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SEM534 – Processos de Fabricação Mecânica

Aula: Força, Potência e Temperatura de Corte


FORÇAS E POTÊNCIAS DE CORTE

• Força de usinagem Fu – é a força total que atua sobre uma


cunha cortante durante a usinagem

Componentes da força de usinagem estão contidas :


No plano de trabalho;
No plano de referência.
FORÇAS E POTÊNCIAS DE CORTE
Força ativa (Ft)
Força passiva (Fp)
Força de corte (Fc)
Força de avanço (Ff)
Força de apoio (Fap)
Força efetiva de corte (Fe)

Ft  Fap  F f2
2

Fu  Fp  Ft2
2
Forças de Usinagem

A força de usinagem depende de diversos fatores:


• Material da peça
• Área da seção de corte
• Espessura de corte h
• Geometria da ferramenta e ângulo de posição
• Estado de afiação da ferramenta
• Material da ferramenta
• Lubrificação
• Velocidade de corte
Forças de Usinagem (Corte Ortogonal)
Forças de Usinagem (Corte Ortogonal)

força de avanço
Forças de Usinagem (Corte Ortogonal)

Tensão cisalhante
no plano de
cisalhamento

Tensão normal
no plano de
cisalhamento

F
  tg 
N
Coefificente de atrito
Potência de Corte

Potência de Corte Pc é o produto da força de corte Fc com a


velocidade de corte vc
Para Fc em kgf e vc em m/min tem-se

Fc  vc
Pc  (CV- cavalo vapor) (8)
60 75
Potência de avanço Pa é o produto da força de avanço Fa (kgf)
com a velocidade de avanço va (mm/min)
Fa  va
Pa 
1000  60  75 (CV) (9)
Potência de Corte

Potência fornecida pelo motor

Pc
Pm 

onde η é o rendimento da máquina operatriz, igual a 60 a 80%.


PRESSÃO ESPECÍFICA DE CORTE

Taylor:

88
k s  0.25 para FoFo cinzento
f  ap 0.07

138 para FoFo branco


k s  0.25
f  ap 0.07
200 para aço doce
k s  0.07
f
PRESSÃO ESPECÍFICA DE CORTE

ASME

Ca
ks  n
f
onde
Ca = constante do material
f = avanço
n = 0.2 para aço e 0.3 para ferro fundido
Tabela V.3 p. 176-177 (aço rápido-18% W, 4% Cr,
1% V) . Para = 60º = 8º e = 6º .
PRESSÃO ESPECÍFICA DE CORTE

AWF

Cw
ks 
f 0.477

onde
Cw = constante do material
f = avanço
Tabela V.3 para = 45o
PRESSÃO ESPECÍFICA DE CORTE

gs
KRONENBERG G
C ks   
ks 
C
 5
f ps  ap qs s fs
G = ap/f = índice de esbeltez
s= área da seção de corte
C, Cks, ps, qs, gs e fs são constantes que dependem do
material da peça e da ferramenta
PRESSÃO ESPECÍFICA DE CORTE

KRONENBERG

Gráficos 5.27 (p.180), 5.28(p.181), 5.29 (p.181) e 5.30


(p.182) FERRARESI - fornecem os valores de Cks, F1
e F2
SEGUNDO AS SEGUINTES FÓRMULAS:
AÇO FoFo

F1  s (1 fs)
F1  s ( 0.803) F1  s 0.863
gs 0.160 0.120
G G G
F2    F2    F2   
5 5 5
PRESSÃO ESPECÍFICA DE CORTE

Kienzle

1 z
Fc  k s  h  b  k s1  h b

A Tabela V4 apresenta os valores de ks1 e 1-z dos


materiais ensaiados por Kienzle.
PRESSÃO ESPECÍFICA DE CORTE

As condições de ensaio foram as seguintes:

•Velocidade de corte variando de 90 a 125 m/min


•Espessura de corte variando de 0,1 a 1,4 mm (extrapolação
permissível até h = 0,05 mm e h = 2,5 mm)
•Ferramenta de MD sem fluido de corte

Geometria da (o) (o) (o) l(o) e(o) (o) r


ferramenta (mm)
Usinagem de 5 79 6 -4 90 45 1
aço
Usinagem de 5 83 2 -4 90 45 1
ferro fundido
Ferramenta afiada (para ferramentas com desgaste, no fim da vida,
considerar um aumento de ks1 até 30%)
PRESSÃO ESPECÍFICA DE CORTE

c
VALORES TÍPICOS DE ENERGIA ESPECÍFICA
TEMPERATURA DE CORTE

INTRODUÇÃO

 Importância da Temperatura na Usinagem:


• Precisão na forma da peça

• Microestrutura Superficial

• Desgaste na ferramenta

• Limitações na velocidade de corte


TEMPERATURA DE CORTE

ORIGEM DO CALOR

 As principais fontes de calor no


processo usinagem são:
• Processo de cisalhamento do cavaco

• Atrito com do cavaco com a superfície de saída da ferramenta


Fonte Sandvik (2000)
• Atrito da peça com a ferramenta

A quantidade de calor gerada por cada um dessas fontes varia de acordo com o tipo de
usinagem, material da peça e da ferramenta, as condições de usinagem e a forma da
ferramenta.
TEMPERATURA DE CORTE

ORIGEM DO CALOR

 Experimentalmente 87 à 90% de todo trabalho


mecânico de usinagem se transforma em calor.

 Calor produzido:
TEMPERATURA DE CORTE

DISSIPAÇÃO DO CALOR

O calor gerado, na usinagem a seco, é transferido para a peça, ferramenta e cavaco


em diferentes proporções, onde o cavaco na maioria dos casos é responsável pela maior
parte de calor dissipado no processo.
TEMPERATURA DE CORTE

DISSIPAÇÃO DO CALOR

A parcela de dissipação de calor por cada um dos envolvidos varia com a velocidade
de corte:

Diniz, Anselmo Eduardo 2000


TEMPERATURA DE CORTE

DISSIPAÇÃO DO CALOR

 O Fluído de Corte e suas funções quanto à temperatura de usinagem:

• Refrigeração

• Lubrificação (reduz o atrito, diminuindo assim a geração de calor)

Furação
Retificação
TEMPERATURA DE CORTE

FATORES INFLUENTES NA TEMPERATURA DE USINAGEM

 Existem diversos fatores que influenciam na


temperatura de usinagem dos materiais :
• Formato e posicionamento da ferramenta

• Velocidade de Corte

• Avanço

• Profundidade de Usinagem

• Uso ou não de fluidos de corte


TEMPERATURA DE CORTE

CONSEQUÊNCIAS DO AUMENTO DA TEMPERATURA

 Redução da vida da ferramenta de corte

 Modificação da integridade superficial

 Redução na precisão de tolerâncias e formas

 Facilidade nos cisalhamentos ( força de usinagem)

 Aumento do coeficiente de Atrito ( desgaste, força de atrito)

 Limitação na produtividade ( velocidade de corte)

 Difusão atômica
TEMPERATURA DE CORTE

MODELOS PARA ESTIMAÇÃO DA TEMPERATURA DE USINAGEM

DT = aumento da temperatura média na interface


ferramenta cavaco (K)
u = energia específica de corte da operação, J/m 3
vc = velocidade de corte, m/s
h0 (= h = t) = espessura de corte, m
 = densidade do material (kg/m3)
C = calor específico do material trabalhado, J/(kg.K)
k = condutividade térmica do material W/(m.K)
 = difusividade térmica do material (m 2/s)
A equação funciona para b/h0 > 5
Exercícios (Parâmetros de Corte)

EXERCÍCIO 1:

(considere u = 1,1 J/mm3 (slide 18) e  = 80% (slide 9)


Exercícios (Parâmetros de Corte)

EXERCÍCIO 2:
Exercícios (Corte Ortogonal)

EXERCÍCIO 3:

A força de corte (Fc) e de avanço (Ff) foram medidas durante uma operação de corte
ortogonal (Ff = Ft) com valores de 1559 N e 1271 N, respectivamente. Sabendo-se que
a largura do corte é 3,0 mm, a espessura de corte é 0,5 mm e o ângulo de saída da
ferramenta vale 10°, determine:

(a) o ângulo de atrito e o coeficiente de atrito;


(b) a resistência ao cisalhamento (tensão cisalhante) durante a formação do cavaco;
(c) a potência de corte e a energia específica de corte necessárias para realizar o
processo de usinagem com velocidade de corte vc = 100 m/min;
(d) o aumento na temperatura em relação à temperatura ambiente de 20° C.
(considere ·C = 0,003 J/(mm3°C) e  = 50 mm2/s).
Exercícios (Forças de Corte)

EXERCÍCIO 4:

Pretende-se tornear um eixo de aço ABNT 1035, de diâmetro 100 mm,


profundidade de usinagem ap = 4 mm, avanço fn = 0,56 mm/rev, rotação
n = 320 rpm. Para tanto empregou-se uma ferramenta de metal duro P20 de
características geométricas  = 60º,  = 6º ,  = 15º , λ = 0o, r = 0,5 mm.

Calcular a força e a potência de corte segundo:

a) ASME, b) AWF, c) Kronemberg e d) Kienzle