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DIREITO PENAL - PARTE ESPECIAL

Crimes Contra a Administração da Justiça IV


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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA IV

Favorecimento Pessoal
Art. 348 – Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de
crime a que é cominada pena de reclusão:
Pena – detenção, de um a seis meses, e multa.
§ 1º – Se ao crime não é cominada pena de reclusão: (privilégio)
Pena – detenção, de quinze dias a três meses, e multa.
§ 2º – Se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão
do criminoso, fica isento de pena. (escusa absolutória)

Atenção!
Se a mãe ajuda o filho a se esconder, a mãe não responde; se o filho ajuda o
pai a se esconder, o filho não responde.

• O crime não se verifica quando próprio autor do crime ajuda um comparsa


a fugir, eis que é necessário que aquele que presta o auxílio não tenha par-
ticipado da conduta criminosa.
• O auxílio é prestado após a prática do delito
• Combinação prévia = concurso de agentes
• Sem combinação prévia = favorecimento pessoal

Atenção!
Parte minoritária da doutrina entende que a obtenção de êxito na ocultação
é dispensável para a consumação do delito. Mas se a mãe ajuda o filho a
esconder um carro, ela responde por favorecimento real.

Favorecimento Real
Art. 349 – Prestar a criminoso, fora dos casos de coautoria ou de receptação,
auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime:
Pena – detenção, de um a seis meses, e multa.
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Atenção!
Se o auxílio prestado for o qual se pega o proveito do crime e atribui-se aparência
de lícita, é lavagem de dinheiro; se o cidadão recebe o proveito do crime e, em
virtude disso, devolve uma contrapartida para o autor do crime, caracteriza-se
receptação; se existiu uma combinação prévia, não se trata de favorecimento
real, mas coautoria.

Art. 349-A. Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada


de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autoriza-
ção legal, em estabelecimento prisional.
Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
• Favorecimento pessoal = pessoa
• Favorecimento real = Res (do latim = coisa)
• É necessário que o agente não adquira pra si o produto, nesse caso, o
crime seria de receptação.

Atenção!
O funcionário público que auxilia a entrada de aparelho responde pela
prevaricação imprópria.

 Obs.: No favorecimento real não está prevista a escusa absolutória, que somen-
te está prevista no favorecimento pessoal.

Atenção!
Prevalece, no âmbito doutrinário, que o art. 350 foi revogado pela Lei de Abuso
de Autoridade.

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Exercício Arbitrário ou Abuso de Poder


Art. 350 – Ordenar ou executar medida privativa de liberdade individual, sem
as formalidades legais ou com abuso de poder:
Pena – detenção, de um mês a um ano.
Parágrafo único – Na mesma pena incorre o funcionário que:
I – ilegalmente recebe e recolhe alguém a prisão, ou a estabelecimento des-
tinado a execução de pena privativa de liberdade ou de medida de segurança;
II – prolonga a execução de pena ou de medida de segurança, deixando de
expedir em tempo oportuno ou de executar imediatamente a ordem de liberdade;
III – submete pessoa que está sob sua guarda ou custódia a vexame ou a
constrangimento não autorizado em lei;
IV – efetua, com abuso de poder, qualquer diligência.
ESTE ARTIGO FOI REVOGADO TACITAMENTE PELA LEI 4898/65.

Atenção!
Parte da doutrina afirma que o inciso IV e o I, por não possuírem previsão igual,
continuam existindo.

Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança


Art. 351 – Promover ou facilitar a fuga de pessoa legalmente presa ou subme-
tida a medida de segurança detentiva:
Pena – detenção, de seis meses a dois anos.
§ 1º – Se o crime é praticado a mão armada, ou por mais de uma pessoa, ou
mediante arrombamento, a pena é de reclusão, de dois a seis anos.
§ 2º – Se há emprego de violência contra pessoa, aplica-se também a pena
correspondente à violência.
§ 3º – A pena é de reclusão, de um a quatro anos, se o crime é praticado por
pessoa sob cuja custódia ou guarda está o preso ou o internado.
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O § 3º é uma qualificadora que torna o crime próprio, porque o crime é praticado
por pessoa sob cuja custódia está o preso.

§ 4º – No caso de culpa do funcionário incumbido da custódia ou guarda,


aplica-se a pena de detenção, de três meses a um ano, ou multa.

Atenção!
Em relação aos crimes contra a Administração Pública, existem dois crimes
culposos. Entre os crimes funcionais, só existe um crime, que é o peculato
culposo; mas dentro dos crimes contra a Administração da Justiça, existe o
crime de promoção de fuga de pessoa presa.

• Não se exige que a pessoa esteja efetivamente presa, pode ser apenas sob
a custódia do Estado.
• Quem pratica o ato de promover ou facilitar a fuga de pessoa ilegalmente
presa não comete crime, pois age em legítima defesa de terceiro.

Evasão mediante violência contra a pessoa


Art. 352 – Evadir-se ou tentar evadir-se o preso ou o indivíduo submetido a
medida de segurança detentiva, usando de violência contra a pessoa:
Pena – detenção, de três meses a um ano, além da pena correspondente à
violência.
• Crime próprio
• Exige-se que o preso tenha usado violência contra a pessoa (violência
contra coisa não caracteriza o crime)
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Atenção!
Não se aplica ao 352, o art. 14, II e Parágrafo Único do Código Penal, porque
a tentativa do CP é uma causa de diminuição de pena.

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pelo professor Wallace França.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela
leitura exclusiva deste material.

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