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Valdeir Oliveira

Derrida e a Educação

Livro surgiu de estudos sobre Derrida. Vários autores/as

Todo texto é autobiográfico (p. 12)

O texto é para o outro. É herança do outro! (p.17) ver ág 20 justiça, outro... p. 23 desconstrução

A universidades deveria ser sem condição. Para além da liberdade acadêmica, uma liberdade
incondicional de questionamento e proposição. O próprio Derrida reconhece que universidade sem
condição não existe. O próprio ato de criação, de instalação de uma universidade é um ato político.
No seu sentido amplo de garantia de direitos, de acesso a informação a educação, mas também
como ato político partidário, é para servir, dar respostas a um grupo que está no poder. É também
para alimentar páginas de relatórios de projetos, de estatísticas sobre melhorias, para alimentar
planilhas de um governo sobre suas ações. (p.30-31)

Derrida fala que a universidade precisa ser desconstrutiva. Precisa questionar todas as formas de
poder,

Diferença- Busca pelo outro. Como hospedar o Outro? (p.43)

Différance --> É o que difere!

O respeito ao Outro, não é um respeito pela diferença, mas uma contemplação da differánce.

A diferença é fixa; Différance é movimento.

O outro é sempre estrangeiro que não fala minha língua. (p.46)

Impor minha língua ao estrangeiro é a primeira violência que cometo. (p.46) Relação Professor e
Estudante: Nossos Estudantes são estrangeiros? Nós somos estrangeiros para eles?

Falar a mesma língua é partilhar culturas. (p.47)

Somos todos estrangeiros desterrados em nossa própria terra. (p.47)

Filosofia da diferença. O que é? (p.59) Não existe. É preciso reformular: o que são as filosofias da
diferença?

Filosofias da diferença? Pluralidade!! Movimento do pensamento-complexa rede que dá corpo ás


diferentes formas de prática crítica. (p.73)

É na incompletude da Différance que se pode compreendê-la!

Teatro: Lugar do encontro com o estrangeiro(p.83-84)

Criança no teatro, na escola: estrangeira? Recriar constante! (p.88)

Identidade: Cada identidade é um antagonismo perante o Outro. (p.99)

O que nos torna iguais é a diferença “Eu existo porque o outro existe”- Antropologia “Eu só existo
porque nós existimos” –Tribo africana- Congo Ubuntu--->filosofia
A Différance Tenta desconstruir a linha de oposição metafísica da dualidade eu/outro,
identidade/diferença. Com ela (Différance) há o movimento, a fluidez. (101-102) Ler citação pág.
105 “No rosto...”

Em Derrida percebemos concepções, ideias que ainda hoje tentamos concretizá-las. Ideia de
uma universidade a serviço de todos e todas, que questione todas as esferas sociais,
inclusive o próprio contexto em que está inserida. É preciso uma desconstrução de diversos
paradigmas. Ainda identificamos neste autor, sua abordagem quanto a recepção a outro.
Como hospedar esse/a que é tão diferente de mim? Como acolhê-lo? Eis aí a diferença. Os
desafios de se conviver com os diferentes são caminhos que ainda hoje tentamos trilhar.
Derrida nos apresenta uma nova ideia a Différance, fazendo um jogo com as letras, retira o
“e” de différence e acrescenta um “a”, tornando, pois, différance. Esta se propõe ao diálogo,
a uma aproximação do outro, ao menos tentando conhece-lo. Aqui fica evidente, a ideia de
alteridade. Já que a diferença limita, julga, hierarquiza, a différance, busca estar mais perto,
é fluxo é movimento, ela permeia entre as relações.

Rousseau e a Educação

Educabilidade: A partir de Rousseau, a educação passa a ser compreendida como conexão a uma
cultura e não mais a teologia, aos dogmas. O humano agora é concebido como aquele que participa
que vive em grupo. Dessa forma, o educando é colocado no processo central da aprendizagem.
(p.22)

Autonomia em Rousseau: É mais do que uma possibilidade é uma obrigação. Autonomia não só de
pensamento, mas de tomar decisões, de agir. (p.24-25)

3 ideias centrais na teoria de Rousseau: (p.25)

Indivíduo: homem natural não dependia de outro homem. “Ele é tudo par si mesmo”.

===>Por natureza, o homem não é um ser social. Com a civilização do homem, entra a depravação.
“O homem nasce bom, a sociedade que o corrompe”.

Crítica: Quem é a sociedade? Quem a faz? Quem a modifica? Nós mesmos!

Culto ao indivíduo (no sentido de uma só pessoa) Rousseau, quando fala do educando também é no
singular, apenas 1 e não em sala de aula, uma comunidade.

Liberdade: “O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se a ferros.” (p.26)

Renunciar a liberdade é renunciar a condição de homem. (p.27)

O que fazer? Na vontade coletiva, estará os desejos, vontades individuais. Surge então o Contrato
Social. Este, aparece também no livro Emílio, ambos de 1762. A educação em Emílio seria para uma
sociedade regida pelo contrato social. (p.27)
3ª ideia central- Igualdade: Moral e política. A igualdade se rompe a partir da propriedade privada.

Educações: “o primeiro papel do educador é proteger o seu aluno adas influências da sociedade e
dos julgamentos dos outros...” (p.29) O que queremos hoje, nós que buscamos uma educação
crítica, que de fato compreenda o Estudante e que este se sinta parte da aula, da temática
trabalhada, Não queremos a escola como parte e como palco das transformações sociais?

É preciso uma sintonia na formação do homem e do cidadão. (p.30)

Educação do Emílio: Infância 0-2 anos (constituição do ser) mãe e pai. Mulher como Mãe, como
quem amamenta. Emílio é amamentado e criado por uma ama. (p.32)

Mãe e Professora: Relação!

Aos pais de ontem e hoje: incompetência!!Os pais não estavam criando homens sociáveis para
sociedade e cidadãos para os Estado. (p.33)

2-12 anos (ser moral) (p.35)

Princípio básico da educação: a experiência! Nada de ensinamentos precoces que a criança não
entenda! Escolas no 1º ano antes de chegar no Fundamental I já se vê provas! Não pode falar com
coleguinha, não pode levantar. Imposição!

Paulo Freire relação com Rousseau: educação bancária

12-15 anos-Educação útil-Mundo do trabalho. (p.37)

Não no sentido utilitarista, no sentido que o educando descubra seu lugar no mundo.

= Trabalho como independência. (p.40)

15-20 anos: conhecer a sociedade! O homem é um cidadão autônomo. (p.41)

Sofia: Educação da Mulher- Mulher nasce do desejo. Mãe e esposa! (p.47)

Mulher como estruturante na constituição do homem social. (p.48)

Colégio para os homens, convento para as mulheres.

Para Rousseau, o lar não é adequado para a educação, por mimar as crianças e as deixarem ociosas.

Reconhecimento de Rousseau: Educador não é só ensinante!

- Semelhança Rousseau e Freire: O mestre não é mestre porque sabe e ensina, amas
porque saber aprender com o que ensina" (p.72) “Mestre não é quem sempre ensina, mas
quem de repente aprende” Paulo Freire