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Legislação – Volume II

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Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.
Legislação – Volume II
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Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.
Legislação – Volume II
VOLUME II
LEGISLAÇÃO
RIO DE JANEIRO

JUNHO DE 2008
SÃO GONÇALO
PLANO DIRETOR MUNICIPAL PARTICIPATIVO

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Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.
Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO


Prefeita Municipal
Maria Aparecida Panisset

SECRETARIA MUNICIPAL DE INFRA-ESTRUTURA, URBANISMO, HABITAÇÃO e MEIO AMBIENTE


Secretário Municipal de Obras
Aécio Nery de Almeida Soares

SUBSECRETÁRIO DE LICENCIAMENTO E FISCALIZAÇÃO URBANA


Marcelo Fanteza Assumpção

Legislação – Volume II 4
TECHNUM CONSULTORIA SS
Coordenação Geral
Mônica von Glehn Herkenhoff Arquiteta e Urbanista
Coordenação Técnica
Izabel Neves da Silva Cunha Borges Arquiteta e Urbanista
Giselle Chalub Martins Arquiteta e Urbanista
Especialistas Área de Atuação
Adauto Santos do Espírito Santo Engenheiro Civil Saneamento Ambiental e Infra-Estrutura
Daisy Cadaval Basso Pedagoga Política e Gestão Pública
Maria Alice Cunha Barbosa Socióloga Sócio-economia
Marina Bastos Engenheira Civil Transportes, Trânsito e Sistema Viário
Mônica Severo Gomes Arquiteta e Urbanista Desenho Urbano e Programação Visual
Priscila Erthal Risi Arquiteta e Urbanista Análises Urbanas
Vera Lúcia Fialho Amorelli Advogada Direito Urbanístico, Administrativo e Imobiliário

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Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.

Legislação – Volume II 5
APRESENTAÇÃO

Este documento consubstancia o Relatório Final referente ao contrato firmado entre a


Prefeitura Municipal de São Gonçalo e a Technum Consultoria SS., para a revisão do Plano
Diretor do Município de São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro.

O documento é apresentado em 2 volumes, a saber:


 Volume I – Relatório Técnico
 Volume II - Legislação

O primeiro volume faz referência, de forma sucinta, à totalidade dos trabalhos desenvolvidos.
Apresenta informações obtidas desde a primeira fase diagnóstica, onde se analisa e avalia a
realidade atual do município, até a fase propositiva, onde se definem estratégias para a
realidade e município desejados.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
O segundo volume contém toda a Legislação relativa ao contrato: Anteprojeto de Lei do
Plano Diretor, Anteprojeto de Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo Urbano,
Anteprojeto de Lei de Parcelamento do Solo Urbano e Anteprojeto de Lei Complementar do
Código de Obras. Trás também os mapas de Área Urbana, Macrozoneamento, Preservação
Ambiental, Estruturação e Qualificação Urbana, Vias Arteriais e Coletoras, Áreas de Risco,
Áreas de Interesse Paisagístico e Zonas Especiais de Interesse Social.

Os resultados obtidos neste documento são frutos de um planejamento sistêmico e integrado


desenvolvido pela Empresa TECHNUM CONSULTORIA SS. Foram envolvidos nesse planejamento:
a Prefeitura Municipal de São Gonçalo, a Iniciativa Privada, o Terceiro Setor e Representantes
da Comunidade.

Entendendo o planejamento como um processo contínuo, envolvendo as necessárias revisões

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e ajustes de rumo, espera-se que os atores participantes deste passo inicial continuem
atuantes, e que ampliem as discussões, pois é por meio de debates de idéias e entendimentos
resultantes que se traçam ações efetivas para toda a sociedade.

São Gonçalo, Junho de 2008.

Legislação – Volume II 6
ÍNDICE

VOLUME I
1 Histórico
2 Inserção regional
3 Aspectos Ambientais
3.1 Hidrologia
3.2 Clima
3.3 Vegetação e Fauna
3.4 Situações de Alerta
4 Aspectos Sócio-Econômicos
4.1 Quadro Demográfico
4.2 Saúde
4.3 Educação
4.4 Programas Sociais
4.5 Dinâmica Social
5 Configuração Espacial
5.1 Divisão Político-espacial

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
5.2 Parcelamento do Solo
5.3 Uso e Ocupação do Solo no Município
5.4 Configuração sócio-espacial
6 Infra-Estrutura
6.1 Circulação e transporte
6.2 Sistema de abastecimento de água
6.3 Sistema de esgotamento sanitário
6.4 Energia Elétrica
6.5 Manejo de Águas Pluviais Urbanas
6.6 Resíduos sólidos
7 Gestão Municipal
7.1 Estrutura Administrativa
7.2 Estrutura da Prefeitura Municipal
7.3 Finanças Municipais
8 Plano Diretor do Município de São Gonçalo - 2008

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8.1 Linhas Estratégicas do Plano Diretor de São Gonçalo
8.2 Macrozoneameno Municipal
9 Referências Bibliográficas

VOLUME II
Documento de Encaminhamento à Câmara Municipal ................................................................................. 8
Anteprojeto de Lei do Plano Diretor do Município de São Gonçalo ............................................................ 13
Anteprojeto de Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo ................................................................ 59
Anteprojeto de Lei de Parcelamento do Solo e Condomínios ...................................................................... 75
Anteprojeto de Lei Complementar do Código de Edificações .................................................................. 102

Legislação – Volume II 7
Legislação – Volume II
DOCUMENTO DE ENCAMINHAMENTO À CÂMARA MUNICIPAL

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Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.
Ofício no

São Gonçalo/RJ, -- de ------- de 2008.

Senhora Prefeita,

Encaminho, à consideração de Vossa Excelência, Projeto de Lei concernente à revisão do


Plano Diretor do Município de São Gonçalo.

A partir de sua aprovação e da promulgação da respectiva Lei, o Poder Executivo disporá de


condições para estender o controle social e urbano a todo território municipal, notadamente

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
no que diz respeito ao parcelamento e ao uso e ocupação do solo, com foco na
reestruturação urbana, garantindo a função social da propriedade, estimulando a
responsabilidade social e a participação popular, introduzindo e regulamentando novos
instrumentos de controle e gestão urbana, com ênfase no fortalecimento do planejamento
urbano e o desenvolvimento sustentável.

O presente trabalho foi elaborado a partir da orientação que emana do Estatuto da Cidade,
com a participação da sociedade civil no processo de legitimação social e a partir de
contribuições de representantes de órgãos e entidades voltados para o tratamento das

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questões urbanas de São Gonçalo. Ressaltamos ainda o esforço dos servidores dos órgãos
municipais envolvidos com a elaboração dos estudos e propostas aqui reunidos e, sobretudo,
a sua determinação em elaborar o projeto de lei complementar de revisão do principal
instrumento de desenvolvimento urbano do Município.

Por último, agradeço a confiança de Vossa Excelência, devotada aos servidores desta Pasta,
o que nos faz sentir honrados por estar à frente da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura,
Urbanismo e Meio Ambiente.

AÉCIO NERY DE ALMEIDA SOARES


Secretário Municipal de Infra-Estrutura, Urbanismo e Meio Ambiente

A Sua Excelência,
Sra. MARIA APARECIDA PANISSET

Legislação – Volume II 9
Legislação – Volume II
ANTEPROJETO DE LEI DO PLANO DIRETOR

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Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
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ÍNDICE

TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ...........................................................................................13


CAPÍTULO I DA FINALIDADE ...................................................................................................................13
CAPÍTULO II DAS DEFINIÇÕES ................................................................................................................14
TÍTULO II DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO.....................................................................................15
CAPÍTULO I DO OBJETIVO CENTRAL.......................................................................................................15
CAPÍTULO II DAS DIRETRIZES....................................................................................................................16
CAPÍTULO III LINHAS ESTRATÉGICAS......................................................................................................19
SEÇÃO I DAS ESTRATÉGIAS DE PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE......................................19
SEÇÃO II DAS ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO.............................19
SEÇÃO III DAS ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL........................................20

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
SEÇÃO IV DAS ESTRATÉGIAS PARA QUALIFICAÇÃO DO ESPAÇO URBANO ........................22
SEÇÃO V DA ESTRATÉGIA DE FORTALECIMENTO DA GESTÃO MUNICIPAL ..........................24
TÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO......................................................................................25
CAPÍTULO I DA MACROZONA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL ...........................................................26
SEÇÃO I DA ZONA DE USO RESTRITO ........................................................................................26
SEÇÃO II DA ZONA DE USO SUSTENTÁVEL.................................................................................26
CAPÍTULO II DA MACROZONA DE ESTRUTURAÇÃO E QUALIFICAÇÃO URBANA................................27
SEÇÃO I DAS ZONAS DA MACROZONA DE ESTRUTURAÇÃO E QUALIFICAÇÃO URBANA..27
Subseção I Da Capacidade de Adensamento das Zonas .....................................27

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Subseção II Da Limitação do Adensamento das Zonas ..........................................28
CAPÍTULO III DAS UNIDADES DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL............................................................29
TÍTULO IV DA POLÍTICA URBANA ...........................................................................................................29
CAPÍTULO I DA CIRCULAÇÃO E DOS TRANSPORTES ............................................................................29
CAPÍTULO II DA HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL.............................................................................32
CAPÍTULO III DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA URBANA....................................................................32
SEÇÃO I DAS ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL ...........................................................33
SEÇÃO II DO IPTU PROGRESSIVO NO TEMPO, DO PARCELAMENTO, EDIFICAÇÃO OU
UTILIZAÇÃO COMPULSÓRIOS E DO PAGAMENTO COM TÍTULOS DA DÍVIDA
PÚBLICA........................................................................................................................................33
SEÇÃO III DA USUCAPIÃO ESPECIAL DE IMÓVEL URBANO .....................................................34
SEÇÃO IV DA CONCESSÃO ESPECIAL PARA FINS DE MORADIA ...........................................35
SEÇÃO V DO DIREITO DE SUPERFÍCIE.........................................................................................36
SEÇÃO VI DO DIREITO DE PREEMPÇÃO ...................................................................................37
SEÇÃO VII DA OUTORGA ONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR..........................................38
SEÇÃO VIII DA OUTORGA ONEROSA DE ALTERAÇÃO DE USO..............................................39

Legislação – Volume II 11
SEÇÃO IX DAS OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS ......................................................40
SEÇÃO X DO CONSÓRCIO IMOBILIÁRIO..................................................................................41
SEÇÃO XI DA OPERAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL.....................................................................42
SEÇÃO XII DA TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR...................................................42
SEÇÃO XIII DOS ESTUDOS DE IMPACTO DE VIZINHANÇA........................................................43
SEÇÃO XIV DO ESTUDO PRÉVIO E DO RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL.......................44
SEÇÃO XV DO FUNDO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO...................................44
TÍTULO V DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO E CONTROLE URBANO E TERRITORIAL .............................45
CAPÍTULO I GENERALIDADES .................................................................................................................45
CAPÍTULO II DO CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA URBANA - COMPUR –SG...............................46
CAPÍTULO III DA GESTÃO URBANA ........................................................................................................48

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
TÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS..........................................................................49
ANEXOS...................................................................................................................................................51

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.

Legislação – Volume II 12
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR No ___ DO
PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO

APROVA A REVISÃO DO PLANO DIRETOR DO


MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS.

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
CAPÍTULO I
DA FINALIDADE

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Art. 1º Esta Lei Complementar aprova a revisão do Plano Diretor do Município de São Gonçalo,
dispondo sobre sua adequação às diretrizes e instrumentos instituídos pela Lei Federal nº 10.257,
de 10 de julho de 2001, Estatuto da Cidade, incorporando as políticas e diretrizes
sucessivamente implantadas e estabelecendo novas diretrizes e estratégias adequadas à
situação atual do Município.
Art. 2º O Plano Diretor do Município de São Gonçalo é o instrumento estratégico da política de
desenvolvimento urbano do Município, determinante para a orientação do desempenho dos
agentes públicos e privados na produção e gestão do território.
Art. 3º O Plano Diretor tem como objetivo assegurar o desenvolvimento integrado das funções

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sociais da cidade, garantir o uso socialmente justo da propriedade e do solo urbano e
preservar, em todo o seu território, os bens culturais, o meio ambiente, promovendo o bem-
estar da população.
Art. 4º As normas sobre uso e ocupação do solo urbano, bem como o estabelecimento dos
índices urbanísticos para parcelamentos do solo constam do Plano Diretor do Município de São
Gonçalo, da Lei de Uso e Ocupação do Solo e das demais leis específicas.
Art. 5º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências
fundamentais de ordenação do território do Município de São Gonçalo, expressas nesta Lei
Complementar, na Lei de Uso e Ocupação do Solo e na Lei de Parcelamento.
Art. 6º Integram esta Lei Complementar os seguintes Anexos:
I - Anexo I - mapa 1 - Município de São Gonçalo: área urbana;
II - Anexo II - mapa 2 - Município de São Gonçalo: definição das Macrozonas;
III - Anexo III - mapa 3 - Município de São Gonçalo: definição das Zonas da Macrozona de
Preservação Ambiental;
IV - Anexo IV - mapa 4 - Município de São Gonçalo: definição das Zonas da Macrozona de
Estruturação e Qualificação Urbana;
V - Anexo V - mapa 5 - Vias Arteriais e Coletoras;

Legislação – Volume II 13
VI - Anexo VI – mapa 6 - Áreas de Risco;
VII - Anexo VII - mapa 7 - Áreas de Interesse Paisagístico;
VIII – Anexo VIII - mapa 8 – Zonas Especiais de Interesse Social.
CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES
Art. 7º Para os fins desta Lei Complementar são adotadas as seguintes definições:
I - densidade bruta de uma zona: a relação entre o número total de habitantes e a área bruta
da zona;
II - desapropriação compulsória com pagamento em títulos: pagamento de desapropriação
feita em imóvel não edificado, subutilizado ou não utilizado, em títulos da dívida pública
municipal;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
III - direito de preempção: direito que confere ao Poder Público municipal a preferência para
aquisição de imóvel urbano, objeto de alienação onerosa entre particulares;
IV - direito de superfície: direito de utilizar o solo, o subsolo ou o espaço aéreo relativo ao
terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo, mediante escritura pública, registrada
em Cartório de Registro de Imóvel;
V - transferência do direito de construir: autorização, conferida por lei, ao proprietário de
imóvel urbano, privado ou público, para exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura
pública, o direito de construir previsto neste Plano Diretor, em Lei de Uso e Ocupação do Solo,
ou em legislação específica decorrente deste Plano Diretor;

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


VI - concessão de direito real de uso: é a forma de outorga, pelo Poder Público, mediante
contrato, da utilização de determinado bem imóvel de sua propriedade, por particulares, e
que deverá ser objeto de registro no Ofício de Imóveis competente;
VII - habitação de interesse social: aquela destinada à população que vive em condições
precárias de habitabilidade;
VIII - coeficiente de aproveitamento: relação entre a área edificada e a área da gleba ou do
lote;
IX - infra-estrutura básica: sistemas de abastecimento de água, coleta e destinação final de
esgotos, drenagem de águas pluviais, energia elétrica, iluminação pública e vias
pavimentadas, coleta, tratamento e transporte de resíduos sólidos;
X - impacto de vizinhança: impacto causado pelos empreendimentos que, ao serem
implantados, venham sobrecarregar a infra-estrutura básica, a rede viária e de transporte ou
que provoquem danos à paisagem urbana e patrimônio natural e construído;
XI – impacto ambiental: qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do
meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades
humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I - a saúde, a segurança e o bem-estar da

Legislação – Volume II 14
população; II - as atividades sociais e econômicas; III - a biota; IV - as condições estéticas e
sanitárias do meio ambiente; V - a qualidade dos recursos ambientais.
XII – IPTU progressivo no tempo: majoração da alíquota pelo prazo de cinco anos
consecutivos, não devendo exceder a duas vezes o valor referente ao ano anterior, respeitada
a alíquota máxima de 15% (quinze por cento);
XIII - macrozona: divisão da área urbana em grandes porções para fins de ordenamento do
uso do solo e desenvolvimento territorial;
XIV - operação urbana consorciada: conjunto de intervenções e medidas coordenadas pelo
Poder Público Municipal com a participação dos proprietários, moradores, usuários
permanentes e investidores privados, com o objetivo de promover transformações urbanísticas
estruturantes, com melhorias sociais e valorização ambiental;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
XV - outorga onerosa do direito de construir: concessão, oferecida pelo Município e por meio
de pagamento, do direito de construir acima do coeficiente de aproveitamento básico até o
limite máximo permitido por zona;
XVI - outorga onerosa de alteração de uso: concessão oferecida pelo Município e através de
pagamento, pelo direito de alterar o uso da edificação já construída ou a ser construída,
atendidos os níveis de incomodidade permitidos;
XVII - potencial construtivo de uma gleba ou lote: o produto da sua área pelo coeficiente de
aproveitamento admitido para a zona onde estiver localizado;
XVIII - solo urbano subutilizado: aquele cujo aproveitamento é inferior ao do coeficiente de

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aproveitamento mínimo nos termos definidos nesta Lei Complementar;
XIX - zonas: subdivisões das Macrozonas em zonas, delimitadas nesta Lei Complementar e na
Lei Uso e Ocupação do Solo, onde são estabelecidas as normas de uso e ocupação
específicas.
TÍTULO II
DA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO
CAPÍTULO I
DO OBJETIVO CENTRAL
Art. 8º Constitui objetivo central do Plano Diretor do Município de São Gonçalo assegurar o
bem-estar de seus habitantes, a partir da promoção do desenvolvimento sustentável da
cidade, ou seja, do ordenamento do pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e
da propriedade urbana do Município.
Parágrafo único. Para atender ao objetivo central do Plano Diretor serão desenvolvidos no
Município os seguintes pólos:
I - Pólo de Capacitação, Pesquisa e de Desenvolvimento voltado à cadeia produtiva do
petróleo;

Legislação – Volume II 15
II - Pólo de Promoção de Feiras, Eventos e Negócios, aproveitando a localização do Município
na Região Metropolitana do Rio de Janeiro;
III - Pólo de Confecções e de Produtos Farmacêuticos, voltada ao abastecimento do mercado
potencial da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, aproveitando as vantagens de sua
localização;
IV - Pólo de Apoio às Atividades Turísticas da Região, principalmente para a capacitação de
mão-de-obra e fornecimento de insumos.
CAPÍTULO II
DAS DIRETRIZES
Art. 9º São diretrizes gerais do Plano Diretor:
I - distribuição equânime dos custos e benefícios das obras e serviços de infra-estrutura urbana

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
e a recuperação, para a coletividade, da valorização imobiliária dos investimentos públicos;
II - garantia do direito a cidades sustentáveis, entendida como o direito à terra urbana, à
moradia, ao saneamento ambiental, à infra-estrutura urbana, ao transporte e aos serviços
públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações;
III - planejamento do desenvolvimento da cidade, da distribuição espacial da população e
das atividades econômicas do Município e do território sob sua área de influência, de modo a
evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio
ambiente;
IV - adequação do uso da infra-estrutura urbana à demanda da população usuária, evitando

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


a ociosidade ou sobrecarga da capacidade instalada;
V - regularização fundiária e urbanização das áreas habitadas pela população de baixa
renda mediante o estabelecimento de normas especiais de urbanização, uso e ocupação do
solo e de edificação, consideradas a situação socioeconômica da população e as normas
ambientais;
VI - racionalização da rede viária e dos serviços de transportes com vista à redução do custo e
do tempo de deslocamento da população ocupada;
VII - participação da iniciativa privada nos investimentos destinados à transformação e
urbanização dos espaços de uso coletivo;
VIII - gestão democrática por meio da participação da população e do envolvimento de
associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução
e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;
IX - audiência do Poder Público municipal e da população interessada nos processos de
implantação de empreendimentos ou atividades com efeitos potencialmente negativos sobre
o meio ambiente natural ou construído e sobre o conforto ou a segurança da população;
X - cooperação entre governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade no
processo de urbanização, em atendimento ao interesse social;

Legislação – Volume II 16
XI - proteção, preservação e recuperação do meio ambiente natural e construído e do
patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico e arqueológico;
XII - compatibilização dos objetivos estratégicos do desenvolvimento local com os programas
e projetos dos governos federal e estadual com vistas à complementaridade e integração de
objetivos;
XIII - prioridade para os pedestres nas áreas de maior concentração de transeuntes e nas
proximidades dos espaços de uso coletivo;
XIV - oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos
adequados aos interesses e necessidades da população e às características locais;
XV - ordenação e controle do uso do solo de forma a evitar: a utilização inadequada dos
imóveis urbanos; a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes; o parcelamento do

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
solo, a edificação ou o uso excessivo ou inadequado em relação à infra-estrutura urbana; a
instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como pólos geradores
de tráfego sem a previsão da infra-estrutura correspondente; a retenção especulativa de
imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização; a deterioração das áreas
urbanas e, a poluição e a degradação ambiental.
XVI - integração e complementaridade entre as atividades urbanas e rurais, tendo em vista o
desenvolvimento socioeconômico do Município e o ordenamento do seu território;
XVII - adequação dos instrumentos de política econômica, tributária e financeira e dos gastos
públicos aos objetivos do desenvolvimento sustentável da cidade, de modo a privilegiar os

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


investimentos geradores de bem-estar geral e a fruição dos bens pelos diferentes segmentos
sociais;
XVIII - simplificação da legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo e das normas
edilícias com vistas a permitir a redução dos custos e o aumento da oferta de lotes e unidades
habitacionais;
XIX - isonomia de condições para os agentes públicos e privados na promoção de
empreendimentos e atividades relativos ao processo de urbanização, atendido o interesse
social.
Art. 10. São diretrizes específicas:
I - o uso e ocupação do solo terão sua distribuição compatibilizada à infra-estrutura básica
disponível, aos transportes e ao meio ambiente, evitando o risco de ociosidade ou sobrecarga
dos investimentos públicos;
II - a dinâmica de ocupação do solo deve se dar em acordo à extensão e ampliação da
capacidade da infra-estrutura;
III - a ocupação do sítio urbano será limitada por sua adequação às características
físicoambientais, de forma a impedir a deterioração ou desequilíbrio do meio;

Legislação – Volume II 17
IV - a gestão urbana protegerá os lugares históricos, os monumentos naturais, as reservas
biológicas e, especialmente, as fontes e mananciais de abastecimento de água da
população;
V - as áreas deterioradas ou em processo de deterioração terão sua recuperação
contemplada de forma a devolver-lhes as condições da habitabilidade ou de uso coletivo;
VI - a política habitacional terá como ponto de partida estratégico a prioridade ao acesso à
terra e à oferta de moradia às faixas da população situadas em níveis médios e baixos de
renda;
VII - o balanço locacional equilibrado entre habitação e lugar de trabalho determinará a
política de localização das atividades produtivas e de moradia, no sentido de aproximar as
zonas residenciais das fontes de ocupação;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
VIII - a regulamentação do parcelamento, uso e ocupação do solo terá caráter incentivador
para os agentes promotores;
IX - serão preservadas as áreas tombadas nos termos da legislação municipal, estadual ou
federal;
X - o sistema de transporte coletivo terá prioridade nas ações governamentais voltadas para
infra-estrutura e serviços de apoio;
XI - as restrições às formas de poluição serão abrangentes em todas as suas manifestações,
inclusive sonoras, sobretudo nas áreas de maior densidade populacional;
XII - a estratégia de utilização dos recursos energéticos deverá contemplar fontes alternativas

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


de energia limpa como os biocombustíveis, o gás natural, a energia solar e elétrica, em
substituição aos combustíveis fósseis poluentes, à lenha e ao carvão, de forma a preservar as
reservas naturais;
XIII - o sistema de planejamento do Município comprometer-se-á com a continuidade dos
estudos e diagnósticos das peculiaridades locais, as quais deverão orientar permanentemente
as revisões do Plano Diretor, de forma a torná-lo sempre atual, participativo e democrático;
XIV - no processo de planejamento e de gestão municipal serão estabelecidos e adotados
mecanismos estáveis de articulação entre o Município de São Gonçalo, os Governos do
Estado do Rio de Janeiro e da União e os demais Municípios com interesses comuns,
notadamente aqueles concernentes ao transporte coletivo, sistema viário, meio ambiente,
suprimento alimentar, abastecimento de água, tratamento de esgotos, disposição final do lixo,
energia, localização industrial, incentivos ao investimento privado e parcelamento e uso do
solo;
XV - serão definidos em lei os mecanismos de atuação conjunta do Município e do setor
privado nas intervenções que contemplem transformações urbanísticas de interesse coletivo;

Legislação – Volume II 18
XVI - o Município organizará o sistema de defesa civil em sua área de competência,
assegurando, em articulação com as outras esferas de Governo, o controle das situações
emergenciais em áreas de risco.
CAPÍTULO III
LINHAS ESTRATÉGICAS
Art.11. Visando alcançar o objetivo central da política municipal de desenvolvimento e de
expansão urbana são adotadas as seguintes linhas estratégicas:
I - adoção de políticas públicas voltadas para a preservação do meio ambiente;
II promoção do desenvolvimento econômico do Município por meio da criação e
consolidação de atividades produtivas competitivas;
III - promoção do desenvolvimento social do Município;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
IV - qualificação do espaço físico-territorial do Município, por meio da adoção de políticas
públicas voltada para o meio urbano.
V - fortalecimento da gestão municipal.
SEÇÃO I
DAS ESTRATÉGIAS DE PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Art. 12. Para a preservação do meio ambiente do Município de São Gonçalo serão adotadas
as seguintes estratégias, representadas por políticas públicas:
I - adoção de um modelo de gestão ambiental para unidades de conservação direcionado
para resultados e que contribua para o aproveitamento sustentável dos recursos naturais, a

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


promoção do reflorestamento e a recuperação de áreas degradadas no Município;
II - promoção de educação ambiental para a construção de uma sociedade melhor
informada, que saiba viver em harmonia com a natureza, garantindo o compromisso com o
futuro;
III - recuperação e reflorestamento de áreas degradadas do Município, com a adoção de
ações coordenadas em parcerias entre os setores públicos e privados;
IV - proteção dos recursos hídricos, Incluindo a elaboração de um Plano Diretor de Recursos
Hídricos e a sua implementação, articulada com os organismos governamentais federais,
metropolitanos e estaduais responsáveis.
SEÇÃO II
DAS ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
Art. 13. As estratégias de promoção do desenvolvimento econômico do Município serão
exercidas por meio da criação e consolidação de atividades produtivas competitivas,
conforme a seguir:
I - reestruturação e consolidação da base produtiva local, com a criação de condições
favoráveis para a geração de emprego e renda;

Legislação – Volume II 19
II - incentivo e apoio à agricultura urbana, com a utilização das pequenas propriedades com
agricultura familiar, visando à ampliação da base produtiva municipal;
III - incentivo à indústria da construção, a partir da promoção do adensamento e da
verticalização em áreas específicas da cidade e da recuperação das habitações subnormais,
com construção de conjuntos habitacionais para populações de baixa renda;
IV - incentivo e promoção das atividades de apoio ao setor turístico regional;
V - promoção do desenvolvimento empresarial e da elevação do nível de qualificação da
mão-de-obra local para o provimento do mercado de trabalho, priorizando a instalação de
oportunidades de educação profissional nos níveis de formação inicial e continuada, técnico
e tecnológico;
VI - promoção do acesso e ampliação das linhas de crédito e micro crédito junto aos diversos

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organismos voltados para o setor.
SEÇÃO III
DAS ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL
Art. 14. A promoção do desenvolvimento social do Município será atendida com a adoção
das seguintes estratégias:
I – estratégias para habitação, mediante:
a) adoção de política habitacional que assegure o direito à moradia digna como direito social
definido no art. 60 da Constituição da República e aprimoramento das políticas de
ordenamento territorial e desenvolvimento urbano, de forma articulada com as diversas

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


políticas setoriais, com destaque para o incremento da geração de emprego e renda e para
a melhoria do transporte e da segurança, propiciando condições para qualificar a
normalidade habitacional;
b) adoção de política habitacional que viabilize a remoção de habitações subnormais para
áreas adequadas ou a sua fixação, a partir de medidas de regularização fundiária, em áreas
passíveis de ocupação, de forma a provocar o mínimo impacto social e a promover a
melhoria da qualidade de vida das populações envolvidas;
II - estratégias para educação, mediante:
a) promoção da qualidade do ensino fundamental, propiciando o pleno acesso da
população em idade escolar;
b) promoção da educação profissional visando à inserção dos cidadãos gonçalenses no
mercado de trabalho local e possibilitando aos adultos as condições de melhorar a
qualificação para o trabalho;
c) distribuição equânime no Município dos equipamentos escolares de ensino fundamental, de
forma a manter a oferta deste nível de ensino nas proximidades das residências dos alunos;
III – estratégias para a promoção social da população de menor renda, mediante:

Legislação – Volume II 20
a) proteção social a indivíduos e famílias, tendo em vista o respeito aos direitos fundamentais
do cidadão, o fortalecimento dos vínculos familiares e a superação da pobreza na
perspectiva da inclusão social;
b) promoção da participação comunitária e adoção de mecanismos que promovam a
gestão municipal participativa;
c) implantação de melhorias no processo de planejamento integrado, supervisão e avaliação
das ações voltadas à promoção do desenvolvimento humano, à erradicação da miséria, à
redução dos níveis de pobreza, ao combate a fome e à melhoria da qualidade de vida da
população, tendo em vista a ampliação da efetividade dos programas municipais de
promoção social;
d) articulação com a sociedade civil organizada tendo em vista o fortalecimento do

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
relacionamento governamental com os diferentes segmentos sociais e a promoção do
diálogo social e da negociação coletiva, bem como a implementação de ações conjuntas
baseadas no princípio da parceria e da responsabilidade social;
IV - estratégias para desenvolvimento da cultura, esporte e lazer, mediante:
a) promoção da inclusão de grupos sociais específicos por meio de ações de valorização
cultural, tendo em vista promover a sua integração à sociedade, como sujeitos a quem
cabem direitos e deveres;
b) valorização e incentivo às manifestações culturais locais, visando o resgate histórico e a
recuperação das raízes e tradições típicas de São Gonçalo e região;

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


c) adoção de políticas públicas de incentivo ao esporte, ao lazer e à recreação, privilegiando
ações em parceria com sociedade local para disseminação de práticas desportivas
amadoras e profissionais e para instalação da infra-estrutura necessária;
V – estratégias para promoção da saúde, mediante:
a) ampliação e consolidação de estrutura física e de serviços de saúde em rede integrada e
hierarquizada, com prioridade para a atenção básica e para as ações preventivas;
b) fortalecimento e ampliação dos serviços de saúde destinados ao idoso, ao público
materno-infantil e ao trabalhador;
c) promoção da vigilância à saúde, priorizando ações voltadas para controle dos fatores
determinantes e condicionantes de agravos à saúde, tendo em vista conhecer, detectar,
prevenir e controlar danos à saúde individual ou coletiva e fortalecendo o sistema municipal
de vigilância sanitária e epidemiológica;
VI – estratégias para a segurança pública, mediante:
a) promoção de ações integradas e em cooperação com o poder público do Estado do Rio
de Janeiro, tendo em vista o provimento de infra-estrutura e equipamentos, o aumento e
aperfeiçoamento do efetivo policial afeto a São Gonçalo, em busca da melhoria dos serviços
de segurança pública e da qualidade de vida no município.

Legislação – Volume II 21
SEÇÃO IV
DAS ESTRATÉGIAS PARA QUALIFICAÇÃO DO ESPAÇO URBANO
Art. 15. A qualificação do espaço físico-territorial do Município será realizada por meio da
adoção de políticas públicas voltadas para o meio urbano abrangendo:
I – o espaço urbano, por intermédio de:
a) implementação de sistema de planejamento urbano e habitacional, de forma a prover o
município de informações, estudos e instrumentos que subsidiem a tomada de decisões
relativas à formulação de políticas públicas municipais para o setor;
b) organização do território do Município a partir do macrozoneamento e do zoneamento de
usos e ocupações, de modo a qualificar e caracterizar as áreas aptas à consolidação e ao
adensamento urbano e às áreas de interesse paisagístico e ambiental;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
c) organização da configuração urbana a partir de aspectos funcionais, com a promoção da
organização do espaço urbano de forma a facilitar o desenvolvimento de atividades
cotidianas na cidade, incluindo a hierarquização da malha viária, o incentivo à diversificação
de usos urbanos - residencial, comercial, institucional e de serviços, de forma a possibilitar uma
estrutura coesa de vida e trabalho;
d) qualificação dos espaços públicos visando a estruturação da cidade, o que implica na
execução de obras de revitalização urbana, tais como: tratamento de vias e ciclovias;
sinalização, nomenclatura e arborização de vias e logradouros; construção e recuperação de
calçadas; instalação de mobiliário urbano e de malha de áreas verdes, parques infantis e

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jardins; padronização de letreiros, outdoors, e de outros elementos que ocasionam poluição
visual, como posteamento excessivo e sem padronização de distância de instalação, e
emaranhados de cabos condutores de eletricidade e de sistemas telefônicos;
e) instalação, ampliação e a melhoria do espaço e dos equipamentos comunitários, de modo
a construir um Município com qualidade de vida;
f) promoção da regularização fundiária, com a regularização de loteamentos clandestinos,
nos termos da legislação urbanística e ambiental, incorporando-os, quando adjacentes a
setores habitacionais existentes, de forma a melhor atender a demanda por áreas
institucionais, comerciais e de transporte urbano;
g) regularização das edificações consideradas irregulares, em especial as que possuem taxas
de ocupação e de construção em desacordo com a lei, bem como outras desconformidades
com as normas de edificação;
h) controle do crescimento urbano com incentivo à ocupação de áreas a partir de interesses
coletivos e coibição de parcelamentos ou ocupações irregulares;
i) criação e implementação de estruturas de controle e fiscalização em regime de parceria
entre a Defesa Civil e demais órgãos públicos municipais envolvidos, de forma a evitar a
ocupação de áreas de risco, nelas incluídas as áreas inundáveis;

Legislação – Volume II 22
II – a implantação de infra-estrutura, mediante:
a) elaboração e implementação do Plano Diretor de Recursos Hídricos, como instrumento de
definição dos tipos de ocupação adequados para cada área do Município, estabelecendo as
prioridades, visando minimizar conflitos existentes e proporcionar uma exploração racional e
sustentável dos recursos hídricos;
b) incremento e melhoria da infra-estrutura de abastecimento de água, esgotamento
sanitário, manejo de águas pluviais urbanas e manejo de resíduos sólidos, para atendimento
da demanda atual e futura do Município;
c) ampliação dos programas de educação sanitária e ambiental no sentido de: (i) sensibilizar
a população para a utilização sustentável dos recursos hídricos; (ii) utilizar adequadamente os
sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
urbanas e manejo de resíduos sólidos; (iii) ampliar o conceito de implantação da infra-
estrutura, que atualmente se restringe a intervenções físicas para a maioria da população,
possibilitando uma visão que englobe os aspectos de operação, manutenção,
sustentabilidade econômica e ambiental, além dos aspectos sociais e de saúde pública;
d) regularização das concessões para os serviços, provendo os sistemas de dispositivos que
proporcionem sustentabilidade financeira ao longo de todo o período de concessão, aí
incluídos a elaboração de projeto, a implantação de sistemas, as rotinas de operação e
manutenção, as avaliações ambientais e os mecanismos para tarifação dos serviços
prestados;

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


e) melhoria das estruturas operacionais dos prestadores de serviços para maior eficiência dos
sistemas;
III – a estruturação viária, de transportes públicos e das condições de acessibilidade,
mediante:
a) promoção do aumento da acessibilidade em todo o Município por meio da eliminação dos
obstáculos à circulação, tanto no modo coletivo como no individual, de forma a combater a
ocorrência de congestionamentos, de aumento dos níveis de poluição e de acidentes,
proporcionando maior equilíbrio à estrutura urbana;
b) compatibilização do transporte coletivo, do uso do solo e do sistema viário, de forma a
obter um sistema que norteie a cidade, evitando o seu crescimento desordenado, provocado
pela ocupação de áreas inadequadas e desprovidas de infra-estrutura e serviços;
c) adequação, estruturação e integração das vias de circulação municipal, incluindo as
ciclovias, as vias de pedestres, as calçadas e a ferrovia, tomando como elemento
fundamental a racionalidade urbana e a permeabilidade de circulação;
d) melhoria da oferta e da qualidade do transporte público, frente as necessidades de serviço
de transporte local conectado ao serviço estrutural, concebendo-o de forma sistêmica, sob a

Legislação – Volume II 23
lógica da capilaridade, ou seja, da ampliação da área de cobertura dos trajetos das linhas,
de forma a criar menores percursos a pé e maior segurança ao cidadão;
e) incentivo à integração multimodal dos transportes públicos, coletivos, com a adoção dos
princípios da integração e da complementaridade de modos e serviços, convergindo para a
racionalização e melhoria do sistema estrutural de circulação;
f) adoção de um modelo sistêmico e integrado de gestão dos serviços de transporte público
coletivo, visando regulamentar, orientar e controlar a oferta e reorganizar o Sistema.
SEÇÃO V
DA ESTRATÉGIA DE FORTALECIMENTO DA GESTÃO MUNICIPAL
Art. 16. A modernização da administração pública, a melhoria dos serviços públicos e a gestão
integrada e sistêmica do Município, são ações prioritárias que incluem readequação da

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
estrutura organizacional do Poder Executivo, o aparelhamento dos órgãos da administração
pública municipal, a revisão de processos e procedimentos de trabalho, a introdução de
inovações tecnológicas, a capacitação dos servidores municipais e a melhoria de instalações,
equipamentos e mobiliário.
Art. 17. Constitui também estratégia para o fortalecimento da gestão municipal o
aperfeiçoamento dos mecanismos e ampliação dos incentivos para a participação popular
na gestão municipal, mediante:
I - implantação, no âmbito da administração municipal, de mecanismos de participação
social no processo de formulação e execução das políticas públicas e na busca de soluções

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


para as questões inerentes ao desenvolvimento municipal;
II - incentivo à organização da comunidade para a participação efetiva dos cidadãos de São
Gonçalo, diretamente ou por meio de entidades representativas setoriais de natureza
comunitária, no processo de planejamento e implantação da política de desenvolvimento e
expansão urbana;
III - utilização da informação como base para a gestão municipal e para o controle social
pela população, com a produção, sistematização e divulgação de informações inerentes ao
processo de gestão municipal, de maneira a subsidiar o planejamento, a implantação, o
monitoramento e a avaliação de políticas públicas, propiciando as condições necessárias
para a transparência e para o controle social da gestão publica;
IV - valorização do planejamento como função necessária e primordial para a gestão pública,
com a implantação de um sistema de planejamento municipal tendo em vista a atuação
coordenada e articulada dos agentes de governo e organizações não governamentais frente
às diretrizes e linhas estratégicas fixadas para o desenvolvimento municipal;
V - aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação e fiscalização das funções e serviços
municipais, com a revisão e incremento do marco regulatório adotado, com ênfase para os

Legislação – Volume II 24
serviços voltados ao atendimento das necessidades básicas dos cidadãos gonçalenses e para
o aperfeiçoamento das condições de fiscalização e avaliação da qualidade de tais serviços;
VI - aperfeiçoamento da gestão financeira, contábil e fiscal, com a revisão e incremento das
diretrizes, estratégias, mecanismos, processos e condições tecnológicas inerentes à gestão
financeira, contábil e fiscal, de modo a promover a racionalização e o controle das despesas
e o aumento da arrecadação municipal;
VII - adoção de parcerias entre os setores público, privado e terceiro setor, como estratégia de
ampliação de recursos e de resultados, tendo em vista a ação integrada e a instalação de
condições necessárias ao desenvolvimento municipal.
TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Art. 18. O território municipal é dividido em Macrozonas integradas com o objetivo de
possibilitar o planejamento adequado para implementação das estratégias e ações definidas
pelo Plano Diretor.
Art. 19. Ficam instituídas as seguintes Macrozonas integradas no Município de São Gonçalo,
conforme Anexo II desta Lei Complementar:
I - Macrozona de Preservação Ambiental
II - Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana.
Art. 20. Sobrepõem-se à Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana as Áreas de
Diretrizes Especiais, que exigem parâmetros de uso e ocupação do solo diferenciados e

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preponderantes sobre aqueles da referida Macrozona.
Art. 21. As Áreas de Diretrizes Especiais são:
I – Áreas de Risco, indicadas no Anexo VI desta Lei Complementar, consideradas como
porções específicas do território urbano, com restrições ao adensamento em decorrência da
limitação do meio físico natural, seja por deslizamentos, inundações ou outros que possam
causar risco à ocupação humana.
II – Áreas de Interesse Paisagístico, indicadas no Anexo VII desta Lei Complementar, tidas como
são porções do território destinadas aos usos de lazer, turismo e atividades correlatas à
preservação da natureza, com densidades demográfica e construtiva baixas.
§1º As áreas de que tratam os incisos I e II deste artigo poderão ser acrescidas de outras que
venham a ser identificadas futuramente.
§2º As áreas de Diretrizes Especiais serão objeto de estudos específicos.
Art. 22. A área urbana de São Gonçalo é toda área do Município.
Art. 23. A área urbana é a área utilizada para fins urbanos, compreendendo os terrenos
parcelados e os ainda não parcelados, destinados ao crescimento normal da cidade.

Legislação – Volume II 25
Art. 24. A área urbana com atividades rurais está contida na Macrozona de Preservação
Ambiental, em Zona de Uso Sustentável, destinada às atividades agrossilvopastoris e
extrativistas.
Art. 25. Nas Macrozonas o coeficiente de aproveitamento básico será igual a 1,0 (hum) para
todos os lotes, independente da Macrozona onde estiverem localizados, exceto em casos da
Zona de Uso Restrito, na forma tratada nos termos da Lei.
CAPÍTULO I
DA MACROZONA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
Art. 26. A Macrozona de Preservação Ambiental, conforme Anexo III desta Lei Complementar,
é dividida nas seguintes zonas:
I - Zona de Uso Restrito – ZR;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
II - Zona de Uso Sustentável - ZS;
§1º A Lei de Uso e Ocupação do Solo normaliza e regula a produção e organização dos
espaços urbanos dentro das zonas, indicando parâmetros urbanísticos.
§2º A Macrozona de Preservação Ambiental é dedicada à proteção dos ecossistemas e dos
recursos naturais.
SEÇÃO I
DA ZONA DE USO RESTRITO
Art. 27. A Zona de Uso Restrito é aquela que abriga ecossistemas que requerem proteção
ambiental, como a Mata Atlântica, mangues e unidades de conservação, e onde são

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


impedidas novas atividades urbanas.
Parágrafo único. Na Zona de Uso Restrito são permitidos usos voltados para a pesquisa, lazer e
educação ambiental.
Art. 28. A Zona de Uso Restrito será objeto de projeto específico que definirá as limitações de
uso e de edificações na área.
Art. 29. Na Zona de Uso Restrito a ocupação urbana se restringe àquela já existente, sendo que
novas ocupações serão coibidas.
Parágrafo único. Aplica-se aos terrenos particulares situados na Zona de Uso Restrito o
instrumento da transferência do direito de construir.
Art. 30. Será objeto de análise e de decisão a ser tratada em instrumento legal especifico, a
criação e a implementação de novas unidades de preservação na Serra do Calaboca e na
Serra de Itaitindiba.
SEÇÃO II
DA ZONA DE USO SUSTENTÁVEL
Art. 31. A Zona de Uso Sustentável é aquela que abriga áreas com remanescentes de
atividades rurais, chácaras, sítios e áreas ambientalmente frágeis, próximas à Zona de Uso
Restrito, ao sul do Município.

Legislação – Volume II 26
Art. 32. Na Zona de Uso Sustentável é permitida a atividade urbana já existente, com baixa
densidade de ocupação, sendo, porém, coibida a expansão dessa ocupação.
Parágrafo único. A Zona de Uso Sustentável visa garantir a perenidade dos recursos ambientais
renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos
ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável.
Art. 33. Aplica-se aos terrenos particulares situados na Zona de Uso Sustentável o instrumento
da transferência do direito de construir.
Art. 34. Na Zona de Uso Restrito será utilizado o Imposto sobre Propriedade Territorial e Urbana -
IPTU com alíquota diferenciada, nos termos do art. 156, § 1º, inciso II, da Constituição Federal:
I - com desconto de 50% (cinqüenta por cento) sobre a alíquota incidente nos lotes situados
na Zona de Uso Sustentável, que possuam áreas iguais ou acima de 10.000m2;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
II - com desconto de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a alíquota incidente nos lotes
situados na Zona de Uso Sustentável, que possuam áreas iguais ou acima de 5.000m 2 e
menores do que 10.000 m².
CAPÍTULO II
DA MACROZONA DE ESTRUTURAÇÃO E QUALIFICAÇÃO URBANA
Art. 35. A Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana, conforme Anexo IV desta Lei
Complementar, é dividida em cinco zonas:
I - Zona de Urbanização Consolidada – ZUC1;
II - Zona de Urbanização em Consolidação – ZUC2;

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


III - Zona de Urbanização Controlada – ZUC3;
IV - Zona de Dinamização – ZDI;
V - Zona Industrial – ZIN.
§1º A produção e organização dos espaços urbanos dentro das zonas que compõem a
Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana será regulamentada pela Lei de Uso e
Ocupação do Solo, que também indicará os parâmetros urbanísticos.
§2º A Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana é dedicada efetivamente à
ocupação urbana, correspondendo à porção do território nas quais os componentes
ambientais, em função da urbanização, foram modificados ou suprimidos.
SEÇÃO I
DAS ZONAS DA MACROZONA DE ESTRUTURAÇÃO E QUALIFICAÇÃO URBANA
SUBSEÇÃO I
DA CAPACIDADE DE ADENSAMENTO DAS ZONAS
Art. 36. A Zona de Urbanização Consolidada é aquela onde a disponibilidade de infra-
estrutura, a rede viária, o meio ambiente natural e construído e a estratégia de
desenvolvimento territorial permitem a intensificação do uso e ocupação do solo.

Legislação – Volume II 27
Parágrafo único. Na Zona de Urbanização Consolidada o coeficiente de aproveitamento
máximo é igual a 10,0 (dez).
Art. 37. A Zona de Urbanização em Consolidação é aquela onde as condições de infra-
estrutura básica permitem a intensificação moderada do uso e ocupação do solo.
Parágrafo único. Na Zona de Urbanização em Consolidação o coeficiente de aproveitamento
máximo é igual a 3,0 (três).
Art. 38. A Zona de Urbanização Controlada é aquela onde a carência da infra-estrutura, da
rede viária e a necessidade de maior controle sobre o meio ambiente natural e construído
restringem a intensificação do uso e ocupação do solo, impondo limites a construções.
Parágrafo único. Na Zona de Urbanização Controlada o coeficiente de aproveitamento
máximo é igual a 1,0 (hum).

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Art. 39. A Zona de Dinamização é aquela onde a disponibilidade de infra-estrutura, de rede
viária de fácil acesso, o meio ambiente natural e construído e a estratégia de desenvolvimento
territorial permitem a intensificação do uso e ocupação do solo com a instalação de
equipamentos de grande porte protegendo a comunidade local sendo preservada as
características da população tradicional (Caiçaras e Pescadores Artesanais).
Parágrafo único. Na Zona de Dinamização o coeficiente de aproveitamento máximo é igual a
dois.
Art. 40. A Zona Industrial é aquela onde a disponibilidade de infra-estrutura adequada, a rede
viária de fácil acesso e que abrigue o tráfego de veículos de grande porte, o meio ambiente

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


natural e construído e a estratégia de desenvolvimento territorial permitem a intensificação do
uso e ocupação do solo com a instalação de equipamentos especiais e cuja atividade
envolva processos de transformação, de beneficiamento, de montagem ou de
acondicionamento de bens intermediários, de capital ou de consumo.
Parágrafo único. Na Zona Industrial o coeficiente de aproveitamento máximo é igual a dois.
SUBSEÇÃO II
DA LIMITAÇÃO DO ADENSAMENTO DAS ZONAS
Art. 41. A densidade bruta é o indicador para limitar o adensamento das Zonas.
Parágrafo único. O índice de densidade bruta é o referencial técnico limitante, determinado
em função da capacidade de suporte de infra-estrutura, do sistema viário e dos serviços
públicos na distribuição e no consumo de terra urbana, gerado pelo processo de urbanização.
Art. 42. As densidades demográficas brutas máximas para as Zonas Urbanas são:
I - 300 hab/ ha na Zona de Urbanização Consolidada – ZUC1;
II - 150 hab/ha na Zona de Urbanização em Consolidação – ZUC2;
III - 100 hab/ ha na Zona de Urbanização Controlada – ZUC3;
IV - 100 hab/ha na Zona de Dinamização – ZDI;
V - 50 hab/ha na Zona Industrial – ZIN.

Legislação – Volume II 28
CAPÍTULO III
DAS UNIDADES DE PLANEJAMENTO TERRITORIAL
Art. 43. Ficam instituídas, para fins de ordenamento e gestão do território, Unidades de
Planejamento Territorial que corresponderão a conjuntos de bairros do Município, serão
definidas a partir de estudos especializados e implantadas por meio de lei específica.
§1º Serão elaborados Planos de Desenvolvimento Local para cada uma das Unidades de
Planejamento Territorial referidas neste artigo.
§2º Os Planos de Desenvolvimento Local serão propostos pelo Poder Executivo, a cada dois
anos, sucessivamente, mediante Projetos de lei a serem submetidos à Câmara Legislativa,
sendo considerados complementares a este Plano Diretor, como parte contínua do processo
de planejamento urbano.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
§3º Os Planos de Desenvolvimento Local terão como conteúdo mínimo:
I - projetos especiais de intervenção urbana;
II - indicação de prioridades e metas das ações a serem executadas;
III - previsões orçamentárias relativas aos serviços e às obras a serem realizados.
§4° Os Planos de Desenvolvimento Local serão elaborados pelo Poder Executivo, para o
período de 5 (cinco) anos, passíveis de revisão a cada ano, por iniciativa do Poder Executivo
ou por iniciativa popular, mediante lei específica, desde que comprovado o interesse público.
§5° O prazo de vigência do Plano de Desenvolvimento Local poderá ser prorrogado, mediante
lei específica de iniciativa do Poder Executivo, por até cinco anos.

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TÍTULO IV
DA POLÍTICA URBANA
CAPÍTULO I
DA CIRCULAÇÃO E DOS TRANSPORTES
Art. 44. O sistema de transportes urbanos de São Gonçalo, compreendendo o transporte
público de passageiros, a infra-estrutura viária, a circulação de veículos e pessoas,
estacionamentos, abrigos e terminais de passageiros e cargas e é de responsabilidade da
administração municipal, a quem compete definir a sua política.
§1º O Sistema de Transporte Público de Passageiros – STPP é constituído por todos os modais de
acesso público, da infra-estrutura de operação, dos equipamentos e operadores.
§2º O Sistema Viário – SV é integrado pela infra-estrutura física das vias e logradouros públicos
destinados a qualquer meio de transporte terrestre.
§3º O Sistema de Circulação – SC envolve todo o conjunto de dispositivos exigidos para a
operação do Sistema Viário e do Sistema de Transporte Público de Passageiros, inclusive a
sinalização e os equipamentos necessários à fiscalização e ao controle do tráfego.

Legislação – Volume II 29
§4º A operação do Sistema de Transportes Urbanos compete ao Município, podendo ser
executada diretamente ou mediante contrato de concessão com terceiros, precedido
sempre de licitação pública.
Art. 45. A política de transporte municipal deverá ser integrada às demais políticas urbanas, de
forma especial com as de uso do solo e meio ambiente, e tem por objetivos:
I - compatibilizar a acessibilidade com o uso e parcelamento do solo urbano planejados;
II - induzir a uma ocupação urbana racional, de forma a melhorar e racionalizar o uso da infra-
estrutura existente ou prevista;
III - proporcionar condições adequadas de deslocamento para atender às necessidades
básicas da população;
IV - assegurar a circulação de bens necessários ao funcionamento da estrutura de produção,

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
comércio e serviços, sem comprometer o deslocamento das pessoas;
V - garantir uma oferta de transporte público de passageiros compatível com a demanda e
com a renda dos usuários;
VI - estimular o uso do transporte público de passageiros, proporcionando alternativas capazes
de reduzir o uso do transporte individual;
VII - compatibilizar os Sistemas de Transportes Urbanos de São Gonçalo e, de forma especial, o
Transporte Público de Passageiros, objetivando a integração operacional e tarifária.
Art. 46. Constituem diretrizes gerais para execução da política de transportes urbanos:
I - priorizar a circulação das pessoas em relação aos veículos, restituindo e ampliando os

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


espaços destinados aos pedestres e ciclistas em vias exclusivas, calçadas, praças e travessias,
proporcionando-lhes condições seguras de deslocamento e humanizando a cidade;
II - estabelecer, sempre que possível, a operação do transporte público em tráfego exclusivo,
por intermédio de vias ou faixas, priorizando o uso da infra-estrutura viária e a circulação do
transporte público em relação aos demais veículos motorizados, de forma a reduzir os tempos
de viagem e as tarifas;
III - estruturar o Sistema de Transporte Coletivo de Passageiros, adotando a integração
operacional e tarifária, de forma a proporcionar aos seus usuários condições adequadas de
conforto e segurança e reduzir os tempos de viagem e as tarifas;
IV - estruturar e hierarquizar o sistema viário de forma a possibilitar maior mobilidade e priorizar
os acessos às vias arteriais, mobilidade e acesso adequados nas vias coletoras e menor
mobilidade com amplo acesso nas vias locais;
V - estabelecer mecanismos de controle de circulação e tráfego capazes de racionalizar a
operação do sistema de transporte, melhorar a segurança do trânsito e restringir o uso, por
veículos, das áreas de concentração de pedestres, bem como de áreas residenciais e de
vivência coletiva;

Legislação – Volume II 30
VI - limitar o uso de espaço público para fins de estacionamento de veículo por período de
longa duração, na área central e nas vias de elevado volume de tráfego, ofertando
alternativas de períodos de curta duração e utilizando mecanismos de tarifação adequados;
VII - estimular a implantação de estacionamentos periféricos integrados ao transporte público
e disciplinar as áreas de estacionamento público exploradas pelo setor privado;
VIII - adotar técnicas eficientes para melhoria do sistema de transporte público e de
circulação, considerando a utilização de veículos com melhor desempenho operacional e os
sistemas eletrônicos;
IX - restringir a circulação de veículos de grande porte destinados ao transporte de carga nas
vias de elevado volume de tráfego, limitando rotas e horários de operação, bem como áreas
para carga e descarga;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
X - estimular o escalonamento de horários para funcionamento das principais atividades
geradoras de tráfego, de forma a reduzir os deslocamentos nos horários de pico.
Art. 47. As vias arteriais e coletoras integrantes da rede viária básica do Município estão
definidas no Anexo V desta Lei Complementar.
Parágrafo único. O parcelamento do solo urbano deverá considerar a rede viária básica
definida neste Plano, bem como harmonizar-se com o sistema de transporte do seu entorno.
Art. 48. O Poder Executivo municipal, por meio dos órgãos setoriais competentes, em
articulação com o órgão central do planejamento, deverá rever o Plano Diretor de Transportes
Urbanos - PDTU, instrumento básico para nortear o funcionamento dos sistemas de transporte,

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


circulação e viário, compatibilizando-o com o uso, parcelamento e ocupação do solo.
Art. 49. O órgão municipal responsável pelo gerenciamento do sistema de transportes urbanos
deverá participar na fiscalização do cumprimento das posturas municipais relacionadas com
sua atividade.
Art. 50. Os planos, programas e projetos envolvendo o Sistema de Circulação e o Sistema de
Transporte Público de Passageiros – STPP serão desenvolvidos pelos órgãos respectivos, em
articulação com o órgão central de planejamento, que os submeterá à apreciação do
conselho competente.
Art. 51. O terminal rodoviário de São Gonçalo, localizado no bairro de Alcântara, deverá ser
desativado, passando a funcionar em área a ser indicada pelo Poder Executivo, mais propícia
ao escoamento dos veículos, em que as manobras, bem como o embarque e desembarque
dos passageiros sejam facilitados.
§1º O órgão responsável deverá identificar a área mais indicada no bairro e providenciar os
estudos específicos para implantação do terminal rodoviário.
§2º Deverá ser feito estudo de integração modal para promover a agilização do
deslocamento dos passageiros, ao menor custo.

Legislação – Volume II 31
§3º No bairro de Alcântara será permitida somente a parada dos ônibus para efeito de
embarque e desembarque, de forma a evitar a concentração de ônibus naquela localidade.
§4º Poderão ser indicadas outras áreas para terminal rodoviário.
CAPÍTULO II
DA HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL
Art. 52. O Poder Público Municipal definirá as formas e as condições para a construção de
habitação de interesse social, estabelecendo, entre outros, os seguintes critérios:
I - padrões de parcelamento do solo e da unidade habitacional;
II - preços e mecanismos de financiamento específicos para as diferentes faixas de renda
serem atendidas;
III - nos casos dos programas e projetos habitacionais de interesse social poderá ser utilizado o

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
instrumento da Concessão de Direito Real de Uso para os imóveis públicos;
IV - os programas e projetos habitacionais de interesse social que demandarem dispêndio de
recursos por parte do Poder Público Municipal devem ser objeto de controle social, garantida
a participação de comunidades, movimentos e entidades da sociedade civil.
Art. 53. O Poder Público prestará assistência técnica, urbanística, jurídica e social gratuita aos
indivíduos, entidades, grupos comunitários e movimentos nas áreas de Habitação de Interesse
Social, buscando promover a inclusão na Cidade da população de baixa renda.
CAPÍTULO III
DOS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA URBANA

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


Art. 54. Para atender às diretrizes estabelecidas na Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 –
Estatuto da Cidade, o Município de São Gonçalo poderá utilizar os instrumentos de política
urbana a seguir elencados:
I - zonas especiais de interesse social;
II - IPTU progressivo no tempo, parcelamento, edificação ou utilização compulsórios e
pagamento da indenização pela desapropriação com títulos da dívida pública;
III - usucapião especial de imóvel urbano;
IV - concessão especial para fins de moradia;
V - direito de superfície;
VI - direito de preempção;
VII - outorga onerosa do direito de construir;
VIII - outorga onerosa de alteração de uso;
IX - operações urbanas consorciadas;
X - consórcio imobiliário;
XI - operação de interesse social;
XII - transferência do direito de construir;
XIII - estudos de impacto de vizinhança.

Legislação – Volume II 32
XIV – estudos e relatórios de impacto ambiental
SEÇÃO I
DAS ZONAS ESPECIAIS DE INTERESSE SOCIAL
Art. 55. São consideradas Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS, as áreas de assentamentos
habitacionais de população de baixa renda, surgidas espontaneamente, existentes,
consolidados ou propostos.
Art. 56. As Zonas Especiais de Interesse Social deverão ser criadas com o objetivo de promover
a regularização fundiária e edilícia de imóveis em situação irregular, bem como de produzir
habitações de interesse social.
Art. 57. As Zonas Especiais de Interesse Social serão objeto de legislação municipal específica,
que as regulamentará e estabelecerá seus limites.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Art. 58. As Zonas Especiais de Interesse Social terão planos urbanísticos e de regularização
fundiária específicos, observando-se para sua execução as seguintes diretrizes:
I - adequar a propriedade e sua função social, priorizando o direito de moradia sobre o direito
de propriedade;
II - exercer efetivamente o controle do uso e ocupação do solo;
III – preservar, sempre que possível, a tipicidade e características da ocupação, as edificações
existentes e o traçado urbano, quando da intervenção do Poder Público municipal;
IV - destinar os investimentos públicos ao atendimento das necessidades locais, notadamente
as de habitação, equipamentos urbanos e comunitários, sistema viário, lazer e meio ambiente;

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


V - criar instrumentos que restrinjam a especulação imobiliária e evitem a expulsão dos
moradores;
VI - incentivar e garantir a participação comunitária, diretamente ou por meio da sociedade
civil organizada, no processo de regularização fundiária e urbanização das áreas;
VII - instalar equipamentos urbanos e comunitários consentâneos com a necessidade e as
características socioeconômicas e culturais dos moradores das ZEIS;
VIII - priorizar a utilização de mão-de-obra local;
IX - preservar e fortalecer as atividades produtivas existentes na área.
Art. 59. As ZEIS já existentes no Município estão indicadas no Anexo VIII.
Parágrafo único. Poderão ser indicadas outras ZEIS por intermédio de legislação específica,
antecedidas de estudos técnicos realizados pelo Poder Executivo.
SEÇÃO II
DO IPTU PROGRESSIVO NO TEMPO, DO PARCELAMENTO, EDIFICAÇÃO OU UTILIZAÇÃO
COMPULSÓRIOS E DO PAGAMENTO COM TÍTULOS DA DÍVIDA PÚBLICA
Art. 60. O Poder Executivo, na forma da lei, poderá exigir do proprietário do solo urbano não
edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob
pena de aplicação sucessiva, dos institutos do:

Legislação – Volume II 33
I - parcelamento, edificação ou utilização compulsórios;
II - imposto predial e territorial urbano-IPTU progressivo no tempo;
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública.
Parágrafo único. É considerado solo urbano subutilizado o lote ou a gleba edificado nas
seguintes condições:
I - destinado exclusivamente ao uso residencial unifamiliar que contenha edificações cuja
área seja inferior a 10% do coeficiente de aproveitamento básico ou área inferior a 450 metros
quadrados, prevalecendo o índice menor;
II - destinado aos demais usos, que contenha edificações cuja área seja inferior a 20% (vinte
por cento) do coeficiente de aproveitamento básico;
III - área ocupada por estacionamentos ou atividades com uso diferente do estabelecido na

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
legislação urbanística, com ou sem edificação precária, desde que o uso não seja justificado
por estudo de demanda.
Art. 61. Ficam definidas como áreas passíveis de aplicação dos instrumentos previstos no art. 54
desta Lei Complementar, de acordo com os incisos I e II do § 4 o do art. 182 da Constituição
Federal e com os §§ 1o, 2o e 3o, do art. 7o, da Lei Federal no 10.257, de 10 de julho de 2001 -
Estatuto da Cidade, os lotes ou glebas não edificados, subutilizados ou não utilizados, que
estejam localizados na:
I - Zona de Urbanização Consolidada - ZUCI;
II - Zona de Urbanização em Consolidação – ZUC2.

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Art. 62. Decorridos os cinco anos de cobrança do IPTU progressivo no tempo, sem que o
proprietário tenha cumprido a obrigação de parcelamento, edificação e utilização, o
Município procederá à desapropriação do imóvel com pagamento em títulos da dívida
pública.
Art. 63. Lei específica estabelecerá as condições e prazos para implementação das
obrigações a que se refere esta Seção, estabelecendo as alíquotas do IPTU progressivo a
serem aplicadas.
SEÇÃO III
DA USUCAPIÃO ESPECIAL DE IMÓVEL URBANO
Art. 64. A Usucapião Urbana, individual ou coletiva, é o instrumento previsto para a
regularização fundiária de áreas urbanas particulares, ocupadas para fins de moradia, através
de ações judiciais.
Parágrafo único. O reconhecimento da propriedade, nos termos desse instituto, será realizado
apenas uma vez ao mesmo possuidor e depende de sentença judicial.
Art. 65. São requisitos essenciais e simultâneos para a usucapião individual:
I - a área ou a edificação a ser adquirida não pode exceder 250m² (duzentos e cinqüenta
metros quadrados);

Legislação – Volume II 34
II - a área deve estar ocupada para fins de moradia, sem oposição e pelo prazo ininterrupto
de 5 (cinco) anos;
III - o ocupante não pode possuir outro imóvel urbano ou rural.
Art. 66. São requisitos essenciais e simultâneos para a usucapião coletiva:
I - a área a ser adquirida coletivamente deve ser maior que 250m² (duzentos e cinqüenta
metros quadrados);
II - a área deve estar ocupada por população de baixa renda, utilizando-a para sua moradia
ou de sua família, pelo prazo ininterrupto de 5 (cinco) anos e sem oposição;
III - os ocupantes não podem possuir outro imóvel urbano ou rural.
Art. 67. Deverão ser obedecidas as demais normas constantes do art. 9º a 14 da Lei Federal nº
10.257, de 10 de julho de 2001.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
SEÇÃO IV
DA CONCESSÃO ESPECIAL PARA FINS DE MORADIA
Art. 68. O Executivo deverá outorgar àquele que, até 30 de junho de 2001, residia em área
urbana de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados), de propriedade pública, por
5 (cinco) anos, ininterruptamente e sem oposição, título de Concessão de Uso Especial para
Fins de Moradia em relação à referida área ou edificação, desde que não seja proprietário ou
concessionário de outro imóvel urbano ou rural, de acordo com artigo 1º da Medida Provisória
nº. 2.220, de 2001.
§1º O Poder Executivo deverá assegurar o exercício do direito de concessão de uso especial

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


para fim de moradia, individual ou coletivamente, em local diferente daquele que gerou esse
direito, nas hipóteses de a moradia estar localizada em área de risco cuja condição não possa
ser sanada por obras e outras intervenções.
§2º O Poder Executivo poderá assegurar o exercício do direito de concessão de uso especial
para fins de moradia, individual ou coletivamente, em local diferente daquele que gerou esse
direito, nas hipóteses de:
I - ser área de uso comum do povo com outras destinações prioritárias de interesse público,
definidas no Plano Diretor;
II - ser área onde houver necessidade de diminuição da densidade por motivo de projeto e
obra de urbanização;
III - ser área de comprovado interesse da defesa nacional, da preservação ambiental e da
proteção dos ecossistemas naturais;
IV - ser área reservada à construção de represas e obras congêneres.
V - ser área localizada em Área de Preservação Permanente - APP, nos termos da Lei Federal
nº 4771/65, atendida a excepcionalidade dos casos de regularização fundiária de interesse
social, previstos na legislação.

Legislação – Volume II 35
§3º A Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia poderá ser solicitada de forma
individual ou coletiva.
§4º Buscar-se-á respeitar, quando de interesse da comunidade, as atividades econômicas
locais promovidas pelo próprio morador, vinculadas à moradia, como pequenas atividades
comerciais, indústria doméstica, artesanato, oficinas de serviços e outros.
§5º Extinta a Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia, pela constatação da
destinação diversa da moradia para si ou para sua família ou por aquisição de outra moradia,
nos termos previstos pelo art. 8º da Medida Provisória nº. 2.220, de 2001, o Poder
Público recuperará o domínio pleno do imóvel.
§6º É responsabilidade do Poder Público promover as obras de urbanização nas áreas onde foi
obtido coletivamente o título de Concessão de Uso Especial para Fins de Moradia.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Art. 69. É responsabilidade do Poder Público promover obras de urbanização nas áreas
usucapidas coletivamente para fins de moradia, podendo promover plano de urbanização
com a participação dos moradores para a melhoria das condições habitacionais e de
saneamento ambiental.
SEÇÃO V
DO DIREITO DE SUPERFÍCIE
Art. 70. O proprietário urbano poderá conceder a outrem, mediante prévia autorização do
Poder Executivo, o direito de superfície do seu terreno, por tempo determinado ou
indeterminado, mediante escritura pública registrada no Cartório de Registro de Imóveis.

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§1º O Cartório de Registro de Imóveis, para proceder ao registro da escritura de transferência
do direito de superfície, exigirá, obrigatoriamente, do concedente e do concessionário,
certidões municipais autorizando a transferência e comprovante de pagamento dos impostos
cabíveis.
§2º O direito de superfície abrange o direito de utilizar o solo, o subsolo ou o espaço aéreo
relativo ao terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo, atendida a legislação
urbanística, ou seja, este Plano Diretor, o Código de Meio Ambiente, a Lei de Uso e Ocupação
do Solo, o Código de Edificações, o Código de Posturas.
§3º A concessão gratuita ou onerosa do direito de superfície, em área pública, será efetuada
pelo Poder Executivo municipal, desde que autorizada pela Câmara Municipal.
§4º A concessão do direito de superfície, envolvendo áreas privadas, poderá ser gratuita ou
onerosa.
§5º O superficiário responderá integralmente pelos encargos e tributos que incidirem sobre a
propriedade superficiária, arcando, ainda, proporcionalmente à sua parcela de ocupação
efetiva, com os encargos e tributos sobre a área objeto da concessão do direito de
0superfície, salvo disposição em contrário do contrato respectivo.

Legislação – Volume II 36
§6º O direito de superfície pode ser transferido a terceiros obedecidos os termos do contrato
respectivo.
§7º Por morte do superficiário, os seus direitos transmitem-se aos seus herdeiros.
Art. 71. Em caso de alienação do terreno ou do direito de superfície, o superficiário e o
proprietário, respectivamente, terão direito de preferência, em igualdade de condições à
oferta de terceiros.
Art. 72. Extingue-se o direito de superfície:
I - pelo advento do termo;
II - pelo descumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo superficiário.
Art. 73. Extinto o direito de superfície, o proprietário recuperará o pleno domínio do terreno,
bem como das acessões e benfeitorias introduzidas no imóvel, independentemente de

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
indenização, se as partes não houverem estipulado o contrário no respectivo contrato.
§1º Antes do termo final do contrato, extinguir-se-á o direito de superfície se o superficiário der
ao terreno destinação diversa daquela para a qual foi concedida.
§2º A extinção do direito de superfície será averbada no Cartório de Registro de Imóveis.
Art. 74. O Poder Público municipal poderá conceder, de forma onerosa, às empresas
concessionárias de serviços públicos o direito de superfície para utilização do solo público do
município.
§1º Lei específica estabelecerá as normas para implantação de estações de serviço,
subestações, derivações, torres de transmissão, postes, ramais aéreos ou subterrâneos,

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aparelhos de medição ou quaisquer outros componentes utilizados pelas concessionárias de
serviços públicos, definindo seu uso.
§2º A implantação, expansão e operação dos componentes referidos no parágrafo anterior,
em área pública ou privada, deverá ser precedida de licença ou autorização do órgão
municipal competente.
SEÇÃO VI
DO DIREITO DE PREEMPÇÃO
Art. 75. O direito de preempção confere ao Poder Público municipal preferência para
aquisição de imóvel urbano objeto de alienação onerosa entre particulares.
§1º Lei municipal, baseada neste Plano Diretor, delimitará as áreas em que incidirá o direito de
preempção e fixará prazo de vigência, não superior a cinco anos, renovável a partir de um
ano após o decurso do prazo inicial de vigência.
§2º O direito de preempção fica assegurado durante o prazo de vigência fixado na forma do
parágrafo anterior, independentemente do número de alienações referentes ao mesmo
imóvel.
Art. 76. O direito de preempção será exercido sempre que o Poder Público necessitar de áreas
para:

Legislação – Volume II 37
I - regularização fundiária;
II - execução de programas e projetos habitacionais de interesse social;
III - constituição de reserva fundiária;
IV - ordenamento e direcionamento da expansão urbana;
V - implantação de equipamentos urbanos e comunitários;
VI - criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes;
VII - criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse
ambiental;
VIII - proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico.
Parágrafo único. A lei municipal prevista no §1º do art. 75 desta Lei Complementar deverá
enquadrar cada área em que incidirá o direito de preempção em uma ou mais das

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
finalidades enumeradas por este artigo.
Art. 77. O proprietário deverá notificar sua intenção de alienar o imóvel, para que o Município,
no prazo máximo de trinta dias, manifeste por escrito seu interesse em comprá-lo.
§1º À notificação mencionada no caput será anexada proposta de compra assinada por
terceiro interessado na aquisição do imóvel, da qual constará preço, condições de
pagamento e prazo de validade.
§2º O Município fará publicar, em órgão oficial e em pelo menos um jornal local ou regional de
grande circulação, edital de aviso da notificação recebido nos termos do caput deste artigo e
a intenção de aquisição do imóvel nas condições da proposta apresentada.

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§3º Transcorrido o prazo mencionado no caput sem manifestação, fica o proprietário
autorizado a realizar a alienação para terceiros, nas condições da proposta apresentada.
§4º Concretizada a venda a terceiro, o proprietário fica obrigado a apresentar ao Município,
no prazo de trinta dias, cópia do instrumento público de alienação do imóvel.
§5º A alienação processada em condições diversas da proposta apresentada é nula de pleno
direito.
§6º Ocorrida à hipótese prevista no parágrafo anterior, o Município poderá adquirir o imóvel
pelo valor da base de cálculo do IPTU ou pelo valor indicado na proposta apresentada, se
este for inferior àquele.
SEÇÃO VII
DA OUTORGA ONEROSA DO DIREITO DE CONSTRUIR
Art. 78. Nas Zonas de Urbanização Consolidada – ZUC1, de Urbanização em Consolidação –
ZUC2, de Dinamização – ZDI e Industrial - ZIN o Poder Executivo poderá outorgar de forma
onerosa, autorização para construir acima do coeficiente de aproveitamento básico até os
limites máximos, definidos neste Plano Diretor.
§1º Os recursos financeiros provenientes da outorga onerosa, referidos neste artigo, integrarão
o Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano – FMDU.

Legislação – Volume II 38
§2º O valor do metro quadrado de área construída, da outorga mencionada neste artigo, será
igual ao valor venal do metro quadrado do terreno, constante da Planta de Valores Imobiliário
do Município de São Gonçalo, incorporando fatores de atualização monetária, entre a data-
base utilizada para a determinação do valor do imóvel e a data do efetivo pagamento da
outorga.
§3º O Poder Executivo deverá submeter à Câmara Municipal lei que disponha sobre o
recebimento de imóveis urbanos em pagamento de outorga onerosa.
Art. 79. O Poder Executivo poderá outorgar de forma gratuita, para iniciativa privada e demais
agentes promotores, a título de contrapartida pelo incentivo à promoção social, autorização
para construir habitação de interesse social com área edificada superior àquela permitida
pelo coeficiente de aproveitamento básico, respeitados os limites máximos, definidos neste

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Plano Diretor.
Parágrafo único. Esta autorização deverá ser feita mediante análise conclusiva do projeto de
habitação de interesse social.
Art. 80. A Lei de Uso e Ocupação do Solo ou lei específica estabelecerá as condições a serem
observadas para a outorga onerosa do direito de construir, determinando se for o caso:
I – a fórmula de cálculo para a cobrança;
II – os casos passíveis de isenção do pagamento da outorga;
III – a contrapartida do beneficiário.
Art. 81. A edificação que ultrapassar a área autorizada no alvará de construção e, desde que

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


não exceda ao coeficiente máximo de aproveitamento da zona, sujeitará o infrator a uma
multa calculada sobre o produto da área construída em excesso, pelo valor de mercado do
metro quadrado do terreno.
§1º A penalidade prevista no caput deste artigo somente será aplicada em relação à parcela
em excesso.
§2º Na hipótese da ocorrência de construções que excedam o coeficiente máximo, utilizar-se-
á o Poder Público municipal dos institutos do embargo e da ação demolitória, além de outras
cominações legais.
SEÇÃO VIII
DA OUTORGA ONEROSA DE ALTERAÇÃO DE USO
Art. 82. Poderá ser permitida a alteração de uso nas Zonas de Urbanização Consolidada –
ZUC1, de Urbanização em Consolidação – ZUC2 e de Dinamização – ZDI, nos termos a serem
estabelecidos na Lei de Uso e Ocupação do Solo.
Art. 83. Lei específica ou a Lei de Uso e Ocupação do Solo estabelecerá as condições a serem
observadas para a outorga onerosa de alteração de uso, determinando:
I – a fórmula de cálculo para a cobrança;
II – os casos passíveis de isenção do pagamento da outorga;

Legislação – Volume II 39
III – a contrapartida do beneficiário.
Art. 84. Os recursos auferidos com a adoção da outorga onerosa de alteração de uso serão
depositados no Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano – FMDU e aplicados nas
finalidades previstas nos incisos I a VIII do art. 76 desta Lei Complementar.
SEÇÃO IX
DAS OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS
Art. 85. O Poder Público municipal delimitará, por meio de lei específica, áreas para a
aplicação do instrumento da Operação Urbana Consorciada, visando alcançar
transformações urbanísticas e estruturais na cidade.
§1º Entende-se por Operação Urbana Consorciada o conjunto integrado de intervenções e
medidas a serem coordenadas pelo Poder Público, com a participação de proprietários,

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
moradores, usuários permanentes e investidores privados, com o objetivo de alcançar em uma
área transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e a valorização ambiental.
§2º Poderão ser previstas nas operações urbanas consorciadas, entre outras medidas:
I - a modificação de índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e do
subsolo, bem como alterações das normas edilícias, considerado o impacto ambiental delas
decorrente;
II - a regularização de construções, reformas ou ampliações executadas em desacordo com a
legislação vigente.
Art. 86. Na lei específica que aprovar a operação urbana consorciada deverá constar o Plano

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


de Operação Urbana Consorciada, contendo, no mínimo:
I - definição da área a ser atingida;
II - programa de ocupação da área;
III - programa de atendimento econômico e social para a população diretamente afetada;
IV - finalidades da operação;
V - estudo prévio do impacto de vizinhança;
VI - contrapartida a ser exigida dos proprietários, usuários permanentes e investidores privados
em função da utilização dos benefícios previstos nos I e II, do § 2º, do art. 80 desta Lei
Complementar;
VII - forma de controle da operação, obrigatoriamente compartilhado com representação da
sociedade civil.
§1º Os recursos obtidos pelo Poder Público municipal na forma do inciso VI deste artigo, serão
aplicados exclusivamente na própria operação urbana consorciada.
§2º A partir da aprovação da lei específica de que trata o caput, são nulas as licenças e
autorizações a cargo do Poder Público Municipal expedidas em desacordo com o plano de
operação urbana consorciada.

Legislação – Volume II 40
Art. 87. A lei específica que aprovar a operação urbana consorciada poderá prever a emissão
pelo Município de quantidade determinada de certificados de potencial adicional de
construção, que serão alienados em leilão ou utilizados diretamente no pagamento das obras
necessárias à própria operação.
§1º Os certificados de potencial adicional de construção serão livremente negociados, mas
conversíveis em direito de construir, unicamente na área objeto da operação.
§2º Apresentado pedido de licença para construir, o certificado adicional será utilizado no
pagamento da área de construção que supere os padrões estabelecidos pela legislação de
uso e ocupação do solo, até o limite fixado pela lei específica que aprovar a operação
urbana consorciada.
§3º A lei específica da operação urbana consorciada estabelecerá um estoque de área

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
adensável, independente dos estoques da Zona em que estiver situada, em função da
organização espacial dos usos pretendidos e um programa de obras públicas necessárias e
previstas, devendo este estoque ser adquirido onerosamente pelos proprietários e
empreendedores interessados em participar da operação.
§4º Os proprietários de lotes ou glebas poderão apresentar propostas para Operação Urbana
Consorciada, devendo ser demonstrados, concomitantemente, o interesse público e anuência
expressa de pelo menos ²/3 (dois terços) dos proprietários envolvidos na proposta, cabendo
aos proprietários o financiamento da infra-estrutura básica para sua viabilização.
SEÇÃO X

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


DO CONSÓRCIO IMOBILIÁRIO
Art. 88. Consórcio Imobiliário é a forma de viabilizar planos de urbanização ou edificação por
meio da qual o proprietário transfere ao Poder Público o seu imóvel.
§1º O Poder Executivo poderá promover o aproveitamento do imóvel que receber por
transferência nos termos deste artigo, direta ou indiretamente, mediante concessão ou outra
forma de contratação.
§2º O proprietário que transferir seu imóvel para o Município nos termos deste artigo receberá,
como pagamento, unidades imobiliárias devidamente urbanizadas ou edificadas.
§3º O valor das unidades imobiliárias a serem entregues ao proprietário será correspondente
ao valor do imóvel antes da execução das obras.
§4º O valor referido no parágrafo anterior, deverá:
I - refletir o valor da base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano à época da
transferência do imóvel ao Poder Público;
II - excluir do seu cálculo expectativas de ganhos, lucros cessantes e juros compensatórios.
§5º O disposto neste artigo aplica-se tanto aos imóveis sujeitos à obrigação legal de parcelar,
edificar ou utilizar compulsoriamente nos termos desta Lei Complementar, quanto àqueles
necessários à realização de intervenções urbanísticas.

Legislação – Volume II 41
Art. 89. O proprietário de imóvel poderá requerer ao Poder Executivo o estabelecimento de
Consórcio Imobiliário como forma de valorização financeira do plano de urbanização.
Art. 90. No Consórcio Imobiliário o proprietário entrega ao Poder Executivo seu imóvel e, após a
realização de obras, recebe como pagamento, imóvel devidamente urbanizado de valor
correspondente ao valor original de seu imóvel, antes das obras realizadas com recursos
públicos.
SEÇÃO XI
DA OPERAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL
Art. 91. O Poder Público Municipal poderá, em Operação de Interesse Social, outorgar
autorização para construir área superior àquela correspondente ao coeficiente de
aproveitamento básico para usos não residenciais, em troca de valor equivalente em

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
habitação de interesse social, na mesma operação.
Art. 92. Será exigido, na Operação de Interesse Social, que o total de área construída para
habitação seja, no mínimo, igual à área do terreno.
Art. 93. O Poder Público municipal poderá declarar de interesse social para fins de
desapropriação, imóveis incluídos em Operação de Interesse Social cujos proprietários não
participem dos projetos, como forma de facilitar a sua execução.
Parágrafo único. As despesas com a indenização dos imóveis desapropriados correrão por
conta dos proprietários participantes da Operação de Interesse Social.
Art. 94. O Poder Público municipal poderá convocar proprietários de imóveis para participarem

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


de Consórcio Imobiliário ou Operação de Interesse Social.
SEÇÃO XII
DA TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE CONSTRUIR
Art. 95. Lei municipal, baseada neste Plano Diretor, poderá autorizar o proprietário de imóvel
urbano, privado ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o
direito de construir previsto nesta Lei Complementar ou na Lei de Uso e Ocupação do Solo,
quando o referido imóvel for considerado necessário para fins de:
I – implantação de equipamentos urbanos ou comunitários;
II – preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, ambiental,
paisagístico, social ou cultural;
III – servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por
população de baixa renda e habitação de interesse social.
§1º A mesma faculdade poderá ser concedida ao proprietário que doar ao Poder Público seu
imóvel, ou parte dele, para os fins previstos nos incisos I a III do caput deste artigo.
§2º As demais condições referentes à aplicação da transferência do direito de construir serão
definidas pela lei municipal referida neste artigo.

Legislação – Volume II 42
Art. 96. O potencial construtivo do imóvel impedido por lei de utilizar plenamente o coeficiente
de aproveitamento da área urbana em que estiver localizado poderá ser transferido, por
instrumento público, mediante prévia autorização do Poder Executivo, obedecidas às
disposições desta Lei Complementar.
Parágrafo único. A transferência do potencial construtivo para uma zona passível de
adensamento poderá ser concedida pelo Poder Executivo, como forma de indenização,
mediante acordo com o proprietário, nas desapropriações destinadas a obras viárias,
equipamentos públicos, urbanização de favelas e nos programas executados nas Zonas
Especiais de interesse Social.
SEÇÃO XIII
DOS ESTUDOS DE IMPACTO DE VIZINHANÇA

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Art. 97. Empreendimentos de impacto são aqueles, públicos ou privados, cujo efeito de sua
implantação venha a gerar comprometimento da infra-estrutura básica, danos para os
ecossistemas e para a sociedade.
Parágrafo único. Os empreendimentos potencialmente impactantes ao meio ambiente,
estarão sujeitos a um prévio licenciamento ambiental pelo órgão ambiental municipal, de
acordo com os preceitos da Resolução CONAMA no 001/88 e no. 237/97 e do Código
Municipal de Meio Ambiente.
Art. 98. Deverão apresentar Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV e Relatório de Impacto de
Vizinhança - RIV os empreendimentos públicos ou privados cujos projetos venham a

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


sobrecarregar a infra-estrutura básica, a rede viária e de transporte, ou induzir mudanças
significativas no uso e ocupação do solo, não excluindo os estudos ambientais pertinentes.
Parágrafo único. Os empreendimentos sujeitos à elaboração de estudo de impacto ambiental
(EIA) serão dispensados da elaboração do EIV, desde que o Termo de Referência abrigue as
exigências relativas ao EIV, fazendo-se um só estudo.
Art. 99. O Poder Público municipal definirá quais os empreendimentos sujeitos à apresentação
do EIV e RIV, o qual deverá ser exigido para a obtenção das licenças de construção,
ampliação ou funcionamento.
Art. 100. O EIV e RIV deverão obrigatoriamente informar sobre:
I - a demanda dos serviços de infra-estrutura básica;
II - a sobrecarga na rede viária e de transporte;
III - os movimentos de terra e produção de entulho;
IV - impermeabilização do solo;
V - acréscimo do escoamento superficial;
VI - os danos ao meio ambiente;
VII - o adensamento populacional;
VIII - a necessidade de equipamentos urbanos e comunitários;

Legislação – Volume II 43
IX - a valorização ou desvalorização imobiliária;
X - a ventilação e iluminação;
XI - a alteração da paisagem urbana, do patrimônio natural ou cultural;
XII - a geração e destinação de resíduos.
XIII – ocorrência de impacto sobre as comunidades tradicionais;
Parágrafo único. Dar-se-á publicidade aos documentos integrantes do EIV e RIV, que ficarão
disponíveis para consulta, no órgão competente do Poder Público municipal, para qualquer
interessado.
Art. 101. Compete ao órgão central de Planejamento, ao classificar os empreendimentos
como causadores de Impacto de Vizinhança, elaborar parecer técnico quanto à liberação da
licença condicionada ao atendimento das exigências a serem feitas ao empreendedor para

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
que, às suas expensas, em forma de contrapartida, realize obras ou programe medidas
corretivas no sentido de eliminar, atenuar, compensar ou neutralizar os impactos previstos.
SEÇÃO XIV
DO ESTUDO PRÉVIO E DO RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL
Art. 102. Deverá ser realizado o estudo prévio de impacto ambiental e respectivo relatório
(EIA/RIMA), para empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente
causadoras de significativa degradação do meio ambiente, ao qual se dará publicidade,
garantida a realização de audiências públicas.
Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio
ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de licenciamento.
SEÇÃO XV
DO FUNDO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO URBANO
Art. 103. Fica criado o Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano – FMDU, destinado a dar
suporte financeiro à implementação dos objetivos, programas e projetos relativos ao
planejamento e ao controle urbano e territorial.
Art. 104. O Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano será composto por recursos
financeiros provenientes de:
I - valores em dinheiro correspondentes à outorga onerosa do direito de construir para área
superior ao coeficiente de aproveitamento básico;
II - aplicação pelo Município de São Gonçalo, dos seguintes instrumentos de política urbana,
além de outros previstos em leis específicas:
a) concessão de uso;
b) concessão de direito real de uso;
c) direito de superfície
d) outorga onerosa do direito de construir;

Legislação – Volume II 44
e) outorga onerosa da alteração de uso;
III - alienação ou locação de imóveis em razão de finalidades urbanísticas;
IV - dotações orçamentárias e créditos adicionais suplementares a ele destinados;
V - repasses ou dotações de origem orçamentária da União;
VI - empréstimos de operações de financiamento internos ou externos;
VII - contribuições e subvenções de instituições financeiras oficiais;
VIII - recursos provenientes de convênios com organismos e entidades nacionais ou
internacionais, governamentais e não governamentais;
IX - doações e contribuições de pessoas físicas e jurídicas;
X - acordos, contratos, consórcios e convênios;
XI - rendimentos obtidos com a aplicação do seu próprio patrimônio;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
XII - retorno das aplicações nos projetos e programas;
XIII - contribuição de melhoria decorrente de obras públicas
XIV - multas, correção monetária e juros recebidos em decorrência de aplicações de
instrumentos urbanísticos;
XV - taxas decorrentes de atividades de natureza urbanística;
XVI - preços públicos oriundos de prestação de serviços e emissão de documentos de
natureza urbanística;
XVII - quaisquer outros recursos ou rendas que lhe sejam destinados.
Art. 105. A gestão dos recursos do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano atenderá aos

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seguintes critérios:
I - enquanto não forem efetivamente utilizados, poderão ser aplicados em operações
financeiras que objetivem o aumento das receitas do próprio Fundo;
II - serão utilizados segundo Plano Anual específico, a ser aprovado pelo Conselho Municipal
de Política Urbana - COMPUR;
III - serão utilizados, prioritariamente, para o exercício do Direito de Preempção previstas no art.
76 desta Lei Complementar.
TÍTULO V
DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO E CONTROLE URBANO E TERRITORIAL
CAPÍTULO I
GENERALIDADES
Art. 106. Fica instituído o Sistema de Planejamento e Controle Urbano e Territorial do Município
de São Gonçalo, sob coordenação de órgão específico da Administração Pública Municipal e
em integração com os demais órgãos de ação instrumental.
Parágrafo único. O Conselho Municipal de Política Pública é parte integrante do Sistema de
Planejamento e Controle Urbano e Territorial referido neste artigo.

Legislação – Volume II 45
Art. 107. O órgão responsável pelo Sistema de Planejamento e Controle Urbano e Territorial será
responsável pela elaboração, atualização, controle e avaliação do Plano Diretor do Município
de São Gonçalo e dos Planos de Desenvolvimento Local, nos termos do contido no art.43
desta Lei.
Parágrafo único. Além do Plano Diretor e os Planos de Desenvolvimento Local alimentarão o
Plano de Governo, o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual
de São Gonçalo e outros instrumentos de planejamento municipal.
Art. 108. Além das atribuições que lhe forem conferidas em lei, caberá ao órgão responsável
pela coordenação do Sistema de Planejamento e Controle Urbano e Territorial:
I - coordenar e acompanhar a fase executiva do Plano Diretor e elaborar as propostas de
revisão normativa, mediante fundamentação técnica e audiência dos órgãos diretamente

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
envolvidos;
II – elaborar, avaliar e encaminhar as propostas, bem como as revisões, dos Planos de
Desenvolvimento Local, dentro dos prazos assinalados.
III - elaborar, avaliar e encaminhar as propostas referentes à legislação de parcelamento e de
uso e ocupação do solo, ouvidos os órgãos descentralizados;
IV - disciplinar o uso e controlar o consumo e disponibilidade dos estoques de área edificável
promovendo sua revisão periódica, ouvidos os órgãos descentralizados;
V - pronunciar-se sobre os empreendimentos que possam causar impacto de vizinhança ou
impacto ambiental, conforme previsto em lei;

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VI - avaliar e propor leis específicas para os instrumentos da política urbana constantes do
Capítulo III, do Título IV, desta Lei Complementar, e para as demais intervenções e instrumentos
de política urbana;
VII - autorizar e registrar as transferências de potencial construtivo admitidas na presente Lei;
VIII - disciplinar e controlar os usos incômodos, com base nas propostas dos órgãos
descentralizados;
IX - coordenar as atividades de pesquisa, coleta de informações e documentação segundo as
prioridades do Sistema;
X - implementar as medidas necessárias ao cumprimento desta Lei Complementar e exercer
todas as atividades que, neste sentido, lhe forem deferidas pelo Poder Executivo, ouvido o
Conselho Municipal de Política Urbana, a este propiciando as condições de funcionamento
eficaz como órgão consultivo e deliberativo do governo municipal.
CAPÍTULO II
DO CONSELHO MUNICIPAL DE POLÍTICA URBANA - COMPUR –SG
Art. 109. Fica criado o Conselho Municipal de Política Urbana do Município de São Gonçalo –
COMPUR-SG, como órgão colegiado integrante da Administração Pública Municipal,
composto por representantes do Poder Público e da Sociedade Civil.

Legislação – Volume II 46
Art. 110. O COMPUR é parte integrante do Sistema Nacional de Conselhos de Cidades e do
Sistema Municipal de Planejamento.
Art. 111. O Conselho Municipal de Política Urbana – COMPUR-SG terá como atribuições
permanentes:
I - manifestar-se sobre as políticas, diretrizes e estratégias de zoneamento, produção,
ocupação e uso do solo, saneamento básico, habitação, transporte e mobilidade do
Município;
II - pronunciar-se sobre as propostas, iniciativas, programas, planos e projetos referentes ao
desenvolvimento do Município, notadamente as que exerçam impacto sobre o espaço
urbano;
III - propor dispositivos e instrumentos de fiscalização e controle das normas de ocupação do

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
solo.
IV - propor a edição de normas municipais de natureza urbanística e manifestar-se sobre
propostas de criação e alteração da legislação pertinente ao desenvolvimento urbano;
V - propor aos órgãos competentes medidas e normas para a implantação,
acompanhamento, avaliação da legislação urbanística e, em especial do Plano Diretor e dos
Planos de Desenvolvimento Locais;
VI – propor a criação de mecanismos de articulação entre os programas e os recursos
municipais de impacto sobre o desenvolvimento urbano e ambiental;
VII – apoiar mecanismos de cooperação entre os Governos da União, Estados e dos Municípios

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


da Região Metropolitana e a sociedade na formulação e execução da política municipal e
regional de desenvolvimento urbano;
VIII – sugerir medidas para a integração da política urbana com as políticas socioeconômicas
e ambientais municipais e regionais;
IX - promover a integração dos temas da Conferência das Cidades com as demais
conferências de âmbito municipal e regional;
X – dar publicidade e divulgar seus trabalhos e decisões;
XI – propor realização de estudos, pesquisas, debates, seminários ou cursos afetos a política de
desenvolvimento urbano;
XII – opinar sobre os assuntos ligados à sua competência específica e que lhe forem remetidos
pela sociedade civil organizada, pelo Poder Público e por qualquer cidadão;
XIII – elaborar o seu Regimento Interno, para aprovação do Chefe do Poder Executivo;
XIV – apreciar os planos e as contas de aplicação dos recursos do Fundo Municipal de
Desenvolvimento Urbano;
XV – propor políticas para solução de conflitos na delimitação dos limites do Município,
terrestres e marítimos;

Legislação – Volume II 47
XVI – opinar sobre ameaças à defesa do patrimônio histórico, arquitetônico, natural e cultural
do município;
XVII – propor medidas com vistas à implantação do planejamento urbano contínuo no
município;
XVIII – sugerir medidas a serem tomadas pelos órgãos fiscalizadores da política urbana do
Município;
XIX – opinar sobre a cartografia oficial do município bem como quanto ao fornecimento de
informações da base de dados geográficos do Município.
Art. 112. As deliberações do Conselho Municipal de Política Urbana deverão estar articuladas
com os Conselhos Setoriais do Município, buscando a integração das diversas ações e políticas
responsáveis pela intervenção urbana, garantindo-se sempre a participação da sociedade.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Art. 113. O Conselho Municipal de Política Urbana será constituído de 27 (vinte e sete)
Conselheiros, obedecida a seguinte composição:
I - 10 (dez) representantes indicados pelo Poder Executivo;
II - 2 (dois) representantes indicados pelo Poder Legislativo;
III - 6 (seis) representantes indicados pelos Movimentos Sociais e Populares;
IV - 2 (dois) representantes indicados pelo segmento empresarial;
V - 2 (dois) representantes indicados pela organização sindical, entidade de classe ou
associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano;
VI - 3 (três) representantes indicados pelas entidades profissionais, acadêmicas e de pesquisa;

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VII - 1 (um) representante indicado pelas organizações não governamentais;
VIII - 1 (um) representante do Conselho Federal ou Regional ligado ao Desenvolvimento
Urbano
§1º Cada Conselheiro terá um suplente, que o substituirá em suas ausências, faltas, licenças e
afastamentos.
§2º O Conselho Municipal de Política Urbana será presidido pelo titular do órgão coordenador
do Sistema de Planejamento e Controle Urbano e Territorial e, em sua ausência, por seu
respectivo suplente.
§3º O Conselho Municipal de Política Urbana, após a aprovação desta Lei Complementar,
proporá o respectivo Regimento Interno, sendo o mesmo aprovado por Decreto do Prefeito
Municipal.
CAPÍTULO III
DA GESTÃO URBANA
Art. 114. Compreende-se por gestão urbana da cidade todo o conjunto de atividades que
tenha por objeto assegurar o desenvolvimento integrado do Município mediante o uso dos
instrumentos de política urbana e do planejamento local, com suporte nas decisões oriundas
das instâncias legislativa, administrativa e participativa da cidade de São Gonçalo.

Legislação – Volume II 48
Parágrafo único. Para garantir a gestão democrática da cidade, deverão ser utilizados, entre
outros, os seguintes instrumentos:
I - órgão colegiado de política urbana:
II - debates, audiências e consultas públicas;
III - conferências sobre assuntos de interesse urbano, no nível municipal;
IV - iniciativa popular de projeto de lei e de planos, programas e projetos de desenvolvimento
urbano.
Art. 115. A gestão urbana assegurará os meios de permanente consulta aos órgãos federais e
estaduais com influência no espaço urbano, bem como aos Municípios compreendidos na
Grande São Gonçalo ou na Região Leste-Metropolitano, assegurando-se o acesso e voz dos
representantes de cada instância mencionada junto ao Conselho Municipal de Política

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Urbana, em reuniões do Conselho que tratem de assuntos comuns aos mesmos.
TÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 116. A legislação atual de São Gonçalo relativa ao parcelamento, uso e ocupação do solo
permanece em vigor até que se dê a aprovação de legislação específica sobre a matéria,
exceto quanto ao coeficiente de aproveitamento diferenciado por zona, que obedecerá ao
disposto na presente Lei.
Art. 117. A manutenção do sistema de instrumentos para o planejamento deverá ser feita
mediante permanente atualização.

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Art. 118. O Plano Diretor terá vigência de 10 (dez) anos, passível de revisão a cada 5 (cinco)
anos, observado o disposto no parágrafo único deste artigo.
Parágrafo único. Poderão ser admitidas alterações neste Plano Diretor em prazos diferentes do
estabelecido no caput deste artigo por motivos excepcionais ou por interesse público
comprovado.
Art. 119. Serão elaborados ou revisados no prazo de até 12 (doze) meses a partir da data da
publicação desta Lei, os seguintes instrumentos de planejamento:
I - Base Cartográfica;
II - Cadastro Técnico;
III - Planta de Valores Imobiliários;
IV - Cadastro de Equipamentos Urbanos;
V - Cadastro de Informações Urbanas;
VI - Cadastro da Rede de Drenagem.
Art. 120 O Poder Público Municipal promoverá estudos objetivando a definição de uma
Macrozona Rural para o Município, entre os quais a indicação do perímetro urbano,
submetendo a proposição à audiência pública.

Legislação – Volume II 49
Parágrafo único. Os estudos de que trata o presente artigo deverão estar concluídos no prazo
máximo de 8 (oito) meses após a publicação desta Lei, sendo as normas respectivas propostas
na forma de um Projeto de Lei Complementar, de autoria do Poder Executivo, que altere o
presente Plano Diretor naquilo que for pertinente.
Art. 121. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 122. Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Lei Complementar no 065/91,
publicada em 09 de dezembro de 1991.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO


Maria Aparecida Panisset

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Legislação – Volume II 50
Legislação – Volume II
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Legislação – Volume II
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Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
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Legislação – Volume II
ANTEPROJETO DE LEI COMPLEMENTAR DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

59
Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.
ÍNDICE

TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ................................................................................ 61


CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS ............................................................................................................... 61
CAPÍTULO II DA CONCEITUAÇÃO...................................................................................................... 62
TÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO URBANO ................................................................. 62
CAPÍTULO I DAS ZONAS ...................................................................................................................... 62
SEÇÃO I DAS MACROZONAS E ÁREAS DE DIRETRIZES ESPECIAIS ............................................. 62
SEÇÃO II DAS MACROZONAS ........................................................................................................ 63
SUBSEÇÃO I DA MACROZONA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL 63
SUBSEÇÃO II DA MACROZONA DE ESTRUTURAÇÃO E QUALIFICAÇÃO URBANA 64
CAPÍTULO II DAS CATEGORIAS DE VIA E DO USO DO SOLO NAS ZONAS MISTAS ....................... 65
CAPÍTULO III DOS USOS E ATIVIDADES ............................................................................................. 65
SEÇÃO I DAS CATEGORIAS DE USO .............................................................................................. 65
SUBSEÇÃO I DA CATEGORIA DE USO HABITACIONAL – H 65
SUBSEÇÃO II DA CATEGORIA DE USO NÃO HABITACIONAL – NH 66

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
SUBSEÇÃO III DOS USOS INDUSTRIAIS - IND 69
CAPÍTULO IV DA CONSTRUÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E DA INSTALAÇÃO DOS USOS.................... 71
SEÇÃO I DOS PARÂMETROS GERAIS ............................................................................................. 71
SUBSEÇÃO I DO COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO 72
SUBSEÇÃO II DA TAXA DE PERMEABILIZAÇÃO 72
SUBSEÇÃO III DOS DEMAIS ÍNDICES URBANÍSTICOS 72
SUBSEÇÃO IV DA TAXA DE OCUPAÇÃO MÁXIMA 72
SUBSEÇÃO V AFASTAMENTOS MÍNIMOS 73
SUBSEÇÃO VI ALTURA MÁXIMA 73
CAPÍTULO V DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES ................................................................................ 73
TÍTULO III DISPOSIÇÕES FINAIS ..................................................................................................... 74

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.

Legislação – Volume II 60
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR DE USOE OCUPAÇÃO DO SOLO No ___ DE

DISPÕE SOBRE O USO E A OCUPAÇÃO DO SOLO


URBANO DO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO.

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS
Art. 1º A presente Lei Complementar dispõe sobre o uso e ocupação do solo urbano no
Município de São Gonçalo, observadas as disposições contidas na legislação federal e
estadual relativas à matéria e no Plano Diretor do Município de São Gonçalo.
Art. 2º Esta Lei Complementar tem por objetivo:
I- promover a implementação das diretrizes de desenvolvimento sustentável e de

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
ordenamento territorial urbano, em especial as relativas à função social da propriedade
urbana, constantes do Plano Diretor de São Gonçalo;
II - adequar a ocupação dos espaços tendo em vista a saúde, a segurança da
população e a proteção ao patrimônio ambiental e cultural;
III - evitar a concentração e a dispersão excessiva da ocupação dos espaços urbanos
potencializando o uso da infra-estrutura urbana;
IV - promover a distribuição das atividades no território urbano.
Art. 3º Para os fins desta Lei Complementar, entende-se como:
I- alinhamento do lote, a linha divisória entre o lote e o logradouro público;
II - área construída ou área de construção: a área total de todos os pavimentos de um
edifício, incluídos os espaços ocupados pelas paredes, na qual não são computados: pátio

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


interno sem cobertura, sacada aberta do pavimento–tipo, área de estacionamento ou
garagem;
III - atividades turísticas e recreativas: atividades de uso comercial e de prestação de
serviços das categorias de serviços de hospedagem e alimentação, serviços culturais, cinemas,
salas de projeção e galerias, comércio de consumo local, comércio varejista, clubes noturnos,
discotecas, bares com música e lojas de conveniência;
IV - estacionamento: local descoberto destinado à guarda de veículos;
V- empreendimento: toda e qualquer ação ou conjunto de ações, públicas ou privadas
que importem em modificação, separação, delimitação ou aproveitamento de qualquer
parte do território municipal;
VI - frente do lote: dimensão medida na testada do lote;
VII - gleba: o imóvel que ainda não foi objeto de parcelamento do solo para fins urbanos;
VIII - habitação: edificação destinada à moradia;
a) pluri-habitacional quando constituída de mais de uma unidade habitacional construída
horizontalmente ou verticalmente;
b) uni-habitacional quando constituída de uma única unidade habitacional no lote;
Observação: O Código de Edificações trata de habitação coletiva e habitação unifamiliar.
IX - largura do lote: dimensão paralela à frente, medida na média da profundidade,
devendo ser, no mínimo, igual à medida da frente;

Legislação – Volume II 61
X- lote: parcela de terreno, unidade imobiliária destinada à edificação, resultante de
loteamento ou desmembramento, definida por limites geométricos e com pelo menos uma
das divisas voltadas para a área pública;
XI - profundidade: cada um dos planos horizontais de uso de um edifício;
XII - profundidade do lote: distância entre a testada do lote e a divisa de fundo;
XIII - testada do lote: divisa do lote com frente para a via oficial de circulação pública;
XIV - zona: área definida por esta lei onde prevalece o mesmo parâmetro de uso e
ocupação.
Art. 4º Integram esta Lei Complementar os seguintes Anexos:
I - Anexo I – Mapa do Município de São Gonçalo: definição das Macrozonas;
II - Anexo II – Mapa do Município de São Gonçalo: definição das Zonas de Uso;
III - Anexo III - Quadro de Índices Urbanísticos;
IV - Anexo IV – Mapa do Município de São Gonçalo: sistema viário;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
V - Anexo V – Quadro de Vias de Circulação para parcelamentos e arruamentos;
VI - Anexo VI – Quadro de Condição de Instalação/ usos permitidos nas vias.

CAPÍTULO II
DA CONCEITUAÇÃO
Art. 5º O controle de uso e ocupação do solo será feito por meio dos seguintes critérios:
I- disciplina de usos por porções do território definidas como:
a) macrozonas;
b) zonas;
II - disciplina do coeficiente de aproveitamento, inclusive do coeficiente máximo máxima
passível de ser atingida mediante outorga onerosa ou transferência do direito de construir por
porções do território;

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


III - função e características físicas das vias que dão acesso ao imóvel;
IV - implantação da edificação no lote;
V- parâmetros de incomodidade por zona de uso e por categoria de vias;
VI - características físicas e ambientais do imóvel, tais como localização, declividade,
permeabilidade, cobertura vegetal, suscetibilidade a processos erosivos, riscos de
deslizamento, etc.

TÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO URBANO

CAPÍTULO I
DAS ZONAS

SEÇÃO I
DAS MACROZONAS E ÁREAS DE DIRETRIZES ESPECIAIS

Art. 6º O território municipal de São Gonçalo é dividido em duas macrozonas


complementares, a Macrozona de Preservação Ambiental e a Macrozona de Estruturação e
Qualificação Urbana, descritas no Plano Diretor do Município:
I- Macrozona de Preservação Ambiental é dedicada à proteção dos ecossistemas e dos
recursos naturais, é onde atividades urbanas e econômicas estão subordinadas à necessidade
de preservação e recuperação do ambiente natural.

Legislação – Volume II 62
II - Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana é dedicada efetivamente à
ocupação urbana, correspondendo à porção do território nas quais os componentes
ambientais, em função da urbanização, foram modificados ou suprimidos.
§1º Na Macrozona de Preservação Ambiental os núcleos urbanizados, as edificações, os
usos, a intensidade dos usos e a regularização de assentamentos, estarão subordinados à
necessidade de manter ou restaurar a qualidade do ambiente natural e respeitar a fragilidade
dos seus terrenos.
§2º Na Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana, as edificações, usos e
intensidade de usos estarão subordinados às estratégias de desenvolvimento urbano definidas
na Lei do Plano Diretor, às características específicas das zonas de uso e às funções e
características das vias de acesso.
Art. 7º As Áreas de Diretrizes Especiais são consideradas porções específicas do território
com diferentes características ou com destinação específica e normas próprias de uso e
ocupação do solo e edilícias, em qualquer Macrozona do Município, nos termos do Plano
Diretor, compreendendo:

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
I- Áreas de Risco,
II - Áreas de Interesse Paisagístico.
Parágrafo único. As áreas de Diretrizes Especiais serão objeto de estudos específicos.

SEÇÃO II
DAS MACROZONAS

SUBSEÇÃO I
DA MACROZONA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
Art. 8º A Macrozona de Preservação Ambiental, em conformidade com seus diferentes
graus de proteção ambiental, bem como para aplicação dos instrumentos ambientais,
urbanísticos e jurídicos estabelecidos no Plano Diretor, subdivide-se em duas zonas:

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


I– Zona de Uso Restrito;
II – Zona de Uso Sustentável.
§1º A Macrozona de Preservação Ambiental inclui as Áreas de Proteção Ambiental criadas
ou por criar, conforme dispõe a legislação federal.
Art. 9º Para a disciplina de uso e ocupação do solo, a Macrozona de Preservação
Ambiental subdivide-se nas seguintes zonas de uso:
I– Zona Especial de Preservação – ZEP: zona coincidente com a Zona de Uso Restrito,
corresponde a porções do território destinadas às reservas florestais, parques estaduais,
parques naturais municipais, reservas biológicas e outras Unidades de Conservação que
tenham por objetivo básico a preservação da natureza e atividades temporárias voltadas à
pesquisa, ao ecoturismo e à educação ambiental, de densidade construtiva muito baixa.
II – Zona Residencial e de Proteção Ambiental – ZREp: zona coincidente com a Zona de Uso
Sustentável, corresponde a porções do território destinadas predominantemente ao uso
habitacional, de densidade demográfica e construtiva baixa, são lotes de dimensões maiores
e com edificações mais espaçadas, mantendo um maior percentual de solo livre.
Art. 10. Na Zona Residencial e de Proteção Ambiental – ZREp, são permitidas apenas as
categorias de uso residencial H1 e H2h.
§1º Na Zona Residencial e de Proteção Ambiental – ZREp são permitidas atividades de uso
rural, devendo o Poder Público fomentar as atividades com essa finalidade.

Legislação – Volume II 63
Art. 11. Na Zona Especial de Preservação – ZEP são permitidos usos compatíveis com o
desenvolvimento sustentável, sendo atividades de pesquisa e educação ambiental, bem
como outras relacionadas no Plano de Manejo das Unidades de Conservação.
Art. 12. Na Macrozona de Preservação Ambiental não é permitido ultrapassar o potencial
construtivo básico, não se aplicando para os imóveis contidos na mesma a outorga onerosa.
Parágrafo único: As zonas de uso da Macrozona de Preservação Ambiental estão indicadas no
Anexo I de que trata o art. 4º desta Lei Complementar.

SUBSEÇÃO II
DA MACROZONA DE ESTRUTURAÇÃO E QUALIFICAÇÃO URBANA
Art. 13. A Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana é subdividida em Zona de
Urbanização Controlada, Zona de Urbanização em Consolidação, Zona de Urbanização
Consolidada, Zona de Dinamização e Zona Industrial.
Parágrafo único: As zonas de uso da Macrozona de Estruturação e Qualificação Urbana estão

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
indicadas no Anexo II de que trata o art. 4º desta Lei Complementar.
Art. 14. Para a disciplina de uso e ocupação do solo, a Macrozona de Estruturação e
Qualificação Urbana subdivide-se nas seguintes zonas de uso:
I– Zona Residencial – ZRE: zona coincidente com a Zona de Urbanização Controlada,
corresponde a porções do território para uso misto predominantemente habitacional, de
densidade demográfica baixa, com número máximo de habitações/m² igual a 0,0040, com
coeficiente de aproveitamento mínimo igual a 0,05, básico igual a 1,0 e máximo igual a 1 e
gabarito máximo de até 10 metros. Possui usos complementares de característica locais,
ligados ao atendimento imediato e cotidiano, onde a paisagem urbana é marcada por lotes
de dimensões grandes e com edificações espaçadas, mantendo um bom percentual de solo
livre.
II – Zona Mista – ZM: corresponde a porções do território destinadas à implantação de usos
habitacionais e não habitacionais, inclusive no mesmo lote ou edificação, segundo critérios

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


gerais de compatibilidade de incômodo e qualidade ambiental, que têm como referência o
uso habitacional. A zona mista possui densidade demográfica e construtiva média, com
coeficiente de aproveitamento mínimo igual a 0,2, básico igual a 1,0 e máximo igual a 3,0; e
gabarito máximo de até 30m para uso nH3.
III – Zona Axial – ZA: lotes com frente aos corredores de transporte público e às rodovias RJ-
104 e RJ-106, destinados à localização de atividades de comércio e de subcentros regionais,
onde se concentram atividades urbanas diversas. Têm ocupação e usos relacionados à
posição hierárquica da via, capacidade de transportes e características dos bairros onde se
inserem. São caracterizados pela coexistência entre os usos não habitacionais e a habitação,
porém com predominância de usos não habitacionais, classificadas como:
a) Zona Axial 1 – ZA1: zona axial com coeficiente de aproveitamento mínimo igual a 0,2,
básico igual a 1,0 e máximo igual a 4,0; com gabarito máximo de 18,0 metros.
b) Zona Axial 2 – ZA2: zona axial com coeficiente de aproveitamento mínimo igual a 0,2,
básico igual a 2,0 e máximo 10,0.
Parágrafo único: Os limites das Zonas Axiais obedecerão as linhas de divisas dos fundos dos
quarteirões lindeiros às vias que determinam essas zonas.
IV – Zona Centralidade Linear – ZCL: porções do território da zona mista destinadas à
localização de atividades típicas de áreas centrais ou de subcentros regionais, caracterizadas
pela coexistência entre os usos não habitacionais e a habitação, porém com predominância
de usos não habitacionais. A zona de centralidade linear possui coeficiente de
aproveitamento mínimo igual a 0,5; básico igual a 1,0 e máximo igual a 9,0.

Legislação – Volume II 64
V– Zona Predominantemente Industrial – ZPI: porções do território destinadas à
implantação de usos diversificados onde a preferência é dada aos usos industriais incômodos
e às atividades não residenciais incômodas, classificadas como:
a) Zona Predominantemente Industrial 1: coeficiente de aproveitamento mínimo 0,1, básico
igual a 1,0 e máximo igual a 1,5.
b) Zona Predominantemente Industrial 2: coeficiente de aproveitamento mínimo 0,1, básico
igual a 1,0 e máximo igual a 2,0.
VI – Zona Ocupação Especial – ZOE: porções do território do município destinadas a abrigar
atividades de comércio, negócios e eventos:
a) ZOE 1: coeficiente de aproveitamento mínimo 0,2, básico igual a 1,0 e máximo igual a 2,0.
b) ZOE 2: coeficiente de aproveitamento mínimo 0,2, básico igual a 1,0 e máximo igual a 1,5.
Parágrafo único: Os parâmetros estabelecidos para as zonas de uso da Macrozona de
Estruturação e Qualificação Urbana estão indicados no Anexo III, de que trata o art. 4º desta
Lei Complementar.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
CAPÍTULO II
DAS CATEGORIAS DE VIA E DO USO DO SOLO NAS ZONAS MISTAS
Art. 15. Para fins de aplicação desta Lei Complementar, as vias que constituem o Sistema
Viário do Município classificam-se nas seguintes categorias:
I– Vias Estruturais N1;
II – Vias Estruturais N2;
III – Vias Estruturais N3;
IV – Vias coletoras;
V– Vias locais.
§1º O Sistema Viário municipal está indicado no Anexo IV, de que trata o art. 4º desta Lei
Complementar.
§2º As características dimensionais das vias de circulação encontram-se discriminadas no

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


Anexo V, de que trata o art. 4º desta Lei Complementar, denominado Vias de Circulação para
parcelamentos e arruamentos.
Art. 16. Projetos de novas vias deverão integrar-se com as vias existentes nas vizinhanças,
garantindo sua continuidade.
Parágrafo único: O prolongamento de vias existentes ou projetadas deverá ser feito de forma a
atender aos índices de dimensões fixados por esta Lei Complementar para cada classe de
vias, conforme Anexo VI a que se refere o art. 4º da presente Lei Complementar.

CAPÍTULO III
DOS USOS E ATIVIDADES

SEÇÃO I
DAS CATEGORIAS DE USO

Art. 17. As categorias de uso do solo no Município são as seguintes:


I- Habitacional;
II - Não habitacional.

SUBSEÇÃO I
DA CATEGORIA DE USO HABITACIONAL – H
Art. 18. A categoria de uso habitacional divide-se nas seguintes categorias:
I- H1: uma unidade habitacional por lote

Legislação – Volume II 65
II - H2h: conjunto de duas ou mais unidades habitacionais, dispostas em grupos horizontais,
todas com entrada independente com frente para via oficial de acesso ou em condomínio
(casas geminadas e conjunto residencial de condomínio).
III - H2v: conjunto de duas ou mais unidades habitacionais, dispostas em grupos verticais
(edifícios de apartamentos ou conjuntos residenciais verticais em condomínios).
Art. 19. As subcategorias de uso habitacional são permitidas nas seguintes zonas:
I- ZERp: as categorias de uso H1 e H2h;
II - ZRE: a categoria de uso H1 e H2h com densidade baixa estipulada em 100 hab/ha;
III - ZM: a categoria de uso H1, H2h e H2v com densidade estipulada em 150 hab/ha;
IV - ZCL: a categoria de uso H1, H2h e H2v com densidade estipulada em 350 hab /ha;
V- ZA: a categoria de uso H2v, com densidade estipulada em 350 hab /ha;
V- ZOE: a categoria de uso H1, H2h e H2v, com densidade estipulada em 100 hab /ha;
V- ZPI: a categoria de uso H1 e H2v, com densidade estipulada em 50 hab /ha;

SUBSEÇÃO II

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
DA CATEGORIA DE USO NÃO HABITACIONAL – NH
Art. 20. A categoria de uso não habitacional compreende atividades de comércio e
serviços, industriais, institucionais, de interesse ambiental e de saneamento; que são regidos
conforme parâmetros de incomodidade dividindo-se nas seguintes subcategorias:
I- Usos não habitacionais conciliáveis: nH1, atividades compatíveis com a vizinhança
residencial;
II - Usos não habitacionais toleráveis: nH2, atividades que não impactam a vizinhança
residencial;
III - Usos não habitacionais especiais ou incômodos: nH3, atividades potencialmente
impactantes urbanisticamente e ambientalmente;
IV - Usos não habitacionais ambientalmente conciliáveis com o desenvolvimento

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


sustentável: nH4, atividades para serem implementadas em áreas de preservação e
conservação ambiental ou em áreas de interesse paisagístico.
Art. 21. Classificam-se como usos não habitacionais conciliáveis – nH1, atividades de
comércio varejista, prestação de serviços, institucionais, compostos pelos seguintes grupos:
I- comércio local de venda direta ao consumidor de produtos alimentícios, a exemplo de
mercearias, laticínios, casa de carnes, frutarias, panificadoras, restaurantes, bares, lanchonetes,
bazares, confeitarias, sorveterias;
II - serviços pessoais: estabelecimentos destinados à prestação de serviços pessoais de
âmbito local a exemplo de associações comunitárias, culturais esportivas e de vizinhança;
III - comércio varejista diversificado associado à diversão, tais como choperias,
restaurantes, dentre outros estabelecimentos sem música;
IV - serviços de escritório e negócios, tais como administradoras, bancos, corretoras e
empresas de seguro;
V- serviços pessoais e domiciliares, a exemplo de chaveiros, eletricistas, encanadores,
lavanderias e sapateiros;
VI - serviços de educação, de natureza privada, tais como escolas de ensino fundamental
e médio, creches, maternais e de recreação infantil;
VII - serviços culturais; estabelecimentos destinados à prestação de serviços de utilidade
pública ou de cunho social, como serviços culturais, locais de culto religioso, cinemas;
VIII - serviços de hospedagem ou moradia: estabelecimentos destinados à prestação de
serviços de moradia temporária ou provisória tais como pensões, hotéis, albergues e casas de
repouso;

Legislação – Volume II 66
IX - serviços de estúdios, laboratórios e oficinas técnicas;
X- atividades associadas à recreação, clubes sociais, centros esportivos, salões de festas,
academias de ginástica e esportes e balneários;
XI - serviços de administração e serviços públicos;
XII - usos industriais compatíveis – Ind 1a
Parágrafo único: A subcategoria de usos não habitacionais conciliáveis – nH1é permitida nas
seguintes zonas de uso e ocupação: ZEP, ZREp, ZRE, ZM, ZCL, ZOE e ZPI.
Art. 22. Classificam-se como usos não habitacionais toleráveis – nH2, atividades de comércio
varejista ou atacadista, prestação de serviços, institucionais, compostos pelos seguintes grupos
de atividades:
I- comércio de alimentação ou associado a diversões: estabelecimentos destinados à
venda de produtos alimentícios, com ou sem consumo no local tais como supermercados, ou
ao desenvolvimento de atividades de lazer e diversão;
II - oficinas: estabelecimentos destinados à prestação de serviços mecânicos, de repares

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
em geral e de confecção ou similares;
III - comércio e depósito de materiais em geral, lojas de tintas e resinas;
IV - serviços de saúde, de natureza privada, como hospitais, ambulatórios, clínicas dentárias
e médicas;
V- estabelecimentos de ensino: estabelecimentos destinados ao ensino fundamental,
médio, profissionalizante ou de aperfeiçoamento, educação informal;
VI - serviços de lazer, cultura e esportes: espaços destinados às atividades de lazer e à
prática de esportes;
VII - locais de reuniões e eventos ou prédios exclusivamente comerciais ou prestadores de
serviço;
VIII - serviços de armazenamento e guarda de bem móveis: espaços ou estabelecimentos
destinados à venda ou guarda de mercadorias em geral, máquinas ou equipamentos, guarda

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


de veículos, móveis ou animais e estacionamentos de veículos;
IX - comércio especializado: estabelecimentos destinados à venda de produtos específicos
a exemplo de revenda de automóveis, serralherias, madeireiras e marcenarias, materiais de
construção;
X- usos industriais toleráveis – Ind - 1b;
XI - usos industriais incômodos – Ind - 2;
§1º Os estacionamentos de veículos com no máximo 40 (quarenta) vagas serão
classificadas como nH1 e serão permitidos nas zonas e categorias de vias onde esta categoria
de uso é permitida.
§2º A subcategoria de usos não habitacionais toleráveis – nH2 é permitida nas seguintes
zonas de uso e ocupação: ZRE, ZM, ZA, ZCL, ZOE e ZPI.
Art. 23. Classificam-se como usos não habitacionais especiais ou incômodos – nH3, as
indústrias e atividades de comércio (varejista e atacadista), de prestação de serviços e
institucionais compostas pelos seguintes grupos de atividades:
I- usos especiais como instalações universitárias de grande porte.
II - empreendimentos geradores de impacto ambiental: aqueles que possam causar
alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente e que direta ou
indiretamente afetem:
a) a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
b) as atividades sociais e econômicas;
c) a biota;

Legislação – Volume II 67
d) as condições paisagísticas e sanitárias do meio-ambiente;
e) a qualidade dos recursos ambientais;
III - empreendimentos geradores de impacto de vizinhança: aqueles que pelo seu porte ou
natureza possam causar impacto ou alteração no seu entorno ou sobrecarga na capacidade
de atendimento da infra-estrutura.
IV - usos industriais especiais – Ind3.
§1º A subcategoria de usos não habitacionais especiais e incômodos – nH3 é permitida nas
seguintes zonas de uso e ocupação: ZM, ZOE e ZPI.
§ 2º Fica vedada a instalação dos usos não habitacionais nH3:
I- Na Zona Especial de Preservação – ZEP e na Zona Residencial e de Proteção Ambiental
- ZREp.
II - Nas vias locais de trânsito das zonas da Macrozona de Estruturação e Qualificação
Urbana;
§ 3º Com o objetivo de compatibilizar a instalação dos usos não habitacionais nH3 com o

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
entorno, para instalação e funcionamento dessas atividades, poderão ser exigidas condições
superiores às estabelecidas no Código de Edificação, para cada zona de uso ou categoria de
via, relativa a:
I - recuos;
II - gabarito;
III - permeabilidade e cobertura vegetal;
IV - espaço de estacionamento, carga e descarga.
§4º Além das condições estabelecidas no parágrafo anterior, serão exigidas para
instalação e funcionamento das atividades classificadas como nH3, Estudo de Impacto de
Vizinhança (EIV) e Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que viabilizem a aprovação de projeto e
licenciamento do empreendimento. A análise do empreendimento e do impacto previsto
ficará a cargo da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Saneamento, que deverá emitir o
respectivo Termo de Referência.

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


Art. 24. Classificam-se como usos não habitacionais ambientalmente conciliáveis com o
desenvolvimento sustentável: nH4, as atividades de comércio (varejista e atacadista), de
prestação de serviços e institucionais compostas pelos seguintes grupos de atividades:
I - atividades de pesquisa e educação ambiental: empreendimentos realizados por períodos
de tempo limitados e em instalações específicas tais como pesquisa científica, educação
ambiental, manejo florestal sustentável, entre outros;
II - atividades de manejo sustentável: aquelas ligadas à atividade rural tais como:
agroindústria, atividades agroflorestais, agropecuária, dentre outras;
III - ecoturismo: atividades cujo desenvolvimento relaciona-se à conservação de condições
ambientais, viabilizando também o seu aproveitamento econômico e favorecendo o bem-
estar e a qualidade de vida, tais como ecoturismo, pousadas, dentre outras;
IV - uso institucional: atividades relacionadas com instituições públicas ou privadas, tais como
cooperativas de produtores, parques, núcleos universitários de pesquisa;
V - comércio de alimentação associado a diversões: atividades cujo desenvolvimento
envolvem instalações e ambientes relacionados ao preparo ou conservação de alimentos,
bem como a diversões associadas aos usos de lazer e turismo;
VI - hospedagem e moradia: estabelecimentos destinados a prestação de serviços de
moradia temporária ou provisória, ou de cunho social.
Parágrafo único: A subcategoria de usos não ambientalmente conciliáveis com o
desenvolvimento sustentável: nH4 é permitida nas seguintes zonas: ZEP, ZREp.

Legislação – Volume II 68
Art. 25. São admitidos usos mistos em lotes e edificações localizadas em qualquer zona de
uso, desde que se trate de usos permitidos na zona e sejam atendidas, em cada caso, as
características e exigências estabelecidas nesta Lei Complementar.
§1º Os usos industriais Ind-1b e Ind-2 não poderão ter uso misto com usos residenciais.
§2º Nas edificações ou lotes ocupados por usos mistos será admitido o uso comum de
instalações complementares às atividades instaladas.
§3º A licença de instalação e funcionamento poderá ser expedida para as unidades
individualmente ou para o conjunto das atividades.

SUBSEÇÃO III
DOS USOS INDUSTRIAIS - IND
Art. 26. Uso industrial – Ind, para fins desta legislação, compreende as atividades destinadas
à produção, transformação, montagem e acondicionamento de bens intermediários, de
capital e de consumo.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Parágrafo único. Considerando-se o processo produtivo utilizado e os parâmetros de
incomodidade estabelecidos nesta Lei Complementar, a categoria de uso industrial pode ser
dividida nas seguintes subcategorias:
I - usos industriais compatíveis – Ind-1a: atividades que podem adequar-se aos mesmos
padrões dos demais usos não habitacionais nH1 por gerarem baixa poluição ambiental, não
produzirem efluentes líquidos industriais, emissões atmosféricas, emanações odoríferas e
resíduos sólidos;
II - usos industriais toleráveis – Ind-1b: atividades que podem adequar-se aos mesmos padrões
dos demais usos não habitacionais nH2 por gerarem baixa poluição ambiental, não
produzirem efluentes líquidos industriais, emissões atmosféricas e resíduos sólidos; cujos
processos e operações utilizados possam causar possíveis ruídos e emanações odoríferas
passíveis de tratamento e medidas mitigadoras;
III - usos industriais incômodos – Ind-2: atividades que envolvam processos que implicam

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


determinação de padrões específicos de localização, grau de incomodidade e de poluição
ambiental, caracterizados pelo alto potencial poluidor do meio ambiente ao emitir: ruídos,
gases, vapores, odores, efluentes líquidos e resíduos sólidos, cujos incômodos possuem soluções
tecnológicas economicamente viáveis para seu tratamento.
IV - usos industriais especiais – Ind-3: atividades que cuja implantação pode causar prejuízos à
saúde, à segurança, ao bem-estar público e à integridade da natureza; envolvem atividades
poluidoras, de alta periculosidade, riscos de incêndio e explosões, exigem soluções
tecnológicas complexas e onerosas.
Art. 27. Os usos industriais compatíveis – Ind-1a são compostos dos seguintes grupos de
atividades:
I- confecção e tecelagem de artigos de vestuário e acessórios: confecções que não
utilizem processos de tingimento de fibras e tecidos;
II - fabricação de equipamentos de comunicações: indústrias cuja incomodidade está
vinculada aos processos de montagem, não sendo processada qualquer operação de
transformação de materiais, tais como pintura.
III - fabricação de máquinas de escritório e equipamentos de informática: indústrias que
operam nos processos de montagem, sem qualquer operação de transformação desses
materiais;
IV - equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, instrumentos de precisão e
ópticos, equipamentos para automação industrial, indústrias cuja incomodidade está
vinculada aos processos de montagem, não sendo processada qualquer operação de
transformação desses materiais.

Legislação – Volume II 69
Art. 28. Os usos industriais toleráveis – Ind-1b são compostos dos seguintes grupos de
atividades:
I- fabricação de produtos alimentícios e bebidas: estabelecimentos destinados à
fabricação de produtos de padaria, confeitaria, pastelaria, rotisserie.
II - fabricação de produtos têxteis: indústrias sem operações de fiação, tecelagem ou
pintura, preparação e fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e calçados, sem
operações de curtimento e subprodutos.
III - fabricação de produtos de plástico: estabelecimentos destinados à fabricação de
laminados plásticos, artefatos diversos de material plástico, potencialmente geradoras de
emissão de odores, ruídos e efluentes líquidos;
IV - fabricação de peças de acessórios para veículos automotores: indústrias de
montagem, que não envolvem transformação de matéria-prima.
Art. 29. Os usos industriais incômodos – Ind-2 são compostos dos seguintes grupos de
atividades:

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
I- fabricação de produtos de madeira: marcenarias e carpintaria com emissão de ruído e
poeira passíveis de tratamento.
II - fabricação de produtos alimentícios e bebidas: estabelecimentos destinados à
preparação de conservas, concentrados alimentícios, produtos de cereais, bebidas,
III - fabricação de produtos de fumo: indústrias potencialmente incômodas pela emissão
de odores;
IV - fabricação de derivados do leite e sorvete;
V- fabricação de produtos têxteis que desenvolvam a produção de fibras têxteis,
estamparia e texturização, alvejamento e tingimento de tecidos;
VI - fabricação de papel e produtos de papel: indústrias destinadas à fabricação de
papel, papelão, cartolina e cartões.
VII - fabricação de produtos químicos: indústrias destinadas à fabricação de produtos

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


químicos que envolvem processos de e operações com potencial de insalubridade,
periculosidade, e incomodidade.
VIII - fabricação de vidro, artigos de vidro, artefatos de concreto, cimento e estuque para
uso na construção civil;
IX - metalurgia básica: estabelecimentos destinados à produção de laminados de aço,
metalurgia de diversos metais, fundição;
X- fabricação de produtos de metal: estabelecimentos que utilizem processos de forja,
galvanoplastia, usinagem, solda, têmpera, cementação e tratamento térmico de materiais;
XI - fabricação de máquinas e equipamentos: estabelecimentos destinados à fabricação
de motores, bombas, tratores, armas; e máquinas, aparelhos e materiais elétricos destinados à
fabricação de geradores, transformadores e motores elétricos, fios e cabos;
XII - fabricação e montagem de veículos automotores, reboques, carrocerias: indústrias
incômodas pela natureza e pelo porte do empreendimento;
XIII - indústria extrativista;
XIV - indústrias de produtos alimentares: destinadas ao abate e frigorificação de animais,
aves e pescados ou para beneficiamento, moagem, torrefação e fabricação de produtos
alimentares de origem vegetal;
Parágrafo único. Ficam enquadrados na categoria de uso industrial Ind-2, os estabelecimentos
industriais nos quais houver processo de fundição de metais, ferrosos ou não, necessário ou não
ao desempenho da atividade na qual está classificado o estabelecimento.
Art. 30. Os usos industriais especiais – Ind-3 são compostos dos seguintes grupos de
atividades:

Legislação – Volume II 70
I- fabricação de produtos alimentícios destinados à produção de óleos, gorduras,
beneficiamento de arroz, fabricação de rações, dentre outros, que exigem soluções
tecnológicas complexas ou onerosas para seu tratamento;
II - curtimento e outras preparações de couro;
III - fabricação de coque, refino de petróleo, elaboração de combustíveis em geral:
indústrias com alto potencial de poluição das águas e do ar, gerando resíduos sólidos, que
exigem tratamento e/ou disposição final complexa e onerosa, além de possuírem alta
periculosidade, riscos de incêndios, e explosões;
IV - fabricação de produtos químicos industriais, com processos e operações com
potencial de insalubridade periculosidades e incomodidade, podendo gerar emissões
atmosféricas, efluentes líquidos e resíduos sólidos altamente noviços para a saúde pública e
meio ambiente;
V- indústrias de processamento de borracha, tais como vulcanização e recauchutagem
de pneumáticos;
VI - metalúrgica básica: estabelecimentos destinados à produção de gusa, ferro e aço,

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
metalurgia de metais não ferrosos, com alto potencial de poluição do ar, emitindo gases tóxicos
e incômodos, ruídos e vibrações;
§1º Ficam enquadrados na categoria de uso industrial Ind-3, os estabelecimentos industriais
nos quais houver processos de:
I- redução de minério de ferro;
II - beneficiamento e preparação de minerais não metálicos não associados em sua
localização às jazidas minerais;
III - regeneração da borracha;
§2º Ficam também enquadrados na categoria de uso industrial Ind-3, os estabelecimentos
que realizem tratamento e/ou disposição final de resíduos, além de indústrias que liberem ou
utilizem gases ou vapores que possa, mesmo acidentalmente, colocar em risco a saúde pública,
o qual será verificado em função da toxicidade da substância disposta ou armazenada, da

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


quantidade de gases ou vapores que possa ser liberados e da localização do estabelecimento.
Art. 31. Os usos industriais especiais – Ind-3 determinados pela fabricação de coque, refino
de petróleo, elaboração de combustíveis em geral, são permitidos apenas na zona de uso ZPI-2,
ficando expressamente proibida a instalação dessas indústrias em qualquer porção do território
municipal que não na referida zona.
Art. 32. São considerados desconformes os usos regularmente licenciados, antes da
vigência desta Lei Complementar, que não se enquadrem nas categorias de uso estabelecidas
por ela.
§1º Não serão concedidas licenças para a ampliação de edificações, instalações ou
equipamentos utilizados para usos desconformes.
§2º O uso desconforme deverá adequar-se aos critérios de discriminação de uso exigíveis
para a zona em que a edificação esteja localizada, bem como obedecerá aos horários de
funcionamento disciplinados pela legislação pertinente.

CAPÍTULO IV
DA CONSTRUÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E DA INSTALAÇÃO DOS USOS

SEÇÃO I
DOS PARÂMETROS GERAIS

Art. 33. As condições de ocupação do solo são definidas segundo o uso a que se destina a
edificação e às características de cada zona e atividades nelas permitidas, ficando
condicionadas à observância dos seguintes índices urbanísticos:

Legislação – Volume II 71
I – em relação ao lote:
a) coeficiente de aproveitamento;
b) taxa de permeabilidade;
c) área mínima;
d) frente mínima
II- em relação à edificação:
a) taxa de ocupação máxima;
b) altura máxima;
c) afastamentos mínimos

SUBSEÇÃO I
DO COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO
Art. 34. O coeficiente de aproveitamento é a razão ente o somatório de toda a área
construída de uma edificação e a área do terreno ou gleba de lote a edificar, sendo

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
resultante da fórmula a seguir:
I - IA=ATC / AT (expresso em números ordinários), onde:
a) IA = índice de aproveitamento; ATC= área total construída e AT= área do terreno.
II - O coeficiente de aproveitamento pode ser:
a) básico – que resulta do potencial construtivo gratuito inerente aos lotes e glebas urbanos;
b) máximo - que não pode ser ultrapassado;
c) mínimo – abaixo do qual o imóvel poderá ser considerado subutilizado.
§1º Os coeficientes de aproveitamento de um lote de terreno urbano está definido na
descrição das zonas de uso e ocupação do solo no Capítulo I, Seção II desta Lei
Complementar.
§2º Os coeficientes de aproveitamento máximo estão definidos para cada Macrozona na

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


Lei do Plano Diretor de São Gonçalo.

SUBSEÇÃO II
DA TAXA DE PERMEABILIZAÇÃO
Art. 35. A taxa de permeabilização se constitui na reserva, em todos os lotes urbanos, de
áreas livres para cobertura vegetal sobre solo natural.
Parágrafo único: A taxa de permeabilização mínima em todos os lotes urbanos de São
Gonçalo é de 20% (vinte por cento), excetuando-se os casos previstos nesta Lei
Complementar.

SUBSEÇÃO III
DOS DEMAIS ÍNDICES URBANÍSTICOS
Art. 36. Os demais índices urbanísticos são definidos por uso e pelas características das zonas
urbanas, conforme art. 4º, Anexo III – Quadro de Índices Urbanísticos Específicos, desta Lei
Complementar.

SUBSEÇÃO IV
DA TAXA DE OCUPAÇÃO MÁXIMA
Art. 37. A taxa de ocupação máxima é o percentual previsto na legislação de uso e ocupação
do solo que determina a superfície do lote ocupada pela projeção horizontal da edificação
ao nível do solo; sendo resultante da fórmula a seguir:
I - TO = APO / AT x 100 = _____% (expresso em percentual), onde:

Legislação – Volume II 72
a) TO = taxa de ocupação; APO = área do terreno onde existe construção; AT = área do
terreno.
II - Não são computados para efeito de cálculo da taxa de ocupação:
a) área de construção no subsolo;
b) pergulados;
c) marquises e toldos;
d) beirais.
Art. 38. A taxa de ocupação máxima está definida por uso e pelas características das zonas
urbanas, conforme anexo III – Quadro de índices Urbanísticos.

SUBSEÇÃO V
AFASTAMENTOS MÍNIMOS
Art. 39. As edificações deverão obedecer aos afastamentos em relação divisas do terreno:
Frontal; Lateral e Fundos.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
§1º Os afastamentos frontal, lateral e de fundos são definidos pelas distâncias mínimas que
a edificação deve manter de todas as divisas do lote ou gleba de terreno urbano, sendo que
o afastamento frontal é medido a partir do alinhamento existente ou projetado dos lotes de
terreno na quadra em relação à via ou logradouro público.
§2º Nos casos de lotes ou glebas de terreno com mais de uma frente, existirão tantos
afastamentos frontais, quantas forem as frentes do lote para os logradouros, sendo os demais
afastamento considerados laterais.
Art. 40. Os afastamentos mínimos estão definidos por uso e pelas características das zonas
urbanas, Anexo III – Quadro de índices Urbanísticos, nos termos do art. 4º desta Lei.

SUBSEÇÃO VI
ALTURA MÁXIMA

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


Art. 41. A altura máxima das edificações está definida por uso e pelas características das
zonas urbanas, Anexo III – Quadro de índices Urbanísticos nos termos do art. 4º desta Lei
Complementar.
Art. 42. As condicionantes de ocupação e aproveitamento dos lotes serão estabelecidas
segundo a zona a que pertencem, o tipo de empreendimento e as atividades permitidas.
§1º A taxa de ocupação, o coeficiente de aproveitamento e os afastamentos serão
estabelecidos com base nas dimensões dos lotes.
§2º Fica o Poder Executivo Municipal obrigado a elaborar levantamento cadastral dos
imóveis urbanos de forma a permitir o conhecimento das dimensões dos lotes existentes e suas
ocupações.
§3º Os índices urbanísticos e a delimitação topográfica das zonas serão estabelecidos após
o levantamento topográfico cadastral, respeitando o disposto nesta Lei Complementar.

CAPÍTULO V
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES
Art. 43. O descumprimento do disposto nesta Lei Complementar sujeitará os infratores às
seguintes sanções:
I- advertência, com fixação de prazo para a regularização da situação, prorrogável a juízo
da Administração Municipal, mediante solicitação justificada do interessado, sob pena
de embargo das obras;
II - multa graduada proporcionalmente à natureza da infração e à área construída da
edificação, durante o período que exceder os prazos do inciso anterior ou durante a

Legislação – Volume II 73
prorrogação do prazo concedido de ofício, a critério do Poder Executivo, para a
regularização da situação;
III - embargo das obras ou demolição, nos casos de edificação iniciada ou executada sem o
necessário licenciamento, em desacordo com o projeto aprovado.
Parágrafo único. A aplicação das penalidades previstas neste artigo será regulamentada por
Decreto.
Art. 44. Todas as atividades realizadas nas Zonas Urbanas serão obrigatoriamente objeto de
licenciamento.
§1º A licença para exercício de atividade somente será expedida quando a edificação
onde ela deverá ser exercida estiver de acordo com a legislação em vigor.
§2º A licença para o exercício de atividade poderá ser requerida pelo interessado, isolada
ou conjuntamente com o projeto da edificação onde ela se realizará.
§3º A aprovação de projeto de edificação, submetido ao exame do órgão competente,
sem referência expressa às atividades correspondentes, não configura direito, prerrogativa ou
privilégio, com respeito ao exercício de qualquer atividade, em razão do disposto neste artigo.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
§4º Uma vez aprovada a atividade a ser realizada em determinada edificação, não será
admitida qualquer alteração de uso, salvo se a substituição de atividade houver sido
aprovada previamente pelo órgão competente.

TÍTULO III
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 45. As atividades já implantadas e não legalizadas, terão o prazo de 180 (cento e
oitenta) dias, a partir da publicação desta Lei, para providenciarem a regularização,
observados os parâmetros estabelecidos no Plano Diretor do Município de São Gonçalo, nesta
Lei Complementar e nas demais legislações específicas.
Art. 46. No caso de mudança de uso em edificações existentes, em que comprovadamente

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


ocorra dificuldade no atendimento à exigência do número mínimo de vagas de
estacionamento previsto nesta Lei Complementar, fica facultado ao órgão responsável pelo
Sistema de Planejamento e Controle Urbano e Territorial da Prefeitura Municipal, mediante
relevante interesse, elaborar proposta a ser submetida à apreciação do Conselho Municipal
de Desenvolvimento Urbano que autorizará a adequação do número de vagas.
Art. 47. As condições específicas para aprovação dos usos tolerados serão estabelecidas
pelo Poder Executivo no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a partir da publicação desta Lei.
Art. 48. Qualquer alteração no conteúdo desta Lei Complementar deverá ser submetida à
aprovação da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Saneamento, antes de ser
encaminhada à Câmara Municipal.
Art. 49. Os casos omissos nesta Lei Complementar serão estudados pelo órgão responsável
pelo Sistema de Planejamento e Controle Urbano e Territorial e submetidos à apreciação do
Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano.
Art. 50. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 51. Revogam-se as disposições em contrário.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO,


Maria Aparecida Panisset

Legislação – Volume II 74
Legislação – Volume II
ANTEPROJETO DE LEI DE PARCELAMENTO DO SOLO E CONDOMÍNIOS

75
Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.
ÍNDICE

TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES .............................................................................................. 77


CAPÍTULO I DA FINALIDADE ............................................................................................................................... 77
CAPÍTULO II DAS DEFINIÇÕES ............................................................................................................................. 77
TÍTULO II DAS MODALIDADES DE PARCELAMENTO DO SOLO.................................................................. 79
CAPÍTULO I DOS PARCELAMENTOS DE INTERESSE SOCIAL .......................................................................... 79
CAPÍTULO II DOS PARCELAMENTOS PARA FINS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO ........................... 80
CAPÍTULO III DOS PARCELAMENTOS PARA SÍTIOS DE RECREIO .................................................................... 80
TÍTULO III DOS PROJETOS PARA CONDOMÍNIOS URBANÍSTICOS ............................................................. 81
TÍTULO IV DOS REQUISITOS AMBIENTAIS E URBANÍSTICOS PARA PARCELAMENTO DO SOLO E
CONDOMÍNIOS URBANÍSTICOS ......................................................................................................................... 82
TÍTULO V DO LICENCIAMENTO PARA PARCELAMENTO DO SOLO OU CONDOMÍNIO URBANÍSTICO ... 84
TÍTULO VI DO PROCESSO DE PARCELAMENTO DO SOLO E DE CONDOMÍNIO URBANÍSTICO ................ 84
TÍTULO VII DAS GARANTIAS, DO REGISTRO E DAS OBRAS DE INFRA-ESTRUTURA...................................... 87
CAPÍTULO I DAS GARANTIAS E DO REGISTRO DO PARCELAMENTO OU DO CONDOMÍNIO ................... 87
CAPÍTULO II DA EXECUÇÃO E FISCALIZAÇÃO DAS OBRAS DE INFRA-ESTRUTURA...................................... 88
CAPÍTULO III DA FISCALIZAÇÃO ...................................................................................................................... 89

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
TÍTULO VII DAS RESPONSABILIDADES DOS EMPREENDEDORES E DO PODER PÚBLICO ............................. 89
TÍTULO VIII DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA ............................................................................................... 90
TÍTULO IX DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES ADMINISTRATIVAS ...................................................................... 92
TÍTULO X DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS ................................................................................ 95

ANEXOS..............................................................................................................................................96

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.

Legislação – Volume II 76
PROJETO DE LEI DE PARCELAMENTO DO SOLO E CONDOMÍNIOS URBANÍSTICOS DO MUNICÍPIO DE
SÃO GONÇALO

ESTABELECE NORMAS GERAIS PARA O PARCELAMENTO


DO SOLO URBANO E SOBRE CONDOMÍNIOS
URBANÍSTICOS NO MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO E DÁ
OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO I
DA FINALIDADE
Art. 1º Esta Lei estabelece as normas gerais para o parcelamento do solo urbano e aprovação

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
de projetos de condomínios urbanísticos no Município de São Gonçalo.
Art. 2º A aplicação desta Lei far-se-á em consonância com o estabelecido na Lei Federal nº
6.766, de 19 de dezembro de 1979, que dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano,
modificada pela Lei Federal nº 9.785, de 29 de janeiro de 1999; na Lei Federal nº 10.257, de 10
de julho de 2001 - Estatuto da Cidade, na Lei Federal nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, que
trata de condomínios em edificações, em especial seu art. 8ºe demais legislações federais,
considerados, ainda, os dispositivos pertinentes do Plano Diretor do Município de São Gonçalo.
Art. 3º As normas sobre uso e ocupação do solo urbano, bem como o estabelecimento dos
índices urbanísticos para parcelamentos do solo, serão os constantes do Plano Diretor do
Município de São Gonçalo, da Lei de Uso e Ocupação do Solo e das demais leis específicas.
Art. 4º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências
fundamentais de ordenação do território do Município de São Gonçalo, expressas no seu
Plano Diretor, assegurando o atendimento das necessidades dos cidadãos quanto à

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


qualidade de vida, à justiça social e ao desenvolvimento das atividades econômicas,
respeitadas as diretrizes previstas nesta Lei, no art. 2º do Estatuto da Cidade, na Lei Federal nº
6.766/79, na Lei de Uso e Ocupação do Solo e os seguintes requisitos:
I - compatibilidade do uso da propriedade com a infra-estrutura, equipamentos e serviços
públicos disponíveis;
II - compatibilidade do uso da propriedade com a preservação da qualidade do ambiente
urbano e natural;
III - distribuição de usos e intensidades de ocupação do solo de forma equilibrada em relação
à infra-estrutura disponível, aos transportes e ao meio ambiente, de modo a evitar ociosidade
e sobrecarga dos investimentos coletivos.

CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES
Art. 5° Para os efeitos desta Lei são adotadas as seguintes definições:
I – áreas de interesse social: são aquelas destinadas preponderantemente à habitações de
interesse social, nos termos constantes do Plano Diretor do Município de São Gonçalo e
destinadas ao atendimento de população de baixa renda, aí incluídas as Zonas Especiais de
Interesse Social - ZEIS;
II – concessão de direito real de uso: é a forma de outorga, pelo Poder Público, mediante
contrato, da utilização de determinado bem imóvel de sua propriedade, por particulares, e
que deverá ser objeto de registro no Ofício de Imóveis competente;

Legislação – Volume II 77
III – condomínio urbanístico: a divisão de imóvel em unidades autônomas destinadas à
edificação, às quais correspondem frações ideais das áreas de uso comum dos condôminos,
admitida a abertura de vias de domínio privado e vedada a de logradouros públicos
internamente ao seu perímetro.
IV - desmembramento: a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com
aproveitamento do sistema viário existente, desde que não implique na abertura de novas vias
e logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes;
V - empreendedor: o responsável, pessoa física ou jurídica, de natureza pública ou privada,
pela implantação de parcelamento do solo ou condomínio urbanístico, sendo considerados
empreendedores:
a) o proprietário do imóvel objeto do empreendimento;
b) a pessoa física ou jurídica contratada pelo proprietário do imóvel para executar o projeto
de parcelamento do solo ou condomínio urbanístico, em forma de parceria, sob regime de
obrigação solidária;
c) as cooperativas habitacionais, as associações de proprietários ou compradores, que

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
assumam a responsabilidade pela implantação do empreendimento e tenham título de
propriedade do imóvel ou executem o projeto de parcelamento do solo ou condomínio
urbanístico, em forma de parceria, sob regime de obrigação solidária;
VI – equipamentos comunitários: os equipamentos de educação, assistência social, cultura,
saúde, esporte, lazer, segurança, administração, serviços de utilidade pública e similares;
VII – equipamentos urbanos: os equipamentos de abastecimento de água potável, disposição
adequada de esgoto sanitário, energia elétrica, iluminação pública, drenagem de águas
pluviais, coleta e disposição de resíduos sólidos, rede telefônica, gás canalizado, rede de fibra
ótica e outras redes de comunicação;
VIII – loteamento: a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com abertura de
novas vias de circulação ou de logradouros públicos, ou com prolongamento, modificação ou
ampliação das vias ou logradouros públicos existentes;

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


IX – gleba: o imóvel que ainda não foi objeto de parcelamento do solo para fins urbanos;
X – infra-estrutura básica: aquela consistente dos equipamentos urbanos de escoamento das
águas pluviais, iluminação pública, esgotamento sanitário, abastecimento de água potável,
energia elétrica pública e domiciliar, coleta e disposição de resíduos sólidos e de vias de
circulação pavimentadas;
XI – infra-estrutura básica dos parcelamentos em áreas correspondentes às Zonas Especiais de
Interesse Social - ZEIS: aquela consistente dos equipamentos urbanos de escoamento de águas
pluviais, rede para abastecimento de água potável, soluções para esgotamento sanitário,
rede de energia elétrica domiciliar e vias de circulação, pavimentadas ou não;
XII – infra-estrutura complementar: é aquela que excede a infra-estrutura básica, tal como,
rede de telefonia, de fibra ótica e outras redes de comunicação, de gás canalizado, vias
metroviárias e outros elementos não contemplados na infra-estrutura obrigatória para a
aprovação de parcelamentos;
XIII – licença urbanística: ato administrativo pelo qual o Poder Público aprova os projetos
urbanísticos e de infra-estrutura do loteamento ou condomínio urbanístico, compreendendo,
inclusive, o cronograma físico-financeiro de execução das obras de infra-estrutura, caso ainda
não recebidas;
XIV – lote: unidade imobiliária destinada à edificação, resultante de loteamento ou
desmembramento;
XV – poder público: o órgão ou órgãos do Município de São Gonçalo e entidades de sua
administração indireta, incumbidos de promover as ações tendentes à emissão de diretrizes,
ao exame, aprovação e acompanhamento dos parcelamentos do solo e condomínios

Legislação – Volume II 78
urbanísticos, bem como, que sejam responsáveis pelas demais atividades estatais decorrentes
desta Lei;
XVI – projeto para condomínio urbanístico: o projeto a ser devidamente aprovado pelo
Município de São Gonçalo para determinada gleba ou lote, regido pelas diretrizes especiais
constantes desta Lei e integrado por unidades autônomas e áreas comuns condominiais;
XVII – remembramento: a união de dois ou mais lotes, para formar um único lote;
XVIII – reparcelamento: a subdivisão ou alteração de um parcelamento já aprovado,
mediante a criação de novos lotes, podendo haver abertura de vias;
XIX – unidade autônoma: a unidade privativa que compuser condomínio urbanístico,
conforme disposto nesta Lei Complementar.

TÍTULO II
DAS MODALIDADES DE PARCELAMENTO DO SOLO

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Art. 6º O parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante loteamento ou
desmembramento.
§ 1º Serão admitidas, ainda, as seguintes derivações do parcelamento: remembramento e
reparcelamento.
§ 2º O reparcelamento, quando se tratar de alteração de loteamento, será autorizado em
razão da ocorrência de licenciamento ambiental e urbanístico, obedecidas as exigências da
Lei nº 6.766/79 e na forma da regulamentação desta Lei.
Art. 7º A iniciativa para o reparcelamento de áreas pode ser pública ou privada.
§ 1º - A iniciativa é pública quando o Poder Público, verificando a existência de áreas vazias,
subtilizadas, ou deterioradas ou cujos usos ou traçados são inadequados, elaborar novo plano
de loteamento específico para a área.

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


§ 2º - A iniciativa pública pode ocorrer pelas seguintes formas:
a) pela desapropriação efetiva da área atingida pelo plano de reparcelamento;
b) mediante acordo firmado entre os proprietários e o órgão competente da Prefeitura;
§ 3º - A iniciativa é privada quando o proprietário do terreno se dirige ao Poder Público,
apresentando um projeto de sua iniciativa, solicitando que seja ele aprovado.
Art. 8º Em todo plano de reparcelamento de áreas, deverão ser observados, para os
logradouros públicos, as áreas mínimas exigidas pela Lei de Uso e Ocupação do Solo, não
podendo em nenhum caso ser inferior às já existentes ou aprovadas para a área a reparcelar.
Art. 9º Os parcelamentos do solo urbano podem, ainda, assumir as seguintes modalidades
específicas, e serão definidas conforme Capítulos I, II e III deste Título:
I – parcelamentos de interesse social;
II – parcelamentos para fins de desenvolvimento econômico;
III – parcelamentos para sítios de recreio.
Parágrafo único - Os projetos de parcelamentos referentes às modalidades citadas neste artigo
estão sujeitos ao licenciamento, na forma definida nesta Lei.
CAPÍTULO I
DOS PARCELAMENTOS DE INTERESSE SOCIAL
Art. 10. Consideram-se parcelamentos de interesse social, para os efeitos desta Lei, aqueles
implantados em Áreas de Interesse Social, aí incluídas as Zonas Especiais de Interesse Social,
criadas por lei, para atendimento à população de baixa renda.

Legislação – Volume II 79
Parágrafo único. Os parcelamentos de interesse social poderão ser empreendidos pelo Poder
Público ou por particulares.
Art. 11. As Áreas de Interesse Social terão normas diferenciadas de ocupação e uso do solo.
§ 1º A manutenção e complementação da infra-estrutura básica nos parcelamentos
habitacionais em Áreas de Interesse Social cabem ao Poder Público.
§ 2º A infra-estrutura básica dos parcelamentos de interesse social obedecerá ao constante no
art. 5°, inciso XI, desta Lei.
Art. 12. São regulados de forma específica:
I - os loteamentos e conjuntos habitacionais de interesse social;
II - o parcelamento e o uso do solo em Zonas Especiais de Interesse Social, para fins de
implantação de lotes urbanizados ou recuperação de áreas de sub-habitações;
III - os padrões urbanísticos e construtivos mínimos e as condições sanitárias dos loteamentos,
habitações e outras construções, em áreas de interesse social;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
IV - os procedimentos administrativos necessários à recuperação e regularização das áreas de
sub-habitações.
Art.13. A Prefeitura Municipal poderá exigir, a seu critério, quando da realização de
intervenções nas áreas de sub-habitações, ou quando da aprovação dos loteamentos em
Zonas Especiais de Interesse Social, a reserva de terrenos para implantação de equipamentos
comunitários, ou de áreas livres, para uso público.
Art. 14. As vias de circulação deverão articular-se com os planos viários adjacentes, existentes
ou aprovados, harmonizar-se com a topografia local e obedecer as normas específicas.

CAPÍTULO II

DOS PARCELAMENTOS PARA FINS DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


Art. 15. Consideram-se parcelamentos para fins de desenvolvimento econômico aqueles com
o objetivo de promover o desenvolvimento econômico integrado e sustentável do Município
de São Gonçalo, mediante a implantação, expansão, modernização e reativação de
empreendimentos produtivos dos setores econômicos, a serem instalados nestes
parcelamentos e que atendam aos critérios estabelecidos nesta Lei e em seu regulamento.
Parágrafo único. Os parcelamentos para fins de desenvolvimento econômico poderão ser
empreendidos pelo Poder Público ou por particulares.
Art. 16. Os índices para equipamentos urbanos e comunitários, sistema viário e áreas livres de
uso público serão diferenciados para os parcelamentos para fins de desenvolvimento
econômico, a serem definidos em legislação específica.

CAPÍTULO III

DOS PARCELAMENTOS PARA SÍTIOS DE RECREIO


Art. 17. Esta modalidade de parcelamento poderá ser admitida para fins de lazer e recreação,
obedecido o fracionamento mínimo das parcelas estabelecido no Plano Diretor ou na Lei de
Uso e Ocupação do solo.
Parágrafo único. Os parcelamentos para sítios de recreio poderão ser empreendidos pelo
Poder Público ou por particulares.
Art. 18. A transformação do uso rural para o destinado a atividades de lazer, deverá ser objeto
de prévia audiência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA e da

Legislação – Volume II 80
aprovação do Poder Público do Município de São Gonçalo, nos termos do que determina o
art. 53 da Lei Federal nº 6.766/79.
Art. 19. Nos locais destinados a sítios de recreio poderão ser exercidas atividades de hotelaria,
clubes, serviços de alimentação e outras correlatas ao uso principal.
TÍTULO III
DOS PROJETOS PARA CONDOMÍNIOS URBANÍSTICOS
Art. 20. Consideram-se, para os efeitos desta Lei, projetos para condomínios urbanísticos,
aqueles desenvolvidos dentro de uma gleba ou lote, que abriguem unidades autônomas e
áreas de uso comum dos condôminos, aprovados pelo Poder Público, obedecidas as diretrizes
especiais de urbanização constantes desta Lei.
Art. 21. Quando o projeto para condomínio urbanístico for previsto em gleba, o projeto de
parcelamento, para constituição do lote onde será implantado, poderá tramitar
concomitantemente com o projeto do condomínio urbanístico.
§ 1º Os projetos de parcelamento que abrigarem projetos de condomínio urbanístico deverão

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
observar o seguinte:
I – a garantia a ser oferecida para execução das obras e dos serviços de infra-estrutura urbana
do parcelamento deverá considerar os serviços a serem executados dentro do lote;
II – o licenciamento ambiental deverá considerar a população prevista para o condomínio.
§ 2º O percentual de áreas de que trata o inciso I do art. 4º da Lei Federal nº 6.766/79 será
definido pelo Poder Executivo, em função das características do projeto urbanístico, da
existência de equipamentos comunitários e urbanos no entorno do projeto, bem como do
sistema viário existente e a ser implantado no interior do lote.
Art. 22. Todos os projetos para condomínios urbanísticos deverão respeitar os índices
urbanísticos fixados para a área, que devem incluir:
I – a densidade bruta;

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


II - as áreas mínimas das unidades autônomas;
III - os percentuais mínimos de áreas destinadas ao uso comum dos condôminos.
Art. 23. Nos condomínios urbanísticos fica sob ônus do empreendedor a adoção das seguintes
providências no interior da gleba:
I – demarcação das unidades autônomas e áreas de uso comum dos condôminos;
II – implantação:
a) do sistema viário pavimentado;
b) da infra-estrutura básica, constituída pelos equipamentos urbanos de escoamento das
águas pluviais, iluminação das áreas condominiais, redes de esgoto sanitário e abastecimento
de água potável, e de energia elétrica.
Parágrafo único. Quando existente a rede pública, o Poder Público ou os seus concessionários
disponibilizarão os pontos de conexão necessários para a implantação dos equipamentos
urbanos pelo empreendedor.
Art. 24. Nos condomínios urbanísticos ficam sob a responsabilidade do condomínio:
I – a manutenção das redes de infra-estrutura instaladas nas áreas do projeto;
II – a manutenção e limpeza das vias e outras áreas de uso comum dos condôminos.
III – o custo com a energia elétrica consumida nas áreas do projeto, sejam nas unidades
autônomas, bem como nas áreas de uso comum dos condôminos.

Legislação – Volume II 81
IV – o custo com os serviços de água potável, esgotos e drenagem de águas pluviais;
V – a coleta de resíduos sólidos e guarda em compartimento fechado ou o tratamento e
deposição dos mesmos, conforme indicado pelo Poder Público.
§ 1º Para garantia do estabelecido neste artigo e conhecimento de futuros adquirentes de
unidades autônomas, a Convenção de Condomínio, que será registrada no Ofício de Registro
de Imóveis competente, deverá conter as obrigações de que trata este artigo.
§ 2º Caso a concessionária de serviços públicos concorde poderá ser feita a leitura
individualizada do consumo das unidades autônomas, ficando seus proprietários responsáveis
pelo respectivo pagamento.
Art. 25. O projeto deverá ser apresentado acompanhado, pelo menos, da seguinte
documentação:
I – certidão atualizada da matrícula da gleba ou lote, expedida pelo Ofício de Registro de
Imóveis competente;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
II – certidão negativa de tributos do Município de São Gonçalo, relativa à gleba ou lote;
III – declaração do órgão municipal competente de que a terra não foi objeto de
desapropriação, quando não empreendido pelo Poder Público;
IV – instrumento de garantia de execução das obras de infra-estrutura básica a cargo do
empreendedor.
Art. 26. Ficam estabelecidas as seguintes diretrizes especiais para os condomínios urbanísticos:
I - permissão de cercamento dos limites externos do empreendimento, de acordo com a
regulamentação a ser expedida;
II – permissão de colocação de guarita na via principal de entrada do empreendimento, para
controle do acesso, desde que não haja qualquer impedimento à entrada de policiamento,
fiscalização e servidores de concessionárias de serviços públicos, devidamente identificados.

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


Art. 27. As demais exigências, bem como o conteúdo dos projetos dos condomínios
urbanísticos serão definidos na regulamentação desta Lei.
Art. 28. Nos projetos dos condomínios urbanísticos, as áreas a serem destinadas a
equipamentos comunitários, sistema viário e espaços livres de uso público, definidas pelo
Poder Público de acordo com os índices urbanísticos, ficarão localizadas em área externa ao
perímetro do condomínio urbanístico e deverão ser transferidas ao Município de São Gonçalo
por meio de escritura pública de doação, registrada no Ofício de Registro de Imóveis e sem
quaisquer ônus para o mesmo.
Parágrafo único. A critério do Poder Público, as áreas referidas no caput deste artigo poderão
ser localizadas em terras contíguas ao perímetro do condomínio urbanístico ou em outras áreas
do Município de São Gonçalo, onde sejam necessários tais equipamentos.
Art. 29. Aplicam-se aos condomínios urbanísticos, no que couber, as disposições desta Lei
referentes à aprovação dos projetos de parcelamento.
TÍTULO IV
DOS REQUISITOS AMBIENTAIS E URBANÍSTICOS PARA PARCELAMENTO DO SOLO E CONDOMÍNIOS
URBANÍSTICOS

Art. 30. Somente será admitido o parcelamento do solo para fins urbanos e implantação de
condomínios urbanísticos, em zonas urbanas, assim definidas pelo Plano Diretor do Município
de São Gonçalo ou pela Lei de Uso e Ocupação do Solo.
Art. 31. Não serão objeto de aprovação os parcelamentos do solo urbano ou condomínios
urbanísticos inseridos em locais:

Legislação – Volume II 82
I – alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências para assegurar o
escoamento das águas, conforme aprovação da Prefeitura;
II – que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que sejam
previamente saneados;
III – cujo terreno tenha declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento), salvo se o
empreendedor apresentar solução técnica para a implantação das edificações que garanta
a segurança contra deslizamentos de terra e erosão;
IV – onde as condições geológicas comprovadamente não aconselhem a edificação;
V – onde a poluição ambiental impeça condições sanitárias adequadas, sem que sejam
previamente saneadas;
VI – que integrem categoria de Unidade de Conservação da Natureza que, nos termos da Lei
Federal nº 9.985, de 18 de julho de 2000, não admita utilização para fins urbanos;
VII - onde houver proibição para esses tipos de empreendimentos em virtude do Plano Diretor
do Município de São Gonçalo ou de Lei de Uso e Ocupação do Solo;

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
VII – onde houver proibição para esses tipos de empreendimentos em virtude de leis de
proteção do meio ambiente, ou do patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico,
arqueológico ou espeleológico;
VIII – onde for técnica ou economicamente inviável a implantação de infra-estrutura básica,
serviços públicos de transporte coletivo ou equipamentos comunitários;
§ 1º A autoridade licenciadora deverá especificar os estudos técnicos, a serem apresentados
pelo empreendedor, necessários à comprovação da observância dos condicionantes
derivados deste artigo.
§ 2º Na análise de projetos para parcelamento do solo ou condomínios urbanísticos, o Poder
Público poderá exigir a realização de estudos que tratem da avaliação de impactos de
vizinhança.
Art. 32. Os projetos de parcelamentos ou de condomínios urbanísticos deverão atender aos

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


seguintes requisitos urbanísticos:
I – os lotes terão a dimensão mínima estabelecida na Lei de Uso e Ocupação do Solo, que
definirá os usos permitidos e os índices urbanísticos de parcelamento e ocupação do solo,
sendo que os lotes com finalidade habitacional não poderão ser inferiores a 125m² (cento e
vinte e cinco metros quadrados) e frente mínima de 5m (cinco metros), com exceção dos
parcelamentos em Áreas de Interesse Social, que poderão ter dimensões diferenciadas;
II – as áreas destinadas a sistemas de circulação, à implantação de equipamento urbano e
comunitário, bem como a espaços livres de uso público ou condominial serão proporcionais à
densidade de ocupação estabelecida pelo Poder Público, devendo ser reservada uma área
de lazer não inferior a 5% (cinco por cento);
III – poderá ser exigida, pelo Poder Público, complementarmente ao contido no inciso II, a
reserva de faixa de terra, destinada a outros equipamentos urbanos;
IV – ao longo das faixas de domínio público das rodovias, metrovias e dutos, será obrigatória a
reserva de uma faixa não edificável de 15m (quinze metros) de cada lado, salvo maiores
exigências da legislação;
V – será obedecido o afastamento previsto na legislação ambiental para as Áreas de
Preservação Permanente de que trata a Lei Federal n° 4.771, de 15 de setembro de 1965 -
Código Florestal;
VI – o sistema viário deve articular-se com as vias adjacentes oficiais, existentes ou projetadas,
e harmonizar-se com a topografia local.
Art. 33. Os espaços livres de uso comum, as vias e praças, as áreas destinadas a edifícios
públicos e outros equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo dos

Legislação – Volume II 83
loteamentos, não poderão ter sua destinação alterada pelo empreendedor, desde a
aprovação do empreendimento, salvo as hipóteses de caducidade da licença ou desistência
do empreendedor.
TÍTULO V
DO LICENCIAMENTO PARA PARCELAMENTO DO SOLO OU CONDOMÍNIO URBANÍSTICO

Art. 34. A implantação de parcelamento do solo ou condomínio urbanístico no território do


Município de São Gonçalo dependerá de prévia emissão de licenciamento ambiental e
urbanístico, na forma e condições referidas nesta Lei, sem prejuízo do constante nas leis de
hierarquia superior.
Art. 35. Para fins de licenciamento ambiental, os projetos de parcelamento do solo ou
condomínio urbanístico no Município de São Gonçalo terão sua aprovação condicionada à
apresentação de estudo de impacto ambiental e respectivo relatório ou outro instrumento
para avaliação de impacto ambiental, conforme exigido pelo órgão ambiental do Município.
Parágrafo único. Na hipótese do empreendimento localizar-se em Áreas de Interesse Especial

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
do Estado do Rio de Janeiro, nos termos definidos pela Lei Estadual nº 1.130, de 12 de fevereiro
de 1887 e sua regulamentação, ou em áreas limítrofes com outros Municípios, ou ainda
abrangendo imóveis com área superior a 1.000.000m² (hum milhão de metros quadrados), o
licenciamento ambiental está sujeito ao exame e anuência prévia do Estado.
Art. 36. O Estudo de Impacto Ambiental - EIA e respectivo Relatório de Impacto Ambiental -
RIMA ou outro instrumento de avaliação de impacto ambiental poderão ser solicitados pelo
Poder Público, para área maior do que a circunscrita pelo perímetro do projeto.
§ 1º Na hipótese de empreendimentos próximos ou contíguos, poderá ser realizado pelos
respectivos empreendedores um único estudo ambiental, obedecidas as exigências do Termo
de Referência.
§ 2º Dependerão da elaboração de Estudos de Impacto Ambiental e do respectivo Relatório
de Impacto Ambiental – RIMA, a serem submetidos à aprovação do órgão estadual

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


competente, os licenciamentos para loteamentos ou condomínios urbanísticos a serem
implantados em áreas acima de 50 (cinqüenta) hectares, ou menores quando confrontantes
com unidades de conservação da natureza ou em áreas de interesse especial ou ambiental,
conforme definidas pela legislação em vigor.
Art. 37. Considera-se aprovado o projeto de parcelamento ou condomínio urbanístico que
possua Licenças Ambientais Prévias e de Instalação e Licença Urbanística expedidas pelo
Poder Público, na forma do disposto nesta Lei e em sua regulamentação.
Parágrafo Único. O projeto de parcelamento ou do condomínio urbanístico poderá ser
aprovado por etapas de implantação, desde que os índices mínimos estejam atendidos em
cada etapa.
TÍTULO VI
DO PROCESSO DE PARCELAMENTO DO SOLO E DE CONDOMÍNIO URBANÍSTICO

Art. 38. O processo de parcelamento do solo e de condomínio urbanístico no Município de São


Gonçalo obedecerá à tramitação e prazos a seguir estabelecidos:
I – requerimento para licenciamento urbanístico e ambiental do parcelamento ou do
condomínio urbanístico, a ser protocolizado pelo empreendedor junto à Prefeitura Municipal;
II – apresentação, pelo Poder Público, no prazo de 15 (quinze) dias, contados do protocolo do
requerimento, das diretrizes para a elaboração do plano de ocupação e para as concepções
dos sistemas de infra-estrutura ou do documento de indeferimento da solicitação;

Legislação – Volume II 84
III – análise, pelo Poder Público, no prazo de 30 (trinta) dias, contados do protocolo de entrega
da documentação exigida, do plano de ocupação e das concepções dos sistemas de infra-
estrutura apresentados pelo empreendedor;
IV – apresentação, pelo Poder Público, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data de
aprovação do plano de ocupação e das concepções dos sistemas de infra-estrutura do
parcelamento ou do condomínio urbanístico, dos termos de referência para elaboração dos
estudos urbanísticos e ambientais;
V – apresentação, pelo empreendedor, dos estudos ambientais e urbanísticos exigidos, no
prazo a ser estabelecido pelo Poder Público;
VI – realização da audiência pública, no caso de EIA/RIMA, para avaliação dos estudos
exigidos, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação de sua convocação pelo Poder
Público;
VII – emissão do parecer técnico pelo Poder Público sobre os estudos ambientais e urbanísticos
realizados, no prazo de 30 (trinta) dias contados da data de entrega dos estudos;
VIII – apreciação conjunta do parecer técnico pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Conselho de Desenvolvimento Urbano - CDU, no
prazo de 15 (quinze) dias, a partir do recebimento do processo;
IX – concessão, pelo Poder Público, da Licença Prévia - LP, ou emissão de documento que
justifique o seu indeferimento, no prazo de 10 (dez) dias, após a emissão do parecer técnico
pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e
Conselho de Desenvolvimento Urbano - CDU;
X – após a emissão da LP o empreendedor terá um prazo de 180 (cento e oitenta) dias para
apresentação do projeto de urbanismo e infra-estrutura e para apresentação do cronograma
físico-financeiro para a execução das obras de infra-estrutura, sob pena de caducidade da LP;
XI – análise, pelo Poder Público, dos projetos de urbanismo e de infra-estrutura e do
cronograma físico-financeiro para execução das obras de infra-estrutura, no prazo de 30
(trinta) dias, contados do protocolo de sua entrega pelo empreendedor;

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


XII – apresentação, pelo empreendedor, ao Poder Público, do instrumento de garantia
referente às obras de infra-estrutura, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da aprovação do
cronograma físico-financeiro referente à execução das obras de infra-estrutura.
XIII – requerimento da Licença de Instalação – LI, pelo empreendedor, no prazo a ser
estabelecido pelo órgão ambiental competente, nos termos do artigo 14 da Resolução
CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997;
XIV – análise, pelo Poder Público, do instrumento de garantia referente às obras de infra-
estrutura, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data de entrega pelo empreendedor dos
referidos instrumentos;
XV – emissão, pelo Poder Público, da Licença de Instalação – LI, no prazo a ser estabelecido
pelo órgão ambiental competente, nos termos do artigo 14 da Resolução CONAMA nº 237, de
19 de dezembro de 1997;
XVI – emissão, pelo Poder Público, da Licença Urbanística – LU, no prazo de 10 (dez) dias da
data de emissão da LI;
XVII - aprovação do parcelamento ou do condomínio urbanístico por Decreto do Prefeito;
XVIII – registro, pelo empreendedor, em até 180 (cento e oitenta) dias, contados da data de
publicação do Decreto de que trata o inciso anterior, do projeto de parcelamento aprovado,
sendo que no caso de condomínio urbanístico, o empreendedor deverá providenciar, no
mesmo prazo, a anotação da aprovação do condomínio, no Ofício de Imóveis, junto ao
registro da Convenção de Condomínio;

Legislação – Volume II 85
XIX – comunicação, pelo empreendedor, à Prefeitura Municipal, do registro do parcelamento
e da anotação junto à Convenção de Condomínio, para recebimento de termo de
autorização para a realização das obras de infra-estrutura;
XX – execução, pelo empreendedor, da infra-estrutura, de acordo com o prazo estabelecido
no cronograma físico-financeiro aprovado pelo Poder Público;
XXI – emissão, pelo Poder Público, do Termo de Vistoria e Conclusão das Obras de Infra-
Estrutura, no prazo de 15 (quinze) dias após a entrega da notificação da conclusão das obras
pelo interessado;
XXII – requerimento da Licença de Operação – LO, pelo empreendedor, no prazo a ser
estabelecido pelo órgão ambiental competente, nos termos do artigo 14 da Resolução
CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997;
XXIII – concessão, pelo Poder Público, da Licença de Operação - LO, ou emissão de
documento que justifique o seu indeferimento, no prazo a ser estabelecido pelo órgão
ambiental competente, nos termos do artigo 14 da Resolução CONAMA nº 237, de 19 de
dezembro de 1997.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
§ 1º A documentação a ser apresentada, pelo empreendedor, juntamente com o plano de
ocupação e as concepções dos sistemas de infra-estrutura serão discriminadas na
regulamentação desta Lei.
§ 2° Todas as eventuais exigências oriundas da análise de cada etapa de entrega da
documentação e dos estudos exigidos deverão ser comunicadas pelo Poder Público, de uma
única vez ao empreendedor, dentro do prazo previsto para a aprovação.
§ 3º Na hipótese de necessidade de complementação da documentação apresentada, o
Poder Público deverá se pronunciar dentro dos primeiros 15 (quinze) dias de prazo.
§ 4° A notificação de exigências pelo Poder Público interrompe o prazo previsto para
aprovação, que recomeça a fluir depois do respectivo cumprimento pelo empreendedor.
§ 5º Quando o licenciamento ambiental for de competência estadual, o Poder Público
adotará as gestões cabíveis para a sua obtenção, incidindo sobre tais licenciamentos os

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


prazos estabelecidos por normas federais.
§ 6º Decorridos 90 (noventa) dias para que o empreendedor apresente a documentação
exigida que seja de sua responsabilidade, sem sua manifestação expressa por escrito, o Poder
Público determinará o arquivamento do processo.
Art. 39 – O interessado em lotear um terreno deve, inicialmente, requerer a Prefeitura Municipal,
licença para esse fim, caracterizando qual a função do loteamento e juntando prova de
domínio e planta de propriedade, em escala de 1.500, que inclua, além dos dados de
medição as confrontações, a localização das vias públicas limítrofes e a topografia do terreno,
com curvas de nível de metro em metro.
Art. 40 – A Prefeitura Municipal no caso de julgar conveniente e oportuno o loteamento
pretendido, indicará a orientação que deverá obedecer ao respectivo plano estabelecido:
a) Tipo e trançado das ruas e vias públicas a serem projetadas, as quais deverão sempre
coordenar-se com as existentes, ou que estejam ou devam ser projetadas para o setor;
b) As obras que, desde logo, se considerem necessárias a tornar o terreno adequado, a
edificação, tais como a de saneamento do solo e proteção contra inundação; erosão e
desmoronamento de terras, água, luz, pavimentação, meios-fios, pontes, pontilhões, bueiros,
galerias de águas pluviais potáveis e de esgotos sanitários, muralhas, escadas escoramentos
de taludes, correção de cursos d’água e valas, posteação, assentamento de marcos e outras
julgadas necessárias;
c) As áreas a serem reservadas para uso e utilidade pública;
d) As dimensões mínimas dos lotes;

Legislação – Volume II 86
e) Percentagem da área total do terreno destinada a ruas, praças e demais logradouros
públicos, a qual será sempre cedida gratuitamente ao município;
f) Outras exigências decorrentes do interesse público.
Art. 41 – Obtida a aprovação preliminar do plano o loteador apresentará, em requerimento a
parte, o projeto de arruamento, na escala de 1:250, em quatro vias, com traçado das ruas,
acompanhando do que se segue:
a) Projeto completo da rede de distribuição de água devidamente aprovado pelo serviço
competente;
b) Projeto completo da rede pluvial com a diametragem, canalização, materiais empregados
e demais pormenores;
c) Projeto de rede de iluminação pública aprovado pelo órgão competente;
d) Projeto das obras de arte.
Art. 42 – A execução de obras de urbanização poderá ser feita a critério da Prefeitura
Municipal, parceladamente, de acordo com a programação previamente aceita.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
Art. 43 – Na aprovação do projeto de arruamento será fixado o prazo máximo de 36 meses
para a execução de todas as obras, somente prorrogável, a critério do Prefeito, mediante
requerimento fundamentado do interessado, por tempo não superior a 24 meses, contados a
partir do dia imediatamente seguinte ao do término do inicialmente concedido.
Parágrafo único – O loteador que não concluir as obrigações no seu loteamento, no prazo
inicialmente concedido ou na prorrogação que requerer e obtiver terá caducada a
aprovação preliminar do prazo de loteamento.

TÍTULO VII
DAS GARANTIAS, DO REGISTRO E DAS OBRAS DE INFRA-ESTRUTURA

CAPÍTULO I

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


DAS GARANTIAS E DO REGISTRO DO PARCELAMENTO OU DO CONDOMÍNIO
Art. 44. Para fins de garantia de execução das obras e dos serviços de infra-estrutura urbana,
exigidos para parcelamento do solo ou condomínio, o empreendedor apresentará garantia,
mediante instrumento público, que será averbada no competente Registro de Imóveis, nos
termos do disposto na regulamentação desta Lei.
§ 1º A garantia poderá ser apresentada mediante fiança bancária, seguro garantia ou
depósito de valor monetário, em conta corrente indicada pelo Poder Público.
§ 2º O valor dá garantia obrigatoriamente deverá cobrir o custo total da infra-estrutura a ser
implantada.
§ 3º Poderão ser oferecidos como caução lotes do parcelamento ou outros imóveis no
Município de São Gonçalo, não sendo aceitas como caução, as áreas a que se referem os
incisos de I a VIII do artigo 29 desta Lei.
§ 4º Na hipótese de empreendimentos promovidos pelo Poder Público este ficará dispensado
da apresentação das garantias referidas neste Capítulo, devendo apresentar, porém, Termos
de Compromisso de Execução das Obras de Infra-Estrutura, subscritos, individualmente, pelo
empreendedor e pelas concessionárias de serviço público responsáveis pela execução das
obras, que ficarão averbados no Ofício de Imóveis.
Art. 45. A liberação da garantia estabelecida poderá ocorrer total ou parcialmente, desde
que todos os serviços de cada etapa prevista no cronograma físico-financeiro aprovado sejam
concluídos e recebidos pelo Poder Público.

Legislação – Volume II 87
Parágrafo único. Para a liberação parcial da garantia, a caução deverá ser estabelecida
separadamente para cada etapa e prevista no cronograma físico-financeiro.
Art. 46. Após o registro do parcelamento, o oficial de registro deverá comunicar, por certidão,
ao Município de São Gonçalo, conforme § 5º do art. 19 da Lei nº 6.766, de 19 de dezembro de
1979.
§ 1º O proprietário também poderá comunicar à Prefeitura o registro do parcelamento.
§ 2º O empreendedor somente poderá vender ou prometer vender lote em parcelamento
após o seu efetivo registro, conforme disposto neste artigo.
§ 3º Após o registro do parcelamento, o adquirente do lote poderá requerer a licença para
construção, ficando, porém, o respectivo “habite-se” condicionado à expedição do Termo de
Recebimento de Obras de Infra-Estrutura.
Art. 47. Desde a data de registro do parcelamento, passam a integrar o domínio do Município
de São Gonçalo as vias e praças, os espaços livres e as áreas destinadas a edifícios públicos e
outros equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo.

Capítulo: Estabelece Normas Gerais para o Parcelamento do Solo Urbano e sobre Condomínios
CAPÍTULO II

DA EXECUÇÃO E FISCALIZAÇÃO DAS OBRAS DE INFRA-ESTRUTURA


Art. 48. As obras de infra-estrutura deverão ser executadas nos prazos constantes do
cronograma físico-financeiro, integrante da Licença Urbanística, após o registro cartorial do
parcelamento, mediante termo de autorização a ser expedido pelo órgão competente.
§ 1º O prazo máximo para execução das obras de infra-estrutura é de quatro anos.
§ 2º Decorrido o prazo previsto no cronograma físico-financeiro sem que tenha ocorrido a
execução, no todo ou em parte, das obras de infra-estrutura de responsabilidade do
empreendedor, ficará ele:

Urbanísticos no Município de São Gonçalo e dá outras providências.


I – sujeito às penalidades e multas estabelecidas neste diploma legal;
II – impedido de obter a aprovação de diretrizes para novos empreendimentos imobiliários que
venham a ser requeridos, por si ou por meio de empresas das quais faça parte.
§ 3º Havendo a ocorrência de fatores que obriguem o empreendedor a promover a
paralisação das obras, sem que esse tenha concorrido direta ou indiretamente para o fato, o
Poder Público poderá prorrogar o prazo estabelecido, mediante solicitação formal do
empreendedor, estabelecendo na regulamentação desta Lei os fatos que podem ensejá-la e
as condições para a prorrogação.
Art. 49. Após o término das obras de infra-estrutura do empreendimento, o Poder Público
deverá vistoriá-las e, se for o caso, recebê-las, mediante a expedição de Termo de Vistoria e
Recebimento de Obras, emitido no prazo máximo de 30 (trinta) dias da data da comunicação
oficial pelo responsável.
Art. 50. O Poder Público fará intervenção no empreendimento, sempre que constatar
paralisação das obras por prazo igual ou superior a 60 (sessenta) dias corridos, sem
comunicação formal do empreendedor.
§ 1º A título de aplicação do disposto no caput deste artigo, o Poder Público notificará o
empreendedor, dando-lhe o prazo máximo de 30 (trinta) dias para retomar as obras, sob pena
de intervenção do próprio Poder Público.
§ 2º Verificada a paralisação, conforme os termos do caput deste artigo cumpre ao Poder
Público atestar, por laudo técnico, a inércia do empreendedor, providenciando para que
sejam adotados os encaminhamentos legais visando à intervenção.

Legislação – Volume II 88
Art. 51. Decorridos os 30 (trinta) dias estabelecidos no § 1º do artigo anterior, sem que tenha
sido constatada a retomada plena da execução do empreendimento, o Poder Público dará
continuidade às obras faltantes e executará, na forma da lei, as garantias obtidas na
constituição da caução, não isentando o empreendedor de responder por gastos a maior
realizados.

CAPÍTULO III

DA FISCALIZAÇÃO
Art. 52. Quando da execução das obras e serviços da infra-estrutura urbana o
empreendimento será submetido à fiscalização dos órgãos competentes.
§ 1º Deverá ser comunicada, por escrito, ao Poder Público, a data de início de qualquer
serviço ou obra de infra-estrutura.
§ 2º A execução das obras em desacordo com o projeto aprovado acarretará o embargo do
empreendimento, que poderá ser levantado somente após a sua adequação ou demolição e
remoção de tudo que tiver sido executado irregularmente.
§ 3º O descumprimento das exigências contidas no termo de embargo, no prazo prescrito,
implicará a aplicação de multa e demais sanções previstas nesta Lei.

TÍTULO VII
DAS RESPONSABILIDADES DOS EMPREENDEDORES E DO PODER PÚBLICO

Art. 53. Cabe ao empreendedor dos parcelamentos:


I – a demarcação:
a) nos loteamentos: dos lotes, quadras, conjuntos e áreas destinadas ao uso público.
b) nos desmembramentos: dos lotes, e se houver, das áreas destinadas a equipamentos
comunitários.
II – a implantação:
a) do sistema viário, áreas verdes e praças;
b) da infra-estrutura exigida na forma desta Lei;
III – a manutenção das áreas destinadas ao uso público e dos equipamentos urbanos.
Art. 54. O Poder Público ou seus concessionários ou permissionários são responsáveis, a partir da
expedição do Termo de Vistoria e Recebimento das Obras de Infra-estrutura, pela operação e
manutenção:
a) da infra-estrutura básica e complementar, nos loteamentos e desmembramentos;
b) das áreas destinadas a uso público e equipamentos urbanos nos loteamentos.
Parágrafo único. A implantação, operação e manutenção dos equipamentos públicos
urbanos e comunitários a cargo do Poder Público devem respeitar as orientações específicas
das licenças urbanística e ambiental, bem como as diretrizes das respectivas políticas setoriais.
Art. 55. Na hipótese de condomínios urbanísticos os equipamentos condominiais de infra-
estrutura permanecem sob a responsabilidade do empreendedor até o registro da convenção
de condomínio aprovada, no Ofício de Registro de Imóveis, quando passam à
responsabilidade do condomínio.
Capítulo: TÍTULO VII

Legislação – Volume II 89
TÍTULO VIII
DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

Art. 56. O Poder Executivo poderá regularizar loteamento ou desmembramento, ou


condomínio urbanístico, não autorizado ou executado sem observância das determinações
do ato administrativo de licença, para evitar lesão aos seus padrões de desenvolvimento
urbano e na defesa dos direitos dos adquirentes de lotes ou unidades autônomas, adotando
as providências pertinentes quanto à responsabilização dos infratores e aplicação de sanções
administrativas e penais cabíveis.
Art. 57. São metas, princípios, critérios e ações para a regularização fundiária:
I - assegurar nível adequado de habitabilidade e melhoria das condições de sustentabilidade
urbanística, social, ambiental e de salubridade ambiental da área ocupada;
II - realizar a regularização fundiária em etapas, de acordo com as peculiaridades dos
empreendimentos, viabilizando soluções concomitantes, seqüenciais ou alternadas para
questões urbanísticas, ambientais, fundiárias e cartorárias;
III - viabilizar diferentes formas de parceria entre o Poder Público e os interessados,
favorecendo a maior integração dos órgãos do Município de São Gonçalo e tornando mais
ágil e eficaz o processo de regularização fundiária;
IV - priorizar a regularização fundiária de assentamentos informais de baixa renda
consolidados;
V - adotar medidas de compensação por eventuais danos ambientais e prejuízos à ordem
urbanística, diante da irreversibilidade das ocupações e constatada a possibilidade de sua
permanência;

Capítulo: DAS RESPONSABILIDADES DOS EMPREENDEDORES E DO PODER PÚBLICO


VI - promover a intervenção do Poder Público no processo de regularização fundiária sempre
que os responsáveis não atendam às exigências e restrições estabelecidas;
VII - adotar medidas de fiscalização, prevenção, combate e repressão à implantação de
novos parcelamentos irregulares do solo;
VIII - viabilizar a regularização fundiária dos assentamentos informais consolidados na forma de
loteamento fechado ou condomínios urbanísticos;
IX - promover articulação do processo de regularização dos assentamentos informais com a
política habitacional;
X - aprimorar os instrumentos e medidas jurídicas, urbanísticas e ambientais voltados à
regularização de assentamentos informais, visando aumentar a agilidade do processo e
facilitar as eventuais intervenções do Poder Público;
Art. 58. Deverão ser atendidos os requisitos urbanísticos e ambientais constantes desta Lei
Complementar, admitindo-se a redução do percentual de áreas destinadas a uso público ou
uso comum dos condôminos, a critério da autoridade licenciadora, nas hipóteses em que não
for possível tal atendimento, podendo haver compensação com outras áreas que se situarem
fora do empreendimento.
Art. 59. Na fixação dos índices urbanísticos das áreas a serem regularizadas será considerada a
situação fática da ocupação, assim como suas especificidades urbanísticas, ambientais e
sociais, atendidos os seguintes aspectos:
I - tipologia das edificações existentes;
II - características socioeconômicas da população residente;
III - usos predominantes.

§ 1° Os usos permitidos, tamanho máximo e mínimo dos lotes residenciais e comerciais, assim
como os coeficientes de aproveitamento básico e máximo dos lotes de cada área a ser

Legislação – Volume II 90
regularizada deverão obedecer aos parâmetros estabelecidos no Plano Diretor, na Lei de Uso
e Ocupação do Solo e em legislação específica.
§ 2º O percentual mínimo de áreas destinadas à implantação de equipamentos urbanos e
comunitários bem como de espaços livres de uso público, incluindo as áreas verdes, serão
estabelecidos para os casos específicos.
§ 3º O dimensionamento do sistema viário deverá considerar a configuração das vias e
edificações existentes, de modo a minimizar as relocações, desde que seja garantida a
acessibilidade dos serviços públicos indispensáveis à qualidade de vida da população.
§ 4º O percentual mínimo de permeabilidade, onde couber, deverá ser definido após estudos
ambientais para a área objeto de regularização.
Art. 60. Na concessão de uso especial de imóvel urbano, instituída coletivamente, na forma da
lei, nos locais cuja ocupação possa acarretar risco à vida ou à saúde dos ocupantes, o Poder
Público deverá assegurar o exercício do direito à moradia em outro local.
§ 1º O exercício do direito à moradia no caso de que trata o caput poderá ser garantido em
outro local na hipótese de ocupação de imóvel:
I – de uso comum do povo;
II – destinado a projeto de urbanização;
III – de interesse da defesa nacional, da preservação ambiental e da proteção dos
ecossistemas naturais;
IV – reservado à construção de represas e obras congêneres;
V – situado em via de comunicação.

Capítulo: DAS RESPONSABILIDADES DOS EMPREENDEDORES E DO PODER PÚBLICO


§ 2º No caso de usucapião especial de imóvel urbano instituído coletivamente, na forma da
lei, aplica-se também o disposto neste artigo.
Art. 61. O Poder Executivo, obtida a regularização, na forma do art. 40 da Lei nº 6.766/79,
promoverá judicialmente a autorização para levantamento das prestações depositadas, com
os respectivos acréscimos de correção monetária e juros, a título de ressarcimento das
importâncias despendidas com equipamentos urbanos ou expropriações necessárias para
regularizar o loteamento ou desmembramento.
Art. 62. No caso de regularização fundiária promovida pelo Poder Executivo, ou por órgão ou
entidade de qualquer nível de governo, caberá ao Poder Público as providências para a
realização ou implantação, no mínimo:
I – de estudos urbanísticos e ambientais necessários;
II – do sistema viário;
III – de sistema de drenagem de águas pluviais;
IV – de rede de abastecimento de água potável;
V – de sistema de disposição adequada do esgoto sanitário.
§ 1º Os encargos previstos decorrentes deste artigo podem ser compartilhados com os
beneficiários, a critério do Poder Público, com base na análise de, pelo menos, dois aspectos:
I – se os equipamentos urbanos e comunitários já foram implantados parcial ou totalmente;
II – o poder aquisitivo da população a ser beneficiada.
§ 2º Além do previsto no parágrafo anterior, o Poder Público poderá exigir dos beneficiários a
implantação de todos os equipamentos urbanos e comunitários exigidos nesta Lei.

Legislação – Volume II 91
§ 3º No caso de regularização de parcelamento cujo empreendedor for identificável, o Poder
Público deverá ser por este ressarcido em relação a todas as despesas efetivadas com a
regularização.
Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
quanto à posse e ao domínio.
Parágrafo único. A ausência do registro cartorial da área onde o Poder Público promover a
regularização dos assentamentos informais de interesse social, com características urbanas,
não impedirá a realização de obras de implantação de infra-estrutura e de equipamentos
públicos comunitários.
Art. 64. A Prefeitura impedirá ou fará demolir pelos meios legais as edificações ou construções
em lotes que contravenham esta Lei, promovendo judicialmente a responsabilidade civil e
criminal dos infratores.
Art. 65. Para efeito da regularização junto ao Município e sua consequente inclusão à carta
cadastral da Cidade, os parcelamentos que até a presente data se encontrem em situação
clandestina poderão ser aprovados, desde que os seus proprietários o requeiram, dentro do

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
prazo de noventa (90) dias, contado da publicação da presente Lei, mediante a
apresentação de documentação constante do Regulamento desta Lei.

TÍTULO IX
DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES ADMINISTRATIVAS

Art. 66. A execução de parcelamento do solo ou condomínio urbanístico em qualquer de suas


modalidades, sem prévia aprovação do projeto respectivo pelo Poder Público e a execução
de obras correlatas em desacordo com esse mesmo projeto, acarretará a aplicação das
seguintes penalidades administrativas, sem prejuízo das sanções penais previstas na legislação
federal:
I - multas;
II - embargo;
III - interdição;
IV - demolição.
Art. 67. A ninguém, pessoa física ou jurídica, sob as penas previstas na legislação federal e
nesta Lei, é lícito efetuar, sem prévio consentimento da autoridade competente, o
loteamento, o desmembramento e o remembramento ou ainda o condomínio urbanístico em
áreas de sua propriedade.
§ 1º - Estende-se a proibição deste artigo aos concessionários de serviços públicos.
§ 2º - Embora satisfazendo as exigências desta Lei, qualquer projeto poderá ser recusado ou
determinada sua alteração total ou parcialmente, pelo órgão competente, tendo em vista:
a) o Plano Diretor do Município e a Lei de Uso e Ocupação do Solo;
b) o desenvolvimento urbano e econômico da região;
quanto à posse e ao domínio.

c) a defesa do meio ambiente das reservas turísticas ou naturais;


d) localização, configuração topográfica o característica físicas do solo e sub-solo;
e) interesse histórico, artístico o paisagístico.
Art. 68. Toda obra ou edificação, a qualquer tempo, poderá ser vistoriada pelo Poder Público,
e para esse fim o encarregado da fiscalização terá imediato ingresso ao local, mediante
apresentação de sua identificação funcional.

Legislação – Volume II 92
Art. 69. Verificada qualquer infração às disposições desta Lei, será lavrado o competente Auto
de Infração e Multa para, no prazo de 10 (dez) dias corridos, o infrator pagar ou apresentar
defesa, sob pena de confirmação da penalidade imposta.
§ 1º Simultaneamente à imposição de multa, serão lavrados:
a) auto de embargo da obra, se for o caso;
b) intimação para regularização da situação, nos termos da legislação específica.
Art. 70. Aplicada a multa, não fica o infrator desobrigado do cumprimento das exigências que
a houver determinado e nem estará isento das obrigações de reparar o dano resultante da
infração.
Art. 71. As multas não pagas nos prazos fixados serão inscritas em dívida ativa e cobradas
judicialmente.
Art. 72. O embargo, sem prejuízo das multas e outras penalidades, determina a paralisação
imediata de uma obra inserida em parcelamento, quando constatada desobediência às

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
disposições desta Lei ou aos projetos aprovados.
Parágrafo único - O embargo será retirado somente quando regularizada a situação que o
motivou.
Art. 73. O parcelamento ou condomínio urbanístico poderá ser interditado, no todo ou em
parte, bem como a edificação inserida em seu interior, acarretando o impedimento de sua
ocupação ou o funcionamento de atividade aí instalada, quando:
I - o parcelamento do solo ou condomínio urbanístico, ou a edificação em seu interior, não
tenha sido objeto de aprovação pelo Poder Público;
II - houver utilização para fim diverso do considerado no projeto;
III - houver utilização para fim proibido, em razão do que estabelecem as normas de uso e
ocupação para a zona em que se encontra.
Parágrafo único - Serão instaladas placas nos empreendimentos irregulares informando a
interdição pelo Poder Público.
Art. 74. A obra ou edificação será demolida, total ou parcialmente, quando não atendidos o
embargo ou interdição realizados.
Art. 75. Constitui infração administrativa, independente da aplicação de sanções penais ou
cíveis:
I - iniciar, dar continuidade, ou efetuar loteamento ou condomínio urbanístico, no solo do
Município de São Gonçalo, sem autorização do Poder Público, ficando o infrator sujeito a
multa de 10% (dez por cento) do valor do imóvel, estabelecido com base na Pauta de Valores
Imobiliários, utilizada para a fixação do Imposto Predial Territorial e Urbano - IPTU.
II - executar obras no parcelamento ou condomínio urbanístico em desacordo com as
licenças, o projeto e cronograma aprovados.
§ 1º Incidem na mesma sanção administrativa, os co-responsáveis, o agrimensor, o corretor, o
quanto à posse e ao domínio.

eventual comprador, o vendedor, bem como todo aquele que de qualquer modo contribuir
para a concretização do empreendimento no Município de São Gonçalo, sem autorização do
Poder Público ou em desacordo com as licenças emitidas.
§ 2º Em caso de reincidência, será cominada ao infrator a multa de 15% (quinze por cento) do
valor do imóvel, estabelecido com base na Pauta de Valores Imobiliários, utilizada para a
fixação do Imposto Predial Territorial e Urbano - IPTU.
§ 3º Na hipótese do inciso I deste artigo, sendo o imóvel de propriedade do Poder Público, a
multa cominada ao infrator será de 20%(vinte por cento) do valor do imóvel, estabelecido

Legislação – Volume II 93
com base na Pauta de Valores Imobiliários, utilizada para a fixação do Imposto Predial
Territorial e Urbano - IPTU.
§ 4º Além da pena de multa, os infratores ficarão impedidos de participar de licitações
públicas e de transacionar com entes da Administração Pública Direta e Indireta do Município
de São Gonçalo pelo prazo de 2 (dois) anos, bem como de requerer a aprovação de
parcelamentos do solo em todas as suas modalidades, enquanto não sanada a irregularidade
constatada.
§ 5º Se o infrator for servidor público da Administração Direta ou Indireta do Município de São
Gonçalo, a ação constitui falta grave, sujeitando o infrator à demissão, a bem do serviço
público.
Art. 76. Incorre nas mesmas penas previstas no artigo anterior a autoridade do Município de
São Gonçalo que:
I – autorizar o parcelamento do solo ou condomínio urbanístico sem a observância das
exigências legais ou em desacordo com as recomendações técnicas pertinentes;

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
II – deixar de aplicar as sanções previstas nesta Lei;
III – deixar de adotar as providências cabíveis previstas na legislação para impedir a
continuidade do empreendimento com indícios de irregularidades;
IV – não promover a interdição do empreendimento, quando constatada a irregularidade;
V – dificultar, impedir, retardar ou inibir, por qualquer meio, a ação fiscalizatória dos agentes
públicos competentes;
VI – relevar sanção aplicável por descumprimento aos preceitos desta Lei.
Art. 77. As sanções serão aplicadas:
I – nos casos do caput do art. 68, seus §§ 1º, 2º e 3º e do art. 69, pelos agentes públicos
encarregados da fiscalização;
II – no caso do art. 68, § 4º, pelo Secretário de Estado a cuja pasta esteja vinculado o agente
público, órgão ou entidade que tenha aplicado a sanção;
III – no caso do art. 68, § 5º, pela autoridade competente prevista no Regime Jurídico aplicável
aos Servidores Públicos do Município de São Gonçalo.
Art. 78. Comprovada a omissão das autoridades competentes na observância dos preceitos
desta Lei e sem prejuízo da iniciativa popular, o agente público encarregado da fiscalização
tem o dever de representar à autoridade superior integrante da Administração do Município
de São Gonçalo.
§ 1º É nulo, por desvio de finalidade, o ato administrativo que, motivado exclusivamente pela
subscrição da representação prevista neste artigo, afastar o servidor público de suas funções
fiscalizadoras ou removê-lo para órgão diverso de onde exerce suas funções.
§ 2º A representação manifestamente infundada sujeita o servidor responsável às sanções
previstas no Regime Jurídico a ele aplicável.
quanto à posse e ao domínio.

Art. 79. Havendo indícios de irregularidade no empreendimento veiculado pela imprensa,


contidos em representação ou comunicados formalmente, a autoridade pública abrirá
procedimento específico para acompanhamento e verificação do cumprimento das
disposições desta Lei.
Art. 80. O valor da arrecadação das multas aplicadas será recolhido ao Fundo de Urbanização
do Município de São Gonçalo.
Art. 81. Este Titulo IX será objeto de regulamentação, que inclusive estabelecerá as normas
referentes ao processo administrativo decorrente da aplicação do Auto de Infração.

Legislação – Volume II 94
TÍTULO X
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS
Art. 82. O Poder Público deverá criar as condições necessárias para:
I – entrada de documentação e demais contatos do empreendedor com o Poder Público em
um único local, de forma a facilitar o acesso pelo interessado;
II – acompanhamento do andamento do processo pelo interessado, preferencialmente por
meio informatizado.
III – exame e aprovação dos projetos de forma integrada para agilizar a tramitação dos
processos bem como o suporte técnico, administrativo e logístico necessário.
Art. 83. O Poder Público poderá criar comissão composta por representantes das diversas
Secretarias de Estado, empresas públicas e concessionárias de serviços públicos envolvidas,
para coordenar as ações tendentes à emissão de diretrizes, ao exame, aprovação e
acompanhamento dos parcelamentos do solo.

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
Art. 84. Serão obrigatoriamente publicados no Diário Oficial do Município de São Gonçalo os
atos administrativos que reconhecerem a existência de empreendimento irregular, em face
dos termos desta Lei.
Parágrafo único - O ato administrativo a ser publicado no Diário Oficial do Município de São
Gonçalo deverá conter, pelo menos, os elementos necessários à identificação e localização
do empreendimento irregular, os motivos da declaração de irregularidade e as medidas
adotadas pelas autoridades competentes.
Art. 85. O Poder Público promoverá campanhas publicitárias e periódicas, de caráter
educativo, com o objetivo de orientar a população sobre aquisição, destinação, ocupação e
dominialidade dos imóveis localizados no Município de São Gonçalo.
Art. 86. Nos casos de parcelamentos a serem implantados em áreas iguais ou inferiores a 20.000
m² (vinte mil metros quadrados) será exigida documentação simplificada, a ser indicada na
regulamentação desta Lei.
Art. 87. Além das disposições desta Lei, aplicam-se às edificações, obras e serviços públicos e
particulares, inseridos nos parcelamentos do solo, o disposto no Código de Edificações do
Município de São Gonçalo.
Art. 88. Os processos para análise de projetos de parcelamento do solo, em tramitação na
data de publicação desta Lei, serão adequados, nas fases subseqüentes, aos procedimentos
nela definidos, respeitadas as etapas já cumpridas.
Art. 89. Esta Lei será regulamentada no prazo de 90 (noventa) noventa dias.
Art. 90. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 91. Ficam revogadas as disposições em contrário e, em especial, os artigos 92 a 121 do
Código de Urbanismo, aprovado pela Deliberação nº 683/73, publicada em 08 de dezembro
de 1973, e o Decreto nº 022, de 09 de março de 1999, que regulamenta os procedimentos
quanto à posse e ao domínio.

para a aprovação de projetos e licenciamento para o parcelamento do solo sob a forma de


condomínios residenciais unifamiliares horizontais no Município de São Gonçalo.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO,


Maria Aparecida Panisset

Legislação – Volume II 95
Legislação – Volume II
96

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
quanto à posse e ao domínio.
Legislação – Volume II
97

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
quanto à posse e ao domínio.
Legislação – Volume II
ANEXO III –ÍNDICES URBANISTICOS

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
quanto à posse e ao domínio.
98
Legislação – Volume II

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
quanto à posse e ao domínio.
99
Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
ANEXO V: Condições de Instalação / Usos Permitidos
LARGURA DA VIA
CONDIÇÕES DE INSTALAÇÕES /
USOS PERMITIDOS L < 10 10 ≤ L < 12 L ≥ 12
(metros) (metros) (metros)
Área construída total máxima 250m² (1) - -
Área construída computável
- 500m² (2) -
máxima
Gabarito de altura máxima - 25,00m (10) -
Comércio de abastecimento de âmbito local,
Comércio de abastecimento de âmbito local, Comércio diversificado,
Serviços Comércio diversificado, Serviços pessoais,
profissionais Serviços pessoais, Serviços profissionais,
Grupos de atividades permitidos Serviços profissionais, Serviços técnicos de confecção ou manutenção,
da subcategoria de uso nH1 Serviços da Serviços técnicos de confecção ou manutenção, Serviços de Educação (3),
administração e Serviços de Educação (3), Serviços Sociais,
(10) serviços públicos Serviços Sociais, Serviços de Administração e Serviços Públicos,
Serviços de Administração e Serviços Públicos, Serviços de Hospedagem ou moradia,
(8) Serviços de Hospedagem ou moradia, Indústrias compatíveis Ind-1a,
Associações comunitárias, culturais e esportivas. (8) Associações comunitárias, culturais e esportivas,
Estacionamentos com no máximo 40 vagas
Comércio de alimentação ou associado à diversões (5),
Comércio especializado,
Oficinas,
Comércio de alimentação ou associado à diversões (4), Serviços de saúde (6),
Comércio especializado, Estabelecimentos de ensino seriado,
Grupos de atividades permitidos
(9) Oficinas, Estabelecimentos de ensino não seriado,
da subcategoria de uso nH2
Estabelecimentos de ensino não seriado, Serviços de lazer e esporte,
locais de reunião e eventos. (9) Locais para reunião e eventos,
Serviços de armazenamento e guarda de bens móveis (7),

quanto à posse e ao domínio.


Usos industriais toleráveis Ind-1b,
Usos industriais incômodos Ind-2
Subcategoria de uso residencial
H1, H2h H1, H2h, H2v (10) H1, H2h, H2v
permitidas
(1) Não se aplica a área construída total máxima para o uso residencial.
(2) Não se aplica a área computável máxima para o uso residencial.
(3) Grupo de atividades proibido nas vias estruturais N1 e N2.
(4) Não são permitidas as atividades desse grupo quando associadas a diversões.
(5) Atividade proibida nas vias estruturais N1 e N2 com L < 20m: restaurantes.
(6) Atividade proibida nas vias coletoras com L <20m: hospitais.
(7) Área construída total máxima de 750m² para esse grupo de atividades em vias com L<16m.
(8) Permitidas indústrias Ind-1ª na ZPI.
(9) Uso nH2 permitido.
(10) Condições especiais para ruas sem saída.

Legislação – Volume II 100


Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
ANEXO VI: Vias de circulação para parcelamentos e arruamentos
Vias para Circulação de Vias para Circulação de veículos
veículos Vias para Circulação
CARACTERÍSTICAS e/ou de pedestres
de pedestres
N1 N2 N3 Coletora Local Ciclovia

Largura mínima 40m 30m 20m 16m 12m 2,5m(1) 3m

Faixa Carroçável Mínima 30m 30m 11m 10m 7m 2,5m(1) 3m

Passeio lateral mínimo


4m 4m 3,5m 3m 2,5m 0 0
(de cada lado da via)

Canteiro Central Mínimo 2m 2m 2m - - - -

Declividade Máxima 6% 6% 8% 10% 15% 15% 15%

Declividade Mínima 0,5% 0,5% 0,5% 0,5% 0,5% 0,5% 0,5%

(1) largura igual a 2,5m bidirecional

quanto à posse e ao domínio.


Legislação – Volume II 101
Legislação – Volume II
ANTEPROJETO DE LEI COMPLEMENTAR DO CÓDIGO DE EDIFICAÇÕES
Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos

102
quanto à posse e ao domínio.
ÍNDICE
TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ...................................................................................... 104
CAPÍTULO I DA FINALIDADE ............................................................................................................. 104
CAPÍTULO II DAS CONCEITUAÇÕES................................................................................................. 104
CAPÍTULO III DOS DIREITOS E RESPONSABILIDADES ....................................................................... 108
Seção I Do Município .................................................................................................................... 108
Seção II do Proprietário e do Possuidor ..................................................................................... 108
Seção III Do Profissional ................................................................................................................. 109
CAPÍTULO IV DOS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS ............................................................... 110
Seção I Das Disposições Gerais ................................................................................................... 110
Seção II Dos Prazos para Despachos e Retirada de Documentos ...................................... 111
Seção III Da Aprovação ou Visto de Projeto ............................................................................ 112
Seção IV Do Licenciamento ........................................................................................................ 115
Seção V Do Certificado de Conclusão ..................................................................................... 116

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
TÍTULO II DAS EDIFICAÇÕES .............................................................................................................. 116
CAPÍTULO I PREPARAÇÃO E EXECUÇÃO DE OBRAS ...................................................................... 116
CAPÍTULO II Do Preparo do Terreno e Movimentação de Terra ................................................. 117
Seção I Canteiro de Obras, Tapumes e Andaimes................................................................. 117
CAPÍTULO III DOS ASPECTOS GERAIS DAS EDIFICAÇÕES .............................................................. 120
Seção I Dos Compartimentos ...................................................................................................... 120
Seção II Da Circulação e Segurança ........................................................................................ 123
Seção III Das Garagens e Estacionamentos ............................................................................ 124
Seção IV Da Acessibilidade ......................................................................................................... 124
Seção V Das Instalações e Equipamentos ............................................................................... 125
CAPÍTULO IV DOS ASPECTOS ESPECÍFICOS DAS EDIFICAÇÕES .................................................... 126
Seção I Das Edificações de Uso Residencial ............................................................................ 127
Seção II Das Edificações de Uso Comercial de Bens e de Serviços .................................... 128
Seção III Das Edificações de Uso Coletivo ................................................................................ 129
Seção IV Das Edificações de Uso Industrial .............................................................................. 130
CAPÍTULO V DAS EDIFICAÇÕES DE CARÁTER ESPECIAL ................................................................ 131
CAPÍTULO Vi DAS Edificações Temporárias ................................................................................... 131
Seção i Da Instalação das Edificações Temporárias ............................................................. 131
Seção iI Do Licenciamento das Edificações Temporárias .................................................... 131
TÍTULO III Das Infrações e Penalidades .......................................................................................... 132
Seção I Da Advertência ............................................................................................................... 132
Seção II Da Multa ........................................................................................................................... 132
Seção III Embargo .......................................................................................................................... 133
Seção III Interdição ........................................................................................................................ 134
Seção IV Demolição...................................................................................................................... 134
Seção V Apreensão....................................................................................................................... 134
TÍTULO IV Das Disposições Finais e Transitórias ............................................................................ 136
quanto à posse e ao domínio.

Legislação – Volume II 103


ANTEPROJETO DE LEI COMPLEMENTAR DO CÓDIGO DE EDIFICAÇÕES

APROVA O CÓDIGO DE EDIFICAÇÕES DO


MUNICÍPIO DE SÃO GONÇALO E DÁ OUTRAS
PROVIDÊNCIAS.

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO I
DA FINALIDADE
Art. 1º Este Código de Edificações estabelece diretrizes e procedimentos administrativos a
serem obedecidos no projeto, licenciamento, fiscalização, execução e preservação de toda e
qualquer obra de construção, modificação ou demolição de edificações na área do

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
Município de São Gonçalo.
Art.2º O presente Código tem as seguintes finalidades:
I - regular a atividade edilícia;
II - atribuir direitos e responsabilidades do Município, do proprietário ou possuidor de imóvel, e
do profissional, atuantes na atividade edilícia;
III - estabelecer documentos e instituir mecanismos destinados ao controle da atividade
edilícia;
IV - estabelecer diretrizes básicas de conforto, higiene, salubridade e segurança a serem
atendidas nas obras e edificações;
V - definir critérios a serem atendidos na preservação, manutenção e intervenção em
edificações existentes;
VI - estabelecer penalidades quando da inobservância dos preceitos desta Lei
Complementar.
Art. 3º Integram esta Lei Complementar os seguintes Anexos:
I - Anexo I – Habitação Unifamiliar e Coletiva – parâmetros mínimos para compartimentos ou
ambientes;
II - Anexo II - Habitação Coletiva e Outros Usos – parâmetros mínimos para áreas comuns;
III - Anexo III - Edifícios Comerciais, Industriais e de Uso Misto – parâmetros mínimos para áreas
comuns;
CAPÍTULO II
DAS CONCEITUAÇÕES
Art. 4º Na aplicação desta Lei Complementar e sem prejuízo dos dispositivos constantes na Lei
de Uso e Ocupação do Solo do Município de São Gonçalo, são adotadas as seguintes
definições:
quanto à posse e ao domínio.

I – acessibilidade: conjunto de alternativas de acesso que possibilitem a utilização, com


segurança e autonomia, das edificações; dos espaços, equipamentos e mobiliários urbanos;
dos transportes; e dos sistemas e meios de comunicação por pessoas portadoras de
deficiência ou com mobilidade reduzida;
II – advertência: comunicação de irregularidades verificadas em obra ou edificação, em que
se estabelece prazo para a devida correção;
III – ático: parte do volume superior de uma edificação, destinada a abrigar casa de
máquinas, piso técnico de elevadores, caixas d'água e circulação vertical.

Legislação – Volume II 104


IV - altura máxima da edificação: medida em metros entre o ponto definido como cota de
soleira e o ponto mais alto da edificação;
V – apreensão: apropriação, pelo Poder Público, de materiais e equipamentos provenientes
de obra ou serviço irregular ou que constitua prova material de irregularidade; obra ou serviço
irregular ou que constitua prova material de irregularidade;
VI - aprovação de projeto: ato administrativo que atesta o atendimento ao estabelecido
nesta Lei Complementar, na sua regulamentação e na legislação de uso e ocupação do solo,
após exame completo do projeto arquitetônico, para posterior licenciamento e obtenção de
certificados de conclusão;
VII - área pública: área destinada a sistemas de circulação de veículos e pedestres, a espaços
livres de uso público e a implantação de equipamentos urbanos e comunitários;
VIII – autenticação: ato administrativo que reconhece como verdadeiras e idênticas as cópias
de projeto arquitetônico anteriormente aprovado ou visado, mediante exame comparativo
com a cópia arquivada;

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
IX - auto de infração: ato administrativo que dá ciência ao infrator da disposição legal
infringida e da penalidade aplicada, no qual constam os elementos para tipificação dos fatos;
X – afastamento: distância entre o limite externo da projeção da construção até o
alinhamento, às divisas do lote, ao eixo da via pública ou a outra referência determinada em
lei, descontados os beirais e o balanço frontal permitidos;
XI – balanço: avanço, a partir do limite da fachada da edificação sobre qualquer
afastamento, que não possui apoio;
XII - beiral ou beirado: prolongamento do telhado que sobressai das paredes externas da
edificação;
XIII - canteiro de obras: área destinada a instalações temporárias e a serviços necessários à
execução e ao desenvolvimento de obras;
XIV - certificados de conclusão: os documentos oficiais abaixo relacionados que atestam a
conclusão de obras:
a) carta de habite-se: documento expedido nos casos de obra inicial e obra de modificação
com acréscimo ou decréscimo de área, executadas de acordo com os projetos aprovados ou
visados, que pode ser parcial, total ou em separado;
b) atestado de conclusão: documento expedido nos demais casos não abrangidos pela carta
de habite-se, mas cuja obra tenha sido objeto de licenciamento;
XV - coeficiente de aproveitamento: índice previsto na legislação de uso e ocupação do solo
que determina a relação entre a área máxima de construção e a área do terreno onde se
situa;
XVI - consulta prévia: análise técnica preliminar do projeto arquitetônico solicitada
anteriormente à aprovação do projeto ou ao visto;
XVII - cota de coroamento: indicação ou registro numérico, fornecido pela Prefeitura
Municipal correspondente à altura máxima da edificação;
XVIII - cota de soleira: indicação ou registro numérico, fornecido pela Prefeitura Municipal,
quanto à posse e ao domínio.

correspondente ao nível do acesso de pessoas à edificação;


XIX - demolição - derrubada parcial ou total de construção;
XX - edificação transitória: aquela de caráter não permanente, passível de montagem,
desmontagem e transporte;
XXI - edificação temporária: construção transitória não residencial licenciada por tempo
determinado que utilize materiais construtivos adequados à finalidade proposta, os quais não
caracterizam materiais definitivos e são de fácil remoção como estandes de vendas, parques
de exposições, parques de diversões, circos e eventos;

Legislação – Volume II 105


XXII – edícula: pequena edificação com até 30m² (trinta metros quadrados) de área
construída e separada da edificação principal;
XXIII – embargo: ato administrativo de interrupção na execução de uma obra que está em
desacordo com a legislação vigente, e que pode se dar de forma parcial ou total;
XXIV – estacionamento: local descoberto destinado à guarda de veículos;
XXV – forro: designação para o material de acabamento dos tetos dos compartimentos;
XXVI – garagem: local coberto da edificação onde são estacionados ou guardados veículos;
XXVII – guarita: edificação destinada a abrigo da guarda ou da vigilância;
XXVIII – galeria: espaço, provido ou não de guarda-corpo, destinado à circulação de
pedestres, situado na parte externa de uma edificação, sob o pavimento superior;
XXIXXX - guarda-corpo: estrutura de proteção vertical, maciça ou não, que serve de anteparo
contra queda em escadas, varandas, balcões, rampas, terraços, sacadas e galerias;
XXX - habitação coletiva: duas ou mais unidades domiciliares na mesma edificação, com

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
acesso e instalações comuns a todas as unidades;
XXXI - habitação unifamiliar: unidade domiciliar em edificação destinada a uma única
habitação;
XXXII – hotel: edificação usada para serviços de hospedagem cujos compartimentos
destinados a alojamentos são, exclusivamente, apartamentos (dormitório com banheiro
privativo) ou suítes;
XXXIII - hotel residência: hotel ou assemelhado, com equipamentos de cozinha nos
apartamentos, independentemente da razão social ou nome-fantasia utilizado (apart-hotel,
flat-service, residence-service e outros);
XXXIV - instalação comercial: projeto de decoração do estabelecimento comercial no qual
são indicados o mobiliário e os equipamentos, sem alteração do projeto arquitetônico;
XXXV – interdição: determinação administrativa de impedimento de acesso a obra ou a
edificação que apresente descumprimento de embargo ou situação de risco iminente, que
pode se dar de forma parcial ou total;
XXXVI – licenciamento: expedição de documentos oficiais que autorizam a execução de
obras ou serviços;
XXXVII - logradouro público: espaço de domínio público e de uso comum do povo;
XXXVIII – lote: unidade imobiliária destinada à edificação, resultante de loteamento ou
desmembramento, definida por limites geométricos e com pelo menos uma das divisas
voltadas para a área pública;
XXXIX – marquise: cobertura, em balanço ou atirantada, na parte externa de uma edificação,
destinada à proteção da fachada ou a abrigo de pedestres;
XL – mezanino: piso intermediário entre o piso e o teto de um compartimento, subdividindo-o
parcialmente;
XLI - muro de arrimo: muro destinado a suportar desnível de terreno superior a 1,00m (um
metro);
quanto à posse e ao domínio.

XLII – multa: pena pecuniária;


XLIII – passagem: circulação, coberta ou não, com pelo menos um de seus lados aberto;
XLIV – passeio: parte da via de circulação destinada ao trânsito de pedestres;
XLV – patamar: piso situado entre dois lanços sucessivos de uma mesma escada;
XLVI – pavimento: parte de uma edificação situada entre a face superior de um piso acabado
e a face superior do piso seguinte, ou entre a face superior de um piso acabado e o teto
acima dele, se não houver outro piso acima; conjunto de dependências situadas no mesmo
nível, compreendidas entre dois pisos consecutivos;

Legislação – Volume II 106


XLVII - pavimento em pilotis ou pilotis: conjunto de colunas de sustentação do prédio que
deixa livre o pavimento, o qual deverá estar predominantemente aberto em seu perímetro e
que não poderá estar localizado acima do terceiro pavimento da edificação, deduzidos, para
este efeito, os subsolos, sobrelojas ou mezaninos;
XLVIII - parâmetros urbanísticos: índices referentes ao uso e à ocupação do solo;
XLIL - pé-direito: medida vertical de um andar de edifício do piso ao teto acabado ou do piso
ao forro de compartimento ou ambiente;
L - perfil do terreno: situação topográfica existente, objeto do levantamento físico que serviu
de base para a elaboração do projeto e/ou constatação da realidade;
LI - perfil original do terreno: aquele constante de levantamentos aerofotogramétricos
anteriores ou do loteamento aprovado, refletindo a realidade topográfica existente antes de
qualquer movimento de terra no imóvel;
LII - pérgula: construção destinada ou não a suportar vegetação, com elementos horizontais
(vigas) ou inclinados superiores, distanciados regularmente, sem constituir cobertura;

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
LIII - platibanda: mureta ou balaustrada construída no coroamento de uma fachada, para seu
arremate, e, ao mesmo tempo, para ocultar a vista do telhado ou constituir guarda de terraço;
LIV – piso: plano ou superfície de acabamento inferior de um pavimento;
LV - poço técnico: espaço utilizado para passagem de tubulações e instalações em uma
edificação;
LVI - pólo gerador de tráfego: constituído por edificação ou edificações cujo porte ou oferta
de bens ou serviços geram interferências no tráfego do entorno e grande demanda por vagas
em estacionamentos ou garagens;
LVII - prisma de aeração e iluminação: espaço vertical livre situado no interior ou no perímetro
de uma edificação, utilizado para aerar e iluminar os compartimentos ou ambientes para ele
voltados;
LVIII - prisma de aeração: espaço vertical livre situado no interior ou no perímetro da
edificação, utilizado somente para aerar os compartimentos ou ambientes para ele voltados;
LILX – rampa: elemento de composição arquitetônica cuja função é possibilitar a circulação
vertical entre desníveis, através de um plano inclinado;
LX – reforma: obra que implica em uma ou mais das seguintes modificações, com ou sem
alteração de uso: área edificada, estrutura, compartimentação, volumetria;
LXI - relação de pendência: comunicação ao interessado, na qual estão relacionadas às
falhas em relação à legislação vigente, detectadas por ocasião do exame da solicitação
apresentada;
LXII – reparo: obra ou serviços destinados à manutenção de um edifício, sem implicar em
mudança de uso, acréscimo ou supressão de área, alteração da estrutura, da
compartimentação, da volumetria, e dos espaços destinados a circulação, iluminação e
ventilação;
LXIII - restauro ou restauração: recuperação de edificação tombada ou preservada, de modo
a restituir-lhe as suas características anteriores;
quanto à posse e ao domínio.

LXIV – sobreloja: pavimento intermediário situado entre o pavimento térreo e o primeiro andar
de uma edificação;
LXV – sótão: espaço utilizável sob a cobertura, com pé direito variável, não sendo considerado
pavimento da edificação para efeito de número de pavimentos em residências.
LXVI – subsolo: pavimento situado abaixo do nível natural do terreno, ou de outra referência de
nível definida em lei;
LXVII - taxa de construção máxima, mínima ou obrigatória: percentual previsto na legislação
de uso e ocupação do solo que determina a área de construção de edificação;

Legislação – Volume II 107


LXVIII - taxa de ocupação máxima, mínima ou obrigatória: percentual previsto na legislação
de uso e ocupação do solo que determina a superfície do lote ocupada pela projeção
horizontal da edificação ao nível do solo;
LXIX – toldo: cobertura leve, fixada nas paredes, sem apoio de pilares de qualquer natureza,
colocada com o objetivo de proteger as aberturas contra intempéries;
LXX – varanda: espaço sob cobertura situada no perímetro de uma edificação, que se
comunica com seu interior, provido ou não de guarda-corpo;
LXXI - visto de projeto: ato administrativo que atesta que o exame do projeto arquitetônico de
residência unifamiliar se limita à verificação dos parâmetros urbanísticos estabelecidos na
legislação de uso e ocupação do solo quanto ao uso, taxa de ocupação, taxa de construção
ou coeficiente de aproveitamento, afastamentos mínimos obrigatórios, número de pavimentos
e altura máxima, entre outros, para posterior licenciamento e obtenção do certificado de
conclusão;
LXXII – vistoria: diligência efetuada pela Prefeitura Municipal, tendo por fim verificar as

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
condições de regularidade de uma construção ou obra.
CAPÍTULO III
DOS DIREITOS E RESPONSABILIDADES

SEÇÃO I
DO MUNICÍPIO

Art. 5º Cabe ao Município de São Gonçalo, por meio de suas unidades orgânicas
competentes, aprovar ou visar projetos de arquitetura, licenciar e fiscalizar a execução de
obras e a manutenção de edificações e expedir certificado de conclusão, garantida a
observância das disposições desta Lei Complementar, de sua regulamentação, da lei de
parcelamento do solo e da legislação de uso e ocupação do solo, em sua circunscrição
administrativa.
Art. 6º No exercício da vigilância do território de sua circunscrição administrativa tem o
responsável pela fiscalização poder de polícia para vistoriar, fiscalizar, notificar, autuar,
embargar, interditar e demolir obras de que trata este código, e apreender materiais,
equipamentos, documentos, ferramentas e quaisquer meios de produção utilizados em
construções irregulares, ou que constituam prova material de irregularidade, obedecidos aos
trâmites estabelecidos nesta Lei Complementar.

SEÇÃO II
DO PROPRIETÁRIO E DO POSSUIDOR

Art. 7º Para os fins desta Lei Complementar e observado o interesse público, terá os mesmos
direitos e obrigações de proprietário todo aquele que, mediante contrato com a
administração pública, ou por ela formalmente reconhecido, possuir de fato o exercício, pleno
ou não, a justo título e de boa-fé, de alguns dos poderes inerentes ao domínio ou propriedade.
Art. 8º O proprietário ou o possuidor é responsável pela manutenção das condições de
quanto à posse e ao domínio.

estabilidade, segurança e salubridade do imóvel, bem como pela observância das prescrições
deste Código e legislação correlata, sendo assegurada a disponibilização de todas as
informações cadastradas na Prefeitura Municipal de São Gonçalo relativa à propriedade.
Parágrafo Único. Quando houver necessidade de apresentação do título de propriedade, ou
prova da condição de possuidor, o proprietário ou, o possuidor, respectivamente, responderão
civil e criminalmente pela sua veracidade, não implicando sua aceitação por parte da
Prefeitura Municipal em reconhecimento do direito de propriedade;
Art. 9º São deveres do proprietário, do possuidor do imóvel ou, em relação às partes comuns,
do síndico:

Legislação – Volume II 108


I - providenciar para que as obras só ocorram sob a responsabilidade de profissional habilitado
e depois de licenciadas pela Prefeitura Municipal, respeitadas as determinações desta Lei
Complementar;
II - responder, na falta de responsável técnico, por todas as conseqüências, diretas ou
indiretas, advindas das modificações efetuadas nas edificações que constituam patrimônio
histórico sociocultural e no meio ambiente natural na zona de influência da obra, em especial,
cortes, aterros, rebaixamento do lençol freático, erosão, etc.
III - oferecer apoio aos atos necessários às vistorias e fiscalização das obras e apresentar
documentação de ordem técnica referente ao projeto, sempre que solicitado;
IV - manter o imóvel em conformidade com a legislação municipal, devendo promover
consulta prévia a profissional legalmente habilitado, para qualquer alteração construtiva na
edificação, inclusive tomar as providências no sentido de manter os projetos da edificação
atualizados e aprovados;
V - utilizar a edificação conforme Manual de Uso e Manutenção e projetos fornecidos pelo

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
executante e responsável técnico;
VI - manter permanentemente em bom estado de conservação as áreas de uso comum das
edificações e as áreas públicas sob sua responsabilidade, tais como passeio, arborização,
posteamento, etc.;
VII - promover a manutenção preventiva da edificação e de seus equipamentos.
VIII - responsabilizar-se pela conservação do imóvel.
Art. 10º É dever do proprietário, usuário ou síndico comunicar à coordenação do Sistema de
Defesa Civil e à Prefeitura Municipal as ocorrências que apresentem situação de risco
iminente, que comprometam a segurança e a saúde dos usuários e de terceiros ou impliquem
dano ao patrimônio público ou particular, bem como adotar providências para saná-las.
Art. 11. Ficam excluídos da responsabilidade do proprietário, usuário ou síndico os danos
provocados por terceiros e as ocorrências resultantes de falha técnica do profissional
habilitado por ocasião da execução da obra, dentro do prazo de vigência legal de sua
responsabilidade técnica.

SEÇÃO III
DO PROFISSIONAL

Art. 12. São considerados legalmente habilitados para projetar, construir, calcular, orientar e
responsabilizar-se tecnicamente por edificações, os profissionais que satisfaçam as exigências
da legislação atinente ao exercício das profissões de engenheiro e de arquiteto.
Art. 13. É obrigatória a assistência de profissional habilitado na elaboração dos projetos, na
execução e na implantação de obras, sempre que assim o exigir a legislação federal relativa
ao exercício profissional.
Art. 14. O responsável técnico pela obra responde por sua fiel execução, de acordo com o
projeto de arquitetura aprovado ou visado.
quanto à posse e ao domínio.

Art. 15. Fica o responsável técnico da obra, obrigado a nela manter cópia do alvará de
construção ou licença e do projeto de arquitetura aprovado ou visado, em local de fácil
acesso, para fiscalização.
Art. 16. São deveres do responsável técnico da obra:
a) comunicar ao órgão de coordenação do Sistema de Defesa Civil da Prefeitura Municipal as
ocorrências que comprometam a segurança dos operários e de terceiros, a estabilidade da
edificação, a correta execução de componentes construtivos e as que apresentem situação
de risco iminente ou impliquem dano ao patrimônio público e particular;
b) comunicar à Prefeitura Municipal qualquer paralisação da obra que ultrapasse trinta dias;

Legislação – Volume II 109


c) adotar medidas de segurança para resguardar a integridade das redes de infra-estrutura
urbana e das propriedades públicas e privadas;
d) zelar, no âmbito de suas atribuições, pela observância das disposições desta Lei
Complementar e da legislação de uso e ocupação do solo, bem como da lei de
parcelamento do solo.
Parágrafo único. A comunicação ao órgão de coordenação do Sistema de Defesa Civil do
Município de São Gonçalo não exime o responsável técnico da obra de adotar providências
para sanar as ocorrências definidas neste artigo.
Art. 17. Fica facultada a substituição ou a transferência da responsabilidade técnica da obra,
mediante a apresentação da anotação de responsabilidade técnica - ART - do novo
profissional, registrada no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do
Estado do Rio de Janeiro – CREA/RJ.
Parágrafo único. As etapas da obra executadas, consignadas em diário de obra ou em
relatório correspondente, permanecem sob a responsabilidade do profissional anterior,

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
cabendo ao substituto a responsabilidade pelas demais etapas a executar.
Art. 18. São de responsabilidade dos profissionais envolvidos com a obra as informações
técnicas fornecidas à Prefeitura Municipal.

CAPÍTULO IV
DOS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS

SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 19. Todas as obras de construção, reconstrução, ampliação, reforma, trasladação e


demolição de qualquer edificação, ou alteração de uso, e ainda as obras de movimento de
terra, como cortes, escavações e aterros, deverão ser precedidas dos seguintes atos
administrativos:
I - aprovação de projeto;
II - licenciamento da obra.
§1º A aprovação e licenciamento de que tratam os incisos I e II poderão ser requeridos
simultaneamente, devendo, neste caso, os projetos estarem de acordo com todas as
exigências deste código.
§2º Incluem-se neste artigo todas as obras do Poder Público, tendo o seu exame preferência
sobre quaisquer pedidos.
Art. 20. São objeto de visto apenas os projetos de arquitetura de habitações unifamiliares;
Parágrafo único. Será firmado pelo proprietário e pelo autor do projeto, em modelo padrão
fornecido pela Prefeitura Municipal, declaração conjunta que assegure que as disposições
referentes a dimensões, iluminação, ventilação, conforto, segurança e salubridade são de
quanto à posse e ao domínio.

responsabilidade do autor do projeto e de conhecimento do proprietário.


Art. 21. O requerimento do interessado à Prefeitura Municipal fornecerá, através de consulta de
viabilidade, informações sobre o zoneamento e os indicadores urbanísticos básicos vigentes
relativos ao imóvel onde pretendem construir.
Art. 22. A verificação do alinhamento e, quando for o caso, de cota de soleira será solicitada
pelo interessado à Prefeitura Municipal, após a conclusão da marcação da obra.
Parágrafo único. Realizada a verificação, fica facultado ao interessado requerer a certidão de
alinhamento e de cota de soleira.

Legislação – Volume II 110


Art. 23. Procedimentos administrativos especiais e prazos diferenciados podem ser disciplinados
pelo Chefe do Poder Executivo nos seguintes casos:
I - habitações de interesse social e regularização de assentamentos informais;
II - projetos, serviços ou obras declarados de interesse público.
Art. 24. O projeto de arquitetura aprovado ou visado, o licenciamento e os certificados de
conclusão podem ser, a qualquer tempo, mediante ato da autoridade concedente:
I - revogados, atendendo o relevante interesse público, com base na legislação vigente,
ouvidos os órgãos técnicos competentes;
II - cassados, em caso de desvirtuamento da finalidade do documento concedido;
III - anulados, em caso de comprovação de ilegalidade ou irregularidade na documentação
apresentada ou expedida.

SEÇÃO II

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
DOS PRAZOS PARA DESPACHOS E RETIRADA DE DOCUMENTOS

Art. 25 A Prefeitura Municipal terá um prazo de trinta dias para atender as solicitações e
requerimentos encaminhados conforme dispõe esta Lei Complementar, desde que não
dependam de órgãos de outras esferas administrativas.
§1º A Prefeitura Municipal comunicará ao interessado sobre a tramitação de solicitações e
requerimentos encaminhados para consulta aos demais órgãos da administração pública.
§2º A contagem do prazo indicado neste artigo será reiniciada a partir da data do retorno da
solicitação ou requerimento à Prefeitura Municipal.
Art. 26. As solicitações constantes do mesmo formulário de requerimento obedecerão aos
prazos definidos nesta Lei Complementar.
Parágrafo Único. Os prazos a que se refere este artigo serão contados de forma subseqüente.
Art. 27. Os processos arquivados ou em tramitação na Prefeitura Municipal podem ser
consultados ou copiados pelo interessado, através de requerimento.
Art. 28. As plantas do processo substituídas devido a incorreções e aquelas que são objeto de
pré-análise serão devolvidas ao interessado.
Art. 29. Os documentos e plantas do processo que não forem alterados em seus dados
poderão ser utilizados para novas solicitações e requerimentos.
Art. 30. Para o atendimento das solicitações abaixo relacionadas serão observados, pela
Prefeitura Municipal, os prazos a seguir:
I - pré-análise de projeto de arquitetura - oito dias;
II - visto de projeto de arquitetura - seis dias;
III - aprovação de projeto de arquitetura - oito dias;
IV - demarcação do lote, quando executada pela Prefeitura Municipal - cinco dias;
quanto à posse e ao domínio.

V - Alvará de Construção, após a demarcação do lote - três dias;


VI - vistoria do imóvel para expedição da Carta de Habite-se após a verificação dos
parâmetros pertinentes pelo serviço de topografia - cinco dias;
VII - Carta de Habite-se após a vistoria do imóvel - cinco dias.
§ 1º Os prazos de que trata este artigo serão aplicados quando não houver exigências.
§ 2º Quando houver exigências, a contagem do prazo será reiniciada a partir da data do seu
cumprimento.

Legislação – Volume II 111


Art. 31. A relação de pendências será atendida no prazo máximo de trinta dias contados a
partir da ciência do interessado, sob pena de arquivamento.
Parágrafo Único. O arquivamento a que se refere este artigo será pelo período máximo de
cento e cinqüenta dias, findo o qual, a solicitação que deu origem ao comunicado de
exigência perderá a validade.
Art. 32. Os recursos apresentados pelo interessado, referentes a pedido de reativação de
processo e outros, serão examinados pela Prefeitura Municipal.

SEÇÃO III
DA APROVAÇÃO OU VISTO DE PROJETO

Art. 33. O projeto de arquitetura referente à obra inicial ou modificação em áreas urbanas ou
rurais, públicas ou privadas, será submetido a exame na Prefeitura Municipal para visto ou
aprovação.

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
Art. 34. São dispensadas de apresentação de projeto e de licenciamento as seguintes obras
localizadas dentro dos limites do lote:
I - muro, exceto de arrimo;
II - guarita;
III - abrigo para animais domésticos com área máxima de construção de seis metros
quadrados;
IV - instalação comercial constituída exclusivamente de equipamentos e decoração de
interiores;
V - canteiro de obras que não ocupe área pública;
VI - obra de urbanização no interior de lotes, respeitados parâmetros de uso e ocupação do
solo;
VII - pintura e revestimentos internos e externos;
VIII - substituição de elementos decorativos e esquadrias;
IX - grades de proteção em desníveis;
X - substituição de telhas e elementos de suporte de cobertura;
XI - reparos e substituição em instalações prediais.
§1º As obras referidas nos incisos VIII, IX, X e XI são aquelas que:
I - não alterem ou requeiram estrutura de concreto armado, de metal ou de madeira, treliças
ou vigas;
II - não estejam localizadas em fachadas situadas em limites de lotes e projeções;
III - não acarretem acréscimo de área construída;
IV - não prejudiquem a aeração e a iluminação e outros requisitos técnicos.
§2º A dispensa de apresentação de projeto e de licenciamento não desobriga do
cumprimento da legislação aplicável e das normas técnicas brasileiras.
quanto à posse e ao domínio.

SUBSEÇÃO I
DA PRÉ-ANÁLISE
Art. 35. É facultada ao interessado a apresentação de projeto de arquitetura para exame em
formato de “pré-análise”, com 02 (dois) jogos de cópias do projeto de arquitetura ou estudo
preliminar, dispensada a apresentação da Anotação de Responsabilidade Técnica - ART de
autoria de projeto.
Parágrafo único. Do projeto de arquitetura ou do estudo preliminar de que trata este artigo
constarão elementos suficientes para a análise técnica, o nome e assinatura do autor do
projeto.

Legislação – Volume II 112


SUBSEÇÃO II
DA APROVAÇÃO DE PROJETOS
Art. 36. O projeto de arquitetura referente a obra inicial ou modificação em área urbana,
pública ou privada, será submetido a exame na Prefeitura Municipal para visto ou aprovação.
§1º O projeto de arquitetura, visado ou aprovado, tem validade por quatro anos, contados a
partir da data do visto ou da aprovação.
§2º A solicitação de aprovação ou de visto de projeto pode ser requerida concomitantemente
à do alvará de construção.
Art. 37. A solicitação para aprovação ou visto do projeto de arquitetura de obra inicial, de
demolição, de modificação e de substituição de projeto em zonas urbanas definidas na
legislação de uso e ocupação do solo dar-se-á mediante a apresentação dos documentos
definidos nesta Lei Complementar.
Art. 38. Os projetos deverão conter:

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
I - plantas cotadas dos pavimentos a construir, reconstruir, modificar ou acrescer, indicando: a
finalidade de cada compartimento, suas dimensões e áreas; as dimensões de portas e janelas;
os traços de cortes longitudinais e transversais; espessuras de paredes e dimensões externas
totais da obra;
II - as penas de canetas e pranchas devem ser usadas de acordo com as normas da ABNT;
III - elevação das fachadas para logradouros;
IV - cortes transversais e longitudinais, devidamente cotados, em que constem principalmente:
altura dos compartimentos; níveis dos pavimentos; alturas das janelas e peitoris; a cota de
soleira e demais elementos importantes da obra;
V - planta de situação indicando:
a) posição do lote em relação à quadra;
b) a numeração do lote a ser construído e dos lotes vizinhos;
c) a nomenclatura das vias lindeiras à quadra;
VI - planta de locação, indicando:
a) dimensões das divisas do lote;
b) posição da obra em relação ao terreno;
c) indicação de afastamentos da edificação em relação às divisas e outras edificações
porventura existentes;
d) as cotas de nível da soleira e da edificação;
e) numeração do lote a ser construído e dos vizinhos, se houver;
f) indicação do coeficiente de aproveitamento;
g) nome do logradouro, se houver;
h) orientação magnética ou geográfica;
i) portão de entrada, muro, calçada e entrada de garagem;
quanto à posse e ao domínio.

j) coeficiente de aproveitamento;
l) cobertura indicando os caimentos dos telhados.
Art. 39. As escalas dos desenhos das plantas de que trata o artigo anterior, em relação às
dimensões naturais deverão ser:
I – plantas de pavimento, cortes e elevação de fachadas: escalas de 1/50 ou 1/75;
II – planta de situação: escalas 1/500, 1/750 ou 1/1000;
III – planta de locação e cobertura: escala 1/200;
IV – detalhes: escala 1/20.

Legislação – Volume II 113


Parágrafo único. A utilização da escala não dispensa a indicação das cotas que exprimem as
dimensões dos compartimentos dos vãos, das alturas, prevalecendo estes, quando em
desacordo com as medidas tomadas em escala do desenho.
Art. 40. As construções cuja estrutura seja em concreto armado, metálicas ou ambas, não
necessitarão ter seus cálculos estruturais aprovados pela Prefeitura Municipal, porém deverão
ser obrigatoriamente assistidos por profissionais legalmente habilitados, sob pena de embargo
e multa.
Art. 41. Todas as folhas dos projetos deverão ser assinadas pelo autor, pelo responsável técnico
e pelo proprietário.
Art. 42. Os projetos deverão ser apresentados em folhas de papel A4, A3, A2, A1 ou A0.
Art. 43. Os projetos que não atenderem os requisitos mínimos exigidos no presente código serão
arquivados, ou devolvidos ao interessado, mediante requerimento, após notificação.
Art. 44. A Prefeitura Municipal indeferirá o projeto de arquitetura quando o partido

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
arquitetônico for incompatível com o disposto na legislação de uso e ocupação do solo.
Art. 45. Fica facultado ao interessado requerer a autenticação do projeto de arquitetura
aprovado ou visado, em número de cópias que se fizerem necessárias, desde que as mesmas
sejam idênticas às cópias arquivadas e não possuam rasuras ou emendas.
Art. 46. Expirado o prazo de validade da aprovação ou visto do projeto de arquitetura, este
poderá ser revalidado desde que a legislação específica não tenha sido alterada.

SUBSEÇÃO III
DO CÁLCULO DE ÁREAS DOS PROJETOS
Art. 47. Cabe à Prefeitura Municipal indicar as áreas dos projetos arquitetônicos submetidos à
aprovação ou visto, de acordo com os seguintes critérios:
I - a área total de construção será indicada no projeto arquitetônico e conterá apenas duas
casas decimais, sem arredondamento ou aproximação;
II - a área construída de cada pavimento será calculada considerada a superfície coberta
limitada pelo perímetro externo da edificação e excluídos:
a) os poços de elevadores;
b) os prismas de aeração e iluminação ou só de aeração;
c) os poços técnicos;
d) os beirais de cobertura, com largura máxima de um metro e cinqüenta centímetros;
III - a área de pavimento em pilotis situado em lote será igual à área do pavimento
imediatamente superior;
IV - as áreas fora dos limites de lotes, decorrentes de concessão de direito real de uso, serão
discriminadas em parcelas específicas.
Parágrafo Único. A área dos poços de elevadores será considerada, para efeito de cálculo de
quanto à posse e ao domínio.

área de projeto arquitetônico, em apenas um dos pavimentos da edificação.


Art. 48. Para fins de cálculo de taxa máxima de construção ou de coeficiente de
aproveitamento permitidos para a edificação em legislação específica, serão
desconsiderados as seguintes obras e elementos construtivos:
I - escadas, quando exclusivamente de emergência;
II - garagens em subsolos ou em outros pavimentos, exceto em edifícios-garagem;
III - varandas decorrentes de concessão de direito real de uso;
IV - galerias;

Legislação – Volume II 114


V - marquises de construção obrigatória;
VI - marquises de construção não obrigatória, exclusivamente quando em balanço;
VII - guaritas;
VIII - compartimentos destinados a abrigar centrais de ar condicionado, subestações, grupos
geradores, bombas, casas de máquinas e demais instalações técnicas da edificação que
façam parte da área comum;
IX - piscinas descobertas;
X - quadras de esportes descobertas;
XI - áreas de serviço descobertas;
XII - caixas d’água elevadas ou enterradas, exceto castelos d’água;
XIII - molduras, elementos decorativos e jardineiras, com avanço máximo de quarenta
centímetros além dos limites das fachadas;
XIV - brises, com largura máxima correspondente a um metro, desde que projetados

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
exclusivamente para proteção solar;
XV - subsolos destinados a depósito.

SEÇÃO IV
DO LICENCIAMENTO

Art. 49. As obras de que trata esta Lei Complementar, em áreas urbanas ou rurais, públicas ou
privadas, só podem ser iniciadas após a obtenção de licenciamento na respectiva Prefeitura
Municipal.
§1º Obras iniciais, obras de modificação com acréscimo ou decréscimo de área e obras de
modificação sem acréscimo de área, com alteração estrutural, são licenciadas mediante a
expedição do alvará de construção.
§2º Obras de modificação sem acréscimo de área e sem alteração estrutural são licenciadas
automaticamente, por ocasião do visto ou da aprovação do projeto de modificação,
dispensada a expedição de novo alvará de construção.
§3º Edificações temporárias, demolições, obras e canteiros de obras que ocupem área pública
são objeto de licença.
Art. 50. O alvará de construção tem validade de quatro anos, contados a partir da data de
sua expedição, podendo ser renovado por igual período.
Parágrafo Único. O alvará de construção tem validade imprescritível após a conclusão das
fundações necessárias à edificação licenciada.
Art. 51, compostos de duas ou mais edificações no mesmo lote, desde que distintas, de
funcionamento independente e que estejam em condições de serem utilizadas isoladamente.
Art. 52. O pedido de licenciamento será feito em requerimento firmado pelo proprietário ou
quanto à posse e ao domínio.

interessado, indicando sua qualificação e endereço, sendo que quando for feito por
procurador deverá ser juntado o competente instrumento de mandato.
Parágrafo Único. No requerimento serão especificadamente discriminados:
I - nome e endereço dos escritórios dos profissionais que assinam os projetos, quando for
obrigatória sua apresentação,
II - endereço, espécie e prazo da obra,
III - dados essenciais do título de propriedade.

Legislação – Volume II 115


SEÇÃO V
DO CERTIFICADO DE CONCLUSÃO

Art. 53. Toda edificação, qualquer que seja sua destinação, depois de concluída, obterá o
respectivo certificado de conclusão na Prefeitura Municipal, documento indispensável à
utilização regular do imóvel, nos termos desta Lei Complementar.
Parágrafo Único. Considera-se concluída a obra que estiver executada de acordo com o
projeto de arquitetura aprovado ou visado, devidamente numerada e após terem sido
retirados o canteiro de obras e os entulhos, recuperada a área circundante e desocupada a
área utilizada pelo canteiro de obras.
Art. 54. O certificado de conclusão pode ser na forma de:
I - carta de habite-se, expedida para obras objeto de alvará de construção;
II - atestado de conclusão, expedido para os demais casos.

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
Art. 55. A carta de habite-se em separado é concedida para cada uma das edificações de
um conjunto arquitetônico, desde que constituam unidades autônomas, de funcionamento
independente e estejam em condições de serem utilizadas separadamente.
Art. 56. Os certificados de conclusão serão expedidos após a apresentação da
documentação pertinente, da vistoria do imóvel e da verificação de inexistência de
exigências.
Art. 57. Poderão ser aceitas, desde que observada a legislação vigente à época do
licenciamento inicial da obra, pequenas alterações que não descaracterizem o projeto
aprovado nem impliquem em divergência superior a 5% (cinco por cento) da área construída
constantes do projeto aprovado desde que não haja prejuízo dos recuos mínimos legais
obrigatórios, e pagas as taxas devidas pela área excedente, sem necessidade de substituição
do projeto.

TÍTULO II
DAS EDIFICAÇÕES

CAPÍTULO I
PREPARAÇÃO E EXECUÇÃO DE OBRAS
Art. 58. A execução de obras, incluindo os serviços preparatórios e complementares, suas
instalações e equipamentos, será procedida de forma a obedecer ao projeto aprovado, à
boa técnica, às normas técnicas e ao direito de vizinhança, a fim de garantir a segurança dos
trabalhadores, da comunidade, das propriedades vizinhas e dos logradouros públicos,
observados em especial a legislação trabalhista pertinente.
§1º Durante a execução das obras será obrigatória a manutenção do passeio desobstruído e
em perfeitas condições, sendo vedada sua utilização, ainda que temporária, como canteiro
de obras ou para carga e descarga de materiais de construção, salvo no interior dos tapumes
que avançarem sobre o logradouro.
quanto à posse e ao domínio.

§2º Nenhum elemento do canteiro de obras poderá prejudicar a arborização da rua, a


iluminação pública, a visibilidade de placas, avisos ou sinais de trânsito e outras instalações de
interesse público.
§3º Nas obras situadas nas proximidades de hospitais, escolas, asilos e estabelecimentos
similares e nas vizinhanças de edificações residenciais é proibido executar, antes das 7 horas e
depois das 19 horas, qualquer trabalho ou serviço que produza ruído.

Legislação – Volume II 116


CAPÍTULO II
DO PREPARO DO TERRENO E MOVIMENTAÇÃO DE TERRA
Art. 59. Qualquer movimento de terra deverá ser executado com o devido controle
tecnológico, a fim de assegurar sua estabilidade, prevenir erosões e garantir a segurança dos
imóveis e logradouros limítrofes, bem como não impedir ou alterar o curso natural de
escoamento de águas pluviais e fluviais ou não modificar a condição natural de dunas, praias,
manguezais, costões, lagoas e todas as demais áreas de preservação permanente.
§1º Os aterros e muros de arrimo que apresentarem junto às divisas, altura total ou superior a
7,20m (sete metros e vinte centímetros), medidos a partir do perfil original do terreno, ficarão
condicionados, a partir desta altura, a afastamento mínimo de 3,00m (três metros), no trecho
em que ocorrer tal situação.
§2º Nos afastamentos obrigatórios para logradouros públicos os aterros e muros obedecerão às
limitações contidas nas leis de zoneamento, uso e ocupação do solo vigente.
§3º A execução de escavações, cortes ou aterros com mais de 3,00m (três metros) de altura ou

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
profundidade, em relação ao perfil natural do terreno, deverá obrigatoriamente ser precedida
de estudo de viabilidade técnica, com vistas à verificação das condições de segurança e de
preservação ambiental e paisagística.
§4º Serão obrigatórios muros de arrimo sempre que os cortes ou aterros ocorrerem junto às
divisas do terreno ou no alinhamento.
Art. 60. O proprietário ou o responsável técnico deverá adotar as medidas necessárias para
garantir a segurança dos operários, da comunidade e das propriedades vizinhas, e ainda
obedecer ao seguinte:
I – os logradouros públicos devem ser mantidos em perfeito estado de limpeza e conservação;
II – evitar a obstrução de logradouros públicos ou incômodo para a vizinhança, pela queda de
detritos, produção de poeira e ruído excessivos.

SEÇÃO I
CANTEIRO DE OBRAS, TAPUMES E ANDAIMES

SUBSEÇÃO I
CANTEIROS DE OBRAS E TAPUMES
Art. 61. Nenhuma construção, reforma ou demolição poderá ser realizada no alinhamento dos
logradouros públicos, ou com afastamento inferior a 4,00m (quatro metros), sem que haja, em
toda a sua frente, bem como em toda a sua altura, um tapume acompanhando o
andamento da obra.
Parágrafo Único. Quando se tratar de obras de construção, reparo ou demolição de muros
com até 3,00m (três metros) de altura, será dispensada a exigência de tapume.
Art. 62. Os tapumes deverão atender ainda às seguintes normas:
I - no passeio público deverão deixar pelo menos 2,00m (dois metros) de largura livre;
quanto à posse e ao domínio.

II - não poderão ter altura inferior a 2,00m (dois metros);


III - deverão possuir perfeitas condições de segurança, vedação e acabamento;
IV - não poderão prejudicar a arborização, a iluminação pública, a visibilidade das placas de
nomenclatura, sinalização ou numeração e outros equipamentos de interesse público;
V - deverão garantir a visibilidade dos veículos, quando construídos em esquinas de
logradouros;
VI - deverão observar as distâncias mínimas à rede de energia elétrica, de acordo com as
normas da ABNT e especificações da concessionária local.

Legislação – Volume II 117


Art. 63. Quando o tapume for executado em forma de galeria, para circulação e proteção
dos pedestres, será permitida a existência de compartimentos superpostos, como
complemento da instalação do canteiro da obra, respeitada sempre, no nível do passeio, a
norma contida no art. 67 e desde que os compartimentos e pontaletes de sustentação da
galeria distem, no mínimo, 0,50m (cinqüenta centímetros) do meio-fio.
Parágrafo Único. A galeria de que trata este artigo só será permitida desde que fique
assegurada no passeio passagem livre uniforme com largura mínima de 0,90m (noventa
centímetros) e pé-direito mínimo de 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros).
Art. 64. Quando a largura livre do passeio resultar inferior a 2,0m (dois metros) e se tratar de
obra em logradouro sujeito a intenso tráfego de veículos, deverá ser solicitada autorização
para, em caráter excepcional, e a critério do órgão municipal competente, desviar-se o
trânsito de pedestres para parte protegida do leito carroçável.
Art. 65. Nas construções com afastamento de 4,00m (quatro metros) ou mais, será obrigatória a
construção de tapume com 2,00m (dois metros) de altura mínima, no alinhamento, não

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
podendo ocupar o passeio.
Art. 66. Concluídos os serviços no afastamento frontal ou, paralisados a obra por período
superior a 30 (trinta) dias, o tapume deverá ser obrigatoriamente recuado para o alinhamento
do lote.
Art. 67. Os profissionais responsáveis pelo projeto e pela execução da obra, deverão colocar
em lugar apropriado uma placa com a indicação de seus nomes, títulos e número de registro
no CREA, nas dimensões exigidas pelas normas legais.
Parágrafo Único. Esta placa está isenta de qualquer tributação.

SUBSEÇÃO II
ANDAIMES
Art. 68. Nas obras ou serviços que se desenvolverem a mais de 6,00m (seis metros) de altura
será obrigatória à execução de andaimes, obedecidas, ainda, as seguintes normas:
I - terão de garantir perfeitas condições de segurança de trabalho para os operários, de
acordo com a legislação federal que trata sobre o assunto;
II - deverão ser convenientemente fechados em todas as suas faces livres para impedir a
queda de materiais;
III - deverão observar altura livre mínima de 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros) em
relação do nível do logradouro fronteiro ao imóvel;
IV - deverão ocupar área projetada sobre o logradouro público com largura máxima de 2,00m
(dois metros);
V - deverá manter, nas partes mais salientes, afastamento mínimo de 0,50m (cinqüenta
centímetros) do meio-fio;
VI - não poderão prejudicar a arborização, a iluminação pública, a visibilidade das placas de
quanto à posse e ao domínio.

nomenclatura, sinalização ou numeração e outros equipamentos de interesse público;


VII - deverão observar as distâncias mínimas à rede de energia elétrica, de acordo com as
normas da ABNT e especificações da concessionária local;
VIII - deverão ser removidos quando concluídos os serviços ou paralisada a obra por período
superior a 30 (trinta) dias.
Art. 69. Quando apoiados no logradouro público, além das normas estabelecidas no artigo
anterior, os andaimes deverão assegurar passagem livre uniforme com largura mínima de 2,0m
(dois metros).

Legislação – Volume II 118


SUBSEÇÃO III
DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS
Art. 70. Além do atendimento às disposições deste Código e aos padrões de desempenho
mínimos recomendáveis, os componentes das edificações deverão atender às especificações
constantes das Normas Brasileiras Técnicas pertinentes.
Art. 71. O conveniente dimensionamento, especificação e emprego de materiais, elementos
construtivos e instalações deverão assegurar estabilidade, segurança e salubridade às obras,
edificações e equipamentos, garantido desempenho, no mínimo similar, aos padrões
estabelecidos neste Código.
Parágrafo único - O desempenho obtido pelo emprego de componentes, em especial aquele
com uso ainda não consagrado, bem como utilizações diversas das habituais daqueles
conhecidos, será da inteira responsabilidade do profissional que os tenha especificado ou
adotado.

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
Art. 72. A edificação deverá proporcionar os princípios básicos de conforto, higiene e
salubridade.
§1º Os compartimentos que necessitarem cuidados higiênicos e sanitários especiais deverão
ser dotados de revestimentos adequados à impermeabilidade e resistência à freqüente
limpeza.
§2º Os compartimentos destinados a abrigar serviços de lavagem, lubrificação e pintura serão
executados de forma a impedir a dispersão do material em suspensão utilizado no serviço.
§3º Os componentes da edificação, bem como instalações e equipamentos, deverão dispor
de condições que impeçam o acesso e alojamento de animais transmissores de moléstias.
Art. 73. As fundações deverão ficar situadas inteiramente dentro dos limites do lote, levando-se
em consideração os seus efeitos em relação às edificações vizinhas, logradouros públicos e
instalações de serviços públicos.
Art. 74. O desempenho dos elementos estruturais deverá garantir, além da estabilidade da
edificação, adequada resistência ao fogo.
Art. 75. As paredes deverão apresentar índices adequados de resistência ao fogo, isolamento
térmico, isolamento e condicionamento acústico, estabilidade e impermeabilidade.
§1º Deverá ser impermeabilizada qualquer parede que estiver em contato direto com o solo.
§2º Os andares acima do solo que não forem vedados deverão dispor de proteção contra
quedas com altura mínima de 1,10m (um metro e dez centímetros) e resistente a impactos e
pressão conforme normas da ABNT.
Art. 76. A cobertura da edificação deverá proporcionar isolamento térmico, isolamento e
condicionamento acústico, estabilidade e impermeabilidade.
Parágrafo único. Quando se tratar de edificação agrupada horizontalmente, a estrutura de
cobertura de cada unidade autônoma será independente, devendo a parede divisória entre
as unidades chegar até a face inferior da telha.
quanto à posse e ao domínio.

Art. 77. Os pavimentos que separam os andares de uma edificação, inclusive os mezaninos,
deverão apresentar índices adequados de resistência a fogo, isolamento térmico, isolamento
e condicionamento acústico, estabilidade e impermeabilidade, adotando-se como referência
de desempenho os índices obtidos por uma laje de concreto armado com a espessura
acabada de 0,10 m (dez centímetros).
Parágrafo único - Quando assentados diretamente sobre o solo, deverão ser
impermeabilizados e executados de forma a garantir padrão de desempenho correspondente
a uma camada de concreto com espessura mínima de 0,07 m (sete centímetros).

Legislação – Volume II 119


Art. 78. A execução de instalações prediais de água potável, esgoto, luz, energia, telefone,
observarão, sob a responsabilidade do Responsável Técnico, as normas das empresas
concessionárias.
Art. 79. Não será permitido o despejo direto sobre as calçadas, de águas pluviais ou servidas,
devendo as mesmas ser encaminhadas por canalização sob o passeio à rede coletora própria.
Parágrafo Único - É vedado abrir ou levantar o calçamento, proceder a escavações ou
executar obras de qualquer natureza na via pública, sem prévia autorização.
Art. 80. Nas edificações multifamiliares horizontal ou vertical e para uso comercial ou industrial
fica proibida a instalação de tubos de queda de lixo.
§1º Todo equipamento mecânico, independentemente de sua posição no imóvel, deverá ser
instalado de forma a não transmitir ao imóvel vizinho e aos logradouros públicos, ruídos,
vibrações e calor em níveis superiores aos previstos na legislação específica.
§2º Os equipamentos mecânicos, independentemente de seu porte, não serão considerados

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
como área edificada.
Art. 81. Toda edificação deverá ser dotada de abrigo protegido para guarda de lixo, em local
de fácil acesso ao logradouro e com capacidade para armazenamento por 3 (três) dias.

CAPÍTULO III
DOS ASPECTOS GERAIS DAS EDIFICAÇÕES

SEÇÃO I
DOS COMPARTIMENTOS

Art. 82. Os compartimentos e ambientes devem ser posicionados na edificação de forma a


proporcionar conforto ambiental, térmico, acústico e proteção contra a umidade, obtidos
pelo adequado dimensionamento do espaço e correto emprego dos materiais das paredes,
cobertura, pavimento e aberturas, bem como das instalações e equipamentos.
Art. 83. Os compartimentos das edificações classificar-se-ão em razão da função a que se
destinam, recomendando-se o dimensionamento mínimo e a necessidade de arejamento e
insolação naturais conforme disposto nos artigos seguintes, salvo disposição de caráter restritivo
constante de legislação própria.
SUBSEÇÃO I
DA CLASSIFICAÇÃO DOS COMPARTIMENTOS
Art. 84. Os compartimentos ou ambientes, conforme sua utilização são classificados como:
I - de permanência prolongada;
II - de permanência transitória;
III - de utilização especial.
quanto à posse e ao domínio.

Art. 85. Os compartimentos ou ambientes de permanência prolongada são aqueles utilizados


para, pelo menos, uma das seguintes funções:
I - repouso;
II - estar ou lazer;
III - preparo ou consumo de alimentos;
IV - trabalho, ensino ou estudo;
V - reunião ou recreação;
VI - prática de esporte ou exercício físico;

Legislação – Volume II 120


VII - tratamento ou recuperação de saúde;
VIII - serviços de lavagem e limpeza.
Art. 86. Os compartimentos ou ambientes de permanência transitória são aqueles utilizados
para, pelo menos, uma das seguintes funções:
I - circulação e acesso de pessoas;
II - higiene pessoal;
III - guarda de veículos.
Art. 87. Os compartimentos ou ambientes de utilização especial são aqueles que apresentam
características e condições de uso diferenciadas daquelas definidas para os compartimentos
ou ambientes de permanência prolongada ou transitória.
Parágrafo único. Os parâmetros técnicos dos compartimentos ou ambientes referidos neste
artigo são determinados pelas respectivas necessidades funcionais, obedecida a legislação
pertinente.

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
SUBSEÇÃO II
DAS DIMENSÕES DOS COMPARTIMENTOS
Art. 88. Os compartimentos ou ambientes obedecerão a parâmetros mínimos de:
I - área de piso;
II - pé-direito;
III - vãos de aeração e iluminação;
IV - vãos de acesso;
V - dimensões mínimas de compartimentos e de elementos construtivos.
VI - acessibilidade
Parágrafo único. Os parâmetros mínimos de dimensionamento são definidos nos Anexos desta
Lei Complementar.
Art. 89. As áreas dos compartimentos de unidade domiciliar econômica poderão ter, no
mínimo, setenta e cinco por cento das áreas definidas para unidades domiciliares constantes
nos Anexos desta Lei Complementar, com exceção de banheiro, lavabo, banheiro e
dormitório de empregado.
§1º Para o cálculo da área mínima dos dormitórios, será utilizada a área do primeiro dormitório
constante nos Anexos desta Lei Complementar.
§2º Nas unidades domiciliares econômicas do tipo célula, inseridas em programas
governamentais de interesse social, o serviço de lavagem e limpeza poderá constituir-se de, no
mínimo, um tanque, sendo dispensada, para esse compartimento, a aplicação do disposto nos
Anexos desta Lei Complementar no que se refere à área e à dimensão mínima.
SUBSEÇÃO III
DA AERAÇÃO E VENTILAÇÃO
quanto à posse e ao domínio.

Art. 90. Para efeito de aeração e iluminação, todo compartimento ou ambiente disporá de
vãos que se comuniquem diretamente com espaços exteriores ou com áreas abertas,
conforme os parâmetros mínimos estabelecidos nos Anexos desta Lei Complementar.
Parágrafo Único. São dispensados de cumprir as exigências deste artigo os compartimentos ou
ambientes previstos nesta Lei Complementar.
Art. 91. As áreas abertas destinadas à aeração e iluminação ou só aeração de
compartimentos ou ambientes denominam-se prismas e são assim classificados:
I - prisma aberto - é o que possui, pelo menos, uma de suas faces não delimitada por parede,
muro ou divisa de lote;

Legislação – Volume II 121


II - prisma fechado - é o que possui todas as faces delimitadas por paredes, muros ou divisa de
lote.
Parágrafo Único. O prisma fechado só de aeração, localizado abaixo do nível do solo e
protegido por grelha, é denominado poço inglês.
Art. 92. Os prismas e os vãos de aeração e iluminação serão dimensionados, obedecidos aos
limites mínimos previstos nesta Lei Complementar.
Art. 93. Os prismas terão garantido, em toda a altura da edificação, onde houver vão aerado
ou iluminado por eles, as seguintes dimensões mínimas de:
I - vinte por cento da altura da edificação correspondente ao diâmetro de um círculo inscrito
não inferior a um metro e cinqüenta centímetros, para os prismas fechados de aeração e
iluminação;
II - sessenta centímetros e a outra dimensão igual ou superior à menor dimensão dos
compartimentos a que serve, tomado como base o maior compartimento, para os prismas

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
fechados destinados apenas a aeração;
III - largura mínima de um metro e cinqüenta centímetros e profundidade máxima equivalente
ao dobro de sua largura, incluídas neste cálculo as varandas, para os prismas abertos de
aeração e iluminação;
IV - largura mínima de sessenta centímetros e profundidade máxima equivalente ao dobro de
sua largura, não permitidas as varandas, exceto nos casos em que a largura proposta for igual
ou superior a um metro e cinqüenta centímetros, para os prismas abertos só de aeração.
Art. 94. Os prismas fechados de aeração terão aeração verticalmente cruzada e
permanentemente garantida, inclusive quando protegidos em sua parte superior.
Parágrafo Único. Quando utilizado equipamento mecânico de aeração na parte superior dos
prismas referidos neste artigo, fica dispensada a aeração verticalmente cruzada.
Art. 95. Os vãos de aeração e iluminação ou só de aeração manterão afastamento mínimo
em relação às divisas de lotes e de paredes confrontantes, de acordo com os seguintes
parâmetros:
I - de um metro e cinqüenta centímetros quando paralelos às divisas dos lotes;
II - poderá ser inferior a um metro e cinqüenta centímetros, desde que garantida a
indevassibilidade do lote vizinho, quando situados em plano perpendicular ou oblíquo em
relação às divisas dos lotes;
III - de três metros, inclusive quando em prismas, independentemente do dimensionamento
destes, com exceção de prismas só de aeração, quando situados em paredes opostas e
pertencentes a unidades imobiliárias distintas;
IV - de um metro e cinqüenta centímetros, inclusive quando em prismas, independentemente
do dimensionamento destes, quando frontais a paredes cegas ou a vãos de aeração e
iluminação de uma mesma unidade imobiliária;
V - de sessenta centímetros de outro vão exclusivamente de aeração ou de parede cega,
localizado o peitoril em altura não inferior a um metro e oitenta centímetros, quando se tratar
quanto à posse e ao domínio.

de vãos exclusivamente de aeração, mesmo os situados em prismas.


Parágrafo Único. Ficam dispensados de observar o disposto neste artigo os vãos de aeração e
iluminação situados nos limites de lotes exclusivamente voltados para áreas públicas, para as
quais podem ser abertos.
Art. 96. Os compartimentos ou ambientes de permanência prolongada disporão de aberturas
voltadas para espaços exteriores, salvo em casos excepcionais definidos em regulamentação.
Art. 97. Os compartimentos ou ambientes de permanência transitória podem dispor de:
I - aberturas voltadas para qualquer tipo de prisma;

Legislação – Volume II 122


II - aberturas voltadas para o exterior sobre o teto rebaixado de outro compartimento;
III - iluminação artificial;
IV - aeração por meio mecânico, de forma individualizada ou coletiva.
Parágrafo Único. Será de dois metros e cinqüenta centímetros a distância mínima permitida
para o disposto no inciso II, sem que seja necessária a utilização de equipamento mecânico.
Art. 98. Os compartimentos ou ambientes de utilização especial podem ser iluminados
artificialmente e aerados por meios mecânicos, mediante apresentação de justificativa
técnica e de projetos específicos.
Art. 99. Qualquer compartimento ou ambiente pode ser aerado e iluminado por meio de
varandas.
Art. 100. Somente compartimento ou ambiente de permanência transitória pode ser aerado e
iluminado através de abrigos de veículos.
Art. 101. Podem ser aerados e iluminados por meio de outros, os compartimentos ou ambientes

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
utilizados para ante-sala, sala íntima, sala de jantar e copa.
Parágrafo Único. Cozinha, banheiro, lavabo e dormitório de empregado podem ser aerados
pela área de serviço.
Art. 102. A área do vão de aeração corresponderá ao somatório do mínimo exigido para cada
compartimento atendido.
Art. 103. As esquadrias, aberturas ou painéis translúcidos voltados para o exterior da
edificação, que atinjam altura inferior a noventa centímetros em relação ao nível do piso
interno, serão executados de forma a garantir condições mínimas de segurança.
Art. 104. As saliências de compartimentos que possuam vãos de aeração e iluminação terão
profundidade máxima igual ao dobro de sua largura, incluídas neste cálculo as varandas.
Art. 105. Fica permitida a passagem de fiações e tubulações nos prismas de aeração e
iluminação ou só de aeração, desde que o somatório das seções dessas instalações não
reduza as dimensões mínimas exigidas para os prismas.
Parágrafo Único. Constará do projeto de arquitetura o dimensionamento do local previsto para
a passagem das tubulações.

SEÇÃO II
DA CIRCULAÇÃO E SEGURANÇA

Art. 106. As disposições construtivas de todas as edificações no Município de São Gonçalo


seguirão as Normas Técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT e as normas
do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro que passam a fazer parte integrante
deste Código.
Art. 107. Nas construções com área construída inferior a 750 m2 (setecentos e cinqüenta
metros quadrados) e com altura inferior a 12 metros, exceção a locais de reunião de público,
quanto à posse e ao domínio.

as áreas de circulação serão classificadas em:


I - Coletivas - servem a mais de uma unidade residencial, comercial ou institucional e terão
largura mínima de 1,20 m (um metro e vinte centímetros);
II - Privativas - servem a uma única unidade e terão largura mínima de 0,80 m (oitenta
centímetros);
III - Restritas - servem a depósitos ou instalação de equipamento, e terão largura mínima de
0,80 m (oitenta centímetros).

Legislação – Volume II 123


Art. 108. As edificações destinadas ao uso público ou privadas não residenciais e habitações
multifamiliares deverão garantir plenas condições de acesso e permanência a pessoas com
deficiência, segundo normas técnicas a serem definidas na regulamentação da presente Lei
Complementar.

SEÇÃO III
DAS GARAGENS E ESTACIONAMENTOS

Art. 109. Para os efeitos desta Lei, o local destinado à guarda de veículos denomina-se
garagem ou abrigo, quando coberto, e estacionamento, quando descoberto, e é classificado
em:
I - particular, quando situado em propriedade privada;
II - público, quando situado em área pública.
Art. 110. As garagens e estacionamentos de veículos serão projetados e executados sem a

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
interferência de quaisquer elementos construtivos que possam comprometer sua utilização ou
os parâmetros construtivos mínimos estabelecidos.
§1º As circulações de veículos, as vagas, as rampas e demais parâmetros pertinentes
obedecerão ao previsto na regulamentação desta Lei e serão indicados e dimensionados nos
projetos de arquitetura.
§2º Fica admitida a utilização de equipamento mecânico para a racionalização da área,
observado o número de vagas exigido.
Art. 111. Nos casos em que as dimensões do lote impossibilitarem a localização de rampas e
patamares de acomodação em seu interior, ficam admitidas sua localização além dos limites
do lote, desde que:
I - estejam adequados ao sistema viário projetado;
II - a circulação de pedestres seja garantida.
Art. 112. As rampas de acesso de projeções podem ser localizadas fora de seus limites.
Art. 113. No caso de existirem dois ou mais subsolos, as rampas fora dos limites de lotes
receberão a anuência da Prefeitura Municipal e estarão em consonância com o projeto
urbanístico oficial.
Art. 114. Serão previstas vagas para veículos de pessoas com dificuldade de locomoção nos
estacionamentos públicos e nos explorados comercialmente, conforme o disposto nesta Lei
Complementar.
Art. 115. É obrigatória a previsão de vagas para veículos que transportem ou sejam conduzidos
por pessoas portadoras de deficiência e para veículos que transportem ou sejam conduzidos
por pessoas idosas em garagens e estacionamentos públicos, inclusive naqueles explorados
comercialmente, conforme o disposto nesta Lei, em legislação específica e nas normas
técnicas brasileiras.
quanto à posse e ao domínio.

Art. 116. As garagens e estacionamentos particulares explorados comercialmente obedecerão


a parâmetros estabelecidos em regulamentação.

SEÇÃO IV
DA ACESSIBILIDADE

Art. 117. Serão garantidas a todos, inclusive a pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida, condições de utilização e de acesso físico aos serviços oferecidos, pelo
menos, nos seguintes tipos de edificações e bens imóveis:
I - áreas comuns nas habitações residenciais multifamiliares;

Legislação – Volume II 124


II - edifícios de órgãos públicos;
III - lojas de departamentos;
IV - centros e galerias comerciais;
V - estabelecimentos comerciais com área de consumação igual ou superior a cinqüenta
metros quadrados;
VI - supermercados e hipermercados;
VII - estabelecimentos de natureza esportiva, cultural, recreativa e religiosa;
VIII - estabelecimentos de saúde;
VIX - estabelecimentos de hospedagem com mais de vinte dormitórios;
X - estabelecimentos de ensino;
XI - estabelecimentos bancários;
XII - terminais rodoviários, ferroviários e aeroviários.
XIII - bens imóveis de valor turístico;

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
XIV - bens imóveis de valor cultural ou de valor cultural e turístico, tombados ou não.
Parágrafo Único. As soluções destinadas à eliminação, redução ou superação de barreiras na
promoção da acessibilidade dos bens imóveis de valor cultural ou de valor cultural e turístico,
tombados ou não, devem compatibilizar-se com sua preservação e, em cada caso específico,
assegurar condições de acesso, de trânsito, de orientação e de comunicação, facilitando a
utilização desses bens e a compreensão de seus acervos para todo o público, de acordo com
as diretrizes, os critérios e as recomendações estabelecidos pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional, pelos órgãos competentes do Município de São Gonçalo e pela
regulamentação desta Lei Complementar.

SEÇÃO V
DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS

Art. 118. As instalações e os equipamentos das edificações serão projetados, calculados e


executados por profissionais habilitados, visando à segurança, à higiene e ao conforto dos
usuários, de acordo com especificações dos fabricantes e fornecedores, e consoante as
prescrições das normas técnicas brasileiras e legislação pertinente.
Parágrafo Único. Fica vedada a alteração dos parâmetros e dimensões mínimos definidos para
a edificação nesta Lei Complementar por qualquer elemento construtivo destinado à
instalação de equipamentos.
Art. 119. É de responsabilidade do proprietário ou do responsável pela administração da
edificação a manutenção de suas instalações e equipamentos.
Parágrafo Único. O proprietário ou o responsável pela administração da edificação
responderão no âmbito civil, criminal e administrativo por negligência ou irregularidade na
conservação, funcionamento e segurança da edificação.
Art. 120. Os equipamentos mecânicos das edificações serão instalados com observância aos
quanto à posse e ao domínio.

limites de ruídos, vibrações e calor estabelecidos nas normas técnicas brasileiras.


Art. 121. Serão previstas, em edificações de habitação coletiva, condições para instalações de
antena coletiva de televisão, televisão por assinatura e equipamentos de comunicação
interna, que servirão a cada unidade autônoma e constarão do projeto específico.
Art. 122. As antenas parabólicas e equipamentos para aproveitamento de energia solar
podem ser instalados na cobertura das edificações.

Legislação – Volume II 125


Art. 123. A instalação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas em edificações
dar-se-á nas hipóteses e condições previstas nas normas técnicas brasileiras e legislação
específica.
Art. 124. Serão previstas nas edificações condições para instalação de gás natural canalizado,
de acordo com as normas técnicas brasileiras e legislação pertinente.
Art. 125. As edificações que apresentem sistemas integrados gerenciados por dispositivos
computadorizados e controle de sistemas de instalações prediais disporão de acionamento de
emergência.
Art. 126. As edificações destinadas a atividades que impliquem a manipulação e
armazenagem de produtos químicos, radioativos, de riscos biológicos, inflamáveis ou
explosivos terão instalações, equipamentos, materiais e elementos construtivos projetados e
executados de acordo com as normas técnicas brasileiras e com a legislação específica e
serão aprovados pelos órgãos sanitário, ambiental e de segurança.

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
Art. 127. Os elevadores sociais, de serviços e de cargas e os monta-cargas previstos em projeto,
quando obrigatórios, terão capacidade de carregamento definida pelo cálculo de tráfego, a
ser apresentado para aprovação ou para visto do projeto arquitetônico.
Art. 128. Quando for exigido elevador na edificação, será previsto elevador independente
para o uso residencial, caso este uso ocorra concomitantemente a outros em uma mesma
edificação.
Parágrafo Único. O cálculo de tráfego para o elevador destinado ao uso residencial será
elaborado separadamente.
Art. 129. Os projetos de edificações preverão condições de proteção contra incêndio e
pânico, conforme determinam as normas de segurança expedidas pelo Corpo de Bombeiros
Militar do Município de São Gonçalo.
Art. 130. Fica obrigatória a instalação de caixa receptora de correspondência e de depósito
para recipientes de lixo, conforme determina a legislação específica.
Parágrafo Único. Em habitações unifamiliares fica obrigatória a instalação de caixas receptoras
com garantia de livre acesso para depósito da correspondência.

CAPÍTULO IV
DOS ASPECTOS ESPECÍFICOS DAS EDIFICAÇÕES
Art. 131. As atividades desenvolvidas nas edificações são agrupadas nos seguintes usos:
I - residencial;
II - comercial de bens e de serviços;
III - coletivo;
IV - industrial;
V - rural.
quanto à posse e ao domínio.

Parágrafo Único. A classificação das atividades permitidas para os usos a que se refere este
artigo será objeto de regulamentação.
Art. 132. Nos casos em que for permitida, pela legislação de uso e ocupação do solo, a
ocorrência simultânea de atividades que caracterizem a existência de mais de um tipo de uso,
será observado o seguinte:
I - as exigências específicas para cada uso serão atendidas;
II - o uso residencial terá acesso exclusivo e ocorrerá isolado dos demais usos.

Legislação – Volume II 126


SEÇÃO I
DAS EDIFICAÇÕES DE USO RESIDENCIAL

SUBSEÇÃO I
DAS HABITAÇÕES UNIFAMILIARES
Art. 133. Considera-se habitação unifamiliar a unidade domiciliar em edificação destinada a
uma única habitação.
Art. 134. Consideram-se habitações em lote compartilhado mais de uma habitação unifamiliar
por unidade imobiliária, conforme definido na legislação de uso e ocupação do solo.
Art. 135. A habitação unifamiliar e as habitações em lote compartilhado contarão com, no
mínimo, compartimentos ou ambientes para estar, dormir, preparo de alimentos, higiene
pessoal e serviços de lavagem e limpeza.
Art. 136. Os compartimentos ou ambientes para serviços de lavagem e limpeza cobertos e

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
descobertos serão indevassáveis desde o logradouro público e lote vizinho.
Parágrafo Único. Quando descobertos, os compartimentos ou ambientes de que trata este
artigo, poderão localizar-se nos afastamentos mínimos obrigatórios.
SUBSEÇÃO II
DAS HABITAÇÕES MULTIFAMILIARES
Art. 137. Considera-se habitação multifamiliar duas ou mais unidades domiciliares na mesma
edificação, com acesso e instalações comuns a todas as unidades.
Art. 138. A unidade domiciliar de habitação multifamiliar contará com, no mínimo,
compartimentos ou ambientes para estar, dormir, preparo de alimentos, higiene pessoal e
serviços de lavagem e limpeza.
Parágrafo Único. O compartimento ou ambiente destinado à higiene pessoal de que trata este
artigo corresponde ao banheiro social definido como primeiro banheiro no Anexo I desta Lei
Complementar.
Art. 139. Fica facultada a existência de um único acesso para utilização como entrada social e
de serviço em unidade domiciliar de habitação multifamiliar com até cinco compartimentos
ou ambientes de permanência prolongada.
Art. 140. Será obrigatória a existência de banheiro de empregado em unidade domiciliar de
habitação multifamiliar com cinco ou mais compartimentos ou ambientes de permanência
prolongada.
Parágrafo Único. Fica excluída do disposto neste artigo a unidade domiciliar econômica.
Art. 141. Fica facultada a existência de dormitório de empregado em unidade domiciliar de
habitação multifamiliar.
Parágrafo Único. Quando da inexistência do dormitório de empregado referido neste artigo, o
compartimento ou ambiente destinado à área de serviço será acrescido em vinte e cinco por
quanto à posse e ao domínio.

cento de sua área, exceto em unidade domiciliar econômica.


Art. 142. Será obrigatória a existência de dependência para funcionários composta de
compartimentos para estar e higiene pessoal em áreas comuns de habitação multifamiliar
com mais de vinte unidades domiciliares.
Art. 143. Em habitação multifamiliar sobre pilotis em projeção, cada conjunto de circulação
vertical servirá a, no máximo, oito unidades domiciliares por pavimento.
Parágrafo Único. Em habitação coletiva econômica sobre pilotis em projeção, o número
máximo de unidades domiciliares definido neste artigo poderá ser alterado para doze.

Legislação – Volume II 127


Art. 144. Será obrigatória a existência de, pelo menos, uma rampa para pessoas com
deficiência, quando houver desnível entre o acesso e o entorno da edificação destinada à
habitação coletiva.
§1º Fica facultada a utilização da área pública para a construção da rampa de que trata este
artigo, desde que descoberta e que não traga prejuízo ao sistema viário e à circulação de
pedestres, devendo ser autorizada pela Prefeitura Municipal.
§2º É permitida a instalação de elemento de proteção nos locais não servidos pelas rampas
referida neste artigo, quando o desnível representar situação de risco por quedas.
Art. 145. A ocupação dos pilotis e o aproveitamento da cobertura para habitação multifamiliar
sobre pilotis em projeções obedecerão à legislação de uso e ocupação do solo.

SUBSEÇÃO III
DAS HABITAÇÕES DE INTERESSE SOCIAL

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
Art. 146. Considera-se habitação econômica a unidade domiciliar econômica situada em
edificação destinada à habitação.
§1º A habitação econômica será unifamiliar quando a edificação destinar-se a uma única
habitação.
§2º A habitação econômica será multifamiliar quando existirem duas ou mais unidades
domiciliares na mesma edificação, com acesso e instalações comuns a todas as unidades.
Art. 147. A unidade domiciliar econômica contará com, no mínimo, compartimentos ou
ambientes para estar, dormir, preparo de alimentos, higiene pessoal e serviços de lavagem e
limpeza.
Art. 148. A unidade domiciliar econômica poderá apresentar as seguintes características:
I - baixo custo dos materiais e acabamentos aplicados;
II - revestimento lavável nas paredes de compartimentos ou ambientes destinados a preparo
de alimentos, higiene pessoal e serviços de lavagem e limpeza, até a altura mínima de um
metro e cinqüenta centímetros.
Art. 149. O projeto de modificação com acréscimo de área em unidade domiciliar econômica
que resultar em área superior a sessenta e oito metros quadrados, obedecerá aos parâmetros
mínimos para as unidades domiciliares constantes do Anexo I desta Lei Complementar
somente no que for modificado.

SEÇÃO II
DAS EDIFICAÇÕES DE USO COMERCIAL DE BENS E DE SERVIÇOS

Art. 150. Considera-se edificação de uso comercial de bens e de serviços aquela destinada à
comercialização de produtos, valores e serviços.
Art. 151. Será obrigatória a existência de sanitário em sala comercial, obedecida a proporção
quanto à posse e ao domínio.

de um sanitário para cada cinqüenta metros quadrados ou fração de área.


Parágrafo Único. O conjunto de salas comerciais poderá ser servido por sanitário coletivo,
respeitada a proporção definida neste artigo.
Art. 152. Será obrigatória a existência de banheiro para o pessoal de manutenção e limpeza
em edificações que possuírem salas comerciais, com área total de construção superior a mil
metros quadrados.
Art. 153. A loja e a sala comercial destinadas a atividades ligadas a serviços de saúde
obedecerão à legislação sanitária.

Legislação – Volume II 128


Art. 154. O sanitário que apresentar comunicação direta com compartimento ou ambiente
destinado à manipulação e preparo de produtos alimentícios será provido de vestíbulo
intermediário ou anteparo para garantir a indevassibilidade de seu interior.
Art. 155. O balcão, o guichê e a caixa registradora voltados para a área pública e para a
circulação de uso comum estarão recuados, no mínimo, oitenta centímetros dos limites do
estabelecimento.
Art. 156. Os resíduos oriundos de coifa de cozinha de estabelecimento comercial serão
lançados a céu aberto por meio de condutor com equipamento direcional de exaustão, para
evitar incômodo à vizinhança.
Parágrafo Único. O condutor de que trata este artigo poderá localizar-se na fachada da
edificação desde que concebido como motivo arquitetônico.
Art. 157. O depósito de matéria-prima para fabricação de produtos alimentícios e o local
utilizado para a sua manipulação terão paredes e pisos revestidos de material lavável e

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
impermeável.
Art. 158. Fica vedado o emprego de material de construção sujeito à combustão na
edificação destinada à manipulação de produtos inflamáveis e a oficinas em geral, sendo
tolerada a sua utilização em elementos estruturais da cobertura e em esquadrias.
Parágrafo Único. As oficinas mecânicas e postos de abastecimento de combustível incluídos
neste artigo disporão de sistema separador de óleo e graxa a ser instalado antes da disposição
final dos efluentes líquidos, de acordo com a legislação específica.
Art. 159. O banheiro coletivo em local de hospedagem atenderá à proporção mínima de um
vaso sanitário, um chuveiro e um lavatório de utilização simultânea e independente para cada
quatro unidades habitacionais.
Parágrafo Único. No caso de dormitório coletivo, a proporção de que trata este artigo será
aplicada para cada doze leitos.
Art. 160. A unidade habitacional em local de hospedagem poderá dispor de mais de um
compartimento para repouso.
Art. 161. A unidade habitacional em local de hospedagem que não dispuser de sanitário
privativo possuirá, no mínimo, um lavatório por unidade.
Art. 162. O enquadramento do local de hospedagem na classificação e categoria desejadas
obedecerá à legislação específica.
Art. 163. A edificação destinada ao uso comercial de bens e de serviços obedecerá à
legislação específica dos órgãos afetos.

SEÇÃO III
DAS EDIFICAÇÕES DE USO COLETIVO

Art. 164. Consideram-se edificações de uso coletivo aquelas destinadas a atividades de


quanto à posse e ao domínio.

natureza cultural, esportiva, recreativa, social, religiosa, educacional e de saúde, inclusive as


edificações de prestação de serviços de atividades da mesma natureza.
Art. 165. O local de reunião de público em edificação de uso coletivo possuirá o seguinte:
I - sanitários para público conforme a regulamentação desta Lei Complementar;
II - vãos de acesso independentes de entrada e saída para evitar superposição de fluxos;
III - instalação de bebedouros na proporção de um para cada trezentos metros quadrados de
área de acomodação de público;
IV - rampas e escadas orientadas na direção do escoamento do público;

Legislação – Volume II 129


V - corrimãos nos dois lados das rampas e escadas e duplo intermediário quando a largura for
igual ou superiora quatro metros;
VI - banheiros para atletas e artistas independentes para cada sexo, conforme a natureza da
atividade;
VII - adequada visualização pelo espectador em qualquer ponto ou ângulo do local de
reunião, demonstrada por meio do gráfico de visibilidade, quando existirem assentos;
VIII - bilheterias, conforme a natureza da atividade.
Parágrafo Único. Serão obrigatórios banheiros para funcionários independentes para cada
sexo, no local de reunião de público de que trata este artigo, quando a edificação ou o
conjunto de edificações no lote não possuir compartimentos com esta função em outro local.
Art. 166. O local de reunião como o destinado a projeção de filmes cinematográficos,
apresentação de peças teatrais, concertos e conferências, com área de acomodação de
público superior a trezentos metros quadrados, observará o disposto no art. 167 desta Lei
Complementar e conterá:

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
I - local de recepção de pessoas na proporção mínima de oito por cento da área do local de
reunião;
II - instalação de ar condicionado ou aeração e iluminação naturais.
Parágrafo Único. A cabine de projeção de filmes cinematográficos, incluída no disposto neste
artigo, terá aeração mecânica permanente, sanitário e chaminé para descarga do ar
aquecido.
Art. 167. A Prefeitura Municipal informará ao órgão competente sobre os projetos
arquitetônicos aprovados e sobre a emissão de Alvará de Construção e de Carta de Habite-se
de edificações destinadas a atividades de natureza cultural e esportiva, para fins de
cadastramento.
Parágrafo Único. A pedido do interessado ou da Prefeitura Municipal, o órgão competente
emitirá parecer sobre demais especificidades necessárias às edificações de que trata este
artigo.
Art. 168. A edificação destinada a atividades de natureza religiosa possuirá sanitários para
público independentes para cada sexo.
Art. 169. As edificações de uso coletivo obedecerão à legislação específica dos órgãos afetos.

SEÇÃO IV
DAS EDIFICAÇÕES DE USO INDUSTRIAL

Art. 170. Considera-se edificação de uso industrial aquela destinada a atividades de extração
e transformação da matéria-prima em bens de produção e de consumo.
Art. 171. A indústria potencialmente poluidora e a atividade utilizadora de recursos ambientais
ou capaz de causar degradação ambiental dependerão de prévio licenciamento do órgão
ambiental.
quanto à posse e ao domínio.

Art. 172. A edificação industrial possuirá banheiros providos de armários e independentes para
cada sexo, na proporção de uma bacia turca ou um vaso sanitário, um lavatório e um
chuveiro para cada vinte pessoas do mesmo sexo em serviço.
Art. 173. A chaminé de indústria elevar-se-á a, no mínimo, cinco metros acima da altura
máxima permitida para as edificações, considerando-se um raio de cinqüenta metros a contar
do centro da chaminé.
Parágrafo Único. Poderão ser determinados outros parâmetros para a chaminé de indústria
referida neste artigo, a critério do órgão ambiental.

Legislação – Volume II 130


Art. 174. A indústria incluída na legislação sanitária como saneante, domissanitária, médico-
hospitalar, de produto farmacêutico e de alimento receberá aprovação prévia do órgão
sanitário.
Art. 175. A edificação destinada ao uso industrial obedecerá à legislação específica dos
órgãos afetos.
CAPÍTULO V
DAS EDIFICAÇÕES DE CARÁTER ESPECIAL
Art. 176. Os projetos arquitetônicos das edificações de caráter especial não contemplados em
sua totalidade por esta Lei Complementar serão analisados pela Prefeitura Municipal,
mediante apresentação de comprovante técnico da qualidade e exeqüibilidade do sistema
construtivo proposto e justificativa da solução arquitetônica adotada.
Parágrafo Único. Cabe à prefeitura Municipal examinar os projetos referidos neste artigo
considerados as normas técnicas pertinentes e os padrões de higiene, salubridade, conforto e

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
segurança.
CAPÍTULO VI
DAS EDIFICAÇÕES TEMPORÁRIAS
Art. 177. As edificações temporárias observarão as normas de segurança, salubridade,
conforto e higiene.
Parágrafo Único. A Prefeitura Municipal poderá estabelecer exigências complementares a
serem observadas nas edificações temporárias, além das estabelecidas neste artigo.

SEÇÃO I
DA INSTALAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES TEMPORÁRIAS

Art. 178. As edificações temporárias podem ser implantadas:


I - em lotes, mediante expressa autorização do proprietário;
II - em área pública, mediante autorização da Prefeitura Municipal e pagamento de preço
público.

SEÇÃO II
DO LICENCIAMENTO DAS EDIFICAÇÕES TEMPORÁRIAS

Art. 179. As edificações temporárias são objeto de licenciamento, por tempo determinado,
ouvidos os órgãos do complexo administrativo da Prefeitura Municipal diretamente envolvidos.
§1º A licença de que trata este artigo poderá ser cancelada a qualquer tempo, mediante
decisão fundamentada da Prefeitura Municipal, observado o interesse público.
§2º A Prefeitura Municipal fica isenta de responsabilidade por indenização de qualquer
espécie, inclusive por benfeitorias ou acessões, no caso de cancelamento da licença de que
trata este artigo.
quanto à posse e ao domínio.

Art. 180. A licença para implantação de estruturas, instalações e equipamentos de parques de


diversões, circos, arquibancadas, palcos, camarotes e similares fica condicionada ao
cumprimento de exigências constantes em regulamentação.

Legislação – Volume II 131


TÍTULO III
DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

Art. 181. Considera-se infração:


I - toda ação ou omissão que importe inobservância dos preceitos desta Lei Complementar e
demais instrumentos legais afetos;
II - o desacato ao responsável pela fiscalização.
Parágrafo Único. Todas as infrações serão notificadas pelo responsável pela fiscalização da
Prefeitura Municipal.
Art. 182. Considera-se infrator a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, que se
omitir ou praticar ato em desacordo com a legislação vigente, ou induzir, auxiliar ou
constranger alguém a fazê-lo.
Art. 183. A autoridade pública que tiver ciência ou notícia de ocorrência de infração no

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
perímetro urbano em que atuar promoverá a apuração imediata, sob pena de
responsabilidade.
§1º Será considerado co-responsável o servidor público ou quaisquer pessoas, físicas ou
jurídicas, que obstruir o processo de apuração da infração.
§2º A responsabilidade do servidor público será apurada nos termos da legislação específica.
Art. 184. Os responsáveis por infrações decorrentes da inobservância aos preceitos desta Lei
Complementar e demais instrumentos legais afetos serão punidos, de forma isolada ou
cumulativa, sem prejuízo das sanções civis e penais cabíveis, com as seguintes penalidades:
I - advertência;
II - multa;
III - embargo parcial ou total da obra;
IV - interdição parcial ou total da obra ou da edificação;
V - demolição parcial ou total da obra;
VI - apreensão de materiais, equipamentos e documentos.

SEÇÃO I
DA ADVERTÊNCIA

Art. 185. A advertência será aplicada pelo responsável pela fiscalização por meio de
notificação ao proprietário e ao Responsável Técnico da obra, que serão instados a regularizar
sua obra no prazo determinado.
Parágrafo único. O prazo referido neste artigo será de, no máximo, trinta dias, prorrogável por
igual período.

SEÇÃO II
DA MULTA
quanto à posse e ao domínio.

Art. 186. A multa será aplicada ao proprietário da obra pelo responsável pela fiscalização,
precedida de auto de infração, nos seguintes casos:
I - por descumprimento do disposto nesta Lei Complementar e demais instrumentos legais;
II - por descumprimento dos termos da advertência no prazo estipulado;
III - por falsidade de declarações apresentadas à Administração Regional;
IV - por desacato ao responsável pela fiscalização;
V - por descumprimento do embargo, da interdição ou da notificação de demolição.

Legislação – Volume II 132


Parágrafo Único. O auto de infração será emitido pelo responsável pela fiscalização.
Art. 187. As multas podem ser impostas em dobro ou de forma cumulativa, se ocorrer má-fé,
dolo, reincidência ou infração continuada, obedecida a seguinte graduação:
I - As infrações aos dispositivos desta Lei não discriminadas nos incisos sujeitam os infratores à
multa de R$ 306,00 (trezentos e seis reais);
II - Considera-se infrator reincidente aquele autuado mais de uma vez por qualquer infração
ao disposto nesta Lei, no período de doze meses, sendo a multa calculada em dobro sobre o
valor da multa originária.
III - Considera-se infração continuada a manutenção ou omissão do fato que gerou a
autuação dentro do período de trinta dias, tornando o infrator incurso em multas cumulativas
mensais, impostas pelo responsável pela fiscalização, que marcará novo prazo a ser cumprido
depois de cada imposição.
Parágrafo Único. Os valores de multa para as infrações são os dispostos no Anexo II desta Lei
Complementar.

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
Art. 188. As multas por inobservância às disposições desta Lei Complementar e da legislação
pertinente referentes a imóveis tombados de valor histórico, artístico e cultural equivalerão a
dez vezes o valor previsto no art. 188.
Art. 189. A multa será reduzida em até cinqüenta por cento de seu valor, caso o infrator
comprometa-se, mediante acordo escrito, a tomar as medidas necessárias para sanar as
irregularidades em prazo de até trinta dias.
Parágrafo Único. Será cassada a redução e exigido o pagamento integral e imediato da
multa, se as medidas e os prazos acordados forem descumpridos.
Art. 190. O pagamento da multa não isenta o infrator de cumprir as obrigações necessárias
para sanar as irregularidades que deram origem à infração e aquelas de outra natureza
previstas na legislação vigente.
Art. 191. Será aplicada ao responsável técnico da obra, se houver, multa com valor
equivalente a oitenta por cento do valor arbitrado ao proprietário.
Parágrafo Único. A multa prevista neste artigo fica dispensada nos casos em que o responsável
técnico comunicar previamente à autoridade competente a irregularidade da obra objeto da
multa aplicada.
Art. 192. Os valores das multas são reajustados de acordo com estudos que competem os
órgãos do complexo administrativo da Prefeitura Municipal diretamente envolvidos.
Art. 193. As multas não quitadas serão inscritas na dívida ativa.

SEÇÃO III
EMBARGO

Art. 194. O embargo parcial ou total será aplicado pelo responsável pela fiscalização sempre
quanto à posse e ao domínio.

que a infração corresponder à execução de obras em desacordo com a legislação vigente e


depois de expirado o prazo consignado para a correção das irregularidades que originaram as
penalidades de advertência e de multa.
§1º O prazo referido neste artigo será o consignado nas penalidades de advertência e multa.
§2º Será embargada imediatamente a obra quando a irregularidade identificada não permitir
a alteração do projeto arquitetônico para adequação à legislação vigente e a conseqüente
regularização da obra.
§3º Admitir-se-á embargo parcial da obra somente nas situações que não acarretem prejuízos
ao restante da obra e risco aos operários e terceiros.

Legislação – Volume II 133


SEÇÃO III
INTERDIÇÃO

Art. 195. A interdição parcial ou total será aplicada imediatamente pelo responsável pela
fiscalização sempre que a obra ou edificação apresentar situação de risco iminente para
operários e terceiros ou em caso de descumprimento de embargo.
Parágrafo Único. Admitir-se-á interdição parcial somente nas situações que não acarretem
riscos aos operários e terceiros.
Art. 196. O descumprimento do embargo ou da interdição torna o infrator incurso em multa
cumulativa, calculada em dobro sobre a multa originária.
Art. 197. O responsável pela fiscalização manterá vigilância sobre a obra e, ocorrendo o
descumprimento do embargo ou interdição, comunicará o fato imediatamente ao superior
hierárquico, adotadas as providências administrativas e judiciais cabíveis.

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
§1º A representação criminal contra o infrator, com base no Código Penal, ocorrerá depois de
esgotados os procedimentos administrativos cabíveis.
§2º Caberá à Polícia Militar, após comunicação da Prefeitura Municipal, a manutenção do
embargo ou da interdição, nos termos da Lei Orgânica do Município de São Gonçalo.
§3º Caso se verifique a continuidade da obra após o embargo, o responsável pela fiscalização
requisitará os equipamentos e materiais necessários à Administração municipal para proceder
à demolição da parte acrescida.

SEÇÃO IV
DEMOLIÇÃO

Art. 198. A demolição total ou parcial da obra será imposta ao infrator quando se tratar de
construção em desacordo com a legislação e não for passível de alteração do projeto
arquitetônico para adequação à legislação vigente.
§1º O infrator será comunicado a efetuar a demolição no prazo de até trinta dias, exceto
quando a construção ocorrer em área pública, na qual cabe ação imediata.
§2º Caso o infrator não proceda à demolição no prazo estipulado, esta será executada pela
Administração municipal em até quinze dias, sob pena de responsabilidade.
§3º O valor dos serviços de demolição efetuado pela Prefeitura Municipal será cobrado do
infrator e, na hipótese de não pagamento, o valor será inscrito na dívida ativa.
§4º O valor dos serviços de demolição previsto no § 3º será cobrado conforme dispuser tabela
de preço unitário constante da regulamentação desta Lei.

SEÇÃO V
APREENSÃO

Art. 199. A apreensão de materiais ou equipamentos provenientes de construções irregulares


quanto à posse e ao domínio.

será efetuada pelo responsável pela fiscalização, que providenciará a respectiva remoção
para depósito público ou determinado pela Prefeitura Municipal.
§1º A devolução dos materiais e equipamentos apreendidos condiciona-se:
I - à comprovação de propriedade;
II - ao pagamento das despesas de apreensão, constituídas pelos gastos efetivamente
realizados com remoção, transporte e depósito.
§2º Os gastos efetivamente realizados com a remoção e transporte dos materiais e
equipamentos apreendidos serão ressarcidos à Prefeitura Municipal, mediante pagamento de

Legislação – Volume II 134


valor calculado com base em tabela de preços unitários definidos na regulamentação desta
Lei Complementar.
§3º O valor referente à permanência no depósito será definido na regulamentação desta Lei.
§4º A Prefeitura Municipal fará publicar, no Diário Oficial do Município de São Gonçalo, a
relação dos materiais e equipamentos apreendidos, para ciência dos interessados.
§5º A solicitação para devolução dos materiais e equipamentos apreendidos será feita no
prazo máximo de trinta dias, contado a partir da publicação a que se refere o parágrafo
anterior.
§6º Os interessados poderão reclamar os materiais e equipamentos apreendidos antes da
publicação de que trata o § 4º.
§7º Os materiais e equipamentos apreendidos e removidos para depósito não reclamados no
prazo estabelecido serão declarados abandonados por ato do Prefeito, a ser publicado no
Diário Oficial do Município de São Gonçalo.
§8º Do ato do Prefeito referido no § 7º constará a especificação do tipo e da quantidade dos

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
materiais e equipamentos.
§9º O proprietário arcará com o ônus decorrente do eventual perecimento natural,
danificação ou perda de valor dos materiais e equipamentos apreendidos.
Art. 200. Os materiais e equipamentos apreendidos e não devolvidos nos termos desta Lei
Complementar serão incorporados ao patrimônio do Município de São Gonçalo, doados ou
alienados, a critério do Chefe do Poder Executivo.
§1º Os materiais e equipamentos incorporados ao patrimônio do Município de São Gonçalo,
na forma da legislação em vigor, serão utilizados na própria unidade administrativa ou
transferidos para outros órgãos da administração direta, mediante ato do Prefeito.
§2º Os materiais de consumo incorporados ao patrimônio do Município de São Gonçalo
constarão de relatório mensal discriminado, publicado em ato próprio, até o décimo quinto
dia do mês subseqüente da data de sua utilização pela Administração municipal.
Art. 201. Será considerado infrator de má-fé aquele que tiver o mesmo material e equipamento
apreendido mais de uma vez.
Art. 202. Os profissionais responsáveis que incorrerem nas infrações previstas nesta Lei
Complementar ficam sujeitos a representação junto ao CREA pela Prefeitura Municipal, sem
prejuízo das sanções administrativas, civis e penais cabível.
Art. 203. Quando o proprietário ou responsável pela obra se recusar a assinar documento
referente às penalidades previstas nesta Lei Complementar, o responsável pela fiscalização
fará constar a ocorrência no próprio documento.
Art. 204. No caso de não ser encontrado o proprietário ou responsável pela obra, a Prefeitura
Municipal notificá-lo-á na forma definida pela legislação específica.
Art. 205. Eventuais omissões ou incorreções nos documentos referentes a penalidades não
geram sua nulidade, quando constarem elementos suficientes para a identificação da
infração e do infrator.
quanto à posse e ao domínio.

Art. 206. O processo administrativo referente às infrações e penalidades disciplinadas por esta
Lei Complementar se dará mediante estreita observância à legislação específica, ou, na falta
desta, por analogia com legislação aplicável, garantido o direito de ampla defesa.

Legislação – Volume II 135


TÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 207. Os projetos cujos requerimentos sejam protocolados até a data de início da vigência
deste Código, poderão ser analisados integralmente de acordo com a legislação anterior ou
totalmente pelas normas da presente Lei Complementar.
§1º A opção de análise pela legislação anterior de que trata este artigo, será facultada para
projetos de obras cujas fundações e baldrames venham a ser concluído em prazo de até 180
(cento e oitenta) dias a contar da publicação desta Lei Complementar.
§2º No caso de conjunto de edificações num mesmo terreno o prazo referido no § 1º deste
artigo será considerado para cada edificação separadamente.
Art. 208. Qualquer tipo de intervenção ou restauração, em imóvel tombado, em processo de
tombamento ou indicado para preservação, somente será autorizado, após anuência
expressa do órgão municipal, estadual ou federal, responsável pela medida protecionista.

Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
Art. 209. A critério do município, no interesse da preservação do patrimônio, poderão ser
isentadas de exigências do presente Código as reformas, restaurações e ampliações em
edificações existentes e identificadas como de interesse histórico, artístico ou cultural.
Art. 210. A aplicação do disposto nesta Lei Complementar não prejudicará os índices e
densidades de ocupação previstos na legislação de uso e ocupação do solo.
Art. 211. As edificações de uso coletivo, públicas ou particulares, serão objeto de manutenção
periódica nos aspectos essenciais de segurança estrutural, instalações em geral, equipamentos
e elementos componentes e nas questões de higiene e conforto das edificações.
Art. 212. É direito de qualquer cidadão comunicar à autoridade responsável a ocorrência de
irregularidades relacionadas a obras.
Art. 213. O Poder Executivo regulamentará esta Lei Complementar no prazo de 180 dias.
Art. 214. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação
Art. 215. Revogam-se o Decreto ...... e Lei ...... e demais disposições em contrário.

PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO,


Maria Aparecida Panisset

quanto à posse e ao domínio.

Legislação – Volume II 136


Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
ANEXO I – HABITAÇÃO UNIFAMILIAR E COLETIVA – parâmetros mínimos para compartimentos ou ambientes

ÁREA DIMENSÃO VÃO DE


COMPARTIMENTOS OU AERAÇÃO/ PÉ-DIREITO REVESTIMENTO REVESTIMENTO
MÍNIMA MÍNIMA ACESSO OBSERVAÇÕES
AMBIENTES ILUMINAÇÃO (m) PAREDE PISO
(m²) (m) (m)

Sala de estar 12,00 2,85 1/6 2,70 0,80 - - -

Dormitórios e 1º) 10,00


compartimentos com
2º) 9,00
múltiplas 2,40 1/6 2,70 0,80 - - -
denominações ou Demais
reversíveis 8,00

Dormitório empregado 4,00 1,80 1/6 2,70 0,70 - - -

Lavável e Lavável e -Revestimento das paredes do box lavável e


Cozinha 5,00 1,80 1/6 2,70 0,80
impermeável impermeável impermeável, com altura mínima de 1,50m.

- Revestimento das paredes do Box lavável e


impermeável, com altura mínima de 1,50m.
- Quando conjugada com a cozinha não pode
Lavável e Lavável e
Área de serviço 4,00 1,50 1/8 2,70 0,80 aerar e iluminar quarto e banheiro de
impermeável impermeável
empregado.
- Quando não houver quarto de empregado,
área é acrescida em 25%.

Lavável e Lavável e
Banheiro (1º) - 1,10 1/8 2,40 0,60 -
impermeável impermeável

Lavável e Lavável e
Banheiro empregado 1,60 1,00 1/8 2,40 0,60 -

quanto à posse e ao domínio.


impermeável impermeável

1/8 ou duto
Lavabo 1,20 0,80 2,40 0,60 - - De acordo com a finalidade a que se destina
200 mm

Acima de 8m, a dimensão mínima igual a 10%


Depósito ou sótão - - - - - - -
do comprimento

Curvilínea de uso restrito – no mínimo 0,60m de


Circulação - 0,80 - 2,40 - - -
raio.

Escada curvilínea ou
- 1ª) 0,80 - 2,40 - - - -
retilínea

Legislação – Volume II 137


Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
ANEXO II – HABITAÇÃO COLETIVA E OUTROS USOS – parâmetros mínimos para áreas comuns

ÁREA DIMENSÃO AERAÇÃO/ VÃO DE


COMPARTIMENTOS OU PÉ-DIREITO REVESTIMENTO REVESTIMENTO
MÍNIMA MÍNIMA ILUMINAÇÃO ACESSO OBSERVAÇÕES
AMBIENTES (m) PAREDE PISO
(m²) (m) (*) (m)

Dispensada aeração e iluminação


naturais para área inferior a 10 m².
Vestíbulo com elevador _ 1,50 1/10 2,25 _ _ _ Portas de elevadores frontais umas às
outras – acrescer 50% sobre o valor da
dimensão mínima
Largura
Vestíbulo sem elevador _ _ 2,25 _ _ _ -
escada
Circulação principal _ 1,20 1/10 (*) 2,25 _ _ _ -
Dispensada aeração natural quando a
Circulação secundária _ 0,80 1/10 (*) 2,25 _ _ _
extensão for inferior a 15m.
Interligação de vestíbulos _ 0,90 _ 2,25 _ _ _ Sem acesso a unidades imobiliárias
Nos lotes com até 10m de testada a
dimensão pode ser reduzida para 1m.
Dispensada iluminação natural quando
Escada retilínea ou utilizada luz de emergência.
_ 1,20 1/10 2,25 _ _ _
curvilínea Curvilínea – corresponde ao raio com
profundidade mínima do degrau de
0,25m, medido na metade da largura da
escada.

quanto à posse e ao domínio.


Seguir demais parâmetros de
Anti –
Rampa pedestre _ 1,00 1/10 (*) 2,25 _ _ acessibilidade, quando para pessoas com
derrapante
dificuldade de locomoção.
Sala para funcionários 8,00 2,00 1/8 2,50 0,70 _ _ -
Revestimentos das paredes do Box lavável
Lavável E Lavável E
Banheiro para funcionários 1,60 1,00 1/10 (*) 2,25 0,60 e impermeável, com altura mínima igual a
Impermeável Impermeável
1,50m.
Igual
Aeração natural poderá ser substituída por
Garagem _ _ 5% (*) 2,25 larg. _ _
artificial
rampa
(*) – Relação entre área do piso e área da abertura.

Legislação – Volume II 138


Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
ANEXO III – EDIFÍCIOS COMERCIAIS, INDUSTRIAIS E DE USO MISTO – parâmetros mínimos para áreas comuns
PÉ- VÃO DE
COMPARTIMENTOS OU ÁREA DIMENSÃO AERAÇÃO REVEST. REVEST.
DIREITO ACESSO OBSERVAÇÕES
AMBIENTES (m²) (m) ILUMINAÇÃO PAREDE PISO
(m) (m)
Vestíbulo com elevador _ 1,50 1/10 2,25 _ _ _ Dispensada aeração e iluminação naturais p/ área inferior a 10m².
Vestíbulo sem elevador _ Larg. escada _ 2,25 _ _ _
Circulação uso comum _ 1,20 1/10 (*) 2,25 _ _ -
Circulação uso restrito _ 0,90 1/10 (*) 2,25 _ _ _ Dispensada a aeração natural quando inferior a 15m.
Circulação centros comerc.
_ 3,00 1/10 3,00 _ _ _ Facultada a aeração por meios mecânicos e iluminação artificial
ou galerias de lojas
Lotes de até 10m de testada – dimensão pode ser de 1,00m.
Dispensada iluminação natural quando utilizada luz de emergência.
Escada uso comum _ 1,20 1/10 2,25 _ _ _
Curvilínea – profundidade mínima de 0,25m medidos na metade da
largura da escada
Escada uso restrito _ 0,80 _ 2,25 _ _ _ Escada curvilínea – 0,60m
Seguir demais parâmetros de acessibilidade quando para pessoas com
Rampa pedestre uso restrito _ 1,00 1/10 (*) 2,25 _ _ _
dificuldade de locomoção
Rampa pedestre uso comum _ 1,20 1/10 (*) 2,25 _ _ _
Salas comerciais, escritórios,
12,00 2,85 1/8 2,50 0,80 _ _
consultórios
Rebaixamento de teto para decoração máximo 50% da loja com pé-
Lojas 20,00 2,85 1/6 2,60 0,80 _ _
direito de 2,25m.
Sobreloja _ _ 1/6 2,50 0,80 _ _
Boxes, bancas, quiosques 4,00 2,00 _ 2,50 _ _ _
Mezanino _ _ _ 2,25 0,80 _ _
Larg.
Garagem _ _ 5% (*) 2,25 Lavável Lavável - Aeração natural pode ser substituída por artificial.
rampa
Lavabo Duto 200mm
1,20 0,80 2,25 0,60 _ _
(*)dispensada iluminação natural
(*)

quanto à posse e ao domínio.


Lavável/ - Revestimento das paredes do Box lavável e impermeável com altura
Banheiro 1,60 1,00 1/10 (*) 2,25 0,70 Lavável
imperm. mínima igual a 1,50m.
Duto 200mm
Lavável/
Sanitário coletivo _ _ 1 p/ 3 vasos 2,25 0,80 Lavável - Metade do n.º
imperm
(*)
Box vaso 1,00 0,75 _ 2,25 0,60 Lavável Lavável
Lavável/ Lavável/
Box chuveiro 0,60 0,75 _ 2,25 0,60
imperm. imperm.
Dormitório hotelaria 8,00 2,40 1/8 2,50 0,80 _ _
Banheiro hotelaria 2,30 _ 1/10 (*) 2,25 0,80 Lavável Lavável
Sala estar hotelaria 8,00 2,40 1/8 2,25 0,80 _ _

Legislação – Volume II 139


Capítulo: Art. 63. A regularização urbanística e ambiental não implica o reconhecimento de direitos
quanto à posse e ao domínio.

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Legislação – Volume II 140