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SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

LIVRO DE RESUMOS

SPH 2010 reunião anual SOCIEDADE PORTUGUESA DE HEMATOLOGIA 11 a 13. NOV TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS
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SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

LIVRO DE RESUMOS

03

COMISSÃO ORGANIZADORA

J.

Alves do Carmo

J.

Fajardo

Lurdes Guerra Fernanda Lourenço Conceição Lopes Belén Gomez Blanca Polo Sara Valle

COMISSÃO CIENTÍFICA

João Raposo

Carlos Martins

Graça Esteves

M.

João Costa

J.

F. Lacerda

Fernando Príncipe

M. Gomes da Silva

Patrícia Ribeiro

Emília Cortesão

Esteves M. João Costa J. F. Lacerda Fernando Príncipe M. Gomes da Silva Patrícia Ribeiro Emília

Caros Colegas e Amigos,

SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

De 11 a 13 de Novembro, no Centro de Congressos de Tróia, vai ter lugar mais uma Reunião da Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH) – a 12.ª edição. Este ano, a organização está a cargo do Serviço de Hematologia e Transplantação de Medula do Hospital de Santa Maria; o Dr. José Alves do Carmo preside à Comissão Organiza- dora e o Dr. João Raposo à Comissão Científica.

Os trabalhos iniciam-se com cursos de formação, uma excelente oportunidade para os mais jovens sistematizarem os seus conhecimentos e debaterem as suas questões científicas com especialistas nas diferentes áreas.

O Programa Educacional e as mesas-redondas focam muitos dos temas que têm

sido objecto de profunda investigação nos últimos anos, permitindo a todos conhecer e debater o estado da arte em várias patologias hemato-oncológicas.

Os Simpósios de Enfermagem, que se realizam nas tardes dos dias 12 e 13, serão também, certamente, uma óptima ocasião de debate. Congratulamo-nos com a participação cada vez mais activa dos enfermeiros que se dedicam à Hematologia.

Como vem sendo hábito, os Grupos de Trabalho da SPH reúnem no primeiro dia (11 de Novembro), entre as 18 e as 20 horas. Quero, desde já, saudar o trabalho destes Grupos e o papel relevante que têm enquanto fóruns de discussão e de interligação

entre todos os que se dedicam à Hematologia em Portugal. De salientar as iniciativas

do Grupo Português de Mieloma Múltiplo e o 1.º Curso de Síndrome Mielodisplásica,

organizado pelo Grupo Português de Mielodisplasia.

O Regulamento dos Grupos de Trabalho vai ser discutido na Assembleia-geral, que

se realiza no dia 12 de Novembro, às 18h30. Trata-se de um documento imprescindível para a logística dos Grupos, pelo que convido, desde já, todos a participarem na discussão, colocando os seus comentários na área dedicada aos sócios no site da SPH (http://www.sph.org.pt). Quem ainda não se registou no site, tem aqui um óptimo pretexto para o fazer.

A Direcção da SPH quer, este ano, dedicar especial atenção à divulgação das

iniciativas em curso na European Hematology Association (EHA), nas quais temos todo o interesse em participar. Programas como o H-Net (European Network for Harmonization of Training in Hematology), entre outros, são de especial importância para a formação dos nossos internos. A desejável integra-ção em grupos cooperativos a nível europeu passa pela nossa participação activa nos projectos da EHA.

Em nome da Direcção, e em nome pessoal, gostaria de convidar todos para uma participação activa na Reunião SPH 2010, trazendo para debate as diferentes experiências profissionais e científicas.

Votos de uma óptima Reunião.

05

M. Letícia Ribeiro Presidente da Sociedade Portuguesa de Hematologia

Corpos Sociais Direcção Presidente: Prof. Doutora Letícia Ribeiro Vice-Presidente: Prof. Doutor José Eduardo
Corpos Sociais Direcção Presidente: Prof. Doutora Letícia Ribeiro Vice-Presidente: Prof. Doutor José Eduardo

Corpos Sociais

Direcção

Presidente:

Prof. Doutora Letícia Ribeiro

Vice-Presidente:

Prof. Doutor José Eduardo Guimarães

Secretário-Geral:

Dra. Fernanda Trigo

Secretário-Adjunto:

Dr. Manuel Cunha

Tesoureira:

Dra. Manuela Benedito

Mesa da Assembleia Geral

Presidente:

Dr. Nuno Miranda

1º. Secretário:

Dra. Alexandra Mota

2º. Secretário:

Dra. Anabela Neves

Conselho Fiscal

Presidente:

Dr. Carlos Martins

Vogal:

Dra. Cristina Gonçalves

Vogal:

Dra. Patricia Ribeiro

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A Sociedade Portuguesa de Hematologia

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anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

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TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

A SOCIEDADE PORTUGUESA DE HEMATOLOGIA é uma associação sem fins lucrativos, constituída por médicos e outros profissionais ligados à saúde empenhados na prática e (ou) investigação no campo da Hematologia.

Tem como objectivo promover e contribuir para o desenvolvimento da hema- tologia,nassuasdiversasexpressões.

A missão da Sociedade Portuguesa de Hematologia

Promover reuniões científicas anuais ao nível da SPH;

Fomentar o intercâmbio cultural e científico entre técnicos e cientistas portugueses e estrangeiros do mesmo ramo, nomeadamente pela comparti- cipação activa em Simpósios, Congressos, reuniões científicas e outras quaisquer realizações ligadas à Hematologia, levadas a cabo em Portugal ou no estrangeiro;

Divulgar, discutir e publicar trabalhos relevantes no campo da especialidade, estando prevista a criação de uma revista da especialidade, a qual servirá, simultaneamente, como meio divulgador da Sociedade;

Desenvolver acções de natureza educacional no domínio da Hematologia, designadamente pela promoção regular de cursos de pós-graduação;

Apoiar todas as actividades de carácter técnico-científica na área, nomea- damente na avaliação de pessoas a quem possam vir a ser concedidas bolsas de estudo ou de investigação, a conceder por entidades nacionais ou estrangeiras.

07

PRÉMIOS SPH A Sociedade Portuguesa de Hematologia atribui anualmente prémios aos pesquisa trabalhos hematológica. que

PRÉMIOS SPH

A Sociedade Portuguesa de Hematologia atribui anualmente prémios aos

pesquisa

trabalhos

hematológica.

que

contribuam

substancialmente

para

a

O anúncio e a entrega dos prémios decorrerá durante a Sessão de Encerramento, a realizar no sábado, dia 13 de Novembro de 2010.

Os prémios a atribuir serão os seguintes:

APRESENTAÇÃO ORAL 1.º prémio = 1 500 € (Janssen Cilag) 2.º prémio = 1 000 € (Janssen Cilag)

JOVEM HEMATOLOGISTA 1 000 € (Bayer Portugal)

POSTER TRABALHO EXPERIMENTAL 1.º prémio = 1000 € (Janssen Cilag) 2.º prémio = 750 € (Janssen Cilag)

POSTER TRABALHO CLÍNICO 1.º prémio = 1000 € (Janssen Cilag) 2.º prémio = 750 € (Janssen Cilag)

TRABALHO DE ENFERMAGEM 1000 € (Janssen Cilag)

08

PATROCINADORES

Major Sponsors

26, 27

BRISTOL MYERS SQUIBB

24, 25

GENZYME PORTUGAL

Simpósios Satélite

24, 25

GENZYME PORTUGAL

18, 19

SHIRE

3

ROCHE FARMACÊUTICA QUIMICA

1, 2 26, 27 4, 5 15, 15, 16

CELGENE BRISTOL MYERS SQUIBB NOVARTIS FARMA AMGEN BIOFARMACÊUTICA

Sponsors

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TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

6, 7, 8, 9

JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA

10

PFIZER

11

GILEAD SCIENCES

12

BAPTISTA MARQUES

13

BAYER PORTUGAL

17

MEDICAMENTA

20, 21

HOSPIRA

22

FERRAZ LYNCE

23

ALEXION

29

EUSAPHARMA

32, 33

MERCK SHARP & DOHME

28 Sala III Sala I 27 31 1ª Sala Plenária Almoço Simpósio 26 30 25
28
Sala III
Sala I
27
31
1ª Sala Plenária
Almoço Simpósio
26
30
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16
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20
21
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1 Sala II/Sala IV
13
24
33
Coffee
Coffee
2 Break
Break
SECRETARIADO
(Piso 0)
12
Entrada
Entrada
3
4
5
6
7
8
9
10
11
250%
29
(Marina)
ARRUMOS
2ª Sala Plenária

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5ª FEIRA 11 NOVEMBRO
5ª FEIRA
11
NOVEMBRO

SPH

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anual

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HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

09:30 - 13:00

CURSOS PRÉ-CONGRESSO

CELGENE Doenças Hemato-Oncológicas no Idoso

13:30 - 18:00

SIMPÓSIOS

13:30 - 16:00

SIMPÓSIO GENZYME Leucemia Linfocítica Crónica na Prática Clínica

16:00 - 17:00

SIMPÓSIO SHIRE Trombocitemia Essencial: Enfoque no doente

SALA DOURO
SALA DOURO
SALA 1 SALA 1
SALA 1
SALA 1

17:00 - 18:00

Pausa para Café

SIMPÓSIO ROCHE Rituximab Maintenance Therapy in Follicular Lymphoma

SALA 1
SALA 1

18:00 - 20:00

20:30

REUNIÃO GRUPOS DE INTERESSE Mieloma Múltiplo Mielodisplasia Glóbulo Vermelho e Ferro LMC

JANTAR / SIMPÓSIOS SATÉLITE

SALA 1 SALA TEJO
SALA 1
SALA TEJO
SALA 3 SALA MONDEGO
SALA 3
SALA MONDEGO

RESTAURANTE SALINAS

Glóbulo Vermelho e Ferro LMC JANTAR / SIMPÓSIOS SATÉLITE SALA 1 SALA TEJO SALA 3 SALA
Glóbulo Vermelho e Ferro LMC JANTAR / SIMPÓSIOS SATÉLITE SALA 1 SALA TEJO SALA 3 SALA

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12 NOVEMBRO 6ª FEIRA
12
NOVEMBRO
6ª FEIRA

9.00-10.009.00-10.00

10.00-110.00-11.001.00

111.00-11.00-11.301.30

111.30-13.301.30-13.30

PROGRAMA EDUCACIONAL Moderador: Belén Gomez

Diagnosis and Prognosis-based classification of Adult mastocytosis Luis Escribano Mora

SALA 1
SALA 1

LIÇÃO PROF. DUCLA SOARES

Neoplasias Linfóides - o que mudou na classificação da OMS em 2008 Cristina Ferreira

SALA 1
SALA 1

Pausa para Café

MESA REDONDA - S. Mieloproliferativos Moderadora: Lurdes Guerra

SALA 1
SALA 1

LMC: Monitorização da Resposta e Mecanismos de Resistência Sónia Matos e Sónia Santos

Doenças Mieloproliferativas Ph negativas: uma mutação para 3 doenças Blanca Polo

12.30-13.3012.30-13.30

COMUNICAÇÕES ORAIS

SALA 1
SALA 1

CO1 - IMPLICAÇÕES PROGNÓSTICAS DA RAPIDEZ DE ATINGIMENTO DE REMISSÃO CITOGENÉTICA COMPLETA NA LEUCEMIA MIELÓIDE CRÓNICA TRATADA COM IMATINIB R Pinto , M J Silva ; A Carneiro ; A E Santo ; I Castro ; J E Guimarães 1 Hospital S. João

1

1

1

1

1

1

CO2 - ESTADO PROTROMBÓTICO NAS NEOPLASIAS MIELOPROLIFERATIVAS: RELAÇÃO ENTRE CARGA ALÉLICA JAK2V617F E ACTIVAÇÃO DAS PLAQUETAS/LEUCÓCITOS Coucelo M , Caetano G. ; Duarte M. ; Menezes C. ; Bento C. ; Ribeiro ML Departamento de Hematologia, Centro Hospitalar de Coimbra EPE

1

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1

1

1

1

CO3 - LEUCEMIA AGUDA BIFENOTÍPICA DO ADULTO: CARACTERÍSTICAS E PROGNÓSTICO

13.30-15.0013.30-15.00

13.30-15.0013.30-15.00

13.30-15.0013.30-15.00

J Salvador , T Fernandes ; S Rodrigues ; M Silva ; F Costa ; P Ribeiro ; G Ferreira ; J Caldas ;

1

1

1

1

1

1

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1

A Silva Rodrigues ; A Botelho de Sousa

1 H. Capuchos-CHLC

1

1

CO4 - PROFILAXIA NA HEMOFILIA SEVERA EM IDADE PEDIÁTRICA: EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA Paula Rocha , Teresa Sevivas, Mª Manuela Benedito, Natália Martins, M. Leticia Ribeiro Hospital S, Teotonio, EPE, Viseu; Dep. de Hematologia Pediátrica do CHC

1

1

2

2

Almoço Congresso

RESTAURANTE SALINAS

do CHC 1 1 2 2 Almoço Congresso RESTAURANTE SALINAS Almoço/Simpósio Celgene “Lenalidomida: Passado,

Almoço/Simpósio Celgene “Lenalidomida: Passado, Presente e Futuro”

FOYER SUL SALA 4
FOYER SUL
SALA 4

Almoço/Simpósio Bristol Myers Squibb

“Novos Desafios no Tratamento da Leucemia Mielóide Crónica”

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SPH 2010 reunião anual SOCIEDADE PORTUGUESA DE HEMATOLOGIA 11 a 13. NOV TRÓIA CENTRO DE

SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

15.00-17.0015.00-17.00

15.00-16.0015.00-16.00

16.00-17.0016.00-17.00

15.00-16.0015.00-16.00

SESSÕES SIMULTÂNEAS

MESA REDONDA - D. Linfoproliferativas I

Moderador: Paulo Lúcio

SALA 1
SALA 1

Linfocitose B Monoclonal (LBM) João Raposo

Significado Prognóstico das Cadeias Leves Livres Graça Esteves

COMUNICAÇÕES ORAIS

SALA 1
SALA 1

CO5 - MPT EM DOENTES COM MIELOMA MÚLTIPLO NÃO ELEGÍVEIS PARA TRANSPLANTE: ESTUDO MULTICÊNTRICO

S

T

M

A

Chacim , LC Leite ; IC Ferreira ; D Pereira ; C Moreira ; JM Mariz ; G Esteves ; J Alves do Carmo ; Fernandes ; A Botelho de Sousa ; AM Pereira ; J Parreira ; C Costa ; C João ; R Bergantim ; Badior ; F Trigo ; JE Guimarães ; M Gomes ; C Geraldes ;C Gonçalves ; C Campos ; A Macedo ; Pereira ; MC Constanço ; Helena Vitória ; A Inock ; ATeixeira

6

10

3

6

11

3

6

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7

4

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5

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5

8

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1

1

2

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1

IPO Porto; H.Santa Maria, CHLN; H. Capuchos, CHLC; H. Garcia de Orta; IPO Lisboa;

2

3

4

5

6

H. S.

João; HUC; H. G.SantoAntónio, CHP; H. Faro; H. Dist. Figueira da Foz; H. São Teotónio; HUC

7

8

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CO6 - ANÁLISE DE SUBPOPULAÇÃO, COM LNH DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B, COM 80ANOS

S

D

R

Chacim , IC Ferreira ; LC Leite ; J Bordalo e Sá ; N Couto ; I Faustino ; A Rodrigues ; C Pinto ; Carvalho ; A Espírito-Santo ; N Domingues ; I Moreira ; I Oliveira ; L Viterbo ; M Marques ; Henrique ; A Martins ; JM Mariz

3

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2

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IPO Porto; IPO Coimbra; Centro Hospitalar de Trás os Montes e Alto Douro

2

3

CO7 - CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO E FACTORES DE PROGNÓSTICO NO LNH DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B

J

F

N

Savva-Bordalo , S Chacim ; I Ferreira ; L Leite ; D Carvalho ; A Rodrigues ; N Couto ;

Estevinho ; I Faustino ; C Pinto ; A Martins ; I Oliveira ; I Moreira ; A Espírito Santo ;

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3

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Domingues ; L Viterbo ; M Marques ; A Oliveira ; R Henrique ; J Mariz

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IPO Porto; Centro Hospitalar de Tras os Montes e Alto Dourto; IPO Coimbra

2

3

CO8 - ASSSOCIAÇÃO DE RITUXIMAB E METIL PREDNISOLONA (RMP) COMO ALTERNATIVA NO TRATAMENTO DE DOENTES COM LLC REFRACTÁRIA E/OU SEM INDICAÇÃO PARA FLUDARABINA

C Viveiros , J Raposo ; M Neves ; C Lopes ; J Lacerda ; B Gomez ; MJ Costa ; J Alves do Carmo

1 Serviço de Hematologia e Transplantação de Medula - C. Hosp. Norte, EPE - H. Santa Maria

1

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MESA REDONDA - Mielodisplasia e Leucemia Aguda

Moderadora: Patrícia Ribeiro

SALA 2
SALA 2

SMD: Um Novo Algoritmo Terapêutico M. João Costa

Avaliação da Toxicidade Cardíaca em Leucemia Aguda Ana G. Almeida

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12 NOVEMBRO 6ª FEIRA
12
NOVEMBRO
6ª FEIRA
12 NOVEMBRO 6ª FEIRA 16.00-17.0016.00-17.00 COMUNICAÇÕES ORAIS SALA 2 CO9 - TRATAMENTO DA LEUCEMIA AGUDA

16.00-17.0016.00-17.00

COMUNICAÇÕES ORAIS

SALA 2
SALA 2

CO9 - TRATAMENTO DA LEUCEMIA AGUDA MIELOBLÁSTICA EM DOENTES IDOSOS – ANÁLISE RETROSPECTIVA José Carda , Emília Cortesão ; Sérgio Almeida ; Carlos Moucho ; Lénia Jorge ; Artur Paiva ; Ana Isabel Espadana , Adriana Teixeira Serviço de Hematologia - HUC; Lab. Hematologia - HUC; Centro de Histocompatibilidade do Centro

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2

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3

1

2

3

CO10 - ANTIBIOTERAPIA EMPÍRICA NA NEUTROPENIA FEBRIL. COMO DECIDIR?

R

M

A Botelho de Sousa

1 H. Capuchos-CHLC

Gerivaz , A Monteiro ; J Salvador ; S Rodrigues ; R Lopes da Silva ; T Fernandes ; L Carande ;

Silva ; J Caldas ; F Costa ; G Ferreira ; P Ribeiro ; E Cruz ; M Henrique Sousa ; I Costa ; J Veiga ;

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CO11 - LEUCEMIA AGUDA LINFOBLÁSTICA DA CRIANÇA, 10 ANOS DE EXPERIÊNCIA COM O PROTOCOLO 58951 EORTC Rui Bergantim , Teresa Guimarães ; MartaAlmeida ; Teresa Oliva ; Vitor Costa ; Iris Maia ; Lucília Norton Serviço de Hematologia Clínica, Hospital S. João; Hospital Pediatrico Maria Pia, Centro Hospitalar do Porto; Serviço de Pediatria, Instituto Português de Oncologia do Porto

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3

3

CO12 - RECAÍDA DE LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA (LLA) DO ADULTO. FACTORES PROGNÓSTICOS PARA O RESULTADO DO TRATAMENTO Fatima Costa , Joana Caldas ; Aida Botelho de Sousa 1 Hematologia, H. Capuchos-CHLC

1

1

1

15.00-16.0015.00-16.00

16.00-16.3016.00-16.30

PROGRAMA DE ENFERMAGEM

Simpósio Satélite “Caphosol”

COMUNICAÇÕES ORAIS ENFERMAGEM Uma Realidade em Mudança

Moderadora: Enfª Rosa Romão, Hospital Sto. António dos Capuchos, Lisboa

SALA 3 SALA 3
SALA 3
SALA 3

CO25 - FINALMENTE, ALGO BOM

Elsa Oliveira , Rosalia Pires ; Anabela Correia

1 IPOLFG

1

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CO26 - R-GEMOX - EXPERIÊNCIA DE UM HOSPITAL DE DIA Catarina Alexandra Ribeiro Madeira Marques , Sara Isabel Sousa Teixeira 1 Centro Hospitalar de Lisboa Norte - Hospital de Santa Maria - Hospital de Dia de Hematologia

1

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17.00-17.3017.00-17.30

17.30-19.0017.30-19.00

Pausa para Café

SESSÃO PLENÁRIA

Revisão de Posters

19.0019.00 ASSEMBLEIA GERAL

21.0021.00 JANTAR DO CONGRESSO

Centro de Espectáculos de Tróia

14

SALA 1 SALA 1
SALA 1
SALA 1
13 NOVEMBRO SÁBADO
13
NOVEMBRO
SÁBADO

08.30-09.0008.30-09.00

PROGRAMA EDUCACIONAL Moderador: Carlos Martins

SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

SALA 1
SALA 1

Dinâmica da Infecção Viral no Doente Hematológico Luís Martins e Mário Cunha

A Imagiologia da Infecção Fúngica Paula Campos

09.30-109.30-11.001.00

SESSÃO PLENÁRIA Moderador: J. Alves do Carmo

A Experiência do CEDACE Helder Trindade

SALA 1
SALA 1

Transplante de Progenitores Hematopoiéticos de dador não familiar J. F. Lacerda

Reduced Intensity Allogeneic Transplantation for Multiply Relapsed Lymphoma Stephen Mackinnon

111.00-11.00-11.301.30

111.30-13.301.30-13.30

Pausa para Café

MESA REDONDA - D. Linfoproliferativas II

Moderador: J. M. Fajardo

Linfoma da Zona Marginal M. Gomes da Silva

SALA 1
SALA 1

Tratamento da Recaída do Linfoma de Hodgkin Alexandra Monteiro

15

13 NOVEMBRO SÁBADO
13
NOVEMBRO
SÁBADO

12.30-13.3012.30-13.30

COMUNICAÇÕES ORAIS

SALA 1
SALA 1

CO13 - RITUXIMAB, GEMCITABINA E OXALIPLATINO (R-GEMOX) NO TRATAMENTO DE LINFOMAS EM RECAÍDA E REFRACTÁRIOS: EXPERIÊNCIA DE UM ÚNICO CENTRO

C Viveiros , J Raposo ; G Esteves ; S Valle ; B Gomez ; C Martins ; C Lopes ; MJ Costa ; JAlves do Carmo

1 Serviço de Hematologia e Transplantação de Medula - Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE - Hospital Santa Maria

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1

CO14 - IMPACTO DOS MACRÓFAGOS ASSOCIADOS AO TUMOR NO PROGNÓSTICO DO LINFOMA DE HODGKIN CLÁSSICO

S Rodrigues , P Farinha ; T Fernandes ; A Monteiro ; R Lopes da Silva ; J Salvador ; R Gerivaz ;

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Costa ; G Ferreira ; C Lopes ; T Lacerda ; J Ferreira ; I Costa ; A Botelho de Sousa Hematologia, H. Capuchos-CHLC; Anatomia Patológica, H. São José-CHLC

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2

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1

CO15 - ESTADIAMENTO DE LINFOMA DE HODGKIN POR IMAGEM: TC VS PET/CT - DESCOBRINDO AS DIFERENÇAS. Dulcineia Pereira , Carla Araújo ; João Faria ; Idília Pina ; Mónica Mariano ; Ilda Faustino ; Marcos Pantarotto ; Cláudia Moreira ; Marta Ferreira ; Liliana Lombo ; Ângelo Rodrigues ; Luísa Viterbo ; Ângelo Martins ; Isabel Oliveira ; Ilídia Moreira ; Nelson Domingues ; Ana Espírito Santo ; Lima Bastos ; Manuel Teixeira ; Rui Henrique ; Margarida Marques ; José Mário Mariz Serviço de Oncohematologia - IPO Porto FG, EPE; Serviço de Medicina Interna - Hospital Amato Lusitano, Castelo Branco; Serviço de Medicina Interna - Hospital Pedro Hispano, EPE; Serviço de Oncologia Médica; - IPO Porto FG, EPE; Serviço de Oncologia Médica - IPO Coimbra FG, EPE; Serviço de Radioterapia, Serviço de Anatomia Patológica, Serviço de Medicina Nuclear, 9 Serviço de Genética, - IPO Porto FG, EPE

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CO16 - GEMCITABINA, VINORRELBINA E DOXORRUBICINA LIPOSSÓMICA PEGUILADA NO TRATAMENTO DO LINFOMA DE HODGKIN REFRATÁRIO OU RECIDIVADO

13.30-15.0013.30-15.00

13.30-15.0013.30-15.00

13.30-15.0013.30-15.00

Ilda Faustino , Marcos Pantarotto ; Cláudia Moreira ; Marta Ferreira ; Liliana Lombo ; Dulcineia Pereira ; Carla Araujo ; João Faria ; Idília Pina ; Monica Mariano ; Ângelo Rodrigues ; Ana Espirito Santo ; Ângelo Martins ; Ilídia Moreira ; Isabel Oliveira ; Margarida Marques ; Luisa Viterbo ; Nelson Domingues ; José Mario Mariz Serviço Oncologia Médica, Serviço OncoHematologia, Serviço de Radioterapia, - IPO Porto FG, EPE; Serviço de Medicina Interna, Hospital Amato Lusitano, Castelo Branco; Serviço Medicina

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3

6

Interna, Hospital Pedro Hispano, EPE; Serviço Oncologia Médica, IPO Coimbra, FG, EPE

7

Serviço

de Anatomia Patológica, Serviço OncoHematologia, Serviço OncoHematologia, - IPOP, FG, EPE; 10 Instituto Português de Oncologia do Porto, IPO Porto, FG, EPE

8

9

Almoço Congresso

RESTAURANTE SALINAS

IPO Porto, FG, EPE 8 9 Almoço Congresso RESTAURANTE SALINAS Almoço/Simpósio Novartis “O Contributo de Tasigna

Almoço/Simpósio Novartis

“O Contributo de Tasigna para o Tratamento da LMC Ph+”

FOYER SUL
FOYER SUL

Almoço/Simpósio Amgen

“Trombocitopenia Imune : A Experiência Clínica – Case Reports”

SALA 4
SALA 4

16

SPH 2010 reunião anual SOCIEDADE PORTUGUESA DE HEMATOLOGIA 11 a 13. NOV TRÓIA CENTRO DE

SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

15.00-16.3015.00-16.30

15.00-15.3015.00-15.30

15.30-16.3015.30-16.30

SESSÕES SIMULTÂNEAS

MESA REDONDA - Mobilização, Colheita, Processamento e Criopreservação de PH Moderador: Fernando Príncipe

Mobilização, Colheita, Processamento e Criopreservação de Células Progenitoras Hematopoiéticas (CPH) Anabela Rodrigues, Clara Juncal

SALA 1
SALA 1

COMUNICAÇÕES ORAIS

SALA 1
SALA 1

CO17 - TRANSPLANTE DE PROGENITORES HEMATOPOIÉTICOS PERIFÉRIOS, NA LEUCEMIA PROMIELOCÍTICA AGUDA

S Chacim , L Mendonça ; M Salgado ; N Couto ; R Branca Ferreira ; A Campilho ;

1

2

3

1

1

1

1

C Pinho Vaz ; A Campos

1

1

Instituto Português de Oncologia do Porto; Centro Hospitalar do Porto; Hospital São João

2

3

CO18 - TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE PROGENITORES HEMATOPOIÉTICOS EM LINFOMA DE CÉLULAS DO MANTO - A EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO Margarida Badior , Inês Carvalhais ; Eliana Aguiar ; Ana Carneiro ; Fernando Príncipe ; José Eduardo Guimarães 1 Serviço de Hematologia Clínica, Hospital S. João

1

1

1

1

1

1

Co19 - TRANSPLANTE DE PROGENITORES HEMATOPOÉTICOS DE DADOR NÃO FAMILIAR COM AJUSTE DE DOSE DE TIMOGLOBULINA SEGUNDO GRAU DE COMPATIBILIDADE DADOR/RECEPTOR

15.00-15.3015.00-15.30

P Santos-Sousa , J F Lacerda ; C Martins ; F Lourenço ; C Juncal ; J Alves do Carmo

1 Serviço de Hematologia e Transplantação de Medula; Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE - Hospital de Santa Maria; Clínica Universitária de Hematologia, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa; Serviço de Imunohemoterapia; Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE - Hospital de Santa Maria

1

1

2

1

1

2

1

CO20 - EFICÁCIA CLÍNICA DA OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA NO TRATAMENTO DA CISTITE HEMORRÁGICA APÓS TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA ALOGÉNICO

J

O Camacho ; A Campos

Savva-Bordalo , C Pinho Vaz ; R Branca Ferreira ; F Campilho ; R Resende ; I Baldaque ;

2

1

1

1

1

1

2

1

1

2

Instituto Português de Oncologia do Porto; Hospital de Pedro Hispano

MESA REDONDA - Panorama das Hemoglobinopatias em Portugal Moderadora: Emília Cortesão

SALA 2
SALA 2

Haemoglobinopathy control in a low prevalence population João Lavinha

17

13 NOVEMBRO SÁBADO
13
NOVEMBRO
SÁBADO

15.30-16.3015.30-16.30

COMUNICAÇÕES ORAIS

SALA 2
SALA 2

CO21 - DIAGNÓSTICO IMUNOFENOTÍPICO DE ESFEROCITOSE HEREDITÁRIA: UTILIDADE NA PRÁTICA CLÍNICA Teresa Melo , Cristina Ferreira de Almeida ; Cristina Marques ; José Barbot ; Fátima Ferreira ; Joana Martins ; Rui Bergantim ; Francisco Botelho ; Hugo Sousa ;

1

1

1

2

1

2

4

3

5

Susana Fernandes ; Maria José Teles ; José Eduardo Guimarães ; João Tiago Guimarães

6

2

1

2

Serviço de Hematologia Clínica, Hospital de São João, Porto; Serviço de Patologia Clínica, Hospital de São João, Porto; Unidade de Hematologia Pediátrica, Cento Hospitalar do Porto; Serviço de Epidemiologia, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; Serviço de Cirurgia Geral, Hospital de São João, Porto; Serviço de Imunohemoterapia, Hospital de São João, Porto

4

3

6

5

1

2

CO22 - CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DA DEFICIÊNCIA DE PROTEÍNA C TIPO I EM 13 FAMÍLIAS PORTUGUESAS Joana Rita Silva , Patrícia Martinho ; Teresa Fidalgo ; Elsa Gonçalves ; Ramón Salvado ; Catarina Silva Pinto ; Dalila Marques ; Natália Martins ; Maria Letícia Ribeiro 1 Departamento de Hematologia - Centro Hospitalar de Coimbra

1

1

1

1

1

1

1

1

1

CO23 - ANEMIA SIDEROBLÁSTICA LIGADA AO CROMOSSOMA X (XLSA): SETE NOVAS MUTAÇÕES EM 9 FAMÍLIAS Janet Pereira , Alexandra Pereira ; Marta Duarte ; Umbelina Rebelo ; Teresa Melo ; Marika Bini-Antunes ; Jose Barbot ; E. Gutiérrez ; F.R. Ortega ; M.I.M. Sousa ; Maria Leticia Ribeiro

Serviço de Hematologia, Centro Hospitalar de Coimbra, EPE; Hospital de Crianças Maria Pia, Centro Hospitalar Porto; 3 Hospital Universitário de Guadalajara, Espanha; Hospital de León, Espanha; Serviço de Hematologia, Hospital Universidade Coimbra

1

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3

1

1

2

2

1

4

2

5

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1

3

5

CO24 - HIGH PREVALENCE OF HAEMOGLOBIN DISORDERS AND G6PD DEFICIENCY IN REPUBLIC OF GUINEA (WEST AFRICA) Licínio Manco , Tamba S Millimono ; Kovana M Loua ; Emile P Gamy ; Silvia L Rath ; Luis Relvas ; Celeste Bento ; Mandiou Diakite ; Jean A Lamah ; Martin Jarvis ; Nathalie Daries ; Jaspal Kaeda ; Letícia Ribeiro Department of Hematology, Centro Hospitalar de Coimbra, Portugal; Department of Haematology, Donka Hospital, Conakry, Republic de Guinée; Institut National de Santé Publique, Conakry, Republic de Guinée; Unidade de Anemias Congénitas, Serviço de Hematologia, Centro Hospitalar de Coimbra; Department of Haematology, North Middlesex Hospital, London, UK; ONG Solthis, Conakry, Republic of Guinée; Charite Virchow Klinikum, Department of Haematologie-Onkologie, Berlin, Germany

1

4

5

1

6

4

4

7

7

2

2

4

3

3

2

3

2

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18

SPH 2010 reunião anual SOCIEDADE PORTUGUESA DE HEMATOLOGIA 11 a 13. NOV TRÓIA CENTRO DE

SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

15.00-16.3015.00-16.30

16.30-17.0016.30-17.00

17.00-18.3017.00-18.30

18.30-19.3018.30-19.30

PROGRAMA DE ENFERMAGEM

COMUNICAÇÕES ORAIS ENFERMAGEM Vertentes do Cuidar em Enfermagem

Moderadora: Enf.ª Matilde Amaral Hospital de São João, Porto

SALA 3
SALA 3

CO27 - CONSUMO DE TERAPÊUTICA NATURAL PELOS DOENTES HEMATOLÓGICOS Telma Margarida Coelho Lopes , Maria Teresa Moreno Elias 1 Hospital de Santa Maria - Serviço de Hematologia

1

1

CO28 - O SOFRIMENTO ESPIRITUAL DO DOENTE ADULTO INTERNADO, COM LEUCEMIA AGUDA Sofia França 1 Hospital Sto António dos Capuchos CHLC-EPE

1

CO29 - COMUNICAÇÃO DE MÁS NOTÍCIAS A. Pereira , 1 Centro Hospitalar Lisboa Norte - Hospital de Santa Maria, Unidade de Transplante de Medula Óssea

1

CO30 - ALIMENTAÇÃO NO DOENTE HEMATOLÓGICO Pilar Brito Chaparro 1 Hospital Santa Maria

1

CO31 - IACS NOS DOENTES IMUNODEPRIMIDOS, RELACIONADAS COM A MANIPULAÇÃO DO CVC Jose Manuel ferrer Martinez , Daniela Clara Silva França ; Rita Susana Soares Capela ; Maria Natalina Amorim Varajão 1 IPO Porto

1

1

1

1

CO32 - DESSENSIBILIZAÇÃO ONCOLÓGICA Elsa Teixeira , Liliana Catarino ; Ortélia Dias Hospital de Santa Maria; Hospital de Santa Maria

1

1

2

1

2

Pausa para Café

SESSÃO PLENÁRIA Revisão de Posters

SALASALA 11
SALASALA 11

ENCERRAMENTO E ENTREGA DE PRÉMIOS

19

20
20

20

PROGRAMA EDUCACIONAL

PROGRAMA EDUCACIONAL

SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

Programa Educacional 12 de Novembro de 2010

Moderador: Belén Gomez

Educacional 12 de Novembro de 2010 Moderador: Belén Gomez 09:00/10:00 - SALA 1 DIAGNOSIS AND PROGNOSIS-BASED

09:00/10:00 - SALA 1

DIAGNOSIS AND PROGNOSIS-BASED CLASSIFICATION OF ADULT MASTOCYTOSIS Luis Escribano, MD, PhD

Affiliation:

Instituto de Estudios de Mastocitosis de Castilla La Mancha Red Española de Mastocitosis Hospital Virgen del Valle Toledo Spain e-mail: lescribanom@sescam.jccm.es

Mastocytosis comprises a group of heterogeneous diseases characterized by an abnormal expansion and accumulation of mast cells (MC) in different tissues. In indolent systemic mastocytosis (ISM), the most common category of the disease, symptoms and signs are

usually related to the release of MC mediators and in a lesser extent, to the tissue mast cell burden; on the contrary, in the aggressive systemic mastocytosis (ASM) most symptoms are related with tissue infiltration by MC. The clonal nature of mastocytosis can be established in virtually all cases through demonstration of gain-of-function mutations involving the tyrosine kinase domain of KIT in lesional skin and/or bone marrow (BM) cells. 1-3 This, together with other disease features, have been proposed as consensus criteria for the diagnosis and

classification of different subtypes of

mastocytosis. 4 Depending on the distribution of

different types of mastocytosis, major differences exist on overall survival rates between

distinct series. Accordingly, retrospective studies where a relatively high percentage of systemic mastocytosis (SM) associated to other clonal non-MC lineage diseases (SM-

AHNMD) were included,

show that prognosis of such cases mainly depend on the

associated AHNMD and/or the indolent versus aggressive nature of the mastocytosis. 7;8 Recently, in a prospective/retrospective study from our group in a series of 145 ISM patients, the long-term outcome of these patients after a median follow-up of 9 years (range:

2 months to 40 years) was evaluated for first time. 9 Despite the relatively high frequency of signs of biological progression, transformation of ISM to a more aggressive form of the

disease was an infrequent event restricted to a minority of ISM cases 7/145 (5%); the time from diagnosis to progression varies from 5 to 25 years. Multivariate analysis showed that serum -2 microglobulin levels (p=0.003) together with the presence of D816V KIT mutation of all hematopoietic lineages (p=0.02) were the most powerful combinations of independent prognostic factors to predict progression free survival.

5;6

Regarding overall survival, we have demonstrated that only age at diagnosis higher than 60 years, increased serum alkaline phosphatase, and development of an associated clonal haematological non-mast cell disorder had independent predictive value for overall survival in ISM. In a retrospective study where 58 proved cases of SM were analyzed, Travis et al

In another study

from the same institution in 40 SM cases (24 ISM and 16 ASM), 8 patients (20%) died (7

ASM died of MS-related complications and one of an unknown cause), none corresponding

to ISM cases. 7 Among our patients, only a minority (n=7/145) of ISM cases had died after a

significantly longer follow-up than previously reported;

moreover, in only two of these

cases death was directly related to mastocytosis, due to development of an AML and MDS,

respectively.

found only 46.5% to remain alive after a median follow-up of 7.6 years.

6

6;7

23

In summary, ISM patients managed with conservative therapy have both a low disease progression rate

In summary, ISM patients managed with conservative therapy have both a low disease progression rate and long life expectancy, which should prevent their recruitment to trials with cytoreductive or novel targeted drugs without appropriate selection of patients, based on definitive signs of aggressiveness of disease. Due to the impact of the presence of D816V KIT mutations in all hematopoietic lineages on disease progression careful follow-up is mandatory; in addition, it points out the relevance of systematically determining, in a clinical setting, the KIT mutational status of both MC and other haematopoietic cells in ISM patients. This highlights the importance of periodic follow-up in patients with long disease duration, mainly in cases carrying KIT mutation in all hematopoietic cell lineages.

Reference List

1. Nagata H, Worobec AS, Oh CK et al. Identification of a point mutation in the catalytic domain of the protooncogene c-kit in peripheral blood mononuclear cells of patients who have mastocytosis with an associated hematologic disorder. Proc.Natl.Acad.Sci.USA

1995;92:10560-10564.

2. Longley BJ, Tyrrell L, Lu SZ et al. Somatic c-KIT activating mutation in urticaria pigmentosa and aggressive mastocytosis: Establishment of clonality in a human mast cell neoplasm. Nature Genet. 1996;12:312-314.

3. Garcia-Montero AC, Jara-Acevedo M, Teodosio C et al. KIT mutation in mast cells and other bone marrow haematopoietic cell lineages in systemic mast cell disorders. A prospective study of the Spanish Network on Mastocytosis (REMA) in a series of 113 patients. Blood

2006;108:2366-2372.

4. Valent P, Horny HP, Escribano L et al. Diagnostic Criteria and Classification of Mastocytosis:

A Consensus Proposal. Leuk.Res. 2001;25:603-625.

5. Horny HP, Parwaresch MR, Lennert AK. Bone marrow findings in systemic mastocytosis. Hum.Pathol. 1985;16:808-814.

6. Travis WD, Li CY, Bergstralh EJ, Yam LT, Swee RG. Systemic mast cell disease. Analysis of 58 cases and literature review. Medicine 1988;67:345-368.

7. Pardanani A, Baek JY, Li CY, Butterfield JH, Tefferi A. Systemic mast cell disease without associated hematologic disorder: A combined retrospective and prospective study. Mayo Clin.Proc. 2002;77:1169-1175.

8. Pardanani A, Tefferi A. Systemic mastocytosis in adults: a review on prognosis and treatment based on 342 Mayo Clinic patients and current literature. Curr.Opin.Hematol. 2010;17:125-

132.

9. Escribano L, Avarez-Twose I, Sanchez-Munoz L et al. Prognosis in adult indolent systemic mastocytosis: A long-term study of the Spanish Network on Mastocytosis in a series of 145 patients. J.Allergy Clin Immunol. 2009;124:514-521.

This work was supported by grants from the Fundación Para la Investigación Sanitaria en Castilla-La Mancha (FISCAM 2007/36, FISCAM 2008/46) and the Instituto de Salud Carlos III (FIS PS09/00032).

24

Lição Prof. Ducla Soares 12 de Novembro de 2010

Moderador: Belén Gomez

Ducla Soares 12 de Novembro de 2010 Moderador: Belén Gomez 10:00/11:00 - SALA 1 NEOPLASIAS LINFÓIDES

10:00/11:00 - SALA 1

NEOPLASIAS LINFÓIDES – O QUE MUDOU NA CLASSIFICAÇÃO DA OMS EM 2008 Cristina Ferreira Serviço de Anatomia Patológica, Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE – Hospital de Santa Maria

A classificação da OMS dos Tumores dos Tecidos Hematopoiéticos e Linfóides editada em

Setembro de 2008 (4ª edição) segue os princípios gerais da edição anterior (2001), e que foram previamente definidos em 1994, na classificação “REAL”. As neoplasias hematológicas são classificadas segundo a sua linhagem (mielóide, linfóide, de células dendríticas/histiocíticas e de mastócitos); para cada categoria são utilizados critérios clínicos, morfológicos, imunofenotípicos, genéticos e moleculares, sendo variável a importância de cada uma destas características no diagnóstido das diferentes entidades. Nesta classificação pretende-se que todas as doenças sejam claramente identificadas e que sejam mutuamente exclusivas, evitando-se sobreposições.

A nova classificação da OMS de 2008 integrou outras classificações desenvolvidas por

diferentes grupos como a EORTC (linfomas cutâneos) e os grupos dedicados à Macroglobulinemia de Waldenstrom, Mieloma múltiplo e Leucemia linfática crónica.

Em relação à edição anterior há mais 108 doenças reconhecidas (50 doenças mielóides e leucemias agudas, 53 neoplasias linfóides e 5 neoplasias histiocíticas); muitas são definidas por características clínicas, imunofenotípicas e genéticas, para além da morfologia; nalgumas entidades, é necessário utilizar extensa caracterização imunofenotípica e/ou estudos genéticos, imprescindíveis para um diagnóstico correcto.

Há várias alterações na classificação dos linfomas que têm índole e importância muito variáveis. De uma forma genérica há que considerar:

-Novas nomenclaturas para doenças já anteriormente conhecidas Linfoma da zona marginal ganglionar e extraganglionar; Linfoma/leucemia linfoblástica T ou B; Linfoma de células grandes B anaplásico ALK+; Linfoma de células T associado a enteropatia.

-Novas definições para doenças já anteriormente conhecidas LCC; PLL; Linfoma linfoplasmocítico; Macroglobulinémia de Waldenström; Linfoma de células grandes anaplásico; Linfoma de células T subcutâneo de tipo paniculite.

-Inclusão de novas entidades e categorias

-Importância da idade e da topografia como critério major na definição de algumas entidades

Linfoma folicular pediátrico; Linfoma da zona marginal ganglionar pediátrico; Linfoma de células grandes B, EBV+ do idoso; Linfomas pediátricos EBV+; Linfoma difuso de células grandes B primário do SNC; Linfoma folicular primário intestinal; Linfoma do centro folicular primário cutâneo.

25

-Reconhecimento e aceitação da existência de categorias provisórias que necessitam de estudos futuros para melhor

-Reconhecimento e aceitação da existência de categorias provisórias que necessitam de estudos futuros para melhor definição

Linfoma de células B não classificável, com características intermédias de Linfoma de Hodgkin e de Linfoma difuso de células grandes B; Linfoma de células B não classificável, com características intermédias de Linfoma de Burkitt e de Linfoma difuso de células grandes B; Linfoma/leucemia esplénico de células pequenas B, não classificável; Doença linfoproliferativa crónica de células NK; Linfoma de células T, citotóxico CD8+, primário cutâneo, epidermotrópico agressivo; Linfoma de células T pequenas a médias CD4+, primário cutâneo; Linfoma de células grandes anaplásico ALK negativo.

-Novos conceitos biológicos relativos às células linfóides

É reconhecida a plasticidade da população linfóide (são exemplo os Linfomas com características intermédias, referidos na alínea anterior) e a existência de pequenas populações clonais que poderão corresponder a lesões precoces das neoplasias linfóides.

PRINCIPAIS ALTERAÇÕES POR GRUPOS DE LINFOMAS

I - NEOPLASIAS DE CÉLULAS PRECURSORAS

1- Neoplasia de células dendríticas plasmocitóides blásticas Anteriormente era designada por Leucemia/linfoma de células NK blásticas ou neoplasia hematodérmica CD4+/CD56+ agranular.

2- Leucemia/linfoma linfoblástico T (T-ALL) Há modificação da nomenclatura (dada a redundância da utilização do termo “precursor”).

3- Leucemia/linfoma linfoblástico B (B-ALL) Há modificação da nomenclatura (dada a redundância da utilização do termo “precursor”). - São definidos subtipos genéticos com implicações clínicas.

II - NEOPLASIAS DE CÉLULAS PEQUENAS B

Leucemia linfática crónica (LLC)

Foram redefinidos os critérios de diagnóstico: é necessário que o número de linfócitos monoclonais no sangue periférico com fenótipo de LLC seja ≥5/10 9 /l, na ausência de envolvimento extra-medular e durante 3 meses; este valor pode ser menor se coexistirem citopenias ou sintomatologia associada à doença.

É

de lesões precursoras nas neoplasias linfóides).

aceite e definido o conceito de linfocitose monoclonal B (exemplo de reconhecimento

2- Leucemia prolinfocítica de células B Os casos com t(11;14) que foram anteriormente incluídos nesta entidade são considerados, actualmente, como forma leucémica de Linfoma de células do manto.

3- Macroglobulinemia de Waldënstrom

É considerada um linfoma linfoplasmocítico com infiltração na medula óssea e gamapatia

IgM monoclonal de qualquer concentração.

4- Linfoma linfoplasmocítico (LPL) As alterações genéticas são redefinidas (o rearranjo do gene PAX-5 é considerado raro; a delecção de 6q21 está presente em mais de 50% dos casos).

26

É aceite que nem sempre é possível fazer um diagnóstico preciso de LPL podendo ter

É aceite que nem sempre é possível fazer um diagnóstico preciso de LPL podendo ter que

se referir apenas “Linfoma de células pequenas B com diferenciação plasmocítica” e sugerindo-se possíveis diagnósticos diferenciais.

5- Linfoma folicular

Os graus 1 e 2 são agrupados em grau 1-2 (baixo grau), mantendo-se os critérios de contagem de centroblastos (<15/cga). A importância da distinção entre o grau 3A e 3B é enfatizada, sendo considerada a possibilidade de o Linfoma folicular 3B poder ser uma entidade distinta, mais próxima do LDCGB do que de um Linfoma folicular.

É aceite a existência de lesão precoce de Neoplasia intrafolicular ou Linfoma folicular “in

situ” e o envolvimento ganglionar parcial de um linfoma folicular. Considera-se que um Linfoma folicular grau 1-2 com índice proliferativo elevado pode ter

um comportamento mais agressivo; embora não seja ainda requerida a sua quantificação pode ser relatada no diagnóstico.

São definidas as variantes do linfoma folicular consoante a topografia (Linfoma folicular

primário intestinal) e a idade (Linfoma folicular pediátrico), que assumem características

ao Linfoma folicular

ganglionar.

clínicas,

imunofenotípicas

e genéticas

particulares

relativamente

5- Linfoma do centro folicular primário cutâneo Na classificação anterior era considerada uma variante do linfoma folicular.

6- Linfoma de células do manto

É aceite a existência de lesão precoce de Linfoma de células do manto “in situ”.

As variantes agressivas são redenominadas: a variante “blastóide” assemelha-se morfologicamente ao linfoma linfoblástico e a variante “pleomórfica” ao linfoma difuso de

células grandes B (na edição anterior ambas eram designadas de “blastóides” e subclassificadas em “clássica” e “pleomórfica”).

É aceite a existência de casos de Linfoma de células do manto ciclina D1 negativos e sem a

t(11;14); estes casos expressam ciclina D2 ou ciclina D3 e alguns têm t(2;12).

É

prognóstico.

aceite que a quantificação do índice proliferativo Ki67 é importante dado o impacto

7- Linfoma da zona marginal ganglionar Há modificação da nomenclatura (retirou-se o termo “de células B”). A forma pediátrica é individualizada dado ter uma expressão clínica diferente da do adulto (Linfoma da zona marginal ganglionar pediátrico).

8- Leucemia/linfoma de células B esplénico, não classificável

É uma nova categoria. Inclui 2 entidades provisórias:

-Linfoma esplénico de células pequenas B, difuso da polpa vermelha; -Variante da Tricoleucemia (esta foi retirada do capítulo da Tricoleucemia; apesar da designação, não se considera ter relação com esta).

III - NEOPLASIAS DE CÉLULAS GRANDES B

Linfoma difuso de células grandes B (LDCGB)

É criado o subtipo LDCGB, não especificado, para o diferenciar dos subtipos e novas

entidades definidas; nalgumas é imprescindível o conhecimento da existência de associação a vírus (EBV, HIV, HHV-8)

Variantes morfológicas; subgrupos moleculares e IHQ: tipo GCB e não GCB (não é ainda requerido a sua subdivisão)

27

Subtipos Linfoma difuso de células grandes B, EBV+ do idoso Entidade provisória nova. Linfoma difuso

Subtipos Linfoma difuso de células grandes B, EBV+ do idoso

Entidade provisória nova. Linfoma difuso de células grandes B primário do SNC

É reconhecido como um subtipo distinto.

Linfoma difuso de células grandes B primário cutâneo de tipo da perna

(sem alterações relevantes em relação à edição anterior). Linfoma de células grandes B rico em células T e histiocitárias (sem alterações relevantes em relação à edição anterior). Outros linfomas de células grandes B

Linfoma difuso de células grandes B, ALK positivo Há modificação da nomenclatura (retirou-se o termo “difuso”); é uma categoria separada do LDCGB; são redefinidas as características genéticas sendo reconhecida a presença de translocação do gene ALK (mais frequente a t(2;17)). Linfoma difuso de células grandes B associado a inflamação crónica As situações clínicas em que ocorre são alargadas (próteses articulares, etc). Linfoma plasmoblástico Esta categoria é separada do LDCGB; é alargado o espectro clínico para localizações fora da cavidade oral e em doentes HIV negativos. Granulomatose linfomatóide

Na edição anterior esta entidade era considerada uma proliferação de células B de potencial de malignidade incerto; foi incluída na categoria de linfoma, mas os critérios de diagnóstico mantêm-se. Linfoma de células grandes associado a Doença de Castleman multicêntrica HHV-8+

É uma entidade nova nesta classificação.

Linfoma das cavidades serosas Linfoma de células grandes B primário do mediastino Linfoma de células grandes B intravascular (7,8 e 9 sem alterações relevantes em relação à edição anterior). Categorias provisórias São definidos os critérios de diagnóstico para inclusão numa destas novas categorias:

Linfoma de células B não classificável com características intermédias de Linfoma de Hodgkin e de Linfoma difuso de células grandes B; Linfoma de células B não classificável com características intermédias de Linfoma de Burkitt e de Linfoma difuso de células grandes B

IV - NEOPLASIAS DE CÉLULAS T/NK

Linfoma de células T periférico, não especificado

É incluída a variante morfológica folicular.

Linfoma de células T angioimunoblástico

É considerado um subtipo distinto de Linfoma de células T periférico.

Linfoma de células grandes anaplásico ALK positivo Há modificação da nomenclatura e inclui apenas os casos ALK positivos. Linfoma de células T associado a enteropatia Há modificação da nomenclatura. Linfoma de células T subcutâneo de tipo paniculite Este diagnóstico é restrito aos casos com fenótipoα/β; os casos com fenótipo γ/δ são incluídos no Linfoma primário cutâneo de células T γ/δ. Linfoma de células T γ/δ primário cutâneo

É considerado um subtipo distinto do Linfoma de células T periférico.

Doenças linfoproliferativas de células T, EBV+ da criança Inclui 2 entidades:

Doença linfoproliferativa sistémica de células T, EBV+ da criança Há monoclonalidade dos genes TCR sendo considerada neoplasia de células T maduras.

28

Linfoma de tipo Hydroa vacciniforme É um linfoma cutâneo de células T citotóxicas ou de

Linfoma de tipo Hydroa vacciniforme É um linfoma cutâneo de células T citotóxicas ou de células NK.

Categorias provisórias São definidos os critérios de diagnóstico para inclusão numa destas novas categorias Doença linfoproliferativa crónica de células NK Linfoma de células T, citotóxico CD8+, primário cutâneo epidermotrópico agressivo Linfoma de células T pequenas a médias CD4+ primário cutâneo Linfoma de células grandes anaplásico ALK negativo

Referências

Swerdlow SH, Campo E, Harris NL, Jaffe ES, Pileri SA, Stein H, Thiele J, Vardiman JW eds. WHO Classification of Tumours of Haematopoietic and Lymphoid Tissues. Lyon: IARC; 2008 Jaffe ES, Harris NL, Stein H, Vardiman JW eds. Pathology and Genetics of Tumours of Haematopoietic and Lymphoid Tissues. In: Kleihues P, Sobin LH eds. World Health Organization Classification of Tumours. Lyon: IARC Press; 2001 Harris NL, Jaffe ES, Stein H, Banks PM, Chan JK, Cleary ML, Delsol G, De Wolf-Peeters C, Falini B, Gatter KC, et al. A revised European-American classification of lymphoid neoplasms: a proposal from the International Lymphoma Study Group. Blood. 1994; 84:1361-92.

29

Programa Educacional 13 de Novembro de 2010

Moderador: Carlos Martins

Educacional 13 de Novembro de 2010 Moderador: Carlos Martins 08:30/09:00 - SALA 1 DINÂMICA DA INFECÇÃO

08:30/09:00 - SALA 1

DINÂMICA DA INFECÇÃO VIRAL NO DOENTE HEMATOLÓGICO Luís Martins e Mário Cunha

Os vírus são entidades que provocam vários tipos de infecção:

Assintomáticas, a maior parte

Agudas

Latentes

Persistentes

Crónicas

Progressivamente lentas

Tumorogénicas.

As infecções tumorogénicas estão implicadas em 15% de todos os cancros. Os vírus latentes podem reactivar em ciclos líticos ou lisogénicos, consoante o vírus presente.

Na replicação, o genoma viral pode estar sob a forma livre, epissomal ou integrar-se no genoma da célula hospedeira. Assim, um vírus como o Epstein-Barr (EBV) pode ser responsável por uma simples infecção assintomática, por uma mononucleose infecciosa ou por um carcinoma como o da Nasofaringe ou por um linfoma, como o de Burkitt.

Tudo depende do status imunológico, genético ou epigenético do indivíduo.

Os vírus para sobreviver desenvolveram diferentes mecanismos para escapar ao sistema imunológico. Desde provocar infecções agudas à metilação do seu DNA ou à integração.

Para o conhecimento da dinâmica viral, as técnicas de Biologia Molecular, como o PCR em Tempo Real, são uma ferramenta decisiva. Tanto as DNAémias como a Virúrias podem ser quantificadas e normalmente expressas em nº de cópias por mL, o que nos permite quantificar, monitorizar ou mesmo prevenir doença como a Doença Linfoproliferativa Pós Transplante (PTLD) por uma reactivação do vírus do Epstein-Barr. As reactivações do CMV, EBV, HHV6 e HHV7 podem ser detectadas atempadamente e os pacientes monitorizados semanal ou bissemanalmente, consoantes as necessidades clínicas. Pode também ser estudada se o vírus se encontra sob a forma livre ou integrada no genoma celular, como acontece com o HHV6, que em status imunológico supressivo pode manter a carga viral alta e constante.

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Programa Educacional 13 de Novembro de 2010

Moderador: Carlos Martins

A IMAGIOLOGIA DA INFECÇÃO FÚNGICA Paula Campos

31

de Novembro de 2010 Moderador: Carlos Martins A IMAGIOLOGIA DA INFECÇÃO FÚNGICA Paula Campos 31 08:30/09:00

08:30/09:00 - SALA 1

32
SESSÕES PLENÁRIAS

SESSÕES PLENÁRIAS

SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

Sessão Plenária 13 de Novembro de 2010

Moderador: J. Alves do Carmo

A EXPERIENCIA DO CEDACE H. Trindade

J. Alves do Carmo A EXPERIENCIA DO CEDACE H. Trindade 09:30/11:00 - SALA 1 O CEDACE

09:30/11:00 - SALA 1

O CEDACE foi criado pelo despacho 22/95, correspondendo a sigla à designação de “Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão”, ficando sediado no Centro de Histocompatibilidade do Sul, conforme a letra do referido despacho.

Os três Centros de Histocompatibilidade têm uma acção regional na divulgação do Registo, colheita de amostras para as inscrições de novos potenciais dadores, realização de testes preliminares e tipagem HLA destes novos candidatos e envio dos inquéritos e resultados para o CEDACE e também na activação de dadores a pedido do CEDACE, que coordena toda a actividade nacional e internacional.

Esta organização manteve-se desde 1995 até 2003 numa situação de crescimento nulo quer em número de dadores, quer em indicadores de actividade como sejam activações e colheitas. O ano de 2003 foi a viragem feita à custa de uma doente e da mobilização dos meios de comunicação social em torno da sua causa, ao que se seguiram outros doentes, e de 1377 dadores no final de 2002, passou-se para 6133 em Dezembro de 2003 e estamos hoje com 237 130 dadores tipados em Setembro de 2010.

Estes números permitiram ao Registo aumentar as colheitas e cumprir o objectivo de ajuda aos doentes, sendo pedidas mais de 1500 activações ano e com 55 colheitas realizadas em 2009, e mais de 200 no total. Grande parte desta actividade é Internacional. O CEDACE está hoje numa situação de excelência e olhando para o número de dadores por milhão de habitante estamos em segundo lugar a nível Europeu comparativamente aos países com mais de 5 milhões de habitantes.

Atingida a maturidade do Registo em termos do número de dadores e normalização da actividade, é necessário programar o futuro e desenhar novas estratégias. Como exemplo podemos referir que no ano de 2009 foi feito uma primeira análise das frequências genéticas ao Registo Nacional e a distribuição das mesmas frequências a nível Regional. Os dados poderão agora servir para identificar os antigénios e haplotipos com menor representatividade e tirar partido disso para a diversificação genética para ajudar mais doentes. Uma outra estratégia deverá passar pela diversificação étnica do Registo, o que tem desafios particulares que devem ser equacionados.

A actividade do CEDACE tem sido integrada no orçamento do CHSul e a actividade dos Centros de Histocompatibilidade, como Centros Dador, na tipagem de novos dadores voluntários, tem sido suportada pelo Ministério da Saúde num esforço financeiro que merece destaque. Por outro lado, várias associações, de entre as quais merece particular destaque a APCL, têm sido solidárias com esta causa e com a generosidade dos portugueses, em conjunto, permitem que Portugal possa ter hoje um Registo com capacidade de ajudar centenas de doentes em todo o mundo.

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Sessão Plenária 13 de Novembro de 2010

Moderador: J. Alves do Carmo

13 de Novembro de 2010 Moderador: J. Alves do Carmo 09:30/11:00 - SALA 1 TRANSPLANTE DE

09:30/11:00 - SALA 1

TRANSPLANTE DE PROGENITORES HEMATOPOIÉTICOS DE DADOR NÃO FAMILIAR J. F. Lacerda

Menos de 1/3 dos doentes com indicação para um transplante alogénico de progenitores hematopoiéticos têm um dador familiar HLA-compatível. O transplante de dador não familiar

é uma terapêutica eficaz para muitas doenças hematológicas. Os registos de dadores

benévolos (http://www.bmdw.org/) têm, actualmente, cerca de 15 milhões de dadores inscritos, pelo que a probabilidade de se encontrar um dador compatível para um doente de ascendência da Europa Ocidental é superior a 80%.

O sucesso do transplante de progenitores hematopoiéticos de dador não familiar depende

de múltiplos factores, que incluem as características da doença (estádio clínico, factores com relevância prognóstica), a idade e o estado geral do doente, o sexo do dador, a

positividade ou não para o citomegalovírus do par dador/receptor, o protocolo de condicionamento, o tipo de profilaxia da doença do enxerto contra o hospedeiro, a fonte do enxerto, o grau de compatibilidade HLA entre dador e receptor, a manipulação ou não do enxerto, entre outros.

A compatibilidade HLA entre dador e receptor desempenha um papel fundamental no

sucesso do transplante de progenitores hematopoiéticos de dador não familiar. Inicialmente, procurava-se unicamente uma compatibilidade serológica em HLA-A, HLA-B e HLA-DR.

Esta aparente compatibilidade entre dador e receptor não familiar determinava elevadas taxas de complicações pós-transplante. Actualmente, com a implementação e generalização das técnicas de biologia molecular, a tipagem dos candidatos a transplante e dos dadores tornou-se mais fina. Hoje, a realização de tipagem a nível alélico dos

antigénios HLA-A, HLA-B, HLA-C, HLA-DRB1 e HLA-DQB1 é uma rotina. A escolha de um dador não familiar adequadamente compatível é muito importante e contribui de forma significativa para o sucesso do transplante. Vários estudos avaliaram o impacto de incompatibilidades HLA entre dador e receptor. Em geral, qualquer incompatibilidade a nível alélico em HLA-A, -B, -C, -DRB1 aumenta o risco de morte pós-transplante. O efeito de incompatibilidades em DQB1 e DPB1 é menos claro e não é consensual entre os vários estudos. A permissão de incompatibilidades também se associa com a fase da doença para

a qual o doente é transplantado. Doentes com doença hemato-oncológica avançada não

parecem ter um risco acrescido de mortalidade pela existência de uma única incompatibilidade HLA. No entanto, a existência de múltiplas incompatibilidades aumenta o risco de complicações e a mortalidade pós-transplante.

Apesar da compatibilidade HLA de nível alélico permitir resultados que, nalguns casos, são muito próximos dos obtidos com irmãos HLA compatíveis, a escolha do dador não familiar ideal só agora dá os primeiros passos. Vários estudos têm procurado identificar outros factores associados à emergência de doença do enxerto contra o hospedeiro pós- transplante, e a um aumento de risco de mortalidade, em doentes compatíveis com os seus dadores a nível alélico nos 10 principais antigénios. Existe evidência de que o perfil dos haplótipos KIR de activação e inibidores das células NK do dador e do receptor desempenham um papel relevante na sobrevivência pós-transplante. Estudos recentes sugerem também que polimorfismos únicos em genes que codificam citocinas, receptores de citocinas e outros factores ligados à imunidade inata, tais como IL-1, IL-6, IL-10, TNF-

36

alfa, IFN-gama também modulam o aparecimento de doença do enxerto contra o hospedeiro, podendo influenciar

alfa, IFN-gama também modulam o aparecimento de doença do enxerto contra o hospedeiro, podendo influenciar a sobrevivência a longo prazo do doente. Assim, existe

uma complexa teia de factores, genéticos e de outra natureza, que determinam o sucesso

de

um transplante de progenitores hematopoiéticos de dador não familiar.

O

processo de selecção de um dador não familiar é moroso e deve ser iniciado tão

precocemente quanto possível. Apesar de se poder proceder a uma primeira aproximação aos registos de dadores só com uma tipagem HLA de baixa resolução, a utilidade deste

procedimento é muito limitada e induz frequentemente em erro em relação à potencial existência de um dador compatível. De facto, só com a tipagem alélica de alta resolução em HLA-A, -B, -C, -DRB1 e -DQB1 se pode iniciar verdadeiramente a selecção de um dador. Os passos necessários para a selecção de um dador não familiar dão-nos uma noção do tempo com que, inevitavelmente, é necessário contar para a realização de um transplante

de progenitores hematopoiéticos de dador não familiar:

1. Identificação do nível de risco do doente (apresentação da doença, citogenética,

biologia molecular, resposta ao primeiro tratamento, etc…)

2. Tipagem HLA de alta resolução em HLA -A, -B, -C, -DRB1 e -DQB1 do doente

3. Pesquisa nos registos de dadores voluntários

4. Pesquisa em registos específicos mais detalhados (por exemplo, após pesquisa inicial

na base de dados BMDW, parecem existir dadores interessantes num determinado

país)

5. Selecção de um ou mais dadores para ser enviada para Portugal amostra de sangue

para tipagem HLA -A, -B, -C, -DRB1 e -DQB1 de nível alélico no Centro de

Histocompatibilidade

6. Após este resultado, caso exista compatibilidade adequada, proceder-se-á à activação

do dador para transplante

7. Exames ao dador realizados no seu país que reavaliarão estado geral e virologias

8. Colheita de progenitores hematopoiéticos e transporte para Portugal

Bibliografia

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37

6. Morishima Y , Sasazuki T , Inoko H , et al. The clinical significance

6. Morishima Y, Sasazuki T, Inoko H, et al. The clinical significance of human leukocyte antigen (HLA) allele compatibility in patients receiving a marrow transplant from serologically HLA-A, HLA-B, and HLA-DR matched unrelated donors. Blood 2002;99:4200-6.

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Sessão Plenária 13 de Novembro de 2010

Moderador: J. Alves do Carmo

13 de Novembro de 2010 Moderador: J. Alves do Carmo 09:30/11:00 - SALA 1 REDUCED INTENSITY

09:30/11:00 - SALA 1

REDUCED INTENSITY ALLOGENEIC TRANSPLANTATION FOR MULTIPLY RELAPSED LYMPHOMA Stephen Mackinnon

T cell depleted reduced intensity transplantation followed by donor leukocyte infusions to

promote graft-versus-lymphoma activity results in excellent long-term survival in patients

with multiply relapsed follicular lymphoma

Follicular lymphoma (FL) is an indolent disorder, which is treatable but considered incurable with chemotherapy alone. The curative potential of allogeneic transplantation using conventional myeloablative conditioning has been demonstrated, but this approach is precluded in the majority of patients with FL, because of excessive toxicity. Reduced intensity conditioning regimens are therefore being explored.

This study reports the outcome of 85 consecutive patients with FL transplanted using fludarabine, melphalan and alemtuzumab. Patients were heavily pretreated, having received

a median of 4 lines of prior therapy, and 27% had failed previous autologous transplantation. Median patient age was 45 years and 53% received stem cells from unrelated donors. With

a median follow-up of 4 years, the non-relapse mortality was 15% at 4 years (8% for sibling, 21% for unrelated donor transplants), acute GVHD grade II-III occurred in 14%, and the incidence of extensive chronic GVHD was only 18 %. Relapse risk was 26%, and this was significantly reduced where mixed chimerism had been converted to full donor chimerism by the use of DLI (10% vs 36%; p=0.03). In addition, 10/13 (77%) given DLI for relapse post-

transplant remitted, with 9 of these responses sustained and one responding to further DLI.

In these patients, CR is currently ongoing at a median of 44 months (12-74) following last

DLI.

Current PFS at 4 years was 76% for the whole cohort: 90% for those with sibling donors and 63% for those with unrelated donors.

The excellent long-term survival with associated low rates of GVHD and frequency and durability of DLI responses makes this an extremely encouraging strategy for the treatment and potential cure of FL.

Thomson KJ, Morris EC, Milligan D, Parker AN, Hunter AE, Cook G, Bloor AJ, Clark F, Kazmi M, Linch DC, Chakraverty R, Peggs KS, Mackinnon S T-cell-depleted reduced-intensity transplantation followed by donor leukocyte infusions to promote graft- versus-lymphoma activity results in excellent long-term survival in patients with multiply relapsed follicular lymphoma J Clin Oncol. 2010 28:3695-700

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40
MESAS REDONDAS

MESAS REDONDAS

SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

Mesa Redonda 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Lurdes Guerra

Mesa Redonda 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Lurdes Guerra 11:30/13:30 - SALA 1 LMC: Monitorização

11:30/13:30 - SALA 1

LMC: Monitorização da Resposta e Mecanismos de Resistência Sónia Matos e Sónia Santos

A LMC é uma doença mieloproliferativa caracterizada pela formação do cromossoma de

Filadélfia (Ph), o qual resulta da translocação recíproca entre os cromossomas 9 e 22, resultando na fusão do gene ABL no cromossoma 9 (banda q34) e do gene BCR no cromossoma 22 (banda q11). Esta alteração específica resulta na formação do gene de fusão BCR-Abl responsável pela proliferação de células mielóides imaturas na medula óssea e a acumulação destas no sangue periférico. A formação deste transcrito dá origem à desregulação da actividade tirosina cinase do gene ABL, tornando-se este facto um alvo perfeito para o desenvolvimento de fármacos específicos. O aparecimento dos inibidores de tirosina cinase da oncoproteína BCR-Abl, veio revolucionar deste modo a terapêutica da doença e proporcionar o aumento da sobrevivência e da qualidade de vida dos doentes.

O gene de fusão BCR-Abl representa para além de marcador da doença um marcador

valioso na monitorização da resposta ao tratamento.

Desde 2005 foram avaliados no nosso laboratório 63 novos casos de LMC, tendo sido documentada a presença da t(9;22) por citogenética convencional e/ ou por FISH (Fluorescence in situ hybridization) e caracterizado o transcrito de fusão presente na amostra de diagnóstico por RT-PCR (Reverse Transcriptase Polymerase Chain Reaction).

A monitorização destes doentes requer a análise citogenética e molecular, técnicas estas

que têm acompanhando a evolução do conhecimento da doença e do surgimento de novas

terapêuticas.

A monitorização da resposta citogenética foi efectuada através da análise do cariótipo

observando-se no mínimo 20 metafases para calcular a percentagem de metafases Ph+. Dos doentes analisados verificou-se que 45 atingiram Resposta Citogenética Completa (RCC), mediana de 12 meses, 2 recairam antes de atingir a RCC, 1 não obteve qualquer resposta e 15 atingiram Resposta Citogenética Parcial ou Mínima ou não tiveram avaliação citogenética.

A elevada eficácia do tratamento com inibidores de tirosina cinase levou à necessidade de

métodos mais precisos para a monitorização da resposta ao tratamento a níveis mais sensíveis que o ponto de referência que é a remissão citogenética completa. De forma a

avaliar a Doença Residual Mínima (DRM) quantificou-se o número de transcritos nos doentes em estudo pela técnica de RQ-PCR (Real Time Quantification Polymerase Chain Reaction) tendo 35 atingido Resposta Molecular Major (RMM), mediana de 14 meses, 14 Resposta Molecular Completa (RMC) e 27 têm follow-up insuficiente ou resposta sub- óptima. Dos doentes que atingiram RCC 11 ainda não têm RMM.

Nos doentes que não atingem RCC ou RMM ou em casos de perda da resposta está indicada a pesquisa de mutações no domínio cinase da proteína de fusão, principal mecanismo de resistência até agora identificado, previamente à alteração da terapêutica, quer pelo aumento de dose quer pela mudança para inibidores tirosina cinase de 2ª linha.

43

Foi realizada a pesquisa de mutações em apenas 8 doentes sem RMM, procedendo-se à amplificação

Foi realizada a pesquisa de mutações em apenas 8 doentes sem RMM, procedendo-se à amplificação por RT-PCR da região do gene ABL presente nos transcritos de fusão BCR- ABL seguida de sequenciação directa dos exões 4 a 9 desses transcritos. As sequências obtidas foram comparadas com uma sequência de referência (GeneBank NM_005157.3). Foi identificada em apenas 1 dos doentes uma mutação (E255K). A identificação desta mutação assim como a observação em 2 casos de recaída citogenética antes de ser atingida a RCC levou à alteração da terapêutica para inibidor tirosina cinase de 2ª linha tendo-se revertido deste modo o curso da doença. Revela-se de extrema importância fazer a monitorização regular das respostas citogenética e molecular, assim como a identificação de mutações no gene Abl e/ou outros mecanismos de resistência aos fármacos por forma a antever uma resposta inadequada ao tratamento ou uma recaída e deste modo optimizar a estratégia terapêutica.

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Mesa Redonda 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Lurdes Guerra

Mesa Redonda 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Lurdes Guerra 11:30/13:30 - SALA 1 DOENÇAS MIELOPROLIFERATIVAS

11:30/13:30 - SALA 1

DOENÇAS MIELOPROLIFERATIVAS PH NEGATIVAS: UMA MUTAÇÃO PARA 3 DOENÇAS. Blanca Polo

As neoplasias mieloproliferativas (MPNs) são um tipo de neoplasias hematológicas mielóides , de natureza clonal derivada de uma célula progenitora hematopoiética pluripotente, caracterizadas por uma hiperproliferação de uma ou mais linhas mielóides.

A Classificação da OMS de 2008 suclassificou as MPNs em 8 entidades diferentes:

Leucemia Mielóide Crónica, Policitémia Vera (PV), Trombocitémia Essencial (TE), Mielofibrose Primária (MFP), Mastocitose sistémica, Leucemia Eosinofílica Crónica não específica, leucemia Neutrofílica Crónica e MPNs inclassificáveis.

A Leucemia Mielóide Crónica requer a presença de BCR/ABL para o seu diagnóstico, assim

como o resto das MPNs precisam da sua ausência, pelo que são chamadas MPNs Ph

negativas.

Após as novas descobertas moleculares a OMS-2008 tem acrescentado marcadores moleculares aos histológicos, clínicos e laboratoriais já existentes. O principal marcador molecular é a mutação JAK2V617F, descrita pela primeira vez em 2005 e que aparece em mais do 90% das PV e, em aproximadamente um 50% dos doentes com TE e MFP.

A questão que se coloca é como uma única mutação contribui para a patogenia de 3

entidades clínicas diferentes. Colocam-se várias hipóteses sobre a influência do JAK2V617F nestas doenças.

Depois da descoberta do JAK2V617F diferentes companhias farmacêuticas têm

desenvolvido inibidores selectivos do JAK2 para o tratamento das MPNs. Até a data os ensaios efectuados parecem demonstrar um efeito benéfico quer sobre a esplenomegália

Contudo, o efeito sobre o

quer sobre os sintomas constitucionais com uma boa tolerância curso natural da doença permanece incerto.

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Mesa Redonda 12 de Novembro de 2010

Moderador: Paulo Lúcio

LINFOCITOSE B MONOCLONAL (LBM) J. Raposo

Paulo Lúcio LINFOCITOSE B MONOCLONAL (LBM) J. Raposo 15:00/16:00 - SALA 1 A evolução tecnológica, económica

15:00/16:00 - SALA 1

A evolução tecnológica, económica e social tem permitido às sociedades um aumento

efectivo da esperança média de vida da população em geral. Este facto associado à capacidade dos sistemas de saúde em incrementar a utilização de analíticas de rotina periódicas veio modificar substancialmente a incidência e as formas clínicas de apresentação ao diagnóstico da Leucemia Linfocítica Crónica (LLC). Assim, não é de admirar que a incidência da doença tenha aumentado de 2,6 para 5,4 por 100.000 habitantes/ano e que o número de estádios A de Binet ou 0 de Rai ao diagnóstico tenha subido de 15% para 85%. Actualmente nos E.U.A a incidência é de 6,0 por 100.000 habitantes por ano.

Por outro lado, o aparecimento da Citometria de Fluxo, a sua posterior generalização e a melhoria progressiva da tecnologia utilizada, aumentaram a capacidade em detectar pequenas populações linfocitárias monoclonais com ou sem imunofenótipo de LLC.

Deste modo, o limiar quantitativo do linfocitose monoclonal necessário ao diagnóstico de LLC foi baixando progressivamente nos últimos 50 anos: 15.000/mm 3 (1950), 10.000 (1970 – critérios iwCLL) e 5.000 (1996 – critérios NCI).

Em 2005, Andy Rawstron e colaboradores propuseram pela primeira vez o termo Linfocitose B Monoclonal (LBM) para definir a existência, em indivíduos saudáveis, de populações monoclonais de linfócitos B com ou sem imunofenótipo característico de LLC; propuseram também critérios de diagnóstico que permanecem ainda em vigor e individualizaram 3 subtipos: LBM-tipo LLC (CD5+23+), LBM-tipo LLC atípica (CD5+23-) e LBM-não LLC (CD5-). A maioria pertence ao tipo LLC.

Vários investigadores em diferentes países têm feito estudos em grupos limitados de indivíduos direccionados basicamente para a avaliação da frequência da LBM; têm sido utilizadas populações residenciais saudáveis, dadores de sangue e populações de ambulatório hospitalar ou de cuidados primários de saúde. Dum modo geral pode afirmar-se que, à medida que aumenta a capacidade discriminativa da citometria de fluxo utilizando de 2 a 8 cores, aumenta a prevalência de LBM, sendo maior a partir dos 60 anos e mantendo a mesma distribuição por género (M:F = 2,2:1). A frequência de LBM parece ser ainda maior nos familiares de doentes com LLC.

Simultaneamente têm-se tentado caracterizar vários subgrupos de LBM com base na

contagem de linfócitos B monoclonais. A contagem de linfócitos B normais oscila entre 50 e 500 células por mm 3 ; aproximadamente 40% da LBM-tipo LLC demonstrada na população

e

em geral tem valores inferiores a 50/mm 3 , 45% entre os valores normais de 50-500/mm

os restantes e 15% entre 500-1900/mm 3 . Já no grupo de indivíduos com LBM mas que foi

investigado por ter uma linfocitose, a maioria (85%) tem um valor entre 1900-4000/mm

3

3

.

O seu significado prognóstico ainda não é claro nem tão pouco a coexistência de alterações

citogenéticas e dum número mais elevado de casos mutados do que na LLC.

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Várias perguntas permanecem por responder: Qual então o significado da LBM? Qual a sua relação

Várias perguntas permanecem por responder: Qual então o significado da LBM? Qual a sua relação com a LLC? Será semelhante à Gamapatia Monoclonal de Significado Indeterminado com o Mieloma Múltiplo? Haverá predisposição familiar? Qual o valor dos factores de prognóstico validados para a LLC no contexto dum LBM-tipo LLC? Deverá ter um lugar definido na classificação da OMS para as Doenças Linfoproliferativas B? Qual o indicação do rastreio de LBM nos dadores de sangue e de células progenitoras hematopoiéticas?

A ignorância do verdadeiro significado da LBM é uma evidência e acarreta, uma vez estabelecido este conceito diagnóstico, outros problemas não menos importantes: Qual a informação a dar aos interessados? Que tipo de monitorização a fazer, tendo em conta por um lado a carga psicológica incutida pelo pretenso diagnóstico e por outro os encargos financeiros suportado pelos sistemas de saúde? Qual a repercussão do diagnóstico a nível dos Seguros de Saúde e dos Empréstimos Financeiros? Neste contexto, que tipo de diagnóstico a declarar para uns e para outros?

São perguntas a que se tentará responder nos próximos anos com uma persistente investigação clínica e laboratorial.

Declaração:

Sem conflitos de interesse no tema.

REFERÊNCIAS:

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Mesa Redonda 12 de Novembro de 2010

Moderador: Paulo Lúcio

Mesa Redonda 12 de Novembro de 2010 Moderador: Paulo Lúcio 15:00/16:00 - SALA 1 SIGNIFICADO PROGNÓSTICO

15:00/16:00 - SALA 1

SIGNIFICADO PROGNÓSTICO DAS CADEIAS LEVES LIVRES Graça Vasconcelos Esteves Assistente Hospitalar de Hematologia Clínica do Hospital de Santa Maria Grau de Consultora Hospitalar de Hematologia Clínica Presidente do Colégio de Hematologia Clínica

As Imunoglobulinas Monoclonais (Ig-M) estão associadas a uma vasta lista de situações clínicas - as Doenças Plasmoproliferativas - gamapatia monoclonal de significado indeterminado, mieloma múltiplo indolente e sintomático, amiloidose AL e, mais raramente, à leucémia linfóide crónica e linfoma não Hodgkin.

As técnicas laboratoriais usadas para a identificação da Ig-M, como a electroforese e a imunofixação permitem a detecção de 80-93% das Ig-M séricas de molécula completa. A imunofixação com uma elevada sensibilidade sérica e urinária tornou-se a técnica clássica de identificação das Ig-M.

Estas técnicas são no entanto falíveis, na detecção e quantificação das cadeias leves livres séricas ou quando o isotipo é D ou E.

No início do século XXI foi introduzido na prática clínica um teste que permite a quantificação das cadeias leves livres (CLL) das imunoglobulinas séricas, estabelecendo a relação das cadeias leves livres (k/λ) como parâmetro de referência.

Vários estudos ao longo desta década demonstraram, a mais valia do teste das CLL como complemento da electroforese e da imunofixação séricas, na detecção de Ig-M , sendo a sua realização recomendada para o diagnóstico e avaliação da resposta nos doentes com Doenças Plasmoproliferativas.

A presença de uma relação k/λ anormal é sinal de maior agressividade, sendo considerada como factor de mau prognóstico na gamapatia monoclonal de significado indeterminado, no mieloma indolente ou sintomático, no plasmocitoma solitário e na amiloidose AL. No mieloma múltiplo sintomático, a sua inclusão no Internatinal Staging System permite maior exactidão prognóstica dos grupos de risco nele definidos.

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Mesa Redonda 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Patrícia Ribeiro

SMD: UM NOVO ALGORITMO TERAPÊUTICO M. João Costa

Ribeiro SMD: UM NOVO ALGORITMO TERAPÊUTICO M. João Costa 15:00/16:00 - SALA 2 As mielodisplasias ou

15:00/16:00 - SALA 2

As mielodisplasias ou síndromas mielodisplásicas constituem um grupo heterogéneo de doenças, descritas inicialmente por se apresentarem com uma anemia “refractária” às terrapêuticas habituais e por outro lado evoluírem frequentemte para leucemias mieloblásticas.

Estas doenças só foram identificadas como entidade própria em 1976, com uma incidência de 1.500 novos casos por ano (EUA), tendo passado para 13.000 por ano em 1999. No entanto, acredita-se que este diferencial enorme poderá não ter a ver com um aumento da incidência da doença, mas sim um melhor conhecimento da mesma, o que levou a um diagnóstico mais rápido e eficaz.

Em termos relativos, no mundo ocidental, a incidência anual é de 5 novos casos por cada 100 mil habitantes. Mas quando se fala em pessoas com mais de 75 anos, este número passa para 20-50 por 100 mil habitantes por ano.

Até agora, a pouca intervenção terapêutica possível não despertava a atenção dos clínicos

que pouco mais podiam fazer que transfundir os doentes curso natural.

e deixar a doença segui ro seu

Em 1982, a classificação FAB caracterizou-as pela primeira vez e descreveu as suas caracteristics clínicas e prognósticas fundamentais.

Posteriormente a OMS modificou esta Classificação e em 2008 introduziu-lhe novas alterações.

Para ao seu diagnóstico continua a ser necessário a observação morgológica. Para além disso a quantificação dos blastos medulares e a realização de um cariotipo são também fundamentais

Trata-se de facto de um grupo heterogéneo e complexo de doenças que necessitam de tratamentos diferenciados segundo os subtipos e de técnicas cada vez mais sofisticadas para a caracterização e decisão terapêutica.

Paralelamente dá-se um segundo fenómeno: O aumento global da esperança de vida mundial. Ora estas doenças ,relativamente raras antes dos 75 anos quadriplicam a sua incidência podendo vir a tornar-se num sério problema de saúde e despesa pública.

Podemos ainda juntar a este puzle o facto de há meia dúzia de anos se começarem a comerciar após demonstração científica fármacos que prolongam a esperança de vida ou de outro modo alteram o seu curso natural.

Nesta palestra vamos falar um pouco deste universo que de tão enriquecido em novidades se tornou um capítulo interessante e em constante evolução da hemato-oncologia.

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Mesa Redonda 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Patrícia Ribeiro

Redonda 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Patrícia Ribeiro 15:00/16:00 - SALA 2 AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE

15:00/16:00 - SALA 2

AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE CARDÍACA EM LEUCEMIA AGUDA Ana G. Almeida

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Mesa Redonda 13 de Novembro de 2010

Moderador: J. M. Fajardo

Linfoma da Zona Marginal M. Gomes da Silva

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13 de Novembro de 2010 Moderador: J. M. Fajardo Linfoma da Zona Marginal M. Gomes da

11:30/13:30 - SALA 1

Mesa Redonda 13 de Novembro de 2010

Moderador: J. M. Fajardo

Mesa Redonda 13 de Novembro de 2010 Moderador: J. M. Fajardo 11:30/13:30 - SALA 1 TRATAMENTO

11:30/13:30 - SALA 1

TRATAMENTO DA RECÍDA DO LINFOMA DE HODGKIN Alexandra Monteiro

O Linfoma de Hodgkin clássico tratado com quimioterapia (QT) de 1ª linha é uma doença

potencialmente curável, na maioria dos doentes. Contudo, 30-40% dos que têm doença avançada, acabarão por recair ou ter doença refractária.

A QT de 2ª linha seguida de transplantação autóloga é considerada a terapêutica standard,

não havendo consenso sobre os regimes de QT de resgate e QT de alta dose ideais, pelo que factores como a taxa de resposta, toxicidade e capacidade para mobilizar os progenitores hematopoiéticos, deverão ser considerados na escolha do tratamento. Relativamente aos doentes não elegíveis para transplante autólogo, por idade avançada, co-morbilidades ou outros factores, discutir-se-ão as várias perspectivas terapêuticas.

Estudos randomizados demonstraram que cerca de 50% dos doentes com recaída

quimiossensivel, atingem longas taxas de sobrevida livre de doença (45-68%). No entanto,

a terapia para os doentes resistentes à QT de resgate ou para os que recaem após auto-

transplantação, continua por ser optimizada, sendo o transplante alogénico mieloablativo,

nos doentes eligiveis, e apesar da elevada taxa de mortalidade relacionada com o procedimento (>50%), uma possibilidade.

Novos agentes terapêuticos como anticorpos monoclonais, agentes antiapoptóticos e terapia dirigida ao vírus Ebstein-Barr, têm vindo a ser investigados com alguns resultados promissores.

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Mesa Redonda 13 de Novembro de 2010

Moderador: Fernando Príncipe

Redonda 13 de Novembro de 2010 Moderador: Fernando Príncipe 15:00/15:30 - SALA 1 MOBILIZAÇÃO, COLHEITA, PROCESSAMENTO

15:00/15:30 - SALA 1

MOBILIZAÇÃO, COLHEITA, PROCESSAMENTO E CRIOPRESERVAÇÃO DE CÉLULAS PROGENITORAS HEMATOPOIÉTICAS (CPH). Anabela Rodrigues, Clara Juncal Serviço Imuno-Hemoterapia, Hospital Santa Maria (HSM) - CHLN, Lisboa

CPH são células percursoras pluripotentes com capacidade de se autorenovar e regenerar toda a hematopoiese do indivíduo. Habitualmente conhecidas como “células estaminais” (“stem cell”), constituem uma pequena subpopulação celular identificada por citometria de fluxo como células CD34+. Do ponto de vista clínico, têm sido utilizadas para se obter a reconstrução do sistema hematopoiético em doentes após quimioterapia (QT) e transplante de CPH.

Existem 3 fontes de colheita de CPH, apresentando cada uma delas vantagens e desvantagens. Nos últimos anos assistiu-se a um aumento notável do número de transplantes de CPH provenientes do sangue periférico (PBSC) mobilizadas com QT e/ou citoquinas, tanto em transplantes autólogos como alogénicos.

As doses de CPH CD34+ necessárias para transplante, variam consoante o tipo de transplante, a fonte de colheita, o diagnóstico e o tipo de processamento.

O nº de CPH CD34+ (PBSC) obtido por sessão de leucaferese depende de vários factores,

nomeadamente o nº de células CD34+/µl existente no sangue periférico na altura da colheita, o status medular do doente / dador, o esquema de mobilização utilizado e o “timing” ideal de colheita, entre outros.

São abordadas metodologias de “priming” e de colheita de PBSC. Novos esquemas de mobilização são utilizados com sucesso nos doentes maus mobilizadores (AMD 3100 – Plerixafor).

Serão abordadas metodologias e controvérsias na manipulação, validação, criopreservação, armazenamento e controlo de qualidade das CPH.

Discutiremos a oportunidade de selecção celular, evolução e aplicações clínicas, referindo a experiência do HSM.

A lei Nº 12/2009 veio colocar novos desafios aos Serviços de Imuno-Hemoterapia e de

Transplantação. Estamos preparados para responder?

Qual o tipo de transplante ideal para o doente? Poderá ser benéfico um enxerto específico consoante o diagnóstico do doente? Que tipo de selecção deverá ser realizada para

maximizar o efeito “graft-versus- leukaemia” e diminuir o efeito DECH? Quais os riscos para

o dador a curto e a longo prazo? A utilização repetida de G-CSF em 2 ou 3 mobilizações

acarreta um risco maior? As colheitas múltiplas podem envolver um risco adicional para o sistema imune do dador? A utilização de AMD3100 (Plerixafor) em dadores é segura?

A discussão e conclusões possíveis destas questões constituem os objectivos desta

sessão.

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Mesa Redonda 13 de Novembro de 2010

Moderadora: Emília Cortesão

Redonda 13 de Novembro de 2010 Moderadora: Emília Cortesão 15:00/15:30 - SALA 2 HAEMOGLOBINOPATHY CONTROL IN

15:00/15:30 - SALA 2

HAEMOGLOBINOPATHY CONTROL IN A LOW PREVALENCE POPULATION

João Lavinha Departamento de Genética Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Lisboa

Haemoglobinopathies (Hbpathies), namely sickle cell disease (SCD) and the thalassaemias, are amongst the most prevalent single gene disorders worldwide with marked geographic heterogeneity: SCD is most prevalent in sub-saharan Africa, beta-thalassaemia (β-Thal) in the Mediterranean basin and Indian subcontinent, and alpha 0 -thalassaemia (α -Thal) in southeast Asia. The epidemiology of Hbpathies in the Portuguese population (located on the edge of Europe and Africa) reflects a long history of miscegenation: an overall low carrier prevalence (1-2%) contrasts with a few higher prevalence pockets (5-10%). These features can probably be traced to spontaneous or forced population movements in historical times:

SCD carriers cluster in the low Tagus and Sado river valleys, whereas β-Thal trait is particularly frequent in Algarve’s Barlavento. In the absence of a proper national registry, the Portuguese patient population should not be greater than 500 (approximately 100 β-Thal and 400 SCD), which confers to the Hbpathies the status of rare disease. The expected incidence of clinically significant Hbpathies is 5-10 new cases/year.

0

The molecular bases of Hbpathies in Portugal is relatively homogeneous: six HBB gene mutations (commonly found in west Mediterranean populations) account for >95% of the β- Thal determinants. Surprisingly, the SCD (β S ) alleles belong to Bantu (42%), Benin (36%) or Senegal (21%) haplotypes, a picture not seen anywhere around the Mediterranean basin (with the exception of Moroccans), which has a monotonous Benin pattern.

Due to the lack of reliable severity predictors and an effective affordable cure, many at-risk couples choose to participate in prevention programmes based on carrier screening, nondirective genetic counselling, prenatal diagnosis and termination of the affected pregnancies. Successful haemoglobinopathy control programmes have been running for the last three decades in Europe, the USA and Latin America, thus contributing to a marked incidence reduction. Since 1990, more than 200 at-risk couples have chosen to have their foetuses tested in the first or second trimester of pregnancy, as part of the Portuguese National Programme for Haemoglobinopathy Control (and Circular Normativa DGS18/DSMIA 07.09.2004).

Research along the following lines has been a key component of this programme since its beginning: epidemiology (regional, local), molecular pathology (genotype/phenotype correlations), population genetics (disease history and geography), functional studies (disease mechanisms; therapeutic targets) and association studies (genetic modifiers). Some of the more significant results will be presented.

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COMUNICAÇÕES ORAIS

COMUNICAÇÕES ORAIS

SPH

2010

reunião

anual

SOCIEDADE

PORTUGUESA

DE

HEMATOLOGIA

11a13.NOV

TRÓIA CENTRO DE CONGRESSOS

Comunicações Orais

12 de Novembro de 2010

Moderadora: Lurdes Guerra

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Lurdes Guerra 12:30/12:45 - SALA 1 CO1 - IMPLICAÇÕES

12:30/12:45 - SALA 1

CO1 - IMPLICAÇÕES PROGNÓSTICAS DA RAPIDEZ DE ATINGIMENTO DE REMISSÃO CITOGENÉTICA COMPLETA NA LEUCEMIA MIELÓIDE CRÓNICA TRATADA COM IMATINIB R Pinto 1 , M J Silva 1 ; A Carneiro 1 ; A E Santo 1 ; I Castro 1 ; J E Guimarães 1 1 Hospital S. João

O Imatinib na dose de 400mg/dia é o tratamento de eleição para a Leucemia Mielóide

Crónica (LMC). Este fármaco inibe especificamente a tirosina cinase BCR-ABL, resultante

da translocação (9,22) característica da LMC. A introdução do Imatinib na terapêutica da

LMC alterou significativamente o prognóstico desta doença.

Este estudo analisa retrospectivamente 114 casos de LMC que realizaram tratamento com Imatinib entre 2001 e 2010 num único centro, no que respeita à citogenética, resposta à terapêutica, sobrevida livre de doença (SLD) e sobrevida global (SG). A classificação da resposta citogenética foi decidida em função dos critérios propostos pela European Leukemia Net nos estudos medulares realizados aos 6, 12 e 18 meses após o início do Imatinib.

A mediana da idade era de 49 anos (16-79). Cinquenta e seis por cento dos doentes eram do sexo masculino. Oitenta e dois (71,9%) pacientes receberam Imatinib como primeira abordagem terapêutica e 32 (28,1 %) realizaram previamente terapêutica com regimes que incluíam Interferão. A mediana de follow-up foi de 61 meses (6-237). 46% dos doentes atingiram resposta citogenética completa (RCyC) aos 6 meses e 34% aos 12 meses; 20% dos pacientes não atingiram RCyC aos 12 meses. A SLD aos 60 meses foi de 91,9%, 78,2% e 68,2% (p=.015) para doentes com RCyC aos 6 meses, 12 meses e sem RCyC aos

12 meses, respectivamente. A SG aos 60 meses foi de 91,9%, 92,6% e 88,8% (p=.453)

para RCyC aos 6 meses, 12 meses e sem RCyC aos 12 meses, respectivamente. Os pacientes que realizaram Interferão (28,1%) previamente à terapêutica com Imatinib apresentaram uma SG de 90,6% aos 60 meses vs. 94% no grupo que realizou Imatinib como 1ª linha (p=.506). Ocorreu progressão da doença em 27 (23,7%) doentes, sendo que

11 deles iniciaram terapêutica de 2ª linha com Dasatinib. Faleceram 11 (9,6%) pacientes (7

em progressão, 3 após transplante de medula óssea e 1 por hemorragia cerebral).

Os resultados mostram que o Imatinib induz um elevado número de respostas, mesmo quando utilizado em 2ª linha, tal como descrito na literatura. Atingir a RCyC nos primeiros 6 meses aumenta a SLD mas esta diferença não se traduz num aumento da SG. É possível que o resgate terapêutico com inibidores da tirosina cinase de 2ª geração como o Dasatinib nos doentes com progressão de doença tenha contribuído para a ausência de diferença em SG entre os doentes que atingem RCyC aos 6 e aos 12 meses e mesmo em relação aos doentes que exibem resistência ao Imatinib aos 12 meses.

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Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Lurdes Guerra

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Lurdes Guerra 12:45/13:00 - SALA 1 CO2 - ESTADO

12:45/13:00 - SALA 1

CO2 - ESTADO PROTROMBÓTICO NAS NEOPLASIAS MIELOPROLIFERATIVAS:

RELAÇÃO ENTRE CARGA ALÉLICA JAK2V617F E ACTIVAÇÃO DAS PLAQUETAS/LEUCÓCITOS Coucelo M 1 , Caetano G. 1 ; Duarte M. 1 ; Menezes C. 1 ; Bento C. 1 ; Ribeiro ML 1 Departamento de Hematologia, Centro Hospitalar de Coimbra EPE

Introdução: Diferentes estudos sugerem que doentes com Policitémia Vera (PV) e Trombocitémia Essencial (ET) apresentam um estado protrombótico e que este poderá estar relacionado com a activação constitutiva da via JAK/STAT e com a carga alélica da mutação JAK2V617F.

Objectivo: Investigar a presença de marcadores de activação hemostática e a relação destes com a carga alélica JAK2V617F e trombose.

Métodos: Foram estudados 28 PV, 47 ET e 48 controlos saudáveis; 7 PV e 16 ET apresentaram trombose ao diagnóstico. Os doentes estão clinica e laboratorialmente estáveis, sob tratamento com Hidroxiureia; após consentimento informado, foi suspendida a aspirina nos 10 dias prévios ao estudo. Por citometria de fluxo foi avaliada: expressão de P- selectina (CD62P) e granulofisina (CD63) plaquetar, basal e após estímulo com agonistas; capacidade de captação/libertação de mepacrina nas plaquetas; agregados plaqueta- leucócito (PLA); expressão de CD11b nos leucócitos e de factor tecidular (TF) nos monócitos, basal e após estímulo com LPS. Pesquisa da mutação JAK2V617F por ASO- PCR e quantificação por RQ-PCR (JAK2MutaQuant). Pesquisa de mutações no gene MPL (exão 10) por SSCP e sequenciação.

Resultados: Mutação JAK2V617F em 28 PV (100%) e 28 ET (60%); 2 ET apresentam mutações no MPL exão 10: W515L e R524C. Todos os doentes apresentam um aumento basal de CD62P e de CD63 e de resposta ao ácido araquidónico (p<0.01); a resposta ao TRAP6 está diminuída (p<0.01); 77% das PV e 50% das ET apresentam “storage pool disease”. Observou-se em todos os doentes um aumento de expressão basal de CD11b nos leucócitos (p<0.01) e de TF nos monócitos (p<0.01). Os PLA estão aumentados em todos os doentes (p<0.01), sendo que os agregados plaqueta-neutrófilo (PMN) estão significativamente aumentados nas ET vs PV (p<0.01). Doentes com alelo JAK2V617F>50% apresentam um aumento significativo de CD11b e de agregados plaqueta-PMN, em comparação com os doentes com carga alélica<50% (p<0.01); PV com carga alélica>50% apresentam um aumento estatisticamente significativo de TF nos monócitos (p<0.01). Nas ET foi encontrada correlação estatisticamente significativa entre trombose e a presença de mutações JAK2V617F ou MPL, e entre trombose e carga alélica>50%. Esta associação não foi encontrada nas PV. Na relação entre carga alélica e função plaquetar não encontrámos uma associação significativa (p=ns).

Discussão: Os dados apresentados mostram, com significado estatístico, que na PV e ET as plaquetas e leucócitos estão activados e há um maior número de agregados plaqueta- leucócito em circulação. Doentes com carga alélica>50% apresentam marcadores de activação significativamente aumentados em comparação com os doentes com carga alélica <50% (p<0.01), consistente com a influência da carga alélica JAK2V617F na activação leucocitária. Nas ET a presença da mutação e a carga alélica>50% estão significativamente associadas a eventos trombóticos ao diagnóstico (p<0.01).

Conclusão: Os resultados que apresentamos, em 75 doentes com neoplasias mieloproliferativas, ilustram de forma inequívoca diferentes mecanismos que favorecem a

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trombose, nomeadamente, activação basal das plaquetas, monócitos e neutrófilos, o aumento de FT nos monócitos

trombose, nomeadamente, activação basal das plaquetas, monócitos e neutrófilos, o aumento de FT nos monócitos e de agregados plaqueta-leucócito em circulação, e demonstram uma correlação directa entre a carga alélica JAK2V617F e a activação leucocitária.

Estudo financiado pelo projecto PTDC/SAU-GMG/74375/2006 da FCT, Portugal

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Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Lurdes Guerra

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Lurdes Guerra 13:00/13:15 - SALA 1 CO3 - LEUCEMIA

13:00/13:15 - SALA 1

CO3 - LEUCEMIA AGUDA BIFENOTÍPICA DO ADULTO: CARACTERÍSTICAS E PROGNÓSTICO J Salvador 1 , T Fernandes 1 ; S Rodrigues 1 ; M Silva 1 ; F Costa 1 ; P Ribeiro 1 ; G Ferreira 1 ; J Caldas 1 ; A Silva Rodrigues 1 ; A Botelho de Sousa 1 1 H. Capuchos-CHLC

A leucemia aguda bifenotípica (LAB) é uma entidade rara, representando menos de 5% das leucemias agudas. Caracteriza-se pela expressão simultânea de marcadores típicos de várias linhagens, em diferentes populações de blastos ou numa mesma população quimérica. Na maioria dos doentes há co-expressão de marcadores mielóides e linfóides B. Múltiplas alterações citogenéticas têm sido descritas, com maior frequência a t(9;22). Os estudos publicados não são consensuais quanto a factores de risco, opções terapêuticas e prognóstico.

Objectivo: Avaliar as características clínicas e biológicas da LAB em adultos tratados no nosso centro e identificar factores de prognóstico.

Material e métodos: De Junho 1998 a Maio 2010, foram tratados 11 doentes com LAB de acordo com os critérios EGIL. Analisámos retrospectivamente as características, terapêutica e evolução destes casos. Procedemos também a estudo comparativo com amostras emparelhadas de doentes com leucemia aguda mieloblástica (LAM) e leucemia linfoblástica aguda (LAL), tratados no mesmo período.

Resultados: A idade mediana foi 56 anos (20 a 73). Num caso existia síndrome

mielodisplásico prévio. A mediana de leucócitos, hemoglobina e plaquetas foi

x10 9 /L (1.3 a 98), 8.1 g/L (3.2 a 13.0) e 90 x10 9 /L (3 a 442). O

imunofenótipo foi mielóide+linfóide B em 7 casos e mielóide+linfóide T em 4 casos. A pesquisa de BCR/ABL foi positiva em 71% (5 em 7 casos pesquisados). Obteve-se cariótipo conclusivo em 4 doentes: normal, hiperploide, com t(9;22) e com t(9;22) associada a +8, +10 e +21. Dos 10 doentes que receberam quimioterapia intensiva, 80% atingiram remissão completa com regime para LAM. Uma doente foi alotransplantada, sendo a mais longa sobrevivente (95+ meses). Das 6 recaídas, um caso passou a apresentar critérios imunofenotípicos de LAL. A sobrevivência livre de doença (SLD) e a sobrevivência medianas foram respectivamente 18 e 24 meses. Não se encontrou diferença estatisticamente significativa da SLD e da sobrevivência global dos doentes com LAB em comparação com os doentes emparelhados com LMA e LLA; no entanto, existe uma tendência para melhor SLD dos doentes com LMA. Para além do imunofenótipo mielóide+linfóide T, não se identificou outro factor de risco para recaída (p=0.015). Desde Abril 2003, 4 doentes com BCR/ABL iniciaram imatinib após quimioterapia, sendo 2 deles

sobreviventes a longo prazo (86+ e 79+ meses).

respectivamente 17

Conclusões: À semelhança dos estudos publicados, os resultados sugerem que o imunofenótipo tem impacto na sobrevivência dos doentes com LAB. A frequência de t(9;22) foi superior à descrita na literatura. A terapêutica com inibidores de tirosina-cinases, para além do alotransplante de medula óssea em doentes seleccionados, poderá melhorar consideravelmente o prognóstico desta entidade.

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Comunicações Orais

12 de Novembro de 2010

Moderadora: Lurdes Guerra

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Lurdes Guerra 13:15/13:30 - SALA 1 CO4 - PROFILAXIA

13:15/13:30 - SALA 1

CO4 - PROFILAXIA NA HEMOFILIA SEVERA EM IDADE PEDIÁTRICA: EXPERIÊNCIA DO HOSPITAL PEDIÁTRICO DE COIMBRA Paula Rocha 1 , Teresa Sevivas, Maria Manuela Benedito, Natália Martins, M. Leticia Ribeiro 2 1 Hospital S, Teotonio, EPE, Viseu; 2 Departamento de Hematologia Pediátrica do CHC

Introdução: As Hemofilias A e B, défices congénitos de factor (F) VIII e IX respectivamente, são doenças hemorrágicas hereditárias raras, de transmissão ligada ao X. As formas severas caracterizam-se por hemorragias dos tecidos moles (hTM) e hemartroses (hT) recorrentes, na maioria dos casos levando a artropatias com incapacidade articular funcional em idades jovens. A profilaxia, com administração regular de F, visa manter níveis basais>1%, convertendo um fenótipo severo em moderado, com diminuição do número, frequência e intensidade das hemorragias, e melhoria franca da qualidade de vida dos doentes. Geralmente consiste na administração de 25 UI/Kg de F 2-3 vezes/semana, antes dos 2-3 anos e da instalação de dano articular no caso da profilaxia primária (PP) ou em idade mais avançada [profilaxia secundária (PS)], segundo alguns autores.

Objectivo: Apresentar 7 casos clínicos de crianças com hemofilia severa em profilaxia e ilustrar a melhoria da sua qualidade de vida.

Casos Clínicos: Seis meninos com Hemofilia A (HA) severa e 1 com Hemofilia B (HB) severa. Idade mediana de 9 anos. O diagnóstico de hemofilia foi efectuado antes dos 2 anos e meio (10-29 meses) e a profilaxia consiste em 2 administrações/semana de F

recombinante de última geração. A criança com HB iniciou PP pós-hemorragia cerebral aos

13 meses. Desde então, em 27 meses, teve 2 episódios de hTM. Das 6 crianças com HA, 3

encontram-se em PP e 3 encontram-se em PS. A PP foi iniciada logo após o diagnóstico em 2 (aos 14 e 23 meses) e em 1, após o 3º episódio de hT (31 meses). Após o início da PP: o 1º em 23 meses teve uma hTM (hematoma frontal) e 3 hT (joelhos); o 2º não tem hemorragias 84 meses; o 3º teve três episódios de hTM (hematoma frontal, gengivorragia, laceração da língua) em 29 meses. Nas restantes crianças com HA, a PS foi iniciada por hT frequentes e recidivantes: aos 6 anos (tíbio-társicas como articulação-alvo): aos 11 anos (1- 2 episódios por mês: tibio-társicas e cotovelos) e aos 15 anos (este, com a particularidade de ter tido anteriormente um inibidor de baixo título, iniciou PS por artropatia grave do joelho). Neste grupo, após início da PS: o 1º teve 1 hT (tibiotársica) em 60 meses, o segundo teve 2 hTM (hematoma frontal, hematoma do hálux) em 36 meses e o 3º teve três hT (joelho e cotovelo direitos) em 6 meses. O tempo mediano de seguimento após introdução da profilaxia foi de 28 meses (6-84) e neste período apenas ocorreram hemorragias pós-traumatismo.

Conclusão: Amostra pequena mas que ilustra a eficácia do tratamento profilático nos doentes com hemofilia severa. Verificou-se uma redução significativa nos doentes em PS, o que traduz uma menor incidência de artropatias com incapacidade articular funcional. Melhoria da qualidade de vida dos doentes, em especial se a profilaxia é iniciada precocemente.

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Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderador: Paulo Lúcio

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderador: Paulo Lúcio 16:00/16:15 - SALA 1 CO5 - MPT

16:00/16:15 - SALA 1

CO5 - MPT EM DOENTES COM MIELOMA MÚLTIPLO NÃO ELEGÍVEIS PARA TRANSPLANTE: ESTUDO MULTICÊNTRICO

S Chacim 1 , LC Leite 1 ; IC Ferreira 1 ; D Pereira 1 ; C Moreira 1 ; JM Mariz 1 ; G Esteves 2 ;

Alves do Carmo 2 ; T Fernandes 3 ; A Botelho de Sousa 3 ; AM Pereira 4 ; J Parreira 5 ; C Costa 5 ;

J

C

C Gonçalves 8 ; C Campos 8 ; A Macedo 9

A Inock

1 Instituto Português de Oncologia do Porto; 2 Hospital Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte; 3 Hospital dos Capuchos, Centro Hospitalar Lisboa Central; 4 Hospital Garcia de Orta;

5 Instituto Português de Oncologia de Lisboa;

Universidade de Coimbra;

9 Hospital de Faro; 10 Hospital Distrital da Figueira da Foz; 11 Hospital de São Teotónio;

12

João 5 ; R Bergantim 6 ; M Badior 6 ; F Trigo 6 ; JE Guimarães 6 ; M Gomes 7 ; C Geraldes 7 ;

11

; A Teixeira

12

; A Pereira 10 ; MC Constanço 11 ; Helena Vitória 11 ;

8

6

Hospital de São João;

7

Hospitais da

Hospital Geral de Santo António, Centro Hospitalar do Porto;

Hospitais da Universiadade de Coimbra

Este trabalho foi realizado no âmbito do Grupo Português do Mieloma Múltiplo (GPMM).

Objectivos

Caracterização dos doentes (dts) com mieloma múltiplo (MM), não candidatos a autotransplante de progenitores hematopoiéticos, tratados uniformemente, em 1.ªlinha, com melfalan, prednisolona e talidomida (MPT), em várias instituições portuguesas. Avaliação

da resposta e sobrevivência.

Material e Métodos Efectuou-se estudo retrospectivo de casos de MM, tratados com MPT entre Janeiro/2007 e Dezembro/2009, em 11 instituições hospitalares. Quatro delas contribuíram com 68.2% dos dts. Não se verificaram diferenças substanciais nos procedimentos terapêuticos das várias instituições. A análise estatística foi realizada com xlstat2009.

Resultados Avaliámos 66dts (53% sexo masculino, 62-81, mediana 73A).

A imunofixação de cadeia IgG foi a mais prevalente (70.8%; 46 casos), seguindo-se a IgA

(21.5%;14 casos), cadeias leves (6.2%;3 casos k e 1 λ) e um caso de não secretor (1.5%). Onze dts (17%) apresentavam plasmocitoma.

Vinte e dois dts (33.8%) apresentavam ISS1 (International Staging System), 22 (33.8%) apresentavam ISS2 e 21 (32.4%) com ISS3. Durie-Salmon: IA 6dts, IB 1dts, IIA 25dts, IIIA 25dts, IIIB 8dts. O performance status (ECOG) foi <2 em 31dts (58.5%), 2 em 15 e >2 em 7dts (13.2%).

Na avaliação inicial, a mediana da plasmocitose medular foi de 22,3%, com densidade normo/hipercelular em 81.6% dos casos (40 dts). A medula óssea teve avaliação imunofenotípica em 28 casos. Onze dts não realizaram biopsia (21.2%), em 34dts (65.4%)

a biopsia mostrou discrasia de plasmócitos, tendo sido inconclusiva ou normal em 5 casos

(9.6%). A mediana do valor do pico sérico foi de 20.1g/L, a da hemoglobina de 10.5g/dL e a

do

cálcio de 2.27mmol/L. Identificados 9dts com insuficiência renal.

O

cariótipo foi estudado em 44.4% (28dts), não sendo realizado em 35dts (55.6%). A

alteração mais prevalente foi a del13q (2dts), revelando-se inconclusivo em 2dts e sem alterações em 22. A análise por FISH foi realizada em 28dts: em 10dts foi detectada a del13q e em 16 não revelou alterações.

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As radiografias do esqueleto revelaram osteopenia em 14dts (21.2%), lesões líticas em 36dts (54.5%) e

As radiografias do esqueleto revelaram osteopenia em 14dts (21.2%), lesões líticas em 36dts (54.5%) e fracturas em 2dts.

Os dts cumpriram uma mediana de 6 ciclos do protocolo MPT (1-16), sendo 32dts tratados concomitantemente com bifosfonatos e 11dts com radioterapia localizada. A resposta obtida foi completa em 5dts (10.2%), muito boa resposta parcial em 8dts (16.3%), resposta parcial em 21dts (42.9%) e progressão detectada em 12dts (24.5%), segundo os critérios EBMT. Com um recuo mediano dos vivos de 19 meses, a sobrevivência global (SG) mediana foi de 36 meses (desvio padrão 1.24), encontrando-se vivos 48% dos dts. Sem diferença estatisticamente significativa na SG por ISS.

Discussão e Conclusão Esta análise retrospectiva multicêntrica, incluindo um número representativo de dts, constitui a primeira perspectiva nacional de uma subpopulação tratada com MPT (1.ª linha). Foram avaliadas as taxas de resposta, embora não tenham sido reunidos dados suficientes para uma avaliação precisa das toxicidades, nem tempo para progressão. Não foram identificados factores prognósticos significativos na SG, provavelmente pelo curto recuo mediano.

Este tipo de exercício parece-nos fundamental como ensaio para propor, de futuro, a realização de trabalhos prospectivos e multicêntricos.

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Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderador: Paulo Lúcio

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderador: Paulo Lúcio 16:15/16:30 - SALA 1 CO6 - ANÁLISE

16:15/16:30 - SALA 1

CO6 - ANÁLISE DE SUBPOPULAÇÃO, COM LNH DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B, COM ≥80ANOS

S Chacim 1 , IC Ferreira 1 ; LC Leite 1 ; J Bordalo e Sá 1 ; N Couto 1 ; I Faustino 1 ; A Rodrigues 1 ; C

Pinto 2 ; D Carvalho 3 ; A Espírito-Santo 1 ; N Domingues 1 ; I Moreira 1 ; I Oliveira 1 ; L Viterbo 1 ; M

Marques 1 ; R Henrique 1 ; A Martins 1 ; JM Mariz 1

Instituto Português de Oncologia do Porto; 2 Instituto Português de Oncologia de Coimbra;

3 Centro Hospitalar de Trás os Montes e Alto Douro

1

Introdução

O Linfoma Não Hodgkin, subtipo difuso de grandes células B (LNH DGCB), é a neoplasia

linfoproliferativa mais prevalente no adulto. Dadas as suas especificidades, o doente idoso

coloca sempre dúvidas em relação à sua abordagem terapêutica.

Objectivo Caracterização epidemiológica dos doentes diagnosticados com LNH DGCB, com idade ao diagnóstico igual ou superior a 80 anos, tratamento e resposta obtida.

Material e Métodos Recolha da totalidade de casos, com revisão dos processos clínicos dos doentes

diagnosticados com LNH DGCB, na nossa instituição, entre Janeiro de 1998 e Dezembro

de 2008. Análise estatística efectuada com xlstat2009.

Resultados

Foram diagnosticados 17 doentes (47.1% sexo masculino, mediana 84anos).

A mediana de seguimento foi de 19.2meses.

As comorbilidades mais prevalentes foram antecedentes de outra neoplasia (5doentes) e diabetes mellitus (2doentes).

O diagnóstico foi realizado em biópsia de gânglio em 7doentes, em biópsia de lesão

mamária em 3casos, cutânea em 2casos e amígdala num caso. Dos 17 dts, um deles correspondia a um LNH primário cutâneo, leg type e outra a transformação de LNH folicular.

Onze casos tinham envolvimento ganglionar e 9 tinham envolvimento extra-ganglionar: pele (4), gastrointestinal (1), baço (1) e outros locais (3).

O estadio Ann-Harbor

Apenas dois doentes apresentavam sintomas B. O estadio IPI (international prognostic

index) era de 1 em 17.6%(3doentes), 2 em 58.8%(10doentes), 3 em 11.8%(2doentes) e 4 em 11.8%(2doentes).

era de I em 41.2%, II em 29.4%, III em 23.5% e IV em 17.6%.

Três doentes não iniciaram protocolo de quimioterapia, dadas as suas condições clínicas, ficando com terapêutica de suporte paliativa. Onze doentes (64.7%) iniciaram protocolo de poliquimioterapia com esquema CHOP (doxorrubicina, ciclofosfamida, vincristina e prednisolona), tendo sido proposto CVP (ciclofosfamida, vincristina e prednisolona) a 3 doentes (17.6%). Foram propostos inicialmente a completarem 3 ciclos (25%), 4 ciclos (25%) ou 6 ciclos (50%). Cinco doentes (35.7%) completaram menos de 3 ciclos, tendo a mediana completado 4 ciclos (IQ2, IIIQ6). Seis doentes foram submetidos a radioterapia complementar. Nove doentes (69.2%) que iniciaram terapêutica obtiveram resposta completa, 3 doentes (23%) resposta parcial e um doente (7.7%) com progressão. Dois doentes recidivaram após resposta.

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Apenas um doente teve neutropenia febril, com necessidade de internamento. Cinco doentes mantinham-se vivos, sem

Apenas um doente teve neutropenia febril, com necessidade de internamento.

Cinco doentes mantinham-se vivos, sem evidência de doença. A sobrevivência global foi de 17.53 meses, com desvio padrão de 3.62 meses.

Discussão e Conclusão A série de casos apresentada reflecte um subgrupo particular de doentes com diagnóstico de LNH DGCB, muitas vezes pouco representada em estudos internacionais, que oferecem desafios particulares. A curva de sobrevivência global atesta o mau prognóstico deste subgrupo, quando tratados com o esquema CHOP/CVP. Este trabalho exploratório tem como limitação o pequeno número de pacientes identificados, sublinhando a necessidade de estudos multicêntricos.

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Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderador: Paulo Lúcio

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderador: Paulo Lúcio 16:30/16:45 - SALA 1 CO7 - CARACTERIZAÇÃO

16:30/16:45 - SALA 1

CO7 - CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO E FACTORES DE PROGNÓSTICO NO LNH DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B

J

F

N

1 Instituto Português de Oncologia do Porto; 2 Centro Hospitalar de Tras os Montes e Alto

Dourto; 3 Instituto Português de Oncologia de Coimbra

Savva-Bordalo 1 , S Chacim 1 ; I Ferreira 1 ; L Leite 1 ; D Carvalho 2 ; A Rodrigues 1 ; N Couto 1 ;

Estevinho 1 ; I Faustino 1 ; C Pinto 3 ; A Martins 1 ; I Oliveira 1 ; I Moreira ; A Espírito Santo 1 ;

1

Domingues 1 ; L Viterbo 1 ; M Marques ; A Oliveira 1 ; R Henrique 1 ; J Mariz

1

1

Introdução: O linfoma não Hodgkin (LNH) difuso de grandes células B (DGCB) representa cerca de 25% dos LNH e tem uma apresentação heterogénea em termos de morfologia, genética e comportamento biológico. Os doentes são estratificados em risco baixo (RB), intermédio-baixo (RIB), intermédio-alto (RIA), ou alto (RA), de acordo com Índice de Prognóstico Internacional (IPI). Actualmente o tratamento standard compreende quimioterapia (QT) com antraciclinas associadas ao rituximab.

Objectivos e Material e Métodos: Estudo retrospectivo dos doentes com LNH de DGCB entre 1998 e 2008. O objectivo primário foi caracterização clínico-patológica da população através da mediana e o intervalo inter-quartil (IIQ). Os objectivos secundários foram a identificação de factores de prognóstico em análise uni e multi-variada, usando a regressão de Cox.

Resultados: Identificados 314 doentes com uma idade mediana de 61 anos (IIQ, 47 a 72), 160 (51%) do sexo masculino e 154 (49%) do sexo feminino. Trinta e sete doentes (12%) tinham como antecedente outra neoplasia, sendo as comorbilidades mais prevalentes a HTA (45, 14.3%) e a diabetes mellitus (28, 8.9%). Os doentes com RB foram 114 (40%), RIB 77 (27%), RIA 57 (20%) e RA 38 (13%). Dos 180 doentes (57%) com doença extra- nodal, o tracto gastrointestinal foi o local mais fequentemente envolvido (28%). Duzentos e quarenta e oito doentes (85%) eram do subtipo histológico LNH DGCB puro, 22 (7.5%) apresentavam componente misto de difuso e folicular, 5 (1.7%) eram ricos em células T e 3 (1%) eram Burkitt-like. Os esquemas de QT realizados em 1ª linha foram o CHOP em 126 doentes (40%) e o RCHOP 133 (42%, dos quais 63 fizeram RCHOP14 e 70 RCHOP21) após a introdução do Rituximab na nossa instituição. Noventa e três doentes (30%) fizeram radioterapia. Catorze doentes (4.4%) consolidaram terapêutica com autotransplante de progenitores hematopoiéticos em primeira remissão completa, dos quais 7 (2.2%) com IPI 2, 6 (1.9%) com IPI 3 e 1 (0,3%) com IPI 4. Por progressão ou recaída, 91 doentes (29%) foram sujeitos a QT de 2ª linha, com esquemas MINE (11,4%), ESHAP (9,3%) ou ICE (2,8%) +/- Rituximab. O tempo mediano de seguimento foi de 27 meses (IIQ, 12 e 59 meses). A sobrevivência global (SVG) aos 5 anos foi 77%, 51%, 44% e 25% na era pré- Rituximab em doentes com RB, RIB, RIA e RA, respectivamente, com aumento da SVG em todos os grupos após a introdução do Rituximab. Os factores de prognóstico independentes identificados em análise uni e multi-variada foram a idade, o nível de LDH e o valor de IPI

(p<0.05).

Conclusão: Na coorte de doentes com LNH DGCB do nosso centro, as características clínico-patológicas e factores de prognóstico identificados são sobreponíveis aos descritos na literatura, constituindo o IPI o parâmetro mais importante na estratificação dos doentes.

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Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderador: Paulo Lúcio

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderador: Paulo Lúcio 16:45/17:00 - SALA 1 CO8 - ASSSOCIAÇÃO

16:45/17:00 - SALA 1

CO8 - ASSSOCIAÇÃO DE RITUXIMAB E METIL PREDNISOLONA (RMP) COMO ALTERNATIVA NO TRATAMENTO DE DOENTES COM LLC REFRACTÁRIA E/OU SEM INDICAÇÃO PARA FLUDARABINA

, J Raposo 1 ; M Neves 1 ; C Lopes 1 ; J Lacerda 1 ; B Gomez 1 ; MJ Costa 1 ;

J Alves do Carmo 1

C Viveiros 1

1 Serviço de Hematologia e Transplantação de Medula - Centro Hospitalar Norte, EPE -

Hospital Santa Maria

Introdução: O Rituximab (RTX) foi recentemente aprovado para o tratamento da LLC com base na associação de Rituximab, Fludarabina e Ciclofosfamida (RFC) utilizada pelo Grupo Alemão para o Estudo das LLC (GCLLSG). No entanto, uma maioria considerável dos doentes não é elegível na prática clínica para este esquema em virtude das frequentes comorbilidades. É urgente aproveitar a actividade do RTX na LLC e procurar sinergismos, explorando outras associações com uma toxicidade previsível menor e que permitam a inclusão dum maior número de doentes. Neste contexto, a associação de RTX e Metilprednisolona (mP) pareceu-nos poder corresponder a estes objectivos.

Material e métodos: Com o objectivo de avaliarmos a eficácia e toxicidade do RmP, tratámos de NOV 08 a JUL 10 doentes com LLC sem indicação para Fludarabina em associação e/ou sem robustez física necessária para o esquema RFC. Foram usadas as seguintes doses: RTX-500mg/m 2 /semana IV (D1) x 4 semanas e mP-1gr/dia IV x 3 dias (D1-3) em cada uma das 4 semanas; opcionalmente foram permitidos: a dose de RTX de 375mg/m 2 (semana 1), a dose de mP de 1,5gr em doentes com mais de 85 Kg e o uso de factores hematopoiéticos de crescimento. Obtivemos a aprovação da Comissão de Farmácia e Terapêutica e seguimos as recomendações actualizadas do iwCLL-NCI (2008). Tratámos 19 doentes, 13 homens e 6 mulheres, mediana de idade de 72,5 anos (54-79), mediana do tempo desde o diagnóstico de 18 meses (1-106), Rai/Nº doentes (I/3;II/7; III/6;IV/3), 4 em 1ª linha, 10 em recaída e 5 refractários, painel FISH (17p-/2;13q- /12;12+/7;11q-/2;6q-/1), 5 com anemia hemolítica (AH) TAD+.

Resultados: Avaliámos a resposta em 17 doentes: RC-10 (58,8%), RP-3 (17,6%), DE-3 (17,6%) e DP-1 (5,8%); 2 doentes não avaliados: 1 por morte não relacionada na segunda semana e 1 por tempo de seguimento ainda insuficiente. Dos 5 doentes com AH, todos corrigiram a anemia e 2 negativaram TAD. Oito doentes (42,1%) tiveram 9 infecções respiratórias intercorrentes, 5 (26,3%) com necessidade de internamento. A mediana do tempo de seguimento é nesta altura de 10,1 meses (1-20 M), tendo apenas 2 doentes tido necessidade de efectuar novo tratamento. Morreram 3 doentes; 1 de causa relacionada.

Conclusões: Podemos concluir, até esta altura, que o RmP é um tratamento eficaz, particularmente em doentes com AH auto-imune, exequível em ambulatório, mas intensamente imunossupressor como o provam as infecções respiratórias intercorrentes. Tal facto irá implicar, em nossa opinião, a instituição de uma profilaxia anti-infecciosa nos próximos doentes.

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Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Patricia Ribeiro

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Patricia Ribeiro 16:00/16:15 - SALA 2 CO9 - TRATAMENTO

16:00/16:15 - SALA 2

CO9 - TRATAMENTO DA LEUCEMIA AGUDA MIELOBLÁSTICA EM DOENTES IDOSOS – ANÁLISE RETROSPECTIVA

José Carda 1 , Emília Cortesão 1 ; Sérgio Almeida 1 ; Carlos Moucho 1 ; Lénia Jorge 2 ;

Artur Paiva 3 ; Ana Isabel Espadana

1 Serviço de Hematologia - Hospitais da Universidade de Coimbra; 2 Laboratório de Hematologia - Hospitais da Universidade de Coimbra; 3 Centro de Histocompatibilidade do Centro

, Adriana Teixeira 1

1

Introdução: O tratamento de doentes idosos com Leucemia Aguda Mieloblástica (LAM) constitui um desafio recorrente, tendo em consideração o conjunto de comorbilidades que podem limitar as opções terapêuticas num doente que habitualmente tem uma doença biologicamente mais agressiva. A sobrevivência global do doente com LAM diminui com a idade. A maioria dos estudos publicados em doentes idosos, mostra taxas de remissão completa de 40 a 60%, mas apenas se instituídas terapêuticas agressivas que limitam proporcionalmente a qualidade de vida pelos internamentos prolongados associados. Objectivo: Caracterizar a população idosa com o diagnóstico de LAM e analisar o impacto do tratamento na sobrevivência global desses doentes.

Material e Métodos: Recolha de dados clínicos e laboratoriais em 112 processos clínicos arquivados nos Hospitais da Universidade de Coimbra de doentes com idade superior a 59 anos, com o diagnóstico de LAM (excluindo subtipo M3 pela classificação FAB) entre 1 de Janeiro de 2005 e 31 de Dezembro de 2009 e tratamento estatístico posterior, utilizando a versão mais recente do SPSS.

Resultados: A população de 112 doentes não apresenta predomínio de sexo (M:F=1) e tem uma mediana de idades ao diagnóstico de 69 anos, 65% com idade superior a 65 anos. A maioria das LAM (55%) é secundária a quimioterapia por outra neoplasia ou a outras doenças hemato-oncológicas, como Síndromes Mielodisplásicas ou Síndromes Mieloproliferativas. Relativamente à classificação FAB, existe um predomínio das LAM com componente monoblástico (36%), seguidas dos subtipos M1 (28%), M2 (22%) e M0 (12%). Os resultados citogenéticos foram obtidos em 62% dos doentes e revelaram a presença de 9% de cariótipos complexos e 38% de cariótipos normais. Foi instituída quimioterapia com intuito curativo em 80% dos doentes, seleccionados pela idade, performance status e comorbilidades associadas. Nestes foram obtidas 52% de respostas, 45% das quais completas. A sobrevivência global (SV) desta população é de 35% aos 12 meses e 10% aos 36 meses. Existe uma diferença estatisticamente significativa entre a SV dos 2 grupos de tratamento, sendo de 42% para o grupo curativo e 10% para o grupo paliativo, aos 12 meses. Igualmente significativa é a diferença da SV entre os doentes com 60-65 anos e aqueles com idade superior a 65 anos (55% vs 25% aos 12 meses).

Conclusão: Quando comparados com os doentes mais jovens com a mesma patologia, os doente idosos têm mais complicações e sobrevivências inferiores após quimioterapia intensiva. Apesar disso, cerca de 45 % dos nossos doentes atingem remissão completa. A decisão terapêutica deve ser individualizada, conjugando factores de risco, comorbilidades e performance status e, se possível, incluída em ensaio clínico.

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Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Patricia Ribeiro

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Patricia Ribeiro 16:15/16:30 - SALA 2 CO10 - ANTIBIOTERAPIA

16:15/16:30 - SALA 2

CO10 - ANTIBIOTERAPIA EMPÍRICA NA NEUTROPENIA FEBRIL. COMO DECIDIR?

R

L

M

1 H. Capuchos-CHLC

Gerivaz 1 , A Monteiro 1 ; J Salvador 1 ; S Rodrigues

Carande 1 ; M Silva 1 ; J Caldas 1 ; F Costa

1

1 ; R Lopes da Silva 1 ; T Fernandes 1 ;

; G Ferreira 1 ; P Ribeiro 1 ; E Cruz 1 ;

Henrique Sousa 1 ; I Costa 1 ; J Veiga 1 ; A Botelho de Sousa 1

A estratégia antibiótica empírica nos doentes profundamente neutropénicos com febre deve

tomar em conta a ecologia bacteriana da unidade onde se encontram internados. Sendo a evolução da susceptibilidade aos antibacterianos frequentemente rápida e imprevisível, a análise dos padrões de resistência locais e a adaptação do regime empírico à variação

desses padrões são essenciais para reduzir o risco de morte séptica.

Material e métodos. Avaliaram-se anualmente a prevalência e os padrões de resistência (R) das bactérias isoladas em hemocultura numa unidade de 28 camas, maioritariamente utilizadas para quimioterapia intensiva em leucemia aguda ou transplante hematopoiético autólogo. O regime empírico adoptado para o ano seguinte foi escolhido, de entre os consensualmente considerados seguros, em função dessa análise. Relata-se a evolução verificada ao longo dos últimos 6 anos (2004 a 2009), período durante o qual não foi usada profilaxia antibacteriana.

Resultados. Num total de bacteriémias/ano que variou entre 131 e 173 (isolamentos não duplicados) os Gram positivos foram sempre minoritários (27 a 41%, com predomínio de estafilococos coagulase negativos, seguidos de enterococos e S. aureus) não se registando evolução preocupante ao longo do período em análise (nomeadamente mantendo-se muito esporádicos os MRSA e os Enterococci R a vancomicina). O peso relativo de Gram negativos foi crescendo de 59 até 73% (constituindo E.coli, K. pneumoniae e P. aeruginosa 90% dos isolados de modo estável). Até 2006 a monoterapia empírica protocolada tinha consistido sucessivamente em cefepima e piperacilina-tazobactam (PT) com taxas diminutas de R nos 3 principais Gram negativos ao longo dos anos. No entanto a análise de 2006 revelou: a) uma subida da R a PT para 22% para E.coli, 33% para Klebsiella e 29% para Pseudomonas; b) uma maioria (52%) de Klebsiellae com blactamases de espectro alargado (BLEA) subindo também para 37% a R de P. aeruginosa a cefalosporinas de 3ª/4ª geração; c) um aumento de mortes sépticas. Estes achados obrigaram em 2007 (pela 1ª vez numa unidade com política restritiva de carbapenemos) à adopção de imipenemo como 1ª linha empírica. Dois anos depois a taxa de Klebsiella BLEA+ diminuiu significativamente, assim como a R a PT, prenunciando a possibilidade de “reposição em reserva” do carbapenemo, que o surgimento recente de Acinetobacter multiR torna aconselhável.

Conclusão. A detecção atempada de variações significativas nas bacteriémias e nos perfis de resistência de cada unidade surge como condição necessária para a optimização dos resultados terapêuticos na neutropenia febril.

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Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Patricia Ribeiro

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Patricia Ribeiro 16:30/16:45 - SALA 2 CO11 - LEUCEMIA

16:30/16:45 - SALA 2

CO11 - LEUCEMIA AGUDA LINFOBLÁSTICA DA CRIANÇA, 10 ANOS DE EXPERIÊNCIA COM O PROTOCOLO 58951 EORTC

Rui Bergantim 1 , Teresa Guimarães 2 ; Marta Almeida 3 ; Teresa Oliva 3 ; Vitor Costa 3 ; Iris Maia 3 ; Lucília Norton 1 Serviço de Hematologia Clínica, Hospital S.João; 2 Hospital Pediatrico Maria Pia, Centro

Hospitalar do Porto;

3

3

Serviço de Pediatria, Instituto Português de Oncologia do Porto

A Leucemia Aguda Linfoblástica (LAL) é a neoplasia mais comum em idade pediátrica. Os

progressos verificados no seu tratamento são geralmente considerados como um dos grandes sucessos em hemato-oncologia. No entanto, cerca de 20% dos doentes recaem ou são refractários. O presente estudo relata a experiência de um centro referência de hemato- oncologia pediátrica do norte do país no tratamento da LAL da criança.

Procedeu-se à análise retrospectiva de todos os doentes em idade pediátrica, com o diagnóstico inaugural de LAL, tratados de Janeiro/1998 a Dezembro/2007 segundo o protocolo 58951 EORTC. O ramo terapêutico foi definido de acordo com a respectiva estratificação de risco. Ao longo de todo o tratamento é efectuada quimioterapia intratecal, não incluindo radioterapia craniana. Todos os doentes foram avaliados com citogenética convencional, FISH e pesquisa de transcritos de fusão mais frequentes na LAL. A doença residual mínima foi avaliada ao dia 35 de quimioterapia (DRM35) por RT-PCR dos rearranjos génicos IG/TCR. Análise estatística efectuada com SPSS v.18.

Foram tratadas 133 crianças (60% sexo masculino), com idade entre 1 e 17 anos (mediana de 5), com LAL inaugural. O imunofenótipo revelou linhagem B em 78.3% e T em 21.8%. Oito doentes (6%) tinham invasão do Sistema Nervoso Central (SNC) no diagnóstico. No estudo molecular verificou-se positividade para BCR/ABL em 1.5%, TEL/AML1 em 20.3%, AF4/MLL em 3.1%, E2A/PBX1 em 0.8% e hiperdiploidia em 25.6%. Quinze doentes (11.3%) tiveram uma má resposta à pré-fase com corticóides e 7 (5.3%) DRM35 positiva.

Cento e catorze doentes (85.7%) terminaram o protocolo em remissão completa (RC), 9 (6.2%) progrediram e 2 (1.5%) não o completaram por transferência de instituição.

Verificou-se uma mortalidade durante o tratamento de 6% (4 doentes por doença refractária

e 4 em RC, destes 3 por sépsis e 1 por hepatite fulminante). Foram transplantados 8 doentes (6%) em primeira RC por terem características de alto risco.

Verificou-se recaída em 19 doentes (14.4%), 3 isoladas do SNC, 3 medulares e SNC, 13 apenas medulares. O maior número de recaídas (44%) ocorreu nos primeiros seis meses após fim da manutenção (mediana de 12 meses, 1-57 meses). Dos doentes transplantados, 6 recaíram.

Com um follow-up mediano de 5 anos (3-12 anos), a sobrevivência livre de evento (SLE) foi de 77.1±3.9% aos 5 e 10 anos, e a sobrevivência global (SG) foi de 84.9±3.2% aos 5 e 10 anos. Apesar da adaptação da terapêutica à estratificação de risco verificou-se que os doentes com DRM35 positiva têm uma evolução desfavorável comparativamente aos outros.

Em conclusão, a taxa de SLE e SG é sobreponível à habitualmente referida na literatura. Salienta-se a importância da determinação da DRM uma vez que pode identificar doentes que beneficiem de intensificação da terapêutica, dado que a sua positividade no fim da indução constituiu o factor de prognóstico mais desfavorável.

70

Comunicações Orais 12 de Novembro de 2010

Moderadora: Patricia Ribeiro

Orais 12 de Novembro de 2010 Moderadora: Patricia Ribeiro 16:45/17:00 - SALA 2 CO12 - RECAÍDA

16:45/17:00 - SALA 2

CO12 - RECAÍDA DE LEUCEMIA LINFOBLÁSTICA AGUDA (LLA) DO ADULTO. FACTORES PROGNÓSTICOS PARA O RESULTADO DO TRATAMENTO Fatima Costa 1 , Joana Caldas 1 ; Aida Botelho de Sousa 1 1 Hematologia, H. Capuchos-CHLC

Apesar da excelente resposta ao tratamento de 1ª linha, a maioria dos adultos com LLA vem a recair. Os factores que possam influenciar a evolução destes doentes após a recaída são mal conhecidos.

Material e métodos: de uma série de 83 doentes consecutivos com LLA não-Burkitt, que tratámos de modo uniforme (regime hiperCVAD) entre Fev 03 e Dez 08, entraram em remissão completa (RC) 70 (84%) dos quais os 33 (47%) que recaíram constituem o objecto deste estudo. Tinham idade mediana de 40 anos (18-69) e 79% tinham doença de alto risco, definida como idade >30 anos, leucócitos >30x10 /l, ou genética desfavorável [BCR-ABL1+, t(4;11), t(1;19)] no diagnóstico. Estas recaídas ocorreram após uma duração mediana de RC1 de 9 meses (2-37) e na quase totalidade (94%) sob tratamento. Havia infiltração do sistema nervoso central (SNC) em 42% das recaídas. Analisámos a resposta ao tratamento de 2ª linha e procurámos identificar os factores prognósticos para a sobrevivência pós-recaída.

9

Resultados: dos 33 doentes, 7 (21%) tiveram morte na reindução e 7 (21%) atingiram RC2. Com um recuo mediano (desde recaída) dos vivos de 8 meses, a sobrevivência global (SG) mediana após r