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Ganesha

Ganesha é o primeiro Deus a ser reverenciado em todos os rituais Hindus.


Está nas portas dos templos e casas protegendo as suas entradas.
Ganesha é o Deus que remove todos os obstáculos, ele é o protetor de todos os seres. Ele
também é o Deus do conhecimento.
Ganesha representa o sábio, o homem em plenitude, e os meios de realização. Sua figura
revela um significado profundo e necessita ser desdobrada.

Sobre sua origem

Ganesha é filho de Shiva e Parvati. Shiva é o Deus criador do Yoga, vivia nas montanhas
dos Himalaias e raramente visitava sua esposa Parvati. Shiva e Parvati abraçados são a
representação do Tantra. Os Puranas dizem que a relação sexual durava milênios, mas Shiva
não ejaculava, tinha completo domínio (Vama Tantra), assim Shiva não tinha filhos. Parvati
gostava de se preparar para receber Shiva, mas todos os guardiões falhavam quando se
tratava de Shiva, assim Parvati resolveu ter o seu próprio filho e guardião; retirou de si o
material e deu vida à criança, Ganesha aprendeu a lutar bravamente e se tornou o guardião
de seus aposentos. Um dia Shiva chegou e quis entrar, Ganesha bloqueou sua entrada.
Shiva não aceitou de ser impedido de entrar e ordenou que seus guardas lutassem,
Ganesha venceu todo o seu exército então Shiva lutou até decapitar Ganesha. Parvati
chorou muito e reinvidicou que Shiva devolvesse a vida a seu filho, Shiva disse que ele não
podia ser seu filho, realmente ele era somente filho de Parvati - a matéria mortal, assim
Shiva ordenou que seu exército fosse para o norte e que trouxessem a primeira cabeça de
um ser vivo que encontrassem; encontraram um elefante. Shiva colocou a cabeça de
elefante sobre o corpo do menino e deu vida a ele. Parvati exigiu que Ganesha fosse o
primeiro a ser reverenciado em todos os rituais. Ganesha passou a ser filho também de
Shiva e se tornou um Deus.

Significado de sua origem

Como todas as lendas encerram dentro de si um significado maior, vamos desdobrar a


simbologia da história de Ganesha. Primeiro conta os Puranas que Ganesha tem um corpo
físico “criado” por Parvati, símbolo da matéria perecível, ou seja, que é humano. Mostra que
ele não conhece o pai - Shiva, a realidade Suprema. Quando Parvati solicita sua proteção
ele a obedece incondicionalmente (cuida a matéria, é apegado a ela). Quando seu pai chega,
luta com ele (não quer perder a individualidade) não o reconhece, mas luta com bravura,
quer cumprir o seu dever. O pai admira sua coragem, mas não podendo deixá-lo vencer,
corta a sua cabeça (ego, mente, arrogância) e ele morre. Parvati zangada com a morte do
filho mostra a matéria não querendo perder seu “nome e forma”. Shiva coloca uma nova
cabeça no filho que renasce pelas mãos de Shiva, nasce do supremo. Parvati ficando
contente com as promessas de Shiva de que seu filho será reverenciado no início de todos
os rituais e cerimônias e, antes de qualquer empreendimento mostra que a perda da
individualidade é o ganho do absoluto, da plenitude. O sábio vence todos os desafios, luta
com bravura, remove todos os obstáculos e depois morre, perde a cabeça para ganhar uma
nova dada por Shiva, o absoluto.

Simbologia

Ganesha tem uma enorme cabeça de elefante, imensa para um corpo de menino indicando
sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das escrituras. Ganesha é o Sábio.
Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva - o
Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre
em mente o Ser Supremo.

As enormes orelhas e a cabeça de elefante representam os dois primeiros passos para a


auto-realização - “Sravanam”, escutar o ensinamento e “ Mananam”, refletir sobre ele. A
tromba representa “Viveka”, a capacidade de discriminação entre Nitya, o eterno e ilimitado,
e Anitya, o não eterno. O intelecto do homem comum está sempre preso entre os pares de
opostos (as presas), o Sábio não é mais afetado por esses pares de opostos (frio-calor,
prazer-dor, alegria-tristeza, etc) tendo atingido um estado de equanimidade, representado
por uma das presas quebradas. O Sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de
elefante).

A barriga enorme representa sua capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os


obstáculos, assim como o ensinamento escutado. O ratinho que fica aos seus pés simboliza o
Ego e seus desejos com sua voracidade e cobiça, freqüentemente roubando mais do que
pode comer e estocando mais do que pode lembrar. O Sábio tem o desejo sob total controle,
por isso o ratinho olha para cima e aguarda sua permissão para comer os objetos dos
sentidos. No dia de Ganesha é aconselhável não olhar para a lua, pois conta os puranas que
a lua riu de Ganesha voando pelo céu em seu veículo o ratinho (corpo). A lua representa o
ignorante rindo do sábio. Esta imagem representa o Sábio tentando passar sua sabedoria
infinita através de seus equipamentos finitos (corpo e mente).

Ganesha possui quatro braços que são utilizados na ação de destruir os obstáculos:

A mão superior direita carrega uma machadinha - Ishvara na forma de Ganesha (senhor dos
obstáculos) decepa os apegos aos objetos como fonte de felicidade e a falsa identificação
com o corpo, elimina os obstáculos para que possamos ter uma mente tranqüila e possibilitar
o conhecimento.

A mão superior esquerda leva um laço e ou um lótus - Com o laço ele prende a atenção na
verdade, na realidade suprema, ou seja, no Eu absoluto. O Lótus é a natureza pura, absoluta
e imaculada.

A mão inferior direita abençoa com Abhãya Mudrã - Estra mudrã abençoa com prosperidade e
destemor. Freqüentemente encontramos um Japa-mala, mostrando que esta prosperidade
está na forma de Japa (repetição de um mantra) a mais eficaz técnica de preparação da
mente.

A mão inferior esquerda oferece Modaka - Modaka é um doce de leite e arroz tostado que
representa a satisfação, a plenitude que se alcança com um caminho de disciplina e
autoconhecimento.

Ganesha pertence à família de deuses mais popular do Hinduísmo. Ele é o filho


mais velho de Parvati e Shiva.

Parvati é filha dos deuses Himalaias, aquela cadeia de montanhas nevadas, que
cobre o norte da Índia. Ela é uma deusa muito graciosa e linda, mãe bondosa e
esposa devota.

Shiva - bem, até mesmo seus amigos mais íntimos admitem, que ele não é um pai
ou marido ideal. Shiva ama sua família de todo coração, mas a sua maneira. O que
acontece é que ele não agüenta ficar em casa o tempo todo. Tem alma de
aventureiro, gosta de viajar, mas a sua paixão é a meditação e o Yoga. Tanto, que
quando absorto meditando, nem um terremoto o perturba.

Shiva e Parvati casados viviam muito felizes num bangalô no Monte Kailasa nos Himalaias,
longe da civilização. Depois de algum tempo, Parvati percebeu que seu marido estava
inquieto, ele abria a janela e olhava suspirando os altos picos das montanhas, e ela via nos
seus olhos a sombra de um sonho. Ela o amava profundamente, e compreendeu o desejo
que o consumia.
Um dia ela disse a Shiva:
- Por que você não viaja por uns tempos? Eu sei que você levava uma vida diferente, antes
de nos casarmos. Você meditava, dançava, deve estar sentindo falta de tudo isso agora.
- Não minha querida - assegurou-lhe o marido. - Os velhos tempos acabaram, não sinto falta
deles mais.
- E a sua meditação? - ela perguntou. Ela era a sua principal ocupação. - Você é o maior
yogui dentre todos os deuses.
Shiva sabia que ela estava certa. Ele desejava mesmo se absorver de novo, pela prática da
meditação, e tinha saudades das grutas favoritas das montanhas, onde se sentava para
meditar. E depois foi o poder do Yoga, que o transformou num deus tão poderoso. Mas ele
ainda hesitou.
- Mas você não vai se sentir sozinha, se eu for?
Parvati lhe assegurou que ficaria bem. Até porque, queria reformar o bangalô, transformar
num lugar confortável e bonito onde uma família pudesse morar, um lar de verdade.
Feliz, Shiva colocou sua pele de tigre na cintura, enrolou suas cobras favoritas no pescoço e
braços, chamou Nandi, sua vaca, e dando um aceno de despedida partiu montado nela.
- Não me demorarei. - ele disse a Parvati
Só que Shiva é o mais esquecido dos deuses. Quando medita é impossível despertá-lo.
Acima do sagrado rio Ganges, Shiva se sentou e começou a meditar. Passaram-se muitos
anos, que equivaliam a milhares de anos terrestres, uma vez que o tempo é diferente para os
homens e deuses.
Quando finalmente, Shiva levantou da posição de lótus, lembrou-se da esposa que o
esperava pacientemente, no Monte Kailasa, e correu de volta para casa.

Neste tempo que Shiva esteve ausente, Parvati fez um lindo jardim em volta do bangalô,
costurara cortinas para as janelas e almofadas para o chão, pintara as paredes e as portas. E
nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia que tinha deixado sua esposa grávida.
Parvati teve um lindo menino, que a manteve bastante ocupada, lhe deu o nome de
Ganesha. 

Anos se passaram e o deus bebê cresceu e transformou-se num rapaz inteligente e sério,
muito apegado à mãe, e que adorava ajudá-la.
Numa manhã de primavera, Parvati estava tomando banho, enquanto seu filho se mantinha
perto do portão do jardim. Um homem alto, com longos cabelos presos, um monte de cobras
e uma pele de tigre enrolada no corpo se aproximava do portão, e atrás dele uma vaca.
Shiva tinha voltado para casa sem se preocupar com sua aparência selvagem.
Shiva parou... - será que esta linda casa era mesmo a sua? E quem seria aquele garoto
bonito no portão?
- Deixe-me entrar menino!
- Não, - respondeu Ganesha, franzindo as sobrancelhas para o vagabundo que queria
entrar.
- Você não pode entrar! Ganesha se posicionou na porta de espada em punho.
Naquele momento, Shiva estava furioso, seu terceiro olho, do poder, apareceu no meio da
sua testa, brilhando como fogo. Em segundos o corpo do menino estava no chão sem
cabeça.
Ouvindo vozes Parvati se apressou horrorizada viu seu filho sem cabeça e o marido que há
tanto tempo não via. Chorou amargamente. Exclamou:
- O que você fez?! Este é Ganesha seu filho!
Shiva desculpou-se a Parvati, porém não podia voltar atrás, o que está feito, está feito. Mas
prometeu a sua esposa que o primeiro ser que visse “dormindo errado” (considerava que
aquele que dormia com a cabeça voltada para o sul, estava errado, pois o certo seria dormir
com a cabeça voltada para o norte) ele cortaria a cabeça e a colocaria em seu filho.
Então Shiva percorreu milhas e milhas, e encontrou um filhote de elefante dormindo
“errado”. Shiva cortou-lhe a cabeça e ao retornar encaixou-a entre os ombros de Ganesha.
Inconformada Parvati foi pedir ajuda a outros deuses.
Brahma e Vishnu que são autoridades no Hinduísmo tanto quanto Shiva, ao ver o pobre e
esquisito menino com cabeça de elefante, disseram a Parvati que nada poderiam fazer
quanto à cabeça de Ganesha, pois não poderiam passar por cima de uma decisão de Shiva,
mas poderiam dar a Ganesha poderes, para que ele se transformasse num deus muito
querido por todos ou hindus. Ganesha seria sempre reverenciado antes de todas as
cerimônias religiosas, seria também aquele que destrói os obstáculos, aquele que trás
fortuna...
Parvati sentiu-se aliviada, agradeceu aos deuses, e se foi.
E assim se fez. Hoje na Índia Ganesha é o deus mais adorado, sua imagem é encontrada
no painel de todos os transportes, na entrada das lojas comerciais, e é realmente lembrado
com carinho e devoção em todas as cerimônias religiosas, dando proteção e apoio àqueles
que são seus devotos.  

Ele é o Deus do conhecimento, sabedoria  e removedor de obstáculos. Ele é venerado ou


pelo menos lembrado no inicio de qualquer missão ou novo projeto para bênçãos e
patrocínio.  

Ele tem quatro mãos, a cabeça de um elefante e uma barriga bem grande. Seu veiculo é um
pequeno rato. Em uma de suas mãos ele carrega uma corda (para carregar os devotos da
verdade), uma machadinha em outra (para libertar seus devotos de apegos e vícios), tem um
doce em uma das mãos (para gratificar os seus devotos por suas atividades espirituais), suas
quatro mãos estão sempre estendidas para abençoar as pessoas.  A combinação de sua
cabeça de elefante e um veiculo de pequeno e ligeiro ratinho representa tremenda sabedoria,
inteligência, presença de espírito e agilidade mental. 

Texto baseado no livro: Ganesh - O Grande Deus Hindu -  Madras Editora Ltda.

A SIMBOLOGIA DO DEUS GANESHA


Ganesha significa “Senhor de Todos os Seres”. É filho do Senhor Shiva, a “Realidade
Suprema”, e de Parvati, a “Mãe do Cosmos”. Seus sinais sobre a testa representam as três
dimensões: a região inferior, a Terra e o Paraíso. Suas orelhas simbolizam a grande sapiência
da educação espiritual. Seus olhos enxergam além da dualidade, o espírito de Deus em cada
um. Sua tromba indica capacidade intelectiva. Suas presas representam os mundos: material
e espiritual, negativo e positivo, Ying e Yang, forte e fraco. Sua enorme barriga indica
capacidade de “ingerir” qualquer experiência, representando também a abundância. Seus
braços representam os quatro atributos do corpo: mente, corpo, intelecto e consciência. Em
sua mão direita (acima) carrega uma machadinha, que decepa os apegos do mundo material;
na outra (abaixo), o sinal do OM, que abençoa com prosperidade e destemor; na mão
esquerda (acima), o laço significa a fertilidade, a própria natureza; na outra (abaixo), gadu,
um doce feito de grão-de-bico com açúcar granulado ou doce-de-leite com arroz, que
representa a satisfação e a plenitude do conhecimento. O rato significa que devemos ser
astutos e diligentes em nossas ações. A serpente é o símbolo da energia física, guardiã dos
segredos da Terra. Assim, Ganesha é o Mestre do Conhecimento, da Inteligência e da
Sapiência. É aquele que proporciona a potência espiritual e a inteligência suprema. É o
grande Removedor dos obstáculos, Guardião da Riqueza, da Beleza, da Saúde, do Sucesso,
da Prosperidade, da Graça, da Compaixão, da Força e do Equilíbrio.

GANESHA SHARANAN, SHARANAN GANESHA

GANESHA SHARANAN, SHARANAN GANESHA

Nós, que dirigimos a Madras, amamos Ganesha.

HISTÓRIA DO GANESHA

Ganesha pertence à família dos deuses mais populares do Hinduísmo. Ele é o primogênito de
Shiva e Parvati. Shiva é a terceira pessoa da trindade hindu. É o Deus da renovação, destrói
para construir algo novo (transformação). Ele é o criador da Yoga. Parvati é a filha dos
Himalaias. Deusa da beleza, mãe bondosa e mulher devotada. Shiva tem alma aventureira e
adora viajar montado em sua vaca branca Nandi. Infelizmente, os lugares que ele mais gosta
são as montanhas inacessíveis e perigosas. Adora também os crematórios, mas sua paixão é
a meditação e a Yoga. Quando pratica a Yoga, nem mesmo um terremoto o perturba.

Por algum tempo depois de seu casamento com a bela Parvati, vivendo em um bangalô no
Himalaia, longe da civilização, Shiva começava a sentir falta de suas viagens; foi quando
Parvati, já desconfiada, pergunta-lhe: — Shiva, por que não viaja por uns tempos? Não sente
saudades dos seus companheiros? — É que quando estou perto de você, não sinto falta de
nada. E, na verdade, todos os meus companheiros estão em torno da casa, eles nunca se
afastam de mim. Eu não quero assustá-la, mas todos os fantasmas, demônios e gnomos,
apesar de estarem invisíveis e quietos, estão presentes. Espero apenas que não peça para
mandá-los embora, pois são como crianças e sabem o quanto te amo.

— Claro que não Shiva, podem ficar. Mas e a sua meditação? Ela era sua maior ocupação.
Shiva, no fundo, sabia que ela estava certa e que tinha muita saudade das montanhas, onde
sentava para meditar. E sabia que fora através da meditação que conseguiu se transformar
em um Deus tão poderoso. Shiva então, depois de uma longa conversa, decidiu sair para
meditar. Feliz, Shiva coloca sua pele de tigre na cintura, enrola suas cobras favoritas no
pescoço, apanha seu tridente e sai montado em sua vaca, Nandi, seguido de seus estranhos
companheiros. Mas não podemos nos esquecer que quando Shiva medita, é impossível
despertá-lo. E foi isso que aconteceu, muito tempo se passou. Quando, finalmente, Shiva se
levantou da posição de lótus, lembrou-se de sua Parvati e correu de volta para ela. Nesse
ínterim, Parvati transformara aquela simples choupana num lugar muito confortável e bonito.
E nem ficou sozinha por muito tempo. Shiva não sabia, mas a tinha deixado grávida. E no
tempo certo, deu à luz um lindo bebê, Ganapati. Os anos passaram-se, o deus bebê cresceu
e se transformou num rapazinho muito inteligente. Numa manhã de primavera, Parvati
estava tomando banho enquanto Ganapati mantinha-se perto do portão, aguardando sua
mãe. Neste instante um homem alto, com cabelos longos, um monte de cobras enroladas em
seu pescoço e vestido com uma pele de tigre e uma aparência selvagem, aproxima-se do
portão.

Shiva parou e olhou com estranheza para o bangalô. "Será que esta casa linda era mesmo a
sua? E quem seria aquele rapaz parado no portão?" Deixe-me entrar! — disse Shiva,
impaciente e descortês. — Não — respondeu Ganapati — Você não pode entrar! Empurrando
o rapaz para o lado, Shiva atravessou o jardim e foi direto para casa. Ganapati sabia que sua
mãe estava tomando banho, e aquele homem rude não poderia entrar em sua casa. Ele
correu e se postou à porta, de espada em punho. Pobre menino! Que hora mais infeliz para
provocar a ira do pai! E Shiva, nesse momento, perdeu completamente as estribeiras e seu
terceiro olho, o do poder, apareceu no meio de sua testa, brilhando como fogo, e em
segundos o corpo do rapaz jazia sem cabeça no chão. Ouvindo vozes e gritos, Parvati
apressou-se e saiu correndo do banho. Ao abrir a porta, viu horrorizada o corpo do filho
estendido sem cabeça; e em sua frente, o marido, que há tanto se fazia ausente. Shiva corre
para abraçá-la; e ela, desviando-se do abraço, chora amargamente. — Mas o que você fez?
— O que você fez? Ela repetia, torcendo as mãos em desespero. — Este era o seu filho, e
você o destruiu!

Só então Shiva caiu em si e se entristeceu de verdade. Logo tentou confortá-la:


— Nosso filho é um Deus; portanto, não pode estar morto. Encontra-se apenas desmaiado.
Mas Parvati não queria ouvir nada daquilo e lhe disse:

— Você o destruiu! De que serve um Deus sem cabeça? Shiva tentou da melhor forma que
podia dizer-lhe que não tinha feito nenhum mal ao rapaz. Parvati insistia com Shiva para que
ele colocasse a cabeça de seu filho no lugar, mas Shiva dizia que não podia desfazer o que já
estava feito. E Parvati chorava muito... Então Shiva teve uma idéia: capturar o primeiro
animal que encontrasse e tirar sua cabeça para colocá-la sobre os ombros de seu filho. Foi
quando encontrou um elefantinho bebê, tirou sua cabeça e a colocou em Ganapati; e naquele
momento, o nome do rapaz passou a ser Ganesha. Parvati tentou de diversas formas mudar
o acontecido e pedia para outros Deuses que dessem ao seu filho uma cabeça decente.
Então os deuses pediram à linda Parvati que secasse suas lágrimas e tudo se resolveria.
Brahma, que adora as crianças, Vishnu e Indra pediram à Parvati que perdoasse Shiva, pois
ele não sabia o que estava fazendo e deixaram bem claro que Ganesha não perderia nada
com isso. Apesar de não ser mais tão atraente, todos o reconheceriam pela sua bondade e o
amariam pelo que ele era. Brahma prossegue:

Ganesha será o Deus da sabedoria, será o Escrivão dos céus e o Deus da literatura.
Acrescenta Vishnu:

Será o Deus que removerá todos os obstáculos, e será para Ganesha que todos rezarão em primeiro
lugar, antes de invocar qualquer outro Deus. Será o Deus que sorrirá com boa fortuna para todas as
empresas novas. E é assim que tudo aconteceu...

Ganesh, a divindade.
Filho de Shiva e Parvati é a primeira divindade a ser invocada em
qualquer ritual. É considerado o grande removedor de obstáculos,
tanto materiais como espirituais, e protetor dos negócios. Sua
cabeça representa a inteligência, e a cobra em volta do seu pescoço,
a energia cósmica. Seu veiculo é um rato, que simboliza a igualdade
do maior e do menor perante os olhos de Deus. Ganesh está
relacionado a qualidades como prudência, diplomacia, sagacidade e
firmeza. É o Deus mais venerado na Índia e se encontra em todos
os lares. É colocado na entrada da casa para que deixe passar
somente energias positivas expulsando as energias negativas. Esta
sempre acompanhada pela deusa Lakshimi.

Ganesha

Ganesha significa “Senhor de Todos os Seres”. É filho do Senhor Shiva e de Parvati.


Ganesha é o Mestre do Conhecimento, da Inteligência e da Sapiência. É aquele que
proporciona a potência espiritual e a inteligência suprema. É o grande Removedor dos
obstáculos, Guardião da Riqueza, da Beleza, da Saúde, do Sucesso, da Prosperidade, da
Graça, da Compaixão, da Força e do Equilíbrio.

Ganesha abre os caminhos e "engole" as dificuldades da vida de seus devotos. É muito


auspicioso se cantar para Ganesha antes de começar qualquer empreendimento.

Fonte:
http://www.sherazade.com.br/Deuses_indianos/deuses.htm

Deus indiano: Ganesha, deus da alegria e da expansão.


Planeta: Marte
Signos: Áries e Escorpião
Cor: vermelho
Metal: ferro
Pedras: rubi; granada.
Aroma: pinho
Anjo: Camael
Bom para: gastar energia e impulsionar projetos.
Ruim para: acordos e atividades que exijam minúcias.
5 de Setembro - Festival Deus Ganesha - Índia.