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MITOS DE DEUSES

ABRAÃO
[mitologia judaica]
Originário da Mesopotâmia seguiu as ordens de Deus para ir para um país desconhecido,
Canaã; seu nome significa Pai da multidão. É um descendente de Sem, filho de Noé e era um
pastor nômade casado com Sara que vivia procurando boas pastagens para o rebanho. É um
símbolo da necessidade do homem de se livrar dos laços que o prendem a família e a pátria,
para poder seguir seu mito pessoal ou seu destino. Faz referência ao processo de
Individuação.

ADÔNIS
[Mitologia Grega]
O nome Adônis vem do semita Adon, que se constituía num título de honra atribuído ao deus,
e que significa: "senhor". Seu nascimento como o de Odin, deu-se a partir de uma árvore na
qual sua mãe se transformara. A deusa Afrodite o encontrou ao nascer e se tornou sua
segunda mãe, mas ao brincar com o filho Eros, que se encontrava em seu colo, feriu-se numa
das suas flechas, e vendo Adônis logo a seguir apaixonou-se pelo deus. Era um jovem deus
da vegetação, de extraordinária beleza e que quando criança foi ocultado pela deusa numa
arca e confiado aos cuidados de Perséfone, que ao deparar-se com sua beleza, recusou-se à
devolvê-lo a Afrodite. A deusa vai então em pessoa ao sub-mundo na intenção de resgatá-lo.
A acirrada disputa entre a deusa do amor e a da morte, faz com que Zeus precise intervir e
delibere que Adônis viveria parte do ano com Perséfone no sub-mundo e parte com Afrodite
durante a primavera e o verão, quando se encontraria sobre a terra. Vitimado pelos ciúmes de
Ares por Afrodite, foi morto por um javali furioso enquanto caçava, que o deus da guerra
lançou contra ele. Afrodite ao vê-lo cair correu ao seu encontro ferindo-se numa roseira
branca que ao ser espargida com seu sangue teve suas flores brancas transformadas em
rosas vermelhas. Era uma divindade agrícola, sendo sua morte e ressurreição celebradas em
conexão com a semeadura e a colheita e seu culto associado à Átis e Osíris, assim como à
Dioniso, Damuzzi e Tammuz, todos eles deuses jovens que foram mortos e ressuscitados. O
culto de Adônis é originário da Babilônia, onde chamavam-no Tammuz, amante da Grande
deusa Ishtar, que era o nome babilônico de Afrodite e que se constituía num símbolo das
energias reprodutivas da natureza. Seus ritos eram celebrados em Biblos, na Síria; e em Pars,
no Chipre; onde Astarte, representação local de Afrodite tinha seus cultos. Tanto entre os
cipriotas como entre os fenícios era chamado de BAAL, que se constituía no princípio
masculino de reprodução que fertilizava a terra. Esse mito nos reporta ao tema do incesto e da
renovação cíclica, uma vez que Ishtar simbolizava as energias reprodutivas da natureza, e
Tammuz era o grão, o filho fecundador da terra. As lamentações anuais por Adônis,
denominadas "Pranto por Adônis", nada mais eram do que um rito de colheita; e sua morte é
um símbolo da destruição do cereal pelo homem; o seu pranto em termos da psicologia
junguiana simboliza que para que haja Transformação é preciso haver pranto, é preciso que a
dor decorrente da perda da velha identidade ou das velhas atitudes seja reverenciada. Adônis
é representativo do arquétipo do puer, do jovem que por jamais haver se desligado da mãe,
não pode crescer, daí a precocidade de sua morte.
AGAMENON
[mitologia grega]
Rei de Argos era membro da casa de Atreu, sobre a qual pairava uma maldição. Foi um dos
comandantes dos navios gregos que partiram para a Guerra de Tróia. Quando voltou, foi
assassinado pela esposa Clitemnestra e por Egisto, seu amante. Agamenon era
considerado o príncipe mais poderoso da Grécia antiga. Ele e seu irmão Menelau foram
casados com
Helena e Clitemnestra, as filhas do rei de Esparta. Numa caçada, Agamenon matou um
cervo, o que levou a deusa Ártemis a se enfurecer com ele. Numa tentativa de aplacar a ira
da deusa, resolveu sacrificar sua filha Ifigênia. Ártemis, com pena da menina; decidiu levá-la
consigo e substitui-la por um animal. Clitemnestra, jamais lhe perdoou a perda da filha e
quando ele volta de Tróia, arquiteta o plano de matá-lo. Seu assassinato consumou-se quando
Agamenon ao sair do banho, teve sua cabeça coberta por um manto que Clitemnestra lançou
sobre ele, podendo então matá-lo, auxiliada por Egisto. Seu filho mais velho, Orestes,
auxiliado por sua irmã Electra, vingou sua morte matando a mãe, o que acarretou o ódio das
Erínias, as guardiãs do direito natural.

AGENOR
[mitologia grega]
Nome do rei de Tiro que era pai de Europa. Ao dar pelo sumiço da filha, quando ela foi raptada
por Zeus na forma de um touro, envia seus outros filhos no seu encalço e exige que só
voltem após encontrá-la. Dentre eles encontrava-se Cádmus, que já sem esperanças resolve
consultar o Oráculo de Delfos. A Pítia manda então que abandone sua busca e que parta para
fundar uma cidade.

AGNI
[mitologia védica]
Era o nome do deus do fogo para os vedas. Era um deus ígneo, fálico e criador. Simboliza a
libido criadora e na índia, a construção de um altar dedicado ao deus assegurava a posse de
um território. Esse deus do fogo em seu mito está estritamente ligado à luz do luar, ao
feminino, tanto que para os vedas, o sangue menstrual nas mulheres, numa associação entre
sangue e fogo, era considerado sagrado, porque se tinha que corresponderia a uma
manifestação do deus. Era chamado ainda de "Umbigo da Terra".

AHRIMAN
[mitologia persa]
Deus do mal e da escuridão, equivale grosseiramente ao diabo no mito cristão; enquanto o
lado sombrio do deus. Entretanto, Ahriman tem poder idêntico ao do deus da luz, Ormuzd,
com quem trava eterna batalha pela supremacia. Esses deuses são símbolo da sizígia bem-
mal, luz-sombra, constituindo-se, portanto numa representação de um par de opostos da
psique.

AHURA-MAZDA
[mitologia persa]
Era o outro nome de Ormuzd que era considerado o "Senhor da Luz", sendo ele todo
luminosidade, benevolência, poder e conhecimento. Esse deus, O Senhor do Céu, comandava
as sete amshaspends, ou hostes celestes, sempre em conflito cósmico com Ahriman e seus
demônios da escuridão.

ÁJAX
[mitologia grega]
Nome de dois heróis que participaram da Guerra de Tróia. O primeiro era conhecido como
Ájax, o Grande, filho de Télamon e que foi quem resgatou o corpo de Aquiles das mãos dos
troianos. Ele e Ulisses reclamaram a armadura do herói que foi entregue à Ulisses. Sentindo-
se injustiçado, suicida-se. O segundo era o filho de Oileu, que era conhecido como
Ájax, o pequeno, por sua baixa estatura. Era considerado como sendo o mais ágil dos gregos
depois de Aquiles e foi vítima de um naufrágio ao voltar da Guerra de Tróia, Possêidon salva-
o, colocando-o num rochedo. Ájax, contudo, gaba-se de que teria chegado vivo de qualquer
forma, o deus fica tomado de ira, corta o rochedo em duas partes e Ájax morre afogado.

ALBERICH
[mitologia germânica]
Da raça dos anões, dos niebelungos, é o anão que forja o anel de poder a partir do ouro
roubado das donzelas do Reno e que renuncia ao amor para fazê-lo.

AMITABHA
[mitologia tibetana]
Era o nome do Buda que simbolizava o "Incomensurável Esplendor".

AMOGHA-SIDDHI
[mitologia tibetana]
Era o nome do Buda que simbolizava "aquele que não será desviado de sua meta".

AMON
[mitologia egípcia]
Análogo ao Zeus grego ou ao Javé bíblico. Era considerado como sendo um deus criador
primordial, retratado com cabeça de carneiro. Seu nome significa "o oculto"; e é a força
geradora e criadora original que criou o universo manifesto a partir de si mesmo. O seu poder é
fálico e criador.

ANDROGEU
[mitologia grega]
Filho do rei Minos de Creta, irmão de Ariadne e do Minotauro.

ANFIÃO
[mitologia grega]
Era um dos personagens da dupla de gêmeos míticos: Anfião e Zeto. Era o mais poético e
musical dos dois, e seu irmão Zeto era guerreiro e agressivo. Um desprezava as qualidades
diferentes do outro. Esse mito se refere fundamentalmente ao arquétipo da sombra, do nosso
lado desprezado e inconsciente.

ANGRA-MAINYU
[mitologia persa]
O oposto de Ahura-Mazda, ou de Ahriman. É o senhor da escuridão, da hipocrisia e da
falsidade, um símbolo da sombra.

ANQUISES
[mitologia grega]
Era um dos amantes de Afrodite, que julgava ser a deusa uma mortal, uma vez que ela lhe
disse ser uma filha do rei da Frigia renegada e abandonada pelo pai. Da união de Afrodite
com Anquises, nasceu Enéas.

ANTEROS
[mitologia grega]
Era um dos filhos de Ares e Afrodite, irmão de Eros (amor). Anteros simboliza o amor
recíproco.

ANU
[mitologia sumeriana]
Era considerado como sendo o pai dos deuses, uma espécie de Urano, e que foi destronado
por Enlil. Era o deus das águas acima da terra.

ANÚBIS
[mitologia egípcia]
Filho de Néftis e de Osíris, que dormiu com a deusa pensando tratar-se de Ísis. Divindade
do inferno que é representado por uma cabeça de chacal; sendo considerado como
psicopompo ou o que leva as almas para o inferno. Como símbolo do psicopompo, equivale
mais ou menos ao Hermes grego.

ÁPIS
[mitologia egípcia]
É considerado um símbolo do Sol e do espírito de Osíris nos Mistérios de Ísis sendo que o
deus seria concebido, sempre que a luz da lua penetrasse numa vaca no cio. Um touro real
era criado em Mênfis como sendo a alma de Osíris.

APOLO
[mitologia grega]
O "Senhor da Luz" é o deus do sol, da música e da profecia; filho de Zeus e irmão gêmeo de
Ártemis, a deusa lunar. Esse deus presidia a adivinhação e a cura das doenças, mas também
a propagação delas. Seu oráculo em Delfos foi usurpado da deusa da terra. Ele não
reconhecia as raízes matriarcais, previa o futuro dos consulentes, mas em termos tão
ambíguos que era chamado "língua dupla". Também é o protetor dos rapazes e o mais
cavalheiresco e racional dos deuses olímpicos. Era um músico que tocava lira. Apolo era pai
de Asclépio, o deus responsável pelas curas. Através de sua mãe Leto, está ligado
diretamente aos Titãs "astrais", a Ceos e a Febe. A despeito de sua beleza, foi
sistematicamente rejeitado em suas investidas amorosas, quer por
Dáfne, Cassandra, Hiacinto ou Ciparissos. Inicialmente era tido como sendo um deus
selvagem e bravio, um deus da caça que rondava as grutas, as
cavernas e o bosque sempre acompanhado de lobos, corvos e gralhas.
APÓPIS
[mitologia sumeriana]
Era este o nome de uma serpente que se acreditava que fosse a encarnação de Set.

APSIRTOS
[mitologia grega]
Irmão mais jovem de Medeia, que foi morto por ela quando a bordo na embarcação Argo,
quando teve seus membros dispersos jogados ao mar.

APSU
[mitologia babilônica]
Pai de Ea é considerado o gerador dos grandes deuses, é uma representação do princípio
gerador.

AQUILES
[mitologia grega]
Um dos heróis da Guerra de Tróia, Aquiles era filho da deusa do mar Tétis e de Peleu, um
mortal. Quando era bebê, a mãe o mergulhou no rio Estige, para torná-lo imortal, mas
esqueceu-se de mergulhar na água o calcanhar, por onde o segurava. Essa parte vulnerável
provocou sua morte durante a batalha contra os troianos.

ARES
[mitologia grega]
Deus da guerra e do prazer do combate nasceu de Hera, a rainha dos deuses, sem pai,
como uma vingança da deusa contra Zeus uma vez que a deusa Atena nasceu sem a
participação de sua divina esposa, saltando da cabeça de Zeus já adulta. No mito é descrito
como brutal, violento e traiçoeiro e seu equivalente romano é Marte. A raiz grega do nome
Ares provém de uma palavra que significa "empolgar-se" ou "destruir-se". É
considerado um símbolo da força bruta assim como da paixão insensata, uma vez que é o
produto do rancor armazenado no corpo de Hera. Ares possuía quatro escudeiros que sempre
o acompanhavam. Um deles era chamado Deimos (Medo); outro Phobos (Terror); outro Éris
(Discórdia); e ainda outro, que se chamava Ênio e que era um demônio feminino da
guerra. Foi apaixonado pela deusa da beleza Afrodite, com quem teve três filhos, Eros,
Anteros e Harmonia.

ARGES
[mitologia grega]
Um dos três Ciclopes, filhos de Urano e Gaia. É a Luz do Relâmpago e simboliza junto a seus
dois irmãos, as forças incontroláveis da natureza.

ARTUR
[mitologia céltica]
Diz-se que conquistou toda a Bretanha aos invasores bárbaros e que foi mortalmente ferido às
margens de um rio, quando entregou sua espada "Excalibur" à um espírito das águas.

ASCLÉPIO
[mitologia grega]
Filho de Apolo, o deus Sol e de Carônis, a donzela do corvo. Foi criado pelo centauro
Quíron nas artes da cura e da medicina, era o patrono dos curadores e também podia levantar
os mortos. Algumas vezes mostram-no na forma de serpente, símbolo das artes médicas, ou
segurando uma serpente enroscada num bastão. Ressurgiu dos mortos depois de ser atingido
por um dos raios de Zeus. Retratam-no como um aleijado, coxo, como numa alusão
ao seu destino incomum.

ASVINS
[mitologia hindu]
Dois gêmeos divinos, criadores da chuva e concessores da fertilidade; eram chamados os
condutores do céu, uma vez que conduziam a carruagem celeste. Esses gêmeos, filhos do
Céu, eram eternamente jovens. Às vezes, os dois desciam a Terra para que pudessem livrar os
humanos das dificuldades e agiam como médicos divinos. Costumavam ser associados à
Castor e Pólux.

ÁTIS
[Mitologia frigia]
Filho e amante da grande deusa da fertilidade Cybele. É um deus da vegetação,
semelhante a Tammuz, Dammuzi e Adonis. Foi infiel à Cybele que, para se vingar, tornou-o
louco; quando ele mesmo se castrou. Diz-se que a Gruta de Belém onde se deu o nascimento
de Cristo, era um antigo santuário desse deus. O mito de Átis trata fundamentalmente da
questão do incesto e a sua castração equivale a uma expiação pelo desejo incestuoso.
Simboliza a necessidade de cortar os laços que prendem o homem à mãe, para que possa
viver a sua interidade, pois a dependência materna levaria fatalmente à morte ou à castração.
Cybele transformou-o num pinheiro. Na festa por seu luto, uma árvore, o pinheiro era
derrubado, o seu galho cortado e o deus amarrado a seu tronco, numa simbólica ligação com
a mãe.

ATLAS
[mitologia grega]
Era o filho de Japeto e Climene que foi obrigado a sustentar o céu sobre os ombros. Atlas
teve sete filhas com Pleione, filha de Oceano, essas filhas eram as Plêiades: Alcíone,
Kelaino, Electa, Sterope, Taygete e Maia que se dizia viviam na companhia dos pais na
Atlântida, o continente submerso e que foram as responsáveis pelo crescimento da legendária
civilização. Perseu petrificou-o através da cabeça de Medusa, ao ter-se recusado a hospedá-
lo, e posteriormente auxiliado pelos deuses do Olimpo, transformou-se na cadeia de
montanhas que leva seu nome.
Esse mito também era bastante difundido entre os povos incas.

ÁTON
[mitologia egípcia]
Era um deus solar, fálico e criador, que também possuía componentes espirituais. Era um
símbolo do sol para os egípcios.

ATREU
[mitologia grega]
Rei de Argos, envolveu-se numa luta fratricida com o irmão Tiestes e assassinou os filhos
deste. Em vingança, Tiestes amaldiçoou a linhagem do irmão sendo essa maldição foi
transmitida à Orestes irmão de Electra que mais tarde veio a se tornar o assassino da própria
mãe, Clitemnestra, para vingar a morte do pai Agamenon.

ATUM
[mitologia egípcia]
Uma das formas do deus-sol Rá. Era considerado como sendo o Criador e que enviou seu
olho divino para salvar seu filho Shu, deus do ar e Lefnut sua esposa-irmã. Quando a
humanidade conspirava contra Rá, ele arremessava seu Olho Divino contra seus inimigos.
Fala-nos o mito de um episódio em que seu Olho extraviou-se e Rá enviou seu mágico, o deus
Thot para que o trouxesse de volta.

AELO
[mitologia grega]
Uma das Harpias, filhas de Taumas e Electra, e que era considerada como sendo símbolo da
Borrasca.

AFRODITE
[Mitologia grega]
Deusa do amor sensual e da beleza nasceu da união do mar com os órgãos genitais
cortados do deus Urano, que foi castrado por seu filho Crono. Quando Crono castrou Urano,
arremessou seu falo desmembrado ao mar, que emergindo das espumas com as ondas, deu
origem à Afrodite. . Ela é um resultado da união das espumas do mar, com o esperma de
Urano. A espuma branca que resultou da mistura entre o esperma do deus e o mar, espalhou-
se ao redor dos genitais castrados, e deu-lhe origem, nascendo totalmente desenvolvida e bela
em sua nudez. É uma filha, portanto das águas do mar e da violência e da luta pelo poder
e pela supremacia; equivale a Inanna no mito sumeriano; a Ishtar no
babilônico; a Hátor no Egito, Vênus em Roma. Rege a criatividade assim como as artes e
artimanhas do amor; ela também é uma deusa da batalha, como é retratado por ocasião de
seu nascimento, incitando os homens ao combate sangrento. É vaidosa, ciumenta e vingativa,
mas sempre irresistível, simbolizando o desejo apaixonado, a paixão cega capaz de gerar luta,
o amor físico e a paixão como resultado do instinto, além da transitoriedade do afeto, uma
vez que ela não prega a eternidade do amor, mas sua transitoriedade, cônscia de que toda a
paixão é finita. Seu poder de reprodução não é uma decorrência de seu instinto maternal, mas
sim, fruto de sua paixão por um homem. Afrodite era casada com o ferreiro Hefesto, o deus
defeituoso dos artesãos, filho de Hera, a quem foi sistematicamente infiel. Ela pode ser
considerada como sendo um símbolo do desejo sensual, totalmente desvinculada dos
assuntos da alma. Essa deusa que era patrona de toda a criatividade é possível que tenha
desposado o coxo e aleijado ferreiro Hefesto, por amor aos seus dons artísticos e sua
criatividade, assim, seu casamento parece representar a união da beleza com o artesanato,
que originam a arte. Essa deusa valorizou sua independência acima da experiência emocional
com o outro. Valorizava as ligações, mas só em curto prazo, sem laços que se estabelecessem
pela dependência.
É considerada como sendo a amante arquetípica.
AGLAÉ
[mitologia grega]
Essa deusa foi casada com Hefesto. Era a mais jovem das Cárites ou Graças.

ALCIPÉIA
[mitologia grega]
Nasceu da união de Ares com Aglares. Seu pai ao presenciar a tentativa por parte de
Halirrótio, filho de Possêidon de violentá-la, enfureceu-se e matou o estuprador, fato que o
levou a julgamento num tribunal em que com o apoio da deusa Atena, defensora da castidade,
foi absolvido.

ALCIONE
[mitologia grega]
Filha de Éolo, o deus do vento e esposa de Ceíce. É considerada como sendo um símbolo da
Paz. Atraiu sobre si a fúria dos deuses e foi transformada em pássaro. Alguns mitólogos
descrevem-na como sendo uma das Plêiades, as filhas de Atlas e Pleione e afirmam ainda
que Alcione coabitou com Possêidon.

AMALTÉIA
[mitologia grega]
A cabra que amamentou o pequeno Zeus no período em que ficou escondido de Crono, seu
tirânico pai. Em gratidão por ter-lhe salvo a vida, Zeus, ao tornar-se rei dos deuses, colocou-a
no céu como a constelação de Capricórnio, e transformou um de seus cornos na Cornucópia
ou Corno da Abundância. A cabra simbolicamente pode ser considerada uma representação da
mãe, e é interessante se observar, que a casa dez na astrologia, ou seja, o setor do mapa
natal associada ao signo de Capricórnio, possui uma associação com a mãe, ou com o
arquétipo materno sendo ainda que Saturno (Crono) é o planeta que rege o signo de
Capricórnio.

AMAZONAS
[mitologia grega]
Era uma raça de mulheres guerreiras que se dizia na Antigüidade, serem filhas da ninfa
Harmonia numa união com seu pai Ares. Eram caracterizadas por seu estado de virgindade
psicológica, que as aproximava do padrão arquetípico de Ártemis. Apartava-se dos homens
com quem só se relacionavam com a finalidade de procriarem, mas de uma forma
indiscriminada e jamais se permitindo a coabitação ou o vivenciar o afeto. Em suas imagens
são retratadas montadas a cavalo, num simbolismo de que estariam perfeitamente integradas
com sua vida instintiva e munidas de arco e flecha, já que eram famosas como guerreiras.
Costumavam cauterizar o seio direito num simbolismo de renúncia ao puramente feminino.

ANDRÔMEDA
[mitologia grega]
Filha do rei Cefeu e da rainha Cassiopéia da Etiópia. Possêidon irado com a soberba de seus
pais oferece-a em sacrifício a um monstro marinho, quando é acorrentada à uma rocha.
O herói Perseu ao vê-la, apaixonou-se por ela, matou o monstro utilizando-se da cabeça da
Medusa e salvou-a, tirando Andrômeda da rocha onde estava acorrentada, e casando-se em
seguida com ela.
ANFITRITE
[mitologia grega]
Era esposa de Possêidon, filha de Nereu e Dóris.

ALATUR
[mitologia babilônica]
Era o nome da deusa do sub-mundo para os babilônicos, a irmã de Ishtar, que luta com a
deusa pela posse de Tammuz. Análoga a Ereshkigal suméria.

APSARAS
[mitologia védica]
Eram esposas de deuses, sendo ninfas sedutoras das águas do espaço. Essas ninfas aéreas
eram amantes dos gandarvas, sendo que por vezes, uma apsara descia a Terra e enamorava-
se de um mortal. Elas nasceram da espuma do mar, da sua leveza, e eram excelentes
dançarinas. Eram consideradas como sendo as mensageiras de Kali, que tinham por
atribuição, convocar os homens ao amor à divindade.

ANAÍTA
[mitologia persa]
Era o nome da mãe de Mitra. Era uma deusa da lua no mazdeísmo e que assegurava a
fertilidade.

ARETUSA
[mitologia grega]
Era o nome de uma ninfa da floresta que quando voltava de uma caçada nadava nua para se
refrescar quando o deus do rio foi tomado de ardente desejo por ela e perseguiu a ninfa que
fugiu aterrorizada pedindo socorro à Ártemis. A deusa ouviu seu choro, resgatou-a numa
nuvem de neblina e a transformou numa fonte.

ARIADNE
[mitologia grega]
Filha do Rei Minos de Creta, que auxiliou Teseu a matar o Minotauro, seu irmão, um monstro
metade touro metade homem, que vivia dentro do Labirinto de Creta e com o auxílio de um
novelo de linha garantiu o retorno de Jasão a salvo do Labirinto. Foi a responsável pelo
processo de individuação de Teseu, que foi alcançado graças à seu amor. É considerada como
sendo um símbolo da mulher oculta, da virgem, daquela que é capaz de transformar a criatura
viva num verdadeiro indivíduo. Ariadne era uma figura de anima bastante positiva na história
de Teseu; uma anima cheia de iniciativa e que por isso mesmo precisava ser
abandonada por Teseu como de fato o foi no mito, uma vez que não apenas a projeção da
anima precisava ser superada, mas porque ela mesma não possuía as características
necessárias à mulher capaz de representar o papel de anima para um homem. É à partir desse
abandono que Ariadne pode viver sua interidade com Dioniso, um deus que havia
conseguido integrar em si o feminino, e que era uma versão evoluída de Teseu, uma forma
mais integrada, quando passa a ser a supervisora dos rituais femininos na Vila dos Mistérios
em Pompéia. Vários fatos sugerem que tivesse um vínculo com Afrodite tanto que por
vezes era citada como "Ariadne-Afrodite" e usava a coroa de Afrodite que dizem Teseu
trouxe do fundo do mar.

ÁRTEMIS
[mitologia grega]
Filha de Zeus e Leto, irmã gêmea de Apolo, o deus sol, é considerada uma divindade lunar,
retratada como uma destemida virgem caçadora, senhora dos animais selvagens. Passava seu
tempo na caça, acompanhada de seus cães. Vestia-se com uma túnica curta equipada com um
arco de prata e aljava de setas ao ombro; é a potência misteriosa que preside a fecundidade
animal das florestas além de ser considerada como sendo a deusa principal das
Amazonas enquanto caçadora divina. Na Ásia Menor também é retratada como prostituta e
deusa da fertilidade, mas paradoxalmente também é virgem e protetora da gravidez e do
parto. A sua fama de protetora do parto deveu-se ao fato de que por ter nascido antes de
Apolo, auxiliou sua mãe Leto, no parto do irmão. Também é associada à Hécate, outra deusa
lunar e regente do inferno que fazia-se acompanhar por cães tal qual Ártemis, e nesse seu
aspecto de deusa da lua, associa-se também a Selene. Hécate, Ártemis e Selene eram
consideradas como sendo uma trindade lunar.
As veneradoras da deusa Ártemis chamavam-se ursas.
Ártemis simboliza o aspecto dominador e castrador da mãe e as feras que a acompanham
simbolizam o instinto que precisa ser domado.
Ela era considerada como símbolo da fecundidade e não do casamento e era também
chamada de "a que acerta de longe" ou "a Senhora das feras".
É ainda um símbolo da mulher que é individualista e que se movimenta sozinha fazendo o que
lhe interessa sem a necessidade de amparo ou de aprovação quer masculina ou feminina.
Personifica o espírito feminino independente que possui imunidade à paixão, uma vez que
esse arquétipo permite que a mulher sinta-se completa sem a presença de um homem.

ASTAR
[mitologia moabita]
Deusa do amor e da fertilidade para os moabitas, análoga à Ishtar babilônica.

ASTARTE
[mitologia fenícia]
Era considerada uma deusa do amor e da fertilidade, análoga a Vênus romana, a Afrodite
grega, a Inanna sumeriana, a Ishtar, a Ísis e Hátor gregas, a Freya germânica.
Em seu santuário em Biblos, durante o luto anual por Adônis, as mulheres eram obrigadas a
raspar seus cabelos e caso não o fizessem, eram obrigadas a se prostituir com estrangeiros.
O ato de oferecer o cabelo ou a castidade à deusa simbolizava a oferenda de sua própria
fertilidade.
Podemos deduzir desse fato, de que era bastante comum que se oferecesse aos deuses
aquilo de que eles necessitavam para continuar representando o seu papel divino, os deuses
necessitavam do homem, tanto quanto esse necessitava dos deuses.

ASTÉRIA
[mitologia grega]
Nome da ilha que posteriormente chamou-se Delos e onde Leto teve Apolo e Ártemis. Esse
era ainda o nome de uma deusa, filha de Ceos e Febe e que era irmã de Hécate.
ASTRÉIA
[mitologia grega]
Deusa da Justiça também chamada de Diquê. Era uma das filhas de Zeus e que viveu certa
vez na terra misturando-se aos homens. Foi ficando cada vez mais desgostosa de sua vileza e
acabou retirando-se para os céus, onde Zeus entronizou-a, transformando-a na constelação
de Virgem.

ATALANTA
[mitologia grega]
Foi abandonada por seu pai no topo de uma montanha logo após seu nascimento e foi
encontrada e alimentada por uma ursa sendo que mais tarde tornou-se uma bela mulher,
bastante corajosa e capaz como caçadora. Um caçador chamado Máleagro tornou-se seu
amante e companheiro e os dois partiram para a caça ao javali de Cálidon, quando Máleagro
morreu em seus braços. Atalanta deixa então a montanha e parte para um confronto com seu
pai e ser reconhecida como herdeira do trono. Vários pretendentes se aproximam dela que os
trata com desdém até que propõe que aquele que fosse capaz de vencê-la numa corrida seria
aceito por ela. Hipomênedes que a amava se candidata e pede auxílio à Afrodite para que
pudesse vencer. A deusa lhe dá três maçãs de ouro que conforme o plano de Afrodite fazem-
no ser o vencedor.

ATAR
[mitologia mesopotâmica]
Deusa do amor e da fertilidade para os mesopotâmicos, a análoga à Ishtar babilônica e a
Astarte fenícia.

ATÁRGATIS
[mitologia Síria-fenícia]
Uma das grandes deusas da fertilidade da Ásia Menor, também é uma divindade lunar.
Como Ishtar e Inanna, é ao mesmo tempo virgem e prostituta, cultuada através de ritos
orgiásticos.
Era freqüente a sua imagem montada num leão, que era um símbolo da integração de sua
natureza animal à sua personalidade. Também era retratada como sendo um peixe ou com
cauda de peixe como uma sereia, acompanhada pelo filho-amante Áctis, que também
retratado como um peixe e o que era retratado nessa sua imagem era a inconsciência em
grande parte de seu instinto.

ATENA
[mitologia grega]
Deusa da sabedoria e da estratégia de guerra, também é protetora de heróis. É uma filha de
Zeus, nascida de sua cabeça, sem mãe, já saiu adulta da cabeça do deus e é eternamente
virgem.
Seu nome significa "recipiente", "vaso" ou "panela" e é protetora dos artesãos e tecelões,
sendo ela quem ensinou os ofícios à humanidade. Na mitologia romana era equiparada à
Minerva, era a deusa da fecundidade e da sabedoria; uma protetora dos lugares altos.
Nos dias festivos dedicados à ela, oferecia-se à essa deusa, doces em forma de falo e de
serpente, pedindo pela própria fecundidade.
Simboliza o empenho na conquista e manutenção dos valores espirituais, assim como o
pensamento racional. Atena pode ainda ser considerada um símbolo da inteligência fria, que
não se permite o vivenciar os sentimentos.

ÁTROPOS
[mitologia grega]
Uma das três Moiras ou Parcas. Átropos era denominada "a cortadora", porque cortava o fio
do destino que punha fim à vida mortal. Essa três eram as tecedeiras responsáveis pelo fiar ou
tecer do destino humano.

BAAL
[mitologia semita]
Era o deus do furacão para os semitas, casado com Belit, a deusa da fecundidade. É um
símbolo das forças instintivas. Baal era ainda o nome do filho-amante da deusa do amor e da
fertilidade fenícia, Atargatis.

BABA-IAGA
[mitologia russa]
Era o nome que os russos davam ao aspecto sombrio do feminino, uma velha ogra, tida como
uma bruxa que personifica as tempestades de inverno e que é um símbolo do aspecto
destrutivo do arquétipo da mãe.

BACANTES
[mitologia romana]
Grupo de mulheres que compunham o cortejo de seguidoras de Baco ou Dioniso e que
pareciam agir em transe e que eram consideradas como sendo loucas.
Simbolizam o enlouquecimento e a cegueira quando provocados pela paixão. Alguns mitólogos
no entanto, oferecem-nos relatos que mostram-nas como sendo iniciadas nos mistérios
femininos. Em Pompéia, foram encontrados afrescos em que as mênades ou bacantes
aparecem como sendo uma representação humana da deusa por ocasião do hieros gamos,
em que são associadas à Ariadne - esposa do deus Dioniso.

BASTET
[mitologia egípcia]
Inicialmente sua imagem era de uma deusa-leoa que posteriormente humanizou-se e seu
animal sagrado tornou-se o gato.
É uma deusa do prazer sensual e também protetora da feitiçaria e da bruxaria que costuma
ser associada à deusa grega Ártemis e também a Hécate.

BELIT
[mitologia semita]
Era o nome da deusa do amor e da fertilidade para os povos semitas.

BRIDGIT
[mitologia celta]
Era o nome da deusa trina da lua para os celtas, e que era conhecida como as três Brígidas,
simbolizando as três fases da lua. A Santa Brígida cristã é uma derivação da deusa.
BRUNHILDA
[mitologia germânica]
Filha de Wotan com a deusa da Terra Erda é uma virgem guerreira imortal, uma das nove
valquírias, que montam cavalos mágicos em meio às nuvens tempestuosas da guerra e levam
os heróis mortos que tombam na batalha pelo Válhalla.
Brunhilde desobedece ao pai e perde a imortalidade. Mais tarde perde a virgindade com
Siegfried. É um símbolo da anima atribuída a divindades masculinas e parte integrante de seu
pai, Wotan.

BACO
[mitologia romana]
Análogo ao grego Dioniso. Era filho de Zeus e Sêmele, a amante de Zeus que quando
grávida dele foi morta quando Zeus se mostrou em sua verdadeira forma, como um raio.
Enxertado na coxa de Zeus para que cumprisse o tempo de gestação, nasceu sem mãe.

BAISBASBATA
[mitologia hindu]
Na mitologia hindu, foi salvo do Dilúvio, possuindo uma história análoga a de Noé.

BÁLDER
[mitologia germânica]
Era o mais belo dos deuses do Válhalla e que era amado por todos por seu brilho e sabedoria.
A deusa Frigg pediu a todos os seres vivos da terra - animais, vegetais e minerais - que
jurassem jamais causar dano à Balder.
Todos fizeram o juramento, exceto o broto de visco que era muito pequenino. Lóki, o deus do
fogo, que era análogo ao Hermes grego, ficou com ciúme e tramou a morte de Bálder.
Durante um jogo, um dos outros deuses, atirou um broto de visco em Bálder que morreu na
mesma hora. Tanto o broto de visco quanto Bálder, são considerados como símbolo do puer
aeternus. Esse mito personifica ainda os irmãos em disputa, os dois lados de uma mesma
pessoa e que para sua sobrevivência necessitam de integração, ou o arquétipo da sombra.
Bálder é bonito, elegante e idílico, perfeito demais para poder sobreviver; enquanto que Lóki é
escuro e ladino.

BELOROFONTE
[mitologia grega]
Era o nome do herói que recebeu de presente o cavalo Pégaso para que pudesse prender a
Quimera. Chegou perto do céu querendo alcançar o trono de Zeus e por isso, foi derrubado
por ele. É um símbolo do desejo de poder humano que tolda a consciência.

BRAHMAN
[mitologia hindu]
Brahman nasceu de Vishnu quando este se encontrava em estado de êxtase. Seu
nascimento deu-se à partir do umbigo de Vishnu e ele já saiu sentado numa flor de lótus.
Brahman simboliza a energia divina.
BRONTES
[mitologia grega]
Um dos três Ciclopes filhos de Urano e Geia, é o Deus do Ronco do trovão e é símbolo
junto a seus irmãos, das forças incontroláveis da natureza.

CABIROS
[mitologia grega]
Eram demônios fálicos considerados como sendo filhos de Hefesto e que eram os protetores
dos navegantes. São símbolos dos poderes impenetráveis do espírito.

CÁDMUS
[mitologia grega]
Era o nome do filho de Agenor, rei de Tiro e irmão de Europa, que foi raptada por Zeus na
forma de um touro, o que fez com que Cádmus partisse à sua procura. Por desígnio divino,
porém, ele recebeu ordem de abandonar tal busca e seguir os passos de certa novilha até que
esta se deitasse para repousar. Ao mesmo tempo, foi-lhe prometido que ele teria por
esposa Harmonia, a filha de Ares e Afrodite. Quando a novilha deitou-se, Cádmus
pretendendo sacrificá-la enviou seus companheiros em busca de água para o sacrifício. Eles a
encontraram num bosque sagrado, pertencente a Ares e guardado por um dragão filho de
Ares, que matou a maioria dos companheiros de Cádmus. Isto tanto o enfureceu que ele
matou o dragão e tomou Harmonia por esposa. Cádmus semeou os dentes do dragão
na terra, e destes brotaram homens armados, a lutar uns contra os outros até que só
restassem cinco deles que então, escolheram Cádmus para ser líder e afixaram a pele do
dragão num carvalho. Cádmus era o pai de Sêmele, amante de Zeus e mãe de Dioniso.

CARONTE
[mitologia grega]
O velho barqueiro que conduz as almas dos mortos pelo rio Estige até o inferno e que precisa
receber uma moeda em pagamento, pois caso contrário, a alma do morto fica eternamente
vagando na outra margem. O simbolismo de dar a moeda a Caronte para que faça a travessia,

encontra paralelismo na entrega do pão de mel a Cérbero para que esse possa ser
apaziguado. Essa doação também pode ter a simbólica de que para se entrar
no inferno, algo de valor precisa ser dado. Caronte também é conhecido como "O
CAVALGADOR".

CALISTO
[mitologia grega]
Nome de uma ninfa com quem Zeus teve Arcas, o ancestral dos árcades gregos. As
metamorfoses tanto de Zeus como de suas amantes podem ser consideradas como uma
forma de fetichismo. Calisto era uma companheira de Ártemis que acabou vitimada pelo
ciúme de Hera uma vez que Zeus na intenção de conquistá-la assumiu a forma de Ártemis e
se aproximou dela para que pudesse seduzi-la. A esposa traída transformou a ninfa numa ursa
e seu filho sem saber a matou. Apiedando-se de mãe e filho pelo destino que provocara, Zeus
transformou-os em constelação, a Ursa Maior e Ursa Menor.
CÁRIS
[mitologia grega]
É o nome da primeira esposa de Hefesto, famosa por sua beleza.

[mitologia grega]
Outro nome das Graças, as filhas de Zeus que zelam todo ano pela renovação da vegetação e
que são símbolo da Alegria do Mundo.

CASSANDRA
[mitologia grega]
Era o nome da filha de Príamo e Hécuba, os reis de Tróia. Apolo apaixonou-se por ela e
propôs ensinar-lhe a arte da adivinhação e torná-la sua Pítia. Cassandra aceitou, mas depois
de receber o dom que o deus lhe prometera, não aceitou seu cortejo, o que fez com que
Apolo cuspisse em sua boca, privando-a do dom da persuasão. Em conseqüência disso,
Cassandra acertava em todas as suas previsões, mas desesperava-se, pois ninguém lhe dava
crédito. Na Guerra de Tróia tornou-se prisioneira de Agamenon e previu a sua morte.
Agamenon sensibilizou-se pela sua semelhança com sua filha Ifigênia e levou-a para o
palácio. Chegando ao palácio, recusou-se a entrar gritando que sentia cheiro de sangue.
Clitemnestra imaginando-a amante de Agamenon resolve matá-la com o mesmo machado
com que viria a decapitar Agamenon como vingança pela perda da filha. Cassandra é um
símbolo da mulher que por ter uma ligação negativa com o feminino não pode se permitir a
convivência harmoniosa com o masculino, a mulher que embora possuindo uma persona
extrovertida, internamente é uma criança assustada e desejosa de proteção e que jamais
encontra uma saída para que possa escapar do caos negro de seu inconsciente. O
assassinato de Cassandra por Clitemnestra reedita o triângulo que
havia vivenciado na infância, quando por não ter estabelecido uma relação positiva com a mãe,
tentava granjear as simpatias do pai, procurando ser exatamente aquilo que o mesmo
projetava para ela. O mito de Cassandra pode ser ainda considerado como o mito-símbolo da
histeria como resultado do conflito arquetípico entre os valores matriarcais e patriarcais.

CASSIOPÉIA
[mitologia grega]
Mulher do rei Cefeu da Etiópia, era a mãe de Andrômeda.

CELENO
[Mitologia Grega]
Era o nome da filha de Taumas e Electra.

CERES
[mitologia romana]
Análoga a deusa grega Deméter, era a deusa dos cereais e da fertilidade para os romanos.

CYBELE
[mitologia frígia]
Era o nome de uma das grandes deusas da fertilidade da Ásia Menor, uma Deusa da terra
que era considerada a mãe dos deuses e que era análoga à Gaia e Réia gregas. Em geral é
mostrada num carro conduzido por leões, ou ainda como uma leoa, o que se procurava
simbolizar que essa deusa não poderia estar desvinculada do aspecto animal de sua natureza.
Os ritos de seu culto eram particularmente sangrentos e ela era adorada com seu filho-amante
Átis, que foi agente de sua autocastração num acesso de loucura infligido nele pela própria
mãe.
Simboliza a fecundidade das deusas ligadas à lua.

CIRCE
[mitologia romana]
Feiticeira mortal que morava num castelo numa ilha da costa do Mediterrâneo, a Ilha de Ea
para onde ela foi depois de envenenar o marido. Era irmã de Eeto e tia de Medeia e
costumava transformar os homens em porcos através de suas mágicas quando esses
apareciam andando pelas praias de sua ilha.
Circe é o símbolo do feminino inconsciente que renega a integração do masculino em sua
vida, além de simbolizar a castração sexual na mulher. É uma imagem de anima bastante
negativa.

CLITEMNESTRA
[mitologia grega]
Esposa do rei Agamenon de Argos, que tramou com seu amante Egisto o assassinato do
marido após seu regresso da Guerra de Tróia. Era a filha do rei de Tíndaro e que foi
assassinada por seu filho Orestes por ordem do deus Apolo, como vingança pelo assassinato
do pai. Era a mãe de Electra e de Ifigênia.

CLOTO
[mitologia grega]
Uma das três Moiras ou Parcas. Cloto é a fiandeira que tece os fios do destino mortal.

CORÔNIS
[mitologia grega]
Mãe de Asclépio que era considerada como sendo a donzela do corvo. Foi mulher de Apolo,
mas quando ainda grávida enganou-o entregando-se a um mortal. Foi morta por Apolo
vitimada por uma flecha e Asclépio foi então retirado de seu ventre.

CASTOR
[mitologia grega]
Um dos dois gêmeos associados à constelação de Gêmeos. Castor era o irmão imortal,
gerado por Zeus sendo que seu irmão Polideuces (Pólux em latim) era mortal, gerado pelo rei
Tíndaro de Esparta. Castor e Pólux lutaram contra outro par de gêmeos chamados Idas e
Linceu; Pólux foi morto.
Castor lamentou-se tão amargamente que Zeus prometeu conceder-lhes períodos alternados
no inferno e no Monte Olimpo, para que pudessem ficar juntos. Mais tarde, Zeus transformou-
os na constelação de Gêmeos. Existe uma versão que conta que Zeus em forma de cisne
uniu-se com Leda, que mais tarde botou um ovo como fruto dessa união e que depois de
chocado deu origem a Castor e Pólux, o par de gêmeos em que um é mortal e o outro divino.
É um mito que tem como finalidade simbolizar a dualidade humana; de um lado há o sentido
do eterno, do espiritual; do outro, o sentido do concreto, do terreno. Um lado no campo divino,
enquanto que o outro no campo terreno.

CEFEU
[mitologia grega]
Era o nome do pai de Andrômeda, que era o marido da rainha Cassiopéia da Etiópia.

CENTAUROS
[mitologia grega]
São seres mitológicos, metade homem e metade cavalo e que simbolizam por vezes a força
bruta e/ou a disposição para o bom combate. O mais famoso deles foi o médico Quíron. Eram
considerados como sendo deuses do vento e símbolos do inconsciente.

CEOS
[mitologia grega]
Era o nome de um titã, filho de Urano e Gaia que era casado com Febe "A Brilhante"; com
quem teve Leto.

CICLOPES
[mitologia grega]
Eram filhos de Urano e Gaia eram em número de três: Arges que simbolizava "A Luz do
Relâmpago"; Esteropes "As Nuvens da Tempestade" e Brontes "O Ronco do trovão". São
considerados como sendo símbolo das forças incontroláveis da natureza.

CINIRAS
[mitologia grega]
Era o nome do pai de Adônis, e que era considerado como sendo um excelente carpinteiro.

CIPARISSOS
[mitologia grega]
É o nome de um jovem que foi amado por Apolo, mas que para fugir a seu assédio implorou
aos deuses por socorro e foi transformado numa árvore, o cipreste.

COTOS
[mitologia grega]
Era o nome de um dos Hecatônquiros ou Monstros dos Cem Braços.

COXDOX
[mitologia maia]
Análogo à Noé, salvou-se do dilúvio em companhia de sua mulher, construindo uma jangada
de ciprestes.

CREONTE
[mitologia grega]
É o nome do rei de Corinto que ao querer casar sua filha com Jasão, sem o saber sentenciou
sua morte. Medeia que acompanhava Jasão em sua viagem no Argos finge aceitar o suposto
casamento, mas em contrapartida oferece à noiva um vestido impregnado de veneno; em
seguida mata os filhos que havia tido com Jasão e foge num carro voador.

CRIOS
[mitologia grega]
Era o nome de um dos titãs, filho de Urano e de Gaia.

CRISAOR
[mitologia grega]
É o Ser da Espada de Ouro, o filho de Possêidon e de Medusa, o irmão de Pégaso, o Cavalo
Alado.

CRONO
[mitologia grega]
Equivale ao Saturno romano. Filho de Urano e Gaia é uma divindade da terra e um deus da
fertilidade que era o mais novo dos Titãs e que foi quem liderou a rebelião deles contra o pai,
castrando-o com uma foice e tornando-se rei dos deuses.Temendo ser um dia destronado por
um de seus filhos devorava um a um todos os que nasciam. Crono teve vários filhos com a
titanesa Réia, sua irmã, mas devorava os seus filhos em virtude da maldição que Gaia sua
mãe lhe havia lançado em virtude da castração do pai, de que um dia seria destronado por um
deles. Sendo assim, gerou e engoliu: Héstia, Deméter, Hera, Hades e Possêidon. Réia,
quando do nascimento de seu filho mais moço Zeus, temendo que tivesse o mesmo destino
que os outros, viaja e dá a luz em Creta. Ao voltar, entrega a Crono uma pedra envolta num
manto infantil para que seja devorada. Anos mais tarde, Cronos acabou sendo destronado
exatamente por um de seus filhos, Zeus. Cronos é retratado como um velho e é um símbolo
do desejo e da ambição insaciáveis, daí a simbólica de devorar seus próprios filhos visando a
manutenção do poder.

CUPIDO
[mitologia romana]
Análogo ao Eros romano, era considerado como sendo o deus do amor. É o apaixonado de
Psiquê. Vênus sua mãe, sente-se afrontada com a beleza de Psiquê e pede a Cupido que
faça através de suas flechas, com que Psique se apaixone pelo homem mais desprezível da
terra. Cupido obedece as ordens maternas, mas ao se aproximar de Psiquê espanta-se com a
beleza da mortal e fere-se numa de suas flechas apaixonando-se por ela. Segue-
se então uma história de amor onde é sempre pedido a amada que não olhe a face do seu
amor, que só a procura à noite, amando-a no escuro. Certo dia, Psiquê sucumbe à curiosidade
que lhe foi implantada por suas invejosas irmãs, e aproxima-se do amado no intuito de ver-lhe
o rosto. O destino então muda o rumo de sua história quando cai uma gota de óleo da
lamparina no rosto do deus do amor. Cupido foge de Psiquê que desesperada o procura
incansavelmente e mais tarde sem mais saber o que fazer pede auxílio à Vênus. A deusa lhe
impõe duras provas das quais Psiquê se desincumbe; exceto a última, que consistia em ir ao
Tártaro com a finalidade de buscar com Perséfone, a deusa do inferno, uma caixinha que
Vênus dizia conter o óleo da beleza. Psiquê desejosa de fazer-se bonita para o amado, abre a
caixinha e desfalece. Cupido então se manifesta, penalizado com a dor da amada e através
do amor de Psiquê ele teve a oportunidade de transformar-se de um menino travesso
dependente da mãe, num homem capaz de assumir o sentimento com o qual sempre brincou e
de partir para a busca de sua realização afetiva. Zeus interfere transformando a mortal numa
deusa e levando-a para o Olimpo onde finalmente casa-se com Cupido. O amor dos dois
perpetua-se através do nascimento de sua filha Volúpia. Esse mito retrata o processo de
individuação feminino (Psiquê) através do amor por um homem (Eros), além do processo de
individuação
masculino; retratando inicialmente o homem (Eros) ainda numa fase dependente da mãe ou
de uma esposa (mãe) que já não corresponde mais ao que seria o seu anseio e que foge de
uma relação amorosa completa com outra mulher (Psiquê), mas que depois então, busca sua
inteireza e pode então individuado, realizar a conjunto.

CURETAS
[mitologia grega]
Demônios turbulentos que inventaram o uso das armas de bronze e dançavam entre-
chocalhando lanças e escudos.

DADÓFOROS
[mitologia grega]
Deuses de luz que fazem parte do culto de Mitra e que são representados por um arco e um
punhal, armas que também são consideradas como sendo atributos de Mitra. São figuras
infantis próximas a de Men, dos Cabiros e dos Dáctilos, todos considerados como sendo
símbolos fálicos.

DÁTILOS
[mitologia grega]
Deuses anões, servos da Grande-Mãe. Eles São ferreiros, artesãos e cuidam das plantas e
dos animais que simbolizam forças criadoras personificadas que possuem como símbolo o
falo. Em Roma os dáctilos eram sacerdotes de Cybele, a deusa romana das cavernas.
Segundo uma lenda, eles seriam originários do pó que a Ninfa Anquiale jogou atrás de si.

DÁFNE
[mitologia grega]
Era filha da Terra e de Landon, o deus fluvial.
Leucipo se apaixonou por ela e vestiu-se de mulher para que pudesse se aproximar da ninfa.
As outras ninfas descobriram o seu disfarce e mataram-no.
Apolo algum tempo depois se aproxima de Dáfne e apaixona-se por ela, tanto mais ao
descobri-la exímia caçadora.
Sentindo-se perseguida por Apolo, Dáfne resolve pedir auxílio à mãe que a transforma num
loureiro.
O deus entristecido pela perda vai até o loureiro e com suas folhas, faz uma coroa de louros
para si, sendo que essa coroa torna-se a partir de então, um conhecido símbolo da vitória.

DÂNAE
[mitologia grega]
Mortal que gerou Perseu, o fruto de sua união com Zeus. Ela e o filho foram lançados ao mar,
encerrados numa caixa de madeira
DEJANIRA
[mitologia grega]
Seu nome significa a destruidora de homens. Dejanira era filha de Dioniso e mulher de
Heracles.

DEMÉTER
[mitologia grega]
Filha de Crono e Réia foi devorada pelo pai como todos os seus outros irmãos, à exceção de
Zeus. É a deusa da agricultura e da colheita, além de ser uma deusa da terra, em geral
retratada com sua filha virgem, Perséfone, mas sem marido ou consorte. Simboliza a
fertilidade e ocupa um lugar central nos Mistérios dos Êleusis que é a celebração do ciclo da
morte e renascimento dos vegetais semelhante aos ciclos porque passa o aspirante espiritual.
Perséfone é raptada por Plutão e se torna uma deusa da vida e da morte, da forma como se
processa o ciclo vegetativo dos cereais. Chega a beira da loucura com a perda da filha e
transforma a superfície terrestre num deserto estéril, somente revertendo esse quadro quando
consegue fazer um acordo com Zeus de que a filha passaria parte do ano no submundo e
parte na terra em sua companhia, numa analogia ao próprio ciclo da semeadura e da colheita.
Perséfone simbolizaria o grão que ao ser semeado fica parte do ano sob a terra; e sua mãe, o
grão da colheita do ano anterior que uma vez semeado, garante o novo ciclo de colheita.
É considerada a mãe dos grãos. Ela e sua filha Perséfone formam uma unidade, o paradoxo
da mulher enquanto virgem e mãe. A virgem sempre precisa ser sacrificada para que
possa tornar-se uma mãe e por isso é necessário então que a virgem morra uma vez que é
preciso haver contaminação para que a vida seja vivida. A consciência de Deméter
encontrava-se ligada à vida das estações, do crescimento das sementes e da vegetação do
campo. Ela só tinha consciência do mundo da superfície, da vida física e mundana.
É um símbolo da inconsciência para com o mundo da alma, daí a necessidade do rapto de sua
filha para o sub-mundo, como uma parte dela mesma que necessitasse aprender a lidar com o
reino da alma enquanto que seu desespero pelo desaparecimento da filha é uma simbologia
da perda da alma por um poder invisível que faz com que o mundo pareça ter dado uma
parada. A integração de Deméter à natureza não lhe permitia a consciência das necessidades
humanas para que a vida fosse gerada. Para a deusa era tudo automático, como o próprio
ritmo das estações.

DIA
[mitologia grega]
Outro nome de Geia ou Réia, a deusa da terra.

DIANA
[mitologia romana]
Deusa análoga a Ártemis grega, irmã gêmea de Apolo e que era considerada como sendo
uma deusa da lua. Filha de Zeus e Leto nasceu na Ilha de Delos. Era uma caçadora que
considerava todos os animais sagrados, especialmente o cervo. Certa vez enquanto caçava,
Agamenon feriu um dos cervos de Ártemis e com isso conquistou a cólera da deusa a quem
ele ofereceu a filha Ifigênia para que sua ira fosse aplacada, o que lhe valeu seu assassinato.
A deusa Diana, cultuada na Ásia Menor, não era análoga a romana ou a grega.
DIQUÊ
[mitologia grega]
Outro nome de Astréia, a deusa da justiça. Para Hesíodo, era a filha de Zeus que viveu certa
vez na terra, durante a Idade do Ouro, quando não havia ainda contendas ou derramamento
de sangue, mas que os homens, com sua corrupção gradual, a desgostaram fazendo com que
adquirisse ódio pela raça humana e deixasse a terra. Costuma ser retratada carregando um
feixe de cevada. Diquê personifica a justiça da natureza, a seqüência ordenada das
estações e simboliza a maneira de vida de cada coisa da natureza, cada planta, cada animal e
cada homem.
É uma divindade feminina que possui características de Atárgatis, a deusa Síria.

DONZELAS DO RENO
[mitologia germânica]
Eram três ninfas fluviais cuja tarefa era proteger o ouro do Reno; Flosshilde, Wellgunde e
Woglinde. Elas contam o segredo da forja de um anel de poder a partir do ouro do Reno a
Alberich.

DÉDALO
[mitologia grega]
Mestre artesão de Creta, incumbido pelo rei Minos de construir um labirinto para abrigar o
monstruoso Minotauro que foi morto por Teseu. Esse feito de Teseu valeu o aprisionamento de
Dédalo e de seu filho Ícaro, uma vez que o rei Minos achava que ele havia instruído
Teseu em como se orientar dentro do labirinto.Na prisão ele constrói asas de cera para si e
para seu filho fugindo em seguida para a Sicília. Ícaro aproximou-se tanto do sol que suas
asas se soltaram ao derreter a cera que as prendia, quando morreu no mar onde caiu. Dédalo
é um símbolo do homem que não conhece seus limites e que possui uma ambição
desmesurada.

DEUCALIÃO
[mitologia grega]
Era o filho de Prometeu cuja história possui uma analogia com a de Noé. Zeus resolveu
destruir o mundo fazendo com que caísse um dilúvio que durou nove dias, uma vez que a
maldade predominava na face da terra. Deucalião e Pirra, sua mulher, que se mantinham fiéis
aos deuses, foram aconselhados a construir um barco para que garantissem sua
sobrevivência. Quando as águas baixaram o casal aportou no Monte Parnaso e sós no mundo
resolveram consultar um oráculo para decidir o que deveriam fazer. O oráculo lhes ordenou
que jogassem os ossos de sua mãe para trás e eles entenderam que ao dizer mãe, o oráculo
referia-se a MÚ, Terra e apanharam então pedras que lançaram por sobre seus ombros. As
pedras lançadas por eles transformaram-se em seres humanos que se constituíram nos novos
habitantes da terra. Existe uma analogia entre essa narrativa mítica e a operação alquímica da
solutio como uma forma de livrar-se das impurezas.

DIOMEDES
[mitologia grega]
Herói grego que possuía grande destreza e chegou a machucar Ares numa luta corporal.
DIONISO
[mitologia grega]
Um deus complexo e multifacetado que é ao mesmo tempo uma divindade da vida, do êxtase
e da sexualidade além de ser um deus da morte. Filho de Zeus com Sêmele é retratado como
sendo um jovem vagamente andrógino. Hera o enlouqueceu e ele perambulou por todo o
mundo ensinando a arte da vinicultura e iniciando homens e mulheres em seus mistérios
orgiásticos.
As mulheres que o reverenciavam e faziam parte de seu cortejo, eram chamadas de Mênades
ou Bacantes, que por meio de seus rituais de orgia, imitavam o drama de seu sofrimento.
Quando criança foi despedaçado pelos titãs e devolvido à vida por Deméter. Há muita
crueldade em sua natureza, porém ele é um deus redentor que concede o mistério da vida
eterna. Sua mãe Sêmele era filha de Cádmus e de Harmonia e enquanto amante de
Zeus, é tomada pelo desejo de ver o amado em sua verdadeira forma. Zeus se apresenta
então em forma de raio e ela cai fulminada. Do seu ventre é retirado Dioniso, o fruto dessa
união que Hermes enxerta na coxa de Zeus para que se complete a gestação. Esse deus da
vegetação, das vinhas e dos frutos simboliza a fecundidade animal, vegetal e humana. Casou-
se com Ariadne que também era considerada uma deusa da vegetação e era considerado
como um deus das mulheres que assim como Ártemis, estava associado à montaria e a caça;
tanto que as Mênades ou Bacantes, seu séqüito de seguidoras eram chamadas de cães de
caça. Entre os deuses era o único marido fiel e Ariadne era a mulher a quem ele era fiel o que

faz com que simbolize o próprio falo à disposição das mulheres. Mais tarde, o
jovem deus vai ao inferno para resgatar sua mãe e a leva para o Olimpo, sendo a partir de
então considerado como um símbolo do iniciador ou do condutor de almas. Representa as
forças obscuras do inconsciente e a quebra dos tabus, além da regressão da consciência
através da submersão no inconsciente para que possa então renascer livre e autêntica. Por
vezes era representado como um touro e suas seguidoras costumavam usar chifres como se
fossem vacas. Dioniso é também considerado como símbolo da indiferença em relação às
diferenças; ele é o próprio curso do tempo que tudo transforma.

DIS
[mitologia romana]
Outro nome de Plutão, o deus do inferno. Esse nome significa "rico".

DONNER
[mitologia germânica]
Era o nome do deus do raio e do trovão, que ele pode evocar com seu martelo mágico; é o
irmão de Fricka e de Freya.

DYAUS-PITAR
[mitologia védica]
Era o Pai dos deuses para os vedas, era um ser pessoal. Deva = Deus e
Pita r= Pai.
É descrito no Rig/Veda como sendo um touro rubro e berrando para baixo, é comparado ainda
à um coral negro recoberto de pérolas.
EA
[mitologia babilônica]
Deus da água que também é um deus criador de suprema sabedoria e é retratado como uma
cabra com cauda de peixe, de onde se deriva a imagem da cabra-peixe capricorniana. É o
padroeiro da mágica e o criador do homem que modelou em argila. Esse deus também era
conhecido como Oannes. É considerado como sendo o Primal - Oceano, a Serpente
antiga, o Deus-Peixe ou Leviatã. Segundo o mito, esse deus oriundo das profundezas das
águas e deus da sabedoria, subjugou seu pai Apsû, que era considerado o gerador dos
grandes deuses. Existe nesse mito uma alusão à morte dos arquétipos parentais enquanto
fator de libertação e crescimento.

ÉDIPO
[mitologia grega]
O nome significa "pés inchados". Era o filho indesejado do rei Laio e da rainha Jocasta, de
Tebas que um oráculo advertiu que iria assassinar o pai e tornar-se marido da mãe, sendo que
seus árduos esforços para evitar esse destino acabaram por desencadeá-lo.

EETES
[mitologia grega]
Rei da Cólquida que era filho do deus-Sol Hélio e que se tornou guardião do Tosão de Ouro e
conservou-o até que a filha Medeia, apaixonou-se pelo herói Jasão, fugindo com o amante e o
Tosão. Na história de Jasão, ele simboliza o "Pai Terrível" arquetípico, enquanto que Pélias
era seu pai pessoal.

EGISTO
[mitologia grega]
Amante da rainha Clitemnestra de Argos e que conspirou com ela para assassinar o marido
Agamenon, quando o rei voltou da Guerra de Tróia. O próprio Egisto foi assassinado por
Orestes, filho de Clitemnestra e Agamenon.

ENÉAS
[mitologia grega]
Filho de Afrodite e Anquises, que amou a deusa acreditando que ela fosse uma mortal, filha
do rei da Frigia que a teria abandonado num bosque.

ECO
[mitologia grega]
Era o nome de uma ninfa que era a filha do Ar e da Terra e que se apaixonou por Narciso.
Desesperada ao sentir que não poderia ter o seu amor sentiu-se desorientada perambulando
entre bosques e rochedos. Ao escutar o eco de suas lamentações, identificou-se com o
rochedo. É considerada como sendo um símbolo de regressão, de quem se desidentificou, o
que significa que Eco foi possuída pelo inconsciente, identificando-se com ele.

EGÉRIA
[mitologia romana]
Era uma ninfa das águas cristalinas, protetora do parto e que se casou com o rei Numa.
Diz-se que as águas de sua fonte curavam os enfermos. Ao que tudo indica, o casamento de
Egéria e Numa foi um ritual de casamento sagrado, do hierosgamos para garantia da
fertilidade. Existem suposições de que Egéria tenha sido o nome local de Diana no
bosque de Nemi. No entanto, segundo o mito, foi aos seus cuidados que Diana entregou
Hipólito depois que esse foi ressuscitado por Esculápio. Nesse bosque ele foi chamado de
Vírgio.

ELÉCTRA
[mitologia grega]
Filha de Agamenon e Clitemnestra que teve o pai assassinado pela mãe e pelo amante.
Revoltada resolveu vingar a morte do pai junto com o irmão Orestes. É um símbolo do amor
passional da filha pelo pai, da mesma forma que Édipo simboliza esse amor do filho em
relação à mãe e que obsta seu crescimento e individuação, na medida em que este se torna
prisioneiro dos arquétipos parentais.

EPONA
[mitologia céltica]
Era a deusa dos cavalariços.

EQUIDINA
[mitologia grega]
É um ser teriomórfico que da cintura para cima era mulher e da cintura para baixo, uma
serpente e que era considerada como sendo um símbolo da mãe com toda a ambivalência do
arquétipo: de um lado um ser atraente e do outro um ser aterrador em função da proibição do
incesto. Equidina numa relação incestuosa com seu filho Ortro, gerou a Esfinge
com a qual Édipo se defrontou. Simboliza o eterno desejo, o desejo insaciável que jamais se
extingue.

ERDA
[mitologia germânica]
Deusa da sabedoria que residia nas profundezas da terra e que é uma mãe terrena cuja
influência precede à de Wotan. É a mãe da valquíria Brunhilde, uma das nove filhas imortais
de Wotan.

ERESHKIGAL
[mitologia sumeriana]
A terrível deusa do inferno, cujo nome significa "Senhora da Grande região Inferior", a rainha
dos mortos e do mundo subterrâneo. Seu vizir é denominado Namtar, nome que significa
"destino". Antes de ser relegada ao mundo inferior pelo patriarcado, era uma deusa dos cereais
que morava no mundo superior. Nesse período anterior à sua descida, era conhecida pelo
nome de Ninlil, e diziam-na a esposa de Enlil, o deus sol da segunda geração que a violentou
seguidamente ocultando-se em disfarces. Enlil foi punido pelos deuses e mandado para o
mundo inferior, mas Ninlil solidária com sua sina, seguiu-o, quando passou a se chamar
Ereshkigal. Esse seu poder feminino passou então a fazer parte do reino do inconsciente não
se encontrando mais à disposição do ego uma vez que fora rebaixado pelo masculino. O reino
de Ereshkigal possui sete portas e um poste para pendurar o visitante. Nessa sua união no
mundo inferior, nasceu Nana-Sinn, o deus lua, pai de Inanna e do deus sol Utu. Ereshkigal
é um símbolo da instintividade crua, que é completamente separada da consciência, podendo
ainda ser considerada como a sombra de Inanna.

ERÍNIAS
[mitologia grega]
Esse era um dos nomes das temíveis Fúrias, que também eram apelidadas de Eumênides ou
"cães de Hades”. As Erínias são as deusas da vingança, punindo os que derramaram o
sangue da família ou que quebraram juramentos e são as guardiãs da lei natural que punem
aqueles que a desrespeitam. Na cosmogonia de Hesíodo, elas surgem do sangue caído sobre
a terra do deus Urano castrado. Em Ésquilo elas são filhas de Nyx, a deusa da Noite. Em
geral são três, que às vezes são mostradas como um enxame destrutivo, armadas de tochas
e chicotes, com cobras na cabeça. Sua punição é a loucura.

EUMÊNIDES
[mitologia grega]
Eufemismo para designar as Erínias, as deusas da vingança. Esse nome significa
"benfeitoras".

EURÍDICE
[mitologia grega]
Mulher de Orfeu que morreu picada pela mordida de uma cobra no calcanhar a mando de
Ílades, que havia se apaixonado por ela, e desejava levá-la com ele para viver no inferno.
Nesse mito, o calcanhar aparece simbolizado tal como no mito de Aquiles, reportando-nos à
falta de apoio.

EURÍNOME
[mitologia grega]
Filha de Oceano, e que foi uma das amantes de Zeus de quem concebeu as três Graças ou
Cárites.

EUROPA
[mitologia grega]
Mulher mortal por quem Zeus se apaixonou, levou para Creta e violentou, na forma de um
touro branco. Ela lhe deu três filhos - Sárpedon, Radamento e o rei Minos. Europa era irmã
de Cádmus.

ENLIL
[mitologia sumeriana]
É o deus da esfera celestial, o Senhor da Treva Celestial, Pai da Lua, Rei das Tempestades e
Senhor dos Ventos. Foi esse deus que destronou Anu, o pai dos deuses e cujo nome tem o
significado de "demônio-chefe". Enlil era representado por um touro alado posto que se
acreditava que morasse no cume de uma montanha. Popularmente era conhecido como Bel, o
deus que destruiu o dragão.

ENKIDU
[mitologia sumeriana]
Era quase um animal que perambulava e pastava nos matos, um homem cabeludo e
selvagem. Gilgamesh decide capturá-lo por intermédio de uma prostituta sagrada que
após alguns dias em sua companhia, venceu sua natureza selvagem.
ENKI
[mitologia sumeriana]
Deus das águas e da sabedoria cujo nome significava "Senhor da Terra". Suas águas eram
comparadas ao poder gerador do sêmen e do líquido amniótico e costuma ser representado
segurando uma jarra que verte água. É o macho procriador que contém em si os opostos,
posto que era de natureza hermafrodita. É um deus escultor, que era protetor dos
artesãos e dos artistas, análogo ao Hermes grego, ao Mercúrio romano e ao Lóki germânico.

ÉOLO
[mitologia grega]
Deus do vento, filho de Netuno e que habitava a ilha de Eólia, numa caverna onde guardava
os ventos. Éolo costumava perseguir as nuvens, levando-as para sua caverna, na intenção de
que esse seu ato resultaria em bom tempo.

EOS
[mitologia grega]
Simboliza a aurora.

EPIMETEU
[mitologia grega]
Irmão do titã Prometeu cujo nome significa "o que pensa depois" ou "o que aprende com os
fatos". Recebeu como esposa Pandora que é uma mulher criada pelos deuses para
atormentar os homens. Como dote, ela trouxe a famosa caixa contendo todas as aflições que
agora atormentam a humanidade - doença, velhice, morte, depressão, conflito e medo. A
esperança também estava na caixa e foi a última à sair, num significado de que a humanidade
ainda poderia prosseguir.

ÉREBO
[mitologia grega]
Irmão de Nix que era considerado como sendo uma das faces das trevas do mundo, e que é
um símbolo da obscuridade do inferno.

EROS
[mitologia grega]
Filho de Ares com Afrodite, o deus da batalha e a deusa do amor que é representado na
arte grega clássica como um garoto rechonchudo com um arco e uma flecha que fere os
mortais despertando neles o sentimento de amor. Na mitologia romana era chamado de
Cupido. Alguns mitólogos dizem que inicialmente era um deus Criador Primordial cuja paixão
criou o universo manifesto. Também é um deus da morte, que Platão chamou de "grande
daimon". "DAIMON" significa dispensador do destino.

ESCULÁPIO
[mitologia romana]
Análogo ao grego Asclépio, era o deus da medicina que era responsável pelas curas no
mundo dos deuses gregos. Filho de Apolo e Corônis aprendeu as artes médicas com o
centauro Quíron. Zeus fulminou-o com um raio temendo seu poder de ressuscitar os mortos.

ESMINTEU
[mitologia grega]
Uma das mais antigas denominações do deus Apolo quando ele ainda era tido como sendo o
filho-amante da Grande-Mãe.

FAFNIR e FASOLT
[mitologia germânica]
Dois gigantes, os últimos da raça dos mestres construtores, que discutiram após haverem
construído o Válhalla, por causa de um tesouro de ouro roubado das Donzelas do Reno pelos
Niebelungos ou anões. Fafnir assassinou seu irmão Fasolt e em seguida se transformou
através do Elmo de Tarn que se encontrava de posse, num dragão para guardar o tesouro.
Acabou sendo morto pelo herói Siegfried, que foi criado por Mimir, irmão de Alberich, o anão
que havia roubado o ouro. Esses dois gigantes são um símbolo da nossa sombra inconsciente,
que junto à sede excessiva de riqueza e poder nos leva à destruição. Fasolt era tido como
sendo o irmão luz, bom, enquanto que Fafnir era a sombra, o negro, o mal.

FOICIS
[mitologia grega]
Filho de Ponto e Gaia era o pai das Gréias: Ênia, Pefédes e Dino, que são irmãos das
Górgonas.

FRIXO
[mitologia grega]
Príncipe de Iolco, irmão de Hele, com quem partiu montado num carneiro de ouro para que
escapassem à ira da madrasta perversa, enviado por Zeus. Hele caiu no mar e se afogou, mas
Frixo chegou em segurança à Cólquida, à corte do rei Eetes, onde sacrificou o carneiro. Seu
tosão tornou-se o Tosão de Ouro, mais tarde roubado por Jasão.

FROH
[mitologia germânica]
Era o deus dos campos, irmão protetor de Freya que criou a Ponte do Arco-íris para o
Válhalla.

FAND
[mitologia celta]
Esposa do rei do mar Manannan, que se apaixonou por Churchulain e que é associada à
andorinha.

FEBE
[mitologia grega]
Titanesa que era filha de Urano e de Gaia.
FEDRA
[mitologia grega]
Filha de rei Minos de Creta e que acabou por ser a esposa do herói Teseu, rei de Atenas.
Apaixonou-se perdidamente pelo filho dele Hipólito, num castigo que Afrodite lançara contra
ele que não correspondeu aos seus avanços. Desesperada e envergonhada se enforcou,
deixando um bilhete de suicida, explicando que tinha sido violentada por Hipólito. Enraivecido
Teseu amaldiçoou o filho só vindo a descobrir a verdade depois que a maldição tinha sido
cumprida, e o deus Possêidon tinha feito matar Hipólito por um gigantesco touro do mar que
assustou seus cavalos.

FORTUNA
[mitologia romana]
Nome dado à deusa do destino, que já foi identificada como sendo a Ísis, ou a Diquê grega,
ela é considerada uma deusa da sorte e seu atributo é a cornucópia da abundância.

FREYA
[mitologia germânica]
Deusa da juventude, do amor e da beleza que cultivava as maçãs de ouro que as
divindades comiam para que pudessem manter sua jovialidade e imortalidade. Era a irmã de
Freya, de Froh e de Donner.

FRICKA
[mitologia germânica]
Esposa de Wotan, era a deusa do casamento e da felicidade. Irmã de Freya, de Froh e de
Donner.

FUDO
[mitologia japonesa]
Era o nome da deusa da sabedoria para os japoneses.

FÚRIAS
[mitologia grega]
Quando Saturno castrou Urano, um pouco de sangue do seu falo desmembrado caiu ao solo,
o útero de Gaia, dando origem às Fúrias, que são as filhas do sangue resultante da ferida
ocasionada por sua castração, com Gaia, a terra.

GEIA
[mitologia grega]
Deusa da terra que era irmã e esposa de Urano, o deus do céu. A união dos dois criou o
universo manifesto.

GESHTINANA
[mitologia sumeriana]
Era o nome da irmã de Dummuzzi que se ofereceu para rendê-lo no sub-mundo. Inanna
sensibilizada por seu desprendimento e amor delibera que o tempo de permanência no inferno,
seria revezado entre os dois. É vista como sendo um símbolo da mulher que pode ser a irmã e
companheira do homem mortal.
GÓRGONA
[mitologia grega]
Conta o mito, que as Górgonas eram em número de três: Medusa, Esteno e Euríale, e que
eram lindas mulheres, mas como Medusa ofendeu a deusa Atena, as três irmãs foram
transformadas em monstros alados com olhos saltados, dentes imensos, línguas salientes,
garras de bronze e cabelos de serpente. Seu olhar transformava os homens em pedra.

GRÉIAS
[mitologia grega]
Três velhas encarquilhadas com um só olho e um só dente para as três. Com esse único olho
eram capazes de ver quaisquer coisas no mundo. O herói Perseu teve que procurar a caverna
onde moravam e conseguir delas a localização secreta da Górgona Medusa, que ele tinha
como incumbência matar.

GANIMEDES
[mitologia grega]
Era o nome de um belo jovem que era filho do rei Trós de Tróia. Zeus tomado de desejos pelo
rapaz, transformou-se em águia e o raptou, levando-o para o Monte Olimpo, onde ele ganhou a
imortalidade e passou a ser a escansão dos deuses.

GEB
[mitologia egípcia]
Era o nome do marido de Nut, que era associado ao Cronos grego.

GIGANTES
[mitologia grega]
Seres ctônicos que Gaia (Terra) colocou no mundo no intuito de auxiliar na libertação dos titãs
que Zeus havia encerrado no Tártaro. São considerados como sendo seres vazios de
conteúdo espiritual e um retrato da estupidez humana, posto que simbolizam fatores
emocionais de força bruta que não emergiram ainda no nível da consciência. Sendo
conhecidos por seu tamanho e estupidez, podem representar as emoções estúpidas. Segundo
a tradição órfica, os homens teriam se originado da fumaça que saiu da cremação dos
gigantes mortos.

GILGAMESH
[mitologia sumeriana]
Em parte divino e em parte humano, na lista dos reis sumerianos era mencionado como sendo
o quinto rei da primeira dinastia de Erec, após o dilúvio. Governou tão tiranicamente, que os
deuses criaram o herói Enkidu para punir o opressor. Após uma prova de força, no entanto, os
dois votaram-se amizade eterna e partiram para matar Huwawa, o gigante com hálito de fogo.
Depois da vitória, Gilgamesh é tentado por Inanna, que ele rejeita numa simbólica de não
submissão ao matriarcado e marcando uma transição para o período patriarcal. A deusa
ofende-se e manda um touro do céu para devastar Erec. Esse touro acaba sendo morto por
Gilgamesh. Enkidu morre na luta e Gilgamesh temendo a morte, parte em
busca da imortalidade. Ao apoderar-se da erva que lhe concederia a imortalidade, quase atinge
sua meta; mas enquanto adormecido, uma serpente lhe rouba o elixir que fora feito com a
erva. A sua saga é um símbolo da luta dos deuses (o inconsciente) para derrubá-lo, uma vez
que estava obtendo excessivos sucessos e vivenciando um estado de inflação. Essa história
simboliza ainda a necessidade de que o homem mesmo sendo bem sucedido, não se esqueça
de sua dependência ao inconsciente, a Deus.

HARMONIA
[mitologia grega]
Filha de Ares e Afrodite, era a esposa de Cádmus, o seu nome aparece num contraste ao
nome de seus pais, ambos deuses ligados à guerra e ao combate. Alguns mitólogos atribuem
a origem das Amazonas a uma relação incestuosa entre Harmonia e Ares.

HARPIAS
[mitologia grega]
Era o nome das mulheres aladas que eram filhas de Taumas e Electra. Criaturas medonhas
que possuíam garras e que viviam no mar Jônio.

HÁTOR
[mitologia egípcia]
Deusa da fertilidade que também é considerada como sendo uma divindade da batalha. É
retratada com cabeça de vaca e possui traços que a ligam à Afrodite grega, além de ser
identificada com a Estrela Sirius. Por ordem de Rá, tomou a forma do olho divino e declarou
guerra à humanidade. Matou tantos homens que Rá acabou por temer que acabasse por
dizimar a humanidade. Costumava ser representada nua e acompanhada por um conjunto de
mulheres dançantes. Segundo alguns mitólogos seria a própria deusa Ísis que num
desentendimento com seu filho Hórus, por causa de não haver concordado com o assassinato
de Set, ficou sem a cabeça e o deus Thot lhe teria dado então uma cabeça de vaca.

HEBE
[mitologia grega]
Era o nome de uma das filhas de Zeus e que era considerada como sendo um símbolo da
juventude dos deuses.

HÉCATE
[mitologia grega]
Era considerada como a senhora do inferno e é uma representação do passado das deusas
da lua, que quanto mais primordiais mais se aproximavam de seu aspecto animal. Essa deusa
assumiu, para os patriarcas gregos, conotações diabólicas. Era a deusa da lua negra e das
encruzilhadas, onde eram erigidos seus santuários. Hécate também é uma deusa da feitiçaria
e da magia negra que envia demônios à terra para atormentar os homens e tem um séqüito de
cães infernais, sendo que as vezes é retratada com três cabeças, que parecem simbolizar as
três fases da lua sendo ela quem propiciava a insanidade e a loucura. É associada à Ártemis,
a caçadora virgem e senhora dos animais. Essa deusa da noite também costuma ser
retratada cavalgando e é considerada como a patrona dos cavaleiros e encontra-se ainda
ligada aos cultos da fertilidade.

HÉCUBA
[mitologia grega]
Era o nome da mãe de Cassandra que era a mais jovem de seus dezoito filhos e que possuía
um relacionamento com ela de natureza aflitiva, em que os sentimentos mãe-filha não eram
observados. Era uma representação do negro feminino que não estava capacitada para
demonstrar a filha a sua importância como mãe. Criou a filha com desinteresse e total falta de
amor, fatores que vieram a redundar em sua desgraça. Foi casada com Príamo.

HELENA
[mitologia grega]
Filha mortal de Zeus e Leda, que se tornou esposa do rei Menelau de Micenas e que era
considerada como sendo a mulher mais bela do mundo. Paris, um príncipe troiano a raptou
deflagrando dessa maneira, a Guerra de Tróia.

HELESPONTO
[mitologia grega]
Nome dado ao mar onde caiu Helle que fugiu da Cólquida montada num carneiro mandado por
Zeus para que escapasse da madrasta, mas que no trajeto sofreu uma queda.

HELÍADES
[mitologia grega]
Era o nome das irmãs de Faetonte que foram transformadas em álamos por terem entregado
ao irmão a direção da carruagem solar.

HÉLIO
[mitologia grega]
Deus do Sol, que era pai de Eeto. Hélio era o rei da Cólquida, encarregado de guardar o
Tosão de Ouro que Jasão foi buscar.

HELLE
[mitologia grega]
Fugiu da ira da perversa madrasta, a rainha de Iolkos, na companhia de seu irmão Frixo,
montada num carneiro de ouro que Zeus providenciou para o resgate deles. A caminho da
Cólquida Helle caiu no mar, que depois disso passou a ser chamado de Helesponto.

HERA
[mitologia grega]
Esposa e irmã de Zeus, seu nome significa "a senhora", sendo ainda chamada de "olhos de
vaca" devido a beleza dos seus grandes olhos. É uma das filhas de Réia e Crono que havia
sido engolida pelo pai logo ao nascer. É a rainha dos deuses e a padroeira do casamento, que
é conhecida no mito principalmente pelo violento ciúme que nutria pelas amantes de Zeus
e pela incessante perseguição aos seus filhos ilegítimos. Para que se tornasse íntimo da
deusa, Zeus metamorfoseou-se num pequeno pássaro do qual Hera teve pena. Quando o
colocou próximo ao colo, Zeus retirou seu disfarce e tentou violentá-la. Ela resistiu até que
este
propôs casar-se com ela. Após a lua de mel tornou-se persistentemente infiel provocando
ciúmes vingativos em sua esposa traída. É análoga à Juno romana e simboliza as estruturas e
códigos morais que ligam a instituição do casamento ao coletivo.
A forma obsessiva com que persegue as mulheres na vida de Zeus, simboliza a sua
inconsciência quanto aos aspectos de sua personalidade que estas mulheres representam. Ela
simboliza as mulheres que vivem possuídas pelo desejo ardente de serem esposas, as
mulheres que se sentem incompletas sem um companheiro.

HESPÉRIDES
[mitologia grega]
Filhas de Atlas e Hespéris habitavam um Jardim onde cultivavam Maçãs de Ouro que era
guardado por um dragão. Segundo o mito, Heracles matou o dragão e se apoderou do Jardim
que nada mais era do que uma representação da imortalidade, do SELF.

HÉSTIA
[mitologia grega]
A deusa da lareira que era conhecida como Vesta pelos romanos. Era a menos conhecida das
deusas do Olimpo, mas que se fazia presente nos templos e nas casas como a chama do
centro da lareira. Era a mais a mais velha, a mais sábia e mais honrada de todas elas, que
evitava inteiramente o poder. É um símbolo do componente espiritual da mulher e é marcada
pelo retraimento em relação aos homens, nunca tendo se deixado dominar pelas emoções.
Simboliza as mulheres invulneráveis ao sofrimento e intocáveis nos relacionamentos, que
deixam de conhecer a intimidade emocional. Héstia tinha como símbolo o círculo e todas as
formas de fogo no interior de domicílios e templos. O seu modo de aprender é simbolizado
pela visão interior quando se é capaz de sentir intuitivamente o que está se passando. É um
arquétipo que nos fala de centralização interior. Havia uma relação entre essa deusa e o deus
Hermes. Ele era o fogo elementar que é encontrado no centro da terra e sua imagem, o falo
era colocado à frente das residências, enquanto que Héstia era o fogo que era reverenciado
no centro da casa, na lareira, numa simbólica do próprio centro do indivíduo. Era comum a
adoração conjunta de ambos, na medida em que os dois são idéias arquetípicas
complementares de espírito e alma.

HIPÓLITA
[mitologia grega]
Era o nome da rainha das amazonas que foi casada com Teseu com quem teve Hipólito.

HORAS
[mitologia grega]
Era o nome de uma das filhas de Zeus e que simbolizava a potência que presidia as estações.

HADES
[mitologia grega]
Esse era um dos nomes por que o Senhor das Profundezas, o Plutão dos romanos era
conhecido e que se constituía num deus das coisas invisíveis que habitava o mundo inferior.
Era o poderoso irmão de Zeus e Possêidon que recebeu seu reino quando o universo foi
dividido entre os três irmãos. Um dos filhos de Crono que se constituía num deus escuro e
sombrio cuja lei era imutável, ao contrário da de Zeus e que apesar de ser um deus, era o
Filho das Trevas, o executor da mãe sombria e que usava um capacete ou elmo que
o tornava invisível no mundo da superfície. É mais conhecido no mito pelo rapto e violação de
Perséfone. É um símbolo do nosso próprio mundo interior, o mundo da nossa psique. Esse
também era o nome do seu reino, um lugar onde as sombras dos mortos aguardavam a
ressurreição e que se constituía numa imagem semelhante à do Purgatório cristão.

HAPI
[mitologia egípcia]
Era o nome do deus do Nilo, retratado de posse de grandes jarros de água que despejava no
rio para provocar as suas inundações. É mostrado como uma divindade alegre e gorda que
possuía seios de mulher.

HECATÔNQUIROS
[mitologia grega]
Era o nome dos monstros de cem braços, dos filhos de Urano e Gaia: Cotos, Briaréu e Grés.
Gigantescos e violentos inspiraram verdadeiro horror ao pai que os obrigou a permanecerem
no interior da terra.

HEFESTO
[mitologia grega]
Análogo ao Vulcano romano era ferreiro e artesão divino, o filho partenogênico da deusa Hera,
que quando nasceu deixou a mãe chocada com sua feiúra, ela decepcionada, precipitou-o do
Monte Olimpo no mar. Tétis, a deusa do mar, cuidou dele até que foi convidado a voltar ao
Olimpo, de onde Zeus o expulsou novamente durante uma briga de família, e dessa segunda
vez ele caiu na terra, quebrando as duas pernas, daí em diante ficou coxo para sempre.
Amado por mulheres de grande beleza foi casado com Afrodite, que lhe foi eternamente infiel.
Era o responsável pela criação de todos os instrumentos, armas e emblemas de poder dos
outros deuses olímpicos. Preocupava-se apenas com a perfeição de suas obras e
compensava a sua deformidade física com os sucessos advindos de sua arte além de com
suas conquistas amorosas.

HERACLES
[mitologia grega]
Seu nome significa "à Glória de Hera". Chamado Hércules pelos romanos, seu grande feito
heróico foi a realização dos 12 trabalhos encomendados por Hera. Filho de Zeus com uma
mortal foi alvo da violenta inimizade da deusa. Entre seus doze trabalhos estavam a destruição
da Hidra de Lerna, do Leão de Neméia, do Touro de Creta (o famoso Minotauro), e das aves do
Estínfalo. Foi marido de Hebe, a deusa da juventude. Sua mãe física era Alcmena e Hera foi a
sua mãe de leite, o que lhe permitiu conquistar a imortalidade. A perseguição que Hera
desencadeou contra ele como o fazia com todos os filhos ilegítimos de Zeus, foi o que o
empurrou a realizar grandes feitos. Todos os trabalhos realizados por Héracles, foram
realizados a mando de Hera, e simbolizam a sua luta contra o inconsciente, no caso
representado pela mãe de leite. Em sua descida ao inferno, usou uma coroa feita com os
ramos do álamo. Esse herói é considerado como sendo um símbolo do triunfo, da vitória.

HÉRCULES
[mitologia romana]
Análogo ao Heracles grego.
HERMES
[mitologia grega]
Era o deus dos ladrões, dos mentirosos e dos mercadores, que simboliza a inteligência
industriosa, mas facilmente pervertida, além da astúcia. Também é o guia das almas dos
mortos e o mensageiro entre o Monte Olimpo e os mortais, assim como entre o casal do
Olimpo e os deuses do Inferno. Corresponde ao Mercúrio dos romanos. Rege as
encruzilhadas e é o patrono dos viajantes e dos que se perdem, sendo ainda uma divindade
de sorte e dinheiro, apresentado como uma figura brilhante. É filho de Zeus com a ninfa Maia,
outro nome da deusa da Noite e foi o pai de Hermafroditos, um filho que teve com Afrodite,
a deusa do amor. É análogo ao Enki sumeriano e ao Lóki germânico. Hermes pode ser
considerado como um símbolo da mediação entre o céu e a terra. É um ser ambíguo em sua
natureza posto que é oriundo da união da luz (Zeus) com as trevas (Maia), vivendo seu mito
numa alternância entre luz e sombra. É um símbolo da razão, além de ser o filho mais
inteligente de Zeus.

HIACINTOS
[mitologia grega]
Esse era o nome de um jovem por quem Apolo se apaixonou e que vivia fugindo do assédio
do deus. Para que fosse poupado, foi transformado numa planta, o jacinto.

HIPNO
[mitologia grega]
Deus do sono, irmão de Tânato.

HIPÓLITO
[mitologia grega]
Era filho de Teseu e foi acusado por sua madrasta Fedra de tê-la violentado. Seu nome
significa "liberto pelo cavalo ou libertador de cavalo". De muitas formas ele está associado a
esse animal. Conta o mito que foi morto por um gigantesco touro do mar mandado por
Possêidon que assustou seus cavalos que o mataram como vingança pela acusação de que
foi vítima. Seu pai Teseu ao imaginá-lo culpado, lançou uma maldição sobre o filho e
só veio tomar conhecimento de sua inocência depois que ele foi morto.
Ele era o consorte de Ártemis-Diana em Trezena. Fraser em seu livro Ramo de Ouro, nos fala
que há indícios de que tenha sido ressuscitado por Esculápio após esse incidente, e ido viver
no bosque de Nemi com o nome de Vírgio, segundo um plano de Ártemis ou
Diana seu nome local. A sua morte fez parte de uma vingança de Afrodite que revoltada por
seu desinteresse por ela, fez com que Fedra se apaixonasse por ele.

HÓRUS
[mitologia egípcia]
Era filho de Ísis com Osíris e possuía cabeça de falcão. A luta de Hórus contra Set, o
assassino de seu pai é a típica luta do herói solar contra o dragão-baleia, sendo que na saga
grega, Tifão-Set aparece como um dragão, a imagem da mãe terrível. Ele traz Set amarrado a
presença de Ísis, só que sendo ela a própria mãe-natureza, não consente com essa morte.
Hórus lança-se então contra a mãe, decapitando-a. Thot que a amava lhe dá uma cabeça de
vaca com chifres no lugar da coroa, dando dessa forma origem à deusa Hátor.
Hórus é um símbolo do sol renascido e uma reencarnação do deus solar Osíris e simboliza o
olhar que não deixa escapar nada, quer no mundo interno ou externo do indivíduo.
Na sua luta com Set perde um olho o que pode simbolizar uma oferenda sacrificial que tem
poder para trazer Osíris à vida.

HUNDING
[mitologia germânica]
Era o nome do marido de Sieglinde, a filha de Wotan com uma mortal.

HUR
[mitologia caldáica]
Era o nome do deus lunar dos caldeus.

IACO
[mitologia grega]
Era considerado um dos principais deuses do culto dos Êleusis. A sua imagem era levada na
frente do cortejo. O mito nos faz pensar que Iaco era Zagreus que havia ressuscitado e
que segundo a lenda órfica, estivera com Perséfone que o criou.

IASIÃO
[mitologia grega]
Filho e amante da deusa Deméter que foi abatido por Zeus na sua forma de relâmpago
quando se encontrava sexualmente com a deusa.

ÍBIS
[mitologia egípcia]
Era um símbolo do deus Amon do Egito e os antigos egípcios o consideravam como sendo
uma encarnação de Thot. Simboliza o diagnóstico e o dom da previsão.

ILÍCIA
[mitologia grega]
Deusa do parto que é considerada como sendo a padroeira das parteiras. É a equivalente
grega da Nekhebet egípcia, a protetora do parto que é retratada com cabeça de abutre.

INANNA
[mitologia sumeriana]
Era o nome da deusa do céu e da lua para os povos sumerianos, que é semelhante à
Afrodite grega e à Vênus romana, embora mais extrovertida do que essas, clamando pelo
preenchimento de seu corpo. O seu nome semítico é Ishtar. É uma deusa da fertilidade,
padroeira das artes do amor e também uma deusa da batalha, que é uma combinação de
matéria e espírito, mas sua origem parece estar relacionada aos grãos e a fertilidade.
Inanna é uma deusa maternal, uma virgem prostituta, eternamente jovem e intensa que
mantém sua independência quer como amante, jovem esposa ou como viúva. Uma deusa
errante e cuja energia quando inconsciente nas mulheres pode exercer poder demoníaco. Era
a filha de Nanna e Ningal, que era chamada tanto de Rainha do Céu e da Terra, como de
Estrela da Manhã e da Tarde.
Teve sua crucificação no poste do mundo inferior, constituindo-se numa imagem da divindade
feminina agonizante. Simboliza a mulher capaz de ser iniciada e o seu mito foi o primeiro relato
do gênero. A sua descida ao sub-mundo é um símbolo de um ritual de iniciação nos mistérios
do feminino. Quando no inferno, esteve nas mãos de Ereshkigal, que parece simbolizar o
aspecto sombrio da deusa. Era associada à estrela de oito pontas, ao planeta Vênus e ao
cobre.

IO
[mitologia grega]
Era filha do deus rio Ínaco; Zeus se apaixonou por ela e foi perseguida pela inimizade de
Hera que a transformou numa vaca branca, sob a guarda do Argos-dos-Cem-Olhos, para que
Zeus não a roubasse. Não satisfeita Hera enviou um moscardo que a picava e a perseguia
pelo mundo todo. Acabou chegando ao Egito, onde Zeus lhe devolveu a forma humana.

ÍRIS
[mitologia grega]
É a mensageira dos deuses e uma espécie de Hermes feminino. Usava um véu com as cores
do arco-íris. É um símbolo da vingança entre a terra e o céu, entre os deuses e os homens.

ISHTAR
[mitologia semítica]
Mãe e amante de Tammuz que assim como Perséfone ia anualmente ao submundo para
resgatá-lo das Mãos de Ereshkigal, a deusa da morte, numa simbologia de que o homem
assim como a natureza morre para poder renascer. Enquanto Tammuz se encontrava no sub-
mundo, cessava a fertilidade da terra. Ishtar é a Grande Deusa-Mãe, que simboliza as
energias reprodutivas da natureza, sendo que o seu nome na Suméria era Inanna. É uma
personificação das forças da natureza que tanto dão como tiram a vida.

ÍSIS
[mitologia egípcia]
Deusa lunar que era chamada de "Rainha do Céu". O seu nome também significa "A Antiga".
É a protetora do parto e uma poderosa mágica e feiticeira que também é uma deusa da
fertilidade e do amor sensual. Restituiu a vida a seu irmão-amante Osíris, morto por Set, o
irmão mau, e deus do inferno. Era a irmã-esposa de Osíris e a mãe de Hórus que possuía a
capacidade de ressuscitar os mortos. É tida como símbolo da iniciadora, a que conhece os
segredos da vida, da morte e da ressurreição e carrega consigo a cruz ansada que é seu
símbolo. Em seus Mistérios o iniciado deveria personificar Tífon, o asno e experimentar a sua
luxúria em toda sua extensão até alcançar a consciência e através do amor de Ísis poder
renascer como homem redimido. Era Hátor, a deusa-vaca grega que simbolizava o aspecto
animal da deusa e como uma forma de representação de sua natureza sombria, razão por que
era ainda retratada como uma deusa negra que levava nos braços seu filho, o que veio a dar
origem à Madona negra cristã. Era análoga a Selene grega.

ÍCARO
[mitologia grega]
Era o filho de Dédalo com uma escrava, que morreu ao voar com as asas fabricadas por seu
pai, uma vez que não deu ouvidos às suas cautelosas advertências de que não voasse perto
do sol. Ícaro havia sido preso junto a seu pai no labirinto que Dédalo havia construído poucos
dias depois de Perseu haver matado o Minotauro, fato que levou o rei Minos a suspeitar de
sua colaboração com Perseu. Dédalo então fabricou as asas para que ambos pudessem
evadir-se, mas no trajeto, ao derreter a cera que sustentava as asas, Ícaro caiu no
mar, o que ocasionou sua morte. É considerado como sendo um símbolo do ego afetado por
um estado de inflação, o que leva à crença num poder que realmente o indivíduo não
possui, representando ainda, o excesso e a temeridade.

ÍCTIS
[mitologia sírio-fenícia]
Era um jovem deus da vegetação que costumava ser retratado como um peixe em companhia
de sua mãe Atárgatis, a grande deusa da fertilidade, que é retratada com cauda de peixe.
Está associado à Tammuz, à Átis e à Adonis, seguindo seu padrão característico de morte e
renascimento.

ÍNACO
[mitologia grega]
Era um deus-rio, o pai de Io que foi transformada em vaca por ordem de Hera.

INDRA
[mitologia védica]
Era o nome do deus guerreiro para os vedas que é análogo ao Zeus grego.

IZANAGI
[mitologia japonesa]
Era o nome do marido de Izanani que ao dar à luz ao deus do fogo queimou de tal forma
suas partes íntimas que morreu, cabendo então à Izanagi, a tarefa de procriar sozinho. De seu
olho esquerdo nasceu Amaterasi, a deusa do céu; do olho direito, Tsuki-Yami, o deus do sub-
mundo; de seu nariz, nasceu Susamowo o deus das águas.

ÍXION
[mitologia grega]
Filho do rei dos Lápidas que tolamente tentou seduzir Hera a rainha dos deuses e esposa de
Zeus. Zeus adivinhando as intenções de Íxion deu a forma de Hera à uma nuvem, com quem
Íxion copulou pois estava bêbado demais para perceber o engano. Surpreendido no ato por
Zeus, foi amarrado a uma roda de fogo em perpétuo movimento no Tártaro, às entranhas do
inferno. Antes desse incidente, Íxion havia assassinado seu sogro, pelo que fora perdoado por
Zeus, mas após esse segundo delito lhe deu um castigo eterno.

JANO
[mitologia romana]
Inicialmente era considerado como sendo o deus dos deuses e era tido como o criador. É o
guardião das portas e aquele que preside os nascimentos.

JASÃO
[mitologia grega]
Era o filho do rei de Iolco que teve sua herança usurpada em criança pelo perverso tio Pélias.
Foi criado pelo centauro Quíron e quando atingiu a maturidade voltou a Iolco na intenção de
reivindicar seu reino, uma herança de seu pai. Pélias encarregou-o da missão de procurar o
Tosão de Ouro na esperança de que ele fosse morto durante a busca. O herói reuniu a famosa
tripulação dos argonautas e com a ajuda da deusa Atena, do deus Possêidon e de Hera, fez
sua viagem à corte do rei da Cólquida, Eetes em meio a grandes perigos. Chegando a
Cólquida, matou o dragão e com o auxílio da filha, feiticeira e sacerdotisa do rei, Medeia,
roubou o Tosão e voltou para a Iolco, onde se tendo libertado do tio Pélias, pode tornar-se rei.
Jasão conseguiu encontrar o Tosão e levá-lo de volta para casa. Jasão cansou-se de Medeia
e planejou casar-se com a filha do rei de Corinto; Medeia, tomada de furioso ciúme,
assassinou a moça que era sua pretendente, enviando-lhe uma veste recoberta de poderoso
veneno além dos dois filhos que ela mesma tivera com Jasão, fugindo num carro puxado
por dragões alados. Após esse incidente, Medeia amaldiçoou Jasão, cuja vida daí em diante,
entrou em constante decadência, até que morreu quando um poste de madeira de seu navio, o
Argos, caiu sobre ele.

JOCASTA
[mitologia grega]
Princesa de Íxion que veio a se casar com Laio, o rei de Tebas com quem teve um filho, Édipo
que mais tarde, após ter-se transformado no assassino de seu pai, torna-se seu marido e rei
de Tebas.

JUNO
[mitologia romana]

Esposa de Júpiter que tem algumas semelhanças com a Hera grega, a esposa de Zeus. É um
símbolo do princípio feminino no auge do vigor e da fecundidade. É considerada como sendo a
protetora das mulheres casadas e dos filhos legítimos e simboliza o poder de procriar, do ser
feminino e maternal da mulher.


[mitologia hebraica]
No Velho Testamento, Jó era um bom e leal servo de Javé, que a pedido de Satanás, sujeitou-
o a pesados sofrimentos e perdas para testar sua fé. Como nem a paciência nem o amor que
tinha por Deus se alteraram, tudo o que lhe foi tirado, acabou sendo a ele restituído.
É considerado como sendo um símbolo da paciência.

JONAS
[mitologia semita]
Era um profeta que fora incumbido por Deus de pregar em Nínive. Ao fazer sua pregação num
navio foi lançado ao mar e devorado por um peixe, de onde pode libertar-se mais tarde de
forma renovada. Esse mito simboliza a jornada noturna pelo mar ou a luta contra o
dragão ou a baleia que levam o herói à redenção.

JÚPITER
[mitologia romana]
Análogo ao Zeus grego. Os reis de Roma na Antigüidade costumavam personificar Júpiter ao
presidirem os jogos no circo, usando inclusive seus atributos e vestes. Acredita-se que esses
reis participassem do rito do casamento sagrado em Nemi, do hieros gamos, com o fito de
assegurar a fertilidade por meio da magia homeopática.

KALI
[mitologia védica]
Era uma deusa denominada a "Mãe Negra", sanguinária da batalha e da morte, que é retratada
com um colar de crânios humanos, língua protuberante e olhos vermelhos de sangue.
Preside a desintegração e a doença, mas também restaura a vida e concede favores a seus
fiéis. É análoga a Sekmeth egípcia.

KAMAT
[mitologia hindu]
Deus do amor que possuía como atributos o arco e a flecha.

KARU
[mitologia grega]
Era uma identificação original de Apolo, que era o filho de Car (Ceres), a deusa-abelha de
Creta.

KETU
[mitologia védica]
Demônio que devora o sol durante o eclipse solar. Astronomicamente, Ketu equivale ao nodo
sul, ou o descendente da lua.

KIRVELAYA
[mitologia hindu]
Cavalo alado que é análogo ao grego Pégaso.

KRISHNA
[mitologia védica]
Análogo ao Heracles grego.

LAIO
[mitologia grega]
Rei de Tebas que foi advertido pelo oráculo de Apolo para que não tivesse um filho, pois este
se tornaria no seu assassino. Sua esposa Jocasta lhe deu um filho apesar da advertência e
Laio ordenou que a criança fosse exposta num monte. O menino, entretanto, sobreviveu e
cresceu; era Édipo, que acabou por matar o pai sem saber de quem se tratava, quando se
encontrava numa estrada da montanha. Em seguida casou-se com sua mãe, tornando-se
desta forma rei de Tebas. Essa advertência do oráculo foi dada em função de uma maldição
lançada por seu amigo Pélops, quando em sua juventude Laio hospedou-se em sua
casa e estuprou seu filho Crísipo.
LANDON
[mitologia grega]
Era o nome do deus fluvial que era pai de Dáfne.

LÂMIA
[mitologia grega]
Muitas vezes era representada por um conjunto de deusas infernais e vingativas; na versão
mais primitiva do mito, Lâmia foi uma rainha da Líbia que foi amada por Zeus, e que viu seus
filhos morrerem em conseqüência do ciúme de Hera, e a dor resultante da perda deixou-a
louca, passando a devorar bebês que arrancava dos braços das mães. As Lâmias infernais
são as responsáveis pelas mortes dos recém-nascidos além de serem ainda consideradas
como sendo um símbolo dos fantasmas noturnos que assustam as crianças.
Dizem os mitólogos que as Lâmias possuem o hábito de cavalgar em suas vítimas como se
estas fossem cavalos. É considerada como sendo um símbolo da Mãe assassina, antropófaga
e devoradora, a mãe terrível capaz de desejar possuir o filho a ponto de destruir sua vida, além
de ser um símbolo da inveja da mulher que não tem filhos.

LÁQUESIS
[mitologia grega]
Era o nome de uma das três Moiras ou Parcas. Láquesis é a mediadora, a que decide sobre
a qualidade e a extensão da vida mortal.

LAT
[mitologia palestina]
Era o nome da deusa das três luas para os palestinos e um outro nome da deusa Ísis egípcia.
Era ainda considerada como sendo a forma mais arcaica da grega Leto, a mãe de Apolo e
Ártemis.

LETO
[mitologia grega]
Mãe de Apolo e Diana, os frutos de seu relacionamento com Zeus. Ela foi perseguida quando
grávida pelo Pitão, a mando de Hera. Na Ilha de Delos, dá a luz a Apolo, que mais tarde mata
o Pitão.

LÓKI
[mitologia germânica]
É um deus embusteiro de pensamento rápido, um deus do fogo que viaja muito, que é
ladrão e mentiroso, mas que por outro lado, é capaz de dar conselhos sábios e astutos.
É análogo ao Hermes grego e no mito de Bálder, foi quem tramou a sua morte; enquanto que
no da construção do Válhalla, foi quem salvou a deusa Freya de ser entregue a Fafnir e
Fasolt.

MAAT
[mitologia egípcia]
Deusa da justiça e da verdade cujo nome significa Sabedoria ou Conhecimento e que
possuía como emblema uma pena que era colocada numa balança na sala de julgamento do
inferno e comparada ao peso do coração do morto para avaliar seus pecados.
Se o coração fosse mais pesado do que a pena de Maat, ele era atirado como repasto ao
monstro Anemait, e a alma não receberia a vida eterna. Maat era parecida com a Atena grega
posto que simbolizava a lei, a verdade e a ordem social e a sua lei não era a lei característica
das Mães e sim a lei relativa aos códigos morais e éticos o que a fazia parecer-se com uma
Moira pensante.

MAGNA-DEA
[mitologia caldáica]
Deusa da lua que era adorada na forma de uma pedra negra sagrada, tal como o era a deusa
Cybele.

MAIA
[mitologia grega]
Mãe do deus Hermes que em geral é mostrada como uma ninfa pela qual Zeus se apaixonou.
Mas Maia também é o nome que Zeus dá à Grande Deusa da Noite sugerindo que dessa
forma, Hermes seria o seu filho com a escuridão, as Trevas. Ela era uma divindade mais velha
e mais poderosa do que as outras, tanto que sua união com Zeus não correspondeu aos
estupros que eram comuns em seu mito, mas à união do espírito brilhante com as insondáveis
profundezas escuras do inconsciente. Dessa união foi gerado aquele que era o filho mais
astuto e mais inteligente de Zeus, um ser ambíguo que se constituía numa alternância de luz e
sombra.

MAYA
[mitologia grega]
O destino era chamado de Maya pelos gregos e essa palavra significa porção ou sorte. Moira
ou Heimarmenê é a deusa do destino, que se constitui na própria lei natural elevada ao
status da divindade. Um dos símbolos mais antigos do destino é a aranha que tece sua teia tal
qual o destino fia um feitiço que acaba por se transformar na trama da vida.

MEDEIA
[mitologia grega]
Filha do rei Eeto da Cólquida, era uma feiticeira que veio a se apaixonar pelo herói Jasão a
quem ajudou a roubar o Tosão de Ouro quando chegou a Cólquida com os Argonautas.
Narcotizou o dragão que guardava o Tosão e fugiu com ele e Jasão. Enquanto a frota do pai
ia a sua perseguição, ela cortou o irmão em pedaços e jogou-os ao mar, sabendo que Eeto iria
querer juntá-los antes de continuar a perseguição. Quando Medeia e Jasão voltaram a Iolco,
ele a abandonou por outra mulher e ela então assassinou a outra assim como a seus próprios
filhos, os quais tivera através de sua ligação com Jasão, fugindo em seguida para Atenas,
onde se tornou a amante do rei Egeu. Medeia desapareceu após esses acontecimentos, mas
não sem antes tentar sem sucesso matar Teseu, o filho de Egeu.

MEDUSA
[mitologia grega]
Simboliza um conteúdo psíquico que destrói o ego, tanto que não pode ser encarada
frontalmente, conscientemente, ela só poderia ser dominada se fosse vista através de seu
reflexo, de sua projeção. Foi morta por Perseu que só pôde acertá-la através da sugestão de
Atena, que lhe presenteou na ocasião com seu escudo espelhado. Através do reflexo no
escudo espelhado conseguiu matá-la. Era uma das filhas do rei do mar Forco, uma das três
Górgonas, que eram criaturas aladas com pele de cobra e corpo de dragão. Ela era o monstro
fêmea que possuía serpentes nos cabelos, garras de bronze e olhos arregalados cujo olhar
transformava os homens em pedra. Medusa era a única mortal, mas quem a contemplasse,
transformar-se-ia em pedra, numa simbólica de que determinados conteúdos inconscientes
quando encarados por um ego despreparado, podem levar a petrificação. Alguns mitólogos
contam que foi violentada por Possêidon e que a expressão de seu rosto simbolizaria o horror
pelo ultraje. Sem dúvidas, seu rosto é um retrato da raiva e do ódio feminino que faz com que
qualquer um que o contemple fique paralisado.

MELÍADES
[mitologia grega]
Era por esse nome que eram conhecidas a ninfa dos freixos.

MÊNADES
[mitologia grega]
Era uma denominação das mulheres que formavam o cortejo de seguidoras do deus Dioniso
e que se vestiam com peles de animais e freqüentemente caíam em transes de êxtase quando
celebravam os ritos orgiásticos no alto das montanhas, onde despedaçavam animais
selvagens. São análogas às Bacantes da mitologia romana, as seguidoras de Baco.

MÉTIS
[mitologia grega]
Era o nome de uma Oceânide que foi a primeira esposa real de Zeus, anterior ao seu
casamento com Hera, uma divindade oceânica que era conhecida por sua sabedoria.
Era a mãe de Atena, que quando grávida da deusa foi enganada por Zeus que a tornou
pequenina e a engoliu, pois havia um vaticínio de que Zeus seria um dia suplantado por ela.

MILITA
[mitologia assíria]
Nome da deusa do amor e da sexualidade para os babilônicos, que era associada à Afrodite
e Vênus greco-romana.

MINERVA
[mitologia romana]
Análoga à Atena grega, era a deusa da inteligência, das artes e do saber. Foi considerada a
protetora de Atenas, a padroeira dos tocadores de flauta e de todos os que tivessem dons
artísticos. Era uma das divindades mais cultuadas do mundo greco-romano, junto com
Zeus e Hera. É um símbolo da sabedoria e da estratégia.

MIRRA
[mitologia grega]
Deusa que foi vítima da cólera de Afrodite que a fez desejar manter uma relação incestuosa
com seu pai, Téias. Mirra conseguiu enganá-lo e uniu-se à ele por doze noites até que o pai
descobriu o seu crime e decidiu que iria perseguí-la até que conseguisse matá-la. Mirra
implorou aos deuses que a transformassem numa árvore, a mirra. Dez meses depois, a casca
da árvore levantou-se e dela saiu uma criança, Adônis.

MNEMÓSINA
[mitologia grega]
Era uma das amantes de Zeus, cujo nome significa memória. Concebeu dele as nove Musas,
as portadoras da cultura e que deram as artes e as ciências à humanidade. Era uma titanesa
filha de Urano e Gaia que simbolizava o poder do espírito.

MOIRA
[mitologia grega]
Era o nome da deusa do destino e o seu nome significa "quinhão". Ela é mostrada como o
mais velho poder do universo, determinando até a extensão do poder dos deuses. Às vezes é
mostrada como três mulheres: Cloto, Átropos e Láquesis, as três Parcas. É análoga à Erda
da mitologia germânica e as Nornas, suas filhas. Moira simboliza uma força moral
representativa de uma disposição da natureza e as três Moiras são consideradas como sendo
as guardiãs do direito natural dentro do indivíduo já que são representativas de impulsos
inatos dentro da psique individual e coletiva cuja função é manter a justiça e a ordem no reino
natural dos instintos, quebrando o orgulho e a vontade do ego. Moira deriva da visão de um
cosmos ordenado. Elas podem ser encontradas nos lugares velhos, ermos e nas entradas das
grutas.

MANU
[mitologia védica]
Na Índia era considerado o pastor de todos os homens além de ser aquele que veio ao mundo
para gerar as leis. Ele era o Legislador Primordial que sempre surgiu em diferentes culturas,
usando nomes locais. Era Mina ou Ménès para os egípcios; Menw
para os celtas e Minos para os gregos. É o símbolo de um princípio de Inteligência Cósmica
que reflete a Luz Espiritual pura, que formula a Lei do Dharma, e que se constitui no
arquétipo do Ser Pensante.

MARDUK
[mitologia babilônica]
Deus do fogo que é análogo à Javé enquanto deus criador. Foi ele quem matou o monstro
marinho Tiamat de quem era filho e de cuja carne despedaçada criou o universo físico. Esse
seu feito simboliza que através desse seu ato de criação teve a oportunidade de usar a libido
de sua mãe de forma criativa, como ela jamais usara. No Santuário de Bel (Marduk) na
Babilônia, havia um templo com uma grande cama onde ficava uma mulher escolhida dentre
outras virgens da Babilônia e que segundo o mito, à noite o deus vinha dormir com ela, que
enquanto consorte divina não podia manter relações sexuais com mortais, numa simbólica do
hieros gamos, o casamento sagrado.

MARTE
[mitologia romana]
Era o nome do deus da guerra para os gregos que era análogo ao Ares romano. Inicialmente
era considerado como sendo um deus da vegetação. Era filho de Juno e o pai de Rômulo e
Remo, os fundadores da cidade de Roma, fruto de sua ligação com Réia Sílvia. Foi
personagem de uma história de paixão com Vênus, a deusa do amor e segundo os mitólogos
Vulcano, o marido da deusa, vigiava-a constantemente para que eles não pudessem se
encontrar. No entanto, Vênus conseguiu tapear o marido e ir ao encontro de seu amado.
Vulcano desconfiando do fato chamou os outros deuses para que lhe acompanhassem e
pegassem os dois amantes em flagrante, transformando-os em conseqüência disso, em alvo
da chacota dos outros deuses. A deusa envergonhada fugiu para uma ilha distante e nunca
mais se encontrou com Marte. (Eros) Cupido e Anteros são frutos dessa união.

MATARISVAN
[mitologia védica]
Era um deus análogo à Prometeu que roubou o fogo secreto do céu e deu-o aos sacerdotes
bhrigues.

MÕMNON
[mitologia romana]
Filho de Eos, a deusa da Alvorada e de Títono, que era o irmão dos ventos. Dizem que foi rei
da Etiópia. Conta o mito, que na Guerra de Tróia, os guerreiros etíopes o queimaram
e Zeus transformou as fagulhas que saíam de seu corpo em pássaros.

MEN
[mitologia frigia]
Era o nome do deus lunar frígio cujo nome possui curiosa similaridade tanto com a palavra
latina mens, que significa mês quanto com o período fértil feminino que corresponde ao ciclo
da lua, a menstruação. Essa divindade frigia era análoga à Átis, tanto que na Roma Antiga,
Men e Átis eram uma só divindade.

MENELAU
[mitologia grega]
Rei de Micenas, marido de Helena que era considerada a mais bela mulher do mundo e por
causa de quem foi desencadeada a famosa Guerra de Tróia.

MERCÚRIO
[mitologia romana]
Deus alado mensageiro dos deuses que é análogo ao Hermes grego; a THOT,
o deus da sabedoria na mitologia egípcia que era representado simbolicamente com cabeça
de falcão e que no julgamento dos mortos é quem se postava frente ao juiz que ia deliberar o
destino daquele que havia morrido; assim como ao Lóki da mitologia germânica. Era um deus
da Indústria e do Comércio, o filho de Zeus e Maya que foi feito mensageiro dos deuses e
que simbolizava os heróis aventureiros e os viajantes perdidos. Mercúrio se constitui num dos
principais símbolos da alquimia onde é considerado como a imagem que corresponde ao
Cristo Andrógino, a progênie de Deus, o espírito divino que ao tornar-se carne humanizou-
se. Na alquimia é tido inicialmente como a prima-matéria e posteriormente como o lápis, após
sofrer a transformação alquímica.

MERLIN
[mitologia céltica]
Lendário personagem da época do rei Artur que era o seu conselheiro e que possuía ao
mesmo tempo uma personalidade humana e demoníaca. Dizem ter sido ele à traçar o projeto
da famosa Távola Redonda.

MIDAS
[mitologia grega]
Nome de um dos reis da Frigia. No mito é relatado que esse rei havia prestado um favor a
Dioniso, que em troca ofereceu a satisfação de qualquer um de seus desejos. Midas então
desejou que tudo aquilo que tocasse virasse ouro. Seu desejo, contudo transformou-se em
maldição, pois tanto os alimentos como seu próprio corpo, foram aos poucos se transformando
em metal. Implorou a Dioniso que lhe livrasse da tormenta e o deus mandou que se banhasse
no rio Pactola para que pudesse livrar-se de sua sina. É considerado como sendo um símbolo
da ambição humana por riquezas e poder econômico.

MIME
[mitologia germânica]
Anão da raça dos niebelungos, que habitavam no interior da terra, era o irmão maltratado de
Alberich, que fabricou o elmo de Tarn, a partir do Ouro guardado pelas Donzelas do Reno.
É o pai postiço de Siegfried e um símbolo do genitor ressentido, raivoso e deprimido como
uma decorrência de sua incompetência e que impinge culpa no filho pelos sacrifícios que
acredita custaram a si mesmo para que completasse sua criação.

MINOS
[mitologia grega]
Filho de Zeus na forma de um touro e Europa era rei de Creta tendo conquistado seu reinado
graças ao deus Possêidon, que lhe pediu em troca do domínio dos mares, seu melhor touro
para ser mostrado ao povo e sacrificado em honra ao deus. Desejoso de ficar com o touro,
Minos em seu lugar ofereceu um touro inferior. Possêidon encolerizado instilou em Parsífae,
a esposa de Minos uma paixão pelo touro. Parsífae pediu então a Dédalo que fabricasse uma
vaca de madeira para que pudesse copular com o touro. A união da mulher e do touro resultou
no monstro que veio a chamar-se Minotauro e que possuía cabeça de touro e corpo de
homem, se constituindo num comedor de carne humana. Essa criatura foi finalmente morta
pelo herói Teseu, ajudado por Ariadne e seu novelo de linha. Minos era o pai de Ariadne e de
Fedra e irmão de Radamento e Sárpedon.

MINOTAURO
[mitologia grega]
O rei Minos de Creta era dono de um rebanho de touros excepcionais e prometeu ao deus
Possêidon que lhe daria o mais belo touro de seu rebanho, caso o deus lhe fizesse soberano
dos mares. No momento de levar o touro para o sacrifício, o rei resolveu enganar
o deus, levando um outro para sacrificar em seu lugar. Possêidon em conseqüência disso
preparou uma vingança contra Minos, quando solicitando a ajuda de Afrodite, a deusa do
amor, fez com que a rainha Parsífae sentisse um desejo incontrolável pelo touro. Parsífae
colocou-se dentro de uma vaca de madeira encomendada a Dédalo e copulou com o touro
branco, gerando o Minotauro que era um ser com corpo de homem e cabeça de animal e que
só se alimentava de carne humana. O monstro foi enclausurado no Labirinto que Dédalo havia
construído e onde regularmente lhe eram jogados jovens que lhe serviam de alimento, até que
foi morto por Teseu auxiliado por Ariadne, a filha do rei, que o guiou através do Labirinto por
meio de um novelo de linha. O novelo e a linha funcionam no mito como símbolos do plano
pré-concebido e com uma finalidade, enquanto que o Labirinto é um símbolo do inconsciente
humano onde só consegue andar sem perder-se, aquele que já foi capaz de encontrar o seu
centro, aquele que já foi iniciado.
MITRA
[mitologia persa]
Deus redentor que guarda muitas semelhanças com a figura de Cristo. Ele
é o mensageiro de Ormuzd, deus da luz e é mostrado como o assassino do touro que
simboliza a paixão terrena, engajado em luta eterna contra o deus do mal, Ahriman que era o
equivalente de Satanás para os persas. Era cultuado pelos soldados romanos como protetor
do Império e seu nome encontra-se relacionado a MIHR no neopersa e que quer dizer SOL e
AMOR. A simbólica de Mitra era a do combate ao mal e por vezes foi identificado como sendo
o deus-sol assírio, Samás; no ocidente foi identificado além de com Cristo, com Átis, Baco e
Apolo. A adoração de Mitra foi difundida pelas legiões romanas através do Mediterrâneo e
rivalizou com o Cristianismo.

NAMTAR
[mitologia sumeriana]
Vizir de Ereshkigal, a Senhora do Inferno cujo nome significa "destino".

NAMUR
[mitologia sumeriana]
Era a deusa do mar que gerou várias divindades quando a terra foi arrebatada ao céu.

NÉFELE
[mitologia grega]
Era o nome de uma mulher feita de nuvem que foi criada por Zeus com a finalidade de
enganar Íxion que cobiçava Hera, a mulher de Zeus. A mulher nuvem foi feita a semelhança
de Hera e Íxion bêbado copulou com ela sendo castigado por esse seu ato com terríveis
tormentos; Néfele teve um filho com Íxion, o centauro Quíron.

NÉFTIS
[mitologia egípcia]
Era o nome da irmã de Ísis; Osíris e Set, filhos de Nut e de Hem. Era a deusa do Inferno e a
irmã-amante de Set.

NEIT
[mitologia egípcia]
Equivalente à deusa grega Atena.

NEKHBET
[mitologia egípcia]
Era o nome de uma deusa abutre que era considerada como sendo protetora dos
nascimentos.
NÊMESIS
[mitologia grega]
Filha de Érebo e da deusa Noite que por vezes representada como deusa ou como sendo
uma força cósmica impessoal. Nêmesis é a punição inevitável por HUBRIS, por demasiada
arrogância e orgulho diante dos deuses, é um destino mau e sua punição é sempre
perfeitamente adequada à natureza do crime. Essa deusa punia os faltosos e vingava os que
rompiam o juramento, humilhava os orgulhosos e consolava os amantes abandonados se
constituindo num símbolo do temor, do remorso e do castigo.

NET
[mitologia egípcia]
Era uma das formas de Ísis e que era considerada como sendo a mãe de todos, possuindo
uma natureza tanto feminina como masculina.

NÍOBE
[mitologia grega]
Filha de Tântalo e de sua irmã Pélop, esposa de Anfion rei de Tebas e que teve inúmeros
filhos. O orgulho de sua numerosa prole fez com que se opusesse ao culto de Leto, uma vez
que essa possuía apenas dois filhos, Apolo e Diana. Leto solicita aos filhos que matem os
filhos de Níobe, munidos de flechas invisíveis e essa ao se deparar com os filhos mortos,
torna-se imóvel pelo desespero transformando-se em rochedo. Níobe é um símbolo da mãe de
prole numerosa e que só encontra justificativa para viver através da existência deles.
Como mulher, transformou-se numa pedra.

NIX
[mitologia grega]
Deusa primitiva da Noite que surgiu do caos e que era considerada como sendo uma das
divindades do inferno, era a mãe do deus Hermes ou Mercúrio e que também era chamada
de Maia. Foi ela quem criou o sono e a morte.

NORNAS
[mitologia germânica]
Versão do Norte da Europa das Moiras ou Parcas que algumas vezes são retratadas como
filhas da deusa da terra URD. URD também é o nome da mais velha das Nornas cujas irmãs
são Werdandi e Skuld. São elas que se sentam nas raízes do Freixe-Mundo Yggdrasil,
borrifando a árvore com a água da fonte que se encontra abaixo das suas raízes para que não
se resseque.

NUT
[mitologia egípcia]
Deusa do céu que tinha por marido Hem o deus da terra com quem teve Ísis, Osíris, Set e
Néfti.

NAMTAR
[mitologia sumeriana]
Vizir de Ereshkigal, a Senhora do Inferno cujo nome significa "destino".
NAMUR
[mitologia sumeriana]
Era a deusa do mar que gerou várias divindades quando a terra foi arrebatada ao céu.

NANNA-SINN
[mitologia sumeriana]
Era o nome do deus da lua para os sumerianos, o pai de Inanna, que possuía como símbolo a
lua crescente.

NARCISO
[mitologia grega]
Filho da ninfa Liríope e de Cefisso, rei da Fóssida, por quem a ninfa Eco era apaixonada, mas
que não conseguiu conquistar o amor. Certa feita, Narciso aproximou-se de uma fonte na
intenção de beber água, quando viu sua imagem refletida, e seduzido por sua beleza,
permaneceu parado no local até que veio a morrer; do seu corpo nasceram raízes e ele se
transformou na flor que leva seu nome. É símbolo daquele que é capaz de enamorar-se de si
mesmo e que se considerando como sendo o próprio centro, falta-lhe iniciativa e posta-se
então paralisado ante a vida até a cristalização.

NEBU
[mitologia sumeriana]
Era o guia dos deuses e foi ele quem inventou a escrita. É análogo ao Hermes grego e ao
Mercúrio romano. Seus sacerdotes eram tidos como sendo todos eles astrólogos.

NETUNO
[mitologia romana]
Deus do mar semelhante ao Possêidon grego, mas que é unicamente um deus da água,
enquanto que Possêidon é um deus da fertilidade e senhor dos terremotos. Era um dos filhos
de Saturno e de Réia, irmão de Júpiter e de Plutão, que por ocasião da divisão do universo
entre ele, Zeus e Plutão recebeu como tarefa presidir os mares, ilhas e praias. Foi casado
com Anfitrite, a filha de Dóris e de Nereu com quem teve Tritão, várias ninfas marinhas e os
ciclopes. Disputava com os deuses pela posse das cidades e assim como Zeus
metamorfoseava-se para conquistar as mulheres pelas quais se interessava.

NIEBELUNGOS
[mitologia germânica]
Eram anões possuidores de riquezas subterrâneas e sub-aquáticas que habitavam o reino de
Nibelheim e que são representações de impulsos inconscientes que nos impelem a cobiça
irrefreável.

OCEANO
[mitologia grega]
Era o nome do pai de Eurínome.

ODIN
[mitologia nórdica]
Era análogo ao Wotan germânico, o deus das tempestades, da inteligência e da guerra,
sendo que esta última se constituía na sua principal função. Era casado com Frigga, filho de
Bore e irmão de Vili e Vé. Junto com seus irmãos, matou o gigante Ymir e de sua carne
formou a terra; do seu sangue, o mar; dos ossos, as montanhas; dos cabelos, as árvores; e do
crânio a abóbada celeste. De dois troncos de árvore, criou o primeiro par humano: Ak e
Embea.

ONDINA
[mitologia grega]
É um ser mitológico que mora nas profundezas do mar ou de um lago e que se apaixonou por
um mortal, concordando em viver com ele desde que não lhe fizesse determinadas perguntas,
numa simbólica da exigência de que ele respeitasse os mistérios do outro reino. Se acaso sua
exigência fosse desobedecida, a Ondina voltava para seu habitat, abandonando-o ou
arrastando-o com ela. A ondina é análoga às ninfas e é considerada como sendo uma
entidade malévola que simboliza o perigo da sedução sem o controle da consciência.

ORESTES
[mitologia grega]
Herói da grande trilogia da tragédia de Ésquilo que era filho do rei Agamenon e da rainha
Clitemnestra de Argos. O deus Apolo ordenou-lhe que vingasse a morte do pai,
assassinando a mãe. Em conseqüência ao matricídio cometido junto com sua irmã Electra, foi
atormentado pelas Erínias, as guardiãs do direito natural até que foi libertado por Atena e seu
tribunal que localizava-se em Atenas. A deusa aplacou as Erínias oferecendo-lhes um altar e
respeitoso culto em troca da vida de Orestes. Esse feito marca a transição do período
matriarcal para o patriarcal na Grécia.

ORFEU
[mitologia grega]
Foi um dos mais tristes heróis gregos. Orfeu era poeta e músico talentoso que perdeu sua
amada esposa Eurídice porque Ilades, apaixonado por ela, mandou que uma cobra a
mordesse no calcanhar para que ela pudesse entrar no inferno e viver com ele. Orfeu
perambulou pela terra sofrendo, e sua música fazia chorar animais e pedras até que acabou
sendo feito em pedaços por um grupo de Mênades selvagens, seguidoras do deus Dioniso,
que o tomaram erroneamente por um fauno.

ORMUZD
[mitologia persa]
Deus da luz e da bondade que também chamado de Ahura-Mazda. Travava perpétuo
combate com Ahriman, o espírito da escuridão e do mal.

OSÍRIS
[mitologia egípcia]
Era considerado o deus da vida e da morte para os egípcios, além de ser
o juiz das almas no inferno e o redentor do espírito. Era filho de Nut e Hem e o irmão amante
da deusa Ísis com quem mantinha relações sexuais ainda dentro do ventre materno. Foi morto
por seu invejoso irmão Set, o deus do Inferno e as partes de seu corpo juntadas
novamente por sua irmã-esposa Ísis, deusa da Lua. Nut havia engravidado ao mesmo tempo
de Ísis, Osíris, Set e Néftis. O primeiro par de gêmeos era uma representação do céu, da luz,
enquanto que o segundo era a própria representação do mal, da sombra, escuridão. No início
de sua saga era um deus da lua, protetor dos mortos e tardiamente sua imagem foi associada
ao sol, tendo-se transformado em Rá, o deus-sol dos egípcios. No mito, foi ele quem ensinou
aos homens o cultivo do solo. Set, seu irmão, casado com Néftis era a própria encarnação do
mal, invejava-se dele e tramava constantemente sua morte da qual era sempre salvo por
Ísis, até que Set decidiu encerrá-lo numa arca durante um banquete mandando que jogassem
a arca no rio Nilo. A arca foi até a Fenícia e Ísis procurou o corpo de Osíris por toda
parte. Quando o encontrou, trouxe-o de volta ao delta do Nilo, mas Set ao saber do ocorrido,
cortou-o em 14 pedaços aos quais espalhou por lugares os mais variados. A deusa mais uma
vez saiu em busca do amado até que conseguiu reunir todos os pedaços com exceção do seu
falo. Com a ajuda da irmã Néftis, de seu filho Hórus, do sobrinho Anúbis e do deus Thot
procedeu ao primeiro ritual de mumificação, quando uniu os pedaços de Osíris e Thot trouxe
Osíris de volta a vida, dessa feita tornando-o imortal. Em sua honra eram celebrados os
"Mistérios de Osíris", cerimônias ligadas ao culto da fertilidade. Mesmo depois da perda do
falo, Ísis ainda voltou a engravidar de Osíris, quando teve o segundo Hórus, um filho que
nasceu aleijado. A morte de Osíris está associada às cheias do rio Nilo que fertilizavam
as terras do Egito.

OURANOS
[mitologia grega]
A divindade primordial do firmamento que em latim é chamado de Uranus. Unindo-se à sua
mãe-irmã Geia, a deusa da terra foi quem gerou o universo físico. O casal deu origem
também a raça dos Titãs e dos Gigantes, mas o deus foi deposto e castrado por seu filho
Cronos, que ambicionava o governo monárquico dos deuses.

PAN
[mitologia grega]
Deus dos caçadores que era metade homem e metade bode e que trazia sempre consigo
uma flauta construída por ele com o caniço em que se transformara a ninfa Sirinx. Dizem
alguns mitólogos que Pan era um dos filhos de Zeus e da ninfa Timbris enquanto que outros
diziam-no de Hermes e Penélope ou de Ar com uma nereida, ou ainda, do Céu e da Terra.
Entre os seus amores, contam-se as ninfas Pítis e Eco. O nome Pan significa "tudo" em grego.
Pan é considerado como sendo um símbolo do mundo pagão, assim como uma divindade
ligada ao falo.

PARIS
[mitologia grega]
Filho do rei Príamo de Tróia que era famoso pela beleza e habilidade com as mulheres. Devido
à isso, Zeus pediu-lhe que servisse de juiz num concurso de beleza entre três deusas: Hera,
Atena e Afrodite. Sua escolha recaiu sobre a deusa do amor, que prometeu recompensá-lo
com a mais bela mulher do mundo. Tratava-se de Helena, casada com o rei grego Menelau de
Micenas, e cujo seqüestro resultou na Guerra de Tróia e na morte de Paris.

PARSÍFAL
[mitologia germânica]
Mais tarde chamado Parcifal. Nas versões francesas e inglesas é conhecido pelo lugar que
ocupa nas lendas arturianas, mas na verdade é uma figura muito mais antiga e pré-cristã.
É o cavaleiro inocente e tolo que descobre o Santo Graal, mas deixa de fazer a pergunta
importante que curaria o deus do Graal doente e que devolveria a prosperidade à terra.
Torna-se necessário então, que ele labute por vinte anos até poder reencontrar o tesouro e
fazer a pergunta que completa a sua saga. É um órfão de pai, um caçador e que vivia com a
mãe num bosque e que nada conhecia de suas origens, pois a mãe com medo de perdê-lo,
silenciava a esse respeito. Certo dia ao passarem alguns cavaleiros pelo bosque, Parsífal
decide que gostaria de ser um deles e sai em busca de seu verdadeiro pai, o seu
eu interior. O Graal era uma representação da Pedra Filosofal e a saga de Parsífal
retrata a busca interior, a individuação, com o herói seguindo sua própria trilha e chegando a
seu centro, ao SELF.

PÉGASO
[mitologia grega]
Nasceu do tronco da Medusa quando essa teve sua cabeça decepada por Perseu. Foi
domesticado por Minerva que deu Pégaso a Belafonte para que combatesse a Quimera.
Zeus atiçou o cavalo derrubando Belafonte, que se aproximou demais do céu. Com a queda
morreu. Com um coice, Pégaso fez nascer a fonte de Hipocrene.

PELEU
[mitologia grega]
Mortal, gerou o herói Aquiles na deusa marinha Tétis. Tétis estava queimando o filho, para
torna-lo imortal, quando foi descoberta por Peleu, que arrancou o menino do fogo, deixando
um membro mortal, enquanto o resto já tinha se tornado imortal. Foi através dessa parte
vulnerável que Aquiles acabou sendo morto.

PÉLIAS
[mitologia grega]
Tio de Jasão que roubou sua herança.

PÉLOPS
[mitologia grega]
Rei da Lídia era filho de Tântalo, que zombou dos deuses matando o filho e servindo-o num
jantar oferecido aos olímpicos, para ver se eles eram capazes de descobrir o que estavam
comendo. A deusa Réia devolveu o menino Pélops à vida, mas ele sempre ficou com uma
marca no ombro, de onde a deusa Deméter, sem o saber, tinha comido um pedaço. Fundou a
linhagem de Atreu, sobre a qual pairou uma maldição que só foi rompida através do herói
Orestes.

PENTEU
[mitologia grega]
Rei de Tebas recusou-se a permitir o culto ao deus Dioniso, quando este chegou
acompanhado de seu séqüito de enlouquecidas seguidoras. Como vingança, Dioniso
enlouqueceu a mãe de Penteu, de modo que quando ela e suas companheiras o descobriram
tentando espionar seus ritos lhe confundiram com um fauno e o fizeram em pedaços.
PERSEU
[mitologia grega]
Filho de Zeus e Dânae, uma mortal. Diz o mito, que Acrísio, rei de Argos era o pai de Dânae,
e que ao ouvir de um oráculo que seu neto lhe usurparia o trono, encerrou a filha numa
torre. Júpiter introduziu-se na torre como uma chuva de ouro e engravidou Dânae
de Perseu. Ao saber do nascimento, Acrísio coloca a ambos numa caixa de madeira e manda
jogá-los no mar. Foram dar à Ilha de Seriga, onde um pescador recolheu a caixa e levou os
dois ao rei Polidectes, que os abrigou, apaixonando-se por Dânae. Na intenção de afastar
Perseu, lhe dá a incumbência impossível de matar a Górgona Medusa. Perseu parte e mata
a Medusa, com a ajuda de Minerva, Plutão e Atena. Ao voltar a Argos, por acaso, mata
Acrísio, seu avô. Parte então de Argos e funda Micenas. Nesse seu retorno, salva
Andrômeda e casa-se com ela.

PITÃO
[mitologia grega]
Foi esse monstro, um dragão, quem perseguiu Leto, mãe de Apolo, enquanto estava grávida.
Mais tarde é morto por Apolo.

PLUTÃO
[mitologia romana]
Deus do inferno, equivalente ao Hades grego. Seu nome simboliza "riqueza".

POLIDECTES
[mitologia grega]
Rei que salvou Perseu e sua mãe Dânae da morte, e depois quis casar-se com ela.

POLIDEUCES
[mitologia grega]
Chamado Pólux em Latim era o gêmeo mortal do par associado à constelação de Gêmeos.
Seu irmão Castor era imortal, filho de Zeus. Durante uma luta com outro par de gêmeos, Idas
e Linceu, Polideuces morreu e teve que descer ao inferno. Castor chorou-o tão amargamente

que Zeus permitiu-lhes passar períodos alternados no Inferno e no Monte Olimpo, juntos.

POSSÊIDON
[mitologia grega]
A princípio um deus da fertilidade, tornou-se depois o deus dos terremotos e da profundeza
dos oceanos. É representado por um cavalo e por um touro gigante. É chamado "o marido da
mãe".

PRÍAMO
[mitologia grega]
Rei de Tróia que foi morto quando da invasão de Tróia (localizada na atual Turquia) pelos
gregos.
PROMETEU
[mitologia grega]
Pertencia a raça dos titãs e roubou o fogo dos deuses para dá-lo ao homem. Foi punido por
esse crime, e acorrentado à uma rocha no Monte Cáucaso; onde uma águia vinha todos os
dias comer-lhe o fígado. Um dia foi libertado pelo herói Heracles. Prometeu é um herói da
cultura; ensinou aos homens as artes da matemática, da criação de animais, da agricultura, da
profecia e da arquitetura. Versões anteriores do mito dão conta de que ele havia
criado os homens da argila. Existe um paralelismo entre Cristo e Prometeu, muito embora,
Cristo aceite voluntariamente seu cativeiro e crucificação, enquanto que Prometeu é
acorrentado de forma involuntária. Ambos, contudo, tem em comum o terem sido punidos em
prol da humanidade. Esse mito é um símbolo de que o dom do conhecimento, o fogo,
enquanto criatividade ou numinosidade, tem seu preço. Os deuses jamais perdoam o crime de
nêmesis. Eles não admitem compartilhar a divindade. O mito mostra que o estímulo para o
conhecimento é mais forte no homem do que a fé cega.

PROTEU
[mitologia grega]
Deus marinho, chamado "O Velho do Mar", retratado com cauda de peixe. É vidente e pode
assumir a forma de qualquer animal. Se o segurassem com firmeza, mas podendo continuar as
metamorfoses, acabava assumindo sua forma real e dava o oráculo.

QUÍRON
[mitologia grega]
Rei dos centauros, sábio e curador, vivia nas colinas e florestas da Trácia, ensinou a sabedoria
da Terra e as artes da cura a jovens filhos de reis. Era considerado um filósofo e um ser
bastante misterioso, pois tinha profunda compreensão de sua natureza animal e de sua própria
diferença em relação aos homens. Foi acidentalmente ferido na coxa por uma flecha embebida
no sangue venenoso da Hidra. Toda a sua sabedoria foi incapaz de curá-lo. Como
era imortal, não podia morrer. Recolheu-se em agonia à sua caverna, até que o titã Prometeu
cedeu-lhe o seu direito à morte, para que o centauro pudesse encontrar a paz no inferno.
É um símbolo do médico ferido que entende melhor do que ninguém a natureza da dor, posto
que sua dor é eterna. É ainda aquele que conheceu bem a dualidade do deus e do animal
dentro de cada um de nós. Retratava o homem capaz de conviver com sua sombra.

RADAMENTO
[mitologia grega]
Filho de Europa e Zeus, irmão do rei Minos, com quem disputou o trono de Creta.

RAHU
[mitologia indiana]
Demônio que devora o sol durante o eclipse solar. Astronomicamente, Rahu equivale ao nodo
norte ou ascendente da lua.

RAMA
[mitologia hindu]
Filho de Daratha, rei de Ayodha, era casado com Sita.
RATNASHAMBAVA
[mitologia tibetana]
É o nome que se dá ao Buda, "nascido de uma jóia".

REMO
[mitologia romana]
Um dos dois gêmeos gerados pelo deus da guerra Marte. Remo era o gêmeo mau. Ele e o
irmão foram amamentados por uma loba, cresceram e fundaram a cidade de Roma. Depois da
escolha do local, entretanto, Remo tentou assassinar o irmão, mas ele mesmo foi morto na
luta.

SÁRPEDON
[mitologia grega]
Filho de Europa e Zeus, irmão do rei Minos de Creta.

SATURNO
[mitologia romana]
Análogo ao Cronos grego, Saturno era um deus da fertilidade e padroeiro da colheita. Tem
um caráter bastante benévolo no mito romano e sua idade de ouro foi considerada como uma
época de paz e de harmonia na terra, quando os homens desfrutavam os frutos do solo sem
conflitos. A cada ano era celebrado na saturnália, um período de permissividade e abandono,
em honra ao aspecto libidinoso e fértil do deus. A palavra ‘Saturno’ significa "VASO DA
CONSCIÊNCIA”, pois sat em sânscrito significa "consciência" enquanto que urnes, em Latim
significa "vaso ou urna". Saturno simboliza o chumbo, o esqueleto humano, a pele e os
dentes, assim como a tendência a desenvolver a autodisciplina, o medo, o apego, a repressão
e a cristalização. É simbolizado pela foice, que representa a colheita do fruto que semeamos
durante nossa existência.

SET
[mitologia egípcia]
Esse deus era filho de Nut e Hem, irmão de Néftis, Ísis e Osíris. Era um deus da escuridão e
do mal que foi o responsável pela morte de seu irmão Osíris. Sua irmã Ísis reuniu os pedaços
desmembrados do corpo de Osíris e reconduziu o deus morto à vida. Set às vezes é retratado
como uma serpente, com que o deus Rá luta toda noite nas entranhas do inferno e a cada
manhã, o deus do sol surge vitorioso para dar início a outro dia sendo que mais tarde, ao cair
da noite, desce novamente para lutar com Set. Esse mito da luta entre Set e Rá retrata a luta
entre o bem e o mal, entre a sombra e a luz. Set é associado tanto a tifão como à Baal.

SIEGFRIED
[mitologia germânica]
Neto do deus Wotan com uma mortal desconhecida é filho de Sigmund e Sieglinde. Também
chamado de Sigurd na mitologia nórdica e é mais conhecido nas sagas nórdicas e germânicas
por ter morto o dragão Fafnir. Wagner fez dele o herói destemido do ANEL. Filho duma união
incestuosa entre irmão e irmã e foi criado pelo anão Mimir. Siegfried ao matar o dragão Fafnir
consegue apoderar-se do ouro do Reno, em poder dos niebelungos além do anel de poder.
Depois de fazer promessas de casamento a Valquíria Brunhilda, ao tirá-la
do sono que lhe fora imposto por seu pai, ele a abandona por outra mulher e é assassinado à
traição.

SÍSIFO
[mitologia grega]
Mortal que traiu os segredos divinos de Zeus e que teve como punição o Tártaro, onde foi
obrigado a empurrar uma grande rocha montanha acima, para vê-la eternamente despencar
montanha abaixo. Esse castigo é símbolo de que não é concedida a visão da sombra de
·deus. Sísifo viu Zeus em seu papel de raptor e estuprador, obtendo a partir daí,
conhecimento da obscuridade divina.

TAMMUZ
[mitologia sumeriana]
Era um jovem deus da vegetação cuja imagem era associada à deusa da lua, a grande
deusa da fertilidade, Ishtar. Encontrou a morte enquanto caçava, sendo morto por um
gigantesco javali. Juntamente com Adônis, Osíris e Átis; era cultuado como um deus que
morre e ressuscita.

TÂNATO
[mitologia grega]
Era o deus da morte, o filho da deusa Noite e que servia à Hades trazendo-lhe súditos. Em
geral é mostrado como um espírito alado e é irmão de Hipno, o deus do sono.

TÂNTALO
[mitologia grega]
Um dos reis da Lídia que ofendeu os deuses servindo seu filho Pélops como alimento e que
foi castigado por seu ato, ficando eternamente submerso no Tártaro numa poça de água que
ele não podia beber, sendo tentado por frutas que pendiam em sua direção, mas que não
podia comer. Tornou-se o bode expiatório da sombra dos deuses, pois em suas ações, os
mesmos viram o reflexo humano de sua sombra canibalística.

TAUMAS
[mitologia grega]
Era o nome do filho de Ponto e Gaia, que era o pai das Hárpias.

TESEU
[mitologia grega]
Filho do deus Posídon com uma mortal, Etra, foi criado pelo avô materno. Desde criança
mostrou-se muito corajoso e ao consultar o oráculo de Delfos, sobre se conseguiria derrotar o
Minotauro, esse lhe respondeu que venceria caso o amor lhe servisse de guia. Através de seu
amor por Ariadne, filha do rei Minos de Creta, foi guiado usando o novelo de linha no labirinto.
Conta o mito que após a morte do Minotauro, Teseu fugiu com Ariadne para a Ilha de Naxos
onde a abandonou, e que posteriormente então, Dioniso (Baco) a desposou. Voltando então à
Atenas, organizou os funerais do avô, e tornou-se rei. Mais tarde na Trácia, combateu as
amazonas e casou-se com a rainha aprisionada Hipólita ou Antíope, união essa que deu
origem a Hipólito. Heracles precisou intervir em seu favor e libertá-lo por ocasião de
seu aprisionamento no Tártaro, onde havia ficado preso durante vários anos por haver tentado
seqüestrar Perséfone. Mais tarde casou-se com Fedra e foi morto por Licomedes, rei de
Ciros, que o lançou do alto de um rochedo. O mito de Teseu é um símbolo do processo de
individuação.

TIESTES
[mitologia grega]
Irmão do rei Atreus de Micenas, de quem se vingou por ter assassinado seus filhos. Sua
vingança foi lançar uma maldição sobre a linhagem do irmão.
TIFÃO
[mitologia egípcia]
É o nome do assassino de Hórus no mito egípcio, e que era representado por um dragão,
enquanto símbolo da mãe-terrível e devoradora, que precisa ser sacrificada com a finalidade
de transformação do herói para que possa alcançar a consciência.

TÍNDARO
[mitologia grega]
Pai de Polideuces ou Pólux em Latim, irmão gêmeo de Castor, que foi morto por Idas e
Linceu.

TIRÉSIAS
[mitologia grega]
Vidente cego que advertiu Édipo do seu destino que incluiria o incesto involuntário. Em sua
juventude Tirésias recebeu permissão para assistir a cópula de duas serpentes no jardim
sagrado de Hera. O jovem pergunta a deusa qual das duas sentia mais prazer se o macho ou
a fêmea, e a deusa não soube o que responder, decidindo que o próprio Tirésias saberia a
resposta se acaso passasse um período da sua vida como mulher. Depois de sete anos, foi-lhe
devolvida a condição masculina e devido a essa experiência única, Zeus lhe pediu para decidir
a mesma controvérsia que ora estava tendo com Hera. A resposta de Tirésias de que era o
homem quem sentia mais prazer ofendeu à deusa que o cegou e Zeus como compensação
por sua perda, deu-lhe o dom da profecia. Esse mito simboliza que o dom da profecia é
resultado da capacidade de se obter a visão interior e que o ser cego para as coisas externas
poderia significar a obtenção da sensibilidade interna para saber a resposta para as grandes
questões da existência.

TITÃS
[mitologia grega]
Eram filhos de Urano (Céu) e de Geia (Terra), eram seis irmãos e seis irmãs, dos quais os
mais importantes foram Cronos (Saturno) e Réia. Crono persuadido por Geia, cortou os
genitais do pai e atirando-lhes ao mar. Do sangue que jorrou sobre a terra nasceram os
gigantes e da espuma que formou-se no mar, a deusa Afrodite. Urano foi então dessa forma
deposto pelos titãs, e Cronos feito deus soberano em lugar de seu pai.

TOR
[mitologia escandinava]
Divindade que costuma ser representada como tendo uma força fabulosa, benevolente para
com a humanidade e protetor dos fracos. Os escandinavos o consideravam como sendo o
deus do trovão embora algumas versões o apontem como sendo o deus da guerra, filho de
Odin e Jorda (deusa da terra).

TOT
[mitologia egípcia]
Era tido como sendo um dos filhos de Rá, e acreditava-se simbolizasse a inteligência divina
que criou o universo à partir do som de sua voz. Geralmente costuma ser associado ao
Hermes grego.
TRIESTES
[mitologia grega]
Era esse o nome do irmão de Atreu, que se tornou o assassino de seus filhos.

TRÓS
[mitologia grega]
Rei de Tróia, pai de Ganimedes, raptado por Zeus e transformado em águia.

TUM
[mitologia egípcia]
Esse deus carrega em sua mão, uma cruz ansata.

TVASHAR
[mitologia védica]
Pai de Agni; era ferreiro e carpinteiro.

ULISSES
[mitologia grega]
Era um dos heróis da Guerra de Tróia que foi tema do grande poema épico de Homero, a
Odisséia, que narra sua longa e tortuosa viagem de volta para a esposa Penélope e o reino de
Itaca, depois da guerra. É chamado "o astuto" porque conseguiu safar-se de muitas
dificuldades e perigos, principalmente porque usava a engenhosidade e não a força bruta.

URANO
[mitologia romana]
Equivalente ao deus grego Ouranos, é o primitivo deus do firmamento, que foi castrado por
seu filho Saturno.

URD
[mitologia germânica]
Deus da terra e também o nome da mais velha das Nornas, semelhantes às Moiras ou
Parcas gregas, e filhas de Erda, a deusa da sabedoria. É a irmã de Werdandi e Skuld.
São elas que tecem o fio da vida e determinam o destino.

VÍRBIO
[mitologia romana]
Hipólito para os gregos aprendeu a caçar com Quíron, e Diana era a sua única companhia.
Afrodite diante da indiferença dele faz com que Fedra, sua madrasta se apaixonasse por ele,
o que ocasiona a sua desgraça. Conta a lenda, que Diana desesperada consegue que
Esculápio lhe devolva a vida. Ela então o leva para Nemi, onde o esconde, confiando-o a
ninfa Egéria para que ali ele pudesse viver em paz com o nome de Vírbio.

VISHNU
[mitologia hindu]
Foi quem gerou Brahma, a partir do seu umbigo.

VULCANO
[mitologia romana]
Ferreiro e artesão divino, equivalente ao Hefesto grego. Vulcano era casado com a deusa
Vênus, que lhe era eternamente infiel.

ZAGREUS
[mitologia grega]
O nome significa "restituído à vida". Em geral é um epíteto de Dioniso, que foi despedaçado
pelos titãs e ressuscitado, quando Zeus os fulmina com seu raio, engole seu coração e faz
com que renasça como Iaco. Às vezes também é usado como título do próprio Zeus, o rei dos
deuses.

ZETO
[mitologia grega]
Um de dois gêmeos míticos, Zeto era o mais briguento e agressivo, enquanto seu irmão
Anfião era poeta e músico. Os gêmeos brigavam constantemente por causa dessas
diferenças.

ZEUS
[mitologia grega]
O nome significa "o iluminador" ou "aquele que dá o esclarecimento". Rei dos deuses rege o
trovão, o raio e a tempestade. É o Grande Pai que concede dádivas, e também é mostrado
como altamente promíscuo, sempre a procura de novas conquistas eróticas. É casado com
Hera, que também é sua irmã, e filho de Crono, o Titã. Crono havia sido avisado de que um
dia um de seus filhos o derrubaria, e assim começou a engolir todos os filhos. Zeus, o mais
novo, foi escondido pela mãe, Réia, sendo substituído por uma pedra. Quando Crono
finalmente vomitou a pedra junto com todos os outros filhos, Zeus liderou-os numa rebelião e
tornou-se chefe dos deuses.