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RELATÓRIO

FÍSICA EXPERIMENTAL II

AULA PRÁTICA Nº05


REGRAS DE KIRCHHOFF

INTEGRANTES DO GRUPO Nº 06

Anderson António - 20161243


Dombele Martins - 20161204
Sérgio Francisco – 20161337

CURSO: Engenharia Mecânica


DOCENTE: Prof. Emanuel Mango
TURMA: EMC3_M1
DATA DA REALIZAÇÃO DO TRABALHO: 11.05.2017 ANO LECTIVO: 2017
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ÍNDICE

INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 2
OBJECTIVO: ................................................................................................................. 2
Regras de Kirchhoff .................................................................................................... 3
Lei de ohm ................................................................................................................... 4
Associação de resistências ....................................................................................... 4
MÉTODO EXPERIMENTAL ................................................................................................ 5
1. Esquema do Equipamento utilizado ............................................................ 5
2. Procedimento Experimental .......................................................................... 5
RESULTADOS .................................................................................................................... 6
DISCUSSÃO E CONCLUSÃO ........................................................................................... 8
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................... 12

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INTRODUÇÃO

O presente relatório visa abordar as regras de Kirchhoff, apoiando-se


em alguns exercícios práticos realizados no nosso laboratório de Física. Para
fundamentarmos o nosso trabalho prático foi necessário antes disso consolidar
alguns conceitos relacionados com a lei de ohm e associação de resistências,
o que possibilitou-nos estar numa melhor forma para entendermos e explicar os
fenómenos que ocorreram em laboratório.

Os exercícios feitos em laboratório consistiram essencialmente em medir


os valores das correntes, resistências e tensões e fazer uma comparação com
os resultados encontrados pela lei de ohm ou pela regra de Kirchhoff.

OBJECTIVO:

1. Aplicar as leis de Ohm e de Kirchhoff aos circuitos elétricos de corrente


e tensão contínua.

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TEORIA
Regras de Kirchhoff

Além das equações que descrevem cada componente de um circuito


(resistências, capacitores, etc), para se resolver um circuito elétrico é
necessário dispor de equações que relacionem os vários componentes entre
si. Isso é feito através das regras de Kirchhoff, enunciadas pelo físico de origem
russa Gustav Kirchhoff em 1847.

Antes de enunciar as regras de Kirchhof é necessário estabelecer que:

Ramo: é qualquer parte do circuito elétrico composto por um ou mais


dispositivos ligados em série.

Nó: é qualquer ponto de um circuito elétrico no qual há conexão de


três ou mais ramos.

Malha: é a parte de um circuito cujos ramos formam um caminho


fechado para a corrente.

Regra dos nós:

Em qualquer nó a soma algébrica das correntes é zero.

∑ (1)

Por convenção, considera-se como positiva uma corrente que entra no


nó e negativa a que sai.

Regra das malhas:

Em qualquer malha a soma algébrica das tensões é zero.

∑ (2)

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Lei de ohm

“A corrente que atravessa um circuito é sempre diretamente


proporcional a diferença de potencial aplicada ao mesmo.”

(3)

Associação de resistências

Várias resistências podem ser associadas de várias formas, dependendo


da aplicação prática, que classificamos como: em serie, em paralelo e mista,
sendo a mista simultaneamente em serie e em paralelo.

Numa associação de resistências em série a corrente é a mesma em


todo o circuito e a tensão aplicada é a soma de cada uma das tensões em
cada resistência. Já no circuito em paralelo a corrente que chega é dividida
em vários componentes e portanto pela regra dos nós a corrente total será a
soma das correntes que saem do nó. E como os terminais das resistências
estão ligados no mesmo ponto a tensão será a mesma para todas as
resistências.

Resistências em série Resistências em paralelo

∑ ∑

A corrente é a mesma em todas as A tensão é a mesma em todas as


resistências resistências.
Tabela 01 – Relação das resistências equivalentes em serie e em paralelo.

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MÉTODO EXPERIMENTAL

1. Esquema do Equipamento utilizado

Fig. 01 – Circuito correspondente ao exercício 01. Fig. 02 – Circuito correspondente ao


exercício 02.

Fig. 03 – Circuito correspondente ao exercício 03. Fig. 04 – Circuito usado nos exercícios 04
e 05.

2. Procedimento Experimental

a. Ligou-se a fonte de tensão e posicionou-se para uma tensão fixa de


10V, com um dos multímetros.
b. Desligou-se a fonte de tensão e montou-se o circuito da figura 01.
c. Ligaram-se os multímetros e mediu-se as correntes em cada um dos
pontos indicados na figura. Verificou-se a lei dos nós de Kirchhoff.
d. De seguida desligou-se o a fonte e no lugar da resistência de 47Ω
colocou-se uma ponte.

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e. Ligou-se a fonte de tensão e repetiram-se os mesmos procedimentos


como no exercício anterior.
f. Desligou-se a fonte e montou-se o circuito da figura 02.
g. Ligou-se a fonte de tensão e executou-se do mesmo modo como nos
exercícios anteriores.
h. Montou-se o circuito da figura 03 com as resistências de 1kΩ e 470Ω, e
mediram-se as tensões em cada resistência e a corrente do circuito.
i. Substituiu-se a resistência de 470Ω por uma de 10Ω, e repetiu-se o
procedimento anterior.
j. Por fim mediram-se os valores de todas as resistências usando um
multímetro.
k. Encerrou-se a experiencia.

RESULTADOS

1. Dados experimentais do circuito da figura 01.

Grandeza
Valor Medido 26.8 17.94 8.64
Tabela 02 – Intensidades das correntes medidas em cada um dos pontos indicados na figura 01.

Resistências (Ω) R1 R2 R3 Req (Ω)


Valor 1000 470 47 366,73
Tabela 03 – Valores das resistências do circuito.

2. Dados experimentais do circuito da figura 02.

Grandeza
Valor Medido 31.0 20.9 9.86
Tabela 04 – Intensidades das correntes medidas para o segundo circuito derivado do circuito da
figura 01.

Resistências (Ω) R1 R2 Req (Ω)


Valor 1000 470 319,73
Tabela 05 – Valores das resistências do circuito.

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3. Dados experimentais do circuito da figura 03.

Grandeza
Valor Medido 30,6 20,9 9,42
Tabela 06 – Intensidades das correntes medidas para o circuito da figura 03.

Resistências (Ω) R1 R2 R3 Req (Ω)


Valor 1000 470 47 340,80
Tabela 07 – Valores das resistências do circuito.

4. Dados experimentais para o circuito da figura 04.

Grandeza U1 (V) U2 (V)


Valor Medido 6,75 3,2 6,88
Tabela 08 – Tensões e correntes medidas do circuito 04.

Resistências (Ω) R1 R2 Req (Ω)


Valor 1000 470 1470
Tabela 09 – Valores das resistências do circuito.

Da lei de ohm (equação 3):

U1 (V) U2 (V)
6,88 3,23
Tabela 19 – Valores de tensão obtidos pela lei de ohm.

5. Dados experimentais para o circuito da figura 04 substituindo a


resistência R2.

Grandeza U1 (V) U2 (V)


Valor Medido 9,75 0,09 9,94
Tabela 10 – Tensões e correntes medidas do circuito 04.

Resistências (Ω) R1 R2 Req (Ω)


Valor 1000 10 1010
Tabela 11 – Valores das resistências do circuito.

Da lei de ohm (equação 3):

U1 (V) U2 (V)
9,94 0,10
Tabela 22 – Valores de tensão obtidos pela lei de ohm.

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6. Valores das resistências medidos.

Valor da resistência Resistência obtida pelo Incertezas


multímetro
10 Ω 10,0 Ω 10 ± 0,5 Ω
47 Ω 47,2 Ω 47,2 ±0,9 Ω
470 Ω 465 Ω 465 ± 5,8 Ω
1KΩ 0,999 K Ω 0,999 ± 0,014 KΩ
Tabela 12 – Resistências obtidas pelo multímetro.

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

1. Verificação da regra dos nós de Kirchhoff e cálculo da corrente do


circuito pela lei de Ohm para o circuito da figura 01.

Da equação (1), vem:

26.8 26.6
Tabela 13 – Comparação entre os valores da corrente medida e o obtido pela regra de
Kirchhoff.

Da lei de ohm (equação 3): I = 27,268 mA

26.8 27,3
Tabela 14 – Comparação entre a corrente medida com a obtida pela lei de ohm.

2. Verificação da regra dos nós de Kirchhoff e cálculo da corrente do


circuito pela lei de Ohm para o circuito da figura 02.

Da equação (1), vem:

31.0 30.8
Tabela 15 – Comparação entre os valores da corrente medida e o obtido pela regra de
Kirchhoff.

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Da lei de ohm (equação 3): I = 31,277 mA

31,0 31,3
Tabela 16 – Comparação entre a corrente medida com a obtida pela lei de ohm.

3. Verificação da regra dos nós de Kirchhoff e cálculo da corrente do


circuito pela lei de Ohm para o circuito da figura 03.

Da equação (1), vem:

30.6 30.3
Tabela 17 – Comparação do valor da corrente medida com o obtido pela regra de Kirchhoff.

Pela lei de Ohm (equação 3): I = 29,34236 mA

30.6 29,3
Tabela 18 - Comparação entre a corrente medida com a obtida pela lei de ohm.

4. Análise da comparação dos valores de corrente dos casos anteriores.

Dos valores que obtivemos, como se podem observar pelas tabelas de


comparação, pode-se notar uma aproximação entre os valores das correntes.
A diferença deve-se ao tempo de vida do equipamento de medição, as
incertezas na medição e pelo facto dos valores das resistências não serem os
valores exatos, o que nos levam a muitas perdas durante os cálculos.

O valor da corrente obtida pela regra dos nós de Kirchhoff aproxima-se


mais da corrente medida em relação ao encontrado pela lei de Ohm. Isto
acontece porque a regra de Kirchhoff usa as correntes medidas diretamente
no circuito ao passo que pela lei de Ohm para além dos erros de medição,
vão-se acarretando outros erros no processo de cálculo o que causa esta
diferença.

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5. Verificação da lei de Ohm e regra das malhas de Kirchhoff para o


circuito da figura 04.

Tensão U1 (V) U2 (V)


Obtida pela lei de Ohm 6,88 3,23
Medida 6,75 3,20
Tabela 20 – Comparação entre as tensões medidas no circuito com as obtidas pela lei de Ohm.

Da regra das malhas (equação 2):

U (V) U1 + U2 (V)
10 9,95
Tabela 21 – Verificação da regra das malhas de Kirchhoff.

Pela lei de Ohm (equação 3): I = 6,802721088 mA.

6,88 6,80
Tabela 27 – Comparação entre a corrente medida com a obtida pela lei de ohm.

6. Verificação da lei de Ohm e regra das malhas de Kirchhoff para o


circuito da figura 04 substituindo a resistência 02.

Tensão U1 (V) U2 (V)


Obtida pela lei de Ohm 9,94 0,10
Medida 9,75 0,09
Tabela 23 – Comparação entre as tensões medidas no circuito com as obtidas pela lei de Ohm.

Da regra das malhas de Kirchhoff (equação 2):

U (V) U1 + U2 (V)
10 9,84
Tabela 24 – Verificação da regra das malhas de Kirchhoff.

Pela lei de Ohm (equação 3): I = 9,900990099 mA

9,94 9,90
Tabela 25 – Comparação entre a corrente medida com a obtida pela lei de ohm.

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7. Análise do circuito da figura 04.

Dos cálculos feitos a partir dos dados obtidos experimentalmente,


pode observar aqui uma diferença mínima entre os valores das tensões
medidas e os valores obtidos quer pela regra de Kirchhoff, quer pela lei de
Ohm (resultados praticamente iguais). Disto podemos dizer que os objetivos
deste trabalho foram atingidos pelo fato de se notar uma boa aproximação
entre os valores medidos e os valores calculados.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] HALLIDAY, James, RESNICK, Robert, WALKER, and Jearl. Fundamentos da


Física. 9ª Edição. John Wiley & Sons, Inc. 2011. Capítulos 26 – Corrente e
Resistência [pag. 143 – 144]
[2] Sebenta das Engenharias e Tecnologias 2016. [pág. 221 – 230]
[3] Física para o ensino médio: gravitação, eletromagnetismo e física
moderna/ Cássio Stein Moura. 2011. [pág. 131 - 134]
[4] Guia das práticas. [prática 2]

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