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Carica papaya: Cultivo e Benefícios Nutricionais

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Carica papaya

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Nota: "Mamão" redireciona para este artigo. Para outras espécies de
papaia ou mamão, veja Caricaceae. Para o baterista brasileiro, veja Ivan Conti.

Carica papaya
papaia, mamão

Carica papaya (ilustração do Köhler's Medizinal-


Planzen, 1887).

Classificação científica

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta

Clado: Angiosperms

Clado: Eudicots

Clado: Rosids

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Brassicales

Família: Caricaceae

Género: Carica

Espécie: C. papaya

Nome binomial

Carica papaya
L.[1]

Produção mundial de papaia em 2005,


mostrada como percentagem do maior produtor, Brasil (1,7 megatoneladas)
Carica papaya L. é uma espécie de fruteira tropical que produz os frutos
conhecidos pelos nomes comerciais de papaia ou ababaia (de papaya,
da língua caribe via espanhol),[2][2][3] ou mamão. Carica papaya é, na
actual circunscrição taxonómica do género Carica, a única espécie deste
género monotípico, embora a família Caricaceae inclua várias espécies
similares,[4] algumas da quais produzindo frutos conhecidos pelos mesmos
nomes comuns ou nomes similares. A espécie é nativa das regiões tropicais
das Américas, provavelmente da região sul do México e regiões adjacentes
da América Central.[5] Terá sido inicialmente cultivada no sul do México[carece de
fontes]
vários séculos antes da emergência das civilizações
clássicas mesoamericanas.

Descrição
C. papaya é uma grande planta arborescente, com um único caule central,
frequentemente não ramificado ou apenas ramificado na região terminal, que
cresce até aos 5 a 10 m de altura, com folhas arranjadas em espiral confinadas
ao topo do tronco e região terminal dos eventuais ramos. A parte inferior do
tronco apresenta cicatrizes foliares conspícuas marcando os pontos de
inserção de folhas e frutos de anos anteriores. Em geral não ramifica, excepto
se o caule principal tiver sido cortado.

A folhas são grandes, com 50 a 70 cm de diâmetro,


profundamente palmatilobadas, com 7 lóbulos. De forma incomum para plantas
daquela dimensão, os espécimes de C. papaya são dioicos.

As flores são similares em forma às flores de Plumeria, mas são menores e


apresentam um aspecto ceroso e translúcido. As flores ocorrem nas axilas das
folhas, maturando em frutos de grandes dimensões, com 15 a 45 cm de
comprimento e 10 a 30 cm de diâmetro. O fruto é do tipo baga,[6] inicialmente
verde e rijo, mas amadurecendo para um fruto amarelo de polpa macia e
alaranjada, por vezes com laivos âmbar o alaranjados na casca.

Carica papaya foi a primeira fruteira transgénica a ter o


seu genoma integralmente sequenciado.[7]

A espécie é nativa do sul do México, América Central e norte da América do


Sul,[1][5] estando naturalizada nas Caraíbas, Flórida e diversas regiões de África.
A espécie é cultivada como fruteira no Brasil, Índia,
Austrália, Malásia, Indonésia, Filipinas, Angola, Hawaii[1] e muitas outras regiões
dos trópicos e sub-trópicos.

Fruto
Mamão, papaia ou ababaia é o fruto do mamoeiro ou papaeira, árvores da
espécie Carica papaya. Em Angola utilizam-se os
termos mamão ou mamoeiro para identificar as variedades com fruto mais
arredondado, designado-se por papaia ou papaeira aquelas que produzem o
fruto mais alongado e mais adocicado. São bagas ovaladas, com casca macia
e amarela ou esverdeada. A sua polpa é de uma cor laranja forte, doce e
macia. Há uma cavidade central preenchida com sementes negras e rugosas,
envolvidas por um arilo transparente.

Os mamões são consumidos in natura, em saladas e sucos. Antes da


maturação, a sua casca apresenta um látex leitoso que deve ser retirado antes
do consumo. Este látex contém substâncias nocivas às mucosas, sendo usado,
inclusive, culinariamente, como amaciante de carnes. Tem um alto teor
de papaína, uma enzima proteolítica, que é usada em medicamentos para
tratamento de distúrbios gastrointestinais e para reabsorção de hematomas.

Cultivo
Originalmente do sul do México e países vizinhos, é atualmente cultivada na
maioria dos países tropicais e nos Estados Unidos, onde foi introduzido
primeiramente na Flórida, Havaí, Porto Rico, e nas Ilhas Virgens.

O mamoeiro produz fruto o ano todo, porém, no Brasil, a safra geralmente


ocorre nos meses de maio, junho, agosto e outubro.
Existem diversas variedades de mamão e as mais conhecidas no Brasil são:
mamão papaia, mamão formosa (um pouco maior e geralmente usado para
fazer doces), mamão-da-baía, mamão-macho e mamão-da-índia.

Produção no Brasil

Principais estados produtores de mamão no


Brasil em 2018, em amarelo escuro
Em 2018, o Brasil produziu 1,06 milhão de toneladas de mamão, sendo o 2º
maior produtor do mundo.[8] Os estados que mais produzem são: Espírito
Santo (403 mil toneladas), Bahia (390 mil toneladas) e Ceará (118 mil
toneladas).[9] Em 2017, foram comercializadas 157.705,84 toneladas de mamão
na CEAGESP, sendo 33,15% de mamão formosa e 66,85% de mamão havaí.
[10]
Em 2015, o país exportou quase 40 mil toneladas, principalmente para a
União Européia.[11]

No entreposto da capital paulista, o mamão é o 4º produto mais


comercializado, tendo como principais cidades produtoras: Pinheiros –
ES (16,5%), São Felix do Caribe – BA (12,8%) e Baraúna – RN (6,7%).[12]

Produção mundial

País Produção em 2018


(toneladas anuais)

5.989.000
Índia

1.060.392
Brasil

México 1.039.820
1.022.498
República Dominicana

887.591
Indonésia

Nigéria 833.038

República Democrática do 213.769


Congo

188.636
Venezuela

183.732
Colômbia

Cuba 176.630

Total mundial 13.300.000

Fonte: Food and Agriculture Organization[13]

Valor nutricional
Papaia, fruto cru

Valor nutricional por 100 g (3,53 oz)

Energia 179 kJ (40 kcal)

Carboidratos

Carboidratos totais 10.82 g


• Açúcares 7.82 g

• Fibra dietética 1.7 g

Gorduras

Gorduras totais 0.26 g

Proteínas

Proteínas totais 0.47 g

Vitaminas

Vitamina A equiv. 47 µg (6%)

- Betacaroteno 274 µg (3%)

- Luteína e Zeaxantina 89 µg

Tiamina (vit. B1) 0.023 mg (2%)

Riboflavina (vit. B2) 0.027 mg (2%)

Niacina (vit. B3) 0.357 mg (2%)

Ácido pantotênico (B5) 0.191 mg (4%)

Ácido fólico (vit. B9) 38 µg (10%)

Vitamina C 62 mg (75%)

Vitamina E 0.3 mg (2%)

Vitamina K 2.6 µg (2%)

Minerais
Cálcio 20 mg (2%)

Ferro 0.25 mg (2%)

Magnésio 21 mg (6%)

Manganês 0.04 mg (2%)

Fósforo 10 mg (1%)

Potássio 182 mg (4%)

Sódio 8 mg (1%)

Zinco 0.08 mg (1%)

Licopeno 1828 µg

Link to USDA Database entry


Percentuais são relativos ao nível de ingestão diária
recomendada para adultos.
Fonte: USDA Nutrient Database

O consumo do mamão é recomendado pelos nutricionistas por se constituir em


um alimento rico em licopeno (média de 3,39 mg em 100 g), vitamina C e
minerais importantes para o organismo. Quanto mais maduro, maior a
concentração desses nutrientes.

Numa porção de 100 gramas do fruto estão contidas 43 calorias e uma


quantidade significativa de vitamina C (75% da Dose Diária Recomendada,
DDR) e uma quantidade moderada de folato (10% da DDR), para além de uma
variedade de nutrientes embora em quantidades negligíveis (ver tabela).

Aplicações farmacológicas
A Carica papaya Linn é uma planta conhecida e utilizada mundialmente tanto
para alimentação quanto para tratamento de enfermidades, haja visto que
possui tanto propriedades nutricionais quanto terapêuticas. No que se refere à
alimentação, o fruto é a parte mais utilizada para o preparo de alimentos ou
para o seu consumo in natura. Enquanto que para a abordagem terapêutica
vários componentes do mamoeiro podem ser utilizados, como o caule, o látex,
as flores, as sementes, a raiz e as folhas da árvore.
Algumas aplicações terapêuticas populares se referem ao tratamento de
enfermidades como doenças gastrointestinais, a exemplo da úlcera, por meio
da ingestão do suco de frutas, que contém papaína, uma protease digestiva;
feridas, com o uso do cataplasma de folhas frescas; reumatismo, através da
ingestão da raiz fresca com álcool de cana ou da massagem com esse extrato
para aliviar os sintomas dessa doença; tosse, bronquite, asma e resfriados, por
intermédio da decocção de flores, ingerida por via oral; asma e diabetes, por
meio da ingestão de algumas gotas do látex fervido em água, além de ser
usado como vermífugo, utilizando-se as sementes secas e moídas na forma de
chá, pelo fato das sementes possuírem benzil isotiocianato, um composto
bactericida e fungicida.

Algumas dessas aplicações possuem eficácia científica comprovada, enquanto


outras ainda não. Contudo, sua utilização continua sendo amplamente
empregada para tratar diversas doenças por distintas populações ao redor do
mundo, especialmente por comunidades tradicionais presentes, sobretudo, em
países em desenvolvimento.

Extrato da folha de Carica papaya

A folha da Carica papaya, por exemplo, é uma das partes dessa planta que
possui aplicabilidade terapêutica cientificamente comprovada por possuir
propriedades medicinais como atividade antibacteriana, antiviral, antitumoral,
hipoglicêmica e anti-inflamatória, devido à presença de substâncias químicas
como alcaloides, saponinas, taninos, flavonoides e glicosídeos, sugeridas por
investigação fitoquímica. Fruto da Carica papaya

O fruto do mamoeiro, o mamão é rico em aminoácidos, proteínas, carboidratos,


fibras, vitamina C e outros nutrientes. Além disso, ele produz o chamado “látex
branco”, que contém uma enzima proteolítica, a papaína. A papaína apresenta
um papel importante na patofisiologia de diversas doenças, desenvolvimento
de medicamentos e usos industriais, como, por exemplo, amaciantes de carne
e preparações farmacêuticas. Essa enzima é uma protease composta de 212
resíduos de aminoácidos, tendo sua atividade ótima em um pH de 6 a 7, sendo
uma única cadeia polipeptídica com três pontes dissulfeto e um grupo sulfidrila,
responsáveis pela sua atividade catalítica.

Aplicações nutricionais

O fruto da árvore, o mamão, possui três principais aplicabilidades no contexto


alimentício: suplemento nutricional, aperitivo e lanche. Ele é considerado
um suplemento nutricional por vez que possui moléculas importantes para a
manutenção homeostática do organismo, como antioxidantes, vitaminas B,
ácido fólico, ácido pantotênico, potássio, magnésio e fibras. A vitaminas B, por
exemplo, em sua grande variedade, são relacionadas ao funcionamento de
diversas funções fundamentais para a vida como a função cerebral, produção
energética, síntese e reparo de DNA e RNA, reações de metilação e síntese de
diversos neurotransmissores e moléculas sinalizadoras. No contexto
de aperitivo, duas principais moléculas estão relacionadas a ativação do
paladar: o linalol e o benzaldeído. O linalol está comumente relacionado a um
sabor floral-adocicado nos alimentos, enquanto o benzaldeído, após uma série
de transformações, gera álcool benzílico, sendo esses produtos do benzaldeído
associados a uma gama de sabores no mamão.

Além disso, a produção de nutracêuticos é uma área relevante no uso das


folhas de mamoeiro. Os nutracêuticos são produtos farmacêuticos,
suplementos nutricionais, que contém em sua composição compostos bioativos
extraídos dos alimentos. Eles vêm sendo relacionados ao controle de diversas
desordens metabólicas, como obesidade, doenças cardiovasculares, câncer,
osteoporose, artrite, diabetes e outros. Esses produtos são manufaturados
principalmente na Ásia, especialmente na Índia, em forma de comprimidos
contendo o extrato das folhas de mamoeiro, por exemplo.

Aplicações cosméticas

Na área cosmética, as sementes e folhas de mamão são substratos para a


produção de tinta de cabelo e máscaras faciais, respectivamente. As sementes
do vegetal, que contém alcaloides, flavonoides e saponinas, por exemplo,
foram avaliadas dentro de uma formulação de tinta de cabelo quanto a
homogeneidade, consistência, segurança e efetividade, demonstrando
resultados positivos.

Aplicações em medicamentos

Diversos estudos vêm sendo conduzidos para a produção de produtos


farmacêuticos que atuem em diferentes vias de administração, incluindo as vias
oral, tópica e transdermal. Para a via oral, os produtos vêm sendo preparados,
além de no formato encapsulado, no formato de sistema de entrega lipossomal
e nanoemulssão. No contexto do uso tópico, por sua vez, diversas estratégias
de formulação são adotadas: creme, loção, antisséptico, pomada e emulgel.

O extrato da folha do mamão (em inglês, Papaya Leaf Extract, PLE) é capaz de
interagir com uma ampla variedade de alvos moleculares, o que explica sua
ação terapêutica contra várias doenças. O potencial antibacteriano das folhas
de mamoeiro, por exemplo, é proveniente da presença de compostos fenólicos.
Esses compostos reagem com proteínas formando moléculas solúveis em
água que danificam a membrana celular bacteriana. Dentre os compostos
fenólicos, a classe dos flavonoides tem forte associação com capacidade
antiviral, antimicrobiana e antiespasmódica. Outro exemplo é sua utilização
como um anticancerígeno, que se deve à supressão da atividade de uma
enzima denominada DNA topoisomerase I/II, à alteração das vias de
sinalização, à regulação negativa da expressão gênica de Bcl-2 e Bcl-XL, à
regulação positiva da expressão gênica de Bax, Bak, caspase 3 clivada e ao
aumento da expressão de P53. O tratamento com PLE aumentou a produção
de óxido nítrico (NO), receptor coestimulatório (CD80), fator de necrose
tumoral-alfa (TNF-α), diversas interleucinas como IL-12p40, IL-6 e IL-12p70 e
também de IFN-γ, além de diminuir a secreção de IL- 2, IL-4. Além disso, PLE
modula a secreção de citocinas pró-inflamatórias como IL-1β, IL-6, IL-1α, IL-8 e
quimiocinas como CCL7, CCL2, CCL8.

No tratamento da dengue, o uso de PLE é relatado como benéfico em


pacientes, atuando através da ativação da expressão do gene ALOX 12 e
PTAFR, aumentando a produção de megacariócitos e sua conversão em
hemácias. Ademais, a folha liofilizada de Carica papaya modula a produção de
citocinas inflamatórias CCL6/MRP-1, CCL17/TARC, CCL12/MCP-5,
CCL8/MCP-2, IL1RN/IL1Ra, IL1R1, PF4/CXCL4 e NAMPT/PBEF1 nos
camundongos infectados experimentalmente pelo vírus da dengue AG129.

Ademais é o PLE também vem sendo relacionado com o tratamento de


diabetes. Embora ainda esteja sendo estudado quanto a essa aplicação, tem
demonstrado aumentar a expressão de GLUT 4, um tipo de transportador de
glicose intracelular, nas células musculares esqueléticas de ratos diabéticos,
aumentando o fluxo de glicose para dentro delas, além de regular células β
presentes nas Ilhotas de Langerhans, no pâncreas, para a liberação de
insulina.

Papaína

A papaína é uma das principais enzimas encontradas no látex da fruta verde do


Carica papaya e recebe uma atenção considerável devido à sua ampla
distribuição e seu importante papel na manutenção de processos biológicos de
plantas, tais como a ação contra insetos, além de patologias envolvendo
cisteíno-peptidases de mamíferos. Em razão de suas características, a papaína
tem aplicação em diversas indústrias, na medicina, na odontologia e como
ferramenta de pesquisa.

Na indústria cosmética, a papaína é um potente ingrediente ativo adicionado


às preparações esfoliantes, devido à sua capacidade de hidrolisar ligações
peptídicas de colágeno e queratina no estrato córneo da pele, removendo,
assim, os debris celulares da epiderme. A aplicação da papaína foi já está
sendo utilizada para “peeling”, além do uso associado a alfa-hidroxiácidos e ao
ácido acetilsalicílico no tratamento de rugas, flacidez e ressecamento da pele.
No mercado existem produtos contendo papaína combinada com outras
substâncias, tais como uréia e clorofila. Essa preparação está sendo
comercializada com o nome de Panafil®. Além dessa, há a Accuzime®,
adicionada de papaína e uréia, e o produto italiano NouriFusion®, contendo
papaína e as vitaminas A, C e E.

Na odontologia, a papaína está sendo incorporada à formulação gel para


remoção química da cárie, principalmente para aplicação na odontopediatria.
No comércio existe o produto Papacárie®, que promove a remoção do tecido
cariado e infectado, preservando, ao máximo, os tecidos sadios adjacentes do
dente, sem ocasionar qualquer dano aos tecidos da boca. Outra utilização da
enzima é na remoção do tártaro, pelo amolecimento do mesmo e diminuindo,
assim, o desconforto do procedimento.

A indústria farmacêutica tem explorado as propriedades proteolíticas da


papaína, principalmente em medicamentos de usos oral e tópico. Os
medicamentos de uso oral contendo papaína são comercializados como
digestivos, auxiliando na degradação das proteínas da dieta, como o
Filogaster®, contendo pancreatina,diastase e papaína. Tem sido estudado,
ainda, o uso oral dessa enzima na prevenção de aderências intrabdominais
pósoperatórias, por se tratar de um agente fibrinolítico, no tratamento da
mucosite, como antiinflamatório, no tratamento de infecções de vísceras,
atuando como promotor de absorção de antibióticos.

De modo geral, a maior parte das aplicações clínicas da papaína de uso tópico
objetiva o desbridamento de feridas e de queimaduras, de modo a acelerar o
processo de cicatrização dessas lesões.

Galeria

Flores de mamoeiro fêmea.

Flores de mamoeiro macho.

Mamoeiro com suas folhas e copa.

Planta juvenil.


Botões florais.

Flores femininas.

Fruto maduro.

Folhas.

Fruto imaturo.

Fruto maduro.
Ver também
 Salada verde de papaia
 Doce de mamão
 Abacate
Referências
1. ↑ Ir para:a b c Carica papaya was originally described and published in Species
Plantarum 2:1036. 1753. GRIN (9 de maio de 2011). «Carica
papaya information from NPGS/GRIN». Taxonomy for Plants. National
Germplasm Resources Laboratory, Beltsville, Maryland: USDA, ARS, National
Genetic Resources Program. Consultado em 10 de dezembro de 2010
2. ↑ Ir para:a b «Papaw». Collins Dictionary. N.d. Consultado em 25 de setembro de
2014
3. ↑ Na América do Norte, o termo papaw ou pawpaw em geral refere o fruto
de Asimina triloba, uma espécie da família Annonaceae. Ref.: Merriam-
Webster's Collegiate Dictionary (2009), published in United States.
4. ↑ «Carica». 2013
5. ↑ Ir para:a b Morton JF (1987). «Papaya». NewCROP, the New Crop Resource
Online Program, Center for New Crops & Plant Products, Purdue University;
from p. 336–346. In: Fruits of warm climates, JF Morton, Miami, FL. Consultado
em 23 de maio de 2015
6. ↑ Heywood, VH; Brummitt, RK; Culham, A; Seberg, O (2007). Flowering plant
families of the world. [S.l.]: Firefly Books. p. 88. ISBN 9781554072064
7. ↑ «Scientists decipher fruit tree genome for the first time». ugr.es
8. ↑ «Agricultura do Brasil em 2018, pela FAO». FAO. Consultado em 27 de
fevereiro de 2021
9. ↑ Produção brasileira de mamão em 2018
10. ↑ CEAGESP. «Guia da Ceagesp - Mamão formosa». Consultado em 27 de
abril de 2022
11. ↑ Anuário Brasileiro da Fruticultura 2018, página 67
12. ↑ CEAGESP. «Guia da Ceagesp - Mamão havai». Consultado em 27 de abril
de 2022
13. ↑ fao.org (FAOSTAT). «Papaya production in 2018, Crops/World
regions/Production quantity (from pick lists)». Consultado em 29 de agosto de
2020

Ligações externas

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Carica
papaya

No Livro de receitas do Wikilivros você encontrará mais sobre


Papaya

O Wikispecies tem informações sobre: Carica papaya

 California Rare Fruit Growers: Papaya Fruit Facts


 Mamão em Jardineiro.net
 Fruits of Warm Climates: Papaya and Related Species
[Esconder]
v
d
e
Espécies extantes de Caricaceae

Carica C. papaya

C. parviflora
Cylicomorpha
C. solmsii

Horovitzia H. cnidoscoloides

J. chocoensis
J. corumbensis
J. digitata
Jacaratia J. dolichaula
J. heptaphylla
J. mexicana
J. spinosa

J. chocola
Jarilla J. heterophylla
J. nana

Vasconcellea V. candicans
V. cauliflora
V. cestriflora
V. chilensis
V. crassipetala
V. glandulosa
V. goudotiana
V. horovitziana
V. longiflora
V. microcarpa
V. monoica
V. omnilingua
V. palandensis
V. parviflora
V. pubescens
V. pulchra
V. quercifolia
V. sphaerocarpa
V. sprucei
V. stipulata
V. weberbaueri

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 Frutos
 Frutos de Angola
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