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CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CIDADE GAÚCHA

ANTECEDENTES HISTÓRICOS.

O município de Cidade Gaúcha, no noroeste do Estado do Paraná,


surgiu devido ao ciclo da cafeicultura que, com a crise no Brasil, acabou sendo
substituído pelas atividades agrícola e pecuária (PARANÁ CIDADE, 2004).
Segundo FERREIRA (1999), a área que hoje pertencente ao Município
de Cidade Gaúcha, pertencia inicialmente ao Município de Peabiru e
posteriormente foi elevado a Distrito Administrativo do Município de Rondon.
De acordo com historiadores, a primeira derrubada da floresta nesta região
data de fevereiro de 1951, liderada por Lauro Ranulfo Muller.
Em 1952, a Imobiliária Ypiranga de Boralli & Held planejou e executou a
colonização do local, que com o intuito de atrair famílias da região Sul do
Brasil, denominou o município de Cidade Gaúcha.
Com Lei Municipal nº 12, de 25 de abril de 1955, criou-se o Distrito
Administrativo de Cidade Gaúcha no município de Rondon. Na seqüência, com
a Lei Estadual nº 4.245, de 25 de julho de 1960, foi criado o Município de
Cidade Gaúcha – data em que é comemorado o dia do aniversário da cidade –
cujo território foi desmembrado dos municípios de Rondon e Cruzeiro do Oeste,
tendo sua instalação em 15 de novembro de 1961(FERREIRA, 1999).
A primeira eleição municipal realizou-se em outubro de 1961, elegendo
para prefeito o Sr. Lauro Ranulfo Muller (1961/65), depois assumiram: Mário
Ribeiro Borges (1966/68); Gentil Geraldi (1968/69); Moacir Motta (1970/72);
novamente Gentil Geraldi (1973/76); Nelson Enumo (1977/82); Gilberto Pedro
Aita (1983/88); Antonio Milton de Oliveira Lucena (1989/92); Ideval Santos
Ferrarini (1993/96); Gilberto Pedro Aita (1997/2000); Antonio Milton de Oliveira
Lucena (2001/2003), que com seu falecimento assumiu o seu vice, Ideval
Santos Ferrarini (2003/2004). Para a gestão de 2005/2008 foi eleito Vitor
Leitão, o qual deverá assumir o cargo em 1 de janeiro de 2005. Releito com a
gestão de 2009 / 2012. Atualmente Alexandre Lucena (2013 / 2016) .
O MUNICÍPIO NO ESPAÇO REGIONAL

A mesorregião Noroeste do Paraná localiza-se no Terceiro Planalto,


fazendo divisa com os estados de São Paulo e do Mato Grosso do Sul,
totalizando 12,4% do território do estado.

Figura 01: Localização da Mesorregião Noroeste do Paraná


Fonte: SEDU – PARANÁ CIDADE

A colonização da região Noroeste do Paraná caracterizou-se pela


implantação das cidades nos divisores de água ou ao longo de eixos
rodoviários, muitas vezes sem planos diretores ou planos de desenvolvimento
municipal.
O município de Cidade Gaúcha possui área total de 403,866 Km² sendo
apenas 0,94% área urbana (3,808 Km²) e o restante, área rural (IBGE, 2004).
O município é um dos 61 municípios que compõem a Mesorregião Noroeste do
estado do Paraná (figura 01), estando localizado à 586km da capital Curitiba. É
membro da Associação dos Municípios da Região de Entre Rios – AMERIOS –
fundada em 1970.

De acordo com classificação do IPARDES (2003), o Município de Cidade


Gaúcha está classificado como Município com Médio-Alto Grau de
Desenvolvimento (Tabela 06), os indicadores médios deste grupo sugerem que
os municípios começam a se configurar como municípios com características
mais urbanas do que rurais; são mais ricos (a receita municipal per capita é de
R$ 621,21, no grupo, contra R$ 583,37 na média total dos municípios, podendo
chegar ao valor máximo de R$ 2.315,22); a perda da população rural é maior e
a média geral (-4,32% no grupo contra -3,21% na média geral dos municípios);
há alta taxa de urbanização (80,23%); baixa densidade demográfica (46,12%
contra 57,16%, em que a distribuição é heterogênea e varia de 10,35 a 331,26
pessoas por km²); e a proporção de estabelecimentos com menos de 10
hectares é a menor em relação a todos os grupos e à média geral (24,37%
contra 35,26%). Os Municípios têm suas economias voltadas para a
agricultura, tendo os trabalhadores a possibilidade de manter atividades
agrícolas e/ou urbanas. Como confirmação podemos verificar que o indicador
proporção de pessoas ocupadas na agricultura com domicílios urbanos
(41,28%); ainda, do total dos ocupados, 40,48% estão na agricultura (há
municípios, no Estado, com até 66,79%).
Os fatores que mais contribuíram para a formação de um grupo e
consequente inclusão do Município de Cidade Gaúcha no mesmo estão
elencados na tabela 01.

Tabela 01 - Principais indicadores com contribuição positiva do grupo de


municípios paranaenses com médio-alto grau de desenvolvimento –
1991/2000
BLOCO INDICADORES COM MÉDIO-ALTO GRAU VALORES
CONTRIBUIÇÃO DE MÉDIOS
POSITIVA DESENVOLVIMENTO POR
(valores médios) MUNICÍPIO
(100 municípios) (399
municípios)
Economia X6 - Receita municipal per 621,21 583,37
capita (R$)
Renda X11 - `% responsáveis 30,30 37,21
pelo Município com menos
de 1 SM e s/ rendimento
Agricultura X17 - % de 70,59 54,63
estabelecimentos com
conservação de solos
População X26 – Razão dependência 53,73 56,79
urbana 54,84 56,66
X27 – Razão dependência
rural
Mercado de X30- % de empreg. na 14,96 9,18
Trabalho agricult. c/ carteira de
trabalho 25,13 30,02

X32 -% de mão de obra


feminina ocupada na
agricultura
Educação e X43 - % respons. Pelo 39,01 42,75
Infância domícilio c/ até 3 anos de
estudo e sem instrução
Moradia e X46- % domicicílios com 84,35 68,59
Ambiente abastecimento de água
Fonte: Ipardes (2003)

Quanto aos aspectos ambientais regionais, o município não possui áreas


de mananciais e nem áreas de preservação expressivas. De acordo com a
MINEROPAR (2001), a região noroeste do Paraná e o município de Cidade
Gaúcha especificamente, fazem parte do Grupo Bauru, que foi formado no final
do Cretáceo, sendo constituído pelas rochas sedimentares da Formação Caiuá,
que é constituída por depósitos de ambientes eólico e fluvial, representados por
arenitos finos a médios, arroxeados, apresenta estratificação cruzada de
grande porte. O arenito Caiuá é caracterizado pela suscetibilidade de causar
erosão no solo, tendo sido, portanto, um dos responsáveis pelo declínio do
desenvolvimento da agricultura na região. Quanto ao relevo, este se apresenta
suavemente ondulado em cerca de 60% da área. Com relação a hidrografia, a
região está inserida na bacia dos rios Paraná, Ivaí, Piquiri e Paranapanema. O
município é banhado principalmente pelos Rios Ivaí, Tapiracuí, Rio Itaoca ou
Pacu, Córrego da Travessa Grande, Córrego do Congo, Córrego do Tucurum,
Córrego Ipiranga, Córrego Palmital, entre outros. Faz parte da bacia do Rio Ivaí
e das Sub Bacias do Rio Tapiracuí e do Rio Itaóca.
A Região Noroeste do Estado do Paraná, em que se insere o município
de Cidade Gaúcha, apresenta, segundo o PDU (2003), um grau de
urbanização de 75%, um lento crescimento da população urbana (média de
1,3% aa) e um acentuado declínio da população rural, com taxa de
aproximadamente –6% ao ano. Outra característica relevante é que de 1970 a
1996 a região perdeu aproximadamente 77% de sua população, ou seja, cerca
de 550.000 habitantes.

Segundo o relatório do PDU o município de Cidade Gaúcha faz parte de


uma região que possui um dos maiores fluxos migratórios inter-regionais
(IBGE-2000/IPARDES-2002 - PERIODO 1986/1991), conforme é demonstrado
na figura 02. Entretanto, Cidade Gaúcha não registra índice de migração
compatível com a região a qual está inserida.

Defesa Civil

Os dados da Defesa Civil (2004) referem-se a dados históricos de


desastres no município, tais como desastres naturais relacionados com o
incremento das precipitações hídricas, enchentes ou inundações graduais,
enxurradas ou inundações bruscas, desastres naturais relacionados com a
geomorfologia, o intemperismo, a erosão e a acomodação do solo,
escorregamento ou deslizamento, desastres humanos, entre outros. Segundo
dados da Defesa Civil (2004), quanto a alagamento não há riscos em Cidade
Gaúcha, por não haver cursos d’água que propiciem tal fato. Quanto a
Incêndios, a única ocorrência registrada em 2004 foi o da Loja Cristal Móveis,
onde não houve vítimas. Quanto à ocorrência de chuvas de granizo, as últimas
registradas ocorreram em agosto de 1996 e em 1997, que acompanhadas de
ventos fortes, destelharam algumas casas, atingindo principalmente a região da
Vila Rica, Conjunto Ipê, entre outros.
ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS

ASPECTOS TERRITORIAIS

População e evolução da ocupação

A população urbana de Cidade Gaúcha, segundo dados do IBGE (2000),


é de aproximadamente 7681 habitantes, enquanto que a rural, é de
aproximadamente 1.850 habitantes, totalizando 9.531 habitantes em todo o
município.

A Área Urbana do Município está dividida em quatro Setores. O Setor 01


abrange a área localizada ao sul do quadro urbano, delimitada pela Avenida
Piratinin, pela Rua Vasconcelos Jardim e pela Avenida Antonio Tormena. O
Setor 02 é definido pelo polígono definido pela Avenida Piratinin, pela Avenida
Antonio Tormena, pela Rua Vasconcelos Jardim e pelo limite do Bosque do
Leão. O Setor 03 é definido pela Avenida Piratinin, pela Avenida Comendador
Gentil e pela Rua Vasconcelos Jardim, fazendo divisa com o Setor 01. E o
Setor 04 é delimitado pelas Avenidas Piratinin e Comendador Gentil e pela Rua
Vasconcelos Jardim, fazendo divisa com o Setor 02.

De acordo com o mapa de evolução da ocupação (mapa 13), é possível


perceber que a primeira fase da ocupação da cidade, data de 1959, tendo
ocorrido linearmente e basicamente ao longo da Av. Comendador Gentil, no
trecho entre a Praça Hartwig Huth e a Igreja Matriz. A segunda fase da
ocupação, data de 1979, ocorreu também ao longo da avenida principal, porém
estendendo-se até as quadras paralelas à avenida principal. A terceira fase da
ocupação, datada de 1996, ocorreu basicamente em toda a área central do
quadro urbano, restando, para a ocupação atual, as áreas periféricas. De uma
maneira geral a ocupação da população, ocorreu em uma área propícia, sob
ponto de vista das questões ambientais, ou seja, com base em um relevo
suavemente ondulado, baixas declividades, áreas não sujeitas a inundações.
As áreas de uso comercial concentram-se ao longo da Av. Comendador Gentil,
próximo à região central, onde existe um fluxo maior de pessoas, ocasionado
também pelos estabelecimentos de serviço ali disponíveis. Os
estabelecimentos comerciais são constituídos em sua maioria por mercearias e
armazéns, havendo ainda bares, mercado, farmácias, lojas, banco entre outros.
Já nas áreas residenciais mais afastadas, predominam os bares, mercearias e
armazéns, atendendo a algumas necessidades básicas dos moradores, e
ocasionando o seu deslocamento quando ocorrem necessidades maiores.
Nestas regiões os estabelecimentos comerciais são mais escassos e servem
ainda como pontos de referência, identificando áreas distintas da cidade.

Habitação

Observando-se o mapa de tipologias habitacionais (mapa 15) as


habitações populares estão localizadas principalmente nas áreas mais
periféricas do quadro urbano próximas a Av. Piratinin. O mapa demonstra
também áreas destinadas a outros conjuntos de casas populares. Esses
imóveis não são do município e deverão ser desapropriados para implantação
do programa de habitação popular.
De acordo com dados do IPARDES (2000), no município não há
registros de ocupações irregulares ou áreas de invasão. De acordo com a
Prefeitura Municipal (2004) ocorre na cidade, a permanência de alguns
trabalhadores volantes que vem à cidade no período de safra para trabalhar e
acabam não voltando à sua cidade de origem. Esse número é da ordem de
aproximadamente 30 trabalhadores por safra. Essas pessoas acabam
instalando-se nas áreas mais carentes o que demanda aumentos nos serviços
sociais.

Foto 02: Casas populares – Projeto Cohapar


Quanto aos Programas de Habitação no município, verifica-se a
presença de uma Vila Rural. O Programa Vilas Rurais, criado em 1995, do
Componente de Combate à Pobreza Rural, faz parte do Projeto Paraná 12
Meses, implementado com recursos do acordo de empréstimo firmado entre o
Governo do Paraná e o Banco Internacional de Reconstrução e
Desenvolvimento (BIRD), objetivando manter os trabalhadores rurais volantes
(bóias-frias) e seus familiares no meio rural, oferecendo-lhes boas condições
de vida, diminuindo assim o êxodo rural e conseqüentemente as áreas com
baixas condições de habitabilidade nos grandes centros urbanos. Fazem parte
da parceria, além das Prefeituras Municipais, a Cohapar, Secretaria de
Agricultura, Copel, IAP, Sanepar, Emater, Codapar e secretarias da Criança,
Saúde, Trabalho e Segurança, que juntos contribuem nas várias etapas de
implantação das Vilas Rurais (FERREIRA, 1999).

Foto 03: Casa padrão da Vila Rural

Os projetos das Vilas Rurais são baseados em parcerias de empresas


privadas ou instituição pública que viabilizem a geração de renda aos
trabalhadores o ano todo. As atividades podem ser agrícolas ou não agrícolas,
não necessariamente dependendo de horário fixo ou força física para sua
execução, com metas definidas, e devem estar inseridas nos processos de
mercado, qualidade e competitividade, de modo que cada membro da família
envolvida possa agregar um salário mínimo mensal à renda familiar.
Em termos sociais seus objetivos compreendem a geração de trabalho e
renda, habitação, saneamento básico, segurança alimentar e agricultura
familiar. A estratégia do programa consiste em: firmar contratos de sociedade
ou parceria entre uma Vila Rural e uma empresa da iniciativa privada ou
instituição pública; desenvolver ações de organizações dos vileiros facilitadoras
do relacionamento com os parceiros; aproveitando a distribuição espacial das
Vilas Rurais em relação ao anel de integração. (POUBEL, 2002).

É através dos Conselhos Municipais que as Vilas Rurais são articuladas


e coordenadas para que cumpram seus objetivos. No Estado, estão
implantadas 396 Vilas Rurais, beneficiando mais de 15.200 famílias (tabela 02).
Cada Vila Rural possui, em média, 40 lotes, entretanto o número de unidades
familiares (lotes) depende do tamanho da área adquirida. A primeira Vila Rural
inaugurada foi a Nova Ucrânia, em Apucarana (www.pr.gov.br).

Tabela 02 – Vilas Rurais

VILAS RURAIS

PROGRAMA CONCLUÍDAS EM OBRAS TOTAIS

VILAS RURAIS 396 9 405

FAMÍLIAS BENEFICIADAS 15.275 373 15.648

Fonte: COHAPAR - 21/05/2002 - www.pr.gov.br

As unidades são financiadas por aproximadamente 25 anos, tendo 30


meses de carência. No período de carência os moradores pagam mensalmente
taxas simbólicas e, após este período as prestações correspondem mais ou
menos a 20% do salário mínimo mensal (FERREIRA, 1999).

As Vilas Rurais são preferencialmente implantadas em áreas férteis,


junto aos distritos ou estradas vicinais buscando facilitar o acesso à escola, à
saúde e ao consumo de bens e serviços, além de minimizar os custos com a
infra-estrutura básica (água encanada, luz elétrica, telefone, sistema sanitário
etc.) que cada Vila Rural dispõe.
Cada família recebe em média uma área de aproximadamente 5.000
metros quadrados que são destinadas à construção de uma residência em
alvenaria e ao plantio de alimentos para subsistência como: arroz, feijão, milho,
batata, aipim, frutas e criação de pequenos animais: galinha, coelho e porcos.
Em muitas destas áreas os moradores conseguem obter produções agrícolas
que lhes permite vender o excedente da produção, possibilitando o aumento da
renda familiar. Em muitos casos, as atividades agrícolas nas vilas são
desempenhadas pelos familiares, permitindo ao trabalhador rural realizar
outras atividades nas propriedades da região.

As residências com 44,56m2 dispõem de água, energia elétrica e


instalações sanitárias, tendo sido construídas pelo sistema de autogestão, ou
seja, onde os vileiros se associam para comprar o material e contratar a mão-
de-obra, possibilitando, dessa forma, economia na execução
(www.diariodonoroeste.com.br).

De acordo com o Programa, para instalar-se na Vila Rural, o trabalhador


deve ter experiência comprovada na agropecuária, além de ser trabalhador
rural volante (bóia-fria), idade máxima de 55 anos, ser morador do município há
2 anos, não possuir imóvel próprio, exercer atividade remunerada em caráter
temporário em áreas rurais, possuir renda familiar de até 3 salários mínimos
por mês, ter filhos e estar morando em sub-habitação (www.pr.gov.br).

A maior Vila Rural do Estado do Paraná, denominada de Fiorênço


Barea, com 210 lotes e ocupando uma área de 157 hectares, encontra-se no
município de Cidade Gaúcha, tendo sido executada em três fases, conforme
mostra o mapa 04 (EMATER, 2004). A primeira fase iniciou-se em 1998 com a
construção de 73 unidades. Na segunda fase em 2000 foram construídas mais
68 unidades e na terceira fase, em 2001, concluíram-se a construção de mais
69 unidades (www.cidadesdobrasil.com.br). Em 2002 os moradores da Vila
Rural de Cidade Gaúcha criaram uma cooperativa para prestar serviços a
indústrias de vestuários da região, empregando somente mão de obra própria
da Vila Rural. Com o apoio da Prefeitura Municipal, quanto a execução e com
investimentos da Cohapar, foi construído um barracão com 300,00m2 para
abrigar os trabalhadores e as máquinas de costura plana, overloque e
trespontadeira (www.diariodonoroeste.com.br).
Foto 04: Vista Vila Rural Foto 05:Barracão comunitário

De acordo com dados da EMATER (2004) o número médio de pessoas


por casa na Vila Rural é de 3,9 pessoas, o que acarreta uma população de 819
pessoas aproximadamente, com renda familiar média é de R$ 450,00 por mês.
Os principais produtos cultivados são a mandioca, milho, feijão, fruticultura,
além da criação de suínos e frangos. O atendimento de água tratada é feito
através de rede própria, abastecida através de um poço, responsável por
atender todas as famílias (SANEPAR, 2004). A rede de energia elétrica da Vila
Rural está interligada com a Copel, atendendo todas as famílias (COPEL,
2004). Quanto a iluminação pública, de acordo com dados fornecidos pela
EMATER (2004) somente as ruas da primeira e segunda fase são atendidas
por esse serviço.

Atualmente com déficit de habitação e o surgimento da política


habitacional do governo com parceira com o programa Minha Casa Minha Vida
financiada pela caixa tem surgido nos casas e loteamentos.
CONCLUSÃO

A família sofre fortes influências políticas, econômicas, sociais e


culturais, com o processo migratório de outra família para cidade e
aparecimento de nova indústria e geração de novos campo de emprego que
alterou positivamente a qualidade das relações sociais dos grupos familiares.
Seguindo o raciocínio de Souza (1993), o desenvolvimento econômico
requer um ritmo de crescimento econômico contínuo e superior ao crescimento
da população. Isto significa, englobando mudanças estruturais e melhoria nos
indicadores de qualidade de vida.
Buscando na literatura especializada em economia está associada ao
desenvolvimento com industrialização, pois a indústria é responsável por
incrementos positivos no nível do produto, no assim chamado crescimento
econômico. E isto gera mão de obras, gera migração de família, e
desenvolvimento da cidade e principalmente das habitações que na Cidade de
Cidade Gaúcha era simples para casa amplas e confortáveis.
A qualidade da moradia é uma das variáveis significativas no processo
de desenvolvimento dos indivíduos. Além disso, e como característica que a
diferencia de outras necessidades básicas. Todos esses elementos
estabelecem na sociedade qualidade de vida, ou seja; saúde, da renda e da
educação, a moradia é também um elemento básico onde indivíduos e os
grupos sociais (família) fazerem outras escolhas e desenvolverem na
cidadania e de qualidade de vida.
Ao passar do tempo podemos notar que as casas não é separadas da
cidade ela faz parte do espaço urbano, sendo ele não apenas um cenário para
as relações sociais, mas um espaço incorporado para a dominação econômica.

A população urbana das cidades pequenas (< 20 mil


habitantes) registra elevado incremento dos anos 40 (125 mil) para os
50 (325 mil pessoas), em função da transferência da população rural
para o meio urbano dos próprios municípios; esta tendência é
reforçada nos anos 60 (348 mil). Nos anos 70, esta categoria de
cidades foi a única que diminui seu incremento anual (315 mil),
provavelmente em função da passagem de localidades –antes nesta
categoria – para cidades de portes mais elevados, bem como pela
própria emigração oriunda das pequenas cidades para as metrópoles
e cidades de porte médio. Nos anos 80, as cidades pequenas passam
a registrar elevação em seu incremento populacional urbano (390 mil
pessoas), superando o incremento das cidades de 50 mil-100 mil
habitantes. Nos anos 90, as cidades pequenas apresentaram o maior
incremento de suas populações urbanas (497 mil pessoas) dentre as
cidades até 100 mil habitantes; a formação de aglomerações urbanas –
metropolitanas e não-metropolitanas - contribui para o incremento
médio anual da população dessa categoria de cidades.
O período 1991-2000 traz novas evidências a respeito da
distribuição da população urbana: de um lado, observa-se a
importância das cidades pequenas, como mencionado acima; de outro
lado, as cidades entre 100 a 500 mil habitantes passam a ter
incremento anual bastante semelhante, a partir dos anos 80, àquelas
com mais de 500 mil, inclusive com as primeiras registrando
incremento superior (991 mil pessoas) às segundas (921 mil pessoas),
em 1991-2000. (BRASIL, 2013)

As taxas de crescimento da população residente nas destaca, a


distribuição da população urbana em cidades não metropolitanas, as cidades
pequenas concentravam metade da população urbana não metropolitana em
1970, esta situação modificação em 2000, onde as cidades pequenas foca a
concentração da população urbana não metropolitana.
Cidade Gaúcha seguiu o exemplo descrito por Verissimo e Bittar (1999)
no livro 500 anos da Casa no Brasil: As transformações da Arquitetura e da
Utilização do Espaço de Moradia.
Casa velha tradicional de madeira com varanda e arquitetura
neocolonial, possuindo um bainho social e muito às vezes na década do final
de 50 para 60 as casa e estabelecimento comercial, com varandas presentes,
e próximos às ruas simples e movimenta. Na afirmativa de Verissimo e Bittar
(1999) descreve que;

As ruas se tornam estreitas para tanta gente (exemplo


foto 6 - a após eleição do 1º prefeito Lauro Miller.) e veiculo [...] o
número de vagas necessárias para o crescimento de frota de
automóveis, no final da década de 50, no governo Juscelino
Kubistschek, a indústria automobilística inicia sua escalada no
mercado interno (p.78).

A cidade neste período possui uma frota de Taxi devido grande fluxo de
pessoas (Foto 7).
Foto 6: Hotel Gresser (1952), Escola Municipal, Centro de Cidade Gaúcha

Foto 07: Frota de Taxi no final da década de 50 de Cidade Gaúcha – Pr.

As residências podem aproveitar parte se seus jardins para abrigo de


veiculo. As casas com sua sala única ou dupla. Outro ponto era os sobrados
como no exemplo do hotel (foto 6)
E casarão como ponto comercial e estabelecimento publico, alguma
tinha a fachada de alvenaria e restante de da composição a estrutura de
madeira foto(08,09,10,11 e 12)

Foto 08: Casa com varanda de alvenaria e madeira


O surgimento de proposta habitações populares, os conjuntos
habitacionais do Banco Nacional de Habitação erradica as construções de casa
de madeira. (83) No final da década de 70 para 80 as fachadas da classe
media procuram melhorar sua fachadas ou troca a pintura de seu interiores por
revestimento mais moderno (foto 13).

Foto 9: Prefeitura Municipal de Cidade Gaúcha

Foto 10: década de 60 Cafeeira


Foto 11: cartório e correio

Foto12: Loja de tecido e roupa Casa Mattos

Foto 13: fachada da década de 70 para 80 da Loja Casa Mattos.


Foto 14: fachada atual da Loja Casa Mattos

A grande casa moderna das décadas anteriores tinha muros baixos, ou


simples grade, ou cercas de madeira. As novas casa apresenta grande muros ,
portões fechados e aparece na também construções de grande porte (foto15)

Foto 15: Escola normal


A construção civil se torna um campo de trabalho e um equipamento
para a modernização.
No livro ele descreve o processo de transformação das casas descrê o
período colônia até dias atuais, e destaca cada década sua transformação
influencia politica e fatore como econômico etc. em sua abordagem ele
descreve cada transformação de cômodos da casa por um período e sua
modernização na estrutura de uma casa seja de uma cidade pequena ou das
grandes cidades.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BRASIL. Ministério das Cidades. Disponível em: http://www.cidades.gov.br/;


acesso em 8 de novembro de 2013.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CIDADE GAÚCHA


http://www.cidadegaucha.pr.gov.br

IBGE – Instituto Brasileiro de Gegrafia e Estatística. Fundação IBGE. Censos


Demográficos de 1940 a 2000 apud Brito et al. (2006).

SOUZA, Nali de Jesus de. Desenvolvimento econômico . São Paulo: Atlas,


1993