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MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki

MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO

MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki

Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki

MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO

MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO

MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO
Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P.
Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P.

Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P. É terminantemente proibida a utilização do mesmo por prestadores de serviço ou fora do ambiente PETROBRAS.

Este material foi classificado como INFORMAÇÃO RESERVADA e deve possuir o tratamento especial descrito na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS".

Órgão gestor: E&P-CORP/RH

na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS". Órgão gestor: E&P-CORP/RH
na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS". Órgão gestor: E&P-CORP/RH
na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS". Órgão gestor: E&P-CORP/RH
na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES RESERVADAS". Órgão gestor: E&P-CORP/RH
MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki

MÉTODOS DE MEDIÇÃO E DETECÇÃO DE TENSÃO

Autores: Roberto Ferreira Coelho Filho Hélio Kanji Suzuki

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

• Identificar a utilização dos diferentes dispositivos de medição e detecção de tensão;

• Reconhecer os riscos associados à medição de tensão

e identificar a necessidade do uso dos equipamentos de proteção.

Programa Alta Competência Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos da
Programa Alta Competência
Programa Alta Competência

Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos

da área de Exploração & Produção da Petrobras. Ele se estende para

além dessas páginas, uma vez que traduz, de forma estruturada, a experiência de anos de dedicação e aprendizado no exercício das atividades profissionais na Companhia.

É com tal experiência, refletida nas competências do seu corpo de empregados, que a Petrobras conta para enfrentar os crescentes desafios com os quais ela se depara no Brasil e no mundo.

Nesse contexto, a E&P criou o Programa Alta Competência, visando

prover os meios para adequar quantitativa e qualitativamente a força

de trabalho às estratégias do negócio E&P.

Realizado em diferentes fases, o Alta Competência tem como premissa

a participação ativa dos técnicos na estruturação e detalhamento das competências necessárias para explorar e produzir energia.

O objetivo deste material é contribuir para a disseminação das

competências, de modo a facilitar a formação de novos empregados

e a reciclagem de antigos.

Trabalhar com o bem mais precioso que temos – as pessoas – é algo que exige sabedoria e dedicação. Este material é um suporte para esse rico processo, que se concretiza no envolvimento de todos os que têm contribuído para tornar a Petrobras a empresa mundial de sucesso que ela é.

Programa Alta Competência

Como utilizar esta apostila Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila está
Como utilizar esta apostila
Como utilizar esta apostila

Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila está organizada e assim facilitar seu uso.

No início deste material é apresentado o objetivo geral, o qual representa as metas de aprendizagem a serem atingidas.

ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor Ao final desse estudo, o treinando poderá: • Identificar procedimentos adequados
ATERRAMENTO
DE SEGURANÇA
Autor
Ao final desse estudo, o treinando poderá:
Identificar procedimentos adequados ao aterramento
e à manutenção da segurança nas instalações elétricas;
Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao
aterramento de segurança;
Relacionar os principais tipos de sistemas de
aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas
instalações elétricas.

Objetivo Geral

O material está dividido em capítulos. No início de cada capítulo são apresentados os objetivos

O material está dividido em capítulos.

No início de cada capítulo são apresentados os objetivos específicos de aprendizagem, que devem ser utilizados como orientadores ao longo do estudo.

Riscos elétricos e o aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
Riscos elétricos
e o aterramento
de segurança
Ao final desse capítulo, o treinando poderá:
Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e
riscos elétricos;
Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de
equipamentos e sistemas elétricos;
Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de
segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas.
Capítulo 1

Objetivo Específico

No final de cada capítulo encontram-se os exercícios, que visam avaliar o alcance dos objetivos de aprendizagem.

Os gabaritos dos exercícios estão nas últimas páginas do capítulo em questão.

Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Capítulo 1. Riscos elétricos e o
Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança
Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança
1.7. Gabarito
1.4. Exercícios
1)
Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e
aterramento de segurança?
O
aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes
do
uso de equipamentos e sistemas elétricos.
2)
Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que
abordam os cuidados e critérios relacionados a riscos elétricos.
Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme,
o caso:
A)
Risco de incêndio e explosão
B) Risco de contato
( B )
“Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e
executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas definições estão disponíveis no glossário .

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas definições estão disponíveis no glossário. Ao longo dos textos do capítulo, esses termos podem ser facilmente identificados, pois estão em destaque.

Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir 49 diariamente com os equipamentos
Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir
49
diariamente com os equipamentos elétricos, pode detectar
imediatamente alguns tipos de anormalidades, antecipando
problemas e, principalmente, diminuindo os riscos de
por contato indireto e de incêndio e explosão.
choque elétrico
3.1. Problemas operacionais
Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo
de aterramento são:
• Falta de continuidade; e
• Elevada resistência elétrica de contato.
É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor
de 1
Ohm
, medido com multímetro DC (
ohmímetro
), como o máximo
admissível para resistência de contato.
Alta Competência 3.4. Glossário Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos,
Alta Competência
3.4. Glossário
Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se
manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma
corrente elétrica.
Ohm – unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica.
Ohmímetro – instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.
Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os insumos para o desenvolvimento do

Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os insumos para o desenvolvimento do conteúdo desta apostila, ou tenha interesse em se aprofundar em determinados temas, basta consultar a Bibliografia ao final de cada capítulo.

Alta Competência 1.6. Bibliografia CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas
Alta Competência
1.6. Bibliografia
CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
Elétrica, 2007.
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade.
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005.
Norma Petrobras N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades
marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005.
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Proteção de estruturas contra descargas
atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005.

Ao longo de todo o material, caixas de destaque estão presentes. Cada uma delas tem objetivos distintos.

A caixa “Você Sabia” traz curiosidades a respeito do conteúdo abordado de um determinado item do capítulo.

É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um
É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um

É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um fenômeno relacionado com a eletricidade estática. Ele teria esfregado um fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de atrair pequenos pedaços de palha. O âmbar é o nome dado à resina produzida por pinheiros que protege a árvore de agressões externas. Após sofrer um processo semelhante à fossilização, ela se torna um material duro e resistente.

“Importante” é um lembrete das questões essenciais do conteúdo tratado no capítulo.

das questões essenciais do conteúdo tratado no capítulo. ImpOrtAnte! É muito importante que você conheça os

ImpOrtAnte!

É muito importante que você conheça os tipos de pig de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na sua Unidade. Informe-se junto a ela!

Já a caixa de destaque “Resumindo” é uma versão compacta dos principais pontos abordados no

Já a caixa de destaque “Resumindo” é uma versão compacta dos principais pontos abordados no capítulo.

compacta dos principais pontos abordados no capítulo. reSUmInDO Recomendações gerais • Antes do carregamento

reSUmInDO

Recomendações gerais

• Antes do carregamento do pig, inspecione o interior do lançador;

• Após a retirada de um pig, inspecione internamente o recebedor de pigs;

• Lançadores e recebedores deverão ter suas

Em “Atenção” estão destacadas as informações que não devem ser esquecidas.

destacadas as informações que não devem ser esquecidas. AtenÇÃO É muito importante que você conheça os

AtenÇÃO

É muito importante que você conheça os procedimentos específicos para passagem de pig em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba quais são eles.

Todos os recursos didáticos presentes nesta apostila têm como objetivo facilitar o aprendizado de seu conteúdo.

Aproveite este material para o seu desenvolvimento profissional!

Introdução Sumário Sumário 15 Capítulo 1 - Métodos de medição e detecção de tensão  

Introdução

SumárioSumário

15

Capítulo 1 - Métodos de medição e detecção de tensão

 

Objetivo

17

1.

Métodos de medição e detecção de tensão

19

1.1. Norma Regulamentadora Nº 10

20

1.2. Métodos de medição

21

1.3. Técnicas utilizadas

23

1.3.1. Grandeza corrente elétrica (A)

23

1.3.2. Grandeza tensão elétrica (V)

28

 

1.4. Aplicação de instrumentos e detectores de tensão

31

1.5. Exercícios

33

1.6. Glossário

34

1.7. Bibliografia

35

1.8. Gabarito

36

Capítulo 2 - Instrumentos para a medição e detecção de tensão

Objetivos

 

37

2.

Instrumentos para a medição e detecção de tensão

39

2.1.

Instrumentos de medição e detecção de tensão

39

2.1.1. Multímetros

39

2.1.2. Detectores de tensão

47

 

2.2. Exercícios

51

2.3. Glossário

54

2.4. Bibliografia

55

2.5. Gabarito

56

Capítulo 3 - Equipamentos de Proteção Utilizados

Objetivos

 

59

3.

Equipamentos de proteção utilizados

6 1

3.1.

Equipamentos de Proteção Individual (EPI) usados

em eletricidade

61

3.1.1. Vestimentas de proteção contra arcos elétricos

62

3.1.2. Luvas e mangas isolantes

65

3.1.3. Capacete de segurança

68

3.1.4. Calçado de segurança

69

3.2. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) usados em eletricidade 70 3.2.1. Vara de manobra isolante
3.2. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) usados em eletricidade 70 3.2.1. Vara de manobra isolante

3.2. Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) usados em eletricidade

70

3.2.1. Vara de manobra isolante

71

3.2.2. Conjunto de aterramento temporário

72

3.2.3. Bastão isolante de resgate

73

3.2.4. Tapetes isolantes

74

3.2.5. Dispositivos de sinalização

75

3.3. Exercícios

77

3.4. Glossário

78

3.5. Bibliografia

79

3.6. Gabarito

80

Capítulo 4 - Operações de medição e riscos associados

Objetivos

8

1

4. Operações de medição e riscos associados

8

3

4.1. Riscos associados às operações de medição de tensão

84

4.1.1. Choque elétrico

85

4.1.2. Arco elétrico

85

4.2. Desenergização de circuitos e equipamentos elétricos

87

4.2.1. Desligamento (seccionamento) das fontes de energia normais

88

4.2.2. Impedimento de reenergização

89

4.2.3. Constatação da ausência de tensão

91

4.2.4. Instalação de aterramento temporário com

equipotencialização dos condutores dos circuitos

92

4.2.5.

Causas da energização acidental

92

4.2.6. Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada

93

4.2.7.

Instalação da sinalização de impedimento de reenergização e

da área de trabalho

96

4.3. Medições de tensão para a liberação de equipamentos

97

4.4. Medições de tensão durante a pesquisa de defeitos

97

4.5. Falhas comuns durante medição de tensão e pesquisa

de defeitos

98

4.6. Cuidados básicos no uso de instrumentos e detectores de tensão

101

4.7. Exercícios

102

4.8. Glossário

103

4.9. Bibliografia

104

4.10. Gabarito

105

15 Introdução A eletricidade é uma forma de energia não diretamente percebida pelos sentidos humanos:

15

15 Introdução A eletricidade é uma forma de energia não diretamente percebida pelos sentidos humanos: nossa

Introdução

A eletricidade é uma forma de energia não diretamente

percebida pelos sentidos humanos: nossa audição, visão ou

olfato são incapazes de identificá-la. Quando a eletricidade

chega a ser percebida pelo tato, infelizmente é sinal de que houve

uma exposição perigosa. Invariavelmente, essa exposição provoca acidentes graves e, na maioria das vezes, fatais.

Fatores humanos, como comportamento e conhecimento técnico, são

importantes para o desempenho correto das atividades envolvendo

a eletricidade.

Seguir procedimentos e padrões é fator primordial para se garantir a segurança pessoal e das instalações. A maneira mais segura é garantirmos que a eletricidade não esteja presente, ou, pelo menos, que esteja devidamente identificada e protegida de

contatos acidentais no local onde formos desenvolver atividades de manutenção e operação. Podemos verificar a sua existência medindo ou simplesmente constatando sua presença, através de instrumentos

e técnicas adequadas.

Seguir procedimentos corretos é fundamental!

RESERVADO

RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO

RESERVADO

Métodos de medição e detecção de tensão

Métodos de medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar
Métodos de medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar
Métodos de medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar
Métodos de medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar
Métodos de medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar os métodos de medição e detecção de tensão.

RESERVADO

Alta Competência 18 RESERVADO

Alta Competência

18

Alta Competência 18 RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão 1. Métodos de medição e detecção

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão

1. Métodos de medição e detecção de tensão

A corrente elétrica é o movimento ordenado de cargas elétricas - quantidade de elétrons em falta ou em excesso em um corpo, podendo ser positiva no primeiro

caso e negativa no segundo - de um ponto para outro, através

de um

condutor elétrico

.

- gerada por

- gerada por usinas que

transformam diversos tipos de energia em elétrica, que chega até nossas casas.

pilhas e baterias - e

Há dois tipos de corrente elétrica:

corrente contínua

corrente alternada

O movimento das cargas ocorre quando há uma tensão elétrica, ou

seja,

deslocam-se, através de um meio condutor, do ponto de maior potencial para o de menor potencial.

- d.d.p. - entre dois pontos. As cargas

diferença de potencial

Se a concentração de cargas elétricas for igual nos dois pontos, não há

. Neste caso, não haverá movimento de cargas,

pois os potenciais elétricos são iguais. Portanto, se as cargas elétricas estiverem em repouso, não há corrente elétrica.

diferença de potencial

19

Dependendo do objetivo a ser alcançado, se desejamos efetivamente medir a grandeza elétrica (tensão ou corrente) ou apenas detectar a sua existência, diferentes métodos poderão ser utilizados.

existência, diferentes métodos poderão ser utilizados. VOCÊ SABIA? As grandezas potencial elétrico e tensão

VOCÊ SABIA?

As grandezas potencial elétrico e tensão elétrica exprimem-se na unidade Volt (V).

RESERVADO

Alta Competência 1.1. Norma Regulamentadora Nº 10 Para efeito da segurança do trabalho, a Norma

Alta Competência

1.1. Norma Regulamentadora Nº 10

Para efeito da segurança do trabalho, a Norma Regulamentadora Número 10 (NR-10), do Ministério do Trabalho e Emprego, classificou as tensões elétricas em três níveis.

Tensão inferior a 50 volts em corrente Extra-Baixa Tensão (EBT) alternada , ou 120 volts,
Tensão inferior a 50 volts em
corrente
Extra-Baixa Tensão (EBT)
alternada
,
ou 120 volts, entre fases ou entre
fase e terra.
Tensão entre 50 e 1.000 volts em
corrente
Baixa Tensão (BT)
alternada
,
ou 120 e 1.500 volts, entre fases
ou entre fase e terra.
Tensão superior a 1.000 volts em
corrente
Alta Tensão (AT)
alternada
,
ou 1.500 volts, entre fases ou
entre fase e terra.

20

, ou 1.500 volts, entre fases ou entre fase e terra. 20 Esquema dos níveis de
, ou 1.500 volts, entre fases ou entre fase e terra. 20 Esquema dos níveis de
, ou 1.500 volts, entre fases ou entre fase e terra. 20 Esquema dos níveis de
, ou 1.500 volts, entre fases ou entre fase e terra. 20 Esquema dos níveis de

Esquema dos níveis de classificação da tensão elétrica, segundo a Norma Regulamentadora Número 10 do Ministério do Trabalho e Emprego

Exceto na denominada tensão extra-baixa, também chamada de tensão de segurança, interagir com qualquer outro nível de tensão elétrica traz, invariavelmente, algum nível de risco ao trabalhador.

com qualquer outro nível de tensão elétrica traz, invariavelmente, algum nível de risco ao trabalhador. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão VOCÊ SABIA? A NR-10 “estabelece os

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão

VOCÊ SABIA? A NR-10 “estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas

VOCÊ SABIA?

A NR-10 “estabelece os requisitos e condições

mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade”.

O site do Ministério do Trabalho e Emprego

disponibiliza gratuitamente esta norma para consulta. Você pode conhecê-la acessando: www.mte.gov.br/

legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf

1.2. Métodos de medição

21

Para que as tensões elétricas possam ser classificadas, precisamos medi-las, ou seja, realizar uma medição.

Uma medida é o resultado de uma comparação de grandezas de mesma natureza. Quando realizamos esta comparação estamos realizando uma medição, isto é, determinando o valor de uma grandeza. Para isso, utilizamos um instrumento chamado medidor.

Os métodos de medição de tensão se dividem em direto e indireto.

O método direto é aquele em que o aparelho mede diretamente a grandeza elétrica – tensão ou corrente do tipo alternada ou contínua – no ponto de medição. O aparelho deve ser capaz de suportar os esforços elétricos provenientes do local e da grandeza que será medida.

Quando trabalhamos com grandezas elétricas cujos valores são elevados, não é prático e tampouco seguro medi-los de forma direta. Nestes casos realizamos a medição pelo método indireto.

RESERVADO

Alta Competência Dependendo da característica da grandeza elétrica, tensões ou correntes – do tipo alternada

Alta Competência

Dependendo da característica da grandeza elétrica, tensões ou correntes – do tipo alternada ou do tipo contínua – terão uma ou mais técnicas apropriadas para a sua medição. Isto é o que veremos a seguir:

22

para a sua medição. Isto é o que veremos a seguir: 22 VOCÊ SABIA? O choque

VOCÊ SABIA?

O choque elétrico nada mais é do que a passagem da corrente elétrica pelo nosso corpo. Como se sabe, a corrente elétrica circula de um ponto com maior potencial de energia para um menor, buscando o equilíbrio. Quando tocamos, acidentalmente, em um dos terminais energizados de uma tomada, por exemplo, e estamos descalços, a corrente elétrica circulará da tomada em direção ao chão (0 volt), através do nosso corpo. Em outras palavras, nosso corpo, nesse caso, serve de condutor para a corrente

elétrica fazer seu percurso.

Apesar de muitos de nós já termos levado alguns choques e ainda estarmos vivos para contarmos a história, não nos enganemos: um simples choque caseiro pode levar à morte. Isso depende de diversos fatores como o tipo e a intensidade da tensão, da condição do organismo, da existência de água no local e muitos outros fatores.

a intensidade da tensão, da condição do organismo, da existência de água no local e muitos

RESERVADO

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão 1.3. Técnicas utilizadas A seguir, apresentaremos

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão

1.3. Técnicas utilizadas

A seguir, apresentaremos algumas técnicas utilizadas na medição de

grandezas elétricas em caráter permanente, ou seja, o instrumento de

medida é mantido em constante funcionamento, permitindo leituras ou enviando informações para dispositivos de proteção e controle.

1.3.1. Grandeza corrente elétrica (A)

A grandeza corrente elétrica é medida através do instrumento chamado

amperímetro. A utilização de método direto tanto nas aplicações

industriais, como nas instalações elétricas de unidades de exploração e produção de petróleo, não é comum. Para esse fim, o método indireto

é o mais utilizado.

Dependendo do tipo de corrente elétrica – alternada ou contínua –, cada método terá um conjunto específico (instrumento e acessório) para a sua medição, porém eles possuem funções semelhantes:

O acessório faz a conversão do valor da corrente para que o instrumento

seja capaz de interpretar esse valor e transformá-lo em uma medida a ser lida ou repassada para os dispositivos de proteção e controle.

23

a) Corrente elétrica do tipo alternada (CA)

Para medirmos continuamente correntes elétricas alternadas, faremos uso de um transformador de medida denominado transformador

galvanômetro retificador.
galvanômetro
retificador.

de corrente (TC) e um

móvel com

bobina
bobina

do tipo ferro móvel ou

Os transformadores de corrente normalmente trabalham com uma relação de transformação tal que, nos seus terminais secundário, a corrente tenha no máximo 5A. Em algumas aplicações específicas, esta corrente pode ser de 1A. Abaixo detalharemos os métodos de acordo com o tipo de Corrente elétrica.

RESERVADO

Alta Competência Observe a representação gráfica de um transformador de corrente com relação de transformação

Alta Competência

Observe a representação gráfica de um transformador de corrente com relação de transformação de 100 – 5A e suas ligações.

de transformação de 100 – 5A e suas ligações. Representação gráfica de um transformador de corrente
de transformação de 100 – 5A e suas ligações. Representação gráfica de um transformador de corrente
de transformação de 100 – 5A e suas ligações. Representação gráfica de um transformador de corrente

Representação gráfica de um transformador de corrente

24 O amperímetro, ligado no secundário do TC, tem uma resolução de escala de leitura que leva em conta a relação de transformação do TC e mostra a medida correta convertida em valores reais.

Exemplo 1:

Uma corrente primária de 60A se traduzirá em uma corrente secundária de 3A em função da relação de transformação do TC (100 – 5A). O instrumento fará a leitura desse valor de 3A, porém apresentará em seu mostrador o valor 60A.

(100 – 5A). O instrumento fará a leitura desse valor de 3A, porém apresentará em seu
(100 – 5A). O instrumento fará a leitura desse valor de 3A, porém apresentará em seu

Exemplo 1

O instrumento fará a leitura desse valor de 3A, porém apresentará em seu mostrador o valor

RESERVADO

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão A ilustração a seguir apresenta um

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão

A ilustração a seguir apresenta um transformador de corrente do

tipo convencional para uso abrigado. Os terminais primários ficam instalados na parte superior e os terminais secundários se localizam na

bitola
bitola

parte inferior. Repare que seus terminais primários têm

maior.

Isso se deve ao elevado valor de corrente elétrica que o mesmo deverá conduzir e à necessidade de se manter um ótimo contato elétrico.

e à necessidade de se manter um ótimo contato elétrico. Transformador de corrente do tipo convencional

Transformador de corrente do tipo convencional

25

A necessidade de conduzir toda a corrente do circuito principal

através do primário é uma desvantagem para esse tipo de TC.

A próxima ilustração mostra um transformador de corrente de

, também chamado de TC tipo janela.

Tal montagem permite que o condutor, cuja corrente será medida, passe diretamente através da janela. Isso evita sua interrupção e a

necessidade de colocação de conexões, pontos propensos à ocorrência

de mau contato.

núcleo magnético toroidal

RESERVADO

Alta Competência 26 Transformador de corrente toroidal (tipo janela) b) Corrente elétrica do tipo contínua

Alta Competência

26

26 Transformador de corrente toroidal (tipo janela) b) Corrente elétrica do tipo contínua (CC) Em quando

Transformador de corrente toroidal (tipo janela)

b) Corrente elétrica do tipo contínua (CC)

Em

quando

fazemos uso de transformadores de corrente. Nesse caso, utilizamos resistências de derivação robustas, capazes de conduzirem de forma

permanente toda a

muito

não podemos utilizar o fenômeno de indução

eletromagnética, tal como acontece na

corrente contínua

corrente alternada

corrente nominal

do circuito e a corrente de defeito

valor ôhmico
valor ôhmico

por alguns segundos. Estas resistências têm o

pequeno e são denominadas resistências de derivação ou shunt.

e são denominadas resistências de derivação ou shunt . A resistência de derivação ou shunt é

A resistência de derivação ou shunt é empregada, principalmente,

para medições de correntes elevadas, sendo calculada de tal maneira que uma determinada corrente nominal a ser medida provoque uma pequena queda de tensão no circuito principal, geralmente de 60, 150, ou 300mV.

Para que se obtenha uma indicação desse valor de corrente, deve ser

se obtenha uma indicação desse valor de corrente, deve ser conectado, em paralelo ao shunt ,

conectado, em paralelo ao shunt, um instrumento indicador de tensão do

bobina
bobina

tipo

móvel compatível com a milivoltagem fornecida pelo circuito,

corrente nominal

.

porém com escala numericamente igual à

com a milivoltagem fornecida pelo circuito, corrente nominal . porém com escala numericamente igual à RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão Exemplo 2: No diagrama elétrico que

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão

Exemplo 2:

No diagrama elétrico que se segue, uma corrente primária (i p ) de 100A provocará uma queda de tensão (V s ) de 30mV em função da

uma queda de tensão (V s ) de 30mV em função da milivoltímetro relação do shunt
milivoltímetro
milivoltímetro

relação do shunt (200A/60mV). O instrumento -

- fará a

leitura desse valor e apresentará em seu mostrador o valor 100A.

desse valor e apresentará em seu mostrador o valor 100A. Exemplo 2 barramento Observe o aspecto
desse valor e apresentará em seu mostrador o valor 100A. Exemplo 2 barramento Observe o aspecto

Exemplo 2

barramento
barramento

Observe o aspecto de um shunt apresentado a seguir. Os terminais

de ligação são conectados ao

de onde se quer medir

a corrente. Aos terminais de medição é conectado o instrumento indicador de tensão.

27

Terminais de medição Resistência Terminais de ligação
Terminais de medição
Resistência
Terminais de ligação

Shunt

RESERVADO

Alta Competência 1.3.2. Grandeza tensão elétrica (V) A grandeza tensão elétrica é medida através do

Alta Competência

1.3.2. Grandeza tensão elétrica (V)

A grandeza tensão elétrica é medida através do instrumento chamado voltímetro. Os voltímetros são inseridos em paralelo com os componentes entre os terminais dos quais se pretende medir uma

diferença de potencial.

Nas instalações elétricas de unidades de exploração e produção de petróleo, o que irá determinar o método de medição da grandeza tensão elétrica é o nível de tensão em que ela será medida.

28

! ImpOrtAnte! Tensões do tipo alternada ou contínua com nível de extra-baixa e baixa tensão
!
ImpOrtAnte!
Tensões do tipo alternada ou contínua com nível de
extra-baixa e baixa tensão até 600V podem ser medidas
através do método direto. Já tensões superiores a 600V
devem ser medidas através do método indireto por
medida de segurança.
galvanômetro
galvanômetro

Um voltímetro é composto, basicamente, de um

resistência elétrica

galvanômetro galvanômetro
galvanômetro
galvanômetro

série. O

do

seguinte forma:

tem uma

e uma

elevada (resistência multiplicadora) ligados em

própria (resistência

). Esquematicamente, ele pode ser representado da

resistência elétrica

). Esquematicamente, ele pode ser representado da resistência elétrica Representação simplificada de um voltímetro

Representação simplificada de um voltímetro

ele pode ser representado da resistência elétrica Representação simplificada de um voltímetro RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão A resistência multiplicadora de valor elevado

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão

A resistência multiplicadora de valor elevado limita a corrente que será

drenada do circuito do qual se quer medir a tensão, de modo que ela seja a menor possível. Esta pequeníssima corrente passará através do

galvanômetro

a

, provocando a deflexão do ponteiro e corresponderá

uma medida de tensão apontada na escala do instrumento.

galvanômetro
galvanômetro

A ilustração que se segue representa um

simples e seus

principais componentes numa escala de medição de tensão de 200 volts.

numa escala de medição de tensão de 200 volts. Galvanômetro de bobina móvel interna muito elevada

Galvanômetro de bobina móvel

interna muito elevada

de modo a não introduzir uma malha de derivação de corrente no circuito a medir, pois esta derivação alteraria a distribuição de correntes e tensões no circuito, se traduzindo em erro de medida. Voltímetros cuja resistência interna é comparável a do componente a ser medido cometem erros consideráveis de medida.

O voltímetro deve ter uma

resistência elétrica

29

Os voltímetros podem ser do tipo analógico, no qual um ponteiro irá deflexionar e indicar a grandeza em uma escala (conforme

visto acima), ou do tipo digital, no qual um circuito eletrônico irá transformar a medida de tensão em números através de um display.

A seguir detalharemos os tipos de tensão elétrica:

a medida de tensão em números através de um display . A seguir detalharemos os tipos

RESERVADO

Alta Competência a) Tensão elétrica do tipo alternada Voltímetros para medição de valores de tensões

Alta Competência

a) Tensão elétrica do tipo alternada

Voltímetros para medição de valores de tensões do tipo alternada devem ser do tipo ferro móvel.

Medição direta de tensão

A

tensão alternada

pode ser medida pelo método direto até 600V,

utilizando instrumentos semelhantes ao apresentado anteriormente. O voltímetro é especificado a partir do valor nominal da instalação.

• Medição indireta de tensão

Semelhante ao que acontece com a grandeza corrente elétrica alternada, para medirmos tensões alternadas de forma indireta, também utilizamos um transformador de medida chamado de transformador de potencial (TP). Os transformadores de

30 potencial trabalham com uma tensão secundária padronizada de 115V. As tensões primárias também são padronizadas e serão em função do tamanho da grandeza a ser medida.

No diagrama abaixo, podemos ver a representação gráfica da ligação do transformador de potencial com relação de transformação de 15.000/115V e suas ligações.

transformador de potencial com relação de transformação de 15.000/115V e suas ligações. Ligação do transformador
Ligação do transformador
Ligação do transformador
de potencial com relação de transformação de 15.000/115V e suas ligações. Ligação do transformador RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão A ilustração que se segue apresenta

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão

A ilustração que se segue apresenta um transformador de potencial.

Repare que os terminais primários do transformador de potencial ficam instalados na parte superior do equipamento, enquanto que

os terminais secundários estão localizados na sua parte inferior.

secundários estão localizados na sua parte inferior. terminais primarios terminais secundários Transformador de

terminais

primarios

terminais

secundários

Transformador de potencial

b) Tensão elétrica do tipo contínua

Os

podem ser do tipo ferro móvel ou

Voltímetros para a medição de valores de tensão do tipo contínua

bobina
bobina

móvel. Em virtude dos níveis

de tensão elétrica do tipo contínua encontrados nas instalações de

exploração e produção de petróleo serem inferiores a 600V, utilizamos

o método direto de medição, que é idêntico ao utilizado em tensões

do tipo alternadas.

31

1.4. Aplicação de instrumentos e detectores de tensão

A verificação da existência de tensão elétrica tem dois objetivos

importantes: primeiro, definir a presença do risco de

em determinado local da instalação e, segundo, procurar por pontos com tensões anormais na instalação durante a pesquisa de defeitos.

choque elétrico

RESERVADO

Alta Competência A maneira mais segura de trabalhar em eletricidade é garantirmos que ela não

Alta Competência

A maneira mais segura de trabalhar em eletricidade é garantirmos

que ela não esteja presente. Caso isso não seja possível, é necessário que ela esteja devidamente identificada de forma a tomarmos as medidas necessárias para desenvolver atividades de manutenção com segurança.

32

tensões
tensões

A procura por pontos com

anormais durante a pesquisa

de defeitos é feita utilizando instrumentos versáteis de medição, com capacidade de leitura simultânea de grandezas como tensão, corrente ou resistência. São os chamados multímetros. O que guiará a escolha do tipo de aparelho a ser utilizado, tanto para a detecção como para a medição, será o nível de tensão da instalação onde se farão as verificações.

Instrumentos portáteis de medição de boa qualidade, normalmente,

são projetados para leitura de tensão máxima de 1.000V, sendo este

o limite de medição direta utilizado.

Para indicar a presença de tensão sem a preocupação de medir seu valor exato, utilizamos dispositivos chamados de detectores de tensão.

A tabela a seguir resume os tipos de detectores e relaciona-os com

sua aplicação de acordo com os diferentes níveis de tensão.

Faixa de tensão

Aparelho

Aplicação

Extra-baixa tensão

Medidor de tensão

Medir e detectar

Baixa tensão 1.000VCA ou VCC

Medidor e detector de tensão

Medir e detectar

Alta tensão

Detector de tensão

Detectar

ou VCC Medidor e detector de tensão Medir e detectar Alta tensão Detector de tensão Detectar

RESERVADO

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão 1.5. Exercícios 1) Relacione as grandezas

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão

1.5. Exercícios

1) Relacione as grandezas elétricas apresentadas na primeira coluna com os métodos de medição e detecção de tensão mais adequados dentre os listados na segunda coluna:

(

1 )

Medir corrente CA (Corrente Alternada) em AT (Alta Tensão)

(

)

Voltímetro ou detector de tensão

(

2 )

Medir tensão CA (Corrente Alternada) em BT (Baixa Tensão)

(

)

Detector de tensão

(

3 )

Medir tensão CA (Corrente Alternada) em AT (Alta Tensão)

(

)

TC (Transformador de Corrente) + Amperímetro

(

4 )

Detectar tensão CA (Corrente Alternada) e CC (Corrente Contínua) em BT (Baixa Tensão)

(

)

TP (Transformador de Potencial) + Voltímetro

(

5 )

Detecção de tensão CA (Corrente Alternada) em AT (Alta Tensão)

(

)

Voltímetro ou TP (Transformador de Potencial) + Voltímetro

33

em AT (Alta Tensão) ( ) Voltímetro ou TP (Transformador de Potencial) + Voltímetro 33 RESERVADO

RESERVADO

Alta Competência 1.6. Glossário Barramento - condutores elétricos em formato de barra usados em painéis

Alta Competência

1.6. Glossário
1.6. Glossário

Barramento - condutores elétricos em formato de barra usados em painéis e quadros de distribuição de energia elétrica.

Bitola - dimensão correspondente à área da seção reta de um condutor elétrico.

Bobina - nome genérico que descreve o arranjo circular ou quadrado de enrolamento do fio.

Condutor elétrico - material através do qual a carga elétrica é transferida. Normalmente é um metal. Bons condutores de calor são geralmente bons condutores de eletricidade.

Corrente alternada (CA) - corrente elétrica que inverte rapidamente seu sentido.

Corrente contínua (CC) - corrente elétrica cujo fluxo de carga se dá em apenas um sentido.

Corrente nominal - é a corrente mínima suportada por um circuito.
34

Diferença de potencial - ocasiona o deslocamento espontâneo de cargas ao nível do campo elétrico no qual atuam forças que realizam trabalho.

Galvanômetro - aparelho que pode medir correntes elétricas de baixa intensidade, ou a diferença de potencial elétrico entre dois pontos, indicando, através de seu efeito magnético, os desvios que se imprimem a uma agulha imantada ou a um quadro condutor colocado no interior de um circuito magnético.

Milivoltímetro - um multímetro com leitura em milivolts.

Núcleo magnético toroidal - tipo de transformador de corrente, também conhecido como tipo janela. Esse tipo tem a característica que o meio isolante entre o primário e o secundário é o ar.

Resistência elétrica - capacidade de se opor à passagem de corrente elétrica apresentada por condutores elétricos.

Retificador - utilizado para transformar a corrente alternada em corrente contínua.

Shunt - resistências com valor ôhmico muito pequeno, que também são denominadas resistências de derivação.

Tensão alternada ou Tensão CA - tensão cuja intensidade varia em função do tempo de forma semelhante a uma senóide.

Valor ôhmico - valor que representa a medida da resistência elétrica.

de forma semelhante a uma senóide. Valor ôhmico - valor que representa a medida da resistência

RESERVADO

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão 1.7. Bibliografia COELHO FILHO, Roberto Ferreira.

Capítulo 1. Métodos de medição e detecção de tensão

1.7. Bibliografia

COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. Curso técnico de segurança do trabalho. Rio de Janeiro: 2005.

Norma Regulamentadora N° 10 - Segurança em instalações e serviços em eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego. Brasília: 2004.

35

em instalações e serviços em eletricidade . Ministério do Trabalho e Emprego. Brasília: 2004. 35 RESERVADO

RESERVADO

Alta Competência 1.8. Gabarito 1) Relacione as grandezas elétricas apresentadas na primeira coluna com os

Alta Competência

1.8. Gabarito
1.8. Gabarito

1) Relacione as grandezas elétricas apresentadas na primeira coluna com os métodos de medição e detecção de tensão mais adequados dentre os listados na segunda coluna:

36

(

1 )

Medir corrente CA (Corrente Alternada) em

(

4 )

Voltímetro ou

 

AT

(Alta Tensão)

detector de tensão

(

2 )

Medir tensão CA (Corrente Alternada) em BT (Baixa Tensão)

(

5 )

Detector de tensão

(

3 )

Medir tensão CA (Corrente Alternada) em AT (Alta Tensão)

(

1 )

TC (Transformador de Corrente) + Amperímetro

(

4 )

Detectar tensão CA (Corrente Alternada) e

(

3 )

TP (Transformador de

 

CC

(Corrente Contínua) em BT (Baixa Tensão)

Potencial) + Voltímetro

(

5 )

Detecção de tensão CA (Corrente Alternada)

(

2 )

Voltímetro ou

 

em

AT (Alta Tensão)

TP (Transformador de Potencial) + Voltímetro

( 2 ) Voltímetro ou   em AT (Alta Tensão) TP (Transformador de Potencial) + Voltímetro

RESERVADO

Instrumentos para a medição e detecção de tensão

Instrumentos para a medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
Instrumentos para a medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
Instrumentos para a medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
Instrumentos para a medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
Instrumentos para a medição e detecção de tensão Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar os diferentes tipos de dispositivos utilizados para medição e detecção de tensão;

• Reconhecer o tipo de dispositivo adequado a uma determinada utilização.

RESERVADO

Alta Competência 38 RESERVADO
Alta Competência 38 RESERVADO

Alta Competência

38

Alta Competência 38 RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão 2. Instrumentos para a medição

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

I dentificar corretamente a presença da eletricidade em um determinado ponto da instalação elétrica é uma condição fundamental para que o trabalho possa ser executado com os requisitos de segurança aplicáveis. Para isso, são utilizados instrumentos específicos.

A seguir, serão apresentados os tipos de instrumentos de constatação

da presença de tensão mais utilizados em instalações elétricas de

unidades de exploração e produção de petróleo.

2.1. Instrumentos de medição e detecção de tensão

39

Para constatar a presença de tensão, podemos utilizar medidores e detectores. É importante que você conheça algumas particularidades de cada um deles.

2.1.1. Multímetros

Multímetros são instrumentos capazes de medir mais de um tipo de grandeza elétrica no mesmo aparelho. Medem correntes e tensões do tipo alternada e contínua, sendo capazes, também, de medir outras grandezas elétricas como resistência, capacitância e freqüência.

A grandeza a ser medida é indicada através de uma chave seletora e é

fundamental que as pontas de prova sejam corretamente posicionadas nas entradas correspondentes.

RESERVADO

Alta Competência Na ilustração que se segue, poderá ser visto um multímetro analógico. Repare nas

Alta Competência

Na ilustração que se segue, poderá ser visto um multímetro analógico. Repare nas pontas de prova (1), no mostrador analógico (2) e na chave seletora (3). Ao redor da chave seletora, podemos observar suas faixas de medição.

40

(2) (1) (3)
(2)
(1)
(3)

Multímetro analógico

Com os avanços da eletrônica, os multímetros analógicos estão sendo, gradativamente, substituídos pelos multímetros digitais, pois esses apresentam mais funcionalidades, maior precisão nas medidas e incorporam mais recursos de segurança.

esses apresentam mais funcionalidades, maior precisão nas medidas e incorporam mais recursos de segurança. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão No multímetro digital, o valor

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

No multímetro digital, o valor da grandeza é interpretado por circuitos eletrônicos e mostrado em um display de cristal líquido de forma mais precisa.

Na ilustração abaixo, apresentamos um típico multímetro digital.

(2) (3) (1)
(2)
(3)
(1)

41

Multímetro digital – (1) ponta de prova; (2) mostrador digital; (3) chave seletora.

RESERVADO

Alta Competência 42 VOCÊ SABIA? Os multímetros analógicos que possuem alcances chaveados (selecionados por botão

Alta Competência

42

42 VOCÊ SABIA? Os multímetros analógicos que possuem alcances chaveados (selecionados por botão central) são mais

VOCÊ SABIA?

Os multímetros analógicos que possuem alcances chaveados (selecionados por botão central) são mais baratos que os digitais. Porém, realizar uma leitura precisa nesses aparelhos não é simples, o que dificulta seu uso, sobretudo para os iniciantes. Além disso, o aparelho é mais delicado que os digitais e danifica-se facilmente em caso de queda.

A maioria dos multímetros modernos é digital;

os tipos analógicos tradicionais tendem a ficar obsoletos. Porém, cada tipo de medidor tem vantagens

e desvantagens.

Usado como voltímetro, um medidor digital é normalmente melhor porque sua resistência interna é muito mais alta (1MΩ ou 10MΩ) do que a dos analógicos (200KΩ). Por outro lado, o lento movimento da agulha

dos medidores analógicos facilita determinadas leituras

de tensão, pois permite melhor visualização das trocas

numéricas do que a observada no mostrador de um medidor digital. Como amperímetro, o medidor analógico

supera o digital por ter menor resistência interna e por

ser mais sensível (em geral suas escalas alcançam 50mA).

Entretanto os multímetros digitais mais sofisticados, e conseqüentemente mais caros, podem igualar ou mesmo superar esse desempenho.

digitais mais sofisticados, e conseqüentemente mais caros, podem igualar ou mesmo superar esse desempenho. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão Detalhes importantes sobre multímetros a)

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

Detalhes importantes sobre multímetros

a) Categoria de sobretensão

A IEC
A
IEC

(International Electrotechnical Commission) especifica as categorias

que o multímetro deve suportar através da norma

de

IEC

e o amortecimento natural da energia sistema de distribuição elétrica.

sobretensão

-1010-1, tomando como base a distância da fonte de alimentação

transiente
transiente

que ocorre num

As categorias máximas estão mais perto da fonte de alimentação e requerem maior nível de proteção contra transientes de tensão:

Categoria IV – denominada nível de alimentação principal, refere-se à fonte do sistema;

Categoria III – denominada nível de distribuição, refere-se aos circuitos de alimentação dos consumidores. Os circuitos da Categoria III estão, normalmente, separados da fonte por pelo menos um transformador;

43

Categoria II – refere-se ao nível local, a dispositivos, equipamentos portáteis etc.;

Categoria I – refere-se ao nível de sinal, às telecomunicações, equipamento eletrônico etc.

!
!

ImpOrtAnte!

Quanto mais perto o profissional está da fonte de alimentação, mais elevada será a energia de curto- circuito existente e maior o risco em caso de ocorrência de arcos elétricos. Nessa situação, cuidados especiais devem ser tomados, principalmente quanto à escolha do instrumento, das vestimentas e dispositivos de proteção a serem utilizados durante o trabalho.

à escolha do instrumento, das vestimentas e dispositivos de proteção a serem utilizados durante o trabalho.

RESERVADO

Alta Competência b) Fusíveis de proteção Os fusíveis de proteção originais dos multímetros são de

Alta Competência

b) Fusíveis de proteção

Os fusíveis de proteção originais dos multímetros são de elevada capacidade de interrupção, variando de 10 a 100kA rms. Fusíveis de vidro, usualmente encontrados nas lojas de materiais eletroeletrônicos e de formato compatível, têm baixa capacidade de interrupção (em torno de 10 vezes a sua corrente nominal). Por isso, de modo algum, fusíveis de vidro comum podem ser colocados nos multímetros utilizados na Petrobras.

44

Em caso de correntes de curto-circuito superiores à corrente de

-

fenômeno através do qual uma corrente elétrica se estabelece em um meio, normalmente gasoso que fica ionizado na região entre dois condutores com diferença de potencial elétrico - entre seus terminais dentro do aparelho. De forma instintiva, ao notar o problema, o

interrupção do fusível, o mesmo pode explodir e abrir

arco elétrico

usuário tentará afastar as pontas de prova do ponto de medição.

Nesse momento, haverá a formação de um outro

que, invariavelmente, o atingirá. temperaturas de até 20.000ºK.

arco elétrico

podem atingir

Arcos elétricos

!
!

ImpOrtAnte!

Sempre que o fusível de um multímetro queimar, este só poderá ser substituído por outro fusível de mesmas características elétricas, de preferência adquirido do próprio fabricante do multímetro.

Não respeitar esta regra significa colocar em risco não só a segurança das instalações, mas, principalmente, a das pessoas.

regra significa colocar em risco não só a segurança das instalações, mas, principalmente, a das pessoas.
regra significa colocar em risco não só a segurança das instalações, mas, principalmente, a das pessoas.
regra significa colocar em risco não só a segurança das instalações, mas, principalmente, a das pessoas.

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão Observe na ilustração que, na

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

Observe na ilustração que, na parte posterior de um multímetro digital, são apresentadas as informações referentes à categoria de utilização do multímetro em questão (600V – cat. IV e 1.000V –

, tensões de operação e capacidades

cat. III),

de interrupção dos fusíveis utilizados (440mA – 1.000V - 10.000A e 11A – 1.000V - 17.000A).

correntes nominais

- 10.000A e 11A – 1.000V - 17.000A). correntes nominais Parte posterior de um multímetro digital

Parte posterior de um multímetro digital

45

! ImpOrtAnte! Em instalações industriais, como as de exploração e de produção de petróleo, os
!
ImpOrtAnte!
Em instalações industriais, como as de exploração e de
produção de petróleo, os multímetros devem ser no
mínimo categoria III.

c) Pontas de prova

As pontas de prova dos multímetros são especiais, pois já possuem uma resistência interna que limita a corrente de curto-circuito aos níveis de capacidade de interrupção do fusível apropriado. A elas

sobretensão .
sobretensão
.

também se aplicam as categorias de

RESERVADO

Alta Competência As pontas de prova também devem garantir uma proteção para os dedos do

Alta Competência

As pontas de prova também devem garantir uma proteção para os dedos do usuário na sua extremidade, de forma a estabelecer uma distância adequada entre eles e as partes metálicas expostas da ponta

isolamento
isolamento

de prova. As distâncias e os valores de

são determinados

em função da categoria de utilização e do valor de tensão.

! ImpOrtAnte! Para garantirmos medições seguras, só devem ser utilizadas as pontas de prova originais
!
ImpOrtAnte!
Para garantirmos medições seguras, só devem ser
utilizadas as pontas de prova originais ou pontas de
prova adequadas para multímetros. Pontas de prova
improvisadas com pino banana e garras jacaré não
podem ser utilizadas.

46

Na ilustração, vemos um par de pontas de prova de Categoria IV 600V.

O material que reveste o seu corpo é feito de silicone, o que propicia

barreira
barreira

maior aderência da mão do usuário. Repare na

de proteção

que evita que os dedos escorreguem na sua extremidade.

Barreira Corpo em silicone
Barreira
Corpo em silicone

Par de ponta de provas

evita que os dedos escorreguem na sua extremidade. Barreira Corpo em silicone Par de ponta de

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão 2.1.2. Detectores de tensão Detectores

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

2.1.2. Detectores de tensão

Detectores de tensão são aparelhos capazes de comprovar a existência de tensão em circuitos elétricos. Diferentemente dos instrumentos de medição, nos quais o valor da grandeza elétrica deve ser lido pelo usuário, nos detectores, o objetivo é simplesmente indicar se há ou não energia elétrica no circuito ou equipamento testado.

Em atividades de operação e manutenção de sistemas elétricos, os detectores de tensão do tipo portátil são amplamente usados durante o processo de desenergização e liberação de circuitos ou equipamentos elétricos.

Os detectores diferem na forma como o usuário irá manuseá-lo para fazer a detecção.

Em baixa tensão, normalmente, permite-se que o próprio usuário se aproxime do ponto de detecção e manuseie o equipamento sem acessórios específicos. À medida em que a tensão vai crescendo, é necessário que o usuário mantenha uma distância segura do ponto em que será feita a detecção e utilize acessórios que garantam essa separação.

47

A existência da tensão pode ser detectada por aproximação ou por contato.

a) Detectores de tensão por aproximação

Os detectores de tensão por aproximação são dispositivos eletroeletrônicos capazes de detectar a presença de tensão em

, através da identificação da existência

de campo elétrico, sem a necessidade de contato físico com o ponto testado. A indicação da presença da tensão se dá, normalmente, de forma visual e sonora.

circuitos de

corrente alternada

Os detectores de tensão têm uma fonte de energia interna para per- mitir o funcionamento de seus circuitos eletrônicos. Eles devem ter alguma forma de informar a condição de carga dessa fonte, que pode ser através de display digital ou sinal luminoso (LED) e incorporar me- didas de segurança que desliguem o equipamento, caso a energia remanescente da fonte chegue à condição crítica.

RESERVADO

Alta Competência Na ilustração abaixo, podemos ver um detector de tensão para baixa tensão do

Alta Competência

Na ilustração abaixo, podemos ver um detector de tensão para baixa tensão do tipo aproximação, que garante a segurança do usuário mesmo que sua ponta toque diretamente o ponte ener- gizado. Isto acontece porque ele é totalmente feito de materiais iso- lantes adequados a sua categoria de utilização.

Compartimento que abriga o sensor de tensão e fonte de energia (2 pilhas) Ponta isolada
Compartimento que abriga o sensor de
tensão e fonte de energia (2 pilhas)
Ponta isolada

Detector de baixa tensão – Categoria IV – 1.000V (Fluke)

48 Para a detecção em altas tensões, os aparelhos devem ser mais robustos e com características elétricas compatíveis. Na ilustração que se segue, vemos um detector de tensão para uso em alta tensão.

Placa de identificação Indicadores de presença da tensão Indicador de Alarme carga da fonte sonoro
Placa de identificação
Indicadores
de presença
da tensão
Indicador de
Alarme
carga da fonte
sonoro
Chave LIGA-DESLIGA-TESTE
Cabeçote de
encaixe universal

Detector de tensão para uso em alta tensão

Além disso, precisamos garantir uma distância segura do ponto de medição ao usuário. Dessa forma, utilizamos bastões isolantes ou varas de manobra isolantes. Estas devem ter características elétricas compatíveis com o nível de tensão onde será realizada a verificação. Na ilustração a seguir, apresentamos uma vara de manobra isolante do tipo telescópica, muito usada nas nossas instalações. Seus componentes principais estão em destaque.

do tipo telescópica, muito usada nas nossas instalações. Seus componentes principais estão em destaque. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão Etiqueta de identificação do produto

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

Etiqueta de identificação do produto e caracteristicas elétricas Seções telescópicas Terminal de encaixe universal

Etiqueta de identificação do produto e caracteristicas elétricas

Seções

telescópicas

Terminal

de encaixe

universal

Vara de manobra

b) Detectores de tensão por contato

Os detectores de tensão por contato são dispositivos eletroeletrônicos capazes de detectar a presença de tensão em

, através do contato físico com o ponto

circuitos de

testado. A indicação da presença da tensão se dá, normalmente, de forma visual e sonora.

corrente alternada

Semelhante aos modelos de detectores de tensão por aproximação, os detectores por contato também apresentam uma fonte de energia interna para permitir o funcionamento de seus circuitos eletrônicos e incorporam características de monitoração da condição da fonte interna de energia e medidas de segurança de desligamento, caso a fonte chegue à condição crítica.

49

Na ilustração que se segue, apresentamos um modelo aplicado para alta tensão. Sua diferença básica para o detector de tensão por aproximação é a presença do terminal de contato.

Etiqueta de identificação do produto e características elétricas Terminal de contato Compartimento do sensor de
Etiqueta de identificação do
produto e características elétricas
Terminal de
contato
Compartimento do sensor de
tensão e da fonte de energia
Conexão universal para
vara de manobra isolante

Detector de tensão por contato

RESERVADO

Alta Competência Vejamos o detector do tipo contato mostrado na ilustração a seguir e amplamente

Alta Competência

Vejamos o detector do tipo contato mostrado na ilustração a seguir e amplamente comercializado:

Essa detecção se faz pelo contato da ponta do detector (1) e exige que o corpo do usuário faça parte do circuito de detecção (2). Caso a tensão máxima de operação seja excedida ou o contato do usuário com a terra seja de baixa resistência, a corrente elétrica que passará pelo seu corpo pode ser capaz de provocar danos

50

(

choque elétrico

).

(1) Contato com o ponto a ser testado Lâmpada indicadora (2) Ponto de contato com
(1)
Contato com
o ponto a ser
testado
Lâmpada
indicadora
(2)
Ponto de contato com
o
úsuario, sem o qual
o
detector não funciona

Detector de tensão

! ImpOrtAnte! A aplicação de detectores de tensão que utilizam lâmpadas do tipo neon com
!
ImpOrtAnte!
A aplicação de detectores de tensão que utilizam
lâmpadas do tipo neon com resistores fixos é
terminantemente proibida em instalações industriais.
utilizam lâmpadas do tipo neon com resistores fixos é terminantemente proibida em instalações industriais. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão 2.2. Exercícios 1) Complete as

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

2.2. Exercícios

1) Complete as lacunas:

a)

Os

medem mais de um tipo de

grandeza, tais como tensões e correntes elétricas, resistência, capacitância, freqüência.

b)

As pontas de prova devem garantir uma proteção, estabelecendo uma distância entre os dedos e as partes metálicas expostas da haste determinada em função da e do

c)

são

aparelhos

capazes

de

 

comprovar a existência de tensão em circuitos elétricos.

d)

Os

são dispositivos eletroeletrônicos

capazes de detectar a presença de tensão em circuitos de corrente alternada, através da identificação da existência de campo elétrico, sem a necessidade de contato físico com o ponto testado.

e)

Para garantir uma distância segura do ponto de medição

ao

usuário,

utilizamos

ou

f)

Os

são dispositivos eletroeletrônicos

capazes de detectar a presença de tensão em circuitos de corrente alternada, através do contato físico com o ponto testado.

g)

Utilizado como

 

,

um medidor

51

digital é normalmente melhor, porque sua resistência interna é muito mais alta (1MΩ ou 10MΩ) do que a dos analógicos (200KΩ) numa faixa semelhante.

interna é muito mais alta (1M Ω ou 10M Ω ) do que a dos analógicos

RESERVADO

Alta Competência 2) Marque a(s) alternativa(s) correta(s): a) Os fusíveis de proteção originais dos multímetros:

Alta Competência

2) Marque a(s) alternativa(s) correta(s):

a) Os fusíveis de proteção originais dos multímetros:

(

)

podem ser substituídos por quaisquer fusíveis de vidro.

(

)

podem ser substituídos por fusíveis de vidro especiais.

(

)

só podem ser substituídos por similares de mesmas características elétricas (tensão, corrente nominal e capacidade de interrupção).

(

)

não podem ser substituídos.

b) Gradativamente, os multímetros digitais estão substituindo os multímetros analógicos. Isto se dá, principalmente, porque:

 

(

)

apresentam maior precisão nas medidas.

52

(

)

são muito mais baratos.

(

)

possuem mais funcionalidades.

(

)

incorporam recursos de segurança.

c) Quando o fusível de um multímetro queima, devemos substituí-lo

por outro:

(

)

de vidro, preferencialmente adquirido em lojas especializadas.

(

)

com as mesmas características elétricas.

(

)

de formato compatível e com baixa capacidade de interrupção.

(

)

preferencialmente, do próprio fabricante do multímetro.

d) Em instalações industriais, como as de exploração e de produção

de petróleo, os multímetros devem ser no mínimo:

(

)

Categoria I.

(

)

Categoria II.

(

)

Categoria III.

(

)

Categoria IV.

( ) Categoria I. ( ) Categoria II. ( ) Categoria III. ( ) Categoria IV.

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão e) Os multímetros analógicos que

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

e) Os multímetros analógicos que possuem alcances chaveados são:

(

)

indicados para principiantes.

(

)

mais baratos que os digitais.

(

)

de fácil leitura.

(

)

muito resistentes.

f) Em instalações industriais, a aplicação de detectores de tensão que

utilizam lâmpadas do tipo neon com resistores fixos é:

(

)

incentivada.

(

)

restrita a determinados locais.

(

)

terminantemente proibida.

(

)

utilizada quando autorizado.

53

RESERVADO

Alta Competência 2.3. Glossário Arco elétrico - fenômeno através do qual uma corrente elétrica se

Alta Competência

2.3. Glossário
2.3. Glossário

Arco elétrico - fenômeno através do qual uma corrente elétrica se estabelece em um meio, normalmente gasoso que fica ionizado na região entre dois condutores com diferença de potencial elétrico.

Barreira - dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das instalações elétricas.

Choque elétrico - efeito resultante da passagem de uma corrente elétrica em qualquer parte do corpo de uma pessoa ou de um animal, podendo causar danos físicos e, em situação mais grave, matar.

Correntes nominais - correntes correspondentes aos valores para as quais os circuitos estão dimensionados para operar continuamente.

IEC - International Electrotechnical Commission - Comissão Internacional de Eletrotécnica.

Energia transiente - aumento súbito de energia elétrica que ocorre em sistemas elétricos num intervalo de tempo muito pequeno.

54

Isolamento elétrico - processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica, por interposição de materiais isolantes.

Sobretensão - aumento repentino da tensão elétrica superior à capacidade nominal do circuito.

Transientes ou Surtos - uma grande variação na tensão ou corrente elétrica que ocorre num intervalo de tempo muito pequeno.

- uma grande variação na tensão ou corrente elétrica que ocorre num intervalo de tempo muito

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão 2.4. Bibliografia COELHO FILHO, Roberto

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

2.4. Bibliografia

COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. Curso técnico de segurança do trabalho. Rio de Janeiro: 2005.

55

e serviços com eletricidade. Curso técnico de segurança do trabalho. Rio de Janeiro: 2005. 55 RESERVADO

RESERVADO

Alta Competência 2.5. Gabarito 56 1) Complete as lacunas: a) Os multímetros medem mais de

Alta Competência

2.5. Gabarito
2.5. Gabarito

56

1) Complete as lacunas:

a) Os multímetros medem mais de um tipo de grandeza, tais como tensões e

correntes elétricas, resistência, capacitância, freqüência.

b) As pontas de prova devem garantir uma proteção, estabelecendo uma distância

entre os dedos e as partes metálicas expostas da haste determinada em função da categoria de utilização e do valor de tensão.

c) Detectores de tensão são aparelhos capazes de comprovar a existência de tensão

em circuitos elétricos.

d) Os detectores de tensão por aproximação são dispositivos eletroeletrônicos

capazes de detectar a presença de tensão em circuitos de corrente alternada, através da identificação de campo elétrico, sem a necessidade de contato físico com o ponto testado.

e) Para garantir uma distância segura do ponto de medição ao usuário, utilizamos

bastões isolantes ou varas de manobra isolantes.

f) Os detectores de tensão por contato são dispositivos eletroeletrônicos capazes

de detectar a presença de tensão em circuitos de corrente alternada, através do contato físico com o ponto testado.

g) Utilizado como voltímetro, um medidor digital é normalmente melhor porque

sua resistência interna é muito mais alta (1MΩ ou 10MΩ) do que a dos analógicos (200KΩ) numa faixa semelhante.

2)

Marque a(s) alternativa(s) correta(s):

a)

Os fusíveis de proteção originais dos multímetros:

(

)

podem ser substituídos por quaisquer fusíveis de vidro.

(

)

podem ser substituídos por fusíveis de vidro especiais.

(

X )

só podem ser substituídos por similares de mesmas características elétricas

(tensão, corrente nominal e capacidade de interrupção).

(

)

não podem ser substituídos.

b)

Gradativamente, os multímetros digitais estão substituindo os multímetros ana-

lógicos. Isto se dá, principalmente, porque:

(

X )

apresentam maior precisão nas medidas.

(

)

são muito mais baratos.

(

X )

possuem mais funcionalidades.

(

X )

incorporam recursos de segurança.

mais baratos. ( X ) possuem mais funcionalidades. ( X ) incorporam recursos de segurança. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão c) Quando o fusível de

Capítulo 2. Instrumentos para a medição e detecção de tensão

c)

Quando o fusível de um multímetro queima, devemos substituí-lo por outro:

(

)

de vidro, preferencialmente adquirido em lojas especializadas.

(

X )

com as mesmas características elétricas.

(

)

de formato compatível e com baixa capacidade de interrupção.

(

X )

preferencialmente, do próprio fabricante do multímetro.

d) Em instalações industriais, como as de exploração e de produção de petróleo, os

multímetros devem ser no mínimo:

(

)

Categoria I.

(

)

Categoria II.

(

X )

Categoria III.

(

)

Categoria IV.

e)

Os multímetros analógicos que possuem alcances chaveados são:

(

)

indicados para principiantes.

(

X )

mais baratos que os digitais.

57

(

)

de fácil leitura.

(

)

muito resistentes.

f)

Em instalações industriais, a aplicação de detectores de tensão que utilizam lâm-

padas do tipo neon com resistores fixos é:

(

)

incentivada.

(

)

restrita a determinados locais.

(

X )

terminantemente proibida.

(

)

utilizada quando autorizado.

RESERVADO

RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO
RESERVADO

RESERVADO

Equipamentos de Proteção Utilizados

Equipamentos de Proteção Utilizados Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar os equipamentos de
Equipamentos de Proteção Utilizados Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar os equipamentos de
Equipamentos de Proteção Utilizados Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar os equipamentos de
Equipamentos de Proteção Utilizados Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar os equipamentos de
Equipamentos de Proteção Utilizados Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Identificar os equipamentos de

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar os equipamentos de proteção individual e coletiva utilizados em serviços em eletricidade;

• Relacionar o equipamento com a sua utilização prática.

RESERVADO

Alta Competência 60 RESERVADO

Alta Competência

60

Alta Competência 60 RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados 3. Equipamentos de proteção utilizados A Norma Regulamentadora 10

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados

3. Equipamentos de proteção utilizados

A Norma Regulamentadora 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade (NR-10), do Ministério do Trabalho e Emprego, fixa exigências mínimas para a segurança em

instalações elétricas, quer no seu projeto, execução, operação,

manutenção, reforma ou ampliação, como também na segurança de usuários e terceiros.

O profissional que lida com eletricidade deve conhecer os procedimentos e equipamentos de proteção e o empregador deve prevê-los e adotá-los de diferentes formas.

É importante que você conheça os Equipamentos Individual (EPI ) e Equipamentos de Proteção Coletiva
É
importante
que
você
conheça
os
Equipamentos
Individual (EPI
) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC
de Proteção
) usados pelos
trabalhadores na realização de atividades envolvendo eletricidade.

61

3.1. Equipamentos de Proteção Individual (EPI) usados em eletricidade

Apesar de todas as medidas de segurança incorporadas aos dispositivos, equipamentos e sistemas elétricos, arcos e choques

elétricos são os riscos mais freqüentes – e, infelizmente, os de maior potencial de gravidade – quando falamos em atividades envolvendo

a

– devem ser

eletricidade. Dessa forma, proteções adicionais – conhecidas

EPI )
EPI
)

como Equipamentos de Proteção Individual (

disponibilizadas aos trabalhadores durante algumas manobras e serviços específicos.

EPI
EPI

Equipamentos de Proteção Individual (

) são todos os dispositivos

ou produtos de uso individual utilizados pelo trabalhador, destinados à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar sua segurança ou a saúde no trabalho.

RESERVADO

Alta Competência A Norma Regulamentadora 6 (NR-06) - Equipamentos de Proteção Individual, criada pelo Ministério

Alta Competência

A Norma Regulamentadora 6 (NR-06) - Equipamentos de Proteção Individual, criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, define em seu conteúdo os tipos de EPI associados aos riscos, aponta a necessidade desses equipamentos terem uma aprovação (Certificado de Aprovação – CA), indica como eles devem ser mantidos e aborda a necessidade de treinamento e conscientização sobre o seu uso.

Para as atividades envolvendo eletricidade, usamos como referência complementar a norma Petrobras N-2830 - Critérios de segurança para ambientes e serviços em painéis e equipamentos elétricos com

arco elétrico .
arco elétrico
.

potencial de

Em seguida, apresentaremos os EPIs utilizados em instalações e serviços em eletricidade.

3.1.1. Vestimentas de proteção contra arcos elétricos

62

O arco elétrico
O arco elétrico

é o fluxo de corrente elétrica através do ar, entre

dois condutores ou um condutor e a terra, liberando uma grande quantidade de energia em um tempo pequeno, resultando em altas temperaturas. Normalmente, os dispositivos de proteção elétrica

relés e disjuntores
relés
e disjuntores

como

conseguem identificar a sua ocorrência e

eliminá-los com rapidez, não acarretando grandes conseqüências para o sistema elétrico em si.

Diferentemente

do

choque

elétrico

,

que

provoca

queimaduras

internas em órgãos e tecidos do corpo humano, as altas temperaturas

arcos elétricos
arcos elétricos

provenientes dos

são responsáveis pelas queimaduras

externas. Essas queimaduras ocorrem tanto pela rápida exposição da pele humana à energia como pela ignição das roupas do trabalhador.

A tabela abaixo apresenta a quantidade de energia térmica liberada

arcos elétricos .
arcos elétricos
.

em situações de exposição à chama e aos

Elementos de

 

Energia incidente (em cal/cm 2 )

exposição

Tempo em segundos

chama

1 a 5

1 a 30

arco elétrico

0,1 a 1

1 a 100

) exposição Tempo em segundos chama 1 a 5 1 a 30 arco elétrico 0,1 a

RESERVADO

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados Para assegurar proteção dos trabalhadores na possibilidade

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados

Para

assegurar

proteção

dos

trabalhadores

na possibilidade

de

exposição

aos

arcos

elétricos

,

diversos

tecidos

vêm

sendo

desenvolvidos para a confecção de vestimentas de proteção. Para avaliar o comportamento desses tecidos, criou-se o valor de desempenho térmico de arco ou Arc Thermal Performance Value

( ATPV

). Ele corresponde à energia incidente no material que resulta

em transferência de calor suficiente para causar queimaduras de segundo grau no usuário.

arco elétrico
arco elétrico

A

de informações técnicas da instalação elétrica, utilizando-se normas

é calculada a partir

energia térmica dissipada por um

IEEE
IEEE

internacionais que tratam do assunto: a norma

1584 - cálculo da

energia incidente causada por curto a arco, elaborada pelo Institute

NFPA
NFPA

of Electrical and Electronic Engineers, e

70E - cálculo da energia,

distâncias seguras e classificação de roupas de proteção contra arco, elaborada pela National Fire Protection Association.

63

A

norma Petrobras N-2830 tornou obrigatório o uso de vestimentas

de

proteção

contra

arcos

elétricos

para

os

trabalhadores

com

possibilidade de exposição permanente a esse risco. Para que isso possa ser feito, é necessário que todos os painéis elétricos tenham uma identificação referente ao nível de energia incidente e à distância segura de aproximação, conforme modelo mostrado abaixo.

incidente e à distância segura de aproximação, conforme modelo mostrado abaixo. Identificação do painel elétrico

Identificação do painel elétrico

e à distância segura de aproximação, conforme modelo mostrado abaixo. Identificação do painel elétrico RESERVADO

RESERVADO

Alta Competência As vestimentas foram, então, definidas para duas situações: para uso diário e para

Alta Competência

As vestimentas foram, então, definidas para duas situações: para uso diário e para uso durante manobras elétricas. Independentemente desta obrigatoriedade, trabalhadores envolvidos em atividades com eletricidade sempre devem utilizar a vestimenta de proteção contra arcos elétricos, com categoria compatível com a máxima energia de arco incidente calculada para cada local da instalação.

a) Vestimenta para uso diário

Calça e camisa ou macacão categoria de risco II com proteção mínima para 33,47J/cm 2 (8cal/cm 2 ). Tal escolha reside no fato de que a maioria dos painéis utilizados em instalações elétricas de exploração e produção de petróleo têm energia de arco menor ou igual a 8cal/cm 2 .

64

b) Vestimenta para uso em manobras

ATPV
ATPV

Calça e camisa, macacão ou capa tipo 7/8 e luva com

mínimo

maior ou igual à energia de arco incidente calculada no ponto em que o trabalho deve ser realizado.

Adicionalmente, para a proteção da cabeça e face, deve ser utilizado

arco elétrico
arco elétrico

capuz protetor contra

com capacete (capuz tipo carrasco,

utilizado para realização de manobras elétricas) e protetor facial

arco elétrico
arco elétrico
ATPV
ATPV

contra

com

mínimo maior ou igual à energia de

arco incidente.

elétricas) e protetor facial arco elétrico ATPV contra com mínimo maior ou igual à energia de
com mínimo maior ou igual à energia de arco incidente. Conjunto capa 7/8, luvas e capuz
com mínimo maior ou igual à energia de arco incidente. Conjunto capa 7/8, luvas e capuz

Conjunto capa 7/8, luvas e capuz com capacete e protetor facial

RESERVADO

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados ImpOrtAnte! É fundamental que o trabalhador envolvido em serviços

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados

ImpOrtAnte! É fundamental que o trabalhador envolvido em serviços elétricos utilize sempre a vestimenta de

ImpOrtAnte!

É fundamental que o trabalhador envolvido em serviços elétricos utilize sempre a vestimenta de proteção compatível com a maior energia incidente liberada pelo local da instalação em caso de formação

de arco elétrico .
de
arco elétrico
.

3.1.2. Luvas e mangas isolantes

Luvas e mangas isolantes têm por objetivo proteger a mão, o punho e parte do antebraço (luvas) e braço (mangas) do trabalhador

, permitindo completa independência

de movimento das articulações. Elas são fabricadas em borracha natural, borracha sintética ou uma combinação de ambas.

contra

choques elétricos

65

Luvas e mangas serão especificadas com uma margem de segurança entre a tensão máxima com a qual elas serão usadas e a tensão de teste (ensaio). Cada classe apresenta uma coloração característica para sua identificação.

Observe a convenção da relação entre valores e cores apresentada na tabela que se segue:

 

Tensão máxima

Tensão de

 

Classe da luva

de uso

(valor eficaz-V)

ensaio

(valor eficaz-V)

Coloração da

marcação

00

500

2.500

bege

0

1.000

5.000

vermelha

1

7.500

10.000

branca

2

17.000

20.000

amarela

3

26.500

30.000

verde

4

36.000

40.000

laranja

RESERVADO

Alta Competência Na ilustração a seguir, podemos ver pares de luvas e mangas, e, em

Alta Competência

Na ilustração a seguir, podemos ver pares de luvas e mangas, e, em destaque, o local onde são indicadas as marcações da sua classe de tensão.

Luva isolante
Luva isolante
Manga isolante
Manga isolante

Marcações

indicativas

da classe

de tensão

Luvas e mangas de proteção

66 De forma a evitar que as luvas isolantes sofram danos mecânicos, como perfurações ou abrasões, aplicam-se sobre estas uma luva auxiliar de proteção (do tipo vaqueta).

aplicam-se sobre estas uma luva auxiliar de proteção (do tipo vaqueta). Luva isolante e luva auxiliar

Luva isolante e luva auxiliar de proteção

sobre estas uma luva auxiliar de proteção (do tipo vaqueta). Luva isolante e luva auxiliar de

RESERVADO

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados ! AtenÇÃO Todos os equipamentos de proteção individual devem,

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados

!
!

AtenÇÃO

Todos os equipamentos de proteção individual devem, obrigatoriamente, passar por inspeção visual antes da utilização. Ao ser detectada qualquer avaria, o equipamento deverá ser imediatamente descartado e substituído.

A seguir, podemos observar alguns dispositivos para verificação periódica das condições de uso das luvas.

alguns dispositivos para verificação periódica das condições de uso das luvas. Dispositivo para teste pneumático 67

Dispositivo para teste pneumático

67

alguns dispositivos para verificação periódica das condições de uso das luvas. Dispositivo para teste pneumático 67

Dispositivo para teste dielétrico de luvas classe 00 (500V)

RESERVADO

Alta Competência 3.1.3. Capacete de segurança O capacete de segurança é um equipamento de proteção

Alta Competência

3.1.3. Capacete de segurança

O capacete de segurança é um equipamento de proteção

individual destinado à proteção da cabeça contra impactos e

agentes agressivos no uso industrial.

Na ilustração abaixo, vemos um capacete de segurança e seus principais componentes.

68

um capacete de segurança e seus principais componentes. 68 Tira de nuca Casco Carneira Coroa Tira

Tira de nuca

Casco

Carneira

Coroa

Tira absorvente

Jugular

Aba frontal

Capacete e seus principais componentes

A norma técnica brasileira NBR-8221/2003 fixa as condições mínimas

exigíveis para a especificação e os métodos de ensaios aplicáveis aos capacetes de segurança. Os capacetes são classificados como A

e B, sendo este último para uso geral, inclusive para trabalhos com energia elétrica.

Capacetes da classe B são submetidos a ensaios de tensão elétrica aplicada (20.000V à taxa de 1.000V/s durante 3 min., com corrente de fuga inferior a 9mA) e de rigidez dielétrica (tensão de 30.000V sem descarga disruptiva).

O capacete de classe B não deve apresentar parte metálica ou perfuração. Além disso, nenhum de seus acessórios pode possuir

qualquer componente metálico. Devem ser substituídos a cada 5 anos

ou mediante dano.

pode possuir qualquer componente metálico. Devem ser substituídos a cada 5 anos ou mediante dano. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados 3.1.4. Calçado de segurança O calçado de segurança é

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados

3.1.4. Calçado de segurança

O calçado de segurança é um equipamento destinado a proteger

os pés e parte das pernas contra os riscos de acidentes a que os trabalhadores se expõem. Eles são fabricados de forma a atender às especificações quanto ao campo de uso, sendo assim classificados:

C0 – riscos leves

C1 – risco de impacto

C2 – objetos pontiagudos e cortantes

C3 – influência de umidade

C4 – influência de eletricidade

O calçado para uso sob influência de eletricidade deve ter solado

em borracha, PVC ou PU compacto ou expandido e, dentre outras características, deve dar proteção ao trabalhador para tensões de toque e de passo de 1.000V. A NBR-12577 - Calçado de proteção - Determinação da resistência do solado à passagem da corrente elétrica - define como o calçado deverá ser ensaiado. Basicamente, ele deve suportar uma tensão de 14.000V durante 1 minuto.

69

Calçados de segurança para uso sob influência de eletricidade não devem conter partes metálicas ou absorver umidade. A substituição semestral é recomendada. A ilustração a seguir mostra um calçado de segurança para uso em eletricidade.

Ausência de biqueira de aço
Ausência de
biqueira de aço

Elástico

lateral

Couro com tratamento não absorvente de água

Solado de borracha, PVC ou PU

Calçado de segurança

RESERVADO

Alta Competência 3.1.5. Óculos de segurança Os óculos de segurança são equipamentos de proteção individual

Alta Competência

3.1.5. Óculos de segurança

Os óculos de segurança são equipamentos de proteção individual com o objetivo de proteger os olhos contra diversos agentes agressores, como impactos de partículas volantes, luminosidade intensa, radiação ultravioleta, radiação infravermelha ou respingos de produtos químicos.

Para o uso em eletricidade, os óculos de segurança devem cobrir toda a área dos olhos, possuir lente de policarbonato com 2mm de espessura, com características de filtragem dos raios ultravioleta. Observe as características principais de um par de óculos de segurança:

70

Aba de proteção lateral Haste flexivel e ajustavel Lente de Regulagem de ângulo e comprimento
Aba de proteção
lateral
Haste flexivel
e ajustavel
Lente de
Regulagem
de ângulo e
comprimento
da haste
policarbonato
Apoio nasal
Filtro ultravioleta

3.2.

eletricidade

Equipamentos

Óculos de segurança

de

Proteção

Coletiva

(EPC)

usados

em

Como o nome sugere, Equipamentos de Proteção Coletiva (

são aqueles destinados a proteger um ou mais trabalhadores simultaneamente, não sendo sua posse ou guarda associada a um determinado trabalhador.

Conforme a norma Petrobras N-2830, todos os EPCs para profissionais que atuam em serviços de eletricidade devem atender aos requisitos estabelecidos pelas normas IEC 61057, IEC 61230, IEC 61478 e ASTM F855, segundo a aplicação de cada dispositivo.

Os EPCs devem ser disponibilizados em local adequado e identificados em todas as salas de painéis da unidade de exploração e produção de petróleo.

EPC )
EPC
)
e identificados em todas as salas de painéis da unidade de exploração e produção de petróleo.

RESERVADO

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados EPCs Apresentaremos os de tensão. mais relacionados às

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados

EPCs
EPCs

Apresentaremos os de tensão.

mais relacionados às atividades de detecção

3.2.1. Vara de manobra isolante

A vara de manobra é um equipamento de suma importância durante

a preparação do local onde será realizada a verificação de existência de tensão. É com ela que poderemos aproximar o detector de tensão

do ponto a ser verificado, permitindo que o trabalhador não se

. A vara de manobra

pode ser do tipo telescópico, por podermos alterar seu comprimento através de um sistema de rotação das suas seções, ou seccionável, no qual as seções são colocadas uma a uma.

exponha, perigosamente, a um

choque elétrico

A vara de manobra deve ser confeccionada de material com alta

(isolação elétrica).

Sua função principal é permitir que os profissionais da área elétrica realizem serviços que exijam o contato com áreas energizadas. Como exemplos, podemos citar:

resistência mecânica e alta

capacidade dielétrica

71

a) Manobras manuais de equipamentos elétricos de baixa e alta tensão,

ou potencialmente energizados, mantendo-se os trabalhadores isolados destas áreas e a uma distância segura;

b) Durante a detecção de tensão em circuitos na fase de desenergização;

c) Durante a instalação de dispositivo de aterramento temporário na

fase de desenergização.

Semelhante a outros materiais isolantes, as varas de manobras devem ser inspecionadas antes do uso, de forma a garantir ausência de umidade, de sujeira, de acúmulo de sais e ausência de danos, como arranhões, fissuras, irregularidades superficiais e outros, que comprometam suas características físicas e isolantes.

RESERVADO

Alta Competência Abaixo vemos alguns detalhes de uma vara de manobra do tipo telescópica: A

Alta Competência

Abaixo vemos alguns detalhes de uma vara de manobra do tipo telescópica:

A última seção deve possuir colocação que permita fácil visualização

Base antiderrapante que deverá ter 0,60m de extensão Cabeçote universal
Base antiderrapante que
deverá ter 0,60m de extensão
Cabeçote universal

A seção de empunhadura delimita a região segura para o manuseio

Botão de trava da seção cilíndrica e alça de borracha para acondicionamento e transporte

Vara de manobra telescópica – detalhes

3.2.2. Conjunto de aterramento temporário

72

O conjunto de aterramento temporário é um equipamento de

proteção coletiva, que tem como objetivo prover o aterramento temporário e intencional dos condutores elétricos do local onde será feita a intervenção. Esse aterramento somente é feito a partir da verificação de que o circuito em questão não apresenta potencial elétrico.

O conjunto de aterramento temporário é constituído, basicamente,

de grampos metálicos (geralmente de bronze ou alumínio)

interligados por condutores elétricos flexíveis. Estes grampos devem ter formato adequado para que possam ser posicionados

e engatados aos condutores da instalação a partir de varas de manobra isolantes.

O aterramento temporário cumpre importantes papéis: proteger

a equipe de intervenção contra surtos de tensão provenientes de

descargas atmosféricas, de cargas elétricas provenientes de indução eletromagnética e contra energizações acidentais.

Caso haja qualquer tipo de energização acidental do circuito, a corrente

elétrica – inclusive a de curto-circuito – será desviada para terra através

do dispositivo de aterramento temporário, durante o tempo necessário

para a atuação dos dispositivos de proteção da instalação elétrica.

durante o tempo necessário para a atuação dos dispositivos de proteção da instalação elétrica. RESERVADO

RESERVADO

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados Barramento ou cabo a ser aterrado Grampo de aterramento

Capítulo 3. Equipamentos de Proteção Utilizados

Barramento ou cabo a ser aterrado Grampo de aterramento Bloco centralizador de cabos Cabo de