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PORTO

23 de
Março de A Capital Nortenha de Portugal
2009

Baseado em pesquisas efectuadas na internet, neste relatório farei


referência à História, Gastronomia, Artesanato, Monumentos, Bens de
Interesse e mais algumas informações do distrito do Porto.

Curso: Técnico de Informação e Animação Turística


Módulo: Património Cultural
Formando: Jorge Santos Data: 31/03/2009
Porto

Porto
A CAPITAL NORTENHA DE PORTUGAL

Distrito do Porto

O Porto é a Capital nortenha de Portugal. É, constituído por 18 Concelhos:


Amarante; Baião; Felgueiras; Gondomar; Lousada; Maia; Marco de Canaveses;
Matosinhos; Paços de Ferreira; Paredes; Penafiel; Porto; Póvoa de Varzim; Santo
Tirso; Trofa; Valongo; Vila do Conde e Vila Nova de Gaia. Situado junto à foz do
rio Douro e composto por um conjunto arquitectónico de valor excepcional, o
centro histórico da cidade do Porto é Património da Humanidade desde 1996. Ao
longo da costa do Distrito, multiplicam-se estâncias de férias como a cosmopolita
praia de Espinho, portos atarefados como Matosinhos que goza de merecida fama
pela sua gastronomia baseada em produtos do mar, e pelas suas pequenas praias
rodeadas de rochedos, ou os tradicionais centros de pesca como a Póvoa de
Varzim. O interior é mais tranquilo: Amarante, atravessada pelo rio Tâmega e
rodeada de serras, e as suas casas, Vila Nova de Gaia, principal centro de
produção do vinho do Porto, onde o vinho é elaborado e amadurecido e onde é
possível provar as diferentes variedades, ou também optar por um cruzeiro pelo
Douro.

Síntese da História do Porto

A conquista de Portucale em 868 por Vímara Peres, guerreiro de Afonso III, de


Leão, é aqui considerada, com razão, acontecimento da mais antiga História do
Porto. A povoação de Portucale in Castro novo era desde a segunda metade do
séc. VI, desde os tempos dos Suevos, sede da Diocese Portucalense, mas a partir
de 868 a sua importância aumenta: torna-se o centro do movimento de
reconquista e de aglutinação das terras circundantes, as quais por tal facto em
meados do séc. X passam a constituir a província portugalensis, a cujos
habitantes logo se dá o nome de portugalenses, e entre os quais começam a

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surgir as primeiras e vagas manifestações de sentimento nacional. Portucale, foi,


por isso, na verdade, quem deu nome e origem à Nação Portuguesa!

Em 1120, a Rainha D. Taresa viúva do conde D. Henrique, doa ao Bispo D. Hugo e


os seus sucessores o pequeno Burgo do Porto e um Couto a que o Bispo dá Foral
em 1123, e cujos limites D. Afonso Henrique mais tarde confirmou e ampliou. Em
1147 entraram no Douro os Cruzados nórdicos que faziam parte da Segunda
Cruzada à Terra Santa e é o Bispo do Porto D. Pedro Pitões quem lhes prega no
Crasto de Portucale, no alto do monte, em frente da Sé, um eloquente sermão,
exortando-os a irem auxiliar D. Afonso Henrique na conquista de Lisboa; depois o
Bispo Portugalense acompanha a armada e toma parte na bélica empresa. Caída
em poder dos Cristão a formosa Princesa do Tejo, entrou o Porto rapidamente a
desenvolver-se. Cresce em população e importância económica, e os burgueses
envolvem-se em questões e em lutas com os seus Bispos, aos quais, aliás, o
Burgo devia, mas de cuja subordinação temporal os revoltosos ansiavam libertar-
se. Não raro o Rei serviu de medianeiro entre as partes desavindas, sendo D. João
I quem, ao cabo de dois séculos, faz terminar essas contendas, consentindo em
comprar aos Bispos do Porto o direito à jurisdição temporal que estes diziam ter
sobre o Burgo e respectivo coutos. Ao mesmo Mestre de Avis, porque se
apresentava como Regedor e Defensor de Portugal contra os Castelhanos, o Porto
prestara tais serviços na crise de 1383-1385, que dele recebeu o título de MUI
NOBRE E SEMPRE LEAL CIDADE.

Segue-se o Ciclo das Conquistas e Descobrimentos Ultramarinos. Da mesma


forma que do norte do país tinham saído os guerreiros que conquistaram o sul
aos Mouros, também do Norte, onde nasceu o portuense Infante D. Henrique e
tantos navegadores, partiu um decisivo impulso para as grandes navegações
marítimas; o Porto, no séc. XV, era uma das cidades das Espanhas onde mais
navios se fabricavam e donde mais marinheiros saíram. Mas nem só o comércio e
as navegações interessavam aos burgueses do Porto. Também entre eles houve
muitos e excelentes cultores das Belas-Artes que honraram a cultura nacional,
desde, segundo é fama, o Vasco de Lobeira, do Amadis de Gaula, até aos poetas
do Cancioneiro de Garcia de Resende como Diogo Brandão e Fernão Brandão, ou
ao celebrado Pero Vaz de Caminha, autor insigne da Carta do Achamento do
Brasil, mundialmente conhecida e admirada. Quando, após o cativeiro filipino,

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Porto

Portugal recupera a independência, o Porto assume entusiasticamente um papel


de relevo nas lutas da Restauração e sustenta à sua custa um Terço de Tropas.
Pela Pátria, o Porto solta em 1808 o grupo de revolta contra Junot e sofre em
1809 todo o peso da invasão de Soult, bem como as suas trágicas consequências.
Mas nem tudo são guerras na História do Porto. Na segunda metade do séc. XVIII
a Cidade, que se enriquecera extraordinariamente, cresceu, monumentalizou-se,
modernizou-se graças aos Almadas: e no séc. XIX o Porto deu à Nação poetas
como Garrett e criou escultores da grandeza de Soares dos Reis. É claro que na
base de todas as acções colectivas dum povo está o próprio povo: a gente
obscura, cujos nomes não ficaram na história, mas que trabalhou, sofreu e se
sacrificou, que deu a sua fazenda, as suas forças e a sua vida para que as pátrias
fossem gloriosas e grandes. Não o esqueceu Guilherme Camarinha, nas tapeçarias
da Câmara Municipal do Porto, pois colocou em lugar de relevo na base da sua
assombrosa composição os lavradores, os mesteirais, os carpinteiros, os
petintais, os carniceiros, a trabalhar na preparação da armada que da Ribeira do
Douro no ano de 1415 partiu para Ceuta sob o comando do Infante D. Henrique.

O povo do Porto, entre cujas qualidades avulta a de um profundo sentimento de


civismo, deu quanto tinha para o aparelhamento e abastecimento desses navios;
generosa e patrioticamente os portuenses cederam toda a carne das rezes, e
porque, para sua alimentação, só ficaram com as vísceras desses animais,
ganharam um epíteto que é o seu mais lídimo título de orgulho: - o de Tripeiros!

A gente do Porto

O Porto orgulha-se de ser conhecido como a cidade do trabalho. De facto, os seus


habitantes desde sempre estiveram na primeira linha em defesa das causas
nacionais e contribuíram largamente para o desenvolvimento da epopeia dos
Descobrimentos e para o progresso económico da região. Ainda hoje o norte do
país é reconhecido como uma das áreas mais dinâmicas do tecido empresarial
português. A rudeza imposta pelo trabalho é, porém, superada pelo carácter
franco e hospitaleiro da sua gente. O dinamismo dos habitantes do Porto não
consegue disfarçar a sua paixão pelas coisas, dando-lhe uma imagem da
autenticidade e de respeito.

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Porto

Gastronomia

É entre Douro e Minho, gene da nacionalidade portuguesa, que se situa o Porto,


com muitas tradições culturais entre as quais destacamos uma que lhe é
reconhecida como importante e geradora de interesse para quem nos visita - a
gastronomia. Quando se fala do Porto é imperativo falar de alguns pratos
tradicionais entre os quais se destacam, pela sua história, as Tripas à moda do
Porto, prato que dá o nome aos habitantes da urbe - Tripeiros - aqueles que
comem tripas. Este prato, celebrizado não tanto pela confecção (dobrada de vitela
com enchidos e feijão branco) mas mais pela atitude de dádiva das gentes do
Porto que, em altura de crise, se disponibilizaram a dar toda a carne para as
embarcações que partiam à conquista das praças do norte de África, ficando
apenas com as tripas dos animais para seu sustento, é hoje o ex-líbris da
gastronomia portuense. Mais que uma receita, este prato representa uma atitude
bem presente no espírito das gentes do Norte: dádiva, sacrifício, disponibilidade e
hospitalidade.

Do Porto destacamos os pratos de bacalhau e de carne e uma doçaria secular de


grande sabor e riqueza. Comer à moda do Porto é comer em abundância,
qualidade e com grande requinte, sempre em mesas bem decoradas onde
imperam as pratas dos nossos ourives, sobre toalhas de linho bordadas.

 Caldo Verde

O caldo verde está sempre presente nas ementas do Porto e da região minhota.
Este caldo de batatas e couve verde de folha larga cortada finamente e regada
com um fio de azeite é referenciado em vários livros de Camilo Castelo Branco
como alimento matinal. Devido à sua simplicidade e leveza come-se sempre no
início da refeição ou numa ceia tardia.

 Broa

O pão do norte é a Broa, feita de milho umas vezes branco outras amarelo, com
mais ou menos centeio. É o acompanhamento das sardinhas assadas ou fritas, de
pratos de bacalhau ou do caldo verde. O milho, outrora trazido do continente
americano, depressa entrou nos nossos hábitos alimentares devido ao seu fácil

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cultivo e por ser mais saboroso do que o centeio com que se fazia o pão até
então.

 Bacalhau à Gomes de Sá

Gomes de Sá era um comerciante do Porto nos finais do séc. XIX. A ele se deve
esta receita de bacalhau que, segundo a lenda, terá sido criada com os mesmos
ingredientes (à excepção do leite) com que semanalmente fazia os bolinhos de
bacalhau que deliciavam os amigos. Com efeito, os ingredientes são os mesmos,
mas a receita resulta de uma confecção cuidada e de grande requinte. A receita
que se segue é retirada de um manuscrito atribuído ao próprio Gomes de Sá que
terá dado a receita a um seu amigo, João, com a deliciosa nota: "João se alterar
qualquer cousa já não fica capaz"

Receita original

“Pega-se no bacalhau demolhado e deita-se numa caçarola. Depois cobre-se tudo


com água a ferver e depois tapa-se com uma baeta grossa ou um pedaço de
cobertor e deixa-se então assim sem ferver durante 20 minutos. A seguir, ao
bacalhau que está na caçarola e que devem ser 2 quilos pesados em cru, tiram-
se-lhe todas as espinhas e faz-se em lascas e põe-se num prato fundo cobrindo-
se com leite quente, deixando-o em infusão durante uma hora e meia a duas
horas.

Depois em uma travessa de ir ao forno, deita-se três decilitros de azeite fino do


mais fino (isto é essencial), quatro dentes de alho e oito cebolas alourar. Ter já
dois quilos de batatas (cortadas à parte com casca) às quais se lhes tira a pele e
se cortam às rodelas da grossura de um centímetro e bota-se as batatas mais as
lascas do bacalhau que se retiram do leite. Põe-se então na mesma travessa no
forno, deixando-se ferver tudo por dez a quinze minutos. Serve-se na mesma
travessa com azeitonas grandes pretas, muito boas e mais um ramo de salsa
muito picada e rodelas de ovo cozido. Deve-se servir bem quente, muito quente.”

 Cabrito Assado

Talvez por São João ser representado sempre com o cordeiro aos pés, numa
alusão ao cordeiro de Deus, talvez por nesta altura do ano ser mais abundante

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esta carne, o que é certo é que não há festa ao São João sem um anho assado no
forno ou cabritinho, sempre acompanhados por batatinhas novas, arroz de forno
com enchidos e miudezas e grelos salteados. É também o prato tradicional da
Páscoa - uma alusão sem dúvida bíblica e de tradição judaica - mantendo a
receita mas com tenro cabritinho.

 Tripas à moda do Porto

O prato que dá o nome às gentes do Porto tem uma longa história. Embora
existam várias receitas de tripas, como as de Caen, Lyonaises ou os callos à
Madrileña, nenhuma assumiu um enquadramento histórico como as do Porto. A
versão mais popular da lenda/história e que tem mais defensores e suporte
histórico tem origem na grande aventura das Descobertas em que um filho da
terra, o Infante Dom Henrique, precisando de carne para abastecer as suas
caravelas para a conquista de Ceuta terá pedido ao povo ajuda no fornecimento
das embarcações para tão grande empresa. O povo do Porto acorreu ao
chamamento do seu Príncipe e logo encheu na quantidade necessária as barricas
de madeira com carne salgada, ficando com as tripas que cozinharam em
estufado grosso com enchidos e carne gorda, acompanhado na altura com
grossas fatias de pão escuro. Mais tarde foi adicionado o feijão branco, conquista
da descoberta de novos mundos, que também teve origem no mesmo senhor que
encheu de carne os porões das suas caravelas. O prato ficou para a História de
uma cidade que se revê não só nesta iguaria suculenta de aromas de cominhos e
pimenta preta, adubada com enchidos de fumeiros caseiros e galinha gorda, mas
sobretudo no gesto de entrega num dos momentos altos da nação portuguesa.

 Francesinha

Iguaria das noites do Porto, do fora de horas ou da refeição rápida, esta receita
nasce na cidade nos anos sessenta numa inovação do croque-monsieur que um
emigrante tantas vezes fizera em França, onde trabalhava. A sua forma abundante
na quantidade e na diversidade dos artigos que a acompanham, adubada com um
molho de marisco picante, veio de facto ao encontro das gentes do Porto que
gostam de comidas com sabores carregados e de bom sustento. É, pois, um prato
jovem, de convívio, grande na porção, quente no palato, inventivo na receita.

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 Papos de Anjos

Muitos eram os conventos que existiam no Porto e que deram a conhecer receitas
de doces que faziam a ainda fazem a delícia da mesa desta cidade, que tem
sempre como apoteose de um repasto, uns docinhos de ovos. Pertencente à
diocese do Porto, o convento de Amarante é conhecido, para além da sua
arquitectura, pelos seus papos de anjo, queijinhos de São Gonçalo, lérias e
foguetes. Na mesma diocese, o convento das Clarissas de Vila do Conde guardava
uma receita de sopa doce. Mesmo no centro da cidade são famosas as trouxas-
de-ovos do Convento da Avé Maria, local que deu lugar à estação de São Bento. O
pudim de gemas e vinho do Porto é também um dos inúmeros doces que fazem
parte da nossa tradição gastronómica. Muito doce, é todavia cortado pelo cálice
de bom vinho do Porto que o deve acompanhar.

 Pão-de-ló

É no Porto que este doce encontra a sua expressão máxima. A Casa Margaridense,
na Travessa de Cedofeita, confecciona-o como ninguém. Trata-se de um bolo
fofo e leve que se come durante todo o ano mas que tem maior consumo na
Páscoa. É um óptimo acompanhamento para o vinho do Porto e é muitas vezes o
pão para acompanhar o queijo da serra no Natal. Todos os pretextos são válidos
para degustar este doce, tido como um manjar dos deuses.

 Biscoito da Teixeira

Nas feiras e romarias é sempre possível encontrar este doce, de consistência dura,
cor escura devido ao açúcar e gosto suave a açafrão. Está sempre presente em
todas as romarias de entre Douro e Minho, conhecido por muitos pelo nome de
intruso ou metediço. É apreciado sobretudo pelos mais velhos que o recordam
das ancestrais festas religiosas que durante muitos anos eram a única animação
cultural. Ainda hoje nas festas de Nossa Senhora da Lapa, São Lázaro e Senhora
da Saúde se encontra o doce da Teixeira.

 Vinho do Porto

O Vinho do Porto é um vinho licoroso, produzido unicamente na Região


Demarcada do Douro, distinguindo-se dos vinhos comuns pelas suas

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características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende


uma riqueza e intensidade de aroma incomparáveis, uma persistência muito
elevada quer de aroma quer de sabor, numa vasta gama de doçuras e grande
diversidade de cores. Usualmente o Vinho do Porto é resultado da junção de
vinhos de diferentes anos. Com esta lotação pretende-se que a qualidade do
Vinho do Porto se mantenha estável ao longo do tempo. São exemplos deste tipo
de vinhos os Tawny com indicação de idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e mais de
40 anos). Existem, no entanto, Vinhos do Porto de uma só colheita como é o caso
dos Vintage, LBV e Colheita. Ao contrário dos vinhos de lote é possível apreciar as
características do ano neste tipo de vinhos.

As Caves do Vinho do Porto

As caves de Vinho do Porto são o local privilegiado para tomar contacto com esta
bebida nacional e toda a sua história. Abertas ao público,
oferecem a oportunidade de degustar este precioso néctar,
conhecer o seu percurso ao longo dos tempos, a região onde
é produzido e a forma como é obtido.

O Instituto dos Vinhos do Douro e Porto

Criado em 1933, o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto é a


entidade responsável pela certificação e fiscalização da
Denominação de Origem “Porto”, controlando a qualidade e quantidade dos
vinhos susceptíveis da obtenção da Denominação de Origem, através da
regulamentação do seu processo produtivo e da submissão prévia a um rigoroso
controlo de qualidade, efectuado pelos seus Serviços Técnicos.

Após ser aprovado, o vinho adquire o direito ao uso da denominação “Porto”, ao


Selo de Garantia e ao Certificado de Denominação de Origem, todos emitidos pelo
Instituto do Vinho Do Porto.

O Instituto tem também como atribuição, para além da certificação e fiscalização,


a defesa da Denominação de Origem e o apoio à expansão do comércio nos
mercados consumidores através da promoção genérica do Vinho do Porto a nível
mundial.

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Artesanato

Cerâmicas, miniaturas de barcos de madeira, bordados, joalharia (filigrana),


azulejo, restauro, vitrais, encadernação e marionetes.

Miniaturas de Barcos Rabelos


Produtos Regionais | Artesanato

O Barco Rabelo é uma das mais típicas


embarcações portuguesas. De fundo chato e com
um comprimento entre 19 e 23 metros, foi
utilizado, durante mais de 700 anos, no transporte de pipas de Vinho do
Porto pelo Douro acima, até às caves de Vila Nova de Gaia, chegando
algumas embarcações a transportar cerca de 100 pipas. As suas origens são
muito antigas, aparecendo já referidos em documentos da época da
formação da nacionalidade. Os barcos eram construídos pelos próprios
marinheiros nas margens do Douro, que os baptizavam com nomes que
reflectiam a sua religiosidade e faziam apelo à protecção dos céus, como
"Valha-me Deus" ou "Nossa Senhora da Boa Viagem". A derradeira viagem
feita por um barco rabelo, com o objectivo de transporte das pipas de vinho
até Gaia, ocorreu em 1956. No entanto, ainda hoje podemos encontrar estas
embarcações atracadas nas margens do Douro e anualmente, no Dia de São
João, realiza-se a famosa corrida de barcos rabelo da Foz até à Ribeira.
Quanto às miniaturas, existem vários artesãos que as fabricam como
recordação para os turistas.

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Porto

Algumas notas sobre o Porto

Geminações:

 Beira (Moçambique)
 Bordeaux (França)
 Bristol (Grã-Bretanha)
 Jena (Alemanha)
 Lemba e Cidade das Neves (S. Tomé e Príncipe)
 Lièges (Bélgica)
 Luanda (Angola)
 Macau e Shang Hai (China)
 Mindelo (Cabo Verde)
 N’Dola (Zâmbia)
 Nagasaki (Japão)
 Recife (Brasil)
 Vigo e Duruelo de La Sierra (Espanha)

Figuras Históricas:

 Agustina Bessa Luís


 Alexandre Herculano
 Almeida Garret
 Alves da Veiga
 Antero de Quental
 António Cruz
 António Nobre
 Armando Alves
 Basílio Teles
 Camilo Castelo Branco
 Carlos Carneiro
 D. Pedro IV
 Eugénio de Andrade

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 Fernanda Ribeiro
 Fernandes Tomás
 Hélder Pacheco
 Infante D. Henrique
 José Rodrigues
 Manuel Oliveira
 Mário Cláudio
 Oliveira Martins
 Óscar Lopes
 Passos Manuel
 Pedro Abrunhosa
 Pedro Burmester
 Ramalho Ortigão
 Rodrigues de Freitas
 Rodrigues Sampaio
 Rosa Mota
 Rui Reininho
 Rui Veloso
 Sampaio Bruno
 Sérgio Godinho
 Silva Porto
 Teixeira de Pascoaes
 Vieira Portuense
 Vímara Peres

Principais festas e feiras:

 Festa da Boa Fortuna


 Festa do Corpo de Deus
 Festa de Nossa Senhora de Campanhã
 Festa de Nossa Senhora da Lapa
 Festa de S. Nicolau
 Festa de Santa Clara
 Festa de Santo António

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 Festa da Senhora do Ó
 Festa da Senhora do Porto
 Festas de S. João e S. Pedro
 Romaria da Saúde
 Romarias de S. Lázaro e de S. Bartolomeu

Respectivas datas das principais festas:

 Abril
5. Domingo da Quaresma - Festa de S. Lázaro

 Maio
1. Domingo de Maio - Festa da Sra. da Lapa

 Junho
13 de Junho - Festa de Santo António da Estrada
24 de Junho - Festa de S. João das Fontaínhas
29 de Junho - Festa de S. Pedro de Miragaia

 Agosto
Último Domingo de Agosto - Festa de S. Bartolomeu
15 de Agosto - Festa de N. Sra. Saúde

 Setembro
1. Domingo de Setembro - Festa de Santa Clara
8 de Setembro - Festa de N. Sra. Campanhã
17 de Setembro - Festa N. Sra. do Ó

Cultura:

 Auditório Nacional de Carlos Alberto


 Biblioteca Infantil

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 Biblioteca Pública Municipal do Porto


 Casa das Artes
 Casa-Museu de António Carneiro
 Casa-Museu da Fundação do Eng.º António de Almeida
 Casa Tait
 Coliseu do Porto
 Mercado Ferreira Borges
 Museu da Imprensa
 Museu de Arqueologia e Pré-História
 Museu de Arte Sacra e Arqueologia
 Museu do Carro Eléctrico
 Museu dos Transportes e Comunicações
 Museu Militar do Porto
 Museu Nacional de Soares dos Reis
 Museu Romântico da Quinta da Macieirinha
 Teatro do Campo Alegre
 Teatro de Sá da Bandeira
 Teatro Helena Sã e Costa
 Teatro Nacional de S. João
 Rivoli - Teatro Municipal

Principais datas Históricas:

1832/1834 - O Cerco do Porto


1891 - 31 de Janeiro - O 31 de Janeiro (uma tentativa para a implantação da
República)

Feriado Municipal
24 de Junho

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Monumentos por concelhos deste distrito:

 Felgueiras

Igreja de Santa Maria de Airães

A Igreja de Santa Maria de Airães, classificada como Monumento Nacional desde 1977, integra o
percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa. Esta Igreja constitui um
significativo exemplar da longa permanência do padrão construtivo da época românica no Vale do
Sousa.
O aspecto tardio dos capitéis do portal ocidental e das molduras e capitéis da cabeceira indica que
a Igreja deverá datar do final do século XIII ou do início do século XIV, embora esteja documentada
desde 1091.

Igreja de São Mamede de Vila Verde

A Igreja de São Mamede de Vila Verde integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico
do Vale do Sousa.
A referência documental mais antiga respeitante a esta Igreja data de 1220, integrando então o
padroado do Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro.

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Igreja de São Vicente de Sousa

A Igreja de São Vicente de Sousa, classificada como Monumento Nacional desde 1977, integra o
percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
Esta Igreja conserva duas inscrições da época românica. A inscrição comemorativa da Dedicação
da Igreja está gravada na face externa da parede da nave, à direita do portal lateral norte.
Assegura que a Igreja foi sagrada em 1214. A outra inscrição data de 1162. É uma inscrição
funerária ou comemorativa da construção de um arcossólio, aberto na face exterior da parede sul
da capela-mor.

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Igreja do Salvador de Unhão

A Igreja do Salvador de Unhão, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1950, integra
o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
A Igreja do Salvador de Unhão é um estimável testemunho da arquitectura românica portuguesa. O
portal principal, de excelente qualidade, apresenta um conjunto de capitéis vegetalistas
considerados entre os melhores esculpidos de todo o românico do Norte de Portugal.
Apesar das transformações que foi recebendo ao longo do tempo, conservou-se a epígrafe que
regista a Dedicação de uma igreja anterior, em 28 de Janeiro de 1165.

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Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro

O Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro, classificado como Monumento Nacional desde 1910,
integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
Fundado por D. Gomes Echiegues e sua mulher Gontroda em 1102, foi um dos mais importantes
mosteiros Beneditinos de Entre-Douro-e-Minho.
A Igreja (séculos XII-XIII) é composta por três naves cobertas por arcos-diafragma e madeira. A
planta original da capela-mor, reconstruída no século XVIII, era semicircular como os absidíolos
ainda presentes.

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 Lousada

Igreja de Santa Maria de Meinedo

A Igreja de Santa Maria de Meinedo, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1945,
integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
Esta Igreja apresenta um programa arquitectónico muito preso ao românico rural. A sua datação
deve ser situada entre o final do século XIII e o início do século XIV, embora o templo perpetue
esquemas decorativos e soluções construtivas que seguem os modelos românicos.

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Igreja do Salvador de Aveleda

A Igreja do Salvador de Aveleda, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1978, integra
o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
Esta Igreja é um testemunho da longa persistência das formas românicas na arquitectura medieval
portuguesa.

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Ponte de Espindo

A Ponte de Espindo integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.


Esta Ponte é constituída por um só arco de volta perfeita apoiado em sólidos pilares que arrancam
directamente das margens, apresentando-se o da margem esquerda protegido por um muro ou
mouchão, a montante.
A Ponte de Espindo, de difícil datação, assemelha-se, técnica e construtivamente a uma ponte
medieval.
As pontes românicas apresentam grandes arcos cuja altura obriga, por vezes, à solução de ponte
em cavalete, ou seja, de dupla rampa. Desenvolvem amplamente os talhamares, a montante, e os
talhantes, a jusante.

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Ponte de Vilela

A Ponte de Vilela integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.


Em cantaria granítica, esta Ponte é composta por quatro arcos de volta perfeita. Os arcos apoiam-
se em três pegões cegos, reforçados com talhamares triangulares a montante e talhantes
quadrangulares a jusante.
Os vãos dos dois arcos laterais estão actualmente assoreados. O tabuleiro é horizontal sobre os
arcos centrais e rampante nos topos, apresentando-se pavimentado com lajes graníticas.
De difícil datação, esta Ponte, de características técnicas e construtivas da Época Medieval, poderá
corresponder ao período de crescimento das necessidades de circulação no Vale do Sousa,
associada à franquia do obstáculo natural constituído pelo rio Sousa.

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Torre de Vilar

A Torre de Vilar, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1978, integra o percurso
turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
De planta rectangular, esta Torre ergue-se sobre um afloramento granítico que coroa uma
pequena elevação.
É construída em excelente aparelho de cantaria granítica, com a presença de siglas de canteiro.
Conserva a altura correspondente a cinco pisos. As fachadas apresentam numerosas seteiras.
Subsistem vários níveis de mísulas salientes que constituíam os apoios correspondentes aos
vigamentos de quatro pisos.
No interior conservam-se nichos que comprovam a função residencial desta Torre.
Um quinto e último piso correspondia ao adarve que deveria apresentar merlões, entretanto
desaparecidos.
A Torre de Vilar, mais do que uma construção militar, é um símbolo do poder senhorial sobre o
território. Constitui um estimável testemunho da existência da domus fortis, a residência senhorial
fortificada, na região do Vale do Sousa. Deverá ter sido construída entre a segunda metade do
século XIII e o início do século XIV.
Segundo as Inquirições de 1258, Sancte Marie de Vilar era Honra de D. Gil Martins e dos seus
descendentes, da estirpe dos Riba Vizela.

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 Marco de Canaveses

Convento de Alpendurada

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Localizado na bonita freguesia de Alpendurada e Matos, no lindíssimo concelho de Marco de


Canaveses, o Convento de Alpendurada é uma histórica construção sobranceira ao maravilhoso rio
Douro, numa zona de grande beleza natural, com tanto para contar.
Muito antes da formação da nacionalidade Portuguesa, este era já um local de passagem de
peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela e a Roma, sendo também um importante local
de passagem de bens e comércio, com a presença do importante rio Douro.
O Convento terá sido fundado no século XI, servindo a Ordem Beneditina, mantendo ainda hoje as
celas dos monges a austeridade de outros tempos, embora que num enquadramento bem
diferente do então.
Hoje em dia, esta bonita construção está transformada numa unidade de turismo de luxo,
oferecendo diversos serviços, mas enquadrando o valor patrimonial e traça original.
O Convento terá sofrido trabalhos de restauro nos séculos XVII e XVIII, contudo ainda mantém
muitos dos seus traços Românicos de grande beleza e importância, como na cozinha medieval,
onde hoje se organizam ceias medievais.
Vale a pena conhecer esta lindíssima construção situada num local idílico de grande beleza, entre
uma zona de floresta e o fantástico rio Douro, respirando história e paz de espírito.

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 Paços de Ferreira

Mosteiro de São Pedro de Ferreira

O Mosteiro de São Pedro de Ferreira, classificado como Monumento Nacional desde 1928, integra
o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
A Igreja deste Mosteiro é um dos mais cuidados monumentos do românico português.
O que faz da Igreja de São Pedro de Ferreira uma obra singular, para além da excelência da sua
arquitectura, é o facto de se conjugarem em harmonia e em partes comuns da Igreja alçados e
motivos ornamentais oriundos de diversas regiões e oficinas: Zamora-Compostela, Coimbra-Porto
e Braga-Unhão.
No século XIII, o Mosteiro foi integrado na Ordem dos Cónegos Regrantes.
Fronteira à fachada principal, conserva-se a ruína de uma ante-igreja ou galilé de função
funerária, excelente testemunho deste tipo de construção. Restaram duas peças funerárias: um
sarcófago trapezoidal e a tampa de sepultura com estátua jacente do túmulo de D. João Vasques
da Granja.

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 Paredes

Ermida da Nossa Senhora do Vale

A Ermida da Nossa Senhora do Vale, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1950,
integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
A localização desta Ermida explica a evocação de Nossa Senhora do Vale, mostrando como a sua
fundação está ligada aos interesses agrícolas da população.

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A construção deverá datar do início do século XVI, como indica a cabeceira, ou do final do século
XV.
O arranjo do portal e a escultura que apresenta mostram como a resistência dos motivos
românicos se prolongou no tempo.
Na cabeceira subsistem vestígios de pintura mural. São visíveis as representações de anjos
músicos. A pintura remanescente, datável entre 1530-1540, indicia a presença de uma oficina de
grande qualidade.

Igreja de São Pedro do Mosteiro de Cête

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Também conhecido como Igreja Paroquial do Mosteiro de Cête, este Monumento Nacional situa-se
no lindíssimo vale do rio Sousa, em Cete, no bonito concelho de Paredes, integrando o percurso
turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
A Igreja de S. Pedro de Cête, fazia parte do complexo conventual do antigo Mosteiro de Cête,
sofrendo várias reformas nos séculos XVI, XVI, XIX e XX.
Pensa-se que a fundação do Mosteiro remonte aos séculos X e XI pelos Beneditinos, tendo a partir
do século XVI pertencido à Ordem de Santo Agostinho.
Um dos elementos mais célebres da Igreja é o seu amplo portal ogival, de quatro arquivoltas,
encimado por uma bonita rosácea gótica.
Outro dos elementos primordiais é a Torre ameada, símbolo bélico da estrutura, que serviu não só
como bem religioso e espiritual, mas também militar, tão importante em épocas conturbadas
como as vividas na Idade Média.
Durante muito tempo dotado ao abandono e carecendo de grandes obras de restauro, muito do
património deste Monumento Nacional foi-se perdendo, estando hoje visitáveis, a par da Igreja, a
Sala Capitular e o Claustro pré-Manuelino, existindo um projecto de valorização patrimonial de
todo o conjunto.

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Torre do Castelo de Aguiar de Sousa

A Torre do Castelo de Aguiar de Sousa integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico


do Vale do Sousa.
O local de implantação do que resta de uma antiga estrutura fortificada acusa as preocupações de
defesa do território. De acesso difícil, rodeado por montes mais altos que lhe retiram visibilidade,
o Castelo de Aguiar de Sousa situava-se na rede defensiva do território, a que os reis asturianos
deram particular atenção.
No século XII, o Castelo não deveria possuir ainda a Torre, embora seja já própria do castelo da
época românica a existência da torre de menagem no interior da cerca amuralhada superior.

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O Castelo foi atacado por Almançor em 995 no contexto das guerras da Reconquista. Encabeçou
uma terra no processo da reorganização do território decorrido ao longo do século XI e um
importante Julgado, já no século XIII.

 Penafiel

Igreja de São Gens de Boelhe

A Igreja de São Gens de Boelhe, classificada como Monumento Nacional desde 1927, integra o
percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
Nesta Igreja é de realçar a qualidade patente na construção dos muros, nos quais é visível uma
apreciável quantidade de siglas geométricas e alfabéticas. O portal principal apresenta
semelhanças com os portais das Igrejas de São Vicente de Sousa, do Salvador de Unhão e de Santa
Maria de Airães, localizadas em Felgueiras.
Os capitéis do portal com palmetas executadas a bisel, típicas do românico rural do Vale do Sousa,
e ornatos grafíticos de cruzes dentro de círculos acusam a reviviscência de técnicas decorativas
tradicionais.
Esta Igreja, que foi edificada entre os meados e o final do século XIII, caracteriza-se por ser uma
das mais conseguidas expressões decorativas do românico rural.

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Na fachada norte, a cachorrada apresenta uma assinalável variedade de motivos que vão desde
cabeças de touro até homens que transportam pedra. A tradição atribui a fundação da Igreja de
Boelhe ora à filha de D. Sancho I, a Beata Mafalda, ora à sua avó, a rainha D. Mafalda, mulher de D.
Afonso Henriques.

Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios

A Igreja de São Miguel de Entre-os-Rios, classificada como Monumento Nacional desde 1927,
integra o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
Esta Igreja situa-se num importante território da época da Reconquista. A criação do território
Anegia está documentada em cerca de 870.
A primeira referência à Igreja de São Miguel remonta ao final do século XI. O actual templo não
corresponde a uma época tão tardia. Foi alvo de uma reforma ocorrida no século XIV.
A fachada principal apresenta um portal muito simplificado. O portal norte recebeu uma decoração
mais rica. Este está enquadrado por arquivolta decorada com motivos em ponta de diamante e
folhas talhadas a bisel, em semelhança com o arco cruzeiro do interior da Igreja, elementos que o
enquadram no românico tardio e no gótico regional.
A cabeceira original foi alongada e alteada no século XVIII.

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Igreja de São Pedro de Abragão

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A Igreja de São Pedro de Abragão, classificada como Monumento Nacional desde 1977, integra o
percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
Esta Igreja conserva a cabeceira da época românica, testemunho significativo da arquitectura
românica do Vale do Sousa.
Em 1105 é documentada a existência da Igreja de Abragão. No entanto, a cabeceira que a tradição
atribui à iniciativa de D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I, data do segundo quartel do século XIII.
A rosácea apresenta os temas tradicionais da suástica flamejante, das rosetas de seis folhas e das
palmetas executados a bisel.
No interior, os capitéis são um bom testemunho da maneira românica de esculpir.
A fachada principal e a nave correspondem a uma reedificação da segunda metade do século XVII.

Igreja do Salvador de Cabeça Santa

A Igreja do Salvador de Cabeça Santa, classificada como Monumento Nacional desde 1927, integra
o percurso turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa.
Esta Igreja é um excelente exemplar para compreender a arquitectura românica portuguesa. A
itinerância de artistas e de modelos está bem patente nesta Igreja.
Estas influências indiciam que esta Igreja deverá datar das primeiras décadas do século XIII.
O portal ocidental apresenta um tímpano onde assentam cabeças de bovídeos destinadas a
proteger, simbolicamente, a entrada do templo.

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No adro da Igreja, em afloramento granítico, há três sepulturas escavadas na rocha. Encostados ao


muro, a sul da Igreja, encontram-se ainda três sarcófagos medievais com as respectivas tampas.

Memorial da Ermida

O Memorial da Ermida, classificado como Monumento Nacional desde 1910, integra o percurso
turístico-cultural da Rota do Românico do Vale do Sousa, constituindo um monumento de notável
interesse. Corresponde a uma tipologia de que restam unicamente seis exemplares em todo o
território nacional.
A função deste tipo de monumentos, embora não esteja ainda totalmente esclarecida, deverá
relacionar-se tanto com a colocação de túmulos, como com a evocação da memória de alguém,
como ainda com a passagem de cortejos fúnebres. Estão habitualmente situados em caminhos ou
cruzamento de vias.
As características estilísticas do Memorial sugerem uma cronologia em torno de meados do século
XIII.
Os Memoriais de Ermida, Sobrado, Arouca, Alpendurada e Lordelo estão, segundo a lenda,
relacionados com D. Mafalda, filha de D. Sancho I. São tradicionalmente referidos como ponto de
paragem no traslado do seu corpo para o Mosteiro de Arouca, onde a infanta foi sepultada.

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Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa

Classificado como Monumento Nacional, o Mosteiro Beneditino de Paço de Sousa situa-se em Paço
de Sousa, no concelho de Penafiel, na região Norte do País, e integra o percurso turístico-cultural
da Rota do Românico do Vale do Sousa. Fundado em 962 pelo Cavaleiro Godo Trutesindo
Galindes, ascendente de Egas Moniz, e reconstruído em meados do século XIII, o Mosteiro insere-

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se num estilo de transição do românico para o gótico, albergando a célebre Igreja românica de
três naves.
O conjunto sofreu alterações nos séculos XI e XIII, com a ampliação da Igreja, e posteriormente
nos séculos XVIII e XX.
Encontram-se ainda alguns elementos do templo pré-românico reaproveitados na igreja e
espalhados pelo claustro, nomeadamente fragmentos de frisos, impostas e colunelos com
decoração vegetalista.
Um grande incêndio deflagrou em 1927, procedendo-se então a já referidas obras de restauro,
que retiraram muitos dos elementos Renascentistas e Barrocos de anteriores reconstruções e
restauros.
Vale a pena conhecer um dos maiores legados Românicos do Norte de Portugal, inserido num local
de grande beleza natural.

 Porto

Capela das Almas

A Capela da Almas, ou Capela de Santa Catarina, situa-se na freguesia de Santo Ildefonso, no


Porto, é uma construção do século XVIII, que tem como característica o exterior revestido de
azulejos de Eduardo Leite, executados em 1929, pela Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego.
Este azulejos, que cobrem cerca de 360 metros quadrados, representam cenas da vida de São
Francisco de Assis e de Santa Catarina, virgem egípcia de sangue real, martirizada no Monte Sinai.

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Algumas das cenas são, Santa Catarina com os sábios de Alexandria, a vitória de Santa Catarina
anunciada por um anjo, Cristo solta-se da Cruz para abraçar S. Francisco, ou S. Francisco a ser
levado pelos anjos.
Para além dos azulejos, são importantes, o painel do altar mor, o painel de Joaquim Rafael, que
representa a Ascenssão do Senhor, o vitral da fachada e também a imagem de Nossa Senhora das
Almas.

Casa da Música

Localizada na rotunda da Boavista, a meio caminho entre o centro histórico e a Foz, a volumetria e
originalidade de traça da Casa da Música não passam despercebidas. A autoria é do prestigiado
arquitecto e urbanista holandês Rem Koolhaas, e foi concebido para servir um projecto cultural
inovador da Porto 2001-Capital Europeia da Cultura.
Pensada para ser o palco de todas as músicas, da clássica à electrónica, do jazz ao fado, da
grande produção internacional ao pequeno projecto experimental, a Casa da Música aposta na
qualidade das infra-estruturas e numa programação dinâmica, inovadora e, sobretudo, de
prestígio.

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Catedral do Porto

Construída no séc. XII, em estilo românico, foi sofrendo alterações ao longo do tempo,
especialmente no período gótico e no séc. XVIII. A torre-lanterna é do séc. XVI e a grande rosácea
do séc. XIV . As maiores obras de transformação, no total de 41, foram efectuadas no período de
1717 a 1736. A capela-mor foi construída no séc. XVII, em estilo classicizante, mas o retábulo é
barroco e foi acrescentado em 1727. O portal rocócó da fachada e a esplendorosa galilé barroca,
foi concebida por Nicolau Nasoni em 1736. As capelas interiores são também de diferentes épocas
ressaltando a magnifica capela do Santíssimo, preciosa obra de ourivesaria portuense do séc. XVI.
A capela de S. João Evangelista, onde se encontra o célebre túmulo de João Gordo, é em estilo
gótico e data do séc. XIV. Existem 2 claustros na Sé, o Claustro velho, sendo o mais antigo e o
claustro gótico.
A Casa do Cabido foi construída ao lado da Sé no séc. XVI, por iniciativa do bispo D. Frei Marcos
de Lisboa. Nesta Casa reuniam-se o conjunto de cónegos que entre outras funções, assistem ao
prelado na governação da sua diocese.

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Forte de São Francisco Xavier ( Castelo do Queijo )

Castelo do Queijo ou Castelo de São Francisco Xavier, foi construído no século XV, no penedo do
Queijo, local considerado sagrado para os povos celtas, as suas ruínas serviram de alicerces para a
construção da actual fortificação, por volta de 1660.
Durante as Guerras Liberais, esteve ocupado pelas forças de D. Miguel, tendo resistido a um
ataque da artilharia dos navios da esquadra de D. Pedro, por volta de 1826.
Também em 1846, durante a revolta da Maria da Fonte, ocupado pelas tropas da Junta do Porto,
foi alvo de bombardeamentos pelas forças fiéis a D. Maria II.

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Classificado como Imóvel de Interesse Público, teve obras de restauro e encontra-se sob a guarda
da Associação de Comandos, que o converteu num museu militar.

Forte São João Baptista ( Porto )

O Forte de São João Batista, começou a ser construído em 1570, no reinado de D. Sebastião e viria
a ser melhorado por ordem do rei D. João IV, depois da restauração da independência portuguesa,
em 1640.
Esteve envolvido nas Revoltas Liberais, em 1832, e mais tarde com a perda de interesse militar,
funcionou como prisão para presos políticos.
Já no século XX, devido ao seu marido fazer parte da guarnição, nele residiu, Florbela Espanca, a
poetisa portuguesa que para além da sua obra literária, é considerada a precursora do movimento
feminista em Portugal.

Igreja de Santa Clara

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A Igreja de Santa Clara, no Porto, pertenceu ao antigo convento do mesmo nome, fundado por D.
João I, em 1416. Esta igreja terá ficado concluída em 1457, e modificada nos séculos XVII e XVIII.
A entrada da igreja é de estilo barroco com elementos renascentistas, o interior é revestido de
talha dourada, do século XVIII. No altar-mor está colocado um painel de Joaquim Rafael, de 1821.

Igreja de São Francisco

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A primitiva Igreja de São Francisco, no Porto, foi iniciada em 1223, mas o actual templo só viria a
ser construída por volta de 1400, tendo depois intervenções artísticas, como a pintura mural,
Senhora do Rosa, atribuída a António de Florentim.
Já no século XVIII, foi alvo de uma grande remodelação, com a introdução de elementos de talha
dourada e no portal foram introduzidos elemento de estilo rococo.
Em 1833, no período das invasões francesas, um incêndio afectou uma parte do convento que
viria a ser demolido, a igreja chegou a ser armazém da Alfândega, mas a partir de 1957, a DGEMN,
iniciou o seu restauro.
Este templo é constituído por três naves, apresentando um modelo de planta característico dos
templos góticos construídos no país, a partir do século XIII.

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Palácio da Bolsa

Ao lado da Igreja de São Francisco fica o imponente Palácio da Bolsa, de estilo neoclássico, um
edifício construído em 1842 que reflecte o florescimento comercial da cidade.
O Palácio da Bolsa, sede e propriedade da Associação Comercial do Porto - Câmara de Comércio e
Indústria do Porto, é um dos principais ex-libris e pólos de atracção turística da Cidade e da
Região. Palco da maioria das recepções oficiais do Estado no Norte de Portugal, pelo Palácio da
Bolsa têm passado governantes, altos dignatários e os principais estadistas mundiais do Séc. XX.
Ao longo de três gerações, grandes nomes da arquitectura, da pintura, da escultura e das artes
decorativas contribuíram para a criação de um espólio e um património único no Palácio da Bolsa,
verdadeira jóia do estilo neoclássico do séc. XIX, do Arq. Joaquim da Costa Lima ao Arq. Marques
da Silva, do Pintor António Ramalho, a Veloso Salgado, António Carneiro ou Medina, de Soares dos
Reis a Teixeira Lopes.
Monumento Nacional, localizado na área classificada pela Unesco como Património da
Humanidade, o Palácio da Bolsa é um espaço vivo e activo, aberto à comunidade, onde se dá
continuidade aos objectivos de ser um ponto de encontro, uma sala de visitas onde se trocam
impressões, onde se promovem negócios, onde se celebram eventos, onde se forma opinião, onde
se influenciam decisões ou onde simplesmente se convive.
Como Centro Cultural e de Conferências, este monumento foi fundador da "Historic Conference
Centres of Europe", Rede Europeia de Centros de Conferências instalados em monumentos ou
locais históricos.

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Torre dos Clérigos

Monumento de estilo Barroco que se tornou o ex-libris da cidade do Porto . É a torre mais alta de
Portugal, com seis andares e 225 degraus. Mede 76 metros de altura e a sua construção iniciou-se
em 1754 e foi concluída em 1763 sob a direcção do arquitecto italiano Nicolau Nasoni.
Do alto da Torre vislumbra-se quase toda a cidade do Porto e do Rio Douro até à Foz.

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 Santo Tirso

Mosteiro de Santo Tirso

O Mosteiro de Santo Tirso, terá sido fundado por volta do ano 978, e no século XII, o conde D.
Henrique, doou-lhe as terras que passaram a constituir o Couto do mosteiro, propriedade que se
manteve até 1834, quando foram extintas as ordens religiosas.
A actual igreja do mosteiro, não é a original, que terá sido edificada no século XV, a actual data de
meados do século XVII, projectada por Frei João Turriano, sobre uma planta de cruz latina.
Classificado como Monumento Nacional, tem hoje sedeados alguns serviços públicos.

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 Vila do Conde

Convento de Santa Clara

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A fundação do convento de Santa Clara em Vila do Conde, data de 1318, por iniciativa do filho
ilegítimo de D. Dinis e de D. Teresa Martins, D. Afonso Sanches, com a finalidade de recolher filhas
da nobreza mais pobre.
Cerca do ano de 1780, são feitas obras de alargamento, nomeadamente dos dormitórios que já
não comportavam o número de freiras que tinha o convento, obras que só terminariam em 1825,
mas não completaram o projecto inicial.
Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento foi ficando abandonado, até que em
por volta de 1900, é criada neste edifício a Casa de Detenção e Correcção do Porto, mais tarde,
Reformatório de Vila do Conde, e o convento é entregue ao Ministério da Justiça.
Em 1944, depois de obras de adaptação do edifício, o reformatório foi entregue ao Instituto
Salesiano, passando a designar-se, Escola Profissional de Santa Clara, onde os jovens teriam
ensino profissional dos cursos industriais de sapateiros, alfaiates, marceneiros e encadernadores.
As diversas mudanças na política de reinserção social operadas depois do 25 de Abril, para além
da mudança do nome da instituição que actualmente se designa, Centro Educativo de Santa Clara
de Vila do Conde, preconizam o fim do funcionamento desta instituição no edifício do convento,
que deverá ser convertido numa pousada.

 Vila Nova de Gaia

Mosteiro da Serra do Pilar

Património da Humanidade, o Mosteiro da Serra do Pilar, em Gaia, começou a ser edificado em


1538, sob a direcção de Diogo de Castilho e João de Ruão. As obras só terminaram por volta de
1670, com a conclusão da igreja de Nossa Senhora do Pilar.
Durante as invasões francesas o mosteiro ficou muito danificado, a constituição da Real Irmandade
de Nossa Senhora da Glória do Pilar, no reinado de D. Maria II, permitiu a recuperação do
monumento.
A Igreja de planta circular, tem a abóbada rodeada por um varandim, o claustro também é circular,
com 36 colunas jónicas, único exemplar em Portugal.

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Conclusão

Podemos assim concluir, que, o Porto tem uma das maiores áreas metropolitanas
da Europa, sendo a maior de Portugal. Porto é também o distrito de Portugal,
correspondente ao núcleo da província tradicional do Douro Litoral. Limita a norte
com o Distrito de Braga, a leste com o Distrito de Vila Real, a sul com o Distrito de
Viseu e com o Distrito de Aveiro e a oeste com o Oceano Atlântico. Fazendo parte
da riquíssima herança histórica, na gastronomia, destacam-se os pratos de
bacalhau e de carne e uma doçaria secular de grande sabor e riqueza, onde comer
à moda do Porto é comer em abundância, qualidade e com grande requinte,
sempre em mesas bem decoradas onde imperam as pratas dos ourives, sobre
toalhas de linho bordadas, representando desta forma, algumas das
especialidades do artesanato da região. A nível de monumentos, não podemos
esquecer que foi o homem que moldou a paisagem e que foram os portuenses
que, ao longo dos séculos, trabalharam em prol deste património único e de
grande riqueza paisagística e arquitectónica; por isso, podemos afirmar que as
paisagens do Douro parecem trabalhos de verdadeiros gigantes e não de simples
mortais.

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Netgrafia:

 http://www.rotadoromanico.com
 http://www.portugalvirtual.pt
 http://www.guiadacidade.pt
 http://pt.wikipedia.org

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