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Treinamento e Desenvolvimento À Distância

1. O documento discute treinamento e desenvolvimento à distância no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo. 2. Treinamento e desenvolvimento são processos essenciais para o crescimento de pessoas e organizações, e treinamento à distância (e-learning) tem se tornado uma modalidade importante. 3. As vantagens do treinamento à distância incluem redução de custos, flexibilidade e escalabilidade, porém também apresenta limites como dificuldades em desenvolver habilidades interpessoais.

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Treinamento e Desenvolvimento À Distância

1. O documento discute treinamento e desenvolvimento à distância no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo. 2. Treinamento e desenvolvimento são processos essenciais para o crescimento de pessoas e organizações, e treinamento à distância (e-learning) tem se tornado uma modalidade importante. 3. As vantagens do treinamento à distância incluem redução de custos, flexibilidade e escalabilidade, porém também apresenta limites como dificuldades em desenvolver habilidades interpessoais.

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO

PAULO – CAMPUS SÃO CARLOS

PROCESSOS DE RECURSOS HUMANOS

Guilherme Macedo
Heber Preto Cardoso
José Alves da Cruz Neto
Khaled Haikel
Kaven Felipe da Costa

TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO À DISTÂNCIA

São Carlos – SP

2020
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO...............................................................................................3

2. TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO....................................................3

3. TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO À DISTÂNCIA............................8

4. VANTAGENS E LIMITES..............................................................................9

5. CONCLUSÃO..............................................................................................11

6. REFERÊNCIAS...........................................................................................12

2
1. INTRODUÇÃO

O processo de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) é essencial para o bem-estar


e crescimento das pessoas e das organizações. Não se trata de algo referente apenas aos
envolvidos no processo, pois, não afeta somente estes, seus respectivos trabalhos e a
organização da qual fazem parte, mas, repercute em todo o meio social. A partir dessa
perspectiva, este trabalho objetiva compreender os conceitos de treinamento e
desenvolvimento, seus métodos e técnicas, abordando especificamente a modalidade à
distância (e-learning) e suas implicações pessoais e organizacionais.

2. TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO

O conceito de Treinamento e Desenvolvimento (T&D) começou a tomar forma em


meados do século XX no período que ficou conhecido em administração como clássico.
Neste período, o foco está no treinamento e preparo do trabalhador para o desempenho do
seu cargo a fim de alcançar rapidamente a eficácia na linha de produção. Nesse estágio, o
treinamento ideal era o mais rápido, barato e eficaz. Assevera Maximiano:

Até o começo do século XX, a atividade industrial era dominada


pelos métodos artesanais. Um automóvel era fabricado da mesma forma
como ainda hoje se constrói uma casa. A produção artesanal é custosa e
demorada. Quando há um grande mercado potencial ansioso por uma
grande quantidade de produtos de baixo custo, produzidos rapidamente, o
artesanato é desvantajoso. Esse era o ingrediente que impulsionou a
produção em massa, que é, essencialmente, a fabricação de produtos não
diferenciados em grandes volumes (MAXIMIANO, 2000, p. 58).

Doravante, a sociedade, influenciada pela miríade de novos conhecimentos


adquiridos, começou a tomar consciência da importância de expandir o treinamento para
além do mecanicismo da linha de montagem. Desse modo, o treinamento passou
paulatinamente a ter uma visão mais voltada ao indivíduo e seu papel na organização não se
limitando a uma função especifica realizada pelo trabalhador.

A partir dessa nova percepção das relações laborais se começa a pensar em


desenvolvimento. Desde então, muito conhecimento foi acumulado, e as empresas se
empenham cada vez mais em atingir alto nível de excelência em treinar e desenvolver seus
colaboradores. Contudo, ainda há certa confusão entre os dois termos. O que é, afinal,
3
treinamento e desenvolvimento? E qual a diferença entre estes? Sobre estas questões,
elucida Idalberto Chiavenato:

O treinamento é o núcleo de um esforço contínuo desenhado


para melhorar a atividade das pessoas e, consequentemente, o
desempenho organizacional. Trata-se de um dos processos de GP mais
importantes. O treinamento é desenhado para construir talentos com
conhecimento e habilidades necessárias aos seus cargos atuais ou
construir competências individuais. Já o desenvolvimento envolve
aprendizagem que vai além do cargo atual e se estende à carreira da
pessoa com um foco no longo prazo para preparar as pessoas para
acompanhar as mudanças e o crescimento da organização
(CHIAVENATO, 2014, p. 312-313).

Seguindo por este caminho, pode-se dizer que o treinamento é mais especifico e
focado no melhoramento do desempenho do funcionário em sua função; enquanto o
desenvolvimento transcende os limites funcionais, ocupando-se da carreira profissional do
indivíduo como um todo.

2.1. TREINAMENTO
Em um mundo mutável e competitivo de uma economia globalizada e sem
fronteiras, as organizações precisam preparar seus colaboradores continuamente para os
desafios da inovação e da competitividade. O sociólogo e pensador contemporâneo
Zygmunt Bauman, disseca esse novo espírito das relações sociais em sua obra monumental
“Modernidade Líquida”. Sobre as relações de trabalho, Bauman sentencia:
“Flexibilidade” é o slogan do dia, e quando aplicado ao mercado de
trabalho augura um fim do “emprego como o conhecemos”, anunciando em
seu lugar o advento do trabalho por contratos de curto prazo, ou sem
contratos, posições sem cobertura previdenciária, mas com cláusulas “até
nova ordem”. A vida de trabalho está saturada de incertezas. (BAUMAN,
2001, p.169)
Segue-se disso, que para serem bem-sucedidas, as organizações precisam de pessoas
talentosas, perspicazes, ágeis, empreendedoras e dispostas a assumir riscos. São elas que
tomam iniciativa, conduzem negócios, desenvolvem novos produtos, serviços, estratégias
de melhoria e se adaptam as incertezas do mundo hodierno.
Diferentemente do que comumente se pensa, as pessoas que atingem alto nível de
excelência nas organizações não nascem prontas; seu desempenho singular é produto de
muita aprendizagem, experiência e treinamento. As organizações mais bem-sucedidas

4
investem pesadamente em treinamento para obter um retorno garantido, uma vez que
enxergam nas pessoas potencial e compreendem que estas constituem seu mais importante
recurso. Treinar pessoas não é um fim em si mesmo. O treinamento beneficia diretamente
os clientes, os stakeholders e, consequentemente, toda a sociedade; a empresa entregará,
além de melhores produtos e serviços, conhecimento e novas oportunidade às pessoas de
seu meio social.
Em geral, o processo de treinamento está concentrado em transmitir aos
colaboradores informações sobre a organização, suas políticas e diretrizes, regras e
procedimentos, missão e visão organizacional, seus produtos e serviços, clientes,
concorrentes e outras informações pertinentes à rotina da empresa. Contudo, o treinamento
não se limita a isso.
Idalberto Chiavenato identifica dois focos possíveis aos treinamentos: a realização
do trabalho em si e o desenvolvimento de competências. Sobre este particular, explica o
autor:
O treinamento pode estar focado na preparação das pessoas para
o trabalho em si – em função do cargo – ou para fornecer valor agregado
e resultados para a organização – em função das competências a serem
criadas ou desenvolvidas. O foco na preparação para o trabalho em si está
cedendo espaço para o foco nas competências. Além da preocupação com
informação, habilidades, atitudes e conceitos, o treinamento está sendo
fortemente inclinado a desenvolver certas competências desejadas pela
organização. O treinamento por competências se baseia em um prévio
mapeamento das competências essenciais necessárias ao sucesso
organizacional (CHIAVENATO, 2014, p. 312).

O treinamento de preparação para o trabalho varia de acordo com as atribuições de


cada colaborador. Já o treinamento focado em competências pode ser abordado em dois
níveis: competências gerenciais e fundamentais e competências de apoio. As primeiras se
referem as habilidades interacionais e deliberativas (como liderança, relacionamento
interpessoal, julgamento e decisão) e habilidades de capacitação (como adaptabilidade e
flexibilidade). As últimas são competências que visam a eficiência na condução e no trato
com pessoas (como habilidades de comunicação, empatia e gestão de conflitos).
O treinamento é um processo cíclico e contínuo composto por quatro etapas que
envolvem o diagnóstico de carências, a decisão quanto à estratégia a ser tomada em vista da
solução dos problemas identificados, a implementação da ação, e a avaliação e o controle
dos resultados das ações de treinamento.
5
1. Diagnóstico: inicialmente, faz-se um levantamento das carências de treinamento a
serem atendidas e satisfeitas que podem ser desde fragilidades na produção às
pessoas e seu desempenho. Essas necessidades podem ser passadas, presentes ou
futuras.
2. Desenho: elabora-se um projeto ou programa de treinamento para atender às
necessidades diagnosticado. Nessa etapa faz-se quatro perguntas sobre o
treinamento a ser desenvolvido: Quem? Como? Em que? Quando? A partir desse
questionamento inicial a empresa pode desenhar o treinamento que melhor sirva aos
seus objetivos.
3. Implementação: essa etapa é essencialmente prática e pode envolver um ou mais
agentes encarregados de auxiliar na execução e condução do programa de
treinamento propriamente dito.
4. Avaliação: por fim, verifica-se os resultados obtidos comparando a situação
anterior ao treinamento à atual, avaliando os resultados e o custo-benefício do
treinamento empregado. Após a mensuração dos resultados do treinamento reinicia-
se o ciclo.

2.2. DESENVOLVIMENTO
Diferentemente do treinamento, o desenvolvimento de pessoas está mais
direcionado a orientação e educação para o futuro profissional da pessoa. A abordagem
utilizada para desenvolver pessoas tende a ser mais profunda trabalhando a personalidade
do indivíduo, aprimorando sua capacidade de compreender e interpretar o conhecimento. O
desenvolvimento procura enfatizar a evolução pessoal do colaborador, e mira sua carreira
integralmente, não somente o cargo atual. A despeito da situação organizacional de cada
pessoa, todos podem e devem se desenvolver.

Existem diferentes métodos à disposição das organizações para desenvolver pessoas


e cada um deve ser utilizado em vista das particularidades de cada organização. Destacam-
se os seguintes:

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• Rotação de cargos: consiste na movimentação das pessoas em várias
posições na organização na intenção de aprimorar habilidades,
conhecimentos e capacidades.

• Posições de assessoria: busca dar a oportunidade para que a pessoa com


potencial elevado trabalhe provisoriamente sob a supervisão de um gerente
experiente em diferentes áreas da organização.

• Aprendizagem prática: técnica de treinamento onde o indivíduo se dedica a


um trabalho de tempo integral para analisar e resolver problemas em
projetos específicos ou em outros departamentos.

• Atribuição de comissões: proporciona ao colaborador a oportunidade de


participar de comissões de trabalho, experimentando-se na tomada de
decisão. Este deve aprender pela observação e pesquisar problemas
específicos da organização.

• Participação em cursos e seminários externos: forma de desenvolvimento


por meio de cursos formais e seminários. Oferece aos colaboradores a
oportunidade para adquirir novos conhecimentos e desenvolver habilidades
conceituais e analíticas.

Desenvolvimento é um conceito muito amplo. Além de auxiliar a pessoa a se


conhecer e melhorar habilidades e conhecimentos já obtidos ou aprender novos, o
desenvolvimento pode ser utilizado sob o prisma organizacional.
Segundo Chiavenato (2014) “desenvolvimento organizacional (DO) é uma
abordagem de mudança na qual os próprios colaboradores formulam a mudança necessária
e a implementam com a assistência de um consultor interno ou externo.” É o conjunto
organizado de ações que buscam aprendizagem (intencionais e propositais) em função das
experiências passadas e atuais, proporcionadas pela organização em período específico,
para oferecer oportunidades de melhora no desempenho e crescimento humano em nível de
organização. É um processo cíclico de diagnóstico de gaps organizacionais, intervenção em
vista da solução dos mesmos e reforço a fim de manter os resultados obtidos.

7
3. TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO À DISTÂNCIA

Os processos de treinamento e desenvolvimento a distância são orientados aos


resultados. É necessário se preocupar com o tempo de atividade à distância da pessoa em
treinamento, ou seja, se está se empenhando ou não. É mister verificar se ela está realizando
as atividades propostas e obtendo resultados conforme o combinado no alinhamento das
expectativas e, se for o caso, buscar compreender porque ela não atingiu o esperado e o que
pode ser feito para melhorar seu desenvolvimento.

Sobre as ferramentas disponíveis e necessárias ao e-learning, é necessário ter uma


ferramenta Cloud Based, ou seja, de compartilhamento de arquivos em nuvem por ser
eficiente e permitir uma colaboração de arquivos em tempo real. A primeira delas é o
Google Drive que é excelente na disponibilização de conteúdo multimídia que pode ser
compartilhado com a equipe de forma prática. É possível até compartilhar links de arquivos
de forma pública para que todos tenham acesso. É comum encontrar em uma busca na
internet um documento que está dentro de uma pasta do Google Drive.

Existem várias outras ferramentas semelhantes com a mesma finalidade, e cada uma
tem suas especificações e benefícios, dependendo da necessidade. Alguns exemplos são:
Dropbox; Onedrive; Mega; Amazon Cloud Drive. Muitas delas disponibilizam serviços
total ou parcialmente gratuitos.

Igualmente importante é fazer uso de alguma ferramenta de videoconferência, nesse


meio existem muitas particularidades e, portanto, a escolha dependerá do recurso
demandado e da quantidade de pessoas. Uma das mais usadas é o Skype, simples e popular,
de fácil acessibilidade, funciona bem para uma reunião de um time grande. Outro que vale
a pena ser citado é o Google Hangouts, que possui várias integrações com outros
aplicativos do Google, e o Microsoft Teams, pensado para reuniões mais didáticas e
temáticas.

Em vista de um e-learning eficiente, o processo é um fator decisivo. Um processo


fornece uma estrutura e direção para o desenvolvimento das atividades estipuladas.
Conforme apresentado anteriormente, o processo de treinamento e desenvolvimento é

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cíclico que envolve mapeamento de necessidades, desenho do treinamento, implementação
e avaliação. Isso não muda no e-learning. Ao treinar e desenvolver um colaborador é
necessário ter isso em mente.

A partir das ferramentas acima apresentadas, a organização deve escolher um


método de aprendizagem a partir de suas carências organizacionais. No âmbito do
treinamento, é possível realiza-lo de forma síncrona ou assíncrona. No último caso destaca-
se o uso de multimídia, o que oferece maior flexibilidade espaço-temporal ao indivíduo em
treinamento.

No campo do desenvolvimento, há também uma gama de possibilidades à


disposição da organização. É interessante proporcionar aos colaboradores acesso à cursos e
workshops virtuais, eventos, reuniões de confrontação, seminários, congressos, palestras,
coaching ou mentoria. As alternativas são variadas e devem ser escolhidas, além das
necessidades da organização, de acordo com as possibilidades de cada pessoa.

4. VANTAGENS E LIMITES

Hodiernamente, é de conhecimento geral que a superação de desafios e imersão em


novas tecnologias de informação e aprendizagem são meios de subsistência na sociedade e
integração no mercado de trabalho. Segundo Belloni (2001) para essa tal sobrevivência em
sociedade a pessoa necessita de um desenvolvimento de capacidades, relacionadas a
trabalho em equipe, autoaprendizagem e principalmente a adaptação a situações novas. Não
é surpresa que diversas instituições de ensino, empresas e organizações têm buscado
proporcionar oportunidades de atualização de competência às pessoas. Entrementes, o uso
da educação a distância (EAD), através de treinamentos via videoconferências, dinâmicas
online e palestras constituem ferramentas importantes (cf. ABBAD, 2007).

A crise pandêmica da COVID-19 evidenciou a importância do EAD em geral. No


contexto organizacional, as empresas, para se manterem ativas, precisaram adequar seus
processos de treinamento e desenvolvimento gerando, assim, novos meios e métodos.

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Kátia Regina Fernandes, Bacharel em Administração de Empresas e Especialista em
Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV destaca algumas vantagens
relevantes sobre o T&D à distância, que de forma geral ainda é cercada por preconceitos,
pois, na visão tradicional, as presenciais têm maior validade. Porém, com o avanço
tecnológico e as situações recentemente impostas, o T&D a distância, tem se destacado
muito no cenário atual por oferecer:

▪ Melhor relação custo-benefício;

▪ Maior alcance, pois, independe do espaço;

▪ Maior flexibilidade na rotina das pessoas;

▪ Economia do tempo e dinheiro das pessoas, posto que não há necessidade de


deslocamento;

▪ Estímulo ao desenvolvimento pessoal através da autoaprendizagem;

▪ Avaliação com base nas publicações dos alunos e métricas de acesso;

▪ Agilidade na atualização dos conteúdos;

▪ Implementação em alta, média ou baixa escala.

Contudo, o EAD tem seus limites. Não é uma opção indicada para eventos em que
os participantes precisam desenvolver a socialização, trocar experiências com outros
participantes, realizar determinadas atividades essencialmente práticas, esclarecer dúvidas
muito especificas com o instrutor ou praticar dinâmicas em grupo (que é possível fazer à
distância, mas é difícil avaliar).

Além disso, o ensino à distância requer maturidade e compromisso por parte dos
alunos. Não raramente, os alunos têm dificuldades em selecionar conteúdos importantes ou
não conseguem organizar seus horários.

Outra desvantagem em relação aos treinamentos presenciais é que o sucesso das


atividades de treinamento e desenvolvimento depende das ferramentas utilizadas e do
equipamento disponível ao aluno. Se o equipamento for inadequado, o aprendizado se torna
árido. Alguns participantes têm pouco ou nenhum acesso à tecnologia necessária, ou não
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possuem conhecimentos elementares de informática, o que pode ser uma barreira na
obtenção dos resultados estipulados pela empresa.

5. CONCLUSÃO

A revolução tecnológica tem quebrado paradigmas e ampliado as possibilidades no


campo de treinamento e desenvolvimento. Processos, anteriormente custosos e destinados a
poucas pessoas, tornaram-se mais acessíveis aos colaboradores e menos dispendiosos para a
empresa. Há uma relação proporcional entre eficiência e investimento em treinamento e
desenvolvimento e as organizações compreendem cada vez mais que as pessoas constituem
seu recurso decisivo.

Apesar de proporcionar mais acessibilidade, ainda existem falhas como a


dificuldade de proporcionar ao funcionário uma experiência de e-learning que não seja
apenas repetição adaptada dos métodos e técnicas utilizadas presencialmente. Falta ao e-
learning encontrar sua própria linguagem, pois, quando abordado como simples adaptação
daquilo que poderia ser desenvolvido presencialmente, o conteúdo apresentado perde, de
certo modo, seu valor e, eventualmente, a pessoa que está sendo treinada (que é tão
importante quando o próprio método de aprendizagem, dado que tratando-se de atividades à
distância é preciso comprometimento pessoal), pode se sentir desmotivada.

Em síntese, vislumbra-se um caminho a ser trilhado pelas organizações a fim treinar


e desenvolver seus funcionários também através o e-learning e, a partir desse conhecimento
acumulado, colaborar para desenvolver métodos e linguagens próprias dos processos de
treinamento e desenvolvimento à distância que valorizem as pessoas que são,
indefectivelmente, o recurso mais importante das organizações.

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Referências Bibliográficas

CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas: o novo papel dos recursos humanos na


organização. 4a ed. Barueri, SP: Manole, 2014.

MAXIMIANO, A. C. A. Introdução à Administração. 5a ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas

FERNANDES, K. R. Treinamento EAD (Treinamento a Distância): o que é, vantagens e


como fazer na sua empresa. TWYGOEAD, 2020. Disponível em: <
[Link] >. Acesso em: 10/12/2020.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. 1a ed. Rio de Janeiro, RJ: Zahar, 2001.

ABBAD, G. S. Educação a distância: o estado da arte e o futuro necessário. Revista do


Serviço Público, Brasília, v. 58, p. 100-110, 2007.

BELLONI, M. L. Educação a distância. 2. ed. Campinas: Autores Associados, 2001.

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Common questions

Com tecnologia de IA

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Self-directed learning is crucial for e-learning success as it encourages participants to take initiative, customize their learning experience, and foster lifelong learning habits. This autonomy is vital in overcoming the less structured nature of online learning environments and ensuring personal and professional growth .

Limitations of remote training involve potential social isolation, difficulty with interactive practical tasks, reliance on technological infrastructure, and the requirement for participant self-discipline and commitment. Additionally, not all learning tools are effective remotely, and access to necessary technology can be a barrier .

Training focuses on two levels: managerial and fundamental competencies, which involve interpersonal, deliberative skills (e.g., leadership, decision-making), and supporting competencies, aiming at task efficiency and interpersonal management (e.g., communication, conflict management).

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