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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM Disciplina: Fundamentação do Processo de Cuidar Docente: Ms. Vivian Susi de Assis Canizares
“Quando as emoções são reconhecidas e orientadas construtivamente, elas aumentam o desempenho intelectual” Robert Cooper

Processo de Enfermagem

I. Introdução A expressão ”Processo de Enfermagem”, surgiu na literatura pela primeira vez em 1961, numa publicação de Orlando (1978), como proposta de sistematizar a assistência de enfermagem, tendo como fator primordial o relacionamento interpessoal enfermeira-paciente. Segundo Wanda Aguiar Horta, o Processo de Enfermagem é a dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas, visando a assistência ao ser humano. Caracteriza-se pelo inter-relacionamento e dinamismo entre suas fases ou passos, que são o histórico de enfermagem, o diagnóstico de enfermagem, o plano assistencial, o plano de cuidados ou prescrição de enfermagem, evolução e prognóstico. Segundo Bomney e Rothberg (1981), o Processo de Enfermagem é “a maneira ordenada, razoável e baseada em dados científicos de a enfermeira identificar as necessidades do indivíduo, entender seus complexos processos fisiológicos, orgânicos e emocionais, os fatores sócio-econômicos que envolvem e saber que resultados ela espera de sua intervenção. O Processo de Enfermagem é o meio pelo qual se pode melhorar a assistência oferecida ao paciente. Através dele desenvolve-se um trabalho sistematizado e direcionado para as reais necessidades do paciente (Atkinson). Pegas (2002), conceitua o Processo de Enfermagem como sendo “ações sistematizadas e seqüenciais que visam o cuidado de enfermagem ao indivíduo, família e comunidade. O Processo de Enfermagem representa um instrumento no planejamento e execução dos cuidados de enfermagem. É um método usado por enfermeiros para coletar dados, planejar, implementar e avaliar o cuidado. Tanure, Gonçalves e Carvalho (2008) relatam que “Processo de Enfermagem é um método utilizado para se implantar, na prática profissional, uma teoria de enfermagem”. Após a escolha da teoria de enfermagem torna-se

2. Planejamento 3. ajudando o profissional enfermeiro a tomar decisões e a prever e avaliar as conseqüências.3 Participação do paciente na assistência.1 Melhorar a qualidade da assistência ao paciente. II. Fases do Processo de Enfermagem As fases do processo descritas por Horta estão relacionadas no diagrama abaixo: 1 6 5 Indivíduo Família Comunidade 2 3 4 Onde: 1. Plano Assistencial 4. Prognóstico De acordo com Atkinson o Processo de Enfermagem se constitui em: 1. Jesus (2002) relata que o Processo de Enfermagem fornece estrutura para a tomada de decisão durante a assistência de enfermagem. Implementação 4. e o processo de enfermagem é uma das ferramentas por meio da qual essa estrutura é aplicada à prática da enfermagem. Histórico de Enfermagem 2. A ciência da enfermagem está baseada em uma ampla estrutura teórica.2 necessária a utilização de um método científico para que os conceitos da teoria sejam aplicados e implantados na prática.5 Auxiliar o enfermeiro na tarefa de determinar uma transferência da assistência ao paciente. ou seja. Identificação de problemas 2. 2. Evolução 6. Importância do Processo de Enfermagem 2. Diagnóstico de Enfermagem 3. III. 2.2 A redação do processo faz com que todas as pessoas envolvidas possam ter acesso. Plano de Cuidados ou Prescrição de Enfermagem 5. é o método de solução dos problemas do cliente.4 Vantagens profissionais e educacionais para os enfermeiros. Avaliação . 2.

É imprescindível que a assistência seja planejada. A maioria dos autores destacam a necessidade das seguintes etapas para o Processo de Enfermagem: investigação ou histórico.Elaboração do Diagnóstico de Enfermagem (NANDA) 1. do tipo de assistência prestada (ambulatorial. da família e da comunidade. Os dados são classificados em duas categorias: objetivos (o que é observável) e subjetivos (o que a pessoa afirma). da equipe de enfermagem atuante e/ou do autor a ser seguido.Coleta de dados .3 As etapas ou fases do processo que serão executadas e a maneira como serão depende das características da instituição de saúde. as preocupações e as reações humanas desse cliente. emergência. Os dados diretos são aqueles coletados diretamente do cliente. o primeiro passo para a determinação do estado de saúde do cliente. urgência. Esta primeira fase do processo se constitui em 3 etapas: . intervenção ou implementação e evolução ou avaliação de enfermagem. individualizada e constantemente avaliada. Consiste na coleta de informações referentes ao estado de saúde do cliente. etc). Para facilitar didaticamente o aprendizado abordaremos o Processo de Enfermagem com as fases descritas por Atkinson acrescentadas pelo Diagnóstico da NANDA. por meio de anamnese e do exame físico. diagnóstico. prontuários de saúde. com o propósito de identificar as necessidades.Organização dos dados e análise . os problemas. Para a coleta de dados serão utilizados três métodos: observação. 1. estão inter-relacionadas e ocorrem concomitantemente. entrevista e exame físico. internação. resultados de exames laboratoriais. ou seja. ao contrário. Os dados referentes ao estado de saúde do cliente são investigados de maneira direta ou indireta. Durante a realização da coleta de dados deve ser observado o seguinte: . cirúrgica. entre outras fontes. para que o perfil de saúde ou doença do cliente seja estabelecido.Os dados indiretos são obtidos por outras fontes como familiares ou amigos. não ocorrem de forma isolada ou linear.1 Coleta de dados É iniciada durante a admissão e prossegue durante todo o período de internação até a alta hospitalar. Ressalta-se que embora as fases ou etapas do Processo de Enfermagem estejam divididas didaticamente. Portanto torna-se imprescindível que as informações coletadas sejam o mais precisas e fidedignas possível. registros de outros profissionais da equipe multiprofissional. Identificação de Problemas – Investigação A identificação de problemas ou investigação é a primeira fase do processo de enfermagem.

A observação é uma habilidade de alto nível que requer boa dose de esforço por parte do enfermeiro. A entrevista deve seguir os seguintes passos:  Introdução e colocação dos propósitos da mesma. explicando os objetivos da entrevista e solicitando o consentimento do paciente. é que conseguiremos dados importantes independente do paciente estar ou não se comunicando verbalmente.4  As informações colhidas deverão ser livres de preconceitos e conclusões. Através da observação.  Tentar de maneira agradável e amiga.  Registrar as informações de maneira objetiva. desta forma ficará mais fácil alcançar os objetivos propostos através do Histórico.  A coleta de dados deve ser sistemática. O Histórico de Enfermagem destaca principalmente a percepção da doença por parte do paciente e sua resposta à ela além de dados relacionados à sua rotina de vida e outros. Métodos utilizados na coleta de dados  Observação É um elemento imprescindível na coleta de dados. maquilado e com trajes completos”. Observar a privacidade do paciente evitando entrevistá-lo perto de outras pessoas. Exemplo: “O paciente está penteado. .  Ao término da entrevista o enfermeiro deve resumir o que foi dito e dar oportunidade ao paciente para se expressar com perguntas ou outros tipos de esclarecimentos antes do agradecimento. conquistar a confiança do paciente. portanto aconselha-se o uso de instrumento próprio (Histórico de Enfermagem). mas ainda ter condições de lembrar-se com exatidão o que foi observado e ouvido para um registro exato. Iniciar sempre se identificando. que se inicia no primeiro contato enfermeira-paciente.  Entrevista Através da entrevista serão colhidos dados para a elaboração do Histórico de Enfermagem. que é centrada na doença e no tratamento. A entrevista é. diferentemente da história colhida pelo médico. ao mesmo tempo. Ele também deve observar não só a comunicação verbal e não verbal e as resposta físicas do paciente. formal e informal. “o paciente está bem arrumado”. organizada e metódica. ao invés de. Através do relacionamento contínuo é que a observação alcançará seu ápice.

3 Elaboração do Diagnóstico de Enfermagem 1. isto foi seguido em 1980. 1. Estas foram por ele hierarquizadas em cinco níveis: fisiológicas. é o meio eficaz para a coleta de dados. o termo diagnóstico de enfermagem foi introduzido por V. geralmente nestes contatos o paciente está mais descontraído e relaxado. Um indivíduo só procura satisfazer as necessidades do nível seguinte após um mínimo de satisfação das anteriores. o enfermeiro deve revisar o conteúdo da entrevista inicial ou gastar mais tempo com o paciente a fim de entende-lo melhor. as referências na literatura aumentaram dez vezes e surgiram várias definições de diagnóstico de enfermagem. . Deve ser realizado de maneira sistemática (ver impresso para realização do exame físico).1 Histórico e conceito Em 1953. 1. Em 1973 a American Nursing Association – ANA publicou os Padrões da Prática. que definia a enfermagem como sendo “o diagnóstico e o tratamento da resposta humana aos problemas de saúde reais ou potenciais (ANA. Ele baseia sua teoria sobre a motivação humana nas necessidades humanas básicas. Nos vinte anos posteriores as referências aos diagnósticos aparecem apenas esporadicamente na literatura. Com a análise dos dados também é possível identificar omissões na coleta de dados. Para a análise das informações deve-se colocar as informações sobre uma necessidade particular dentro da categoria de necessidade. pela Declaração da Política Social da ANA. se todos os dados estão incluídos na categoria das necessidades físicas. necessidade de autorealização. Entretanto a partir de 1973 (quando ocorreu o primeiro encontro do National Group for the Classification of Nursing Diagnosis) até os dias de hoje. após a explicação da finalidade do mesmo. visto que. Por exemplo.  Exame Físico O exame físico também deve ser iniciado com o consentimento do paciente. necessidade de amor. A maioria das leis estaduais americanas sobre a prática da enfermagem a descreve segundo a definição da ANA. necessidade de estima.2 Organização e análise dos dados A análise dos dados é facilitada com a utilização da Escala das Necessidades Humanas Básicas de Maslow.3.5 Obs: A entrevista informal. A privacidade do paciente deve ser cuidadosamente observada. que acontece a cada contato do enfermeiro com o paciente. Fry para descrever um passo necessário para o desenvolvimento de um plano de cuidados de enfermagem. necessidade de segurança. 1980).

. visando o alcance de resultados pelos quais a enfermeira é responsável”. analisaria e sistematizaria os dados de enfermagem para a prática e a pesquisa. a assembléia geral aprovou uma definição oficial de diagnóstico de enfermagem: “O Diagnóstico de Enfermagem é um julgamento clínico sobre as respostas do indivíduo. Um sistema de classificação para a enfermagem define o corpo de conhecimento pelo qual ela é responsável. Com a potencial expansão dos computadores. durante a 9ª Conferência da North American Nursing Diagnosis Association – NANDA. família ou comunidade aos problemas de saúde/processos vitais reais ou potenciais.Uma oportunidade para as enfermeiras desenvolverem ou serem incluídas em um sistema computadorizado de informações de saúde que coletaria. Os Diagnósticos de Enfermagem surgiram da necessidade de um sistema de classificação. a classificação dos diagnósticos de enfermagem proporciona um sistema compatível com a informatização. O Diagnóstico de Enfermagem proporciona a base para a seleção das intervenções de enfermagem.Um sistema de recuperação de registros de clientes usando diagnósticos de enfermagem e não médicos. Diagnósticos de Enfermagem ▼ Identificação mais clara do corpo de conhecimento da enfermagem ▼ Maior confiabilidade ▼ Maior autonomia profissional Do ponto de vista de prestação de assistência à saúde. . ou uma taxonomia. para descrever e desenvolver um fundamento científico confiável para o preenchimento dos critérios de profissionalização.6 Em março de 1990. O relacionamento entre os diagnósticos de enfermagem a responsabilidade e a autonomia podem ser expressos da seguinte forma. os diagnósticos de enfermagem podem proporcionar: .

Potencial vesical para Causa (quando conhecida) Associada ao aumento de secreção Relacionada à hemiparesia Relacionada à distúrbio sensorial Associada à perda da independência da vida diária Associado à tração prolongada infecção Relacionado a cateter de demora 1.Confusão . diagnóstico de enfermagem “é uma afirmação sumária. concisa que identifica problemas do cliente e os torna possíveis de serem tratados por intervenção de enfermagem”. Não deve ser entendido como parte do diagnóstico médico e sim uma função independente. Em março de 1990. Um problema potencial tem relação com outro capaz de prejudicar o paciente no futuro. a ANA sancionou oficialmente a NANDA como a organização encarregada do sistema de classificação de diagnósticos de enfermagem. consideravelmente. Um problema presente é um problema corrente.Enfado . O processo para a geração e aceitação de diagnósticos de enfermagem foi modificado em 1984.Frustração .7 Proporcionar um mecanismo para reembolso das atividades de enfermagem relacionado com os diagnósticos de enfermagem. Este periódico visa promover o desenvolvimento refinamento e a aplicação dos diagnósticos de enfermagem e servir como fórum para temas pertinentes ao desenvolvimento e à classificação do conhecimento de enfermagem. a cada ciclo de revisão . com a finalidade de desenvolver um processo de revisão e aprovação de modificações propostas para a lista de diagnósticos aprovados. O diagnóstico de enfermagem constitui na afirmação de um problema presente ou potencial que necessita de intervenção da enfermagem para ser resolvido ou atenuado. existindo aqui e agora. foi publicado o primeiro número de Nursing Diagnosis. 2. Prejuízo potencial da integridade da pele relacionada à circulação deficiente. As exigências documentais para a submissão de uma proposta de modificação aumentaram. Redução potencial da volemia relacionada à ingestão oral inadequada. De acordo com Pegas (2002). O problema detectado pode estar presente ou ser um potencial. quando a NANDA estabeleceu um Comitê de Revisão Diagnóstica (CRD). a publicação oficial da NANDA. Exemplo: 1.Dificuldade de respirar . O diagnóstico de enfermagem precisa ser um “problema” do paciente.Incapacidade de se alimentar .2 Classificação Internacional da Prática de Enfermagem Desde 1987.3. Exemplos de Diagnósticos de Enfermagem Problema .

envolvendo revisões e avaliações. Cabe ressaltar que a etapa de diagnóstico de enfermagem representa um desafio para o enfermeiro. O desenvolvimento de um sistema completo de classificação para os diagnósticos de enfermagem tem provado ser um processo lento e difícil. Atualmente o Cumulative Index of Nursing and Allied Health (CINAHL) contém mais de 2000 citações. um foco central para as etapas subseqüentes. ao interpretar dados clínicos. Obviamente.3 Constituição dos diagnósticos Cada diagnóstico de enfermagem é descrito em termos de  Título. As conferências da NANDA são realizadas a cada dois anos. psicossociais ou espirituais. em plenária geral.  Características definidoras ou fatores de risco. em grande parte devido à necessidade de uma investigação profunda da literatura sobre o diagnóstico proposto. julgamento. relatórios de pesquisa e aplicação clínica e anais de conferência de enfermagem. Para realizar diagnósticos de enfermagem o enfermeiro deverá ter capacidade de análise.  Fatores relacionados. 1. o sistema de classificação mais utilizado no mundo. Vale ressaltar que os diagnósticos devem ser identificados e listados em ordem de prioridade. proporcionando assim. .8 subseqüente. que podem ser sintomas de disfunções fisiológicas. pois a prática prossegue enquanto o sistema evolui. Diz o que é. A taxonomia da NANDA é atualmente. a enfermagem não pode parar e aguardar até que o sistema de classificação esteja completo. pois requer que este profissional tenha conhecimentos técnico-científicos atualizados. Os diagnósticos de enfermagem baseiam-se tanto em problemas reais (voltados para o presente) quanto nos problemas potenciais (voltados para o futuro). incluindo dissertações. onde são discutidos e aprovados novos diagnósticos e componentes que integrarão a taxonomia revisada. com base no grau de ameaças ao nível de bem-estar do cliente. É o termo ou frase concisa que representa um padrão de sugestões. de síntese e de percepção. Título Estabelece um nome para o diagnóstico. comportamentais. traduzida para 17 idiomas (33 países).3. está incorporada a alguns sistemas de informática desses países. bem como pensamento crítico ao interpretar os dados coletados na anamnese e no exame físico para que possa assumir a responsabilidade pelo cuidado que está propondo através da prescrição de enfermagem.

Os fatores de risco são situações ou fatores que aumentam a vulnerabilidade de um indivíduo. Os diagnósticos com estudo de validação clínica têm sinais e sintomas principais que estão presentes 80 a 100% das vezes e sinais e sintomas secundários presentes 50 a 79% das vezes. Os diagnósticos de enfermagem de risco têm fatores de risco. ambiental e espiritual. É a etiologia do problema e podem ser de natureza fisiológica. Podem ser descritas como “evidenciadas por” ou “caracterizadas por”. psicológicos. Exemplo: Integridade tissular prejudicada relacionada a imobilização física e circulação alterada evidenciada por ferida com área de solapamento 8 cm. de uma família ou comunidade a um evento insalubre. Podem ser descritos como “relacionados a“ ou “associados a”. as evidências que levaram o profissional a concluir que o problema existe. Exemplo: Integridade tissular prejudicada relacionada a imobilização física e circulação alterada evidenciada por ferida com área de solapamento 8 cm. Características definidoras São sinais ou sintomas observáveis ou comunicáveis que representam a presença de um diagnóstico. As características secundárias não são menos sérias do que as principais elas apenas não estão presentes em 80% dos indivíduos. situacionais e maturacionais que podem causar ou influenciar o estado de saúde ou contribuir para o desenvolvimento de um problema. família ou comunidade para o desenvolvimento de um problema.São os sinais ou os sintomas. genéticos ou químicos que aumentam a vulnerabilidade de um indivíduo. na região trocantérica direita. Fatores relacionados São exemplos de fatores fisiológicos relacionados ao tratamento. se comparado com outros na mesma situação. sociocultural. São os fatores que aparecem para mostrar algum tipo de relacionamento padronizado com o diagnóstico de enfermagem. na região trocantérica direita. ou melhor. Fatores de risco Fatores ambientais e elementos fisiológicos. . psicológica. Os fatores relacionados para os diagnósticos de risco são fatores de risco.9 Segundo Carpenito (1997) títulos ou categorias diagnósticas são descritores concisos de um agrupamento de sinais e sintomas. evidenciada por ferida com área de solapamento 8 cm. Exemplo: Integridade tissular prejudicada relacionada a imobilização física e circulação alterada. na região trocantérica direita.

seriam problemas reais ou atuais. 1. delineia o significado do problema e ajuda a diferenciá-lo de diagnósticos parecidos. família ou comunidade em transição de um nível específico para um nível mais elevado.  Risco. . Exemplo da NANDA Título do diagnóstico: padrão respiratório ineficaz Definição/Conceito: inspiração e/ou expiração que não proporciona ventilação adequada. Risco de integridade da pele prejudicada relacionado a imobilização física. o Exemplo: Diarréia relacionada ao uso elevado de laxantes evidenciado por sete episódios de evacuações de fezes líquidas em 12 horas. Ao selecionar o título diagnóstico o enfermeiro deve estar atento à definição apresentada na NANDA.  Saúde ou bem-estar. o Exemplo: Comportamento de busca de saúde . O diagnóstico vigente ou real descreve um julgamento clínico que a enfermeira validou devido à presença de características definidoras principais. O diagnóstico de enfermagem de saúde ou bem-estar é um julgamento clínico sobre um indivíduo. Definição Estabelece uma descrição clara e precisa. relacionado a auto-estima elevada evidenciado por desejo expresso de buscar um nível mais elevado de bem-estar. Os diagnósticos de risco não contêm características definidoras pois se tais características existissem. Descreve respostas humanas às condições de saúde/processos vitais que existem de fato em um indivíduo ou família ou comunidade no momento presente.3. acesso venoso central em subclávia direita). o Exemplo: Risco de lesão relacionado a hipoxia tecidual.4 Tipos de diagnósticos segundo NANDA  Real.10 Exemplo: Risco de infecção relacionado a procedimentos invasivos (sonda vesical de demora. Descreve resposta humanas a nível de bem-estar em um indivíduo. família e comunidade que têm potencial de aumento para um estado mais alto. tubo endotraqueal. mobilidade alterada e má nutrição. e não apenas o risco deles aparecerem. a fim de que faça uso correto do termo. O diagnóstico de enfermagem de risco descreve um julgamento clínico em que um indivíduo/grupo está mais vulnerável ao desenvolvimento de um problema do que outros na mesma situação ou em situação similar. idade avançada e proeminências ósseas.

Os fatores relacionados não estão presentes nos diagnósticos de enfermagem de saúde. Os diagnósticos de síndrome. As intervenções prescritas pelo médico representam os tratamentos dos problemas colaborativos que a enfermeira inicia e controla. O diagnóstico de síndrome compreende um conjunto de diagnósticos de enfermagem vigentes e de alto risco previsíveis a um certo evento ou situação. Risco para integridade da pele prejudicada relacionada à imobilidade secundária ao quadril fraturado.. Estas intervenções tratam. Os fatores de risco constituem a segunda parte...11  Síndrome. previnem e monitoram os diagnósticos de enfermagem. Os problemas colaborativos são complicações fisiológicas que as enfermeiras monitoram para detectar as mudanças de estado. 1. A validação para um diagnóstico de risco é a presença de fatores de risco..3. As enfermeiras controlam os problemas colaborativos utilizando intervenções prescritas pelo médico e pela enfermagem para minimizar as eventuais complicações.3.. tais como a Síndrome do Trauma pelo Estupro. Potencial incentivo para paternidade. As intervenções de enfermagem são classificadas como prescritas pela enfermagem ou prescritas pelo médico.As intervenções prescritas pela enfermagem controlam e monitoram os problemas colaborativos. Ansiedade relacionada à natureza imprevisível dos episódios asmáticos evidenciado por declarações de “tenho medo de não conseguir respirar”...5 Declaração dos diagnósticos  Declaração em uma parte Os diagnósticos de enfermagem de saúde são escritos em uma parte: potencial incentivo para . legalmente. não tem “relacionado a”. Título do diagnóstico + fatores relacionados + sinais e sintomas. Os problemas colaborativos são rotulados “Complicações Potenciais”. por exemplo...6 Modelo bifocal da prática de enfermagem As enfermeiras são responsáveis por dois tipos de julgamentos clínicos ou diagnósticos.  Declaração em três partes O diagnóstico de enfermagem real consiste em três partes. As intervenções prescritas pela enfermagem são aquelas que a enfermeira pode ordenar. ..... que sejam implementadas pela equipe. os diagnósticos de enfermagem e os problemas colaborativos.. porque seriam sempre os mesmos: motivação para obtenção de um nível mais elevado de saúde. 1..  Declaração em duas partes Os diagnósticos de risco e possíveis têm duas partes..

 Caracterizada por ou evidenciada por para ligar a característica definidora ao fator relacionado. mas deverá evitar copiar esses dados da taxonomia. eliminar ou promover e controlar. Prevenir o surgimento e controlar.  Relacionado a ou associado a para ligar o fator ao título.  Em cada diagnóstico de enfermagem só pode haver um título diagnóstico.  No diagnóstico de enfermagem poderá haver mais de um fator relacionado e mais de uma característica definidora.7 Dicas importantes  O título diagnóstico. Monitorar e controlar as mudanças nas condições.  O fator relacionado deverá ser a causa (etiologia) do problema em questão que desencadeia as características definidoras (sinais.3. os sintomas e as evidências)  As evidências devem ter relação com o título diagnóstico. Você poderá encontrá-lo na NANDA. assim como a definição. o enfermeiro deverá fazer uso do pensamento crítico e escrevê-los em termos daquilo que foi detectado por ele. conforme encontrado na taxonomia. 1.  Utilize os termos corretos para unir o título aos resultados e estes às características definidoras. Abaixo estão os tipos de intervenção e o foco correspondente: Tipo de Diagnóstico Real (está presente) Risco (pode ocorrer) Possível (pode estar presente) Saúde Problema colaborativo Foco de Intervenção de Enfermagem Reduzir. e sempre deve ser escrito (título) na íntegra. mesmo que não conste na taxonomia. Eliminar ou confirmar com dados adicionais. será fornecida pela NANDA. caso não haja conformidade com os achados clínicos e etiológicos obtidos anteriormente.12 Exemplo: Complicação potencial: hemorragia O tipo de intervenção diferencia o diagnóstico de enfermagem do problema colaborativo e também diferencia o diagnóstico de enfermagem real de outro de risco ou possível.  Os fatores relacionados e as características definidoras serão identificados nos clientes por meio de anamnese (histórico) e exame físico. . Ensinar um nível mais elevado de saúde.  Caso não identifique o fator relacionado ou a característica definidora listados na NANDA.

encontre o domínio referente à elas. redigir objetivos e planejar as ações de enfermagem. 2.8 Como encontrar os títulos diagnósticos na NANDA A NANDA é composta por domínios. seja. É importante salientar que a procura dos títulos diagnósticos de risco ou déficit deve ser feita nas palavras subseqüentes e não nas letras R e D. O enfermeiro deve analisar e determinar quais os problemas ou necessidades do cliente que são urgentes e precisam de atendimento imediato e aqueles cujo atendimento poderá ser a médio ou a longo prazo. levando-o a correr risco de morte. torna-se imprescindível a leitura rigorosa e atenta da definição do título diagnóstico inserido na taxonomia. assim sendo vale salientar que em cada um encontram-se classes e que.3.13 1.  O problema clínico e o tratamento. Exemplo: Risco de infecção . inseridos nessas classes. Para estabelecer prioridades o enfermeiro deve considerar:  A hierarquia das Necessidades Básicas de Maslow. Portanto. Em seguida procure o título diagnóstico mais apropriado pertencente a esta classe. Quando possível o cliente deverá ser envolvido na discussão das prioridades de seus problemas. de fato. Planejamento A fase de planejamento compreende três atividades: estabelecer prioridades.Isso não significa que o anterior precisa ser inteiramente resolvido para que a resolução do seguinte se inicie. Identificado o título diagnóstico. e separá-las didaticamente por necessidades ou estruturas orgânicas.  O potencial para problemas futuros.listado na I e não na R. 2. Desse modo após identificar as características definidoras do cliente.1 Estabelecer prioridades É um processo de tomada de decisões onde a enfermagem determina a seqüência em que os problemas do paciente devem ser abordados. e nele a classe mais adequada. faz-se necessário que sua definição.  O atendimento das preferências do paciente. pertinente às evidências levantadas.  Os efeitos das necessidades básicas de nível inferior na satisfação das mais elevadas.2 Redigir objetivos . 2. Os problemas urgentes são aqueles que interferem na estabilidade do cliente . estão os títulos diagnósticos. Para encontrar o título diagnóstico na NANDA basta lembrar que os títulos estão listados em ordem alfabética e que na margem da taxonomia estão as letras do alfabeto devidamente identificadas.

.. da prescrição de enfermagem e do Plano de Alta.1 Como validar o plano de assistência . A paciente deverá referir tranqüilidade em relação a anestesia em . As prescrições de enfermagem constituem uma forma de ação da enfermagem empregada para facilitar e melhorar a assistência ao paciente..3 Como planejar Através do plano assistencial. Implementação A fase de implementação do Processo de Enfermagem consiste em diversas atividades: validar o plano de assistência. o tempo. 2. remediar ou reduzir o problema identificado no diagnóstico de enfermagem.. as instruções específicas. A prescrição de enfermagem deve ser realizada diariamente e inclui a data em que é escrita. Os objetivos podem ser de curto ou de longo prazo. Exemplo: O paciente deverá caminhar a distância do corredor 3x/dia na próxima semana (curto prazo).5 kg pelo paciente em 6 meses (longo prazo).. 3. O Plano de Alta se a continuidade da assistência de enfermagem que deverá ser observado quando o paciente for para seu domicílio (ver em anexo orientações para o Plano de Alta). a freqüência ou a duração da ação e a assinatura de quem escreveu (ver em anexo orientações para a prescrição de enfermagem). O enfermeiro prescreve para comunicar instruções específicas para a assistência de enfermagem. Medo associado a anestesia. Exemplos de Objetivos de Enfermagem Diagnóstico de Enfermagem Objetivo Falha de conhecimento relacionada à A paciente deverá demonstrar hospitalização e cirurgia. para o paciente. documentá-lo. É o melhor resultado possível de assistência de enfermagem. Perda ponderal de 12../. Através dela será posto em prática os objetivos listados no Plano de Cuidados.14 Os objetivos de enfermagem são declarações do que se pretende alcançar com as intervenções de enfermagem (Pano de Assistencial). 3. conhecimento daquilo que deverá ocorrer. O Plano Assistencial deve conter todos os objetivos que se deve alcançar com o paciente durante o tempo de internação.. prestar assistência de enfermagem e continuar a coleta de dados. conforme os problemas identificados.

Ao prestar assistência. . a enfermeira adquire dados adicionais que podem demonstrar uma necessidade que modifique o plano de assistência de enfermagem. 3. 4. baseado em novos dados do paciente.2 Como documentar o plano de assistência O plano de assistência e a prescrição de enfermagem pretendem ser um instrumento de comunicação entre os membros da equipe de enfermagem e também do restante da equipe de saúde.1 Avaliação das metas propostas O propósito de avaliação é determinar se os objetivos fixados foram alcançados tanto no tempo como nos dados específicos no plano da assistência. objetivos. ações.2 Reformulação do plano de assistência Reformular é o processo de modificar ou eliminar os diagnósticos de enfermagem anteriores. 4. Avaliação Nesta fase inclui a avaliação dos objetivos alcançados e reformulação da assistência de enfermagem.15 O plano de assistência deve ser validado pela enfermeira responsável pelo setor ou pelo docente no caso de ser realizado por estudantes. Por isto. deve ser escrito à caneta e assinado pela enfermeira. Eles devem ser anexados como parte integrante do prontuário do paciente. 4.

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