administrativa. O SPD agrupa um conjunto de informações e traduz-se pelos seus conceitos básicos e processos, suas regras de funcionamento, seus principais atores e os papéis atribuídos a cada um. Visando apoiar as operações do SPD, a Diretoria de Administração da Marinha (DAdM) desenvolveu e mantém em produção o Sistema de Acompanhamento do Plano Diretor (SIPLAD), introduzindo modificações e melhoramentos a medida que a dinâmica do PD é alterada.

OSTENSIVO

- X -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

Até 1994, o SPD foi regulamentado por diversas instruções originadas nas Organizações Militares (OM) participantes dos processos de planejamento e execução

orçamentários, todavia, neste mesmo ano, a Secretaria-Geral da Marinha (SGM) determinou a consolidação dessas instruções, resultando na primeira edição da SGM-101 – Normas para Execução do Plano Diretor. Posteriormente, foram editadas as versões 101-A e 101-B, incorporando modificações significativas em alguns conceitos, além da criação de outros e alterando a própria dinâmica dos processos orçamentários.

O Governo Federal, nos últimos anos, introduziu modificações em seu sistema de

planejamento, atribuindo ênfase ao Plano Plurianual (PPA), mas não abandonando os conceitos básicos norteadores da aplicação do orçamento-programa, definidos pela Lei nº 4.320/1964. A Defesa constitui uma área de atuação para o Governo Federal e os Programas e Ações estabelecidos conduzem à consecução das metas planejadas para cada Força. Fazem parte deste raciocínio outras áreas de atuação como Saúde e Educação. Buscando o aprimoramento do SPD e visando sua compatibilização com o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal (SPOF), com o Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (SIGPlan) e com o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP), a MB, nos últimos anos, iniciou a adequação do SPD ao PPA, cujas alterações serão abordadas no decorrer destas Normas. Esta 3º revisão da SGM-101 objetiva adequar a estrutura de planejamento e controle da MB às novas determinações do Governo Federal, sem abandonar, contudo, o legado acumulado ao longo de mais de 40 anos de existência do PD.

3 - APRESENTAÇÃO

A presente Norma é composta por 10 capítulos e 24 anexos, contendo os atores do

processo orçamentário, seus documentos condicionantes, os papéis desempenhados por cada agente participante, além dos fluxogramas de funcionamento do SPD. Esta estrutura sistêmica permite identificar os responsáveis pelas decisões em seus respectivos níveis, o meio ambiente de atuação, as entradas, os processos, as saídas e a realimentação que garante a perenidade do Sistema.

OSTENSIVO

- XI -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

4 - PRINCIPAIS MODIFICAÇÕES As principais modificações introduzidas nesta revisão da SGM-101, em relação à 2ª revisão, são:

a) Alteração do nome da publicação para: Normas para a Gestão do Sistema do

Plano Diretor;

b) Inclusão de capítulos versando sobre Orçamento Público, Plano Diretor,

Documentos Condicionantes, Documentos Constitutivos, Instrumentos do Plano Diretor e Dinâmica do Plano Diretor;

c) Extinção dos conceitos de Projeto e Programa do SPD, além dos conceitos de

PAP, PANP, PINV, Homólogo, Item, Etapa, Subetapa e PUMAR;

d) Inclusão dos conceitos de Projeto de Grande Vulto, RAPA, QNNA, Relatórios

do COPLAN e COFAMAR e Atestado de Disponibilidade Creditícia;

e) Inclusão da Ação Interna (AI), Compromisso Futuro (CF), RAPA e QNNA

como Documentos Constitutivos;

 

f)

Expansão do conceito de Plano de Ação;

g)

Alteração do conceito de Projeto do SPD para AI;

h)

Revisão do Anexo L (Delegação de Competência para Concessão de

ALTEPA);

 

i)

Inclusão do Plano Básico (PB) “VICTOR” – Ciência, Tecnologia & Inovação;

j)

Mudança do Relator do PB “OSCAR”;

k)

Exclusão do Capítulo 5 - Programa;

l)

Exclusão do Capítulo 10 – Moeda Naval de Planejamento;

m) Inclusão da figura “Estrutura Funcional do SPD” no capítulo 2;

n) Inclusão dos seguintes documentos condicionantes: Lei 4.320/1964, Decreto de

Programação Orçamentária e Financeira, Decreto-Lei nº 200/1967, LRF, Estratégia Nacional de Defesa (END), Plano Estratégico da Marinha (PEM) e Jurisprudências do TCU;

o) Introdução da figura “Dinâmica do Plano Diretor” no capítulo 6;

p) Reorganização dos anexos.

5 - SUGESTÕES

Sugestões visando ao aprimoramento destas Normas poderão ser encaminhadas, a qualquer época, por intermédio de “Comunica Usuário” no submódulo “Comunicação” do

OSTENSIVO

- XII -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

módulo “Apoio” do SIPLAD, ou fisicamente, pelo preenchimento do modelo do Anexo A, endereçado à DAdM.

6 - CLASSIFICAÇÃO Esta publicação é classificada como: PMB não controlada, ostensiva, normativa e

manual.

7 - SUBSTITUIÇÃO Esta publicação substitui a segunda revisão da SGM-101 (NORMAS PARA EXECUÇÃO DO PLANO DIRETOR), aprovada em 2 de janeiro de 2003, bem como altera seu título para SGM-101 (NORMAS PARA GESTÃO DO SISTEMA DO PLANO DIRETOR).

OSTENSIVO

- XIII -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

CAPÍTULO 1 ORÇAMENTO PÚBLICO

1.1 - CONCEITO

O Orçamento Público é um instrumento de planejamento da ação governamental que fi-

xa as despesas e estima as receitas que serão arrecadadas por meio de tributos, quais se- jam, impostos, taxas e contribuições de melhorias.

1.2 - ORÇAMENTO-PROGRAMA Preconizado nos Estados Unidos, em 1912, o orçamento-programa é uma técnica vincu- lada ao planejamento introduzida no Brasil por meio da Lei nº 4.320/1964 e do Decreto- -Lei nº 200/1967. O orçamento-programa consagrou a integração entre o planejamento e o orçamento público, acarretando a necessidade de planejamento prévio à execução do Orçamento.

1.3 - CARACTERÍSTICAS DO ORÇAMENTO-PROGRAMA As principais características do orçamento-programa são as seguintes:

- é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização;

- a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas;

- as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas das alternativas possíveis;

- na elaboração do orçamento, são considerados todos os custos dos programas, inclusi- ve os que extrapolam o exercício;

- a estrutura do orçamento está voltada para os aspectos administrativos e de planeja- mento;

- o principal critério de classificação é o funcional-programático;

- a utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do trabalho e dos resulta- dos; e

- o controle visa a avaliar a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações governamen- tais.

1.4 - O ORÇAMENTO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

A CF, em seu art. 165, na seção denominada “Dos Orçamentos”, estabelece três instru-

mentos de iniciativa do Poder Executivo, a saber:

- Plano Plurianual (PPA);

- Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); e

- Lei Orçamentária Anual (LOA).

OSTENSIVO

- 1-1 -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

1.4.1 - Plano Plurianual (PPA) Toda ação do Governo está estruturada em programas orientados para realização dos objetivos estratégicos definidos no PPA, que é um instrumento de planejamento de

médio prazo que ordena, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as me- tas da Administração Pública, para um período de quatro anos.

O projeto de lei do PPA deve ser enviado, pelo Poder Executivo ao Congresso Na-

cional, até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial vigente (31 de agosto), e devolvido para a sanção do Chefe do Poder Executivo até o encerramento do segundo período da sessão legislativa (22 de dezembro) do exercício em que foi encaminhado.

1.4.2 - Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) Instrumento anual de conexão entre o PPA e a LOA, que:

- compreende as metas e prioridades da Administração Pública Federal;

- orienta a elaboração da LOA;

- dispõe sobre as alterações na legislação tributária; e

- estabelece a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

O projeto de lei da LDO deve ser encaminhado pelo Poder Executivo até oito meses e

meio antes do final do exercício financeiro (15 de abril) e devolvido para a sanção até o final do primeiro período da sessão legislativa (17 de julho).

1.4.3 - Lei Orçamentária Anual (LOA) Conterá a discriminação da receita prevista e da despesa autorizada, de forma a evi- denciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo.

O projeto de lei da LOA deverá ser enviado pelo Poder Executivo ao Congresso até

quatro meses antes do final do exercício financeiro (31 de agosto), e devolvido para a

sanção até o encerramento do segundo período da sessão legislativa (22 de dezem- bro). Publicada a LOA, pode ser verificada a necessidade de ajustar a programação origi- nalmente aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Presidente da Repú- blica. Estes ajustes alteram de alguma forma a posição inicial da LOA e se dividem em créditos adicionais e outras alterações orçamentárias. Os créditos adicionais, por sua vez, se dividem em suplementares, especiais e extraordinários.

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1.5 - PLANO PLURIANUAL

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Em que pese à importância dos três instrumentos de planejamento governamental (PPA, LDO e LOA), será dada uma ênfase nos aspectos básicos do Plano Plurianual em virtu- de da correlação existente com o Sistema do Plano Diretor.

1.5.1 - Propósito Promover a identificação clara dos objetivos e prioridades do Governo; a integração do planejamento e do orçamento; a gestão empreendedora orientada para resultados; a garantia da transparência; o estímulo às parcerias; e a organização das ações de go- verno em programas.

1.5.2 - Aspectos Básicos a) Gestão do PPA O PPA é estruturado em Programas e se caracteriza por ser o instrumento de orga- nização da ação governamental com vistas à solução de um problema. Resulta do reconhecimento de carências, demandas sociais e econômicas e de oportunidades

inscritas nas prioridades e diretrizes políticas expressas nas orientações estratégi- cas do Governo. Articula um conjunto coerente de Ações, necessárias e suficientes para enfrentar o problema, de modo a superar ou evitar as causas identificadas, como também aproveitar as oportunidades existentes. Os programas são classificados em dois tipos: Finalísticos e de Apoio às Políticas Públicas e Áreas Especiais.

- Programas Finalísticos São aqueles que resultam em bens ou serviços ofertados diretamente à socieda- de, cujos resultados sejam passíveis de mensuração.

- Programas de Apoio às Políticas Públicas e Áreas Especiais São aqueles voltados aos serviços típicos de Estado, ao planejamento, à formula- ção de políticas setoriais, à coordenação, à avaliação ou ao controle dos Progra- mas Finalísticos, resultando em bens ou serviços ofertados ao próprio Estado, podendo ser composto inclusive por despesas de natureza tipicamente adminis- trativa. Cada Programa possui um Gerente, que é o responsável pelo seu desenvolvimento e pela prestação de informações atualizadas sobre a sua evolução física e financei- ra. A cada Programa poderá ser atribuído no um indicador, instrumento capaz de

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medir o seu desempenho, sendo obrigatório a adoção de no mínimo um indicador para os Programas Finalísticos.

Os Programas são divididos em Ações e estas possuem Coordenadores que têm como uma de suas tarefas manter os Gerentes de Programa informados sobre o an- damento das respectivas Ações. As Ações correspondem às operações das quais resultam um produto (bem ou ser- viço) ofertado à sociedade e que contribuem para atender aos objetivos de um programa. As Ações podem ser classificadas como Atividade, Projeto ou Opera- ção Especial.

- Atividade

É um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um pro-

grama, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo

e permanente, das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo.

- Projeto

É um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um pro-

grama, envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais re- sulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento das Metas de Governo. Ainda no que tange às Ações do tipo Projeto, há que se ressaltar o instituto dos Projetos de Grande Vulto, que são aqueles constantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, cujo montante, considerado significativo em termos do respectivo PPA, exija avaliação prévia da Comissão de Monitoramento e Avali- ação (CMA) do PPA, com o objetivo de aperfeiçoar o processo decisório, evi- tando a dispersão e o desperdício dos recursos públicos, incrementando a efici- ência do investimento e aprimorando a ação de governo. A Lei que dispõe sobre o Plano Plurianual, com periodicidade de quatro anos, estabelece o valor total estimado mínimo das ações orçamentárias para a caracte- rização de um Projeto de Grande Vulto, além dos critérios e requisitos adicionais para a execução, acompanhamento e controle, interno e externo, incluindo a ava- liação prévia da viabilidade técnica e socioeconômica. Tradicionalmente, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publica um Manual de Apresentação de Estudos de Pré-viabilidade de Projetos de Gran-

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de Vulto, disponível no sítio www.sigplan.gov.br, com o objetivo de orientar os órgãos setoriais na elaboração dos estudos, caso necessário. - Operação Especial Despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das ações de governo, das quais não resulta um produto, e não gera contrapres- tação direta sob a forma de bens ou serviços. b) Controle

O PPA conta com importantes ferramentas de apoio à gestão dos Programas que

são o Sistema de Informações Gerenciais e de Planejamento (SIGPlan) e o Siste- ma Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP).

O Governo Federal, com base nas informações lançadas pelos Gerentes e Coorde-

nadores de Ação no SIGPlan/SIOP, acompanha, controla e avalia os resultados al- cançados, prestando contas à sociedade.

O Modelo de Gestão do PPA estabelece que, além da figura do Gerente do Pro-

grama, também fazem parte do monitoramento e gestão dos Programas, o Geren- te-Executivo, o Coordenador de Ação e o Coordenador-Executivo de Ação.

Ressalta-se que a gestão do Programa é de responsabilidade do Gerente do Pro- grama, que poderá contar com o apoio do Gerente-Executivo, e a gestão da Ação

é de responsabilidade do Coordenador de Ação, que,de forma análoga, poderá

contar com o apoio do Coordenador-Executivo de Ação. Os Gerentes dos Programas da MB deverão manter frequente contato com os Co- ordenadores de suas Ações de modo a obter uma avaliação constante sobre os a-

tributos qualitativos de seus Programas. A análise decorrente destas avaliações poderá gerar sugestões para modificações desses atributos que devem ser encami- nhadas à SGM, de modo a subsidiar as revisões anuais do PPA.

A instituição desses novos atores visa a subsidiar a tomada de decisão do Gerente

e possibilitar maior participação e acompanhamento na consecução dos objetivos do programa, com consequente aumento da transparência e disponibilização das informações de seus resultados para a sociedade.

O PPA é regulamentado por meio de Decreto, que institui as normas para sua ges-

tão, seus Programas e dá outras providências, sendo complementado por Portaria que estabelece os procedimentos e a periodicidade para registro de informações relacionadas com o desempenho das Ações no SIGPlan/SIOP.

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c) PPA X SPD

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O

PPA é um dos documentos condicionantes do SPD. Os princípios que norteiam

o

SPD são, em linhas gerais, os mesmos que, atualmente, orientam o Sistema de

Planejamento e Orçamento Federal (SPOF) e, em razão disso, é esperado que haja compatibilidade entre o modelo de gestão do PPA e o modelo adotado há mais de quarenta anos pela MB.

A integração entre os dois Sistemas é materializada por meio da correlação entre

“Ação Orçamentária” do PPA e “Ação Interna (AI) e respectivos Planos Internos (PI)” do SPD, segundo a premissa “cada Ação Interna do SPD é provisionada com crédito oriundo de somente uma Ação Orçamentária”. Desse modo, a meta física de cada Ação Interna do SPD contribui para a consecução dos objetivos da Ação do PPA a qual está vinculada, em termos de bens e serviços ofertados. O PI é o có- digo que representa o detalhamento do crédito no âmbito de cada Entidade, além de ser utilizado como um instrumento de planejamento e acompanhamento da ação

programada. Na MB, o PI obedece ao disposto no Sistema do Plano Diretor (SPD), apesar do seu uso não ser obrigatório. É importante esclarecer que, durante o ciclo da execução orçamentária, sua dinâmi-

ca poderá alterar a vinculação estabelecida no ciclo de planejamento, acarretando,

por vezes, a necessidade de se distribuir créditos a uma Ação Interna do SPD pro- venientes de diversas Ações do PPA. Nesse caso, é fundamental que os agentes do PPA (Gerentes, Coordenadores e Assessores) e Ordenadores de Despesa tenham a noção de que o planejamento e a execução orçamentária e financeira, por serem di- nâmicos, exigem um esforço adicional para atender as necessidades da MB, o que implica uma perfeita interação desses agentes.

1.5.3 - Responsabilidades na MB No âmbito da Marinha, para atender às atividades decorrentes do PPA, são estabele- cidas as seguintes atribuições:

a) Estado-Maior da Armada:

- supervisionar as atividades inerentes ao PPA;

- providenciar o cadastramento no SIGPlan/SIOP dos agentes da MB que atuam no PPA; e

- aprovar as avaliações e propostas de alterações atinentes ao PPA.

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b) Secretaria Geral da Marinha (SGM), com a assessoria da Coordenadoria do Orçamento da Marinha (CORM):

- elaborar as Normas e Instruções complementares referentes ao PPA para a Mari- nha, contendo orientações e procedimentos a serem adotados pelos Gerentes de Programas, Coordenadores de Ação e demais integrantes do SPD que tenham vinculação com o PPA;

- submeter à ratificação do EMA as sugestões/proposições referentes ao PPA que a Marinha tenha que prestar a organizações extra-MB, objetivando as revisões do Plano;

- tratar com os órgãos extra-MB os assuntos inerentes ao PPA; e

- manter atualizado o módulo PPA do Sistema de Acompanhamento do Plano Di- retor (SIPLAD), como ferramenta de apoio aos agentes do PPA. A SGM, por meio da Coordenadoria de Orçamento da Marinha (COrM), apoia tecnicamente os Gerentes de Programa e Coordenadores de Ação. Cabe ao EMA a supervisão das atividades, de modo que o binômio EMA/SGM exerça o papel de “Unidade de Monitoramento e Avaliação (UMA)” do PPA, no âmbito da MB.

c) Diretoria de Administração da Marinha (DAdM)

- cadastrar no SIPLAD os Programas e Ações do PPA;

- cadastrar no SIPLAD os Gerentes de Programas e os Coordenadores de Ações; e

- inserir nas Propostas Orçamentárias as Metas Físicas dos diversos Programas e Ações, encaminhadas pela SGM.

d) Relatores de Planos Básicos:

- fornecer aos Coordenadores de Ação e Gerentes de Programa as informações so- licitadas; e

- quando da criação de novas Ações Internas, realizar o perfeito enquadramento com as Ações do PPA.

e) Gerentes de Programas

- analisar as informações elaboradas pelos Coordenadores das respectivas Ações por ocasião da execução do monitoramento mensal das mesmas, levando em consideração as execuções físicas e financeiras das ações,visando atualizar a si- tuação do Programa sob sua responsabilidade;

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- efetuar o registro das informações de situação da execução do Programa no SIGPlan/SIOP, enfocando a execução atualizada do seu Programa ao final de cada trimestre;

- acompanhar os assuntos que envolvam o planejamento e a execução dos créditos sob sua gerência específica, visando compatibilizar as informações físico- financeiras das Ações Internas do SPD com os parâmetros do PPA;

- encaminhar à SGM as sugestões de alteração de atributos de seus Programas e Ações, bem como as propostas de exclusão/inclusão de Programas e Ações, com vistas à revisão qualitativa do PPA, de acordo com calendário estabelecido;

- submeter os registros e análises referentes ao acompanhamento e à avaliação do programa, à SGM ;

- prestar informações sobre o Programa a órgãos extra-MB,quando solicitado, após análise da SGM e ratificação do EMA;

- encaminhar ao EMA as propostas de alteração dos agentes do PPA integrantes do seu Programa;

- indicar o Gerente-Executivo, a seu critério, para apoiá-lo no desempenho de su- as atribuições e substituí-lo, quando necessário;

- encaminhar à SGM e ao EMA, quando solicitado, as informações afetas à avali- ação de seus Programas e respectivas Ações, de forma a subsidiar a elaboração de documentos externos, como o Relatório de Avaliação do PPA, Mensagem Presidencial, Subsídios para Prestação de Contas do Presidente da República, dentre outros;

- disseminar aos Coordenadores de Ação do seu Programa, as orientações emana- das pelo EMA ou pela SGM; f) Coordenadores de Ação

- manter atualizadas as informações inerentes à sua Ação, submetendo-as à apre- ciação do Gerente do respectivo Programa, observando a periodicidade mensal do registro nos Sistemas.

- buscar a obtenção do produto expresso na meta física das Ações sob sua respon- sabilidade;

- acompanhar os assuntos que envolvam o planejamento e a execução dos créditos sob sua coordenação específica, visando compatibilizar as informações físico- financeiras das Ações Internas do SPD com os parâmetros do PPA;

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- registrar as informações essenciais da Ação no SIGPlan/SIOP: desempenho físi- co e financeiro das Ações; restrições à sua execução; e providências adotadas;

- encaminhar aos Gerentes de Programa as informações sobre a execução física e financeira relativas às suas Ações.

- indicar o Coordenador-Executivo de Ação, a seu critério, para apoiá-lo no de- sempenho de suas atribuições e substituí-lo, quando necessário.

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2.1 - CONCEITO

CAPÍTULO 2 PLANO DIRETOR

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O Plano Diretor (PD) é um instrumento de planejamento, execução e controle, de caráter

permanente, inerente às gestões orçamentária e financeira, desenvolvidas nos diversos escalões administrativos, visando a adequação dos recursos disponíveis às necessidades da MB.

2.2 - PROPÓSITOS São propósitos do PD:

- contribuir para a administração da MB, visando ao cumprimento de sua destinação constitucional;

- condicionar processos e meios que visem à consecução de metas compatíveis com o Plano Estratégico da Marinha (PEM);

- harmonizar o planejamento, a execução e o controle desenvolvidos na MB com os Planos e Programas de Governo;

- permitir a aplicação de recursos com eficiência, eficácia, efetividade e economicidade;

- proporcionar uma otimização na gestão dos recursos orçamentários da MB, permitindo atender ao máximo possível as demandas navais; e

- propiciar continuidade administrativa, em todos os níveis organizacionais, no que tan- ge ao planejamento, aplicação e controle dos recursos financeiros disponíveis.

2.3 - ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DO PLANO DIRETOR (SPD)

O SPD é constituído sobre a estrutura administrativa da MB, cujos órgãos e Organiza-

ções Militares, que o compõem são interdependentes, interagindo segundo procedimen- tos específicos, a fim de alcançar os propósitos para os quais foi criado.

2.4 - SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DO PLANO DIRETOR (SIPLAD) Para apoiar as atividades inerentes à dinâmica do PD, a MB conta com o SIPLAD, sis- tema corporativo, desenvolvido, mantido e aperfeiçoado pela DAdM.

O SIPLAD é o instrumento que contribui para harmonizar o SPD ao sistema de planeja-

mento governamental, considerando as etapas básicas do planejamento, execução e con- trole, além de conter os módulos específicos de apoio à gestão dos recursos orçamentá- rios.

A operacionalização do sistema será apresentado, detalhadamente, no Capítulo 7.

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2.5 - ESTRUTURA FUNCIONAL DO SPD A estrutura funcional do SPD é composta conforme os itens e a figura abaixo e a compe- tência dos Agentes desta estrutura encontra-se relacionada no Anexo B:

ESTRUTURAESTRUTURA FUNCIONALFUNCIONAL DODO SPDSPD

COMANDANTE DA MARINHA COFAMAR EMA COPLAN CON/DGN DGMM DGPM SGM CGCFN CORM DAdM RELATORES DOS
COMANDANTE DA MARINHA
COFAMAR
EMA
COPLAN
CON/DGN
DGMM
DGPM
SGM
CGCFN
CORM
DAdM
RELATORES DOS PLANOS BÁSICOS
RELATORES ADJUNTOS
OM

Direção Geral

Assessoria

Geral

Direção Setorial

Secretaria

Executiva

Direção

 

Executiva

Direção

Executiva

Adjunta

Gestoria

 

Executiva

2.5.1 - Direção Geral Exercida pelo Comandante da Marinha (CM) e, por delegação deste, pelo Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).

2.5.2 - Direção Setorial Exercida pelos titulares dos Órgãos de Direção Setorial (ODS), a quem cabem coor- denar e supervisionar as atividades do respectivo Setor, relacionadas com o PD. O ODS é responsável pela priorização dos subsídios do seu Setor, pela análise das propostas de Ação Interna e Compromisso Futuro, pela criação da Seção II do Em- preendimento Modular e pela consolidação das informações do Relatório de Avalia- ção do Plano de Ação (RAPA) do seu Setor para o COFAMAR.

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2.5.3 - Direção Executiva Exercida pelos titulares das Diretorias Especializadas (DE), ou de órgãos equivalen- tes, na função de Relatores de PB, a quem cabe orientar, coordenar e controlar as ati- vidades do PD relacionadas com o seu respectivo PB. As DE, na função de Relatores de PB são responsáveis pela criação das propostas de Ação Interna; pelos subsídios e Revisão dos PB, bases para a elaboração da Proposta Orçamentária da MB; pela realização da Adequação do teto COPLAN, pela inserção de CF no SIPLAD; pelas alterações de créditos (ALTCRED) e de Plano de Ação (ALTEPA); por manter o controle do PB no submódulo “Gerencial” do SIPLAD; por subsidiar, trimestralmente, aos ODS quanto à execução do PB por meio do RAPA; e coordenar as reuniões das Comissões de PB.

2.5.4 - Direção Executiva Adjunta Exercida pelos Comandantes dos Distritos Navais, Comandante-em-Chefe da Esqua- dra e Comandante de Força de Fuzileiros Navais, na função de Relatores Adjuntos de PB, a quem cabe orientar, coordenar e controlar as atividades do PD relacionadas com suas OM subordinadas, estabelecendo a comunicação destas com os diversos Relatores de PB.

2.5.5 - Gerência de Empreendimento Modular ou de Ação Interna Desempenhada pelo Titular de uma OM ou por pessoa especialmente designada.

2.5.6 - Secretaria Executiva Exercida pelo Secretário-Geral da Marinha, com o assessoramento do Coordenador de Orçamento da Marinha e, por delegação, pelo Diretor de Administração da Mari- nha.

2.5.7 - Gestoria Executiva Exercida por OM que executam as funções de uma Unidade Gestora Responsável (UGR) pela execução de Ações Internas ou parcelas destas Ações.

2.5.8 - Assessoria Especializada Exercida pelas Comissões dos PB, constituídas preferencialmente por Oficiais Supe- riores, especialmente designados, cujas atribuições são:

- assessorar os órgãos de Direção Executiva nos assuntos relacionados aos respecti- vos PB;

- assessorar a coordenação no planejamento das ações e metas pertinentes que envol- vem diferentes Setores;

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- reunir-se, obrigatoriamente, pelo menos uma vez por ano, por ocasião da Revisão de PB ou, extraordinariamente, tantas vezes quantas forem julgadas necessárias pelos Relatores de cada PB;

- apresentar críticas relevantes ao planejamento do “ano A”, por ocasião das Reuni- ões, analisando eventuais discrepâncias ocorridas e valendo-se dessa análise para subsidiar o planejamento do “ano A+1”; e

- opinar e apresentar sugestões pertinentes, com relação às Ações Internas de interes- se de seu Setor pertencentes ao PB em Revisão. 2.5.9 - Assessoria Geral Prestada por dois conselhos consultivos, de caráter permanente, que são:

- Conselho do Plano Diretor (COPLAN)

- Conselho Financeiro e Administrativo da Marinha (COFAMAR)

a) Conselho do Plano Diretor (COPLAN) O COPLAN é um órgão consultivo, de caráter permanente, que tem o propósito de assessorar o CM no trato dos assuntos relacionados com o ciclo de planejamento do PD. Em suas Reuniões, o COPLAN compatibiliza as necessidades apresentadas pelos

Setores com os recursos disponíveis, sob a ótica das prioridades estabelecidas para a MB, com o objetivo de montar o PA, para o exercício subseqüente. I) Constituição do COPLAN

O COPLAN possui a seguinte constituição:

- Presidente - CEMA;

- Membros - os titulares dos ODS;

- Assessores - DAdM, COrM e Chefe do GCM; e

- Secretário - Subchefe de Orçamento e Plano Diretor do EMA.

O Chefe do GCM abordará os assuntos afetos à Relatoria dos Planos Básicos

“OSCAR” e “WHISKEY”, e o Subchefe de Orçamento e Plano Diretor do EMA abordará os assuntos afetos à Relatoria do Plano Básico “VICTOR”. II) Funcionamento do COPLAN O COPLAN obedecerá ao seguinte funcionamento:

- reunir-se-á de acordo com o CTPD, ou, em caráter extraordinário, por convoca- ção do Presidente;

- a Reunião do COPLAN será realizada em dois eventos distintos. No primeiro,

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presidida pelo CEMA, tomarão parte seus Membros, Assessores e Secretário. No segundo, reunir-se-ão os Oficiais que assessoram os membros e assesso- res do COPLAN com o Subchefe de Planejamento e Avaliação do EMA, sob a presidência deste, de modo que sejam tomadas as providências necessárias ao cumprimento das resoluções aprovadas;

- o Presidente do COPLAN, por iniciativa própria ou proposta de um ou mais membros, poderá convocar para participar das reuniões os Gerentes de Progra- ma e Coordenadores de Ação do PPA ou quaisquer outras autoridades envolvi- da na execução do PD, a fim de obter esclarecimentos mais completos sobre assuntos em discussão;

- os membros e assessores do COPLAN, uma vez convocada a Reunião, poderão sugerir ao EMA assuntos que desejarem incluir na agenda. Neste caso, um tex- to resumido desses assuntos deverá ser enviado ao EMA e aos mem- bros/assessores do COPLAN até 7 (sete) dias antes da reunião;

- nas resoluções do COPLAN, terão direito a voto o Presidente e os membros. Os membros do COPLAN terão direito apenas a um voto, mesmo no caso de acu- mulação de funções;

- qualquer membro do Conselho que se fizer representar na reunião por Almiran- te da sua cadeia de comando terá direito a voto, respeitada a restrição da alínea anterior;

- as deliberações do COPLAN serão tomadas por maioria de votos; em caso de empate, prevalecerá o voto do Presidente;

- nos impedimentos do CEMA, a Presidência do Conselho será exercida pelo Membro mais antigo;

- os membros do COPLAN, quando discordarem de qualquer deliberação tomada durante as reuniões, poderão apresentar posteriormente, verbalmente ou por es- crito, apreciações relativas às decisões que impliquem repercussões relevantes nas atividades de seu Setor, principalmente aquelas que, direta ou indireta- mente, afetarem o estado de aprestamento das Forças Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais;

- o EMA deverá elaborar, para cada reunião, um relatório preliminar contendo as sugestões para a montagem do PA do ano subseqüente. Após a reunião, será emitido um relatório final contendo as resoluções para a aprovação do CM. Se-

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rão distribuídos, aos membros e assessores, exemplares de ambos os relatórios;

- as principais deliberações tomadas em reuniões do COPLAN constarão em Ata, a ser divulgada pelo EMA, no prazo de até 30 (trinta) dias após as reuniões. Es- sas Atas são numeradas anualmente;

- as propostas de alterações e correções da Ata deverão ser enviadas ao EMA no prazo de até 7 (sete) dias; e

- a aprovação da ata será formalizada na reunião subseqüente do COPLAN, me- diante a assinatura do documento original pelos membros e assessores do Con- selho. III) Atribuições do COPLAN

- Apreciar os seguintes assuntos:

propostas de alterações no PD;

propostas de criação ou extinção de PB;

propostas de definição de Relator e dos ODS que terão representantes em cada Comissão de PB;

propostas de Revisão de PB;

proposta de revisão do PPA;

proposta de PRF;

proposta de PDR;

proposta de PA;

proposta de CTPD;

Circular de Diretrizes Gerais para Revisão de PB; e

outros assuntos pertinentes ao PD, por iniciativa do Presidente ou de qual- quer de seus membros.

- Compete ao Secretário do COPLAN:

tomar as providências necessárias à convocação dos membros e assessores;

divulgar a agenda das reuniões;

preparar e divulgar a documentação a ser apreciada nas reuniões; e

elaborar e divulgar as principais deliberações e Atas das reuniões do COPLAN. b) Conselho Financeiro e Administrativo da Marinha (COFAMAR) O COFAMAR tem como propósito assessorar o CM nos assuntos administrativo- financeiros, exercendo o mais elevado nível de controle da execução do PD e atu-

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almente presente no mais alto nível de controle interno da Administração Naval.

Em suas reuniões, o COFAMAR avalia a execução físico-financeira do PA, a situ-

ação do Fundo Naval e outras atividades relacionadas com a administração finan-

ceira da MB.

I) Constituição do COFAMAR

- Presidente - CM;

- Membros – CEMA e os titulares dos ODS;

- Assessores – DAdM, COrM, DFM, DCoM e Subchefe de Orçamento e Plano

Diretor do EMA; e

- Secretário - Chefe do GCM.

O Chefe do GCM abordará os assuntos afetos à Relatoria dos Planos Básicos

“OSCAR” e “WHISKEY”, e o Subchefe de Orçamento e Plano Diretor do EMA

abordará os assuntos afetos à Relatoria do Plano Básico “VICTOR”.

II) Funcionamento do COFAMAR

O COFAMAR obedecerá ao seguinte funcionamento:

- será reunido ordinariamente, até 45 (quarenta e cinco) dias após o término de

cada trimestre, em data prevista no CTPD, à exceção do quarto trimestre,

quando a data da reunião será aprovada pelo CM, por sugestão do EMA, con-

siderando as peculiaridades do encerramento contábil do exercício anterior.

Extraordinariamente, o COFAMAR se reunirá por convocação do Presidente;

- a Reunião do COFAMAR, em caráter ordinário, será precedida por uma reuni-

ão de Oficiais que assessoram os componentes do Conselho, sob a presidência

do Subchefe de Orçamento e Plano Diretor do EMA, para que sejam previa-

mente esclarecidas dúvidas sobre a matéria agendada;

- os membros do COFAMAR, até 15 (quinze) dias antes das datas previstas para

as reuniões ou até a data-limite pré-estabelecida pelo GCM, poderão sugerir os

assuntos que desejam incluir na agenda da respectiva reunião, acompanhados

de textos explicativos, obrigatoriamente enviados em meio eletrônico, para ca-

da matéria, com indicação do valor financeiro envolvido. As matérias agenda-

das deverão ser apresentadas e esclarecidas durante a reunião de assessores,

excetuando-se os temas julgados pertinentes para conhecimento restrito do

Conselho;

- o Presidente do Conselho, quando julgar necessário, poderá convocar para par-

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ticipar da reunião os Gerentes de Programa e Coordenadores de Ação do PPA ou quaisquer outras autoridades, a fim de obter esclarecimentos mais comple- tos sobre assuntos em discussão;

-

os deliberações do COFAMAR serão tomadas por maioria de votos dos mem- bros, cabendo ao Presidente homologá-las ou não;

-

os membros do COFAMAR têm direito a apenas um voto, mesmo no caso de acumulação de funções;

-

no impedimento do CM, o CEMA presidirá a reunião e, na ausência deste, o membro mais antigo conduzirá os trabalhos, submetendo as deliberações à homologação do CM;

-

o

Relatório de Acompanhamento e Avaliação do PA, elaborado pelo EMA; os

Relatórios Setoriais de Avaliação do PA, emitidos pelos ODS e pela SECIRM;

o

Relatório do Movimento Trimestral do Fundo Naval, aprovado em Reunião

da Junta Administrativa do Fundo Naval; o Relatório de Atividade de Controle Interno; os Quadros Demonstrativos de Evolução da Despesa Autorizada do Municiamento; da Variação do Poder Aquisitivo da Etapa e dos Saldos das Caixa de Economias, elaborados pela DCoM; e a Análise Gerencial das OMPS, elaborada pela DFM, deverão ser enviados aos membros e assessores até 15 (quinze) dias antes da data marcada para a reunião prévia do COFAMAR ou até a data-limite pré-estabelecida pelo EMA;

-

os relatórios acima mencionados deverão ser analisados pelos componentes do COFAMAR, a fim de que, durante a Reunião, em lugar de ser efetuada sua lei- tura na íntegra, somente sejam esclarecidas eventuais dúvidas remanescentes ou ressaltados pontos que mereçam atenção especial ou definição por parte do Conselho;

-

os assuntos discutidos pelo Conselho serão consolidados em Ata, a ser divul- gada pelo Chefe do GCM no prazo de 20 (vinte) dias a contar da data das Re- uniões. As Atas serão numeradas sequencialmente;

-

as propostas de alterações e correções da Ata deverão ser enviadas ao GCM até 7 (sete) dias após o seu recebimento; e

-

a

redação final da Ata deverá ser divulgada após a assinatura de todos os

membros e a sua aprovação formal far-se-á na Reunião subsequente do Conse- lho.

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III) Atribuições do COFAMAR:

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- atuar na qualidade de Junta Administrativa do Fundo Naval, orientando-o e

controlando-o, segundo os preceitos legais e regulamentares que o regem;

- apreciar os níveis de participação do Fundo Naval para complementar os re-

cursos necessários à execução do planejamento da Marinha;

- apreciar os balanços, balancetes e relatórios do Fundo Naval;

- examinar a realização da Receita, especialmente dos Recursos Vinculados e

Especiais;

- orientar as aplicações financeiras do Fundo Naval e dos demais Fundos per-

tencentes ou sob a supervisão da MB;

- apreciar o desenvolvimento físico-financeiro do PA, bem como qualquer as-

sunto que lhe seja atinente;

- propor os valores das diversas Reservas;

- definir, a cada início de exercício, a relação das PO e suas respectivas Ações

Internas, por proposta do CEMA, consideradas relevantes no PA, para efeito

de acompanhamento e avaliação físico-financeira pelo Conselho;

- avaliar o desempenho das OMPS; e

- examinar e emitir parecer sobre afastamento de licitação, segundo os critérios

estabelecidos na legislação específica, quando for determinante a participação

do Conselho.

IV) Assuntos a Serem Tratados Pelos Membros e Assessores

CEMA:

- tecer considerações acerca do desenvolvimento orçamentário e financeiro do PA.

SGM:

- tecer considerações acerca de matérias de natureza orçamentária e financeira no

âmbito da MB.

ODS:

- Assuntos gerais:

o desenvolvimento das PO consideradas relevantes, com suas respectivas

Ações Internas, e dos EM em execução no Setor, apontando os desvios

observados, as dificuldades existentes, as distorções detectadas e as ações

corretivas em andamento ou a implementar;

os contratos de operação de crédito em negociação no respectivo Setor, evi-

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denciando o montante financeiro envolvido, a meta física, os cronogramas pertinentes e as FR relacionadas, com a respectiva contrapartida;

as ALTEPA concedidas pelo Setor, se relevantes para conhecimento do plená- rio;

o desempenho das OMPS do Setor, nos aspectos atinentes a desempenho e produtividade; e

as medidas administrativas e outras iniciativas, com os resultados que contri- buem para a eficácia dos gastos no Setor e para a redução de despesas da MB, cujo relato será efetuado por ocasião da Reunião de assessores que precede a Reunião plena do Conselho. - Assuntos específicos de cada Setor:

Comandante de Operações Navais:

- a execução do PROGEM relativo ao Setor.

Diretor-Geral de Navegação:

- a execução do PROGEM relativo ao Setor;

- a movimentação e evolução financeira do FDEPM; e

- a movimentação e evolução financeira da TUF. Diretor-Geral do Material da Marinha:

- a execução das Ações Internas do PRM destinadas à obtenção dos meios na- vais e aeronavais, de aquisição de residências e de desenvolvimento de protóti- pos; e

- a situação dos processos de aquisição de minas, torpedos e mísseis. Diretor-Geral do Pessoal da Marinha:

- a execução das Ações Internas sustentadas pelo Fator de Custo de Atendimen- to Médico-Hospitalar (FCAMH); e

- a movimentação e a evolução financeira do FUSMA.

Secretário-Geral da Marinha:

- os aspectos julgados pertinentes sobre as PO relativas ao Setor da SGM, inclu- indo Fardamento, Etapa, Auxílio-Transporte, Auxílio-Creche, Tráfego de Carga e suas implicações no orçamento da Marinha, na execução do PA e na Administração da MB;

- os aspectos julgados pertinentes sobre as Ações Internas relativas a Munição, Sobressalentes e Combustíveis, com ênfase na capacidade de atendimento em

OSTENSIVO

SGM-101

relação aos estoques existentes e às necessidades de obtenção, de determina- ção e de destinação de excessos;

-

a situação do CMA e as disponibilidades de CLG; e

- as operações de crédito contratadas e em negociação. Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais:

- a execução do PRM no que se refere aos meios de fuzileiros navais.

ASSESSORES:

Diretor de Administração da Marinha:

- a movimentação e a evolução financeira dos recursos do Fundo Naval, desta- cando a evolução de sua participação no PA;

- as ALTEPA concedidas, se relevantes para o conhecimento do plenário; e

- a movimentação contábil do Banco Naval, destacando a posição financeira das OMPS. Diretor de Finanças da Marinha:

- as aplicações e recursos financeiros; e

- o comportamento das OMPS, no aspecto gerencial.

Diretor de Contas da Marinha:

- a apresentação das ações desenvolvidas e do monitoramento das atividades e dos assuntos sob a alçada do Controle Interno;

- a apresentação de aspectos de relevância relacionados com as Auditorias de Acompanhamento, de Gestão, Operacionais e de Conformidade Documental; e

- a análise das contas de Caixa de Economias e de Municiamento, sob a ótica do Controle Interno, na sua gestão. Coordenador de Orçamento da Marinha (CORM):

- a evolução da Dotação Orçamentária, do Limite de Movimentação e Empenho (LME), do Limite de Pagamento (LP) e dos Restos a Pagar (RP);

- a situação dos Créditos Adicionais apresentados pela MB;

- a situação das Operações de Créditos em execução e suas evoluções; e

- a evolução da PO de PESSOAL, nos aspectos julgados relevantes para o plená- rio. Subchefe de Orçamento e Plano Diretor (EMA-20):

- a avaliação da execução orçamentária e financeira do PA, dos destaques de cré- ditos e dos convênios; e

OSTENSIVO

- 2-11 -

MOD.1

OSTENSIVO

SGM-101

- a situação das necessidades setoriais não atendidas. Secretário do Conselho:

- disseminar a Agenda aprovada pelo CM aos membros e assessores;

- instruir os processos de dispensa e inexigibilidade de licitação; e

- elaborar a Ata e promover a sua distribuição.

2.6 - ESTRUTURA DOCUMENTAL DO SPD A estrutura documental do SPD é composta por Documentos Condicionantes, Normati- vos e Constitutivos, assim detalhada:

2.6.1 - Documentos Condicionantes:

- Plano Plurianual (PPA);

- Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO);

- Lei Orçamentária Anual (LOA);

- Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964;

- Decreto de Programação Orçamentária e Financeira;

- Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967;

- Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000);

- Estratégia Nacional de Defesa (END);

- Plano Estratégico da Marinha (PEM);

- Orientações do Comandante da Marinha (ORCOM);

- Orientações Setoriais (ORISET);

- Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM);

- Plano de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Marinha (PDCTM);

- Elementos para o Planejamento Logístico; e

- Jurisprudência do Tribunal de Contas da União (TCU). Os Documentos Condicionantes estão detalhados no Capítulo 3.

2.6.2 - Documento Normativo A SGM-101 “Normas para Gestão do Sistema do Plano Diretor” é a publicação que consolida toda a documentação normativa aplicável ao SPD, inclusive aquela emana- da da Direção Geral, sendo vedado o estabelecimento de normas complementares de caráter geral, salvo aquelas de natureza conjuntural.

2.6.3 - Documentos Constitutivos

- Ação Interna (AI);

- Empreendimento Modular (EM);

OSTENSIVO

- 2-12 -

MOD.1

OSTENSIVO

SGM-101

- Plano de Ação (PA);

- Programação de Recursos Financeiros (PRF);

 

- Plano de Distribuição de Recursos (PDR);

- Alteração do Plano de Ação (ALTEPA);

- Pedido de Suplementação de Crédito (PSC);

- Alteração de Crédito (ALTCRED);

- Compromisso Futuro (CF);

- Quadro de Necessidades não Atendidas (QNNA);

 

- Relatório de Avaliação do Plano de Ação (RAPA); e

- Calendário de Trabalho do Plano Diretor (CTPD).

Os Documentos Constitutivos do SPD estão detalhados no Capítulo 4.

OSTENSIVO

- 2-13 -

MOD.1

OSTENSIVO

SGM-101

CAPÍTULO 3 DOCUMENTOS CONDICIONANTES

3.1 - CONCEITO Os Documentos Condicionantes são os pilares para o planejamento orçamentário da MB. As orientações e determinações contidas nestes documentos servirão de parâmetros para nortear as ações e os planejamentos decorrentes, visando à adequação dos recursos escassos às demandas dos Setores.

3.2 - DOCUMENTOS

3.2.1 - Plano Plurianual (PPA)

O PPA estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Admi-

nistração Pública Federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e pa-

ra as relativas aos programas de duração continuada.

3.2.2 - Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

A LDO compreenderá as metas e prioridades da Administração Pública Federal, in-

cluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da LOA, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelece-

rá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

3.2.3 - Lei Orçamentária Anual (LOA)

A LOA estima a receita e fixa a despesa da União para o exercício financeiro subse-

qüente e compreende a programação das ações a serem executadas, visando à viabi- lização das diretrizes, dos objetivos e metas programadas no Plano Plurianual, bus- cando a sua concretização em consonância com as diretrizes estabelecidas na LDO.

3.2.4 - Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964 Estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamen- tos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, de acor- do com o disposto no artigo 5º, inciso XV, letra b, da Constituição Federal.

3.2.5 - Decreto de Programação Orçamentária e Financeira Este Decreto dispõe sobre a programação orçamentária e financeira, estabelece o cronograma mensal de desembolso do Poder Executivo para o respectivo exercício.

3.2.6 - Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967 Este Decreto dispõe sobre a organização da Administração Federal, estabelece dire- trizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências.

OSTENSIV O

- 3-1 -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

3.2.7

- Lei de Responsabilidade Fiscal

 

A

Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, estabelece normas de finanças

públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal com amparo no Capítulo

II

do título VI da Constituição Federal. A responsabilidade na gestão fiscal pressu-

põe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios

capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas

de

resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que

tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por anteci-

pação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.

3.2.8

- Estratégia Nacional de Defesa (END)

 

A

END, aprovada pelo Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008, é focada em

ações estratégicas de médio e longo prazo e objetiva modernizar a estrutura nacional

de

Defesa, atuando em 3 eixos estruturantes: reorganização das Forças Armadas, re-

estruturação da indústria brasileira de material de defesa, e política de composição dos efetivos das Forças Armadas.

3.2.9

- Plano Estratégico da Marinha (PEM)

 

O

PEM, na sua parte conclusiva, enuncia as Diretrizes de Planejamento Naval

(DiPNav), em nível estratégico. Além disso, estabelece diretrizes decorrentes, que

devem orientar e condicionar planejamentos e ações relacionadas visando ao preparo

e

à aplicação do Poder Naval, em sintonia com as necessidades estratégicas

identificadas.

3.2.10

- Orientações do Comandante da Marinha (ORCOM) As ORCOM, já consagradas como valioso instrumento da Alta Administração Na- val, têm o propósito de nortear as principais ações a serem empreendidas, em um de- terminado período, na visão do CM.

3.2.11

- Orientações Setoriais (ORISET) As ORISET têm o propósito de transmitir às OM subordinadas a cada ODS as ações decorrentes, estabelecidas a partir das ORCOM e das DiPNav, que deverão nortear o planejamento e as ações das OM subordinadas, de modo a assegurar o máximo apro- veitamento dos recursos do Setor.

OSTENSIV O

- 3-2 -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

3.2.12 - Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM)

O PRM visa a estabelecer a configuração e o dimensionamento dos meios necessá-

rios ao preparo e emprego do Poder Naval brasileiro, bem como orientar o planeja- mento de suas obtenções. Em última análise, este documento delineia as forças na- vais, aeronavais, de fuzileiros navais e demais meios auxiliares necessários ao aten- dimento da atividade-fim da MB e das suas atribuições subsidiárias. Trata-se de um dos planos de material elaborados na fase de preparo e previsão de aplicação do Po- der Naval, prevista na publicação EMA-303 “Sistemática de Planejamento de Alto Nível da Marinha (SPAN)”.

3.2.13 - Plano de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Marinha (PDCTM)

O PDCTM, previsto na publicação EMA-410, tem o propósito de estabelecer o co-

nhecimento dominado e orientar o esforço a ser despendido na execução das ativida- des do Sistema de Ciência e Tecnologia da Marinha (SCTM).

3.2.14 - Elementos de Planejamento Logístico

A publicação “Elementos de Planejamento Logístico” (EMA-427) tem como propó-

sito disseminar informações sobre as estruturas de caráter operativo e de apoio exis-

tentes na MB, e decisões da Alta Administração Naval afetas a esses Setores.

3.2.15 - Jurisprudência do Tribunal de Contas da União (TCU)

O TCU por meio de sua jurisprudência (súmulas, acórdãos e instruções normativas)

estabelece parâmetros que norteiam os agentes responsáveis pela gestão de recursos públicos de qualquer natureza.

OSTENSIV O

- 3-3 -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

CAPÍTULO 4 DOCUMENTOS CONSTITUTIVOS

4.1 - CONCEITO Os Documentos Constitutivos são os instrumentos que permitem a concretização das atividades de planejamento, execução e controle, visando alcançar os objetivos determi- nados.

4.2 - DOCUMENTOS 4.2.1 - Ação Interna (AI) É o conjunto harmônico de programações expressas em fases, definidas e quantifi- cadas quanto ao propósito, características, metas, custos e tempo de realização, vi- sando ao atendimento de necessidades específicas da Marinha e associada a apenas uma Ação do PPA. As Ações Internas são classificadas por Tipo de Marinha, somente para fins estatís- ticos, e Parcela Orçamentária (PO), conforme abaixo:

a) Tipo de Marinha: identifica o contexto temporal do alcance do propósito de cada Ação Interna. Sua classificação é utilizada para fim estatístico. São os seguintes os tipos de Marinha:

- Marinha do Presente – Compreende as Ações Internas que se destinam a man- ter em funcionamento a Marinha atual no melhor nível de capacitação possível. Compõe-se, normalmente, das Ações Internas de rápida execução (até doze me- ses);

- Marinha do Amanhã – Compreende as Ações Internas destinadas à constru- ção e à modernização dos meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, à construção e à ampliação das instalações e à obtenção dos equipamentos neces- sários à MB a médio prazo. Compõe-se, normalmente, de Ações Internas do ti- po Projeto e execução demorada (acima de doze meses); e

- Marinha do Futuro – Compreende as Ações Internas que se destinam à pes- quisa e ao desenvolvimento de meios que serão necessários à MB em futuro mais distante, independente do prazo de execução. Compõe-se, normalmente, de Ações Internas do tipo Projeto associadas ao Desenvolvimento de Protótipos e à Ciência e Tecnologia.

OSTENSIVO

- 4-1 -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

b) Parcela Orçamentária: identifica Ações Internas que possuem propósitos co- muns. Os tipos de Ações Internas estão descritos no Capítulo 5 e o Anexo C relaciona as PO utilizadas no SPD.

4.2.2 - Empreendimento Modular (EM)

É constituído por um agrupamento de Ações Internas ou parcelas destas Ações, re-

presentando módulos de uma meta global, cuja criação requeira a decisão decorrente de um planejamento de Alto Nível, em que o porte e a complexidade exijam o aten- dimento de metas parciais interdependentes, escalonadas harmonicamente no tempo,

propiciando a consecução da meta planejada. Ressalta-se que, conforme já mencionado no inciso 1.5.2, a criação de uma Ação In- terna do tipo projeto poderá trazer consigo outras ações afins. Caso seja necessário e pertinente o uso do EM como ferramenta do SPD, será de grande valia nessas situa- ções.

O detalhamento sobre EM encontra-se no Capítulo 5.

4.2.3 - Plano de Ação (PA)

É a fatia do PD, correspondente a um exercício financeiro, composta das Ações In-

ternas dos diversos PB às quais foram consignadas dotações orçamentárias.

O PA é montado no Ciclo de Planejamento no “ano A” pelo EMA, com base nas in-

formações captadas junto aos Relatores Adjuntos e Relatores de PB, durante as Re-

visões dos PB e nas prioridades atribuídas pelos ODS, sendo submetido à apreciação do COPLAN e à aprovação do CM. Neste momento, o COPLAN toma conhecimen-

to e avalia as necessidades gerais e específicas da MB para o “ano A+1”, ano em que

ocorre sua execução e controle, apreciados pelo COFAMAR.

A importância do planejamento para a montagem do PA é crucial para o seu suces-

so, devendo o mesmo ser apresentado de forma parcimoniosa e mais realista possí- vel. Isso gerará uma otimização da gestão do PD tanto na distribuição quanto na a- plicação dos recursos orçamentários, permitindo assim o cumprimento de um dos propósitos do PD, economicidade.

O detalhamento sobre o PA encontra-se no Capítulo 6.

4.2.4 - Programação de Recursos Financeiros (PRF)

É o documento que discrimina os recursos financeiros para um determinado PA. São

incluídos na PRF os recursos oriundos das Fontes de Recursos (FR) de qualquer ori-

OSTENSIVO

- 4-2 -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

gem, inclusive convênios, com destinação específica ou não, de que dispõe a Mari- nha. As FR que constam da PRF são:

a) Tesouro Nacional

- Recursos Ordinários

- Recursos Vinculados

b) Fundo Naval (FN)

- Recursos Ordinários

- Recursos Especiais

- Recursos Vinculados

c) Fundo do Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo (FDEPM)

- Recursos Ordinários

- Recursos Especiais

- Recursos Vinculados

A proposta da PRF é elaborada, anualmente, pelo EMA em conjunto com a SGM e, após sua apreciação pelo COPLAN, é submetida à aprovação do CM.

4.2.5 - Plano de Distribuição de Recursos (PDR)

É o documento que fixa os recursos dotados em cada PB e destinados ao PA. Esse

documento é ajustado aos valores constantes da proposta de PRF, gerando a propos-

ta do PDR, que é submetida à apreciação do COPLAN e à aprovação do CM.

4.2.6 - Alteração do Plano de Ação (ALTEPA)

É o documento destinado a registrar as solicitações de alterações do PA, seja rema-

nejando, suplementando ou anulando crédito de Ações Internas, em face da conjun-

tura apresentada na execução do PA e que inviabilize o cumprimento da meta para a qual foi definida, ou que implicam a modificação de valores.

O detalhamento sobre ALTEPA encontra-se no Capítulo 6.

4.2.7 - Pedido de Suplementação de Crédito (PSC)

É o documento destinado a registrar as solicitações de capital de giro, pelas OMPS,

para execução da Ação Interna Z--2203 - ATIVIDADE INDUSTRIAL E SERVI- ÇOS – OMPS (“ZULUZÃO”).

4.2.8 - Alteração de Crédito (ALTCRED)

É o documento destinado a registrar as solicitações de qualquer alteração das células

de créditos colocadas à disposição das UG no PA do exercício.

O detalhamento das ALTCRED consta no Capítulo 6.

OSTENSIVO

- 4-3 -

REV.3

OSTENSIVO

4.2.9 - Compromisso Futuro (CF)

SGM-101

É um instrumento de planejamento destinado ao conhecimento prévio dos montantes

de créditos, registrados no SIPLAD, que deverão ser, obrigatoriamente, aplicados em exercícios financeiros subseqüentes.

O detalhamento sobre CF encontra-se no Capítulo 5.

4.2.10 - Quadro de Necessidades não Atendidas (QNNA)

O QNNA demonstra as necessidades dos Setores não contempladas no PA em dois

momentos distintos. Durante o Ciclo de Planejamento as necessidades para o ano A+1 são demonstradas por meio do QNNA COPLAN, onde são relacionadas as ne- cessidades subsidiadas pelos Setores que, após analisadas nas reuniões do COPLAN, não foram atendidas devido ao Teto orçamentário estabelecido pela área econômica do Governo Federal. Durante o Ciclo de Execução as necessidades para o ano A são demonstradas por meio do QNNA COFAMAR onde são relacionadas as necessida- des dos Setores durante a execução do PA, constantes ou não do QNNA COPLAN, para apreciação nas reuniões COFAMAR. Estas necessidades poderão ser contem- pladas caso existam novas disponibilidades de crédito. O modelo é apresentado no Anexo D.

4.2.11 - Relatório de Avaliação do Plano de Ação (RAPA) É o documento pelo qual os Relatores Adjuntos subsidiam os Relatores de PB e estes

últimos subsidiam seus respectivos ODS com informações claras, precisas e concisas, relacionadas às PO e suas Ações Internas consideradas relevantes no PA, a fim pos- sibilitar ao ODS uma visão global do Setor, com a devida abrangência e amplitude,

de modo a assessorar a Alta Administração Naval nos assuntos orçamentários, finan-

ceiros e administrativos.

O

RAPA é realizado trimestralmente segundo diretrizes do ODS, o qual o apresenta-

nas Reuniões do COFAMAR.

4.2.12 - Calendário de Trabalho do Plano Diretor (CTPD)

É o documento que estabelece as datas-limites para a elaboração, revisão, atualiza-

ção, publicação, distribuição e divulgação de documentos, bem como das Reuniões e outros eventos pertinentes ao PD, indicando, também, os responsáveis pelo seu cum- primento. A proposta do CTPD é elaborada, anualmente, pela DAdM. A partir dessa proposta, são sugeridas alterações pelos ODS para consolidação pelo EMA, aprecia- ção do COPLAN e aprovação do CM.

OSTENSIVO

- 4-4 -

REV.3

OSTENSIVO

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CAPÍTULO 5 INSTRUMENTOS DO PLANO DIRETOR

5.1 - INTRODUÇÃO O SPD possui diversos instrumentos que o auxilia na condução de todas as atividades inerentes à gestão dos recursos orçamentários e financeiros da MB. Neste capítulo serão apresentados os conceitos de Plano Básico (PB), Ação Interna (AI), Empreendimento Modular (EM) e Compromisso Futuro (CF). Em que pese o COPLAN e o COFAMAR serem órgãos de assessoramento geral, consi- dera-se que ambos também são instrumentos do SPD, tendo em vista que por intermédio deles se realizam as atividades de planejamento, execução e controle. Nesse sentido, as comissões de Planos Básicos, importantes institutos de planejamento, são consideradas como instrumentos do SPD.

5.2 - PLANO BÁSICO

5.2.1 - Conceito

A exemplo do Governo Federal, que definiu funções para poder identificar os recur-

sos aplicados em determinada área de atuação, a Marinha pautou o planejamento, a

execução e o controle dos recursos, via SPD, segundo áreas de atuação semelhantes

– saúde, pessoal, manutenção, administração, entre outras - conforme os princípios

do orçamento-programa. A cada uma dessas atividades básicas foi associado um res- ponsável denominado Relator de PB.

O PB é utilizado pelo Relator para planejar, executar e controlar as tarefas sob sua

responsabilidade, sendo composto por Ações Internas (AI) e seus respectivos Planos Internos (PI) que, quando executados, contribuem para a consecução do propósito es- tabelecido para o PB.

O conjunto de PB expressa as necessidades gerais da MB em consonância com as

correspondentes Ações e Programas constantes no Plano Plurianual do Governo Fe- deral; indica, nas Ações Internas, os cronogramas de execução em vários exercícios e

contém, portanto, informações de planejamento plurianual.

5.2.2 - Criação ou extinção de Plano Básico Os PB são criados ou extintos pelo CM, por sua própria iniciativa ou por proposta do EMA, ouvido o COPLAN. A proposta de criação de PB deverá indicar o seu Relator e o ODS correspondente.

OSTENSIVO

- 5-1 -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

O ODS do Relator de PB indicado deverá propor ao EMA quais os ODS que compo- rão a Comissão do Plano Básico proposto. O EMA, após apreciação do COPLAN,

definirá esta Comissão. O Plano Básico deve ser elaborado pelo Relator de PB indicado, assessorado pela respectiva Comissão do PB, e encaminhado ao EMA, via ODS e SGM. Depois de apreciado pelo EMA, será submetido ao COPLAN e, posteriormente, à aprovação do

CM.

Para extinção de PB deverá ser obedecida a mesma tramitação.

5.2.3 - Estrutura dos PB Após a aprovação do CM, o PB deverá ser apresentado, por ocasião de sua Revisão, com a seguinte estrutura:

a) Seção I - Plano Básico Permite uma visualização do PB como um todo. É composta das seguintes subse- ções:

I) Condição de Execução das Ações Internas Informa, para cada Ação Interna, a sua condição de execução, que podem ser:

Vivas

- com recursos no PA;

- sem recursos no PA; e

- não iniciada. Extintas

- cancelada; e

- concluída.

II) Compromissos assumidos Nesta subseção são relacionados os acordos firmados ou com previsão de serem firmados, que impliquem em desembolsos em anos posteriores ao PA vigente.

Esses acordos somente poderão ser firmados após serem apresentados nas reuni- ões do COFAMAR e/ou Almirantado Administrativas, quando serão expressa- mente autorizados por ato do CM, consignado no submódulo “Compromisso Fu- turo” do SIPLAD. As seguintes informações deverão ser prestadas:

- Para as Ações Internas ou parcelas destas Ações com execução pelas FR cono- tadas a Operações de Crédito:

OSTENSIVO

meta física;

- 5-2 -

REV.3

OSTENSIVO

empresa contratada;

número do contrato;

prazo de execução;

documento que contém a autorização do CM;

valor do desembolso anual;

valor total do financiamento, por credor; e

contrapartida em outras Fontes de Recursos.

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- Para as Ações Internas ou destas Ações com execução por FR não conotadas a Operações de Crédito, as mesmas informações do item anterior, com exceção do “valor total do financiamento, por credor” e da “contrapartida em outras FR”. b) Seção II – Ação Interna O conceito de Ação Interna será apresentado no subitem 5.3. Apresenta para cada Ação Interna "viva" constante da Revisão as seguintes subseções:

I) Elementos Elucidativos do Custo Nesta subseção são mencionadas a constituição qualitativa dos custos das parce- las da Ação Interna e as justificativas das necessidades. II) Síntese Histórica Esta subseção é um acumulador histórico da Ação Interna, formada pelas sínte- ses das informações contidas no campo OBSERVAÇÕES ADICIONAIS das Propostas de Ação Interna já aprovadas e de fatos considerados relevantes ocor- ridos em anos posteriores à aprovação dessas Propostas. Quando se tratar de Ação Interna integrante de EM, deve estar expressamente registrada nesse cam- po esta condição. Em caso de Ação Interna do tipo Projeto, a última informação deste campo deve ser o tempo estimado para a sua conclusão. III) Tipo de Marinha e Parcela Orçamentária Enumera o Tipo de Marinha (Marinha do Presente, do Amanhã ou do Futuro) e a Parcela Orçamentária a que pertence a Ação Interna. IV) Fases Executadas Detalha as Fases parcial ou totalmente executadas. Os PB são codificados para efeito de referência e identificados por uma letra do alfabeto. O Anexo E relaciona os PB em vigor no SPD.

OSTENSIVO

- 5-3 -

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5.3 - AÇÃO INTERNA

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5.3.1 - Conceito É o conjunto harmônico de programações expressas em fases, definidas e quantifica- das quanto ao propósito, características, metas, custos e tempo de realização, visando ao atendimento de uma necessidade específica da Marinha e associado a apenas uma Ação do PPA, para concepção de planejamento. Cada Ação Interna é dirigida por um Gerente. No caso de não haver uma designação para a gerência, a mesma será exercida pelo Relator de PB responsável pela Ação In- terna.

5.3.2 - Tipos de Ações Internas As Ações Internas são do tipo:

- Projeto;

- Atividade; ou

- Operação Especial.

a) Ação Interna do tipo Projeto

É aquela utilizada para alcançar um objetivo específico, envolvendo um conjunto

de operações limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento do patrimônio da MB. Deve estar associada a uma única Ação, normalmente, do tipo Projeto do PPA.

As características básicas é associada à quantificação de metas e, geralmente, dá ori- gem a uma atividade ou concorre para a otimização de atividades já existentes.

A

Ação Interna do tipo Projeto possui as seguintes características básicas:

I)

é

de caráter eventual e temporário;

II)

modifica, qualitativa ou quantitativamente, o patrimônio da MB;

III)

possui ações definidas e quantificadas quanto ao propósito, metas, custos e tempo de realização, visando ao atendimento de uma necessidade específica da MB, em consonância com a correspondente ação de governo;

IV)

em geral está vinculada às ações a empreender, tais como: construir, moderni- zar ou revitalizar unidades operativas ou instalações; buscar novos conheci-

mentos científicos e tecnológicos; desenvolver protótipos e equipamentos; en- tre outras;

V)

a sua meta física é a quantificação do objetivo expresso em forma de resultado

a alcançar, após ser executado no exercício financeiro; e

OSTENSIVO

- 5-4 -

REV.3

OSTENSIVO

SGM-101

VI) deve possuir um responsável pelo alcance do propósito para a qual foi criada. No caso de não haver responsável designado, o Relator de PB exercerá esta função. Há que se atentar para o fato de que, na MB, a criação de uma ação interna do ti- po Projeto, normalmente, traz consigo a necessidade de execução de outras des- pesas afins, que serão custeadas por diferentes ações. Dessa forma, no ato de sua criação, já se deve alinhar todas as demais ações existentes no SPD que venham a ter algum tipo de relação para que, futuramente, possa servir de subsídios para a criação de um possível empreendimento modular.

b) Ação Interna do tipo Atividade

É um tipo de ação de programação utilizada para alcançar o objetivo de um pro-

grama, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo

e permanente, das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo. Deve estar associada a uma única Ação, normalmente, do tipo Atividade do PPA.

As características básicas das atividades, em geral, estão vinculadas às a- ções a empreender, tais como:

I) formar ou aperfeiçoar oficiais ou praças; abastecer organizações ou meios; manter e reparar prédios ou meios; entre outras; e II) prover recursos financeiros para atender as despesas com o funcionamento e a manutenção das OM.

c) Ação Interna do tipo Operação Especial

É aquela que não contribui para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das

ações da MB, da qual não resulta um produto, não gera contraprestação direta sob

a forma de bens ou serviços, mas é relevante para o cumprimento de sua missão institucional.

Enquadram-se neste tipo todas as despesas relativas as transferências, em favor de pessoas físicas e jurídicas, na forma de subsídios, subvenções, con- tribuições, doações, indenizações, ressarcimentos, proventos de inativos, pagamento de sentenças judiciais, a operações de financiamentos e emprés- timos, e suas amortizações e encargos, contribuição a organismos nacionais e internacionais, entre outras.

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- 5-5 -

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5.3.3 - Estruturas das Ações Internas

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a) Identificação As Ações Internas são identificadas por um código alfanumérico de cinco caracte- res, possuindo a seguinte formação:

- uma letra indicando o PB ao qual estão vinculadas;

- quatro algarismos indicando:

I) O primeiro algarismo, o tipo de Ação Interna, com as seguintes variações:

- ímpar: Projeto

- par: Atividade; ou

- 0 (zero): Operação Especial.

II) Os três últimos algarismos, a ordem seqüencial da Ação Interna, dentro do PB, independente do tipo.

O SIPLAD atribuirá automaticamente o código identificador da Ação Interna, que ocorre após a aprovação da respectiva Proposta de Criação pelo CM.

b) Estrutura Básica das Ações Internas As Ações Internas do PD obedecem a uma mesma estrutura básica. O que poderá variar é o seu detalhamento, que dependerá do tipo e da complexidade de cada uma delas. Uma Ação Interna contém informações de O QUE, COMO, ONDE, QUANDO e

A QUE CUSTOS conduzir uma atividade ou executar um investimento, além de

outros registros próprios do SPD.

A integração harmônica dessas informações constituirá a essência da Ação Interna,

contribuindo com o planejamento, com a execução e com o controle das metas es- tabelecidas.

O Anexo F mostra o "Roteiro para Elaboração de Ação Interna" e seu Apêndice I,

a interpretação de cada uma das partes constituintes da estrutura básica das Ações Internas, que deve ser aceita como premissa para a perfeita elaboração das mes- mas. 5.3.4 - Detalhamento e acompanhamento físico-financeiro As Ações Internas poderão ser detalhadas em níveis de execução, admitindo-se a subdivisão por Fases. Este detalhamento deve estar relacionado, obrigatoriamente, à Ação do PPA a qual a Ação Interna esteja vinculada. Além do acompanhamento financeiro, as Ações Internas dos tipos Projeto e Atividade serão acompanhadas fisicamente, na execução do PA, por meio das suas respectivas

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metas físicas – objetivos expressos em forma de resultados a alcançar, no PA, com a sua execução – em dois níveis:

a) Sintético – é o acompanhamento da execução física das Ações Internas dos tipos Projeto e Atividade como contrapartida da execução financeira. As Ações Internas devem ser consideradas como um todo, ou seja, o produto final a ser ofertado à MB com a execução financeira dos recursos alocados. Para possibilitar o acompa- nhamento físico, foram definidos os seguintes atributos qualitativos para cada A- ção Interna dos tipos Projeto e Atividade:

I) Meta Física Interna (MFI) - quantidade de produto a ser ofertado, expresso em forma de meta a alcançar, no PA, com a execução de uma Ação Interna dos tipos Projeto e Atividade; II) Produto - bem ou serviço que resulta da execução da Ação Interna dos tipos Pro- jeto e Atividade; e III) Unidade de Medida - padrão selecionado para mensurar a produção do bem ou serviço (Produto da Ação Interna). Para cada Ação Interna dos tipos Projeto e Atividade deve existir um único produto. A MFI refere-se a cada PA, desta for- ma, é apresentada nos subsídios do Relator de PB por ocasião da Revisão de PB.

b) Analítico – é o acompanhamento da execução física das Fases da Ação Interna dos tipos Projeto e Atividade como contrapartida da execução financeira. O conjunto de metas subsidiadas, cuja execução possibilitará a realização física da Fase, cor- responde à oferta do produto que contribuirá de forma parcial para o alcance do objetivo da Ação Interna dos tipos Projeto e Atividade. Para possibilitar o acom- panhamento físico, foram definidos os seguintes atributos qualitativos para cada Fase da Ação Interna dos tipos Projeto e Atividade:

I) Meta Programada - quantidade de meta a alcançar, no PA, com a execução da Fase de uma Ação Interna dos tipos Projeto e Atividade; II) Produto da Fase - bem ou serviço que resulta da execução da Fase de uma Ação Interna dos tipos Projeto e Atividade; e III) Unidade de Medida - padrão selecionado para mensurar a produção do bem ou serviço (Produto da Fase). Para cada Fase deve existir um único produto. Assim como a MFI, a Meta Programada também está correlacionada a cada PA, sendo, então, apresentada por ocasião da Revisão de PB nos subsídios do Relator Adjunto, das OM não subordinadas a Relatores Adjuntos e dos Relatores de PB.

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Sugere-se a não criação das Fases quando houver a possibilidade de acompanha- mento físico da despesa pelo elemento da despesa, constante na chamada Classifi- cação da Despesa por sua Natureza ou Classificação por Categoria Econômica. Também sugere-se a não criação das Fases para acompanhamento exclusivamente financeiro da Ação Interna dos tipos Projeto e Atividade, tampouco para a destina- ção de recursos por UGR/UGE. 5.3.5 - Detalhamento Básico da Ação Interna do Tipo Projeto As Ações Internas do tipo Projeto podem ter um detalhamento de elaboração simples ou mais complexo. Os simples possuem um detalhamento por Fases, que define a seqüência das ativida- des a serem executadas, relevantes para o acompanhamento físico-financeiro da Ação Interna do tipo Projeto, seguindo padrões conhecidos e tendo os custos previsíveis com elevado grau de certeza, motivos pelos quais dispensam estudos técnicos preli- minares. Aqueles de elaboração mais complexa carecem de estudos prévios que estabeleçam as especificações técnicas necessárias ao seu correto detalhamento por Fases, para de- terminação da seqüência das atividades a serem desenvolvidas e para previsão de cus- tos com maior grau de certeza. Para atender essa necessidade, deve ser incluída no de- talhamento da Ação Interna do tipo Projeto uma Fase denominada "Estudos e Plane- jamento", cujo propósito é permitir a obtenção de recursos para a elaboração de estu-

dos técnicos de viabilidade, anteprojeto ou projeto técnico e verificar a exeqüibilidade da Ação Interna do tipo Projeto. Nesta Fase deverão ser previstos o tempo e o custo da elaboração dos estudos técni- cos necessários. Tais estudos deverão fornecer ao Relator de PB, ou aos Relatores Adjuntos, além das especificações necessárias ao detalhamento da Ação Interna do ti- po Projeto, os seguintes dados:

- custos, detalhado e global;

- composição qualitativa e quantitativa desses custos;

- cronograma de execução; e

- cronograma de desembolso.

Além da inclusão desta Fase, tais Ações Internas deverão conter uma estimativa do detalhamento das demais Fases, o mais preciso quanto possível, tendo por base a idéia da concepção da Ação Interna do tipo Projeto. Esse detalhamento estimado tem o propósito de permitir à Administração Naval maiores informações para a tomada de

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decisão sobre a aprovação da Ação Interna. Após o conhecimento dos dados obtidos com a realização dos estudos necessários, a Ação Interna do tipo Projeto passará por uma Reformulação que permitirá o adequado detalhamento por Fases da execução, devendo, então, ser concluída a Fase "Estudos e Planejamento". Dessa forma, esta Fase somente deve estar presente na Proposta de Criação da Ação Interna do tipo Projeto. As Ações Internas do tipo Projeto terão, quando necessário, uma Fase destinada a re- ceber recursos para cobrir despesas com reajustamentos contratuais. Essa Fase será identificada como Fase-80 - REAJUSTAMENTO. Deverá ser evitada a criação de Fases, podendo o controle ser feito pelas consultas pa- rametrizadas existentes no SIPLAD e no SIAFI Gerencial. Todas as Ações Internas do tipo Projeto que demandarem despesas com tráfego de carga deverão incluir uma Fase específica para amparar suas necessidades de crédito. 5.3.6 - Detalhamento Básico da Ação Interna do Tipo Atividade As Ações Internas do tipo Atividade que se destinarem ao custeio das despesas usuais de manutenção e funcionamento das OM, em princípio, deverão ser detalhadas em uma única Fase. Normalmente, as Ações Internas destinadas à manutenção e ao fun- cionamento das OM estarão vinculadas à Ação do PPA “Administração da Unidade”, integrante do Programa de Apoio Administrativo. Citam-se como exemplo algumas despesas usuais de funcionamento e manutenção:

despesas com serviços de comunicações, água e esgoto, gás engarrafado e gás de rua, taxas de lixo e iluminação pública, força e luz, serviços de limpeza, aluguel de trans- porte coletivo, locação de bens móveis e equipamentos, serviços contratados de ma- nutenção de bens móveis e equipamentos, locação de imóveis e condomínio, seguros em geral, conservação de bens imóveis, reparo e manutenção de bens móveis e equi- pamentos, reparo e manutenção de viaturas, reparo e manutenção de embarcações que não pertençam à dotação de um navio, serviços de impressão e de divulgação, aquisi- ção de publicações, transporte de carga, embalagem e despacho, serviços secretos, socorro e salvamento, serviços administrativos e material comum. 5.3.7 - Detalhamento Básico da Ação Interna do Tipo Operação Especial O detalhamento deve estar relacionado à destinação dos pagamentos previstos na des- crição da Ação do PPA a qual a Ação Interna do tipo Operação Especial está vincula- da. As operações especiais não apresentam acompanhamento físico.

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5.3.8 - Criação de Ações Internas As razões para a criação de Ações Internas são identificadas pelo Relator de PB ou pelo Relator Adjunto, a partir de uma necessidade manifestada por qualquer OM e a qualquer tempo, mediante a apresentação de uma Proposta de Ação Interna. A elaboração de uma Proposta de Ação Interna deve estar revestida de cuidados e formalidades indispensáveis ao delineamento da solução adequada, tornando-se ne- cessário considerar os aspectos pertinentes, sejam eles de natureza administrativa, mi- litar, técnica ou operativa. Tal procedimento evitará que, na tramitação, a Proposta de Ação Interna suscite dúvidas por ocasião das várias apreciações a que estará sujeita. No caso de Ação Interna do tipo Projeto relativa a obras civis a serem executadas em determinada área, deve ser observado o estabelecido no Plano Piloto (PP), referente à área em questão. PP de OM ou Complexo Naval é o documento que apresenta, de