Você está na página 1de 760

• -----------------

TRATAMENTO INICIAL
DAS REACÇÕES ANAFILÁTICAS
Medidas da Tabela de Conversão
Equivalências do Sistema Métrico (cm)
-
1 grama (gr) = 1000 miligramas (mg)
Jnterromper o fármaco suspeito (parar a administração IV 1000 gramas = 1 kilograma (kg)
'. em curso,,aplii:ar um torniquete no local da administração 0,001 miligrama = 1 micrograma (mcg)
IM ou SC) 1 litro (1) = 1000 mililitros (ml)
2, Manter a permeabilidade das vias aéreas. Em caso de
1 mililitro = 1 centímetro cúbico (cm3)
dificuldade respiratôria grave, poderá ser necessário recorrer
1 metro = 100 centímetros (cm)
ã aminofilina ou outro broncodilatador.
1 metro = 1000 milímetros (mm)
3, Administrar noradrenalina
SC (Adultos): 0,2-0,5 mg, repetindo de 30-60 min, se Equivalências na Conversão
necessário,
se (Crianças): 0,01-0,03 mg/kg ou O, 1-0,3 mg, Volume
repetindo de 30-60 min; se necessário, 1 mililitro = 15 mínimas (M) = 15 gotas (gts)
N (Adultos): 0,3-0,5 mg durante 5 min, repetindo de 5 mililitros = 1 dracma fluida = 1 e chá
15/15 minou 0,1 mg durante 5-10 minou perfusão de 15 mililitros = 4 dracma fluida=l e sopa
1-4mcg/min, se necessário, 30 mililitros = 1 onça = 2 e chá
N (Crianças): 0,01 mg/kg/dose ou 0,1-0,2 mg durante 500 mililitros = 1 quartilho (pt)
5 min repetindo 30/30 minou perfusão de 0,1-0,5 mcg 1000 mililitros = 1 quarto (qt)
(máximo)/kg/min, se necessário,
4, Administrar antibistam_ínicos, Pode prevenir o Peso
reaparecimento de sintomas e diminuir a intensidade das 1 kilograma = 2.2 libra (lb)
reacções, 1 grama (g) = 1000 miligrama = 15 grãos (gr)
difenidramina 0,6 grama = 6oO miligrama = 10 grãos
IM, N (Adultos): 10-50 mg em dose única (pode ser 0,5 grama = SOO miligrama = 7,5 grãos
necessário até 100 mg, não exceder 400mg/dia), pode O.3 grama = 300 miligrama = 5 grãos
ser seguida de terapêutica oral durante 1-2 dias, 0,06 grama = 60 miligrama = 1 grão
IM, N (Crianças): 5mg/kg/dia ou 150mg/m' em dose
fraccionada com intervalos de 6-8 h (não exceder Comprimento
300 mg/dia), pode ser seguida de terapêutica oral durante
2,5 centímetros = 1 polegada
1-2 dias,
Cimetidina (Tagamet) Conversão ·Centigrados/ Fahrenheit
N (Adultos): 300 mg de 6/6 horas C = (F - 32) X 5/9
N (Crianças): 25-30 mg/kg/dia fraccionados em 6 doses, F = (C X 9/5) + 32
5, Estabilizar a pressão arterial. Se for necessário usar
soluções de correcção da volémia e/ou vasopressores,
Os doentes. medicados com bloqueadores adrenérgicos
1 2 3 4 5 6 7 8
•••• --·
beta poderão resistir aos efeitos dos vasopressores,
ESCALA
DA
6, Adtninistrar glicocorticóides. Podem diminuir a PUPILA
intensidade das reacções, mm
bidrocortisona =--15
IV (Adultos e Crianças): 100-1000 mg, prosseguindo com
7mg/kg/dia via IV ou terapêutica oral durante 1-2 dias, se
necessário,
7, Registar a reacção do doente, aconselhar o doente/família a
serem portadores de identificação,
-~--------~----------
-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - l
-
GUIA
FAltiM-1\GQLÓGIGO
,.•>'; ::.,'·.·:'· ,.-: __ / ·:.r t:,Á.:,:,_;:;;-~·-! ~ f:<,n_(;_·:: }. :\/":_:_~ :;-:,__:,,:.a:_..5,'.:

PARA ENFERMEIROS
SÉTIMA EDIÇÃO
_li \illll ll()l'llll ll1:1;Jl:-s. l'lw111ll
Instrutora Clínica Adjunta da Prática de Farmácia
Universidade de Connecticut
Escola de Fármacia
Storrs, Connecticut
l
\l'l:11. II 1/ \l{ll \ \IJFltl \l l. l'l1J\. 1/\
Universidade de Wayne State
Colégio de Enfermagem
Detroit, Michigan 5 33 7
Tradu~·ào:
Dr. Hekler Pinheiro
Licenciado em Ciências Farmacêuticas pela Farnldade de Farmácia do Porto
He\'i~ào Técnica:
Dr. Helder Pinheiro
Ora. Maria da Conceição Calhau
Licenciada em Ciê11cias da Nutrição e doutorada em Biologia Humana
pelo Instituto de Farmacologia e Terapêutica, Faculdade de Medicina
da Unil'l!rsidade do Po1to.


UNIÃO EUROPEIA

Funda Social Europeu


LUSOC!ÊNCIA
---------------------
• --------------------
♦ The original English !anguage work has been publishecl by
© F. A. DAVIS COMPANY - Filadélfia - Pennsylvania
Copyright 2001. Ali rights reservecl.

Direitos reservados para a Língua Portuguesa


LUSOCIÊNCIA - Edições Técnicas e Científicas, Lda. ® 2003

LUSOCIÊNCIA

Título do original em Inglês:


DRUG GlJIDE FOR NURSES
· · Título em PÓrtugu.ês:
,GUI;,'.\:l"~RJYL,'\90LÓ~ICO PARA ENFERMEIROS
Autoras:
Judith Hopfer Deglfn, PharmD; Instrutora Clínica da Prática de Farmácia,
Universidade de /;ó/t;iecticut; Escola de Farmácia Storrs, Connecticut.
April Hazard yàfierand, PhD, RN; Universidade de Wayne State; Colégio de
Enfenyagem, D,~troit, Michigan .
.ªTta<Jµçi!Q;s ;;, •.
Dr. Helcler Pinheiro
Licenciado em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia do Po110.
Revisão Técnica:
Dr. Helcler Pinheiro
Dra. Maria ela Conceição Calhau
Licenciada em Ciências da Nutrição e doutorada em Biologia Humana
pelo Instituto de Farmacologia e Terapêutica, Faculdade de Medicina
da Universidade do Po110.
Pré-impressão:
Estúdio Lusociência
Impressão e acabamento:
SIG - Socieclacle Industrial Gráfica, Leia.
2685-466 CAMARATE
LUSOCIÊNCIA - Edições Técnicas e Científicas, Leia.
Rua Dário Cannas, 5-A - 2670-427 LOURES
Te!. 21 983 98 40 - Fax 21 983 98 48
E-mail: lusocliclacta@mail.telepac.pt
www.lusocliclacta.pt NOTA:_À medida que nova informação científica se torna disponível, tornam-se necessárias
ISBN: 972-8383-47-9 alteraçoes nos tratamentos, nos procedimentos, no equipamento e no uso de fármacos.
Os ~utores e o editor ~iveran~, tanto quanto possível, o cuidado de assegurar que a infor-
Depósito Legal: 191 570/03 maçao presente n~ste !tvro se1a correcta, a_ctua(izada e de acordo com os padrões aceites no
Reservados todos os direitos para a Língua Portuguesa. momento da pubhcaçao. No entanto, o leitor e fortemente aconselhado a verificar na infor-
É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, ou de partes do mesmo, sob quaisquer !nação a~erca do ~ármaco (incluída na embalagem), a existência de alterações e de novas
formas ou por quaisquer meios (electrónico, mecânico, gravação, fotocópia ou outro) sem mforma!oes relacionadas com a posologia e contra-indicações. Esta precaução é especial-
ment: t~portante no caso de produtos novos ou de fármacos prescritos com menor
permissão expressa por escrito do Editor. frequenc1a.
• -------------------
Em memória dos meus filhos, Samantha Ann e Randy EU, ambos atropelados e mo,tos por
11111 condutor embriagado a 9 de janeiro, 1997. Eles eram a melhor pa,te de nós. As suas
1•idas eram cheias de alegria efelicidade. A Samantha ensinou-nos a encontrar o melhor em
cada pessoa. O Randy ensinou-nos como tomar di11e1tida a mais simples das experiências.

Aos meus pais, irmãos e in11à, para que continuem a apoiar-me.

Para o Stuart, por sobrel'iver comigo atral'és do mais profundo desespero.


Para a Ha,ma e para o Reuben Seth, cuja chegada nos tomou uma família.

Para a Isabel Hazard, que nos deu muita alegria quando se juntou à nossa família e cu;a
coragem é 11111 exemplo para todos nós; ·
Para o meu filho, Ben, cujo amor e apoio significam tudo para mim;
Para a minba filha, Kate, cujos beijos e carinhos me trazem tanta alegria.
AIIV
---~------~----------
-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
.••côísoffâRésr;
~L..\..-~ ........................
:J.'litGlSIIJilt...~
.... - .- ..........,.,
. . ,::
.. . ,~~~'l}'~,i~:U-i:1~~rJl<-"l-"l~}!P.jof.!1't.•-1!":-'-!'.ll

Lort'tta Chuck, PharmD Susan A. Monpetit, Pharmn


Pharmacology Consultant Pharmacy Manager
Kroger Pharmacy
Reiiina s. Cnningham, HN. ~u . .IOCN
Llvonia, Michigan
Doctoral Candidate
University of Pennsylvania, School of Nursing llosemm'}' C. Pnlomano, rhn. n~1. l'AAN
Philadelphia, Pennsylvania Senior Nursing Research Specialist
Center for Evaluation, Research and
Elizabeth A. Dnthie, RN. MA
Informatics
Director of Nursing Education and Patient
Milton S. Hershey Medical Center
Care Systems
Philadelphia, Pennsylvania
New York University Medical Center
New York, New York Noel Dougherty Rosner, MSN, ltN, ANP-C
Nurse Practitioner
Lanrie Greenbe1·g, PharmD
Raritan Bay Medical Center
Pharmacy Practice Resident
Department of Infectious Diseases
The Methodist Hospital
Perth Amboy, New Jersey
Houston, Texas
Lisa Velazquez-Marsh, nsN. nN. nCN
l.ynn R. Parker McBrlde, MA. NI', CNS, l!N
North Florida Regional Hospital
Holistic Nurse Practitioner
Gainesville, Florida
Drew University
Madison, New Jersey Frances B. Wimbush
Wayne State University
Oncology Nurse Practitioner
College of Nursing
New York University Medical Center
Detroit, Michigan
New York, New York
Steven B. Meisel, l'harmD
Assistant Director of Pharmacy
Fairview-Southdale Hospital
Edina, Minnesota

VII
-- - - - - - - - - ------
Expre~an~os os nossos agradecimentos e gratidão às nossas famílias que, com o seu apoio
e pac1enc1a para com o interminável tempo passado ao computador e ao telefone nos
permitiram ter a disponibilidade e a perseverança necessárias para terminar este manus,crito.

A t~dos os_ c~laboraelores _da F.A. Davis, especialmente a Bob Martone, Ruth De George,
Ma~anne F1tlm10, Bette Hmtsch Roberta Massey, que acompanharam os nossos projectos até
ao fim.
Judie April

A LUSOCIÊNCIA, agr:1dec_e publicamente o empenho dedícaelo a este trabalho ele tradução


pelo Sr. D~. Hel_el~r Pmhe1ro, bem como pela Sra. Ora. Maria ela Conceiç-.io Calhau, no que
concerne a Rev1sao Técnica.

Mais agradece a ajuda prestada pelas Sras. Enfenneiras Cândida Durão e Teresa Leal
P~ofessor;1s da Escola Superior de Enfennagem Calouste Gulbenkian de Lisboa, na adapta~
çao de algumas expressões de uso corrente na actividade de enfermagem.

O Editor

IX
...
- ---------------- --
Dado o grande avanço de todas as áreas relacionadas com a intervenção terapêu-
tica, especialmente no tratamento farmacológico, a tradução para a língua portu-
guesa da sétima edição do Davís's Drug Guidefor Nurses reveste-se de particular
importância para todos os profissionais de saúde preocupados com a melhoria da
qualidade da sua intervenção.

Para os enfermeiros, em particular, esta obra é de grande utilidade pois, à medida


que a sua autonomia se vai consolidando, as exigências com que se deparam ultra-
passam, em muito, a mera preparação e administração de medicamentos, o que
determina a necessidade de se manterem a par dos desenvolvimentos nesta área.

Sendo a educação em saúde uma das áreas mais importantes para a saúde das
populações, na qual os enfermeiros constituem um vector de primordial importân-
cia, a intervenção destes só será credível se os desempenhos forem baseados em
conhecimentos actualizados e as respostas fornecidas em tempo real. Tendo em
atenção estes aspectos, o formato, a organização dos pressupostos e a ordenação
alfabética dos fármacos, bem como a integração de cuidados de enfermagem espe-
cíficos, seguindo a metodologia do processo de enfermagem, são uma importante
mais valia. Contudo, é importante referir que esta obra é um guia farmacológico e
não um manual de farmacologia, sendo, por isso, recomendável a sua utilização ~m
conjugação com obras que complementem a informação nele explicitada. Um outro
aspecto a realçar como muito positivo é o facto de a tradução ter sido realizada por
um licenciado em Ciências Farmacêuticas o que, só por si, avaliza o rigor cientí-
fico desta obra e demonstra que actualmente a intervenção em saúde não é
propriedade de um gmpo profissional em particular, mas de um conjunto de
profissionais que se espera que actuem em consonância para atingir os melhores
resultados possíveis.

Para cada medicamento descrito é feita referência aos diagnósticos de enfermagem


que têm uma maior probabilidade de ocorrência. Para tal, os autores recorreram
aos diagnósticos aprovados pela NANDA, na 14.ª Conferência. Embora em Portugal
não exista uma tradução oficial desta taxonomia, existe uma versão seguida pela
maioria das publicações em língua portuguesa. Apesar de a tradução constante
nesta obra nem sempre seguir a versão atrás referida, somos de opinião que o
espírito da taxonomia não foi pervertido.

XI
·---~----------------
• -·- - - -
XII GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS
------------
Este livro vai com certeza constituir um auxiliar imp01tante de uma inte1vençào em
saúde cada vez mais rigorosa por todos os profissionais que o venham a utilizar.
Se a sua consulta suscitar questões que determinem a procura de respostas mais
fundamentadas, considernmos que foi atingido um importante objectivo.

Maria Cândida Dut·ão Compare qualquer guia farmacológico ou qualquer uma das características listadas abaixo
com qualquer concorrente e descobrirá que este Guia Farmacológico constitui uma referên-
Mestre em Ciências da Enjermagem
cia superior.
Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica ■ A 7• edição do Guia Farmacológico continua a estabelecer novos padrões na informação
Projessora Adjunta da Escola Superior de Enfermagem de Calouste G11/be11kia11 de Lisboa farmacológica para enfermeiros, fornecendo a mais compreensiva, actualizada e prática
Regente da Disciplina de Farmacologia no Curso de Licenciatura em Enfermagem informação disponível.
■ Inclui 120 monografias de novos fármacos, mais de 4600 nomes comerciais e gené-
Mal"ia Teresa Leal ricos, e cerca de 50 categorias de rarmacos - MAIS COMPREENSIVO DO QUE QUAL-
QUER OUfRO GUIA.
Mestre em Ciências da Enfermagem
■ O único guia farmacológico disponível para enfermeiros que inclui monografias dos pro-
Especialista em Enfermagem Médico-Cirúrgica dutos naturais mais populares, incluindo as interacções entre fármacos e produtos natu-
Professora Adjunta da Escola Superior de Enfermagem de Calouste G11/be11kia11 de Lisboa rais ou alimentos.
■ Os apêndices fornecem as características de produtos de origem vegetal adicionais lar-
gamente usados, as suas indicações, interacções, efeitos laterais e considerações para a
enfermagem.
■ Acesso gran1ito a http://www.Druii<,uide.com. A sua fonte mensal para as novidades
fanuacológicas mais recentes publicadas pela Food and Drug Administration (FDA). Este
endereço na internei fornece também a informação mais recente com alertas da FDA rela-
cionados com interacções que perigam a vida e com efeitos laterais perigosos.
■ Sempre que disponível, a cobe1tun1 exclusiva do preço médio dos esquemas terapêu-
ticos padrão com os fármacos mais utilizados.
■ Novas considerações especiais de posologia em doentes com insuficiência renal e hepática.
■ Uso de uma segunda cor que realça os efeitos laterais graves na rubrica da MONITO-
RIZAÇÃO/AVALIAÇÃO e ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA.
■ Muitas das monografias de grupos terapêuticos amplamente usados na clínica foram sepa-
rados em monografias individuais.
■ O ÚNICO GUIA DE ~ FABMACOI.ÓGICA que se refere à compatibilidade dos fãrmacos
na seringa, derivações em Y, com aditivos e em solução. Este facto constitui um aler-
ta aos enfermeiros para os potenciais problemas que possam surgir se a via IV em uso
não for compatível com novas perfusões de fármacos.
■ Para desempenhar um papel activo na prevenção de erros médicos, expressões como
"não confundir com• e "usar com extrema precaução" estão realçados com uma
2• cor para chamar a atenção para factos que podem levar a erros graves para a saúde.
■ Fornece a mais completa referência a considerações acerca da posologia no adulto,
no idoso, pediátrica e neonatal.
■ Todos os fármacos incluem uma secç-lo de Apresentação onde são listadas todas as for-
mas farmacêuticas disponíveis em Porn1gal - uma ferramenta importante para profissio-
nais de saúde intervenientes no processo da prescrição.
XIII
-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
XIV GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS
■ Uma secção particular, Acidentes Terapêuticos: O papel dos enfermeiros na
' ,. . ',· ', ._.-,·,. ',,' ,·,·· .,
n,§hlllMJÍ@wlHliW?Jl:Dr?FISliWWPEMWltm2MÍlr:miuisa:rmHair'!ll'l'fil
' '. ' ', .
»m:Mf+il-lflW&JC:. +":a ·g. ~~- ..,. ,.. H,,ff n

Detecção, Prevenção e Documentação de Reacções Farmacológicas Adversas e


de Erros na Medicação.
■ Os dados da terapêutica IV foram rigorosamente actualizados, e os rirrn, ,, ele perfus:1o IV
foram actualizaclos com particular atenção aos problemas ela administração de fármacos a
ritmos de perfusào incorrectos. PREFÁCIO À EDIÇÃO PORTUGUESA XI
■ As afirmações "Usar cuidadosamente em" referem-se a aditivos potencialmente perigosos
existentes em fármacos, tais como o álcool, os bissulfitos, álcool benzílico, ou a tartrazi- REFERÊNCIA BREVE ÀS NOVAS CARACTERÍSTICAS DO GUIA . XIII
na, para doentes com intolerância conhecida a aditivos de fármacos.
■ As afirmações "Não confundir com" alertam o enfermeiro para fármacos cuja sonoridade COMO USAR O GUIA FARMACOLÓGICO ................ . XVII
seja semelhante, se soletrem ele modo semelhante, ou que sejam vulgarmente confundi-
dos com outras medicações. CONSIDERAÇÕES SOBRE POSOLOGIAS ESPECIAIS ......... . XXIIl
A informação acerca da posologia inclui os intervalos recomendados pelos laborató-
rios produtores e aprovados pela FDA. Uma vez que são necessárias considerações espe- O Doente Pediátrico .................................. . XXIIl
ciais da posologia dependendo da idade, tamanho, condição e tolerância do doente, nesta O Doente Geriátrico . . ................................ . XXIII
edição é fornecida informação mais extensiva respeitante à posologia geriátrica e pediátrica, A Doente Obstétrica .................................. . XXIV
assim como mais detalhes dos casos ele insuficiência renal e hepática. Doença Renal ...................................... . XXV
O guia não só fornece o perfil farmacológico provocado por cada fármaco e como Doença Hepática .................................... . XXV
este funciona, como também os relaciona com factos essenciais da enfermagem, tais como Insuficiência Cardíaca Congestiva ........................ . XXVI
que parâmetros elevem ser avaliados no doente que está a tomar o fármaco, como adminis- Peso e Medidas corporais .............................. . XXVI
trar a medicação, e como avaliar a sua eficácia farmacológica. Distribuição aos locais de acção ......................... . XXVI
A 7ª edição vai de encontro e preenche as necessidades de informação farma- Interacções Farmacológicas ............................. . XXVII
cológica ele qualquer estudante ou profissional na área da saúde, facilitando e enfatizando o Formas Farmacêuticas ........ ' ...... ' .. ' ......... ' ' .. ' XXVII
papel dos enfermeiros na detecção, prevenção e documentação de reacções farmacológicas Factores Ambientais ..................... ' ............ . XXVIII
adversas e de erros médicos. Factores Nutricionais ' ................. ' .. ' .... ' ' ..... . XXVIII
Nenhum outro guia farmacológico apresenta tal profundidade de conteúdo farma- Resumo ' .............. ' ... ' ...................... ' XXVIII
cológico no contexto do processo médico e de enfermagem, e numa dimensão e formato
tão convenientes. ABREVIATURAS '.' ....... '.' .......... ' ... ' ...... . XXIX
ACIDENTES TERAPÊUTICOS: o PAPEL DO ENFERMEmo
ti" EDIT<lH NA DETEC~O, PREVENÇÃO E DOCUMENTAÇÃO DE REACÇÕES
FARMACOLOGICAS ADVERSAS E DE ERROS TERAPÊUTICOS ..... . XXXI
CLASSIFICAÇÕES .. ' ........ ' ...... ' ..... ' ....... '. Cl
Antianginosos ...................................... . Cl
Antiarritmícos ...................................... . C2
Anticoagulantes ..................................... . cs
Anticolinérgicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . C7
Anticonvulsivantes ................................... . cs
Antidepressivos ..................................... . Cll
Antidiabéticos ' ..................... ' ... ' ........... . C13
Antidial1'eicos ' ....................... ' ........... ' .. C16
Antídotos C17
Antiemétic~s · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · · ·
................ ' .. ' ....... ' ....... '' C19
Antifüngicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . C21
Antihiperlipidémicos .................................. . C23
Antihipertensores ............................... . C24
Antihistamínicos ..... ' ..... ' ..................... ' C27
. Anti-infecciosos ' ................... ' .. ' ...... ' ...... ' C29
Antineoplásicos ..................................... . C31
Antiparkinsónicos ................................... . C35
XV
XVI GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS .COMO. USAR.
Antipiréticos ....................................... .
Antipsicóticos ...................................... .
C37
C39 O GUIA FARMAÇO(ÓG/CO
Antirretrovíricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . C42 alrKTP z:::-riM'n,wrrr--'ll'i:"FT~iiw•nRT·emeanffl':"ifflft!'i5'HIFD1ilrl...,..q.,PD,,/rMtAwn;vv:··ya:i,r,,i,w;Jn~WzmisfOO!.}M

Antitiroideos ....................................... . C44


Antituberculosos .................................... . C45
Antitússicos ........................................ . C47
Antiulcerosos ....................................... . C48
Antivíricos ......................................... . C52 O objectivo do G11 ia Farmacológico para Erifermeiros é fornecer informação facilmente aces-
Broncodilatadores ................................... . C53 sível e compreensível, sobre os fármacos mais frequentemente usados na prática clínica.
Colinérgicos ....................................... . C56 As secções que se seguem descrevem a organização do livro e a informação fornecida para
Diuréticos ......................................... . C58 cada fármaco.
Fármacos Usados na Enxaqueca ......................... . C60
Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (ECA) ...... . C61
Laxantes ...................................... • . • • • C62 CONSIDERAÇÕES SOBRE POSOLOGIAS ESPECWS
Relaxantes músculo-esqueléticos .......................... . C64
Em muitas siruações clínicas, a dose média habitualmente prescrita, pode ser inadequada.
Vitaminas ..................................... • • • • • C65
Esta secç-Jo apresenta as orientações gerais relacionadas com situações que exigem consi-
derações especiais para assegurar um resultado terapêutico óptimo.
MONOGRAFIAS DE FÁRMACOS POR ORDEM ALFABÉTICA
DO NOME GENÉRICO ............................. .
CL;\SSIFICAÇÕES
Apêndices ........................................... . 1217
Sào dados breves sumários das classificações terapêuticas mais importantes, juntamente com
Apêndice A. Produtos Naturais .......................... . 1219 uma listagem dos fármacos incluídos no Guia Farmacológico para Enfermeiros e o número
Apêndice B. Combinações de Fármacos de Uso Frequente ....... . 1243 das páginas onde se encontram estas monografias.
Apêndice C. Tabela de Doses Equianalgésicas ............... . 1259
Apêndice D. Tabelas de Substâncias controladas (Psicofármacos) .. . 1263
Apêndice E. Tabelas de Ritmos (taxas) de perfusào ............ . 1269 MONOGRAFIA DOS FÁRMACOS
Apêndice F. Categorias para Gravidez segundo a Food and Drttg Para cada fármaco, é apresentada a seguinte informação:
Administration (FDA) ............................. . 1275
Apêndice G. Fórmulas auxiliares do cálculo das doses .......... . 1277 Nome Genérico/Nome Comercial: O nome genérico aparece em primeiro lugar. Segue-se
Apêndice H. Nomogramas da Área de Superfície Corporal ....... . 1281 uma listagem por ordem alfabética de nomes comerciais. O nome genérico representa o
Apêndice 1. Técnicas de Administração .................... . 1283 nome oficial do fármaco designado pelo conselho dos "Nomes Adaptados pelos Estados
Apêndice J. Recomendações de Segurança para o Manuseamento Unidos" (USAN) nos Estados Unidos e/ou pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nos
de Fármacos Perigosos ............................ . 1287 restantes países. Em muitas instituições, os fármacos são rotulados pelo nome genérico. Estão
Apêndice K. Valores de Referência de Testes Laboratoriais Comuns . 1293 também incluídos os nomes comuns, abreviaturas e nomes estrangeiros seleccionados. Para
Apêndice L. Principais Fontes Alimentares de Alguns Nutrientes .... 1295 consulta dos utilizadores que desconheçam o nome genérico, existe um índice compreensi-
Apêndice M. Recomendações Alimentares Diárias de Vitaminas e de vo contendo o registo dos nomes comerciais, dos nomes genéricos, e das classificações, que
Minerais (RDA 's) ................................. . 1297 fornece esta informação de forma rápida e fácil.
Apêndice N. Esquemas de Imunização Pediátrica e do Adulto .... . 1299
Apêndice O. Prevenção da Endocardite Bacteriana ............ . 1303 NOTA IMPORTANTE:
Apêndice P. Fármacos Usados em Oftalmologia .............. . 1304
Apêndice Q. Actualizaçào de Fármacos Recentes .............. . 1314 As monografias com omissão do nome comercial referem-se a substâncias activas não comer-
Apêndice R. Fármacos de Uso Pouco Frequente .............. . 1316 cializadas em Portugal ou correspondentes a matérias primas sem especialidade farmacêutica
Apêndice S. Exemplar do Formulário da FDA para a Notificação de (ex. adrenalina). Nestas monografias o item APRESENTAÇÃO foi propositadamente retirado.
Erros Terapêuticos e de Reacções Adversas.(Programa MedWatch) 1336 Nestes casos, o leitor é fortemente aconselhado a consultar outras referências bibliográficas
Apêndice T. NANDA- Diagnósticos na Enfermagem- 14• Conferência 1340 e/ ou os serviços farmacêuticos do respectivo estabelecimento hospitalar para confirmação da
existência de formas posológicas que tenham sido importadas e que não constem do for-
BIBilOGRAFIA ................................... . 1343 mulário hospitalar.
No entanto, por razões meramente informativas, estas monografias podem ainda assim fazer
ÍNDICE REMISSIVO ............................... . 1345 referência a formas farmacêuticas e/ou vias de administração não referidas no item.
XVII

•- .. .. .. .. .. - - ... .. .. .. .. .. .. ...
- -- 111111
.. .. - - - - - - - - - .. - - - - - -
XVIII GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS COMO USAR O GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS XIX

APRESENTAÇÃO escolha de um fármaco em detrimento de outro. Por exemplo, na escolha de um antibió-


tico que necessite de penetrar no Sistema Nervoso Central (SNC) para tratamento da menin-
Classificação gite, ou de fármacos que não atravessem a barreira placentária ou que não se concentrem
no leite materno durante a lactação. Durante a distribuição muitos fármacos interagem com
Os fármacos podem ser classificados de várias formas. Por exemplo, o propranolol (Inderal) é
receptores específicos exercendo os seus efeitos farmacológicos.
classificado em primeiro lugar como antianginoso, sendo no entanto usado também como anti-
arrítmico e como antihipertensor. Para uma melhor explicação da classificação de fármacos, Metabolismo e Excreção: Após terem exercido a acção pretendida, os fármacos abando-
consultar a secção de classificações deste guia, que fornece resumos breves das classificações, nam o organismo, por conversão pelo fígado, na forma de compostos inactivos (metabolis-
listagem de fármacos pertencentes a cada classificação e identifica o número da página onde mo ou biotransformação), os quais são depois excretados pelos rins, ou por eliminação renal
cada um dos fármacos pode ser encontrado. As classificações são listadas alfabeticamente. dos fármacos na forma inalterada. Adicionalmente, alguns fármacos podem ser eliminados
por outros meios, tais como a via biliar, a transpiração, as fezes e a respiração. Se os fárma-
cos forem preferencialmente metabolizados pelo fígado, os doentes com doença hepática
lista de substâncias sujeitas a controlo grave podem necessitar de uma redução da posologia. Se os rins forem o órgão de elimina-
Se determinado fármaco for classificado como substância controlada, é referido o seu esta- ção preferencial, o ajuste da posologia poderá ser necessário face a uma situação de insufi-
tuto legal ou categoria. Esta informação alerta o leitor para cumprir as regulamentações ciência renal. As crianças mais jovens (crianças prematuras e recém nascidas) e os mais ido-
quando manuseia esses fármacos e deverá orientar a instrução fornecida ao doente quanto sos (mais de 60 anos de idade) possuem uma capacidade de excreção renal e de metaboli-
ao reabastecimento do fármaco (Ver Apêndice D para descrição das Categorias de zação hepática diminuídas. Estes doentes podem necessitar de uma redução da posologia ou
Substâncias Controladas, e listagem das substâncias controladas incluídas no Guia intervalos maiores na posologia.
Farmacológico para Enfermeiros).
Semi-vida:
Categodas de risco na g1·avidez:
É importante conhecer a semi-vida de um fármaco durante o planeamento de esquemas tera-
Se for conhecida a atribuição da categoria de risco na gravidez pela FDA, esta encontra-se pêuticos eficientes, pois existe uma certa correlação com a duração de acção desse fármaco.
mencionada nesta parte da monografia. Uma explicação mais detalhada destas categorias A semi-vida mencionada pressupõe doentes com funções renais ou hepáticas normais. São
(A,B,C,D, e X) encontra-se no Apêndice F. Estas categorias permitem uma certa avaliação dos referidas outras condições que podem alterar a semi-vida.
riscos para o feto quando o fármaco é usado na grávida ou numa doente que está a tentar
engravidar enquanto toma essa medicação.
CONTRA-INDICAÇÕES E PRECAUÇÕES:
Indicações:
Estão referidas como contra-indicações as situações nas quais os fármacos deveriam ser evi-
São referenciados os usos mais comuns do fármaco, estabelecidos pela FDA. Estão incluí- tados ou cuidadosamente consideradas outras alternativas. Geralmente, a maioria dos fár-
dos os usos não registados mais frequentes. macos são contra-indicados durante a gravidez ou a lactação, a não ser que os benefícios
prevaleçam sobre os riscos para a mãe ou para o bebé (ex., anticonvulsivantes e antihiper-
Acção: tensores). As contra-indicações podem ser absolutas (i.e., o fármaco em questão deve ser
completamente evitado) ou relativas, como em certas situações clínicas onde pode ser per-
Esta secção contém uma descrição resumida acerca do modo de actuação conhecida ou pro- mitido o uso cauteloso do fármaco. Nas precauções estão incluídos os estados de doença ou
vável de um fármaco para produzir o efeito terapêutico desejado. as situações clínicas nas quais o uso do fármaco envolve riscos especiais ou nas quais uma
modificação da posologia se torne necessária.
Farmacocinética: Esta informação descreve o que acontece a um fármaco após a sua admi-
nistração e inclui uma análise da absorção, da distribuição, do metabolismo, da excreção, e Reacções adversas e Efeitos laterais: Para simplificação de uma longa lista de efeitos pos-
da senii-vida (período de tempo necessário para que a concentração do fármaco no moa- síveis, optou-se por uma abordagem das reacções adversas e dos efeitos laterais por
nismo se reduza em 50%). 0
sistemas fisiológicos. Esta sistematização foi feita por ordem Da-Cabeça-aos-Pés quando a
Absorção: A absorção descreve o processo que se segue à administração do fármaco e a sistematização permitiu a ordenação desta forma (SNC, ORL, Resp, CV,GI, GU). Outras sis-
sua subsequente libertação na circulação sistémica. Se apenas uma pequena fracção for tematizações seguem a ordem alfabética (Endo, L e E, Hemat, Metab, Local, ME, Neuro), ter-
absorvida após administração oral (biodisponibilidade diminuída) a dose oral terá de ser minando com uma secção de Outros. Apesar de não ser possível incluir todas as reacções
muito superior à dose parentérica. A absorção para a circulação sistémica pode também ser notificadas, tentou-se incluir os principais ef~itos laterais. As reacções adversas que ameaçam
alcançada por outras vias de administração tais como a via tópica, transdérmica, intramus- a vida ou os efeitos laterais estão em !liAIUSCUIAS. enquanto que as situações com mais
c~lar, subcutânea, rectal ou oftalmológica. Os fármacos administrados por via intravenosa incidência encontram-se sublinhadas. Cada um dos grupos encontra-se sublinhado. Em geral,
atmgem geralmente a biodisponibilidade de 100%. os sublinhados têm uma incidência igual ou superior a 10%. Os não sublinhados ocorrem
em men_os de 10% mas em mais de lo/o dos doentes. Embora os efeitos laterais que amea-
Distribuição: Após a absorção, os fármacos são distribuídos, algumas vezes de forma se-
lectiva, pelos vários tecidos e fluidos corporais. Estes factores tornam-se importantes na çam a vida possam ser raros (menos de 1%), estão incluídos devido ao seu significado. São
usadas as abreviaturas seguintes para os sistemas fisiológicos:
XX GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS COMO USAR O GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS XXI

SNC: sistema ne1voso central NOTA IMPORTANTE:


ORL: olhos, ouvidos , nariz e garganta As monografias com omissão do nome comercial referem-se a substâncias activas não comer-
Resp: respiratório cializadas em Po1tugal ou correspondentes a matérias primas sem especialidade farmacêutica
CV: cardiovascular (ex. adrenalina). No primeiro caso o item APRESENTAÇÃO foi propositadamente retirado.
Gl: gastrointestinal
GU: geniturinário Nestes casos, o leitor é fortemente aconselhado a consultar outras referências bibliográficas
Derm: dermatológico e/ ou os se1viços farmacêuticos cio respectivo estabelecimento hospitalar para confirmação ela
Endo: endocrinológico existência de formas posológicas que tenham sido importadas e que não constem do for-
L e E: líquidos e electrólitos mulário hospitalar.
Hemat: hematológico No entanto, por razões meramente informativas, estas monografias podem, ainda assim, fazer
Local: localmente referência a formas farmacêuticas e/ou vias de administração não referidas no item APRE-
Metab: metabólico SENTAÇÂO.
ME: músculo-esquelético
Neuro: neurológico
Outros: outras situações PERFIL DE ACTUAÇÃO:
Esta informação é transmitida para que, o início da acção do fármaco, o seu pico de acção,
INTERACÇÕES: e a sua duração possam ser antecipados e tomados em consideração quando se planeia o
esquema de administração. A farmacodinâmica referente a cada via de administração foi
À medida que aumenta o número de fán!rncos qL'.e _um doe~te toma: t:'.m!J~n~ aun!e!11_a .ª P~~- registada, para que o leitor possa apreciar e escolher uma via de administração ou outra.
babilidade de sofrer uma interacção farmacolog1ca. As mteracçoes tauna:olog1ca~ 111.11s A duração da acção dos anti-infecciosos não foi geralmente incluída. A maior parte dos
importantes e as suas consequências estão explica~as nesta se~ção, Sã~ ta1~1ben~ ~e~~ndas ~s esquemas destas substâncias procura evitar a toxicidade sem deLxar de assegurar os níveis
interacções significativas entre os fármacos e os alnnentos. Estao tambem 111clu1cl,1s ,tlgum.is terapêuticos necessários para a acção anti-infecciosa. Por este motivo a informação sobre a
recomendações para se evitar ou minimizar estas interacções. duração ela acção e os níveis sanguíneos não são necessariamente comparáveis.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO E POSOLOGIA: IMPUCAÇÕES PARA A ENFERMAGEM:


Sempre que possível, as vias mais frequentes de administração ele fármacos são agrupadas _e Esta secção foi desenvolvida para auxiliar o enfermeiro a aplicar os procedimentos ele enfer-
incluem as posologias recomendadas para adultos, para crianças e para outros grupos eta- magem na farmacoterapêutica. Está dividida em subsecções que servem de guia etapa-a-
rios mais específicos; as unidades de posologia estão de acordo c01:1 a. forma h'.1b1tual de -etapa, na monitorização/avaliaçào, nos procedimentos, e na avaliação à medida que se
prescriçào. Por exemplo, a posologia ela Penicilina G é dada de preferenc1a em unidades ~m relacionam com a administração ela medicação.
vez de miligramas. Os inte1valos da posologia sào também referidos de acordo com as lor-
mas mais usuais de prescrição. Enquanto que os antibióticos e os antiarrítmicos d~vem ser MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL:
administrados em intervalos repartidos, não é necessário, ".em prático, que outros farmacos,
tais como os antihipe1tensores, sejam administrados desta forma. Para uma m~lhor clanf1c:i- Esta subsecção inclui os dados sobre a história cio doente ·e os parâmetros ele ordem física,
ção estão indicadas separadamente as situações em que. a po~olog1a ou _os 1~te1valos_ sao que elevem ser avaliados antes e durante o regime terapêutico. A secção Informações
diferentes do que geralmente se prescreve. Sempre que cltspomvel, foram 111clu1dos regnnes gerais descreve as avaliações pertinentes a fazer a todos os doentes que tomem a medica-
posológicos específicos ela insuficiência renal ou hepática. ção. Noutras secções estão também identificadas as avaliações específicas baseadas nas
diversas indicações do fármaco. As Considei-ações laboratoJ"iais fornecem ao enfermeiro
a informação sobre os testes laboratoriais que devem ser efectuados e como os resultados
APRESENTAÇÃO:
podem vir a ser alterados pelo fármaco. Toxicidade e Sobredosagem discute as concentra-
Esta secção indica a forma e a concentração das várias formas farmacêuticas disponíveis em ções terapêuticas cio fármaco e os sinais e sintomas de toxicidade. Está também incluído o
Portugal. Tal informaçào é útil quando se deseja planear o esquema terapêutico mais con- antídoto e o tratamento da toxicidade ou da sobredosagem de fármacos específicos.
veniente (menos comprimidos/cápsulas, menos volume de injectável) e na determinação da
existência de outras formas farmacêuticas (supositórios, concentrados orais, formas de liber- DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM POTENCIAIS:
tação retardada ou prolongada). Os sabores ou as soluções orais e os comprimidos masti-
oáveis foram incluídos para melhorar a adesão dos doentes pediátricos. A apresentação geral Süo utilizados os diagnósticos de enfermagem aprovados pela Associação Norte Americana
; os preços ele venda ele fármacos prescritos frequentemente foram também incluídos como de Diagnósticos de Enfermagem (NANDA). Est:lo listados dois ou três diagnósticos mais per-
uma ajuda para os profissionais de saúde com inte1vençfo na prescrição. tinentes aplicáveis ao doente que recebe o fármaco. Para cada diagnóstico está referido,
entre parêntesis, o item ou subsecç;1o da monografia onde é possível encontrar a informa-
çào que lhe deu origem, fornecendo ao enfermeiro as referências necessárias- ex. Risco de
infecçüo (Indicações, Efeitos Laterais). Todos os diagnósticos aprovados pela NANDA estão
referidos no Apêndice T.

.. .. ..
-- - - - --.. .. .. .. .. .. ----
...
-- - - - - - - - - - - - - - - - -
XXII GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS CONSIDER~ÇÕES;;;:_,>'
PROCEDIMENTOS:
São apresentadas nesta subsecção as indicações e:pecíficas. sobr~ a administração ~e fár-
SP. BREt;e.P.s. OtO:GIASiES~ECIAIS'
. ' ' . _,. . . .

macos. A informação incluída no item Informaçoes gerais aphca-.s~ a t~as as vias de


administração e inclui informação acerca do melhor momento de admmistraçao e alguns por-
menores sobre os cuidados a ter com o doente. Outros itens presentes nesta secção fornecem
informações sobre as vias de administração. PO define q_uando e como administrar o fárn~a-
co, se os comprimidos podem ser esmagados ou se as capsulas pode ser abeitas, e se o far-
maco deve ou não ser administrado juntamente com alimentos. IV fornece pormenores sobre Em quase todos os fármacos existe um intervalo médio de dosagem. No entanto, existem
as reconstituições e as diluições. IV Directo Cinjecção N) Perfusão Intermitente, e P~r- situações em que este intervalo médio pode ser nocivo (atingir níveis de toxicidade) ou ine-
fusão Contínua especifica a quantidade e o tipo de diluição adicional. Ritmo de perfusao ficaz. O objectivo desta secção é descrever as situações especiais em que as posologias
inclui o tempo de perfusão de cada tipo de substância administrada. Co!11I_>ªtlb~dade/1~- devem ser particularmente tomadas em consideração para que seja garantido um resultado
compatibilidade em seringa identifica o(s) fármaco(s) que são compattveis ou mc~mpatt- terapêutico eficaz. As orientações descritas são de âmbito geral mas devem conduzir a uma
veis quando misturados numa seringa. Este tipo de compatibilidade é normalmente hmita9a apreciação mais rigorosa dos parâmetros da posologia individual. Quando forem encontra-
a 15 minutos depois de feita a misn1ra. Compatibilidade/Incompatibilidade na derlvaçao
das situações clínicas como as que se apresentam, as doses prescritas devem ser revistas e
em Y identifica aqueles fármacos(s) que são compatíveis ou incompatíveis quando adminis-
devem ser efectuados os ajustes necessários. Muitas situações clínicas sofrem alterações ao
trados em simultâneo através de uma derivação em Y ou torneira de 3 vias aplicada a um sis-
longo do tempo (função renal/hepática, volume corporal, idade) necessitando de uma rea-
tema IV. Compatibilidade/Incompatibilidade aditiva identifica o(s) fármaco(s) q~~ _são valiação regular da posologia.
compatíveis ou incompatíveis quando se misturam.em soluções. Este upo de compattbth~a-
de é normalmente limitada a 24 horas. Compatlbilidade/lncompatibilidade de soluçoes
identifica as soluções que são compatíveis ou incompatíveis com o(s) fármaco(s) que se quer O Doente Pediátrico
diluir ou administrar. A informação sobre as compatibilidades é compilada a paitir do Trisse/'s A razão mais óbvia para os ajustamentos das posologias em Pediatria é o tamanho do doente.
Handbook of J11jectable Drugs, 10ª edição (Ver Bibliografia). A _maior parte das posologias dos fáimacos administrados a este grupo da população é pres-
enta numa base de mg/kg ou ainda de forma mais específica tendo como base a área de super-
ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA: fície corporal. A área da superfície corporal é determinada, usando o Nomograma da Área da
Superfície Corporal (ver Apêndice H) ou calculada usando fónnulas (Apêndice G).
Esta subsecção inclui informações que devem ser transmitidas ao doente e/ou à família do
doente. Apresenta os efeitos laterais que deveriam ser dados a conhecer, a informação de Tanto a criança recém-nascida como a criança prematura necessitam de ajustamentos adicio-
como minimizar esses efeitos, os aspectos particulares sobre a administração dos fármacos e nais p~ra al~m do~ j~ efe~tuados com base no seu tamanho. Neste grupo populacional, a
a necessidade de vigilância. O enfermeiro deve também recorrer às secções Reacções absorçao apos admmistraçao oral pode ser incompleta ou ser alterada devido às modificações
adversas e efeitos laterais e Interacções para obtenção de informações adicionais para do pH_gá~trico ou da motilidad: GI; a distribuição do fánnaco pode ser alterada, devido à gran-
completar o plano de ensino ao doente/família. Questões ligadas aos cuidados domiciliá- de vanaçao da quanndade de agua corporal; e o metabolismo e a excreção podem ser retar-
rios põem em destaque aspectos a serem considerados sobre a medicação no enquadra- dados,_ devido ao facto das funções hepática e renal não terem ainda chegado à maturidade.
mento domiciliário. Nas cnanças ~rematuras ~u nos recém-nascidos a progressiva maturidade das funções hepáti-
ca e renal vai r7querer a1ustamentos frequentes das posologias, requerendo manuseamentos
adequados do farmaco ao l~~go da duração do tratamento. As mudanças rápidas de peso que
AVALU.ÇÀO DA EFICÁCU. TERAPÊUTICA: se observam neste grupo etano requerem que sejam feitos ajustamentos adicionais frequentes.
Aborda os resultados esperados que permitem determinar a eficácia do tratamento medica- P_ara completar as ;aríantes da farmacocinética, devem ser feitas outras considerações rela-
mentoso. ~:i~nadas com a pra_ttca de enfermagem. A via de administração escolhida nos doentes pedi-
atncos reflecte, mmtas vezes, a gravidade da doença. A enfermeira deve considerar o nível
de desenvolvimento da criança e a capacidade desta para compreender a situação. A admi-
nistração de fármacos por via N ou IM podem parecer assustadores para as crianças ou
s:rem caus~ de preocupação ~ara os pais. O enfermeiro deve suavizar estas situações atra-
ves ?º ensmo ~ue f~z aos pais e promoção do conforto à criança. Neste grupo etário, os
l~cms de adn11mstraçao IM ou SC devem ser cuidadosamente escolhidos, para prevenir pos-
sive1s danos nos nervos ou nos tecidos.

O Doente Geriátrico
Nos doentes com idade superior a 55/60 anos, o comportamento farmacocinético dos fár-
macos altera-se. A sua absorção pode ser retardada em consequência da diminuição da moti-
lidade do aparelho GI (devido à idade ou a outros fármacos) ou da congestão passiva dos

XXIII
XXIV GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS CONSIDERAÇÕES SOBRE POSOLOGIAS ESPECIAIS XXV
vasos sanguíneos abdominais, tal como ocorre na insuficiência cardíaca congestiva. A distri- Existem situações nas quais, para defender a saúde da mãe e para proteger o feto, a admi-
buição do fármaco pode ser alterada devido ao nível baixo de proteínas plasmáticas, parti- niscração de um determinado fármaco torna-se necessária ao longo da gravidez. O doente
cularmente em doentes malnutridos. Devido à diminuição das proteínas plasmáticas, uma epiléptico e o doente hipertenso são dois exemplos destas situações. Nestas circunstâncias
grande porçào de fármaco livre ou sem ligação provoca um aumento da sua acção. O resul- escolhe-se a dose mínima eficaz, do fármaco mais seguro. Devido a alterações da acção ele
tado pode ser a ocorrência de um nível tóxico no doente ao qual foi administrado uma dose um fármaco, que podem ocorrer durante a gravidez, pode ser necessário um ajuste da dose
terapêutica padrão de um determinado fármaco. O metabolismo hepático e a função de excre- ao longo da gravidez e depois do parto. Uma situação especial relacionada com a admi-
ção desempenhada pelos rins estão ambas diminuídas durante o processo de envelhecimen- nistração ele fármacos durante a gravidez é o caso das mães que abusam de fármacos. As
to, facto que pode resultar numa acção do fármaco prolongada e exagerada. A composição crianças nascidas de mães viciadas no álcool, nos sedativos (incluindo as benzodiazepinas),
cio organismo também se altera com a idade. Ocoffe um aumento do tecido adiposo, e uma na heroína e na cocaína podem ter um peso baixo ao nascer, ter sintomas de privação após
diminuição do tecido muscular esquelético e da quantidade total de água no organL~mo. o nascimento, e mostrar sinais de atraso no desenvolvimento. Uma anamnese atenta deve
A altura e o peso normalmente diminuem. A posologia aceitável de um fármaco num doen- alertar o enfermeiro para estas possibilidades.
te robusto com 50 anos ele idade pode ser excessiva no mesmo doente, 20 anos mais tarde.
Uma preocupação adicional reside no facto ela maioria dos doentes idosos tomar vários fár-
macos. À medida que aumenta o número de fármacos administrados, aumenta também o Dotn(a Renal
risco de determinado fármaco anular, potenciar ou ainda alterar, os efeitos ele um outro fár- Os rins são os principais órgãos de eliminação cios fármacos. Alguns fármacos são excreta-
maco (inceracção farmacológica). Em geral, a posologia da maior parte dos fármacos pres- dos unicamente depois ele serem metabolizaclos ou biocransformados pelo fígado. A criança
critos à população geriátrica deve ser diminuída. Os fármacos em que se deve ter um cui- prematura tem as suas funções renais imaturas. Nos doentes mais idosos existe uma relação
dado específico são os glicosícleos (digoxina e cligitoxina ), os sedativos/hipnóticos, os anti- entre a idade e a diminuição da função renal. Os ajustes elas doses em doentes com disfun-
coagulantes orais, os anti-inflamatórios não esteróides, e os antihipertensores. ções renais devem ser feitos individualmente em cada doente após a avaliação do nível de
Neste grupo populacional, os esquemas terapêuticos elevem ser tão simples quanto possível, insuficiência renal e da percentagem de fármaco eliminado pelos rins. O grau de função
uma vez que muitos deles tomam vários fármacos simultaneamente. A posologia deve ser renal pode ser avaliado através de exames laboratoriais, sendo a c/earcmce da creatinina (CCr
planeada ele forma a que o dia cio doente não seja interrompido muitas vezes para tomar a ou Ccr) o mais frequentemente efectuado, ou através de cálculo aproximado (Apêndice G).
medicação. O uso de combinações fixas de fármacos pode ajudar a simplificar o esquema A percentagem de cada fármaco excretado pelos rins pode ser determinada a partir de tabe-
terapêutico. No entanto algumas destas combinações de fármacos são mais dispendiosas do las de farmacocinética. Para completar, a posologia pode ser optimizada frequentemente
que os componentes individuais. através da determinação dos níveis sanguíneos de fármaco em cada doente e procedendo-
O enfermeiro deve ter presente que, quando explica os esquemas ele medicação aos doentes se em seguida às alterações necessárias. Este tipo ele ajuste ela posologia é utilizado com fre-
idosos, a deficiência auditiva é frequente neste grupo etário. Os doentes podem ser relutan- quência em dois tipos de fármacos: a digoxina e os antibióticos aminoglicosídeos (amicaci-
tes em revelar essa informação podendo gerar mal entendidos ou impedir a compreensão. na, gentamicina, e tobramicina).

A Doente Obstéti-ica Doença Hepática


Durante a gravidez, tanto a mãe como o feto devem ser tidos em consideração. A placenta, O fígado é o órgão principal de metabolizaçào de fármacos. Na maioria dos fármacos esta
apesar de ser supostamente uma barreira protectora, é simplesmente uma membrana ca~~1z fase é uma etapa da sua inactivaçào. Os metabolitos inactivos são subsequentemente excre-
de proteger o feto unicamente de moléculas extremamente grandes. A passagem de tar- tados pelos rins. O processo de conversão normalmente transforma o fármaco de um com-
macos através da placenta ocorre tanto por processos passivos como por processos activos. posto relativamente lipossolúvel numa substância mais hidrossolúvel. A funçào hepática não
O feto é particularmente vulnerável durante o primeiro e o último trimestre da gravidez. é tão facilmente quantificada quanto a função renal. Por esse motivo, quando se trata de um
Durante o primeiro trimestre formam-se os órgãos vitais. A ingestão ele fármacos lesivos doente que sofre de insuficiência hepática é difícil fazer uma previsão correcta da dose a
(teratogénicos potenciais) durante este período da gravidez pode levar a malformações do administrar, baseando-se unicamente nos testes laboratoriais. Além disso, parece que mesmo
feto ou provocar o aborto. Infelizmente, este é também o período em que a mulher tem uma função hepática mínima pode ser suficiente para completar o metabolismo do fármaco.
menos probabilidade de saber que está grávida. Por esse motivo, é importante informar Pode-se esperar que o doente que sofre de icterícia grave ou que tem um nível sérico de
todos os doentes em idade fértil acerca do perigo potencial do fármaco para uma futura proteínas baixo (especialmente a albumina) tenha alguns problemas para metabolizar fár-
criança. No terceiro trimestre da gravidez, o maior cuidado reside no facto dos fármacos macos. Os doentes que sofrem de alcoolismo crónico correm o risco de desenvolver este
prescritos à mãe e transferidos ao feto não serem correctamente merabolizados e excretados tipo de situação. Na doença hepática avançada, a absorção de fármacos pode também ser
pelo feto. Isto verifica-se sobretudo com os fármacos administrados perto do termo da gra- insuficiente devido à congestão vascular portal. A diminuição dos níveis séricos de proteínas
videz, pois uma vez que ocorre o parto, a criança recém-nascida já m1o tem a placenta para também afecta a quantidade de fármaco.que se encontra na forma combinada a esta proteí-
a ajudar a eliminar o fármaco. Se os fármacos administrados antes do parto se acumularem na. Quanto menor for a quantidade de fármaco ligado às proteínas, mais substância perma-
no organismo pode resultar numa situação de toxicidade. nece na forma livre e disponível para exercer os seus efeitos farmacológicos. A teofilina, os
A possibilidade dos fármacos alterarem a qualidade e quantidade do esperma em pais poten- diuréticos e os sedativos que são metabolizados pelo fígado são exemplos de fármacos que
ciais está também a ser uma área de estudo de grande interesse. Os doentes do sexo mas- elevem ser cuidadosamente doseados em doentes com doença hepática. Alguns fármacos
culino devem ser informados acerca deste risco, quando tomam fármacos potencialmente requerem o fígado como activador (por exemplo, o sulindac ou a ciclofosfamida) e devem
conhecidos como tal. ser evitados nos doentes com a função hepática gravemente comprometida.

Ili
------ -------------
• - - - - .. .. - .. ... .. - - - -
XXVI GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS CONSIDERAÇÕES SOBRE POSOLOGIAS ESPECIAIS XXVII

Insuficiência Cardíaca Congestiva Interacções Farmacológicas

Os doentes que sofrem de Insuficiência Cardíaca Congestiva também requerem alterações na A presença de fármacos adicionais pode requerer ajustamentos na posologia. Os fármacos
posologia dos fármacos. A absorção de fármacos, nestes doentes, pode ser insuficiente devi- com um elevado grau de ligação às proteínas plasmáticas , tais como a varfarina e a fenitoí-
do à congestão passiva dos vasos sanguíneos que alimentam o tracro GI. Esta congestão pas- na, podem ser deslocados por outros fármacos com elevada capacidade de ligação às pro-
siva atrasa a chegada do fármaco ao fígado atrasando o seu metabolismo, além de compro- teínas. Quando este fenómeno ocorre, e uma vez que na forma livre é activo, o fármaco que
meter a função renal, provocando uma eliminação retardada e uma acção prolongada do fár- foi deslocado apresenta um aumento de actividade.
maco. A maior parte dos doentes que sofrem de Insuficiência Cardíaca Congestiva já se Alguns fármacos fazem diminuir a capacidade do fígado para metabolizar outros fármacos.
encontram, devido à idade, numa das categorias especiais a considerar quando se pretende Entre estes fármacos incluem-se a cimetidina e o cloranfenicol. Fármacos que são altamente
fixar a posologia. As dosagens dos fármacos que são principalmente metabolizados pelo fíga- metabolizados pelo fígado, quando administrados simultaneamente podem necessitar de ser
do ou eliminados principalmente pelos rins devem ser inferiores nos doentes com aparente administrados em doses mais pequenas. Outros fármacos, como o fenobarbital e outros bar-
Insuficiência Cardíaca Congestiva. bitúricos, e a rifampina são capazes de estimular o fígado a metabolizar outros fármacos mais
rapidamente, requerendo assim a administração de doses mais elevadas.
Dados Antropométricos Os fármacos que alteram de forma significativa o pH da urina podem condicionar a elimi-
nação de outros fármacos, cujo processo de elin1inação é dependente do pH. A alcaliniza-
Na maior parte dos casos, a posologia baseia-se no peso corporal total. Alguns fármacos ção da urina acelera a eliminação dos fármacos ácidos. A acidificação da urina vai aumentar
penetram, de forma selectiva, no tecido adiposo. Quando se sabe que o fármaco não pene- a reabsorção dos fármacos ácidos, prolongando e aumentando a acção desse fármaco. Na
tra no tecido adiposo e o doente é obeso, a posologia do fármaco deverá ser detenninada situação inversa, os fármacos que acidificam a urina vão acelerar a elinlinação dos fármacos
a partir do peso ideal ou calculada a partir da massa corporal magra (ex: digoxina, genta- alcalinos. Um exemplo desta situação é a administração de bicarbonato de sódio em caso de
micina). Estas quantidades podem ser determinadas através das tabelas de peso ideal ou, sobredosagem de aspirina. A alcalinização da urina provoca a eliminação da aspirina pelos
quando se sabe o tamanho e o peso do doente, podem ser calculadas a partir das fórmu- rins.
las de cálculo de massa magra (ver Apêndice G). Se este tipo de ajustamento da posologia Alguns fármacos competem com outros para os sistemas enzimáticos. O alopurinol inibe a
não for feito, o risco de toxicidade é considerável. enzin1a implicada na produção de ácido úrico, mas inibe também o metabolismo (inactiva-
As medidas corporais dos doentes com peso muito inferior ao normal devem também ser ção) da 6-mercaptopurina, aumentando grandemente a sua toxicidade. A posologia da mer-
tomadas em consideração. Os doentes idosos, os que sofrem de alcoolismo crónico, os captopurina necessita de ser consideravelmente diminuída quando administrada com o alo-
doentes com SIDA, e os doentes em fase terminal de cancro ou de outra doença crónica ou purinol.
de doenças debilitantes podem precisar de uma atenção particular na posologia, que pode O mesmo potencial para participar em interacções existe em muitos produtos naturais.
ser baseada no tamanho de um adulto normal (70 kg). Os doentes que sofreram uma ampu-
tação apresentam alteração das medidas, que também devem ser tomadas em consideração.
Formas Farmacêuticas
Distribuição aos Locais de Acção O enfermeiro encontra frequentemente problemas relacionados com a forma de apresenta-
ção propriamente dita. Alguns fármacos podem não estar comercialmente disponíveis sob
Para que o resultado terapêutico seja bem sucedido, o fám1aco tem de chegar ao local pre- forma líquida ou mastigável. O farmacêutico poderá precisar de preparar separadamente
tendido. Nas condições mais favoráveis, o fám1aco terá unicamente um efeito mínimo nos determinadas formas de apresentação para um doente em particular. Poderá ser necessário
outros tecidos ou sistemas do organismo. Um bom exemplo são os fármacos aplicados local- disfarçar o gosto ou o aspecto de um fármaco misturando-o nos alimentos ou nas bebidas
mente para tratamento cutâneo e que são absorvidos em quantidades mínimas. Em muitas do doente, para que se cumpra inteiramente um dado regime terapêutico. Finalmente, algu-
doenças esta hipótese não é viável nem prática. Muitas vezes, têm de ser utilizadas vias de mas formas de apresentação, tais como os inaladores de aerossoles, podem não ser aconse-
administração pouco usuais para garantir a presença do fármaco no local de acção pretendi- lháveis em doentes muitos jovens, pois esta forma de medicação requer uma participação
do. Nos doentes com meningite bacteriana, a administração do fármaco por via parentérica que vai para além do nível de desenvolvinlento do doente.
pode não chegar a produzir níveis suficientemente elevados no líquido cefalorraquidiano. Pode
ser necessária a administração intratecal, em conjunto com a terapêutica parentérica, como no Antes de alterar a forma farmacêutica (esmagar comprimidos ou abrir cápsulas) ou a admi-
caso dos antibióticos aminoglicosídeos (amicacina, gentamicina, e tobramicina). O olho repre- nistrar por uma via diferente daquela que é indicada é in1portante verificar se o efeito do fár-
senta outra ban-eira que é relativamente inlpermeável a muitos fám1acos. Para passar esta bar- maco não será alterado e se a segurança do doente não será comprometida. Em geral, as for-
reira, pode ser necessário administrar o fármaco por instilação local ou injecção. mas de apresentação de fármacos de acção controlada e de acção retardada não devem ser
esmagados; de igual modo, as cápsulas que contêm o fármaco na forma de grânulos não
Em alguns casos a absorção local pode não ocorrer, não se obtendo o efeito sistémico dese- devem ser abertas. O facto de alterar estas formas farmacêuticas pode encmtar ou intensifi-
jado. Os fármacos podem não ser absorvidos para circulação sistémica através dos locais sub- car a sua acção. Outras formas de apresentação (soluções em gotas) estão preparadas para
cutâneos em doentes em estado de choque ou com fraca perfusão tecidular devido a outras serem abertas. Os comprimidos entéricos revestidos, que parecem estar cobertos de açúcar
causas.
ou caramelizados, também não devem ser esmagados. Esse revestimento pode servir para
Quando se toma em consideração a via de administração, dever-se-á identificar o local onde proteger o estômago dos efeitos irritantes desses fármacos. O facto de esmagar os compri-
se pretende que o fármaco actue preferencialmente. O fármaco deve chegar ao local de midos vai expor a mucosa intestinal a estes agentes e aumentar a irritação GI. Se uma fonna
acção pretendido fim de atingir os seus efeitos máximos. de apresentação necessitar de ser esmagada, então deve ser inlediatamente ingerida. Antes
. .
·,,
XXVIII GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS 41i11EVJAIU8AS: \'·

/\tSú.t&, ./'_:._·_:;s.·i::;
''\·,-.,.

da administração de fármacos pulverizados ou de comprimidos esmagados, o doente deve


beber um copo de água para humidificar o esófago e assim prevenir que a substância fique
colada nas superfícies das mucosas cio aparelho GI superior.

Factoi-es Ambientais
AAN . . . . . . . . . . . . anticorpo antinuclear
O fumo do tabaco é capaz de induzir enzimas hepáticas a metabolizar os fármacos mais ADH . . . . . . . . . . . . hormona antidiurética
rapidamente. Os doentes fumadores, podem necessitar de doses maiores dos fármacos de ADHD . . . . . . . . . . . défice de atenção por hiperactividacle
metabolizaçào hepática. No entanto, os doentes expostos passivamente ao fumo do tabaco AFH . . . . . . . . . . . . factor anti-hemolítico
também podem exibir necessidades inexplicáveis de doses maiores da medicação. O efeito AINE . . . . . . . . . . . . anti-inflamatório não esteróide
do tabaco no metabolismo de fármacos pode· persistir durante meses. ALT . . . . . . . . . . . . . transaminase da alanina
AP . . . . . . . . . . . . . . acção prolongada
ASC . . . . . . . . . . . . . área de superfície corporal
Factot'es Nutl'icionais AST . . . . . . . . . . . . . transaminase cio aspartato
Certos alimentos podem alterar os requisitos posológicos de alguns fármacos. O cálcio da ATP . . . . . . . . . . . . . trifosfato de adenosina
dieta, encontrado em grandes concentrações nos alimentos lácteos combina-se (quelata) AllN . . . . . . . . . . . . azoto da ureia na urina
com a tetraciclina impedindo a sua absorção. Muitos antibióticos são mais bem absorvidos AV . . . . . . . . . . . . . . auriculoventricular
se forem administrados com o estômago vazio. Os alimentos com alto teor em piroclíxina BCG . . . . . . . . . . . . bacilo de Calmette-Guérin
(vitamina B6) podem anular os efeitos antiparkinsónicos da levodopa (isto é evitado com a bpm . . . . . . . . . . . . batimentos por minuto
co-administração de carbidopa). Os alimentos capazes de alterar o pH da urina podem afec- BSA . . . . . . . . . . . . . albumina sérica bovina
tar o padrão de eliminação dos fármacos, aumentando ou reduzindo a sua eficácia. Não exis- BUN . . . . . . . . . . . . azoto ureico sanguíneo
tem normas gerais a seguir quanto aos factores nutricionais. É, por isso, prudente verificar a CCr . . . . . . . . . . . . . clearance da creatinina
existência destes problemas ou se podem explicar insucessos terapêuticos e nesse caso pro- CPK . . . . . . . . . . . . fosfocinase da creatina
ceder aos ajustes necessários das doses. Derm . . . . . . . . . . . dermatológico
DMID . . . . . . . . . . . diabetes mellitus insulinodepenclente
DMNID . . . . . . . . . . diabetes me/li/11s não insulinodependente
Resumo
DNA . . . . . . . . . . . . ácido clesoxirribonucleico
A dose média habitual dos fármacos é calculada para um doente padrão. Contudo, cada DPOC . . . . . . . . . . . doença pulmonar obstrutiva crónica
doente é um indivíduo com capacidades específicas de reagir a cada fármaco. Tendo em D RG . . . . . . . . . . . . doença de refluxo gastroesofágico
atenção escas considerações especiais sobre as posologias, é possível planear um esquema DRT . . . . . . . . . . . . doença renal na fase terminal
terapêutico personalizado que terá como resultado, a obtenção dos efeitos terapêuticos pre- ECG . . . . . . . . . . . . electrocardiograma
tendidos, minimizando ao mesmo tempo os riscos de toxicidade. EEG . . . . . . . . . . . . electroencefalograma
EM . . . . . . . . . . . . . enfarte de miocárdio
Endo . . . . . . . . . . . . enclocrinológico
FibV . . . . . . . . . . . . fibrilação ventricular
FSH . . . . . . . . . . . . . hormona foliculo-estimulante
G6PD (ou DG6P) . . . clesiclrogenase da glicose-6-fosfato
GABA . . . . . . . . . . . ácido gama-aminobutírico
GI . . . . . . . . . . . . . . gastrintestinal
gts ............. gotas
GU . . . . . . . . . . . . . genitourinário
h ............... hora
HbA 1c . . . . . . . . . . . hemoglobina A1c, hemoglobina glicosilada
HBP . . . . . . . . . . . . hiperplasia benigna da próstata
HDL . . . . . . . . . . . . lipoproteínas de alta densidade
Hemat . . . . . . . . . . . hematológico
HIV . . . . . . . . . . . . . vírus da imunodeficiência humana
ICC . . . . . . . . . . . . . insuficiência cardíaca congestiva
IECA . . . . . . . . . . . . inibidores da enzima de conversão da angiotensina
IM . . . . . . . . . . . . . . intramuscular
IMC . . . . . . . . . . . . . índice de massa corporal
XXIX

• - - - - - .. - - - - - - - - - - - .. -
• -----
XXX GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS
- -------- --
ACIDENTES TERAPÊUTICOS: -
INR
ISRS
taxa internacional normalizada
inibidor selectivo da recaptação de serotonina
OPapt!tdo. Enf,etmeifQ na Detecção,
intratecal
IV . . . . . . . . . . . . . . intravenoso
Prevenção ·e' Do'cum·entação de
K .............. potássio
L e E . . . . . . . . . . . . líquidos e electrólitos Reacçõ11~ ~.~,~~~P.l~giças Adversas
L ............... litro
LDH . . . . . . . . . . . . desidrogenase láctica
LDL . . . . . . . . . . . . . lipoproteínas de baixa densidade
e deErros1Jerapêuticos,>
~·i:.;.ar.:wú~.t~~ffill~~ruii'±~~~~u1~.'.-b._~~~,.µÍ,2f'~~~"fip~~i\;~;;,;i;~,;J,~~~,.i,~:.~,~~li •J.:.i,;,llii_;~~~i[,:;~L~:i-:.~~;;_ü-Ú::,;i:i.~:;,~h:0i:~rJI
LH . . . . . . . . . . . . . hormona luteinizante
LM . . . . . . . . . . . . . libertação modificada
LP . . . . . . . . . . . . . . liberração prolongada
M .............. molar
mcg . . . . . . . . . . . . microgramas
ME . . . . . . . . . . . . . músculo-esquelético De acordo com um relatório, recente e altamente citado, do Institute ofMedicine (EUA), os
mEq . . . . . . . . . . . . miliequivalente erros médicos matam mais pessoas do que os acidentes de viação nas auto-estradas, a SIDA,
Metah . . . . . . . . . . . metabolismo o cancro da mama, ou os acidentes de trabalho 1. A maior parte destes erros envolvem erros
min . . . . . . . . . . . . minutos terapêuticos. A atenção dos meios de comunicação social para vários "eventos sentinela"
NaCl . . . . . . . . . . . . cloreto de sódio aumentou o conhecimento acerca deste problema.
Neuro . . . . . . . . . . . neurológicos Os acidentes terapêuticos incluem todas as situações que, devido à administração de fár-
ng . . . . . . . . . . . . . . nanogramas macos, resultam numa resposta, indesejada ou não intencional, à terapêutica farmacológica.
NPB . .. .. . . .. .. . nada pela boca O termo refere-se tanto às reacções adversas ao fármaco como ao erro terapêutico 2. O enfer-
NPT . . . . . . . . . . . . nutrição parentérica total meiro deve estar familiarizado com os diversos aspectos de tais situações e ter os conheci-
ORL . . . . . . . . . . . . olhos, ouvidos, nariz e garganta mentos necessários para detectar, prevenir (se possível) e transmitir a informação sobre o
PO ............. per os (via oral) sucedido, Antes de mais, o enfermeiro deve obter dados detalhados e precisos sobre a his-
PTTa . . . . . . . . . . . . Tempo parcial de tromboplastina activado tória do doente que inclua questões tais como a ingestão de fármacos de venda livre, os
PVC . . . . . . . . . . . . . pressão venosa central hábitos alimentares e sociais (hábitos tabágicos ou alcoólicos, ou abuso de drogas) e todo o
Resp . . . . . . . . . . . . respiratório tipo de reacções a fármacos que possa ter tido no passado (alérgicas ou não).
RMN . . . . . . . . . . . . ressonância magnética nuclear
RNA . . . . . . . . . . . . ácido ribonucleico
se . . . . . . . . . . . . . . subcutâneo Reacções Advernas aos Fárniacos
SIDA . . . . . . . . . . . . síndroma de imunodeficiência adquirida
SL . . . . . . . . . . . . . . sublingual Os efeitos indesejáveis dos fármacos estão classificados em várias categorias. Uma análise
SNC . . . . . . . . . . . . . sistema nervoso central destas categorias, pode proteger os doentes contra acidentes subsequentes à administração
SPM . . . . . . . . . . . . síndroma pré-menstrual do fármaco ou fármacos que correspondam às mesmas categorias sob o ponto de vista quí-
SRS-A . . . . . . . . . . . substância de anafilaxia de reacção lenta mico ou farmacológico. Antes de se administrar um fármaco e especialmente se for a pri-
TC . . . . . . . . . . . . . . tomografia computadorizada meira vez, é indispensável ter conhecimento das reacções adversas que surgem com mais
TD ............. transdérmico frequência (sublinhado na secção Reacções Adversas e Efeitos Laterais de cada mono-
TP . . . . . . . . . . . . . . tempo de pró-trombina grafia). Quando estas situações se manifestam, o enfermeiro deve saber quais as medidas a
TSH . . . . . . . . . . . . . hormona tireostimulante tomar e com que prioridade as executar. Além de ter conhecimento das reacções aos fár-
TTG . . . . . . . . . . . . teste de tolerância à glicose macos que ocorrem com maior frequência, o enfermeiro também deve estar consciente das
UI . . . . . . . . . . . . . . unidade internacional que ocorrem mais raramente mas que são as mais graves (EM MAÍSCllLAS na secção
VL . . . . . . . . . . . . . . venda livre Reacções Adversas e Efeitos Laterais de cada monografia). Estas situações requerem uma
intervenção imediata, ou uma preparação antecipada antes do fármaco ser administrado.
Deve-se suspeitar de reacções adversas cada vez que ocorre uma alteração no estado do
doente que não seja interpretada como uma resposta terapêutica ao fármaco administrado,
particularmente quando foi administrado um novo fármaco. Apesar de, uma doença inter-
corrente ou a progressão desta poder explicar o aparecimento de novos sintomas ou o agra-
vamento do estado do doente, também se deve considerar seriamente como causa desse
agravamento a hipótese dos fármacos estarem a provocar reacções adversas e efeitos laterais
no doente.
XXXI
ACIDENTES TERAPÊUTICOS XXXIII
XXXII GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS
A expressão "situação adversa ao fármaco" tem sido utilizada recentemente para descrever Re;in:i\es ltliossinc1·áticas:
uma situação nefasta resultante da intervenção médica relacionada com um f~rmaco. _Est~ Estas reacções não estão relacionadas com a dose. Ocorrem de forma imprevisível e espo-
termo é considerado mais compreensivo e clinicamente significativo, no que diz respeito a rádica. Este tipo de reacções podem manifestar-se de formas variadas, incluindo febre, dis-
prevenção de tais eventos3. crasias sanguínea, efeitos cardiovasculares, ou alterações indesejadas do estado mental. Por
vezes, a única forma de relacionar o aparecimento do sintoma com a administração do fár-
maco é o espaço de tempo que decorre entre a ocorrência do problema e o início do trata-
Reacções Relacionadas com a Posologia (Reacções Tóxicas):
mento. Várias questões sobre este tipo de reacções permanecem sem resposta. Uma delas,
Estas reacções podem ter significados diferentes, mas b-Jsicmnente sign!ic~m que ~ dose é que esta reacção pode voltar ou não a ocorrer no caso do doente tomar o mesmo fánnaco.
prescrita ao doente foi excessiva. Algumas das mzões óbvias para a ocon-e?c1~ deste upa d~ A decisão de voltar a tomar o mesmo fám1aco depende da necessidade de contínuar o tra-
reacções incluem: não considerar as medidas corporais do doente (caquex1a, idoso ou debi- tamento e das alternativas existentes. Uma outra pergunta, é se as mesmas reacções vão
litado), não avaliar as características de distribuiç-ào do fármaco (alguns fármacos não pene- ocorrer no caso de fármacos similares serem administrados ao doente. De novo, tais deci-
tram bem no tecido adiposo; estabelecer a posologia com base no peso actual e não no peso sões são tomadas caso a caso. Algumas das reacções idiossincráticas podem ser explicadas
ideal do doente pode resultar em toxicidade), não avaliar a capacidade de excreção/meta- pela existência de diferenças genéticas nas enzin1as que metabolizam os fármacos. A educa-
bolismo (insuficiência renal ou hepática devido a doença ou à idade do doente), não deter- ção do doente é muito importante, pois é necessário que entendam bem a imprevisibilida-
minar efeito dos outros fármacos a serem admini5trados simultaneamente (deslocamento de de destas reacções. O doente deve estar informado de que um fármaco específico lhe foi
fármacos dos locais de ligaç-ào a proteínas), aumento ela sensibilidade a um fármaco como prescrito tendo em conta os potenciais benefícios do mesmo e considerados os riscos do tra-
resultado de doença (doentes com hipotiroidismo são muito sensíveis ao efeito da digoxi- tamento. Quando as reacções idiossincráticas ocorrem, isso pode não excluir o recurso a
na). Em qualquer dos casos, o procedimento a adaptar é interromper temporariamente da substâncias similares; no entanto, devem ficar registadas para ajudar a estabelecer futuros
administração do fármaco, e depois reduzir a dose ou aumentar os inte1valos de adminis- esquemas terapêuticos.
tração, dependendo do fármaco. A monitorização dos níveis sanguíneos na avaliaç.io destas
reacções pode esclarecer e tirar as dúvidas acerca da situação. Deve ser dito aos doen~~s fü:;;,\·ôô d,· í-iipei"senslhifülallr:
que apesar do sucedido a reacção que ocorreu não os impede de voltarem a tomar o tar-
maco em questão. Os doentes não devem ficar com a noção em1cla ele que são '"alérgicos" Em geral, as reacções de hipersensibilidade são normalmente de origem alérgica e implicam
ao fármaco. A documentação das reacções como sendo relacionadas com a dose é impor- que o doente tenha sido exposto anteriormente a uma dada substância. A manifestação de
tante uma vez que não impede que o fármaco em questão seja usado novamente e porque reacções de hipersensibilidade podem apresentar sintomas que vão desde todos os tipos de
pode mesmo fornecer indicações acerca dos parâmetros cio doente, que podem vir a deter- empções cutâneas simples, nefrite, pneumonia, anemia hemolítica, até às manifestações
minar a posologia de outros fármacos. potencialmente fatais do choque anafilático. Uma vez administrados, os fármacos proteicos
(vacinas, enzimas)° têm mais probabilidades de induzir reacções de hipersensibilidade.
Muitas vezes, a formação de anticorpos faz parte do processo. No caso de ocorrerem estas
Efrilos l.atet·ais: reacções, é necessário considerar a possibilidade de ocorrência de sensibilidade cmzada.
O melhor exemplo destes casos é a hipersensibilidade à penicilina. Se o doente tem antece-
Os efeitos laterais são usualmente considerados sintomas que ocorrem como consequência
da administração de fármacos, não estando relacionados com a acção pretendida ou deseja- dentes_ ~e rea~çào à penicilina'. P?dem-se esperar reacções semelhantes com o mesmo tipo
de an11-mfecc10sos (outras pemcilmas e/ou cefalosporinas). Por este motivo, é muito impor-
da do fármaco. Apesar de serem indesejados e incomodativos, os efeitos laterais ocorrem nas
tante registar as reacções de hipersensibilidade. A prescrição posterior deste tipo de subs-
doses usuais com frequência suficiente para que os doentes devam estar informados acerca
tâncias deve ser evitada. Em caso de ser mesmo necessário recorrer a elas, pode ser neces-
da sua ocorrência e saibam como actuar quando estas surgem. Alguns dos efeitos laterais são
sário fazer um tratamento prévio (com antihistamínicos e/ou glicocorticóides) ou uma des-
tão insignificantes que é possível continuar a administrar o fármaco. Um exemplo deste tipo sensibilização. ·
de situações são as cefaleias que acompanham com frequência a administração de nitrogli-
cerina. Quando administrada de forma crónica, este efeito lateral desaparece, podendo ser
inicialmente tratado com o paracetamol. De acordo com a gravidade da reacção ou da res- Reacrões que Onwrem como Conseqnênda da Adir.:ilo
posta do doente ao li-atamento, celtas efeitos laterais obrigam a alterações da posologia, à de um Segundo (ou Ttrrdrn ou Quarlol rflrm:Ko ;io J;eglmc T,cr:11;Z·n!kn
adição de um outro fármaco ou à interrupção da medicação. Certos antillipe1tensores podem ( lntei'.ll\ôes rarniacolúgicm;),
provocar impotência no homem. Se o doente achar tal situação inaceitável, devem ser pro-
curados fármacos alternativos. Os analgésicos opiáceos são causa frequente de obstipação; Algumas reacções adversas e efeitos laterais podem não se manifestar, a não ser que a
no entanto, se for incluído um laxante no esquema terapêutico, ou alterado o regime die- presença de um outro fármaco venha a iniciar o processo. Todavia quando surge uma reac-
tético, esse efeito lateral pode ser evitado ou mesmo abolido. O aparecimento do síndroma ção adversa não se pode atribuir a causa do problema a um só fármaco. Estas situações
neuroléptico maligno, uma reacção potencialmente fatal que pode ocorrer como conse- requerem que seja averiguado com especial atenção, qual o fármaco que foi administrado em
quência da terapêutica com fenotiazina, exclui o uso desta substância no futuro. p~imeiro lug~r, quando foi adicionado o segundo, e quanto tempo decorreu até que as reac-
O registo dos efeitos laterais deverá permitir identificar a substância em questão e o momen- ç?es se mamfestem. U~- exemplo disso, é a interacçào que existe entre a digoxina e a quini-
to da ocorrência. De igual modo, deverá ajudar a evitar, no caso do efeito lateral ter sido d!na. Os ?~e?tes estab1hzados, com uma dose apropriada de digoxina aos quais é introdu-
grave, que a mesma substância volte a ser prescrita. Se1ve também como meio de ensíno ao zida a qum1dina no tratamento, queixam-se, nos primeiros dias, de problemas gastrintestinais
doente, no caso do fármaco ser prescrito novamente . (náuseas, vómitos). De início poderia pensar-se que tendo sido a quinidina introduzida no

• - - - - .. - - - - - - - - - - - - - - -
• ..
- --- -- --- --- --
XXXIV GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS ACIDENTES TERAPÊUTICOS XXXV
regime terapêutico, fosse ela a causa do problema. No entanto, o que ocorreu foi que em El'rns Tempêuticos
poucos dias, a presença de quinidina faz aumentar os níveis séricos de digoxina de forma
significativa. Pode-se prevenir esta interacção diminuindo a dose de digoxina em pelo menos Prevenção de Enos Terapêuticos:
SOo/o e então adicionar, de forma segura, a quinidina ao tratamento. Se existir ocon-ência ou
suspeita de uma interacção farmacológica, a necessidade dos dois fánuacos serem adminis- A ~iferença mais relevante entre as reacções adversas dos fármacos e os erros terapêuticos
trados ao doente deve ser reavaliada e devem ser feitas as devidas alterações das substân- reside n~ f~cto da maior previsibilidade dos últimos. Se o objectivo máximo da terapêutica
cias ou das posologias. O registo deste tipo de problemas ajuda a prevenir a sua recon'ên- farmacolog1ca é fornecer o fármaco mais indicado ao doente que dele realmente necessita
cia no futuro. Certos gmpos de fármacos têm maior tendência a provocar interacções na dose certa, e pela via de administração e no momento mais indicado à sua administra'.
farmacológicas graves. Os doentes aos quais se administram essas substâncias devem ser ção, então ~ f~cil ide~tificar as n~últiJ:l~s oportunidades de potenciais erros ao longo do pro-
monitorizados com especial cuidado. Além disso, é importante informar os doentes que ~esso terapet~ttco. E_x~ste1:n tambe_m vanos pontos ele controlo ao longo do processo terapêu-
tomam esses fármacos, que devem ter cuidado quando adicionam uma outra substância ao tico, nos ~u'.us os vanos mterve111entes no processo têm uma função importante na cletecção
tratamento e que antes de recorrerem a um fármaco de venda livre devem consultar o mé- de potencims erros, na prevenção da sua ocorrência e no registo de quaisquer efeitos que
dico ou o farmacêutico. Os fánuacos que podem provocar interacções farmacológicas poten- p°'.'sam oco1~·er como consequ~n~ia. As várias fases do processo terapêutico são a prescrição
cialmente graves são os anticoagulantes orais, os hipoglicemiantes orais, os anti-inflamatórios (feita essencialmente pelos med1cos), a transcrição (feita pela secretária ou enfe1111eira da
não esteróides, a teofilina, os inibidores da monoaminoxidase, os antihipertensores, os anti- u?iclacle-serviço), a dis~ensa (pelo fa1macêutico), e a administração (feita pelos enfermeiros).
convulsivantes, a cimetidina, o lítio, e os glicosídeos digitálicos. V1Sto serem os enfermeiros os responsáveis pela administração dos fármacos, são estes mui-
t~s vezes os últimos e os majs i_mportantes pontos de controlo de todo o processo terapêu-
tico. Apesar dos erros terapeuttcos poderem ocorrer neste mómento, estes podem também
Prngrama de Fai-macovigililnda da "Food mui Dl'IIJ!. Admi11islrntio11" podem ser detectados e prevenidos. Sugerem-se aos enfermeiros as seguintes recomenda-
(FDA)- MedWatch ções suplementares•:
Devido à procura de novos fármacos, o tempo entre o desenvolvimento e o lançamento do ■ ~an~ili'.u~zar-se bem com o sistema ele requisição e administração da medicação vigente na
produto no mercado tem vindo a diminuir. Consequentemente, existe a necessidade de ms'.1tmçao. S~ber o~de obter ~ 1~1edicaçâo ~ara detenuinado doente numa hora em parti-
vigiar continuamente a ocorrência de reacções adversas após a introdução do fármaco no cul.1r. Como e mantida a provisao cio medicamento? As doses iniciais e as doses ~-ubse-
mercado. Num intento de monitorizar e avaliar a ocorrência de reacções adversas, o FDA que~t~s s~o ~bt!d~s a parti_r d_e s!ste_ma de clispensa automática (por exemplo, Omnicell ou
lançou o "MedWatch", um novo programa que dá a possibilidade aos profissionais de saúde Pyxis). A msttnuçao possui d1Stnbmçào por dose unitária? Muitos destes sistemas são con-
de transmitir as reacções adversas graves ou defeitos dos produtos farmacêuticos, disposi- cebidos para incluir balanços e ve1ificações adicionais. ·
tivos médicos, os produtos nutricionais especiais, ou outros produtos regulados pela FDA. ■ Sa~_er ond_e procurar inf~n~ições _so!)l'e o fárm~co. Para obter informações, pode-se recor-
Através deste programa de notificação, certos produtos podem ser retirados do mercado, se re, ~os med~cos, ~a~mac~~1t1cos, b1bltotecas, e ltvros de referências sobre fánuacos. A falta
as informações forem suficientes para o justificar. A FDA considera como graves, as reacçõ-
es que podem resultar em morte, em doença grave ou lesão, hospitalização, invalidez, ano-
de mf~rmaçao !01 id~ntificada como uma causa comum de acidentes terapêuticos. Muita
desta_ mformaçao esta prontamente e rapidamente acessível em formato electrónico ou
malia congénita, ou aquelas que possam vir a requerer uma intervenção médico/cirúrgica. atraves da Internet3.
Além da notificação de reacções adversas, os profissionais de saúde devem também notifi- ■ Verificar ~~ prescrições sempre que possível. O processo de tt·anscriçào está potencial-
car problemas relacionados com os produtos, incluindo a suspeita de contaminação, estabi- mente suietto a erros.
lidade questionável, os componentes defeituosos, ou irregularidades na embalagem/rótulo. ■ Administrar os _fár~uac?s à hora estipulada. Isto ajuda a evitar confusões, especialmente
O FDA incita todos os médicos, enfermeiros, dentistas, e farmacêuticos a familiarizarem-se quando a mo111tonzaçao laboratorial tem que ser efectuada num tempo definido após a
com este programa e a notificarem, através do impresso fornecido pela "MedWatch", as reac- administraç-Jo dos fármacos.
ções adversas graves ou problemas surgidos com os produtos. Estes relatórios devem ser
entregues, mesmo se existirem algumas dúvidas sobre a relação de causas/efeito, ou mesmo ■ Durante a ~d~uin!st~ção da terapêutica, verificar se há defeitos nos produtos (cápsulas
se faltarem alguns pormenores. Estes impressos podem ser obtidos nesta edição do Guia per~~Jd~s, tnJ~Ctáve1s _turv~, soluções com sedimentos). Transmiti!; logo que possível, a
Farmacológico para Enfermeiros, e fotocopiados se necessário. Os relatórios podem também oco11:nc1a. Venfi~ar a identidade do doente antes de lhe administrar os fármacos. Manter,
ser enviados por fax para a FDA(351 +1-800-FDA-0178) ou enviados por telecópia sempie _q~1e po_ssivel e de ~orma bem evidente, a medicação etiquetada. Fazer os registos
(351+1-800-FDA-7737). Se existir suspeita de reacção a uma vacina, deve ser transmitida para da admm1St~~o em ficheiros apropriados. Se um fánuaco não se encontrar disponível
o Serviço de Transmissões das Situações Adversas de Vacinação (VAERS; 351+1-800-822- para ser admm1strado a um doente, resistir à tentação de retirar, nem que seja temporaria-
-7967). Depois de submetida um notificação, a identidade do doente será considerada estri- mente'. esse _fárn1aco da provisão de um outro doente. Porém, investigar a razão cio
tamente confidencial. Os enfermeiros, assim como os outros profissionais de saúde, têm a fánuaco(s)_ nao _se enc?~trar no lugar. Podem existir razões que obriguem a que o(s) fár-
responsabilidade de notificar as reacções adversas e são encorajados a participarem no pro- ma~o(s) na? seia ad1~1m1Strado, e isso esteja dependente da confirmação da ordem (risco
grama MedWatch. de mteracçao potencial, antecedentes de reacção).
■ E~ta_r atento a t9'1_? ~ qualquer sin~l de efeitos do fármaco, incluindo a presença de reac-
çoes adversas. _E tao ~mpo1tante registar os resultados terapêuticos pretendidos como regis-
tar uma erupçao cmane,1.
■ Se_ for necessário efectuar cálculos relacionados com os fármacos, é aconselhável confir-
ma-los com outra pessoa (~1édico, farmacêutico ou assistente do médico). Pode ser útil 0
uso de concentraçoes padrao ou de tabelas de ritmo de perfusão (ver Apêndice E).
XXXVI GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS ACIDENTES TERAPÊUTICOS XXXVII

■ Estar familiarizado com os dispositivos de administração antes de os utilizar e compre- Que Informação füdste num Nome?
ender as suas vantagens assim como as potenciais desvantagens. A variada gama de siste-
mas de administração de alta tecnologia (bombas de perfusào, inaladores, pensos trans- Muitos fármacos têm nomes similares. Alguns exemplos claros desde fenómeno são a
Vincristina, e a Vimblastina, a Carboplatina e a Cisplatina, a Digoxina e a Digitoxina, a
clérmicos) requer alguma atenção para o seu uso adequado.
■ Ensinar aos doentes, tanto quanto possível acerca da sua medicação. Apresentar a informa-
Ranitidina e a Rimantadina. Nas siniações em que possam surgir dúvidas devem ser mencio-
ção de forma a que o doente a possa entender. Determinar as capacidades ~e compreensão nados conjuntamente o nome da marca comercial e o nome genérico para que a medicação
e ele leitura antes de ensinar e assegurar o seu entendimento durante e depois da apresenta- seja claramente identificada, e, como é óbvio, a posologia deve ser a apropriada para o fár-
ção da informação. Utilizar a informação escrita com letras grandes, com tradutores, com figu- maco em questão. O registo da indicação a que se destina o fármaco pode também ser útil.
ras, ou o que for necessário para tornar o doente num consumidor informado. Iniciar o ensi-
no com a primeira dose e reforçar a inforn1ação transmitida nas ~~s s~lJSequentes. _ Aquilo Que Vf é Aquilo Que Prelende?
■ Se alguma medicação não for administrada segundo a prescnçao, se1a qual for a razao,
este facto deve ser registado. Alguns fármacos possuem embalagens similares. Pode ser fatal confundir substâncias em
embalagens idênticas. Evitar armazenar esses fármacos próximos uns dos outros e observar
a cor do código utilizada pelo laboratório e outros dispositivos nas embalagens para evitar
Udar com I'1·escrições Médicas: confusões. Porém nada disto substitui uma verificação cautelosa e repetitiva dos produtos.
Quando se lida com prescrições médicas eleve-se ter um cuidado especial para se evit~r ~lgu-
mas das seguintes armadilhas frequentes, que podem levar a cometer erros terapeuucos: Prest·fiçc">cs Verbais:
As prescrições fornecidas verbalmente' ou por telefone devem ser escritas o mais rapida-
Ahr,•vlaiurai,: mente possível. Ao fazer isso, o enfermeiro deve repetir a prescrição e verificar se os valo-
O uso de abrevian1ras para nomes de fármacos ou instruções sobre forma de administração res numéricos foram bem percebidos. (Isto é especialmente problemático com números que
deve ser evitado. Por exemplo, "AZT" pode querer dizer, zidovudina, ou aztreonam. Deve- terminam em "enta" (sessenta é facilmente confundido com setenta).
-se estimular o uso de nomes comuns (genéricos/marca comercial).
Suspendei" Prescrições:
Indkaç!\es Ambíguas: As ordens para suspender temporariamente uma medicação devem ser claras quanto aos
As instruções acerca da administração da medicação devem ser transmitidas de forma clara. parâmetros que devem ser observados no reinicio da terapêutica. As normas para a suspen-
Evitar expressões tais como "tome como indicado". IndiC'JÇões suplementares devem ser são da medicação existentes na instinliçào devem especificar um determinado período de
transcritas se forem alterar a resposta ao tratamento ou prevenir uma reacção adversa. Isto tempo de modo a evitar confusões. Em certos casos pode fazer mais sentido parar definiti-
pode incluir instruções de como tomar o fármaco, com alimentos ou com o estômago vazio. vamente a medicação e introduzir de novo a terapêutica mais tarde.

Pmhlemas de Posología: O Senso Comum:


Escreva as doses nas unidades correctas e não em unidades posológicas (i.e. em mg, não em Qualquer prescrição que não faça sentido, que resulte na administração de um grande
comprimidos ou metades de comprimidos). Escreva as unidades da posologia susceptíveis número ele comprimidos ou num grande volume de injectável, ou ainda que se destine a
de serem confundidas de forma clara, tais como miligramas e microgramas. Abreviar estas um problema de que o doente não sofre, deve ser confirmada. Isto inclui indicações de
indicações pode até criar mais confusão (mg; mcg). Quando a dose está especificada em uni- administração da medicação por vias desnecessárias, como por exemplo a indicação de
dades, a palavra "unidades" deveria ser escrita. Usar "U" como abreviatura pode ser confun- administrar um fármaco por via intramuscular a um doente que pode tomar sólidos.
dido com o algarismo "O".
nandeira Vermelha:
Prnhlemas com Decim:1is:
As situações adversas a fármacos são mais frequentes em determinados serviços e mais pro-
Os zeros à esquerda de um número devem aparecer sempre em números inferiores a 1 (tal váveis que ocorram com certos grupos de fármacos. As Unidades de Cuidados Intensivos são
como 0,3), ao passo que não se deve escrever os zeros à direita da vírgula dos decimais, vulneráveis à ocorrência de tais problemas. Num se1viço em que os níveis de stress são já
pois estes podem levar a multiplicar a dose por dez (leitura errada de 50 em vez de 5,0). ele~ad~s e em que muitas vezes a rapidez e a precisão determinam o sucesso clínico, pode
ser 1ust1ficado um controlo suplementar quando se lida com fármacos. Entre todas as subs-
()nal o Sh:it'111:i tle Me1füfos a 1Ti1li1.:.1r? tâncias utilizadas, os analgésicos, os sedativos, e os antipsicóticos são os mais capazes de
provocarem situações de reacções adversas. As situações que surgem durante o uso destes
Se possível, usar o sistema métrico. As medidas farmacêuticas antigas não só estão pouco fármacos podem incluir tanto subdosagens como sobredosagens e a falta de avaliação para
normalizadas como estão abreviadas de maneira a causar facilmente confusão com outras a adaptação do esquema terapêutico ao doente, baseado na idade, no tamanho, no uso
unidades de medida. simultâneo de outros fám1acos e nas doenças intercorrentes3.

• - - - .. - .. - - .. .. - - - - - - - - -
• --- ------- ----- --
ll!li

XXXVIII GUIA FARMACOLÓGICO PARA ENFERMEIROS


E se Ocorrer um En-o?
C1

CLASSIFICAÇÕES
Se, apesar de todas as etapas preventivas terem sido seguidas, ocorrer um erro terapêutico
é vital que o incidente seja registado, mesmo que o doente não tenha sofrido quaisquer con-
sequências. A política institucional de notificação deve ser concebida para avaliar onde resi- ANHANGIN<)SOS
de o problema e para procurar medidas que possam prevenir a sua reincidência, em vez ele
punir o seu notificador.
Num esforço ele compilar dados relacionados com as circunstâncias que contribuem para os
erros terapêuticos, a Convenção da Farmacopeia Norte Americana (USP} em cooperação
(l;,;o i(,ei':1l:
com o "Institute for Safe Medication Practices", desenvolveu sistema nacional de notificação.
O Programa de Notificação de Erros Terapêuticos da USP tem como objectivo recolher, ana- Os nitratos são usados no tratamento e na prevenção ela angina ele peito. Apenas os
lisar e divulgar informações, que poderão contribuir para a criação de sistemas que evitem nitratos (sublinguais, aerossoles linguais ou intravenosos) podem ser usados no trata-
a ocorrência e recorrência de erros terapêuticos e a sua consequente morbiliclade e mortali- mento agudo das crises ele angina ele peito. Os bloqueadores dos canais de cálcio e os
dade. Uma cópia da folha para notificações está incluída no Apêndice S. O pessoal de enfer- bloqueadores aclrenérgicos beta são usados ele forma profiláctica no tratamento a longo
magem é fortemente encorajado a participar neste programa. prazo ela angina.

Acç;lo (iual e informação:


itefrrêncbs Vários grupos diferentes de fármacos são usados no tratamento da angina de peito. Os
nitratos (o clinitrato de isossorbiclo, o mononitrato ele isossorbido e a nitroglicerina)
1. Kohn, LT, Corringan, JM, anel Donalclson, MS (eds): To Err is Human: Building a Safer estão disponíveis sob várias formas, seja em aerossole sublingual, comprimidos sublin-
Health System. National Academy Press, Washington, DC, 1999. guais, via parentérica e transclérmica e sob a forma ele acção prolongada. Os nitratos
dilatam as a11érias coronárias e provocam uma vasodilatação sistémica (diminuição da
2. Manasse, HR Jr: Meclication use in an imperfect worlcl: Drug misadventuring as an issue
pré-carga). Os bloqueadores cios canais ele cálcio dilatam as artérias coronárias. Os blo-
of public policy, Part 1. Am J Hrnp Pbarm 46:929-944, 1989.
queadores aclrenérgicos beta reduzem o consumo de oxigénio pelo miocárdio através
3. Bates, DW, Cullen, DJ, Laird, et ai: Inciclence of adverse clrug events and potential adverse ela diminuição cio ritmo cardíaco. A terapêutica pode ser combinada se a escolha feita
drug events. ]AMA 274: 29-34, 1995. pretender minimizar as reacções adversas e os efeitos laterais.
4. ASHP Report: ASHP guiclelines for preventing meclication errors in hospitais. Am J Hosp
Pbarm 50: 305-314, 1993. Co11tra-indicaçôe~:
Hipersensibilidade. Deve evitar-se o uso de bloqueadores beta ou ele bloqueadores dos
canais de cálcio em situações de bloqueio cardíaco avançado, choque carcliogénico, ou
insuficiência cardíaca congestiva não tratada.

Prrcauções:
Os bloqueadores aclrenérgicos beta devem ser usados com cuidado em doentes com
diabetes mellitus, doença pulmonar ou hipotiroiclismo.

Interaq·ões:
O uso de nitratos, bloqueadores cios canais ele cálcio e bloqueadores aclrenérgicos beta
com outros antihipertensores ou com o consumo excessivo ele álcool podem causar
hipotensão. O verapamil, o cliltiazem e os bloqueadores adrenérgicos beta podem ter
efeitos adicionais sobre a diminuição da activiclacle cio miocárdio quando usados com
outras substâncias que afectam a função cardíaca.

IMPUCAÇÕES PARA A ENFEIU.1AGEM

Monitorização/Avaliação Inicial
■ Monitorizar a localização, a duração, a intensidade e os factores que precipitam a dor
torácica no doente.
■ Medir periodicamente a pressão arterial e a pulsação durante a terapêutica.
C2 C3

■ Dor (Indicações). Corrige as arritmias cardíacas através de mecanismos variados, consoante o grupo usado.
O objectivo terapêutico é diminuir a sintomatologia e melhorar o desempenho hemodinâ-
■ Alteração da perfusão tecidular (Indicações).
mico. A escolha da substância depende da etiologia da arritmia e das características indivi-
■ Defice de conhecimento relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
duais do doente. As causas precipitantes das arritmias devem ser corrigidas antes de se
/Família). iniciar a terapêutica (i.e., desequilíbrio dos electrólitos). Os principais antiarrítmicos são nor-
malmente classificados pelos seus efeitos sobre tecido cardíaco de condução (ver o quadro
l'H( ){ :imliv!EffO:; seguinte). A adenosina, a atropina, os glicosídeos digitálicos (a digitoxina, a digoxina).

■ Disponível sob várias formas posológicas. Ver informação sobre administração espe-
cífica de cada fármaco MECANISMO DE ACÇÃO DOS PRINCIPAIS FÁRMACOS ANTIARRÍTMICOS
GRUPO FÁRMACOS MECANISMO
moricizina Panilha propriedades das substância do gmpo IA, 1B e IC
IA quinidina, procainamida, Reduz a condu\·ào de Na, aumenta a drn,1\·:10 do potencial de acção
■ Instruir o doente a continuar a terapêutica simultânea com nitratos e com antiangi- disopirami<la. e do período refract:írío, diminuição da reactividade da memhrana.
nosos profiláticos, tal como lhe foi prescrito, e a usar nitroglicerina SL se necessário, 1B tocainida, lidocaína, Aumenta a condução do K, diminui da DPA e do PR.
em caso de crise de angina. fenitoína, mexiletina.
■ Aconselhar o doente a contactar imediatamente o médico ou outro profissional de IC flec::IÍnida, propafcnona Diminuiç.io profunda da concJu1y,1o, deprime marrndamente a fase O.
saúde se a dor torácica persistir ou acentuar depois da terapêutica, se for acompa- li acehutolol, esmolol, Interfere com a condução de Na, deprime a membrana celular,
nhada de diaforése ou dispneia ou se surgirem cefaleias fortes e persistentes. propmnolol. diminui a automatkidade, e aumenta o PR no nodo AV, bloqueia
■ Avisar o doente a mudar de posição lentamente para minimizar o risco de hipoten- a actividade simpática excessiva.
são ortostática. II! amiodarona, ihutilide, Interfere com a nomdren:1lina, aumenta a OPA e o PR.
■ Aconselhar o doente a evitar o uso simultâneo de álcool com esta terapêutica. hretílio, sotalol.
IV diltiazem, verapamil. Aumenta o PR do nodo AV, bloqueador dos canais de cálcio.

AV,\UA\.-\0 DA F.flC/\CJA 'fE!l.\Pl'liTlCA OPA• duração cio potencial de acç,io; Ca=cákio; K=potássio; Na=sódio; PR= pe1íodo refractário.

A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminuição da frequência e


da gravidade das crises anginosas ■ Aumento da tolerância à actividade.
Diferem muito, dependendo das substâncias. Ver os fármacos individualmente.

Anliangíiwsos indllído,, no {,'11fr1 h1nuocoitígico par11 JT11fi'!'iJNirn ..,:


Diferem muito entre os fármacos usados. Dependendo do fármaco escolhido, a poso-
bloqueadores adrenérgicos beta diltiazem logia deve ser ajustada aos doentes idosos e aos que sofrem de insuficiência renal ou
atenolol nicardipina hepática. As causas alteráveis (desequilíbrio dos electrólitos, toxicidade cio fármaco)
metoprolol nifedipina devem ser avaliadas. Ver fármacos individualmente.
nadolol verapamil
propranolol
nitratos e nitritos
bloqueadores dos canais de cálcio mononitrato de isossorbido Diferem muito entre as várias substâncias. Ver os fármacos individualmente.
amlodipina dinitrato de isossorbido
bepridil nitroglicerina

■ Monitorizar o ECG, o pulso e a pressão arterial de forma contínua durante a admi-


nistração IV e periodicamente se a administração for oral.

í!rn Gerai: ■ Diminuição do débito cardíaco (Indicações).


■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
Supressão das arritmias cardíacas. /Família).

• - - - - - .. - - - - - - - - - - -
..
-- - - - - - - - - - - - - - ..
C4 C5

Prncedimentos ANTICOAGULANTES
■ Monitorizar o pulso radial antes da administração por via oral. Suspender a adminis- Perfil Farmacolúgico
tração da dose e informar o médico ou outro profissional de saúde se o ritmo car-
díaco está < 50 bpm.
■ Administrar as doses orais com água em abundância. A maior parte das preparações Uso Gei-al:
com efeito retardado devem ser deglutidas inteiras. Não esmagar, partir ou mastigar Prevenção e tratamento de alterações tromboembólicas incluindo a trombose venosa
os comprimidos ou abrir as cápsulas, excepto se indicado. profunda, a embolia pulmonar e a fibrilação auricular com embolismo.

:Ensino ao Doe11te/Famíli:1 Acção Gemi e Infotmação:


■ Informar o doente que deve tomar as doses do fármaco durante o dia, conforme indi- Os anticoagulantes são usados na prevenção da extensão e formação do trombo. Eles
cações, mesmo se sentir melhoras. não reabsorvem os trombos. Os dois tipos de anticoagulantes usados com frequência
■ Ensinar ao doente ou familiares como se avalia a pulsação. No caso de haver altera- . são as heparinas parentéricas e/ou a varfarina. A terapêutica é geralmente iniciada com
ções da pulsação aconselhar o doente a transmitir ao médico ou a outro profissional
a heparina devido ao seu rápido inicio de acção, enquanto a terapêutica de manuten-
de saúde. ção consiste na varfarina. A varfarina demora vários dias a produzir níveis terapêuticos
■ Alertar o doente que deve evitar tomar fármacos de VL sem consultar previamente o
de anticoagulação. Em situações tromboembólicas graves ou importantes, .a terapêutica
médico, o farmacêutico ou outro profissional de saúde,
■ Aconselhar o doente a transportar sempre consigo a identificação da descrição da
co?1 heparina pode. ser precedida por terapêutica trombolítica (alteplase,
an~streplase, estreptoqumase ou uroquinase). Baixas doses de heparina, de heparinas de
doença e do esquema terapêutico.
■ Enfatizar a importância da realização de exames médicos de vigilância para monito-
ba1Xo pes_o mol~cular e compo~tos heparinóides (ardeparina, danaparoide, dalteparina,
rização da progressão da doença. en~xapanna) sao ~sadas pnnc1palmente na prevenção da trombose venosa profunda
apos certos procedunentos cirúrgicos e em situações similares nas quais o repouso pro-
longado aumenta o risco de tromboembolismo.
Avaliação da Eficácia Terapf-utka
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Resolução das arritmias car- Cont1·a-I nd icações:
díacas sem efeitos laterais prejudiciais.
Alteraçõe~ subjacentes da coagulação, doença ulcerosa, malignidade, cirurgia recente ou
hemorragia.

Prec:mçt'ks:
gropol gn,polll
O tratamento com anticoagulantes deve ser adnúnistrado com cuidado em doentes com
moricizina amiodarona
tendência para ter hemorragias. As doentes grávidas ou que amamentam não devem
bretílio
grupo IA t?m~r varfarina. A heparina não atravessa a barreira placentária. A heparina e os hepa-
ibutilide
disopiramida sotalol nn?1des_ devem ser usados em doentes submetidos a terapêutica com analgésicos
procainamida ep1dura1S.
quinidina grupo IV
diltiazem
gropolB lnteracções:
verapamil
lidocaína
mexiletina outros A varfarina liga-se fortemente às proteínas e pode ser deslocada ou deslocar outros fár-
fenitoína adenosina 1~acos com forte ligação às pr~teínas. As interacções daí resultantes dependem do
tocainida atropina farmaco desl~c~?º· A hemorragia pode ser potenciada pela aspirina ou por grandes
digitoxina doses de peruc1hnas ou da sua farrulia, pelo cefamandol, pelo cefotetano pela cefape-
gn,poIC digoxina razona, pela plicamicina, pelo ácido valpróico ou pelos AINE's. '
flecaínida
propafenona
IMlrUCAÇÕF.S PARA A ENFERMAGEM
gropoll
acebutolol Mimitorb:açàn/A,·aliaçào Inicial
esmolol
propranolol ■ Avaliar nos doentes subn~etidos a terapêutica com anticoagulantes, os sinais de petda
de sangue e de hemorragia (gengivorragias; epistáxis; hematomas sem causa aparente;
C6 C7
fezes cor de alcatrão, pretas; hematúria; diminuição do hematócrito e da pressão aite- Al'aliaç:10 da Hicfu:ia Tempêu1ka
rial; pesquisa de sangue oculto nas fezes, urina ou aspiração nasogástrica). A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Prevenção da coagulação
■ Avaliar a evidência de sinais tromboembólicos adicionais ou aumentados. Os sinto-
indesejável das suas sequelas sem sinais de hemorragia ■ Prevenção da trombose, do
mas dependem da zona afectada. enfarte de miocárdio, e da 11101te vascular em doentes de risco.
■ Considerações Laboratoriais: Avaliar com frequência o tempo de cromboplastina
parcial ou a taxa internacional normalizada (INR) se o doente estiver medicado com _'tJti itita{~tt1-;,;!1tt:~/!11ihidote:; d:.1 ~iffí'ft_ti~)h} pJ.HqHedt1ri'u
a dose máxima de heparina, o tempo de protrombina se estiver medicado com var- ir1~·húdo~; 1,1u ti.'u.lti Fl:riilt1l·o!::í,:?lt·:~ j):""l!'J! F}!{e,·1neí1·t.\t_:
farina, o hematócrito e outros factores da coagulação durante a terapêutica.
■ Monitorizar o tempo de hemorragia durante a terapêutica com antiagregantes pla- Heparina
quetares. É esperado que este seja mais prolongado, de um modo dependente do Varfarina
tempo e da concentração.
■ Toxicidade e Sobredosagem: Se ocorrer sobredosagem ou se a anticoagulação
necessitar de ser imediatamente inve1tida, o antídoto da heparina é o sulfato de pro-
tamina; para a varfarina, devido ao seu início de acção retardada, o antídoto é a vita-
mina K. A administração de sangue ou de plasma pode também ser necessária em Atropina - Bradiarritmias. Escopolamina. - Náuseas e vómitos relacionados com enjoo
casos de hemorragias severas provocadas pela vafarina, devido ao início de acção do movimento e vertigens. Propantellna e gllcopirrolato. - Diminuem a secreção
lento da vitamina K. gástrica e aumentam o tónus do esfincter esofágico. A atropina, a escopolamina são
também usados como midriáticos oftalmológicos.
])]A(;NÚ',TICD,<; nr, Fffl\ltM.\Cfl.l l'OTfNll:\ t,
■ Alteração da perfusão tecidular( Indicações).
■ Alto risco de lesão (Efeitos Laterais). Inibe de forma competitiva, a acção da acetilcolina. Adicionalmente, a atropina, o
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao glicopirrolato, a propantelina e a escopolamina são antimuscarínicos pelo facto de ini-
Doente/Fanúlia). birem a acção da acetilcolina nos locais com inervação por neurónios colinérgicos
pós-ganglionares.
PHOCEDIMr:.:,rn\,;
■ Informar todo o pessoal de saúde que se ocupa do doente, que este está sujeito a
terapêutica anticoagulante. A punção venosa e os locais de injecção requerem que se Hipersensibilidade, glaucoma de ângulo estreito, hemorragia grave, taquicardia (devida
aplique pressão para prevenir hemorragia ou a formação de hematomas. a tireotoxicose ou insuficiência cardíaca), ou miastenia gravis.
■ Usar uma bomba de perfusão com a perfusão contínua para garantir a dosagem exacta.

Os doentes geriátricos ou pediátricos são mais susceptíveis aos efeitos laterais. Usar com
cuidado em doentes com patologia nas vias urinárias, com risco de obstrnção do apa-
■ Avisar o doente que deve evitar actividades que possam causar lesão, usar escovas relho GI, e com doença renal, hepática ou cardíaca crónica.
de dentes macias e máquina de barbear eléctrica e que deverá transmitir imediata-
mente ao médico ou outro profissional de saúde, todos os sintomas de hemorragia 'f nl 1 'i''.!;:(,'ír:;:
pouco habituais ou de equimoses.
■ Instruir o doente a não tomar medicação de VL, especialmente aqueles que contêm Efeitos anticolinérgicos aditivos (boca seca, olhos secos, visão nuva, obstipação) com
AINE's ou álcool sem consultar o médico, o farmacêutico ou outro profissional de outras substãncias com actividade anticolinérgica, incluindo os antihistamínicos, os antide-
saúde. pressivos, a quinidina e a disopiramida. A absorção pelo aparelho GI de outros fármacos
■ Nos doentes tratados com varfarina rever os alimentos com alto teor em vitamina K pode ser alterada pela redução da motilidade do aparelho GI e pelo aumento de tempo
(ver Apêndice L). Os doentes devem ter uma limitação consistente na ingestão desses do trânsito intestinal. Os anti-ácidos podem din1inuir a absorção dos anticolinérgicos.
alimentos, pois a vitamina K é o antídoto da varfarina e uma grande irregularidade na
ingestão destes fármacos provoca flutuações nos níveis do TP.
■ Informar sobre a importância de fazer testes laboratoriais frequentes para avaliar os
factores de coagulação.
■ Aconselhar o doente a transportar sempre consigo a identificação e descrição da ■ Monitorizar frequentemente os sinais vitais e o ECG durante a terapêutica IV. Trans-
doença e do esquema terapêutico e informar todo o pessoal de saúde sobre o trata- mitir imediatamente ao médico alterações significativas no ritmo cardíaco ou da pres-
mento com anticoagulantes antes dos testes laboratoriais, tratamentos ou cirurgia. são arterial, ou um aumento da ectopia ventricular ou da angina .

• - .. - - - .. - - .. - - - - - - - - - - -
• ----- -- ------- - -
C8 C9

■ Registar a ingestão e eliminação de líquidos nos doentes idosos e doentes cirúrgicos; Acç-;'10 Geral e lnfr>rni;1ç:'in:
podem causar retenção urinária. Os anticonvulsivantes incluem uma variedade de fármacos, capazes ele diminuir as des-
■ Monitorizar regularmente se o doente sofre de distensão abdominal e auscultar se há cargas neuronais anormais no SNC, as quais podem provocar as crises convulsivas.
barulhos intestinais. A obstipação pode ser um problema. O aumento da ingestão de Podem actuar, consoante o grupo, evitando a disseminação da actividacle convulsiva,
líquidos e adicionar fibras ao regime alimentar pode ajudar a aliviar a obstipação. reduzindo a actividade motora do córtex, elevando o limiar da convulsão ou alterando
os níveis dos neurotransmissores. Ver fármacos individualmente.
Diagnósticos de Enfermagem Potenciais
GRUPOS PRINCIPAIS DE ANTICONVUISIVANTES, FÁRMACOS
■ Diminuição do débito cardíaco (Indicações).
E USOS MAIS FREQUENTES
■ Alterações da mucosa oral (Efeitos Laterais).
■ Obstipação (Efeitos Laterais). GRUPOS FÁRMACOS TIPO DE CONVUI5ÃO CONTROIADA

Barbitúricos fenobarhital Convulsôes tóniccM·lónicas e convulsões parciais, profilaxia das con-


Procedimentos vulsões febris.
primidona Profilaxia das convulsôes parciais com sintomí1tologia complexa.
■ PO: Administrar doses orais de atropina, de diciclomina, de glicopirrolato, de pro-
Benzodiazepinas donazepam Ausência de convulsôes, convulsões adnéricas, convulsôes miocló-
pantelina ou de escopolamina 30 min antes das refeições. nicas.
■ Os discos transdérmicos de escopolamina devem ser aplicados pelo menos 4 horas dorazepato Convulsões parciais.
antes de viajar. diazepam (IV) Estado epiléptico, convulsões rónico-clónicas.
lorazepam (IV) Estado epiléptico.
Ensino ao Doente/família Hidamoína fo:;fofenitoína Tratamento parenteral a curto prazo das convulsões, tratamento/pre-
venção das convulsões.
■ Informação geral: Ensinar ao doente que as lavagens frequentes da boca, mastigar fenitoína Convulsões tónico-clónicas e parciais com sintomatologia complexa.
pastilhas sem açúcar ou rebuçados, e ter uma boa higiene oral podem ajudar a ate- Outros acetazolamida Convulsões refr..1rtárias.
miar a boca seca. carham:tzepina Convulsões tónico-dónicas, convulsões parciais complexas, convul-
■ Podem causar sonolência. Avisar o doente para evitar conduzir ou ter actividacles que sões mistas.
requeiram vigilância até que se tenha conhecimento da sua resposta à medicação. gahapentina Tratamento complementar das convulsões parciais.
lamotrigina Tratamento complementar das convulsões parciais.
■ 0ft: Informar o doente que as preparações oftalmológicas podem provocar tempo-
sulfato de magnésio Convulsões eclfünpsicas.
rariamente visão turva e diminuir a capacidade ele avaliar as distâncias. Para proteger oxcarbazepina Tratamento complementar das convulsões parciais.
os olhos da luz pode ser necessário usar óculos escuros. tiagahina Tratamento complementar das convulsões parciais.
H)piramam Tratamento complementar das convulsões de início parcial.
valproato Convulsões parciais simples e complexas.
Avaliação da Efkácia Terapêutica
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Aumento do ritmo cardíaco
■ Diminuição das náuseas e vómitos relacionados com o enjoo do movimento ou ver-
tigens ■ Secura da boca ■ Dilatação das pupilas ■ Diminuição da mobilidade GI Hipersensibilidade anterior.
■ Desaparecimento dos sinais e sintomas da doença de Parkinson.
flircca1u:ü(~'.,;1
Usar com cuidado em doentes com doença hepática ou renal grave; pode ser necessá-
Antkolinérgicos incluídos no (;11ia Fm·nwt1i/6gírn rio adaptar a posologia. Escolher
,
cuidadosamente o fármaco em doentes oorávidas e a
pm·a E1!/'ermeirns amamentar. Pode ocorrer o smdroma da hiclantoína fetal nos filhos elas doentes que
tomaram fenitoína durante a gravidez.
atropina
glicopirrolato
propantelina
escopolamina Os barbitúricos estimulam o metabolismo ele outros fármacos que são metabolizados
pelo fígado, diminuindo os seus resultados terapêuticos. As hidantoínas ligam-se exten-
ANllCOJ\lVULSIVAN'Jl'E~; samente às proteínas e podem deslocar ou ser deslocadas por outros fármacos com
PERFIL fARMACOLÚGK:O ?rancle_ ligação~ _proteínas. A ~amotrigina, tiagabina, e o topiramato têm capacidade
mteragn: com vano~ ~utros antIConvulsivantes. Para saber mais interacções especificas,
Uso Geral: ver os farmacos mcl1v1clualmente. Muitos cios fármacos são capazes de baixar o limiar ela
convulsão e podem diminuir os resultados terapêuticos dos anticonvulsivantes incluin-
Ver a tabela seguinte. do os antidepressivos a as fenotiazinas. '
C10 C11

IMPUCAÇÜES PAHA A ENHHMA<~EM


Pf'.Rnl. FAHMACOJÚGTCO
Monitot"i:wç,io/Avaliaçào Inicial
■ Monitorizar a localização, a duração e as características da crise de epilepsia.
■ Toxicidade e Sobredosagem: De rotina, monitorizar os níveis séricos do fármaco
durante a terapêutica com anticonvulsivantes, especialmente quando se introduzem Usados no tratamento de várias formas de depressão endógena, muitas vezes simulta-
ou interrompem outras substâncias. neamente com psicoterapia. Outros usos incluem: ■ Tratamento de ansiedade (doxepi-
na) ■ Enurese (imipramina) ■ Síndroma de dores crónicas (amitriptilina, doxepina,
imipramina e nortriptilina). Cessação dos hábitos tabágicos (bupropion). Bulitnia
Dí:lgnósficm; de F.nfrrmagem f'Ne11dai:; (fluoxetina). Comportamentos obessivo-compulsivos (fluoxetina, sertralina).
■ Alto risco de lesão (Indicações, Efeitos Laterais).
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Ac(:1o G,:rni e foform:i\·:1o:
Doente/Família).
Actividade antidepressiva mais provavelmente devida à prevenção da recaptação da
dopamina, da noradrenalina e da serotonina pelos neurónios pré-sinápticos resultando
Procedimentos numa acumulação destes neurotransmissores. Os dois grupos principais de antidepres-
■ Administrar anticonvulsivantes repartidos pelas 24 horas do dia. A interrupção brus- sivos são os tricíclicos e os inibidores selectivos da recaptação da serotonina. A maioria
ca do tratamento pode precipitar crises de epilepsia. dos agentes tricíclicos possuem propriedades anticolinérgicas e sedativas significativas,
■ Tomar as precauções necessárias em caso de convulsões. que explicam muitos dos seus efeitos laterais (amitriptilina, amoxapina, doxepina, nor-
triptilina). Os inibidores selectivos da recaptação da serotonina têm mais probabilidades
de causar insónia (fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina).
F.nsino ao Doellle/Família
■ Ensinar ao doente a tomar a medicação todos os dias, exactamente como indicado.
■ Pode causar sonolência. Avisar o doente que deve evitar conduzir ou ter actividades
que requeiram vigilância, até que se tenha conhecimento da resposta à medicação. Hipersensibilidade. Não devem ser usados em caso de glaucoma de ângulo estreito. Não
Não retomar a condução até que seja dada a autorização pelo médico baseada no devem ser usados por mulheres grávidas ou a amamentar ou imediatamente após enfar-
controlo das convulsões. te cio miocárdio.
■ Aconselhar o doente a evitar o consumo de álcool ou de outros depressores do SNC
simultaneamente com esta medicação.
■ Aconselhar o doente a transportar sempre consigo uma identificação e a descrição
da doença e do esquema terapêutico. Usar cuidadosamente em doentes idosos e em doentes com doenças cardiovasculares
preexistentes. Os homens idosos com aumento do volume da próstata são mais sus-
ceptíveis de retenção urinária. Os efeitos laterais dos anticolinérgicos (secura dos olhos,
boca seca, visão turva e obstipação) podem requerer modificações na posologia ou
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminuição ou cessação das paragem do tratamento. A posologia requer um ajuste progressivo e lento. O início da
convulsões sem sedação excessiva. resposta terapêutica pode ser de 2-4 semanas. Podem diminuir o limiar da convulsão,
,\ntkonvn!s:ívank:, indníd,11: 1w ,i11i!i l'r11·1;1m·,,í1,?i,,, especialmente o bupropion.
/w1·11 F11/°i'1'llli>iro.-.

Barbihírlcos Hidantoina outros


Fenobarbital Fenitoína/fosfofenitoína carbamazepina Antidepressivos Tricíclicos - Podem causar hipertensão, taquicardia e convulsões
gabapentina quando usados sinmltaneamente com !MAO. Podem impedir a resposta terapêutica a
Benzodiazepinas Valproatos lamotrigina alguns antihipertensores. A depressão do SNC com outros depressores do SNC é poten-
Clonazepam divalproato sódico sulfato de magnésio ciada. A actividade simpaticomimética pode ser aumentada quando se usam outros
Clorazepato valproato de sódio oxcarbazepina simpaticomiméticos. Os efeitos anticolinérgicos com outros fármacos que possuem pro-
Diazepam tiagabina priedades anticolinérgicas são reforçados. IMAO - As crises hipertensivas podem ocor-
Lorazepam topiramato rer com o uso simultâneo de !MAO e anfetaminas, metildopa, levodopa, dopamina,
adrenalina, noradrenalina, desipramina, imipramina, guanetidina, reserpina, vasocons-
tritores ou ingestão de alimentos que contenham tiramina. Hipertensão ou hipotensão,
coma, convulsões e morte podem ocorrer com a meperidina ou outros analgésicos opiá-

• - - - - - - - - .. - - - - - - - - - -
-- - - - - --- - ..
- - ..
C12 C13
ceos e !MAO. Pode ocorrer hipmensào aditiva com antihipertensores, ou com anestesia tica com !MAO, normalmente precisa de ser retirada pelo menos 2 semanas antes do
espinal e com !MAO. Pode ocorrer hipoglicemia aditiva com o uso simultâneo de insu- uso de anestésicos.
lina ou hipoglicemiantes orais e !MAO. Fluoxetina, fluvoxamina, bupropiona, ■ Enfatizar a importância de participação em sessões de psicoterapia e consultas de
paroxetina, sertralina ou venlafaxina não devem ser usados em simultâneo com vigilância para ser avaliada a evolução.
!MAO ou nas semanas seguintes (ver monografias individualmente).
Avaliação da Eficácia Terapêutica
fi\1PUCAÇÕES PARA A El\ffflUHGfü,1
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Resolução da depressão
■ Diminuição da ansiedade ■ Controlo da enurese em crianças com mais de 6 anos
M;rni1orl:í::,ç:fo/Avalh\·:fo Inlcial ■ Controlo de dores neurogénicas crónicas.
■ Avaliar os estados mental e emocional. Avaliar tendências de suicídio, especialmente
no início da terapêutica. Limitar a quantidade de fármaco disponível perto do Antidq)l'essivos incluídos no Guia Far111r1eolôgico
doente.
■ Toxicidade e Sobredosagem: A ingestão simultânea de !MAO e de alimentos que
Ei!fenueims
/Ull'if

contenham tiramina pode levar a crises hipertensivas. Os sintomas incluem dores


antidepressivos tricíclicos inibidores da monoaminoxidase (IMAO)
torácicas, cefaleias fortes, rigidez da nuca, náuseas e vómitos, fotossensibilidade e
amitriptilina fenelzina
aumento das pupilas. O tratamento inclui fentolamina IV (mesilato de fentolamina).
doxepina tranilcipromina
imipr::unina
nortriptilina outros antidepressivos
bupropiona
■ Mecanismos de aceitação e de auto-estima ineficazes (Indicações). inibidores selactivos mirtazapina
■ Alto risco de lesão (Efeitos Laterais). da recaptação de serotonina nefazodona
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ citalopram trazoclona
/Família). fluoxetina venlafaxina
fluvoxamina
paroxetina
se1tralina
■ Administrar os fármacos sedativos ao deitar, para evitar que ocorra sonolência exces-
siva durante o dia e os fármacos que causam insónia (fluoxetina, fluvoxamina, paro- AN'l'IDIABÉTICOS
xetina, sertralina, !MAO) de manhã. A bupropiona deve ser repartida em várias doses.
,PERfll. FARMACOlÜGíCO
P~o (~eJ"al:

■ Avisar o doente que deve evitar o consumo de álcool e de outros depressores do A insulina é usada no controlo da diabetes mellitus insulinodependente (DMID, tipo 1).
SNC. Os doentes que tomam !MAO devem evitar também tomar fármacos de VL e Pode também ser usada na diabetes mellitus não insulinodependente com início na vida
alimentos ou bebidas que contenham tiramina, (ver Apêndice L sobre os alimentos) ac~ulta .(DMN~~• tipo .2) quando o regime alimentar e/ou a terapêutica oral com hipo-
durante pelo menos 2 semanas após intermpçào da terapêutica, pois podem precipi- ghcen!1ante~ e msuf1c1en~e p~r~ obter os valores glicémicos desejados. A escolha da pre-
tar uma crise hipertensiva. O médico ou outro profissional de saúde deve ser con- paraçao de msuhna (acçao rap1da, acção intermédia, ou acção prolongada) e as origens
tactado imediatamente se ocorrerem sintomas ou crise hipertensiva. clesc,'.s (vaca, vaca/porco, _porco, semi-sintética, DNA recombinante humano) depende
■ Informar o doente que podem surgir tonturas ou sonolência. Avisar o doente que do mvel d? co~trol~ deseiado! das oscilações das glicemias diárias, e das reacções pré-
deve evitar conduzir ou ter actividades que requeiram vigilância, até que se tenha vias. Os h1poghcem1antes orais podem ser administrados apenas na diabetes mellitus
conhecimento da resposta à medicação. nà~ in:ulinodependente com início na vida adulta (DMNID, tipo 2). Os antidiabéticos
■ Avisar o doente para mudar de posição lentamente para minimizar a hipotensão orais sao usa~l~s 9uanclo o re~ime alimentar, por si só, não é suficiente para controlar
ortostática. ?s v:'.lores ghcem'.cos ou os smtomas ou quando os doentes são incapazes de usar a
■ Aconselhar o doente a transmitir ao médico ou outro profissional de saúde a ocor- msuhna. Alguns farmacos orais podem ser usados conjuntamente com a insulina.
rência de sintomas tais como boca seca, retenção uriná1ia ou obstipação. Bochechos
frequentes, uma boa higiene oral e pastilhas ou rebuçados sem açúcar podem dimi- A.cr:10 (;e:cai e llnfotn1açiio:
nuir a secura da boca. Um aumento de ingestão de líquidos, fibras e exercício físico
~ ins~lina, uma.hormona ~roduzida pelo pâncreas, provoca uma diminuição do nível
pode prevenir a obstipação.
sangumeo de glicose atraves do aumento do transporte da glicose para as células e da
■ Aconselhar o doente a avisar o médico, o dentista ou outro profissional de saúde promoção da conversão da glicose em glicogénio. A insulina provoca também no mús-
acerca do esquema terapêutico antes de qualquer tratamento ou cirurgia. A terapêu- culo, a conversão dos aminoácidos em proteínas, estimula a produção de triglicerídeos
C14 C15

e inibe a libertação de ácidos gordos livres. As sulfonilureias, a repaglinida e a metfor- Pnl<.Tdinie11tns


mina baixam a glicemia estimulando a secreção de insulina endógena pelas células pan- ■ Informação Geral: Os doentes estabilizados com um esquema terapêutico expostos
creáticas beta e aumentando a sensibilidade à insulina nos receptores intracelulares.
ao stress, à febre, a traumatismos, a infecções ou cirurgia podem precisar de insulina
A função pancreática tem de estar intacta. O miglitol atrasa a digestão dos hidratos ele
em doses ligeiramente decrescentes. Interromper a metformina e recomeçar o trata-
carbono, diminuindo assim a glicose sanguínea, especialmente após as refeições. Pode
mento depois do episódio agudo estar terminado.
ser combinado com as sulfonilureias.
■ Os doentes que transitam de uma terapêutica diária ele insulina para hipoglicemian-
(:onlra-lndirações: tes orais podem requerer que essa conversão seja gradual.
■ Insulina: Disponível em vários tipos, e concentrações e diversas espécies. Verificar
Insulina - Hipoglicemia. Hipoglicemiantes orais - Hipersensibilidade (pode existir
tipo, origem, dose e clara de expiração com outro enfermeiro. Não mudar de insuli-
sensibilidade cruzada com outras sulfonilureias e sulfamidas). Hipoglicemia. Diabetes
mellítus insulinoclependente (DMID, tipo 1). Evitar o uso em doentes com disfunções na sem ordem médica. Usar unicamente seringas de insulina para a sua administra-
renais, hepáticas, tiroideias ou de outras glândulas endócrinas graves. Não deve ser ção. Usar apenas seringas 0100 para administrar insulina lispro.
usada em caso de gravidez ou lactação.

1~rt·ca11t·úes:
Insulina - As infecções, o stress ou as mudanças do regime alimentar podem alterar ■ Informação Geral: Explicar ao doente que a medicação controla a hiperglicemia
necessidades. Hipoglicenúantes orais - Usar com cuidado em doentes geriátricos. Pode mas não cura a diabetes. A terapêutica é a longo prazo.
ser necessária uma redução da posologia. As infecções, o stress ou as mudanças elo regi- ■ Rever com os doentes os sinais ele hipoglicemia e hiperglicemia. Se ocorre hipogli-
me alimentar podem alterar as necessidades de fánnaco. Usar com cuidado em doentes cemia aconselhar o doente a tomar um copo com sumo de laranja com 2-3 colheres
com antecedentes de doença cardiovascular. A metformina pode causar acidose láctica. de chá de açúcar, de mel ou xarope de milho dissolvido em água (glicose, não
açúcar se estiver a tomar miglitol), e transmitir o sucedido ao médico ou a outro pro-
l1ikr:wp'\1·•:, fissional de saúde.
Insulina - Efeitos hipoglicémicos aditivos com hipoglicemiantes orais. Hipoglice- ■ Encorajar o doente a seguir o regime alimentar prescrito, a medicação e o exercício
miantes orais - O consumo de álcool pode provocar uma reacção idêntica à elo clis- físico para prevenir episódios de hipoglicemia ou de hiperglicemia.
sulfiram. O álcool, os glicocorticóides, a rifampina, a glicagina e os cliuréticos tiazídicos ■ Ensinar ao doente a forma correcta ele fazer os testes que avaliam a glicemia, a
podem diminuir os efeitos terapêuticos. Os esteróicles anabólicos, o cloranfenicol, o clo- glicosúria e a cetonúria.
fibrato, os !MAO, a maior parte dos inibidores da serotonina, os salicilatos, as sulfami- ■ Aconselhar o doente a transmitir ao médico ou outro profissional de saúde se sofrer
das e a varfarina podem aumentar os efeitos hipoglicémicos. Os bloqueadores adrenér- ele náuseas, de vómitos ou febre; se tiver incapacidade de seguir o regime alimentar
gicos beta podem produzir hipoglicemias e esconder os seus sinais e os sintomas. habitual; ou se os níveis glicémicos não estiverem controlados.
■ Aconselhar o doente a transportar sempre consigo, açúcar ou uma forma de glicose
e uma identificação com a descrição do esquema terapêutico.
■ A insulina é o método preferencial de controlo da glicemia durante a gravidez.
Aconselhar as doentes a usar um método de contracepção não hormonal e informar
■ Monitorizar sinais e sintomas ele hipoglicemia. o médico ou outro profissional ele saúde se suspeitar ou planear uma gravidez.
■ O miglitol e a pioglitazona não provocam hipoglicemia quando administrados isola- ■ Insulina: Ensinar ao doente as técnicas correctas de administração; os tipos de insu 0

damente mas podem aumentar o efeito hipoglicémico de outros hipoglicemiantes. lina existentes, material (seringas e canetas), como armazenamento ela insulina e rejei-
■ Deve-se monitorizar a cetoacidose ou a acidose láctica nos doentes bem controlados ção das seringas. Discutir a importância de não mudar de insulina ou de seringas, da
com a metformina, que desenvolvam doenças ou com resultados laboratoriais anor-
escolha e rotação elos locais de injecção e ela cumprimento do regime terapêutico.
mais. Controlar os níveis sanguíneos de electrólitos, cetonas, glicose e, se for indica-
■ Informar o doente que o uso simultâneo de álcool pode causar uma reacção do tipo
do, o pH sanguíneo, os níveis de lactato, de piruvato e de metformina. Se ocorrer
alguma das formas de acidose, parar imediatamente a metformina e tratar a aciclose. dissulfiram (cólicas, náuseas, rubor, cefaleias e hipoglicemia).
■ Metformina: Explicar ao doente que poderá correr o risco ele acidose láctica e a
■ Considerações laboratoriais: Devem ser periodicamente monitorizadas a glicemia
e a hemoglobina glicosilada no decorrer da terapêutica para se avaliarem os resulta- potencial necessidade de parar a terapêutica com metformina no caso de ocorrer uma
dos do tratamento. infecção grave, desidratação, diarreia persistente ou se forem requeridos exames
médicos ou cirúrgicos.

■ Nutrição alterada: mais do que as necessidades corporais (Indicações).


■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
/Família). A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Controlo dos níveis ele
■ Não adesão ao regime terapêutico (Ensino ao doente/Família). glicemia se1ü aparecimento de episódios ele hipoglicemia ou hiperglicemia.

• - - - - - - - - - - - - - - - .. 1111111
- -- ---- ---
C16
-- C17
--
Antidiabéticos incluídos no G'uia Farmacoló[!.ico
JWl'{I Ei!fl!J'/lleil'()S

Inibidor alfa-glucosidase insulina de acção prolongada ■ Avaliar a consistência e frequência das fezes e os barulhos intestinais, antes e duran-
Miglitol suspensão de insulina zinco, prolongada
te a terapêutica.
(ultralenta) ■ Monitorizar a ingestão e eliminação dos líquidos assim como o estado de hidratação
biguanida pelo turgor da pele.
metformina insulina de acção rápida
insulina, lispro, de 01igem de DNA
mistura de insulinas recombinante
NPH/mistura de insulinas regular insulina regular (injecçào de insulina,
insulina zinco cristalina) ■ Diarreia (Indicações).
■ Obstipação (Efeitos Laterais)
insulina de acção intermédia
sulfonilureias ■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
insulina, NPH (suspensão de insulina
isofano) glimepirida /Família).
suspensão de insulina zinco (insulina gliburida
lenta)
Outros
repaglinida ■ Agitar as preparações líquidas antes de administrar.

ANTIDWtREICOS
■ Instruir o doente para transmitir ao médico ou a outro profissional de saúde se a diar-
Pedi! Farmacológico reia persistir; ou se ocorrer febre, dores abdominais ou palpitações.

Uso Geral:
Para controlar e aliviar a diarreia aguda e crónica não específica.
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminuição da diatTeia.
Acção Geral e Informação:
O difenoxilato/atropina, a difenoxina/atropina, e a loperamida diminuem a motilidade ./i. nUdiíH'reicort inci~ú(k1-:-; nc- {..-..,,,/~? -F.tu·:,uort:,hJ.q,fc.f;
e propulsão .intestinal. O caulino/pectina e o subsalicilato de bismuto afectam o con- /un·:1 f,Jd{)rn1eiros·
teúdo líquido das fezes. O policarbofil actua como um antidiarreico extraindo água
contida no lúmen intestinal para criar umas fezes moldadas. O octreotido é usado espe- subsalicilato de bismuto loperamida
cialmente no caso de diarreias associadas a tumores gastrointestinais de origem endo- difenoxina/atropina octreotido
crinológica. caulino/pectina policarbofil
difenoxalato/atropina
Conti·a-Indicações:
Hipersensibilidade prévia. Dor abdominal grave de origem desconhecida, especialmen- ,\NTÍDOTOS
te quando associada a febre.

Precauções:
Usar com cuidado em doentes com doença hepática grave ou inflamação intestinal.
A segurança destes fármacos em grávidas ou mulheres que amamentam ainda não foi
Ver a tabela seguinte.
comprovada. O octreotido pode agravar a doença da vesícula biliar.

lnterac~·ües: Acç,'ío i~cr;il e lnformaç,1o:


O caulino pode diminuir a absorção da digoxina. O policarbofilo diminui a absorção Os antídotos são utilizados no caso de sobredosagens acidentais ou intencionais de
das tetraciclinas. O octreotido pode alterar a resposta à insulina ou a hipoglicemiantes medicações ou de substâncias tóxicas. O objectivo da terapêutica com antídotos é dimi-
orais. nuir as complicações sistémicas causadas pela sobredosagem enquanto se mantêm as
C18 C19

funções vitais. Obtendo uma história precisa determina-se o grau de agressividade da Pnwnlimt'nto:,
terapêutica, e procede-se à escolha do fármaco e da sua posologia. Alguns antídotos são ■ Podem ser usados em conjunto com indutores de vómitos ou com aspiração gástrica
indicados para ajudar a elinúnar os agentes ofensivos antes que ocorra a sua absor~ão e lavagem, catárticos, agentes modificadores do pH urinário, e medidas de suporte
sistémica, ou para os eliminar mais rapidamente (carvão activado). Outros agentes tem dos efeitos respiratórios e cardíacos da sobredosagem ou do envenenamento.
indicações mais específicas e requerem uma recolha de dados mais pormenorizada,
como o tipo e a quantidade de substância ingerida.
Ensino ao Doenk/faml!ia
■ Quando transmitir informações sobre envenenamentos no domicílio, discutir os méto-
VENENOS E ANTÍDOTOS ESPECÍFICOS
dos preventivos e a necessidade de, antes de administrar xarope de ipecacuanha, con-
VENENO ANTÍDOTO sultar o centro de envenenamento, o médico ou serviço de urgências, e ainda sobre a
acetilcisteína necessidade de levar uma amostra da substância ingerida para o hospital para identi-
paracetamol (acetaminofeno)
ficação. Reforçar a necessidade de manter todos os fármacos e substâncias perigosas
anticolinesterases atropina
fora do alcance das crianças.
benzodiazepina flumazenil
ciclofosfamida mesna
digoxina, digitoxina digoxina imuno-FAB
doxorrubicina dexrawnano
leucovorina de cãlcio A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Prevenç-ão ou resolução dos
fluorouracilo
sulfato de protamina efeitos laterais tóxicos dos agentes ingeridos.
heparina
ferro deferroxamina
chumbo succimer J.ntídotos incluídos no Guio Fr1.1·n1a1d,íp,irn
.metrotrexato leucovorina de cãlcio para f'1!/enueiro.~
analgésicos opiáceos, heroína naloxona
varfarina fitonadiona (vitamina K1) Acetilcisteína Leucovorina de cálcio
Deferoxamina Mesna
Dexrazoxano Naloxona
Contrn-ind k,H;ôes: Digoxina imune Fab Sulfato de protamina
Flumazenil succimer
Ver fármacos individualmente.

Jntet·aci,·ões: ANTlEMÉ'!'ICOS
Ver fármacos individualmente. Pcrfll f;wmacolóµko

lMPUCAÇÕ'ES l'Afü\ A f.i'·lfl!HMAGI\M

As fenotiazinas, o granisetrom, a metoclopramida, a trimetobenzamida e o ondansetrom


são usados no tratamento das náuseas e vómitos de origem variada, incluindo cirurgia,
■ Averiguar qual o tipo de fármaco ou veneno e a hora de ingestão. anestesia, terapêutica antineoplásica e por radiação. O dimenidrinato, a escopolanúna e
■ Consultar referências, centro de controlo de intoxicações, ou o médico, sobre os sin- a meclizina são usados quase exclusivamente na prevenção do enjoo do movimento.
tomas de toxicidade do agente ingerido e o antídoto. Monitorizar com frequência os
sinais vitais, os sistemas afectados e os níveis séricos. Acçiio Geral e inli.wmaçiio:
■ Monitorizar a existência de ideias suicidas; instituir as precauções contra o suicídio se
necessário. As fenotiazinas actuam sobre os quimiorreceptores da zona deflagradora dos quimior-
receptores inibindo as náuseas e os vómitos. O dimenidrinato, a escopolamina e a
meclizina actuam principalmente como antieméticos, diminuindo a discinésia. A meto-
clopranúda diminui as náuseas e vómitos pelo efeito que exerce no esvaziamento gás-
trico. O dolasetron, granisetrom e o ondansetrom bloqueiam os efeitos da serotonina.
■ Falta aceitação da realidade e de auto-estima (Indicações).
■ Alto risco de lesão: envenenamento (Ensino ao Doente/Família).
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino Doente/
/Família). Hipersensibilidade prévia.

- ----------- íiil
------
-- - -
C20
- -------- C21

Antieméticos incluídos no Guia Fnrmncolâgico


Pl"ecauções: pnm EJ1fermeiros
Usar as fenotiazinas com cuidado em crianças que possam ter uma doença vírica.
Escolher com cuidado as substâncias em doentes grávidas (nenhum foi aprovado como Anticolinérgicos tietilperazinas
de uso seguro). Escopolamina trifluoperazina

Interacções: antihistamínicos antagonistas da serotonina (5-HT~


dimenidrinato granisetrom
Depressão do SNC quando administrado com outro depressores, incluindo antidepres- meclizina ondansetrom
sivos, antihistamínicos, analgésicos opiáceos e sedativos/hipnóticos. As fenotiazinas dolasetron
podem provocar hipotensão quando usadas com antihipertensores, nitratos ou ingestão fenotiazinas
de álcool. clorpromazina outros
proclorperazina metoclopromida
prometazina trimetobenzamida
IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM

Monitoi-ização/AYaliação Inicial ANTIFÚNGICOS


■ Monitorizar a existência de náuseas, vómitos, barulhos intestinais ou dores abdomi- Perfil Farmacológico
nais antes e após administração.
■ Monitorizar o estado de hidratação assim como as taxas de ingestão e de eliminação Uso Geral:
de líquidos. Os doentes com náuseas e vómitos graves podem necessitar de líquidos
intravenosos em conjunto com os antieméticos. Tratamento de infecções fúngicas. As infecções da pele ou das mucosas podem ser trata-
das com preparações tópicas ou vaginais. As infecções profundas ou sistémicas requerem
terapêutica oral ou parentérica. As novas fonnulações parentéricas de anforericina empre-
Diagnósticos de Enfermagem Potenciais gam tecnologia de encapsulaçào lipídica com o objectivo de diminuir a toxicidade.
■ Volume hídrico deficiente(Indicações).
■ Nutrição alterada: menor do que as necessidades corporais (Indicações). Acção Gemi e Infol'lnação:
■ Alto risco de lesão (Efeitos Laterais). Matar (fungicida) ou parar o crescimento (fungistático) dos fungos alterando a permea-
bilidade da membrana fúngica ou a síntese proteica dentro da própria célula.
Pi-ocedimentos
C.ontl'a-Indicações:
■ Em caso de administração profiláctica, seguir as indicações específicas do fármaco,
Hipersensibilidade prévia.
para que o pico de acção corresponda ao momento desejado.
■ A administração de fenotiazinas deve ser interrompida 48 h antes e não reiniciada Precauçi'\es:
nas 24 h seguintes à mielografia, urna vez que diminuem o limiar de convulsão.
Usar com cuidado em doentes com diminuição da reserva da medula óssea, porque
muitos dos antifúngicos sistémicos podem ter reacções adversas sobre esta. A anfoteri-
Ensino ao Doente/Família cina B causa com frequência insuficiência renal. O fluconazol requer que a dose seja
■ Aconselhar o doente e a família a usar as medidas gerais para diminuir as náuseas
ajustada em caso de insuficiência renal. As reacções adversas do fluconazol podem ser
(começar com golos de líquidos e pequenas refeições sem gorduras, manter uma boa mais graves nos doentes HIV positivo.
higiene oral e retirar os cheiros desagradáveis do ambiente).
■ Podem causar sonolência. Aconselhar o doente a pedir ajuda quando se deslocar e Tntei·ac(iies:
evitar a condução ou outras actividades que requeiram vigilância, até que a resposta
Diferem muito entre as várias substâncias. Ver fármacos individualmente.
ao fármaco seja conhecida.
■ Aconselhar o doente a mudar de posição lentamente para minimizar a hipotensão
IMPUC.AÇÔES PARA A fl\JFF.RMAGEM
ortostática.

Avaliação da Eficiícia l'erapêulica ■ Monitorizar no d~ente a ocorrência de sinais de infecção, e avaliar as áreas da pele
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Prevenção ou diminuição e mucosa envolvidas antes e ao longo da terapêutica. O aumento da irritação cutâ-
de náuseas e vómitos. nea pode ser uma indicação para suspender a medicação.
C22 C23
ANTIHIPERLIPIDÍlMICOS
Diagnósticos de Enfermagem Potenciais
■ Alto risco de infecção (Indicações). PERFIL fARMACOI,ÓGICO
■ Comprometimento da integridade da pele (Indicações).
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino Doente/ Uso Geral:
/Família).
Usados como parte de um esquema terapêutico global que inclui medidas dietéticas e
exercício físico e que tem como objectivo diminuir os valores dos lipídeos sanguíneos
Prncedime11tos e a ocorrência de aterosclerose assim como, reduzir a morbilidade e mortalidade pro-
vocada por doenças cardiovasculares e as suas sequelas.
■ Informação Geral: Disponível sob várias formas de apresentaç-ão. Considerar espe-
cificamente cada fármaco para obter indicações sobre a administração .
■ Tópica: Consultar o médico ou outro profissional de saúde sobre a técnica de lim- Aq;iio Get"al e Informaçiio:
peza antes de aplicar a medicação. Usar luvas durante a aplicação. Não usar penso
oclusivo a não ser que seja indicado pelo médico ou por outro profissional de saúde. Os inibidores da redutase da hidroxi-3-metilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) (fluvastati-
na, lovastatina, sinvastatina, pravastatina) inibem uma enzima implicada na síntese do
colesterol. Os sequestradores dos ácidos biliares (colestiramina, colestipol) ligam-se ao
Ensino ao Doente/Família colesterol a nível GI. A niacina e o genfibrosil actuam através de outros mecanismos (ver
■ Ensinar ao doente a forma correcta de aplicação. monografia individualmente).
■ Instruir o doente a continuar a medicaç-ão prescrita, sem interrupção ao longo da tera-
pêutica, mesmo se sentir melhoras. Contra-indicações:
■ Aconselhar o doente a transmitir ao médico ou a outro profissional ele saúde, se a
irritação cutânea aumentar ou se houver ausência de resposta terapêutica à medica- Hipêrsensibilidade.
ção prescrita.
Precauçôes:
Avaliação da Eficácia Tet·apêutica Não foram ainda estabelecidos os riscos de administrar estes fármacos a mulheres grá-
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Resolução cios sinais e sin- vidas ou a amamentar e a crianças. Ver fármacos individualmente. Antes de se iniciar a
tomas de infecção. O tempo necessário para a resolução completa depende do orga- terapêutica deve-se tentar medidas dietéticas durante 2-3 meses.
nismo e do local da infecção. As infecções fúngicas localizadas em profundidade podem
requerer um tratamento prolongado (semanas-meses). As infecções nmgicas recorrentes Interacções:
podem ser um sinal de doença sistémica grave.
Os sequestradores dos ácidos biliares (a colestiramina e o colestipol) podem ligar-se no
aparelho GI às vitaminas lipossolúveis (A,D,E e K) e a outros fármacos administrados
Antifímgicos incluídos no ,;11ía F11rmol·o/âgirn em simultâneo. O risco de miopatia através cios inibidores da redutase da HMG-CoA é
E11/'er111eiros
/Ull'il
aumentado pela niacina, eritromicina, genfibrozil e pela ciclosporina.

IMPUCAÇÔES PARA A ENfERMAGEM


Antifúngicos sistémicos Cetoconazol
Anfotericina B deoxicolato Miconazol lHonitorização/Avaliação Inicial
Anfotericina B sulfato de colesteril Naftifina ■ Obter dados relacionados com os hábitos alimentares, especialmente sobre o consu-
Anfotericina B complexo lipídico Nistatina mo de gorduras e de ãlcool.
Anfotericina B lipossómica Oxiconazol ■ Considerações Laboratoriais: Monitorizar os valores sanguíneos do.colesterol e cios
Fluconazol Sulconazol triglicerídeos, antes de iniciar e periodicamente ao longo da terapêutica. A medicação
Griseofulvina Terbinafina deve ser interrompida se ocorrer de um aumento paradoxal do valor do colesterol.
Cetoconazol Tolnaftato ■ Os exames à função hepática devem ser realizados e monitorizados antes e periodi-
Antijúngicos t6picos Antijúngicos vaginais camente ao longo da terapêutica. Podem provocar resultados elevados.
Anfotericina B deoxicolato Butoconazol
Butenafina Clotrimazol
Ciclopirox Miconazol
Clotrimazol Nista tina ■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
Econazol Terconazol /Família).
Haloprogina tioconazol ■ Não adesão ao regime terapêutico (Ensino ao Doente/Família).

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- ---- -
C24

Procedimentos
- - - - - - -·- - - C25
dores adrenérgicos beta, os vasodilatadores, os inibidores da enzima de conversão da
angiotensina (ECA), os antagonistas da angiotensina II, os bloqueadores dos canais de
■ Ver especificamente cada fármaco para determinar relativamente às refeições, a hora cálcio, os diuréticos e a indapamida um diurético com propriedades vasodilatadoras.
de administração mais indicada. A hipertensão de emergência pode ser tratada com vasodilatadores parentéricos tais
como o nitroprussiato ou o enalapril.
Ensino ao Doente/Família
■ Avisar o doente que esta terapêutica deve ser acompanhada de certas medidas como, Contra-Indicações:
restrições alimentares (gorduras, colesterol, hidratos de carbono e álcool), exercício Hipersensibilidade aos fánÚacos individualmente.
f15ico e privação de fumar.
l't·ecrnrões:
Avaliação da Eficácia Terapêutica
Escolher com cuidado, os que vão ser administrados a doentes grávidas, a amamentar
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminuição dos valores san- ou a doentes que tomam glicosídeos cardiotónicos. Os inibidores da ECA e os antago-
guíneos de triglicerídeos e de lipoproteínas de baixa densidade (LDL), um aumento dos nistas da angiotensina II devem ser evitados durante a gravidez. Os antagonistas adre-
valores de lipoproteínas de alta densidade (HDU. Se a resposta clínica não for evidente, nérgicos alfa e o bloqueadores adrenérgicos beta devem ser usados unicamente em
após 3 meses de tratamento, a terapêutica é normalmente interrompida.
doentes que aceitem bem o tratamento pois, uma paragem bmsca da ingestão destes
fármacos pode resultar num aumento rápido e excessivo da pressão arterial (fenómeno
Antihipedipidémico~ incluído~ no Guia F11r111t1cológico de rebomuf). Os diuréticos tiazídicos podem aumentar as necessidades de insulina, de
jJm·11 JJ11fermeiros alimentos ou de hipoglicemiantes orais, nos doentes diabéticos. Os vasodilatadores
podem c-,msar taquicardia se tomados isoladamente pelo que são usados frequente-
Seq11estradores de ácidos biliares Lovastatina mente com bloqueadores adrenérgicos beta. A maior parte dos antihipertensores
Colestiramina Pravastatina (excepto os bloqueadores adrenérgicos beta, os inibidores ECA, antagonistas dos recep-
Colestipol Simvastatina tores da angiotensina II e os bloqueadores dos canais de cálcio) provocam retenção de
água e sódio e são normalmente combinados com um diurético.
Inibidores da redutase da HMG-CoA Outros
Atorvastatina Genfibrozil
Niacina, niacinamida lnteracçõcs:
Cerivastatina
Fluvastatina Muitos fármacos, incluindo os antihistamínicos, os AINE, os broncodilatadores simpati-
comiméticos, os descongestionantes, os supressores de apetite, os antidepressivos e os
!MAO podem anular os bons resultados terapêuticos dos antihipettensores. A hipocale-
ANTIHIPERTENSORES mia provocada pelos diuréticos pode aumentar o risco de toxicidade pelos glicosídeos
cardiotónicos. Os suplementos de potássio e os diuréticos poupadores de potássio po-
PERFIi. FARMACOLÓGICO dem causar hipercalemia quando usados em conjunto com os inibidores ECA.
Uso Get'al:
IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM
Tratamento da hipertensão de origens diversas; com maior frequência da hipertensão
essencial. Os produtos parentéricos são usados no tratamento de emergência da hiper- Monitorização/ Avaliação Inicial
tensão. O tratamento oral deve ser iniciado o mais rapidamente possível e deve ser esta-
belecido de acordo com a sintação para que o sucesso terapêutico a longo prazo seja ■ Monitorizar frequentemente a pressão arterial e a pulsação durante a fase de ajuste
garantido. Inicia-se a terapêutica com os agentes que menos efeitos laterais possam c;m- da posologia e periodicamente ao longo da terapêutica.
sar. Quando esta terapêutica não resulta, outros fármacos mais potentes, com diferentes ■ Moniorizar a quantidade de líquidos ingeridos e eliminados e o peso diário.
efeitos laterais, são adicionados para tentar obter o controlo da pressão aiterial, tendo ■ Monitorizar a frequência da renovação das prescrições para determinar a adesão ã
em conta causar o menor desconforto possível ao doente. terapêutica.

Ac(,l!l Geral e ínformai,;ão: Diagnósticos de Enfc1·magem Potcndals


Consoante o gmpo, os antihipertensores são usados para baixar a pressão sanguínea a ■ Alteração da perfusão tecidular (indicações).
um nível normal (diastólica<90 mm Hg) ou ao nível mais baixo tolerado. Os antihiper- ■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino Doente/
tensores são classificados em gmpos conforme o seu local de acção. Estes incluem os /Família).
antiadrenérgicos de acção periférica, os adrenérgicos alfa de acção central, os bloquea- ■ Não adesão ao regime terapêutico (Ensino Doente/Família).
C26 C27

Pnicetliu1.entos Adrenérgicos de acção central Anttadrenérgicos de acção periférica


Clonidina Doxazosina
■ Muitos antihipertensores estão disponíveis em combinações para se obter melhor Guanabenz Guanadrel
adesão à terapêutica (ver Apêndice B). Guanfacina Prazosina
Terazosina
Ensino :w Ooenk/i'amílht Dturéticos
Indapamina Vasodilatadores
■ Informar o doente que deve continuar a tomar a medicação mesmo quando sentir Metolazona Hidralazina
melhoras. Uma paragem brusca pode provocar uma hipe1tensão de rebound. O tra- Minoxidil
tamento controla mas não cura a hipertensão. Nitropmssiato
■ Incentivar o doente a cumprir as outras medidas de controlo da hipertensão (redu-
ção de peso, dieta pobre em sódio, exercício com regularidade, não fumar, moderar
o consumo de álcool e controlar o stress).
■ Ensinar ao doente e à família as técnicas correctas de medição da pressão arterial.
Aconselhar a monitorizar a pressão a1terial uma vez por semana e a transmitir as alte- í 1,;n Ce,·al:
rações ao médico ou a outro profissional de saúde. Alívio dos sintomas associados a alergias, incluindo rinites, urticária e angioedemas, pres-
■ Avisar o doente que deve mudar de posição lentamente para minimizar a hipotensão
crito como terapêutica complementar nas reacções anafiláticas. Alguns antihistamínicos
ortostática. Alertar o doente de que o exercício ou o clima quente podem aumentar
são usados para tratar a discinésia (dimenidrinato e medizina); a insónia (difenidramina);
o risco de hipotensão. reacções do tipo parkinsónico (difenidramina); e outras reacções não-alérgicas.
■ Aconselhar o doente a consultar o médico, o fam1acêutico ou outro profissional de
saúde, antes de tomar qualquer medicação de VL, especialmente fármacos antigripais. ·Vdo c;er/i .- 1nforni:i..,:J,1:
■ Aconselhar o doente a informar o médico, o dentista ou outro profissional de saúde
acerca do esquema terapêutico, antes de iniciar um outro tratamento ou cimrgia. Os antihistamínicos bloqueiam os efeitos da histamina nos receptores H1. Estes não
■ Os doentes que tomam inibidores da ECA ou antagonistas da angiotensina II, devem interferem com a libertação da histamina, com a produção de anticorpos ou com as
avisar o médico ou outro profissional de saúde quando planearem ou suspeitarem de reacções antigénio-anticorpo. A maior parte dos antihistamínicos têm propriedades anti-
gravidez. colinérgicas e podem causar obstipação, secura dos olhos, boca seca, e visão turva.
■ Enfatizar a importância da realização de consultas de vigilância para serem avaliados os Além disso, muitos antillistamínicos causam sedação. Algumas fenotiazinas têm pro-
progressos. · priedades antihistamínicas importantes (hidroxina e prometazina).

Avaliação da Eficácia Ternpêutica ('.ontra-lndicaçüe,,:

A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminuição da pressão arterial.


Hipersensibilidade e glaucoma de ângulo estreito. Não devem ser usados em bebés pre-
maturos e recém nascidos.
AntiHipertenso1·es inclnidos no Guia J,'{lr11wcolâgico
l'i't.'ClllCÚ(·;;:
E11fi'l'lll(!fr().~
j}fll'(/
Os doentes idosos podem ser mais susceptíveis aos efeitos anticolinérgicos dos antihis-
Inibidores da enzima de conversão tamínicos. Usar com cuidado em doentes com obstrução pilórica, hipertrofia da prósta-
da angiotensina ta, hipettiroidismo, doença cardiovascular ou doença grave do fígado. Usar com cui-
Benazepril Carvedilol dado em grávidas ou mulheres que amamentam.
Captopril Labetalol
Enalapril, enalaprilat Metoprolol 1nter:1rrôes:
Fosinopril Nadolol
Lisinopril Penbutolol Sedação aditiva quando usados com outros depressores do SNC incluindo álcool, anti-
Moexipril Pindolol depressivos, analgésicos opiáceos e sedativos/hipnóticos. Os !MAO prolongam e inten-
Perindopril Propanolol sific-.1m as propriedades anticolinérgicas dos antihistamínicos.
Quinalapril Timolol
Ramipril moqueadores dos canais de cálcio
Trandolapril Amlodipina ,1,lnnit,ll'h;ii:i\i1/,\y:;liaçiio lnki;i1
Diltiazem
Bloqueadores adrenérgicos beta ■ Informação Geral: Monitorizar os sintomas alérgicos (rinites, conjuntivites, urticária)
Felodipina antes e periodicamente durante o decorrer da terapêutica.
Acebutolol Isradipina
Atenolol ■ Med!r º. pulso e pressão arterial antes de iniciar e ao longo da terapêutica N.
Nicardipina
Betaxolol ■ Momtonzar os sons pulmonares e características das secreções brônquicas. Manter uma
Nifedipina
Carteolol ingestão de líquidos de 1500-2000 mi/dia para dinlinuir a viscosidade das secreções.
Verapamil

- --------------- ---
-- - - - - -
C28
------------
■ Náuseas e vómitos: Monitorizar a importância e a frequência elas náuseas assim como AN'l"1-lNH,CCíOSOS
a quantidade dos vómitos quando administrar medicação para as náuseas e vómitos.
■ Ansiedade: Monitorizar o estado mental, humor e o comportamento quando admi-
nistrados para a ansiedade.
■ Prurido: Observar as características, a localização e o tamanho da zona afectacla
quando administrar medicaçlo para situações de prurido cutâneo.
Tratamento e profilaxí,'. ele ínte~·ções bacterianas variadas. Ver fármacos específicos.para
Diagnfo;lico, de Enfrl'mag<"m Potencial.•; obter: espe~tro de acçao e mchcações. Algumas infecções podem requerer uma ínter-
vençao crrurgrca e uma terapêutica ele suporte.
■ Deficiente permeabilidade elas vias respiratórias (Indicações).
■ Alto risco de lesão (Efeitos Laterais).
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino Doente/ .-\cc;1,i.l f~er:1~ "-' ~nfnnnac:lo:
/Família). M'.tta ~bactericida) ou inibe _o crescimento (bacteriostútico) das bactérias patológicas.
Nao sao acuvos contra os vmrs ou fungos. Os anti-infecciosos estüo subclivicliclos em
l'roce,l1111ento!•; categorias que dependem elas semelhanças químicas e cios espectros antimicrobianos.
■ Quando usado na profilaxia da díscinésia eleve ser administrado pelo menos 30 min,
e ele preferência 1-2 h antes ela exposição a situações que provoquem cinesía.
■ Quando administrados em simultâneo com analgésicos opiáceos (hiclroxízína, pro-
metazina) acompanhar de perto as deslocações do doente para prevenir acidentes Hipersensibilidade conhecida a certos fármacos. Pode ocorrer sensíbíliclacle cruzada
entre fármacos relacionados.
devidos ao aumento do efeito sedativo.

Xa:nsino ao Düenrc/Farníiia
■ Informar o doente da provável ocorrência de sonolência. Deve evitar conduzir ou Aconselha-~e a realízaç.io de testes de cultura e ele sensibilidade para melhorar O efei-
actividades que requeiram vigilância até que seja conhecida a resposta à medicaç,lo.
to ela terapeutica. Pode ser necessário alterar a posología nos doentes com insuficiência
■ Alertar o doente que eleve evitar tomar em simultâneo com álcool ou com depresso-
renal ou hepática. Usar com cuidado em doentes grávidas ou a amamentar. o uso clesa-
res do SNC. propnado e pr~longado ele anti-infecciosos ele largo espectro pode levar ,i infecç,lo com
■ Informar o doente que uma boa higiene 01:11, bochechos frequentes com água, mas-
fungos ou bactenas resistentes.
tigar pastilhas ou rebuçados sem açúcar podem ajudar a aliviar a secura da boca.
■ Instruir o doente a contactar o médico ou outro profissional de saúde se os sintomas
persistirem.

Avaliai,·,ío da fükftcia Tcrnpúiilc.1 As penicilinas_ e os aminoglícosícleos inactívam-se químicamente uns aos omros e n,io
devem -~er _n:1s'.uraclos. As e'.:itromicínas pocle'.n ~liminuir o metabolismo hepático ele
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Díminuíç,io elos sintomas oullos l.um.~rns. O probenencl~ aumenta os n1ve1s sanguíneos ela penicilina e ele com-
alérgicos ■ Prevenção ou diminuição da gravidade das náuseas e vómitos ■ Diminuíç:lo postos relac1onaclos. Os anti-infecciosos ele elevada ligaç.io proteica como as sulfona-
ela ansiedade ■ Alívio do prurido ■ Efeito sedativo quando usado como sedativo/ nudas podem deslocar ou vir a ser deslocadas por outros fármacos ele ligaç.io forte. Ver
/hipnótico. os larmarns mchvKlualmente. As penicilinas ele largo espectro (a ticarcí!ina, a piperaci-
Antihhtaminlco,; incluído,; no 1:uio Fr1n111//"olúgico
E11/en11eiro:.;
j)111"11
~·'.º
º!
!ma) e algun1a~ cefalosporinas (o cefamanclol, a cefoperazona, o cefotetanol podem
,t~imer~t,u 1~CO ele_ hemc~rragra com os ,ll:llcoagulantes, com os inibidores ela agrega-
pl.1quet'._111.'1,.ou com os AINE. A ahsorçao da fluoroquínolona é elíminuícla por antí-
Azatadina .tmlos, subs,thularo ele bismuto, sais de !erro, sucralfato e sais de zinco.
Bromofeniramina
Cetirizina
Clorofeniramina
Ciproheptaclina
Jt .i
Dimenidrinato
Difenídramina ■ ~,Joni'.oriz'.tr o~ s:1:ais e sintomas ele íntecçào antes e durante o decorrer ela terapêutica.
Hiclroxizina ■ De_termm,u p1e11,11nente a h1persens1h1hclacle nos doentes que recebem penicilinas e
Lorataclína cefalosponnas.
Medízina
Prometazina ■ Obte,r an1ostras para n'.ltura e. testes ele sensihiliclacle antes ele iniciar a terapêutica.
A pumen.t dose pode ser aclnurnstracla antes ele se receberem os resultados.
C30 C31
Diagnósticrn; de EHfermagem l'otencbl•-: cefapirina penicilinas de largo espectro
■ Alto risco de infecções (Indicações). cefraclina piperacilina
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêurico (Ensino Doente/ piperacilina/tazobactam
/Família). cefalosporinas-segunda geração ticarcilina
■ Não adesão ao regin1e terapêutico (Ensino ao Doente/Família). cefaclor ticarcilina/ácido clavulânico
cefamandol
cefmetazol fluoroquinolonas
Prnn·diim·titn~ cefonicida enoxacina
cefotetano gatifloxacon
■ A maior parte dos anti-infecciosos devem ser administrados, repartidos pelas 24 h do cefoxitina
dia, para manter o nível sanguíneo terapêutico do fármaco. levofloxacina
cefprozil lomefloxacina
cefuroxima norfloxacina
loracarbef macr6lidos
azitromicina
■ Informar o doente que não deve deixar de tomar o fármaco, repartido pelas 24 h do cefalosporinas-terceira geração claritromicina
dia, mesmo quando sentir melhoras. . , cefdinir eritromicina
■ Aconselhar o doente a transmitir ao médico ou a outro profissional de saude, o apa- cefepima
recimento de sinais de super-infecção (língua saburrosa, pmrido ou corrimento vagi- cefixima penicili,ias
nal fezes soltas ou com cheiro fétido) e de alergia. cefoperazona amoxicilina
■ Instmir o doente a deve transmitir ao médico ou a outro profissional de saúde, a ocor- cefotaxinla amoxicilina/ácido clavulânico
rência de febre ou de diarreia, sobren1do se as fezes contiverem pus, sangue ou cefpodixima ampicilina
mucosidade. Aconselhar o doente a não tratar a diarreia sem consultar o médico, o ceftazidima penicilina G benzatínica
farmacêutico ou outro profissional de saúde. ceftibuteno penicilina G potássica
■ Informar o doente que se os sintomas não diminuírem deve transmitir ao médico ou ceftizoxinla penicilina G procaína
a outro profissional de saúde. ceftriazona penicilina G sódica
penicilina V
Avaliação da Efkácia Te1·apêulka penicilinas de largo espectro
piperacilina
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Resolução dos sinais e sin- piperacilina/tazobactam
tomas de infecção. O tempo necessário para a resolução completa depende do orga- ticarcilina
nismo e do local de infecção. ticarcilina/ácido clavulânico

Fánnacos anti-i11frcdo;;os induídos no (~11i11 Far11111colóJ1.ín, .,_NTíNEOPtASICOS


para E,y·erweiros
aminoglicosídeos tetraciclinas
gentamicina doxiciclina
minociclina
antiprotozoários tetraciclina
pentamidina Usados no tratamento de vários tumores, linfomas e leucemias. Também usado em cer-
trimetoprim /sulfametoxazol outros tas doenças autoimunes tais como a artrite reumatóide (a ciclofosfamida, o metotrexa-
clindamicina to). Muitas vezes usados em combinação para minimizar a toxicidade de cada um e
penicilinas resistentes à penicilinase imunoglobulina obter melhores resultados. A quimioterapia pode ser combinada com outras modalida-
cloxacilina metronidazol des de tratamento tais como cirurgia e raclioterapia. A posologia varia muito consoante
dicloxacilina nitrofurantoína a extensão da doença, dos outros fármacos usados e do estado do doente. Algumas for-
meticilina trimetoprim mulações novas (daunonubicina, doxorrubicina), encapsuladas numa membrana lipí-
nafcilina vancomicina dica, possuem menos toxicidade e maior eficácia.
oxacilina
cefalosporlnas-prlmeira geração
sulfonamidas cefadroxil
sulfametoxazol cefazolina Acniam de várias formas (ver o quadro seguinte). Interferem com grande frequência na
trimetroprinI/sulfametoxazol cefalexina síntese ou na função do DNA. A acção pode não se limitar às células neoplásicas.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
...
-- - - - - - - - - - --- - - - C33
C32
MECANISMO DE ACÇÃO DE VÁRIOS ANTINEOPIÁSICOS MECANISMO DE ACÇÃO DE VÁRIOS ANTINEOPIÁSICOS

MECANISMO DE ACÇÃO FÁRMACO EFEITO NO CICLO CELULAR MECANISMO DE ACÇÃO FÁRMACO EFEITO NO CICLO CELULAR

AGENTES AI.QlllLANTES llu~sulfan IMllNOMOOlll.AOORES :1ldeskurin:1


Pnn·,,i:mn lig:1rc>t's cmzad:1s m> ONA C:trl~1pl:tlim1 m~mifemi
nesconheddc,
Clor.unhudl uastuzunmh
Cispl:uina emposido
Cid,iti.sfamid:t DERIVADOS OA POOOFII.OTOXINA Espedtll'os de füst: do rido cdular
0:1c.1rh:.1zin;.1 N:i<> espedtll'«>s d,1 drh> rdular n:.111itk:.1 o DNA antes da mito.'it'
EstrJmustina
lfc1sfomida TAXÓIOF$
lmemunpt'lll a interfase e :.1 mimse dc1reraxt'I Espedtkos do drlo l'dular. al'tuam n:.1 füse M
f\ kdc>1'tlt'tamin:t
1
padit:.1xd 1mit<>se)
~klfal:m
Pn>l':.1rhazina AI.CAI.ÓIOES OA CRAVAGEM
tcmc1z,1lamid:.1 Inrerferem rnm :.1 mito.'it' ,·incristina
rimhlastina
ANTRACICI.INAS
rinorrdhina
lmerferem rom :.1 síntese do DNA
e do RNA tklum1rn1hidn:1 OUTROS :.1ldeslet1dn:.1
dc,x,,m1l)it..·in:.1 altret.nuina
N:.l<> espcdtln1s d<> l'id<> n~lular
idarmhidna
\':.llrrul)kina
ANTllllÓTICOS ANTITllMORAIS
Interferem nun :.1 símese do DNA
e do RNA hle, nnicina
daccimunkina
mitt1midm1 Depressão chi medula óssea ou hipersensibilidade. Contra-indicado em doentes grávidas
N:.i1> espedfir,,s de, dd,> rdul;1r
mit<>xantnma
lt'Xl't'j)U> a hlc1unidm1) ou a amamentar.
plk:.11nk"ina
t'Slll'ptl>Z(Jcina
i:a1)eci1ahina Prt'Cilll(Út'S:

ANTIMnAllOI.ITOS Usar com cuidado em doentes com infecções activas, com diminuição das reservas de
Suhsciruem as pnJtt:ínas 1111rmais ca1>t'cit:.1l)im1
medula óssea, submetidos a radioterapia ou outras doenças debilitantes. Usar com cui-
dli.lrnhina
tlU<m>ur.:1dl,, Espcdtko do rido rdulal'. :.arrua maiorirnrkl dado em doentes em idade fértil.
hilln>xiuR•i.:1
mente na fase S tsíml·sc do ONA>
lllt'UMít'X:IU>
ENZIMAS
Oepletam a asparagin:1 .isrx1rnginase
11egas1'l.1rg:1se O alopurinol diminui o metabolismo da mercaptopurina. A toxicidade cio metotrexato
pode ser aumentada por outros fármacos nefrotóxicos, doses grandes de aspirina ou de
INllllOORES ENZIMÁTICOS um AINE. A depressão da medula óssea é aumentada. Ver fármacos individualmente.
lnihem ;.1 topoísome1~1:-i1:' irim>(t'(:.111<>
EspeL·ífiros de faSt' do rido rdul.1r
ropofel·:mo
IMPLICAÇÔES PARA A P.NHmMM,EH
AGENTES HORMONAIS
Alteram II i::stado hormonal em
tumc1res St'llSÍ\'t'L"i a hcmmmaN hkalut:unida Mo11ítorl'!.açiio/A,·aiia~·:1o lnidal
dic1iles1illies1ml
estramustim1 ■ Monitorizar a depressão da medula óssea. Pesquisar a ex1stencia de hemorragias
tluramida
Dt'Sl'Cml1eridc,
(gengivorrngias, equimoses, petéquias, sangue oculto nas fezes, urina e emése) e evi-
leuprolide tar injecções IM e medição rectal da temperntura se a contagem de plaquetas for
megestn>I
nilt1t:.1mid:.1
baixa. Aplicar pressão nos locais de punção venosa durante 10 m.in. Avaliar os sinais
r:.um,xifem, de infecção durnnte a neutropenia. Pode ocorrer anemia. Monitorizar o aumento da
AGENTES HORMONAIS fadiga, dispneia e hipotensão ortostática.
- INIHIOORES OA AROMATASE ■ Monitorizar as taxas de ingestão e excreção, o apetite e a ingestão de nutrientes. Os
lnihcm a enzima rcspons:'1\'el peb antieméticos podem ser usados como profilácticos. Adaptar o regime alimentar con-
actirn~·üo do.,; t'Strogt'nios :.1nas1r:.12<1le
forme o toleritdo, pode ajudar a manter o balanço hidroelecrrolítico, assim como o
letnm1le
estado nutricional.
C34 C35

■ Avaliar os locais de punção N e certificar-se da permeabilidade. Interromper a per- 11.ntirn:,,plüsicos inclnídos no <;'11.ii1 r,11wau.1ilípin1
fusão imediatamente se ocorrer desconforto, eritema ao longo da veia ou infiltração. />11ra Ei1/i,rmeiros
A ulceração tecidular e as necroses podem ser provoc-adas pela infiltração.
■ Monitorizar o aparecimento de sintomas de gota (aumento de ácido úrico, dores nas Agentes alquilantes bloqueadores dos estrogénios
articulações e edemas). Incentivar o doente a beber pelo menos 2 litros de líquidos Bussulfan tamoxifeno
por dia. O alopurinol pode ser administrado para din1inuir os níveis de ácido úlico. Carboplatina toremifeno
Pode ser necessária a alcalinização da urina para aumentar a excreção do ácido úrico. Clorambucil
Cisplatina hormonas
Ciclofosfamida bicalutamida
Diagnfo;ticos tk f,nfennagt'm PMenciai~ Ifosfamida flutamida
Mecloroetamina leuprolide
■ Alto risco de infecção (Efeitos Laterais). Melfalan megestrol
■ Nutrição alterada, inferior às necessidades corporais (Reacções Adversas). Procarbazina nilutamida
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino Doente/ Temozolamida tamoxifeno
/Família).
antraciclinas hormonas-inibidores da aro-
J>rocedimentt,'.; daunorrubicina citrato lipossómico matase
daunorrubicina (hidrocloreto) anastrazole
■ As soluções injectáveis devem ser preparadas num local asséptico. Usar luvas, touca doxorrubicina hidrocloreto lipossómico letrozole
e máscara enquanto manipular o fánnaco. Rejeitar o material em contentores ade- doxorrubicina
quados (ver Apêndice L sobre recomendações para um manuseamento seguro). idarrubicina imunomoduladores
■ Verificar a dose com atenção. Erros de posologia têm causado fatalidades. aldesleucina
antibióticos antitumorais toremifeno
bleomicina trastuzumab
f.nsino an Doenle/famili;; mitomicina
■ Avisar o doente que deve evitar o contacto com multidões e pessoas com infecções. mitoxantrona derivados da podofilotoxina
O médico ou outro profissional de saúde deve ser infonnado de imediato se surgi- plicamicina etoposido
rem sintomas de infecção.
■ Informar o doente que deve transmitir a ocorrência de hemorragia. Ensinar ao doen- antimetabolitos taxóides
te quais as precauções a tomar em caso de trombocitopenia. citarabina docetaxel
■ Estes fármacos podem causar supressão gonadal. Os doentes devem, no entanto, usar fluorouracilo paclitaxel
métodos de contracepção pois a maior parte dos antineoplásicos é teratogénico. hidroxiureia
Aconselhar o doente a informar, de imediato, o médico ou outro profissional de metotrexato alcalóides da cravagem
saúde, se suspeitar de gravidez. vincristina
■ Informar o doente sobre a possibilidade de vir a perder os cabelos. Procurar os méto- enzimas vimblastina
dos possíveis para lidar melhor com o problema. asparaginase vinorrelbina
■ Explicar ao doente como observar a mucosa oral e detectar eritemas ou úlceras. Se pegaspargase
ocorrerem úlceras aconselhar o doente a usar uma escova macia, a lavar a boca com outros
inibidores enzimáticos aldesleucina
água depois de comer e beber. Se a dor interferir com a ingestão de alimentos,
irinotecano altretamina
podem ser usados fármacos tópicos. As dores devidas a estomatites podem requerer
topotecano
tratamento com analgésicos opiáceos.
■ Explicar ao doente que não deve tomar nenhuma vacina sem o conselho prévio do
médico. Os antineoplásicos podem diminuir a resposta dos anticorpos e aumentar o
risco de efeitos laterais.
■ Explicar ao doente a necessidade das consultas médicas de vigilância e da realização
frequente de exames laboratoriais.

A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminuição do tamanho e


disseminação do tumor ■ Melhoria do estado hematológico do doente que sofre de Usado no tratamento da doença de Parkinson de origens diversas: degenerativa tóxica
leucemia . infecciosa, neoplásica ou induzida por fármacos. ' '

• ---- --------------- liíll


-- - - - - -
C36
-----------
An;:10 (~el'al e lnfonnar:1o: ■Avisar o doente que deve mudar de posição lentamente para minimizar os efeitos de
Os fármacos usados no tratamento do síndroma Parkinsónico e outras discinésias visam hipotensão ortostática.
restabelecer o equilíbrio natural de dois neurotransmitores do SNC: a acetilcolina e a ■ Ensinar o doente a fazer bochechos frequentes com água. uma boa higiene oral e
dopmuina. O desequilíbrio é devido a uma deficiência em dopamina que provoca uma mastigar pastilhas ou rebuçados sem açúcar, para ajudar a aliviar a secura da boca.
actividade colinérgica excessiva. Os fármacos usados são anticolinérgicos (a benzotro- O doente deve informar o médico ou outro profissional de saúde se o sintoma de
pina, o hiperideno, o tri-hexifenidilo) ou agonistas dopaminérgicos (a bromocriptina, a securn da boca persistir (podem ser usados substitutos de saliva). Informar também
levodopa e o pergolide). O pramixole e o ropirenole são dois novos agonistas nào ergo- o dentista se a secura da boca interferir com o uso de prótese dentária.
tamínicos da dopamina. O entacapone inibe a enzima que metaboliza a levodopa, ■ ~c~nselhar o d?ente ;1 informar-se ju_nto do médico, do farmacêutico ou de outro pro-
aumentando assim os seus efeitos. hss1onal de saude, se pode tom;1r fármacos de VL, especialmente fármacos antigri-
pais, ou se consumir bebidas alcoólk~1s. Os doentes que tomam levodopa devem evi-
tar tomar complexos multivit;uuínicos. A vitamina B6 (piridoxinal pode interferir com
( :0111 ra-IfüHc11;1k,;: a ac~~1o da levodopa.
Os anticolinérgicos devem ser evitados nos doentes com glaucoma de ângulo estreito. ■ Avisar o doente que pode ocorrer uma diminuição da perspiração. Em climas quen-
tes, pode ocorrer um sobreaquecimento. Em dias muito quentes, os doentes devem
permanecer no interior, num ambiente com ar condicionado.
1' n.·~ ·~ai\·Cw:·,:
■ Aconselhar o doente a aumentar a sua actividade física, a ingestão de fih1~1s e líqui-
Usar com cuidado em doentes com doença cardíaca grave, obstruç:1o pilórica ou do~ no seu regime alimentar, para os efeitos de obstipação serem minimizados.
aumento da próstata. ■ Informar o doente que deve t1~msmitir ao médico ou outro protl~sional de saúde, o
aparecimento des~es si~ton~as: confusão, ernpçào cutânea, retenção urinária, ohstipa-
interacçôes: çao grave, alteraçoes VISUats ou agr-Jvamento dos sintomas da doença de Parkinson.
A pirodixina, os !MAO, as benzodiazepinas, a fenitoína, ;1s fenotiazinas e o haloperidol
podem antagonizar os efeitos da levodopa. Os fürmacos que antagonizam a dopamina '\valiaçfüi da Eficácia Ternpêutica
(fenotiazinas, metoclopramida) podem diminuir a eficácia dos agonistas da dopamina.
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Resolução dos sinais e dos
sintomas parkinsónicos. ■ Resolução dos sintomas extr:.1ph~1mklais ·induzidos pelos für-
IMPUCAÇÓES PA.IVi. A H-lrnfü\"IM;f.frl macos.

Monitod1.:1ç?in/Ayafo1çiin Inicial .-'ml.ipaddns{mico~ incluídos no (;uia Far1111icologico


■ Monitorizar os sintomas parkinsónicos e extra piramidais (acinésia, rigidez, tremores, i;m·a Ei1/i>rmeiros
tremores, tipo fazer rolar um comprimido entre os dedos, máscara facial, alterações
da marcha, espasmos musculares, movimentos torcionais, salivação) antes e dur:.inte A11ticoli11érgicos ag011ista da dopami11a
a terapêutica. O fenómeno ,on-off, pode causar sintom;1s que surgem ou melhorJm henzatropina hromocriptina
de forma repentina. biperideno carbidopa/levodopa
■ Monitorizar frequentemente a pressão mterial no decorrer da terapêutica. Informar o tri-hexifenidilo levodopa
doente que deve permanecer deitado durante pelo menos um:1s horas, após ;1 pri- pergolide
meira dose de bromocriptina, devido à hipotensão que pode causar. i11ibidores da catecol-o-metiltra11sjerase pr:.uuipexole
entacapone ropirinole
Diagnósticos de Ente1·ma1~em PotendaJs ago11ista da dopamina
■ Deficiente mobilidade física (Indicações). bromocriptina
■ Alto risco de lesão (Indicações). · carbidopa/levodopa
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime te1~1pêutico (Ensino Doente/ levodopa
/Família). pergolide
pmmipexole
Procedimentos ropirinole

■ Na combin;1ção carbidopa/levodopa o número que se encontr:.i depois do nome do


fármaco representa a quantidade, em miligr:.uua, do fármaco respectivo. ANTIPIRÉTICOS

Ensino ao Doe11te/Familia PERH:t J'A]ll\-L\.COihGICO


Uso Geral:
■ Podem causar sonolência e tonturas. Aconselhar o doente a evitar conduzir ou outras
actividades que requeinun vigilância até que a resposta ao fármaco seja conhecida. Usados pm-a baLxar a febre de origens diversas (infecções, intlamações e neoplasias).
C38 C39

Acçiío Ger;ll e Informação:


Os antipiréticos baixam a febre interferindo no sistema de termorregulação do SNC e A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Redução da febre.
inibindo perifericamente a acção das prostaglandinas. A aspirina tem um efeito mais
intenso na função das plaquetas, quando comparado com os outros salicilatos, o ibu-
~-'. . nripi.r:_>t;co.:,; b1 ..:h.1;lü:.ii" n~·i i/uJ:; /•tí:: .... :,1·-,;f~,gi1,'.,
profeno, o cetoprofeno.
/~t!!'(f f:'i{/{;1•;.,,1e"'lfi·_·;

Conln1-lmHe1,,-iks, acetaminofeno (paracetamol) ibuprofeno


Evitar a administração de aspirina, ibuprofeno, cetoprofeno a doentes com risco de aspirina cetoprofeno
hemorragia (o risco de hemorragia é menor com outros salicilatos). A aspirina e outros salicilatos de magnesio de colina salsalato
salicilatos devem ser evitados nas crianças e adolescentes. salicilato de colina

j't·ec~ni(ÚE'.1~:

Usar com cuidado a aspirina, o ibuprofeno, o cetoprofeno nos doentes com doenças
ulcerosas. Evitar o uso permanente de doses elevadas de paracetamol.

Doses elevadas de aspirina podem deslocar outros fármacos que se ligam facilmente às Tratamento de psicoses agudas e crónicas, particularmente as que são acompanhadas
proteínas. Irritação GI aditiva com aspirina, ibuprofeno, cetoprofeno, e outros AINE. de um aumento da actividàde psicomotora. O uso de clozapina é limitado aos casos de
A aspirina, o ibuprofeno, o cetoprofeno podem aumentar o risco de hemorragia quan- esquizofrenia que não respondam à terapêutica convencional. Alguns fármacos selec-
do administrados com outros agentes que interfiram com a hemostase (anticoagulantes, cionados são usados como antihistamínicos ou antieméticos. A clorpromazina é usada
trombolíticos, antineoplásicos e certos anti-infecciosos). também no tratamento de soluços incontroláveis.

Bloqueia os receptores da dopamina cerebrais. Também altera a forma libertação e de


metabolização da dopamina. Os efeitos periféricos incluem propriedades anticolinérgi-
■ Monitorizar a temperatura; observar a presença de sintomas associados (diaforese, cas e o bloqueio adrenérgico alfa. A maior parte dos antipsicóticos são fenotiazinas,
taquicardia e mal-estar). excepto o haloperidol, que é uma butirofenona, e a clozapina que pertence a outra cate-
goria. Novos fármacos tais como a olanzapina, quetiapina, e risperidona podem provo-
car menos reacções adversas. As fenotiazinas diferem na sua capacidade de produzir
sedação (maior com a clorpromazina e a tioridazina), reacções extrapiramidais (maiores
■ Risco de alteração da temperatura corporal (Indicações). com proclorperazina e a trifluoperazina), e efeitos anticolinérgicos (maiores com a clo-
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ ropromazina).
/Família).

■ A administração com alimentos ou antiácidos pode minimizar a irritação GI (aspirina, Hipersensibilidade. Pode existir sensibilidade cruzada entre as fenotiazinas. Não devem
ibuprofeno, cetoprofeno, naproxeno). ser usados em caso de glaucoma de ângulo estreito. Não devem ser usados por doen-
■ Disponíveis em apresentação oral e rectal, assim como combinados com outros fár- tes que sofram uma depressão do SNC.
macos.

A segurança dos antipsicóticos durante a gravidez ou em mulheres que amamentam não


■ Aconselhar o doente a consultar o médico ou outro profissional de saúde, se a febre foi estabelecida. Usar com cuidado em doentes com sintomatologia de doença cardía-
não diminuir com as doses usuais, se for superior a 39,50 ºC (103ºF) ou persistir ca. Evitar expor os fármacos a temperaturas extremas. Usar com cuidado em doentes
durante mais de três dias. em estado grave ou debilitado, diabéticos, doentes com insuficiência respiratória, hiper- ,
■ Os Centros de Controlo das Doenças alertam para não se administrar aspirina a trofia da próstata ou obstrução intestinal. Podem baixar o limiar das convulsões. A clo-
crianças ou adolescentes com varicela, doenças de tipo gripal ou doenças víricas zapina pode causar agranulocitose. A maior parte dos fármacos pode causar síndroma
devido a uma possível associação com o aparecimento do síndroma de Reye. neuroléptico maligno.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - - - - - - - - - - - - - - -
C40 C41

lntel"acções: ■ Deve-se interromper a administraçào de fenotiazinas 48 horas antes e nüo reintroduzir


durante as 24 horas seguintes à mielografia, uma vez que as fenotiazinas baixam o
Hipotensão adicional com ingestão aguda ele álcool, antihipertensores ou nitratos. Os limiar das convulsôes.
anti:.ícidos podem diminuir a absorçüo. O fenobarbital pode aumentar o metabolismo e ■ PO: Administrar com alimentos, leite ou um copo cheio de água para minimizar a irri-
diminuir os efeitos terapêuticos. Depressão aditiva cio SNC no uso simultâneo com outros tação gástrica.
depressores do SNC, incluindo o álcool, os antihistamínicos, os antidepressivos, os anal- ■ Diluir a maior parte cios concentrados em 120 ml de água destilada ou água da tor-
gésicos opi:tceos ou os sedativos/hipnóticos. O lítio pode baL,ar os níveis sanguíneos e neira acidificada ou em sumo de frura, imediatamente antes de administrar.
os efeitos terapêuticos das fenotiazinas. Podem diminuir a resposta terapêutica :1 levo-
dopa. Podem aumentar o risco de agranulocitose com fürmacos para a tiróide.

lMPUCAÇÕES l'AltA A EJ\/fl!HMAGfM ■ Aconselhar o doente a tomar a medicação exactamente da forma como foi prescrita
e não falhar ou duplicar as doses. A paragem brusca da medicaçüo pode causar gas-
Mo11itori:zaçào/A,·aliarilo J11icial trites, náuseas, vómitos, tonturas, cefaleias, taquicardia e insónia.
■ Aconselhar o doente a mudar de posição lentamente para minimizar a hipotensão
■ Monitorizar o estado mental (orientaç:1o, humor, comportamento) antes e periodica- ortostática.
mente durante a terapêutica. ■ A medicação pode causar sonolência. Informar o doente que deve evitar conduzir ou
■ Monitorizar a pressão arterial (sentado, de pé, deitado), o pulso e o ritmo respiratório
omras actividades que requeiram vigilância até que seja conhecida a resposta ao tra-
antes e frequentemente durante o período de ajuste da posologia.
tamento.
■ Observar o doente com atenção quando administrar a terapêutica para se certificar
■ Alertar o doente para evitar o consumo ele álcool ou outros depressores do SNC em
que ele toma os f:.írmacos e não os pôe de parte.
■ Monitorizar o início ele acatisia (nervosismo/agitaç:1o ou desejo de permanecer em
simultâneo com esta medicação.
■ Ensinar o doente a usar protector solar e a usar vestuário adequado quando se expu-
movimento) e os efeitos laterais extrapiramidais <parki11sú11icos - dificuldade em falar
ou deglutir, perda de equilíbrio, movimentos do tipo -fazer rolar um comprimido ser ao sol para evitar reacçôes ele fotossensibilidade. Temperaturas extremas também
entre os dedos", máscaras faciais, marcha arrastada, rigidez, tremores; distu11it1s - devem ser evitadas, porque estes fármacos prejudicam o sistema ele regulação ténni-
espasmos musculares, movimentos torcionais, tiques, incapacidade de mover os ca do organismo.
olhos, falta de força nas pernas e nos braços), de 2 em 2 meses durante a terapêuti- ■ Avisar o doente que a acrivicbde física, uma alimentação com alimentos ricos em fibras
ca e 8-12 semanas após a terapêutica ter terminado. Os efeitos parkinsónicos s:1o mais e a ingestão de líquidos ajuda a minimizar a obstipação causada por estes fünnacos.
frequentes nos doentes geriátricos e as distonias são mais frequentes nos doentes ■ Aconselhar o doente a fazer bochechos frequentes com água, uma boa higiene oral
jovens. Transmitir ao médico ou a outro profissional de saúde se estes sintomas ocor- e a mastigar pastilhas ou rebuçados sem açúcar para ajudar a aliviar a secura da boca.
rerem porque poderá ser necessário reduzir ou parar o tratamento. O tri-hexifenidilo ■ Antes de um tratamento ou cirurgia, aconselhar o doente a transmitir o esquema tera-
ou a difenidramina podem ser usados no controlo destes sintomas. pêutico ao médico, ao dentista ou a outro profissional de saúde.
■ Monitorizar o aparecimento de discinésia tardia (movimentos rítmicos descontrolados ■ Enfatizar a imponância ela realizaçfo de consultas de vigilância e das sessôes de psi-
da boca e elas extremidades, estalidas com lábios; intlar as bochechas; mastigaç:1o coterapia como lhe foi indicado.
clescontrolacla, movimentos dpiclos ou onclulatórios da língua). Avisar imediatamen-
te o médico ou outro profissional ele saúde se estes sintomas surgirem porque estes Avalia(ilo d:i Ffidcia Ternpc',.lika
efeitos laterais podem ser irreversíveis.
■ Monitorizar o aparecimento do síndroma neuroléptico maligno (febre, dificuldade
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminuição do comporta-
respiratória, taquicardia, convulsôes, diaforese, hipertens:lo ou hipotensüo, palidez,
cansaço, rigidez muscular grave, perda do controlo da bexiga). Avisar imediatamen- mento de excitaçüo, paranóia de privação ■ Alívio do mal estar sentido pelas náuseas
te o médico ou outro profissional de saúde se estes sintomas surgirem. e vómitos ■ Alívio dos soluços descontrolados.

Diagnósticos de Enfermagem Potenciai.,; Antipsicótkos indnido,, no Cnfrr /",11'111r1Coí6gico


/JIINI J,,'1(/i'l'JJ/l'Íl'OS
■ Alte1~1ção do processo de raciocínio (Indicaçôes).
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino Doente/ outros
/Família). Fe1rotiazi11as
clorpromazina clozapina
■ N:1o ades:1o ao regime terapêutico (Ensino ao Doente/Família). olanzapina
pnidoropromazina
quetiapina
Procedimentos tioricbzina
tritluoperazina risperidona
■ Wormação geral: Manter o doeme deitado pelo menos 30 minutos após a admi-
nistração parentérica para minimizar os efeitos de hipotensfo. butirofe11011a
■ Para prevenir dermatite de contacro evitar o contacto dos produtos com as m(1os. haloperidol
C42 C43
ANrnrnE.mU<!Íil.lC<lS
■ Risco ele infecções (Indicações)
■ Defice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
/Família)
H,o w·1':II: ■ Não adesão à terapêutica (Ensino ao Doente/Família)
O objectivo da terapêutica antirretrovírica no tratamento da infecção por HIV é o de
aumentar a contagem de células CD4 e diminuir a carga virai. Quando atingido este
objectivo, resulta geralmente na progressão lenta da doença, aumento da qualidade de ■ Administrar a medicação ligorosamente à hora prevista.
vida, e diminuição das infecções oportunistas. O uso perinatal destes fármacos também
previne a transmissão do víms ao feto. A profilaxia pós-exposição com antirretrovíricos,
é também recomendada.
■ Instruir o doente a tomar a medicação exactamente como lhe foi indicado, rigorosa-
mente a horas, mesmo que o sono seja interrompido. Enfatizar a importância ele cum-
A.cçiio geral e /nfot·maç:in: prir a terapêutica, ele não tomar mais cio que a quantidade prescrita, e ele não inter-
Devido ao rápido aparecimento de resistências e de toxicidades em cada um dos fár- romper a medicação sem consultar um profissional de saúde. As tomas que forem
macos, a infecção por HIV é quase sempre tratada através da combinação de fármacos. esquecidas elevem ser repostas assim que for detectaclo o esquecimento, a não ser que
A selecção dos fármacos e as doses usadas são baseadas nas toxicidades individuais, seja no momento da toma ela dose seguinte; o doente não eleve duplicar a dose na
doenças subjacentes em sistemas ele órgãos, outras terapêuticas simultâneas, e severi- mesma toma. Informar o doente que os efeitos a longo prazo são ainda desconhecidos.
dade da doença. São usadas várias combinações; podem ser usados simultaneamente ■ Informar o doente que os antirretrovíricos não devem ser partilhados com outros
mais do que 4 fármacos. Mais de 100 fármacos estão actualmente a serem testados, para doentes.
■ Informar o doente que a terapêutica antirretrovírica não cura a infecção por HIV e
além daqueles que já foram aprovados pela FDA.
não reduz o seu risco de transmissão através de contacto sexual ou contaminação
sanguínea. Prevenir o doente que deve usar presetvativo durante qualquer contacto
sexual e evitar partilhar seringas ou doar sangue, para prevenir a transmissão do vírus
ela SIDA a outros.
Hipersensibilidade. Devido à toxicidade altamente variável entre fármacos, ver as mono- ■ Aconselhar o doente a evitar tomar qualquer prescrição ou medicação de venda livre
grafias individuais para informação mais específica. sem consultar um profissional ele saúde.
■ Enfatizar a importância ele efectuar regularmente exames de acompanhamento e con-
Pn:c;m~·ões: tagens sanguíneas para determinação do progresso e monitorização de efeitos laterais.

Muitos fármacos requerem alterações devido à insuficiência renal. Os inibidores de pro-


teases podem provocar hiperglicemia, devendo ser usados com precaução em doentes
diabéticos. Os hemofílicos podem também estar submetidos aos riscos de hemorragias A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: Decréscimo ela carga virai e
quando tomam inibidores de proteases. Ver monografias individuais para informação aumento da contagem de CD4 em doentes com HIV.
mais específica.
.-\J!tl{i,l'l':i:'li'{)·t.-it·Jt·.x.;;.,; l,;;clt!Í{1,ir.~; r7<} ~\'11ilt
,lim•r, .l:';1_fi;r111eÍ!·n,:
lnleraq;i'ies:
Existem muitas interacções significativas entre os antirretrovíricos. São afectaclos por fár- inibidores não-nucleosídicos inibidores de proteases
macos que alteram o metabolismo; alguns afectam, per se, o metabolismo. Ver fármacos da transcrlptase reversa indinavir
individuais. delavirclina nelfinavir
efavirenz ri tona vir
nevirapina saquinavir
inibidores nucleosídicos
,\pl'(Tia1_':lt• da transcriptase reversa
clidanosina
■ Avaliar, nos doentes, alterações da severidade dos sintomas cio HIV e procurar sinto- lamivuclina
mas ele infecções opo1nmistas durante a terapêutica. stavudina
■ Considerações laboratoriais: Monitorizar a carga virai e a contagem ele células CD4 zalcitabina
antes e regularmente após a terapêutica. ziclovuclina

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - - - - - - - - - - - - - - -
C44

ANT!TH?IHDEOS Di,lJ(ilÚ~tko,; de Enfermag('m Pot,."nchi,;


■ Défice ele conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
PERFIL MHMACOLÓGICO /Família).

ll~o Cera!, l'n>cedimenfOs


Usados no tratamento do hipertiroidismo de origens variadas (doença de Grave, bócio ■ Misturar solu~·ões com iodetos num copo cheio de sumo de fruta ou leite. Administrar
multinodular, tiroiclite e crise de tireotoxicose l em crianças, mulheres grávidas e outros apôs as refeições para minimizar a irritaçüo Gl.
doentes nos quais não se suspeita ele hipertiroiclismo permanente. Estes agentes são
também utilizados na fase preparatória elo doente que vai ser submetido a tiroiclectomia
ou nos doentes em que uma tiroiclectomia é contra-indicada. Os bloqueadores adre- Ensino ao Dnente/Família
nérgicos beta (propranololl são por vezes usados no controlo ela sintomatologia (taqui-
■ Informar o doente que deve tomar a meclicaç;1o exactamente da maneira que lhe foi
cardia e tremores) em conjunto com antitiroicleos, mas não têm efeito sobre o estado da
indicada. O facto de n.lo tomar os fármacos pode precipitar o hipertiroidismo.
tiróicle. O iodo e os iocletos são também usados como protectores ela radiação.
■ Aconselhar o doente a obter a informaçüo elo médico ou outro profissional de saúde,
sobre os alimentos que contêm iodo (sal iodado, mariscos, couves, nabos).
Ac,iio geral e 1nformaçiw: ■ Aconselhar o doente a transportar sempre consigo uma identificaç,lo e clescriç.lo cio
es~1uema terap~l~ti~o e, a transmiti-lo ao médico, dentista ou outro profissional ele
Inibem a formaçüo ela hormona tiroicleia (iodo) ou inibem a oxidação do iodo (o meti-
saude antes de 1111c1ar um tratamento ou ciruroia
mazol e o propiltiouracilol. ■ Enfatizar a importância ela realização dos ex;m~s de vigilância para avaliaç,1o elos
progressos e ocorrência ele efeitos laterais. ·
Contra-Indic;1çiks:
A\·afü1<;ào da lEfidci:i Terapêmk;1
Hipersensibilidade. Depressão prévia ela medula óssea.
A eficácia da ter~pê~ti~a- pode ser demonstrada por: ■ Diminuição ela gravidade
dos smtomas ele h1pert1ro1cl1smno ■ Diminuição da vascularizaç.1o e friabilidade ela tirôi-
Precauçôe~;:
cle antes da preparação pré-operatória ■ Protecç.lo ela glâncluÍa tiroideia durante situa-
Usar o metimazol com cuidado nos doentes com depressão da reserva ela medula óssea. ções de emergência relacionadas com radiação.

Interaq'Ões: Antitiroideus incluídos no Guia Farnwco/ôoico


para E1!/i•r111eiros
.~
O lítio pode provocar deficiências na tiróicle e interferir com a resposta ã terapêutica
com antitiroicleos. As fenotiazinas podem aumentar o risco ele agranulocitose. metimazol propiltiouracilo
iodeto ele potássio, soluç.lo saturada ele iodo soluç,lo ele iodo, forte
IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM

Monitorizaçiio/ Avaliaç:10 hlicial ANTHUBERCl lLOSOS


■ Informação Geral: Monitorizar a resposta elos sintomas ele hipertiroidismo ou ele PERFIL fARMACOJ,ÓGICO:
tireotoxicose (taquicardia, palpitações, agitação, insónia, febre, cliaforese, intolerância
ao calor, tremores, perda de peso, diarreia). l.lso Geral:
■ Monitorizar os sinais ele hipotiroiclismo (intolerância ao frio, obstipação, pele seca,
cefaleias, apatia ou astenia). Pode ser necessário reajustar a posologia. Usaclt'.s _no tratamento e prevenção da tuberculose e doenças causadas por outras mi-
■ Monitorizar o aparecimento ele erupção cutânea ou o aumento ele volume dos gân- cobatenas, mdumclo --mycubacteri11111 m•i11111 complex·· (iv!AC), que se encontra sobre-
glios linfáticos cervicais. O tratamento pode ter que ser interrompido se ocorrer tal tudo em doentes HIV. A combinação ele vários fármacos é utilizada no tratamento ela
situação. tt'.berculose '.1ctiva para diminuir rapidamente a situaç.lo infecciosa e retardar ou preve-
■ Monitorizar as funções ela tiróicle antes e periodicamente ao longo da terapêutica. o
mr apare~·1me1110 ele resistências. Em determinadas situações, podem ser usados regi-
■ Iodetos: Avaliar os sinais ou sintomas de ioclismo (paladar metálico, estomatites, mes mternutentes (duas vezes por semanal. A estreptomicina é também usada como um
lesões cutâneas, sintomas gripais, distúrbio GI grave) ou anafilaxia. Transmitir ime- antituberculoso. Os fármacos anti-infecciosos, azitromicina e daritromicina, s.lo úteis na
diatamente ao médico ou a outro proi"issional de saúde o aparecimento destes preven1)0 e tratame_nto ela doença por MAC. A rifampina é usada na prevençüo da
sintomas. menmg1te menmgococ1ca e na doença por Haemopbilus i11Jl11e11za tipo b.
C46 C47

1kç:,o ,;Na!(' ln/{)J'lll\il.''.Íli:

Mata (tuberculocida) ou inibe o crescimento (tuberculostático) da micobactéria respon- A eficácia da terapêudca pode ser demonstrada por: ■ Resolução dos sinais e sin-
sável pela tuberculose. Excepto no caso da profilaxia, em que a .isoniazi?a ~ usada iso- tomas de tuberculose ■ Testes culturais da expectoração negativos.
ladamente, a terapêutica necessita de associação de duas ou mats substancias.
.'·,.1H;in~H:f ....'id~~so~.:; i,H:luido:; ·i1•ii (;~•ti:, fil;'JHdi'l,,iú,i.:u ~;
iím'll Fnfrn111'i1·os
Hipersensibilidade. Doença hepática grave.
Etambutol Rifampina
Isoniazida Rifapentina
Pirazinamida
Usar com cuidado em doentes com história de doença hepática: em doentes idosos ou
debilitados. A administração de etambutol requer acompanhamento oftalmológico. Não
foram estabelecidos os riscos de administrar estes fármacos a mulheres grávidas ou a
amamentar, no entanto certas substâncias já foram usadas sem ocon-ência de efeitos laie-
rais no feto. A colaboração do doente é necessária para se obter os melhores resultados.

}Hl{'l'.ll\'Ôt',;:

A isoniazida inibe o metabolismo da fenitoína. A rifampina provoca uma diminuição Usados para atenuar a sintomatologia da tosse de origens diversas incluindo as infec-
significativa dos níveis de saquinavir (esta combinação deve ser evitada). ções das vias respiratórias superiores. Não devem ser usados de forma permanente.

Os antitússicos (a codeína, o dextrometorfano, a difenidramina, a hidrocodona e a


hidromorfona) suprimem a tosse através de mecanismos centrais. O benzonatato dimi-
■ Devem ser realizados estudos e testes de susceptibilidade da micobactéria antes e nui a tosse através de uma acção anestésica local. A tosse produtiva não deve ser supri-
periodicamente durante a terapêutica para detectar possíveis resistências. mida, a não ser que impeça o sono ou as actividades diárias. Aumentar a ingestão de
■ Avaliar periodicamente no decorrer da terapêutica os sons pulmonares, as caracterís- líquidos é provavelmente o melhor meio de fluidificar a expectoração, diminuindo a vis-
ticas e a quantidade de expectoração. cosidade das secreções para que elas possam ser mais facilmente mobilizadas.

■ Alto risco de infecção (Indicações). Hipersensibilidade.


■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
/Família).
■ Não adesão ao regime terapêutico (Ensino ao Doente/Família).
Usar com cuidado nas crianças. Não devem ser usados por períodos prolongados a não
que seja se indicado pelo médico ou por outro profissional de saúde.
■ Se ocorrer in-itação GI a maior parte dos fármacos pode ser administrada com ali-
mentos ou antiácidos.
Os antitússicos de acção central podem provocar depressão aditiva do SNC quando
administrados em simultâneo com outros depressores do SNC.
■ Informar o doente acerca da importância de continuar a terapêutica, mesmo depois
dos sintomas terem diminuído.
■ Enfatizar a importância das consultas e exames de rotina para serem avaliados os pro-
gressos e a existência de efeitos laterais.
■ Informar os doentes que tomam rifampina que a saliva, a expectoração, os suores,
as lágrimas, a urina e as fezes podem ficar vermelho-alaranjado/vermelho-acastanha- ■ Avaliar a frequência e origem da tosse, os sons pulmonares, e a quantidade e tipo de
do, e que as lentes de contacto podem ficar definitivamente coradas. expectoração produzida.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - - - - - - - - - - - - -
C48
C49

Diagnósticos de Enfermagem Potenciais nificativa contrn o organismo incluem a amoxicilina, a claritromicina, o metronidazol e
a tetracidina. Os sais de bismuto também têm uma actividade anti-infecciosa contra a
■ Deficiente permeabilidade das vias respiratórias (Indicações). H. pylori. O tratamento pode incluh" 2 anti-infecciosos mais um inibidor da bomba de
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ protões gástrica 0ansoprazol, omeprnzol) ou 3 anti-infecciosos ou 3 anti-infecciosos
/Família) mais um inibidor da bomba de protões gástrica.

Procedimentos REGIMES PARA ERRADICAÇÃO H. PYLORI


■ Excepto contra-indicações, manter a ingestão de líquidos de 1500-2000 mi, para dimi- POSOLOGIA
REGIME
nuir a viscosidade das secreções brônquicas.
Omeprnzol 40 mg lx/di;.1 no lll di.1, dt'pois 20 mg lx/Llii.1 dur::mtt' 2 sem:.1m1s
Ck,ritn,midna 500 mg 3 x/dia durJnte 2 semanas
Ensino ao Doente/família
drrJro de hismum de r:.mitidina 400 mg 2x/dia durJnte .j semanas
■ Ensinar o doente a tossir de forma eficaz, sentar-se bem direito e resph~tr profunda- d;1ricn,micim1 íOO mg 3x/tli:1 dur:.mte l seman:.1s
mente algumas vezes antes de tossir. metnmid:.1Z<1I 1í0 mg 4x/di:.i (às refeic;ôes e ao deitar) dunmte 2 semam1s
■ Aconselhar o doente a evitar factores irritantes para diminuir a tosse <fumo de cigarros, lt'tr.tddina iO(l mg 4x/dia (às reft'içôes e ao deitar) dur:mtt' 2 semanas
fumos e pós). Humidificar o ar ambiente, golos frequentes de água e rebuçados sem subsalkilat,, de hismut<> i2i mg -i x/dia (às refei~·flt!'S e an deimr) dur::mte 2 sem.im1s
açúcar podem também fazer dhninuir a persistência da tosse irritativa e seca. , lansopr.tznl 30 mg,'dkl dur:.mre 2 St'man:.1s
■ Ensinar o doente a evitar o consumo simultâneo de álcool ou de depressores do SNC. ,.-k1ritn1111idm1 500 mg 2x/dia dur.mte 2 sem:.mas
■ Podem causar tonturas e sonolência. Avisar o doente que deve evitar conduzir ou anmxidlim1 1 g 2x/dia dur:mre 2 senttnas
outras actividades que requeiram vigilância até que se tenha conhecimento da res- kmsc1pr.1zul 30 mg/di:1 e.Imame 2 semanas
posta ao tratamento. . amc1xkilin:.1 l g 3xítlfa durante 2 semanas
■ Alertar o doente que a tosse que dure mais de uma semana ou que se1a acomp:_mh:1da
de febre, dores pulmonares, cefaleias persistentes ou enipções cutâneas justificam a
atenção médica. Outros fármacos empregues no tratamento das úlceras gastroduodenais visam neutrali-
zar o ácido gástrico (antiácidos), diminuir a secreção gástrica (antagonistas H2 da hista-
Avaliação da Eficácia Tempêutica mina, lansoprnzol, o misoprostol, omeprazol) ou proteger a superfície da úlcera e
evitar agravamento da situaç,io (o misoprostol, o sucralfato). Os antagonistas dos recep-
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminuição d:1 frequência e tores H2 da histamina inibem de forma competitiva a acção da hist:nnina nos recepto-
intensidade da tosse sem eliminar o reflexo de tosse no doente. res H2, localizados principalmente nas células parietais gástricas, provocando assim
uma inibição da secreção do ácido gástrico. O misoprostol diminui a secreção de ácido
Antitüssicos incluídos no Guia Farmacol6gico gástrico e aumenta a produção da mucosidade protectora. O omeprazol e o lansopra-
JJart1 E1!fermeims zol impedem o transporte de iões de hidrogénio para o lumén gástrico.

Benzonatato Difenidramina
Codeína Hidrocodona
Hidromorfona Hipersensibilidade.
Dextrometorfano

ANTlUlU:ROSOS
Em caso de insuficiência renal e nos doentes idosos, a maior parte dos antaoonistas H,
PEllFU. f,\RMAO.HÚGICO requer uma redução da posologia. Os antiácidos que contêm magnésio dev;m ser usa:
dos com cuidado em doentes com insuficiência renal. O misoprostol deve ser usado cui-
lJso Geral: dadosamente em mulheres em idade fértil (potencialmente grávidas).

Tratamento e profilaxia das úlceras pépticas e situações de hipersecreçào gástrica tais como
o síndroma de Zollinger-Ellison. Os antagonistas dos receptores H2 da histamina e o ome-
prazol são também empregues no tratamento da doença de refluxo gastroesofügico. Os antiácidos que contêm cálcio e magnésio provocam um;1 diminuição da absorção da
tetraciclin:1 e das tluoroquinolonas. A cimetidina inibe a capacidade do fígado de meta-
holizar diversos fármacos, aumentando assim o risco de toxicidade da varfarina, dos
Aci:iio Geral e 1nfo1·maçiio:
antidepressivos tricíclicos, da teofilina, do metoprolol, da fenitoína, do propanolol e da
A maior parte das úlceras pépticas provêm de uma infecção gastrointestinal causada por lidocaína. O omeprazol diminui o metabolismo da fenitoina, do diazepam e da varfa-
He/icobacter pylori, ocorrendo uma diminuição da sintomatologia e da sua recorrência, rina. Todos os fármacos que aumentam o pH gástrico diminuem a absorção do ce-
se houver uma erradicação do organismo. Os anti-infecciosos com uma actividade sig- toconazol.
C50
C51
IMPLICÇÔES PARA A ENFERMAGEM Fnsino ao Doente/l;amma
Monitorização/Avali:u;~o Inkial ■ Informa__çã~ Geral: Instruir o ~oente a tomar a medicação como indicado ao longo
■ Informação Geral: Avaliar rotineiramente a existência de dores epigástricas ou da terapeunca, mesmo se sentir melhoras. Em caso de esquecimento de uma das
abdominais assim como de sangue visível ou oculto nas fezes, emése, ou suco gás- doses, deverá tomá-la de imediato excepto, se for a altura da próxima dose. Não
duplicar doses.
trico. .
■ Antiácidos: Avaliar a existência de pirose e de digestão dilkil assim como a locali- ■ Aconselhar o doente a evitar o consumo de álcool, de produtos que contenham aspi-
zação a duração, as características e os factores que precipitam as dores gástricas. rina, AINE's, e alimentos que possam agravar a irritação GI.
■ Antagonistas H2 da lústamina: Avaliar frequentemente os sinais de confusão nos ■ Aconselhar o doente a notificar imediatamente o médico ou outro profissional de
doentes idosos e nos doentes gravemente doentes. Avisar imediatamente o médico saúde, se as fezes aparecerem escuras ou com aspecto de alcatrão.
ou outro profissional de saúde se ocorrer essa situação. . , .
■ Mlsoprostol: Avaliar a possibilidade de gravidez nas mulheres em idade ferul.
■ Informar o doente que a cessação dos hábitos tabágicos pode ajudar a prevenir o rea-
parecimento de úlceras duodenais.
A medicação é normalmente iniciada no segundo ou terceiro dia do período mens-
trual, e depois de duas semanas de tratamento faz-se a análise para confirmar que ■ Antiácidos: Alertar o doente que deve consultar o médico ou outro profissional de
está negativo. saúde antes de tomar antiácidos durante mais de 2 semanas ou se o problema rea-
■ Considerações laboratoriais: Os Antagonistas H2 da bistamina antagonizam os parecer. Aconselhar o doente a consultar o médico ou outro profissional de saúde se
efeitos da pentagastrina e da histamina durante o teste às secreções gástricas. Evitar não sentir melhoras ou se ocorrem sintomas de hemorragia gástrica (fezes escuras
a sua administração durante as 24 h que precedem o teste. aspecto de alcatrão, emése tipo "borra de café"). '
■ Pode provocar falsos negativos nos testes cutâneos com extractos de alergenos. ■ Mlsop~ostol: Enfatizar o facto de que partilhar este fármaco com outra pessoa pode
A administração destes fármacos deve ser interrompida nas 24 h antes do exame. ser pengoso.
■ Informar o doente que o misoprostol pode provocar aborto espontâneo. As mulhe-
res em ida~e fértil devem ser in!ormadas deste facto oralmente e por escrito e devem
usar um metada de contracepçao durante a terapêutica. Se houver suspeita de gravi-
■ Dores (Indicações). dez, a mulher deve parar de tomar o misoprostol e notificar imediatamente o seu
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ médico.
/Família).
■ Sulcralfato: Aconselhar o doente a continuar com a terapêutica durante 4-8 semanas
f'nlce1limcntos mesmo se sentir melhoras, para garantir a cicatrização da úlcera. '
■ ~conselhar o doen!e a aumentar a quantidade de líquidos ingeridos e de alimentos
■ Antiácidos: Os antiácidos provocam uma dissolução e absorção prematura dos com-
ncos ~m fibras assim como o exercício físico, para prevenir a obstipação induzida
primidos entéricos revestidos e podem interferir com a absorção de outros fármacos pelo fármaco.
orais. A administração de antiácidos e outros de fármacos orais deve ser espaç-.ida
pelo menos uma hora.
■ Agitar muito bem as preparações líquidas antes de serem administradas. Após a admi- ,\.valim;ão fia fü'kária 'frrapêufü:a
nistração o doente deve ingerir água para garantir a passagem da substância até ao
estômago. As formas de apresentação líquidas ou em pó são consideradas mais efi- A ~cácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminuição das dores e irri-
cazes do que as mastigáveis. taçao GI .■ Prevenção da irritação gástrica e da hemorragia ■ A cicatrização das úlceras
■ Os comprimidos mastigáveis devem ser mastigados muito bem antes de deglutidos. duoden~IS pode ser comprovada por uma radiografia ou endoscopia. A terapêutica com
A sua administração é seguida pela ingestão de meio copo de água. ant~g~ms~a~ H2 de~e durar pelo menos durante 6 semanas, a partir do episódio inicial
■ Administrar 1 e 3 h depois das refeições e ao deitar para obtenção dos efeitos antiá-
cidos máximos.
■ Duu~nu1~0 ?ºs smt~n~as da doença do refluxo gastroesofágico ■ Aumento do pH da
secreçao gastnca (ant1ac1dos) ~ :reven~~ de úlceras gástricas nos doentes que rece-
■ Mlsoprostol: Administrar às refeições e ao deitar para reduzir a gravidade das diar- bam, de forma permanente ant1-mflamatonos (unicamente o misoprostol).
reias.
■ Pantoprazol, Rabeprazol, Omeprazol e Jansoprazol: Administrar antes das refei-
ções, de preferência de manhã. As cápsulas devem ser deglutidas inteiras; não as r1fin:ict):,; a1HiH!cerü~;o'.< h1ch1~dn:; no (/nin F11rnNN:nli~i;i.rD
abrir, esmagar ou mastigar. Podem ser administrados em simultâneo com antiácidos. t>arn f.:!/l-'i'JJU..Jir,;s
■ Sucralfato: Administrar em jejum, uma hora antes das refeições e ao deitar. Não
esmagar ou mastigar os comprimidos. Agitar bem as suspensões antes de as admi- AnUácidos Anti-infecciosos
nistrar. Se for necessário recorrer à administração nasogástrica, consultar o farmacêu- Hidróxido de alumínio
Amoxicilina
tico pois a capacidade do sucralfato se ligar às proteínas faz com que se forme uma Magaldrato
Subsalicilato de bismuto
concreção calculosa, quando é adminisu-ado com alimentos entéricos e outros fár- Hidróxido de magnésio/hidróxido de alumínio
macos. Claiitromicina
Bicarbonato de sódio
Metronidazol

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - ·-- - - - - - .·.· .... : .
...
-- --
C52 C53

Antagonistas dos receptores Oia~nfüaicos de l~nftJ"magcm Potenciais


Inibidores da bomba de protões
gástrica H2 da bistamina ■ Alto risco de infecções (Indicações).
Lansoprazol Cimetidina ■ Alternçào da integridade cutânea <Indicações).
Omeprazol Famotidina
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
Nizatidina
Pantoprazol /Família).
Ranitidina
Rabeprazol
Outros Pr(1crflimentos
Misoprostol
Sucralfato ■ A maior parte dos antivíricos devem ser administrados de forma repartida pelas 24h,
para o fármaco ser mantido a um nível sanguíneo terapêutico.

Ai'.rnvüm:os

■ Informar o doente que tem de continuar a tomar a medicação de forma repartida


pelas 24h até ao fim do tratamento, mesmo no caso de sentir melhoras.
llsn Cn:;I, ■ Informar o doente que os antivíricos e os antin-etrovíricos não evitam a transmissão
o aciclovir o fanciclovir e o valaciclovir são utilizados no tratamento das infecções por dos vírus a outras pessoas. Deve-se tomar as devidas precauções para evitar a pro-
herpes. O '.,cidovir também é usado no tratamento da varicela. O zan~mi~ir_é usad? pagação do víms.
primariamente na prevenção de infecções pelo vírus _111/luenza _A. O c1dot?v1!, ganc1- ■ Instruir o doente a forma correcta de aplicar soluções tópicas ou oftalmológicas.
clovir e o foscarnet são usados no tratamento da retm1te por c1tomegalov1rus (CMV). ■ I11~truir o doente a notificar um profissional de saúde se os sintomas não melhorarem.

Ac,;;ío f,,·rnl e lnforn1:1.;iin:


A maioria dos fármacos inibe a replicação virai. A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Prevenção ou resolução elos
sinais e sintomas da infecção vírica. O tempo necessário parn a resolução completa,
depende do organismo e local de infecção.
Cot1tra-111dica,;:ôes:
Hipersensibilidade anterior.
~-~üli;; ~f!~( 1S/:uHir1'(c•íTo\<dc1,::.: j~v 1H!d1,~~ nu. 1°i!hí r'•1.'J·1iJ: n~JL~i):.,~
( 1ti}'í! °H:~j'eJ•jJU'il'OS
Precauções:
Todos os fármacos, excepto o zanamivir, requerem ajustamento da posologia parn os ai1tivírlcos foscarnet
casos de insuficiência renal. O aciclovir pode provocar insuficiência renal. O acidovir acidovir ganciclovir
ciclofovir valaciclovir
pode causar toxicidade no SNC. O foscarnet aumenta o risco de convulsões.
famciclovir zanamivir

lnteracçôcs:
O aciclovir pode ter efeitos tóxicos aditivos no SNC e no rim. Quando usados com fár-
macos que provocam reacções adversas similares.

IMPLICAÇÕES PARA A ENFEllMAGEM

Monitorização/ Avaliação Inicial Usados no tratamento da obstrução reversível das vias respiratólias provocada pela
asma ou ~POC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica). Em recomendações, recente-
■ Informação Geral: Avaliar os sinais e _sintomas de infecção antes e no decorrer da n!e?te rev1~tas, p~rn o :ratamento da asma recomenda-se que os agonistas beta de acção
terapêutica. rap1da por malaç:10 (nao o salmeterol) sejam reservados para o alívio de agudo do bron-
■ Oft.: Avaliar a existência de lesões oculares antes e diariamente ao longo da tera- cospasmo; o uso repetido ou crónico indica a necessidade adicional ele fármacos de
pêutica. controlo a longo-prazo, que incluem os corticosteróides de inalação, estabilizadores dos
■ Tópico: Avaliar a existência de lesões antes e diariamente ao longo da terapêutica. mastócitos, broncodilarndores de acção prolongada (teofilina oral ou agonistas beta) e
C55
C54
modificadores dos leucotrienos (montelucaste, zafirlucaste). O papel do novo fármaco
zafirlucaste ainda não foi estabelecido•. ■ Administrar o fármaco repartido pelas 24h para manter os níveis plasmáticos tera-
pêuticos.
An;ão Geral e Informa,;Õc';..:
Os agonistas adrenérgicos beta (adrenalina, isoprenalina, metaproterenol, pirbuterol ter-
butalina e salbutamol) provocam uma broncodilatação estimulando a produção do
monofosfato de adenosina cíclico. Substâncias recentes (salbutamol, metaproterenol, ■ Enfatizar a importância de tomar apenas as doses prescritas e nos intervalos de
pirbuterol e terbutalina) são relativamente selectivas paras os receptores pulmonares tempo indicados.
(beta 2) enquanto que as mais antigas provocam uma estimulação cardíaca (efeitos adre-
nérgicos beta 1) em adição ã broncodilatação. O início rápido de acção permite o seu ■ Encorajar o doente a beber as quantidades adequadas de líquidos (mínimo 2000 mi/
uso no tratamento de crises agudas, com excepção do salmeterol, que tem um início de dia) para diminuir a viscosidade das secreções das vias respiratórias.
acção retardado. Os inibidores das fosfodiesterases (aminofilina, difilina, oxtrifilina e a ■ Aconselhar o doente a evitar a administração de medicamentos de VL para a tosse,
teofilina) inibem a metabolização da adenosina. O ipratrópio é um composto anticoli-
gripe ou produtos indicados para melhorar a respiração, sem consultar o médico, o
nérgico que provoca uma broncodilatação pelo bloqueio da acção da acetilcolina nas
vias respiratórias. O montelucaste o zafirlucaste, são modificadores dos leucotrienos. Os farmacêutico ou outro profissional de saúde e a diminuir consideravelmente a inges-
leucotrienos são componentes da substância de anafilaxia A de reacção lenta (SRS-A), a tão de alimentos ou bebidas que contenham xantina (cola, café e chocolate) pois
qual pode ser a causa do broncospasmo. estes podem aumentar os efeitos laterais e provocar arritmias.
■ Avisar o doente que deve evitar fumar e contactar com outros agentes irritantes para
Conti-a-lndicações: as vias respiratórias.
Hipersensibilidade aos fármacos, conservantes (bissulfitos), ou propelentes utilizados na
■ Ensinar o doente a utilizar correctamente o inalador com doseador (ver Apêndice I).
formulação. Evitar o seu uso em caso de arritmias não controladas.
■ Aconselhar o doente a contactar imediatamente o médico ou outro profissional de
Precmu,;ões: saúde, se a dose normalmente prescrita não provocar os efeitos desejados, se os sin-
Usar com cuidado em doentes diabéticos, com doença cardiovascular ou hipertiroidismo. tomas se agravarem depois do tratamento ou se ocorrerem efeitos tóxicos.
■ Os doentes que estiverem a usar outro fármaco por inalação simultaneamente com
lnteracções, broncodilatadores devem ser aconselhados a utilizar primeiro o broncodilatador e a
A eficácia da terapêutica pode ser antagonizada pelo uso simultâneo de bloqueadores aguardar 5 min antes de inalar o outro fármaco, a não ser que tenha sido indicado
adrenérgicos beta. Provocam efeitos simpaticomiméticos aditivos quando administrados pelo médico ou outro profissional de saúde.
com outros fármacos adrenérgicos (simpáticos), incluindo vasopressores e desconges-
tionantes. Os efeitos cardiovasculares podem ser potenciados pelo uso sinmltâneo de
antidepressivos e !MAO. Arnlia,:ão d:1 F.ficiicia Tempêntk:;
A eficácia da terapêutica pode ser demostrada por: ■ Diminuição dos broncospas-
IMPUCAÇÕES PA1tf\. A F.Nl•F.RMt\GF.M mos ■ Respiração melhorada.

Monitot"ização/ Avaliaçiio Inicial


Bnmcodila,adores induídos 110 (inia Fín·macof.í,~Jco
■ Monitorizar a pressão arterial, a pulsação e respiração, a auscultação pulmonar e o paru F11fermeiros
aspecto das secreções antes e durante a terapêutica.
■ Nos doentes com antecedentes de problemas cardiovasculares devem ser avaliadas as
ago11tstas adrenérgicos beta i11ibidores da Josfodiesterase
modificações no ECG e a ocorrência de dores torácicas. aminofilina
adrenalina
metaproterenol difilina
Diagnústkos de "E:nfrrmagem l\m'nd,,L oxitrifilina
pirbuterol
■ Deficiente permeabilidade das vias respiratórias (Indicações). salmeterol teofilina
■ Intolerância à actividade tisica (indicações). terbutalina
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ salbutamol anticolinérgicos
/Família) ipatrópio
ar1tagonistas dos leucotrienos
montelucaste
•oestaques do relatório 2 do painel de peritos: Normas par, o diagnóstico e tr,tamento da asma. Publicação do
NIH n• 97-4051A. Maio de 1997.
zafirlucaste

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - -
C56
-- - -- C57
--
■ Antídoto dos agentes bloqueadores neuromusculares não-despolarizantes:
COLINÉRGiCOS Monitorizar a reversão dos efeitos dos bloqueadores neuromusculares não-despolari-
zantes com um estimulador dos ne1vos periféricos.
rmmL FARMACOLÓGICO
■ Retenção urinária: Monitorizar o balanço hídrico. Fazer a palpação do abdómen e
avaliar a distensão da bexiga. Pode ser necessário recorrer à algaliação para contro-
Uso Geral: lar a urina residual.
Usados no tratamento da reten~'ào urinária não obstrutiva (betanecoll, e no diagnóstico ■ Glaucoma: Monitorizar a ocorrência de alterações visuais, ÍITitaç:1o ocular e cefaleias
e tratamento (neostigmina e piridostigminal da 111iaste11ia gra11is. Os inibidores da coli- persistentes.
nesterase podem ser usados par:t reve1ter os efeitos dos bloqueadores neuromusculares ■ Toxicidade e Sobredosagem: A atropina é o antídoto específico.
não-despolarizantes.

Acção Geral e Infornrnçiio: ■ Alteração da eliminação urinária (Indicações).


Os colinérgicos intensificam e prolongam a acç:io da acetilcolina mimetizando os seus ■ Capacidade respiratória ineficaz (Indicações).
efeitos nos receptores colinérgicos (betanecoD ou prevenindo a metabolizaç:io da ace- ■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
tilcolina pela inibição das colinesterases (neostigmina). Os efeitos incluem aumento do /Família).
tónus do sistema GU e ME, diminuição da pressão intra-ocular, aumento das secreçôes
e diminuiç-Jo da capacidade da bexiga. l'roce,l1menios
■ Miaste11ia Gravis: Em doentes com dificuldade de mastigaç:1o, a terapêutica deve
Cont1·a-lndlcaçt'íes,
ser administr:tda 30 min antes das refeições.
Hipersensibilidade. Evitar o seu uso em doentes com eventual obstrução do aparelho
GI ou GU.
■ Informação Geral: Informar o doente que sofre de miastenia gral'is que deve tomar
Prec;m~Jies: a medicação exactamente como lhe foi prescrita. O atraso da administração do fár-
maco pode provocar uma crise miasténica. Tomar a medicação antecipadamente
Usar com extrema precaução em doentes com antecedentes de asma, úlceras péptil~1s,
pode causar uma crise colinérgica. Esta terapêutica é administrada vitaliciamente.
doença cardiovascular, epilepsia ou hipertiroidismo. Não fornm estabelecidos os riscos
■ Oftalmologia: Instruir o doente na técnica correcta de aplicação de gotas ou poma-
de serem administrados durnnte a gravidez ou lactação. Deve-se ter disponível atropi- da (ver Apêndice [).
na para tratar um eventual excesso de dosagem. ■ Explic-Jr ao doente que a constriç:.io pupilar, picadelas temporárias e a visão turva são
acontecimentos esperneias. Notificar um profissional de saúde se a visão turva e as
lnteraq;ões: dores supra-orbitárias persistirem.
■ Alertar o doente que ;1 visão noctuma pode ficar dificultada.
Efeitos colinérgicos aditivos. Não usar simultaneamente com agentes bloqueadores neu- ■ Informar o doente sobre a importância da realização regular de exames de oftalmo-
romusculares despolarizantes. Pode provocar hipotensão grave se utilizados em combi- logia, para controlo da pressão intrn-ocular e do campo visual.
nação com bloqueadores ganglionares.
:\Yaliaçào da Eficácia Tei·apêutica
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Inversão dos sintomas do
SNC devid_os a ~111 excesso de anticolinérgicos provocados por sobredosagem de fár-
maco ou mgestao de plantas venenosas ■ Controlo da pressão intra-ocular elevada
■ Informação Geral: Monitorizar frequentemente, o pulso, a frequência respimtória e
■ Melhoria da função e tonicidade da bexiga ■ Diminuição da distensão abdominal
a pressão aiterial, durante a administração parentérirn.
■ Diminuição dos sintomas miasténicos ■ Diferenciação entre crises miasténicas e coli-
■ Miaste11ia Gravis: Avaliar o estado neuromuscular !ptose, diplopia, rnpacidade
vital, capacidade de deglutição e força nas extremidades) antes e no momento que n~rgicas ■ Reversão da paralisia após anestesia ■ Resolução das taquirnrdias supraven-
tnculares.
coincide com o pico de acção do fármaco.
■ Avaliar sobredosagem e subdosagem ou resistência. Em ambos os casos os sintomas
são idênticos (fraqueza muscular, dispneia e disfagial. No entanto os sintomas de Colinérgicos incluídos no Guia Fnrnwcolâgico
sobredosagem ocorrem na primeira lmra que se segue ã administração, enquanto que pum E1!f"enueims
os de subclosagem ocorrem três ou mais horas depois da administração. O teste-
-Tensilon (cloreto de edrofónio) pode ser efectuaclo parn diferenciar a sobredosagem Coli110111iméticos
e a subclos;1gem. Betanecol
C58 C59
Inibidores da colinesterase ■ Verific:1r se surgem sintomas de anorexia, atonia muscular, entorpecimento, formi-
Neostigmina gueiros, parestesias, confus:1o e sede excessiva. Notificar imedi:itmnente o médico ou
Piridostigmina outro profissional de saúde se ocorrerem estes sinais de desequilíbrio electrolítico.
Tacrina ■ Hipertensão: Medir a pressão :uterial e o pulso antes e durante a administraç:io.
Controlar a frequência das renovações da prescrição do fármaco para determinar a
DlllRÉTíCOS ades:1o à terapêutica em doentes com tratamento para a hipertensão.
■ Aumento da Pressão Intracraniana: Monitorizar o estado neurológico e os valores
PERFIL fARMACOlÚGICO da pressão int1:1craniana nos doentes que recebem diuréticos osmóticos para dimi-
nuir o edema cerebral.
llso Gel':Jl: ■ Aumento da Pressão Intra-ocular: Monitorizar a persistência ou aumento de dores
oculares ou a diminuição da acuidade visual.
A tiazida e os diuréticos da ansa são utilizados individualmente ou combinados no tra- ■ Considerações Laboratoriais: Monitorizar os electrólitos {especialmente o potás-
tamento da hipertensão ou edemas, provocados por insuficiência cardíaca congestiva ou sio), a glicemi:1, a BUN, e os níveis séricos de ácido úrico, antes e periodicamente no
por- outras causas. Os diuréticos poupadores do i><;>tássio possuem propriedades d!ur~- decorrer da terapêutica.
ticas e antihipertensivas fracas e são usados, principalmente para conservar o potass10 ■ Os diuréticos tiazídicos podem provocar aumento das concent1:1ções sanguíneas de
em doentes que estão submetidos a terapêutica com tiazida ou diuréticos de ansa. Os colesterol, lipoproteínas de baixa densidade (LDL> e de triglicerídeos.
diuréticos osmóticos são utilizados com frequência no tratamento de edema cerebral.
Dfagnústicof; de r:nft'rma11,em Potendab
Acção Gemi e Informaçiio:
■ Volume hídrico excessivo (Indicações).
Aumentam a excreção selectiva de vários electrólitos e água afectando os mecanismos
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêmico !Ensino ao Doente/
renais de secreção e reabsorção tubular. Os grupos mais frequentemente utilizados são /Família).
as tiazidas e os diuréticos tipo-tiazida (clorotiazida, clortalidona, hidroclorotiazida, inda-
pamida e metolazona), os diuréticos da ansa (bumetanida e furosemida); os d!ur~t!cos J'nicellimcnt11s
poupadores de potássio (amilorido, espironolactona e o triantereno), e os dmreucos
osmóticos (manitol). Os mecanismos variam consoante a substância. ■ Administrar os diuréticos orais de manh:1 para prevenir interrupções cio ciclo do sono.
■ Muitos diuréticos encontram-se disponíveis em combinaç:1o com amihipe1tensores ou
cliuréticos poupadores ele potássio.
Contra-Indicações:
Hipersensibilidade. Os diuréticos tiazídicos podem provocar sensibilidade cruzada com Ensino ao Docntc/Familia
outras sulfonamidas.
■ Informação Geral: Ensinar o doente a tomar :1 medicaçào exactamente como foi
Precauções: prescrita. Informar os doentes submetidos a terapêutica com antihipertensores que
devem continuar a tomar a medicação, mesmo quando sentirem melhoras. A tera-
Usar com cuidado em doentes com doenças hepáticas ou renais. Não foram estabeleci- pêutict controla mas não cur.1 a hipettensào.
dos os efeitos durante a gravidez e lactação. ■ Aconselhar o doente a mudar de posição lentamente para minimizar os efeitos de hi-
potensão ortostática. Alertar o doente que o consumo ele álcool e o exercício físico
Internl·(Ôt!;: em tem1x> quente ou a posiç:1o ver1it~1l elur.mte um período prolongado, no decorrer
da terapêutica, pode aumentar a ocorrência de hipotensão 011ostática.
Hipocalemia aditiva com corticosteróides, anfotericina B, mezlocilina, piperacilina ou ■ Informar o doente que deve consultar o médico ou outro profissional ele saúde acer-
ticarcilina. A hipocalemia aumenta a toxicidade dos glicosídeos digitálicos. Os diuré- ca das inclic:tções de alimentos ricos em potássio.
ticos gastadores de potássio diminuem a excreção do lítio e podem provocar toxicida- ■ Instruir o doente a controlar o seu peso, uma vez por semana, e transmitir ao mé-
de. Hipotensão aditiva com outros antihipertensores ou nitratos. Os diuréticos poupa- dico ou a outro profissional de saúde se ocorrerem alterações significativas.
dores de potássio podem provocar hipercalemia quando utilizados com suplementos de ■ Avisar o doente que eleve usar protector solar e proteger-se do sol parn evitar reac-
potássio ou inibidores da ECA. ções de fotossensibilid:1de.
■ Aconselhar o doente a obter alllorizaçào do médico ou de outro profüsional de saúde
antes ele tomar em simultâneo fármacos de VL.
■ Informar o doente para avisar o médico, o cientista ou outro profissional de saúde ela
ter.tpêmica antes de ser submetido a um tratamento ou cirurgia.
■ Alerta)· o doente que eleve contactar imediatamente o médico ou outro profissional
■ Informação Geral: Monitorizar o equilíbrio hidroelectrolítico no decorrer da terapêuti- de saude, se ocorrer atonia muscular, c1ibras, náuseas, tonturas, entorpecimento ou
ca. Monitorizar diariamente o peso, e as taxas de ingestão e eliminação, a importância formigueiro nas extremidades
e localização dos edemas, auscultação pulmonar, turgor cutâneo e membranas mucosas. ■ Enfatizar a importância das consultas médit~ts de rotina.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - - - - - - - -
C6D
-:·- - -
■ Hipertensão: Reforçar a necessidade da continua~-:lo dos procedimentos tempêu- Interacções:
ticos adicionais para controlo da hipertensào (perda de peso, exercício físico, restri-
ção da ingestão de sódio, redução do stress, moderação do consumo de álcool e dei- E\'itar o us.o (h~ f:.í!!nacos derivados da ergotamina concomitantemente com agonistas
da serotonma; ver farmacos individuais.
xar de fumar l.
■ Instruir os doentes que sofrem de hipertensão, na técnb correcta de medição da
pressão arterial, pelo menos uma vez por semana. lMPUCAÇÕES PARA A ENFERMAGEM

Apl'eciaçào
Avaliação da Eficácia Terapêutica
■ ~\"aliar a lornlizaçào, intensidade, duraçào, e sintomas associados da dor (fotofobia
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Diminui~·ão da pressão mte-
fonofobia, náusea, vómitos) durante a crise de enxaqueca. '
rial ■ Aumento da diurése ■ Diminuição do edema ■ Redução da pressão intracr.miana
■ Prevenção de hipocalemia nos doentes que tomam diuréticos ■ Tratamento do hipe-
raklosteronismo. Diagnósticos ele Enfermagem Potenciais
■ Dor (Indicações)
Diméticos incluídos no Guia Fm·macolâRico ■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico <Ensino ao Doente/
/Família)
parti E11fermeims

Diuréticos da a11sa Espironolactona Actuação


Bumetanida Triantereno
Furosemida ■ A medicação deve ser administrada ao primeiro sinal de dor de cabeça.
Toresemida Diuréticos tiazídicos e do tipo tiazfdico
Clorotiazida Ensino ao Doente/Família
Dluréticos osmóticos Clorotalidona
Manitol Hidroclorotiazida ■ Informar o ~loente que a medicação deve ser usada apenas durante a crise de enxa-
Indapamida q'.1et~1. Desu?a-se a ser usada para o alívio da crise de enxaqueca mas n:lo a preve-
Diuréticos poupadores do potássio metolazona mr ou reduz1r o número de crises.
Amilorido ■ Avisar <! doente qt!e. deitar-se num quarto escuro a seguir à administraçào do fár-maco
pode a1udar ao ahv10 da dor de cabeça. ·
■ Pode prm:o~~lr náuseas e tonturas. Alertar o doente que deve evitar conduzir ou
FÁRMACOS USADOS NA ENXAQUECA oun~_,s a~t1vKl'.1des que requeiram o estado de vigilância até que a sua resposta à
med1capo seia conhecida.
PERFIL FARMACOlÔGICO ■ Aconselhar o doente a evitar o álcool, uma vez que este agrava a dor.

Uso gemi: ,\rafri(iio ,h Hic:ída 'fri'aph1rica


Usados no tr.1tamento agudo das dores de cabeça de origem vascular (enxaqueca, dores
de cabeça c/uster, variantes da enxaqueca). Outros fármaclt~. taL~ como alguns blo- A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: Alívio da crise de enxaqueca.
queadores adrenérgicos beta e alguns bloqueadores dos canais de cálcio são usados na
supressão de dores de cabeça de origem vascular de ocorrência frequente. Snpre,,,mrts tn:~,ique,·:i h;dnfoo;. no {;.'niJj Fai·mn 1 ·,,/ií.t:in,
/J1trn Fi1f<•1·111eiro.~

Acção Geral e Informação: derivados da ergotamina ago11istas da seroto11i11a


Os fármacos ergot:unínicos krgotamina, dihidroergotaminal estimulam directamente dihidniergotamina sumatriptano
receptores serotoninérgicos e adrenérgicos alfa, produzindo constrição do músculo liso ergotamina zolmitriptano
vascular. O sumatriptano e o zolmitriptano produzem vasoconstrição actuando como naratriptano
rizatriptano
agonistas da serotonina.

Cm1t1·a-indicações: i.r 1rnff,ORES ru fN'.i':Ft'. Df C:01\l\'flt•i,\CI f\;\ ,\_!..j,,ô{ H'flS.J,'-:J!../A (FC/,)


Evitar usar estes fármacos em doentes com doença cardiovascular isquémica. Ver Antihipertensores.
C63
Juibidores dn ECA Juc/11ídos 110 Guia Farmnco/âgico Diagnósticos de Enfermagem Potenciais
pnm E1!fer111eiros ■ Obstipação (Indicações).
■ Défice ele conhecimento, relacionado com o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
beoazepril moexpril
/Família).
captopril periodopril
eoalapril, eoalaprilat quioapril
fosioopril ramipril Pn>cedin1entos
lisioopril trandola pril
■ Para obtenção resultados matinais, muitos cios laxantes podem ser administrados ao
deitar.
■ As doses orais, tomadas em jejum, provocam resultados mais rápidos.
LAXANTES
■ Não esmagar ou mastigar comprimidos entéricos revestidos. Tomar com um copo
cheio de água ou sumo.
Pf.llFIL FARMACOtÜGICO
■ Os emolientes elas fezes e as substâncias expansoras cio volume fecal podem levar
vários dias a produzir efeitos.
Uso Geral:
Usados no tratamento ou prevenção da obstipaç,1o ou na preparação intestinal para 0
fa1sino ao Doente/Família
exame radiológico ou eodoscópico.
■ Aconselhar os doentes, à excepçào cios que sofreram lesão 111edular, que os laxantes
devem ser uma medida terapêutica a curto prazo. A terapêutica a longo prazo pode
Acção Geral e ínforn1ação: provocar desequilíbrio electrolítico e dependência.
Induzir um ou mais movimentos intestinais por dia. Os grupos incluem estimulantes ■ Aconselhar o doente a aumentar a ingestão ele líquidos no decorrer da terapêutica,
(bisacodil e seoe); os taxativos salinos (sais de magnésio e fosfatos), os emolientes das no mínimo 1500-2000 mi/dia.
fezes (docussatol; as substâncias expaosoras do volume fecal (policarbofil e p_sílio); e_os ■ Encorajar o doente a usar outras formas ele regular os intestinos: aumentar as fibras
catúrticos osmóticos (glicerina, lactulose, polietilenoglicóis/electrólitos). ~ tambem no regime alimentar, aumentar a ingestão ele líquidos e a actividacle física. Os húbi-
importante, no tratamento da obstipaç,1o crónica, aumentar a ingestão de hqu1dos, o tos intestinais sào individuais e podem variar ele 3 vezes/dia a 3 vezes/semana.
exercício físico e acrescentar mais fibras ao regime alimentar. ■ Informar os doentes com doenças cardíacas que devem evitar fazer esforço durante
as dejecções (manobra de Valsalva). ·
■ Avisar o doente que os laxantes não devem ser utilizados quando a obstipaçào é
Contrn-indicaçôes: acompanhada de dores abdominais, febre, náuseas ou vómitos.
Hipersensibilidade. Contra-indicados em situaç,1o de dores abdominais persistentes, de
núuseas, ou de vómitos de origem desconhecida, especialmente se acompanhadas de Avaliação da Eficácia Terapêutica
febre ou de outros sinais de abdómen agudo.
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ O formação de fezes ccm-
sistente e suaves ■ Evacuação cio cólon.
Precauções:
O uso excessivo ou prolongado pode criar dependência. Não devem ser utilizados nas Laxantes incluídos no G11ia Fanuacohíg,irn
crianças, excepto se indicado pelo médico ou um outro profissional de saúde.
Jwm Ei!/'ermeiros

Inkraq;ôes: s11bstâ11cías expa11soras do volume Jecal esti11111la11tes


policarhofil bisacodil
Teoricamente, podem diminuir a absorção de outros fürmacos administrados por via psílio seoe, senosídeos
oral, devido à maior rapidez do trânsito intestinal.
laxa11tes osmótico emolie11tes
IMPLICAÇÕES PARA A ENHRl"\H.GEM lactulose docusato
polietilenoglicol/electróliros
Monitorlzação/Avalia~·:1n lnicbl
laxa11tes salinos
■ Avaliar sinais de distensão abdominal, presença de sons intestinais e padrão da fun- citrato de magnésio
ção intestinal. hidróxido ele magnésio
■ Verificar cor, consistência e quantidade da matéria fecal produzida. fosfato/bifosfato

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
• --- -
C64
- -- - - -
C65
■ A medic:1ç;io pode causar sonolência. Alertar o doente par:1 evitar conduzir ou ter
RELAXANTES MÚSCULO-ESQUELÉTICOS
actividades que requeir:un vigilância até que se tenha conhecimento da resposta à
terapêutica.
PERFIL FARMACOLÓGICO ■ Aconselhar o doente a evitar o uso simultâneo de álcool ou de outros depressores do
SNC com est~s fármacos.
Uso Gel'al:
A~ duas principais indicações destes fármacos são a espasticidade ;1ssociada a doenças Avaliação da Eficflcia Tei-apêutica
ou lesões da coluna vertebral ou como adjuvante terapêutico no ;11ívio sintomático das
dores músculo-esqueléticas agudas (ciclohenzaprina, diazep;un e metocarhamoll. A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por:
O dantroleno IV é também utilizado no trntamento e prevenção das hipe1tennias malignas. ■ Diminuição da dor músculo-esquelética
■ Diminuição da espasticidade muscular
Acção Gel'al e Infol'mação: ■ Aumento da amplitude de movimentos
■ Prevenção ou diminuiç;io da temperatura e rigidez esquelética na hipe1tennia maligna.
Actuam centralmente (bacloteno, carisoprodol, cidohenzaprina, diazepam e metocarha-
mol ) ou direct;unente (dantroleno).
Refaxantes músculo-esqueléticos incluídm;
Cont.-a-indicações: no Guia Far111acolôgico f>nJ"a E1!fermeiro.~
O baclofeno e o dantroleno oral não devem ser utilizados nos doentes cuja espastici- acçã-0 central diazepam
dade é necessária par:1 manter a postura e equilíbrio. baclofeno metocarbamol
carisoprodol
Precauções: clorzoxazona acção direda
ciclobenzaprina dantroleno
Não for:1m estabelecidos os riscos de adminis11:1r estes fánnacos a mulheres grávidas ou
a amamentar. Usar com cuidado, nos doentes com antecedentes de doenç;1 hepática.
V1IAMINAS
Intct·acções:
PmmL lWt{MACOLÓGICO
Depressão aditiva do SNC com outros depressores do SNC, incluindo o álcool, os ;mti-
histamínicos, os antidepressivos, os analgésicos opiáceos e os sedativos/hipnóticos. Uso Gel'al:
Empregues na prevenção e no 11:1tamento de deficiências vitamínicas e como suple-
IMPUCAÇÕES PARA A ENHRMAGEM mento em várias alter:tções metabólicas.

Monitodzação/Avaliaçào Acção Geral e Informação:

Av;1liar a dor, rigidez muscular e a amplitude de movimentos antes e periodicamente no Constituem componentes de sistemas enzimáticos que catalisam numerosas e diversas
decorrer da te1:1pêutirn. reacções metabólicas. Necessárias na homeostasia. As vitaminas hidrossolúveis (vitami-
nas B, vitamina C) rnrnmente causam toxicidade. As vitaminas lipossolúveis (vitaminas
D, E) podem acumular-se e provocar toxicidade.
Diagnósticos dt' Tinfermagem Potencbis
■ Dor (Indicações). Contra-indicações:
■ Mobilidade física deficiente (Indicações).
Hipersensibilidade aos aditivos, conse1vantes, ou corantes.
■ Alto risco de lesão (Efeitos Laterais i.
Precauções:
Pi-ocedimentos
A posologia deve ser ajustada pam evitar toxicidade, especialmente com as vitaminas
■ Implementar as medidas de segurança indicadas. Controlar o ambulatório e as des- lipossolúveis.
locações do doente.
Interacções:
Ensino ao Doente/Família
A pirid~xin:~ em gr:md~s quantfdades pode interferir com a eficácia da levodopa.
■ Encorajar o doente a cumprir as medidas terapêuticas complementares, prescritas A colestiranuna, o colesllpol e o oleo miner:tl diminuem a absorção das vitaminas lipos-
par:1 a espasticidade muscular (repouso, fisiote1:1pia, calor). solúveis. ·
C66 ACEBUTOLOL 1
IMPLICAÇÕES PARA A ENFHlMAGEM ~~;~~~?Gi7s:~ ou bloqueio cardíaco ■ Doença obstrutiva
ACEBUTOLOL das vias respit:llórias incluindo a asma.
Monitofizaçào/Avaliação Inicfal Ptent Precauções: ■ Insuficiência renal ou hepáti-
Gl (redução da dose se CCr < 50 ml/min/1,73
■ Monitorizar os sinais de deficiência viramínica, antes e periodicamente ao longo da CLASSIFICAÇÃO:
te1~1pêutica. m2l ■ D~entes geriátricos (aumento d,1 sen-
■ Avaliar o estado nutricional através da descriç,io da dieta alimentar nas 24 h ante-
Antiarrítmlcos (gri,ipo' U);': . .·. .· .. sibilidade l ■ Tirotoxicose (pode mascarar os
Antihipeitên~ores; Ahtiaârenérgicck: .. sintomas da hipoglicemial ■ Gravidez, h1cta-
riores. Determinar a frequência de consumo de alimentos ricos em vitmninas.
(bloq111t.adores Q.drenérgiços·petâ,,, ·' · ção ou crianças (a segurança mlo foi com-
5.e/fJç(Ívo). , ,· · ·· ·· · · · · prov,1da; pode ocorrer raramente bradicar-
Oiagnbsticos de Enfermagem Potenciais
dia, hipotensão, hipoglicemia e depressão
■ Nutriçào alterada: interior iis necessidades corporais (Indicações). respiratória neonatall ■ História de reacções
■ Défice de conhecimento, relacionado com o regime terapêutico !Ensino ao doen- alérgiCils severas (a intensidade das reacções
te/Família). INDICAÇÕES pode ser aumentada).
■ Tratamento da hipertensão (isoladamente
J>rocedime,ü<>t•: ou em combinação com outros antihiperten- REACÇÕES ADVERSAS
sores) ■ Tratamento de taquiarritmias ventri- E EFEITOS IATERAIS•
■ A deficiência vitamínica rar.uuente é relativa a uma única vitamina, pelo que é fre-
quente a administração de complexos vitamínicos. culares ■ Outros descritos: Profilaxia do SNC: fadiga, fraqueza, ansiedade, depressão.
enfarte de miocárdio, tratamento da angina tonturas, sonolência, insónias, perda de
de peito, controlo da ansiedade, tremores,
Ensino ao Doenk/i'amília memória, ne1vosismo, pesadelos.
tirotoxicose, prol apso da válvula mitral, este-
ORL: Visão trnva, congest,io nas,11.
nose subaórtica hipertrófica idiopática.
■ Encorajar os doentes a cumprir as recomendações nutricionais dadas pelo médico ou Resp: broncospasmo, asma.
outro profissional de saúde. Explicar que a melhor fonte de vitaminas é um regime ACÇÃO CV: BRADICARlllA, INS!TFICIÊNCIA CARDÍACA CON·
alimentar bem equilibrado, com os alimentos dos quatro grupos aliment,u-es básicos. (;['STl\'A, l:llEMA Plll.!ION.~ll. hipotensão, vaso-
■ Os doentes que se auto-medicam com suplementos vitamínicos devem ter cuidado ■ Bloqueia a estimula~"iio dos receptores constrição periférica.
para não ul11~1passar as doses recomendadas !RDA) (ver Apêndice Ll. A eficácia das adrenérgicos beta 1 (miocárdicosl. Não afec-
GI: obstipação, diarreia, náuseas, vómitos.
megadoses no tratamento de várias situações patológicas não foi comprovada, ta, usualmente, os receptores beta 2 ( pulmo-
podendo provocar efeitos laterais e toxicidade. GU: impotência, libido diminuída, frequên-
nares, vasculares ou uterinas) ■ Actividade
simpaticomimética intrínseca fraca. Ek·ito, cia urinária.
1r-r:1p,·u1inis: ■ Diminuição da frequência DERM: erupções cutâneas.
Avaliarão da Eficácia Terapêutica ENDO: hiperglicemia, hipoglicemia.
cardíaca ■ Diminuição da condução AV ■
A eficácia da terapêutica pode ser demonstrada por: ■ Prevenção ou diminuição Diminuição da pressão arterial. ME: artr:1lgia, dores articulares.
dos sintomas de deficiência vitamínica. Outros: lúpus induzido por fármacos.
FARMACOCINÉTICA
INTERACÇÕES
Vitaminas incluídas no C11i11 l7m·nwcolôgiro Absorção: Bem absotvido após administra-
ção oral, mas rapidamente metabolizado. Fármaco-fármaco: ■ Anestésicos gerais,
/Ji/1'11 E1!fermeirns
Distribuição: Penetraçiio mínim,1 no SNC. fenitoina IV, e verapamil podem provocar
Atravessa a placenta e penetra no leite ma- depressão miocárdica aditiva ■ O uso con-
Vitaminas lipossoliíveis Vitaminas hidrossolúveis
Calcitriol terno em pequenas quantidades. comitante com digoxina pode aumentar a
Ácido ascórbico (vitamina Cl
Dihidrotaquisterol Çianocobalamina (vitamina B 12 l Metabolismo e excreção: Quase towlmen- bradicardia ■ Fármacos antihipertenso-
Ergocalciferol Acido fólico (vitamina B6) te merabolizado a diacetolol, o qual é tam- res, ingestão aguda de álcool, ou nitratos
Paricalcitol Hidroxicobalamina (vitamina Bnl bém um bloqueador beta. podem provocar hipotensão aditiva ■ O uso
Vitamina E Niacina, niacinamida (vitamina Bil Semi-vida: 3-4 h {8-13 h para o diacetololl. com adrenalina pode resultar em estimub-
Piridoxina (vitamina B,;l · ~~lo adrenérgica alfa sem oposição ■ O uso
Riboflavina (vitamina B,l CONTRA-INDICAÇÕES
concomitante com preparações de tiróide
Tiamina (vitamina 8 1) - E PRECAUÇÕES
pode diminuir a eficácia ■ O uso concomi-
Contra-indicações: ■ Insuficiência cardíaca tante com insulina pode resultar em hipo-
congestiva não compensada ■ Edema pul- glicemia prolongada ■ Pode diminuir .1 efi-
monar ■ Choque cardiogénico ■ Bradicardia cácia da teofilina.

• hlAIÚSClTLAS indicun ns potencialmente fatais: sublinhado indica ,,_ mais frequentes .

• - - - - - - - - - - - - - ·- - - - - - -
• ..
- - - - - - -·- - - - - - - - - ACETAMINOFENO (PARACETAMOL) 3
2 ACEBUTOLOL
VIA DE ADMINISTRAÇÃO DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM medicaç:1o de vencia livre, especialmente INDICAÇÕES
preparaçôes para constipa~·ües, concomi-
E POSOLOGIA POTENCIAIS tantemente com esta medicado. ■ Dores ligeiras ou moderadas ■ Febre.
■ PO (Adultos): 400-800 mg/dia - dose ■ Diminuiç:1o do débito cardíaco (Efeitos o Os doentes diabéticos deven~ monitorizar
única ou 2x/dia (até 1200 mg/dia ou laterais). cuidadosamente a glicose sanguínea, prin- ACÇÃO
800 mg/dia em doentes geriátricos). ■ Défice de conhecimento, relacionado com cipalmente se ocorrer fraqueza, fadiga e ■ Inibe a síntese das prostaglandinas que
o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ irritabilidade. Pode mascarar as taquicardias podem servir como media~lores da_ dor e da
o Insuficiência renal /Família). e as alteraçôes da pressüo sanguínea como tebre, pnmanamente no SNC ■ Nao possui
■ Não adesào à terapêutica, relacionada sintomas de hipoglicemia, apesar das ton- propriedades anti-inflamatórias ou toxicida-
■ PO (Adultos): Se a CCr < 50 mi/mini com o regime terapêutico !Ensino ao turas e dos suores poderem ainda ocorrer. de GI significativas. Efeitos Terapêuticos:
/1,73 m2, usar 50% da dose normal. Se a Doente/Família). o Aconselhar o doente a informar um pro- ■ Analgésico ■ Antipirético.
CCr < 25 ml/min/1,73 m2, usar 25% da fissional de saúde se ocorrer climinuiçlo
dose normal. PROCEDIMENTOS da frequência cardíaca, dificuldade de FARMACOCINÉTICA
■ PO: \,·rili,-;1r ,11)1tl,,1 :qii,:tl :11Ht·s d:1 :1<lrni respiraç:lo, asma, pés e m:1os frias, tontu- Absorção: Bem absorvido após administra-
APRESENTAÇÃO ras, cefaleias leves, confusüo, depress:1o, çfo oral. A absorç:1o receai é variC1vel.
i 1\1'-.ILli."Ji >
erupçües cutâneas, febre, garganta seca, Distribuição: Amplamente distribuído. Atra-
■ Comprimidos: 200 mg Se os bpm <50 ou se ocorrer arritmia, sus-
pender a medicação e informar o médico hemorragias anormais, ou equimose. vessa a placenta, penetra no leite materno.
PERFIL DE ACTUAÇÀO ou outro profissional de saúde. o Instruir o doente a informar um profissio- Ligação proteica: Baixa nas doses terapêu-
■ Pode ser administrado com alimentos ou nal de saúde acerca do regime terapêutico ticas: 20-50'¾, nos níveis tóxicos.
INÍCIO PICO DURAÇÃO antes de um tratamento ou cirurgia.
com o estômago vazio. Metabolismo e excreção: 85-95°/t, metaboli-
Pü Ideito na PA.) 1-15 h 2-H h 11-~-i h o Aconselhar o doente a t1:111sporrar consigo zado pelo fígado. Os metabolitos pode ser
PO 1:1miarrítmin1l lh +6h ,11é IO h ENSINO AO DOENTE/FAMÍilA uma iclentificaçüo descrevendo o proces~o tóxicos em situaçôes de sobredosagem. Os
da doença e o regime terapêutico. metabolitos s:lo excretados pelos rins.
■ Informação Geral: Instruir o doente a ■ Hipertensão: Reforçar a necessidade de
tomar a medicação exactamente como lhe Semi-vida: 1-4 horas.
IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM continuar os procedimentos adicionais
foi indicado, se1Í1pre à mesma horn todos para o controlo da hipertens:1o (perda de
MONITORIZAÇÃO/AVAUAÇÃO INICIAL os dias, mesmo se sentir melhorias: n:1o CONTRA-INDICAÇÕES
peso, restriç:lo de sódio, recluç:lo do stress,
omitir tomas ou duplicá-las apôs um esque- exercício regular, moderaç:1o ·do consumo E PRECAUÇÕES:
o Monitorizar a pressfo arterial, ECG, e fre- cimento. Se falhar uma toma, esta deve ser
quência cardíaca durante o período de de álcool, parar de fumar). O acebutolol Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade
tomada o mais rapidamente possível até
4 h antes da toma seguinte. Paragens súbi- controla mas n:lo cura a hipertens:1o. anterior ■ Produtos com álcool, aspartame,
ajustamento da dose e periodicamente
durante a terapêutica. tas podem precipitar arritmias fatais, hiper- sacarina, açúcar ou t:111razina de1·em ser evi-
AVAllAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA tados nos doentes com hipersensibilidade ou
o Monitorizar as taxas de ingestão e taxas tensão ou isquemia do miocárdio.
de excreç:lo e o peso diário. A1·:di:1r roti- o Aconselhar o doente a assegurar que pos- A eficácia terapêutica pode ser demons- intolerância a estes compostos.
1wir,1111entt· sin:lis l' si11ro111:1s dl' insut'ici- sui medicaçào suficiente para os fins-de- trada pot": ■ Diminuiç:1o da pressfo arte- Precauções: ■ Doença hepC1tica grave ■ Doen-
i:'11,·i:1 ,·:1rdí:1,·:1 rnngt:'sliL1 (dispneia, cre- -semana, feriados e férias. Deve transpor- rial ■ Controlo de arritmias sem aparecimen- ça renal ■ Abuso crónico ele álcool ■ l'vbl-
tar sempre consigo uma prescriç:1o escrita to de efeitos laterais adversos. nutriçüo.
pitaçües, ganho de peso, edema perifé-
para o caso de emergência. iif REACÇÕES ADVERSAS
rico, distens:lo jugular venosa. o Ensinar o doente e a família como medir
n1'iz;ni'IEW'\'iMiãi!t!t'Wi"BiT11$117l'1DHJFPb-MA 9ii&. . . . .

o Monitorizar a frequência da renovaç.lo das o pulso e a press:1o arterial. Instrui-los a E EFEITOS LATERAIS•
prescri1/1es para detenninaç:1o da adesão verificarem o pulso diariamente e a pres-
ü terapêutica. GI: INSllFJC!f:NCIA HEl'ÁTICA, lffl'ATUTO-
s:10 arterial duas vezes por semana e noti- \l(]l)Al)E (sobreclosagem).
Cousidemções laboratoriais: Pode pro- ficarem alteraçües importantes a um pro-
111
GU: insuficiência renal (altas doses, uso cró-
vocar aumento dos níveis de ureia sanouí- fissional ele saúde. nico).
nea, lipoproteína sérica, potássio, triglke- o Pode provocar tonturas e sonolência. Aler-
tar os doentes que devem evitar conduzir Derm: Erupç.lo cutânea, urticária.
rideos, níveis de ácido úrico.
ou outras actividades que requeiram esta-
o Pode provocar aumento dos níveis de, fos- do de vigilância, até que a resposta ao fár-
INTERACÇÕES
fatase alcalina sérica, HDL, AST. ALT. maco seja conhecida. Fármaco-fármaco: ■ O uso crónico ele do-
o Pode provocar aumento dos títulos de o Alertar o doente que esta medicaçào pode ses elevadas ele acetaminofeno (>2g/clia)
AAN aumentar a sensibilidade ao frio. podem aumentar o risco ele perda de sangue
o Pode provocar aumento dos níveis de gli- o Instruir o doente a consultar um profissio- com a varfarina (0 TI' deve ser monitoriza-
cose sanguínea. nal de saúde antes de tomar qualquer do regularmente e o INR n:1o eleve exceder 4).
0
~IAIÍ 1SCPLAS indicam os potencialmente fatais: sublinhado indica os mais frequentes. ' MAIÍ1SCl 1LAS imlic:1111 os porenl'i:1imeme far:1is: suhlinh:1do indic:1 os m:1is frequentes.
4 ACETAMINOFENO (PARACETAMOL) ACETILCISTEÍNA 5

■ Hepatotoxicidade aditiva pode ser aumen- APRESENTAÇÃO samente mais baixos quando medidos □ Aconselhar o doente a evitar a ingest:1o
tada com outras substâncias hepatotóxi- pelo método de oxidase/peroxidase, o de álcool (3 ou mais copos/dia aumentam
■ Comprimidos: 80 mg, 500mg ■ Co1npri-
cas, incluindo o álcool. ■ O uso concomi- que prov:1velmente não acontecerá se se o risco de danos hepáticos) se tomar mais
midos efervesce11tes: 500 mg ■ Elixir:
tante de diflunisal, isoniazida, rifampina, utilizar o método hexocinase/glicose-6- do que as ocasionais 1-2 doses, e a evitar
160 mg/5 mi ■ Gra11ulado efervesce11-
rifabutina, fenitoina, barbitúricos, e car- -fosfato desidrogenase (G6PO). Pode tam- a administração concomitante com salicila-
te: 125, 500 mg ■ Xarope: 200 mg/5 mi,
bamazepina pode aumentar o risco de toxi- bém causar um falso aumento dos valores tos ou AINE's durante mais do que alguns
4 g/100 mia Supositórios: 125, 250, 'iOO,
cidade hepática do acetaminofeno (limitar a com certos instrumentos; ler o manual de dias, excepto se indirndo pelo médico ou
1000 mg ■ Em combi11ação com: muitos outro profissional de cuidados de saúde.
auto-medicação). ■ A colesteramina e o instruções do fabricante.
outros fármacos. Ver Apêndice B. o ,\n>n,dhar os pais a ,·t>ni'irrnar as c<>1Kt'll-
colestipol diminuem a absorção e os efeitos o O aumento da bilirrubina, LDH, AST, ALI
(separar a administração por um período de e o tempo de protrombina podem indicar tra1/ll'S d:is pn.:par:1,_ÚL'' líquidas. Algun.,
PERFIL DE ACTUAÇÀO l'rro, comL·tidt>, j;"i 1,:•rn rl'sullad, > 1.·m
2 hl ■ O uso combin;1do com salicilatos ou (efeitos analgésicos e antipiréticos) hepatotoxicidade.
111 Toxicidade e .mhredosngem: Se ocorrer d:1110.s lt,·p:Ílil"os gr.11 L''·
AINE's aumenta o risco de efeitos adversos
INÍCIO PICO DURAÇÃO sobredosagem, o antídoto é a acetilcisteína. □ Avisar os doentes com diabetes que o ace-
renais.
;l--H ht
taminofeno pode alterar os resultados dos
PO 0.í-I h 1-3 h
VIA DE ADMINISfRAÇÃO E POSOLOGIA DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM testes de glicose sanguínea. Aconselhar o
Rectal U.í-1 h 1-3 h 3-< h
POTENCIAlS doente a informar o médico, enlermeiro
Crianças com <12 anos nào devem ser medi- t Depende da dose ou farmacêutico se notar alteraçôes.
cadas com > 5 doses/24h sem conhecimento ■ Dor (lndicaçôes). □ Aconselhar o doente a consultai· o médico
do médico ou de outro profissional de ■ Risco de altera~~1o ou alteração da tempe- ou outro profissional de saúde se sentir
saúde. IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM ratura corporal (lndicaçôesl. desconforto, se a febre não baixar com as
■ PO (Adultos): 325-650 mg de 4-{1 horas ■ Défice de conhecimento, relacionado com doses habituais, se atingir 39.5"C !103"Fl
MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL o regime terapêutico (Ensino Doente /
ou lg em cada 3-4x/dia ou 1300 mg 8/8h ou se durar mais de 3 dias.
(não exceder 4g/dia). ■ Informações gerais: Avaliar o estado de / família). □ Aconselhar o doente a avisar um profis-
■ PO (Crianças > 14 anos): 650 mg 4/4 h saúde geral e o uso de álcool antes de sional de de saúde se o acetaminofeno for
(não exceder 5 doses/24hl adminisrrar o :1cetmninofeno. Doentes PROCEDIMENTOS tomado no período de 3-4 dias antes de
■ PO (Crianças 12-14 anos): 640 mg 4/4h malnutridos ou casos de :1lcoolismo cró- análise laboratorial.
■ Informação geral: Quando combinado
(não exceder 5 doses/24hl nico possuem um risco mais elevado de
com opiáceos, não exceder a dose diária
■ PO (Crianças 11 anos): 480 mg 4/4 h desenvolverem hepatotoxicidade com as AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
máxima recomendada de acetaminofeno.
(não exceder 5 doses/24 hl doses normais deste fármaco.
A eficácia ela te1·apêutica pode sei·
■ PO (Crianças 9-10 anos): 400 mg 4/4 h □ Avaliar a quantidade, frequência e tipo de ■ PO: Adminis11~1r com um copo cheio de
água. demonstrada por: ■ Alívio da dor ligeira
(não exceder as 5 dose/24 hl fármacos tomados pelos doentes por auto-
■ Diminui~~1o da febre.
■ PO (Crianças 6-8 anos): 320 mg 4/4 h medicaç:1o, especialmente de VL. O uso ■ Pode ser tomado com alimentos ou com o
(não exceder as 5 dose/24 h) prolongado de acetaminofeno, salicibtos esrômago vazio.
■ PO (Crianças 4-5 anos): 240 mg 4/4 h ou AINE's aument:1 o risco de efeitos re- Acetazolamlda, ver INIBIDORES
(não exceder as 5 dose/24 h) nais adversos. Para uso a ctuto prazo, a ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA DA ANIDRASE CARBÓNICA (ORAL)
■ PO (Crianças 2-3 anos): 160 mg 4/4 h combinaç:io acetaminofeno e de salicila-
tos n:.io deve exceder a dose recomendada □ Acon~elh:ir o doente a tomar a medicaç:1o
(n:.io exceder as 5 dose/24 hl
para cada um dos fármacos. exactamente como foi indicado e não ri
■ PO (Crianças 1-2 anos): 120 mg 4/4 h
mais do que lhe foi prescrito. 1'1Jde111 Sl'r
(não exceder as 5 dose/24 h) ■ Dor: Avaliar o tipo, localização e intensi- prc11·11c1dos danos hep;íricos 11l·rmanen- ACETILCISTÉÍNA){L;>:· ·o,: ,:_.,_.T,i_,:_;c;
■ PO (Crianças 4-11 meses): 80 mg 4/4 h dade da dor antes e após 30-60 min da lL'S L' gr:11 L'S pd11 uso prolon.i.::1d11 Lk-
Fluimucil;. Fluirriüci(a'i\tidoio'": ,>,:, . ·. ··· •·
(n:.io exceder as 5 dose/24 hl administraç:1o.
■ PO (Crianças 0-3 meses): 40 mg 4/4 h ■ Febre: Avaliar a lebre; verificar a presen-
d11sl's l'IL·1·ad:1s dl' ;1L't'l:1111inoi'L-11n. Podem ·. ci.i.ssri:lciçÂÔ~i<: ·•. '.:<:} ::';:/; n.:n :
ocorrer danos renais com o uso prolonga- ··' .Antídoto' '(pâracétâmol,:
(não exceder as 5 dose/24 h) ça de sinais associados (diaforese, taqui- do de acetaminofeno, salicilatos ou
■ Rectal (Adultos e crianças > 12 anos): cardia e mal-estar) fvfucolítico ·.• · ' ·
AINE's. Os adultos n:1o devem tomar ace-
650 mg em cada 4-6 horas. ■ Co11sitlemç,Jes lalJOmforinis: As fun-
■ Rectal (Crianças 6-12 anos): 325 mg em ções hepática, hematológica e renal devem
taminoleno durante mais de 10 dias, e as
crianças não mais de 5 dias. excepto se
_Gfa~idçz; Ca~egoria B
cada 4-6 horas (não exceder 2,6g/24h). ser monitorizadas periodic:.nnente durante medicado pelo médico ou outro profissio-
■ Rectal (Crianças 3-6 anos): 120-125 mg em uma terapêutica prolongada com doses nal de saúde. Se tomar, dur:mte um curto INDICAÇÕES
cada 4-6 horas (m1o exceder 720 mg/24hl. elevadas. período, acetaminofeno com salicilatos ou ■ PO: Tratamento de emergência (no perío-
■ Rectal(crianças 1-3 anos): 80 mg 4/4 h. □ Pode alterar os resultados da determina- outros AINE's, não deverá ser ultr:1passa- do de 24 h) da sobredosagem de parnceta-
■ Rectal(crianças 3-11 meses): 80 mg 6/6 h. ção da glicemia. Pode originar valores fal- da a dose indicada para cada um deles. mol, potencialmente hepatotóxica ■ Inala-
• MAIÚSCllLAS indil,1111 os potendalmente fatais: sublinhado indil" os mais fre<1ue111es. ' MAIÍ1SCl ILAS indbm os pntendalmente fatais: sublinhado indirn os mais frequentes .

• --------------------
• ------
6 ACETILCISTEÍNA
------ ----- ACETILCISTEÍNA 7

ção: Mucolítico no n:1tamento de condições INTERACÇÕES cetamol. Monitorizar os níveis plasmáticos do vómito ou por lav:,gem. Para melhorar
associacbs a secreções mucosas de alt:1 · vis- de paracetamol. Os níveis iniciais man- o sabor diluir a solução a 20% com cola,
Fármaco-fármaco: ■ Carvão activado têm-se pelo menos até 4 h depois da água ou sumo até uma concen11~1çào final
cosidade. pode :1dsorver a acetilcisteín:1 e diminuir o ingestão do par:.,cetamol. As determina- de 1:3 par:.1 doemes com peso até 20 Kg,
seu efeito como antídoto. çües do nível plasmático podem ser difí- ou com solvente suficiente para fazer uma
ACÇÃO
ceis de interpretar após a ingestão de pre- soluç:io a 5% para doentes com mais de
■ PO: Diminui a forma~:1o do metabolito VIA DE ADMINISTRAÇÃO paraçües de libertação prolongada. Não 20 Kg. Se o doente estiver incapaz de
hepatotóxico quando há sobredosagem de EPOSOWGIA esperar pelos resultados para administrar deglmir pode ser administ1~1do por intu-
paracetamol ■ Inalação: Degrada o muco, a dose. baçào nasogástrirn. Se o doente vomitar a
permitindo uma melhor mobilizaç:io da □ Sobredosagem de paracetamol a Monitorizar os níveis de AST, ALT, bilirrn- dose inicial ou as doses de manutenção
expectoraç:io. Efeitos Tempêuticos: ■ PO: ■ PO (adultos e crianças): ! ➔O mgikg no bina juntamente. com o tempo de pro- no período de uma hor:.1, repetir a dose.
Prevenç:io dos danos hepáticos após sobre- início, seguido de 7 doses adicionais de trombina de 24/24 h, durante 96 h, nos
dosagem de paracet:unol. diminuindo a for- ■ Inalação: Mucolitico - estimular a inges-
70 mg/kg de ➔/'! h. doentes com níveis plasmáticos de para- tão de líquidos (2000-3000 mi/dia) parn
maç:io do metabolito hepatotóxico ■ Inala- cetamol que indiquem hepatomxicidade.
ção: Diminuiç:io da viscosidade do muco. diminuir a viscosidade das secreçôes.
□ Mucolítico a Monitorizar as funçôes l:trdfaca e renal
(creatinina e ureia), glicose e electrólitos a Para nebulizaç:1o, a soluç:io a 20% pode ser
FARMACOCINÉTICA ■ Inalação (adultos e crianças): Nelmliza- diluída em NaCI 0,9% p;1ra injectáveis ou
çâu atracés de mâscam facial: 3-'i mi de sanguíneos. Manter o equilíbrio hidroelec-
Absorção: Absorvido através do tracto GI trolítico. rectificar a hipoglicemia. e admi- p:11:1 inalaç.io, ou água esterilizada para
solu~:io a 20'.V., ou 6-10 mi de soluç:io a prepar:.,ções injectáveis ou para inalaç:io.
após administraç:io oral. Ac~:1o local após 10% 3--ix/dia (intervalo de 1-10 mi de nistrar vitamina K ou plasma fresco conge-
inalaç:io; o restante pode ser absorvido pelo lado ou concentrado de factor de A soluç:1o a 10'¼, pode ser usada sem ser
solu~·ão a 20% ou 2-20 mi de soluç:io a diluída. Pode ser adminisll:tda por nebuli-
epitélio pulmonar. 10'¼, em cada 2-6 hl; 11elm/izaçâu por coagulaç:io se a taxa de tempo de pm-
Distribuição: Desconhecida. trombina exceder 1.5 e 3 respectivamente. zação ou instilada directamente nas vias
te11da 011 cru11pelle: quantidade de soluç:io respir:.1tórias, cerca de 1-2 mi. Dur:.mte a
ligação proteica: Aproximadamente 'iO'¼, :1 10-20% necessária para produzir névoa a Verificar se o doente tem naúseas, vómi-
após a administrnç:io da dose. tos e urticária. Se isso ocorrer, informar o administm~~io, quando restar 2'i% da medi-
densa; i11stilaçâu directa: 1-2 mi de solu-
Metabolismo e Excreção: Metabolizado médico. l1tç:io no nehuli:wdor, diluir com igual
ção a 10-20% em c:1da 1-'I h; i11stilaçâo quantidade de NaCI 0,9"A, ou com água
pelo fígado. tmq11ea/ (ltmt'és de tmq11eutu111ia: 1-2 mi ■ Mucolitico: Monitorizar a li.mç:1o respir:.1tô-
Semi-vida: Desconhecida. ria (os scin~ pulmonares, dL~pneia) e a cor, esteriliz:1da.
de solução 10-20% em rnda 1-'i h (até
quantidade e consistência das secreçôes a Apôs a administração pode ocorrer um
2-'i mi de soluç:io a 20'% a11:1vés de cate-
CONTRA-INDICAÇÕES ter traqueal em determinados segmentos :mtes e imediatamente a seguir ao trntamen- aumento do volume das secreções brôn-
E PRECAUÇÕES da árvore broncopulmonar). to para detenninar a eficácia da terapêutim quicas liquefeitas. O equipamento de aspi-
rnç.io deve estar disponível para os doen-
Contra-indicação: ■ Hipersensibilidade. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM tes que sejam incapazes de desobstruir
APRESENTAÇÃO
Precauções: ■ Insuficiência respiratória gra- eficazmente as vias respiratórias.
■ Comprimidos efervesce11tes: 600 mg POTENCIAIS
ve e asma ■ Doentes geriátricos ou debilita- a Se durante o trntamento ocorrer um bron-
dos ■ Encefalopatia devida a d:mos hepá- ■ Pó para admh1istração oral· 200 mg ■ Risco de auto-agressão (lndic:1çc)es). coespasmo, parar ;1 administraç:io e ccm-
ticos ■ Antecedemes de hemorragia GI ■ Sol11ção oral: 300 mg/3 mi ■ Desobstrução ineficaz das vias resph~tlô- sultar o médico sobre a possibilidade de
(apenas por via oral) ■ G1:1videz e lactação ■ Sol11ção h,jectável: W¼, (2 g/100 mil rias Ondicaçôes). adicionar um broncodilatador ã terapêuti-
1segur:mça não estabelecida). · ■ Défice de conhecimento. relacionado com ca. Aos doentes com asma brônquica ou
PERFIL DE ACTllAÇÀO o regime terapêutico (Ensino ao Doente / com uma doença de hiperncrividade das
REACÇÕES ADVERSAS / Família). vias respiratórias deve ser administrado
INÍOO PICO DURAÇÃO
E EFEITOS LATERAIS• um broncodilatador antes da acetikisteína
PO tancid,,u,, Llt'Sl'cml1L·rid11 c.lcSl·1111hl.:'dd11 -1 h PROCEDIMENTOS para prevenção de broncoespasmos.
Para a inal:tção/instih1~·ão, excepto se for ln~1klr:.il,
l min ~lllmi_n l"llrt:.I ■ Informações Gerais: Depois de aberto a Após o 11:1tmnento, lavar a boca e a face
observado de outrn forma. lllllll'fllícil'tJ)
SNC: sonolência. pode ficar roxo claro sem alterar a eficá- ao doente porque o fármaco deixa resídu-
ORL: rinorreia.
cia. Colocar os frascos abertos no frigorí- os pegajosos.
Resp: irritação brônquica/trnqueal. bronco- IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM fico; rejeitar após 96 h.
□ O fármaco reage com borracha e metais ENSINO AO DOENTE/FAMÍllA
constriç:io, aperto torácico, aumemo das
secreçôes. MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL (ferro, níquel e cobre); evitar o contacto ■ Sobredosagem de paracetamol: Explicar
GI: náuseas, vómitos. estomatite. ■ Antídoto na sobredosagem de parace- com estas matélias. ao doente o objectivo da medicaç:io.
Derm: urticária. tamol: Avaliar o tipo, a quantidade e o ■ PO: Sobredosagem de paracetamol - ■ Inalação: lnstrnir o doente a tossir pro-
Outros: febre, arrepios. tempo decorrido após a ingestão do para- Primeiro esvaziar o estômago por indução fundameme para desimpedir as vias res-
' ~IAII\Cl'US indir:un os p111e11rialmente fat:us: sublinhado imlka os mais frequentes. ' MAll1SCl'LAS indieun os potencialmente fatais: suhlinhado indka os mais fn,qum1e.s.
8 ACICLOVIR ACICLOVIR 9
piratórias antes ela aclministraç:1o cio lucro virai e reduç:1o do tempo de cicatriza- INTERACÇÕES ■ IV (Crianças 3 meses-12 anos):500
aerossol. ç:1o das lesôes. mg/m 2 de 8/8 h durante 10 dias.
Fármaco-fármaco: ■ A probenecida au-
■ Informar o doente que o cheiro desagra- menta os níveis sanguíneos ele aciclovir.
dável cio fármaco diminui com a conti- FARMACOCINÉTICA o Infecções por Varicela-Zoster
■ O uso simultâneo com outros fármacos
nuaç:1o cio tratamento. Absorção: A absorçüo oral é fraca O 5-30%) nefrotóxicos aumenta o risco ele efeitos em Doentes lmunossuprimidos
apesar dos níveis terapêuticos no sangue laterais renais. ■ Zidovudina e metotrexa-
AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA ■ IV (Adultos): 10 mg/kg ele 8/8 h durante
serem atingidos. to intrarecal podem aumentar o risco ele efei-
7 dias.
A eficácia da terapêutica pode ser demons- Distribuição: Distribuiçüo generalizada. As tos laterais no SNC.
■ IV (Crianças <12 anos): 500 mg/m2 ele
trada por: ■ Oiminuiç:1o dos níveis ele para- concentrações no fluido cérebro-espinal süo 8/8 h durante 7 dias.
cetamol. Ausência ele aumento cios danos 50% das do plasma. Atravessa a placenta. VIA DE ADMINISTRAÇÃO
hepáticos durante a terapêutica com uma Ligação proteica: baixa (9-33%) EPOSOLOGIA o Insuficiência Renal
sobreclosagem de paracetamol. ■ Diminui-
çfo da dispneia e sons pulmonares, quando Metabolismo e excreção: >90% é elimina- o Herpes Genital Inicial ■ PO, IV (Adultos e Crianças): CCr>50
t1sacla como mucolítico. do pelos rins na forma inalte1:1da; o restan- mllmi11/l, 73 111 2 - 100% da dose de
■ PO (Adultos): 200 mg de 4/4 h enquanto
te é metabolizado pelo fígado. 8/8h; CCr 25-50 ml/mi11/l, 731112- 100% da
estiver acordado (5xídia) durante 7-10 dias.
Semi-vida: 2,1-3.5 h (aumentada na insufi- dose de 12/12h; CCr 10-15 l/111i11/l, 73111 2
m RI _'Pffll.'f' ■ IV (adultos): 5 mg/Kg de 8/8 h durante
ciência renal). - 100% da dose de 24/24 h; CCr 0-10
5 dias.
"Â~i~('ôvI,t\" . . ...... . . -º,, ._ ._- - ... .
;, ,Acjçlo~ina.J~çjclovir, Ciclov.iral, pivic;il, ,
ml/111in/l, 73 111 2- 50% da dose de 24/24 h.
CONTRA-INDICAÇÕES o Terapêutica Crónica Supressiva
Jiiulyirii!,H~rrni~~ofex; Hern;iocil, Zoy,1,f; E PRECAUÇÕES APRESENTAÇÃO
para Herpes Genital Recorrente
,zovira~\,\;"' •J< · !: , · ■ Cápsulas: 200 mg ■ Comprimidos: 200
Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade ao ■ PO (Adultos): 200 mg de 4/4 h enquanto
aciclovir ou valaciclovir. mg, 400 mg, 800 mg ■ Suspensão oral· 80
estiver acordado (5x/dia) durante 5 dias,
Precauções: ■ Preexistência de altera1J>es mg/ mi ■ pó para injectável· 250 mg.
iniciar ao primeiro sinal ele sintomas.
neurológicas, hepáticas, pulmonares, ou hi-
droelectrolíticas graves. ■ Insuficiência renal o Tratamento agudo de Herpes PERFIL DE ACTUAÇÀO
(recomenda-se reduç:1o da po,ologia se CCr Zoster (Níveis sanguíneos do antivírico)
< 50 mVmin). Doentes obesos (a dose deve ■ PO (adultos): 800 mg de 4/4 h enquan- INÍCIO PICO DURAÇÃO
ser baseada no peso corporal ideal) ■ to estiver acordado (5x/dia) durante l'O desnmhecidcl 1.í-2."1 h -i h
INDICAÇÕES Gravidez e lactaç:1o (segurança nüo estabele- 7-10 dias. IV imedi;1r1> fim da
cida). Hh
■ PO: Tratamento inicial e profilaxia das o Varicela perfus;h1

infecções recorrentes por herpes genital. REACÇÕES ADVERSAS ■ PO (Adultos e Crianças): 20 mg/kg (nüo
Tratamento de infecçôes cutâneas localiza- IMPLICAÇÕES PARA A El~fERMAGEIVi
E EFEITOS IATERAIS exceder 800 mg/dose) 4x/clia du1:111te
das por herpes zoster (zona) e pelo vírus da 5 dias. MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL
varicela ■ IV: Tratamento ele episódios ini- SNC: tontu1:1s, cefaleias, alucina~·ôes. tremo-
ciais graves ele herpes genital em pacientes res, CONVllL'iÜES. o Infecções Cutâneas e das o Verificar as lesões antes da terapêutica e
imunocompetentes. Tratamento de infecçôes GI: diarreia, núuseas, vómitos, anorexia, diariamente durante o tratamento.
mucosas ou cutâneas por herpes simplex ou
Mucosas por Herpes Simplex em o Verificar o estado neurológico em doentes
dores abdominais.
por herpes zoster (zona) em doenks imu- GU: 1\\1 i-11:11 \CI.\ l(F\ \1.. hematúria, cris-
Doentes lmunossuprimidos com encefalite herpética.
nossu primidos. Tratamento de encefalite talúria. ■ IV (Adultos e Crianças >12 anos): ., Cousideraçôes la/Jora/oriais: Monito-
causada por herpes simplex. ■ Tópico: Trata- Derm: acne, sudaçlo anormal, erupç:1o 5-10 mg/kg de 8/8 h durante 10 dias. rizar a ureia, a creatinina sérica e a CCr
mento de infecçôes limitadas n:1o poten- cutânea, urtidria. ■ IV (Crianças 3 meses-12 anos): 250 antes e durante a terapêutica. O aumento
cialmente fatais por herpes simplex em Endo: alteraçôes no ciclo menstrual. mghn 2 de 8/8 h durante 7 dias. da ureia e da creatinina e a diminuição da
doentes imunocomprometidos (o tratamento Hemat: SÍNDROMA TROMBÓTICO, TROM- ■ Tópico (Adultos): 1 cm de pomada a 5% depuraçüo da creatinina podem indicar
sistémico é preferencial). BOCITOPÉNICO, l'ÚRl'llUA / HEMOI.Í- numa área de 16 cm 2 de 3/3 h (6xídia) insuficiência renal.
TIC<l, llRÉMICO (doses altas em doentes durante 7 dias.
ACÇÃO imunossuprimidos l DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
■ Interfere com a síntese do DNA virai. Local: dores, tlebite. □ Encefalite por Herpes Simplex POTENCIAIS
Heitos Terapêuticos: ■ lnibiçfo da replica- ME: dores articulares ■ IV (Adultos): 10 mg/kg de 8/8 h durante ■ Risco de comprometimento da integridade
çlo virai. diminuiçüo da formaçlo do invú- Outros: polidipsia 10 dias cutânea (lndicaçôes).
• ~IAll1SCl 1L.-\S indicam os po1encialmen1e falais: sublinhado indica os mais frequemes. ~IAIÍ1SCVLAS indicam os potencialmentt' fatais: sublinhado indica os mais frequentes.

- - - - - - .. - - - - - - - - - - - -
*


• ------ ----- ... -- --
10 ACICLOVIR
ÁCIDO ASCÓRBICO 11
■ Risco de contágio (Indicações, Ensino ao ■ cefotaxima cefoxitina cetiazidima cefti- o Aconselhar o doente a usar prese1vativo tos dieréticos ■ Terapêutica suplementar
doente/Família) zoxima ■ ceftriaxona ■ cefuroxima ■ cefa- dumnte os contactos sexuais e a n,1o ter em algumas doenças GI, durante alimenta-
■ Défice de conhecimento, relacionado com pirina ■ doranfenicol ■ cimetidina ■ din- relaçües sexuais enquanto existirem lesües. ç.lo parentérica de longo prazo ou hemo
o regime terapêutico !Ensino ao doente / damicina ■ fosfato sódico dexametason,1 o O doente deve consultar o médico ou di:.ílise permanente ■ Estados de necessi-
/ Família) ■ dimenidrinato ■ difenidr:.unina ■ doxici- outro profissional de saúde se os sintomas dades aumentadas taL, como: ■ Gravidez ■
clina ■ lactobionato de eritromicina famo- n,1o aliviarem após 7 dias de terapêutica Lactaç.lo ■ Strí.'ss ■ Hipertiroidismo ■
PROCEDIMENTOS tidina ■ filgrastim ■ fluconasol granisetron tópica ou se o acidovir por via oral n:1o Traumatismo ■ Queimaduras ■ Intãncia.
■ nitrato de gálio ■ gentamicina ■ hepari- diminuir a frequêncü1 e a gi:1vidade das
■ Informações Gerais: A terapêutica com Usos não registados: ■ Prevenç:1o do res-
o aciclovir deve ser iniciada imediatamen- na ■ sucinato sódico de hidrocortisona recorrências. Os doentes imunocompro- friado comum. ·
■ hidromorfina ■ imipenem/cilastatina metidos podem necessitar de um período
te após o aparecimento dos sintomas do
be,pes simplex e num período de 24 horas ■ lorazepam ■ sulfato de magnésio ■ mel- mais prolongado, normalmente 2 sema- ACÇÃO
após o início do surto do herpes zoster. falam ■ sucinato sódico de metilpredniso- nas, para cicatrizaç:1o das lesôes.
lona ■ metodopramida ■ metronidasol ■ Necessf1rio para a formaç,1o de co!a"énio
■ PO: O aciclovir pode ser administrado o Instruir a mulher com herpes genital a
■ perfusão multivitamínica ■ nafecilina fazer anualmente exames de Papani- e para reparaç1o tecidular ·■ Envolvid;: nas
com alimentos ou em jejum, com um reacçôes de reduç,1o/oxidaç:1o; metabolismo
■ oxacilina ■ paclitaxel ■ penicilina G colaou, pois est.lo mais sujeitas a desen-
copo cheio de água. da tirosina, ácido fólico, ferro e hidratos de
potássica ■ pentobarbital ■ perfenazina volver cancro cervical.
o Agitar bem a suspensão oral antes de carbono; síntese de lipídeos e proteínas; res-
■ piperacilina ■ cloreto de potássio ■ rani- ■ Tópico: Instruir o doente a aplicar poma-
administrar. tidina ■ tacrolimo ■ teniposida ■ teofilina piraç,1o celular; e resistência :1s infecçôes.
da em quantidade suficiente para cobrir
■ IV: Manter uma hidrataçüo adequada
■ ticarcilina ■ tobrnmicina ■ trimemprim- toda a les:1o de 3/3 h, 6x/ dia durante Efeitos Terapêuticos: ■ Reparação de esta-
(2000-3000 mi/dia) especialmente nas 2 sulfametoxazol ■ vancomicina ■ zidovu- 7 dias. 1 cm de pomada cobre aproxima- dos deficitários ■ Suplemento durante o
primei-ras horas após a perfusào IV, para dina. aumento das necessidades.
damente 2 cm2. Aplicar com dedeira ou
prevenir cristalúria. Incompatibilidade na derivação em Y:
r.i luva para prevenir contágio a outras áreas FARMACOCINÉTICA
o Verificar a ocorrência de flebites no local ■ amifostina aztreonam cefepima ■ dobu- ou a outras pessoas. Manter as :íreas afec-
de perfus,1o. Mudar o local da perfus,1o tamina ■ dopamina ■ flutbrabina ■ fos- tad:1s limpas e secas. Usar roup,ts largas Absorção: Absorvido activamente após
para prevenção de flebites. fonofonnato trissódico ■ idarrubicina para prevenir irritações. administraçio oral através de um processo
o O aciclovir injectável n:1o pode ser admi- ■ ondasetrom ■ pipe1:1cilina / tazobactam satur.ível.
o faitar o contacto do fármaco com os olhos.
nistrado a nível tópico IM, SC, PO ou nos ■ sargramostim ■ vinorelbina. Comunicar ao médico ou a outro profissio- Distribuição: Amplamente distribuído. Atra-
olhos. Compatibilidade aditiva: ■ fluconazol.
■ Perfusão intermitente: Reconstituir o
111 nal de saC1de qualquer sintoma inexplicável vessa a placenta: passa para o leite materno.
lll Incompatibilidade aditiva: ■ produtos nos olhos, pois as infecçües herpétbs Metabolismo e Excreção: Convertido a
frasco de 250 mg com 5 mi de soro fisioló- sanguíneos ■ soluçôes contendo proteí- oculares podem levar :1 cegueira. compostos que s:lo excretados pelos rins.
gico para injectáveis pa1:1 obtençüo de uma nas. Semi-vida: Desconhecida.
concentração ele 50 mg/ml. Nüo reconstitu- ■ Tópico: aplicar apenas nas lesües da pele, AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
ir com água bacteriostática, álcool benzíli- não usar nos olhos. CONTRA-INDICAÇÕES
co ou parabenos. Agitar bem até dissolver Eficácia da terapêutica pode ser demons-
completamente. Diluir em pelo metm, trada por: ■ formaç:1o de crosta e cic:1tri- E PRECAUÇÕES
ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA
100 mi de dextrose 5%, DWo/NaCI 0,25%, zaç:1o das lesües cur:1neas ■ Diminuiç,1o da Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade ã
D5%/NaCI 0,45%, D5%/NaCI 0.9%, NaCI a ■ Informações Gerais: Instruir o doente a frequência e da gravidade das recorrências tartrazina (alguns produtos contêm tartrazina
0,9'X. ou soluç,1o de lactato ele Ringer para tomar a medicaçio exactamente como lhe ■ Diminuiç:1o do tempo de cicatrizaç:lo e - FDC tintura amarela ;,5 ).
uma concentraç:1o que não deve exceder foi indicado, ao longo de toda a tera pêu- cess:1ç:lo da dor no herpes zoster ■ Dimi- Precauções: ■ C.ílculos renais recorrentes
7 rng/rnl. Usar a solu\_'Üo reconstituída du- tica. Se alguma dose for omitida, tonü-la nuiçio da intensidade da varicela. ■ Evitar o uso prolongado de doses elevadas
rante um período de 12 h. Urna vez diluí- logo que possível, excepto imediatamente em grávidas.
da para perfusão, a solução deve ser usada antes da dose seguinte, nfo duplicar
num período de 24 h. A refrigeraç:1o pro- doses. O aciclovir não deve ser tomado At:100 Ascó11eiêo\;t.,,c_,:/,<f :i,,L;· REACÇÕES ADVERSAS
duz urna precipitação que se dissolre à em quantidades superiores ou durante Cebiolon, C~bion, C~~ri;i~f·:''t'··· E EFEITOS LATERAIS
temperatura ambiente. mais tempo do que foi prescrito. ·CLASSIFICAÇÃ(!!'. : /, • ·;,,,.,,, SNC: fadiga, cefaleias, insónia, sonolência.
Ili Ritmo tle pe1f11síio: Administrar através de o Avisar o doente que o uso adicional de Vitallli?a(hidross;':~;;íf\'::: A. GI: dibras, n:.íuseas, vómitos, pirose, cólicas,
bomba infusora durante pelo menos 1 h
para minimizar a lesáo dos túbulos renais.
cremes de VL, loçôes e unguentos podem
atrasar a cicatrizaç,io e aumentar as lesües. Gr~videz;'Cat~giirl~ ~,/,:ú}r V;,,:;.' diarreia.
GU: dlcu!os renais.
111 Compatibilidade na derivação em Y: o Informar o doente que o aciclovir nüo
INDICAÇÕES Derm: rubor.
■ alopurinol ■ amicacina ■ ampicilina cura. O vírus permanece latente nos gân-
■ bicarbonato de sódio ■ cefamandol ■ glios, e o acidovir 11:10 previne o cont:ígio Hemat: trombose venosa profunda, hemoi-
■ Tratamento e prevenç.lo da in.,utkiência
cefazolina ■ cefonicida ■ cefoperazona da infecç.lo a outros. se (na deficiência G6PD), anemia folcifonne.
de vitamina C (escorbuto) com suplemen-
Local: dor nos locais da injecç:1o SC ou IM.
Q li•IAI(1SCl'LAS indicam os potendalnu.·me fot:ib: suhlinh:ido indirn os mais freqlll'nles.
e .\IAfÍ!SC[ lAS indicam o.'i potend:ilmente fatais: sublinhado indica os mais frequentes.
12 ÁCIDO ASCÓRBICO ÁCIDO FÓLICO 13
-J Co11siflemções lnlmmloriais: Megado- dopato ■ polimixina B ■ prednisolona INDICAÇÕES
INTERACÇÕES ■ penicilina G potássica ■ procaína ■ pro-
ses de ácido ascórbico ( lOx >RDA's) po- ■ Prevenção e trntamento de anemias mega-
Fármaco-fármaco: ■ Se ocorrer acidificação dem causar falsos negativos nos resultados clorper:.1zina ■ prometazina ■ verapamil.
urinária, pode aumentar a excreção e dimi- loblásticas e macrocíticas ■ Administr:1do
da pesquisa de sangue oculto nas fezes. ·J Incompatibilidade aditiva: ■ bicarbona- durnnte a gravidez par:.1 promover o desen-
nuir os efeitos da mexiletina, anfetaminas to de sódio ■ bleomicina ■ cefapirina ■
■ Pode causar diminuição de bilirrubina volvimento normal do feto.
ou antidepressivos tricíclicos ■ Doses nafcilina varfarina.
sérica e aumento dos· níveis de oxalato,
altas (> 10 g/dial podem aumentar a respos- ACÇÃO
urnto e cisteína na urina.
ta à varfarlna ■ Aumenta a toxicidade do ENSINO AO DOENTE/FAMÍUA ■ Necessário para a síntese proteica e parn a
ferro quando administrado em simultâneo DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM ■ Informações Gerais: Instruir o doente a função dos glóbulos vermelhos. Estimula a
com deferoxamina. tom:1r ;1 terapêutica como lhe foi indic-Jdo produção de glóbulos vermelhos, glóbulos
POTENCIAIS
e a não exceder a dose prescrita. Doses hr:.mcos e plaquetas. É necessário para o
VIA E POSOLOGIA ■ Nutrição alter:.1da, inferior às necessidades excessivas podem provocar diarreia e for- desenvolvimento normal do feto. Efritos
■ PO: (Adultos): Escorbuto- 500 mg/dia corpor:.lis (Indicações). maç:io de cálculos urinários. Se ·omitir Tet·apêuticos: ■ Restabelecimento e manu-
durante pelo menos 14 dias. Pre1>e11çào de ■ Défice de conhecimento, relacionado com alguma dose, não a recuper:.1r e retomar o tenção da hematopoiese normal.
deficiê11cia- 50-100 mg/dia. o regime terapêutico (Ensino :10 Doente/ esquema te1:1pêutico normal.
o Deficiência em vitamina C: Encorajar o FARMACOCINÉTICA
■ PO (Crianças): Escorbuto- 100-300 mg/dia / Família).
durante pelo menos 14 dias. Pre1-e11çào de doente a seguir o regime alimentar re- Absorção: Bem absorvido pelo tracto GI e
deficiência- 30-45 mg/dia. PROCEDIMENTOS comendado pelo médico ou outro profis- por via IM e se.
■ 1M (Adultos): Escorbuto- 100-500 mg du- ■ Informações Gerais: Muitas vezes re- sional de saúde. Explicar que a melhor Distribuição: Metade das rese1vas estilo no
rante pelo menos 14 dias. comendado como p.ute de suplemento fonte de vitaminas é um regime alimentar fígado. Passa par:.1 o leite materno. Atravessa
■ 1M (Crianças): Escorbuto- 100-300 mg multivit:.1111ínico, devido a dietas que com bem equilibrndo. a placenta.
durante pelo menos 14 dias. frequência provocam deficiência vit:uuí- o Os alimentos com alto teor de ácido ascór- Ligação proteica: Amplamente ligado às
■ IV (Adultos e Crianças): Prevenção de nica. bico incluem os citrinos, tomates, mor:.m- proteínas plasmáticas.
deficiê11cia- determinada pela necessi- ■ PO: Os comprimidos e cápsul:1s de :1cção gos, meloa e pimenta verde. A perda gra-
Metabolismo e Excreção: Convertido pela
dade. dual de ácido ascórbico ocorre quando os
prolongada deve1:io ser deglutidos sem redutase do diidrofolato no fígado a um
alimentos frescos são guardados, mas não
serem desfeitos, partidos ou mastigados; o metabolito activo. As quantidades excessivas
APRESENTAÇÃO quando s:lo congelados. A perda rápida é
conteúdo das cápsulas pode ser mistt11:1do s.io excretadas na forma inalterada pelos
provocada pela secagem, salga e cozedura.
■ Comprinúdos efervescentes: 1 g ■ Cáp- com geleia ou doce. A solução ornl deve rins.
o Os doentes :1uto-medicados com suple-
sulas: 225 mg (acç-.lo prolongada), 500 mg ser administrnda direct:1111ente na bol:1 ou mentos vitamínicos devem ser avisados Semi-vida: Desconhecida.
■ Solução (gotas): 100 mg/ml ■ Granula­ misturnda com sumo de fruta, cereais. ou que não devem exceder os RDA's (ver
do: 1 g ■ Em combinação com: outras outros alimentos. CONTRA-INDICAÇÕES
Apêndice Ml. A eficácia de megadoses de
vitaminas e minerais em prepai:1ções mul- o A via IM é usualmente preferida em rela- E PRECAUÇÕES
vitaminas par:.1 1r:.1tamento de variadas situ-
tivitamínicas. ção à via parentérica. açôes médicas não está provada e pode Contra-indicações: ■ Anemia perniciosa
causar efeitos l:tter:.1is. A par:.1gem brusca não corrigida (os danos neurológico serão
PERFIL DE ACTUAÇÀO ■ Perfusão continua: Diluir num volume
gr:.mde de 05%, 01()%, NaCl 0,9%, NaCl de doses elevadas de ácido ascórbico pode progressivos apesar da correcção das ano-
(Resposta às mudanças esqueléticas e he- provocar uma deficiência de rebou 11d. malias hematológicasl ■ As preparações con-
morrágk:1s no escorbuto l 0,45%, lactato de Ringer, ou solução de
Ringer, dextrose/soro fisiológico, ou com- tendo álcool benzílico não deverão ser usa-
INÍCIO PICO DURAÇÃO AVAllAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA das em recém-nascidos.
binações de dextrose/Ringer.
PO, 11\.l. IV. se 1-j St'lll~llli.lS <.lcsronhc- dcSl'Ollht'- A eficácia da terapêutica pode ser de- Precauções: ■ Anemias n:io diagnosticadas.
rido rillo 11 Ritmo de perfusão: l'erfundir lentamente.
monstrnda pOt": ■ Diminuição dos sintomas
11 Compatibilidade em seringa: ■ meto-
de deficiência de ácido ascórbico. REACÇÕES ADVERSAS
IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM dopr:unida. E EFEITOS LATERAIS
h1W • vs., ,_"ll5'5fl 'F wra
Ili Incompatibilidade em seringa: ■ cefa-
Derm: erupções.
MONITORIZAÇÃO/AVAllAÇÃO INICIAL zolina ■ doxap1:11ne. Outros: febre.
o Deficiência em Vitamina C: Av:1liar os 11 Compatibilidade aditiva: ■ amicacina INTERACÇÕES
sinais de deficiência em vitamina C ■ can:nnicina ■ cloreto de cálcio ■ gluce-
(desenvolvimento defeituoso dos ossos e ptato de c:ílcio ■ gluconato de c:íkio ■ Fármaco-fármaco: ■ Sulfonamidas, meto-
dos dentes, gengivite, hemorragia das cefalotina ■ cloranfenicol ■ clorpromazina trexato e triantereno previnem a activaç:1o
gengivas, perda de dentes) antes e dur:.m- ■ colistimetato ■ cianocohal:unina ■ dife- do ácido fálico ■ A absorção do ácido fólico é
te a ter:.1pêutica. nid1~1111ina ■ heparin:1 ■ meticilina ■ metil- diminuída pela sulfasalazina ■ As necessicb-

• MAJ(ISClILAS indil'am os pc)tendalmentc fatais: :mhlinhad,> im.lka t>s mais frequentes . • MAIÜSCl1LAS indk'am os potendalmeme fatais, sublinhado indica os mais frequemes.

• - - - - - - - - - - - - - .. - - - - - -
• - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - -
14 ÁCIDO FÓLICO
ADENOSINA 15
des de ácido fálico são aumentadas pelos DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM p:ir:.1 tr:llamento ele várias condições médi- Distribuição: Absorvido pelos eritrócitos e
estrogénios, fenitoína ou corticosteróldes. POTENCIAIS cas n:lo está comprovada e pode causar pelo endotélio vascular.
efeitos laterais. Metabolismo e excreção: Rapidamente
■ Altera~1lo da nutrição, inferior às nececi-
VIA DE ADMINISTRAÇÃO ■ Explicar que o ácido fálico pode tornar a convertida em inosina e monofosfato de
dades corporais <Indicações).
EPOSOWGIA urina mais :unarela. adenosina.
■ Intolerância à actividade fL~ica <IndiL11-
■ Aconselhar o doente a avisar o médico ou Semi-vida: < 10 seg.
çõesl. outro profissional de s:1úde se ocorrer
□ Dose terapêutica ■ Défice de conhecimento, relacionado com
erupç:io cutânea, a qual pode indicar CONTRA-INDICAÇÕES
■ PO, IM, IV, se (Adultos e crianças): até o regime terapêutico <Ensino ao Doente / hipersensibiliclade. E PRECAUÇÕES
1 mg/dia. / Família). ■ Enfatizar :1 importância da realizaçfo de
Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade ■
consultas médicas de vigilância p:11~1 av:1- Bloqueio AV do 2º ou 3º grau ou doença do
□ Dose de manutenção PROCEDIMENTOS liação cio progresso.
nó sinusal, excepto se estiver presente um
■ Informações gerais: Devido ao facto das
■ PO, IM, IV, se (Adultos e Crianças AVAUAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊlITICA pacemaker mtificial funcional .
deficiências vitamíniL~ts raramente ocorre-
>4 anos): 0,4 mg/dia. Precauções: ■ Doentes com história de as1n.1
rem isoladamente, são frequentemente A eficácia da tei·apêutica 1mde ser de- (pode levar a broncospasmol ■ Gravidez, la-
■ PO, IM, IV, se (Adultos, Grávidas e administr:.1das combinaçôes de várias vita-
Lactantes): 0,8 mg/dia. monstrada por: ■ Reticulocitose 2-5 dias ctação e crianças (segurança não estabeleci-
minas (Ver Apêndice Bl. após o começo da terapêutica ■ Resolução da) ■ Doentes com angina instável.
■ PO, IM, IV, se (Crianças <4 anos): até □ Pode ser administr.ido por via SC, 1M pro- dos sintomas da anemia megaloblástica.
0,3 mg/dia. funda ou IV quando a via oral não for REACÇÕES ADVERSAS
possível. m:mr 'lf'IPEIJllimwwn:mr: •~ E EFEITOS IATERAIS
■ PO, IM, IV, se (Recém-nascidos): ■ IV: A cor das soluçôes varia entre amare-
0,1 mg/dia. SNC: dor de cabeça, ligeiro peso na cabeça,
lo e am:trelo alaranjado. tonturns, ansiedade, press:lo na cabeça.
■ IV directo: Administr.ir a um ritmo de per-
APRESENTAÇÃO ORL: vi~ào turva, garganta dorida.
fusão de 5 mg durante pelo menos 1 min.
Resp.: falta de ar, press:io no peito, hiper-
■ Comprimidos: 5 mg, 10 mg ■ Em com- ■ Perfusão contínua: Pode ser adicionado ventilação.
binação com: outras vitaminas e minerai~ a uma solu~1lo de hiperalimentaçào.
CV: ruborização da face, arritmias transitóri-
como multiviramínicos. ■ Compatibilidade na derivação em Y: llli, palpitações, dor torácica, hipotensão.
■ famotidina.
GI: náuseas, sabor metálico.
PERFIL DE ACTUAÇÀO ■ Compatibilidade aditiva: ■ D50%. Derm: sudaç;.lo, sensação de queimadm~1,
■ Incompatibilidade aditiva: ■ 0500/i, ■ INDICAÇÕES
<Aumento da contagem de reticulócitosl ruborização da face.
gluconato de cálcio. ME: dor no pescoço e nas costas.
■ Convers:io da taquicardia supraventricular
INÍCIO PICO DURAÇÃO paroxística a um ritmo sinusal normal quan- Neuro: prurido, dormência.
ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA
PO. IM. SC, IV 3-'i di:is 'i-lO dias descnnhedda do as manobras vagais mlo silo bem sucedi- Outros: sensaç:io de press:lo inguinal, brn-
■ Encorajar o doente a cumprir o regime ali- das ■ Agente de diagnóstico <em conjunto ços pesados,
mentar recomendado pelo profissional de com técnicas não-invasivas) para avaliação
IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM saúde. Explicar que a melhor fonte de das deficiências de perfusão cio mioc-.írdio INTERACÇÕES
vitaminas é uma aliment:tção equilibr:.tda. que podem occmer como consequência de Fármaco-fármaco: A carbamazepina pode
MONITORIZAÇÃO/AVAUAÇÃO INICIAL com alimentos dos 4 grupos aliment:1res doença da coronária. aumentar a probabilidade de bloqueio car-
básicos. Se o médico estiver a tentar diag- díaco progressivo ■ O dipiridamol potencia
■ Avaliar os sinais de anemia megaloblástica nosticar uma deficiência em ácido fálico ACÇÃO os efeitos da adenosim1 (recomendada a redu-
(fadiga, fotqueza, dispneia) antes e perio- sem ocultar anemia perniciosa, será orde-
dicamente durante a terapêutica. ■ Restitui o ritmo sinusal normal pela inter- ç;.lo ela posologia ela adenosina) ■ A teofilina
nad:1 uma dieta pobre em vitamina B e
u Considerações ln/Joratol"inis: Monito- fol:tto. rupção das vias de reentrada no nodo AV e a cafeina podem diminuir os efeitos da
■ Reduz o tempo de conduç:lo mr:.1vés do adenosina (podem ser necessárias maiores
rizar os níveis plasmáticos de ácido fólico, ■ Os alimentos ricos em ácido fólico inclu- nodo AV ■ Também produz vasodilatação dct~es de adenosim1l. ■ O uso concomitante
hemoglobina, o hematócrito e a contagem em os vegetais, a fruta e as vísce111s; o da artéria coronária. Efeitos Terapêuticos: de glicosídeos digitálicos pode aumentar o
de reticulócitos antes e periodicamente calor destrói o ácido fólico dos alimentos. ■ Restaurnç:lo do ritmo sinusal normal. risco de fibrilação ventticular.
durante a terapêutica. ■ Os doentes auto-medicados com suple- VIA DE ADMINISTRAÇÃO
□ Pode provoL1u· diminui~1io das concentra- mentos vitamínicos devedo ser cautelo- FARMACOCINÉTICA EPOSOLOGIA
ções séricas de vitamina 8 11 quando admi- sos pa1~1 não excederem as RDA"s (Ver Absorção: Após a adminis11~1ção IV. a absor-
nistrado continuamente em doses elevadas. Apêndice Ml. A efidcia de elevadas dct~es ■ IV (Adultos e Crianças > 50kg): A11ti-
ç:io está essencialmente completa,
arrítmico - 6 mg atr:.1vés de um bólus via
' MAlí:scuus indicam os potcncialmeme fat:lis: sublinhado imlit~1 ,is m:iis frequente.,.
' ~IAIÍ1SC(ILAS indbm os pot<ndalmente fatais: suhlinh:1do indir:1 os mais frequentes.
16 ADENOSINA
ADRENALINA 17
IV rápida; se não se obtiverem resultados, DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM o Instruir o doente a relatar ruborização da Distribuição: Não atravessa a barreira
repetir 1-2 min mais tarde num bólus de POTENCIAIS face, falta de ar ou vertigens. hemo-encefálica; atravessa a placenta e
12 mg via IV. Esta dose pode ser repetida. penetra no leite materno.
(Cada dose não deve exceder os 12 mgl. ■ Diminuição do débito cardíaco (Indica- AVAllAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUITCA Metabolismo e Excreção: A acção termina
ções)
Diag11óstico - 140 mcg/kg/min durante A eficácia da terapêutica porle ser de- rapidamente pela metabolizaç;io e pela cap-
6 min (0,84 mg/Kg total) ■ Défice de conhecimemo, relacionado com
monstrada por: ■ Conversão da taquicardia taç:io pelos terminais nervosos.
■ IV (Crianças <50 kg): Autiarrítmico- o regime terapêutico <Ensino ao Doente / supraventricular para ritmo sinusal normal Semi-vida: Desconhecida.
0,05-0,1 mg/kg :1través de um bólus por /Família) ■ Diagnóstico dos deleitas de perfusào do
via IV rápida; pode ser repetida 1-2 min miocárdio. CONTRA-INDICAÇÕES
mais tarde; se a resposta for inadequada, PROCEDIMENTOS
pode aumentar-se em 0,05-0,1 mg/kg até ■ Informação Geral: .'\:·," confundir e1d,.·-
E PRECAUÇÕES
que o ritmo sinusal seja estabelecido ou n1 >."'in:1 ~·, )1\1 fc l-.;!';1111 de ;1dcn11..,i,u. CONTRA-INDICAÇÕES:
até que a dose máxima de 0,3 mg/kg seja o Se a adenosina estiver refrigerada podem ADRENALINA
usada. ■ Hipersensibilidade às aminas adrenérgicas
aparecer cristais. Aquecer à tempeMura
■ Algumas preparações podem conter bissul-
ambiente para dissolver os cristais. A solu- CLASSIFICAÇÃO: fitos ou fluorocarbonetos (em alguns inala-
APRESENTAÇÃO ção deve estar transparente antes de usar. Broricodilatadores (agoriisfà adrenérgico), dores) que devem ser evitados em doentes
■ lnjecçiio: 3 mg/ml Deitar fora as porções n:io utilizadas. vasopressor . , com hipersensibilidade ou intolerância
■ IV directo: administrar na forma não di-
conhecida.
PERFIL DE ACTUAÇÀO luída. Gravidez: Caiêgori~ ê'
(Efeito antiarrítmico) (Ver apêndice P para uso oftálmico)· PRECAUÇÕES:
111 Ritmo de perfusão: Administrar durante
1-2 segundos por via IV directa ou por
INÍCIO PICO DURAÇÃO ■ Doença cardíaca ■ Hipertensão ■ Hipertiroi-
cateter IV proximal. Seguido por injecção
IV imt:c.lkn<, dt'Sl'<>nhed<.I<, 1-1 min INDICAÇÕES dismo ■ Diabetes ■ Glaucoma (excepto quan-
rápida ele soro fisiológico para assegurar
do se destina ao uso oftálmico) ■ Doentes ido-
que a adenosina minja a circulaç:io sisté- ■ SC, IV, Inalação: T1~1t:11nento da doença sos (mais susceptíveis a reacções adversas;
mica. A administração lenta pode causar o respiratória reversível provocada pela asma pode ser necessária a reduç;io da dose l ■
IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM aumento da frequência cardíaca em res- ou doença pulmonar obstrutiva crónica ■ SC, Gravidez (peno cio termo), lactaç;io, ou crian-
posta ã vasoclilataç:io. IV: Tratamento de reacções alérgicas severas
MONITORIZAÇÃO/AVAIJAÇÃO INICIAL ç;1s < 2 anos (segurança ainda não estabeleci-

■ IV, Intracardíaca: Tratamento da paragem
Perfusão contínua: adminis11~1r um frasco
l~trdíaca ■ Local/Espinal: Adjuvante na loca- da) ■ O uso excessivo pode levar à toledncia
o Monitorizar frequentemente o ritmo car- de 30 mi mio diluído na forma de perli.tsão e a broncospasmo paradoxal (inalador).
díaco (em cada 15-30 segl e o ECG ao lização/prolongamento da anestesia.
periférica. Não usar soluções que estejam
longo da terapêutica. Pode ocorrer um coradas ou com pa1tículas. Deitar fora a REACÇÕES ADVERSAS
período transitório de bloqueio cardíaco porç:io não utilizada. ACÇÃO
E EFEITOS IATERAis*
de 1º,2º, ou 3º grau ou de assitolia, logo ■ Resulta na acumulação de monofosfato
11 Ritmo de perfusão: Administrar a um
após a injecção; normalmente resolve-se ritmo de perfusão de 140 mcg/kg/min cíclico de adenosina CAMPc J nos receptores SNC: nervosismo, inquietação, tremuras,
1~1pidamente devido à curta clu1~1ç:io de aclrenérgicos beta ■ Afecta tanto os recepto- cefaleias, insónias.
durante pelo menos 6 min para uma dose res adrenérgicos beta cardíacos como os pul- Resp: broncospasmo paradoxal (uso exces-
acção da adenosina. Uma vez atingida a total de 0,84 mg/kg. O Thallium-201 deve
conversão para o ritmo sinusal normal, mon:u-es ■ Produz broncoclilataçào ■ Tam- sivo de inaladores).
ser injectado o mais próximo possível do bém possui propriedades ele agonista CV: angin:!, anitrni_;_lli, illl!.trlcns;\Q,
podem ocor-rer arritmias transitórias (con- acesso venoso a meio da perfusào (após adrenérgico alfa, o que resulta em vasocons- tac111icardi:i.
tracções ventriculares prematuras, cont1~1c- 3 minl. triçào ■ Inibe a libenação dos mediadores GI: náuseas, vómitos.
ções auriculares prematuras, taquicardia elas reacções de hipersensibilidade imediata Endo: hiperglicemia.
sinusal, bradicardia sinusal, extrassístoles, 11 Compatibilidade em derivação em Y:
■ Tálio-201 pelos mastócitos. F.Jdtos Tera pêutkos: ■
bloqueio do nodo AVl, mas ge1~1hnente Broncodilataç;io ■ Manuten~'ào da frequência INTERACÇÕES
duram apenas alguns segundos. cardíaca e da pressão arterial ■ Localização/
o Monitorizar a press:io :uterial durante a ENSINO AO OOENTE/FAMÍUA /prolongamento cb anestesia local/espinal. Fármaco-fãrmaco: ■ O uso simultâneo com
terapêutica. o Alertar o doente a mudar de posição len- outros fármacos adrenérgicos (simpati-
o Avaliar o estado respirarório (sons respira- tamente para minimizar a hipotensão FARMACOCINÉTICA comiméticos) produz efeitos laterais adre-
tórios, frequência cardíaca l a seguir ã ortostática. As doses >12 mg diminuem a nérgicos aditivos ■ O uso com inibidores da
administração. Doentes com história de Absorção: Bem absorvido após administra- MAO pode originar crise hipertensiva ■ Os
pressão anerial por diminui~~io da resis- ção SC; pode ocorrer alguma absorção após bloqueadores adrenérgicos beta podem
asma podem sofrer broncospasmo. tência vascular periféric:1. inalaçüo repetida ele doses elevadas. impedir o efeito terapêutico.
• MAIÚSCULAS indicam '" potendalmeme fa1:1is: suhlinh:ido indirn '" m:iis frequentes.
' MAIÚSCULAS indiram os pOlendalmenre fot:iis: sublinhado indira os mais frequenres.

• --------------------
• --------------------
18 ADRENALINA
VIA DE ADMINISTRAÇÃO ■ Tópico (Adultos e Crianças ~ 6 anos): o Avaliar as reacções de hipersensibilidade
ADRENALINA 19
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
E POSOLOGIA Descongestionante 11asa/-Aplic.1r a soluç;1o a (erupções; urticária; edema da face, lábi-
1% em gotas, spray, ou com uma gaze.
POTENCIAIS
os, ou pálpebras). Se est,1 situ:1ç:1o ocorrer,
■ se, 1M (Adultos): Reacções anq/iláticas / ■ Intraspinal (Adultos e Crianças): ■ Desobstruç,1o ineficaz elas vias respiratóri-
suspender a medicaç,1o e informar ime-
/asma O, 1-0,5 mg (a dose única não eleve 0,2-0,4 mi de urna soluç:1o 1:1000. cliatamete o médico ou outro profissional as (Indicações).
exceder 1 mg); pode ser repetido ele 10- ■ Com Anestésicos Locais (Adultos e de saúde. ■ Alteração da perfusào tecidular (Indica-
-15 min para o choque anafilático ou em Crianças): Usar solução 1:200 000 com ções).
■ Vasopressor: Monitorizar a press:1o arte-
cada 20 min-4 h para a asma. Suspensão de anestésicos locais. ■ Défice de conhecimento, relacionado com
adrenalina- 0,5 mg via SC inicialmente, rial, o pulso, o ECG, e a frequência respi- o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
pode ser repetido 0,5-1,5 mg de 6/6 h. ratória frequentemente durante a adminis- /Família).
APRESENTAÇÃO tração IV. Devem ser monitorizados con-
■ IM (Crianças): Re{lcções Clll{l}liáticas/ ■ Solução i11jectável: 1 mg/ml.
tinuamente durante a administração IV, o PROCEDIMENTOS
{lsma 0,01 mg/kg ou 0,3 mg/m 2 (m1o exce- ECG contínuo, os parâmetros hemodinâ-
der 0,5 mg/dose) em cada 15 min nas 2 pri- PERFIL DE ACTUAÇÀO ■ Informação Geral: A medicaç,1o deve ser
micos e o débito de urina.
meiras doses, depois ele 4/4h. S11spemào de (broncodilatação) administrada prontamente no início do
adre11{1/ina- 0,025 mg/kg (0,625 mg/m 2) via o Monitorizar dores no peito, arritmias, fre- broncospasmo.
INÍCIO PICO DURAÇÃO quência cardíaca > 110 bpm, e hiperten-
SC; pode ser repetido de 6/6 h (n:1o exceder ■ Pode ocorrer tolerância com o uso pro-
0,75 mg em crianças :':: 30 kg). ln:1tu;~l<1 3-) min Desn1nl11:cid,1Hh sfo. Consultar o médico quando ocorre- longado ou excessivo. A eficácia pode ser
■ IV (Adultos): Anajilaxia seuera- O, 1-0,25 se 6-12 min 10 min <H h rem alterações do pulso, pressão arterial, e retomada após interrupção durante alguns
mg em cada 5-15 min; pode ser seguido por IM 6-12 min Desnmhedd11 <1-, h do ECG para ajustamento da dose ou para dias seguida de readministração.
perfusào contínua de 1-4 mcg/ min. Ress11s- IV R(1pid11 20 min 20-30 min suspensão da medicaç:1o. ■ \Tril°il"Jr :1 clcisl'. l'ílllL'L'lllUL'~\(>. L· \ iJ dv
citaçào cardiop11/mo11ar- 0,5-1 mg em cada ■ Choque: Avaliar o estado volémico. A hi- :1dminisr1,1c:1n n1id:1d, ,s,1m,·111,· .1nlvs d:1
3-5 min; pode ser seguido de perfusào de povolémia deve ser corrigida antes da :1d111inis1u,·,1n _l:"1 ,1e()1T1·1,1111 Li1:il11L1d,·.,
lmcg/min (pode ser aumentado até 4 mcg / administraç:1o de adrenalina IV. d,:1 idn :1 l"IT".'· d,· 111,·,lic:1,·:11, h:1r lllll:1
/minl. Bradicardia- l mcg/min inicialmente; MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL ■ Descongestionante nasal: Avaliar a con- s,-rit\~ct d,: 1ul1,·1ntlin,1 l"llt\1 11m:1 e1_~ulk1 211
pode ser ajustado conforme as necessidades gestfo nasal e a congestão dos seios peri- 11:1r:1 inj,·cu" .SI: p:1r:1 e1ssqur:1r ,1 ad111i-
(intervalo de 2-10 mcg/minl. o Broncodilatação: Avaliar os sons pulmo- 111s1r:1u" ,L, 11u:1111i,Ltdc ,·,JJ-i-,·,·1:1 Lk 11wd1-
nares, padrão respiratório, pulso, pressão nasais antes e periodicamente durante a
■ IV (Crianças): Aml}ilaxi{I seuera-0,l mg t-:1c;11 ). 1 ·.,:1 r :! .'-ili.~{)( 'Jl...;;j,) :lj)l'll:1.s; p;tr:1 llSt)
arterial antes da administra~·ão e durante terapêutica.
(menos em crianças mais novas); pode ser SI
seguido por perfusão contínua de O, 1 rncg/ o pico da medicaç,1o. Anotar a quantida- e, (i111.1·id~1·(iç1le., 1.aboi-a/oritlis: Pode pro-
■ Não usar soluções que se apresentem
/kg/min (pode ser aumentado até 1,5 mcg/ de, cor, e características da expectoração vocar diminui1,~1o transitória da concentra- rosadas ou acastanhadas ou que conte-
/kg/min). Ressusci/{lçâo cardiopulmonar- produzida, e notificar o médico ou outro ção do potássio sanguíneo por nebulizaçüo nham precipitados.
0,0l rng/kg, pode ser repetido em cada profissional de saúde se ocorrerem obser- ou em doses maiores do que as recomen- ■ No choque anafilático, a substituiç;lo ele
3-5 rnin; pode ser seguido por perfusfo ele vações anormais. dadas. fluidos deve ser administrada simultanea-
O, lmcg/kg/min (pode ser aumentado gra- o Monitorizar os testes de função pulmonar o Pode provocar um aumento da glicemia e mente com a adrenalina. Os antihistamíni-
dualmente até 1 rncg/kg/min). antes do início da terapêutica e periodica- da concentraç,1o de ácido láctico sanguí- cos e os corticosteróicles podem ser usa-
■ IV (Recém-nascidos): Ressuscit{lçâo car- mente durante o seu curso para determi- neo. cios em combinação com a adrenalina.
diop11/mo1wr- 0,01-0,03 mg/kg; pode ser naç1o da efidcia da medicação. o IM, SC: A medicaç:1o pode provocar irrita-
Tn.\'frlilrule e ,)'✓>{n·cdo.,,a~'¼'-)'n: Os sinto-
repetido em cada 3-5 min. o Observar o aparecimento paradoxal de ç:1o dos tecidos. Alrernar os locais de
broncospasmo. Se esta condição ocorrer, mas de sobredosagem incluem agitação
■ Inalação (Adultos e Crianças~ 4 anos): injecçüo para prevenir a necrose recidular.
suspender a medicação e informar ime- persistente, dor no peito ou desconforto,
llwlador /doseador)- 1 inalação 060-250 Massajar os locais de injecçlo após a
mcg), pode ser repetido após 1-2 rnin; doses diatamente o médico ou outro profissional diminuiçfo da pressüo arterial, tonturas,
hiperglicemia, convulsões, taquiarritmias, administraçáo para melhorar a absorção e
adicionais podem ser repetidas de 3/3 h. ele saúde. para diminuir a vasoconstriçüo local. Evi-
Soluçâo inalatória- 1 inalação da solução a o Observar no doente o aparecimento de tremuras persistentes, e vómitos.
tar a administraç,1o IM no músculo glúteo.
1 %; pode ser repetido após 1-2 min; doses tolerância ao fármaco e de broncospasmo. o O tratamento inclui a interrupção do trata- Agitar bem a suspensão antes da adminis-
adicionais podem ser administradas ele Os doentes que necessitem de mais do mento com o broncodilatador adrenérgico traç:1o; injectar prontamente para prevenir
3/3 h. Adrenalina racémica- Através de ne- que 3 inalações em 24 h devem estar sob e de outros agonistas adrenérgicos beta e a sedimentação.
bulizador manual, 2-3 inalações de uma so- supervisão apertada. Se não se observar a terapêutica sintomática de suporte. Os o IV: Diluir 1 mg (1 mi) da solução 1:1000
luç1o a 2,25%; pode ser repetido após 5 min alívio ou se este for mínimo após trata- fármacos bloqueadores adrenérgicos beta em 10 mi de NaCI 0,9% para injectáveis
com 2-3 inalações, até 4-6x/dia. mento com 3-5 inalações em 6-12 h, não é cardiosselectivos sfo usados cuidadosa- para preparar uma soluç:1o 1: 1O 000. Re-
■ Intracardíaca: (Adultos): 0,3-0,5 mg. recomendado a continuação do tratamen- mente, uma vez que podem induzir bron- jeitar qualquer solução que não seja usada
■ Endotraqueal (Adultos): 1 mg. to com aerossol isoladamente. cospasmo. em 24 h após a preparaçào.
' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais: sublinhado indica os mais frequenles. 0
MAIÍ1SCULAS indicam O!-i potencblmenre far:1is: sublinhado indica os mais freqw.:ntes.
ALDESLEUCINA 21
20 ADRENALINA
evitar fumar e o contacto com irritantes asma em doentes com asma crónica ■
o IV dlrecto: Administrar cada 1 mg duran- l':1das 10 gotas cl;i solução base no reser-
respiratórios. Prevenção da asma induzida pela actividade
te pelo menos 1 min; uma administração vatório do nebulizador. física ■ Reversão dos sinais e sintomas da :ma-
■ Inalação: Rever com o doente a técnica cor-
mais rápida pode ser usada durante a res- ■ A solução de adrenalina racémica a 2,25%
recta de administra~-:io (aerossol, respiraç:.io filaxia ■ Aumento da frequência cardíaca e do
suscitação cardiopulmonar. para inalação deve ser diluída para o uso débito cardíaco, quando usada na ressuscita-
intennitente com pressão positiva, imilação
o Perfusão Intermitente: No choque ana- na combinação nebulizador/respirador. ção cardíaca ■ Aumento da pressão ,uterial,
com doseadorl. Ver Apêndice I pam admi-
filático severo, a dose de 0,1-0,25 mg pode ■ Aguardar 1-2 min entre inalações da solu- quando usada como vasopressora ■ Locali-
ção de adrenalina para inalação, aerossol nistra~~io com inalador. Aguardar 1-5 min
ser repetida em cada 5-15 min. antes da :1dministt~ll" a dose seguinte. O bu- zaç:.1o do anestésico local ■ Diminuição da
11 llitmo de Pe1f11siio: Administrar durante de adrenalina para inala~-:io, ou aerossol de congestão m1sal e dos seios perinasais.
bitartarato de adrenalina para inalação para rnl deve ser favado após mela utilizaçüo.
5-10 min. Para manutenção, a solução o Não usar o nebulizador perto dos olhos.
pode ser diluída em 500 ml ele D5%, determinar a necessidade da segunda ina- ~1lffll!W~~-"'~A'iifil
o Instruir o doente a não rejeitar o inalador, Alatrovafloxacina,
D10%, NaCl 0,9%, D5/LR, D5%/solução de lacào.
■ Q~1ando a adrenalina é usada simult:mea-
podem estar disponíveis recargas.
Ringer, combinações dextrose/soluções o Aconselhar o doente a usar o broncodila- Ver FLUOROQUINOLONAS.
salinas, ou solução ele Ringer ou Lactato mente com inalações de corticosteróide
ou de ipatrópio, administrar em primeiro tador em primeiro lugar se estiverem a ~~~~
ele Ringer. Administrnr através de uma usar outras medicações por inalação, e a
derivação em Y com uma bomlx1 de per- lugar o hroncodilatador e as outras medi- Alclometasona
cações separadas por 5 min par.1 prevenir aguardar 5 min ames da administração de
fusão para assegurar uma posologia rigo-
outras medicações por inalação, a não ser
Ver CORTICOSTERÓIDES
rosa. a toxicidade derivada dos fluorocarbone- (!ÓPICO_S/LOCAIS):
o Perfusão Contínua: Para manutenção, a tos propelentes inalados. que exista indicação em contrário.
solução pode ser diluída em 500 ml de ■ Endotraqueal: A adrenalina pode ser injec- o Aconselhar o doente a lavar a boca com
D5%, D10%, NaCl 0,9%, D5%/LR, D5%/ tada directamente na á1vore brônquil-:1 :1tra- água após cada inalação para minimizar a ~~WWW-lW!B'~Rlr.!l'I

/solução de Ringer, combinações dextro- vés de um tubo endotraqueal se o doente secura da boca.
o Aconselhar o doente a manter uma ingestão ALÓESLEÚCINA ;
se/soluções salinas, ou solução de Ringer estiver entuhado. Proceder a 5 insufla~·ões _lnterleucin~ 2, !Ls2. .•.
ou de lactato de Ringer. Administrar a11~1- rápidas; :1dministrar vigorosamente 10 mi de fluidos adequada (2000-3000 mi/ /dia)
vés de uma derivação em Y com uma contendo 1 mg de adrenalina directmnen- para auxiliar :1 liquefacção de secreções. . CLASSIFICAÇÃO:
bomba de perfusão para assegurar uma te no tubo; seguida de 5 insuflações r.ípi- o Aconselhar o doente a consultar um pro- Antíriêdplásico • ·.'· ..
posologia rigorosa. das. fissional de saúde se os sintomas respira-
tórios não forem aliviados ou se piorarem
(interleuclpyepombína~te mc,iJ/ticad~).
li! Ritmo ,te Pe1:/i1.wio: Administrar a um
ritmo de 1-4 mcg/min. ENSINO AO DOENTE/FAMÍUA após o tratamento ou se ocorrerem dores Gravidez: ·categoria: C
lll Compatibilidade em Seringa: doxapram no peito, cefaleias, tontur.is severns, palpi-
■ Informações Gerais:
■ heparina ■ milrinona. tações, ne1vosismo, ou frnqueza.
lfl Compatibilidade na Derivação em Y:
o Instruir o doente a tomar a medicação o Instruir o doente a notificar um profissio- INDICAÇÕES
■ amrinona ■ atracúrio ■ cloreto de cálcio exacramente como é indicado. Se o doen- nal de saúde se o conteúdo da emlx1lagem
■ Tratamento do carcinoma das células
■ gluconato de cálcio ■ cisatracúrio ■ dil- te estiver submetido a um regime posoló- for usado em menos de 2 semanas.
gico defenido, as dose omitidas devem ser renais metastizado.
tiazem ■ dobutamina ■ dopamina ■ fauno- ■ Autoinjector: Instruir os doentes que esti-
tidina ■ fentanil ■ furosemida ■ heparina administradas logo que seja possível; verem a usar um autoinjector para reac-
espaçar as restantes doses em inte1valos ACÇÃO
■ succinato sódico de hidrocortisona ■ çcies anafiláticas a removerem a rampa de
hidromorfona ■ labetalol ■ lor.izepam ■ regulares. Não duplicar as doses. Prevenir segur.mça de cor cinzenta, colocando a ■ Aumenta a imunidade celular (conhecidas
midazolam ■ milrinona ■ morfina ■ nitro- o doente p.11~1 não exceder as doses re- ponta preta na coxa no ângulo correcto. como linfocitose e eosinofilia), aumenta a
glicerina ■ noradrenalina ■ pancurónio comendadas; pode provocar efeitos adver- Pression:11" fortemente contra a coxa até produç:.io de citocina (incluindo o factor
■ fironadiona ■ cloreto ele potássio ■ pro- sos, broncospasmo paradoxal, ou perda que o autoinjector funcione, segurar no necrose tumoral, interleucina-1 e interferão
pofol ■ rnnitidina ■ remifemanil ■ vecuró- da eficácia da medicação. local alguns segundos, remover, e rejeitar gama) e inibe o crescimento do tumor. Efd-
nio ■ complexo vitamínico B e C ■ varfa- o Instruir o doente a contactar imediata- no local apropriado. M:1ssajar a área de tos Terapêuticos: ■ Regressão do carcino-
rim1. mente um profissional de saúde se a falta injecç:.io durante 10 segundos. ma das células renais.
111 Incompatibilidade na Derivação em Y: de ar não for aliviada pela medicaç:io ou
·■ ampicilina ■ tiopental. se for acompanhada por. diaforese, tontu- AVAllAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA FARMACOCINÉTICA
111 Compatibilidade Aditiva: ■ cimetidina ras, palpitações, ou dor no peito.
o Aconselhar o doente a consultar um pro- A eficácia terapêutica pode ser demons- Absorção: A administração IV resulta numa
■ ranitidina.
trada por: ■ Prevenç:.io ou alívio do bron- biodisponibilidade completa.
11 Incompatibilidade Aditiva: ■ aminofilina fissional de saúde antes de tomar qualquer
medicação de venda livre ou bebidas alco- cosp:1smo ■ Aumento da facilidade de res- Distribuição: Rapidamente distribuída no
■ bicarbonato de sódio.
ólicas simultaneamente com esta terapêu- pira~~io ■ Prevenção do broncospasmo ou espaço intravascular e extracelular. 70% é ca-
lil Inalação: Quando se usar a solução de
tica. Alertar o doente que deve também redução da frequência de cri~es agudas de ptado pelo fígado, rins e pulmões.
adrenalina para inalação, devem ser colo-

• MAIÚSCULAS indicam os potend:1lmentc fatais: sublinhado in<lim os mais frequentes . • MAf(iSCULAS indirnm '" pmend:ilmente fatais: suhlinhado indica os ma,s frequentes.

• --------------------
• ---- ---- ----------
22 ALDESLEUCINA
Metabolismo e excreção: Metabolizado a náuseas, vómitos. diarreia, estomatite, ascite. digoxina ou ao ver:tpamil e geralmente
ALDESLEUCINA 23
pode ser usada nos doentes com catéter
aminoácidos pelas células tubulares renais. hepatomegália. resoll'em-se após a terapêutica completa. central. Qualquer infecção que surja tem
GU: oligúria/anúria, proteinúria, hematúria, o Monitorizar os sinais vitais pelo menos de ser tratada agressivamente. A aldesleu-
Semi-vida: 85 min.
disúria, insuficiência renal. lx/dia :io longo da terapêutica. Febre, cina compromete a função dos leucócitos.
Derm: prurido, DERMATITE EXFOLIA1:<\- arrepios, rigidez e mal estar ocorrem o Avaliar os sinais de anemia (aumento de
CONTRA-INDICAÇÕES
TIVA. geralmente algumas horas após a admi- fadiga, dispneia, hipotensão ortostática) e
E PRECAUÇÕES nistração. O par:1cetamol e um AINE, perdas de sangue lhemorr:1gia das gengi-
L e E: hipocalcemia, hipomagnesemia. hipo-
Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade à fosfatemia, hipocalemia, acidose, hiperurice- como a indomet:1cina, devem ser adminis- vas, lesões, petéquias, fezes, urina e vómi-
aldesleucina ou ao manitol ■ Pode ocorrer mia, hiponatremia, hipercalemia, ablose. trados antes do início da ter:tpêutirn com tos). A ranitidina ou cimetidina podem ser
sensibilidade cmzada as proteínas derindas Hemat: anemia, leucopenia, trombocitope- a aklesleucina par:t diminuir a febre. administradas como profilaxia da hemor-
ela E.Coli ■ Os doentes com qualquer histó- nia. problemas de coagulado, leucocitose. A meperidina pode ser adminis11~1da parn ragia ou da irritaç:1o GI. Podem ser neces-
ria de doença cardíaca ou pulmonar, avalia- eosinofilia. controlar a rigidez associada à febre. sárias transfusões de glóbulos vermelhos
das por testes anormais de tálio e da função Outros: SÍNDROMA CAPIL\.R de LE,\K, o Avaliar o desenvolvimento do ,,ru ln ,111:1 e/ou plaquetas.
respiratória ■ Doentes que tenham experi- febre. ,mepios, ganho ou perda ponde1~11. ,·:1pil:1r, k- l ,·:ti, !hipotensão, hipovolémia, o Avaliar a alimentação e o funcionamento
mentado qualquer das toxicidades seguintes, edema, ascite, derrames pleur:1isl. Geral- dos intestinos. As estomatites podem
durante uma te1~1pêutica anterior com aldes- INTERACÇÕES mente este manifesta-se como um abaixa- requerer uma dieta líquida ou alimentação
leucina ■ taquicardia ventricular sustentada mento na pressão arterial 2-12 h após o parentérica. A maior parte dos doentes têm
Fármaco-fármaco: ■ Glicocorticóides começo da administrnçào. Se a pressão
(~5 batidas), angina de peito ou enfarte do diminuem a eficácia do :mtineoplásico. náuseas, vómitos e diarreia, o que pode
miocárdio como indicado nas alteraçôes do sanguínea diminuir até <90 111111 Hg, re- levar a hipocalemia e acidose. Antiemé-
Evitar o uso simultâneo ■ Aumento de hipo-
ECG, problemas respiratórios que tenham comenda-se a monitorização constante do ticos e antidiarreicos podem ser adminis-
tensão pode ocorrer com antihipertenso-
necessitado de mais de 72 h de intubação, ECG, dos sinaL~ vitais de h/h e da pressão trados conforme o c.1so, sendo suspensos
res ■ Terapêutica com fármacos cardiotó-
tamponamento peridrdico, toxicidade renal venosa central. 12 h após a última dose de alclesleucina.
xicos, hepatotóxicos, mielotóxicos e
que tenha necessitado de mais de 72 h de nefrotóxicos em simultâneo aumentam o
o Monitorizar frequentemente o estado respi- o Avaliar a ocorrência de erupções cutâne-
diálise, disfunção do SNC com mais de 48 h risco de toxicidade nestes órg:1os. r:llório. Testar a funç.lo pulmonar, incluindo as e ele vesículas 11:1 pele. Informar o
em coma ou psicose, convulsões intr:11áveL~. os gases sanguíneos arteriais e RX do médico se estas ocorrerem; :I' dL"nm1i1,·,
isquemia ou perfuraçüo intestinal, hemor- tórax, antes e periodicamente durante a L'\l"li:11i1:1s pod,·111 .,c,r l:11:ii,.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO
ragia GI requerendo intervenção cirúrgica terapêutica. Toxicidade pulmonar Cinsufi- 1, Cou.~idl'm('<il's /abomtoriais: monitori-
EPOSOLOGIA ciência respiratória, taquipneia, respiraç:1o
■ Doentes submetidos a transplante de zar o hemogr:una, a contagem de plaque-
órgãos (aumento de risco de rejeição). ■ IV (adultos): 600.000 UI/kg C0,037 mg/ ruidosa) e infiltr:tçào pulmonar podem tas, bioquímica sanguínea incluindo os
Precauções: ■ Doentes com história de /kgl de 8/8 h durante 14 doses. O ciclo é tornar-se aparentes pelo 4" dia de tera- electrólitos, a função hepática e renal
doença cardiovascular, respiratória, hepática repetido após um período de 9 dias de pêutica e normalmente desaparecem algu- antes e diariamente dur:mte a terapêutica.
ou renal ■ Doentes com história de convul- descanso no total de 28 doses. Depois de mas semanas após a tempêutica. ,\ i11suh- Pode aumentar os níveis da bilirrubina,
sões ou suspeita de metástases no SNC (os um período de descanso de 7 semanas, os ,·iê·11,. ie1 1\:,pire11< ,ri:1 11• ,dL· 11,·c,·,:si1:1r , li· ureia, creatinina, transaminases e fosfatase
sintomas podem ser exager:1dos e podem doentes que tive1~1m uma resposta benéfi- Ílllt1i1:1c:1,,.
alcalina. Pode causar hipomagnesemia,
ocorrer convulsões) ■ Gravidez, lactaç:1o e c.1 podem fazer u~munentos adicionais. o \"L'l'ii"ir:1r di:1rLin1,·n1,· , , p,·s, ,. 1Jur:1111,· :1 acidose, hipocalcemia, hipofosfatemü1,
crianças com < 18 anos (segurança m1o esta- 1,·r.i1x·u1ic1 11 :1u111,:nl<> dL· 11'-''" 1111dv .si:r hipocalemia, hiperuricemia, hipoalbumi-
PERFIL DE ACTUAÇÀO !Regressão do tumor supt·ri11r a 11111 11. \ 1t·\·L•r.-;;111 tlt, g:1nl11) dr·
belecida l ■ Doentes em idade fértil. nemia e hipoproteinemia.
após um primeiro 11~1tamento completo) p,·,"· ,11r:11,·, de1 diur,:-.,L· d" rluidtt. p,111<: o Monitorizar a função da tiróide periodica-
.11.'ll111,:n·r 1-~ .,,·11un:1., :IJ".'·'" li111 d:1 IL"r:1-
REACÇÕES ADVERSAS INÍCIO PICO DURAÇÃO
mente du1~111te a te1~1pêutica.
P<'llli,:1.
E EFEITOS IATERAIS I\' dl:'sronheddo l.! o Monitorizar as mudanças do estado men-
-1 Sl•111;1nas llll'SL'S
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
Resp: congestão pulmonar, dispneia, edema tal. Interromper a administr:1çào se o POTENCIAIS
pulmonar, DEflCIÊr,!ClA RliS1'mATÚmA. doente apresentar uma let:1rgia ou sono-
Al'i'JEiA, taquipneia, demnne pleural. asma, ilMPUCiiÇílES PJ\!l/t l\ G\lffílfül!WIEI\Jl lência moderada ou grave. Baixas doses ■ Alto risco de infec~~1o (reacções adversas)
de haloperidol têm sido usadas para trata- ■ Défice de conhecimento, relacionado com
pneumotorax, hemoptises.
CV: ENfAllTE DO MIOCA1mm, l'r\lU- MONITORIZAÇÃO/AVAIJAÇÃO INICIAL mento de alterações debilitantes do esta- o regime terapêutico !Ensino ao Doente /
1;m11 CARDÍACA, IN:.UFICIÊf!Cl.•\ f'..\R- o Monitorizar continuamente o ECG duran- do mental. / Família)
OÍAC.\ CONGESTIVA, TROMBOSE, hipo- te a perfusào. A função cardí:ll~I, incluin- o Avaliar frequentemente os sinais de infec-
ção, particularmente de sépsis e endocar- Procedimentos
tensão. taquicardia, :mitmias, isquémi:1 do do o teste do tálio, del'e ser determinada
miocárdio, derrame do pericárdio. antes do início da te1:1pêutica. As arritmi- dites bacterian,1s. A profllaxia antibiótica ■ Informação geral: A aklesleucina só
GI: l'EHl'llllA(i\.O lNTES'l'INAI., icterícia, as supraventriculares podem responder a dirigida contra o staphylococcus a11re11S pode ser administrada num estabeleci-

• MA!ÍISCllLAS in,k,1111 ,is pmcnrialmeme fruais: suhlinh;ido indi<'I ,,_ mais frequemes. • MAlllSCllLAS indir:1111 <>< porenrialmente fatais: sublinhado indica os m:tis frequentes.
24 ALENDRONATO ALENDRONATO 25
mento hospitalar com unidade de cuida- □ Informar o doente que os problem:1s vi- CONfRA-INDICAÇÕES PERFIL DE ACTIJAÇÀO
dos intensivos. suaL~ começam pouco depois da adminis- E PRECAUÇÕES (inibição da reabsorção óssea)
■ Perfusão intermitente: Reconstituir cada tração ela alclesleucina, podem persistir
durante algumas semanas, mas são rever- Contra-indicações: ■ Insuficiência renal INÍCIO PICO DURAÇÃO
frasco com 1,2 mi de água esterilizada para (CCr < 35 ml/min) ■ Gravidez
injectáveis para obtenção de uma concen- síveis. PO I mês 3-6 meses 3 semanas-7 meses'
□ Aconselhar os doentes a usarem um méto- e lactação.
tração de 18 milhões UI 0,1 mgl/ml. Precauções: ■ Doentes com patologia GI • Após a parngem do alendronatn
Durante a reconstituição diligir o jacto de do contraceptivo 11:io-honuon:1! durante a
terapêutica. activa (disfagia, doença do esófago, gastrite,
água para a parede do fo1sco e girar o duodenite, úlceras) ■ Preexistência de hipo- IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM
conteúdo suavemente para evitar forma- calcemia e deficiência de vitamina D (corri-
ção de espuma. Não agitar. A solução AVAUAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL
gir antes da administração).
deve ficar límpida sem cor ou amarelo A cfil'ftcia da lerapêutica pude ser dc- ■ Osteoporose: Avaliar a diminuição da
claro. Administrar num período de 48 h monstl'ada por: ■ Diminui~~io do tamanho REACÇÕES ADVERSAS massa óssea antes e periodicamente du-
após a reconstituição. Deitar fora a porção ou da disseminação do carcinoma das célu- E EFEITOS IATERAIS rante a terapêutica.
não usada. las renais.
SNC: cefaleias. ■ Doença de Paget: Avaliar os sintomas da
■ Diluir a dose reconstituída em 50 mi de
GI: dor abdominal, nãuseas, dispepsia, obsti- doença de Paget (dor óssea, cefaleias,
dextrose a 5% em água. Não reconstituir
pação, diarreia, flatulência, . regurgitação diminuição da acuidade visual e auditiva,
ou diluir com água bacteriostátirn, NaCI ALENDRONATO ácida,úlcera esofágica, vómitos, disfagia, dis- aumento do volume do crânio).
0,9% ou albumina. · Adronat, Fosamax
tenção abdominal, gastrite, alteração do sabor. Bi Cousifleraçties laboratoriais: Osteopo-
■ Durante a administração da aldesleucina
não usar filtro. · CLASSIFICAÇÃO: •· · Derm: empção cutânea, eritema. rose: Monitorizar o valor do cálcio sélico
lnibidor'de reabsorção óssea ME: dor músculo-esquelética. antes e periodicamente durante a terapêu-
111 Ritmo dl' jJei:fi1sr7o: administrar cada
(bifosfonato) tica. A hipocalcemia e a deficiência de
dose durante 15 min. INTERACÇÕES
111 Incompatibilidade aditiva: Não mistmar
vitamina D deverão ser tratadas antes de
Gravidez: Categoria C . Fármaco-f'armaco: ■ Suplementos de cál- começar a terapêutica com alendronato.
com outros fürmacos.
iil Compatibilidade na derivação em Y:
cio, antiácidos e outras terapêuticas orais Pode provocar aumentos ligeiros e transi-
diminuem a absorção do alendronato ■ Do- tórios do cálcio e dos fosfatos.
■ anfotericina B ■ gluconato de cálcio
INDICAÇÕES ses >10 mg/dia aumentam o risco de reac- □ Doença de Paget: Monitorizar a fosfatase
■ difenidramina ■ dopamina ■ fluconazol,
■ T1~1tamento de osteoporose d:1 mulher na ções adversas no tracto GI quando usado alcalina antes e periodicamente durante a
foscarnet ■ heparina ■ sulfato de magné-
pós-menopausa ■ Tratamento da doença com umAINE. terapêutica. O alendronato é indicado
sio ■ metoclopramicla ■ ondasetron ■ clo-
óssea de Paget ■ Trntamento da osteoporose Fármaco-alimento: ■ Os alimentos diminu- para doentes com fosfatas e alcalina 2 x >
reto de potássio ■ raniticlina ■ trietilper:.1-
zina ■ trimetoprima/sulfametoxazol. induzida por corticosteróides em doentes em significativamente a absorção. A cafeína ao valor normal.
(homens e mulheres) submetidos a te1~1pêu- (café, chá, cola, água mineral) e o sumo de
u Incompatibilidade na derivação em Y:
tica com '?.7,5 mg/dia de prednisona ou equi- laranja também diminuem a absorção. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
ganciclovir ■ lorazepam, ■ pentamidina,
proclorperazina ■ prometazina. valente e que tenham evidência ele diminui- POTENCIAIS
ção da densidade mineral óssea. VIA DE ADMINISTRAÇÃO
■ Alto risco de lesão (Indicações).
Ensino ao Doente/Família EPOSOWGIA
ACÇÃO ■ Défice de conhecimento, relacionado com
■ PO (adultos): Tratamento da osteoporose o regime alimentar e terapêutico (Ensino
□ Instruir o doente a informar o médico ou ■ Inibe a reahsor~1io óssea impedindo a acti- - 10 mg lx/dia. Preiiençào da osteoporose- ao Doente/Família).
outro profissional de saúde se oco1Ter dis- vidade osteoclástica. Efeitos frrapl.'utkos:
pneia, garganta dorida, febre, arrepios, 5 mg lx/dia. Doença de Paget - 40 mg
■ Reversão da progressão ela osteoporose ■
pele amarela, perda anonnal de sangue ou lx/dia durante 6 meses. Pode ser acon- PROCEDIMENTOS
Diminui~'ào progressiva da doença de P;1get. selhável um novo tratamento para doen-
hematoma, ou fadiga. Prevenir o doente ■ PO: Administrar em jejum com 180-240 mi
que deve evitar multidões ou pessoas com FARMACOCINÉTICA tes com recorrências. Tratamento da oste-
oporose induzida por corticosteróides em de água corrente, 30 min antes de outros
infecções. Aconselhar o doente a usar uma Absorção: Mal abso1vido após administr:.1- fármacos, bebidas ou alilnentos.
escova de dentes suave e máquina de bar- homens e em mulheres pré-menopáusicas-
~~io oral (biodisponibilidacle 0,7-0,8%) 5 mg lx/dia. Tratamento da osteoporose ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA
bear eléctrica e para ter o especial cuidado Distribuição: Distribuição transitória aos te-
de evitar quedas. Os doentes devem ter induzida por corticosteróides em mulhe-
cidos moles, clepol~ dL~tribui~'iio no osso.
cuidado com bebidas alcoólicas e medica- res pós-menopáusicas sem terapêutica □ Informar o doente acerca da importância
Metabolismo e Excreção: Excretado na de o tomar, como lhe é indicado em
mentos que contenham aspirina, ibuprofe-
com estrogénios- 10 mg lx/dia
urina. jejum, 30 min antes dos outros fãnn~cos
110, naproxeno ou cetoprofeno poL~ estes Semi-vida: 10 anos (reflecte a libertação do APRESENTAÇÃO de bebidas e de alimentos. '
podem precipitar hemorragia gástrica. fármaco pelo esqueleto). ■ Comprimidos: 10 mg. □ A absorção melhora se aguardar mais de

' MAIÚSCULAS indicam os potendalmente fatais: sublinhado indica '" mais frequentes. ' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes .

..
•- - - - - - - Ili 1111 1111
-- ---- - 1111 Ili
-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
26 ALITRETINOÍNA ALOPURINOL 27
30 min. O alendronato deve ser tomado ACÇÃO o Avaliar, no doente, sinais ele toxicidade der- que contêm DEET, durante o tratamento.
com 180-240 ml ele água corrente (água ■ Liga-se e activa os receptores cios retinói- matológica. A toxicidade dermatológica A alitrerinoín:1 pode aumentar a toxicida-
mineral, sumo ele laranja, café ou outras c\es, resultando na inibição das células do pode iniciar-se com eritema, que pode de cio DEET.
bebidas diminuem a absorção). Se falhar SI(. Efeitos tnapfoticos: ■ Diminuição elas aumentar, e desenvolvimento ele edema
uma dose, omitir essa dose e recomeçar lesões cutâneas cio SK. com a continuidade elas aplicações. A ocor- AVAllAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
na manhà seguinte; não duplicar as doses rênci:1 ele toxicidade severa (como a que é A efkiida U .-api:'11!i-,.·a pndc ;;,•r >.k·mow;-
nem tomar mais tarde. Não interromper a FARMACOCINÉTICA 0

eviclenciacla pelo eritema, edema e vesi- ;r;11la p<>r: ■ Diminuiç,1o das lesões cutâneas
terapêutica sem consultar o médico ou
Absorção: S:lo absorvidas pequenas quanti- cubç~io) pode limitar o t1~1t:1111ento. Se ocor- cio SK. Os efeitos podem ser obse1vaclos após
outro profissional de saúde.
dades. rer toxiciclacle, diminuir a frequência elas cerca de 2 semanas, no entanto a maioria dos
o Ensinar o doente a ficar na posição vertical
Distribuição: Desconhecida. aplicações. Se ocorrer toxicidade extrema, doentes requer 4-8 semanas para se obse1var
durante 30 min após a toma da dose para
Metabolismo e excreção: Ocorre algum interromper a medicação durante alguns uma resposta. Alguns doentes requerem mais
facilitar a passagem para o estômago e
minimizar o risco de irritação do esófago. metabolismo. dias até que os sintomas desapareçam.
Semi-vida: Desconhecida. cio que 14 semanas para atingir melhorias sig-
o Aconselhar o doente a adaptar um regime nificativas. A aplicaç:.lo do gel deve continuar
alimentar equilibrado e a consultar o mé- CONTRA-INºICAÇÕES DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM enquanto o doente retirar benefícios disso.
dico ou outro profissional de saúde acer- E PRECAUÇOES POTENCIAIS
ca da necessidade de um suplemento ele
Contra-indicações: ■
Hipersensibiliclacle ■ Comprometimento da integridade ela pele
cálcio ou ele vitamina D.
o Encorajar o doente a fazer exercício físico e aos retinóicles ■ Gravidez e lactação. (indicações, Reacções Adversas). ALOPURINOL
a alterar os comportamentos que aumen- Precauções: ■ Doentes em idade fértil. ■ Défice ele conhecimento, relacionado com
Alopurinol-rathiopharm, Aios/ar, Uriprim,
tem o risco de osteoporose (parar de ■ Ciianças (segurança ainda não estabelecida). Zurim, Zyloric
o regime terapêutico (Ensino ao Doente /
fumar, reduzir o consumo de álcool). / Família).
REACÇÕES ADVERSJ\'i CLASSIFICAÇÃO:
o Prevenir o doente que eleve usar protector E EFEITOS LATERAIS
solar e vestuário adequado para prevenir PROCEDIMENTOS Fármacos anti-gota (inibidor da xantina
reacções de fotossensibilidade. Local: dor, prurido, erupcào cutânea, oxidase)
o Aconselhar as doentes a informar o mé- edema, exfoliaç:.lo, clennatite, parestesia. ■ Tópica: Aplicar gel suficiente para cobrir
dico ou outro profissional de saúde se a les:io com uma camada abundante Gravidez: Categoria C
houver suspeita de gravidez ou se esta INTERACÇÕES 2x/clia, no início. Se for tolerado a aplica-
estiver planeada. Fármaco-fármaco: ■ Não usar concomitan- ç.io pode ser aumentada para 3-4x/clia.
temente com repelente de insectos que cem- Permitir que o gel seque durante 3-5 min INDICAÇÕES
AVAllAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA tenham N,N-dietil-m-toluamida (DEET). antes do contacto com a roupa. Evitar a
A eficácia da terapê ,ode ser de- A alitretinoína aumenta a absorção ele DEET. aplicaç:io cio gel na pele saucl:'tvel .1 volta ■ PO: Prevenç:io ele crises ele artrite gotosa
monstrada por: ■ Diminuiçào da progres- elas lesôes ou nas mucosas existentes nas e nefropatica ■ PO, IV: Tratamento ele hipe-
VIA DE ADMINISTRAÇÃO ruricemia secundária, que pode ocorrer du-
são da osteoporose nas mulheres na pós- E POSOLOGIA proximidades; a pele pode ficar irritada.
menopausa ■ Diminuição da progressão da N:io cobrir com roupa oclusiva. rante o tratamento ele rumores ou leucemias.
doença de Paget ■ Tratamento da osteopo- ■ Tópico (Adultos): Inicialmente aplicar
rose induzida por corticosteróides. urna camada abundante 2x/dia nas lesões ENSINO AO DOENTE/FAMÍUA ACÇÃO
do SK; a aplicação pode ser aumentada
o Instruir o doente no método correcto de ■ Inibe a procluçào de ácido úrico. hd10,,
para 3-4x/clia.
aplicação do gel. Enfatizar a importância ·,, , "f"'ndcc:c<, ■ Diminuiç:1o dos níveis san-
ALITRETINOÍNA guíneos de ácido úrico.
(ácido 9-cis-retinóico) PERFIL DE ACTUAÇÀO ele continuar o tratamento, mesmo se os
(resposta elas lesões cio SK) resultados não forem visíveis. Pode ser
necessCtria uma terapêutica prolongada. FARMACOCINÉTICA
CLASSIFICAÇÃO: INÍCIO PICO DURAÇÃO
o Aconselhar o doente a informar um pro- Absorção: Bem abso1viclo (80%) após aclmi-
Fármacos dermatológicos (retinóides) Túpin1 l semanas -f-1--í semanas dt'Sl'llllhecida fissional ele saúde se ocorrerem sinais ele nistraç:1o oral.
toxicidade. Distribuição: Amplamente distribuído na
Gravidez: Categoria D
o Alertar o doente que eleve m1111m1zar a ,ígua teciclular.
exposição das áreas tratadas à luz solar ou Metabolismo e Excreção: Metabolizaclo a
INDICAÇÕES MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL a lâmpadas ele solário para prevenir reac- oxipurinol, um composto activo com semi-
■ Tratamento tópico de lesões cutâneas cio o Avaliar as lesões na pele antes e periodi- ções de fotossensibiliclacle. vicla longa. 12% excretado na forma inaltera-
sarcoma ele Kaposi <SK) relacionado com a camente durante a terapêutica para cleter- o Aconselhar o doente a evitar o uso de pro- da, 76% excretado como o oxipurinol.
SIDA. minaç:1o da eficácia. dutos, como os repelentes ele insectos, Semi-vida: 2-3 h (o oxipurinol 24 h).
' MAIÚSCULAS indicam os po1encialmente falais; sublinhado indica os mais frequenles.
e MAIÚSCULAS indicam os potencialmeme falais: sublinhado indk~ os mais frequentes.
28 ALOPURINOL ALOPURINOL 29

CONTRA-INDICAÇÕES o Tratamento de hiperuricemia parar o alopurinol imediatamente. A tera- cios e administrados com líquidos ou mis-
E PRECAUÇÕES secundária pêutica eleve ser suspensa definitivamente turados com os alimentos, nos doentes
se a reacção for grave. A terapêutica pode com clificuldacle na deglutição.
■ PO (adultos): 600-800 mg/clia repartidos
Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade ■ ser reiniciada depois ela diminuição ele ■ Perfusão intermitente: Reconstituir cada
em várias doses, começando 12 h-3 dias
Gravidez e lactação. uma reacção ligeira, com uma dose baixa frasco ele 30 mi com 25 mi de água esteri-
antes ela quimioterapia ou da radioterapia. (50 mg/clia com reajustamento gradual).
Precauções: ■ Crises agudas de gota ■ ■ IV (adultos): 200-400 mg/m2/clia (até
lizada para injectáveis. A solução eleve ser
Se ocorrerem novamente erupções cutâ- transparente e quase incolor, apenas com
Insuficiência renal (é necessário reduzir a 600 mg/clia) como dose única ou reparti-
neas, parar definitivamente a terapêutica. uma leve opalescência. Diluir até à con-
posologia se CCr <20 ml/min) ■ Desidratação dos em várias doses em cada 6-12 h. ■ Gota: Monitorizar a ocorrência ele dores centração pretendida com NaCl 0,9% ou
(é necessária uma hidratação adequada). ■ PO (crianças 6-10 anos): 300 mg/clia.
e edema articular. A combinação com col- clextrose 5% a qual não eleve exceder
■ PO (crianças <6 anos): <150 mg/dia.
quicina ou com AINE's pode ser necessá- 6,0 mg/ml. Administrar a solução no pe-
■ IV (crianças): 200 mg/m 2/clia, inicial- ria nas crises agudas. As dose profiláticas
REACÇÕES ADVERSAS mente como dose única ou repartidos em
ríodo de 1O h após a reconstituição; não
E EFEITOS IATERAIS ele colquicina ou ele um AINE elevem ser refrigerar. Não administrar soluções que
várias doses em cada 6-12 h. administradas concomitantemente durante estejam coradas ou que contenham partí-
SNC: sonolência. o Insuficiência renal os 3-6 primeiros meses ele terapêutica culas em suspensão.
GI: náuseas, vómitos, diarreia, hepatite. uma vez que ocorre um aumento da fre- 61 Ritmo de pe1:/i1sáo: A perfusào eleve ser
■ PO (adultos): CCr 60 1111/min- 200 mg/
GU: Insuficiência renal. quência das crises ele artrite gotosa duran- iniciada 24-48 h antes do início da quimi-
/dia; CCr 40 ml/min- 150 mg/clia; CCr
Derm: erupção cutânea, urticária. te a terapêutica inicial. oterapia que provoque lise elas células
20 ml/min- 100 mg/clia; CCr 10 ml/min-
lil Cousidemçiies laboratoriais: Os valo-
Hemat: depressão ela medula óssea. 100 mg/dia dia sim dia não; CCr<l0 mi/ tumorais. O ritmo ele perfusào depende
res habituais do ácido úrico começam a cio volume a perfundir. Pode ser adminis-
Outros: reacções ele hipersensibilidade. /min-100 mg 3x/semana.
diminuir 2-3 dias após o início ela tera- trado como perfusào única ou repartido
■ IV (adultos): CCr 10-20 ml/min- 200 mg/
pêutica. em perfusões separadas por inte1valos ele
/dia; CCr 3-10 ml/min-100 mg/clia; CCr<
INTERACÇÕES o Monitorizar a glicose sanguínea nos doen- 6, 8 ou 12 h, a uma concentração que não
3111//111i11- lOO mg/clia com inte1valos pro-
tes que estejam a tomar hipoglicemiantes exceda os 6 mg/ml.
Fármaco-fármaco: ■ O uso com merca- longados.
orais. Pode causar hipoglicemia. ru Incompatibilidade aditiva: amicacina,
ptopurina e azatriopina aumenta as pro- o Monitorizar as funções hematológicas, re-
priedades depressoras ela medula óssea ■ a APRESENTAÇÃO anfotericina B ■ carmustina, cefotaxima ■
nais e hepáticas antes e periodicamente clorpromazina ■ cimeticlina ■ clinclamicina
posologia destes fármacos deverá ser reduzi- ■ Comprimidos: 100 mg, 300 mg. durante a terapêutica, especialmente du- ■ citarabina ■ clacarbazina ■ claunorrubici-
da ■ O uso com ampicilina ou amoxicilina rantes os primeiros meses. Pode causar na ■ clifenidramina ■ doxorrubicina ■
aumenta o risco ele erupção cutânea ■ O uso PERFIL DE ACTUAÇÀO aumento cios valores sanguíneos ele fos-
(Efeitos hipouricémicos) cloxiciclina ■ clropericlol ■ floxuriclina ■
com hipogllcemiantes orais e varfarina fatase alcalina, bilirntbina, AST e ALT. gentamicina ■ haloperidol ■ idanubicina,
aumenta o efeito destes fármacos ■ O uso A diminuição elas contagens de células
INÍCIO PICO DURAÇÃO• imipenemo-cilastatina ■ mecloretamina ■
sanguíneas torais e ele plaquetas pode
com diuréticos tiazídicos ou IECA's au- mepericlina ■ metoclopramida ■ metil-
PO, IV 1~3 dias 1-3 semanas 1-2 semanas indicar depressão ela medula óssea. O au-
menta o risco ele reacções ele hipersensibili- preclnisolona (succinato ele sódio) ■ mino-
mento cio azoto ureico sanguíneo, ela cre-
dade ■ Grandes doses ele alopurinol podem ;.Duração após a paragem d<l alopurim1I. ciclina ■ nalbufina ■ netilmicina ■ onclase-
atinina sanguínea e ela c/eara nce ela crea-
aumentar o risco ele toxicidade ela teofllina. tron ■ proclorperazina ■ prometazina ■
tinina pode indicar nefrotoxiciclacle. Estes
bicarbonato de sódio ■ estreptozicina ■
IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM valores revertem usualmente com a para-
tobramicina ■ vimblastina.
VIA DE ADMINISTRAÇÃO gem ela terapêutica.
E POSOLOGIA MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL Ensino ao Doente/Família
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
■ Informação geral: Monitorizar as taxas o Instruir o doente a tomar o alopurinol tal
o Tratamento da gota POTENCIAIS
de ingestão e ele excreção. A diminuição como lhe foi indicado. Se omitir uma
■ PO (adultos): Inicialmente - 100 mg/dia; ela função renal pode causar acumulação ■ Dor (Indicações). dose, tomar logo que se lembrar. Se tomar
cio fármaco e efeitos tóxicos. Assegurar ■ Défice de conhecimento, relacionado com
aumentar com intervalos semanais ba- uma dose por dia, não juntar 2 doses. Se
que o doente mantém uma ingestão ele o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ tomar mais que uma dose por dia, acres-
seando-se nos valores cio ácido úrico (não /Família)
líquidos adequada (mínimo 2500-3000 mi/ centar 300 mg à dose seguinte.
exceder 800 mg/clia). As doses >300 mg
/dia) para minimizar o risco ela formação o Aconselhar o doente a tomar o alopurinol
/ dia elevem ser repartidas em várias to- de cálculos renais. Procedimentos
mas. Dose de manutenção - 100-200 mg, com um AINE ou colquicina durante uma
o Avaliar a presença de erupções cutâneas e ■ PO: Pode ser administrado com leite ou às crise aguda ele gota. O alopurinol ajuda a
2-3x/clia. Doses <300 mg/clia podem ser outras reacções graves ele hipersensibili- refeições para minimizar a irritação gástri- prevenir mas não evita a crise aguda ele
administradas numa única toma. dade. Se ocorrerem erupções cutâneas, ca. Os comprimidos podem ser esmaga- gota.
• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indirn os mais frequentes. • MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.

• --------------------
-- - - - - - - - - - - - - - - - - -
30 ALPRAZOLAM
o Pode ser prescrita uma dieta alcalina. A aci- do SNC, provavelmente por potenciaç:1o cio firam, eritromicina, fluoxetina, isoniazi-
ALPRAZOLAM 31
" Cnusideraçàes laboratoriais: Monito-
ditkação da urina com grandes doses de ácido gama aminobutírico, um neurotrans- da, cetoconazol, metoprolol, propoxife- rizar hemograma, as ti.mções renal e hepá-
vitamina C ou outro ácido pode aumentar a missor inibitório. Efeitos Teraph1!irn,;: ■ no, propranolol e ácido valpróico podem tica periodicamente durante uma terapêu-
fonnaçào de cálculos renais (ver apêndice Diminuiç:1o ela ansiedade. diminuir o metabolismo do alprazolam, acen- tica ele longo prazo. Pode causar dimi-
Ll. Alertar o doente para a necessidade de tuando a sua acção ■ Pode diminuir a eficácia nuiçfo do hematócrito e neutropenia.
aumentar a ingestão de líquidos. FARMACOCINÉTICA ela levodopa ■ A rifampicina e os barbitú-
o Pode, ocasionalmente, causar sonolência. ricos podem aumentar o metabolismo e di- DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
Alertar os doentes que elevem evitar a Absorção: Lenta mas completamente absor-
vido pelo tracto Gl. minuir a eficácia ■ Os efeitos sedativos po- POTENCIAIS
condução de veículos e outras actividades dem ser diminuídos pela teoftlina.
que exijam atençüo, até que a resposta ao Distribuição: Amplamente distribuído, atra- ■ Ansiedade (Indicações).
fármaco seja conhecida. vessa a barreira hematoencef:ílica. Provavel- ■ Alto risco ele lesão (Efeitos laterais).
mente atravessa a placenta, passando para a VIA DE ADMINISTRAÇÃO
o Aconselhar o doente a informar imediata- ■ Défice de conhecimento, relacionado com
mente o médico a ocorrência ele erupções leite materno. A acumulação é mínima, EPOSOLOGIA
o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
cutâneas ou sintomas ele gripe (arrepios, Metabolismo e Excreção: Merabolizaclo no Ansiedade: ífamília).
febre, dores musculares, náuseas e vómi- fígado a um composto activo que é por sua ■ PO (adultos): 0,25-0,5 mg, 2-3x/clia (não
tos) quando ocorrerem simultaneamente vez rapidamente metabolizado. >4 mg/dia; iniciar com 0,25 mg, 2-3x/ /dia PROCEDIMENTOS
ou logo após a erupção cutânea; pode Semi-vida: 12-15 h nos doentes geriátricos/debilitaclosl.
indicar hipersensibilidade. Crises de pânico: ■ Informações Gerais: Se ocorrer ansie-
o Avisar o doente que grandes quantidades CONTRA-INDICAÇÕES ■ PO (adultos): 0,5 mg 2x/clia; pode ser dade ele manhã cedo ou entre duas doses,
de álcool aumentam a concentração de E PRECAUÇÕES a dose diária eleve ser dividida e tomada
aumentado se necessário (não >10 mg/
ácido Cu-ico e podem diminuir a eficácia com intervalos mais frequentes.
do alopurinol. Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade ■ /dia).
■ PO: Se ocorrerem distúrbios GI, deve ser
o Enfatizar a importância da realizaç:1o de Pode existir sensibilidade cruzada com
consultas ele vigilância para verificação da outras benzodiazepinas ■ Doentes com de- APRESENTAÇÃO administrado com alimentos.
eficácia e cios efeitos laterais. press:1o do SNC preexistente ■ Dores graves ■ Comprimidos: 0,25 mg, 0,5 mg, 1 mg, o Os comprimidos podem ser desfeitos e
não controladas ■ Glaucoma de ângulo 2 mg, 3 mg administrados com alimentos ou líquidos
AVAllAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA estreito ■ Gravidez e lactação. ■ Comprimidos de libertação modifica- se o doente tiver dificuldade em deglurir.
A efid1da da icr:1pi'11tlca pmk •;cr dc- Precauções: ■ Disfunção hepática (necessi- da: 0,5 mg, 1 mg.
monstnda por: ■ Diminuição dos valores dade de reduzir a posologia) ■ Doentes com ENSINO AO DOENTE/FAMÍIJA
do ácido úrico. Pode demorar 2-6 semanas tendências suicidas ou que tenham sido PERFIL DE ACTUAÇÀO (sedação) o Instruir o doente a seguir a medicação
até à observação ele melhoria clínica nos dependentes ele fármacos ■ Doentes idosos exactamente como lhe foi indicado; não
doentes com gota. ou debilitados (necesskbde de reduzir a po- INÍCIO PICO DURAÇÃO omitir doses nem duplicá-las após esque-
sologia). PO 1-2 h 1-2 h A1é 24 h cimento. Se omitir uma dose, esta pode
ser tomada no prazo de 1 h; ele ourro
ALPRAZOLAM. REACÇÕES ADVERSAS modo omitir a dose e retomar o esquema
AlprazolamMerck MG, Pazolam, Prazam, líVIPlil~AÇÕES PAí\l\ l\ EHH:IRMI\GEM estabelecido. Se a medicação se tornar
E EFEITOS LATERAIS*
Unilan, Xanax menos eficaz após algumas semanas, con-
SNC: tonturas, sonolência, letargia, ressaca, MONITORIZAÇÃO/AVAIJAÇÃO INICIAL sultar o médico; não aumentar as doses.
CLASSIFICAÇÃO: . ' excitaçà.o paradoxal, confusão, depress:1o o Avaliar o grau e as manifestações ele an- Uma paragem abrupta ele alprazolam
Sedativo/hipnótico (benzodiazepina) mental, cefaleias. siedade e o estado mental antes e regu- pode causar suores, vómitos, cãibras mus-
ORL: visão turva. larmente durante a terapêutica. culares, tremores e convulsões.
Gravidez: C~t~gÓrÍa D GI: n:íuseas, vómitos, diarreia, obstipação. o Avaliar a sonolência, as tonturas e a sen- o Pode causar sonolência e vertigens.
Derm: erupções cutâneas. sação de cabeça leve. Estes sintomas Prevenir o doente que eleve evitar condu-
INDICAÇÕES Outros: tolerância, dependência psicológica, desaparecem à medida que a terapêutica zir ou rer actividacles que requeiram aten-
dependência física. avança. Se persistirem, a posologia eleve ção acé que a resposra ao fármaco seja
■ Tratamento ela ansiedade ■ Tratamento de
crises de pânico. Uso não registado: ■ Tra- ser reduzida. conhecida.
INTERACÇÕES o Terapêuticas prolongadas com doses ele- o Prevenir o doente que eleve evitar o :ílcool
tamento dos sintomas do síndroma pré-
menstrual (SPM). Fármaco-íarmaco: ■ Álcool, antidepressi- vadas podem provocar dependência psi- ou outros depressores cio SNC simultanea-
vos, antibistaminicos, outras benzodiaze- cológica e física. O risco é maior em mente com esta mecliGiçào. Acon-selhar o
ACÇÃO pinas e analgésicos opiáceos, em simultâ- doentes que estejam a tomar doses >4 mg doente a consultar o médico ou o farma-
■ Actua em vários níveis cio SNC produzin- neo podem potenciar a depressão cio SNC /dia. Limitar a quantidade do meclirnmen- cêutico antes de tomar medicamentos de
do efeito ansiolítico ■ Provoca depressão ■ Cimetidina, contraceptivos orais, dissul- to disponível ao doente. VL em simultâneo com esta terapêutica.

' MAIÍISCIJLAS indicam os ro1encialme111e t:nais; suhlinhado indica os mais frequen1es. ' MAIÚSCULAS indicam os porencialrnellle fatais; sublinhado indica os mais frequentes.
32 ALTRETAMINA ALTRETAMlNA 33

AVAllAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA lógicas ■ Doentes em idade fértil (potenciais gumas semanas de terapêutica, pode desen- DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
grávidas) ■ Infecções n Diminuição da reser- volver-se tolerância. O tratamento in-clui POTENCIAIS
A eficácia da terapêutica pode ser de- antieméticos e redução da posologia, e rara-
va da medula óssea ■ Outras doenças cróni- ■ Alto risco de infecção (Reacções Adversas).
monstrada por: ■ Diminuição da sensação mente, suspensão da terapêutica. Mo-nitori-
cas debilitantes. ■ Alto risco de lesão (Efeitos laterais).
de ansiedade e aumento da capacidade de zar a frequência dos vómitos e informar o
enfrentar situações difíceis ■ Diminuição da ■ Défice de conhecimento, relativamente ao
REACÇÕES ADVERSAS médico se a quantidade exceder as re-
frequência e da gravidade das crises de pâ- comendações para prevenir a desidratação. regime terapêutico (Ensino ao Doente/
nico. Esta terapêutica não deve prolongar-se E EFEITOS IATERAIS• /Família).
o Avaliar a depressão da medula óssea duran-
durante mais do que 4 meses sem reavalia- SNC: CONVUL'iÕES, fadiga. te a terapêutica. Embora seja muitas vezes
ção das necessidades do doente relativa- GI: náuseas, vómitos, anorexia, toxicidade assintomática, os sintomas incluem anemia PROCEDIMENTOS
mente ao fármaco ■ Diminuição dos sinto- hepática. (cansaço fora do comum), leucopenia (fe- ■ PO: Administrar as doses após as refei-
mas do síndroma pré-menstrual. GU: supressão gonadal, toxicidade renal. bre, an-epios, garganta dorida, tosse ou rou- ções e ao deitar para reduzir as náuseas e
Derm: alopécia (<1%), erupção cutânea, quidão, dores na parte inferior e lateral do os vómitos.
pmrido. . tórax posterior, dor ou dificuldade em uri-
ÂLTRÊTAMINA . Endo: supressão gonadal. nar) e trombocitopenia (hemorragia gengi-
Hemat: anemia, leucopenia, trombocitopenia. val, equimoses, petéquias, sangue nas fezes ENSINO AO DOENTE/FAMÍUA
Neuro: neuropatia periférica. na urina e na emése). Infom1ar o médico se o Instruir o doente a informar rapidamente

~[!;:!~;:,ti INTERACÇÕES
Fármaco-fármaco: ■ O uso simultâneo com
IMAO pode produzir hipotensão ortost:ítica
ocorrer algum destes sintomas.
a Evitar injecções 1M e medição reera! da
temperatura. Aplicar pressão nos locais de
punção venosa durante 10 min.
o médico se tiver febre, garganta dorida,
sinais de infecção, gengivas a sangrarem,
equimoses, petéquias, sangue nas fezes,
na urina e emése, aumento do cansaço,
■ Pode diminuir a resposta de anticorpos e o Avaliar os sinais de neurotoxicidade, inclu- clispneia ou hipotensão 01tostática. Acon-
INDICAÇÕES aumentar o risco de efeitos secundários com indo os efeitos no SNC (ansiedade, má dis- selhar o doente a evitar multidões e pes-
vacinas de vírus vivos ■ Pode ocorrer posição, confusão, vertigens, depressão soas com infecções. Aconselhar o doente
■ Tratamento da neoplasia do ovário que aumento da depressão da medula óssea com mental, fraqueza, convulsões) e neuropa-
não responde a outros fármacos. a usar escova de dentes macia, máquina
outros antineoplásicos e com radiotera- tia periférica (dormência, formigueiro, de barbear eléctrica e a evitar quedas.
pia. ■ A cimetidina aumenta os níveis san- parestesia) antes de iniciar cada tratamen- Prevenir o doente que não deve beber
ACÇÃO
guíneos e o risco de toxicidade. to e de rotina ao longo da terapêutica. bebidas alcoólicas nem recorrer a tera-
■ Mecanismo desconhecido, provavelmente A piridoxina pode minimizar a neuropatia pêuticas com aspirina, ou AINE's; podem
impede a síntese de DNA e RNA. Efeitos VIA DE ADMINISTRAÇÃO periférica. A neuropatia periférica é rever- precipitar hemorragia gástrica.
Ternpi'uticos: ■ Morte das células de multi- EPOSOLOGIA sível, nom1almente, após a paragem da
plicação rápida, particularmente das malignas. terapêutica. Se a neurotoxicidade se man- o Instrnir o doente a informar rapidamente a
■ PO (adultos): 65 mg/m2/dia, 4x/dia (de- ocorrência de dormência ou formigueiro
pois das refeições e ao deitar) durante 14 tiver após a redução da posologia, o trata-
FARMACOCINÉTICA mento deve ser suspenso. nas extremidades.
ou 21 dias de cada ciclo de 28 dias. A redu-
ção da dose para 50 mg/m2/dia, 4x/dia 11 Co11siderações laboratoriais: Monito- a Instruir o doente a não vacinar-se sem o
Absorção: Bem absorvido após administra-
ção oral. Requer metabolização para conver- (depois das refeições e ao deitar) é reco- rizar o hemograma e as plaquetas antes de consultar um profissional de saúde.
são em compostos antineoplásicos. mendada após 14 ou mais dias de descan- cada tratamento, mensalmente, e conforme o Alertar o doente para a necessidade ela
Distribuição: Atinge concentrações eleva- so para qualquer das seguintes sin1a-ções: indicação clínica. O ponto mais baixo da contracepção.
das no fígado, rins e intestino delgado. Fraca intolerância GI, depressão grave da medula leucopenia e da trombocitopenia ocon-e a Enfatizar a necessidade da realização de
penetração no cérebro. óssea e toxicidade neurológic-a progressiva. 3-4 semanas após o início da terapêutica
testes laboratoriais periódicos para a mo-
Metabolismo e Excreção: Maioritariamente numa terapêutica de 21 dias e reverte em
PERFIL DE ACTUAÇÀO nitorização dos efeitos laterais.
metabolizado pelo fígado em compostos 6 semanas com posologia intem1itente;
com actividade antineoplásica. (efeitos no hemograma) com uma posologia contínua o ponto mais
Semi-vida: 4,7-10,2 h. baixo ocorre na 6ª-8ª semana. A dose AVAllAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
INÍCIO PICO DURAÇÃO
deverá ser suspensa durante 14 dias ou A eficácia da terapêutica pode sei· de-
PO desconhi:cido 3-4 semaru.is 6 seman:1s 111ais e restabelecida com 50 mglm2/dia,
CONTRA-INDICAÇÕES monstt·ada por: ■ Diminuição do ta111anho
E PRECAUÇÕES 4x/dia em qualquer das seguintes situa- ou da disseminação da malignidade.
IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM ções: intolerância GI que não responda ã
Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade ■ terapêutica convencional, glóbulos brancos ttw 7V fj tttt ít:tfPfiWffliP
Gravidez e lactação. MONITORIZAÇÃO/AVAIJAÇÃO INICIAL <2000 1111113, granulócitos <1000 mm3, con- Amlcacina, •
Precauções: ■ Crianças (segurança não esta- o Frequentemente ocorrem náuseas e vómi- tagem de plaquetas <75.000 1111113 ou toxi- ver AMINOGLICOSIDEOS.
belecida) ■ Preexistência de doenças neuro- tos de desenvolvimento gradual. Após ai- cidade neurológica progressiva.

º MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais freque111es . 'MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.

• --------------------
- - - - - - - - - - - - - - - --- -
34 AMIFOSTINA AMIFOSTINA 35
Precauções: ■ Doentes idosos ou com doen- IMPLICAÇÕES PARI\ A EI\IFIERMAGEM m Incompatibilidade na derivação em Y:
ças cardiovasculares (o risco de reacções ■ amicacina ■ aminofilina ■ ampicilina/sul-
adversas pode aumentar) ■ Gravidez e crian- MONITORIZAÇÃO/AVAIJAÇÃO INICIAL bactam ■ aztreonam ■ bleomicina ■ bume-
ças (segurança não estabelecida). o Monitorizar a pressão arterial antes e de tanida ■ buprenorfina ■ butorfanol ■ glu-
conato de cálcio ■ carboplatina, carmus-
CI.A$SIFICAÚd;; >.• REACÇÕES ADVERSAS
5/5 min durante a perfusào. Se ocorrer
hipotensão significativa que justifique a tina ■ cefazolina ■ cefonicid ■ cefotaxima,
Fármaco citoprotector E EFEITOS LATERAIS• suspensão da terapêutica, colocar o doen- cefotetan ■ cefoxitina ■ ceftazidima ■ cefti-
te na posiç.io de Trendelenburg e admi- zoxima ■ ceftriaxona ■ cefuroxima ■ cime-
Gravidez: Categoria e. SNC: tonn1ras, sonolência. ni~trar uma perfusào de NaCI 0,9% usan- tidina ■ ciprofloxacina ■ dinelamicina ■
ORL: espirros. do outra punção IV. Se a pressão cidosfosfamida ■ citarabina ■ dacarbazida ■
CV: hipotensão. sanguínea normalizar em 5 min e o doen- dactinomicina ■ daunom1bicina ■ dexame-
INDICAÇÕES
GI: soluços, náuseas, vómitos. te estiver assintomático, retomar a perfu- tasona ■ elefenidramina ■ dobutamina ■
■ Reduz a toxicidade renal da cisplatina em Derm: ruborização. s:io para admini~trar o resto da dose. elopamina ■ doxorrubicina ■ doxicidina
doentes submetidos a tratamento para a neo- L e E: hipocalcemia. o Avaliar os estado de hidratação do doente ■ droperidol ■ enalaprilat ■ etoposido ■
plasia do ovário. Reduz a incidência de xeros- Outros: reacções alérgicas, arrepios. antes da administração. Corrigir a desidra- famotidina ■ floxuridina ■ fluconazol ■ flu-
tomia moderada a severa em doentes subme- tação antes da terapêutica. As náuseas e os elarabina ■ lluouracilo ■ furosemiela ■ nitra-
tidos a radioterapia pós-operatória para o INTERACÇÕES vómitos são frequentes e podem ser gra-
ll~llamento do cancro na cabeça e no pescoço, to de gálio ■ gentamicina ■ haloperidol ■
ves. Deverão ser administ1~1dos antieméti- heparina ■ hidroc01tisona ■ hidromorfona ■
no qual a incidência da radiação inclui uma Fármaco-íarmaco: O uso simultâneo de
cos profilácticos, incluindo dexametasona ielanubicina ■ ifosfamida ■ imipenemo/
parte substancial das glândulas parótidas. antibipertensores pode aumentar o risco 20 mg N e um antiemético antagonista da
de hipotensão. /cilastatina ■ leucovorina ■ lorazepam ■ sul-
serotonina (ondasetrom, dolasetron, grani-
ACÇÃO setron), antes e durante a ternpêutica. fato ele magnésio ■ manitol ■ mecloretami-
VIA DE ADMINISTRAÇÃO Monitorizar cuidadosamente o estado de na ■ meperidina ■ mesna ■ metotrexato,
■ Convertida pela fosfatase alcalina no teci-
EPOSOLOGIA hidratação do doente. metilprenisolon:1 ■ metoclopr:unida ■ me-
do a um composto tio! livre que se liga e
inactiva os metabolitos maléficos da cisplati- lll Cm1,çii/emciies laboratoriais: ■ Moni- troniclazol ■ mezlocilina ■ mitomicina ■
na e espécies reactivas de oxigénio geradas o Redução dos danos renais torizar as c~ncentrações de cálcio antes e mitoxantrona ■ morfina ■ nalbufina ■ netil-
pela radiação. Efritos Terapêulkos: ■ Di- cumulativos provocados pela periodicamente durante a ter:tpêutica. micina ■ ondasetron ■ piperacilina ■ plica-
minuição dos danos renais provocados pela cisplatina Pode causar hipocalcemia. Podem ser micina ■ cloreto de potássio ■ promeazina
cisplatina ■ Diminuiç.io da severidade da administrados suplementos de cálcio, se ■ ranitidina ■ bicarbonato ele sódio ■ estrep-
xerostomia derivada da radioterapia do can- ■ IV (Aduhos): 910 mg/m2, lx/dia, nos necessário. tozocina ■ teniposido ■ tiotepa ■ ticarcilina
cro da cabeça e do pescoço. 30 min antes da quimioterapia. Se a dose ■ ticarcilina/ácido davulânico ■ tobramicina
m::íxima for mal tolerada, as doses seguin- DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM ■ trimetoprima/sulametoxazol ■ t1imetrexa-
FARMACOCINÉTICA tes devem ser diminuídas para 740 mg!m2. POTENCIAIS to ■ vancomicina ■ vinblastina ■ vincristina
■ zidovudina.
Absorção: A administração N resulta numa ■ Alto risco de lesão (Indicações).
completa biodisponibilidade. o Redução da xerostomia
■ Défice de conhecimento, relacionado com ENSINO AO DOENTE/FAMÍUA
Distribuição: Desconhecida. provocada pela radiação o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
Metabolismo e Excreção: Rapidamente incidente na cabeça e no /Família). o Explicar ao doente o objectivo da perfuc
eliminada do plasma e convertida pela fosfa- pescoço são da amifostina.
tase alcalina nos tecidos a compostos cito- PROCEDIMENTOS o Informar o doente que a amifostina pode
protectores. ■ IV (Adultos): 200 mg/m2 ,lx/dia, através causar hipotens:lo, náuseas, vómitos, 111-
Semi-vida: 8 min. de perfusào de 3 min, iniciada 15-30 min ■ Perfusão intermitente: Reconstituir com
borizaç-lo, arrepios, ve1tigens, sonolência,
antes da radiote1~1pia padrão. 9,5 mi de NaCI 0,9% esterilizado. Diluir
soluços e espirros.
CONTRA-IN:QICAÇÕES com NaCI 0,9% para uma concentraç.io
E PRECAUÇOES APRESENTAÇÃO de 5-40 mg/ml. Não administrar soluções
AVAIJAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
com cor alterada ou que contenham par-
Contra-indicações: ■ Sensibilidade conhe- ■ Solução injectável: 50 mg/ml (frascos de tículas. A solução é estável durante 5 h à A eficácia da tempêutica pode ser de-
cida a compostos de aminotiol ou manitol 375 e de 500 mg) temperatura ambiente ou durante 24 h no monstrada por: ■ Prevenção ela toxicidade
■ Hipotensão ou desidratação ■ Lactação ■
frigorífico. renal associada à administração repetitiva de
Terapêutica concomitante com antineoplási- PERFIL DE ACTUAÇÀO
1J Ili/mo de j)e1:fi1sào: Administrar durante cisplatina nos doentes com cancro do ovário
cos destinados aos tratamento de outros tu- 15 min, 30 min antes d:1 quimioterapia.
INÍCIO PICO DURAÇÃO ■ Diminuição da severidade da xerostomia
mores (especialmente malignidades com ori-
Um;1 perfusão mais prolongada não é tão provocada pela radioterapia no tratamento
gem em células germinativas). IV dt':il'<nthecido desconhedUo dcsc:onhel'ido
bem tolerada. do cancro na cabeça e no pescoço.
' MAIÚSCULAS indir.1m os potencialme111e fatais; suhlinhado indira os mais freque111es. • MAIÚSCULAS indkam os potendalmeme fatais; sublinhado indirn os mais frequentes.
36 AMINOGLICOSÍDEOS AMINOGLICOSÍDEOS 37

~~~~~i~~,W:~;i:; ;:t'.: ~~,:., ,.,. . doentes com fibrose cística. ■ Gentamicina,


estreptomiclna: Em combinação com ou-
tros fármacos no tratamento de infecções
dos valores sanguíneos é útil na prevenção
da ototoxicidade e da nefrotoxicidade) ■
Insuficiência auditiva ■ Doentes geriátricos e
.J


Disfunção renal
IM, IV (adultos : 7,5 mg/kg, doses adi-
cionais e intervalos determinados com
'. i!.IJ!IJl . . <' /, ·'·'· . graves por emerococos ■ Gentamicina e prematuros (dificuldade na avaliação auditi- base na monitorização dos níveis sanguí-
Amik. tobramicina tópica e oftálmica: Trata- va e função vestibular; insuficiência renal neos e na avaliação da função renal.
mento de infecções localizadas por organis- relacionada com a idade) ■ Recém-nascidos
mos susceptíveis ■ Gentamicina IM, IV: (aumenta o risco de bloqueio neuromus- .J Gentamicina
Parte da profilaxia da endocardite (ver cular; dificuldade na avaliação auditiva e
Apêndice O). São usados muitos regimes terapêuticos; a
função vestibular; função renal imatura) ■ maioria envolve ajustamento da posologia

ii~t~;i ACÇÃO Doenças neuromusculares tal como a mias- baseado na monitorização dos níveis sanguí-
tenia gravis ■ Doentes obesos (a posologia neos e na determinação ela função renal.
■ Inibem a síntese proteica bacteriana ao
deve ser baseada no peso ideal) ■ Gravidez Para os regimes de profilaxia da endocardite
nível da subunidade 30s dos ribossomas.
neo111iql ·., :\•1,<c ' 1,:, (tobramicina e estreptomicina podem causar ver Apêndice O.
·~1 Efeitos Tcrapêmicos: Acção bactericida.
surdez congénita) ■ Lactação, lactentes, re-

~i:::;II:t ·
Espectro: ■ A maioria dos aminoglicosídeos ■ IM, IV (adultos): lmg/kg de 8/8 h (até
é notável pela sua actividade contra: a cém-nascidos (segurança não estabelecida).
5 mg/kg/dia repartidos em 3-4 doses);
Pseudomonas aeruginosa Klebsiella pneu- Regime de dose lÍnica diária (não regista-
moniae □ Eschericbia coli □ Proteus □ REACÇÕES ADVERSAS
do)- 4-7 mg/kg de 24/24 h.
Serratia □ Acinetobacter □ Staphylococcus E EFEITOS IATERAIS* ■ IM, IV (crianças): 2-2,5 mg/kg de 8/8 h
aureus ■ No tratamento das infecções por ORL: ototoxicidade (vestibular e coclear). ■ IM, IV (lactentes e recém-nascidos >
iélli$tbbram',,Tobrái(~Óbeils"':0i; :·;; '•· enterococos, é necessário sinergia com a GU: nefrotoxicidade. 7 dias): 2,5 mg/kg em cada 8-16 h
)iobrim1b1~a~ariüh( TóbticÍâvi penicilina ■ A estreptomicina e a amicacina é
também activa contra Mycobacterium.
L e E: hipomagnesémia ■ IM, IV (recém-nascidos ou prematuros
MS: paralisia muscular (doses parentéricas S 7 dias): 2,5 mg/kg em cada 12/24 h

FARMACOCINÉTICA altas).
Outros: reacções de hipersensibilidade.
a Disfunção renal
Absorção: Bem absoivido após administração ■ IM, IV (adultos): dose inicial de 1-1,7
IM, A administração N resulta numa comple- INTERACÇÕES mg/kg. Doses adicionais e inteivalos de-
ta biodisponibilidade. Ocon-e alguma absor- terminados com base na monitorização
ção após a administração por outras vias, Fármaco-f"arniaco: ■ Inactivados pelas pe-
dos níveis sanguíneos e na avaliação da
Distribuição: Amplamente distribuído no nicilinas e cefalosporinas quando co-admi- função renal.
fluído extracelular; atravessa a placenta; nistrado a doentes com insuficiência renal ■ ■ Tópico (adultos e crianças): Aplicar o
•J.11br11ml,i:ln11H ,;,;:;,,.·.. pequenas quantidades passam para o leite Possível paralisia respiratória após anesté- creme/pomada 3-4x/dia.
materno. Fraca penetração no líquido cefa- sicos inaiatórios ou bloqueadores neuro-
INDICAÇÕES lorraquidiano. musculares ■ Aumento da incidência da oto- .J Canamicina
■ Amicacina, gentamicina, cananucma, Metabolismo e Excreção: A excreç:io é toxicidade com outros diuréticos da ansa. ■ ■ IM, IV (adultos, crianças e lactentes):
netilmicina e tobramicina: Tratamento de renal >90%. Aumento da incidência da nefrotoxicidade 5 mg/kg de 8/8 h ou 7,5 mg/kg de 12/
infecções graves por bacilos gram-negativos e Semi-vida: 2-4 h (aumenta na insuficiência com outros fármacos nefrotóxicos. /12 h (não exceder 1,5 g/dia nos adultos
de infecções devidas a estafilococos quando a renal). ou 30 mg/kg/dia em crianças).
penicilina ou outros fármacos menos tóxicos VIA DE ADMINISTRAÇÃO
estão contra-indicados ■ F.streptomicina: Em CONTRA-INDICAÇÕES EPOSOLOGIA
a Disfunção renal
combinação com outros agentes no tratamen- E PRECAUÇÕES ■ IM, IV (adultos, crianças e lactentes):
to da tuberculose ■ Canamicina e Neomici- u Amicacina 7,5 mg/kg; doses adicionais e inteivalos
na: Usadas por via oral na preparação o trac- Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade ■ determinados com base na monitorização
■ IM, IV (adultos e crianças): 5 mg/kg de
to GI para cirurgia, para diminuição do A maioria dos produtos contêm bissulfitos e dos níveis sanguíneos e na avaliação da
número de bactérias produtoras de amónia no deverão ser evitados em doentes com intole- 8/8 h ou 7,5 mg/kg de 12/12 h função renal.
intestino como parte do tratamento da encefa- rância conhecida ■ Os produtos que contêm ■ IM, IV (lactentes): 5 mg/kg de 8/8 h ou ■. PO (adultos): antisépsis intestinal pré-
lopatia hepática, e no tratamento de algumas álcool benzílico deverão ser evitados em 7,5 mg/kg de 12/12 h -operatória - 1 g de 4/4 h para 4 doses,
formas de diarreia infecciosa. recém-nascidos ■ Pode ocorrer sensibilidade ■ IM, IV (recém-nascidos): 10 mg/kg ini- depois 1 g de 6/6 h durante 36-72 h; ence-
cruzada entre os aminoglicosídeos. cialmente; 7,5 mg/kg de 12/12 h; prema- Jalopatia hepática - 2-3 g de 6/6 h.
■ Tobramicina por inalação: Tratamento da Precauções: ■ Insuficiência renal (é neces-
turos- 10 mg/kg inicialmente, depois 7,5 ■ PO (adultos): 500 mg.
infecção por Pseudomonas aeruginosa em sário adaptar a posologia; a monitorização mg/kg em cada 18-24 h, ■ Inalação (adultos): 250 mg 4x/dia.

' MAIÚSCULAS indit'am os potencialmente fatais; sublinhado inclka os mais frequentes.


• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fataLs; suhlinhaclo indica os mais frequentes.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - - - - - - - - - - - - - -
38 AMINOGLICOSÍOEOS AMINOGLICOSÍDEOS 39
J Neomicina cionais e intervalos determinados com ..1 Estreptomicina var ou corrimento, aumento ele mal-estar,
base na monitorização cios níveis sanguí- diarreia). Informar o médico ou outro pro-
■ PO (adultos): antisépsis i11tesli11a/ pré- ■ 500 mg/ml, 1 g
neos e na avaliaçfo da funç:1o renal. fissional de saúde.
-operatória - l g de 4/4 h durante 4 doses, ■ Em co111bi11ação com: outros antibióticos
■ Encefalopatia hepática: Avaliar o estado
depois 1 g de 6/6 h durante 24 h ou 1 g (Ver Apêndice B)_
..1 Tobramicina neurológico. Antes ela administração oral,
19 h, 18 h e 9 h antes da cirurgia; e11cefa-
..1 Tobramicina avaliar a capaciclacle ele deglutição cio
lopatia hepática - 1-3 g de 6/6 h durante ■
IM, IV (adultos): 0,75-1,25 mg/ko ele 6/6 h
doente.
5-6 h, pode ser seguido por 4 g/clia croni- ou 1-2 mg/kg ele 8/8 h (até 10 ~1g/kg/dia ■ I11jectável: 50 mg/2 mi, 100 mg/2 mi rn Cousidemç<ks l<tlwmloriais: Monito-
camente. em doentes com fibrose cística ).
rizar a função renal por análise à urina,
■ PO (crianças): antisépsis i11testi11a/ pré- ■ IM, IV (crianças e lactentes >1 sema- PERFIL DE ACTUAÇÀO densidade, BUN, creatinina e clearance da
-operatória - 14, 7 mg/kg (417 mg!m2) ele na): 1,5-1,9 mg/kg de 6/6 h ou 2-2,5 mg/ ( níveis sanguíneos') crearinina antes e durante a terapêutica.
4/4 h durante 3 dias; encefalopatia hepá- /kg em cada 8-16 h; até 10 mg/kg/dia em
o Pode causar aumento ela BUN, e elas con-
tica - 625 mg - 1,75 g/m2 de 6/6 h duran- doentes com fibrose cística (o intervalo da INÍOO PICO DURAÇÃO
centrações ele AST, ALT, fosfatase alcalina
te 5-6 dias. posologia pode variar entre cada 4 h-24 h, IM 1ilpida 30-90 min N/A sérica, bilirrubina, creatinina e LDH.
■ Tópico (adultos e crianças): aplicar o dependendo da situaçfo clínica). IV ri'tpid:t 15-30 min;:. N/A o Pode causar diminuição do cálcio, magné-
creme ou a pomada 1-Sx/dia. ■ IM, IV (lactentes <1 ·semana): até 2 mg/
T(JCbs <>s amin<lglicosíde<1s de administra~·;i<1 parenrt'rka. sio, potássio e sódio.
/kg de 12-24 h. (1

u Nelilmicina cc O pko péis-tlistrihuic,,io ocorre 30 min após o fim de E! To.\·ici1//1tle e so/1r1·tlo.rngem: Monito-
■ IM, IV (adultos): Maioria das infecções - ..1 Disfunção renal uma perfu~do de 30 mine 11 min após o fim de uma per- rizar periodicamente os níveis sanguíneos
fus,io de 1 h durante a terapêutica. O momento em
1,3-2,2 mg/kg de 8/8 h ou 2-3,25 mg/kg
■IM, IV (adultos): 1 mg/kg inicialmente; que ocorrem determinados níveis sanguí-
de 12/12 h (até 7 mg/kg/clia ou 12 mg/
doses adicionais e intervalos determina- !iViP!JICAÇíl[~S i';fííl:A A [;:rJH:frlWUM]HJl neos é importante para a interpretaç,lo
/kg/dia em doentes com fibrose quística)·
dos com base na monitorização cios níveis dos resultados. Retirar sangue para anali-
infecções complicadas do tmcto urinário~ MONITORIZAÇÃO/AVAUAÇÃO INICIAL
sanguíneos e na avaliaç1ti ela funi;ão sar os níveis 1 h após a injecçào IM e
1,2-2 mg/kg de 12/12 h. Regime de dose
renal. ■ Informação geral: No início e durante a 30 min após uma perfusão IV ele 30 min
ií11ica diária- 4-8 mg/kg ele 24/24 h (não
■ Inalação (adultos e crianças ;:,, 6 anos): terapêutica, monitorizar os sinais ele infec- estar completa. Para os níveis mínimos a
registado).
300 mg 2x/dia dui:inte 28 dias, depois para- ção (sinais vitais, aparecimento de feridas, colheita deve ser feita imediatamente an-
•.J Disfunção renal gem clu1:111te 28 dias, depois repetir o ciclo. expectoração, urina e fezes; contagem tes ela dose seguinte. O pico para a ami-
leucocitárial. cacina e canamicina não eleve exceder
■ IM, IV (adultos): Dose inicial de 1,3-2,2 APRESENTAÇÃO o Obter amostras para cultura e cestes de 35 mcg/ml; o nível mínimo não deve
mg/kg; doses adicionais e intervalos
Amicacina sensibilidade antes ele iniciar a terapêuti- exceder 5 mcg/ml. O pico para a genta-
determinados com base na monitorização
ca. A primeira dose pode ser aclminstracla micina e tobramicina não deve exceder
cios níveis sanguíneos e na avaliação da ■ /11.jecção: 100 mg/2 mi, 125 mg/2ml, 250
mg/2ml, 500 mg/2 mi. antes de receber os resultados. 10 mcg/ml: o nível mínimo n,1o deverá
função renal.
■ IM, IV (lactentes e crianças de 6 sema- Gentamicina o Avaliar a função do 8.º ne1vo craniano por exceder 2 mcg/ml. O pico para a netil-
audiometria antes e durante a tempêutica. micina não deverá exceder 16 mcg/ml;
nas a 12 anos): 1,83-2,67 mg/kg de 8/8 h ■ Impla11tes: 50 mg (5 cm x 5 cm x 0,5 cm),
ou 2,75-4 mg/kg de 12/12 h. 200 mg (10 cm x 10 cm x 0,5 cml. A perda de aucliç;10 ocorre usualmente para nível mínimo não deverá exceder 2 mcg /
sons de alta frequência. O reconhecimento /mi. O pico para a estreptomicina não
■ IM, IV (lactentes <6 semanas): 2-3,25 ■ llljectável· 10 mg/ml,20 mg/ml, 40 mg/
mg/kg ele 12/12 h /mi, 80 mg/ml e inte1vençào rápidos são essenciais na pre- deverá exceder 25 mcg/ml.
■ Creme tópico: 0,1%, 40 mg/ml. venção ele lesões permanentes. Vigiar tam-
..1 Estreptomicina bém a disfunção vestibular (vertigens, ara- DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
..1 Canamicina xia, náuseas, vómitos). A disfunção do POTENCIAIS
■ 1M (adultos): Tuberculose - l g/clia ini- 8.º ne1vo craniano é associada a picos dos ■ Alto risco de infecção (Indicações).
oalmente; diminuir para 1 g 2-3x/semana; ..1 Neomicina níveis ele aminoglicosícleos persistentemen- ■ Alterações sensoriais e de percepç,1o
outras infecções - 250 mg-1 g de 6/6 h ou ■ Comprimidos: 500 mg te elevados. Os aminoglicosícleos deverão
500 mg-2 g de 12/12 h. (aucliç,1o). (Efeitos laterais).
■ Em combi11ação com: outros antibióticos ser suspensos ocorrerem zumbidos ou a ■ Défice de conhecimento, relacionado com
■ 1M (cdanças): Tuberculose - 20 mg/kg/
tópico~ ou agentes anti-inflamatórios para perda ele aucliç1o subjecciva. o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
/c~1a (1~10 exceder 1 g/clia); outras i11fec-
mlecçoes ela pele, cio ouvido e dos olhos o Monitorizar as taxas ele ingest,1o e excre- /Família).
çoes - )-10 mg/kg de 6/6 h ou 1O-20 mg/ (Ver Apêndice fll.
/kg ele 12/12 h. çào e o peso diariamence para avaliação
cio estado de hidratação e ela funç,1o PROCED™ENTOS
..1 Netilmicina renal.
u Disfunção renal ■ Informação Geral: Manter o doente bem
■ llljecção: 15 mg/1,5 mi, 50 mg/ml, 100 o Avaliar os sinais de super-infecção (febre, hidratado ( 1500-2000 mi/dia) durante a
■ iM (adultos): 1 g inicialmente; doses adi- mg/ml, 150 mg/1,5 mi, 200 mg/2 mi. infecç;1o respiratória superior, prurido vul- terapêutica.

' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais: sublinhado indica os mais frequentes. ' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais: sublinhado indica os mais frequentes.
40 AMINOGLICOSÍDEOS AMINOGLICOSÍDEOS 41

■ PO: Pode ser administrado fora das refei- soluções que estejam coradas ou que con- 11 Incompatibilidade aditiva: ■ Os fabri- ela ■ cliltiazem ■ enalaprilato ■ esmolol
ções. tenham precipitados. cantes n:1o recomendam misturas com ■ filgrastim ■ fluconazol ■ fluclarabina
■ Preparação pré-operatória do intesti- ■ Ritmo de pe1.f11s,io: Perfunclir lentamen- mnros agentes antibacterianos. ■ fosfonoformato trissódico ■ furosemida
no: A neomicina é normalmente usada te durante 30 min-2 h. Para os doentes ■ granisetron ■ hiclromorfina ■ insulina ■
pecliátricos, o volume ele solvente pode u Netilmicina labetalol ■ melfalam ■ meperidina ■ micla-
em conjunto com a eritromicina, uma
dieta pobre em resíduos e um enema ele ser reduzido desde que seja suficiente ■ Perfusão intermitente: Diluir cada dose zolam ■ morfina ■ perfenazina ■ sulfato de
limpeza ou catártico. para perfundir durante 30 min-2 h. em 50-200 mi ele D5%/lactato ele Ringer, magnésio ■ tacrolimus ■ teniposiclo ■ tola-
■ IM: A administração IM deverá ser pro- 11 Incompatibilidade em seringa: ■ am- O5%/NaCI 0,9"/4, D5% , D10%, solução ele zolina ■ vinorelbina ■ ziclovuclina.
funda num músculo bem desenvolvido. picilina ■ cefemanclole ■ heparina. Ringer ou ele lactato ele Ringer, NaCI 0,9%, m Incompatibilidade na derivação em Y:
Alternar os locais ele injecção. a Compatibilidade na derivação em Y: ■ NaCI 3% ou NaCI 5%. Diluir num volume ■ heparina ■ hetastarque ■ indometacina
aciclovir ■ amifostina ■ amiodarona ■ atra- proporcionalmente mais pequeno para os ■ proprofol ■ sargramostim.
u Amicacina curio ■ aztreonam ■ ciprofloxacina ■ ciclo- doentes pecliátricos. A so-luçào é limpa e 111 Incompatibilidade aditiva: ■ Os fabri-

■ Perfusão intermitente: Diluir 500 mg ele fosfamicla ■ citarabina ■ complexo ele vita- sem cor ou amarelo páli-clo. Estável duran- cantes recomendam a administração em
amicacina em 100-200 mi ele D5%, D10%, mina B e C ■ cliltiazem ■ enalaprilato ■ te 72 h à temperatura ambiente. separado; não misturar.
esmolol ■ famotidina ■ fluconazol ■ fluda- m Ri/1110 de pe1f11siio: Perfusào lenta du- ■ Tópico: Limpar a pele antes ela aplicação.
NaCI 0,9%, D5%/NaCI 0,9%, D5%/NaCI
0,45%, 05%/NaCI 0,25% ou solução ele rabina ■ fosfonoformato trissódico ■ grani- rante 30 min-2 h. Usar luvas durante a aplicação.
lactato ele Ringer. A solução pode ficar setron ■ hiclromorfona ■ insulina ■ labeta- Ili Incompatibilidade em seringa: ■ hepa-
lol ■ lorazepam ■ magnésio ■ melfalam ■ rina. ENSINO AO DOENTE/FAMÍIJA
levemente amarelada sem que haja dimi-
nuição da potência. Estável durante 24 h à mepericlina ■ meropenem ■ miclazolam ■ e Compatibilidade na derivação em Y: ■ ■ Informação geral: Instmir o doente a
temperatura ambiente. morfina ■ multivitaminas ■ onclasetrom ■ aminofilina ■ gliconato ele cálcio ■ filgras- notificar sinais ele hipersensibilidade, tini-
■ Ritmo de pe1f11srio: Administrar cerca ele paclitaxel ■ pancurónio ■ perfenazina ■ tim ■ fluclarabina ■ melfalam ■ sargramos- te, vertigens, perda ele audição, erupções
30-60 min (cerca de 1-2 h para lactentes). sargramostim ■ tacrolimus ■ teniposiclo ■ tim ■ teniposiclo ■ tiotepa ■ vinorelbina. cutâneas, tonturas ou dificuldade urinária.
11 Incompatibilidade em seringa: n hepa- teofilina ■ tiotepa ■ tolazolina ■ vecurónio 11 Incompatibilidade na derivação em Y: □ Avisar o doente acerca ela importância ele
rina. ■ vinolrrebina ■ ziclovuclina. ■ furosemicla ■ heparina ■ proprofol. ingerir muitos líquidos.
■ Compatibilidade em derivação em Y: ■ 11 Incompatibilidade na derivação em Y: 111 Compatibilidade aditiva: ■ ácido amino- □ Ensinar aos doentes com história ele doen-
aciclovir ■ amifostina ■ aztreonam n ciclo- ■ alopurinol ■ furosemicla ■ heparina ■ capróico ■ atropina ■ clinclamicina ■ fos- ça cardíaca ou ele substituição ele válvula
fosfamicla ■ diltiazem ■ enalaprilato ■ iclarrubicina ■ inclometacina ■ varfarina. fato sódico de clexametasona ■ ecletato de a importância ela profilaxia antimicrobiana
esmolol ■ filgrastim ■ fluconazol ■ flucla- 111 Compatibilidade aditiva: ■ atracurio ■ caldo clissóclico ■ fibrinolisina e clesoxirri- antes ele procedimentos médicos ou den-
rabina ■ fosfonoformato trissódico ■ furo- aztreonam ■ bleomicina ■ cimeticlina ■ bonuclease ■ succinato sódico ele hiclro- tários invasivos.
semicla ■ granisetron ■ idam1bicina ■ labe- ciprofloxacina ■ metroniclazol ■ ofloxaci- cortisona ■ metroniclazol ■ multivitaminas ■ PO: Instruir os doentes a seguirem as indi-
talol ■ lorazepam ■ sulfato de magnésio ■ na ■ raniticlina ■ complexo ele vitamina B e C. cações dadas durante toda a terapêutica.
melfalam ■ midazolam ■ morfina ■ multi- 11 Incompatibilidade aditiva: ■ anfoterici- As doses omitidas elevem ser tomadas
na B ■ heparina.
,:i Tobramicina
vitaminas ■ ondasetrom ■ paclitaxel ■ per- logo que possível excepto se for altura ele
fenazina ■ sargramostim ■ teniposido ■ ■ Perfusão intermitente: Diluir cada dose tomar a dose seguinte; não duplicar as
o Canamicina ele tobramicina em 50-200 mi de 05%, doses.
tiotepa ■ varfarina ■ vinolrrebina ■ zido-
vuclina. ■ Perfusão intermitente: diluir 500 mg em D10%, D5%/NaCI 0,9"/o, NaCI 0,9%, solu- □ Prevenir os doentes que a terapêutica
11 Incompatibilidade em derivação em Y: 100-200 mi ou 1 g em 200-400 mi ele D5%, ção ele Ringer ou solução ele lactato ele pode causar náuseas, vómitos ou diarreia.
■ alopurinol sódico ■ proporfol ■ Se for D10%, D5%/NaCI 0,9%, NaCI 0,9%, ou Ringer para uma concentração não >1 ■ Tópico: Instruir os doentes a lavarem cui-
necessário administrar simultaneamente solução ele lactato ele Ringer. Diluir em mg/ml (0,1%). As doses pecliátricas po- dadosamente a pele afectacla. Aplicar uma
aminoglicosídeos e penicilinas ou cefalos- volumes proporcionalmente mais peque- dem ser diluídas em quantidades propor- pequena camada ele pomada. Aplicar um
porinas, administrar em locais separados, nos para doentes pecliátricos. O escureci- cionalmente mais pequenas. Estável penso oclusivo apenas se for indicado
com um inte1valo ele 1 h. mento ela solução não altera a sua potência. durante 24 h à temperatura ambiente, pelo médico. Os doentes elevem avaliar a
11 Incompatibilidade aditiva: O laborató- 11 Ritmo de pe1f11s,io: Administrar lenta- 96 h se refrigerado. pele e informar o médico se ocorrer irrita-
rio produtor não recomenda qualquer mente durante 30-60 min. 11 Ritmo de pe1f11s<10: Perfusão lenta du- ção cutânea ou se a infecção piorar.
misn1ra. 1B Incompatibilidade em seringa: ■ hepa- rante 30-60 min tanto em adultos como ■ Inalação: Instruir o doente a proceder às
rina. em doentes pecliátricos. inalações 2x/dia, separadas por um pe-
u Gentamicina 11 Compatibilidade na derivação em Y: ■ m Incompatibilidade em seringa: ■ cefa- ríodo tão perto quanto possível elas 12 h;
■ Perfusão intermitente: Diluir cada dose ciclofosfamicla ■ furosemida ■ hidromorfi- manclol ■ clindamicina ■ heparina. nunca separadas por <6 h. Administrar
em 50-200 mi de D5%, NaCI 0,9%, solução na ■ sulfato de magnésio ■ meperidina ■ 1J Compatibilidade na derivação em Y: durante um período de 10-15 min usando
ele lactato ele Ringer para uma concentra- morfina ■ perfenazina ■ cloreto ele potás- ■ aciclovir ■ amifostina ■ amiodarona ■ um nebulizador PARI LC PLUS reutilizável
ção que não exceda 1 mg/111I. Não usar sio ■ complexo ele vitamina B e C. aztreonam ■ ciprofloxacina ■ ciclofosfami- com um compressor DeVi/biss Pulmo-Aide.

' MAIÚSCULAS indicam os potencialmeme fat:1is; sublinhado indica os mais frequentes. ' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- --
42 AMIODARONA
-·- - - - - - - - - - AMIODARONA 43
Não misturar com domase alfa no nebuli- FARMACOCINÉTICA luntários, fraca coordenação, neuropatia
zador. Instruir o doente submetido a tera- ele perfusão de manutenção eleve ser
Absorção: A administração N resulta numa periférica, parestesia.
pêutica múltipla para administrar as outras aumentado. Comiersâo para terapêutica
completa biodisponibiliclade. Absorvido lenta oral inicial - Se a duração da perfusào IV
medicações em primeiro lugar e usar a e variavelmente pelo tracto GI (35-65%). INTERACÇÕES
tobramicina em último. O broncospasmo for <1 semana, a dose oral deverá ser 800-
Distribuição: Distribui-se e acumula-se len- Fármaco-fármaco: ■ Aumenta os níveis san- -1600 mg/ /dia; se a perfusào for de 1-3
induzido pela tobramicina pode ser redu- tamente nos tecidos. Atinge níveis elevados guíneos cl:t digoxina podendo originar toxi- semanas, a dose 01~1! deverá ser ele 600-
zido se esta for administrada depois da no tecido adiposo, músculos, fígado, pul- cidade (diminuir 50% a dose ele cligoxina) -800 mg/dia; se a perfusão for mantida >3
administração ele broncoclilataclores. Ins- mões e baço. Atravessa a placenta e passa ■ Aumenta os níveis sanguíneos e pode 011- semanas, a dose oral será de 400 mg/dia.
truir o doente para permanecer sentado para o leite materno. ginar toxicidade ele outros antiarritmicos
ou de pé durante a inalação e a respirar Ligação a proteínas: 96% de ligação às pro- do grupo I (quinidina, procainamida, o Taquicardia supraventricular
normalmente através do bucal do nebuli- teínas plasmáticas mexiletina, lidocaina ou flecainida - dimi- ■ PO (adultos): 600-800 mg/clia durante
zador. As molas nasais podem ajudar o Metabolismo e Excreção: Metabolizaclo nuir 30-50% as doses cios outros fármacos)
doente a respirar pela boca. 1 semana ou até que ocorra a resposta
pelo fígado, excretado na bílis. Excreção re- ■ Aumenta os níveis sanguíneos ela fenitoí- pretendida ou se desenvolvam efeitos
AVAIJAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA al mínima. Um metabolito, tem actividacle na e ciclosporlna ■ A fenitoina diminui os laterais, depois diminuir para 400 mg/dia
antiarrítmica. níveis sanguíneos da amioclarona ■ Aumenta
A eficácia da terapêutica pode ser de- durante 3 semanas, depois administrar
Semi-vida: 13-107 dias. a actividade da varfarina <reduzir 33-50% a
monstrada por: ■ Resolução dos sinais e sin- dose ele manutenção de 200-400 mg/clia.
dose ele varfarina) ■ Aumenta o 1isco ele brn- ■ PO (crianças): 10 mg/kg/dia (800 mg/
tomas ele infecção. Se não se obse1var res- CONTRA-INDICAÇÕES
posta num período ele 3-5 dias, devem ser clianitmias, paragem sinusal, bloqueio AV /1,72 m2/dia) durante 10 dias ou até ocor-
E PRECAUÇÕES com bloqueadores beta ou com bloquea- ra a resposta pretendida ou se desenvol-
realizadas novas culturas ■ Prevenção ele
dores dos canais de cálcio ■ A colestira- vam efeitos laterais, depois 5 mg/kg/dia
infecção na churgia intestinal ■ Melhoras cio Contra-indicações: ■ Disfunção grave cio
mina pode diminuir os níveis sanguíneos da (400mg/l,72 m2/dia) durante várias sema-
estado neurológico na encefalopatia hepãtica nó sinusal ■ Bloqueio AV do 2 9 e 3" grnu ■
amiodarona ■ A cimetidima aumenta os nas, diminuir então para 2,5 mg/kg/dia
■ Profilaxia da endocardite. Bradicardia (tem causado síncopes excepto
níveis sanguíneos da amiodarona ■ O risco (200 mg/1,72 m2/dia) ou para a dose efi-
quando existe um pacemaker) ■ Gravidez e
E!l,\W'lff'l
lactação. de depressão miocárdica é aumentada pelos caz mais baixa.
anestésicos voJáteis e por adjuvantes da
AMIOQARIINA•/. Precauções: ■ História ele insuficiência car- anestesia.
díaca congestiva ■ Perturbações ela tiróide ■ APRESENTAÇÃO
· A~ioâa'~ôíía•Merk, Cordarone/ ·
·'Miodlirprif ,. :,/ '· •.;, · ·.. · .. Doença pulmonar ou hepática grave ■ Crian- ■ Comprimidos: 200 mg ■ Injecção:
ças (segurnnça não estabelecida). VIA DE ADMINISTRAÇÃO
150 mg
EPOSOWGIA
•CLAssiÍl~~-çÂo::,,t;,,;, REACÇÕES ADVERSAS o Arritmias ventriculares PERFIL DE ACTUAÇÀO
Anti!lfrftmi,éo 1(9rÍJpo 11/)i ' ', E EFEITOS IATERAIS• (supressão elas arritmias ventriculares)
'.'.'. . ;\f1;:-,: ..i.,::J°',-'.', ,,,'·/'; '.,·.·:'--i.
•:•:i• ■ PO (adultos): 800-1600 mg/clia em 1-2
SNC: indisposição, fadiga, tonturas, insónia,
•· Gr,vid~z: ~ate!iorjá o cefaleias.
doses durante 1-3 semanas, depois 600- INÍCIO PICO DURAÇÃO
-800 mg/dia em 1-2 doses durante um
ORL: microdepósitos na córnea, alterações PO 2-3 dia., 3-7 h
INDICAÇÕES mês, passar então para uma dose de sc111~1n:1s-mt'ses
do paladar, alterações do olfacto, secura manutenção de 400 mg/dia. (até 2-3 meses)
ocular, neurite óptica, fotofobia. _ IV
■ Tratamento/profilaxia ele anitmias ventri- ■ PO (crianças): 10 mg/kg/dia moo mg/ 2 homs 3-7 h dcsL·onherido
culares letais que não respondam a agentes Resp: FIBROSE PULMONAR, S~NDROMA 1
/1,72 m /clia) durante 10 dias ou até ocor-
menos tóxicos. Uso não registado: ■ PO: DO SOFRIMENTO RESPIRATOIUO DO
ADULTO.
rer uma resposta ou se verificarem efeitos IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM
Tratamento ela taquicardia paroxística supra- laterais, depois 5 mg/kg/clia (400mg/1,72
ventricular. CV: INSllHCIÊNCIA CARDÍACA CONGES-
m2/clia) durante várias semanas, diminuir MONITORIZAÇÃO/AVAUAÇÃO INICIAL
TIVA, bradicardia, AGRAVAMENTO OAS
ent:1o para 2,5 mg/kg/dia (200 mg/1,72
ACÇÃO ARRITMIAS, hipotensão. ■ Informação geral: ,\l"11irt1riz:1r rr,nrinu:1-
m2/dia) ou para a dose eficaz mais baixa.
GI: náuseas, vómitos, obstipação, anprexia, lllL'lll,· " EU i du1~mte a terapêutica IV ou
■ IV· (adultos): 150 mg durante 10 min,
■ Prolongamento do potencial de acção e ALTERAÇÕES OA FllNÇAO HEPATICA, início da terapêutica oral. Monitorizar a
seguido de 360 mg durante 6 h seguintes
do período refractário ■ Inibição da estimu- dor abdominal, alteração cio paladar. frequência e o ritmo cardíaco durante a
e depois 540 mg durante as 18 h seguin-
lação adrenérgica ■ Provoca diminuição do GU: diminuição ela libido, epidiclimite. terapêutica; pode ocorrer prolongamento
tes. Continuar a perfusào de 0,5 mg/min
ritmo sinusal, aumento dos intervalos PR e Derm: NECRÓUSE EPIDÉRMICA TÓXICA, cio PR, alargamento fraco QRS, redução da
até se iniciar a terapêutica oral. Se oco1Ter
QT, e diminuição da resistência vascular fotossensibilidade, coloração azulada. amplitude ela onda T com alargamento e
periférica (vasodilatação). Efeitos Te.-apêu- Endo: hipotiroidismo, hipertiroidismo. uma :uTitmia, deverá ser administrnda uma bifurcação da onda Te ondas U. O pro-
ticos: ■ Supressão das arritmias. pequena perfusão ele induç-J.o de 150 mg
Neuro: ataxia, tremores, movimentos invo- longamento QT pode estar associado ao
durante 10 min; adicionalmente, o ritmo
agravamento das arritmias e deverá ser
• MAIÚSCULAS indicam os porencialmenle fatais: suhljnhado indica os mais frequentes.
• MAIÚSClllAS indicam os potencialmente farais: sublinhado indica os mais frequentes.
4 44 AMIODARONA AMIODARONA 45
monitorizado durante a terapêutica IV. roídismo e pode requerer a suspensão da xia, fraqueza muscular proximal, formi- Petjusão de manutenção
Comunicar prontamente a ocorrência de terapêutica e o tratamento com antitiroi- gueiro e adormecimento nos dedos das o Administrar o resto da perfusão de indu-
bradicardias ou aumento nas arritmias; os deos. mãos e dos pés, movimentos descontrola- ção.
doentes a receberem terapêutica IV po- llíi Cousideraçôes la/Jomforiais: .\/, >11i10- dos, tremores) é comum durante a fase lii Ritmo de pe1.1i1s,io: Administrar 540 mg
dem necessitar de um ritmo de perfusão ri1Jr .IS runU)L':-; do rígJd() l' dJ lirrJitk inicial da terapêutica, mas podem ocorrer durante as restantes 18 h com um ritmo de
lento, suspensão da perfusão ou inserção l. pl·rir JdiL·:11llL'Jllt..' dt1Llllll' J kLtpl·u
:llllL'" no prazo de 1 semana a vários meses 0,5 mg/min.
de um pacemaker temporário. 1ic:1. Os efeitos do fármaco persistem depois do início da terapêutica e podem ■ Perfusão continua: Após as 24 h iniciais,
o A1eili:11 ns .,imis lk· ltJ\ic'ill:1d,· pt1llll()ll:1r durante algum tempo após reajustamento persistir durante mais de 1 ano depois da a perfusào pode continuar usando uma
(crepitações/fe1vores, diminuição de sons ou suspensão. As alterações da função da retirada. É recomendada uma redução da concentração de 1-6 mg/ml. Administrar
respirató1ios, fadiga, dispneia, tosse, dor tiróide são comuns, mas a insuficiência posologia. as concentrações >2 mg/ml através de
pleurítica, febre). São recomendados RX ao clínica da função da tiróide é rara. o Monitorizar atentamente a mudança da cateter venoso central.
toráx e testes da função pulmonar antes da o \J.,nil< 1riz:1r :i .\\/'. :1 ,\1.l. ,. :1 1, 1sl.1L1.sc· terapêutica IV para a terapêutica oral, .. JWmo de j>e1:/i1srlo: Administrar a perfu-
terapêutica. Monitorizar o RX torácico em :1k:ili11:1 l'tll Ílill'i'l:tl11·, IL'gt1L11'L'S dt11:llllc' .! especialmente em doentes geriátricos. são de manutenção com o ritmo de 0,5
cada 3-6 meses durante a terapêutica para 1L'c1puHiL·J. l·spL·i;.'i:il111L·mL' L'lll dth.'ll!L' . . . :1 ■ PO: Pode ser administrado às refeições e mg/min (720 mg/24 h). Pode ser aumen-
detecção de alterações intersticiais difusas rL'L\_'hL·rL·111 u11t1 di>Sl' dt· 1it11HllL·111.·J1j dL·- em doses divididas se houver intolerância tada para se conseguir a supressão eficaz
ou infiltrações alveolares. Normalmente 1c11.l:1. ~L' os il',il'S ,L1 [111K:lil liq1:11i,·:1 GI. da arritmia mas não deve exceder 30 mg/
reversível após retirada a terapêutica, mas JprL'.-.;L·1HJ1\'lll \ :tlorc>, .l\ :-,uperi1 irL· .., J1) ■ N: Administrar através de bomba volumé- /min.
pode ser fatal. É recomendada a suspen- !llll'IIICtluu dtqilic:ir,·111 ,·111 dllc'lllc·, c11111 trica; o tamanho da gota pode ser reduzi- ■ Perfusões suplementares: Se ocorrerem
são da terapêutica. A realização de bron- 1111·vis h:1.,·.1is dv1 :1d11, tJll ,,. llUliTL'I' liq1:1- do, provocando alteração da posologia episódios súbitos de fibrilação ventricular
coscopia, ou de exame com gálio radio- tc1n1L•g;tli:1, :1 d,i.">L' dv,·L· . . t-r rL·du1.id:1. com instrumentos de perfusào com conta- ou taquicardia ventricular hemoclinamica-
activo pode também ser usado para o o Pode causar aumento assintomático cio dores de gotas. mente instável, diluir 150 mg de amioda-
diagnóstico. título de anticorpos antinucleares. o As perfusões que ultrapassem 1 h não rona em 100 ml de D5%.
■ N: ,\\:di:ir m si11:1is l' .si 111, >ll1'1., lk- s111drn- deverão exceder 2 mg/ml excepto se ili Ritmo de jJeiji,sâo: Administrar durante
111.1 d,· s,>[ri111,·11111 1úpir:1rt',ri11 d" :1dul111 DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM administrada através de um cateter veno- 10 min para minimizar a hipotensão.
u
iSi\l(-\1 dur:1111c· :1 r, r:1pê·u1i,·:1. Comunicar
0
POTENCIAIS so central. fj Compatibilidade na derivação em Y:

prontamente a ocorrência de dispneia, o Administrar através de filtro no cateter. ■ amicacina ■ bretílio ■ clindamicina ■
■ Diminuição do débito cardíaco (Indica-
taquicardia ou crepitações / fervores. As o As perfusões que excedam 2 h devem ser dobutamina ■ dopamina ■ doxiciclina ■
infiltrações pulmonares difusas e bilaterais ções). administradas em frascos de vidro ou de lactobionato de eritromicina ■ esmola!
■ Alteração das trocas gasosas (Efeitos late-
são obse1vadas no RX torácico. poliolefina para prevenir a adsorção. ■ gentamicina ■ insulina ■ isoprenalina
o Monitorizar frequentemente a pressão rais). Contudo, durante a administração, têm que ■ labetalol ■ lidocaína ■ metaraminol ■
■ Défice de conhecimento, relacionado com
arterial durante a terapêutica N. A hipo- ser usadas ntbagens de cloreto de poliviní- metronidazol ■ midazolam ■ morfina ■
tensão ocorre normalmente nas primeiras o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ lo (PVC), uma vez que as recomendações nitroglicerina ■ noradrenalina ■ penicilina
horas da terapêutica e está relacionada /Família). para as concentrações e para o ritmo de da G potássio ■ fentolamina ■ fenilefrina ■
com o ritmo de perfusào. Se ocorrer hipo- perfusão foram baseadas em ntbos de PVC. cloreto de potássio ■ procainamida ■ to-
tensão, a perfusão deverá ser mais lenta. PROCEDIMENTOS ■ Perfusão intermitente: A dose inicial bramicina ■ vancomicina.
■ PO: Devem ser realizados exames oftal- ■ Informações Gerais: Os doentes deve- recomendada é cerca ele 1000 mg durante 11 Incompatibilidade na derivação em Y:
mológicos antes da terapêutica e sempre rão ser hospitalizados e monitorizados 24 h e é administrada durante as perfu- ■ aminofilina ■ cefamandol ■ cefazolina
que ocorrerem alterações da visão (foto- atentamente durante a terapêutica IV e o sões de indução e manutenção. ■ heparina ■ meslocilina ■ bicarbonato de
fobia, aureolas à volta de pontos lumino- início da terapêutica oral. A terapêutica IV Dose de indução inicial sódio.
sos, diminuição da acuidade). deverá ser administrada apenas por médi- o Adicionar 3 ml 050 mg) de amiodarona a 111 Incompatibilidade aditiva: ■ aminofilina
o Avaliar os sinais de disfunção da tiróide, cos experientes no tratamento de arritmi- 100 ml ele D5% para uma concentração de ■ cefamandol ■ cefazolina ■ heparina ■
especialmente durante a terapêutica. Le- as fatais. 1,5 mg/ml. meslocilina ■ bicarbonato de sódio.
targia; aumento de peso; edema das mãos o N:·10 rn11fundir :1 c1111iod:1ro11:1 com :1 :irnri- 11 Ritmo de pe1:fi1srio: Administrar rapida-
e dos pés e da região periorbital; a pele 11011:1 (:1s requisÍl'<>L'S csnir:is d1:H·r:10 in- mente durante 10 min (Ver Apêndice E). ENSINO AO DOENTE/FAMÍUA
pálida e fria sugere hipotiroidismo e pode cluir os non1t's ,·,iml'rci;1hl. Perfusão indução ü Instruir o doente a tomar o fármaco exa-
requerer a diminuição da dosagem ou o A hipocalemia e a hipomagnesemia ü Adicionar 18 ml (900 mg) de amiodarona ctamente como lhe foi indicado. Se falhar
suspensão da terapêutica e a administra- podem diminuir a eficácia da amiodarona a 500 mi de D5% para uma concentração uma dose, não a tomar. Consultar o mé-
ção de suplementos de hormona tiroideia. ou podem causar arritmias adicionais; cor- de 1,8 mg/ml. dico se falhar mais de 2 doses.
Taquicardia, perda de peso, nervosismo, rigir antes da terapêutica. ■ Ritmo rle Jwifusr7o: Administrar lenta- o Informar o doente que os efeitos laterais
sensibilidade ao calor, insónia e pele o Assistir o doente no ambulatório para pre- mente, 360 mg durante as 6 h seguintes podem não aparecer durante alguns dias,
quente, corada e húmida sugerem hiperti- venção de quedas. A neurotoxicidacle (ata- com a um ritmo ele 1 mg/min. semanas, ou anos após o início da tera-

• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes. • MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - - - -
46 AMITRIPTILINA
---------- AMITRIPTILINA 47
pêutica e podem persistir durante alguns Usos não registados: ■ Síndromas de dor sua acção pode ser afectada por fármacos
meses após a retirada. crónica. única ao deitar, pode ser aumentada em
que competem para o metabolismo por esta 25-50 mg até 150 mg (em doentes hospi-
□ Ensinar o doente a verificar o pulso e a enzima, incluindo outros antidepressivos,
informar a ocorrência de anomalias. ACÇÃO talizados, pode iniciar-se com 100 mg/
fenotiazinas, carbamazepina, antiar- /dia, aumentando a dose diáiia total até
□ Avisar o doente que as reacções de fotos- ■ Potencia o efeito da serotonina e da nora- rítmicos do tipo lC, incluindo a propafe- aos 300 mg).
sensibilidade podem ocorrer através dos drenalina no SNC ■ Tem propriedades anti- nona, e flecainída; quando estes fármacos ■ PO (Doentes geriátricos e adolescen-
vidros da janela, roupa fina e protectores
colinérgicas significativas. Efeitos Tempêu- são usados concomitantemente com a aini- tes): 10 mg 3x/dia e 20 mg ao deitar 011
solares. São recomendadas roupas prote-
ticos: ■ Ac~'ào antidepressiva. triptilina, pode necessária uma redução de iniciar com 25 mg ao deitar, aumentar len-
ctoras e protectores solares durante a tera-
pêutica e durante os 4 meses seguintes. Se um ou de ambos os fánnacos. O uso simul- tamente para 100 mg/dia ao deitar como
FARMACOCINÉTICA tâneo de fármacos que inibem a actividade
ocorrer fotossensibilidade é aconselhável dose única ou repartidos em várias doses.
Absorção: Bem absorvido pelo tracto GJ. deste citocromo, incluindo a cimetidina, ■ 1M (adultos): 20-30 mg 4x/dia.
a redução da posologia.
□ Informar os doentes que a coloração azu- Distribuição: Amplamente distribuído. quinidina, amiodarona, e ritonavir, pode
lada da face, pescoço e braços é, possi- ligação a proteinas: 95% ligada a proteínas resultar no aumento dos efeitos da amitripli- APRESENTAÇÃO
velmente, um efeito lateral do fármaco plasmácicas. lina ■ Pode causar hipotensão, taquicardia e
após uso prolongado. Normalmente é re- Metabolismo e Excreção: Extensivamente reacções potencialmente fatais quando ■ Comprimidos: 10 mg, 25 mg, 50 mg,
metabolizado pelo fígado. Alguns metaboli- usado com IMAO (evitar uso simultâneo - 75 mg.
versível e desvanece-se após alguns
tos possuem actividade antidepressiva. Sofre parnr 2 semanas antes da amitriptilina) ■ ■ Em combinação com: perfenazina.
meses. Informar o médico se i5to ocorrer.
□ Instruir os doentes masculinos a informar recirculação enterohepática e secreçüo para O uso simultâneo com antidepressivos PERFIL DE ACTUAÇÀO
o médico se tiverem sinais de epididimites os sucos gástricos. Provavelmente atravessa ISRS pode resultar em aumento da toxicida- (efeito antidepressivo)
(dor e edema do escroto). Pode ser neces- a placenta e passa para o leite materno. de e deve ser evitado (a fluoxetina deve ser
sário reduzir a dose. Semi-vida: 10-50 h interrompida 5 semanas antes da administra- INÍCIO PICO DURAÇÃO
□ Alercar o doente que deve informar o ção da amitliptilina) ■ Pode prevenir a res- l'O 2-3 sem:.mas 2-6 semanas dias-st"m:mas
médico, dentista ou outro profissional de CONTRA-INDICAÇÕES
posta terapêutica à guanetidina ■ Pode pro- (até 30 dias)
saúde acerca do regime terapêutico antes E PRECAUÇÕES vocar uma crise hipertensiva quando usado IM 2-3 se1m1nas 2-6 semanas dias-sem:1nas
de qualquer tratamento ou cirurgia. Contra-indicações: ■ Glaucoma de ângulo com clonidina (evitar uso simultâneo) ■
□ Enfatizar a imporcância da realização de estreito ■ Gravidez e lactação. O uso concomitante de levodopa pode
consultas periódicas, incluindo RX torá- Precauções: Doentes geriátricos (aumento resultar em atraso ou diminuição ela absor- IMPLICAÇÕES PI\.RA AEMIFtmVIAG!':11/l
cico e testes à função pulmonar em cada do risco de reacções adversas) ■ Doentes ção da levodopa ou em hipercensào ■ Os MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL
3-6 meses e exames otialmológicos após com doenças cardiovasculares preexis1entes níveis sanguíneos e os efeitos podem ser
diminuídos pelas rifamicinas (rifampina, ■ Informação geral: Monitorizar a pressão
6 meses de terapêutica e posteriormente ■ Hipertrofia prostática (aumento cio risco ele
1 x/ano. arterial e o pulso antes e durante o início
para retenção urinária l ■ História de convul- rifapentina, e rifabutina) ■ O uso simultâ-
sões (limiar pode ser reduzido). neo com sparfloxacina aumenta o risco de da terapêutica. Notificar o médico ou outro
AVAIJAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA profISsional de saúde se a pressão sanguí-
reacções cardiovasculares adversas ■ Au-
A eficácia da terapêutica pode ser de- REACÇÕES ADVERSAS mentam a depressão no SNC com outros nea diminuir 00-20 mmHg) ou se a pulsa-
monstrada por: ■ Cessação das arritmias E EFEITOS IATERAIS* depressores do SNC incluindo álcool, ção aumentar subitamente. r Js , I, >t'lllc·s , 1u,·
ventriculares letais. Os efeitos laterais podem SNC: seda~:'lo, letargia. antibistanúnicos, analgésicos opiáceos e t"slc-j:1111 a 111mar dml'., 1.·lt·1:1da., <>11 ,·11111
demorar 4 meses a serem resolvidos. ORL: boca seca, olhos secos, visão tu1va. sedativos/hipnóticos ■ Os barbitúricos ilis1l,ria ti,· d, >t'nca ,·cirdii JI cist'llictr tlcn TCÍ<,
podem alterar os níveis sanguíneos e os efei- i·:11,·r 1-\:c; :mlv., ,. dura111,· a lt"r:1pé·111ic1.
Willfi!PiiNPT CV: hipotensão, alterações do· ECG,
ARIUTMU.S. tos ■ Os efeitos colaterais adrenérgicos □ Os doentes geriátricos que iniciaram a
,ANIIT"l'Tl~IN",< GI: obstipação, íleo paralítico, hepatite. e do anticolinérglcos podem ser aditivos amitriptilina podem estar sujeitos a um
·. AOT;Jryptizol( .. GU: retenção urinária. com outros agentes com estas proprieda- risco aumentado de quedas; iniciar com
. ' '. .. . Derm: fotossensibilidade. des ■ Fenotiazinas ou contraceptivos uma dose baixa e monitorizar cuidadosa-
mente.
CLASSIFl,C~ÇAD;. ,;:,:,._. .•_ Endo: ginecomastia, alte1~1ções da glicose orais aumentam os níveis e podem causar
Antidépr~i$ivô (tritlcliCÔJ ... : sanguínea. toxicidade ■ Fumar pode aumentar o meta- □ Depressão: Monitorizar o estado mental e
;: .·. ·.:,<·,J:{;,;·:·:; :::·:,:·1.::1.~!. .f'.' <'..f:; Hemat: discrasias sanguíneas. bolismo e diminuir a eficácia. emocional. Avaliar tendências suicidas,
..Gravidij1iCategqrip,C ._,. Outros: aumento de apetite, aumento de especiahnente no começo da terapêutica.
peso. VIA DE ADMINISTRAÇÃO Só devem e~1ar disponíveis pequenas quan-
EPOSOLOGIA tidades de fármaco disponível para o
INDICAÇÕES INTERACÇÕES doente.
■ PO (adultos): 75 mg/dia repartido em
■ Trntamento da depressão, muitas vezes Fármaco-fármaco: ■ A amitriptilina é me- □ Dor: Avaliar a intensidade, qualidade, e
várias doses; pode ser aumentada até
em conjunto com psicoterapia tabolizada pelo citocromo P450 2D6, e a localização da dor periodicamente durante
150 mg/dia ou 50-100 mg/dia numa dose
a terapêutica. Pode ser necessário aguardar
• MAIÚSCULAS indicam os potendalmente fatais; sublinhado indica os 1mis frequentes.
' MAIÚSCUI.AS indirnm os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.
1
i 48 AMITRIPTILINA AMLODIPINA 49
várias semanas até que o efeito se observe. □ Pode causar sonolência e visão turva. Pre- que o rodeia □ Aumento de apetite □ Precauções: ■ Insuficiência hepática seve-
■ Co//sitlerações lahoratoi-iais: Avaliar a venir o doente para evitar a conduç-lo e Aumento da energia □ Melhoria do sono ■ ra (recomenda-se redução da dose) ■ Doen-
contagem diferencial de células sanguíneas, outras actividades que exijam atenção até Diminuição dos sintomas de dores crónicas tes geriátricos (recomenda-se redução da
a contagem de leucócitos, a função hepáti- que a resposta ao fármaco seja conhecida. ■ Os efeitos totais da terapêutica podem ser
ca e glicose sanguínea antes e periodica- □ Hipotensão 01tostática, sedação e co_nfusão
dose; risco de hipotensão aumentado) ■
observados 2-6 semanas após o seu início.
mente durante a terapêutica. Pode causar são comuns durante o início da terapêuti- Estenose aórtica ■ História de insuficiência
aumento das concentrações sanguíneas de ca. Proteger o doente de quedas e avisá-lo cardíaca congestiva ■ Gravidez, lactação, ou
bilirrubina e da fosfatase alcalina. Pode pro- para mudar de posição lentamente. crianças (segurança ainda não estabelecida).
vocar depressão da medula. A glicose san- □ Avisar o doente que deve evitar a ingestão
guínea pode aumentar ou diminuir. de álcool ou de outros depressores do SNC REACÇÕES ADVERSAS
E EFEITOS LATERAISº
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
durante a terapêutica e durante 3-7 dias
após a suspensão. ··c[Ass,;,c)ti6.l~{;~:'.';/\/tt.•.:_:tff?t ;._ SNC: cefaleias, tonturas, fadiga.
POTENCIAIS □ Alertar o doente para avisar o médico ou Fármacos 'ªntiangi1JQSO$;; , ...• , ,.; ./;
CV: edema periférico, angina, bradicardia,
■ Ineficácia dos mecanismo de aceitação outro profissional da saúde se ocorrer re- . • Fármacos antihipenensores (b/oqLteador
tenção urinália ou se persistirem a secura hipotensão, palpitações.
individual (Indicações). dos canais•de'câlciÓ)' / < ·. · ·
da boca ou a obstipação. A utiliwção de GI: hipe1plasia gengival, náuseas.


Alto risco de lesão (Efeitos laterais).
Défice de conhecimento, relacionado com doces ou de pastilha elástica sem açúcar
podem diminuir a secura da boca e um
:-J1i~f14Jíi•.ê~i1ü~·~w~;t?:'.t: . Derm: mbor
o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
aumento da ingestão de líquidos pode INTERACÇÕES
/Família). INDICAÇÕES
prevenir a obstipação. Se os sintomas per- Fármaco-fármaco: ■ Pode ocorrer hipoten-
PROCEDIMENTOS sistirem, pode ser necessário diminuir ou ■ Isoladamente ou com outros fármacos no
são aditiva quando usada concomitantemen-
■ Informação Geral: O aumento da dose suspender a dose. Consultar o médico, tratamento da hipertensão, angina de peito,
te com fentanil, outros fármacos antihi-
deve ser feito ao deitar por causa da seda- estomatologista ou outro profissional da e angina vasoespástica (Prinzemetal).
pertensores, nitratos, ingestão aguda de
ção. A titulação ela dose é um proces- saúde se a secura da boca persistir duran-
ACÇÃO álcoo~ ou quinidina ■ Os efeitos antihiper-
·I
so lento; pode levar semanas ou meses. te mais de 2 semanas.
tensores podem ser diminuídos pelo uso
A dose completa pode ser administrada □ Aconselhar o doente a usar protector solar ■ Inibe o transporte de cãlcio para o mio-
ao deitar. O efeito sedativo pode ser apa- e roupas protectoras para evitar reacções concomitante com anti-inflamatórios não
cárdio e para as células do músculo liso vas-
rente antes de se observar o efeito antide- de fotossensibilidade. esteróides ■ Pode aumentar o risco de neu-
cular, resultando na inibição do acoplamen-
pressivo □ Informar o doente acerca da necessidade to excitação-contracção e subsequente rotoxicidade com o lítio.
■ PO: Administrar a terapêutica com a refei- de controlar a dieta. O aumento de apeti- contracção. Efeitos ternpêuticos: ■ Vasodi- Fármaco-alimento: ■ Os níveis plasmáticos
ção ou imediatamente a seguir para mini- te pode levar a um aumento indesejável latação sistémica resultando na diminuição são aumentados pela ingestão simultânea de
mizar distúrbios gástricas. O comprimido de peso. da pressão arterial ■ Vasodilatação coronária sumo de toranja.
pode ser desfeito e administrado com a □ Aconselhar o doente a informar um pro- resultando na diminuição da frequência e
comida ou com líquido. fissional de saúde se houver suspeita de severidade das crises de angina. VIA DE ADMINISTRAÇÃO
■ IM: Apenas para uma administração IM a gravidez ou se esta estiver planeada. E POSOLOGIA
curto prazo. Não administrar IV. □ Aconselhar o doente a informar o médico, FARMACOCINÉTICA
■ PO (Adultos): 5-10 mg/dia; antibiperlen-
estomatologista ou outro profissional da Absorção: Bem absorvida após administra-
ENSINO AO DOENTE/FAMÍUA saúde acerca do regime terapêutico antes ção oral (64-900/4).
sor em doentes frágeis ou de pequena esta-
□ Ensinar o doente a tomar a medicação de qualquer tratamento ou cirurgia. Distribuição: Provavelmente atravessa a
tura ou doentes com outra terapêutica
exactamente como lhe foi indicado. Se □ A terapêutica para a depressão é normal- placenta. antihiperlensora - começar em 2,5 mg/
falhar alguma dose, deve tomá-la o mais mente prolongada e deve ser mantida ligação a proteínas: 95-98%. /dia, aumentar conforme for necessário e
cedo possível, excepto se for altura da durante pelo menos 3 meses para preven- Metabolismo e excreção: A maior parte é tolerado (até 10 mg/dia) como na tera-
dose seguinte. Se o regime terapêutico ção de recaídas. Enfatizar a importância metabolizada no fígado. pêutica antihipertensora em doentes com
adaptado for o de dose única ao deitar, da realização de consultas médicas de Semi-vida: 30-50 h (aumentada nos doentes insuficiência hepática.
não tomar de manhã por causa dos efei- acompanhamento para avaliação da eficá- geriátricos e nos doentes com insuficiência ■ PO (Doentes Geriátricos): Antibiperten-
tos laterais. Avisar o doente que o efeito cia e dos efeitos laterais. hepática). sor- Iniciar a terapêutica com 2,5 mg/dia,
do fãrmaco pode não ser observado aumentar conforme for necessário e tole-
durante 2 semanas. A interrupção abrupta AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA CONTRA-INDICAÇÕES
rado (até 10 mg/dia); antianginosos- ini-
pode causar náuseas, vómitos, diarreia, A eficácia da terapêutica pode ser de- E PRECAUÇÕES
ciar a terapêutica com 5 mg/dia, aumentar
cefaleias, perturbações no sono com pesa- monstrada por: ■ Aumento da sensação de Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade. conforme for necessário e tolerado (até
delos e irritabilidade. bem estar □ Renovação do interesse pelo o ■ Pressão artelial <90 mmHg. 10 mg/dia).
• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.
' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; suhlinhado indica os mais frequentes.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- -
50 AMLODIPINA
-- - ---------- AMOXICILINA 51
a Insuficiência hepática PROCEDIMENTOS ■ Angina: Instruir o doente, que esteja sub- INDICAÇÕES
■ PO (Adultos): Antibipertensor - Iniciar a ■ PO: Pode ser administrado sem preocupa- metido a terapêutica ele combinação com
nitratos ou com bloqueadores beta, que ■ Trntamento elas seguintes infecções: o In-
terapêutica com 2,5 mg/dia, aumentar ções em relação às refeições. t'ecções ela pele e ela estrutura cutâneas □
conforme for necessário/tolerado (até eleve continuar a tomar as duas medica-
ENSINO AO DOENTE/FAMÍUA ções como lhe foi instruído e usar nitro- Otite média □ Sinusite o Infecções respirató-
10 mg/dia); antianginosos-- iniciar a tera-
glicerina sublingual, se for necessário, nas rias o Infecções genitourinárias o Meningite
pêutica com 5 mg/dia, aumentar confonue ■ Informação Geral: Aconselhar o doente a
for necessário/tolerado (até 10 mg/ /dia).
crises ele angina. o Septicemia ■ Profilaxia da endoc-drclite ■
tomar a medicação exactamente como lhe o Aconselhar o doente a contactar um pro- Tratamento ele úlceras devida a Helicobacter
foi informado, mesmo que se sinta melhor. fissional ele saúde, se a dor no peito não pylori. Usos não registados: ■ Doença ele
APRESENTAÇÃO
Se falhar uma toma, esta deve ser to1m1cla melhorar ou piorar após a terapêutica, se Lyme.
■ Comprimidos: 5 mg, 10 mg. logo que seja possível a não ser que seja esta surgir com diaforése, se ocorrer falta
quase coincidente com a toma seguinte; de ar, ou se ocorrerem cefaleias severas e ACÇÃO
PERFIL DE ACTUAÇÀO não duplicar as doses. Pode haver necessi- persistentes.
(efeitos cardiovasculares) dade de interromper a medicação gradual- o Alertar o doente que eleve discutir as res- ■ Liga-se à parede ela célula bactetiana, cau-
INÍCIO PICO DURAÇÃO mente. trições ao exercício físico com um profis- sando a morte ela célula. 1:fr·Hr,,; 'frl':1pi'11-
□ Instmir o doente na técnica correcta de sional de saúde antes da sua execução. tin,,:, ■ Acção bactericida; o espectro é mais
PO desconhecido 6-9 h 24 h monitorização do pulso. Instmir o doente ■ Hipertensão: Encorajar o doente a cum- amplo que o ela penicilina. Espectro: ■
para contactar o profissiomli ele saúde se prir com os outros procedimentos para o Activo contra: o Estreptococos □ Pneumo-
a frequência cardíaca for < 50 bpm. controlo ela hipe1tensào (redução do peso, cocos o Enterococos o Haemopbilus in-
IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM o Alertar o doente que deve mudar ele posi- cliet:1 pobre em sódio, parar ele fumai; Jl11e11zae □ Escbericbia coli □ Proteus mimbi-
ção lentamente para minimizar a hipoten- moderaç:1o cio consumo ele álcool, exercí- lis □ Neisseria me11i11gitidis □ Sbigella □
MONITORIZAÇÃO/AVAllAÇÃO INICIAL são ortostática. cio regular, e controlo cio stress). A me- Cblamydia tmcbomatis □ Salmonella □
■ Informação Geral: Monitorizar a pressão o Pode provocar sonolência e tonturas.
dicação controla a hipertensão mas não a Borre/ia b11rgdo1jeri □ H. pylori.
curn.
arterial e o pulso antes da terapêutica, Aconselhar o doente a evitar conduzir ou
durante a determinação laboratorial da
o Instruir o doente e a sua família na técni-
outras activiclades que requeiram o estado FARMACOCINÉTICA
ca correcta ele medição ela pressão aite-
dose, e periodicamente durante a terapêu- ele vigilâncb até que a resposta i.\ medica- tial. Aconselhar o doente a medir a pres- Absorção: Bem absorvido através do duo-
tica. Monitorizar o ECG periodicamente ção seja conhecida. são arterial uma vez por semana e a deno (75-90%). Mais resistente à inactivaçào
durante terapêutica prolongada. o Instruir o doente acerc-J da importância de notificar um profissional ele saúde a ocor-
□ Monitorizar a ingestão e as taxas de excre- manter uma boa higiene oral e de visitar pelo ácido do que a outras penicilinas.
rência ele alterações. Distribuição: Distribui-se rapidamente na
ção e os pesos diários. Avaliar os sinais de o cientista frequentemente para limpeza
insuficiência cardíaca congestiva (edema dentária a fim de evitar hemorragias e AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUITCA maior pa11e cios tecidos e líquidos do corpo.
periférico, crepitações pulmonares,_ dis- hiperplasia gengival. A penetr.1çào no fluido cefalom1quicliano é
pneia, ganho de peso, distensão jugular ..:fi 1.\i1.::~j ifLlj1Í'UiÍGi pudt· :1tT !ie,non.--- aumentada quando as meninges estão infla-
o Instruir o doente a evitar o uso concomi- .• :1Ll:: pur: ■ Diminuição da pressào arterial
venosa). tante de álcool e medicações de venda madas. Atravessa a placenta; uma pequena
■ Angina: Avaliar a localização, duração, ■ Diminuição da frequência e da severidade quantidade passa para o leite materno.
livre, especialmente preparações para as elas crises ele angina ■ Diminuiç:1o da neces-
intensidade, e factores de precipitação ela constipações, sem antes consultar um pro- Metabolismo e Excreção: 70% é excretado
dor anginosa do doente. sidade de te1~1pêutica com nitratos ■ Aumen­ sem alteração na urina. 30% é metabolizado
fissional ele saúde. to ela toler.1ncia à activiclacle física e cio
,1 Co11sillerac<1es l.alwmtoriais: As con- □ Aconselhar o doente a notitkar um profis- pelo fígado.
centrações ;éricas totais de cálcio não são bem-estar.
sional ele s:1úde se ocon-erem hatimente1~ Semi-vida: 1-1,3 h
afectadas pelos bloqueadores dos camlis cardíacos irregulares, clispneia, inchaço elas
de cálcio. CONTRA-INDICAÇÕES
mãos ou cios pés, tonturas pronunciadas, AMOXICILINA
náuseas, obstipação, ou hipotensão, ou se E PRECAUÇÕES
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM Amoxicilina-lrex, Amplamox, Cipamox,
as cefaleias forem severas e persistentes.
POTENCIAIS Clamoxyl, Flemoxin, Solutab; Moxadent,: Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade às
□ Aleitar o doente que deve usar roupa pro-
Oraminax; Ospamox, ·Penamox · penicilinas.
■ Alteração ela perfusào teciclular (Indica- tectora e usar protector solar para preve-
ções). Precauções: ■ Insuficiência renal grave (é
nir reacções ele fotossensibilidade.
■ Dor (Indicações). necessária uma recluç:1o ela posologia se
o Alertar o doente que eleve informar o pro- CLASSIFICAçAO: CCr<30 ml/min) ■ Tem sido usado com
■ Défice ele conhecimento, relacionado com fissional ele saúde acerca cio regime tera- Anti-infeccioso (aminopenicilina) ·
o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ pêutico antes ele qualquer tratamento ou segurançJ durante a gravidez e a lactação ■
/Família). cimrgia. Gravidez: Categoria 8 ' Mononucleose infecciosa (aumento da inci-
dência de erupções cutâneas).
' MAIÚSCULAS indirnm os po1endalmen1e fa1:1is; suhlinhado indica os mais frequemes.
' MAIÍISCULA.~ indÍl'am ,is potendalmeme fmais. suhlinhado indiet os mais frequemes.
AMOXICILINNÁCIDO CLAVULÂNICO 53
52 AMOXICILINA
renc1a de diarreia, cãibras abdominais, o Instruir o d<K·llll' :1 11otific:1r i11wdi:1t:1men-
REACÇÕES ADVERSAS o Gonorreia
febre, sangue nas fezes deve ser relatada ft' uni profissioml dl' s:1C1d, se ornrrt·r
0

E EFEITOS LATERAIS* ■ PO (adultos e crianças ~40 kg): dose prontamente a um profissional de saúde di:1r1ei:1, c:iihr:1s :1hdomin:1i,. khrc. ou
SNC: CONVULSÕES (DOSES ELEVADAS). única ele 3 g. como um sinal de colite pseudomembra- s:ingue 11:1.s fezes e a não recorrer a trata-
■ PO (crianças >2 anos e< 40 kg): 50 mg/ nosa. Pode começar até várias semanas
GI: Náuseas, vómitos, diarreia, COLITE mento com antidiarreicos sem consultar
/kg com probenecide 25 mg/kg. após a paragem da terapêutica. um profissional de saúde.
PSEUDOMEMBRANOSA.
■ Cousitferaç{ies laboratoriais: Pode au- o Instruir o doente que deve avisar o mé-
Derm: Erupções, urticária. o Insuficiência renal
Hemat: discrasias sanguíneas. mentar a fosfatase alcalina sérica e as con- dico se os sintomas não melhorarem.
■ PO (adultos CCr 10-30 ml/min): 250-500 centrações de AST, ALT, e LDH.
Outros: superinfecçào, reacções alérgicas o Informar o doente com história de doença
mg de 12/12 h. o Pode causar resultados falsamente positi- cardíaca reumática ou submetido a subs-
incluindo ANAFILAXIA e DOENÇA DO vos nos testes ele Coomb directo.
SORO. o Insuficiência renal tituição de válvula cardíaca, acerca da
■ PO (adultos CCr <10 ml/min): 250-500
importância da profilaxia antimicrobiana
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM ser feita antes ele procedimentos médicos
INTERACÇÕES mg ele 24/24 h. POTENCIAIS invasivos ou dentários (ver Apêndice O).
Fármaco-fármaco: ■ O probenecide dimi- ■ Alto risco de infecção (Indicações, Efeitos
nui a excreção renal e aumenta os níveis APRESENTAÇÃO
laterais). AVAUAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
sanguíneos da amoxicilina - a terapêutica ■ Comprimidos dispersíveis: l g ■ Com- ■ Défice ele conhecimento, relacionado com
pode ser combinada para este propósito primidos: 500 mg, 1 g n Cápsulas: 250 A eficácia da terapêutica pode ser de-
o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ monstrada por: ■ Resolução dos sinais e
■ Pode potenciar o efeito da varfarlna ■ mg, 500 mg nSuspensão oral· 250 mg/5 /Família).
Pode diminuir a eficácia cios contracepti- ml, 500 mg/5 ml, 250 mg/100 ml, SOO mg/ sintomas de infecção. O tempo necessário
■ Nüo adesão ao regime terapêutico (Ensi-
vos orais. /100 ml ■ Jnjecção: 250 mg, 500 mg, 1 g ■ para a resolução completa depende do orga-
no ao Doente/Família).
Saquetas: 3 g. nismo e do local ela infecção ■ Profilaxia da
VIA DE ADMINISTRAÇÃO PROCEDIMENTOS endocardite ■ Erradicação de H. pylori com
PERFIL DE ACTUAÇÀO resolução dos sintomas de úlceras.
EPOSOLOGIA (níveis sanguíneos) ■ PO: Administrar a horas correctas. Pode
ser administrado fora elas refeições. Pode ~EID~~~~~'t!l~

o Maioria das infecções INÍCIO PICO DURAÇÃO


ser administrado às refeições para diminu-
PO 30 min Hh 8-12 h ir os efeitos laterais GI. O conteúdo elas
AMox1c1L1NA/ÃCIDD cLÂ~ULANiêo
■ PO (adultos e crianças >20 kg): 250-500
cápsulas pode ser esvaziado e misturado
Amaciavam, Amoxlciliná
mg de 8/8 h ou 500-875 mg de 12/12 h. e Ácido Clavulânico Bioclavid, Amó~icilíha
■ PO (crianças > 3 meses): 20-40 mg/ com líquidos. Os comprimidos mastigá-
IMPLICAÇÕES PARA A EfJFERMAGEIVl veis podem ser esmagados ou mastigados e Ácido.Clavulânico, Ratiopharm,
/kg/dia repartido em várias doses ele 8/8
h ou 25-45 mg/kg ele 12/12 h. antes ele serem deglutidos com líquidos. Augmentin, Betamox, Clavarnox, :
MONITORIZAÇÃO/AVAUAÇÃO INICIAL Agitar as suspensões orais antes da admi- Clé\vepen, Penilam ·· ·
■ PO (crianças:;; 3 meses): até 300 mg/kg
de 12/12 h. o Avaliar a infecção (sinais vitais; aparência nistração. Deitar fora as suspensões
das lesões, expectoraçào, urina e fezes; reconstituídas e refrigeradas após 10 dias.
■ PO (crianças <6 kg): 25-50 mg ele 8/8 h.
contagem leucocitária) no início e duran- CLASSIFICAç.j()f,: , i _. _. -. <
o Helicobacter pylori te a terapêutica. ENSINO AO DOENTE/FAMÍIJA Anti-infecc:iosçJ(amino peilicilinw'
o Obter a história do doente antes de iniciar o Instruir o doente a fazer a terapêutica •!in)t,;aàr da be(1tl~c:iamàse)..
■ PO (adultos): Terapêutica Tripla- 1000 a terapêutica para determinar o uso pré- sempre a horas, até ao fim da terapêutica Gravidez:·Categoria B
mg ele amoxilina 2x/clia com lansoprazol vio e as reacções às penicilinas ou cefa- e conforme lhe foi indicado, mesmo se
30 mg/clia e claritromicina 500 mg 2x/clia losporinas. As pessoas com história nega- sentir melhoras. Avisar os doentes que a
durante 14 dias ou 1000 mg ele amoxicili- tiva de sensibilidade à penicilina podem partilha deste fármaco com outros pode INDICAÇÕES
na 2x/clia com omeprazol 20 mg 2x/dia ainda assim ter uma resposta alérgica. ser perigosa. ■ Tratamento de várias infecções incluindo:
e claritromicina 500 mg 2x/clia durante o Ohse1Ye11 os ,i,uis e si1110111:1., ,k- :111:1fil:1\ie1 o Instruir as doentes que estejam a tomar
14 dias. Terapêutica dupla- 1000 mg de (erupção, prurido, edema da laringe, res- o Infecções da pele e de estruturas cutâneas
contraceptivos orais a usar um método
amoxicilina 3x/dia com lansoprazol 30 mg piração ruidosa). Informar imediatamente o Otite média o Sinusite o Infecções do tra-
contraceptivo alternativo ou um método
3x/dia durante 14 dias. o médico ou outro profissional de saúde cto respiratório o Infecções cio tracto geni-
não-hormonal adicional durante a tera-
se ocorrer algum destes sinais. pêutica com amoxicilina e até ao período tourinário o Meningite o Septicémia.
o Profilaxia da endocardite o Obter amostras para cultura e testes de menstrual seguinte.
■ PO (adultos): 2 g 1 h antes cio procedi-
ACÇÃO
sensibilidade antes ela terapêutica. A pri- o Avisar o doente que deve comunicar os
mento. meira dose pode ser administrada antes sinais ele superinfeccão (língua saburrosa, ■ Liga-se à parede ela célula bacteriana, cau-
■ PO (crianças): 50 mg/kg 1 h antes do pro- de se receberem os resultados. prurido ou corrimento vaginal, fezes sando a morte ela célula; o espectro ela amo-
cedimento. o ,\l011i111ri1:11 " lunc:i" i11res1i1ul. A ocor- moles e com cheiro fétido) e de alergia. xicilina é mais amplo do que o da penicili-

• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente /arais; sublinhado indica os mais frequentes. • MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - - - - - - - - - - - - - - -
54 AMOXICILINA/ÁCIDO CLAVULÂNICO
APRESENTAÇÃO
AMOXICILINA/ÁCIDO CLAVULÂNICO 55
elas concentrações sanguíneas de LDH,
na. O ácido clavulânico resiste à acção ela INTERACÇÕES
AST e ALT. Os idosos e os doentes subme-
lactamase beta, uma enzima produzida pela Fármaco-fármaco: ■ O probenecide dimi- ■ Comprimidos: 500 mg ele amoxicilina
bactéria que é capaz ele inactivar algumas tidos a tratamentos prolongados encon-
nui a excreção renal e aumenta os níveis san- com 125 mg ele ácido clavulânico, 875 mg ele trdm-se em risco aumentado ele disfunção
penicilinas. Efeitos Terapêuticos: ■ Acçào guíneos ela amoxicilina - a terapêutica pode amoxicilina com 125 mg ele ácido clavulâ-
bactericida contra a bactérias susceptíveis. hepática.
ser combinada com este objectivo ■ Pode nico ■ Suspe11são oral· 125 mg ele amoxici- o Pode causar resultados falsamente positi-
Espectro: ■ Activa contra: o Estreptococos potenciar o efeito ela varfarina ■ A tera- lina com 31,25 mg ele ácido clavulânico/5ml,
o Pneumococos o Enterococos o Haemopbi- vos nos testes de Coombs clirecto.
pêutica simultânea com alopurinol aumenta 250 mg ele amoxicilina com 62,5 mg ele ácido
/us i11jl11e11zae □ Escbericbia coli o Prote11s o risco de erupção cutânea ■ Pode diminuir a clavulânico/5ml, 400 mg ele amoxicilina com
mirabilis □ Neisseria menigitidis □ Sbigella DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
eficácia cios contraceptivos orais. 57 mg ele ácido clavulânico/5ml ■ I11jecção:
o Salmo11el/a o Moraxella cata11"balis. 500 mg/50 mg, 1000 mg/200 mg ■ Solução POTENCIAIS
VIA DE ADMINISTRAÇÃO para pe,fusão: 1000 mg/100 mg, 2000 mg/ ■ Alto risco ele infecção (Indicações, Efeitos
FARMACOCINÉTICA /200 mg. laterais).
E POSOLOGIA
Absorção: Bem abso1viclo pelo duodeno ■ Défice de conhecimento, relacionado com
(75-90%). Mais resistente à inactivaçào ácida o Maioria das infecções PERFIL DE ACTUAÇÀO o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
do que outras penicilinas. (pico dos níveis sanguíneos) /Família).
Distribuição: Difunde-se rapidamente na ■ PO (adultos e crianças > 40 kg): com- ■ Não adesão ao regime terapêutico (Ensino
maior parte dos tecidos e fluidos corporais. primidos: 1 comprimido de 500 mg de INÍCIO PICO DURAÇÃO ao Doente/Família).
A penetração no LCR é aumentada pela infla- 12/12 h ou 1 comprimido ele 250 mg de PO 30 min 1-2 h 8h
mação das meninges. Atravessa a placenta e 8/8 h. Suspensão: 500 mg ele 12/12 h. PROCEDIMENTOS
passa em pequenas quantidades para o leite
o Infecções graves ■ PO: Administrar rigorosamente a horas.
materno. IMPUCAÇÕES PJ\~A AENFí:PiMJl.(lEM Pode ser administrado fora elas refeições.
Metabolismo e Excreção: 70% excretado e infecções respiratórias
Pode ser administrado às refeições para
sem alteração na urina. 30% metabolizaclo ■ PO (adnltos e crianças> 40 kg): 1 com- MOMTORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL diminuir os efeitos laterais GI. As cápsulas
pelo fígado. primido de 87-'í mg de 12/12 h ou 1 com- o Avaliar a presença de infecções (sinais podem ser esvaziadas e o seu conteúdo
Semi-vida: 1-1,3 h primido ele 500 mg de 8/8 h. vitais, aparência elas feridas, expectora- tomado com líquidos. Os comprimidos
ç:1o, urina e fezes; contagem leucocitária) mastigáveis podem ser esmagados ou
CONTRA-INDICAÇÕES o Insuficiência Renal no princípio e durante a terapêutica. mastigados antes ele serem deglutidos com
E PRECAUÇÕES ■ PO (adultos): CCr 10-30 111/lmin- 250-'i00 o Fazer a história do doente antes ele iniciar líquidos. Agitar a suspensão oral antes ele
Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade às mg ele 12/12 h (n;1o usar comprimidos de a terapêutica para determinação prévia de administrar. A suspensão reconstituída e
penicilinas ■ Hipersensibilidade ao ácido cla- 875 mgl; CCr< 10 111//111i11- 250-500 mg de uso e reacção às penicilinas ou cefalospo- refrigerada deve ser rejeitada após 10 dias.
vulânico ■ A suspensão oral e s comprimidos 24/24 h. rinas. As pessoas com história negativa o Dois comprimidos de 250 mg não s:1o bio-
mastigáveis contêm aspartame e elevem ser de sensibilidade à penicilina podem, equivalentes a um comprimido de 500 mg.
evitados em casos ele fenilcetonúria. o Otite Média, Sinusite, Infecções ainda assim, ter uma resposta alérgica. □ Crianças: As crianças com menos de
Precauções: ■ Insuficiência renal grave (ne- 3 meses elevem tomar apenas a solução
do Tracto Respiratório Inferior, o \h 111i11 )ri1:1r -,i1ui-.; l' ·,i1111 )llU~ dv ;11uf1L1\i;1
cessidade de reduzir a posologia) ■ Mono- (erupção, prurido, edema da laringe, res- oral ele 125 mg/5 ml.
nucleose infecciosa (;1umenta a incidência Infecções Graves
piraçüo ruidosa). Informar imediatamente
ele erupção cutânea) ■ Insuficiência hepática ■ PO (crianças ~3 meses): s11spmsâo oral dl' o médico ou outro profissional ele saúde ENSINO AO DOENTE/FAMÍllA
grave (calcular a posologia cuidadosamente, 200 111g/5 111! 011 400 111gl5 mi- 22,5 mg/ /kg se isto ocorrer. o Instruir os doentes a tomar a terapêutica
monitorizar a funç1o hepácica). de 12/12 h; s11spemâo oml de .125 111g/'i 111! o Obter amostras pa1~1 culn1ra e para testes ele rigorosamente à hora estipulada e até ao
011 250 111g/5 111/- 13,3 mg/kg de 8/8 h. sensibilidade antes ela terapêutica. A pri- fim do tratamento como lhe foi inclicaclo,
REACÇÕES ADVERSAS meira dose pode ser administrada antes ele mesmo se sentir melhoras. Avisar o doen-
E EFEITOS LATERAIS* o Infecções menos Graves se saberem os resultados. te que a partilha desta medicação com
SNC: CON\'01.SÔES (doses elevadas). ■ PO (crianças ~3 meses): s11spensâo um! o Monitorizar a funçào intestinal. A ocorrên- outros pode ser perigosa.
GI: Náuseas, vómitos, diarreia, disfunção de 200 111g/5 111/ 011 400 111gl'i 1111-12,5 mg/ cia ele diarreia, cãibras abdominais, febre, o Instruir os doentes femininos que estejam
hepática, COUTE P.',EllDOMEl\-mH,\NfriA. /kg ele 12/12 h 0116,6 mg/kg ele 8/8 h (em e sangue nas fezes, eleve ser prontamente a tomar contraceptivos orais, a usar um
Derm: erupcões, urtidria. suspensão de 125 mg/5 ml ou ele 250 relatada como sinal ele colite pseudo- método de contracepçào alternativo ou
Hemat: cliscrasias sanguíneas. mg/5 mll. membranosa. Pode começar até várias adicional durante a terapêutica até ao
Outros: superinfecção, re;1eções alérgicas ■ PO (crianças <3 meses): 15 mg/kg ele semanas após a cessação da terapêutica. período menstrual seguinte.
incluindo ;\.l~Afli.AXIA )E l)OEN(.A no 12/12 h (recomenda-se suspensão ele '!,•·"i!1·1; .. \ h'ru.'J(ii,:·,·,,!::: Pode cau- o Avisar o doente a relatar os sinais de su-
~-:,mo. 125 mg/5 ml). sar aumento ela fosfatase alcalina sérica, e perinfecç;1o (língua saburrosa, prurido ou

~ MAIÚSCULAS indicam os potemiilmente fatais; suhlinh~1do indiGI os mais frequentes. ' MAIÜSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.
56 AMPICILINA AMPICILINA 57

corrimento vulvar, fezes moles e com meningitídís o N. gonorrboeae o Sbigella o VIA DE ADMINISTRAÇÃO o Prevenção da Meningite
cheiro fétido) e alergia. Salmonella. EPOSOLOGIA Bacteriana
o Instruir o doente a notificar irnedi:1ta-
FARMACOCINÉTICA ■ IM, IV (adultos): 2g 30 minantes do pro-
llll:'nte um profissioml de s:1údc· Sl:' on"·. o Infecções Respiratórias
cedimento (a gentamicina pode ser adi-
n:r di:1rrei:1. c:'1ihr:1s ahdo111i11:1is. fehrl'. ou Absorção: Absorvido moderadamente no e dos Tecidos Moles cionada em pacientes de alto risco); pode
sc111uue nas tezc•s e a não recorrer a anti- duodeno (30-50%). ■ PO (adultos e crianças ~20 kg): 250 mg ser administrado lg adicional 6 h mais
dia1~eicos sem consultar um profissional Distribuição: Difunde-se rapidamente nos de 6/6 h. tarde a doentes de alto risco).
de saúde. tecidos e fluidos corporais. A penetração no ■ PO (crianças < 20 kg): 50 mg/kg/dia ■ IM, IV (crianças): 50 mg/kg/ 30 min
o Instruir o doente a informar o médico ou LCR é aumentada na presença das meninges
outro profissional de saúde se os sintomas repartidos em doses em cada 6-8 h. antes do procedimento (a gentamicina
inflamadas. Atravessa a placenta; passa para ■ IM, IV (adultos e crianças ~ 40 kg): 250- pode ser adicionada em pacientes de alto
não melhorarem ou se as náuseas ou a o leite materno em pequenas quantidades.
diarreia persistirem quando o fármaco es- -500 mg de 6/6 h risco); podem ser administrados 25 mg/kg
Metabolismo e Excreção: Metabolizado ■ IM, IV (crianças $ 40 kg): 25-50 mg/ adicionais 6 h mais tarde a doentes de alto
tiver a ser administrado com comida. variavelmente pelo fígado 02-50%). A excre- /kg/dia repartidos em várias doses em risco).
ção renal é variável (25-60% após adminis- cada 6-8 h.
AVAUAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
tração oral; 50-85% após administração IM). o Insuficiência Renal
A eficácia da terapêutica pode ser de- Semi-vida: 1-1,5 h o Meningite Bacteriana provocada
monstrada por: ■ Resolução dos sinais e ■ (adultos e crianças): CCr $ 10 ml/min.
sintomas da infecção. O tempo para uma
por H. influenza, Staphy/ococcus Aumentar os inte1valos da posologia para
CONTRA-INDICAÇÕES pneumoniae, ou N. meningitidis
completa resolução depende do organismo e administrações em cada 12-16 h.
E PRECAUÇÕES ou gilidis ou Septicémia
do local da infecção.
Contra-indicação: ■ Hipersensibilidade às ■ IM, IV (adultos e crianças): 150-200 mg/
APRESENTAÇÃO
penicilinas. /kg/dia repartidos em várias doses em ■ Cápsulas: 250 mg, 500 mg ■ Suspensão:
Precauções: ■ Insuficiência renal grave (redu-
i(Ãir1ç1t1~'Ae , ., u _· .._'. ·+.
; :Arnplilíl!, ~r:Jtaçil,,Hip~rpi9tico, ,.:
zir a posologia se CCr <10 mVmin) ■ Tem sido
cada H h. 125 mg/5 ml, 250 mg/5 ml, 500 mg/5 ml
■ lnjectáveL· 125 mg, 250 mg, frascos de
usado durante a gravidez e a lactação ■ Mo- o Infecções GI/GU por bactérias lg, 2g, 10 g.
,'. t.:/):_-/f/1:!.Ú,i}i6(:/. ;.:,:";:.:) ~·,f,i,~/r{;:1J' - ·_;-, -',: ·; nonucleose infecciosa (aumento da incidência
não pertencentes à espécie
\1 ç'(A~~lFJ~~çMJ)i' )'.i',, . '\\·•·· 1 de erupções cutâneas).
N. gonorrhoeae PERFIL DE ACTUAÇÀO
'l ~iif/,Vi(~ff(9~~:(~~@p~ti/ç(lin,a) ·•-. REACÇÕES ADVERSAS ■ PO (adultos e crianças > 20 kg): 500 mg
(níveis sanguíneos)
füW1dêZfrcatégori~ e , E EFEITOS IATERAIS* de 6/6 h (doses maiores nas infecções INÍCIO PICO DURAÇÃO
mais graves/crónicas). PO
SNC: CONVULSÕES (doses elevadas). rápido 1,5-2 h 4-6 h
■ PO (crianças < 20 kg): 100 mg/kg repar-
INDICAÇÕES GI: COLITE PSEUOOMEMBRA.NOSA, náu- IM ràpido 1h 4--6 h
tidos em várias doses de 6/6 h (doses mai- IV rjpido fim da perfusào
seas, vómitos, diarreia. ores nas infecções mais graves/crónicas).
4-6 h
■ Tratamento das seguintes infecções: o Derm: erupções, urticária.
Infecções da pele e das estruturas cutâneas, Hemat: discrasias sanguíneas.
infecções de tecidos moles o Otite média o □ N. gonorrhoeae
Outros: super-infecção, reacções alérgicas IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM
Sinusite o Infecções respiratórias o Infecções incluindo ANAl'ILAXIA e DOENÇA DO ■ PO (adultos): 3 g em associação a 1 g de
genitourinárias o Meningite o Septicémia o SORO. probenecide.
Profilaxia da endocardite. MOMTORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL
■ IM, IV (adultos e crianças ~ 40 kg): 500
Usos não registados: ■ Prevenção de infec- INTERACÇÕES mg de_6/6 h o Avaliar a ocorrência de infecções (sinais
ções em determinados pacientes de alto ■ IM, IV (crianças < 40 kg): 50 mg/kg/dia vitais; aparência de feridas, expectoraçào,
risco submetidos a cesariana. Fármaco-fármaco: ■ O probenecide dimi- urina e fezes; contagem dos glóbulos
repartidos em várias doses em cada 6-8 h.
nui a excreção renal e aumenta os níveis brancos) no princípio e durante a tera-
ACÇÃO sanguíneos de ampicilina - a terapêutica pêutica.
o Uretrite Provocada por
■ Liga-se à parede da célula bacteriana, resul- pode ser combinada para este propósito ■ o Obter a história do doente antes do início
tando na sua morte. Efeitos Terapêuticos: Doses elevadas podem aumentar o risco de N. gonorrhoeae nos homens
da terapêutica para determinar o uso ante-
■ Acção bactericida; o espectro é mais amplo hemorragia com a varfarlna ■ A incidência ■ IM, IV (adultos e crianças ~ 40 kg): 500 rior e as reacções às penicilinas ou cefa-
que a penicilina. Espectro: ■ Activo contra: de erupção cutânea aumenta com a terapêu- mg, repetidos 8-12 h mais tarde; podem losporinas. As pessoas com história de
o Estreptococos o Pneumococos o Entero- tica simultânea com alopurinol ■ Pode ser necessárias dose adicionais nos casos sensibilidade à penicilina negativa podem,
cocos o Haemophilus irif/uenzae o Escberi- diminuir a eficácia dos contraceptivos hor- de infecções mais complicadas (prostati- ainda assim, ter uma resposta alérgica.
cbia coli o Prole/IS mirabilis o Neisseria monais. tes, epididimites). o Obter amostras para cultura e testes de
' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes. • MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - -
58 AMPICILINA
-- ------ AMPICILINA/SULBACTAM 59
sensibilidade antes da terapêutica. A pri- ■ IM: Reconstituir para uso IM ou IV adicio- ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA INDICAÇÕES
meira dose pode ser administrada antes nando 0,9-1,2 mi de água estetilizada para
de se saber o resultado. injectáveis a um frasco de 125 mg, 0,9- o Instruir o doente a tomar a medicaç-:lo ■ Tratamento das seguintes infecções: a In-
o Ohsen·ar os .~inais e sintomas de an:il'il:1\ia -1,9 mi a um frasco de 250 mg, 1,2-1,8 mi rigorosamente à hora estipulada e até ao fecções da pele e das estruturas cutâneas
(erupção, prurido, edema da laringe, res- fim da terapêutica como lhe foi indicado infecções nos tecidos moles o Otites média~
a um frasco de 500 mg, 2,4-7,4 mi a um
piração ruidosa). Suspender o fármaco e mesmo se sentir melhoms. Avisar o doen~
frasco de 1 g e 6,8 mi a um frasco de 2 g. o Sinusite o Infecções respirntórias o Infec-
avisar imediatamente o médico ou outro te que a partilha desta medicação com
■ IV directo: Adicionar 5 mi de água esteri- outros é perigosa. ções genitourin:.írias o Meningite o Septi-
profissional de saúde se ocorrer algum lizada ou de água bacteriostática para in- cémia.
destes sinais. Ter sempre à disposição o Avisar o doente que deve relatar sinais de
jectáveis a cada frasco de 125, 250 ou 500 super-infecção (língua saburrosa, pntrido
adrenalina, um antihistamínico e o equi- mg ou 7,4 ou 10 mi de solvente a cada ACÇÃO
pamento ele reanimação para o caso ele ou corrimento vaginal, fezes moles e com
frasco de 1 ou 2 g. cheiro fétido) e de alergia. ■ Liga-se à parede da célula bacteriana,
uma reacção anafilática.
■ Ritmo <le JJe1f11são: As doses de 125-500 o Avisar as doentes que estejam a tomar resultando na mone da célula; o espectro é
o Avaliar a pele por causa da "enipção ela
ampicilina", entpçào não-alérgica, verme- mg podem ser administradas durante 3-5 contraceptivos orais a usar um método mais amplo que o ela penicilina. A adição do
lho carregado, macular ou maculopapular, min no prazo de 1 h após reconstituição. contraceptivo não-hormonal como alter- sulbactam aumenta a resistência às lactama-
ligeiramente pruriginosa. As administrações rápidas podem causar nativa ou um método adicional enquanto ses beta, enzimas produzidas pela bactéria
ia Considerações lnbomtoriais: Pode pro- convulsões. estiver a tomar ampicilina e até ao perío- que podem inactivar a ampicilina. Efeitos
vocar o aumento da AST e ALT. ■ Perfusão intermitente: Diluir em 50 mi do menstrual seguinte. Tet'apêuticos: Acção bactericida. Espectro:
o Pode provocar diminuição temporária do ou mais de NaCI a 0,9%, D5%, D5%/NaCI O Al'is:1r o d11L'nl<: que• derc· norifi<e1r 11111 Activo contra: o Estreptococos o Pneumo-
estradiol, estriol conjugado total, glucoro- a 0,45%, ou solução de lactato de Ringer profissi1111al d,· saúdl' se· llC<>rrer l,:h1l· "11 cocos o Enterococos o Haemopbi/11s f11jl11e11-
nido de estriol, ou esterona conjugada na parn uma concentraç-jo de não mais de di;1rrl'i:1. cspL'l'i:tl111c·1111: Sl' :1s ti:1.es n,1111- zae o Escherichía co/i o Proteus mirabílis
mulher grávida. 30 mg/ml, administrar no prazo de 4 h \\·1\'lll s:111,\(UL'. pus. ou muco . .'\const'lhar □ Neísseria me11i11gitidís o N. gonorrboeae
o Pode causar um resultado falsamente 11 cloe111e a n:hl tratar :1 di:lrrl'ia SL'lll L·on-
(mais estável em NaCI). □ Sbigel/a □ Salmonel/a o Bacteroides ji-ag/Us
positivo nos testes de Coomb directo. ,ullar um profi~sional dL· sciútll'. l'od,·
■ Ritmo ,te JJe1f11são: Administrar doses □ Moraxel/a catarrhalis. O uso deverá ser
lll·, 1nvr ~tk~ , ~iri:b :"1l'IH~111:1s ~,p,'>s ;1 intl'r-
C1-2 g) durante 10-15 min. rupcio d;1 1111:di,::1do. reservado para infecções causadas por estir-
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM 11 Compatibilidade em seringa: ■ cloran- pes produtoras de lactamases beta.
POTENCIAIS a Instruir o doente a informar o médico ou
fenicol ■ heparina ■ procaína. outro profissional de saúde se os sintomas
■ Alto risco de infecção (Indicações, Efeitos 11 Incompatibilidade em seringa: ■ cana- não melhorarem. FARMACOCINÉTICA
laterais). micina ■ gentamicina ■ l:1ctobionato de
■ Défice de conhecimento, relacionado com
o Os doentes com história ele doença car- Absorção: Bem absorvido a pa1tir dos locais
eritromicina ■ metocloprnmida. díaca reumática ou substituição valvular de administração IM.
o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ ■ Compatibilidade na derivação em Y: ■
/Família). necessitam de ser ensinados acerca da Distribuição: A ampicilina difunde-se rapida-
aciclovir ■ alopurinol de sódio ■ amifosti- importância da profilaxia antimicrobiana mente nos tecidos e fluidos corporais. A pene-
■ Não adesão ao regime terapêutico (Ensino na ■ aztreonam ■ ciclofosfamida ■ cloreto antes de procedimentos médicos invasi- traç:lo no LCR é aumentada quando as menin-
ao Doente/Família). de potássio ■ complexo de vitamina B e C vos ou dentários (Ver Apêndice O). ges estão inflamadas. Atravessa a placenta;
■ em1laprilato ■ esmolol ■ famotidina ■ fil- passa para o leite materno em pequenas
PROCEDIMENTOS AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
grastim fitonadiona ■ fludarabina ■ fosfo- quantidades.
■ Informação geral: Reservar as vias IM noformato trissódico ■ granisetron ■ he- A eficácia da terapêutica pode ser de- Metabolismo e Excreção: A ampicilina é
ou IV para infecções graves ou modera- parina ■ insulina regular ■ labetalol monstrada por: Resolução dos sinais e metabolizada variavelmente pelo fígado
damente graves ou para doentes incapa- ■ melfalam ■ meperidina ■ morfina ■ oflo-
zes de tomar a medicação oral. Mudar sintomas da infecção. O período de tempo 02-50%). A excreção renal do fármaco é
xacina ■ perfenazina ■ proporfol ■ sulfato para ~una completa resolução depende do também variável. O sulbactam é eliminado
para PO assim que for possível.
de magnésio ■ tacrolimus ■ teniposido orgamsmo e do local da infecção. Preven- na forma inalterada.
■ PO: Administrar rigorosamente à hora esti-
■ tolazolina. ção da endocardite. Semi-vida: Ampici/i11a-l-1,5 h; sulbactam-
pulada em jejum pelo menos 1 h antes ou
■ Incompatibilidade na derivação em Y: 1-1,4 h.
2 h depois das refeições com um copo ~ra:-,1.-,,,,,,,~~~ml.li'.~~
cheio de água. Os comprimidos podem ser ■ adrenalina ■ fluconazol ■ hidrnlazina ■
esmagados e as cápsulas podem ser aber- ondansetron ■ sargramostim ■ verapamil ÂMPICILINA/SU~BÂCTÂM :. CONTRA-INDICAÇÕES
tas e misturadas com água. As suspensões ■ vino1Telbina. Se for necessário adminis- E PRECAUÇÕES
orais reconstituídas mantêm a sua potência trar em simultâneo aminoglicosídeos e CLASSIFICAÇÃO: .....
durante 7 dias à temperatura ambiente ou penicilinas, deve fazê-lo em locais dife- Anti4nfecéioso (aminopenicilinâlinÍbidbr ·· . Contra-indicação: Hipersensibilidade às
durante 14 dias no frigorífico. A combina- rentes com pelo menos 1 h de diferença. das lactamases beta) penicilinas ou ao sulbactam.
ção com probenecide deverá ser usada 11 Incompatibilidade aditiva: ■ amicacina Pre?'uções: Insuficiência renal grnve (a re-
imediatamente após a reconstituiç:lo. ■ canamicina ■ gentamicina ■ tobramicina. Gravidez: Categorià B (ampicilina)"
.,.,,., ........... _ _ ....._.,.,.,,..~.o,~ . . . . . .· '.
· duçao da posologia é necessária se CCr
<30 ml/minl ■ Tem sido usado durante a gra-
• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente furais; ~ublinhado indirn os mais frequentes.
' MAIÚSCULAS indicam os pmendahnente fatais; suhlinhado indica os mais frequentes.
60 AMPICILINA/SULBACTAM
AMPRENAVIR 61
videz e lactação (ampicilina) ■ Mononucleo- PERFIL DE ACTIJAÇÀO
■ Défice de conhecimento, relacionado com ou corrimento vaginal, fezes moles e com
se infecciosa (aumentada a incidência de (níveis sanguíneos)
o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ cheiro fétido) e de alergia.
erupção cutânea). /Família).
INÍCIO PICO DURAÇÃO o Aconselhar as doentes, que estejam a tomar
contraceptivos orais, a usar um método de
REACÇÕES ADVERSAS !M rápido 1h 6-8 h PROCEDIMENTOS
IV inJecliatamente fim da perfusào 6-8 h
contracepçào não-hom10nal como alterna-
E EFEITOS IATERAIS* ■IM: Para uso IM reconstituir frasco de tiva ou um método contraceptivo adicio-
SNC: CONVULSÕES (doses elevadas). 1,5 g com 3,2 mi de água esterilizada ou nal, enquanto estiverem a tomar ampicili-
GI: náuseas, vómitos, diarreia, COLITE
IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM lidocaína HCI a 0,5% ou a 2% ou . com na/sulbactam e até ao período menstrual
6, 4 mi para frasco de 3 g. Administrar no seguinte.
PSEUDOMEMBRANOSA. MONITORIZAÇÃO/AVAIJAÇÃO INICIAL o l're1·enir o doenk que cit'le no1ifk:1r u111
prazo de 1 h, através de injecção IM pro-
Derm: erupções cutâneas, urticária. funda em músculo bem desenvolvido. pnil"ission:11 de s:1údc· se ocorrer fl'lire e
Hemat: discrasias sanguíneas.
o Monitorizar infecções (sinais vitais; apa-
rência das feridas, expectoraçào, urina e ■ IV: Para uso IV adicionar 3,2 mi de água di:1rrd:1. especi:tl111en1e se :1s fc·zes rnn1i-
Local: dor no local da injecção IM, dor no fezes; contagem de glóbulos brancos) no esterilizada para injectáveis a cada frasco 1·e1rm s:1ngue. pus. ou muco. Aconsdlur
local da injecção IV. princípio e durante a terapêutica. de 1,5 g e 6, 4 mi a cada frasco de 3 g para o doente ,1 11:10 lr:l[:1r a di:1rrei:1 sc"l11 rn11-
Outros: super-infecção, reacções alérgicas o Obter a história do doente antes do início uma concentração de 250 mg de ampicili- suh:1r um prt,fissional de· .s;iú(k· l'olk
incluindo ANAFILAXIA e DOENÇA DO da terapêutica para determinação de uso na/ml e 125 mg de sulbactam/ml. A espu- "corrc·r aré 1:1ri:1s sc•111:1n:1s :1p<is a inrer-
SORO. anterior e de reacções às penicilinas ou ma deve dissipar-se quando a solução 1upc1o d:1 medic1c:1o.
cefalosporinas. As pessoas com história estiver em posição vertical. Administrar o Instmir o doente a avisar o médico ou
INTERACÇÕES negativa de sensibilidade à penicilina po- apenas soluções límpidas. outro profissional de saúde se não tiver
dem, ainda assim ter uma resposta alérgica. ■ IV directo: Pode ser administrado duran- melhoras dos sintomas.
Fármaco-fármaco: O probenecide diminui te 10-15 min 0-2 g) no prazo de 1 h após
o Obter amostras para cultura e para testes de
a excreção renal e aumenta os níveis sanguí- a reconstituição. Uma administração mais AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
.sensibilidade antes da terapêutica. A pri-
neos de ampicilina - a terapêutica pode ser meira dose pode ser administrada antes de rápida pode causar convulsões. A eficácia da terapêutica pode ser de-
combinada para este objectivo. Pode poten- se saber a resposta. _ ■ Perfusão intermitente: Diluir imediata- monstrada por: Resolução dos sinais e sin-
ciar o efeito da varfarlna. A terapêutica o OhserL1r sinais e sin1011us de :1nalilaxi,1 mente antes da perfusão em 50-100 mi ou tomas de infecção. O tempo para uma reso-
simultânea com alopurinol aumenta a inci- (erupção cutânea, prurido, edema da mais de NaCI 0,9%, D5%, D5%/NaCI lução completa depende do organismo e do
dência de erupção cutânea. Pode diminuir a laringe, respiração ruidosa). Suspender a 0,45% ou solução de lactato de Ringer. local da infecção.
eficácia dos contraceptlvos orais. administração do fármaco e avisar o mé- A estabilidade da solução varia entre 2-8 h
dico se ocorrerem estes sinais. Ter sempre à temperatura ambiente ou 3-72 h no fri-
VIA DE ADMINISTRAÇÃO disponível adrenalina, um antihistamínico gorífico, dependendo da concentração e
e equipamento de reanimação para a do solvente.
EPOSOLOGIA 11 Ritmo de pe1:f11siio: Administrar durante
eventualidade de uma reacção anafilática.
■ IM, IV (adultos e crianças :2:40 kg): 1,5- 11 Considerações laboratoriais: o Pode 15-30 min
-3 g (1 g de ampicilina mais 0,5 g de sul-
bactam - 2 g de ampicilina mais 1 g de
causar aumento da AST, ALT, LDH, bilim.1-
bina, fosfatase alcalina, BUN, e creatinina.
11 Compatibilidade ,na derivação em Y:
amifostina ■ aztreonam ■ cefepime ■ ena-
·'c1.~filhêJtçwJt.•,,;i;,.• .•
laprilato ■ famotidina ■ filgrastim ■ flu- fármacos.an.tirretrovíriéôs'.
sulbactam) em cada 6-8 h (não exceder o Pode causar diminuição da hemoglobina, · (inibidores das prpteªses)1i
4 g de sulbactam/dia). hematócrito, contagem de glóbulos venne- conazol ■ fludarabina ■ granisetron ■
heparina ■ insulina ■ meperidina ■ morfina . ,..-:· .:.·. ''i:_ ·. i;i·.; .,i-_:·,:-... ... '. \\ :- _...,.-,'·,v.·~·.:\ .:.:-.·.:·; :}:. ~ft?,'.,f/f~,~-t:
■ IV (crianças :2:1 ano): 75 mg (50 mg de
lhos, contagem de glóbulos brancos, neu- Grav.idez: .ÇatéQÓíia'c··
trófilos e linfócitos. nitrato de gálio ■ paclitaxel ■ tacrolimus
ampicilina/25 mg de sulbactam)/kg de teneposido teofilina tiotepa.
o Pode causar diminuição temporária do
6/6 h. Incompatibilidade na derivação em Y:
estradiol, do estria! conjugado total, do 11
INDICAÇÕES
glucoronido de estriol ou de esterona ciprofloxacina ■ idarrubicina ■ ondasetrom
o lnsuliciência renal ■ sargramostim. Se for necessário adminis- ■ Tratamento da infecção por HIV em com-
conjugada nas mulheres grávidas.
■ IM, IV (adultos e crianças :2:40 kg): CCr o Pode causar resultados falsamente positi- trar em simultâneo aminoglicosídeos e binação com outros antirretrovíricos
15-29 mVmin- 1,5-3 g (1 g de ampicilina vos nos testes de Coomb. penicilinas, administrá-los em locais dife- ACÇÃO
mais 0,5 g de sulbactam - 2 g de ampicili- rentes com pelo menos 1 h de intervalo.
Compatibilidade aditiva: aztreonam. ■ Inibe a acção da protease do HIV e previ-
na mais 1 g de sulbactam) de 12/12 h; CCr DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
11
ne a clivagem de polipeptídeos virais. Efei-
5-14-1,5-3 g (1 g de ampicilina mais 0,5 g POTENCIAIS ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA tos terapêuticos: ■ Aumento da contagem
de sulbactam - 2 g de ampicilina mais 1 g ■ Alto risco de infecção (Indicações, Efeitos de células CD4 e diminuição da carga virai
de sulbactam) de 24/24 h. laterais). o Aconselhar o doente a relatar sinais de com subsequente abrandamento da progres-
super-infecção (língua saburrosa, prurido são do HIV e das suas sequelas.
• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.
• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
-- - - - - - - - - - - - - - - - - -
62 AMPRENAVIR AMPRENAVIR 63
FARMACOCINÉTICA neos e o risco de toxicidade da amiodarona, PERFIL DE ACTUAÇÀO ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA
Absorção: Rapidamente absorvida após lidocaína (parenteral) quinidina, antide- (Níveis sanguíneos)
administração oral; a absorção a partir de pressivos tricíclicos, e varfarina; é neces- a Enfatizar a importância de tomar o ampre-
formulações líquidas é de 14 %; menor do sária monitorização cuidadosa ■ Aumenra sig- INÍCIO PICO DURAÇÃO navir exactamente com é instruído. Deve
que a partir das cápsulas. nificativamente os níveis sanguíneos ele ser sempre usado em combinação com
PO f'Jpido 1-2 h 8-12 h
Distribuição: 90%; liga-se a proteínas plas- rifabutina; diminuir a dose em 5% se for outros fármacos antirretrovíricos. Não to-
máticas. usada concomitantemente ■ Pode au-mentar mar mais do que a quantidade prescrita e
Metabolismo e excreção: A maior parte é os níveis sanguíneos e a toxicidade ela ator- não interromper a medicação sem consul-
rnecabolizacla no fígado; <3% é excretado vastatina, cerivastatina, Iovastatina, pra- IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM tar um profissional ele saúde. Se uma dose
pelos rins na forma não rnecabolizada. vastatina, simvastatina, eritromicina, dap- for omitida, esta eleve ser tomada logo
sona, itraconazol, alprazolam, diazepam, MONITORIZAÇÃO/AVAUAÇÃO INICIAL
Semi-vida: 7,1-10,6 h. que possível no perioclo ele 4 h, e depois
flurazepam, diltiazem, nicardipina, nifedi- a Avaliar alterações da severidade dos sinto- retomar o esquema regular. Depois ele 4 h
CONTRA-INDICAÇÕES pina, nimodipina, clozapina, carbamaze- mas do HIV e sintomas de infecções opor- após a omissão, esta dose deve ser omiti-
E PRECAUÇÕES pina, Ioratadina, e pimozida ■ O uso com tunistas durante' a terapêutica. da e deve ser tomada a dose regular se-
Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade ■ sildenaftl, aumenta o risco de priapismo, a Avaliar, no doente, a existência de alergias guinte; não duplicar doses.
Uso concomitante com astemizole ■ bepredil hipotensão, e alterações visuais ■ A rifampi- às sulfonamiclas. Pode provocar sensibili-
na diminui significativamente os níveis san- dade cruzada. o Informar o doente que o amprenavir não
■ cisapricle ■ dihiclroergotamina ■ ergotami-
guíneos e a eficácia do amprenavir; o uso eleve ser partilhado com outros doentes.
na ■ midazola111, e triazola111 (pode provocar a A, :tliar re:IL"L·i,t:'s rntine:1s no doenle
simultâneo é contra-indicado ■ Fenobarbital, a Informar o doente que o amprenavir não
toxicidade grave ■ potencialmente fatal) ■ dur:1nte :1 tl.'r:1pc\1tic:1. As reacções podem
Uso concomitante de rifampicina ■ Uso con- fenitoína, carbamazepina, efavirenz, e ser severas e potencialmente fatais. Inter- cura a SIDA ou previne infecções associa-
comitante de suplementos de vita111ina E. nevirapina di-minuem os níveis de amprena- romper a terapêutica se ocorrerem reac- das ou oportunistas. O amprenavir nào re-
Precauções: ■ Hipersensibilidade às sulfo- vir e podem diminuir a sua actividade antirre- ções severas ou erupções moderadas com duz o risco de transmissão do HIV através
namidas ■ Insuficiência hepática (é necessá- trovírica ■ Pode alterar os efeitos dos contra- sintomas sistémicos. do contacto seXL1al ou de contaminação
ria redução da dose) ■ He111ofilia (pode ceptivos orais ■ A cimetidina e o ritonavir ■ Considerações Lnbomtorinis: Monito- sanguínea. Alertar o doente que deve usar
aumentar as he111orragias) ■ Diabetes melli- podem aumentar os níveis ele alprenavir ■ Os rizar regularmente a carga virai e a conta- preservativo e que deve evitar a partilha de
t11s (pode agravar a hipoglicemia) ■ Gravi- anti-ácidos e a didanosina (devido ao poder gem de células CD4 durante a terapêutica. agulhas ou a doação ele sangue para preve-
dez, lactação (segurança ainda não estabele- tampão ácido-base) podem diminuir a absor- Pode provocar aumento da glicose sérica, nir a transmissào do vírus a outros. Informar
cida; lactação não recomendada em doentes ção (separar a sua aclministraçüo por 1 h ). do colesterol, e cios níveis de triglicerícleos. o doente que os efeitos a longo prazo do
infectaclos por HIV). Fármaco-alimento: ■ A ingestão de alimen- amprenavir não são ainda conhecidos
Extrema Precaução em: ■ Uso concomi- tos com alto teor de gorduras podem di- DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM a Enfatizar a importância ele fornecer ao
tante ele amioclarona, liclocaína parenteral, minuir a absorção. POTENCIAIS profissional ele saúde informação precisa
antidepressivos tricíclicos, ou quinidina acerca da história terapêutica e de o con-
■ Risco ele infecção (Indicações).
(pode originar interacções farmacológicas VIA DE ADMINISTRAÇÃO sultar antes de tornar qualquer prescrição
potencialmente fatais). E POSOLOGIA ■ Défice ele conhecimento, relacionado com
a doença e com o regime terapêutico ou medicação ele venda livre devido a
■ PO (Adultos 13-16 anos >50kg): 1200 mg (Ensino ao Doente/Família). potenciais interacções farmacológicas gra-
REACÇÕES ADVERSAS
E EFEITOS IATERAIS' (oito cápsulas de 150 rng) 2x/clia com ■ N:1o adesão à terapêutica (Ensino ao ves. Os suplementos de vitamina E elevem
outros antirretrovíricos. Doente/Família) ser evitados durante a terapêutica com
SNC: depressào/alteracões de humor. ■ PO (Crianças 4-12 anos ou adolescen- amprenavir.
GI: diarreia, náuseas, alterações do paladar, tes 13-16 anos ~ 50 kg): Cáps11/as- PROCEDIMENTOS o Pode diminuir a eficácia cios contracepti-
vómitos. 20 mg/kg 2x/clia ou 15 mg / kg 3x / dia
■ Informação geral: Administrar antiácidos vos orais; aconselhar o doente a usar uma
Derm: erupções cutâneas. com outros antirretrovíricos (não exceder
Endo: hiperglicemia. ou didanosina pelo uma hora antes ou forma não hormonal ele contracepçào du-
2400 rng/dial. S0l11çâo oral- 22,5 mg/kg rante a terapêutica.
Metab: hiperlipémia. depois da toma de amprenavir.
(1,5 mi/kg) 2x/dia ou 17 rng/kg 0,1 mi/
■ PO: Pode ser administrado com ou sem ali- a Instmir o doente a informar um profissio-
/kg) 3x/dia (não exceder 2800 mg/clia ).
INTERACÇÕES mentos. Evitar alimentos com alto teor ele nal de saúde se ocorrerem náuseas vómi-
■ Insuficiência hepática gordura, os quais podem diminuir a absor- tos, diarreia ou erupções cutâneas.'
Fármaco-fármaco: ■ Aumenta os níveis ção do fármaco. As cápsulas e a so-luçào a Enfatizar a importüncia da realização ele
sanguíneos e o risco ele toxicidade do mida- ■ PO (Adultos): Escala Cbi/d-Pugb 5 - 8 - oral podem ser armazenadas à temperatu-
zolam, triazolam, bepridil, dihidroergo- exames médicos ele rotina e de contagens
450 rng 2x/ dia com outros antirretroví- ra ambiente; não refrigerar ou congelar.
tamina, e cisapride; o uso concomitante é de células sanguíneas para determinação
ricos; Escala Cbil-Pugb 9-12- 300 mg 2x/ a A solução oral e as cápsulas não são equi-
contra-indicado ■ Aumenta os níveis sanguí- /dia com outros antirretrovíricos. cio progresso da terapêutica e monitori-
paráveis em termos de mg/mg. zaçào de efeitos laterais.
;a MAlÚSCllLAS imlicam os potencialmente fatais; :-;uhlinhado indica os mais frequentes.
• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; suhlinhado indica os mais frequentes.
64 AMRINONA AMRINONA 65

AVAUAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA agressiva (corrigir equilíbrio hidroelectrolíti- IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM ■
IV directo: Pode ser administrado na
co antes de administrar amrinona) ■ Gra- forma não diluída.
A eficácia terapêutica pode ser demons- videz, lactação e crianças (segurança não MONITORIZAÇÃO/AVALlAÇÃO INICIAL ■ Perfusão contínua: Diluir a amrinona
trada por: ■ Abrandamento da progressão da estabelecida) ■ Trombocitopenia (plaquetas o Monicorizar frequentemente a pressão arte- apenas com NaCI 0,9% ou com NaCI
SIDA e diminuição das infecções op01tunistas < 100000/1111113) ■ Insuficiência renal (podem
em doentes com o vírus da imunodeficiência rial, o pulso, ECG, frequência respiratória, 0,45%, para uma concentração de 1-3
ser necessários ajustamentos da posologia) ■ o índice cardíaco, a pressão capilar pulmo- mg/ml. A diluição com produtos com dex-
humana (HIV) ■ Diminuição da carga virai e Doentes geriátricos (a diminuição da função
aumento das contagens de células CD4. nar e a pressão venosa central durante a trose pode levar a uma decomposição da
renal relacionada com a idade pode requerer administração. Avisar prontamente o mé- amrinona, mas pode ser administrada
ajustamento da posologia). dico se ocorrer hipotensão. Normalmente através de uma derivação em Y ou direc-
a taquifilaxia (desenvolvimento rápido tamente na tubagem da solução perfusão
REACÇÕES ADVERSAS de tolerância) desenvolve-se nas primeiras contínua de dextrose. Administrar através
E EFEITOS IATERAIS* 72 h. de bomba de perfusão para assegurar a
Resp: dispneia. o Avaliar diariamente as taxas de ingestão e posologia correcta. Mudar o sistema sem-
CV: arritmias, hipotensão. de excreção e o peso. Observar sinais e pre que mudar a concentração da perfu-
GI: náuseas, vómitos, diarreia, hepatotoxici- sintomas de insuficiência cardíaca conges- são. A solução deverá estar amarela clara.
dade. tiva (edema periférico, dispneia, fervo- Usar a solução reconstituída no prazo de
L e E: hipocalemia. res/crepitação, aumento de peso). Pode 24 h após a preparação.
Hemat: trombocitopenia. ser necessário aumentar a ingestão de 11 Ritmo de jJe1ji1siio: O ritmo é titulado
Outros: reacções de hipersensibilidade, líquidos cuidadosamente para assegurar de acordo com a resposta do doente.
INDICAÇÕES febre, taquifilaxia. uma pressão de enchimento cardíaco ade- 11 Compatibilidade em seringa: ■ propa-
quada. nolol ■ verapamil.
■ Tratamento a curto prazo da insuficiência INTERACÇÕES 11 Considerações laboratoriais: Durante
cardíaca congestiva resistente a glicosídeos 111 Compatibilidade na derivação em Y:
Fármaco-fármaco: ■ Os efeitos inotrópicos a terapêutica devem ser monitorizados
cardíacos, diuréticos e vasodilatadores. ■ aminofilina ■ atropina ■ bitartarato de
podem ser aditivos com glicosídeos digitá- periodicamente a contagem de plaquetas,
electrólitos, enzimas hepáticas e a função metaramidol ■ bretílio n cimetidina ■ clo-
ACÇÃO licos. ■ A hipotensão pode ser agravada pela
renal. Se a contagem de .plaquetas for reto de cálcio ■ cloreto de potássio ■ digo-
disopiramida.
■ Aumenta a contractilidade do miocárdio ■ <150.000/1111113 avisar o médico rapida- xina ■ dobutamina ■ dopamina ■ adrena-
Diminui a pré-carga e a pós-carga através do mente; pode ser necessário reduzir a lina ■ famotidina ■ fenilefrina isoprenalina
VIA DE ADMINISTRAÇÃO
efeito dilatador directo sobre o músculo liso posologia. As enzimas hepáticas elevadas ■ lidocaína ■ nitroglicerina ■ nitropmssia-
vascular. Efeitos Terapêuticos: ■ Aumenta EPOSOLOGIA
podem indicar hepatotoxicidade. Pode to ■ noradrenalina ■ propanolol ■ sucina-
o débito cardíaco (efeito inotrópico). Ver o quadro do ritmo da perfusão no Apên- causar diminuição dos níveis do potássio. to sódico de hidrocortisona ■ sucinato
dice E. sódico de metilprednisolona ■ verapamil.
FARMACOCINÉTICA Incompatibilidade na derivação em Y:
■ V (adultos): dose de indução de 0,75 mg/ DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM 11
Absorção: Administrado apenas via IV, re- /kg; pode ser repetida após 30 min se for POTENCIAIS ■ bicarbonato de sódio ■ furosemida.
sultando uma completa biodisponibilidade. necessário, depois uma perfusão de 5-10
Distribuição: desconhecida. ■ Diminuição do débito cardíaco (Indica- ENSINO AO DOENTE/FAMÍilA
mcg/kg/min (a dose diária total não deve
Metabolismo e Excreção: 50% metaboliza- exceder 10 mg/kg). ções).
do pelo fígado; 10-40% excretado sem alte- ■ Intolerância à actividade (Indicações). o Aconselhar o doente a relatar prontamen-
■ IV (lactentes): 3-4,5 mg/kg repartidos em
ração pelos rins. ■ Excesso de volume hídrico (Indicações). te um aumento da dispneia ou dor no
várias doses seguido por perfusào de
Semi-vida: 3,6-5,8 h (aumentada na insufi- peito ou o início de reacções de hiper-
10 mcg/kg/min.
ciência cardíaca congestiva). PROCEDIMENTOS sensibilidade.
■ IV (recém-nascidos): 3-4,5 mg/kg repar-
tidos em várias doses seguido por perfu- ■ Não confundir com amiodarona (Corda- o Aconselhar o doente a mudar de posição
CONTRA-INDICAÇÕES são até 3-5 mcg/kg/min. rone). lentamente para minimizar quaisquer hipo-
E PRECAUÇÕES ■ Informações Gerais: A hipocalemia tem tensões posturais induzidas pelo fármaco.
PERFIL DE ACTUAÇÀO de ser corrigida antes da administração.
Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade à AVAUAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
(efeito inotrópico) Os doentes com fibrilação ou Jlutter auri-
amrinona ou aos bissulfitos ■ Estenose su-
baórtica hipertrófica idiopática. cular podem necessitar de uma terapêuti- A eficácia da terapêutica pode ser de-
INÍCIO PICO DURAÇÃO*
Precauções: ■ Fibrilação ou flutter auricular ca com glicosídeos digitálicos antes do monstrada por: Aumento do índice car-
■ Os doentes que tenham sido submetidos IV 2-5 min 10 min 0,5-2 tratamento; a amrinona aumenta a condu- díaco e da diurese o Diminuição da pressão
recentemente urna terapêutica diurética •Após a suspensão da perfusào. ção auriculo-ventricular. capilar pulmonar, da dispneia e do edema.

• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes. ' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.

-- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
• -----
66 ANASTRAZOL
- - - - - - - - - -·- - - ANESTÉSICOS LOCAIS EPIDURAIS 67
GI: náuseas, dor abdominal, anorexia, obsti- ENSINO AO DOENTE/FAMÍUA transmitem a dor, com efeitos mínimos nas
pação, diarreia, boca seca, vómitos. o Instruir o doente a tomar a medicação fibras sensoriais e motoras.
GU: dor pélvica, hemorragia vaginal, secura como lhe foi indicado.
vaginal. o Informar o doente acerca ele potenciais ACÇÃO
Derm: erupções cutâneas, suores. reacções adversas e aconselhar a notifica- ■ Os anestésicos locais inibem a iniciação e
Metab: ganho de peso. ção de um profissional ele saúde se os a condução dos impulsos nervosos sensori-
ME: dor nas costas, dor nos ossos. efeitos adversos forem problemáticos. ais pela alteração do influxo de sódio e cio
Neuro: parestesia. o Informar o ·doente que as hemorragias efluxo do potássio nos neurónios, abrandan-
Outros: rubor, dor. vaginais podem ocorrer durante as primei- do ou bloqueando a transmissão da dor.
ras semanas após a transição de outra A administração epidural permite que a
INTERACÇÕES terapêutica hormonal. As hemorragias per- acção se exerça ao nível elas raízes nervosas
sistentes devem ser avaliadas. espinais imediatamente adjacentes ao local
Fármaco-fármaco: ■ Nenhum significativo. o Ensinar o doente a notificar o aumento de
INDICAÇÕES de administração. O catéter é colocado tào
VIA DE ADMINISTRAÇÃO dor para que possa ser iniciado um trata- perto quanto possível dos dermatomas
■ Tratamento do cancro da mama em esta-
mento. (áreas da pele ine1vadas por um único ne1vo
do avançado, em doentes pós-menopausa E POSOLOGIA
com progressào da doença apesar da tera- espinal ou por um grupo de ne1vos espinais)
■ PO (Adultos): lmg/dia. AVALlAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
pêutica com tamoxifeno. que, quando bloqueados, produzem urna
APRESENTAÇÃO A eficácia terapêutica pode ser demons- transmissão mais eficaz da analgesia ao local
ACÇÃO ■ Comprimidos: 1mg trada por: ■ Abrandamento da progressão da lesão. Efeitos Terapêuticos: ■ Diminui-
ela doença em mulheres com cancro da ção ela dor; doses baixas produzem efeitos
■ Inibe a enzima aromatase, que é parcial-
PERFIL DE ACTUAÇÀO mama em estado avançado. mínimos na função sensorial e motora; doses
mente responsável pela conversão de per- mais altas podem produzir bloqueio comple-
cursores a estrogénio. Efeitos terapêuticos: (diminuição dos níveis sanguíneos
de estracliol) to ela função motora. A colocação de um
■ Diminuiçào dos níveis de estrogénio cir-
catéter permite um efeito localizado.
culante, que pode parar a progressão de
INÍCIO PICO DURAÇÃO
cancro da mama sensível a estrogénios. FARMACOCINÉTICA
PO em 1.Jh 14 dias 6 diasj
FARMACOCINÉTICA Absorção: A administração epiclural é segui-
t Após interrupç~lo da terapêutica. da de absorção sistémica, no entanto a quan-
Absorção: 83-85% absorvido após adminis-
tidade absorvida depende da dose adminis-
tração oral. trada.
Distribuição: Desconhecida.
IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM
Distribuição: Estes fármacos são lipossolú-
Metabolismo e excreção: 85% metaboliza-
do pelo fígado, 11 % excretado pelos rins.
MONITORIZAÇÃO/AVALIAÇÃO INICIAL veis, o que os mantém no espaço epiclural e
Semi-vida: 50 h. o Avaliar no doente a ocorrência de dores e limita a absorção sistémica. Se ocorrer absor-
outros efeitos laterais, periodicamente ção sistémica, estes fármacos são amplamen-
durante a terapêutica. te distribuídos e atravessam a placenta.
CONTRA-INDICAÇÕES
111 Considerações Laboratoriais: Pode Metabolismo e Excreção: Pequenas quan-
E PRECAUÇÕES
provocar elevação elos níveis de GT, AST, tidades ele possam atingir a circulação sisté-
CONTRA-INDICAÇÕES: ALT, fosfatase alcalina, colesterol total e LDL. mica sào quase totalmente metabolizados
■ Gravidez. INDICAÇÕES pelo fígado. Devido ao facto ele que apenas
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM pequenas quantidades sào excretadas pelos
Precauções: ■ Mulheres em idade fértil POTENCIAIS ■ Podem ser combinados com opióicles epi- rins, a função renal tem um impacto mínimo.
(potencialmente grávidas) ■ Lactação ou clurais ou com a cloniclina no tratamento ela
■ Dor (Efeitos laterais). Semi-vida: Bupivacaína- 5 h (após admi-
crianças (segurança ainda nào estabelecida). dor aguda severa ou da dor crónica. Baixas
nistração epiclurall; lembupivacaína- 1,3 h
■ Défice de conhecimento, relacionado com doses de anestésicos epiclurais actuam siner-
(após administração IV); ropivacaína- 3 h
REACÇÕES ADVERSAS o regime terapêutico (Ensino ao Doente/ gicamente com os opióides, permitindo o
/Família). (após administração epidurall.
E EFEITOS IATERAis* uso ele doses mais baixas ele opióides e
menores efeitos bterais sistémicos (obstipa-
SNC: cefaleias, fraqueza, tonturas. PROCEDIMENTOS ção, náuseas, depressão respiratória, hipo- CONTRA-INDICAÇÕES
ORL: faringite. ■ Informação geral: Tomar a medicação tensào lo Quando comparados com outros E PRECAUÇÕES
Resp: dispneia, tosse. consistentemente com atenção aos ali- anestésicos locais, estes fármacos são mais Contra-indicações: ■ Hipersensibilidade;
CV: edema periférico. mentos. capazes ele bloquear as fibras nervosas que pode ocorrer sensibilidade cruzada com
' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes. ' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.
68 ANESTÉSICOS LOCAIS EPIDURAIS ANFOTERICINA B 69
outras amidas anestésicas locais (etidocaína, a Levobupivacaína antes de passar a ambulatório, e regular- midade. A fraqueza muscular ligeira das
lidocaína, mepivacaína, prilocaína) ■ A bupi- mente até que a dose esteja estabilizada extremidades é frequentemente tratada
■ Epidural (Adultos): Epidural para cirur-
vacaína contém bissulfitos e deve ser evitada e seja claro que a hipotensão não constitui pela redução do ritmo de perfusão epidu-
gia- 50-150 mg em solução a 0,5-0,75%. um problema. A hipotensão leve é comum ral e pela manutenção do doente na sua
em doentes com intolerância conhecida. Epidtiral para cesariana-100-150 mg em
Precauções: ■ O uso simultâneo com outros devido ao efeito do bloqueio anestésico cama até que o problema esteja resolvido.
solução a 0,5%. Anestesia para parto local das fibras nervosas do sistema nervo- Por vezes é necessária a remoção do anes-
anestésicos locais ■ Doença hepática ■ Uso (bólus epidura/J- 25-50 mg em solução a so simpático, provocando vasodilatação. tésico local da solução analgésica, tais
simultâneo com anticoagulantes (incluindo 0,25%. Tratamento da dor pós-operatória Pode ocorrer hipotensão significativa e bra- como em situações em que são detectados
baixas doses de heparina e heparinas/hepa- (perfusão epidural)- 5-25 mg/h em solu- dicardia, especialmente quando o doente sinais de toxicidade do anestésico local ou
rinóides de baixo peso molecular) aumenta ção a 0,25%. se levanta de uma posição de pronação ou quando o tratamento simples dos défices
o risco de hematomas espinais/epidurais ■ após grandes incrementos da dose ou de motores e sensoriais não foi bem sucedido.
Crianças (segurança ainda não estabelecida). o Ropivacaína bólus. O tratamento da hipotensão pode
■ Epidural (Adultos): Dor pós-operatória- incluir hidratação, diminuição do ritmo de DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
REACÇÕES ADVERSAS solução 0,2% (2 mg/ml). Perfusão contí- perfusào, e/ou remoção do anestésico POTENCIAIS
E EFEITOS IATERAIS• nua epidttral lombar- 12-20 mg/h (6-10 local da solução analgésica.
■ Dor aguda (Indicações).
ml/h). Petfttsão contínua epldural toráci- ■ Défice Motor e Sensorial não Dese-
OBSERVADOS PIIINCIPALMJ!NTI! QUANDO USADOS jado: O objectivo da adição de pequenas ■ Comprometimento da mobilidade física
ca- S-16 mg/h (4-8 ml/h). (Reacções Adversas)
NO TBATAMENTO DA DOR doses de anestésico local aos opióides
SNC: CONVUISÕES, cefaleias, irritabilidade, epidurais para o tratamento da dor é a ■ Défice de conhecimento relacionado com
APRESENTAÇÃO
arrastamento da fala, espasmos. produção de analgesia, e não para produ- o regime terapêutico (Ensino ao Doente/
ORL: tinite
'J Bupivacaína (em combinação comadre- zir anestesia. Os doentes devem ser capa- /Família).
nalina) zes de se movimentarem se a sua condi-
CV: COLAPSO CARDIOVASCUIAll. arritmi-
■ Solução para injecção (com ou sem ção o permitir, e o analgésico epidural não PROCEDIMENTOS
as, bradicardia, hipotensão.
GI: sabor metálico. conservantes): 0,25%, 0,5%. deve dificultar esta impoltante actividade Ver secção Via de Administração e Poso-
GU: retenção urinária. o Ropivacaína (sem conservantes) de recuperação. Contudo, muitos factores, logia.
Derm: prurido. incluindo a localização do catéter epidural,
■ Solução para injecção: 2 mg/ mi, 7,5 ENSINO AO DOENTE/FAMÍLIA
L e E: acidose.
a dose de anestésico local, e a variabilida-
mg/ml, 10 mg/ml. de da resposta do doente, pode resultar
Neuro: formigueiro / entorpecimento pe- o Instruir o doente a informar o pessoal de
■ Solução para perfusão: 2 mg/ mi. em défices motores e sensoriais não dese-
rioral. enfermagem se ocorrerem sinais ou sinto-
jados. A dor é a p1imeira sensação que se mas de toxicidade sistémica.
Outros: reacções alérgicas, febre. PERFIL DE ACTUAÇÃO (analgesia) perde, seguida da temperatura, tacto, pro- □ Aconselhar o doente a requisitar assistên-
priocepção, e tónus muscular. cia durante o ambulatório até que a hipo-
INTERACÇÕES o Avaliar o défice sensorial em cada turno
INÍ□O PICO DURAÇÃO tensão ortostática e os défices motores
Fármaco-fármaco: ■ Pode ocorrer toxicida- de trabalho. Pedir ao doente que indique estejam resolvidos.
Epidun~ 5-20 min desconhecido Até 6 ht as áreas da pele que se apresentem com
de aditiva com o uso sinmltâneo de outras
amidas anestésicas locais (incluindo lido- formigueiro ou sem sensibilidade (estes AVAIJAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA
caína, mepivacaína, e prilocaína). sintomas no local de incisão são comuns
e usualmente normais). A eficácia terapêutica pode ser demons,
IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM trada por: ■ Diminuição da dor pós-opera-
□ Avaliar o défice motor. Pedir ao doente
VIA DE ADMINISTRAÇÃO tória sem aparecimento de défices motores e
MONITORIZAÇÃO/AVAIJAÇÃO INICIAL para dobrar o joelhos e elevar as nádegas
E POSOLOGIA na marquesa. A maioria é capaz de o fazer sensoriais indesejados.
■ Toxicidade Sistémica: Monitorizar a sem qualquer dificuldade. Determinar a
,j Bupivacaína toxicidade sistémica (formigueiro/entor- capacidade do doente para levantar
pecimento perioral, zumbidos, sabor pesos. Prestar assistência quando for '"'.:;::.!:'!•.-~.(i::_i:.~:,ir~di{ü:;,..\~ _: °7Z;.;··:·' , .~-~- :•;~- .;~'.""'!'
1~·-.
■ Epidural (Adultos): Anestesia epidural-
solução 0,0625-0,125% (0,625-1,25 mg/mi).
metálico, fala lenta, irritabilidade, espas- necessária a movimentação do doente. ,,ANFQT~IIICINA:B•;,;r. :.. ·. \, · ·,•· ·.
Bloqueio motor parcial a moderado- 25-
mos, convulsões, disritmías cardíacas) em Notificar ao anestesista quando ocorre- .:.QESOXICOLATQ;i.,),,, .. ··':< '""'"'
cada turno de trabalho. Fazer relatório ao rem défices motores e sensoriais. 'An:ib!ssôrnê;' i=Úôgizi:mê k; •j; t'\ ':'•)•,,: '(i j
-50 mg em solução a 0,25% de 3/3 h; blo- anestesista. O tratamento inclui a remoção

i■l:::t~~~
□ Os défices motores e sensoriais podem
queio motor moderado a completo- 50-100 do anestésico local da solução analgésica. frequentemente ser corrigidos com tra-
mg em solução a 0,5% de 3/3 h; bloqueio ■ llipotensão Ortostática: Monitorizar a tamentos simples. Por exemplo, uma
motor completo- 75-150 mg em solução a frequência cardíaca e a pressão sanguínea, mudança de posição pode aliviar a perda
0,75% de 3/3 h. incluindo a pressão arterial onostática temporária de sensibilidade numa extre-
• MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes. ' MAIÚSCULAS indicam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.

• --------------------
-- - -- - - - ·-·-· - ·- - - ..

ANFOTERICINA B 71
final, 15 dias. Suljàto colesterí/ico - 28 h dicos, e os corticosteróides, podem o Anfotericina B Sulfato
Lipossómica - 174 h. potenciar a hipocalémia ■ A hipocalémia pro- Colesterílico
vocada pela anfotericina aumenta o risco de
■ Pó para injecção: 50 mg (50000 UI), 100
CONTRA-INDICAÇÕES toxicidade por glicosídeos digitálicos ■
A hipocalémia pode aumentar os efeitos cura- mg (100000 UI).
E PRECAUÇÕES
reifonnes dos relaxantes musculares.
CONTRA-INDICAÇÕES: ■ Hipersensibili- ..J Anfotericina B
clacle ■ Lactação. Complexo Lipídico
VIA DE ADMINISTRAÇÃO
E POSOLOGIA ■ Suspensão para injecção: 100 mg/fras-
Precauções: ■ Insuficiência renal ou anoma- cos ele 20 mi (5 mg/ml).
lias electrolíticas ■ Doemes recebendo trans- A posologia específica e a duração da tera-
fusões ele leucócitos (aumento cio risco ele pêutica depende da natureza da infecção a :_i Anfotericina B Lipossómica
toxicidade pulmonar apenas com formul:i- ser tratada.
■ Pó para i1!Jecção: frascos ele 50 mg.
ções lipíclicasl ■ Gravidez (segurança não
estabelecida l. ..J Anfotericina B Desoxicolato
PERFIL DE ACTUAÇÀO
INDICAÇÕES ■ IV (Adultos): Administrar dose teste de (níveis sanguíneos)
REACÇÕES ADVERSAS 1 mg, depois dose inicial de 0,25 mg/kg;
■ IV: Tratamento de infecções fúngicas acti- E EFEITOS IATERAIS• aumentar as doses diárias lentamente para INÍOO PICO DURAÇÃO
vas, progressivas e potencialmente fatais ■
SNC: cefaleias, tonmras, tremuras. 0,5-0,7 mg/kg (algumas infecções podem
Anfotericina B lipossómica: Tratamento IV rápido Fim da perfusàu 24 h
Resp: dispneia, hipoxia, respira~-:io ruidosa. necessitar de 1,5 mg/kg/clia; pode ser ne-
de suspeitas infecções fúngicas em doen-
CV: hipotensão, arritmias. cessário usar posologia em dias alternado).
tes neutropénicos febris ■ Tratamento de
GI: náuseas, vómitos, diarreia, dor abdomi- ■ IV (Crianças): perfusão inicial de 0,25
Leishmaniose visceral ■ PO: Tratamento de
mg/kg; aumentar 0,25 mg/kg dia sim dia
IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM
candidíase oral ■ Tópico: Tratamento de nal, abdómen aumentado.
GU: nefrotoxicidade, hematúria. não até ao máximo de 1 mg/kg/dia.
infecções fúngicas superficiais.
■ Tópico(Adultos e Crianças): Aplicar
MONITORIZAÇÃO/AVAUAÇÃO INICIAL
L e E: hipocalémia, hipocalcémia (apenas
ACÇÃO com o sulfato colesterílico), hipomagnesémia. 2-4x/dia. o Monitorizar cuidadosamente a febre, aITe-
Hemat: anemia, cliscrasias. ■ PO (Adultos e Crianças): 1 mg 4x/dia. pios, cefaleias, anorexia, náuseas ou vómi-
■ Ligação à membrana ela célula fúngica, per- Local: flebite. tos durante a dose-teste e nas primeiras 1-
mitindo a permeabilidade cio conteúdo celu- ME: mialgia, artralgia. u Anfotericina B Sulfato 2 h após cada dose. A pré-terapêutica com
lar ■ A toxicidade (especiah11ente em reações Neuro: neuropatia periférica. Colesterílico antipiréticos, corticosteróides, anti-histamí-
de perfusão aguda e nefrotoxicidacle) é Outros: REACÇÕES DE HIPERSENSIBII.I- nicos, meperidina, anti-émecicos e a manu-
■ IV (Adultos e Crianças): 3-4 mg/kg/clia
menor com as formulações lipíclicas. Efeitos DADE. febre, arrepios, reacções ele perfu- tenção cio balanço ele sódio podem dimi-
(até 6 mg/kg/dia).
terapêuticos: ■ Acção fungicida. Espectro: sào aguda. nuir estas reacções. A reacção febril
Activa contra: ■ Aspergilose ■ Blastomicose ■ o Anfotericina B normalmente subsiste durante 4 h após a
Ca11dida ■ Coccicliomicose ■ Cripotococcus INTERACÇÕES perfusào estar completa.
■ Histoplasmose ■ Muconnicose.
Complexo Lipídico
Fármaco-fãrmaco: ■ Aumento do risco de o Avaliar frequentemente o local ela injecçào
■ IV (Adultos e Crianças): 5 mg/kg/clia. por causa das tromboflebites e derrames.
FARMACOCINÉTICA toxicidade renal, broncospasmo, e hipotensão
com antineoplásicos ■ O uso concomitame O medic-.imento é muito irritante para os
'.J Anfotericina B Lipossómica
Absorção: Não abso1viclo oralmente. As com corticosteróides ou corticotropina au- tecidos. A adição de heparina na solução
preparações tópicas não são abs01vidas sig- menta o risco de hipocalémi:.1 e de disfunç;io ■ IV (Adultos e Crianças): Suspeita de IV pode diminuir a probabilidade de
nificativamente. cardíaca ■ O uso concomitante com zidovudi- infecções fiíngicas- 3 mg/kg de 24/24 h; tromboflebite.
Distribuição: Distribuído pelos tecidos e na pode aumentar o risco ele mielotoxicidacle Infecções fiíngicas documentadas - 3-5 o Monitorizar os sinais vitais em cada 15-
fluidos corporais após aclministraçào. Fraca e ele nefrotoxiciclacle ■ A ciclosporina au- mg/kg ele 24/24 h; Leisbmaniose 11isceral -30 min durante a dose-teste e de 30/30
penetração no líquido cefalorraquicliano. sul- menta o risco ele nefrotoxicidacle ■ O uso (doentes imunossuprimidos)- 4 mg/kg de min 2-4 h após a administração. A mepe-
fato co/esterílico - captado pelo fígado, baço, combinado com fl.ucitosina aumenta a acti- 24/24 h nos dias 1-5, depois 4 mg/kg nos ridina e o clantroleno têm sido usados
e medula espinal, e depois libertado lenta- vidade antifúngica mas pode aumentar o dias 10, 17, 24, 31, 38. para prevenir e tratar os arrepios.
mente. rL~co ele toxicidade da tlucitosina ■ O uso o Avaliar o estado respiratório (sons pulmo-
Metabolismo e excreção: A eliminação é combinado com azóis (antifúngicos) pode APRESENTAÇÃO nares, clispneia) diariamente. Avisar o mé-
mui!O demorada. Detectável na urina até induzir resistências ■ Aumento cio risco ele dico acerca das alterações. Se ocorrer dis-
7 semanas após a suspensão. nefrotoxiciclade com outros fármacos nefro- u Anfotericina B Desoxicolato
função respiratória, interromper a perfu-
Semi-vida: Bifásica - fase inicial, 24-48 h; fase tóxicos ■ Os iarmacos diuréticos tiazí- ■ I11jeccões: 50 mg/frasco são imediatamente; pode ocorrer a anafi-

• MAIÚSCULAS indicam os potend,llmente fa1,1is; sublinhado in<lirn os mais frequentes. • MAIÚSCULAS in<licam os potencialmente fatais; sublinhado indica os mais frequentes.
72 ANFOTERICINA B ANFOTERICINA B 73
laxia. O equipamento de ressuscitação soluções precipitadas. Usar agulha de cali- pode apresentar-se opalescente. Diluir de um único uso; rejeitar material não usado.
cardiopulmonar deve estar prontamente bre 20; trocar em cada passo da diluição. novo com D5% em água até uma concen- o Refrigerar após diluição. Pode ser armaze-
acessível. Usar luvas enquanto manusear. tração de 0,6 mg/ml. Não usar outros sol- nado no frigorífico até 48 h e mais 6 h adi-
o Monitorizar diariamente as taxas de inges- o Proteger da luz. A solução reconstituída fica ventes. Evitar o uso de soluções precipita- cionais à temperatura ambiente.
tão e a excreção e os peso diários. estável durante 24 h à temperatura ambien- das. Usar agulha de calibre 20; trocar em ■ Perfusão intermitente: Não usar filtro
A hidratação adequada (2000-3000 ml/ te e durante 1 semana no frigorífico. cada passo da diluição. Usar luvas en- permanente no catéter.
/dia) pode minimizar a nefrotoxicidade. ■ Dose-teste: Administrar 1 mg em 20 ml quanto manusear. li! Ritmo de jJe1:f11siío: Administrar a um
u Considerações Laboratoriais: J\lonito- de D5% durante 10-30 min para determi- o Refrigerar após a reconstituição e cada ritmo de 2,5 mg/kg/h através de uma
riz:1r Sl'111an:tl111enre a rnnt1gern de cdubs nar a tolerância do doente. Se a terapêuti- diluição; usar no prazo de 24 h. bomba de perfusão. Se a perfusão ultra-
s:1nguí11eas e a cumagt'm ,!t: plaquetas: ca for adiada por 7 dias, recomeçar com ■ Dose-teste: Administrar 10 ml da prepa- passar as 2 h, homogeneizar o conteúdo
urda e a ne:llinin:t ele 2:2 dias enquantll uma dose mais pequena. Nas infecções ração final (contendo 1,6-8,3 mg) durante por agitação da bolsa de perfusão de 2/2 h.
a dose é :tumentacla e depois 2x•semana; graves potencialmente fatais, a dose-teste 15-30 min para determinar a tolerância do 111 Incompatibilidade em derivação em Y:
os ni\ eis de pot:bsiu e de nugnésio pode ser omitida. doente. Manter o doente sob vigilância Lavar o catéter IV com D5% antes da per-
2,. semana l'<ldt' lll'llrrer hipoc1k·rni,1 ■ Perfusão intermitente: Administrar de apertada durante os 30 min seguintes. Se fusão ou usar uma via separada ..
f:11:tl ap,,s c:1da cl"se. Se a ureia exceder preferência através de um catéter centml. a terapêutica for adiada por 7 dias, re- 11 Incompatibilidade aditiva: electrólitos.
40 mg/100 ml ou se a creatinina exceder Se for usado um local periférico, mudar o começar com uma dose mais pequena. ■ Incompatibilidade de solução: solu-
3 mg/100 ml, a