Políticas públicas para a Energia: Desafios para o próximo quadriênio

31 de maio a 02 de j
unho de 2006
Brasília -DF

Comparação do Custo entre
Energia Solar Fotovoltaica e Fontes Convencionais
Rafael Amaral Shayani1
Marco Aurélio Gonçalves de Oliveira2
Ivan Marques de Toledo Camargo3

RESUMO
O Brasil necessita aumentar sua oferta de energia,entretanto esta ação estratégica deve
ser integrada, de forma a desenvolver a sociedade nas áreas econômica, social e
ambiental.As fontes renováveis de energia promovem o desenvolvimento sustentável,
porém as vantagens de sua implantação de forma distribuída são prej
udicadas pela
mentalidade arraigada de fornecer energia de forma centralizada,que afeta inclusive a
energia solar,a qual é naturalmente dispersa.As etapas necessárias para transformação
dos recursos fósseis, nucleares e solares em energia elétrica são apresentadas,
ilustrando a simplicidade das fontes renováveis.O preço da energia solar,a qual elimina
a necessidade de complexos sistemas de transmissão e distribuição, é calculado e
comparado com o valor pago pelos consumidores residenciais finais,ao invés de ser
confrontado com o preço ofertado pela usina geradora. O custo de implantação da
geração solar pode chegar a 50 vezes o custo de uma pequena central hidrelétrica,
entretanto o custo da energia gerada durante a vida útil do sistema,de aproximadamente
30 anos,mostra-se 10 vezes maior para sistemas isolados e 3 vezes maior para geração
interligada à rede elétrica. Com a redução anual do custo dos sistemas solares e a
valoração dos custos ambientais e sociais da geração centralizada,o sistema solar tende
a se tornar economicamente competitivo a curto prazo.

1

Rafael Amaral Shayani,Universidade de Brasília,rafael@ shayani.net
Marco Aurélio Gonçalves de Oliveira,Universidade de Brasília,mago@ ene.unb.br
3
Ivan Marques de Toledo Camargo,Universidade de Brasília,ivancamargo@ unb.br
2

As etapas necessárias para transformação dos recursos fósseis.COMPARAÇÃO DO CUSTO ENTRE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA E FONTES CONVENCIONAIS *RAFAEL AMARAL SHAYANI. O preço da energia solar. nuclear and solar resources are presented here. Com a redução anual do custo dos sistemas solares e a valoração dos custos ambientais e sociais da geração centralizada. social e ambiental. but it is required a special approach to consider economical. o sistema solar tende a se tornar economicamente competitivo a curto prazo. instead of inside-power plant prices. MARCO AURÉLIO GONÇALVES DE OLIVEIRA. nucleares e solares em energia elétrica são apresentadas. ABSTRACT Brazil needs to generate more and more electricity. social and environmental aspects. O custo de implantação da geração solar pode chegar a 50 vezes o custo de uma pequena central hidrelétrica. but the advantages that the embedded generation intrinsically has are cancelled by the conventional way to send energy to final costumers. using centralized stations. entretanto esta ação estratégica deve ser integrada. If the social and environmental costs are considered in regard to the conventional energy price. que afeta inclusive a energia solar. to outstand the simplicity associated with renewable energy. de aproximadamente 30 anos. mostra-se 10 vezes maior para sistemas isolados e 3 vezes maior para geração interligada à rede elétrica. entretanto o custo da energia gerada durante a vida útil do sistema. considering transmission lines and distribution systems. Solar energy price are calculated and compared with the final residential consumer prices. porém as vantagens de sua implantação de forma distribuída são prejudicadas pela mentalidade arraigada de fornecer energia de forma centralizada. ilustrando a simplicidade das fontes renováveis. 1. a qual elimina a necessidade de complexos sistemas de transmissão e distribuição. . because its module prices are becoming cheaper every year. The necessary steps to generate electricity from fossil. de forma a desenvolver a sociedade nas áreas econômica. As fontes renováveis de energia promovem o desenvolvimento sustentável. 2. but the energy price using a 30-year approach shows that the real rate is 10 times for stand-alone systems and 3 times for the gridconnected systems. Renewable energy promotes sustainable development. a qual é naturalmente dispersa. the solar energy will be economically competitive in a few years. RESUMO O Brasil necessita aumentar sua oferta de energia. é calculado e comparado com o valor pago pelos consumidores residenciais finais. ao invés de ser confrontado com o preço ofertado pela usina geradora. IVAN MARQUES DE TOLEDO CAMARGO *LABORATÓRIO DE FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA DO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA DA FACULDADE DE TECNOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA. The solar system installation’ s cost is about 50 times the price of a small hydro power plant.

7 OECD 4. porém devem trabalhar para diminuir suas emissões.1 Indonésia 0. o qual tem como meta para os países industrializados reduzir as emissões de gases de efeito estufa para valores 5% inferiores àqueles medidos em 1990.3 A energia elétrica deve ser disponibilizada de forma abundante. NECESSIDADE DE FONTES RENOVÁVEIS DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE ENERGIA VISANDO O A utilização de recursos fósseis para geração de energia é reconhecidamente danosa ao meio ambiente. aos impactos sociais e ambientais da expansão de usinas. Tabela 1 – Energia primária per capta em vários países do mundo.2 China 0.3. . 3. além do aspecto econômico. O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer as necessidades das gerações futuras.8 México 1. ASPECTOS A ENERGÉTICO SEREM CONSIDERADOS PELO PLANEJADOR O Brasil é um país com grande potencial para crescimento energético.7 Mundo 1. conforme tabela 1.7 Brasil 0. não existe o índice de redução de emissão de gases. A elevada emissão de gases para a atmosfera tem como conseqüência o aquecimento global. A utilização de recursos fósseis poluentes. também devem caminhar em busca do desenvolvimento sustentável. evidentemente. em lugar de renováveis não-poluentes. deve ser julgada com uma abordagem holística. entretanto. em 2000 (fonte: IEA.1. durante o período entre 2008 e 2012. uma vez que a relação entre energia primária e população é menor que a média mundial.8 Nova Zelândia 4.5 Canadá 8. A forma de energia que substituirá o combustível fóssil tem que ter a preocupação com a sustentabilidade e. como é o caso do Brasil. Em 1997 foi firmado o Protocolo de Quioto. diminuir a atual degradação ambiental. 2002) Energia primária Energia primária País País per capta (tep) per capta (tep) Índia 0. Para países em desenvolvimento. entretanto atenção especial deve ser dada. A pesquisa e o desenvolvimento científico.5 Rússia 4. Sob este ângulo.5 Austrália 5. justificados por uma possível maior eficiência ou redução de custos. para que o país possa crescer cada vez mais.2 Japão 4. a utilização de fontes de energia renováveis merece atenção especial.3 Coréia 4.1 Estados Unidos 8. direcionando os esforços para a solução que melhor atenda às necessidades da humanidade e da natureza.

6 8. conforme ilustrado pela tabela 2. excluindo a biomassa (fonte: ECONOMIA & ENERGIA. das centrais elétricas de serviço público. muitas delas ligadas à questão ambiental. Tabela 2 – Emissões de CO2 (Gg/ano) no Brasil.824 MW ao sistema (ANEEL.5 12. indicando que as fontes emissoras de CO2. porém: . tais como gás natural e óleo diesel. em porcentagem. 2003) Ano 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 Total CO2 emitido 80 134 176 169 194 244 303 Emissão proveniente 5. etc.4 7.Geração de eletricidade. por combustível – (fonte: MME. o planejador energético deve verificar se o papel social da eletricidade pode ser intensificado.Entretanto a emissão de CO2 proveniente das centrais elétricas brasileiras vem aumentando. 2006).1 24. acrescentarão 28. .43% têm graves restrições para entrada em operação. tais como liminar judicial. 3. O fato de 77% das obras de geração em andamento apresentarem dificuldades. etc. 2005) Ano 1970 1980 1990 2000 2004 Carvão vapor 3 2 1 2 2 Gás natural 0 0 0 0 4 Óleo diesel 1 1 1 1 2 Óleo combustível 5 1 0 2 0 Urânio 0 0 1 2 3 Hidráulica 91 96 97 92 88 Total [%] 100 100 100 100 100 As atuais usinas em obras.e . com previsão de entrada em operação até 2010. estando hoje com o dobro de emissões do que em 1990. Como o setor elétrico afeta diretamente toda a população e movimenta elevados montantes de dinheiro. .2.somente 23% não apresentam restrições para entrada em operação. vem ganhando espaço no parque gerador elétrico. Tabela 3 . indica que o desenvolvimento sustentável está sendo. inviabilidade ambiental. negligenciado pelos planejadores. de certa forma.4 7. ganhando somente de alguns países africanos. NECESSIDADE SOCIAL DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA VISANDO DESENVOLVIMENTO O Brasil está entre os países com pior distribuição de renda do mundo.34% possuem restrições para entrada em operação. como licenciamento ambiental.3 8% A tabela 3 apresenta o percentual de energia gerada pelas centrais elétricas de serviço público.0 das centrais elétricas Percentual 7% 4% 4% 5% 4% 5% 8% 2002 315 26.7 5.

Este modelo tende a transformar as áreas urbanas em centros de atração populacional. permitindo uma maior rentabilidade por parte da agricultura familiar. promovendo o êxodo rural. intrinsecamente. A área rural. entretanto deve-se fazer com que a eletricidade traga a prosperidade econômica. A utilização de máquinas rotativas. tais como ondas e ventos. carvão e gás natural. sem energia. esta deve ser transmitida através de linhas de alta tensão para o consumidor. conseqüentemente. apresentam-se com preço final da energia mais elevado do que o sistema convencional centralizado de fornecimento de eletricidade. incluindo os raios solares e a energia conseqüente deles. uma vez que as áreas rurais mais distantes não são contempladas com energia elétrica. força hidráulica e materiais de origem vegetal. COMPARAÇÃO ENTRE FONTES PARA GERAÇÃO DE ELETRICIDADE As fontes de energia podem ser classificadas em: (1) fósseis. pois.3. . Entretanto a simplicidade com que esta energia é gerada promove uma conseqüente redução de custos quando todos os processos necessários são contabilizados. tais como turbina e gerador. através da eletrificação de escolas. por falta de equipamentos que beneficiem os produtos. bombas d´água e geladeiras. entretanto. Logo. além de elevar os níveis de educação e saúde. Os recursos fósseis precisam. movidos novamente para as usinas e. além de gerar poluição sonora durante o seu funcionamento. enquanto que os resíduos devem ser eliminados. não é abundante. 3. Esta visão deve ser contemplada na escolha de uma fonte de energia substituta aos combustíveis fósseis. onde a oferta de trabalho. todas as regiões passam a ter igual acesso à eletricidade. por exemplo. não tem como aprimorar as matérias primas cultivadas. aumentando assim a quantidade de favelas. como a biomassa. necessitam de uma rotina de manutenção mais complexa. seja por não haver condições para que as linhas de transmissão as alcancem ou por não existir carga suficiente que justifique economicamente a instalação de sub-estações. serem extraídos dos locais onde estão concentrados. os quais são produzidos pelo Sol através da fotossíntese. (2) nucleares. reduzindo os problemas sociais das cidades. aparentemente. Se a energia for obtida de forma descentralizada. gera também empregos locais. devido ao desgaste natural das peças móveis. através da energização de equipamentos que valorizem os produtos. incluindo petróleo. Esforços devem ser concentrados na pesquisa e implementação da geração distribuída.A forma de utilização preponderante da energia elétrica é a geração centralizada em grandes usinas. as energias renováveis. Em uma análise superficial. A decisão política de que a luz é para todos já existe. além de reduzir os investimentos de transmissão e as perdas do sistema. e (3) solares. os trabalhadores vão buscar novas oportunidades nas cidades. aumentando a necessidade de mão-de-obra e. transportados para as refinarias onde são preparados para a queima. as quais transportam a eletricidade por extensas linhas de transmissão até os centros de consumo. por exemplo. após a geração de eletricidade. postos médicos. permitindo que diversas áreas rurais prosperem.

3.A energia solar. promovendo o desenvolvimento social e econômico em todas as regiões e evitando gastos e impacto ambiental com linhas de transmissão. Entretanto esta mudança de paradigma. ENERGIA SOLAR E GERAÇÃO DISTRIBUÍDA Geração distribuída pode ser definida. onde produções em larga escala são mais atrativas economicamente do que sistemas descentralizados. tecnologia ou da fonte primária de energia. o qual é próximo à carga. O que levaria as grandes empresas. esta forma renovável de obter eletricidade possui vantagens econômicas. responsáveis pela geração de energia. Devido à sua simplicidade. A sociedade capitalista é orientada à maximização de seus lucros. e um inversor para transformar a tensão e freqüência para os valores nominais dos aparelhos. refinada e nem transportada para o local da geração. o que não promove uma melhoria na distribuição da renda. A argumentação de que a configuração distribuída trará maiores benefícios sociais é insuficiente para mudar a estrutura econômica do setor energético. permitindo que ocorra a geração distribuída de energia? Além de perder o poder de controlar este estratégico recurso representado pela energia. mostrando que o poder político sobrepuja o social e o ambiental. diversas estão em fase de construção. uma grande vantagem da energia solar é a sua possibilidade de utilização de forma distribuída. O estouro de venda de carros bicombustíveis gerou uma disparada no preço do álcool. sem emissão de gases poluentes ou ruídos e com necessidade mínima de manutenção. 2003). pois painéis solares não necessitam pagar “conta de Sol”a cada mês. como o país necessita de energia para crescer. No Brasil o pró-álcool. Apesar da maior parte do consumo de eletricidade brasileiro ser através de hidrelétricas. especulação esta que aumenta a concentração de renda. as quais causariam desenvolvimento regional. Utiliza células solares. não necessita ser extraída. poderia ter gerado pequenas refinarias. Os custos envolvendo todas estas etapas necessárias para a geração de energia devem ser computados no momento em que se compara a energia solar com as outras fontes. as quais influem diretamente na política. conforme a Wade World Alliance for Decentralized Energy. provavelmente estas usinas serão concluídas. como a geração elétrica feita perto do local do consumo. Ganhos com a redução de perdas nas linhas de transmissão e com a possibilidade de cogeração são benefícios diretos (HOLLANDA. Conforme já comentado. Entretanto. evitando também os custos com a transmissão em alta tensão. a abrir mão da utilização de fontes de maneira centralizada. leva tempo para . de que o sistema de abastecimento de eletricidade atualmente utilizado não é necessariamente a única maneira possível de fornecer energia. Este processo é mais simples.4. com aumento de 40% em menos de 5 meses entre 2005 e 2006. não mais poderiam continuar a emitir faturas. independente da dimensão. o qual apresenta-se como substituto da gasolina através do álcool extraído da biomassa. por outro lado. ao invés de concentrar o produto. porém paralisadas devido ao dano ambiental que estas grandes barragens ocasionarão com o alagamento de florestas.

a construção de sua maior usina solar. o que gerou projetos diversos para o uso do recurso solar. concentrando-a em uma determinada localidade. é o projeto-piloto Solar Two. 2002). que possui as maiores hidrelétricas do mundo. ou pela necessidade de construção de extensas linhas de transmissão para possibilitar o consumo desta energia.ser assimilada.800 residências. Tendências indicam que o sistema limpo ideal compõe-se do abastecimento de células de hidrogênio através de grandes usinas de energia solar. apresenta receios quando novos empreendimentos do porte de Itaipu ou Tucuruí são propostos. em novembro de 2005. a geração continua ocorrendo de maneira centralizada. na Alemanha. além de contar com perdas. A construção de imensas usinas solares em desertos apresentam estes mesmos problemas. A incoerência de aproveitar uma fonte naturalmente dispersa. acrescentando em especial o problema da armazenagem da energia. diversas idéias de utilização de sistemas fotovoltaicos em larga escala são propostos por empresas e pesquisadores. para depois distribuí-la através de linhas de transmissão. podendo abastecer cerca de 3. também na Alemanha. que entrou em operação em 1997. Este sistema consiste em aproximadamente 62. com potência de 5 MW pico. Entretanto a geração de energia não pode ser vista independentemente do aspecto social e de desenvolvimento da população. Já em agosto de 2005 foi iniciada a construção de uma geração ainda maior. seja no armazenamento em células ou na transmissão elétrica. como a Índia.300 residências alemãs. com 1. composto por 33. na Califórnia. e a Coréia do Sul. com potência de 10 MW pico. Diversos países investem em sistemas solares de grande porte. Em setembro de 2004 foi inaugurado o maior sistema fotovoltaico do mundo conectado à rede elétrica. SISTEMAS SOLARES CENTRALIZADOS ELÉTRICA CONVENCIONAL E INTERLIGADOS À REDE Um exemplo de sistema centralizado de geração de energia.500 módulos. Estados Unidos. seja de maneira centralizada ou distribuída. Mesmo assim.500 módulos. 3. Estes empreendimentos de grande vulto contribuem para uma economia de escala e para a redução do preço da tecnologia fotovoltaica.1. uma vez que desafia o modelo atual. que iniciou. utilizando tecnologia de concentração solar tipo torre e podendo produzir até 10 MW de potência (ALDABÓ. na Bavária. utilizando o calor do Sol para aquecer um fluido que movimenta turbinas. Uma delas é o satélite de energia solar. seja pelo impacto ambiental causado pela grande área alagada. Exemplos são apresentados. situado próximo de Leipzig. Atualmente o Brasil. o que favorece o atual sistema de concentração de renda nas mãos dos grandes geradores.4. com a instalação de uma usina de 5 MW próxima a Nova Delhi. localizado no deserto Mojave. Apesar deste tipo de configuração não gerar gases que causam o efeito estufa.2 MW. o qual consiste de uma plataforma mantida em órbita ao redor . fornecendo energia para 1. não é óbvia para os planejadores em geral. as quais também geram danos ambientais. indicando que a energia solar está caminhando tanto na direção da geração centralizada quanto distribuída.

que passam a operar em máxima potência. Na Austrália existe o projeto da Torre Solar. dispensa os sistemas acumuladores de energia (bancos de baterias).000. A energia excedente gerada é vendida à concessionária pelo consumidor residencial. Logo. é complementado pelo sistema interligado.da Terra. com estimativa de investimento de 800 milhões de dólares (SOLAR MISSION. reduzindo o custo da instalação em aproximadamente 30%. pois a geração e o consumo estão próximos um do outro. o programa 100. de elevada complexidade técnica e altos orçamentos. SISTEMAS DISTRIBUÍDOS A Alemanha é um dos países pioneiros na utilização da energia solar distribuída. Em prédios comerciais.000 telhados solares foi lançado. Quando a energia solar é superior ao consumo. caso seja inferior. incluindo geração fotovoltaica. Os Estados Unidos também criaram seu programa de instalação de 1. que prevê a instalação. ao redor do planeta. Entre 1990 e 1995 promoveu um programa de instalação de painéis fotovoltaicos conectados à rede em 1. 2002). que seria transmitida via microondas para a Terra (ALDABÓ. em uma intensidade maior por não sofrer as perdas causadas pela atmosfera.250 equipamentos. aquecimento e refrigeração residencial e aquecimento de piscina. aquecimento de água com coletores solares. Com o sucesso deste empreendimento. demonstram a tendência de utilizar o sistema centralizado de energia que nos serve atualmente.4. para suprir de energia toda a humanidade.000 de “telhados solares” até 2010. não necessita de . da empresa japonesa Sanyo. Esta solução elimina tecnicamente as diferenças causadas pelo dia e noite e entre as estações do ano (SCHEER. Esse tipo de instalação apresenta diversas vantagens: minimiza as perdas por transmissão. 3. é o projeto GENESIS (Global Energy Network Equipped with Solar Cells and International Superconductor Grids). em conjunto com a rede elétrica. com potência média de 2.6 kW por telhado. Este painel captaria energia solar durante 24 horas por dia. o excedente é injetado na rede e. Quando o potencial da produção descentralizada de energia for assimilado.000 telhados. os edifícios solares fotovoltaicos têm a capacidade de reduzir os picos de demanda que ocorrem durante o dia. como é o caso dos aparelhos de ar condicionado. 2002). estas idéias tenderão a serem colocadas de lado. com superfície de 50 km2. de um cinturão de centrais solares interconectadas com hipercondutores.000 MW de eletricidade. 2006) Estes projetos. Outra idéia.2. Em prédios comerciais a eletricidade necessária para alimentar o sistema de ar condicionado é tipicamente 40% do consumo total do edifício. e poderia gerar até 10. atingindo mais de 40 cidades. vindo a atingir a marca de 2. com uma maior demanda elétrica coincidindo com maior intensidade solar. com o objetivo de alcançar 500 MW de geração de energia solar. uma parte do consumo de energia aumenta de maneira proporcional à intensidade do Sol. Estes sistemas distribuídos e interligados à rede elétrica convencional utilizam painéis solares para atender à demanda energética de um edifício ou de uma residência. capaz de gerar 200 MW de energia fototérmica através de uma estrutura de 1000 metros de altura por 150 metros de diâmetro.

que existem tendências tanto para a concentração do recurso solar quanto para a utilização direta de sua energia em conjunto com a rede elétrica existente. Nota-se. Outra conta que costuma ser realizada quando essa comparação é feita é a capacidade de geração de energia em um dia. Para sistemas conectados à rede os valores chegam à 6 U$/W (IEA-PVPS. A possibilidade de instalação dos painéis nos telhados das casas e nas fachadas dos prédios reduz a necessidade de espaço físico para a instalação da geração de energia. Os valores típicos de instalação. 4. para que o sistema fotovoltaico possa produzir a mesma quantidade de energia em um dia. Esta maneira de apresentar os números torna-se um grande aliado para manter os . Um recente estudo do custo da implantação de sistemas fotovoltaicos. por poder contar com a rede elétrica pública. Outro estudo. com custos variando entre 7 e 10 U$/W (HEGEDUS. especialmente quando a taxa de juros é elevada. Considerando o valor típico de 13 U$/W para sistemas fotovoltaicos isolados. 2006). COMPARAÇÃO DE PRELOS PELO CUSTO DE IMPLANTAÇÃO POR UNIDADE DE POTÊNCIA A análise mais simples de ser feita é a comparação das fontes de energia através de seu custo de implantação por unidade de potência. o que eleva seu custo de implantação para 52 U$/WPICO (13 * 4). publicado pelo Programa de Sistemas Fotovoltaicos de Potência da Agência Internacional de Energia. este número. indicando que esses sistemas apresentam uma tendência de redução de preços de aproximadamente 1 U$/W ao ano. 2004). 2005). e alivia o sistema de distribuição da concessionária elétrica. mostra-se extremamente anti-econômico e não competitivo quando comparado com o custo da implantação das demais fontes. publicado em 2005. por si só. OKUBO. Em 2004. sendo que o valor típico encontra-se em torno de 13 U$/W. ele deve ter sua potência aumentada em 4 vezes.superdimensionamento para atendimento da carga por períodos prolongados de baixa incidência solar. tanto informados pela Agência Nacional de Energia Elétrica quanto publicados em um estudo da CESP e IMT.1. analisou o preço de 47 sistemas isolados de 100 a 6600 W. confirma que os preços estão reduzindo ano após ano. dependendo de sua localização geográfica. sistemas isolados de até 1 kW apresentam variação de preço de 9 a 25 U$/W. são apresentados na tabela 4. de 1987 à 2004. e indica que os sistemas isolados tendem a custar aproximadamente o dobro quando comparados com sistemas conectados à rede. uma média de 6 horas equivalentes de potência nominal ao longo do dia. CUSTO DA ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA COMPARADA COM FONTES TRADICIONAIS 4. pois investimentos iniciais elevados tendem a não atrair facilmente os investidores. por não necessitaram de baterias e demais componentes associados. Logo. Sistemas maiores de 1 kW apresentam variação semelhante e preços ligeiramente menores. então. aumentando a vida útil de transformadores e outros componentes (RÜTHER. Um sistema dotado de fonte não intermitente pode gerar energia durante 24 horas por dia. enquanto que um sistema solar de mesma potência instalada pode gerar.

00 à 10.00 Esta conta. NEGRI et al. indicando elevação nos últimos anos. o qual é 5 vezes mais barato na geração fotovoltaica.50 1. A figura 6 apresenta a evolução anual dos preços do óleo diesel e do gás natural. item este inexistente nos sistemas solares.80 à 1.00 Pequenas centrais 1. respectivamente – (fonte: MME. além do gasto com operação e manutenção.00 Células fotovoltaicas 5. COMPARAÇÃO DO SISTEMA DE PRELOS PELA ENERGIA GERADA DURANTE A VIDA ÚTIL Uma comparação mais fiel da real diferença de preços entre a energia solar e as demais fontes pode ser feita. 2005) 4.00 hidrelétricas Geração eólica 1.00 Termelétrica ciclo combinado 0. entretanto. onde um aumento de mais de 20% ocorreu de 2005 para 2006. Tabela 4 – Valores típicos de implantação de usinas geradoras de energia (fonte: ANEEL – SCG.. 2006.50 0.40 à 0. 2003) Custo de implantação Custo de implantação Tipo de Geração ANEEL [U$/W] CESP/IMT [U$/W] Termelétrica a Diesel 0. torna-se incoerente por não considerar o elevado custo do combustível das usinas térmicas. utilizando exclusivamente critérios . Tabela 5 – Valores de arrecadação da CCC – (fonte: ANEEL) Ano Valor da CCC (R$ milhões) 2004 3327 2005 3419 2006 4110 US$/Unidade Física 600 500 400 300 200 100 Óleo Diesel (m³) 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 0 Gás Natural (10³m³) Figura 6 – Preço do óleo diesel e gás natural em US$/m3 e US$/103m3. em dólares.50 Termelétrica a gás 0.50 Termelétrica a vapor 0.sistema fósseis em uso crescente.40 à 0.35 à 0.65 0.80 à 1.2.20 à 1.35 à 0. A tabela 5 mostra os valores recolhidos em favor da conta de consumo de combustíveis fósseis. pois a energia solar apresenta-se 50 vezes mais cara que as pequenas centrais hidrelétricas.

Tabela 7 – Preço médio da energia negociada nos leilões (fonte: CCEE.operação e manutenção. seja oriunda de empreendimentos já existentes ou por novas geradoras. e .95 3°leilão de energia existente 2005 2007 75. . negociados nos leilões de energia.2. .11 Leilão de energia nova 2005 . Logo o valor que deve ser utilizado como referência para as fontes convencionais é a energia cobrada pela concessionária distribuidora para a classe residencial.1. a qual considera. podendo ocorrer no próprio telhado da unidade consumidora.51 1°leilão de energia existente 2004 2006 67.77 Leilão de energia nova 2005 2010 117. entre outros custos: . após o sistema de transmissão e distribuição.46 1°leilão de energia existente 2004 2008 83. O sistema fotovoltaico utilizado na geração distribuída produz energia diretamente na residência do consumidor.13 2°leilão de energia existente 2005 2008 127. principalmente por não necessitar de combustível para operar e nem ter peças móveis para sofrer manutenção complexa. respectivamente. sociais e demais fatores cuja valoração possa ser considerada subjetiva. As tabelas 7 e 8 apresentam. e a compensação financeira pela utilização de recursos hídricos. . .33 1°leilão de energia existente 2004 2006 62. Como a energia solar fotovoltaica possui custo de operação e manutenção desprezível. desconsiderando efeitos ambientais. a qual encarece a energia hidráulica como forma de subsídio para a geração termelétrica nos sistemas isolados. em especial a conta de consumo de combustíveis fósseis (CCC). e os valores de referência para o PROINFA. como os gastos com o racionamento de energia ocorrido em 2001. os preços médios de energia nas usinas geradoras. seu investimento de instalação é diluído por toda a sua vida útil. correspondente à energia gerada.custos diversos. ao invés da potência instalada.encargos setoriais. DIFERENÇA CONSUMIDORA ENTRE O CUSTO DA ENERGIA NA USINA E NA UNIDADE A energia entregue ao consumidor é diversas vezes mais cara que o valor de venda das usinas. A seguinte metodologia é utilizada: a) Comparação utilizando o preço da energia gerada.linhas de transmissão. 2006) Início do Preço de venda Evento de comercialização de suprimento médio [R$/MWh] energia 2005 57.técnicos. 4. ao invés do valor cobrado pela usina geradora.energia gerada pela usina.15 Leilão de energia nova 2005 2009 94.rede de distribuição.91 4°leilão de energia existente 2005 2009 127. e b) Comparação com o preço da energia das fontes convencionais que é paga pela unidade consumidora.

82 Cuiabá/MT 344. Percebe-se que o valor médio de R$ 314. pois turbinas eólicas a 200 R$/MWh não são competitivas com usinas que geram pela metade do preço. as quais não possuem custos associados com transmissão.88 São Paulo/SP 287. Os demais equipamentos de um sistema isolado possuem .13 Teresina/PI 321.93 Vitória/ES 332.80 Florianópolis/SC 328.74 Recife/PE 320.56 São Luís/MA 343.Tabela 8 – Valores de referência para a energia do PROINFA (fonte: MME.25 Valor médio: 314. tornem-se mais atrativas.08 Os preços de referência do PROINFA. Tabela 9 – Valor da energia cobrada das unidades consumidoras residenciais em 2005. quando comparados com os demais tipos de geração.19 Palmas/TO 364. faz com que a disparidade de preços com outras fontes.20 Biomassa – madeira 101.91 Belém/PA 311.3. VALOR PAGO PELA ENERGIA DURANTE 30ANOS O período de 30 anos foi definido por ser a expectativa de vida útil dos painéis fotovoltaicos.40 Maceió/AL 309. descontados os impostos ICMS.10 Campo Grande/MS 397.90 Salvador/BA 265. o qual é mais de 500% superior à energia comercializada no leilão para 2005. A tabela 9 apresenta o custo final cobrado da energia do sistema de distribuição em 2005 para a classe residencial em diversas capitais do Brasil.35 Biomassa – biogás de aterro 169.95 Goiânia/GO 299.62 Aracaju/SE 261.77 Biomassa – casca de arroz 103.98 Porto Velho/RO 329.35 Curitiba/PR 298.35 Biomassa – bagaço de cana 93.18 à 204. PIS/PASEP e COFINS. 2004) Tipo de central geradora de energia Valor econômico da tecnologia elétrica específica da fonte [R$/MWh] Pequena central hidrelétrica 117. A tecnologia solar é tida como menos competitiva ainda.36 Porto Alegre/RS 310.98 Manaus/AM 300.82 Rio de Janeiro/RJ 331.57 Fortaleza/CE 280.02 Eólica 180. são considerados elevados. além de baixa despesa com distribuição.65 Rio Branco/AC 306.42 Boa Vista/RR 275.10 Brasília/DF 270.21 João Pessoa/PB 330. (fonte: ANEEL.20 R$/MWh.62 Natal/RN 238. 2006) Tarifa de energia Tarifa de energia Cidade/Estado Cidade/Estado residencial residencial [R$/MWh] [R$/MWh] Belo Horizonte/MG 406.20 R$/MWh 4.

00 16.00 3 x inversor 48. considerando o dólar a R$ 2.98 kWPICO é apresentado na tabela 10. 2000). O preço de um sistema fotovoltaico de 1. principalmente.50 R$/W.00 Valor total: R$ 60.00 12. pelo dificuldade de aproveitar toda a insolação disponível durante o período de recarga final das baterias do tipo chumbo-ácido. Estudos feitos pelo Laboratório de Fontes Alternativas do ENE/UnB indicam que o sistema fotovoltaico isolado aproveita somente 50% da energia gerada pelo painel.780.45 kWh/m2 (TIBA. o valor cotado encontra-se compatível com o valor típico utilizado.00 3 x controlador 2. devido às perdas no banco de baterias.380. gera por dia: .00 Total: R$ 153. Tabela 11 – Custo do sistema fotovoltaico durante 30 anos Item Custo [R$] 1 x painéis 31.98 kW apresenta uma relação de 30. durante uma insolação média anual de 4.00 31. juntamente com o aproveitamento médio de 50% medido experimentalmente.380. reduzindo assim gastos por superdimensionamento. o custo de um sistema fotovoltaico durante 30 anos leva em consideração o valor inicial dos equipamentos e suas substituições ao final da vida útil: 1 x custo do painel solar. 3 x custo do controlador de carga e 3 x custo do inversor de freqüência.00 700. para gerar energia durante 30 anos. conforme estimativa dos fabricantes: 5 anos para banco de baterias e 10 anos para controladores de carregamento e inversores de freqüência.00 1 Inversor 48Vcc 4000W 16.20. é apresentado na tabela 11.680. no inversor e. o que corresponde a aproximadamente 13.00 para 1. OLIVEIRA.98 kWPICO. A configuração selecionada visa ser a que apresenta o melhor custo-benefício.000. basta saber qual é a energia produzida por ele durante este período.000.98 kWPICO Item Preço unitário [R$] Valor total [R$] 44 Painéis fotovoltaicos 15V 3A 720.aproximadamente os seguintes períodos de vida útil.00/W) 1 Controlador de carregamento 48Vcc 40A 700.00 24 Bateria 105Ah 500.680. pois a quantidade de painéis é dimensionada para aproveitar ao máximo a capacidade do controlador de carga.100.000.86 US$/W. Assim.000. (SHAYANI. para que a comparação possa ser feita. 2006) Este sistema de 1. cotado em março de 2006.000.00 Nota-se que este valor de R$ 60.00 6 x baterias 72. O custo deste sistema. Assim. Tabela 10 – Custo de instalação de um sistema fotovoltaico de 1. 6 x custo do banco de baterias.00 De posse do valor a ser pago durante a vida útil do sistema.00 45WPICO (R$ 16.

Com a queda acentuada no preço dos sistemas solares. os quais correspondem a 45% do custo do sistema durante sua vida útil. não representa fielmente a verdade.98 kW * 4.4 kWh/dia Em 30 anos esta energia corresponde à: 4.780. os valores podem se igualar. Um relevante aspecto a ser considerado é o efeito econômico dos pagamentos ao longo do tempo. os quais são responsáveis por um aumento de mais de 30% sobre seu valor.780.84 * 365 dias * 30 anos) = 81.45 h * 0. de maneira simplista.000. Ao incluir os custos ambientais.5 vezes.009. pois o perfil dos desembolsos são diferentes.04 MWh Custo da energia sola conectada à rede: 81. uma vez que o custo de implantação inicial do sistema fotovoltaico é maior. esta fonte de energia tem possibilidade de tornar-se viável em pouco tempo.78[ R$ / MWh] 48. por não ter as perdas do sistema de armazenamento e poder aproveitar com mais eficiência a energia solar disponível sobre o painel.5 = 4.18 MWh Assim.13 [ R$ / MWh] 81. considerando a taxa de juros. Considerando juros de 12%aa. 5. por ter cargas sempre conectadas e consumindo energia. aproximadamente: Custo dos equipamentos: 153.98 kW * 4. que não é a tendência atual. além do fato do rendimento passar de 50% para 84%.00 [R$] Geração de energia: 1. entretanto este cálculo.780. Assim.4 kWh/dia * 365 dias * 30 anos = 48.45 h * 0.72.00[ R$] 3. pois considera as tarifas constantes durante os 30 anos. CONCLUSÃO As fontes de energia de origem solar apresentam processo de geração de eletricidade mais simples do que a obtenção de energia através de combustíveis fósseis ou nucleares. A sua utilização de forma distribuída apresenta as vantagens de redução de gastos com os sistemas de transmissão e .04[ MWh] O custo do sistema interligado é da ordem de 3 vezes o preço da energia convencional sem os impostos.191.18[ MWh] Este valor é aproximadamente 10 vezes maior que a energia gerada pelo sistema tradicional.00 = 81.780. o custo da energia solar fotovoltaica isolada é de: 153.1.00 . uma política de incentivo fiscal às fontes renováveis distribuídas podem rapidamente reduzir esta relação para 2.00[ R$] 1. Considerando que os sistemas fotovoltaicos interligados dispensam o uso de baterias. o preço tende a ficar mais competitivo. a relação entre as tarifas passa de 10 para 18 vezes.

Resoluções homologatórias – Biblioteca virtual. Ministério de Minas e Energia. Balanço energético nacional – BEN.aneel. Boletim energia 214. o custo da energia subirá 200% em 10 anos. p. Portaria Nº45. Ao serem agregados os impostos.distribuição. ______. em um futuro breve. Brasil. Acesso em: 24 de janeiro de 2006. 141. custos ambientais e sociais. Disponível em <http://www. 6. deixando assim de aproveitar seus benefícios. Câmara de comercialização de energia elétrica. Brasília: MME. a qual continuará reduzindo seu preço neste período. a energia solar fotovoltaica passa a ser. para depois distribuí-la por um sistema interligado. entretanto fazendo o cálculo considerando a energia gerada durante a vida útil do equipamento solar. além do aumento do valor de CCC em aproximadamente 20% também. a relação passa de 10 para 3.gov. Aldabó. Acesso em: 24 de janeiro de 2006. Diário Oficião da União de 01. além de permitir desenvolvimento social para localidades não eletrificadas. ______. São Paulo: Artliber editora. O preço da energia solar é comparado com o valor pago pelos consumidores em suas residências. 2002. naturalmente dispersa. seção 1. 2005. Ministério de Minas e Energia. Disponível <http://www. 63. BIBLIOGRAFIA Agência Nacional de Energia Elétrica (Brasil) (ANEEL). em: . Neste ritmo. que subiu mais de 20% de 2004 para 2005. 2006. uma vez que a energia final consumida chega a ser 5 vezes mais caro que o valor cobrado pela usina convencional. Energia solar.htm>. superando o valor da energia solar fotovoltaica interligada à rede. Disponível em <http://www.br>.org. 155 p.04. além de constatar aumentos nos preços do gás natural. 53. Ao considerar um sistema interligado à rede.br/arquivos/PDF/boletim214.br>.gov.aneel. O custo de implantação de um sistema solar isolado pode chegar a 50 vezes o valor de uma pequena central hidrelétrica de mesma capacidade.ccee. de aproximadamente 30 anos. n. v. Ricardo. de 30 de março de 2004. Acesso em: 2 de abril de 2006. O Brasil está aumentando a quantidade de emissões de gases de efeito estufa durante o processo de geração de eletricidade.2004. O paradigma atual de que o fornecimento de energia deve ocorrer através de linhas de transmissão e distribuição gera uma incoerência. é obtido o valor correspondente à 10 vezes o custo da energia entregue ao consumidor. pois existem projetos que visam concentrar a energia solar. economicamente competitiva.

org>. Rio de Janeiro: CEPEL. ano XXXII. Recife: Ed. . 3-7 Jan. Acesso em: 2 de abril de 2006 Tiba. Steven et Nozumi Okubo.Jean Cesare et al. Solar Mission Technologies – Solar tower project. 2004. Shayani. Chigueru. 184. Disponível em: <http://www. 2005 Hollanda. (Coord. número 356.com>. Rafael Amaral et Marco Aurélio Gonçalves de Oliveira. 111 p..International statistics System prices . "Real BOS and system costs of off-grid PV installations in the US: 1987-2004" in Photovoltaic Specialists Conference.solarmissiontechnologies. 2000. Jayme Buarque de. 2002. 2005. 113 p.1654.Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito (CRESESB). número 356. “O potencial da Geração Distribuída” in Revista Eletricidade Moderna. fotovoltaicos. Acesso em 2 de abril de 2006 Hegedus. Florianópolis: Editora Scheer. IEA Photovoltaic Power Systems Programme .). São Paulo: Aranda Editora. 1999. Universitária da UFPE. Edifícios solares UFSC/LABSOLAR. Economia solar global. p. Ricardo. Atlas solarimétrico do Brasil: banco de dados terrestre. Economia & Energia. "Emissões Energéticas – Brasil 1970 / 2002"in Economia e Energia No. Disponível em: <http://ecen. 41. 2006.pp. Medição do rendimento global do sistema fotovoltaico isolado. Dissertação de mestrado a ser apresentada ao departamento de engenharia elétrica da faculdade de tecnologia da Universidade de Brasília. no. São Paulo: Aranda Editora.Trends in photovoltaic applications. International Energy Agency – World Energy Outlook 2002 ______. vol. Disponível em: <http://www.iea-pvps. Acesso em: 30 de março de 2006. Rüther. 220.com>. Rio de Janeiro: CRESESB – CEPEL. ano XXXII. Negri. 1651. novembro 2003. Hermann. Ano VII. Novembro/Dezembro 2003. Conference Record of the Thirty-first IEEE . p. “Opções tecnológicas para a geração distribuída até 30MW” in Revista Eletricidade Moderna. Manual de engenharia para sistemas fotovoltaicos. novembro 2003.

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