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SIs – Sistemas de Informação 1

Da Sociedade da Informação à Sociedade do Conhecimento

Manuel da Costa Leite 2

Pedro Malta 3

a Claude Shannon
o eminente investigador que ainda mantém o recorde de
autor mais citado de sempre na área da Comunicação e da Computação;
o autor com maior expressão bibliométrica de sempre

A génese e a relevância científica e tecnológica do conceito de Informação deve


procurar-se por todo o século XX.

Na primeira metade, fez-se o esforço de teorizar cientificamente a Informação até ao


ponto de a quantificar, ou seja, até ao ponto de a podermos medir.... Quando hoje, de
forma banalíssima, falamos em bytes, KB (KiloBytes), MB (MegaBytes), ou GB
(GigaBytes) estamos a prestar homenagem a esse esforço e atenção teóricos, de
desenvolvimento conceptual e matemático, sobretudo na pessoa e no artigo seminal
de Claude E. Shannon, “A Mathematical Theory of Communication”, publicado
originalmente em 1948 4.

A Teoria da Informação e da Comunicação, de Shannon.


No artigo original de 1948, publicado no reputado The Bell System Technical Journal,
Claude Shannon começa por reconhecer a oportunidade (e mesmo a premência) da

1
A ideia do presente artigo tem origem na experiência conduzida em 2005-2006 na Licenciatura de
Informática pela direcção do curso, no sentido de, com anuência prévia do Senhor Reitor, a direcção se
responsabilizar pela cadeira de IPC – Introdução ao Pensamento Contemporâneo. A ideia é a de
transformar a cadeira numa oportunidade “laboratorial” de abrir à imaginação dos alunos, um espaço
de oportunidades de trabalho maximamente livre, onde a imaginação de cada um se possa expressar
num contexto duplo de informação e literatura contemporâneas, mas sem obrigar os estudantes a perder
o sentido profissional da Informática. Esse é o desafio da cadeira; e daí termos partido para este artigo,
numa primeira intervenção que corresponde a uma primeira aula de introdução à cadeira.
2
Professor da ULHT. Director do 1º Ciclo (Licenciatura) de Informática de Gestão e de Engenharia
Informática. Membro Associado da APSI - Associação Portuguesa de Sistemas de Informação.
Reviewer da EISTA - International Conference on Education and Information Systems: Technologies
and Applications; Orlando, Florida, USA.
3
Professor da ULHT. Secretário Pedagógico do 1º Ciclo (Licenciatura) de Informática de Gestão e de
Engenharia Informática. Membro Associado da APSI - Associação Portuguesa de Sistemas de
Informação.
4
Claude E. Shannon. A Mathematical Theory of Communication. In The Bell System Technical
Journal, Vol. 27, pp. 379-423, 623-656, Julho, Outubro, 1948.
-2-

formulação de uma teoria geral da comunicação, sendo que o problema fundamental é


identificado como o seguinte:

The fundamental problem of communication is that of reproducing at one point either exactly or
approximately a message selected at another point. Frequently the messages have meaning; that
is they refer to or are correlated according to some system with certain physical or conceptual
entities. These semantic aspects of communication are irrelevant to the engineering problem.
The significant aspect is that the actual message is one selected from a set of possible messages.
The system must be designed to operate for each possible selection, not just the one which will
actually be chosen since this is unknown at the time of design. (Shannon, 1948)

De seguida, Shannon apresenta um fluxograma que haveria de tornar-se famoso,


omnipresente em tudo o que é análise de processos comunicacionais; toda a
comunicação obedece ao seguinte diagrama geral:

Mas é na proposta de quantificação dos processos e canais de informação e


comunicação que o artigo se revela seminal 5.

A Quantificação da Informação.
A mais importante contribuição de Shannon no artigo célebre em referência, foi a
quantificação da informação e o estabelecimento formal, termodinâmico, dos sistemas
de comunicação. Em particular, havia a medição do “ruído”:

The case of interest here is that in which the signal does not always undergo the same change in
transmission. In this case we may assume the received signal E to be a function of the
transmitted signal S and a second variable, the noise N.

The noise is considered to be a chance variable just as the message was above. In general it may
be represented by a suitable stochastic process.

5
Porventura mais, mas sobretudo dois autores e duas obras foram relevantes para a teoria geral da
comunicação formulada por Shannon. A saber (Nyquist, 1924), (Nyquist, 1928) e (Hartley, 1928).
-3-

Ainda em termos particulares, resultados matemáticos notáveis de Claude E.


Shannon,, são os dois “teoremas fundamentais”, a saber, o teorema fundamental para
as transmissões por canais discretos sem ruído e o teorema fundamental para as
transmissões por canais discretos com ruído:

Theorem 9: [Teorema fundamental para as transmissões por canais discretos sem ruído:] Let a
source have entropyH bits per symbol and a channel have a capacity C bits per second . Then it
( ) ( )

is possible to encode the output of the source in such a way as to transmit at the average rate C
H symbols per second over the channel where is arbitrarily small. It is not possible to transmit
__ _

at an average rate greater than C H.


Theorem 11: [Teorema fundamental para as transmissões por canais discretos com ruído:] Let
a discrete channel have the capacity C and a discrete source the entropy per second H. If H _C
there exists a coding system such that the output of the source can be transmitted over the
channel with an arbitrarily small frequency of errors (or an arbitrarily small equivocation). If
H > C it is possible to encode the source so that the equivocation is less than H _C+_ where_ is
6
arbitrarily small. There is no method of encoding which gives an equivocation less than H_C .

Na segunda metade do século XX, surgiram as concreções. Às preocupações teóricas


gerais de Shannon & Cia, às tentativas de quantificação dos processos
comunicacionais, sucederam-se as expressões concretas dos SIs (sistemas de
informação) e das TIs (Tecnologias da Informação); com o advento dos computadores
e o desenvolvimento das telecomunicações, acaba por se desaguar progressivamente
nos conceitos e respectivas expressões globais designadas, em suma, por Sociedade da
Informação (e, mais recentemente, Sociedade do Conhecimento).

Os SI de um ponto de vista institucional.


Nos finais dos anos 1990, a computação adquiriu uma dimensão e uma diversidade de
ramos e aplicações que determinaram modificações importantes nos paradigmas
fundacionais e nas estruturas curriculares respectivas. A situação levou a que
Associações como a americana ACM (Association for the Computing Machinery),
reconhecessem que se gerou mesmo alguma perplexidade, “the proliferation of
different kinds of degree programs in computing left many people confused” 7. A
situação, todavia, devendo-se à explosão da Informática dos anos 90, era porventura

6
Não é esta a oportunidade para discutir estes teoremas e a sua implicação para o entendimento e
análise dos processos de transmissão de sinais, mas fica o sublinhado da sua relevância, sobretudo se
tivermos presente que foram enunciados em 1948.
7
Overview Report including A Guide to Undergraduate Degree Programs in Computing for
undergraduate degree programs in Computer Engineering, Computer Science, Information Systems,
Information Technology, Software Engineering. Strawman draft, Junho de 2004, p. 09. consultado on-
line em: http://www.computer.org/portal/site/ieeecs/menuitem.c5efb9b8ade9096b8a9ca0108bcd45f3/in
dex.jsp?&pName=ieeecs_level1&path=ieeecs/education/cc2001&file=index.xml&xsl=generic.xsl&
-4-

inevitável e as soluções diversificadas de critérios de arrumação curricular eram


compreensivas 8.
O reconhecimento internacional destas ramificações e o crescendo de importância
de determinadas áreas de formação, conduziu mesmo ao aparecimento de novas
formas de organização associativa, de que é exemplo a AITP (Association of
Information Technology Professionals 9).

Figura 2 – adaptada de Overview Report, cit., p. 14. EE – Electrical


Engineering; CS – Computer Science; IS – Information Systems.

Em Portugal, esta linha de desenvolvimento profissional e institucional haveria de dar


origem ao conceito e às Licenciaturas de Informática de Gestão. Poder-se-ia dizer,
deste tipo de Licenciatura, como factor distintivo relativamente a outras Licenciaturas
em Informática, o mesmo que da AITP, “AITP focuses on using computers in
business” 10.

Os SI’s na ULHT: a Informática de Gestão.


Daqui, deste enquadramento conceptual, académico e profissional, podemos
facilmente fazer uma deriva para um caso institucional concreto, a ULHT e a actual
Licenciatura (Bolonha, 1º ciclo) de Informática de Gestão. Na procura de caminhos de
resposta perante uma evolução tão vertiginosa e complexa da Informática e da
Computação, a oportunidade – segundo o processo de Bolonha – de reestruturação da

8
Id, ibid.
9
Id, ibid.
10
Id, ibid.
-5-

Licenciatura em Informática, originalmente criada no âmbito do ISMAG (Instituto


Superior de Matemáticas e Gestão), antecessor institucional da ULHT – Universidade
Lusófona de Humanidades e Tecnologias (cf. a Portaria Nº 1124/91 de 29 Outubro),
acabou por se converter numa oportunidade de re-inscrição nesta trajectória
institucional segundo os padrões internacionais da ACM, da AIS e da AITP.

De facto, a relevância e autonomia crescentes dos Sistemas de Informação nas


Empresas já havia justificado o surgimento em Portugal dos bacharelatos e
licenciaturas consagradas por designações como “Informática de Gestão” – a actual
LIG (acrónimo de Licenciatura em Informática de Gestão) é, neste contexto, um
ponto de chegada. E tinha sido assim, com suporte neste vértice conceptual, que
haviam surgido – no universo do Grupo Lusófona – os primeiros Bacharelatos em
Informática de Gestão, do ISHT – Instituto Superior de Humanidades e Tecnologias,
http://www.isht.pt, do ISPO - Instituto Superior Politécnico do Oeste,
http://www.ispo.pt, do ISDOM - Instituto Superior Dom Dinis – Marinha Grande,
http://www.isdom.pt, ou do ISMAT – Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes –
Portimão, http://www.ismat.pt.
-6-

Figura 3 - Cf. Overview Report, cit., p. 16. EE – Electrical Engineering;


CS – Computer Science; IS – Information Systems; CE – Computer
Engineering; SE – Software Engineering; IT – Information Technology.

Alguns destes casos progrediram para Licenciaturas em Informática de Gestão –


nomeadamente as da ULHT e do ISDOM– e inscrevem, por conseguinte, o plano de
estudos do curso e o perfil de formação do mesmo, no universo das respostas
consonantes com os padrões internacionais que vimos referindo, da ACM, da AIS e
da AITP. Fazem-no, em suma, procurando formar especialistas com competências
profissionalizantes de base em tecnologias da informação – information technologies
– e em sistemas de informação – information systems. Os sistemas de informação – e
as respectivas tecnologias –, estão assim e uma vez mais no epicentro conceptual
destes processos e destas expressões institucionais.

Da Sociedade da Informação à Sociedade do Conhecimento.


Desde a publicação do artigo de Claude Shannon, A Mathematical Theory of
Communication, em 1948, ou seja, desde a teoria da informação e da comunicação à
sociedade da informação, e desta (a sociedade da informação) à sociedade do
conhecimento, vão dois passos históricos e conceptuais enormes.

O primeiro grande passo, que corresponde à passagem da teoria da informação e da


comunicação – que temos simbolizado no marco do artigo de Shannon, em 1948, – à
sociedade da informação, é o passo da teoria da informação e da comunicação à
concreção técnica e social. Passou-se da conceptualização e da teorização (com
especial destaque para as aproximações quantificadas; ou seja, em última instância, à
medição das grandezas em causa) para a existência massificada dos equipamentos
simples, dos equipamentos sociais e, finalmente, dos processos sociais de
massificação das comunicações.

O segundo grande passo, que podemos situar entre o conceito de informação e o


conceito mais vasto de conhecimento, e os respectivos homólogos sociais, sociedade
da informação e a sociedade do conhecimento, surge sobretudo pela percepção da
necessidade de enfatizar os dispositivos de aprendizagem no agente do conhecimento
-7-

e não nos meios e sistemas de informação 11. No quadro da distinção entre informação
e conhecimento, ou sobretudo entre sociedade da informação e sociedade do
conhecimento, conhecimento significa informação recebida e usada em termos úteis,
com adequação ao contexto. Ter informação ou ter acesso à informação, neste
contexto, não chega; importa saber usar, saber dar utilidade á informação. Isto implica
compreender; e daí, a sociedade do conhecimento colocar a ênfase no agente, no
sujeito que detém a informação; e não na tecnologia, no suporte que serve de veículo
à informação (cf. Glossário de CTS, neste volume).

Desde a chamada Agenda (ou Estratégia) de Lisboa, que a União Europeia traçou
como objectivo central disputar a liderança aos Estados Unidos no que respeita à
Sociedade e à Economia do Conhecimento 12.

Estratégia é escolher como lutar em função dum objectivo. A Europa pretende ser um espaço
competitivo à escala global sem por em causa a coesão social e a sustentabilidade ambiental .
Portugal apostou na sua Presidência da União Europeia em 2000 na concepção duma resposta
moderna a este objectivo, baseando a aposta no conhecimento e na inovação como factores de
13
competitividade, coesão e emprego.

Nesta agenda, o processo de Bolonha 14 procura garantir, no sub-sistema educativo


europeu do ensino superior, em c&t e i&d, as condições estruturais da
competitividade europeia.
The Bologna Declaration of 19 June 1999 involves six actions relating to:
1. a system of academic grades which are easy to read and compare, including the
introduction of the diploma supplement (designed to improve international "transparency"
and facilitate academic and professional recognition of qualifications);
2. a system essentially based on two cycles : a first cycle geared to the employment market
and lasting at least three years and a second cycle (Master) conditional upon the
completion of the first cycle;
3. a system of accumulation and transfer of credits (of the ECTS type already used
successfully under Socrates-Erasmus);
4. mobility of students, teachers and researchers;
5. cooperation with regard to quality assurance;
6. the European dimension of higher education.

11
Em Portugal, com os nossos maus hábitos de superficialidade e de retórica, é muito possível que este
upgrade conceptual não venha a passar de um mero tónus politico meramente terminológico, sem
qualquer correspondència com o avanço técnico e social que lhe deveria suceder.
12
Se o consegue (conseguiu) ou não é questão pertinente. Os últimos relatórios não são animadores
(cf. Anexo B).
13
CF.http://www.cnel.gov.pt/InnerPage.aspx?idCat=577&idMasterCat=576&idLang=1&idContent=8
90&idLayout=6&site=estrategiadelisboa
14
A declaração de Bolonha data de 1999. Assim, é anterior à Estratégia de Lisboa, que data de 2000,
era à data o Eng. António Guterres o primeiro-ministro português e Presidente em exercício da União
Europeia. No entanto, a Estratégia de Lisboa incorporou Bolonha no seu espírito agressivo de abertura,
dinamismo e competitividade.
-8-

The aim of the process is thus to make the higher education systems in Europe converge
towards a more transparent system which whereby the different national systems would use
a common framework based on three cycles - Degree/Bachelor, Master and Doctorate.
At the Prague ministerial conference in 2002 the ministers set the European area of higher
education the objective of responding to the needs of lifelong learning. They stressed the
participation of higher education establishments and students (mainly through their
representative associations) in the process and laid emphasis on the need to make the
European area of higher education attractive to the rest of the world. The Prague Communiqué
(pdf format) also called for the implementation of policies to evaluate quality in each country in
order to secure the mutual trust which is indispensable to the validation of studies carried out in
another country.
In Berlin, it was decided to speed up the process by setting certain short-term targets (final
communiqué - pdf format). Thus, by 2005, all signatory countries should:
• have adopted a two-cycle system,
• issue the diploma supplement in a major language to all their graduates free of charge and
automatically, and
• have made a start on introducing a quality assurance system.

In addition, the doctorate cycle will henceforth be covered by the Bologna reforms, thus
promoting closer links between the European higher education area and the European research
area.
40 countries are now involved in the Bologna process. Four Western Balkan countries – Albania,
Bosnia-Herzegovina, “the former Yugoslav Republic of Macedonia” and the Federal Republic of
Serbia and Montenegro – joined the Bologna process at the Berlin Conference, along with the
Principality of Andorra, the Holy See and Russia. The Commission will look at the adoption of
specific support measures for countries covered by the Tempus-Cards and Tempus-Tacis
programmes. A joint Socrates-Tempus call for proposals is being prepared.
As far as the European Union is concerned, the Bologna process fits into the broader framework
of the Lisbon objectives.
At the March 2000 Lisbon Council, the Heads of State and Government, conscious of the
upheaval caused by globalisation and the challenges inherent in a new, knowledge-based
economy, set a new objective for the Union for the decade ahead: that of becoming "the most
competitive and dynamic knowledge-based economy in the world, capable of sustainable
economic growth with more and better jobs and greater social cohesion".
Cf. http://ec.europa.eu/education/policies/educ/bologna/bologna_en.html

Na longa caminhada que vai desde a teoria geral da informação e da comunicação –


protagonizada a determinada altura por Claude Shannon – até ao desígnio europeu de
competir com os EUA na Sociedade e na Economia do Conhecimento, estende-se um
longo plano de projectos e etapas. Serão apenas um resto de aspirações e desejos, ou
apostas socialmente ganhas; tudo ficará dependente do engenho e do empenho
nacional e europeu. Um desiderato restará como certo – a informação, os sistemas de
informação e a sociedade da informação (e, agora, os conceitos estendidos de
conhecimento, de sistema de conhecimento e de sociedade do conhecimento) são
conceitos estratégicos centrais. Cumprem, nestes macro-processos um papel cemtral.
-9-

Associações correlacionadas:
Dão-se apenas os exemplos mais óbvios, nos EUA – pela sua posição de liderança
efectiva -, na Europa e em Portugal.

• AIS – Association for Information Systems is a professional organization whose


purpose is to serve as the premier global organization for academicians specializing in
Information Systems. www.aisnet.org
• EICTA – European Information & Communications Technology Industry Association
was formed in 1999 by the consolidation of the two former European federations of the
information and telecommunications industries http://www.eicta.org
• APSI – a Associação Portuguesa de Sistemas de Informação é uma associação de
natureza técnico-científica formada na sequência de um conjunto de interacções entre
vários interessados no domínio dos sistemas de informação ligados a instituições de
ensino superior... www.apsi.pt

Eventos correlacionados:
A problemática dos SIs e das TIC, alguns Links paradigmáticos: Tome-se o caso
concreto de 2007 15, em apenas dois exemplos internacionais e um exemplo
nacional 16:

• InSITE 2007: Informing Science & IT Education Conference, Ljubljana, Slovenia, 22-25
Jun 2007..
• WEBIST 2007 - International Conference on Web Information Systems ... Conference
Area: Internet Technology, Web Interfaces and Applications, Society, e-Business and
e-Government, e-Learning. 03 - 06 March, 2007, Barcelona, Spain
• CAPSI’ 2006 – 7ª Conferência da APSI Aveiro vai ser a cidade anfitriã da 7ª Conferência
da APSI, 17 a 19 de Janeiro de 2007, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal

Alguns dos últimos, em 2006:


• The IASTED International Conference on Communication, Internet and Information
Technology (CIIT 2006): St. Thomas, USVI, USA, 11/29/2006 to 12/1/2006
• 17th Australasian Conference on Information Systems ACIS 2006: Adelaide, Australia,
12/6/2006 to 12/8/2006
• The Sixteenth Annual Workshop on Information Technologies and Systems (WITS 2006):
Milwaukee, Wisconsin, 12/9/2006 to 12/10/2006
• Information Systems and People-Implementing Information Technology in the Workplace:
Milan, Italy, 10/26/2006 to 10/27/2006

Siglas
ACM – Association for the Computing Machinery
AIS – Association for Information Systems

15
O facto de nos reportarmos a um ano preciso, 2007, não indexará o que se sustenta neste artigo a um
tempo fixo. Dificilmente o exemplo que se dá não valerá, como amostra, para tempos futuros.
16
Aqui fica apenas uma pequena amostra. Os eventos da área científica e profissional dos SIs
medem-se, todos os anos, pela ordem das dezenas.
- 10 -

AITP – Association of Information Technology Professionals


APSI – Associação Portuguesa de Sistemas de Informação
C&T – Ciência e Tecnologia
CE – Computer Engineering
CER – Centre for European Reform
CS – Computer Science
EE – Electrical Engineering
EICTA – European Information & Communications Technology Industry Association
EISTA – International Conference on Education and Information Systems: Technologies
and Applications
I&D – Investigação e Desenvolvimento
IASTED – The International Association of Science and Technology for Development
ICT – Information and Communication Technologies
IS – Information Systems
ISDOM – Instituto Superior Dom Dinis – Marinha Grande
ISHT – Instituto Superior de Humanidades e Tecnologias
ISMAG – Instituto Superior de Matemáticas e Gestão
ISMAT – Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes – Portimão
ISPO – Instituto Superior Politécnico do Oeste
IT – Information Technology
LIG – Licenciatura em Informática de Gestão
SC – Sociedade do Conhecimento; geralmente, como desenvolvimento ou contraste
com a Sociedade da Informação
SE – Software Engineering
SI – Sistema de Informação; tb, por vezes, Sociedade da Informação
SIs – Sistemas de Informação
ULHT – Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias

Referências Bibliográficas.
Fano, R. M. (1949). Technical Report No. 65, The Research Laboratory of
Electronics, M.I.T., March 17, 1949.
Hartley, R. V. L., (1928). “Transmission of Information,” Bell System Technical
Journal, Julho 1928, p. 535.
Nyquist, H., (1924). “Certain Factors Affecting Telegraph Speed,” Bell System
Technical Journal, Abril 1924, p. 324.
Nyquist, H., (1928). “Certain Topics in Telegraph Transmission Theory,” A.I.E.E.
Trans., v. 47, Abril 1928, p. 617.
Shannon, C. E. (1948). “A Mathematical Theory of Communication”. In Bell System
Technical Journal, Vol. 27, pp. 379-423, 623-656, Julho, Outubro, 1948.
Shannon, C. E. (1949). Communication in the Presence of Noise” published in the
Proceedings of the Institute of Radio Engineers, v. 37, No. 1, Jan., 1949, pp. 10-21.
Tuller, W. G. (1949) Theoretical Limitations on the Rate of Transmission of
Information,” Proceedings of the Institute of Radio Engineers, v. 37, No. 5, Maio,
1949, pp. 468–78.
Wiener, N. (1939).“The Ergodic Theorem” Duke Mathematical Journal, v. 5, 1939.
- 11 -

ANEXOS – Estratégia de Lisboa – 6 anos depois...


ANEXO A – Investigação, Desenvolvimento e Inovação
Enquadramento
É objectivo central da política de Ciência e Tecnologia (C&T) a aceleração do desenvolvimento
científico e tecnológico e da inovação, com a intenção de duplicar a capacidade científica e tecnológica
do País, reforçando a competitividade da economia e a coesão e desenvolvimento da sociedade
portuguesa. A apropriação social do conhecimento científico e tecnológico e a sua valorização no
mercado com vista à criação de mais riqueza a par da produção de conhecimento novo e da
incorporação e difusão de métodos e técnicas de base científica, assim como da promoção da cultura
científica e tecnológica da população, serão grandes prioridades da acção governativa. Por outro lado,
o conhecimento científico e a capacidade técnica deve, também, contribuir para proteger pessoas,
antecipar riscos e catástrofes, salvar vidas, ajudar a tomar decisões.
Neste contexto, deve ser notado que o financiamento total em I&D por habitante era ainda em 2002
apenas cerca de 39% do valor médio na Europa dos 25 (assim como apenas 74% do valor
correspondente em Espanha). Comparativamente, a capitação do PIB na mesma altura era somente
cerca de 74% do valor médio para a Europa, o que mostra o efectivo défice de financiamento da I&D
em Portugal. Por outro lado, em proporção da população activa, precisamos de uma vez e meia mais
cientistas para dispormos das capacidades médias europeias.
No que respeita à inovação empresarial, verificou-se na última metade da década de noventa em
Portugal a duplicação do número de empresas com actividades de I&D. Estas empresas já não
competem internacionalmente com base em salários baixos, mas com recursos humanos qualificados,
I&D e inovação, marketing, design, formação e qualidade, cooperando com instituições de C&T. A
nossa aposta é tornar possível que este modelo económico emergente, este novo Portugal Inovador, se
torne o modelo dominante, a partir do qual se sustente um novo ciclo de crescimento económico.
A mobilização da Sociedade de Informação depende fortemente da crescente generalização do acesso
às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), e em particular à Internet, e tem impacto directo
na qualidade de vida, na segurança e no trabalho das pessoas.
Conjuntamente com o apoio à inovação, e com a prioridade dada ao desenvolvimento do capital
humano, a aposta na apropriação social e económica das TIC é um elemento crítico do projecto do
Plano Tecnológico do Governo para o desenvolvimento da sociedade portuguesa. O programa Ligar
Portugal6 é a proposta do Governo para dar resposta a estes desafios, integrando-se numa estratégia
de ampla mobilização das pessoas e organizações para o crescimento, o emprego, o uso generalizado
das tecnologias de informação e comunicação e a valorização do conhecimento.
Deste modo, e de acordo com o Programa do Governo, as principais linhas de orientação geral são: (i)
Aumentar o número de investigadores em Portugal, o investimento em I&D público e privado, o
emprego científico em ambos os sectores, a educação e a cultura científica e tecnológica; (ii) Imprimir
um novo impulso à inovação, apoiando o sucesso no mercado de produtos e serviços inovadores,
captando IDE de base tecnológica como veículo de difusão da tecnologia baseado no desenvolvimento
da capacidade de C&T do país e na nova geração de empresas inovadoras, intensificando os
investimentos em I&D pelas empresas e prosseguindo o alargamento do número de empresas com
actividades de I&D; (iii) Promover o uso efectivo das TIC e uma sociedade de informação inclusiva,
estimulando a abertura do ambiente escolar, modernizando a Administração Pública, estimulando o
tele-trabalho e a tele-medicina, informatizando processos clínicos e marcação de consultas, distribuindo
informação de interesse público generalizado (sobre riscos públicos, ambiente, segurança alimentar,
saúde, segurança interna), promovendo a integração de cidadãos com necessidades especiais na
Sociedade da Informação.
São preocupações transversais: Minimizar e prevenir os riscos públicos e melhorar a segurança do
País, reforçando as instituições reguladoras e de vigilância; sistematizar rotinas de monitorização,
acompanhamento e avaliação, de modo a poder corrigir políticas e actualizar acções.
Neste contexto foram estabelecidas as seguintes metas específicas no horizonte de 2010 no âmbito
das linhas gerais de orientação acima referidas:
a) Fazer crescer em 50% os recursos humanos em I&D e a produção científica referenciada
internacionalmente; b) Fazer crescer para 1500 por ano os doutoramentos em Portugal e no
estrangeiro; c) Triplicar o esforço privado em I&D empresarial e d) Duplicar o investimento público em
I&D, de forma a atingir 1% do PIB; e) Promover a criação e o preenchimento progressivo de 1000
lugares adicionais para I&D no Estado, por contrapartida da extinção do número necessário de lugares
menos qualificados noutros sectores da Administração; f) Triplicar o número de patentes registadas; g)
Duplicar os utilizadores regulares da Internet, ultrapassando 60% da população; h) Triplicar o número
de agregados familiares com acesso à Internet em banda larga, para mais de 50%; i) Multiplicar o
número de computadores nas escolas, de forma a atingir a proporção média de um computador por
cada 5 estudantes; j) Assegurar que o preço do serviço de acesso permanente à Internet em banda
larga, utilizado pela maioria da população portuguesa, se situe entre os três mais baixos da UE; k)
Aumentar o número de empregos no sector das TIC para 3% do total do emprego (cerca de 44000
- 12 -

novos empregos); l) Aumentar a percentagem de trabalhadores que utilizam computadores ligados à


Internet no emprego, para pelo menos 40%; m) Aumentar a utilização de comércio electrónico de forma
regular, para pelo menos 25% da população; n) Assegurar a disponibilização on-line de todos os
serviços públicos básicos.
Medidas
Para concretizar as linhas de orientação e atingir as metas estabelecidas previram-se várias medidas
específicas, entre as quais se destacam as seguintes:
I. Acelerar o desenvolvimento científico e tecnológico
Medida 1 – Estimular a criação de emprego qualificado em C&T nos sectores privado e público,
estimular as condições de desenvolvimento da I&D nas empresas, as parcerias com instituições de
investigação (nacionais e multinacionais) e a viabilização de novas empresas de base tecnológica,
através de ajustamentos aos programas existentes e tirando partido das oportunidades abertas pela
reposição e alargamento do Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial (SIFIDE);
Medida 2 – Estimular e acompanhar a incorporação de I&D em investimentos e projectos de interesse
público promovendo, em cooperação interministerial, Programas Orientados de I&D para apoio às
Políticas Públicas sectoriais;
Medida 3 – Reforçar as condições de independência e transparência da avaliação científica
internacional de instituições, projectos e carreiras individuais;
Medida 4 – Clarificar as missões dos Laboratórios do Estado garantindo a sua autonomia, reforma e
rejuvenescimento, e estabelecer contratos de serviço público com os Laboratórios Associados
promovendo a sua contribuição para novas políticas públicas e prevenção de riscos públicos;
Medida 5 – Promover redes temáticas de ciência e tecnologia, articulando as instituições de C&T em
torno de novos desafios e oportunidades para o desenvolvimento de Portugal na Europa e no mundo;
Medida 6 – Reforçar de forma sistemática as condições para a investigação científica de docentes e
estudantes do Ensino Superior;
Medida 7 – Tornar obrigatória a prática experimental em disciplinas científicas e técnicas no Ensino
Básico e Secundário, e reforçar a Agência Ciência Viva como instituição não governamental de
excelência internacional capaz de mobilizar o esforço de cientistas, professores, alunos e outros
cidadãos, de autarquias e de empresas, na promoção da cultura científica e tecnológica.
II. Um novo impulso à inovação
Medida 8 – Criar uma "Via Verde" para produtos inovadores como canal de decisão rápida na
Administração Pública para licenciamentos ou apoios a investimentos, simplificar os mecanismos de
apoio à criação de empresas de base tecnológica e à oferta de "capital semente" geridos pela Agência
de Inovação, e atribuir anualmente a Etiqueta "Inovação 2000" aos produtos inovadores lançados em
cada ano no mercado, para lhes dar visibilidade e apoio de marketing;
Medida 9 – Organizar uma rede de vigilância tecnológica e de detecção de oportunidades de
investimento, coordenada e dinamizada pela Agência Portuguesa para o Investimento e pela Agência
de Inovação;
Medida 10 – Repor o Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial (SIFIDE), permitindo uma
dedução elevada das despesas das empresas em I&D e o uso de empréstimos reembolsáveis como
apoio público à investigação empresarial;
Medida 11 – Desenvolver fundos sectoriais para financiamento da I&D, constituídos por contributos das
empresas dos sectores com mais elevado grau de concentração, e criar um fundo para o
desenvolvimento de C&T dirigido a todo o sistema científico e tecnológico, com fundos sectoriais,
reposição de empréstimos reembolsáveis e eventuais reforços obtidos recorrendo ao Banco Europeu
de Investimento;
Medida 12 – Afectar pelo menos 20% do valor das contrapartidas das grandes compras públicas a
projectos de I&D e inovação, e pelo menos 1% das dotações anuais da lei de programação militar para
apoio ao envolvimento de centros de investigação e empresas nacionais em projectos de I&D quer de
âmbito nacional quer de âmbito cooperativo internacional, designadamente no quadro da Agência
Europeia de Defesa e da OTAN;
Medida 13 – Promover os programas de apoio à investigação em consórcio de empresas com
instituições científicas e à colocação de mestres e doutores nas empresas, e articular em rede os
centros de valorização de resultados da I&D já existentes junto da maioria das instituições de
investigação.
Medida 14 – Apoiar e dinamizar a participação de empresas e Centros de I&D nacionais em projectos
transnacionais de elevado conteúdo científico e tecnológico e com impacto no mercado.
III. Promoção do uso efectivo das TIC e de uma sociedade de informação inclusiva
Medida 15 – Assegurar a ligação em banda larga de todas as escolas do País até ao final de 2005,
promover a abertura do ambiente escolar providenciando ambientes de trabalho virtuais para os
estudantes, documentos de apoio em formato electrónico, sistemas de acompanhamento dos alunos
- 13 -

por pais e professores, participação sistemática em projectos de colaboração em rede, e facilitar a


utilização de computadores em casa por estudantes, designadamente através da redução dos custos
de aquisição de computadores pelas famílias por dedução fiscal específica até 250_€, e da
disponibilização progressiva de computadores aos estudantes mais carenciados pelos serviços de
acção social escolar;
Medida 16 – Duplicar a rede de Espaços Internet para acesso público gratuito em banda larga,
com6acompanhamento por monitores especializados e condições para utilizadores com necessidades
especiais, estimulando o seu funcionamento como Centros Comunitários;
Medida 17 – Implementar e operar, como rede pública com circuitos próprios, a dorsal da RCTS (Rede
Ciência Tecnologia e Sociedade) e estender as suas ligações às redes internacionais (Geant2), através
de Espanha, garantindo a redundância de circuitos, criar a rede nacional de segurança de toda a
administração pública e desenvolver uma política de segurança informática dotada dos instrumentos
adequados;
Medida 18 – Modernizar a Administração Pública com a utilização generalizada das TIC, promovendo
adopção de sistemas de governo electrónico, em especial para simplificar o acesso dos cidadãos e
agentes económicos aos serviços públicos, eliminar a necessidade de deslocações evitáveis,
disfunções e redundâncias e promover a redução de custos (de acordo com o explicitado no ponto 2), e
criar uma oferta pública de Internet de Cidadania que garanta o acesso livre e gratuito aos serviços
públicos e de interesse público disponibilizados pela Internet, os quais incluirão a totalidade dos
serviços básicos até ao final da legislatura;
Medida 19 – Estimular a formação profissional a todos os níveis e a I&D nas TIC, em empresas,
instituições de ensino e laboratórios de investigação, promovendo a emergência de mercados
demonstradores e a colaboração internacional;
Medida 20 – Criar e promover a utilização de novos serviços e conteúdos, via Internet, transversais a
múltiplos sectores da sociedade e com impacto directo na qualidade de vida e no trabalho dos
cidadãos, incluindo os relativos a riscos públicos, ambiente, segurança alimentar, saúde e segurança
interna.
Medida 21 – Criar o Fórum para a Sociedade da Informação, órgão de consulta e concertação para o
desenvolvimento das políticas públicas para a sociedade da informação, reunindo os principais actores
sociais públicos e privados, e aberto interactivamente à sociedade em geral.
(2006)
Cf. http://www.estrategiadelisboa.pt/InnerPage.aspx?idCat=581&idMasterCat=576&idLang=1&idConten
t=796&idLayout=4&site=estrategiadelisboa

ANEXO B – Lisbon strategy: two reports name good and bad "pupils"
On 23-24 March, heads of state and government will meet in their yearly Spring Summit to discuss
progress on the reforms strategy for growth and jobs. The National Lisbon Reform Programmes will be
one of their main points of attention.
In 2005, the Commission relaunched the Lisbon agenda, focussing it on economic growth and jobs and
giving national governments, as well as national stakeholders more "ownership" of the process. This
"Lisbon 2" relaunch was based on the recommendations from a wise men's group led by former Dutch
Prime Minister Wim Kok. One of the recommendations of the"Kok report" was not taken up by "Lisbon
2": the idea to "name and shame" countries' performances on their socio-economic reforms.
Two European think tanks have prepared evaluation reports on the progress of reform in the Member
States and have come to slightly different conclusions. But both think tanks also dare to do what the
Commission has avoided: to pinpoint the "heroes" and "villains" of the Lisbon reforms process.
The Brussels-based think tank Bruegel presented its assessment of the relaunched Lisbon agenda on
14 March. In a policy brief, Jean Pisani-Ferry and André Sapir warn the EU not to miss the "last exit to
Lisbon". They evaluated the National Reform Programmes and the Commission's evaluation of those
programmes. On a scale from 1 to 12, most countries score below 6 when it comes to ownership of the
Lisbon agenda. "Ownership" in this context refers to the involvement of national parliaments, social
partners and civil society in the criteria of the National Reform Programmes .
In the Bruegel ranking, Estonia has the best "ownership" (11 out of 12), followed by 9 other countries
(Austria, Denmark, Poland, Spain and others) with 7 out of 12. The countries, where these stakeholders
were least involved, were Belgium (3), Germany (2) and the UK (2).
In their evaluation of the Commission's report on the National Reform Programmes, Pisani-Ferry and
Sapir criticised the "still too profuse" integrated guidelines and urged the Commission to "simplify and
prioritise the Lisbon guidelines".
In a new Lisbon Scorecard to be presented on 20 March in Brussels, the London-based think
tank Centre for European Reform (CER) is more positive about the progress. "Many underlying trends
are positive", the CER says in its press release. "Slowly, but steadily, the EU is moving forward in most
of the areas covered by the Lisbon agenda."
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In the CER ranking of top performers ("heroes) and laggards ("villains"), Denmark is number one, with
Sweden and Austria following close behind. The UK, the Netherlands and Finland also get high marks.
The Mediterranean countries Italy, Greece and Portugal score poorly, but the report's number one
"villain" is Poland.
(Janeiro, 2006)
Cf. http://www.euractiv.com/en/innovation/lisbon-strategy-reports-name-good-bad-pupils/article-153501