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Teoria e Função dos Lubrificantes

Os lubrificantes desempenham um papel imprescindível para execução do trabalho


mecânico. Hoje veículos de maquinarias mais sofisticada exigem o máximo dos
lubrificantes. Motores, transmissão, eixos, sistemas hidráulicos, engrenagens,
operações de usinagem pedem lubrificantes especialmente formulados para:

 Proteger os componentes críticos,


 Oferecer uma operação confiável,
 Baixar custos de manutenção,
 Diminuir o tempo de parada de manutenção
 Prolongar a vida do equipamento.

Para alcançar estes objetivos os lubrificantes são formulados com pacotes


especiais de aditivos que melhoram o seu desempenho nas várias aplicações e
nas condições de operação

Um lubrificante eficaz:

 Reduz o atrito nos motores e Controla o atrito nas transmissões


 Minimiza o desgaste
 Funciona como agente de transferência de calor.
 Inibe a corrosão e a oxidação
 Remove partículas de desgaste e outros contaminantes
 Diminui o efeito dos extremos da temperatura sobre a viscosidade.
 Reduz o ruído.

Obviamente a redução do atrito entre as peças em movimento é a mais importante


função do lubrificante resultando em aumento da vida do veículo ou equipamento

Mesmo a superfície mais polida tal como esta vista ao microscópio parece uma
paisagem de picos e vales. É nesses picos ou asperezas entre as superfícies
engrenadas onde ocorre o contato entre elas. O atrito gerado não depende da área da
superfícies em contato mas da área de contato dos picos microscópicos.

O atrito diminui e chega até parar o movimento deslizante nas asperezas das superfícies. O
atrito excessivo pode até levar a soldagem e depois da ruptura entre esses picos enquanto as
peças continuam a se mover. Isso causa desgaste e contamina o lubrificante com as partículas
metálicas que se soltam para um dado material e o polimento da superfície o atrito dobra
quando as força entre as parte móveis dobra. Isso é expresso como coeficiente de atrito que é
achado quando divide a força total necessária para mover o corpo em uma superfície
horizontal em uma superfície a uma velocidade constante pelo peso desse corpo. O
coeficiente de atrito cresce com o número de asperezas para incremento de cada aspereza
necessária. A potencia adicional necessária quanto maior a potência necessária menor a
eficiência da máquina além disso atrito excessivo resulta em aumento de calor, desgaste e
danos de componentes os danos podem ocorrer de diferentes formas:

a ondulação ocorre como ondas de abrasão parecidas com escamas de peixe a cristagem
produz uma série de cristas gera uma dispostas diagonalmente na superfície metálica a
escoriação existe de uma superfície para outra a crateração é a formação de cavidades
irregulares ruptura metálica devido a ruptura de suas partículas a descamação é a crateração
extrema superfície do metal

Numa máquina o lubrificante importante peça contra os efeitos danosos do atrito


dependendo do tipo de equipamento, cargas e a velocidade são usados diferentes tipos, nesse
gráfico mostra o tipo de viscosidade e carga sobre o atrito, o gráfico pode ser dividido em 3
áreas que correspondem em 3 diferentes regimes:

Lubrificação de película fluida.

Lubrificação Limitrofe

Lubrificação de película mista

Esses regimes de lubrificação estão associados com a espessura da película fluída na área de
contato.

Lubrificação de película fluída ou hidrodinâmica a película é espessa o suficiente para separar


completamente as duas superfícies minimizando o atrito. Este é o tipo de lubrificação nas
condições de viscosidade máxima do lubrificante e carga mínima.

Mas a lubrificação por película fluida falha sob choques de carga, operações de baixa
velocidade e alto torque e baixa viscosidade do lubrificante. Nessas condições a máquina
trabalha em um regime chamado de lubrificação limítrofe e o desgaste é evitando usando
aditivos antidegaste de extrema pressão estes aditivos formam uma película protetora com
baixa resistência ao cisalhamento mas alta temperatura de transição de sólido para líquido nas
superfícies em contato Essa película age recobrindo os picos microscópicos da superfície em
contato protegendo-as do desgaste excessivo melhor que a película continua.

Outro tipo o lubrificante de película mista combina as propriedades de lubrificação de película


fluída com as da lubrificação limitrofre empregado uma lubrificação continua e outras em
camadas para proteger a superfície em contato

Um tipo especial de Lubrificação mista, lubrificação Elastohidrodinâmica aplica-se em


condições de pressão extrema, duas coisas acontecem na lubrificação EHD,primeiro a
superfície das peças em contato se deformam elasticamente espalhando a carga para uma
área mais ampla segundo a viscosidade do lubrificante aumenta de forma dramática e
momentânea aumentando a sua capacidade de suportar cargas na zona de contato. O efeito
combinado é aprisionar uma fina mas bastante densa película de lubrificante entre as
superfícies com o aumento da viscosidade é gerada força hidrodinâmica para separar as
superfícies com a película fluída.

Os lubrificantes tem desempenhar sua função em condições extremamente desfavoráveis


condições que contribui para degradá-lo e reduzir sua eficácia isto pode ocorrer de muitos
modos desgate prematuro das peças podem resultar da

 Contaminação do lubrificante
 Película de óleo reduzida ou interrompida
 Níveis inadequados
 Tipos incorretos

Contaminação dos lubrificantes por materiais estranhas tais como poeira, água ou
subprodutos da combustão é uma causa importante de desgaste e falha de componentes.
Partículas de poeiras são muito abrasivas e podem sulcar ou cristar a superfície metálica , água
como subproduto do processo de combustão resultante do processo de combustão ou
resultante da condensação nos tanques e da tubulação também podem corrosão superfícies
metálicas desprotegidas contaminar os lubrificantes reduzindo a sua viscosidade . Também
combustíveis não queimados contaminam os lubrificantes reduzindo sua viscosidade

Por isso os lubrificantes devem ser apavorados com pacotes especiais de aditivos para
combater os efeitos adversos da contaminação.

Pelo uso de lubrificante de grau de viscosidade inadequado ou não trocado nos períodos
recomendados pelo fabricante, Lubrificantes de viscosidade muito alta ou muita baixa para o
tipo de serviço ou alterada por contaminação não oferecem suficiente proteção

Outra causa de desgaste e falhas nas peças é a película reduzida ou interrompida.

Com o tempo os contaminantes no lubrificantes podem reduzir o seu desempenho mudando


sua viscosidade, alterando sua química ou subtraindo do lubrificante certos aditivos
antidegaste, filtros de combustível, de óleo ou de ar minimizam a contaminação do
lubrificante

Fabricação de Lubrificante

Modificadores de viscosidade – Geralmente são polímeros solúveis em óleo que aumentam a


viscosidade do lubrificante nas temperaturas mais altas. Nas temperaturas mais baixas quando
não se deseja uma alta viscosidade a moléculas do polímero se contraem fazendo maior
volume e tem mínima associação ao óleo nas temperaturas altas as cadeias de polímeros se
expandem a solubilidade aumenta e melhora sua associação ao óleo todo o efeito é um
aumento da viscosidade. Os modificadores de viscosidade ampliam o gradiente de
temperatura em que o lubrificante pode funcionar eficazmente um aspecto importante para
fluídos que devem funcionar nas 4 estações.

Detergentes que atuam na superfície das peças e também neutralizam dos subprodutos da
combustão e da oxidação, por exemplo, eles protegem contra o ácido de enxofre formado
durante a combustão do diesel e do óleo. Os detergentes principalmente sais de metais como
cálcio e magnésio ou sódio de ácidos orgânicos são usados em óleos de motores e metais com
aplicação de fluídos. Os detergentes protegem as peças contra depósitos o que é vital para
obras diminutas, como anéis tuchos e saias de pistões

Dispersantes minimizam a tendência de contaminantes a se aglomerar formando glumos


depositam como borra ou verniz embora enquanto os detergentes e dispersantes funcionam
como agentes de limpeza eles diferem mecanicamente são materiais não metálicos e são
mais eficazes no controle de depósitos em operações intermitentes ou em baixas
temperaturas.

Agentes antidesgaste que reduzem a perda de metal sob a superfície de altas cargas eles
incluem compostos formadores de película como fosfatos de zinco que protegem com ou
adsorvendo

Agentes de extrema pressão que é um tipo especial de agente antidesgaste para uso sob carga
extrema e baixa velocidade e altas temperaturas e reagem com asperezas das superfícies

Antioxidantes minimizam o engrossamento e a reação do oxigênio com o lubrificante em


agitação em altas temperaturas, engrenagens e diferenciais com o aumento de temperatura a
taxa de oxidação de um lubrificante não protegido quase dobra os antioxidantes reagem com
da oxidação ou decompondo peróxidos do óleo. Um lubrificante é engrossado pela da bomba
de óleo pode causar danos irreversíveis aos mancais por falta de lubrificante e até impedir a
partida do motor por isso o óleo oxidado contém ácidos que correm a superfície metálica.

Inibidores de corrosão – Inibidores que são necessários para corrosão causada pelo oxigênio e
sobre produtos superfície metálicas, as taxas de ferrugem e corrosão são baixas aumentam
muito quando os metais não protegidos estiverem em presença de água e oxigênio
infelizmente ambas estão presentes em abundância dos motores de combustão interna a
ferrugem e a oxidação do ferro pode grimpar os tuchos e não liberar as válvulas de alivio de
pressão do óleo e pode destruí motores, engrenagens e diferenciais e mancais formando uma
película protetora sobre a superfície metálica de ferrugem formam uma barreira contra e a
umidade.

Agente antiespuma
Eliminam bolhas de ar a espuma se forma no lubrificante quando a agitação sob as peças
metálicas e tira o ar ao óleo a espuma excessiva retira afetando a película hidrodinâmica entre
as peças em movimento os inibidores de espuma evitam esse problema evitando tensão
superficial do lubrificante.

Compostos poliméricos de silicone são usados como inibidores de espuma em motores e


transmissões eles não são solúveis em óleo mas fica em suspensão no lubrificante

Emulsificantes e demulsificantes tratam do problema de contaminação com água, o


emuslificantes e demuslficiantes permitem que dois fluídos normalmente não miscíveis
formem uma emulsão estável os emulsificantes são adicionados aos demulsificantes contendo
alta concetração de água tais como óleo solúveis de corte.

Os demuslficiantes facilitam a separação da água do óleo eles são usados quanto a


contaminação por água pode ser um problema, em tanques de armazenamento , por exemplo.
Esses aditivos se concentram na interface água óleo e promovem a coalescência das gotas e a
separação das fases por gravidade

Rebaixadores de pontos de fluidez que controlam a formação de cristais de parafina nas baixas
temperaturas interrompendo o crescimento dos cristais sendo útil em lubrificantes de
combustíveis a redução de cristais e alteração de sua forma mantem a viscosidade e a fluidez
para possibilitar a partida em condições de temperatura subzero.

Modificadores de atrito tem duas diferentes funções dependendo da aplicação, em motores


reduzem o atrito o que melhora a eficiência da operação, reduzem o calor, minimizam o
desgaste e diminuem o ruído

Em transmissão automática e fluído para tratores eles aumentam o atrito dinâmico e


diminuem o atrito estático para controlar a transferência de torque entre os discos da
embreagem e diminuem o chiado, o calor e o desgaste estes compostos se adsorvem na
superfície metálicas onde eles diminuem o atrito acarretando maior eficiência da operação

Corantes codificam os lubrificantes para facilitar a identificação