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Treinamento de

Operação com
guindastes
1: “TEORIA DOS GUINDASTES”

1.1- Classificação dos guindastes Off - shore


1.1.1- Quanto à construção
1.1.2- Quanto ao sistema de força
1.1.3- Quanto ao sistema de comando
1.1.4- Arranjo básico dos comandos e funções
1.1.5- Vista geral do equipamento e seus componentes

1.2- Nomenclatura dos principais mecanismos e seus princípios de funcionamento


1.2.1- Mecanismo de transmissão
1.2.2- Mecanismo do cabrestante
1.2.3- Mecanismo de levantamento da lança
1.2.4- Mecanismo de descida motorizada
1.2.5- Mecanismo dos freios dos tambores
1.2.6- Mecanismo de giro
1.2.7- Mecanismo de arraste

1.3- Características básicas dos Guindastes


1.3.1- Classificação
1.3.2- Características construtivas e funcionamento
1.3.3- Características operacionais

2- Principais componentes de um Guindaste


3- Funções básicas de um Guindaste
4- Funcionamento dos principais sistemas
5- Operação do sistema de força
6- Sistema de leitura de carga
7- Sistema de leitura de momento de carga
8- Trabalhando de forma segura
9- Atribuições básicas do supervisor
10- Principais causas de acidente
11- Necessidades de treinamentos e certificação
12- Momento de carga
13- Princípios aplicados aos Guindastes
14- Sistema de medidas
15- Definições
16- Cuidados operacionais básicos
17- Redução de capacidade pelo desnivelamento
18- Redução de capacidade nos movimentos operacionais
19- Influencia do vento
20- Sinalização

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1-TEORIA DOS GUINDASTES OFFSHORE

1.1. - CLASSIFICAÇÃO DOS GUINDASTES OFFSHORE

1.1.1 -Quanto à construção:


1.1.1.1- Cavalete fixo:
Quando a própria estrutura ou uma estrutura auxiliar rígida são os pontos de apoio
para levantamento da lança, usando um jogo de polias, colocadas entre ela e a
cabeça da lança (Catarina flutuante).

1.1.1.2- Cavalete móvel:


Quando existe uma estrutura articula ligada diretamente à cabeça da lança através
de tirantes de cabo de aço, na qual está montado o jogo de polias de levantamento
da lança, que são acionadas diretamente pelo tambor do cabrestante.

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1.1.2 Quanto ao sistema de força
1.1.2.1- Transmissão mecânica:
Quando o motor, que pode ser elétrico ou Diesel, transmite sua potência aos
mecanismos através de eixos, árvores, engrenagens, embreagens, cremalheiras,
volantes, correntes, etc.

1.1.2.2- Transmissão hidrostática:


Quando o motor, que pode ser elétrico ou a Diesel transmite sua potência aos
tambores de cabo através de um fluido Hidráulico, bombeado através de dutos para
os motores hidráulicos ligados aos tambores de cabo e controlado através de
Válvulas de diversos tipos.

1.1.2.3- Transmissão elétrica:


Quando são usados vários motores elétricos, cada qual acionado diretamente seu
tambor de cabo, após aumenta da sua capacidade de torção várias vezes, com o uso
de redutores mecânicos de velocidade.

1.1.3- Quanto ao sistema de comando:

1.1.3.1- Comando Mecânico:


Quando o operador controla força aplicada nas embreagens diretamente através de
cabos, eixos e alavancas. È um sistema antigo que oferece boa sensibilidade, mas
é de desgaste rápido e tem sua utilização limitada as máquinas de transmissão
Mecânica de pequena capacidade (até 30T).

1.1.3.2- Comando pneumático:


Quando o operador controla a força nas embreagens indiretamente, através de
Válvulas controladoras da pressão do ar comprimido. A variação desta pressão e a
área de contato é quem determina a capacidade da embreagem de um Guindaste.

1.1.3.3- Comando hidráulico: Pode ser de dois tipos:

(1) Comando direto: Quando o operador controla a quantidade de óleo que passa
por uma válvula e vai para o motor hidráulico através de uma alavanca ligada a
esta própria válvula.

(2) Comando indireto, ou servo-comando: Quando o operador controla a


quantidade de óleo que vai para o motor hidráulico através de pequenas válvulas
de controle de pressão. A variação desta pressão é quem comanda uma válvula
ou a própria bomba hidráulica, responsável pela rapidez de operação da
máquina.

1.1.3.4- Comando elétrico:


Quando o operador comanda diretamente vários componentes elétricos
responsáveis pelas características de funcionamento da máquina, que são motores
elétricos, válvulas solenóides, embreagens ou freios eletromagnéticos, etc.
1.1.3.5- Comando misto:
Quando há uma composição ou combinação de mais de um destes tipos citados.

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1.1.3.6- Comandos individuais:
Quando cada chave ou alavanca tem uma única função de comando, ou seja,
comanda um só mecanismo.

1.1.3.7- Comandos múltiplos:


Quando uma mesma alavanca tem, em geral, duas funções distintas, ou seja,
comanda em geral dois mecanismos diferentes.

1.1.4 Arranjo básico dos comandos


1.1.4.1 - GUINDASTE HR

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1. -Comando da embreagem do 3º tambor.
2. - Comando da embreagem geral.
3. - Acelerador manual.
4. - Comando do movimento do 3Q tambor (Liberar cabo).
5. - Comando do movimento do 3Q tambor (recolher cabo).
6. - Comando do freio de estacionamento.
7. - Trava do tambor principal.
8. - Trava do tambor auxiliar.
9. - Pedal do acelerador.
10. - Comando do giro.
11. - Pedal do freio do tambor.
12. - Pedal do freio do tambor principal.
13. - Comando do movimento da lança (cabrestante).
14. - Comando do movimento do tambor auxiliar.
15. - Comando do movimento do tambor principal.
16. - painel de instrumentos.
17. - Indicador de ângulo.

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1.1.4.2- GUINDASTE CEC

1- Acionador de limpador de pára-brisa superior.


2- Acionador de limpador de pára-brisa inferior.
3- Acionador de by-pass p/o limite inferior do amatilho.
4- Alarme (limite inferior de amatilho).
5- Manômetro de pressão de comando.
6- Interruptor de ventilador. Q Válvula seletora de carga.
8- Válvula de freio de giro.
9- comando de giro (direita).
10- Amantilhamento da lança (esquerda).
11- Painel do motor diesel.
12- Painel da célula de carga.
13- Comando de carga principal e auxiliar.
14- Chave seletora de pernadas (posições 1,2 e 3 para 1,3 ou 4 pernada,respectivamente)
localizada na célula de carga.
15- Acelerador do motor diesel.
16- Manômetro indicador de carga auxiliar.
17- Ventilador.
18- Painel de alarmes.
19- Caixas de disjuntores.
20- Extintor de incêndio.
21- Telefone.

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1.1.4.3- GUINDASTE LIEBHERR

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1.1.5- Vista geral dos Guindastes
1.1.5.1 - Guindaste HR

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1.1.5.2- Guindaste CEC – Vista geral

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1.1.5.3- Guindaste CEC – Vista geral

10
1.1.5.4- Guindaste CEC – vista geral arranjo dos mecanismos

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1.1.5.5- Guindaste LIEBHERR – vista geral

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1.1.5.6- Guindaste LIEBHERR arranjo dos mecanismos

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1.2- NOMENCLATURA DOS DIVERSOS MECANISMOS E SEUS PRINCÍPIOS DE
FUNCIONAMENTO
1.2.1 - Mecanismo de Transmissão:
 Nas máquinas de transmissão mecânica: (HR/AMERICAN)
Engloba a embreagem geral, a tomada de força, eixos de transmissão. Correntes de
transmissão e conversores de torque.
 Nas máquinas de transmissão hidráulica: (CEC/LIEBHERR)
Engloba a tomada de força e distribuição, e as bombas hidráulicas com seus
acoplamentos (e a embreagem geral, quando existente), e os motores hidráulicos.
 Nas máquinas de transmissão elétrica:
Engloba simplesmente seus redutores de velocidade.

1.2.1.1: Função
 Sua função principal é controlar e transmitir a potencia gerada pelo motor principal para
os diversos tambores de cabo e para o mecanismo de giro.
 Além disso, através de escorregamento dos discos da embreagem geral ou do
conversor de torque, permite que se controle a carga içada, subindo ou descendo a
mesma, através da variação da aceleração.

1.2.2 - Mecanismo do cabrestante:


 Nas máquinas de transmissão mecânica:
Compõe-se de um sistema de eixos reversos, acoplados entre si por engrenagens, e
comandados por duas embreagens. A engrenagem de saída em geral está ligada a um
redutor de velocidade tipo dentes retos ou tipo coroa/sem-fim, cujo eixo de saída está
acoplado ao tambor de cabo de içamento da lança.
 Nas máquinas de transmissão hidráulica ou elétrica:
Simplesmente o tambor de cabo de içamento da lança com seu acoplamento ao
respectivo Motoredutor(Guincho). O mesmo vale para os mecanismos de levantamento
de carga e de descida motorizada.

1.2.2.1 –Função
 Controlar o movimento do tambor de cabo da lança, responsável pela movimentação da
mesma.

1.2.3 - Mecanismo de acionamento dos tambores (levantamento) de carga:


 Nas máquinas de transmissão mecânicas:
É semelhante ao mecanismo do cabrestante; difere pelo sistema de redução, que é
sempre do tipo de engrenagens de dentes retos, acionada por embreagens ou freios
de expansão.

1.2.3.1 – Função:
 Controlar o movimento de subida do Gancho principal que vai içar as cargas maiores, e
do gancho do jib (bola peso), que vai içar as cargas menores.

1.2.4 - Mecanismo de descida motorizada: (HR/AMERICAN)


 Nas máquinas de transmissão mecânicas:
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Compõe-se de um eixo reverso, acoplado ao eixo do mecanismo de levantamento de
carga através de engrenagens de dentes retos. Acionadas por embreagens ou freios de
cinta ou expansão.
 Nas máquinas de transmissão hidráulica ou elétrica:
Normalmente não existe este recurso, algumas máquinas modernas apresentam
dispositivos semelhantes.

1.2.4.1 –Função:
 Controlar o movimento de descida da carga, que atua a favor do giro do motor. Este
atua como se fosse um freio, não deixando a carga cair em queda livre.

1.2.5 - Mecanismo dos freios dos tambores e giro:


 Nas máquinas de transmissão mecânicas:
Compõe-se de um par de cintas de freio, instaladas em uma das bordas do tambor, e
acionadas por pedais e alavancas ou servomecanismo acionados por cilindros
pneumáticos e molas comandadas pelo operador ou semi automático.
 Nas máquinas de transmissão hidráulica:
Possuem discos de freio e molas, comandados indiretamente pelo operador através de
Óleo hidráulico sob pressão.

1.2.5.1- Funções:
Controlar a queda livre das cargas. Estacionar uma carga suspensa e ajudar a
descida motorizada com carga muito pesada.

1.2.6 - Mecanismo de giro


 Nas máquinas de transmissão mecânicas:
Compõe-se de duas engrenagens cônicas, acionadas por embreagens ou freios de
cinta ou expansão e acopladas a uma terceira engrenagem cônica, que por sua vez
está ligada através de um redutor de velocidades, a um pinhão de giro,
permanentemente engrenado na cremalheira da pista de giro da máquina.
 Nas máquinas de transmissão hidráulica:
Acionado por motor hidráulico que por sua vez está ligada através de um redutor de
velocidades, a um pinhão de giro, permanentemente engrenado na cremalheira da pista
de giro da máquina.

1.2.6.1- Função:
Controlar o movimento giratório da maquina.

1.2.7 - Mecanismo de arrasto (3º TAMBOR):


Em geral é semelhante ao mecanismo de levantamento de cargas, com eixos reversos
acionados por embreagem e acoplados entre si por engrenagens de dentes retos.
Pouco usado atualmente

1.2.7.1 Funções
Estabilizar as cargas suspensas, e arrastar pequenas cargas para dentro do raio de
ação da máquina.
1.3 - CARACTERÍSTICAS BÁSICAS E CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS MODELOS EM
OPERAÇÃO:

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1.3.1- Classificação
1.3.1.1 - Guindaste HR GB 35-M:
Guindaste tipo cavalete móvel, transmissão mecânica, comandos pneumáticos
individuais, capacidade máxima de carga (35 t).
1.3.1.2 - Guindaste HR GB 60-M:
Guindaste tipo cavalete fixo, transmissão mecânica, comandos pneumáticos
individuais, capacidade máxima 60t.
1.3.1.3 - Guindaste CEC FAVCO MOD 6/10 K:
Guindaste tipo cavalete fixo, transmissão hidrostática, comandos hidráulicos múltiplos,
capacidade máxima 45 t.
1.3.1.4 - Guindaste LIEBHERR :
Guindaste tipo cavalete fixo, transmissão hidrostática, comandos hidráulicos múltiplos,
capacidade pequena (20 t).

1.3.2 - CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS E DE FUNCIONAMENTO


1.3.2.1 - GUINDASTE HR GB-60 - M

 MOTOR: SCANIA VABIS DN11

 Número de cilindro.......................6
 Ciclo de trabalho...........................4 tempos
 Injeção...........................................direta
 Diâmetro do cilindro....................127 mm
 Curso.............................................145 mm

 CARGA MÁXIMA GUINCHO PRINCIPAL: 60 toneladas (8 pernas)

 CARGA MÁXIMA GUINCHO AUXILIAR: 08 toneladas (1 perna)

 CARACTERÍSTICAS DE FUNCIONAMENTO

Estrutura formada por dois chassis (dianteiro e traseiro) unidos por 04 pinos. Na parte
traseira encontram-se instalados um motor scania acoplado a uma embreagem geral, e
um conversor de torque.

 COMPRESSOR

a) Compressor marca BENDIX modelo TU-FLU-500 acoplado diretamente ao motor


com as seguintes características:
 Vazão: 12 pés3 /mm a 1.250 rpm
 Pressão de trabalho: 7,7 kg/cm2
 Pressão máxima: 9,0 kg/cm2
b) Compressor de ar com potência de I HP para partida do motor Diesel e teste do
sistema de segurança pneumático (equipamento opcional).
Esse compressor é acionado por motor elétrico. Além dessas duas fontes de ar
comprimido existe ainda o ar da plataforma que passa pelo rotacil eletro-pneumático.
Capacidade de 9 bar e pressão de trabalho de 8 bar. O rotacil dispõe ainda de uma
entrada de corrente elétrica 220 volts trifásica com capacidade para 5 kw.
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 EMBREAGEM GERAL
A embreagem geral é do tipo mono-disco a seco, comandada mecanicamente que
poderá ser operada in loco ou da cabine junto ao operador. Esta embreagem é de ação
permanente, desembreando-se apenas pelo operador em casos especiais como seja:
teste do motor ou emergências. Nos modelos mais novos o comando é pneumático.

 EMBREAGEM DOS MECANISMOS


De discos múltiplos escalonados. Este sistema embréia suavemente, sem os
inconvenientes da possibilidade de choque dinâmico. Todos os seus componentes,
tendo iguais dimensões são Intercambiáveis.

 TORQUE HIDRÁULICO
Conversor hidráulico marca ALLISON, modelo TCDO-475 com sistema de refrigeração
própria.

 TRANSMISSÃO DE FORÇAS
Sistema mecânico, por meio de torção com redução angular ao motor por meio de
engrenagem tipo GLEASON. A caixa de tomada de força também de redução angular
de engrenagem' tipo GLEASON. Todas as engrenagens trabalham em banho de óleo e
todo o conjunto é montado em rolamentos.

 MECANISMO DE REVERSÃO
Composto por eixo horizontal onde estão montados dois satélites cônicos Zerol,
acoplado a embreagens multi-discos, dando seleção de movimento. Estes satélites
transmitem movimento reversível à coroa do eixo vertical de reversão. Todas as
engrenagens trabalham em banho de óleo e todo o conjunto é montado em rolamentos.

 TREM DE ENGRENAGEM
Composto de uma engrenagem central, que recebe força motriz do eixo de reversão e
transmite as duas engrenagens laterais, que por sua vez por meio de embreagem
multi-discos, e pinhão transmite movimentos aos tambores principal e auxiliar.

 MECANISMO DE GIRO
Mecanismo integrado por um sistema de engrenagem, pinhão e coroa que recebe força
motriz diretamente do eixo vertical de reversão através da coroa e transmite à pista de
giro de dentes internos através do pinhão.

 BASE GIRATÓRIA
Composto de um sistema tipo rolamento, com dentes internos, dimensionado conforme
normas API-2C (guindaste OFFSHORE), com 03 carreiras de rolos que suportam
esforços axial e radial, dando à máquina grande estabilidade, giro preciso e segurança,
mesmo no caso de ser submetida a esforços duas vezes maiores que os esforços
nominais. A lubrificação do rolamento é feita por meio de graxeiros de fácil acesso,
situados na face externa do mesmo. Existem anéis de vedação que evitam a penetração
de poeiras e névoa marinha, contribuindo sensivelmente para uma grande durabilidade.
É afixada a máquina, assim como ao pedestal, através de 66 parafusos de 33 mm de
diâmetro.

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 DESCIDA MOTORIZADA NOS DOIS (02) TAMBORES DE CARGA
A carga é baixada pelo motor através de um sistema inversor de engrenagens
planetárias. Os mecanismos dos guinchos recebem força motriz através de engrenagens
de dentes retos. Este sistema de transmissão de força é montado sobre rolamentos e a
sua lubrificação é a óleo.

 TAMBOR PRINCIPAL E AUXILIAR


O tambor principal e auxiliar é fabricado em ferro fundido de alta resistência, permitindo
enrolar o cabo de aço sem montar. Atua em sua extremidade direita o freio de fita. A
extremidade esquerda situa-se um flange (cremalheira) de aço com dentes internos,
através da qual recebe força motriz vinda do trem de engrenagem.

 GUINCHO DE ARRASTO (OPCIONAL)


Situado na parte dianteira da máquina, na base da lança recebe força motriz através de
um sistema inversor de velocidade e redutor sem fim, o que permite versatibilidade
operacional. Sua capacidade de tração é de 10,0t.

 CABRESTANTE DA LANÇA
É um conjunto independente que recebe força diretamente da embreagem geral e
redução através de um eixo com luva tipo Falk. Este conjunto é formado de duas partes.
A primeira parte é formada por uma caixa onde estão situadas os três (03) engrenagens,
tipo GLEASON, acionadas por duas (02) embreagens de discos, permitindo assim a
reversão do movimento, a 2º parte é formada por uma redução tipo coroa sem-fim, em
cujo eixo está montado o tambor (guincho da lança).

 LUBRIFICAÇÃO
Usa-se óleo em 80% da lubrificação da máquina.

 CHASSI
Projetado e construído em chapa de aço ASTM-A 36 de ¾’ e 1 ¼’, soldado com eletrodo
especial, formando uma rígida estrutura. O chassi é bipartido. A primeira parte é
reservada a montagem de todo o sistema mecânico.

 FUNCIONAMENTO
Todos os sistemas mecânicos de guindaste têm embreagens próprias, permitindo
movimentos simultâneos dos tambores principais, do giro; da descida ou elevação da
lança e do guincho de arrasto.

 QUADRO DE INSTRUMENTAÇÃO
Composto dos seguintes instrumentos:
a) Manômetros: de óleo lubrificante, do motor, do óleo do conversor hidráulico e do
sistema pneumático de partida.
b) Termômetros: da água de refrigeração do motor, e do óleo do conversor de
torque.
c) Níveis de óleo: Combustível, e do conversor de torque. O quadro dispõe ainda de
horímetro, chaves de iluminação interna, voltímetro, amperímetro e botões de
partida e de parada do motor.

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 ACELERAÇÃO
O acionamento é feito através de pedal e/ou alavanca manual.

 CABINE
Construída em chapas viradas, em forma de perfis, rebitados e aparafusados,
formando um rígido conjunto.

 COMANDOS PNEUMÁTICOS
Os comandos são em sua maioria de acionamento duplo localizado de tal modo que
permite ao operador usar as mãos em operações distintas, enquanto movimenta a
lança. Toda a manobra tem controle independente.

 PASSARELA
A máquina dispõe de passarela horizontal nas laterais direitas e esquerdas e na parte
traseira, sobre o contra peso, com largura adequada para circulação, que servem como
uma continuação das passarelas laterais. Toda a passagem é protegida por corrimão e
roda - pé.

 LANÇA
Em treliça de tubos, de aço especial, soldados eletricamente somando base e ponta,
quatorze (14) metros, com seções intermediárias de cinco (05) e/ou seis (06) metros.

 MOITÂO
Composto por duas (02) placas de aço e quatro (04) roldanas lubrificadas através do
eixo. Os ganchos são em aço munido de trava de segurança, montados sobre
rolamentos' axiais com capacidade para 60 toneladas.

1. SISTEMA DE SEGURANÇA

1. SEGURANÇA DA LANÇA
Os movimentos dos guindastes são limitados dentro da faixa de segurança,
por alarme e dispositivos que desligam a máquina sempre que o operador
tente operá-la fora dos limites indicados. Assim, quando:
 O operador segue levantando a lança acima de 80° um dispositivo corta o
fluxo pneumático, parando o movimento da lança.
 O operador segue abaixando a lança, além de 20° um dispositivo corta o fluxo
pneumático, parando a lança.

2. SISTEMA DE ALARME DO MOITÂO


Este sistema é constituído por uma válvula pneumática presa a cabeça da lança,
que é acionado pelo simples toque do moitão; Nesse momento dar-se-á o alarme
sonoro.

 OUTRAS CARACTERISTICAS

a) Capacidade de armazenamento dos cabos de aço nos tambores 500


metros

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b) Velocidade de recolhimento dos cabos...................................50m/min
c) Trava dos
tambores.........................................................................................Sim
d) Velocidade de giro....................................................................2,4 rpm
e) Pesos aproximados:
 Da parte dianteira do mecanismo...................................9,0 t
 Da parte traseira.............................................................7,5 t
 Da parte da
lança...............................................................................6,0 t
 Contrapeso...................................................................15,0 t
f) Largura com passarela............................................................4,40m
g) Altura com cavalete montado..................................................6,60m
h) Raio para rotação.... .....................................................3,60m
i) Capacidade do tanque de combustível................................430 litros
j) Comandos............................................................................Pneumáticos
k) Tração nos cabos....................................................................10,0 t

1.3.2.2 - Guindaste CEC FAVCO 6/10 K

Motor: Mercedes OM 355-6


Guincho Principal: 28 Toneladas (04 pernas)
Guincho Auxiliar: 05 Toneladas (01 perna)

1. Características de funcionamento

A maquinaria desse guindaste consiste de uma unidade de alimentação, do guincho


principal, do guincho auxiliar, do guincho de amantilho e do mecanismo de giro,
A unidade de alimentação e os guinchos individuais são aparafusados na plataforma
da máquina e no mastro, respectivamente. O mecanismo de giro é aparafusado na
chapa usinada da plataforma da máquina e seu pinhão é engatado diretamente com
a engrenagem interior do anel de giro. A potência é fornecida pelo motor diesel de
seis cilindros e 152KW, que através de uma caixa de engrenagens completamente
fechada lubrificada por pulverização. Aciona três bombas de pistões axiais de
deslocamento variável. Essas bombas e seus motores de pistões axiais formam um
circuito fechado de transmissões hidrostáticas para fornecer potência aos vários
movimentos.
Os freios dos guinchos principais e auxiliar e do amantilho são do tipo disco imerso
em óleo. Eles são aplicados por mola e liberados hidraulicamente. A operação de
frenagem é executada pela transmissão hidrostática. O freio do movimento de giro
também é do tipo disco imerso em óleo e é operado por um controle manual ou pela
perda de pressão de controle quando o motor para.

O tambor de amantilho possui uma catraca que engrena automaticamente sempre


que o motor pára. Essa catraca trava o tambor da lança impedindo seu movimento
Um movimento da alavanca de controle na direção de içar ou abaixar envia pressão
para liberar o freio de retenção e liberar a catraca do amantilho.

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3- FUNÇÃO BÁSICA DE UM GUINDASTE

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4- FUNCIONAMENTO DOS PRINCIPAIS SISTEMAS DOS GUINDASTES OFFSHORE
4.1- LANÇA
Os Guindastes Offshore são montados sobre pedestais. Os pedestais são firmemente
fixados nas plataformas ou nas embarcações. Os limites de carga máxima são
determinados pela resistência estrutural do equipamento. Existem vários fabricantes de
Guindastes Offshore no mundo. As tecnologias usadas pelos vários fabricantes variam
bastante. Desta forma sempre precisamos estudar o manual de operação de cada
equipamento que formos trabalhar. O conhecimento detalhado de cada máquina que
operarmos é de fundamental importância. Nas figuras desta página destacamos dois
tipos de lança comumente usados nos Guindastes. A lança construída com viga caixão
e a lança em forma de treliça.
A lança construída com viga caixão tem mecanismo de levantamento acionado por cilindros
hidráulicos. A lança em forma de treliça tem mecanismo de elevação acionado por
guinchos e cabos. As lanças construídas com vigas caixão podem algumas vezes ser
telescópicas, ou seja podem aumentar de comprimento aumentando assim seu raio de
alcance.

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4.2-Limitador de elevação dos ganchos
Evita que os ganchos de carga cheguem ao final de seu curso, causando avarias no
gancho, lança e cabo. Em geral, o limitador não passa de um alarme sonoro, mas as
máquinas mais recentes já são equipadas com modelos que neutralizam os comandos
e freiam os tambores de cabo.

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4.3 - Limitador de ângulos da lança
Evita que a lança ultrapasse os 80° de inclinação máxima, ou desça dos 20° de
Inclinação mínima. Extrapolando-se estes valores, a operação torna-se arriscada, já
tendo havido vários acidentes deste tipo. Em geral, o limitador neutraliza o comando e
freia o cabrestante ou guincho; mas em alguns modelos antigos, existe unicamente um
alarme sonoro para o limite de 80º.

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4.4- MONITORAMENTO ELETRÔNICO DO GUINDASTE

Com o desenvolvimento da tecnologia, os dispositivos de segurança, o monitoramento e o


controle dos equipamentos estão deixando de ser eletromecânicos para serem eletrônicos. A
eletrônica embarcada nos equipamentos toma-se cada vez mais presente. A parte
interessante disto é que dispomos de muito mais informações sobre o funcionamento do
equipamento. A parte menos interessante é que para regular e fazer manutenção do
equipamento eletrônico é necessário profissional especializado em eletrônica e este nem
sempre está disponível quando precisamos. Abaixo está representado o funcionamento do
esquema eletrônico que pode de uma forma simplificada ser assim descrito: 1) Os diversos
sensores coletam as informações técnicas sobre o funcionamento do equipamento e enviam
sinais eletrônicos para um painel central. 2) No painel central estes sinais eletrônicos são
processados e os resultados são enviados a um mostrador. 3) O operador lendo o mostrador,
recebe as informações de que precisa. Atualmente o mostrador tomou a forma de um Monitor
de Computador que é colocado na cabine de operação em lugar bem acessível ao operador.

Sensor 1

Painel eletrônico Mostrador

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4.5- Limitador de giro
De uso pouco difundido, limita o ângulo de giro das máquinas no campo estritamente
necessário, evitando choques de lança com estruturas fixas da plataforma.

4.6- Válvulas de segurança


Evitam que as pressões nos sistemas hidráulicos e pneumáticos ultrapassem os valores
máximos admissíveis por seus componentes, garantindo assim a vida útil dos
equipamentos.

4.7- Válvulas de contrabalanço


Usadas nas máquinas de transmissão hidrostática, evitam a queda descontrolada da
carga, na hipótese de ruptura de alguma mangueira de alta pressão.

4.8- Sistemas de proteção do motor


Evitam maiores danos ao motor diesel, caso ocorra algum problema nos circuitos de
refrigeração e/ou de lubrificação do mesmo. Em geral, cortam o fornecimento de
combustível ao motor ao menor sinal de problema. Outros modelos mais recentes
enviam previamente um sinal ao operador, alertando-o.

4.9- Indicador de momentos


De uso pouco difundido, informa ao operador quando a lança está se aproximando do
menor ângulo com o qual uma determinada carga pode ser içada com segurança, e
bloqueia comando de descida da mesma, caso este ângulo seja ultrapassado.

4.10- Limitador de sobrevelocidade


Também de uso pouco difundido, evita que os gases combustíveis que porventura
escapem do poço perfurado entre no motor através de seu sistema de alimentação
descontrolando-o, e provocando o seu "disparo" a altas rotações. Em geral, é composto
de um sensor de velocidade, que a um determinado valor envia um sinal elétrico a uma
Válvula que estrangula uma passagem no coletar de admissão.

5- OPERAÇÃO DOS SISTEMAS DE FORÇA

5.1 Guindaste HR
5.1.1- Acionamento de Giro
 Desativar o freio de estacionamento: A máquina está livre para girar.
 O giro é feito pelo acionamento da alavanca de comando.
 O giro é bloqueado pelo acionamento do freio de serviço.
 Quando alavanca de comando estiver neutra, o giro torna-se livre. É
recomendável que se acione o freio de estacionamento.

5.1.2- Acionamento do Tambor Principal


 - Destravar tambor principal.
 - Movimentando a alavanca de comando tem-se movimento de carga.
 - O controle de movimento é feito pressionando-se o pedal de freio do tambor
principal. Para uma parada demorada, deve-se utilizar a trava localizada bem
abaixo do pedal, ou trava do tambor principal.

29
5.1.3- Acionamento do Movimento do Tambor Auxiliar (jib)
 Destrave o tambor auxiliar.
 Movimentando a alavanca de comando, tem-se o movimento de carga (jib). O
controle de movimento é feito pressionando-se o pedal de freio do tambor auxiliar.
Para uma parada demorada, deve-se utilizar a trava localizada bem abaixo do pedal,
ou a trava do tambor auxiliar.

5.1.4- Travamento dos Tambores Principal e Auxiliar


O travamento dos tambores é feito na trava do pedal de freio, ou na trava de acionamen-
to manual. Para travar manualmente, o operador deve pressionar o botão de comando, e
acionar de curtos intervalos, a alavanca de acionamento dos tambores, até o ponto em
que a trava tem ação. Para travar no pedal de freio, deve-se pressionar o mesmo,
armando a trava do pedal.

5.2 Guindaste CEC. - FAVCO


5.2.1- Sistema Hidráulico
Sistema do Circuito Fechado, para todos os movimentos do guindaste são usadas
transmissões hidrostáticas em circuito fechado. Bombas axiais de deslocamento
variável comandam motores de pistões axiais e eixo inclinado. Cada bomba possui
uma bomba de engrenagem integral para reforço e fluxo de servo óleo. As bombas
também possuem válvulas de reforço e de alívio: Ver no circuito hidráulico a colocação
das válvulas de alívio. Os motores do Guincho principal e do guincho auxiliar são
acionados por uma bomba. A operação do guincho principal ou do guincho auxiliar é
selecionada pelo controle na cabine. Esse controle é uma válvula piloto que opera a
válvula seletora no circuito principal de óleo.

5.2.2- Içamento Principal


Capacidade de carga
Pernada simples

3.0t carga leve..................................0 -120 m/min


7.0t carga total.......................... .......0 - 60 m/min

Pernada tripla
9.0t carga leve..................................0-40 m/min
21.0t carga total..................................0-20 m/min

Capacidade do tambor: 240 metros de cabo de aço

5.2.3- Giro
Velocidade de 0 a 2 rpm. O movimento de giro é por motor hidráulico a pistão com o
Pinhão do motor engrenado diretamente com a engrenagem interna do anel de giro. É
previsto um dispositivo de travamento mecânico. O motor de acionamento é montado
no piso da casa de máquinas e é construído com sistema de travamento em caso de
falha. O sistema hidráulico é conectado com controle variável em ambas as direções.
Devido às características de projeto, o guindaste permite um controle fino de
velocidade de giro com elevada precisão de transporte de carga.

30
5.2.4- Elevação da Lança
Velocidade: de raio máximo ao raio mínimo em 50 seg.

6 - SISTEMA LEITURA DE CARGA


6.1 - Os Gráficos de Carga
São usados para determinar as cargas que podem ser içadas por determinado Guindaste.
O gráfico propriamente dito é uma série de curvas, com dois eixos, um vertical e um
horizontal. O vertical define as cargas em toneladas, e o horizontal geralmente define o
raio de ação em metros existe uma curva para cada condição específica com que o
guindaste está operando o mais usual é uma curva para cada comprimento de lança,
porém, o tipo mais adequado, que está sendo adotado por quase todos os fabricantes é
uma curva para cada número de pernas de cabo do moitão.

6.1.1- Vantagens
a) Permite a definição das cargas em qualquer ponto dentro da faixa de atuação.
b) Permite melhor compreensão do comportamento da máquina nas diversas
situações
c) Permite a sobreposição de várias curvas em um mesmo gráfico.

6.1.2- Desvantagens
a) Exige atenção na consulta, além de certa prática.Numa máquina de grande
capacidade, várias combinações possíveis de comprimento da lança e número de
pernas de cabo anulam a vantagem de sobreposição de curvas, pois cria uma
confusão visual muito grande.
b) Como o gráfico é montado em cima dos raios de ação do gancho, é necessária
uma curva adicional de posicionamento para definir quais os ângulos da lança
correspondentes.

31
6.1.3- GRÁFICO DE CARGAS: GUINDASTE LIEBEHERR OFFSHORE

6.2- As Tabelas de Carga (ou quadros de carga)


Também são usadas para determinar as cargas que podem ser içadas por um guindaste.
Difere dos Gráficos por serem de leitura direta, e apresenta maior facilidade de
Interpretação; é justo por isso que quase todos os fabricantes o adotam. O tipo mais usual
é o que define as cargas em função do ângulo de comprimento da lança; porém como no
caso dos gráficos da carga, cada vez mais se usa o tipo em função do ângulo da lança e
do número de pernas da cabo no moitão.

6.2.1- Vantagens
a) É de maior precisão, pois não exige uma interpretação do valor encontrado.
b) É mais fácil de ler.
c) Não necessita de curvas adicionais.

32
6.2.2- Desvantagens
a) Não há como saber as cargas máximas entre os pontos definidos na tabela, a não
ser por estimativa.
b) E necessária uma tabela para cada combinação de variáveis.
c) Não permite que se tenha uma idéia do comportamento da máquina nas diversas
situações.

6.2.3- Tabela de carga Guindaste HR

33
7 - OS SISTEMAS DE LEITURAS DE MOMENTOS DE CARGAS.
7.1- Este sistema, embora de fabricação complexa e ainda pouco utilizada, é o mais
adequado para guindastes Offshore, pois apresenta todas as vantagens operacionais
dos gráficos e tabelas de cargas, sem as suas limitações. Na verdade estes aparelhos
são eletrônicos, e chegam a incorporar até mesmo um microprocessador. É composto de
três elementos básicos: Sensores, decodificadores, e Sinalizadores. Os sensores são
encarregados de "ler" determinadas informações necessárias ao sistema e transmiti-las ao
decodificador. Os modelos mais comuns possuem apenas dois, o da carga suspensa e do
ângulo de posicionamento da lança. Os mais completos possuem também sensores de
número de pernas do moitão e da velocidade do vento. Os decodificadores analisam estas
informações, combinando-as e comparando-as com valores previamente fixados
determinando então a situação da carga içada em razão da máxima admissível para aquela
determinada situação, enviando então sinais visuais para um painel onde estão os
sinalizadores; caso os valores máximos sejam ultrapassados, os decodificadores enviam
também um comando para o sistema de levantamento da lança, não permitindo que ela
desça além daquele ponto. Os sinalizadores informam ao operador as posições das cargas
em relação a carga máxima permitida naquelas determinadas situações; alguns modelos
mais simples só enviam um "Bit" luminoso e sonoro quando o ângulo mínimo é alcançado.
Os mais completos também enviam ao operador todas as informações recebidas dos
sensores, permitindo-lhe um completo domínio sobre a operação.

 Vantagens

a- Altíssima precisão
b- Elevado grau de confiabilidade
c- Grande sensação de segurança ativa e passiva
d- Não necessita treinamento específico (em geral)
e- Grande durabilidade
f- Elimina a necessidade de gráficos e quadros de carga, que passam a ser
acessório com uso restrito às emergências.

 Desvantagens
a) Dependendo do modelo, obrigam o operador a informar ao decodificador aqueles
valores para os quais não existem sensores.
b) Todos têm custo extremamente alto.
c) Necessidade de um sem-número de componentes eletrônico e sensores,
requerendo mão de obra muito especializada para manutenção.

34
8- TRABALHANDO COM CARGAS DE FORMA SEGURA

35
36
9- ATRIBUIÇÕES BÁSICAS DO SUPERVISOR

10 - PRINCIPAIS CAUSAS DE ACIDENTES

RESPONSAVEL CAUSA %
PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO 12
GERENCIA NORMAS E PROCEDIMENTOS 7
SUPERVISÃO 27
46
HOMEM FALTA DE CONCENTRAÇÃO 14
OPERAÇÃO DESOBEDIENCIA AS NORMAS E PROCEDIMENTOS 8
IMPERICIA 26
48
EQUIPAMENTO FALHA MECANICA 6 6
TOTAL 100 100
FONTE: OSHA (Ocupacional Safety and Health Administration), Ministério do Trabalho,
E.U.A.

11- A NECESSADE DE TREINAMENTO E CERTIFICAÇÃO


 ATUALIZAÇÃO
 EXIGENCIA DO MERCADO
 HOJE - OS PROFICIONAIS CERTIFICADOS TEM A PREFERENCIA
 FUTURO – SOMENTE OS PROFISSIONAIS CERTIFICADOS SERÃO ACEITOS

12- MOMENTO DE CARGA

12.1- É o produto da multiplicação do PESO (ou Força) pela distância do ponto de apoio até a
aplicação do peso.

12.2- Unidade Usual: tm (tonelada x metro) ou Kgcm (kilograma x centímetro)

12.3- LMI – LOAD MOMENT INDICADOR (INDICADOR DE MOMENTO DE CARGA)


É o instrumento incorporado - ao guindaste que permite configurar e operar o
equipamento em condições seguras de acordo com a Tabela de Carga.

37
Existem alguns tipos de LMI no mercado que geralmente fornecem ao operador as
Seguintes Informações:
 Raio de Operação
 Comprimento de Lança
 Peso Real (Carga Bruta ou Líquida)
 Numero de passadas do cabo
 Contra peso
 Velocidade do vento
 Força a sapata

O operador tem que conhecer as tabelas de carga para aplicar no LMI


O LMI alerta o operador quando o guindaste se aproxima de situações inseguras com
alarmes audiovisuais e bloqueia a operação no caso de atingir os limites.

Em alguns LMI é possível configurar os limites conforme a exigência da operação

13- PRINCÍPIOS APLICADOS AOS GUNDASTES

TIPO
1 P A B F

APOIO
EQUAÇÃO

DE TIPO P F
2

EQUILIBRIO
A
B

PX A=FXB
B P
TIPO
3

F
A

38
13.1- Alavanca tipo 1

39
13.2- Alavanca tipo 2

40
14- SISTEMAS DE MEDIDAS

SISTEMA INGLÊS SISTEMA METRICO


SISTEMA IMPERIAL BRITANCO DECIMAL
ORIGEM INGLATERRA – IDADE MEDIA FRANÇA – 1799
AMERICA DO NORTE EUROPA E ASIA
LOCAIS QUE UTILIZAM INGLATERRA AMERICA DO SUL
PAISES DE LINGUA INGLESA AMERICA CENTRAL

MANITOWOC, CLARK, P&H, GROVE, MADAL, TADANO, LUNA


GROVE, LIEBHERR, DEMAG, KRUPP,
GUINDASTES MARCAS LORAIN, LINK BELT, TEREX, AMERICAN KATO, NISSAN,

MILIMETRO(mm)
COMPRIMENTO POLEGADA (“ ) CENTIMETRO(cm)
PÉS („ ) METRO(m)
QUILOMETRO(km)

MEDIDAS
PESO LIBRA – POUND(lb) QUILOGRAMA(Kg)
TONELADA – CURTA(Ton) TONELADA(t)

USUAIS 2 2
SUPERFICIE POLEGADA QUADRADA (pol ) METRO QUADRADO(m )
2
PÉ QUADRADO (pé )
3
VOLUME GALÃO AMERICANO METRO CÚBITO(m )
3
GALÃO INGLÊS CENTÍMETRO CÚBITO (cm )

NOS
QUILOGRAMA/CENTIMETRO
2
QUADRADO(kg/cm )

PRESSÃO LIBRA/POLEGADA AO QUADRADO (PSI) QUILOGRAMA/METRO


2 2
(lb/pol ) QUADRADO (kg/m )
GUINDASTES
TONELADA POR METO
2
QUADRADO (t/m )

OBS NAS UNIDADES INGLESAS: PONTO = VIRGULA


VIRGULA = PONTO

41
TABELA E CONVERSÃO DE UNIDADE

UNIDADE FATOR UNIDADE


A DE
B
CONVERSÃO

42
15 – DEFINIÇÕES
15.1- Raio de operação

ATENÇÃO

 É recomendável adotar raios queè constam


É na tabela de carga com a
respectiva capacidade bruta

 Ao trabalhar com raio intermediário use como referencia, para


determinar a capacidade bruta, sempre o raio imediatamente superior.

43
15.2- Comprimento de lança

OBSERVAÇÃO

15.3- Contrapeso
O CONTRAPÊSO é uma carga adicional montada no Guindaste, criando um
momento de força resistente, aumentando assim a capacidade da máquina quanto
à estabilidade {tombamento).
Quanto maior for o contrapeso e/ou a distancia do mesmo ao centro de giro
Guindaste, maior será a resistência ao tombamento.
15.4- Contrapeso Standard
É o CONTRAPÊSO fixo aos chassis giratório que não afeta a carga máxima permitida
por eixo, para circulação de rodovias.

44
15.5- Contrapeso adicional no chassi superior
É o contra - peso que é adicionado na obra, conforme especificação do fabricante.

15.7- DEFINIÇÃO DE CARGAS

15.7- CARGA LÍQUIDA ESTÁTICA

É o peso real da peça, parada, a ser içada.

15.8- CARGA BRUTA ESTÁTICA

É a somatória de todos os pesos reais, parados, que são aplicados no Guindaste.

45
15.8- CARGA BRUTA DINÂMICA

 E a somatória da CARGA BRUTA ESTATICA e as cargas eventuais Originadas pelo


movimento da peça
 Ao levantar a peça, girar, frear pode originar um acréscimo na Carga Bruta Estática,
devido à inércia e ao movimento.
 Este acréscimo poderá chegar a 50% da Carga Bruta Estática
 Por isso a aceleração, frenagem e giro do guindaste deve ser o mais lento possível.
 O percentual adotado para cargas eventuais, é de 20% a 30%' da Carga Bruta Estática

15.9- CAPACIDADE BRUTA


 É a capacidade real máxima do Guinaste, conforme sua configuração determinada pelo
fabricante e constante nas tabelas de cargas.

15.10- CAPACIDADE LÍQUIDA


É a capacidade do guindaste disponível para o objeto a ser içado, deduzindo-se os
pesos dos acessórios, cabos e todos os dispositivos usados na operação.
15.11- CAPACIDADE NOMINAL
É a capacidade expressa comercialmente pelo fabricante, a qual depende de
condições especiais na operação, tais como:

o MENOR COMPRIMENTO DE LANÇA

o MENOR RAIO DE OPERAÇÃO

o OPERAÇÃO NA TRASEIRA

o UTILIZAÇÃO DE ACESSÓRIOS ESPECIAIS PARA GRANDES CAPACIDADES

o MAIOR NÚMERO DE PASSADAS DE CABO.

46
15.12-PASSADAS DE CABO

 É responsabilidade do "RIGGER" determinar o número de passadas de cabo e o


moitão adequado para a operação planejada
 Devido ao rendimento do sistema, será necessário adicionar mais pernas de cabo
para que nenhuma perna fique sobrecarregada.
 Normalmente os Fabricantes fornecem em seus manuais uma tabela de passadas de
cabo e o moitão adequado para a carga a ser içada
 Abaixo temos uma tabela que pode ser usada para estimar a quantidade de pernas
de cabo a ser usada, calculada a partir do "SWL" do cabo por linha única

Carga a ser levantada


"SWL" do cabo calculado = Valor calculado
por linha única

PERNAS DE CABO
Valor calculado Use
1 ou menos 1 perna de cabo
1 a 1,96 2 pernas de Cabo
1,97 a 2.88 3 pernas de Cabo
2,89 a 3.77 4 perna de Cabo
3,78 a 4,63 5 pernas de cabo
4.64 a 5.43 6 pernas de cabo
5,44 a 6,22 7 pernas de cabo
6,23 a 6,97 8 pernas de cabo
6,98 a 7,68 9 perna de Cabo
7,69 a 8,37 10 pernas de cabo
8,38 a 9.02 11 pernas de cabo
9,03 a 9,65 12 perna de cabo
9,66 a 10,25 13 pernas de cabo
10,26 a 10,83 14 perna de cabo
10,84 a 11,37 15 perna de cabo
11,38 a 11,90 16 perna de cabo

47
PASSADAS DE CABOS

48
15.13- DEFINIÇÃO DOS CABOS DE GUINDASTE

““.
 - PRINCIPAL – É o Cabo de Aço que trabalha no tambor principal do
Guindaste. Geralmente este cabo é utilizado para o içamento de cargas
na lança principal
 - AUXILIAR - E o Cabo de Aço que trabalha no tambor auxiliar do
Guindaste. Geralmente este cabo tem diâmetro menor e é utilizado para
içamento de cargas na linha auxiliar, tais como, extensão e JIB, utilizando
moitão mais leve ou bola - pêso.

Observações: Em alguns guindastes o Cabo Auxiliar pode trabalhar na lança


principal.
Em alguns guindastes a Bola-Pêso pode trabalhar na lança principal
desde que a mesma tenha o terminal ou roldanas compatíveis com o
cabo principal. (verifique sempre o manual de operação do guindaste)

ATENÇÃO: Na maioria dos guindastes, o Cabo deve fazer parte da composição da carga
bruta. O fabricante sempre especifica no manual o cabo de aço:
 DIAMETRO
 SWL - PORLINHA ÚNICA
 TIPO - COMPOSIÇÃO
 VELOCIDADE

15.14 – Peso do cabo do Guindaste

 E de responsabilidade do RIGGER:

1. Prever a quantidade máxima de cabo que ficará pendurado na lança durante a


operação.
2. Calcular o peso do Cabo
3. Somar peso na "COMPOSIÇÃO DA CARGA BRUTA"

 Cálculo:

49
Onde:
P Cabo Guind. = peso do cabo do Guindaste
H = altura máxima que o cabo terá durante a operação
n° = número de passadas de cabo
D = peso do cabo por metro(utilize tabela ao lado)
DIAMETRO PESO
5/8, 16 mm 1,10
3/4 , 19 mm”. 1,60
7/8", 22 mm 2,20
1", 26 mm 2,80
1 1/8", 29mm 3,50
1 1/4", 32mm 4,30
1 3/8", 35 mm 5,30
1 ½", 38 mm 6,20

15.15 - POLIAS EXTRAS


-São polias adicionais que em, alguns guindastes, é necessário montar na ponta da lança, para
compor as passadas de cabo exigida
15.16- PORCENTAGEM DE UTILIZACÃO DO GUINDASTE
-É a quantidade de capacidade do guindaste que está sendo utilizada na operação
15.17- JIB
É um acessório auxiliar que pode ser montado na ponta da lança (ou extensão) e que
possibilita formar ângulos em relação a lança (é chamado ângulo OFF-SET)
Os jibs facilitam a colocação e cargas em locais fechados ou situações onde necessitam uma
lança maior.
A capacidade do Jib geralmente está limitada pela resistência estrutural do mesmo.
Em alguns Guindastes é necessário verificar a estabilidade do Guindaste nas tabelas
principais

15.18 - Extensão do JIB


-É um acessório auxiliar ao Jib que permite aumentar o seu comprimento

50
15.19 – Definição de ângulo da lança e extensão da lança

51
OBSERVAÇÕES

52
15.20 – Centro de gravidade
- E o ponto de equilíbrio, onde está determinada a resultante total das , massas de um objeto

Símbolo Gráfico
C.G.

- Dependendo da geometria da peça, o Centro de Gravidade pode se localizar fora do objeto


- Para localização do Centro de Gravidade no espaço é necessário definir as 3 coordenadas
espaciais: X, Y , Z
OBS.:
PARA TODA OPERAÇÃO COM UM GUINDASTE O IÇAMENTO DEVERÁ SER FEITO PELO
CENTRO DE GRAVIDADE DA CARGA

DETERMINAÇÃO DO CENTRO DE GRAVIDADE NO CAMPO

53
16- Cuidados operacionais básicos

17- Redução da capacidade pelo desnivelamento do Guindaste


 O desnivelamento do guindaste causa forças laterais na lança, reduzindo a sua
capacidade.
 Em alguns casos a perda de capacidade é muito grande como mostra a tabela
abaixo.
DESNIVELAMNTO

Comprimento da lança /raio de operação 1° 2° 3°

Lança curta / raio mínimo 10% 20% 30%

Lança curta / raio máximo 8% 15% 20%

Lança longa / raio mínimo 30% 41% 50%

Lança longa / raio máximo 5% 10% 15%

54
18 – Redução da capacidade do Guindaste nos movimentos operacionais

 Os movimentos bruscos de giro do Guindaste pode causar inclinação do cabo em


relação a verticalidade da lança.
 Aceleração rápida no levantamento da carga pode causar um acréscimo no peso da
carga.
 Desaceleração (frenagem) na descida da carga pode causar um acréscimo no peso da
carga

PORCENTAGEM DE REDUÇÃO DA CAPACIDADE


a = aceleração
v = velocidade final ESPAÇO DE FRENAGEM
Vo = velocidade inicial Velocidade da carga
t = tempo m/mim 3m 2m 0,5m
F = Força 30 0,4% 0,7% 2,2%
m = massa 46 1,0% 1,6% 4,9%
61 1,7% 2,9% 8,6%
v - Vo 76 2,7% 4,5% 13,5%
a= t 91 3,9% 6,5% 19,4%
106 5,3% 8,8% 26,4%
121 6,9% 11,5% 34,5%
F = m. a

19 – Influência do vento

55
56
57
TABELA VELOCIDADE DO VENTO
FORÇA DO VENTO VELOCIDADE DO VENTO
BEAUFORT DESIGNAÇÃO m/s Km/h
0 Parado 0 - 0,2 1
1 Aragem leve 0,3 – 1,5 1-5
2 Brisa fraca 1,6 – 3,3 6 - 11
3 Brisa leve 3,4 – 5,4 12 - 19
4 Brisa média 5,5 – 7,9 20 - 28
5 Brisa forte 8 - 10,7 29 - 38
6 Vento leve 10,8 -13,8 39 - 49
7 Vento forte 13,9 - 17,1 50 - 61
8 Vento impetuoso 17,2 - 20,7 62 - 74
9 Tempestade leve 20,8 - 24,4 75 - 88
10 Tempestade média 24,5 - 28,4 89 - 102
11 Tempestade forte 28,5 - 32,6 103 - 117
12 Furacão 32,7 - 36,9 118 - 133

Sinais

2.-ABAIXAR:
1.-IÇAR:
Com o braço esticado 3. - LEVANTAR A 4.- BAIXAR A
Com o antebraço na vertical
para baixo, dedo LANÇA: LANÇA:
e o dedo indicador para
indicador apontado para Braço esticado, dedos Braço esticado, dedos
cima, mova a mão em
baixo, mova a mão em fechados, polegar fechados, polegar
pequenos círculos
pequenos círculos apontando para cima. apontando para baixo.
horizontais
horizontais.

58
5.-PARE: 6.-PARADA DE 7.- DESLOCAMENTO 8.-TRAVAR TUDO:
Braço esticado, palma da EMERGÊNCIA: DA MÁQUINA: Junte as duas mãos
mão para baixo, mantendo Braço esticado, palma Braço esticado para em frente do corpo.
esta posição firme. para baixo, mova a mão frente, mão aberta e
rapidamente para direita erguida, faça movimento
e esquerda. de empurrar na direção
do deslocamento.

9.- MOVIMENTO LENTO: 10.- LEVANTAR A 11.- BAIXAR A LANÇA 12.- GIRAR A
Use uma das mãos para dar LANÇA / BAIXAR A / LEVANTAR A CARGA: LANÇA:
o sinal do movimento CARGA: Com o braço esticado, Braço esticado,
desejado, e coloque a mão Com o braço esticado, polegar para baixo, abra aponte com o dedo a
parada em frente da outra. polegar para cima, e feche os dedos direção do giro da
O desenho mostra "Içar flexione os dedos enquanto durar o lança.
lentamente". (abrindo e fechando) movimento de carga.
enquanto durar o
movimento de carga.

13.- ACIONE UMA 14.- ACIONE AMBAS 15.- ESTENDER A 16.- RECOLHER A
ESTEIRA: ESTEIRAS: LANÇA: LANÇA:
Travar a esteira no lado Use os dois punhos em Ambos os punhos em Ambos os punhos em
indicado pelo punho erguido. frente ao corpo, fazendo frente ao corpo, com o frente ao corpo, com
Acione a esteira oposta na um movimento circular, polegar apontando para um polegar
direção indicada pelo indicando a direção do fora. apontando para outro.
movimento circular do outro movimento para frente
punho, que gira ou para trás.
verticalmente em frente ao
corpo.

59
17.- USE O GUINCHO 18.- USE O GUINCHO 19.- ESTENDER A 20.- RECOLHER A
PRINCIPAL: AUXILIAR: LANÇA: LANÇA:
Coloque o punho na cabeça ponha a mão no cotovelo Um punho em frente ao Um punho enfrente ao
e use os outros sinais. e use os outros sinais. peito, com o polegar peito, com o polegar
apontando o peito. apontando para fora.

Classe 1

Explosivos

Classe 2

Gases Inflamáveis
Gases não Inflamáveis Comprimidos
Gases Tóxicos

Classe 3
Líquidos Inflamáveis

60
Classe 4
Sólidos Inflamáveis
Espontaneamente Combustíveis
Perigosos Quando Molhados

Classe 5

Agentes Oxidantes
Peróxidos Orgânicos

Classe 6

Tóxicos
Infecciosos
Classe 7

Radiativos

Classe 8
Corrosivos

Classe 9
Miscelânea

61