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SOBRE O AÇO INOX :: ABC DO AÇO INOX

   

O que é Aço: é uma liga de vários elementos químicos, sendo os principais o Ferro e
o Carbono.

O que é Aço Inox: é um tipo de aço contendo pelo menos 10,5% de cromo, com
composição química balanceada para ter uma melhor resistência à corrosão.

O que é Corrosão: é a inimiga natural dos metais. Os aços comuns reagem com o
oxigênio do ar formando uma camada superficial de óxido de ferro. Essa camada é
extremamente porosa e permite a continua oxidação do aço produzindo a corrosão,
popularmente conhecida como "ferrugem".

Camada Passiva: é uma camada extremamente fina, contínua, estável e muito


resistente formada sobre a superfície do Aço Inox, pela combinação do Oxigênio do ar
com o Cromo do aço e que o protege contra a corrosão do meio ambiente.

Formação e característica da Camada Passiva: Aparece espontaneamente quando


há presença de Cromo e Oxigênio. A formação é extremamente rápida, isto é,
instantânea (Cromo e Oxigênio têm muita afinidade).

 É muito estável (não se desprende) e está presente em toda a superfície do


aço.
 Não é porosa (bloqueia a ação do meio agressivo).
 É praticamente invisível.

Cuidar bem do inox significa cuidar bem da Camada Passiva.

Limpeza de Rotina: Os melhores amigos do Aço Inox são o sabão, os detergentes


suaves e/ou neutros e as soluções de amônia (removedores caseiros) em água
morna; aplique com um pano macio ou uma esponja de náilon fino, enxague em água
abundante e seque com pano macio.

As principais famílias do Aço Inox são: Austeníticos – Ferríticos – Martensíticos.

Principais Atributos do Aço Inox:

 Alta resistência à corrosão


 Resistência mecânica adequada
 Facilidade de limpeza/Baixa rugosidade superficial
 Aparência higiênica
 Material inerte
 Facilidade de conformação
 Facilidade de união
 Resistência a altas temperaturas
 Resistência a temperaturas criogênicas (abaixo de 0 °C)
 Resistência às variações bruscas de temperatura
 Acabamentos superficiais e formas variadas
 Forte apelo visual (modernidade, leveza e prestígio)
 Relação custo/Benefício favorável
 Baixo custo de manutenção
 Material reciclável

Considerações importantes ao trabalhar com o Aço Inox:

 Conheça o material
 Conheça as famílias do material
 Conheça o projeto onde será aplicado o Aço Inox
 Conheça os acabamentos superficiais disponíveis
 Mantenha suas instalações organizadas e limpas
 Adote uma identificação precisa

 Adote o planejamento da produção

Sobre o Aço Inox :: O que é


   

Aço inox é o termo empregado para identificar uma família de aços contendo no mínimo
10,5% de cromo, elemento químico que garante ao material elevada resistência à
corrosão. Distribuído de forma homogênea por todo o inox, o cromo, ao entrar em
contato com o oxigênio do ar, forma uma camada fina, contínua e resistente de óxido
sobre a superfície do aço, protegendo-o contra ataques corrosivos do meio ambiente.

Apesar de invisível, estável e com espessura finíssima, essa película é muito aderente ao
inox e tem sua resistência aumentada à medida que se adiciona mais cromo à mistura.
Mesmo quando o aço sofre algum tipo de dano, sejam arranhões, amassamentos ou
cortes, o oxigênio do ar imediatamente combina-se com o cromo, formando novamente o
filme protetor.

Mas outros elementos adicionados ao inox - níquel, molibdênio, vanádio e tungstênio -


também elevam a resistência desse aço à corrosão, além de garantirem ao produto
múltiplas aplicações. A seleção correta do tipo de inox e de sua superfície de acabamento
são importantes para assegurar uma longa vida útil ao material.

Aços inoxidáveis são ligas (combinação de dois ou mais elementos químicos, obtida
através de fusão de compostos), contendo:

 Ferro
 Baixos teores de carbono
 No mínimo 10,5% de cromo e
 No máximo 30% de níquel e
 Outros elementos em menores porcentagens, como por exemplo, o carbono.

Para determinados usos, os teores de cromo podem ser aumentados e outros elementos
tais como o molibdênio, nióbio, titânio e nitrogênio são adicionados, visando atender as
necessidades específicas dos usuários.

Sobre o Aço Inox :: Tipos


   

Os aços inoxidáveis quando agrupados de acordo com suas estruturas metalúrgicas,


apresentam-se em três grupos básicos:

 Austeníticos - Aços Inoxidáveis ligados ao cromo e níquel


 Ferríticos - Aços Inoxidáveis ligados apenas ao cromo
 Martensíticos - Aços Inoxidáveis ligados apenas ao cromo com carbono residual
acima de 0,10 %.

Os aços austeníticos são ligas de ferro, cromo (17 a 25%) e níquel (7 a 20%).

Os aços austeníticos possuem as seguintes características:

 podem ser endurecidos por trabalho a frio (cerca de 4 vezes).


 podem ser facilmente soldados.
 possuem alta ductilidade.
 possuem elevada resistência à corrosão.
 são adequados para trabalho a elevadas temperaturas (até 925° C).
 são adequados para trabalho a baixas temperaturas (inclusive aplicações
criogênicas - abaixo de 0°).
 não são magnéticos.

Os aços ferríticos são basicamente ligas de ferro e cromo (11 a 17%).

Quando comparados com os aços austeníticos, os ferríticos possuem as seguintes


características:

 eles são mais econômicos.


 são soldáveis, com alguns cuidados especiais.
 são facilmente conformados (dobrados, cortados, etc.).
 são adequados para temperaturas moderadamente elevadas.
 sua resistência cresce ligeiramente por trabalho a frio (cerca de 50%).
 têm elevada resistência à corrosão sob tensão.
 são magnéticos.

Os aços martensíticos são ligas de ferro e cromo (12 a 18%), com um teor de carbono
tipicamente superior a 0,10% .

Possuem as seguintes características:

 moderada resistência à corrosão.


 são endurecíveis por tratamento térmico, podendo alcançar níveis mais elevados de
resistência mecânica e dureza.
 soldabilidade pobre.
 são magnéticos.

Os tipos de aços inoxidáveis são determinados pela quantidade de cada elemento de liga
que é adicionado ao aço.

Os seguintes elementos de liga são adicionados para proporcionar características


específicas:

Cr (cromo)

 a resistência à corrosão dos aços inoxidáveis depende do teor de cromo contido.


 Quanto maior o cromo contido maior a resistência à corrosão.

Ni (níquel)

 Muda a estrutura cristalográfica da liga.


 Torna o aço mais dutil.
 Pequeno efeito na resistência à corrosão.
 Torna o aço não magnético.

C (carbono)

 Com o cromo somente, torna o aço endurecível por têmpera através de tratamento
térmico.

Ti (titânio) e Nb (nióbio)

 Evita a combinação do carbono com o cromo evitando perda de resistência à


corrosão e melhora a soldabilidade.

Para escolher o aço mais adequado a sua particular aplicação, é aconselhável uma
avaliação baseada nos seguintes fatores:

 Corrosão
 Propriedades Mecânicas
 Estética
 Fabricação
 Temperatura
 Custo Total

Para atender a diferentes aplicações foram desenvolvidos diversos tipos de Aço.

Famílias:

 Austeníticos: 301 304 304 L 316 316 L


 Ferríticos: 430 409 410 S

 Martensíticos: 420
Sobre o Aço Inox :: Propriedades e Artigos
   

 Comparação de Propriedades Físicas


 Composição Química Propriedades e Aplicações
 Reistência a corrosão

 Resistencia à corrosão atmosférica

Sobre o Aço Inox :: Aplicações


   

Os aços inoxidáveis são populares devido a sua habilidade única de auto-proteção,


combinada com muitas características adicionais, incluindo a resistência à corrosão,
resistência mecânica e a grandes variações de temperatura.

Os aços inoxidáveis também são:

 higiênicos
 fáceis de serem limpos
 de fácil manutenção
 podem ser unidos facilmente, utilizando-se práticas comuns de caldeamento e
soldagem, além de métodos adesivos e mecânicos.
 100% recicláveis
 Forte apelo visual (modernidade, leveza e prestígio)
 Relação custo/Benefício favorável
 Baixo custo de manutenção

São ofertados com várias composições químicas, acabamentos superficiais e dimensões


para cobrir as mais variadas aplicações.
As aplicações do Aço Inox

Desenvolvido originalmente para aplicações onde o requisito principal seria a resistência


à corrosão, o aço inox também vem sendo largamente utilizado por seu apelo estético e
por suas condições de higiene. Veja aqui algumas das principais aplicações do inox.

Cutelaria: aplicado na fabricação de talheres, baixelas e panelas.

Construção Civil: utilizado em projetos arquitetônicos que vão desde um simples


corrimão ou guarda-corpo até o revestimento de fachadas, o inox permite versatilidade na
decoração de ambientes. Utilizado largamente em pias e cubas, também é aplicado em
esquadrias. Bonito, resistente, fácil de instalar e com baixo custo de manutenção, o inox é
o material mais indicado no detalhamento de projetos que buscam versatilidade, estética e
praticidade.

Indústria química: mantendo suas propriedades mesmo quando há mudanças bruscas de


temperatura e à corrosão, o inox é muito utilizado na indústria química, seja em tanques
de armazenamento de produtos e em tubulações de circulação desses materiais, seja nas
peças e equipamentos que manipulam produtos químicos.

Indústria alimentícia: de fácil limpeza, o aço inox assegura melhores condições


higiênicas, o que garante a sua larga utilização nas indústrias de bebidas e alimentos. As
exigências de qualidade na prestação de serviços vêm ampliando o espaço do inox em
lanchonetes, bares e restaurantes. O material deixa de ser visto apenas em panelas, pias e
fogões para ganhar também as paredes e balcões.

Móveis: Os procedimentos de assepsia utilizados em ambientes hospitalares são


determinantes para a utilização do inox. Mas, cada vez mais, o material ganha espaço no
mobiliário das residências brasileiras, onde aparece em móveis que traduzem requinte e
sofisticação.

Moedas: por sua resistência à corrosão e ao desgaste mecânico, o aço inox tem na
fabricação de moedas uma das suas principais aplicações.

Hospitais: em instrumentos cirúrgicos, etc.

Bens de Consumo Duráveis: a beleza, aliada à resistência, garante a presença do inox


em produtos como geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupas, lava-louças, fornos de
microondas, fornos elétricos e outros bens de consumo duráveis. Seguindo uma tendência
européia, o inox começa a ser aplicado, também, no revestimento dos eletrodomésticos
nacionais.

Considerações importantes ao trabalhar com o Aço Inox:


 Conheça o material
 Conheça as famílias do material
 Conheça o projeto onde será aplicado o Aço Inox
 Conheça os acabamentos superficiais disponíveis
 Mantenha suas instalações organizadas e limpas
 Adote uma identificação precisa
 Adote o planejamento da produção

Arquivos sobre as aplicações do aço:

 Aços inox para aplicação em água do mar


 Produtos quimicos
 Acido acetico
 Alimentos
 Aplicações externas
 Aplicações tipicas
 Criogenia
 Criterios de seleção
 Seleção de aços inoxidaveis - cloro

 Vantagens dos aços inoxidaveis

Siderurgia Brasil :: Edição 36 :: Aços Inoxidáveis :: O que é aço inoxidável? - 1ª parte

O que é aço inoxidável? - 1ª parte


Siderurgia Brasil — Edição 36
Aços Inoxidáveis em 04 Jul 2007

Descobertos há quase um século, os aços inoxidáveis – ligas de ferro com outros metais –
são hoje importantes matérias-primas em diversos setores industriais. Suas características
básicas são explicadas neste artigo, que começa nesta edição e continua nas próximas.

1. O aço sem manchas (stainless steel)


Diz a história que os aços inoxidáveis foram descobertos por acaso. Em 1912, o inglês
Harry Brearly estudava uma liga Fe-Cr (13%) e, justamente quando tentava fazer algumas
observações metalográficas, verificou que a liga fabricada resistia à maior parte dos
reagentes que se utilizavam na época em metalografia. E foi Brearly mesmo que deu o
nome à liga, chamando-a de “stainless steel”, que traduzindo quer dizer “aço que não
mancha”.

Um ano mais tarde na Alemanha, Eduard Maurer, estudava uma liga Fe-Cr que continha,
além dos elementos da liga de Brearly, cerca de 8% de Ni. Como resultado, observou que a
liga resistiu vários meses aos vapores agressivos do laboratório no qual trabalhava.

Passados mais de 70 anos, hoje sabemos que os aços descobertos por eles eram os nossos
conhecidos AISI 420 (martensítico) e o AISI 302 (austenítico), respectivamente.

Era um pouco difícil de compreender na época que, aquecendo-se duas ligas a altas
temperaturas (1.000°C) e resfriando-as rapidamente, seria possível obter duas ligas
completamente diferentes, uma com alta dureza (AISI 420) e outra com ótima ductilidade
(AISI 302). De lá para cá, os aços inoxidáveis tiveram uma grande evolução,
principalmente em função da indústria petrolífera, da aeronáutica, da criogenia e até mesmo
devido à 2ª guerra mundial.

2. O que é afinal um “aço inoxidável”?


A expressão aço inoxidável, como é usualmente conhecido, nos dá uma idéia de um
material que não se destrói mesmo quando submetido aos mais violentos abusos. Na
verdade, este tipo de aço não é eterno e sim apresenta geralmente uma maior resistência à
corrosão, quando submetido a um determinado meio ou agente agressivo. Apresenta
também uma maior resistência à oxidação a altas temperaturas em relação a outras classes
de aços, quando, neste caso em particular, recebe a denominação de aço refratário.

A resistência à oxidação e corrosão do aço inoxidável se deve principalmente à presença do


cromo que, a partir de um determinado valor e em contato com o oxigênio, permite a
formação de uma película finíssima de óxido de cromo sobre a superfície do aço, que é
impermeável e insolúvel nos meios corrosivos usuais. Assim podemos definir como aço
inoxidável o grupo de ligas ferrosas resistentes a oxidação e corrosão, que contenham, no
mínimo, 12% de cromo.

3. O papel do cromo e a passividade


Os aços inoxidáveis são, basicamente, ligas ferro-cromo; outros metais atuam como
elementos de liga, mas o cromo é o mais importante e sua presença é indispensável para se
conferir a resistência à corrosão desejada. Como está indicado na figura 1, um mínimo de
11% de cromo é necessário para que as ligas ferro-cromo sejam resistentes à corrosão
atmosférica.

Quando comparamos os aços inoxidáveis com alguns metais ou ligas, observamos


diferenças importantes. O comportamento típico de um metal em presença de um
determinado meio agressivo é mostrado na figura 2. Imaginemos um metal qualquer imerso
numa solução ácida que tenha um certo poder oxidante, indicado pelo ponto A na figura.
Nestas condições, o metal estará em condições adversas e sofrerá corrosão. Se o poder
oxidante da solução é aumentado, adicionando-se, por exemplo, cátion férrico, a taxa de
corrosão também aumenta rapidamente.

Como pode ser observado na figura 3, o comportamento dos aços inoxidáveis é diferente. A
princípio, apresentam um comportamento semelhante a outros metais (região 1 a 2 na
figura 3), mas, quando se atinge um determinado poder oxidante na solução, produz-se uma
grande diminuição na taxa de corrosão, como é observado nos pontos 3 e 4 (tanto é que, no
ponto 3, a taxa de corrosão é da ordem de 1.000 a 10.000 vezes menor que em 2).

A partir do ponto 3, por mais que se aumente o poder oxidante da solução, a taxa de
corrosão não aumenta. No entanto, a partir do ponto 4, novos aumentos no poder oxidante
provocarão novamente um aumento na taxa de corrosão. A região 1 - 2 é conhecida como
região de atividade, a 3 - 4 como região de passividade e, a partir de 4 passando pela 5,
temos a região de transpassividade.

As figuras 2 e 3 mostram claramente as diferenças existentes, em termos de resistência à


corrosão, entre os aços inoxidáveis e alguns outros metais e ligas. O fenômeno da
passividade é comunicado aos aços inoxidáveis pelo cromo e é por isso que eles apresentam
excelente comportamento em muitos meios agressivos. Já o estado passivo é conseqüência
da formação de um filme extraordinariamente fino de óxido protetor (espessura de 30 a 50
Å) na superfície dos aços inoxidáveis.

Leia a seqüência deste artigo na próxima edição de Siderurgia Brasil.

* Ciro de Toledo Piza Tebecherani é engenheiro metalúrgico formado pela Universidade


Mackenzie, com MBA em Marketing pela FGV. Tendo começado sua carreira na Persico
Pizzamiglio, atualmente trabalha na Tupy Fundições, onde desempenhou funções nas áreas
de Engenharia de Aplicação, Normalização, Assistência Técnica e Orientação em Projetos.
Hoje é responsável pela área comercial do produto Conexões de Ferro Maleável no estado
de São Paulo.

O QUE É AÇO INOXIDÁVEL? – 2ª parte

Siderurgia Brasil — Edição 37


Aços Inoxidáveis em 19 Set 2007
Descobertos há quase um século, os aços inoxidáveis – ligas de ferro com outros metais –
são hoje importantes matérias-primas em diversos setores industriais. Suas características
básicas são explicadas neste artigo.

Ciro de Toledo Piza Tebecherani

4. A influência dos outros elementos no aço inoxidável


Outros elementos, como o níquel, molibdênio, nióbio e titânio, podem estar presentes em
proporções que caracterizam a estrutura, propriedades mecânicas e o comportamento final
em serviço do aço inoxidável. No entanto, para se ter uma idéia mais clara, podemos
resumir brevemente o papel de cada um:

Níquel – Sua adição provoca também uma mudança na estrutura do material que apresenta
melhores características de:
- Ductilidade (estampagem).
- Resistência mecânica a quente.
- Soldabilidade (fabricação).
- Maior resistência à corrosão, de uma maneira geral.

O cromo e o níquel constituem, então, os elementos primordiais dos aços inoxidáveis, mas
outros elementos complementam suas funções.
- Molibdênio e cobre: têm a finalidade de aumentar a resistência à corrosão por via úmida.
- Silício e alumínio: melhoram a resistência à oxidação a altas temperaturas.
- Titânio e nióbio: são elementos “estabilizadores” nos aços austeníticos, impedindo o
empobrecimento de cromo via precipitação em forma de carbonetos durante aquecimento
e/ou resfriamento lento em torno de 700ºC, que provocaria uma diminuição da resistência
local à corrosão.

Existem ainda outros elementos que modificam e melhoram as características básicas dos
aços inoxidáveis, como o manganês, nitrogênio, cobalto, boro e as terras raras. Eles são,
porém, muito específicos.

5. Fluxograma de produção de aços inoxidáveis


Para não entrar em um desnecessário detalhamento do processo, colocaremos apenas o
fluxograma de produção de aço inoxidável da Acesita.

6. Classificação dos aços inoxidáveis


Os aços inoxidáveis são classificados em três grupos, de acordo com a microestrutura
básica formada (na verdade, existe mais um grupo com propriedades mistas, que foi
omitido por um critério didático).

Após o resfriamento rápido de altas temperaturas, estes aços mostram uma estrutura que
caracteriza alta dureza e fragilidade, denominada martensítica. Contêm de 12% a 17% de
cromo e 0,l% a 0,5% de carbono (em certos casos, até 1% de carbono) e podem atingir
diversos graus de dureza pela variação das condições de aquecimento e resfriamento
(tratamento térmico).
São dificilmente atacados pela corrosão atmosférica no estado temperado e se destacam
pela sua dureza. São ferromagnéticos. Apresentam trabalhabilidade inferior às demais
classes e pior soldabilidade, especialmente com carbono mais elevado, devido à formação
de martensita no resfriamento.

Após o resfriamento rápido de alta temperatura, eles mostram uma estrutura macia e tenaz,
altamente homogênea, conhecida como ferrítica, contendo de 16% a 30% de cromo. Não
podem ser endurecidos por tratamento térmico e são basicamente usados nas condições de
recozido.

Possuem uma maior trabalhabilidade e maior resistência à corrosão que os aços


martensíticos devido ao seu maior teor de cromo. Possuem boas propriedades físicas e
mecânicas e são efetivamente resistentes à corrosão atmosférica e a soluções fortemente
oxidantes. São ferromagnéticos.

As suas principais aplicações são aquelas que exigem boa resistência à corrosão, ótima
aparência superficial e requisitos mecânicos moderados. Apresentam tendência ao
crescimento de grão após a soldagem, particularmente em seções de grande espessura,
experimentando certas formas de fragilidade.

Os aços inoxidáveis apresentam uma boa resistência à corrosão, porém, em alguns casos,
outras características além da resistência à corrosão são necessárias para que eles possam
ter determinadas aplicações; acrescentamos, então, outros elementos de liga para que o aço
inoxidável adquira essas características.

Uma grande melhoria em muitas propriedades é conseguida com a introdução de Ni como


elemento de liga. Consegue-se uma mudança na estrutura, transformando ligas ferríticas em
ligas austeníticas (estrutura de alta resistência e tenacidade).

Os aços inoxidáveis austeníticos são conhecidos pela sua excelente resistência à corrosão
em muitos meios agressivos. Outros elementos como molibdênio, titânio e nióbio, se
adicionados, podem melhorar a resistência à corrosão e minimizar a corrosão intergranular
pela estabilização dos carbonetos presentes.

Dos três grupos, estes aços são os que apresentam maior resistência à corrosão. Eles
combinam baixo limite de escoamento com alta resistência à tração e bom alongamento,
oferecendo as melhores propriedades para trabalho a frio. Não podem ser endurecido por
tratamento térmico, mas suas resistências à tração e dureza podem ser aumentadas por
encruamento. Não são ferromagnéticos.

Eles possuem uma ampla faixa de propriedades mecânicas, oferecendo boa ductilidade e
resistência a altas e/ou baixíssimas temperaturas, além de boa trabalhabilidade e
soldabilidade.
Existem também aços inoxidáveis duplex (com a convivência de dois tipos de estrutura),
mas, como são aços muito especiais, eles não serão discutidos neste artigo.
Ciro de Toledo Piza Tebecherani - ciropiza@osite.com.br

Leia a seqüência deste artigo na próxima edição da revista Siderurgia Brasil.

VANTAGENS DO AÇO INOX NAS USINAS SUCROALCOOLEIRAS

O Núcleo Inox – Núcleo de Desenvolvimento Técnico Mercadológico do Aço Inoxidável


participou do Simtec 2007 – 5º Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia da
Agroindústria Sucroalcooleira, realizado de 17 a 20 de julho, em Piracicaba (SP). Além de
divulgar a correta aplicação do aço inoxidável no segmento, a entidade detalhou as
vantagens financeiras que o uso do produto pode gerar na área de manutenção de usinas.
Um estudo conduzido pelo engenheiro e professor titular da Universidade de São Paulo
Lino José Cardoso Santos constatou que, depois de seis safras, em média, praticamente
todos os tubos de aço carbono dos evaporadores de açúcar de uma usina costumam ser
substituídos. Já no caso do aço inox, a experiência da Usina Pumaty, de Joaquim Nabuco
(PE), que utiliza inox desde 1974, mostrou que os tubos não precisaram ser trocados por
problemas de corrosão desde a sua instalação há 33 anos. Já na Companhia Açucareira
Vale do Rosário, localizada em Morro Agudo (SP), a adoção do aço inox trouxe vantagens
na manutenção do equipamento, como redução de trocas e, conseqüentemente, diminuição
da mão-de-obra na entressafra.

www.nucleoinox.org.br

O QUE É AÇO INOXIDÁVEL? - 4ª parte

Siderurgia Brasil — Edição 39


Aços Inoxidáveis em 14 Dez 2007

Descobertos há quase um século, os aços inoxidáveis – ligas de ferro com outros metais –
são hoje importantes matérias-primas em diversos setores industriais. Suas características
básicas são explicadas neste artigo. Ciro de Toledo Piza Tebecherani

9. Corrosão em aços inoxidáveis

Antes de falarmos sobre a resistência a corrosão dos aços inoxidáveis, vamos antes explicar
sucintamente o que é corrosão e quais são os seus principais tipos. Corrosão é geralmente
entendida como uma destruição parcial ou total de um metal ou liga metálica, por via
química ou eletroquímica. Conforme a extensão, a forma e as circunstâncias do ataque,
costuma-se dividir a corrosão nos seguintes tipos principais:

• Corrosão geral – É a corrosão que se desenvolve uniformemente em toda a superfície da


peça atacada.

• Corrosão intercristalina (ou intergranular) – Ocorre nos contornos dos grãos dos metais e
freqüentemente propaga-se pelo interior da peça, deixando poucos sinais visíveis na
superfície. Esta forma de desenvolvimento representa um grande perigo, pois a corrosão
pode progredir consideravelmente sem ser notada.
A causa da corrosão intercristalina nos aços inoxidáveis é a precipitação de carbonetos de
cromo nos contornos de grão, resultante da permanência mais ou menos prolongada do aço
na faixa de temperaturas entre 400° C e 9000° C.

Para evitar ou ao menos reduzir a ocorrência deste tipo de ataque (os austeníticos são os
mais sensíveis a este tipo de corrosão), podemos:

a. Quando viável, realizar um recozimento destinado a promover uma completa


redissolução dos carbonetos precipitados.
b. Usar aços estabilizados, isto é, aços com adição de elementos de liga como titânio,
tântalo ou nióbio, que possuem maior afinidade pelo carbono do que o cromo.
c. Usar aços com teores de carbono extremamente baixos (da ordem de 0,02% a 0,03%).

• Corrosão sob tensão – Ocorre quando o metal se encontra sob a ação simultânea de um
meio corrosivo e de uma tensão mecânica produzida, por exemplo, por uma deformação a
frio. Para reduzir os efeitos da corrosão, recomenda-se remover a tensão por meio de um
recozimento a uma temperatura adequada.

• Corrosão galvânica – Ocorre quando dois metais de potenciais eletroquímicos diferentes


se encontram imersos em um mesmo eletrólito e mantêm contato galvânico entre si. O
mesmo processo pode se realizar no caso de metais de igual potencial imersos em
eletrólitos diferentes ou no caso de metais diferentes em eletrólitos diferentes.

Diversos processos são utilizados para eliminar ou reduzir a corrosão galvânica. Como
regra geral, dentro das possibilidades do projeto e da operação, deve-se evitar o contato
galvânico entre metais que apresentem uma grande diferença de potencial eletroquímico.
Isso se obtém pelo uso de materiais isolantes como borracha, pela aplicação de camadas
protetoras (com tintas, plásticos etc.) e, em alguns casos, por um rearranjo do projeto etc.

Outro sistema de medidas consiste na remoção do eletrólito, sobretudo quando de natureza


incidental (água de chuva ou de condensação, acúmulos de agentes corrosivos etc.). Em
algumas aplicações é necessário o uso de proteção catódica; este processo é complexo e
requer a assistência de especialistas.

• Corrosão alveolar – Também conhecida como corrosão localizada (pitting, em inglês)


consiste num ataque localizado de uma peça por um agente corrosivo. Este tipo de corrosão
caracteriza-se por uma penetração do ataque em pontos isolados, que pode eventualmente
provocar a perfuração da peça enquanto as regiões circunvizinhas permanecem
praticamente intactas. Um dos casos mais freqüentes de corrosão alveolar ocorre em peças
metálicas imersas em água do mar.

As causas da corrosão alveolar são muito diversas e estão geralmente ligadas ao estado de
superfície da peça, à aeração, à composição do eletrólito etc. A adição de molibdênio aos
aços inoxidáveis austeníticos aumenta consideravelmente a resistência desses após a
corrosão alveolar.
Em muitas aplicações é praticamente inevitável a ocorrência desse tipo de corrosão e, para
minorar seus efeitos, recomenda-se ter a peça em bom estado de limpeza, com a superfície
polida e livre de corpos estranhos aderentes etc. A corrosão alveolar é muitas vezes
associada à corrosão galvânica e, nesses casos, torna-se necessário combater
simultaneamente as duas formas de ataque.

• Corrosão em frestas – Este tipo de corrosão ocorre em frestas, recessos, cavidades e


outros espaços confinados onde se acumulam os agentes corrosivos. Atribui-se geralmente
a corrosão em frestas a uma deficiência de aeração, que não permite a presença de oxigênio
suficiente para formar e manter a camada passivadora de óxido de cromo. A proteção
contra corrosão em frestas consiste principalmente em evitar dentro do possível a criação
de espaços confinados, por meio de um projeto e construção adequados.

• Corrosão em temperaturas elevadas – A resistência dos aços inoxidáveis à corrosão em


temperaturas elevadas é condicionada por uma série de fatores, como o meio circundante, o
processo de fabricação da peça ou equipamento, o ciclo de operação etc. A seguir,
apresentaremos em linhas gerais a ação de alguns agentes agressivos sobre os aços
inoxidáveis em altas temperaturas.

Ar e gases oxidantes em geral – O ataque por gases oxidantes é provavelmente a causa mais
freqüente de corrosão dos aços inoxidáveis em temperaturas elevadas. A partir de certa
temperatura, o ataque provoca a formação de uma espessa crosta de óxido. Essa
temperatura é fortemente afetada pela composição dos gases presentes.

As temperaturas de oxidação, em serviço contínuo e em serviço intermitente, mencionadas


em catálogos de aços inoxidáveis, são normalmente determinadas em ar atmosférico
praticamente puro, sobretudo isento de gases sulfurados, e devem ser considerados como
indicações orientativas. É muito importante levar este fato em consideração na fase de
seleção dos aços, pois a presença de contaminantes produz uma redução considerável da
temperatura de oxidação.

Gases redutores em geral – A presença de gases redutores em temperaturas elevadas afeta


os aços inoxidáveis por diversos modos e, assim, cada caso deve ser estudado
separadamente.

Gases sulfurados oxidantes – Estes gases são geralmente menos nocivos que os redutores.
Entretanto, sua presença produz uma redução de 100° C a 200° C, ou eventualmente mais,
na temperatura de oxidação dos aços inoxidáveis isentos de níquel ou com baixo teor desse
elemento.

Redutores – Estes gases são altamente corrosivos, sobretudo para os aços que contêm
níquel. Por este motivo, os aços inoxidáveis austeníticos não são recomendados para
aplicações que envolvem a presença de gases sulfurados redutores.

10. Resistência dos aços inoxidáveis à corrosão


A resistência dos aços inoxidáveis à corrosão depende, basicamente, da sua composição
química e microestrutura, e de um modo geral pode-se afirmar que os aços inoxidáveis
martensíticos são os menos resistentes e os austeníticos os mais resistentes à corrosão.

Assim sendo, deve-se considerar cada tipo separadamente. Contudo, antes disso, convém
analisar genericamente o fenômeno da passivação e a influência dos elementos de liga na
resistência à corrosão.
A passivação nos aços inoxidáveis é obtida pela presença de uma fina película de óxido
hidratado de metal na superfície. A presença da película depende da natureza do meio
ambiente e ela condiciona o comportamento mais ou menos nobre do aço; quando está
presente, o aço inoxidável se aproxima do comportamento dos metais nobres; caso
contrário, se assemelha à atividade do aço comum.

A destruição da película num determinado ponto pode conduzir à rápida corrosão da peça
por um dos seguintes tipos de corrosão: por pites, por frestas, intergranular e sob tensão.
De um modo geral, dependendo do tipo de aço inoxidável e das condições do meio
ambiente, a corrosão é evitada ou, então, se manifesta de forma rápida e destrutiva.

• Austeníticos – São considerados com sendo os de mais resistentes à corrosão em meios


ambientes de atmosfera industrial ou em meios ácidos, mantendo a superfície brilhante e
praticamente isento de produtos de corrosão generalizada.

Em condições mais severas, como temperaturas mais elevadas ou ácidos mais fortes, os
elementos de liga devem ser acionados em maiores teores. A adição de molibdênio em
teores acima de 2% eleva a resistência à corrosão localizada; para meios mais agressivos
(com teor de cloretos mais elevado), os teores de níquel e molibdênio são maiores.
Contudo, muito importante é a manutenção no aço de baixos teores de inclusões e de
precipitados durante a sua fase de fabricação.

Na corrosão intergranular, deve-se considerar a denominada temperatura de sensibilização


(600° C a 870° C) e procurar evitá-la. A liga, quando recozida para solubilização, é
resfriada rapidamente para evitar a sensibilização, tornando-se mais resistente a esse tipo de
corrosão.

A redução do teor de carbono reduz o efeito da sensibilizacão (usar em vez do 304 ou 316,
o 304L ou 3l6L). A adição de nióbio ou titânio produz um aço “estabilizado”, aumentando
a resistência à corrosão intergranular.
Muitos aços são suscetíveis à corrosão sob tensão (particularmente em soluções contendo
cloretos com pH de 2 a 10, e temperatura acima de 300° C), os aços com níquel acima de
30% são praticamente imunes a esta corrosão.

Os aços residentes a corrosão localizada são, normalmente, também são resistentes à


corrosão por frestas. Já a corrosão galvânica pode ocorrer dependendo da natureza do outro
metal em contato e da condição passivada ou ativada em que se encontra no meio líquido;
na condição passivada, é relativamente nobre, caso contrário comporta-se como aço
comum.
• Ferríticos – Apresentam maior resistência à corrosão no estado recozido. Essa resistência
à corrosão generalizada aumenta com o teor de cromo e com o tratamento térmico de
recozimento para solubilização.

A corrosão por pites e por frestas se manifesta menos com a adição de cromo e molibdênio.
A composição para garantir uma boa resistência é, no mínimo, 23% de Cr e 2% de Mo. A
temperatura de sensibilização à corrosão intergranular permanece na faixa de 600° C a 650°
C.

Para prevenir esse dano, pode-se acionar estabilizadores como o titânio e o nióbio, ou
reduzindo os teores de carbono e nitrogênio (um teor abaixo de 0,02% de carbono impede a
presença deste tipo de corrosão) ou realizar um recozimento ao redor de 700° C.

A resistência a corrosão sob tensão é obtida com um mínimo de 20% Cr e 1% Mo, em


ambiente de íons de cloro. Contudo, a dureza do metal em geral contribui muito para elevar
a resistência.

A intensidade de corrosão por formação de par galvânico depende da condição de


passividade. O aço ferrítico se apassiva com maior dificuldade do que o austenítico.

• Martensíticos – Apresentam teor máximo de cromo de 14%, para permitir a


transformação martensítica, mas, de qualquer forma, são selecionados para condições
ambientais não severas e para peças onde a resistência mecânica é fundamental. Além do
relativamente baixo teor de cromo, esses aços possuem alto carbono, que conduz à
formação de precipitados.

O QUE É AÇO INOXIDÁVEL? Características básicas – parte final

Siderurgia Brasil — Edição 40


Aços Inoxidáveis em 07 Mar 2008

Descobertos há quase um século, os aços inoxidáveis – ligas de ferro com outros metais –
são hoje importantes matérias-primas em diversos setores industriais. Suas características
básicas são explicadas neste artigo.

11. Seleção de um aço inoxidável para um dado meio corrosivo


Para os aços inoxidáveis, ao contrário da galvanização, é possível encontrar com certa
facilidade tabelas complexas e detalhadas sobre a velocidade de corrosão nos mais diversos
meios, existindo inclusive pequenos livros contendo essas tabelas.
O objetivo da tabela abaixo é apenas de exemplificar a resistência à corrosão desses aços e
fazer uma pré-seleção dos mesmos.

12. Usos típicos dos aços inoxidáveis


Quatro fatores aumentam cada vez mais a tendência do uso do aço inoxidável. São eles:
• Aparência
• Resistência à corrosão
• Resistência à oxidação
• Resistência mecânica
A aparência brilhante e atraente dos aços inoxidáveis, que se mantém ao longo do tempo
com uma simples limpeza, associada à sua resistência mecânica, torna esses materiais
adequados ao seu uso na construção arquitetônica, na fabricação de móveis e objetos de uso
doméstico e outros semelhantes.
A resistência à corrosão dos aços inoxidáveis aos diversos meios químicos permite o seu
emprego em recipientes, tubulações e componentes de equipamentos de processamento de
produtos alimentares e farmacêuticos, de celulose e papel, de produtos de petróleo e de
produtos químicos em geral.
A resistência à oxidação em temperaturas mais elevadas torna possível o seu uso em
componentes de fornos, câmaras de combustão, trocadores de calor e motores térmicos.
Sua resistência mecânica relativamente elevada, tanto à temperatura ambiente como a
baixas temperaturas, faz com que os aços inox sejam usados em componentes de máquinas
e equipamentos nos quais se exige alta confiabilidade de desempenho, como, por exemplo,
partes de aeronaves e mísseis, vasos de pressão e componentes estruturais menores, como
parafusos e hastes.
A seguir, as principais aplicações dos aços inoxidáveis:

• Aços austeníticos
301 – Fins estruturais, correias transportadoras, utensílios domésticos, ferragens,
diafragmas, adornos de automóveis, equipamentos para transporte, aeronaves, ferragens
para postes, fixadores (grampos, fechos, estojos), conjuntos estruturais que exigem alta
resistência, aeronaves, automóveis, caminhões, carrocerias e carros ferroviários.
302 – Gaiola de animais, guarnições arquitetônicas, exteriores arquitetônicos, garrafas
térmicas e esterilizadores, equipamentos para recozimentos, pias, lavadores de pratos,
utensílios domésticos, equipamentos hospitalares, tanques de gasolina, equipamentos para
fabricação de sorvetes, congeladores, guarnições para portas, equipamentos para lacticínios,
maquinário para engarrafamento, tanques de fermentação, equipamentos para armazenagem
e processamento de produtos alimentícios, dobradiças, refinarias de açúcar e carros
ferroviários.
302 B – Peças resistentes ao calor, elementos de aquecimento de tubos radiantes, caixas de
recozimento, suportes de tubos, aplicações que exigem resistência à oxidação a
temperaturas até 926° C e para serviço intermitente envolvendo resfriamento rápido a
temperaturas até 870° C (ex.: partes de fornos, seções de queimadores e abafadores de
recozimento).
303 – Parafusos, porcas, pregos, eixos, cabos, fechaduras, componentes de aeronaves,
buchas, peças produzidas em máquinas automáticas de parafusos e outros equipamentos de
máquinas-ferramenta.
304 – Utensílios domésticos, fins estruturais, equipamentos para as indústrias química e
naval, indústria farmacêutica, indústria têxtil, indústria de papel e celulose, refinarias de
petróleo, permutadores de calor, válvulas e peças de tubulações, indústria frigorífica,
instalações criogênicas, depósitos de cerveja, tanques de fermentação de cerveja, tanques de
estocagem de cerveja, equipamentos para refino de produtos de milho, equipamentos para
leiteria, cúpula para casa de reator de usina atômica, tubos de vapor, equipamentos e
recipientes para usinas nucleares, peças para depósito de algumas bebidas carbonatadas,
condutores descendentes de águas pluviais, carros ferroviários e calhas.
304 L – Revestimento para tremonhas de carvão, tanques de pulverização de fertilizantes
líquidos, tanques para estoque de massa de tomate, quando se faz necessário um teor de
carbono menor que o tipo 304 para restringir a precipitação de carbonetos resultantes da
solda, particularmente quando as peças não podem ser tratadas termicamente após a solda,
carros ferroviários.
305 – Peças fabricadas por meio de severas deformações a frio.
308 – Fornos industriais, válvulas, vergalhões para solda, soluções de sulfeto a altas
temperaturas.
309 – Aplicações a altas temperaturas, suportes de tubos, abafadores, caixas de
sedimentação, depósitos de bebidas, partes de queimadores a óleo, refinarias, equipamentos
para fábricas de produtos químicos, partes de bombas, revestimentos de fornos,
componentes de caldeiras, componentes para fornalha de máquinas a vapor, aquecedores,
trocadores de calor e peças para motores a jato.
310 – Aquecedores de ar, caixas de recozimento, estufa de secagem, anteparos de caldeira
de vapor, caixa de decantação, equipamentos para fábrica de tinta, suportes para abóbada de
forno, fornos de fundição, transportadores e suportes de fornos, revestimento de fornos,
componentes de turbinas a gás, trocadores de calor, incineradores, componentes de
queimadores a óleo, equipamentos de refinaria de petróleo, recuperadores, cilindros para
fornos de rolos transportadores, tubulação de soprador de fuligem, chapas para fornalha,
chaminés e comportas de chaminés de fornos, conjuntos de diafragma dos bocais para
motores turbojatos, panelas de cristalização de nitratos e equipamentos para usina de papel.
314 – Caixas de recozimento, caixas de sedimentação, acessórios para tratamentos térmicos
e tubos de radiação.
316 – Peças que exigem alta resistência à corrosão localizada, equipamentos para indústrias
químicas, farmacêuticas, têxteis, petróleo, papel e celulose, borracha, nylon e tintas, peças e
componentes diversos usados na construção naval, equipamentos criogênicos,
equipamentos para processamento de filme fotográfico, cubas de fermentação e
instrumentos cirúrgicos.
316 L – Peças de válvulas, bombas, tanques, evaporadores e agitadores, equipamentos
têxteis condensadores, peças expostas à atmosfera marítima, adornos, tanques soldados
para estocagem de produtos químicos e orgânicos, bandejas, revestimento para fornos de
calcinação.
317 – Equipamentos para secagem e para fábricas de tintas.
321 – Para estruturas soldadas e peças sujeitas a aquecimento na faixa de precipitação de
carbonetos, anéis coletores de aeronaves, revestimentos de caldeiras, aquecedores de
cabines, parede corta-fogo, vasos pressurizados, sistema de exaustão de óleo sob alta
pressão, revestimento de chaminés, componentes de aeronaves, super-aquecedores
radiantes, foles, equipamentos de refinaria de petróleo e aplicações decorativas.
347 – Tubos para super-aquecedores radiantes, tubo de exaustão de motor de combustão
interna, tubulação de vapor a alta pressão, tubos de caldeiras, tubos de destilação de
refinaria de petróleo, ventilador, revestimento de chaminé, para estruturas soldadas e peças
sujeitas a aquecimento na faixa de precipitarão de carbonetos, tanques soldados para
transporte de produtos químicos, anéis coletores, juntas de expansão, resistores térmicos.

• Aços martensíticos
410 – Válvulas, bombas, parafusos e fechaduras, tubo de controle de aquecimento, chapas
para molas, cutelaria (facas, canivetes etc.), mesas de prancha, instrumentos de medida,
peneiras, eixos acionadores, maquinaria de mineração, ferramentas manuais, chaves, para
aplicações que exigem boa resistência à oxidação à elevada temperatura tais como as partes
de fornos, queimadores etc., equipamentos rodoviários, sedes de válvulas de segurança para
locomotivas, plaquetas tipográficas, apetrechos de pesca, peças de calibradores e fixadores.
416 – Parafusos usinados, porcas, engrenagens, tubos, eixos e fechaduras.
420 – Cutelaria, instrumentos hospitalares, cirúrgicos e dentários, réguas, medidores,
engrenagens, eixos, pinos, rolamentos de esferas e discos de freio.
440 A B C – Eixos, pinos, instrumentos cirúrgicos e dentários, cutelaria e anéis.
442 – Componentes de fornos e câmara de combustão.
446 – Caixas de recozimento, chapas grossas para abafadores, queimadores, aquecedores,
tubos para pirômetros, recuperadores, válvulas e conexões e aplicações a altas
temperaturas, quando exigem resistência à oxidação.

• Aços ferríticos
403 – Lâminas de turbina sujeitas à corrosão e desgaste por abrasivo e corrosão úmida,
anéis de jatos e seções altamente tensionadas em turbinas a gás.
405 – Caixas de recozimento
409 – Sistemas de exaustão de veículos automotores, tanques de combustível e bancos de
capacitares.
430 – Adornos de automóveis, calhas, máquinas de lavar roupa, revestimento da câmara de
combustão para motores diesel, equipamentos para fabricação de ácido nítrico, fixadores,
aquecedores, portas para cofres, moedas, pias e cubas, baixelas, utensílios domésticos e
revestimentos de elevadores.
13. Normas mais comuns de tubos de aço inoxidável austeníticos
As normas referentes a tubos de aço inoxidável utilizadas são:
13.1 ASTM A-249 – Tubos de aço inoxidável austenítico soldados para aplicação em
caldeiras, super-aquecedores, trocadores de calor e condensadores.
13.2 ASTM A-269 – Tubos de aço inoxidável austenítico soldados para serviços gerais.
13.1 ASTM A-270 – Tubos de aço inoxidável austenítico soldados para aplicação em
indústrias alimentícias e de bebidas, nas quais, além da resistência à corrosão, seja
necessário minimizar a possibilidade de contaminação e deterioração dos produtos e haja
facilidade de limpeza.
13.1 ASTM A-312 – Tubos de aço inoxidável austenítico soldados para condução. •

Bibliografia: Catálogos da Acesita

Ciro de Toledo Piza Tebecherani é engenheiro metalúrgico formado pela Universidade


Mackenzie, com MBA em Marketing pela FGV. Tendo começado sua carreira na Persico
Pizzamiglio, atualmente trabalha na Tupy Fundições, onde desempenhou funções nas áreas
de Engenharia de Aplicação, Normalização, Assistência Técnica e Orientação em Projetos.
Hoje é responsável pela área comercial do produto Conexões de Ferro Maleável no estado
de São Paulo.

por Ciro de Toledo Piza Tebecherani


SOBRE O AÇO INOX :: FAQS
   

1. Qual é a diferença entre os aços inoxidáveis das séries 300 e 400?


A série 300 é a dos aços inoxidáveis austeníticos, que são não magnéticos e
básicamente ligas de Fe-Cr-Ni.
A série 400 é a dos aços inoxidáveis ferríticos, que são magnéticos e
basicamente ligas de Fe-Cr.
Os aços inoxidáveis da série 400 podem ser divididos em dois grupos: os
ferríticos propriamente ditos, que geralmente têm cromo mais alto e carbono
mais baixo e os martensíticos, nos quais predomina um cromo mais baixo e um
carbono mais alto ( comparado com os ferríticos ).
2. As propriedades mecânicas dos aços inox mudam em altas
temperaturas?
Tanto os aços carbono como os inoxidáveis sofrem uma redução nos valores de
suas propriedades mecânicas quando trabalham em altas temperaturas. Esta é,
na realidade, uma caraterística dos metais e das diversas ligas metálicas.
Nos aços comuns a perda nas propriedades mecânicas é mais significativa que
nos aços inoxidáveis austeníticos, o que explica a preferência pela seleção
destes materiais para aplicações em altas temperaturas.
Os projetos de equipamentos devem considerar este aspecto, que não pode ser
esquecido no momento da especificação do material.
Por outra parte, em altas temperaturas, a resistencia à oxidação é, normalmente
o fator mais importante na seleção do material. Os aços inoxidáveis são
superiores ao aço carbono em altas temperaturas tanto ao considerar a
resistencia à oxidação como as propriedades mecânicas.
3. Quais são as principais características e aplicações dos aços 304 e
316?
O 304 ( 18%Cr – 8%Ni ) é o mais popular dos aços austeníticos e possui
excelente resistência à corrosão, excelente capacidade de conformação e
excelente soldabilidade.
É um material com enorme número de aplicações a tal ponto que pode ser
encontrado em nossas casas (em garfos ou em panelas, por exemplo) e também
na industria, em aplicações de grande responsabilidade.
Com o aço 304 são produzidos talheres, baixelas e panelas, cafeteiras e
leiteiras, pias e cubas, fornos e fogões, cestos para lavadoras de roupa e muitos
outros utensílios domésticos e eletrodomésticos. Na construção civil é usado em
elevadores, no revestimento de edifícios (fachadas e tetos). Na industria está
presente em tubos, tanques, reatores, colunas de destilação, trocadores de
calor, condensadores, nas mais variadas industrias, como por exemplo, de
açúcar e álcool, de bebidas, química e farmacêutica, alimentícia, de cosméticos
e de derivados de petróleo.
As industrias aeronáutica, ferroviária, naval, de papel e celulose, petroquímica,
têxtil, hospitalar, utilizam este tipo de aço. Também é utilizado em tanques para
transporte de produtos (alimentos e produtos químicos).
Para aplicações industriais onde os equipamentos trabalham em meios que
podem provocar corrosão em materiais sensibilizados, utiliza-se o 304L com
carbono máximo 0,03%.
O aço austenítico 316 (18%Cr – 10%Ni – 2%Mo) apresenta melhor resistência à
corrosão sob tensão (corrosão que combina normalmente três fatores: meio
agressivo, temperatura e tensões, sejam elas aplicadas ou residuais do processo
de fabricação)
, e principalmente melhor resistência à corrosão por pite.O 316 / 316L é aplicado
no mesmo tipo de industrias em que se utilizam o 304 e 304L. Se estes dois
últimos materiais, em determinados meios (principalmente com cloretos)
apresentam tendência à corrosão por pite ou frestas, o 316 / 316L pode ser uma
solução. Como exemplo podemos citar que, na primeira coluna de destilação,
nas destilarias de álcool, onde ocorrem altas temperaturas e teores elevados de
cloretos, o 316 / 316L é necessário. A diferença de comportamento entre o 316 e
o 304 se deve à presença do molibdênio na composição química do primeiro.
4. Quais são as diferenças básicas entre os aços 304 e 430.
O aço 304 é um aço austenítico não magnético com pelo menos 18% de Cromo
e 8% de Níquel.
O aço 430 é um aço ferrítico magnético com 16% de Cromo na sua composição.
Os aços austeníticos e ferríticos apresentam diferenças no comportamento:
O 304 tem boa conformabilidade, boa soldabilidade e muito boa resistência à
corrosão.
O 430 apresenta fragilidade nas regiões soldadas, tem boa conformabilidade
mas inferior à do 304, boa resistência à corrosão porém inferior à do 304.
Embora de forma geral apresente propriedades inferiores ao 304, o aço 430
pode ser perfeitamente utilizado num grande número de aplicações, como por
exemplo, cestos de máquinas de lavar roupa, gabinetes de lavadoras de louça,
pias e cubas com cavidades não muito profundas, fornos elétricos, etc.
5. O que é corrosão galvânica?
O aço inox quando empregado na arquitetura pode ser combinado com vários
outros materiais metálicos e não metálicos, seja como revestimento de fachadas,
esquadrias para janelas, corrimões, guarda-corpos, etc.
São possíveis composições com vidros, mármores e granitos, materiais
cerâmicos, e concreto. Contudo as soluções arquitetônicas envolvendo aço inox
e outros metais requerem cuidados especiais para se evitar a formação do par
galvânico.
O par galvânico ocorre quando dois metais dessemelhantes estão em contato
em presença de um eletrólito. A diferença de potencial entre ambos, em função
de um meio corrosivo ou de uma solução condutora, produzirá um fluxo de
elétrons entre eles. O material menos resistente corroerá com maior intensidade,
tornando-se anódico. A força impulsora para a circulação da corrente e,
conseqüentemente da corrosão, é a diferença de potencial entre os dois metais.
A série galvânica a seguir, orienta a especificação do aço inox com outros
materiais.
(+ catódicos) OURO - MONEL - INOX 316 - INOX 304 - INOX 430 - BRONZE
ALUMÍNO – COBRE – LATÃO – FERRO FUNDIDO – AÇOS LIGADOS – AÇOS
BAIXO CARBONO – LIGAS DE ALUMÍNIO ( + anódicos)

A relação entre as áreas catódicas e anódicas de um par galvânico é outro efeito


a ser considerado. Uma relação de área desfavorável consiste em um grande
catodo e um pequeno anodo. A maior densidade de corrente na área anódica
gera uma maior taxa de corrosão no anodo, para manter o equilíbrio elétrico
entre as reações catódica (de proteção) e anódica (de corrosão).
Portanto, quando for necessário o contato de dois metais dessemelhantes, deve-
se prever um isolamento entre ambos (revestir ou pintar com primer de epóxi o
material mais nobre).

Métodos para a prevenção da corrosão galvânica:

1. Selecionar os materiais metálicos de modo que estejam mais próximos na


série galvânica.
2. Evitar efeitos de área desfavoráveis, evitando pequeno anodo e grande
catodo.
3. Isolar materiais metálicos dessemelhantes onde for possível, aplicando, por
exemplo, revestimentos à base de epóxi.
4. Nas juntas soldadas, o cordão deve ter composição química similar ao metal
base. No caso dos aços inoxidáveis, os metais de adição de alto teor de cromo e
níquel são necessários para compensar as perdas por oxidação preferncial.
5. Projetar partes anódicas facilmente substituíveis ou faze-las mais espessas
para se ter uma vida útil maior.
6. Aplicar um terceiro metal que seja anódico a ambos os metais em contato.
6. Que cuidados devem ser adotados ao soldar aços inoxidáveis?
Alguns cuidados básicos a ser seguidos no processo de soldagem de aços inox:

1. Usar material de adição com composição química o mais proxímo possível do


material a ser soldado.

2. Evitar poças de fusão muito grandes para evitar trincas de solidificação na


solda.

3. As juntas devem ser limpas, por processo de escovamento, esmerilhamento,


decapagem química (Álccol isopropílico ou acetona.

4.Utilizar apenas escovas e picadeiras de aço inox.

5. Não utilizar as ferramentas usadas no aço inox, nas operações com aço
carbono.

6. Acabamento:
a). Remover o excesso de material do cordão de solda.
b). Corrigir os riscos da remoção empregando uma correia de lixa que gera
riscos retos.
c). Para dar o passe final de acabamento, onde será igualado o acabamento da
região da solda com o resto do material, recomenda-se o uso de Correia de
Scotch-Brite SCM A-Grosso + Roda para Metal A2-M + Correia 3M 441D ou 3M
441W # 120 ou similares quando se desejar o acabament0 nº3 e Correia de
Scotch-Brite SCM A - Médio + Roda para Metal A2-F + Correia 3M 441D ou 3M
441W # 150 ou similares para obter acabamento nº4

7. Como limpar a acabar as regiões soldadas em aços inoxidáveis?


Recomenda-se adotar os seguintes procedimentos:
Acabamento: a). Remover o excesso de material do cordão de solda. b). Corrigir
os riscos da remoção empregando uma correia de lixa que gera riscos retos. c).
Para dar o passe final de acabamento, onde será igualado o acabamento da
região da solda com o resto do material, recomenda-se o uso de Correia de
Scotch-Brite SCM A-Grosso + Roda para Metal A2-M + Correia 3M 441D ou 3M
441W # 120 ou similares quando se desejar o acabament0 nº3 e Correia de
Scotch-Brite SCM A - Médio + Roda para Metal A2-F + Correia 3M 441D ou 3M
441W # 150 ou similares para obter acabamento nº4
Limpeza:Após os processos de acabamento acima descritos, recomenda-se a
lavagem da região soldada com ácido nítrico, para obter uma excelente
qualidade superficial.

8. Que tipos de aços inoxidáveis se aplicam na industria de


processamento de alimentos?
Os aços inoxidáveis são largamente utilizados na industria de fabricação,
processamento, estocagem, distribuição e preparação de alimentos e bebidas,
Dependendo do tipo selecionado, os aços inoxidáveis podem ser aplicados na
maioria de tipos e classes de alimentos e bebidas.
A maioria dos recipientes, tubulações e equipamentos em contato com
alimentos, de aço inoxidável, são fabricados com os tipos 304 ou 316. O tipo 430
contendo 17% de cromo é também largamente utilizado em equipamentos
domésticos, onde a resistência à corrosão não é significativamente importante.
Dependendo da aplicação, os tipos 304, 304L, 316, 316L e 430 podem ser
adequados para o processamento e manuseio de alimentos, levando em
consideração que em termos de resistência à corrosão a escala decrescente é a
seguinte:

Tipos 316 > Tipos 304 > Tipos 430

Se o tipo de aço inoxidável for corretamente especificado, a corrosão será


totalmente evitada.
A condição e acabamento da superfície são é muito importantes para o sucesso
da aplicação do aço inoxidável. Superfícies lisas não apenas proporcionam uma
boa limpeza mas também reduzem o risco de corrosão.
Os tipos de corrosão a que os aços inoxidáveis podem ser susceptíveis são
indicados a seguir.

CORROSÃO POR PITE OU FRESTAS – Ocorrem principalmente em soluções


aquosas contendo cloretos. Embora o ataque possa ocorrer em condições
neutras, condições ácidas e aumentos de temperatura promovem a corrosão por
pite e frestas.
A corrosão por pite se caracteriza por pites profundos em superfícies livres.
A corrosão por frestas ocorre em soluções contendo frestas ou em reentrâncias
de estruturas.

CORROSÃO SOB TENSÃO – É uma forma localizada de corrosão caracterizada


pelo aparecimento de trincas em materiais sujeitos a tensão em ambiente
corrosivo. Normalmente ocorre na presença de cloretos e em temperaturas
acima de 50° C.
CORROSÃO INTERGRANULAR – É o resultado de ataque localizado,
geralmente em zonas de aquecimento em regiões soldadas. Normalmente
ocorre nos aços austeníticos standard. O risco de corrosão intergranular é
praticamente eliminado ao especificar aços com baixo carbono (0.030%Max.)

Uma limpeza efetiva é essencial para manutenção da integridade do processo e


prevenção da corrosão. A escolha do processo de limpeza e sua freqüência
dependem da natureza do processo, do alimento processado, do depósito
formado, condições de higiene etc.
Os métodos de limpeza indicados para equipamentos de aço inoxidável são os
seguintes:

Água e vapor, Esfregamento mecânico, Pós e detergentes, Soluções alcalinas,


Solventes orgânicos, Ácido nítrico.

DESINFEÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE AÇO INOXIDÁVEL -Desinfetantes


químicos são freqüentemente mais corrosivos que agentes de limpeza e seu uso
deve ser feito com cuidado.

HIPOCLORITOS – Hipocloritos e outros desinfetantes podem liberar cloro que


pode causar pite. Hipoclorito de sódio ou potásio são usados em agentes
esterilizadores. Se estas substâncias forem utilizadas com o aço inox, a duração
do tratamento deve ser mínima e seguida de enxágüe com água.
Em altas temperaturas, agentes contendo cloro não devem ser usados com aço
inoxidável.

SAIS TETRAVALENTES DE AMÔNIA – São muito menos corrosivas que os


hipocloritos.

COMPOSTOS DE IODO – Podem ser utilizados para a desinfecção de aço


inoxidável.

ÁCIDO NÍTRICO – Mesmo em baixas concentrações, o ácido nítrico tem uma


potente ação bactericida e pode ser um desinfetante de baixo custo para
equipamentos de aço inoxidável, especialmente em equipamentos de
pasteurização.

APLICAÇÕES TÍPICAS DOS VÁRIOS TIPOS DE AÇO INOXIDÁVEL.

Tipo 420 – Facas profissionais e de cozinha, espátulas etc.

Tipo 430 – Mesas, painéis, revestimento de equipamentos. Utilizado em


ambientes moderadamente corrosivos (vegetais, frutas, bebidas, alimentos
secos, etc)

Tipo 304 – Cubas, bacias, tubulações, partes de máquinas (componentes que


exigem conformação e soldabilidade). Resistência à corrosão superior ao 430.
Tipo 316 – Componentes utilizados com alimentos mais corrosivos
(carne/sangue, alimentos com moderado conteúdo de sal), que são limpos
freqüentemente.

Tipo 904L – Utilizado com alimentos corrosivos (salmoura quente e alimentos


salgados)

Duplex 2205 – Utilizado com alimentos corrosivos (salmoura quente e alimentos


salgados). Maior resistência que os austeníticos. Boa resistência à corrosão sob
tensão em soluções salgadas a altas temperaturas.

Super Austeníticos com 6% de Mo. - Utilizado com alimentos corrosivos


(salmoura quente e alimentos salgados). Boa resistência à corrosão sob tensão
em soluções salgadas a altas temperaturas. Usados em aquecimento de vapor,
boilers para aquecimento de água, etc.

9. Quais são os critérios para escolha de aços inox para aplicações


exteriores, na arquitetura?
Os aços inoxidáveis são selecionados para aplicação na arquitetura, assim como
para outras aplicações, pela sua resistência à corrosão. Esta é a primeira
consideração no processo de seleção.

Fatores ambientais como temperatura e umidade precisam ser consideradas,


mas a localização do projeto deve ser considerada em primeiro lugar.

As localizações podem ser classificadas como:

RURAL – áreas não poluídas, situadas no interior e afastadas de atmosferas e


resíduos industrias.

URBANA – áreas residenciais, comerciais ou áreas com industrias leves com


poluição não agressiva do ar.

INDUSTRIAL – são caracterizadas pela poluição do ar, através da presença de


dióxido de enxofre ou gases liberados por industrias químicas, que podem
formar ácidos condensados potencialmente perigosos.

LITORANEA – áreas com presença de spray marítimo ou bruma. Estes contêm


cloretos os quais podem condensar quando a umidade da superfície evapora.

O meio ambiente não pode ser definido precisamente com os termos acima
indicados e também é importante levar em conta que mudanças ambientais
poderão ocorrer durante o período de vida do projeto, isto é , o ambiente poderá
se tornar mais poluído ou mais limpo.

Adicionalmente micro-climas podem influenciar a categorização geral e devem


ser pesquisados antes de selecionar o tipo de aço inoxidável a ser empregado.
Micro-climas podem existir em regiões costeiras ou perto de plantas químicas,
onde ácidos condensados podem se formar inesperadamente.

De forma geral o aço 304 pode ser utilizado na maioria das áreas, exceto em
áreas industrias fortemente poluídas ou na maioria das áreas litorâneas. Nestas
a escolha preferencial deve ser o aço 316.

Outros fatores importantes na escolha do tipo de aço são:

Acabamento superficial,
Projeto,
Técnica construtiva,
Facilidade de limpeza e manutenção,
Propriedades físicas e mecânicas do aço inoxidável.

- Como regra geral, quanto mais fino o acabamento, maior a resistência à


corrosão.
- No projeto devem ser evitadas frestas, que facilitam o processo de corrosão.
- Técnicas construtivas que evitem frestas devem ser consideradas.
- Rebites de alumínio devem ser evitados na fixação de painéis de aço
inoxidável, pois poderá ocorrer corrosão galvânica.
- A limpeza periódica é recomendável para o aço inoxidável, como para a
maioria dos materiais empregados no exterior de edifícios.
- As propriedades mecânicas dos tipos mais comumente utilizados 304 e 316
não devem em geral ser causa de preocupação. A expansão térmica entretanto
destes materiais, é um terço da maioria dos outros tipos de aços.
10. Como efetuar o curvamento de tubos de aço inox?
Na operação de curvamento de tubos é importante considerar que poderá
ocorrer uma redução na seção do tubo conformado. Durante o processo, o raio
externo da curva sofre um esforço de tração, enquanto que o raio interno sofre
um esforço de compressão. Este diferencial de tensões entre a parte distendida
e a parte comprimida é responsável pela redução da seção do tubo conformado.
Esta deformação depende do diâmetro do tubo, da espessura da parede e do
raio de curvatura. Quanto maior o diâmetro do tubo e menor o raio de curvatura,
maior será o diferencial de tensão e maior a deformação sofrida ao se curvar um
tubo.
Tubos de paredes finas podem trincar na operação de dobramento.

Recomenda-se preencher o tubo a ser curvado com areia, chumbo ou qualquer


outro material de enchimento como forma de minimizar os efeitos da
deformação. Esta prática pode viabilizar o dobramento de tubos de paredes finas
e de pequenos raios de curvatura. Os dispositivos de curvamento de tubos mais
modernos, são dotados de mandril que substitui o material de enchimento.

Para tubos de diâmetro compreendidos entre 1” e 2” e raio de curvatura de


aproximadamente duas vezes o diâmetro, a redução da seção pela operação de
curvamento é da ordem de 2,5 a 3,0%.
11. Quais são as principais aplicações do aço inox?
Desenvolvido originalmente para aplicações onde o requisito principal é a
resistência à corrosão, o aço inox também vem sendo largamente utilizado por
seu apelo estético e por suas condições de higiene. Veja aqui algumas das
principais aplicações do inox.
Cutelaria: aplicado na fabricação de talheres, baixelas e panelas.
Construção Civil: utilizado em projetos arquitetônicos que vão desde um simples
corrimão ou guarda-corpo até o revestimento de fachadas, o inox permite
versatilidade na decoração de ambientes. Utilizado largamente em pias e cubas,
também é aplicado em esquadrias. Bonito, resistente, fácil de instalar e com
baixo custo de manutenção, o inox Acesita é o material mais indicado no
detalhamento de projetos que buscam versatilidade, estética e praticidade.
Indústria química: mantendo suas propriedades mesmo quando há mudanças
bruscas de temperatura ou quando é exposto à corrosão, o inox é muito utilizado
na indústria química, seja em tanques de armazenamento de produtos, em
tubulações de circulação de líquidos e gases ou nas demais peças e
equipamentos.
Indústria alimentícia: de fácil limpeza, o aço inox assegura melhores condições
higiênicas, o que garante a sua larga utilização nas indústrias de bebidas e
alimentos. As exigências de qualidade na prestação de serviços vêm ampliando
o espaço do inox também em lanchonetes, bares e restaurantes. O material
deixa de ser visto apenas em panelas, pias e fogões para ganhar também as
paredes e balcões.
Móveis: Os procedimentos de desinfecção utilizados em ambientes hospitalares
são determinantes para a utilização do inox. Porém, cada vez mais, o material
ganha espaço no mobiliário das residências brasileiras, onde traduz requinte e
sofisticação.
Bens de Consumo Duráveis: a beleza, aliada à resistência, garante a presença
do inox em produtos como geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupas, lava-
louças, fornos de microondas, fornos elétricos e outros bens de consumo
duráveis.

12. Quais os procedimentos para limpar o aço inox?


Limpeza de Rotina
Os melhores produtos para conservar o aço inox são a água, o sabão, os
detergentes (suaves e neutros) e os removedores à base de amônia
(amoníacos), diluídos em água morna, aplicados com um pano macio ou uma
esponja de náilon . Depois basta enxaguar com bastante água,
preferencialmente morna, e secar com um pano macio. A secagem é
extremamente importante para evitar o aparecimento de manchas na superfície
do produto. Mas a limpeza de rotina pode ser feita em máquina de lavar louças e
só quando a sujeira for intensa, aconselha-se uma pré-lavagem. Essa limpeza
rotineira remove facilmente as sujeiras mais comuns, evitando as mais intensas
e fazendo com que as eventuais manchas da superfície do aço desapareçam
completamente. Nunca utilize esponja de aço comum na limpeza do aço inox,
pois além de arranhar as partes polidas ela deixa minúsculas partículas que
podem vir a provocar manchas.
Manchas Leves
Em caso de sujeira moderada, quando a limpeza de rotina não for suficiente,
aplique uma mistura feita de gesso ou bicarbonato de sódio, dissolvidos em
álcool de uso doméstico até formar uma pasta. Use um pano macio ou bucha de
náilon para passar na superfície de aço inox. Se preferir, use também uma
escova de cerdas macias, tomando cuidado: faça-o sempre da maneira mais
suave possível, utilizando passadas longas e uniformes, no sentido do
acabamento. Evite esfregar com movimentos circulares. Depois é só enxaguar
com bastante água, preferencialmente morna, e secar com um pano macio.
Manchas Acentuadas
Faça uma pré-imersão em detergente morno ou quente, ou solução de um
removedor à base de amônia (removedores caseiros) e água. Se isso não for
suficiente para amolecer alimentos queimados ou depósitos carbonizados,
recorra a produtos mais agressivos como removedores à base de soda cáustica
empregados na limpeza doméstica. Siga o procedimento indicado para remover
sujeira moderada. Repita se necessário. Se a sujeira persistir, utilize um método
mais severo, com o emprego de produtos mais abrasivos como os sapólios.
Importante: usar somente como recurso final. Por fim enxágüe e siga as etapas
da limpeza de rotina.
Gorduras, óleos e banhas
Limpe os depósitos grossos com um pano ou toalha de papel. Em seguida
mergulhe a peça numa solução morna de detergente ou amônia. Depois siga os
procedimentos da limpeza de rotina.
Marcas de dedos
Remova com um pano macio ou toalha de papel umedecidos em álcool (de
preferência isopropílico encontrado em farmácias de manipulação), ou solvente
orgânico (éter, benzina e acetona). Para diminuir as chances de uma nova
ocorrência aplique um polidor doméstico à base de cera ou vaselina líquida
sobre a superfície limpa e seca
Rótulo ou etiqueta
Descole o máximo que puder. Mergulhe a peça em água morna e esfregue com
um pano macio. Se o adesivo persistir, seque e esfregue suavemente com álcool
ou solvente orgânico. Mas cuidado: nunca raspe a superfície do aço inox com
lâmina, espátulas ou abrasivos grossos.
Manchas persistentes
Estas manchas exigirão que se esfregue vigorosamente a superfície manchada
com uma pasta feita com abrasivo doméstico fino (sapólios) , água e ácido
nítrico a 10%, utilizando uma bucha de polimento. O tratamento com ácido
deverá ser seguido sempre de um enxágüe em solução de amônia ou de
bicarbonato de sódio e limpeza de rotina. Tenha em mente que esta operação
pode comprometer o aspecto visual do produto, devendo ser empregada apenas
em último caso.
13. Qual a recomendação para utilização de utensílios de aço inox para
cozinhar?
Lave sempre em água morna e sabão, para remover quaisquer resíduos
provenientes do polimento da peça. Antes de usar um utensílio verifique na
embalagem do fabricante, etiquetas e manuais que contenham outras instruções
de uso e conservação.
Para prevenir a descoloração dos utensílios:
Adote a prudência ao cozinhar. A chama média ou baixa cozinha melhor. Se
necessário use uma armação entre o queimador do fogão e o utensílio.
Para evitar as marcas d'água:
A nossa água, além do cloro, contém partículas minerais que ficam na superfície
do aço em grandes concentrações, quando deixamos a água secar sobre ela.
Tais partículas tornam-se visíveis já que o inox possui superfície brilhante e
reflexa à luz, podendo causar as chamadas manchas d'água. Para evitá-las,
enxugue seu utensílio com um pano macio logo após a lavagem.
Para impedir que o alimentos grudem no fundo das panelas:
Use a chama média ou baixa. Mexa, com uma colher, os alimentos com maior
probabilidade de aderirem no fundo das panelas, tais como aqueles que contém
molhos.
Mantenha a panela sobre a chama apenas durante o tempo necessário para o
cozimento. Use uma pequena quantidade de óleo de cozinha, margarina ou
banha ao fritar.
Para remover os alimentos queimados e a gordura:
Primeiro deixe o utensílio de molho em água morna, com um pouco de
detergente à base de amônia. Depois lave, também com água morna, usando
sabão e uma esponja de náilon. Se isso não for suficiente para remover os
alimentos queimados, recorra a produtos mais agressivos como removedores à
base de soda cáustica empregados na limpeza doméstica. Siga o procedimento
indicado para remover sujeira moderada.
Recomendação para o cozimento com mínimo de água:
Este tipo de cozimento pode ser feito em uma caçarola ou uma panela que
conduza o calor uniformemente e tenha uma tampa bem ajustada. Atenção para
que o utensílio não ferva em seco. Use chama baixa para prevenir a
descoloração.
14. Por que usar o aço inox em lavadoras de roupas?
O aço inox é utilizado principalmente nos cestos das modernas lavadoras e
oferece inúmeras vantagens aos seus proprietários: além da alta resistência à
água, sabões, detergentes, alvejantes, amaciantes, etc, o aço inox garante a
superfície lisa e livre de trincas e rebarbas, evitando a deterioração dos tecidos
em geral no processo de lavagem, causada por superfícies irregulares. Evita
também danos que zipperes, moedas, botões, chaves, pregos e objetos do
gênero, em alta velocidade na máquina, fatalmente fariam nos cestos fabricados
com materiais revestidos.
Como manter limpos os componentes de aço inox da lavadora de roupas?:
A freqüente exposição dos cestos das lavadoras à água e ao detergente, elimina
qualquer necessidade de limpeza. No caso de alguma coisa ser
inadvertidamente derramada dentro das unidades, a esponja de náilon ou o pano
macio com sabão ou detergente serão suficientes para a limpeza completa.
15. Por que usar aço inox em lavadoras de louças?
O uso do aço inox em lava-louças é indicado onde se requer beleza e alta
durabilidade. Além do uso já consagrado nos gabinetes interno e externo, outras
possíveis aplicações para o inox incluem trilhos do cesto e armação dos trilhos,
braços distribuidores de água, filtros e lâminas de remoção de alimentos
16. Quais os cuidados com um fogão com mesa de aço inox?
Antes de utilizar um fogão novo é preciso remover com cuidado a película
plástica que recobre e protege a mesa. Após retirá-la, utilize um removedor
caseiro e um pano macio para eliminar totalmente a substância adesiva,
evitando que a mesma manche o inox.
Para limpar o aço inox usado no fogão:
Simplesmente esfregue com um pano úmido ou esponja de náilon depois de
cada uso.
Para remover gorduras e manchas mais resistentes, faça a limpeza utilizando
detergente comum.
Nunca utilize esponja de aço comum na limpeza dos componentes em inox do
seu fogão: além de arranhar as partes polidas, ela deixa minúsculas partículas
que podem vir a provocar manchas.
Periodicamente faça a limpeza completa, inclusive no aparador de óleo, forno,
grelha da coifa e outros componentes.
17. Como escolher uma pia de aço inox?
As pias de aço inox estão disponíveis em diversos modelos, tamanhos e
formatos. Estão disponíveis em diferentes tipos de aços inoxidáveis. Procure
informar-se sobre o tipo de aço utilizado na fabricação da pia. Aquelas
fabricadas com aços de menor resistência à corrosão, necessitarão de maiores
cuidados na manutenção e limpeza diária.
A espessura da chapa de aço utilizada na fabricação da pia é também um fator
importante na seleção. Quanto maior a espessura, maior resistência terá a
amassamentos e deformações provenientes do uso. Verifique se a pia apresenta
a robustez necessária, ao dia-a-dia de sua família.
Para limpar a pia de aço inox:
Use sempre o método mais simples para a limpeza diária: sabão ou detergente
caseiro (neutro), aplicados com um pano macio ou esponja de náilon.
Nunca utilize na limpeza, e nem deixe sobre a pia de aço inox, a esponja de aço
comum: além de arranhar as partes polidas, ela deixa minúsculas partículas que
podem vir a provocar manchas.
18. O aço inox AISI 416, utilizado no eixo da motobomba pode
contaminar, neste caso, o leite?
O aço inoxidável recomendado para a indústria do leite é o aço inoxidável
304,que tem uma resistência à corrosão superior à do aço comentado (416).
Em certas peças, como é o caso de bombas, se utilizam outros materiais porque
se
exigem características mecânicas especiais. Entendemos, de toda forma, que a
contaminação, caso exista é muito pequena, ao ponto de poder ser
desconsiderada,
já que o leite fica muito pouco tempo em contato com o eixo da motobomba.

19. O QUE SAO ALIMENTOS CORROSIVOS


Esta pergunta é muito ampla e o sentido da mesma não está claro.

Nada, absolutamente nada, nos parece muito corrosivo. Costumamos dar este
exemplo: em certas concentrações, o ácido sulfúrico ataca ao aço inoxidável e
não ao aço carbono. A água desmineralizada, em troca, ataca ao aço carbono e
não
ao aço inoxidável. O que podemos então considerar como mais corrosivo: o
ácido
sulfúrico ou a água desmineralizada?
Para falar que um certo meio é corrosivo devemos nos referir a um material
determinado, ou seja, considerar sempre um certo meio com um material e
nunca
separadamente.

Na alimentação usamos sal (cloreto de sódio). Ele ataca aos aços inoxidáveis.
No
período de duração de uma operação de cozimento o ataque não acontece, mas
se o
tempo de contato fosse muito grande, com uma boa concentração de sal e altas
temperaturas, teríamos corrosão. Mas, nem por isso diremos que qualquer
alimento, pelo fato de ter sal, é corrosivo.

O suco de limão pode atacar ao inoxidável 304. Mas não ataca o 316. Devemos
por
isso dizer que o suco de limão é corrosivo.

Então, em princípio, para nos, nada é corrosivo. Ou tudo é corrosivo.

Com referência aos alimentos que normalmente utilizamos em nosso dia a dia,
panelas e talheres de aço inox são materiais muito adequados, não apenas por
ter
uma boa resistência à corrosão mas também pela inércia química (não existe
migração de cátions metálicos para o alimento) e pela inércia biológica (não
favorece o desenvolvimento de colónias bacterianas ou, se existem, são
fácilmente removidas nas superfícies de aço inoxidável). A indústria de
alimentos confirma estas vantagens do inox. Ele é utilizado em fábricas de sucos
de laranja (e outros), em cervejaria, viníolas, leite e laticínios,
frigoríficos, óleos comestíveis, etc., etc, etc.

20. Por que o aço inox 416 tem uma melhor usinabilidade em relação ao
304?
Apesar de ambos os aço, ABNT 416 (Inox 416) e o ABNT 304 (Inox 304) serem
da família dos aços inoxidáveis, eles pertencem a grupos diferentes. O aço 416 é
do grupo dos aços inoxidáveis martensíticos e o aço 304 é do grupo dos
inoxidáveis austeníticos. Adicionalmente, o aço 416 é geralmente trabalhável por
usinagem quando se encontra na condição recozida de tratamento térmico.
Nesta condição a microestrutura é composta de ferrita mais carbonetos
esferoidizados. Por outro lado, a microestrutura do aço 304 é
"permanentemente" austenita. Esta diferença de microestrutura entre os aços
por si só já confere ao aço 416 uma melhor usinabilidade.

Porém, a grande parcela da diferença de usinabilidade entre eles fica por conta
do teor de enxofre. O aço inox 416 é uma aço ressulfurado ( mínimo 0,15 % de
enxofre), já o aço inox 304 não é ressulfurado ( máximo 0,03 % de enxofre).
Em resumo, o inox 416 é um aço ressulfurado, portanto projetado para
apresentar boa (alta) usinabilidade, enquanto que o aço inox 304 não foi
projetado com esta característica.

21. Qual a influência do Enxofre na usinabilidade do Aço Inox?


Do mesmo modo que nos aços para construção mecânica, existem inúmeros
métodos para a melhoria da usinabilidade de aços inoxidáveis. O método mais
conhecido e utilizado é a adição de enxofre ao aço, que conduz a formação de
sulfetos de manganês na matriz. Essas inclusões possuem baixo ponto de fusão
e alta deformabilidade, tendo um efeito positivo na usinabilidade. Causam um
efeito lubrificante na aresta de corte e facilitam a quebra do cavaco na zona de
cisalhamento. Outros métodos utilizam a adição de elementos como selênio,
chumbo, telúrio e bismuto. Entretanto, na maioria das vezes, a melhoria da
usinabilidade é acompanhada da queda de outras propriedades. Em particular,
as seguintes propriedades podem ser prejudicadas (11):
- Resistência à corrosão.
- Ductilidade e tenacidade na direção transversal.
- Plasticidade a quente e a frio.
- Soldabilidade.
22. A adiçao de Bismuto no aço inox pode aumentar sua usinabilidade,
se aumenta porque/como isso ocorre?
A adição de bismuto ( Bi) aumenta significativamente a usinabilidade dos
aços inoxidáveis austeníticos. Normalmente os aços inoxidáveis de corte
livre contém enxofre (S), como no aço inox tipo 303. Entretanto o
enxofre causa uma deterioração da resistência a corrosão, restringindo sua
aplicação a meios não agressivos , além de poder alterar o sabor de
alimentos e bebidas devido ao enxofre. Uma alternativa é a utilização de
metais pesados de baixo ponto de fusão , como o chumbo (Pb), como aditivo
de melhoria de usinabilidade. Entretanto, devido a problemas ambientais e
de saúde o uso da adição de chumbo, especialmente em aplicações na
indústria de alimentos, deve ser evitada. Considerando que o Bi é um dos
elementos pesados mais seguros, como confirmado pelo seu uso em cosméticos
e medicina, a sua utilização como adição de usinabilidade foi feita em
vários tipos de aços , inclusive no aço inoxidável. A usinabilidade de um
aço tipo 304 contendo Bi é comparável a de um inox tipo 303 , com 0,17% S.
As partículas de Bi atuam de modo similar às particulas de chumbo, i.e.,
lubrificando a interface da ferramenta e o cavaco, reduzindo o atrito.
Adicionalmente atuam como fragilizantes e ajudam na quebra do cavaco.
Os aços inox com adição de Bi, apresentam usinabilidade equivalente ao
aço inox tipo 303, mas com propriedades mecânicas e de corrosão
equivalentes ao inox tipo 304. As demais propriedades tecnológicas são
mantidas inalteradas, como soldabilidade, trabalhabilidade a frio, etc.
Apenas a trabalhabilidade a quente é reduzida, necessitando cuidados
especiais em relação ao 304, como faixa de temperatura recomendável de
forjamento entre 1100 e 1200 ºC. Tendo em vista que o Bi é uma adição
muito mais cara do que o S , estes aços tem preço mais alto.
Maiores informações sugerimos ler ao artigo : " A Usinabilidade dos Aços
Inoxidáveis" Autores: Marcelo B. Tessler e Celso A . Barbosa , publicada
na revista Metalurgia e Materiais da ABM , Vol. 49, nº 413, janeiro 1993,
pp. 032-041.
23. Onde é encontrado e produzido o aço inox? Qual a sua importância?
O aço inox é uma liga de ferro e carbono, contendo pelo menos 10,5% de cromo
em sua composição química. O material é produzido em usinas siderurgicas, a
partir de sucata do próprio aço inox e pela adição de elementos de liga como o
cromo, níquel, molibdênio, etc. A importância do aço inox reside nos seus
atributos e propriedades, entre os quais se destaca a resistência à corrosão,
proporcionada pela formação de um filme passivo (formado por um óxido de
cromo)na superfície do material e que se contitui numa barreira à oxidação da
mesma. Mesmo quando o aço sofre algum tipo de dano, sejam arranhões,
amassamentos ou cortes, o oxigênio do ar imediatamente combina-se com o
cromo, formando novamente o filme protetor.
24. Gostaria de saber quais os inconvenientes em ligar por soldadura
chapas de diferentes qualidades ex. aisi 304 a rst 37.2 ou construcao
naval a st 44.2 Onde poderei ler sobre este assunto ? os meus
agradecimentos.
De forma geral, não é recomendável ligar o aço inoxidável a materiais que
poderão promover o processo de corrosão galvânica, quando na presença de
um eletrólito. Este poderia ser o caso ao se unir por soldadura o aço inox 304
aos aços ST 37.2 ou ST 44.2.
Uma forma de evitar a corrosão galvânica, caso haja a presença do eletrólito,
poderia ser pintar o aço carbono ou inoxidável após a solda.
Recomendamos que acesse nosso site e verifique na seção de Perguntas e
Respostas, a resposta sobre Corrosão Galvânica.
25. Quais são as principais caracterésiticas químicas que determínam a
capacidade de não magnetização do aço inox?
De maneira geral, o que determina o carácter magnético de um aço inoxidável e
o balanceamento de elementos químicos na sua compsição, pois através dele
poderemos ter uma estrutura austenítica ou ferrítica.

Os aços inoxidáveis ferríticos são magnéticos e os austeníticos não


magnéticos.Porém os aços austeníticos quando conformados, podem vir a ter a
austenita de sua estrutura transformada em martensita, o que conferirá um
carácter magnético ao material.

Informações adicionais sobre os tipos de aço inoxidável e suas características e


aplicações poderão ser encontradas em nosso site: www.nucleoinox.org.br.

26. Inibidores de aço inox em corosão em acido sulfurico


Os aços inoxidáveis não são normalmente utilizados em ácido sulfúrico. Em
concentrações diluídas (menos de 25%) ou muito concentradas, o 316L é
resistente desde que o sistema trabalhe em baixas temperaturas (temperatura
ambiente).
O aço inoxidável 904L, resiste em todas as concentrações mas existem
limitações com a temperatura.

Não é muito usual recorrer a inibidores para poder utilizar um aço inoxidável em
ácido sulfúrico. O sulfato férrico adicionado ao ácido sulfúrico permite que o aço
inoxidável se comporte de forma passiva nesse ácido. Mas a proporção de
sulfato férrico a ser adicionada depende da concentração do ácido.

En soluções diluídas de ácido sulfúrico e com baixas temperaturas, o oxigênio


ajuda a resistir melhor à corrosão. Neste caso pode ser injetado ar a pressão.
Mas estamos falando de casos muitos específicos com ácido sulfúrico de baixa
concentração.

27. Como evitar a oxidação da região soldada em aços inoxidáveis?


A recomendação é utilizar um gel decapante( ou pasta decapante) e deixar que
o mesmo aja por um tempo adequado para remover os óxidos e a contaminação
provocada durante o proceso de soldagem, fazendo imediatamente uma boa
lavagem com água. Desta forma serão evitados problemas de oxidação na
região soldada. É preciso lembrar no entanto que a solda deverá ser feita
sempre com o eletrodo adequado para cada tipo de aço inoxidável.
28. O aço inox não é anti-ferrugem? Então pq as vezes observamos
peças de inox com pontos de ferrugem. Renato J. Gallas -
Livramento de Nossa Senhora - BA.
Os aços inoxidáveis são ligas ferro-cromo com um mínimo de 10,50% de cromo.

Outros elementos de liga podem participar na composição química dos mesmos,


como por exemplo níquel, molibdênio, e outros.

Como exemplo, considerando os aços inoxidáveis mais vendidos no mundo, o


tipo 430 tem um teor de cromo superior a 16% e o tipo 304 cromo superior a
18% e
niquel maior que 8%.

São materiais de muito boa resistência à corrosão, em grande diversidade de


meios.

Porem, em certos meios, eles não são resistentes. Por exemplo, eles são
rápidamente atacados em ácidos clorídrico e fluorídrico e também em ácido
sulfúrico (dependendo neste último caso da concentração e da temperatura).

Outros meios que podem atacar aos aços inoxidáveis, promovendo formas
localizadas de corrosão, são aqueles que contem cloreto (dependendo sempre
da
concentração e da temperatura).
A resistência à corrosão atmosférica é muito boa e, dependendo do tipo de
atmosfera, devemos escolher o aço inoxidável mais adequado. Em meios rurais,
em
cidades com atmosferas pouco contaminadas, o aço 430 é normalmente
resistente.

Em grandes cidades o material escolhido é normalmente o aço 304. Mas em


cidades a beira mar é escolhido um outro tipo, o inoxidável 316, que além de
cromo e niquel tem também molibdênio na composição química.

Em certos casos, e provavelmente a pergunta feita esteja nesta direção,


observamos pontos de "ferrugem" em situações em que não deveríamos
esperar nenhum ataque corrosivo. Por exemplo, aço inox 304 em contato com a
atmosfera na cidade de Curitiba. Normalmente, em casos como o mencionado, o
problema está relacionado com contaminação do aço inoxidável com aço
carbono, o que pode acontecer em operações de corte do material, em certos
processos de fabricação ou também em operações de lixamento, principalmente
quando são utilizados com aços inoxidáveis equipamentos que previamente
foram utilizados em serviços com aço carbono. Partículas de aço carbono ficam
incrustadas na superfície do aço inoxidável e estas partículas (de aço carbono)
não são resistentes à corrosão atmosférica. Surgem pontos de "ferrugem",
parecendo que é o aço inox que está corroendo, quando em realidade as que
corroem são essas partículas.

A falta de limpeza das superfícies inoxidáveis também pode ser motivo de


problemas de corrosão. Limpeza freqüente é sempre recomendada para se
conseguir uma melhor resistência à corrosão destes materiais.

Para concluir, podemos dizer que existem condições em que os aços inoxidáveis
poderão sofrer problemas de corrosão. Para evitar esse problemas, é necessário
escolher o aço inoxidável adequado para cada situação e também tomar os
cuidados necessários para uma utilização adequada do mesmo.

Sempre que existam dúvidas sobre a escolha (especificação) e sobre a


utilização,é necessário consultar a um especialista.
29. Sabem informar onde encontrar tesoura para canhotos?
Especialmente crianças?
Veja no site abaixo, uma série de artigos para canhotos em aço inox, entre eles
tesouras.
http://www.mundocanhoto.com/index.html
30. Por que o imã não atrai raios de aço inox para rodas de moto?
Somente os aços inoxidáveis Ferríticos são magnéticos.

Como o imã não atrai os raios das rodas da moto, podemos concluir que os
mesmos foram fabricados com aço inox Austenítico (não magnético)
31. Quais os metais que entram na composição do aço inox?
Aços inoxidáveis são ligas (combinação de dois ou mais elementos químicos,
obtida através de fusão de compostos), contendo:

- Ferro

- Baixos teores de carbono

- No mínimo 10,5% de cromo e

- No máximo 30% de níquel e

- Outros elementos em menores porcentagens, como por exemplo, o carbono,


molibdênio, manganês, etc.

32. Existe Chumbo na composição do aço inox 316


Não, o aço inox 316 não contém chumbo em sua composição química.
33. Quais são os diversos tipos de acabamentos superficiais produzidos
no Brasil, e qual a relação de custos entre eles? A aplicação é
somente estética? Grato
No Brasil podem ser encontrados normalmente os seguintes tipos de
acabamentos superficiais:
BB - Buffing Bright, polimento com escovas de algodão e pastas abrasivas de
#400, #600, #800
MIRROR - Conhecido como Mirror Finish, acabamento espelhado obtido por
polimento com feltro e pastas abrasivas de diferentes granulometrias até #3000
RF - Conhecido como Rugged Finish. Lixamento em uma direção a seco, com
lixas abrasivas de #60 a #100
SF - Conhecido como Super Finish. Lixamento a seco com lixas abrasivas de
#220 a #320
ST - hecido como Satin Finish. Lixamento com rolos abrasivos de Scotch Bright
de #100 a #180 sem uso de pastas abrasivas.
BF-1 - Conhecido como Butterfly Finish. Lixamento com pequenos rebolos de
#80 a #120, dando à superfície aspecto decorativo de círculos sobrepostos em
distribuição padronizada.
BF-2 - Conhecido como Exclusive Design. Lixamento com pequenos rebolos de
#80 a #120, dando à superfície aspecto decorativo de ondas sim[etricas.
Além do aspecto decorativo, o acabamento pode melhorar a performance do
material em relação à resistência à corrosão. Acabamentos menos rugosos
dificultam a aderência de poeira e partículas de elementos corrosivos, o que
favorece a resistência à corrosão do material.
Da mesma forma, acabamentos mais lisos facilitam as operações de lavagem da
superfície do aço inox, ajudando a manter sua aparência e melhorando a
performance e durabilidade.
34. Como é feito o aço inox escovado?
O acabamento escovado do aço inox é obtido pelo lixamento da superfície do
aço com lixas ou rebolos de diferentes granulometrias.
35. Falar em inox ou aço inox é a mesma coisa? O aço inox é condutor
de eletricidade? Possuímos um equipamento de escuta, para
detecção de vazamentos em cavaletes de água. Se o material é
condutor de eletricidade, as pessoas que utilizam o equipamento
podem correr riscos. Eis o motivo da pergunta. Ainda, moro em
Pirassununga-SP, existe alguma empresa no estado que venda barra
de aço inox de 1/4". Estou necessitando para desenvolver um
modelo de escuta e precisarei de uma barra de 1,20 cm. Favor
indicar-me. Agradeço a gentileza. Abílio Júnior.
Falar em inox e aço inox é realmente o mesmo, pois ambos os termos referem-
se ao aço inoxidável.

O aço inox, como todos os metais é condutor de eletricidade e desta forma se o


instrumento de detecção de vazamento for de inox, a área de contato do mesmo
com o operador deveria ser isolada para evitar possíveis riscos.

Com relação ao fornecimento de barra de 1/4" o Sr. poderá encontra-la


facilmente junto a um dos distribuidores de aço inox estabelecidos no estado de
São Paulo.

O senhor poderá encontrar empresas que comercializam aço inoxidável nas


formas e dimensões mais variadas no Guia Brasileiro do Aço Inox que
publicamos a cada dois anos e pode ser consultado Online no nosso site na
Internet:
www.nucleoinox.org.br
36. Necessito de fornecedores para mosquetão em aço inox 316 8mm
Suerimos uma busca no Guia Brasileiro do Aço Inox, disponível online no
endereço:
www.nucleoinox.org.br, indicando como produto "barras"
37. Qaul o melhor adesivo para fixar inox com inox (chapas)?
Existe no mercado uma fita adesiva dupla face, produzida pela 3M que pode
atender sua necessidade, dependendo naturalmente, da carga a que estarão
submetidas as chapas a serem fixadas.
38. tipos de aços inox para solda tipos de soldas no inox processo de
solda no inox problemas na soldagem inox
Introdução aos Processos de Soldagem dos Aços Inoxidáveis.
Existem diversos modos de se unir duas partes metálicas. Entre elas está a
soldagem, que é um processo de união, utilizando uma fonte de calor, com ou
sem aplicação de pressão.
•Características do Processo de Soldagem:
–Produzir energia para unir dois metais
–Evitar o contato da região aquecida com o ar atmosférico
–Remover contaminações das superfícies que estão sendo unidas
–Controlar as transformações de fase na junta soldada

Os processos de soldagem podem ser classificados de acordo com o tipo de


fonte de energia ou de acordo com a natureza da união. Industrialmente, os
processos de soldagem mais empregados são os que utilizam a eletricidade
como geração de energia para realizar a união.
A soldagem por resistência envolve as seguintes variantes de processo:
soldagem a ponto, soldagem com costura, soldagem topo-a-topo e soldagem
com ressalto. Já a soldagem com arco elétrico pode ser subdividida entre
soldagem com eletrodo consumível e soldagem com eletrodo não consumível.
No primeiro caso estão englobados os processos de soldagem com eletrodo
revestido, processo de soldagem MIG/MAG, processo de soldagem com eletrodo
tubular e processo de soldagem com arco submerso. Os processos que utilizam
eletrodo não consumível são soldagem TIG e soldagem com plasma.
Todos os processos citados podem ser utilizados para soldagem dos aços
inoxidáveis. A escolha vai depender de diversos fatores que são abordados a
seguir.

•A escolha do processo de soldagem envolve básicamente quatro fatores:


–O projeto da junta (tipo, posição,...)
–A espessura do material
–A natureza do material a ser soldado
–O custo de fabricação (produtividade, qualidade da junta, durabilidade do
produto...)

Soldagem com eletrodo revestido


•Processo a arco elétrico produzido entre um eletrodo revestido e a peça a ser
soldada.
•Eletrodo: alma metálica + revestimento.

Funções do revestimento

•Estabilizar o arco elétrico


•Gerar gases de proteção da poça de fusão
•Produzir escória que evita contaminação pelo ar atmosférico da poça de fusão e
do cordão de solda
•Adicionar elementos de liga na poça de fusão
•Facilitar a soldagem fora de posição
•Facilitar a fabricação dos eletrodos revestidos

•Vantagens:
–Baixo custo do equipamento
–Versatilidade
–Soldagem em locais de difícil acesso
–Disponibilidade de consumíveis no mercado

•Limitações:
–Baixa produtividade devido à taxa de deposição
–Necessidade de remoção de escória
–Dependente da habilidade do soldador
–Produção de fumos e respingos
–Qualidade do cordão inferior aos processos TIG, Plasma e MIG
–Posição de soldagem retrita
–Não automatizável
Soldagem TIG

O processo de soldagem TIG (Tungsten Inert Gas) é definido como o processo


de soldagem a arco elétrico estabelecido entre um eletrodo não consumível a
base de tungstênio e a peça a ser soldada.
A poça de fusão é protegida por um fluxo de gás inerte.

•Vantagens:
–Soldas de excelente qualidade
–Acabamento do cordão de solda
–Menor aquecimento da peça soldada
–Baixa sensibilização à corrosão intergranular
–Ausência de respingos
–Pode ser automatizado

•Limitações:
–Dificuldade de utilização em presença de corrente de ar
–Inadequado para soldagem de chapas de mais de 6 mm.
–Produtividade baixa devido à taxa de deposição
–Custo do equipamento
–Processo depende da habilidade do soldador, quando não automatizado

Gases de proteção

Soldagem MIG

No processo de soldagem MIG (Metal Inert Gas) o arco elétrico é aberto entre
um arame alimentado contínuamente e o metal de base. A região fundida é
protegida por um gás inerte ou mistura de gases (argônio, CO 2, Hélio ou O2).

Vantagens:
– Facilidade de operação
– Alta produtividade
– Processo automatizável
– Baixo custo
– Não forma escória
– Cordão de solda com bom acabamento
– Gera pouca quantidade de fumos
– Soldas de excelente qualidade

Limitações:
- Regulagem do processo bastante complexa
- Não deve ser utilizado em presença de corrente de ar
- Posição de soldagem limitada
- Probabilidade elevada de gerar porosidade no cordão de solda
- Produção de respingos
- Manutenção mais trabalhosa

Soldagem por resistência

Ao contrário dos outros processos, a soldagem por resistência elétrica utiliza o


aquecimento por efeito Joule para realizar a fusão da face comum entre as duas
peças.
O efeito Joule ocorre pela geração de calor através da passagem de corrente
elétrica em uma resistência.No caso da soldagem de chapas, a maior resistência
está localizada exatamente na superfície interna das chapas, utilizando-se as
condições corretas de soldagem. Com aplicação da pressão pelos eletrodos de
cobre e a posterior passagem de corrente, ocorre a fusão desta face em comum,
formando o ponto.

Vantagens:

- Soldagem de chapas muito finas


- Facilidade de operação
- Velocidade do processo elevada
- Facilidade para manutenção
- Não depende da habilidade do soldador

Limitações:

- Não aceita peças com formatos muito complexos e pesadas


- Custo elevado do equipamento e da manutenção
- Demanda de energia elétrica durante a soldagem

39. Porque a omelete em contato com uma panela de inox fica


acinzentada? É possível???
Não temos registro deste tipo de ocorrência quando da utilização de utensílios
de inox, e não há nenhuma razão para que isto ocorra pois o aço inox é neutro
em relação aos alimentos.
40. O aço inox pode enferrujar? Porque? ( Pensei que o aço inox não
enferrujasse)
O aço inox não oxida da mesma forma que ocorre com o aço carbono, que
apresenta uma camada avermelhada de óxido na superfície que descasca. Se
você observa manchas na superfície provavelmente são devidas a partículas de
ferro que contaminaram o aço inox e são essas partículas que estão
enferrujando. Verifique se é possível remover as manchas da superfície do inox.
Se o ferro estiver impregnado na superfície, tente uma solução de ácido nítrico a
10% e ácido hidrofluorídrico a 2% a temperatura ambiente ou levemente
aquecida. Lave a área afetada com água abundante. Pastas decapantes
disponíveis no mercado, podem também ser utilizadas.
41. O aço inox é magnético?
Há vários tipos de aços inoxidáveis. Os aços inoxidáveis da série 300
(austeníticos)que contém Cromo e Níquel na sua composição química NÂO são
magnéticos.
Os aços inoxidáveis da série 400 (ferríticos) que contém apenas Cromo em sua
composição química, SIM são magnéticos.
42. Como é temperado o aço inox? E qual o grafico de tratamento
utilizado em quis temperaturas?
A família de aços inoxidáveis temperáveis é conhecida como aços inoxidáveis
martensíticos. Igualmente aos demais aços temperáveis, eles devem ser
aquecidos a altas temperaturas, chamadas de temperaturas de austenitização,
a partir das quais se submetem as peças a um resfriamento rápido até a
temperatura próxima da ambiente, denominando-se essa operação de têmpera.
O
meio de têmpera pode ser líquido( água,óleo ou soluções políméricas) ou
gasoso( ar ou gases neutros). O diagrama que orienta o tratamento de têmpera
é a chamada curva de transformação , que pode ser isotérmica (TTT) ou de
resfriamento contínuo (TRC), mais usada. Trata-se de um mapa das fases ou
microestruturas( p.ex: perlita,bainita ou martensita) previstas em função da
tempertura e da velocidade de resfriamento da peça. Como esta curva depende
fundamentalmente da composição química, existe um diagrama para cada tipo
de
aço.
Assim para responder extamente a sua pergunta, precisamos saber qual aço (
grau) se quer tratar.
Além das condições de têmpera deve-se também utilizar o gráfico chamado
curva de revenimento para determinar qual temperatura utilizar para se obter
a dureza desejada após o revenimento.

43. Porque os aços inox tem tratamento termico?


Os aços inoxidáveis utilizados para operações de corte, onde é importante ter
uma dureza superficial superior, são submetidos a operações de tratamento
térmico. É o que ocorre com os aços inoxidáveis martensíticos utilizados para a
fabricação de facas, tesouras, canivetes, etc.
44. Pode-se utilizar o aço inox na confecção de equipamentos de
processo que trabalhem com ácido clorídrico 20 % a temperatura
ambiente? E com relação ao ácido acético 15% a uma temperatura de
60 oC ?
a) Nenhum aço inoxidável é recomendado para trabalhos em meios clorídricos.
A temperatura ambiente e com concentração 20% (e também com
concentrações
menores) os aços inoxidáveis não resistem ao ácido clorídrico.
b) Com temperatura de 60 graus celsius e concentração de 15%, o aço 304L
resiste ao ácido acético. Cuidados devem ser tomados para se evitar
aumentos de temperatura (a 80 graus celsius a mesma solução atacaria ao
304L, mas não atacaria ao 316L).

45. O que significa a letra L após o tipo do aço inox?


O uso da letra L após o tipo de aço inox (ex: 304L), significa que o conteúdo de
carbono na liga está restrito ao MÁXIMO de 0,03% (os níveis normais de
carbono são de 0.08% max. e em algumas ligas pode atingir 0.15% max.). Este
nível menor de carbono é utilizado quando o material deverá ser soldado. O
menor teor de carbono ajuda a prevenir a precipitação de cromo (formando
carbonetos de cromo na região da solda) e portanto assegurando um mínimo de
10,5% de cromo e a possibilidade de formação do filme passivo que proporciona
ao aço inox a resistência à corrosão
46. Eu gostaria de saber mais do Aço Inox 429. Como eu faço para
conseguir? Vocês poderiam me dizer as características desse aço?
Não temos muito conhecimento a respeito deste material e de quem o fabrica
atualmente.
Sabemos que tem 14% a 16% de Cromo e as seguintes propriedades típicas:
Dureza - 156 HB max.
RT - 490 N/mm2
Limite escoamento- 310 N/mm2
Alongamento - 30%
47. Gostaria de saber qual a fòrmula usada com àcido nìtrico para
recompor a camada passiva do aço inox?
Para recompor a camada passiva recomenda-se utilizar uma solução de ácido
nítrico (15% ou 20%) que deve atuar sobre o material por 30 minutos, após o
que, o mesmo deve ser lavado com água abundante.
48. Trabalho com corrosão de aço inox. Fabrico placas de homenagem,
troféus, etc. Estou tendo um problema que talvez vocês possam me
solucionar. Quando faço a corrosão aparecem manchas leves sobre
a área corroída e não consigo remove-las. Não sei se e problema
com o aço ou da corrosão. Se puderem me ajudar, o que posso
tentar fazer para eliminar estas manchas.
O Sr. não comenta qual é o produto que utiliza para fazer a gravação das chapas
de aço inox. Acreditamos que seja uma solução de cloreto férrico, normalmente
utilizado.
O cloreto férrico ataca provocando pites, mas como toda a superfície em contato
com o produto acaba sendo atacada temos como resultado uma corrosão
bastante uniforme.
Pode ser que, em determinadas condições se formem produtos de corrosão que
manchem as chapas.
Se esse for o caso, sugerimos que depois de feito o ataque com cloreto férrico
seja feita uma limpeza final com uma solução que contenha 15% de ácido nítrico
e 2% de ácido fluorídrico. O tempo necessário deve ser definido pela experiência
(quanto tempo demora para remover as manchas) mas normalmente serão uns
poucos minutos (de 2 a 5).
49. Possuo Vários tanques de inox, os quais estão ha 10 anos sem
limpeza e polimento, portanto apresentando uma aparência escura e
parecendo ferrugem. Solicito a orientação de um produto para uma
limpeza geral e apresentável, tendo em vista que todos os produtos
utilizados até então (fosfox, palhas de aço, etc) não apresentaram
nenhum resultado.
A limpeza que pode ser feita depende principalmente do estado dos tanques.
Uma coisa e se eles estão apenas sujos (sendo aqui importante qual é o tipo de
sujeira) ou se começou algum problema de corrosão (é comentado em seu
mail a presença de "ferrugem").

É bom começar esclarecendo que nunca devem ser usadas "palhas de aço" na
limpeza de aço inox. Esses materiais são fabricados com aço carbono e quando
os utilizamos incrustamos partículas de aço carbono na superfície do aço inox.
Essas partículas não resistem à corrosão atmosférica e começam a corroer. O
produto de corrosão dessas partículas(conhecido como ferrugem) pode levar
com o tempo a problemas de corrosão no próprio aço inox.
Existem no mercado diversos produtos que podem ser utilizados, dependendo
do problema. Existem desengraxantes, desoxidantes, etc. No caso, é necessário
pensar em eliminar óxidos, ou seja, é necessário realizar uma decapagem.
A decapagem pode ser feita com soluções líquidas (uma solução nítrico
fluorídrica, com 15% de HNO3 e 2% de HF), mas o tempo de decapagem deve
ser muito bem controlado porque o HF ataca realmente à superfície do aço inox.
Uma forma provavelmente mais fácil de controlar seria a utilização de gel
decapante, que deve ser colocado em toda a superfície do tanque, deixado o
tempo que o fabricante do gel recomende e depois lavar com água em
abundância.

Dependendo das manchas, ou das camadas de óxidos formadas, em certos


casos é necessário fazer um esmerilamento para remover esses produtos,
acabando depois com lixas cada vez mais finas. As remoções mecânicas, como
a apontada, devem ser seguidas de uma decapagem.

Feito este trabalho de decapagem, o ideal é não permitir que a situação se


repita. Durante 10 anos não foi feita limpeza e agora, a limpeza é mais
difícil. Uma limpeza por ano, às vezes somente com água ou água e sabão, é
suficiente para manter limpas as superfícies inoxidáveis na maior parte dos
casos.
50. Qual é o efeito do enxôfre na usinabilidade dos aços inoxidáveis?
Do mesmo modo que nos aços para construção mecânica, existem inúmeros
métodos para a melhoria da usinabilidade de aços inoxidáveis. O método mais
conhecido e utilizado é a adição de enxofre ao aço, que conduz a formação de
sulfetos de manganês na matriz. Essas inclusões possuem baixo ponto de fusão
e alta deformabilidade, tendo um efeito positivo na usinabilidade. Causam um
efeito lubrificante na aresta de corte e facilitam a quebra do cavaco na zona de
cisalhamento.
51. Preciso informações sobre aço inox que não produza faíscas, para
uso em cabos de aço e correntes de elos.
Tendo em vista que o aço inox é condutor de eletricidade , não existe aço
inox que atenda esta exigência. No caso de carga eletrostática, o componente
de inox irá produzir faísca caso o meio dielétrico permita a descarga.
52. Gostaria de saber as ligas de inox mais aplicadas na produçao de
cubas de inox.
Para produção de pias são utilizadas normalmente as ligas 430 e 304.
A liga 430 é utilizada quando a estampagem não é muito profunda e o 304
quando se requer uma maior capacidade de estampagem.
A maior restrição do aço 430 é a soldabilidade do mesmo. As soldas neste aço
são frágeis e de menor resistência à corrosão. As aplicações do 430 se
restringem àquelas que não precisam de soldagem, ou quando as soldas não
são consideradas aplicações de alta responsabilidade, como é o caso das pias
de cozinha.

53. Gostaria de receber informações sobre corrosão química em aço


inox para produzir placas em baixo e alto relevo
Normalmente, é feito um recobrimento na parte que não deve ser atacada.
Depois, a peça é colocada em uma solução de cloreto férrico (aproximadamente
10 a 20%) que atacará a parte que nos pretendemos seja atacada.
Soluções de ácido nítrico e ácido fluorídrico também podem ser utilizadas.
Aumentando a temperatura das soluções se consegue aumentar a velocidade do
ataque. O tempo necessário deve ser estabelecido por vocês em função da
profundidade de ataque desejado.
54. Gostaria de ter informações sobre o aço inox 303 S.S.Ou seja se eu
comprar aço inox 304 será a mesma coisa?.
Não, não será a mesma coisa do ponto de vista de usinabilidade , isto é a
facilidade de se fabricar uma peça por processos que envolvam a remoção de
metal por corte( serra, torneamento, fresagem, etc). Do ponto de vista de
resistência a corrosão será muito superior, especialmente a corrosão
localizada, chamada de corrosão por pites ( formação de pequenos furos
localizados) que é extremamente perigosa e danosa ao componente. Na
condição normal de entrega no estado solubilizado, as propriedades mecânicas
do 304 são superiores ao 303.
Normalmente os aços inoxidáveis de corte livre contém enxofre (S), como no aço
inox tipo 303. Entretanto o enxofre causa uma deterioração da resistência a
corrosão, restringindo sua
aplicação a meios não agressivos , além de poder alterar o sabor de alimentos e
bebidas devido ao enxofre. Neste caso a aplicação do inox 303 fica restrita a
aplicações sem muita responsabilidade do ponto de vista de agressividade do
meio onde irá operar. Do ponto de vista de usinabilidade o
303 é insuperável .
As usinas fabricantes de barras de aço inoxidável visando melhorar a
usinabilidade do 304, desenvolveram aços 304 com usinabilidade melhorada
sem perda da resistencia a corrosão. No Brasil estes aços são fabricados pela
Piratini com a designação CORFAC e pela Villares com a designação USIFAC.
Estes aços tem cerca de 20 a 30 % de melhoria de usinabilidade em relação ao
304 comum, permitindo um menor desgaste de ferramenta e aumento campo de
velocidades de corte e avanços.
55. Pretendemos fabricar roldanas para o uso esportivo em escalada e
rappel, também para resgate. Gostaria de saber sobre qual o tipo de
inox que possui maior resistência mecânica, como cisalhamento,
tração, etc
Os aços inoxidáveis austeníticos comuns não possuem alta resistência
mecânica, apesar de boa resistência a corrosão. Em aplicações onde se
necessita de boas propriedades mecânicas de resistência e tenacidade e,
simultaneamente de boa resistencia a corrosão, deve-se utilizar os aços
inoxidáveis endurecíveis por precipitação como o UNS 630 , também conhecido
como 17-4 PH.
Este aço , após tratamento térmico de envelhecimento, apresenta resistencia a
tração acima de 1000 MPa, dependendo do ciclo empregado.Este aço é
amplamente empregado na industria aeronáutica, naval e na fabricação de
componentes de responsabilidade, como eixos.
56. Inibidores da corrosão do aço inox em ácido sulfurico.
Os aços inoxidáveis não são normalmente utilizados em ácido sulfúrico. Em
concentrações diluídas (menos de 25%) ou muito concentradas, o 316L é
resistente desde que o sistema trabalhe em baixas temperaturas (temperatura
ambiente).
O aço inoxidável 904L, que não é fabricado no Brasil, resiste em todas as
concentrações mas existem limitações com a temperatura.

Não é muito usual recorrer a inibidores para poder utilizar um aço inoxidável em
ácido sulfúrico. O sulfato férrico adicionado ao ácido sulfúrico permite que o aço
inoxidável se comporte de forma passiva nesse ácido. Mas a proporção de
sulfato férrico a ser adicionada depende da concentração do ácido.

En soluções diluídas de ácido sulfúrico e com baixas temperaturas, o oxigênio


ajuda a resistir melhor à corrosão. Neste caso pode ser injetado ar a
pressão.Mas estamos falando de casos muitos específicos com ácido sulfúrico
de baixa concentração.
57. Gostaria de saber quais os inconvenientes em ligar por soldadura
chapas de diferentes qualidades ex. aisi 304 a rst 37.2 ou construcao
naval a st 44.2
De forma geral, não é recomendável ligar o aço inoxidável a materiais que
poderão promover o processo de corrosão galvânica, quando na presença de
um eletrólito. Este poderia ser o caso ao se unir por soldadura o aço inox 304
aos aços ST 37.2 ou ST 44.2.
Uma forma de evitar a corrosão galvânica, caso haja a presença do eletrólito,
poderia ser pintar o aço carbono ou inoxidável após a solda.
58. Estamos trabalhando com uma corrente de rolos próximo a uma
bobina de aquecimento por indução, apesar da corrente ser de aço
inox AISI 304, estamos tendo o aquecimento da mesma. Qual o
material para este tipo de trabalho? Não podemos ter aquecimento
nesta corrente.
O inox austenítico( sem ferrita residual) mesmo não sendo magnetizável, aquece
sob a ação de um campo magnético.
A solução é o uso de material não metálico nessas regiões.
Outra solução talvez seria o uso de maiores frequências visando diminuir o
alcance do campo magnético e com isso reduzir o aquecimento nas correntes.
59. Que ácidos que corroem o aço inox?
Podemos dizer que os ácidos redutores (como o
ácido clorídrico e o fluorídrico) atacam a todos os aços inoxidáveis.
Acidos oxidantes (como o ácido nítrico, não atacam.
O ácido sulfúrico ataca aos aços inoxidáveis em praticamente todas as
concentrações e temperaturas. Os aços inox somente resistem a este ácido em
soluções muito diluidas ou muito concentradas e em temperaturas ambientes.
Os aços inox resistem bem ao ácido fosfórico em boa faixa de concentrações.
De toda forma, o ideal seria que o Sr. nos consulte sempre que necessite porque
existem detalhes que não podemos precisar num mail.
60. Gostaria de saber quais os ensaios eletroquimicos necessarios para
comparar aços inox, e saber qual resiste mais a corrosao.
Não existe um único teste para comparar a resistência à corrosão de diversos
tipos de aço, ja que esta é afetada pelo meio de trabalho, temperatura,
concentrações dos meios, etc.
Existem entretanto, estudos que permitem recomendar o tipo de aço mais
adequado em termos de resistência à corrosão, em função das condições acima
mencionadas.
61. Qual o melhor adesivo para fixar inox com inox (chapas)?
Para colar chapas de inox, pode utilizar fita dupla face da 3M (branca, não
transparente), no caso de superfícies pequenas.
Se as superfícies a colar forem maiores, pode utilizar cola fórmica tendo o
cuidado de cobrir as duas superfícies a serem coladas esperando secar antes de
proceder à colagem.
62. O que posso fazer para evitar corrosão em tanque inox 304, que
trabalha com solução de cloro?
Quando as pessoas falam de "solução de cloro" podem estar falando de coisas
diferentes. De toda forma, seja uma ou outra interpretação que demos a essa
solução de cloro, o risco de corrosão nos inoxidáveis estará sempre presente.
O cloro é um gás. Podemos borbulhar o gás cloro em água e temos uma solução
de cloro (na realidade ele se dissolve muito pouco na água). Até 3 ppm de
cloro livre na água, são resistidos pelo 304. Entre 3 e 5 ppm, quem resiste é o
316. Mais do que isso, nem o 316.
As pessoas falam também de "água clorada" quando se referem aos alvejantes
(tipo Cándida, por ex.) e estas águas cloradas são em realidade soluções de
hipoclorito de sódio.
Tanto o cloro livre (gas) na água quanto o hipoclorito de sódio podem provocar
corrosão por pites nos aços inoxidáveis.
Quem sabe, para esse tanque, o aço carbono revestido com algum plástico,
como PVC ou polipropileno, seria mais adequado.
63. DÚVIDAS SOBRE TEMPERATURAS PARA AÇO INOXIDÁVEL Boa
Tarde, meu nome é Claudio Viani Moro (INOX-PAR), tenho um cliente
que me perguntou se ; a fixação realizada através de parafusos em
aço inoxidável AISI-304 e AISI-420(temperado/revenido) são
recomendadas para aplicação em quais temperaturas(mínimas e
máximas)? NOTA-os fixadores serão aplicados em uma composição
(vagão) para METRO que provavelmente estará sujeita e
temperaturas variando de aproximadamente 0 a 50 graus C.
Não vejo razões para maiores preocupações com a faixa de temperatura
estimada para a aplicação em questão.

Baixa temperatura: mesmo o AISI 420 (que apresenta uma mais alta
temperatura de transição dútil-frágil, comparado ao AISI 304) não teria contra-
indicações para trabalhar a 0 grau Celsius.

Alta temperatura: Para 100 graus Celsius, portanto 50 acima da máxima


estimada o AISI 420 tem aumentada a sua tenacidade ao impacto, enquanto que
para o AISI 304 o efeito mais crítico é a diminuição do LE em 20%.

Baseado nestes dados, eu aconselharia simplesmente a utilização dos


costumeiros fatores de segurança de projeto, os quais certamente já englobam
os efeitos desta estreita faixa de temperatura sobre as propriedades mecânicas
dos materiais em geral.

64. Estou fazendo um trabalho e preciso do coeficiente de expansão


cubica do aço inox.
O coeficiente de expansão térmica cúbica "CETC" do aço inox 304 é
aproximadamente três vezes o valor do coeficiente de expansão térmica linear
"CETL". Assim temos:
0 °C a 100 °C o coef. de expansão térmica linear é 17,2 X 10 -6 / °C, ou seja,
0,0000172 / °C.
portanto 0 °C a 100 °C o coef. de expansão térmica cubica será
aproximadamente 51,6 X 10 -6 / °C, ou seja, 0,0000516 / °C.
Cabe lembrar que:
(V - Vo) / Vo = "CETC" x (T - To) ; (V - Vo) / Vo = 0,0000516 x (T - > To) , no
intervalo de 0°C a 100 °C
onde, V é o volume na temperatura T e Vo é o volume original (inicial)
na temperatura To, original (inicial).
Coeficiente médio de expansão térmica cúbica (volumétrica):
de 0 °C a 100 °C.......... CETC = 0,0000516 / °C
de 0 °C a 300 °C.......... CETC = 0,0000531 / °C
de 0 °C a 500 °C.......... CETC = 0,0000549 / °C
de 0 °C a 650 °C.......... CETC = 0,0000561 / °C
65. Qual o peso especifico dos aço inox 304 e 409?
Os pesos específicos dos aços 304 e 409 são os seguintes:

Densidade em g/cm³ ou kg/dm³ :

304 => 8,0

409 => 7,8

66. Gostaria de saber que ácidos e quais concentrações podemos


utilizar para decapar e passivar parafusos em AISI 420 e 410 que
foram temperados e revenidos
Para decapagem e Passivação de aços 420 e 410 temperados recomendamos
15% HNO3 + 0,5% HF a temperaturas entre 50 e 60 graus C.

=> Apenas para passivação recomendamos 20% HNO3 + 2% Na2Cr2O7.2H2O


(dicromato de sódio) ou opcionalmente 50% HNO3, em ambos os casos também
preferencialmente entre 50 e 60 graus C.

=> O tempo deve ser determinado para cada caso em particular através da
avaliação de amostras tratadas a partir de 5 mninutos (tempo mínimo). O
tempo depende da concentração e temperatura do banho e do resultado que se
deseja obter.
67. Atualmente temos um cliente que esta tendo dificuldades durante a
aplicação de parafusos auto-brocantes em AISI 420 temperados e
revenidos (acreditamos que a dureza obtida de 43 a 45RC seja o
problema), gostariamos de saber qual a dureza máxima que
poderemos obter para o AISI-410 E AISI-420.
Durezas máximas para os aços AISI 410 e AISI 420 tratados nas condições
"standard";

Aço AISI 410


* Temperado em óleo de 1010 °C : típico 45,0 HRc
* Temperado como acima + revenido a 300 °C : típico 43,5 HRc
* Temperado como acima + revenido a 400 °C : típico 43,0 HRc

Aço AISI 420


* Temperado em óleo de 1040 °C : típico 52,0 HRc
* Temperado como acima + revenido a 300 °C : típico 50,0 HRc
* Temperado como acima + revenido a 400 °C : típico 49,0 HRc

Durezas um pouco superiores (um ou dois pontos na escala HRc) podem


eventualmente ser conseguidas nestes aços nas suas condições de temperado,
porém, isto implicaria em temperaturas de têmpera superiores as temperaturas
"standard". Temperaturas superiores de têmpera não são recomendáveis pois
acarretam em perda de tenacidade devido a crescimento de grão.

68. Gostaria de entender qual o mecanismo que faz com que os aços
inoxidáveis austeníticos tornem-se magnéticos quando trabalhados
a frio. Existe alguma tabela, ou maneira de asociação para prever o
nível de permeabilidade magnética com o nível de deformação?
De maneira geral, o que determina o carácter magnético de um aço inoxidável e
o balanceamento de elementos químicos na sua composição, pois através dele
poderemos ter uma estrutura austenítica ou ferrítica.

Os aços inoxidáveis ferríticos são magnéticos e os austeníticos não magnéticos.

Porém os aços austeníticos quando conformados, podem vir a ter parte da


austenita de sua estrutura transformada em martensita, o que conferirá um
carácter magnético ao material.

A permeabilidade magnética é proporcional à intensidade da deformação,


entretanto não existe nenhuma tabela que permita prver o nível de
permeabilidade em função da deformação.

Quanto maior o téor de Níquel no material, menor o magnetismo após a


deformação, isto porque o Níquel tem efeito estabilizador da austenita impedindo
sua transformação em martensita.

Para eliminar o magnetismo, pode ser feito um tratamento térmico de


recozimento a 1100 -1150 ° C que irá transformar a martensita em austenita.

69. eu praciso saber qual aço e espassura é recomendado para fabricar


um taque de 700x700x1000mm onde eu usarei acido moriatico e soda
caustica em temperatura elevada e esse tanque não deforme e não
tenha corrosão.
Os aços inoxidáveis não são materiais recomendados para utilização em
presença de ácido clorídrico.
Em qualquer concentração e temperatura o ácido clorídrico ataca a todos os
aços inoxidáveis.
70. Gostaria de saber se é possível saber a temperatura do aço inox 420,
sem o uso de termómetro para têmpera em facas artesanais e qual
seria o melhor procedimento para se conseguir uma boa têmpera?
Gostariamos de lhe adiantar algumas informações sobre
forjamento/recozimento/têmpera e revenimento desse aço.

Forjamento:

Aquecer lentamente até 760oC e esperar que todo a material atinja essa
temperatura. Continuar então o aquecimento uniformemenete até 1100 a 1200
oC, manter o tempo suficiente para completa homogeneização , lembrando que
tempos excessivos em altas temperaturas levam a uma maior oxidação do
material e eventual descarbonetação. Iniciar o forjamento. Não forjar abaixo
de 900oC. Após o forjamento resfriar a peça em um forno aquecido a 840oC ,
se disponível. Caso não, resfriar em cinzas ou cal sêca aquecidas. Se
resfriadas ao ar podem ocorrer trincas nas peças. Recoza após resfriamento
até a temperatura ambiente.

Recozimento

Sugerimos no seu caso realizar um recozimento sub-crítico para minimizar a


descarbonetação. Aqueça as peças uniformemente até 760oC e resfrie no forno
ou ar calmo.

Têmpera

Aquecer até 980-1040oC manter o suficiente para homogeneizar a temperatura


e
resfriar em óleo. Eventualmente podemos pensar em resfriar com ar soprado
dada as suas espessuras serem pequenas.

Para controle da temperatura de têmpera sugerimos a utilização de


termometria por termopar de contacto tipo K. Pode-se na sua falta usar um
pirômetro óptico ou infra-vermelho.
Uma técnica antiga de controle de temperatura sem uso de equipamentos
poderia ser a tabela de cores.Devido a estreita faixa de temperaturas de
têmpera, a utilização de cores para acerto da temperatura pode se demonstrar
imprecisa.

Revenimento

Revenir logo após a têmpera , isto é tão logo as peças atinjam a temperatura
ambiente. Para manter a máxima dureza ( cerca de 52 HRC) e resistência a
corrosão, revenir entre 150 e 200oC por uma hora. Resfriar ao ar.

A variação dimensional após têmpera a 1040oC e revenimento a 200oC está


entre +0,0002 e + 0,0005 ( m/m).

71. Qual é a influência da rugosidade na resistência à corrosão do aço


inoxidável?
Uma superfície lisa, menos rugosa, tem menos probabilidade de reter pó, sujeira,
particulas contaminantes ou qualquer outro produto externo que possa afetar o
aço inoxidável. Além disso, uma superfície lisa facilita o processo de limpeza.
Portanto quanto mais lisa for a superfície, maior será a proteção contra a
corrosão provocada por contaminação externa.
Para outros tipos de corrosão, como a intergranular, a corrosão sob tensão,
ataque de ácidos etc., a rugosidade da superfície é um fator secundário. Nestes
casos o mais importante é especificar o tipo de aço inoxidável adequado para
cada aplicação.
72. O que é passivação? É um procedimento de limpeza?
O objetivo principal da passivação é renovar a camada passiva protegendo o aço
inoxidável contra a corrosão.

Embora o processo de passivação seja expontâneo pela formação de oxidos de


cromo protetores, através da passivação é acelerada a formação da camada
passiva.

Os banhos de passivação contribuem também para dissolver pequenas


manchas de óxido de ferro e por isso são utilizados em alguns casos como
procedimentos de limpeza.
73. porque o aço inox 416 ,adquire corrosão,qual o melhor meio de evita-
la
74. QUAL É A INFLUENCIA DO CROMO E DO NÍQUEL NOS AÇOS
INOXIDAVES? (trabalho de faculdade) desde já obrigado
CROMO
Podemos definir como aço inoxidável o grupo de ligas de ferro ( Fe ) e cromo
( Cr ) contendo no mínimo 10,5 % de Cr.
Outros elementos metálicos também integram estás ligas, mas o Cr é
considerado o elemento mais importante porque é o que dá aos aços inoxidáveis
uma elevada resistência à corrosão. Mesmo quando o aço inox sofre algum tipo
de dano, sejam arranhões, amassamentos ou cortes, imediatamente o oxigênio
do ar combina-se com o cromo, formando novamente o filme protetor,
recompondo a resistência à corrosão. Esta qualidade é inerente ao aço inox já
que o cromo faz parte de sua composição química.
NÍQUEL, adicionado no aço inoxidável é responsável por:

Aumenta a resistência à corrosão de uma maneira geral


Melhora a Ductilidade ( Estampagem )
Aumenta a Resistência mecânica a quente
Melhora a Soldabilidade
75. Para fabricação de tanques para armazenamento de água com
temperatura média de 60°C, qual a composição química da água que
seria permitida para aço inox 304 e 316 para não ocorrer corrosão
nestes tanques.
Para o aço inox 304 o téor máximo de ion cloreto (Cl ) na água a temperatura de
60°C, é de 0,015% e para o aço 316 é de 0,08%.
76. Quais os significados das inscrições 18/8, 18/10 de artefatos em aço
inoxidável? Essa codificação está associada a aplicações
diferenciadas? Obrigado.
As inscrições 18/8 e 18/10, referem-se aos teores de Cromo e Níquel e
correspondem aos tipos de aço inoxidável tipos 304 e 316, respectivamente.
77. O inox 430 pode ser soldado?
Sim o aço 430 pode ser soldado, entretanto a sua soldabilidade é inferior à dos
aços inoxidáveis austeníticos ( 304, 316).
78. Endereço atual para correspondência?
Av. Brig. Faria Lima, 1234 Conj. 141 Fone: 11 38130969 Fax: 11 38131064
01451-913 São Paulo - SP
79. tenho um pequena fabrica de moveis hospitar e gostaria de ideias
como e em que usar as sobras de materia prima(digo chapas e
tubos) obrigado!
Caso as sobras não tenham aplicação direta como componentes dos produtos
que fabrica, o valor residual das mesmas é considerável, o que justifica sua
venda como sucata.
A venda da sucata poderá ajudar na redução do custo de adquisição de sua
matéria prima e do seu custo de produção.
Uma alternativa para a utilização das sobras, poderia ser a produção de
pequenas peças que poderiam ser comercializadas como brindes (chaveiros,
porta-guardanapos, porta-trecos etc). Isto dependerá do tipo de sobras geradas
e da criatividade na definição das peças.
80. Como devo preparar a superficie do aço inox para receber pintura,
isto é como garantir uma boa aderência da tinta. Processo para
aplicação em pças / alta produção.
Não temos experiência com pintura de inox, ja que na maioria das aplicações, o
material é utilizado com seu acabamento superficial obtido por lixamento ou
polimento.
Dadas suas características de alta resistência à corrosão, uma das vantagens de
utilizar o aço inox é o fato deste dispensar revestimentos protetivos para evitar a
corrosão.
No seu caso entendemos que a pintura tem função estética e assim sendo, a
recomendação que recebemos de especialistas em tintas, é utilizar fundo
fosfatizante ( marca Lazzuril ou Wanda).

Recomendamos entretanto realizar um teste antes de colocar em produção


81. Como distinguir o aço inox 304 do 316 por meio quimico e onde
encontrar o produto para compra?
Para distinguir os aços 304 e 316 é preciso identificar a presença de Molibdênio,
presente apenas no tipo 316 . Há no mercado um produto denominado DETET
16® , comercializado pela empresa Mecanochemie e desenvolvido para efetuar
a análise qualitativa do aço inoxidável AISI 316, através do molibdênio. Ideal
para as indústriais de conexões, caldeirarias, mecânicas e metalúrgicas em
geral.
82. Gostaria de obter informações sobre os açox inox A2 e A4 pois
verifiquei na Internet uma grande aplicação destes aços em parfusos
e rebites. Se puderem me ajudar ficarei agradecido.
A2 e A4 são designações de classes de parafusos de aço inoxidável. A classe
A2 corresponde ao aço 304 e a classe A4 ao aço 316. Se a aplicação ocorrer em
ambiente onde haja cloretos (como por exemplo próxima ao mar), recomenda-se
A4/316.
83. Gostaria de saber se o silicato de sodio ataca o aço inox 430 com
contato prolongado.
O silicato de sódio (Na2SiO3) é um composto de baixa corrosividade. Em
qualquer concentração e a temperatura de até 100 graus Celsius pode-se
armazena-lo num recipiente construído em aço inoxidável 430.
84. Gostaria de saber qual o tipo de aço utilizado nas réguas do tipo flex
inox. E qual a diferença entre o aço e o aço mola. Qual o tipo de aço
inox correspondente ao aço mola?
Para a confecção de réguas de aço inoxidável, vários tipos deste material podem
ser utilizados, das famílias dos austeníticos ou dos ferríticos. É comum o uso do
tipo 304, mas também pode ser usado o tipo 302, este considerado um aço mola
- que define um aço que tem um alto limite de escoamento (portanto é difícil
conseguir uma deformação permanente nos aços mola). No caso do INOX 302,
seu limite de escoamento é de 276 MPa.
85. Como ocorre o processo de corrosão por pites no cordão de solda
em um tubo de aço inox 304 num ambiente quente (90ºc a 100ºc) com
vapor de água com cloreto.
A corrosão por pites ocorre geralmente a partir do ataque dos cloretos à camada
passiva do aço inoxidável. Quando o INOX contém o elemento químico
molibdênio (Mo) em teor mínimo de 2% (como os tipos 316, 317 e 444), sua
resistência à corrosão por pites aumenta consideravelmente. A temperatura
também privilegia o processo de corrosão por pites. A rigor, a corrosão por pites
não deve ter qualquer influência da operação anterior de soldagem. Juntas
soldadas estão mais propensas a sofrer de corrosão intergranular.
86. Estamos projetando uma tubulação para oxigênio no estado gasoso
e estou querendo usar a tubulação em aço inox. Tenho algumas
resistencias internas pois não querem o uso do inox. Poderiam me
enviar um comparativo entre o inox e o aço carbono. Principalmente
as vantagens e desvantagens.
As principais vantagens do uso de tubos de aço inoxidável na condução de
gases em geral estão relacionadas à manutenção de sua pureza e à maior
durabilidade da tubulação, conforme explanaremos a seguir: - Manutenção da
pureza: é comum a presença de umidade nestes gases industriais, que acabam
se condensando dentro da tubulação. A experiência demonstra que, ainda que
se usem filtros do tipo "molecular sieves", a umidade ocorre. Esta por si só, não
representaria grandes problemas, pois pode ser eliminada imediatamente antes
do processo alimentado pelo gás. No entanto, o problema surge quando do uso
de uma tubulação cujo material não tem suficiente resistência à corrosão, como
é o caso do aço-carbono ou do ferro fundido. A umidade interna logo corroe o
tubo (principalmente neste caso específico, onde o gás transportado é o
oxigênio) e o produto desta corrosão contamina o gás e, eventualmente, entope
pontos mais estreitos, criando problemas de fornecimento e a necessidade de
manutenção freqüente. - Maior durabilidade da tubulação: devido ao mesmo
problema de umidade interna e conseqüente corrosão, os tubos de aço-carbono
acabam por ter uma durabilidade bem inferior ao dos de INOX. Devido a esta
corrosão, qualquer duto de aço-carbono tem sua espessura projetada levando
em consideração uma "sobre-espessura" (ou em inglês: "corrosion allowance"),
que impõe uma espessura maior do que aquela requerida pela cálculo estrutural,
pois sabe-se de antemão que o material irá sofrer corrosão. O mesmo raciocínio
é válido para a corrosão externa ao tubo, principalmente em se tratando de um
ambiente agressivo. Deste modo, por não sofrer corrosão generalizada, uma
tubulação de INOX pode ter uma espessura de parede muito inferior à mesma
tubulação construída em aço-carbono (tipicamente esta espessura pode ser a
metade ou até um terço, para o INOX), fazendo com que o investimento numa
tubulação de INOX torne-se competitivo frente aos concorrentes materiais
menos nobres. Devido principalmente a estas evidências, as instalações de
vácuo se utilizam quase que exclusivamente de aço inoxidável. Igualmente,
centrais de gases ultra-puros não abrem mão da utilização do material.
87. Peço a gentileza de me informar qual a temperatura mínima que os
aços ferriticos e martensiticos trabalham.
A temperatura mínima de trabalho de um aço está relacionada ao que
conhecemos como "temperatura de transição dúctil-frágil" - TTDF, grandeza que
varia de aço para aço. A TTDF determina a temperatura mínima de trabalho de
um aço para que ele continue apresentando comportamento dúctil. Abaixo da
TTDF o aço se comporta de maneira frágil, o que pode ser perigoso,
especialmente para aplicações estruturais. Aços para uso em temperaturas
criogênicas (ou próximas do zero absoluto) são sempre austeníticos, pois estes
têm uma TTDF sempre bem inferior aos aços ferríticos e martensíticos.
88. Gostaria de saber quais os materiais para limpeza do aço inox que
não são indicados; Teria alguma influencia do aço inox magnético
com relação ao funcionamento de uma maquina que contem em seu
interior circuitos eletronicos ?
Procure evitar o uso de produtos que contenham cloro ou seus compostos e
também produtos à base de ácidos fortes. Não acreditamos que o magnetismo
do INOX (que ocorre quando o mesmo não é austenítico) possa interferir no
funcionamento de circuitos eletrônicos.
89. Estamos projetando uma tubulação para oxigênio no estado gasoso
e estou querendo usar a tubulação em aço inox. Tenho algumas
resistencias internas na empresa, pois não querem o uso do inox.
Poderias me enviar um comparativo entre o inox e o aço carbono.
Principalmente as vantagens e desvantagens.
As principais vantagens do uso de tubos de aço inoxidável na condução de
gases em geral estão relacionadas à manutenção de sua pureza e à maior
durabilidade da tubulação, conforme explanaremos a seguir: - Manutenção da
pureza: é comum a presença de umidade nestes gases industriais, que acabam
se condensando dentro da tubulação. A experiência demonstra que, ainda que
se usem filtros do tipo "molecular sieves", a umidade ocorre. Esta por si só, não
representaria grandes problemas, pois pode ser eliminada imediatamente antes
do processo alimentado pelo gás. No entanto, o problema surge quando do uso
de uma tubulação cujo material não tem suficiente resistência à corrosão, como
é o caso do aço-carbono ou do ferro fundido. A umidade interna logo corroe o
tubo (principalmente neste caso específico, onde o gás transportado é o
oxigênio) e o produto desta corrosão contamina o gás e, eventualmente, entope
pontos mais estreitos, criando problemas de fornecimento e a necessidade de
manutenção freqüente. - Maior durabilidade da tubulação: devido ao mesmo
problema de umidade interna e conseqüente corrosão, os tubos de aço-carbono
acabam por ter uma durabilidade bem inferior ao dos de INOX. Devido a esta
corrosão, qualquer duto de aço-carbono tem sua espessura projetada levando
em consideração uma "sobre-espessura" (ou em inglês: "corrosion allowance"),
que impõe uma espessura maior do que aquela requerida pela cálculo estrutural,
pois sabe-se de antemão que o material irá sofrer corrosão. O mesmo raciocínio
é válido para a corrosão externa ao tubo, principalmente em se tratando de um
ambiente agressivo). Deste modo, por não sofrer corrosão generalizada, uma
tubulação de INOX pode ter uma espessura de parede muito inferior à mesma
tubulação construída em aço-carbono (tipicamente esta espessura pode ser a
metade ou até um terço, para o INOX), fazendo com que o investimento numa
tubulação de INOX torne-se competitivo frente aos concorrentes materiais
menos nobres. Devido principalmente a estas evidências (e também a outras
vantagens que não foram aqui citadas) as instalações de vácuo se utilizam
quase que exclusivamente de aço inoxidável. Igualmente, centrais de gases
ultra-puros não abrem mão da utilização do material.
90. A água raz ataca o inox e o níquel ?
A água raz não corroe nenhum dos tipos de aço inoxidável e, nem tampouco o
níquel.
91. Os aços inoxidáveis Duplex, mais especificamente o S31803 é
magnético, não magnético ou levemente magnetico?
O nome "duplex" vem da microestrutura bifásica ferrita-austenita, comum a estes
aços inoxidáveis. A ferrita é magnética, enquanto a austenita é não-magnética.
Qualquer dos aços inoxidáveis duplex apresenta frações volumétricas iguais de
ferrita e austenita, i.e. 50% de cada fase. Baseado nesta informação, podemos
supor que é aço inoxidável duplex tenha cerca da metade do magnetismo de um
aço comum ou outro material ferrítico.
92. Estou precisando saber qual o peso especifico do inox AISI 430.
O peso específico do aço inoxidável AISI 430 (que é ferrítico) é o mesmo do aço-
carbono, ou seja, 7,78 g/cm3 (para os austeníticos - 8,06 g/cm3).
93. Utilizamos uma quantidade razoável de inox 304 nas estruturas de
balanças, e temos recebido de clientes, algumas reclamações de
oxidação nas áreas soldadas com MIG, gostaria de saber mais sobre
oxidação em peças soldadas. Poderiam sugerir algum livro que
detalhe o assunto ou algum artigo.
Para um bom desempenho da junta soldada é imprescindível os tratamentos de
decapagem e passivação. Recomendamos buscar assessoramento técnico de
empresas especializadas em tratamentos de superfície de aços inoxidáveis, para
melhorar os processos de tratamento após a soldagem das estruturas das
balanças.
94. Gostaria de saber qual a espessura minima da camada de oxido de
cromo que se forma nos aços inox da serie 300 e serie 400.Gostaria
tambem de saber se ao executar uma limpeza nestes aços com uma
palha de aço grossa onde cause pequenas ranhuras, eu estarei
retirando a camada de oxido de cromo.
A espessura da camada passiva de óxido de cromo é de apenas 1 angstron (10
elevado a décima potência negativa), ou 10 nanometros. Ao passar uma palha
de aço sobre o INOX, a camada passiva pode até ser danificada, mas isso não é
muito grave, uma vez que o INOX tem a capacidade auto-regenerar a sua
camada passiva. O mais grave é a contaminação com aço-carbono da palha de
aço que será deixada na superfície do INOX. Por isso evite palha de aço comum,
preferindo palha de aço inoxidável.
95. Gostaria de saber como distinguir os aços inox 304, 316, 410 e 420.
Uma maneira de identificar os de série 400 é pelo magnetismo. Mas e
entre o 410 e 420? E entre 316 e 304?
A maneira mais barata de distinguir os aços inoxidáveis 304 e 316 é através do
uso de uma solução que revela a presença do molibdênio (presente somente no
tipo 316). Existe no mercado esta solução com o nome comercial DETET. Já
para diferenciar os aços inoxidáveis martensíticos 410 e 420 é necessário
recorrer à metalografia ou à análise química.
96. Quero saber sobre carga de ruptura do INOX 304.
Os valores mínimos das tensões de ruptura (e não a carga de ruptura) do INOX
304 são os seguintes: - para barras - 490 N/mm2 - para chapas - 540 N/mm2
97. Na tabela de seleção de aços inoxidáveis adequados para certos
produtos químicos consta que o 304 e 316L não são adeuqados para
o armazenamento de Hipoclorito de Sódio poi há risco de "pite", o
que é isso? Existe algum aço inox ou outro material a ser utilizado?
O produto não seria armazenado, seria usado para lavagem de
material cirúrgico. Qual o dano causado ao aço inoxidável no caso
deste contato?
A "corrosão por pites" (do inglês "pitting") é um tipo de ataque localizado que
pode acometer o aço inoxidável. Normalmente este ataque é causado por íons
cloreto, que podem evoluir a partir do hipoclorito de sódio e também de outros
compostos clorados. Os pites se caracterizam por uma pequena área superficial,
com grande profundidade de penetração. Devido a esta característica a corrosão
por pites é bastante temida, uma vez que é difícil encontrar sinais precoces de
seu início. Os aços inoxidáveis que contêm molibdênio (como é o caso do tipo
316) apresentam uma maior resistência a este tipo de ataque.
98. GOSTARIA DE SABER A DIFERENÇA DO INOX A240 PARA OS INOX
304 E 316 E QUAL SUA UTILAZAO
A240 não designa um tipo de aço inoxidável, mas sim uma norma ASTM sobre
aços inoxidáveis intitulada Standard Specification for Chromium and Chromium-
Nickel Stainless Steel Plate, Sheet, and Strip for Pressure Vessels and for
General Applications. Ambos os aços inoxidáveis 304 e 316 são austeníticos da
série 300. Estes contêm certo teor de níquel para garantir a manutenção da
microestrutura austenítica a temperatura ambiente. A principal diferença entre
estes dois aços inoxidáveis deve-se ao fato de o 316 conter 2 a 3% de
molibdênio (Mo), elemento químico responsável pela maior resistência à
corrosão causada por compostos clorados e pela poluição
99. - Preciso dos parâmetros aceitáveis de elementos químicos, em ppm,
presentes na água. Quais são estes elementos? Quais elementos
não podem estar presentes na água que possam afetar
prejudicialmente (corrosão) diretamente e indiretamente o aço inox
304 e 316? - Desses elementos prejudiciais ao aço inox 304 e 316,
qual o valor maximo(ppm) para o 304 e para o 316 permitido, sem
afetar a sua resistência?
Os sais minerais presentes na água não corroem os aços inoxidáveis. Temos
relato de aplicações bem sucedidas com água de poço, até mesmo quando esta
água apresenta elevada dureza (elevado teor de sais minerais, principalmente
carbonatos e bicarbonatos). Os elementos presentes na água que representam
risco de corrosão aos aços inoxidáveis são os da série 7A da tabela periódica,
chamados de halogênios: F, Cl, Br, I e As. Na prática o único deles
corriqueiramente encontrado é o Cl, pois este é utilizado como oxidante das
impurezas da água. Portanto, seu teor deve ser limitado a: Água a temperatura
ambiente: INOX 304 = 200 ppm INOX 316 = 1000 ppm Água quente: INOX 304 =
50 ppm INOX 316 = 250 ppm Estes teores seriam ainda menores no caso de
existirem frestas nos tanques. Portanto estas frestas devem ser eliminadas
através de um bom projeto e de um correto tratamento dos cordões de solda
(que devem ser niveladas e decapadas). Deve-se ter em mente, que a parte
superior do tanque pode apresentar uma corrosão mais acentuada, pois os
cloretos que evoluem da água clorada (principalmente quando esta é quente)
acarretam numa concentração muito elevada nesta região. Neste particular,
recomendo um projeto que garanta que o tanque esteja cheio d´água sempre (ou
praticamente sempre).
100. Qual é a contração do aço inox redondo 304L em temperaturas
negativas de zero até 60°C. ?
O coeficiente de expansão térmica do aço inoxidável 304 (ou 304L) na faixa de
temperatura entre -100 e 20 graus Celsius é: 14,4 x 10-6/K Digamos que
tenhamos como base uma barra de comprimento igual a 500 mm, na
temperatura ambiente (tomada como sendo igual a 20 graus Celsius). Esta barra
submetida à temperatura de -60 graus Celsius teria o comprimento de 499,42
mm.
101. Gostaria de saber se o silicato de sodio ataca o aço inox 430 com
contato prolongado.
O silicato de sódio (Na2SiO3) é um composto de baixa corrosividade. Em
qualquer concentração e a até 100 graus Celsius pode-se armazena-lo num
tanque construído em INOX 430.
102. Gostaria de saber que ácidos e quais concentrações podemos
utilizar para decapar e passivar tubulações em AISI 304L e 316L.
Qual seria o tempo recomendado para cada um dos processos?
Como saber testar se a superfície está corretamente passivada?
Os principais produtos utilizados para passivar os aços inoxidáveis são ácidos
nítrico e cítrico. Para que se alcance um tratamento de boa qualidade, vários
parâmetros devem ser controlados, a saber: concentração do ácido, tempo de
tratamento, temperatura de aplicação, procedimento de neutralização, etc. As
"receitas" variam de acordo com o tipo de aço inoxidável. Aspectos práticos
sobre o tratamento de passivação podem ser esclarecidos com empresas
especializadas em tratamento de superfícies de aço inoxidável, que podem ser
identificadas no Guia Inox Online disponível em nosso site..
103. Utilizamos para fazer balaustres/ pega mãos tubo de aço inox aisi
304, e por motivos de resistencia mecanica pretendemos utilizar o
tubo de aço inox aisi 430. Nossa duvida é saber se o inox 430 resiste
a oxidação devido ao acido urico das mãos dos passageiros ou
algum outro fator que possa causar tal oxidação. Atualmente
utilizamos o AISI 304 para tal aplicação e não temos problemas de
oxidação .
No aspecto resistência mecânica, em comparação com o 304, o 430 tem
superior limite de escoamento (25 contra 19 kgf/mm2). Porém, se levada em
consideração a tensão de ruptura, o 304 é superior (60 contra 50 kgf/mm2). No
que concerne à resistência à corrosão, talvez os tubos de 430 possam vir a
apresentar problemas em contato prolongado com o ácido úrico, mas é difícil
fazer qualquer previsão quanto à durabilidade destes tubos. Talvez uma
alternativa interessante seria o uso do INOX tipo 444 que é ferrítico como o 430.
104. Gostaria de saber qual o melhor tipo de aço inoxidável para a
seguinte aplicação: barbatanas de aço para confecção de peças de
vestuário. As barbatanas teriam 0,6mm de espessura e 6mm de
largura. Tem de ser flexíveis porém não deformar, voltando a sua
forma original, como uma mola e não quebrar mesmo sobre muita
pressão. Os modelos importados de barbatana são confecionados
em spring steel(alto carbono). Qual liga de aço inoxidável poderia
corresponder a tais propriedades e qual o grau de dureza da mesma,
e ela teria que ser temperada, recozida ou crua?
Provavelmente o aço inoxidável adequado para esta aplicação é o tipo 302,
normalmente usado para a confecção de molas. A dureza deste material é de 90
HRB (dureza Brinell).
105. Quais as categorias de aço inox que podem ser usadas em uma
tubulação para transporte de Cloridróxido de Alumínio? Tenho
amostras de aço 304L que foram usadas no transporte desse
material e que estão apresentando corrosão por pites. Essa
amostras foram submetidas a análises e, de fato, são de aço inox
304L.
Procuramos numa publicação especializada e não encontramos referência ao
cloridróxido de alumínio. Se o problema ocorrido foi a corrosão por pites
poderíamos tentar utilizar um aço inoxidável mais resistentes a este tipo de
corrosão que o 304L. Sugiro que vocês tentem o 444, o 316 ou o 317, nesta
ordem. Todos estes tipos contêm molibdênio, elemento responsável por uma
boa proteção do material contra a corrosão por pites. A corrosão por pites
também é acelerada pela temperatura, portanto, diminuir a temperatura do
produto transportado deve contribuir para um melhor desempenho do INOX.
106. GOSTARIA DE OBTER INFOMAÇÕES SOBRE ACO INOX A2 E A4, JA
QUE VI NA INTERNET BASTANTES APLICAÇÔES EM PARAFUSOS E
REBITES.
O material A2 equivale ao aço inoxidável 304, enquanto o A4 equivale ao 316.
Se a aplicação ocorrer em ambiente onde haja cloretos (como por exemplo
próxima ao mar), recomenda-se A4/316.
107. É recomendavel a utilização de aço inox 304 como material para
tubulações de água desmineralizada com as caracteristicas abaixo ?
Temperatura máxima :38° C Temperatura mínima : 10° C -
Condutividade elétrica máxima.......5 micronhos/cm - Resistividade
elétrica mínima.........0,2 Megaohms/cm - Teor máximo em sílica 0,05
ppm SiO2 - pH entre 6,5 à 9,0 Se negativa a resposta, qual seria o aço
inox recomendado ?
Certamente o INOX 304 é adequado para esta aplicação.
108. O que realmente representa a letra "L" do termo 316L para o aço
inox.
Na classe de aços básicos da norma americana AISI a diferença prática entre
304 ou 316 e 304L ou 316L é somente o teor de carbono. Os limites do teor de
carbono são máximo 0,08% para 304 e 316 e máximo 0,03% para os aços 304L
e 316L. As “variantes” de carbono mais baixo (316L) foram especificadas como
alternativas do aço “padrão”316 com carbono normal, para superar o risco de
corrosão intercristalina (desintegração na solda), que foi identificado como um
problema no início das aplicações destes aços. Isso pode ocorrer se o aço
permanece na faixa de temperatura entre 450 a 850ºC por períodos de vários
minutos, dependendo da temperatura e exposta em seguida num agressivo
ambiente corrosivo. A corrosão, então toma lugar próximo aos contornos dos
grãos. Se o nível do carbono é abaixo de 0,030%, então a corrosão
intercristalina não ocorre após a exposição nessas temperaturas, especialmente
para a escolha dos períodos normalmente expostas na zona afetada pelo calor
das soldas em secções “grossas” do aço.