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CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA DE SÃO PAULO

UV2 – VILA MARIANA

ATERRO SANITÁRIO

ALUNO: MICHEL DE PAULA

SÃO PAULO
2019
Aterro sanitário

Introdução

Os lixos que são produzidos em residência, fábricas em indústrias, na escola


ou em qualquer outro espaço físico, geralmente contêm desde restos alimentares,
plásticos, papéis, pilhas, baterias, enfim, o que não são mais aproveitáveis, ou o que
não possui outra utilidade. O lixo separado pelos moradores dentro de casa, ou os
que são separados pelos catadores de lixo, catadores estes que buscam no lixo uma
forma de se sustentar com a venda de alumínio, papel ou algum outro objeto
reciclável ou reutilizável, ou melhor, que possa ser vendido. Caso isso não ocorra, o
material é levado a um aterro sanitário.

O que é um aterro sanitário?

Aterro sanitário é uma grande área preparada para receber o lixo não
reciclável é feita uma cobertura do solo que evita a contaminação do mesmo e
conseqüentemente, a contaminação dos lençóis freáticos, há tratamento do chorume
e também captação e queima do gás liberado. Há também uma cobertura diária que
é colocada sobre o lixo descarregado, esta cobertura é utilizada para que não tenha
animais ou insetos transmissores de doenças.
O aterro sanitário deve seguir os principais conceitos da engenharia limitando
os resíduos em pequenas áreas e diminuindo ao menor volume possível.
Esses aterros sanitários são muito importantes tanto para a saúde quanto
para a conservação do meio ambiente. Sem eles a contaminação de solo é os
recursos hídricos são ameaçados.
Por Giorgia Lay-

Ang
Graduada em Biologia
Equipe Mundo Educação

Causando um impacto e ainda é provável que apareça materiais


contaminantes em seu meio, o que agride ainda mais o meio ambiente e
conseqüentemente todas as pessoas e outros seres, direta ou indiretamente,
futuramente.
Atualmente o aterro sanitário é a forma mais viável de destinação
ambientalmente adequada dos resíduos sólidos. Sendo assim, dos 5.570 municípios
brasileiros apenas 40,83% encaminham seus resíduos aos aterros. De acordo com
especialistas do setor: “é um mercado amplo e promissor”. (Portal Resíduos Sólidos,
2007).
Segundo a Norma Brasileira (NBR 10.004) resíduos sólidos ou semi-sólidos
são os que dão na atividade da comunidade de origem industrial, doméstica,
hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Também são resíduos
sólidos os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados
em equipamentos e instalações de controle de poluição, líquidos sujos que não pode
ir para rede pública de esgotos ou corpos d’água, a não ser que tenha soluções
técnicas e economicamente inviáveis, ou a melhor tecnologia disponível” (ABNT
1987).
Os resíduos são classificados de acordo com sua origem como aspectos
ecológicos, sanitários e econômicos, e as características físicas dos resíduos Restos
alimentares, flores, podas de árvores.
Plástico

Sacos, sacolas, embalagens de refrigerantes, água e leite, recipientes de


produtos de limpeza, beleza e alimentícios, esponjas, isopor, utensílios de cozinha,
látex, sacos de ráfia. Papel e papelão Caixas, revistas, jornais, cartões, papel,
pratos, cadernos, livros, pastas. Vidro Copos, garrafas de bebidas, pratos, espelhos,
embalagens de produtos de limpeza, beleza e alimentícios. Metal ferroso Palha de
aço, alfinetes, agulhas, embalagens de produtos alimentícios. Metal não ferroso
Latas de bebidas, restos de cobre e chumbo, fiação elétrica. Madeira Caixas,
tábuas, palitos de picolé e de fósforos, tampas, móveis, lenha. Panos, trapos, couro
e borracha Roupas, panos de limpeza, pedaços de tecido, bolsas, mochilas,
sapatos, tapetes, luvas, cintos, balões.

Contaminante químico

Pilhas, medicamentos, lâmpadas, inseticidas, raticidas, colas em geral,


cosméticos, vidro de esmaltes, embalagens pressurizadas, canetas com carga,
papel carbono, filme fotográfico.

Contaminante biológico

Papel higiênico, cotonetes, algodão, curativos, gazes e panos com sangue,


fraldas descartáveis, absorventes higiênicos, seringas, lâminas de barbear, cabelos,
pêlos, embalagens de anestésicos, luvas.

Pedra, terra e cerâmica

Vasos de flores, pratos, restos de construção, terra, tijolos, cascalho, pedras


decorativas.

Diversos

Velas de cera, restos de sabão e sabonete, carvão giz, pontas de cigarro,


rolhas, cartões de crédito, lápis de cera, embalagens longa-vida, embalagens
metalizadas, sacos de aspirados de pó, lixas e outros materiais de difícil
identificação. (Exemplos básicos de cada categoria de resíduos sólidos urbanos.
Fonte: Adaptado de Pessin, et al. (2002)
Métodos
Existem diversos métodos, a ser analisado, mas no presente trabalho irei
falar sobre (ACV). Avaliação do Ciclo de Vida, instrumento de avaliação dos
impactos, a qual se constitui em uma técnica de apoio ao gerenciamento ambiental e
ao desenvolvimento sustentável (LIMA, 2007). ACV tem dois cenários de estudo e
esta dividida basicamente em cinco fases: definição de objetivo e escopo, análise de
inventário, avaliação dos potenciais impactos ambientais, interpretação dos
resultados e avaliação crítica. È feito dois levantamentos de dados, um na etapa de
análise de inventário e outro que corresponde ao levantamento dos aspectos e
impactos ambientais dos processos.
Na primeira etapa, no inventário é elaborado fluxogramas de processo dos
dois cenários. Estabelecendo unidade onde o sistema em avaliação e definir as
fronteiras dos dois sistemas estudados. Dai começa a efetuar a coleta de dados e
procedimentos de cálculos para definir a quantidade das entradas e saídas
relacionadas ao estudo. Na avaliação quantitativa na etapa do inventário e
apresentada os dados assumidos no trabalho.
Para a coleta e o transporte dos RSU consideraram-se veículos com
capacidade de 12 toneladas e desempenho de 1,3 km.L-1. Estabeleceu-se a
distância média de 33 km por viagem (incluiu-se a rota de coleta e o transporte até o
aterro sanitário) (SL AMBIENTAL, 2012).
Estipulou-se o transporte do composto acabado por meio rodoviário, em
caminhões com 24 toneladas de capacidade de carga e desempenho de 2,5 km.L-1
de óleo diesel (NEXTRANS, 2011).
Estabeleceu-se o valor de 100 km para a distância média entre o aterro
sanitário e os centros consumidores do composto produzido, dado médio também
empregado por McDougall et al. (2001).

Segundo Audibert e Fernandes (2012), um aterro sanitário gera 270 Nm3


biogás.t-1 resíduo aterrado. McDougall et al. (2001) indicam que sistemas de
tratamento de resíduos constituídos por compostagem e aterro sanitário geram 50%
a menos de volume de gases do que aqueles que não são operados com pátio de
compostagem, já que parte da matéria orgânica é destinada para a biodegradação
aeróbia e, portanto, deixa de gerar biogás no aterro. Neste estudo, utilizaram-se os
valores de geração de 270 Nm3 biogás.
T-1 resíduo aterrado em aterros e 135 Nm3 biogás.
T-1 resíduo aterrado em aterros precedidos de compostagem.

Mc Dougall et al. (2001) também descrevem que a compostagem gera


somente 20% do volume de gases de um aterro sem compostagem e que, desse
valor, 32% é CO2. Com base nesses estudos, estipulou-se o valor de geração de 54
Nm3 biogás. T-1 na compostagem.( Eng Sanit Ambient jul/set 2015).
Os estudos de Jucá et al. (2001), Real (2005) e Borba (2006) mostram que
os valores dos gases CO2 e CH4 são muito variáveis e dependem das
características tanto dos resíduos aterrados quanto das condições operacionais e
ainda da região de implantação do sistema.
Portanto, adotaram-se os valores de 50% de CO2 e 50% de CH4 para a
geração de biogás em aterros sanitários. Utilizou-se a densidade dos gases de
0,716 kg.m-3 de resíduos para o CH4 e 1,530 kg.m-3 de resíduos para o CO2,
dados estes apoiados no trabalho de Ferrer e Alves (2006). 5. A geração de resíduos
sólidos (lodo) do tratamento do lixiviado pode variar de 9 a 22 kg de resíduos para
cada m3 de lixiviado e tratado (WEBER & HOLZ, 1991 apud MCDOUGALL et al.,
2001).
Neste trabalho, utilizou-se o valor de 15,5 kg.m-3 (valor médio conforme a
faixa anteriormente citada). As Tabelas 1 a 4 apresentam os demais dados e
referências utilizados nesse trabalho. Ainda na etapa de inventário realizou-se a
classificação em relação a quatro categorias de impactos ambientais:
1. O “aquecimento global”, por meio do levantamento das emissões
atmosféricas do aterro, do transporte e da compostagem.

Fonte: Adaptado de
SGA UNISINOS (2015).

2. A “redução de recursos naturais não renováveis”, por meio do consumo de


óleo diesel.

Fonte: Adaptado de SGA UNISINOS (2015).


2. A “alteração da qualidade do solo e águas”, com o potencial de contaminação
se o lixiviado gerado não for tratado.

Fonte: Adaptado de SGA UNISINOS (2015).


Conclusão

Avaliar ambiente feito nos dois cenários, sobre a (ACV) Análise do Ciclo de
Vida, mostra o fluxos de matéria e energia do sistema estudado. Dando um conceito
melhor, nas entradas e saídas dos dois sistemas estudados no aspecto do
gerenciamento de resíduos sólidos urbanos. A análise dos lugares estudados
permitiu a coleta de informações, identificação, análise e comparação das principais
classes de aspectos associadas às etapas de transporte e aterro dos RSU com e
sem processo de compostagem.
Avaliou que o potencial impacto ambiental de dois cenários pedidos com
alternativas para o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos. O escopo proposto
para esse estudo trata da comparação dos processos produtivos para dois cenários
distintos e nos dois cenários o tratamento dos resíduos é iniciado pela triagem dos
resíduos potencialmente recicláveis.
Os resultados sugerem, portanto, a inclusão do processo de compostagem
no gerenciamento de resíduos sólidos urbanos nas cidades. Onde a poluição tanto
em materiais orgânicos como matérias recicláveis ajudam no meio ambiente para
termos uma vida mais saudável.
Referencias
https://www.resumoescolar.com.br/biologia/aterro-sanitario/

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/aterro-sanitario.htm

https://portalresiduossolidos.com/como-funciona-um-aterro-sanitario/

https://novaescola.org.br/conteudo/7766/como-preparar-e-apresentar-seminarios?
gclid=Cj0KCQiA2ITuBRDkARIsAMK9Q7MRNY-y42ArdapkJIH_KvHz55Sh-W_vBT-Y-
bl7lorU2QsgxGkoUoQaAj_8EALw_wcB

http://www.rc.unesp.br/igce/aplicada/ead/residuos/res12.html
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/servicos/coleta_de_lixo/index

Eng Sanit Ambient | v.20 n.3 | jul/set 2015 | 449-462

ABES/MA – Seção Maranhão da ABES VIII SEMINÁRIO NACIONAL DE RESÍDUOS


SÓLIDOS “Responsabilidade Sócio-ambiental” Tema III: Resíduos Sólidos