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Ficha 10

1.1.

– Referência obrigatória ao Doc.1, referindo Ialta (fevereiro de 1945) como momento-chave para um

novo mapa geopolítico europeu, pós-1945.

– Embora com alguns sinais de divergência entre os Aliados decidiu-se: a divisão da Alemanha em 4

zonas de ocupação (EUA, Inglaterra, URSS e França). Definição das fronteiras da Polónia, redefinição

das fronteiras dos territórios ocupados pelos nazis e realização de eleições livres nos Estados

ocupados pelos alemães, realização de uma conferência em S. Francisco de modo a criar uma Carta

das Nações Unidas. A divisão da Coreia em duas zonas de influência. A definição do valor das
indeminizações

a atribuir à Alemanha.

– Após a capitulação da Alemanha, realizou-se em Potsdam (julho de 1945) uma conferência entre

os Aliados onde as divergências entre os participantes foram maiores: decidiu-se a desnazificação

e desmilitarização da Alemanha, criou-se o Tribunal de Nuremberga para os crimes nazis, definiu-se

o estatuto de Berlim, confirmou-se as novas fronteiras.

– Esta divisão revelou o aparecimento de uma Europa dividida em duas zonas de influência: a Europa

Ocidental, que se criou com a ajuda dos EUA, e a Europa de Leste, com a influência política da

URSS e dos partidos comunistas. Estes blocos políticos deram origem à Guerra Fria.

1.2.

– Referência obrigatória ao Doc. 2.

– No verão de 1944, em Bretton Woods, um grupo de economistas reuniu-se a fim de criar uma nova

ordem económica e financeira internacional, num quadro de cooperação e de estabilidade das

moedas e dos câmbios.

– Foi criado um SMI (Sistema Monetário Internacional) que assentou o dólar como moeda-chave.

– Para operacionalizar o sistema, foi criado o BIRD (Banco Internacional para a Reconstrução e o

Desenvolvimento) e o FMI (Fundo Monetário Internacional).

– O BIRD era destinado a apoiar e orientar projetos de reconstrução de economias destruídas pela

guerra e fomentar o desenvolvimento económico.

– O FMI para fomentar a cooperação monetária, prestando ajuda financeira aos países em
dificuldades.

2.1.

– Referência obrigatória ao Doc. 3


– Uma das consequências importantes da II Guerra Mundial foi a descolonização. O
desaparecimento

de vastos impérios pôs a claro o rápido desmoronamento do domínio europeu.

– A vaga independentista (Israel, Jordânia, Síria, Índia, etc.) teve início logo após o fim da guerra

e ao longo da década de 60 alastrou-se a África.

– O primeiro fator prendia-se com o facto das potências imperialistas “vítimas de múltiplos
problemas

de reconstrução” se encontrarem enfraquecidas perante as colónias.

O segundo fator tem a ver com o facto de as superpotências simpatizarem com a descolonização

por fatores ideológicos (caso da URSS) e pela tradição histórica (caso dos EUA).

– Alguns países tinham alguma cobiça pelos despojos (matérias-primas) que restariam depois da

descolonização.

3.1.

– Comparar as duas posições expressas nos documentos apresentados.

– Identificação do maoísmo, uma variante do comunismo que defendia o purismo da sua ideologia

através da revolução total das massas. Recurso a grandes campanhas de natureza ideológica para

consciencializar e mobilizar as populações para as transformações revolucionárias.

– Em 1957, Mao lança uma campanha de retificação dos erros do Partido que, afirmava, se afastou

das massas.

– Em 1958, Mao lança “O Grande Salto em Frente” de remodelação e fomento económico que
visava

encurtar o caminho para o socialismo. Tentou dar prioridade ao campo em detrimento da indústria

pesada.

PROPOSTAS DE RESOLUÇÃO DAS FICHAS DO CADERNO DE ATIVIDADES

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Ficha 11

1.1. Neste discurso (Doc. 1), Winston Churchill, ex-primeiro-ministro britânico que ganhou a guerra,

mas não as eleições que se lhe seguiram, refere-se pela primeira vez à “cortina de ferro”
denunciando o

facto de a União Soviética tentar, de uma forma aberta e sob o argumento de criar zonas tampão
contra

a agressão alemã, controlar os destinos de múltiplos países da Europa Central e Oriental que caíram
na
sua órbita. Assim aconteceu em países como a Polónia, a Roménia, a Checoslováquia, a Bulgária, a

Hungria e a Jugoslávia. Afirma igualmente que, embora tenha respeito pela heroicidade do povo
russo

que combateu o nazismo alemão e pelo seu chefe Estaline, não pode a Europa admitir mais
expansões

soviéticas para a Europa Ocidental. É o início da chamada Guerra Fria em que antigos aliados se
tornam

inimigos, mas sem se confrontarem abertamente.

2.1. O que é claramente afirmado no documento 3 e observado no mapa (Doc. 2) é que a Alemanha,

derrotada em 1945, foi dividida em quatro zonas de influência e ocupadas militar e


administrativamente.

As zonas de ocupação americana e inglesa estavam a complementar-se, tal como a zona de


ocupação

francesa. A zona de ocupação soviética, a oriente, estava fora da ajuda americana que se veio a
consubstanciar

no Plano Marshall e não tinha ligações com estas três zonas ocidentais. Assim, foi criada a RFA

(República Federal da Alemanha), com clara influência dos EUA, Grã-Bretanha e França, e a RDA
(República

Democrática Alemã) sob influência comunista e com ocupação soviética. Dentro da zona oriental

soviética, a capital, Berlim, estava por sua vez dividida com as mesmas quatro zonas de influência e

rodeada por território da RDA.

3.1. 1947 é o “ano de todos os perigos”, segundo o documento 4, visto que se chegou a acreditar

na eclosão de nova guerra, agora entre os antigos aliados que se dirimiam em virtude de quererem
aumentar

o seu poder e influência nos países europeus em reconstrução. Para além disso, e citando o

documento, “é a constatação da impotência da Europa para gerir a sua própria reconstrução, é o


impasse

sobre o estatuto da Alemanha pós-hitleriana, é o afundamento do Japão, é a guerra civil e o reforço


da

implantação comunista na China com o início da “reforma agrária”; "é o ano em que as duas grandes

potências vencedoras da guerra, EUA e URSS, ficam finalmente frente a frente, partilhando a Europa
eo

Mundo com conceções que os vão conduzindo para situações e soluções radicalmente antagónicas”.

– Crítica de Mao a Krushchev na ocasião do XX Congresso do PCUS no qual se criticou a política


levada
a cabo por Estaline. Acusam-se os soviéticos de desvios do ideal socialista.

– A China considerava-se o único país comunista do mundo. Edita-se em 1964 o Livro Vermelho de

Mao. Este lança a “Revolução Cultural” cujo saldo é negativo em mortos e reeducados.

– Mao faz a China entrar na ONU em 1970, ultrapassando a Formosa e pertencendo ao Conselho de

Segurança. Fortes fissuras com a URSS.

– A URSS acusa a China de desviacionismo da linha original do marxismo e chama-lhe aventureira.

– Krushchev afirma que Mao Tsé-Tung, ao contrário do que preconizava Estaline, apoiou-se nos
camponeses

para conseguir a vitória, o que conseguiu, mas sem que fosse criticado por esse desvio aos

ideais marxistas.

– A URSS critica a posição dos chineses e de Mao quando estes referem que o aumento dos bens

materiais e da relação entre a quantidade e qualidade do trabalho era um conceito burguês.

– Krushchev reprova igualmente Mao por este considerar a coexistência pacífica como um conceito

burguês.

3.2. As respostas dadas poderão servir de debate orientado na aula.