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Literatura Hispano-Americana

AULA 1

Os reis espanhóis - Fernão de Aragão e Isabel de Castela - aceitaram a proposta de


expedição marítima comandada pelo navegador italiano. Em 3 de agosto de 1492,
Colombo saiu da Espanha com três caravelas.

Em 12 de outubro de 1492, depois de ter navegado por mais de dois meses, a


expedição chegou a uma terra desconhecida, aportando em uma pequena ilha da
América Central, denominada por ele de San Salvador. A gravura representa a
descoberta da América. Sempre pensando que estava na ÍNDIA.

Colombo não avançou terra a dentro. Por conta disso, não travou contato com as
grandes civilizações que acreditava que existiam – Maias, Astecas e Incas – e
também não retornou para a Espanha com a quantidade de ouro que havia
prometido. Foi então destituído do cargo e outros navegadores foram indicados para
dar continuidade a seu trabalho.

Hernán Cortés viajou terra adentro e encontrou o que Colombo teorizou: a


civilização Asteca, com toda sua opulência e riqueza, sediada pela cidade de
Tenochtitlán.

Américo Vespúcio se deu conta que não se tratava da ÍNDIA por isso o nome
AMÉRICA.

O continente estava habitado por sociedades indígenas “alta cultura”. Incas, maias e
astecas.

Os relatos sobre a cultura indígena chega a corte por meio de crônicas, viagens,
documentos históricos ou eclesiásticos.

A crônica de grande tradição na Europa do século XV, surgiu na Espanha com


derivação ÉPICA, com tendência MORALIZADORA. Ao chegar a América a crônica se
popularizou com característica menos individual.

CINCO CARTAS DE CRISTÓVAO COLOMBO, MAS SÓ 4 CHEGARAM.

A primeira e a quarta são as mais importantes. A primeira porque revela o NOVO


MUNDO. E a quarta reflete os sentimentos do descobridor, sua complexidade, seu
lado visionário.

AS CARTAS DE CORTÉS;
Destacam-se por seu entusiasmo diante dos indígenas. Suas crônicas tem destaque
por sua visão política e por sua bravura. Típicas do homem do renascimento.

1518 o poder de expedir ao México. Cuja conquista e reorganização sociopolítica


foram direcionadas por suas mãos. Escreveu cinco crônicas CARTAS-RELACIONES.
Que revelam sua surpresa diante do esplendor da civilização.

CRONISTA SOLDADO:

Despreza a cultura livresca. As narrações são resumidas e breves. Tenta diminuir a


crueldade dos conquistadores com os indígenas.

CRONISTA MISSIONÁRIO:

A conquista da américa de forma definitiva, com o estabelecimento dos vice


representantes das capitanias hereditárias, foi seguida pela conquista espiritual da
igreja católica.

PADRE BARTOLOMÉ DE LAS CASAS escreve sobre os mau tratos aos indígenas.
Muitos foram massacrados até que houve a revisão da lei em 1546 pela corte dando
DIREITO AOS INDÍGENAS.

CRONISTA MESTIÇO:

Garcilazo de la veja “el inca”. Filho de princesa inca e de um militar espanhol, e


refletia a fusão dessas duas culturas no livro LOS COMENTARIOS REALES.

Embora a essência da obra seja fantasia é tb moralista, e mostra a tensão q ele tinha
entre as duas culturas.

AULA 2 O BARROCO HISPANO-AMERICANO


Aula 3 A poesia de Andres Bello: La agricultura de la zona tórrida

Refletir sobre a importância do venezuelano Andrés Bello para a independência intelectual da América.

O século XVIII é o momento em que se multiplicam os jornais e o saber circula e se difunde pelo mundo –
e, conseqüentemente, pela América.

A estética do Neoclassicismo tem a razão como qualidade fundamental do homem. Sendo assim, a
verdade, o natural, é o ideal de beleza minuciosamente observado. Andrés Bello, aproveitando a força
desta época, chama os povos hispânicos por meio de sua escrita jurídica e poética para a exaltação da
vida rural, do homem e da natureza americana como um todo.

Agricultura de la zona tórrida, que conta com 373 versos, pertence ao período neoclássico,
mas já é um prenúncio do Romantismo em virtude do sentimento de paixão nacional que
apresenta. Neste poema, Andrés Bello projeta seu sentimento sobre a paisagem nacional. O
homem e a natureza são apresentados em sua mais alta categoria. A escrita da poesia é um
convite ao leitor para que valorize e cuide, honre e cante a natureza americana.
Aula 4 – O ROMANTISMO HISPANO-AMERICANO a literatura gauchesca o movimento realista]

Diferentemente do sentimento coletivista neoclassicista, o romântico vive envolto em sentimentos de


melancolia e individualismo exasperado.

Se no neoclassicismo Hispano-americano a idéia era formar uma única consciência cultural americana, no
romantismo nasce o sentimento da preponderância do “eu”.

Por outro lado, este movimento estético acelera a criação de uma literatura autóctone, que buscava
inspiração na própria terra americana.

A “literatura gauchesca” vai ter como “herói” o cidadão natural da terra, trabalhador dos pampas, das
planícies americanas. Homem viril, forte e valente, que foi solicitado durante as lutas pelas independências
das regiões da América, guerreando nas revoluções para a formação das novas repúblicas.
Entretanto, quando estas repúblicas se estabelecem, quando as independências ocorrem e as novas nações
já são realidades, aquele homem tão importante nas frentes das batalhas emancipadoras deixa de ter valor.

Neste momento da literatura Hispano-americana, surgem dois grandes grupos literários na América: o
grupo dos “citadinos” e o grupo dos “campesinos”, que serão representados por alguns dos mais
importantes escritores hispânicos. Ambos os grupos vão defender a questão do homem do campo, o
“gaúcho”, fazendo nascer assim a “literatura gauchesca”.

Dessa forma, teremos pelo menos três nomes de destaque, que conduzirão o povo rumo à emancipação
literária hispânica, almejada anteriormente por Andrés Bello. Esses nomes estarão diretamente ligados ao
que chamam os teóricos de “literatura gauchesca”:

a) Estéban Echeverría (Argentina – 1805/1851);

b) José Hernández (Argentina – 1834/1894);

c) Domingo Faustino Sarmiento (Argentina – 1811/1888).

Com estes escritores, a literatura hispano-americana apresenta como características específicas uma
constante relação entre política, história e ficção. É comum que os teóricos dividam a expressão romântica
na América em dois períodos:

1 a. geração – poesia romântica, de 1810 a 1837;

2ª. geração da poesia romântica, na segunda metade do século XIX.


Sua preocupação literária era representada pelo desejo de originalidade e de atendimento à realidade
americana, buscando acompanhar a evolução histórica mundial. Segundo alguns teóricos, este escritor é o
que melhor encarna as principais características do movimento romântico na América: a força da
imaginação, o tom apaixonado das palavras e a sensibilidade americana.
AULA 5 – CARACTERÍSTICAS ESTÉTICAS: UM ENCONTRO COM JOSÉ MARTÍ E RUBEN DARÍO

O Modernismo hispano-americano revela uma época histórica e literária de otimismo e esperança. Iniciado em princípios de 1880, o
Modernismo é considerado o primeiro movimento estético originado na América. Revela-se como uma tendência intelectual e
cultural, resultado do “desenraizamento” espiritual em face da Europa. Você perceberá que este movimento mostra a forma
literária de um mundo em transformação (o mundo hispânico) e tem como característica máxima a pluralidade de traços estéticos
(o sincretismo). Tudo envolto em uma tonalidade aristocrática.

Por volta de 1880, a América Hispânica só havia se libertado culturalmente pela metade. Em virtude disto
os escritores sentem a necessidade de uma renovação radical e definitiva. Em finais do século XIX, a
libertação político-econômica ainda não é total. Algumas nações estão mais avançadas que outras, nesta
área. Como é o caso do Chile, México e Venezuela. Mas todas se preparam para sofrer a curto ou longo
prazo as investidas norte-americanas (dos Estados Unidos da América), que já se apresentam fortes.

A partir do ano de 1914, o conjunto dos países da América Central encontra-se sob a “proteção” dos
Estados Unidos, que recorrem cada vez mais com intensidade, à força para manter a ordem por eles
imposta na região. Os escritores hispânicos se vêem então (como homens de ação e de letras) ameaçados
pela invasão dos Estados Unidos da América e de sua cultura anglo-saxônica.

É sob esta ótica então, que devemos compreender a estética dos modernistas hispano-americanos: sua
busca pelo novo, sua busca pela palavra musical, pelas correspondências sinestésicas, pela permanente
renovação da linguagem. Sua busca pela liberdade: liberdade como nação hispânica, liberdade de escrita
poética.

Escritores que se recusam a isolar-se dentro da civilização latino-americana e se abrem ao diálogo universal.
Nasce então uma cultura hispânica “cosmopolita”, voltada para as cidades do mundo. Mas, com uma
característica marcante: este voltar-se para o mundo visa receber e dar influências. Há um especial diálogo
com a França, pois os ideais literários franceses de fim de século (“O século das luzes”) coincidem com as
aspirações de uma renovação cultural e artística hispano-americanas. É a vez então, da Espanha e outros
países receberem lições de estilo vindas do “Novo Mundo”, da nossa América Hispânica.
Sendo assim, o Modernismo Hispano-americano tem um parentesco muito próximo com outros
movimentos literários. Relacionamos alguns destes movimentos e as características aproveitadas pelos
modernistas:

a) Romantismo - paixão pela morte, liberdade de inspiração, individualismo, sensibilidade, isolamento


contemplativo;

b) Realismo – descrições e observação do real;

c) Simbolismo – exaltação da imaginação, misticismo, teoria das cores, sinestesia (mistura de sensações),
as impressões das coisas, razão Versus intuição;

d) Parnasianismo – seleção de imagens, ambientes elegantes, seleção vocabular, refinamento das


sensações, a arte pela arte como forma de refúgio; o interesse pela cultura clássica e pelo exotismo do
oriente.
Estas são algumas das características que mais aparecem; entretanto, há outras. Além também de criar
novos princípios estéticos, como a busca do efeito novo do som, da luz e da cor. Criando ritmos raros e
exóticos para o poema. A conexão de frases segundo a emoção do poeta. A exaltação da vida espiritual e
religiosa, ampliando na escrita poética a presença do valor simbólico do mistério, através da presença de
mundos ocultos e desconhecidos.

Toda esta mescla de características revelou uma concepção de arte oposta à objetividade puramente
didática e social.

Cada escritor busca, então, uma expressão particular para o seu fazer artístico. A ideia que prevalece nos
modernistas Hispano-americanos é o desejo de encontrar uma expressão artística cujo sentido fosse
genuinamente americano. Dentro desta liberdade de expressão, que é a marca principal deste movimento,
cada país onde o Modernismo se manifestou, buscou assumir matizes próprios.

JOSE MARTÍ
RUBEN DARIO

AULA 6 A PROSA MODERNISTA – RODÓ E HORÁCIO QUIRONGA.

PÓS-MODERNISMO: A POESIA DE GABRIELA MISTRAL

José Enrique Rodó (Uruguai- 1871/1917) e Horacio Quiroga (Uruguai-1879/1937), escritores que
pertencem a uma denominada “2ª geração modernista”, quando os excessos do pluralismo estético já
haviam sido suprimidos. Há na prosa produzida por Quiroga a identificação da justiça com o dever e o
protesto ante as humilhações conferidas ao homem.

A região selvática das missões foi marco dos contos de Quiroga. Sua obra apresenta de modo direto o
efeito devastador do meio, do ambiente, sobre o ser humano.

Rodó foi considerado o maior prosador do período modernista. Sua obra Ariel (1900) teve forte
influência em sua época.
Nesta aula, procederemos também o estudo da poesia de Gabriela Mistral, situada já no pós-
modernismo hispano-americano.
AULA 7 – OS MOVIMENTOS DE VANGUARDA: AS POESIAS DE JORGE LUIS BORGES E NICOLAS GUILLEN
É preciso lembrar que o nome de “Vanguarda” é dado aos movimentos literários e artísticos que, de modo geral, se estenderam dos
inícios do século XX até, mais ou menos, o Surrealismo, surgido, aproximadamente, em 1924. O Surrealismo é considerado o último
movimento de vanguarda.
Aula 8: A poesia de Pablo Neruda

Aula 9: A Nova Narrativa Hispano-Americana


A literatura é o lugar onde nasce um sentido que não existiria de outra forma. A junção destes
elementos catalogados, que compõem esta nova narrativa, vai culminar na estética da
Literatura Fantástica. O romance é uma categoria em processo permanente. Na literatura
realista, tradicional, há uma identificação entre a realidade ficcional e a do mundo circundante.
Nela o artista trabalha como se usasse uma câmara fotográfica: para cada significante há,
geralmente, um único significado. É basicamente o discurso do “ dito”.
Aula 10: O Estranho, o Maravilhoso e o Fantástico: Observando as narrativas
de Borges, García Márquez, Horacio Quiroga, Manuel Puig e Carlos Fuentes.
O Fantástico se estabelece num clima real, violentado pela irrupção insólita da lógica. Cenas banais são
rasgadas, dentro de uma narrativa, por um episódio insólito, absurdo, sem explicação. Este tipo de
episódio altera uma ordem prevista pelo leitor, expondo uma dimensão estranha do real.

O acontecimento deste tipo de fato, dentro do conto ou romance (novela), causa um estranhamento no
leitor, mas nem sempre nos personagens. O leitor fica angustiado com os acontecimentos, não os
personagens. Esta é uma das marcas da literatura fantástica.

Denomina-se literatura fantástica a que utiliza o nível onírico ou sobrenatural para envolver o
leitor em clima de magia e capacitá-lo a perceber a multiplicidade de planos que possui a
existência, pois esta não está resumida à realidade vivenciada pelo leitor.