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Acupuntura - Fiscalização

É de conhecimento público que, na metade última do ano de 1995, fazendo-se valer de uma simples resolução do CFM (Conselho
Federal de Medicina) sobre a Acupuntura (a qual não poderia jamais pretender ingerir sobre outras categorias profissionais que não fosse a
classe médica), alguns médicos se dirigiram aos meios de comunicação dizendo-se representantes do CFM, e, iniciaram uma campanha
difamatória, tentaram prejudicar seriamente os Acupunturistas, induzindo a perseguições indevidas dos órgãos públicos tais como Centros de
Vigilância Sanitária, Secretarias de Saúde e Prefeituras de alguns pontos do território nacional, as quais, foram levadas ao erro, pois trataram
as simples entrevistas nos meios de comunicação como se fossem leis. Na verdade, um Conselho profissional pode criar regras tão somente
para seus próprios membros, ou seja, o Conselho de Medicina poderia criar regras para os médicos exercerem acupuntura, mas não tem
direito legal de criar regras para os fisioterapeutas, nutricionistas, biomédicos, terapeutas holísticos, nenhuma outra profissão que não a
própria... Assim sendo, tentaram lesar o Acupunturista em seus direitos constitucionais, em especial o ARTIGO 05 DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL que lhe garante livre exercício deste ofício. Os membros dignos da classe médica, ou seja, a sua grande maioria, estão de pleno
acordo com a nossa posição e nos opoiam, pois sabem que é moralmente insustentável que apenas os médicos possam exercer a
Acupuntura, já que tal matéria nem sequer é estudada nos cursos de medicina. Esta temática já foi objeto de avaliação recente em vários
colegiados, sendo unânime a conclusão de que PRATICAR ACUPUNTURA NÃO É ATO MÉDICO. Já houve tentativa anterior de monopolizar
a técnica para a classe médica, isto em 1993, por parte, inclusive, de alguns indivíduos que novamente nos dias de hoje procuram o mesmo
objetivo. Tal absurdo partiu de alguns membros da Secretaria de Vigilância Sanitária (Brasília) que emitiu um "Relatório Final e
Recomendações/ Seminário Sobre O Exercício Da Acupuntura No Brasil", onde extrapolando as suas atribuições, procuravam, numa atitude
corporativista, monopolizar a Acupuntura como exclusividade médica. TODOS OS CONSELHOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE
ASSINARAM DOCUMENTO DIRIGIDO AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO DA SAÚDE ONDE DISCORDAM DO RELATÓRIO E
CONCLUEM SOBRE A ACUPUNTURA: " A MESMA NÃO É UMA PRÁTICA MÉDICA MAS, SIM, E TÃO SOMENTE UMA METODOLOGIA
TERAPÊUTICA APLICÁVEL EM QUALQUER CAMPO DO SABER NA SAÚDE". E mais, afirmam OFICIALMENTE ser a Acupuntura: "Em se
tratando de uma Metodologia Terapêutica Milenar montada em bases Filosóficas dispares de qualquer formação acadêmica, em qualquer área
profissional do campo da Saúde no país"; "Estas bases Filosóficas que movimentaram os Métodos e as Técnicas de Acupuntura são distintos
dos princípios de diagnóstico e metodologia terapêuticas que movimentam academicamente as práticas de Saúde do mundo ocidental"; " Para
a Acupuntura não há exigência de pré-qualificação no campo da medicina tanto no Brasil como no exterior . A mesma não é uma prática
médica mas, sim, e tão somente uma Metodologia Terapêutica aplicável em qualquer campo do Saber na Saúde". Acrescentam ainda, de
forma muito justa e honesta: "O Seminário contou apenas com a participação restrita e não representativa das profissões de Saúde, haja visto
não terem sido convidados outros profissionais e mesmo autodidatas, que sempre demonstraram grau de responsabilidade com a questão da
Acupuntura em nosso país". Relembrando: assinam este documento os representante oficiais dos Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia
Ocupacional, Conselho Federal de Nutricionistas, Conselho Federal de Biologia, Conselho Federal de Odontologia, Conselho Federal de
Farmácia, Conselho Federal de Biomedicina, Conselho Federal de Psicologia, Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de
Medicina Veterinária, Conselho Federal de Serviço Social, Conselho Federal de Fonoaudiologia e, até mesmo, o próprio Conselho Federal de
Medicina. Documento de teor semelhante é a Recomendação 27/93 da Comissão Técnica de Atuação Profissional na Área de Saúde, do
Ministério da Saúde, afirmando: "Que no documento conclusivodo Seminário de Acupuntura transparece, fortemente, a vontade da criação de
reserva mercantil para o exercício de tal atividade desconsiderando o aprofundamento necessário das discussões científicas e acadêmicas
que envolvem a matéria". Convém lembrar que só uma lei federal pode restringir as práticas da Acupuntura para os filiados ao Conselho
Federal de Terapia e não há notícia de um único projeto que seja que tentasse enquadrá-la como prática médica. Todos os existentes visavam
incluí-la como uma técnica distinta da classe médica. Como exemplos, podemos citar o próprio projeto desenvolvido pelo Conselho Federal de
Terapia que propõe a criação da profissão de Terapeuta Holístico, que foi apresentado pelo ilustre Deputado José de Abreu, além dos
anteriores do então senador Valmir Campelo que propunha a profissão de Terapeuta em Medicina Natural (projeto de Lei do Senado número
306, de 1991), além do PLC 67/95, e, o projeto mais explícito sobre Acupuntura, de autoria do então senador, e ex-PRESIDENTE DA
REPÚBLICA, FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, que dispõe sobre o exercício da profissão de Técnico em Acupuntura. Muito nos gratifica
saber que o próprio ex-Presidente da República concorda com nosso ponto de vista. Igualmente interessante é a jurisprudência sobre as
técnicas naturalistas serem ou não atividades lícitas e se são ou não ato médico: TODOS os pareceres concluiram ser LIVRE o exercício
profissional. Tanto isso é verdade que o CFM abriu mão de seu direito de se manifestar na ocasião em que o Sr. Dr. Waldir Paiva Mesquita, M.
D. Presidente do Conselho Federal de Medicina, recebeu a Notificação do CFT - Conselho Federal de Terapia, remetida via Cartório do 2º
Ofício de Brasília, onde interpelamos: "Pretende o CFM, de acordo com as suas resoluções, impedir o terapeuta "não-médico" de exercer a
acupuntura ?". Esta Notificação, somada a outras ações do CFT pôs fim a uma série de informações incorretas sobre o exercício da
Acupuntura, conquistando o máximo de tranquilidade para nossos filiados. Curiosamente, após tanta polêmica, conforme noticiado no próprio
Jornal do CFM (Ago/Set/96), acabou não sendo validada a "especialidade médica de acupuntura", pois, "... situações como a da Associação
Médica Brasileira de Acupuntura, que foi reconhecida pelo CFM mas não integra a AMB, não podendo, portando, conceder título de
especialista" (o grifo é nosso). Veja o texto A prática de acupuntura não caracteriza exercício ilegal de Medicina na figura abaixo:
Medicina vibracional
Dra. Daionety Aparecida Pereira*
A alopatia enfatiza a doença, e a medicina vibracional, a saúde. A primeira lida com componentes químicos e estruturais do corpo
físico; é a medicina verdadeiramente objetiva porque lida com a natureza em nível espaço/tempo meramente quadrimensional e, portanto, tem
evidências laboratoriais diretas em apoio a suas hipóteses fisioquímicas. A medicina vibracional lida diretamente com substâncias e energias
de outro nível, que são mais difíceis de detectar e intervêm diretamente na química e na estrutura do corpo físico. Apenas recentemente os
cientistas reconheceram que a mente tem capacidade de influenciar os mecanismos biomoleculares que regulam o funcionamento do
organismo. Vários estudos vistos em conjunto mostram que os seres vivos são seres de energias multidimensionais. A física quântica mostra
que toda matéria, na verdade, é energia. Se somos constituídos de energia, com certeza somos afetados por ela. Através da percepção de
que os seres vivos são constituídos de energia, podemos começar a compreender novos pontos de vista a respeito da saúde e da doença.
Esta perspectiva baseia-se na compreensão de que o arranjo molecular do corpo físico é, na verdade, uma complexa rede de campos de
energia entrelaçados. A rede energética que representa a estrutura físico-molecular é organizada e sustentada pelos sistemas energéticos
"sutis", que coordenam as forças vitais e o corpo. Há uma hierarquia de sistemas energéticos sutis que coordenam as funções
eletro-fisiológicas e hormonais, bem como a estrutura celular do corpo físico. É basicamente a partir desses níveis de energias sutis que se
originam a saúde e a doença. Esses singulares sistemas de energia são intensamente afetados tanto pelas emoções quanto pelos fatores
ambientais e nutricionais. As energias sutis afetam os padrões de crescimento celular tanto positiva quanto negativamente. Vivemos em um
oceano de freqüências energéticas. Nossa consciência dessa existência depende de nossa habilidade em registrá-las. Atualmente, muitos
cientistas pesquisam meios de poder provar, mensurar e registrar essas energias. O corpo é como uma estação de rádio, enviando
mensagens a partir de cada célula, tecido ou órgão, e cada indivíduo tem sua própria freqüência e seu ritmo natural de vida. A alopatia já usa
um pouco de energia nos seus tratamentos, como emissões radioativas, eletricidade para deter a dor e campos magnéticos para acelerar a
cura de fraturas. Outros tratamentos, ditos alternativos, também transmitem energia para o corpo, só que de freqüência muito diferente
daquelas medidas pelos equipamentos convencionais de detecção. A esse conjunto de tratamentos denominamos de Medicina Vibracional, e
entre eles destacamos: Homeopatia, Florais, Acupuntura (com estimulação feita por agulhas, corrente elétrica, ondas sonoras, luz laser,
pressão pelos dedos e freqüências eletromagnéticas produzidas por luz colorida), Cristais, Cromoterapia, Radiestesia, Imposição de mãos,
Radiônica e Elixires de pedras preciosas.
FONTE: Vetimagem Centro de Diagnóstico Veterinário R Pedro Madureira
O QUE É A MEDICINA VETERINÁRIA HOLÍSTICA
http://www.veterinariaholistica.net/index.html

"Acupunctura, homotoxicologia, probiótica, fitoterapia,...!! " Quando pensamos em medicina veterinária holística temos tendência a
associar este termo à prática exclusiva de terapias alternativas, colocando de lado a medicina veterinária convencional. Apesar de muitas
destas terapias serem já conhecidas do domínio público, alguns "mitos" ainda persistem à cerca da sua utilização e eficácia clínica. Regra
geral apenas recorremos a elas quando a conhecida medicina convencional "já não dá resposta" ou seja, em "último recurso" e muitas vezes
com casos terminais ou de recuperação muito difícil.A American Holistic Veterinary Medical Association (AHVMA) define a Medicina
Veterinária Holística ou Integrada como "a realização da observação e diagnóstico de um animal, tendo em consideração todos os aspectos da
vida do mesmo e utilizando todos os sentidos do clínico veterinário, bem como a combinação de modalidades de tratamento convencionais e
alternativas (complementares)".Mais importante do que classificar a medicina em alopática ou holística, alternativa ou convencional, científica
ou não-científica, racionalista ou empirista, ocidental ou oriental é ter a consciência da qualidade de vida que a mesma pode trazer à saúde
animal quando praticada com uma abordagem diagnóstica e terapêutica correctas.Para que conheça um pouco melhor as principais
abordagens diagnósticas e terapêuticas holísticas deste serviço, segue um pequeno enquadramento histórico e uma breve explicação dos
fundamentos que regem cada uma delas.
MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
A acupunctura é uma disciplina da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a qual teve a sua origem na China Antiga há vários milénios
atrás. Desde a segunda metade do século XX a acupunctura sofreu uma rápida difusão em todo o mundo ocidental.A prática da acupunctura
estendeu-se também à Medicina Veterinária, na qual tem sido integrada de forma complementar. A sua utilização como método terapêutico
preventivo (profilaxia), curativo (tratamento) ou paliativo generalizou-se em países como os E.U.A., Brasil e em vários países europeus.A
Medicina Tradicional Chinesa possui um método de diagnóstico próprio - o diagnóstico energético - que se baseia principalmente num
interrogatório detalhado dos hábitos de vida do paciente, na palpação (energética) dos pulsos, na observação da língua e na palpação de
pontos específicos de diagnóstico, o que permite avaliar quais os desequilibrios energéticos presentes no organismo responsáveis pelo
aparecimento de estados de doença.Com a acupunctura veterinária, é possível corrigir desequilibrios nos organismos animais através da
aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo, os chamados pontos energéticos. Aplicadas nos pontos sobre o trajecto de
meridinanos, permitem obter um efeito regulador ao nível dos diferentes sistemas do organismo, nomeadamente nervoso, hormonal e
imunitário, promovendo a recuperação de diversas patologias orgânicas (digestivas, respiratórias, dermatológicas, uro-genitais), neurológicas
(paralisia, incontinência), comportamentais, imunitárias, hormonais, ortopédicas, musculo-esqueléticas e articulares.
MEDICINA BIOLÓGICA
A medicina biológica é outra designação integrada na medicina holística. A medicina biológica não pretende produzir uma supressão
dos sintomas das doenças (o que "engana" o organismo ao fazê-lo "pensar" que já não está doente) mas sim modular a sua intensidade,
enquanto promove as respostas fisiológicas necessárias para que o próprio organismo animal possa combater as causas da doença e obter a
cura. A homotoxicologia e a probiótica são dois exemplos de terapêuticas integradas na medicina biológica.A homotoxicologia nasceu na
Alemanha, em 1969, pelo médico Dr. Hans Reckeweg e basea-se nos princípios da medicina hipocrática e da homeopatia clássica de
Hannemann. Uma das principais vantagens da homotoxicologia é concilar a abordagem alopática (convencional) e a abordagem holística no
diagnóstico e tratamento de doenças. A sua terapêutica basea-se no uso de produtos homeopáticos.A probiótica constitui uma abordagem
nutracêutica na regulação de certos aspectos do organismo. O intestino dos animais aloja uma flora bacteriana variada e numerosa, muito
importante para um intestino funcional e para um bom sistema imunitário geral de defesa contra as infecções. Várias patologias podem ser
melhoradas com o recurso a uma terapia probiótica adequada e à instituição de uma higiene alimentar e intestinal.
MEDICINA CONVENCIONAL
A medicina veterinária convencional pode igualmente ser designada por alopática. Hoje em dia, de uma forma geral, não é praticada
segundo uma filosofia holística mas pode ser usada para ajudar a ver os pacientes nessa perspectiva. Análises clínicas, biópsias, radiologia,
ecografia, etc podem ajudar-nos a ver "à transparência" e a confirmar algumas hipóteses diagnósticas. Além disso, um interrogatório detalhado
da anamnese, história clínica e hábitos de vida e um exame físico atento, pormenorizado e detalhado deviam já por si dar uma perspectiva
"holística" do paciente com a sua patologia. Por ser muito útil na abordagem de patologias agudas através do uso de certos medicamentos,
por permitir uma abordagem preventiva (profilaxia) de certas patologias através da criação de programas de saúde pública e saúde animal e
pelos seus avanços em cirurgia, favoreceu o aumento da esperança média de vida da população e foi conquistando um lugar previligiado e
uma forte aceitação nas sociedades ocidentais a partir do início do século XX.

Apresentação e uso da acupuntura Veterinária


www.dogtimes.com.br/acupuntura,htm
A acupuntura pode ser definida (acus = agulha e punctura = punção) como a inserção de agulhas nos pontos exatamente pré-estabelecidos
(cananies) especificamente sobre o corpo do indivíduo a curar para produzir uma reação fisiológica específica. A Medicina Veterinária tem
catalogados 32 pontos simples e 40 bilaterais, isso quer dizer 112 pontos selecionadas possíveis de se usar em Animais Pequenos. Cada
ponto de acupuntura tem uma ou várias funções quando é estimulado. Sobre combinar com outro ponto, os resultados são produzidos por
modificar a ação do órgão a tratar. Mas a seleção inadequada dos acupontos pode anular ou piorar os sintomas clínicos a tratar.
Apresentação: Durante muito tempo, as doenças degenerativas crônicas ou produtoras do dor crônica eram de pouca incidência de
tratamento. Por fatores econômicos, porque o paciente manteve um escasso ou nenhum contato com o proprietário ou por falta de
preocupação ou desconhecimento do sofrimento dos mascotes, para estes casos, a solução bem comum destas patologias era a eutanásia.
Mas os avanços da nutrição e da Geriatria em Medicina Veterinária fizeram com que os mascotes vivam muitos mais anos. Portanto, os
estados geriátricos debilitantes são apresentados em qualidade e não em quantidade como anos atrás. Algo que havia acontecido com o
animal jovem traumatizado, com as degenerações neurológicas ou disfunções fisiológicas, ou com as deformações congênitas que podem
causar dor aguda ou crônica. Sempre eram tratados de forma não satisfatória, com procedimentos medicamentosos e/ou cirúrgicos. Para
estes tipos de situações é que surge a Acupuntura na Medicina Veterinária, como uma nova maneira de tratamento. Aplicações da Acupuntura
na Medicina Veterinária: As patologias sobre as quais a acupuntura veterinária pode agir, são várias, mas existe uma quantidade delas que
são as que têm difusão maior. É certo que por sua cronicidade e tipo de demonstração, oferecem a esta terapia alternativa um lugar afamado.
Dentro desta assembléia de patologias, achamos aquelas que se apresentam tanto com dor aguda como crônica. Do mesmo modo, outro
grupo de patologias pode surgir como conseqüência de doenças metabólicas ou imunológicas de curso crônico, que não necessariamente
apresentam dor.
 Patologias mais comuns tratadas em Medicina Veterinária:
 Alívio da dor
 Paralisias e Paresias dos membros anteriores e posteriores
 Afecções motoras dos membros anteriores e posteriores
 Indução de respostas nervosas autônomicas
 Analgesia na dor aguda e crônica
 Patologias dérmicas
 Granulomas por lambida
 Afecções do trato gastrointestinal
 Afecções músculo - esqueléticas degenerativas ou senis
 Afecções da coluna vertebral
 Síndromes de mal absorção e / ou Síndrome de mal assimilativo
 Estimulação do trabalho de parto
 Síndrome de Insuficiência renal
 Doença respiratória crônica
Abaixo pode ser observada a imagem de um esqueleto cão onde alguns pontos são descritos em letras violetas, pertencentes ao
meridiano de Tripla Função ou Recalentador e seu trajeto está demarcado em linha azul. O Interesse alopático pela acupuntura: O interesse
dos meios de comunicação provocou o interesse dos proprietários. Esta preocupação do povo, forçou os médicos veterinários a procurarem a
ajuda dos colegas acupunturistas. Os resultados favoráveis obtidos, estimularam a curiosidade, assim como a desconfiança das organizações
veterinárias. Os artigos e escritos sobre a acupuntura veterinária, agora são aceitos para a maioria das publicações da profissão. Os
encontros, seminários e convenções locais, regionais, estado e nacional, deram importância aos conferencistas sobre acupuntura. Em janeiro
de 1986, O Comitê de Estudos de Terapias Alternativas da Associação Veterinária Médica Americana (AVMA) começou estudos de 2 anos
sobre a segurança e eficácia dos Procedimentos e protocolos que difere das formas tradicionais da cirurgia e Medicina Veterinária. Uma das
modalidades sob estudo é a acupuntura. O comitê toma débito de informar o que acha ao Conselho do Serviço Veterinário. Este corpo
submete se com a tarefa de estabelecer uma modalidade adequada como um jeito de alternativa terapêutica em Medicina Veterinária, então
propõe recomendações de certificar ou abonar os profissionais em técnicas, aprovar e garantir sua habilitação. Uma Comissão anuncia as
especificações e diretrizes sobre a acupuntura. A Sociedade Internacional de Acupuntura Veterinária (IVAS) foi criada e regulada em 1974 ,
para promover a excelência em prática da acupuntura veterinária. Como uma parte integral do sistema total veterinário de saúde, esta
sociedade tenta estabelecer padrões uniformemente altos da acupuntura veterinária, por meio de seus programas educacionais e exames de
habilitação. O IVAS procura integrar a acupuntura veterinária e a prática da ciência ocidental veterinária. Assim, requer 120 h de aulas de
instrução abonado, toma-o de exames extensos e a publicação de 5 casos, em ordem a receber a certificação da Sociedade. Também esta
Sociedade delimitou um código de ética, com os detalhes das obrigações em general dos membros, o compromisso dos assistentes médicos
com os pacientes e a profissão, a ética dos acupunturistas nas questões comerciais e as relações com o público em geral sobre promover
exposições, publicidade e ao professor para a educação, treinamento e experiência. Na República Argentina, as instituições responsável para
regular a prática da medicina animal e humana são: Sociedade de Argentina de Acupuntura (SAA) e Instituto Médico Argentino de
Acupuntura (IMADA).As ações da Acupuntura em Medicina Veterinária: As ações da Acupuntura nas patologias mais comuns em Medicina
Veterinária são: Alívio da dor; Em analgesia cirúrgica (pouco freqüente); Indução de respostas nervosas autônomas; As Contra-indicações da
Acupuntura em Medicina Veterinária: A contra-indicação mais importante para a acupuntura é o processamento antes de estabelecer um
adequado diagnóstico ou antes de tentar determinar de forma eficiente a etiologia do processo que é desejado tratar. Este deve ser assim
porque a acupuntura tem a capacidade de mascarar ou modificar a sintomatologia, complicando ainda mais a precisão do diagnóstico. (p. ex.
dor e síndromes neurológicas) ou podem promover um quadro perigoso para a vida (p. ex. neoplasia) isso deve ser tratado com outra
modalidade terapêutica cujo empreendimento, desta maneira será visto como demorado. Outro fator a considerar nos casos agudos é que a
eliminação da dor pode encorajar o animal a uma desmedida atividade, a qual obstaculiza a cura da ferida original. Certas precauções devem
ser tomadas na aplicação da acupuntura. Na medida do possível isto deve ser evitado sob as seguintes circunstâncias:
 Imediatamente depois de uma alimentação intensa.
 Depois do exercício ou sobre um animal cansado.
 Sobre um animal que é notavelmente medroso, zangado ou emotivo.
 Sobre cães gestantes.
 Paciente recentemente banhado ou que será banhado logo após a sessão.
 Quando injeções de atropina, narcóticos, narcóticos antagonistas ou corticosteróides são empregadas.
 Quando o animal não pode ser contido convenientemente e não pode ser observado com tranqüilidade durante o ínterim do rocessamento.
BIBLIOGRAFIA:
H. Sumano López y col.; "Acupuntura Veterinaria", Editorial Interamericana, Méjico 1990.

Nguyen Van Nghi; "Patogenia y Patología Energéticas en Medicina China", Vol. I, Editorial Cabal, Madrid 1981.
Marita Casasola; "Acupuntura en Animales", Editorial Mandala, Madrid 1999.
www.wbvc.bc
www.interhiper.com
Dra. Adriana Moiron - Médica Veterinaria
Educacional da Área Doenças Médicas da F. C. V. da U. B. A. Argentina.
Educacional do Instituto Médico Argentino de Acupuntura (IMADA).

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Acupuntura é uma técnica de tratamento da Medicina Tradicional Chinesa que consiste em introduzir finas agulhas de aço inoxidável
na pele (0,25 mm) com a finalidade de estimular pontos específicos relacionados a cada órgão do corpo. E cada órgão possui um trajeto de
energia que percorre o corpo, chamado de meridianos. Com a estimulação dos pontos, a energia que está bloqueada nos meridianos se
espalha, tratando a queixa da dor e reequilibrando o funcionamento do corpo como um todo. Dentro da concepção chinesa, a doença é uma
manifestação de desequilíbrio, e a acupuntura seria uma forma de readquirir a harmonia perdida. Esta prática antiga existe há quatro mil anos
e vem sendo utilizada em animais com bastante sucesso e aceitação. A duração do tratamento varia de acordo com a doença apresentada e
com a receptividade do animal. A médica veterinária Cecília Maria R. T. Groke explica que a intenção de curar o animal colabora para o êxito
do tratamento e para o aumento da qualidade de vida do bichinho. Pelas suas mãos já passaram mais de mil animais entre cães, gatos,
coelhos, sagüis e cabritos. Ela ainda adverte sobre alguns cuidados que os donos precisam ter para preservar a saúde do seu animal:
* cuidar da alimentação para que ele não se torne obeso;
* não praticar exercícios físicos de alto impacto, como saltar e correr em solo irregular.
Dependendo do quadro do paciente as sessões de acupuntura podem ser associadas a medicamentos fitoterápicos, homeopáticos
ou alopáticos, obtendo ótimos resultados e diminuindo a incidência de cirurgias. Além dos casos de dor, várias doenças como artrite, gastrite,
artrose, diabetes, insuficiência renal, insônia, estresse, entre outras podem ser tratadas pela acupuntura com eficiência. Traumas, seqüelas de
cinomose e recuperação pós-operatória também são tratáveis pela técnica milenar.
Dra. Cecília Maria R. T. Groke Médica Veterinária

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A Acupuntura é uma arte milenar de cura que entende o ser vivo em sua totalidade. Seus fundamentos baseiam-se na Medicina
Tradicional Chinesa, a qual compreende a doença ou enfermidade, como manifestação de um desequilíbrio. Para Medicina Tradicional
Chinesa, as desordens surgem e instalam-se quando o corpo não está devidamente equilibrado a idéia do equilíbrio ou harmonia, é a chave
para este forma de tratamento. Sua ação é através de estímulos de pontos reflexos específicos, distribuídos em todo o corpo objetivando
reverter, curar e prevenir estados patológicos nos animais, principalmente através da utilização de agulhas, bem como ser uma ciência
direcionada a manutenção do equilíbrio e do bem estar dos animais. A acupuntura age sobre o sistema nervoso autônomo e sistema
endócrino e seu efeito pode ser imunoestimulante, imunossupressor, analgésico e antiinflamatório. Ao contrário do que muitos pensam a
introdução das finas agulhas de Acupuntura não causam dor. Existe sim a “sensação da Acupuntura” chamada de de Qi Esta sensação, que
pode ser relatada por humanos que se tratam com a Acupuntura, é sentida como compressão, beliscos suaves, calor e ou formigamento no
local que está sendo estimulado, de acordo com a sensibilidade de cada paciente.Esta terapia é uma ciência e método terapêutico que, pode
ser utilizado em conjunto, por exemplo, com a alopatia, homeopatia, fitoterapia, e deve ser realizada sempre por um médico veterinário
acupunturista. O número de agulhas introduzidas por tratamento pode ser de uma até vinte e tempo de permanência destas variam de acordo
com as patologias e objetivos do veterinário acupunturista podendo ser desde a simples punção e retirada, até a permanência de trinta
minutos. Os animais aceitam bem a colocação das agulhas, pois não existe o conceito pré-determinado de “agulha é sinônimo de injeção” que
existe na mente dos humanos. Com a evolução da relação construída entre os seres humanos e os animais de companhia; os cães e gatos
desenvolveram uma importância inquestionável dentro do convívio familiar, a busca por métodos de terapias que possam amenizar, prevenir e
curar condições patológicas tem sido cada vez maior.A acupuntura vem sendo utilizada com sucesso no tratamento de cães e gatos em
casos de:
 Distúrbios na coluna
 Displasia coxofemoral
 Distúrbios comportamentais: hiperatividade, medo, depressão, ansiedade, entre outros
 Dores agudas e crônicas
 Incontinência urinária e fecal
 Desordens de fertilidade
 Dermatologia
 Cicatrização
 Desordens do sistema imune
 Pós-operatório
 Distúrbios gastrintestinais
 Coadjuvantes no tratamento cardíaco.
 Neuropatias entre outras.
acupuntura@clinivet.com.br

Acupuntura Veterinária: Cura através das agulhas


A acupuntura veterinária é eficaz no tratamento e prevenção de diversas doenças
Janaína Ferreira
http://paginas.terra.com.br/saude/jornalnatural

Um benefício ainda pouco discutido entre os médicos e praticamente desconhecido para proprietários de animais é a acupuntura
veterinária. No entanto, dizer que essa prática é uma novidade pode ser um grande engano. Diz-se que na China, desde a Dinastia Chang
(1765 a 1123 a.c.), os cavalos que iam para as guerras e os que eram usados no trabalho já eram tratados com agulhas. Contudo, no mundo
ocidental, há pouco tempo a acupuntura começou a ser utilizada para tratar doenças que antes não tinham cura pela medicina tradicional,
como a cinomose – doença viral que causa lesões irreversíveis no sistema nervoso – e a Síndrome de Wobbler – uma instabilidade cervical
que provoca deslocamento entre as vértebras, acarretando paralisia.Além dessas enfermidades, a acupuntura trata os mais diversos tipos de
doenças, como a espondilose anquilosante,problemas reprodutivos, digestivos, neuro-musculares, de coluna, etc. “Nos casos em que o
paciente não ficar curado da doença, ao menos os sintomas serão amenizados através das aplicações”, explica o médico veterinário Marcello
Costa, um dos poucos especialistas na área e responsável pelo curso de especialização na Unigranrio. A acupuntura em animais é igual ao
tratamento em humanos. Ambos consistem em trabalhar os pontos de equilibro energético da superfície do corpo, através dos meridianos que
circulam por essa superfície e têm correlação com os órgão internos. O objetivo da terapia é justamente provocar o equilíbrio dessas energias
para minimizar o desequilíbrio provocado pela doença. A acupuntura consiste na estimulação mecânica de determinados e precisos pontos da
superfície corpórea, através de agulhas metálicas, chamados acupontos. Mas apesar de em alguns casos ela servir como tratamento
específico, outras vezes pode ser utilizada como um coadjuvante. “A acupuntura estimula o sistema imune, e toda patologia tem um fundo
imunológico. Assim, mesmo que o paciente necessite dos antibióticos, será beneficiado com as aplicações. É comum pegar um animal para
tratar um problema específico e o proprietário relatar que seu bicho está mais ativo, comendo melhor, com as fezes melhores e com o pêlo
mais bonito”, diz Costa.O médico garante que até animais com câncer podem ser beneficiados com as aplicações. Segundo ele, a doença
continuará existindo, mas os sintomas, que às vezes são tão dolorosos, desaparecem. Através da acupuntura, o quadro clínico do animal fica
estável e ele passa a ter uma boa qualidade de vida, mesmo estando doente. “Recentemente peguei um animal com tumor maligno no
mediastino. Com a acupuntura, o quadro clínico ficou estável e quando o animal morreu, foi de um dia para o outro. Se ele não tivesse feito as
aplicações teria tido uma morte mais lenta e sofrida”, afirma o veterinário. Para evitar:
PREVENÇÃO. Através do tratamento com as agulhas o médico consegue tonificar os pontos energéticos evitando o surgimento de
algumas doenças, que normalmente se manifestam quando o animal está com idade mais avançada.
FRIO. Os proprietários devem ficar mais atentos à saúde dos bichos no inverno. Neste período do ano são comuns as chamadas
patologias do frio, como problemas nas articulações, coluna, artroses e bico-de-papagaio, devido à queda da temperatura.
RAÇAS. Algumas raças têm tendência a manifestar problemas nas articulações e na coluna com maior freqüência, como é o caso do
doberman, pastor, basset hound, rotweiller e poodle.
CUIDADOS. Não existem contra-indicações para o tratamento com agulhas. Segundo o especialista, o único cuidado é saber os
pontos nos quais você vai utilizá-las.
DISPLASIA. Acupuntura também é indicada para displasia coxo femural, que normalmente provoca muitas dores no animal e não tem
cura através da medicina tradicional.
janainaferreira@odianet.com.br

Pautas y secuelas de la Acupuntura


M.V. Adriana Moiron

Cuales son las pautas que se deben considerar durante el tratamiento acupuntural? Según las pautas que rigen la Medicina
Tradicional China, los puntos de acupuntura o también denominados acupuntos se ubican en meridianos o canales los cuales se conectan
con: relaciones metabólicas - funcionales orgánicas específicas de los seres vivos; es decir con órganos, sistemas orgánicos y tejidos
corporales a través de estos meridianos. Para que estos acupuntos sean estimulados o afectados por cualquier método acupuntural, deben
aplicarse ciertas pautas metodológicas durante la sesión (tiempo que dura la consulta acupuntural). Ellas son:
 Selección de los puntos utilizados.
 Ubicación adecuada de los puntos utilizados.
 Profundidad de la acupunción.
 Elección del tipo de estimulación o tratamiento del punto de acupuntura.
 Duración de cada sesión de acupuntura.
 Cantidad de sesiones que debe tener el tratamiento de una enfermedad.
En cuanto a este último item, es algo difícil de preestablecer de antemano con exactitud. Ya que es sabido que no existen
enfermedades, sino enfermos. Cada individuo porta una energía especial que lo identifica y que a su vez interactúa con el medio ambiente de
la mascota. Con esto quiero decir que un animal que tiene un estrecho vínculo con su amo, va a tener una respuesta más rápida al
tratamiento. O un propietario que conozca la acupuntura desde su creencia o porque la ha utilizado para su curación personal, producirá en su
mascota un efecto beneficioso. A continuación se describen una serie de maniobras que el acupuntor realiza durante la aplicación de las
agujas en las diferentes regiones del cuerpo.Cuales son las secuelas que se pueden producir en un tratamiento acupuntual? Si bién son poco
frecuentes de hallar cuando la acupuntura es efectuada por un profesional experimentado. Alguna secuela a modo fortuito puede presentarse.
La más común es la exacerbación del problema tratado, especialmente en aquellos casos que cursen con dolor. Este empeoramiento aparente
en general, es de escasa duración (entre 1 a 2 días) y en la mayoría de los casos no constituye un signo de mal pronóstico. Este problema se
basa generalmente por un exceso de acupuntura, ya sea por los siguientes factores:
1. El uso de muchos puntos.
2. Selección de puntos incorrectos.
3. Aplicación de una estimulación exagerada.
4. Porque las agujas son mantenidas por mucho tiempo en el lugar.
Esto se corrige de manera fácil en las sucesivas sesiones y en gran parte de los tratamientos que se aplican, es común de observar
estos tipos de problemas.Otras secuelas que se pueden observar, se pueden deber a factores que dependen de la manipulación de la técnica
acupuntural. Ellas son:
1. Curvatura o fractura de agujas.
2. Agujas “ trabadas o congeladas “, cuando las agujas se enganchan en el tejido, por lo general a causa de espasmos musculares o por
quedar enredadas en las fascias (cobertura de tipo pseudo tendinosa que envuelve a un músculo o región muscular) dificultando su extracción.
3. Injuria de órganos vitales tales como corazón, hígado, riñón y bazo. Este problema se puede observar cuando el profesional no es
idóneo o cuando existen factores predisponentes del animal tales como talla miniatura, agresividad o inquietud exacerbada del paciente.
4. Hematomas o hemotórax.
5. Infecciones.
6. Vómitos y / o náuseas.

BIBLIOGRAFÍA:
H. Sumano López y col.; “Acupuntura Veterinaria”, Editorial Interamericana, Méjico 1990.
Nguyen Van Nghi; “Patogenia y Patología Energéticas en Medicina China”, Vol. I, Editorial Cabal, Madrid 1981.
Marita Casasola; “Acupuntura en Animales”, Editorial Mandala, Madrid 1999.
www.wbvc.bc
www.interhiper.com
Datos de la autora: Dra. Adriana Moiron - Médica Veterinaria
Egresada de la F.C.V. de la U.B.A en 1983. Nacionalidad: Argentina. Docente del Área de Enfermedades Médicas de la F.C.V. de la
U.B.A. Argentina, desde 1992 a la fecha. Ex docente de la Cátedra de Histología y Embriología de la F.C.V. de la U.B.A., Argentina, desde
1979 hasta 1986. Docente del Instituto Médico Argentino de Acupuntura (IMADA), desde 1993 a la fecha. Directora del Laboratorio Clínico
Veterinario Alem, especializado en la práctica de análisis clínicos en P.A., desde 1983 a la fecha Directora de los Cursos Internacionales de
Educación a Distancia sobre: “Acupuntura Veterinaria”. IMADA.
http://ar.geocities.com/adrianamoiron -
www.adrianamoiron.mascotia.com

FREQUENTLY ASKED QUESTIONS - PERGUNTAS FREQÜENTES


1- A Acupuntura trata qualquer doença?
A acupuntura é indicada no tratamento de diversas doenças ou sintomas, já que apresenta efeito analgésico, antiinflamatório e
relaxante muscular, além de promover imunidade e agir na reabilitação das seqüelas do derrame cerebral. Também apresenta efeito calmante,
antidepressivo leve e cicatrizante, entre outras ações não muito pesquisadas. Esses efeitos ocorrem em conjunto ou isoladamente,
dependendo das técnicas selecionadas pelo médico.Como em qualquer outro tratamento médico, a acupuntura pode apresentar limitações.
Por exemplo: não trata o câncer, mas pode melhorar a dor, depressão, falta de apetite, náusea, vômito e outros desconfortos causados pela
quimioterapia, pela radioterapia e pelo próprio câncer. Por outro lado, há lesões musculares e dores de cabeça que podem ser tratadas pela
acupuntura com resultados bastante satisfatórios.
2- A Acupuntura só alivia a dor ou também trata doenças?
A acupuntura apresenta ação geral e específica e atua nos diversos sintomas e doenças, de acordo com técnicas e pontos
selecionados, como indica o quadro a seguir.
Ação mais importante Sintomas e doenças tratáveis
Analgésica dor de qualquer origem
Antiinflamatória artrite e traumatismo
Relaxante muscular contratura muscular, torcicolo
Ansiolítica (calmante): insônia, estresse, ansiedade, irritabilidade, síndrome de abstinência.
Antidepressiva (leve) angústia, depressão, irritabilidade.
Broncodilatadora asma, enfisema, bronquite.
Vasodilatadora anomalias circulatórias (arteriais), AVC (derrame cerebral), angina de peito.
Antiemética náuseas e vômitos de origem gastrintestinal, da gravidez e/ou pós-quimioterapia.
Cicatrizante, melhora de circulação sangüínea escara, acne, incisões cirúrgicas
Imunidade rinite, alergia, asma
3 - O efeito da Acupuntura é imediato?
Cada vez mais, o uso de acupuntura é recomendado em casos de emergência, principalmente em casos de dores
músculo-tendíneas, como as que ocorrem em esportistas, graças a seu efeito analgésico, relaxante muscular e antiinflamatório. Aliás, equipes
européias e asiáticas, de várias modalidades esportivas, contam com o apoio de médicos acupunturistas durante as competições.
4- A Acupuntura é uma terapia alternativa?
Em 1995, a acupuntura foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Três anos depois,
também passou a ser reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB). Dessa forma, oficialmente a acupuntura não é considerada
terapia alternativa. Portanto, os convênios médicos devem oferecer cobertura para acupuntura a seus associados.
5- Quem faz a Acupuntura no Brasil?
Basicamente existem quatro categorias:
A. Técnicos de acupuntura e massagistas.
B. Profissionais de acupuntura de nível superior da área da saúde (enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, biomédicos etc.).
C. Médicos, dentistas e veterinários.
D. Médicos com título de especialista em acupuntura, concedido pelo Colégio Médico de Acupuntura, reconhecido pela Associação Médica
Brasileira (AMB).
6- A Acupuntura é um tratamento complementar?
Atualmente os tratamentos em qualquer área médica tendem a ser multidisciplinares, ou seja, uma especialidade complementa outra. Nesse
contexto, a acupuntura tem sua importância reconhecida.
Para ilustrar, são apresentados a seguir três exemplos:
- Pacientes com torcicolo ou dor muscular podem ser tratados somente por acupuntura com resultados satisfatórios.
- Cerca de 70% dos pacientes acometidos de fibromialgia, ou seja, dores crônicas generalizadas, melhoram significativamente com
acupuntura. Os demais (30%) devem complementar o tratamento com medicamentos e apoio de profissionais da Saúde Mental e da Medicina
Física. O condicionamento físico é obrigatório para todos os pacientes com fibromialgia.
- Em casos de artrite reumatóide ou de lupus eritematoso sistêmico, a acupuntura não substitui o tratamento medicamentoso e sim o
complementa.
Assim, dependendo da doença, a acupuntura pode ser tratamento único ou complementar.
7- Por que o médico acupunturista aplica tantas agulhas em uma sessão?
A atuação conjunta de diferentes mecanismos é que geram o efeito terapêutico da acupuntura. Como cada ponto tem ação limitada, o médico
escolhe os pontos mais adequados, tratando os sintomas e/ou a doença de modo mais abrangente. Exemplo disso é a asma, sobre a qual os
pontos IG 4 e E 36 exercem efeito antiinflamatório e promovem a imunidade; RM 17 age como broncodilatador e EX- CP3, como calmante.
8- As agulhas de Acupuntura contém medicamentos?
As agulhas de acupuntura não contêm medicamentos. A ação terapêutica deve-se ao estímulo de agulhas em determinados pontos, fazendo
com que o próprio organismo libere várias substâncias neurotransmissoras, que exercem ações analgésica, relaxante e antiinflamatória, entre
outras, aliviando a dor e gerando sensação de bem-estar.
9- A Acupuntura proporciona bom resultado em todos os casos?
Em casos de dor, espasmo e rigidez musculares, dor de cabeça, doenças psicossomáticas, ansiedade, estresse, depressão leve, e
outras que não apresentam alteração orgânica grave, normalmente a técnica apresenta bons resultados. Tais efeitos podem não ser
suficientes em casos de doenças mais graves e crônicas, sendo necessário complementar a técnica com outras terapias, inclusive com
medicamentos. Exemplos: em caso de infecção bacteriana, o tratamento pela acupuntura pode aliviar o desconforto, mas é o uso de
antimicrobiano que elimina a infecção. Em caso de crise asmática, torna-se necessário oferecer remédios broncodilatadores, entre outros. Em
casos de dores agudas, se necessário, não se deve hesitar em receitar analgésicos, incluindo a morfina ou derivados. Em dor crônica como
lesões de nervos e fibromialgia, a associação de remédios antidepressivos, anticonvulsivantes, neurolépticos, e até morfina, aumenta o efeito
da terapêutica.Em resumo, em benefício da qualidade de vida do paciente, devem-se incluir todos os meios disponíveis a favor dele.
10- A Acupuntura é indicada para tratar depressão?
Na década de 1990 muitos pacientes procuraram assistência pela acupuntura, em função dos efeitos colaterais dos medicamentos
antidepressivos, principalmente pela diminuição da concentração, do raciocínio, do desejo sexual e aumento da obesidade. Durante o
tratamento, a maioria apresentou melhora satisfatória, o que proporcionou diminuição no consumo desses medicamentos e,
conseqüentemente, redução dos efeitos indesejáveis já citados. A acupuntura é bastante eficaz na forma leve de depressão, atuando como
coadjuvante nas formas moderadas e graves.
Atualmente, existe uma tendência cada vez maior de os pacientes procurarem a acupuntura mais precocemente e com mais confiança nela.
11- Existem medicamentos que diminuem a ação da Acupuntura?
Alguns medicamentos podem diminuir parcialmente a ação das agulhas, como morfina e cortisona em altas doses. As drogas ditas ilícitas
também podem interferir na ação da acupuntura, no entanto interferem em apenas algumas dessas vias de ação. O paciente nesse estado
ainda teria benefícios, porém precisaria prolongar o período de tratamento.Aqui devo fazer duas observações:
a) Os pacientes em uso de remédios desse gênero, em geral, encontram-se em um estado mais crítico e, conseqüentemente, o
tratamento feito tanto pela terapia convencional como pela acupuntura fica mais difícil de ser avaliado, por isso também seria difícil concluir
que tais medicamentos estariam interferindo ou anulando a ação da acupuntura.
b) Por outro lado, depois do tratamento com acupuntura, haveria possibilidade de reduzir a dose desses remédios gradualmente de acordo
com o estado clínico do paciente ou até processar-se a troca por outros similares mais seguros, evitando os efeitos colaterais. Como exemplo,
pode-se cogitar a troca de cortisona por outro antiinflamatório não hormonal no tratamento de artrite. Por esse motivo, ressaltamos a
importância da terapia de acupuntura em colaboração com os outros médicos.
12- A Acupuntura não tem contra-indicações?
Qualquer indivíduo, em qualquer idade, pode ser tratado com acupuntura, exceto os pacientes com infecções generalizadas da pele. Mesmo
durante a gravidez, a acupuntura não é contra-indicada, desde que se evite a aplicação nos pontos que atuam como dilatadores do colo do
útero e facilitadores da contração uterina; entretanto, ainda se trata de assunto polêmico, a não ser nas vésperas do trabalho de parto, quando
a acupuntura pode auxiliar sua aceleração. A acupuntura é uma técnica invasiva que exige conhecimentos médicos sobre antissepsia,
anatomia e fisiologia humanas, fundamentais para evitar acidentes e complicações que eventualmente possam ocorrer, tais como inoculação
de microorganismos no corpo humano ou dano a alguma estrutura nobre, como fígado, rim ou pulmão, com seqüelas imprevisíveis. Mas esse
tipo de risco é extremamente baixo.
13- As agulhas de Acupuntura tem energia própria?
As agulhas de acupuntura são constituídas de materiais inertes e não apresentam energia com fins terapêuticos, e mesmo que a tenham a
mesma quantidade de energia eventualmente presente na agulha não apresenta fins terapêuticos como também não são capazes de manter
as agulhas esterilizadas.
14- Por que, ao aplicar Acupuntura, alguns pacientes sentem algum desconforto?
O efeito da acupuntura decorre da introdução das agulhas em locais apropriados. Em geral, os pacientes têm sensações semelhantes à
pressão leve, como peso, dor leve ou, raramente, “choquinho”, e são chamadas de “De Qi”, que pode irradiar-se ao longo do membro, quando
a agulha é introduzida. Essas sensações podem ser reforçadas pela técnica de manipulação, de modo a aumentar o efeito da acupuntura. No
entanto, nem todos os pacientes apresentam essas reações. Além das já mencionadas, as sensações de flutuação, tremor de músculo,
vontade de urinar ou evacuar, sonolência, tontura leve, corpo leve /pesado também são relatadas. E, muitas vezes, só acontecem nas
primeiras duas aplicações e são indicativas de que o paciente está tendo boa resposta à acupuntura. Em alguns casos de dor, pode o paciente
sentir a piora nas primeiras 24 horas depois de primeira aplicação, e curiosamente só. Em situação de tensão pré-menstrual, paciente muito
tenso ou paciente com dor aguda, a aplicação da acupuntura pode ser mais dolorosa. O paciente nessa situação deve avisar seu médico, que
poderá escolher outro método ou ponto mais adequado, evitando assim o desconforto. Eventualmente, a agulha pode “acertar” algumas fibras
nervosas na pele provocando dor tipo choque ou aguda, mas esse fenômeno é raro. Existem situações de dor aguda em que o agulhamento é
feito no ramo nervoso, com efeito analgésico potente; em geral, essa técnica só é usada na primeira sessão e devo ressaltar que não são
todos os médicos que a adotam. Esse procedimento pode ser realizado, por exemplo, em casos de lombalgia aguda ou torcicolo.
15- As agulhas de Acupuntura devem ser esterilizadas?
Estudos bacteriológicos, realizados pela equipe de acupuntura do Centro de Dor do Hospital das Clínicas da FMUSP em conjunto com o setor
de Bacteriologia do Laboratório Central do mesmo hospital, comprovaram que pode haver contaminação por microorganismos nas agulhas
utilizadas após a aplicação. Nessa pesquisa não foi avaliada a presença do vírus da hepatite, Aids, fungos ou bactérias anaeróbicas.
Concluiu-se que devem ser utilizadas somente agulhas descartáveis e esterilizadas, como as usadas em outras terapias médicas como
material descartável.
16- Qual o risco no uso de agulhas não descartáveis?
Como qualquer material perfurocortante utilizado para procedimentos médicos, as agulhas de acupuntura não descartáveis podem expor o
paciente a infecções por bactérias, fungos, vírus (Aids, hepatites) etc., principalmente os pacientes idosos ou com doenças crônicas, que já
habitualmente acarretam baixa resistência.
17- Quem faz Acupuntura pode doar sangue?
Segundo determinação da Anvisa, o paciente que se submete a acupuntura, em condições assépticas, deve aguardar três dias para doar
s a n g u e .
Na nossa opinião, se as aplicações forem feitas com agulhas esterilizadas e descartáveis, não se justifica a espera de três dias para a doação;
pelo mesmo fato de os pacientes que recebem injeções com seringa descartável, de uso único, não apresentarem restrições ao doar sangue.
18- As técnicas de Acupuntura são todas iguais?
Existem técnicas desenvolvidas pela medicina chinesa, coreana, japonesa, vietnamita, francesa e de outros países. O Brasil, país de
imigrantes, recebe influência dessas escolas, sendo a técnica chinesa a mais difundida.
19- Qual a duração do tratamento?
Varia de acordo com o estado clínico do paciente, natureza e gravidade da doença. Em geral, prescreve-se uma a duas sessões semanais.
Conforme a evolução clínica, determina-se maior ou menor freqüência às sessões e estima-se o número total de procedimentos a serem
a p l i c a d o s .
Na maioria dos casos, indica-se de cinco a dez sessões.

Freqüentemente, os pacientes buscam a acupuntura como última opção de tratamento por desconhecerem essa modalidade de terapia. Dessa
forma, ao iniciar a terapia com essa técnica já apresentam maiores alterações estruturais, comportamentais e transtornos psicológicos. Em
boa parte dos casos, os pacientes são pessoas idosas, acometidas por doenças crônicas. Por essas razões, alguns podem necessitar de
tratamento mais prolongado. Por isso, a duração de tratamento em alguns casos é longa.
20- A Acupuntura faz emagrecer?
A acupuntura atua diminuindo a ansiedade, a sensação de fome e, desse modo, controla a compulsão alimentar, principalmente por doces.
Esse efeito favorece a reeducação alimentar, sem a necessidade do uso de drogas para reduzir o apetite. Esta é uma das grandes vantagens:
age sem causar efeitos colaterais ou dependência química provocada pelos moderadores de apetite.
São efeitos adicionais da acupuntura: melhora do sono, redução da irritabilidade e melhora dos sintomas causados pela obesidade, tais como
dor na coluna, joelhos e pés, o que motiva a realização de exercícios físicos. Existe a crença de que a acupuntura pode ser usada para reduzir
a gordura localizada; esse tópico merece estudo mais aprofundado. A técnica também é indicada em pacientes com a síndrome de abstinência
causada pela suspensão inadequada dos remédios moderadores do apetite. E aquela propaganda de perda de peso de 10 kg por mês? Não
existe essa possibilidade!
21 - A Acupuntura pode tratar viciados em álcool, fumo ou drogas?
O efeito da acupuntura em pacientes acometidos desses vícios é semelhante ao descrito no tratamento da obesidade. Atua, principalmente,
na redução da ansiedade, o que ajuda no controle da compulsão e do uso de drogas. Essas condições exigem um tratamento com equipe
multidisciplinar, sobretudo em casos de dependência de álcool e de tóxicos.
22 - A Acupuntura cura doenças graves como câncer ou AIDS?
Não, mas pode melhorar parcialmente a imunidade, auxiliar no tratamento das dores, depressão, transtornos emocionais e falta de apetite, ou
seja, a acupuntura promove a melhora da qualidade de vida. Em casos de pacientes que se submetem à quimioterapia ou à radioterapia, é
notável o efeito da acupuntura na redução das náuseas e dos vômitos.
23- Todos os pacientes são tratados da mesma maneira pela Acupuntura?
Assim como os indivíduos são diferentes entre si, as manifestações das doenças também o são. Portanto, o tratamento deve ser
individualizado. Cada caso é simplesmente um caso, e conforme a evolução clínica do estado do paciente, as técnicas podem ser
diferenciadas.
24- Por que em alguns pacientes não se pode melhorar permanentemente suas dores ou doenças com a Acupuntura?
A acupuntura não é uma panacéia ou uma terapia mágica. Como qualquer outro tipo de tratamento, clínico ou cirúrgico, ela pode
proporcionar resultados bons, regulares ou ruins. É necessário considerar que as doenças variam quanto à gravidade e à cronicidade e, assim
sendo, as respostas ao tratamento também podem ser diferentes. Casos mais graves ou crônicos podem apresentar piora paulatinamente,
com o passar do tempo. Portanto, o bom profissional deve oferecer todas as terapias disponíveis, além de orientação e medidas de prevenção
necessárias.
25- A Acupuntura só utiliza agulhas?
A agulha de acupuntura é um dos instrumentos desenvolvidos pela MTC. Como recurso terapêutico, em determinados casos, pode ser
associada a outros métodos:
Eletroacupuntura: utilização da eletricidade para estimular os pontos da acupuntura. É indicada para tratar tensão muscular intensa,
dor crônica ou para anestesia (hipoalgia). Em geral são utilizados dois tipos de estímulos alternados, de freqüência de 2 Hz e 100 Hz. O
primeiro exerce efeito analgésico prolongado e cumulativo, e o segundo, efeito analgésico rápido e de curta duração. O aparelho TENS, usado
em fisioterapia, é derivado do aparelho de eletroacupuntura, entretanto o efeito do segundo é melhor.
Acupuntura a laser: sua utilização é contraditória. A eficácia da acupuntura depende da intensidade de estímulos nas terminações
nervosas. O raio laser apresenta pequeno efeito terapêutico, pois sua penetração é menor e o estímulo é fraco. Assim fica reservado para ser
usado em crianças menores, em alguns casos de dor nas mãos ou nos pés e em indivíduos com pavor de agulhas.
Ventosa: recipiente de vidro ou plástico semelhante a um copo, no interior do qual é produzido vácuo para prendê-lo à superfície do
corpo. Exerce efeito relaxante muscular e analgésico.
Moxibustão: mecha de fibras secas de artemísia, também em forma de bastão, que, ao queimar-se, aquece os pontos de acupuntura.
É aplicada em pacientes com doenças crônicas ou enfraquecidos.
Estas três últimas modalidades da acupuntura podem ser aplicadas sem a necessidade de agulha.
26- Como a Acupuntura age nas doenças endocrinológicas?
A Acupuntura tem pouca ação na regularização do distúrbios hormonais. Ela é mais indicada em distúrbios hormonais na área ginecológica,
tais como hemorragia disfuncional, presença de acne em adolescente, alteração de ciclo menstrual , desconfortos da TPM e da menopausa.
27 - Quando a Acupuntura começa a produzir efeito?
Depende do tipo e do tempo de evolução e do processo degenerativo da doença, além das técnicas adequadas de acupuntura utilizadas.
Geralmente, em quadros agudos, sem lesão estrutural, o efeito é imediato. Em casos crônicos, o efeito pode ocorrer a partir da quinta sessão.
Por exemplo, em casos de dor lombar por contratura muscular, quase sempre a melhora é mais rápida, podendo haver melhora significativa
após a primeira aplicação. Em contrapartida, em casos de achatamento de corpo vertebral por osteoporose, traumatismo ou tumor, a resposta
é mais lenta e deve, nesses casos, ser associada a analgésicos, porém em menor dosagem, e, conseqüentemente, com menos efeitos
colaterais. Alguns estudos sugerem que a partir da quinta aplicação, 50% dos pacientes teriam melhora de 50% da dor. Cerca de 80% dos
pacientes respondem bem à acupuntura, enquanto os outros 20% reagem mais lentamente. Observa-se também que, se pelo menos um dos
pais responde bem à acupuntura, seus filhos podem ter melhor resultado com a terapia.
28 - A Acupuntura pode ser usada como tratamento estético?
A aplicação de acupuntura aumenta a circulação sangüínea e a liberação de neurotransmissores (substância P, somatostatina) e
estimula a proliferação de fibroblastos que produzem fibras colágenas no tecido conjuntivo. Além disso, melhora o equilíbrio emocional e,
provavelmente, normaliza os níveis hormonais. Desse modo, rugas de expressão, dermatite seborréica, acne, cloasma gravídico, estrias
recentes, “olheiras” e queda de cabelo de origem psicogênica são atenuadas pela acupuntura.
29 - Quais cuidados devem ser tomados antes das sessões de Acupuntura?
De modo geral, não há necessidade de cuidados especiais, mas recomenda-se não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, não se alimentar
exageradamente nem estar com fome intensa, para evitar desconfortos. Trata-se de uma recomendação, não sendo, portanto, motivos para
impedimento do tratamento. Algumas das perguntas freqüentes são se existe algum impedimento no período de menstruação, gravidez,
resfriado ou gripe. Não há.
30 - Quais cuidados devem ser tomados após as sessões de Acupuntura?
Cerca de 40% dos pacientes apresentam relaxamento profundo e até sonolência. Nesses casos, recomenda-se dirigir automóvel somente
meia hora após o término da aplicação. As reações são mais fortes, principalmente, após as duas primeiras sessões. Alguns pacientes
acometidos de fibromialgia ou dor muscular crônica podem apresentar piora da dor durante horas após a primeira aplicação, o que é mais
comum no inverno. Isso raramente ocorre a partir da segunda sessão.
31 - O que o paciente deve fazer para ter maior conforto durante a sessão de Acupuntura?
O paciente deve usar roupas confortáveis e soltas, estar relaxado e procurar manter a mente tranqüila. Deve desligar-se do telefone celular.
32– Perfuração para uso de brinco ou piercing faz mal à saúde?
Foi noticiado pela imprensa que o uso de brinco na orelha poderia fazer mal para a saúde. Entretanto, sabemos que a possível lesão das
terminações nervosas pela perfuração não produz dano à saúde. Se isso fosse verdade, as pessoas que usam brinco teriam problemas de
visão e anomalias da fala, pois normalmente o local de perfuração no lóbulo da orelha corresponde ao ponto do olho, garganta ou língua.
Raciocínio semelhante aplica-se ao uso de piercing. Essas perfurações podem provocar reações inflamatórias ou danos à cartilagem, na
maioria dos casos, de duração limitada. Outro fator importante é o risco de infecção local, às vezes, de difícil controle.
33- A Acupuntura é indicada como anestesia?
O nome correto é hipoalgesia, que corresponde à diminuição de dor, ao invés de anestesia por acupuntura. A analgesia pela acupuntura pode
ser empregada em pequenas cirurgias, principalmente as realizadas na cabeça, no pescoço e nos membros, permitindo sua realização com
boa tolerabilidade em cerca de 80% dos pacientes, e em alguns procedimentos ginecológicos. Há várias vantagens, tais como: menor
sangramento, manutenção do estado imunológico, estabilização da pressão arterial, aceleração do processo cicatricial e diminuição do tempo
de recuperação. Em casos de cirurgias torácicas e abdominais, de grande porte, devido à complexidade das inervações, costuma-se associar
anestésicos em menor quantidade do que o habitual – algo em torno de 50%. Entretanto, a .acupuntura não relaxa o espasmo muscular e o
efeito disso no paciente pode ser imprevisível, causando reação vagal, isto é, provocando náuseas, vômitos e distensão intestinal. Outra
inconveniência é o fato de o paciente dever ser internado uma semana antes para treinar com a equipe médica a fim de familiarizar-se com o
procedimento cirúrgico.
34- Ainda se usa Acupuntura para anestesia na China?
A quantidade de cirurgias realizadas com “anestesia“ pela acupuntura reduziu-se muito, em razão de haver possibilidade de analgesia
incompleta e, principalmente, de processo jurídico contra o médico, em eventual falha do procedimento. Em geral, utiliza-se essa técnica em
cirurgias simples e programadas, em pacientes com reação alérgica a drogas anestésicas, com insuficiência renal e/ou hepática grave.
35- O paciente pode ser agulhado por cima da roupa?
Não. Da mesma maneira que não se aplicam injeções ou vacinas por cima da roupa.
36- Em que casos a Acupuntura deve ser considerada a primeira opção de tratamento?
Quando o paciente é alérgico ou sofre efeitos colaterais graves decorrentes do uso de medicamentos, em casos de insuficiência de função do
fígado ou dos rins, pacientes com histórico de sangramento gástrico ao tomar analgésico e/ou antiinflamatório ou idosos que necessitam tomar
muitos remédios. Pacientes hipertensos ou diabéticos que pioram com o uso de analgésico ou antiinflamatório. Da mesma maneira, nos
pacientes em pós-operatório de cirurgias cardíacas, o uso da acupuntura é recomendado. Em mulheres em período de gestação ou de
amamentação, o uso de acupuntura deve ser a primeira escolha para o tratamento de diversos sintomas, inclusive da depressão pós-parto.

Artigo 05 Efeito ansiolítico da acupuntura reduz ansiedade


Como no tratamento do stress e depressão, a acupuntura é forte aliada no combate aos transtornos de ansiedade. Associadas ou não
à psicoterapia e ao uso de drogas, as aplicações promovem relaxamento físico e mental, bem-estar e não causam efeitos colaterais.
Apreensão, inquietação, aperto no tórax, palpitações, desarranjo intestinal, cefaléia e suor excessivo são alguns dos desagradáveis sintomas
da ansiedade. 0 tratamento recomendado é quase sempre a psicoterapia associada ao uso de ansiolíticos, com bons resultados até mesmo
no curto prazo. No entanto, os incômodos efeitos colaterais resultantes do uso destes remédios, entre eles sonolência e alteração da
qualidade do sono, prisão de ventre, excitação emocional, variações de apetite e até mesmo dependência física e psicológica, muitas vezes
acabam gerando outras complicações. Com a acupuntura, associada ao tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico, ou utilizada
exclusivamente, o uso de ansiolíticos pode ser reduzido ou até mesmo suspenso, livrando assim o paciente de efeitos colaterais. Isso porque
a acupuntura tem efeito sedativo e ansiolítico, agindo na liberação de substâncias do sistema nervoso central, entre elas a endorfina,
dopamina, encefalina e serotonina. A encefalina, por exemplo, além de diminuir a dor, age no sistema límbico (a parte do encéfalo que controla
as emoções), gerando bem-estar e conseqüente relaxamento mental. A liberação de tais substâncias, promovida pelas aplicações, é fator
importante no tratamento de distúrbios como a ansiedade, depressão, síndrome de pânico e outros, além de atuar no controle de
manifestações físicas como palpitação, distensão abdominal e gastrite. A duração e intensidade do tratamento depende das características de
cada pessoa, mas normalmente durante o primeiro mês faz-se duas aplicações por semana, reduzindo-se a partir do segundo mês. Após a
segunda semana de tratamento pode-se iniciar, de forma lenta e progressiva, o processo de redução dos remédios.
Dr. Chen Sin Yuan

Doenças tratáveis pela Acupuntura


Para melhor compreensão dos leitores, alguns termos médicos estão acompanhados pelas denominações mais conhecidas.
Além das indicações abaixo, a Acupuntura apresenta ampla ação terapêutica em várias doenças e sintomas não incluídos nesta lista.
A avaliação médica é fundamental para o estabelecimento do diagnóstico correto e do tratamento adequado. Muitas vezes, o uso de
outras terapias é indispensável. Por isso, o papel de seu médico acupunturista é importante.Isso significa que a acupuntura é um recurso
terapêutico importante, mas não é a “cura de todos os males”. Quando houver dúvida, consulte sempre o seu médico.
REGIÃO CERVICAL, OMBROS E MEMBROS SUPERIORES
Doenças ou sintomas Efeitos prováveis e Comprovados

Dor muscular: dor decorrente de


traumatismo esportivo, por erro de postura Relaxamento muscular e
e/ou tensão emocional. Exemplo: dor no antiinflamatório
trapézio e distensão muscular.

 limiar da dor, analgésico,


Cervicalgia: dor cervical de causas
relaxamento muscular e  da
variadas, com duração curta ou crônica.
inflamação
Dor do ombro: dor no ombro por causas variadas. Exemplo:
bursite, tendinite, artrose

Tendinite (LER/DORT) inflamação dos


Analgésico, relaxamento muscular
tendões. Exemplo: tendinite no ombro,
e antiinflamatório
tendinite nos antebraços e punhos.

Epicondilite lateral e medial (cotovelo de tenista ou cotovelo de


golfista) dor na região lateral e medial do cotovelo por esforço,
repetições de movimento.

Ombro congelado: perda da mobilidade e dor no ombro


REGIÃO LOMBAR E QUADRIL
Lombalgia aguda: dor súbita na região lombar
Analgésico, relaxamento muscular e
causada por esforço físico e/ou movimento
antiinflamatório
inadequado
Lombalgia crônica: dor na região lombar de longa duração por causas
variadas e complexas

Dor ciática: dor na região lombar, glútea, coxa, perna e pé, pode ser
causada por hérnia de disco, contratura do músculo piriforme

Espondilite anquilosante: rigidez parcial ou total na coluna vertebral


impossibilitando os movimentos e causando dor
MEMBROS INFERIORES
Tendinite patelar: inflamação do tendão patelar

Bursite patelar: inflamação da bolsa que envolve a patela


Osteoartrose de joelho: alteração não inflamatória da cartilagem do joelho causando dor e estalidos
Analgésico, relaxamento muscular
Distensão (entorse) do tornozelo: torção de grau leve sem lesão dos ligamentos do tornozelo.
e antiinflamatório
Sinovite/tendinite do tornozelo: inflamação do tornozelo
Fasciíte plantar: inflamação da camada que cobre a musculatura da planta do pé

Dor no pé: dor nos músculos, ligamentos, com ou sem lesão nessa estrutura.
OUTROS
Dor no pós-operatório de qualquer origem Analgésico, miorelaxante, ansiolítico (reduz a
Fibromialgia: doença de causa desconhecida, que se caracteriza como dor e outras ansiedade), antiinflamatório (melhora do
anormalidades, como insônia, depressão, alterações intestinais e ou urinárias, etc. sono)

Osteoartrite: osteoartrose, artrose.

Distrofia simpático reflexa: dor muscular com alterações da pele (cor, suor, pelos, unhas), Analgésico, antiinflamatório (melhora
atrofia e edema muscular circulação local)
Distúrbios circulatórios: má- circulação

Dor pós-herpética: dor que permanece após infecção pelo vírus da Herpes Zoster. Analgésico, antiinflamatório, redução da
Dor decorrente de lesão de nervos por diabetes ansiedade
REUMATOLOGIA
Dor articular (nas juntas) –reumatismo: Artrites de causas variadas. Analgésico, relaxante muscular,
Ex. artrite reumatóide, artrite gotosa por depósito de ácido úrico. antiinflamatório
Lúpus eritematoso sistêmico Antiinflamatório, analgésico

Síndrome de Sjögren: ausência da secreção das glândulas lacrimais, glândulas salivares e Analgésico, antiinflamatório, aumentar
das vias digestivas superiores e poliartrite crônica produção de secreções
CEFALÉIA (dor de cabeça)
Cefaléia do tipo tensão: associada à tensão emocional e muscular aguda ou crônica
Analgésico, antiinflamatório,
Enxaqueca (migrânea): dor de cabeça, latejante, geralmente unilateral, acompanhada de náuseas, vômitos, ansiolítico
sensibilidade à luz e som

Dor craniofacial: dor situada na região do crânio e face de diversas causas

Cefaléia por disfunção têmporo-mandibular: (alteração da função da articulação têmporo-mandibular-ATM) Analgésico, antiinflamatório,
Cefaléia cervicogênica: causada por alteração de músculos, tendões e irritação de nervos occipitais relaxamento muscular

Outros tipos de cefaléia


APARELHO URINÁRIO
Cólica renal: dor provocada por “pedra” no rim Analgésico, antiinflamatório, atuação na motricidade do ureter

Prostatite: inflamação da próstata Analgésico, antiinflamatório


Cistite intersticial: inflamação da bexiga crônica

Retenção urinária pós-parto Ansiolítico, relaxamento uretral

Dor e urgência urinária


Ejaculação precoce
Ansiolítico, melhora da função e da libido
Disfunção sexual masculina não orgânica: alteração da ereção do pênis,
de causa emocional
Retenção urinária pós-traumática Ansiolítico, relaxamento uretral, analgésico
APARELHO GENITAL FEMININO (GINECOLÓGICO)
Tensão pré-menstrual (TPM): alterações emocionais, cólicas, cefaléia, dor nas mamas, dores
musculares, etc.
Antiinflamatório, analgésico, ansiolítico
Dismenorréia primária: cólicas menstruais, sem causa aparente

Síndrome do climatério: irritabilidade, fogachos (calores), insônia, ansiedade, depressão


Hiperemese gravídica: excesso de vômitos durante a gravidez Contra vômito

Hipogalagtorréia: produção insuficiente de leite durante a amamentação  produção de leite

Dor durante o trabalho de parto Analgésico, ansiolítico


Dor causada por endometriose Analgésico, antiinflmatório

Indução do trabalho de parto  contrações


NÁUSEAS E VÔMITOS
Pós-operatório, gestação, pós-quimioterapia e radioterapia Inibição dos vômitos, ansiolítico
GASTROENTEROLOGIA
Excesso de salivação (sialorréia) Equilíbrio da secreção salivar, ansiedade, estresse
Gastroenterite aguda (náuseas, vômitos, diarréia) Analgésico, antiinflamatório, equilibrio da motilidade gastrointestinal

Má-digestão (dispepsia), distúrbios da motilidade gástrica Equilíbrio da motilidade gastrointestinal

Dor de estômago (epigastralgia): úlcera péptica, gastrite, espasmo Analgésico, antinflamatório, alívio do estresse e da ansiedade,
gástrico equilíbrio da motilidade gástrica

Azia, hiperacidez ou diminuição da secreção gástrica Equilíbrio da secreção gástrica: inibição ou ativação. Analgésico

Constipação (prisão de ventre): diminuição da freqüência de


evacuação

Síndrome do cólon irritável: anormalidades intestinais, dores, Analgésico, antiinflamatório, equilíbrio da motilidade intestinal, alívio da
cólicas, empaxamento, alterações emocionais ansiedade e do estresse
Cólica intestinal aguda ou crônica

Colite ulcerativa crônica (inflamação do cólon)

Dor de pancreatite crônica Analgésico, antiinflamatório, antiespasmódico


Cólica biliar (colecistite): inflamação da vesícula por cálculo Analgésico, antiinflamatório, equilíbrio da motilidade da vesícula biliar

Hemorróidas Analgésico, antiinflamatório


ODONTOLOGIA
Dor de origem dental
Analgésico, antiinflamatório
Dor pós-operatória odontológica

Dor por disfunção têmporo-mandibular: alteração da função da ATM Analgésico, relaxante muscular
Dor por anormalidades da oclusão (mordida)
DOR FACIAL (INCLUINDO ANORMALIDADES CRANIOFACIAIS E MANDIBULARES) – FACE - SEIOS DA FACE - BOCA
Dor facial de origem dentária
Analgésico, antiinflamatório
Neuralgia do trigêmeo

Dor facial atípica (de origem desconhecida) Analgésico, antiinflamatório, relaxante muscular
ALERGIA E IMUNOLOGIA
Asma, bronquite Broncodilatação (dilatação dos brônquios), ansiolítico, antiinflamatório, melhora da imunidade

Rinite alérgica Antialérgico, melhora da imunidade

Urticária Antialérgico, ansiolítico


DERMATOLOGIA
Acne (adolescentes), acne vulgar, eczema Antiinflamatório, ansiolítico

Dermatite de contato, coceira


Alívio de sintomas, antiinflamatório, ansiolítico
Psoríase

Herpes zoster: lesão na pele, doença de origem viral Analgésico, antiinflamatório


TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS
Estresse, ansiedade, insônia, depressão, bulimia, compulsão por comida

Hiperatividade infantil

Manifestações psicossomáticas: palpitações cardíacas Ansiolítico, antidepressivo


Enurese noturna

Tabagismo, alcoolismo, dependência química


SISTEMA NERVOSO
Paralisia facial periférica: paralisia da face decorrente de anormalidades dos
nervos faciais Antiinflamatório, relaxamento muscular. Ansiolítico
Dor na musculatura da face
Vertigem, zumbido Melhora da circulação cerebral

Síndrome do túnel do carpo: lesão compressiva do nervo mediano no punho


Antiinflamatório, analgésico
Neuropatia diabética: lesão neurológica causada por diabetes mellitus
Seqüelas de AVC: (acidente vascular cerebral) Vasodilatador cerebral, relaxamento muscular, ansiolítico

Trigemialgia Analgésico, antiinflamatório


APARELHO CARDIOCIRCULATÓRIO
Hipertensão arterial leve Ansiolítico, vasodilatador

Angina pectoris Vasodilatador, ansiolítico

Fenômeno de Raynaud: (distúrbios circulatórios das extremidades ) Vasodilatador


HEMATOLOGIA
Leucopenia: diminuição de glóbulos brancos Estimulação da produção de glóbulos brancos
PNEUMOLOGIA
Asma, bronquite
Broncodilatador, ansiolítico
Doença cardiopulmonar crônica
ENDOCRINOLOGIA
Obesidade Ansiolítico, redução do apetite
OTORRINOLARINGOLOGIA
Dor de garganta (incluindo amigdalite)
Rinite Analgésico, antiinflamatório

Dor de ouvido

Zumbido, tontura e vertigem


Vasodilatador
Diminuição de audição não traumática
OFTALMOLOGIA
Dor no olho, conjuntivite Analgésico, antiinflamatório
INFECTOLOGIA
Infecções em geral
Analgésico, antiinflamatório, ansiolítico sintomático, melhora da imunidade
Hepatite B, estado de portador

ACUPUNTURA NÃO É UMA TERAPIA ALTERNATIVA

A Acupuntura é geralmente reconhecida como um recurso terapêutico eficaz no tratamento da dor, porém pode tratar e curar tanto diversas
doenças dos sistemas músculo-esquelético, respiratório, dermatológico, neurológico e digestivo, como também a diminuição de apetite
compulsivo por ansiedade, a depressão e o estresse.Veja porque ela não é mais considerada uma terapia alternativa:
Organização Mundial de Saúde (OMS): A Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 1979, estimula o uso da acupuntura no
mundo e listou um certo número de doenças que poderiam ser tratadas por meio da acupuntura. Em 2002, foi criada uma nova lista de
doenças e faziam-se outras recomendações (com bibliografia específica e nomenclatura unificada).“Consenso sobre a Acupuntura”: Entre os
dias 03 e 05 de novembro de 1997, o “National Institute of Health” (NIH) dos Estados Unidos, órgão equivalente à Secretaria Nacional de
Saúde brasileira, organizou e promoveu uma reunião de especialistas para elaborar o “Consenso sobre a Acupuntura”, tanto na área de
pesquisa como na de prática clínica, sugerindo uma lista de doenças tratáveis pela acupuntura e recomendou mais investimentos em
pesquisas sobre acupuntura e maior utilização dessa terapêutica pelos médicos.Reconhecimento da acupuntura: Em 1995, o Conselho
Federal de Medicina reconheceu a acupuntura como especialidade médica e, em 1998, reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB).
A Acupuntura para a população geral e para pessoas carentes: Em 1999, a SMBA, Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura, solicitou, junto
ao Ministério da Saúde, a inclusão de procedimentos de acupuntura na Tabela SIA/SUS do Governo Federal, com código próprio e valor. As
filiais estaduais mantêm dezenas de ambulatórios para atendimento à população, por meio da acupuntura.
Difusão de ensino da acupuntura para os médicos: Conforme o interesse crescente, tanto por parte dos médicos como por parte dos
pacientes, existem, atualmente, cerca de 50 cursos de especialização em acupuntura para os médicos no Brasil, alguns ligados aos hospitais
universitários, outros reconhecidos e mantidos pelas associações de acupuntura médica, a SMBA e a AMBA.
Títulos de especialistas em acupuntura: Até hoje, foram realizadas cinco provas para a obtenção de títulos de especialistas em
acupuntura, havendo mais de 2.500 médicos com o título.
Residência Médica em acupuntura: É uma conquista recente e está presente no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de
Pernambuco, Hospital Regional de São José, Dr. Homero Miranda de Gomes, da Secretaria da Saúde do Estado de Santa Catarina, e
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.
Atendimento no Hospital das Clínicas: Atualmente, no maior e mais conceituado hospital universitário da América Latina, o Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o atendimento se dá nos seguintes setores:
• Centro de Dor da Clínica de Neurologia ,
• Clínica Médica,
• Instituto de Ortopedia e Traumatologia ,
• Geriatria
• Instituto de Crianças
Ensino para os acadêmicos da Faculdade de Medicina da USP:Liga de Dor, Liga de Acupuntura e curso optativo para quartanista de
medicina.Cursos de especialização em acupuntura:- Ensino em nível de pós-graduação de especialização em acupuntura no Instituto de
Ortopedia e Traumatologia desde 1995.
- Cursos para médicos e dentistas, organizados pelo Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa (CEIMEC) e reconhecidos pela
Sociedade Médica de Acupuntura de São Paulo (SMBA-SP) , filial estadual da Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura (SMBA).
- Cursos no Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo, no Hospital de Servidor Estadual de São Paulo e em outros
ligados à Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA).
Por esses motivos, podemos afirmar que, atualmente, a acupuntura é uma especialidade médica reconhecida, não podendo portanto
ser vista como uma terapia alternativa.
Acupuntura e o Idoso
João Carlos Pereira Gomes
Célia Y. Portiolli Faelli
Hong Jin Pai
O mundo está envelhecendo. Nas últimas décadas, a terceira idade é o grupo populacional que mais cresce nos países
desenvolvidos e em desenvolvimento. Mas o que significa envelhecer? Ficar mais velho não é apenas sentir o tempo passar; nem significa
virar doente. Problemas de saúde podem aparecer, mas há soluções. Se tiverem hábitos saudáveis e procurarem se manter ativas física e
intelectualmente poderão ter um envelhecimento saudável com boa qualidade de vida, minimizando as alterações próprias da idade e
prevenindo doenças que incidem mais após os 60 anos.
O organismo do idoso tem menor capacidade de adaptação e demora mais tempo para recuperar-se que um organismo mais jovem.
A incidência de várias doenças é maior nas pessoas com mais de 60 anos, e a presença de mais de uma doença é freqüente. O uso
concomitante de vários medicamentos e a redução da função dos órgãos, em especial do fígado e dos rins, aumentam o risco de efeitos
indesejáveis dos medicamentos e de intoxicações.
Essa é uma das razões porque a acupuntura potencialmente teria um papel importante no tratamento do idoso. Como ela
praticamente não tem contra-indicação e tem efeitos benéficos na redução da dor, na ansiedade, no sono, nos sintomas de depressão leve
entre outros, possibilitaria ao idoso reduzir a quantidade de medicação, diminuindo também os seus vários efeitos colaterais, como por
exemplo a gastrite desencadeada pelos antiinflamatórios, proporcionando ainda uma melhor qualidade de vida.
A acupuntura é utilizada há milênios no tratamento de doenças. No idoso, especialmente no idoso frágil, o tratamento por acupuntura
tem peculiaridades. Um dos principais preceitos de acupuntura recomenda aplicá-la conforme as condições da pessoa. Idosos frágeis e
crianças devem ser agulhados com menor profundidade de inserção e por menos tempo. Estimulação excessiva pode cansar o paciente. A
moxabustão, ou estimulação de pontos de acupuntura através de calor gerado pela queima de uma erva chamada artemísia, pode ser
indicada para fortalecer o organismo. Não se recomenda o uso da acupuntura em certas situações extremas, como desidratação, hemorragia
severas, nem em pessoas muito debilitadas, famintas ou que comeram recentemente, muito sedentas ou muito assustadas. O idoso pode
responder mais lentamente ao tratamento.
A acupuntura hoje é reconhecida como especialidade médica. A medicina moderna tenta desvendar os mecanismos da acupuntura e
comprovar cientificamente suas diversas aplicações no ser humano. Em 1997, o National Institute of Health (NIH), o principal instituto de saúde
americano, realizou conferência de consenso sobre o uso e eficácia de acupuntura na prática médica reconhecendo sua utilidade como
tratamento complementar no manejo de fibromialgia, epicondilite, osteoartrite, lombalgia, síndrome do túnel do carpo, reabilitação de AVC
(acidente vascular cerebral), cefaléias, cólicas menstruais, asma, dor dental pós-operatória, náuseas e vômitos pós-operatórios e
pós-quimioterapia. Outros problemas como tensão pré-menstrual, rinites, síndrome do cólon irritável, estresse, herpes zoster e neuralgia
pós-herpética, hérnia de disco, obesidade e parar de fumar podem ser tratados conjuntamente com acupuntura.
Destacamos três áreas de atuação da acupuntura em geriatria: dor, reabilitação de AVC e terapia adjuvante em doenças diversas,
como depressão leve, câncer e doenças respiratórias. Entretanto, sempre é bom ressaltar que é fundamental procurar o diagnóstico ou os
diversos diagnósticos pela medicina ocidental e tratá-los devidamente para otimizar os resultados e não mascarar doenças severas.

O saudável, o frágil e doenças associadas


A população idosa é muito heterogênea. Há idosos ativos e produtivos aos 70-80 anos e idosos com a mesma idade totalmente
dependentes para as atividades de vida diária. Além das alterações fisiológicas próprias da idade, é freqüente a ocorrência de mais de uma
doença no indivíduo idoso. Diabetes não-insulino dependente, hipertensão arterial, doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência
coronariana, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, insuficiência arterial periférica, acidente vascular cerebral (AVC),
doença de Parkinson e demências, osteoartrite (OA) e osteoporose, depressão, catarata, glaucoma, surdez e câncer são algumas delas com
prevalência acima dos 60 anos.
Podemos classificar os idosos em três grupos, conforme sua condição geral de saúde: idosos saudáveis (60 a 75% dos idosos),
idosos doentes cronicamente (20 a 35%) e idosos frágeis (2 a 10%). Os idosos saudáveis têm doença crônica mínima ou não tem doença
crônica, e são funcionalmente independentes. Os idosos cronicamente doentes têm muitas doenças não curáveis, geralmente são
funcionalmente independentes ou minimamente dependentes, freqüentemente tomam vários medicamentos, e ocasionalmente são
hospitalizados. Os idosos frágeis têm muitas doenças crônicas severas, são funcionalmente dependentes e perderam muito de sua reserva
fisiológica.

A medicina tradicional chinesa e o envelhecimento bem sucedido


Há séculos a medicina tradicional chinesa (MTC) preocupa-se com o envelhecimento. Segundo o Nei Jing, principal tratado de MTC
escrito há cerca de 2500 anos, o homem começa a envelhecer gradualmente a partir dos 40 anos. Para manter a saúde, é recomendado um
modo de vida constante e regular com quantidades adequadas de trabalho e repouso, evitar excessos de qualquer espécie (de alimentos,
álcool, trabalho, sexo), praticar exercícios adequados à constituição física do corpo, manter o espírito calmo e atitude positiva perante a vida, e
estar atento e procurar adaptar-se às mudanças climáticas. Seguindo estes preceitos o indivíduo preveniria doenças, fortaleceria o organismo
e poderia chegar até aos 100 anos. Estes preceitos milenares são válidos e atuais até hoje, e são a chave do envelhecimento bem sucedido.

A Dor nos idosos


Dor é uma das queixas mais comuns de idosos relatadas durante consultas médicas. Pacientes acima de 60 anos queixam-se duas
vezes mais de dor que pacientes com menos de 60 anos. Estudos sugerem que 25-50% de idosos sofrem de dor crônica e que 45 a 80% de
pacientes institucionalizados tem dor substancial, muitas vezes subtratada. A dor crônica pode comprometer a qualidade de vida do paciente e
cursar com depressão, fadiga, diminuição de socialização, falta de apetite, distúrbios de sono, diminuição de ambulação, distúrbios de marcha
e polifarmácia (uso de mais de um medicamento para atingir um objetivo terapêutico). O tratamento pode ser por vezes inadequado pela dor
ser subestimada pelo médico, pelo receio do médico de induzir adição a analgésicos, e também ser complicado por efeitos colaterais de
medicamentos em pacientes mais suscetíveis e por interações medicamentosas inadvertidas.
No idoso são freqüentes as dores articulares, as dores musculares, muitas vezes associadas à osteoartrite, as neuropatias
periféricas, as dores por câncer, as coronariopatias, bem como dores isquêmicas por doença vascular periférica e cãibras em membros
inferiores. Patologias típicas da terceira idade, como arterite temporal e polimialgia reumática devem ser lembradas na investigação de
cefaléias e de dores difusas pelo corpo, respectivamente.
Freqüentemente o idoso tem mais de uma queixa dolorosa. Pesquisa com 58 idosos candidatos ao Grupo de Atendimento
Multidisciplinar ao Idoso Ambulatorial (Gamia) do Hospital das Clínicas/ FMUSP revelou que 46 (79,3%) candidatos referiam dor, dos quais 16
(34,7%) referiam dor em uma localização, 17 (36,9%) duas dores e 13 (28,4%) três ou mais queixas dolorosas. O tratamento da dor tem como
objetivos clínicos: tratar especificamente sua causa, reduzir a dor, melhorar a capacidade funcional, o sono, o humor e a socialização do
paciente. Na seleção dos tratamentos é de suma importância considerar a causa e o mecanismo fisiopatológico envolvido, o estado funcional
e emocional do paciente, suas condições clínicas e doenças associadas, e o tratamento em si. No caso de tratamento medicamentoso,
considerar a farmacologia da droga a ser usada. Naqueles casos em que a causa da dor não é remediável ou é parcialmente tratável,
freqüentemente está indicado abordagem multidisciplinar. Estratégias farmacológicas e não farmacológicas combinadas geralmente resultam
em melhor controle da dor com doses menores de medicamentos e menos efeitos colaterais. A acupuntura é extremamente útil neste
contexto. Diversos estudos mostram sua utilidade no tratamento de pacientes idosos com OA e dor no joelho, lombalgia, artrose de articulação
coxo-femoral, síndrome dolorosa miofascial cervical, dorsal e do ombro. Pacientes portadores de neuropatias diabética, do trigêmeo e
pós-herpética também podem se beneficiar do tratamento com acupuntura. Os resultados mostram redução na intensidade e freqüência da
dor, melhora na qualidade de vida, no sono, e diminuição na quantidade de medicamentos utilizados.

Doenças comuns na Geriatria podem ser tratadas pela Acupuntura


O acidente vascular cerebral (AVC), muitas vezes erroneamente chamado de derrame cerebral, é uma causa c
omum de incapacidade no idoso. O AVC pode ser de originário da diminuição do fluxo sangüíneo (isquemia) ou hemorrágica.
A Organização Mundial de Saúde considera desde 1979 a paresia (diminuição de força) pós AVC uma condição clínica possível de
tratamento por acupuntura. A acupuntura mostrou-se efetiva na redução de severidade da paresia, dependendo da localização e da extensão
do AVC. A acupuntura pode ser benéfica tanto para os casos agudos como crônicos de AVCs, especialmente se associada com fisioterapia.
Melhores resultados são observados quando a acupuntura é instituída dentro de 24 a 36 horas após o episódio do acidente isquêmico. Nos
casos de acidente hemorrágico, é recomendado esperar até que o sangramento tenha sido controlado e o quadro estabilizado, em geral após
duas a três semanas.
O tratamento consiste em pelo menos 3 sessões semanais nos casos agudos e 2 vezes por semana nos casos crônicos, num total de
20 a 40 tratamentos, durante mais ou menos 2 meses. Pode ser potencializado com estimulação elétrica. A técnica de acupuntura escalpeana,
ou agulhamento do couro cabeludo, também é utilizada no tratamento de AVC com bons resultados.
A depressão é uma doença freqüente no idoso. O quadro clínico caracteriza-se por ansiedade, expressa por medo intenso sem que
haja uma causa objetiva, perda de interesse ou prazer nas atividades habituais e passatempos, irritabilidade, tristeza, cansaço ou fadiga,
perda de energia, diminuição da auto-estima, falta de esperança, idéias de culpa, indecisão, queixas somáticas, pensamento lento, diminuição
da atenção e da memória, alterações do sono, do apetite, diminuição do interesse sexual e, nos casos graves, pensamentos recidivantes de
morte e suicídio. O diagnóstico da depressão é difícil na maioria das vezes, pois nem sempre se apresenta de maneira clara. A depressão
pode ser secundária a outras doenças, como hipotireoidismo, câncer e demência, além de efeito colateral de certos medicamentos.
O tratamento da depressão envolve psicoterapia e tratamento medicamentoso. A maioria dos antidepressivos provoca efeitos
colaterais como tonturas, sonolência, prisão de ventre, excitação emocional, variações do apetite, secura na boca, taquicardia, alteração do
sono, retenção urinária e até dependência física ou psíquica, entre outros. No idoso, a diminuição das funções fisiológicas inerente ao
envelhecimento associada à presença de várias doenças simultâneas e seus tratamentos específicos aumenta a chance de interações
medicamentosas e de efeitos colaterais. Mesmo assim, os medicamentos são o tratamento mais eficaz.
A acupuntura, quando associada à terapia medicamentosa e ou apoio psicológico, pode apresentar efeitos benéficos adicionais na
redução de sintomas da depressão leve e da ansiedade, como abreviar o tempo de melhora de sintomas depressivos, já que os
antidepressivos demoram duas a quatro semanas para aliviar a depressão. Nos casos leves pode diminuir o uso de drogas e
conseqüentemente diminuir as complicações advindas dos medicamentos. A duração e a freqüência do tratamento variam conforme a
gravidade e características do indivíduo. Estudo alemão recente com 43 pacientes com depressão menor e 13 pacientes com ansiedade
generalizada demonstrou melhora de 60,7% e 85,7%, respectivamente, após pelo menos 10 aplicações. Pacientes com câncer ou com
sintomas secundários à radio ou quimioterapia podem beneficiar-se da associação da acupuntura ao tratamento do câncer no alívio destes
sintomas. Entre agosto de 1999 e maio de 2000, 123 pacientes receberam acupuntura em centro oncológico americano. As principais
indicações de acupuntura foram dor (53%), xerostomia - boca seca- (32%), ondas de calor (6%) e náuseas ou perda de apetite (6%). Não
houve efeitos colaterais e 60% dos pacientes tiveram melhora de pelo menos 30% na intensidade dos sintomas. Outros estudos mostraram
bons resultados no tratamento de xerostomia. A asma e bronquite crônica também podem ser tratadas em associação com acupuntura.
Estudos preliminares demonstraram benefício adicional da acupuntura em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC),
inclusive nos pacientes com dispnéia severa, ensejando futuros estudos. A acupuntura também pode ser utilizada no tratamento de disfunção
sexual masculina e de incontinência urinária.
CÃES E GATOS CONDENADOS À MORTE SÃO SALVOS PELA ACUPUNTURA
http://www.radiobras.gov.br/)
Gatos e cachorros à beira da morte são salvos pela milenar técnica da tradicional medicina chinesa, a acupuntura, em Pernambuco. A
satisfação dos proprietários de animais condenados por veterinários de outras especialidades é tanta que, mesmo depois da alta, querem
continuar levando o bichinho para as sessões de agulhadas. O responsável pela criação do ambulatório de acupuntura, na Clínica de Cães e
Gatos, do Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), é o médico veterinário Eduardo Cole. Cansado das
soluções, para ele, nada satisfatórias, da medicina alopata, Cole especializou-se em acupuntura e fez curso prático com o introdutor da técnica
chinesa para animais no Brasil, o médico veterinário Testsuo Inada. Cole concluiu o curso de dois anos em 95 e, desde então, buscou
aprimorar-se cada vez mais. No próximo mês, por exemplo, defende sua tese de doutorado em acupuntura, já concluída. Seus estudos
comprovam que a acupuntura tem efeito calmante, semelhante ao efeito de drogas ansiolíticas, que diminuem a ansiedade, como Valium e
Lexotan.
Ele usa a acupuntura tradicional, com agulhas de aço inox e a acupuntura moxa-bustão. As agulhas têm um mandril, uma espécie de
controle para que o veterinário saiba até onde vai introduzir a agulha. "A agulha só entra na epiderme, o procedimento é quase indolor. E o
efeito é tão calmante que alguns terminam a sessão já dormindo", conta o veterinário, que afirma nunca ter sofrido nenhum acidente como
mordidas ou unhadas, ou pelo menos, nada tão grave que justificasse o anestesiamento do animal. No tipo moxa-bostão, também usado em
humanos, Cole leva um bastão feito de artemísia aquecido na ponta até o ponto que pretende estimular. Gerando calor na área desejada, a
estimulação dos pontos meridianos também ocorrem. O ambulatório foi instalado há um ano e meio e o atendimento é feito às 3ª feiras. Uma
reavaliação é feita após duas sessões, mas segundo Cole, a cura total demanda seis meses de tratamento.
A consulta dura uma hora porque, antes, o veterinário faz uma investigação completa sobre o animal e seus hábitos no primeiro
encontro. Nos que se seguem, há uma conversa sobre a evolução do comportamento do animal em casa. As sessões de acupuntura
propriamente ditas levam até meia hora. Os animais encaminhados ao ambulatório passam por uma triagem, com os próprios veterinários
alopatas do hospital. "Os veterinários tratam até o limite que a alopatia permite e quando ela não resolve mandam o caso para mim", conta. Os
pacientes terminais enviados a Cole sofrem, em geral, de males do sistema nervoso. Mas há também casos de doenças dermatológicas, como
queda de pelo, problemas alérgicos e distúrbios de comportamento. "Às vezes, tratamos animais muito agressivos para que possam conviver
melhor em casa", explica o médico. Animais que aguardam cirurgias ortopédicas também fazem sessões de acupuntura para suportar a dor
até o dia do procedimento.
O resultado agrada aos donos dos animais mesmo que não desapareçam todos os sintomas, como é o caso da sinomose. Doença que
acomete cães, a sinomose é causada por um vírus que tem atração pelo sistema nervoso. O animal desenvolve uma encefalite, inflamação
nos neurônios, e passa a ter convulsões e desequilíbrio no caminhar. Além disso, o vírus afeta o sistema imunológico e o cão acaba
contraindo infecções oportunistas. "Alguns déficits neurológicos permanecem depois do tratamento. Em certos casos, o animal continua
mancando, mas o dono prefere que seja assim, em função da relação de afetividade", relata Cole. O êxito do ambulatório de acupuntura está
justamente nos resultados obtidos.
O índice de cura é de 70%, segundo o médico. A explicação do veterinário para a receptividade dos donos, após o início do tratamento,
quando os animais já apresentam sensíveis melhoras, é que cães e gatos são animais de companhia e, por isso, é preferível que sobrevivam
com algum nível de qualidade de vida. Por isso não se tentou, até hoje, o tratamento de animais maiores. "No caso de animais de grande
porte, cuja criação é para fins econômicos, como eqüinos e bovinos, o sacrifício é a única opção. O proprietário de um cavalo com problemas
neurológicos não arriscará o tratamento com acupuntura se houver a possibilidade de que ele não tenha a remissão completa dos sintomas",
justifica. Com o ambulatório estruturado, Cole pretende agora ampliar o atendimento. Ele conta com a ajuda de quatro estagiários e quer
implantar residência em acupuntura. "Atender uma vez por semana é pouco. Por isso pretendo formar uma equipe para estender o
atendimento a outros dias da semana", revela. A equipe atual está terminando um projeto para oferecer acupuntura por estimulação elétrica, a
eletro-acupuntura.
As agulhas seriam usadas para conduzir uma corrente suave, com o nível e o formato das ondas elétricas controlados por um
aparelho. Outro projeto para um futuro próximo é o registro da memória do laboratório. Ele quer selecionar determinados animais para filmar
desde a primeira sessão e, assim, deixar registrada a evolução do estado de saúde do bicho.
Lana Cristina

22/06/2005 O que é Acupuntura?


Acupuntura pode ser definida como a inserção de agulhas em pontos específicos no corpo, visando um efeito curativo. Esta técnica
vem sendo desenvolvida e utilizada nas práticas humana e veterinária na China há cerca de 5.000 anos para tratar diversas doenças e, sem
dúvida, sobreviveu até nossa era graças aos efeitos positivos apresentados no decorrer da história. No ocidente, foi inicialmente introduzida na
França, sendo ensinada desde 1762 na escola de Lion, e posteriormente se difundiu por vários países da Europa. No Brasil, a acupuntura foi
introduzida na década de 50, quando foi fundada a Associação Brasileira de Acupuntura. Em setembro de 1994, no I Simpósio Brasileiro de
Acupuntura Veterinária realizado em São Paulo, foi lançada a semente para maior difusão da área no Brasil. A mesma foi reconhecida como
especialidade pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) em 1995. A acupuntura é utilizada ao redor do mundo, sozinha ou em
conjunção com a medicina ocidental, como terapia primária ou de suporte, para tratar uma ampla variedade de doenças em humanos e todas
as espécies de animais domésticos e também em animais exóticos. Os chineses também usam a acupuntura como medicina preventiva,
contra problemas como laminite e cólica em cavalos. Atualmente, veterinários acupunturistas usam diversas técnicas, com agulhas de
acupuntura, agulhas hipodérmicas, sangria, eletro-estímulo, calor, massagem e lasers de baixa potência, para estimular os pontos de
acupuntura. A acupuntura não é "remédio para tudo" mas pode ser muito eficaz nos casos onde é indicada.
Para que condições a acupuntura é indicada?
A acupuntura tem grande efeito sobre os sistemas autônomo, nervoso e endócrino, bem como efeito imunoestimulante,
imunosupressor, analgésico e antinflamatório. É indicada principalmente para problemas funcionais como aqueles que envolvem paralisia,
processos inflamatórios não infecciosos (por exemplo, alergias) e para dor. Para pequenos animais, seguem algumas condições que podem
ser tratadas com acupuntura:
- problemas músculo
- esqueléticos, como artrites e patologias dos discos vertebrais.
- problemas de pele, como alergias.
- problemas respiratórios, como a asma felina
- problemas gastro-intestinais, como diarréias.
 alguns problemas reprodutivos.
Na clínica do cavalo de esporte, a acupuntura vem sendo usada principalmente para alívio da dor e para desordens funcionais do
sistema músculo-esquelético. As indicações mais comuns são desordens do aparelho locomotor, claudicações ou queda de performance
devido a problemas musculares (ex. dores lombares), articulares, tendíneos ou ligamentosos. Outras indicações freqüentes são desordens do
sistema nervoso (ex. paralisia do nervo facial), sistema respiratório (ex. D.P.O.C.), aparelho reprodutor, sistema endócrino, aparelho digestivo
(ex. cólicas não cirúrgicas), problemas dermatológicos (ex. dermatites alérgicas), alterações na sudorese (ex. anidrose) e alterações
c o m p o r t a m e n t a i s .
A "má atitude" de alguns cavalos pode ser resultante de um processo doloroso. Essas atitudes incluem "murchar as orelhas", virar a garupa
quando alguém se aproxima da cocheira, alterações no apetite, não gostar de ser escovado, dar coices quando montado ou exigido no
trabalho, refugar obstáculos. A acupuntura é considerada uma das formas mais eficazes de fisioterapia. Tratamentos regulares podem tratar
pequenas injúrias esportivas que ocorrem no dia a dia durante o treinamento, auxiliando assim na manutenção de músculos e tendões
resistentes, antes que injúrias mais graves ocorram. Atletas e amadores freqüentemente usam a acupuntura como parte rotineira de seu
treinamento. Caso seu animal esteja envolvido em qualquer performance atlética como corrida, salto, adestramento, rédeas ou enduro, a
acupuntura pode ajudá-lo a se manter no topo de sua condição física.

Como a acupuntura funciona?


De acordo com a antiga filosofia médica chinesa, doença é o resultado de um desequilíbrio energético no organismo. Acredita-se que
a acupuntura restitui esse equilíbrio de energia e assim auxilia o organismo na cura da doença. Em termos ocidentais, a acupuntura pode
auxiliar o organismo a se curar afetando certas reações fisiológicas. Por exemplo, a acupuntura pode estimular nervos, aumentar a circulação
sangüínea, relaxar espasmos musculares e provocar a liberação de hormônios, como endorfinas (um dos controladores orgânicos da dor) e
cortisol (um esteróide natural). O diagnóstico e tratamento por pontos de acupuntura somente é possível quando o sistema nervoso se mantém
funcional e se a região afetada é capaz de apresentar a resposta fisiológica desejada. A acupuntura pode ser usada sozinha ou em conjunto
com drogas convencionais embora sua eficácia possa diminuir quando associada a terapias com corticosteróides ou drogas de efeito
narcótico. Embora muitos efeitos fisiológicos da acupuntura tenham sido estudados, muitos outros permanecem desconhecidos.

A acupuntura é dolorosa?
Para pequenos animais, a inserção de agulhas de acupuntura é praticamente indolor. As agulhas maiores, necessárias para grandes
animais, podem causar algum desconforto ao atravessar a pele, porém em todos os animais, uma vez que a agulha atinge a posição correta,
não deve haver dor. Alguns cavalos que foram submetidos a terapias convencionais, com várias injeções endovenosas ou intramusculares,
por vezes com conseqüentes flebites ou abcessos, podem se tornar arredios ao tratamento por acupuntura. A maioria dos animais relaxa e por
vezes fica sonolenta durante as aplicações. Ainda assim, o tratamento de acupuntura pode causar sensações, como formigamento, cãimbra
ou dormência, como pode ocorrer em humanos, e ser desconfortáveis para alguns animais.

Acupuntura é segura para animais?


A acupuntura é uma das formas mais seguras de tratamento médico para animais quando administrada por um veterinário
propriamente qualificado. Efeitos colaterais são raros porém existem. Em alguns casos a condição do animal pode parecer pior por até 48
horas após o tratamento e alguns animais podem ficar sonolentos e letárgicos por até 24 horas após a aplicação. Esses efeitos são indicações
de que alterações fisiológicas estão ocorrendo e freqüentemente são seguidos por uma melhora nas condições do animal. As principais
contra-indicações para a acupuntura são doenças orgânicas severas onde alterações irreversíveis já se estabeleceram (calcificações, fraturas,
câncer, necrose, fibrose e degeneração). Embora a acupuntura seja benéfica no controle de sintomas em doenças infecciosas, tóxicas,
nutricionais e neoplásicas, seu uso como terapia primária nesses casos é desaconselhado, podendo ser usada em combinação com
antibiótico-terapia, quimioterapia, suplementação dietética, entre outras. O custo do tratamento pode também ser considerado uma
contra-indicação em casos onde o mesmo deve ser muito prolongado, não sendo economicamente justificável em algumas circunstâncias.
Porém, o mesmo não se aplica para animais de grande valor, financeiro ou sentimental.

Por quanto tempo duram os tratamentos e qual sua freqüência?


A duração e a freqüência dos tratamentos de acupuntura dependem das condições do paciente e do método de estimulação usado
pelo acupunturista veterinário. A estimulação de um ponto de acupuntura pode ser rápida como 10 segundos ou levar até 30 minutos. Um
problema simples e agudo, como uma torção, pode precisar de apenas um tratamento, enquanto doenças mais severas ou crônicas podem
necessitar de várias, até dezenas, aplicações. Quando múltiplos tratamentos são necessários, normalmente se inicia intensamente e então
espaça-se as aplicações para sua máxima eficiência. Normalmente inicia-se com 1 a 3 tratamentos semanais por 4 a 6 semanas. Uma vez
que a resposta positiva máxima é atingida (normalmente após 4 a 8 aplicações), as aplicações são espaçadas de forma que os sintomas
fiquem ausentes cada vez por um maior período de tempo. Muitos animais com condições crônicas podem passar a ser tratados de 2 a 4
vezes ao ano.
Animais submetidos a treinamento atlético podem se beneficiar da acupuntura de 2 vezes por semana a uma vez por mês. A freqüência
depende da intensidade do treinamento e da condição do atleta.

Patrícia V. Malmegrin crmv SP/7251 veterinária graduada pelo IVAS - The International Veterinary Acupuncture Society

A ACUPUNTURA EM DIREÇÃO À POPULARIDADE


Por ANAHAD O'CONNOR
Publicada em 28 de Setembro, 2004
Três anos atrás, Alfred Szymanski parecia não conseguir manter sua pressão sangüínea sob controle. Ele corria 16km por semana,
fazia uma dieta saudável e tomava medicamentos para hipertensão, tudo porém sem efeito. Seu médico sugeriu uma troca de medicamentos,
mas Sr. Szymanski, sabendo dos efeitos colaterais, decidiu tentar algo que nunca havia pensado antes: acupuntura.
Após três sessões de 20 minutos cada, todas cobertas pelo seu plano de saúde, sua pressão sangüínea diminuiu em 20 pontos.
"Sempre que eu saía de uma sessão eu me sentia muito relaxado; eu me sentia eufórico", disse Szymanski, 61, que mora em Nova Iorque.
"Minha pressão sangüínea continuou baixa por um considerável tempo."
Acupuntura, que por muito tempo foi desprezada pela medicina comum mas que por séculos foi considerada a pérola da terapia
alternativa, está lentamente ganhando espaço nas clínicas do país. Enquanto alguns especialistas ainda questionam sua efetividade, estudos
recentes - incluindo uma em Duke semana passada - descobriram um valor científico por trás de seus benefícios, apoiando sua utilidade em
aliviar desde o enjõo matinal até a síndrome de túnel do carpo. Nos últimos anos, o número de hospitais que oferecem acupuntura e outras
terapias alternativas duplicou. Ao mesmo tempo, programas de treinamento de pós-graduação em medicina alternativa têm se espalhado em
universidades por todo o país, mais recentemente em Harvard e na Universidade de São Francisco. "Existe uma grande demanda para esses
programas agora porque muitos médicos estão interessados em aprender acupuntura", disse Dr. Nader E. Soliman, um anestesista em
Rockville, Md., e presidente da Academia Americana de Acupuntura Médica. "Muitos médicos que costumavam ser extremamente relutantes
em indicar pacientes para o tratamento agora o estão fazendo regularmente." Pacientes curiosos em conhecer melhor a medicina alternativa e
o aumento dos céticos em relações às indústrias de remédios estão também procurando o procedimento, dizem especialistas.
Uma visita a um acupunturista pode custar de 50 a 100 dólares. No entanto, para pessoas que trabalham em certas companhias, elas
podem custar bem menos. Cada vez mais, os empregadores que procuram por tratamentos com baixo custo para adicionarem aos seus
planos de saúde, estão adotando a acupuntura. Quase 50% dos trabalhadores beneficiados receberam esta cobertura em 2004, comparada
com os apenas 30% de dois anos atrás, de acordo com uma pesquisa deste mês realizada pela Kaiser Family Foundation and Health
Research and Educational Trust. Essa tendência, pelo que parece, não está limitada apenas aos humanos. Numa sociedade de pessoas
ligadas aos seus animais de estimação, não é surpreendente que veterinários por todo o país digam que estão recebendo também uma
grande demanda pelo serviço. Dra. Barbara Royal, uma veterinária que trabalha numa clínica particular, disse que tem recebido inúmeras
reservas desde o dia em que recebeu sua licença de acupuntura oito anos atrás. "As pessoas estão desesperadas por isso", disse ela. Dra.
Royal usa sua técnica principalmente em gatos e cães afetados pela artrite, mas recentemente ela tem sido chamada para atender animais
exóticos. No Zoológico Brookfield em Chicago, ela regularmente usa acupuntura para aliviar artrite em um camelo de 725kg, que agora pode
correr novamente pela primeira vez em muitos anos.
"Eu acho que a tendência em animais está relacionada com o que acontece com os seres humanos", disse ela. "Existe um
movimento holístico lá fora, e se as pessoas encontram algo que funciona para elas, elas vão querê-las também para seus animais." No
entanto, enquanto a acupuntura lentamente se incorpora ao público, alguns especialistas estão pedindo um regulamento mais rígido. Dr.
Joseph J. Fins, um membro da Comissão Casa Branca em Policiamento de Medicina Alternativa e Complementar dois anos atrás, disse que
enquanto a acupuntura continuar relativamente segura e efetiva, não haveria nenhum sistema de rastreamento de efeitos colaterais. Sem um
monitoramento próximo, ele afirmou, um acupunturista descuidado que reusar agulhas contaminadas por hepatite, por exemplo, pode
facilmente não ser notado. "Por causa do número de pessoas que a usam, é importante que nós tenhamos algum tipo de sistema de
monitoramento", disse Dr. Fins, chefe da divisão de ética médica no Colégio Médico Weill da Universidade Cornell em Nova Iorque. "Não há
nenhuma mecanismo real para coletar informações sobre a segurança e a eficácia desses tratamentos. É o mesmo problema com
suplementos que não necessitam de receita médica".
Especialista dizem que um vasto número de terapias alternativas, como gotas de óleo e aromaterapia, possuem pequena base
científica ou ainda não foram propriamente estudados. No entanto, o governo financiou pesquisas em dados de acupuntura a partir da década
de 70, ao mesmo tempo em que o tratamento começou a se tornar popular nos Estados Unidos. A acupuntura foi criada na China há cerca de
2000 [obs: outros estudos afirmam 5000] anos atrás. "Das muitas terapias alternativas, essa foi realmente a primeira a ser estudada
seriamente pelo Instituto Nacional de Saúde", disse Dr. Richard Nahin, conselheiro da coordenação científica no Centro Nacional para
Medicina Complementar e Alternativa em Bethesda, Md. Alguns dos resultados de décadas de pesquisa em acupuntura têm sido ambíguos.
Devido ao fato de ela envolver a inserção de agulhas na pele, a criação do equivalente às pílulas de placebo para grupos de controle em
alguns estudos pode ser muito complicado, segundo especialistas. E, em alguns casos, a acunpuntura mostrou poder ajudar a aliviar certas
condições - como o vício em drogas - quando combinada com outros tratamentos, mas não necessariamente quando usada sozinha. Para
outros problemas físicos ou mentais, entretanto, a acupuntura mostrou-se mais eficaz do que remédios padrões - e sem efeitos colaterais. Ela
têm sido usada largamente durante anos para aliviar condições de dor crônica, e estudos têm repetidamente enfatizado sua utilidade.
Semana passada, pesquisadores em Duke mostraram que ela era bem mais efetiva para doenças pós-operatórias e vômitos em um
grupo do que Zofran, uma droga anti-náusea vastamente utilizada. De modo grosseiro, um quarto das pessoas que passam por sérias cirurgia
nos Estados Unidos sofreram ânsia de vômito e mal-estar logo em seguida, normalmente causada pela anestesia. Remédios que tratam
náusea oferecem alívio, porém pelo fato deles causaram severas dores de cabeça e espasmos musculares, um grande número de pacientes
relutam a tomá-los, disse Dr. Tong J. Gan, autor de um novo estudo, publicado no jornal Anestesia & Analgesia. O estudo de Dr. Gan observou
um grupo de 75 mulheres que ou foram remediadas com Zofran antes de uma importante cirurgia mamária ou tratadas com um aparelho de
eletroacupuntura que liberava pequenas doses de corrente durante a operações. Esta técnica hi-tech preveniu mal-estar em 73% das que a
receberam, enquanto em torno de 50% das mulheres que tomaram a droga reclamaram de enjôo no dia seguinte. A porcentagem de enjôo no
grupo controle que não recebeu nenhum dos tratamentos foi em torno de 60%.
"Estamos passando por uma fase interessante", disse Dr. Gan. "Nós estamos encontrando mais e mais evidências sugerindo que
terapias alternativas são benéficas, e pacientes estão gradualmente requisitando-a." Até uma certa extensão, o aumento do aceitamento da
acupuntura reflete um crescente entendimento de seu mecanismo biológico, que até pouco havia sido praticamente um mistério, disse Dr.
Gan. Pesquisas sugerem que a estimulação de pontos de acupuntura de algum modo libera um fluxo de endorfina e outros hormônios que
amenizam a dor. Outros estudos descobriram que ela afeta partes do sistema nervoso central que controla a pressão sangüínea e a
temperatura do corpo, entre outros. Dr. Nahin afirmou que diversos estudos de imagem que podem trazer luz em como o tratamento influencia
a atividade cerebral estão a caminho. Porém qualquer que seja os efeitos underlying da acupuntura, especialistas dizem que sua gradual
mistura com a medicina convencional terá amplas implicações, eventualmente abrindo a porta para uma examinação de outras terapias
populares, não tão conhecidas pelo público.
"Até agora, nós tivemos muitas poucas evidências científicas confiáveis para comparar a medicina tradicional ou oriental com um
aproximamento farmacêutico", disse Dr. Steven Eubanks, chefe do departamento de cirurgia na Universidade de Missouri. "Esperamos que
isto seja adicionado à nossa vontade de avaliar outras terapias alternativas, e para fazer isto com nossa atenta e usual observação científica."
(Publicado no jornal The New York Times, em 28 de Setembro de 2004)

O que é Acupuntura?
http://www.clinicahong.com.br/
A Acupuntura é uma terapêutica milenar que utiliza agulhas, moxas e outros instrumentos para liberar substâncias químicas no
organismo com efeito analgésico e/ou antiinflamatório e assim, aliviar dor e outros sintomas decorrentes de determinadas doenças.A
denominação Acupuntura é atribuída a um jesuíta europeu no século XVII que adaptou os termos chineses Zhen Jiu, juntando as palavras
latinas Acum (que significa agulha) e Punctum (picada ou punção). A tradução literal, no entanto, é bem diferente. O correto seria Zhen
(agulha) e Jiu (moxa). A moxa ou mogusa (termo de origem japonesa) é confeccionada com as folhas secas da planta Artemisia sinensis,
usada na moxibustão, ou seja, queima de pequenas porções desse vegetal associada ao tratamento com as agulhas.
Uma apresentação da acupuntura
A acupuntura é um método terapêutico antigo, utilizado há aproximadamente 5000 anos no oriente. Foi criada na China, sendo mais
tarde incorporada ao arsenal terapêutico da medicina em outros países orientais como o Japão, Coréia e Vietnã. Achados arqueológicos da
Dinastia Shang (1.766 - 1123 AC) incluíam até agulhas de acupuntura e carapaças de tartarugas e ossos, nos quais estavam gravadas
discussões sobre patologia médica. Mas o primeiro texto médico conhecido e ainda utilizado pela Medicina Tradicional Chinesa é o Tratado
de Medicina Interna do Imperador Amarelo (Nei Jing Su Wen), escrito na forma de diálogo entre o lendário Imperador Amarelo (Hwang-Ti) e
seu ministro, Qi Bha, sobre os assuntos da medicina, segundo alguns autores durante a Dinastia Chou (1122 – 256 AC). Outros textos
clássicos surgiram posteriormente, entre eles a Discussão das Doenças Causadas pelo Frio, O Clássico sobre o Pulso, O Clássico das
Dificuldades (Nan Ching) e o Clássico sobre Sistematização da Acupuntura e Moxa.
A palavra acupuntura origina-se do latim, sendo que acus significa agulha e punctura significa puncionar. A acupuntura se refere,
portanto, à inserção de agulhas através da pele nos tecidos subjacentes em diferentes profundidades e em pontos estratégicos do corpo para
produzir o efeito terapêutico desejado. Mas, na verdade, acupuntura é uma tradução incompleta da palavra chinesa Jin Huo (ou Tsen Tsio)
que significa metal e fogo. Para tornar uma longa história curta: os pontos de acupuntura distribuídos pelo corpo podem ser puncionados com
agulhas ou aquecidos com o calor produzido pela queima da erva Artemisia vulgaris, (mais conhecida como moxa ou moxabustão). Podem
ainda ser estimulados por ventosas, pressão, estímulos elétricos e, mais recentemente, lasers. Acupuntura e moxabustão fazem parte da
chamada Medicina Tradicional Chinesa que inclui ainda uma fitoterapia bastante sofisticada.
Os chineses, ao longo destes milhares de anos, descreveram cerca de 1.000 pontos de acupuntura, dos quais 365 foram
classificados em catorze grupos principais. Todos os pontos que pertencem a um dos grupos são ligados por uma linha imaginária na
superfície do corpo denominada meridiano. Os doze meridianos principais controlam o pulmão, o intestino grosso, o estômago, o baço, o
coração, o intestino delgado, a bexiga, o rim, o pericárdio, o “triplo-aquecedor”, a vesícula e o fígado. Existem também dois meridianos
localizados no centro do corpo, um que passa pela frente e outro pelas costas. Todos os pontos de acupuntura ao longo destes meridianos
afetam o órgão mencionado, mas não necessariamente da mesma maneira. Para os chineses tradicionais, nosso organismo é formado de
matéria e energia e é justamente a parte energética, a força vital ou Chi que circularia nestes meridianos e todas as doenças seriam
conseqüentes a um distúrbio da circulação do Chi. Embora este conceito tenha norteado a prática da acupuntura ao longo destes milhares de
anos é um pouco metafísico demais para ser compreendido e aceito pelo mundo científico atual.
Evidências científicas acumulam-se acerca da eficácia da acupuntura, e a intimidade de seu mecanismo de ação está sendo
pesquisada em muitos centros médicos do mundo, incluindo Escolas Médicas e Hospitais Universitários na China e no nosso próprio país. No
Brasil, a acupuntura foi recentemente considerada uma especialidade médica pelo conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação
Médica Brasileira (AMB), tendo sido realizado, em outubro de 1999, o primeiro concurso para o Título de Especialista em Acupuntura, no qual
mais de 800 médicos foram aprovados. No Ocidente, a acupuntura ganhou credibilidade principalmente por seu efeito no alívio da dor, seja ela
de várias origens. Esta é uma das razões para a ênfase atual da pesquisa no estudo dos mecanismos analgésicos da acupuntura. O foco de
atenção tem sido o papel dos opióides endógenos neste mecanismo. Ao longo de sua evolução, o cérebro desenvolveu sistemas complexos
de modulação (aumentar ou diminuir) da percepção da dor. Em especial o sistema opióide (semelhante à morfina) e o sistema não opióide de
analgesia (os neurotransmissores) suprimem a percepção da dor, enquanto que o sistema antiopióide (por ex., colecistoquinina) trabalha
contra a analgesia opióide. Opióides são liberados durante acupuntura e a administração prévia de naloxona (droga bloqueadora que reverte
os efeitos da heroína, morfina e de outras drogas semelhantes) anula o efeito da acupuntura; porém se a acupuntura for realizada previamente
à administração de naloxona não há bloqueio do seu efeito. Além disto observou-se aumento da concentração de endorfinas e também de
serotonina no líquido cefaloraquidiano de doentes submetidos à acupuntura.
Mas a acupuntura não causa apenas um efeito analgésico, ela provoca múltiplas respostas biológicas. Estudos em animais e
humanos mostram que o estímulo por acupuntura pode ativar o hipotálamo e a glândula pituitária, resultando num amplo espectro de efeitos
sistêmicos, aumento na taxa de secreção de neurotransmissores e neurohormônios, melhora do fluxo sanguíneo, e também a estimulação da
função imunológica são alguns dos efeitos já demonstrados. A Organização Mundial da Saúde lista mais de 40 doenças para as quais a
acupuntura é indicada. Para os chineses tradicionais existem cerca de 300 doenças tratáveis por acupuntura, entre elas, sinusite, rinite,
resfriado, faringite, amigdalite aguda, zumbido, dor no peito, palpitações, enfizema, bronquite crônica, asma brônquica, alterações menstruais,
cólica menstrual, lombalgia durante a gravidez, ansiedade, depressão, insônia, mal-estar provocado pela quimioterapia, dores associadas com
câncer, tendinites, fibromialgia, dores pós-cirúrgicas, síndrome complexa de dor regional, dermatites, gastrite, úlcera gástrica, úlcera duodenal,
colites, diarréia, constipação, cefaléias, enxaqueca, paralisia facial, seqüelas de acidente vascular cerebral, lombalgia, ciatalgia, artrose, artrite,
entre tantas outras.
A pesquisa em acupuntura é importante não apenas para elucidar os fenômenos associados ao seu mecanismo de ação mas
também pelo potencial para explorar novos caminhos na fisiologia humana ainda não examinados de maneira sistemática.