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A importância do trabalho de

Campo em Educação Ambiental


(aula 19)

• Dentro da concepção construtivista a


realização de trabalhos de campo
desperta valores e motivações nas
pessoas envolvidas.

• Relembrando a aula 13, Níveis de


abordagem em Educação Ambiental:
Sensibilização, Informação, Mobilização e
Ação.
• Na Sensibilização busca-se o
envolvimento de pessoas, instituições ou
comunidades que estejam no contexto,
para que estas se sintam parte do
processo, buscando evidenciar causas e
consequencias da participação ou não
desses atores envolvidos no processo de
mudanças.

• A Informação quanto mais acessível aos


grupos excluídos, pode potencializar
mudanças. A informação pode levar, pois
cidadãos bem informados tem mais
condições de questionar pressionando
autoridades motivando-se para assumirem
uma posição de co-responsabilidade e
participação social. Alguns autores, no
entanto, acreditam que somente a
informação não leva a mudança de
valores e atitudes.
• A Mobilização visa orientar os grupos
relacionados a disponibilizarem esforços
no sentido de cooperação, transformação
e construção coletiva de situações mais
desejáveis para si e para o coletivo.

• A Ação, etapa final de abordagem de um


projeto de educação ambiental, visa a
execução de projetos planejados
coletivamente pelo grupo.

• Percebemos que o trabalho de campo


pode ajudar na sensibilização inicial e na
motivação dos envolvidos em problemas
socioambientais, para que estes se
mobilizem e participem em projetos de
Educação Ambiental.
• Vale lembrar que um trabalho de campo em
Educação Ambiental não deve levar em
consideração apenas o aspecto ecológico, mas
também a concepção do meio ambiente em sua
totalidade, considerando a interdependência
entre o meio natural, socioeconômico e o
cultural sob o enfoque da sustentabilidade,
conforme Art. 4º da Lei nº 9795/99 (Política
Nacional de Educação Ambiental).

• O Art. 5º nos fala dos objetivos fundamentais da


educação ambiental: “o desenvolvimento de
uma compreensão integrada do meio, ambiente
em suas múltiplas e complexas relações,
envolvendo aspectos, ecológicos, psicológicos,
legais, políticos, sociais, econômicos, científicos,
culturais e éticos.”

• Logo devemos aproveitar a prática para entender e


visualizar a importância dos conhecimentos
ecológicos para a compreensão do meio ambiente,
além das relações entre os problemas ambientais e
fatores econômicos, históricos, sociais e políticos. É
importante ressaltar também a valorização dos
conhecimentos prévios e os saberes das
comunidades tradicionais.

• O meio ambiente é muito mais do que Ecologia, e


pode ser interpretado de diferentes formas durante
um trabalho de campo, dependendo do olhar de
quem o observa. Como conteúdo escolar, o tema
meio ambiente traz a discussão a respeito das
relações entre os problemas ambientais e fatores
econômicos, políticos, sociais e históricos.
• Os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais)
também nos fala da importância de se trabalhar
a realidade dos alunos, e nisto o trabalho de
campo, onde visamos a educação para o meio
ambiente onde os alunos estão inseridos,
partindo da realidade de cada um.

• As atividades em campo podem ser realizadas


em florestas, riachos, restingas, lagoas e
manguezais e outros ecossistemas.

• Como seria visitar um ecossistema urbano?


Proposto na aula 27 – Estudo de Caso: uma
visita à cidade.

• Pense na sua cidade, casas, prédios, ruas,


enfim, um ambiente construído pelo ser
humano. Mas é só isso? Certamente um rio,
montanhas, praias ou outros vestígios de
ecossistemas naturais. Há também nas cidades
o meio socioeconômico, que é o meio das
relações entre serviços, negócios, instituições,
ONGs...
• Vestígios de ecossistemas naturais em
Campo Grande:
• Parque Estadual da Pedra Branca –
Conhecido como Rio da Prata de Campo
Grande.
• Rios da região – Fora da área de proteção
do Parque – Eutrofizados.
• E o ecossistema Urbano como se
caracteriza?
• Segundo Odum (1983) Uma cidade
industrializada, é um ecossistema
heterotrófico incompleto, dependendo de
grandes áreas para obtenção de energia,
alimentos, água e outros materiais.
• Assim as cidades se caracterizam por
possuírem um metabolismo muito intenso,
exigindo uma demanda energética maior,
suprida muitas das vezes por combustíveis
fósseis.

• E uma entrada e saída de materiais, como


metais para consumo industriais, além de
materiais para a sustentação da própria vida na
cidade.

• E por último uma saída de resíduos e


substâncias químicas, mais tóxicas do que os
materiais de entrada, na forma de poluição.

• Pense em possíveis perguntas para serem


trabalhadas enquato realizamos nossa atividade
em campo, em relação ao ecossistema de uma
cidade em seus aspectos ecológicos.

• Não esqueçamos também de acrescentar


perguntas que possibilitem a reflexão sobre
alguns dos aspectos presentes no artigo 5º da
lei 9795, os aspectos envolvendo aspectos,
ecológicos, psicológicos, legais, políticos,
sociais, econômicos, científicos, culturais e
éticos.
• Exemplos de perguntas (aula 27):
• As atividades industriais geram benefícios ou
desvantagens para a sua cidade?
• Que tipos de atividades industriais ocorrem em
sua cidade?
• Que grupos são afetados nas atividades?
• Que grupos são afetados no ambiente?

• Que tal agora pensar e responder essas


questões?

• Mas antes vamos ao


campo, digo a
Campo Grande: