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TIPOS DE MERCADOS

 CONCORRÊNCIA PERFEITA.
-Número infinito de produtores e consumidores;
-Produto transacionado é homogêneo;
-Não há barreiras à entrada de firmas e consumidores;
-Perfeita transparência de informações entre consumidores e vendedores;
-Perfeita mobilidade de fatores de produção;
EXEMPLO: Mercado agrícola.

 MONOPÓLIO.
-Oposto da concorrência perfeita.
-Há apenas uma empresa para inúmeros consumidores.
-O produto não possui substitutos próximos e há barreira à entrada de novas firmas.
EXEMPLO: Companhias de energia elétrica dos municípios ou estados.

 OLIGOPÓLIO
-Pequeno número de firmas que dominam todo o mercado;
-Os produtos podem ser homogêneos ou diferenciados, com barreiras à entrada de novas
empresas.

 CONCORRÊNCIA MONOPOLÍSTICA (OU IMPERFEITA).


-Muito semelhante à concorrência perfeita.
-Produto transacionado não é homogêneo.
-Cada firma possui o monopólio do seu produto/marca que é diferenciado dos demais.
EXEMPLO: Lojas de roupas (muitas firmas, muitos compradores, porém o produto é
diferenciado, cada loja possui o monopólio da sua marca).
 MONOPSÔNIO.
-É antítese do monopólio.
-Há apenas um comprador, enquanto, no monopólio, existe apenas um comprador.
EXEMPLO: Várias fazendas de gado e apenas um frigorífico (Será o único comprador –
monopsonista- da carne das fazendas).

 OLIGOPSÔNIO.
-Forma inversa ao oligopólio;
-Existe um grupo de compradores que dominam o mercado;
EXEMPLO: Mercado de peças automotivas em que um pequeno grupo de compradores
(Ford, GM, Fiat, etc) adquirem grande parte da produção de peças automotivas.
HIPÓTESE DE MAXIMIZAÇÃO DE LUCROS

-Objetivo das firmas é a maximização dos lucros e o equilíbrio destas ocorre neste
momento.
-Objetivo do empresário é buscar o nível de produção que maximize seu lucro.
 Teoria Neoclássica ou Marginalista.
-Pressuposto básico: as firmas buscam a maximização dos lucros (receitas MENOS
despesas).

 A EMPRESA MAXIMIZA LUCROS QUANDO O CUSTO MARGINAL (Cmg) SE IGUALA À


RECEITA MARGINAL (Rmg).

-Maximização dos lucros  Rmg=Cmg

Rmg = Δ RT / Δ Q

RT= RECEITA TOTAL


Q= PRODUÇÃO

O único ponto em que não é possível aumentar os lucros é exatamente onde a receita
marginal é igual ao custo marginal.
Este ponto representa o equilíbrio da firma (lucro máximo).

Se Rmg > Cmg; aumenta-se a produção;


Se Cmg > Rmg; reduz-se a produção;
Se Cmg = Rmg; não se altera a produção (a firma está no lucro máximo).
I. CONCORRÊNCIA PERFEITA.

 Mercado é inteiramente impessoal, no sentido de que o mercado é tão


diversificado, possui tantos produtores e consumidores que não sobra espaço para
“rivalidades” pessoais.

Quatro condições básicas a definem:

a) Atomicidade (grande número de pequenos vendedores e compradores).


- Todos os agentes econômicos devem ser pequenos em relação ao mercado, de
forma a não exercer influência significativa sobre o todo.
- Os agentes são átomos.
- Principal conseqüência (grande número de vendedores e compradores) é o fato de
que as empresas e os consumidores simplesmente aceitarão o preço que o mercado
impõe.
- Empresas e consumidores são tomadores (ou aceitadores) de preços.
CURVA DE DEMANDA INDIVIDUAL DA EMPRESA, EM CONCORRÊNCIA PERFEITA, É
UMA RETA HORIZONTAL.
 A demanda para firma em concorrência perfeita é infinitamente elástica ou
perfeitamente elástica.

b) Produto Homogêneo
- Produtos devem ser homogêneos ao produto de qualquer vendedor.
- Homogeneidade pode ser encontrada quando os produtos de todas as empresas em
um mercado são substitutos perfeitos entre si.
EXEMPLO CLÁSSICO: produtos primários (matérias-primas, produtos agrícolas, etc).São
commodities que permitem a impessoalidade nas transações.
c) Livre mobilidade de fatores de produção (recursos) – livre entrada e saída
-Cada fator de produção ou recurso pode imediatamente entrar e sair do mercado
como resposta a mudanças em suas condições (alterações de preços, por exemplo).
-O fator de produção mão-de-obra é móvel, podendo mudar de uma empresa para
outra;
-Os requisitos para exercer qualquer trabalho por parte da mão-de-obra são poucos,
simples e fáceis de aprender;
-Os fatores de produção estão disponíveis para todas as empresas, ou seja, não existe
insumo ou fator de produção que seja monopolizado por um proprietário ou produtor.
-Novas empresas podem entrar e sair livremente, sem maiores dificuldades. Neste
ponto, ressalto que se, grandes investimentos ou patentes/licenças iniciais são
necessários, então, não temos livre entrada e saída, nem livre mobilidade de recursos.

d) Perfeito conhecimento
- Os consumidores devem ter perfeito conhecimento dos preços, caso contrário eles
podem comprar a preços altos quanto outros menores estão disponíveis.
- Conclusão: não existe mercado perfeitamente competitivo (concorrência perfeita).

CURVAS DE RECEITA DA FIRMA (EM CONCORRÊNCIA PERFEITA)


-Receita média (Rme)= RT/Q. A Receita média de uma firma é o próprio preço unitário
de mercado do bem (Rme=P).

RT=P.Q  Rme= RT/Q= P.Q/Q= P

-Receita marginal (Rmg) = RT/Q= P/1= P. A Receita marginal da firma, na


concorrência perfeita, também é igual ao preço de mercado do bem.
CONCORRÊNCIA PERFEITA  Rmg = P
Assim, as curvas de demanda da receita média e da receita marginal serão
equivalentes, isto é, serão linhas retas horizontais ao nível de preço de equilíbrio.
 EQUILÍBRIO DA FIRMA NO CURTO PRAZO
- Somente na concorrência perfeita a firma se equilibra quando Cmg=P, pois Rmg=P e
o equilíbrio de qualquer firma é atingido quando Rmg=Cmg.
-Nível de preço = Custo Marginal  PREÇO SOCIALMENTE ÓTIMO.
-Ao nível de produção onde o Rmg=Cmg=P ocorre o ponto de prejuízo total máximo.
 Prej = CT – RT (Diferença entre os custos totais e a receita total).
No lucro máximo, o custo marginal é crescente; no prejuízo máximo, o custo
marginal é decrescente.

Rmg = P = Cmg  sendo Cmg crescente.

CURVA DE OFERTA DA FIRMA NO CURTO PRAZO


A curva de oferta da firma, no curto prazo e na concorrência perfeita, é derivada a
partir do trecho ascendente da curva de custo marginal.
A FIRMA SÓ OFERTARÁ/PRODUZIRÁ SE O PREÇO DO BEM ESTIVER ACIMA DO CUSTO
VARIÁVEL MÉDIO.
- A curva de oferta de curto prazo de uma firma em concorrência perfeita é,
precisamente, a curva de custo marginal para todos os níveis de produção iguais ou
maiores que o nível de produção associado ao custo variável médio mínimo. Para os
preços de mercado menores que o custo variável médio mínimo, a quantidade ofertada
de equilíbrio é zero.

 CURVA DE OFERTA DA INDÚSTRIA NO CURTO PRAZO


- A curva de oferta da indústria será o somatório das curvas de oferta das firmas.
diferença do longo para o curto prazo é a possibilidade de a firma variar todos os fatores
de produção

Também chamada de curva de oferta de setor e do mercado.


-É a somatória horizontal das curvas de oferta individuais.
EQUILÍBRIO DA FIRMA NO LONGO PRAZO
- Diferença do longo para o curto prazo é a possibilidade de a firma variar todos os fatores
de produção.
- No longo prazo, todos os custos são variáveis.

CT=CV, Cme=CVme

- No equilíbrio do longo prazo da concorrência perfeita, só possuímos lucro econômico


igual à zero, ou lucro normal.
- O equilíbrio competitivo de longo prazo é a situação em que há lucro econômico zero
(RT=CT) logo (Rme=Cme).
Rmg = Rme = P = Cme = Cmg
• Em curto e em longo prazo, a firma competitiva maximiza lucros quando Rmg=Cmg.
• Em curto prazo, o equilíbrio pode ocorrer com a firma obtendo lucro extraordinário,
lucro normal ou prejuízo econômico.
• No entanto, em longo prazo, o equilíbrio ocorre necessariamente com lucro
econômico zero (lucro normal).
Graficamente, o equilíbrio de longo prazo será o ponto em que a curva de custo
marginal de longo prazo intercepta a curva de custo (total) médio de longo prazo,
ressaltando que esta intersecção representa o ponto de mínimo da curva de custo total
médio.
Resumo da concorrência perfeita:
• Todos os agentes são tomadores de preço;
• Curva de demanda da firma é perfeitamente elástica (horizontal);
• Única estrutura de mercado em que o preço é igual à receita marginal.
Consequentemente, o ponto de maximização de lucros da firma (equilíbrio) é atingido
quando o preço é igual ao custo marginal (P=Cmg);
• A curva de oferta é a curva do custo marginal acima do custo variável médio;
• No curto prazo, a firma pode obter prejuízo, lucro zero (normal) ou lucro econômico. No
longo prazo, ela obterá obrigatoriamente lucro normal (zero), onde lucro total é igual ao
prejuízo total (ou Rme=Cme);
• Em longo prazo, no equilíbrio (ponto de mínimo da curva de custo médio):
Rmg=Cmg=P=Rme=Cme.
• Em longo prazo, se tivermos custos decrescentes (economias de escala), a curva de
oferta do setor será negativamente inclinada. Se tivermos custos constantes (retornos
constantes de escala), a curva de oferta do setor será horizontal.
II. MONOPÓLIO

- É o oposto da concorrência perfeita, representando a inexistência de competição, uma


vez que apenas uma firma domina todo o mercado.
- Características Básicas:
 Uma única empresa produtora do bem ou serviço;
 Não há produtos substitutos próximos;
 Existem barreiras à entrada de firmas concorrentes.

 Barreiras à entrada de nova empresa.


 Recursos de monopólio: empresa possui os recursos chave para a produção de
determinado produto. Ex: Aluminium Company of America (Alcoa) que controlava
as fontes de fornecimento de bauxita.
 Regulamentações do governo: empresa detém o monopólio de um produto por
força de lei (monopólio legal). Ex: Leis que regulam patentes e direitos autorais,
Petrobrás (direito exclusivo de explorar o petróleo localizado em terras brasileiras).
 Processo de produção: uma só empresa pode produzir a um custo médio menor
do que se houvesse um número maior de empresas (economias de escala no
processo de produção), formando o chamado monopólio natural ou puro. Ex:
Empresas que têm parcela muito alta de custo fixo e custos variáveis baixos,
quando comparados com o custo fixo. Companhias de energia elétrica, telefonia,
abastecimento de água e saneamento básico das cidades.
Obs. As economias de escopo, quando os custos totais de uma só empresa são
menores que os custos totais de várias empresas, também representa barreira à
entrada e pode provocar surgimento de monopólios naturais.
 Tradição no mercado: tradição das firmas funciona como barreira à entrada de
novas firmas. Ex: Japoneses demoraram a entrar no mercado de relógios devido a
tradição dos suíços.

CURVAS DE DEMANDA, RECEITA MÉDIA E RECEITA MARGINAL DA FIRMA


MONOPOLISTA.

No mercado concorrencial, a demanda individual da firma era uma reta horizontal


passando pelo nível de preço e que, ao mesmo tempo, também representava o nível de
receita marginal e da receita média.
- No monopólio a curva de demanda da firma será igual à curva de demanda do mercado
(negativamente inclinada), pois a firma monopolista é o próprio mercado. Esta não é
tomadora de preços e sim formadora de preços.
Assim, a receita não será igual ao preço. A receita marginal será menor que o preço que a
firma cobra pelo seu produto.
 A receita marginal no monopólio será sempre menor que o preço do produto.
- Em monopólio: Rmg<P

 No monopólio, a curva de receita estará abaixo e à esquerda da curva de demanda da


firma (que é igual à curva de demanda do mercado – negativamente inclinada).
Obs. A curva receita marginal possui o mesmo intercepto vertical da curva de demanda e
inclinação duas vezes maior.
- A receita média (Rme) é igual ao próprio preço que o consumidor paga em cada em
unidade do produto. Rme = RT/Q = P.Q/Q=P
Portanto, a curva de Rme é a própria curva de demanda do mercado.

 A RECEITA MARGINAL E A ELASTICIDADE PREÇO DA DEMANDA NO MONOPÓLIO.

- O monopolista só consegue maximizar lucro se a Elasticidade Preço-Demanda é igual ou


maior que 01 unidade (Epd ≥ 1).
 Monopolista não irá operar (ou atuar) onde a curva de demanda é inelástica. Ou seja,
escolherá um nível de produção em que a demanda seja maior ou igual a 01 unidade.
PORTANTO, O MONOPOLISTA SÓ OPERA NO RAMO ELÁSTICO DA CURVA DE DEMANDA.

 EQUILÍBRIO DO MONOPOLISTA
A firma competitiva e o monopólio maximizam os lucros quando Rmg=Cmg. Assim, a
diferença básica entre as duas situações é que no monopólio, a Rmg não é igual ao preço,
mas sim menor. Isto fará que o monopolista se equilibre sempre com um nível de produto
para o qual o preço seja maior que o custo marginal.
-EQUILÍBRIO NO PONTO B ONDE A PRODUÇÃO É MAIOR. (Primeiro iguala-se a Rmg e o
Cmg, depois encontramos aquele ponto que remete ao maior nível de produção).

 RT = P.Q  RT= O_Qe_E_Pe


 CT=CmexQ  CT= O_Qe_C_Cme.
 L= RT-CT. LT= Cme_C_E_Pe.

O lucro da firma monopolista depende da diferença entre o preço de equilíbrio (preço


que o bem é vendido ao consumidor) e o custo médio.
- É possível a firma monopolista incorrer em prejuízo desde que (RT<CT), esteja em uma
situação de curto prazo.
- A firma monopolista, assim como a firma competitiva, só deve encerrar suas atividades
no curto prazo quando, ao igualar a Rmg ao Cmg, o preço for inferior ao custo variável
médio (P<Cvme).
Em curto prazo, o monopolista pode se equilibrar (igualar Rmg=Cmg) obtendo prejuízo
econômico, desde que o preço seja superior ao custo variável médio. No entanto, em
longo prazo, a firma monopolista encerrará suas atividades se obtiver prejuízo econômico.

 DETERMINAÇÃO DO PREÇO DO MONOPOLISTA E O MARK UP


- Ao contrario da concorrência perfeita, a Epd no monopólio é  1. Quanto mais a Epd se
aproxima de 1, maior será o preço do produto (P) e mais ele se distancia do preço
marginal. Quanto mais a Epd cresce e se aproxima do infinito (Epd=), menor será o preço
do produto (P) e mais ele se aproxima do custo marginal.
 Quanto mais elástica for a curva de demanda com a qual o monopolista se defronta,
mais próximo estarão o preço e o custo marginal, e menor será a sua margem (excesso)
sobre o custo marginal. Ou seja, quanto mais inelástica for a curva de demanda da
empresa, maior o poder de monopólio.

 O mark up é a margem do preço que está acima do custo marginal (mark up = P/Cmg).

Quanto maior a elasticidade preço da demanda, menor será o mark up do


monopolista.

ÍNDICE DE LERNER E O PODER DO MONOPÓLIO


-O índice de Lerner é um meio de medirmos o poder de monopólio (ou poder de
mercado).
- Na concorrência perfeita, P=Cmg (o que chamamos virtualmente de preço socialmente
ótimo). No monopólio, P>Cmg.
 Uma forma de medir o poder do monopólio é verificar qual a proporção em que o
preço do produto supera o custo marginal.
-O índice variará entre zero e um. Quanto menor o poder de monopólio, menor ou mais
próximo de zero será o índice.

-Substituindo em termos de elasticidade, podemos afirmar que quanto maior a Epd,


menor será o poder do monopólio.
-Estamos falando de poder de monopólio e não de lucros (alto poder de monopólio não
significa, necessariamente, lucros elevados). O poder de monopólio depende da margem
do preço sobre o custo marginal, ao passo que o lucro depende da diferença entre receita
total e custo total (ou seja, da diferença entre o preço, ou receita média, e o custo médio).
Assim, uma empresa pode ter alto poder de monopólio, mas os lucros podem não ser tão
altos (ou até mesmo negativos) devido ao nível elevado de custo médio.

Ex: Falência da Transbrasil e Varig (empresas que possuíam alto poder de mercado mesmo
assim faliram).

 A CURVA DE OFERTA E O EQUILÍBRIO DE LONGO PRAZO DA FIRMA MONOPOLISTA


- A firma monopolista não tem curva de oferta individual, logo, o mercado também não
possui curva de oferta, pois o mercado é a própria firma.
- Em outras palavras, não há curva que mostre uma relação entre preços de venda e
quantidades produzidas. (No monopólio a curva de custo marginal não se deriva da curva
de oferta. O preço é difere do custo marginal).
- O Equilíbrio de longo prazo difere da concorrência perfeita pois este acontece quando as
firmas possuem lucro econômico zero. No monopólio, porém, a existência de barreiras à
entrada de novas firmas permitirá a existência de lucros econômicos positivos (lucros
extraordinários) no longo prazo.
-No monopólio, havendo lucros positivos, não existe o perigo de haver a entrada de mais
empresas no mercado, justamente porque o que justifica a existência do monopólio são
as barreiras à entrada. Logo, no longo prazo do monopólio, havendo lucros
extraordinários, não haverá entrada de ninguém, o que permite a continuidade dos lucros
positivos.

A INEFICIÊNCIA DO MONOPÓLIO

-Na concorrência perfeita, o equilíbrio do mercado ocorre quando a curva de demanda do


mercado intercepta a curva de oferta do mercado. A curva de oferta do mercado é a soma
das curvas de oferta (curvas de custo marginal) das firmas individuais (assim, curva de
oferta do mercado= ΣCmgi), onde Cmgi é o custo marginal da firma individual.
-Suponhamos agora, em situação hipotética, imaginária, que todas as firmas competitivas
se unissem e formassem uma só firma que monopolizasse todo o mercado. O equilíbrio
desse novo mercado (monopolista) aconteceria quando a nova firma monopolista
igualasse o custo marginal à receita marginal. A curva de receita marginal estará à
esquerda e abaixo da curva de demanda do mercado. O custo marginal estará
representado pela curva de oferta do mercado, uma vez que esta representa o somatório
das curvas de oferta das firmas individuais. Neste novo equilíbrio monopolista, percebe-se
que o mercado monopolista produz menos que o mercado competitivo, e cobra mais
caro.
 MERCADO MONOPOLISTA IMPLICA GANHO DE BEM-ESTAR PARA O PRODUTOR E
PERDA DE BEM-ESTAR PARA O CONSUMIDOR. (A perda no bem-estar total resulta numa
ineficiência econômica conhecida como “peso morto”).
MERCADOS MONOPOLISTAS NÃO SÃO EFICIENTES ECONOMICAMENTE PELO FATO
DE O MONOPOLISTA COBRAR UM PREÇO ACIMA DO CUSTO MARGINAL.

- Para corrigir isso o governo pode tentar melhorar a eficiência econômica, impondo a
regra competitiva de formação de preços.

 MONOPÓLIOS NATURAIS
-A produção de determinados bens apresenta economias de escala para os níveis de
produção relevantes. Conforme sabemos, economias de escala é uma característica do
processo produtivo, na qual, quanto mais se produz, menor é o custo unitário da
mercadoria ou serviço que é produzido. Isto é, quanto maior for a produção, menor será o
custo médio (ou custo por mercadoria). Em outras palavras, uma só empresa pode
produzir a um custo médio menor do que se houvesse um número maior de empresas.
Quando essa situação ocorre, temos um monopólio natural ou puro.
-São empresas com uma parcela muito alta de custo fixo (aquele que não varia com a
quantidade produzida) e custo variáveis baixos (aqueles que variam com a quantidade
produzida). Ex: companhias de energia elétrica, telefonia, abastecimento de água e
saneamento básico das cidades.
- A estrutura de custos médios é decrescente para toda a faixa relevante de produção.
OS MONOPOLIOS NATURAIS APRESENTAM CUSTOS MARGINAIS MUITO BAIXOS, BEM
PROXIMOS OU TENDENDO A ZERO PARA OS NÍVEIS RELEVANTES DE PRODUÇÃO.

- O monopólio natural não é algo ruim. O monopólio nem sempre deve ser quebrado pelo
governo. No caso do monopólio natural, o governo deve regular a industria e não tentar
impor mecanismos de concorrência.
- O monopólio natural representa uma falha de mercado: o poder de mercado.

 SE O REGULADOR IMPÕE O PREÇO “SOCIALMENTE ÓTIMO” DA CONCORRÊNCIA


PERFEITA (P=Cmg) AO MONOPOLISTA, ELE PREFERIRÁ ABANDONAR O MERCADO, POIS SE
O PREÇO COBRADO FOR IGUAL AO CUSTO MARGINAL A RECEITA TOTAL DO
MONOPOLISTA SERÁ MUITO BAIXA, BEM INFERIOR AO CUSTO TOTAL.

 A solução de regulação para o monopólio natural é a aproximação (ou igualdade) do


preço ao custo médio.

A DISCRIMINAÇÃO DE PREÇOS
-Quando o monopolista vende o seu produto a preços diferentes, no intuito de aumentar
os seus lucros e infligir perda monetária aos consumidores, dizemos que ele é um
discriminador de preços.
Discriminação de 1º grau:
- É a discriminação perfeita de preços ocorre quando o monopolista consegue vender
cada unidade ao preço máximo (preço de reserva) que os consumidores estão dispostos
a pagar por ela.
- Há uma redistribuição de ganhos do mercado, onde o consumidor “cede” todos os seus
ganhos para o produtor, sem que haja qualquer “desperdício” de excedentes. Como não
temos perda de excedentes, podemos concluir que, ocorrendo discriminação perfeita de
preços, o monopólio será um mercado eficiente economicamente, pois o valor total dos
excedentes continua igual àquele que seria verificado em um mercado de concorrência
perfeita.
Discriminação de 2º grau:
- Ocorre quando o monopolista cobra um preço diferente, conforme a quantidade
comprada por cada consumidor.
- Os descontos por quantidade são, em muitos casos, uma forma bem sucedida de
discriminação de preços porque a disposição de um cliente para pagar por uma unidade
adicional diminui à medida que ele compra mais unidades. Então, se você oferece
descontos para unidades adicionais compradas, isto pode fazer com que seu cliente
aumente o consumo de seu produto, aumentando, assim, os lucros do monopolista.
Discriminação de 3º grau:
- Ocorre quando o monopolista cobra preços diferentes de pessoas diferentes
independentemente das quantidades consumidas por essas pessoas. Ou seja, a empresa
identifica diferentes grupos de consumidores, fixando preços diferentes para cada um
destes segmentos.
 A ESCALAMÍNIMA DE EFICIÊNCIA
- É o nível produção onde temos o custo médio mínimo.

- Nesta situação, há prevalência de condições favoráveis ao surgimento de um mercado


que funcione de maneira monopolista. A escala mínima de eficiência (EME) acaba
funcionando como um fator que influenciará a estrutura de mercado vigente.

 RESUMO DO MONOPÓLIO
• Só há uma firma produtora e sua curva de demanda é a própria curva de demanda do
mercado;
• A receita marginal é menor que o preço. Ou seja, a curva da receita marginal estará
sempre abaixo e à esquerda da curva de demanda (se tivermos uma demanda linear, a
inclinação da curva da Rmg será o dobro da inclinação da demanda);
• O ponto de maximização de lucros da firma (equilíbrio) é atingido quando a receita
marginal é igual ao custo marginal, e não quando P=Cmg (no monopólio, e em todas as
outras estruturas que não sejam concorrência perfeita, temos: P≠Cmg);
• O monopolista não possui curva de oferta;
• O monopolista nunca atua no setor inelástico da curva de demanda (nunca atua quando
EPD<1);
• O equilíbrio do monopólio geralmente ocorre com preços maiores e quantidades
produzidas menores que aquelas verificadas para um mercado de concorrência perfeita;
• O mark up é a faixa de preço que está acima do custo marginal:
• O índice de Lerner é um meio de medir o poder de monopólio, e é inversamente
proporcional à elasticidade que enfrenta o monopolista:

• A discriminação de preços de primeiro grau (ou discriminação perfeita) ocorre quando o


monopolista consegue cobrar exatamente o preço que o consumidor está disposto a
pagar. Nesta discriminação, o mercado não perde eficiência, pois toda a perda de
excedente do consumidor é capturada pelo produtor (não há perda líquida de
excedentes);
• A discriminação de preços de segundo grau ocorre quando o monopolista cobra um
preço diferente, conforme a quantidade comprada por cada consumidor;
• A discriminação de terceiro grau ocorre quando o monopolista cobra preços diferentes
de pessoas diferentes independentemente das quantidades consumidas por essas
pessoas;
• O monopólio é ineficiente economicamente (aliás, em termos de eficiência econômica, a
concorrência perfeita é o único mercado eficiente, pois os excedentes são maximizados);

CONCORRÊNCIA MONOPOLISTICA

Um mercado monopolisticamente competitivo é semelhante ao perfeitamente


competitivo em dois aspectos-chave: há muitas firmas produtoras, e não há barreiras à
entrada de novas firmas. Entretanto, ele difere da concorrência perfeita pelo fato de os
produtos serem heterogêneos ou diferenciados: cada firma vende o seu produto, que
difere em termos de qualidade, aparência, ou reputação.
 A concorrência monopolística é um meio termo entre a concorrência perfeita e o
monopólio.Ela se aproxima da concorrência perfeita na medida em que há competição
entre as empresas e nenhuma delas detém alto poder relativo sobre o mercado como um
todo. E se aproxima do monopólio na medida em que cada firma, ao deter a exclusividade
sobre o seu produto ou marca, possui poder de monopólio. Obviamente, a quantidade de
poder de monopólio que a firma exerce depende de seu sucesso na diferenciação do seu
produto em relação aos das demais empresas. Essa mistura de características da
concorrência perfeita e do monopólio dá origem ao termo “concorrência monopolística”.
Podemos concluir, então, que a curva de demanda enfrentada pela firma em
concorrência monopolísticaserá bastante elástica, ficando no meio termo entre a
concorrência perfeita e o monopólio.Neste, a curva de demanda da firma é igual à curva
do mercado e possui inclinação negativa. Na concorrência perfeita, a curva de demanda
da firma é perfeitamente elástica (uma reta horizontal).

O CURTO PRAZO da concorrência monopolística:

Em primeiro lugar observe que o equilíbrio acontece, da mesma maneira que nos
outros mercados, quando Rmg=Cmg. A curva de demanda da firma é negativamente
inclinada e possui elevada elasticidade. Em virtude da curva de demanda ser
negativamente inclinada, a curva da receita marginal ficará abaixo da curva de demanda,
de modo que a receita marginal será sempre menor que o preço. A explicação para isso é
a mesma dada no caso do monopólio (a receita marginal será menor que o preço – aliás,
somente na concorrência perfeita, temos receita marginal igual a preço).
Por fim, observe que a firma da nossa figura aufere um lucro econômico positivo (lucro
extraordinário) no valor da área do retângulo cinza, e isto acontece porque o preço
(receita média) é superior ao custo médio. Entretanto, isto foi apenas um exemplo, de
modo que, no curto prazo, a firma na concorrência monopolística poderá ter lucro
econômico positivo, negativo ou nulo. No caso de lucro negativo (prejuízo), ela só deve
encerrar as atividades se o preço for inferior ao custo variável médio, assim como
acontece em qualquer estrutura de mercado.

O LONGO PRAZO da concorrência monopolística

A sistemática do equilíbrio de longo prazo da concorrência monopolística é (quase)


igual àquele visto na concorrência perfeita. Se, no curto prazo, houver lucro econômico
positivo como verificado na figura 17, haverá incentivo à entrada de novas empresas, uma
vez que não há barreiras à entrada. À medida que novas firmas são introduzidas, essa
empresa que está auferindo lucros econômicos perderá vendas e participação no
mercado, de modo que sua curva de demanda individual será deslocada para baixo, como
mostrado na figura 18.
Se houver prejuízo, ocorrerá o contrário: haverá estímulo para a saída de empresas, de
forma que a firma aumentará suas vendas e participação no mercado, e a sua curva de
demanda será deslocada para cima, até o ponto em que não há lucro nem prejuízo
econômico (situação de lucro zero ou lucro normal). Este equilíbrio só é atingido quando a
curva de demanda tangencia a curva de custo médio, pois, nesse ponto, o preço é igual ao
custo médio e, consequentemente, a receita total será igual ao custo total, havendo,
portanto, lucro zero e equilíbrio de longo prazo.
Na concorrência perfeita, o equilíbrio ocorre com o custo médio mínimo possível (ponto
de mínimo da curva de Cme); na concorrência monopolística, o equilíbrio de longo prazo
não acontece com o custo médio mínimo. Este fato nos obriga a dizer que a empresa
monopolisticamente competitiva opera com excesso de capacidade.
Também é importante ressaltar que na concorrência monopolística o preço cobrado
pelo produto é sempre maior que o custo marginal, de forma diferente do que ocorre na
concorrência perfeita, onde P=Cmg. Aliás, o único mercado em que o preço cobrado é
igual ao custo marginal é a concorrência perfeita, em todos os outros, o preço cobrado é
superior ao custo marginal. Pelo fato de cobrar preços superiores ao custo marginal, o
mercado de concorrência monopolística é ineficiente economicamente (assim como o
monopólio também o é).
III. OLIGOPÓLIO

- No mercado oligopolista, algumas empresas são responsáveis por grande parte da


produção do mercado. A administração oligopolista é a mais complexa de todas as
estruturas de mercado, porque as decisões relativas a preço e nível de produção devem
considerar como as suas ações afetarão as empresas rivais.
- Características básicas:
 Há apenas algumas firmas;
 Há barreiras de entradas elevadas, de modo que não haja entrada no longo prazo
no setor;
 Cada firma produz bens parecidos (suposição nossa, para facilitar a análise).

- O oligopólio, geralmente, surge quando há custos iniciais elevados para montar uma
firma e comercializar seu produto de forma que as firmas existentes tenham grandes
economias de escala. Assim, as firmas maiores podem utilizar, por exemplo, uma guerra
de preços para expulsar novas firmas do setor.

Tipos de oligopólio:
- Cournot – competição simultânea via quantidades;
- Bertrand – competição simultânea via preços;
- Modelo Sweezy (modelo de demanda quebrada);
- Stackelberg- liderança de quantidades;
- Conluio e cartell;

 Modelo de Cournot – Concorrência via quantidades


- Neste modelo supõe-se que a firma, ao decidir quanto vai produzir, considera fixo o nível
de produção da sua concorrente. Segundo Cournot, o empresário espera que seu rival
nunca mude sua produção.
- Um oligopólio em sua forma limite, é representado o duopólio, em que há apenas duas
firmas. Ademais, vamos supor que os produtos produzidos pelo duopólio (em Cournot e
Bertrand) sejam homogêneos.
- Cada empresa seleciona seu nível de produção simultaneamente e de maneira não
cooperativa, ou não colusiva. Isto é, sem se comunicar com a outra empresa, ou sem
saber o que ela vai fazer.
- O resultado do modelo de Cournot (considerando um duopólio) será um meio termo
entre a concorrência perfeita e o monopólio. Como tal, cobrará um preço maior que a
concorrência perfeita e menor que o monopólio; e produzirá mais que o monopólio e
menos que a concorrência perfeita.

 Modelo de Bertrand – Concorrência via preço


- Neste modelo, ao contrário do de Cournot, baseia-se a suposição de que as firmas
concorrem por meio da determinação dos preços em vez das quantidades.
- A hipótese básica do equilíbrio de Bertrand repousa sobre a ideia de que a firma, ao
decidir quanto vai produzir, considera fixo o nível de preço da firma concorrente.
- O equilíbrio do duopólio de Bertrand mostra uma conclusão bastante interessante.
Imagine uma firma que fixa um preço abaixo do preço da outra firma. Como estamos
trabalhando com a suposição de um duopólio e de um produto homogêneo, é natural
que, ao fixar um preço abaixo da firma concorrente, ela capture todo o mercado
consumidor para si. A resposta da concorrente será na mesma moeda: ela baixará o preço
para recuperar o mercado.
- A guerra de preços vai durar até o ponto em que as firmas estiverem igualando o preço
do produto ao seu custo marginal, e isto representará o equilíbrio no duopólio de
Bertrand. ASSIM, O EQUILÍBRIO DE BERTRAND É IDÊNTICO AO EQUILÍBRIO DA
CONCORRÊNCIA PERFEITA, ONDE SE IGUALA O PREÇO AO CUSTO MARGINAL.
- Este equilíbrio observa-se um mercado com apenas duas firmas como se elas
estivessem em um mercado perfeitamente competitivo. Podemos considerar que o
oligopólio de Bertrand independe do número de firmas.
 Modelo de Sweezy – Modelo da demanda quebrada
- Ele tenta explicar por que os preços dos oligopólios são relativamente estáveis, mesmo
quando os custos das empresas dominadoras de mercado mudam. Ou seja, o modelo,
em parte, nos mostra por que os preços permanecem constantes por longos períodos de
tempo, ainda que a estratégia de produção e a estrutura de custos de cada empresa sejam
bastante alteradas no período.

- O modelo supõe que cada oligopolista possui uma curva de demanda quebrada. A curva
de demanda é elástica para preços acima do preço de equilíbrio, e inelástica para preços
abaixo do preço de equilíbrio.
- De modo sucinto, este modelo descreve a característica da rigidez de preços em setores
oligopolizados, nos quais as empresas se mostram relutantes em modificar os preços
mesmo que os custos ou a demanda sofram alterações.

 Modelo de Stackelberg – liderança de quantidade


- A liderança de quantidade - modelo de Stackelberg – acontece quando uma empresa,
denominada a “líder” de mercado toma as decisões de produção na frente da outra, a
“seguidora”.
- A firma líder domina o mercado de tal maneira que é ela quem toma as decisões de
produção primeiro, antes das outras. Depois, em segundo plano, as firmas seguidoras
tomam suas decisões baseadas na decisão da líder.
- A liderança de quantidades é geralmente conhecida como modelo de Stackelberg. No
entanto, existe também a liderança de preços, na qual a empresa líder define os seus
preços e as empresas acompanham a líder – este é o modelo da firma dominante.
- Neste caso da liderança de preços, se as seguidoras decidirem “comprar a briga”,
baixando os preços para competir com a líder, esta pode adotar uma guerra de preços que
possivelmente levará as empresas seguidoras à falência. Isto acontece porque a
disposição para sofrer perdas da líder é maior que a disposição para perdas das
seguidoras, e isto acaba funcionando como uma ameaça plausível que resulta, no longo
prazo, em maiores lucros para a líder. As firmas seguidoras aprendem que é melhor
acompanhar os preços da líder, fixando preços mais elevados.

 Conluio/Cartel
- Quando existe um pequeno número de firmas, como em um oligopólio, as empresas têm
de escolher se adotam um comportamento cooperativo (colusivo) ou não cooperativo. As
empresas agem de forma quando tentam minimizar a concorrência entre elas.
- Quando as empresas em um oligopólio cooperam ativamente umas com as outras,
envolvem-se em um conluio.
- A partir do conluio, nasce o cartel: uma organização de empresas independentes que
produzem bens similares e trabalham juntas para aumentar os preços e restringir a
produção.
- Assim, na prática, quando firmas oligopolistas entram em conluio, em um cartel, na
verdade, elas tomam suas decisões de produção como se fossem uma só firma,
monopolista do mercado. Desta forma, podemos entender que um cartel nada mais é
que um grupo de empresas que se juntam em conluio para se comportar como um
monopolista e maximizar o lucro de todas elas, em conjunto.
- Cartéis são proibidos legalmente e os setores oligopolizados são regulados
economicamente pelo governo.
- São consideradas organizações instáveis devido ao fato que sempre haverá tentativa
de burla. Um membro do cartel, burlando o acordo previamente estabelecido, pode
tentar baixar os preços para aumentar a sua participação no mercado, sem que os
outros membros saibam.