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Universidade Paulista

Raquel S. P. Fonseca R. A. – A07979-3

O CUIDADO DE ENFERMAGEM PARA O ALÍVIO DA DOR

Trabalho apresentado a Faculdade de


Enfermagem da Universidade Paulista –
Brasília (UNIP-DF), para a obtenção da
média da disciplina de Metodologia
Científica.

Orientação: Profº Célio Honorato

Brasília – DF
2010

I- OBJETIVOS

1.1 OBJETIVO GERAL

O objetivo deste trabalho é apresentar as intervenções de enfermagem

para o alívio da dor.

1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Apresentar a definição de dor, diferenciando dor crônica de dor aguda.

Apresentar medidas para avaliação da dor e descrever as intervenções para o alívio

da dor.

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II- JUSTIFICATIVA DO ESTUDO

A dor é a principal queixa que leva a maior parte da população a procurar

pelos serviços de saúde. É responsavel pela incapacitância de grande número de

indivíduos todos os anos e interferindo na qualidade de vida dessas pessoas. Por

esses e outros motivos a dor é considerada como um problema de saúde coletiva.

Por estar em contato com o paciente 24h por dia, a enfermagem é a

equipe principal na atuação para o alívio da dor. Conhecer o processo fisiopatológico

da dor, sua avaliação e medidas para o alívio da mesma é importantíssimo para

equipe de enfermagem.

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III- METODOLOGIA

Este trabalho é uma revisão bibliográfica de 5 artigos selecionados na

base de dados Scielo 1 artigo selecionado na base de dados da revista digital

Educación física e deportes. Foram usados como descritores a associação das

palavras: dor, Enfermagem e assistência ao paciente. Foram excluídos da pesquisa

artigos em outro idioma que não o português, artigos que não eram referentes às

Ciências da Saúde e artigos referentes à pediatria.

Para descrição das intervenções, foi utilizado o livro Diagnósticos de

Enfermagem aplicados à prática clínica da autora Lynda Juall Carpenito-Moyet.

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IV- DEFINIÇÕES

4.1 DOR

Segundo Bottega e Fontana (2010), dor é definida como “uma experiência

sensorial e emocional desagradável que é associada a lesões reais ou potenciais.” É

um sinal subjetivo, ou seja é determinado pelo próprio paciente. Dependendo do

tempo de sua ocorrência pode ser definida em aguda ou crônica.

4.1.1 Dor aguda

“Estado em que o indivíduo experimenta e relata a sensação de

desconforto grave ou sensação desconfortável com duração de um segundo até

menos de seis meses.” (CARPENITO, 2008, p. 120).

4.1.2 Dor crônica

“Estado em que o indivíduo apresenta dor persistente ou intermitente por

mais de seis meses.” (CARPENITO, 2008, p. 127).

4.2 ANALGESIA

Analgesia são medidas que promovem o alívio ou cessação da dor.

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V- AVALIAÇÃO E INTERVENÇÕES

5.1 AVALIAÇÃO

Antes de se iniciar as intervenções, deve-se avaliar o paciente quanto ao

nível da dor. Conforme cita Bottega e Fontana (2010):

“[...] O enfermeiro deve explorar as queixas de dor, coletar fatores


agravantes, atenuantes e concomitantes; antecedentes familiares e
pessoais, explorar indicativos de desconforto causado pela dor e utilizar-se
de instrumentos que podem auxiliar na sua mensuração e avaliação, bem
como na qualidade da analgesia.” (BOTTEGA; FONTANA, 2010, p. 283).

A dor é um sintoma subjetivo, somente o indivíduo que sente pode

descrevê-la como é sentida. Descrições do paciente sobre padrão, intensidade e a

natureza da mesma não devem ser negligenciadas. (BOTTEGA; FONTANA, 2010).

Segundo Pedroso e Celich (2006), a dor deve ser avaliada segundo suas

características: momento de seu início, local, irradiação, periodicidade, tipo de dor,

duração e fatores desencadeantes. “A dor deve ser avaliada pelos sinais de dor,

seguidos da queixa verbal do cliente e da observação dos sinais vitais e da

avaliação da escala de dor, sudorese, palidez e posicionamento protetor.”

(PEDROSO; CELICH, 2006, p. 271).

A avaliação da dor tem como objetivo identificar queixas álgicas,

estabelecer a origem dos sintomas, suas características, suas repercurssões no

funcionamento biológico, emocional e comportamental do indivíduo, encontrar

fatores atenuantes ou agravantes e selecionar a melhor conduta terapêutica a ser

seguida. (PIMENTA et al, 2001, p. 182).

Os métodos de avaliação da dor compreende métodos de avaliação

unidimensionais (medidas de intensidade da dor) e multimensionais (medidas das

múltiplas dimensões da dor).

5.1.1 Métodos Unidimensionais


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Esses métodos são métodos que avaliam apenas a intensidade da dor

sentida pelo paciente, os métodos mais comuns são as escalas de avaliação

numérica, analógica-visual, verbais ou visuais e a de Borg para mensuração da dor.

(SCOPEL et al, 2007, p. 1).

5.1.1.1 Escala de avaliação numérica

Escala em que os pacientes avaliam sua dor numa escala de 0 a 10 ou 0

a 5, sendo 0 a ausência de dor e 5 ou 10 a pior dor possível sentida pelo paciente.

(SCOPEL et al, 2007, p. 1).

5.1.1.2 Escala analógica-visual

Consiste numa linha de 10 cm cujas extremidades são marcadas com

dois quadros, um deles representa “nenhuma dor” e no outro a “pior dor possível”,

ou frases semelhantes. A intensidade da dor é medida através de uma marcação

nessa linha, depois utiliza-se uma régua para quantificar a mensuração numa escala

de 0-100mm. (SCOPEL et al, 2007, p. 1).

5.1.1.3 Escala de categorias verbais ou visuais

Escala que estima a intensidade da dor através de descritores verbais

(escala de Melzack e Torgerson) ou visuais (Escala de facial da dor e escala de

faces de Wong Baker). (SCOPEL et al, 2007, p. 1)

5.1.1.4 Escala de Borg para mensuração da dor

Escala utilizada para acompanhar alterações na intensidade da dor num

mesmo indivíduo ou suas respostas a um determinado tratamento. (SCOPEL et al,

2007, p. 1).

5.1.2 Métodos Multimensionais

São métodos que avaliam outros aspectos da dor além da intensidade,

porém muitos deles são inviáveis à prática, devido ao tempo utilizados em sua

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aplicação. Os mais conhecidos são os instrumentos de avaliação inicial da dor, o

desenho da localização da dor, o questionário de McGill, prontuário da percepção da

dor, escala de avaliação da dor relembrada. (SCOPEL et al, 2007, p. 1)

5.1.2.1 Instrumentos de avaliação inicial da dor

Este instrumento apresenta uma escala para indicação da intensidade e

localização da dor. Escala desenvolvida para se obter informações sobre a

característica da dor, a maneira como o paciente se expressa e o que essa dor afeta

no seu cotidiano. (SCOPEL, et al, 2007, p. 1).

5.1.2.2 O desenho da localização da dor

Ajuda a identificar a localização da dor e sua distribuição. (SCOPEL, et al,

2007, p. 1).

5.1.2.3 Questionário de McGill

Escala que avalia a experiência dolorosa sobre os aspectos sensoriais,

afetivos e avaliativos. É embasado nas palavras que o paciente usa pra descrever

sua dor. (SCOPEL, et al, 2007, p. 1).

5.1.2.4 Prontuário da percepção da dor

Tem como objetivo fornecer dados quantitativos em relação às diferentes

dimensões dolorosas. (SCOPEL, et al, 2007, p. 1).

5.1.2.5 Escala de avaliação da dor relembrada

Escala na qual se realiza uma avaliação breve da dor, de seu alívio e do

estresse ocasionado por ela. Composta por oito descritores de dor e três escalas

analógicas visuais que mensuram a intensidade da dor, o alívio da dor e os

sentimentos ligados à ela. (SCOPEL, et al, 2007, p. 1).

5.2 INTERVENÇÕES

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Carpenito-Moyet (2008) cita as intervenções para o alívio da dor. O

objetivo das intervenções de enfermagem é fazer com que o indivíduo relate alívio

após uma intervenção.

5.2.1 Intervenções de enfermagem em pacientes com dor aguda

As intervenções gerais para o alívio da dor aguda descritas por Carpenito-

Moyet (2008) são:

• Reduzir a falta de conhecimento – explicar as causas da dor à pessoa (se

conhecidas), relatar por quanto tempo irá durar (se conhecido), explicar os

exames diagnósticos e os procedimentos de forma detalhada, explicando as

sensações que o paciente poderá sentir.

• Proporcionar informações corretas para reduzir o medo de adição a

drogas.

• Relatar a sua aceitação da resposta da pessoa à dor – reconhecer a

presença de dor, escutar atentamente a respeito da dor, manifestar que você

está investigando a dor porque quer entendê-la melhor (e não para

determinar se ela existe realmente)

• Discutir as razões pelas quais a pessoa pode apresentar maior ou

menor dor – estimular membros da família a compartilharem suas

preocupações privadamente, investigar dúvidas familiares sobre a dor e

discutir os efeitos disso sobre a dor da pessoa e o relacionamento, incentivar

a família a dar atenção também quando não apresentar dor.

• Proporcionar à pessoa oportunidades para repousar durante o dia e

períodos de sono ininterrupto durante a noite (deve repousar quando a

dor estiver diminuída).

• Discutir com a pessoa e a família os usos terâpeuticos da distração,

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juntamente com outros métodos para alívio da dor.

• Ensinar um método de distração durante a dor aguda que não seja

difícil.

• Ensinar medidas não-invasivas de alívio da dor – orientar acerca de

técnicas para reduzir a tensão muscoloesquelética, promover relaxamento

com massagem ou banho morno, discutir sobre os métodos e precauções

(banho morno, bola de água quente, sol quente de verão, lençol elétrico,

bolsa de calor úmido, invólucro plástico fino sobre a área dolorida para reter

o calor do corpo, toalhas frias, imersão de pequenas partes do corpo em

água fria, bolsa de gelo, bolsa de gel frio, massagem com gelo), explicar os

usos terapêuticos dos preparados com mentol e das massagens.

• Proporcionar à pessoa o alívio ideal da dor com os analgésicos

prescritos.

• Após administrar um medicamento para o alívio da dor, retornar em 30

minutos para avaliar o paciente.

• Dar as concepções exatas para corrigir as concepções errôneas da

família.

• Proporcionar aos indivíduos oportunidades para discutir seus medos,

raiva e frustrações de forma particular; reconhecendo a dificuldade da

situação.

5.2.2 Intervenções de enfermagem para alívio da dor crônica

Em pacientes com dor crônica a meta de enfermagem é fazer com que o

paciente relate a melhora da dor e aumente suas atividades diárias. (CARPENITO-

MOYET, 2008). As intervenções citadas por Carpenito-Moyet (2008) são:

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• Investigar os efeitos da dor crônica sobre a vida do indivíduo –

desempenho, interações sociais, finanças, atividades da vida diária,

cognição/humor e unidade familiar.

• Explorar as expectativas quanto ao curso da dor, tratamento e aos

efeitos colaterais; esclarecer se forem reais.

• Discutir a eficácia da combinação de técnicas físicas e psicológicas com

a farmacoterapia.

• Discutir com a família e o indivíduo as várias modalidades de tratamento

disponíveis.

• Discutir o sofrimento causado pela experiência da dor: menor

resistência, falta de apetite, sono interrompido, prazer diminuído,

ansiedade, medo, dificuldade de concentração e diminuição dos

relacionamentos sociais e sexuais.

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CRONOGRAMA

CRONOGRAMA
NOVEMBRO (2010)
Pesquisa dos artigos Leitura dos artigos Elaboração do trabalho Revisão Entrega
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17 X
18 X
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26 X

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ORÇAMENTO

ORÇAMENTO FINANCEIRO DO TRABALHO


Item Valor
Livro Diagnósticos de Enfermagem aplicado à prática clínica R$ 198,00
Fichas para resumo R$ 7,90
Lapiseira R$ 2,60
Grafite R$ 1,50
Total R$ 210,00

HORAS TRABALHADAS
Ação Tempo
Pesquisa dos artigos 8h
Leitura dos artigos 23h
Elaboração do trabalho escrito 42h
Total 63h

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARPENITO-MOYET. Diagnósticos de Enfermagem aplicados à prática clínica. São

Paulo, Ediouro, 2008, p. 120-32.

BOTTEGA, F. H.; FONTANA, R. T. A dor como quinto sinal vital: utilização da escala

de avaliação por enfermeiros de um Hospital Geral. Texto e Contexto de

Enfermagem. Florianópolis, v. 19, nº 2, p. 283-90, abr./jun. 2010. Disponível em

<www.scielo.br/pdf/tce/v19n2/09.pdf> Acesso em 7 de novembro de 2010 às

14h00min.

PEDROSO, R. A.; CELICH, K. L. S. Dor: quinto sinal vital, um desafio para o cuidar

em enfermagem. Texto e Contexto de Enfermagem. Florianópolis, v. 15, nº 2, p.

270-6, abr./jun. 2006. Disponível em <www.scielo.br/pdf/tce/v19n2/09.pdf> Acesso

em 11 de novembro de 2010 às 17h30min.

PIMENTA, C. A. M. Controle da dor no pós-operatório. Revista Escola de

Enfermagem USP. São Paulo, v. 35, nº 2, p. 180-3, jun. 2001. Disponível em

<www.scielo.br/pdf/reeusp/v35n2/v35n2a12.pdf> Acesso em 8 de novembro às

20h00min.

SCOPEL, E. et al. Medidas de avaliação da dor. Revista Digital Efdeportes.

Buenos Aires, v. 105, nº 2, p. 1, fev. 2007. Disponível em <http://www.efdeportes.

com/efd105/medidas-de-avaliacao-da-dor.htm> Acesso em 13 de novembro às

17h00min.

PEREIRA, L. V.; SOUZA, F. A. E. F. Mensuração e avaliação da dor pós-operatória:

uma breve revisão. Revista Latino-americana de Enfermagem. Ribeirão Preto, v.

6, nº 3, p. 77-84, jul. 1998. Disponível em < www.scielo.br/pdf/rlae/v6n3/13894.pdf >

Acesso em 9 de novembro às 16h00min.

WATERKEMPER, R.; REIBNITIZ, K. S. Cuidados paliativos: avaliação da dor na

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percepção de enfermeiras. Revista Gaúcha de Enfermagem. Porto Alegre, v. 31, nº

1, p. 84-91, mar. 2010. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/rgenf/v31n1/

a12v31n1.pdf> Acesso em 12 de novembro às 21h00min.

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