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CONTEÚDO

INTRODUÇÃO 4

MÚSICA SACRA 10

ADORAÇÃO E LOUVOR 5

DEFININDO LOUVOR E ADORAÇÃO 5

O que é Louvor? 5

O que é Adoração? 5

O Poder da Música 8

o que deve motivar o cântico de louvor 10

RESTAURANDO NOSSA HINOLOGIA 18

hINOS ANTIGOS RESTAURADOS NO CULTO A DEUS 19

elementos indispensáveis a um hino 19

A HISTÓRIA DA MÚSICA NA BÍBLIA 21

antigo testamento 21

ASAFE, O SEGUNDO MAIOR SALMISTA 25

Salmos 27

Só os músicos são levitas 28

No Novo Testamento 30

Magnificat e Benedictus 31

“Magnificat” 31
2

“Benedictus” 31

INSTRUMENTOS MUSICAIS NA BÍBLIA 31

1 - INSTRUMENTOS DE CORDAS 32

SALTÉRIO - 33

ALAÚDE - 33

HARPA 33

CÍTARA 35

2 - INSTRUMENTOS DE PERCUSSÃO 35

PANDEIRO – 35

ADUFES 36

TAMBOR 36

TAMBORINS 36

CÍMBALOS 36

3 - INSTRUMENTOS DE SOPRO 37

SHOFAR 37

FLAUTA 37

FLAUTA DUPLA 37

PÍFARO 38

GAITA DE FOLES 38

BUZINA 38
3

TROMBETA 38

DEFININDO MINISTRAÇÃO 39

A ministração dirigida a Deus 39

A ministração dirigida ao Próximo 40

QUALIDADES DESEJÁVEIS No ministro do louvor 42

MINISTROS DIRIGENTES DE LOUVOR 43

Ministros de Louvor 43

o Espírito do músico 44

CLASSIFICAÇÃO DOS CÂNTICOS 45

ESCOLHENDO OS CÂNTICOS 47

CONCLUSÃO 50

bibliografia 51
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INTRODUÇÃO

Na guerra da adoração dos anos recentes, as mais sórdidas batalhas têm surgido
com ímpeto em relação à música.
O que devemos cantar?
Quem deve cantar?
Quais melodias devemos cantar?
Quais instrumentos devem acompanhar o cântico da igreja – se algum?
Via de regra, parece que exércitos que se prepararam nos lados diversificados
da questão têm lutado debaixo da bandeira da preferência.
O que gostamos e o que nos toca?
Preferências têm levado a tendência de colocar pessoas mais velhas contra as
mais jovens e as experientes contra as inexperientes.
Mas, quão seriamente temos pensado teológica e biblicamente sobre a música?
Em que quantidade as nossas convicções e práticas são moldadas pelo Novo
Testamento?
Neste estudo, examinaremos alguns dos ensinamentos-chave da Bíblia sobre
música e cântico, e tentaremos relacioná-los com a história da reflexão reformada e
assuntos contemporâneos.
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ADORAÇÃO E LOUVOR

DEFININDO LOUVOR E ADORAÇÃO

O que é Louvor?

Louvar – lit. “Barulho” (elogiar, gabar, exaltar, enaltecer, glorificar, aprovar,


aplaudir, bendizer). No novo testamento encontramos a palavra Eulogien - elogiar,
bendizer; e a palavra Eucharistein, expressão de gratidão num relacionamento íntimo
entre o que louva e aquele que é louvado. Heb. yãdhâ, associada às ações e gestos
corporais que acompanham o louvor; e zãmar que é associada com a música tocada ou
cantada “halal” aparece 160 vezes no Antigo Testamento e é a raiz de “Haleluiah”.
A forma reduzida de YAHWEH é YAH (“aquele que faz as coisas serem”) Ed.
3:10 –11; II Sm 6). Esta palavra ligada ao verbo hebraico HILEL, significa LOUVAR
que no PI’EL, uma construção que indica o intensivo, que na 2° pessoa do plural do
imperativo é HALELU que juntando ao YAH, fica HALELUYAH e pode ser traduzido
por “LOUVADO SEJA YAH” portanto LOUVAI AO SENHOR ou ainda LOUVAI A
YAHWEH.
De acordo com a Bíblia, o louvor está associado com a ideia de agradecimento,
elogio, valorização, glorificação, exaltação, por aquilo que Deus faz (fez, fará) em nossa
vida ou na dos outros. (Sl. 145:4; Sl. 147:12-13; Is. 25:01; Lc. 19:37), ou seja, nós
louvamos a Deus por Suas obras, bênçãos, curas, livramentos, perdão, graça, amor,
misericórdia, cuidado, etc. O louvor está sempre associado a uma ação de Deus. Deus
age (agiu, agirá) e seu povo o louva (agradece, exalta, elogia, etc.). Contudo, o motivo
principal do louvor é a Salvação em Cristo.

O que é Adoração?

Adorar – lit. “Prostrar-se” Heb. Shachar (reverenciar, venerar, amar


extremosamente, idolatrar, ter grande predileção a, cultuar, curvar-se, cair com o rosto
em terra, render-se).
Aparece 170 vezes no Antigo Testamento – denota prostrar-se diante de
autoridades, mostrando significado cultural (Davi X Saul; Rute X Boaz; José X
feixes...) É usado como forma comum de se chegar diante de Deus em adoração (Jr.
7:2). Gr. “Proskuneo”. Pros (na direção de) + Kuneo (beijar) Gn 22:5; 24:26, 48; Ex
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4:31, 12:27, 34:8; Js 5:14; 2 Cr 29: 29-30; Ne 8:6; Jô 1:20; Sl 95:6, 132:7; Mt 2:2, 11;
Mc 15:19; Jô 4:22-24; Fp 3:3; Ap 5:14, 7:11, 11:16, 14:7, 15:4, 19:4, 10, 22:8-9.
Metanoia - Gr. Meta - (Além, depois) + Noéu - (Mudança de Mente,
Compreender, Reflexão Posterior) esta é uma expressão grega usada para Arrepender,
voltar atrás, dar meia volta, pender para traz.
Idolatrar - Gr. Eidolom - (Ídolo, Imagem, Ícone) + Latreia - (Serviço, Adorar,
cultuar). Idolatria é Serviço a um Ídolo (zoolatria, antropolatria, egolatria). O nosso
Deus reivindica a totalidade do serviço (latreia) dos seres a quem ele dá vida. A rebelião
do pecado humano, enquadra-se nesta realidade: o homem serve e adora aquilo que não
é DEUS e nem Criador. Mat. 4:10, Jo 4:22.
Theosebes - Gr. Theo - (Deus, Divindade) + Sebein - (Reverência, Temor,
Respeito), reverenciar a Deus com temor. Não é simplesmente “ter medo” mas uma
reverente admiração com desejo de aproximar-se. Não é um medo que me afasta ou faz
fugir, mas sim aquele que anseia por chegar mais perto e tocar a Deus pela fé.
Leitourgia - Gr. Láos - (Povo) + Érgon - (Trabalho, Esforço), serviço do povo,
cultuar. A palavra liturgia é composta de dois elementos: leitos, que quer dizer público,
e érgein, que significa fazer. Juntando estes dois elementos pelo radical e
acrescentando-lhes o sufixo formador de substantivos, tem-se leit-o-erg-ia ou leitourgia.
O primeiro elemento leitos é derivado da palavra léos, forma dialetal de láos, que
significa povo. O segundo elemento da palavra é um verbo em desuso, mas
sobrevivente no futuro érxoi e no substantivo érgon, que quer dizer trabalho. Do
substantivo liturgia tirou-se o concreto litourgos ou liturgos - funcionário público, - e o
verbo litourgein, - exercer função pública. De láos, - povo, - origina-se laico, laical,
leigo. Portanto, liturgia, liturgo, lutúrgico, laico, leigo, laical pertencem a uma mesma
família de palavras, pois todos procedem da raiz láos ou léos, povo.
A obtenção de fundos para os carentes da igreja de Jerusalém, é chamada de
Serviço Ministerial (leitourgia) II Cor. 9:12,13. Os cristãos, quando servem aos irmãos,
motivados pelo amor a Deus, exercem a (LEITOURGIA) At. 13:02, E servindo
(leitourgeo) eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me agora,
Barnabé e Saulo, para a obra a que os tenho chamado. Quem serve a Deus serve a igreja
e vice-versa.
Culto Racional - Gr. Logikem - (Razão, Entendimento) + Latreia-
(Cultuar,Adorar).
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Devemos ofertar a Deus toda nossa potencialidade, capacidade, inteligência,


energia, experiência e devoção a aquele que é dono de todas as coisas no céu e na terra.
Theóphoros-Gr. Theo - (Deus) + Phoros - (sustentado ou morada), literalmente
significa, sustentado por Deus, os cristãos primitivos faziam uso desta expressão para
descreverem a morada que cristo neles faziam mediante o Espírito Santo.
A palavra adoração assim como outras palavras admiráveis como, graça e amor
podem ser mais facilmente experimentadas do que descritas. Porém, passeando pela
Bíblia vemos que a adoração está associada com a ideia de culto (resposta), reverência,
veneração, por aquilo que Deus é Santo, Justo, Amoroso, Soberano, Misericordioso,
Imutável, etc., (Sl.96:9; Ap. 4:8-11; Ap. 7:11-12; Ap. 11:16-17), ou seja, independente
do que Deus faz, fez ou fará, nós o cultuamos (o adoramos), pela sua pessoa (sua
natureza e caráter), por aquilo que ele é. A adoração é melhor representada pela
comunhão pessoal que temos com Deus, pois é através do nosso relacionamento com
ele, é que conhecemos melhor a Sua pessoa. A adoração também pode ser descrita como
toda e qualquer reação que temos para com Deus. Essa reação, por sua vez, também se
encontra intimamente ligada ao conhecimento (revelação) que temos da pessoa de Deus.
Obs: Tanto o louvor quanto à adoração, devem estar presente em tudo o que
fizermos. Eles devem ser manifestados no falar, pensar, vestir, trabalhar, estudar, orar,
cantar, etc.
Porém, nos cultos da igreja atual, a forma mais popular de expressar o louvor e
adoração é por meio de música (cânticos e hinos) não significando que louvar seja só
cantar.
Algumas razões pelas quais devemos louvar a Deus:
1- Acima de tudo, porque ELE É DEUS, DIGNO E MERECEDOR! (Sl 96:4 a
6; Ap 4:11).
2- Porque somos ordenados a fazê-lo (Sl 148:1).
3- Porque Deus habita no meio dos louvores (Sl 22:3).
4- Há poder no louvor (Sl 149:6).
5- Porque é bom louvar a Deus (Sl 92:1; Sl 135:3).
6- Porque fomos criados para isso (Is 43:21; Ef. 1:6; Ap 5:8-11).
7 - O louvor é o único ministério que não tem fim, pois é eterno (Ap 5:8-11).
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Veja um Paralelo entre LOUVOR e ADORAÇÃO:


LOUVOR: Motivado na alma por um impulso de receber do Senhor
ADORAÇÃO: Motivado no espírito por um impulso de dar ao Senhor
LOUVOR: Pode ser comunitário
ADORAÇÃO: É individual
LOUVOR: Brota das emoções
ADORAÇÃO: Brota da devoção
LOUVOR: Pelos feitos de Deus
ADORAÇÃO: Pelo que Deus é
LOUVOR: Pelos presentes de Deus
ADORAÇÃO: Pela presença de Deus
LOUVOR: É uma expressão de vida
ADORAÇÃO: É um estilo de vida
LOUVOR: É circunstancial
ADORAÇÃO: É incondicional
LOUVOR: Aprecia os feitos de Deus
ADORAÇÃO: Vive para Deus
LOUVOR: Pode ser distante
ADORAÇÃO: Só ocorre na presença
LOUVOR: É mais exuberante, enérgico, movimentado, barulhento, com mais
palavras ADORAÇÃO: É mais sóbrio, com menos movimentos, menos palavras,
inclinando-se a cânticos espirituais e silêncio.

O Poder da Música

A música, mais do que qualquer outra arte, exerce uma forte influência sobre a
vida das Pessoas, vejamos:
a) - A música é capaz de produzir sentimentos positivos e negativos dentro de
nós (ex.: POSITIVOS. Alegria, gozo, felicidade, esperança, gratidão, confiança e
segurança. NEGATIVOS. Tristeza, medo, remorsos, sentimentos de culpa, rancor,
temor.
b) - A música pode nos levar a diferentes tipos de reações, ex.: rir, chorar, ficar
apreensivo, relaxar, etc.
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c) - A música é capaz de influenciar o nosso comportamento, ex.: andamos


mais rápido, produzimos mais, somos motivados a comprar determinado produto, etc.
d) - A música tem o poder de gravar mensagens em nossa mente para toda a
vida (ex.: um casal de idosos que se lembram perfeitamente da letra da música que
costumavam ouvir a 60 anos quando estavam namorando, uma pessoa de 90 anos de
idade que lembra de uma música que aprendeu na sua infância, etc.
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MÚSICA SACRA

Não é muito fácil definir o que seja música sacra e música profana. Quando há
protesto dentro das igrejas, tomam-se por base os instrumentos musicais utilizados no
culto, o ritmo, a melodia, a vestimenta dos músicos, etc.
Eis algumas concepções do que algumas pessoas entendem por música sacra.
Há quem diga que música sacra é aquela que fala de coisas sagradas.
Mas neste caso, a música de Roberto Carlos: “Jesus Cristo, eu estou aqui” e
tantas outras de outros cantores seriam consideradas como uma musica sacra.
Há quem acredite que:
 o “ser” música sacra depende da intenção do compositor ao compô-la.
 música sacra está relacionada à qualidade: se a música é tecnicamente de
alto nível, esta é sacra.
Definir música sacra não é tarefa simples e por isso, talvez se conceituarmos o
que é “profano” ajude no entendimento.
Profano vem do latim “profanu”, adjetivo que qualifica o que é estranho à
religião. Tudo que transgride regras sagradas. É o que se torna contrário ao respeito
devido às coisas divinas.
Para os antropólogos, sagrado seria tudo o que é extraordinário, anormal e
especial e o profano é o que é quotidiano, deste mundo. O momento sagrado é quando
há uma hierophany (Deus se revela ao homem).
Émile Durkheim nos seus estudos das formas elementares de vida religiosa diz:

“Todas as crenças religiosas conhecidas (...) supõe uma


classificação das coisas (...) em duas classes ou em dois
gêneros opostos, designados (...) pelas palavras profano e
sagrado. A divisão do mundo em dois domínios,
compreendendo, um tudo o que é sagrado, e outro tudo o que
é profano, tal é o traço distintivo do traço religioso
(...)”(DURKHEIM,1989 p.68).

Rudolf Otto1, Mircea Eliade2 e Émile Durkheim3 concordam em seus estudos


que só é sagrado aquilo que não é profano. Não existem na história do pensamento
humano duas categorias tão bem diferenciadas e opostas tal como o sacro e o profano.

1 OTTO, Rudolf. O sagrado. São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista, 1985. Otto (1869-1937) foi professor de
teologia em Gottingen, Breslau e Marbug. O sagrado, sua obra mais importante, é o resultado de uma série de
palestras proferidas na Escócia.
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Música sacra é somente aquela que não é profana. Segundo Parcival em seu
texto: “Nesse caso, porém o conceito de Música Sacra terá que ser adaptado a cada
cultura: ela será diferente da música secular de um povo”.
Parcival Módolo cita a música trazida ao Brasil pelos missionários norte-
americanos no século XIX. ”Alguns daqueles hinos eram canções folclóricas do seu
país – profanas, portanto e com texto adaptado.” Essas músicas foram aceitas sem
restrições como sacra pelo povo brasileiro visto que era um tipo de música diferente do
que eles vivenciavam na época.
Hipoteticamente, se levarmos um cavaquinho para evangelizar uma tribo
africana acompanhando com ele hinos e cânticos num estilo de pagode, este cavaco e
este estilo soarão sagrados ali naquela localidade produzindo músicas sacras diferentes
da cultura local daquela região.

“Lembre-se como foi difícil para as igrejas evangélicas


brasileiras aceitarem, em seus cultos mais solenes, guitarras e
baterias, antes delas o violão, e ainda antes o piano. Isso por
causa de sua identidade, cada qual ao seu tempo, com o
profano: o piano, nas décadas de 50 e 60 estava associado
aos clubes e bares apenas. O violão, nas décadas de 60 e 70,
estava associado à música mais informal e boemia. Guitarras e
baterias, mais recentemente, e ainda hoje, são por demais
identificadas com música, postura e ideologia secular, profana,
para que sejam aceitas “impunemente” no ambiente religioso,
especialmente nos cultos mais solenes”. (MODOLO, 2006)

De uma forma semelhante, se um arranjo no mais puro estilo jazz for tocado
em igrejas evangélicas aqui no Brasil pode soar até de certa forma elegante, com um
certo ar de glamour e sofisticação, porém, se este arranjo fosse tocado em igrejas
de New Orleans na época da boemia do jazz nos bares daquele local, certamente a
associação, o ethos, a identidade comunicada seria com a vida boêmia e não com o
sagrado.
Na atualidade, quanto aos instrumentos de orquestra isso já é mais difícil de
acontecer, visto que estes tendem a ser mais associados à sua elegância, exuberância e
solenidade.

2 ELIADE, Mircea . O sagrado e o profano. A essência das religiões. São Paulo, Martins Fontes, 1995.
3 DURKHEIM, Émile. As formas elementares da Vida Religiosa. São Paulo: Paulus, 1989.
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“Uma vez que a noção do sagrado é, no pensamento dos


homens, sempre e por toda parte separada da noção do
profano, porque concebemos entre elas uma espécie de vazio
lógico, ao espírito repugna de forma irresistível o fato de as
coisas correspondentes serem confundidas ou simplesmente
postas em contato (...) a coisa sagrada é, por excelência,
aquela que o profano não deve, não pode impunemente
tocar.” (DURKHEIM, 1989, p.71-72)

Podemos perceber que se algum ritmo ou estilo de canção popular da sua


própria cultura é usado dentro da igreja, em um contexto litúrgico, há várias nuances de
alteração. Altera-se a postura do executante, ou a harmonia, ou a estrutura rítmica do
que era secular. Pois os dois gêneros, sacro e profano não podem se aproximar e
conservar sua natureza própria, pois se manter haverá o choque e a associação será tão
forte que a canção não soara sacra aos ouvidos.
Mas todas estas questões que os diversos autores nos apontam acima é o nosso
modo racional para definir o que é sacro e profano, mas podemos pegar um texto bíblico
para identificar melhor, como Deus vê o que é sacro e o que é profano.
“ Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e
puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do
Senhor, o que lhes não ordenara. Então, saiu fogo diante do Senhor e os consumiu; e
morreram perante o Senhor. E falou Moisés a Arão: isto é o que o Senhor disse:
Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante
de todo povo... “Lv 10:1-3.
Eles trouxeram fogo estranho diante do Senhor, que fora oferecido sem ordem
de Deus, partiu do próprio homem. Isto é rebelião. O verdadeiro serviço é iniciado por
Deus... o fogo estranho tem sua origem no homem e é oferecido sem sequer conhecer a
vontade de Deus ... é feito no próprio zelo do homem e termina em morte.
Olhando para a história de Israel, a música usada na adoração do povo de Deus
é totalmente diferente e estranho à sociedade ocidental (europeia). Os missionários
levaram a música europeia à África e a trouxeram a América Latina e preso a gostos
pessoais não incentivaram o surgimento de melodias de adoração a Deus dentro do
contexto cultural desses continentes.
Muitas músicas consideradas sacras hoje tiveram sua origem em melodias
profanas. Um exemplo é o hino 36 da nossa harpa cristã “O Exilado” tem como origem
“Old Folks at Home” (velhos em casa), melodia do Folclore americano, secular, cujo
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autor é Stephan Foster, comumente das badaladas country do cenário americano. Outro
exemplo é do hino 205, é um cântico de roda de escola, música popular da língua
inglesa. Também o hino 290 “Cristo, meu mestre, meu amigo sem igual” do hinário
antigo “Cantor Cristão” procede do folclore espanhol que eram usados por filmes da
década de 40. Também o hino 217 “Segue-me” dessa harpa “Cantor Cristão” é um hino
de comemoração a arvore de Natal “Tannenbaun”.
Devemos examinar os critérios pelos quais definimos música sacra, porque ao
contrário, do que pensamos não é o ritmo nem a melodia que definem a música sacra ou
profana, porque se analisarmos a procedência da música, muito do que cantamos seria
considerado profano e não poderia estar em nossos cultos. Temos que tirar o gosto
pessoal, as letras não podem ser para exaltar o homem. Se analisarmos ritmos e
melodias todos eles fazem parte de gêneros musicais que um período da história foram
aceitos como sacro e outro como profano.
Então como definir sacro e profano? Voltando a questão de Nadabe e Abiú o
que torna a música aceita por Deus? Porque a questão não é se agrada aos irmãos, se a
melodia é linda; será que estas músicas que tiveram suas origem no profano, hoje é
usada como sacra, é aceita por Deus?
Um dos critérios é definir se a pessoa é ou não consagrada a Deus, todos
elementos do culto inclusive músicos e instrumentos devem ser consagrados a Deus.
Músicos, corais e pregadores não podem ser só religiosos tem que ter a vida separada
pra Deus, do contrário serão como Nadabe e Abiú oferecendo iniquidade no Santuário.
Definindo sacro: Tudo o que é inspirado por Deus, criado por Ele e
utilizado somente em honra Dele, por pessoas cuja vida é santa, é sacro.
Não importa toda a capacitação natural, o conhecimento técnico e teórico, uma
linda voz, bem afinada ou até mesmo o dom que o músico tem, primeiro tem que viver
uma vida ressurreta, ser salvo, porque Deus quer mostrar santidade e seus adoradores
devem ser separados para o louvor.
Menos preconceito, mais bom senso e respeito mútuo são essenciais para que
nossos ministérios sejam instrumentos de benção na vida da igreja, facilitando a
adoração coletiva.
Veja algumas questões dos nossos dias que podem ser solucionadas facilmente,
quando analisamos com amor.
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"Os jovens não vivem o que cantam". Será que todos que dizem isso, realmente
vivem 100% o que cantam ou o que pregam?
"Não gostamos de hinos ou cânticos que não sejam do nosso hinário". Será que
somente no passado Deus usou compositores cristãos?
"Não gostamos dos ritmos das músicas modernas". Mas será que todos os
ritmos das músicas modernas são inadequados para o louvor da Igreja?
"As músicas dos jovens não estão de acordo com a Palavra de Deus". Por que,
então, não fazem uma seleção e escolhem as que não ferem a sã doutrina?
"Satanás também era um adorador de Deus e deu no que deu". Será que o erro
de satanás tira de nós o rico privilégio de louvar ao nosso Deus?
"Há muitos abusos nessa área". Será que não podemos achar um equilíbrio e
apresentar um louvor coerente?
"Não aceitamos instrumentos musicais, tais como guitarra, contra-baixo ou
bateria". Mas por que aceitam que alguém cante músicas acompanhadas de playbacks
que contêm esses instrumentos, ou, até mesmo, teclados modernos que produzem tais
sons, como, por exemplo, bateria?
O objetivo não é aumentar a polêmica ou colocar os jovens contra suas
lideranças, mas é preciso que haja bom senso, sinceridade e amor cristão de ambas as
partes para que tal assunto seja tratado e resolvido para a glória do nosso Deus.
Não podemos fugir do assunto, mas tratá-lo com sabedoria e muita
espiritualidade.
Lembre-se! Nunca saberemos o suficiente, temos que continuar buscando, para
que Deus nos abençoe muitíssimo nesse ministério!
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O QUE DEVE MOTIVAR O CÂNTICO DE LOUVOR4

Vamos acompanhar nas Escrituras textos sobre cântico, cântico de louvor,


novo cântico.
Vejamos primeiro um texto que nos mostra o cântico como motivação de
alegria. Tanto quanto no culto a Deus, as Escrituras mostram que havia cânticos nas
festas do povo e nas festas de família. Quando Labão dá pela falta de Jacó e ajunta seus
homens para o perseguirem, ele expressa assim:
“Por que fugiste ocultamente, e me lograste, e nada me fizeste saber, para que
eu te despedisse com alegria, e com cânticos, e com tamboril, e com harpa?” (Gn
31:27)
As festas, mesmo aquelas de que os patriarcas Bíblicos participavam, sempre
tinham muita música, danças e alegria.
Vale destacar que Deus é a motivação do cântico. Na maioria das vezes Deus é
o motivo de alegria, de júbilo e de dança. Logo após passarem pelo Mar Vermelho há o
registro Bíblico que ocorreu:
“Então,entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, e disseram:
Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu
cavaleiro. O Senhor é a minha força e o meu cântico... este é o meu Deus, portanto, eu
o louvarei; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.” (Ex 15.1-2)
O Senhor é a fonte que nos motiva ao cântico de louvor! O cântico sempre
exalta a obra e a grandeza de Deus. “Cantarei ao Senhor, porque... triunfou
gloriosamente.”
Qual é o triunfo?
Lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro!
O Senhor é a minha força e o meu cântico. Por quê?
Porque “Ele me foi por salvação”
Este é o meu Deus; portanto, eu o louvarei;
Ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.

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Capítulo 5 do livro “o Ministério de louvor da Igreja”. João A. de Souza filho Editora Life.
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No cântico da Bíblia, o motivo é Deus, por suas obras poderosas em favor do


homem. Aleluia! Sendo Deus o começo e o fim do louvor, nada mais justo, sublime e
honroso do qual exaltar-lhe as obras, os feitos, e viver uma vida de júbilo diante dele.
Deus é o Deus da igreja? Então as reuniões deveriam, antes de tudo, ser um
encontro com o fim de exaltar o Deus da igreja e a obra de Jesus! O Espírito, por sua
vez, vive na igreja para glorificar a Jesus!
Em terceiro lugar, Deus é o autor do cântico.
“Escrevei para vós outros este cântico e ensinai-o aos filhos de Israel; ponde-
o na sua boca, para que este cântico me seja por testemunha contra os filhos de Israel.
(Dt 31:19)
O que é lindo neste texto é que Deus mesmo o escreve. Ele é o autor de um
cântico que o exalta, exorta o povo e lhe faz promessas. Por isso, quando cantamos
alguns versículos deste capítulo devemos nos alegrar por estar cantando um cântico
escrito pelo próprio Deus. o capítulo 32 de Deuteronômio é um lindo cântico.
“Assim, Moisés, naquele mesmo dia, escreveu este cântico e o ensinou aos
filhos de Israel”. (Dt 31:22).
Observemos que Deus diz “escrevei” mas depois diz que “Moisés escreveu”.
Deus é o autor, e Moisés o instrumento que Deus utiliza para colocar na língua do povo
o cântico do Senhor. Deus tem que ser, sempre, o autor dos hinos que cantamos!
Deus é, portanto, o autor do cântico. É quem nos capacita a escrevê-lo. Lemos
em II Sm 22:1
“Falou o Senhor a Davi as palavras deste cântico, no dia em que o Senhor o
livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”.
A motivação nesse cântico também é o Senhor. É por isso que logo depois ele
declara: “O Senhor é a minha rocha...” nesse capítulo temos 51 versículos de exaltação
e poder do Senhor. Que lindo seria podermos cantar todo capítulo com uma melodia
também de autoria do Espírito de Deus! Mas, dada à estrutura de nosso culto cantar tal
cântico em todo o seu tamanho e magnitude, “tomaria muito tempo” e não sobraria
tempo para as ofertas e para a mensagem.
Que Deus tenha misericórdia do seu povo e quebre nossa tradição e barreiras.
Deus merece culto. O que fazemos, muitas vezes, não o agrada.
Qualquer cântico que não é dado pelo Senhor para ser cantado ao Senhor, com
o fim de exaltar-lhe o poderio, é duvidosa sua fonte de inspiração. Nenhum cântico pode
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proceder de uma vida que não tenha sido tocada por Deus. qualquer pessoa, capacitada,
pode colocar uma perfeita simetria numa letra, utilizar as mais lindas palavras do
português,e colocar nela música que revele grande capacidade profissional. Contudo tal
cântico não agradará a Deus. é Deus quem coloca todo o louvor nos corações. Quantas
vezes maior uma pessoa, com a maior simplicidade, sem muito conhecimento de
estrutura poética e notas musicais, é a fonte de belos hinos de louvor a Deus. se essa
pessoa for capacitada por Deus, seja ela culta ou não, e tiver nela a fonte de louvor que é
Deus, então os cânticos que dela brotarem serão sacros.
Basta ler os salmos para vermos expressões como estas:
“...louvai-o com cânticos no saltério de dez cordas. entoai-lhe novo cântico,
tangei com arte e com júbilo”. (Sl 33:2-3).
Outros dos Salmos nos mostram como Deus motiva a expressão de louvor:
“E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor... à noite comigo
está o seu cântico. Louvarei com cânticos o nome de Deus... O Senhor é a minha força
e o meu cântico... os teus decretos são motivo dos meus cânticos... fica-lhe bem o
cântico de louvor.” (Sl 40:3; 42:8; 69:30; 118:14; 119:54; 147:1)
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RESTAURANDO NOSSA HINOLOGIA

Nos últimos anos, temos observado em muitas igrejas uma gradual restauração
da qualidade dos hinos cantados e do uso apropriado destes nos cultos, enquanto em
outra tendência é o oposto.
Nas igrejas, de um modo geral, o costume era cantar um hino de adoração,
outro de consolação e um terceiro de convite ao pecador, uma mensagem à ovelha
desgarrada. Hoje já nos conscientizamos de que não necessitamos cantar hinos a
pecadores; devemos cantá-los para Deus.
o culto deve ser a Deus, não a pecadores. Por isso, na restauração do culto, os
hinos devem ter uma só direção. DEUS! cantamos para exaltar a Jesus: seu senhorio e
reino. Louvarmos a Deus por seu poder, grandeza, amor, misericórdia e justiça.
Exaltamos o Espírito Santo pela obra de santificação; o Espírito Santo exalta a Jesus
pela obra de redenção e Jesus exalta o Pai. É uma linha vertical de louvor que vai ao
Pai.
Há também lugar para cânticos de petição, mas esses não devem ocupar todos
os cultos e toda vida do cristão. Compreendemos que o “pedir” tem o seu lugar em
nossa vida; Deus contudo, está levando sua Igreja a um nível de louvor e adoração de
modo que não necessitamos ficar nas reuniões como pedintes, como nossa lista de
necessidades. Assim restaurando nossos hinos, não limitaremos a cantar somente “dá-
me uma bênção Senhor!” “ouve, ó pecador...” quando a igreja se reúne para louvar e
adorar com ações de graça, o visitante é envolvido nessa atmosfera de louvor a Deus. se
a igreja é forte, começará suas reuniões louvando e adorando, e tocará com sua vida a
vida do pecador.
Excepcionalmente podemos cantar a pecadores, convidando-os a uma decisão,
mas não precisamos fazê-lo excepcionalmente no final do culto. Uma pessoa pode se
converter no decorrer da reunião e participar, nascida de novo, da adoração a Deus. ela
pode se converter dentro de um contexto de adoração, quando Deus chama o pecador ao
arrependimento.
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HINOS ANTIGOS RESTAURADOS NO CULTO A DEUS

É fato comum num avivamento na igreja vermos algumas congregações pondo


de lado todos os hinários antigos e seus cânticos antigos, chegando ao extremo que é
visto por muitos como provação aos costumes antigos, pois traz em si a tendência de
desestabilizar a ordem do culto rotineiro. Depois percebe-se, aos poucos, que muitos
dos canticos antigos possuem melodias inspiradas por Deus e assim voltam a ser
introduzidos nos cultos.
Como resultado do avivamento e dessa posição radical, muitos canticos são, de
fato, dispensados, pois não tem mensagem de Deus para aquele momento. Outros
contudo são lembrados e reintroduzidos. Um fator positivo de um avivamento é que
canticos novos começam a ser compostos por membros da própria congregação.
Musicas antes cantadas sem vida, adquirem novo sentido. Hinos antigos são
restaurados na hinologia porque a letra exalta e engrandece a Jesus como Senhor, ao Pai
ao Espírito Santo. Sejamos sinceros em admitir, que a igreja, a medida que está sendo
vivificada, valoriza os cânticos antigos e os traz de volta ao culto de adoração. Seus
autores se sentiriam honrados ao ouvi-los cantados com tal inspiração.
A igreja vive aquilo que canta! Se nossos hinos são de exaltação ao senhorio de
Cristo, à santidade de Deus, esses cânticos vão impregnar a vida da igreja e ela passará a
viver as verdades que canta! E cantará aquilo que vive!

ELEMENTOS INDISPENSÁVEIS A UM HINO

Para identificação de um hino digno de ser usado na adoração a Deus,


precisamos ter em mente alguns elementos que o valorizarão.
 Deve ser reverente
Há muitos hinos irreverentes, do tipo que contam a historia e experiencia de
pessoas, ou trazem no seu contexto elogios a grupos e denominações, tornando uma
verdade Bíblica uma posse particular. As vezes, até a palavra igreja, para se dirigir a sua
própria igreja. Nesse sentido temos o hino 144 da nossa Harpa Cristã, vem a
Assembléia de Deus, cuja letra original foi deturpada. Assembleia de Deus é a reunião
dos crentes com a presença de Deus, mas hoje o hino professa um sentido dúbio que
liga a denominação. Se uma congregação canta “Somos o povo da aliança” e o nome do
grupo também é este, estará particularizando o hino, porque exclui os demais como não
20

sendo povo da aliança. Da mesma na exemplo anterior, dá ideia que só há salvação nas
reuniões daquela assembléia.
A música “Caminhando eu vou para Canaã”, um hino muito cantado e
conhecido em nosso meio e em todo Brasil, tem na sua última estrofe “Se você não vai,
não me impeça de ir” é bastante irreverente. Imaginem um culto com os irmãos
cantando esta frase uns para os outros.
O hino reverente é aquele cuja mensagem é profundamente Bíblica, traz o
temor de Deus e tem e a tônica de louvor e adoração. Frases como “Tu és digno de
louvor”, ou “Vem, ó Espírito Santo; ou ainda “Senhor, de coração te adoramos...” cria
um clima de reverência. Mesmo num cântico de testemunho a reverência a Deus é de
vital importância.
 Deve comunicar o amor de Deus
O louvor que Deus quer restauras é aquele que comunica o seu amor ás
pessoas. Muitos jovens estão interessados no som, na música, no embalo e não no
Senhor que a música apresenta. Todo louvor que afasta as pessoas de uma comunhão
com Deus merece nossa desconfiança. Pode ser um cântico de adoração, de entrega e
submissão, ou que fale de autoridade e do governo de Deus, de suas exigências e leis,
mas deve expressar o amor de Deus por nós.
 A tonalidade deve ser composta em um tom médio
Há cânticos que começam num tom muito baixo e que depois sobem tanto, que
se torna quase impossível cantá-los. Quando o tom é baixo demais, as vozes femininas,
principalmente, chegam a cantar uma oitava acima e quando é alto demais, uma oitava
abaixo. A maior parte dos hinos dos hinários evangélicos será registrada num tom muito
alto e é recomendável que os músicos façam necessária transposição.
 Deve ter beleza poética
Grande número dos cânticos surgidos nos anos recentes são rudes, não tem um
toque poético. Uma querida irmã, que agora descansa no Senhor, escreveu um cântico
com a seguinte poesia:
Jesus, tu és para mim,
Um ramalhete de mirra,
Enfeitando o meu jardim,
Perfumando a minha vida,
Tu és o meu bem amado
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Meu amo, Senhor e Rei


Entrando no santuário,
Meu grande amor te darei!

A HISTÓRIA DA MÚSICA NA BÍBLIA

ANTIGO TESTAMENTO

Texto áureo: “O nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que
tocam harpa e flauta” (Gn 4:21).
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O Novo Dicionário Bíblico e alguns comentaristas consideram que a música


foi "Criada" por Deus nos céus pois, a música sempre teve um papel importante na
adoração a Deus. Há muito tempo atrás, no início da Criação: “as estrelas da alva juntas
alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.” (Jó 38:7) Lúcifer tinha a
ver com o louvor e a adoração a Jesus. Era Lúcifer quem guardava a presença santa de
Jesus, em Ezequiel 28:14 diz: Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci;
permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras afogueadas andavas.
Querubins são seres descritos na Bíblia como criaturas cheias de poder e majestade, que
cercam o trono de Deus. A palavra fogo ou afogueadas em hebraico quer dizer fogo
sobrenatural, altar, o que permanece aceso. Há menção de que Lúcifer foi criado para
dirigir o louvor, ele tinha que manter sempre aceso o fogo do altar da adoração ao
Altíssimo, então ele precisava administrar o louvor dos outros seres e dirigi-lo ao lugar
certo, que é a Trindade Santa.
Lúcifer - No latim - Lux ou Lúcis (luz) e Ferre (fazer, produzir, portar,
carregar) "o portador da luz" ou "o portador do archote", ou seja, de acordo com a
origem, seu significado é "aquele que carrega a luz". No hebraico é Heilel Ben-Shachar,
os judeus o chamam de Heilel Ben-Shachar, onde heilel significa Vênus e ben-shachar
significa "o luminoso, filho da manhã". Ap 22:16, II Pd 1:19 em grego na Septuaginta,
(Heósphoros) representa a estrela da manhã (a estrela matutina), a estrela D'Alva, o
planeta Vênus, que foi o nome dado ao anjo antes de cair, pois ele era da ordem dos
Querubins (ligados a adoração de Deus). Nos dias de hoje, depois de sua rebelião e
queda, o chamam de Diabo que no grego é Diabolós (falso, caluniador, acusador)
literalmente significa, Lançar Através. Portanto quer dizer Crivar alguém com
acusações, (Zc.3:1;Apc.12:10). Satanás ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan, que
significa adversário). Demônio - No grego Daimónion, esta palavra era empregada nos
escritos gregos pagãos para referir-se a uma raça inferior de seres divinos, inferiores aos
deuses gregos, porém mais poderosos que os homens. A Bíblia usa esse termo aludindo
aos espíritos malignos que são servos do diabo.
São os principados (arché) e potestades (exousia), príncipes do mundo das
trevas (kosmokrator), hostes espirituais do mal (skotos) Ef 6:12. Portanto, Lúcifer
perdeu sua posição de estar ou ser de luz e agora é todas as formas de manifestações e
expressões do mal, no mundo de trevas.
23

Baseando-se em Gênesis 4.21 onde está escrito que Jubal filho de Lamec era o
"pai de todos os que tocam harpa e flauta, Jubal foi o primeiro homem citado na Bíblia
como músico e a outra referência mais antiga é a de Gn.31:27, onde Labão sobrinho de
Abraão queixa-se de Jacó por não o haver prevenido de sua partida, para que fosse
comemorada com cânticos e músicas. Um detalhe importante é que Jubal tinha um
irmão chamado Jabal, o qual foi o "pai dos que habitam em tendas e criam gados" (Gn
4.20), ou seja, os pastores. Tal fato, leva-nos à reflexão de que pode existir uma relação
muito próxima entre os que são "pastores de ovelhas" e os que são músicos. Ao
estudarmos a vida e a liderança de Moisés, vemos que, se ele não sabia tudo sobre
música, tinha um bom conhecimento dela, pois, em um dia, compôs um cântico e o
ensinou integralmente ao povo de Israel (Dt 31.19-22). Além do mais, Moisés foi criado
no palácio de Faraó, e um dos costumes nas casas dos reis naquela época era ensinar a
música aos filhos desde a mais tenra idade. Deus queria que Moisés tirasse o Seu povo
do Egito para que, uma vez livres da escravidão e da opressão, tivessem a oportunidade
de servi-Lo, ou seja, "adorá-Lo, trabalhar para Ele e render-Lhe culto" (Ex 3.12). No
momento em que Moisés e Arão foram falar com Faraó, disseram: "Assim diz o Senhor
Deus de Israel: deixa ir o meu povo para que me celebre uma festa no deserto" (Ex 5.1).
Neste sentido, Moisés foi também um "mestre de louvor", pois "dirigiu" o povo de Deus
a um lugar específico para servi-Lo (celebrar-Lhe uma festa, oferecer-Lhe sacrifícios e
adorá-Lo).
Logo após a travessia do mar Vermelho, Miriã e as mulheres de Israel
adoraram a Deus com cânticos acompanhados de danças e tamborins (Êxodo 15:20-21).
A escavação do poço em Beer foi celebrada com cânticos (Nm 21:17,18).
Débora e Baraque celebraram sua vitória com cânticos (Jz 5:1-31).
Os profetas dos tempos de Samuel usavam saltérios, tambores, flautas e harpas
(1 Samuel 10:5).
As mulheres de Israel celebraram a vitória de Davi sobre Golias com cânticos
(1 Sm 18:6,7).
“E disse Davi aos príncipes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os
cantores, com instrumentos musicais, com alaúdes, harpas e címbalos, para que se
fizessem ouvir, levantando a voz com alegria” (1 Cr 15:16). Davi deu instruções
específicas para o uso desses instrumentos (veja 1 Crônicas 23 e 25, em que a adoração
é descrita detalhadamente).
24

Quatro mil levitas louvaram ao Senhor com instrumentos quando Salomão foi
levantado como rei sobre Israel.
A adoração nos dias de Salomão era semelhante: "e quando todos os levitas
que eram cantores, isto é, Asafe, Hemã, Jedutum e os filhos e irmãos deles, vestidos de
linho fino, estavam de pé, para o oriente do altar, com címbalos, alaúdes e harpas, e com
eles até cento e vinte sacerdotes, que tocavam as trombetas; e quando em uníssono, a
um tempo, tocaram as trombetas e cantaram para se fazerem ouvir, para louvarem o
Senhor e render-lhe graças; e quando levantaram eles a voz com trombetas, címbalos e
outros instrumentos músicos para louvarem o Senhor, porque ele é bom, porque a sua
misericórdia dura para sempre, então, sucedeu que a casa, a saber, a Casa do Senhor, se
encheu de uma nuvem . . . Assim, o rei e todo o povo consagraram a Casa de Deus. Os
sacerdotes estavam nos seus devidos lugares, como também os levitas com os
instrumentos músicos do Senhor, que o rei Davi tinha feito para deles se utilizar nas
ações de graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre.
Os sacerdotes que tocavam as trombetas estavam defronte deles, e todo o Israel
e mantinha em pé" (2 Crônicas 5:12-13; 7:6). Clarins e trombetas acompanhavam os
cânticos de louvor a Deus na época de Asa (2 Crônicas 15:14).
Atente para o fato de que nada disso era mera invenção humana; Deus tinha
exigido esse tipo de adoração: "Também estabeleceu os levitas na Casa do Senhor com
címbalos, alaúdes e harpas, segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do
profeta Natã; porque este mandado veio do Senhor, por intermédio de seus profetas" (2
Crônicas 29:25).
“E ouviu o Senhor a Ezequias e sarou o povo. E os filhos de Israel...
celebraram a festa dos pães asmos sete dias com grande alegria: e os levitas e os
sacerdotes louvaram ao Senhor de dia em dia, com instrumentos fortemente retinintes
ao Senhor.” (2 Cr 30:20-21).
Após a volta do cativeiro, a adoração foi conduzida de modo semelhante:
"Quando os edificadores lançaram os alicerces do templo do Senhor, apresentaram-se
os sacerdotes, paramentados e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com
címbalos, para louvarem o Senhor, segundo as determinações de Davi, rei de Israel"
(Esdras 3:10). Na cerimônia da dedicação pelos muros de Jerusalém havia címbalos,
alaúdes, harpas e trombetas (Neemias 12:27-36). Como disse Isaías: "O Senhor veio
25

salvar-me; pelo que, tangendo os instrumentos de cordas, nós o louvaremos todos os


dias de nossa vida, na Casa do Senhor" (Isaías 38:20).
É óbvio que a música e os cânticos são uma parte vital do louvor e da adoração
a Deus. Isto é retratado em toda a Bíblia de Gênesis a Apocalipse. Hoje em dia ainda é
assim. É uma expressão vital, gloriosa e positiva de louvor a Deus.
Todos que fazem parte do ministério de louvor precisam saber da história da
música na Bíblia; sua influência; aqueles que a utilizaram; em que situações ela aparece.
Veremos algumas passagens Bíblicas que mostram que as mulheres também faziam
parte do ministério musical levita, para que não sejamos ignorantes sobre nosso próprio
ministério (II Sm 19:35, II Cro 35:25, Esd.2:65, Ne 7:67 e Ecl 2:8.
Não dá pra detalhar todos as passagens bíblicas com menção e louvor e música,
mas precisamos falar com certeza de Asafe um importante cantor, músico e levita e
também sobre Salmos.

ASAFE, O SEGUNDO MAIOR SALMISTA


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O Livro dos Salmos possui 150 capítulos e foi escrito por vários poetas,
cantores e músicos. Só o rei Davi compôs 108 salmos. Os músicos Asafe, Hemã, Etã
Jedutum, Coré e seus filhos compuseram 25 salmos.
ASAFE que em hebraico significa: “Deus Ajuntou”. Em aramaico tem o
significado de “ELE Ajuntou”. Foi o segundo maior salmista, depois do rei Davi. Ele
compôs 12 salmos. O nome de seu pai era Gérson, e ele descendia da tribo de Levi (1º
Crônicas 6.39-43). Durante o reinado de Davi (1.077 a 1.038 AC), Asafe foi um dos
principais cantores e tocadores de címbalos (um dos instrumentos musicais da época),
acompanhando a Arca do Senhor à medida que ela era trazida da cidade de Obede-
Edom para a Cidade de Davi (1º Crônicas 15.17-29).

Depois disso, Asafe, juntamente com Hemã e Etã Jedutum, seus


contemporâneos, serviram diante do Tabernáculo na regência da música e do canto (1º
Crônicas 6.31-44). Eles três atuaram conjuntamente durante o reinado de Davi (1º
Crônicas 25.1-6; 2º Crônicas 29.30; 35.15). Asafe compôs os salmos de números 50, 73
a 83, perfazendo assim 12 salmos de sua autoria.
Posteriormente os filhos de Asafe continuaram a constituir um grupo especial
nos arranjos orquestrais e corais, desempenhando um papel destacado no tempo da
inauguração do Templo e quando se trouxe a Arca de Sião para o local do Templo (2º
Crônicas 5.12); no tempo das reformas do rei Ezequias, o compositor do Salmo 119 (2º
Crônicas 29.13-15); e no tempo da Grande Páscoa celebrada durante o reinado do rei
Josias (2º Crônicas 35.15,16). Alguns de seus descendentes também se acharam entre os
primeiros grupos que voltaram do exílio babilônico para Jerusalém (Esdras 2.1-4l;
Neemias 7.44).

Os Salmos de ASAFE são caracterizados por belos títulos, que revelam o


espírito poético do autor, da seguinte forma: O salmo 50 tem o título de: “Obedecer é
melhor do que sacrificar”. É assim transcrito: O Deus poderoso, o Senhor, falou e
chamou a terra desde o nascimento do sol até o seu ocaso (1). Desde Sião, a perfeição
da formosura, resplandeceu Deus (2). Virá o nosso Deus, e não se calará; um fogo se
irá consumindo diante dele, e haverá grande tormenta ao redor dele (3). Chamará os
céus lá do alto, e a terra, para julgar o seu povo (4). Ajuntai para mim os meus santos,
aqueles que fizeram comigo uma aliança com sacrificios (5). Os céus anunciarão a sua
27

justiça; pois Deus mesmo é o juiz – selá (6). Ouve! Povo meu, e eu falarei; ó Israel! Eu
protestarei contra ti; sou Deus, sou o teu Deus (7). Não te repreenderei pelos teus
sacrifícios; ou holocaustos, que estão continuamente perante mim (8).

E, os salmos de números 73 a 83 são assim intitulados: 73=A prosperidade dos


ímpios. 74=A assolação do Santuário. 75=O profeta louva a Deus. 76=A majestade e o
poder de Deus. 77=O estado interno do salmista. 78=A ira e a misericórdia de Deus.
79=A assolação de Jerusalém. 80=O profeta suplica a Deus que livre a sua vinha.
81=Deus repreende Israel pela sua ingratidão. 82=Deus repreende os juízes por suas
injustiças. 83=O salmista suplica a Deus que o livre.

SALMOS
28

Para continuar a música na Bíblia vamos acompanhar também algumas


passagens importante do Novo Testamento

SÓ OS MÚSICOS SÃO LEVITAS


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Há um enorme equívoco no meio evangélico que se enraizou na mente de


alguns crentes, quando o músico, ou ministro de louvor é exclusivamente chamado de
levita da casa de Deus. Assim como muitos erros de interpretação bíblica causaram
enormes contradições pela falta de harmonização de textos com contextos, apesar do
caso aqui exposto se tratar de contexto remoto, gramatical, histórico e cultural, a
comparação feita especialmente do músico atual para com o levita da Bíblia é mais um
exemplo disso.
Mas, quem eram, de fato, os levitas descritos na Bíblia? O que eles realmente
faziam? Que ligações possuem os levitas das Escrituras com os “levitas” de nossos
dias? Quais os equívocos causados quanto ao assunto em questão?
Os levitas eram os membros da tribo de Levi, terceiro filho do patriarca Jacó.
Formavam uma tribo separada, sem território, sem herança terrena, sem recenseamento
com as demais tribos, porque tinham a benção do alto privilégio de ter o Senhor como
sua posse (Dt. 10.9). Era a tribo dos sacerdotes (cohanim), descendentes de Arão, por
sua vez descendente de Levi (Ex. 29.44; Nm. 3.10). Isso quer dizer que todo sacerdote
(cohen) era levita, mas nem todo levita era sacerdote (Nm. 3.6ss). É claro que
encontramos pequenos resquícios literários de sacerdotes que não eram levitas,
principalmente na época dos juízes e no início da monarquia, mas isso é um outro
assunto.
As funções dos levitas
O Dr. Henry Hampton Halley, no “Manual Bíblico de Halley” mostra que o
ministério levítico era amplo em suas atividades, diferente em relação ao que se pensa
em nossos dias. Os levitas tinham uma atividade honrosa que compreendia: o serviço no
santuário (Nm 3.6; 1º Cr 15.2) o auxílio nos sacrifícios (Jr. 33.18,22), no transporte da
Arca da Aliança, na responsabilidade para com o ensino da Lei (Dt 31.9; 22.10), na
música (1ª Cr. 25.1) e, no uso da autoridade para abençoar. “Parece, portanto, que os
deveres dos levitas incluíam tanto o serviço de Deus como um papel de relevância no
governo civil”, conclui Dr. Halley (Manual Bíblico de Halley – p. 222, Ed. Vida – 9ª
reimpressão 2011).
Davi foi o responsável pois inseriu a música como parte integrante do culto,
afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (1º Sm.16.23). Atribuiu a
alguns levitas a responsabilidade musical. No 1º livro das Crônicas capítulos 9.14-33;
23.1-32; 25.1-7, vemos diversas atribuições dos levitas. Havia então entre eles porteiros,
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guardas, padeiros, cantores, instrumentistas e até o tesoureiro era levita (1ª Cr. 26.20-28;
2º Cr. 5.13; 34.12).
Os levitas em nossos dias
Deixo bem claro que o ministério levítico descrito na Bíblia, teologicamente
interpretado, não possui sequer nenhuma ligação com os chamados “levitas cristãos” de
nossos dias. A começar pela ampla organização ministerial, postura, atividade, contexto
histórico, religioso e cultural, promessas bíblicas, seleção, critérios, períodos e épocas.
Mas, não poderia deixar de considerar a forma do uso atual, pois, se torna
importante esclarecer aqui, que a verdade no que tange ao “levitismo evangélico”, ficou
obscura por causa do erro interpretativo das Escrituras propagado pelos não estudantes
da Bíblia. Ou seja, se queremos assim considerar o ministério levítico em nosso meio, á
luz da Palavra de Deus, todos os que servem em qualquer ministério relacionado ao
culto e ao templo, podem e devem ser chamados também de “levitas”.
A falsa ideia de que apenas músicos são levitas, mais uma vez considerando
teologicamente o assunto no contexto atual, é totalmente contrária aos textos e relatos
bíblicos. E mais, se torna um fato irônico chamar de levita aquele músico que, muitas
vezes, exerce seu ministério na igreja tendo uma irreverência explícita no próprio culto,
confundindo a adoração coletiva com seu show particular e, ignorando o conhecimento
teológico e profundo da Palavra, o que o distancia mais ainda dos levitas bíblicos que
possuíam grande sabedoria das Escrituras e extrema visão espiritual.
Concluo expressando o desejo de que os verdadeiros cristãos, que buscam para
si a mesma nomeclatura do chamado levítico, possam exercer seus ministérios de uma
forma em que suas ações possam refletir, pelo menos, uma expressiva parcela da
responsabilidade, zelo, dedicação e compromisso dos levitas da Bíblia Sagrada.

NO NOVO TESTAMENTO
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MAGNIFICAT E BENEDICTUS

“Magnificat” é a designação que a tradição cristã atribuiu ao cântico ou salmo


que a mãe de Jesus, Maria, entoou quando na gravidez do Salvador. O termo
“Magnificat” vem do latim e, como tal, aparece na Vulgata Latina (tradução da Bíblia
para o “latim”). Significa, ao pé da letra: “Engrandece” - “Disse então Maria: A minha
alma engrandece ao Senhor..” (Lc. 1:46), mas pode ser entendido também como uma
expressão de louvor, júbilo, alegria.
“Benedictus” é igualmente um hino. Este, porém, está baseado no cântico de
Zacarias. Ao pé da letra, quer dizer: “Bendito” ou “louvado seja”: “Bendito o Senhor
Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo...” (Lc. 1:68). Além desses dois
termos, existem ainda o “Nunc Dimittis”: “agora despedes” (Lc. 2:29-32) e “Glória in
Excelsis”: “glória nas alturas” (Lc. 2:14).
Jesus e seus discípulos cantaram um hino na última ceia, (Mt.26:30;Mc.14:26)
chamado halel de pessach ou hino da páscoa (Sl.113 ou 118).
Jesus na cruz orou um Salmo (22:1) pedindo consolo (Mt.27:46) Paulo e Silas
encarcerados na cidade de Filipos (At.16:25).
Paulo recomenda os crentes de Éfeso e Colosso a cultuarem a Deus com hinos,
Salmos e cânticos espirituais (Cl 3:16; Ef 5:19).
A música desempenha um papel essencial dentro da liturgia no culto cristão.
Ela é um dos meios principais que utilizamos para servir a Deus e a Igreja. Sem a
música o ministério da adoração pelo louvor musical não existiria. Devido à grande
importância que a música tem neste ministério, há algumas coisas que devemos saber
acerca dela.

INSTRUMENTOS MUSICAIS NA BÍBLIA


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O Saltério (Salmos) era o cancioneiro de Israel. Os salmos dão muito destaque


ao uso de instrumentos musicais na adoração a Deus. "Celebrai o Senhor com harpa,
louvai-o com cânticos no saltério de dez cordas. Entoai-lhe novo cântico, tangei com
arte e com júbilo" (Salmo 33:2-3). "Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha
grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu" (Salmo 43:4).
"Salmodiai e fazei soar tamboril, a suave harpa com o saltério. Tocai a trombeta na
Festa da Lua Nova, na lua cheia, dia da nossa festa. É preceito para Israel, é prescrição
do Deus de Jacó" (Salmo 81:2-4). Passagens semelhantes encontram-se espalhadas
pelos Salmos. O salmo 92 menciona o uso de "instrumentos de dez cordas" junto com o
saltério e a harpa (Salmo 92:1-3). "Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os confins da
terra; aclamai, regozijai-vos e cantai louvores. Cantai com harpa louvores ao Senhor,
com harpa e voz de canto; com trombetas e ao som de buzinas, exultai perante o Senhor,
que é rei" (Salmo 98:4-6). Embora de nenhum modo tenhamos citado todos os textos
relacionados à questão, ficou mais que claro que Deus era adorado por instrumentos
musicais no Antigo Testamento. As referências são bem frequentes e não dão margem
para dúvida. "Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com saltério e com harpa. Louvai-
o com adufes e danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flautas. Louvai-o
com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos retumbantes. Todo ser que respira louve
ao Senhor. Aleluia!" (Salmos 150:3-6). Veja também Salmos 147:7 e 149:3.

Em alguns textos bíblicos podemos observar algumas características quanto à


natureza dos instrumentos musicais empregados nas terras bíblicas do mundo antigo. A
arqueologia muito tem feito para dar-nos informações mais exatas sobre a questão.
Podemos dividir os antigos instrumentos musicais em três categorias: os de corda; os de
sopro; e os de percussão. Os instrumentos musicais têm acompanhado a humanidade
desde os tempos antigos. O primeiro relato bíblico confirmando isto se encontra no livro
de Gênesis 4.21: "O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos que tocam
harpa e flauta". Baseado neste verso,acreditamos que Jubal, o sexto descendente de
Caim, foi o criador da música instrumental...

1 - INSTRUMENTOS DE CORDAS
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SALTÉRIO - (no grego psalterion). Um instrumento de cordas tocado com as


pontas dos dedos. O termo grego psallo significa "tocar" ou "tanger", o que explica o
nome desse instrumento. Essa palavra grega traduzia o termo hebraico nêvel. A maioria
dos eruditos pensa que vários tipos de harpa eram assim chamados, de forma geral, ou
mesmo exclusivamente o trecho de I Samuel alude ao instrumento, o que parece mostrar
uma origem fenícia do mesmo, visto que naquela porção do Antigo Testamento, o pano
de fundo era a cultura fenícia. Uma das formas do instrumento tinha uma caixa de
ressonância bojuda, parecida com a guitarra portuguesa, na extremidade inferior. Esse
instrumento era feito de madeira. O termo hebraico ‘asor, que indica um instrumento de
dez cordas, e, na septuaginta, algumas vezes é traduzido pelo vocábulo grego psalterion.
Porém, também é possível que a ‘asor’ fosse apenas um tipo de nêvel. Portanto era um
Instrumento de cordas para acompanhar a voz (Salmo 33.2;144.9). Era uma espécie de
alaúde, semelhante à viola, mas de forma triangular ou trapezoidal; NÊVEL é a maior
parte das vezes traduzido pelo termo saltério. As cordas eram tocadas com os dedos
(Isaías 5.12; 14.11; Amós 5.23; 6.5).

NÊVEL DE ISRAEL (Saltério ou Alaúde)

ALAÚDE - Instrumento de corda, semelhante à viola. É a tradução da vulgar


palavra hebraica nêvel,a forma mais primitiva do violão,o alaúde é o pai do violão.
HARPA - (no hebraico, Kinor) . Esse é o primeiro de todos os instrumentos
musicais mencionados na Bíblia "O nome de seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos
os que tocam harpa e flauta.
Por que fugiste ocultamente, e me lograste, e nada me fizeste saber para que eu
te despedisse com alegria, e com cânticos, e com tamboril, e com harpa?" Gn 31:27.
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LIRA (Hb. Kinor) LIRA CELTA LIRA DE UR NO IRAQUE

Algumas traduções dizem Lira, conforme a opinião da maioria dos eruditos.


Esse era um instrumento portátil, o que se demonstra pelo fato de que os jovens profetas
levavam-na juntamente com três outros tipos. "Então, seguirás a Gibeá-Eloim, onde está
a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando na cidade, encontrarás um grupo de
profetas que descem do alto, precedidos de saltérios, e tambores, e flautas, e harpas, e
eles estarão profetizando". I Sam 10:05. Não sabemos dizer se esse instrumento era
tocado com as pontas dos dedos ou com algum objeto de tanger. As antigas pinturas
murais dos túmulos dos egípcios mostram algum objeto de tanger, mas isso não tem de
corresponder ao uso dominante em Israel. O trecho de I Samuel indica que o
instrumento era tocado com as pontas dos dedos: "Manda, pois, senhor nosso, que teus
servos que estão em tua presença, busquem um homem que saiba tocar harpa; e será
que, quando o espírito maligno, da parte do Senhor, vier sobre ti, então, ele a dedilhará,
e te acharás melhor" ISm 16.16 É o mais antigo instrumento musical que se conhece,
existindo já antes do dilúvio (Gênesis 4.1). A palavra hebraica kinnor, que se acha
traduzida por harpa, significa provavelmente a lira. Os hebreus faziam uso dela, não só
para as suas devoções, mas também nos seus passatempos. Nas suas primitivas formas
parece ter sido feita de osso e da concha de tartaruga. Que a harpa era um instrumento
leve na sua construção, claramente se vê no fato de ter Davi dançado enquanto tocava,
assim como também fizeram os levitas (1 Samuel 16.23; e 18.10). Não era usada em
ocasiões de tristeza (Jó 30.31; Salmo 137.2). Harpa pequena ou lira, também sem caixa
de ressonância. (Não é certo o número de cordas destes instrumentos, mas a verdade é
que não havia culto sem eles).
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HARPA CELTA (Hb.Kinor) HARPA ( Hb.Kinor)

CÍTARA – No hebraico Sabeka o trecho de Daniel ("No momento em que


ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles
e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei
Nabucodonosor levantou") menciona esse instrumento musical como um daqueles que
faziam parte da orquestra de Nabucodonosor. Alguns estudiosos pensam que a cítara era
uma espécie de harpa, pequena, de formato triangular, dotada de quatro ou mais cordas,
e que tocava em tom alto. Há traduções que dão a esse instrumento o nome de Trígono,
devido ao seu formato triangular, Daniel 3.5.

CÍTARA (Hb.Sabeka)

2 - INSTRUMENTOS DE PERCUSSÃO

PANDEIRO – No hebraico,Tof. Espécie de tambor pequeno circundado de


guizos e com uma só pele,que se tange ou vibra com a mão,ou batendo com ele nos
joelhos ou nos cotovelos. II Samuel 6.5.
O CRENTE PANDEIRO É AQUELE QUE ESTÁ SEMPRE APANHANDO
DOS OUTROS, TODOS QUEREM ACERTA-LO, MAS ELE SEMPRE ESTÁ
ALEGRE E ALEGRANDO O AMBIENTE, QUANDO ELE NÃO ESTÁ, A IGREJA
SENTE SUA FALTA.
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PANDEIRO ARÁBICO (Hb.Tof) PANDEIRO EGÍPICIO

ADUFES - A palavra é a da mesma raiz o hebraico para tamborim "Tof".


Provavelmente era outro nome para se referir ao pandeiro.
TAMBOR - "O substantivo Tof é um termo genérico para tamborins e
tambores médios (os instrumentos de percussão mais comuns nos tempos antigos), dos
quais foram encontrados exemplares em escavações no Egito(do hebraico Mitzraim) e
na Mesopotâmia(do grego Meso=entre+pótamos=rios). Entretanto, o tamboril não está
entre os instrumentos mencionados em Crônicas e preceituados para a adoração no
templo". Este instrumento era parecido com o pandeiro brasileiro, tangido com a mão.
Era usado para acompanhar, ritmadamente, a música e a dança, nas festividades e nos
cortejos Gênesis 31.27; I Samuel 10.5.
TAMBORINS - No hebraico, Tof, como vemos no livro de Exôdo, "a profetisa
Miriã, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com
tamborins e com danças" Pequenos Tambores. Ainda hoje as mulheres do Oriente
dançam ao som do tamborim. (ver: Êxodo 15.20; II Samuel 6.5; Jó 21.12).
CÍMBALOS - No hebraico, Menaneim, uma palavra hebraica de dúbio sentido,
que a vulgata traduziu como Sistra, "Guizos". A septuaginta traduziu esta palavra por
Kúmbala, o que explica a tradução portuguesa. No entanto dificilmente tratar-se-ia,
realmente, do címbalo "Davi e toda a casa de Israel alegravam-se perante o Senhor, com
toda sorte de instrumentos de pau de faia, como também com harpas, com saltérios, com
tamboris, com pandeiros e com címbalos II Sam 6:05 ,esta palavra no hebraico significa
"vibrar". A arqueologia tem ilustrado vários tipos de guizos. Dois tipos de címbalos
têm sido achados pelos arqueólogos. Um desses tipos consiste em dois pratos achatados
feitos de metal, que eram batidos um no outro de forma ritmada; o outro tipo consiste
em duas espécies de conchas, batida uma na outra. Aqueles termos hebraicos têm
sentido de zunir. Por esta razão que no salmo 150 verso 5, faz a distinção: "címbalos
sonoros" e "címbalos retumbantes". No grego Kúmbalon, "címbalo", palavra que ocorre
37

somente uma vez em todo o Novo Testamento "Ainda que eu fale as línguas dos
homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como címbalo
que retine"Instrumento de percussão formados por dois pratos.

3 - INSTRUMENTOS DE SOPRO

SHOFAR - No hebraico Chifre uma espécie de corno (chifre) de animais


limpos, com sons pouco diferenciados; era utilizado como sinal e símbolo; tocado só
por sacerdotes, era ainda envolvido em simbolismo mágico (quem tocava era Yahveh);
é o único instrumento que persiste nas sinagogas.

SHOFAR DE ISRAEL (Corneta)

FLAUTA - No hebraico Ugav. É difícil saber exatamente que instrumento


musical seria esse podendo ser um nome genérico para vários tipos de instrumentos de
sopro. "cantam com tamboril e harpa e alegram-se ao som da flauta" . A Septuaginta dá
nada menos de três traduções diferentes para a palavra hebraica envolvida, mas
nenhuma delas parece corresponder a um instrumento de sopro, a saber: a guitarra, e o
saltério. Ugav – flauta pequena.

FLAUTA ANTIGA (Hb. Alamoth ou Ugav)

FLAUTA DUPLA - Alamoth - flauta dupla correspondente ao instrumento


egípcio, assírio e grego.
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PÍFARO - (no aramaico, Mashroqita). Esse termo acha-se somente no livro de


Daniel em um dos textos citado acima. Um dos instrumentos babilônicos ali
mencionados. A raiz dessa palavra, saraq, significa "soprar" ou "silvar". Vários
instrumentos poderiam estar em foco, e talvez o flautim esteja em evidência entre as
possibilidades. Jó 21.12; Daniel 3.5.
GAITA DE FOLES - (no hebraico, Chêmet Chalil). Algumas traduções
também traduzem essa palavra por "flauta". A palavra hebraica Chalil deriva-se da idéia
de "furar" ou "cortar". O termo grego correspondente, afilos, envolve a idéia de
"soprar". Os eruditos hesitam entre um tipo de oboé e uma flauta. Essa palavra também
pode ter um sentido geral, incluindo vários tipos de instrumentos de sopro. No livro de
Primeiro Reis na festa de coroação do rei Salomão podemos perceber que a gaita era
muito usada: "Após ele, subiu todo o povo tocando gaitas e alegrando-se com grande
alegria, de maneira que, com seu clamor, parecia fender-se a terra". Gaita de foles,
instrumento também aparece no texto de Daniel citado acima. Como palavra derivada
do aramaico, Sumponya, provavelmente um vocábulo tomado por empréstimo do grego
Daniel 3.5, 15 Chalil - tipo de gaita grande, correspondente ao Monoaulos grego; som
agudo e penetrante.
BUZINA - No hebraico, Chatsotserah, trombeta de corno ou de metal
retorcido. Ex 19:13 Jó 21.12; 30.31.
TROMBETA - No hebraico, Chatsotserah trombeta comprida utilizada
também só por sacerdotes, dentro de uma função cultual ou social. Deve ser feita a
distinção entre a corneta, feita de chifre de boi e a trombeta, que era um instrumento de
metal. Além disso, a corneta era um instrumento militar, embora também pudesse ser
usado em funções religiosas. Assim, esse instrumento até hoje é usado nas sinagogas
judaicas. Já a trombeta era um instrumento sagrado, e nunca usado para fins militares.
Números 10.9,10; 2Cr 5.12; Isaías 27.13 Talvez originária de uma raiz com o sentido de
"ser estreito", descrevendo sua forma, a palavra ocorre 29 vezes sempre no plural, com
exceção de Oséias 5:8 "Tocai a trombeta em Gibeá e em Rama tocai a rebate! Levantai
gritos em Bete-Àven! Cuidado, Benjamim". Dessas ocorrências, 16 encontram-se em 1
e 2 Crônicas. É traduzida por salpigs na LXX e por tuba na vulgata, tendo ambas as
palavras o sentido de "trombeta". (BROWN, Colin, Dicionário Internacional de
Teologia do Antigo Testamento, São Paulo, Vida Nova, 2000. p.518,519).
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DEFININDO MINISTRAÇÃO

O Que é Ministração de Louvor?


Ministrar significa servir. Em outras palavras, é aquilo que oferecemos a
alguém.
A ministração pode ser dividida em dois tipos: uma que é dirigida a Deus e
outra que é dirigida ao próximo.

A MINISTRAÇÃO DIRIGIDA A DEUS

Essa ministração é direcionada exclusivamente a Deus. Seu sentido deve ser


sempre na vertical (para cima). A ministração dirigida a Deus tem como alvo principal
proporcionar alegria ao coração do Senhor. Ela consiste basicamente em expressar o
nosso amor a Deus, reconhecer a nossa dependência Dele, reassumir o compromisso de
obedecer a sua palavra, apresentar o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável
ao Senhor, e sobre tudo, oferecer-lhe aquilo que somente Ele é digno de receber: Glória,
honra, louvor e adoração.
O único tipo de ministração que agrada a Deus é a aquela que oferecida com
sinceridade de coração. Porém esta ministração só será aceita se for oferecida por
intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor, mediador, intercessor e dono da igreja. (João
14:6; Hebreus 13:15).
De acordo com a direção que Deus dará ao líder, o mesmo terá de usar sua
capacitação divina (Unção), sua musicalidade e sua voz para conduzir a congregação. É
claro que o líder precisa ter uma sensibilidade acima dos demais para perceber tal
direção e ministrá-la à igreja. Por isso se dá a necessidade de uma vida de comunhão
constante com o Senhor. Em muitos casos o líder poderá mudar o repertório diante de
um ambiente inadequado segundo o que o Espírito Santo lhe revelar. Trata-se de algo
muito sério porque a igreja estará sempre seguindo a orientação que vem do altar e irá
exatamente para o lugar em que seu líder os conduzir. É de suma importância o manejo
da Palavra de Deus (II Tm 2:15) e ministração da mesma durante o louvor para gerar fé
e confiança à congregação, fazendo assim, com que os objetivos sejam alcançados.
O CAMINHO DO CÉU É TÃO ESTREITO QUE CRISTO MORREU COM
UM PÉ SOBRE O OUTRO.
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A MINISTRAÇÃO DIRIGIDA AO PRÓXIMO

Essa ministração é direcionada exclusivamente para o próximo. Seu sentido


deve ser sempre na horizontal (para os lados). A ministração dirigida ao próximo têm
como alvo principal confortar, encorajar, edificar e provocar transformação na vida das
pessoas. Ela consiste basicamente em ir de encontro às necessidades do próximo, em
levá-los a se reconciliar com Senhor, em trazer-lhes esperança de uma nova vida em
Cristo, em ensiná-los a viver com Deus, em exortá-los a ter um relacionamento mais
profundo e íntimo com o Senhor, em mostrar-lhes que a nossa meta é ter um caráter
moldado à semelhança de Cristo, e entre outros, produzir mudança de estilo de vida. O
tipo mais profundo de ministração é aquele que faz diferença no dia-a-dia das pessoas.
Se quisermos mudar vidas, devemos preparar uma ministração para impactar as pessoas,
e não apenas para informá-las.
A nossa ministração deve buscar sempre ser clara, relevante e aplicável, com
um diferencial chamado, amor.
O Amor na Ministração
Algo que irá fazer uma grande diferença em nossa ministração é o amor com
que ministramos. Quando as pessoas sabem e sentem que nós as amamos, elas nos
ouvem e se deixam ser conduzidas por nós. Para amar as pessoas nós precisamos nos
aproximar delas, e quando nós nos aproximamos delas, o nosso poder de impactá-las é
muito maior. O amor também é essencial quando ministramos ao Senhor, pois Ele está
mais interessado na intenção do nosso coração e no amor com que correspondemos ao
Seu amor por nós, do que no serviço que prestamos (oferecemos) a Ele. O amor deve
nortear tudo o que fizermos. Sem amor a nossa ministração não passa de barulho.
Obs. Normalmente se não for dada nenhuma direção para igreja a respeito do
que o líder deseja realizar, muitos ficarão perdidos e não conseguirão entrar no
ambiente. É de costume ver pessoas cantando um cântico de comunhão com os olhos
fechados e as mãos levantadas. É comum ver pessoas cantando um cântico de adoração
com olhos abertos e sorrindo para o irmão. Não cante apenas; Ministre também.
Devemos entender que para tudo acontecer de forma positiva e agradável
diante daquele que nos chamou, temos que nos conscientizarmos que todo líder como
seus liderados devem ter uma vida de intimidade com o Senhor Jesus.
41

Faz-se necessário uma vida de jejum e oração, leitura da palavra de Deus e


meditação, pois este será o tempo que o Senhor terá para lhe confidenciar suas
revelações. Somos porta-vozes do Senhor. Não falamos de nós mesmos, lembre-se,
profetizamos, ou seja, falamos em nome de Deus. Também não falamos o que queremos
e sim o que o Senhor quer que falemos. Como poderemos então falar para a igreja em
nome de Deus sem que tenhamos estado com ele anteriormente recebendo suas
orientações? Seria impossível.
O ministro ou líder de louvor está dentro da mesma responsabilidade de um
pastor dentro de sua igreja, estão pisando o mesmo lugar, o altar. Ele tem a obrigação de
conduzir suas ovelhas no caminho, ensinando-as através da palavra de Deus. Ele
também tem a responsabilidade de demonstrar amor e interesse especial pelos membros
de seu grupo, discipulando-os dentro do destacado ministério, fazendo parte de sua vida,
estando prontamente a lhe ajudar naquilo que for preciso. Líder de louvor não é um
acusador e sim ajudador. Deve compreender as dificuldades que este ou a aquele venha
a ter e procurar a solução.
A presença do ministro de louvor dentro da igreja leva o grupo a ter
organização e submissão. O líder deve exigir que os músicos e cantores prestem atenção
a ele o tempo todo, recebendo com humildade os seus ensinamentos. Daí dá-se a
necessidade desse líder ser uma pessoa capaz em todos os sentidos da palavra,
espiritualmente e tecnicamente. No livro de Hebreus encontramos uma ordem em
relação a isto:
“Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por
nossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não
gemendo; porque isto não aproveita a vós outros” (Hb 13:17).
O grupo musical é o reflexo de seu líder, por esse motivo ele tem a
responsabilidade de tratar os músicos com amor e paciência, porém se necessário se
fizer, com severidade. Se o líder está sempre estudando, se reciclando, buscando a Deus,
lendo a bíblia, então terá autoridade para cobrar o mesmo de seu grupo, do contrário,
qualquer cobrança será em vão, e ao invés de ser obedecido, acabará por fracionar seu
próprio grupo, pois qualquer um que ver em seu líder uma pessoa responsável e
dinâmica, se alegrará em seguí-lo.
“ANDAR COM JESUS NO PEITO É FÁCIL, DIFÍCIL É TER PEITO PARA
ANDAR COM JESUS.”
42

QUALIDADES DESEJÁVEIS NO MINISTRO DO LOUVOR

As palavras "designassem", "colocou" e "separaram" utilizadas em diversas


passagens do primeiro livro de Crônicas (15.16-17; 6.31; 16.4; 25.1), nos mostram que
não era qualquer pessoa que ministrava o louvor, havendo uma preocupação de quem
"escolhia" e de quem era "escolhido", pois que levavam tão a sério o papel da música a
ponto de se dedicarem integralmente a esse ministério, com disciplina, esmero e
responsabilidade. Por isso os cantores ou músicos devem buscar viver em Santificação;
Procurando ser uma pessoa segundo o coração de Deus; e tendo consciência de que
dependemos de Deus para tudo que fizermos.
Todos os cantores e músicos devem ser:
Adoradores; Íntegros, Retos e Tementes a Deus; Humildes; Fiéis nos dízimos;
Submissos à liderança; Responsáveis em tudo; Reverentes; Prudentes; Atraentes no
falar, no vestir, sem ferirem a ética, a disciplina, o pudor e os preceitos Bíblicos e não
fazerem acepção de pessoas; Serem bons comunicadores; Procurarem sempre aprender
e se aperfeiçoarem cada vez mais, pois precisam saber cantar harmoniosamente (Salmo
47.7): "Deus é o rei de toda a terra; salmodiar com harmonioso cântico. Pessoas que
tocam bem são sempre prioridade e os primeiros da lista (1 Samuel 17.18): "Disse Saul
aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que saiba tocar bem e trazei-mo. Então,
respondeu um dos moços e disse: Conheço um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar
e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor
é com ele".
Haviam pessoas treinadas em música ( I Crônicas 15.22: "Quenanias, chefe dos
levitas músicos, tinha o encargo de dirigir o canto, porque era entendido nisso".
É sempre bom saber tocar bem ao Senhor (Salmo 33.3): "Cantai-lhe um cântico
novo; tocai bem e com júbilo"; na edição Almeida diz: "Entoai-lhe novo cântico, tangei
com arte e com júbilo" (Romanos 12.6-8).
O bom dirigente de louvor se concentra primeiramente em ser uma pessoa de
Deus antes de fazer o trabalho dele, por isso invista em seu ministério, leia faça cursos
pois a técnica é sempre bem vista por Deus.
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MINISTROS DIRIGENTES DE LOUVOR

MINISTROS DE LOUVOR

Considerando que a ministração não é algo realizado individualmente,


podemos considerar então que ministros de louvores são todos aqueles que estão
envolvidos, direta ou indiretamente, na ministração do louvor (instrumentistas, cantores,
operadores/montadores de som, operadores de retro projetor, e outras funções ligadas à
área). Em outras palavras, ministros de louvores são todos aqueles que servem a igreja
na área de música.
A denominação Ministro de louvor surgiu no princípio do século XX, porém só
se tornou popular na década de 40. De acordo com as igrejas batistas, ministro de
música é aquele obreiro com aptidão para música e ordenado por uma igreja para servir
nesta área ministerial. Hoje é mais conhecido como ministro de louvor ou ainda, líder
de louvor. O dirigente de louvor ou líder de adoração é aquele que têm como função
principal conduzir (dirigir) o momento dos cânticos no culto, levando as pessoas a
expressarem o seu amor, o seu louvor e a sua adoração a Deus através da música.
Também é responsável pela condução (direção) dos cantores e instrumentistas dentro da
música, definindo quais partes serão repetidas, as introduções, as entradas, os finais, etc.
Outra função que o dirigente do louvor desempenha, durante os momentos de cânticos,
é o de ministrar a vida das pessoas.
Dentre os objetivos do Ministério de Louvor estão:
1) Alegrar a congregação.
2) Batalhar espiritualmente.
3) Levar a igreja em um ambiente de oração.
4) Louvor.
5) Adoração.
6) Ambiente de cura.
7) Batismo no Espírito Santo.
8) Exercitar a fé.
9) Declaração de amor ao Senhor.
10) Comunhão entre os irmãos.
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O ESPÍRITO DO MÚSICO

A música inspirada pelo Espírito Santo, executada por ministros de louvor


cheios do Espírito Santo, afasta os demônios, mas se o músico tiver vida impura não
afastará tais espíritos malignos.
Precisamos de músicos que toquem no Espírito, que são inspirados durante o
louvor, capacitados durante a música a fazer algo novo com espontaneidade e unção.
Os músicos de rock secular tem estas inspirações momentâneas, onde fazem
alterações no ritmo ou da linha melódica, mas sabemos que quem os inspira são os
espíritos malignos.
Muitos músicos tem três características comuns: Vejamos três delas:
1. Só ele sabe, não aceita conselhos nem do Pastor
Pastores sempre reclamam da insubmissão dos seus músicos. Todos os músicos
devem saber que são sacerdotes que ministram ao Senhor e devem estar sobre
autoridade, sob as ordens do dirigente da congregação.
2. Não medem a altura do som
Convenhamos, vivemos uma geração surda! Isto por causa da poluição sonora.
Podemos conferir com os mais idosos, o que lhes ferem os tímpanos ainda é volume
baixo para os mais novos. A geração atual cresceu em meio ao som eletrônico, já os
mais antigos com o som acústico. Quando não conseguimos ouvir nossa própria voz ou
a do irmão do lado quer dizer que a eletrônica superou a acústica.
3. Possuem o Espírito de músico
Podemos ver este Espírito de músico na pessoa, na forma de vestir, na forma de
falar e nos seus exageros. A humildade, e não o orgulho, deve ser característica
imprescindível na vida do músico. Porque é o orgulho que dá o falso senso que sabe
tudo. Muitas vezes ele imita algum ídolo musical. Neste caso precisa de libertação.
Os músicos precisam se consagrar como o pastor, eles primeiro tem que
aprender adorar a Deus sozinhos para depois fazê-lo em grupo.
Os músicos assim como os pastores e pregadores, profetizam em palavras ou
em cânticos proféticos. Através da sua ministração e até mesmo com imposição de mãos
Deus pode operar cura, libertação, salvação e recebimento do Espírito Santo.
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CLASSIFICAÇÃO DOS CÂNTICOS

Louvor - São cânticos cujas letras expressam elogio e agradecimento por


aquilo que Deus fez, faz ou fará.
Adoração - São cânticos cujas letras expressam reconhecimento a Deus por
aquilo que Ele é. Este cânticos falam da pessoa de Deus(Seu caráter, Sua natureza e
Suas qualidades).
Dentro do tema de adoração temos cânticos cujas letras que expressam
Exaltação e Contemplação.
Exaltação - São cânticos cujas letras tratam de engrandecer a Pessoa de Deus
(Seu caráter, Sua natureza e Suas qualidades).
Contemplação - São cânticos cujas letras se concentram em meditar
(contemplar) a Pessoa de Deus(Seu caráter, Sua natureza e Suas qualidades). Ainda
dentro do tema de adoração podemos ter cânticos cujas letras tratem de Consagração,
Adoração Profética, Confissão e Clamor.
Consagração - São cânticos cujas letras tratam da dedicação de nossas vidas a
Deus, da nossa Santificação, etc.
Adoração profética - São cânticos cujas letras tratam da Volta de Cristo, seu
reinado eterno, etc.
Confissão - São cânticos cujas letras tratam de arrependimento,
reconhecimento do pecado, desejo de mudança de vida, etc.
Clamor - São cânticos cujas letras expressam súplicas a Deus, pedido de
misericórdia, auxílio, etc.
Relacionamento - São cânticos cujas letras tratam de unidade, comunhão entre
as pessoas.
Este tipo de cântico muitas vezes são empregadas e expressadas de maneira
errônea. É comum vermos pessoas, durante o momento que são ministrados estes
cânticos, de olhos fechados e mãos levantadas. A maneira adequada para cantarmos
estes cânticos é de olhos abertos, olhando para o rosto do irmão que está ao lado,
apertando-lhe a mão e o abraçando. A finalidade destes cânticos é estreitar os laços da
congregação, expressar comunhão e quebrar barreiras interpessoais. Estes cânticos
devem ser cantados para as pessoas e não para Deus.
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Guerra - São cânticos que dão ênfase à batalha espiritual contra o inimigo de
nossas almas, proclamam a vitória de JESUS na cruz e a derrota de satanás.
Doutrinários - Uma das funções mais importante da música em qualquer
cultura (sociedade) é de servir de apoio ao seu sistema de valores, sejam eles políticos,
sociais ou religiosos. Os cânticos classificados como doutrinários, são cânticos cujas
letras expressam os nossos princípios e valores.
Alegria (Júbilo) - São cânticos cujas letras expressam alegria pelo Senhor,
pelos Seus feitos, etc.
Expectativa - São cânticos cujas letras expressam esperança de ver a glória de
Deus, o seu agir, etc.
Evangelização - São cânticos cujas letras tratam da Salvação em Cristo, do
amor de Deus por nós, etc.
Serviço - São cânticos cujas letras tratam da importância de servir, tratam do
chamado para trabalhar no Reino de Deus, etc.
Especiais - São cânticos cujas letras tratam de temas como casamento,
batizados, etc.
Composto - São cânticos cujas letras contém em suas estrofes mais de um tipo
de classificação. Por exemplo louvor e exaltação, ou expectativa e adoração, etc. Obs.:
É muito importante que o dirigente de louvor tenha uma lista com o nome dos cânticos
e a respectiva classificação de suas letras.
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ESCOLHENDO OS CÂNTICOS

A última coisa a ser feita na preparação da ministração do louvor é a escolha


dos cânticos.
Porém isso não a faz menos importante, pelo contrário, os cânticos são a
essência da ministração do louvor. Sendo assim, segue abaixo algumas dicas e alguns
cuidados que devemos ter na hora de escolher os cânticos:
Qual será o tema principal da Reunião?
O primeiro cuidado que devemos ter na hora de escolher os cânticos, é procurar
saber qual será o tema principal da reunião. É muito importante estar atento a este
cuidado, para evitar que, em um culto de caráter evangelístico, por exemplo, sejam
escolhidos cânticos sobre batalha espiritual. O que tornaria a nossa ministração ineficaz
(inútil, inoperante). O ideal é que os cânticos estejam sempre em harmonia com o tema
da reunião. Porém, isso não é regra absoluta. Como o Espírito Santo é o coordenador de
tudo, algumas vezes Ele poderá querer que a ministração do louvor ocorra independente
do tema da reunião. Por exemplo, num culto cujo tema seja sobre relacionamento
familiar, o Espírito Santo pode direcionar a escolha dos cânticos para que o Senhor seja
exaltado como Rei ou como Pai amoroso, como Deus Forte, etc. Isso por que o Espírito
Santo tem objetivos a cumprir em cada culto através do louvor e, ninguém melhor do
que Ele para saber o que agradará a Deus naquele dia. Se o Senhor quer júbilo ou
prostração, louvor ou consagração, etc. Por isso a necessidade de estar em íntima
sintonia com Ele.
Qual será o tempo disponível para ministrar?
Outro cuidado muito importante a ser observado na escolha dos cânticos, é
saber qual será o tempo disponível que teremos para ministrar o louvor. Por exemplo, se
tivermos 30 minutos disponíveis, dificilmente conseguiremos encaixar 15 cânticos
dentro deste tempo.
Essa informação deve ser obtida com o pastor ou com o responsável pela
liturgia.
Fazendo uma Pré-Seleção dos Cânticos
Após conhecido o tema da reunião e o tempo disponível que teremos para
ministrar, o próximo passo é fazer uma pré-seleção dos cânticos.
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Um erro da ministração ou escolha de cânticos é a escolha de louvores que


ficam centralizados nos homens e não em Deus. Sempre devemos lembrar que nosso
culto é para louvor a Deus.
Também é importante que o dirigente de louvor tenha em mãos uma lista de
todos os cânticos que a igreja canta. Esta pré-seleção deve conter, de preferência, mais
do que o dobro da quantidade dos cânticos que serão ministrados. Por exemplo, se
vamos ministrar 5 cânticos, o ideal é que a pré-seleção tenha entre 10 e 12 cânticos.
As primeiras músicas a serem cantadas
As primeiras músicas não devem ser de louvor propriamente dito,
principalmente se a ministração do louvor for antes da mensagem. Dificilmente alguém
começa a adorar ao senhor logo no primeiro cântico. É preciso haver uma preparação
espiritual, física e emocional. Neste caso, podem ser escolhidas músicas cujas letras
tratem: de Relacionamento, de Alegria, de Convite para o Louvar, de expectativa pelo
Senhor ou de Guerra. Também podemos usar este período para ensinar músicas novas.
Porém, se a ministração do louvor for logo após a mensagem, podem ser escolhidas
músicas cujas letras expressem diretamente: Louvor, Adoração, Exaltação,
Contemplação, ou ainda, de preferência, que complementem ou reforcem a mensagem.
Obs. O período de louvor não é uma preparação para a ministração da Palavra. O louvor
e a Palavra são dois ministérios com características e peculiaridades parecidas, porém
com finalidades diferentes. O louvor é a comunicação do homem com Deus; e a
pregação da Palavra é a comunicação de Deus com o homem. No entanto, na fase final
do louvor, poderá haver uma ligeira fusão entre os dois ministérios.
Qual foi a última vez que cantamos este cântico?
É muito importante que o dirigente de louvor tenha uma planilha de controle
dos cânticos que são ministrados a cada culto. Pois além de auxiliar no
acompanhamento da ultimas seleções, ela também evitará que alguns cânticos sejam
repetidos com muita frequência.
Se a equipe de louvor tocar sempre os mesmos cânticos, chegará uma hora que
o louvor ficará mecânico. Um estudo feito por uma companhia Norte Americana,
descobriu que depois de um canção ser executada mais de 50 vezes, as pessoas não
pensam mais no significado da letra e cantam sem perceber o que estão falando. Por este
motivo é bom que o dirigente de louvor evite escolher sempre as mesmas músicas em
49

todas as reuniões. O ideal é dar um intervalo de 2 a 3 meses para repetir um mesmo


cântico.
A Letra está Biblicamente correta?
Como já sabemos, é letra da música que a torna santa ou profana, por isso, é
muito importante que a letra da música esteja sempre biblicamente correta. Este cuidado
deve ser observado especialmente no caso de músicas novas, pois temos músicas
crivadas de heresias do tipo, anjos que batizam, sangue da cruz etc. É importante
também estar atento para possíveis erros de português.
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CONCLUSÃO

Nesta nossa reflexão sobre a música de caráter teocêntrico temos procurado


mostrar que o assunto é essencialmente espiritual e digno de nossa atenção especial. Por
sua natureza espiritual, a verdadeira música de adoração só é possível quando
impulsionada pela obra do Espírito Santo, dentro de nós. Além do mais, os passos a
serem tomados para uma redescoberta da verdadeira adoração são exercícios altamente
espirituais e contradizem profundamente nossa natureza e impulsos carnais. Mas a
verdadeira música de adoração sempre exaltará a Cristo, transformará o adorador,
convencerá o incrédulo da presença do Deus Vivo entre os adoradores. Diante da nossa
proposta, princípios básicos mostrados pela analise do ministério levítico são o ponto
chave para que a igreja contemporânea retorne aos princípios teocêntricos da adoração.
Precisamos não somente procurar a organização mostrada pelos levitas, ou a técnica de
instrumentalização e canto. Mas, ter os princípios bem definidos de adoração, e saber a
quem estão cultuando, se ao homem ou a Deus.
Finalmente, temos que admitir que, de acordo com as Escrituras e a história
cristã, adorar a Deus corretamente exige tempo e humildade. Preparação é essencial.
Examinar nossas intenções e avaliar nossas ações devem ser exercícios constantes em
nossa vida de adoradores. Além do mais, nosso coração deve ser continuamente
guardado contra o egocentrismo a fim de que possamos dizer: "não a nós, Senhor, não a
nós, mas ao Teu nome dá glória" (Salmo 115.1). É somente adorando o Senhor de modo
verdadeiro que seremos encontrados por Ele e, acharemos o sentido da nossa existência.
51

BIBLIOGRAFIA

Ramon Chrystian http://prazerdapalavra.com.br/colunistas/ramon-


chrystian/4877-musica-sacra-x-musica-profana-ramon-chrystian

[1] OTTO, Rudolf. O sagrado. São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista,


1985. Otto (1869-1937) foi professor de teologia em Gottingen, Breslau e Marbug. O
sagrado, sua obra mais importante, é o resultado de uma série de palestras proferidas na
Escócia.
[2] ELIADE, Mircea . O sagrado e o profano. A essência das religiões. São
Paulo, Martins Fontes, 1995.
[3] DURKHEIM, Émile. As formas elementares da Vida Religiosa. São Paulo:
Paulus, 1989.

MÓDOLO, Parcival. Apostilas do curso de pós-graduação/extensão de música


sacra do Seminário Teológico do Sul Do Brasil. Música sacra contemporânea. Rio de
Janeiro 2006.

IGREJA BATISTA GETSÊMANI DE LUZIÂNIA-GO


Pr. Sandro G.G. Nogueira
Seminário de Louvor e Adoração – Pr. Sandro Nogueira 1
Fontes de pesquisa:
Bíblia Sagrada.
Enciclopédia Bíblica (cpad) Orlando Boyer.
Revista ebd Sepal Louvor e Adoração.
Bíblia (Almeida Revista e Atualizada.
Bíblia Almeida Revista e Corrigida.
Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
Bíblia King James Version.
Bíblia Giovanni Diodati 1649.
Bíblia Vulgata, Boa Nova – Portugal.
Bíblia Revista e Corrigida – Portugal.
52

Bíblia Louis Segond 1910.


Bíblia Reina Valera 1960.
Bíblia Luther Bible 1545).
Bíblia de Estudo: Nova Tradução na Linguagem de Hoje
Bíblia de Estudo Almeida (Revista e Atualizada).
Bíblia de Estudo Almeida (Revista e Corrigida).
Originais (textos simples, sem acentuação): Bíblia Hebraica (Códice
Leningrado).
Novo Testamento Grego (1550/1894 e 1881).
Versão Septuaginta.
Obras de Referência: Dicionário da Bíblia de Almeida.
Concordância Exaustiva do Conhecimento Bíblico.
Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong, Mathew Henry´s Concise
Commentary on the
Bible.
SITES ELETRÔNICOS:
www.vivos.com.br.
www.montesiao.pro.br.
www.adoracaoelouvor.com.br.
www.musicaeadoracao.com.br.
www.melodia.com.br.
www.vidanovamusic.com.
www.jesussite.com.br.
BIOGRAFIA DO AUTOR:
PASTOR SANDRO NOGUEIRA É CASADO COM A PRª. MÁRCIA NEIRE
A.P. GOMES, TEM 3FILHOS,
E O CASAL PASTOREIA A IGREJA BATISTA GETSÊMANI DE
LUZIÂNIA-GO.
ELE É BACHAREL EM TEOLOGIA E MESTRE EM CIÊNCIAS DA
RELIGIÃO,AMBOS OS CURSOS PELA
FACULDADE TEOLÓGICA DE SÃO PAULO-FATESP-SP, É PROFESSOR
NA FATEN-FACULDADE
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TEOLÓGICA NACIONAL DE LUZIÂNIA-GO, NAS CADEIRAS DE


TEOLOGIA SISTEMÁTICA,
INTRODUÇÃO A LÍNGUA HEBRAICA, ANTIGO E NOVO
TESTAMENTOS.
REGISTRADO NO CFT- CONSELHO FEDERAL DE TEÓLOGOS DO
BRASIL N° 000.083/061.
MEMBRO DO COPEV-DF- CONSELHO DE PASTORES EVANGÉLICOS
DO DISTRITO FEDERAL.
MEMBRO DA ORMIBAN-DF- ORDEM DOS MINISTROS BATISTAS DO
DISTRITO FEDERAL.
MEMBRO DA ACADEMIA NACIONAL DE DOUTORES MESTRES E
TEÓLOGOS DO BRASIL.
ELA É MINISTRA DE LOUVOR E ADORAÇÃO,COM FORMAÇÃO
EM TÉCNICA VOCAL E CANTO PELA ESCOLA DE MÚSICA DE
BRASÍLIA.
Jeferson L.S.Rocha
Bíblia de Estudo Pentecostal –CPAD
Biblia de Estudo NVI – Vida.
Dicionário Bíblico Universal – Buckland – Vida
Tesouro de Conhecimentos Bíblicos – Emílio
Conde – CPAD.
http://adoracaoeuncao.webnode.com.br/products/o-sacerdocio-levitico/
http://www.napec.org/reflexoes-teologicas/so-os-musicos-sao-levitas/