Você está na página 1de 5

AD2 – Física Estatistica e Matéria condensada – 2017-2

Aluno: Felipe Dias Rodrigues


Matrícula: 131104040161
Polo: Volta Redonda
Assunto: Gás de elétrons bidimensional

O gás de elétrons livres, pode ser também chamado de gás de Fermi, que
é um gás composto por férmions não interativos, ou seja que não interagem
entre si, no caso dos elétrons, são elétrons que não se colidem. Esta
propriedade pode ser encontrada nos metais, pois colisão de elétrons nos
metais acontece com pouca frequência. Os férmions são partículas que
possuem o spin semi-inteiro, dessa forma estão limitados ao princípio de
exclusão de Pauli. O gás de Fermi ou gás de elétrons livres é a versão do gás
ideal na mecânica quântica, para o caso de partículas fermiônicas. Os elétrons
livres de condução em um metal e semicondutores e nêutrons em estrelas de
nêutrons podem ser considerados aproximadamente gases de Fermi. Este gás
pode ser estudado em forma tridimensional, como também de forma
bidimensional que será discutido neste texto.
A distribuição de energia dos férmios no gás em equilíbrio térmico é
determinada por sua temperatura e pelo estado de energia disponíveis, que
podem ser obtidos pela estatística de Fermi-Dirac. O princípio de Pauli condiz
que, nenhum estado quântico pode ser ocupado por mais de um férmion, dessa
forma a energia total do gás de Fermi à temperatura do zero absoluto é tão
quanto o produto de número de partículas pelo estado de energia de cada
partícula. Por conta desta configuração, o gás Fermi tem pressão diferente de
zero na temperatura do zero absoluto, sendo uma principal diferença com o gás
ideal clássico que na temperatura de zero absoluto tem sua pressão nula. Esta
pressão do gás de Fermi na temperatura de zero absoluto tem o nome de
pressão de degenerescência, que pode ser observada na estabilização de
estrelas de nêutrons ou em uma estrela anã branca com gás de Fermi de
elétrons.
O assunto proposto para a dissertação é o gás de elétrons bidimensional,
como já foi citado a cima é composto pelos a partir do elétrons de valência de
cada átomo, que formam a estrutura sólida do metal, estes elétrons se
desprendem se tornando elétrons livres e de condução de energia. Um sólido
metálico pode ser visto como constituído de íons positivos, localizados nos sítios
de uma estrutura, e por elétrons de condução não localizados. Os Íons não
estão em repouso absoluto, entre tanto eles vibram em torno de sua posição de
equilíbrio, e na quantização dos modos normais de vibração dos átomos que se
origina os fônons. Dessa forma o sólido metálico é um sistema formado por
fônons e elétrons de condução, havendo possibilidades de interações entre
partículas distintas ou de mesma natureza entre os elétrons e fônons. A maneira
mais simples para tratar este sistema é ignorar a interações e as colisões entre
os elétrons, dessa forma as propriedades do matérias são a soma das
propriedades do sistema.
Para densidade das orbitas, ou também podemos tratar como densidade
dos estados, tratasse a partir de uma coleção de elétrons não interagentes, que
não interagem entre si, entre tanto, estes elétrons estão sujeitos a um potencial
devido aos íons, considerando-os imóveis em sua posição de equilíbrio. Para a
determinação dos orbitais ou das fases, se resolve a equação de Schrodinger ,
usando parâmetros para um único elétron, considerando um modelo em que o
potencial devido aos íons é constante, o elétron terá apenas energia cinética,
dessa forma a equação de Schrodinger independe do tempo.

As auto funções em duas dimensões são datas por:

Onde k é o vetor de onda, e seu módulo é a energia

O vetor de onda fornece o número de orbitais, multiplicando o resultado por 2,


pois cada setor de onde corresponde a dois orbitais. Associando cada vetor a
um ponto do espaço bidimensional, número de vetores de onda que satisfazem

é igual ao número de cubos elementares de volume (¿¿ 3/3) dentro da
(2 π / L)3=¿
esfera de raio √ 2m ɛ /h 2 :

A partir deste resultado se obtém a densidade de fase, ou densidade de orbitais:

Das propriedades termodinâmicas, considerasse que os elétrons livres


estão confinados em uma região de volume V e à uma temperatura T, em
contato com um reservatório de partículas que fica o potencial químico µ dos
elétrons. Reforçando que os elétrons são férmions, o número de ocupação
médio Ns de um orbital s pode ser obtido pela distribuição de Fermi-Dirac:
ɛs é a energia do orbital S. O potencial termodinâmico é dado por:

Associando estas equações com U e N


Obtemos o Potencial termodinâmico:

Tendo em vista que este potencial é igual a –PV, chegamos à conclusão que:

O gás de elétrons tem propriedades interessantes quando está sujeito a


temperaturas finitas, como submetido a uma temperatura de 0 kelvin. A função
de Fermi mostra que, nesta temperatura, os orbitais que tem energia menor
que o potencial químico estão ocupado e aqueles com energia mais que o
potencial químico estão vazios.

Integrando a densidade em função ɛ no intervalo de zero a µ (potencial


químico), obtemos o número de elétrons, e integrando a densidade em função
de ɛ vezes ɛ no intervalo de zero até o potencial químico, obtemos a energia U:

Um ponto fundamental desta teoria, se consiste na representação da energia de


Fermi, que é definida de tal forma que todos os orbitais com energia menor que
a energia de Fermi estão ocupados. Dessa forma a energia de Fermi coincide
com o potencial químico quando o gás está submetido a uma temperatura de
zero kelvin. A energia de Fermi e a temperatura de Fermi pode ser escrita
respectivamente:

É possível determinar a capacidade térmica de um gás de elétrons livres, quando


estão submetido a regimes de baixa temperatura. Neste regime o gás de elétrons recebe o
nome de gás de elétrons degenerados. Isso leva a encontrar o valor do potencial químico
em função de V e N.

Nessa expressão vemos que o potencial químico diminui com a temperatura quando N e V
são constantes
Por conclusão, o gás de elétrons pode ser considerado um gás de férmions, dessa
forma este gás pode ser estudada diante de todas as características de um gás Fermi,
podendo desenvolver seu aparato matemático em caráter tridimensional ou bidimensional,
como feito neste texto. Este tipo de gás pode ser encontrado em metais condutores, semi-
condutores, através dos elétrons livres nestes sólidos e também em estrelas como nas
chamadas anãs-brancas e estrela de Nêutrons. O gás de Fermi, pode ser considerado um
modelo quântico análogo ao modelo clássico de gás ideal. Um característica que diferencia
este gás do modelo clássico é o comportamento da pressão ser diferente de zero em
temperatura de zero kelvin.