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Literatura Afro-Luso-Brasileira

Aula 3
Literatura em Cabo Verde, Guiné-
Bissau e São Tomé e Princípe
OBJETIVOS

Relacionar o contexto histórico de Cabo Verde,


Guiné-Bissau e de São Tome e Príncipe com a
produção literária desses países.
Apresentar a produção literária de Cabo Verde,
Guiné-Bissau e de São Tome e Príncipe.
Discutir acerca das obras e autores mais
representativos na literatura desses países.
CABO VERDE: UM PAÍS DA ÁFRICA

Fonte: https://bit.ly/2SGpYIx.
Acesso em: 12/12/2014.

Fonte: https://bit.ly/2G5RjTd.
Acesso em: 09/12/2018.
CABO VERDE: UM PAÍS DA ÁFRICA

Fonte: https://bit.ly/2GbAwwF. Fonte: https://bit.ly/2SGigyf.


Acesso em: 12/12/2018 Acesso em: 12/12/2018

Fonte: https://bit.ly/2PDsCNy.
Acesso em: 12/12/2018
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA
1º PERÍODO:

Em linhas gerais, esse período vai das origens até


1925, sendo marcado por uma grande quantidade
de textos, porém nem todos são considerados
literários. Os textos literários trazem influências do
romantismo ou do parnasianismo.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

1º PERÍODO:

A prensa é introduzida em Cabo Verde em 1842. No


ano de 1856, em Lisboa, é publicado o livro O escravo,
de José Evaristo d´Almeida.
Em 1877, criou-se a imprensa periódica
oficial. A publicação de dois livros de
poemas, de Eugênio Tavares, Amor que
salva e Mal de amor: coroa de espinhos,
em 1916, encerra a fase em que a
atmosfera de fim-de-século se prolonga
textualmente”

(LARANJEIRA, 1995, p. 180)


PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

1º PERÍODO:

Ganha destaque o poema “Ode a África” (1921), de


Pedro Cardoso, e o lançamento, por ele, do jornal
Manduco, aberto à participação crioula.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

2º PERÍODO:

Vai do ano de 1926 a 1935. Alguns críticos deram o


nome de Hesperitano a esse período.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

Hesperitano ou arsinário:

“Trata-se do mito, proveniente da Antiguidade


Clássica, de que, no Atlântico, existiu um imenso
continente, a que deram o nome de Continente
Hespério. As ilhas de Cabo Verde seriam, então, as
ilhas arsinárias...”

(LARANJEIRA, 1995, p. 181)


PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

2º PERÍODO:

Os poetas criam o mito poético como forma de


escape, já que eram colônia portuguesa.

Assim, a Atlântida surge como um desejo simbólico


de ter a própria pátria interna.
Passamos o limite aonde chega
O Sol, que para o Norte os carros guia,
Onde jazem os povos a quem nega
O filho de Climene a cor do dia.
Aqui gentes estranhas lava e rega
Do negro Sanagá a corrente fria,
Onde o Cabo Arsinário o nome perde,
Chamando-se dos nossos Cabo Verde.”

(CAMÕES. Os Lusíadas. Canto V, Estrofe VII)


PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

3º PERÍODO:

Tem início no ano em que foi publicada a revista


Claridade (1936) e vai até 1957 (alguns autores
consideram que o período vai até o ano de 1944, em
que é lançado a revista Certeza).
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

3º PERÍODO:

Claridade funcionou com marco da cabo-verdianidade


e teve como colaboradores-fundadores Manuel Lopes,
Baltasar Lopes da Silva e Jorge Barbosa.

Fonte: https://bit.ly/2EjhumZ.
Acesso em: 12/12/2018.
Na verdade, o contributo dos escritores
da Claridade foi importante para um novo
modo de expressão, com base no
entendimento das raízes do homem cabo-
verdiano, da sua personalidade, construído a
partir de elementos étnicos e na captação do
modo de agir e sentir do homem inserido no
seu espaço”

(LARANJEIRA, 1995, p. 191)


PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA
3º PERÍODO:
Jorge Barbosa é considerado o pioneiro da
moderna poesia cabo-verdiana. Seu primeiro
livro foi publicado em 1935, com o nome de
Arquipélago.
Há um núcleo fundador em sua poética que está
ligado ao relacionamento do sujeito com o
espaço, no caso, a ilha.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

3º PERÍODO:

O sentimento e maneira de ser do homem


cabo-verdiano ligam-se aos fatores geográficos do
arquipélago e às condições climáticas (secas), que
influenciam no desejo de emigração.

Fonte: https://bit.ly/2SGpYIx.
Acesso em: 12/12/2014.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

3º PERÍODO:

Quatro livros fundamentais fazem de Baltasar


Lopes da Silva o pioneiro da cabo-verdianidade:
Chiquinho (1947), O dialeto crioulo de Cabo Verde
(1957), Cântico da manhã futura (1986) e Os
trabalhos e os dias (1987).
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA
4º PERÍODO:

Tem como marco o ano de 1958 com a criação do


Suplemento Cultural, cuja a ideia era revalorizar a
cultura cabo-verdiana. Apesar disso não há uma grande
expressão literária no período em questão. O
Suplemento traz nomes como os de, Gabriel Mariano,
Ovídio Martins e Onésimo Silveira.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA
4º PERÍODO:

Evasão decorrente do condicionamento geográfico e


telúrico do arquipélago.
Criação de uma imagem estereotipada do cabo-
verdiano por meio de uma poética individualista
e subjetiva.
Falta de uma realismo mais crítico.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

5º PERÍODO:

O marco é a impressão em Coimbra dos poemas de


Exemplo geral (1966), do poeta João Vário (João
Manuel Varela).
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

5º PERÍODO:

Em Exemplo geral (1966), retoma-se a questão da


cabo-verdianidade, apesar disso essa obra inicia
uma era de cosmopolitismo na literatura cabo-
verdiana.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

5º PERÍODO:

Em Exemplo dúbio (1975), é trazida a sugestão de


que o poeta tem a liberdade de escrever da forma
que quiser, tendo ou não comprometimento
político ou ideológico no texto.
Nesse período começa a ganhar destaque a
escritora Orlanda Amarílis.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

5º PERÍODO:
Orlanda Amarílis estreia “com um livro de contos
(Cais-do-Sodré té Salamansa [1974]) cuja ação,
em geral, decorre no arquipélago, como o
próprio título indicia, nos livros seguintes,
localizaria as histórias sobretudo na diáspora,
naturalmente baseando-se na sua própria
condição de emigrada das ilhas.”

(LARANJEIRA, 1995, p. 184)


PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

5º PERÍODO:

Amarílis esteve ligada ao grupo da Certeza. Em


seus contos, podemos perceber certa
nostalgia no exílio, no qual os
protagonistas se sentem estranhos.
ATIVIDADE

Leia o trecho do conto “Luísa, filha de Nica”,


de Orlanda Amarílis, disponibilizado no material, e
reflita sobre o modo como a linguagem é utilizada.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

6º PERÍODO:

Inicia-se em 1983, por meio de uma fase de


contestação para gradualmente afirmar a consolidação
do sistema e da instituição literária em Cabo Verde.
PERÍODOS DA LITERATURA CABO-VERDIANA

6º PERÍODO:

Duas revistas culturais marcam a nova geração


nascida com a independência: Raízes (1977-1984) e
Ponto & Vírgula (1983-1987).
Em 1986, é criado o Ministério da Cultura e surge o
Movimento Pró-cultura, congregando vários
artistas.
GUINÉ-BISSAU: UM PAÍS DA ÁFRICA

Fonte: https://bit.ly/2QKNXsZ.
Acesso em: 12/12/2018.

Fonte: https://bit.ly/2G5RjTd.
Acesso em: 09/12/2018.
GUINÉ-BISSAU: UM PAÍS DA ÁFRICA

Fonte: https://bit.ly/2EshpOI. Fonte: https://bit.ly/2BeEQH1.


Acesso em: 12/12/2018. Acesso em: 12/12/2018.

Fonte: https://bit.ly/2UDPjVt
Acesso em: 12/12/2018.
Dentre as antigas colônias portuguesas, a Guiné-
Bissau é o país onde mais tardiamente a literatura
se desenvolveu devido ao atraso do aparecimento
de condições socioculturais propícias ao
surgimento de vocações literárias. Esse atraso
deveu-se sobretudo ao fato da Guiné ser uma
colônia de exploração e não de povoamento,
tendo estado por um longo período sob a tutela
do governo geral da colônia de
Cabo Verde.
A primeira editora pública, a Editora Nimbo, só
apareceu depois da independência em 1987,
tendo tido uma duração efêmera, fechando
alguns anos depois.

Abdulai Silá, o primeiro romancista


contemporâneo do país, teve que fundar a sua
própria casa de edições em 1994.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU

O PERÍODO ANTERIOR A 1945:

Esse momento é caracterizado pela presença de


autores marcados pelo cunho colonial.
Os primeiros escritos no território bissau-guineense
foram produzidos por escritores estabelecidos ou
que viveram muitos anos na Guiné, muitos deles de
origem cabo-verdiana.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU

Durante este período apenas uma figura bissau-


guineense se destaca: o Cônego Marcelino Marques
de Barros que deixou trabalhos no domínio da
etnografia, nomeadamente “A literatura dos
negros” e uma colaboração com caráter literário
dispersa em obras diversas.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU
DE 1945 A 1970:
É neste período que surgem os primeiros poetas
bissau-guineenses: Vasco Cabral e António Baticã
Ferreira. Amílcar Cabral, com uma dupla ligação à
Guiné e Cabo Verde. A literatura deste período
caracteriza-se pelo surgimento da poesia de
combate que denuncia a dominação, a miséria e o
sofrimento, incitando à luta de libertação.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU

Vasco Cabral é certamente o escritor desta geração


com a maior produção poética e o poeta bissau-
guineense que maior número de temas abordou. A
sua pluma passa do oprimido à luta, da miséria à
esperança, do amor à paz e à criança.
Inicialmente com uma abordagem universalista, a
sua obra se orienta, a partir dos anos 1960 para a
realidade bissau-guineense.
ATIVIDADE

Leia atentamente o poema “Anti-delação”, de


Vasco Cabral, disponibilizado no material, e indique
as temáticas tratadas no texto.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU

1970/1980:
Com a independência do país, surge um conjunto
de jovens poetas, cujas obras impregnadas de um
espírito revolucionário, manifestam um caráter
social. Os autores mais representativos são: Agnelo
Regalla, António Soares Lopes (Tony Tcheca), José
Carlos Schwartz, Helder Proença, Francisco Conduto
de Pina, Félix Sigá.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU
1970/1980:
O colonialismo, a escravatura e a repressão são
denunciados por esses autores, que após a
independência apelam para a construção da nação
e invocam a liberdade e a esperança num futuro
melhor. O tema da identidade é abordado através
de diferentes situações:
a humilhação do colonizado,
a alienação ou assimilação,
a necessidade de afirmação da
identidade nacional.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU
1970/1980:
As primeiras publicações poéticas surgem em 1977
com a edição da primeira antologia “Mantenhas
para quem luta”, editada pelo Conselho Nacional
da Cultura. No ano seguinte, é publicada a
“Antologia dos novos poetas / primeiros
momentos da construção”. Estas duas obras
consagram uma poesia que instiga à reconstrução
do jovem país.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU

DE 1990 EM DIANTE:
A década de 1990, na literatura da Guiné-Bissau, é
marcada por uma poesia mais intimista.
O desencantamento dos sonhos do pós-
independência fez com que a euforia revolucionária
desse lugar a uma poesia que se tornou mais
pessoal, mais intimista.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU

DE 1990 EM DIANTE:
Outros temas passaram a inspirar a criação literária,
tais como o amor.
Autores de destaque:
Helder Proença,
Tony Tcheca,
Félix Sigá,
Carlos Vieira,
Odete Semedo.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU
DE 1990 EM DIANTE:
Embora o português continue a ser a língua
dominante na poesia bissau-guineense, o recurso
ao crioulo tornou-se mais frequente, quer pela
escrita em crioulo, quer pela utilização de termos e
expressões crioulas em textos em português.
Empregando o crioulo, os autores põem em
evidencia a riqueza metafórica dessa língua,
profundamente enraizada na
cultura popular.
PERÍODOS DA LITERATURA DE GUINÉ-BISSAU

DE 1990 EM DIANTE:

Foi apenas em 1993 que a prosa aparece na


literatura contemporânea bissau-guineense. Foi
Domingas Sami que inaugurou este estilo com uma
recolha de contos “A escola” sobre a condição
feminina na sociedade nacional.
SÃO TOME E PRÍNCIPE: UM PAÍS DA ÁFRICA

Fonte: https://bit.ly/2zXa8ST.
Acesso em: 12/12/2018.

Fonte: https://bit.ly/2G5RjTd.
Acesso em: 09/12/2018.
SÃO TOME E PRÍNCIPE: UM PAÍS DA ÁFRICA

Fonte: https://bit.ly/2rAQqYJ. Fonte: https://bit.ly/2C7AWS7.


Acesso em: 12/12/2018. Acesso em: 12/12/2018.

Fonte: https://bit.ly/2RPNsLu.
Acesso em: 12/12/2018.
As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram
desabitadas até 1470, quando os navegadores
portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as
descobriram. Foi então, uma colônia de Portugal
desde o século XV até sua independência em 12
de julho de 1975. É um dos membros da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
(CPLP).
LITERATURA EM SÃO TOMÉ E PRINCÍPE

A primeira obra literária de que se tem


conhecimento relacionada com S. Tomé e Príncipe é
o modesto livrinho de poemas Equatoriaes (1896)
do português António Almada Negreiros (1868-
1939), que ali viveu muitos anos e terminou por
falecer em França.
LITERATURA EM SÃO TOMÉ E PRINCÍPE

Sem uma revista literária, sem uma atividade


cultural própria, sem uma imprensa significativa,
apesar do seu primeiro periódico, O Equador, ter
sido fundado em 1869, com uma escolaridade mais
do que carente, os reduzidos quadros literários do
arquipélago naturalmente só em Portugal
encontraram o ambiente propício à revelação das
suas potencialidades criadoras.
LITERATURA EM SÃO TOMÉ E PRINCÍPE

Caetano da Costa Alegre, poeta oitocentista são-


tomense, fora o primeiro, em todo o espaço
africano de língua portuguesa, a dar ao tópico da
cor um tratamento poético, embora que, por meio
de uma visão alienada, constituindo-se como
produtor de uma expressão de valorização do negro
e de sua cultura.
ATIVIDADE

Leia atentamente o poema “Cantares santomenses”,


de Caetano da Costa Alegre, disponibilizado no
material, e indique os temas que nele observados.
LITERATURA EM SÃO TOMÉ E PRINCÍPE
Curiosamente é também são-tomense o poeta que
primeiro, em língua portuguesa, chamou a si a
expressão da negritude. Trata-se de Francisco José
Tenreiro (1921-1966), que irá assumir uma posição
inversa à de Costa Alegre. Desalienado, liberto dos
mitos da inferioridade social, identifica-se com a
dor do homem negro e repõe-no no quadro que lhe
cabe da sabedoria universal.
LITERATURA EM SÃO TOMÉ E PRINCÍPE

Modestíssima é a narrativa em prosa de São Tomé e


Príncipe. As esporádicas experiências de Viana de
Almeida (Maiá Pòçon, contos, 1937) e de Mário
Domingues (O menino entre gigantes, 1960) não
chegam a ser uma contribuição relevante.
O primeiro, nesse tempo, prejudicado ainda por um
ponto de vista subsidiário de uma época colonial; o
segundo talvez pela carência da
dramatização da personagem
principal, o mulato Zezinho,
nascido e criado em Lisboa.
LITERATURA EM SÃO TOMÉ E PRINCÍPE
De acaso teria sido o conto “Os sapatos da irmã”,
sem qualquer relação com S. Tomé, que Francisco
José Tenreiro, em 1962, publicou na coletânea
Modernos Autores Portugueses (Lisboa).
Acidentais ainda, mas já com uma visão ajustada a
um real africano, foram também as experiências de
Alves Preto, limitada, cremos, a dois contos: “Um
homem igual a tantos” e “Aconteceu no morro”.
LITERATURA EM SÃO TOMÉ E PRINCÍPE

Não obstante ser bilíngue, visto que a população


utiliza, além da língua portuguesa, o crioulo de S.
Tomé, a criação literária é reduzida em dialeto,
domínio que a tradição oral vem monopolizando
com substancial interesse. Praticamente
conheciam-se as composições poéticas de Francisco
Stockler e uma experiência de Tomaz Medeiros.
PARA CONCLUIR...
REFERÊNCIAS:
FERREIRA, Manoel. Literaturas Africanas de Expressão
Portuguesa. São Paulo: Ática, 1987.
GOMES, Aldónio; CAVACAS, Fernanda. Dicionário de Autores de
Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Lisboa: Caminho,
1997.
LARANJEIRA, Pires. Literaturas Africanas de Expressão
Portuguesa, Lisboa: Universidade Aberta, 1995.
TRIGO, Salvato. Ensaios de Literatura Comparada Afro-Luso-
Brasileira. Lisboa: Vega 1986.