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BOMBEIO

CENTRÍFUGO
SUBMERSO
Autor: Pedro da Silva Oliveira
Co-Autores: Jesulino Gomes dos Santos Júnior

Jurandir Antônio Gomes da Silva

BOMBEIO
CENTRÍFUGO
SUBMERSO

Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P. Órgão gestor: E&P-CORP/RH . Este material foi classificado como INFORMAÇÃO RESERVADA e deve possuir o tratamento especial descrito na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS". É terminantemente proibida a utilização do mesmo por prestadores de serviço ou fora do ambiente PETROBRAS.

seus processos de operação e métodos de controle. • Reconhecer o princípio de funcionamento do conjunto de Bombeio Centrífugo Submerso (BCS).BOMBEIO CENTRÍFUGO SUBMERSO Autor: Pedro da Silva Oliveira Co-Autores: Jesulino Gomes dos Santos Júnior Jurandir Antônio Gomes da Silva Colaborador: Gustavo Vinicius Lourenço Moisés Ao final desse estudo. . o treinando poderá: • Apresentar os principais componentes do conjunto de Bombeio Centrífugo Submerso (BCS).

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que se concretiza no envolvimento de todos os que têm contribuído para tornar a Petrobras a empresa mundial de sucesso que ela é. de modo a facilitar a formação de novos empregados e a reciclagem de antigos. de forma estruturada. É com tal experiência. Este material é um suporte para esse rico processo. Nesse contexto. Ele se estende para além dessas páginas. Programa Alta Competência . refletida nas competências do seu corpo de empregados. O objetivo deste material é contribuir para a disseminação das competências. o E&P criou o Programa Alta Competência.Programa Alta Competência Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos da área de Exploração & Produção da Petrobras. que a Petrobras conta para enfrentar os crescentes desafios com os quais ela se depara no Brasil e no mundo. Realizado em diferentes fases. a experiência de anos de dedicação e aprendizado no exercício das atividades profissionais na Companhia. visando prover os meios para adequar quantitativa e qualitativamente a força de trabalho às estratégias do negócio E&P. uma vez que traduz. o Alta Competência tem como premissa a participação ativa dos técnicos na estruturação e detalhamento das competências necessárias para explorar e produzir energia. Trabalhar com o bem mais precioso que temos – as pessoas – é algo que exige sabedoria e dedicação.

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Agradecimentos Os autores agradecem a Petrobras. que lhes permitiu adquirir este conhecimento e também a possibilidade de disseminá-lo a outros técnicos .

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Objetivo Geral .Como utilizar esta apostila Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila está organizada e assim facilitar seu uso. • Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao aterramento de segurança. o treinando poderá: • Identificar procedimentos adequados ao aterramento e à manutenção da segurança nas instalações elétricas. ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor Ao final desse estudo. • Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas. o qual representa as metas de aprendizagem a serem atingidas. No início deste material é apresentado o objetivo geral.

A) Risco Proteção de incêndio e explosão B) Risco Norma Brasileira ABNT NBR-5419.” (A) “Os materiais. aquecimentos ou outras condições anormais de operação..com.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.4. de operação. No início de cada capítulo são apresentados os objetivos específicos de aprendizagem. sobrecorrentes.Acessoanormais em: 20 mai. (V) Se uma pessoa tocar a parte metálica. 2004. o treinando poderá: • Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de equipamentos e sistemas elétricos. Disponível em: <http://www.” “Todas as partes das instalações elétricas devem ser Norma Regulamentadora NR-10.manuaisdecardiologia.) durante os trabalhos de reparação. Segurança em instalações e serviços em projetadas e executadas de modo que seja possível eletricidade.” (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão. como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões.” (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (. devem ser colocadas placas de aviso. seguir. no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação. se houver falha no isolamento desse equipamento. devem ser colocadas placas de aviso. • Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas. dispositivos. falhas de isolamento.) devem ser adotados dispositivos de proteção. prevenir sobrecorrentes. de estruturas contra descargas atmosféricas. A) Risco de incêndio e explosão Correlacione-os aos tipos de riscos.com. como alarme e seccionamento automático para Manuais de Cardiologia. Capítulo 1 48 Riscos elétricos e o aterramento de segurança Ao final desse capítulo. Correlacione-os aos tipos de riscos. conforme. Comissão de abordam Normas Técnicas . marcando A ou B. as suas isolamento. inscrições de advertência.) devem ser avaliados quanto à sua conformidade. marcando A ou B.br/doencas/ parada-cardiorespiratoria.mundociencia. _______________________________________________________________ COELHO FILHO. bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem a atenção quanto ao risco. Associação o caso: Brasileira de Normas Técnicas. os perigos de choque www.inspeção e medição da resistência de aterramento. 1.Acesso em: 20 mai. 2005. bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem a atenção quanto ao risco. aquecimentos ou Mundo Educação..htm> . não energizada. 2008. além das ole. equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas (. dispositivos.Acesso em: 20 mai..” outras condições ( ) “Nas partes das instalações elétricas Mundo Ciência. 2007. br/Arritmia/Fibrilacaoatrial. 2005. equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas (V) Em um choque elétrico.” NFPA 780..med. (. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre elétricos . Instalações elétricas de baixa tensão.O material está dividido em capítulos. os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes. Paulo Alberto e VIANA. o corpo da pessoa pode atuar como um “fio terra”. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Alta Competência mo está relacionada a e do tipo de es durante toda na maioria das mantê-los sob is. os cuidados e critérios relacionados a riscos elétricos. 2004. materiais ou Objetivo Específico • Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e riscos elétricos. o caso: Apresentamos..6. 2008. Standard for the Installation Protection Systems. Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Riscos em instalações e serviços com eletricidade.Acesso em: 14 mar.mte. 2005.. Disponível em: <http:// prevenir. que visam avaliar o alcance dos objetivos de aprendizagem. elétrico e todos os outros tipos de acidentes. 2008. No final de cada capítulo encontram-se os exercícios. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ou sempre que for julgado necessário à segurança. a seguir. a maior fonte sária. por meios seguros. Ronaldo Sá. poderá receber uma descarga elétrica. ( ) 24 Capítulo 1. 1. trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados e critérios relacionados a riscos elétricos.. Capítulo 1.pdf> . 2008.gov. Disponível em: <http://www.7. trechos de Normas Técnicas que Norma Petrobras N-2222. “Os materiais. Gabarito CARDOSO ALVES..htm> . Riscos elétricos e o aterramento de segurança de contato “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir. peças.uol. Disponível em: <http://mundoeducacao. _______________________________________________________________ Curso técnico de segurança do trabalho. UN-BC/ST/EMI – aterramento de segurança? Elétrica. inscrições de advertência. ou sempre que for julgado necessário à segurança. 2005. por meios seguros. 25 . Bibliografi a Exercícios 1. 2) Projeto de aterramentoa de segurança em unidades marítimas. áreas classificadas (. (F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer riscos de choques elétricos. (.br/fi sica/eletricidade/ choque. de um equipamento não aterrado. conforme.sobretensões. 2) Apresentamos. que devem ser utilizados como orientadores ao longo do estudo.htm> . a obediência nça. National ( ) of Lightining “Nas instalações elétricas de Fire Protection Association.” (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes normalmente energizadas da instalação elétrica. ( ) 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir: sob tensão..) devem ser adotados dispositivos de proteção.) durante os trabalhos de reparação.. Os gabaritos dos exercícios estão nas últimas páginas do capítulo em questão. 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança? riscos elétricos e O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes do uso de equipamentos e sistemas elétricos. Ministério do Trabalho e Emprego.CONTEC. falhas de B) Risco de contato (B) 21 Para a clara compreensão dos termos técnicos. peças. Roberto Ferreira.

Ao longo dos textos do capítulo. Glossário 3. Bibliografia Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos. as suas mantenedores avaliam a necessidade ou não da realização de inspeção definos nições disponíveis glossário. Alta Competência Capítulo 3.inspeção e medição da re Elétrica. Problemas operaciona 3. Instala Brasileira de Normas Técnicas. como o máximo admissível para resistência de contato. e • Elevada resistência elétrica de contato. pois estão em destaque. Riscos – Curso técnico de segurança do trab Ohmímetro – instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.4. COELHO FILHO. esses termos podem ser facilmente Para que o aterramento de segurança possa cumprir corretamente o identifi cados. CARDOSO ALVES. Problemas operacionais. Standard for the Installation Fire Protection Association. A cada intervenção nestes equipamentos e dispositivos. diminuindo os riscos de choque elétrico por contato indireto e de incêndio e explosão. antecipando problemas e. Norma Petrobras N-2222.br/legislacao/normas_ em: 14 mar. Além disso.mte. 2005. deve ser mantido em perfeitas condições de funcionamento. riscos e cuidados com aterramento de segurança T odas as Unidades de Exploração e Produção possuem um plano de manutenção preventiva de equipamentos elétricos (motores. pode detectar imediatamente alguns tipos de anormalidades. geradores. pois. . medido com multímetro DC (ohmímetro). os Para a clara compreensão dos termos técnicos. Problemas operacionais Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo de aterramento são: • Falta de continuidade. Nesse processo. 2004. principalmente. Associação Brasileira d Norma Regulamentadora NR-10. 2007.3. Roberto Ferreira. quando este é percorrido por uma corrente elétrica. Ministério do Trabalho www. ao interagir diariamente com os equipamentos elétricos. 49 3. seu papel. precisa ser bem projetado e construído. NFPA 780. Ohm – unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica. 56 Norma Brasileira ABNT NBR-5419. sistemasestão de aterramento envolvidosno nestes equipamentos. É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor de 1Ohm.1. 2008. Pr atmosféricas. Paulo Alberto e VIAN elétricos .gov.5. Comissão de Normas Técn Norma Brasileira ABNT NBR-5410. o operador tem importante papel. painéis elétricos. transformadores e outros). Seg eletricidade. que se manifesta no organismo humano ou animal. Projeto de marítimas.

556 a. Ao longo de todo o material. bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem a atenção quanto ao risco. sobrecorrentes.gov. br/Arritmia/Fibrilacaoatrial. se houver falha no isolamento desse equipamento. 2) Apresentamos. como por ex • A escolha do tipo de aterramento fu ao ambiente. Informe-se junto a ela! fogo no ambiente elétrico e possibilidade de ignição de atmosfera potencialmente explosiva por descarga descontrolada de eletricidade estática. A caixa “Você Sabia” traz curiosidades a respeito do conteúdo abordado Alta deCompetência um determinado item do capítulo. Disponível em: <http:// www.Acesso em: 20 mai. equipamentos e sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas (. Observe no diagrama a seguir os principais ris à ocorrência de incêndio e explosão: 1. inspecione internamente o recebedor de pigs. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato (B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e executadas de modo que seja possível prevenir. (V) Em um choque elétrico. peças. Instalações elétricas de baixa tensão. Recomendações gerais • Antes do carregamento do pig. conforme. Gabarito CARDOSO ALVES. ATENÇÃO Os riscos de incêndio e explosão estão presentes em qualquer instalaçãoÉ e muito seu descontrole se traduz em os danos importante que principalmente você conheça específicosoperacional. para passagem de pig pessoais. basta consultar a Bibliografia ao final de cada capítulo. Disponível em: <http://mundoeducacao. poderá receber uma descarga elétrica.) a primeira observação de um fenômeno relacionado com a eletricidade estática. não energizada. Standard for the Installation of Lightining Protection Systems. inscrições de advertência. sua Unidade.. de um equipamento não aterrado.” (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão.manuaisdecardiologia. 24 Capítulo 1.com. ? Os riscos VOCÊ elétricosSABIA? de uma instalação são divididos em dois grupos principais: 14 MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos Uma das principais substâncias removidas em poços de petróleo pelo pig de limpeza é adas parafina. 2008.) devem ser avaliados quanto à sua conformidade. o corpo da pessoa pode atuar como um “fio terra”. 2005.C. a bloquear o fluxo de óleo.” 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir: (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes normalmente energizadas da instalação elétrica. É atribuído a Tales de Mileto (624 . Segurança em instalações e serviços em eletricidade.mte. 2005. marcando A ou B. Ronaldo Sá.6. Disponível em: <http://www.” (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (. UN-BC/ST/EMI – Elétrica. a seguir.Acesso em: 20 mai.htm> ..) devem ser adotados dispositivos de proteção. Manuais de Cardiologia. • Após a retirada de um pig. RESUMINDO. questões Devido às “Importante” é um lembrete essenciais do baixas temperaturas do oceano. Associação Brasileira de Normas Técnicas. 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança? COELHO FILHO..Acesso em: 20 mai.” NFPA 780. Paulo Alberto e VIANA. 2007.htm> . Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas.. 2008. 2005. ou tenha interesse em se aprofundar em determinados temas. aquecimentos ou outras condições anormais de operação.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10. os perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes. Correlacione-os aos tipos de riscos. Cada uma delas tem objetivos distintos. O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes do uso de equipamentos e sistemas elétricos. caixas de destaque estão presentes. Riscos elét Trazendo este conhecimento para a realid observar alguns pontos que garantirão o incêndio e explosão nos níveis definidos pela durante o projeto da instalação. Mundo Educação. Bibliografia 1. Alta Competência NÍVEL DE RUÍDO DB (A) 1. (F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer riscos de choques elétricos. (V) Se uma pessoa tocar a parte metálica. O âmbar é o nome dado à resina produzida por pinheiros que protege a árvore de agressões externas. (F) A queimadura é o principal efeito fisiológico associado à passagem da corrente elétrica pelo corpo humano. Curso técnico de segurança do trabalho. 2004.CONTEC. (A) “Os materiais.inspeção e medição da resistência de aterramento. como alarme e seccionamento automático para prevenir sobretensões. devem ser colocadas placas de aviso. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível em: <http://www.uol. Projeto de aterramento de segurança em unidades marítimas. procedimentos materiais e de continuidade em poços na sua Unidade. Riscos de incêndio e explosão IMPORTANTE! Podemos definir os riscos de incêndio e explosão da seguinte forma: É muito importante que você conheça os tipos de pig de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na Situações associadas à presença de sobretensões. Norma Brasileira ABNT NBR-5410. • Lançadores e recebedores deverão ter suas . 2008. Informe-se e saiba quais são eles.com.. trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados e critérios relacionados a riscos elétricos...) durante os trabalhos de reparação. a massa pode conteúdo tratadovirno capítulo.Acesso em: 14 mar.htm> .med.pdf> . falhas de isolamento. Com o tempo. ou sempre que for julgado necessário à segurança. Norma Brasileira ABNT NBR-5419.1.. (. a parafina se acumula nas paredes da tubulação.86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os insumos para o desenvolvimento do conteúdo desta apostila. em um processo similar 85 86 87 88 89 90 91 92 93 25 94 95 96 98 100 102 104 105 106 108 110 112 114 115 Capítulo 1. o caso: Norma Petrobras N-2222.7. sobrecorrentes. Mundo Ciência. Comissão de Normas Técnicas . 2005. Após sofrer um processo semelhante à fossilização. Roberto Ferreira.mundociencia.br/fisica/eletricidade/ choque. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação. 2004. National Fire Protection Association. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Norma Regulamentadora NR-10. dispositivos. por meios seguros. 2008. Ele teria esfregado um fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de atrair pequenos pedaços de palha. inspecione o interior do lançador. Ministério do Trabalho e Emprego. • A seleção dos dispositivos de proteção • A correta manutenção do sistema elét O aterramento funcional do sist como função permitir o funcion e eficiente dos dispositivos de pro sensibilização dos relés de proteçã uma circulação de corrente para a por anormalidades no sistema elétr ao da arteriosclerose.br/doencas/ parada-cardiorespiratoria. ela se torna um material duro e resistente. Aterramento de sistemas elétricos .

. É muito importante que você conheça os tipos de pig Todos os recursos• Antes didáticos presentes nesta apostila têm do carregamento do pig. trico.7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos 8 minutos 7 minutos ao da arteriosclerose. inspecione o interior do lançador.. através da ão. a parafina se acumula o recebedor de pigs. scos elétricos associados Em “Atenção” estão destacadas as informações que não IMPORTANTE! devem ser esquecidas. como objetivo facilitar o aprendizado de seu conteúdo. podemos controle dos riscos de as normas de segurança xemplo: tema elétrico tem namento confiável oteção. dade do E&P. IMPORTANTE! É muito importante que você conheça os tipos de pig de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na sua Unidade. Informe-se e saiba quais são eles. em um processo similar ao da arteriosclerose. Devido às baixas temperaturas do oceano. Uma das principais substâncias removidas em poços de • Apóspelo a retirada um pig.. inspecione internamente o recebedor de pigs. Recomendações gerais • Antes do carregamento do pig. Informe-se junto a ela! ATENÇÃO É muito importante que você conheça os procedimentos específicos para passagem de pig em poços na sua Unidade. provocada rico.. nas paredes da tubulação. RESUMINDO. em poços abordados na sua Unidade. RESUMINDO. quando existe a terra. Recomendações gerais • Após a retirada de um pig. a massa pode • Lançadores e recebedores deverão ter suas vir a bloquear o fluxo de óleo. Com o tempo. inspecione internamente petróleo pig dede limpeza é a parafina. ? MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL 8 horas 7 horas 6 horas 5 horas 4 horas e 30 minutos 4 horas 3 horas e 30 minutos 3 horas 2 horas e 40 minutos 2 horas e 15 minutos 2 horas 1 hora e 45 minutos 1 hora e 15 minutos 1 hora 45 minutos 35 minutos 30 minutos 25 minutos 20 minutos 15 minutos 10 minutos tricos e o aterramento de segurança 8 minutos 7 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na sua Unidade. uncional mais adequado • Lançadores e recebedores deverão ter suas Aproveite este material para o seu desenvolvimento profissional! o e controle. Informe-se junto a ela! ATENÇÃO Já a caixa de destaque é uma É muito “Resumindo” importante que você conheça os versão compacta procedimentos específicos para passagem de pig dos principais pontos no capítulo. Informe-se e saiba quais são eles. inspecione o VOCÊ SABIA? interior do lançador. 15 .

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A atuação do Alta Competência na Área de Operação está relacionada à própria origem do Programa. Para desenvolver os módulos de treinamento de EE. fruto da distribuição etária de seus recursos humanos. a companhia se encontra numa situação na qual uma nova geração de empregados admitidos nos últimos 10 anos necessita adquirir os conhecimentos acumulados por vários profissionais experientes. criou-se o Alta Competência . a PETROBRAS se depara com um momento de transição. alterando significativamente seu patamar de produção de óleo e gás. .Programa corporativo de Gestão de Competências Técnicas do E&P . Ao mesmo tempo. que faz parte de nossa cultura organizacional.Prefácio Neste final da primeira década do século XXI. em função da necessidade de apoiar o Comitê Funcional de Operação nas ações relativas à Adequação da Força de Trabalho nesta área. os conhecimentos foram distribuídos entre especialistas nos diversos temas específicos. é fundamental para o sucesso da companhia perante os desafios que se apresentam. é fundamental que o E&P disponha de uma força de trabalho preparada para atender as demandas deste crescimento. para qualificar os Técnicos de Operação nas atividades de produção relacionadas à Elevação e Escoamento (EE) foram mapeadas as habilidades e competências necessárias para o exercício destas tarefas na operação dos campos de petróleo e gás. Esta transmissão. cuja criação se deu. muitos dos quais já se aproximando da aposentadoria. No instante em que se prepara para este salto de produção. no qual se apresenta o grande desafio de produzir as ricas jazidas encontradas na camada pré-sal. Assim. Neste sentido. dentre outras razões. mas da "maneira PETROBRAS" de projetar e operar campos de petróleo no mar e em terra. espalhados por todo o Brasil.que é formado por um conjunto de projetos orientados para a concretização do objetivo organizacional de Adequação da Força de Trabalho do E&P. não apenas de conhecimentos brutos.

Geraldo Spinelli Gerente de Elevação e Escoamento .Este esforço de mobilização da comunidade de EE. logrou documentar seu conhecimento técnico e possibilitou a elaboração de módulos de treinamento com alta qualidade. que buscam capacitar os Técnicos de Operação nas atividades de Produção de petróleo e gás.

Bibliografia 2. Exercícios 2. Exercícios 1. Glossário 1. Componentes 1. Acessórios 1.Sumário Introdução 19 Capítulo 1 . Pressão na descarga 2.Princípio de funcionamento Objetivos 1.2.5.6.3.1. Gabarito 83 85 85 88 88 89 89 94 96 97 98 .5.1. Bombeamento centrífugo submerso submarino (BCSS) 1. Princípio de funcionamento 1.2.7.8.3.3. Freqüência do motor 2.1.1.4.4.1. Glossário 2.2. Bibliografia 1.Operação do conjunto BCS Objetivos 2.9. Equipamentos de subsuperfície 1. Temperatura do fluido na admissão 2. Equipamentos de superfície 1. Partida do conjunto BCS 2. Gabarito 21 23 25 25 30 62 64 70 75 77 78 Capítulo 2 . Pressão na admissão da bomba 2. Operação do conjunto BCS 2.6.1.

Controle da operação do conjunto BCS 3.6. Cuidados e conservação 3. Análise de falhas 3. Monitoramento e controle 3.Controle da operação do conjunto BCS Objetivos 3.8.7. Acompanhamento operacional 3. Exercícios 3.1.3.Capítulo 3 . Segurança na operação 3. Glossário 3.2.1.4. Gabarito 101 103 104 107 112 115 116 117 118 119 120 .5. Bibliografia 3.4.

Kansas. devido ao aumento da vazão dos poços e do volume de água produzido. Fonte: catálogo Reda 19 Armais Arutunoff Na Bacia de Campos. em El Eldorado. Outras plataformas.Introdução O motor elétrico para operação submersa foi desenvolvido em 1911. Arutunoff emigrou para os EUA em busca de financiamento para os seus projetos. PVM-2 e PVM-3). Alguns exemplos são o Bombeio Centrífugo Submerso Submarino (BCSS) em que o sistema é instalado no poço com completação molhada e o separador helicoidal bifásico (líquido e gás) denominado VASPS. o uso do BCS tem se expandido. Em 1916. Em 1923. nas plataformas dos campos do ATP-NE: Pargo (PPG-1). O BCS também tem sido utilizado em poços marítimos em diversas configurações. A Phillips Petroleum sustentou o desenvolvimento de um sistema de BCS para ser testado em seus poços. a elevação por BCS é um método utilizado. foi instalado o primeiro sistema. Com o aumento da injeção de água nos campos terrestres. por Armais Arutunoff. como PCH-2 e P-08 também utilizam o método em alguns poços. PCP-2 e PCP-3) e Vermelho (PVM-1. instalado no leito marinho. ele aplicou o motor em conjunto com uma bomba centrífuga para operações submersas em água. Carapeba (PCP-1. principalmente. RESERVADO . na Rússia. Em 1927.

RESERVADO .

RESERVADO . • Reconhecer o princípio de funcionamento do conjunto de Bombeio Centrífugo Submerso e seus principais componentes. • Apresentar os principais componentes e acessórios do conjunto de Bombeio Centrífugo Submerso.Capítulo 1 Princípio de funcionamento Ao final desse capítulo. o treinando poderá: • Apresentar o princípio de funcionamento do conjunto de Bombeio Centrífugo Submerso (BCS).

Alta Competência 22 RESERVADO .

Cada estágio consiste de um impelidor (girante) e um difusor (estacionário). bem como a potência requerida. O difusor dirige o fluido bombeado do impelidor inferior para o impelidor posicionado imediatamente acima. Princípio de funcionamento A elevação por BCS consiste na instalação de um conjunto motor e bomba numa profundidade adequada ao poço. O impelidor gira e transmite energia na forma cinética (velocidade) para o fluido. O número de estágios determinará a capacidade de elevação total ou head da bomba.Capítulo 1. Impelidor Difusor Desenho esquemático do estágio da bomba centrífuga RESERVADO 23 . Este conjunto é dimensionado para operar em condições apropriadas e fornecer ao fluido um complemento de energia (head) suficiente para atender aos parâmetros propostos de vazão e pressão na superfície. Princípio de funcionamento 1. A bomba utilizada no sistema de BCS é uma bomba centrífuga de múltiplos estágios. A energia cinética é então convertida para energia potencial ou pressão no difusor.

Alta Competência A bomba é acionada por um motor elétrico submerso e a energia elétrica é transmitida da superfície através de um cabo elétrico trifásico preso à coluna de produção por presilhas. Ao motor elétrico é acoplado um selo protetor. descarga Bomba Sucção Protetor/selo Motor Shroud RESERVADO . se necessário. Observe. Ao selo é conectado o intake (sucção) e a ele é conectada a bomba. 24 Cabo elétrico Presilha C. Para garantir o resfriamento do motor. permitir a expansão do óleo lubrificante dielétrico que fica no interior do motor/selo e suportar esforços axiais provenientes dos componentes superiores. para evitar a contaminação do motor pelos fluidos da formação. na ilustração a seguir um esquema do sistema de Bombeio Centrífugo Submerso. No topo da bomba é conectada a cabeça de descarga e nesta a coluna de produção. um tubo cauda denominado camisa (shroud) deverá ser utilizado para que o fluido produzido atue como fluido de refrigeração.

O uso de 1. RESERVADO 25 .85 vezes a corrente de operação do sistema. Nos circuitos elétricos. a) Quadro de comando ou painel de controle É o equipamento de proteção e controle para o sistema elétrico do conjunto de BCS. A proteção por sobrecorrente está associada à capacidade de condução de corrente dos condutores alimentados.Capítulo 1. Em instalações de BCS tem-se usado 0. normalmente conhecido como “gaveta”. A “gaveta” é especificada em função da tensão e corrente de trabalho. levando à sua queima. que aparentemente tem atendido bem. Componentes De acordo com os seus componentes. além da proteção por sobrecorrente.20 vezes a corrente nominal do motor é um valor recomendado e que tem atendido satisfatoriamente. provocando sobreaquecimento. Equipamentos de superfície A seguir. é usada proteção contra sobrecorrente.1. apresentamos os principais equipamentos de superfície do sistema BCS. em geral. pode-se dividir um sistema de BCS em equipamentos de superfície e equipamentos de subsuperfície. também é necessário o uso de uma proteção contra subcorrente que visa a proteger o motor quando este se encontra em operação com baixa carga (por quebra de eixo ou outro motivo) que poderia prejudicar a sua refrigeração.1.15 a 1. Esse tipo de proteção evita a ocorrência de altas correntes elétricas (por curto-circuito ou outros problemas) que podem causar danos ao circuito de alimentação.20 vezes a corrente nominal do motor para proteção contra sobrecorrente em instalações de bombeamento centrífugo submerso. 1. Em instalações de motores. Não têm sido observados inconvenientes em se usar 1.1. Princípio de funcionamento 1.

Surge. em sinais capazes de serem recebidos pelo sistema de monitoramento. RESERVADO . Esse elemento transforma sinais de corrente e outros sinais. travamento do eixo do motor. pois este sente a corrente diretamente do circuito e em caso de correntes altíssimas (curto-circuito) chega a desligar o sistema. Essa corrente reduzida será usada nos dispositivos de proteção. um pequeno elemento de grande importância: o transformador de corrente de proteção ou simplesmente TC. a corrente transformada passa ainda por outro dispositivo. Os TCs de janela são aqueles que permitem a passagem do condutor em seu centro e transformam a corrente que atravessa o condutor segundo a sua relação de transformação. além dessas funções. quando ocorre uma sobrecarga ou subcorrente no sistema. o que permite diagnosticar satisfatoriamente os problemas inerentes. então a corrente que irá para o sistema de proteção e monitoramento será de 4 ampères. dentre outros. como as chaves contactoras e os relés. Estes últimos são dispositivos eletrônicos capazes de serem programados para derrubar o sistema por sobrecorrente e subcorrente. existem outros dispositivos de proteção igualmente importantes e que não são acionados diretamente pela corrente do circuito. aguardando alguma ação corretiva. denominado transdutor. 26 Os dispositivos de proteção e monitoramento em geral não podem trabalhar com as correntes diretas do circuito. Para ser monitorada. Assim. Estas precisam ser convertidas para valores compatíveis. proteção contra desbalanceio de fases.Alta Competência Os dispositivos de proteção ficam instalados na “gaveta” de comando. Trata-se de um dispositivo eletromagnético que consiste de uma ou mais bobinas mantidas em um núcleo laminado e que recebe a variação do fluxo magnético que ocorre em torno do condutor. como pressão e temperatura. possuindo. No entanto. Geralmente em BCS se monitora a pressão de cabeça e a corrente de operação. sendo o disjuntor o dispositivo de proteção principal por sobrecorrente. Se a corrente que passa no cabo é de 480 ampères e está se usando um TC que transforma de 600:5. estas serão sentidas nos dispositivos de proteção que derrubará o sistema ou produzirá algum tipo de alarme. então.

gerando freqüências harmônicas.Capítulo 1. em caso de necessidade.VSD (Variable Speed Drive). permitindo um torque constante. Princípio de funcionamento b) Variador de velocidade A velocidade de um motor de indução é proporcional à freqüência. sendo que a tensão de saída máxima é igual à tensão de entrada. O equipamento capaz de variar a freqüência da tensão do sistema de alimentação de um motor é denominado variador de freqüência . a velocidade do motor também será modificada. Para freqüências superiores. recomenda-se manter a relação tensão/ freqüência de saída constante. é possível parametrizar o VSD de outras formas. se a freqüência de alimentação do motor for variada. retificá-la e convertê-la para a nova freqüência de operação. a tensão de saída permanece constante e igual à de entrada no variador. logo. Isso é conseguido pelo dispositivo para freqüências inferiores à da rede. mantendo sempre uma relação constante tensão/ freqüência ou partindo o sistema em uma tensão inicial (V-boost). Porém. pois isso se conserva a constância do fluxo magnético no motor. RESERVADO 27 . O VSD é um dispositivo eletrônico capaz de receber a tensão alternada na freqüência da rede. Ao se variar a freqüência. a tensão e corrente de saída não serão mais senóides perfeitas. O torque teórico é igual à potência (proporcional à tensão) dividido pela velocidade angular (T = P/w = P/ 2πf). Tensão (V) 460 V = constante f V boost 0 60 65 Freqüência (hz) Parametrização do variador de freqüência. No entanto.

RESERVADO . com uma potência maior do que a necessária (que também implica em custo inicial maior). c) Transformador Transformador é um dispositivo eletromagnético que poussui duas ou mais bobinas estacionárias acopladas por um fluxo mútuo capaz de abaixar ou elevar as voltagens de uma rede de energia elétrica. o que permite o aterramento do centro da estrela e maior facilidade para obter diversos valores de tensão de saída (TAP). vale citar o maior investimento inicial e a necessidade de uso de motor super dimensionado. IP .número espiras. a ligação do primário é geralmente em triângulo e o lado secundário é ligado em estrela. NS. Os componentes básicos dos transformadores são: núcleo.número espiras. ou seja. Em um transformador ideal. Também é necessário espaço para instalação. tensão e corrente no enrolamento primário. VP. Vp . VS. tensão e corrente no enrolamento secundário. teríamos: NP NS = Vp Vs = IS IP 28 NP . IS . IP Baixa voltagem Alta corrente NS . VS .Alta Competência Como algumas desvantagens. IS Alta voltagem Baixa corrente Onde : NP. enrolamento primário NP e enrolamento secundário NS. Nos transformadores trifásicos.

Ip VS. Na escolha do “TAP”. Isso é importante. da tensão de saída. 460 V 800 V a 4. vários “TAPs”. porém com correntes limitadas.000 Volts. pois permite trabalhar com motores de diferentes tensões.Capítulo 1. Esses transformadores possuem as bobinas do primário fechadas em triângulo e as bobinas do secundário fechadas em estrela. Princípio de funcionamento Vp. conforme figura a seguir. Esses são especificados para operação com variador de freqüência. ou seja. porém sem aterramento do centro da estrela. Atualmente. a tensão de alimentação do primário é de 460 Volts e a tensão de saída pode variar de 800 Volts a 4. Para todos eles. em freqüência de 60 Hz.000 V RESERVADO 29 .IS Os transformadores utilizados na Petrobras para aplicação em BCS são trifásicos a seco e possuem. no secundário. deve-se optar por aquele disponível imediatamente superior à tensão requerida na superfície. têm sido usados transformadores com potências variando de 100 a 750 kVA.

a corrente será maior e. e) Pig-tail superior 30 É o equipamento de superfície que compõe o conector da ANC. Ele é trifásico. o cabo possuirá bitola superior. 1. Este cabo redondo será visto adiante.1.0 A (ampères). Equipamentos de subsuperfície A seguir serão subsuperfície. Possui classe de pressão de 3. portanto. classe de tensão igual a 5. O pig-tail superior faz a conexão entre o cabo elétrico de superfície e o mandril eletrosub.0 kV e capacidade de corrente de 125. Ele é emendado ao cabo elétrico e rosqueado no mandril eletrosub. como corrente elétrica e pressão.000 psi.Alta Competência d) Cabos elétricos de superfície O cabo elétrico de alimentação do motor abastece o conjunto de fundo a partir do transformador. No caso em que a tensão no primário é menor. descritos cada um dos equipamentos de RESERVADO . Os cabos de alimentação do variador e transformador são diferentes.000 psi. que é a mesma da ANC. e outras variáveis. f) Árvore de natal seca É o equipamento de segurança do poço na superfície responsável pelo direcionamento do fluxo.2. de perfil circular e possui as mesmas características do cabo redondo utilizado dentro do poço. pois a tensão e a corrente no primário não são iguais. g) Sistema de monitoramento e controle É o sistema responsável pelas informações monitoradas. Possui classe de pressão igual a 3.

0 a. classe de tensão de 5. O mandril eletrosub é um conector rosqueável nas duas extremidades. que faz parte do conjunto que compõe a ANC. a classe de pressão da ANC e a sua capacidade de funcionar como uma barreira de segurança. e por meio de três anéis de borracha que realiza a vedação contra a ANC.000 psi. Pig-tail superior Rosca de conexão ao supensor da coluna Anéis de vedação Mandril eletrosub Pig-tail inferior Conectores de superfície RESERVADO 31 . dentro do poço.0 kv e capacidade de corrente de 125. mantendo. e na inferior (abaixo da ANC. possui classe de pressão de 3. Princípio de funcionamento a) Mandril eletrosub Componente que permite a passagem da energia elétrica através da ANC. A ilustração a seguir apresenta um detalhe do mandril eletrosub e do pig-tail superior e inferior.Capítulo 1. dessa forma. Na extremidade superior conecta-se o pig-tail superior. O mandril é rosqueado ao suspensor da coluna. e por isso não é visível) conecta-se o pig-tail inferior.

A ilustração a seguir mostra os tipos de cabo usado em BCS. O pig-tail possui as mesmas características e função do pig-tail superior. • Rabicho superior do packer / cabo redondo. denominado cabo redondo. • Emendas do cabo elétrico As emendas são usadas para realizar a conexão dos cabos no interior do poço. denominado cabo chato. c) Cabo elétrico Cabo redondo Armadura Isolamento secundário Isolamento primário EER 32 Condutores ETBEF-300 Barreira Cabo chato Tipo de cabo elétrico O cabo elétrico é constituído por três fases.Alta Competência b) Pig-tail inferior É o equipamento que faz a conexão entre o mandril eletrosub e o cabo redondo que está dentro do poço. Normalmente. ou numa forma achatada. RESERVADO . são necessárias nos seguintes pontos: • Cabo chato / rabicho inferior do packer ou cabo redondo/chato. podendo ser usado na forma arredondada.

transados ou transados e compactados. enquanto o termoplástico suporta temperaturas bem superiores. Princípio de funcionamento • Cabo redondo / rabicho do pig-tail inferior. Os condutores podem ser sólidos. a jaqueta. São revestidos por uma camada de isolamento primário. O termofixo não pode ser utilizado em ambientes com temperatura acima de 96ºC. • Emenda na superfície para conectar o rabicho do pig-tail superior ao cabo de superfície. por outro lado. As emendas são confeccionadas usando-se materiais adequados como conectores (luvas) de cobre. compatíveis com as bitolas dos cabos a serem emendados e fitas especiais resistentes à temperatura e esforços mecânicos. quando envolvido por uma barreira mecânica esse inchamento é inibido. pois o mesmo é poroso e em contato com petróleo incha-se. que pode ser constituído do mesmo material do isolamento primário. RESERVADO . degrada-se e reduz as suas características dielétricas. os cabos redondos possuem ainda um enchimento funcionando como um isolamento secundário.Capítulo 1. Emenda do cabo elétrico Condutores Isolados Segundo cabo D E Primeiro Cabo F Luva Fita Fita Crimp Emenda do cabo elétrico 33 • Cabo Redondo O cabo redondo possui três condutores de cobre isolados e enrolados em espiral. O epdm. Além do isolamento primário. é menos resistente ao petróleo. porém. que pode ser de dois tipos: termofixo (teflon) ou termoplástico (epdm).

que pode ser confeccionada por diversos tipos de materiais.000 psi. logo abaixo da cabeça do poço. e pela temperatura e corrente de operação.149 RESERVADO . ou de chumbo. em geral 3. monel e aço inox. minimizando. danos ao cabo durante a descida do conjunto de BCS no poço. confeccionada em High Density Polyethylene (HDPE) para reduzir danos ao cabo. As seções transversais do condutor podem ser 6. assim. quando este passar pelo riser de completação. além do trecho de cabo utilizado na superfície.624 0. 4. A barreira de chumbo é indicada em poços com alta concentração de gás.307 55 A 70 A 95 A 110 A 0.Alta Competência Revestindo externamente o cabo redondo existe uma armadura metálica (interlocked). até o topo da bomba.000 a 5. A armadura tem a função de fazer a proteção mecânica do cabo elétrico. dependendo do ambiente de aplicação. Também nas aplicações submarinas é usada uma barreira de proteção sobre a armadura. 1 AWG (American Wire Gauge). 2. em geral de 3.390 0.988 0. pela classe de pressão.474 0. Os cabos devem ser especificados: pela classe de tensão. dentre eles a Reda e a Pirelli.188 0. como: aço galvanizado. ? VOCÊ SABIA? Existem vários fabricantes de cabo. pois a partir deste ponto passamos a utilizar o cabo chato.0 a 5. por exemplo. o cabo redondo é também usado desde a emenda com o pig-tail inferior. O cabo pode ter outras barreiras entre o isolamento primário e o secundário. 34 Normalmente. O HDPE possui um limite de temperatura de 96 ºC.298 0. constituídas de fitas de teflon.0 kV. As tabelas a seguir fornecem informações sobre os cabos usuais aplicados em BCS: Cabo fabricação Centrilif Cabo Queda de tensão volt/ amp/1000ft @ 149 oF Capacidade de corrente @ 149 oF Ohms/1000ft @ 149 oF 6 AWG 4 AWG 2 AWG 1 AWG 0.

1 33. utiliza-se um trecho de cabo achatado desde o topo da bomba até o motor. como umidade do ar etc.120 0. A partir da cabeça de descarga. A emenda entre o cabo chato e o redondo situa-se logo acima da cabeça de descarga. Essa resistência é proporcional ao comprimento do condutor e inversamente proporcional à sua área. Todo condutor oferece resistência à passagem da corrente elétrica. Esse tipo de conexão é realizado com maior rapidez.390 0. utilizando-se fitas especiais.4 1. Princípio de funcionamento Cabo fabricação Forest Cabo 6 AWG 4 AWG 2 AWG 1 AWG Área do Resistência do condutor @ condutor 20 oC (Ω/km) (mm2) 13.900 0. não permite a passagem de um cabo redondo. RESERVADO 35 .km @ 20 oC 930 760 630 580 • Cabo chato O cabo chato possui três condutores de cobre isolados em paralelo e especificação similar ao cabo redondo.556 0. em geral. o espaço anular entre o conjunto de fundo e o revestimento.104 Resistência de isolamento MegaΩ. • Plug-in: conexão do tipo tomada elétrica. Essa extensão de cabo é denominada cabo chato (flat cable). Por essa razão.449 Reatância indutiva condutor @ 20 oC (Ω/km) 0.3 21.Capítulo 1.110 0. a sua realização é mais demorada e dificultada por fatores climáticos. Por necessitar de emenda.116 0. Existem dois tipos de conexão do cabo chato ao motor (pot-head): • Tape-in: feita por meio da emenda de três fases do cabo com os três terminais do motor.6 42.

pois a esta deve ser adicionada a queda de tensão no cabo. 36 Vs = Vm + ∆V Onde: Vs . pois o cálculo da queda de tensão no cabo deve ser considerado quando for escolhida a tensão de superfície (TAP) no transformador para alimentar o conjunto de fundo. que alimenta os motores elétricos trifásicos. d) Motor elétrico Os elementos descritos anteriormente fazem parte do sistema elétrico.I =  A A resistência não é constante e cresce à medida que a temperatura aumenta. um em cada fase. distribuídos uniformemente por meio da circunferência interna do estator. ocorrerá uma queda de tensão. ocasionando uma queda de tensão variável no cabo.I V = R. As correntes desses enrolamentos alternam-se progressivamente e continuamente.queda de tensão do cabo elétrico. Estes possuem enrolamentos separados. quando uma corrente elétrica passa por um condutor. Vm . ∆V . a fim de produzir um campo magnético girante uniforme de tal modo que arraste o rotor atrás de si. de acordo com o gradiente geotérmico (oC/m). RESERVADO .tensão nominal do motor. A tensão a ser escolhida é sempre superior à tensão de placa do motor.tensão na superfície para alimentação do conjunto de fundo. a temperatura se eleva com o aumento da profundidade. É importante ter esse conceito. que pode ser determinada pela expressão: L . No caso de um poço.Alta Competência Portanto.

retornando pela barra sob o pólo S (sul) adjacente. O circuito é completado retornando a barra original sob o pólo N.Capítulo 1. O enrolamento do rotor em “gaiola de esquilo” consiste de barras de cobre montadas no núcleo do rotor e curto-circuitadas nas extremidades por meio de anéis de cobre. Princípio de funcionamento O motor de indução é um tipo no qual o campo magnético no rotor é induzido pela circulação de corrente no estator e o rotor não tem conexão elétrica com a linha. Esta tensão provoca a circulação de corrente por meio das barras sob um pólo N (norte). ele corta os condutores da “gaiola de esquilo” e uma tensão induzida é gerada neles. até o final do outro anel. A diferença entre o diâmetro interno do estator e o diâmetro externo do rotor é nomeada de air gap e deve permitir o giro livre do rotor. “Gaiola de esquilo” do motor elétrico RESERVADO 37 . A forma mais comum de motor de indução é denominada “gaiola de esquilo”. por causa do enrolamento do rotor que lembra o contorno de uma gaiola de esquilo. Enquanto esse campo gira. Um campo magnético girante é formado inicialmente pelas correntes da armadura (estator). indo até o final do anel.

mas existem diversos condutores em paralelo e a corrente é alta. O rotor deste último não gira tão rápido quanto o campo girante da armadura. de uma maneira similar ao que acontece com os pólos dos enrolamentos do campo. A ilustração a seguir apresenta detalhes de um motor usado em BCS. os condutores da gaiola estariam parados em relação ao campo girante e. formando um loop que estabelece um campo magnético no núcleo do rotor com pólos norte e sul. seguindo os pólos da armadura de um motor síncrono. que será maior quanto maior for a carga submetida ao motor. RESERVADO . assim. Existe. Esse loop é composto de uma volta somente.Alta Competência 38 A corrente circula na “gaiola de esquilo” por um grupo de barras e retorna por um grupo adjacente. Os fabricantes dos componentes dos conjuntos de BCS dispõem de diversas combinações de tensão e corrente para uma mesma potência. as correntes e. A diferença entre a velocidade de giro do campo do estator em relação à velocidade do giro do rotor é chamada de escorregamento(s). Se isto acontecesse. uma diferença interessante e importante entre o motor síncrono e o motor de indução. facilitando a compatibilização entre a tensão disponível e a requerida. O pólo do rotor é atraído pelo pólo do campo girante. deixariam de existir a tensão induzida. as forças de atração entre os campos. consequentemente. porém. gerado pela circulação de corrente dos enrolamentos da armadura.

Desse modo.Capítulo 1. a queda de tensão no cabo também é alta (a queda de tensão depende da corrente e da extensão do cabo). Na partida de um motor elétrico de BCS. é exigida uma tensão em torno de 50% da tensão nominal nos terminais do motor. RESERVADO . o motor elétrico pode não partir. Como na partida a corrente é alta (podendo ultrapassar 5 vezes a corrente nominal). se não for feita uma escolha adequada da tensão do motor. Princípio de funcionamento 39 Motor elétrico para BCS A profundidade de assentamento do conjunto de BCS é um dado importante na escolha da tensão do motor.

Alta Competência

Os fabricantes fornecem motores com diversos valores de diâmetros
externos e potência, mas as séries de motor mais usadas na UN-BC
são de 540 e 562. Esse número de série está relacionado ao diâmetro
externo do motor. Em determinadas situações, os motores podem
ser utilizados “em tandem”, ou seja, em série, para que seja possível
obter maiores potências. Por isso, variando desde alguns HPs até
centenas de HPs consegue-se obter maiores potências.
O motor de indução em gaiola possui a eficiência bastante elevada.
A velocidade do campo girante (síncrona) é calculada pela
expressão:
N=

60.f
P

Onde:

40

N - velocidade síncrona em rpm;
f - freqüência da rede Hz;
P - número de par de pólos do motor (o motor mais simples é o de 2
pólos);
NI = N(1-s), onde NI é a velocidade do motor de indução e s corresponde
ao escorregamento, que geralmente varia entre 2 e 3,5%(0,02 e
0,035).
Eficiência (%) =

potência saída x 100
potência de entrada

A eficiência do motor é a relação entre a potência de saída no eixo e
a potência de entrada no motor, ou seja, conhecendo-se a potência,
pode-se calcular o torque no eixo do motor pela expressão:

RESERVADO

Capítulo 1. Princípio de funcionamento

P = T.w, onde T é o torque e w é a velocidade angular. Sendo
fornecida a potência em HP e introduzindo w = 2.π.N / 60, sendo
Na rotação em rpm, chegamos ao torque em kgf.m pela expressão
a seguir:
T = 726,175

P
N

Observamos, então, que quanto maior a rotação, menor o torque.
Em aplicações em que se necessita de altos torques e menores
rotações, aplicam-se motores com número de pólos maior.
Casing OD
4 ½” (114.3 mm)

Motor Series
375

60 Hertz HP
7,5 to 127

50 Hertz HP
6.3 to 106.3

5 ½” (139.7 mm)

456

10 to 300

8.5 to 250

7” (177.8 mm)

540

25 to 750

16.5. to 625

7” (177.8 mm)

562

30 to 1200

25 to 1000

8 5/8” (219.1 mm)

738

200 to 1020

167 to 850

O motor elétrico usado no sistema de BCS é de indução, trifásico,
de 2 pólos e gira na velocidade de aproximadamente 3.500 rpm
para a freqüência de rede de 60Hz, podendo atingir as potências
mostradas na tabela anterior. O motor consiste de uma carcaça
tubular, dentro da qual há uma parte estacionária (estator) e uma
parte giratória (rotor). O estator é formado por um conjunto de
lâminas de ferro-silício por onde passa um conjunto de enrolamentos
longitudinais (condutores de cobre), no qual circula a corrente
primária (conectados ao cabo elétrico); e o rotor é composto
de barras de cobre curto-circuitadas na extremidade, cortando
um cilindro oco laminado. É um eixo seccional de enrolamentos
longitudinais, concêntricos ao estator. Na verdade, enquanto o
estator é único, o rotor é composto de vários pequenos rotores
separados por mancais intermediários. Pelo centro dos rotores passa
o eixo, que recebe o torque do rotor por meio de uma chaveta. O
campo magnético, gerado pela passagem da corrente elétrica pelo
estator, provoca o giro do rotor, produzindo o torque.

RESERVADO

41

Alta Competência

A diferença entre o diâmetro interno do estator e o diâmetro
externo do rotor é chamado de air-gap e deve permitir o giro livre
do rotor. Os espaços vazios internos ao motor são completados
com óleo mineral de alta resistência dielétrica (ou seja,
condutividade quase nula) e boa condutividade térmica. Esse óleo
tem por finalidade manter a resistência de isolamento do motor
elevada, equalizar a pressão interna e externa do motor, fazer a
lubrificação dos mancais do motor e promover a refrigeração do
rotor, transferindo o calor para o estator.

42

O motor, sendo um dispositivo que transforma energia elétrica
em mecânica, possui uma perda de eficiência neste processo. Essa
diferença é perdida sob a forma de calor, provocando o aquecimento
do motor. Neste caso, a temperatura da carcaça do motor ultrapassa a
temperatura do fluido do poço. Embora possam suportar temperaturas
maiores, é recomendável que a temperatura máxima no ponto mais
quente do motor não ultrapasse 165 ºC, para operação contínua.
Para evitar isso, o motor deve ser adequadamente dimensionado
e refrigerado. A refrigeração do motor é feita pelo próprio fluido
da formação que passa ao seu redor e, para isso, é necessária uma
velocidade em torno de 1 pé/s. A próxima figura apresenta a variação
da temperatura do motor, quando refrigerado com água ou óleo de
acordo com a velocidade do fluido.
Existem situações em que essa condição só é satisfeita com o uso de
uma camisa de refrigeração ao redor do motor, chamada shroud. Esta
camisa é sempre necessária quando o conjunto de BCS é posicionado
abaixo do canhoneado.
V = 7,49 x 10 -2 .

Q
DIR2 - DEM2

RESERVADO

4 Aumento de temperatura vs.2 0 0 20 40 80 90 100 120 140 Aumento da Temperatura ºF em relação ao ambiente 160 Variação da temperatura no motor de acordo com a velocidade do fluido RESERVADO . calor específico do óleo 0. DIR .44 pol.Capítulo 1. DEM .diâmetro externo do motor. m3/d.0 1.8 0.87 pé/s.6 0.4 0.). b) Qual a vazão mínima no intake para se atingir a velocidade de 1 pé/s para os dados acima: (Q = 116 m3/d). • Vazão no intake de 100 m3/d. Q .8 calor específico da água 1. pés/s.vazão de fluido em torno do motor (corrigida pelo BO). Velocidade do fluido Curva genérica à 100% de carga Velocidade ft/s 1. 43 • Série do motor 540 (DEM = 5. • V = 0.6 1.184 pol.0 0.4 1. Princípio de funcionamento A velocidade do fluido no espaço anular pode ser calculada por: V .). Exemplo: a) Qual a velocidade do fluido passando pelo espaço anular nas seguintes condições: • Revestimento 7” 29 lb/pé (DIR = 6.velocidade no anular.2 1. polegadas. polegadas.diâmetro interno do revestimento.

Nesse tipo de selo. • Evitar a entrada de fluido do poço para o interior do motor. usando os princípios dos vasos comunicantes. qualquer esforço nos componentes internos do motor e protetor. Os protetores possuem. O protetor labirinto impede a contaminação do motor. As principais funções dos protetores ou selos são: • Conectar as carcaças e os eixos da bomba e do motor. o óleo dielétrico do motor/selo se encontra em contato com o fluido do poço. Esse selo não é recomendado para instalação em poços de grande inclinação. • Suportar o esforço axial da bomba. também chamado de selo. Um maior número de câmaras protege mais o motor contra contaminação. Este selo é recomendado para instalação em poços de maior inclinação. eliminando. de 2 a 6 câmaras que podem ser com labirinto ou bolsa de borracha. dificultando a entrada do fluido do poço por meio de longos caminhos a serem percorridos pelo fluido. • Prover a quantidade de fluido dielétrico suficiente para permitir a variação de volume do óleo do motor devido à variação de temperatura no interior do poço e em funcionamento. é instalado entre o motor e a admissão da bomba. RESERVADO . isoladas por selos mecânicos.Alta Competência e) Protetor ou selo O protetor. O protetor bolsa evita o contato direto do fluido do protetor/motor com o fluido do poço e por isso é denominado selo positivo. desse modo. normalmente. suportando essa expansão. 44 • Equalizar a pressão interna do motor com a pressão externa do interior do poço. ligando o eixo do motor ao eixo da bomba por meio de duas luvas de acoplamento e do próprio eixo do protetor.

altas temperaturas e/ou potências de motores elevadas). Após a conexão do selo ao motor. pode ser recomendado o uso de selos “em tandem”. que permitem obter uma maior capacidade de expansão. Em determinadas situações (grandes profundidades. ou seja. Princípio de funcionamento Os selos possuem um mancal. que normalmente varia de 3 a 6 HP. Eles também apresentam algum consumo de potência. Antes da instalação do selo. selos em série. denominado mancal de escora. o óleo existente (óleo preservativo) é drenado. que tem a finalidade de suportar as cargas axiais provenientes dos componentes superiores.Capítulo 1. 45 Eixo do selo Labirinto Selo mecânico Selo mecânico Mancal de escora Filtro de tela RESERVADO . ele é preenchido a partir do topo do motor. conforme recomendações do fabricante. evitando transmiti-las ao motor.

3 câmaras. uma interrelação entre a capacidade de elevação (head).1 estágio Limite da potência de ruptura do eixo: Padrão Reforçado Limite de colapso da carcaça: Padrão Rígido Soldado 256 Hp 410 Hp 5000 psi 6000 psi 6000 psi Head pé Carga do Motor hp 60 Capacidade de Head 50 Efic. Um determinado modelo de bomba centrífuga possui. GN2 100 60 hz/ 3500 RPM Curva de performance da Bomba Range de operação ótima Diâmetro normal da carcaça Diâmetro do eixo Área da seção do eixo Menor diâmetor do revestimento 1650-2700 bpd 5. bolsa série com bolsa e série com labirinto (high load) para os motores com potência inferior ou igual a 100 HP.50 10% Range de operação 0 400 800 1200 1600 2000 2400 2800 3200 Capacidade (bbl/d) Curvas de desempenho de uma bomba aplicada em BCS RESERVADO .13 inches 0. A energia mecânica se encontra sob a forma de velocidade e é convertida para energia hidráulica sob a forma de pressão.Alta Competência Têm-se usado na UN-BC as seguintes composições para os protetores: • BSBSL_HL (série 540) . para a elevação de fluidos. da bomba 50% 40% 40 Eficiência da bomba 30 30% 20 Potência requerida do motor 10 1.4 câmaras.625 inches 513 series . usados em motores com potência superior a 100 HP. onde o fluido usado é a água (densidade=1). a potência consumida e a eficiência com a vazão bombeada. conforme mostra a ilustração a seguir. para uma velocidade preestabelecida e um determinado tipo de fluido (viscosidade). f) Bomba 46 A bomba centrífuga é um dispositivo capaz de converter energia mecânica em energia potencial hidráulica. bolsa paralelo com bolsa e série com labirinto (high load) série com bolsa paralelo com bolsa e série com labirinto (high load).601 in2 6.875 inches 0. • BPBSL_HL-S-BPBSL_HL (série 540) .00 20% 0.

se o fluido bombeado for óleo (densidade=0. ao passo que se for óleo (densidade=0. A curva de BHP é também influenciada pela viscosidade do fluido. é obtida pela relação entre a potência hidráulica e a potência requerida pela bomba. A vazão ótima é aquela que possui eficiência máxima. Assim. RESERVADO 47 . A curva "Potência requerida do motor" (linha em cinza escuro) informa a potência demandada pela bomba. Esta potência deve ser corrigida para a densidade do fluido bombeado. este valor é válido para qualquer densidade. O head varia proporcionalmente com o quadrado da variação da velocidade de rotação e também do diâmetro da bomba. é fornecida em pés ou metros e não varia em função da densidade do fluido (incompressível). e a vazão máxima de operação. A curva "Eficiência da bomba" (linha em cinza claro). que informa a capacidade de elevação da bomba.85). o diferencial de pressão fornecido pelo estágio da bomba será de 1 kgf/cm2. Assim. se para a água (densidade=1) a potência demandada é de 1 HP/estágio. O BHP demandado varia com o cubo da variação da velocidade de rotação e também do diâmetro da bomba.Capítulo 1.85 kgf/cm2. Dentro do range ótimo de operação (operating range) encontramos a vazão mínima de operação. este diferencial será de 0. se o fluido for a água (densidade=1). acima da qual a bomba se encontra trabalhando em upthrust.85 HP/estágio.85). Se o head por estágio da bomba para uma determinada vazão for de 10 metros. abaixo da qual a bomba se encontra trabalhando em downthrust. Princípio de funcionamento A curva "Capacidade de Head" (linha em negrito). a potência demandada será de 0. A curva de head sofre influência da viscosidade do fluido e pode ser deteriorada quando o volume de gás livre dentro da bomba é alto.

Vazão (m3/d) 50 Hz Max. A esse fenômeno. dá-se o nome de upthrust.38 4. conforme se pode ver na tabela a seguir.13 5. O impelidor gira e transmite energia na forma cinética (velocidade) para o fluido. Vazão (BPD) 50 Hz Min. o que não ocorre nas bombas com impelidores fixos. Vazão (BPD) 60 Hz Max.00 5. Se a vazão for menor do que o limite inferior da faixa de operação da bomba. As vazões das bombas são variadas. Diâmetro do revestimento (in) 60 Hz Min. bem como a potência requerida do motor. posicionado imediatamente acima. RESERVADO .5 6. Se a vazão de uma bomba com impelidores flutuantes for maior do que o limite superior da faixa de operação da bomba. Vazão (m3/d) A D G S H J M N P 3.38 5. A energia cinética é então convertida para energia potencial ou pressão.25 4. dá-se o nome de downthrust.625 100 100 800 1600 9200 6000 12000 24000 53600 2000 5200 12000 11000 26000 25000 32500 59000 95800 13 13 106 210 1219 795 1590 3180 7102 265 689 1590 1300 3445 3313 4306 7818 12694 48 Existem dois tipos de impelidores: flutuantes e fixos.625 7 7 8.50 11. O número de estágios determinará a capacidade de elevação total ou head. Cada estágio consiste de um impelidor (girante) e um difusor (estacionário). para bombas da Reda: Range de Capacidade Series OD (in) Min. os impelidores se movem axialmente ao longo do eixo.63 9. No primeiro tipo.625 10.5 5.75 8. os impelidores serão empurrados para cima e eles começarão a atritar com o difusor.75 11.75 13. O difusor dirige o fluido bombeado do impelidor inferior para o olho do impelidor.63 6. a compressão se dará na parte inferior dos impelidores.Alta Competência A bomba utilizada no sistema de BCS é uma bomba centrífuga de múltiplos estágios. A esse fenômeno.

pressões abaixo e acima do impelidor. a bomba deverá operar na faixa recomendada (operating range) e.Capítulo 1. apresenta os esforços que ocorrem nos impelidores e no eixo da bomba. A vazão ótima é. Princípio de funcionamento Por essa razão. na vazão ótima definida pelo fabricante (conforme pode ser visto na curva da bomba – faixa cinza). AT Onde: FM .força devido ao momento gerado pela passagem da vazão pelo impelidor. sempre que possível. AB e AT . RESERVADO . onde se tem a máxima eficiência da bomba. AB . PD PT PT AS AT AB PB FM FM 49 PB PI Esforços nos impelidores e no eixo da bomba A resultante de força que atua no impelidor (FI) pode ser calculada pela expressão: FI = FM + PB . a seguir.PT . A ilustração.áreas abaixo e acima do impelidor. A seguir podemos acompanhar a explicação dos fenômenos de downthrust e upthrust. PB e PT . normalmente.

as bombas de compressão não estão livres do desgaste por upthrust. Em bombas do tipo “compressão”. Nesse caso.Alta Competência Em bombas com impelidores flutuantes. a resultante de força sobre o impelidor atua no eixo. os impelidores são montados de forma a não apresentar desgaste por downthrust. ou seja. ocorrendo desgaste nas superfícies de contato da base. PI . fenômeno denominado upthrust. quando a vazão é alta. No entanto. onde: 50 PD . Quando a bomba é de compressão. a soma das forças nos impelidores.pressão na descarga. o valor de FM torna-se alto e isso leva a resultante da força no impelidor a atuar para cima. Por outro lado. para bombas com impelidores flutuantes. O comprimento máximo da carcaça da bomba é limitado em cerca de 8 metros para não dificultar o manuseio.AS. Observe que os maiores esforços ocorrem quando a vazão é nula (shut-off).área da secção transversal do eixo. AS . o valor de FM também é baixo.pressão no intake. a diferença entre PB e PT é significativa e a resultante de força no impelidor é negativa. quando a vazão é baixa. RESERVADO . podendo provocar o desgaste nas superfícies de contato no topo. fenômeno denominado downthrust. associação em série. Além disso. A carga mínima que atua no eixo da bomba será: FS = (PD – PI). a esse esforço. Se o número de estágios requerido é tal que exija uma carcaça maior. faz-se uma associação de duas ou mais bombas “em tandem”. deverá ser adicionada.

Capítulo 1. pois os seguintes itens devem ser verificados: • Potência máxima tolerada pelo eixo. Princípio de funcionamento Impelidor Difusor 51 Estágios com fluxo misto Estágios com fluxo radial Detalhes da bomba centrífuga. RESERVADO . não é ilimitada. entretanto. impelidor e difusor A composição “em tandem”. • Pressão máxima de operação da carcaça. • Capacidade de carga dos mancais (mancal de escora do selo).

No entanto. A conversão de head ou altura manométrica para pressão pode ser feita pela seguinte expressão: Pman = Gradf .é vazão em m3/d. as curvas reais das bombas são ligeiramente diferentes. 52 H . ou brake horsepower (BHP).altura da coluna de fluido.52 x 10-4  . H  Onde: BHP . Assim. Q . pois os impelidores diferem entre si. A potência exigida no eixo do motor.Alta Competência Em termos práticos. H . η . são usadas no máximo três bombas “em tandem”. As análises de aplicações de bombas centrífugas de BCS são realizadas com o uso de curvas padrão (de catálogo). RESERVADO . H Onde: Gradf . no processo de fabricação (fundição). ρ . as curvas reais de desempenho das bombas são obtidas em testes de bancada.altura manométrica total em metros. é calculada pela seguinte expressão teórica: BHP = 1.gradiente do fluido.é a eficiência da bomba (100%=1). Q .potência em HP.densidade do fluido.

através da norma RP11S2. sendo que aplicações inadequadas trarão problemas para o conjunto de BCS. são usados os acoplamentos conectando os eixos. esses acoplamentos podem variar em diâmetro e tamanho. A depender do fabricante e dos modelos dos componentes utilizados. Eixo do componente superior Acoplamento Eixo do componente inferior RESERVADO 53 . Princípio de funcionamento O API. Esses acoplamentos possuem encaixes ranhurados para se adaptar às ranhuras dos eixos.Capítulo 1.10 % Máxima eficiência g) Acoplamento Os eixos dos componentes do conjunto de BCS são ranhurados nas suas extremidades. Para que ocorra a transmissão da potência do motor para a bomba. estabelece as seguintes tolerâncias nos testes em bancada em relação à curva original: Parâmetro Tolerância Aplicabilidade Head + 5% Range de operação Vazão + 5% Range de operação BHP + 8% Range de operação Eficiência .

Nesse caso. é necessária a utilização de adaptador de série. necessitamos utilizar um adaptador flange-rosca. O cintamento do cabo visa a provocar a sua aderência ao tubo por atrito. Essas fitas podem ser fornecidas em comprimentos padronizados ou. uma vez que todos os componentes do conjunto de BCS são flangeados. m) Intake / separador RESERVADO .Alta Competência h) Adaptador de série Quando se usa componentes de séries diferentes. Entretanto. alternativamente. os acoplamentos são especiais e mais longos. Esse adaptador é chamado de cabeça de descarga. e também a evitar que o mesmo fique solto. podem ser utilizados protetores de cabo. Normalmente são usadas três cintas por tubo. também se pode usá-lo para converter o selo série 513 para intake série 400. Alternativamente. l) Calha para o cabo chato É utilizada para proteger o cabo chato do contato direto com o revestimento. É mais comum o uso do adaptador de série convertendo o intake série 513 para a bomba série 400. i) Cabeça de descarga Como o conjunto BCS é acoplado à extremidade da coluna de produção e esta é roscável. distribuindo o seu peso próprio. 54 j) Cintas ou abraçadeiras para cabo O cabo é preso à coluna de produção por meio de fitas de aço inoxidável. o que facilitaria a ocorrência de danos. em rolos para serem cortados no comprimento adequado na sonda durante a instalação do BCS. É fornecido em comprimento padronizado de 8 pés.

ou sem a possibilidade ou necessidade de separação de gás. RESERVADO . Princípio de funcionamento 55 Admissão/intake da bomba Para pequenas quantidades de gás livre na sucção bomba. Havendo quantidade de gás livre na sucção da bomba acima do tolerável e havendo a possibilidade de separação.Capítulo 1. Em função da quantidade de gás a ser separada. conectado na parte inferior da bomba. pode-se utilizar um separador de gás. a admissão do fluido é feita através do intake.a separação de gás do líquido se dá mediante a simples mudança brusca do fluxo de fluidos ao entrar na bomba. um separador de gás pode ser de dois tipos: • Separador estacionário .

deve-se levar em conta que o separador centrífugo utiliza uma parte da potência do motor no dimensionamento do motor. Por isso. onde é canalizado para o espaço anular.Alta Competência • Separador centrífugo . em poços com elevada RGO. o que ocorre quando a pressão na sucção é inferior à pressão de saturação e. Em relação ao separador estacionário.o gás é separado do líquido devido às diferentes forças centrífugas a que são submetidos esses fluidos quando admitidos no separador. por ser mais denso. mantém-se próximo ao eixo do separador. principalmente. que apresenta menor densidade. A potência consumida pelo separador centrífugo é da ordem de 3.0 HP. segue próximo a carcaça O gás segue próximo ao eixo separador Entrada de óleo com bolhas de gás livre Separador Centrífugo O uso do separador de gás torna-se necessário quando há previsão de operação com elevados percentuais de gás livre na sucção da bomba. o centrífugo tem uma eficiência maior de separação que segundo os fabricantes pode ultrapassar a 90%. RESERVADO . 56 Saída de gás para o anular O óleo.0 a 5. enquanto o gás. O líquido é dirigido para o primeiro estágio da bomba.

• Coluna com bloco Y. Além disso. há uma camisa que promove vedação no mandril do TSR (tubing seal receptacle). Princípio de funcionamento n) Colunas de produção As composições de coluna usuais para a instalação de conjuntos BCS são: • Coluna com packer e DHSV. Nesta configuração. Para a instalação de BCS em poços equipados com cauda de produção. em 1991. a Petrobras desenvolveu. além de necessitar do uso de um penetrador do packer. Mesmo que não atendam à vazão desejada. onde o conjunto de BCS será encapsulado. uma configuração de coluna denominada tubing mounted. No início da operação de um campo de petróleo. eles podem surgir para uma vazão baixa. uma barreira de segurança do anular.Capítulo 1. existem duas reduções especiais: a que fica acima do conjunto convertendo o diâmetro da RESERVADO 57 . uma barreira de segurança da coluna de produção. em geral. Na extremidade inferior da coluna. Por esse motivo os poços são equipados com packer. • Coluna tubing-mounted. • Coluna sem packer e DHSV. No trecho de maior diâmetro. como esses poços necessitam de amortecimento nas intervenções. os poços são surgentes. • Coluna simples. usa-se o revestimento de 7 polegadas). e com DHSV. possuem também uma cauda de produção com standing valve para evitar o contato do fluido de amortecimento com o reservatório. Esta configuração usa o packer da cauda como barreira de segurança do anular. o conjunto BCS desce no poço montado no interior de um tubing de maior diâmetro (normalmente. apresenta lentidão no amortecimento do poço e risco de dificuldade de desassentamento do packer nas intervenções e impede a injeção pela coluna para desobstrução da bomba. A coluna com packer e DHSV.

com a função de reduzir o maior diâmetro do tubing para o diâmetro da coluna. 58 Esse tipo de configuração apresenta vantagens. fora do alinhamento da coluna. evita-se o uso do packer e não há a necessidade da instalação da DHSV. torna-se desnecessária a utilização do penetrador. numa emergência. ter um maior número de emendas. pois o conjunto de BCS fica numa das pernas do Y. O tubing de maior diâmetro encamisa todo o conjunto BCS e logo abaixo da base deste é usada a segunda redução especial. no entanto. A redução superior também permite a conexão de um penetrador. perfilagens (PLT e outros) e registros de pressão de fundo (RPs). ainda. como: não permitir a circulação para a limpeza da bomba em caso de obstrução. Quando os poços deixam de ser surgentes. a configuração tubing mounted possui desvantagens. Entretanto. Este bloco é um equipamento que permite a descida de registradores de pressão de fundo para a realização de testes de formação (TFRs). injeção pelo anular para complementar a produção de reservatórios com o IPs muito baixos. e não permitir registros de nível estático e dinâmico por meio de sonolog. similar ao penetrador do packer. como facilitar o amortecimento do poço nas intervenções e isolar o interior da coluna e o espaço anular. possibilitando o acompanhamento do nível dos poços (dinâmico e estático) por meio de sonolog e permitindo realizar injeção pelas bombas e. Essa redução permite. impede a instalação da camisa de refrigeração RESERVADO . e a que promoverá o encamisamento do conjunto.Alta Competência coluna para o maior diâmetro. para promover a interligação elétrica do sistema. Outro tipo de configuração de coluna é a que utiliza o bloco Y. o que reduz uma emenda. a conexão do tubing de menor diâmetro internamente ao tubing de maior diâmetro para instalação do conjunto BCS. Assim. A utilização do bloco Y é importante para o gerenciamento do reservatório. além de proteger o conjunto durante a descida.

26# Cabeça de descarga Bomba Rev 7“.Capítulo 1.6m (sonda que completou): SPM-25 Data intervenção:02/03/01 fiscal:Rita RESERVADO . Exemplos de colunas: Coluna de produção 31/2” EU Rev 9 5/8” Redução especial com passagem do penetrador 7”butress X3 1/2”EU X2 3/8”EU Rev 7“. em poços de baixa vazão. o motor trabalha mais aquecido.Camisa e mandril Parker inferior (da cauda de produçaõ) Reservatório Instalação c/ bloco Y Poço: 7-VM-13D-RJs campo: vermelho L./Sonda: PVM-23/ SPM-14 Instalação Tubing mounted EeP-BC/Genpo/GP ANS MR= 12m (sonda que perfurou) . Princípio de funcionamento e.A:81m Plataf.. SS-04 Data coluna nova: 05/03/01 Fiscal: Rita MR= 31.26 Redução 7”butress p/ 31/2”EU Anular cheio de fluido Petróleo fluindo pela coluna Intake Protetor Motor 59 Coluna 3 1/2” TSR .

POÇO FAB: CEV Size: 11” x 13-5/8” Pressão: 3000 PSI Tipo: NFF-FC-00 H2S:S( ) N( X ) Descrição dos equipamentos P ANC CEB simplwa tipo cruzeta flangeada 3 1/8” x 3000 PSI NS: 104 (simplificada) REV.60 2408.5A 115 pv 2870.hidráulica: master e swab 3 1/8” Adaptador EIMS A3EC 11” x 3 1/8” x 3000 PSI Distância Mr. 540 MOD EPESL -CS NS 3FE8A54369 4.68 Turbo curto 3 1/2” EU .T.6m (sonda que completou): SPM-25 Data intervenção:25/09/98 fiscal:Francy RESERVADO .3 LHS/PE.30 Tubo curto de produção 3-1/2”EU.27 + 1. 30m Prof Zero 0. S.92 PSP 1. MAX.72 Selo reda.hidráulica: Válv.992 0.40 Nipple R 2.50 2.0/28/72. 9. Boca de sino 4 1/2 2847.15 253 tubos de produção 3-1/2”EU.9.N-80.S 540 Skutmk 1DE2K11601 100MP 47.3 LE/PE N-80 1.992 8. 159 EST 3. 0. 540 x intake 400 2.28 Turbo curto 3 1/2” EU . N-80. N-80.3 LHS/PE.A:80m Plataf. 400 ESFLCTCS DN-675 NS 2FEN-675 NS 2FE7L59787. 9 5/8”_ ___________________ Grau: P-110 43.92m) + cabeça de disparo + canhão TCP (29m) Coluna com packer Poço: 7-VM-21D-RJs campo: vermelho L. Om 2876/5/2878.9.890 2846. 4.29m) + Tubo 3 1/2EU (1.09 5.: 12hj/pe formação: Campos/ARN Carapeus E OCENO B-3 Intevalos: -------------2870 / 2892 m 2876/2872m 0.697 4 1/2 2.50 Shroud 7’ x 14.87 Tubo curto de produção 3-1/2”EU.17 4 1/2 OBS. Om Estes em:23/02/01 Parker duplo RDM 9 5/8 NS-33 2395.50 2. N-80. 012/01 .40 Nipple R 2.992 4 1/2 2. 9.:* SIE n.6m Fluido comp. 540 MOD EPESL -CS NS 3FE8A54368 2. LINER 7” ------------------Grau: P-110 291b/pe Topo: 2571 m KOP: 913 m ANG.Range MAX: 46 / 116 M#/D * Torque da COP c/ Chave hidráulica FARETESCO) Nº 7585: 3200 LE*PE *Manobras | (00) Retirada (01) Descida * Drag´s (UP=75 KLE e down = 70 KLB) * Recuperadas 2 carcaças de EPP a 2880. 2070 H Peixe: Liberdade mecanico 3 1/2 (0.54 PSP 1.9.92 Tubo curto de produção 3-1/2”EU.10 1. 400 ESFLCTCS DN-675 NS 2FEN-675 NS 2FE7L545 159 EST 0.3 LE/PE N-80 0.3 LE/PE N-8O.18 Cabeça de descarga S.62 Turbo curto 3 1/2” EU .0 m (AIR GAP=3.992 2844./Sonda: PVM-2/ SPM-25 EeP-BC/Genpo/GOPV MR= 26m (sonda que perfurou) . 4.50 2.3 LES/PE. S.65 IEE reda S.5/47 1b/pe sapata: 2836m -2.5m (18/01/2001) *Usadas 774 cintas + 4 calhas * Topo do cimento a 2884 M C/ GR-CCL (23/01/2001 *** Parker utilizado para isolar furo no revestimento a prox. 4.30 Intake reda S.75” WTF NS: 29C STD Valve RE2 2.55 4 1/2 2.: ------------------------Tipo: Não 1b/gal Rechanhoeiro Tipo: HSD-DP 4 5/8” DENS.09 4 1/2 2.15 Collar: 2992m Sapata: 3028m Desassentamento: 6X9 KLE= 54 KLE Turbo curto 3 1/2” EU . LINER 7” ----------Tipo: P-110 29 1b/pe Topo:2697. e 2881.38 PIP 0.60 M.9.9.3 LE/PE N-8O 0. 400 Reda RAnhurada/ flangelada 3. KOP: 1300 m Ang. c/ mandril eletrosue 1.992 02 Tubos curto de produção 3-1/2”EU.968 2.50 2.F 3 1/2”EU NS: 99 118001-15 Squeeze --------2887/2892m 2894/2899 m Cortado cimento ate 2884 M EM 22/02/01 Fundo: 2892m ID (POL) Suspensor CBV PECS-C 10” x 3 1/8” x 3 1/2’ EU Perfil p/ EPV IS 3”.9.992 2392.9. Max.992 4..55 PIP 1.65 IEE reda S. N-80.04m) + SUE PERF 3 1/2 (0. compl ao suspensor=17.3 LES/PE.880 4.992 2845.75” Parker HHL 47E2 W.60 2395.6m) + tubo 3 1/2 EU (9.61 0.75” C/ STV 1.hidráulica pneumática:wing 3 1/8” Válv.51) OES: Ficaram no poço 33 cintas durante a última retirada da COP em 04/03/01 Mandril do TSR EORH 4320 5 3 1/2”NS 1981201 Topo 0.3 LHS/PE.15 60 OD (POL) Válv. SS-26 Data coluna nova: 10/09/95 Fiscal: Gesus MR= 31.72 Selo reda.50 2.Alta Competência CAB.44 2.08 Motor reda.

0. 47. DHSV Fab. LINER 7” ----------Tipo: P-110 1. 1. abertura: PSI P.4/03. 0. L. NS 1DE8E55102. 2.4M 2999.2 H durante descida Do canhão HSD.3 LHS/PE. N# 02 da EVI oil tool) *N# de cintas=03 *N# de calhas=03 Canhoeiros --------------------Tipo:TCP Dens.3 LES/PE.RE-2 2. série 0.10 Adaptador reda 400/540.0/10.w.60 M. N-80.4M Formação: Capab eus eo ceno E2/E3 * Peso da coluna subindo= 55KLE. enda. 12. Princípio de funcionamento CAB. 1992.12 metros.OM Coluna simples RESERVADO .: 12hj/pe Intervalos: -------------------------2992.75” petrol NS 2168 (c/std. 1245 V.9. squeezado em 17/07/96 e testado com 1100 PSI.0/97. * Peixes: 1) Esferas 2 1/2” e 2 1/8” + estampador 2” no topo Do tampão de cimento.75”x 2 1/2. 040 Nipple R 2.20 M) com aletas Na luva e corpo com extremidade ovalada. OM Sapata:3128. *N# de manobras=03 (com chave HID. 100 HP. Mandril eletrosue e acesso a LC DHSV tamponada. 9 5/8” -------------------------Tipo: P-110 43.OM Maior do que 500 PSI.Capítulo 1. * Topo do taampão de emento checado a 3004.96 Motor reda.80 212 tubos de produção 3-1/2”EU.30 Intake reda. 3.2M 2999.C.33 2012.N-80. 2) Carcaça de EPP 7” 3) EPP 7” c/ centralizador 7” soldado no fundo + tubo 3 1/2” EU (9.: Não MOD. 29 1b/pe Topo:2697.6m Observações: Fluido comp. Válvulas: master hidrálica e hanua. ranhurada/flangelada 3. MOD: ESESL.0 Conexões EN:Não DHSV:Não 0.40 Suspensor de coluna CBV PECS-C 10” x 3 1/8” x 3 1/2’ EU COM. 9. fechamento: PSI REV. não submeter revestimento 9 5/8” a pressão Squezze --------------1495.73 Tubo curto de produção 3-1/2”EU.: ------------------------Tipo: Não 1b/gal * Intervalo 1495/1512 H. oM (em 17/07/96) Isolado -------------3007. série 400. 9. 2007. Limpo: 3004.: TAM.IMS Harthan. MAX.26 Tubo curto de produção 3-1/2”EU. NS: 3FE8E55112. positivo. Adaptador EAB/HOD/SISE/Pressão: CBV/A3EC/3-1/8’ x 11’X3000 PSI.2M Collar: 3091. NS 2FE8E550563.3 LES/PE.26 Cabeça de descarga. MOD DN 675. POÇO FAB: CEV Size: 11” x 13-5/8” Pressão: 3000 PSI Tipo: TEF-FC-00 H2S:S( ) N( X ) Descrição dos equipamentos P Prof Zero ANC FAB/Tipo/SISE/Pressão CBV/Cruzeta/3-1/S”/3000 PSI. N-80.5 M) + tubo curto 3 1/2” EU (1. 159 EST. compl (SPM-25) ao suspensor=17.: Não Distância Mr. MOD SK S CS.80 61 Shroud 7’ x 8. wing pneutática e manual e swab (teste p/ stanquidade= 3000PSI).72 Selo reda..2/04. 4) 23 cintas e 23 presilhas.65 Bomba reda.: P. * Peso da coluna subindo= 50KLE.3/95.5/47 1b/pe Sapata: 2895 m KOP: 913 m ANG.

por meio de anel bipartido acima do intake. paralelamente ao conjunto BCS. b) Bloco Y 62 O bloco Y é um componente acessório que permite a utilização de um prolongamento da coluna de produção. quando tem a parada da bomba. visando a aumentar a velocidade do fluido ao seu redor para melhorar a sua refrigeração. A coluna sem válvula de retenção possui a vantagem de permitir realizar a circulação pela bomba. em caso de obstrução ou em caso de travamento. Um centralizador é acoplado à base do motor com o intuito de centralizar a shroud em torno do motor. pois.3. É descida durante a instalação do conjunto BCS e. levando ao seu travamento). neste caso. c) Standing valve A standing valve é uma válvula de retenção que pode ser instalada e retirada da coluna de produção com operação de wire line. a areia sedimentar permanece sobre a standing valve e não sobre a bomba.Alta Competência 1. normalmente. Em poços que apresentem produção de teores de areia elevados (aqueles nos quais. a permanência da standing valve tem evitado o travamento da bomba nas paradas. no flange da bomba. geralmente é retirada.1. após a confirmação das fases (sentido de rotação do conjunto BCS). RESERVADO . ocorre sedimentação de areia. geralmente solicitados para gerenciamento do reservatório produtor. que irá encamisá-lo. É aplicado quando há necessidade de realizar perfilagens de produção ou registros de pressão de fundo. Acessórios Seguem os principais acessórios do sistema BCS: a) Camisa de refrigeração (shroud) Shroud é um tubo com diâmetro interno superior ao diâmetro externo do motor. É fixada.

que é descido e acoplado ao motor em sua parte inferior. que é emendado ao cabo redondo e pig-tail inferior e conectado ao mandril eletrosub. na parte inferior do packer. envolvendo o corpo do penetrador e promovendo a vedação. Ao motor é conectado o pot-head do cabo chato. Princípio de funcionamento Após a retirada da standing valve. pois os seus sinais podem ser usados para o controle. RESERVADO 63 . Estes últimos são chamados de equipamentos de superfície. Caso este tempo não seja respeitado. melhorando a proteção do sistema durante a operação. Esses rabichos são emendados ao cabo redondo. d) Penetrador do packer O penetrador do packer é um conector que cumpre uma função similar ao mandril eletrosub e é usado em poços equipados com packer ou tubing-mounted. e ao cabo chato. deve-se aguardar no mínimo 60 minutos para se religar o conjunto BCS nas paradas do conjunto. e) Sensor de pressão e temperatura O conhecimento do valor da pressão e temperatura em fluxo em frente à bomba é útil para avaliar o comportamento do reservatório e as condições de operação do conjunto BCS. apresentando os valores de pressão e temperatura de fundo. Assim. O penetrador possui um corpo constituído por uma carcaça metálica envolvendo um trecho de cabo redondo e dois rabichos de cabo (também redondo) em suas extremidades. para aqueles poços onde se deseja fazer uma melhor avaliação. O pig-tail superior é conectado ao conjunto de fundo. na parte superior do packer. Os sinais elétricos são enviados à superfície por meio do mesmo cabo que conduz a corrente elétrica ao motor. pode ocorrer a ruptura de eixo do conjunto. Um adaptador que possui internamente alguns anéis de borracha (o’rings) é rosqueado acima do packer ou conexão especial superior do tubing-mounted. A aplicação desses sensores é sempre recomendável. Esse conjunto de componentes é normalmente chamado de conjunto de fundo. Na superfície existe um sistema que recebe e decodifica estes sinais.Capítulo 1. recomenda-se utilizar o sensor de pressão e temperatura. indo até o transformador e chegando ao variador e gaveta.

Bombeamento centrífugo submerso submarino (BCSS) 64 As aplicações comuns de BCS.Alta Competência 1.2. No entanto. Os principais fatores que interferem na disseminação do uso do BCS são: RESERVADO . apesar de apresentarem custos de intervenção bem superiores. eram em poços de completação seca. pois apresentavam menores custos de intervenção. viu-se o BCS como método alternativo para o desenvolvimento de alguns campos. a aplicação inicial se deu em poços com árvore de natal seca. desde o início da sua utilização como método de elevação. a maioria onshore. Com as descobertas de reservas offshore. o que impactava muito a seleção de um método. que têm certa similaridade com os poços onshore.

a aplicação se torna inviável economicamente. mas quando se introduz os riscos e os custos envolvidos. Com a evolução dos equipamentos e. ocasionando um elevado índice de falhas por problemas elétricos e mecânicos. ou seja.Capítulo 1. Isso têm se justificado pela grande exigência de qualidade dos equipamentos aplicados.109 metros. O conjunto de BCS é descido e conectado ao suspensor de coluna que será alojado em uma base no fundo do mar. face aos altos custos e riscos envolvidos. A interface mais complexa em uma instalação submarina está na árvore de natal molhada. a aplicação de BCS em poços satélites. localizado na ANM. tais como: produção de teores de areia acima de valores toleráveis. Esse suspensor possui um conector elétrico especial para conexão molhada que irá interligar com outro conector elétrico especial. e a terceira no RJS-320 em lda de 90 metros. dentre outras. Na Petrobras. • A expectativa de durabilidade da instalação. consequentemente. Essas instalações têm apresentado vida média de operação superior ao de poços equipados com árvore de natal convencional. a melhoria da confiabilidade do sistema. sendo esta uma conexão remota. já foram realizadas instalações de BCSS em alguns poços: a primeira no RJS-221 em lda de 90 metros. Princípio de funcionamento • As limitações à aplicação do método. pela quantidade e diversidade de componentes envolvidos. o cabo elétrico submarino será fixado à ANM para ser ligado na superfície e alimentar o motor. caso se opte pelo uso do BCSS. Estudos de elevação e escoamento desses poços muitas vezes indicam bons resultados se refletindo em ganhos de produção. tem ganhado destaque. a segunda no RJS-477 em lâmina d´água de 1. que pode ficar a distâncias variadas dos poços. A instalação de BCS é complexa. possui árvore de natal molhada (ANM) e produz para uma plataforma. denominado BCSS. produção de gases corrosivos e também quando o volume de gás livre no líquido bombeado está acima dos valores toleráveis. Uma vez conectada a ANM ao suspensor. A maioria dos poços produtores offshore é satélite. A conexão do cabo elétrico na ANM pode ser realizada por mergulhador RESERVADO 65 .

apresenta um esquema da ANM e das conexões elétricas necessárias. a árvore já é fabricada para a aplicação de BCS. no entanto. Conector elétrico molhado Equipamento de cabeça de poço submarino Sistema de conexão elétrico na árvore de natal molhada Umbilical para superfície 66 Cabo elétrico .downhole Penetrador de packer BCS Diagrama de completação A tendência atual é o uso de árvore de natal molhada horizontal (ANMH).Alta Competência em poços com lâmina d´água rasa. mas em lâmina d´água profunda é realizada remotamente. a seguir. foram adaptadas as passagens para os conectores elétricos. RESERVADO . permitindo a entrada no poço sem necessidade de retirar a árvore. ou seja. No caso de uso de ANMH. Ela tem a vantagem de reduzir o tempo de intervenção. o RJS-221 usou uma árvore DA adaptada para BCSS. O fechamento das ligações elétricas é feito pela tree cap. A ilustração.

nível estático.profundidade vertical dos canhoneados. Princípio de funcionamento Variáveis usadas para o dimensionamento do sistema: Pcab Pcab Q Profundidade NE ND Hs VB Pdisp Vazão VC 0 Q Preq Pb PMB Psuc Liner Pwf Pe Pressão Q PMC IRP 67 Pcab . Pe . VB .pressão na admissão da bomba.profundidade medida da bomba. PMB .pressão no fundo em fluxo.profundidade medida dos canhoneados.Capítulo 1.pressão estática( geralmente nos canhoneados).pressão na superfície necessária para vencer as perdas de carga a jusante. RESERVADO . ND .profundidade vertical da bomba. Psuc . PMC .nível dinâmico. VC . NE . Pwf .

Quando se trata de fluidos com alto BSW e baixa viscosidade. Além disso. ∆Pb .submergência vertical da bomba. 68 Raramente a elevação por BCS ocorre apenas em fluxo monofásico. Isso. Portanto. ocorrerá a liberação de gás.vazão a ser produzida. Além disso. realmente. pode-se usar ábacos simples.pressão requerida na descarga da bomba. além de dificultar mais de um tipo de análise.pressão disponível no admissão( igual à pressão na sucção da bomba). RESERVADO . Preq . mas nos casos de fluidos viscosos. o que não é muito comum. só acontecerá quando a pressão de cabeça for superior à pressão de saturação.diferencial de pressão a ser fornecido pela bomba. Q . Outro ponto importante é a perda de carga. Pdisp .Alta Competência Hs . principalmente em poços submarinos. os simuladores são muito importantes. os simuladores podem avaliar outros dados mais facilmente. em algum ponto da coluna. o cálculo manual é moroso e sujeito a erros.

também. com linhas submarinas. pois faltam informações dos demais fabricantes. O BCS. por exemplo. Ruim para simulação da parte elétrica. Bom para simulação da elevação. usa o simulador subpump. Autograph Simula. para as bombas dos fabricantes disponíveis. Princípio de funcionamento A tabela a seguir apresenta os simuladores que se têm utilizado para dimensionamento do conjunto BCS: Simuladores Descrição Subpump Bom para simular poços com árvore de natal seca. Possui a vantagem de permitir o cadastramento de bombas. RESERVADO 69 . Não permite escolha do motor e não dimensiona a parte elétrica. Bom para simulação da elevação para as bombas dos fabricantes disponíveis. com linhas submarinas. Analisa com maior profundidade os equipamentos e dimensiona os equipamentos de outros fabricantes que forneceram informações. no entanto não a nível tão profundo. Analisa com profundidade os equipamentos e dimensiona também equipamentos de outros fabricantes. poços com árvore de natal seca. Wellflo Simula poços com árvore de natal seca e molhada. Marlim Simula poços com árvore de natal seca e molhada. que são confidenciais.Capítulo 1.

Alta Competência 1. RESERVADO .3. Exercícios 1) Quais os principais componentes de cada estágio da bomba centrífuga submersa? ________________________________________________________________ 2) Quais são os parâmetros avaliados nas curvas de desempenho de uma bomba centrífuga? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 3) Qual a função da shroud no conjunto BCS? ________________________________________________________________ 4) Em que etapa o BCS está inserido na produção de petróleo? 70 ( ) Recuperação ( ) Elevação ( ) Coleta ( ) Transferência 5) Nomeie os componentes do sistema de BCS na ilustração a seguir.

pede-se preencher a tabela a seguir: Carga do Efic. os componentes de cada estágio de uma bomba aplicada em BCS. da Motor bomba hp Head ft 800 32 80 700 28 70 600 24 60 500 20 50 400 16 40 300 12 30 200 8 20 100 4 10 0 0 0 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000 5500 6000 Capacidade (bbl/d) Vazão (BPD) Head fornecido (ft) Potência requerida (HP) Eficiência (%) 0 2400 3500 4600 5800 RESERVADO 71 . na ilustração a seguir. Princípio de funcionamento 6) Nomeie.Capítulo 1. 7) Dada a curva de uma bomba centrífuga.

72 _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 11) Quais são os dois tipos de cabos elétricos utilizados numa instalação de BCS? ________________________________________________________________ 12) Como é realizada a conexão entre os cabos elétricos? ________________________________________________________________ 13) Cite quatro equipamentos de subsuperfície utilizados em uma instalação de BCS. ________________________________________________________________ 14) Quais as funções básicas do conjunto formado pelo pig-tail superior.Alta Competência 8) Quais são os ajustes das proteções contra sobrecorrente e subcorrente? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 9) Qual a finalidade básica do transformador usado no sistema de BCS? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 10) Numa instalação de BCS. mandril eletrosub e pig-tail inferior? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 15) Em que situação necessitamos utilizar o packer em uma instalação de BCS? ________________________________________________________________ RESERVADO . o ponto de neutro do secundário do transformador deve ser aterrado? Comente a sua resposta.

Princípio de funcionamento 16) Como ocorre a refrigeração do motor do BCS? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 17) Sobre o selo ou protetor. cite: a) Duas de suas funções: ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ___________________________________________________________ _____________________________________________________________ b) Os seus dois tipos: _____________________________________________________________ 18) Em que momento é necessário utilizar o separador de gás? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 19) Por que a bomba do BCS deve sempre operar dentro do range de operação? ________________________________________________________________ 20) A freqüência padrão de alimentação elétrica do BCS em nossas unidades é: ( ) 50 Hz ( ) 60 Hz ( ) 70 Hz ( ) 80 Hz 21) Cite três componentes do BCS que possuem eixo: ________________________________________________________________ 22) Cite dois tipos de coluna de produção utilizados nas instalações de BCS: _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ RESERVADO 73 .Capítulo 1.

( ) Independe da Tensão Nominal do motor. ( ) Pig-tail inferior. ( ) Mandril eletrosub. o que ocorre se a coluna não estiver equipada com uma standing-valve? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 24) O TAP do transformador a ser escolhido para a instalação do BCS é: ( ) Igual à Tensão Nominal do motor do BCS. somada à queda de tensão no cabo elétrico. ( ) Inferior à tensão nominal do motor. 74 25) Qual dos componentes efetivamente permite a passagem do cabo elétrico pela ANC. ( ) Penetrador do packer. mantendo-a como barreira de segurança do poço? ( ) Pig-tail superior. ( ) Aproximadamente igual à Tensão Nominal do motor. 26) Quais são os tipos de conexão do cabo chato com o motor? ________________________________________________________________ RESERVADO .Alta Competência 23) Ao desligar um conjunto de BCS.

a compressão se dará na parte inferior dos impelidores.American Petroleum Institute. Packer . Mandril eletrosub . Glossário ANC .este termo corresponde à altura manométrica total.High Density Polyethylene. API .parte de um motor ou gerador elétrico que se mantém fixo à carcaça e tem por função conduzir energia elétrica.potência requerida no eixo do motor.Índice de Produtividade. condutor ou fio flexível de conexão. Estator . Usado geralmente para promover vedação do anular entre coluna revestimento.dispositivo de segurança de subsuperfície fabricado pela Baker Hughes. “Em tandem” . Conjunto moto-bomba elétrico descido em poços para promover elevação de líquidos (petróleo). Intake .Árvore de Natal Convencional. nos motores para rotacionar e nos geradores para transformar a energia cinética do induzido. Pig-tail . Também chamado obturador.4. BPD . Princípio de funcionamento 1.segundo definição da ANP. vazado ou tamponado.dispositivo utilizado para conectar o protetor à bomba e permitir a entrada de fluido.acessório que permite a passagem de cabo elétrico do conjunto BCS pela ANC e pelo suspensor de coluna.Bombeio Centrífugo Submerso. Downthrust .cabo.Capítulo 1. BSW (Basic Sediments and Water) . Bomba centrífuga de múltiplos estágios.se a vazão for menor que o limite inferior da faixa de operação da bomba.em série. IP . DHSV (Down Hole Safety Valve) . RESERVADO 75 . utilizado em completação para isolar zonas com diferentes pressurizações. é a capacidade de elevação de uma bomba em unidade de comprimento (metro. pé etc). BHP . ANMH .elemento vedante. é a porcentagem de água e sedimentos em relação ao volume total do fluido produzido. HDPE .Boletim Diário da Produção. os quais consistem de impelidores rotativos e difusores estacionários.Árvore de Natal Molhada Horizontal. BCS . Head .

V-boost . Sonolog . Range . faixa de trabalho ou operação.Teste de Formação Revestido. Upthrust .válvula de pé que permite o fluxo apenas no sentido ascendente.conexão do cabo chato ao motor. TSR . RGO . 76 Standing valve .escala.perfilagens (traçar o perfil do poço). Pot-head . capaz de receber a tensão alternada na freqüência da rede. Shroud . Tubing-mounted . retificá-la e convertê-la para a nova freqüência de operação.vazão de uma bomba com impelidores flutuantes maior do que o limite superior da faixa de operação da bomba.tensão inicial aplicada com o objetivo de aumentar o torque inicial do motor. TAP . sujeita à ação das resultantes ambientais (ventos.Alta Competência PLT .Tubing Seal receptacle.também chamado de “camisa”. É a parte dinâmica da linha de fluxo. Consiste de um teste onde o intervalo a avaliar está revestido (N-2253).registrador sônico utilizado para obtenção do nível de líquido no anular. ondas e correntezas). RESERVADO . na plataforma de produção. TFR .razão entre o volume de gás liberado no óleo medido em condições padronizadas. é um tubo cauda utilizado no BCS para que o fluido produzido atue como fluido de refrigeração.denominação do trecho vertical. VSD (Variable Speed Drive) .valores de tensão de saída. alguns metros antes deste ponto) até o conector de superfície.dispositivo eletrônico. onde o conjunto de bombeio fica instalado dentro de uma cápsula. que se estende do ponto de toque no solo marinho (aliás.composição de coluna de BCS. Riser .

A operação do Bombeamento Centrífugo Submerso.5. Bibliografia Oliveira.Capítulo 1. Macaé: 2006. Princípio de funcionamento 1. Apostila. Petrobrás. Pedro S. 77 RESERVADO .

6. Cabeça de descarga Bomba centrífuga Admissão ou intake Selo ou protetor Motor Shroud RESERVADO . 2) Quais são os parâmetros avaliados nas curvas de desempenho de uma bomba centrífuga? Capacidade de Head. Garantir a refrigeração do motor. 3) Qual a função da shroud no conjunto BCS? Refrigerar o motor. Potência requerida do motor e eficiência da bomba. Gabarito 1) Quais os principais componentes de cada estágio da bomba centrífuga submersa? Impelidor e difusor.Alta Competência 1. 4) Em que etapa o BCS está inserido na produção de petróleo? ( ) Recuperação ( X ) Elevação ( 78 ) Coleta ( ) Transferência 5) Nomeie os componentes do sistema de BCS na ilustração a seguir.

pede-se preencher a tabela a seguir: Carga do Efic.5 Eficiência (%) 0 62 70 59 0 8) Quais são os ajustes das proteções contra sobrecorrente e subcorrente? Sobrecorrente – 1.85 vezes a corrente de operação do conjunto de BCS. os componentes de cada estágio de uma bomba aplicada em BCS. Impelidor Difusor 7) Dada a curva de uma bomba centrífuga. Subcorrente – 0. da Motor bomba hp Head ft 800 32 80 700 28 70 600 24 60 500 20 50 400 16 40 300 12 30 200 8 20 100 4 10 0 0 0 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 4500 5000 5500 6000 Capacidade (bbl/d) Vazão (BPD) 0 2400 3500 4600 5800 Head fornecido (ft) 635 590 505 340 0 Potência requerida (HP) 12 17 18.2 vezes a corrente nominal do motor. na ilustração a seguir.5 19 17.Capítulo 1. Princípio de funcionamento 6) Nomeie. RESERVADO 79 .

bomba. o sistema de BCS não opera com uma fase do cabo aterrada (pois ocorre curto circuito). RESERVADO . admissão. 2 .Transmitir a rotação do motor para os componentes superiores (bomba). Quando o ponto neutro do transformador é aterrado. 80 Motor.Alta Competência 9) Qual a finalidade básica do transformador usado no sistema de BCS? Elevar ou reduzir a tensão (tensão) elétrica que vai alimentar o sistema de BCS. 4 . mantendo a segurança do poço. 16) Como ocorre a refrigeração do motor do BCS? Por meio da passagem do próprio fluido produzido (petróleo) ao redor do motor. Assim. cabeça de descarga etc. 17) Sobre o selo ou protetor. 10) Numa instalação de BCS o ponto de neutro do secundário do transformador deve ser aterrado? Comente a sua resposta. mandril eletrosub e pig-tail inferior? Permitir a conexão do cabo elétrico de superfície com o cabo elétrico interno ao poço para alimentar o motor. o não aterramento do neutro do transformador permite a operação do sistema mesmo que ocorra uma fase aterrada (neste caso o sistema opera com isolação igual a zero). 3 . cite: a) Duas de suas funções: 1 . 18) Em que momento é necessário utilizar o separador de gás? Quando ocorre a presença de mais de 10% de gás livre na admissão da bomba. selo. 14) Quais as funções básicas do conjunto formado pelo pig-tail superior. 12) Como é realizada a conexão entre os cabos elétricos? Por meio de emendas entre os cabos. 15) Em que situação necessitamos utilizar o packer em uma instalação de BCS? Quando o poço é surgente. b) Os seus dois tipos: Selos labirinto e bolsa.Suportar os esforços axiais provenientes dos eixos superiores por meio do mancal de escora.Evitar a contaminação do motor com fluido proveniente do poço.Equalizar a pressão interna do motor com a externa. 13) Cite quatro equipamentos de subsuperfície utilizados em uma instalação de BCS. 11) Quais são os dois tipos de cabos elétricos utilizados numa instalação de BCS? Cabo redondo e cabo chato.

26) Quais são os tipos de conexão do cabo chato com o motor? Conexão do tipo plug-in e conexão do tipo tape-in. 22) Cite dois tipos de coluna de produção utilizados nas instalações de BCS: Coluna simples. coluna tubing mounted e coluna com bloco Y. ( X ) Mandril eletrosub. RESERVADO 81 . ( X ) Aproximadamente igual à Tensão Nominal do motor. coluna com packer e DHSV.Capítulo 1. intake. 25) Qual dos componentes efetivamente permite a passagem do cabo elétrico pela ANC. o que ocorre se a coluna não estiver equipada com uma standing-valve? Ocorre o retorno do fluido da coluna passando por meio da bomba e fazendo-a girar em sentido contrário. bomba. 24) O TAP do transformador a ser escolhido para a instalação do BCS é: ( ) Igual à Tensão Nominal do motor do BCS. 23) Ao desligar um conjunto de BCS. selo. mantendo-a como barreira de segurança do poço? ( ) Pig-tail superior. Princípio de funcionamento 19) Por que a bomba do BCS deve sempre operar dentro do range de operação? Para evitar desgastes dos estágios da bomba. 20) A freqüência padrão de alimentação elétrica do BCS em nossas unidades é: ( ) 50 Hz ( X ) 60 Hz ( ) 70 Hz ( ) 80 Hz 21) Cite três componentes do BCS que possuem eixo: Motor. ( ) Independe da Tensão Nominal do motor. ( ) Pig-tail inferior. ( ) Penetrador do packer. ( ) Inferior à tensão nominal do motor. somada à queda de tensão no cabo elétrico.

RESERVADO .

• Descrever as recomendações utilizadas na partida de um conjunto de BCS.Capítulo 2 Operação do conjunto BCS Ao final desse capítulo. RESERVADO . o treinando poderá: • Identificar os principais parâmetros de controle do conjunto BCS. • Identificar os problemas que ocorrem nos conjuntos BCS instalados em poços de petróleo.

Alta Competência 84 RESERVADO .

? VOCÊ SABIA? Variador de velocidade é o equipamento capaz de variar a freqüência da tensão do sistema de alimentação de um motor Embora os motores possam operar na faixa de 30 a 90 Hz. são usados dispositivos especiais. Para tanto. As leis de afinidade definem as curvas de desempenho para diferentes freqüências: Q1 Q2 Q1 Q2 = = N1 N2 . Operação do conjunto BCS 2. consequentemente. nas aplicações em bombeamento centrífugo submerso é prático operar entre 50 e 70 Hz. denominados variadores de freqüência.Capítulo 2.1. Operação do conjunto BCS O controle da operação do conjunto BCS pode ser realizado com o controle da rotação da bomba. a rotação da bomba. Logo. se a freqüência de alimentação do motor for variada. variam também a rotação do motor e. são utilizados sensores instalados no conjunto BCS. H1 H2 f1 H1 f2 H2 = N1 = f1 N2 f2 2 BHP1 . Para isso. que além de variarem a freqüência de operação do sistema. BHP1 BHP2 = N1 = f1 3 N2 3 f2 RESERVADO 85 . 2. BHP2 2 . também estará variando a velocidade do motor. pois a velocidade de um motor de indução é proporcional à freqüência. Freqüência do motor A rotação do motor do sistema BCS pode ser controlada por meio do uso de um variador de velocidade (VSD). Outros parâmetros controlados são a pressão e temperatura na admissão da bomba e a pressão na descarga da bomba.

potência requerida no eixo do motor inicial e final. f2 . BHP2 . Notar que a faixa de operação da bomba é modificada.freqüência inicial e final. IMPORTANTE 86 A vazão bombeada varia diretamente com a variação da freqüência (velocidade). A faixa de operação “alarga”. também. BHP1. N1. Mostra.Alta Competência Onde: Q1. O BHP requerido pela bomba varia com o cubo da variação da freqüência (velocidade). a seguir. Q2 . RESERVADO . de acordo com o aumento da freqüência.rotação inicial e final. A ilustração. mostra a curva de desempenho (capacidade de elevação ou head. H2 . bem como a vazão ótima. a faixa de operação recomendada para essas freqüências. f1 . representada pela linha contínua. e também a potência requerida na vazão ótima) para freqüência de 50 a 70 Hertz da bomba GN2100. N2 . conforme a variação da freqüência.vazão inicial e final.head inicial e final. H1. O head varia com o quadrado da variação da freqüência (velocidade).

Barris por dia Variação das curvas de head e potência da bomba com a freqüência A potência requerida pela bomba aumenta com o cubo da freqüência e deve estar limitada à potência nominal (disponível) do motor. A partida suave é importante. • Partida suave: para um conjunto de BCS com partida direta. a corrente na partida pode chegar a ultrapassar a 5 vezes o valor da corrente nominal do motor. RESERVADO 87 .50 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 4000 Capacidade . Isso não é benéfico para o sistema elétrico em geral. o que pode levar à produção de areia. Vantagens da aplicação do VSD: • Flexibilidade operacional: devido à possibilidade de ajuste da freqüência de operação. Isso é importante para o dimensionamento em projetos de poços cujos dados de reservatório não são completamente conhecidos. O uso do VSD minimiza esse fato. o aumento da freqüência de trabalho deve ser feito com certos cuidados para não correr o risco de sobrecarregar e queimar o motor. para evitar produção de vazão inicial muito alta. também.00 65 Hz 60 Hz 55 Hz 50 Hz 0.Capítulo 2. Logo. Operação do conjunto BCS GN2 100 513 Série da Bomba Head ft 70 Hz 60 65 Hz 50 60 Hz 40 55 Hz 50 Hz 20 Performance do Variador de Freqüência 1 estágio 30 10 Potência do motor hp 1.50 70 Hz 1. o VSD permite a modificação do ponto de operação pela alteração da curva de head.

não é utilizado para a proteção do sistema BCS. Então. pode ser reflexo da queda da vazão que leva ao aumento da pressão de fluxo em frente ao canhoneado e redução da perda de carga na tubulação até a bomba (considerando a pressão estática e produtividade constantes). RESERVADO .3. Com o uso do VSD. Se este valor cair. Se a pressão na admissão aumentar.2. Pressão na admissão da bomba 88 A pressão na admissão da bomba depende do escoamento à montante do conjunto BCS. que leva à redução da pressão de fluxo em frente ao canhoneado e ao aumento da perda de carga na tubulação até a bomba (considerando a pressão estática e a produtividade constantes). queda da produtividade ou queda da pressão estática. 2. pode ser reflexo: de aumento de vazão. a pressão estática do reservatório pode cair e a bomba desgastar. Por ser um parâmetro de baixa variação. 2. aumentando a rotação do motor pelo aumento da freqüência e levando o conjunto a operar em uma situação mais adequada. Isso pode significar melhoria da produtividade ou aumento da pressão estática ou até desobstrução. podendo atingir um ponto em que o conjunto de BCS não opere mais em uma situação com vazão e pressão na cabeça desejadas. este valor tende para a temperatura geotérmica do poço. Temperatura do fluido na admissão A temperatura do fluido na admissão da bomba é reflexo do escoamento à montante do conjunto BCS. da admissão da bomba.Alta Competência • Retardamento da intervenção: no decorrer do tempo de operação. Esse valor não é menor do que a temperatura do reservatório. pode-se amenizar esse problema. É um parâmetro a ser utilizado como alarme na proteção do sistema BCS. ou de queda da vazão por obstrução do fluxo a montante. a menos que a vazão seja muito baixa ou o poço esteja desligado. ou antes.

Um bom acompanhamento operacional do poço é muito importante. Essas restrições podem ser: aumento de pressão na superfície. ocorre aumento do valor da pressão na descarga. A partida do conjunto BCS deverá ser realizada após os seguintes eventos: RESERVADO 89 .4. Operação do conjunto BCS 2. tendo em vista os problemas operacionais. o sistema deverá ser colocado em operação e acompanhado continuamente. que exigem novas partidas do sistema. o sistema é entregue à operação. Em geral. pois evita queima do motor por baixa vazão e protege o sistema contra altas pressões (caso de operação em shut-off ). o aumento do valor da pressão na descarga está relacionado a restrições no escoamento. tais como falta de energia elétrica e outros. devido ao aumento da perda de carga por fricção nos dutos. no entanto. Pressão na descarga A pressão na descarga da bomba depende do escoamento à jusante do conjunto BCS ou à sua frente. aumento de perda de carga etc. após a sua instalação. que leva ao aumento de vazão. Partida do conjunto BCS Após o dimensionamento e instalação. A queda do valor da pressão na descarga está associada à redução de pressão na superfície. Portanto. sabemos que isso é quase impossível. O ideal é que houvesse apenas a primeira partida do conjunto. desobstrução etc. fechamento de válvulas. Em caso de melhoria dos parâmetros de reservatório (IP ou Pe). É um parâmetro fundamental para se utilizar na proteção do sistema BCS. permite identificar e analisar as anormalidades ocorridas durante a operação e que servirão de experiência para se evitar problemas futuros. O conjunto de BCS é dimensionado e. a variação desse parâmetro está associada a variações no sistema de escoamento do poço.5. redução de perda de carga por fricção. porque além de prevenir problemas e aumentar a durabilidade do sistema BCS. Entretanto. ocasionando queda de vazão.Capítulo 2. 2. a pressão na admissão também sobe.

Isso busca evitar a repartida do conjunto girando no sentido contrário. falha de componentes de superfície. • Desligamentos necessários. especial atenção deve ser dada a essas ocorrências. ATENÇÃO O intervalo entre partidas deve ser de no mínimo 30 minutos para as instalações com standing valve ou check na coluna e de uma hora para as demais instalações. Portanto. além de causar stress no motor por submetê-lo a níveis mais elevados de corrente. • Queda por subcorrente. • Parada por problema operacional. instrumentação e outros. • Desligamento do sistema para inversão de fase. alta pressão na planta. os indicativos de possíveis problemas no sistema são as atuações de sobrecorrente e subcorrente. devido ao retorno da coluna de fluido acima da bomba. como falta de energia. sob risco de perda da instalação. pode levar à ruptura do eixo do conjunto. • Queda por sobrecorrente.Alta Competência • Instalação. caso seja constatada a inversão. 90 Dentre os eventos acima. que. RESERVADO .

considerar no TAP superior). caso contrário. a coluna se encontra com a standing valve instalada. fechado na cabeça do poço (ANC). considerar o TAP inferior. Durante o teste. tanque de aferição. estão em boas condições para o teste de recebimento do poço. tem-se de observar a corrente de operação. deve ser acompanhado o BSW do poço. PI. devendo estar cheia de fluido para que o poço possa partir em shut-off e apresentar resposta imediata à superfície. tem-se de tomar cuidado para evitar que a vazão ultrapasse a máxima permitida para a bomba. permitindo a partida do conjunto com a coluna cheia. Para evitar danos aos medidores. passando pelo medidor. ela deverá estar aberta. Devido à coluna estar cheia de fluido de completação. Operação do conjunto BCS As partidas do conjunto BCS devem ser realizadas em shut-off. Quando o poço estiver limpo. para fração menor ou igual a esse valor. TI. a coluna se encontra com a standing valve instalada. pois esta leva ao seu desgaste. a válvula de bloqueio deverá ser aberta para a condição de pressão de trabalho ou a prevista na SIB (Solicitação de Instalação de Coluna de BCS). Após a intervenção. recomenda-se by-passálos enquanto houver produção de fluido de completação. Deve-se verificar se as válvulas da árvore de natal estão na condição correta para o teste.Capítulo 2. assim como se o alinhamento para o separador de teste está certo. Outras verificações são se o medidor. ajustandose a vazão pelo uso dos tanques de aferição. Quando a pressão na cabeça atingir uma pressão maior do que a pressão do oleoduto ou separador. separador de teste. há a necessidade de fazer um teste completo com duração mínima de 24 horas. a) Partida do conjunto BCS após a entrega do poço Se a instalação possuir DHSV. Ao partir o poço em shut-off. válvula portadora de orifício de medição de gás etc. ou seja. O TAP do transformador deverá estar o mais próximo possível da tensão solicitada pela SIB (considerar frações de 50 Volts como referência. RESERVADO 91 . Nessa situação.

o fato tem de ser reportado.2 Megaohm). Havendo qualquer anormalidade. b) Partida após parada por shut-down Deve-se partir os conjuntos BCS em shut-off. se o conjunto partir. antes de efetuar nova partida. desligar. para cada instalação. deve-se partir o conjunto em shut-off. corrente elétrica. 92 ATENÇÃO A nova partida não deverá ser efetuada caso os 3 valores de resistência de continuidade estejam desbalanceados (desequilibrados) ou se for constatado que a resistência de isolação é zero. deverão ser feitas as medições das resistências de isolação e de continuidade da instalação. caso a vazão esteja muito abaixo (40% ou mais) daquela esperada na SIB.Alta Competência Poderá ser necessário o desligamento do sistema para a inversão das fases à pressão na cabeça e corrente elétrica esperadas. c) Partida após parada por sobrecorrente Toda vez que ocorrer queda da instalação por sobrecorrente. O objetivo deste intervalo de 5 minutos é acompanhar a partida de cada instalação. pode-se deixá-lo operar por cerca de 15 minutos. temperatura e pressão na superfície. isto é. Uma alternativa possível é efetuar uma nova partida do conjunto com as fases invertidas. pode estar ocorrendo algum travamento do conjunto. normalizar as fases e efetuar a nova partida após 1 hora. Estando os parâmetros elétricos adequados (resistências de continuidade equilibradas e resistência de isolação superior a 0. com um tempo médio de 5 minutos entre partidas. RESERVADO . Caso haja dificuldade de partida. Nesse caso. observando os parâmetros operacionais.

Também pode ocorrer subcorrente pela presença de volume excessivo de gás no interior da bomba ou ainda devido a uma ruptura do eixo do conjunto. mais uma vez. duas leituras estabilizadas de vazão. Partir o conjunto em shut-off. proteções e instrumentação. Deve-se partir o conjunto em shut-off. principalmente. Vale ressaltar. Havendo qualquer anormalidade. que deve ser superior a 4 m3/h. pelo menos. uma das causas para a queda por subcorrente é uma acentuada queda da vazão. fundamental para a boa operação do sistema. observando os parâmetros operacionais. alinhar o poço para o separador e fazer. temperatura e pressão na superfície. isto é. que também devem ser acompanhados os demais parâmetros operacionais. d) Partida após parada por subcorrente A subcorrente pode ocorrer devido a falhas no sistema elétrico. para tentar “limpar” a bomba. é uma boa medida checar a instalação. sob pena de queimarmos o motor por falta de refrigeração. antes da nova partida do conjunto. não se deve trabalhar com o relé de subcorrente jampeado. ATENÇÃO A atuação dessa proteção também pode ocorrer em razão de uma redução brusca da vazão. RESERVADO 93 . prejudicando a refrigeração do motor. check valve ou tubing mounted.Capítulo 2. Operação do conjunto BCS Se na situação anterior o poço não partir e a instalação não possuir packer. Por isso. dependendo da vazão. O ideal é injetar por um tempo superior a uma hora. corrente elétrica. o relé. o fato deve ser reportado. há outra alternativa possível: a injeção de fluido (de outro poço com BSW similar ou óleo diesel) pela coluna. Portanto. afinal.

4) Se um conjunto de BCS operar com as fases invertidas. o que acontecerá com a sua vazão? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ RESERVADO . ( ) O poço possuir BSW baixo.Alta Competência 2. ( ) Não se alterará. foi realizada medição de isolamento e continuidade do sistema de BCS e detectado a ocorrência de baixaisolação. ( ) Dar nova partida no sistema. ( ) Aumentará menos de 10%. ( ) Colocar o poço em teste para verificar a vazão e BSW. 2) Qual o requisito básico para se aumentar a freqüência de operação do sistema de BCS? 94 ( ) A bomba estar trabalhando dentro do seu range de operação. O motor do conjunto de BCS estar operando com folga de potência.6. O que o técnico de operação deve fazer? ( ) Deixar o poço desligado. ( ) Avisar o apoio em terra. ( ) ( ) A plataforma ter tempo disponível para instalar o VSD. ( ) Aumentará mais de 10%. Ao atuar no VSD e aumentar a freqüência de operação do sistema em 10%. Exercícios 1) Um poço que está operando com pressão mínima de cabeça possui um VSD instalado. mantendo-se a pressão de cabeça. o que ocorrerá com a vazão? ( ) Aumentará 10%. 3) Após um shut-down.

Operação do conjunto BCS 5) Por que se deve aguardar 30 ou 60 minutos. e continuidade desbalanceadas. ( ) Colocar o poço em teste para verificar a vazão e BSW.Capítulo 2. ( ) Solicitar medição dos parâmetros elétricos. ( ) Colocar o poço em teste para verificar a vazão e BSW. ( ) Avisar o apoio em terra. para efetuar nova partida no sistema de BCS? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 6) Ao detectar. 7) Qual a importância da proteção contra subcorrente? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 8) Após queda por sobrecorrente. ( ) Substituir o transformador. por meio do relé. qual ação deve ser tomada pelo técnico de operação? ( ) Dar nova partida no sistema. ( ) Dar nova partida no sistema. O que o técnico de operação deverá fazer? ( ) Deixar o poço desligado e avisar o apoio em terra. a ocorrência da queda do sistema de BCS por sobrecorrente. da resistência de isolamento e continuidade. isto é. dependendo da composição da coluna. 9) Cite duas causas da parada do sistema de BCS por subcorrente: _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 10) Cite duas causas da parada do sistema de BCS por sobrecorrente: _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ RESERVADO 95 . foi realizada medição de isolamento e continuidade do sistema de BCS e detectada a ocorrência de boa isolação.

VSD (Variable Speed Drive) . onde o conjunto de bombeio fica instalado dentro de uma cápsula. Glossário ANC . os quais consistem de impelidores rotativos e difusores estacionários.este termo corresponde à altura manométrica total.Indicador de Pressão.Índice de Produtividade.valores de tensão de saída. IP . RESERVADO . utilizado em completação para isolar zonas com diferentes pressurizações. BHP . 96 DHSV (Down Hole Safety Valve) .Alta Competência 2. Também chamado obturador. Packer . seja esta ligação hidráulica ou elétrica. capaz de receber a tensão alternada na freqüência da rede. Usado geralmente para promover vedação do anular entre coluna revestimento. PI . Conjunto moto-bomba elétrico descido em poços para promover elevação de líquidos (petróleo). Tubing-mounted .Boletim Diário da Produção. significa um elo (ligação) entre dois pontos. Check valve (válvulas do tipo check) .válvula de pé que permite o fluxo apenas no sentido ascendente. Standing Valve . vazado ou tamponado. passando a conectá-los diretamente.7. faixa de trabalho ou operação.dispositivo de segurança de subsuperfície.segundo definição da ANP. Na engenharia.Solicitação de Instalação de Coluna de BCS.Bombeio Centrífugo Submerso.potência requerida no eixo do motor.composição de coluna de BCS. é a porcentagem de água e sedimentos em relação ao volume total do fluido produzido. é a capacidade de elevação de uma bomba em unidade de comprimento (metro.escala. Jumper (“Jampeada”) .Árvore de Natal Convencional. Bomba centrífuga de múltiplos estágios.dispositivo eletrônico. Head . retificá-la e convertê-la para a nova freqüência de operação.desvio ou derivação de um circuito.a tradução significa salto. BCS . BDP . BSW (Basic Sediments and Water) .elemento vedante. TAP . Range . pé etc). SIB . By-pass . geralmente relacionado a sistemas de fluxo.permitem a passagem do fluxo em apenas um sentido.

Petrobras.8. Apostila. 97 RESERVADO . Pedro S.Capítulo 2. Bibliografia Oliveira. Operação do conjunto BCS 2. Macaé: 2006. A operação do Bombeamento Centrífugo Submerso.

Ao atuar no VSD e aumentar a freqüência de operação do sistema em 10%. qual ação deve ser tomada pelo técnico de operação? ( ) Dar nova partida no sistema. ( ) Aumentará menos de 10%. ( ) Colocar o poço em teste para verificar a vazão e BSW. Gabarito 1) Um poço que está operando com pressão mínima de cabeça possui um VSD instalado. ( ) Avisar o apoio em terra. 6) Ao detectar. 98 ( ) A plataforma ter tempo disponível para instalar o VSD. ( ) Colocar o poço em teste para verificar a vazão e BSW. mantendo-se a pressão de cabeça.Alta Competência 2. ( ) Avisar o apoio em terra. 3) Após um shut-down.9. o que acontecerá com a sua vazão? A vazão com as fases invertidas é inferior à vazão com as fases corretas. o que pode levar à quebra do eixo. para efetuar nova partida no sistema de BCS? Para evitar ligar o conjunto de BCS girando ao contrário. a ocorrência da queda do sistema de BCS por sobrecorrente. dependendo da composição da coluna. 2) Qual o requisito básico para se aumentar a freqüência de operação do sistema de BCS? ( ) A bomba estar trabalhando dentro do seu range de operação. 5) Por que se deve aguardar 30 ou 60 minutos. ( X ) O motor do conjunto de BCS estar operando com folga de potência. ( X ) Dar nova partida no sistema. 4) Se um conjunto de BCS operar com as fases invertidas. por meio do relé. isto é. ( ) O poço possuir BSW baixo. ( ) Não se alterará. ( X ) Aumentará mais de 10%. o que ocorrerá com a vazão? ( ) Aumentará 10%. da resistência de isolamento e continuidade. O que o técnico de operação deve fazer? ( ) Deixar o poço desligado. foi realizada medição de isolamento e continuidade do sistema de BCS e detectado a ocorrência de baixa-isolação. RESERVADO . (X) Solicitar medição dos parâmetros elétricos.

Presença de areia. foi realizada medição de isolamento e continuidade do sistema de BCS e detectada a ocorrência de boa isolação. Operação do conjunto BCS 7) Qual a importância da proteção contra subcorrente? A proteção contra subcorrente evita que o sistema opere com vazões baixas. Bomba desgastada. ( ) Dar nova partida no sistema. RESERVADO . Vazão baixa. Aumento de BSW. 10) Cite duas causas da parada do sistema de BCS por sobrecorrente: 99 Eixo travado. ( ) Substituir o transformador.Capítulo 2. O que o técnico de operação deverá fazer? ( X ) Deixar o poço desligado e avisar o apoio em terra. Presença de gás na bomba. 9) Cite duas causas da parada do sistema de BCS por subcorrente: Eixo quebrado. 8) Após queda por sobrecorrente. e continuidade desbalanceadas. ( ) Colocar o poço em teste para verificar a vazão e BSW. o que leva à queima do motor por sobreaquecimento.

RESERVADO .

Capítulo 3
Controle da
operação do
conjunto BCS

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:
• Identificar as formas de controle da operação do
conjunto BCS;
• Reconhecer as recomendações para uma operação segura
do conjunto BCS;
• Identificar os cuidados que se deve ter no manuseio e
conservação dos componentes do conjunto BCS.

RESERVADO

Alta Competência

102

RESERVADO

Capítulo 3. Controle da operação do conjunto BCS

3. Controle da operação do
conjunto BCS

A

pós o dimensionamento e instalação, o sistema é entregue à
operação. Um bom acompanhamento operacional do poço
é muito importante, pois além de prevenir problemas e
aumentar a durabilidade do sistema BCS, permite identificar e analisar
as anormalidades ocorridas durante a operação e que servirão de
experiência para se evitar problemas futuros.
Os poços equipados com BCS devem ser testados com freqüência
regular e, se possível, pelo menos um teste deve ser feito mensalmente.
Esse teste deve apresentar:
• Vazão bruta;

103

• Pressão na cabeça;
• BSW;
• RGO;
• Temperatura de cabeça;
• Corrente de operação;
• Parâmetros dos sensores de fundo instalados;
• Teor de areia solicitado em poços com histórico de produção
de areia.
A análise do primeiro teste é importante para comparar os resultados
esperados no dimensionamento, já os seguintes são importantes para
verificar o comportamento do equipamento e do poço e eventuais
problemas operacionais.

RESERVADO

pode-se reduzi-la com o aumento da pressão na cabeça. VSD e transformador. isto se houver disponibilidade de potência para tal. Caso a temperatura na cabeça do poço varie de 5 graus ou mais em relação ao último registro. o BSW do poço durante o teste e observar o comportamento da corrente elétrica do sistema. Acompanhamento operacional Em geral. se possível. e também liberação de gás que está solubilizado no petróleo em altas pressões. nestes casos. mesmo que em pequenas quantidades. tem-se de observar se a vazão medida encontra-se no range de operação do conjunto BCS. a pressão de cabeça varie de 5 kgf/ cm2 ou mais em relação ao último registro ou a corrente elétrica varie em torno de 2.5 ampères. pode-se tentar aumentá-la com a redução da pressão na cabeça. 104 Sempre que for colocado em teste. ou seja. folga de potência no motor. imediatamente. Caso contrário.Alta Competência Deve-se ter muita atenção aos parâmetros operacionais relacionados ao desempenho do conjunto BCS e à produção do poço. a fim de se evitar a falha do conjunto e/ou queima do motor. pode-se fazer o ajuste de vazão com a variação da freqüência de operação. Caso a vazão esteja baixa. A vazão do teste não pode ser inferior a 95% da vazão mínima e nem superior a 105% da vazão máxima. na produção de petróleo ocorre produção de areia. Se a vazão estiver alta. o poço deverá ser colocado em teste. RESERVADO . deve ser relatado o fato no BDP (Boletim Diário da Produção) e informado ao apoio em terra. Também se deve determinar. para a verificação de vazão. 3.1. Se houver VSD instalado no sistema.

Quando o percentual de gás livre na admissão da bomba puder ultrapassar a 10%. aprofundar a bomba ou reduzir a vazão.Capítulo 3. Bombas de fluxo misto podem manusear mais gás do que as bombas de fluxo radial. Tratase de uma bomba de fluxo radial: Head ft Hp Efic. a bomba para de elevar e cai por subcorrente (gas lock). Controle da operação do conjunto BCS a) Influência de gás na bomba Quando possível. o percentual de gás livre que pode ser manuseado pelas bombas depende da sua capacidade de vazão.20 20 0. foi feito teste em bomba DN-1300. que é de fluxo radial: Padrão DN1 1300 30 25 0% vapor 20 4% vapor 15 Head (ft) 105 10 5 1000 Vazão (bpd) 1500 2000 2500 Na ilustração a seguir.10 10 Pu m p O nl y 10 p Only Load Pum 5 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 Capacidade (bbl/d) Influência do gás no comportamento da curva de desempenho da BCS RESERVADO . potência da bomba do motor Head Ca pacity 25 50 20 40 Influência do gás na vazão 30 nc y 15 Ef fic ie Bloqueio de Gás 0. pois percentuais de gás livre elevados deterioram a curva de recalque (de líquido) da bomba. verifica-se o efeito do gás no head de uma bomba de baixa vazão. deve-se evitar a admissão de gás pela bomba. Nesse caso. A ilustração a seguir mostra o efeito do gás no head da bomba. Observe que quando o volume de gás aumenta muito. No entanto. alternativamente. recomenda-se o uso do separador de gás ou.

Admite-se que o teor de areia máximo para operar com BCS é de 0. e) Areia A areia é um material que. quando ocorre em torno do motor. injetar produtos que venham a remover a parafina. o que encarece muito os equipamentos. É possível fazer a injeção de antiincrustrante quando se usa um cabo elétrico especial. 106 d) Gases corrosivos Os gases corrosivos provocam a corrosão dos componentes da bomba e do conjunto BCS como um todo. corre-se o risco de travamento da bomba. Neste caso. nesse caso. Além disso. No entanto. pois impede o contato do fluido com a carcaça do motor. as características da areia produzida. RESERVADO . também. tende a piorar a sua refrigeração. geometria. encontra-se mesmo sob a forma de traços em todo fluido produzido. de modo geral. Quando a quantidade de areia é sentida pela bomba ou acumulada sobre ela em eventuais desligamentos do conjunto BCS.Alta Competência b) Incrustação A incrustação.005%. os equipamentos são tratados para resistirem aos gases corrosivos. composto por um pequeno tubo para injeção. também são importantes. Pode-se especificar equipamentos especiais contra corrosão. como granulomentria. c) Parafina A parafina leva a problemas similares à incrustação. Tem ocorrido travamento de bombas em poços com teores de areia inferiores a este. podendo piorar a refrigeração do motor e provocar obstrução na bomba. solubilidade em ácido e quantidade de quartzo. É possível. Quando isso acontece na bomba tende a provocar a sua obstrução. podendo levar à sua queima. esse valor é difícil de ser medido.

Em um dado momento. havia desassentado. A avaliação da carta amperimétrica é de grande importância para acompanhamento operacional e também para a análise de falhas. passou a ficar estabilizada e houve também aumento da pressão de cabeça. mostrada na figura adiante. a corrente elétrica subiu para 51 ampères. para acompanhamento desses parâmetros ou quando o conjunto cai por sobrecorrente. a corrente elétrica e a temperatura na cabeça. sendo que antes do problema o BSW era próximo de zero.Capítulo 3. oscilando. que foi ajustada para 28 kgf/cm2. As cartas amperimétricas têm sido substituídas pelos registros eletrônicos de dados históricos do sistema ESC (Estação de Supervisão e Controle). RESERVADO 107 . Um outro parâmetro importante a ser observado é a temperatura na cabeça. por exemplo. que isolava duas zonas produtoras. Controle da operação do conjunto BCS 3. O poço monitorado nesta carta vinha com uma corrente em torno de 42 ampères. A pressão de cabeça era de 27 kgf/cm2. A conclusão é que um BPP (tampão). após a falha definitiva do conjunto BCS. Medidas de resistência de isolação e continuidade são feitas discretamente. indicando a presença de gás na admissão da bomba. Nesse sistema tem sido monitoradas a pressão na cabeça. pois a variação deste valor indica problemas: se diminuir. O principal instrumento para monitoramento dos poços equipados com BCS é a carta amperimétrica. estando o BSW próximo de 100%. Monitoramento e controle As informações monitoradas continuamente são a corrente elétrica e a pressão na cabeça. O poço foi colocado em teste e observouse um aumento considerável da vazão. pode ser indicativo de queda de produção.2.

O poço foi colocado em teste e observado vazão nula. A conclusão. foi a de que havia um vazamento muito grande no interior do poço.10 0 20 20 50 50 30 60 60 30 70 70 40 80 80 100 90 Alta Competência 10 0 40 20 100 90 CRP 12 18 22 108 Carta amperimétrica A ilustração a seguir apresenta um gráfico de tendência histórica do sistema ESC. O fato mais grave ocorrido foi a queda acentuada da pressão de cabeça de 57 kgf/cm2 para 6 kgf/cm2. após alguns testes. Dec 30 17:20:17 Dec 30 18:32:47 Dec 30 19:45:17 Dec 30 20:57:47 Dec 30 22:10:17 100 88 75 Pressão na cabeça do poço Temperatura na cabeça do poço Corrente do motor 63 50 38 25 13 0 RESERVADO .

Capítulo 3. de acordo com os parâmetros monitorados: Dados monitorados Sintomas Possíveis causas Eixo travado Curto-circuito (motor ou cabo) Variação na tensão de alimentação Sobrecorrente Motor contaminado Aumento da viscosidade Aumento do BSW Sujeira (areia) Eixo partido Fase invertida Válvula fechada Corrente Gás Subcorrente Formação não alimenta. baixo IP Obstrução na bomba Obstrução na cauda Furo na coluna Recirculação Gás Oscilação Sujeira Variação do BSW Variação da Viscosidade RESERVADO 109 . Controle da operação do conjunto BCS A tabela a seguir mostra uma visão dos sintomas e suas possíveis causas.

Alta Competência Dados monitorados Sintomas Possíveis causas Queda da vazão Queda de BSW Crescimento Queda da viscosidade Aumento da produtividade Aumento da pressão estática Aumento da vazão Fase invertida Válvula fechada Aumento do BSW Aumento da viscosidade Pressão na cabeça Redução da produtividade Queda Redução da pressão estática Eixo partido Recirculação 110 Furo na coluna (vazamento) Desgaste da bomba Obstrução da bomba Obstrução da cauda Variação da viscosidade Oscilação Variação do BSW Gás Sujeira Resistência de Continuidade Alta Fase aberta Baixa Curto circuito Motor queimado Desequilibrada Curto circuito Fase aberta Maior que zero Resistência de Isolação Normal Uma fase aterrada (cabo) Zero Mais de uma fase aterrada (cabo) Motor contaminado RESERVADO .

que permite determinar o nível dinâmico medido do poço. com um determinado valor de pressão na admissão da bomba e ocorre uma variação brusca deste valor. a precisão do sonolog é reduzida. A análise dessas informações permite a avaliação do desempenho do conjunto BCS (bomba) e do poço (reservatório). Observa-se que quando o nível dinâmico é muito profundo. RESERVADO 111 . Caso ocorra um vazamento pela coluna ou fechamento do poço por algum problema operacional. Verticalizando esse valor. Outro dispositivo que pode ser usado para monitoramento do poço com ANC e sem barreira de segurança. se um poço vem operando normalmente. por meio da submergência vertical da bomba.Capítulo 3. Controle da operação do conjunto BCS O sensor de pressão e temperatura pode fornecer informações como: • Corrente de fuga. • Vibração. podemos estar com um problema. é o sonolog. a pressão na admissão irá aumentar. • Pressão na descarga. pode-se determinar a pressão na admissão da bomba. por exemplo. • Pressão no intake. Assim. • Temperatura interna (óleo dielétrico do motor). • Temperatura externa do fluido no intake.

pois acaba ocasionando curto-circuito. RESERVADO . Os sintomas mais frequentes de problemas nas instalações de BCS são: • Sobrecorrente. Os sintomas acima são gerados por várias causas que podem ser isoladas ou combinadas. A fim de evitar a reincidência de falhas e conhecer a qualidade e confiabilidade dos componentes associados ao ambiente de aplicação. A seguir são apresentadas algumas causas que levam aos sintomas citados: a) Perda de isolação (baixa isolação) • Selo e motor contaminado. • Infiltração pelo pot-head do motor. levam à parada definitiva do BCS. Essas falhas estão associadas à qualidade dos equipamentos e ao ambiente de aplicação. Análise de falhas O conjunto BCS possui vários componentes que podem apresentar problemas ou falhas. 112 • Subcorrente. • Má refrigeração com queima do motor. deve-se realizar o acompanhamento e análise das falhas.Alta Competência 3. como a perda de isolação. • Baixa produção. Alguns sintomas.3. Existem também motivos não associados a falhas do sistema que levam à necessidade de interrupção da operação do conjunto BCS. permitindo introduzir melhorias no processo e adequando a qualidade dos equipamentos ao ambiente onde estão sendo aplicados. • Perda de isolação (baixa isolação). freqüentemente. • Dano mecânico no cabo. como crescimento do BSW a valores próximos de 100%.

• Contaminação do motor. bomba.Capítulo 3. • Erro no dimensionamento. • Queda no IP. c) Subcorrente 113 • Eixo partido. • Eixo travado. • Queda de pressão estática. d) Baixa produção • Obstruções (cauda.). RESERVADO . • Queda de tensão de alimentação. • Vazamento na coluna (coluna furada). • Aumento de BSW e emulsão. • Bomba com baixo desempenho (desgastada). • Baixa produtividade ou cauda entupida. • Deposição de areia. • Entupimento na admissão da bomba. • Gás na admissão da bomba. coluna etc. Controle da operação do conjunto BCS b) Sobrecorrente • Bomba gasta (desgaste natural ou desgaste prematuro).

o conjunto BCS permaneceu. é possível ter uma suspeita de qual seria o problema. Nesse nível. só será confirmado após outras análises. A análise do “nível 3” é feita após a abertura do conjunto BCS. denominadas “nível 2” e “nível 3”. inclusive propondo soluções para o problema. quando o conjunto entrou em operação). no entanto. Após as tentativas de partida. no entanto. Foi feita uma primeira tentativa de partida do conjunto. Esta última análise fornecerá os detalhes finais da falha. ainda. apresentando os valores 3. Outras tentativas de partida do conjunto foram realizadas. 3 e 3Ω (valores similares ao da primeira medida. O conjunto BCS é “megado” e apresenta 100 megaΩ de isolação. geralmente no momento do reparo na oficina do fornecedor dos equipamentos. com os parâmetros de isolação e continuidade dentro da normalidade. 114 Exemplo: um conjunto BCS. A carta amperimétrica foi solicitada para verificação e indicava uma pequena oscilação da corrente elétrica. Em um primeiro nível. que operava há 1 ano normalmente. É medida a continuidade. sem êxito. onde pode ser confirmado o componente que falhou e o motivo da falha. RESERVADO . também não obtendo êxito. a instalação foi considerada falha. cai por sobrecorrente. A análise do “nível 2” é realizada após a retirada do conjunto BCS.Alta Competência A análise de falha pode ser realizada em três níveis. o que parecia ser indício de sujeira (areia). são avaliados os problemas observados após a parada de operação e as tentativas de contorno. em fase invertida e após injeção de fluido de outro poço pela coluna do mesmo. denominado “nível 1”.

A passagem de areia pela bomba pode ocasionar o travamento de eixo. A proteção contra sobrecorrente no sistema elétrico deve estar sempre operacional a fim de evitar riscos ao sistema. levando ao que se chama de sobrecarga. O componente que falhou foi a bomba e o motivo do problema foi travamento do eixo por acúmulo de areia. Controle da operação do conjunto BCS Análise de nível 1 O conjunto BCS falhou por sobrecorrente. RESERVADO . Análise de nível 2 Após a retirada. Também são registrados as datas de entrada e saída de operação. também.4. Recomendação Verificar o motivo da ocorrência de areia: se por problema operacional ou problema do poço que é produtor de areia.Capítulo 3. subsidiando os estudos de viabilidade de aplicação. constatou-se areia nos impelidores da bomba. trabalhar com equipamentos resistentes a abrasão e procurar evitar sedimentação de areia sobre a bomba nas paradas do conjunto BCS ou realizar contenção de areia no poço. ocorre produção de areia junto com fluido e pode haver. o motivo da falha e o componente que falhou. elaborar procedimento para evitá-lo. Se o poço é produtor de areia. 115 Todas as instalações de BCS são registradas de forma detalhada. Segurança na operação Na produção de petróleo. Se for operacional. 3. liberação de gás durante o escoamento na profundidade da bomba. confirmando a causa da falha. A análise deste banco de dados permite conhecer o desempenho do método e os motivos das falhas. constatou-se que a bomba estava com o eixo travado e com areia acumulada na cabeça de descarga. com informações da composição do conjunto BCS e da coluna de produção. Isso resulta na sobrecorrente do sistema elétrico que aciona o motor. Análise de nível 3 Após a abertura da bomba na oficina do fabricante.

Isso evita corrosão e lubrifica os componentes internos dos equipamentos. A caixa deve ser marcada no lado em que se encontra o topo do equipamento. pois isso reduz a vazão do poço ou torna a vazão nula. deve-se respeitar o mesmo espaçamento anterior para fixação das eslingas para içamento. Para o transporte dessas caixas. pois as pressões de shut-off (válvula fechada) destas bombas podem ser muito elevadas. impedindo que ocorra travamento. Esses equipamentos são acondicionados em caixas metálicas de comprimentos compatíveis e calçados em dois pontos. preenchidos com óleo mineral para preservação. pode ocorrer baixa carga. Deve-se evitar o fechamento de válvulas durante a operação da bomba. resultando na subcorrente e na proteção contra subcorrente deve atuar. em relação à extremidade da caixa de cada lado. ocasionando o desgaste prematuro da bomba. acionando a bomba. 3. levando a maior carga na bomba. selo e bomba que possuem grandes comprimentos devem ser sempre armazenados. Essas medidas são recomendadas para evitar danos aos equipamentos e deformação permanente dos mesmos. além de colocar todo o sistema de escoamento em risco. ocasionando a baixa corrente no sistema elétrico que alimenta o motor. RESERVADO . A presença de areia. Cuidados e conservação 116 Os componentes principais do conjunto BCS: motor.1.4. pode provocar a quebra do eixo da bomba. Também deve ser programada a proteção contra subcorrente no sistema elétrico.Alta Competência Quando há frações de gás elevadas dentro da bomba. a um quarto do comprimento da caixa.

caso detecte qualquer anormalidade no funcionamento do sistema de BCS? ( ) Desligar o sistema e medir parâmetros elétricos. Controle da operação do conjunto BCS 3. ( ) Não mexer. 5) Se ocorrer a ruptura do eixo do intake do conjunto de BCS. ( ) Colocar o poço em teste para verificar a vazão e BSW. pois o sistema se normalizará sozinho.5. ( ) Avisar o apoio em terra. qual a função do relé de proteção? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ RESERVADO 117 . Exercícios 1) Quais os principais problemas que ocorrem nas bombas operando no bombeamento de petróleo? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 2) Que problemas a presença de areia pode trazer para a bomba centrífuga submersa? _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 3) Por que a bomba centrífuga submersa deve ser preenchida com óleo mineral para preservação? _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ _______________________________________________________________ ________________________________________________________________ 4) Qual deve ser a primeira ação a ser tomada pelo técnico de operação.Capítulo 3.

BPP . 118 Intake .conexão do cabo chato ao motor.Índice de Produtividade.Árvore de Natal Convencional. é a capacidade de elevação de uma bomba em unidade de comprimento (metro. RESERVADO . Head .Estação de Supervisão e Controle. Sonolog . VSD (Variable Speed Drive) .Bombeio Centrífugo Submerso. capaz de receber a tensão alternada na freqüência da rede.6. IP . ESC .dispositivo utilizado para conectar o protetor à bomba e permitir a entrada de fluido. retificá-la e convertê-la para a nova freqüência de operação. pé etc). RGO . os quais consistem de impelidores rotativos e difusores estacionários.dispositivo eletrônico.este termo corresponde à altura manométrica total. Glossário ANC . Conjunto moto-bomba elétrico descido em poços para promover elevação de líquidos (petróleo).registrador sônico utilizado para obtenção do nível de líquido no anular. é a porcentagem de água e sedimentos em relação ao volume total do fluido produzido. SIB .tampão. BCS .Alta Competência 3. BSW (Basic Sediments and Water) .segundo definição da ANP. Bomba centrífuga de múltiplos estágios.Solicitação de Instalação de Coluna de BCS.razão entre o volume de gás liberado no óleo medidos em condições padronizadas. Pot-head .

7. Reologia e Viscometria. Bibliografia Centrilift Hughes. Instalações Elétricas. Catálogos de equipamentos. Acesso em: 30 mar 2009.com>.slb. Jurandir Antônio. Controle da operação do conjunto BCS 3. 119 RESERVADO . 1999. Disponível em: <www. Centrilift Hughes. Hélio.Capítulo 3. Disponível em: <www. Petrobras. Petrobras.com>. Machado. Submersible Pump Handbook. CREDER. Acesso em: 30 mar 2009. 1991. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora. bakerhughesdirect. 11a ed. Curso Básico de Bombeio Centrífugo Submerso. CEN-NOR. Gomes. 1974. Schlumberger/Reda. José Carlos Vieira. Catálogos de equipamentos Centrilift.

120 Erosão e desgaste da bomba. pois o sistema se normalizará sozinho. 2) Que problemas a presença de areia pode trazer para a bomba centrífuga submersa? Travamento do eixo da bomba. Bloqueio da bomba por gás. caso detecte qualquer anormalidade no funcionamento do sistema de BCS? ( ) Desligar o sistema e medir parâmetros elétricos. Falha do selo protetor levando a contaminação do motor que aciona a bomba. Falha do motor que aciona a bomba. reduzindo o seu desempenho. ( ) Avisar o apoio em terra. Quebra de eixo dos componentes levando a subcarga. Gabarito 1) Quais os principais problemas que ocorrem nas bombas operando no bombeamento de petróleo? Falhas elétricas do cabo que alimenta o motor. quando a fração de gás na admissão é muito alta levando a subcarga. Isso evita corrosão e lubrifica os componentes internos dos equipamentos. levando a sobrecarga. impedindo que ocorra travamento.Alta Competência 3. preenchidos com óleo mineral para preservação. ( X ) Colocar o poço em teste para verificar a vazão e BSW. 4) Qual deve ser a primeira ação a ser tomada pelo técnico de operação. RESERVADO . qual a função do relé de proteção? A proteção contra subcarga.8. Travamento de eixo da bomba levando a sobrecarga. ( ) Não mexer. pois a quebra do eixo do intake faz a corrente de operação diminuir consideravelmente. 3) Por que a bomba centrífuga submersa deve ser preenchida com óleo mineral para preservação? Os componentes principais do conjunto BCS devem ser sempre armazenados. 5) Se ocorrer a ruptura do eixo do intake do conjunto de BCS.

Anotações Anotações 121 .

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