Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

página 02

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

página 03

Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

E-mail: ilbead@senado.Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011. Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD. informando seu nome completo e o curso em que está inscrito. são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso. o ILB passou a fornecer autenticação digital. traduzidas em hábitos de estudo.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula. .) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo.br (Identifique a mensagem.gov. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso . determinando o sucesso final. cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login). Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo .

cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível. · participe dos fóruns de debates . · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria . . além de integrarem a avaliação. Gestão de Pessoas e das Organizações. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público. Em seu escopo.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que. utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”. voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas. em linguagem clara e objetiva. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. pois. é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas. visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública.· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos .eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos . elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. e Gestão de Processos.os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los. navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. está dividido em quatro módulos. · sempre que acessar a plataforma. seguramente. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. O material didático. Pretende. certamente liderados por servidores preparados. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos. fornecer aos agentes públicos.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo.

controle. CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO . seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”.Eficiência e Eficácia aula 09 . A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento. O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze. De acordo com Koontz (1989). desenvolver estratégias. assim como o Adobe (extensão PDF).A Administração Científica aula 03 . O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas. tipo Media Player. Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. planejar aplicações.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 . “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento. Modulo I Módulo I aula 01 .A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 . Para ouvir o curso. é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não).Visão Sistêmica aula 10 .Teoria Clássica aula 04 . por exemplo).Tipos de Organização aula 07 . que já está incorporada no curso. acompanhem o curso sem maiores prejuízos.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas.Departamentalização aula 08 . Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas. e. ou similar. suas Funções e Disfunções aula 06 . da Microsoft. organização.Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze. Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais.Visão Contigencial aula 01 . tudo que for ligado à organização. é necessário instalar um software. como se estivesse dentro de uma sala de aula. por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio. dimensionar recursos.A Origem da Burocracia. decisão de trabalho. efetuar diagnósticos. enfim. estabelecimento dos líderes e das tarefas.

diferenciação entre gerentes e operários. Administração de pessoal. amplitude administrativa. controle de inventários. arranjo físico e manuseio de materiais. princípio da execução. contabilidade de custos e controle de qualidade. especialização. estudo de movimentos. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. impacto de automação. estabelecimento de salário mínimo. balanços contábeis. Teoria da fonte de autoridade. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. . táticas políticas. padronização. linha de montagem. 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. Princípio da Especialização. Necessidade de Relações Humanas. Princípio do consenso e de coesão na organização. Conceito de organização. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. enunciado das qualidades de liderança. princípio escalar. conceito de controle. organizar e controlar.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar.

Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. seja ela lucrativa ou não”. No entanto. mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. surge a história da Administração. Conceitos Básicos Como acabamos de ver. P. incentivo salarial. gratificações natalinas. No início do século XX. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. Praticas de pessoal. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. segundo Chiavenato (2000). treinamento dos operários. Uso do organograma para a estrutura organizacional. prêmios de produção. ao mesmo tempo. Arte de Administração.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. . é aquilo ou aquele que chega ao resultado. tendência para) e minister (subordinação ou obediência). contabilidade de custos. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. métodos de trabalho. Mas. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. estudo de temos e movimentos. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. que produz o resultado pretendido). decisão do trabalho. especificações. dinheiro ou energia. lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. cooperação entre operários e gerência. ciência da Administração. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. tempos padrões. ênfase no planejamento e controle. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. Administração sistemática em ferrovias. que produz o seu efeito específico. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. aquele que presta um serviço a alguém. artesãos independentes. afinal. princípio de execução. 2000. isto é. ou seja. Administração Cientifica. com qualidade e competência. efeito das cores na eficiência do operário. administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. estudos de tempos e métodos. auditoria. sem perdas ou desperdícios de tempo. planos de casas para os operários. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. planejamento.

dando o impulso inicial à filosofia. estrutura. a Teoria Clássica de Fayol. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. detalharemos uma visão ampla. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. mas sempre agindo em prol da organização. página 03 A seguir. ciências naturais e lógica. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. e René Descartes. e Aristóteles. ou é eficaz ou não é. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. o seu discípulo Platão. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. . que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. Através da Administração Científica de Taylor. e. nosologia. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. tecnologia e ambiente. Nesse momento. que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. cosmologia. baseada na psicologia organizacional e. da ordem e do controle. já com ênfase na estrutura organizacional. A influência de filósofos como o grego Sócrates. posteriormente. discípulo de Platão.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. crítica de cada teoria da Administração. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. página 04 A seguir. Com a filosofia moderna. por exemplo. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. É importante ressaltar que. Mediante a Teoria das Relações Humanas. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. sobretudo. inexperientes à época. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. surge o filósofo inglês Francis Bacon. metafísica. Já nos próximos módulos. Em seguida. comparativa. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). No mesmo foco. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. pessoas. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época.

o avanço tecnológico. iniciada na Inglaterra. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais.hpg. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. que.ig. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. Tais princípios influenciaram. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral. a descoberta de novas formas de energia. inclusive. . provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. como Adam Smith.geojornal2003. Na virada do século XX. economistas não liberais. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores.com. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. como Karl Marx e Friedrich Engels. a partir do início do século XIX. política e social. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850. a aplicação dos progressos científicos à produção.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção. economistas liberais. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www.

esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. conclusão Conclusão Nesse contexto.exercícios de auto-avaliação . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.A Administração Científica .Enfim. • Livre comércio. • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio. tudo isso. Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros. Gestão . os recursos escassos e o crescimento sustentável. é necessário administrar as pessoas. • Crescimento dos negócios das empresas”. aula 02 . • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção. • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores.Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000). Em um curso a distância. as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando. o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. Não é suficiente administrar as empresas. em Avaliações. sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental. Acesso pelo menu "Avaliação".

Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). norte-americano. Taylor. Mas quem foi Taylor? Frederick W. engenheiro. A escola da Administração Científica. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. Fonte:http://www. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. foi o precursor da Administração Científica. que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia. ao empregado. Dessa forma. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os .edu/cas/. que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas. e a de Henry Fayol (francês).etsu.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial.jpg No primeiro estágio de sua obra. criada por Taylor no início do século XX. Taylor. ao mesmo tempo.

apesar de considerá-los irresponsáveis. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. em sua Administração Científica. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. Com essa finalidade. Taylor. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. Uma vez analisada. permitindo. mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. ruídos. a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. prática não vigente à época. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. ainda nesta módulo). o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. mas pela necessidade de sobreviver. e conseqüentemente. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. . Em outras palavras. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. eliminar movimentos inúteis. a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. assim. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. Para Taylor. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que.operários. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. iluminação etc). Já na segunda etapa. ou seja. racionalizada e padronizada. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. segundo a produtividade desses operários. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. vadios e negligentes. enquanto o trabalhador executa a tarefa. distribuir uniformemente cada tarefa. o estabelecimento de normas de execução. estará pronto para colaborar com a empresa. selecionado e treinado.

.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. Para envolver os escalões mais elevados. – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada. Fonte: http://www. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. através do planejamento do método de trabalho.princípio da produtividade.princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção). que permitiu a produção em série e em massa. Ford adotou três princípios básicos: . os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes. Ford inovou na organização do trabalho. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel. Para tanto. época. de acordo com suas aptidões. – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). . enquanto na. Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência. Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções. por meio da estrutura funcional. – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. nem mesmo a linha de montagem. idealizou a linha de montagem. .gov Através da racionalização da produção. Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência. a jornada variava entre dez e doze horas.americaslibrary.

conclusão Conclusão A Administração Científica.a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e. e o surgimento da Escola de Relações Humanas. Porém.a abordagem incompleta. outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina. isolado como um apêndice da máquina industrial. . os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. . omitindo o restante da vida da empresa.a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios. . .a visão microscópica do homem. . O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários. envolvendo apenas a organização formal. A partir daí. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa. até mesmo. Em caso de dúvidas. motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina. . Vejamos. principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos.a abordagem prescritiva. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo.a superespecialização que robotiza o operário.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos". . por eliminar movimentos inúteis. a seguir. dentre outros elementos citados nesta aula. normativa e típica de sistema fechado. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários.a visão do operário como uma simples peça no processo de produção. as principais críticas às esses estudos: ."Mensagem") ou por e-mail. A partir daí. Ele está à sua disposição. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus). . do ponto de vista do trabalhador. O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações.a limitação do campo de aplicação à fábrica.

foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. formou-se em Engenharia de Minas.cas. proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho. nasceu em Constantinopla e.exercícios de auto-avaliação . até então apenas observado empiricamente.Apesar de várias críticas.Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor.edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol. indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville.jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica. Entretanto. enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. na França. Entretanto. como vimos no capítulo anterior. pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas. em 1916. realizava suas pesquisas no sentido inverso. Acesso pelo menu "Avaliação". Fonte: http://hsci.Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. aula 03 . onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918).ou. aos 19 anos. a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas. Fayol. em Avaliações". Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. Gestão . Fayol . Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. Por isso. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica". seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide.

essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. A partir da Primeira Guerra Mundial. como responsável pela integração dessas funções. temos as funções administrativas. Funções básicas da empresa Para Fayol. tendo as funções sido substituídas por áreas. Atualmente. estatísticas e custos da empresa. o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. E por fim. como a maioria das organizações do século XX se dividem: .desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. a seguir. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. As funções contábeis eram relacionadas aos registros. balanços. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”.

Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. o chefe ou o supervisor. Para Fayol. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. tais princípios são universais. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. pois todos são administradores. comando. . Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. tempo ou lugar. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. e a organização uma de suas partes. logo todos desempenham atividades de previsão. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala. organização. o gerente. Administração é um todo. controle e coordenação.

A ausência de disciplina gera o caos na organização.1. 10. Nessa época.Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários.Estabilidade dos funcionários . a eficiência da produção e aumentando a produtividade. nesse aspecto. 4. A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização.Divisão do trabalho .Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos.Iniciativa .Espírito de corpo .Defesa incondicional da estrutura hierárquica.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização. através de um ensino organizado. respeitando à risca uma linha de autoridade fixa. substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas. dessa forma.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários.Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las.A justiça deve prevalecer. 7. cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário. favorecendo. não tendo se desligado. do passado. essa idéia era vista como novidade.Disciplina . 6. 12. evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”.O trabalho deve ser conjunto. 13. facilitado pela comunicação na equipe. 11. 3. . página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica.Ordem .Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais. 14. segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe.Hierarquia . Fayol defendia o conceito de unidade de comando. 5. a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise).Remuneração . 9. justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa.Unidade de comando . Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores. Para a Teoria Clássica.As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas.Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica. 8. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe.Eqüidade .capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo. 2.um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar.Prevalência dos interesses gerais . com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais. como foi visto na unidade anterior.Centralização .Autoridade e responsabilidade .

Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. comando. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando). 4. os elementos da Administração. Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). em outra unidade. cadeia escalar: autoridade de comando. Naquela época. ou seja. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. 2. mais eficiente ela seria. mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). etc. quanto mais departamentalizada a organização. divisões. 3. Isso é o oposto da supervisão funcional. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. ou seja. Veja. organização. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . Em qualquer organização. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. a seguir.. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. cada superior tinha autoridade única. absoluta e direta sobre seus subordinados. no nível gerencial. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. seções. Mais adiante. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. estudaremos a departamentalização. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos.

deixando de lado a organização informal. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. – Princípio da definição: Os deveres. unidade de comando e amplitude de controle). conclusão Conclusão . falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos. com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos. especialização. em suma. segundo SCOTT (1967). pois não considera o comportamento humano na organização. a abordagem está incompleta. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. Dentre elas. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida. Outra crítica pode ser observada.

Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. . recebem as funções de administrar. desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. Fonte: http://www.Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. em Avaliações.br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. Organizar.A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. Comandar. principalmente a Psicologia e a Sociologia. Apesar de algumas críticas. Para essa Escola.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. Gestão .com. Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas.drbrioschi. aula 04 . Acesso pelo menu "Avaliação". o famoso POC3 – Planejar. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais. seja diretor ou supervisor.exercícios de auto-avaliação . Coordenar e Controlar. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. o método de trabalho.

onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa. ao se reduzir a iluminação. que veio a se estabelecer logo em seguida. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social. a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava.br/. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas..Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. Entretanto. a seguir. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores. A partir dessa fase.. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho. Os trabalhadores não reagem isoladamente. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. o resultado da pesquisa mostrou que. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado. mas . que visava analisar a organização informal dos operários. Terceira fase – o programa de entrevistas. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. até então estranho e impertinente. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. Fonte: www. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés./noticias. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas.gov. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio.rn. Destacamos.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade.

descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: . preocupação fundamental da Teória Clássica. A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e. que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal). passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne. não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano.Roethlisberg e Dickson . Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver.a função econômica . Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. que compõem a organização como um conjunto desses grupos. Essas duas funções são subsistemas interdependentes. gerando satisfação a seus participantes. . Assim. Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros.visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. . É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho.é responsável por proporcionar equilíbrio interno. Assim.a função social . surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado. todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos. porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade. Os aspectos emocionais. cujos relatores . portanto.como membros de grupos informais. página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada.

o senso crítico. e. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e. a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. não são diretamente . de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas. as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. muitas vezes. dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas.E então. conseqüentemente. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. Além disso. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica. Em seguida. mal focalizados. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. perdendo. portanto. você já é capaz de distinguir a Administração Científica.

as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas. suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA.Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. tanto da estrutura como dos participantes da organização. na verdade. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. Assim. Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. Nessa época. porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. aula 05 . E. principalmente. gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. no quesito administrar. tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. sociólogo alemão. Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade.exercícios de auto-avaliação . Além disso. por fim. isto é. porém. naquela época. propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos).A Origem da Burocracia. Avaliações. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. também importantes. não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. . as empresas. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade. Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação". Max Weber. Gestão . quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. A crítica de "operários felizes.

que detém a posse e o domínio de um patrimônio. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. o moderno sistema de produção. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. Naquela época. grupos religiosos. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento. . os clãs e os feudos medievais. ou seja. ao arbítrio e às emoções. os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. . trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos. Weber notou que o capitalismo. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica. Como exemplo podemos citar as empresas. Nesse sentido.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente. vamos ver quais são? . salienta Max Weber. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes.Sociedade Legal. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade. Na verdade.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista. Como exemplo podemos destacar a família. às quais denominou ética protestante. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade. mas de um novo conjunto de normas sociais morais. eleições. concursos etc. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas. . como afirmava Karl Marx.

com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. .in. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e. Fonte: http://assets. autoridade carismática. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). registradas e comunicadas por escrito. Segundo Max Weber. Logo..gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. causando ineficiência à organização. portanto. impedindo as soluções rápidas ou eficientes. as decisões e ações administrativas são formuladas. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. Madre Tereza de Calcutá. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. instável e sem base racional. e. Costuma ter fundamento legal. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. por último.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. como as coisas deverão ser feitas. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. com meios capazes de corrigir e impor disciplina. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. elas devem ser detalhadas. para conseguir essa eficiência. a burocracia especifica. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. Gandhi. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. A burocracia é a organização eficiente por excelência. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário.. você poderia ter. com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. Princesa Diana. por escrito. para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. antecipada e detalhadamente. sendo. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade. possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. naquela época.

como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. isto é. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. sim. provavelmente. mas. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. sua capacidade de comando sobre os outros e. Daí a necessidade de exames. estreitamente. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. mas ao cargo que o superior ocupa. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. não em consideração à sua pessoa. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. mas um profissional especializado na sua administração. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. assim como o funcionário não pode vender. para que a eficiência do sistema seja máxima. o cargo que você ocupa hoje. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. Ele obedece ao superior. quais são seus limites de direitos e poderes. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. competência técnica e meritocracia: a admissão. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. os cargos e funções permanecem. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. concursos. definidos por meio de regras limitadas e específicas. determinando privilégios e obrigações. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. Assim. escritas e legais. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. Pense. sobretudo. Assim. o que a burocracia impõe que ele faça. outras pessoas já o ocuparam. Assim.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. mas como ocupantes de cargos e de funções.

As decisões são previsíveis e o processo decisório. Rapidez nas decisões. Para ele. o trabalho é profissionalizado. Por outro lado. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. 10. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. Além disso. 7. a informação é discreta. elimina a discriminação pessoal. Confiabilidade. 6. As vantagens da burocracia. pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. como o amor. pois os procedimentos são definidos por escrito. 8. pois a hierarquia é formalizada. pelo conhecimento exato dos deveres. preferências pessoais). raiva. A eqüidade das normas burocráticas. Nessas condições. redução de custos e de erros. para Weber. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . 9. pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. página 06 5. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. 3. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). Constância. Precisão na definição do cargo e na operação. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. Benefícios para as pessoas na organização. Redução do atrito entre as pessoas. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. 4. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. 2. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. são: “1.Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação.

as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. seja na tradicional. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. Assim. da crescente burocratização do mundo moderno. Weber temia que essa grande eficiência. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. mas que permeiam toda a vida social. que a conduzem à máxima eficiência. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. Às conseqüências imprevistas. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. cujos resultados. advinham. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. que existem não somente no contexto organizacional. Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. de outro lado. onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". Assim. seja na direção carismática. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. deu-se o nome de disfunções da burocracia.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). e menos separadas das outras. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e.

Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa. Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado. aula 06 . a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. quando estabelecida.conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. Em suma. Podemos ver inúmeras empresas burocráticas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.exercícios de auto-avaliação . em qualquer tipo de organização. necessariamente. podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados. Gestão . . Acesso pelo menu "Avaliação". Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas. com seus procedimentos e regras imutáveis. são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. fatalmente. Dependendo do tipo de empresa. Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico. segundo Hall (1984). Com estas observações em mente. introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. pois assim. As organizações. ou seja. e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. o controle das atividades se tornava mais fácil. poderá tender a entropia.

amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear . Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração. hierarquia. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear.dfait-maeci. sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. O organograma tem muitas utilidades. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje. 1997). Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. como Fayol (1841-1925). a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers.gc. funcional e linha-staff. especialização.Fonte: http://www. 77). 1986. as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear.ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração. p.

dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados. caracterizada da seguinte forma: . página 03 Fonte: http://www. A figura do chefe generalista.pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem.sapo. usualmente. Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. . não havendo intervenção em área alheia. funcionamento.autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados. à medida que se sobe na escala hierárquica. assim como a sobrecarga na função de chefia.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples. congestiona as linhas formais de comunicação. Como desvantagem. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação. Entre suas vantagens. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . Baseada no princípio da unidade de comando.controle da organização e seu aspecto piramidal. tornando-as demoradas. que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações). em primeiro lugar. Em segundo lugar.caricaturas. em uma autoridade máxima.centralização de comando.no. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação.linhas formais de comunicação. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. nós não temos poder de mudar ninguém!). pois o chefe tem. A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. o poder de vida e morte sobre os subordinados. . . inibe a especialização. diminui o número de cargos ou órgãos. controle e disciplina. que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma. sendo indicado para pequenas empresas. Conseqüentemente. destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade.

nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados. . mas sobre o seu campo específico. se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos.as comunicações são diretas e mais rápidas. . a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade. . permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função. página 04 As desvantagens consistem em: . pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível. Organização Linha-Staff . sem intermediação. a relação profissional e.Nesse caso. mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão. levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. e. pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização. Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional. .permitir a melhor supervisão técnica possível. A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. As vantagens residem em: .separar funções de planejamento e de controle das funções de execução. A organização funcional apresenta as seguintes características: .proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos. que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores. talvez seja a hora de repensar a sua carreira. na especialização.confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. . ou seja.a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. . os subordinados recebem ordens de vários chefes.diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando. . Assim.subordinação múltipla.desenvolver comunicações diretas.as decisões são descentralizadas. . .

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

página 05

Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

aula gravada em áudio

DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

página 02

Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

pois. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. como lucro e produtividade. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. possibilitar o melhor conhecimento do produto. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização. . favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa. similares ou não. também conhecida como territorial ou regional. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. assim. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. A departamentalização geográfica. muito utilizada em indústrias. a execução e o controle da organização. as funções e os produtos/serviços. é a quebra do produto em partes seqüenciais. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. e costuma ser ideal para firmas de varejo. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. Assim. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. Como fator positivo. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. facilitando a avaliação dos resultados. A departamentalização por processo. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. facilitando a avaliação. possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. suas falhas e pontos fortes. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. bem como todo o planejamento. com atividades física ou geograficamente dispersas.

Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. portanto. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. Além disso. necessariamente. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível. 4. quando finaliza um projeto. Porém. 3. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. . Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. além de ser ideal para produtos altamente complexos. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. muitas vezes. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. 1. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. permitem resolver o problema de departamentalização. o mesmo valor para todas as organizações. requer estrutura organizacional flexível. 2. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. agrupando atividades diversas em um só departamento.

Gestão . departamentos. em Avaliações. Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios.conclusão Conclusão Como vimos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. aula 08 . dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções. etc.exercícios de auto-avaliação . Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios.Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico . Acesso pelo menu "Avaliação". setores.

página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. sistematicamente. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. Estudos de tempos e movimentos. Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. Pode ser definida pela equação: E = P/R. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. De 1911 em diante.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. foram recebidos com grande entusiasmo. Taylor teve o mérito de elaborar. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. Para Emerson. Sem dúvida. descrições de cargos. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. para a realização de qualquer tarefa. por isso. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. No início de sua carreira como engenheiro. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. uma revolução mental. o público tomou conhecimento dessas idéias.freephoto. Frank B. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. especialmente na indústria siderúrgica. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). . Fonte:www.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). no século XVIII. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. Para ele. a indústria expandiu-se aceleradamente. Adam Smith. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. o criador do movimento da Administração Científica. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho. organização e métodos. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. nos Estados Unidos. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e.

no tempo certo”. temos em mente que o time do Catanduva. Impor honestidade nos acordos. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva. sua defesa amargou quatro gols.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. 6. ou seja. Estabelecer instruções precisas. caro aluno. 4. Pense bem. de acordo com os objetivos. Em uma organização. 3. imediatos e adequados. Manter registros precisos. . todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. 5. Oferecer orientação e supervisão competentes. a força de produzir um efeito adequado. sempre. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. 2. ou seja. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. eficiência é a ação. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. 7. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. Estabelecer o predomínio do bom senso. 10. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. Dessa forma. Fixar normas padronizadas para as operações. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. maior o grau de eficiência alcançada. 12. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. 11. 9. Da mesma forma. do modo certo. Manter disciplina. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). Traçar plano bem definido. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. “fazer as coisas certas. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. Mesmo perdendo a partida. Assim. Em um processo. Por definição. 8. justiça social no trabalho. ainda carece de eficiência na defesa.

esclarecer a quem pertencem os objetivos. é possível sacrificar. ou seja. embora. a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. também. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. Por outro lado. em algum momento. no entanto. A eficácia varia com o tempo.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. a eficiência visando objetivamente o resultado final. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. ganhar a guerra. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. De certa forma. elas concorrem entre si. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. quanto mais eficientemente o processo for realizado. Dessa forma. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: . pode-se vencer uma batalha. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. analfabetismo. Por exemplo. muitas vezes. As empresas têm uma natureza competitiva. Por exemplo. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. a eficácia é conseqüência da eficiência. Neste caso. ou seja. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. É preciso. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. competem unicamente com o seu próprio objetivo. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. Muitas organizações. “Por exemplo. Genericamente. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. página 05 Normalmente. a eficácia. Assim. maior a chance da eficácia ser alcançada. porém. porque os tempos não são estáticos. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados.

Acesso pelo menu "Avaliação".conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia. A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço. Gestão . a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo. assim. Espera-se.exercícios de auto-avaliação . Em tese. sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo. .Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. em Avaliações. estará no caminho certo para o sucesso. pois assim. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. e a eficácia com o final vitorioso.

que considera qualquer fenômeno (objeto. sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. cinemática e termodinâmica. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos. Ludwig Von Bertalanffy. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . com a introdução de novos conceitos. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. em resumo. No final dos anos 30. a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. mas poderosa. uma visão holística. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. elementos químicos. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental. a organização deve ser estudada como um todo. crescimento e sistemas abertos. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. Isto é. Histórico A teoria da forma (Gestalt). as pessoas pensam em dividir o todo em partes. um biólogo alemão. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. página 02 Segundo Silva. instintos. Modernamente. sendo que. partindo-se da visão atomística para a visão holística. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. por si só. Ou seja. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. Dessa forma. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. tais como átomos.aula 09 . de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. mecanizada. a concepção atomística estabelece que o mundo. remete à visão sistêmica.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. evento. a partir da última metade do Século XX. Sob a concepção de sistemas. Desse modo. ou seja. por meio de conceitos encontrados na química-física. Após a II Guerra Mundial. uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. que é. É uma idéia simples. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. percepções elementares e assim por diante. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. De acordo com Bertalanffy.

o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. página 03 Dos proponentes de sistemas. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. tais como pessoas. coordenação. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. Portanto. burocracia. os objetivos devem ser operacionalizados. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. equipamentos e outros. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. não somente do ponto de vista acadêmico. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. administração – na administração do sistema. West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. senão. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. Usando a visão sistêmica. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. por exemplo: recursos. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. C. Um dos sistemas é o “técnico”. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. para alcançar sua meta específica. Ou seja. dinheiro. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. ou seja. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. interdependências e cadeias de efeitos. No entanto. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. o departamento tende a se afastar da meta global. em 1956. muitas vezes. pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. em resumo: pessoas e comportamento. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. São fatores internos ao sistema. tecnologia. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. divisão do trabalho e propósitos. mudanças são inevitáveis.resultados. Esses sistemas não são independentes um do outro. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. Em qualquer sistema contínuo. é fundamental verificar o que ocorreu. O outro sistema é o “sistema social”.

a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos. indo do mais simples ao mais complexo. sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). a energia toma forma de insumos. música e poesia. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. e o geral. materiais. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos.O processamento da informação . sistemas animais – caracterizados pelo aumento.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. transformação e saídas de energia. etc. recursos financeiros. sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos). O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes. as simbolizações da arte. que não tem significação. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. recursos humanos. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. a transcrição de imagens em registros históricos. 2. com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. sistemas transcendentais – aqueles últimos. comportamento teleológico e autoconsciência. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. isto é. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas). há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. classificados em nove níveis de sistemas. 4.O ciclo de eventos . equipamentos e produtos/serviços. absolutos.O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”. mais energia do que liberar. para sobreviver ou crescer.substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. . página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos. Mais do que isso. também chamados de níveis de armação (estruturação). mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação. inevitáveis e irreconhecíveis. a natureza e dimensões dos sistemas de valores. mobilidade. e a complexa gama de emoções humanas. células. como a anatomia do universo. 3. renovação e crescimento.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo. deve absorver. porque um sistema aberto. que não tem conteúdo”. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico. sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas.toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas. Para uma empresa de negócios.

Isso poderia ser denominado de Sinergia. Portanto. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Eqüifinalidade . as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas.enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. Além do mais. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. tanto na organização como dos indivíduos delas participantes. normalmente. Enfim. A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. Por exemplo.Visão Contingencial aula gravada em áudio . concorrente. assim. organizações de mão-de-obra. por exemplo. Gestão . A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. governo e outras entidades. a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. é possível pela ação de duas ou mais partes. aula 10 . conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. fornecedores.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Acesso pelo menu "Avaliação". mas um sistema definido. em Avaliações. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. cliente. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. possuindo organização e totalidade. além de criar uma relação das metas com os métodos.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. consumidores. página 06 5.exercícios de auto-avaliação . em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta.

A Teoria Contingencial é eclética e interativa. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica. seguida da produção.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. Por causa da necessidade de flexibilidade. uma estrutura orgânica. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. tendo somente o marketing como primeira atividade.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto. O fluxo de . Até então. isto é. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação. mudanças de preços ou da política governamental. dependendo das circunstâncias. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. Burns e Stalker. 3. mas. e. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1. Woodward. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. inglesa.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. ao mesmo tempo. depois. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. como greve. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. dentro da teoria das organizações. socióloga industrial.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos. 100 empregados. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. podendo suceder ou não. é a melhor solução para o problema específico. guerra. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. a qual era a função mais importante. no mínimo. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. relativista e situacional. mas não certo. ou uma combinação entre elas. 2. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. pelo marketing. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual.

A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. como vimos na aula 5. página 03 A teoria de Woodward. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. resultando ou em um sistema mecânico. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo. O trabalho de Perrow . que. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. A hierarquia de comando é bem definida.produção era diretamente determinado pela situação do mercado. um teórico de organizações. expandiu os estudos de Woodward. . embora importante. Stalker. as diversas responsabilidades e o poder. representa interpretações posteriores à pesquisa. que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável.Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns. ambos ingleses. .a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. ou em um sistema orgânico. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. psicólogo. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. sociólogo. as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . assim como as obrigações. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. com treinamento em sociologia. também chamada de determinismo tecnológico. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. e George M. mas o poder do nível gerencial médio é alto. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira.

Segundo os resultados dessa pesquisa. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. página 05 Alfred Chandler publicou. Para Chandler. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. realizada em quatro empresas americanas: DuPont. pode ser adequada a situações ambientais estáveis. Na prática. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. em 1962. A estratégia envolve ações em resposta . Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. General Motors. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla. com sistema mecânico. buscando dados que permitissem generalizações.Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade. devem estar preparadas para se adaptar a elas. Uma organização. o segundo. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. sendo as atribuições de obrigações.

Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. página 06 Baseado nesses resultados. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. Segundo Ferreira. Assim. portanto. processos essencialmente antagônicos. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. Segundo a pesquisa. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. condições econômicas flutuantes. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. por meio do Menu Comunicação. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. de fato. ao contrário . definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. que. professores da Harvard Business School. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria. Argumentam que. Analisando a partir de uma visão contingencial. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. a Teoria Contingencial é vista como eclética. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. por sua vez. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. Para eles. a visão contingencial mostra que. que. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. apesar das críticas. Ao invés de teorias antagônicas. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. não há novidade na visão contingencial. que é uma teoria eclética e bastante interativa. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. Acredita-se. não necessariamente levariam aos resultados almejados. na verdade. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração.

Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 . que serão corrigidos pelos tutores. outra relativa aos motivos . é necessário procurar entender a origem do Estado.exercícios de auto-avaliação .Megatendências Futuras aula 08 . Acesso pelo menu "Avaliação".Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 . Gestão . botão Avaliações. que possuem a estagnação como característica. Para visualizar a correção.Modernização da Administração Pública aula 04 . O acesso é pelo menu Avaliação. Modulo II Módulo II aula 01 . disponíveis ao final de cada módulo. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado. Lembre-se de que caso seja necessário.de muitas que vimos nas aulas anteriores.Evolução do Estado aula 02 .Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 .As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 .Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 .As Reformas Administrativas aula 03 .Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado. A princípio.

que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. do latim.sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco. quando. De qualquer forma. senão impossível. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza."Mensagem") ou por e-mail. Dalmo de Abreu Dallari. o que. de violência ou de conquista . não por um ato puramente voluntário. disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. no Livro II de “A República”. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. sem dúvida. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. Dessa forma. três correntes prevalecem. existem inúmeras teorias. origem em causas econômicas ou patrimoniais . dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades. “estar firme”. significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política. apresentando. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. como a soberania.o núcleo social fundamental situa-se na família. que levou à criação do Estado. ele acha-se integrado em uma organização social. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados. desde que o homem vive sobre a terra.. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. em comum. o conjunto dos habitantes . escrito em 1513. nos “Diálogos”. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. Em caso de dúvidas. ou de todos os homens. assim como a própria sociedade. existiu sempre. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. ou seja. de maneira sintética e abrangente. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. origem em atos de força. A denominação “Estado”. como Eduardo Meyer.. a crença de que foi a vontade de alguns homens.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. no entanto. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. ninguém basta a si mesmo. e. Para alguns estudiosos. o Estado. o que só ocorre a partir do século XVII. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. E em seguida: “. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. existem também inúmeras teorias. de Maquiavel.

mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. representam o que podemos chamar de governo democrático. Em uma de suas principais obras. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . Estado Romano. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. a autarquia. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. Com relação ao Estado Grego. o motivo econômico. mesmo que somente membros da elite. Sob essa perspectiva. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. Não há. a idéia de integração de uma sociedade política. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. Estado Medieval e Estado Moderno. é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo. a influência de fatores externos à sociedade. surge a idéia do Estado Universal. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo.de acordo com essa teoria. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. O conceito de cidade-Estado. O Estado Antigo. o Estado é um germe. e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. firma-se a unidade da Igreja e. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. cujo principal representante é Robert Lowie. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. Com o Cristianismo. é certamente uma marca do Estado Grego. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. Quando o Imperador Romano Caracala. religião. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais). Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. conseqüentemente. ou seja. todavia. portanto. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã.recebe o nome de cidade ou Estado”. Desse modo. uma potencialidade. Assim. assim. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. Modernamente. Estado Grego. Desse . levando à sua constituição. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. “A Origem da Família. em todas as sociedade humanas. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. organização econômica e política e o próprio Estado. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados.C. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. concedeu a naturalização de todos os povos do Império. as quais. No entanto. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. página 04 O Estado Romano. da Propriedade Privada e do Estado”. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. A noção de auto-suficiência. A África é um bom exemplo da primeira situação. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). Engels expõe claramente essa opinião. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). em 212 D.

é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno. bem como a enorme instabilidade política. o povo e a finalidade. Gestão . na busca pela soberania.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. econômica e religiosa deles decorrentes. As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. não deixa de ser um reflexo do Estado Romano. o Estado Moderno.organização e estrutura da máquina governamental. mediante reformas de todo o sistema ou.conflito e do fortalecimento do feudalismo. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito.exercícios de autoavaliação . já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver. dentro de uma precisa delimitação territorial. É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos. Ou seja. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". De maneira geral. de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. em Avaliações. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. . revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. sistemas de pessoal e programas locais de mudança. como estruturas administrativas. na verdade. pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais. Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania. com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. O Estado Moderno é. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou. o território. pelo menos. aula 02 . sob a óptica do Ocidente. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. Evidentemente. pessoais e processos.Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. social.

. Os primeiros são. 7. em sua maioria.execução de programas. 4. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares.ética Pública: honestidade. desburocratização. No patrimonialismo. isso tem acontecido bastante. a qual predominou durante as monarquias absolutas. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. serviços públicos voltados para o consumidor. o patrimônio público e o privado eram confundidos. 8. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing. nem boa qualidade.preservação e manutenção do capital público. atendimento de reclamações. Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. 5. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. garantir a propriedade e os contratos. Por essa razão. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. profissionalismo. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro. que surgiram no século XIX. pagamento por desempenho. 6. etc. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. 3. pois.participação do público: voluntarismo. Essa característica. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas. Segundo alguns historiadores. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. Na realidade esse modelo administrativo é lento. Porém. os servidores e os funcionários/empregados. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas.elaboração de orçamento público e administração financeira. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. cuja função era. que era bastante precária no modelo anterior. principalmente. anti-corrupção. A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública. a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança.práticas de gestão Pública – O&M. eficiência e qualidade. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo. qualidade total. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada.2. Porém.formulação de políticas Públicas. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). empowerment . a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. após as mudanças. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores. Sendo assim. com o passar dos tempos. caro e ineficiente. dentre outras. e não no de resultados (eficácia). pois isso reduz a resistência. pois não garantia rapidez.

por uma série de fatores. E é justamente isso que estamos buscando. Porém. Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. com um melhor controle e uma melhor qualidade. por isso. O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar. O que Tancredo quis dizer? Bem. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. o problema da eficiência tornou-se essencial. 3. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. fracassou.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial. . infelizmente. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. Logo.página 03 Porém. não de um estadista. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava. mas de um gerente de ótima qualidade. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60. 1. que o problema brasileiro é essencialmente gerencial. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. dimensão cultural e uma dimensão gestão. 2. mediante o Decreto – Lei 200/1967. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e.

1998. desestatização. De início.87). que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. nos resultados e no cidadão-cliente. como é o caso da previdência pública. Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. a modernização da gestão. ao longo dos anos. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. a qual será constituída de reformas administrativas. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. Cláudia. E como era de se esperar. e o processo vem tendo continuidade. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. . Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. com foco em setores públicos específicos.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. abertura e alegada modernidade. com foco na otimização gerencial. p. além da promoção da qualidade no serviço público. da legislação relativa ao controle da coisa pública. com alterações menos amplas. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. etc. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida. desregulamentação. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. a tal reforma não vingou. Como todos sabemos.

em Avaliações. aula 03 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. No entanto. a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional.exercícios de autoavaliação . Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada. fala-se muito em "Nova Administração Pública". A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado. O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. em meio ao debate jurídico e político. de 4/6/1998). com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19. muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. que também recebeu. um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu. Como poderíamos resumir. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente. representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. podendo estar associados a componentes sociais.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que. em essência. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo.Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública. então. no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. Acesso pelo menu "Avaliação". Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos. página 02 Correto. . a introdução de regulamentos externos. que. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. a alcunha de "Administração Gerencial".Gestão . embora expressa de uma nova maneira.

esbanjador. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. pg. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. Para alguns críticos. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. 33). • confiança na opinião do usuário.orientado por noções rudimentares de eficiência. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2. Ou seja. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. o abandono do alto grau de padronização. tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. o modelo é inadequado. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. enfatiza o papel dos valores. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. 1999. Modelo 2: downsizing e descentralização. Modelo 4: orientação para o serviço público. • conceito de cidadania.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. . ao contrário deste. o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. • Redução na folha de pagamento. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. • abordagem voltada para o valor. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. • Alianças estratégicas entre organizações. cultura. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato.

exercícios de autoavaliação . regulamento ou lei que o instituiu. Desse modo. Sendo assim. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental. Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. Acesso pelo menu "Avaliação". definido por seu estatuto. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. Entretanto. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada. há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. bem como de cada regulamento. aula 04 . norma ou lei aplicada à esfera governamental.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. A busca de um modelo gerencial eficiente. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”. portanto. passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. não são indicados para a Administração Pública. Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. Não acumule dúvidas.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. seja ela da nacionalidade que for. será possível identificar. a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas. Gestão . entretanto. e com foco na atividade fim dessa entidade. em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais. Procure saná-las logo que apareçam.

De fato.de/images/porter1. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento. suas funções. agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. antecipando-se aos seus concorrentes.ephorie. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. . Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. no corre-corre do dia-a-dia. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição. Fonte: http://www. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. A estrutura. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. sem enxergar a causa do fogo. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas. a condução da liderança e o controle das atividades. consultor e professor da Harvard Business School. que se move ao capricho dos ventos da concorrência. pode ser uma excelente arma competitiva.

que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva).. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação.businessinportugal. governamental ou do chamado Terceiro Setor. agindo sobre o poder de compra dos clientes. que necessita de insumos (recursos humanos. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. que são convertidos em bens e serviços. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam. Por exemplo. Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva. como. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance.com/pt . colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade. ou seja. quando ocorreu a crise energética no governo de F. A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria. Fonte: http://www. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. a empresa. a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada. razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas. recursos financeiros e materiais). indiretamente.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade.C.H. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações. ampliando a competitividade nesse setor. página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país.

Entretanto. integração das empresas e armas competitivas utilizadas). impostos e taxas aplicáveis ao setor. por exemplo. • legais: leis. definido pelo tamanho do fornecedor. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. • econômicos: juros. e esta definição pode ser ou não mais ampla. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. renda. inflação e índices de preços. estilo de vida. página 05 Além de analisar o ambiente geral.am. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. Para ter valor gerencial. A Coca-Cola. câmbio. influências políticas e de demais grupos de interesse. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. pois produz também água e sucos. nível educacional. nível de emprego. Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. avanços tecnológicos e custos envolvidos. pois ampliaria demais o seu foco competitivo.unisal. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. que é determinada pelo número de concorrentes. cultura. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. tendências populacionais. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. • a potencial de entrada de novos concorrentes. A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si. .Assim. Fonte: http://www. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. • o poder de barganha dos fornecedores. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes. assim como pela reação dos concorrentes existentes.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas. seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda. Para analisar o ambiente geral.

Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. ampliando o controle. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). ou seja. a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. tático e operacional). página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. sem maiores custos.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. Muitas vezes. página 08 . a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. em geral. Já. É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. No processo de top-down (de cima para baixo). O planejamento é um aprendizado contínuo. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. em outras palavras. Por outro lado. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas. no caso das ameaças. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. Entretanto. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. Analisados os aspectos ambientais. que serão determinantes para a lucratividade do setor. quanto maior for à intensidade dessas forças. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. ou seja. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. Nesses casos. devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. ou seja. na dissociação entre pensar e agir. priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. os gestores buscam resolver este problema. durante a análise do ambiente externo. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. buscando aprender com os erros cometidos. se bem aproveitados. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. Entretanto. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes.

Nesse sentido.Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. a ampliação das exigências dos clientes. é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. A globalização dos mercados. Gestão . Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 .exercícios de autoavaliação . de acompanhamento. conclusão Conclusão Em suma. segundo essa concepção. atuando como um instrumento de comunicação. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. suas funções e seus limites. O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos. O diagnóstico estratégico. Bom estudo! Qualquer dúvida. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. a intensificação das redes e das parcerias. visão e objetivos). Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia. para colocá-lo efetivamente em prática. se bem aplicado. é só entrar em contato. pelo qual novas estratégias podem emergir. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade. É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. Assim. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. a definição das diretrizes organizacionais (missão. a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. O papel da liderança. pode tornar a gestão empresarial mais competitiva. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. e. mostrando que o planejamento. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas. vai além de prever estratégias. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? .

das partes para o todo. ao contrário. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. da organização. . 1992).player: É um truque específico para enganar um concorrente. Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições. sugere várias definições. Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil. simples e únicas.Fonte: http://www.plano: direção.padrão: olhar o comportamento realizado. dos pontos fracos (Weaknesses). estas cinco: .com Para Mintzberg. Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright. caminho que se pretende atingir. Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa. para dentro e para cima. já citadas acima.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora). Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts). . enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas. em particular. .perspectiva: visão da empresa. . ou seja.internationalspeakers. a formulação se faz por etapas. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. As estratégias são claras. no processo de pensamento consciente. Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. .

opondo-se à escola do planejamento por se basear na .gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal.br/IMAGENS/construcao. Foca no processo de visão executiva. página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas.org.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias. aquisições e fusões. Igor Ansoff (1965). Escola Empreendedora . em 400 a.atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente. e .plano corporativo – desinvestimentos. O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos. diversificação. e . que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas. diferenciação. resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista. Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute. orçamentos. poder de barganha dos fornecedores da empresa. Escola do Posicionamento . programas e planos operacionais). foco em custo e foco na diferenciação. deriva do livro de H. Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group). O conceito de estratégia militar de Sun Tzu. P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes. O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes.Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico. Paralelo à escola do desenho. marketing e financeiro.plano das operações – produtos.Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário.sinttelrs. delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos.. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: . como: .curva de experiência.matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”).C. onde o plano estratégico divide-se em duas partes: .Fonte: http://www. e . poder de barganha dos clientes da empresa.

O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito. para podermos compreender a formação da estratégia. join-ventures. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças. . fusões. A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida.intuição.comunications-plus. A estratégia só é obtida através do poder. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador. e é onde encontramos barreiras. embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil. página 04 Escola do Aprendizado .Final dos anos 60 na Suécia Um processo social. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: .objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo. Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas. É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade. Escola do Poder . às vezes poder político interno ou externo (parcerias. que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento. alianças. A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências.subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo.Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente.Vários (1971/84) Um processo negocial.net/ Escola Cultural . Fonte: http://www. mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário. Para Joseph Shumpeter. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. e . aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). é aquele que tem a idéia do negócio. O processo se baseia na visão do líder criativo. As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. Compreender a mente humana e o cérebro humano. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto. estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente. Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia. em perspectivas e senso de longo prazo.

quando o assunto é empresa e objetivos. aula 06 . A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos. Em suma. em Avaliações.) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida. resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".Configuração = estado da organização e todo seu contexto. . etc. o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. Porém. pessoal. e todos os seus recursos (financeiros. sendo a preferida dos consultores. ou seja. Assim sendo.Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”. Fala sobre as exigências do ambiente. analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais. Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado. Escola da Configuração . Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro. como vimos nesta aula. equipamentos. .página 05 Escola Ambiental . não existe uma definição única do que é estratégia. utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar. Gestão . para Mintzberg. A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador. também. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática.Transformação = processo de geração de estratégica. o ambiente situacional.exercícios de autoavaliação . A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos. Dessa forma. estrutura.

visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. e utilizamos. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não. Segundo HAX e MAJLUF (1984). diz respeito à gestão de governo. para nós e para os outros. Fonte: www. assim. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. estamos começando a debater o problema do planejamento. Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão. O processo de planejamento. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos.com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. de maneira disciplinada. cuja essência é organizar. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional.brazilstockphotos. inimagináveis. à arte de governar. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. com isso podemos analisar sua eficácia futura. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam. ANSOFF e DECLERK (1987). que observa o futuro como mera conseqüência do passado. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. muitas vezes.

onde tudo se decide. único e objetivo. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo. Neste modo de ver a política. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais. . Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira. nem o carisma da liderança. O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. o governo e o planejamento. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. que. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. de fazer política. já não existe mais.revistaturismo.passado. com capacidades diferenciadas de planejamento. que influenciam os demais atores do processo estratégico. ao contrário. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. O “diagnóstico” tradicional. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples.com. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. e vice-versa. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. no sentido mais original deste termo. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. a negociação e o consenso. nesse contexto. por sua vez. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. uma relevância destacada.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

página 04

Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

página 05

Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

página 06

Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. em 11 de setembro de 2001.com. muitos parecem acostumados às notícias ruins.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego. A construção de um mundo solidário. mas isto não ocorre do dia para a noite. Quando se trata de Economia. A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor.centrus. Nossa missão é diferente. . que começou há décadas e não terminará em uma semana. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária. que se possa falar de alternativas. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. solidariedade ou experiências construtivas. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana. as respeitamos. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho. Fonte: www. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica. mas alguns acham até estranho. ou incompreensível.

inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. com a popularização dos computadores e da Internet. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções. realizada no Rio de Janeiro. entre outras coisas. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores. A Terceira Onda.” . por nossa parte.com.” Já o cientista Toffler. visando decidir. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”. apesar dos discursos bonitos. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. e que. em outras de suas obras. nós. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. de viver com menos ou de trabalhar menos. Este processo. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa. em junho de 1992. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. Para esses pesquisadores. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. Tomando Aristóteles como ponto de partida. intelectual. em geral.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. os valores da vida acima dos valores materiais. gradualmente. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. nos Três Poderes. possibilitando uma melhor preservação ambiental. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. Em outro livro. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. em seu livro mais famoso. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. as prioridades dos vários níveis de orçamento público. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. conseqüentemente. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética.velardez. espiritual e social. Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. É uma conquista.

com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. visando a melhor formação dos participantes. para que essas soluções sejam postas em prática. É claro que. promovendo oportunidade de ensino. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro.com. das organizações terroristas. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo.blogger.br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. Assim. unicamente. A mudança de modelo. No plano público. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. a proposta sugere uma humanização do capitalismo. mas precisam ser socialmente justas.pontogemini. apesar de necessária. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário. Fonte: http://www. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação.

mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento. os maiores interessados são os próprios funcionários. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. não apenas governamental. suas atribuições. página 06 Em termos de educação continuada. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. os funcionários acabam esquecendo. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. metodologias e informações desatualizadas e que.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). à educação continuada. que comumente representam gastos elevados. com zelo e eficiência. o Senado Federal. mas também aberto ao público em geral. interessado nessa forma inovadora de ensino. O ILB atua.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se . ao adquirirem maior grau de instrução. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. sem dúvida. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. mas também na iniciativa privada. De forma que. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição.Fonte: http:/www. além do interesse do Governo Federal em seus servidores. que. o atual Governo. o caminho a ser buscado. com o passar do tempo. principalmente. autoridades e dirigentes do Legislativo. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade.com. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. poucos resultados. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. preparando-os para cumprir. na capacitação técnico-profissional dos servidores. Na esfera legislativa. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. como as prefeituras municipais. Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância. não apenas pelo governo. apesar de inúmeras dificuldades. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. de modernização e integração do Poder Legislativo. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal.eurofarma.

a recomposição da força de trabalho. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. à disposição da sociedade. pois precisamos tempo para dedicação à família. para ser um fórum permanente de debates de idéias. na maioria das vezes. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas. sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. E realmente. há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania. Gestão .exercícios de auto-avaliação . como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. servidores e profissionais diversos. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. Acesso pelo menu "Avaliação". Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico. cada vez mais. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. de certa forma. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. aula 08 . as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e. mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . Mas o que fazer se o dinheiro. lazer e entretenimentos. Afinal. a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento. isso não é qualidade de vida. Avaliações.

assentado em valores como paz. gerando. que trazem à tona as diferenças entre cada região. e mais do que isso é a compreensão. eqüidade. o que chamamos de regionalismos. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas.intercomtext. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. página 03 . dessa forma. tudo isso. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. justiça social. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. democráticas e sustentáveis. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. Governar para as peculiaridades de cada região. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos.com/globo. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. Fonte: http://www. à participação e colaboração de cada cidadão. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. ou seja. sociais e econômicas. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado. por parte da sociedade. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos. solidariedade.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. e por que não dizer essencial.

com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. caracterizando a figura de subprefeituras. mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano".exercícios de autoavaliação . a agilidade e a eficácia das ações de governo.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. Além disso. em conjunto com os conselhos de representantes. especialmente dos mais pobres. a Administração Pública. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. de maneira total e descentralizada. Desse modo. a eficiência. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. orientadas para resolver problemas específicos da população. portanto. conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. em todos os níveis e classes que as compõem. devendo ser direta e objetiva. muitas vezes. a publicação. integralmente. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. com um perfil protagonista. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. e. garantindo a transparência. democrático e forte. vividos por muitos governos municipais. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. de acordo com as aspirações e demandas de sua população. uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. que. para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. com maior participação da sociedade. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. não cabendo a apenas uma secretaria. erros e acertos. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. Essa orientação pode mobilizar. seguem as características e prioridades de cada região. .Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. participativo e regulador. ganha destaque o controle social das ações do Governo. Gestão . ou a uma área específica do governo. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. Todos os Estados querem um governo central transparente. A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública.

para se adaptar aos novos tempos. para aumentar a qualidade de vida da população”. Fonte: http://identidad-globalizacion. . É importante ressaltar que a pressão da sociedade. saúde.aula 09 . assim.crosses. ansiosa por melhores resultados em educação. tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública. promovendo maior produtividade.net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura. Contudo. Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente. A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito. é preciso agir. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços). o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública. redução de custos e prazos. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional. a credibilidade e a confiança da sociedade.

De acordo com Osborne (1995). na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos. que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo. metas e resultados alcançados. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados. dos orçamentos. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia.mmschool. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. com ética e transparência. a eficiência e a eficácia da gestão pública.” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas. das políticas. Historicamente. Fonte: http://www. .jpg De fato. como em relação aos custos despendidos. as sociedades demandam. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. Para Peter Drucker. que. chegando a causar revoluções. tanto em relação ao proposto e planejado. o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados. cada vez mais. estimulados a participar da vida sócio-política. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos.

as empresas têm que investir em seus recursos humanos.jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela. os meios de produção. cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.com/cerebro33. mesmo que permaneçam. criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo. as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. em Avaliações. o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa. Acesso pelo menu "Avaliação". para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e. e. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores. há bem pouco tempo.emocionol.e até mesmo na sobrevivência da espécie. porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo.exercícios de auto-avaliação . muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa. aula 10 . sendo que. não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. Na visão de Drucker (1996). Para Sveiby (2000). Fonte: http://www. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. a base tradicional do capitalismo. Gestão . Dessa forma. no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . capazes de promover.

Porém. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal. • Foco no cidadão – usuário. tem pouco a ver com o ineditismo. vamos analisá-las para uma melhor compreensão.org. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada. • Aumento da eficácia e eficiência. é a vez do Poder Legislativo Derivado. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. revestidos do mandato da representação da coletividade. pelos indivíduos. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade. nesse caso. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. a inovação. página 02 Fonte: http://www.br/img/helio3. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. dos três Poderes. • Transparência dos processos decisórios. é. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. Vale ressaltar que. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado. a partir de 1999. nos primeiros anos. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. • Responsabilização e trabalho em equipe. de acordo com a doutrina de Montesquieu. mediante os agentes públicos. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. que. premiou vinte experiências. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996.desburocratizar.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo. . Em seguida.

qualquer função administrativa. Por essa razão. No caso da função legislativa. no modelo brasileiro. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. Enfim. Na presente unidade. dada sua natureza constitucional. página 05 .O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. de modo estrito. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. são incumbidas ao Congresso Nacional. Entretanto. com custos menores. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. Os resultados do concurso. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. que falaremos agora. portanto. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. busca reconhecer e valorizar as equipes. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. no âmbito do Poder Legislativo. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. por meio de eleições diretas e periódicas. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. eficiente e democrático. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim. mostram que as transformações realmente já começaram. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. visando atender às demandas da sociedade. por meio da elaboração de leis. é um poder delegado. nesses últimos anos de existência. então. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. entendidos os conceitos iniciais. As funções principais do Poder Legislativo. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. faremos uma breve descrição acerca das funções que. Desse modo. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. o Legislativo e o Judiciário. É sobre isso. Por exemplo. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos.

conforme disposto no art. competência e objetivos. página 06 Entretanto. Mais adiante trataremos da medida provisória. E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira. examinando o quadro acima. Fonte: http://www. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. Sob esse aspecto. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se.No que diz respeito à função legislativa. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. 58 da Carta vigente à época. vedações. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988. na Constituição de 1967.br/capa . O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal. quanto sua forma.adv. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico.tancredo. estabelecendo competências. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente. os quais foram modificados pela Constituição de 1988. vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente.

sem apreciação das Casas Legislativas. em tese. permitindo uma única reedição. No entanto. A Constituição de 1988. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. mais amplas. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. Havia. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. por seu turno. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. enfim. sobre o Prêmio Hélio Beltrão. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. que limitou a edição de medidas provisórias. Além disso. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. algo que jamais havia ocorrido na história do país. tentou minimizar o problema. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. desse modo. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. c) De uma maneira geral. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. deveria ser exclusivo do Legislativo. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. em 2001. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. as competências para proposição de projetos de lei. que tratam da edição de leis propriamente dita. Podemos citar ainda algumas outras. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. .Com o instrumento do decreto-lei. instituindo a medida provisória. A forma de elaboração. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. em um primeiro momento. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. b) O Tribunal de Contas da União. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. O Poder Executivo. sobre as funções legislativas. página 07 O processo de transformação continuou e. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. o Executivo dispunha de um poder que. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. o resultado não se mostrou melhor que o anterior.

Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação.Inteligência Emocional aula 06 .sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial.Dinâmica de Grupo aula 09 . Acesso pelo menu "Avaliação".Estilos de Liderança aula 03 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Negociação Ganha X Ganha aula 05 . Gestão .Comunicação Institucional aula 08 .Motivação aula 02 .Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000). o novo ciclo orçamentário. Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Para visualizar a correção.exercícios de auto-avaliação . botão Avaliações. Modulo III Módulo III aula 01 . disponíveis ao final de cada módulo. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Organização Informal aula 04 . que serão corrigidos pelos tutores.Inteligências Múltiplas aula 07 . e uma maior transparência na coisa pública.Ferramentas Gerenciais aula 10 . evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória. seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas . Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo.A Janela de Johari aula 01 . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Lembre-se de que caso seja necessário. o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União.Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.

Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. O que seria motivação para você? Bem. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. O comportamento não é fortuito nem aleatório. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa. as necessidades. há três premissas que justificam o comportamento humano. Em caso de dúvidas. De modo geral. o mesmo para todas as pessoas. . Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. Porém. Nesse caso. As pessoas são diferentes no que tange à motivação. Ou seja. Para dificultar ainda mais. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). os valores sociais e as capacidades variam. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . uma incitação. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. Para um comportamento de atitude tomada. existe um impulso. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. é baseado na motivação que iremos responder. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. porém sempre direcionado para uma finalidade.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. conforme a situação. Algo intrínseco."Mensagem") ou por e-mail. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. somente depois. estudarmos os demais. uma necessidade. Neste caso. em cada um de nós. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. advindo do ambiente. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. Apesar de os padrões de comportamento serem variados. ou seja. Quais são elas? O comportamento é um efeito. O comportamento é motivado. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. Sendo assim. o processo do qual eles resultam é. O comportamento é orientado para objetivos. praticamente. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo. acreditamos e prevemos. Analisando as suposições acima.

desamparo. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica.. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas.. poder. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção. Observe a figura abaixo. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. como de alimentação (fome e sede). há o desejo de segurança. dentre outros. de repouso e descanso. podendo levar-lhe ao desânimo. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. ou seja.85). as necessidades mais baixas e recorrentes. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. Para Maslow. pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa. Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias. as mais sofisticadas e intelectualizadas. Caso contrário. .O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. de afeto e amor. desenvolveu uma teoria. você tem condições de possuir autoconfiança. A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. surgem sentimentos de inferioridade. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. fraqueza. O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. Com essas necessidades satisfeitas. sentimentos de valor. São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. Agora veremos o que representa cada uma delas. situam-se no topo da pirâmide hierárquica. Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. São as necessidades básicas de todo indivíduo. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. conforme o tempo). “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas. p. força. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. psicólogo americano. dentro ou fora do ambiente organizacional. de abrigo e reprodução da espécie. ou seja. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. a troca de amizade. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. uma auto-avaliação e auto-estima. cuja base contém as necessidades primárias. 2000.

tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar.Portanto. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. Porém. políticas da empresa. em sua teoria. 2000. 2. dinheiro. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. Constituem os fatores que são. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si.90). a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. por exemplo. A teoria dos dois fatores de Herzberg. Para Vroom. Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo. p. quando precários. Contudo. simplesmente evitam a insatisfação. utilizados pelas organizações. benefícios sociais. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. reconhecimento. relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. etc. p. três fatores são determinantes em cada indivíduo.87). Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. segurança no cargo. página 04 Agora. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. vai depender daquilo que você . “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. Por exemplo: o salário. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. comumente. tornando o ambiente de trabalho agradável. provocam insatisfação. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. iremos estudar a teoria de Herzberg. 2000. 2. são eles: 1. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais.

terá uma forte motivação para produzir mais. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. Porém todos precisam ser motivados. Em uma empresa. dentre outros. uma empresa é tudo. se as recompensas forem deficientes. Aquilo que o motiva. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. se assim o fizerem. p. para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo.. haverá separação. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. jantares. conseqüentemente. Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. Se a fé diminuir. 2002. 3. bonificação em função de desempenho. página 06 Pode-se verificar. 1994.” (Griffin. Isso se o salário for baseado na produção. na frase de Maquiavel (2001). Por fim. p. dependerá dos valores. não motivará seu colega.considerar como prioridade na sua vida pessoal.. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. as demais também desaparecerão. mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações. provavelmente. Pois. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção.500 anos. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. Diante disso. ..19). “. trarão somente benefícios àquele que o motivou. 2001. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas. mesmo há 2. como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. Se você tem como objetivo obter um salário maior. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. 102). Contudo. uns se contentam com pouco. p. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. que pessoas precisam ser motivadas e.105). Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado. Caso tal área tenda à entropia. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. Porém. como foi visto no início. automaticamente irá se esforçar menos. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. seja ela de natureza pública ou privada. Caso contrário. se necessário. No tratamento com os funcionários. outros estão em uma eterna busca. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações.. podem trazer problemas à organização. Porém. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. festas.

nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. Logo. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. Todavia.Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. mas é legitimado pelo grupo e não. Destarte.Gestão . existem pontos em comum entre indivíduos. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. liderança é uma técnica que pode ser assimilada. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. Porém mesmo com todas essas diferenças. pela hierarquia. Ao observarmos um líder. aparência e caráter distintos. Sendo assim. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. o poder de mando existe. porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. como dos liderados para com o líder. . aula 02 . veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho. página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir.exercícios de autoavaliação . necessariamente. para a obtenção de resultados satisfatórios. Acesso pelo menu "Avaliação". Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. ‘bom’. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. indicando a direção a ser seguida. dentro de uma mesma organização. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. de forma diferenciada. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. criativa. A postura atual do líder deve ser empreendedora. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. é notório o valor de um líder servindo de bússola. Isto é. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo. que possuem personalidade. em Avaliações.

realmente. 1994. Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis. escutam os outros. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. no potencial subjacente de todas as pessoas. baseadas em 8 princípios. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. Possuem vários amigos. para cima. dava também ao povo. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira.com.. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo.10). porém poucos confidentes. positiva. esperançoso e cheio de fé”. p. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses. um eterno aprendizado. (Covey. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa..br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. e seu espírito é entusiasta. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. “São capazes de reconhecer seu próprio valor. procuram treinamento.9). Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas. São abertas na maneira simples. descobrem que nada sabem. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. . aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos. agradável e feliz. Quanto mais sabem. Acreditam. Os líderes vivem de maneira sensata o presente. Sua atitude é otimista. leitura especializada. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www.indg. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre. assistem a aulas. p. 1994. 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se. ou seja.

cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano. “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. p. São elas: confiança extremamente alta. Porém. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. além de serem bastante produtivas e criativas. Estilos de liderança para Robbins (1999). Porém. influencia seus seguidores através de processos atraentes. Ou seja. a mental. 2001. inclusive você.73). A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra. 1994. p. a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. domínio e fortes convicções em suas crenças. 2002. liderança carismática. 1994. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança.7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. . deve ser atribuído a algum fator. 1999. confiança de que eles conseguem alcançá-las.14).12). p. faz auto–sacrifícios para atingir o desejado. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. São elas: teoria de atribuição de liderança. compreensivos e dispostos para o trabalho. propriamente dito. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu. normalmente.105). p. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático. é a jóia do reino” (Sun Tzu.232). “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. Além de estar sempre mostrando a eles que. Com isso. pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. se for necessário. liderança transacional versus transformacional e liderança visionária. p. voltada para o serviço” (Covey. São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. são elas: a física. articulados por eles próprios. podemos adentrar nesse assunto. Quando algo acontece. agressivos. a seus seguidores. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999). uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização. a emocional e a espiritual. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. O mesmo ocorre com os líderes.

eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções. sobretudo. antes deles. planejador e realizador. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. 71). a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional. Maquiavel. 5.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real. são de fácil convivência. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. Mas. mas têm princípios firmes e imutáveis. em seu livro O Príncipe. Por fim. 3. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. 4. e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. paralisador. ver como se comportaram nas guerras. é um exemplo de líder visionário. Além de inquiridores e prestativos. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. a partir de acontecimentos presentes e passados. O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos. em tempo real. Além disso.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins. 2001. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. haviam sido louvados e glorificados. p. procrastinador. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. p. pode ser feito um paralelo à motivação.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. Os perfis são os seguintes: destruidor. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. Sendo assim.Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. Suas negociações são bem . 1999. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas. A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. 1. ele deve explicar a visão aos outros. 2.235). E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores.

Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. Além de trazer ordem e segurança.sucedidas. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. Procure saná-las logo que apareçam. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. porém a essência é praticamente a mesma. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. conclusão Conclusão . Já o líder trata com a mudança. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. dependendo do modo como agir. Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. então. seus empreendimentos sempre são concluídos. Porém o chefe pode se transformar em um líder. Líderes carismáticos ou autoritários. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. diversas nomenclaturas. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. Não acumule dúvidas. porém não necessariamente todos são líderes. As denominações de estilos são variadas. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços.

Para que a organização de uma empresa seja adequada. ao contrário. pois em um mercado competitivo como o nosso. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações. Para isso daremos um breve conceito de organização. O importante é a postura de um líder. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Em contraposição à organização formal. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. isso se torna algo difícil de executar”. E o autoritário. estrutura organizacional e organização formal. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. Porém. níveis hierárquicos etc. Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. também. A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida. aula 03 . não existe um estilo de liderança modelo ou desejado.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. relações funcionais. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001). pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. agrupadas e coordenadas. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. Essa postura deve ser empreendedora e criativa. vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. Gestão . Depois de termos visto sobre organização. a liderança autoritária não soaria mal. cargos. . podemos dar início às organizações informais. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos.Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. em Avaliações. que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos.exercícios de autoavaliação . Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. devido às próprias condições humanas e ambientais. Acesso pelo menu "Avaliação". talvez fosse a melhor solução. Porém. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. No entanto se a situação for de combate. pode ser carismático.

grupos que se identificam ou não. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. infelizmente. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. desenvolvida por Elton Mayo. não aparecem no organograma. todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. devido à proximidade física. para os indivíduos. Em seguida discorreremos sobre cada um deles. página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. Caso não existissem os grupos informais. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. como amizades ou inimizades. com a Experiência de Hawthorne. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. já vimos a importância. da presença de grupos informais em uma empresa. No quadro abaixo. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. precisa e didática. .

À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais. por meios implícitos. que são os grupos informais. com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. O quadro abaixo indica quais são esses papéis. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. com características próprias. podendo acarretar problemas. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. um sistema de crenças. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho. Ao se comportar dessa maneira.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. “Cultura organizacional significa um modo de vida. Imaginemos a seguinte situação. Cada organização é um sistema complexo e humano. expectativas e valores. 2000. Daremos início ao terceiro componente. p. página 05 . os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização.531). O expediente tem início às 8h. Agora vamos dar início ao segundo. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização.

Vejamos alguns exemplos de crenças.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve. São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes. Como as normas de conduta já mencionadas. Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações. . . valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia.Além das normas de conduta.

A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. objetos.. . ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. Clima organizacional Clima organizacional. Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum. onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional. Esse elemento é formado por palavras. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário. de forma geral. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. valores e preconceitos. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. possui um importante papel dentro de uma empresa. Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue. . os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas. p. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. Naturalmente. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. logotipos.258). Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. 2000.A empresa é uma grande família. com direito a desavenças e o chefe representa o pai. o último componente a ser analisado da organização informal. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários. daremos continuidade com cerimônias e rituais. Exemplos de símbolos: uniformes. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais. Entendidos crenças. “Crenças. decoração das instalações etc. como as pessoas se relacionam” (Maximiano. os símbolos. Por fim.

não esquecendo dos salários. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. conseqüentemente. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. Porém. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. Porém é importante que participem pois. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. Podem ser maiores ou menores. desde a localização física até os objetivos organizacionais. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho. limpeza e integração com os colegas. Por exemplo. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. o que produzirá sentimentos individuais. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. ele fará parte de outro grupo informal. Contudo. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. através dos resultados obtidos. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. Já a organização informal escapa a essas limitações. pois exprimem os interesses do grupo. a fim de verificar se a . f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. conclusão Conclusão As organizações informais são.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. simplesmente. Cada funcionário terá uma realidade percebida. algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. podem trazer malefícios. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. infelizmente. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos.

quando uma relação agradável não é estabelecida.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho.Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve. em Avaliações. Ou seja.exercícios de autoavaliação . comerciantes e também no local de trabalho. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente. lados opostos com interesses. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. Gestão .Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros. geralmente. em sua maioria. documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha. Ou seja. quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está.Pede. então. conflitantes. aula 04 . Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo. . Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. Certamente. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. Acesso pelo menu "Avaliação". As negociações acontecem todos os dias entre familiares. Pois. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto. a preparação é relevante quando o assunto é negociar.

jantares e conversas informais. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. obtendo assim um desempenho satisfatório. talvez seja assim. dentre outros benefícios. é melhor conhecer quem será seu parceiro. 3. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que.ganha. um acordo já pode ser discutido de igual para igual. ninguém. a negociação está encerrada.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos. a manutenção deve ser feita. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. nenhuma das partes sai vencida no arranjo.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. São eles: 1. inclusive você mesmo.planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. página 03 Você pode estar pensando que. ele não quererá mais jogar com você. Afinal. O mesmo acontece nas negociações. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo. também fazem perdedores.relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. 2. pois em um jogo. antes de discutir negócios para valer. uma vez conseguido um acordo satisfatório. o método ganha-ganha é composto por quatro passos. quer sentir-se um perdedor. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo.cultivar um sentimento de confiança recíproco. 2. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida. Porém. plenamente. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores.permitir que o relacionamento se desenvolva. Em suma. Depois de consolidado um relacionamento amigável. Na vida. com o acordo estabelecido. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação. Por um razão ou por outra. ou seja. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. . Até soa mal! Em uma negociação ganha . que traz. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança. ou seja. É necessário fazer a manutenção do processo. o acordo é mútuo.

a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos. ao contrário do que alguns pensam. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim. veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações.acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas. 4. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade. .3. Compreendido o que é negociação ganha-ganha. Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar.

teremos então três finais. Ao todo. quando não há um planejamento prévio. ela segue um único caminho. Quando uma negociação é planejada anteriormente.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação. o resultado poderá ter dois desdobramentos. Observe: .

Assim. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. 3. listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. .fazem ataques pessoais. Para que você não seja surpreendido (a). juntos.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas. Resista! 4. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2. Ter. Ao negociar. no momento da negociação. jamais com raiva. pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões.tentam lhe distrair.induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas. tente ver sob todas as óticas possíveis. algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. Rebata com bom humor. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha. Vamos analisar. o foco acaba desviando dos aspectos finais. Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período.

com o aperto de mãos. ou seja. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. a negociação não termina como acordo finalizado ou. Existe uma fase muito importante. O que podemos falar é para você se prevenir. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. Ao contrário. e quando há o empate. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. é necessário que seja feito um plano de ação. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. Lembre-se. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. como conhecemos. Assim sendo. Porém. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. ao contrário dos que muitos pensam. você é responsável pelo que acontece. no qual um perde e o outro ganha. Espero que você não conheça esse tipo. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. é capaz de ficar confuso. a manutenção. acreditar nele. não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. ambos saem insatisfeitos. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. preparar aquilo que se deseja conseguir. Mentirosos: esse tipo é complicado. imaginemos um negociador indeciso. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. Se você não estiver bem preparado. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. Se o taxista quiser tirar vantagem. No momento do fechamento de acordo. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. tempo e poder. uma negociação não é um jogo. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. você até pode chegar ao seu destino. a negociação ganha-ganha existe para provar . mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. Caso conheça. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. Contudo. é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. honestos e moderados. e o pior. pois a negociação não termina com o acordo firmado.

Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. Tendo consciência. mas também fora dele. Em outras palavras. Porém. com certeza. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída. e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso.exercícios de autoavaliação . está ao seu alcance. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. por exemplo. Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que. a intrapessoal. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. por entendermos que é uma área de grande relevância. ações e intenções. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. A ajuda é um deles. avaliações. é trabalhar as emoções a seu favor. noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. ou seja. comunicar e operar em . Com isso. página 02 Intrapessoal Primeiramente.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. sensações. aula 05 . Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém. esse não é o nosso foco. O que é. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho. Voltemos à autoconsciência. agir. Gestão . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. ou seja. Algumas informações valiosas são sentimentos. então.

agora. Por exemplo. Provavelmente só lhe trarão malefícios. que ao desenvolver sua capacidade de comunicação. um avião distante. pois está dominado(a) pelas emoções. Daremos início a um passeio pela rua. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas. ao prestar atenção em seus sentidos. você necessita de um giroscópio. a maioria dos casos. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. pois. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. Porém. se respondeu não. estamos no caminho certo. olfato. esclarecer e alterar suas avaliações. você será capaz de examinar. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). numa rua movimentada. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. Você está discutindo com uma pessoa. Depois conversaremos sobre isso. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. etc. Para controlar a raiva. Assim. Preste atenção em todos os sons. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. com comércios e prédios nas proximidades. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis. exercitar sua consciência sensorial. página 04 Por exemplo. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. você e um colega de trabalho. só que regado por agressões verbais. Vejamos um exemplo claro. b) como controlar suas emoções . saber o rumo certo e como permanecer nele. pelo qual todos já passamos. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. um neném chorando do outro lado da rua. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. Vejamos outro exercício. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. e você ainda não tem essa consciência. é através delas que aprendemos mais. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). mas. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. Agora irá aprender como controlar suas emoções. Vamos.diversas situações. Seus sentidos – visão. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. audição. Observamos. O ‘bate-boca’ continua. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. sobre outras pessoas e diferentes situações. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício.

desarmado. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. 57). “não vou interrompê-lo”. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. página 06 Como podemos observar. dentre outros pensamentos um pouco piores. Mas um pouco depois. foram seus pensamentos sobre seu chefe. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. Pronto. de modo que. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. recebendo mais nutrientes. porém lhe chama para combate. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. esteja fugindo ou lutando. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. Na verdade. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. eles possam reagir melhor. 1997. Se você compreender isso. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. caso esteja notória a sua raiva. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. e se depara com um leão. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. Creio que esse ponto você entenda um pouco. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . p. Como o exemplo citado acima. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. músculos e outras partes do seu corpo. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. Entre algumas frases. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. Se você conseguir pensar assim. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. já será meio caminho andado. ele também está desarmado. depois atentar para os seus pensamentos. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. afinal. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. Nesse momento. órgãos.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. Porém. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem.

você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. um ser sem reação. É fácil. de forma também sutil. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. ou então conte a seus familiares. então. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. a solução é fácil. pense nele. e a meta é reduzir toda a tensão muscular. O objetivo não é lhe transformar em um robô. Se for esse o problema. no máximo atos de excitação. suas alterações fisiológicas e seu comportamento. o contentamento. tais como a alegria. em uma bela cachoeira. Só que você não sabe de um detalhe. E . E no final de duas semanas. sejam boas ou ruins. agora. não? Nesse caso. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. respire profundamente. provavelmente. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. página 08 Veremos. descontroladas. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. Apesar de o foco estar nas reações negativas. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado.e agradeça de forma sutil. Adote uma atitude passiva. se for boa. Ou seja. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. Caso não tenha.seu ambiente de trabalho. pense naquilo que achar mais agradável. Sinta suas costas. faça em casa. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. pernas. campo verde. e comente. que tal pensar em uma praia deserta. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. aprender a reconhecer as nossas atitudes. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. cabeça. ou até uma música tranqüila? Bem. tranqüilo e com luminosidade adequada. Encontre uma posição e roupas confortáveis. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. a euforia e a confiança. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. Tente ignorar as distrações. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. as reações positivas também necessitam de controle. pessoas fracas. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. Alguma dor? Bem. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. E você não deseja fazer parte dessa lista. não é? A partir de hoje. os que estão à sua volta percebem? Com isso. página 07 Normalmente. Nada agradável. dentre outras inúmeras denominações. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) . não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. Vamos.

A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. nas relações interpessoais. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva.para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. Para que isso aconteça. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. Vamos agora aplicar. se o diplomático é alguém que trabalha com você. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. inclusive você. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. o caminho é esse. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. Agora. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. bem como sua avaliação de diferentes situações. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. vulgarmente chamado de puxa-saco. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. Existem alguns passos a serem seguidos: . identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. em direção a outras pessoas. a inteligência emocional deve estar presente. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional.

O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. ou seja. pois você terá que se abstrair de suas opiniões. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. porém. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. quem sabe. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. Vejamos agora. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. frustrado (a). a sua linguagem subliminar. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. pois. Às vezes. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. Agora. Por exemplo. e. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. É uma tarefa que exige sabedoria. pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. Vamos a um exemplo. Porém. fazendo isso. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. é necessário entender sobre os limites do relacionamento. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. além disso. você tende a ficar decepcionado (a) e. além de percebermos as suas reações. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. como levar em conta as expectativas do relacionamento. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. simplesmente. observar experiências ocorridas anteriormente. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. muitas vezes. Porém. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. de forma inconsciente. Sendo assim. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. elas também têm suas percepções a seu respeito. caso contrário. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. Ao analisarmos essa situação. a programação prévia é válida nesses casos. Que tal. O que você faz? Decerto você seria . Então. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. é provável que suas idéias sejam questionadas. analisar as reações que elas transmitem. Se você é percebido como competente e inteligente. você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. se é percebido de maneira oposta. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber.

fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar.Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo. aula 06 . Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais.Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo. medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum. Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. Assim. você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. ou seja. Em suma. . em Avaliações. você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. as duas se completam e formam o que. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. Já esqueceu? Então podemos iniciar. Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. vale a pena desenvolver essas inteligências. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação.exercícios de autoavaliação . Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente. Daniel Goleman. O quociente de inteligência (QI). a sua inteligência intrapessoal.simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. A dica foi dada. Gestão . pois. chama de QE . pois infelizmente.quociente emocional. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade. vocabulário e outras capacidades.

O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. “deliberadamente” e “propositadamente”. Mas se você é um (a) poeta (isa). Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras.Vamos voltar ao passado. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. palavras cruzadas. a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. nem pela Ciência. convencer. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. Você deve estar se questionando. neurofisiológica). Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. p. estimular. parabéns. forca. Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. dentre outros. Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. . qual a finalidade dessa unidade? Bem. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. jamais terminaríamos esse estudo. quanto você mudou? Todos mudamos. “A competência lingüística é. de fato. nem que seja um pouco. há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. 61). em uma escala de 0 a 10. que não somos poetas praticantes. transmitir informações ou simplesmente agradar. Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. Não existe uma única mensuração.

página 03

Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

página 04

Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

página 05

Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

página 06

Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

página 07

Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

4. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. Inteligência Corporal Cinestésica. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. Agora é a sua vez. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar. “a estatística é como biquíni. Quaisquer que sejam os usos do corpo. formas geométricas. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. cenas.. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. toda idéia. quanto maior o número de idéias. análise de mapas. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1. gráficos. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial. um exercício de comparação. “a alegria é como uma piscina. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. 2. mas o que esconde é essencial”. Lúcio Costa e Burle Max. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. o jogo de xadrez seria um forte candidato. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer.”. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. reconhecimento de locais. por mais louca que seja. o que mostra é interessante. diagramas. 3. . mais fácil será selecioná-las. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. será bem-vinda.. objetos.

considerado o atleta do século. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. . a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. A própria inteligência corporal. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. Segundo Goleman. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. também se expressava muito bem jogando baseball. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. Não menos importante. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. grande astro do basquete norte-americano. Para Gardner. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. A dança pode refletir e validar a organização social. Psicanálise. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. e. diante da Inglaterra. Em geral. não era bom apenas com os pés. e acabam perdoando mais o erro dos outros. e não fez feio. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. Pelé. em uma visão externa. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. focalizada internamente. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. não tem dificuldade de morar sozinho. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. Índia.

conselhos.exercícios de autoavaliação . mais o homem tem a ganhar com isso. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. Se alguém entregá-lo um mapa.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL . você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros. o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo. a inteligência lógico-matemática. aula 07 . não ter a mínima noção de espaço. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. em sete. Gestão . tais como: ecológica e espiritual. e continuam se abrindo no decorrer dos anos. Acesso pelo menu "Avaliação". Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. simplesmente. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos. Porém. oito ou nove tipos. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas. Pois como foi dito. O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. ajudas são papéis de seu excelente desempenho. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. Depois disso. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. em Avaliações. não saberá o que fazer com aquilo. suscetível a erros sob o prisma científico. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”. Porém. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente. quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. É importante ressaltar que é apenas um treino. Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. a corporal cinestésica e a pessoal.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. apesar de ter a inteligência lógico-matemática. Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. Assim.

uma maior motivação e satisfação do seu público interno. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . A comunicação. pelo simples fato de existir. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. Vamos. controla os participantes internos e externos. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. então. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido.emocional. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. implementável em qualquer instituição: pública ou privada. promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. Vale lembrar que as normas. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. mediante a comunicação expressiva . ajusta interesses. enfim. Bem. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. gera influências. objetivando um bom funcionamento organizacional. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. Porém. assumindo. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas. mesmo que Empresarial ou Organizacional. é a comunicação. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. Ao analisarmos essa situação. os processos de recompensas. pequenas/médias ou grandes empresas. ao final. recebem tratamento ao nível do código lingüístico.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. tanto interno quanto externo. comunicação institucional. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. vamos ver agora sobre a comunicação institucional. sem dúvida. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. bem como. uma maior notoriedade por parte do público externo.

do problema. uma falha na comunicação institucional. pois tiveram algumas falhas no percurso. Ele pediu para você interpretar. Ocorreu. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . a seu chefe. Porém. mas não alcançou a eficiência. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência.inputs de que necessita. você não elaborou uma crítica fundamentada. Bem. Porém. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. você atingiu a eficácia. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. porém não alcançarmos a eficácia. Nesse caso. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. talvez míope. então. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. com perdas mínimas de energia. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. todos os processos que ele solicitou. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. se não tiver acontecido. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. Nos projetos. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto. pesquisas. mas é isso que deve ser evitado. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós.

Antes de concluir. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. Afinal. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. Ao finalizar a conversa. sua cultura. com a qual o receptor concordava. Por favor. como todo ser humano. Depois de alguns dias. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. O mal da falta de comunicação. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. Pedro. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal. Sem exceção. Vamos verificar outro exemplo. como se tivessem mensagens divergentes. Pois toda empresa é única. com resultados claros para ambos. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. Cada empresa tem sua história. sua missão. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. não façam julgamentos precipitados. seus valores. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. as empresas são compostas essencialmente de pessoas. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido.

Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. . talento. p. insere-se. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. 1986. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. em Avaliações. do emissor de afetar os outros. sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato. “Relevância. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. conclusão Conclusão Como foi dito. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Gestão . entendimento. Porém. credibilidade. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. Bem. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. deve ser analisada como a potencialidade. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional. profunda e intensamente. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. adequação.exercícios de autoavaliação . deve ser coordenada e praticada por especialistas. espírito crítico.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. Ela requer planejamento. mais a empresa/instituição será produtiva. de um lado. a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. no que tange a eficiência comunicativa. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa. Em suma. 39). no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. de modo a fazê-los seguir suas intenções. Como instrumento de inteligência empresarial. de outro modo. criatividade e inovação.falou algo que ele não disse. pesquisa.

página 02 Em seguida. O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo.Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. praticamente uma interação psicológica. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. . As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros. o dinamismo inerente ao grupo. o grupo deve ter um objetivo em comum. Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. deu início a alguns estudos sobre esses problemas.aula 08 . E por fim. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia. a planificação econômica e reestruturação do ensino. Com o fim da automação. em 1930. por exemplo. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. Depois dele. É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. em um clima de harmonia e de respeito. Kurt Lewin. Diante disso.

alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir. no tempo que dispõe para isso. São eles: grupos de trabalho. Independente do tipo de grupo. . O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: .Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos. Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais. ou seja. A figura do animador é como a do mediador. algumas etapas devem ser seguidas. página 03 . E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos.Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não. proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. praticamente um brainstorming). Ou seja. O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. crítica das propostas e tomada de decisão. se você não concorda com o que seu colega disse. . são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. de formação e mistos.Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada.

Os animadores têm perfis distintos. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que .página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. você imprimirá e colocará em uma urna. Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. como todas as pessoas. pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes. A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador. o chefe de sessão marcará uma reunião. No momento oportuno.

Enfim. Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. É importante observarmos que. No momento em que você assume algo da sua personalidade. o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese. nesses casos. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. em Avaliações. Por exemplo.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". porém. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”. em seminários e outros. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno. é recomendável que os grupos tenham. citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. 20 participantes. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável. aula 09 . Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. com um clima descontraído e de total harmonia. Orientamos que. analisá-las e colocá-las em prática. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos.exercícios de autoavaliação . Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). Não acumule dúvidas. A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. seja algo bom ou ruim. não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores.Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. Procure saná-las logo que apareçam. Isto. Gestão . utilizadas com o intuito de confrontar idéias. no máximo. em congressos. As dinâmicas são técnicas simples.consta na pauta de debate.

Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. . confiança e.FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. Para que essas barreiras sejam rompidas. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade. mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. Devemos. Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. . Action) de controle de processos. é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. então. . A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. 1995. Check.11). Do. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control). página 02 . criando raciocínio de processo. desde que sejam artifícios éticos. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência. Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial. respeito. principalmente. Caso contrário.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. p. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. a organização será um conjunto de ilhas. sem comunicação entre elas.Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece.

1. Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. 4. 2. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. 1. que é conhecido também como . Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida.Primeiramente. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada. Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo. 3. 3.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade. a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado. caso a meta tenha sido atingida. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. 2. a partir dos dados coletados na etapa de execução. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação. Nesta etapa.

Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. . um item de controle que não atinge o nível desejado. Bem. equipamentos. pessoas e informações do processo de medidas. devido à sua forma. insumos. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos. métodos ou procedimentos. material. condições ambientais. ou seja. de modo a focalizar a ação. operador e tempo. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. que será observada logo a seguir.

página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização . dois efeitos ou uma causa e um efeito. Permite. Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. também. o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. podendo ser duas causas de um processo.

página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta. Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. desta forma. permitindo. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais. conclusão Conclusão . atividade etc. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões. entradas e saídas de um processo. variáveis.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções.

que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações. fica a seu critério a escolha mais apropriada.Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. Foi criada em 1961 pelos Drs. interpretar a figura abaixo.Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa. Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula. podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade. Joseph Luft e Carry Inghan. aula 10 . devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. . Gestão . assim. Apenas uma curiosidade! Vamos.exercícios de autoavaliação . O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. agora.A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais. Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros. em seu grupo. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback.

Exemplo: ser uma pessoa educada.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível. ver-se como eles o vêem. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. a fim de dar e receber feedback. uma característica.O “eu oculto”: conhecido por você. Pois como sabemos.. bastante interessante.. que na maioria dos casos. compreender. sentir. Porém. Não há dissimulação. existem pessoas mais sensíveis que outras. 2. vamos dar continuidade ao assunto. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. Normalmente. gestos e atos. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). divulgando seus próprios pensamentos. vistas nas aulas cinco e seis. Porém. uma habilidade. são caminhos jamais percorridos. em termos verbais ou não. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. Bem. Ele também é conhecido como “arena”. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. aquilo que você sabe que tem e os outros também. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria. tensão nervosa.1. 3. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam. O desconhecido é um nada dentro de você. o feedback precisa ser analisado de maneira racional. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros. Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho. porém desconhecido pelos outros. página 03 O “eu cego” . Por exemplo. mas isso pode afetar outras pessoas. de ser quem realmente somos. página 02 4. É justamente aquilo que você é e passa para os outros. sua agressividade. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. julgar. Por exemplo. ou seja.

porém vive a base de tranqüilizantes. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. Quando o mesmo acontece com você. apenas ouvem taciturnamente os outros.com/1/cromos/lupa. O exemplo dado anteriormente. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. mas em geral. ele é cabeça-dura e. .juarezonline. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. sem esboçar muitas reações. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos. Falam pelos cotovelos. comportamento. está sendo apenas firme. Todos pensam que você é uma pessoa calma. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. Em geral. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. normalmente dão muito feedback. Fonte: http://www. não dão feedback. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante. porém “não se enxergam”. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. Pessoas que possuem essa janela muito aberta. quando você o faz. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto. Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. é apenas distração.

Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. onde todo valor negativo deve ser precedido . Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. vale ressaltar que o eu desconhecido. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. reduz-se potencialmente. Porém.que nem ele imaginava que pudesse cometer. A técnica “sanduíche” é aquela que. ou seja. O que é ser neurótico. Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. Esses devem ser dados em particular. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. premia-se o triunfo a qualquer preço. Nem ele esperava por isso e nem os outros. e. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. coloca-se uma porção de valores positivos nela. Assim. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. eu oculto e o eu desconhecido. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. mas isso não autoriza confundir esses dois males. seus amigos e irmãos sociais e. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. ao invés de colaboração. eu cego. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”. E mais ainda . ainda. Porém. Porém. exalta-se a competição. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. é dando e recebendo feedback. ainda que em público. nem você e nem ninguém conhece. pode magoar profundamente.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”.

P. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Do. em Avaliações". Organização.T .Balanced Socrecard aula 01 . .P. disponíveis ao final de cada módulo. Acesso pelo menu "Avaliação. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Prêmio Nacional de Qualidade E. Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.Plan."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento.Q.Cadeia de Suprimentos P. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. que serão corrigidos pelos tutores. Enterprise Resource Planning BSC .N.D.Q .A .exercícios de auto-avaliação .e concluído entre valores positivos.R. Gestão . Para visualizar a correção. O acesso é pelo menu Avaliação.C. Direção e Controle). aula gravada em áudio .Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. botão Avaliações. Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA .S. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Lembre-se de que caso seja necessário.O.International Standartization Organization Supply Chain . Check e Act KAISEN C.

para atingir o próximo momento. contemplando o planejamento. Tomar iniciativa. Bloqueie as causas do problema. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. tal como uma linha de chegada. tendo disciplina para colocar em prática. de forma continuada. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar. Execute com fidelidade seu plano. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa. Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. Fonte: http://www. trabalha talentos e habilidades . mas sim sucessivas vezes. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. Definir o que queremos. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. Do (Fazer. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. a padronização e a documentação destes. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. Compare o resultado com seu plano.CICLO PDCA . As Etapas do Ciclo PDCA: 01.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo. Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. mas foi Deming seu maior divulgador.ac. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. página 02 02. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo. Plan (Planejar): Detectar um problema. treinar. Executar): Faça exatamente o que planejou.Plan. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. 03. educar. implementar. Fazer. o que planejou. . Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. planejar o que será feito. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. No plano pessoal. Do. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. Shewhart. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas.jpa.

página 03 Fonte: www. se há problema. assumir ações corretivas ou de melhoria. preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem). 04. esta atividade pode corresponder aos testes. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. implementações e continuidade do sistema. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória.sakosta. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema).gif Ou seja. atuar para que não se repita.ibiweb.org/programs O Programa 5 S .de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior. Fonte: http://www. esta atividade pode corresponder aos ajustes. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. Se houver.

classificação de materiais. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. peças quebradas. ferramentas. Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. materiais que se usa no dia a dia. higiene. discos de computadores. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. zelo. mantém o estado de limpeza. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação. formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. conservação. gavetas. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". onde cada um deve cuidar da sua área. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. etc. O material deverá ser enviado à área de descarte. pois possibilita a identificação de defeitos. liberação de espaço. gerando o descarte de coisas não necessárias. ordenação. utilização. utilizando o Ciclo PDCA como suporte. asseio. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. que buscam fortalecer 5 Sensos. Manter a arrumação do local de trabalho. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. vazamentos. A . em equipe.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). dia após dia. com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. No Programa 5S. as áreas isentas de pó. gerando descarte dos itens sem utilidade. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. guardar as coisas e obedecer as regras. padrões de arrumação. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. inclusive discos de computadores. A ARRUMAÇÃO ou sistematização. armários. onde cada coisa tem que ter nome. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. mantém tudo sempre limpo. etc. Definir um lugar para as coisas. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. Limpeza é forma de inspeção. a limpeza. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. A LIMPEZA ou inspeção. para manter somente o que é útil. armários.

é um modelo mental muito simples. diagnósticos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. análise e ações corretivas. medição para obter controle. alcançar um novo posto na empresa. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas.iluminação. educação. mudar determinado comportamento. num processo de repetição e prática. que é a arte de fazer as coisas certas. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. Acesso pelo menu "Avaliação". O PDCA – PLANEJAR. CONTROLAR E AGIR . formas. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização.Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.exercícios de autoavaliação . limpeza. na trajetória para alcançar novos objetivos. Em caso de dúvidas. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. harmonia. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma. ventilação. A disciplina é a base de uma civilização. É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. de forma natural e cotidiana. etc). fazer uma pós-graduação. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores. Usar o PDCA de forma universal. O conjunto de práticas denominado 5S (organização. mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. A DISCIPLINA ou auto-disciplina. como forma de criar bons hábitos. vestuário. arrumação e limpeza) de forma contínua. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos. Gestão . execução de tarefas com registros de dados e fatos."Mensagem") ou por e-mail. padronização. tais como: cores. arrumação. aula 02 . DESENVOLVER. análise de cenários. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor. adquirir outra habilidade. treinamento e desenvolvimento. higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável.Kaisen aula gravada em áudio .padronização inclui outras considerações. calor.

qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: . Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” . investimentos pequenos e gradativos diariamente. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. manter os padrões atualizados sobre tecnologia.TQM. . ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos. custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente. bem como mudanças na estrutura gerencial.promove um certo benefício para os usuários.kaisen. ações e programas de Melhoria Contínua. ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. Segundo Mondem (1999). diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. quando ocorrem mudanças drásticas. O retorno se torna melhor. Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total. Mas. Em seu primeiro livro.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero. já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua".transcontinental. Porém. página 02 Fonte: http://www. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços. sempre emergindo. negócios e operações). A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja. Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". idealizado por Masaaki Imai.).JIT. Para Ansari (1995). Propõe a empresa. provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização. “Total Quality Management” . etc. O conceito de Kaizen. editado em 1988 e publicado pelo IMAM.

O pessoal começa a dar sugestões de melhoria. Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. controle gerencial e aprendizado. Não basta trabalhar com os braços duramente. de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente.é praticada.esica. para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos.não exige nova tecnologia. mas superá-lo.exige baixo investimento. . . nas empresas brasileiras. Com isso. Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen .é rapidamente implementada. carrega muito peso ou até chega a se acidentar. na maioria das vezes. . de provisórias passam a ser definitivas. como de quem caminha muito pela empresa. O grande problema é que essas "gambiarras". . Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado.os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso. conforme análises de Kaplan&Cooper. No custeio kaizen.com . ele tem suas limitações para custeio de produto.normalmente usa-se o "bom senso". tornando-a cada vez melhor. mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. o objetivo não é alcançar o padrão. a força de trabalho é investida de poder. é preciso usar a cabeça. pelos próprios usuários. Normalmente. transformando-os em "cabeça-de-obra". nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra".longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. por deficiência no endereçamento. . Portanto.má localização dos itens. ..contrafluxo de materiais.é a redução de custos dos processos. seguida de sucessivos aperfeiçoamentos. não é contínua. . Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra".dificuldade em encontrar os materiais estocados. Fonte: www. página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: . Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos. embora seja uma melhoria. . é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças.

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”. permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico. de função e engenharia de valor. Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês. Acesso pelo menu "Avaliação". Por isso. Fonte: www. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial.Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Gestão . pois o custeio kaizen tem foco nas equipes. em Avaliações.O tema é relativamente novo para o Brasil. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen. É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. mais do que nos indivíduos. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto. a idéia de qualidade tem uma história muito antiga. O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão.C.com/film/2003/moderntimes. Como reflexo e testemunho dessa importância. Segundo Maximiano (2000). O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos.offoffoff. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo). é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas. destacamos: .php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade. Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses. quando utilizado no processo de custeio kaizen. baseia-se na análise de valor.T .Q. aula 03 .exercícios de autoavaliação .

que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas.página 02 Na Administração.br/autosantigos/images/ . até chegar à administração da qualidade total da atualidade. a administração da qualidade passou por diversos estágios. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada. qualidade era sinônimo de identidade. A expansão da produção de mas-sa.com. Fonte: www. Desse ponto de partida. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial. nasceu o controle estatístico da qualidade. Para os engenheiros e industriais do início do século XX.copiadorasatelite.

que em . tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem. a era da qualidade total. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. Shewhart. página 03 Portanto. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. a inspeção era feita pelo próprio artesão. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes. dos Laboratórios Bell. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar.Na era da inspeção ou do controle estatístico. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. Nos primórdios da indústria moderna. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A. Por causa disso. Ou seja. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. Garantindo-se a qualidade do sistema. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. No estágio seguinte. Em lugar de inspecionar todos os produtos. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. Agora. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. qualidade é uma questão sistêmica. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. que se baseia na amostragem.

2. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. engenharia de processo: escolhe as máquinas. Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. desenvolveram técnicas de amos-tragem. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. todos os estágios do ciclo industrial. 8. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. Em 1950. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. W. 5. suprimentos: escolhe. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. engenharia. da redução de custos. a JUSE convidou Dr. no caso de produtos. instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. Dodge e Roming. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. O fato de o Japão ser um país. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. da conquista de mercados e da expansão do emprego. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. Dois colegas de Shewhart. com poucos recursos natu-rais. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. ferramentas e métodos de produção. 7. 6. Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. Em 1946. (1983) A qualidade total abrangeria assim.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). paralelamente. entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . compra e retém fornecedores de peças e materiais. 3. tornou a qualidade uma obsessão nacional. foi criada a JUSE . pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. 4. através do aumento da produtividade. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo.

. 8. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. 12. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. 4. Eliminar a ad-ministração por objetivos. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. dessa ma-neira. do Módulo I. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. Instituir a liderança. Essas exortações apenas criam relações hostis. Em 1982. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. 7. de vendas e de produção. em 1951. de projeto. reduzir constantemente os custos. Agir no sentido de concretizar a transformação. 10. Acabar com a dependência da inspeção em massa. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. 13. deve agir como equipe. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. 9. Adotar a nova filosofia. é o Método Deming. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. Os japoneses ouviram. para melhorar a qualidade e a produtividade e. do Prêmio Deming de Qualidade. 5. 11. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. permanecer no mercado e criar empregos. 3. conforme vimos na Aula 9. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. exortações e metas exageradas para os empregados. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. Instituir o treinamento no serviço. 14. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. Eliminar slogans. 2. a administração deve despertar para o desafio. Eliminar as barreiras entre os departamentos. A transformação é o trabalho de todos. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. Os 14 Princípios do Método Deming 1. que compreende 14 princípios. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. Numa nova era econômica. 6. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. de maneira coercitiva. Ao in-vés disso. Afastar o medo. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. A visão é sistêmica. deve-se procurar minimizar o custo total.

Shewhart e Juran. Deming. . Ishikawa.página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum.

conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas. trabalham não por objetivos individuais. faça das melhorias contínuas um assunto diário. escute e aprenda com seus clientes e colaboradores. Entretanto. mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. . As empresas trabalham para estar à frente da concorrência. desenvolva trabalho de equipe. confiança e respeito mútuo. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos.

Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as. é reprojetar os processos. aperfeiçoar-se e aprender.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. No entanto. Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. inovação e velocidade. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. aula 04 . seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade. O que elas fazem. reformular completamente seus principais processos de trabalho. De todos os novos conceitos de administração. Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. Hammer não inventou a reengenharia.antes que o artigo fosse publicado. práticas e atividades existentes para. redesenhar seus recursos de maneira inovadora.Gestão .Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. Henry Ford. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. qualidade. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. Assim. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. 1990). Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". O que elas deveriam fazer. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. por exemplo. em seguida. a reengenharia é um dos mais populares. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. desafiando suas doutrinas. em Avaliações. as empresas precisam mais do que mudar. página 02 . ou melhor. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. geralmente. em processos que integram as funções departamentais. Tem o objetivo de rever e se necessário. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização. de reconstrução dos mesmos. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. antes de tudo.exercícios de autoavaliação . destrua” (Harvard Business Review. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. Nesse texto. July/Aug.

. .gerenciamento de informações. são os seguintes: . fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado. Portanto. página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio.desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). A maioria das empresas. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. com começo. podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado. a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. mesmo as muito grandes e complexas. Um processo é um conjunto de atividades. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo. . A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. passaram pela reengenharia nos últimos anos. a palavra processo tem importância fundamental. . .gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). Alguns dos processos mais comuns.Processo Dentro da reengenharia. O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional.serviço de vendas pelo correio. Centenas de grandes empresas. incluindo Kodak. bem como muitas empresas pequenas. começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes.administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento). ligadas entre si. . Conseqüentemente. Um processo é.administração de suprimentos. que se encontram na maioria das empresas. que envolve toda a organização. Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. Bell Atlantic e Taco Bell. portanto.

página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional. conforme descrito na tabela abaixo: . Requer um conjunto de valores inteiramente novos.

página 05 Não acumule dúvidas. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades. quando o processo é longo. Embora os processos sejam seqüenciais. Sempre que possível. Às vezes. reduzindo o tempo de execução. porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. resultando em menores esperas. os passos do processo são feitos em paralelo. os processos passam a ter mais de uma versão. antes distintas. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . são conjugadas e combinadas numa só. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. De acordo com Hammer e Champy. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. Às vezes. Procure saná-las logo que apareçam . menores custos indiretos. sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores. Os trabalhadores passam a tomar decisões.

São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. por meio da tecnologia da informação. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente. Característica mais marcante. aula 05 . “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. conforme vimos na Aula 7. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. que assumam maiores responsabilidades. possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas.exercícios de autoavaliação . Reduzem-se os controles e verificações. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. Gestão .Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento .mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. em Avaliações. corram riscos. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio. da Unidade 1. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Minimiza-se o esforço de conciliação. conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI. A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos.Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. A reengenharia. A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” . A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato. O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido.aos projetos de reengenharia. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais. Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia.

então. Fonte: http://www.A gestão do conhecimento.com. os empresários. demanda por qualidade. sendo necessário. utilizar sistemas de informações gerenciais. implementar o processo de mudança organizacional. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia. a conhecida globalização.br/centropis/cerebro.geocities. principalmente pela união das telecomunicações com a informática. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual. Fonte: http://www. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos. investir em inovações tecnológicas. sempre estiveram em destaque. portanto. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente. não sendo desconhecido o fato de que. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade.edu/mshs/images/tech-res. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações. possuindo conhecimento.jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração. Por que.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. está entre os temas mais discutidos atualmente.yahoo. .mayo. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações.

Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”. registrado. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. seja em computadores. portanto. manuais. vista como cidadão e trabalhador. numa época de desafios cada vez maiores. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. normas.. 1991). A diferenciação passa a vir do conhecimento. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. o fim está à vista”. da preparação da pessoa. basicamente. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. com consistência. ou está. os sistemas integrados. etc. disseminá-los por toda a organização. e por isso. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. portanto. experiências. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. proliferação de tecnologias. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. dos relacionamentos e dos processos. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. como as redes globais e internas. emoções. A Educação Corporativa. na conversão do conhecimento tácito em explícito. fundamentalmente. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. O conhecimento tácito. e. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. seu aprendizado assume papel fundamental. portanto. visualizar as organizações migrando do velho modelo. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. O conhecimento explícito é aquele que pode ser. valores ou ideais dos indivíduos. transmitido ou armazenado. e pode ser facilmente processado. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. Jack Welch Educação e Mudança . é aquele contido e decorrente das ações. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. entre tantas outras. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. cujo principal negócio é a contínua inovação. A Gestão do Conhecimento reside. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. por sua vez. vídeo e teleconferências. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. criar novos conhecimentos. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. Trata-se. Pode-se.

precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. assim como a eliminação de empregos. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. globalização. E. A natureza instrumental das organizações permanece. aplicadas em conjunto. com a aplicação do raciocínio sistêmico.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. atualizadas e no tempo certo. do outro. O abandono de nossa transcendência. 1989). que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. A realidade. hoje dominantes. reestruturações e menor lucro operacional. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. rever canais de distribuição. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem.alzheimers.org/unraveling/07. com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. a riqueza é o conhecimento. a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. Na Era da Informação. pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. aumentar a capacidade de produção. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. comunicações. 1997). desde que bem utilizado. é outra. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. Os antigos princípios não valem mais. ou seja. tempo (velocidade) e custo. quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. Fonte: www. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. . a Unesco. mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. mas com seu efetivo auxílio. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. ao lado do trabalho. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. limitações de capital. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e. a serem. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. naturalmente. no entanto. por meio do Relatório Delors. por exemplo.

página 05

Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

página 06

Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. da segurança e ambiental. desenvolvida em 1963. Ela é evolucionária. nem em seu nome. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. Além disso. especialmente nas áreas da saúde. cinco séries específicas: . nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo. No entanto. página 02 Devido a sua grande aceitação. Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. ou seja. a certificação não é conferida pela ISO. A família compreendia.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. mas não é uma garantia da qualidade de produtos. ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. a adesão às normas ISO é voluntária. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. até o ano 2000.

foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1.página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. 9004-2 e assim por diante). antes de ser retirada no ano 2000. de 9000 até 9004. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. . São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. A norma ISO 9003. melhorados e aprovados. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes. antes de ser retirada no ano 2000. A numeração. testados. A norma ISO 9002. não significa uma hierarquia entre as séries. desde o projeto até o serviço.

página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária. .

Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente.” Internacionalmente. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. elaboração e divulgação da política da Qualidade. treinamento. formação do Comitê de Coordenação. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. seleção e designação formal de um coordenador. está entre os mais respeitados e utilizados.Conforme estabelecido na ISO 9000. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. Dentre eles. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. . o do Reino Unido. implantação das ações corretivas para as não conformidades. formação dos Auditores Internos da Qualidade. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. palestra sobre qualidade para todos os funcionários. realização das auditorias internas. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato. divulgação constante do assunto qualidade. requisitos suplementares. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. elaboração do Manual da Qualidade. seleção da Entidade Certificadora. quando apropriado. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. sobre o fornecedor. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade.

cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. redução do desperdício. . início de um processo de potencialização dos funcionários. uniformidade e clareza de conceitos. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. mudança comportamental dos colaboradores. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. aumento da participação dos funcionários. paralelamente. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. entre outros: foco no cliente. algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. ações baseadas em fatos e não em opiniões. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. aumento do desempenho da empresa. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. entre outras. com destaque para a parceria. cria uma cultura voltada para a Qualidade. Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram.página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. aumento da capacitação dos funcionários.

• Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo.fiesp.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos. Sistemas de Gestão da Qualidade . a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade. Além destas 3 normas. algumas modificações foram feitas nas normas ISO. • NBR ISO 9004:2000. • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade. dificultando seu uso nas organizações. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas. principalmente nas últimas duas décadas.com. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência.Requisitos.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. a ISO 9000:2000 foi modificada. através de uma aplicação efetiva do sistema. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps. • NBR ISO 9001:2000."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente.br/qualidade/faq. . • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário.Diretrizes para melhoria de desempenho. composta pelas NBR ISO 9000. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000. principalmente. Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada. • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”. Para cumprir esta diretiva. Sistemas de Gestão da Qualidade .

começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD). administrativos e humanos. Por fim. Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. estejam sob controle. ISO 9001. fatores técnicos. Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Kanban e Engenharia Simultânea. são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. principalmente. Mesmo em nível internacional.Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação. acima de tudo.Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT).É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. ISO 9001 e ISO 9004.Supply Chain . era composta pelas normas ISO 9000. Gestão . a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e. ISO 9003 e ISO 9004. . até 1994. que afetem a qualidade. ao atendimento das exigências do cliente. Supply Chain Management (SCM). Controle Estatístico de Processos (CEP). ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Redução do Tempo de Setup (SMED). se uma empresa deseja obter a ISO. Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu. ela deve se organizar de forma tal que. da prevenção de deficiências na qualidade. estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade. A partir do ano 2000. aula 07 . sem perder sua amplitude.exercícios de autoavaliação . e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. A versão da Família ISO 9000.

pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. uma simples extensão do conceito de logística integrada. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. Embora muito se tenha falado. pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. e que são críticas para a implementação do SCM. internos e externos. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. e finanças para a estruturação do financiamento. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. página 02 Em contrapartida a esta visão. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. Além disso. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada. ou seja.Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. fabricação e logística para executar as operações. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. instituições e agentes. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. página 03 . é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos.

o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. informações. não assumindo o risco da posse do produto.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. o surgimento de novos e variados formatos de varejo. distribuidores e varejistas. armazenagem. As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. através da desverticalização e/ou terceirização. armazenagem. . página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. e incluem: fabricantes. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. atacadistas. assumindo o risco pela posse do produto. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. programação da produção e financiamento. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. Em contrapartida. levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. por meio de um processo de cooperação e troca de informações. transporte. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. estoque. Até a década de 50. a presença de membros especializados era pouco difundida. Qualquer unidade organizacional. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. vendas. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos.

combinado com a revolução nas telecomunicações. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. página 05 No caso da distribuição indireta. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. Como exemplo. por esta razão. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. Em outras palavras. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. No entanto. as instituições externas ou agentes (transportadores. o custo da distribuição tende a ser muito maior. criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. que está sendo denominado de Supply Chain Management. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. armazenadores. Neste caso. . o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto.O avanço da informática. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros.

Os níveis de estoque foram previamente determinados. redução de estoque. desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. relacionamento com os clientes 2. através do processo de coordenação e colaboração. Por fim. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). Levis. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. que é a Miliken. o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. . a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. administração do fluxo de produção 6. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. redução nos custos de transporte e armazenagem. serviço aos clientes 3. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. Como. compras/Suprimento 7. nos Estados Unidos. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias. que é a Du Pont. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. Os mais citados são: 1. administração da demanda 4. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. tidos como essenciais. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears. devem ser considerados processos de negócios. Essa por sua vez.Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. por exemplo. atendimento de pedidos 5.

estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas. Gestão . pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas.Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE . Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. mas algo consistente.P. A primeira deriva da relativa novidade do conceito. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais. a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada. tanto dos procedimentos internos como nos externos. como a Fortune. As razões para tanto são basicamente duas.Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação.N. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito. Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. Artigos na imprensa especializada. A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva. com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das . Embora seja um conceito em evolução. Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM. que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade.exercícios de autoavaliação . pelo processo de coordenação e colaboração.conclusão Conclusão No Brasil. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega. de fornecedor para fornecedor. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. aula 08 . O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia.Q .

geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade."Em Busca da Excelência" – sendo. cumprindo com a sua missão institucional. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. Prêmio ANTP da Qualidade. órgãos da Administração Pública . página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. pequenas e microempresas. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. Prêmio Qualidade RS. para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. fundada por 39 organizações públicas e privadas. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais. promotora do prêmio. Examinadores Relatores e Examinadores. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. Desde sua criação. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. Prêmio Qualidade do Governo Federal. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. médias empresas. entidade privada e sem fins lucrativos. De 1992 até hoje. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência. tais como: Prêmio ABES da Qualidade. Foram realizados dezenas de Seminários . em todo o território nacional. quase um terço internacionais. organizações sem fins lucrativos.FPNQ. O domínio do conhecimento na área de avaliação. Examinadores Seniores. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. Em outubro de 1991. Prêmio Qualidade Rio.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ.

da Gerdau. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. Portanto. ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. da Petrobrás. bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. das Delegacias Federais de Agricultura. da Siemens. do Senai. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. portanto. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. que estão se desenvolvendo no Brasil. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. dentre outras. desde 1996. a melhoria da competitividade. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. página 03 A FPNQ edita. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. inclusive com a criação de premiações internas. setoriais e regionais. como no caso do Serpro.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. da ECT. . a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. da Sadia. os "Primeiros Passos para a Excelência".

de tal forma a permitir um diagnóstico.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações. Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. Além disso. processo. agilidade. inovação. contendo: perfil da organização e descrição da gestão. foco nos resultados. aprendizado organizacional. pessoas. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. clientes. seja qual for o tipo de organização. valorização da pessoa. sociedade. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão.relatório da gestão. os seguintes benefícios: . principalmente. estratégias e planos. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. responsabilidade social e ética.elegibilidade 2. entre outros. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. mas.inscrição para candidatura e 3. resultados. abordagem por processos. decisões baseadas em fatos. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1. visão de futuro. Os conceitos. informações e conhecimento.

1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. assim como. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. promoção da cooperação interna. . O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. análise por 1 sênior. que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I. foco na realização de resultados.visão sistêmica da empresa. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. liderada por um examinador sênior. Etapa II – análise crítica de consenso. Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II. por até 6 membros da Banca Examinadora. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. por até 10 membros da Banca Examinadora.

as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento.) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados.P.Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E. É a chave para a automação de processos empresariais. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios. página 02 Tipicamente. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura. ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular.Gestão .Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. incluindo o desenvolvimento de produtos. . Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. em Avaliações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. interação com os fornecedores. aula 09 . que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos.P.R. manutenção de estoques. compra de itens. . um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional. serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção.E. como produção.R. Acesso pelo menu "Avaliação". com informações on-line e em tempo real. compras ou distribuição.exercícios de autoavaliação .

melhorar os serviços e reduzir os custos. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. ajudar a aumentar a eficiência. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. Por isso. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". Porém. se possível levando à atualizações curriculares. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais. Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados. sincronizar e completar todo esse . página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. Com isso. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. mas também na integração múltipla de canais fora da organização.

operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. Normalmente. tais como: fabricação. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos. finanças e recursos humanos. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais.processo dentro e fora da empresa. é composto por um banco de dados único. elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor). p. etc. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. de julho/agosto de 1998. Davenport (Harvard Business Review. segundo T. dentro de uma visão logística de administração de recursos. como fabricação. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. logística. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural. finanças. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização.H. Em um sistema de ERP. RH. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. Desta forma. Portanto. .

parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais. utilizam um banco de dados corporativo. Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação. melhorar a qualidade. estoques. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. tomadas em conjunto. página 06 Componentes típicos de um ERP: . integram as diversas áreas da empresa. incorporam modelos padrão de processos.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. localização . melhorar o planejamento e alocação de recursos. melhorar a produtividade. Envolve legislação e impostos. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. melhorar os serviços prestados aos clientes. reduzir custos. possuem grande abrangência funcional.

a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica.exercícios de autoavaliação . sempre acompanha a adoção destes sistemas. contabilidade. que.R.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E.P. implicitamente. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.planejamento e Controle da produção. O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos. vendas. marketing. Gestão . recursos humanos. custos. As empresas que estão planejando um sistema E. aula 10 . finanças. em Avaliações. Os benefícios são evidentes. de implementação.P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida. é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado. A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. de utilização e atualização dos sistemas ERP. outros.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) .R. Acesso pelo menu "Avaliação".

evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. Durante esse período. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes. Uma delas. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. médio e longo prazo. significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados). as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . melhorando assim sua situação no futuro. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação. À medida que foi sendo utilizado.Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência. Segundo Reis (2001).não há uma tradução precisa em português. conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC . processos internos e aprendizado e crescimento.

já que. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. mas também os fatores que os produzem. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. No entanto. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. de criar um novo modelo de medição de desempenho. na opinião dos autores. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial. Robert Kaplan e David Norton. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. Quando o resultado é positivo. Nessa nova forma de gerenciamento. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. medidas financeiras e não-financeiras. estavam se tornando obsoletos. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. . da Harvard Business School. que mostra lucro ou prejuízo. até então existentes. sobretudo. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. Acadêmicos e executivos estudaram. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. os modelos de avaliação de desempenho.ativos e passivos financeiros.

retenção. aprendizado e crescimento. pode haver problemas na execução. e medidas internas dos processos críticos. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira. Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . na implementação ou até mesmo na definição das estratégias. é mais do que um sistema de medidas. b. captação. que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes.Perspectivas e indicadores essenciais a. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis. Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. e os vetores de desempenho futuro. pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value). esse êxito é medido pela sua lucratividade. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado.Segundo Rocha (2000). as conseqüências dos esforços do passado. O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado. satisfação e lucratividade dos clientes. BSC .implementadas e executadas. Em geral. de inovação.

retenção de clientes: acompanhamento. ou com um segmento de mercado. consertos. em termos absolutos ou relativos. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. em números absolutos ou relativos. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. garantias. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente. incluindo: treinamentos. Como melhorar e criar valor agregado? . do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas.determinada em termos de número de clientes. captação de clientes: medição. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. página 05 c. unidades vendidas ou instaladas. do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. devoluções e processamento de pagamentos. d. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. capital investido. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. qualidade e tempo de resposta.

página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. Para Costa (2001). página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. recursos e processos. que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. administração de pessoas. os sistemas e os procedimentos organizacionais. 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. É necessário capacitar os funcionários. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. promovendo o desempenho. O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. É um novo instrumento que integra as . 1951). os objetivos traçados através do Balanced Scorecard.

sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. utilizá-lo. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. Gestão . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. que consiste em reunir feedback. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. . Acesso pelo menu "Avaliação". O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. processos internos. em Avaliações. a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente.medidas derivadas da estratégia. Porém inclui valores baseados nos clientes. mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. Com isso. Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. como os tradicionais balanços contábeis. depois. o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. além de considerar também o valor financeiro. Ele preserva os indicadores financeiros. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. segundo Rocha&Pinto (2000).exercícios de auto-avaliação .Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos.

Lembre-se de que caso seja necessário. que serão corrigidos pelos tutores. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. botão Avaliações. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques . disponíveis ao final de cada módulo. Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. O acesso é pelo menu Avaliação. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Para visualizar a correção.

Maxlano Cardoso .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful