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ATERRO SANITÁRIO

ALUNO: MICHEL DE PAULA


RA: 267426716730
ATERRO SANITÁRIO

O QUE É?
COMO SE OPERA?
ATERRO SANITÁRIO

É um método de aterramento dos


resíduos em terreno preparado para a
colocação do lixo, de maneira a
causar o menor impacto ambiental
possível.
• O solo é protegido por uma manta isolante (chamada de
geomembrana) ou por uma camada espessa de argila compactada,
impedindo que os líquidos poluentes, lixiviados ou chorume, se infiltrem
e atinjam as águas subterrâneas;
• São colocados dutos captadores de gases (drenos de gases) para
impedir explosões e combustões espontâneas, causadas pela
decomposição da matéria orgânica. Os gases podem ser queimados
para evitar sua dispersão na atmosfera;
• É implantado um sistema de captação do chorume, para que ele
seja encaminhado a um sistema de tratamento;
• As camadas de lixo são compactadas com trator de esteira, umas
sobre as outras, para diminuir o volume, e são recobertas com solo
diariamente, impedindo a exalação de odores e a atração de animais,
como roedores e insetos;
• O acesso ao local deve ser controlado com portão, guarita e cerca,
para evitar a entrada de animais, de pessoas e a disposição de resíduos
não autorizados.
ESQUEMA DE UM ATERRO SANITÁRIO
LIXÃO
ATERRO SANITÁRIO
ATERRO SANITÁRIO EM CÉLULAS
ROTINA OPERACIONAL

RECEPÇÃO DOS RESÍDUOS

ÁREA DE DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS

DESCARGA

ESPALHAMENTO E COMPACTAÇÃO

RECOBRIMENTO

DRENAGEM INTERNA DRENAGEM SUPERFICIAL

TRATAMENTO DO CHORUME
DESCARGA
RECOBRIMENTO
RECOBRIMENTO
DRENAGEM INTERNA

MÁ DRENAGEM DO CHORUME:
POSSÍVEL CONTAMINAÇÃO DO
SOLO E DO LENÇOL FREÁTICO
DRENAGEM SUPERFICIAL

As drenagens superficiais são previstas


nos patamares (canaletas e caixas de
drenagem) e nos taludes (descidas de
água) e são instaladas ao final de cada
camada da célula.
TRATAMENTO DO CHORUME

A quantidade e qualidade do chorume, variam bastante de um


aterro para outro e dependem de fatores como:

• Composição do lixo;
• Quantidade de resíduos dispostos;
• Forma de disposição (grau de compactação, cobertura, etc.);
• Índices de precipitação / evapotranspiração;
• Extensão da área ocupada pelo lixo;
• Tempo decorrido do início de disposição.

Na operação do sistema de tratamento é necessário


efetuar, de forma sistemática, a medição da vazão do
chorume gerado, bem como a determinação da sua
composição, antes e depois do tratamento.
As técnicas que se aplicam no tratamento do chorume se
assemelham com as utilizadas no tratamento de esgotos:

• Lagoas anaeróbias;
• Lagoas facultativas;
• Reatores;
• Digestores;

Utiliza-se com mais freqüência as lagoas anaeróbias e


facultativas, onde ocorre a remoção da carga orgânica
do chorume pela ação das bactérias.

Após o tempo em que fica retido na lagoa (tempo de


detenção) o líquido deve estar em condições de ser
lançado nos corpos d’água sem risco de contaminação.
ATERRO CONTROLADO

O aterro controlado não é considerado uma forma


adequada de disposição de resíduos porque os
problemas ambientais de contaminação da água, do
ar e do solo não são evitados, já que não são
utilizados todos os recursos de engenharia e
saneamento que evitariam a contaminação do
ambiente.
No entanto, representa uma alternativa melhor do
que os lixões, e se diferenciam destes por
possuírem a cobertura diária dos resíduos com
solo e o controle de entrada e saída de pessoas.
ATERRO CONTROLADO
UNIDADES DE SEGREGAÇÃO E/OU
ÁREAS DE TRANSBORDO E TRIAGEM
(ATT)

Essa forma de tratamento prevê a


instalação de um galpão para a separação
(triagem) manual dos resíduos, usualmente
realizada em esteiras rolantes. Quando o
município realiza a coleta seletiva, os
resíduos já chegam separados, isto é,
materiais recicláveis separados dos
resíduos orgânicos.
ATT da Estação Estoril – Belo Horizonte

Fonte: Veiga (2008).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIDONE, Francisco Antônio. Resíduos sólidos provenientes de coletas


especiais: eliminação e valorização. PROSAB.

D’ALMEIDA, Maria Luiza Otero; VILHENA, André (Coords.). Lixo Municipal:


manual de gerenciamento integrado. 2ª ed. São Paulo: Instituto de Pesquisas
Tecnológicas do Estado de São Paulo; Compromisso Empresarial Para
Reciclagem, 2000.

COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO URBANO DO ESTADO DA BAHIA.


Manual de Operação de Aterros Sanitários.

MONTEIRO, José Henrique Penido et al. Gestão integrada de resíduos


sólidos: manual de gerenciamento integrado de resíduos sólidos. Rio de
Janeiro: IBAM, 2001.

VEIGA, Rosângela Mendanha da; Subsídios para elaboração de plano de


gerenciamento de resíduos da construção e demolição. 2007. 212 f.
Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial) –
Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2008.
FIM

Professora: Raquel Fernanda