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ANÁLISE FUNDAMENTALISTA - 13.01.

2010

PLASCAR PARTICIPAÇÕES INDUSTRIAIS SA

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PLASCAR PARTICIPAÇÕES INDUSTRIAIS S.A


CNPJ: 51.928.174/0001-50

DRI: GORDIANO PESSOA FILHO


EMAIL: gordiano.pessoa@plascargroup.com

SITE INTERNET: www.plascargroup.com

Código de Negociação na BOVESPA: PLAS3 (ON)

1. A EMPRESA

1.1 PERFIL CORPORATIVO

A Plascar atua no setor automotivo e tem como atividade operacional a


industrialização e comercialização de partes e peças relacionadas ao
acabamento interno e externo de veículos automotores. A Companhia
detém a tecnologia do “Woodstock” (composição de farinha de madeira e
polipropileno) para uso na fabricação de laterais de porta e porta pacotes.

O seus principais produtos são parachoques, painéis de instrumentos,


difusores de ar, porta copos, volantes, laterais de porta, pintura de peças
plásticas, quebra sóis, porta pacotes, carpetes, acionadores de vidro,
interruptores de coluna, sistemas de iluminação (lanternas), pintura de
aparelhos celulares, etc.

A Companhia é líder de mercado, atende montadoras do Mercosul e exporta


para o México, Canadá, EUA, Austrália e Europa. Atua no mercado original,
atendendo também o mercado de reposição para sistemas de iluminação e
sinalização.

O acionista majoritário da Plascar é a Permali do Brasil Indústria e Comércio


Ltda., uma subsidiária integral da Intenational Automotive Components
Group Brazil, LLC, com sede em Delaware, Estados Unidos.

1.2 HISTÓRICO

A história da Plascar teve início em 01 de outubro de 1963, com a


constituição da empresa Oscar S/A Indústria de Artefatos de Borracha, que
atuava no ramo de manufatura e transformação de borracha sintética. Em
30/04/1973 passou a denominar-se Oscar S/A Indústria e Comércio e
começou a atuar no mercado automotivo.
Em 23.08.1982 foi constituída a empresa Plascar S.A. Indústria e Comércio,
tendo como objeto social a industrialização, comércio, importação e
exportações de artefatos de borracha e plástico.

Também em 1982, U foi constituída a Agricar – Agrícola e Comercial Ltda.,


que tinha como atividade a exploração agrícola e a representação
comercial.

Em 25.07.1983, a Agricar foi sucedida pela Multicar S.A . Indústria e


Comércio e as suas principais atividades passaram a ser industrialização,
comércio e importação e exportação de artefatos de borracha e plásticos,
bem como a participação em outras empresas.

Em 02.05.1984, a sociedade controladora Multicar S.A passou a operar sob


a denominação OSA S.A . Organização, Sistemas e Aplicações.

A partir desta data, além da produção e comercialização do seu principal


produto, o Laminado de ABS, a OSA foi paulatinamente adquirindo ações
das empresas Oscar S.A. Indústria e Comércio e Plascar S.A Indústria e
Comércio, a fim de atingir seu objetivo principal de controlar as empresas
ligadas.

A partir dessa participação a OSA S.A. Organização, Sistemas e Aplicações


imprimiu um grande impulso em suas controladas, inaugurando um
programa de crescimento e modernização das empresas, que se tornaram
líderes no mercado de peças plásticas para o setor automotivo.

Em 1990, principalmente na controlada Plascar S.A . Indústria e Comércio,


foram investidos recursos da ordem de US$ 21 milhões, alocados
basicamente: Na unidade de pintura de peças plásticas de grande porte, um
investimento pioneiro no país; Na unidade de volantes para automóveis,
caracterizando a permanência definitiva da Plascar S.A . Indústria e
Comércio nesse mercado.

Em 1991 a controlada Oscar S.A. Indústria e Comércio incorporou a


controlada Plascar S.A. Indústria e Comércio. No mesmo ato societário, a
incorporadora Oscar S.A. Indústria e Comércio passou a denominar-se
Plascar S.A . Indústria e Comércio.

Em 1993 a controlada Plascar S.A . Indústria e Comércio criou uma nova


unidade de negócios (Termoformados) com a aquisição de equipamentos de
última geração.

Em 1994 as unidades fabris da controlada Plascar S.A. Indústria e Comércio


conquistaram a Certificação ISO 9001 e 9002.
Ainda em 1994, foi iniciada a fabricação e montagem de Sistemas de
Painéis de Instrumentos, através da recém criada unidade de Betim – MG.,
filial da Plascar S.A . Indústria e Comércio, para atendimento à Fiat no
conceito “Just in Time”, tendo sido pioneira no Brasil.

Em maio de 1994 a OSA S.A . Organização, Sistemas e Aplicações adquiriu


100% do capital da Plavigor S.A . Indústria e Comércio, com sede em
Varginha – MG., tradicional fabricante de produtos de revestimentos para a
indústria automobilística, com a tecnologia de “Woodstock”, tendo já
entrado no mercado de laterais de porta, tetos moldados, porta pacotes,
molduras, carpetes e mantas resinadas. Neste mesmo ano foi criada a filial
Betim da Plavigor S.A . Indústria e Comércio, também para atendimento à
Fiat em “Just in Time”.

Foram investidos US$ 31 milhões em 1995, principalmente nas unidades da


Plascar S.A. Indústria e Comércio, alocados basicamente:

- Na nova planta industrial em Betim – MG.


- Na implantação da célula volante de direção para exportação.
- Na modernização da célula de fabricação de painéis em Jundiaí.

Em setembro de 1995, o conglomerado inglês BTR Group, através de sua


coligada no Brasil, Permali do Brasil Indústria e Comércio Ltda., adquiriu o
controle acionário da OSA S.A . Organização, Sistemas e Aplicações. A
participação da Permali na OSA S.A.Organização, Sistemas e Aplicações
passou a ser de 100% do capital votante e 57% do capital total.

Em 1997 a controlada Plascar S.A . Indústria e Comércio incorporou suas


controladas Globalplas Comercial Ltda. e Oscar Nordeste Indústria e
Comércio Ltda. Incorporou também a coligada Plavigor S.A . Indústria e
Comércio e encerrou as atividades de outra controlada, a Globaltown S.A.

Ainda em 1997, a controlada transformou-se em Sociedade Limitada,


passando a denominar-se Plascar Indústria e Comércio Ltda.

Em maio de 1997 a OSA S.A. Organização, Sistemas e Aplicações passou a


ser uma holding pura, tendo alienado seus equipamentos à controlada
Plascar Indústria e Comércio Ltda., que passou a produzir o seu próprio
laminado de ABS, uma das matérias primas utilizadas no seu processo
produtivo.

As unidades de Jundiaí da Plascar Indústria e Comércio Ltda. tiveram uma


grande e importante conquista em 1997 com o recebimento da Certificação
QS 9000, certificação mais exigente e completa por ser específica do setor
automobilístico.

Em maio de 1998, a controlada Plascar Indústria e Comércio Ltda. adquiriu


da empresa ligada Getoflex Metzeler Indústria e Comércio Ltda. 99,99% do
capital da Empresa Eletromecânica Carto Ltda., tradicional fabricante de
sistemas de acionamento de vidro (manual, elétrico e sensorizado),
sistemas de iluminação (lanternas traseiras, lanternas dianteiras de direção
e lanternas internas) e sistemas elétricos (sistemas de lavadores de para-
brisas, sistemas de trava de porta, interruptores de coluna e outros
interruptores), tudo para a indústria automobilística e mercado de
reposição. Já certificada pela ISO 9001, QS 9000 e fornecedora Q1 Ford.

Visando a simplificação e maior integração das operações, a controlada


Plascar Indústria e Comércio Ltda, incorporou a recém adquirida
Eletromecânica Carto Ltda, em junho de 1998 com base no balanço de 31
de maio de 1998.

A unidade de Varginha – MG foi certificada em 1998 pela QS 9000.

Em Assembléia Geral Extraordinária realizada em 08 de setembro de 1998,


foi aprovada a alteração da denominação social da Companhia, de OSA S.A .
– Organização, Sistemas e Aplicações para Plascar Participações Industriais
S.A., como permanece até os dias de hoje.

A unidade de Betim – MG foi certificada em 1999 pela AVSQ (FIAT)

O controle acionário da Companhia continua pertencendo à Permali do


Brasil Indústria e Comércio Ltda. Em 31 de maio de 2000, o controle
acionário da Permali do Brasil Indústria e Comércio Ltda. foi adquirido da
S.W. Industries Inc. pela Textron International Holding S.L., sociedade com
sede em Bilbao, Espanha.

Em alteração contratual datada de 04/09/2000, a controlada Plascar


Industria e Comércio Ltda. teve sua denominação social alterada para
Textron Automotive Trim Brasil Ltda.

Em 20 de Dezembro de 2001, o controle acionário da Permali do Brasil


Indústria e Comércio Ltda foi adquirido da Textron International Holding S.L.
pela Collins & Aikman Europe S.A , com sede em Luxemburgo.

Em alteração contratual datada de 1º de abril de 2002, a controlada Textron


Automotive Trim Brasil Ltda. teve sua denominação social alterada para
Collins & Aikman do Brasil Ltda.

Foi registrada na JUCESP em 29 de setembro de 2005 a alteração de


contrato social que mudou a denominação social da controlada de Collins &
Aikman do Brasil Ltda. para sua atual denominação: Plascar Indústria de
Componentes Plásticos Ltda.

Em 12 de abril de 2006 o controle acionário da Permali do Brasil Indústria e


Comércio Ltda. foi adquirido da Collins & Aikman Europe S.A. pela
Intenational Automotive Components Group Brazil, LLC, com sede em
Delaware, Estados Unidos. A IAC é uma joint venture entre WL Ross & Co.
LLC (“WLR”) e Franklin Mutual Advisers, LLC (“FMA”).

Adicionalmente, a IAC adquiriu da C&A Europe crédito no valor aproximado


de US$ 48,2 milhões (incluindo juros acumulados) em relação à Plascar
Indústria de Componentes Plásticos.

Atualmente, a controlada Plascar Indústria de Componentes Plásticos Ltda.


possui matriz na cidade de Jundiaí e filiais nas cidades de Jundiaí/SP,
Betim/MG e Varginha/MG e é considerada referência nacional e
internacional no segmento de peças de acabamento interno e externo para
a indústria automotiva.

As fábricas possuem certificação ISO/TS 16949 e ISO 14001, além de serem


certificadas QSB pela GM e Fiat.

Ainda em 2006, iniciou operações em Pilar, na Argentina, visando atingir o


mercado argentino e também exportações.

Também em 2006, teve a honra de fazer parte do Guia As 150 Melhores


Empresas para Você Trabalhar, publicado pela Revista Exame e Você S.A.

2 PRINCPAIS PRODUTOS e CLIENTES

Os principais produtos da PLASCAR e respectivos clientes encontram-se


relacionados abaixo:

PAINÉIS DE INSTRUMENTOS: Tendo como clientes as seguintes empresas:

VOLKSWAGEN,
GENERAL MOTORS DO BRASIL,
FIAT,
DAIMLER CRHYSLER
TOYOTA

PARACHOQUES: Tendo como clientes as seguintes empresas:

FIAT,
FORD,
DAIMLER CHRYSLER ,
TOYOTA
SCANIA

MOLDURAS: Tendo como clientes as seguintes empresas

GENERAL MOTORS DO BRASIL


SCANIA
FIAT
DAIMLER CHRYSLER
VOLKSWAGEN

LATERAIS DE PORTA: Tendo como clientes as seguintes empresas

GENERAL MOTORS DO BRASIL


FIAT
DAIMLER CHRYSLER
FORD
SCANIA

PORTA PACOTES: Tendo como clientes as seguintes empresas

FIAT,
GENERAL MOTORS DO BRASIL
VOLKSWAGEN
TOYOTA

ACIONADORES DE VIDRO: Tendo como clientes as seguintes empresas

VOLKSWAGEN
GENERAL MOTORS DO BRASIL

SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO (LANTERNAS): Tendo como clientes as seguintes


empresas

GENERAL MOTORS DO BRASIL


FORD
VOLKSWAGEN
FIAT

GRADES: Tendo como clientes as seguintes empresas

VOLKSWAGEN
DAIMLER CHRYSLER
FORD
FIAT
SCANIA

3. PRÊMIOS RECEBIDOS

3.1 PRÊMIO VALOR CARREIRA – Melhor em gestão de pessoas (de 2.001 a


4.000 funcionários)

A Plascar conquistou, em 2008, o 1º lugar na pesquisa “As Melhores na


Gestão de Pessoas”, realizada pelo Jornal Valor Econômico, em parceria com
a Hewitt Associates, líder mundial em serviços de consultoria e de
outsourcing de recursos humanos.
A pesquisa foi publicada na 6ª edição da revista “Valor Carreira”.

3.2 PRÊMIO “MELHORES EMPRESAS PARA TRABALHAR NA AMÉRICA LATINA

Em 15 de junho de 2009, a Plascar recebeu este prêmio pela segunda vez


consecutiva, em solenidade realizada no Museu de Arte Moderna, em São
Paulo/SP. Em 23 de setembro, a Plascar participou de solenidade em Buenos
Aires (Argentina) reunindo as 23 empresas brasileiras integrantes deste
ranking.
A Plascar recebeu este prêmio, pela 1ª vez, em junho de 2008, em
Monterrey, México, O ranking foi elaborado pela conceituada consultoria
Great Place to Work Institute, que avaliou 1.100 empresas em nove países
diferentes.

3.3 PLASCAR É A 4ª MELHOR EMPRESA PARA SE TRABALHAR NO BRASIL –


REVISTA ÉPOCA

Em 2009, a Plascar, pela 3ª vez consecutiva, integrou o ranking das 100


melhores empresas para se trabalhar no Brasil, de acordo com a Revista
Época e com o Great Place to Work Institute Brazil. A Companhia foi eleita a
4ª melhor empresa do país. O prêmio foi recebido em agosto, em São Paulo,
em cerimônia organizada pela Editora Globo. Em 2008, a Plascar conquistou
o 12º lugar, e em 2007, a 23º colocação.

3.4 PLASCAR É A 4ª MELHOR EMPRESA PARA EXECUTIVOS TRABALHAREM

De acordo com pesquisa realizada pela Época Negócios e o Great Place to


Work Institute Brazil, a Plascar foi considerada, em 2009, a 4ª melhor
empresa para executivos trabalharem no Brasil.

3.5 PLASCAR É A 9ª MELHOR EMPRESA DO GUIA VOCÊ SA/EXAME

A Plascar recebeu em setembro de 2009, em São Paulo, o prêmio por ter


conquistado o 9º lugar entre as 150 melhores empresas para se trabalhar
no Brasil, de acordo com o Guia Exame Você S/A. Pela quarta vez
consecutiva a empresa foi classificada no ranking, promovido pela Fundação
Instituto de Administração (FIA).
Dentre as empresas do setor automotivo que integram esta lista, a Plascar
conquistou o 3º lugar.

3.6 PLASCAR ESTÁ ENTRE AS EMPRESAS QUE POSSUEM AS 20 MELHORES


PRÁTICAS DE RH

Em 2008 e 2009, a revista Melhor – Gestão de Pessoas, apontou a Plascar


entre as empresas que possuem as 20 Melhores Práticas de RH, segundo o
Great Place to Work Institute. A Companhia foi destacada no quesito
Confiança.
O prêmio é um reconhecimento específico para gestores de pessoas das
100 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil. São somente 20 empresas
em 20 categorias diferentes.

3.7 PLASCAR É A 41ª EMPRESA BRASILEIRA COM MAIOR PRESTIGIO EM


SUSTENTABILIDADE

De acordo com a Revista Imprensa, que avaliou as 50 companhias com


maior destaque na mídia quanto ao tema Sustentabilidade, a Plascar foi
considerada a 41ª empresa brasileira com maior prestígio neste quesito.

3.8 PLASCR É UMA DAS 100 MELHORES EMPRESAS EM CIDADANIA


CORPORATIVA

Segundo pesquisa da revista Gestão RH, a Plascar é uma das 100 empresas
nacionais com melhor desempenho em Cidadania Corporativa, com
destaque no quesito Responsabilidade Social.

3.9 PLASCAR OBTÉM SEGUNDA COLOCAÇÃO NO PRÊMIO SESI DE


QUALIDADE NO TRABALHO

Em 2008, a Plascar, mais uma vez, ficou entre as melhores empresas no


PSQT – Prêmio SESI de Qualidade no Trabalho, em nível estadual. Como em
2007, a empresa obteve a segunda colocação nos estados de São Paulo e
Minas Gerais, a partir das unidades de Jundiaí e Varginha, respectivamente.
A organização da pesquisa avalia o cumprimento das obrigações legais e
das necessidades sociais, que visam a humanização do local de trabalho e
do entorno social e comunitário.

3.10 PLASCAR RECEBE SELO “EMPRESA PARCEIRA DO FORMARE”

A Plascar foi a 2ª empresa brasileira a receber o selo “Empresa parceira do


FORMARE”, concedido pela Fundação Iochpe.

O selo reconhece o trabalho realizado pela Plascar para oferecer formação


pessoal e profissional aos jovens alunos do projeto.

A Plascar forma, em 2009, sua 7ª turma do FORMARE.

O projeto, idealizado pela Fundação Iochpe e mantido por inúmeras


empresas em todo o Brasil, tem caráter socioeducativo. Os alunos
pertencem a famílias de baixa renda que residem nas proximidades das
empresas e cursam o Ensino Médio. Em salas de aulas instaladas dentro das
fábricas, estes jovens frequentam aulas ministradas pelos próprios
funcionários, que compartilham seu conhecimento e experiências pessoais.
As disciplinas são determinadas pelo MEC, conforme o currículo do curso
profissionalizante oferecido. A Plascar já formou 250 jovens do projeto
FORMARE no curso de Operador de Produção em Plástico.

3.11 RH PLASCAR É “TOP OF MIND 2009”

A diretora de RH da Plascar, Ana Lúcia de Aguiar Zacariotto, é uma das


cinco finalistas do prêmio “Top of Mind RH 2009”, promovido pela Fênix
Editora.

3.12 SAE BRASIL CONFERE PRÊMIO DE MATERIAIS AO DIRETOR DE


ENGENHARIA DA PLASCAR

José Donizeti da Silva, diretor de Engenharia da Plascar, recebeu prêmio na


categoria Materiais, conferido pela Society for Automotive Engeneering –
SAE Brasil.

3.13 PLASCAR RECEBEU PRÊMIO “INOVAÇÃO TECNOLÓGIA” DA SAE BRASIL

No dia 09 de outubro de 2008, em cerimônia realizada na cidade de São


Paulo, durante o banquete de encerramento do 17º Congresso e Exposição
Internacionais de Tecnologia da Mobilidade – SAE Brasil 2008, a Plascar
recebeu o prêmio “Inovação Tecnológica”, ao lado das empresas Bosch e
Delphi.

O prêmio homenageou os investimentos da Companhia em significativas


inovações quanto ao uso do plástico no setor automotivo, com destaque
para a roda de polímeros e o carro conceito apresentados pela Plascar
durante a SAE Brasil 2008, evento realizado no Expo Center Norte – São
Paulo, entre 07 e 09 de outubro.

Os responsáveis pela escolha da Plascar foram os engenheiros membros da


SAE Brasil e o público participante do Congresso e da Exposição.

3.14 PRÊMIO MELHORES DO SETOR AUTOMOTIVO 2008 – “INOVAÇÃO


TECNOLÓGICA”

A Plascar foi vencedora do Prêmio Autodata “Melhores do Setor Automotivo


2008”, na categoria “Inovação Tecnológica”.

3.15 PLASCAR RECEBE SELOS ASSIDUIDADE APIMEC/SP - 1º ANO E 2º ANO

Em 30 de março de 2009 a Plascar reuniu seus investidores, para


apresentar os resultados de 2008.
Esta foi a 2º reunião com investidores na APIMEC/SP.
3.16 MELHORES & MAIORES 2007/2008 – REVISTA EXAME

Em julho de 2009, a Plascar participou da cerimônia de entrega do prêmio


“Melhores & Maiores 2008”. Promovido pela Revista Exame, o prêmio
destaca as 1000 Melhores e Maiores empresas do país.
Neste ano, a Plascar alcançou o 531º lugar (546º lugar em 2007).

3.17 PLASCAR É UMA DAS “MELHORES DA DINHEIRO”

Pelo segundo ano, em 2009 a Plascar integra a seleta lista das melhores
companhias brasileiras de acordo com pesquisa realizada pela Revista IstoÉ
Dinheiro, classificando-se como a 4ª melhor empresa do setor de peças
automotivas, 5ª melhor empresa do setor em Sustentabilidade Financeira e
3ª colocada em Governança Corporativa, Inovação e Qualidade, além de
conquistar o 5º lugar em Responsabilidade Social e 3º lugar em Recursos
Humanos, dentre as empresas deste segmento

4. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

4.1 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

O Estatuto Social da Plascar prevê que o Conselho de Administração da


Companhia pode ser composto por três até sete Conselheiros. Os membros
do Conselho de Administração são eleitos pela Assembléia Geral de
Acionistas, com mandato de até três anos de duração, permitida a
reeleição.

No mais, em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações, membros


do Conselho de Administração estão proibidos de votar em qualquer
Assembléia de acionistas, ou ainda de atuar em qualquer operação ou
negócios nos quais este tenha um conflito de interesses com a Companhia.

Nome: Wilbur L. Ross Jr


Cargo : Presidente do Conselho de Administração

Nome: André Cambaúva do Nascimento


Cargo: Vice Presidente do Conselho de Administração

Nome: Charles Dimetrius Popoff


Cargo: Conselheiro

Nome:Francisco Nelson Satkunas


Cargo: Conselheiro

Nome: Maurício Tadei Bartel Manfredi


Cargo: Conselheiro
O mandato de todos os conselheiros vigorará até Assembléia Geral
Ordinária que aprovar as demonstrações financeiras do exercício social a
encerrar-se em 31 de dezembro de 2011.

Seguem dados pessoais e experiencia profissional dos membros do


Conselho de Administração (por ordem alfabética)

ANDRÉ CAMBAÚVA DO NASCIMENTO

37 anos. Formação Acadêmica: Superior – Ciências Econômicas (PUC-SP) e


Mestrado em Administração e Finanças pela University of Phoenix.
Experiência Profissional: Diretor Financeiro e de Compras Europa da
Peguform – Venture Group (2000-2002), Diretor Financeiro da Venture
Industries (2002-2003), Vice Presidente de Análises de Negócios da Collins
& Aikman International (2003 – 2004) e Diretor Presidente da Permali e
Plascar S.A. (atual)

CHARLES DIMETRIUS POPOFF

50 anos. Formação Acadêmica: Tecnologia Digital – UNIA, MBA em gestão


de pessoas – FGV. Experiência Profissional: atua na área de recursos
humanos.

FRANCISCO NELSON SATKUNAS

64 anos. Formação Acadêmica: Engenheiro Mecânico – FEI, pós graduado na


FGV. Experiência Profissional: Atua nas áreas de engenharia de produtos,
marketing, compras, planejamento e qualidade.

MAURÍCIO TADEI BARTEL MANFREDI

49 anos. Profissional do mercado financeiro há mais de 20 anos, tendo


atuado em conceituadas instituições; diretor e cotista principal da Equity
Gestão de Recursos Ltda.

WILBUR L. ROSS, JR.

71 anos. Formação acadêmica: Financista, Yale University, A. B. 1959.


Havard University, MBA, 1961. Experiência Profissional: CEO da WL Ross &
CO. LLC; a qual foi fundada por ele em abril de 2000 com investimentos
privados da ordem de US$ 4 bilhões. Antes de criar a WL Ross & CO. LLC,
Wilbur Ross foi “Executive Managing Director” por 24 anos na Rothschild
Inc.em Nova York.

4.2 DIRETORIA EXECUTIVA (ESTATUTÁRIA)


O Estatuto Social da Plascar prevê que sua Diretoria seja composta por no
mínimo três e no máximo sete membros, acionistas ou não, residentes no
País. Os diretores são responsáveis pela execução das decisões do Conselho
de Administração e pela administração direta da Companhia.

Os membros da Diretoria Executiva são eleitos pelo Conselho de


Administração, com mandato de até três anos de duração, permitida a
reeleição.

Nome : ANDRÉ CAMBAÚVA DO NASCIMENTO


Prazo de Mandato: 12/02/2010
Cargo: DIRETOR PRESIDENTE

Nome : GORDIANO PESSOA FILHO


Prazo de Mandato: 12/02/2010
Cargo: DIRETOR E DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES

Nome : JOSÉ DONIZETI DA SILVA


Prazo de Mandato: 12/02/2010
Cargo: DIRETOR

ANDRÉ CAMBAÚVA DO NASCIMENTO

37 anos. Formação Acadêmica: Superior – Ciências Econômicas (PUC-SP) e


Mestrado em Administração e Finanças pela University of Phoenix.
Experiência Profissional: Diretor Financeiro e de Compras Europa da
Peguform – Venture Group (2000-2002), Diretor Financeiro da Venture
Industries (2002-2003), Vice Presidente de Análises de Negócios da Collins
& Aikman International (2003 – 2004) e Diretor Presidente da Permali e
Plascar S.A. (atual)

GORDIANO PESSOA FILHO

46 anos. Formação Acadêmica: Superior – Ciências Contábeis (UNIFMU –


Faculdades Metropolitanas Unidas). Experiência Profissional: Collins &
Aikman do Brasil – Gerente de Controladoria desde Março/1999, Plascar
(Grupo BTR-Invensys), Textron e Collins & Aikman do Brasil, atual Plascar –
Diretor de Controladoria Financeira desde Março/2005 e após Abril/2006
Diretor Relações com Investidores e Chief Financial Officer - Plascar S.A.
(atual).

JOSÉ DONIZETI DA SILVA

43 anos. Formação Acadêmica: Superior Engenharia Elétrica (Universidade


Santa Cecília dos Bandeirantes). MBA Gestão Empresarial (FGV). Experiência
Profissional: Gerente de Engenharia desde Março/1999, Plascar (Grupo BTR-
Invensys), Textron e Collins & Aikman do Brasil, atual Plascar: Diretor de
Engenharia desde Julho/2004 (Plascar).

4.3 DIRETORIA (NÃO ESTATUTÁRIA)

EMERSON CALDO GUIZILINI

38 anos. Formação Acadêmica: Superior - Matemática com ênfase em


processamento de Dados (Faculdade Fundação Santo André), MBA Pleno
(FGV). Experiência Profissional: Gerente de Suprimentos desde Nov/2000 -
Textron e Collins & Aikman do Brasil, atual Plascar: Diretor Comercial desde
Agosto/2006 (Plascar).

JOEL LUIZ DA COSTA

44 anos. Formação Acadêmica: Superior - Tecnólogo em Normalização e


Qualidade Industrial com ênfase em Processos da Indústria Automobilística
(Centro Federal de Educação Tecnológica MG). Experiência Profissional:
Gerente Industrial desde Fevereiro/2006 – Plascar. Atual Diretor Industrial
desde Novembro/2008 (Plascar).

SILSON FELIX DA SILVA

33 anos. Formação Acadêmica: Superior – Administração de Empresas


(Faculdades Estácio de Sá). Experiência Profissional: Atual: Plascar : Gerente
Logística (2007/2009), Gerente Industrial Planta Betim (2009) e Diretor
Business Unit Betim a partir de 01/09/2009.
RONALDO PRADO SERENINI

47 anos; Formação Acadêmica: Superior Ciências Contábeis (Faculdade de


Ciências Econômicas, Contábeis e Administração de Varginha). Pós
Graduação em Gerenciamento de Empresas (Prisma Educacional).
Experiência Profissional: Controller Operações Brasil – CooperStandard
Automotive Brasil (2002-2005). Atual – Plascar : Controller Planta Betim e
Varginha (2006-2007), Gerente Industrial Planta Varginha (2007-2009) e
Diretor Business Unit Varginha a partir de 01/09/2009.

FABIANO TEIXEIRA

36 anos. Formação Acadêmica: Superior em Tecnologia em Processos de


Produção (Faculdades Integradas Senador Fláquer). Experiência Profissional:
Gerente de Projetos, Gerente de Manufatura - Pelzer Group (2007-2008).
Atual: Plascar – Gerente de Programa (2008-2009), Gerente Industrial Planta
Pindamonhangaba e Diretor Business Unit Pindamonhangaba a partir de
01/09/2009.

RITA APARECIDA DE SOUZA


41 anos. Formação Acadêmica: Superior em Administração de Empresas
(Instituto Municipal de Ensino Superior de São Caetano do Sul), Pós
Graduação Marketing (FAAP). Experiência Profissional: Atual: Plascar –
Gerente Vendas (2006-2008), Gerente Logística (2008-2009), Gerente
Executiva Novos Negócios (2009) e Diretor de Novos Negócios a partir de
01/09/2009.

ANA LÚCIA DE AGUIAR ZACARIOTTO

Ana Lúcia de Aguiar Zacariotto, 33 anos (data de nascimento 23/03/1976).


Formação Acadêmica: Superior em Administração de Empresas (Faculdades
Padre Anchieta), MBA em Gestão Empresarial (FGV). Experiência
Profissional: Atual: Plascar – Gerente Corporativo Recursos Humanos desde
2007 e Diretor Recursos Humanos a partir de 01/09/2009.

O Centraleiro poderá perceber que trata-se de uma empresa que prima pela
modernidade, com uma direção jovem, e não menos importante do que
isso, valorizada com a presença feminina no quadro da diretoria. Além
disso, não fecha seus ouvidos à “voz da experiencia”, mantendo no seu
conselho de adminstração, a presença de um executivo do porte de WILBUR
L. ROSS, JR.

4.4 CONSELHO FISCAL

De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, o conselho fiscal é um


órgão societário independente da administração e dos auditores externos. O
conselho fiscal pode funcionar tanto de forma permanente quanto de forma
não permanente, caso em que atuará durante um exercício social
específico.

As principais responsabilidades do conselho fiscal consistem em fiscalizar as


atividades da administração, rever as demonstrações financeiras da
companhia e reportar suas conclusões aos acionistas. A Lei das Sociedades
por Ações exige que o Conselho Fiscal seja composto por, no mínimo, três e,
no máximo, cinco membros e seus respectivos suplentes.

De acordo com a Lei das Sociedades por Ações, o Conselho Fiscal da Plascar
não poderá conter membros que (i) sejam membros do seu Conselho de
Administração; (ii) sejam membros da sua Diretoria Executiva; (iii) sejam
empregados, de sociedade controlada ou sob seu controle comum; ou (iv)
sejam cônjuges ou parentes até o terceiro grau de qualquer membro da
Administração da Companhia.

O Estatuto Social da Plascar prevê um Conselho Fiscal de caráter não


permanente, eleito unicamente a pedido dos acionistas da Companhia em
assembléia geral.
CONSELHO FISCAL DE 2009

Nome: ADAUTO MARTINS COSTA


Cargo: CONSELHEIRO TITULAR

Nome: JOSÉ ANTONIO VERTOAN


Cargo: CONSELHEIRO SUPLENTE

Nome: MAURO CÉSAR LESCHZINER


Cargo: CONSELHEIRO TITULAR

Nome: CARLOS JOSÉ R. MELLO


Cargo: CONSELHEIRO SUPLENTE

Nome: ALCIDES MORAES FILHO


Cargo: CONSELHEIRO TITULAR

Nome: RUY MANOEL LINS DE PADUA


Cargo: CONSELHEIRO SUPLENTE

4.5 ENDEREÇOS DA PLASCAR

Jundiaí/SP – Escritório Central


Av. Amélia Latorre, 01
Retiro - Jundiaí - São Paulo
13211-000

Jundiaí/SP - Fábrica
Rua Wilhelm Winter, 300
Distrito Industrial - Jundiaí - São Paulo
13213-000

Betim/MG - Fábrica
Estrada Sarzedo S/N , Quadra 2 - Lotes 1,2,3
Distrito Industrial - Betim - Minas Gerais
32501-970

Varginha/MG - Fábrica
Alameda do Café , 450
Bairro Industrial Reinaldo Foresti - Varginha - Minas Gerais
37026-400

Pindamonhangaba/SP - Fábrica
Av. N. Sra. Bom Sucesso, 3400, CJ 7
Campo Alegre – Pindamonhangaba - São Paulo
12420-010
5 INFORMAÇÕES ECONÔMICO-FINANCEIRAS

5.1 CAPITAL SOCIAL

O capital autorizado é de 200.000.000 de ações, e dentro desse limite, o


Conselho de Administração é o órgão competente para deliberar sobre a
emissão, seu valor e quantidade de novas ações, bem como fixar as
condições de subscrição e integralização das mesmas. Ainda, dentro do
limite do capital autorizado e de acordo com o plano aprovado pela
Assembléia Geral, poderá ser outorgada opção de compra de ações aos
conselheiros e diretores da Companhia ou de Sociedade sob seu controle.

O capital subscrito e integralizado está composto por 166.430.346 ações


ordinárias nominativas e escriturais, sem valor nominal.

5.2 REMUNERAÇÃO DOS ACIONISTAS

De acordo com o Estatuto da Companhia, os acionistas têm o direito a


dividendos mínimos obrigatórios de 25% do lucro líquido do exercício
ajustado na forma dos artigos 189 e 202 da Lei nº 6.404/76.

5.3 COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA

A participação dos acionistas na PLAS3 (ON) é a seguinte

PERMALI DO BRASIL IND. E COM. LTDA 56,52%


MÁXIMA PARTICIPAÇÕES INSTITUCIONAIS FUND: 5,07%
OUTROS: 38,41%

Ou seja um nível muito bom de Free Float.

5.4 ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Estaremos trabalhando com a análise de indicadores considerando os


seguintes aspectos

LIQUIDEZ

ENDIVIDAMENTO

RENTABILIDADE

Para comentar sobre as variações encontradas em cada um deles,


estaremos utilizando das seguintes ferramentas, quando necessário:
ANÁLISE HORIZONTAL (período a período)

ANÁLISE VERTICAL (peso porcentual do item dentro do mesmo período)

Em um primeiro momento faremos a análise comparativa utilizando as


informações do BALANÇO PATRIMONIAL e DRE, para os anos de 2006, 2007,
e 2008 (demonstrações contábies com data de 31.12 de cada um dos
respectivos anos).

Na sequencia, faremos o mesmo tipo de análise, comparando as


informações publicadas relativas no ultimo ITR, ou seja, relativas ao 3T de
2009 e 2T de 2009.

5.4.1 ANÁLISE DE LIQUIDEZ

5.4.1.1 LIQUIDEZ CORRENTE

O índice LC (Liquidez Corrente) é obtido pela divisão do ATIVO CIRCULANTE


pelo PASSIVO CIRCULANTE.

Significa o quanto a empresa possui de recursos de disponibilidade imediata


para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo.

LC (31.12.2006) = 1,13

LC (31.12.2007) = 1,03

LC (31.12.2008) = 0,85

LC (30.06.2009) = 0,79

LC (30.09.2009) = 0,78

Percebe-se que a PLASCAR vem piorando o índice desde 2006. Para


entendermos um pouco mais sobre as razões subjacentes, evitando
conclusões precipitadas, lancemos mão dos recursos de ANÁLISE
HORIZONTAL (comparação porcentual entre períodos).

Entre 2006 e 2008, o ATIVO CIRCULANTE teve a seguinte variação:

ATIVO CIRCULANTE (31.12.2006): R$ 94.071 mil


ATIVO CIRCULANTE (31.12.2008): R$ 158.289 mil

Um aumento de 68% no período

Já no PASSIVO CIRCULANTE observamos a seguinte variação


PASSIVO CIRCULANTE (31.12.2006): R$ 83.032 mil
PASSIVO CIRCULANTE (31.12.2008): R$ 186.052 mil

Um Aumento de 124% no período

Esta é a razão matemática para a piora do indice de liquidez corrente.

Entretanto, faz-se necessário observar um pouco mais no detalhe;


observemos as variações encontradas nas principais contas do ATIVO
CIRCULANTE.

Entre 2006 e 2008, as principais contas do ATIVO CIRCULANTE


apresentaram uma variação acumulada positiva, conforme pode ser
observado abaixo

DISPONIBILIDADES (2008): R$ 666 mil (+356,16%)


CLIENTES/CONTAS A RECEBER (2008): R$ 72.595 mil (+9,75%)
ESTOQUES(2008): R$ 82.670 mil (+212,48%)

Percebe-se que o crescimento das contas as DISPONIBILIDADES e


ESTOQUES foi mais ou menos compatível entre ambos no período
2006/2008, entretanto, a importante conta CLIENTES/CONTAS a RECEBER
não acompanhou esta tendência, crescendo apenas 9,75% no período.

Vamos inserir na análise agora o 3T de 2009 e compará-lo com o 4T de


2008 para ter uma ideia da evolução no ano de 2009.

Entre 3T de 2009 e o 4T de 2008 temos a seguinte situação:

DISPONIBILIDADES (30.09.2009): R$ 1.336 mil (+100%)


CLIENTES/CONTAS A RECEBER (30.09.2009): R$ 117.687 mil (62%)
ESTOQUES (30.09.2009): R$ 112.066 mil (+35,6%)

Ou seja, interessante observar que entre o final de 2008 (auge da crise) e o


3T de 2009, as DISPONIBILIDADES cresceram 100%, a CONTA CLIENTES
aumentou 62% e os estoques aumentaram apenas 35%, o que demonstra
uma boa evolução.

Vejamos agora as contas do PASSIVO CIRCULANTE

Entre 2006 e 2008, as principais contas do PASSIVO CIRCULANTE


apresentaram uma variação acumulada positiva, conforme pode ser
observado abaixo

FORNECEDORES (31.12.2008): R$ 27.872 mil(+7,49%)


FINANCIAMENTOS/DEBENTURES (31.12.2008): R$ 121.591 mil (+235%)
ADIANTAMENTO CLIENTES(31.12.2008): R$ 82.670 mil (+1135%)
Ou seja, um crescimento muito forte na conta FINANCIAMENTOS e explosivo
na conta ADIANTAMENTO DE CLIENTES, refletindo um politica de
endividamento de curto prazo fortemente calcada no aspecto operacional,
uma vez que o peso maior do crescimento do PASSIVO CIRCULANTE está
baseado na conta ADIANTAMENTO DE CLIENTES. Este tipo de endividamento
é muito mais saudável do que tomar empréstimo no banco, já que o
“pagamento da dívida” será feito com a entrega dos produtos dos quais os
adiantamentos são objeto, estimulando a atividade operacional.

Vamos inserir na análise agora o 3T de 2009 e compará-lo com o 4T de


2008 para ter uma ideia da evolução no ano de 2009.

Entre 3T de 2009 e o 4T de 2008 temos a seguinte situação:

FORNECEDORES (30.09.2009): R$ 49.027 mil(+76%)


FINANCIAMENTOS/DEBENTURES (30.09.2009): R$ 165.831 mil (+36%)
ADIANTAMENTO CLIENTES(30.09.2009): R$ 29.452 mil (+118%)

Em resumo, durante 2009 a PLASCAR evitou ao máximo a exposição ao


sistema financeiro para a composição do endividamento de curto prazo. Por
um lado, aumentou simultaneamente tanto a conta FORNECEDORES quanto
a CONTA ADIANTAMENTO DE CLIENTES num nivel mais do que proporcional
do que a conta FINANCIAMENTOS/DEBENTURES. Uma estrategia muito
inteligente para um ano de crise financeira.

Por outro lado, este tipo de estrategia deve ser repensado no médio/longo
prazo para que não se perca o controle desta situação, entrando numa
espiral de endividamento que possa comprometer a companhia.

5.4.1.1 LIQUIDEZ SECA

O Índice de Liquidez Seca é muito parecido com o índice de Liquidez


Corrente

Toma-se o valor do ATIVO CIRCULANTE, subtrai-se o valor da conta


ESTOQUES e divide-se pelo valor do PASSIVO CIRCULANTE.

LS = (ATIVO CIRCULANTE – ESTOQUES)/PASSIVO CIRCULANTE

É uma medida de quanto a empresa possui de recursos de disponibilidade


imediata, excluindo os estoques, para cada R$ 1,00 de dívida de curto
prazo.

Na prática é como se fosse um indice de Liquidez Corrente do qual se exclui


o efeito dos ESTOQUES
LS (31.12.2006) = 0,81

LS (31.12.2007) = 0,66

LS (31.12.2008) = 0,41

LS (30.06.2009) = 0,39

LS (30.09.2009) = 0,41

Vamos focar nossa análise na conta ESTOQUES, entre 2006 e o 3T 2009.

ESTOQUES (31.12.2006) = R$ 26.456 mil

ESTOQUES (31.12.2007) = R$ 52.717 mil

ESTOQUES (31.12.2008) = R$ 82.670 mil

ESTOQUES (30.06.2009) = R$ 105.477 mil

ESTOQUES (30.09.2009) = R$ 112.066 mil

Verificamos que entre 2008 e 2006 a conta ESTOQUES teve uma variação
muito expressiva (+212 %). No mesmo periodo o ATIVO CIRCULANTE
cresceu (+68%) e o PASSIVO CIRCULANTE aumentou (+128%)

Isso explica a queda muito maior no indice de Liquidez Seca (-50%),


enquanto que a queda no indice de Liquidez Corrente foi de apenas (-25%),
graças ao efeito da conta ESTOQUES no índice de Liquidez Corrente

Entre o 4T de 2008 e o 3T de 2009, a conta ESTOQUES aumentou apenas


6,2%. No mesmo periodo, o ATIVO CIRCULANTE aumentou em (+48%) e o
PASSIVO CIRCULANTE em (+61%)

Devido ao já mencionado efeito da conta ESTOQUES no cálculo do Índice de


Liquidez Corrente, o aumento muito maior nas contas ATIVO CIRCULANTE e
PASSIVO CIRCULANTE do que o aumento da conta ESTOQUES explica o
porque do indice de liquidez seca ter permanecido constante no periodo,
enquanto que o indice de liquidez corrente tenha caído 8,2%.

5.4.1.3 LIQUIDEZ GERAL

O ÍNDICE DE LIQUIDEZ GERAL é calculado da seguinte forma:

LG = (AC+RLP)/(PC+ELP), onde
AC = ATIVO CIRCULANTE

RLP = REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

PC = PASSIVO CIRCULANTE

ELP = EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

Este índice procura mostrar a capacidade de pagamento da empresa no


Longo Prazo, considerando tudo o que ela converterá em dinheiro (no Curto
e no Longo Prazo), relacionando-se com tudo o que já assumiu como dívida
(no Curto e no Longo Prazo)

LG (31.12.2006) = 0,89

LG (31.12.2007) = 0,91

LG (31.12.2008) = 0,78

LG (30.06.2009) = 0,77

LG (30.09.2009) = 0,77

5.4.2 ANÁLISE DE ENDIVIDAMENTO

5.4.2.1 QUANTIDADE DE ENDIVIDAMENTO

O Índice de Quantidade de Endividamento procura medir o quanto dos


recursos totais disponíveis para a companhia se originam de capital de
terceiros.

QTDE ENDIV. = CT / PASSIVO TOTAL

Onde CT = CAPITAL DE TERCEIROS = PASSIVO CIRCULANTE + EXIGÍVEL A


LONGO PRAZO.

Abaixo estão os índices de QUANTIDADE DE ENDIVIDAMENTO para a


PLASCAR:

QTDE ENDIV (31.12.2006) = 41 %

QTDE ENDIV (31.12.2007) = 47 %

QTDE ENDIV (31.12.2008) = 52%

QTDE ENDIV (30.06.2009) = 58 %


QTDE ENDIV (30.09.2009) = 59 %

Desde 2006, a PLASCAR vem aumentando a QTDE de ENDIVIDAMENTO.

No entanto quando comparamos com empresas do mesmo setor,


observamos que a PLASCAR está em nível bastante adequado

A IOCHPE MAXION (MYPK3), apresentou as seguintes taxas:

QTDE ENDIV MYPK3 (31.12.2006) = 62%

QTDE ENDIV MYPK3 (31.12.2007) = 64%

QTDE ENDIV MYPK3 (31.12.2008) = 61%

QTDE ENDIV MYPK3 (30.16.2009) = 50%

QTDE ENDIV MYPK3 (30.09.2009) = 70%

No caso da MARCOPOLO (POMO3), temos as seguintes taxas:

QTDE ENDIV POMO3 (31.12.2006) = 62%

QTDE ENDIV POMO3 (31.12.2007) = 71%

QTDE ENDIV POMO3 (30.06.2009) = 65%

QTDE ENDIV POMO3 (30.09.2009) = 69%

Ou seja, mesmo tendo passado de uma QTDE ENDIV. de 41% em


31.12.2006 para 59% em 30.09.2009, a PLASCAR ainda encontra-se em
patamar menor do que outras empresas do setor

5.4.2.1 QUALIDADE DE ENDIVIDAMENTO

O índice QUALIDADE DE ENDIVIDAMENTO, procura medira o quanto do


CAPTITAL DE TERCEIROS (ou seja, Passivo Circulante + Exigível a Longo
Prazo) irá vencer no curto prazo.

QLDE ENDIV. = PC / CT

Onde:

PC = PASSIVO CIRCULANTE

CT = CAPITAL DE TERCEIROS = PASSIVO CIRCULANTE + EXIGÍVEL A LONGO


PRAZO

Abaixo estão os índices de QUALIDADE DE ENDIVIDAMENTO para a


PLASCAR:

QLDE ENDIV (31.12.2006) = 52 %

QLDE ENDIV (31.12.2007) = 59 %

QLDE ENDIV (31.12.2008) = 58%

QLDE ENDIV (30.06.2009) = 68 %

QLDE ENDIV (30.09.2009) = 74 %

Quando comparamos o índice de QUALIDADE DE ENDIVIDAMENTO da


PLASCAR com empresas do mesmo setor, observamos o seguinte:

A IOCHPE MAXION (MYPK3), apresentou as seguintes taxas:

QLDE ENDIV MYPK3 (31.12.2006) = 60%

QLDE ENDIV MYPK3 (31.12.2007) = 61%

QLDE ENDIV MYPK3 (31.12.2008) = 72%

QLDE ENDIV MYPK3 (30.16.2009) = 66%

QLDE ENDIV MYPK3 (30.09.2009) = 61%

No caso da MARCOPOLO (POMO3), temos as seguintes taxas:

QLDE ENDIV POMO3 (31.12.2006) = 58%

QLDE ENDIV POMO3 (31.12.2007) = 62%


QLDE ENDIV POMO3 (31.12.2008) = 64%

QLDE ENDIV POMO3 (30.06.2009) = 59%

QLDE ENDIV POMO3 (30.09.2009) = 47%

Neste caso, a situação é diferente, tornando-se necessário para a PLASCAR


rever a proporção de dívidas de curto prazo em relação ao Capital de
Terceiros
5.4.2.1 GRAU DE ENDIVIDAMENTO

O Índice Grau de Endividamento procura medir a quantidade de Capital


Próprio que pode ser usada como garantia para o Capital de Terceiros

GRAU ENDIV = PL/CT

Onde:

PL = PATRIMÔNIO LÍQUIDO

CT = CAPITAL DE TERCEIROS

Seguem os indíces de GRAU DE ENDIVIDAMENTO DA PLAS3:

GRAU ENDIV PLAS3 (31.12.2006) = 52%

GRAU ENDIV PLAS3 (31.12.2007) = 59%

GRAU ENDIV PLAS3 (31.12.2008) = 58%

GRAU ENDIV PLAS3 (30.06.2009) = 72%

GRAU ENDIV PLAS3 (30.09.2009) = 70%

Quando comparamos o índice de GRAU DE ENDIVIDAMENTO da PLASCAR


com empresas do mesmo setor, observamos o seguinte:

A IOCHPE MAXION (MYPK3), apresentou as seguintes taxas:

GRAU ENDIV MYPK3 (31.12.2006) = 61%

GRAU ENDIV MYPK3 (31.12.2007) = 57%

GRAU ENDIV MYPK3 (31.12.2008) = 64%

GRAU ENDIV MYPK3 (30.16.2009) = 101%

GRAU ENDIV MYPK3 (30.09.2009) = 43%

No caso da MARCOPOLO (POMO3), temos as seguintes taxas:

GRAU ENDIV POMO3 (31.12.2006) = 60%

GRAU ENDIV POMO3 (31.12.2007) = 40%


GRAU ENDIV POMO3 (31.12.2008) = 39%

GRAU ENDIV POMO3 (30.06.2009) = 52%

GRAU ENDIV POMO3 (30.09.2009) = 44%

A PLASCAR apresenta um nível de GRAU DE ENDIVIDAMENTO relativamente


grande para o setor, sendo importante tomar medidas no sentido de
equacionar a quantidade de Capital de Terceiros em relação à quantidade
de Capital Próprio.

Outro ponto importante é que apesar de alto, o GRAU DE ENDIVIDAMENTO


apresenta ligeira redução. Além disso, deve-se enfatizar que empresas do
mesmo setor como a IOCHPE MAXION puderam equalizar uma situação
bastante desafiadora, reduzindo o GRAU DE ENVIDAMENTO do 2T de 2009
que estava em assustadores 101% para o nível bastante razoável de 43%
no 3T de 2009. Ou seja, em princípio não é uma tarefa impossível.

5.4.3 ANÁLISE DE RENTABILIDADE

Os principais índices que analisaremos aqui são o TRI (TAXA DERETORNO


SOBRE O INVESTIMENTO), que nada mais é que o conhecido ROI (em inglês,
“Return On Investment) e o TRPL (TAXA DE RETORNO SOBRE O PATRIMONIO
LÍQUIDO), que equivale ao ROE (em inglês, “Return on Equity”).

5.4.3.1 TRI ou ROI

O TRI é calculado como sendo a relação entre o LUCRO LÍQUIDO e o ATIVO


TOTAL.

TRI (ROI) = LL / ATIVO TOTAL

É um índice que procura medir o poder de ganho da empresa, ou seja, qual


o retorno obtido para cada R$ 1,00 investido. Por exemplo, um ROI de 10%
significa que a cada R$ 1,00 investido pela empresa nas atividades
operacionais, receberá R$ 0,10 como retorno.

5.4.3.2 TRPL ou ROE

O TRPL é calculado como sendo a relação entre o LUCRO LÍQUIDO e o


PATRIMONIO LÍQUIDO

É um ínidce que procura medir o poder de ganho dos proprietários da


empresa, ou seja, qual o retorno obtido pelos proprietários para cada R$
1,00 investido na empresa. Um ROE de 20% significa que a cada R$ 1,00
investido pelos proprietários na empresa, a mesma lhes dará de retorno R$
0,20.
Vamos agora apurar o resultado das contas de LUCRO LÍQUIDO, ATIVO
TOTAL e PATRIMÔNIO LÍQUIDO da PLASCAR nas datas de 31.12.2006,
31.12.2007, 31.12.2008 e 30.09.2009 (referente ao 3T 2009) e o acumulado
entre 01.01.2009 e 30.09.2009 para poder calcular os respectivos ROI e
ROE e poder comentá-los.

LUCRO LÍQUIDO em 31.12.2006 = R$ 45.702 mil

LUCRO LÍQUIDO em 31.12.2007 = R$ 51.060mil

LUCRO LÍQUIDO em 31.12.2008 = R$ 14.991 mil

LUCRO LÍQUIDO no 1T 2009 (entre 30.04 e 30.6) = - R$ 7.946 mil

LUCRO LÍQUIDO no 2T 2009 (entre 30.04 e 30.6) = - R$ 1.771 mil

LUCRO LÍQUIDO no 3T 2009 (entre 30.06 e 30.09) = R$ 9.758 mil

LUCRO LÍQUIDO acumulado em 2009 (entre 01.01 e 30.09) = R$ 41 mil

TOTAL DO ATIVO em 31.12.2006 = R$ 387.148 mil

TOTAL DO ATIVO em 31.12.2007 = R$ 508.877 mil

TOTAL DO ATIVO em 31.12.2008 = R$ 606.849 mil

TOTAL DO ATIVO em 30.09.2009 = R$ 692.719 mil

PATRIMÔNIO LÍQUIDO em 31.12.2006 = R$ 227.886 mil

PATRIMÔNIO LÍQUIDO em 31.12.2007 = R$ 267.603 mil

PATRIMÔNIO LÍQUIDO em 31.12.2008 = R$ 287.170 mil

PATRIMÔNIO LÍQUIDO em 30.09.2009 = R$ 286.090 mil

Portanto, temos os seguintes indicadores de TRI

TRI (ROI) da PLAS3 em 31.12.2006 = 11,8%

TRI (ROI) da PLAS3 em 31.12.2007 = 10,03%

TRI (ROI) da PLAS3 em 31.12.2008 = 2,47%


TRI (ROI) da PLAS3 em 30.09.2009 = 1,4%

Observamos uma grande queda no TRI, a partir do final de 2008. Não é


nada surpreendente, se observarmos o PREJUÍZO LÍQUIDO obtido pela
PLASCAR no 1T de 2009 (impressionantes –R$ 7.946 mil) e 2T de 2009 (-R$
1.771 mil).

Por isso mesmo não seria possível calcular o índice TRI nas datas de
31.03.2009 e 30.06.2009, já que nestes momentos a PLASCAR apresentava
PREJUÍZO.

Lembrando ao Centraleiro que o período entre Janeiro e Junho de 2009 foi o


auge da Crise Financeira Mundial, onde montadoras gigantes como GM e
Chrysler literalmente desapareceram ou foram reestruturadas com auxílio
do governo norte-americano.

Para uma fornecedora de autopeças do mercado brasileiro, as perspectivas


não podiam ser mais desesperadoras. Entretanto, como o centraleiro
antenado bem sabe, as políticas de estímulo do Governo Brasileiro foram
decisivas no sentido de evitar a derrocada da indústria automobilística
nacional, especialmente a redução do IPI por 06 meses.

No entanto, o que deve ser enfatizado é a virada impressionante nos


resultados a partir do 3T de 2009, passando de um PREJUÍZO LÍQUIDO de
(R$ 1.771 mil) para um LUCRO LÍQUIDO de R$ 9.758 mil

Desta forma, foi possível novamente o cálculo do índice TRI que em


30.09.2009 estava em 1,4%

Com relação ao TRPL (ROE), temos o seguinte

TRPL (ROE) da PLAS3 em 31.12.2006 = 20,1%

TRPL (ROE) da PLAS3 em 31.12.2007 = 19,1%

TRPL (ROE) da PLAS3 em 31.12.2008 = 5,2%

TRPL (ROE) da PLAS3 em 30.09.2009 = 3,4%

Verifica-se o mesmo tipo de queda que foi apresentada no caso da TRI. Os


comentários são os mesmos, ou seja, não faria sentido o cálculo da TRPL em
31.03 e 30.06 de 2009 visto que nestes momentos a PLASCAR apresentava
PREJUIZO LIQUIDO.
Mas o mais importante é a enfase que deve ser dada na virada positiva do
resultado no 3T de 2009.
Observando pelo noticiario economico que o 4T 2009 para a indústria
automobolistica apresentou um resultado muito positivo em termos de
vendas, a expectativa para os resultados da PLASCAR no 4T de 2009 é uma
melhora acentuada dos seus indicadores.

6. FATOS RELEVANTES

Apresentamos a seguir, 02 fatos relevantes, de 27.11.2009 e 08.12.2009


sobre a aquisição de ações da PLAS3 por parte de fundos de investimento.

Como é de conhecimento, os fundos de investimento possuem um exercito


de analistas à disposição para peneirar oportunidades no mercado e parece
que chegaram a uma conclusão que vale a pena aumentar sua participação
na PLAS3

6.1 FATO RELEVANTE DE 27.11

(27/11) PLASCAR PART (PLAS) - Participacao acionaria


DRI: Gordiano Pessoa Filho

Enviou o seguinte Comunicado ao Mercado:

“O BNY MELLON SERVICOS FINANCEIROS DISTRIBUIDORA DE TITULOS E


VALORES
MOBILIARIOS S.A., instituicao com sede nesta Cidade do Rio de Janeiro,
Estado do
Rio de Janeiro, na Av. Presidente Wilson n. 231, 11o andar, 13o e 17o
andares
(parte), vem, nos termos da Instrucao CVM n. 358/2002, alterada pela
Instrucao
CVM n. 449/07, solicitar a V.Sas. a divulgacao, por meio do Sistema IPE, do
seguinte “Comunicado ao Mercado”:

“COMUNICADO AO MERCADO

Fundos de investimento geridos pela MAXIMA ASSET MANAGEMENT S.A.,


(“Fundos”), e sob a administracao do BNY MELLON SERVICOS FINANCEIROS
DISTRIBUIDORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS S.A., instituicao com
sede nesta Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, na Av.
Presidente Wilson n. 231, 11o andar, 13o e 17o andares (parte), inscrita no
CNPJ/MF sob o n. 02.201.501/0001-61, nos termos da Instrucao CVM n.
358/2002, alterada pela Instrucao CVM n. 449/07, vem informar que, em
negociacoes realizadas no pregao da Bolsa de Valores de Sao Paulo –
BOVESPA, ao longo das ultimas semanas ADQUIRIRAM acoes ordinarias de
emissao do PLASCAR PARTICIPACOES INDUSTRIAIS S.A. (“Companhia”),
sendo que, em 24/11/2009, somadas a participacao detida anteriormente as
recente(s) AQUISICOES, os Fundos passaram a deter 8.579.900 (oito
milhoes quinhentos e setenta e nove mil e novecentas) acoes ordinarias. A
referida participacao dos Fundos representa 5,16% (cinco virgula dezesseis
por cento) das acoes ordinarias de emissao da Companhia.

Ressalta-se que a aquisicao das acoes tem o exclusivo objetivo de


investimento, nao havendo qualquer interesse em alterar a composicao do
controle ou estrutura administrativa da Companhia, bem como comunica (i)
nao deter bonus de subscricao, direitos de subscricao de acoes, opcoes de
compra de acoes e debentures conversiveis em acoes de emissao da
Companhia; e (ii) nao ter firmado acordo ou contrato regulando o exercicio
do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliarios de emissao
da Companhia.

Sendo o que nos cumpria para o momento, permanecemos a disposicao


para quaisquer esclarecimentos. Caso se faca necessario, favor entrar em
com Marilia Lorena, atraves do telefone: (21) 3219-2631.
BNY MELLON SERVICOS FINANCEIROS DISTRIBUIDORA DE TITULOS E
VALORES MOBILIARIOS S.A. – Administrador”

6.2 FATO RELEVANTE DE 08.12.2009

(08/12) - PLASCAR PART (PLAS) - Participacao acionaria


DRI: Gordiano Pessoa Filho

Enviou o seguinte Comunicado ao Mercado recebido do BNY MELLON


SERVICOS FINANCEIROS DISTRIBUIDORA DE TITULOS E VALORES
MOBILIARIOS S.A.:

“Maxima Participacoes Institucionais Fundos de investimento de Acoes,


gerido
pela MAXIMA ASSET MANAGEMENT S.A., (“Fundo”), e sob a administracao
do BNY MELLON SERVICOS FINANCEIROS DISTRIBUIDORA DE TITULOS E
VALORES MOBILIARIOS S.A., instituicao com sede nesta Cidade do Rio de
Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, na Av. Presidente Wilson n. 231, 11o
andar, 13o e 17o andares (parte), inscrita no CNPJ/MF sob o n.
02.201.501/0001-61, nos termos da Instrucao CVM n. 358/2002, alterada
pela Instrucao CVM n. 449/07, vem informar que, em negociacoes
realizadas no pregao da Bolsa de Valores de Sao Paulo – BOVESPA, ao longo
das ultimas semanas ADQUIRIU acoes ordinarias de emissao do PLASCAR
PARTICIPACOES INDUSTRIAIS S.A. (“Companhia”), sendo que, em
02/12/2009, somadas a participacao detida anteriormente as recente(s)
AQUISICOES, o Fundo passou a deter 8.429.900 (oito milhoes quatrocentos
e vinte e nove mil e novecentas) acoes ordinarias. A referida participacao do
Fundo representa 5,07% (cinco virgula zero sete por cento) das acoes
ordinarias de emissao da Companhia.

Ressalta-se que a aquisicao das acoes tem o exclusivo objetivo de


investimento, nao havendo qualquer interesse em alterar a composicao do
controle ou estrutura administrativa da Companhia, bem como comunica (i)
nao deter bonus de subscricao, direitos de subscricao de acoes, opcoes de
compra de acoes e debentures conversiveis em acoes de emissao da
Companhia; e (ii) nao ter firmado acordo ou contrato regulando o exercicio
do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliarios de emissao
da Companhia. (...)”

7. PROJEÇÕES DA COMPANHIA

Segue trecho extraído do relatório IAN de 2008, publicado pela PLASCAR

“A Plascar Participações Industriais S.A. (“Companhia”) informa, a seguir, as


bases para as projeções de crescimento de seu faturamento anual, as quais
distinguem-se conforme a natureza deste crescimento, a saber: a)
crescimento orgânico; ou b) crescimento por meio de aquisições.

Crescimento Orgânico

Visando o seu crescimento orgânico, ou seja, aquele determinado pelo


aumento da quantidade ou do preço médio dos produtos vendidos, a
companhia investiu R$ 28 milhões em 2006, R$ 73 milhões em 2007 e R$
107 milhões em 2008 na melhoria e ampliação da capacidade instalada de
suas três plantas no país, localizadas em Jundiaí, Betim, Varginha.

A administração da Companhia estima que os investimentos realizados na


melhoria e ampliação de sua capacidade produtiva aliados ao crescimento
do mercado, o qual se estima poderá atingir até 3,1 milhões de veículos
produzidos por ano em 2009 (conforme dados da Associação Nacional dos
Fabricantes de Veículos Automotores – ANFAVEA), resultará no seguinte
acréscimo ao atual faturamento anual:

Projeção da Evolução do Faturamento Anual da Companhia

(Exclusivamente por Crescimento Orgânico)

Projeção da Evolução do Faturamento Anual da Companhia


(Exclusivamente por Crescimento Orgânico)
Ano Variação Percentual (com relação ao ano anterior) Variação em Reais
(com relação ao ano anterior) Faturamento Líquido Anual Projetado
2009 6,7% R$ 36,1 milhões R$ 580,8 milhões
2010 13,8% R$ 80,3 milhões R$ 661,1 milhões
2011 5,1% R$ 34,0 milhões R$ 695,1 milhões

Adicionalmente, a Companhia espera que a atual distribuição de sua


carteira de produtos deverá permanecer constante nos próximos 2 anos,
conforme a seguinte proporção aproximada:

Distribuição da Carteira de Produtos – 2008

Distribuição da Carteira de Produtos – 2008

Produto Percentual Milhões de Reais


Pára-choques 40% R$ 217,9
Painel de Instrumentos 24% R$ 130,7
Laterais de Portas e Outros Revestimentos Interiores 12% R$ 65,4
Lanternas 6% R$ 32,7
Porta Pacotes 3% R$ 16,3
Grades 4% R$ 21,8
Levantadores de Vidros e Kits de Travas Elétricas 1% R$ 5,4
Outros 10% R$ 54,5
TOTAL 100% R$ 544,7

As projeções acima incluem apenas pedidos firmes, tanto em produção


como em desenvolvimento, recebidos pela Companhia até a presente data.
As projeções acima poderão ainda ser acrescidas caso a Companhia tenha
sucesso em processos de concorrência realizados pelos seus clientes,
processos estes que não foram incluídos nas projeções acima em função de
seu elevado grau de incerteza.

Apesar da forte desaceleração no mercado de veículos novos no final de


2008, a Companhia acredita que o mercado interno apresenta boas
perspectivas de crescimento, dada a estabilidade econômica adquirida nos
últimos anos, acompanhada da perspectiva de crescimento econômico,
inflação controlada e redução gradativa na taxa SELIC. Estes fatores, além
da entrada dos veículos com motores bi-combustível, incentivam as vendas
domésticas de veículos e, por conseguinte, a produção nacional.

Tendo em vista as perspectivas de crescimento real do mercado, a


Companhia pretende investir nos próximos anos, na melhoria e aumento de
sua capacidade produtiva, com base nos pedidos em que já foi nomeada e
contratada como produtora do ferramental e fornecedora da peça até a
presente data, aproximadamente:
• 2009: R$ 53.804 milhões
• 2010: R$ 59.185 milhões
• 2011: R$ 65.103 milhões

Obs: Não consideramos aqui investimentos que ainda estão em estudo, tais
como: inovação tecnológica e engenharia avançada, pois requerem
elevados níveis de recursos financeiros de longo prazo, que a Companhia
esta buscando junto ao mercado financeiro e BNDES.

Por fim, destaca-se que as projeções aqui apresentadas dependem da


ocorrência de diversos eventos cuja concretização não pode ser assegurada
pela Companhia, inclusive a manutenção da perspectiva de melhoria do
cenário macroeconômico.”

8. RESUMO

No arquivo Excel a ser disponibilizado pela galera da “Diretoria Técnica” da


CENTRAL estão todos os indicadores fundamentalistas da PLASCAR.

ESPERAMOS QUE AS INFORMAÇÕES SEJAM DE UTILIDADE NAS DECISÕES DE


INVESTIMENTO DAS CENTRALEIRAS E CENTRALEIROS.

UM ABRAÇO

luizmira