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COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Compreender um fato é analisá-lo com todos os detalhes, com todas as consequências relacionadas a esse fato, por exemplo, quando ouvimos dizer que mais algumas pessoas foram dispensadas do emprego, temos que compreender este fato, analisá-lo levando em conta a situação econômica do país como um todo e não apenas olhar a situação daquela empresa que dispensou os funcionários. Compreenderemos, assim, as razões que levaram mais uma empresa a demitir, analisaremos mais a fundo a questão para não ficarmos só com aquela impressão de que mandou embora porque é mau, pois há outras razões que, às vezes, não aparecem.

Interpretar significa comentar, explicar algo. Podemos dizer que interpretar um fato é dar a ele um valor, uma importância pessoal. Para mim, o fato do Flamengo estar fazendo uma campanha desastrosa é muito triste, para outro torcedor, do Palmeiras, isto pode ser uma alegria!

Mas, o que tem isso a ver com compreensão e interpretação de textos?

Compreendemos um texto, quando o analisamos por inteiro, quando o vemos por completo. Interpretamos um texto, quando damos a ele um valor pessoal, um valor nosso. Por exemplo, um fato ocorre numa rua, muitas pessoas presenciam-no, se o repórter entrevistar cada uma das pessoas que viu o fato, terá histórias diferentes e todas verdadeiras, todas com um valor pessoal diferente. Mas, como, então faremos a compreensão e a interpretação do texto, se cada pessoa possui uma maneira pessoal de entender e interpretar os fatos?

A resposta não é simples. Apesar do texto possibilitar as variadas interpretações, ele possui

uma estrutura interna, um jeito próprio de ser que garante uma ideia principal, a do autor, quando

escreveu o texto.

O autor pensa em algo quando escreve o texto, nós, quando lemos o texto, podemos dar a ele

nosso valor, nossa interpretação pessoal ao texto, mas mesmo assim, ele ainda possuirá uma ideia

básica, cabe a nós também acharmos essa ideia. Nas provas, é essa ideia que precisamos encontrar ao lermos o texto e ao responder as questões de interpretação.

O primeiro passo para interpretar um texto, depois de lê-lo, é identificar qual o tipo de texto

que lemos.

Há três tipos de texto básicos:

a) Descrição

b) Narração

c) Dissertação

NARRAÇÃO: um texto é narrativo, quando ele conta um fato seja ele verdadeiro ou não (real ou ficcional).

DESCRIÇÃO: um texto é uma descrição, quando caracteriza, fotografa, conta os detalhes de alguém, de uma paisagem, de um animal, de um sentimento, etc.

DISSERTAÇÃO: um texto é uma dissertação, quando discute uma ideia, defende uma proposta. Cada tipo de texto possui uma maneira específica de ser escrito, importante dizer que na NARRAÇÃO, aparece o texto descritivo; nas provas não aparece o texto descritivo sozinho, ele sempre vem incluído na história.

ELEMENTOS BÁSICOS DA ESTRUTURA DO TEXTO NARRATIVO

NARRADOR: é aquele que conta a história para nós (que quando lemos somos leitores).

PERSONAGEM: é aquele ou aquela que vive a história; personagem pode ser pessoa, animal, objeto, etc. Há a personagem protagonista, que é sempre do lado do bem; há a personagem antagonista que é sempre personagem do mal.

ESPAÇO: o local onde acontece a história, pode ser um local que existe (real) ou não (ficcional).

TEMPO: quando aconteceu a história, no passado, no presente ou no futuro.

O FATO: é o motivo que deu origem à história; a história toda começou, por causa do fato.

Vamos agora dar alguns exemplos de interpretação de texto.

ALGUNS ELEMENTOS BÁSICOS DA DISSERTAÇÃO

INTRODUÇÃO: nela apresentamos nossa proposta (tese), a ideia que queremos defender.

DESENVOLVIMENTO: nele apresentamos nossas provas, para defendermos nossas ideias, apresentamos exemplos, números, tudo que possa contribuir para defender nossa ideia.

CONCLUSÃO: aqui daremos um fecho para nossa ideia, diremos se é para agora, se nunca poderá ser feita, apesar de ser uma boa ideia, etc.

Tipologia textual

Geralmente os textos apresentam características mistas, tornando-se complexa a delimitação de seus traços específicos. Na realidade, o importante na redação é que haja uma idéia em torno da qual se possa considerar um núcleo, as idéias complementares que apóiam esse núcleo e a relação entre eles. Tradicionalmente, no que tange à tipologia, pode-se classificar os textos em descritivo, narrativo e dissertativo. As formas de expressão escrita podem ser classificadas em formas literárias, como as descrições e as narrações, e não literárias, como as dissertações e redações técnicas.

DESCRIÇÃO Descrever é representar um objeto (cena, animal, pessoa, lugar, coisa etc.) por meio de palavras. Para ser eficaz, a apresentação das características do objeto descrito deve explorar os cinco sentidos humanos – visão, audição, tato, paladar e olfato-, já que é por meio deles que o ser humano toma contato com o ambiente. A descrição resulta, portanto, da capacidade que o indivíduo tem de perceber o mundo que o cerca. Toda técnica descritiva implica uma contemplação e uma apreensão de algo objetivo ou subjetivo, assim ao descrever o redator precisa possuir um certo grau de sensibilidade. Quanto maior for sua sensibilidade, mais rica será a descrição.

NARRAÇÃO O relato de um fato, real ou imaginário, é denominado narração. Pode seguir o tempo cronológico, de acordo com a ordem de sucessão dos acontecimentos, ou o tempo psicológico, em que se privilegiam alguns eventos para atrair a atenção do leitor. A escolha do narrador, ou ponto de vista, pode recair sobre o protagonista da história, um observador neutro, alguém que participou do acontecimento de forma

secundária ou ainda um espectador onisciente, que supostamente esteve presente em todos os lugares, conhece todos os personagens, suas idéias e sentimentos. As falas dos personagens podem ser apresentadas de três formas: discurso direto, em que o narrador transcreve de forma exata a fala do personagem; discurso indireto, no qual o narrador conta o que o personagem disse, e discurso indireto livre, em que se misturam os dois tipos anteriores.

O conjunto dos acontecimentos em que os personagens se envolvem chama-

se enredo. Pode ser linear, segundo a sucessão cronológica dos fatos, ou não-linear,

quando há cortes na seqüência dos fatos. É comumente dividido em exposição, complicação, clímax e desfecho.

DISSERTAÇÃO

A exposição de idéias a respeito de um tema, com base em raciocínios e

argumentações, é chamada dissertação. Nela, o objetivo do autor é discutir um tema e

defender sua posição a respeito dele. Por essa razão, a coerência entre as idéias e a clareza na forma de expressão são elementos fundamentais.

A organização lógica da dissertação determina sua divisão em introdução,

parte em que se apresenta o tema a ser discutido; desenvolvimento, em que se expõem os argumentos e idéias sobre o assunto, fundamentando-se com fatos, exemplos, testemunhos e provas, o que se quer demonstrar; e conclusão, na qual se faz o desfecho da redação, com a finalidade de reforçar a idéia inicial.

Outros tipos de textos Texto jornalístico e publicitário

O texto jornalístico pode apresentar todo tipo de linguagem, da mais formal,

empregada, por exemplo, nos periódicos especializados sobre ciência e política , até aquela extremamente coloquial, utilizada em publicações voltadas para o público juvenil. Embora haja uma aparente liberdade de estilo, o redator deve obedecer ao propósito específico da publicação para a qual escreve e seguir regras que costumam ser bastante rígidas e definidas, tanto quanto à extensão do texto como em relação à escolha do assunto, ao tratamento que lhe é dado e ao vocabulário empregado.

Redação técnica Há diversos tipos de redação não-literária, como os textos de manuais, relatórios administrativos, de experiências, artigos científicos, teses, monografias, cartas comerciais e muitos outros exemplos de redação técnica e científica.

Embora se deva reger pelos mesmos princípios de objetividade, coerência e clareza que pautam qualquer outro tipo de composição, a redação técnica apresenta estrutura e estilos próprios, com forte predominância da linguagem denotativa. Essa distinção é basicamente produzida pelo objetivo que a redação técnica persegue: o de esclarecer e não o de impressionar.

Problemas de escritura de textos

A CONSTRUÇÃO DO TEXTO

A noção de texto é central na lingüística textual e na teoria do texto, abrangendo realizações tanto orais quanto escritas, que tenham a extensão mínima de dois signos lingüísticos, sendo que a situação pode assumir o lugar de um dos signos como em "Socorro!". (Stammerjohann, 1975). Para a construção de um texto é necessária a junção de vários fatores que dizem respeito tanto aos aspectos formais como as relações sintático-semânticas, quanto às relações entre o texto e os elementos que o circundam: falante, ouvinte, situação (pragmática).

Um texto bem construído e, naturalmente, bem interpretado, vai apresentar aquilo que Beaugrande e Dressier chamam de textualidade, conjunto de características que fazem, de um texto, e não uma seqüência de frases. Esses autores apontam sete aspectos que são responsáveis pela textualidade de um texto bem constituído:

FATORES LINGÜÍSTICOS

FATORES EXTRALINGÜÍSTICOS

Coesão

Intencionalidade

Coerência

Aceitabilidade

Intertextualidade

Informatividade

 

Situacionalidade

Coerência

É o aspecto que assumem os conceitos e relações subtextuais, em um nível ideativo. A coerência é responsável pelo sentido do texto, envolvendo fatores lógico-semânticos e cognitivos, já que a interpretabilidade do texto depende do conhecimento partilhado entre os interlocutores. Um texto é coerente quando compatível como conhecimento de mundo do receptor. Observar a coerência é interessante, porque permite perceber que um texto não existe em si mesmo, mas sim constrói-se na relação emissor-receptor-mundo.

Coesão

É a manifestação lingüística da coerência. Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual. Assim, a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção. Ex: "Os corvos ficaram à espreita. As aves aguardaram o momento de se lançarem sobre os animais mortos." (hiperônimo ) "Gosto muito de doce. Cocada, então, eu adoro." (hipônimo) "–Aonde você foi ontem? –f f À casa de Paulo. – f f Sozinha? – Não, f f com amigos." (elipse) Os elementos de coesão também proporcionam ao texto a progressão do fluxo informacional, para levar adiante o discurso. Ex: "Primeiro vi a moto, depois o ônibus." (tempo) Embora tenha estudado muito, não passou. (contraste)

Intertextualidade

Concerne aos fatores que tornam a interpretação de um texto dependente da interpretação de outros. Cada texto constrói-se, não isoladamente, mas em relação a outro já dito, do qual abstrai alguns aspectos para dar-lhes outra feição. O contexto de um texto também pode ser outros textos com os quais se relaciona.

Intencionalidade

Refere-se ao esforço do produtor do texto em construir uma comunicação eficiente capaz de satisfazer os objetivos de ambos os interlocutores. Quer dizer, o texto produzido deverá ser compatível com as intenções comunicativas de quem o produz.

Aceitabilidade

O texto produzido também deverá ser compatível com

a expectativa do receptor em colocar-se diante de um texto coerente, coeso, útil e relevante. O contrato de cooperação estabelecido pelo produtor e pelo receptor permite que a comunicação apresente falhas de quantidade e de qualidade,

sem que haja vazios comunicativos. Isso se dá porque o receptor esforça-se em compreender os textos produzidos.

Informatividade

É a medida na qual as ocorrências de um texto são

esperadas ou não, conhecidas ou não, pelo receptor. Um discurso menos previsível tem mais informatividade. Sua recepção é mais trabalhosa, porém mais interessante, envolvente. O excesso de informatividade pode ser rejeitado pelo receptor, que não poderá processá-lo. O ideal é que o texto se mantenha num nível mediano de informatividade, que fale de informações que tragam novidades, mas que

venham ligadas a dados conhecidos.

Situacionalidade

É a adequação do texto a uma situação comunicativa,

ao contexto. Note-se que a situação orienta o sentido do discurso, tanto na sua produção como na sua interpretação. Por isso, muitas vezes, menos coeso e, aparentemente, menos claro pode funcionar melhor em determinadas situações do que outro de configuração mais completa. É importante notar que a situação comunicativa interfere na produção do texto,

assim como este tem reflexos sobre toda a situação, já que o texto não é um simples reflexo do mundo real. O homem serve de mediador, com suas crenças e idéias, recriando a situação. O mesmo objeto é descrito por duas pessoas distintamente, pois elas o encaram de modo diverso.

Muitos lingüistas têm-se preocupado em desenvolver

cada um dos fatores citados, ressaltando sua importância na construção dos textos.

A COERÊNCIA TEXTUAL

Dos trabalhos que desenvolvem os aspectos da coerência dos textos, o de Charolles (1978) é freqüentemente citado em estudos descritivos e aplicados. Partindo da noção de textualidade apresentada por Beaugrande e Dressier, Charolles também entende a coerência como uma propriedade ideativa do texto e enumera as quatro meta-regras que um texto coerente deve apresentar:

1. Repetição: Diz respeito à necessária retomada de

elementos no decorrer do discurso. Um texto coerente tem unidade, já que nele há a permanência de elementos constantes no seu desenvolvimento. Um texto que trate a cada passo de assuntos diferentes sem um explícito ponto comum não tem continuidade. Um texto coerente apresenta continuidade semântica na retomada de conceitos, idéias. Isto fica evidente na utilização de recursos lingüísticos específicos como pronomes, repetição de palavras, sinônimos, hipônimos, hiperônimos etc. Os processos coesivos de continuidade só se podem dar com elementos expressos na superfície textual; um elemento coesivo sem referente expresso, ou com mais de um referente possível, torna o texto mal-formado.

2. Progressão: O texto deve retomar seus elementos

conceituais e formais, mas não deve limitar-se a isso. Deve, sim, apresentar novas informações a propósito dos elementos mencionados. Os acréscimos semânticos fazem o sentido do texto progredir. No plano da coerência, percebe-se a progressão pela soma das idéias novas às que são já tratadas.

Há muitos recursos capazes de conferir seqüenciação a um texto.

respeitar

princípios lógicos elementares. Não pode afirmar A e o contrário de A . Suas ocorrências não podem se contradizer, devem ser compatíveis entre si e com o mundo a que se

referem, já que o mundo textual tem que ser compatível com o mundo que representa. Esta não-contradição expressa-se nos elementos lingüísticos, no uso do vocabulário, por exemplo. Em redações escolares, costuma-se encontrar significantes que não condizem com os significados pretendidos. Isso resulta do desconhecimento, por parte do

emissor, do vocabulário a que recorreu.

4. Relação: um texto articulado coerentemente possui

relações estabelecidas, firmemente, entre suas informações, e essas têm a ver umas com as outras. A relação em um texto

refere-se à forma como seus conceitos se encadeiam, como se organizam, que papeis exercem uns em relação aos outros. As relações entre os fatos têm que estar presentes e ser pertinentes.

3. Não-contradição:

um

texto

precisa

A COESÃO TEXTUAL

Um texto, seja oral ou escrito, está longe de ser um mero conjunto aleatório de elementos isolados, mas, sim, deve apresentar-se como uma totalidade semântica, em que os componentes estabelecem, entre si, relações de significação. Contudo, ser uma unidade semântica não basta para que um tal. Essa unidade deve revestir-se de um valor intersubjetivo e pragmático, isto é, deve ser capaz de representar uma ação entre interlocutores, dentro de um padrão particular de produção. A capacidade de um texto possuir um valor intersubjetivo e pragmático está no nível argumentativo das produções lingüísticas, mas a sua totalidade semântica decorre de valores internos à estrutura de um texto e se chama coesão textual. (Pécora, 1987, p. 47) Assim, estudar os elementos coesivos de um texto nada mais é que avaliar os componentes textuais cuja significação depende de outros dentro do mesmo texto ou no mesmo contexto situacional.

Os processos de coesão textual são eminentemente semânticos, e ocorrem quando a interpretação de um elemento no discurso depende da interpretação de outro elemento. Embora seja uma relação semântica, a coesão envolve todos os componentes do sistema léxico-gramatical.

Portanto há formas de coesão realizadas através da gramática,

e outra através do léxico. Deve-se ter em mente que a coesão

não é condição necessária nem suficiente para a existência do texto. Podemos encontrar textualidade em textos que não apresentam recursos coesivos; em contrapartida a coesão não

é suficiente para que um texto tenha textualidade.

diferentes

mecanismos de coesão:

1. Referência: elementos referenciais são os que não podem ser interpretados por si próprios, mas têm que ser relacionados a outros elementos no discurso para serem compreendidos. Há dois tipos de referência: a situacional (exofórica ) feita a algum elemento da situação e a textual (endofórica)

Segundo

Halliday

&

Hasan,

cinco

Ex: Você não se arrependerá de ler este anúncio. – exofórica

Paulo e José são advogados. Eles se formaram na PUC. – endofórica

2. Substituição: colocação de um item no lugar de outro no texto, seja este outro uma palavra, seja uma oração inteira. Ex: Pedro comprou um carro e José também. O professor acha que os alunos estão preparados, mas eu não penso assim.

Para Halliday & Hasan, a distinção entre referência e substituição, está em que, na ocorrência desta, há uma readaptação sintática a novos sujeitos ou novas especificações. Ex: Pedro comprou uma camisa vermelha, mas eu preferi uma verde. (há alteração de uma camisa vermelha para uma camisa verde.)

3. Elipse: substituição por f : omissão de um item, de uma palavra, um sintagma, ou uma frase: – Você vai à Faculdade hoje? – f Nãof f f.

4. Conjunção: este tipo de coesão permite estabelecer relações significativas entre elementos e palavras do texto. Realiza-se através de conectores como e, mas, depois etc. Há elementos meramente continuativos: agora ( abre um novo estágio na comunicação, um novo ponto de argumentação, ou atitude tomada ou considerada pelo falante ); bem ( significa "eu sei de que trata a questão e vou dar uma resposta ")

5. Coesão lexical: obtida através de dois mecanismos:

repetição de um mesmo item lexical, ou sinônimos, pronomes, hipônimos, ou heterônimos. Ex: O Presidente foi ao cinema ver Tropa de elite. Ele levou a esposa. Vi ontem um menino de rua correndo pelo asfalto. O moleque parecia assustado. Assisti ontem a um documentário sobre papagaios mergulhadores. Esses pássaros podem nadar a razoáveis profundidades.

6. Colocação: Uso de termos pertencentes a um mesmo campo semântico. Ex: Houve um grande acidente na

estrada. Dezenas de ambulâncias transportaram os feridos para o hospital mais próximo.

Koch, tomando por base os mecanismos coesivos na construção do texto, estabelece a existência de duas modalidades de coesão:

1.– coesão referencial: existe coesão entre dois elementos de um texto, quando um deles para ser interpretado semanticamente, exige a consideração do outro, que pode aparecer depois ou antes do primeiro ( catáfora e anáfora, respectivamente ) – Ele era tão bom, o meu marido! (catáfora) – O homem subiu as escadas correndo. Lá em cima ele bateu furiosamente à uma porta. (anáfora).

A forma retomada pelo elemento coesivo chama-se

referente. O elemento, cuja interpretação necessita do referente, chama-se forma remissiva. O referente tanto pode ser um nome, um sintagma, um fragmento de oração, uma oração, ou todo um enunciado. Ex: A mulher criticava duramente todas as suas decisões. Isso o aborrecia profundamente. (oração) Perto da estação havia uma pequena estalagem. reuniam-se os trabalhadores da ferrovia.(sintagma nominal) No quintal, as crianças brincavam. O prédio vizinho estava em construção. Os carros passavam buzinando. Tudo isso tirava-me a concentração. (enunciado)

Elementos de várias categorias diferentes podem servir de formas remissivas:

pronomes possessivos Joana vendeu a casa.

Depois que seus pais morreram, ela não quis ficar lá.

pronomes relativos – É esta a árvore à cuja sombra sentam-se os viajantes.

advérbios – Antônio acha que a desonestidade não compensa, mas nem todos pensam assim.

nomes ou grupos nominais – Imagina-se que existam

outros planetas habitados. Essa hipótese se confirma pelo

grande número de OVNIs avistados.

– lingüísticos que relacionam o que foi dito ao que vai ser dito, estabelecendo relações semânticas e/ou pragmáticas à medida que faz o texto progredir. Os elementos que marcam a coesão seqüencial são chamados relatores e podem estabelecer uma série de relações:

2.

procedimentos

coesão

seqüencial:

conjunto

de

a) implicação entre um antecedente e um conseqüente: se etc.

b) restrição, oposição, contraste: ainda que, mas, no entanto etc

c) soma de argumentos a favor de uma conclusão: e, bem como, também etc.

d) justificativa, explicação do ato de fala: pois etc.

e) introdução

especificação:

de

exemplificação

ou

seja

seja,

como etc.

f) alternativa (disjunção ): ou etc.

g) extensão, amplificação: aliás, também etc.

h) correção: isto é, ou melhor etc.

E mais as relações estabelecidas por outras conjunções coordenadas e subordinadas.

CONCEITO DE TÓPICO

Na conversação, parte-se geralmente de uma noção conhecida pelo interlocutor, para a desconhecida que se lhe quer comunicar. Essa noção pode estar disponível na situação, sendo supostamente conhecida pelo ouvinte, ou pode ser um dado a ser ativado em sua memória. A noção já conhecida que serve de ponto de partida do enunciado é o tópico. A noção desconhecida chama-se comentário. A definição tradicional de sujeito "ser sobre o qual se declara alguma coisa " é mais bem aplicada à noção de tópico. Ex: – Essa máquina, ela reproduz cem cópias por minuto. – As construções de tópico são normalmente características do discurso coloquial e do

diálogo em que o falante escolhe como ponto de partida de seu enunciado um elemento qualquer que julga se objeto de atenção de seu interlocutor. Na escrita, o tópico também está presente, e serve de ponte entre dois períodos seqüencializados no texto. O processo de topicalização consiste em fazer de um constituinte da frase o tópico, cujo comentário é o restante da frase. Na asserção, a topicalização faz do sintagma-nominal-sujeito o tópico da frase, embora o sintagma-nominal-objeto e o sintagma-preposicional façam parte do sintagma-verbal. Ex: –Os sinos, já não há quem os dobre. – A Brasília, só irei na próxima semana. Na análise da conversação, o tópico também é o assunto tratado pelos interlocutores. Uma mesma conversação pode conter vários tópicos.

ORTOGRAFIA

ORTOGRAFIA
ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se
ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se
ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se

homônimas

ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se
ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se

homógrafas

ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se
ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se

homófonas

ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se
ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se
ORTOGRAFIA homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se

O fonema s:

Escreve-se com S e não com C/Ç

homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se com
homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se com
homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se com
homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se com
homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se com

Escreve-se com SS e não com C e Ç

homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se com
homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se com
homônimas homógrafas homófonas O fonema s: Escreve-se com S e não com C/Ç ∑ Escreve-se com

quando o prefixo termina com vogal que se junta com a palavra iniciada por s

Exemplos: a + simétrico - assimétrico / re + surgir – ressurgir

no pretérito imperfeito simples do subjuntivo

Exemplos: ficasse, falasse

Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS:

os vocábulos de origem árabe:

Exemplos: cetim, açucena, açúcar

os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica

Exemplos: cipó, Juçara, caçula, cachaça, cacique

os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu.

Exemplos:

dentuço

barcaça,

ricaço,

aguçar,

empalidecer,

carniça,

caniço,

esperança,

carapuça,

nomes derivados do verbo ter. Exemplos: abster - abstenção / deter - detenção / ater - atenção / reter – retenção

após ditongos

Exemplos: foice, coice, traição

palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r)

Exemplos: marte - marciano / infrator - infração / absorto – absorção

O fonema z:

Escreve-se com S e não com Z:

os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é substantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos.

Exemplos: freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.

os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose. Exemplos: catequese, metamorfose.

as formas verbais pôr e querer.

Exemplos: pôs, pus, quisera, quis, quiseste.

nomes derivados de verbos com radicais terminados em d.

Exemplos: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - empresa / difundir – difusão

os diminutivos cujos radicais terminam com s

Exemplos: Luís - Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis – lapisinho

após ditongos

Exemplos: coisa, pausa, pouso

em verbos derivados de nomes cujo radical termina com s.

Exemplos: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar – pesquisar

Escreve-se com Z e não com S:

os sufixos ez e eza das palavras derivadas de adjetivo

Exemplos: macio - maciez / rico - riqueza os sufixos izar (desde que o radical da palavra de origem não termine com s)

Exemplos: final - finalizar / concreto – concretizar

como consoante de ligação se o radical não terminar com s.

Exemplos: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis + inho – lapisinho

O fonema j:

Escreve-se com G e não com J:

as palavras de origem grega ou árabe Exemplos: tigela, girafa, gesso. estrangeirismo, cuja letra G é originária. Exemplos: sargento, gim.

as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas exceções)

Exemplos: imagem, vertigem, penugem, bege, foge.

Observação

Exceção: pajem

as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio.

Exemplos: sufrágio, sortilégio, litígio, relógio, refúgio.

os verbos terminados em ger e gir. Exemplos: eleger, mugir.

depois da letra "r" com poucas exceções.

Exemplos: emergir, surgir.

depois da letra a, desde que não seja radical terminado com j.

Exemplos: ágil, agente.

Escreve-se com J e não com G:

as palavras de origem latinas

Exemplos: jeito, majestade, hoje.

as palavras de origem árabe, africana ou exótica.

Exemplos: alforje, jibóia, manjerona.

as palavras terminada com aje.

Exemplos: laje, ultraje

O fonema ch:

Escreve-se com X e não com CH:

as palavras de origem tupi, africana ou exótica.

Exemplo: abacaxi, muxoxo, xucro. as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J).

Exemplos: xampu, lagartixa.

depois de ditongo.

Exemplos: frouxo, feixe.

depois de en.

Exemplos: enxurrada, enxoval

Observação:

Exceção: quando a palavra de origem não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)

Escreve-se com CH e não com X:

as palavras de origem estrangeira

Exemplos: chave, chumbo, chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.

As letras e e i:

os ditongos nasais são escritos com e: mãe, põem. Com i, só o ditongo interno cãibra.

os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são escritos com e: caçoe, tumultue. Escrevemos com i, os verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.

atenção para as palavras que mudam de sentido quando substituímos a grafia e pela grafia i: área (superfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, que anda a pé), pião (brinquedo).

Dois pontos:

Usa-se dois pontos em:

a) Citação:

Pontuação

Rui Barbosa afirmou: “Não sou candidato.”

A frase de Rui Barbosa começou aqui, pois inicia-se com letra maiúscula.

O ponto final pertence a frase de Rui Barbosa, pois está dentro das aspas.

Rui Barbosa afirmou: “não sou candidato.”

A frase de Rui Barbosa não começou aqui, pois inicia-se com letra minúscula.

Rui Barbosa afirmou: “Não sou candidato”.

Ponto final pertence a minha frase, pois está fora dos parenteses.

Rui Barbosa afirmou: “não sou candidato”.

A frase de Rui Barbosa não começou aqui, pois inicia-se com letra minúscula.

O ponto final não pertence a frase de Rui Barbosa, pois está fora das aspas.

Rui Barbosa afirmou: “Ontem (

) ele voltou.”

Podem ser trocados por colchetes [

].

b) Diálogo:

João disse: - Oi, Maria.

Dois pontos obrigatórios.

João disse: “Oi, Maria.”

Dois pontos facultativo.

c) Enumeração:

Comprei: Jaca, melancia, uva, abacate.

Dois pontos facultativo.

d) Explicação:

Só quero uma coisa: ser feliz.

obs: em língua portuguesa qualquer explicação será marcada por algum sinal de pontuação.

Exemplos que se aplicam à frase anterior:

Só quero uma coisa, ser feliz.

Só quero uma coisa; ser feliz.

Só quero uma coisa.

Quero

ser feliz.

coisa; ser feliz. Só quero uma coisa. Quero ser feliz. [LOF1] Comentário: Deve-se repetir o verbo

[LOF1] Comentário: Deve-se repetir o verbo quando utilizar ponto. Deve-se repetir o verbo quando utilizar ponto.

Vírgula

NÃO se usa vírgula:

Entre:

Sujeito e verbo

Verbo e complemento

Termo regente e complemento nominal

Ex: Âni tem medo de barata. (não se pode colocar vírgula em nenhum luga)

Com os adjuntos adverbiais a vírgula é facultativa.

EX:

No começo do século passado

, o homem pensava na colonização de Marte.

[LOF2] Comentário: Adjunto adverbial. Vírgula facultativa. Adjunto adverbial. Vírgula facultativa.

Comentário: Adjunto adverbial. Vírgula facultativa. TERMO INTERFERENTE – será chamada nessas explicações

TERMO INTERFERENTE será chamada nessas explicações (para efeito didático) qualquer coisa que se coloque entre: sujeito e verbo, verbo e complemento, termo regente e complemento nominal.

Ex:

A Rosa estava, ontem, linda. (certo)

A Rosa estava ontem linda. (certo)

A Rosa estava ontem, linda. (errado)

Nos termos interferentes ou as duas vírgulas se colocam para isolar o termo, ou as duas vírgulas se tiram, nesse caso pode-se trocar as vírgulas por parênteses e travessões.

A Rosa estava ontem linda. (certo)

A Rosa estava (ontem) linda. (certo)

obs: se o termo interferente for explicativo, a vírgula é obrigatória. (mas pode ser substituída por () ou -).

A rosa, rainha das flores, é linda.

A rosa (rainha das flores) é linda.

A rosa rainha das flores é linda.

USO DA VÍRGULA EM INVERSÃO SINTÁTICA

(Ordem direta) Âni tem medo de barata.

(Ordem indireta) De barata, Âni tem medo.

(Ordem indireta) De barata, Âni tem medo.

O uso da vírgula é facultativo.

(Ordem indireta) Âni, de barata, tem medo.

(Ordem indireta) Âni de barata tem medo.

O uso da vírgula é facultativo, mas uma vírgula depende da outra para existir ou as duas se colocam ou as duas se tiram.

AS VÍRGULAS SEPARAM ORAÇÕES NO PERÍODO

Âni comeu banana, João comeu melão. (pode-se usar vírgula, ponto e vírgula ou ponto)

Âni comeu banana. João comeu melão.

Âni comeu banana; João comeu melão.

Omitindo o verbo

Âni comeu banana, João, melão. (errado)

Âni comeu banana, João melão. (errado)

Âni comeu banana; João, melão. (certo)

Quando ao separar orações a vírgula causar ambigüidade, ela deverá ser substituída por ponto e vírgula.

 Quando ao separar orações a vírgula causar ambigüidade, ela deverá ser substituída por ponto e
[LOF3] Comentário: Zeugma (ocultação do verbo, substituído por vírgula.
[LOF3] Comentário: Zeugma (ocultação do verbo, substituído por vírgula.

[LOF3] Comentário: Zeugma (ocultação do verbo, substituído por vírgula.

[LOF3] Comentário: Zeugma (ocultação do verbo, substituído por vírgula.

Analisar a seguinte frase:

A menina foi ao mercado, o menino foi à feira.

Está certo, mas poderia ser trocado por ponto final ou por ponto e vírgula.

Também está certo:

A menina foi ao mercado. O menino foi à feira.

A menina foi ao mercado; o menino foi à feira.

A menina foi ao mercado; o menino,

à feira.

Analisar a seguinte frase:

Já comprei todos os presentes: um carrinho para o Childerico, uma boneca para a

Radegondes, uma jóia para a Atanagildetina, uma bolsa para a mamãe.

Também está certo:

Já comprei todos os presentes: um carrinho, para o Childerico; uma boneca, para a

Radegondes; uma jóia, para a Atanagildetina; uma bolsa, para a mamãe.

Analisar as seguintes frases:

Ela saiu porém voltou logo. (errado)

Primeira oração.

Conjunção.

Segunda oração.

Obs: Toda conjunção fica no início da oração a que pertence.

Ela saiu, porém voltou logo. (certo)

Eu quero que ela me abrace.

Primeira oração.

Conjunção.

Segunda oração.

obs: JAMAIS poderá haver vírgula aí, porque ela introduz um complemento para o verbo anterior.

É necessário que ela estude.

Primeira oração.

Conjunção.

Segunda oração.

obs: JAMAIS poderá haver vírgula aí, porque ela introduz um sujeito para o verbo anterior.

Ela saiu, voltou porém logo.

Primeira oração.

Conjunção.

Segunda oração.

obs: A conjunção (conjunção deslocada no meio de uma oração) nesse caso deve obrigatoriamente ser isolada por vírgulas:

o Ela saiu; voltou, porém, logo.

Porém voltou logo. (Correto)

Porém, voltou logo. (Correto)

Quando a conjunção inicia um

período

pode ou não haver vírgula.

Ela não veio portanto ficaremos sem bolinhos. (correto)

Ela não veio, ficaremos sem bolinhos, portanto. (correto)

Portanto, ficaremos sem bolinhos. (correto)

Portanto ficaremos sem bolinhos. (correto)

REGRA GERAL (sempre funciona atualmente, pois a pontuação sempre está mudando na língua portuguesa)

Vírgula obrigatória

Expressam oposição ou explicação.

Vírgula facultativa

Demais conjunções.

Analisar frases:

Ela saiu e voltou logo. (correto)

Ela saiu

, e voltou logo. (correto) - Vírgula facultativa.

Ela saiu

e

,

 

talvez

, volte logo

. (correto)

Ela saiu

,

e

 

,

talvez

, volte logo

. (correto)

[LOF4] Comentário: Período: Começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final.

com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. [LOF5] Comentário: Vírgula facultativa. [LOF6]

[LOF5] Comentário: Vírgula facultativa.

[LOF6] Comentário: Primeira oração.

[LOF7] Comentário: Conjunção.

[LOF8] Comentário: Adjunto adverbial.

[LOF9] Comentário: Segunda oração.

[LOF10] Comentário: Primeira oração.

[LOF11] Comentário: Conjunção.

[LOF12] Comentário: Adjunto adverbial.

[LOF13] Comentário: Segunda oração.

Ela sorriu , quando me viu.(correto) - Vírgula facultativa. [LOF14] Comentário: Vírgula facultativa. Ela sorriu
Ela sorriu
,
quando me viu.(correto) - Vírgula facultativa.
[LOF14] Comentário: Vírgula
facultativa.
Ela sorriu quando me viu. (correto)
Quando me viu
,
ela sorriu
. - (correto) - Vírgula obrigatória.
[LOF15] Comentário: Primeira oração.
Vírgula obrigatória – se a oração com conjunção vier no início do período a
vírgula é obrigatória.
[LOF16] Comentário: Vírgula
obrigatória.
[LOF17] Comentário: Segunda oração.
Análise:
Ela caiu
,
porque escorregou.
[LOF18] Comentário: Virgula
facultativa pois a conjunção é causal.
Ela estudou bastante
,
porque haverá prova na próxima semana.
[LOF19] Comentário: Vírgula
obrigatória pois a conjunção é explicativa.
PORQUE
 Causal: expressa anterioridade
 Explicativo: expressa posterioridade
Causal
porque escorregou
Ela caiu
Explicativo
ela estudou bastante
porque haverá
prova na próxima
semana
Curiosidade:
O
homem
que fuma
vive pouco.
[LOF20] Comentário: Oração
Subordinada Adjetiva Restritiva.
O
homem,
que pensa
, é racional.
[LOF21] Comentário: Oração
subordinada Adjetiva Explicativa.
Deve haver vírgula na explicativa, visto que expressa explicação.
Comi as frutas
que estavam maduras
.
[LOF22] Comentário: Restritiva –
existiam frutas maduras e verdes, mas
comi apenas as maduras.
Comi as frutas,
que estavam maduras
.
[LOF23] Comentário: As frutas que eu
comi estavam maduras.
Paulo Coelho,
que escreveu “Brida”
, é meu amigo.
[LOF24] Comentário: Oração
subordinada Adjetiva Explicativa.
O
autor
que escreveu Brida
é meu amigo.
[LOF25] Comentário: Oração
Subordinada Adjetiva Restritiva.
Tenho saudade dos amigos
me ajudaram.
que me ajudaram
. – tenho saudade apenas dos amigos que
[LOF26] Comentário: Oração
Subordinada Adjetiva Restritiva.
[LOF27] Comentário: Oração subordinada Adjetiva Explicativa.
[LOF27] Comentário: Oração subordinada Adjetiva Explicativa.
[LOF27] Comentário: Oração subordinada Adjetiva Explicativa.

[LOF27] Comentário: Oração subordinada Adjetiva Explicativa.

[LOF27] Comentário: Oração subordinada Adjetiva Explicativa.

Tenho saudade dos amigos,

ajudaram e eu tenho saudade de todos.

que me ajudaram

. explicativa: todos os amigos me

CLASSES DE PALAVRAS

As palavras são classificadas de acordo com as funções exercidas nas orações.

Na língua portuguesa podemos classificar as palavras em:

Substantivo

Adjetivo

Pronome

Verbo

Artigo

Numeral

Advérbio

Preposição

Interjeição

Conjunção

Substantivo:

É a palavra variável que denomina qualidades, sentimentos, sensações, ações, estados e seres em geral.

Quanto a sua formação, o substantivo pode ser primitivo (jornal) ou derivado (jornalista), simples (alface) ou composto (guarda-chuva).

Já quanto a sua classificação, ele pode ser comum (cidade) ou próprio (Curitiba), concreto (mesa) ou abstrato (felicidade).

Os substantivos concretos designam seres de existência real ou que a imaginação apresenta como tal: alma, fada, santo. Já os substantivos abstratos designam qualidade, sentimento, ação e estado dos seres: beleza, cegueira, dor, fuga.

Os substantivos próprios são sempre concretos e devem ser grafados com iniciais maiúsculas.

Certos substantivos próprios podem tornar-se comuns, pelo processo de derivação imprópria (um judas = traidor / um panamá = chapéu).

Os substantivos abstratos têm existência independente e podem ser reais ou não, materiais ou não. Quando esses substantivos abstratos são de qualidade tornam-se concretos no plural (riqueza X riquezas).

Muitos substantivos podem ser variavelmente abstratos ou concretos, conforme o sentido em que se empregam (a redação das leis requer clareza / na redação do aluno, assinalei vários erros).

Já no tocante ao gênero (masculino X feminino) os substantivos podem ser:

biformes: quando apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. (rato, rata ou conde X condessa).

uniformes: quando apresentam uma única forma para ambos os gêneros. Nesse caso, eles estão divididos em:

epicenos: usados para animais de ambos os sexos (macho e fêmea) - albatroz, badejo, besouro, codorniz;

comum de dois gêneros: aqueles que designam pessoas, fazendo a distinção dos sexos por palavras determinantes - aborígine, camarada, herege, manequim, mártir, médium, silvícola;

sobrecomuns - apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos - algoz, apóstolo, cônjuge, guia, testemunha, verdugo;

Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido. (o cisma X a cisma / o corneta X a corneta / o crisma X a crisma / o cura X a cura / o guia X a guia / o lente X a lente / o língua X a língua / o moral X a moral / o maria-fumaça X a maria-fumaça / o voga X a voga).

Os nomes terminados em -ão fazem feminino em -ã, -oa ou -ona (alemã, leoa, valentona).

Os nomes terminados em -e mudam-no para -a, entretanto a maioria é invariável (monge X monja, infante X infanta, mas o/a dirigente, o/a estudante).

Quanto ao número (singular X plural), os substantivos simples formam o plural em função do final da palavra.

vogal ou ditongo (exceto -ÃO): acréscimo de -S (porta X portas, troféu X troféus);

ditongo -ÃO: -ÕES / -ÃES / -ÃOS, variando em cada palavra (pagãos, cidadãos, cortesãos, escrivães, sacristães, capitães, capelães, tabeliães, deães, faisães, guardiães).

Os substantivos paroxítonos terminados em -ão fazem plural em -ãos (bênçãos, órfãos, gólfãos). Alguns gramáticos registram artesão (artífice) - artesãos e artesão (adorno arquitetônico) - artesões.

-EM, -IM, -OM, -UM: acréscimo de -NS (jardim X jardins);

-R ou -Z: -ES (mar X mares, raiz X raízes);

-S: substantivos oxítonos acréscimo de -ES (país X países). Os não-oxítonos terminados em -S são invariáveis, marcando o número pelo artigo (os atlas, os lápis, os ônibus), cais, cós e xis são invariáveis;

-N: -S ou -ES, sendo a última menos comum (hífen X hifens ou hífenes), cânon > cânones;

-X: invariável, usando o artigo para o plural (tórax X os tórax);

-AL, EL, OL, UL: troca-se -L por -IS (animal X animais, barril X barris). Exceto mal por males, cônsul por cônsules, real (moeda) por réis, mel por méis ou meles;

IL: se oxítono, trocar -L por -S. Se não oxítonos, trocar -IL por -EIS. (til X tis, míssil X mísseis). Observação: réptil / reptil por répteis / reptis, projétil / projetil por projéteis / projetis;

sufixo diminutivo -ZINHO(A) / -ZITO(A): colocar a palavra primitiva no plural, retirar o -S e acrescentar o sufixo diminutivo (caezitos, coroneizinhos, mulherezinhas). Observação: palavras com esses sufixos não recebem acento gráfico.

metafonia: -o tônico fechado no singular muda para o timbre aberto no plural, também variando em função da palavra. (ovo X ovos, mas bolo X bolos). Observação: avôs (avô paterno + avô materno), avós (avó + avó ou avô + avó).

Os substantivos podem apresentar diferentes graus, porém grau não é uma flexão nominal. São três graus: normal, aumentativo e diminutivo e podem ser formados através de dois processos:

analítico: associando os adjetivos (grande ou pequeno, ou similar) ao substantivo;

sintético: anexando-se ao substantivo sufixos indicadores de grau (meninão X menininho).

Certos substantivos, apesar da forma, não expressam a noção aumentativa ou diminutiva. (cartão, cartilha).

alguns sufixos aumentativo: -ázio, -orra, -ola, -az, -ão, -eirão, -alhão, -arão, - arrão, -zarrão;

alguns sufixos diminutivo: -ito, -ulo-, -culo, -ote, -ola, -im, -elho, -inho, -zinho (o sufixo -zinho é obrigatório quando o substantivo terminar em vogal tônica ou ditongo: cafezinho, paizinho);

O aumentativo pode exprimir desprezo (sabichão, ministraço, poetastro) ou intimidade (amigão); enquanto o diminutivo pode indicar carinho (filhinho) ou ter valor pejorativo (livreco, casebre).

Algumas curiosidades sobre os substantivos:

Palavras masculinas:

ágape (refeição dos primitivos cristãos);

anátema (excomungação);

axioma (premissa verdadeira);

caudal (cachoeira);

carcinoma (tumor maligno);

champanha, clã, clarinete, contralto, coma, diabete/diabetes (FeM classificam como gênero vacilante);

diadema, estratagema, fibroma (tumor benigno);

herpes, hosana (hino);

jângal (floresta da Índia);

lhama, praça (soldado raso);

praça (soldado raso);

proclama, sabiá, soprano (FeM classificam como gênero vacilante);

suéter, tapa (FeM classificam como gênero vacilante);

teiró (parte de arma de fogo ou arado);

telefonema, trema, vau (trecho raso do rio).

Palavras femininas:

abusão (engano);

alcíone (ave doa antigos);

aluvião, araquã (ave);

áspide (reptil peçonhento);

baitaca (ave);

cataplasma, cal, clâmide (manto grego);

cólera (doença);

derme, dinamite, entorce, fácies (aspecto);

filoxera (inseto e doença);

gênese, guriatã (ave);

hélice (FeM classificam como gênero vacilante);

jaçanã (ave);

juriti (tipo de aves);

libido, mascote, omoplata, rês, suçuarana (felino);

sucuri, tíbia, trama, ubá (canoa);

usucapião (FeM classificam como gênero vacilante);

xerox (cópia).

Gênero vacilante:

acauã (falcão);

inambu (ave);

laringe, personagem (Ceg. fala que é usada indistintamente nos dois gêneros, mas que há preferência de autores pelo masculino);

víspora.

Alguns femininos:

abade - abadessa;

abegão (feitor) - abegoa;

alcaide (antigo governador) - alcaidessa, alcaidina;

aldeão - aldeã;

anfitrião - anfitrioa, anfitriã;

beirão (natural da Beira) - beiroa;

besuntão (porcalhão) - besuntona;

bonachão - bonachona;

bretão - bretoa, bretã;

cantador - cantadeira;

cantor - cantora, cantadora, cantarina, cantatriz;

castelão (dono do castelo) - castelã;

catalão - catalã;

cavaleiro - cavaleira, amazona;

charlatão - charlatã;

coimbrão - coimbrã;

cônsul - consulesa;

comarcão - comarcã;

cônego - canonisa;

czar - czarina;

deus - deusa, déia;

diácono (clérigo) - diaconisa;

doge (antigo magistrado) - dogesa;

druida - druidesa;

elefante - elefanta e aliá (Ceilão);

embaixador - embaixadora e embaixatriz;

ermitão - ermitoa, ermitã;

faisão - faisoa (Cegalla), faisã;

hortelão (trata da horta) - horteloa;

javali - javalina;

ladrão - ladra, ladroa, ladrona;

felá (camponês) - felaína;

flâmine (antigo sacerdote) - flamínica;

frade - freira;

frei - sóror;

gigante - giganta;

grou - grua;

lebrão - lebre;

maestro - maestrina;

maganão (malicioso) - magana;

melro - mélroa;

mocetão - mocetona;

oficial - oficiala;

padre - madre;

papa - papisa;

pardal - pardoca, pardaloca, pardaleja;

parvo - párvoa;

peão - peã, peona;

perdigão - perdiz;

prior - prioresa, priora;

mu ou mulo - mula;

rajá - rani;

rapaz - rapariga;

rascão (desleixado) - rascoa;

sandeu - sandia;

sintrão - sintrã;

sultão - sultana;

tabaréu - tabaroa;

varão - matrona, mulher;

veado - veada;

vilão - viloa, vilã.

Substantivos em -ÃO e seus plurais:

alão - alões, alãos, alães;

aldeão - aldeãos, aldeões;

capelão - capelães;

castelão - castelãos, castelões;

cidadão - cidadãos;

cortesão - cortesãos;

ermitão - ermitões, ermitãos, ermitães;

escrivão - escrivães;

folião - foliões;

hortelão - hortelões, hortelãos;

pagão - pagãos;

sacristão - sacristães;

tabelião - tabeliães;

tecelão - tecelões;

verão - verãos, verões;

vilão - vilões, vilãos;

vulcão - vulcões, vulcãos.

Alguns substantivos que sofrem metafonia no plural:

abrolho, caroço, corcovo, corvo, coro, despojo, destroço, escolho, esforço, estorvo, forno, forro, fosso, imposto, jogo, miolo, poço, porto, posto, reforço, rogo, socorro, tijolo, toco, torno, torto, troco.

Substantivos só usados no plural:

anais, antolhos, arredores, arras (bens, penhor), calendas (1º dia do mês romano), cãs (cabelos brancos), cócegas, condolências, damas (jogo), endoenças (solenidades religiosas), esponsais (contrato de casamento ou noivado), esposórios (presente de núpcias), exéquias (cerimônias fúnebres), fastos (anais), férias, fezes, manes (almas), matinas (breviário de orações matutinas), núpcias, óculos, olheiras, primícias (começos, prelúdios), pêsames, vísceras, víveres etc., além dos nomes de naipes.

Coletivos:

alavão - ovelhas leiteiras;

armento - gado grande (búfalos, elefantes);

assembléia (parlamentares, membros de associações);

atilho - espigas;

baixela - utensílios de mesa;

banca - de examinadores, advogados;

bandeira - garimpeiros, exploradores de minérios;

bando - aves, ciganos, crianças, salteadores;

boana - peixes miúdos;

cabido - cônegos (conselheiros de bispo);

cáfila - camelos;

cainçalha - cães;

cambada - caranguejos, malvados, chaves;

cancioneiro - poesias, canções;

caterva - desordeiros, vadios;

choldra, joldra - assassinos, malfeitores;

chusma - populares, criados;

conselho - vereadores, diretores, juízes militares;

conciliábulo - feiticeiros, conspiradores;

concílio - bispos;

canzoada - cães;

conclave - cardeais;

congregação - professores, religiosos;

consistório - cardeais;

fato - cabras;

feixe - capim, lenha;

junta - bois, médicos, credores, examinadores;

girândola - foguetes, fogos de artifício;

grei - gado miúdo, políticos;

hemeroteca - jornais, revistas;

legião - anjos, soldados, demônios;

malta - desordeiros;

matula - desordeiros, vagabundos;

miríade - estrelas, insetos;

nuvem - gafanhotos, pó;

panapaná - borboletas migratórias;

penca - bananas, chaves;

récua - cavalgaduras (bestas de carga);

renque - árvores, pessoas ou coisas enfileiradas;

réstia - alho, cebola;

ror - grande quantidade de coisas;

súcia - pessoas desonestas, patifes;

talha -lenha;

tertúlia - amigos, intelectuais;

tropilha - cavalos;

vara - porcos.

Substantivos compostos:

Os substantivos compostos formam o plural da seguinte maneira:

sem hífen formam o plural como os simples (pontapé/pontapés);

caso não haja caso específico, verifica-se a variabilidade das palavras que compõem o substantivo para pluralizá-los. São palavras variáveis: substantivo, adjetivo, numeral, pronomes, particípio. São palavras invariáveis: verbo, preposição, advérbio, prefixo;

em elementos repetidos, muito parecidos ou onomatopaicos, só o segundo vai para o plural (tico-ticos, tique-taques, corre-corres, pingue-pongues);

com elementos ligados por preposição, apenas o primeiro se flexiona (pés-de- moleque);

são invariáveis os elementos grão, grã e bel (grão-duques, grã-cruzes, bel- prazeres);

só variará o primeiro elemento nos compostos formados por dois substantivos, onde o segundo limita o primeiro elemento, indicando tipo, semelhança ou finalidade deste (sambas-enredo, bananas-maçã)

nenhum dos elementos vai para o plural se formado por verbos de sentidos opostos e frases substantivas (os leva-e-traz, os bota-fora, os pisa-mansinho, os bota-abaixo, os louva-a-Deus, os ganha-pouco, os diz-que-me-diz);

compostos cujo segundo elemento já está no plural não variam (os troca-tintas, os salta-pocinhas, os espirra-canivetes);

palavra guarda, se fizer referência a pessoa varia por ser substantivo. Caso represente o verbo guardar, não pode variar (guardas-noturnos, guarda-chuvas).

Adjetivo:

É a palavra variável que restringe a significação do substantivo, indicando qualidades e características deste. Mantém com o substantivo que determina relação de concordância de gênero e número.

adjetivos pátrios: indicam a nacionalidade ou a origem geográfica, normalmente são formados pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo de que se originam (Alagoas por alagoano). Podem ser simples ou compostos, referindo-se a duas ou mais nacionalidades ou regiões; nestes últimos casos assumem sua forma reduzida e erudita, com exceção do último elemento (franco-ítalo-brasileiro).

locuções adjetivas: expressões formadas por preposição e substantivo e com significado equivalente a adjetivos (anel de prata = anel argênteo / andar de cima = andar superior / estar com fome = estar faminto).

São adjetivos eruditos:

açúcar - sacarino;

águia - aquilino;

anel - anular;

astro - sideral;

bexiga - vesical;

bispo - episcopal;

cabeça - cefálico;

chumbo - plúmbeo;

chuva - pluvial;

cinza - cinéreo;

cobra - colubrino, ofídico;

dinheiro - pecuniário;

estômago - gástrico;

fábrica - fabril;

fígado - hepático;

fogo - ígneo;

guerra - bélico;

homem - viril;

inverno - hibernal;

lago - lacustre;

lebre - leporino;

lobo - lupino;

marfim - ebúrneo, ebóreo;

memória - mnemônico;

moeda - monetário, numismático;

neve - níveo;

pedra - pétreo;

prata - argênteo, argentino, argírico;

raposa - vulpino;

rio - fluvial, potâmico;

rocha - rupestre;

sonho - onírico;

sul - meridional, austral;

tarde - vespertino;

velho, velhice - senil;

vidro - vítreo, hialino.

Quanto à variação dos adjetivos, eles apresentam as seguintes características:

O gênero é uniforme ou biforme (inteligente X honesto[a]). Quanto ao gênero, não se

diz que um adjetivo é masculino ou feminino, e sim que tem terminação masculina ou

feminina.

No tocante a número, os adjetivos simples formam o plural segundo os mesmos princípios dos substantivos simples, em função de sua terminação (agradável X agradáveis). Já os substantivos utilizados como adjetivos ficam invariáveis (blusas cinza).

Os adjetivos terminados em -OSO, além do acréscimo do -S de plural, mudam o timbre do primeiro -o, num processo de metafonia.

Quanto ao grau, os adjetivos apresentam duas formas: comparativo e superlativo.

O grau comparativo refere-se a uma mesma qualidade entre dois ou mais seres, duas ou

mais qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade: tão alto quanto (como / quão); de superioridade: mais alto (do) que (analítico) / maior (do) que (sintético) e de inferioridade: menos alto (do) que.

O

grau superlativo exprime qualidade em grau muito elevado ou intenso.

O

superlativo pode ser classificado como absoluto, quando a qualidade não se refere à

de outros elementos. Pode ser analítico (acréscimo de advérbio de intensidade) ou sintético (-íssimo, -érrimo, -ílimo). (muito alto X altíssimo)

O superlativo pode ser também relativo, qualidade relacionada, favorável ou

desfavoravelmente, à de outros elementos. Pode ser de superioridade analítico (o mais alto de/dentre), de superioridade sintético (o maior de/dentre) ou de inferioridade (o menos alto de/dentre).

São superlativos absolutos sintéticos eruditos da língua portuguesa:

acre - acérrimo;

alto - supremo, sumo;

amável - amabilíssimo;

amigo - amicíssimo;

baixo - ínfimo;

cruel - crudelíssimo;

doce - dulcíssimo;

dócil - docílimo;

fiel - fidelíssimo;

frio - frigidíssimo;

humilde - humílimo;

livre - libérrimo;

magro - macérrimo;

mísero - misérrimo;

negro - nigérrimo;

pobre - paupérrimo;

sábio - sapientíssimo;

sagrado - sacratíssimo;

são - saníssimo;

veloz - velocíssimo.

Os adjetivos compostos formam o plural da seguinte forma:

têm como regra geral, flexionar o último elemento em gênero e número (lentes côncavo-convexas, problemas sócio-econômicos);

são invariáveis cores em que o segundo elemento é um substantivo (blusas azul- turquesa, bolsas branco-gelo);

não variam as locuções adjetivas formadas pela expressão cor-de- cor-de-rosa);

as cores: azul-celeste e azul-marinho são invariáveis;

em surdo-mudo flexionam-se os dois elementos.

(vestidos

Pronome:

É palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha um

substantivo, indicando-o como pessoa do discurso.

A diferença entre pronome substantivo e pronome adjetivo pode ser atribuída a qualquer

tipo de pronome, podendo variar em função do contexto frasal. Assim, o pronome substantivo é aquele que substitui um substantivo, representando-o. (Ele prestou socorro). Já o pronome adjetivo é aquele que acompanha um substantivo, determinando- o. (Aquele rapaz é belo). Os pronomes pessoais são sempre substantivos.

Quanto às pessoas do discurso, a língua portuguesa apresenta três pessoas:

pessoa - aquele que fala, emissor;

pessoa - aquele com quem se fala, receptor;

pessoa - aquele de que ou de quem se fala, referente.

Pronome pessoal:

Indicam uma das três pessoas do discurso, substituindo um substantivo. Podem também representar, quando na 3ª pessoa, uma forma nominal anteriormente expressa (A moça era a melhor secretária, ela mesma agendava os compromissos do chefe).

A seguir um quadro com todas as formas do pronome pessoal:

Pronomes pessoais

Número Pessoa Pronomes retos

primeira eu

singular segunda tu

 

terceira ele, ela primeira nós

plural

segunda vós

terceira eles, elas

Pronomes oblíquos

Átonos

Tônicos

me

mim, comigo

te

ti, contigo

o, a, lhe, se nos

ele, ela, si, consigo nós, conosco

vos

vós, convosco

os, as, lhes, se eles, elas, si, consigo

Os pronomes pessoais apresentam variações de forma dependendo da função sintática que exercem na frase. Os pronomes pessoais retos desempenham, normalmente, função de sujeito; enquanto os oblíquos, geralmente, de complemento.

Os pronomes oblíquos tônicos devem vir regidos de preposição. Em comigo, contigo, conosco e convosco, a preposição com já é parte integrante do pronome.

Os pronomes de tratamento estão enquadrados nos pronomes pessoais. São empregados como referência à pessoa com quem se fala (2ª pessoa), entretanto, a concordância é feita com a 3ª pessoa. Também são considerados pronomes de tratamento as formas você, vocês (provenientes da redução de Vossa Mercê), Senhor, Senhora e Senhorita.

Quanto ao emprego, as formas oblíquas o, a, os, as completam verbos que não vêm regidos de preposição; enquanto lhe e lhes para verbos regidos das preposições a ou para (não expressas).

Apesar de serem usadas pouco, as formas mo, to, no-lo, vo-lo, lho e flexões resultam da fusão de dois objetos, representados por pronomes oblíquos (Ninguém mo disse = ninguém o disse a mim).

Os pronomes átonos o, a, os e as viram lo(a/s), quando associados a verbos terminados em r, s ou z e viram no(a/s), se a terminação verbal for em ditongo nasal.

Os pronomes o/a (s), me, te, se, nos, vos desempenham função se sujeitos de infinitivo ou verbo no gerúndio, junto ao verbo fazer, deixar, mandar, ouvir e ver (Mandei-o entrar / Eu o vi sair / Deixei-as chorando).

A forma você, atualmente, é usada no lugar da 2ª pessoa (tu/vós), tanto no singular quanto no plural, levando o verbo para a 3ª pessoa.

Já as formas de tratamento serão precedidas de Vossa, quando nos dirigirmos diretamente à pessoa e de Sua, quando fizermos referência a ela. Troca-se na abreviatura o V. pelo S.

Quando precedidos de preposição, os pronomes retos (exceto eu e tu) passam a funcionar como oblíquos. Eu e tu não podem vir precedidos de preposição, exceto se

funcionarem como sujeito de um verbo no infinitivo (Isto é para eu fazer para mim fazer).

Os pronomes acompanhados de só ou todos, ou seguido de numeral, assumem forma reta e podem funcionar como objeto direto (Estava só ele no banco / Encontramos todos eles).

Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ter valor reflexivo, enquanto se, nos, vos - podem ter valor reflexivo e recíproco.

As formas si e consigo têm valor exclusivamente reflexivo e usados para a 3ª pessoa. Já conosco e convosco devem aparecer na sua forma analítica (com nós e com vós) quando vierem com modificadores (todos, outros, mesmos, próprios, numeral ou oração adjetiva).

Os pronomes pessoais retos podem desempenhar função de sujeito, predicativo do sujeito ou vocativo, este último com tu e vós (Nós temos uma proposta / Eu sou eu e pronto / Ó, tu, Senhor Jesus).

Quanto ao uso das preposições junto aos pronomes, deve-se saber que não se pode contrair as preposições de e em com pronomes que sejam sujeitos (Em vez de ele continuar, desistiu Vi as bolsas dele bem aqui).

Os pronomes átonos podem assumir valor possessivo (Levaram-me o dinheiro / Pesavam-lhe os olhos), enquanto alguns átonos são partes integrantes de verbos como suicidar-se, apiedar-se, condoer-se, ufanar-se, queixar-se, vangloriar-se.

Já os pronomes oblíquos podem ser usados como expressão expletiva (Não me venha

com essa).

Pronome possessivo:

Fazem referência às pessoas do discurso, apresentando-as como possuidoras de algo. Concordam em gênero e número com a coisa possuída.

São pronomes possessivos da língua portuguesa as formas:

pessoa: meu(s), minha(s) nosso(a/s);

pessoa: teu(s), tua(s) vosso(a/s);

pessoa: seu(s), sua(s) seu(s), sua(s).

Quanto ao emprego, normalmente, vem antes do nome a que se refere; podendo, também, vir depois do substantivo que determina. Neste último caso, pode até alterar o sentido da frase.

O uso do possessivo seu (a/s) pode causar ambigüidade, para desfazê-la, deve-se

preferir o uso do dele (a/s) (Ele disse que Maria estava trancada em sua casa - casa de quem?); pode também indicar aproximação numérica (ele tem lá seus 40 anos).

Já nas expressões do tipo "Seu João", seu não tem valor de posse por ser uma alteração fonética de Senhor.

Pronome demonstrativo:

Indicam posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço. São: este (a/s), isto, esse (a/s), isso, aquele (a/s), aquilo. Isto, isso e aquilo são invariáveis e se empregam exclusivamente como substitutos de substantivos.

As formas mesmo, próprio, semelhante, tal (s) e o (a/s) podem desempenhar papel de pronome demonstrativo.

Quanto ao emprego, os pronomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira:

uso dêitico, indicando localização no espaço - este (aqui), esse (aí) e aquele (lá);

uso dêitico, indicando localização temporal - este (presente), esse (passado próximo) e aquele (passado remoto ou bastante vago);

uso anafórico, em referência ao que já foi ou será dito - este (novo enunciado) e esse (retoma informação);

o, a, os, as são demonstrativos quando equivalem a aquele (a/s), isto (Leve o que lhe pertence);

tal é demonstrativo se puder ser substituído por esse (a), este (a) ou aquele (a) e semelhante, quando anteposto ao substantivo a que se refere e equivalente a "aquele", "idêntico" (O problema ainda não foi resolvido, tal demora atrapalhou as negociações / Não brigue por semelhante causa);

mesmo e próprio são demonstrativos, se precedidos de artigo, quando significarem "idêntico", "igual" ou "exato". Concordam com o nome a que se referem (Separaram crianças de mesmas séries);

como referência a termos já citados, os pronomes aquele (a/s) e este (a/s) são usados para primeira e segunda ocorrências, respectivamente, em apostos distributivos (O médico e a enfermeira estavam calados: aquele amedrontado e esta calma / ou: esta calma e aquele amedrontado);

pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com os pronomes demonstrativos (Não acreditei no que estava vendo / Fui àquela região de montanhas / Fez alusão à pessoa de azul e à de branco);

podem apresentar valor intensificador ou depreciativo, dependendo do contexto frasal (Ele estava com aquela paciência / Aquilo é um marido de enfeite);

nisso e nisto (em + pronome) podem ser usados com valor de "então" ou "nesse momento" (Nisso, ela entrou triunfante - nisso = advérbio).

Pronome relativo:

Retoma um termo expresso anteriormente (antecedente) e introduz uma oração dependente, adjetiva.

Os pronome nomes demonstrativos apresentam-se da seguinte maneira: mento, armamentomes relativos são: que, quem e onde - invariáveis; além de o qual (a/s), cujo (a/s) e quanto (a/s).

Os relativos são chamados relativos indefinidos quando são empregados sem antecedente expresso (Quem espera sempre alcança / Fez quanto pôde).

Quanto ao emprego, observa-se que os relativos são usados quando:

o antecedente do relativo pode ser demonstrativo o (a/s) (O Brasil divide-se entre os que lêem ou não);

como relativo, quanto refere-se ao antecedente tudo ou todo (Ouvia tudo quanto me interessava)

quem será precedido de preposição se estiver relacionado a pessoas ou seres personificados expressos;

quem = relativo indefinido quando é empregado sem antecedente claro, não vindo precedido de preposição;

cujo (a/s) é empregado para dar a idéia de posse e não concorda com o antecedente e sim com seu conseqüente. Ele tem sempre valor adjetivo e não pode ser acompanhado de artigo.

Pronome indefinido:

Referem-se à 3ª pessoa do discurso quando considerada de modo vago, impreciso ou genérico, representando pessoas, coisas e lugares. Alguns também podem dar idéia de conjunto ou quantidade indeterminada. Em função da quantidade de pronomes indefinidos, merece atenção sua identificação.

São pronomes indefinidos de:

pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem;

lugares: onde, algures, alhures, nenhures;

pessoas, lugares, coisas: que, qual, quais, algo, tudo, nada, todo (a/s), algum (a/s), vários (a), nenhum (a/s), certo (a/s), outro (a/s), muito (a/s), pouco (a/s), quanto (a/s), um (a/s), qualquer (s), cada.

Sobre o emprego dos indefinidos devemos atentar para:

algum, após o substantivo a que se refere, assume valor negativo (= nenhum) (Computador algum resolverá o problema);

cada deve ser sempre seguido de um substantivo ou numeral (Elas receberam 3 balas cada uma);

alguns pronomes indefinidos, se vierem depois do nome a que estiverem se referindo, passam a ser adjetivos. (Certas pessoas deveriam ter seus lugares certos / Comprei várias balas de sabores vários)

bastante pode vir como adjetivo também, se estiver determinando algum substantivo, unindo-se a ele por verbo de ligação (Isso é bastante para mim);

o pronome outrem equivale a "qualquer pessoa";

o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje);

o pronome nada, colocado junto a verbos ou adjetivos, pode equivaler a advérbio (Ele não está nada contente hoje);

existem algumas locuções pronominais indefinidas - quem quer que, o que quer, seja quem for, cada um etc.

todo com valor indefinido antecede o substantivo, sem artigo (Toda cidade parou para ver a banda Toda a cidade parou para ver a banda).

Pronome interrogativo:

São os pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto usados na formulação de uma pergunta direta ou indireta. Referem-se à 3ª pessoa do discurso. (Quantos livros você tem? / Não sei quem lhe contou).

Alguns interrogativos podem ser adverbiais (Quando voltarão? / Onde encontrá-los? / Como foi tudo?).

Verbo:

É a palavra variável que exprime um acontecimento representado no tempo, seja ação, estado ou fenômeno da natureza.

Os verbos apresentam três conjugações. Em função da vogal temática, podem-se criar três paradigmas verbais. De acordo com a relação dos verbos com esses paradigmas, obtém-se a seguinte classificação:

regulares: seguem o paradigma verbal de sua conjugação;

irregulares: não seguem o paradigma verbal da conjugação a que pertencem. As irregularidades podem aparecer no radical ou nas desinências (ouvir - ouço/ouve, estar - estou/estão);

Entre os verbos irregulares, destacam-se os anômalos que apresentam profundas irregularidades. São classificados como anômalos em todas as gramáticas os verbos ser e ir.

defectivos: não são conjugados em determinadas pessoas, tempo ou modo (falir - no presente do indicativo só apresenta a 1ª e a 2ª pessoa do plural). Os defectivos distribuem-se em três grupos: impessoais, unipessoais (vozes ou ruídos de animais, só conjugados nas 3ª pessoas) por eufonia ou possibilidade de confusão com outros verbos;

abundantes - apresentam mais de uma forma para uma mesma flexão. Mais freqüente no particípio, devendo-se usar o particípio regular com ter e haver; já o irregular com ser e estar (aceito/aceitado, acendido/aceso - tenho/hei aceitado é/está aceito);

auxiliares: juntam-se ao verbo principal ampliando sua significação. Presentes nos tempos compostos e locuções verbais;

certos verbos possuem pronomes pessoais átonos que se tornam partes integrantes deles. Nesses casos, o pronome não tem função sintática (suicidar-se, apiedar-se, queixar-se etc.);

formas rizotônicas (tonicidade no radical - eu canto) e formas arrizotônicas (tonicidade fora do radical - nós cantaríamos).

Quanto à flexão verbal, temos:

número: singular ou plural;

pessoa gramatical: 1ª, 2ª ou 3ª;

tempo: referência ao momento em que se fala (pretérito, presente ou futuro). O modo imperativo só tem um tempo, o presente;

voz: ativa, passiva e reflexiva;

modo: indicativo (certeza de um fato ou estado), subjuntivo (possibilidade ou desejo de realização de um fato ou incerteza do estado) e imperativo (expressa ordem, advertência ou pedido).

As três formas nominais do verbo (infinitivo, gerúndio e particípio) não possuem função exclusivamente verbal. Infinitivo é antes substantivo, o particípio tem valor e forma de adjetivo, enquanto o gerúndio equipara-se ao adjetivo ou advérbio pelas circunstâncias que exprime.

Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores:

presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala;

presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala;

pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado;

pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado;

pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado;

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada;

futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura;

futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro, mas ligado a um momento passado;

futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou época futura;

Quanto à formação dos tempos, os chamados tempos simples podem ser primitivos (presente e pretérito perfeito do indicativo e o infinitivo impessoal) e derivados:

São derivados do presente do indicativo:

pretérito imperfeito do indicativo: TEMA do presente + VA (1ª conj.) ou IA (2ª e 3ª conj.) + Desinência número pessoal (DNP);

presente do subjuntivo: RAD da 1ª pessoa singular do presente + E (1ª conj.) ou A (2ª e 3ª conj.) + DNP;

Os verbos em -ear têm duplo "e" em vez de "ei" na 1ª pessoa do plural (passeio, mas passeemos).

imperativo negativo (todo derivado do presente do subjuntivo) e imperativo afirmativo (as 2ª pessoas vêm do presente do indicativo sem S, as demais também vêm do presente do subjuntivo).

São derivados do pretérito perfeito do indicativo:

pretérito mais-que-perfeito do indicativo: TEMA do perfeito + RA + DNP;

pretérito imperfeito do subjuntivo: TEMA do perfeito + SSE + DNP;

futuro do subjuntivo: TEMA do perfeito + R + DNP.

São derivados do infinitivo impessoal:

futuro do presente do indicativo: TEMA do infinitivo + RA + DNP;

futuro do pretérito: TEMA do infinitivo + RIA + DNP;

infinitivo pessoal: infinitivo impessoal + DNP (-ES - 2ª pessoa, -MOS, -DES, - EM)

gerúndio: TEMA do infinitivo + -NDO;

particípio regular: infinitivo impessoal sem vogal temática (VT) e R + ADO (1ª conjugação) ou IDO (2ª e 3ª conjugação).

Quanto à formação, os tempos compostos da voz ativa constituem-se dos verbos auxiliares TER ou HAVER + particípio do verbo que se quer conjugar, dito principal.

No modo Indicativo, os tempos compostos são formados da seguinte maneira:

pretérito perfeito: presente do indicativo do auxiliar + particípio do verbo principal (VP) [Tenho falado];

pretérito mais-que-perfeito: pretérito imperfeito do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Tinha falado);

futuro do presente: futuro do presente do indicativo do auxiliar + particípio do VP (Terei falado);

futuro do pretérito: futuro do pretérito indicativo do auxiliar + particípio do VP (Teria falado).

No modo Subjuntivo a formação se dá da seguinte maneira:

pretérito perfeito: presente do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tenha falado);

pretérito mais-que-perfeito: imperfeito do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tivesse falado);

futuro composto: futuro do subjuntivo do auxiliar + particípio do VP (Tiver falado).

Quanto às formas nominais, elas são formadas da seguinte maneira:

infinitivo composto: infinitivo pessoal ou impessoal do auxiliar + particípio do VP (Ter falado / Teres falado);

gerúndio composto: gerúndio do auxiliar + particípio do VP (Tendo falado).

O modo subjuntivo apresenta três pretéritos, sendo o imperfeito na forma simples e o perfeito e o mais-que-perfeito nas formas compostas. Não há presente composto nem pretérito imperfeito composto

Quanto às vozes, os verbos apresentam a voz:

ativa: sujeito é agente da ação verbal;

passiva: sujeito é paciente da ação verbal;

A voz passiva pode ser analítica ou sintética:

analítica: - verbo auxiliar + particípio do verbo principal;

sintética: na 3ª pessoa do singular ou plural + SE (partícula apassivadora);

reflexiva: sujeito é agente e paciente da ação verbal. Também pode ser recíproca ao mesmo tempo (acréscimo de SE = pronome reflexivo, variável em função da pessoa do verbo);

Na transformação da voz ativa na passiva, a variação temporal é indicada pelo auxiliar (ser na maioria das vezes), como notamos nos exemplos a seguir: Ele fez o trabalho - O trabalho foi feito por ele (mantido o pretérito perfeito do indicativo) / O vento ia levando as folhas - As folhas iam sendo levadas pelas folhas (mantido o gerúndio do verbo principal).

Alguns verbos da língua portuguesa apresentam problemas de conjugação. A seguir temos uma lista, seguida de comentários sobre essas dificuldades de conjugação.

Abolir (defectivo) - não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, por isso não possui presente do subjuntivo e o imperativo negativo. (= banir, carpir, colorir, delinqüir, demolir, descomedir-se, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, retorquir, urgir)

Acudir (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - acudo, acodes

e

pretérito perfeito do indicativo - com u (= bulir, consumir, cuspir, engolir, fugir)

/ Adequar (defectivo) - só possui a 1ª e a 2ª pessoa do plural no presente do indicativo

(=

Aderir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - adiro, adere advertir, cerzir, despir, diferir, digerir, divergir, ferir, sugerir)

Agir (acomodação gráfica g/j) - presente do indicativo - ajo, ages

(= afligir,

coagir, erigir, espargir, refulgir, restringir, transigir, urgir)

Agredir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem (= prevenir, progredir, regredir, transgredir)

, indicativo - agüei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram (= desaguar, enxaguar, minguar)

/

Aguar (regular) - presente do indicativo - águo, águas

- pretérito perfeito do

Aprazer (irregular) - presente do indicativo - aprazo, aprazes, apraz

/ pretérito

perfeito do indicativo - aprouve, aprouveste, aprouve, aprouvemos, aprouvestes, aprouveram

Argüir (irregular com alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - arguo

(ú), argúis, argúi, argüimos, argüis, argúem - pretérito perfeito - argüi, argüiste (com trema)

Atrair (irregular) - presente do indicativo - atraio, atrais

atraí, atraíste

(= abstrair, cair, distrair, sair, subtrair)

/ pretérito perfeito -

Atribuir (irregular) - presente do indicativo - atribuo, atribuis, atribui, atribuímos, atribuís, atribuem - pretérito perfeito - atribuí, atribuíste, atribuiu (= afluir, concluir, destituir, excluir, instruir, possuir, usufruir)

Averiguar (alternância vocálica o/u) - presente do indicativo - averiguo (ú),

averiguas (ú), averigua (ú), averiguamos, averiguais, averiguam (ú) - pretérito

perfeito - averigüei, averiguaste

averigúe

- presente do subjuntivo - averigúe, averigúes,

(= apaziguar)

Cear (irregular) - presente do indicativo - ceio, ceias, ceia, ceamos, ceais, ceiam - pretérito perfeito indicativo - ceei, ceaste, ceou, ceamos, ceastes, cearam (=

verbos terminados em -ear: falsear, passear

aberta: estréio, estréia

)

- alguns apresentam pronúncia

Coar (irregular) - presente do indicativo - côo, côas, côa, coamos, coais, coam -

pretérito perfeito - coei, coaste, coou

Comerciar (regular) - presente do indicativo - comercio, comercias

perfeito - comerciei

ansiar, remediar, incendiar, odiar)

Compelir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - compilo,

(= abençoar, magoar, perdoar) /

- pretérito

(= verbos em -iar , exceto os seguintes verbos: mediar,

compeles

- pretérito perfeito indicativo - compeli, compeliste

Compilar (regular) - presente do indicativo - compilo, compilas, compila pretérito perfeito indicativo - compilei, compilaste

Construir (irregular e abundante) - presente do indicativo - construo, constróis (ou construis), constrói (ou construi), construímos, construís, constroem (ou construem) - pretérito perfeito indicativo - construí, construíste

Crer (irregular) - presente do indicativo - creio, crês, crê, cremos, credes, crêem - pretérito perfeito indicativo - cri, creste, creu, cremos, crestes, creram - imperfeito indicativo - cria, crias, cria, críamos, críeis, criam

Falir (defectivo) - presente do indicativo - falimos, falis - pretérito perfeito

-

indicativo - fali, faliste

(= aguerrir, combalir, foragir-se, remir, renhir)

Frigir (acomodação gráfica g/j e alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - frijo, freges, frege, frigimos, frigis, fregem - pretérito perfeito

indicativo - frigi, frigiste

Ir (irregular) - presente do indicativo - vou, vais, vai, vamos, ides, vão - pretérito

perfeito indicativo - fui, foste

vão

- presente subjuntivo - vá, vás, vá, vamos, vades,

Jazer (irregular) - presente do indicativo - jazo, jazes

- pretérito perfeito

indicativo - jazi, jazeste, jazeu

Mobiliar (irregular) - presente do indicativo - mobílio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobíliam - pretérito perfeito indicativo - mobiliei, -

mobiliaste

pretérito perfeito indicativo - obstei, obstaste

/ Obstar (regular) - presente do indicativo - obsto, obstas

Pedir (irregular) - presente do indicativo - peço, pedes, pede, pedimos, pedis,

pedem - pretérito perfeito indicativo - pedi, pediste

medir) / Polir (alternância vocálica e/i) - presente do indicativo - pulo, pules,

pule, polimos, polis, pulem - pretérito perfeito indicativo - poli, poliste

Precaver-se (defectivo e pronominal) - presente do indicativo - precavemo-nos,

(= despedir, expedir,

precaveis-vos - pretérito perfeito indicativo - precavi-me, precaveste-te

Prover (irregular) - presente do indicativo - provejo, provês, provê, provemos,

provedes, provêem - pretérito perfeito indicativo - provi, proveste, proveu Reaver (defectivo) - presente do indicativo - reavemos, reaveis - pretérito

perfeito indicativo - reouve, reouveste, reouve

só é conjugado nas formas verbais com a letra v)

/

/

(verbo derivado do haver, mas

Remir (defectivo) - presente do indicativo - remimos, remis - pretérito perfeito indicativo - remi, remiste

Requerer (irregular) - presente do indicativo - requeiro, requeres

- pretérito

perfeito indicativo - requeri, requereste, requereu

diferindo dele na 1ª pess