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Identificação: FP 27 02

Grupo Via
FP – Ficha de Processo Revisão: 01 Fl.: 1 de 7
Processo
Lançamento de cabo de fibra óptica

1 Responsáveis

Encarregado do processo
Colaborador

2 Documentos de referência

 APA 27 02 – Lançamento de cabo de fibra óptica


 APR 27 02 – Lançamento de cabo de fibra óptica

2.1 Normas da Petrobrás

N-858 Construção, Montagem e condicionamento de instrumentação N-901 Identificação de


Instrumentos;
N-2595 Critérios de Projeto e Manutenção para Sistemas Instrumentados deSegurança em
Unidades Industriais.
ANSI/TIA/EIA-568-B.3 - Componentes Ópticos do CE.

2.2 Normas ABNT

NBR 14565 - Cabeamento de telecomunicações para edifícios comerciais;


NBR 13486 Fibras ópticas – Terminologia

2.3 Normas Ministério do Trabalho

NR10 - Min. do Trabalho e Emprego – Norma Regulamentadora nº 10 (NR10).


NR12 - Min. do Trabalho e Emprego – Norma Regulamentadora nº 12 (NR 12).

2.4 Definições, códigos e siglas

Fibras ópticas:material especial utilizado para a transmissão de dados através de sinais


ópticos. São elementos extremamentes frágeis.

Cabos ópticos: cabos formados por conjuntos de fibras ópticas processadas e agrupadas.

Eletroduto:tubulação destinada aconter condutores de fibra ótica.

Rota de cabos: encaminhamento que define uma origem, trajeto e destino do cabode fibra
óptica.

Loop: Circuito fechado para comunicação de dados.

Via: Define o circuito por onde trafega os dados em conjunto com o loop,Ex.:LOOP 2 VIAA.

3 Materiais e equipamentos

Elaborado Aprovado

DRJ – Diretoria Rio de Janeiro DRJ – Diretoria Rio de Janeiro


05/02/2014 05/02/2014
Person Vieira de Sá Ananias Vieira de Andrade

FORM 136 02
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3.1 Materiais e equipamentos de proteção coletiva, individual e prevenção


ambiental.

 Capacete com jugular;  Bota de borracha;


 Óculos de segurança;  Bota de couro;
 Protetor auricular;  Uniforme completo
 Luva de raspa;  Colete tipo X refletivo.

3.2 Materiais e equipamentos para execução

 Cabosópticos;  Dispositivo mecânico para puxamento de


 Eletrodutos; cabos;
 Guias;  Destorcedor;
 Fitaisolante;  Dinamômetro;
 Lubrificante;  OTDR – Optical time Domain Reflectomer;
 Talco industrial;  Power Meeter;
 OLS - OpticalLigthSource.

4 Condições para início

Antes do início dos serviços, certificar-se de que a equipe de execução conhece:


 Esta Ficha de Processo;
 APA 27 02 –Lançamento de cabo de fibra óptica
 APR 27 02 –Lançamento de cabo de fibra óptica

5 Procedimento

5.1 Propriedades das fibras ópticas

A fibra óptica apresenta certas características particulares, que podem ser tratadas como
vantagens, quando comparadas aos meios de transmissão formadospor condutores
metálicos, tais como:
 Imunidade a ruídos externos em geral e interferências eletromagnéticas emparticular,
como as causadas por descargas atmosféricas e instalações elétricasde altas
tensões;
 Imunidade a interferências de freqüências de rádio de estações de rádio eradar, e
impulsos eletromagnéticos causados por explosões nucleares;
 Imune a influência do meio ambiente, como por exemplo umidade;
 Ausência de diafonia;
 Grande confiabilidade no que diz respeito ao sigilo das informações transmitidas;
 Capacidade de transmissão muito superior a dos meios que utilizam
condutoresmetálicos;
 Baixa atenuação, grandes distâncias entre pontos de regeneração;
 Cabos de pequenas dimensões (pequeno diâmetro e pequeno peso) o queimplica
em economia no transporte e instalação.
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5.2 Propriedades dos cabos ópticos

O uso de fibras ópticas gerou uma série de modificações nos conceitos de projeto e
fabricação de cabos para telecomunicações. Nos cabos decondutores metálicos as
propriedades de transmissão eram definidas pelocondutor, construção do cabo e materiais
isolantes. Estes cabos eram poucoafetados nas suas características pelas trações e torções
exercidas sobre oscabos durante a fabricação e instalação. Já nos cabos ópticos, a situação
édiferente porque as características de transmissão dependem apenas da fibraóptica e sua
fragilidade é notória. No projeto de cabos ópticos são observados osseguintes itens:
 Número de fibras;
 Aplicação;
 Minimização de atenuação por curvaturas;
 Características de transmissão estável dentro da maior gama de temperatura
possível;
 Resistência à tração, curvatura, vibração, compressão adequadas;
 Degradação com o tempo (envelhecimento);
 Facilidade de manuseio, instalação, confecção de emendas, etc.
 Durante a fabricação e instalação não se deve aplicar tensões excessivas sobre a
fibra, pois a mesma tem ruptura teórica a 1800 kgf/mm. Na prática costuma-se não
exceder 250 g de tensão para fibras de 125 μm de casca. O revestimento da fibra
óptica deve ser deslizante (autolubrificante). Assim sendo, quando o revestimento
primário for o silicone aplica-se uma camada de nylon. No caso do acrilato não é
necessária a aplicação do nylon.

5.3 Propriedades dos eletrodutos para cabos de fibra ótica

Quando não especificado no projeto, devem ser observados os itens abaixo relacionados
para disponibilização da infra-estrutura para cabos de fibra ótica:
 Utilizar eletrodutos de alumínio ou kanaflex de diâmetro 2 “ou 3".
 Instalar caixas de passagens para trechos com curvas, no máximo, a cada
20m,observando que entre caixas não poderá ter mais que 02 curvas de 90 graus.
 O raio mínimo de curvatura deverá ser 200mm.
 Deverá ser deixado um fio guia já passado para facilidade, quando dopuxamento dos
cabos.
 Deverá existir junta de expansão no máximo a cada 100 metros de montagemde
eletroduto.

5.4 Recebimento e armazenamento de cabos ópticos

As características e as quantidades dos cabos recebidos no campo serãocompatíveis com


os documentos de projeto.
As bobinas não devem apresentar sinais de avarias ou quedas que possam terafetado os
cabos durante o transporte para o campo.
As bobinas de cabos devem ser armazenadas em terreno nivelado e firme, e emlocais não
sujeitos a inundação, apoiadas sobre dormentes de forma a evitarcontato direto com o solo
e devem ser travadas através de calços de madeirafixados nos pontos de apoio.
As bobinas permanecerão fechadas com réguas de madeira em toda a periferiaaté o início
do lançamento.
Será preservada a identificação dos cabos e das bobinas, conformeespecificação de projeto.
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As pontas dos cabos serão mantidas seladas com camadas de fita, toda vezque for
efetuado corte para lançamento.

5.5 Preparação dos eletrodutos

Os eletrodutos serão inspecionados conforme procedimento específico.


A utilização dos eletrodutose a enfiação será de acordo com os desenhos de projeto.
Antes de começar a instalação dos cabos será confeccionada uma planilha decontrole que
indicará os lances a enfiar, e tipo de cabo, percurso e comprimentodos mesmos, conforme
lista de cabos.
Será confeccionada a lista de bobinas que serão utilizadas para mais de umlance, onde
ficarão registrados os lances já retirados da mesma e ocomprimento real.

Antes de ser iniciada a enfiação será feito o esgotamento e limpeza das caixasde passagem
e liberação da Segurança.

Antes de começar a passagem dos cabos, os eletrodutos e suportescorrespondentes


deverão estar completos e sem materiais estranhos ourebarbas. Deverá ser verificada a
instalação de buchas de acabamento,seladoras ou de aterramento conforme especificado
no projeto.

5.6 Lançamento de cabos de fibra óptica

O comprimento real dos cabos será determinado na época de passagem dasguias, será
feita a medição, acrescentando uma folga nas extremidades doscabos para melhor
arrumação e ligação dos conectores em seus respectivos pontos de ligação.

Serão retiradas do pátio de estocagem e colocadas próximas ao local de iníciode passagem


somente as bobinas necessárias segundo os lances relacionados.

Toda bobina que não for totalmente consumida deverá ser fechada, com aspontas dos
cabos adequadamente isoladas com fita isolante.

Cabos ópticos requerem cuidados especiais para instalação, pois as fibras sãomateriais
frágeis e quebradiços. Deve-se observar que:
 O cabo não deve sofrer curvaturas acentuadas, o que pode provocar quebradas
fibras em seu interior.
 O cabo não deve ser tracionado pelas fibras ou elementos de enchimentoadjacentes
a elas, mas sim pelos elementos de tração ou aço existentes no cabo.
 A velocidade de puxamento não deve ser muito elevada para permitiruma
paralização imediata se necessário.
 Não se deve exceder a máxima tensão de puxamento especificada para o
cabo,conforme especificação do projeto e ou do fabricante para fibras com
menorresistência. Esta deve ser monitorada, através de uma célula de
carga(dinamômetro) durante todo o puxamento.
 O cabo deve ser limpo e lubrificado a fim de diminuir o atrito de
tracionamento,quando necessário.
 Deve-se puxar o cabo com um destorcedor para permitir uma acomodaçãonatural do
cabo no interior de eletroduto, sub dutos, canaflex ou canalização,quando
necessário.
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O espaçamento entre cabos ópticos, sinal e elétricos será conforme oespecificado no


projeto.

Durante o lançamento as bobinas devem estar apoiadas sobre cavaletes eposicionadas de


tal forma que o sentido de desenrolamento não inverta acurvatura de bobinamento do cabo.

Quando definido pelo projeto a utilização de sub dutos, os mesmos deverão serlançados
nos eletrodutos de uma só vez, para evitar danos nos sub dutos efacilitar o lançamento.

Quando os cabos de fibra óptica são lançados em eletrodutos junto a cabos comoutras
características, os mesmos deverão ser feitos em sub dutosindependentes, e poderão ser
lançados em épocas diferentes, mas se fornecessário utilizar o mesmo sub duto, o
lançamento deverá ser único,obedecendo o esforço máximo do cabo de menor resistência à
tração. Destamaneira, evita-se que danifiquem os cabos no lançamento por tração e ou
atrito.

Deve-se respeitar ainda o limite do raio de curvatura permitido e o esforço detração máximo
definidos pelo projeto e ou fabricante do cabo.

No caso de projeto que define lançamento de cabo de fibra óptica sem utilizaçãode sub
duto, será realizado lançamento único quando lançado junto a cabos comoutras
características, obedecendo o esforço máximo do cabo de menorresistência à tração. Desta
maneira, evita-se que danifiquem os cabos nolançamento por tração e ou atrito.

Nos cabos de papel impregnados de qualquer bitola, deve ser previsto olhal depuxamento,
soldado diretamente aos condutores e à capa externa de chumbodo cabo para evitar
penetração de umidade.

A fim de diminuir o atrito durante a enfiação deve ser utilizado talco industrial,conforme
recomendações do fabricante.

Serão preparadas as extremidades dos cabos para puxamento do seguintemodo: Os pontos


de início de enfilação atenderão as especificações e desenhosde projeto. Em casos omissos
deve ser considerada a influência da posição dascurvas relativamente a ponto de
puxamento escolhido, a fim de se obter menoresesforços de puxamento.

Quando forem enfiados vários cabos no mesmo eletroduto, os cabosdevem ser puxados de
uma só vez. A ocupação máxima do eletroduto nessacircunstância deve obedecer às
recomendações da ASME C1.

O puxamento dos cabos pode ser manual ou através de dispositivo mecânico.

Serão puxados de forma lenta e uniforme até que a enfiação se processetotalmente, para
aproveitar a inércia do cabo e evitar esforços bruscos. Osesforços de tração devem ser
controlados por dinamômetros devidamenteaferidos, quando se tratar de puxamento
mecânico. Tanto no puxamento manualquanto no mecânico não podem ser ultrapassados
os limites de tensão máximade puxamento recomendados pelo fabricante.
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Será instalado destorcedor (previamente testado) acoplado ao olhal e ao cabo


depuxamento, para aliviar as tensões rotacionais. Deve ser utilizado funil limitadorde raio de
curvatura, acoplado ao eletroduto no ponto inicial de puxamento dascaixas subterrâneas.

Será deixada uma folga no comprimento dos cabos que permita acomodaçãodos cabos nas
caixas de passagem e corte de suas extremidades paraconfecção de emendas e conexões.

Os cabos serão identificados em ambos os extremos de forma provisória até sualocação,


arrumação e amarração definitiva, quando será identificada comelementos apropriados e
conforme o projeto.

Quando os cabos de fibra compartilharem o eletroduto com cabos coaxiais oolhal de


puxamento serra feito nos coaxiais, para que o esforço de tração sejaapenas neles e, sera
feito um arranjo com fita isolante tipo 33 da 3M ou similar, nos primeiros três metros da
ponta, de modo tal que possibilite que os cabosde fibras sejam “carona” dos coaxiais.

Quando todos os cabos são de fibra e não possuem conector terminal opuxamento e feito
pela fibra (alma) na ponta do cabo.

Caso possua conector será feito um arranjo nos primeiros três metros de cabosimilar ao
descrito acima sobre o guia de puxamento, tomando os cuidadosnecessários para proteger
o conector e evitar danifica-lo durante o puxamento.

Concluindo o lançamento, será verificada a proteção do conector terminal ecaso apresente


alguma anormalidade será refeita.

5.7 Testes após o lançamento

Após a conclusão da enfiação, serão efetuados os testes de acordo com asexigências


contidas nas normas ABNT. Quando as normas citadas não foremaplicáveis devem ser
seguidas aquelas, segundo as quais os cabos foramfabricados, atendendo as
especificações de projeto.

Será emitido certificado de lançamento e testes de continuidade.

Os testes devem ser realizadoslevando em consideração:


 Verificar a data no OTDR e caso seja necessário acertar a mesma;
 Sempre que for utilizar o OTDR, inserir o nome do operador;
 Análise dos testes de fábrica dos cabos;
 Testes dos cabos após o recebimento na obra;
 Testes após o lançamento, fixação em todo o trajeto, fusões nos extremosdos cabos.

6 Inspeção

Resultados e
Nº Item de inspeção Método de Verificação
tolerâncias
Eletrodutos instalados e
1 Condições para início Inspeção visual e verificação documental liberados para a
passagem dos cabos
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Cabos passados
2 Passagem dos cabos Inspeção visual e verificação documental
conforme projeto
Teste de Cabos testados e
3 Teste conforme procedimento
funcionamento aprovados
Terminalidade e Serviço concluído e área
4 Inspeção visual e verificação documental
limpeza limpa

7 Formulários

 TIS 27 02 –Lançamento de cabo de fibra óptica

8 Controle de Registros

Restrição de Arquivo em obra Arquivo empresa


Organização
acesso
Identificação / Encerram Encerrame
/
recuperação Local Tempo ento do Local Tempo nto do
proteção
arquivo arquivo
TIS 27 02 Digitalizar
– em PDF;
Servidor
Arquivo Até o Encaminh Eliminar
Lançament Número e do Grupo
Não há. da seção final da ar em CD 05 anos arquivo
o de cabo data Via –
técnica obra a AGI; digital.
de fibra resp. AGI
Eliminar o
óptica papel.