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SERVI Ç O P Ú BLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR Á INSTITUTO DE CI

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS- ICEN

FACULDADE DE QUÍMICA

QUÍMICA BACHARELADO

Disciplina: Experimentos Básicos de Química Orgânica

Professor: Oscar Augusto Sanchez Romero

Discente: Lyandra Cristina Ferreira Pereira

Equipe: E

Matrí cula: 201610840028

REAÇÃO DE SAPONIFICAÇÃO

BELÉM / PARÁ

2017

1Introdução

Sumário

2

2 Objetivos

7

3 Materiais e Reagentes

7

4 Procedimento Experimental

8

5Resultados e Discussões

9

6 Conclusão

12

7 Referências Bibliográficas

13

1 - INTRODUÇÃO

O sabão e produzido através da reação de hidrolise alcalina de um tipo especial de

éster, que são os triglicerídeos, um triéster. Na produção de sabão podem-se utilizar matérias-

primas de diversas origens. As primeiras evidências de um material parecido com sabão registradas na história foram encontradas em cilindros de barro (datados de aproximadamente 2.800 A C.), durante escavações da antiga babilônia (KUNZLER e SCHIRMANN, 2011).

O triglicerídeo que e o tipo de gordura mais abundante na natureza, pode ser

proveniente do sebo de origem animal, dos óleos vegetais ou da mistura de ambos. Uma vez que óleos e gorduras são ésteres, eles sofrem reação de hidrólise ácida ou básica. A hidrólise ácida produzirá simplesmente o glicerol e os ácidos graxos constituintes. Já a hidrólise básica produzirá o glicerol e os sais desses ácidos graxos (PERUZO e CANTO, 2003; KUNZLER e

SCHIRMANN, 2011). Assim, ao aquecer gordura em presença de uma base, realizamos uma reação química que produz sabão. Essa reação, a hidrólise básica de um triéster de ácidos graxos e glicerol, é chamada de saponificação (KUNZLER e SCHIRMANN, 2011).

De acordo com a RDC nº 270, de 22 de setembro de 2005, da ANVISA, óleos e gorduras vegetais são os produtos constituídos principalmente de glicerídios de ácidos graxos de espécie(s) vegetal(is). Podem conter pequenas quantidades de outros lipídios como fosfolipídios, constituintes insaponificáveis e ácidos graxos livres naturalmente presentes no óleo ou na gordura. Os óleos vegetais se apresentam na forma líquida e as gorduras vegetais se apresentam na forma sólida ou pastosa à temperatura de 25ºC (COSTA, 2012).

A diversidade dos diferentes óleos e gorduras que estão presentes na natureza ou que

são originados por processos industriais baseia-se nos ácidos graxos que fazem parte de seus

triglicerídios, sendo assim os componentes mais importantes, tanto sob o ponto de vista estrutural quanto nutricional (MORETTO E FETT, 1998; COSTA, 2012).

Somente uma parte das diferentes características físicas e químicas de óleos e gorduras é causada pelas características do ácido graxo isoladamente ou por aqueles ácidos graxos que estão em pequenas quantidades. Os principais parâmetros que influenciam nas características de óleos e gorduras são o grau de insaturação e a distribuição dos ácidos graxos na molécula de glicerol (BOCKISCH, 2004; COSTA, 2012).

Óleos vegetais normalmente têm densidade de 0,91 a 0,95g/cm 3 , baixa pressão de vapor (e consequentemente um alto ponto de ebulição), baixo ponto de fusão, solubilidade

muito boa em solventes apolares e as principais reações químicas que ocorrem naturalmente são hidrólise e oxidação (O’BRIEN, 2009; COSTA, 2012).

Mais de 1000 ácidos graxos naturais já foram identificados. Estes variam em comprimento de cadeia, número de insaturações e presença ou não de outros grupos funcionais. No entanto, sob o ponto de vista tecnológico, somente um número limitado destes são importantes (GUNSTONE, 2004; COSTA, 2012).

Segundo Costa (2012), os ácidos graxos apresentam cadeias de átomos de carbono associados aos seus respectivos átomos de hidrogênio e são caracterizados por apresentar uma função orgânica de caráter ácido, em virtude da presença do grupo carboxílico. Segundo Solomons (2012), ácidos graxos livres representam fração muito pequena da quantidade total dos óleos. A maior parte apresenta-se esterificada ao glicerol, constituindo a fração saponificável dos óleos.

Ácidos graxos com grupo funcional além do grupo carboxila são raros, mas exemplos de ácidos graxos com uma função oxigenada (hidróxi, epóxi, furanoide e oxa) incluem alguns de grande importância. Também são encontrados os ácidos de cadeias ramificadas e cíclicas e os halogenados (BOCKISCH, 2004; COSTA, 2012).

De acordo com Costa (2012) os triglicerídios são derivados de glicerol totalmente acilados sendo a forma mais comum de lipídios (Figura 1). É incomum para triglicerídios naturais ter apenas um tipo de ácido graxo. Normalmente dois ou três estão presentes. O número de moléculas diferentes de triglicerídios presentes em uma gordura aumenta rapidamente com o número de ácidos graxos presentes.

rapidamente com o número de ácidos graxos presentes. Figura 1 : Fórmula estrutural do triglicerídio (COSTA,

Figura 1: Fórmula estrutural do triglicerídio (COSTA, 2012).

Segundo Caires (1992), para óleos e gorduras, o processo de hidrólise que utiliza catalisador básico ou alcalino é mais conhecido como saponificação e consiste na hidrólise

total ou parcial dos triglicerídios, geralmente em meio aquoso e sob aquecimento. Os produtos da reação são moléculas de glicerol e uma mistura de sais de ácidos graxos.

Os ácidos graxos livres presentes nos óleos também reagem com álcalis, resultando

em sabões. Neste caso a reação recebe o nome de neutralização. As reações de saponificação

e de neutralização servem de base para importantes determinações analíticas como índice de saponificação e índice de acidez, respectivamente (MORETTO E FETT, 1998; COSTA,

2012).

O catalisador básico mais empregado na saponificação dos óleos vegetais, para saponificar os ácidos graxos esterificados ao glicerol e neutralizar os ácidos graxos livres, é o hidróxido de sódio. Entretanto, algumas reações podem ser catalisadas por qualquer base, sendo chamadas de catálise básica geral. Quando apenas certas bases são eficazes o fenômeno

é denominado catálise básica específica (CASTELLAN, 1973).

O íon carboxilato é pouco reativo para a substituição nucleofílica, pois é carregado

negativamente. A hidrólise de um éster promovida por base é, portanto, uma reação

essencialmente irreversível (SOLOMONS, 2012).

O átomo de carbono do grupo carbonila tem hibridização sp 2 e forma três ligações σ.

O quarto elétron de valência permanece em um orbital p do átomo de carbono formando uma ligação π pela sobreposição com um orbital p no átomo de oxigênio. O átomo de oxigênio também tem dois pares de elétrons não ligantes, que ocupam os dois orbitais restantes. Os compostos carbonílicos são planares em torno da ligação dupla e apresentam ângulos de ligação de aproximadamente 120º. A ligação dupla carbono-oxigênio é polarizada em virtude da alta eletronegatividade do oxigênio em relação ao carbono. Assim, todos os tipos de compostos carbonílicos apresentam momento de dipolo considerável. O efeito mais importante da polaridade é sobre a reatividade química da ligação dupla C = O. Por causa do átomo de carbono do grupo carbonila possuir uma carga parcial positiva (δ+), ele se comporta como um eletrófilo (ácido de Lewis) e reage com nucleófilo (base de Lewis) (SMITH E MARCH, 2001; COSTA, 2012).

O mecanismo de reação proposto para a hidrólise alcalina de ésteres é do tipo adição-

eliminação nucleofílica ou acil-substituição. É também denominado como mecanismo tetraédrico. A figura 2 mostra este mecanismo de reação.

Figura 2 : Mecanismo de reação da hidrólise alcalina de um éster (COSTA, 2012). No

Figura 2: Mecanismo de reação da hidrólise alcalina de um éster (COSTA, 2012).

No mecanismo de reação mostrado na figura 2, primeiramente há um ataque nucleofílico pela hidroxila da base (nucleófilo) ao carbono do grupo carbonila (eletrófilo) com a formação de uma estrutura tetraédrica instável carregada negativamente. Neste tetraédrico intermediário, o nucleófilo e o grupo retirante alcóxido (O R1) são parcialmente ligados ao átomo de carbono que sofre o ataque. Isto só é possível, porque o carbono central libera um par de elétrons para o oxigênio (quebra da ligação π), podendo assim preservar o octeto (SMITH E MARCH, 2001; COSTA, 2012).

À medida que a reação acontece, a ligação entre a hidroxila e o carbono se fortalece, enquanto ocorre o enfraquecimento da ligação deste com o grupo retirante até sua ruptura heterolítica, com a formação de ácido graxo (pela regeneração da ligação π entre carbono e oxigênio) e do íon alcóxido (CLAYDEN et al., 2001; COSTA, 2012). Na etapa seguinte, há a protonação do grupo alcóxi com o hidrogênio do grupo hidroxila do ácido graxo e sua consequente desprotonação, com a formação de álcool e sal metálico de ácido graxo (sabão), já que o grupo carboxilato formado pela quebra heterolítica reage com íon sódio em solução. O mecanismo (hidrólise alcalina) para o caso de um triglicerídio ocorre de maneira semelhante ao descrito na figura 2, contudo o mesmo será descrito nas discussões do relatório, sendo os produtos da reação a glicerina (solução aquosa de glicerol) e o sabão de ácidos graxos.

De acordo com Oliveira (2005) e Caires (1992), o sabão que vai sendo formado age como catalisador da reação. No começo, a reação de saponificação é lenta pela presença de pouca quantidade de sabão formado em solução. Com o aumento da concentração de sabão, a velocidade da reação cresce até que a maior parte do óleo seja consumida. A reação volta a

ficar lenta no final, devido à baixa concentração de óleo. A velocidade de saponificação aumenta, com o aumento da temperatura.

Segundo Caobianco (2015), em relação ao poder de limpeza do sabão, como já foi visto, a molécula que o constitui é um sal; logo, possui pelo menos uma ligação com característica tipicamente iônica, e portanto, polar. Essa polaridade, bem como o tamanho da cadeia carbônica apolar, possibilita que o sabão se dissolva em substâncias polares e apolares e até mesmo em ambas simultaneamente, gerando as micelas. É essa propriedade que atribui ao sabão seu poder de limpeza.

As micelas de sabão são aglomerados coloidais hidrofílicos, formados por íons carboxilato, através de ligação de van der Waals entre as cadeias hidrocarbônicas. As extremidades polares dos íons carboxilato se situam na superfície da micela (ambiente polar) e as cadeias hidrocarbônicas no interior delas (ambiente apolar). Deste modo, como as superfícies das micelas possuem cargas de mesmo sinal (carregadas negativamente), individualmente elas se repelem e permanecem dispersas pela fase aquosa. Os íons sódio estão dispersos na fase aquosa como íons individuais solvatados (KUNZLER e SCHIRMANN, 2011). As micelas são representadas na figura 3 abaixo.

2011). As micelas são representadas na figura 3 abaixo. Figura 3: Representação do processo de estabilização

Figura 3: Representação do processo de estabilização óleo-água

No presente relatório foi utilizado como matéria-prima o óleo usado de coco babaçu, e de acordo com Jatobá Química (2015), o babaçu é o fruto de uma palmeira nativa da região norte do Brasil e que apresenta em seu interior várias sementes ou amêndoas de onde é extraído o óleo de coco babaçu. Do fruto apenas 6 a 8% são sementes, que são extraídos de 65 a 68% um óleo de cor branca a levemente amarelada. Esta cor vai depender da temperatura, pois o óleo de coco babaçu apresenta-se como uma gordura à temperatura ambiente.

O óleo de Coco babaçu apresenta odor e sabor suave característico. De todos os óleos vegetais de uso industrial o óleo de coco babaçu tem o mais alto índice de saponificação e o mais baixo valor de iodo e refração, o que o qualifica para o preparo de pomadas cremosas.

Segundo a Mapric (2014), a composição do óleo da amêndoa de babaçu é bastante parecida com a do óleo de coco, pois ambos apresentam alto teor em ácidos láurico e mirístico. Assim, o óleo de babaçu pode ser empregado em produtos cosméticos em substituição ao óleo de coco. Sua constituição consiste em aproximadamente 85% do óleo são compostos por ácidos graxos saturados, 15% por ácidos insaturados. Sua composição em termos de ácidos graxos é: láurico (44-46%), mirístico (15-20%), oléico (12-18%), palmítico (6-9%), esteárico (6%), caprílico (4,0-6,5%), cáprico (2,7-7,5%), capróico (0,2%), e araquídico (0,2-0,7%).

2 - OBJETIVOS

Realizar a produção de sabão a partir da reação de hidrólise básica entre o óleo de coco babaçu usado e solução alcóolica de hidróxido de sódio 10%.

Realizar testes de solubilidade a partir do sabão obtido.

3 MATERIAIS E REAGENTES

Equipamentos e Vidrarias Béquer de 50 mL

Pipeta graduada 10 mL

Pipeta de Pasteur

Proveta de 25 mL

Tubos de ensaio

Reagentes Ácido clorídrico 2% (HCl)

Óleo de coco babaçu usado

Solução alcoólica de NaOH 10%

Solução de cloreto de cálcio 2% (CaCl 2 )

Solução de cloreto de sódio 2% (NaCl)

4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

4.1 Procedimento 01

Colocar em um béquer de aproximadamente 50 mL, 2 mL de óleo de coco babaçu e adicionar 10 mL da solução alcóolica de NaOH 10%. Aquecer em banho a 80°C até que a fase líquida desapareça e seja formada uma camada levemente endurecida. Em seguida acrescentar 20 mL de água destilada e agitar até a completa dissolução do sabão, talvez seja necessário aquecer levemente a mistura.

4.2 Procedimento 02

Numerar três tubos de ensaio e proceder de acordo com a tabela abaixo:

Tabela 1: Mistura dos reagentes do procedimento 2.

Reagente

Tubo 1

Tubo 2

Tubo 3

Solução de sabão

2 mL

2 mL

2 mL

Solução de NaCl 2%

5 gotas

-

-

Solução de HCl 2%

-

5 gotas

-

Solução de CaCl 2 2%

-

-

5 gotas

Misturar por agitação e deixar em repouso por alguns minutos e resultados.

4.3 - Procedimento 03

observar os

Numerar dois tubos de ensaio e proceder de acordo com a tabela abaixo:

Tabela 2: Preparo das soluções para o procedimento 3

Reagente

TUBO 1

TUBO 2

Óleo de babaçu

0,5 mL

0,5 mL

Água destilada

10 mL

-

Solução de sabão

-

10 mL

Agitar vigorosamente os tubos por inversão, observar os resultados imediatamente e deixar em repouso por 10 minutos e anotar os resultados.

5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

5.1 - Procedimento 01

Ao se adicionar a solução alcóolica de hidróxido de sódio ao óleo de coco babaçu usado e ao levar o sistema para aquecimento em banho maria a 80°C observou-se a formação de um sólido levemente amarelado (Figura 4), o sabão, produto da reação de hidrólise básica dos triglicerídeos presentes no óleo pelo hidróxido de sódio.

presentes no óleo pelo hidróxido de sódio. Figura 4: Sabão obtido pela reação de saponificação do

Figura 4: Sabão obtido pela reação de saponificação do óleo de coco babaçu usado.

O mecanismo que será descrito na figura 5 para reação será geral para qualquer tipo de triglicerídeos, pois, os óleos apresentam diversos tipos de ácidos graxos presentes em suas composições, contudo, todos reagem da mesma maneira.

suas composições, contudo, todos reagem da mesma maneira. Figura 5 : Mecanismo de reação da hidrólise

Figura 5: Mecanismo de reação da hidrólise alcalina de triglicerídio (COSTA, 2012).

No mecanismo de reação mostrado na figura 5, primeiramente há um ataque nucleofílico por três hidroxilas da base (nucleófilo) ao carbono dos três grupos carbonila (eletrófilo) com a formação de uma estrutura tetraédrica instável carregada negativamente. Neste tetraédrico intermediário, o nucleófilo e o grupo retirante alcóxido (O R1) são parcialmente ligados ao átomo de carbono que sofre o ataque. Isto só é possível, porque o carbono central libera um par de elétrons para o oxigênio (quebra da ligação π), podendo assim preservar o octeto.

À medida que a reação acontece, a ligação entre a hidroxila e o carbono se fortalece, enquanto ocorre o enfraquecimento da ligação deste com o grupo retirante até sua ruptura heterolítica, com a formação de ácido graxo (pela regeneração da ligação π entre carbono e oxigênio) e do íon alcóxido. Na etapa seguinte, há a protonação do grupo alcóxi com o hidrogênio do grupo hidroxila do ácido graxo e sua consequente desprotonação, com a formação de álcool, glicerina, e sal metálico de ácido graxo, sabão, já que o grupo carboxilato formado pela quebra heterolítica reage com íon sódio em solução.

5.2 Procedimento 02

No tubo 1, a solução de aquosa de sabão foi misturada a uma quantidade de solução de cloreto de sódio 2%, onde não houve alteração do sistema, uma hipótese para tal resultado se deve a baixa porcentagem de cloreto de sódio na solução preparada, não havendo a obtenção do resultado esperado.

Pois de acordo com Vineyard e Freitas (2015) o cloreto de sódio atua como agente floculante do sabão, além disso, dilata as moléculas do tensoativo e do eletrólito, proporcionando maior resistência ao movimento e maior viscosidade, impedindo também a separação em duas fases.

No tubo 2, a solução aquosa do sabão foi misturada à uma quantidade de uma solução de HCl 2%, resultando na acidificação do sistema, com consequente formação dos ácidos graxos correspondentes (Figura 6). Isto foi observado devido a leve turvação da solução, já que os ácidos são insolúveis em água e assim ficaram dispersos na solução. A reação ocorrida está demonstrada a seguir.

Figura 6 : Reação entre o ácido clorídrico e sabão. No tubo 3, quando misturou-se

Figura 6: Reação entre o ácido clorídrico e sabão.

No tubo 3, quando misturou-se a solução de sabão com solução de CaCl 2 2%, observou-se a formação de precipitado branco. Este precipitado é o sal do ânion do ácido graxo com o cálcio, que é um sal pouco solúvel em água, cuja reação está representada a seguir (Figura 7).

água, cuja reação está representada a seguir (Figura 7). Figura 7 : Reação entre o sabão

Figura 7: Reação entre o sabão e o cloreto de cálcio.

Este último fato evidencia a ineficácia dos sabões quando estão presentes quantidades relativamente altas de cátion Ca 2+ , ou seja, em água dura. A formação dos sais pouco solúveis diminui a ação dos sabões.

5.3 Procedimento 03

No tubo de ensaio 1 no qual colocou-se água e óleo observou-se a formação de um sistema bifásico, onde as duas substâncias não se misturam devido a homofobilidade do óleo de babaçu.

No tubo 2 no qual colocou-se solução de sabão e óleo observou-se a formação de uma emulsão, pois o sabão age como um emulsificante envolvendo a molécula de gordura pela sua parte apolar, e a sua parte polar permanece na parte exterior, esta é homofílica e compatível com a água, essa é a descrição da formação das micelas, e essa característica do sabão é a responsável pela sua capacidade de limpeza.

A figura 8 abaixo demonstra os resultados obtidos experimentalmente nos procedimentos 02 e

03.

Figura 8 : Resultados obtidos nos procedimentos 02 e 03 6 – CONCLUSÃO Conclui-se que

Figura 8: Resultados obtidos nos procedimentos 02 e 03

6 CONCLUSÃO

Conclui-se que a hidrólise alcalina dos triglicerídeos presentes no óleo de coco babaçu pelo hidróxido de sódio resultou na obtenção de sabão, indicando a ocorrência da reação de saponificação.

Além disso, através dos testes do procedimento 02 constatou-se que na reação com o ácido clorídrico há uma acidificação do sistema e obtenção dos ácidos graxos novamente. Além do mais, foi possível entender que o sabão obtido tem sua ação reduzida devido a presença de cátions Ca 2+ , havendo a precipitação do sal do ânion do ácido graxo com o cálcio. Já no procedimento 3 é possível visualizar a capacidade do sabão de formar emulsões com a gordura, demonstrando dessa forma a maneira com a qual realiza a limpeza de objetos.

Sendo assim, constata-se experimentalmente a obtenção do sabão, produto este que ao longo dos séculos tornou-se importante e indispensável pela sociedade moderna. Além da constatação química das reações de hidrólise de estéres através de um agente alcalino, sedo esta uma reação irreversível.

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CASTELLAN, G. W. Fundamentos de Físico-Química. Tradução: Santos e Faria, Rio de Janeiro. Editora LTC, 1973.

CAIRES, L. G. Óleos Vegetais como Matérias-Primas para Coletores. Belo Horizonte:

UFMG, 1992, 251 páginas. (Dissertação, Mestrado em Engenharia Metalúrgica e de Minas).

CAOBIANCO, G.; Produção de sabão a partir do óleo vegetal utilizado em frituras, óleo de babaçu e sebo bovino e análise qualitativa dos produtos obtidos. Lorena: EEL/USP, 2015, (Monografia).

COSTA, D. da S.; Uso de Óleos Vegetais Amazônicos na Flotação de Minérios Fosfáticos. Belo Horizonte: UFMG, 2012, (Tese, Doutorado em Engenharia Metalúrgica).

JATOBÁ QUÍMICA; Óleo De Coco Refinado®; Disponível em: http://www.jatobaquimica. com.br/wp-content/uploads/2015/05/%C3%93LEO-DE-COCO1.pdf, 2015

KUNZLER, A. A. e SCHIRMANN, A.; Proposta de Reciclagem para Óleos Residuais de Cozinha a Partir da Fabricação de Sabão. Medianeira: UTFPR, 2011, (TCC, Graduação em Tecnologia em Gestão Ambiental).

MAPRIC; Óleo de Babaçu; Disponível em: http://www.mapric.com.br/anexos/Boletim922_ 01092014-09h01.pdf, 2014

OLIVEIRA, J. A.; Grau de Saponificação de Óleos Vegetais na Flotação Seletiva de Apatita de Minério Carbonatítico. Ouro Preto: UFOP, 2005, (Dissertação, Mestrado em Engenharia Mineral).

SOLOMONS, T. W. G. Química Orgânica. 10ª. Ed. Tradução: Macedo. Rio de Janeiro:

Editora LTC, v.1 e 2, 2012.

VINEYARD, P. M. e FREITAS, P. A. de M.; Estudo e Caracterização do Processo de Fabricação de Sabão Utilizando Diferentes Óleos Vegetais; Disponível em:

http://maua.br/files/032015/estudo-e-caracterizacao-do-processo-de-fabricacao-de-sabao-

utilizando-diferentes-oleos-vegetais.pdf, 2015