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O Legado do Liberalismo na Primeira

Metade do Século XIX

Disciplina: História A
Trabalho realizado por: Andrea Caleiro, Carlota
Lavaredas, Joana Casca, Joana Mancha e Madalena
Valadas
Índice
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O que é o Liberalismo?
O liberalismo é um pensamento político-económico caracterizado pela sua
atitude de abertura e tolerância.

Opõe-se ao absolutismo e defende a liberdade individual, a igualdade, a


soberania da nação, a segurança, a propriedade, a livre iniciativa
económica e promove a burguesia.

Segundo o liberalismo, o indivíduo tem o papel de intervir na governação,


funcionando como ator politico.

A intervenção política dos cidadãos era feita de várias maneiras: os


eleitores, que escolhiam os representantes para as assembleias; os
detentores de cargos que faziam as leis e administravam o país, tanto a
nível central como local, acabando por também participar em clubes,
assistindo às assembleias ou a ler e a escrever nos jornais.

Dado isto, concluímos que também os cidadãos anónimos intervinham na


vida pública e condicionavam as decisões do Estado.

O liberalismo originário da primeira metade do século XIX fez com que o


exercício político da cidadania fossem baseados no dinheiro e na
propriedade. Os bens materiais eram considerados como uma espécie de
passaporte para a capacidade política, uma vez que se acreditava que os
eleitores e governantes que tivessem uma maior independência
económica teriam mais oportunidades de se instruírem, e, logo, criarem
opiniões mais fundamentadas e governarem melhor.

E foi por isso que a burguesia, a classe mais rica e instruída, tomou a
iniciativa politica e reservou o mesmo poder para si.

Este foi o liberalismo moderno que garantiu que o Estado se tornasse o


interesse dos burgueses.
A secularização das instituições
O reconhecimento dos direitos individuais tornou-se o principal objetivo
das instituições e dos regimes políticos. Era necessário um Estado neutro
que respeita-se as liberdades e que tornasse todos iguais aos olhos da lei.

Para que se evita-se o absolutismo, o liberalismo politico depende de


várias formas que limitem o poder. Este fundamentar-se-á em diplomas
constitucionais que funcionarão na base da soberania popular e na
separação dos poderes que será exercida por uma representação e
procederá à secularização das instituições.

O constitucionalismo

Os liberais legitimam o seu poder politico através dos seus textos


constitucionais e substituem um regime antiquado por um regime
baseado na ordem jurídica, que pode mesmo ser apresentado em forma
de monarquia, desde que esta seja constitucional.

Existem dois processos resultantes das constituições liberais: as que são


votadas pelos representantes da Nação (as Constituições), e as que são
redigidas pelos soberanos (as Cartas Constitucionais).

A Separação dos Poderes

Os direitos e garantias dos cidadãos dependem, por decisão dos liberais


moderados, da rigorosa separação e equilíbrio dos poderes politico-
constitucionais, de modo a evitar que o supremo magistrado ou uma
qualquer assembleia legislativa se intitule o centro das competências
políticas.

Para os liberais moderados, o reforço do poder executivo não é apagado


pelo princípio da separação e do equilíbrio.

O reforço do poder executivo consignou-se em França na Carta


Constitucional de 1814, e em Portugal na Carta Constitucional de 1826.
A representação da Nação

A Nação soberana exerce o seu poder de forma indiscreta, e representa-o


na forma de “prudentes”, os cidadãos que possuem um certo grau de
fortuna, e, resultante disso têm a exclusividade do direito de eleger e de
ser eleito.

Os parlamentos são a sede da representação nacional, e encarregam-se


das funções legislativas. O liberalismo moderado defende o principio de
duas camaras : camara baixa é composta pelos deputados eleitos e a
camara alta composta pelos descendentes da aristocracia.

A Secularização das instituições

O Estado Laico, também conhecido como estado Neutro separa as esferas


temporal e espiritual e seculariza as instituições que se libertam da
influência religiosa.

Este Estado é defensor da liberdade religiosa e das liberdades civis de


consciência, de pensamento, de expressão, de ensino e estabelecem
reformas destinadas a emancipar o individuo e o estado da tutela da
igreja.

Cria-se o registo civil para registar os nascimentos, casamentos e óbitos.

Criou-se também uma rede de assistência de ensino absolutamente laicos.

A escola publica tornou-se o maior meio de divulgação das qualidades da


fraternidade , do patriotismo e da tolerância.

A expropriação e a nacionalização do fundo patrimonial das ordens


religiosas contribuíram para enfraquecer o poderio económico da igreja.
Este enfraquecimento retira ao clero os privilégios judiciais e fiscais e
privou-o do voto transformando os seus membros em vulgares cidadãos e
funcionários do estado. Todos estes fatores levaram a uma
descristianização dos costumes e anticlericalismos.
O liberalismo económico; o direito à propriedade livre iniciativa
O liberalismo era um defensor das liberdades individuais, reagindo contra
a tirania política e económica.

O liberalismo económico defende a iniciativa individual e a ausência do


Estado na intervenção na economia.

Quisney (1694-1774), um enciclopedista, foi um dos defensores da teoria


do fisiocratismo. Para ele, a terra deveria ser cultivada com total liberdade
pelos proprietários, que divulgavam as inovações agrícolas.

Outro fisiocrata, Gornay (1712-1759) defendeu a liberdade de produção


industrial e de circulação de mercadorias.

Adam Smith (1723-1790) é o autor das linhas-mestras do liberalismo


económico. Só a livre iniciativa em busca da riqueza faria com que o
trabalho produtivo, a poupança, a acumulação de capital e o investimento
fossem promovidos.