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OIIOOOOIOOIIOÓOOOOOO

Radiologia Odontológica
Cristiane Biasoli Cypriano
Antônio Biasoli Jr.

Noções DE ANATOMIA Na troca da dentição decidua (primária) para a permanente (se-


Os dentes são estruturas anatômicas localizadas na base cuja fun- cundária), os 1ä molares decíduos são trocados pelos 19§ pré-mo-
ção principal é a mastigação. Estão inseridos nos alveolos dentais lares permanentes, e os 2ä molares decíduos são trocados pelos
que, por sua vez, se encontram nos respectivos processos alveola- 295— pré-molares permanentes.
res da maxila (superior) e da mandíbula (inferior). Podem ocorrer, nas duas dentições, dentes a mais, denomina-
dos extranumerários, ou a menos, denominados anodontia.
Tipos de dente e sua orientação na boca A anodontia pode ser parcial ou total (ausência de todos os
Um dente é identificado e descrito em função do tipo de dentição dentes).
(primária ou secundária) e da sua posição na boca (proximidade
com a linha mediana ou região anterior da boca).
Nómenó/àwfà dos dentes "
Os dentes são representados por números em função da sua po-
Tipos de dentição sição na boca.
A boca pode ser dividida em quadrantes pelo plano sagital me-
O ser humano tem duas dentições: uma primaria ou decldua e uma
diano (lados direito e esquerdo), por meio da seguinte maneira
secundária ou permanente.
(Figura 21.1):
oENTiçÃo PRIMÁRIA ou oEciDuA (DE LEITE)
Geralmente é composta por oito dentes incisivos, quatro dentes
Plano sagital
caninos e oito dentes molares, totalizando vinte dentes.
mediano
Esta dentição tem início com a irrupção dos incisivos na faixa
de 6 a 9 meses de idade, terminando com a irrupção dos molares
na faixa de 1 a 2 anos de idade. A queda (substituição) dos den~
tes decíduos (primários) inicia-se com os incisivos na faixa de 6 a
8 anos de idade, terminando com a substituição dos molares na
faixa de 9 a 12 anos de idade. Entre a dentição primaria (decidua)
e a secundária, (permanente), existe a mista, composta por dentes
decíduos e permanentes.

DENTIÇÃO SECUNDÁRIA OU PERMANENTE ,' _ Ouadrante


supe - ‚ superior
Geralmente é composta por oito dentes incisivos, quatro dentes
direito? esquerdo
caninos, oito dentes pré-molares e doze dentes molares, totalizan-
do 32 dentes.
Ouadrante .Quad rante
Esta dentição tem início corn a irrupção dos incisivos na faixa inferior ,inferior
de 7 a 9 anos de idade, terminando com a irrupção dos segundos direito
pré-molares e molares na faixa de 1 1 a 12 anos de idade.
Os terceiros molares estão desaparecendo das arcadas. Sua ir-
rupção depende de espaço, podendo ocorrer até os 20 anos de ida-
de. O que costuma ocorrer e' que não se formam ou ficam inclusos. Figura 21 .1 Esquema da divisão da boca em quadrantes
Técnicas Radiogréficas I BIASOLI
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I Arcada superior (maxila): quadrante superior direito e qua- I Para a dentição decídua (primaria).
drante superior esquerdo.
Quadrantes
I Arcada inferior (mandíbula): quadrante inferior direito e qua-
drante inferior esquerdo. Superior direito Superior esquerdo

5 6
Esse tipo de representação (quadrantes) pode ser feito pela
cruz de Radier (Figura 21.2). 8 7

Inferior direito Inferior esquerdo

Nomenclatura
Superior direito Superior esquerdo
55 54 53 52 51 61 62 63 64 65

Inferior direito Inferior esquerdo


85 84 83 82 81 71 72 73 74 75

(51) -— incisivo central deciduo superior direito


Figura 21.2 Cruz de Radler
(52) - incisivo lateral decíduo superior direito
(53) — canino deciduo superior direito
Existem duas nomenclaturas para os dentes: uma denominada sis- (54) - 19 molar declduo superior direito
tema de cruz e a outra, denominada sistema da Federação Denta- (55) - 29 molar declduo superior direito.
ria Internacional (FDI). (61) — incisivo central decíduo superior esquerdo
(62) - incisivo lateral decíduo superior esquerdo
SISTEMA DE CRUZ (63) canino decíduo superior esquerdo
-

(64) — 19 molar decíduo superior esquerdo


Corresponde à notação dentária em função da localização do den-
(65) 29 molar decíduo superior esquerdo
-

te na cruz de Radier. (71) - incisivo central deciduo inferior esquerdo


(72) - incisivo lateral declduo inferior esquerdo
I Para a dentição decídua (primária). (73) — canino declduo inferior esquerdo
(74) - 19 molar decíduo inferior esquerdo
(75) —- 29 molar decíduo inferior esquerdo
Quadrante superior direito Quadrante superior esquerdo (81) —— incisivo central declduo inferior direito
(82) - incisivo lateral decíduo inferior direito
V IV III II I I ll III IV V (83) canino decíduo inferior direito
-

(84) - 19 molar decíduo inferior direito


v IV III 'II I I II In Iv v (85) - 29 molar decíduo inferior direito.

Quadrante inferior direito Quadrante inferior esquerdo


I Para a dentição permanente (secundária).

(I) - incisivo central Quadrantes


(ll) - incisivo lateral
Superior direito Superior esquerdo
(III) - canino
(IV) - 19 pre-molar 1 2
(V) - 29 pré-molar
4 3
Inferior direito Inferior esquerdo
l Para a dentição permanente (secundária).

Nomenclatura

Quadrante superior direito Quadrante superior esquerdo


1817161514131211 21 22 23 24 25 26 27 28
8765432112345678
48 47 46 45 44 43 42 41 31 32 33 34 35 36 37 38
8765432112345678

Ouadrante inferior direito Quadrante inferior esquerdo (1 1) - incisivo central superior direito (31) - incisivo central inferior esquerdo
(12) - incisivo lateral superior direito (32) ~— incisivo lateral inferior esquerdo
(13) - canino superior direito (33) - canino inferior esquerdo
(1) - incisivo central
(14) 19 pré-molar superior direito (34) — 19 pré-molar inferior esquerdo
(2) - incisivo lateral
-

(15) — 29 pré-molar superior direito (35) - 29 pré-molar inferior esquerdo


(3) - canino
- 19 pré-molar (16) - 19 molar superior direito (36) — 19 molar inferior esquerdo
(4)
a:
- 29 pré-molar (17) -
29 molar superior direito (37) - 29 molar inferior esquerdo
«5.2 (5)
"UI
- 19 molar (18) - 39 molar superior direito (38) - 39 molar inferior esquerdo
8’2 (6)
(21) — incisivo central superior esquerdo (41) — incisivo central inferior direito
.93 (7) - 29 molar
‘U’:
(22) incisivo lateral superior esquerdo —
se
a:
O
(8) - 39 molar
-

(23) - canino superior esquerdo


(42)
(43) -—
incisivo lateral inferior direito
canino inferior direito
(24) - 19pré-molar superior esquerdo (44) — 19 pre-molar inferior direito
SISTEMA DA FEDERAÇÃO DENTÁRIA INTERNACIONAL (FDI)
(25) - 29 pré-molar superior esquerdo (45) - 29 pre-molar inferior direito
Corresponde a uma notação dentária em dezenas em que o pri- (26) 19 molar superior esquerdo
-
(46) — 19 molar inferior direito
meiro algarismo relaciona-se ao quadrante e o segundo algarismo, (27) —- 29 molar superior esquerdo (47) - 29 molar inferior direito
ao número do dente. (28) - 39 molar superior esquerdo (48) —- 39 molar inferior direito
NOÇÕES DE ANATOMIA 451
......................
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Termos de relacionamento r
O dente tem cinco faces: vestibular, lingual (inferior) ou palatina
(superior), mesial, distal e oclusal (Figura 21.3): Esmalte
I Face vestibular: é a face do dente voltada para a bochecha
ou os lábios. *à
Denfina
ë.
I Face Iingual ou palatal: e a face do dente que está voltada
5:...
para dentro. Próximo à língua, para os dentes da mandíbula, ou Cavidade
próximo ao palato, para os dentes da maxila. M _: pulpar

I Face mesial: é a face anterior do dente para os dentes de lo-
calização mais anterior na boca (incisivos e caninos). Está vol- I
. Cemento
mu
tada para o plano sagital mediano. ‚
\'<

I Face distal: é a face posterior do dente, oposta à face mesial.


I Face oclusal: é a face do dente que oclui com o correspon- „nimm
dente. Corresponde a superflcie superior dos dentes da mandí- ..
bula e à superfície inferior dos dentes da maxila.

Observação: interproximal é a interface entre um dente e outro Canal da


raiz
(mesial de um com distal de outro).

Forame do
ápice

_: Coroa
`
a .V
'àIn.
\\

Colo
ä"
an.

'
—;' :
:3
e!
' i.
I
J

â
1. Face mesial 4. Face lingual ou palatal
2. Face distal 5. Face oclusal RaiZ
3. Face vestibular 6. lnterproximal

Figura 21.3 Faces de um dente

Composição dos dentes


O dente é composto por quatro partes distintas: esmalte, cemen-
Figura 21.5 Regiões do dente
to, dentina e cavidade pulpar (Figura 21.4):
I Esmalte: é a parte que recobre o dente na parte coronaria; é a
imagem mais radiopaca do dente. I Raiz: está fixada no alveolo por uma membrana fibrosa, deno-
I Cemento: é a parte que recobre o dente na parte radicular. minada membrana periodontal. A quantidade de ralzes varia em
I Dentina: é a que fica abaixo do esmalte na parte coronaria e função do tipo de dente:
abaixo do cemento na radicular. ° Os incisivos geralmente têm uma raiz.
I ‘Cavidade pulpar: localizada mais internamente, e' onde estão ° Os caninos podem se apresentar com uma ou duas raízes.
O
' Os pré-molares podem se apresentar com uma ou duas raí- :2.
localizados os nervos, artérias e veias, que dão vitalidade ao O
:H
dente. É a imagem mais radiotransparente (menos densa) do zes. 9..
o‘

dente. ' Os 1Q e 29 molares inferiores têm três raízes: duas mesiais m


C Blßommea
e uma distal. m
Anatomicamente, o dente pode ser dividido em três regiões: ' Os 1g e 29 molares superiores tém trés raízes, sendo duas
coroa, colo e raiz (Figura 21.5): vestibulares e uma palatina.
I Coroa: é projetada a partir da gengiva. ° Os 39—5- molares podem se apresentar com três raízes ou raí-
I Colo: localizado entre a coroa e a raiz. zes fusionadas.
Técnicas Radiogra’ficas I BIASOLI
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PONTOS ANATÖMICOS DE REFERÊNCIA PLANOS E LINHAS DA FACE PARA


su PERFICIAL DA FACE RADIOLOGIA ODONTOLOGICA
Säo üteis para a identificação de estruturas anatômicas, o que facilita Alguns planos e linhas imaginários podem ser traçados na face,
a realização do exame radiografico. Os principais são (Figura 21.6): com o objetivo de facilitar a localização de estruturas anatômicas e
Poro acústico externo (direito e esquerdo): é o orifício do o posicionamento do paciente para o exame radiografico.
meato acústico externo de cada orelha.
Trago: é a cartilagem anterior da orelha externa.
Principais planos da face para a radiologia
Asa do nariz: corresponde à parte externa da cartilagem na- odontológica (Figura 21.7)
sal lateral. Plano sagital mediano: divide a cabeça verticalmente em du-
Borda lateral da órbita (direita e esquerda): corresponde as partes iguais, direita e esquerda.
a parte mais posterior da borda lateral de cada Órbita. Plano frontal (coronal): é um plano vertical em ângulo reto
Comissura labial: é a parte mais lateral da rima da boca. É com o plano sagital, que divide a cabeça verticalmente em parte
ponto de união do lábio superior com o lábio inferior. anterior e parte posterior.
Acântio: é um ponto na linha me'dia da face na junção do lábio Plano infraorbitomeatal: também denominado plano ho-
superior com o nariz. rizontal alemão, plano antropológico ou plano de Frankfurt.

1. Asa do nariz
2. Comissura labial
3. Acäntio
4. Borda lateral da Órbita
5. Trago

Figura 21.6 (A e B) Principais pontos anatömicos de referência superficial da face

Plano frontal
(plano coronal)

('0
m2
3,33

OB
_o
.94»
z:
:no
m";
O

Figura 21.7 (A e B) Principais planos da cabeça para radiologia odontológica em vista frontal (A) e em vista lateral (B)
FILME RADIOGRÄFICO PARA RADIOLOGIA ODONTOLÖGICA (sistema analógico)
u ............................................................................................................................................................................................................................................................

É um plano transversal (horizontal) perpendicular aos planos filme radiográfico para exposição direta aos raios X. Ou seja, não
frontal (coronal) e sagital, que vai da borda inferior das örbitas são usados em conjunto com écrans intensificadores. Apresenta-
ao teto dos poros acústicos externos, dividindo a cabeça em se em embalagens individuais, podendo ser simples (mais utiliza-
partes superior e inferior. dos), com apenas uma película (filme) na embalagem, ou duplos,
com duas películas (filmes) para a realização de incidencia com
Principais linhas da face para radiologia cópia para arquivo.
odontológica (Figura 21.8)
I Linha de Camper: linha que vai do trago a asa do nariz. Tamanho/utilização dosffilmes .Vrad'iográficos
'
I Linha trago-comissura labial: linha que vai do trago à comis- intrabucais- (ínjtraorais) 3 Í j.
sura labial do mesmo lado.
Existem no mercado basicamente três tamanhos de filme radio-
I Linha infraorbitomeatal: também denominada linha hori-
gráfico intrabucal (intraoral): 22×35mm, 31x41mm e 57×76mm
zontal alemã, linha antropológica, linha de Frankfurt ou linha de
(Figura 21.9).
Reid. É uma linha que vai da borda inferior de uma Órbita ao teto
I Tamanho 22x35mm: tambe'm denominado número 1, é ge-
do poro acústico externo do mesmo lado. Coincide com o plano
ralmente utilizado para radiografia periapical e para radiografia
infraorbitomeatal (plano horizontal alemão).
interproximal (bítewing) em paciente pediátrico.
I Tamanho 31x41 mm: também denominado nümero 2, é ge-
ralmente utilizado para radiografia periapical e interproximal
(bitewing).
I Tamanho 57×76mm: geralmente e utilizado para radiografia
oclusal, em áreas extensas da maxila e da mandíbula.

1. Linha de Camper; 2. Linha trago-comissura labial; 3. Linha infraorbitomeatal

Figura 21.8 Principais linhas da face para radiologia odontolögica

O APARELHO DE RAIOS X ODONTOLOGICO Figura 21.9 Filmes radiográficos intrabucais (intraorais)


Obedece aos mesmos principios e composição dos aparelhos uti-
lizados em radiologia médica. De maneira geral, são aparelhos pe-
quenos, de pouca potência, que podem ser móveis ou fixos (na
parede).
Embalagem :do filme radiográfico intrabucal
(intraorÍaI) ¿¡ } _

ANTEPAROS GERADORES DA IMAGEM O filme e embalado da seguinte maneira, de fora para dentro (Fi-
gura 21.10):
RADIOGRAFICA EM ODONTOLOGIA
I Revestimento externo: um invólucro plástico vedando a en-
Os anteparos utilizados para a geração da imagem na radiologia trada de luz e de saliva. O lado a ser exposto aos raios X (parte
odontológica, tanto na analógica (filme radiográfico), quanto na di- anterior) costuma ter uma superfície lisa e branca.
gital (radiografia direta [R D]) ou radiografia computadorizada (RC),
podem ser divididos basicamente em dois grupos:
1. lntrabucais. I
'I
2. Extrabucais. '5 1 ’Lé'mi‘né',
...ú de chumbo; _ .
FILME RAQIOGRÄFICO PARA RAD’IOLOGIA O
ODONTOLOGICA (SISTEMA ANALOGICO) Q.
O
3

Os filmes radiográficos utilizados em radiologia odontológica po- 9.
o..
dem ser divididos basicamente em dois grupos: intrabucais e ex- CG
egBologpeH
n
m
trabucais.

Filme radiográfico intrabucal


Tambem denominado filme intraoral, é utilizado para radiografias Figura 21.10 Partes da embalagem do filme radiogräfico intrabucal
em que se coloca o filme dentro da boca do paciente. É um tipo de (intraoral)
Técnicas Radiográficas ' BIASOLl
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I O lado oposto (parte posterior), geralmente com duas cores, PROCESSAMENTO Do FILME
tem uma lingueta em “V”, que é utilizada para abrir a embalagem
RADIOGRÄFICO
para o processamento do filme.
O filme radiografico intrabucal (intraoral) e extrabucal após a expo-
I Papel preto: reveste todo o filme e tem as funções de veda-
sição deve ser processado (revelado). Esse processamento pode
ção da luz e proteção do filme durante o manuseio para o pro-
ser manual ou automático, conforme descrito no Capitulo 6. No
cessamento.
processamento manual dos filmes radiograficos intraorais (intrabu-
I Lâmina de chumbo: uma fina lâmina de chumbo é posiciona-
cais), e' necessária a identificação na colgadura, pois não há espa-
da na parte posterior do filme (lado oposto ao da exposição aos
ço suficiente no filme para fazê-la.
raios X). A função dessa lâmina é absorver radiação secundária
e, se necessário, identificar (atraves de marcas) o posiciona-
Filme radiográfico intrabucal (intraoral)
mento errado do filme para a incidência.
I Filme radiográfico: encontra-se no interior da embalagem, re-
autoprocessado
vestido por um papel preto. Esse tipo de filme é uma alternativa ao processamento manual,
que dispensa o uso de câmara escura para o processamento. É
Orientação do filmeradiogräfico"intrajbucal apresentado em uma embalagem especial, que conte'm os agentes
reveladores e fixadores, além da película (filme). Isso possibilita o
(in traoral)
processamento do filme radiografico logo após a exposição, sem a
Em uma das margens (canto), há um ponto gravado em relevo, necessidade do manuseio em câmara escura (Figura 21.1 2).
muito próximo ao limite do filme radiografico, denominado “picote”
(Figura 21.1 1). Esse ponto possui uma superficie convexa no lado
a ser exposto aos raios X (parte anterior do filme) e uma superficie
côncava (buraco) no lado oposto. Tem a finalidade de orientar no
posicionamento do filme para a execução da incidência e também
para a interpretação. Em imagens desprovidas de reparos anatô-
micos, ele facilitará a montagem dos filmes para interpretação.

Figura 21.12 Filme radiográfico intrabucal (intraoral) autoprocessado

Após a exposição do filme radiografico, a lingueta (aba) de


número 1 (solução reveladora) deve ser puxada, liberando a so-
lução reveladora, que deve ser manipulada em direção ao filme.
Deve-se aguardar cerca de 30 segundos para, em seguida, puxar
a lingueta (aba) de número 2 (solução fixadora), que também deve
ser manipulada de encontro ao filme. Deve-se aguardar cerca de
30 segundos novamente, podendo esse tempo ser estendido por
Figura 21 .1 1 (A e B) Partes anterior (A) e posterior (B) do filme mais 15 segundos se houver necessidade de uma fixação melhor.
radiograficojntrabucal (intraoral)
Em seguida, a embalagem deve ser aberta, e o filme, lavado em
água corrente por cerca de 10 minutos. Esse tipo de filme tem o
m
Filmes radiográficos extrabucais inconveniente de produzir uma imagem de baixa qualidade que se
60.2
50') São utilizados em incidências em que o filme radiografico fica po- deteriora rapidamente com o tempo.
02
_O
.9.J sicionado fora da boca do paciente, como na radiografia da mão e
13C
nach
do punho (idade Óssea), na telerradiografia em perfil do crânio (ce- Montagem e identificação dos filmes
[IU
O
falométrica) e em outras. Esses filmes radiograficos geralmente são radiográficos intrabucais (intraorais)
usados em associação a écrans intensificadores, conforme descrito Os filmes intrabucais (intraorais) costumam ser identificados pelo
no Capítulo 6, Processamento do Filme Radiogra'fico. Os tamanhos picote (ponto de orientação), que deve estar voltado para cima. As
de filmes radiograficos extrabucais mais utilizados em radiologia radiografias são montadas na cartela, observando-se a anatomia e
odontológica são: 18×24cm; 24x300m; 12x30cm e 15x300m. os pontos anatômicos de referência dos dentes.
INCIDÊNCIA PERIAPICAL 455
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A IMAGEM RADIOGRÄFICA DIGITAL Incidência periapical pela técnica da bissetriz


A imagem radiografica digital é aquela gerada no formato digital Essa técnica proporciona um posicionamento relativamente sim-
(dados), podendo ser enviada a um monitor ou impressa. Está ples, rápido e confortável para o paciente.
se tornando uma realidade na radiologia odontológica, devido ao É baseada na lei isome'trica de Cieszinski: “A imagem projetada
avanço tecnológico associado a redução de custos de alguns pre- tem o mesmo comprimento e as mesmas proporções do objeto,
requisitos importantes, como monitores de alta resolução, máqui- desde que o raio central seja perpendicular à bissetriz do ângulo
nas (computadores - servidores) de alto desempenho, e, mais re- formado pelo anteparo (filme radiografico, filme digital ou detector
centemente, as redes de transmissão de dados de alta velocidade. digital) e pelo objeto”. Ou seja, o raio central deve incidir perpendi-
Os mecanismos geradores da imagem radiografica digital foram cularmente a bissetriz do ângulo formado entre o eixo do dente e
descritos no Capítulo '7, Imagem Radiográfica Digital. do anteparo (Figura 21.14).
Na radiografia computadorizada (RC) odontológica são usados
Maior eixo
os écrans de fósforo de memória muito finos e ligeiramente flexí- Raio central
do dente
veis, denominados filme digitais. I

Bissetriz de oi
Na radiografia direta (RD) odontológica são usados anteparos
rígidos denominados sensores digitais, geralmente unidos a um
7 Anteparo (filme
cabo (USB) para transmissão de dados ao computador.
radiogräfico,
Atualmente no mercado são disponibilizados filmes digitais e sensor digital ou
sensores em cinco tamanhos distintos, com a seguinte codifica- filme digital)
ção/denominação (Figura 21.13):
. Periapical infantil.
. lnterproximal infantil.
. lntraoral.
Plano oclusal
. lnterproximal adulto.
01-13d . Oclusal.
oi=ângu|o entre o filme radiográfico e o maior eixo do dente
ß: angulação vertical

Figura 21 .14 Esquema demonstrativo da técnica da bissetriz

POSIÇÃO DA CABEÇA DO PACIENTE


A cabeça do paciente deve ser posicionada em função do tipo de
dente a ser radiografado. Para incidências periapicais pela técni-
ca da bissetriz na maxila, a Iinha de Camper deve estar paralela ao
Filme digital
chão (Figura 21.15).
Para incidências periapicais pela tecnica da bissetriz na man-
díbula, a linha trago-comissura labial deve estar paralela ao plano
horizontal (chão) (Figura 21.16).

Linha trago-comissura labial

Figura 21 .1 3
Filmes digitais e
Sensor digital sensores

INCIDÊNclA PERIAPIcAL
E uma incidência intrabucal (intraoral) que tem como objetivo mos-
trar o dente e o osso alveolar circunvizinho.

Indicações clínicas da incidência periapical


Presença de cálculo pulpar.
Fraturas.
Anomalias.
Reabsorções.
Lesões periapicais.
Observação de tamanho, forma, número de raizes e condutos
A
L.’
radiculares. CL
O
l Avaliação da presença e do posicionamento de dentes não ir- :1
9-.

O
rompidos (inclusos). Ü

I Relação das raízes com seio maxilar. f eiõc|cipeg
É.,
Estágio de desenvolvimento dos dentes permanentes.

Incidências periapicais Figura 21.15 Posicionamento Figura 21.16 Posicionamento


da cabeça do paciente para da cabeça do paciente para
Existem duas técnicas radiograficas periapicais básicas: a técnica incidências periapicais pela incidências periapicais pela
da bissetriz e a do paralelismo. técnica da bissetriz na maxila técnica da bissetriz na mandíbula
Técnicas Radiogra’ficas I BIASOLI
.......................................................................................................u.......u....................................................................................... ..................................................

DIVISÃO DA ARCADA DENTÁRIA


Para realização da incidência periapical pela técnica da bissetriz,
os dentes são divididos em grupos (e radiografados) em função de
sua anatomia e sua posição na boca. Cada grupo de dentes, ou Anteparo (filme
radiográfico,
seja, molares, pre-molares, caninos e incisivos, devera ser radio- Dente
`sensor digital ou
grafado individualmente. filme digital)
Para o exame radiográfico periapical pela técnica da bissetriz,
a boca pode ser dividida em 14 regiões (14 grupos de dentes),
sete na maxila (arcada superior) e sete na mandíbula (arcada infe-
rior) (Figura 21.17). Em geral, os 3ä molares encontram-se fora de
sua posição anatômica, podendo estar ligeiramente mesializados
(com a coroa voltada para a frente), horizontalizados, distalizados
ou até mesmo longe do seu local - daí serem radiografados iso-
Plano oclusal
ladamente.

/ 2 a 3mm de filme
além da borda incisal

Figura 21 .1 8 Esquema do posicionamento do anteparo pela técnica da


bissetriz

MANUTENÇÃO DO ANTEPARO NA BOCA


Nas incidências periapicais pela técnica da bissetriz na maxila, o
anteparo pode ser mantido com o auxilio do 1Q dedo da mäo (po-
legar) do paciente, e na mandíbula com o 29 dedo da mäo (indica-
dor) do paciente.
Arcada dentária
superior PONTOS DE REFERÊNCIA PARA O POSICIONAMENTO DO CONE
Nas incidências periapicais pela tecnica da bissetriz, são utilizados
pontos de referência anatômica externos que correspondem aos
ápices dos dentes (Figura 21.19):
Arcada dentária I Para Os molares: e' utilizada a interseção de uma linha que
inferior passa 1cm para trás do canto externo da Órbita perpendicular
à linha de Camper.

_ — Filme radiográfico

-›- = Raios x

Figura 21.17 Esquema da divisão da boca para exame radiográfico


periapical pela técnica da bissetriz

POSICIONAMENTO DO ANTEPARO
Deve ser posicionado horizontalmente para as incidências dos
pré-molares e molares e verticalmente no caso de incisivos e cani-
nos. O picote deve estar sempre voltado para a coroa dental. Deve
ser deixado um espaço de 2 a 3mm sobrando além da coroa dos
m dentes (bloco de mordida) (Figura 21.18).
03.2
"m
8’2
.98
'UC
m0
(ITS -L . Asa do nariz (caninos) 4. lnterseçâo da linha de Camper com a linha
o 2. Acântio (incisivos) que passa 1cm atrás do canto externo da
3. lnterseçâo da Iinha de Camper com a Órbita (molares)
Iinha que passa pelo centro da pupila
(pré-molares)

Figura 21 .1 9 Pontos de referência anatômica para realização das


incidências periapicais pela técnica da bissetriz
INCIDENCIA PERIAPICAL 457
........................................................................................................................................................................................................................................................

I Para os pré-molares: é utilizada a interseção de uma linha que Esses ângulos (verticais) na verdade são aproximados, devendo
passa pelo centro da pupila, perpendicular à linha de Camper. ser usados como referências. Variações no tipo de anatomia da
I Para os caninos: é utilizada a asa do nariz. face ou da posiçãodo dente podem determinar sua alteração.
I Para os incisivos: é utilizado o acântio. I Angulação vertical - técnica do “Z”: essa técnica também
pode ser usada como referência para determinação da angula-
Pode também ser usado um posicionador de anteparo, que cor- ção vertical do cabeçote do aparelho de raios X odontológico.
responde a um instrumento utilizado para auxiliar no posicionamen- Pode ser exemplificada da seguinte maneira: a parte horizontal
to do anteparo e na orientação do raio central. Para incidências na superior da letra “Z” corresponde aos grupos de dentes (da
mandíbula, o posicionador é colocado de acordo com o grupo de esquerda para a direita) incisivos (+50°), pré-molares (+40°) e
dentes a ser radiografado e uma linha imaginária que passa 0,5cm molares (+30°) da maxila (arcada superior); e a parte horizontal
acima da borda inferior da mandíbula. inferior corresponde aos grupos (da esquerda para a direita) in-
cisivos (-20°), pré-molares (-10°) e molares (0°) da mandíbula
RAIO CENTRAL
(arcada inferior) (Figura 21.21).
Para que o raio central incida perpendicularmente à bissetriz
do ângulo formado entre o anteparo e o dente, na altura do ápi-
ce dentário, de maneira a não haver distorções do tamanho real
da imagem, é necessária uma angulação do cabeçote (tubo) do Incisivos Pré-molares Molares
+ 50° + 40° + 30°
aparelho de raios X. Essa angulação ocorre nos planos horizontal
(paralela à superfície dos dentes) e vertical (paralela ao maior eixo Arcada superior
dos dentes) (Figura 21.20):
I O ângulo horizontal: baseia-se no princípio de que o raio
central deve estar paralelo às faces proximais dos dentes, para
evitar a superposição destas na imagem radiografica.
l O ângulo vertical: a posição do cabeçote do aparelho de
raios X odontológico deve ser calculada em função do posicio-
namento do anteparo na boca. Foi criada uma tabela de ângu-
los verticais (predeterminados), positivos (+) ou negativos (-)
de acordo com o posicionamento do cabeçote, para cada gru-
po de dentes (Tabela 21.1). Geralmente, essa tabela com os
ângulos verticais pode ser observada (impressa) no cabeçote Arcada inferior
do aparelho de raios X odontológico.
-20° -10° 0°
Incisivos Pré-molares Molares

Figura 21 .21 Esquema da técnica do “Z” para angulação vertical do


cabeçote do aparelho de raios X

POSICIONAMENTOS
Da cabeça do paciente, do cabeçote do aparelho de raios X e do
anteparo para incidências periapicais pela técnica da bissetriz na
maxila (arcada superior) (Figuras 21.22 a 21.25).

Figur: 21.20 Esquema dos dois tipos de movimento do cabeçote do


aparelho de raios X

Q
C
"q
_‚J

Tabela 21.1 „ .._. 9-4-

C
C,

Maxlla Mandíbula LC
Z
` . BIBO‘IOIpeH
a;

Molares +20° a +30° 0° a —5°

\\
...¬»~----~.__._. ‘1
Pré-molares +30° a +40° -5° a —10°
_
.\
Caninos +40o a +50° ~10° a —20°
Figura 21.22 Posicionamento do paciente para incidéncia periapical pela
Incisivos +45° a +55° —15° a —25°
técnica da bissetriz do grupo dos incisivos superiores
458 Técnicas Radiogra'ficas I BIASOLI
loco...-..-...-...-..............n............................n.-........-...............................u..-son...oonoc-ooo-ao-u...-u------........u....u..............o.---.....................-----.n-n-u................-....................-..........-

Da cabeça do paciente, do cabeçote do aparelho de raios X e


do anteparo para incidências periapicais pela técnica da bissetriz
na mandíbula (arcada inferior) (Figuras 21.26 a 21.29).

Figura 21.23 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela


técnica da bissetriz do grupo dos caninos superiores

\
Figura 21 .26 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela
técnica da bissetriz do grupo dos incisivos inferiores

Figura 21 .24 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela


técnica da bissetriz do grupo dos pré-molares superiores

Figura 21 .27 Posicionamento do paciente para incidência periapicai pela


técnica da bissetriz do grupo dos caninos inferiores

ü i
i
1
à
1

Odontologic

Figura 21 .25 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela Figura 21.28 Posicionamento do paciente para incidência periapicai pela
técnica da bissetriz do grupo dos molares superiores ‚.na :c.no .n -.‚ucon—e . a-. c ‚ao.-uns . ‚uq-n.oc|a: -n. técnica da bissetriz do grupo dos pré-molares inferiores
lNCIDÊNClA PERIAPICAL 459
X
pac... .......................................................................................................................................................................................................................
------------------------------

Figura 21.29 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela


técnica da bissetriz do grupo dos molares inferiores

Figura 21.31 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela


técnica do paralelismo do grupo dos incisivos superiores
Incidência periapiacal pela técnica do paralelismo
Nessa técnica, o anteparo é posicionado paralelamente ao plano
y do eixo do dente com a ajuda de um posicionador. O raio central
i deve incidir perpendicularmente e em direção ao centro do longo
eixo do dente e do plano do anteparo.
Deve ser usado um cilindro (cone) longo, para evitar distorção
i da imagem radiografica (Figura 21.30).

Anteparo (filme
radiográfico,
sensor digital ou
filme digital)

Figura 21.32 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela


técnica do paralelismo do grupo dos caninos superiores

_L
Maior eixo
do dente

Figura 21.30 Esquema da incidência periapical pela técnica do paralelismo

A execução dessa técnica é simples, bastando ajustar o posi-


cionador ao dente a ser radiografado.

POSICIONAMENTOS
O
Q.
l Da cabeça do paciente, do cabeçote do aparelho de raios X e do C
:
H
anteparo para incidências periapicais pela técnica do paralelismo Ê.
:Di
i na maxila (arcada superior) (Figuras 21.31 a 21.34). fa
5' egßogogpea
zu

Figura 21.33 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela


técnica do paralelismo do grupo dos pré-molares superiores
¬_. -` ¡-_

T“.
460 Técnicas Radiogräficas ' BIASOLI

Figura 21.34 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela Figura 21.37 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela
técnica do paralelismo do grupo dos molares superiores É técnica do paralelismo do grupo dos pré-molares inferiores

Da cabeça do paciente, do cabeçote do aparelho de raios X e


do anteparo para incidências periapicais pela técnica do paralelis-
mo na mandíbula (arcada inferior) (Figuras 21.35 a 21.38).

Figura 21.38 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela


técnica do paralelismo do grupo dos molares inferiores

IMAGENS RADIOGRÁFICAS PERIAPICAIS NA MAXILA (ARCADA


SUPERIOR) (FIGURAS 21.39 A 21.42)

Figura 21.35 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela


técnica do paralelismo do grupo dos incisivos inferiores

(U
L.‘

8'3
Cj.

O
4-:

C
O

Radiologia ‘J
O

Figura 21.36 Posicionamento do paciente para incidência periapical pela Figura 21 .39 Imagem radiogräfica periapical do grupo dos incisivos
técnica do paralelismo do grupo dos caninos inferiores E superiores
...............................................................................................................................................................................................................................................................

_ _ Figura 21.44 Imagem radiográfica periapical do grupo dos caninos


Figura 21.40 Imagem radiográfica periapical do grupo dos caninos inferiores
'
superiores

. : Figura 21.45 Imagem radiográfica periapical do grupo dos pré-molares


FIgura 21.41 Imagem radiográfica periapical do grupo dos pré-molares inferiores
superiores i

Figura 21.42 Imagem radiográfica periapical do grupo dos molares Figura 21.46 Imagem radiográfica periapical do grupo dos molares
superiores inferiores

_ IMAG ENS RADIOGRÄFICAS PERIAPICAIS NA MAN DÍBU LA


| (ARCADA INFERIOR) (FIGURAS 21.43 A 21.46)

Devem constar na imagem radiográfica o grupo de dentes e as re—


giöes anatömicas adjacentes:
I A imagem radiogrãfica deve estar nítida.
I A escala de contraste adequado é representada pela visualiza-
ção do trabeculado Ósseo nítido e das partes moles.
I O ponto de identificação (sistema analógico) deve estar pre-
sente na imagem radiográfica sem superpor nenhuma parte da
região anatômica em estudo.

Para o grupo dos incisivos superiores (direito ou esquerdo), de- O


C.
vem constar na imagem radiográfica (Figura 21.47) as seguintes O
3
n
estruturas anatômicas: 2
o.
I Os dentes: face mesial do canino direito, incisivos laterais, inci- “E egfiologpea
O
a:
sivos centrais e face mesial do canino esquerdo.
I O processo alveolar, o forame incisivo, a sutura palatina media-
‘ .-
na, parte do septo nasal, a concha nasal inferior, a espinha na-
Figura 21.43 Imagem radiogräfica periapical do grupo dos incisivos _ Sal anterior e parte (anterior) d0 selo maxslar.
inferiores E I A imagem do lábio superior e a cartilagem do nariz.
Técnicas Radiogräficas I BIASOLI
..............................................................................................................................................................................................................................................................

I O processo alveolar, a borda inferior do arco zigomático, parte do


zigomático, processo palatino da maxila e parte do seio maxilar.

Para o grupo dos molares superiores (direito ou esquerdo), de-


vem constar anatômicas na imagem radiografica (Figura
i
21.50) as
seguintes estruturas:
I Os dentes: 39, 29 e 19 molares e face distal do 29 pré-molar.
I O processo alveolar, o rebordo alveolar, a parede posterior e
soalho do seio maxilar, parte do arco zigomático, hâmulo pteri-
gÓideo, processo pterigoide (lâminas), processos zigomático e
palatino da maxila e processo coronoide da mandíbula.

1. lncisivo central superior


2. lncisivo lateral superior

Figura 21.47
Anatomia radiogra’fica
do grupo dos incisivos
superiores, na
incidência periapical

Para o grupo dos caninos superiores (direito ou esquerdo), de-


vem constar na imagem radiografica (Figura 21.48) as seguintes 1. 19 molar superior; 2. 29 molar superior; 3. 39 molar superior (incluso): 4. 29 pre-molar superior
estruturas anatômicas:
Figura 21.50 Anatomia radiográfica do grupo dos molares superiores
I Os dentes: 19 e 29 pré-molares, canino (no centro do anteparo),
(direito e esquerdo), na incidência periapical
incisivo lateral e face distal do incisivo central.
I O processo alveolar, a espinha nasal anterior, o contorno in-
ferior da abertura piriforme, parte do septo nasal e soalho do
seio maxilar.

I Devem constar na imagem radiografica o grupo de dentes e as


regiões anatômicas adjacentes.
I A imagem radiografica deve estar nitida.
I A escala de contraste adequado é representada pela visualiza-
cão do trabeculado Ósseo nítido e das partes moles.
I O ponto de identificação (sistema analógico) deve estar pre-
sente na imagem radiografica sem superpor nenhuma parte da
região anatômica em estudo.

Para o grupo dos incisivos inferiores (direito ou esquerdo), de-


vem constar na imagem radiografica (Figura 21.51) as seguintes
estruturas anatômicas:
I Os dentes: face mesial do canino direito, incisivos laterais, inci-
1. Canino superior; 2. lncisivo lateral superior; 3. 19 pré-molar superior
sivos centrais e face mesial do canino esquerdo.
Figura 21.48 Anatomia radiográfica do grupo dos caninos superiores I A borda lingual do processo alveolar, a cortical da borda inferior
(direito e esquerdo). na incidência periapical da mandíbula, o tubérculo mentual e a espinha geniana.

Para o grupo dos pré-molares superiores (direito ou esquerdo),


devem constar na imagem radiografica (Figura 21.49) as seguin-
tes estruturas anatômicas:
I Os dentes: face mesial do 29 molar, 19 molar, 19 e 29 pré-mola-
res e face distal do canino.

L
._ ._J U

CF“. CD
O .O
ü C)
;: w
C
:J
‚_G O 1. Incisivo central inferior
[I 'C
O 2. lncisivo lateral inferior

Figura 21.51
Anatomia radiográfica
1. 1° pré-molar superior; 2. 29 pré-molar superior; 3. 19 molar superior; 4. Canino superior
do grupo dos incisivos
Figura 21 .49 Anatomia radiogräfica do grupo dos pré-molares superiores inferiores, na incidência
(direito e esquerdo), na incidência periapical periapical
INTERPROXIMAL (BITEWING) 463
..........................................................................................................................................................................................................................................................

Para o grupo dos caninos inferiores (direito ou esquerdo), de- Para o grupo dos molares inferiores (direito ou esquerdo), de-
vem constar na imagem radiográfica (Figura 21.52) as seguintes Ê vem constar na imagem radiográfica (Figura 21.54) as seguintes
estruturas anatômicas: estruturas anatômicas:
I Os dentes: face mesial do 29 pré-molar, 19 pré-molar, canino (no I Os dentes: 39, 29 e 19 molares.
centro da imagem), incisivo lateral e incisivo central. I O processo alveolar, o canal mandibular e a cortical i da borda
I A borda lingual do processo alveolar, a cortical da borda inferior inferior da mandíbula.
da mandíbula e a espinha geniana.

1. 19 molar inferior; 2. 29 molar inferior; 3. 39 molar inferior (incluso)

Figura 21.54 Anatomia radiográfica do grupo dos molares inferiores


(direito e esquerdo), na incidência periapical

INTERPROXIMAL (BITEWING)
1. Canino inferior; 2. 19 pre-molar inferior; 3. lncisivo lateral inferior; 4. lncisivo central inferior
É uma incidência intrabucal (intraoral) também denominada bi-
Figura 21 .52 Anatomia radiográfica do grupo dos caninos inferiores
(direito e esquerdo), na incidência periapical tewing (asa de mordida), devido a uma aleta adaptada ao involu-
cro do anteparo, usada pelo paciente para manter o anteparo em
posição por meio da mordedura. A aleta (asa de mordida) pode ser
adaptada (de plástico ou de cartolina) a um anteparo intrabucal (in-
Para o grupo dos pré-molares inferiores (direito ou esquerdo),
traoral), ou fazer parte do invólucro do anteparo, sendo nesse caso
devem constar na imagem radiográfica (Figura 21.53) as seguintes
estruturas anatômicas: um anteparo específico para incidência interproximal (bitewing).
I Os dentes: face mesial do 29 molar, 19 molar, e 29 pré-molares _ ... ‚ _ _ _ .. _ _ _
e face distal do caning Indlcaçoes clinlcas da lncldencla mterproxlmal
I O processo alveolar, a cortical da borda inferior da mandíbula, o (biteWing)
canal mandibular e o forame mentual. ä I Detecoao de caries.
'
I Avaliação de restaurações.
I Avaliação da situação periodontal (crista Óssea marginal).

Técnica radiográfica interproximal (bitewing)


Geralmente, são realizadas duas incidências interproximais (bi-
tewings) - uma para cada lado. Dependendo da arcada denta-
ria do paciente, pode haver necessidade de realização de duas
posições diferentes de cada lado: uma para a região dos dentes
pré-molares e outra para a região dos dentes, totalizando quatro
incidências (duas à direita e duas à esquerda). Nessa imagem ra-
1. 19 pré-molar inferior; 2. 29- pré-molar inferior; 3. 19 molar inferior; 4. 29 molar inferior;
5. Canino inferior diográfica, não deve haver superposição das faces interproximais
Figura 21 .53 Anatomia radiográfica do grupo dos pré-molares inferiores dos dentes, pois pode prejudicar o diagnóstico.
(direito e esquerdo), na incidência periapical
POSICIONAMENTO DO ANTEPARO
Deve ser posicionado com seu longo eixo na horizontal para a inci-
dência interproximal horizontal, e na vertical para a incidência inter-
proximal vertical (Figura 21.55). A aleta (asa de mordida) deve es-
tar centralizada no anteparo. Para evitar que o anteparo machuque
a mucosa bucal, deve ser solicitado ao paciente que primeiro Ie-
vante a língua para depois posicionar o anteparo.
O
:2.33
am
:a
89
"n

ê'a
am
TJ
464 Técnicas Radiogra’ficas - BIASOLI
...........................................................................................................................................................................................................................................................

Anteparo (filme radiogräfico, Anteparo (filme radiográfico,


sensor digital ou filme digital) sensor digital ou filme digital)

u Aleta (asa de mordida) E Aleta (asa de mordida)

Figura 21 .55 (A e B) Esquema do posicionamento do anteparo para incidência interproximal (bitewing) (A) e para incidência interproximal (bitewing), para a
região dos pré-molares (B)

Feito isso, é solicitado ao paciente que lentamente morda com


firmeza a aleta (asa de mordida). Com o movimento de oclusão,
o operador deve tracionar o anteparo para junto da face lingual
dos dentes, colocando-o em contato com os dentes superiores e
inferiores.

POSICIONAMENTO DA CABEÇA DO PACIENTE


A cabeça do paciente deve estar com plano sagital mediano per-
pendicular ao plano horizontal (chão) e com a linha trago-comissu-
ra labial paralela ao plano horizontal (chão) (Figura 21.56).

Linha trago-comissura .labial

Figura 21 .56 Posicionamento da cabeça do paciente para realização da


r: L335 incidência interproximal (bitewing)
V; C7
z: 2
'õ 2
53 5 POSICIONAMENTO DO CABEÇOTE DO APARELHO . _ ‚ . .
II 73- _ 1. 19 molar inferior 5. 1Q pre-molar inferior
0 DE RAIOS X 2. 2g molar inferior 6. 2g pré-molar inferior
°
- - - 3. 19 molar superior 7. 1S2 pré-molar superior
Deve ser angulado no plano vertical (para baixo) em aproximada_ 4_ 29mo|arsuperior
a. 29pré-molarsuperior
mente 8°. O feixe de radiação (raio central) deve incidir perpendi- _ _ _ _
. . Flgura 21.57 (A a C) Posicionamento do paciente para incidencia
-

CU | armente as f aces veSt'"b u | ares d OS d na I.In h a


entes, trago-comls- interproximal (bitewi'ng) (A). Imagem radiogra’fica interproximal (bitewing) (B).
sura labial (Figura 21.57). Ê Anatomia radiogra’fica da incidência interproximal (bitewing) (C)
iNciDÊNciA OCLUSAL 465
..............................................................................................................................................................................................................

Quando há necessidade de se fazerem incidências separadas POSICIONAMENTO DO ANTEPARO


para a região dos dentes pré-molares e dos dentes molares, deve- E posicionado na boca do paciente, com o lado anterior (superfí-
se observar que para a região dos-dentes pré-molares o anteparo cie convexa do picote) voltado para cima (direcionado ao tubo de
deve ser posicionado na face distal dos caninos, e o raio central, raios X). Deve ser centralizado na boca do paciente com seu maior
direcionado para a face distal do 2Q pré-molar. eixo no sentido Iaterolateral em adultos e no sentido anteroposte-
Essa incidência também pode ser realizada com posicionado- rior em crianças. O paciente deve ocluir suavemente, segurando o
res, sendo que nesse caso näo há necessidade da aleta (asa de anteparo (Figura 21.59).
mordida). Assim, pode ser usado anteparo intrabucal (intraoral)
comum.

INCIDÊNCIA OCLUSAL
E uma incidência complementar, realizada com o anteparo posicio-
nado no plano oclusal. As incidências oclusais mais realizadas são
as superior (maxila) e inferior (mandíbula).

Indicações clínicas da incidência oclusal


Estudo de fraturas dos maxilares.
Pesquisa de sialÓlitos (glândulas salivares submandibulares)
nos condutos de Wharton.
I Mensuracões ortodônticas para determinação e controle da tra-
ção nos maxilares.
Estudo de fenda palatina.
Localização de dentes extranumerarios.
Pesquisa de raízes residuais.
Dentes inclusos. Anteparo (filme radiográfico,
sensor digital ou filme digital)
Estudo de grandes a'reas patologicas ou anômalas. com o lado anterior voltado
para cima (arcada superior)
Técnica radiográfica para a incidência oclusal Figura 21.59 Esquema mostrando o posicionamento do anteparo na
O anteparo é fixado pelos dentes quando o paciente os possui. boca do paciente na incidência superior (maxila)

Quando este for edêntulo (sem dente), utiliza-se o dedo polegar


do paciente para auxiliar na fixação do anteparo.

Oclusal superior (mania)


POSICIONAMENTO DA CABEÇA DO PACIENTE
A cabeca deve ser posicionada com o plano sagital mediano per-
pendicular ao plano horizontal (chão), O plano oclusal deve estar
paralelo ao chão (a linha Camper paralela ao chão) (Figura 21.58).

O
o. :D
o m
sF0' E
9 Q
0‘ O

“E ‘9.m
O
D)

Figura 21.58 (A e B) Posicionamento do paciente para incidência superior (maxila) (A). Imagem radiográfica oclusal superior (maxila) (B)
Técnicas Radiogra’ficas ' BIASOLI
....................................................................................................................................... ......................................................................................................................

POSICIONAMENTO DO CABEÇOTE DO APARELHO DE RAIOS X E POSICIONAMENTO DO ANTEPARO


DO RAIO CENTRAL E posicionado na boca do paciente, com o lado anterior (superfí-
E utilizada uma angulação vertical aproximada de +65° (o cabe- cie convexa do picote) voltado para cima (direcionado ao tubo de
Çote faz uma angulacão aproximada de 65° com o plano oclusal) raios X). Deve ser centralizado na boca do paciente com seu maior
e horizontal de 0°, com o raio central incidindo na glabela (Figura eixo no sentido anteroposterior. O paciente deve ocluirsuavemen-
21.60). te, segurando o anteparo (Figura 21.62).

RC

65°

Plano oclusal

Anteparo (filme
radiogréfico,
sensor digital ou „
filme digital) Í:

Figura 21 .60 Esquema mostrando a angulação vertical do cabeçote na Figura 21.62 Esquema mostrando o posicionamento do anteparo na
incidência oclusal total de maxila boca do paciente na incidência oclusal parcial superior (maxila)

Oclusal parcial superior (maxila) _‘ POSICIONAMENTO DO CABEÇOTE DO APARELHO DE RAIOS X E


DO RAIO CENTRAL
POSICIONAMENTO DA CABEÇA DO PACIENTE E utilizada uma angulação vertical aproximada de +65° (o cabeço-
A cabeça deve ser posicionada com o plano sagital mediano perpen- te faz urna angulação aproximada de 65° com o plano oclusal) e
dicular ao plano horizontal (chão). O plano oclusal deve estar para- horizontal de 0°, com o raio central incidindo na região de interesse
IeIo ao chão (a linha Camper paralela ao chão) (Figura 21.61). (Figura 21.63).

Figura 21.61 (A e B) Posicionamento do paciente para incidência oclusal parcial superior (maxila) (A). Imagem radiogra'fica oclusal parcial superior (maxila)
(B)
iNcioÊNclA OCLUSAL 467

POSICIONAMENTO DO ANTEPARO
É posicionado na boca do paciente, com o lado anterior (superfí-
cie convexa do picote) voltado para baixo (direcionado ao tubo de
raios X). Deve ser centralizado na boca do paciente com seu maior
RC
eixo no sentido Iaterolateral em adultos e no sentido anteroposte-
rior em crianças. O paciente deve ocluir suavemente, segurandol o
anteparo (Figura 21.65).

Plano oclusal

Anteparo (filme
radiogräfico,
sensor digital ou
filme digital)

Figura 21.63 Esquema mostrando a angulação vertical do cabeçote na


incidência oclusal parcial superior (maxila)

Anteparo (filme radiográfico,


sensor digital ou filme digital)
Oclusal infe'riöri (mandlbula) com o lado anterior voltado
para baixo (mandíbula)
POSICIONAMENTO DA CABEÇA DO PACIENTE Figura 21.65 Esquema mostrando o posicionamento do anteparo na
A cabeca deve ser posicionada para trás, com o plano sagital me- boca do paciente na incidência oclusal inferior (mandíbula)

diano perpendicular ao plano horizontal (chão) (Figura 21.64).


POSICIONAMENTO DO CABEÇOTE DO APARELHO DE RAIOS X E
DO RAIO CENTRAL
O cabeçote é posicionado na linha média da região submandibular
(mento) do paciente, com angulação de 90°, e o raio central inci-
dindo perpendicularmente ao anteparo, entre os primeiros molares
(Figura 21.66).

Q
Ç
‘3 Plano oclusal
Q

RC

Figura 21.66 Esquema mostrando a angulação vertical do cabeçote na


incidência oclusal inferior (mandíbula)

Figura 21.64 (A e B) Posicionamento do paciente para incidência oclusal


inferior (mandíbula) (A). Imagem radiografica oclusal inferior (mandíbula) (B)
Técnicas Radiográficas ' BIASOLl

POSICIONAMENTO DA CABEÇA DO PACIENTE


A cabeça deve ser rodada para o lado oposto ao lado a ser exami-
nado (Figuras 21.67).

Figura 21.68
Esquema mostrando
o posicionamento do
anteparo na boca do
paciente na incidência
oclusal parcial obliqua
de mandíbula

Plano oclusal
c
"
"s n.

Anteparo (filme
radiográfico,
sensor digital ou
filme digital)

RC

Figura 21.69 Esquema mostrando a angulação vertical do cabeçote na


incidência oclusal parcial obliqua de mandíbula

Figura 21.67 (A e B) Posicionamento do paciente para incidência oclusal


parcial obliqua de mandíbula (A). Imagem radiográfica oclusal parcial obliqua
de mandíbula (B) INCIDÊNCIAS EXTRABUCAIS
Embora as incidências intrabucais proporcionem informações
mais precisas e detalhadas, as incidências extrabucais são utiliza-
POSICIONAM ENTO DO ANTEPARO das quando existe a necessidade de urna visão mais ampla de uma
É posicionado na boca do paciente, com o lado anterior (super- região anatômica.
fície convexa do picote) voltado para baixo (direcionado ao tubo
de raios X). Deve ser colocado na boca do paciente com seu Incidências extrabucais utilizadas em
maior eixo no sentido anteroposterior, do lado a ser examinado. radiologia odontológica
O paciente deve ocluir suavemente, segurando o anteparo (Figu- As incidências radiograficas extrabucais mais utilizadas em ra-
ra 21.68). diologia odontológica são: panorâmica, telerradiografia do crânio
em perfil (cefalome'trica), telerradiografia do crânio em obliqua de
POSICIONAMENTO DO CABEÇOTE DO APARELHO DE RAIOS X E
45°, posteroanterior (PA) em frontonaso, posteroanterior (PA) para
5
DO RAIO CENTRAL
«E mandíbula, posteroanterior (PA) em mentonaso, semiaxial postero-
"m O cabeçote ê posicionado na linha media da região submandi-
8’2 anterior (Reverchon invertido), perfil semiaxial (Schüller), localizada
.92 bular (mento) do paciente, com uma angulação de 90°, e o raio
“c: para articulações temporomandibulares, laterais obliquas da man-
6:0 central incidindo com uma angulação de 90° com relação ao an-
[It díbula (direita e esquerda) e axial submento-vértice da face.
o teparo, na região do(s) dente(s) a ser(em) radiografado(s) (Figura
21.69).

E uma tomografia rotacional que produz uma imagem radiografica


da totalidade do arco dental, ou seja, produz uma imagem radio-
iNciDÊNciAs EXTRABUCAIS
..............................................................................................................................................................................................................................................................

gráfica panorâmica da maxila e da mandíbula. O tubo de raios X O paciente deve ser instruido a näo se movimentar durante a
move-se simultaneamente e em sentido oposto ao anteparo (ante- execução da incidência.
paro ou detector digital), ao redor do paciente (Figura 21.70).
Suas indicações são: impossibilidade do paciente para a rea- '-Êif'fl'elerradiografia docrâm em perfil f __
lização de incidências intrabucais (trismos e náuseas ao contato
com o anteparo e politraumatizados. Também denominada incidência cefalome'trica, é utilizada para fa-
zer mensurações lineares e angulares de pontos ou estruturas ana-
POSICIONAMENTO DA CABEÇA DO PACIENTE tômicas (ortodontia). Para sua execução, ha necessidade de um
O paciente deve ser posicionado no aparelho com o plano horizon- cefalostato adaptado ao aparelho, que tem a função de manter a
tal alemão paralelo ao chão e o plano sagital perpendicular a este cabeça do paciente na posição correta para a realização da inci-
(Figuras 21.71). dência (Figura 21.72).

Tubo de Filme
raios X
radiografico

Figura 21.70 (A a C) Esquema do funcionamento do conjunto formado por tubo de raios X e anteparo na incidência panorâmica

Figura 21.71 (A e B)
Posicionamento do paciente
para a incidência panorâmica
(A). Imagem radiográfica
panorâmica (B)

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“E. tzgfiologpuH
Figura 21.72 (A f3
e B) Posicionamento
do paciente para
telerradiografia do
crânio em perfil (A).
Telerradiografia do
crânio em perfil (B)
.............................................................................................................................................................................................................................................................

A distância foco-anteparo utilizada é de 1,50m (telerradiogra- Essa incidência corresponde à posteroanterior em frontonaso
fia), com o anteparo (chassi ou detector digital) o mais próximo descrita para o estudo radiografico da face (Capítulo 12). Portan-
possível da cabeça do paciente, para evitar ampliação da imagem to, tem os mesmos parâmetros de posicionamento e incidência do
radiografica. O plano sagital mediano deve estar paralelo ao an- raio central e dos fatores radiograficos.
teparo (chassi ou detector digital), e o plano horizontal alemão,
paralelo ao chão. Os parâmetros radiograficos e incidência do raio PosteroanteriOr (PA) para mandíbula
central são os mesmos descritos para a incidência em perfil do
É usada na rotina do estudo radiografico da mandíbula. O pacien-
esqueleto facial (Capítulo 12, Cabeça).
te deve permanecer imóvel e em apneia durante a realização da
incidência.
Telerradiografía do crânio em oblíqua de 45° Essa incidência corresponde â posteroanterior para mandíbula
(direita e esquerda) descrita para o estudo radiografico da mandíbula (Capítulo 12).
Portanto, tem os mesmos parâmetros de posicionamento e inci-
É utilizada para fazer mensurações lineares e angulares de pontos
dência do raio central e dos fatores radiograficos.
ou estruturas anatômicas (ortodontia), principalmente em crianças
com dentição mista. Assim, é feita uma comparação das medidas
da região mandibular de caninos e pré-molares permanentes com Posteroantiafriorv (PA) em" mentonaso para seio
os caninos e molares decíduos, para avaliação do espaço neces- 'maxilar' .
sário para a ¡rrupção dos dentes permanentes em ambos os lados Também denominada incidência de Blondeau, Waters, Waldron,
da arcada (Figura 21.73). mentonaso ou occipitomentoniana. É usada na rotina do estudo ra-
diografico dos seios maxilares. O paciente deve permanecer imó-
vel e em apneia durante a realização da incidência.
Essa incidência corresponde â posteroanterior em mentonaso
descrita para o estudo radiografico da face (Capítulo 12). Portan-
to, tem os mesmos parâmetros de posicionamento e incidência do
raio central e dos fatores radiograficos.

Semiaxial posteroanterior (Reverchon invertido)


É também denominada incidência de Haas ou nucofrontal.
O paciente deve permanecer imóvel e em apneia durante a rea-
lização da incidência.
Essa incidência corresponde â semiaxial posteroanterior des-
crita para o estudo radiografico do crânio (Capitulo 12). Portanto,
tem os mesmos parâmetros de posicionamento e incidência do
raio central e dos fatores radiograficos.

Perfil semiaxial (Schiiller), localizado, para


articulagé'esf'ltéfimporomandibulares
Também denominada incidência temporotimpânica, de Schüller ou
de Runström. É uma incidência localizada unilateral, usada na roti-
na do estudo radiografico das articulações temporomandibulares.
São realizadas duas incidências para cada lado (para cada arti-
culação): uma com a boca fechada e outra com a boca aberta. Na
Figura 21 .73 Telerradiografia do crânio em oblíqua de 45°
incidência realizada com a boca aberta, para que haja uma simetria
entre as duas articulações, deve ser solicitado ao paciente que co-
A distância foco-anteparo utilizada é de 1,50m (telerradiogra- loque um gabarito (de aberturas variadas) ou dois dedos na boca
fia), com o anteparo (chassi ou detector digital) o mais próximo para mantê-la aberta. O paciente deve permanecer imovel e em
possível da cabeça do paciente, para evitar ampliação da imagem apneia durante a realização da incidência.
radiografica. Essa incidência corresponde ao perfil semiaxial (Schüller) (di-
reito e esquerdo) descrito para o estudo radiografico das articu-
lações temporomandibulares (Capítulo 12). Portanto, tem os mes-
Obšèwação: essa incidência» ,corresponde ía oblíqua antem- mos parâmetros de posicionamento e incidência do raio central e
~posteriordescrita para; 1o estudo radiografiao do: crânio "(Caple- dos fatores radiograficos.
‚ tulo 12), portanto possuiasmesmos parâmetros
i de posiciona¬
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mento ze incidência dO‘raiO-cefifial; j, Laterais oblíquas da mandíbula (direita e
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C esquerda)
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.— Posteroanterior (PA) em frontonaso
Radiologia
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Também denominada incidência de Bellot, é utilizada na rotina do
Também denominada incidência de Caldwell, occipitofrontal, PA estudo radiografico da mandíbula. São realizadas sempre duas in-
verdadeiro do crânio, PA de face ou frontonaso. É usada na rotina cidências, uma para cada lado. O perfil esquerdo corresponde ao
do estudo radiografico dos seios frontais. lado esquerdo da cabeça mais próximo do anteparo (chassi ou
O paciente deve permanecer imovel e em apneia durante a rea- detector digital), e o perfil direito, ao lado direito da cabeça mais
lização da incidência. proximo do anteparo (chassi ou detector digital).
BIBLIOGRAFIA 471
...............................................................................................................................................................................................................................................................

O paciente deve permanecer imóvel e em apneia durante a rea- Técnica de Clark


lização da incidência. Essa incidência corresponde ao perfil semia-
A te'cnica de Clark é a mais utilizada. Usa o desvio horizontal (ou
xial (Bellot) (direita e esquerda) descrito para o estudo radiografico
vertical) do raio central em duas incidências intrabucais (intraorais)
da mandíbula (Capítulo 12). Portanto, tem os mesmos parâmetros
da região em estudo (Figura 21.74).
de posicionamento e incidência do raio central e dos fatores ra-
Partindo de uma incidência radiografica normal, denominada
diográficos.
ortorradial, são realizadas duas incidências, uma mesiorradial e
uma distorradial. Na incidência mesiorradial, o cabeçote fica di-
Axial submento-vértice da face recionado de mesial para distal no dente a ser radiografado, e
na distorradial o cabeçote fica direcionado de distal para mesial
É também denominada incidência de Hirtz ou axial da face.
no dente.
O paciente deve permanecer imóvel e em apneia durante a rea-
Iização da incidência. Essa incidência não deve ser realizada em Dessa maneira, a estrutura anatômica que esta mais próxima do
paciente com traumatismo ou artrose cervical avançada. anteparo se deslocará pouco, enquanto a que esta mais distante
Essa incidência corresponde à axial submento-vêrtice (Hirtz) do anteparo se deslocara mais e também aparecerá mais ampliada
descrita para o estudo radiografico da face (Capítulo 12). Portan- (menos nítida) na imagem.
to, tem os mesmos parâmetros de posicionamento e incidência do A localização da estrutura anatômica é feita em função do seu
raio central e dos fatores radiograficos. deslocamento nas imagens.

Técnica de Miller-Winter
MÉToDospE LocAlAçÃo Essa técnica é indicada para 3Q molar incluso, odontomas e cor-
RADIOGRAFICA pos estranhos. Na radiografia analógica, são utilizados dois ante-
Säo utilizados para a localização de dentes inclusos, odontomas, paros periapicais, um para uma incidência periapical e outro para
grandes lesões em áreas nobres, corpos estranhos e dentes com uma incidência oclusal. Essa técnica da a posição do dente no
múltiplas raízes. sentido vestibulolingual e sua relação com o segundo molar.

Ortorradial Mesiorradial Distorradial

RC

Anteparo (filme
radiográfico,
sensor digital ou
filme digital)

Figura 21.74 (A a C) Esquema ilustrando a técnica de Clark

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