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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

KAIQUE SANTHIAGO DA COSTA AFONSO GERALDO

Código de Matrícula 4144326-8

São Paulo, 2019


INTRODUÇÃO

Trata-se de relatório crítico sobre políticas públicas em defesa do Meio


Ambiente. O ordenamento jurídico pátrio tratou de conceder à defesa do meio
ambiente um aspecto constitucional. De forma objetiva, ainda que o marco inicial de
uma proteção jurídica específica e autônoma do meio ambiente seja considerado a
Lei 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente), foi apenas com a Constituição de
1988 que houve a constitucionalização de princípios do direito ambiental.1

RELATÓRIO CRITICO SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS EM DEFESA DO


MEIO AMBIENTE

Em se tratando de princípios do direito ambiental, a Constituição 1988 trouxe


uma dupla forma de tutela ao meio ambiente. Isso é, a defesa do meio ambiente,
independentemente do instrumento, poderá ser realizada de forma direta e imediata,
bem como de maneira preventiva e mediata. As previsões constitucionais tratam, em
primeiro momento, de estabelecer que o meio ambiente e sua tutela é direcionada a
todos, ou seja, trata-se de direito coletivo:

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,


bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-
se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para
as presentes e futuras gerações. 2

O texto constitucional, ao reconhecer a importância da tutela coletiva do meio


ambiente, também dispõe sobre os deveres e funções do Estado nesse aspecto.
Dessa forma, o parágrafo único do artigo 225 da Constituição Federal aborda as
diferentes ferramentas à disposição do Poder Pública para que a norma programática
possa ser efetivada.

Ainda assim, é necessário que haja devida atenção ao tratamento da tutela do


meio ambiente, uma vez que essa incorpora princípios importantes para o Estado
Democrático de Direito em sua concepção atual. Em específico, tratam-se dos

1
RODRIGUES, Marcelo Abelha. Direito ambiental esquematizado. 5. ed. São
Paulo: Saraiva Educação, 2018.
2
BRASIL. Constituição (1988). Constituição de 05 de outubro de 1988. . Brasilia, DF,
Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm>.
Acesso em: 04 nov. 2019.
princípios da participação e da informação.3 Isso porque a efetiva defesa ambiental
está além da penalização da infração à lei ambiental. A Constituição, em suas
disposições concernentes à tutela do Meio Ambiente também aponta como
ferramenta do Poder Pública o fomento da educação e a conscientização da
população.4

O Constituinte traz, assim, a possibilidade de participação popular para a


concretização dos objetivos constitucionais relacionados ao meio ambiente –
desenvolvimento sustentável -, e aponta como dever do Estado o fomento dessa
atividade por meio da difusão de informações relevantes. Tamanha a importância
dessa ferramenta, promulgou-se a Lei n. 9.795/99, instituindo uma Política Nacional
de Educação Ambiental.

No mais, conforme leciona Marcelo Abelha, é possível identificar diversos


exemplos de instrumentos de informação ambiental, a saber, Relatório de Impacto
Ambiental (RIMA), Relatório de Qualidade do Meio Ambiente e diversos avisos
publicitários sobre os malefícios de diversas práticas ou produtos.5

Nesse sentido, um grande facilitador da preservação do meio ambiente é a


própria difusão de informação e conscientização. De igual forma, a educação e a
informação não se limitam a população leiga, mas é necessária também aos
operadores do direito. Em que pese a existência de princípios constitucionais que
trazem as diretrizes necessárias para o tratamento do meio ambiente, importante
salientar que a regulamentação especifica dessa tutela é de suma importância.

A existência de normas infraconstitucionais é também uma ferramenta de


política pública em prol do Meio Ambiente. Não apenas leis, mas atos infralegais são
o arcabouço da regulamentação das atividades que possam causar dano ao meio
ambiente e o conhecimento dessas é indispensável. Nesse sentido, apontou-se que
em muitos dos casos há uma falha nas informações disponíveis ao ponto de que se

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RODRIGUES, Marcelo Abelha. Direito ambiental esquematizado. 5. ed. São
Paulo: Saraiva Educação, 2018.
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BRASIL. Constituição (1988). Constituição de 05 de outubro de 1988. . Brasilia, DF,
Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm>.
Acesso em: 04 nov. 2019.
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RODRIGUES, Marcelo Abelha. Direito ambiental esquematizado. 5. ed. São
Paulo: Saraiva Educação, 2018.
entende inexistir qualquer proibição ou malefício de determinada atividade por
ausência de conhecimento de norma que regulamente aquilo.

Assim, os órgãos reguladores e de fiscalização possuem grande importância


na tutela do Meio Ambiente, em especifico pelo trabalho que realizam no âmbito da
produção normativa para o devido regramento das atividades que causam qualquer
impacto ambiental.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As políticas públicas relacionadas à defesa do Meio Ambiente devem se


atentar, em especial, às ferramentas de informação e de produção normativa
infralegais. Isso porque ambas as atividades - divulgação e regulamentação -
desempenham o papel estruturante das relações entre os operadores do direito
ambiental. Na eventualidade de impasses, volta-se a legislação para que seja
possível compreender qual a saída para o confronto de vontades.

Além disso, a fiscalização dos órgãos de defesa ambiente é também


dependente de regulamentação para o exercício de suas funções. Não obstante a
competência e legitimidade para tanto, falta, muitas vezes, parâmetros objetivos para
que seja possível determinar quais condutas, objeto de fiscalização, devem ser
reprimidas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

RODRIGUES, Marcelo Abelha. Direito ambiental esquematizado. 5. ed. São


Paulo: Saraiva Educação, 2018.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição de 05 de outubro de 1988. . Brasilia, DF,


Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ConstituicaoCompilado.htm>.
Acesso em: 04 nov. 2019.