Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

página 02

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

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Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

. informando seu nome completo e o curso em que está inscrito. Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD.Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011. E-mail: ilbead@senado.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula. cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login). Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo . são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso. o ILB passou a fornecer autenticação digital.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso .) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância. determinando o sucesso final.gov. traduzidas em hábitos de estudo.br (Identifique a mensagem.

navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública. · sempre que acessar a plataforma.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. O material didático. Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. certamente liderados por servidores preparados. elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. além de integrarem a avaliação. em linguagem clara e objetiva. cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível. O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos. Em seu escopo. · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria . Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público. · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos .· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos . está dividido em quatro módulos. Gestão de Pessoas e das Organizações.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. Pretende. pois. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas. . é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas.os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”. · participe dos fóruns de debates . voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas. e Gestão de Processos. fornecer aos agentes públicos. seguramente.

Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas. Modulo I Módulo I aula 01 . que já está incorporada no curso. por exemplo).Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze. assim como o Adobe (extensão PDF). Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais. como se estivesse dentro de uma sala de aula. a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 . e. decisão de trabalho. tipo Media Player.A Origem da Burocracia. dimensionar recursos.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas.Teoria Clássica aula 04 . Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. controle. suas Funções e Disfunções aula 06 . acompanhem o curso sem maiores prejuízos.Visão Sistêmica aula 10 . planejar aplicações. tudo que for ligado à organização. da Microsoft. “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento.A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 .Eficiência e Eficácia aula 09 . enfim.A Administração Científica aula 03 . Para ouvir o curso. por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas. é necessário instalar um software.Tipos de Organização aula 07 . ou similar. é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não). CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO . A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. estabelecimento dos líderes e das tarefas. organização.Departamentalização aula 08 .Visão Contigencial aula 01 . desenvolver estratégias. O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze. seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”. efetuar diagnósticos. De acordo com Koontz (1989).

Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. princípio escalar. contabilidade de custos e controle de qualidade.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar. linha de montagem. Teoria da fonte de autoridade. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas. Princípio do consenso e de coesão na organização. Princípio da Especialização. enunciado das qualidades de liderança. conceito de controle. especialização. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. organizar e controlar. controle de inventários. 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. impacto de automação. estudo de movimentos. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. diferenciação entre gerentes e operários. táticas políticas. amplitude administrativa. balanços contábeis. arranjo físico e manuseio de materiais. estabelecimento de salário mínimo. padronização. Administração de pessoal. Conceito de organização. Necessidade de Relações Humanas. princípio da execução. .

especificações. tempos padrões. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. seja ela lucrativa ou não”. Arte de Administração. Mas. . lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. princípio de execução. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. prêmios de produção. tendência para) e minister (subordinação ou obediência). incentivo salarial. segundo Chiavenato (2000). contabilidade de custos. Administração sistemática em ferrovias. artesãos independentes. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. isto é. que produz o resultado pretendido). administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. ao mesmo tempo.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. estudo de temos e movimentos. a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. é aquilo ou aquele que chega ao resultado. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. efeito das cores na eficiência do operário. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. Conceitos Básicos Como acabamos de ver. P. No entanto. cooperação entre operários e gerência. ênfase no planejamento e controle. estudos de tempos e métodos. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. auditoria. sem perdas ou desperdícios de tempo. Uso do organograma para a estrutura organizacional. ciência da Administração. com qualidade e competência. treinamento dos operários. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. aquele que presta um serviço a alguém. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. Administração Cientifica. planejamento. Praticas de pessoal. mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. surge a história da Administração. que produz o seu efeito específico. ou seja. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. planos de casas para os operários. gratificações natalinas. No início do século XX. decisão do trabalho. afinal. dinheiro ou energia. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. 2000. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. métodos de trabalho.

abordaremos mais detalhadamente cada teoria. que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. inexperientes à época. posteriormente. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. comparativa. nosologia. É importante ressaltar que. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. e René Descartes. ou é eficaz ou não é. a Teoria Clássica de Fayol. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. A influência de filósofos como o grego Sócrates. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. Com a filosofia moderna. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. sobretudo. crítica de cada teoria da Administração. Através da Administração Científica de Taylor. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. e. discípulo de Platão. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. Mediante a Teoria das Relações Humanas. cosmologia. da ordem e do controle. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. o seu discípulo Platão. Em seguida. Nesse momento. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas. página 03 A seguir. surge o filósofo inglês Francis Bacon. mas sempre agindo em prol da organização. estrutura. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. No mesmo foco. já com ênfase na estrutura organizacional.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. . tecnologia e ambiente. Já nos próximos módulos. e Aristóteles. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. dando o impulso inicial à filosofia. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. pessoas. metafísica. por exemplo. a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. baseada na psicologia organizacional e. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. página 04 A seguir. ciências naturais e lógica. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. detalharemos uma visão ampla.

como Adam Smith. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção. economistas liberais. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. como Karl Marx e Friedrich Engels. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores. Tais princípios influenciaram. inclusive. a aplicação dos progressos científicos à produção. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo.com. Na virada do século XX. . economistas não liberais.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. que. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. a descoberta de novas formas de energia. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. a partir do início do século XIX.geojornal2003.hpg.ig. política e social. o avanço tecnológico. iniciada na Inglaterra. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica.

Gestão . Não é suficiente administrar as empresas. em Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação". tudo isso.exercícios de auto-avaliação . percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000). esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção. aula 02 . os recursos escassos e o crescimento sustentável. Em um curso a distância. • Crescimento dos negócios das empresas”.Enfim. • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando. sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental.Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.A Administração Científica . • Livre comércio. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. conclusão Conclusão Nesse contexto. o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio. Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros. é necessário administrar as pessoas.

etsu.edu/cas/. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. Dessa forma. que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais. criada por Taylor no início do século XX.jpg No primeiro estágio de sua obra. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. engenheiro. norte-americano. ao mesmo tempo. Fonte:http://www. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os . A escola da Administração Científica. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. Mas quem foi Taylor? Frederick W. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). e a de Henry Fayol (francês). que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas. ao empregado.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. foi o precursor da Administração Científica. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. Taylor. Taylor.

a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. Uma vez analisada. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. iluminação etc). Já na segunda etapa. Em outras palavras. prática não vigente à época. vadios e negligentes. mas pela necessidade de sobreviver. a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. ou seja. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. e conseqüentemente. selecionado e treinado. permitindo. segundo a produtividade desses operários. racionalizada e padronizada. ainda nesta módulo). eliminar movimentos inúteis. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. Taylor. mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. enquanto o trabalhador executa a tarefa. em sua Administração Científica. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. . enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica. estará pronto para colaborar com a empresa.operários. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. Com essa finalidade. apesar de considerá-los irresponsáveis. ruídos. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. Para Taylor. distribuir uniformemente cada tarefa. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. o estabelecimento de normas de execução. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. assim.

. Ford inovou na organização do trabalho.gov Através da racionalização da produção.princípio da produtividade.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. por meio da estrutura funcional. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel. Ford adotou três princípios básicos: . época. . de acordo com suas aptidões. Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). idealizou a linha de montagem. enquanto na. – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada.americaslibrary. – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. . Fonte: http://www.princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção). Para envolver os escalões mais elevados. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. a jornada variava entre dez e doze horas. os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes. Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência. Para tanto. – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. através do planejamento do método de trabalho. Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência. nem mesmo a linha de montagem. que permitiu a produção em série e em massa.

a abordagem incompleta. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo."Mensagem") ou por e-mail. .a limitação do campo de aplicação à fábrica. Em caso de dúvidas. a seguir. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus).a superespecialização que robotiza o operário. Porém. envolvendo apenas a organização formal.a abordagem prescritiva. O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários. outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina. . . .a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios. A partir daí. Ele está à sua disposição. omitindo o restante da vida da empresa. O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações. e o surgimento da Escola de Relações Humanas. do ponto de vista do trabalhador. . .a visão do operário como uma simples peça no processo de produção. . até mesmo. A partir daí. normativa e típica de sistema fechado. as principais críticas às esses estudos: . . Vejamos. por eliminar movimentos inúteis. dentre outros elementos citados nesta aula. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa. os estudos de Taylor são vistos como distorcidos.a visão microscópica do homem. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e.a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. isolado como um apêndice da máquina industrial. motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina. principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos". pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. conclusão Conclusão A Administração Científica.

Fonte: http://hsci. indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville.Apesar de várias críticas. Gestão . aula 03 . Entretanto. Acesso pelo menu "Avaliação". a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas.ou. Por isso. formou-se em Engenharia de Minas. Fayol . Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica".cas. na França. aos 19 anos. realizava suas pesquisas no sentido inverso. em 1916. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Fayol. pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. em Avaliações". Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho. Entretanto.Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. como vimos no capítulo anterior. foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918).edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol. enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. nasceu em Constantinopla e.exercícios de auto-avaliação .Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor. sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas.jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica. Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide. até então apenas observado empiricamente.

como responsável pela integração dessas funções. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. estatísticas e custos da empresa. As funções contábeis eram relacionadas aos registros. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. como a maioria das organizações do século XX se dividem: . o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. balanços.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. A partir da Primeira Guerra Mundial. Atualmente. temos as funções administrativas. Funções básicas da empresa Para Fayol. a seguir. tendo as funções sido substituídas por áreas. E por fim. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens.

o chefe ou o supervisor. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. comando. Para Fayol. controle e coordenação. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. Administração é um todo.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. logo todos desempenham atividades de previsão. tempo ou lugar. tais princípios são universais. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. o gerente. pois todos são administradores. . e a organização uma de suas partes. organização. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala.

14. 10.Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais. 12. 8.capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.Divisão do trabalho .Disciplina .As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas.Defesa incondicional da estrutura hierárquica.Ordem . dessa forma. 2. 7.Unidade de comando . essa idéia era vista como novidade.Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las.O trabalho deve ser conjunto.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários.A justiça deve prevalecer.Autoridade e responsabilidade . 5. facilitado pela comunicação na equipe. 11. com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe. nesse aspecto. segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso. Nessa época.Espírito de corpo .Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica. substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas. através de um ensino organizado.Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos. não tendo se desligado. favorecendo.Centralização . a eficiência da produção e aumentando a produtividade.Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários.um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar. 13.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização. Para a Teoria Clássica. 3. como foi visto na unidade anterior.Estabilidade dos funcionários . página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica.Hierarquia .1. 6. do passado.Remuneração .Iniciativa . cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário. 9. 4.Prevalência dos interesses gerais . Fayol defendia o conceito de unidade de comando. A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização. a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise).Eqüidade . respeitando à risca uma linha de autoridade fixa. A ausência de disciplina gera o caos na organização. justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa. evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”. .

Isso é o oposto da supervisão funcional. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. divisões. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. Em qualquer organização. Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão.. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. absoluta e direta sobre seus subordinados. no nível gerencial. coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. mais eficiente ela seria. 4. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. Mais adiante. cadeia escalar: autoridade de comando. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. estudaremos a departamentalização. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando). mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos. Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. 2. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. Naquela época. a seguir. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização. cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. Veja. 3. etc. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . quanto mais departamentalizada a organização. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). cada superior tinha autoridade única. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. ou seja. seções. ou seja.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. comando. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. em outra unidade. organização. os elementos da Administração.

autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos. a abordagem está incompleta. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. em suma. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência. Dentre elas.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. unidade de comando e amplitude de controle). especialização. e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho. Outra crítica pode ser observada. com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida. deixando de lado a organização informal. falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. segundo SCOTT (1967). pois não considera o comportamento humano na organização. conclusão Conclusão . porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. – Princípio da definição: Os deveres.

Gestão .br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne. o método de trabalho. em Avaliações.com. desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. recebem as funções de administrar. Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas. Coordenar e Controlar. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. principalmente a Psicologia e a Sociologia. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais. Fonte: http://www. Apesar de algumas críticas.exercícios de auto-avaliação . Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração.drbrioschi. Comandar. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano.Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. Para essa Escola. seja diretor ou supervisor. aula 04 .A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. Acesso pelo menu "Avaliação". Organizar. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. . o famoso POC3 – Planejar. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.

./noticias. até então estranho e impertinente. Destacamos. o resultado da pesquisa mostrou que. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social. Entretanto.gov. mas . e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). que veio a se estabelecer logo em seguida. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés.rn. A partir dessa fase.. a seguir. que visava analisar a organização informal dos operários. a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava. Terceira fase – o programa de entrevistas. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. Os trabalhadores não reagem isoladamente.br/.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores. ao se reduzir a iluminação. Fonte: www. Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa.

Essas duas funções são subsistemas interdependentes.visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano. As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho. página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. . . Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver. A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e. portanto. Assim.a função social . que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal).descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: . que compõem a organização como um conjunto desses grupos.como membros de grupos informais. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade. preocupação fundamental da Teória Clássica. Os aspectos emocionais. Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. gerando satisfação a seus participantes. Assim.a função econômica .Roethlisberg e Dickson . Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada.é responsável por proporcionar equilíbrio interno. surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado. cujos relatores . Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos. todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos.

de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas.E então. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. não são diretamente . Em seguida. mal focalizados. o senso crítico. conseqüentemente. a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. você já é capaz de distinguir a Administração Científica. as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. Além disso. portanto. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra. muitas vezes. dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas. e. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. perdendo. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e.

tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. . Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade. Além disso. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos). porém. sociólogo alemão. E. no quesito administrar. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. Acesso pelo menu "Avaliação". segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. Nessa época.exercícios de auto-avaliação . as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). por fim. Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários. tanto da estrutura como dos participantes da organização. Assim. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos. Gestão . porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração.A Origem da Burocracia. aula 05 . A crítica de "operários felizes.Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. na verdade. isto é. naquela época. também importantes. Max Weber. Avaliações. principalmente. a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA. gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. as empresas. propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração.

que detém a posse e o domínio de um patrimônio. Como exemplo podemos destacar a família. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. os clãs e os feudos medievais.Sociedade Legal. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. o moderno sistema de produção. Nesse sentido. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas. Na verdade. . ou seja. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente. vamos ver quais são? . salienta Max Weber. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. Como exemplo podemos citar as empresas. concursos etc. eleições. Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. Naquela época. . Weber notou que o capitalismo. como afirmava Karl Marx. . grupos religiosos.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista. “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. às quais denominou ética protestante. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. ao arbítrio e às emoções. mas de um novo conjunto de normas sociais morais.

para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. com meios capazes de corrigir e impor disciplina. por último. registradas e comunicadas por escrito. naquela época. autoridade carismática. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. Fonte: http://assets. antecipada e detalhadamente. Princesa Diana. . sendo. elas devem ser detalhadas.in. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia. Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. para conseguir essa eficiência.. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. causando ineficiência à organização. Segundo Max Weber. portanto. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. Costuma ter fundamento legal. Gandhi. e. instável e sem base racional. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário. como as coisas deverão ser feitas. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e. A burocracia é a organização eficiente por excelência.. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. você poderia ter.gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. as decisões e ações administrativas são formuladas.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. Logo. Madre Tereza de Calcutá. para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. impedindo as soluções rápidas ou eficientes. a burocracia especifica. por escrito.

uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. mas. sobretudo. Assim. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. provavelmente. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. não em consideração à sua pessoa. as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. assim como o funcionário não pode vender. sua capacidade de comando sobre os outros e. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. para que a eficiência do sistema seja máxima. sim. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. o cargo que você ocupa hoje. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. Ele obedece ao superior. escritas e legais. impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. mas um profissional especializado na sua administração. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. os cargos e funções permanecem. isto é. Assim. definidos por meio de regras limitadas e específicas. quais são seus limites de direitos e poderes. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. Assim. concursos. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. Daí a necessidade de exames. outras pessoas já o ocuparam. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. o que a burocracia impõe que ele faça. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. Pense. mas ao cargo que o superior ocupa. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. competência técnica e meritocracia: a admissão. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. mas como ocupantes de cargos e de funções. estreitamente. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. determinando privilégios e obrigações.

Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. preferências pessoais). pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. pelo conhecimento exato dos deveres. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. 2. 10. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares. Constância. 4. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. 3. são: “1. elimina a discriminação pessoal. Confiabilidade. como o amor. Benefícios para as pessoas na organização. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. pois os procedimentos são definidos por escrito. A eqüidade das normas burocráticas. pois a hierarquia é formalizada. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. o trabalho é profissionalizado. pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. 7. raiva. Nessas condições. página 06 5. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . Precisão na definição do cargo e na operação. redução de custos e de erros. 9. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. para Weber. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. a informação é discreta. 8. Por outro lado. Além disso. Redução do atrito entre as pessoas. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000).Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. As vantagens da burocracia. As decisões são previsíveis e o processo decisório. 6. Rapidez nas decisões. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. Para ele.

Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. seja na tradicional. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. deu-se o nome de disfunções da burocracia. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia .número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. advinham. cujos resultados. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado. Assim. que existem não somente no contexto organizacional. o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. Assim. que a conduzem à máxima eficiência. da crescente burocratização do mundo moderno. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. Às conseqüências imprevistas. e menos separadas das outras. seja na direção carismática. Weber temia que essa grande eficiência. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. mas que permeiam toda a vida social. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. de outro lado. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem.

necessariamente. aula 06 . Em suma. podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados. Acesso pelo menu "Avaliação". o controle das atividades se tornava mais fácil. introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. em qualquer tipo de organização.conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. segundo Hall (1984). são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. Com estas observações em mente.Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa. Dependendo do tipo de empresa. fatalmente. a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas. as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe.exercícios de auto-avaliação . Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado. pois assim. com seus procedimentos e regras imutáveis. . As organizações. Podemos ver inúmeras empresas burocráticas. Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Gestão . e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. ou seja. quando estabelecida. poderá tender a entropia.

funcional e linha-staff. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear . 1997). especialização. hierarquia. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. O organograma tem muitas utilidades. a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear. a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers. 77).dfait-maeci. as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje. Vamos resumi-los? Divisão do trabalho.gc.ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração.Fonte: http://www. 1986. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. p. sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. como Fayol (1841-1925).

usualmente.autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados. congestiona as linhas formais de comunicação. tornando-as demoradas. não havendo intervenção em área alheia. inibe a especialização. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. sendo indicado para pequenas empresas. em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. em uma autoridade máxima.no. nós não temos poder de mudar ninguém!). funcionamento.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples. página 03 Fonte: http://www. o poder de vida e morte sobre os subordinados. em primeiro lugar.centralização de comando. à medida que se sobe na escala hierárquica. caracterizada da seguinte forma: . Entre suas vantagens. A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. .pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem. diminui o número de cargos ou órgãos. Baseada no princípio da unidade de comando. que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações). e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . . as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma. Em segundo lugar. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação. . controle e disciplina. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. assim como a sobrecarga na função de chefia. Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação.linhas formais de comunicação. que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados.caricaturas.sapo. Conseqüentemente. pois o chefe tem. A figura do chefe generalista.controle da organização e seu aspecto piramidal. destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. Como desvantagem.

pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível.confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. . Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional. a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade. . página 04 As desvantagens consistem em: .as comunicações são diretas e mais rápidas. os subordinados recebem ordens de vários chefes. em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos. na especialização. A organização funcional apresenta as seguintes características: .permitir a melhor supervisão técnica possível. . pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização. que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores.separar funções de planejamento e de controle das funções de execução. a relação profissional e. A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando.nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados. mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão. . ou seja.proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos. permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função. . talvez seja a hora de repensar a sua carreira. As vantagens residem em: . levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. sem intermediação.Nesse caso.desenvolver comunicações diretas.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. Assim. .a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. . . .as decisões são descentralizadas. e.diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando. mas sobre o seu campo específico.subordinação múltipla. Organização Linha-Staff .

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

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DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. a execução e o controle da organização. . requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa. também conhecida como territorial ou regional. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. muito utilizada em indústrias. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. A departamentalização geográfica. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. possibilitar o melhor conhecimento do produto. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. assim. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. pois. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. bem como todo o planejamento. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização. como lucro e produtividade. é a quebra do produto em partes seqüenciais. facilitando a avaliação. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. suas falhas e pontos fortes. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. e costuma ser ideal para firmas de varejo. Como fator positivo.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo. facilitando a avaliação dos resultados. Assim. similares ou não. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. as funções e os produtos/serviços. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. A departamentalização por processo. com atividades física ou geograficamente dispersas.

2. Porém. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. necessariamente. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. o mesmo valor para todas as organizações. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. 4. requer estrutura organizacional flexível. Além disso. Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade. . quando finaliza um projeto. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. 1. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. muitas vezes. além de ser ideal para produtos altamente complexos. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. 3. permitem resolver o problema de departamentalização. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos. portanto. agrupando atividades diversas em um só departamento.

departamentos.Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico . a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções. Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios. Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios. em Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação". Gestão . setores.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. etc. aula 08 . dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.conclusão Conclusão Como vimos.exercícios de auto-avaliação .

Estudos de tempos e movimentos. Taylor teve o mérito de elaborar. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). descrições de cargos. . Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas. página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. para a realização de qualquer tarefa. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. uma revolução mental. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. a indústria expandiu-se aceleradamente. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). especialmente na indústria siderúrgica. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. Pode ser definida pela equação: E = P/R. Para ele. Frank B. Sem dúvida. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. nos Estados Unidos. sistematicamente.freephoto. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica. no século XVIII. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. Fonte:www. Para Emerson. por isso. No início de sua carreira como engenheiro. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. o criador do movimento da Administração Científica. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. foram recebidos com grande entusiasmo. De 1911 em diante. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e. Adam Smith. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. o público tomou conhecimento dessas idéias. organização e métodos.

Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. . 7. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva. Em uma organização. temos em mente que o time do Catanduva. justiça social no trabalho. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. Manter registros precisos. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. Dessa forma. 10. sempre. 9. eficiência é a ação. ou seja. de acordo com os objetivos. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. Traçar plano bem definido. Estabelecer o predomínio do bom senso. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. 4. ainda carece de eficiência na defesa. Assim. 2. no tempo certo”. Pense bem. 3. 12. Oferecer orientação e supervisão competentes. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. do modo certo. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. imediatos e adequados. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. Mesmo perdendo a partida. “fazer as coisas certas. Por definição. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. sua defesa amargou quatro gols. 8. 11. a força de produzir um efeito adequado. Impor honestidade nos acordos. Da mesma forma. Em um processo. Manter disciplina. 6. ou seja. Estabelecer instruções precisas. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. caro aluno. maior o grau de eficiência alcançada. 5. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. Fixar normas padronizadas para as operações. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não.

pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. esclarecer a quem pertencem os objetivos. Por exemplo. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. Dessa forma. página 05 Normalmente. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas. A eficácia varia com o tempo. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. As empresas têm uma natureza competitiva. embora. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. em algum momento. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. porque os tempos não são estáticos. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. “Por exemplo. a eficiência visando objetivamente o resultado final. Por exemplo. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. ou seja. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. a eficácia. Assim. é possível sacrificar. Muitas organizações. pode-se vencer uma batalha. competem unicamente com o seu próprio objetivo. maior a chance da eficácia ser alcançada. É preciso. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. elas concorrem entre si. ou seja. a eficácia é conseqüência da eficiência. Neste caso. porém. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. também. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. Genericamente. De certa forma. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. Por outro lado. muitas vezes. analfabetismo. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. no entanto. quanto mais eficientemente o processo for realizado. ganhar a guerra. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: .

Espera-se.exercícios de auto-avaliação . A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo. Gestão . assim. e a eficácia com o final vitorioso. em Avaliações. . a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço. estará no caminho certo para o sucesso. pois assim. Acesso pelo menu "Avaliação".Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Em tese. sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo.

uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. Após a II Guerra Mundial. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. percepções elementares e assim por diante. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. sendo que. em resumo. por meio de conceitos encontrados na química-física. tais como átomos. Histórico A teoria da forma (Gestalt). que é. Desse modo. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . a concepção atomística estabelece que o mundo. Dessa forma. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. que considera qualquer fenômeno (objeto. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. No final dos anos 30. que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental. a partir da última metade do Século XX. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. Isto é. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. instintos. crescimento e sistemas abertos. sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. uma visão holística. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. evento. com a introdução de novos conceitos. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. Sob a concepção de sistemas. É uma idéia simples. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. mas poderosa. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. ou seja. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. Modernamente. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos.aula 09 . De acordo com Bertalanffy. mecanizada.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. partindo-se da visão atomística para a visão holística. as pessoas pensam em dividir o todo em partes. Ludwig Von Bertalanffy. um biólogo alemão. cinemática e termodinâmica. por si só. elementos químicos. Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. página 02 Segundo Silva. Ou seja. a organização deve ser estudada como um todo. remete à visão sistêmica.

por exemplo: recursos. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. mudanças são inevitáveis. os objetivos devem ser operacionalizados. Ou seja. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. São fatores internos ao sistema. Usando a visão sistêmica. o departamento tende a se afastar da meta global. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. ou seja. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral. divisão do trabalho e propósitos. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. tecnologia. administração – na administração do sistema. Esses sistemas não são independentes um do outro. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. No entanto. pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. muitas vezes. Em qualquer sistema contínuo. página 03 Dos proponentes de sistemas. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. O outro sistema é o “sistema social”. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. burocracia. interdependências e cadeias de efeitos. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. para alcançar sua meta específica. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. Portanto. é fundamental verificar o que ocorreu. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. dinheiro. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. senão. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. tais como pessoas. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. equipamentos e outros. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. C. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. não somente do ponto de vista acadêmico. West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. coordenação. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas. em resumo: pessoas e comportamento. em 1956.resultados. Um dos sistemas é o “técnico”.

e a complexa gama de emoções humanas. e o geral. equipamentos e produtos/serviços. mais energia do que liberar. materiais. porque um sistema aberto. a transcrição de imagens em registros históricos. sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos. as simbolizações da arte. como a anatomia do universo. isto é. também chamados de níveis de armação (estruturação). Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. comportamento teleológico e autoconsciência. inevitáveis e irreconhecíveis. música e poesia. 4. a energia toma forma de insumos. Para uma empresa de negócios. sistemas animais – caracterizados pelo aumento. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. a natureza e dimensões dos sistemas de valores. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos. sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos.O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. Mais do que isso. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas). absolutos. recursos humanos. que não tem conteúdo”.toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas. deve absorver. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação.O processamento da informação .O ciclo de eventos . os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes. com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. 2. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico. que não tem significação. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo. mobilidade. Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. renovação e crescimento. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. classificados em nove níveis de sistemas. sistemas transcendentais – aqueles últimos. há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. células. . etc.substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. 3.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. transformação e saídas de energia. indo do mais simples ao mais complexo. para sobreviver ou crescer. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. recursos financeiros. sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos). O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”.

fornecedores. concorrente. assim. Isso poderia ser denominado de Sinergia. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Enfim. normalmente.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. governo e outras entidades. tanto na organização como dos indivíduos delas participantes. Portanto. em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações.Eqüifinalidade . possuindo organização e totalidade. A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. Acesso pelo menu "Avaliação". além de criar uma relação das metas com os métodos. A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. cliente.exercícios de auto-avaliação .Visão Contingencial aula gravada em áudio . a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. aula 10 . por exemplo. as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas. Por exemplo. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. mas um sistema definido. Além do mais.enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante. consumidores. organizações de mão-de-obra. A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. em Avaliações. Gestão . é possível pela ação de duas ou mais partes. página 06 5.

como greve. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1. no mínimo. depois. dentro da teoria das organizações. isto é. dependendo das circunstâncias. relativista e situacional. a qual era a função mais importante. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. O fluxo de . avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. é a melhor solução para o problema específico. Burns e Stalker. 3. 2. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. e. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto. ao mesmo tempo. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. tendo somente o marketing como primeira atividade.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. 100 empregados. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente. podendo suceder ou não. Woodward. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. inglesa. guerra. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. mas não certo. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. ou uma combinação entre elas. mas. A Teoria Contingencial é eclética e interativa. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação. uma estrutura orgânica.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. Até então. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. Por causa da necessidade de flexibilidade. mudanças de preços ou da política governamental. pelo marketing. socióloga industrial. seguida da produção. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica.

chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . e George M. Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais. psicólogo. O trabalho de Perrow . A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. . Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. as diversas responsabilidades e o poder.produção era diretamente determinado pela situação do mercado. embora importante. . Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. Stalker. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns. também chamada de determinismo tecnológico. como vimos na aula 5. ambos ingleses.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável. ou em um sistema orgânico. que. com treinamento em sociologia. mas o poder do nível gerencial médio é alto. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. página 03 A teoria de Woodward.Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. representa interpretações posteriores à pesquisa. assim como as obrigações. um teórico de organizações.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. resultando ou em um sistema mecânico. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. expandiu os estudos de Woodward. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. A hierarquia de comando é bem definida. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. sociólogo.

General Motors. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. em 1962. o segundo. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla.Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. página 05 Alfred Chandler publicou. Segundo os resultados dessa pesquisa. devem estar preparadas para se adaptar a elas. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. pode ser adequada a situações ambientais estáveis. Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. Para Chandler. Na prática. Uma organização. sendo as atribuições de obrigações. buscando dados que permitissem generalizações. com sistema mecânico. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. A estratégia envolve ações em resposta . realizada em quatro empresas americanas: DuPont. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado.

Assim. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. apesar das críticas. Analisando a partir de uma visão contingencial. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. Ao invés de teorias antagônicas. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. a visão contingencial mostra que. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente. de fato. que. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. que. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. não há novidade na visão contingencial. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. na verdade. ao contrário . não necessariamente levariam aos resultados almejados. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. professores da Harvard Business School. portanto. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. por meio do Menu Comunicação. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. por sua vez. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. Segundo Ferreira. Acredita-se. que é uma teoria eclética e bastante interativa. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. Para eles. página 06 Baseado nesses resultados. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. processos essencialmente antagônicos. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. Segundo a pesquisa. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. Argumentam que. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. condições econômicas flutuantes. a Teoria Contingencial é vista como eclética.

As Reformas Administrativas aula 03 . A princípio.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 . Para visualizar a correção. Gestão . é necessário procurar entender a origem do Estado. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.Evolução do Estado aula 02 .exercícios de auto-avaliação . Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado. Acesso pelo menu "Avaliação". botão Avaliações. Lembre-se de que caso seja necessário. que serão corrigidos pelos tutores.Megatendências Futuras aula 08 . outra relativa aos motivos .de muitas que vimos nas aulas anteriores. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Modernização da Administração Pública aula 04 .Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 .Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 .Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. O acesso é pelo menu Avaliação.Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 . disponíveis ao final de cada módulo.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 . Modulo II Módulo II aula 01 . que possuem a estagnação como característica.

há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. de violência ou de conquista . que levou à criação do Estado. sem dúvida. E em seguida: “.. Dalmo de Abreu Dallari. senão impossível. nos “Diálogos”. não por um ato puramente voluntário. dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. no entanto. como Eduardo Meyer."Mensagem") ou por e-mail. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. apresentando. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado. ou seja. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. e. De qualquer forma. de maneira sintética e abrangente. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . em comum.o núcleo social fundamental situa-se na família.. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. a crença de que foi a vontade de alguns homens. Em caso de dúvidas. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . origem em atos de força. ou de todos os homens. o que. o conjunto dos habitantes . mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. origem em causas econômicas ou patrimoniais . mas todos nós precisamos de muitas coisas”. ele acha-se integrado em uma organização social. três correntes prevalecem. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. Para alguns estudiosos. desde que o homem vive sobre a terra. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. quando. cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro.que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. de Maquiavel. A denominação “Estado”. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades. ninguém basta a si mesmo. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. o Estado. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. existem inúmeras teorias. escrito em 1513. assim como a própria sociedade. existem também inúmeras teorias. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais. como a soberania. Dessa forma. existiu sempre. “estar firme”. no Livro II de “A República”. o que só ocorre a partir do século XVII. disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política.sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. do latim.

Desse . representam o que podemos chamar de governo democrático. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. Engels expõe claramente essa opinião. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. O Estado Antigo. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. a autarquia. O conceito de cidade-Estado. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. Quando o Imperador Romano Caracala. todavia. concedeu a naturalização de todos os povos do Império. a influência de fatores externos à sociedade. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. cujo principal representante é Robert Lowie. religião. a idéia de integração de uma sociedade política. em todas as sociedade humanas. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. é certamente uma marca do Estado Grego. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. mesmo que somente membros da elite.C. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. página 04 O Estado Romano. e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado.de acordo com essa teoria. firma-se a unidade da Igreja e. Com o Cristianismo. assim. Modernamente. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”.recebe o nome de cidade ou Estado”. organização econômica e política e o próprio Estado. o motivo econômico. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo. conseqüentemente. “A Origem da Família. as quais. é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. ou seja. Desse modo. Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. No entanto. Assim. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. Estado Medieval e Estado Moderno. Estado Grego. em 212 D. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. A África é um bom exemplo da primeira situação. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. Com relação ao Estado Grego. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. Em uma de suas principais obras. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã. Estado Romano. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. Não há. da Propriedade Privada e do Estado”. A noção de auto-suficiência. Sob essa perspectiva. o Estado é um germe. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais). uma potencialidade. surge a idéia do Estado Universal. portanto. levando à sua constituição.

dentro de uma precisa delimitação territorial.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. aula 02 . pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais. o território. O Estado Moderno é. mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. na verdade. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. bem como a enorme instabilidade política.Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. não deixa de ser um reflexo do Estado Romano. Gestão . econômica e religiosa deles decorrentes. na busca pela soberania. É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos. de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. pelo menos. sistemas de pessoal e programas locais de mudança. é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno. As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. Ou seja. sob a óptica do Ocidente. em Avaliações. revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. o povo e a finalidade. já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver. social. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". pessoais e processos. as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito. mediante reformas de todo o sistema ou. É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir.conflito e do fortalecimento do feudalismo. como estruturas administrativas. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. Evidentemente. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou. .organização e estrutura da máquina governamental. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. De maneira geral. o Estado Moderno.exercícios de autoavaliação . Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania.

e não no de resultados (eficácia). dentre outras. profissionalismo. A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública.execução de programas.preservação e manutenção do capital público. empowerment . Porém. 5. Por essa razão. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing. 7. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. nem boa qualidade. principalmente. No patrimonialismo. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). Os primeiros são. anti-corrupção. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores.formulação de políticas Públicas. pois não garantia rapidez. pois isso reduz a resistência. caro e ineficiente. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. atendimento de reclamações. qualidade total. serviços públicos voltados para o consumidor. a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança. em sua maioria. . Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. Essa característica. a qual predominou durante as monarquias absolutas. eficiência e qualidade. cuja função era. garantir a propriedade e os contratos.participação do público: voluntarismo. pois. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo. etc. 6. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. com o passar dos tempos. Na realidade esse modelo administrativo é lento. desburocratização. que surgiram no século XIX. o patrimônio público e o privado eram confundidos.2. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas.ética Pública: honestidade. Segundo alguns historiadores. 8. 3.práticas de gestão Pública – O&M. os servidores e os funcionários/empregados. Porém. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. Sendo assim.elaboração de orçamento público e administração financeira. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares. após as mudanças. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro. isso tem acontecido bastante. que era bastante precária no modelo anterior. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. 4. pagamento por desempenho. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno.

A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60. Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX. mas de um gerente de ótima qualidade. o problema da eficiência tornou-se essencial. 1.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. infelizmente. com um melhor controle e uma melhor qualidade. por isso.página 03 Porém. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar. por uma série de fatores.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. 3. que o problema brasileiro é essencialmente gerencial. dimensão cultural e uma dimensão gestão. mediante o Decreto – Lei 200/1967. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial. fracassou. Logo. Porém. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. 2. O que Tancredo quis dizer? Bem. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. não de um estadista. E é justamente isso que estamos buscando. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública. .

Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida. como é o caso da previdência pública. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. e o processo vem tendo continuidade. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. com foco em setores públicos específicos. Como todos sabemos. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. nos resultados e no cidadão-cliente. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. a tal reforma não vingou. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. 1998. a qual será constituída de reformas administrativas. Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. Cláudia. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. ao longo dos anos. a modernização da gestão. além da promoção da qualidade no serviço público.87). A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. abertura e alegada modernidade. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. De início. p. desestatização. da legislação relativa ao controle da coisa pública. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. etc. com alterações menos amplas. . desregulamentação. com foco na otimização gerencial. E como era de se esperar.

. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente. Como poderíamos resumir.Gestão . página 02 Correto. Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada. o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. em meio ao debate jurídico e político. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. fala-se muito em "Nova Administração Pública". então. com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. Acesso pelo menu "Avaliação". embora expressa de uma nova maneira. No entanto. que. que também recebeu. a alcunha de "Administração Gerencial". O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. de 4/6/1998). podendo estar associados a componentes sociais. em Avaliações.Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. em essência. muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo. A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que. Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. a introdução de regulamentos externos. um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu. a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19. no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. aula 03 .exercícios de autoavaliação .

tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. o abandono do alto grau de padronização. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. Ou seja. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. Para alguns críticos. Modelo 4: orientação para o serviço público. • Redução na folha de pagamento. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2. • Alianças estratégicas entre organizações. pg.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. esbanjador. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. . Modelo 2: downsizing e descentralização. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. ao contrário deste.orientado por noções rudimentares de eficiência. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade. 1999. o modelo é inadequado. • abordagem voltada para o valor. • confiança na opinião do usuário. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. enfatiza o papel dos valores. • conceito de cidadania. 33). “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. cultura.

passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. não são indicados para a Administração Pública. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental. regulamento ou lei que o instituiu. há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. portanto. Sendo assim. seja ela da nacionalidade que for. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais. página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global.exercícios de autoavaliação . e com foco na atividade fim dessa entidade. conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. Procure saná-las logo que apareçam. definido por seu estatuto.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . Acesso pelo menu "Avaliação". norma ou lei aplicada à esfera governamental. a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada. Desse modo. em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. entretanto. Gestão . Não acumule dúvidas. A busca de um modelo gerencial eficiente. Entretanto. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. bem como de cada regulamento. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”. É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. será possível identificar. aula 04 .

sem enxergar a causa do fogo. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente. consultor e professor da Harvard Business School. página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. A estrutura. pode ser uma excelente arma competitiva. que se move ao capricho dos ventos da concorrência. Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. De fato. agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. antecipando-se aos seus concorrentes. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. a condução da liderança e o controle das atividades. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. Fonte: http://www. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais. . lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. no corre-corre do dia-a-dia. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática.ephorie.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. suas funções. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva.de/images/porter1.

ou seja. como. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance.C. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva). recursos financeiros e materiais). Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva. a empresa. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade. página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país. Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação. a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. que são convertidos em bens e serviços. quando ocorreu a crise energética no governo de F. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam.com/pt . É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade. que necessita de insumos (recursos humanos. Fonte: http://www. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas. Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações. indiretamente.businessinportugal. Por exemplo. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria. governamental ou do chamado Terceiro Setor.. ampliando a competitividade nesse setor. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico.H. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. agindo sobre o poder de compra dos clientes.

página 05 Além de analisar o ambiente geral. • o poder de barganha dos fornecedores. a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. e esta definição pode ser ou não mais ampla.unisal. Fonte: http://www. Entretanto. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. nível educacional. Para analisar o ambiente geral. pois produz também água e sucos. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. . definido pelo tamanho do fornecedor. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. A Coca-Cola.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. que é determinada pelo número de concorrentes. câmbio. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si. • legais: leis. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área.am. • econômicos: juros.Assim. impostos e taxas aplicáveis ao setor. • a potencial de entrada de novos concorrentes. pois ampliaria demais o seu foco competitivo. inflação e índices de preços. por exemplo. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. cultura. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. tendências populacionais. seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda. avanços tecnológicos e custos envolvidos. renda. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. influências políticas e de demais grupos de interesse. nível de emprego. estilo de vida. integração das empresas e armas competitivas utilizadas). assim como pela reação dos concorrentes existentes. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. Para ter valor gerencial.

ou seja. No processo de top-down (de cima para baixo). priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. os gestores buscam resolver este problema. no caso das ameaças. Já. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. O planejamento é um aprendizado contínuo. devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. em outras palavras.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. buscando aprender com os erros cometidos. na dissociação entre pensar e agir. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. sem maiores custos. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. Muitas vezes. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. Nesses casos. Entretanto. a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. ampliando o controle. Entretanto. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. Por outro lado. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. que serão determinantes para a lucratividade do setor. Analisados os aspectos ambientais. a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. ou seja. se bem aproveitados. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. ou seja. em geral. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. tático e operacional). É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna. quanto maior for à intensidade dessas forças. durante a análise do ambiente externo. página 08 . que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas.

exercícios de autoavaliação . é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. Bom estudo! Qualquer dúvida. de acompanhamento. a intensificação das redes e das parcerias. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia. se bem aplicado. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas. Assim. É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações. atuando como um instrumento de comunicação. pode tornar a gestão empresarial mais competitiva.Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. a ampliação das exigências dos clientes. A globalização dos mercados.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? . e. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. a definição das diretrizes organizacionais (missão. O diagnóstico estratégico. é só entrar em contato. O papel da liderança. para colocá-lo efetivamente em prática. O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos. segundo essa concepção. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. suas funções e seus limites. visão e objetivos). a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. pelo qual novas estratégias podem emergir. conclusão Conclusão Em suma. mostrando que o planejamento.Nesse sentido. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . vai além de prever estratégias. Gestão .

em particular. Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições. 1992). das partes para o todo. . As estratégias são claras. Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright. . contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. simples e únicas. da organização. para dentro e para cima. dos pontos fracos (Weaknesses).player: É um truque específico para enganar um concorrente.com Para Mintzberg.perspectiva: visão da empresa. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas. .Fonte: http://www. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. ou seja. já citadas acima.internationalspeakers. . Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts). no processo de pensamento consciente. Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil. página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. ao contrário. a formulação se faz por etapas. Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa.plano: direção.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora). caminho que se pretende atingir.padrão: olhar o comportamento realizado. sugere várias definições. . estas cinco: .

Paralelo à escola do desenho. orçamentos. e . Escola Empreendedora . poder de barganha dos fornecedores da empresa. Escola do Posicionamento .atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente. página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas. P&D (Pesquisa e Desenvolvimento).Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário.br/IMAGENS/construcao. e . onde o plano estratégico divide-se em duas partes: . Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group).C. foco em custo e foco na diferenciação. como: . Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute. diversificação.matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”). delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos. que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas.plano corporativo – desinvestimentos. poder de barganha dos clientes da empresa. e .Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico. deriva do livro de H.Fonte: http://www. Foca no processo de visão executiva. ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes. O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes. em 400 a.curva de experiência. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: .sinttelrs.plano das operações – produtos.org. aquisições e fusões.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias. Igor Ansoff (1965). opondo-se à escola do planejamento por se basear na . diferenciação. programas e planos operacionais). resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista.gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal. O conceito de estratégia militar de Sun Tzu. marketing e financeiro.. O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos.

estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente.subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo. alianças.Vários (1971/84) Um processo negocial. Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças. aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). e . que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento. às vezes poder político interno ou externo (parcerias. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito. O processo se baseia na visão do líder criativo. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. para podermos compreender a formação da estratégia.intuição. Fonte: http://www. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador. A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: . em perspectivas e senso de longo prazo. Compreender a mente humana e o cérebro humano. e é onde encontramos barreiras. Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas. embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil.objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo. mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário. As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. fusões.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social.Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente. A estratégia só é obtida através do poder. Escola do Poder .net/ Escola Cultural . página 04 Escola do Aprendizado . É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade. A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida. . join-ventures.comunications-plus. é aquele que tem a idéia do negócio. Para Joseph Shumpeter.

ou seja. Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro. Porém. . o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. e todos os seus recursos (financeiros. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". sendo a preferida dos consultores. Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado.Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador. o ambiente situacional. resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos. A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia. também. Fala sobre as exigências do ambiente. analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais.Transformação = processo de geração de estratégica. Gestão .exercícios de autoavaliação . . em Avaliações.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo. quando o assunto é empresa e objetivos. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática. não existe uma definição única do que é estratégia. A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. Em suma.Configuração = estado da organização e todo seu contexto. A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos.) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . estrutura. Escola da Configuração . como vimos nesta aula. equipamentos. pessoal. aula 06 . etc. Assim sendo. Dessa forma. entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar. para Mintzberg.página 05 Escola Ambiental .

Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. muitas vezes. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. diz respeito à gestão de governo. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional. ANSOFF e DECLERK (1987). com isso podemos analisar sua eficácia futura. e utilizamos.com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. estamos começando a debater o problema do planejamento. inimagináveis. à arte de governar. para nós e para os outros. que observa o futuro como mera conseqüência do passado. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não.brazilstockphotos. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus. visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. de maneira disciplinada. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura. assim. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão. Fonte: www. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . diz respeito a um conjunto de princípios teóricos. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. O processo de planejamento.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam. Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. cuja essência é organizar. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. Segundo HAX e MAJLUF (1984). procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura.

O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes. de fazer política. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. nem o carisma da liderança.com. Neste modo de ver a política. e vice-versa.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais. Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. . com capacidades diferenciadas de planejamento. o governo e o planejamento. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias. que. onde tudo se decide. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política.revistaturismo. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão. a negociação e o consenso. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. já não existe mais.passado. ao contrário. uma relevância destacada. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar. por sua vez. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. no sentido mais original deste termo. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. único e objetivo. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples. nesse contexto. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. O “diagnóstico” tradicional. que influenciam os demais atores do processo estratégico. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica. solidariedade ou experiências construtivas. A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. em 11 de setembro de 2001. muitos parecem acostumados às notícias ruins. as respeitamos. ou incompreensível. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária. que se possa falar de alternativas. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana.centrus. Quando se trata de Economia. A construção de um mundo solidário. mas alguns acham até estranho. Fonte: www. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho.com. Nossa missão é diferente. que começou há décadas e não terminará em uma semana. . mas isto não ocorre do dia para a noite.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego.

de viver com menos ou de trabalhar menos. nós. visando decidir.” Já o cientista Toffler. nos Três Poderes. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”. Em outro livro. com a popularização dos computadores e da Internet. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores.” . os valores da vida acima dos valores materiais. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global.com. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. e que. em geral. por nossa parte. gradualmente. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. conseqüentemente. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. em seu livro mais famoso. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. É uma conquista. inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo. as prioridades dos vários níveis de orçamento público.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. intelectual. Tomando Aristóteles como ponto de partida. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. em outras de suas obras. realizada no Rio de Janeiro. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. espiritual e social. possibilitando uma melhor preservação ambiental. Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa. Para esses pesquisadores. Este processo. A Terceira Onda. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. apesar dos discursos bonitos. em junho de 1992.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. entre outras coisas. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções.velardez. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico.

possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida. implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação.com. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. É claro que.pontogemini. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo. Assim. para que essas soluções sejam postas em prática. unicamente.blogger. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado.br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. apesar de necessária. mas precisam ser socialmente justas.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. visando a melhor formação dos participantes. promovendo oportunidade de ensino. A mudança de modelo. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. Fonte: http://www. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. a proposta sugere uma humanização do capitalismo. No plano público. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. das organizações terroristas.

poucos resultados. O ILB atua. preparando-os para cumprir. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento. o atual Governo. suas atribuições.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. ao adquirirem maior grau de instrução. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. mas também na iniciativa privada. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. metodologias e informações desatualizadas e que.com. na capacitação técnico-profissional dos servidores. não apenas pelo governo. autoridades e dirigentes do Legislativo. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. de modernização e integração do Poder Legislativo. sem dúvida. como as prefeituras municipais. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. De forma que.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. página 06 Em termos de educação continuada. o caminho a ser buscado. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal. os maiores interessados são os próprios funcionários. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. com zelo e eficiência. mas também aberto ao público em geral. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição. apesar de inúmeras dificuldades. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se . que comumente representam gastos elevados. com o passar do tempo. Na esfera legislativa. interessado nessa forma inovadora de ensino. principalmente.eurofarma. além do interesse do Governo Federal em seus servidores. o Senado Federal. à educação continuada.Fonte: http:/www. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. não apenas governamental. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. que. os funcionários acabam esquecendo. Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional.

Acesso pelo menu "Avaliação". servidores e profissionais diversos. a recomposição da força de trabalho. Gestão . lazer e entretenimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania. sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . isso não é qualidade de vida. mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições. Mas o que fazer se o dinheiro. aula 08 . há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. cada vez mais. as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. Avaliações. para ser um fórum permanente de debates de idéias. Afinal. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias. A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. à disposição da sociedade. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. de certa forma. Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. na maioria das vezes. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro. E realmente. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento. a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando.exercícios de auto-avaliação .Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. pois precisamos tempo para dedicação à família.

no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”.intercomtext. justiça social. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas. e mais do que isso é a compreensão. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. à participação e colaboração de cada cidadão. por parte da sociedade. democráticas e sustentáveis. ou seja. Governar para as peculiaridades de cada região. dessa forma. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. que trazem à tona as diferenças entre cada região. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária.com/globo. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. gerando. tudo isso. assentado em valores como paz. página 03 . atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. sociais e econômicas. o que chamamos de regionalismos. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. e por que não dizer essencial. eqüidade. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. Fonte: http://www. solidariedade. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder.

mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. a publicação. seguem as características e prioridades de cada região. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. Todos os Estados querem um governo central transparente. em todos os níveis e classes que as compõem. vividos por muitos governos municipais. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. Além disso. não cabendo a apenas uma secretaria. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo.Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. devendo ser direta e objetiva. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. ganha destaque o controle social das ações do Governo. a agilidade e a eficácia das ações de governo. integralmente. orientadas para resolver problemas específicos da população. a eficiência. garantindo a transparência. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. com um perfil protagonista.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. portanto.exercícios de autoavaliação . para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. Desse modo. . buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. participativo e regulador. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. de acordo com as aspirações e demandas de sua população. ou a uma área específica do governo. sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. democrático e forte. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". em conjunto com os conselhos de representantes. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. erros e acertos. uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. caracterizando a figura de subprefeituras. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. Essa orientação pode mobilizar. com maior participação da sociedade. Gestão . que. de maneira total e descentralizada. conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. especialmente dos mais pobres. muitas vezes. e. a Administração Pública.

É importante ressaltar que a pressão da sociedade. Contudo. o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais. para aumentar a qualidade de vida da população”. Fonte: http://identidad-globalizacion. Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública. é preciso agir. a credibilidade e a confiança da sociedade. . A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública.aula 09 . Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito. promovendo maior produtividade. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem.net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura. ansiosa por melhores resultados em educação. saúde. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional. assim. para se adaptar aos novos tempos. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. redução de custos e prazos.crosses.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços).

mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade. De acordo com Osborne (1995). são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos. o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático.” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas. Historicamente. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. das políticas. a eficiência e a eficácia da gestão pública.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. chegando a causar revoluções. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados. tanto em relação ao proposto e planejado.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas. com ética e transparência. dos orçamentos. . Para Peter Drucker. metas e resultados alcançados. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados. como em relação aos custos despendidos. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos. estimulados a participar da vida sócio-política. Fonte: http://www. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo.mmschool. o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados. cada vez mais. as sociedades demandam. na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral.jpg De fato. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo. que.

Gestão . Para Sveiby (2000). e. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores. Acesso pelo menu "Avaliação". mesmo que permaneçam.exercícios de auto-avaliação .emocionol. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a base tradicional do capitalismo. no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.com/cerebro33. porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo. Dessa forma. as empresas têm que investir em seus recursos humanos. Fonte: http://www. sendo que.e até mesmo na sobrevivência da espécie.As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . em Avaliações. para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho. muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa. as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa. aula 10 . criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo. para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e. os meios de produção.jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela. Na visão de Drucker (1996). não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. capazes de promover. há bem pouco tempo.

Vale ressaltar que. Em seguida.br/img/helio3. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996. • Responsabilização e trabalho em equipe. premiou vinte experiências. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. pelos indivíduos. página 02 Fonte: http://www.desburocratizar.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal. tem pouco a ver com o ineditismo. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. • Foco no cidadão – usuário. dos três Poderes. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. revestidos do mandato da representação da coletividade. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso. vamos analisá-las para uma melhor compreensão. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. nesse caso.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo. a partir de 1999. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade.org. Porém. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. a inovação. • Aumento da eficácia e eficiência. que. de acordo com a doutrina de Montesquieu. • Transparência dos processos decisórios. . é a vez do Poder Legislativo Derivado. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. nos primeiros anos. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. mediante os agentes públicos. é.

no âmbito do Poder Legislativo. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. dada sua natureza constitucional. entendidos os conceitos iniciais. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. Por essa razão. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. mostram que as transformações realmente já começaram. portanto. qualquer função administrativa. As funções principais do Poder Legislativo. Desse modo. página 05 . o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. Os resultados do concurso. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. por meio de eleições diretas e periódicas. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. são incumbidas ao Congresso Nacional. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. Enfim. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. de modo estrito. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. Por exemplo. Entretanto. nesses últimos anos de existência. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. por meio da elaboração de leis. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. eficiente e democrático. Na presente unidade. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. o Legislativo e o Judiciário. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. busca reconhecer e valorizar as equipes. faremos uma breve descrição acerca das funções que. É sobre isso. visando atender às demandas da sociedade. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. é um poder delegado. com custos menores. No caso da função legislativa. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. que falaremos agora. no modelo brasileiro. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. então.

58 da Carta vigente à época. competência e objetivos. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo. na Constituição de 1967. conforme disposto no art. Fonte: http://www. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. Mais adiante trataremos da medida provisória. estabelecendo competências. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente. quanto sua forma. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira.br/capa . E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988.No que diz respeito à função legislativa. os quais foram modificados pela Constituição de 1988. O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal. vedações.tancredo. examinando o quadro acima. Sob esse aspecto. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico.adv. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. página 06 Entretanto. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo.

É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. No entanto. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. Além disso. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. c) De uma maneira geral. sobre o Prêmio Hélio Beltrão. A forma de elaboração. A Constituição de 1988. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. que tratam da edição de leis propriamente dita. Podemos citar ainda algumas outras. b) O Tribunal de Contas da União. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo.Com o instrumento do decreto-lei. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. que limitou a edição de medidas provisórias. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. as competências para proposição de projetos de lei. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. em tese. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. . órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. algo que jamais havia ocorrido na história do país. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. O Poder Executivo. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. tentou minimizar o problema. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. deveria ser exclusivo do Legislativo. em um primeiro momento. Havia. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. instituindo a medida provisória. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. página 07 O processo de transformação continuou e. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. sobre as funções legislativas. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. desse modo. enfim. por seu turno. permitindo uma única reedição. mais amplas. o Executivo dispunha de um poder que. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. em 2001. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. sem apreciação das Casas Legislativas. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo.

evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória. Gestão . que serão corrigidos pelos tutores. e uma maior transparência na coisa pública.Comunicação Institucional aula 08 .sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988.Negociação Ganha X Ganha aula 05 . Modulo III Módulo III aula 01 . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Ferramentas Gerenciais aula 10 .exercícios de auto-avaliação .Inteligência Emocional aula 06 .Organização Informal aula 04 . seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas . Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Para visualizar a correção.Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000). Lembre-se de que caso seja necessário. Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo. o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União. a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial.Motivação aula 02 .Dinâmica de Grupo aula 09 . disponíveis ao final de cada módulo. O acesso é pelo menu Avaliação.Estilos de Liderança aula 03 .Inteligências Múltiplas aula 07 . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Acesso pelo menu "Avaliação". botão Avaliações.A Janela de Johari aula 01 . clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. o novo ciclo orçamentário.

advindo do ambiente. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. há três premissas que justificam o comportamento humano. porém sempre direcionado para uma finalidade. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. De modo geral. Apesar de os padrões de comportamento serem variados. Algo intrínseco. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . Sendo assim. somente depois. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. Porém. o processo do qual eles resultam é. motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. acreditamos e prevemos. praticamente. O comportamento é orientado para objetivos. O comportamento é motivado. uma incitação. Nesse caso. os valores sociais e as capacidades variam. uma necessidade.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. Ou seja. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. . Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. O comportamento não é fortuito nem aleatório. ou seja. estudarmos os demais. em cada um de nós. O que seria motivação para você? Bem. As pessoas são diferentes no que tange à motivação. concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. Analisando as suposições acima. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. conforme a situação. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. as necessidades. é baseado na motivação que iremos responder. Quais são elas? O comportamento é um efeito. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. Neste caso. Em caso de dúvidas. existe um impulso. o mesmo para todas as pessoas. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo."Mensagem") ou por e-mail. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). Para um comportamento de atitude tomada. Para dificultar ainda mais.

sentimentos de valor. . A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. poder. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. fraqueza. cuja base contém as necessidades primárias. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção. de afeto e amor. a troca de amizade. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. São as necessidades básicas de todo indivíduo. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. de abrigo e reprodução da espécie. Com essas necessidades satisfeitas. de repouso e descanso. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. ou seja. Agora veremos o que representa cada uma delas. Para Maslow. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. psicólogo americano. as necessidades mais baixas e recorrentes.. há o desejo de segurança. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. ou seja.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. 2000. dentro ou fora do ambiente organizacional. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas. Observe a figura abaixo. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. Caso contrário. uma auto-avaliação e auto-estima. força. as mais sofisticadas e intelectualizadas. O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. surgem sentimentos de inferioridade. como de alimentação (fome e sede). situam-se no topo da pirâmide hierárquica. desamparo. dentre outros. você tem condições de possuir autoconfiança. podendo levar-lhe ao desânimo. Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. p. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. conforme o tempo). Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias.. pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa. desenvolveu uma teoria.85). Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas.

Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar. vai depender daquilo que você . Porém. Contudo. políticas da empresa. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. simplesmente evitam a insatisfação. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. Para Vroom. Por exemplo: o salário. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados. quando precários. tornando o ambiente de trabalho agradável. página 04 Agora. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. em sua teoria. iremos estudar a teoria de Herzberg. 2. provocam insatisfação. etc. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. benefícios sociais. comumente. 2. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. 2000.87). segurança no cargo. “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. dinheiro. relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. p. utilizados pelas organizações. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. são eles: 1.Portanto. reconhecimento. por exemplo. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais. 2000. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo. três fatores são determinantes em cada indivíduo. p. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. Constituem os fatores que são. A teoria dos dois fatores de Herzberg.90).

conseqüentemente. No tratamento com os funcionários. Porém todos precisam ser motivados. Contudo.. uns se contentam com pouco.. se assim o fizerem. dentre outros. 2001. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. 102). dependerá dos valores. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção. haverá separação. mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações. se necessário. Aquilo que o motiva.. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. “. Porém. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. jantares. festas. terá uma forte motivação para produzir mais. uma empresa é tudo. podem trazer problemas à organização. Porém. outros estão em uma eterna busca. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas. O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo. provavelmente.considerar como prioridade na sua vida pessoal. automaticamente irá se esforçar menos. como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel.” (Griffin. as demais também desaparecerão. na frase de Maquiavel (2001). se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado.500 anos. p. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade. página 06 Pode-se verificar. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. p. 3. Pois. Se você tem como objetivo obter um salário maior.. Em uma empresa. Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. Diante disso. como foi visto no início. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. 1994. se as recompensas forem deficientes.105).19). Se a fé diminuir. . seja ela de natureza pública ou privada. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. trarão somente benefícios àquele que o motivou. p. mesmo há 2. Caso contrário. para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. Por fim. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. que pessoas precisam ser motivadas e. Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. 2002. bonificação em função de desempenho. Caso tal área tenda à entropia. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. não motivará seu colega. Isso se o salário for baseado na produção.

Gestão . página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir. criativa. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança. Acesso pelo menu "Avaliação". A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. Ao observarmos um líder. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. de forma diferenciada. em Avaliações. mas é legitimado pelo grupo e não. que possuem personalidade. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. aula 02 . o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. Porém mesmo com todas essas diferenças. Sendo assim. veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho. dentro de uma mesma organização. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. liderança é uma técnica que pode ser assimilada. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo. nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. A postura atual do líder deve ser empreendedora. indicando a direção a ser seguida. Todavia. necessariamente. Logo. existem pontos em comum entre indivíduos. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. . poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função. como dos liderados para com o líder. porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. ‘bom’. aparência e caráter distintos.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Isto é. o poder de mando existe. pela hierarquia. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. para a obtenção de resultados satisfatórios. Destarte. é notório o valor de um líder servindo de bússola. Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio.exercícios de autoavaliação .Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”.

4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros. leitura especializada. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se. e seu espírito é entusiasta. São abertas na maneira simples. 1994. escutam os outros. esperançoso e cheio de fé”. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis. no potencial subjacente de todas as pessoas.indg. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. Possuem vários amigos. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa. ou seja. p. realmente. dava também ao povo. Acreditam. para cima. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre.10). Os líderes vivem de maneira sensata o presente. . assistem a aulas.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. 1994. Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas. descobrem que nada sabem. um eterno aprendizado. procuram treinamento. Quanto mais sabem. aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos. positiva. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. baseadas em 8 princípios. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses.. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www. “São capazes de reconhecer seu próprio valor. agradável e feliz. p. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes.9). Sua atitude é otimista.. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha.com. porém poucos confidentes. (Covey.

além de serem bastante produtivas e criativas. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização. p. Ou seja. pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. Porém.232). a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu.73). 1994. inclusive você. agressivos. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. O mesmo ocorre com os líderes. Além de estar sempre mostrando a eles que. p. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999). a emocional e a espiritual. domínio e fortes convicções em suas crenças.12). “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. p. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. Quando algo acontece. . Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático. “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. voltada para o serviço” (Covey. são elas: a física. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. influencia seus seguidores através de processos atraentes. é a jóia do reino” (Sun Tzu. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. podemos adentrar nesse assunto. deve ser atribuído a algum fator. propriamente dito. p. São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança. confiança de que eles conseguem alcançá-las. liderança carismática. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. a mental. Com isso. Porém. cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano.7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. faz auto–sacrifícios para atingir o desejado. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança. São elas: teoria de atribuição de liderança. se for necessário. normalmente. 1994. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. Estilos de liderança para Robbins (1999).105). São elas: confiança extremamente alta. p. a seus seguidores.14). liderança transacional versus transformacional e liderança visionária. compreensivos e dispostos para o trabalho. 1999. articulados por eles próprios. 2001. 2002. O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra.

a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional.Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas.235). ver como se comportaram nas guerras. O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. 3. Suas negociações são bem . produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. 1. 2001. em tempo real. Mas. antes deles. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. são de fácil convivência.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções. Maquiavel. E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional. mas têm princípios firmes e imutáveis. 1999. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. sobretudo. Além de inquiridores e prestativos. 5. Além disso. a partir de acontecimentos presentes e passados. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. em seu livro O Príncipe.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. procrastinador. planejador e realizador. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. 4. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. 71). paralisador. pode ser feito um paralelo à motivação. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados. é um exemplo de líder visionário. p. ele deve explicar a visão aos outros. 2. Por fim. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. haviam sido louvados e glorificados.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões. Sendo assim. p. Os perfis são os seguintes: destruidor. e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras.

Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. conclusão Conclusão . porém não necessariamente todos são líderes. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. então. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais. porém a essência é praticamente a mesma. As denominações de estilos são variadas. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. dependendo do modo como agir. conforme podemos visualizar no quadro abaixo.sucedidas. diversas nomenclaturas. Procure saná-las logo que apareçam. seus empreendimentos sempre são concluídos. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. Porém o chefe pode se transformar em um líder. Não acumule dúvidas. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. Além de trazer ordem e segurança. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. Líderes carismáticos ou autoritários. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. Já o líder trata com a mudança.

O importante é a postura de um líder. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. níveis hierárquicos etc. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos. relações funcionais. Depois de termos visto sobre organização. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações. Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. Gestão . Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001). A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.exercícios de autoavaliação . cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. . aula 03 . vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. também. estrutura organizacional e organização formal. não existe um estilo de liderança modelo ou desejado. a liderança autoritária não soaria mal. que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. Acesso pelo menu "Avaliação". cargos. agrupadas e coordenadas. podemos dar início às organizações informais. Para isso daremos um breve conceito de organização.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. ao contrário. No entanto se a situação for de combate. Essa postura deve ser empreendedora e criativa. pode ser carismático. E o autoritário. isso se torna algo difícil de executar”. em Avaliações. talvez fosse a melhor solução. a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. devido às próprias condições humanas e ambientais. Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. Em contraposição à organização formal. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Para que a organização de uma empresa seja adequada.Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico. Porém. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. Porém. pois em um mercado competitivo como o nosso. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos.

não aparecem no organograma. precisa e didática. todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. já vimos a importância. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. Em seguida discorreremos sobre cada um deles. Caso não existissem os grupos informais. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. desenvolvida por Elton Mayo. devido à proximidade física. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. . como amizades ou inimizades. página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. infelizmente. No quadro abaixo. da presença de grupos informais em uma empresa. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. grupos que se identificam ou não. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. com a Experiência de Hawthorne. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. para os indivíduos. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam.

por meios implícitos. Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. O expediente tem início às 8h. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. expectativas e valores. Cada organização é um sistema complexo e humano. 2000. com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. O quadro abaixo indica quais são esses papéis. página 05 . “Cultura organizacional significa um modo de vida.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização. com características próprias. Imaginemos a seguinte situação. um sistema de crenças. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. p. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais. Daremos início ao terceiro componente. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. Ao se comportar dessa maneira. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. que são os grupos informais. Agora vamos dar início ao segundo. podendo acarretar problemas. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho.531).

Vejamos alguns exemplos de crenças. valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia. São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. . Como as normas de conduta já mencionadas.Além das normas de conduta. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve. . Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva.

decoração das instalações etc.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. . O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional. Por fim.258). com direito a desavenças e o chefe representa o pai. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. como as pessoas se relacionam” (Maximiano. . ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. logotipos. de forma geral. daremos continuidade com cerimônias e rituais. Naturalmente. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas.. valores e preconceitos.A empresa é uma grande família. Entendidos crenças. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum. p. os símbolos. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. Exemplos de símbolos: uniformes. 2000. possui um importante papel dentro de uma empresa. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários. Esse elemento é formado por palavras. “Crenças. onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. objetos. o último componente a ser analisado da organização informal. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. Clima organizacional Clima organizacional. Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue.

algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. não esquecendo dos salários. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. Porém. Já a organização informal escapa a essas limitações. podem trazer malefícios.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. Porém é importante que participem pois. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. pois exprimem os interesses do grupo. limpeza e integração com os colegas. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. Por exemplo. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. a fim de verificar se a . Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. simplesmente. conclusão Conclusão As organizações informais são. ele fará parte de outro grupo informal. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. Contudo. Cada funcionário terá uma realidade percebida. através dos resultados obtidos. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos. infelizmente. o que produzirá sentimentos individuais. desde a localização física até os objetivos organizacionais. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. conseqüentemente. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. Podem ser maiores ou menores. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos.

Certamente. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros. geralmente. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. lados opostos com interesses. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto.Pede. comerciantes e também no local de trabalho. quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. então. documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos.exercícios de autoavaliação .informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. Ou seja. este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo. Pois. em Avaliações. aula 04 . As negociações acontecem todos os dias entre familiares. Gestão . Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha. a preparação é relevante quando o assunto é negociar.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. . conflitantes. quando uma relação agradável não é estabelecida.Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve. Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. em sua maioria. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente. Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. Acesso pelo menu "Avaliação". Ou seja. Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos.

é melhor conhecer quem será seu parceiro. a manutenção deve ser feita. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo.ganha. Em suma. Por um razão ou por outra. .relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo. ninguém. pois em um jogo. 3.cultivar um sentimento de confiança recíproco. talvez seja assim. Até soa mal! Em uma negociação ganha .planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. obtendo assim um desempenho satisfatório. Afinal. antes de discutir negócios para valer. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. Na vida. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. 2. também fazem perdedores. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. com o acordo estabelecido. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. a negociação está encerrada. jantares e conversas informais. inclusive você mesmo.permitir que o relacionamento se desenvolva. plenamente. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. O mesmo acontece nas negociações. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. um acordo já pode ser discutido de igual para igual. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. quer sentir-se um perdedor. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos. 2. ou seja. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação. É necessário fazer a manutenção do processo. o acordo é mútuo. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável. São eles: 1. uma vez conseguido um acordo satisfatório. dentre outros benefícios. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida. o método ganha-ganha é composto por quatro passos. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. Porém. Depois de consolidado um relacionamento amigável. ele não quererá mais jogar com você. página 03 Você pode estar pensando que. que traz. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. ou seja.

ao contrário do que alguns pensam. 4.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações. a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos. veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade. Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar.acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. Compreendido o que é negociação ganha-ganha.3. .

Ao todo. teremos então três finais. o resultado poderá ter dois desdobramentos. ela segue um único caminho. Observe: .página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação. quando não há um planejamento prévio. Quando uma negociação é planejada anteriormente.

induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas.tentam lhe distrair. Vamos analisar. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2. algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. Resista! 4. Ao negociar. .fazem ataques pessoais. 3. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha. tente ver sob todas as óticas possíveis. no momento da negociação. pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões. Assim. jamais com raiva. Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas. juntos. Ter.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. Rebata com bom humor. Para que você não seja surpreendido (a). Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes. listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1. o foco acaba desviando dos aspectos finais.

Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. imaginemos um negociador indeciso. Caso conheça. Ao contrário. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. O que podemos falar é para você se prevenir. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. Existe uma fase muito importante. Espero que você não conheça esse tipo. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. Lembre-se. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. e quando há o empate. a negociação ganha-ganha existe para provar . não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. ao contrário dos que muitos pensam. Se o taxista quiser tirar vantagem. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. ambos saem insatisfeitos. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. Assim sendo. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. uma negociação não é um jogo. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. Mentirosos: esse tipo é complicado. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. Contudo. acreditar nele. pois a negociação não termina com o acordo firmado. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. você é responsável pelo que acontece. a manutenção. é necessário que seja feito um plano de ação. e o pior. no qual um perde e o outro ganha. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. você até pode chegar ao seu destino. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. como conhecemos. com o aperto de mãos. ou seja. é capaz de ficar confuso. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. No momento do fechamento de acordo. honestos e moderados. a negociação não termina como acordo finalizado ou.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. Porém. Se você não estiver bem preparado. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. tempo e poder. preparar aquilo que se deseja conseguir. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha.

Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. é trabalhar as emoções a seu favor. por entendermos que é uma área de grande relevância. Algumas informações valiosas são sentimentos. a intrapessoal. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho.exercícios de autoavaliação . O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. Voltemos à autoconsciência. mas também fora dele. noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência. Em outras palavras. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. Com isso. página 02 Intrapessoal Primeiramente. comunicar e operar em . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". por exemplo. avaliações.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. aula 05 . ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. ou seja. esse não é o nosso foco. O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. sensações. Gestão . Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém. O que é. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. então.Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. ou seja. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída. Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. agir. A ajuda é um deles. está ao seu alcance. com certeza. Tendo consciência. ações e intenções. Porém. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções.

você e um colega de trabalho. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). Vamos. Depois conversaremos sobre isso. é através delas que aprendemos mais. Vejamos um exemplo claro. e você ainda não tem essa consciência. exercitar sua consciência sensorial. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. estamos no caminho certo. etc. Porém. Agora irá aprender como controlar suas emoções. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. audição. numa rua movimentada. Você está discutindo com uma pessoa. que ao desenvolver sua capacidade de comunicação. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. esclarecer e alterar suas avaliações. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. um neném chorando do outro lado da rua. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. pelo qual todos já passamos. Para controlar a raiva. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. só que regado por agressões verbais. ao prestar atenção em seus sentidos. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. mas. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. Provavelmente só lhe trarão malefícios. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. saber o rumo certo e como permanecer nele. você necessita de um giroscópio. O ‘bate-boca’ continua. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. com comércios e prédios nas proximidades. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. Daremos início a um passeio pela rua. olfato. Observamos. você será capaz de examinar. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. pois. um avião distante. Seus sentidos – visão. Preste atenção em todos os sons. sobre outras pessoas e diferentes situações. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). agora. b) como controlar suas emoções .diversas situações. você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. página 04 Por exemplo. se respondeu não. a maioria dos casos. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. Por exemplo. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. Vejamos outro exercício. Assim. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. pois está dominado(a) pelas emoções.

acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. Se você conseguir pensar assim. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. página 06 Como podemos observar. Mas um pouco depois. Se você compreender isso. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. Porém. Entre algumas frases. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. já será meio caminho andado. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. Nesse momento. recebendo mais nutrientes. você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. depois atentar para os seus pensamentos. esteja fugindo ou lutando. Na verdade. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. “não vou interrompê-lo”. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. dentre outros pensamentos um pouco piores. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. de modo que. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. 57). e se depara com um leão. caso esteja notória a sua raiva. Pronto. p. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. 1997. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. músculos e outras partes do seu corpo. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem. ele também está desarmado. porém lhe chama para combate. desarmado. Como o exemplo citado acima. órgãos. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. foram seus pensamentos sobre seu chefe. Creio que esse ponto você entenda um pouco. afinal. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. eles possam reagir melhor. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo.

em uma bela cachoeira.seu ambiente de trabalho. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. não? Nesse caso. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. descontroladas. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) . você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. que tal pensar em uma praia deserta. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. sejam boas ou ruins.e agradeça de forma sutil. Adote uma atitude passiva. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. e a meta é reduzir toda a tensão muscular. Só que você não sabe de um detalhe. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. faça em casa. de forma também sutil. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. cabeça. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. página 07 Normalmente. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. então. pense naquilo que achar mais agradável. a euforia e a confiança. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. E . Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. um ser sem reação. Sinta suas costas. Tente ignorar as distrações. os que estão à sua volta percebem? Com isso. suas alterações fisiológicas e seu comportamento. pernas. tais como a alegria. É fácil. e comente. O objetivo não é lhe transformar em um robô. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. a solução é fácil. ou até uma música tranqüila? Bem. E você não deseja fazer parte dessa lista. página 08 Veremos. se for boa. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. tranqüilo e com luminosidade adequada. respire profundamente. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. no máximo atos de excitação. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. Vamos. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. as reações positivas também necessitam de controle. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. Ou seja. E no final de duas semanas. agora. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado. e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. aprender a reconhecer as nossas atitudes. terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. Caso não tenha. Nada agradável. campo verde. não é? A partir de hoje. pessoas fracas. pense nele. ou então conte a seus familiares. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. Se for esse o problema. o contentamento. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). Encontre uma posição e roupas confortáveis. Apesar de o foco estar nas reações negativas. dentre outras inúmeras denominações. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. provavelmente. Alguma dor? Bem.

para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. inclusive você. se o diplomático é alguém que trabalha com você. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. Existem alguns passos a serem seguidos: . pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. o caminho é esse. Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. bem como sua avaliação de diferentes situações. Para que isso aconteça. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. em direção a outras pessoas. Agora. a inteligência emocional deve estar presente. A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. vulgarmente chamado de puxa-saco. Vamos agora aplicar. nas relações interpessoais. algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação.

Às vezes. Agora. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. se é percebido de maneira oposta. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. a sua linguagem subliminar. e. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. Por exemplo. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. além de percebermos as suas reações. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. quem sabe. Que tal. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. Sendo assim. você tende a ficar decepcionado (a) e. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. a programação prévia é válida nesses casos. simplesmente. é provável que suas idéias sejam questionadas. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. Se você é percebido como competente e inteligente. como levar em conta as expectativas do relacionamento. é necessário entender sobre os limites do relacionamento. muitas vezes. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. Ao analisarmos essa situação. analisar as reações que elas transmitem. Então. além disso. observar experiências ocorridas anteriormente. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. elas também têm suas percepções a seu respeito. caso contrário. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. porém. O que você faz? Decerto você seria . pois você terá que se abstrair de suas opiniões. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. ou seja. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. É uma tarefa que exige sabedoria. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. pois. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. fazendo isso. frustrado (a).Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. Vejamos agora. Porém. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. de forma inconsciente. Porém. Vamos a um exemplo. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito.

A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação. Em suma. Já esqueceu? Então podemos iniciar. ou seja. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. a sua inteligência intrapessoal. pois infelizmente. Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece. aula 06 . chama de QE . O quociente de inteligência (QI). Gestão . ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. vale a pena desenvolver essas inteligências. as duas se completam e formam o que.Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo. . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Daniel Goleman.simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. Assim. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais.Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo. em Avaliações.quociente emocional. pois. Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum.exercícios de autoavaliação . medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente. A dica foi dada. vocabulário e outras capacidades. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade.

Você deve estar se questionando. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. qual a finalidade dessa unidade? Bem. neurofisiológica). e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. nem que seja um pouco. p. convencer. Não existe uma única mensuração. “A competência lingüística é. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. transmitir informações ou simplesmente agradar. Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. em uma escala de 0 a 10. dentre outros. que não somos poetas praticantes.Vamos voltar ao passado. de fato. a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. quanto você mudou? Todos mudamos. jamais terminaríamos esse estudo. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. parabéns. nem pela Ciência. Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. 61). pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. “deliberadamente” e “propositadamente”. . estimular. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. Mas se você é um (a) poeta (isa). Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. palavras cruzadas. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. forca. há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora.

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

toda idéia. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança.”.. “a alegria é como uma piscina. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. Quaisquer que sejam os usos do corpo. cenas. “a estatística é como biquíni. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. por mais louca que seja. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. mas o que esconde é essencial”. Inteligência Corporal Cinestésica.. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. Lúcio Costa e Burle Max. 3. 2. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. . o jogo de xadrez seria um forte candidato. objetos. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. um exercício de comparação. diagramas. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. reconhecimento de locais. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. mais fácil será selecioná-las. quanto maior o número de idéias. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1. Agora é a sua vez. gráficos. o que mostra é interessante. será bem-vinda. formas geométricas. 4. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. análise de mapas.

Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. Índia. página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. . a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. Segundo Goleman. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. Em geral. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. e. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. considerado o atleta do século. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam. e não fez feio. e acabam perdoando mais o erro dos outros. A própria inteligência corporal. em uma visão externa. focalizada internamente. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. Pelé. diante da Inglaterra. Para Gardner. não era bom apenas com os pés. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. não tem dificuldade de morar sozinho. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. também se expressava muito bem jogando baseball. Não menos importante. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. Psicanálise. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. A dança pode refletir e validar a organização social. grande astro do basquete norte-americano.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais.

apesar de ter a inteligência lógico-matemática. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. É importante ressaltar que é apenas um treino. Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. em Avaliações. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. aula 07 .conselhos. oito ou nove tipos. mais o homem tem a ganhar com isso. a inteligência lógico-matemática. a corporal cinestésica e a pessoal. Se alguém entregá-lo um mapa. Gestão . quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). não ter a mínima noção de espaço. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL . em sete. não saberá o que fazer com aquilo. e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. Porém. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos. o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo.exercícios de autoavaliação . O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros. ajudas são papéis de seu excelente desempenho. tais como: ecológica e espiritual. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”. As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. Depois disso. Porém. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente. Pois como foi dito. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. e continuam se abrindo no decorrer dos anos. simplesmente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. suscetível a erros sob o prisma científico. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. Assim. Acesso pelo menu "Avaliação".

mesmo que Empresarial ou Organizacional. Bem. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas. objetivando um bom funcionamento organizacional. ao final. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. Vamos. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. os processos de recompensas. ajusta interesses. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. enfim. uma maior notoriedade por parte do público externo.emocional. controla os participantes internos e externos. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. bem como. pequenas/médias ou grandes empresas. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. implementável em qualquer instituição: pública ou privada. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. é a comunicação. sem dúvida. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. A comunicação. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. tanto interno quanto externo. gera influências. Vale lembrar que as normas. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. Porém. Ao analisarmos essa situação. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. pelo simples fato de existir. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. assumindo. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. então. recebem tratamento ao nível do código lingüístico. mediante a comunicação expressiva . mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. comunicação institucional. vamos ver agora sobre a comunicação institucional.

um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. porém não alcançarmos a eficácia. todos os processos que ele solicitou. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência. pois tiveram algumas falhas no percurso. você não elaborou uma crítica fundamentada. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. Porém. Bem. do problema. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto. você atingiu a eficácia. talvez míope. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. Nesse caso.inputs de que necessita. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. Ocorreu. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. mas é isso que deve ser evitado. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. Ele pediu para você interpretar. Porém. então. Nos projetos. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. se não tiver acontecido. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. mas não alcançou a eficiência. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. uma falha na comunicação institucional. com perdas mínimas de energia. a seu chefe. pesquisas.

as empresas são compostas essencialmente de pessoas. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. sua missão. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. como todo ser humano. como se tivessem mensagens divergentes. Afinal. Pedro. Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. seus valores. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. Cada empresa tem sua história. com resultados claros para ambos. O mal da falta de comunicação. sua cultura. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. Depois de alguns dias. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. Ao finalizar a conversa. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização. Antes de concluir. não façam julgamentos precipitados. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem. Sem exceção. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. Por favor. Vamos verificar outro exemplo. com a qual o receptor concordava. Pois toda empresa é única.

a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional. Ela requer planejamento. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. deve ser analisada como a potencialidade. Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. credibilidade. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. insere-se. criatividade e inovação. Bem. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. no que tange a eficiência comunicativa. do emissor de afetar os outros. Como instrumento de inteligência empresarial. conclusão Conclusão Como foi dito. Gestão . de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. mais a empresa/instituição será produtiva. 39). Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. Porém. adequação. de modo a fazê-los seguir suas intenções. de um lado. em Avaliações. pesquisa. Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. talento. deve ser coordenada e praticada por especialistas. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. de outro modo. 1986.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. “Relevância. espírito crítico. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. profunda e intensamente. no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional.falou algo que ele não disse.exercícios de autoavaliação . Em suma. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. p. . entendimento.

é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo.aula 08 . equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. Kurt Lewin. praticamente uma interação psicológica. Depois dele. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro. deu início a alguns estudos sobre esses problemas. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. . O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso.Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. em um clima de harmonia e de respeito. Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. Diante disso. Com o fim da automação. o dinamismo inerente ao grupo. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. página 02 Em seguida. a planificação econômica e reestruturação do ensino. o grupo deve ter um objetivo em comum. em 1930. por exemplo. As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. E por fim. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia.

Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica. ou seja. de formação e mistos.Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação. crítica das propostas e tomada de decisão. A figura do animador é como a do mediador. Independente do tipo de grupo. São eles: grupos de trabalho. Ou seja. . se você não concorda com o que seu colega disse. alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir. O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: . são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. .Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos.Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos. O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. algumas etapas devem ser seguidas. no tempo que dispõe para isso.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais. praticamente um brainstorming). proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não. página 03 .

A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que . Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. como todas as pessoas. você imprimirá e colocará em uma urna.página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes. Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. Os animadores têm perfis distintos. No momento oportuno. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). o chefe de sessão marcará uma reunião.

em Avaliações. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno. seja algo bom ou ruim. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. Orientamos que. 20 participantes. não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos. Não acumule dúvidas. no máximo. é recomendável que os grupos tenham. A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. É importante observarmos que. citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. Enfim. em congressos.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese. em seminários e outros. nesses casos. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Procure saná-las logo que apareçam. Gestão .Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação.consta na pauta de debate. Isto. Por exemplo. aula 09 . analisá-las e colocá-las em prática. utilizadas com o intuito de confrontar idéias. No momento em que você assume algo da sua personalidade. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. As dinâmicas são técnicas simples. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável. com um clima descontraído e de total harmonia. Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui.exercícios de autoavaliação . conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”. porém.

FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. 1995. Do. principalmente. página 02 .Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. respeito. Check. . . Devemos. confiança e. Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial. O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. a organização será um conjunto de ilhas. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência. desde que sejam artifícios éticos. sem comunicação entre elas. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. p. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control). mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. Caso contrário. . quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. Para que essas barreiras sejam rompidas.11). é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade. então.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. criando raciocínio de processo. Action) de controle de processos.

a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. 1. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento.Primeiramente. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões. 4. caso a meta tenha sido atingida. Nesta etapa. Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. que é conhecido também como . Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. 3. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo. a partir dos dados coletados na etapa de execução. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida. 3.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. 1. 2. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa. 2. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade.

de modo a focalizar a ação. material. devido à sua forma. Bem. operador e tempo. métodos ou procedimentos. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos. que será observada logo a seguir. . equipamentos. insumos. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo. condições ambientais. o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. um item de controle que não atinge o nível desejado. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. ou seja.Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. pessoas e informações do processo de medidas.

podendo ser duas causas de um processo. também. o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. Permite. Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis.página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas. dois efeitos ou uma causa e um efeito. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização .

permitindo. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta. estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções. entradas e saídas de um processo. variáveis. página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. atividade etc. desta forma. conclusão Conclusão .Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões.

O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". interpretar a figura abaixo. Foi criada em 1961 pelos Drs. devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback. Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação. assim. aula 10 . em seu grupo. transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade. Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros. Apenas uma curiosidade! Vamos. fica a seu critério a escolha mais apropriada. podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. Joseph Luft e Carry Inghan. Gestão .Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa. que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações.Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula. .A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais. agora.exercícios de autoavaliação .

Porém. são caminhos jamais percorridos. Porém. Bem. ver-se como eles o vêem.O “eu oculto”: conhecido por você. aquilo que você sabe que tem e os outros também. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. Não há dissimulação.. julgar. porém desconhecido pelos outros. que na maioria dos casos. Por exemplo.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. a fim de dar e receber feedback. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam. sua agressividade. em termos verbais ou não. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível. sentir. vamos dar continuidade ao assunto. O desconhecido é um nada dentro de você. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. uma característica. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria.. ou seja. vistas nas aulas cinco e seis. 2. 3. bastante interessante. Normalmente. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. É justamente aquilo que você é e passa para os outros. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento. uma habilidade. compreender. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas. existem pessoas mais sensíveis que outras. Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. mas isso pode afetar outras pessoas. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). página 02 4. tensão nervosa. gestos e atos. divulgando seus próprios pensamentos. página 03 O “eu cego” . Pois como sabemos. de ser quem realmente somos.1. Por exemplo. o feedback precisa ser analisado de maneira racional. Exemplo: ser uma pessoa educada. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. Ele também é conhecido como “arena”. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras.

Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. O exemplo dado anteriormente. porém vive a base de tranqüilizantes. sem esboçar muitas reações. . ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. está sendo apenas firme. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras.juarezonline. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. Todos pensam que você é uma pessoa calma. não dão feedback. mas em geral. ele é cabeça-dura e. Em geral. Quando o mesmo acontece com você. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. porém “não se enxergam”. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. é apenas distração. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos. comportamento. quando você o faz. Fonte: http://www. apenas ouvem taciturnamente os outros. normalmente dão muito feedback. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus.com/1/cromos/lupa. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. Falam pelos cotovelos. Pessoas que possuem essa janela muito aberta. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante.

Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. exalta-se a competição. seus amigos e irmãos sociais e. ao invés de colaboração. Porém. ainda. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). nem você e nem ninguém conhece. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. premia-se o triunfo a qualquer preço. Assim. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. pode magoar profundamente. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. eu cego. coloca-se uma porção de valores positivos nela. Nem ele esperava por isso e nem os outros. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”.que nem ele imaginava que pudesse cometer. E mais ainda . Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. é dando e recebendo feedback. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. ainda que em público. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. mas isso não autoriza confundir esses dois males. e. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. Esses devem ser dados em particular. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. eu oculto e o eu desconhecido. onde todo valor negativo deve ser precedido . vale ressaltar que o eu desconhecido.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. Porém. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. reduz-se potencialmente. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. Porém. ou seja. A técnica “sanduíche” é aquela que. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. O que é ser neurótico. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa.

Q."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento.e concluído entre valores positivos. disponíveis ao final de cada módulo.C.T .Balanced Socrecard aula 01 .P.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I. Direção e Controle). Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.A .exercícios de auto-avaliação .Plan.R. O acesso é pelo menu Avaliação.Q .Cadeia de Suprimentos P. em Avaliações". Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Lembre-se de que caso seja necessário. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. botão Avaliações. Organização. . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Para visualizar a correção. aula gravada em áudio . clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.P. que serão corrigidos pelos tutores. Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA .International Standartization Organization Supply Chain . Acesso pelo menu "Avaliação. Enterprise Resource Planning BSC .D. Gestão . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.N.O.Prêmio Nacional de Qualidade E. Do.S. Check e Act KAISEN C.

Plan (Planejar): Detectar um problema. educar. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. tendo disciplina para colocar em prática. Fazer. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. implementar. Do (Fazer. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. trabalha talentos e habilidades . Definir o que queremos.ac. No plano pessoal. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. As Etapas do Ciclo PDCA: 01. de forma continuada.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo. Bloqueie as causas do problema. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. Fonte: http://www. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. Do. Executar): Faça exatamente o que planejou. 03. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. a padronização e a documentação destes. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. Shewhart. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo.CICLO PDCA .jpa. planejar o que será feito. . Execute com fidelidade seu plano. o que planejou. Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. Compare o resultado com seu plano. contemplando o planejamento. mas sim sucessivas vezes. página 02 02. treinar. mas foi Deming seu maior divulgador. uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar. Tomar iniciativa. para atingir o próximo momento.Plan. tal como uma linha de chegada. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa.

de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca. implementações e continuidade do sistema. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória. preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem). 04. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. esta atividade pode corresponder aos ajustes.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Se houver.org/programs O Programa 5 S .sakosta. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema). Fonte: http://www. assumir ações corretivas ou de melhoria.ibiweb. esta atividade pode corresponder aos testes. página 03 Fonte: www. atuar para que não se repita. Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior. se há problema.gif Ou seja.

formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. vazamentos. inclusive discos de computadores. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. as áreas isentas de pó. asseio. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. utilização. O material deverá ser enviado à área de descarte. liberação de espaço. armários. A ARRUMAÇÃO ou sistematização. onde cada coisa tem que ter nome. zelo. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. A LIMPEZA ou inspeção. padrões de arrumação. etc. higiene. Limpeza é forma de inspeção. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". em equipe. para manter somente o que é útil. a limpeza. que buscam fortalecer 5 Sensos. Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. Definir um lugar para as coisas. gerando o descarte de coisas não necessárias. onde cada um deve cuidar da sua área. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. mantém tudo sempre limpo. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. guardar as coisas e obedecer as regras. No Programa 5S. com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. conservação. ordenação. etc. gerando descarte dos itens sem utilidade. dia após dia. pois possibilita a identificação de defeitos. A . armários. utilizando o Ciclo PDCA como suporte. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. discos de computadores. classificação de materiais. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. materiais que se usa no dia a dia. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). ferramentas. peças quebradas. mantém o estado de limpeza. gavetas. Manter a arrumação do local de trabalho.

Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. limpeza. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores. de forma natural e cotidiana. mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. adquirir outra habilidade. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor. O conjunto de práticas denominado 5S (organização. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. que é a arte de fazer as coisas certas. higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. Usar o PDCA de forma universal. Em caso de dúvidas."Mensagem") ou por e-mail. formas. É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos. arrumação. CONTROLAR E AGIR . num processo de repetição e prática.iluminação. alcançar um novo posto na empresa. DESENVOLVER.Kaisen aula gravada em áudio . mudar determinado comportamento. execução de tarefas com registros de dados e fatos. A disciplina é a base de uma civilização. etc). Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma. treinamento e desenvolvimento. na trajetória para alcançar novos objetivos.é um modelo mental muito simples. padronização. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . fazer uma pós-graduação. medição para obter controle. diagnósticos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. harmonia. análise de cenários. Acesso pelo menu "Avaliação". A DISCIPLINA ou auto-disciplina. ventilação. como forma de criar bons hábitos. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas. vestuário. aula 02 .exercícios de autoavaliação . disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável. Gestão . educação. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. O PDCA – PLANEJAR. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização. tais como: cores. calor.padronização inclui outras considerações. análise e ações corretivas. arrumação e limpeza) de forma contínua.

ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total. custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente. editado em 1988 e publicado pelo IMAM. diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização. já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. página 02 Fonte: http://www.kaisen. manter os padrões atualizados sobre tecnologia. quando ocorrem mudanças drásticas.). ações e programas de Melhoria Contínua. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. Propõe a empresa. Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. etc. idealizado por Masaaki Imai. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços. Porém. investimentos pequenos e gradativos diariamente. Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização. Em seu primeiro livro. ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos.TQM. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” . Mas. A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja.promove um certo benefício para os usuários. . bem como mudanças na estrutura gerencial. negócios e operações). a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua". Segundo Mondem (1999).com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero. O conceito de Kaizen. “Total Quality Management” .JIT. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura.transcontinental. O retorno se torna melhor. sempre emergindo. Para Ansari (1995). qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: .

nas empresas brasileiras. Fonte: www. mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos. pelos próprios usuários. Normalmente. tornando-a cada vez melhor. para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos. controle gerencial e aprendizado. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra".é rapidamente implementada. transformando-os em "cabeça-de-obra".longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. No custeio kaizen. Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen . de provisórias passam a ser definitivas. a força de trabalho é investida de poder. não é contínua.os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso. carrega muito peso ou até chega a se acidentar. . nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra". . como de quem caminha muito pela empresa.é a redução de custos dos processos.. O pessoal começa a dar sugestões de melhoria. página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: . é preciso usar a cabeça. Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos. ele tem suas limitações para custeio de produto. o objetivo não é alcançar o padrão.com .contrafluxo de materiais. é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças.esica. Não basta trabalhar com os braços duramente. embora seja uma melhoria. . na maioria das vezes.não exige nova tecnologia.dificuldade em encontrar os materiais estocados. . de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente. Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado. Com isso.exige baixo investimento. . por deficiência no endereçamento. . seguida de sucessivos aperfeiçoamentos. . O grande problema é que essas "gambiarras".normalmente usa-se o "bom senso". conforme análises de Kaplan&Cooper. mas superá-lo.má localização dos itens. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. . Portanto.é praticada.

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

T . Acesso pelo menu "Avaliação".O tema é relativamente novo para o Brasil.C. de função e engenharia de valor. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen.Q.exercícios de autoavaliação . Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês. destacamos: . é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas. O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão.Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto. mais do que nos indivíduos. Gestão .php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade. baseia-se na análise de valor. Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês. em Avaliações. Segundo Maximiano (2000). dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial. Por isso. Como reflexo e testemunho dessa importância. aula 03 .com/film/2003/moderntimes. a idéia de qualidade tem uma história muito antiga. pois o custeio kaizen tem foco nas equipes.Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico. O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos. É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses. Fonte: www. quando utilizado no processo de custeio kaizen. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo). Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.offoffoff.

até chegar à administração da qualidade total da atualidade. Fonte: www. Para os engenheiros e industriais do início do século XX. qualidade era sinônimo de identidade. nasceu o controle estatístico da qualidade.página 02 Na Administração.copiadorasatelite. a administração da qualidade passou por diversos estágios.br/autosantigos/images/ . o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade. que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas.com. Desse ponto de partida. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial. A expansão da produção de mas-sa. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada.

dos Laboratórios Bell. Agora. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. Ou seja. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. qualidade é uma questão sistêmica.Na era da inspeção ou do controle estatístico. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. Shewhart. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes. página 03 Portanto. Em lugar de inspecionar todos os produtos. Garantindo-se a qualidade do sistema. que se baseia na amostragem. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. Nos primórdios da indústria moderna. a inspeção era feita pelo próprio artesão. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. a era da qualidade total. Por causa disso. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. No estágio seguinte. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. que em .

8. suprimentos: escolhe. através do aumento da produtividade. entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. 4. todos os estágios do ciclo industrial. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. no caso de produtos. (1983) A qualidade total abrangeria assim. tornou a qualidade uma obsessão nacional. a JUSE convidou Dr. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. compra e retém fornecedores de peças e materiais. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). O fato de o Japão ser um país. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. da conquista de mercados e da expansão do emprego. 6. Dodge e Roming.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. 2. da redução de custos. ferramentas e métodos de produção. foi criada a JUSE . engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. engenharia. com poucos recursos natu-rais. 3. Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. desenvolveram técnicas de amos-tragem. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . Em 1950. instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. Dois colegas de Shewhart. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. 7. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. engenharia de processo: escolhe as máquinas. W. 5. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. Em 1946. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. paralelamente. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação.

a administração deve despertar para o desafio. de vendas e de produção. deve-se procurar minimizar o custo total. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. Os 14 Princípios do Método Deming 1.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. 7. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. 5. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. é o Método Deming. que compreende 14 princípios. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. Afastar o medo. Essas exortações apenas criam relações hostis. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. permanecer no mercado e criar empregos. 2. do Módulo I. Instituir o treinamento no serviço. 4. A transformação é o trabalho de todos. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. Instituir a liderança. reduzir constantemente os custos. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. 6. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. A visão é sistêmica. Eliminar slogans. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. em 1951. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. Agir no sentido de concretizar a transformação. Eliminar a ad-ministração por objetivos. deve agir como equipe. Acabar com a dependência da inspeção em massa. 13. 3. 11. Adotar a nova filosofia. do Prêmio Deming de Qualidade. 9. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. Eliminar as barreiras entre os departamentos. para melhorar a qualidade e a produtividade e. exortações e metas exageradas para os empregados. de projeto. dessa ma-neira. de maneira coercitiva. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. 10. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. Ao in-vés disso. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. 8. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. 14. conforme vimos na Aula 9. Numa nova era econômica. 12. . Os japoneses ouviram. Em 1982.

página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum. Ishikawa. Deming. Shewhart e Juran. .

desenvolva trabalho de equipe. escute e aprenda com seus clientes e colaboradores. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. faça das melhorias contínuas um assunto diário. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos. confiança e respeito mútuo.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. . mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. As empresas trabalham para estar à frente da concorrência. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas. trabalham não por objetivos individuais. Entretanto. conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz.

Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. práticas e atividades existentes para. seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. reformular completamente seus principais processos de trabalho. desafiando suas doutrinas. Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”.antes que o artigo fosse publicado. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. De todos os novos conceitos de administração. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". em processos que integram as funções departamentais. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as. O que elas deveriam fazer. destrua” (Harvard Business Review. Tem o objetivo de rever e se necessário. Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. Hammer não inventou a reengenharia. geralmente. inovação e velocidade. O que elas fazem. Henry Ford. Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. em seguida. July/Aug. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. Assim. a reengenharia é um dos mais populares. O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores.exercícios de autoavaliação . aperfeiçoar-se e aprender. redesenhar seus recursos de maneira inovadora. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. 1990). à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. ou melhor. de reconstrução dos mesmos. as empresas precisam mais do que mudar. página 02 . No entanto. é reprojetar os processos.Gestão . O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. antes de tudo. por exemplo. aula 04 .Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. em Avaliações. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. Nesse texto. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. qualidade. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos.

bem como muitas empresas pequenas. portanto. a palavra processo tem importância fundamental. fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. . . . podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais. um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado. A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo. mesmo as muito grandes e complexas. ligadas entre si. Bell Atlantic e Taco Bell. Um processo é um conjunto de atividades. com começo. passaram pela reengenharia nos últimos anos.serviço de vendas pelo correio. a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada.Processo Dentro da reengenharia. incluindo Kodak. Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. A maioria das empresas. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. Centenas de grandes empresas.gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). são os seguintes: . Conseqüentemente.desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. Alguns dos processos mais comuns. . . Portanto. .gerenciamento de informações. Um processo é.administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento). que se encontram na maioria das empresas.administração de suprimentos. que envolve toda a organização. página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado.

conforme descrito na tabela abaixo: .página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional. Requer um conjunto de valores inteiramente novos.

os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades. Às vezes. são conjugadas e combinadas numa só. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores. reduzindo o tempo de execução. os passos do processo são feitos em paralelo. De acordo com Hammer e Champy. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. Os trabalhadores passam a tomar decisões. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. menores custos indiretos. Sempre que possível. porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. antes distintas. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. quando o processo é longo. Embora os processos sejam seqüenciais. os processos passam a ter mais de uma versão. Às vezes. Procure saná-las logo que apareçam .página 05 Não acumule dúvidas. sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. resultando em menores esperas. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um .

Reduzem-se os controles e verificações. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato. que assumam maiores responsabilidades. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais. O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. Minimiza-se o esforço de conciliação.exercícios de autoavaliação .aos projetos de reengenharia. Gestão . A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. Característica mais marcante.Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. aula 05 . conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente. por meio da tecnologia da informação.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. conforme vimos na Aula 7. corram riscos. São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” . em Avaliações. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia.Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. da Unidade 1. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes. o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. A reengenharia. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio.

Por que. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia. investir em inovações tecnológicas. os empresários. Fonte: http://www. possuindo conhecimento. utilizar sistemas de informações gerenciais. Fonte: http://www.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. sendo necessário. . principalmente pela união das telecomunicações com a informática. então.mayo. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global. demanda por qualidade. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente. implementar o processo de mudança organizacional. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados.yahoo. portanto. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual.jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento. não sendo desconhecido o fato de que.com. está entre os temas mais discutidos atualmente.geocities. a conhecida globalização. sempre estiveram em destaque.br/centropis/cerebro.A gestão do conhecimento. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos.edu/mshs/images/tech-res. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais.

cujo principal negócio é a contínua inovação. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. numa época de desafios cada vez maiores. é aquele contido e decorrente das ações. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. transmitido ou armazenado. dos relacionamentos e dos processos. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. na conversão do conhecimento tácito em explícito. O conhecimento tácito. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. portanto. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. Pode-se. normas. O conhecimento explícito é aquele que pode ser. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. por sua vez. disseminá-los por toda a organização. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual.. A Educação Corporativa. basicamente. com consistência. como as redes globais e internas. valores ou ideais dos indivíduos. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. ou está. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. seja em computadores. seu aprendizado assume papel fundamental. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. entre tantas outras. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. os sistemas integrados. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. e por isso. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. experiências. da preparação da pessoa. Jack Welch Educação e Mudança . com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. proliferação de tecnologias. 1991). na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. A Gestão do Conhecimento reside. e. portanto. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. criar novos conhecimentos. registrado. emoções. etc. Trata-se. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. vista como cidadão e trabalhador. e pode ser facilmente processado. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. fundamentalmente. visualizar as organizações migrando do velho modelo. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. A diferenciação passa a vir do conhecimento. o fim está à vista”. portanto. vídeo e teleconferências. manuais. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”.

É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. Fonte: www. no entanto. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. por meio do Relatório Delors. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). Na Era da Informação. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. hoje dominantes. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. 1997). A realidade. globalização. desde que bem utilizado. aplicadas em conjunto. atualizadas e no tempo certo. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. assim como a eliminação de empregos. ou seja. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. é outra. precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. limitações de capital. aumentar a capacidade de produção. rever canais de distribuição. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e. pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. O abandono de nossa transcendência. reestruturações e menor lucro operacional.alzheimers. A natureza instrumental das organizações permanece. a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. comunicações. com a aplicação do raciocínio sistêmico. tempo (velocidade) e custo. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante.org/unraveling/07. quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. . mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. mas com seu efetivo auxílio. E. com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. do outro. Os antigos princípios não valem mais. pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações. ao lado do trabalho. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. a Unesco. 1989). coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver. a riqueza é o conhecimento. a serem. naturalmente.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. por exemplo.

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

a certificação não é conferida pela ISO. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. página 02 Devido a sua grande aceitação. ou seja. nem em seu nome. especialmente nas áreas da saúde.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo. Além disso. ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. A família compreendia. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. No entanto. Ela é evolucionária. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. cinco séries específicas: . da segurança e ambiental. a adesão às normas ISO é voluntária. desenvolvida em 1963. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. até o ano 2000. mas não é uma garantia da qualidade de produtos. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade.

A norma ISO 9003. . A numeração. de 9000 até 9004. 9004-2 e assim por diante). a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. testados.página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. A norma ISO 9002. antes de ser retirada no ano 2000. antes de ser retirada no ano 2000. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. não significa uma hierarquia entre as séries. melhorados e aprovados. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes. desde o projeto até o serviço.

página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária. .

implantação das ações corretivas para as não conformidades. está entre os mais respeitados e utilizados. requisitos suplementares. quando apropriado. realização das auditorias internas. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. formação dos Auditores Internos da Qualidade. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias.Conforme estabelecido na ISO 9000.” Internacionalmente. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. formação do Comitê de Coordenação. elaboração e divulgação da política da Qualidade. elaboração do Manual da Qualidade. . seleção da Entidade Certificadora. treinamento. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. divulgação constante do assunto qualidade. o do Reino Unido. seleção e designação formal de um coordenador. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. Dentre eles. sobre o fornecedor. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. palestra sobre qualidade para todos os funcionários.

página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. . algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000. entre outras. paralelamente. aumento do desempenho da empresa. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". com destaque para a parceria. aumento da capacitação dos funcionários. início de um processo de potencialização dos funcionários. entre outros: foco no cliente. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. redução do desperdício. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. uniformidade e clareza de conceitos. cria uma cultura voltada para a Qualidade. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram. mudança comportamental dos colaboradores. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. ações baseadas em fatos e não em opiniões. aumento da participação dos funcionários. estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores.

• Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000. . • NBR ISO 9001:2000.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. Para cumprir esta diretiva. composta pelas NBR ISO 9000."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”. a ISO 9000:2000 foi modificada. a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade. Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada.com. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps.br/qualidade/faq. Além destas 3 normas. Sistemas de Gestão da Qualidade . • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos. principalmente nas últimas duas décadas.Diretrizes para melhoria de desempenho.fiesp. algumas modificações foram feitas nas normas ISO. através de uma aplicação efetiva do sistema. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000.Requisitos. • NBR ISO 9004:2000. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. Sistemas de Gestão da Qualidade . principalmente. dificultando seu uso nas organizações.

Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação. principalmente. Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu. acima de tudo. Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. ISO 9001 e ISO 9004. Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD). até 1994. a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. aula 07 . era composta pelas normas ISO 9000. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e. Por fim. ISO 9001. da prevenção de deficiências na qualidade. ao atendimento das exigências do cliente. ISO 9003 e ISO 9004. sem perder sua amplitude. .Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT). Controle Estatístico de Processos (CEP). Gestão . administrativos e humanos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Supply Chain Management (SCM). se uma empresa deseja obter a ISO.É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. A partir do ano 2000. Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. estejam sob controle. Redução do Tempo de Setup (SMED).Supply Chain . fatores técnicos. ela deve se organizar de forma tal que. ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos.exercícios de autoavaliação . que afetem a qualidade. Kanban e Engenharia Simultânea. são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. A versão da Família ISO 9000. Mesmo em nível internacional. estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade. começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90.

pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. Além disso. uma simples extensão do conceito de logística integrada. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada.Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. e que são críticas para a implementação do SCM. pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. página 03 . ou seja. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. fabricação e logística para executar as operações. instituições e agentes. Embora muito se tenha falado. página 02 Em contrapartida a esta visão. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. e finanças para a estruturação do financiamento. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. internos e externos.

Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. assumindo o risco pela posse do produto. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. e incluem: fabricantes. armazenagem. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. Qualquer unidade organizacional. a presença de membros especializados era pouco difundida. distribuidores e varejistas. transporte. atacadistas. armazenagem. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. o surgimento de novos e variados formatos de varejo. o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. . por meio de um processo de cooperação e troca de informações. levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. Até a década de 50. não assumindo o risco da posse do produto. estoque. através da desverticalização e/ou terceirização. informações. Em contrapartida. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas. programação da produção e financiamento. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. vendas. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle.

atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. as instituições externas ou agentes (transportadores. Em outras palavras. Neste caso. combinado com a revolução nas telecomunicações. página 05 No caso da distribuição indireta. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. que está sendo denominado de Supply Chain Management. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. por esta razão. criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. . Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final.O avanço da informática. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. armazenadores. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. No entanto. Como exemplo. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. o custo da distribuição tende a ser muito maior. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista.

atendimento de pedidos 5. desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. Os mais citados são: 1. devem ser considerados processos de negócios. tidos como essenciais. Os níveis de estoque foram previamente determinados. administração da demanda 4. Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. redução nos custos de transporte e armazenagem. redução de estoque. que é a Miliken. Como. por exemplo. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. Por fim. administração do fluxo de produção 6. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears. nos Estados Unidos. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. Levis. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). . através do processo de coordenação e colaboração. Essa por sua vez. serviço aos clientes 3. compras/Suprimento 7. relacionamento com os clientes 2.Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. que é a Du Pont.

Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE . impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90. A primeira deriva da relativa novidade do conceito. com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. Embora seja um conceito em evolução. aula 08 . que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. mas algo consistente. Gestão . pelo processo de coordenação e colaboração. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia.Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais. cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega. O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos.PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das . de fornecedor para fornecedor. Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM. Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada. estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". As razões para tanto são basicamente duas. Artigos na imprensa especializada.conclusão Conclusão No Brasil. como a Fortune.Q .P. A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva.N. tanto dos procedimentos internos como nos externos.exercícios de autoavaliação . Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito.

Prêmio Qualidade RS. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação. página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. Prêmio ANTP da Qualidade. cumprindo com a sua missão institucional. Foram realizados dezenas de Seminários . fundada por 39 organizações públicas e privadas. médias empresas. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. De 1992 até hoje. Prêmio Qualidade do Governo Federal. quase um terço internacionais. Prêmio Qualidade Rio. organizações sem fins lucrativos. Examinadores Seniores. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. pequenas e microempresas. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior. tais como: Prêmio ABES da Qualidade. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . promotora do prêmio. órgãos da Administração Pública . O domínio do conhecimento na área de avaliação. Desde sua criação. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. Examinadores Relatores e Examinadores.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. Em outubro de 1991.FPNQ. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. em todo o território nacional. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes."Em Busca da Excelência" – sendo. entidade privada e sem fins lucrativos. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas.

. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. portanto. da Petrobrás. dentre outras. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. a melhoria da competitividade. que estão se desenvolvendo no Brasil. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. os "Primeiros Passos para a Excelência". como no caso do Serpro. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. da ECT. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. página 03 A FPNQ edita. ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. do Senai. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. Portanto. da Sadia. setoriais e regionais. da Gerdau. da Siemens. inclusive com a criação de premiações internas. desde 1996. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. das Delegacias Federais de Agricultura. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão.

Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação.relatório da gestão. agilidade. responsabilidade social e ética. mas.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho.elegibilidade 2. sociedade. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações. entre outros. Os conceitos. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1. informações e conhecimento.inscrição para candidatura e 3. abordagem por processos. os seguintes benefícios: . de tal forma a permitir um diagnóstico. sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão. Além disso. seja qual for o tipo de organização. aprendizado organizacional. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. inovação. pessoas. valorização da pessoa. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. contendo: perfil da organização e descrição da gestão. clientes. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. visão de futuro. foco nos resultados. principalmente. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado. processo. decisões baseadas em fatos. resultados. estratégias e planos. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito.

por até 10 membros da Banca Examinadora. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão. foco na realização de resultados. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II. promoção da cooperação interna.visão sistêmica da empresa. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. . que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. liderada por um examinador sênior. A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. assim como. por até 6 membros da Banca Examinadora. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. Etapa II – análise crítica de consenso. análise por 1 sênior. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I.

Acesso pelo menu "Avaliação". aula 09 . É a chave para a automação de processos empresariais.R. . compra de itens. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios. compras ou distribuição. Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção.Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E. um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional.Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. como produção.Gestão .P. ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular. com informações on-line e em tempo real. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura. interação com os fornecedores.P. as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento.E. incluindo o desenvolvimento de produtos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. página 02 Tipicamente. em Avaliações. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos.exercícios de autoavaliação . que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio.) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados.R. manutenção de estoques. .

O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. ajudar a aumentar a eficiência. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. se possível levando à atualizações curriculares. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação. melhorar os serviços e reduzir os custos. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. Com isso. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. Porém. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. Por isso. sincronizar e completar todo esse . o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. mas também na integração múltipla de canais fora da organização.

O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas. etc. finanças. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor). logística. segundo T. elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização. Desta forma. p.H. operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos. RH. Normalmente. Em um sistema de ERP. . Davenport (Harvard Business Review. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais. tais como: fabricação. como fabricação. de julho/agosto de 1998. Portanto. finanças e recursos humanos.processo dentro e fora da empresa. dentro de uma visão logística de administração de recursos. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. é composto por um banco de dados único.

Envolve legislação e impostos. reduzir custos. possuem grande abrangência funcional. e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. melhorar os serviços prestados aos clientes. Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação. melhorar o planejamento e alocação de recursos. estoques. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. melhorar a produtividade.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais. distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais. localização . parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. melhorar a qualidade. integram as diversas áreas da empresa. incorporam modelos padrão de processos. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. página 06 Componentes típicos de um ERP: . utilizam um banco de dados corporativo. tomadas em conjunto.

P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida.planejamento e Controle da produção. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. em Avaliações. finanças. aula 10 . A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte. de implementação. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E. contabilidade. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. recursos humanos. custos. é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado. marketing. O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos.R. Gestão .P.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) .R. que. implicitamente. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. outros. As empresas que estão planejando um sistema E. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas. de utilização e atualização dos sistemas ERP. sempre acompanha a adoção destes sistemas. vendas. Os benefícios são evidentes. Acesso pelo menu "Avaliação".exercícios de autoavaliação .

processos internos e aprendizado e crescimento. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação.não há uma tradução precisa em português. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . À medida que foi sendo utilizado. página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. Uma delas. Durante esse período. O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes. conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC .Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência. médio e longo prazo. evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. melhorando assim sua situação no futuro. significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados). Segundo Reis (2001).

sobretudo. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. Acadêmicos e executivos estudaram. de criar um novo modelo de medição de desempenho. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. Quando o resultado é positivo. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. na opinião dos autores. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial.ativos e passivos financeiros. já que. medidas financeiras e não-financeiras. mas também os fatores que os produzem. No entanto. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. Robert Kaplan e David Norton. . pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. Nessa nova forma de gerenciamento. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. os modelos de avaliação de desempenho. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. que mostra lucro ou prejuízo. da Harvard Business School. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. estavam se tornando obsoletos. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. até então existentes.

e os vetores de desempenho futuro. O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas. BSC . retenção. aprendizado e crescimento. Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. b. e medidas internas dos processos críticos. captação.Perspectivas e indicadores essenciais a. de inovação. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis. esse êxito é medido pela sua lucratividade.Segundo Rocha (2000). pode haver problemas na execução. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado. Em geral. Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value).implementadas e executadas. as conseqüências dos esforços do passado. que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes. é mais do que um sistema de medidas. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira. satisfação e lucratividade dos clientes. na implementação ou até mesmo na definição das estratégias.

Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. consertos. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação. lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente. ou com um segmento de mercado. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. em termos absolutos ou relativos. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. captação de clientes: medição. Como melhorar e criar valor agregado? . incluindo: treinamentos. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. unidades vendidas ou instaladas. em números absolutos ou relativos. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização.determinada em termos de número de clientes. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. qualidade e tempo de resposta. d. retenção de clientes: acompanhamento. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. devoluções e processamento de pagamentos. capital investido. garantias. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. página 05 c.

os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. 1951). o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. É um novo instrumento que integra as . O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. recursos e processos. os sistemas e os procedimentos organizacionais. acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso. É necessário capacitar os funcionários.página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. promovendo o desempenho. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão. que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. administração de pessoas. Para Costa (2001).

a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente. além de considerar também o valor financeiro. . expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. como os tradicionais balanços contábeis.Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Ele preserva os indicadores financeiros. em Avaliações. sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. Gestão . conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial. que consiste em reunir feedback. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. processos internos. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. utilizá-lo. depois. Acesso pelo menu "Avaliação". Com isso. As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários.exercícios de auto-avaliação . Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. segundo Rocha&Pinto (2000).medidas derivadas da estratégia. Porém inclui valores baseados nos clientes. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro.

caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P.Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques . que serão corrigidos pelos tutores. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. O acesso é pelo menu Avaliação. botão Avaliações. Lembre-se de que caso seja necessário. Para visualizar a correção. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. disponíveis ao final de cada módulo.

Maxlano Cardoso .

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