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Fundação Universidade Federal

de Mato Grosso do Sul - UFMS

Assistente em Administração

Língua Portuguesa
1. Interpretação de textos ...................................................................................................................................................1
2. Ortografia ..........................................................................................................................................................................2
3. Classes gramaticais ..........................................................................................................................................................6
4. Acentuação gráfica ........................................................................................................................................................ 32
5. Crase ................................................................................................................................................................................ 34
6. Termos da oração 7. Período composto por coordenação e subordinação ........................................................ 36
8. Concordância nominal e verbal .................................................................................................................................. 46
9. Regência verbal ............................................................................................................................................................. 48
10. Colocação de pronomes ............................................................................................................................................. 51
11. Pontuação ..................................................................................................................................................................... 52
12. Sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos 13. Conotação e denotação ................................................ 53
14. Coesão e coerência textual ........................................................................................................................................ 55
15. Estrutura e formação de palavras ............................................................................................................................ 59
16. Variedades Linguísticas: norma culta, popular e literária. ................................................................................. 61

Raciocínio Lógico
1. Taxas de variação de grandezas. 2. Razão e proporção com aplicações. Regra de três simples e
composta...... ..........................................................................................................................................................................1
3. Porcentagem. ...................................................................................................................................................................8
4. Regularidades e padrões em sequências. Sequências numéricas. 5. Progressão aritmética e progressão
geométrica. ........................................................................................................................................................................ 11
6. Juros simples e compostos, descontos. 7. Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalente, real e aparente. 8.
Rendas uniformes e variáveis. 9. Capitalização financeira. 10. Amortizações de empréstimos e
financiamentos.... ............................................................................................................................................................... 14
11. Raciocínio Lógico: Introdução. 12. Conceitos Básicos de Raciocínio Lógico: Proposições; Valores Lógicos
das Proposições; Sentenças Abertas; Número de Linhas da Tabela Verdade; Conectivos; Proposições Simples;
Proposições Compostas. .................................................................................................................................................. 26
13. Contingência. .............................................................................................................................................................. 41
14. Implicações Lógicas: Implicação entre Proposições; Propriedades das Implicações Lógicas. .................... 42
15. Equivalências Lógicas: Equivalência entre Proposições; Equivalência entre Sentenças Abertas;
Propriedade das Equivalências Lógicas. ...................................................................................................................... 44
16. Lógica da Argumentação: Argumento; Silogismo; Validade de um Argumento. ............................................ 47

Atualidades do Brasil e de Mato Grosso do Sul


1. Economia e política brasileiras. 2. Agronegócio em Mato Grosso do Sul. 3. Aspectos físicos de Mato Grosso
do Sul. 4. Dinâmica demográfica brasileira. 5. Diversidade cultural, conflitos e vida em sociedade. 6. Formas de
organização social, movimentos sociais, pensamento político e ação do Estado. ....................................................1

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Legislação
1. Regime Jurídicos dos Servidores Públicos Federais (Lei Federal nº 8.112/1990). ............................................1
2. Lei de Acesso à Informação (Lei Federal 12.527/2011). ...................................................................................... 30
3. Estatuto da UFMS (Resolução Coun nº 35, de 13 de maio de 2011). .................................................................. 38
4. Regimento Geral da UFMS (Resolução Coun nº 78, de 22 de setembro de 2011). ........................................... 45
5. Código de Ética Profissional dos servidores da UFMS (Resolução Coun nº 31, de 18 de junho de 2015). ... 56
6. Lei nº 11.091, de 12 de janeiro de 2005 e suas atualizações. ............................................................................... 61

Conhecimentos Específicos
1. Manual de Correspondências e Atos Oficiais da UFMS. .............................................................................................1
2. Normas constitucionais sobre a Administração Pública (artigos 37 a 41 da Constituição Federal). ............ 33
3. Processo administrativo: normas básicas no âmbito da Administração Federal (Lei Federal nº 9.784/1999).
.............................................................................................................................................................................................. 42
4. Licitações e contratos na Administração Pública (Lei Federal nº 8.666/1993) ................................................ 49
5. Conhecimentos básicos de informática: noções de hardware, noções do sistema operacional Windows 10,
Editor de texto, planilhas eletrônicas, internet, noções de segurança. .................................................................... 80
6. Noções de gestão de pessoas e de material. ...........................................................................................................127
7. Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992.........................................................................................................................136

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
Compreender significa
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está
escrito.
- o texto diz que...
- é sugerido pelo autor que...
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
- o narrador afirma...
1. Interpretação de textos Erros de interpretação
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de
erros de interpretação. Os mais frequentes são:
Interpretação de texto
a) Extrapolação (viagem)
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público,
não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer
a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece
pela imaginação.
porque lhes faltam informações específicas a respeito desta
tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos.
b) Redução
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um
momento de responder às questões relacionadas a textos.
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas
que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema
entre si, formando um todo significativo capaz de produzir
desenvolvido.
interação comunicativa (capacidade de codificar e decodificar).
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em
c) Contradição
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato,
com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a
fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente,
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação
errando a questão.
dá-se o nome de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as
frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contexto
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
original e analisada separadamente, poderá ter um significado
e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de
diferente daquele inicial.
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o autor
Intertexto - comumente, os textos apresentam referências
diz e nada mais.
diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse
tipo de recurso denomina-se intertexto.
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem
oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer
ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.
e o que já foi dito.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia
1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais
e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome
de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste
oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu
caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem
antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes
o tempo).
relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de
de adequação ao antecedente.
diferenças entre as situações do texto.
Os pronomes relativos são muito importantes na
3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com uma
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
realidade, opinando a respeito.
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe
4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias
um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:
em um só parágrafo.
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas
5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras.
depende das condições da frase.
qual (neutro) idem ao anterior.
Condições básicas para interpretar
quem (pessoa)
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o
Fazem-se necessários:
objeto possuído.
a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
como (modo)
literários, estrutura do texto), leitura e prática;
onde (lugar)
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
quando (tempo)
texto) e semântico;
quanto (montante)
Observação – na semântica (significado das palavras)
Exemplo:
incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação,
Falou tudo QUANTO queria (correto)
sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
outros.
aparecer o demonstrativo O ).
c) Capacidade de observação e de síntese e
d) Capacidade de raciocínio.
Dicas para melhorar a interpretação de textos
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
Interpretar X compreender
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
leitura;
Interpretar significa
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
- explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
menos duas vezes;
- Através do texto, infere-se que...
- Inferir;
- É possível deduzir que...
- Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
- O autor permite concluir que...
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
compreensão;

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada (D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
questão; demais meios de transporte.
- O autor defende ideias e você deve percebê-las; (E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
arriscada e pouco salutar.
Questões
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos
O uso da bicicleta no Brasil objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil ciclista.
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países (B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta mais seguro do que dirigir um carro.
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez (C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa no Brasil.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que (D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
oferecem mais vantagens. locomoção se consolidou no Brasil.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas (E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais dar prioridade ao pedestre.
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 03. Considere o cartum de Evandro Alves.
prioridade sobre os automotores.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta Afogado no Trânsito
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
espalhadas em pontos estratégicos. (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de Respostas
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, 1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A 2. Ortografia
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A Ortografia
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. consultar o dicionário sempre que houver dúvida.

(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) O Alfabeto


O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
locomoção nas metrópoles brasileiras
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra a A (á) b B (bê)
devido à falta de regulamentação. c C (cê) d D (dê)
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido e E (é) f F (efe)
incentivado em várias cidades. g G (gê ou guê) h H (agá)
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela i I (i) j J (jota)
maioria dos moradores. k K (cá) l L (ele)

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
m M (eme) n N (ene) vertiginoso (de vertigem)
o O (ó) p P (pê)
q Q (quê) r R (erre) 4) Nos seguintes vocábulos:
s S (esse) t T (tê) algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete,
u U (u) v V (vê) hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
w W (dáblio) x X (xis)
y Y (ípsilon) z Z (zê) Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
Observação: emprega-se também o ç, que representa o Exemplos:
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras. arranjar: arranjo, arranje, arranjem
despejar: despejo, despeje, despejem
Emprego das letras K, W e Y gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
Utilizam-se nos seguintes casos: enferrujar: enferruje, enferrujem
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus viajar: viajo, viaje, viajem
derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, 2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
taylorista. Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji

b) Em topônimos originários de outras línguas e seus 3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
derivados. Exemplos:
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer
unidades de medida de curso internacional. jeito- ajeitar
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
(quilômetro), Watt. 4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje,
Emprego de X e Ch traje, pegajento
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo. Emprego das Letras S e Z
Exemplos: caixa, frouxo, peixe Emprega-se o S:
Exceção: recauchutar e seus derivados 1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no
radical
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca Exemplos:
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo análise- analisar catálise- catalisador
“en-” casa- casinha, casebre liso- alisar
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
ou origem
3) Após a sílaba inicial “me-”. Exemplos:
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão burguês- burguesa inglês- inglesa
Exceção: mecha chinês- chinesa milanês- milanesa

4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras 3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
inglesas aportuguesadas. Exemplos:
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa
5) Nas seguintes palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, Exemplos:
xingar, etc. catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose,
metamorfose, virose
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos: 5) Após ditongos
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, Exemplos:
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, coisa, pouso, lousa, náusea
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia derivados
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem Exemplos:
da palavra. Veja os exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
gesso: Origina-se do grego gypsos quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
jipe: Origina-se do inglês jeep. repus, repusera, repusesse, repuséssemos

Emprega-se o G: 7) Nos seguintes nomes próprios personativos:


1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa,
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem Teresa, Teresinha, Tomás
Exceção: pajem
8) Nos seguintes vocábulos:
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia,
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada,
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
Emprega-se o Z: Emprega-se Sç:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no Na conjugação de alguns verbos
radical Exemplos:
Exemplos: nascer- nasço, nasça
deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar crescer- cresço, cresça
raiz- enraizar cruz-cruzeiro descer- desço, desça

2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a Emprega-se Ss:


partir de adjetivos Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”,
Exemplos: “mitir”, “ceder” e “cutir”
inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez Exemplos:
rígido- rigidez agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão
frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo- discutir- discussão
surdez progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o
exceder- excesso repercutir- repercussão
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
substantivos Emprega-se o Xc e o Xs:
Exemplos:
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização Em dígrafos que soam como Ss
colonizar- colonização realizar- realização Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Exemplos: Observações sobre o uso da letra X
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita 1) O X pode representar os seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, /cs/ - axila, nexo
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
/z/ - exame, exílio
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no
contraste entre o S e o Z /ss/ - máximo, próximo
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar) /s/ - texto, extenso
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior) 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Exemplos: excelente, excitar
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os
exemplos: Emprego das letras E e I
exame exato exausto exemplo existir exótico Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
inexorável pode não ser nítida. Observe:

Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs Emprega-se o E:


Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Observe: Exemplos:
magoar - magoe, magoes
Emprega-se o S: continuar- continue, continues
Nos substantivos derivados de verbos terminados em
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir” 2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
Exemplos: Exemplos: antebraço, antecipar
expandir- expansão pretender- pretensão verter-
versão expelir- expulsão 3) Nos seguintes vocábulos:
estender- extensão suspender- suspensão cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico,
converter - conversão repelir- repulsão orquídea, etc.

Emprega-se Ç: Emprega-se o I :
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer” 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Exemplos: Exemplos:
ater- atenção torcer- torção cair- cai
deter- detenção distorcer-distorção doer- dói
manter- manutenção contorcer- contorção influir- influi

Emprega-se o X: 2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)


Em alguns casos, a letra X soa como Ss Exemplos:
Exemplos: Anticristo, antitetânico
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto,
trouxe 3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
Emprega-se Sc: etc.
Nos termos eruditos
Exemplos: Emprego das letras O e U
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, Emprega-se o O/U:
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. algumas palavras. Veja os exemplos:
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
realização)

Língua Portuguesa 4
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APOSTILAS OPÇÃO
soar (emitir som) e suar (transpirar) Exemplos:
Dionísio, Netuno.
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
moleque. e) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos:
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua Natal, Páscoa, Ramadã.

Emprego da letra H f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.


Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. Exemplos:
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e ONU, Sr., V. Ex.ª.
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
forma devido a sua origem na forma latina hodie. g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
políticos ou nacionalistas.
Emprega-se o H: Exemplos:
1) Inicial, quando etimológico Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria,
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio União, etc.

2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula
Exemplos: flecha, telha, companhia quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
Exemplo:
3) Final e inicial, em certas interjeições Todos amam sua pátria.
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
elemento, se etimológico Exemplos:
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
Observações: Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha 2) Utiliza-se inicial minúscula:
ele não é utilizado. a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos:
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos
sempre são grafados com h. Veja: b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
herbívoro, hispânico, hibernal. Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas segunda, sexta, domingo, etc.
1) Utiliza-se inicial maiúscula: primavera, verão, outono, inverno
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos: c) Nos pontos cardeais.
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer Exemplos:
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.” Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
“Auriverde pendão de minha terra, sudoeste.
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os
As promessas divinas da Esperança…” pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
(Castro Alves) Exemplos:
Nordeste (região do Brasil)
Observações: Ocidente (europeu)
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o Oriente (asiático)
uso da letra maiúscula.
Lembre-se:
Por Exemplo: Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
“Aqui, sim, no meu cantinho, se letra minúscula.
vendo rir-me o candeeiro,
gozo o bem de estar sozinho Exemplo:
e esquecer o mundo inteiro.” “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula. Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
Por Exemplo: a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, Exemplos:
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) Crime e Castigo ou Crime e castigo
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios. Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. Exemplos:
Exemplos: Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
d) Nos nomes mitológicos. Santa Maria ou santa Maria.

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APOSTILAS OPÇÃO
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e Traz - do verbo trazer.
disciplinas.
Exemplos: Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Português ou português Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas vultuosa e deformada.
modernas Questões
História do Brasil ou história do Brasil
Arquitetura ou arquitetura 01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/ ........................ praticar atividade física..........................benefícios
fono24.php para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
Emprego do Porquê terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
Orações avanço da idade.
Interrogativas Exemplo: (Ciência Hoje, março de 2012)
(pode ser Por que devemos nos As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
substituído por: preocupar com o meio respectivamente, com:
Por por qual motivo, ambiente? (A) porque … trás … previnir
Que por qual razão) (B) porque … traz … previnir
Exemplo: (C) porquê … tras … previnir
Equivalendo (D) por que … traz … prevenir
a “pelo qual” Os motivos por que não (E) por quê … tráz … prevenir
respondeu são desconhecidos.
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas
Exemplos: da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos,
talvez seja _____ chorou.
Você ainda tem coragem de (A) porquê / porque;
Final de
Por perguntar por quê? (B) por que / porque;
frases e seguidos
Quê (C) porque / por que;
de pontuação
Você não vai? Por quê? (D) porquê / por quê;
(E) por que / por quê.
Não sei por quê!
03.
Exemplos:
Conjunção
A situação agravou-se
que indica
porque ninguém reclamou.
explicação ou
causa
Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
Conjunção de
Exemplos:
Finalidade –
equivale a “para
Não julgues porque não te Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
que”, “a fim de
julguem. padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e
que”.
respectivamente, preenchidas por:
Função de (A) mal ... por que ... intuíto
Exemplos:
substantivo (B) mau ... por que ... intuito
– vem (C) mau ... porque ... intuíto
Não é fácil encontrar o
acompanhado (D) mal ... porque ... intuito
Porquê porquê de toda confusão.
de artigo ou (E) mal ... por quê ... intuito
pronome
Dê-me um porquê de sua
saída. Respostas
01. D/02. B/03. D

1. Por que (pergunta)


2. Porque (resposta) 3. Classes gramaticais
3. Por quê (fim de frase: motivo)
4. O Porquê (substantivo)
Classes de Palavras
Emprego de outras palavras Artigo

Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
nenhuma senão criticar. se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá número dos substantivos.
desta situação crítica.
Classificação dos Artigos
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa. precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão
pouco esta semana. Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
de maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios. matei um animal.

Língua Portuguesa 6
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APOSTILAS OPÇÃO
Combinação dos Artigos Eles estavam na casa dos amigos.
É muito presente a combinação dos artigos definidos e Os marinheiros permaneceram em terra.
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
assumida por essas combinações:
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
Preposições Artigos com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
- o, os Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
a ao, aos - Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome
de do, dos de revistas, jornais, obras literárias.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
em no, nos
por (per) pelo, pelos Morfossintaxe
a, as um, uns uma, umas Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
à, às - - com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa,
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
da, das dum, duns duma, dumas a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo
na, nas num, nuns numa, numas substantivo:
pela, pelas - - A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia.
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida Questões
por crase.
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se A) Estes são os candidatos que lhe falei.
manifestam: B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
“ambos”: E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do A) O Amazonas é um rio imenso.
artigo, outros não: B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente.
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar E) Os Lusíadas são um poema épico
toda uma espécie:
O trabalho dignifica o homem. 03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
substantivando uma palavra.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
O Pedro é o xodó da família. C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas... Respostas
1-B / 2-C / 3-D
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o Substantivo
pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam
(qualquer classe) os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam:
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de -sentimentos: raiva, amor...
aproximação numérica: -estados: alegria, tristeza...
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos. -qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
- O artigo também é usado para substantivar palavras
oriundas de outras classes gramaticais: Morfossintaxe do substantivo
Não sei o porquê de tudo isso.
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua
cujo (e flexões). como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
Este é o homem cujo amigo desapareceu. direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar
Este é o autor cuja obra conheço. como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como
núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
venham especificadas. funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
Eles estavam em casa.

Língua Portuguesa 7
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APOSTILAS OPÇÃO
Classificação dos Substantivos Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma
1-  Substantivos Comuns e Próprios espécie.
Observe a definição: Formação dos Substantivos
Substantivos Simples e Compostos
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e radical. É um substantivo simples.
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade. Substantivo Simples: é aquele formado por um único
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. elemento.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
mesma espécie de forma genérica. O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
Estamos voando para Barcelona. elementos.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie  
cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é Substantivos Primitivos e Derivados
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma Meu limão meu limoeiro,
particular. meu pé de jacarandá...

Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de


nenhum outro dentro de língua portuguesa.
2 - Substantivos Concretos e Abstratos Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
outra palavra da própria língua portuguesa.
LÂMPADA MALA O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
da palavra limão.
Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra
existência própria, que são independentes de outros seres. São palavra.
assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, Flexão dos substantivos
independentemente de outros seres. O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
pode sofrer variações para indicar:
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo Plural: meninos
real e do mundo imaginário. Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, Diminutivo: menininho
etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc. Flexão de Gênero
  Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar
Observe agora: sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
há dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao
Beleza exposta gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar
O substantivo beleza designa uma qualidade. Um Natal inesquecível
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que Os reis da praia
dependem de outros para se manifestar ou existir.  
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. A história sem fim
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato. Uma cidade sem passado
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, As tartarugas ninjas
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos,
e sem os quais não podem existir. Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
(sentimento).   Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
3 - Substantivos Coletivos ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
abelha, mais outra abelha. – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário feminino. Classificam-se em:
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
abelha... a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. fêmea.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
(abelhas). o indivíduo.
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.

Língua Portuguesa 8
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APOSTILAS OPÇÃO
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por cônjuge de Marcela faleceu
meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista. Comuns de Dois Gêneros:
Saiba que:
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
são masculinos. Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema. É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante
variam em seu significado. da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o A distinção de gênero pode ser feita através da análise do
capital (dinheiro) e a capital (cidade) artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
o colega - a colega
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes um jovem - uma jovem
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a. artista famoso - artista famosa
aluno - aluna
- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao gêneros.
masculino. a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
freguês - freguesa preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três carochinha.
formas: b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã a personagem.
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
personagem.
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte.
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora Observe o gênero dos substantivos seguintes:
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
Masculinos
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: o tapa
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa o eclipse
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa o lança-perfume
o dó (pena)
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o sanduíche
por -a: o clarinete
elefante - elefanta o champanha
o sósia
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o maracajá
no feminino: o clã
bode – cabra boi - vaca o hosana
o herpes
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, o pijama
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré Femininos
a dinamite
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes a áspide
a derme
- Epicenos: a hélice
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a alcíone
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre a filoxera
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar a clâmide
o masculino e o feminino. a omoplata
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para a cataplasma
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de a pane
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade a mascote
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. a gênese
A cobra macho picou o marinheiro. a entorse
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. a libido

Sobrecomuns: - São geralmente masculinos os substantivos de origem


grega terminados em -ma:
Entregue as crianças à natureza. o grama (peso)
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, o quilograma
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem o plasma
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que o apostema
se refere a palavra. Veja: o diagrama
A criança chorona chamava-se João. o epigrama
A criança chorona chamava-se Maria. o telefonema
Outros substantivos sobrecomuns: o estratagema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o dilema
criatura. o teorema
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o apotegma

Língua Portuguesa 9
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APOSTILAS OPÇÃO
o trema Flexão de Número do Substantivo
o eczema
o edema Em português, há dois números gramaticais: o singular, que
o magma indica um ser ou um grupo de seres, e
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. característica do plural é o “s” final.

Gênero dos Nomes de Cidades: Plural dos Substantivos Simples

Com raras exceções, nomes de cidades são femininos. a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n”
A histórica Ouro Preto. fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
A dinâmica São Paulo. pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no
A acolhedora Porto Alegre. plural).
Uma Londres imensa e triste. Exceção: cânon - cânones.

Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
“ns”.
Gênero e Significação: homem - homens.

Muitos substantivos têm uma significação no masculino e c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
outra no feminino. pelo acréscimo de “es”.
Observe: revólver – revólveres raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) no plural, trocando o “l” por “is”.
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
proibição de trânsito) Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.

o cabeça (chefe) e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas


a cabeça (parte do corpo) maneiras:
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
o cisma (separação religiosa, dissidência) - Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
a cisma (ato de cismar, desconfiança) Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
o cinza (a cor cinzenta)
a cinza (resíduos de combustão) f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
maneiras:
o capital (dinheiro) - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
a capital (cidade) de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
o coma (perda dos sentidos) o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
a coma (cabeleira)
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) maneiras.
a coral (cobra venenosa) - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e - substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
de outros sacramentos) h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
a crisma (sacramento da confirmação) látex - os látex.

o cura (pároco) Plural dos Substantivos Compostos


a cura (ato de curar) A formação do plural dos substantivos compostos depende
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
o estepe (pneu sobressalente) o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
a estepe (vasta planície de vegetação) são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples:
o guia (pessoa que guia outras) aguardente e aguardentes girassol e girassóis
a guia (documento, pena grande das asas das aves) pontapé e pontapés malmequer e malmequeres

o grama (unidade de peso) O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
a grama (relva) ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
Algumas orientações são dadas a seguir:
o caixa (funcionário da caixa)
a caixa (recipiente, setor de pagamentos) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
o lente (professor) substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
a lente (vidro de aumento) adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
o moral (ânimo)
a moral (honestidade, bons costumes, ética) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
formados de:
o nascente (lado onde nasce o Sol) verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
a nascente (a fonte) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes

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APOSTILAS OPÇÃO
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos Observe o exemplo:
Este jogador faz gols toda vez que joga.
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
formados de:
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de- Plural com Mudança de Timbre
colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo- Certos substantivos formam o plural com mudança de
vapor e cavalos-vapor timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético
substantivo + substantivo que funciona como determinante chamado metafonia (plural metafônico).
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
anterior.
palavra-chave - palavras-chave Singular Plural Singular Plural
bomba-relógio - bombas-relógio corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
notícia-bomba - notícias-bomba esforço esforços ovo ovos
homem-rã - homens-rã fogo fogos poço poços
forno fornos porto portos
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: fosso fossos posto postos
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora imposto impostos rogo rogos
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas olho olhos tijolo tijolos
e) Casos Especiais
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
o louva-a-deus e os louva-a-deus
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
o bem-te-vi e os bem-te-vis
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
o bem-me-quer e os bem-me-queres
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
Plural das Palavras Substantivadas
a) Há substantivos que só se usam no singular:
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
flexões próprias dos substantivos.
b) Outros só no plural:
Pese bem os prós e os contras.
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
O aluno errou na prova dos noves.
(naipes de baralho), as fezes.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
variam no plural.
bem (virtude) e bens (riquezas)
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
títulos)
Plural dos Diminutivos
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
sentido de plural:
acrescenta-se o sufixo diminutivo.
Aqui morreu muito negro.
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
animai(s) + zinhos = animaizinhos
improvisadas.
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
Flexão de Grau do Substantivo
farói(s) + zinhos = faroizinhos
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
tren(s) + zinhos = trenzinhos
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
flore(s) + zinhas = florezinhas
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
mão(s) + zinhas = mãozinhas
normal. Por exemplo: casa
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
funi(s) + zinhos = funizinhos
Classifica-se em:
pé(s) + zitos = pezitos
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
aumento. Por exemplo: casarão.
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
que a terminação preste-se à flexão.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
Os Napoleões também são derrotados.
Pode ser:
As Raquéis e Esteres.
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
diminuição. Por exemplo: casinha.
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
terminam em “s” ou “z”).
os shows os shorts os jazz
Questões
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
as regras de nossa língua:
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também
os clubes os chopes
ocorre com o plural de
os jipes os esportes
(A) reco-reco.
as toaletes os bibelôs
(B) guarda-costa.
os garçons os réquiens

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APOSTILAS OPÇÃO
(C) guarda-noturno. Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
(D) célula-tronco. português
(E) sem-vergonha.
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam americanas
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
franco-italianas
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
portuguesas
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
errada: portuguesa
A) Catalães.
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
B) Cidadãos.
brasileiras
C) Vulcães.
D) Corrimões. Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
Respostas
1-D / 2-D / 3-C Flexão dos adjetivos

Adjetivo O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou Gênero dos Adjetivos


característica do ser e se relaciona com o substantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao (masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa classificam-se em: 
bondosa. Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, outra para o feminino.
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
moça bondade, pessoa bondade.  Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
Morfossintaxe do Adjetivo: somente o último elemento.
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto americana. 
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
Adjetivo Pátrio para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
alguns deles: feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
Estados e cidades brasileiros: político-social.

Número dos Adjetivos


Alagoas alagoano
Amapá amapaense Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
Aracaju aracajuano ou aracajuense
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
Amazonas amazonense ou baré simples.
Por exemplo:
Belo Horizonte belo-horizontino
mau e maus
Brasília brasiliense feliz e felizes
ruim e ruins
Cabo Frio cabo-friense boa e boas
Campinas campineiro ou campinense
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Adjetivo Pátrio Composto  de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é
Observe alguns exemplos: originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Logo: camisas cinza, ternos cinza.
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana Veja outros exemplos:
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo:
Competições teuto-inglesas Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
América américo- / Por exemplo: Companhia Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
américo-africana
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo- Adjetivo Composto
franceses
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que

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APOSTILAS OPÇÃO
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, Superlativo
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver O superlativo expressa qualidades num grau muito
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um
ficará invariável. Por exemplo: ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se
nas formas:
Camisas rosa-claro. Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras
Ternos rosa-claro. que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O
Olhos verde-claros. secretário é muito inteligente.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. sufixos.
Por exemplo:
Observe O secretário é inteligentíssimo.
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis. Observe alguns superlativos sintéticos: 
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
benéfico beneficentíssimo
Grau do Adjetivo bom boníssimo ou ótimo

Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a comum comuníssimo


intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: cruel crudelíssimo
o comparativo e o superlativo.
difícil dificílimo
Comparativo doce dulcíssimo

Nesse grau, comparam-se a mesma característica fácil facílimo


atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características fiel fidelíssimo
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser
abaixo: é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
pode ser:
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de igualdade, o segundo termo da De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
Note bem:
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de 1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
Superioridade Analítico dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois antepostos ao adjetivo.
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
Superioridade Sintético fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
São eles: seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
bom-melhor hiato i-í.
pequeno-menor Questões
mau-pior
alto-superior 01. Leia o texto a seguir.
grande-maior
baixo-inferior Violência epidêmica

Observe que:  A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora


a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente. sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas epidêmicas.
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais centros urbanos e se dissemina pelo interior.
pequeno. As estratégias que as sociedades adotam para combater a
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito
dois elementos. pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
qualidades de um mesmo elemento. enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações
4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
Inferioridade agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
Sou menos passivo (do) que tolerante. que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de
seus desejos.

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APOSTILAS OPÇÃO
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao [substituição do nome]
desenvolvimento psicológico pleno.
A revisão de estudos científicos permite identificar três A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
fatores principais na formação das personalidades com maior [referência ao nome]
inclinação ao comportamento violento:
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos, Essa moça morava nos meus sonhos!
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida. [qualificação do nome]
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes Grande parte dos pronomes não possuem significados
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
lhes impuseram limites de disciplina. um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
3) Associação com grupos de jovens portadores de
comportamento antissocial. daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
violência crescente nas cidades. dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a específica para cada pessoa do discurso.
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
preso.
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
mais sólidas com o mundo do crime. [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os do pronome seja coerente em termos de gênero e número
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e este se apresenta ausente no enunciado.
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão da nossa escola neste ano.
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das adequada]
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento [neste: pronome que determina “ano” = concordância
artístico. adequada]
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado) inadequada]

Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,


corresponde a – características de epidemias. demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada. Pronomes Pessoais
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro. São aqueles que substituem os substantivos, indicando
C) vida rupestre – vida do campo. diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
E) costela bovina – costela de porco. “você”  ou  “vocês”  para designar a quem se dirige e  “ele”, “ela”,
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: quem fala.
A) azul-celeste Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções
B) azul-pavão que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso
C) surda-muda oblíquo.
D) branco-gelo
Pronome Reto
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
estão no grau superlativo absoluto sintético: Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
A) Arquimilionário/ ultraconservador; exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
B) Supremo/ ínfimo; Nós lhe ofertamos flores.
C) Superamigo/ paupérrimo;
D) Muito amigo/ Bastante pobre Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
Respostas flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
1-B / 2-C / 3-D quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu
Pronome - 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele - 1ª pessoa do plural: nós
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de - 2ª pessoa do plural: vós
alguma forma. - 3ª pessoa do plural: eles, elas

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APOSTILAS OPÇÃO
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como Por exemplo: fiz + o = fi-lo
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi fazei + o = fazei-os
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, dizer + a = dizê-la
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. viram + o: viram-no
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome repõe + os = repõe-nos
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas retém + a: retém-na
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do tem + as = tem-nas
verbo indicadas pelo pronome reto.
Fizemos boa viagem. (Nós) Pronome Oblíquo Tônico

Pronome Oblíquo Os pronomes oblíquos tônicos são sempre


precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
indireto) ou complemento nominal. O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
configurado:
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
oração. - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
Pronome Oblíquo Átono são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são - As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca. pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
Ele me deu um presente. contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
pronomes costumam ser usados desta forma:
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado: Não há mais nada entre mim e ti.
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não há nenhuma acusação contra mim.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe Não vá sem mim.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos Atenção:
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes Há construções em que a preposição, apesar de surgir
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo
Observações: verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
O “lhe”  é o único pronome oblíquo átono que já se expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o reto.
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
função de objeto indireto na oração. Não vá sem eu mandar.

Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos - A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes


diretos como objetos indiretos. originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
objetos diretos. frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de
companhia.
Saiba que: Ele carregava o documento consigo.
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
nos exemplos que seguem: algum numeral.

Você terá de viajar com nós todos.


- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
vocês? Ele disse que iria com nós três.
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
pouco. Pronome Reflexivo

No português do Brasil, essas combinações não são usadas; São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.  como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
Atenção: verbo.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
-s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
tempo que a terminação verbal é suprimida. Eu não me vanglorio disso.

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APOSTILAS OPÇÃO
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi. c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti. texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
Assim tu te prejudicas. por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
Conhece a ti mesmo. poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
na terceira pessoa.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Guilherme já se preparou. cabelos. (errado)
Ela deu a si um presente. Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
Antônio conversou consigo mesmo. cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. cabelos. (correto)
Lavamo-nos no rio.
Pronomes Possessivos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista. São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. possuída).
Eles se conheceram. Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
Elas deram a si um dia de folga.
Observe o quadro:
A Segunda Pessoa Indireta
Número Pessoa Pronome
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando singular primeira meu(s), minha(s)
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na singular segunda teu(s), tua(s)
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento, singular terceira seu(s), sua(s)
que podem ser observados no quadro seguinte:
plural primeira nosso(s), nossa(s)
Pronomes de Tratamento plural segunda vosso(s), vossa(s)
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais plural terceira seu(s), sua(s)
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
oficiais-generais gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de o objeto possuído.
universidades Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas difícil.
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa Observações:
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento
cerimonioso 1 -  A forma  “seu”  não é um possessivo quando resultar da
Vossa Onipotência V. O. Deus alteração fonética da palavra senhor.
- Muito obrigado, seu José.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
no tratamento cerimonioso;  “você”  e  “vocês”, no tratamento Podem ter outros empregos, como:
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português a) indicar afetividade.
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente; - Não faça isso, minha filha.
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à b) indicar cálculo aproximado.
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. Ele já deve ter seus 40 anos.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Observações: Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
relação à pessoa com quem falamos. pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
encontro.
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa. 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o concorda com o mais próximo.
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. Trouxe-me seus livros e anotações.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao átonos assumem valor de possessivo.
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa. Pronomes Demonstrativos

b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam- Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar discurso.
na 3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, No espaço:
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro

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APOSTILAS OPÇÃO
está perto da pessoa que fala. nisso, no, etc.
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
fala. Pronomes Indefinidos
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
  dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto indeterminada.
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro plantadas.
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade não se quer revelar. 
destinatária).
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar Classificam-se em:
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem). - Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
No tempo: eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere outrem, quem, tudo.
ao ano presente. Algo o incomoda?
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a Quem avisa amigo é.
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se - Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
referindo a um passado distante. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
  aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Cada povo tem seus costumes.
invariáveis, observe: Certas pessoas exercem várias profissões.

Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
Invariáveis: isto, isso, aquilo. pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.) Menos palavras e mais ações.
- mesmo(s), mesma(s): Alguns se contentam pouco.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s): Os pronomes indefinidos podem ser divididos
Os próprios alunos resolveram o problema. em variáveis e invariáveis. Observe:

- semelhante(s): Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,


Não compre semelhante livro. outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
- tal, tais: tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns,
Tal era a solução para o problema. todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Note que: Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada.
a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar Cada um escolheu o vinho desejado.
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto. Indefinidos Sistemáticos
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
de). afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo;
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa;
lugar. certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; Essas oposições de sentido são muito importantes na
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado] construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica. vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
A menina foi a tal que ameaçou o professor? expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem
pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, parte:

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APOSTILAS OPÇÃO
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre
prático. precedido de preposição.
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
pessoas quaisquer. É um professor a quem muito devemos.
(preposição)
Pronomes Relativos
g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
São aqueles que representam nomes já mencionados antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as A casa onde morava foi assaltada.
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
grupo racial sobre outros. que.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
oração subordinada adjetiva). exterior.
O pronome relativo  “que” refere-se à palavra  “sistema”  e
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
é antecedente do pronome relativo que. - como (= pelo qual)
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome Não me parece correto o modo como você agiu semana
demonstrativo o, a, os, as. passada.
Não sei o que você está querendo dizer. - quando (= em que)
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
expresso.
Quem casa, quer casa. j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
numa só frase.
Observe: O futebol é um esporte.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O povo gosta muito deste esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
Note que: ocorrer a elipse do relativo “que”.
a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego, A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído (que) fumava.
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
um substantivo. Pronomes Interrogativos

O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).

b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter preferes.
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza passageiros desembarcaram.
ou depois de determinadas preposições:
Sobre os pronomes:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
ambiguidade.) sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando
desempenha função de complemento. Vamos entender,
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
refere a uma oração. lo.

Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
sua vocação natural. exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
das quais. o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
(antecedente) (consequente) Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente “ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”)
estiver no infinitivo ou gerúndio.
Emprestei tantos quantos foram necessários. Eu desejo lhe perguntar algo.
(antecedente) Eu estou perguntando-lhe algo.

Ele fez tudo quanto havia falado. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos:
(antecedente) os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente

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APOSTILAS OPÇÃO
dos segundos que são sempre precedidos de preposição. III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu se aos pronomes eu e você.
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que Quais estão corretas?
eu estava fazendo. (A) Apenas I.
(B) Apenas II.
Questões (C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
01. Observe as sentenças abaixo. (E) I, II e III.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 03. Observe a charge a seguir.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma


culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou


que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada.
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam (A) A fala do personagem é uma modificação intencional de
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos uma fala de Cristo.
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais (B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos pessoas distintas.
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são (C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem poder.
fora dela. (D) A posição dos braços do personagem na charge repete a
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito de Cristo na cruz.
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo (E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles forma equilibrada.
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe Respostas
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando 01. A\02. E\03. B
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das Verbo
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização ocorrência (nascer); desejo (querer).
do conceito de amizade. O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu Estrutura das Formas Verbais
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas. apresentar os seguintes elementos:
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu essencial do verbo. Por exemplo:
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em: São três as conjugações:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet- 1ª - Vogal Temática - A - (falar)
estamudando-amizade-619645.shtml>. 2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o
se referem. tempo e o modo do verbo.
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a Por exemplo:
amizades. falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)
superficial de amizade.

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d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa - Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
plural). A fruta amadureceu.
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) As frutas amadureceram.
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados pessoais na linguagem figurada:
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a Teu irmão amadureceu bastante.
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do animais; eis alguns:
verbo: põe, pões, põem, etc. bramar: tigre
bramir: crocodilo
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas cacarejar: galinha
coaxar: sapo
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos cricrilar: grilo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no Os principais verbos unipessoais são:
radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim ser (preciso, necessário, etc.).
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
bastante.)
Classificação dos Verbos Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
Classificam-se em: 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências conjunção que.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações
no radical. Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
fumar.)
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações (Sujeito: que não vejo Cláudia)
no radical ou nas desinências. Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
principais verbos impessoais são: contextos.
a)  haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
ou fazer (em orações temporais). indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) tempos, modos e pessoas.
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci. d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma
Estava frio naquele dia. forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, curtas (particípio irregular). Observe:
escurecer,  etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci  mal-
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu) Anexar Anexado Anexo
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
d) São impessoais, ainda:
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. Envolver Envolvido Envolto
Ex.: Já passa das seis. Imprimir Imprimido Impresso
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de,
indicando suficiência. Ex.:  Matar Matado Morto
Basta de tolices. Chega de blasfêmias. Morrer Morrido Morto
3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência Pegar Pegado Pego
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, Soltar Soltado Solto
classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
então, pessoais. e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser em sua conjugação.
possível”. Por exemplo: Por exemplo: 
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?

Língua Portuguesa 20
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APOSTILAS OPÇÃO
Ir Pôr Ser Saber Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
eles estão.
vou ponho sou sei Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
vais pus és sabes estávamos, vós estáveis, eles estavam.
ides pôs fui soube Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
fui punha foste saiba esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
foste seja Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
f) Auxiliares estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
São aqueles que entram na formação dos tempos estiveram.
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
                         Futuro do Presente Composto: terei estado.
  Vou                       espantar           as          moscas. Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo) estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Está                    chegando            a         hora     do    debate.
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                  ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
                   
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
haver. nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
Conjugação dos Verbos Auxiliares ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
estivessem.
SER - Modo Indicativo Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, estiverdes, quando eles estiverem.
vós éreis, eles eram. Futuro Composto: Tiver estado.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
fomos, vós fostes, eles foram. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. estai vós, estejam eles.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
fôramos, vós fôreis, eles foram. estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido. Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria, por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido. Formas Nominais
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, Infinitivo: estar
vós sereis, eles serão. Gerúndio: estando
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido. Particípio: estado

SER - Modo Subjuntivo ESTAR - Formas Nominais

Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós Infinitivo Impessoal: estar
sejamos, que vós sejais, que eles sejam. Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, estarem.
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem. Gerúndio: estando
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido. Particípio: estado
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem. HAVER - Modo Indicativo
Futuro Composto: tiver sido.
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
SER - Modo Imperativo hão.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede havíamos, vós havíeis, eles haviam.
vós, sejam eles. Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
nós, não sejais vós, não sejam eles. Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu
sermos nós, por serdes vós, por serem eles. houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles
houveram.
SER - Formas Nominais Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
Formas Nominais haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Infinitivo: ser Futuro do Presente Composto: terei havido.
Gerúndio: sendo Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele
Particípio: sido haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
nós, serdes vós, serem eles. HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

ESTAR - Modo Indicativo Modo Subjuntivo


Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós

Língua Portuguesa 21
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APOSTILAS OPÇÃO
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. Arrependi-me de ter estado lá.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
houvessem. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
houverdes, quando eles houverem. expressa pelo radical do próprio verbo.  
Futuro Composto: tiver havido. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
respectivos pronomes): 
Modo Imperativo Eu me arrependo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Tu te arrependes 
hajam eles. Ele se arrepende 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Nós nos arrependemos 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Vós vos arrependeis 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Eles se arrependem
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
HAVER - Formas Nominais a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
haverdes, haverem. transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Infinitivo Pessoal: haver conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Gerúndio: havendo chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
Particípio: havido A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Maria
TER - Modo Indicativo penteou-me.
 
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, Observações:
eles têm. 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. sintática.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. exercem funções sintáticas.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. Por exemplo:
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
teremos, vós tereis, eles terão. direto) - 1ª pessoa do singular
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, Modos Verbais
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido. Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo modos: 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Modo Subjuntivo Eu sempre estudo.
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham. exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem. exemplo: Estuda agora, menino.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, Formas Nominais
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: tiver tido. Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
Modo Imperativo advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais.
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, Observe: 
tende vós, tenham eles. - a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
termos nós, por terdes vós, por terem eles. O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja: apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal;
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos 2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita 1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós)
no radical do verbo. Por exemplo: 2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós)

Língua Portuguesa 22
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APOSTILAS OPÇÃO
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
Por exemplo: terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
advérbio. Por exemplo:  Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
advérbio) indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) levará as encomendas.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído do hospital, nós o
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. visitaremos.

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos Presente do Indicativo


tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
grau. Por exemplo: pessoal
Terminados os exames, os candidatos saíram. CANTAR VENDER PARTIR
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantO vendO partO O
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaS vendeS parteS S
(adjetivo verbal). Por exemplo: canta vende parte -
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
Tempos Verbais cantaM vendeM parteM M

Tomando-se como referência o momento em que se fala, Pretérito Perfeito do Indicativo


a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja: 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
pessoal
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaSTES vendeSTES partISTES STES
terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando foi cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido Pretérito mais-que-perfeito
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 1ª/2ª e 3ª conj.
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. CANTAR VENDER PARTIR - -
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já tinha cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
(forma simples) cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. Pretérito Imperfeito do Indicativo
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã. 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve CANTAR VENDER PARTIR
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado cantAVA vendIA partIA
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, cantAVAS vendIAS partAS
os alunos já terão terminado o teste. CantAVA vendIA partIA
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias. cantAVAM vendIAM partIAM
- Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato Futuro do Presente do Indicativo
passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
viajado nas férias. CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
2. Tempos do Subjuntivo cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento cantar emos vender emos partir emos
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame. cantar eis vender eis partir eis
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas cantar ão vender ão partir ão
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
ele vencesse o jogo. Futuro do Pretérito do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções CANTAR VENDER PARTIR
em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo: cantarIA venderIA partirIA

Língua Portuguesa 23
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APOSTILAS OPÇÃO
cantarIAS venderIAS partirIAS Imperativo Negativo
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS negação às formas do presente do subjuntivo.
cantarIAM venderIAM partirIAM
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Presente do Subjuntivo Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que ele cante Não cante você
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que nós cantemos Não cantemos nós
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que vós canteis Não canteis vós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que eles cantem Não cantem eles

1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess Observações:


1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantE vendA partA E A Ø (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantES vendAS partAS E A S ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantE vendA partA E A Ø fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEIS vendAIS partAIS E A IS sede (vós).
cantEM vendAM partAM E A M
Infinitivo Impessoal
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a CANTAR VENDER PARTIR
desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse Infinitivo Pessoal
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente. 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal cantar vender partir
1ª /2ª e 3ª conj. cantarES venderES partirES
CANTAR VENDER PARTIR cantar vender partir
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarDES venderDES partirDES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS Questões
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M
01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos
Futuro do Subjuntivo ___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a do texto.
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa (A) sejam … mantesse
correspondente. (B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess. (D) seja … mantivessem
1ª /2ª e 3ª conj. (E) seja … mantêm
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø 02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão
cantaRES vendeRES partiRES R ES apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução
cantaR vendeR partiR R Ø verbal em destaque expressa ação
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS (A) concluída.
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES (B) atemporal.
cantaREM vendeREM PartiREM R EM (C) contínua.
(D) hipotética.
Imperativo (E) futura.

Imperativo Afirmativo 03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar,


mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm,
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:  (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo (C) adotar como referência de qualidade.
Eu canto --- Que eu cante (D) julgar de acordo com normas legais.
Tu cantas CantA tu Que tu cantes (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos Respostas
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis 1-B / 2-C / 3-E
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Língua Portuguesa 24
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APOSTILAS OPÇÃO
Advérbio Locução adverbial 
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes Exemplo:
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
contiguidade.
Há locuções adverbiais que possuem advérbios
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no correspondentes.
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias Exemplo:
em que esse processo se desenvolve.  Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
exemplos: é a de grau:
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
você está até bem informado.
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo inconstitucionalissimamente, etc;
alheio, representando uma qualidade, característica. Diminutivo: diminui a intensidade.
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
O artista canta muito mal. devagarinho, 

Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro Questões


advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando 01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
tal função. Temos aí o que chamamos de locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, Único)
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde,
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, advérbios: AÍ e ainda.
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, Considerando que advérbio é a palavra que modifica
ao lado, em volta um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, circunstâncias expressas por eles.
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe A) Lugar e negação.
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, B) Lugar e tempo.
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, C) Modo e afirmação.
indubitavelmente D) Tempo e tempo.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, E) Intensidade e dúvida.
simplesmente, só, unicamente
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também 02. Leia o texto a seguir.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente Impunidade é motor de nova onda de agressões
de designação: Eis
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo), Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade), últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade
para quê?(finalidade)

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APOSTILAS OPÇÃO
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
repercussões. assimilar toda a numeralha que idealmente as informa.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria para compreender as novas pesquisas que trazem informações
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação relevantes para nossa saúde e bem-estar.
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que D) lugar e de tempo.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil E) intensidade e de negação.
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. Respostas
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 1-B / 2-C / 3-B
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Preposição
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos. Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
há uma subordinação do segundo termo em relação ao
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
circunstância adverbial de modo. da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em Tipos de Preposição
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
sucesso, de duas amigas… como preposições.
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
de um engano... para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí… 2. Preposições acidentais: palavras de outras classes
gramaticais que podem atuar como preposições.
03. Leia o texto a seguir. Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto.
Cultura matemática
Hélio Schwartsman 3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito trás de.
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá Vale ressaltar que essa concordância não é característica da
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou preposição, mas das palavras às quais ela se une.
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na Esse processo de junção de uma preposição com outra
manga da camisa. palavra pode se dar a partir de dois processos:
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma preposição a + artigos definidos o, os
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo a + o = ao
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras
técnicas. preposição a + advérbio onde
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as a + onde = aonde
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil

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APOSTILAS OPÇÃO
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Preposição + Artigos Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
De + o(s) = do(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
De + a(s) = da(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + um = dum Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + uns = duns tratamento.
De + uma = duma Instrumento = Escreveu a lápis.
De + umas = dumas Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Em + o(s) = no(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Em + a(s) = na(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + um = num Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + uma = numa Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + uns = nuns Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + umas = numas Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
A + à(s) = à(s) Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Por + o = pelo(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Por + a = pela(s)
Questões
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esta(s) = desta(s)
De + esse(s) = desse(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + essa(s) = dessa(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + aquele(s) = daquele(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + aquela(s) = daquela(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + isto = disto em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + isso = disso O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + aquilo = daquilo de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aqui = daqui que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + aí = daí “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + ali = dali duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + outro = doutro(s) pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
De + outra = doutra(s) instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
Em + este(s) = neste(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
Em + esta(s) = nesta(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + esse(s) = nesse(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + aquele(s) = naquele(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + aquela(s) = naquela(s) em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + isto = nisto que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + isso = nisso a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Em + aquilo = naquilo Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
A + aquele(s) = àquele(s) o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
A + aquela(s) = àquela(s) implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
A + aquilo = àquilo disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
não é o mais importante.
Dicas sobre preposição “Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
oblíquo e artigo. Como distingui-los? estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
ao bom comportamento”.
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
e feminino. no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
A dona da casa não quis nos atender. por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
Como posso fazer a Joana concordar comigo? já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois atitude”.
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também
um tratamento adequado. minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
ou a função de um substantivo. “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós
da família não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das (Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-
preposições: liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
Destino = Irei para casa.

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APOSTILAS OPÇÃO
No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo Morfossintaxe da Conjunção
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
termo em destaque expressa relação de As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar propriamente uma função sintática: são conectivos.
do projeto “Xadrez que liberta”.
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
de falar. Subordinativas
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez. Conjunções coordenativas
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou Dividem-se em:
muito feliz, porque eu não esperava.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
a revisão da minha pena. Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
02. Considere o trecho a seguir. não só...como também.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio,
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, de compensação.
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na Ex. Estudei, mas não entendi nada.
instituição. Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto.
As preposições que preenchem o trecho, correta,
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
A) a ...com Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
B) de ...com Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
C) de ...a quer, já...já.
D) com ...a
E) para ...de - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
Estudei muito, por isso mereço passar.
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
expressa ideia de finalidade. (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
957,70 para R$ 1.915,40. - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
comprovar o crime. do verbo), porquanto.
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer
o exame clínico”... Conjunções subordinativas
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz - CAUSAIS
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. vez que, como (= porque).
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
policial de dizer quem está embriagado...
- COMPARATIVAS
Respostas Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
mais...do que, menos...do que.
1-B / 2-B / 3-B Ela fala mais que um papagaio.

Conjunção - CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou mesmo que, apesar de, se bem que.
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
amiguinhas. Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: cansada)
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
amiguinhas - CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo,
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: conforme, consoante
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: Cada um colhe conforme semeia.
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a - CONSECUTIVAS
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As Expressam uma ideia de consequência.
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”,
“tão”, “tamanho”).
Observe: Gosto de natação e de futebol. Falou tanto que ficou rouco.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está - FINAIS
ligando termos de uma mesma oração. Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Todos trabalham para que possam sobreviver.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. (=para que),

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APOSTILAS OPÇÃO
- PROPORCIONAIS (Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos,
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
- TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
que. elemento grifado pode ser substituído por:
Quando eu sair, vou passar na locadora. A) Porém.
B) Contudo.
Importante: C) Todavia.
D) Entretanto.
Diferença entre orações causais e explicativas E) Conquanto.

Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
explicativa. Veja os exemplos: (A) comparativa nas duas ocorrências.
(B) conformativa nas duas ocorrências.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (C) comparativa na primeira ocorrência.
atropelado”: (D) causal na segunda ocorrência.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou (E) causal na primeira ocorrência.
uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes 03. Leia o texto a seguir.
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula. Participação
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
explicativa. junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
porque não havia cemitério no local.” interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
la é colocá-la no início do período, introduzida pela é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos estrofe:
em outra cidade. “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente vida ou morte − será arte?”
dependentes uma da outra.
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte
Questões na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
01. Leia o texto a seguir. verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou identidade social.
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação,
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, (Belarmino Tavares, inédito)
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no relação de causa e efeito:
passado. A) ser poeta e militante político / confronto entre
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, subjetividade e atuação social
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor B) ser poeta e militante político / divisão permanente em
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para cada um de nós
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando E) participar ativamente da política / formular hipóteses
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, com ar de convicção
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de Respostas
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem 1-E / 2-E / 3-A
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão
saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould, Interjeição
depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical. sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o

Língua Portuguesa 29
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APOSTILAS OPÇÃO
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que, - Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas - Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
mais elaboradas. Observe o exemplo: - Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
Droga! Preste atenção quando eu estou falando! - Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
raiva se traduz numa palavra: Droga! - Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga! - Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
As sentenças da língua costumam se organizar de forma Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui - Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por - Desculpa: Perdão!
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma - Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras - Eh!
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma - Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
sentença. Ora!
Veja os exemplos: - Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Bravo! Bis! Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito - Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bom! Repitam!» Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou - Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
“Estou com dor!” Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
Deus!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
momento ou um contexto específico. Exemplos:
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
O significado das interjeições está vinculado à maneira
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita Locução Interjetiva
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
enunciação. Exemplos: Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
Psiu! expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua; Ora bolas!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei, Quem me dera!
espere!” Virgem Maria!
Psiu! Meu Deus!
contexto: alguém pronunciando essa expressão em um Ai de mim!
hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça Valha-me Deus!
silêncio!” Graças a Deus!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Alto lá!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Muito bem!
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção Observações:

As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: 1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria, exemplo:
tristeza, dor, etc. Ué! = Eu não esperava por essa!
Você faz o que no Brasil? Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante. 2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
b) Sintetizar uma frase apelativa tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
Cuidado! Saia da minha frente. podem aparecer como interjeições.
As interjeições podem ser formadas por: Viva! Basta! (Verbos)
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô. Fora! Francamente! (Advérbios)
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora 3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
bolas! porque sozinha pode constituir uma mensagem.
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes Socorro!
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que Ajudem-me! 
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo: Silêncio!
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade) Fique quieto!
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas,
Classificação das Interjeições
que exprimem ruídos e vozes.
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Atenção!, Olha!, Alerta!

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APOSTILAS OPÇÃO
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
depois do “ó” vocativo.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac)  primeiro segundo milésimo
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac) primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas primeiras segundas milésimas
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no
diminutivo ou no superlativo. Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho! em funções substantivas:
Interjeições, leitura e produção de textos Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
Usadas com muita frequência na língua falada informal, flexionam-se em gênero e número:
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam Teve de tomar doses triplas do medicamento.
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou partes
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que É o que ocorre em frases como:
racional fazem das interjeições presença constante nos textos “Me empresta duzentinho...”
publicitários. É artigo de primeiríssima qualidade!
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
morf89.php divisão de futebol)
Numeral
Emprego dos Numerais
Numeral é a palavra que indica os seres em termos *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
em determinada sequência. partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. substantivo:
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] Ordinais Cardinais
Eu quero café duplo, e você? João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
“fila”] Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a até nono e o cardinal de dez em diante:
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
de numerais, mas sim de algarismos. Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par, empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
ambos(as), novena. referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
Classificação dos Numerais da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico:
um, dois, cem mil, etc. Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc. um primeiro - -
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos dois segundo dobro, duplo meio
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: três terceiro triplo, tríplice terço
dobro, triplo, quíntuplo, etc. quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
Leitura dos Numerais seis sexto sêxtuplo sexto
Separando os números em centenas, de trás para frente, sete sétimo sétuplo sétimo
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no oito oitavo óctuplo oitavo
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos nove nono nônuplo nono
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”. dez décimo décuplo décimo
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte onze décimo primeiro - onze avos
e seis. doze décimo segundo - doze avos
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
Flexão dos numerais quinze décimo quinto - quinze avos
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em dezessete décimo sétimo - dezessete avos

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APOSTILAS OPÇÃO
dezoito décimo oitavo - dezoito avos Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
dezenove décimo nono - dezenove avos última sílaba.
vinte vigésimo - vinte avos Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos evidencia na penúltima sílaba.
sessenta sexagésimo - sessenta avos Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se
noventa nonagésimo - noventa avos evidencia na antepenúltima sílaba.
cem centésimo cêntuplo centésimo Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo Como podemos observar, mediante todos os exemplos
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
quinhentos quingentésimo - quingentésimo em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente:
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
setecentos septingentésimo - septingentésimo apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos
ou noningentésimo - nongentésimo em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
mil milésimo - milésimo observar no exemplo a seguir:
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo “Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.

Questões Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos;


os demais, como átonos (que, em, de).
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais”
temos exemplos de numerais: Os Acentos Gráficos
A) ordinais;
B) cardinais; acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
C) fracionários; sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
D) romanos; as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
E) Nenhuma das alternativas. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem
empregados. acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo. Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono. acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado. artigos e pronomes.
Ex.: à – às – àquelas – àqueles
03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90
são, respectivamente trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
nongentésimo derivadas de nomes próprios estrangeiros.
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo Ex.: mülleriano (de Müller)
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
nasais.
Respostas Ex.: coração – melão – órgão – ímã
1-B / 2-D / 3-B Regras fundamentais:

Palavras oxítonas:
4. Acentuação gráfica Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”,
“em”, seguidas ou não do plural(s):
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
Acentuação
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, ou não de “s”.
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e, Ex.: pá – pé – dó – há
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem
escrita. Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas
de lo, la, los, las.
Regras básicas – Acentuação tônica respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo

A acentuação tônica implica na intensidade com que são Paroxítonas:


pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As - i, is
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são táxi – lápis – júri
denominadas de átonas. - us, um, uns
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas vírus – álbuns – fórum
como: - l, n, r, x, ps

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APOSTILAS OPÇÃO
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
- ã, ãs, ão, ãos precedidas de vogal idêntica:
ímã – ímãs – órfão – órgãos xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba

- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim serão mais acentuadas. Ex.:
ficará mais fácil a memorização!
Antes Depois
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. apazigúe (apaziguar) apazigue
argúi (arguir) argui
água – pônei – mágoa – jóquei
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
Regras especiais: plural de:

Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), ele tem – eles têm
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com ele vem – eles vêm (verbo vir)
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas.
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter,
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma deter, abster. 
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são ele contém – eles contêm
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele obtém – eles obtêm
Ex.: ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
Antes Agora
assembléia assembleia
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
idéia ideia
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
jibóia jiboia
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
apóia (verbo apoiar) apoia
como:
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
ou não de “s”, haverá acento:
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex:
Observação importante:
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato
Ela pode fazer isso agora.
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
Antes Agora
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
bocaiúva bocaiuva
preposição por.
feiúra feiura
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”,
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
Ex.:
nos outros casos, “por” preposição. Ex:
Antes Agora
Faço isso por você.
crêem creem
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
vôo voo
Questões
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que,
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
como antes: CRER, DAR, LER e VER.
A) Tem a última sílaba como tônica.
B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
Repare:
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
1-) O menino crê em você
D) Não tem sílaba tônica.
Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem!
02. Assinale a alternativa correta.
Todas leem bem!
A palavra faliu contém um:
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
A) hiato
Esperamos que os dados deem efeito!
B) dígrafo
4-) Rubens vê tudo!
C) ditongo decrescente
Eles veem tudo!
D) ditongo crescente
- Cuidado! Há o verbo vir:
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,
Ele vem à tarde!
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
Eles vêm à tarde!
mesmo motivo que:
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
A) túnel
B) voluntário
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
C) até
D) insólito
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
E) rótulos
seguidas do dígrafo nh:
Respostas
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
1-B / 2-C / 3-B

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APOSTILAS OPÇÃO
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
5. Crase Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
Crase
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
A palavra crase é de origem grega e significa «fusão», (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
«mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção» O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da 3-) na indicação de horas:
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também, Acordei às sete horas da manhã.
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos Elas chegaram às dez horas.
e nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a Foram dormir à meia-noite.
crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.  4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de
que participam palavras femininas. Por exemplo:
Observe:
Vou a + a igreja. à tarde às ocultas às pressas à medida que
Vou à igreja. à noite às claras às escondidas à força

No exemplo acima, temos a ocorrência da à vontade à beça à larga à escuta


preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a às avessas à revelia à exceção de à imitação de
ocorrência do artigo  “a” que está determinando o substantivo
feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e à esquerda às turras às vezes à chave
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe à direita à procura à deriva à toa
os outros exemplos:
Conheço a aluna. à proporção
à luz à sombra de à frente de
Refiro-me à aluna. que
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer à
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode semelhança às ordens à beira de
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto de
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”.
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja Crase diante de Nomes de Lugar
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já
especificados. Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
artigo  “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre: diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
1-) diante de substantivos masculinos: preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
Andamos a cavalo. a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo
Fomos a pé. regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A
ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de
2-) diante de  verbos no infinitivo: lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
A criança começou a falar. Por exemplo:
Ela não tem nada a dizer. Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a]
França.)
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de Alegre.) 
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Entreguei a todos os documentos necessários. volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Vou à praia. = Volto da praia.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Veja:
ocorrerá crase. Por exemplo: Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. =
mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.) Irei à Salvador de Jorge Amado.
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Cláudio para sair mais cedo.) Aquela (s), Aquilo

4-) diante de numerais cardinais: Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Chegou a duzentos o número de feridos regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
Daqui a uma semana começa o campeonato.

Casos em que a crase SEMPRE ocorre: Refiro-me a + aquele atentado.


1-) diante de palavras femininas: Preposição Pronome
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.

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APOSTILAS OPÇÃO
Refiro-me àquele atentado. Dizem que aquele médico cura à distância.

O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo: 1-) diante de nomes próprios femininos:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
Aluguei aquela casa. próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
Veja outros exemplos: Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
Quero agradecer àqueles que me socorreram. escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito. Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a
Roberto.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao
Roberto.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes 2-) diante de pronome possessivo feminino:
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a Observação: é facultativo o uso da crase diante de
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
termo regido feminino por um termo regido masculino.  artigo. Observe:
Por exemplo: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. esperando por você.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está
esperando por você.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos: Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. frases abaixo das seguintes formas:
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam
responder nenhuma das questões. Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
A sessão à qual assisti estava vazia. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.

Crase com o Pronome Demonstrativo “a” 3-) depois da preposição até:


Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A ocorrência da crase com o pronome Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
demonstrativo  “a”  também pode ser detectada através da A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
substituição do termo regente feminino por um termo regido A palestra vai até às cinco horas da tarde.
masculino. 
Veja: Questões
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país. 01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
As orações são semelhantes às de antes. se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
Os exemplos são semelhantes aos de antes. consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades
Suas perguntas são superiores às dele. e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo
Seus argumentos são superiores aos dele. questões de saúde pública como programas de esclarecimento
Sua blusa é idêntica à de minha colega. e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
A Palavra Distância própria família?

Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
crase deve ocorrer. 17.09.2012. Adaptado)
Por exemplo:
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
determinada) respectivamente, com:
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A (A) aos … à … a … a
palavra está especificada.) (B) aos … a … à … a
(C) a … a … à … à
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a (D) à … à … à … à
crase não pode ocorrer.  (E) a … a … a … a
Por exemplo:
Os militares ficaram a distância. 02. Leia o texto a seguir.
Gostava de fotografar a distância. Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
Ensinou a distância. ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
Dizem que aquele médico cura a distância. procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
Reconheci o menino a distância. lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
que fez.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
pode-se usar a crase. Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Veja:
Gostava de fotografar à distância. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Ensinou à distância. ordem dada:

Língua Portuguesa 35
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APOSTILAS OPÇÃO
A) à – a – a Os termos da oração da língua portuguesa são classificados
B) a – a – à em três grandes níveis:
C) à – a – à - Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
D) à – à – a
E) a – à – à - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente
03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já da Passiva).
expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
a) à - àqueles - a - há  - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
b) a - àqueles - a - há  Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
c) a - aqueles - à - a 
d) à - àqueles - a - a  Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
e) a - aqueles - à - há (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:
Respostas
1-B / 2-A / 3-B
Sujeito Predicado
Pobreza não é vileza.
6. Termos da oração 7. Período
composto por coordenação e Os sertanistas capturavam os índios.
subordinação Um vento áspero sacudia as árvores.

Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica


Oração uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal,
casos, através de reticências. o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, - estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
não podem ser analisadas sintaticamente frases como: - apresentar-se como elemento determinante em relação ao
predicado;
Socorro! - constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo
Com licença! ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso. Exemplo:

Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como A padaria está fechada hoje.
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos está fechada hoje: predicado nominal
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois a padaria: sujeito
grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o
predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo: No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante,
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição
A menina banhou-se na cachoeira. de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire
A menina – sujeito sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma
banhou-se na cachoeira – predicado sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado) Exemplo:

O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em As formigas invadiram minha casa.
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara as formigas: sujeito = termo determinante
algo», «o tema do que se vai comunicar». invadiram minha casa: predicado = termo determinado
O predicado é a parte da oração que contém “a informação Há formigas na minha casa.
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. sujeito: inexistente

Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse
seja, o predicado, é «é eterno». nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu,
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa,
que identificamos por ser o termo que concorda em número e sua representação pode ser feita através de um substantivo, de
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras,
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um Exemplos:
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de Eu acompanho você até o guichê.
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente: Vocês disseram alguma coisa?
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
desembarcar.” (Aníbal Machado) Marcos tem um fã-clube no seu bairro.
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. Marcos: sujeito = substantivo próprio
Ninguém entra na sala agora.

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APOSTILAS OPÇÃO
ninguém: sujeito = pronome substantivo - Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o
O andar deve ser uma atividade diária. verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.

Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa
oração substantiva subjetiva: língua.
Exemplos:
É difícil optar por esse ou aquele doce... É fácil este problema!
É difícil: oração principal Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.”
(José de Alencar)
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos: Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a
O sino era grande. nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
Ela tem uma educação fina. pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos
Isto não me agrada. de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer fenômenos meteorológicos.
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) segmento extraído da estrutura interna das orações ou das
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse
O sujeito pode ser: sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico
que estabelece concordância com outro termo essencial
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.” subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo
cavalo nadavam ao lado da canoa.” que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno
amanhã. da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando Então têm por características básicas: apresentar-se como
não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.
saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) Exemplo:
aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
vocês) Carolina conhece os índios da Amazônia.
Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo sujeito: Carolina = termo determinante
fertiliza o Egito. predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa determinado
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se Nesses exemplos podemos observar que a concordância é
açudes. (= Açudes foram construídos.) estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”;
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto
trancou-se no quarto. é, que são responsáveis pela principal informação naquele
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso,
bem naquele restaurante. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por
Observações: um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou
- Sujeito formado por pronome indefinido não é termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do
Ninguém lhe telefonou. predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com Minha empregada é desastrada.
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De predicado: é desastrada
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.” núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo tipo de predicado: nominal
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
Pode ser omitido junto de infinitivos. do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
Aqui vive-se bem. característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
Devagar se vai ao longe. funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.
predicado: demoliu nosso antigo prédio

Língua Portuguesa 37
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APOSTILAS OPÇÃO
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o “transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos
sujeito passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com
tipo de predicado: verbal o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
Os manifestantes desciam a rua desesperados. - “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
predicado: desciam a rua desesperados - “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o - “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo
sujeito; desesperados = atributo do sujeito que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
tipo de predicado: verbo-nominal
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
responsável também por definir os tipos de elementos que chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo:
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar,
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
do predicado. Comprei um terreno e construí a casa.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por Maricá)
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: “Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
(Guedes de Amorim)
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
depois de algozes) que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) Consideramos o caso extraordinário.
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina Inês trazia as mãos sempre limpas.
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso.
Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
forma o predicado. Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, ser usados também na voz passiva; Outra característica desses
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo: o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
As flores murcharam. com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico:
Os animais correm. arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta;
As folhas caem. tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar,
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar,
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos: receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.

João puxou a rede. Transitivos Indiretos: são os que reclamam um


“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara complemento regido de preposição, chamado objeto indireto.
Resende) Exemplos:
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
(Camilo Castelo Branco) adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, neutros.” (Érico Veríssimo)
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê? Américo)
Os verbos de predicação completa denominam-se “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.”
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os (José Geraldo Vieira)
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
(bitransitivos). distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe,
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe,
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir
relacionando o predicativo com o sujeito. os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele,
pois têm sentido completo. depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis) Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar) a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” pouco mais, usados também como transitivos diretos: João
(Marquês de Maricá) paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como
Observações: Os verbos intransitivos podem vir atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira.
As orações formadas com verbos intransitivos não podem (tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc.,

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APOSTILAS OPÇÃO
variam de significação conforme sejam usados como transitivos considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo
diretos ou indiretos. inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. choque com o mundo me causara.”
Exemplos:
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres. Termos Integrantes da Oração
A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva. Chamam-se termos integrantes da oração os que completam
Ceda o lugar aos mais velhos. a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram,
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou compreensão do enunciado. São os seguintes:
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
formação do predicado nominal. Exemplos: - Complemento Nominal;
A Terra é móvel. - Agente da Passiva.
A água está fria.
O moço anda (=está) triste. Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação
A Lua parecia um disco. incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
As plantas purificaram o ar.
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais Procurei o livro, mas não o encontrei.
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por Ninguém me visitou.
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. O objeto direto tem as seguintes características:
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria - Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma - Normalmente, não vem regido de preposição;
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
dificuldades.; Parece que vai chover. verbo ativo: Caim matou Abel.
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação por Caim.
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos: O objeto direto pode ser constituído:
O homem anda. (intransitivo) - Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador
O homem anda triste. (de ligação) cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos:
O cego não vê. (intransitivo) Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.;
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto) “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto) quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de
objeto. plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, meus escritos?”
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos: Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
A bandeira é o símbolo da Pátria. se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma
A mesa era de mármore. esfera semântica:
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na (Vivaldo Coaraci)
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos: “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava Machado)
atrasado.) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado
O menino abriu a porta ansioso. de Assis)
Todos partiram alegres. Em tais construções é de rigor que o objeto venha
acompanhado de um adjunto.
Observações: O predicativo subjetivo às vezes está
preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, principalmente:
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas - Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
coisas.; Onde está a criança que fui? Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
um verbo transitivo. Exemplos: hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o
O juiz declarou o réu inocente. seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
O povo elegeu-o deputado. - Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente aquele homem a quem na realidade também temia, como todos
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se ali”.
ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; - Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando
Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo

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APOSTILAS OPÇÃO
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a adjuntos adverbiais.
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
duas criaturas que só tinham uma à outra”. Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os
conheço desde os seus mais tenros anos”. obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro quem conto são poucas.
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
ambos...”. Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a representado pelos substantivos (ou expressões substantivas)
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a,
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos com, contra, de, em, para e por.
outros.; A quantos a vida ilude!.
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto,
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões,
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos,
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição.
do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao
quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”;
lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê- “Ah, não fosse ele surdo à minha voz!”
lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões Observações: O complemento nominal representa o
ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de
expressão. assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas
Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no complementar verbos, complementa nomes (substantivos,
início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo;
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais,
O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem. obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc.
“Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz
Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
significação dos verbos: conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”

- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma. pelos pronomes:
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): As flores são umedecidas pelo orvalho.
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a
verdade ao moço.) O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz
ativa:
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. Observações:
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade.
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para (Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto (Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara
com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos
frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele

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APOSTILAS OPÇÃO
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
ruas. (certo)
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
Termos Acessórios da Oração seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do
sujeito:
Termos acessórios são os que desempenham na oração Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São cores.
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
adverbial e aposto. Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia;
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
adnominal). (Graciliano Ramos)
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, vezes, está elíptico. Exemplos:
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, alma humana.
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem tempestade iminente.
- fio de aço, casa de madeira: matéria O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Um aposto pode referir-se a outro aposto:
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto
de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor é, a saber, ou da preposição acidental como:
de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai,
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém não são banhados pelo mar.
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das O aposto que se refere a objeto indireto, complemento
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe. nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:

Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica “Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas coisas.” (Raquel Jardim)
numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.
é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título,
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às a coisa personificada a que nos dirigimos:
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
de repente. de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes Assis)
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso,
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj. apelo (ó, olá, eh!):
adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, “Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos: (Graciliano Ramos)
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” “Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo
(Carlos Drummond de Andrade) Castelo Branco)

O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da
substantivo: oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
Foram os dois, ele e ela.

Língua Portuguesa 41
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APOSTILAS OPÇÃO
Questões de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
orações coordenadas é chamado de período composto por
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade coordenação.
em: As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa sindéticas.
(B) enfrentamos MUITAS novidades
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
(E) assumimos MUITO conflito e confusão Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
OCA OCA OCA
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
respectivamente: Assis)
(A) sujeito – objeto direto; “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
(B) sujeito – aposto; (Antônio Olavo Pereira)
(C) objeto direto – aposto; “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
(D) objeto direto – objeto direto; (Coelho Neto)
(E) objeto direto – complemento nominal.
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
indireto. O homem saiu do carro / e entrou na casa.
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana) OCA OCS
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
Pessoa) acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar que as introduzem. Pode ser:
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de
Guimarães) - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a mas também, não só... mas ainda.
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para Saí da escola / e fui à lanchonete.
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa) OCA OCS Aditiva

Respostas Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção


01. D\02. C\03. D que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
Período
A doença vem a cavalo e volta a pé.
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um As pessoas não se mexiam nem falavam.
período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de “Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até
interrogação ou com reticências. nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”
O período é simples quando só traz uma oração, chamada (Machado de Assis)
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma - Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
Estudei bastante / mas não passei no teste.
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há OCA OCS Adversativa
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
locuções verbais nele existentes. Exemplos: que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) uma conjunção coordenativa adversativa.
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma A espada vence, mas não convence.
oração) “É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
verbais, duas orações) - Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo.
Há três tipos de período composto: por coordenação, por
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
tempo (também chamada de misto). OCA OCS Conclusiva

Período Composto por Coordenação – Orações Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
Coordenadas que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos Vives mentindo; logo, não mereces fé.
de infância. Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou,
3ª oração: recordamos os tempos de infância ora... ora, seja... seja, quer... quer.
As três orações que compõem esse período têm sentido
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de OCA OCS Alternativa
sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
sintaticamente. Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
As orações independentes de um período são chamadas conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha

Língua Portuguesa 42
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APOSTILAS OPÇÃO
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção Orações Subordinadas Adverbiais
coordenativa alternativa.
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
Venha agora ou perderá a vez. que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
Assis) que as introduz:
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
muito caro.” (Renato Inácio da Silva) - Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.” principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
(Luís Jardim) visto que.
Não fui à escola / porque fiquei doente.
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, OP OSA Causal
porque, pois, porquanto.
Vamos andar depressa / que estamos atrasados. O tambor soa porque é oco.
OCA OCS Explicativa Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa Sousa)
explicativa.
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
Veríssimo) Irei à sua casa / se não chover.
OP OSA Condicional
Questões
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos
01. Relacione as orações coordenadas por meio de ofensores.
conjunções: Se o conhecesses, não o condenarias.
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram. “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. Andrade)
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
   tenha êxito.
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar - Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de: oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
(A) causa Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
(B) explicação que, mesmo que.
(C) conclusão Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
(D) proporção OP OSA Concessiva
(E) comparação Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
Respostas Embora não possuísse informações seguras, ainda assim
01. arriscou uma opinião.
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram. Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria. ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los. Por mais que gritasse, não me ouviram.
 
02. E - Conformativas: Expressam a conformidade de um fato
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
Período Composto por Subordinação O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
OP OSA Conformativa
Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal) O homem age conforme pensa.
Todos querem sua participação. (objeto direto) Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
causa) O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação.

Veja, agora, como podemos transformar esses termos em - Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
orações com a mesma função sintática: que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
com função de adjunto adnominal) Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
Todos querem / que você participe. (oração subordinada OP OSA Temporal
com função de objeto direto)
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração Formiga, quando quer se perder, cria asas.
subordinada com função de adjunto adverbial de causa) “Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma “Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, de Maricá)
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo Enquanto foi rico, todos o procuravam.
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a - Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de
é classificado como período composto por subordinação. As que, porque (=para que), que.
orações subordinadas são classificadas de acordo com a função Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas. OP OSA Final

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APOSTILAS OPÇÃO
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
(Marquês de Maricá) viagem.)
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. Aconselha-o a que trabalhe mais.
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = Daremos o prêmio a quem o merecer.
para que) Lembre-se de que a vida é breve.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
para que não deixasse) que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi É importante / que você colabore.
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= OP OSS Subjetiva
porque), pois que, visto que.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. A oração subjetiva geralmente vem:
OP OSA Consecutiva - depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. ele voltará amanhã.
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
J. Veiga) se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. - depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
prolongar minha viagem. das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem
da reunião.
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com necessária.)
menos ou mais). Parece que a situação melhorou.
Ela é bonita / como a mãe. Aconteceu que não o encontrei em casa.
OP OSA Comparativa Importa que saibas isso bem.

A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.” - Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
(Marquês de Maricá) É aquela que exerce a função de complemento nominal de um
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro. termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. inocência. (complemento nominal)
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz Estou convencido / de que ele é inocente.
daquele olhar. OP OSS Completiva Nominal

Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está dele.)
subentendido o verbo ser (como a mãe é). Estava ansioso por que voltasses.
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona Sê grato a quem te ensina.
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.”
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto (Graciliano Ramos)
mais, quanto menos.
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. - Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
OSA Proporcional OP que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua
À medida que se vive, mais se aprende. felicidade. (predicativo)
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando. O importante é / que você seja feliz.
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai OP OSS Predicativa
diminuindo.
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Orações Subordinadas Substantivas Minha esperança era que ele desistisse.
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas Não sou quem você pensa.
que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções - Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela
integrantes que e se. Elas podem ser: que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É do país. (aposto)
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto) país.
O grupo quer / que você ajude. OP OSS Apositiva
OP OSS Objetiva Direta
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O coisa: a sua felicidade)
mestre exigia a presença de todos.) Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
Mariana esperou que o marido voltasse. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. que virias a morrer...” (Osmã Lins)
O fiscal verificou se tudo estava em ordem. “Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo
oculto?” (Machado de Assis)
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois-
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto) principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a
Necessito / de que você me ajude. saúde, tornou-se realidade.
OP OSS Objetiva Indireta

Língua Portuguesa 44
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APOSTILAS OPÇÃO
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, OSA Temporal
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: reduzida de infinitivo.
Não sei quando ele chegou.
Diga-me como resolver esse problema. Precisando de ajuda, telefone-me.
Se precisar de ajuda, / telefone-me.
Orações Subordinadas Adjetivas OSA Condicional
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem condicional, reduzida de gerúndio.
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
adnominal em oração subordinada adjetiva: Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) vestiário.
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada OSA Temporal
adjetiva) Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de particípio.
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem Observações:
ser classificadas em:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
referem. Exemplo: desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. cidade.
OP OSA Restritiva - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica Exemplos:
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não Preciso terminar este exercício.
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. Ele está jantando na sala.
Essa casa foi construída por meu pai.
Pedra que rola não cria limo. - Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
Os animais que se alimentam de carne chamam-se reduzida. Exemplo:
carnívoros. O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração
escreveram. coordenada sindética aditiva)
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
Mariano) gerúndio.
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
novo livro. oração principal, que traz o efeito.
OP OSA Explicativa OP Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
Deus, que é nosso pai, nos salvará. imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho. coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra.
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito.
Orações Reduzidas Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O
Observe que as orações subordinadas eram sempre período agora é composto por coordenação, pois a oração
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou
apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais ter chorado.
(infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês. OP OSA Comparativa OSA Condicional
(infinitivo)
- Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio) Questões
- Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
(particípio) 01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava
para ser mãe”, a oração destacada é:
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das (A) subordinada substantiva objetiva indireta
formas nominais são chamadas de reduzidas. (B) subordinada substantiva completiva nominal
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, (C) subordinada substantiva predicativa
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos (D) coordenada sindética conclusiva
a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e (E) coordenada sindética explicativa
passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação 02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada.
da oração desenvolvida. Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na
realidade.” A oração sublinhada é:
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. (A) adverbial conformativa
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês. (B) adjetiva

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APOSTILAS OPÇÃO
(C) adverbial consecutiva - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
(D) adverbial proporcional associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
(E) adverbial causal necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos doação de alimentos. 
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos de formatura. 
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos
(A) para se encaixarem. que atuaram na Copa América.
(B) para seu encaixotamento.
(C) para que se encaixassem. 7) Em casos relativos à concordância com locuções
(D) para que se encaixem. pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
(E) para que se encaixariam. quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos
atermos a duas questões básicas:
Respostas - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
01. B\02. A\03. D o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
/ Alguns de nós o receberão.
8. Concordância nominal e
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
verbal no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum
de nós o receberá.  

Concordância Verbal 8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome


“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
Ao falarmos sobre a  concordância verbal, estamos nos ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / Fomos
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes nós quem contamos toda a verdade para ela.
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra
a função de subordinado.  “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. /
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número Em casa sou eu que decido tudo.   
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
chegou 10) No caso de o sujeito aparecer representado por
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram 50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50%
atrasados. do eleitorado apoiou a decisão.
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. Observações:
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos:  a decisão da diretoria 50% dos funcionários.     
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:
Casos referentes a sujeito simples 1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.  
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.  50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 

2) Nos casos referentes a sujeito representado por 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos. pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das
Observação: homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.  
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. que os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, este permanece no singular, contanto que o predicativo também
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas é uma
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar criação de Machado de Assis.   
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência
dos alunos resolveram ficar. mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo potência mundial. 
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. Casos referentes a sujeito composto

5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando
um candidato se inscreveu no concurso de piadas.   relacionado a dois pressupostos básicos:
Observação: - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as

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APOSTILAS OPÇÃO
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. (C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá nos atraem.
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. (D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos
Tu e ele são primos. atraem.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto nos atraem.
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento.   03. Uma pergunta

3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos. consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com decisão: - Quem sofrerá?
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do considerar.
mundo. (Salvador Nicola, inédito)

5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, (A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de (B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
meu esforço. peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
Questões tomar decisões sem medir suas consequências.
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar)
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual sobrevir consequências imprevistas e injustas.
alternativa? (E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em humana.
breve, o ultrapassará.
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos Respostas
que chegarão atrasados, tenho certeza disso. 01. C\02. A\03. C\04. E\05. C
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
comê-las sem receio! Concordância Nominal
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
janela do hotel! Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
demais termos da oração para que concordem em gênero e
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos
de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos concordam em gênero e número com o substantivo.
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras - A pequena criança é uma gracinha.
tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
cotidianas com os outros.
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam geral mostrada acima.
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna.
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um a) Um adjetivo após vários substantivos
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao ou concorda com o substantivo mais próximo.
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
alguma coisa que também quer se expressar. - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os - Ela tem pai e mãe louros.
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma - Ela tem pai e mãe loura.
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
as sentem. para o plural.
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que - O homem e o menino estavam perdidos.
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
2005. p 250)
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
A frase em que se respeitam as normas de concordância 1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
verbal é: próximo.
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos Comi delicioso almoço e sobremesa.
atraem. Provei deliciosa fruta e suco.
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
atraem. concorda com o mais próximo ou vai para o plural.

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APOSTILAS OPÇÃO
Estavam feridos o pai e os filhos. Estou meio (um pouco) insegura.
Estava ferido o pai e os filhos. 2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. n) Só
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 1- apenas, somente (advérbio): invariável.
2- coloca o substantivo no plural. Só consegui comprar uma passagem.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. 2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
d) Pronomes de tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa. Questões
Vossa Santidade esteve no Brasil.
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado nominal:
1 - Concordam com o substantivo a que se referem. (A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
As cartas estão anexas. (B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam
A bebida está inclusa. encontros semanais com os diversos interessados no assunto.
Precisamos de nomes próprios. (C) Alguma solução é necessária, e logo!
Obrigado, disse o rapaz. (D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) não pode prosperar.
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no (E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
singular e o adjetivo no plural. João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de
Renato advogou um e outro caso fáceis. Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. certa autonomia econômica.

g) É bom, é necessário, é proibido 02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier gênero, número ou pessoa):
precedido de artigo ou outro determinante. (A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a
Canja é bom. / A canja é boa. diferença.”
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. (B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada (C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
é proibida. cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de
h) Muito, pouco, caro longe...
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. (E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais
Comi muitas frutas durante a viagem. compreensivo.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros. 03. A concordância nominal está INCORRETA em:
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
2- Como advérbios: são invariáveis. envolvimento da empresa.
Comi muito durante a viagem. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. desnecessária.
Comprei caro os sapatos. (C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
e a campanha.
i) Mesmo, bastante (D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
1- Como advérbios: invariáveis desnecessárias.
Preciso mesmo da sua ajuda. Respostas
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 01. D\02. D\03. B

2- Como pronomes: seguem a regra geral.


Seus argumentos foram bastantes para me convencer. 9. Regência verbal
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.

j) Menos, alerta Regência Verbal


1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso. Termo Regente:  VERBO
Estamos alerta para com suas chamadas.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
k) Tal Qual os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
consequente. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
As garotas são vaidosas tais qual a tia. capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. conhecermos as diversas significações que um verbo pode
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
l) Possível Observe:
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou
A mais possível das alternativas é a que você expôs. prazer”, satisfazer.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da Logo, conclui-se que “agradar  alguém” é diferente de
cidade. “agradar a alguém”.

m) Meio Saiba que:


1- Como advérbio: invariável. O conhecimento do uso adequado das preposições é um

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dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
também nominal). As preposições são capazes de modificar oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os pronomes átonos lhe, lhes. 
exemplos:
Cheguei ao metrô. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Cheguei no metrô. a) Consistir - Tem complemento introduzido pela
preposição “em”.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei todos.
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é introduzidos pela preposição “a”.
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder - Tem complemento introduzido pela
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é quem” ou “ao que” se responde.
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes Respondi ao meu patrão.
formas em frases distintas. Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Verbos Intransitivos Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos analítica. Veja:
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. O questionário foi respondido corretamente.
a) Chegar, Ir Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para introduzidos pela preposição “com”.
indicar destino ou direção são: a, para. Antipatizo com aquela apresentadora.
Fui ao teatro. Simpatizo com os que condenam os políticos que governam
      Adjunto Adverbial de Lugar para uma minoria privilegiada.

Ricardo foi para a Espanha. Verbos Transitivos Diretos e Indiretos


                  Adjunto Adverbial de Lugar Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
b) Comparecer de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido grupo:
por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último Agradecer, Perdoar e Pagar
jogo. São verbos que apresentam objeto direto
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Verbos Transitivos Diretos Veja os exemplos:
Os verbos transitivos diretos são complementados por Agradeço    aos ouvintes         a audiência.
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para                    Objeto Indireto      Objeto Direto
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,                                                                  Obj. Direto       Objeto Indireto
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir Paguei      o débito        ao cobrador.
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,                Objeto Direto      Objeto Indireto
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
verbais, objetos indiretos. particular cuidado. Observe:
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, Agradeci o presente. / Agradeci-o.
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, Paguei minhas contas. / Paguei-as.
socorrer, suportar, ver, visitar. Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar: Informar
Amo aquele rapaz. / Amo-o. - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
Amo aquela moça. / Amo-a. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Informe os novos preços aos clientes.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços)
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais). - Na utilização de pronomes como complementos, veja as
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) construções:
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
eles)
Verbos Transitivos Indiretos Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os
Os verbos transitivos indiretos são complementados por seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição para o estabelecimento da relação de regência. Comparar
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
podem atuar como objetos indiretos são  o “lhe”, o “lhes”, para preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como indireto.
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.

Língua Portuguesa 49
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APOSTILAS OPÇÃO
Pedir As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa. 2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar,
Pedi-lhe                 favores. estar presente, caber, pertencer.
Objeto Indireto    Objeto Direto
                                      Exemplos:
Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio. Assistimos ao documentário.
Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva Não assisti às últimas sessões.
                                                           Objetiva Direta Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é
Saiba que: intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar
1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem introduzido pela preposição “em”.
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No Assistimos numa conturbada cidade.
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
subentendida. CHAMAR
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. 1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar,
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma solicitar a atenção ou a presença de.
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
ir entregar-lhe os catálogos em casa). Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
popularmente, é igualmente considerada incorreta. 2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
Preferir preposicionado ou não.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto A torcida chamou o jogador mercenário.
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: A torcida chamou ao jogador mercenário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. A torcida chamou o jogador de mercenário.
Prefiro trem a ônibus. A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um CUSTAR
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
no próprio verbo (pre). ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Mudança de Transitividade versus Mudança de
Significado 2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
transitivo indireto.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, Muito custa          viver tão longe da família.
apresentam mudança de significado. O conhecimento das             Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico        Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude.
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:         Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
acariciar. atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada Observe o exemplo abaixo:
quando o revê. Custei para entender o problema. 
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia Forma correta: Custou-me entender o problema.
não perde oportunidade de agradá-lo.
IMPLICAR
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado 1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
pela preposição “a”. a) dar a entender, fazer supor, pressupor
O cantor não agradou aos presentes. Suas atitudes implicavam um firme propósito.
O cantor não lhes agradou. b)  Ter como consequência, trazer como consequência,
acarretar, provocar
ASPIRAR Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar povo.
(o ar), inalar.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) 2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
envolver
2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
como ambição.
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
elas) indireto e rege com preposição “com”.
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe”
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o PROCEDER
exemplo: 1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo,
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
ASSISTIR adjunto adverbial de modo.
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar As afirmações da testemunha procediam, não havia como
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: refutá-las.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. Você procede muito mal.

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APOSTILAS OPÇÃO
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição”
de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela
preposição “a”) é transitivo indireto. 10. Colocação de pronomes
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito. Colocação dos Pronomes Oblíquos
Átonos
QUERER
1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a
vontade de, cobiçar. colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais
Querem melhor atendimento. oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se
Queremos um país melhor. referem.

2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição, São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe,
estimar, amar. lhes, nos e vos.
Quero muito aos meus amigos. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na
Ele quer bem à linda menina. oração em relação ao verbo:
Despede-se o filho que muito lhe quer.
1. próclise: pronome antes do verbo
VISAR 2. ênclise: pronome depois do verbo
1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar, 3. mesóclise: pronome no meio do verbo
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo. Próclise
O gerente não quis visar o cheque.
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como - Palavras com sentido negativo:
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Nada me faz querer sair dessa cama.
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Não se trata de nenhuma novidade.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
público. - Advérbios:
Questões Nesta casa se fala alemão.
Naquele dia me falaram que a professora não veio.
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego
correto da regência do verbo, EXCETO: - Pronomes relativos:
(A) Faço entrega em domicílio. A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
(B) Eles assistem o espetáculo. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
(C) João gosta de frutas.
(D) Ana reside em São Paulo. - Pronomes indefinidos:
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe. Quem me disse isso?
Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
02. Assinale a opção em que o verbo
chamar é empregado com o mesmo sentido que - Pronomes demonstrativos:
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, Isso me deixa muito feliz!
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”: Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo; - Preposição seguida de gerúndio:
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo; Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco; indicado à pesquisa escolar.
(E) mandou chamar o médico com urgência.
- Conjunção subordinativa:
03. A regência verbal está correta na alternativa: Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
(A) Ela quer namorar com o meu irmão.
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé. Ênclise
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor.
(D) É preferível ir a pé a ir de carro. A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A
04. Em todas as alternativas, o verbo grifado foi empregado ênclise vai acontecer quando:
com regência certa, exceto em:
(A) a vista de José Dias lembrou-me o que ele me dissera. - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
(B) estou deserto e noite, e aspiro sociedade e luz. Amem-se uns aos outros.
(C) custa-me dizer isto, mas antes peque por excesso; Sigam-me e não terão derrotas.
(D) redobrou de intensidade, como se obedecesse a voz do
mágico; - O verbo iniciar a oração:
(E) quando ela morresse, eu lhe perdoaria os defeitos. Diga-lhe que está tudo bem.
Chamaram-me para ser sócio.
05. A regência verbal está INCORRETA em:
(A) Proibiram-no de fumar. - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
(B) Ana comunicou sua mudança aos parentes mais íntimos. “a”:
(C) Prefiro Português a Matemática. Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
(D) A professora esqueceu da chave de sua casa no carro da Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
amiga.
(E) O jovem aspira à carreira militar. - O verbo estiver no gerúndio:
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de
Respostas despreocupada.
01. B\02. A\03. D\04. B\05. D Despediu-se, beijando-me a face.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no
mesmo instante. 11. Pontuação
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Mesóclise
Pontuação
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no
futuro do presente ou no futuro do pretérito: Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar
realizará) especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
proposta a você) portuguesa.
Fontes:
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php Ponto
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal. 1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
htm - Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
se encontra.
Questões - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.

01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
de estrutura nominal por pronome em:
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço- 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
lhes antecipadamente.
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do Ponto e Vírgula ( ; )
verbo fabricar se extraiu-lhe. 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. importância.
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de -  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
conhecê-las. a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)

02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo vírgulas.
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio
(A) Basta apresenta-lo. e cobertor.
(B) Basta apresentar-lhe.
(C) Basta apresenta-lhe. 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
(D) Basta apresentá-la. decreto de lei, etc.
(E) Basta apresentá-lo. - Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola;
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o - Caminhada na praia;
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a - Reunião com amigos.
norma-padrão?
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – Dois pontos
conhecia-o 1- Antes de uma citação
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
– tinha encontrado-o.
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no 2- Antes de um aposto
Museu – relatá-las-ão. - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus e calor à noite.
antepassados? – explicou-lhes.
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
um museu virtual – Lhes vinham perguntando. - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
rotina de sempre.
04. De acordo com a norma-padrão e as questões gramaticais
que envolvem o trecho “Frustrei-me por não ver o Escola”, é 4- Em frases de estilo direto
correto afirmar que  Maria perguntou:
(A) “me” poderia ser deslocado para antes do verbo que - Por que você não toma uma decisão?
acompanha.
(B) “me” deveria obrigatoriamente ser deslocado para antes Ponto de Exclamação
do verbo que acompanha. 1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
(C) a ênclise em “Frustrei-me” é facultativa. súplica, etc.
(D) a inclusão do advérbio Não, no inı́cio da oração “Frustrei- - Sim! Claro que eu quero me casar com você!
me”, tornaria a próclise obrigatória.
(E) a ênclise em “Frustrei-me” é obrigatória. 2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto!
05. A substituição do elemento grifado pelo pronome - João! Há quanto tempo!
correspondente foi realizada de modo INCORRETO em:
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu Ponto de Interrogação
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
(D) que desviava a água = que lhe desviava Reticências
(E) supriam a necessidade = supriam-na 1- Indica que palavras foram suprimidas.
- Comprei lápis, canetas, cadernos...
Respostas
01. D/02. E/03. C/04. D/05. D 2- Indica interrupção violenta da frase.

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APOSTILAS OPÇÃO
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” ajudar a revelar quem era a sua dona.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
- Este mal... pega doutor? a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora
- Deixa, depois, o coração falar... experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
Vírgula ajudar a revelar quem era a sua dona.
Não se usa vírgula (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
diretamente entre si: a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala    foram advertidos.  02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
Sujeito                            predicado ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas
da frase abaixo:
b) entre o verbo e seus objetos. “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.  ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
             V.T.D.I.              O.D.                      O.I. oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
adnominal. C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
despertou reações entre os empresários. E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente
Usa-se a vírgula: em:
A) Duas explicações, do treinamento para consultores
- Para marcar intercalação: iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de
vem caindo de preço. vendas associadas aos dois temas.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão B) Duas explicações do treinamento para consultores
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir vendas associadas aos dois temas.
mão dos lucros altos. C) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
- Para marcar inversão: de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): vendas associadas aos dois temas.
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. D) Duas explicações do treinamento para consultores
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio vendas associadas aos dois temas.
de 1982. E) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
em enumeração): vendas associadas aos dois temas.
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. Resposta
1-C 2-C 3-B
- Para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. 12. Sinônimos, antônimos,
homônimos e parônimos 13.
- Para isolar:
Conotação e denotação
- o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
trânsito caótico. Significação das palavras

- o vocativo: Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que


Ora, Thiago, não diga bobagem. por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente
Questões com a ideia associada a este conjunto.

01. Assinale a alternativa em que a pontuação está Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado.
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da Exemplo:
língua portuguesa. - Alfabeto, abecedário.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, - Brado, grito, clamor.
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou - Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse - Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
ajudar a revelar quem era a sua dona. Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse matizes de significação e certas propriedades que o escritor não

Língua Portuguesa 53
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APOSTILAS OPÇÃO
pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo, - Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios - Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na
(orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo). pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente,
A contribuição Greco-latina é responsável pela existência, tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e
em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos: séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir
- Adversário e antagonista. (aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade
- Translúcido e diáfano. de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento,
- Semicírculo e hemiciclo. deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente,
- Contraveneno e antídoto. divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto,
- Moral e ética. corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e
- Colóquio e diálogo. vultuoso (congestionado: rosto vultuoso).
- Transformação e metamorfose.
- Oposição e antítese. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação.
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia, A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos:
palavra que também designa o emprego de sinônimos. - Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de
Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos: gado.
- Ordem e anarquia. - Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó.
- Soberba e humildade. - Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu
- Louvar e censurar. do palato.
- Mal e bem. Podemos citar ainda, como exemplos de palavras
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que
A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido têm dezenas de acepções.
oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/ Sentido Próprio e Figurado das Palavras
implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/ Pela própria definição acima destacada podemos perceber
anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial. que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que
vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos: ela traz (denominada significado).
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo). Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se
- Aço (substantivo) e asso (verbo). assim:
Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. - Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum
A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é que costumamos dar a uma palavra.
considerada uma deficiência dos idiomas. - Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto podemos dar a uma palavra.
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes
contextos:
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes 1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento)
no timbre ou na intensidade das vogais. 2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que
- Rego (substantivo) e rego (verbo). adota condutas pouco apreciáveis)
- Colher (verbo) e colher (substantivo). 3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo). sobre alguma coisa, “expert”)
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo). No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum
- Para (verbo parar) e para (preposição). (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). figurado.
- Às (substantivo), às (contração) e as (artigo). Podemos então concluir que um mesmo significante (parte
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de concreta) pode ter vários significados (conceitos).
per+o).
Fonte:
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm-
diferentes na escrita. sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar). Denotação e Conotação
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de - Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
consertar). seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário;
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar). exemplo:
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar). Cortaram as asas da ave para que não voasse mais.
- Censo (recenseamento) e senso (juízo). Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar). próprio, comum, usual, literal.
- Paço (palácio) e passo (andar). - DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata-
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo). se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = dicionarístico.
anular). - Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico);
(tempo de uma reunião ou espetáculo). usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e
expressiva. Veja este exemplo:
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia. Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). seja tarde mais.
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada,
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações;
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). disciplina, limitação de conduta e comportamento.

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APOSTILAS OPÇÃO
Questões Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos?
a) Armistício – destruição
01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das b) Claudicante – manco
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia, c) Reveses – infortúnios
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um d) Fealdade – feiura
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá e) Opilados – desnutridos
a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que
quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência 03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras
da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas a) Ainda vivemos no Brasil a  descriminação racial. Isso é
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos crime! 
participar. b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos agora expiar seus crimes. 
usuários de distinguir essas variações como relevantes no d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso
conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para o bom censo. 
achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato de
precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros, tomate. 
aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito
de observações e reconhecer a organização geral da rede de que 04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir
participam. de exemplos de parônimos:
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil).
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta).
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem d) Nenhuma das alternativas.
conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
sentimento de pânico experimentados por um número crescente 05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas,
de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por
quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação, exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias
sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a
para o espírito. alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso.
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. a) taxa, cesta, assento
Revista USP, no 92. Adaptado) b) conserto, pleito, ótico
c) cheque, descrição, manga
As expressões destacadas nos trechos – meter o bedelho d) serrar, ratificar, emergir
/ estimar  parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos
adequados respectivamente em: Respostas
a) procurar / gostar de / ilustrar 01. B\02. A\03. C\04. A\05. A
b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
c) interferir / propor / embrutecer
d) intrometer-se / prezar / esclarecer 14. Coesão e coerência textual
e) contrapor-se / consolidar / iluminar

02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os


combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam- Coerência e Coesão
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante,
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, Não basta conhecer o conteúdo das partes de um trabalho:
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de saber o que
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela se deve (e o que não se deve) escrever em cada parte constituinte
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres do texto, é preciso saber escrever obedecendo às normas de
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os coerência e coesão. Antes de tudo, é necessário definir os termos:
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos coerência diz respeito à articulação do texto, à compatibilidade
em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória das ideias, à lógica do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão refere
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele - se à expressão linguística, ao nível gramatical, às estruturas
triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente frasais e ao emprego do vocabulário.
compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de Coerência e coesão relacionamse com o processo de
milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – produção e compreensão do texto, a coesão contribui para
do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente
molambos... coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em outras
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem construído,
uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: com frases bem estruturadas, vocabulário correto, mas
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, apresentar ideias disparatadas, sem nexo, sem uma sequência
moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma lógica: há coesão, mas não coerência. Por outro lado, um texto
fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris pode apresentar ideias coerentes e bem encadeadas, sem que no
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos plano da expressão, as estruturas frasais sejam gramaticalmente
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; aceitáveis: há coerência, mas não coesão.
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de Na obra de Oswald de Andrade, por exemplo, encontramse
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e textos coerentes sem coesão, ou textos coesos, mas sem coerência.
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante. Em Carlos Drummond de Andrade, há inúmeros exemplos de
textos coerentes, sem coesão gramatical no plano sintático. A
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. linguagem literária admite essas liberdades, o que não vem ao
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.) caso, pois na linguagem acadêmica, referencial, a obediência às
normas de coerência e coesão são obrigatórias. Ainda assim,

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APOSTILAS OPÇÃO
para melhor esclarecimento do assunto, apresentamse exemplos Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo de um
de coerência sem coesão e coesão sem coerência: texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa adequada
relação semântica, que se manifesta na compatibilidade entre as
“Cidadezinha Qualquer” ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa com coisa” ou “uma
coisa bate com outra”).
Casas entre bananeiras Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo do
mulheres entre laranjeiras texto, numa linha de sequência e com os quais se estabelece um
pomar amor cantar: vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo coesivo se faz via
gramática, fala-se em coesão gramatical. Se se faz por meio do
Um homem vai devagar vocabulário, tem-se a coesão lexical.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar Coerência

Devagar.. as janelas olham. - assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do texto;


Eta vida besta, meu Deus.” - situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão
(Andrade, 1973, p. 67) conceitual;
- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o todo,
Apesar da aparente falta de nexo, percebe - se nitidamente com o aspecto global do texto;
a descrição de uma cidadezinha do interior: a paisagem rural, - estabelece relações de conteúdo entre palavras e frases.
o estilo de vida sossegado, o hábito de bisbilhotar, de vigiar
das janelas tudo o que se passa lá fora. No plano sintático, a Coesão
primeira estrofe contém apenas frases ou sintagmas nomi¬nais
(cantar pode ser verbo ou substantivo os meu cantares = as - assenta-se no plano gramatical e no nível frasal;
minhas canções); as demais, não apresentam coesão uma frase - situa-se na superfície do texto, estabele conexão sequencial;
não se relaciona com outra, mas, pela forma de apresentação, - relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as partes
colaboram para a coerência do texto. componentes do texto;
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior das
“Do outro lado da parede” frases.

Meu laço de botina. Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibilidade ou


Recebi a tua comunicação, escrita do beiral da viragem compreensão do texto. Um texto bem redigido tem parágrafos
sempieterna. Foi um tiro no alvo do coração, se bem que ele já bem estruturados e articulados pelo encadeamento das ideias
esteja treinado. neles contidas. As estruturas frasais devem ser coerentes
A culpa de tudo quem temna é esse bandido desse coronel do e gramaticalmente corretas, no que respeita à sintaxe. O
Exército Brasileiro que nos inflicitou. vocabulário precisa ser adequado e essa adequação só se
Reflete antes de te matares! Reflete Joaninha. Principalmente consegue pelo conhecimento dos significados possíveis de
se ainda é tempo! És uma tarada. cada palavra. Talvez os erros mais comuns de redaçao sejam
Quando te conheci, Chez Hippolyte querias falecer dia e noite. devidos à impropriedade do vocabulário e ao mau emprego
Enfim, adeus. dos conectivos (conjunções, que têm por função ligar uma frase
Nunca te esquecerei. Never more! Como dizem os corvos.” ou período a outro). Eis alguns exemplos de impropriedade do
João da Slavonia vocabulário, colhidos em redações sobre censura e os meios de
(Andrade, O., 1971, p. 201202) comunicação e outras.

Embora as frases sejam sintaticamente coesas, nota - se que, “Nosso direito é frisado na Constituição.”
neste texto, não há coerência, não se observa uma linha lógica Nosso direito é assegurado pela Constituição.
de raciocínio na expressão das ideias. Percebese vagamente “Estabelecer os limites as quais a programação deveria estar
que a personagem João Slavonia teria recebido uma mensagem exposta.”
de Joaninha (Recebi a tua comunicação), ameaçando cometer Estabelecer os limites aos quais a programação deveria
suicídio (Reflete antes de te matares!). A última frase contém estar sujeita.
uma alusão ao poema “O corvo”, de Edgar Alan Poe.
“A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.”
A respeito das relações entre coerência e coesão, Guimarães A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias
diz: sensacionalistas ou punir os meios de comunicação que
veiculam tais notícias.
“O exposto autorizanos a seguinte conclusão: ainda que
distinguiveis (a coesão diz respeito aos modos de interconexão “Retomada das rédeas da programação.”
dos componentes textuais, a coerência refere - se aos modos como Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no que diz
os elementos subjacentes à superfície textual tecem a rede do respeito a programação.
sentido), trata - se de dois aspectos de um mesmo fenômeno a “Os meios de comunicação estão sendo apelativos,
coesão funcionando como efeito da coerência, ambas cúmplices vulgarizando e deteriorando indivíduos.”
no processamento da articulação do texto.” Os meios de comunicação estão recorrendo a expedientes
grosseiros vulgarizando o nível dos programas e desrespeitando
A coerência textual subjaz ao texto e é responsável pela os telespectadores.
hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela tem origem
nas estruturas profundas, no conhecimento do mundo de “A discussão deste assunto é inerente à sociedade.”
cada pessoa, aliada à competência linguística, que permitirá a A discussão deste assunto é tarefa da sociedade (compete à
expressão das ideias percebidas e organizadas, no processo sociedade).
de codificação referido na página... Deduz - se daí que é difícil,
senão impossível, ensinar coerência textual, intimamente “Na verdade, daquele autor eles pegaram apenas a
ligada à visão de mundo, à origem das ideias no pensamento. A nomenclatura...”
coesão, porém, refere - se à expressão linguística, aos processos Na verdade, daquele autor eles adotaram (utilizaram)
sintáticos e gramaticais do texto. apenas a nomenclatura...

O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão: “A ordem e forma de apresentação dos elementos das
referências bibliográficas são mostradas na NBR 6023 da ABNT”

Língua Portuguesa 56
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APOSTILAS OPÇÃO
(são regulamentadas pela NBR 6023 da ABNT). a alguém (para si): (Pediu ao colega para ajudá - lo); pode
significar ainda exigir, reclamar (Os professores pedem aumento
O emprego de vocabulário inadequado prejudica muitas de salário).
vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redigir,
empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo O mau emprego dos pronomes relativos também pode levar
enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conhecimentos à falta de coesão gramatical. Frequentemente, empregase no
linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o significado de qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo da clareza do
determinada palavra, mas não sabe empregála adequadamente, texto; outras vezes, o emprego é desnecessário ou inadequado.
isso ocorre frequentemente com o emprego dos conectivos Barbosa e Amaral (colaboradora) apresentam os seguintes
(preposições e conjunções). Não basta saber que as preposições exemplos:
ligam nomes ou sintagmas nominais no interior das frases e
que as conjunções ligam frases dentro do período; é necessário “Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para mim
empregar adequadamente tanto umas como outras. É bem no qual estava sem remetente”. (Chegou com um envelope que (o
verdade que, na maioria das vezes, o emprego inadequado dos qual) estava sem remetente).
conectivos remete aos problemas de regência verbal e nominal.
“Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da
Exemplos: sensibilidade...”
Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade delas
“Coação aos meios de comunicação” tem o sentido de atuar (palavras cheias de sensibilidade).
contra os meios de comunicação; os meios de comunicação sofrem
a ação verbal, são coagidos. “Dentro do envelope havia apenas um papel em branco onde
“Coação dos meios de comunicação” significa que os meios de atribui muitos significados”: havia apenas um papel em branco
comunicação é que exercem a ação de coagir. ao qual atribui muitos significados (onde significa lugar no qual).

“Estar inteirada com os fatos” significa participação, “Havia recebido um envelope em meu nome e que não portava
interação. destinatário, apesar que em seu conteúdo havia uma folha em
“Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento dos branco. ( .. )”
fatos, estar informada. Não se emprega apesar que, mas apesar de. E mais: apesar de
não ligar corretamente as duas frases, não faz sentido, as frases
“Ir de encontro” significa divergir, não concordar. deveriam ser coordenadas por e: não portava destinatário e em
“Ir ao encontro” quer dizer concordar. seu interior havia uma folha ou: havia recebido um envelope em
meu nome, que não portava destinatário, cujo conteúdo era uma
“Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de ideias” folha em branco.
significa a liberdade não é ameaça;
“Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de ideias”, Essas e outras frases foram observadas em redações, quando
isto é, a liberdade fica ameaçada. foi proposto o seguinte tema:

“A princípio” indica um fato anterior (A princípio, ela aceitava “Imagine a seguinte situação:
as desculpas que Mário lhe dava, mas depois deixou de acreditar hoje você está completando dezoito anos.
nele). Nesta data, você recebe pelo correio uma folha de papel em
“Em princípio” indica um fato de certeza provisória (Em branco, num envelope em seu nome, sem indicação do remetente.
princípio, faremos a reunião na quartafeira quer dizer que a Além disso, você ganha de presente um retrato seu e um disco.
reunião será na quarta-feira, se todos concordarem, se houver Reflita sobre essa situação.
possibilidade, porém admite a ideia de mudar a data).
“Por princípio” indica crença ou convicção (Por princípio, sou A partir da reflexão feita, redija um texto em prosa, sem
contra o racismo). ultrapassar o espaço reservado para redação no caderno de
respostas.”
Quanto à regência verbal, convém sempre consultar um
dicionário de verbos e regimes, pois muitos verbos admitem Como de costume, muito se comentou, até nos jornais da
duas ou três regências diferentes; cada uma, porém, tem um época, a falta de coerência, as frases sem clareza, pelo mau
significado específico. Lembrese, a propósito, de que as dúvidas emprego dos conectivos, como as seguintes:
sobre o emprego da crase decorrem do fato de considerar - se
crase como sinal de acentuação apenas, quando o problema “Primeiramente achei gozado aqueles dois presentes, pois
refere - se à regencia nominal e verbal. concluo que nunca deveria esquecer minha infância.”
Exemplos: Há falta de nexo entre as duas frases, pois uma não é
conclusão da outra, nem ao menos estão relacionadas e gozado
O verbo assistir admite duas regências: deveria ser substituído por engraçado ou estranho.
assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar
assistência (O médico assiste o doente): “A folha pode estar amarrada num cesto de lixo mas o disco
Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti ao repete sempre a mesma música.”
jogo da seleção). A primeira frase não tem sentido e a segunda não se
relaciona com a primeira. O conectivo “mas” deveria sugerir
Inteirar o/a (transitivo direto) significa completar (Inteirei o ideia de oposição, o que não ocorre no exemplo anterior. Não se
dinheiro do presente). percebe relação entre “o disco repete sempre a mesma música” e
Inteirar do (transitivo direto e indireto), significa informar a primeira frase.
alguém de..., tomar ou dar conhecimento de algo para alguém
(Quero inteirála dos fatos ocorridos...). “Mas, ao abrir a porta, era apenas o correio no qual viera
trazerme uma encomenda.”
Pedir o (transitivo direto) significa solicitar, pleitear (Pedi o Observase o emprego de no qual por o qual, melhor ainda
jornal do dia). ficaria que, simplesmente: era apenas o correio que viera
Pedir que contém uma ordem (A professora pediu que trazerme uma encomenda.
fizessem silêncio).
Pedir para pedir permissão (Pediu para sair da classe); Por outro lado, não mereceram comentários nem apareceram
significa também pedir em favor de alguém (A Diretora pediu nos jornais boas redações como a que se segue:
ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos, pedir algo

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APOSTILAS OPÇÃO
“A vida hoje me cumprimentou, mandoume minha fotografia produto adquiriu importância no mercado, porém transformou-
de garoto, com olhos em expectativa admirando o mundo. Este se em um dos principais itens de exportação, desde o Império
mundo sem respostas para os meus dezoito anos. Mundo carta até os dias atuais.
sem remetente, carta interrogativa para moço que aguarda o (B) O produto, em virtude de sua rápida adaptação ao solo
futuro, saboreando o fruto do amanhã. e ao clima, adquiriu importância no mercado e transformou-se
Recebi um disco, também, cuja música tem a sonoridade de em um dos principais itens de exportação, desde o Império até
passos marchando para o futuro, ao som de melodias de cirandas os dias atuais.
esquecidas do meninomoço de outrora, e do moçohomem de hoje, (C) O produto, por sua rápida adaptação ao solo e ao clima,
que completa dezoito anos. adquiriu importância no mercado, todavia, desde o Império até
Sou agora a certeza de uma resposta à carta sem remetente os dias atuais, transformou-se, consequentemente, em um dos
que me comunica a vida. Vejo, na fotografia de mim mesmo, o principais itens de exportação.
homem que enfrentará a vida, que colherá com seu amor à luta e (D) Face sua rápida adaptação ao solo e ao clima, o produto
com seu espírito ambicioso, os frutos do destino. adquiriu importância no mercado, e, conquanto, transformou-se
E a música dos passosfuturos na cadência do menino que em um dos principais itens de exportação, desde o Império até
deixou de ser, está o ritmo da vitória sobre as dificuldades, a minha os dias atuais.
consagração futura do homem, que vencerá o destino e será uma (E) O produto transformou-se, desde o Império até os dias
afirmação dentro da sociedade.” C. G. atuais, em um dos principais itens de exportação por que sua
Exemplo de: (Fonseca, 1981, p. 178) adaptação ao solo e ao clima foi rápida.

Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação das 2. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014). Leia o
frases, aconselhase levar em conta as seguintes sugestões para trecho do primeiro parágrafo para responder à questão.
o emprego correto dos articuladores sintáticos (conjunções,
preposições, locuções prepositivas e locuções conjuntivas). Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês
Para dar ideia de oposição ou contradição, a articulação meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos
sintática se faz por meio de conjunções adversativas: mas, porém, trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e
todavia, contudo, no entanto, entretanto (nunca no entretanto). gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para
Podem também ser empregadas as conjunções concessivas e ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém
locuções prepositivas para introduzir a ideia de oposição aliada empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”.
à concessão: embora, ou muito embora, apesar de, ainda que,
conquanto, posto que, a despeito de, não obstante. Os termos muito e bem, em destaque, atribuem aos termos
A articulação sintática de causa pode ser feita por meio aos quais se subordinam sentido de:
de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque, como, por (A) comparação.
isso que, visto que, uma vez que, já que. Também podem ser (B) intensidade.
empregadas as preposições e locuções prepositivas: por, por (C) igualdade.
causa de, em vista de, em virtude de, devido a, em consequência (D) dúvida.
de, por motivo de, por razões de. (E) quantidade.
O principal articulador sintático de condição é o “se”: Se o
time ganhar esse jogo, será campeão. Podese também expressar 3. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014).
condição pelo emprego dos conectivos: caso, contanto que, desde Assinale a alternativa em que a seguinte passagem – Mas o
que, a menos que, a não ser que. vento foi mais ágil e o papel se perdeu. (terceiro parágrafo) –
O emprego da preposição “para” é a maneira mais comum de está reescrita com o acréscimo de um termo que estabelece uma
expressar finalidade. “É necessário baixar as taxas de juros para relação de conclusão, consequência, entre as orações.
que a economia se estabilize” ou para a economia se estabilizar. (A) mas o vento foi mais ágil e, contudo, o papel se perdeu.
“Teresa vai estudar bastante para fazer boa prova.” Há outros (B) mas o vento foi mais ágil e, assim, o papel se perdeu.
articuladores que expressam finalidade: afim de, com o propósito (C) mas o vento foi mais ágil e, todavia, o papel se perdeu
de, na finalidade de, com a intenção de, com o objetivo de, com o (D) mas o vento foi mais ágil e, entretanto, o papel se perdeu.
fito de, com o intuito de. (E) mas o vento foi mais ágil e, porém, o papel se perdeu.
A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio dos
articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto, pois, por 4. (PREFEITURA DE PAULISTA/PE – RECEPCIONISTA –
isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso. Para introduzir UPENET/2014). Observe o fragmento de texto abaixo:
mais um argumento a favor de determinada conclusão “Mas o que fazer quando o conteúdo não é lembrado
empregase ainda. Os articuladores, aliás, além do mais, além justamente na hora da prova?”
disso, além de tudo, introduzem um argumento decisivo, cabal, Sobre ele, analise as afirmativas abaixo:
apresentado como um acréscimo, para justificar de forma
incontestável o argumento contrário. I. O termo “Mas” é classificado como conjunção subordinativa
Para introduzir esclarecimentos, retificações ou e, nesse contexto, pode ser substituído por “desde que”.
desenvolvimento do que foi dito empregamse os articuladores: II. Classifica-se o termo “quando” como conjunção
isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A conjunção subordinativa que exprime circunstância temporal.
aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o desenvolvimento do III. Acentua-se o “u” tônico do hiato existente na palavra
discurso, pois acrescenta uma informação nova, um dado novo, “conteúdo”.
e se não acrescentar nada, é pura repetição e deve ser evitada. IV. Os termos “conteúdo”, “hora” e “prova” são palavras
Alguns articuladores servem para estabelecer uma gradação invariáveis, classificadas como substantivos.
entre os correspondentes de determinada escala. No alto dessa
escala achamse: mesmo, até, até mesmo; outros situamse no Está CORRETO apenas o que se afirma em:
plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no mínimo. (A) I e III.
(B) II e IV.
Questões (C) I e IV.
(D) II e III.
1. (CONAB - CONTABILIDADE - IADES - 2014). Assinale (E) I e II.
a alternativa que preserva as relações morfossintáticas e
semânticas do período “Diante de sua rápida adaptação ao 5. (PREFEITURA DE OSASCO/SP - MOTORISTA DE
solo e ao clima, o produto adquiriu importância no mercado, AMBULÂNCIA – FGV/2014).
transformando-se em um dos principais itens de exportação,
desde o Império até os dias atuais.” (linhas de 3 a 6). Dificuldades no combate à dengue
(A) Em face de sua rápida adaptação ao solo e ao clima, o

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APOSTILAS OPÇÃO
A epidemia da dengue tem feito estragos na cidade de São Classificação dos morfemas:
Paulo. Só este ano, já foram registrados cerca de 15 mil casos da Radical
doença, segundo dados da Prefeitura. Há um morfema comum a todas as palavras que estamos
As subprefeituras e a Vigilância Sanitária dizem que existe analisando: escol-.
um protocolo para identificar os focos de reprodução do É esse morfema comum – o radical – que faz com que as
mosquito transmissor, depois que uma pessoa é infectada. Mas consideremos palavras de uma mesma família de significação –
quando alguém fica doente e avisa as autoridades, não é bem os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua
isso que acontece. significação principal.
(Saúde Uol).
“Só este ano...” O ano a que a reportagem se refere é o ano Afixos
(A) em que apareceu a dengue pela primeira vez. Como vimos, o acréscimo do morfema – ar - cria uma
(B) em que o texto foi produzido. nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante,
(C) em que o leitor vai ler a reportagem. o acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol
(D) em que a dengue foi extinta na cidade de São Paulo. criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de
(E) em que começaram a ser registrados os casos da doença. afixos.
Quando são colocados antes do radical, como acontece
Respostas com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como
1. (B) arização, surgem depois do radical os afixos são chamados
O item que reproduz o enunciado de maneira adequada é: O de sufixos.
produto, em virtude de sua rápida adaptação ao solo e ao clima, Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe
adquiriu importância no mercado e transformou-se em um dos gramatical, são capazes de introduzir modificações de
principais itens de exportação, desde o Império até os dias atuais. significado no radical a que são acrescentados.

2. (B) Desinências
Muito interessantes / bem difícil = ambos os advérbios Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como
mantêm relação com adjetivos, dando-lhes noção de intensidade. amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas
modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado
3. (B) em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou
Nas alternativas A, C, D e E são apresentadas conjunções terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo
adversativas – que nos dão ideia contrária à apresentada do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo).
anteriormente; já na B, temos uma conjunção conclusiva (assim). Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam
as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim
4. (D) das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há
I. O termo “Mas” é classificado como conjunção subordinativa desinências nominais e desinências verbais.
= é conjunção coordenativa adversativa
II. Classifica-se o termo “quando” como conjunção Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos
subordinativa que exprime circunstância temporal = correta nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as
III. Acentua-se o “u” tônico do hiato existente na palavra desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina.
“conteúdo” = correta Para a indicação de número, costuma-se utilizar o
IV. “Os termos “conteúdo”, “hora” e “prova” são palavras morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de
invariáveis, classificadas como substantivos = são substantivos, morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas;
mas variáveis (conteúdos, horas e provas. Lembrando que menino/meninos; menina/meninas.
“prova” e “provas” podem ser verbo: Ele prova todos os doces! No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de
Tu provas também?) plural assume a forma -es:
mar/mares;
5. (B) revólver/revólveres;
O ano em questão corresponde ao ano em que foi feita a cruz/cruzes.
matéria.
Desinências verbais: em nossa língua, as desinências
15. Estrutura e formação de verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam
palavras o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que
indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número-
pessoais):
  cant-á-va-mos
Estrutura e formação das palavras cant-á-sse-is
cant: radical
Observe as seguintes palavras: cant: radical
escol-a -á-: vogal temática
escol-ar -á-: vogal temática
escol-arização
escol-arizar -va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito
sub-escol-arização imperfeito do indicativo)
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito
Percebemos que há um elemento comum a todas elas: a imperfeito do subjuntivo)
forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis, -mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira
responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por pessoa do plural)
exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar -is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda
pelo acréscimo do elemento destacável: ar. pessoa do plural)

Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas Vogal temática


palavras que selecionamos, podemos depreender a existência Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais,
de diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos surge sempre o morfema –a.
formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado
significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema. de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se

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APOSTILAS OPÇÃO
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes 1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por
apresentam vogais temáticas. redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação
de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está
Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar)
finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base,
combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas 2-) Derivação imprópria:  a palavra nova (derivada)
terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra
escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: na classe gramatical.
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam da conjunção porque)
vogal temática. Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui,
substantivo)
Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam
três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. Outros processos de formação de palavras:
Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira
conjugação; aqueles cuja vogal temática é  -e pertencem à - Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos
segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à de línguas diferentes.
terceira conjugação. automóvel (auto: grego; móvel: latim)
  sociologia (socio: latim; logia: grego)
primeira conjug. segunda conjug. terceira conjug. sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego)
govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse formacao-de-palavras-i.htm
realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos
- Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta-
Vogal ou consoante de ligação  se por meio da eliminação de um segmento de uma palavra
no intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente
As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: 
surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo
possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um metropolitano – metrô
exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i - entre extraordinário – extra
os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros otorrinolaringologista – otorrino
exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, telefone – fone
chaleira, tricota. pneumático – pneu

Processos de formação de palavras: - Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando


1-) Composição imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum-
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá.
radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição;  
justaposição e aglutinação. - Siglas: As siglas são formadas pela combinação das
1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui um
formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos: nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol. Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
1.2-) Aglutinação: ocorre quando os elementos que As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não
formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde ser que haja mais de três letras e  a sigla seja pronunciável sílaba
sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras. 
(plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)  
Questões
Derivação por acréscimo de afixos 
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas) 01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam
pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode pelo mesmo processo:
ser: prefixal, sufixal e parassintética. A) ajoelhar / antebraço / assinatura
1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por B) atraso / embarque / pesca
acréscimo de prefixo. C) o jota / o sim / o tropeço
In------ --feliz        des----------leal D) entrega / estupidez / sobreviver
Prefixo radical  prefixo radical E) antepor / exportação / sanguessuga

2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por 02. A palavra “aguardente” formou-se por:
acréscimo de sufixo. A) hibridismo
Feliz---- mente    leal------dade B) aglutinação
Radical sufixo   radical sufixo C) justaposição
D) parassíntese
3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo E) derivação regressiva
simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem o
sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não “existiria”). 03. Que item contém somente palavras formadas por
Por parassíntese formam-se principalmente verbos. justaposição?
En-- -----trist- ----ecer A) desagradável - complemente
Prefixo radical  sufixo B) vaga-lume - pé-de-cabra
en----- ---tard--- --ecer  C) encruzilhada - estremeceu
prefixo radical sufixo D) supersticiosa - valiosas
E) desatarraxou - estremeceu
Outros tipos de derivação
Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que 04. “Sarampo” é:
haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a A) forma primitiva
derivação imprópria. B) formado por derivação parassintética

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C) formado por derivação regressiva farór, farol.
D) formado por derivação imprópria - deslocamento do “r” no interior da sílaba: largato, preguntar,
E) formado por onomatopeia estrupo, cardeneta, típicos de pessoas de baixa condição social.

05.As palavras são formadas através de derivação Variações Morfológicas


parassintética em
A)infelizmente, desleal, boteco, barraco. São as que ocorrem nas formas constituintes da palavra.
B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer. Nesse domínio, as diferenças entre as variantes não são
C)caça, pesca, choro, combate. tão numerosas quanto as de natureza fônica, mas não são
D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer. desprezíveis. Como exemplos, podemos citar:
- o uso do prefixo hiper- em vez do sufixo -íssimo para criar
Respostas o superlativo de adjetivos, recurso muito característico da
01. (B) / 2. (B) / 3. (B) / 4. (C) / 5. (B) linguagem jovem urbana: um cara hiper-humano (em vez de
humaníssimo), uma prova hiperdifícil (em vez de dificílima), um
carro hiperpossante (em vez de possantíssimo).
16. Variedades Linguísticas: - a conjugação de verbos irregulares pelo modelo dos
norma culta, popular e literária. regulares: ele interviu (interveio), se ele manter (mantiver), se
ele ver (vir) o recado, quando ele repor (repuser).
- a conjugação de verbos regulares pelo modelo de
Variação Linguística irregulares: vareia (varia), negoceia (negocia).
- uso de substantivos masculinos como femininos ou vice-
“Há uma grande diferença se fala um deus ou um herói; se versa: duzentas gramas de presunto (duzentos), a champanha
um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor da idade; (o champanha), tive muita dó dela (muito dó), mistura do cal
se uma matrona autoritária ou uma dedicada; se um mercador (da cal).
errante ou um lavrador de pequeno campo fértil (...)” - a omissão do “s” como marca de plural de substantivos e
adjetivos (típicos do falar paulistano): os amigo e as amiga, os
Todas as pessoas que falam uma determinada língua livro indicado, as noite fria, os caso mais comum.
conhecem as estruturas gerais, básicas, de funcionamento - o enfraquecimento do uso do modo subjuntivo: Espero
podem sofrer variações devido à influência de inúmeros fatores. que o Brasil reflete (reflita) sobre o que aconteceu nas últimas
Tais variações, que às vezes são pouco perceptíveis e outras vezes eleições; Se eu estava (estivesse) lá, não deixava acontecer; Não
bastante evidentes, recebem o nome genérico de variedades ou é possível que ele esforçou (tenha se esforçado) mais que eu.
variações linguísticas.
Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por todos os Variações Sintáticas
seus falantes em todos os lugares e em qualquer situação. Sabe-
se que, numa mesma língua, há formas distintas para traduzir o Dizem respeito às correlações entre as palavras da frase. No
mesmo significado dentro de um mesmo contexto. Suponham- domínio da sintaxe, como no da morfologia, não são tantas as
se, por exemplo, os dois enunciados a seguir: diferenças entre uma variante e outra. Como exemplo, podemos
citar:
Veio me visitar um amigo que eu morei na casa dele faz - o uso de pronomes do caso reto com outra função que não
tempo. a de sujeito: encontrei ele (em vez de encontrei-o) na rua; não
Veio visitar-me um amigo em cuja casa eu morei há anos. irão sem você e eu (em vez de mim); nada houve entre tu (em
Qualquer falante do português reconhecerá que os dois vez de ti) e ele.
enunciados pertencem ao seu idioma e têm o mesmo sentido, - o uso do pronome lhe como objeto direto: não lhe (em vez
mas também que há diferenças. Pode dizer, por exemplo, que o de “o”) convidei; eu lhe (em vez de “o”) vi ontem.
segundo é de uma pessoa mais “estudada”. - a ausência da preposição adequada antes do pronome
Isso é prova de que, ainda que intuitivamente e sem saber relativo em função de complemento verbal: são pessoas que (em
dar grandes explicações, as pessoas têm noção de que existem vez de: de que) eu gosto muito; este é o melhor filme que (em vez
muitas maneiras de falar a mesma língua. É o que os teóricos de a que) eu assisti; você é a pessoa que (em vez de em que) eu
chamam de variações linguísticas. mais confio.
As variações que distinguem uma variante de outra se - a substituição do pronome relativo “cujo” pelo pronome
manifestam em quatro planos distintos, a saber: fônico, “que” no início da frase mais a combinação da preposição “de”
morfológico, sintático e lexical. com o pronome “ele” (=dele): É um amigo que eu já conhecia a
família dele (em vez de cuja família eu já conhecia).
Variações Fônicas - a mistura de tratamento entre tu e você, sobretudo quando
se trata de verbos no imperativo: Entra, que eu quero falar com
São as que ocorrem no modo de pronunciar os sons você (em vez de contigo); Fala baixo que a sua (em vez de tua)
constituintes da palavra. Os exemplos de variação fônica são voz me irrita.
abundantes e, ao lado do vocabulário, constituem os domínios - ausência de concordância do verbo com o sujeito: Eles
em que se percebe com mais nitidez a diferença entre uma chegou tarde (em grupos de baixa extração social); Faltou
variante e outra. Entre esses casos, podemos citar: naquela semana muitos alunos; Comentou-se os episódios.
- a queda do “r” final dos verbos, muito comum na linguagem
oral no português: falá, vendê, curti (em vez de curtir), compô. Variações Léxicas
- o acréscimo de vogal no início de certas palavras: eu me
alembro, o pássaro avoa, formas comuns na linguagem clássica, É o conjunto de palavras de uma língua. As variantes
hoje frequentes na fala caipira. do plano do léxico, como as do plano fônico, são muito
- a queda de sons no início de palavras: ocê, cê, ta, tava, numerosas e caracterizam com nitidez uma variante em
marelo (amarelo), margoso (amargoso), características na confronto com outra. Eis alguns, entre múltiplos exemplos
linguagem oral coloquial. possíveis de citar:
- a redução de proparoxítonas a paroxítonas: Petrópis - a escolha do adjetivo maior em vez do advérbio muito
(Petrópolis), fórfi (fósforo), porva (pólvora), todas elas formas para formar o grau superlativo dos adjetivos, características da
típicas de pessoas de baixa condição social. linguagem jovem de alguns centros urbanos: maior legal; maior
- A pronúncia do “l” final de sílaba como “u” (na maioria das difícil; Esse amigo é um carinha maior esforçado.
regiões do Brasil) ou como “l” (em certas regiões do Rio Grande - as diferenças lexicais entre Brasil e Portugal são tantas e, às
do Sul e Santa Catarina) ou ainda como “r” (na linguagem vezes, tão surpreendentes, que têm sido objeto de piada de lado
caipira): quintau, quintar, quintal; pastéu, paster, pastel; faróu, a lado do Oceano. Em Portugal chamam de cueca aquilo que no

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APOSTILAS OPÇÃO
Brasil chamamos de calcinha; o que chamamos de fila no Brasil, excessivamente erudito, muito raro, afetado: Escoimar (em vez
em Portugal chamam de bicha; café da manhã em Portugal se de corrigir); procrastinar (em vez de adiar); discrepar (em vez
diz pequeno almoço; camisola em Portugal traduz o mesmo que de discordar); cinesíforo (em vez de motorista); obnubilar (em
chamamos de suéter, malha, camiseta. vez de obscurecer ou embaçar); conúbio (em vez de casamento);
chufa (em vez de caçoada, troça).
Designações das Variantes Lexicais:
- Vulgarismo: é o contrário do preciosismo, ou seja, o uso de
- Arcaísmo: diz-se de palavras que já caíram de uso e, por um léxico vulgar, rasteiro, obsceno, grosseiro. É o caso de quem
isso, denunciam uma linguagem já ultrapassada e envelhecida. diz, por exemplo, de saco cheio (em vez de aborrecido), se ferrou
É o caso de reclame, em vez de anúncio publicitário; na década (em vez de se deu mal, arruinou-se), feder (em vez de cheirar
de 60, o rapaz chamava a namorada de broto (hoje se diz gatinha mal), ranho (em vez de muco, secreção do nariz).
ou forma semelhante), e um homem bonito era um pão; na
linguagem antiga, médico era designado pelo nome físico; um Tipos de Variação
bobalhão era chamado de coió ou bocó; em vez de refrigerante
usava-se gasosa; algo muito bom, de qualidade excelente, era Não tem sido fácil para os estudiosos encontrar para as
supimpa. variantes linguísticas um sistema de classificação que seja
simples e, ao mesmo tempo, capaz de dar conta de todas as
- Neologismo: é o contrário do arcaísmo. Trata-se de palavras diferenças que caracterizam os múltiplos modos de falar dentro
recém-criadas, muitas das quais mal ou nem entraram para os de uma comunidade linguística. O principal problema é que
dicionários. A moderna linguagem da computação tem vários os critérios adotados, muitas vezes, se superpõem, em vez de
exemplos, como escanear, deletar, printar; outros exemplos atuarem isoladamente.
extraídos da tecnologia moderna são mixar (fazer a combinação As variações mais importantes, para o interesse do concurso
de sons), robotizar, robotização. público, são os seguintes:

- Estrangeirismo: trata-se do emprego de palavras - Sócio-Cultural: Esse tipo de variação pode ser percebido
emprestadas de outra língua, que ainda não foram com certa facilidade. Por exemplo, alguém diz a seguinte frase:
aportuguesadas, preservando a forma de origem. Nesse caso,
há muitas expressões latinas, sobretudo da linguagem jurídica, “Tá na cara que eles não teve peito de encará os ladrão.” (frase
tais como: habeas-corpus (literalmente, “tenhas o corpo” ou, 1)
mais livremente, “estejas em liberdade”), ipso facto (“pelo
próprio fato de”, “por isso mesmo”), ipsis litteris (textualmente, Que tipo de pessoa comumente fala dessa maneira? Vamos
“com as mesmas letras”), grosso modo (“de modo grosseiro”, caracterizá-la, por exemplo, pela sua profissão: um advogado?
“impreciso”), sic (“assim, como está escrito”), data venia (“com Um trabalhador braçal de construção civil? Um médico? Um
sua permissão”). garimpeiro? Um repórter de televisão?
As palavras de origem inglesas são inúmeras: insight E quem usaria a frase abaixo?
(compreensão repentina de algo, uma percepção súbita), feeling
(“sensibilidade”, capacidade de percepção), briefing (conjunto “Obviamente faltou-lhe coragem para enfrentar os ladrões.”
de informações básicas), jingle (mensagem publicitária em (frase 2)
forma de música). Sem dúvida, associamos à frase 1 os falantes pertencentes
Do francês, hoje são poucos os estrangeirismos que ainda não a grupos sociais economicamente mais pobres. Pessoas que,
se aportuguesaram, mas há ocorrências: hors-concours (“fora muitas vezes, não frequentaram nem a escola primária, ou,
de concurso”, sem concorrer a prêmios), tête-à-tête (palestra quando muito, fizeram-no em condições não adequadas.
particular entre duas pessoas), esprit de corps (“espírito de Por outro lado, a frase 2 é mais comum aos falantes que
corpo”, corporativismo), menu (cardápio), à la carte (cardápio tiveram possibilidades sócio-econômicas melhores e puderam,
“à escolha do freguês”), physique du rôle (aparência adequada à por isso, ter um contato mais duradouro com a escola, com a
caracterização de um personagem). leitura, com pessoas de um nível cultural mais elevado e, dessa
forma, “aperfeiçoaram” o seu modo de utilização da língua.
- Jargão: é o vocabulário típico de um campo profissional Convém ficar claro, no entanto, que a diferenciação feita
como a medicina, a engenharia, a publicidade, o jornalismo. acima está bastante simplificada, uma vez que há diversos
No jargão médico temos uso tópico (para remédios que não outros fatores que interferem na maneira como o falante escolhe
devem ser ingeridos), apneia (interrupção da respiração), AVC as palavras e constrói as frases. Por exemplo, a situação de uso
ou acidente vascular cerebral (derrame cerebral). No jargão da língua: um advogado, num tribunal de júri, jamais usaria a
jornalístico chama-se de gralha, pastel ou caco o erro tipográfico expressão “tá na cara”, mas isso não significa que ele não possa
como a troca ou inversão de uma letra. A palavra lide é o nome usá-la numa situação informal (conversando com alguns amigos,
que se dá à abertura de uma notícia ou reportagem, onde se por exemplo).
apresenta sucintamente o assunto ou se destaca o fato essencial. Da comparação entre as frases 1 e 2, podemos concluir que
Quando o lide é muito prolixo, é chamado de nariz-de-cera. Furo as condições sociais influem no modo de falar dos indivíduos,
é notícia dada em primeira mão. Quando o furo se revela falso, gerando, assim, certas variações na maneira de usar uma mesma
foi uma barriga. Entre os jornalistas é comum o uso do verbo língua. A elas damos o nome de variações sócio-culturais.
repercutir como transitivo direto: __ Vá lá repercutir a notícia
de renúncia! (esse uso é considerado errado pela gramática - Geográfica: é, no Brasil, bastante grande e pode ser
normativa). facilmente notada. Ela se caracteriza pelo acento linguístico, que
é o conjunto das qualidades fisiológicas do som (altura, timbre,
- Gíria: é o vocabulário especial de um grupo que não intensidade), por isso é uma variante cujas marcas se notam
deseja ser entendido por outros grupos ou que pretende marcar principalmente na pronúncia. Ao conjunto das características
sua identidade por meio da linguagem. Existe a gíria de grupos da pronúncia de uma determinada região dá-se o nome de
marginalizados, de grupos jovens e de segmentos sociais de sotaque: sotaque mineiro, sotaque nordestino, sotaque gaúcho
contestação, sobretudo quando falam de atividades proibidas. A etc. A variação geográfica, além de ocorrer na pronúncia, pode
lista de gírias é numerosíssima em qualquer língua: ralado (no também ser percebida no vocabulário, em certas estruturas de
sentido de afetado por algum prejuízo ou má-sorte), ir pro brejo frases e nos sentidos diferentes que algumas palavras podem
(ser malsucedido, fracassar, prejudicar-se irremediavelmente), assumir em diferentes regiões do país.
cara ou cabra (indivíduo, pessoa), bicha (homossexual Leia, como exemplo de variação geográfica, o trecho abaixo,
masculino), levar um lero (conversar). em que Guimarães Rosa, no conto “São Marcos”, recria a fala de
um típico sertanejo do centro-norte de Minas:
- Preciosismo: diz-se que é preciosista um léxico

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APOSTILAS OPÇÃO
“__ Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado conglomerado, a diagramação, o ideologema, o idioleto, o ICM,
Mangolô!]. a IBM, o falou, as operações triangulares, o zoom, e a guitarra
__ Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço. Não elétrica.
faço, porque não paga a pena... De primeiro, quando eu era moço, Olhe aí na fila – quem? Embreagem, defasagem, barra tensora,
isso sim!... Já fui gente. Para ganhar aposta, já fui, de noite, foras vela de ignição, engarrafamento, Detran, poliéster, filhotes de
d’hora, em cemitério... (...). Quando a gente é novo, gosta de fazer bonificação, letra imobiliária, conservacionismo, carnet da girafa,
bonito, gosta de se comparecer. Hoje, não, estou percurando é poluição.
sossego...” Fundos de investimento, e daí? Também os de incentivos
fiscais. Knon-how. Barbeador elétrico de noventa microrranhuras.
- Histórica: as línguas não são estáticas, fixas, imutáveis. Fenolite, Baquelite, LP e compacto. Alimentos super congelados.
Elas se alteram com o passar do tempo e com o uso. Muda a Viagens pelo crediário, Circuito fechado de TV Rodoviária. Argh!
forma de falar, mudam as palavras, a grafia e o sentido delas. Pow! Click!
Essas alterações recebem o nome de variações históricas. Não havia nada disso no Jornal do tempo de Venceslau Brás, ou
Os dois textos a seguir são de Carlos Drummond de Andrade. mesmo, de Washington Luís. Algumas coisas começam a aparecer
Neles, o escritor, meio em tom de brincadeira, mostra como a sob Getúlio Vargas. Hoje estão ali na esquina, para consumo geral.
língua vai mudando com o tempo. No texto I, ele fala das palavras A enumeração caótica não é uma invenção crítica de Leo Spitzer.
de antigamente e, no texto II, fala das palavras de hoje. Está aí, na vida de todos os dias. Entre palavras circulamos,
vivemos, morremos, e palavras somos, finalmente, mas com que
Texto I significado?
(Carlos Drummond de Andrade, Poesia e prosa,
Antigamente Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1988)

Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram - De Situação: aquelas que são provocadas pelas alterações
todas mimosas e prendadas. Não fazia anos; completavam das circunstâncias em que se desenrola o ato de comunicação.
primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo Um modo de falar compatível com determinada situação é
rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam incompatível com outra:
longos meses debaixo do balaio. E se levantam tábua, o remédio
era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. (...) Os Ô mano, ta difícil de te entendê.
mais idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a
fresca; e também tomava cautela de não apanhar sereno. Os mais Esse modo de dizer, que é adequado a um diálogo em situação
jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo, informal, não tem cabimento se o interlocutor é o professor em
chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano; situação de aula.
os quais, de pouco siso, se metiam em camisas de onze varas, e até Assim, um único indivíduo não fala de maneira uniforme
em calças pardas; não admira que dessem com os burros n’agua. em todas as circunstâncias, excetuados alguns falantes da
(...) Embora sem saber da missa a metade, os presunçosos linguagem culta, que servem invariavelmente de uma linguagem
queriam ensinar padre-nosso ao vigário, e com isso punham a mão formal, sendo, por isso mesmo, considerados excessivamente
em cumbuca. Era natural que com eles se perdesse a tramontana. formais ou afetados.
A pessoa cheia de melindres ficava sentida com a desfeita que lhe São muitos os fatores de situação que interferem na fala de
faziam quando, por exemplo, insinuavam que seu filho era artioso. um indivíduo, tais como o tema sobre o qual ele discorre (em
Verdade seja que às vezes os meninos eram mesmo encapetados; princípio ninguém fala da morte ou de suas crenças religiosas
chegavam a pitar escondido, atrás da igreja. As meninas, não: como falaria de um jogo de futebol ou de uma briga que tenha
verdadeiros cromos, umas teteias. presenciado), o ambiente físico em que se dá um diálogo (num
(...) Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os templo não se usa a mesma linguagem que numa sauna), o grau
meninos, lombrigas; asthma os gatos, os homens portavam de intimidade entre os falantes (com um superior, a linguagem
ceroulas, bortinas a capa de goma (...). Não havia fotógrafos, mas é uma, com um colega de mesmo nível, é outra), o grau de
retratistas, e os cristãos não morriam: descansavam. comprometimento que a fala implica para o falante (num
Mas tudo isso era antigamente, isto é, doutora. depoimento para um juiz no fórum escolhem-se as palavras,
num relato de uma conquista amorosa para um colega fala-se
Texto II com menos preocupação).
As variações de acordo com a situação costumam ser
Entre Palavras chamadas de níveis de fala ou, simplesmente, variações de estilo
e são classificadas em duas grandes divisões:
Entre coisas e palavras – principalmente entre palavras – - Estilo Formal: aquele em que é alto o grau de reflexão sobre
circulamos. A maioria delas não figura nos dicionários de há trinta o que se diz, bem como o estado de atenção e vigilância. É na
anos, ou figura com outras acepções. A todo momento impõe-se linguagem escrita, em geral, que o grau de formalidade é mais
tornar conhecimento de novas palavras e combinações. tenso.
Você que me lê, preste atenção. Não deixe passar nenhuma - Estilo Informal (ou coloquial): aquele em que se fala com
palavra ou locução atual, pelo seu ouvido, sem registrá-la. despreocupação e espontaneidade, em que o grau de reflexão
Amanhã, pode precisar dela. E cuidado ao conversar com seu avô; sobre o que se diz é mínimo. É na linguagem oral íntima e
talvez ele não entenda o que você diz. familiar que esse estilo melhor se manifesta.
O malote, o cassete, o spray, o fuscão, o copião, a Vemaguet, a Como exemplo de estilo coloquial vem a seguir um pequeno
chacrete, o linóleo, o nylon, o nycron, o ditafone, a informática, a trecho da gravação de uma conversa telefônica entre duas
dublagem, o sinteco, o telex... Existiam em 1940? universitárias paulistanas de classe média, transcrito do livro
Ponha aí o computador, os anticoncepcionais, os mísseis, a Tempos Linguísticos, de Fernando Tarallo. As reticências
motoneta, a Velo-Solex, o biquíni, o módulo lunar, o antibiótico, o indicam as pausas.
enfarte, a acupuntura, a biônica, o acrílico, o ta legal, a apartheid,
o som pop, as estruturas e a infraestrutura. Eu não sei tem dia... depende do meu estado de espírito, tem
Não esqueça também (seria imperdoável) o Terceiro Mundo, dia que minha voz... mais ta assim, sabe? taquara rachada? Fica
a descapitalização, o desenvolvimento, o unissex, o bandeirinha, o assim aquela voz baixa. Outro dia eu fui lê um artigo, lê?! Um
mass media, o Ibope, a renda per capita, a mixagem. menino lá que faiz pós-graduação na, na GV, ele me, nóis ficamo
Só? Não. Tem seu lugar ao sol a metalinguagem, o até duas hora da manhã ele me explicando toda a matéria de
servomecanismo, as algias, a coca-cola, o superego, a Futurologia, economia, das nove da noite.
a homeostasia, a Adecif, a Transamazônica, a Sudene, o Incra, a
Unesco, o Isop, a Oea, e a ONU. Como se pode notar, não há preocupação com a pronúncia
Estão reclamando, porque não citei a conotação, o nem com a continuidade das ideias, nem com a escolha das

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APOSTILAS OPÇÃO
palavras. Para exemplificar o estilo formal, eis um trecho língua-modelo baseada na gramática tradicional, a qual, por sua
da gravação de uma aula de português de uma professora vez, está ancorada nos grandes escritores da língua, sobretudo
universitária do Rio de Janeiro, transcrito do livro de Dinah os clássicos , sendo pois conservadora. E justamente por se valer
Callou. A linguagem falada culta na cidade do Rio de Janeiro. As de escritores é que as prescrições gramaticais se impõem mais
pausas são marcadas com reticências. na escrita do que na fala.
“ A cultura escrita, associada ao poder social , desencadeou
o que está ocorrendo com nossos alunos é uma fragmentação também, ao longo da história, um processo fortemente unificador
do ensino... ou seja... ele perde a noção do todo... e fica com uma (que vai alcançar basicamente as atividades verbais escritas),
série... de aspectos teóricos... isolados... que ele não sabe vincular que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando
a realidade nenhuma de seu idioma... isto é válido também para neutralizar a variação e controlar a mudança. Ao resultado desse
a faculdade de letras... ou seja... né? há uma série... de conceitos processo, a esta norma estabilizada, costumamos dar o nome de
teóricos... que têm nomes bonitos e sofisticados... mas que... na norma-padrão ou língua-padrão” (Faraco, Carlos Alberto).
hora de serem empregados... deixam muito a desejar... Aryon Rodrigues entra na discussão: “Frequentemente o
padrão ideal é uma regra de comportamento para a qual tendem
Nota-se que, por tratar-se de exposição oral, não há o grau os membros da sociedade, mas que nem todos cumprem, ou não
de formalidade e planejamento típico do texto escrito, mas trata- cumprem integralmente”. Mais adiante, ao se referir à escola, ele
se de um estilo bem mais formal e vigiado que o da menina ao professa que nem mesmo os professores de Língua Portuguesa
telefone. escapam a esse destino: “Comumente, entretanto, o mesmo
professor que ensina essa gramática não consegue observá-la
Norma Culta e Língua-Padrão em sua própria fala nem mesmo na comunicação dentro de seu
grupo profissional ”.
De acordo com M. T. Piacentini, mesmo que não se mencione Vamos ilustrar os argumentos acima expostos. Não há
terminologia específica, é evidente que se lida no dia-a-dia com brasileiro – nem mesmo professores de português – que não fale
níveis diferentes de fala e escrita. É também verdade que as assim:
pessoas querem “falar e escrever melhor”, querem dominar a – Me conta como foi o fim de semana…
língua dita culta, a correta, a ideal, não importa o nome que se – Te enganaram, com certeza!
lhe dê. – Me explica uma coisa: você largou o emprego ou foi
O padrão de língua ideal a que as pessoas querem chegar é mandado embora?
aquele convencionalmente utilizado nas instâncias públicas de
uso da linguagem, como livros, revistas, documentos, jornais, Ou mesmo assim:
textos científicos e publicações oficiais; em suma, é a que circula – Tive que levar os gatos, pois encontrei eles bem
nos meios de comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de machucados.
pesquisa e trabalhos acadêmicos. – Conheço ela há muito tempo – é ótima menina.
Não obstante, os linguistas entendem haver uma língua – Acho que já lhe conheço, rapaz.
circulante que é correta mas diferente da língua ideal e
imaginária, fixada nas fórmulas e sistematizações da gramática. Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas que têm acesso
Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o ideal: a língua às regras padronizadas, incutidas no processo de escolarização,
concreta com todas suas variedades de um lado, e de outro um se exprimem desse modo, essa é a norma culta. Já as formas
padrão ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, o que propugnadas pela gramática tradicional e que provavelmente só
conformaria, no seu entender, uma língua artificial, situada num se encontrariam na escrita (conta-me como foi /enganaram-te /
nível hipotético. explica-me uma coisa / pois os encontrei / conheço-a há tempos
Para os cientistas da língua, portanto, fica claro que há / acho que já o conheço) configuram a norma-padrão ou língua-
dois estratos diferenciados: um praticamente intangível, padrão.
representado nas normas preconizadas pela gramática Se para os cientistas da língua, portanto, existe uma
tradicional, que comporta as irregularidades e excrescências da polarização entre a norma-padrão (também denominada
língua, e outro concreto, o utilizado pelos falantes cultos, qual “norma canônica” por alguns linguistas) e o conjunto das
seja, a “linguagem concretamente empregada pelos cidadãos variedades existentes no Brasil, aí incluída a norma culta, no
que pertencem aos segmentos mais favorecidos da nossa senso comum não se faz distinção entre padrão e culta. Para os
população”, segundo Marcos Bagno. leigos, a população em geral, toda forma elevada de linguagem,
Convém esclarecer que para a ciência sociolinguística que se aproxime dos padrões de prestígio social, configura a
somente a pessoa que tiver formação universitária completa norma culta.
será caracterizada como falante culto(urbano).
Sendo assim, como são presumivelmente cultos os sujeitos Norma culta, norma padrão e norma popular
que produzem os jornais, a documentação oficial, os trabalhos
científicos, só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que a A Norma é um uso linguístico concreto e corresponde ao
língua que tais pessoas falam e os textos que produzem nem dialeto social praticado pela classe de prestígio, representando
sempre se coadunem com as regras rígidas impostas pela a atitude que o falante assume em face da norma objetiva. A
gramática normativa, divulgada na escola e em outras instâncias normatização não existe por razões apenas linguísticas, mas
(de repressão linguística) como o vestibular. também culturais, econômicas, sociais, ou seja, a Norma na
Isso é o que pensam os linguistas. E o povo – saberá ele fazer língua origina-se de fatores que envolvem diferenças de classes,
a distinção entre as duas modalidades e os dois termos que as poder, acesso a educação escrita, e não da qualidade da forma
descrevem? da língua. Há um conceito amplo e um conceito estreito de
Para os linguistas, a língua-padrão se estriba nas normas Norma. No primeiro caso, ela é entendida como um fator de
e convenções agregadas num corpo chamado de gramática coesão social. No segundo, corresponde concretamente aos
tradicional e que tem a veleidade de servir de modelo de usos e aspirações da classe social de prestígio. Num sentido
correção para toda e qualquer forma de expressão linguística. amplo, a norma corresponde à necessidade que um grupo
Querer que todos falem e escrevam da mesma forma e de social experimenta de defender seu veículo de comunicação das
acordo com padrões gramaticais rígidos é esquecer-se que não alterações que poderiam advir no momento do seu aprendizado.
pode haver homogeneidade quando o mundo real apresenta Num sentido restrito, a Norma corresponde aos usos e atitudes
uma heterogeneidade de comportamentos linguísticos, todos de determinado seguimento da sociedade, precisamente aquele
igualmente corretos (não se pode associar “correto” somente a que desfruta de prestígio dentro da Nação, em virtude de razões
culto). políticas, econômicas e culturais. Segundo Lucchesi considera-
Em suma: há uma realidade heterogênea que, por abrigar se que a realidade linguística brasileira deve ser entendida como
diferenças de uso que refletem a dinâmica social, exclui a um contínuo de normas, dentro do quadro de bipolarização do
possibilidade de imposição ou adoção como única de uma Português do Brasil.

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APOSTILAS OPÇÃO
A existência da civilização dá-se com o surgimento da Contudo, como se disse, não são muitos os desvios admitidos
escrita. Suas regras são pautadas a partir da Norma Culta. Sendo e muitas formas peculiares da Norma Popular são condenadas
esta importante nos documentos formais que exigem a correta mesmo na linguagem oral. A Norma Popular é aquela linguagem
expressão do Português para que não haja mal entendido algum. que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a
Ela nada mais é do que a modalidade linguística escolhida pela linguagem popular, falada no cotidiano.
elite de uma sociedade como modelo de comunicação escrita e O nível popular está associado à simplicidade da utilização
verbal. linguística em termos lexicais, fonéticos, sintáticos e semânticos.
A Norma Culta é uma expressão empregada pelos linguistas Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da
brasileiros para designar o conjunto de variantes linguísticas natural economia linguística. É utilizado em contextos informais.
efetivamente faladas, na vida cotidiana pelos falantes cultos, Dentre as características da Norma Popular podemos
sendo assim classificando os cidadãos nascidos e criados em destacar: economia nas marcas de gênero, número e pessoa;
zonas urbanas e com grau de instrução superior completo. redução das pessoas gramaticais do verbo; mistura da 2ª com
“Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras a 3ª pessoa do singular; uso intenso da expressão a gente em
dos grandes escritores, em cuja linguagem a classe ilustrada põe lugar de eu e nós; redução dos tempos da conjugação verbal e de
o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso certas pessoas, como a perda quase total do futuro do presente
idiomático e consagrou”. (ROCHA LIMA). e do pretérito-mais-que-perfeito no indicativo; do presente do
Dentre as características que são pertinentes à Norma Culta subjuntivo; do infinitivo pessoal; falta de correlação verbal entre
podemos citar que é: a variante de maior prestígio social na os tempos; redução do processo subordinativo em benefício da
comunidade, sendo realizada com certa uniformidade pelos frase simples e da coordenação; maior emprego da voz ativa
membros do grupo social de padrão cultural mais elevado; em lugar da passiva; predomínio das regências verbais diretas;
cumpre o papel de impedir a fragmentação dialetal; ensinada simplificação gramatical da frase; emprego dos pronomes
pela escola; usada na escrita em gêneros discursivos em que há pessoais retos como objetos.
maior formalidade aproximando-a dos padrões da prescrição da Na visão de Preti, os falantes cultos “até em situação de
gramática tradicional; a mais empregada na literatura e também gravação consciente revelaram uma linguagem que, em geral,
pelas pessoas cultas em diferentes situações de formalidade; também pertence a falantes comuns”. Sendo mais espontânea e
indicada precisamente nas marcas de gênero, número e pessoa; criativa, a Norma Popular se afigura mais expressiva e dinâmica.
usada em todas as pessoas verbais, com exceção, talvez, da 2ª Temos, assim, alguns exemplos: estou preocupado (Norma
do plural, sendo utilizada principalmente na linguagem dos Culta); to preocupado (Norma Popular); to grilado (gíria, limite
sermões; empregada em todos os modos verbais em relação da Norma Popular).
verbal de tempos e modos; possuindo uma enorme riqueza Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua; urge
de construção sintática, além de uma maior utilização da conhecer a língua popular, captando-lhe a espontaneidade,
voz passiva; grande o emprego de preposições nas regências expressividade e enorme criatividade para viver, necessitando
aproveitando a organização gramatical cuidada da frase. conhecer a língua culta para conviver.
De modo geral, um falante culto, em situação comunicativa
formal, buscará seguir as regras da norma explícita de sua Fonte:https://centraldefavoritos.wordpress.
língua e ainda procurará seguir, no que diz respeito ao léxico, com/2011/07/22/norma-padrao-e-nao-padrao/(Adaptado)
um repertório que, se não for erudito, também não será vulgar.
Isso configura o que se entende por norma culta. A Norma
Padrão está vinculada a uma língua modelo. Segue prescrições
representadas na gramática, mas é marcada pela língua
Anotações
produzida em certo momento da história e em uma determinada
sociedade. Como a língua está em constante mudança, diferentes
formas de linguagem que hoje não são consideradas pela Norma
Padrão, com o tempo podem vir a se legitimar.
Dentro da Norma Padrão define-se um modelo de língua
idealizada prescrito pelas gramáticas normativas, como sendo
uma receita que nenhum usuário da língua emprega na fala e
raramente utiliza na escrita. Sendo também uma referência
para os falantes da Norma Culta, mas não passam de um ideal
a ser alcançado, pois é um padrão extremamente enriquecido
de língua. Assim, as gramáticas tradicionais descrevem a Norma
Padrão, não refletindo o uso que se faz realmente do Português
no Brasil.
Marcos Bagno propõe, como alternativa, uma triangulação:
onde a Norma Popular teria menos prestígio opondo-se à Norma
Culta mais prestigiada, e a Norma Padrão se eleva sobre as duas
anteriores servindo como um ideal imaginário e inatingível.
A Norma Padrão subdivide-se em: Formal e Coloquial. A
Padrão Formal é o modelo culto utilizado na escrita, que segue
rigidamente as regras gramaticais.
Essa linguagem é mais elaborada, tanto porque o falante
tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como
porque é supervalorizada na nossa cultura. É a história do vale o
que está escrito. Já a Padrão Coloquial é a versão oral da língua
culta e, por ser mais livre e espontânea, tem um pouco mais de
liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais.
Entretanto, a margem de afastamento dessas regras é estreita e,
embora exista, a permissividade com relação às transgressões é
pequena.
Assim, na linguagem coloquial, admitem-se sem grandes
traumas, construções como: ainda não vi ele; me passe o
arroz e não te falei que você iria conseguir?. Inadmissíveis na
língua escrita. O falante culto, de modo geral, tem consciência
dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente
as construções acima na comunicação oral, evita-as na escrita.

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RACIOCÍNIO LÓGICO

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APOSTILAS OPÇÃO

Se sua velocidade aumentar para 240 km/h, em quantas


horas ele fará o percurso?

Podemos pegar qualquer velocidade para acharmos o


novo tempo:
40 km ------ 6 horas
240 km ----- x horas

Observe que:
Se aumentarmos a velocidade, diminuímos de forma
proporcional ao tempo. Logo as grandezas são
1. Taxas de variação de inversamente proporcionais.

grandezas. 2. Razão e
40 𝑥
proporção com aplicações. = → 240𝑥 = 40.6 → 240𝑥 = 240 → 𝑥 = 1
240 6
Regra de três simples e ∴ 𝐿𝑜𝑔𝑜 𝑜 𝑡𝑟𝑒𝑚 𝑓𝑎𝑟á 𝑜 𝑝𝑒𝑟𝑐𝑢𝑟𝑠𝑜 𝑒𝑚 1 ℎ𝑜𝑟𝑎.
composta.
Observe que invertemos os valores de uma das duas
proporções (km ou tempo), neste exemplo optamos por
inverter a grandeza tempo.
RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS
- Grandezas diretamente proporcionais (GDP)
Grandeza é tudo aquilo que pode ser contado e medido. Do
São aquelas em que, uma delas variando, a outra varia na
dicionário, tudo o que pode aumentar ou diminuir (medida de
mesma razão da outra. Isto é, duas grandezas são
grandeza.).
diretamente proporcionais quando, dobrando uma delas, a
As grandezas proporcionais são aquelas que relacionadas
outra também dobra; triplicando uma delas, a outra também
a outras, sofrem variações. Elas podem ser diretamente ou
triplica, divididas à terça parte a outra também é dividida à
inversamente proporcionais.
terça parte... E assim por diante.
Matematicamente podemos escrever da seguinte forma:
Exemplos:
1 - Uma picape para ir da cidade A para a cidade B gasta
𝒂𝟏 𝒂𝟐 𝒂𝟑
dois tanques e meio de óleo diesel. Se a distância entre a = = =⋯=𝒌
cidade A e a cidade B é de 500 km e neste percurso ele faz 𝒃𝟏 𝒃𝟐 𝒃𝟑
100 km com 25 litros de óleo diesel, quantos litros de óleo
Onde a grandeza A ={a1,a2,a3...} , a grandeza B=
diesel cabem no tanque da picape?
{b1,b2,b3...} e os valores entre suas razões são iguais a k
A) 60
(constante de proporcionalidade).
B) 50
C) 40
Exemplos:
D) 70
1 - Uma faculdade irá inaugurar um novo espaço para sua
E) 80
biblioteca, composto por três salões. Estima-se que, nesse
espaço, poderão ser armazenados até 120.000 livros, sendo
Observe que há uma relação entre as grandezas distância
60.000 no salão maior, 15.000 no menor e os demais no
(km) e óleo diesel (litros). Equacionando temos:
intermediário. Como a faculdade conta atualmente com
100 km ------- 25 litros
apenas 44.000 livros, a bibliotecária decidiu colocar, em cada
500 km ------- x litros Observe que: salão, uma quantidade de livros diretamente proporcional à
Se aumentarmos a Km respectiva capacidade máxima de armazenamento.
Resolvendo: aumentaremos também Considerando a estimativa feita, a quantidade de livros que a
100 25 a quantidade de litros
= → 100. 𝑥 bibliotecária colocará no salão intermediário é igual a
500 𝑥 gastos. Logo as A) 17.000.
= 500.25 grandezas são B) 17.500.
diretamente C) 16.500.
100x = 12500 → x = proporcionais. D) 18.500.
12500/100 → x = 125
E) 18.000.
Este valor representa a quantidade em litros gasta para ir
Como é diretamente proporcional, podemos analisar da
da cidade A à B. Como sabemos que ele gasta 2,5 tanques
seguinte forma:
para completar esse percurso, vamos encontrar o valor que
No salão maior, percebe-se que é a metade dos livros, no
cabe em 1 tanque:
salão menor é 1/8 dos livros.
2,5 tanques ------ 125 litros
Então, como tem 44.000 livros, o salão maior ficará com
1 tanque ------- x litros
22.000 e o salão menor com 5.500 livros.
2,5x = 1.125 → x = 125/2,5 → x = 50 litros.
22000+5500=27500
Logo 1 tanque dessa picape cabe 50 litros , a resposta
Salão intermediário:44.000-27.500=16.500 livros.
correta esta na alternativa B.
Resposta C
2 – A tabela a seguir mostra a velocidade de um trem ao
2 - Um mosaico foi construído com triângulos, quadrados
percorrer determinado percurso:
e hexágonos. A quantidade de polígonos de cada tipo é
proporcional ao número de lados do próprio polígono. Sabe-se
Velocidade
40 80 120 ... que a quantidade total de polígonos do mosaico é 351. A
(km/h)
quantidade de triângulos e quadrados somada supera a
Tempo (horas) 6 3 2 ...
quantidade de hexágonos em

Raciocínio Lógico 1
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APOSTILAS OPÇÃO

A) 108. correto afirmar que o número de processos arquivados pelo


B) 27. mais velho foi:
C) 35. A) 112
D) 162. B) 126
E) 81. C) 144
D) 152
𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜𝑠: 3𝑥 E) 164
𝑞𝑢𝑎𝑑𝑟𝑎𝑑𝑜: 4𝑥
ℎ𝑒𝑥á𝑔𝑜𝑛𝑜: 6𝑥
3𝑥 + 4𝑥 + 6𝑥 = 351
13𝑥 = 351
𝑥 = 27
3𝑥 + 4𝑥 = 3.27 + 4.27 = 81 + 108 = 189
6𝑥 = 6.27 = 162 → 189-162= 27 382 Somamos os inversos dos números, ou seja:
1
+
1
Resposta B 28 32
1 1 1
+ . Dividindo-se os denominadores por 4, ficamos com: +
36 7 8
1 72+63+53 191
+ = = . Eliminando-se os denominadores,
9 504 504
*Se uma grandeza aumenta e a outra também temos 191 que corresponde a uma soma. Dividindo-se a soma
pela soma:
, elas são diretamente proporcionais. 382 / 191 = 2.56 = 112

*Se uma grandeza diminui e a outra também


*Se uma grandeza aumenta e a outra diminui
, elas também são diretamente proporcionais.
, elas são inversamente proporcionais.
- Grandezas inversamente proporcionais (GIP)
São aquelas quando, variando uma delas, a outra varia na *Se uma grandeza diminui e a outra aumenta
razão inversa da outra. Isto é, duas grandezas são
, elas também são inversamente proporcionais.
inversamente proporcionais quando, dobrando uma delas, a
outra se reduz pela metade; triplicando uma delas, a outra se
reduz para à terça parte... E assim por diante.
Matematicamente podemos escrever da seguinte forma: Questões
𝒂𝟏. 𝒃𝟏 = 𝒂𝟐. 𝒃𝟐 = 𝒂𝟑. 𝒃𝟑 = ⋯ = 𝒌
01. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo
Uma grandeza A ={a1,a2,a3...} será inversamente a outra – FCC) Na tabela abaixo, a sequência de números da coluna A
B= {b1,b2,b3...} , se e somente se, os produtos entre os é inversamente proporcional à sequência de números da
valores de A e B são iguais. coluna B.

Exemplos:
1 - Carlos dividirá R$ 8.400,00 de forma inversamente
proporcional à idade de seus dois filhos: Marcos, de12 anos, e
Fábio, de 9 anos. O valor que caberá a Fábio será de:
A) R$ 3.600,00
B) R$ 4.800,00
C) R$ 7.000,00 A letra X representa o número
D) R$ 5.600,00 (A) 90.
(B) 80.
Marcos: a (C) 96.
Fábio: b (D) 84.
a + b = 8400 (E) 72.
𝑎 𝑏 𝑎+𝑏
+ = 02. (PRODAM/AM – Assistente – FUNCAB) Um pintor
1 1 1 1
+ gastou duas horas para pintar um quadrado com 1,5 m de lado.
12 9 12 9
Quanto tempo ele gastaria, se o mesmo quadrado tivesse 3 m
𝑏 8400 de lado?
= (A) 4 h
1 3 4
+ (B) 5 h
9 36 36
(C) 6 h
8400 (D) 8 h
7 8400 9 → 𝑏 = 8400 . 36
𝑏= →𝑏= (E) 10 h
36 9 7 9 7
36
1200 4 03 . (Polícia Militar/SP – Aluno – Oficial – VUNESP) A
→ 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑞𝑢𝑒: . = 4800 tabela, com dados relativos à cidade de São Paulo, compara o
1 1
Resposta B número de veículos da frota, o número de radares e o valor
total, em reais, arrecadado com multas de trânsito, relativos
2 - Três técnicos judiciários arquivaram um total de 382 aos anos de 2004 e 2013:
processos, em quantidades inversamente proporcionais as Ano Frota Radares Arrecadação
suas respectivas idades: 28, 32 e 36 anos. Nessas condições, é 2004 5,8 260 328 milhões
milhões

Raciocínio Lógico 2
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APOSTILAS OPÇÃO

2013 7,5 601 850 milhões 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑔𝑎𝑠 150 1


= =
milhões 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎𝑡𝑜𝑠 3600 24
(Veja São Paulo, 16.04.2014)
Lemos a fração como: Um vinte e quatro avós.
Se o número de radares e o valor da arrecadação tivessem
crescido de forma diretamente proporcional ao crescimento 2 - Em um processo seletivo diferenciado, os candidatos
da frota de veículos no período considerado, então em 2013 a obtiveram os seguintes resultados:
quantidade de radares e o valor aproximado da arrecadação, − Alana resolveu 11 testes e acertou 5
em milhões de reais (desconsiderando-se correções − Beatriz resolveu 14 testes e acertou 6
monetárias), seriam, respectivamente, − Cristiane resolveu 15 testes e acertou 7
(A) 336 e 424. − Daniel resolveu 17 testes e acertou 8
(B) 336 e 426. − Edson resolveu 21 testes e acertou 9
(C) 334 e 428. O candidato contratado, de melhor desempenho, (razão de
(D) 334 e 430. acertos para número de testes), foi:
(E) 330 e 432. 5
𝐴𝑙𝑎𝑛𝑎: = 0,45
Respostas 11
6
01. Resposta: B. 𝐵𝑒𝑎𝑡𝑟𝑖𝑧: = 0,42
16 12 14
1 = 1
60 𝑋 7
16 ∙ 60 = 12 ∙ 𝑋 𝐶𝑟𝑖𝑠𝑡𝑖𝑎𝑛𝑒: = 0,46
15
X=80
8
𝐷𝑎𝑛𝑖𝑒𝑙: = 0,47
17
02. Resposta: D.
Como a medida do lado dobrou (1,5 . 2 = 3), o tempo 9
também vai dobrar (2 . 2 = 4), mas, como se trata de área, o 𝐸𝑑𝑠𝑜𝑛: = 0,42
21
valor vai dobrar de novo (2 . 4 = 8h).
Daniel teve o melhor desempenho.
03. Resposta: A.
Chamando os radares de 2013 de ( x ), temos que: - Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza,
5,8 260 essas devem ser expressas na mesma unidade.
=
7,5 𝑥
- Razões Especiais
5,8 . x = 7,5 . 260 Escala → Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias
x = 1950 / 5,8 muito grandes de forma reduzida, então utilizamos a escala,
x = 336,2 (aproximado) que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas
Por fim, vamos calcular a arrecadação em 2013: na mesma unidade).
5,8 328 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑚𝑎𝑝𝑎
= 𝐸=
7,5 𝑥 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑟𝑒𝑎𝑙
5,8 . x = 7,5 . 328 Velocidade média → É a razão entre a distância percorrida
x = 2460 / 5,8 e o tempo total de percurso. As unidades utilizadas são km/h,
x = 424,1 (aproximado) m/s, entre outras.
𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎
Referências 𝑉=
𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 –
Financeira e Estatística Descritiva
http://www.brasilescola.com Densidade → É a razão entre a massa de um corpo e o seu
http://www.dicio.com.br volume. As unidades utilizadas são g/cm³, kg/m³, entre outras.
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
𝐷=
RAZÃO 𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜

É o quociente entre dois números (quantidades, medidas, PROPORÇÃO


grandezas).
Sendo a e b dois números a sua razão, chama-se razão de a É uma igualdade entre duas razões.
para b:
𝑎 𝑐 𝑎 𝑐
Dada as razões e , à setença de igualdade = chama-
𝑎 𝑏 𝑑 𝑏 𝑑
𝑜𝑢 𝑎: 𝑏 , 𝑐𝑜𝑚 𝑏 ≠ 0 se proporção.
𝑏 Onde:
Onde:

Exemplo:
Exemplos: 1 - O passageiro ao lado do motorista observa o painel do
1 - Em um vestibular para o curso de marketing, veículo e vai anotando, minuto a minuto, a distância
participaram 3600 candidatos para 150 vagas. A razão entre o percorrida. Sua anotação pode ser visualizada na tabela a
número de vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi seguir:
de

Raciocínio Lógico 3
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APOSTILAS OPÇÃO

Distância 6 8 6
2 4 6 8 ... = → = = 72
percorrida (em km) 9 12 9
Tempo gasto
1 2 3 4 ... 5 - A diferença dos antecedentes está para a diferença dos
(em min)
consequentes, assim como cada antecedente está para o seu
Nota-se que a razão entre a distância percorrida e o tempo consequente.
gasto para percorrê-la é sempre igual a 2:
𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑎−𝑐 𝑐
= → = 𝑜𝑢 =
2 4 6 8 𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑏−𝑑 𝑑
=2; =2 ; =2 ; =2
1 2 3 4 Exemplo:
Então:
6 2 6−2 6 4 6 6−2
= → = → = = 36 𝑜𝑢
2 4 6 8 9 3 9−3 9 6 9 9−3
= = =
1 2 3 4 2 4 2
= → = = 12
Dizemos que os números da sucessão (2,4,6,8,...) são 3 6 3
diretamente proporcionais aos números da sucessão
- Problemas envolvendo razão e proporção
(1,2,3,3,4,...).
1 - Em uma fundação, verificou-se que a razão entre o
número de atendimentos a usuários internos e o número de
- Propriedades da Proporção
atendimento total aos usuários (internos e externos), em um
1 - Propriedade Fundamental
determinado dia, nessa ordem, foi de 3/5. Sabendo que o
número de usuários externos atendidos foi 140, pode-se
O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto
concluir que, no total, o número de usuários atendidos foi:
é, a . d = b . c
A) 84
B) 100
Exemplo:
45 9 C) 217
Na proporção = ,(lê-se: “45 esta para 30 , assim como D) 280
30 6
9 esta para 6.), aplicando a propriedade fundamental , temos: E) 350
45.6 = 30.9 = 270
Resolução:
2 - A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro Usuários internos: I
(ou para o segundo termo), assim como a soma dos dois Usuários externos: E
últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo). Sabemos que neste dia foram atendidos 140 externos → E
= 140
𝑎 𝑐 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑 𝐼
= =
3 𝐼
, usando o produto dos meios pelos
= → = 𝑜𝑢 = 𝐼+𝐸 5 𝐼+140
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑 extremos temos
Exemplo: 5I = 3(I + 140) → 5I = 3I + 420 → 5I – 3I = 420 → 2I = 420
2 6 2 + 3 6 + 9 5 15 → I = 420 / 2 → I = 210
= → = → = I + E = 210 + 140 = 350
3 9 2 6 2 6
Resposta “E”
2 + 3 6 + 9 5 15
= 30 𝑜𝑢 = → = = 45 2 – Em um concurso participaram 3000 pessoas e foram
3 9 3 9
aprovadas 1800. A razão do número de candidatos aprovados
3 - A diferença entre os dois primeiros termos está para o para o total de candidatos participantes do concurso é:
primeiro (ou para o segundo termo), assim como a diferença A) 2/3
entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto B) 3/5
termo). C) 5/10
D) 2/7
𝑎 𝑐 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑 E) 6/7
= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑
Resolução:
Exemplo:
2 6 2 − 3 6 − 9 −1 −3
= → = → =
3 9 2 6 2 6
Resposta “B”
2 − 3 6 − 9 −1 −3
= −6 𝑜𝑢 = → = = −9 3 - Em um dia de muita chuva e trânsito caótico, 2/5 dos
3 9 3 9
alunos de certa escola chegaram atrasados, sendo que 1/4 dos
4 - A soma dos antecedentes está para a soma dos atrasados tiveram mais de 30 minutos de atraso. Sabendo que
consequentes, assim como cada antecedente está para o seu todos os demais alunos chegaram no horário, pode-se afirmar
consequente. que nesse dia, nessa escola, a razão entre o número de alunos
que chegaram com mais de 30 minutos de atraso e número de
𝑎 𝑐 𝑎+𝑐 𝑎 𝑎+𝑐 𝑐 alunos que chegaram no horário, nessa ordem, foi de:
= → = 𝑜𝑢 = A) 2:3
𝑏 𝑑 𝑏+𝑑 𝑏 𝑏+𝑑 𝑑
B) 1:3
Exemplo: C) 1:6
2 6 2+6 2 8 2 2+6 D) 3:4
= → = → = = 24 𝑜𝑢 E) 2:5
3 9 3+9 3 12 3 3+9

Raciocínio Lógico 4
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Resolução: Vamos resolver a equação do 2º grau:


Se 2/5 chegaram atrasados
2 3 −𝑏 ± √𝑏 2 − 4𝑎𝑐
1 − = 𝑐ℎ𝑒𝑔𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑛𝑜 ℎ𝑜𝑟á𝑟𝑖𝑜 𝑥=
5 5 2𝑎
2 1

5 4 −(−3) ± √(−3)2 − 4.1. (−54) 3 ± √225
→ →
1 2.1 2
= 𝑡𝑖𝑣𝑒𝑟𝑎𝑚 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 30 𝑚𝑖𝑛𝑢𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑜
10 3 ± 15

𝑡𝑖𝑣𝑒𝑟𝑎𝑚 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 30 min 𝑑𝑒 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑜 2
𝑟𝑎𝑧ã𝑜 =
𝑐ℎ𝑒𝑔𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑛𝑜 ℎ𝑜𝑟á𝑟𝑖𝑜 3 + 15 18 3 − 15 −12
𝑥1 = = = 9 ∴ 𝑥2 = = = −6
1 2 2 2 2
= 10 Como não existe idade negativa, então vamos considerar
3
5 somente o 9. Logo C = 9
1 5 1 B=C–3=9–3=6
𝑟𝑎𝑧ã𝑜 = ∙ = 𝑜𝑢 1: 6
10 3 6
Somando teremos: 3 + 6 + 9 + 18 = 36
Resposta “C”
02. Resposta: E.
X = total de livros
Questões
Matemática = ¾ x , restou ¼ de x
Física = 1/3.1/4 = 1/12
01. (Pref. Maranguape/CE – Prof. de educação básica –
Química = 36 livros
Matemática – GR Consultoria e Assessoria/2016) André,
Bruno, Carlos e Diego são irmãos e suas idades formam, na
Logo o número de livros é: 3/4x + 1/12x + 36 = x
ordem apresentada, uma proporção. Considere que André tem
Fazendo o mmc dos denominadores (4,12) = 12
3 anos, Diego tem 18 anos e Bruno é 3 anos mais novo que
Logo:
Carlos. Assim, a soma das idades, destes quatro irmãos, é igual 9𝑥 + 1𝑥 + 432 = 12𝑥
a → 10𝑥 + 432 = 12𝑥
(A) 30 12
(B) 32; 432
(C) 34; → 12𝑥 − 10𝑥 = 432 → 2𝑥 = 432 → 𝑥 = →𝑥
2
(D) 36.
= 216
02. (MPE/SP – Oficial de Promotoria – VUNESP/2016)
Alfredo irá doar seus livros para três bibliotecas da Como a Biblioteca de Física ficou com 1/12x, logo teremos:
universidade na qual estudou. Para a biblioteca de 1 216
matemática, ele doará três quartos dos livros, para a biblioteca . 216 = = 18
12 12
de física, um terço dos livros restantes, e para a biblioteca de
química, 36 livros. O número de livros doados para a biblioteca 03. Resposta: B.
de física será Primeiro:2k
(A) 16. Segundo:5k
(B) 22. 2k + 5k = 14 → 7k = 14 → k = 2
(C) 20. Primeiro: 2.2 = 4
(D) 24. Segundo5.2=10
(E)18. Diferença: 10 – 4 = 6 m³
1m³------1000L
03. (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP) 6--------x
Foram construídos dois reservatórios de água. A razão entre x = 6000 l
os volumes internos do primeiro e do segundo é de 2 para 5, e
a soma desses volumes é 14m³. Assim, o valor absoluto da REGRA DE TRÊS SIMPLES
diferença entre as capacidades desses dois reservatórios, em
litros, é igual a Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente
(A) 8000. ou inversamente proporcionais podem ser resolvidos através
(B) 6000. de um processo prático, chamado regra de três simples.
(C) 4000. Vejamos a tabela abaixo:
(D) 6500.
(E) 9000. Grandezas Relação Descrição
Respostas Nº de MAIS funcionários
funcionário x Direta contratados demanda MAIS
01. Resposta: D. serviço serviço produzido
Pelo enunciado temos que: Nº de MAIS funcionários
A=3 funcionário x Inversa contratados exigem MENOS
B=C–3 tempo tempo de trabalho
C
Nº de MAIS eficiência (dos
D = 18
funcionário x Inversa funcionários) exige MENOS
Como eles são proporcionais podemos dizer que:
eficiência funcionários contratados
𝐴 𝐶 3 𝐶
= → = → 𝐶 2 − 3𝐶 = 3.18 → 𝐶 2 − 3𝐶 − 54 = 0 Nº de Quanto MAIOR o grau de
𝐵 𝐷 𝐶 − 3 18 Direta
funcionário x dificuldade de um serviço,

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APOSTILAS OPÇÃO

grau MAIS funcionários deverão velocidade para 80 km/h, em quanto tempo farei esse
dificuldade ser contratados percurso?
MAIS serviço a ser produzido
Serviço x Indicando por x o número de horas e colocando as
Direta exige MAIS tempo para
tempo grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as
realiza-lo
Quanto MAIOR for a grandezas de espécies diferentes que se correspondem em
Serviço x uma mesma linha, temos:
Direta eficiência dos funcionários,
eficiência
MAIS serviço será produzido
Quanto MAIOR for o grau de Velocidade (km/h) Tempo (h)
Serviço x grau dificuldade de um serviço, 50 ---- 7
Inversa 80 ---- x
de dificuldade MENOS serviços serão
produzidos
Quanto MAIOR for a Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), vamos
eficiência dos funcionários, colocar uma flecha:
Tempo x
Inversa MENOS tempo será
eficiência
necessário para realizar um
determinado serviço
Quanto MAIOR for o grau de Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo fica
dificuldade de um serviço, reduzido à metade. Isso significa que as grandezas velocidade
Tempo x grau
Direta MAIS tempo será necessário e tempo são inversamente proporcionais. No nosso
de dificuldade
para realizar determinado esquema, esse fato é indicado colocando-se na coluna
serviço “velocidade” uma flecha em sentido contrário ao da flecha da
coluna “tempo”:
Exemplos:
1) Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros
de álcool esse carro gastaria para percorrer 210 km?
O problema envolve duas grandezas: distância e litros de
álcool.
Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser
Na montagem da proporção devemos seguir o sentido das
consumido.
flechas. Assim, temos:
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma
7 80 7 808
mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que se = , 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑟𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑙𝑎𝑑𝑜 → = 5 → 7.5 = 8. 𝑥
correspondem em uma mesma linha: 𝑥 50 𝑥 50

35
Distância (km) Litros de álcool 𝑥= → 𝑥 = 4,375 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠
180 ---- 15 8
210 ---- x
Como 0,375 corresponde 22 minutos (0,375 x 60 minutos),
então o percurso será feito em 4 horas e 22 minutos
Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”),
aproximadamente.
vamos colocar uma flecha:
3) Ao participar de um treino de fórmula Indy, um
competidor, imprimindo a velocidade média de 180 km/h, faz
o percurso em 20 segundos. Se a sua velocidade fosse de 300
Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo de km/h, que tempo teria gasto no percurso?
álcool também duplica. Então, as grandezas distância e litros
de álcool são diretamente proporcionais. No esquema que Vamos representar pela letra x o tempo procurado.
estamos montando, indicamos esse fato colocando uma flecha Estamos relacionando dois valores da grandeza velocidade
na coluna “distância” no mesmo sentido da flecha da coluna (180 km/h e 300 km/h) com dois valores da grandeza tempo
“litros de álcool”: (20 s e x s).
Queremos determinar um desses valores, conhecidos os
outros três.

Armando a proporção pela orientação das flechas, temos: Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo gasto
para fazer o percurso cairá para a metade; logo, as grandezas
180 15 são inversamente proporcionais. Assim, os números 180 e 300
=
210 𝑥 são inversamente proporcionais aos números 20 e x.
→ 𝑐𝑜𝑚𝑜 180 𝑒 210 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚 𝑠𝑒𝑟 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 30, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠: Daí temos:
180: 30 15 1806 15 3600
= = 180.20 = 300. 𝑥 → 300𝑥 = 3600 → 𝑥 =
210: 30 𝑥 2107 𝑥 300
𝑥 = 12
→ 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑐𝑟𝑢𝑧𝑎𝑑𝑜(𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑒𝑖𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑜𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠) Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andando em
105 300 km/h, teria gasto 12 segundos para realizar o percurso.
→ 6𝑥 = 7.156𝑥 = 105 → 𝑥 = = 𝟏𝟕, 𝟓
6
Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool. Questões

2) Viajando de automóvel, à velocidade de 50 km/h, eu 01. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP) Em 3 de


gastaria 7 h para fazer certo percurso. Aumentando a maio de 2014, o jornal Folha de S. Paulo publicou a seguinte

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informação sobre o número de casos de dengue na cidade de 90.x = 315 . 100 x = 31500 / 90 = R$ 350,00
Campinas.
03. Resposta: C.
Como ele teve um prejuízo de 10%, quer dizer 27000 é
90% do valor total.
Valor %
27000 ------ 90
X ------- 100

27000 909 27000 9


= 10 → = → 9.x = 27000.10 → 9x = 270000
𝑥 100 𝑥 10
→ x = 30000.

REGRA DE TRÊS COMPOSTA

O processo usado para resolver problemas que envolvem


mais de duas grandezas, diretamente ou inversamente
proporcionais, é chamado regra de três composta.

Exemplos:
De acordo com essas informações, o número de casos 1) Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 peças. Em
registrados na cidade de Campinas, até 28 de abril de 2014, quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras produziriam
teve um aumento em relação ao número de casos registrados 300 dessas peças?
em 2007, aproximadamente, de Indiquemos o número de dias por x. Coloquemos as
(A) 70%. grandezas de mesma espécie em uma só coluna e as grandezas
(B) 65%. de espécies diferentes que se correspondem em uma mesma
(C) 60%. linha. Na coluna em que aparece a variável x (“dias”),
(D) 55%. coloquemos uma flecha:
(E) 50%.

02. (FUNDUNESP – Assistente Administrativo –


VUNESP) Um título foi pago com 10% de desconto sobre o
valor total. Sabendo-se que o valor pago foi de R$ 315,00, é Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x.
correto afirmar que o valor total desse título era de
(A) R$ 345,00. As grandezas peças e dias são diretamente proporcionais.
(B) R$ 346,50. No nosso esquema isso será indicado colocando-se na coluna
(C) R$ 350,00. “peças” uma flecha no mesmo sentido da flecha da coluna
(D) R$ 358,50. “dias”:
(E) R$ 360,00.

03. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF.


IMARUÍ) Manoel vendeu seu carro por R$27.000,00(vinte e
sete mil reais) e teve um prejuízo de 10%(dez por cento) sobre
o valor de custo do tal veículo, por quanto Manoel adquiriu o As grandezas máquinas e dias são inversamente
carro em questão? proporcionais (duplicando o número de máquinas, o número
(A) R$24.300,00 de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será
(B) R$29.700,00 indicado colocando-se na coluna (máquinas) uma flecha no
(C) R$30.000,00 sentido contrário ao da flecha da coluna “dias”:
(D)R$33.000,00
(E) R$36.000,00

Respostas

01. Resposta: E.
Utilizaremos uma regra de três simples: Agora vamos montar a proporção, igualando a razão que
ano % 4
11442 ------- 100 contém o x, que é , com o produto das outras razões, obtidas
17136 ------- x x
11442.x = 17136 . 100 x = 1713600 / 11442 = 149,8%  6 160 
(aproximado) segundo a orientação das flechas  . :
149,8% – 100% = 49,8%  8 300 
Aproximando o valor, teremos 50%

02. Resposta: C.
Se R$ 315,00 já está com o desconto de 10%, então R$
315,00 equivale a 90% (100% - 10%). Simplificando as proporções obtemos:
Utilizaremos uma regra de três simples: 4 2 4.5
$ % = → 2𝑥 = 4.5 → 𝑥 = → 𝑥 = 10
𝑥 5 2
315 ------- 90
x ------- 100 Resposta: Em 10 dias.

Raciocínio Lógico 7
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2) Uma empreiteira contratou 210 pessoas para (C) 33.


pavimentar uma estrada de 300 km em 1 ano. Após 4 meses de (D) 28.
serviço, apenas 75 km estavam pavimentados. Quantos (E) 31.
empregados ainda devem ser contratados para que a obra seja Respostas
concluída no tempo previsto?
01. Resposta: D.
Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x. Comparando- se cada grandeza com aquela onde esta o x.
As grandezas “pessoas” e “tempo” são inversamente M² varredores horas
proporcionais (duplicando o número de pessoas, o tempo fica 6000--------------18-------------- 5
reduzido à metade). No nosso esquema isso será indicado 7500--------------15--------------- x
colocando-se na coluna “tempo” uma flecha no sentido Quanto mais a área, mais horas (diretamente
contrário ao da flecha da coluna “pessoas”: proporcionais)
Quanto menos trabalhadores, mais horas (inversamente
proporcionais)
5 6000 15
= ∙
𝑥 7500 18

6000 ∙ 15 ∙ 𝑥 = 5 ∙ 7500 ∙ 18
As grandezas “pessoas” e “estrada” são diretamente
90000𝑥 = 675000
proporcionais. No nosso esquema isso será indicado
𝑥 = 7,5 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠
colocando-se na coluna “estrada” uma flecha no mesmo
Como 0,5 h equivale a 30 minutos, logo o tempo será de 7
sentido da flecha da coluna “pessoas”:
horas e 30 minutos.

02. Resposta: D.
Operários horas dias área
20-----------------8-------------60-------4800
15----------------10------------80-------- x
Todas as grandezas são diretamente proporcionais, logo:

4800 20 8 60
= ∙ ∙
𝑥 15 10 80
Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 – 210 20 ∙ 8 ∙ 60 ∙ 𝑥 = 4800 ∙ 15 ∙ 10 ∙ 80
= 105 pessoas. 9600𝑥 = 57600000
Reposta: Devem ser contratados 105 pessoas. 𝑥 = 6000𝑚²
Questões 03. Resposta: B.
Temos 10 funcionários inicialmente, com os afastamento
01. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO esse número passou para 8. Se eles trabalham 8 horas por dia
ADMINISTRATIVO – FCC) O trabalho de varrição de 6.000 m² , passarão a trabalhar uma hora a mais perfazendo um total de
de calçada é feita em um dia de trabalho por 18 varredores 9 horas, nesta condições temos:
trabalhando 5 horas por dia. Mantendo-se as mesmas
Funcionários horas dias
proporções, 15 varredores varrerão 7.500 m² de calçadas, em
10---------------8--------------27
um dia, trabalhando por dia, o tempo de
8----------------9-------------- x
(A) 8 horas e 15 minutos.
Quanto menos funcionários, mais dias devem ser
(B) 9 horas.
trabalhados (inversamente proporcionais).
(C) 7 horas e 45 minutos.
Quanto mais horas por dia, menos dias devem ser
(D) 7 horas e 30 minutos.
trabalhados (inversamente proporcionais).
(E) 5 horas e 30 minutos.
Funcionários horas dias
8---------------9-------------- 27
02. (PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL) Uma
10----------------8----------------x
equipe constituída por 20 operários, trabalhando 8 horas por
dia durante 60 dias, realiza o calçamento de uma área igual a 27 8 9
4800 m². Se essa equipe fosse constituída por 15 operários, = ∙ → x.8.9 = 27.10.8 → 72x = 2160 → x = 30 dias.
𝑥 10 8
trabalhando 10 horas por dia, durante 80 dias, faria o
calçamento de uma área igual a:
(A) 4500 m² 3. Porcentagem.
(B) 5000 m²
(C) 5200 m²
(D) 6000 m² PORCENTAGEM
(E) 6200 m²
Razões de denominador 100 que são chamadas de
03. (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP) Dez razões centesimais ou taxas percentuais ou simplesmente de
funcionários de uma repartição trabalham 8 horas por dia, porcentagem. Servem para representar de uma
durante 27 dias, para atender certo número de pessoas. Se um maneira prática o "quanto" de um "todo" se está
funcionário doente foi afastado por tempo indeterminado e referenciando.
outro se aposentou, o total de dias que os funcionários Costumam ser indicadas pelo numerador seguido do
restantes levarão para atender o mesmo número de pessoas, símbolo % (Lê-se: “por cento”).
trabalhando uma hora a mais por dia, no mesmo ritmo de
trabalho, será: 𝒙
(A) 29. 𝒙% =
𝟏𝟎𝟎
(B) 30.

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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplos:
1) A tabela abaixo indica, em reais, os resultados das
aplicações financeiras de Oscar e Marta entre 02/02/2013 e
02/02/2014.

Ba Saldo Saldo Rendim


nco em em ento
02/02/2 02/02/2 Exemplos:
013 014 1) Um objeto custa R$ 75,00 e é vendido por R$ 100,00.
Osc A 500 550 50 Determinar:
ar a) a porcentagem de lucro em relação ao preço de custo;
Ma B 400 450 50 b) a porcentagem de lucro em relação ao preço de venda.
rta
Resolução:
Notamos que a razão entre os rendimentos e o saldo em Preço de custo + lucro = preço de venda → 75 + lucro =100
02/02/2013 é: → Lucro = R$ 25,00

50 𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜
, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑂𝑠𝑐𝑎𝑟, 𝑛𝑜 𝐵𝑎𝑛𝑐𝑜 𝐴; 𝑎) . 100% ≅ 33,33%
500 𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜
50 𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜
, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑀𝑎𝑟𝑡𝑎, 𝑛𝑜 𝐵𝑎𝑛𝑐𝑜 𝐵. 𝑏) . 100% = 25%
400 𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎
Quem obteve melhor rentabilidade?
2) O preço de venda de um bem de consumo é R$ 100,00.
O comerciante tem um ganho de 25% sobre o preço de custo
Uma das maneiras de compará-las é expressá-las com o
deste bem. O valor do preço de custo é:
mesmo denominador (no nosso caso o 100), para isso, vamos
A) R$ 25,00
simplificar as frações acima:
B) R$ 70,50
C) R$ 75,00
50 10
𝑂𝑠𝑐𝑎𝑟 ⇒ = , = 10% D) R$ 80,00
500 100 E) R$ 125,00
50 12,5
𝑀𝑎𝑟𝑡𝑎 ⇒ = , = 12,5% Resolução:
400 100 𝐿
. 100% = 25% ⇒ 0,25 , o lucro é calculado em cima do
𝐶
Com isso podemos concluir, Marta obteve uma Preço de Custo(PC).
rentabilidade maior que Oscar ao investir no Banco B.
C + L = V → C + 0,25. C = V → 1,25. C = 100 → C = 80,00
2) Em uma classe com 30 alunos, 18 são rapazes e 12 são Resposta D
moças. Qual é a taxa percentual de rapazes na classe?
Resolução: - Aumento e Desconto Percentuais
A) Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo
18 𝒑
A razão entre o número de rapazes e o total de alunos é por (𝟏 + ).V .
30 𝟏𝟎𝟎
. Devemos expressar essa razão na forma centesimal, isto é, Logo:
𝒑
precisamos encontrar x tal que: VA = (𝟏 + ).V
𝟏𝟎𝟎

18 𝑥 Exemplos:
= ⟹ 𝑥 = 60
30 100 1 - Aumentar um valor V de 20% , equivale a multiplicá-
lo por 1,20, pois:
E a taxa percentual de rapazes é 60%. Poderíamos ter 20
(1 + ).V = (1+0,20).V = 1,20.V
divido 18 por 30, obtendo: 100

18 2 - Aumentar um valor V de 200% , equivale a multiplicá-


= 0,60(. 100%) = 60% lo por 3 , pois:
30 200
(1 + ).V = (1+2).V = 3.V
100
- Lucro e Prejuízo
É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo. 3) Aumentando-se os lados a e b de um retângulo de 15%
Caso a diferença seja positiva, temos o lucro(L), caso seja e 20%, respectivamente, a área do retângulo é aumentada de:
negativa, temos prejuízo(P). A)35%
B)30%
Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de Custo (C). C)3,5%
D)3,8%
Podemos ainda escrever: E) 38%
C + L = V ou L = V - C
P = C – V ou V = C - P Resolução:
Área inicial: a.b
A forma percentual é: Com aumento: (a.1,15).(b.1,20) → 1,38.a.b da área inicial.
Logo o aumento foi de 38%.
Resposta E

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APOSTILAS OPÇÃO

B) Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo


𝒑
por (𝟏 − ).V. 3) Certo produto industrial que custava R$ 5.000,00
𝟏𝟎𝟎
Logo: sofreu um acréscimo de 30% e, em seguida, um desconto de
𝒑 20%. Qual o preço desse produto após esse acréscimo e
V D = (𝟏 − ).V
𝟏𝟎𝟎 desconto?
𝑝
Utilizando VA = (1 + ).V para o aumento e VD = (1 −
Exemplos: 𝑝
100
1) Diminuir um valor V de 20%, equivale a multiplicá-lo ).V, temos:
100
por 0,80, pois: VA = 5000 .(1,3) = 6500 e VD = 6500 .(0,80) = 5200,
20 podemos, para agilizar os cálculos, juntar tudo em uma única
(1 − ). V = (1-0,20). V = 0, 80.V
100
equação:
5000 . 1,3 . 0,8 = 5200
2) Diminuir um valor V de 40%, equivale a multiplicá-lo
Logo o preço do produto após o acréscimo e desconto é
por 0,60, pois:
40 de R$ 5.200,00
(1 − ). V = (1-0,40). V = 0, 60.V
100
Questões
3) O preço do produto de uma loja sofreu um desconto de
8% e ficou reduzido a R$ 115,00. Qual era o seu valor antes 01. (Pref. Maranguape/CE – Prof. de educação básica –
do desconto? Matemática – GR Consultoria e Assessoria/2016) Marcos
comprou um produto e pagou R$ 108,00, já inclusos 20% de
Temos que V D = 115, p = 8% e V =? é o valor que juros. Se tivesse comprado o produto, com 25% de desconto,
queremos achar. então, Marcos pagaria o valor de:
𝑝
V D = (1 − ). V → 115 = (1-0,08).V → 115 = 0,92V → V = (A) R$ 67,50
100
115/0,92 → V = 125 (B) R$ 90,00
O valor antes do desconto é de R$ 125,00. (C) R$ 75,00
(D) R$ 72,50
𝒑 𝒑
A esse valor final de (𝟏 + ) ou (𝟏 − ), é o que
𝟏𝟎𝟎 𝟏𝟎𝟎 02. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP –
chamamos de fator de multiplicação, muito útil para Analista Técnico Legislativo – Designer Gráfico – VUNESP)
resolução de cálculos de porcentagem. O mesmo pode ser um O departamento de Contabilidade de uma empresa tem 20
acréscimo ou decréscimo no valor do produto. funcionários, sendo que 15% deles são estagiários. O
departamento de Recursos Humanos tem 10 funcionários,
Abaixo a tabela com alguns fatores de multiplicação: sendo 20% estagiários. Em relação ao total de funcionários
desses dois departamentos, a fração de estagiários é igual a
Fator de Fator de (A) 1/5.
% multiplicação - multiplicação - (B) 1/6.
Acréscimo Decréscimo (C) 2/5.
10% 1,1 0,9 (D) 2/9.
15% 1,15 0,85 (E) 3/5.
18% 1,18 0,82
20% 1,2 0,8 03. (Pref. Maranguape/CE – Prof. de educação básica –
63% 1,63 0,37 Matemática – GR Consultoria e Assessoria/2016) Quando
86% 1,86 0,14 calculamos 15% de 1.130, obtemos, como resultado
100% 2 0 (A) 150
(B) 159,50;
- Aumentos e Descontos Sucessivos (C) 165,60;
São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. (D) 169,50.
Para efetuar os respectivos descontos ou aumentos, fazemos Respostas
uso dos fatores de multiplicação.
01. Resposta: A.
Vejamos alguns exemplos: Como o produto já está acrescido de 20% juros sobre o seu
1) Dois aumentos sucessivos de 10% equivalem a um preço original, temos que:
único aumento de...? 100% + 20% = 120%
𝑝
Utilizando VA = (1 + ).V → V. 1,1 , como são dois de Precisamos encontrar o preço original (100%) da
100
10% temos → V. 1,1 . 1,1 → V. 1,21 Analisando o fator de mercadoria para podermos aplicarmos o desconto.
multiplicação 1,21; concluímos que esses dois aumentos Utilizaremos uma regra de 3 simples para encontrarmos:
significam um único aumento de 21%. R$ %
Observe que: esses dois aumentos de 10% equivalem a 108 ---- 120
21% e não a 20%. X ----- 100
120x = 108.100 → 120x = 10800 → x = 10800/120 → x =
2) Dois descontos sucessivos de 20% equivalem a um 90,00
único desconto de: O produto sem o juros, preço original, vale R$ 90,00 e
𝑝 representa 100%. Logo se receber um desconto de 25%,
Utilizando VD = (1 − ).V → V. 0,8 . 0,8 → V. 0,64 . .
100 significa ele pagará 75% (100 – 25 = 75%) → 90. 0,75 = 67,50
Analisando o fator de multiplicação 0,64, observamos que Então Marcos pagou R$ 67,50.
esse percentual não representa o valor do desconto, mas sim
o valor pago com o desconto. Para sabermos o valor que 02. Resposta: B.
representa o desconto é só fazermos o seguinte cálculo: 15 30
* Dep. Contabilidade: . 20 = = 3 → 3 (estagiários)
100% - 64% = 36% 100 10
Observe que: esses dois descontos de 20% equivalem a 20 200
36% e não a 40%. * Dep. R.H.: . 10 = = 2 → 2 (estagiários)
100 100

Raciocínio Lógico 10
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APOSTILAS OPÇÃO

formula que determina o valor do termo an é chamada formula


𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑔𝑖á𝑟𝑖𝑜𝑠 5 1 do termo geral da sucessão.
∗ 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = = =
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜𝑠 30 6
Exemplos:
03. Resposta: D. - Determinar os cincos primeiros termos da sequência cujo
15% de 1130 = 1130.0,15 ou 1130.15/100 → 169,50 termo geral e igual a:
an = n2 – 2n,com n ∈ N*.

Teremos:
4. Regularidades e padrões em - se n = 1 ⇒ a1 = 12 – 2. 1 ⇒ a1 = 1 – 2 = - 1
sequências. Sequências - se n = 2 ⇒ a2 = 22 – 2. 2 ⇒ a2 = 4 – 4 = 0
numéricas. 5. Progressão - se n = 3 ⇒ a3 = 32 – 2. 3 ⇒ a3 = 9 – 6 = 3
- se n = 4 ⇒ a4 = 42 – 4. 2 ⇒ a4 =16 – 8 = 8
aritmética e progressão - se n = 5 ⇒ a5 = 52 – 5. 2 ⇒ a5 = 25 – 10 = 15
geométrica.
- Determinar os cinco primeiros termos da sequência cujo
termo geral é igual a:
an = 3n + 2, com n ∈ N*.
SEQUÊNCIAS
- se n = 1 ⇒ a1 = 3.1 + 2 ⇒ a1 = 3 + 2 = 5
Podemos, no nosso dia-a-dia, estabelecer diversas
- se n = 2 ⇒ a2 = 3.2 + 2 ⇒ a2 = 6 + 2 = 8
sequências como, por exemplo, a sucessão de cidades que
- se n = 3 ⇒ a3 = 3.3 + 2 ⇒ a3 = 9 + 2 = 11
temos numa viagem de automóvel entre Brasília e São Paulo
- se n = 4 ⇒ a4 = 3.4 + 2 ⇒ a4 = 12 + 2 = 14
ou a sucessão das datas de aniversário dos alunos de uma
- se n = 5 ⇒ a5 = 3.5 + 2 ⇒ a5 = 15 + 2 = 17
determinada escola.
Podemos, também, adotar para essas sequências uma
- Determinar os termos a12 e a23 da sequência cujo termo
ordem numérica, ou seja, adotando a1 para o 1º termo, a2 para
geral é igual a:
o 2º termo até an para o n-ésimo termo. Dizemos que o termo
an é também chamado termo geral das sequências, em que n é
an = 45 – 4n, com n ∈ N*.
um número natural diferente de zero. Evidentemente,
daremos atenção ao estudo das sequências numéricas.
Teremos:
As sequências podem ser finitas, quando apresentam um
- se n = 12 ⇒ a12 = 45 – 4.12 ⇒ a12 = 45 – 48 = - 3
último termo, ou, infinitas, quando não apresentam um último
- se n = 23 ⇒ a23 = 45 – 4.23 ⇒ a23 = 45 – 92 = - 47
termo. As sequências infinitas são indicadas por reticências no
final.
3. Lei de Recorrências
Uma sequência pode ser definida quando oferecemos o
Exemplos:
valor do primeiro termo e um “caminho” (uma fórmula) que
- Sequência dos números primos positivos: (2, 3, 5, 7, 11,
permite a determinação de cada termo conhecendo-se o seu
13, 17, 19, ...). Notemos que esta é uma sequência infinita com
antecedente. Essa forma de apresentação de uma sucessão é
a1 = 2; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 11; a6 = 13 etc.
chamada lei de recorrências.
- Sequência dos números ímpares positivos: (1, 3, 5, 7, 9,
11, ...). Notemos que esta é uma sequência infinita com a 1 = 1;
Exemplos:
a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 9; a6 = 11 etc.
- Escrever os cinco primeiros termos de uma sequência em
- Sequência dos algarismos do sistema decimal de
que:
numeração: (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9). Notemos que esta é uma
a1 = 3 e an+1 = 2an – 4 , em que n ∈ N*.
sequência finita com a1 = 0; a2 = 1; a3 = 2; a4 = 3; a5 = 4; a6 = 5;
a7 = 6; a8 = 7; a9 = 8; a10 = 9.
Teremos: o primeiro termo já foi dado.
- a1 = 3
1. Igualdade
- se n = 1 ⇒ a1+1 = 2.a1 – 4 ⇒ a2 = 2.3 – 4 ⇒ a2 = 6 – 4 = 2
As sequências são apresentadas com os seus termos entre
- se n = 2 ⇒ a2+1 = 2.a2 – 4 ⇒ a3 = 2.2 – 4 ⇒ a3 = 4 – 4 = 0
parênteses colocados de forma ordenada. Sucessões que
- se n = 3 ⇒ a3+1 = 2.a3 – 4 ⇒ a4 = 2.0 – 4 ⇒ a4 = 0 – 4 = - 4
apresentarem os mesmos termos em ordem diferente serão
- se n = 4 ⇒ a4+1 = 2.a4 – 4 ⇒ a5 = 2.(-4) – 4 ⇒ a5 = - 8 – 4 = -
consideradas sucessões diferentes.
12
Duas sequências só poderão ser consideradas iguais se, e
somente se, apresentarem os mesmos termos, na mesma
- Determinar o termo a5 de uma sequência em que:
ordem.
a1 = 12 e an+ 1 = an – 2, em que n ∈ N*.
Exemplo
- a1 = 12
A sequência (x, y, z, t) poderá ser considerada igual à
- se n = 1 ⇒ a1+1 = a1 – 2 ⇒ a2 = 12 – 2 ⇒ a2=10
sequência (5, 8, 15, 17) se, e somente se, x = 5; y = 8; z = 15; e t
- se n = 2 ⇒ a2+1 = a2 – 2 ⇒ a3 = 10 – 2 ⇒ a3 = 8
= 17.
- se n = 3 ⇒ a3+1 = a3 – 2 ⇒ a4 = 8 – 2 ⇒ a4 = 6
- se n = 4 ⇒ a4+1 = a4 – 2 ⇒ a5 = 6 – 2 ⇒ a5 = 4
Notemos que as sequências (0, 1, 2, 3, 4, 5) e (5, 4, 3, 2, 1,
0) são diferentes, pois, embora apresentem os mesmos
Observação 1
elementos, eles estão em ordem diferente.
Devemos observar que a apresentação de uma sequência
através do termo geral é mais pratica, visto que podemos
2. Formula Termo Geral
determinar um termo no “meio” da sequência sem a
Podemos apresentar uma sequência através de um
necessidade de determinarmos os termos intermediários,
determinado valor atribuído a cada de termo an em função do
como ocorre na apresentação da sequência através da lei de
valor de n, ou seja, dependendo da posição do termo. Esta
recorrências.

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APOSTILAS OPÇÃO

Observação 2 Propriedades:
Algumas sequências não podem, pela sua forma 1- Numa P.A. a soma dos termos equidistantes dos
“desorganizada” de se apresentarem, ser definidas nem pela extremos é igual à soma dos extremos.
lei das recorrências, nem pela formula do termo geral. Um
exemplo de uma sequência como esta é a sucessão de números Exemplo 1: (1, 3, 5, 7, 9, 11,......)
naturais primos que já “destruiu” todas as tentativas de se
encontrar uma formula geral para seus termos.

Observação 3
Em todo exercício de sequência em que n ∈ N*, o primeiro
valor adotado é n = 1. No entanto de no enunciado estiver n >
3, temos que o primeiro valor adotado é n = 4. Lembrando que
n é sempre um número natural.
A Matemática estuda dois tipos especiais de sequências, Exemplo 2: (2, 8, 14, 20, 26, 32, 38,......)
uma delas a Progressão Aritmética.

PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A.)

Definição: é uma sequência numérica em que cada termo,


a partir do segundo termo, é igual ao termo anterior somado
com uma constante que é chamada de razão (r).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de
a1, a2, a3, a4,.......,an,....

Cálculo da razão: a razão de uma P.A. é dada pela


diferença de um termo qualquer pelo termo imediatamente - como podemos observar neste exemplo, temos um
anterior a ele. número ímpar de termos. Neste caso sobrou um termo no
r = a2 – a1 = a3 – a2 = a4 – a3 = a5 – a4 = .......... = an – an – 1 meio (20) que é chamado de termo médio e é igual a metade
da soma dos extremos. Porém, só existe termos médio se
Exemplos: houver um número ímpar de termos.
- (5, 9, 13, 17, 21, 25,......) é uma P.A. onde a1 = 5 e razão r =
4 2- Numa P.A. se tivermos três termos consecutivos, o
- (2, 9, 16, 23, 30,.....) é uma P.A. onde a 1 = 2 e razão r = 7 termo médio é igual à média aritmética dos anterior com o
a
- (23, 21, 19, 17, 15,....) é uma P.A. onde a 1 = 23 e razão r = posterior. Ou seja, (a1, a2, a3,...) <==> a2 = 3.
a1
- 2. Exemplo:

Classificação: uma P.A. é classificada de acordo com a


razão.
P.G. – PROGRESSÃO GEOMETRICA
1- Se r > 0 ⇒ a P.A. é crescente.
2- Se r < 0 ⇒ a P.A. é decrescente. Definição: é uma sequência numérica em que cada termo,
3- Se r = 0 ⇒ a P.A. é constante. a partir do segundo termo, é igual ao termo anterior
multiplicado por uma constante que é chamada de razão (q).
Fórmula do Termo Geral Como em qualquer sequência os termos são chamados de
Em toda P.A., cada termo é o anterior somado com a razão, a1, a2, a3, a4,.......,an,....
então temos:
1° termo: a1 Cálculo da razão: a razão de uma P.G. é dada pelo
2° termo: a2 = a1 + r quociente de um termo qualquer pelo termo imediatamente
3° termo: a3 = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r anterior a ele.
4° termo: a4 = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r 𝑎 𝑎 𝑎 𝑎
𝑞 = 2 = 3 = 4 = ⋯……… = 𝑛
𝑎1 𝑎2 𝑎3 𝑎𝑛−1
5° termo: a5 = a4 + r = a1 + 3r + r = a1 + 4r
6° termo: a6 = a5 + r = a1 + 4r + r = a1 + 5r
. . . . . .
. . . . . . Exemplos:
. . . . . . - (3, 6, 12, 24, 48,...) é uma PG de primeiro termo a 1 = 3 e
n° termo é: razão q = 2
−9 −9
- (-36, -18, -9, , ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = -
2 4
1
𝐚𝐧 = 𝐚𝟏 + (𝐧 − 𝟏). 𝐫 36 e razão q =
2
5 5
- (15, 5, , ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 15 e razão
3 9
1
q=
3
Fórmula da soma dos n primeiros termos - (- 2, - 6, -18, - 54, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 2
e razão q = 3
- (1, - 3, 9, - 27, 81, - 243, ...) é uma PG de primeiro termo a1
(𝐚𝟏 + 𝐚𝐧 ). 𝐧 = 1 e razão q = - 3
𝐒𝐧 =
𝟐 - (5, 5, 5, 5, 5, 5,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 5 e
razão q = 1
- (7, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a 1 = 7 e
razão q = 0

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- (0, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a 1 = 0 e 2 2


Utilizando no exemplo acima: 𝑆 = 1 = 1 = 4, logo
razão q indeterminada 1−
2 2
dizemos que esta P.G. tem um limite que tenda a 4.
Classificação: uma P.G. é classificada de acordo com o
primeiro termo e a razão. Produto da soma de n termos

1- Crescente: quando cada termo é maior que o anterior.


Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 < 0 e 0 < q < 1. |𝐏𝐧 | = √(𝐚𝟏 . 𝐚𝐧 )𝐧
2- Decrescente: quando cada termo é menor que o
anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando a1 <
0 e q > 1. Temos as seguintes regras para o produto, já que esta
3- Alternante: quando cada termo apresenta sinal fórmula está em módulo:
contrário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0. 1- O produto de n números positivos é sempre positivo.
4- Constante: quando todos os termos são iguais. Isto 2- No produto de n números negativos:
ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também uma PA de a) se n é par: o produto é positivo.
razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG b) se n é ímpar: o produto é negativo.
estacionaria.
5- Singular: quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre Propriedades
quando a1 = 0 ou q = 0. 1- Numa P.G., com n termos, o produto de dois termos
equidistantes dos extremos é igual ao produto destes
Fórmula do termo geral extremos.
Em toda P.G. cada termo é o anterior multiplicado pela
razão, então temos: Exemplos 1: (3, 6, 12, 24, 48, 96, 192, 384,....)
1° termo: a1
2° termo: a2 = a1.q
3° termo: a3 = a2.q = a1.q.q = a1q2
4° termo: a4 = a3.q = a1.q2.q = a1.q3
5° termo: a5 = a4.q = a1.q3.q = a1.q4
. . . . .
. . . . .
. . . . .

n° termo é: Exemplo 2: (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64,....)

an = a1.qn – 1

Soma dos n primeiros termos

𝐚𝟏 . (𝐪𝐧 − 𝟏) - como podemos observar neste exemplo, temos um


𝐒𝐧 = número ímpar de termos. Neste caso sobrou um termo no
𝐪−𝟏 meio (8) que é chamado de termo médio e é igual a raiz
quadrada do produto dos extremos. Porém, só existe
termos médio se houver um número ímpar de termos.
Soma dos infinitos termos (ou Limite da soma)
Vamos ver um exemplo:
1 2- Numa P.G. se tivermos três termos consecutivos, o
Seja a P.G. (2, 1, ½, ¼, 1/8, 1/16, 1/32,.....) de a1 = 2 e q = termo médio é igual à média geométrica do termo anterior
2
se colocarmos na forma decimal, temos com o termo posterior. Ou seja, (a1, a2, a3,...) <==> a2 = √a3 . a1 .
(2; 1; 0,5; 0,25; 0,125; 0,0625; 0,03125;.....) se efetuarmos
a somas destes termos: Exemplo:
2+1=3
3 + 0,5 = 3,5
3,5 + 0,25 = 3,75
3,75 + 0,125 = 3,875 Questões
3,875 + 0,0625 = 3,9375
3,9375 + 0,03125 = 3,96875 01. (Pref. Amparo/SP – Agente Escolar – CONRIO)
. Descubra o 99º termo da P.A. (45, 48, 51,...)
. (A) 339
. (B) 337
Como podemos observar o número somado vai ficando (C) 333
cada vez menor e a soma tende a um certo limite. Então temos (D) 331
a seguinte fórmula:
02. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo
𝐚𝟏 – FCC) Uma sequência inicia-se com o número 0,3. A partir do
𝐒= → −𝟏 < 𝐪 2º termo, a regra de obtenção dos novos termos é o termo
𝟏−𝐪 anterior menos 0,07. Dessa maneira o número que
<𝟏 corresponde à soma do 4º e do 7º termos dessa sequência é
(A) –6,7.
(B) 0,23.

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(C) –3,1. geral, analisando seus diferentes fluxos de caixa ao longo do


(D) –0,03. tempo, muito utilizada hoje para programar a vida financeira
(E) –0,23. não só de empresas mais também dos indivíduos.
Existe também o que chamamos de Regime de
03. Os termos da sequência (10; 8; 11; 9; 12; 10; 13; …) Capitalização, que é a maneira pelo qual será pago o juro por
obedecem a uma lei de formação. Se an, em que n pertence a um capital aplicado ou tomado emprestado.
N*, é o termo de ordem n dessa sequência, então a30 + a55 é
igual a: Elementos Básicos:
(A) 58 - Valor Presente ou Capital Inicial ou Principal (PV, P
(B) 59 ou C): termo proveniente do inglês “Present Value”, sendo
(C) 60 caracterizado como a quantidade inicial de moeda que uma
(D) 61 pessoa tem em disponibilidade e concorda em ceder a outra
(E) 62 pessoa, por um determinado período, mediante o pagamento
Respostas de determinada remuneração.
01. Resposta: A.
r = 48 – 45 = 3 - Taxa de Juros (i): termo proveniente do inglês “Interest
𝑎1 = 45 Rate” (taxa de juros) e relacionado à sua maneira de
𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1)𝑟 incidência. Salientamos que a taxa pode ser mensal, anual,
𝑎99 = 45 + 98 ∙ 3 = 339 semestral, bimestral, diária, entre outras.

02. Resposta: D. - Juros (J): é o que pagamos pelo aluguel de determinada


𝑎𝑛 = 𝑎1 − (𝑛 − 1)𝑟 quantia por um dado período, ou seja, é a nomenclatura dada
𝑎4 = 0,3 − 3.0,07 = 0,09 à remuneração paga para que um indivíduo ceda
𝑎7 = 0,3 − 6.0,07 = −0,12 temporariamente o capital que dispõe.
𝑆 = 𝑎4 + 𝑎7 = 0,09 − 0,12 = −0,03
- Montante ou Valor Futuro (FV ou M): termo
03. Resposta: B. proveniente do inglês “Future Value”, sendo caracterizado em
Primeiro, observe que os termos ímpares da sequência é termos matemáticos como a soma do capital inicial mais os
uma PA de razão 1 e primeiro termo 10 - (10; 11; 12; 13; …). juros capitalizados durante o período. Em outras palavras, é a
Da mesma forma os termos pares é uma PA de razão 1 e quantidade de moeda (ou dinheiro) que poderá ser usufruída
primeiro termo igual a 8 - (8; 9; 10; 11; …). no futuro. Em símbolos, escrevemos FV = PV + J.
Assim, as duas PA têm como termo geral o seguinte
formato: - Tempo ou período de capitalização (n ou t): nada mais
(1) ai = a1 + (i - 1).1 = a1 + i – 1 é do que a duração da operação financeira, ou seja, o horizonte
Para determinar a30 + a55 precisamos estabelecer a regra da operação financeira em questão. O prazo pode ser descrito
geral de formação da sequência, que está intrinsecamente em dias, meses, anos, semestres, entre outros.
relacionada às duas progressões da seguinte forma:
- Se n (índice da sucessão) é ímpar temos que n = 2i - 1, ou JUROS SIMPLES
seja, i = (n + 1)/2;
- Se n é par temos n = 2i ou i = n/2. Em regime linear de juros (ou juros simples), o juro é
Daqui e de (1) obtemos que: determinado tomando como base de cálculo o capital da
an = 10 + [(n + 1)/2] - 1 se n é ímpar operação, e o total do juro é devido ao credor (aquele que
an = 8 + (n/2) - 1 se n é par empresta) no final da operação. As operações aqui são de
Logo: curtíssimo prazo, exemplo: desconto simples de duplicata,
a30 = 8 + (30/2) - 1 = 8 + 15 - 1 = 22 e “Hot Money” entre outras.
a55 = 10 + [(55 + 1)/2] - 1 = 37 No juros simples o juro de cada intervalo de tempo sempre
E, portanto: é calculado sobre o capital inicial emprestado ou aplicado.
a30 + a55 = 22 + 37 = 59.
Chamamos de simples os juros que são somados ao capital
inicial no final da aplicação.
6. Juros simples e
Devemos sempre relacionar taxa e tempo numa mesma
compostos, descontos. 7. unidade:
Taxas de juros: nominal, Taxa anual Tempo em anos
efetiva, equivalente, real e Taxa mensal Tempo em meses
Taxa diária Tempo em dias
aparente. 8. Rendas
E assim sucessivamente
uniformes e variáveis. 9.
Capitalização financeira. 10. Exemplo:
Amortizações de Uma pessoa empresta a outra, a juros simples, a quantia de
R$ 4. 000,00, pelo prazo de 5 meses, à taxa de 3% ao mês.
empréstimos e Quanto deverá ser pago de juros?
financiamentos. Resolução:
- Capital aplicado (C): R$ 4.000,00
- Tempo de aplicação (t): 5 meses
JUROS - Taxa (i): 3% ou 0,03 a.m. (= ao mês)

A Matemática Financeira é um ramo da Matemática Fazendo o cálculo, mês a mês:


Aplicada que estuda as operações financeiras de uma forma - No final do 1º período (1 mês), os juros serão: 0,03 x R$
4.000,00 = R$ 120,00

Raciocínio Lógico 14
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- No final do 2º período (2 meses), os juros serão: R$ 45.000


120,00 + R$ 120,00 = R$ 240,00 i=
- No final do 3º período (3 meses), os juros serão: R$ 750
240,00 + R$ 120,00 = R$ 360,00 i = 60
- No final do 4º período (4 meses), os juros serão: R$ Resposta: 60% ao ano.
360,00 + R$ 120,00 = R$ 480,00
- No final do 5º período (5 meses), os juros serão: R$ 2) Qual o valor dos juros correspondentes a um
480,00 + R$ 120,00 = R$ 600,00 empréstimo de R$ 10.000,00, pelo prazo de 15 meses,
sabendo-se que a taxa cobrada é de 3% a m.?
Desse modo, no final da aplicação, deverão ser pagos R$ Dados:
600,00 de juros. PV = 10.000,00
n = 15 meses
i = 3% a.m = 0,03
J=?
Solução:
J = PV.i.n → J = 10.000 x 0,03 x 15 → J = 4.500,00

Para não esquecer!!!


Só podemos efetuar operações algébricas com valores
referenciados na mesma unidade, ou seja, se apresentarmos
a taxa de juros como a anual, o prazo em questão também
deve ser referenciado em anos. Ou seja, as unidades de tempo
referentes à taxa de juros (i) e do período (t), tem de ser
necessariamente iguais. Este é um detalhe importantíssimo,
que não pode ser esquecido!

Fazendo o cálculo, período a período: Questões


- No final do 1º período, os juros serão: i.C
- No final do 2º período, os juros serão: i.C + i.C 01. (BAHIAGAS – Analista de Processos
- No final do 3º período, os juros serão: i.C + i.C + i.C Organizacionais – Administração – IESES/2016) Uma
-------------------------------------------------------------------------- aplicação de R$ 1.000.000,00 resultou em um montante de R$
---- 1.240.000,00 após 12 meses. Dentro do regime de Juros
- No final do período t, os juros serão: i.C + i.C + i.C + ... + i.C Simples, a que taxa o capital foi aplicado?
(A) 1,5% ao mês.
Portanto, temos: (B) 4% ao trimestre.
J=C.i.t (C) 20% ao ano.
(D) 2,5% ao bimestre.
(E) 12% ao semestre.
1) O capital cresce linearmente com o tempo;
2) O capital cresce a uma progressão aritmética de 02. (CODAR – Motorista II – EXATUS-PR/2016) Mirtes
razão: J = C.i aplicou um capital de R$ 670,00 à taxa de juros simples, por
3) A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma um período de 16 meses. Após esse período, o montante
unidade. retirado foi de R$ 766,48. A taxa de juros praticada nessa
4) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa na forma transação foi de:
decimal. (A) 9% a.a.
5) Chamamos de montante (M) ou FV (valor futuro) a (B) 10,8% a.a.
soma do capital com os juros, ou seja: (C) 12,5% a.a.
Na fórmula J= C . i . t, temos quatro variáveis. Se três (D) 15% a.a.
delas forem valores conhecidos, podemos calcular o 4º
valor. 03. (Pref.de Flores da Cunha/RS – Atendente de
Farmácia – UMA Concursos/2015) Qual o valor do capital
M = C + J  M = C. (1+i.t) que aplicado por um ano e meio, a uma taxa de 1,3% ao mês,
em regime de juros simples resulta em um montante de R$
68.610,40 no final do período?
(A) R$ 45.600,00
Exemplos:
(B) R$ 36.600,00
1) A que taxa esteve empregado o capital de R$ 25.000,00
(C) R$ 55.600,00
para render, em 3 anos, R$ 45.000,00 de juros? (Observação:
(D) R$ 60.600,00
Como o tempo está em anos devemos ter uma taxa anual.)
Respostas
C = R$ 25.000,00
t = 3 anos
01. Resposta: E.
j = R$ 45.000,00
C = 1.000.000,00
i = ? (ao ano)
M = 1.240.000,00
C.i.t t = 12 meses
j=
100 i=?
25000.i.3 M = C.(1+it) → 1240000 = 1000000(1 + 12i) → 1 + 12i =
45 000 = 1240000 / 1000000 → 1 + 12i = 1,24 → 12i = 1,24 – 1 → 12i =
100 0,24 → i = 0,24 / 12 → i = 0,02 → i = 0,02x100 → i = 2% a.m
45 000 = 750 . i

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Como não encontramos esta resposta nas alternativas, Graficamente temos, que o crescimento do
vamos transformar, uma vez que sabemos a taxa mensal: principal(capital) segundo juros simples é LINEAR,
Um bimestre tem 2 meses → 2 x 2 = 4% a.b. CONSTANTE enquanto que o crescimento segundo juros
Um trimestre tem 3 meses → 2 x 3 = 6% a.t. compostos é EXPONENCIAL, GEOMÉTRICO e, portanto tem um
Um semestre tem 6 meses → 2 x 6 = 12% a.s. crescimento muito mais "rápido".
Um ano tem 1 ano 12 meses → 2 x 12 = 24% a.a.

02. Resposta: B.
Pelo enunciado temos:
C = 670
i=?
n = 16 meses
M = 766,48
Aplicando a fórmula temos: M = C.(1+in) → 766,48 = 670
(1+16i) → 1 + 16i = 766,48 / 670 →1 + 16i = 1,144 → 16i =
1,144 – 1 → 16i = 0,144 → i = 0,144 / 16 → i = 0,009 x 100 → i
= 0,9% a.m.
Observe que as taxas das alternativas são dadas em ano,
logo como 1 ano tem 12 meses: 0,9 x 12 = 10,8% a.a.

03. Resposta: C.
- O montante após 1º tempo é igual tanto para o regime de
C=?
juros simples como para juros compostos;
n = 1 ano e meio = 12 + 6 = 18 meses
- Antes do 1º tempo o montante seria maior no regime de
i = 1,3% a.m = 0,013
juros simples;
M = 68610,40
- Depois do 1º tempo o montante seria maior no regime
Aplicando a fórmula: M = C (1+in) → 68610,40 = C
de juros compostos.
(1+0,013.18) → 68610,40 = C (1+0,234) → C = 68610,40 =
C.1,234 → C = 68610,40 / 1,234 → C = 55600,00.
Fique por
dentro!!
JUROS COMPOSTOS
A inflação,
No regime exponencial de juros (ou juros compostos) é
termo também
incorporado ao capital não somente os juros referentes a cada
que ouvimos
período, mas também os juros sobre os juros acumulados até
comumente no
o momento anterior. Pode-se falar que é um comportamento
cotidiano, é um
equivalente a uma progressão geométrica (PG), pela qual os
fenômeno que
juros incidem sempre sobre o saldo apurado no início do
desgasta o
período correspondente (e não unicamente sobre o capital
capital,
inicial). É o que chamamos no linguajar habitual de “juros
determinando o
sobre juros”.
volume cada
Na prática, as empresas, órgãos governamentais e
vez menor de
investidores particulares costumam reinvestir as quantias
compra com o
geradas pelas aplicações financeiras, o que justifica o emprego
mesmo
mais comum de juros compostos na Economia. Na verdade, o
montante.
uso de juros simples não se justifica em estudos econômicos.

Exemplo:
Considere o capital inicial (C) $1500,00 aplicado a uma Juros Compostos e Logaritmos
taxa mensal de juros compostos (i) de 10% (i = 10% a.m.). Para resolução de algumas questões que envolvam juros
Vamos calcular os montantes (capital + juros), mês a mês: compostos, precisamos ter conhecimento de conceitos de
Após o 1º mês, teremos: M1 = 1500 x 1,1 = 1650 = 1500(1 logaritmos, principalmente aquelas as quais precisamos achar
+ 0,1) o tempo/prazo. É muito comum ver em provas o valor dado do
Após o 2º mês, teremos: M2 = 1650 x 1,1 = 1815 = 1500(1 logaritmo para que possamos achar a resolução da questão.
+ 0,1)2
Após o 3º mês, teremos: M3 = 1815 x 1,1 = 1996,5 = 1500(1 Exemplos:
+ 0,1)3 1) Expresse o número de períodos t de uma aplicação, em
..................................................................................................... função do montante M e da taxa de aplicação i por período.
Após o nº (enésimo) mês, sendo M o montante, teremos Solução:
evidentemente: M = 1500(1 + 0,1)t Temos M = C(1+i)t
De uma forma genérica, teremos para um capital C, Logo, M/C = (1+i)t
aplicado a uma taxa de juros compostos (i) durante o período Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos
(t): escrever:
M = C (1 + i)t t = log (1+ i ) (M/C) . Portanto, usando logaritmo decimal
(base 10), vem:
Saiba mais!!!
𝐥𝐨𝐠⟨𝑴|𝑪⟩ 𝐥𝐨𝐠 𝑴 − 𝐥𝐨𝐠 𝑪
(1+i)t ou (1+i)n é conhecido como fator de 𝒕= =
acumulação de capital (FC) e o seu inverso, 𝐥𝐨𝐠(𝟏 + 𝒊) 𝐥𝐨𝐠(𝟏 + 𝒊)
1/(1+i)n é o fator de atualização de capital (FA).
Temos também da expressão acima que: t.log(1 + i) = logM
– logC

Raciocínio Lógico 16
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Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos juros Respostas


compostos é uma aplicação prática do estudo dos logaritmos.
01. Resposta: D.
2) Um capital é aplicado em regime de juros compostos a 10% = 0,1
uma taxa mensal de 2% (2% a.m.). Depois de quanto tempo 𝑀 = 𝐶 . (1 + 𝑖)𝑡
este capital estará duplicado? 𝑀 = 𝐶 . (1 + 0,1)3
Solução: 𝑀 = 𝐶 . (1,1)3
Sabemos que M = C (1 + i)t. Quando o capital inicial estiver 𝑀 = 1,331. 𝐶
duplicado, teremos M = 2C. Como, M = C + j , ou seja , j = M – C , temos:
Substituindo, vem: 2C = C(1+0,02)t [Obs: 0,02 = 2/100 = j = 1,331.C – C = 0,331 . C
2%] 0,331 = 33,10 / 100 = 33,10%
Simplificando, fica:
2 = 1,02t , que é uma equação exponencial simples. 02. Resposta: B.
Teremos então: t = log1,022 = log2 /log1,02 = 0,30103 / C=60.000 ; i = 2% a.m = 0,02 ; t = 3m
0,00860 = 35 𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡 ⇒ 𝑀 = 60000(1 + 0,02)3 ⇒ 𝑀
= 60000 + (1,02)3 ⇒ 𝑀 = 63672,48
Nota: log2 = 0,30103 e log1,02 = 0,00860; estes valores O montante a ser sacado será de R$ 63.672,48.
podem ser obtidos rapidamente em máquinas calculadoras
científicas. Caso uma questão assim caia no vestibular ou 03. Resposta: D.
concurso, o examinador teria de informar os valores dos C1º ano = 10.000 ; C2º ano = 20.000
logaritmos necessários, ou então permitir o uso de calculadora 𝑀1 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡
na prova, o que não é comum no Brasil. 𝑀1 = 10000(1 + 𝑖)2 𝑀2 = 20000(1 + 𝑖)1
Portanto, o capital estaria duplicado após 35 meses M1+M2 = 384000
(observe que a taxa de juros do problema é mensal), o que 38400 = 10000(1 + 𝑖)2 + 20000(1 + 𝑖) (: 400)
equivale a 2 anos e 11 meses. 96 = 25(1 + 2𝑖 + 𝑖 2 ) + 50 + 50𝑖
Resposta: 2 anos e 11 meses. 96 = 25 + 50𝑖 + 25𝑖 2 + 50 + 50𝑖
25𝑖 2 + 100𝑖 − 21 = 0
Fica a dica!!! Têm se uma equação do segundo grau, usa-se então a
- Em juros simples quando a taxa de juros(i) estiver em fórmula de Bháskara:
unidade diferente do tempo(t), pode-se colocar na mesma ∆= 1002 − 4 ∙ 25 ∙ (−21) = 12100
unidade de (i) ou (t). 𝑖=
−100±110
- Em juros compostos é preferível colocar o (t) na 50
−100+110 10
mesma unidade da taxa (i). 𝑖1 = = = 0,2
50 50
−100−110
𝑖2 = = −4,4 (𝑛ã𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑣é𝑚)
50

Questões
É correto afirmar que a taxa é de 20%
01. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Referências
Matemática – CAIPIMES) Um capital foi aplicado por um MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição –
período de 3 anos, com taxa de juros compostos de 10% ao Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
SAMANEZ, Carlos P. Matemática Financeira: aplicações à análise de
ano. É correto afirmar que essa aplicação rendeu juros que investimentos. 4 Edição. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
corresponderam a, exatamente:
(A) 30% do capital aplicado. DESCONTOS
(B) 31,20% do capital aplicado.
(C) 32% do capital aplicado. Quando temos um título, seja ele uma duplicata, uma nota
(D) 33,10% do capital aplicado. promissória, letra de câmbio etc, e temos a necessidade de
obtermos o seu valor antes da data de vencimento, as
02. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO instituições financeiras cobram por esta antecipação uma taxa
ADMINISTRATIVO – FCC) José Luiz aplicou R$60.000,00 num administrativa que incide sobre o valor do título (valor
fundo de investimento, em regime de juros compostos, com nominal).
taxa de 2% ao mês. Após 3 meses, o montante que José Luiz
poderá sacar é Exemplo:
(A) R$63.600,00.
(B) R$63.672,48.
(C) R$63.854,58.
(D) R$62.425,00.
(E) R$62.400,00.

03. (PM/SP – OFICIAL – VUNESP) Pretendendo aplicar


em um fundo que rende juros compostos, um investidor fez
uma simulação. Na simulação feita, se ele aplicar hoje R$
10.000,00 e R$ 20.000,00 daqui a um ano, e não fizer nenhuma
retirada, o saldo daqui a dois anos será de R$ 38.400,00. Desse
modo, é correto afirmar que a taxa anual de juros considerada
nessa simulação foi de
(A) 12%.
(B) 15%.
(C) 18%.
(D) 20%.
(E) 21%.

Raciocínio Lógico 17
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APOSTILAS OPÇÃO

Fonte:
https://centraldefavoritos.wordpress.com/2012/05/30/titul N. i. t
os-de-credito/ DRS =
1 + i. t
Ao resgatar uma duplicata dois meses, antes da data do
vencimento (04/03/2005), o credor José da Silva (aquele que Caso na hora da prova você não lembre a fórmula acima,
receber o valor da mesma) recebe uma quantia de R$ 460,00. basta lembrar as de juros simples e fazer as respectivamente
A essa diferença entre o valor título (valor nominal) e o as associações.
valor recebido (valor atual) damos o nome de desconto.
Exemplo:
D=N–A (ASSAF NETO). Seja um título de valor nominal de R$
Onde: 4.000,00 vencível em um ano, que está sendo liquidado 3
D = desconto meses antes de seu vencimento. Sendo de 42% a.a. a taxa
N = valor nominal nominal de juros corrente, pede-se calcular o desconto e o
A = valor atual valor descontado desta operação.
N = 4 000
O desconto concedido pelo banco, para o resgate de um t = 3 meses
título antes do vencimento é maior, resultando num resgate de i = 42% a.a = 42 / 12 = 3,5% a.m = 0,035
menor valor para o proprietário do título. O desconto é o D=?
contrário da capitalização. Vd = ?

Comparando com o regime de juros, observamos que: N. i. t 4000.0,035.3 420


DRS = = = = 380,10
1 + i. t 1 + 0,035.3 1,105
- o Valor Atual, ou valor futuro (valor do resgate) nos
dá ideia de Montante; Vd = 4 000 – 380,10 = 3 619,90
- o Valor Nominal, nome do título (valor que resgatei)
nos dá ideia de Capital;
- e o Desconto nos dá ideia de Juros. Desconto Comercial Simples (por fora)
O desconto comercial ou bancário nos passa a ideia de que
alguém está “levando” um por fora, pois todas as taxas são
Os descontos são nomeados simples ou compostos em cobradas em cima do valor nominal (N) do título. O valor
função do cálculo dos mesmos terem sido no regime de juros nominal é sempre maior e é justamente onde eles querem
simples ou compostos, respectivamente. Os descontos ganhar.
(simples ou compostos) podem ser divididos em:
Como associamos as fórmulas a juros simples, escrevemos
Racional
Simples { a mesma como fizemos com desconto racional, alterando o
Comercial
valor atual pelo nominal.
Racional
Composto {
Comercial

DESCONTO SIMPLES

Desconto Racional Simples (por dentro)


O desconto racional nos passa a ideia de “honesto”, pois
todas a taxas são cobradas em cima do valor atual (A) do título. Exemplo:
Um comerciante poderá escolher uma das opções abaixo
Associando com o juros simples teremos: para descontar, hoje, um título que vence daqui a 45 dias.
I. Banco A: a uma taxa de 2% ao mês, segundo uma
operação de desconto comercial simples, recebendo no ato o
valor de R$ 28.178,50.
II. Banco B: a uma taxa de 2,5% ao mês, segundo uma
operação de desconto racional simples.
Utilizando a convenção do ano comercial, caso opte por
descontar o título no Banco B, o comerciante receberá no ato
do desconto o valor de:
(A) R$ 27.200,00
(B) R$ 27.800,00
(C) R$ 28.000,00
(D) R$ 28.160,00
(E) R$ 28.401,60

Observe que todas as taxas estão no mesmo período.


Banco A (desconto comercial simples)
Das fórmulas acimas podemos escrever também uma
i = 2% a.m = 0,02
outra:
A = 28 178,50
DRS = A.i.t e
N N=?
𝐴= , então
1+i.t
Dcs = N.i.t ; D = N – A , vamos igualar os descontos:
N – A = N.i.t → N – 28 178,5 = N.0,02.1,5 → N – 0,03.N = 28
178,5 → 0,97N = 28 178,5 →

Raciocínio Lógico 18
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APOSTILAS OPÇÃO

N = 28 178,5 / 0,97 → N = 29 050. 03. O desconto simples comercial de um título é de R$


860,00, a uma taxa de juros de 60% a.a.. O valor do desconto
Banco B (desconto racional simples) simples racional do mesmo título é de R$ 781,82, mantendo-se
i = 2,5% a.m = 0,025 a taxa de juros e o tempo. Nesse as condições, o valor nominal
t = 1,5 meses do rótulo é de:
A =?
N = A.(1 + i.t) Respostas
29 050 = A.(1 + 0,025.1,5) → 29 050 = A .1,0375 → A = 29
050 / 1,0375 → A = 28 000 01. Resposta: 200 000.
Resposta: C. h = 0,04
t=3
Desconto comercial (bancário) acrescido de uma taxa iB = 0,12 . 3
pré-fixada AB = N . [1 - (iB + h)]
Em alguns casos teremos acréscimos de taxas pré-fixadas 300 000 = N . [1 - (0,12.3 + 0,04)]
aos títulos, que são as taxas de despesas 300 000 = N . [1 – 0,4]
bancárias/administrativas (comissões, taxas de serviços, ...) N = 500 000
cobradas sobre o valor nominal (N). Quando as mesmas Vc = 0,04 . N
aparecem nos enunciados, devemos soma-la a taxa de juros, Vc = 0,04 . 500 000
conforme a fórmula abaixo: Vc = 20 000

Db = N. (i.t + h) 02. Resposta: A.


1º título - Dcs
Onde: t = 4 meses
Dc = desconto comercial ou bancário i = 2% a.m
N = valor nominal A = 29440
i = taxa de juros cobrada N1 = ?
t = tempo ou período D=N–A
h = taxa de despesas administrativas ou bancárias. Dcs = N.i.t → N – A = N.i.t → N – 29440 = N.0,02.4 → N –
29440 = N.0,08 → N – 0,08N = 29440 → 0,02N = 29440 → N =
Temos ainda o valor bancário recebido, que nada mais é 29440 / 0,02 → N = 32000
que: Vb = N – Db , na qual podemos escrever da seguinte forma:
2º título - Drs
V = N – Db → Vb = N – N (i.t + h) → Vb = N.[ 1 - (i.t + h)] t = 4 meses
i = 2% a.m
Relação entre Desconto Comercial (Dc) e Desconto A = 20000
Racional (Dr) N2 = ?
Algumas questões propõem a utilização dessa relação para N = A (1 + i.t) → N = 20000 (1 + 0,02.4) → N = 20000 (1 +
sabermos o valor do desconto caso fosse utilizado o desconto 0,08) → N = 20000.1,08 → N = 21600
comercial e precisássemos saber o desconto racional e vice- Como o enunciado da questão pede a soma dos valores
versa. nominais, então teremos:
A relação é dada por: N1 + N2 → 32000 + 21600 = 53600.

Dc = Dr . (1 + i.t) 03. Resposta: 8600,22.


Dc = 860
Dr = 781,82
Questões Usando N = (Dc . Dr) / (Dc – Dr),
N = (860 . 781,82) / (860 – 781,82) = 672365,2 / 78,18 =
01. Um banco ao descontar notas promissórias, utiliza o 8600,22
desconto comercial a uma taxa de juros simples de 12% a.m. O
banco cobra, simultaneamente uma comissão de 4% sobre o
valor nominal da promissória. Um cliente do banco recebe R$ DESCONTO COMPOSTOS
300.000,00 líquidos, ao descontar uma promissória vencível
em três meses. O valor da comissão é de: Desconto Racional Composto (por dentro)
As fórmulas estão associadas com os juros compostos,
02. (MPE/RN – Analista Administração - FCC) Dois assim teremos:
títulos são descontados em um banco 4 meses antes de seus
vencimentos com uma taxa de desconto, em ambos os casos,
de 2% ao mês. O valor atual do primeiro título foi igual a R$
29.440,00 e foi utilizada a operação de desconto comercial
simples. O valor atual do segundo título foi igual a R$
20.000,00 e foi utilizada a operação de desconto racional
simples. A soma dos valores nominais destes dois títulos é
igual a
(A) R$ 53.600,00.
(B) R$ 54.200,00.
(C) R$ 55.400,00.
(D) R$ 56.000,00.
(E) R$ 56.400,00.

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APOSTILAS OPÇÃO

Desconto Comercial Composto (por fora) (A) 11%.


Como a taxa incide sobre o Valor Nominal (maior valor), (B) 13%.
trocamos na fórmula o N pelo A e vice versa, mudando o sinal (C) 14%.
da taxa (de positivo para negativo). (D) 15%.
(E) 16%.
Respostas

01. Resposta: C.
t = 30 dias = 1 mês (1º título) e 60d = 2 meses(2º título)
Drc
i = 5% a.m = 0,05
N1 + N2 = 5418
A1 + A2 = 5005 → A1 = 5005 – A2
Observações: Temos que o Drc é dado por :
N = A (1 + i)t → N1 = A1 (1 + 0,05)1 e N2 = A2 (1,05)2 → N2
Algumas literaturas representam o tempo pela = A2.(1,1025)
letra n ao invés de t, para o tempo, S ou FN (VN) ao N1 + N2 = 5418 , substituindo teremos:
invés de N para o valor nominal e C ao invés de A A1 (1,05) + A2(1,1025) = 5418 , como temos que A1 =
ou FA (VA) para o valor atual, d ao invés de i para 5005 – A2 :
(5005 – A2).(1,05) + A2(1,1025) = 5418 → 5255,25 – 1,05
a taxa de juros, entre outras. Essas convenções
A2 + 1,1025 A2 = 5418 →
literárias não alteram os cálculos, só precisamos 0,0525 A2 = 5418 – 5255,25 → 0,0525 A2 = 162,75 → A2
saber o que cada letra representa dentro do = 3100 e A1 = 5005 – 3100 = 1905
contexto e aplica-los. N1 = 1,05 .1905 = 2000,25 e N2 = 1,1025. 3100 = 3417,75
O maior é N2 e o menor N1 , assim faremos N2 – N1 =
3417,75 – 2000,25 = 1417,5
Questões
02. Resposta: CERTO.
Como ele pede para saber se antecipássemos o valor da 3º
01. (PREF.MUNICIPAL DE SÃO PAULO – Auditor Fiscal parcela em um 1 ano, termos:
Tributário Municipal – FCC) Dois títulos, um com N = 132.000
vencimento daqui a 30 dias e outro com vencimento daqui a t=1
60 dias, foram descontados hoje, com desconto racional i = 10% a.a = 0,10
composto, à taxa de 5% ao mês. Sabe-se que a soma de seus - Para o Desconto Racional Composto: A = N / (1 + i) t
valores nominais é R$ 5.418,00 e a soma dos valores líquidos A = 132.000 / (1 + 0,1)¹ → A = 132.000 / 1,1
recebidos é R$ 5.005,00. O maior dos valores nominais supera - Fazendo no Desconto Racional Simples: A = N / (1 + i.t)
o menor deles em A = 132.000 / (1 + 0,1.1)
(A) R$ 1.195,00. A = 132.000 / 1,1
(B) R$ 1.215,50. Ao anteciparmos 3° parcela em um ano, o desconto obtido
(C) R$ 1.417,50. com o valor desta parcela será o mesmo que seria obtido se
(D) R$ 1.484,00. fosse utilizado desconto racional simples.
(E) R$ 1.502,50.
03. Resposta: B.
02. (TCU – Auditor Federal de Controle Esterno – O termo real faz referência a racional.
CESPE) Na contração de determinada empresa por certo N = 15961,25
órgão público, ficou acordado que o administrador pagaria R$ t = 2 anos
200.000,00 para a contração do serviço, mais quatro parcelas Drc = 3461,25
iguais no valor de R$ 132.000,00 cada a serem pagas, i=?
respectivamente, no final do primeiro, segundo, terceiro e D = N – A → 3461,25 = 15961,25 – A → A = 15961,25 –
quarto anos consecutivos à assinatura do contrato. Considere 3461,25 → A = 12500
que a empresa tenha concluído satisfatoriamente o serviço N = A (1 + i)t → 15961,25 = 12500.(1 + i)2 → (1 + i)2 =
dois anos após a contração e que tenha sido negociada a 15961,25 / 12500 → (1 + i)2 = 1,2769 → 1 + i = √ 1,279 → 1,13
antecipação das duas últimas parcelas para serem pagas = 1 + i → i = 1,13 – 1 → i = 0,13 → i = 13%
juntamente com a segunda parcela.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir. TAXAS DE JUROS: NOMINAL, EFETIVA,
Se para o pagamento for utilizado desconto racional EQUIVALENTES, PROPORCIONAIS, REAL E APARENTE1
composto, a uma taxa de 10% ao ano, na antecipação das
parcelas, o desconto obtido com o valor da terceira parcela As taxas de juros são índices fundamentais no estudo da
será o mesmo que seria obtido se fosse utilizado desconto matemática financeira. Os rendimentos financeiros são
racional simples. responsáveis pela correção de capitais investidos perante uma
( ) Certo ( ) Errado determinada taxa de juros. As taxas serão incorporadas
sempre ao capital.
03. (TCE/PR – Analista de Controle – Área Atuarial -
FCC) O valor do desconto de um título de valor nominal igual Taxa Efetiva
a R$ 15.961,25, resgatado 2 anos antes de seu vencimento e São aquelas onde a taxa da unidade de tempo coincide com
segundo o critério do desconto composto real, é igual a R$ a unidade de tempo do período de capitalização(valorização).
3.461,25. A taxa anual de desconto utilizada foi de Utilizado muito em caderneta de poupança.

1MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio http://www.mundoeducacao.com/matematica/taxa-efetiva-taxa-real.htm


de Janeiro: Elsevier,2013.

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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplos:

- Uma taxa de 75% ao ano com capitalização anual.


- Uma taxa de 11% ao trimestre com capitalização
trimestral.

Quando no enunciado não estiver citando o período de


capitalização, a mesma vai coincidir com unidade da taxa. Em
outras palavras iremos trabalhar com taxa efetiva!!!

Taxa Nominal
São aquelas cujas unidade de tempo NÂO coincide com as - 24% a.a é equivalente a %a.m?
unidades de tempo do período de capitalização. Vamos aplicar o conceito acima, para resolução deste
Exemplos: exemplo:
(1+ia)=(1+im)12 (expoente na menor unidade de tempo)→
(1+0,24) = (1+im)12 → 1,24 = (1+im)12 → Para retirar o
expoente, basta fazermos a operação inversa da potenciação →
12 12
√1,24 = √(1 + 𝑖𝑚 )12
1
12
√1,24 = 1 + 𝑖𝑚 → 𝑖𝑚 = 1,2412 − 1
- 5% ao trimestre com capitalização semestral. Algumas bancas informam o valor da raiz, outras deixam
- 15% ao semestre com capitalização bimestral. como está.

Para resolução de questões com taxas nominais 𝒏


𝒎
devemos primeiramente descobri a taxa efetiva √𝒂𝒎 = 𝒂 𝒏
(multiplicando ou dividindo a taxa)
Taxa Real, Aparente e Inflação
Taxa Real (ir) = taxa que considera os efeitos da inflação e
Exemplo: seus ganhos.
Taxa Aparente (ia) = taxa que não considera os efeitos da
inflação (são as taxas efetivas/nominais).
Taxa de Inflação (ii) = a inflação representa a perda do
poder de compra.

Podemos escrever todas essas taxas em função uma das


outras:
(1+ia) = (1+ir).(1+ii)

𝑀
Onde: (1 + 𝑖𝑎 ) = , independe da quantidade de períodos
𝐶
e do regime de juros.
Como são 12 meses que existem no ano, então dividimos a
Exemplos:
taxa por 12, trazendo a taxa para o mesmo período da
1) Uma aplicação no mercado financeiro forneceu as
capitalização, tendo assim a taxa efetiva da operação.
seguintes informações:
− Valor aplicado no início do período: R$ 50.000,00.
Toda taxa nominal traz implícita uma taxa efetiva que deve
− Período de aplicação: um ano.
ser calculada proporcionalmente.
− Taxa de inflação no período de aplicação: 5%.
− Taxa real de juros da aplicação referente ao período: 2%.
Taxas Proporcionais ou Lineares (regime de juros
Se o correspondente montante foi resgatado no final do
simples)
período da aplicação, então o seu valor é
São taxas em unidade de tempo diferente que aplicadas
(A) R$ 53.550,00.
sobre o mesmo capital ao mesmo período de tempo irão gerar
(B) R$ 53.500,00.
o mesmo montante.
(C) R$ 53.000,00.
(D) R$ 52.500,00.
Exemplos:
(E) R$ 51.500,00.
- 2% a.s é proporcional quantos % a.a?
Como 1 ano tem 2 semestre→ 2%. 2(semestres) = 4% a.a
Observe que o período de aplicação é de 1 ano, então tanto
- Uma taxa de 60% a.a geraria as seguintes taxas: 5% a.m
faz utilizar o regime de juros simples ou compostos.
(60%/12 meses);10% a.b (60%/6 bimestres); 20%
C = R$ 50.000,00
a.q(60%/3quadrimestres) ....
t= 1 ano
ii = 5% = 0,05
Taxas Equivalentes (regime de juros compostos)
ir = 2% = 0,02
As taxas de juros se expressam também em função do
M=?
tempo da operação, porém não de forma proporcional, mas de
forma exponencial, ou seja, as taxas são ditas equivalentes.
(1+ia) = (1+ir).(1+ii) → (1+ia) = (1+0,02).(1+0,05i) → (1+ia)
Exemplos:
= 1,02 . 1,05 → (1+ia) = 1,071 →

Raciocínio Lógico 21
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ia = 1,071-1 → ia = 0,071(taxa efetiva da operação) (A) 12,5% trimestral.


Aplicando a fórmula do montante: M = C.(1+i)t → M= 50 (B) 16% quadrimestral.
000.(1+0,071)1 → 50 000. 1,071 → (C) 25,5% semestral.
M= 53.550,00 (D) 36,0% anual.
Resposta: A. (E) 52% anual.

2) Uma pessoa investiu R$ 1.000,00 por 2 meses, Respostas


recebendo ao final desse prazo o montante de R$ 1.060,00. Se, 01. Resposta: C.
nesse período, a taxa real de juros foi de 4%, então a taxa de I. Carlos: 12 . 100 = 1200
inflação desse bimestre foi de aproximadamente II. Ana: 100 + 11 . 100 = 100 + 1100 = 1200
(A) 1,92. Os valores são iguais, porém Carlos não deu entrada e Ana
(B) 1,90. sim. Por isso, a taxa de juros do plano de Ana foi maior que a
(C) 1,88. de Carlos.
(D) 1,86.
(E) 1,84. 02. Resposta: B.
Neste exemplo, está nos faltando saber o valor da taxa de 21% a. t capitalizados mensalmente (taxa nominai), como
juros aparente, mas com as outras informações do enunciado um trimestre tem 3 meses, 21/3 = 7% a.m(taxa efetiva).
podemos chegar ao seu valor: im = taxa ao mês
C = 1.000,00 it= taxa ao trimestre.
M = 1.060,00 (1+im)3 = (1+it) → (1+0,07)3 = 1+it → (1,07)3 = 1+it →
t = 2 meses 1,225043 = 1+it → it= 1,225043-1 → it = 0,225043 x 100 → it=
ir = 4% = 0,04 22,5043%
i i= ?
𝑀 1060 03. Resposta: C.
(1 + 𝑖𝑎 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑎 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑎 ) = 1,06
𝐶 1000 Sabemos que taxas a juros simples são ditas taxas
proporcionais ou lineares. Para resolução das questões vamos
(1 + 𝑖𝑎 ) = (1 + 𝑖𝑟 ). (1 + 𝑖𝑖 ) ⇒ 1,06 = (1 + 0,04). (1 + 𝑖𝑖 ) avaliar item a item para sabermos se está certo ou errado:
1,06 4,25% a.m
⇒ (1 + 𝑖𝑖 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑖 ) = 1,0192
1,04 Trimestral = 4,25 .3 = 12,75 (errada)
⇒ Quadrimestral = 4,25 . 4 = 17% (errada)
𝑖𝑖 = 1,0192 − 1 ⇒ 𝑖𝑖 = 0,0192 Semestral= 4,25 . 6 = 25,5 % (correta)
⇒ 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 100(𝑝𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙) ⇒ 1,92 Anual = 4,25.12 = 51% (errada)

Questões RENDAS UNIFORMES

01. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Renda, também conhecida como anuidade, é todo valor
Matemática – CAIPIMES) Considere as seguintes situações: utilizado sucessivamente para compor um capital ou pagar
I- Carlos comprou um produto que à vista custava R$ uma dívida. As rendas são um dos principais conceitos que
1.000,00. Como ele não tinha todo esse valor, ele fez um plano baseiam os financiamentos ou empréstimos. Nessas rendas
de pagamento com 12 prestações iguais, de R$ 100,00 cada são realizadas uma série de pagamentos (parcelas ou termos)
uma, sem entrada. para arrecadar um fundo de poupança, pagar dívidas, financiar
II- Ana comprou o mesmo produto que Carlos, na mesma imóveis, etc.
loja e com o mesmo preço à vista, mas fez o seguinte plano de As rendas, também chamadas de séries periódicas
pagamento: uma entrada de R$ 100,00 e mais 11 prestações uniformes, são aquelas em que todos os elementos já estão
de R$ 100,00 cada uma. pré-determinados e podem ser classificados de acordo com o
tempo, a variação dos elementos, o valor, o período do
Com base nessas situações, é possível afirmar vencimento, etc.
corretamente que:
(A) a taxa de juros do plano de Ana foi menor que a taxa de SÉRIE UNIFORME DE PRESTAÇÕES PERIÓDICAS
juros do plano de Carlos.
(B) a taxa de juros do plano de Ana foi igual à taxa de juros Entende-se série uniforme de prestações periódicas como
do plano de Carlos. sendo o conjunto de pagamentos (ou recebimentos) de valor
(C) a taxa de juros do plano de Ana foi maior que a taxa de nominal igual, que se encontram dispostos em períodos de
juros do plano de Carlos. tempo constantes, ao longo de um fluxo de caixa. Se a série tiver
(D) não há como comparar as taxas de juros dos planos de como objetivo a constituição do capital, este será o montante
Ana e de Carlos. da série; ao contrário, ou seja, se o objetivo for a amortização
de um capital, este será o valor atual da série.
02. (TJ/PE- ANALISTA JUDICIÁRIO-CONTADOR-FCC)
Uma taxa de juros nominal de 21% ao trimestre, com juros Classificação
capitalizados mensalmente, apresenta uma taxa de juros
efetiva, trimestral de, aproximadamente, As séries uniformes de prestações periódicas mais
(A) 21,7%. importantes e que serão objeto de estudo desse capítulo são:
(B) 22,5%.
(C) 24,8%. Série Uniforme de Prestações Periódicas Postecipadas –
(D) 32,4%. caracteriza-se pelo fato de os pagamentos ocorrerem no final
(E) 33,7%. de cada intervalo de tempo, ou seja, não existem pagamentos
na data zero.
03. (Pref. Florianópolis/SC – Auditor Fiscal – FEPESE)
A taxa de juros simples mensais de 4,25% equivalente à taxa Série Uniforme de Prestações Antecipadas – caracteriza-
de: se pelo fato de os pagamentos ocorrerem no início de cada

Raciocínio Lógico 22
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APOSTILAS OPÇÃO

intervalo de tempo, ou seja, a primeira prestação ocorre na (1 + 𝑖)𝑛 − 1


data zero. (1 + 𝑖)𝑛+1
𝑃𝑝 = 𝑅.
𝑖
Série Uniforme de Prestação Periódicas Diferidas – (1 + 𝑖)
caracteriza-se pelo fato de existir uma carência entre a data
zero e o primeiro pagamento da série. (1 + 𝑖)𝑛 − 1
𝑃𝑝 = 𝑅.
(1 + 𝑖)𝑛 . 𝑖
Observação: Note que as séries acima mencionadas, A relação acima nos permite, ainda, encontrar R dado P
independentemente da sua classificação, estão inseridas no como segue:
contexto de capitalização composta já vista anteriormente, ou
seja, cada pagamento R será capitalizado ou descapitalizado à (1 + 𝑖)𝑛 . 𝑖
luz de uma taxa de juros i, durante certo período de tempo n. 𝑅 = 𝑃𝑝 .
(1 + 𝑖)𝑛 − 1

Série Uniforme de Prestações Periódicas (1+𝑖)𝑛 −1


Observação: A relação é comumente chamada de
Postecipadas (1+𝑖)𝑛 .𝑖
Fator de Valor Presente por Operação Múltipla e será indicada
Conforme foi dito anteriormente, esta série tem como por (FVPm).
característica principal o fato de que cada pagamento realiza-
se no final de cada intervalo de tempo. Vimos também, que Fator de Valor Presente por Operação Múltipla
podemos calcular o Montante (S p) ou o Valor Presente (P p) da
série em questão. Finalmente, devemos dizer que para o Será indicada por (F.V.P.m.) sendo que, para algumas taxas
cálculo do montante da série, iremos nos utilizar do montante i e alguns períodos de tempo n, já está calculado.
S do regime de capitalização composta, ou seja o Fator de
Acumulação de Capital por Operação Única (F.A.C); em Montante da Série (Sp)
contrapartida, para o cálculo do valor atual da série, iremos
nos valer do cálculo do desconto composto racional Ar, ou seja, É a soma dos montantes de cada uma das prestações em
o Fator de Valor Presente por Operação Única (F.V.P). uma determinada data. Isto posto, vamos determinar o
montante da série na data n, imediatamente após a realização
Valor Presente Da Série (Pp) do último pagamento.

Dado o fluxo abaixo, podemos encontrar o valor atual do


mesmo descontando ou descapitalizando cada valor r para
uma mesma data. Por convenção, iremos escolher a data zero:

𝑆𝑝 = 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−1 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−2 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−3 + ⋯


+ 𝑅 (1 + 𝑖) + 𝑅

Colocando-se R em evidência e invertendo-se a ordem das


𝑅 𝑅 𝑅 𝑅 parcelas, temos:
𝑃𝑝 = + + + ⋯+
(1 + 𝑖)¹ (1 + 𝑖)² (1 + 𝑖)³ (1 + 𝑖)𝑛−1
𝑅 𝑆𝑝 = 𝑅 [ 1 + (1 + 𝑖) + ⋯ + (1 + 𝑖)𝑛−3 + (1 + 𝑖)𝑛−2
+
(1 + 𝑖)𝑛 + (1 + 𝑖)𝑛−1 ]

Colocando-se R em evidência, temos: Perceba que a expressão entre colchetes trata-se de um


progressão geométrica onde o primeiro termo, a razão 𝑞 =
1 1 1 1 (1 + 𝑖) e o último termo 𝑎𝑛 = (1 + 𝑖)𝑛−1
𝑃𝑝 = 𝑅[ + + +⋯+
(1 + 𝑖)1 (1 + 𝑖)2 (1 + 𝑖)3 (1 + 𝑖)𝑛−1
1 1 − (1 + 𝑖)𝑛−1 . (1 + 𝑖)
+ ] 𝑆𝑝 = 𝑅
(1 + 𝑖)𝑛 1 − (1 + 𝑖)
1 − (1 + 𝑖)𝑛−1+1
É fácil notar que a expressão entre colchetes trata-se de 𝑆𝑝 = 𝑅
1 1−1−𝑖
uma progressão geométrica cujo 1° termo é 𝑎1 = , cuja
(1+𝑖 )
1 1 1 − (1 + 𝑖)𝑛
razão é 𝑞 = e cujo n – ésimo termo é 𝑎𝑛 = . 𝑆𝑝 = 𝑅
(1+𝑖) (1+𝑛)𝑛 −𝑖
Como sabemos, a soma de uma P.G é expressa por: 𝑠 =
𝑎1−𝑎𝑛 . 𝑞 (𝟏 + 𝒊)𝒏 − 𝟏
1−𝑞 𝑺𝒑 = 𝑹
𝒊
Substituindo as variáveis nesta fórmula, temos:
Dessa fórmula, tiramos:
1 1 1
− . 𝒊
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑛 (1 + 𝑖) 𝑹 = 𝑺𝒑
𝑃𝑝 = 𝑅. (𝟏 + 𝒊)𝒏 − 𝟏
1
1−
(1 + 𝑖)

Raciocínio Lógico 23
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APOSTILAS OPÇÃO
(1+𝑖)𝑛 −1 𝑆𝑎 = 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−1 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−2 + ⋯
Observação: O quociente será chamado Fator de
𝑖
Acumulação de Capital por Operação Múltipla e será + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−(𝑛−2) + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−(𝑛−1)
denominado por (F.A.C.m).
Colocando-se R em evidência e operando-se os expoentes,
Série Uniforme de Prestações Periódicas Antecipadas fica:

Vimos, pela definição, que esta série caracteriza-se pelo 𝑆𝑎 = 𝑅[ (1 + 𝑖)𝑛 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−1 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−2 + ⋯
fato de que os pagamentos (ou recebimentos) sempre irão + (1 + 𝑖)2 + (1 + 𝑖)1 ]
ocorrer no início do intervalo de tempo. Analogamente ás
rendas postecipadas, podemos calcular o Valor Atual da série Colocando-se o termo (1 + i) em evidência, temos:
(Pa) através do desconto composto racional Ar, ou o Montante
da Série (Sa), através do cálculo do montante S relativo à 𝑆𝑎 = 𝑅. (1 + 𝑖)[ (1 + 𝑖)𝑛−1 + (1 + 𝑖)𝑛−2 + ⋯ + (1 + 𝑖) + 1 ]
capitalização composta.
E
Valor Presente da Série (Pa)
Sa = R. (1 + i) . (E)
Dado o fluxo abaixo, para se calcular o valor atual da série, Note que a expressão E trata-se exatamente do (F.A.C.m.)
procede-se de maneira idêntica ás rendas postecipadas, ou Fator de Acumulação de Capital por Operação múltipla. Para
seja, descontam-se todas as parcelas para a data zero e, nesta efeito de uso do formulário existente, iremos um período de
data, as somamos: capitalização. Isto posto, devemos ter o cuidado de somar 1 à
variável n e subtraí-la do resultado final. Matematicamente
ficaria:
𝑆𝑎 = 𝑅 [ (𝐹. 𝐴. 𝐶. 𝑚)𝑛+1 − 1].

Série Uniforme de Prestações Periódicas Diferidas

Finalmente, vamos estudar um conjunto de pagamentos


(ou recebimentos) que ocorrem sempre após certo período de
Carência, também chamado Prazo de Diferimento.

Valor Atual da Série


𝑅 𝑅 𝑅 1
𝑃𝑎 = 𝑅 + + + + ⋯+
(1 + 𝑖)1 (1 + 𝑖)² (1 + 𝑖)3 (1 + 𝑖)𝑛−1 Em relação ao fluxo abaixo, vamos determinar o Valor
Atual (Pd) na data zero:
Colocando-se e R em evidência, temos:

𝑅 𝑅 𝑅
𝑃𝑎 = 𝑅 [1 + + + +⋯
(1 + 𝑖)1 (1 + 𝑖)2 (1 + 𝑖)3
1
+ ]
(1 + 𝑖)𝑛−1

Pa = R . (1 + E)
Note que a série ocorrida entre os períodos m e m + n tem
Note que a expressão E trata-se, como já vimos, do Fator de
comportamento idêntico ás Séries Postecipadas; daí pode-se
Valor Presente Por Operação Múltipla (F.V.Pm) de n-1 termos.
calcular o Valor Atual (Pd) através do seguinte raciocínio:
Sendo assim, para que nós não tenhamos de desenvolver todo
um novo instrumental matemático, com novas formulas e
- Calculamos o valor atual Pp (séries postecipadas) na data
tabelas, iremos nos valer do fator anteriormente mencionado
m, ou seja, Pm = R (F.V.P.m)
com o cuidado de, em relação á séries antecipadas, utilizamos
- Descontamos Pm através do desconto composto racional
um período a menos (o que ocorre na data zero).
para a data zero por m períodos encontrando, dessa forma, o
valor atual Pd. Matematicamente, teríamos:
Pa = R [ 1 + 𝐹. 𝑉. 𝑃 𝑚)𝑛−1 ]
𝑃𝑚
𝑃𝑑 =
(1 + 𝑖)𝑛
Montante de Série (Sa)
𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑃𝑚 = 𝑅 (𝐹. 𝑉. 𝑃𝑚)
𝑅. (𝐹. 𝑉. 𝑃𝑚)
É a soma dos valores dispostos ao longo do fluxo de caixa 𝑃𝑑 =
em uma determinada data. Visando uniformizar os (1 + 𝑖)𝑚
procedimentos adotados ao longo deste texto, vamos
Capitalizar os valores para a data n. ou, ainda,

(1 + 𝑖)𝑛 − 1 1
𝑃𝑑 = 𝑅 [ . ]
(1 + 𝑖)𝑛 . 𝑖 (1 + 𝑖)𝑚
𝑛
(1 + 𝑖) − 1
𝑃𝑑 = 𝑅 .
(1 + 𝑖)𝑛+𝑚 . 𝑖

Raciocínio Lógico 24
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APOSTILAS OPÇÃO

Montante da Série 02) Um investidor depositou $1.500,00 semestralmente


para formar um pecúlio durante dez anos. Calcule o valor
Devido à inexistência de pagamentos e capitalizações acumulado para uma taxa de 30% ao semestre.
durante o prazo de carência, para o cálculo do Montante (sd)
de uma série diferida, proceda de forma análoga à série 03) Calcule o valor atual de uma renda mensal antecipada,
postecipada, ou seja, Sd = R. (F.A.C.m). cujo valor da prestação é de $1.000,00, dada uma taxa de 2%
ao mês durante dez meses.
Série Uniforme de Prestações Periódicas com
parcelas Intermediárias. 04) Calcule o montante de uma renda antecipada de 15
meses, com prestação mensais de $2.000,00 à taxa de 9% ao
O assunto tratado aqui é bastante comum em relação ao mês.
mundo dos negócios, principalmente no que tange ao mercado
imobiliário pois, nesse mercado, podem existir situações em
que os pagamentos (ou recebimentos) dispostos ao longo de
um fluxo de caixa preveem, além das prestações pré-
estabelecidas, pagamentos intermediários. Nestes casos, para
se encontrar o valor atual da série, devemos empregar os
conceitos anteriormente vistos em relação à especificidade da
série em questão e descontar as parcelas anteriores para a
data zero somando, nessa data, tais valores ao valor atual da
série. Respostas
01)
Exemplo R = $1.000,00
i = 0,23 a.t.
Um apartamento está à venda nas seguintes condições: n = 18 trimestres
- $700,00 de sinal Pp = ?
(1+0.23)18 −1
- 12 parcelas mensais e consecutivas de $3.500,00, sendo Pp = 𝑅 .
(1+0,23)18 .0,23
que a primeira ocorrerá 30 dias após o sinal; Pp = $1.000,00 (4,24312)
- 2 parcelas semestrais de $5.000,00 Pp = $4.243,12
Dada uma taxa de 11%ao mês, calcule o preço à vista do 02)
imóvel. R = $1.500,00
n = 20 semestres
Esquematicamente, teríamos: i = 0,30 a.s.
Sp = ?

(1+𝑖)𝑛
Sp = 𝑅
𝑖
(1+0,30)20 −1
Sp = $1.500
0,30
Sp = $1.500 . (630,16546)
Sp = $945.248,19

03) R= $1.000,00
i = 0.02 a.m.
n = 10 meses
Note que as parcelas R dispostas entre as datas 0 e 12, Pa = ?
tratam-se de prestações periódicas postecipadas. Isto posto, (1+𝑖)𝑛−1 −1
para encontrar o valor à vista do imóvel: Pa = 𝑅. [ 1 + (1+𝑖)𝑛−1 .1
]
- Calcule Pp = R. (F.V.Pm);
- Desconte as parcelas intermediarias Ri para a data zero e (1+0,02)9 −1
Pa = 𝑅. [ 1 + ]
(1+0,02)9 .0,02
some-as a Pp não esquecendo, ainda, de agregar à soma o valor
do sinal ocorrido nessa data.
𝑅𝑖 𝑅𝑖 Pa = $1.000,00 (1 + 8,16224)
V = Sinal + R.(F.V.Pm) + 𝑛 + 𝑛 Pa = $9.162,23
(1+𝑖) (1+𝑖)

(1+0,11)12 −1 $5.000 $5.000 04)


V = $700 + $3.500 . + 6 +
(1+0,11)12 .0,11 (1+0,11) (1+0,11)12 R = $2.000,00
V = $700 + $22.723,24 + $2.673,20 + $1.429,20 i = 0,09 a.m.
V = $27.525,64 n = 15 meses
Sa = ?
Referência (1+𝑖)𝑛+1 −1
Sa = 𝑅 [ − 1]
𝑖
http://www.iceb.ufop.br/demat/perfil/arquivos/0.051648001320632865.p
df (1+0,09)16 −1
Sa = $2.000 [ − 1]
0,09
Questões
Sa = $2.000 . (33,00340 – 1)
01) Em certa época, foi contraída uma dívida a qual foi Sa = $64.006,80
paga em 18 pagamentos trimestrais iguais de $1.000,00
através de uma taxa de juros de 23% ao trimestre. Determinar 05)
o valor dessa dívida. R = $4.000,00

Raciocínio Lógico 25
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APOSTILAS OPÇÃO

i = 5% a.m. raciocínio é bastante usado em áreas como a análise


n = 8 meses combinatória.
m = 2 meses
- Raciocínio analítico (crítico) ou Lógica informal - é a
𝑅.(𝐹.𝑉.𝑃𝑚) capacidade de raciocinar rapidamente através da percepção.
Pd =
(1+𝑖)𝑚
Em concursos exigem bastante senso crítico do candidato e
(1+𝑖)𝑛 −1
capacidade de interpretação, portanto exigem mecanismos
𝑅. próprios para a resolução das questões. O raciocínio analítico
(1+𝑖)𝑛 .𝑖
Pd = (1+𝑖 )𝑚 nada mais é que a avaliação de situações através de
interpretação lógica de textos.
(1+0,05)8 −1
$4000
(1+0,05)8 . 1
Pd = Tipos de raciocínio
(1+0,05)2

$4.000(6,463213)
Pd = (1,102500) Raciocínio Raciocínio Raciocínio
verbal - consiste espacial - remete abstrato -
Pd = $23.449,30 na capacidade de para a aptidão para responsável pelo
apreensão e criar e manipular pensamento
estruturação de representações abstrato e a
elementos mentais visuais. Está capacidade para
11. Raciocínio Lógico: verbais, relacionada com a determinar
Introdução. 12. Conceitos culminando na capacidade de ligações
Básicos de Raciocínio formação de visualização e de abstratas entre
significados e uma raciocinar em três conceitos através
Lógico: Proposições; Valores ordem e relação dimensões. de ideias
Lógicos das Proposições; entre eles. inovadoras.
Sentenças Abertas; Número
de Linhas da Tabela
Verdade; Conectivos; Vejamos um exemplo que roda pela internet e redes sociais, os
Proposições Simples; quais são chamados de Desafios, os mesmos envolvem o
“raciocínio” para chegarmos ao resultado:
Proposições Compostas.

RACIOCÍNIO LÓGICO

Caros alunos, Raciocínio Lógico, é um conceito amplo


abordado, assim sendo, nosso conteúdo abordará tudo o
que você irá precisar, estude:
- Raciocínio Lógico (Tipos de Raciocínio);
- Conceitos Básicos;
- Raciocínio Analítico.
Solução: 4 em romanos é IV e 1 em inglês é ONE, logo
DEFINIÇÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO juntando os dois temos: IVONE.

Raciocínio lógico é um processo de estruturação do CONCEITOS LÓGICOS


pensamento de acordo com as normas da lógica que permite
chegar a uma determinada conclusão ou resolver um A lógica a qual conhecemos hoje foi definida por
problema. É aquele que se desvincula das relações entre os Aristóteles, constituindo-a como uma ciência autônoma que se
objetos e procede da própria elaboração do indivíduo. Surge dedica ao estudo dos atos do pensamento (Conceito, Juízo,
através da coordenação das relações previamente criadas Raciocínio, Demonstração) do ponto de vista da sua estrutura
entre os objetos. ou forma lógica, sem ter em conta qualquer conteúdo material.
Falar de Lógica durante séculos, era o mesmo que falar da
Um raciocínio lógico requer consciência e capacidade de lógica aristotélica. Apesar dos enormes avanços da lógica,
organização do pensamento. É possível resolver problemas sobretudo a partir do século XIX, a matriz aristotélica persiste
usando o raciocínio lógico. No entanto, ele não pode ser até aos nossos dias. A lógica de Aristóteles tinha objetivo
ensinado diretamente, mas pode ser desenvolvido através da metodológico, a qual tratava de mostrar o caminho correto
resolução de exercícios lógicos que contribuem para a para a investigação, o conhecimento e a demonstração
evolução de algumas habilidades mentais. científica. O método científico que ele preconizava assentava
Muitas empresas utilizam exercícios de raciocínio lógico nos seguintes fases:
para testarem a capacidade dos candidatos. 1. Observação de fenômenos particulares;
2. Intuição dos princípios gerais (universais) a que os
Raciocínio lógico matemático ou quantitativo mesmos obedeciam;
O raciocínio lógico matemático ou quantitativo é o 3. Dedução a partir deles das causas dos fenômenos
raciocínio usado para a resolução de alguns problemas e particulares.
exercícios matemáticos. Esses exercícios são
frequentemente usados no âmbito escolar, através de Por este e outros motivos Aristóteles é considerado o pai
problemas matriciais, geométricos e aritméticos, para que da Lógica Formal.
os alunos desenvolvam determinadas aptidões. Este tipo de A lógica matemática (ou lógica formal) estuda a lógica
segundo a sua estrutura ou forma. A lógica matemática

Raciocínio Lógico 26
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APOSTILAS OPÇÃO

consiste em um sistema dedutivo de enunciados que tem como Partindo das informações temos:
objetivo criar um grupo de leis e regras para determinar a
validade dos raciocínios. Assim, um raciocínio é considerado Filhos (3) Netos (6)
válido se é possível alcançar uma conclusão verdadeira a partir Bianca (3 filhos(as))
de premissas verdadeiras. Maria
Celi (2 filhos (as))
Em sentido mais amplo podemos dizer que a Lógica está João (1 filho (a)
relacionado a maneira específica de raciocinar de forma
acertada, isto é, a capacidade do indivíduo de resolver Netos: André e Fernando (2)
problemas complexos que envolvem questões matemáticas, os Netas: Ana, Beth, Claudia, Paula (4)
sequências de números, palavras, entre outros e de - A resposta mais direta é a de Claudia que não tem irmãos,
desenvolver essa capacidade de chegar a validade do seu logo é filha única e só pode ser filha de João.
raciocínio. - Depois temos que André não tem irmãs. Logo ele pode ter
O estudo das estruturas lógicas, consiste em aprendermos irmão, como só tem 2 meninos. André e Fernando são filhos de
a associar determinada preposição ao conectivo Celi.
correspondente. Mas é necessário aprendermos alguns - Observe que sobrou Ana, Beth e Paula que só podem ser
conceitos importantes para o aprendizado. filhas de Bianca.
Analisando as alternativas a única correta é a D.
Exemplos
Referências
01. (Câmara de Aracruz/ES – Agente Administrativo e
Legislativo – IDECAN/2016) Analise a lógica envolvida nas ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Nobel –
2002.
figuras a seguir. CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio lógico
passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
http://conceito.de/raciocinio-logico
http://www.significados.com.br/raciocinio-logico

Questões

01. "Abaixar" está para "Curvar" assim como


"Continuidade" está para:
A letra que substitui o sinal “?” é: (A) Intervalo
(A) O. (B) Frequência
(B) R. (C) Intermitência
(C) T. (D) Interrupção
(D) W. (E) Suspensão

Substituindo as letras pelas posições no alfabeto: 02. Marcelo tinha 77 figurinhas e Paulo tinha 58.
C - 3º posição do alfabeto / E - 5º posição do alfabeto / H - Marcelo deu algumas de suas figurinhas para Paulo.
8ºposição do alfabeto Depois dessa doação, é possível que Marcelo e Paulo
L- 12º posição do alfabeto / G- 7º posição do alfabeto / S- fiquem, respectivamente, com as seguintes quantidades
19º posição do alfabeto de figurinhas:
I - 9º posição do alfabeto / K - 11º posição do alfabeto / (A) 82 e 53
Qual será a letra? (B) 74 e 62
(C) 68 e 68
Após a substituição observamos que a 1ª letra é a diferença (D) 66 e 69
das outras duas: (E) 56 e 89
C (3) E (5) H (8)
L (12) G (7) S (19) 03. (SESAU-RO – Farmacêutico – FUNRIO/2017) A soma
I (9) K (11) ? de 10 números é 400. Um desses números é o 44. Assim, avalie
se as seguintes afirmativas são falsas (F) ou verdadeiras (V):
8–5=3 Ao menos um dos demais 9 números é menor do que 40.
19 – 7 = 12 Ao menos três números são menores ou iguais a 39.
? – 11 = 9 → ? = 9 + 11 → ? = 20 = T. Ao menos um dos números é menor do que 37.
Resposta: C. As afirmativas são respectivamente:
(A) F, V e V.
02. (Pref. Barbacena/MG – Advogado – FCM/2016) (B) V, F e V.
Maria tem três filhos, Bianca, Celi e João, e seis netos, Ana, (C) V, F e F.
André, Beth, Cláudia, Fernando e Paula. Sabe-se que: (D) F, V e F.
Bianca tem três filhos(as). (E) F, F e F.
Celi tem dois filhos(as).
João tem um(a) filho(a). 04. (SESAU-RO – Técnico em Informática –
Cláudia não tem irmãos. FUNRIO/2017) Capitu é mais baixa que Marilu e é mais alta
Beth é irmã de Paula. que Lulu. Lulu é mais alta que Babalu mas é mais baixa que
André não tem irmãs. Analu. Marilu é mais baixa que Analu. Assim, a mais alta das
Com essas informações, pode-se afirmar que Ana é cinco é:
(A) filha de Celi. (A) Analu.
(B) prima de Beth. (B) Babalu.
(C) prima de Paula. (C) Capitu.
(D) filha de Bianca. (D) Lulu.
(E) Marilu.

Raciocínio Lógico 27
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APOSTILAS OPÇÃO

05. Um terreno retangular será cercado com arames e juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou
estacas. Quantas estacas serão necessárias se em cada lado entes.
terá de haver 20 delas? Elas devem possuir além disso:
(A) 80 estacas. - um sujeito e um predicado;
(B) 78 estacas. - e por último, deve sempre ser possível atribuir um valor
(C) 76 estacas. lógico: verdadeiro (V) ou falso (F).
(D) 74 estacas. Preenchendo esses requisitos estamos diante de uma
(E) 72 estacas. proposição.
Vejamos alguns exemplos:
Respostas A) Terra é o maior planeta do sistema Solar
B) Brasília é a capital do Brasil.
01. Resposta: B C) Todos os músicos são românticos.
O sinônimo de "Continuidade" é "Frequência".
A todas as frases podemos atribuir um valor lógico (V ou
02.Resposta: A F).
Observe que enquanto um ganha figurinhas o outro perde, TOME NOTA!!!
logo se Marcelo estava com 77 e foi para 82 figurinhas ele Uma forma de identificarmos se uma frase simples é ou
ganhou 5 figurinhas, com isso Paulo perdeu 5 figurinhas, não considerada frase lógica, ou sentença, ou ainda
ficando com 53. proposição, é pela presença de:
- sujeito simples: "Carlos é médico";
03. Resposta: C - sujeito composto: "Rui e Nathan são irmãos";
Se um dos números é 44, os outros nove somam 356. - sujeito inexistente: "Choveu"
Dividindo 356 por 9, temos 39,9999.... Logo, podemos ver - verbo, que representa a ação praticada por esse sujeito,
que não importa quais são os números, um necessariamente e estar sujeita à apreciação de julgamento de ser verdadeira
será menor que 40. Por isso, a afirmativa I é Verdadeira. (V) ou falsa (F), caso contrário, não será considerada
É possível que menos de 3 números seja menor maior que proposição.
39. Por exemplo, 100 + 100 + 100 + 40 + 10 + 2 + 2 + 1 + 1 =
356. Logo, afirmativa II é Falsa. Atenção: orações que não tem sujeito, NÃO são
Como vimos, é possível que os 9 números restantes sejam consideradas proposições lógicas.
iguais a 39,999... ou seja, afirmação III é Falsa.
Gabarito: V, F e F. Princípios fundamentais da lógica

04. Resposta: A. A Lógica matemática adota como regra fundamental três


Seja A= Analu, B= Babalu, C= Capitu, L= Lulu e M= Marilu. princípios2 (ou axiomas):
Pelo enunciado temos:
M>L
L>B I – PRÍNCIPIO DA IDENTIDADE: uma proposição
A>L verdadeira é verdadeira; uma proposição falsa é falsa.
A>M.
Portanto a maior de todas é A= Analu. II – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma
proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo
05. Resposta: C. tempo.
Se em cada lado deverá haver 20 estacas, nos quatro lados
do terreno deverá ter 4x20 – 4 = 76 estacas. III – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda
Diminuímos 4 porque contando 20 em cada lado as que proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
estão no canto (vértices) foram contadas duas vezes. um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso.

ESTRUTURAS LÓGICAS
Se esses princípios acimas não puderem ser aplicados,
Em uma primeira aproximação, a lógica pode ser NÃO podemos classificar uma frase como proposição.
entendida como a ciência que estuda os princípios e o métodos
que permitem estabelecer as condições de validade e Valores lógicos das proposições
invalidade dos argumentos. Um argumento é uma parte do
discurso no qual localizamos um conjunto de uma ou mais Chamamos de valor lógico de uma proposição a verdade,
sentenças denominadas premissas e uma sentença se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a proposição
denominada conclusão. é falsa (F).
Em diversas provas de concursos são empregados toda Consideremos as seguintes proposições e os seus
sorte de argumentos com os mais variados conteúdos: político, respectivos valores lógicos:
religioso, moral e etc. Pode-se pensar na lógica como o estudo a) Brasília é a capital do Brasil. (V)
da validade dos argumentos, focalizando a atenção não no b) Terra é o maior planeta do sistema Solar. (F)
conteúdo, mas sim na sua forma ou na sua estrutura.
A maioria das proposições são proposições contingenciais,
Conceito de proposição ou seja, dependem do contexto para sua análise. Assim, por
exemplo, se considerarmos a proposição simples:
Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou
símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de “Existe vida após a morte”, ela poderá ser verdadeira (do
sentido completo. Assim, as proposições transmitem ponto de vista da religião espírita) ou falsa (do ponto de vista
pensamentos, isto é, afirmam, declaram fatos ou exprimem

2 Algumas bibliografias consideram apenas dois axiomas o II e o III.

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da religião católica); mesmo assim, em ambos os casos, seu valor Observação: Os termos “atômicos” e “moleculares”
lógico é único — ou verdadeiro ou falso. referem-se à quantidade de verbos presentes na frase.
Consideremos uma frase com apenas um verbo, então ela será
Classificação das proposições dita atômica, pois se refere a apenas um único átomo (1 verbo
= 1 átomo); consideremos, agora, uma frase com mais de um
As proposições podem ser classificadas em: verbo, então ela será dita molecular, pois se refere a mais de
1) Proposições simples (ou atômicas): são formadas por um átomo (mais de um átomo = uma molécula).
um única oração, sem conectivos, ou seja, elementos de
ligação. Representamos por letras minusculas: p, q, r,... . Questões

Exemplos: 01. (Pref. Tanguá/RJ- Fiscal de Tributos – MS


O céu é azul. CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é
Hoje é sábado. classificada como uma proposição simples?
(A) Será que vou ser aprovado no concurso?
2) Proposições compostas (ou moleculares): possuem (B) Ele é goleiro do Bangu.
elementos de ligação (conectivos) que ligam as orações, (C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista.
podendo ser duas, três, e assim por diante. Representamos por (D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos.
letras maiusculas: P, Q, R, ... .
02. (IF/PA- Auxiliar de Assuntos Educacionais –
Exemplos: IF/PA/2016) Qual sentença a seguir é considerada uma
O ceu é azul ou cinza. proposição?
Se hoje é sábado, então vou a praia. (A) O copo de plástico.
(B) Feliz Natal!
Observação: os termos em destaque são alguns dos (C) Pegue suas coisas.
conectivos (termos de ligação) que utilizamos em lógica (D) Onde está o livro?
matemática. (E) Francisco não tomou o remédio.

3) Proposição (ou sentença) aberta: quando não se 03. (Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
pode atribuir um valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou • “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
valorar a proposição!), portanto, não é considerada frase • A expressão x + y é positiva.
lógica. São consideradas sentenças abertas: • O valor de √4 + 3 = 7.
a) Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou • Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
ontem? – Fez Sol ontem? • O que é isto?
b) Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso! Há exatamente:
c) Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue (A) uma proposição;
a televisão. (B) duas proposições;
d) Frases sem sentido lógico (expressões vagas, (C) três proposições;
paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é verdadeira” (expressão (D) quatro proposições;
paradoxal) – O cavalo do meu vizinho morreu (expressão (E) todas são proposições.
ambígua) – 2 + 3 + 7
Respostas
4) Proposição (sentença) fechada: quando a proposição
admitir um único valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, 01. Resposta: D.
nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou Analisando as alternativas temos:
sentença lógica. (A) Frases interrogativas não são consideradas
proposições.
Observe os exemplos: (B) O sujeito aqui é indeterminado, logo não podemos
definir quem é ele.
Frase Sujeito Verbo Conclusão (C) Trata-se de uma proposição composta
Maria é Maria É (ser) É uma frase (D) É uma frase declarativa onde podemos identificar o
baiana (simples) lógica sujeito da frase e atribuir a mesma um valor lógico.
Lia e Maria Lia e Maria Têm (ter) É uma frase
têm dois (composto) lógica 02. Resposta: E.
irmãos Analisando as alternativas temos:
Ventou Inexistente Ventou É uma frase (A) Não é uma oração composta de sujeito e predicado.
hoje (ventar) lógica (B) É uma frase imperativa/exclamativa, logo não é
Um lindo Um lindo Frase sem NÂO é uma proposição.
livro de livro verbo frase lógica (C) É uma frase que expressa ordem, logo não é proposição.
literatura (D) É uma frase interrogativa.
Manobrar Frase sem Manobrar NÂO é uma (E) Composta de sujeito e predicado, é uma frase
esse carro sujeito frase lógica declarativa e podemos atribuir a ela valores lógicos.
Existe vida Vida Existir É uma frase
em Marte lógica 03. Resposta: B.
Analisemos cada alternativa:
Sentenças representadas por variáveis (A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não
a) x + 4 > 5; podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma
b) Se x > 1, então x + 5 < 7; sentença lógica.
c) x = 3 se, e somente se, x + y = 15. (B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir
valores lógicos, logo não é sentença lógica.

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(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois


podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado
que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também
podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando
a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um
valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir
valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.

Conceito de Tabela Verdade

Sabemos que tabela verdade é toda tabela que atribui, (Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-
previamente, os possíveis valores lógicos que as proposições verdade.html)
simples podem assumir, como sendo verdadeiras (V) ou
falsas (F), e, por consequência, permite definir a solução de 2) Neste caso temos 3 proposições simples, fazendo os
uma determinada fórmula (proposição composta). cálculos temos: 2n =23 = 8 linhas e 2n – 1 = 23 - 1 = 4, temos para
De acordo com o Princípio do Terceiro Excluído, toda a 1ª proposição 4 valores V e 4 valores F se alternam de 4 em
proposição simples “p” é verdadeira ou falsa, ou seja, possui o 4 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 2
valor lógico V (verdade) ou o valor lógico F (falsidade). em 2 (metade da 1ª proposição) e para a 3ª proposição temos
Em se tratando de uma proposição composta, a valores que se alternam de 1 em 1(metade da 2ª proposição).
determinação de seu valor lógico, conhecidos os valores
lógicos das proposições simples componentes, se faz com base
no seguinte princípio, vamos relembrar:

O valor lógico de qualquer proposição composta


depende UNICAMENTE dos valores lógicos das
proposições simples componentes, ficando por eles
UNIVOCAMENTE determinados.

Para determinarmos esses valores recorremos a um


dispositivo prático que é o objeto do nosso estudo: A tabela
verdade. Em que figuram todos os possíveis valores lógicos da
proposição composta (sua solução) correspondente a todas as (Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-
verdade.html)
possíveis atribuições de valores lógicos às proposições
simples componentes.
Vejamos alguns exemplos:
Número de linhas de uma Tabela Verdade
01. (FCC) Com relação à proposição: “Se ando e bebo,
O número de linhas de uma proposição composta depende
então caio, mas não durmo ou não bebo”. O número de linhas
do número de proposições simples que a integram, sendo dado
da tabela-verdade da proposição composta anterior é igual a:
pelo seguinte teorema:
(A) 2;
(B) 4;
“A tabela verdade de uma proposição composta com n*
(C) 8;
proposições simples componentes contém 2n linhas.” (*
(D) 16;
Algumas bibliografias utilizam o “p” no lugar do “n”)
(E) 32.
Os valores lógicos “V” e “F” se alteram de dois em dois para
a primeira proposição “p” e de um em um para a segunda
Vamos contar o número de verbos para termos a
proposição “q”, em suas respectivas colunas, e, além disso, VV,
quantidade de proposições simples e distintas contidas na
VF, FV e FF, em cada linha, são todos os arranjos binários com
proposição composta. Temos os verbos “andar’, “beber”, “cair”
repetição dos dois elementos “V” e “F”, segundo ensina a
e “dormir”. Aplicando a fórmula do número de linhas temos:
Análise Combinatória.
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
Construção da tabela verdade de uma proposição
composta
02. (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições
Para sua construção começamos contando o número de
simples e distintas, então o número de linhas da tabela-
proposições simples que a integram. Se há n proposições
verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
simples componentes, então temos 2n linhas. Feito isso,
(A) 2;
atribuimos a 1ª proposição simples “p1” 2n / 2 = 2n -1 valores
(B) 4;
V , seguidos de 2n – 1 valores F, e assim por diante.
(C) 8;
(D) 16;
Exemplos
(E) 32.
1) Se tivermos 2 proposições temos que 2n =22 = 4 linhas e
2n – 1 = 22 - 1 = 2, temos para a 1ª proposição 2 valores V e 2
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio
valores F se alternam de 2 em 2 , para a 2ª proposição temos
acima, então teremos:
que os valores se alternam de 1 em 1 (ou seja metade dos
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
valores da 1ª proposição). Observe a ilustração, a primeira
Resposta D.
parte dela corresponde a árvore de possibilidades e a segunda
a tabela propriamente dita.

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Estudo dos Operadores e Operações Lógicas Pela tabela verdade temos:

Quando efetuamos certas operações sobre proposições


chamadas operações lógicas, efetuamos cálculos
proposicionais, semelhantes a aritmética sobre números, de
forma a determinarmos os valores das proposições.

1) Negação ( ~ ): chamamos de negação de uma


proposição representada por “não p” cujo valor lógico é
verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F) quando p é Exemplos
verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de (a)
p. p: A neve é branca. (V)
Pela tabela verdade temos: q: 3 < 5. (V)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ V = V

(b)